FESTU – Festival de Teatro Universitário com entrada franca no Teatro Nathalia Timberg – Mostra Competitiva de 19 e 22/9

Em sua nona edição, FESTU – Festival de Teatro Universitário acontece entre 10 e 26 de setembro, em três teatros da cidade: Cesgranrio, Firjan SESI Centro e Teatro Nathalia Timberg. Idealizado em 2010 pelo produtor Miguel Colker e pelo diretor e ator Felipe Cabral, o FESTU é uma verdadeira maratona teatral com produções criadas por jovens da cena universitária nacional. O FESTU é composto por duas mostras, sendo uma competitiva de esquetes (Mostra Nacional Competitiva) e outra de espetáculos (Mostra de Espetáculos). Em quase uma década, o festival recebeu cerca de 4.600 inscrições de grupos de todo Brasil. Desde então, o evento apresentou 270 esquetes e 32 espetáculos de mais de 300 grupos universitários de todo o país, tendo patrocinado 11 peças e premiado 73 categorias.

Na abertura (10/9) do FESTU, o Teatro Firjan SESI Centro recebe a primeira peça das cinco que compõe a Mostra de Espetáculos: “Meus cabelos de baobá” (UNIRIO), com direção de Vilma Mello. Criado, escrito e interpretado por Fernanda Dias, “Meus cabelos de baobá” começou a ganhar forma em 2015, quando a atriz retornou de uma temporada estudos na L’Ecole Des Sables, no Senegal. A montagem se baseia em textos de autoras negras e na riqueza da cultura afro-brasileira. A produção foi a grande vencedora do festival de 2018, tendo conquistado os prêmios de Melhor Esquete, Melhor Texto Original e Melhor Atriz. Premiada com um patrocínio de R$ 30 mil e com a participação no Festival de Curitiba 2019, a peça agora é apresentada em sua versão longa.

A Mostra de Espetáculos também traz “Exoneração”, do coletivo Teatro Dy Afronte (UNIRIO, UERJ, UFRJ, PUC e Martins Penna). O grupo foi vencedor do FESTU 2018 pelo Júri Popular com o esquete “O conjunto das palavras com antecedência ou o ato de fazer entrar” e foi premiado com R$ 15 mil. As outras três produções escolhidas são do Rio de Janeiro e de Minas: “Cabaré Sade” (UNIRIO), “Eclipse solar” (CEFART/MG) e “Nossas bocas não foram feitas só pra sorrir” (Martins Penna).

“Esta edição apresenta trabalhos muito maduros e potentes. O FESTU tem esse lugar de representatividade, em que a cena reflete o que estamos vivendo no país e no mundo. Na Mostra de Espetáculos, o tema ‘mulher’ abre e fecha a programação. Há também peças de coletivos, com trabalhos performáticos e com música. E na Mostra Competitiva, das 27 cenas selecionadas, nove são monólogos”, adianta Felipe Cabral, idealizador e diretor artístico do evento.

Este ano, a Mostra Competitiva teve 281 esquetes inscritos (244 em 2018). Foram escolhidos 113 de 14 estados para participarem da banca realizada em julho, no Rio. Felipe Cabral e o professor Zé Luiz Rinaldi (Universidade Candido Mendes) selecionaram os 27 esquetes que competem em dez categorias (lista abaixo). O grande vencedor (Melhor Esquete) recebe um patrocínio de R$ 30 mil para montar um espetáculo e já tem sua participação garantida no Festival de Curitiba em 2020.

Pela primeira vez, a Mostra Competitiva ocupa o Teatro Nathalia Timberg, na Barra da Tijuca, entre os dias 19 e 22 de setembro, com entrada franca. Os apresentadores serão Felipe Cabral e a atriz Tatá Lopes, que ano passado foi jurada do 8º FESTU. Outra novidade desta edição é a Mostra do Voto Popular. O melhor esquete eleito pelo júri popular ganha um evento exclusivo para esta premiação, no Teatro Cesgranrio (26/9). Todos os finalistas se apresentam novamente e o vencedor eleito pelo público ganha R$ 15 mil.

Os 27 esquetes concorrem nas seguintes categorias: Melhor Esquete, Melhor Ator, Melhor Atriz, Melhor Esquete pelo Júri popular, Melhor Direção, Melhor Direção de Movimento, Melhor Texto Original, Melhor Iluminação, Melhor Cenografia e Melhor Figurino. Os integrantes que compõem o júri de 2019 serão divulgados em setembro.

Já passaram 77 profissionais de artes cênicas pelo júri do FESTU. Entre eles, estão nomes como Marília Pêra, Cássia Kis Magro, João Falcão, José Wilker, Otávio Augusto, Debora Lamm, Pedro Kosovski, Tonico Pereira, Gregório Duvivier, Deborah Colker, Lilia Cabral, Milton Gonçalves, Catarina Abdalla, Karina Ramil, Johnny Massaro, Leopoldo Pacheco e Caio Paduan.

FESTU nas redes: Site: http://www.festu.com.br | Facebook e Instagram: @festurio

SINOPSES – Mostra de Espetáculos

“Meus cabelos de baobá” – UNIRIO

Sinopse: A menina Dandaluanda fantasia um diálogo com o baobá e é correspondida. A magia que emana da árvore de origem africana faz com que a mulher, também alimentada pela sua ancestralidade, valorize sua identidade negra e se torne rainha. Referência de suas ancestrais femininas, a árvore milenar de galhos fortes e compridos ensinou a Dandaluanda valores africanos e a despertou para uma nova vida: primeiro como menina, depois como mulher e, finalmente, como rainha.

Ficha Técnica: Direção: Vilma Mello. Argumento: Simone Ricco. Texto: Fernanda Dias. Elenco: Fernanda Dias, Luiza Loroza e Beá Felícito. Concepção de luz: Binho Schaefer. Figurino: Clívia Cohen. Operador de luz: Victor Tavares. Direção musical: Beá. Música: Jhon Conceição, Barbara Santos e Beá. Concepção de cenário: Cachalote Mattos. Preparação corporal e coreografias: Fernanda Dias e Charles Nelson. Produção: Damiana Guimarães. Duração: 50 min. Classificação indicativa: 16 anos.

“Exoneração” – UNIRIO, UFRJ, UERJ, PUC e Martins Penna

Sinopse: Transnudado, suado, travestindo destruições e pronunciando desaparecimento atrás de desaparecimento. Os quatro cantos cardinais das paredes deixaram de existir. Sonoridades estranhas denunciam o parto de novos estatutos cênicos. O caos poderia aquietar-se dizendo o que queria para neutralizar toda violência, para tornar menos perigosa a linguagem que queima. Tudo se encaminha e desperta a partir do momento que algo viscoso cai de cima. Corpos se inundam destruindo o espaço teatral.

Ficha Técnica: Produção executiva: Teatro Dy Afronte. Direção de arte: Teatro Dy Afronte. Direção de movimento: Aron Moraes. Encenação: Aron Moraes. Preparação vocal: Jane Celeste. Programação visual e design gráfico: Carolina Werneck. Iluminação: Aron Moraes. Projeção audiovisual: Aron Moraes e Gabriel Massan. Direção de produção: Wellington de Oliveira. Trilha sonora: Henrique Fiuza, Jordi Marchon, Nanda O Nanda, Davi di Paola, Leviatã e Lázaro Uylgne. Colaboração artística: Brian Silva, Gabe Passareli, Graciana Valladares João Victor Linhares, Natasha Pasquini e UmAlice. Texto: Aron Moraes e Julianna Pimenta. Elenco: Anis Aura Yaguar, Arda Nefasta, Bianca Luvic, Chris Rebello,

Dandara Patroclo, Juliana Reis, Julianna Pimenta e Maria Ambrósia. Duração: 70 min. Classificação indicativa: 18 anos.

“Cabaré Sade” – UNIRIO

Sinopse: Em cena, a história da morte do líder revolucionário Jean-Paul Marat, assassinado pela jovem camponesa Charlotte Corday durante Revolução Francesa. A história é encenada no falido e fabuloso cabaré da Mamacita e cria analogias com os tempos atuais, com a realidade do Brasil, mergulhado em uma crise política e econômica.

Ficha Técnica: Direção: Christina Streva. Texto: Luana Valentim, Rafael Ferreira e Rosyane Trotta. Músicos: Julia Mestre, Babi Guinle, Dora Morel e Gabi Lara. Elenco: Álvaro Victor, Antônio Valladares, Barbara Cristina, Beatriz Laviche, Bruno Marques, Filipe Felix, Gabriel Hipólito, João Vitor Linhares, Júlia Drummond, Luana Valentim, Manu Calmon, Rânni, Thaís Mazzoni, Vicente Conde e Vitória Carvalho. Assistente de direção: Amanda Tedesco, Grassi Santana e Juliana Thirè. Produção: Camila Zampier e Vinicius Lavall. Iluminação: Gabriel Prieto. Cenografia: Rahira Coelho. Figurino: Lara Bezerra. Duração: 60 min. Classificação indicativa: 16 anos.

“Eclipse solar” – CEFART/MG

Sinopse: Na cidade dos Exilados, um grupo de expatriados divaga sobre política, humanismo, pessimismo, tragédias pessoais, anseios, rancores e desejo de liberdade, enquanto aguarda um acontecimento extraordinário: o eclipse total do sol. Com uma narrativa fragmentada, entremeada por canções, imagens e performances, a peça evoca um tempo/espaço imaginário para abordar dúvidas e perplexidades sobre o futuro dos nossos dias.

Ficha Técnica: Direção: Ricardo Alves Jr. Dramaturgia: Germano Melo. Elenco: Bremmer Guimarães, Caroline Cavalcanti, Eduarda Fernandes, Gabriela Veloso, Lorena Fernandes, Lucas Nicoli, Marianna Callais, Pedro Lanna, Paula Amorim e Rafael Batista. Assistência de Direção: Rafael Batista. Direção de arte: Luiz Simões. Direção musical: Lucas Nicoli. Desenho de luz: Jésus Lataliza. Assistência de iluminação e operação: Lucas Matias Morais. Desenho de som e operação: Fabrício Lins. Direção técnica: Geraldo Octaviano. Preparação corporal: Elba Rocha. Preparação vocal: Luísa Bahia. Maquiagem: Gabriela Dominguez. Arte gráfica: Ângela Peres. Apoio: Fundação Clóvis Salgado e Funarte MG. Realização: Quartatela. Duração: 70 min. Classificação indicativa: 16 anos.

“Nossas bocas não foram feitas só para sorrir” – Martins Penna

Sinopse: Espetáculo autoral e musicado sobre as questões em torno da problemática racial no Brasil contemporâneo. Uma criação coletiva e não-linear concebida a partir da vivência dos artistas em cena. Com recorte étnico-racial, a peça traz sete atores e quatro músicos que remontam situações fictícias e não-lineares que variam entre a dramaticidade e a comicidade.

Ficha Técnica: Concepção: Coletiva. Direção geral: Shirlene Paixão. Assistência de direção: Dieymes Pechincha. Direção musical: Jonatha Panta. Produção: Luiza Otero. Assistência de produção: Pérola Chaves. Preparação corporal: Morena Paiva. Preparação de elenco: Dieymes Pechincha. Artistas criadores: Ana Bárbara Vila Nova, Camilla Carvalho, Igor Costa, Luiza Otero, Shirlene Paixão, Vitória Rodrigues. Músicos: César Gama, Jonathan Panta, Gabriel Gama e Johan Luzi. Captação de Som: Luiza Otero. Produção de indumentária: Camila Loren e Euline Rodrigues Costa. Designer visual, captação e edição de imagem: Rafaela Gama. Vozes do off: Patrick Sonata e Marcelo Magamo. Colaboração artística: Livia Laso, Morena Paiva, Vera Lopes, Gustavo Pereira, Fernando Guilhon, Lucia Provenzano. Duração: 60 min. Classificação indicativa: 16 anos.

FICHA TÉCNICA FESTU 2019

Diretor Artístico: Felipe Cabral

Diretor Geral: Miguel Colker

Diretor Financeiro: Rodrigo Wodraschka

Apresentador: Felipe Cabral

Relacionamento: Menna Barreto e Felipe Dias

Produção: Aline Moschen, Juliana Santos e Paulo Dary

Coordenador de Comunicação: Irwin Fiuza

Comunicação: Rodrigo Santos

Coordenador de Design: Guilherme Telles

Design: Paulo Tavares e Romy Morgado

SERVIÇO

De 10 a 14 de setembro

FESTU – Mostra de Espetáculos

Local: Teatro FIRJAN SESI Centro | Rua Graça Aranha, 1 – Centro.

Informações: (21) 2563-4163.

Horário: de terça a sábado, às 19h.

Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).

Bilheteria: De segunda a sexta, das 11h30 às 19h30. Aos sábados e domingos e feriados, quando houver espetáculo, 2h antes.

Programação:

10/09 – “Meus Cabelos de Baobá” (UNIRIO)

11/09 – “Exoneração” (UNIRIO, UFRJ, PUC, UERJ e Martins Penna)

12/09 – “Cabaré Sade” (UNIRIO)

13/09 – “Eclipse Solar” (CEFART/MG)

14/09 – “Nossas Bocas Não Foram Feitas Só Para Sorrir” (Martins Penna)

De 19 a 22 de setembro

FESTU – Mostra Nacional Competitiva

Local: Teatro Nathalia Timberg |Freeway Center – Av. das Américas, 2.000 – Barra.

Informações: (21) 2442-5188.

Horário: de quinta a sábado, às 20h30. Domingo, às 19h.

Entrada franca.

Bilheteria: terça a domingo, das 13h30 às 19h.

Programação:

19/09

“Os três mal amados” (Martins Penna)

“Desejo manifesto” (UFF/Casa De Cultura Laura Alvim/Escola De Atores Wolf Maya)

“Aparar” (PUC-Rio)

“Panchito Gonzales” (UNIRIO/Martins Penna/Escola Livre F.A.M.A.)

“Quizila (UNIRIO)

“Conversa franca’ (UFMG)

“Mar seco que terra molhada” (UNIRIO)

“Praia do Leme’ (UNIRIO)

“Dentro de mim” (UNIRIO/O Tablado)

19/09

“Urra” (UFMG)

“Presságio para uma pandemia” (UNIRIO/Martins Penna/PUC-Rio)

“Cu é universal” (CAL)

“Cotidiano” (UNIRIO/PUC-Rio)

“Engasgo” (PUC-Rio) “Yuki-Onna, A mulher de neve” (UNIRIO/Martins Penna/UFRJ)

“Aquele último filme antes da partida” (UNIRIO)

“Matryc”a (UNIRIO)

“Grita!” (UNIRIO)

21/09

“Filhas da terra” (UNIRIO)

“Lapso” (UNIRIO)

“Fúria: O político” (UNIRIO/UFRJ/PUC-Rio)

“Iceblack” (UERJ)

“Nem todo filho vinga” (UNIRIO/UFRJ/Martins Penna/Entre Lugares Maré) “Ser é permanente” (Martins Penna/UFRJ/PUC-Rio)

“Estilhaços” (CAL/UFRJ Estácio De Sá)

“Espelhos” (Martins Penna)

“Tem gente demais na merda desse barco” (UNIRIO)

22/9

Apresentação dos esquetes finalistas e premiação do júri oficial.

Dia 26/9

FESTU – Mostra do Voto Popular

Local: Teatro Cesgranrio (Rua Santa Alexandrina, 1011 – Rio Comprido).

Informações: (21) 2103-9682.

Horário: 19h.

Entrada franca.

Programação: Apresentação dos esquetes finalistas | Premiação do melhor esquete eleito pelo júri popular.

Anúncios

Em setembro, O Buraco d’Oráculo encerra sua Circulação-Residência no bairro Ipiranga

Iniciada em outubro de 2018, a Circulação-Residência do grupo O Buraco d’Oráculo chega ao final, em setembro, realizando esta última parceria com a Cia. Mundu Rodá.

Com entrada franca, os espetáculos acontecem entre os dias 21 e 29 de setembro, no espaço da Mundu Rodá, localizado no bairro Ipiranga, à Rua Southey, número 106, e também na Praça Pinheiro da Cunha.

São quatro espetáculos na programação: O Buraco d’Oráculo encena O Encantamento da Rabeca (dia 21/09), O Cuscuz Fedegoso (dia 22/09) e Pelas Ordens do Rei Que Pede Socorro! (dia 29/09); e a Cia. Mundu Rodá entra em cena com Memórias da Rabeca (dia 28/09).

A Circulação – Residência é parte do projeto Buraco 20 Anos: da (R)existência na Rua à Poesia em Cena, contemplado pela 32ª Edição do Programa de Fomento ao Teatro Para a Cidade de São Paulo. Em outubro de 2018, a circulação iniciou no Parque São Rafael, junto ao Grupo Rosas Periféricas; e em 2019, aportou em Cidade Tiradentes com o Circo Teatro Palombar, em Perus com o Teatro Pandora, no Campo Limpo com o Bando Trapos e na Cidade Patriarca com o Dolores Boca Aberta Mecatrônica de Artes. O objetivo do Buraco d’Oráculo é promover uma circulação de teatro, a partir do próprio repertório, em territórios de companhias parceiras e, juntos, comandarem um período de programação local.

Programação

Dia 21 de setembro. Sábado, às 20h

Local: Espaço da Cia. Mundu Rodá

Espetáculo: O Encantamento da Rabeca

Com O Buraco d’Oráculo

Sinopse: O Encantamento da rabeca conta histórias de transformações vividas por mulheres brincantes – que cantam, tocam instrumentos e dançam, utilizando bonecos e máscaras com intuito de revelar o protagonismo, a fragilidade, a força e a resistência de mulheres em terreno originalmente masculino.

Ficha técnica – Direção: Lu Coelho. Texto: Lu Coelho com colaboração de Pablo Dantas e Cleydson Catarina. Elenco: Lu Coelho e Nataly Oliveira. Duração: 50 min. Classificação: Livre.

Dia 22 de setembro. Domingo às 17h

Local: Praça Pinheiro da Cunha

Espetáculo: O Cuscuz Fedegoso

Copm Buraco d’Oráculo

Sinopse: Entre os quitutes vendidos por Dona Maria está um cuscuz feito com fedegoso, um matinho cheiroso, mas que não faz lá muito sucesso. Um belo dia, ela oferece a iguaria a um pedinte que, para não pagar pelo alimento, finge passar mal.

Ficha técnica – Direção: Elizete Gomes. Texto: Edson Paulo. Elenco: Lu Coelho, Mizael Alves, Nataly Oliveira e Edson Paulo. Duração: 50 min. Classificação: Livre.

Dia 28 de setembro. Sábado, às 20h

Local: Espaço da Cia.. Mundu Rodá

Espetáculo: Memórias da Rabeca

Com Cia. Mundo Rodá

Sinopse: Tantos ‘Brasis’ em um só pedaço de madeira. O espetáculo da  Cia. Mundu Rodá é uma obra de resistência poética, na qual o ator e músico Alício Amaral revela memórias guardadas por sete rabecas por meio do diálogo entre o teatro, a música e a dança. São
memórias que atravessam o tempo e o espaço, e colocam em foco as dinâmicas das relações entre homem e rabeca, dando voz a fatos históricos que fazem parte da construção da identidade cultural brasileira. A rabeca torna-se os pés e as mãos do homem que a toca, e o homem torna-se a vibração de suas cordas e sua música. Um espetáculo teatral para escutar, através da palavra, do som e do corpo.

Ficha técnica: Direção: Juliana Pardo. Intérprete, composição e direção musical: Alício Amaral. Dramaturgia: Cia. Mundu Rodá. Cenografia e figurino: Eliseu Weide. Iluminação: Eduardo Albergaria. Fotos: Daniel Cunha. Colaboração/provocação artística: Jussara Miller, Roberta Carreri (Odin Teatret) e Luiz Fiaminghi. Orientação/rabequeiros tradicionais: Zé Pereira, João Firmino, Agostinho Gomes, Zé Lucas, Carlos Raymundo, Benedito Nunes, Oswaldo Curió, Luiz Paixão, Nelson da Rabeca e Damião. Colaboração – causo Receita de Pacto: Paulo Freire. Duração: 60 min. Classificação: Livre.

 

Dia 29 de setembro. Domingo, às 17h

Local: Praça Pinheiro da Cunha

Espetáculo: Pelas Ordens do Rei Que Pede Socorro

Com O Buraco d’Oráculo

Sinopse: Pelas Ordens do Rei Que Pede Socorro! é uma intervenção teatral que utiliza a poesia como forma dramatúrgica. Baseando nos princípios da “cenopoesia” em que imagens, gestos, canções e palavras se misturam para completar um todo. O Buraco d’Oráculo leva à cena um recorte de poemas por meio de cenas fragmentadas que transitam entre o cômico e o dramático com leveza poética, mas também de forma contundente, tocando em temas do nosso cotidiano e de nossa sociedade.

Ficha técnica – Texto: Ray Lima. Direção: Elizete Gomes. Elenco: Luiza Galavotti, Lu Coelho, Mizael Alves, Nataly Oliveira e Edson Paulo. Duração: 50 min. Classificação: Livre.

Serviço

Circulação-Residência / O Buraco d’Oráculo

Dias 21, 22, 28 e 29 de setembro de 2019

Horários: sábados (às 19h) e domingos (às 17h)

Grátis. Livre.

Informações / Circulação – Residência: (11) 98152-4483

https://www.facebook.com/oburacodoraculo

Espaço da Cia Mondu Rodá

Rua Southey, 160 – Ipiranga. SP/SP.

Praça Pinheiro da Cunha. Ipiranga. SP/SP.

Os grupos

O Buraco d’Oráculo – O Buraco d’Oráculo nasceu em 1998, com o intuito de fazer um teatro que discutisse o homem urbano contemporâneo e seus problemas. Desta forma, e desde o inicio, optou pelo teatro de rua, pois esta é a maneira mais efetiva que encontrou de compartilhar momentos de reflexão e afetividade por meio de sua arte. O trabalho do grupo é calcado em três pontos fundamentais: a rua, como local para promover o encontro direto com o publico; a cultura popular, como fonte inspiradora de criação e; a Cenopoesia, um processo artistico que visa uma possibilidade de mudança nas relações sociais. Desde a formação, o grupo produziu 11 espetáculos nos quais busca manter essas propostas.

Cia. Mundu Rodá – A Cia. Mundu Rodá de Teatro Físico e Dança (SP), fundada em 2000 por Juliana Pardo e Alício Amaral, possui uma linguagem cênica própria a partir da observação, do contato e do diálogo com as danças tradicionais brasileiras e o trabalho do ator/músico/bailarino. A partir de pesquisas de campo e intercâmbios com artistas de diferentes áreas, a Cia. trabalha na criação de uma metodologia de preparação e encenação do artista intérprete que dá destaque às corporeidades brasileiras. Os princípios físicos e energéticos que constituem as danças tradicionais brasileiras, assim como o estudo biomecânico do corpo-brincador, permeiam os trabalhos da Cia. Mundu Rodá.

“Josephine Baker” volta ao Maison de France

A história da dançarina, cantora, atriz, ativista e humorista Josephine Baker (1906-1975), norte-americana naturalizada francesa que conquistou o mundo com sua arte e talento, volta a ser contada no Rio e de forma esplendorosa. Em terceira temporada no Teatro Maison de France, no Centro, “Josephine Baker – A Vênus Negra” ficará em cartaz  de 12 de setembro a 6 de outubro – sextas, sábados e domingos – agora com ainda mais pompa: já foi indicada aos prêmios Shell (melhor atriz; autor e figurino), Cesgranrio (direção musical e melhor atriz em musical), e Botequim Cultural (autor e melhor atriz em musical) pelo primeiro semestre de 2017,  prêmio APTR (melhor atriz) pelo segundo semestre de 2017, e aos prêmios  Broadway World (atriz revelação) APCA (Melhor Atriz) e Aplauso Brasil (Melhor atriz, autor e espetáculo)

A volta ao Rio e, especialmente, ao teatro Maison de France, é motivo de grande alegria e entusiasmo de todo o elenco: “nosso espetáculo tinha a intenção de resgatar a memória de uma história que precisava ser contada, mas o resultado foi muito maior do que o esperado. Fizemos verdadeiros amigos, dentro da equipe e com o público, no Rio, em SP e BH por onde passamos com casa lotada!”, ressalta a premiada atriz Aline Deluna, que vive a personagem principal, e completa: “eu diria que mais do que uma representação teatral, o espetáculo é uma apresentação de pessoas que se unem pela diferença e pelo desejo de viverem livres e felizes”.

O “mito de Cinderela” era como Josephine Baker via sua vida: uma menina negra, pobre, nascida em St. Louis, Missouri / EUA, num período de intensa discriminação e segregação racial, que se tornou uma das artistas mais célebres de sua época. Com sua dança selvagem e as caretas que fazia em cena, e posteriormente com seu surpreendente refinamento, tornou-se uma aclamada cantora francesa, mas sem nunca abandonar seu entusiasmo e sua voracidade em cena, valendo-se sempre do humor e do deboche para conquistar e alegrar seu público.

É essa mulher e artista à frente de seu tempo que o espetáculo “Josephine Baker, a Vênus Negra”, com texto de Walter Daguerre e direção de Otavio Muller, busca apresentar ao público. No papel principal, Aline Deluna, além de cantar e dançar, se parece fisicamente com Baker. Acompanhando a atriz, o trio de jazz formado pelos músicos Dany Roland (bateria e percussão), Christiano Sauer (contrabaixo, violão e guitarra) e Jonathan Ferr (piano e escaleta). Através da dramaturgia, da música ao vivo, dança e humor, “Josephine Baker – a Vênus Negra” aborda questões sociais e culturais em discussão ainda nos dias de hoje, como a discriminação racial, a censura dentro da arte, o valor do saber acadêmico versus o conhecimento prático e a indagação de qual é o papel da arte e do artista frente à sociedade.

Percorrer a vida de Josephine Baker é fazer uma viagem no tempo, quando

o jazz, até então “música de negros”, passa a ser reconhecido como arte e absorvido com entusiasmo pelos brancos; é acompanhar, pelo olhar de quem viveu, a busca por seu lugar e acabou por reinventá-lo diante da sociedade.

SERVIÇO:

 

JOSEPHINE BAKER A VÊNUS NEGRA

De 12 de setembro (sexta-feira) a 6 de outubro (domingo)

Local: TEATRO MAISON DE FRANCE

Horários: Sextas 19:30    Sábados 20:00      Domingos 18:00

Ingressos: De R$60,00 a R$70,00 (inteira) / de R$30,00 a R$35,00 (meia-entrada)

Duração: 70 minutos

Classificação: 16 anos

Capacidade: 352 LUGARES

Endereço: Av. Presidente Antonio Carlos n. 58

Informações: 2544-2533

FICHA TÉCNICA

ALINE DELUNA

CHRISTIANO SAUER

DANY ROLAND

MICHAEL ANASTACIO

De WALTER DAGUERRE

Direçâo OTAVIO MULLER

Direção musical DANY ROLAND

Direção de movimento MARINA SALOMON

“Nossa Vida Em Família” no Nair Bello

Com direção de Sérgio Ferrara, o espetáculo Nossa Vida Em Família estreia no dia 20 de setembro, sexta-feira, no Teatro Nair Bello, às 21 horas. A peça é um estudo sobre a obra de Oduvaldo Vianna Filho, um dos expoentes da dramaturgia brasileira, que tem no elenco os formandos da Turma M6C da Escola de Atores Wolf Maya.

A temporada vai até o dia 29 de setembro com sessões às sextas-feiras e aos sábados, às 21 horas, e aos domingos, às 19 horas.

 

Esta montagem dá sequência a um panorama do teatro brasileiro que o diretor tem apresentado nos espetáculos que vem dirigindo na Escola Wolf Maya. O primeiro autor a ser encenado no projeto foi Mauro Rasi (A Cerimônia do Adeus), seguido por Dias Gomes (O Bem Amado) e Plínio Marcos (Homens de Papel).

 

Nossa Vida em Família estreou em março de 1972, no Teatro Itália, em São Paulo, com direção de Antunes Filho, falecido em maio deste ano, aos 89 anos. O espetáculo é uma homenagem que Ferrara e o elenco fazem ao diretor. “Precisamos reverenciar o importante trabalho que Antunes desenvolveu como diretor e pesquisador artístico. E trabalhar com um texto de Vianninha, cuja primeira montagem foi pelas mãos de Antunes, é uma boa maneira de mantermos vivas essas duas histórias do teatro brasileiro”, comenta Sérgio Ferrara.

No enredo, o casal de idosos Seu Souza e Dona Lu reúne os filhos em um almoço de domingo em sua casa, em Miguel Pereira, interior do Rio de Janeiro, para lhes comunicar que terão de deixar a casa onde viveram até então. O espectador atento perceberá com facilidade que a peça tem como fio condutor e objetivo central uma crítica social. Mesmo que não esteja tão evidente, a principal questão que conduz a história é o baixo poder aquisitivo da maioria da população brasileira. Nesse caso, exemplificado pela família Sousa, que se depara com o problema financeiro enfrentado pelo casal. Sousa é a personagem que traz à tona o debate sobre a condição do idoso e ao mesmo tempo denuncia os inversos valores do mundo capitalista, ou seja, as concepções morais como a ética e o trabalho, que não garantem um futuro digno e estável. Apesar disso, a personagem não perde seu senso de humor e não se esquece de gozar a vida, mesmo que esta esteja derrotada.

Oduvaldo Vianna Filho (Vianinha) – Autor e ator carioca, Oduvaldo Vianna Filho (1936-1974) personifica a trajetória de uma luta contra o imperialismo cultural. Sua dramaturgia coloca em cena a realidade brasileira por meio do homem simples e trabalhador. Filho do importante dramaturgo Oduvaldo Vianna, passou a ser chamado de Vianinha pela classe teatral e imprensa. Ao lado de Gianfrancesco Guarnieri e Augusto Boal, foi um dos principais nomes do Teatro de Arena, em São Paulo, no final da década de 1950, e também participou da fundação do Centro Popular de Cultura (CPC) e do Grupo Opinião, no Rio de Janeiro, na década de 1960. Escreveu 17 peças, além de roteiros para a televisão, destacando-se no teatro os textos Chapetuba Futebol Clube, Moço em Estado de Sítio, Se Correr o Bicho Pega, se Ficar o Bicho Come (com Ferreira Gullar), Papa Higuirte, A Longa Noite de Cristal, Corpo a Corpo e Rasga Coração. Na televisão, as estórias O Matador, O Morto do Encantado, adaptação de Medéia (de Eurípedes) e episódios da série A Grande Família estão entre as principais realizações de Vianinha. Para o cinema, escreveu o roteiro de O Casal, filmado por Daniel Filho, em 1975, com José Wilker e Sônia Braga no elenco. Ele buscou imprimir sentido político à sua notável produção intelectual, vinculando-a, desde os primeiros escritos, aos deserdados, aos oprimidos e aos derrotados.

Ficha técnicaAutor: Oduvaldo Vianna Filho (um estudo da obra). Direção: Sérgio Ferrara. Preparação vocal: Edi Montecchi. Preparação corporal: André Pottes. Criação De Luz: Rodrigo Alves ‘Salsicha’. Figurino: Raphael Moretto. Operação de som: Elder Freitas. Assistência de direção: André Pottes, Elder Freitas, Francine Mello, Giovanna Kuczynski, Lucas Marques, Nanda Barroso e Raphael Moretto. Produção executiva: Maristela Bueno. Produção: Rodrigo Trevisan e Renato Campagnoli. Designer gráfico: Felipe Barros. Coordenação pedagógica: Josemir Kowalick. Coordenação geral: Hudson Glauber. Realização: Escola de Atores Wolf Maya.

 

Elenco (Turma M6C): Alexandre Bitencourt, Angel Takeda, Ariel Crepaldi, Arthur Bandeira, Chase Hoffman, Enrique Henriquez, Gabriel Stacio, Gustavo Cortez, Hellen Miranda, Igor Lima, Karol Mendes, Larissa Taytie, Lucas Valente, Nathalia Mota, Renato Mascarenhas, Stephany Poncio, Tatiane Tovani, Thalía Melo e Victor Gomes.

Serviço

Espetáculo: Nossa Vida em Famila

Estreia: 20 de setembro. Sexta, às 21h

Temporada: de 20 a 29 de setembro/2019

Sextas e sábados, às 21h, e domingos, às 19h

Ingressos: R$ 30,00 (valor único) – Vendas na bilheteria do teatro.

Duração: 90min. Gênero: Drama. Não recomendado para menores de 12 anos.

Bilheteria: quarta a sábado (15h às 21h) e domingo (15h às 19h).

Teatro Nair Bello

Rua Frei Caneca, 569 – Shopping Frei Caneca, 3º Piso. Centro – SP/SP.

Tel: (11) 3472-2442. Capacidade: 201 lugares.

Ar condicionado. Acessibilidade.

http://wolfmaya.com.br/

Facebook e Twitter @escolawolfmaya

Espetáculo ‘Saia’ participa do Circuito SESI em setembro

Quando o herói grego Aquiles nasceu, sua mãe (a nereida Tétis) o banhou no Rio Estige na tentativa de torná-lo imortal. Mas segurou-o pelo calcanhar, parte do corpo que acabou vulnerável. O mito é uma das inspirações do espetáculo Saia, que, depois de uma bem-sucedida temporada na cidade do Rio no primeiro semestre, participa agora do Circuito SESI. Serão quatro apresentações no total, nas unidades do SESI em Duque de Caxias (20/09), Macaé (26/09), Campos (27/09) e Itaperuna (28/09). Escrito por Marcéli Torquato durante as atividades da 4ª turma do Núcleo de Dramaturgia Firjan SESI em 2018, coordenado pelo diretor e dramaturgo Diogo Liberano, a peça propõe uma investigação sobre a superproteção e o instinto maternos, a importância da educação e a tentativa do ser humano de ter controle sobre a vida.

 A história chegou ao palco com direção de Joana Lebreiro e elenco que reúne as atrizes Eliane Carmo (Neném), Elisa Pinheiro (Mãe) e Vilma Melo (Aquiles). A dramaturgia será publicada pela Editora Cobogó, assim como outras duas criadas na mesma turma do projeto: ‘Desculpe o transtorno’, de Jonatan Magella, e ‘Só percebo que estou correndo quando vejo que estou caindo’, de Lane Lopes.

Quando a autora se tornou mãe, foi tomada pelo medo de morrer, de que sua filha ficasse sem mãe. Os recorrentes episódios de violência da cidade também a perturbavam. Esse foi o ponto de partida da dramaturgia. “Queria investigar essa característica da maternidade: a tentativa de controlar os riscos, de imunizar as filhas e filhos a todo custo. Não se pode fugir de tudo. É preciso que a vida aconteça”, explica.

O dramaturgo Diogo Liberano, que acompanhou todo o processo de escrita, comenta como foi bonito ver a autora se desafiando durante as aulas do núcleo. “Uma questão que sempre discutíamos era o que ela faria com esse medo que veio com a maternidade: confirmar sua existência ou dar um problema para ele? E ela acabou colocando em xeque o medo desta mãe numa história de muita delicadeza, que nos toca e afeta”, define Diogo.

A trama acompanha a rotina de uma mãe que, diante de um mundo violento, cria suas duas filhas literalmente sob a sua saia. O dia a dia não muda: é ir da casa ao trabalho, e vice-versa, até que um furo na vestimenta faz com que as crianças comecem a desconfiar da falta de acontecimentos em suas vidas.

“O texto é extremamente poético, cheio de metáforas nas entrelinhas e, ao mesmo tempo, põe em cena questões muito profundas e reais. É como um enigma, que vamos descobrindo aos poucos”, reflete a diretora Joana Lebreiro, que aceitou dirigir uma das peças criadas no Núcleo de Dramaturgia Firjan SESI antes mesmo de saber qual seria. “Sei que o Diogo Liberano tem uma pesquisa de dramaturgia muito contundente e que os trabalhos vindos do núcleo seriam, no mínimo, instigantes. E estava certa. Gostei muito de todos, mas ‘Saia’ me arrebatou”, acrescenta.

Ao lado da diretora no time criativo estão Gabriela Estevão (diretora assistente); Ana Luzia de Simoni (iluminadora); Marieta Spada (diretora de arte), Tatiana Tibúrcio (diretora de movimento e preparadora corporal) e Claudia Castelo Branco (diretora musical e trilha sonora), que compôs uma trilha original para o espetáculo. “Assim como a história apresenta situações cotidianas em cenas surrealistas, quis fazer essa mistura de elementos concretos e poéticos de uma forma experimental”, descreve Claudia.

Sinopse

Duas crianças são criadas sob a saia da mãe até que um furo na vestimenta faz com que elas comecem a desconfiar da falta de acontecimentos em suas vidas. Saia é uma investigação sobre o instinto materno em um mundo violento.

Núcleo de Dramaturgia

Em sua quinta edição, o Núcleo de Dramaturgia Firjan SESI nasceu da vontade de descobrir e desenvolver novos autores teatrais brasileiros e é aberto para quem gosta de escrita, com ou sem experiência em dramaturgia. O programa anual de estudo e criação mistura teoria e prática, por meio de atividades de leitura de textos filosóficos e dramaturgias escritas no decorrer dos séculos; discussões; exercícios individuais e de jogos textuais em dupla ou trio; e encontros presenciais com autores e artistas profissionais da cena contemporânea. Além dessas experimentações, os participantes escrevem duas dramaturgias, sob orientação de Diogo Liberano, coordenador do Núcleo de Dramaturgia Firjan SESI: uma menor, com cerca de 15 páginas, e uma final de no mínimo 30 páginas. “Pedagogicamente a atividade se dá a partir de distintos modos e tipos de escrita que cada autor ou autora traz. As turmas são compostas por 15 pessoas, a cada ano, assim, a diversidade de modos de escrita é muito grande. Temos encontros semanais com a turma toda e também individuais, nos quais discutimos a dramaturgia de cada aluno de maneira bastante profunda”, conta Liberano. “É muito gratificante ver o resultado”.

FICHA TÉCNICA:

Dramaturga: Marcéli Torquato

Diretora: Joana Lebreiro

Diretora assistente: Gabriela Estevão

Atrizes: Eliane Carmo, Elisa Pinheiro e Vilma Melo

Diretora de arte: Marieta Spada

Diretora de movimento e preparadora corporal: Tatiana Tiburcio

Diretora musical e trilha sonora: Claudia Castelo Branco

Iluminadora: Ana Luzia de Simoni

Programadora visual e mídias sociais: Thaís Barros

Assessora de comunicação: Rachel Almeida – Racca Comunicação

Fotógrafo da comunicação visual: Guilherme Silva

Fotógrafa e vídeo de cena: Thaís Grechi

Montador e operador de luz: Guiga Ensa

Montador de cenário, luz e contrarregra: Wellington Fox

Produtora: Clarissa Menezes

Coordenador do projeto e do Núcleo de Dramaturgia Firjan SESI: Diogo Liberano

SERVIÇOS:

Saia. Drama. De Marcéli Torquato. Dir. Joana Lebreiro. Com Eliane Carmo, Elisa Pinheiro e Vilma Melo. Duas crianças criadas sob a saia da mãe começam a desconfiar da falta de acontecimentos em suas vidas. (1h15).

20 de setembro, às 17h

Teatro SESI Caxias: Rua Artur Neiva,100 – 25 de Agosto – Duque de Caxias

Telefone: (21) 3672-8369

Ingressos: R$ 22 (inteira) e R$ 11 (meia).

Duração: 1h15 minutos

Classificação: 12 anos

Capacidade: 220 pessoas.

Funcionamento da Bilheteria: De segunda a sexta, das 7h às 20h, e, aos sábados, das 9h às 14h.

26 de setembro às 20h

 

Teatro SESI Macaé: Alameda Etelvino Gomes, 155 – Riviera Fluminense – Macaé

Telefone: (22) 2791-9229

Ingressos: R$ 22 (inteira) e R$ 11 (meia).

Duração: 1h15 minutos

Classificação: 16 anos

Capacidade: 197 pessoas.

Funcionamento da Bilheteria: De segunda a sexta, das 8h às 19h45.

27 de setembro às 20h

Teatro SESI Campos: Avenida Dep. Bartolomeu Lysandro, 862 – Guarus – Campos dos Goytacazes

Telefones: (22) 2101-9052 e (22) 2101-9053

Ingressos: R$ 22 (inteira) e R$ 11 (meia).

Duração: 1h15 minutos

Classificação: 16 anos

Capacidade: 205 pessoas

Funcionamento da Bilheteria: De segunda a sexta, das 8h às 20h. Sábados e domingos, em dias de atração, a partir das 14h.

28 de setembro às 19h

Teatro SESI Itaperuna: Avenida Dep. José de Cerqueira Garcia, 883 – Pres. Costa e Silva – Itaperuna

Telefones: (22) 3811-9219, e (22) 3811-9201 –

Ingressos: R$ 22 (inteira) e R$ 11 (meia).

Duração: 1h15 minutos

Capacidade: 252 pessoas.

Classificação: 16 anos

Funcionamento da Bilheteria: De segunda a sexta, das 8h às 20h, e duas horas antes das atrações

Quanto mais eu vou, eu fico

Depois do sucesso da estreia no Recife, o espetáculo “Quanto mais eu vou, eu fico” da Bubuia Companhia de Teatro vai ao Rio de Janeiro para sua primeira temporada, no Teatro Glaucio Gil. As apresentações ocorrerão em todos os fins de semana de setembro a partir do dia 6, de sexta à segunda-feira, e os ingressos custam R$40 (inteira) e R$20 (meia). Com texto original, que mistura estórias reais e fictícias, a peça convida o público a viajar na jornada do povo nordestino que migra para o Sudeste do Brasil em busca de uma vida melhor.

 

Com montagem inovadora, o espetáculo reúne a nova cena autoral de teatro e música pernambucana, com atuação das atrizes Endi Vasconcelos, do filme “A Morte Habita à Noite” de Eduardo Morotó, Maria Laura Catão, da peça “Bailei na Curva” (RJ) e Bruna Castiel, conhecida pelos trabalhos em “A Filha do Teatro”, de Antônio Rodrigues e a montagem de “Rei Lear”, dirigida pelo carioca Moacir Chaves.

 

A direção musical da peça fica por conta de Juliano Holanda, dramaturgia do poeta Gleison Nascimento, com músicas de Thiago Martins e Zé Barreto, além da canção inédita “Cinemascópio”, do disco “Quanto mais eu vou, eu fico” de Marcello Rangel, que dá nome à peça.

 

​Mas o que é o Nordeste? O que significa uma vida melhor? O enredo debate esses e outros dilemas dessa jornada de ida e volta dos nordestinos para o Sudeste do país, levando o público a viajar junto e descobrir um Nordeste mais humano, real e nada caricato, desconstruindo o Nordeste que habita no preconceito popular. Em cena, as atrizes experimentam diversos personagens que juntos montam um mosaico para contar histórias de pessoas que deixam o lugar de origem em busca dos próprios sonhos.

 

​O espetáculo, que recebe o apoio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa/FUNARJ, ainda conta com direção geral do aclamado Samuel Santos, conhecido pela adaptação de “A Terra dos Meninos Pelados”, de Graciliano Ramos, que conquistou 09 prêmios APACEPE. E a direção de movimento do artista Hélder Vasconcelos, um dos fundadores do grupo Mestre Ambrósio e consagrado por passear pelas diversas facetas da dança, teatro e música como em seus espetáculos “Espiral Brinquedo Meu” e “Por Si Só”.

 

 

Serviço:

Peça “Quanto mais eu vou, eu fico” 

Data: De 06 a 30 de setembro – De sexta a segunda

Horário: sexta e sábado às 21h e domingo e segunda às 20h

Local: Teatro Glaucio Gill / Praça Cardeal Arcoverde S/N – Copacabana, CEP: 22.040-030, Rio de Janeiro RJ

Ingresso: R$ 40,00 (inteira) / R$ 20,00 (meia)

Duração: 60 min

Classificação etária: Livre

Local de vendas: Bilheteria do teatro e pelo site Ingresso Rápido (https://ingressorapido.com.br)

Telefone da bilheteria: (21) 2332-7904

8ª edição do Festival Internacional de Artes de Tiradentes

O Festival Internacional de Artes de Tiradentes – Artes Vertentes, chega à 8ª edição entre os dias 12 e 22 de setembro, na histórica cidade mineira, reafirmando a proposta que orientou sua criação: oferecer espetáculos de alto nível artísticos nos diversos campos da arte; e estimular o diálogo e a troca de vivências culturais entre artistas e público, em torno de um tema que alinha a programação.

Serão 11 dias de um profundo mergulho nas artes. O Festival reunirá 40 artistas do Brasil e de outros nove países, que apresentarão ao público 19 concertos, cinco exposições, 11 performances literárias, três espetáculos teatrais, sete sessões de cinema e um ciclo de ideias com cinco mesas-redondas. A comunicação em seus diversos aspectos e seu impacto na sociedade contemporânea é o tema curatorial desta edição.

Com este formato, o Festival Artes Vertentes se coloca como único no Brasil: “O nosso compromisso é criar um diálogo entre diversas linguagens artísticas em torno de um tema, fomentar a criação artística contemporânea, com encomendas musicais, literárias e residências artísticas para artistas internacionais e da região”, explica Gustavo Carvalho, pianista e diretor artístico do Festival.

Em paralelo, o Festival promove a Ação Cultural, oferecendo cursos gratuitos de artes visuais, artes cênicas e música a crianças e adolescentes de Tiradentes; mantendo também o coro infanto-juvenil VivAvoz, em parceria com instituições locais. Os cursos são ministrados por professores especializados nas áreas e duram de fevereiro a dezembro. Durante o Festival, os alunos apresentam seus trabalhos, também integrados ao mote curatorial. Este ano, eles fizeram o roteiro, a trilha sonora, o cenário e o figurino para uma apresentação inspirada na peça “O Pássaro Azul”, do poeta e dramaturgo belga Maurice Maeterlink, que será apresentada no dia 20 de setembro, às 19:30 horas, no jardim do Museu Casa Padre Toledo.

Diálogos

Como os concertos de música, leituras de textos literários, lançamentos de livros, exposições, sessões de cinema e de teatro dialogam entre si e com o público em 11 dias de programação?

O curador Gustavo Carvalho oferece alguns exemplos: “Na programação de música, teremos um ciclo de concertos construído em torno da correspondência mantida entre Clara e Robert Schumann, homenageando os 200 anos de nascimento de Clara Schumann. Serão lidos trechos da correspondência amorosa do casal e, também, de compositores contemporâneos. O compositor brasileiro Sergio Rodrigo lançará uma peça especialmente composta a partir de versos do poeta Ricardo Domeneck (brasileiro, residente em Berlim), também presente no festival”.

Há diálogos explícitos. A exposição Mens Rea: a cartografia do mistério apresenta nove dípticos da série Mistérios, do artista plástico norte-americano Mac Adams. Assim como um contador de histórias, o artista procura incitar o espectador a penetrar o espaço entre as obras. Na exposição que será apresentada durante o Festival, textos de autores de diversas nacionalidades ocupam alguns destes espaços.

“Destaco, ainda, a exposição da cineasta russa Svetlana Filippova, que exibirá originais de ilustrações elaboradas para o livro Tchevengur, do russo Andrei Platonov (1899-1951). O Festival realizará o pré-lançamento do livro no Brasil, com tradução de Maria Vragova e Graziela Schneider”, conta Gustavo Carvalho. Svetlana Filippova estará presente na 8ª edição, mas Tiradentes é um território conhecido para ela: em 2017, Svetlana trabalhou técnicas de filmes de animação com os alunos da Ação Cultural. Durante a programação do festival haverá, ainda, uma retrospectiva dos seus filmes.

Integração

Realizar um Festival com o porte, a diversidade e a base conceitual do Artes Vertentes no Brasil não parece ser tarefa fácil. Mas os idealizadores e realizadores do Festival mantém a marca original: “Mostrar como linguagens artísticas sempre andam interligadas parece-me enriquecedor, não só para o entendimento da história da arte, mas também para o entendimento do homem. Há diversos festivais no Brasil que apresentam programação de alto nível. Nós escolhemos, além da qualidade artística, requisito básico, a integração, o diálogo, a multiplicidade de linguagens, a não segmentação. Creio que o Artes Vertentes propõe, com esse formato, uma nova forma de fazer, enxergar e fruir a arte”, explica Gustavo Carvalho.

Maria Vragova, diretora executiva do Festival, explica que ele é financiado de três formas: patrocínio de empresas e pessoas físicas pela Lei Federal de Incentivo à Cultura; recursos provenientes do Fundo Municipal e Estadual de Cultura; e doações d

mecenato. “Contamos com o apoio da Associação dos Amigos do Festival Artes Vertentes, hoje com 70 integrantes. Os amigos do Festival nos apoiam também logisticamente, oferecendo hospedagens para artistas e profissionais da produção em suas casas. Oferecem alimentação em local específico, onde todos os participantes almoçam e jantam. Isso é importante, porque permite uma interação maior entre os artistas e a cidade. Muitos convidados de outros países preferem ficar hospedados em casas dos moradores locais para conhecer melhor a nossa cultura”.

Diversos parceiros apoiam o Festival: a prefeitura de Tiradentes participa da manutenção da Ação Cultural; o Campus Cultural UFMG e SESI com a cessão dos seus espaços, além do apoio de diversas pousadas e restaurantes de Tiradentes.

Os concertos serão realizados na Matriz de Santo Antônio e na Igreja São João Evangelista, que oferecem ótima acústica, segundo os músicos que nelas se apresentaram em edições anteriores; as sessões de cinema e teatro e os debates dos ciclos de ideia no auditório do Centro Cultural; e as demais atividades em outras edificações históricas de Tiradentes.

Programa e artistas

O Festival levará a Tiradentes músicos, atores, escritores, compositores e artistas visuais do Brasil, Estados Unidos, Canadá, Ruanda, Rússia, França, Inglaterra, Portugal, Bielorrússia e Letônia.

Além dos artistas já citados, destacamos a presença de alguns outros nomes que participarão da 8ª edição do Festival:

Música

Eliane Coelho – soprano, nasceu no Rio de Janeiro e diplomou-se na Escola Superior de Música e Teatro de Hannover, na Alemanha. De 1983 a 1991 apresentou-se pela Opera de Frankfurt, e a partir de setembro de 1991, pela Opera de Viena. Na 8ª edição do Festival, ela apresentará obras de Schumann, Schubert e Wagner, além de um recital com compositores, cujas obras foram banidas durante o nazismo.

Jacob Katsnelson – pianista, nasceu em Moscou, em 1976. É professor no Conservatório Tchaikovsky e no Instituto Gnessin (Moscou). Em Tiradentes, fará várias apresentações, destacando-se um recital dedicado à Clara Schumann, com obras de Mendelssohn, Robert Schumann e Brahms.

Kristina Blaumane – vilocenlista, nasceu na Letônia e faz carreira internacional, apresentando-se como solista e participando de festivais europeus. No Artes Vertentes, apresentará obras primas do repertório camerístico, como a Sonata para piano e violoncelo de Edvard Grieg;, o Trio op. 67, de Felix Mendelssohn; e os Quarteto e Quinteto de Robert Schumann.

Literatura

Scholastique Mukasonga – nasceu em Ruanda, de onde fugiu do genocídio dos tutsis pelos hutus, em meados da década de 90. Atualmente, vive na França. Lá, ela publicou o livro autobiográfico Baratas, que marcou sua entrada na literatura, em 2006. Seu primeiro romance, Nossa Senhora do Nilo, ganhou importantes prêmios de literatura na França. No Festival, Scholastique fará leituras de trechos do romance-memorialista A Mulher de Pés Descalços, sobre o relacionamento da autora com sua mãe. A escritora também participará de uma mesa redonda sobre a voz feminina, ao lado da cineasta Svetlana Filippova .

Guilherme Gontijo Flores – é poeta, tradutor e professor de latim na Universidade Federal do Paraná. Publicou os poemas de brasa enganosa (2013), Tróiades ( 2014-2015), l’azur Blasé (2016), Naharia (2017) e carvão : : capim (2017 em Portugal, 2018 no Brasil), além do romance História de Joia (2019). Em Tiradentes, ele participará de uma performance ao lado do poeta fluminense André Capilé.

Angélica Freitas – é poeta e tradutora. Seus livros receberam prêmios importantes, entre os quais destaca-se o Prêmio APCA de poesia. Em Tiradentes, além de uma performance com o poeta Ricardo Domeneck, ela ministrará uma oficina de literatura.

Artes Visuais

Ricardo Siri – carioca, trabalha com matérias distintas e já expôs no Victoria and Albert Museum (Londres), NBK Gallery (Berlim) e Portikus (Frankfurt). Em Tiradentes, apresentará duas obras-instalações: Ninho e Pequenininho.

Mar de Paula – mineiro, faz trabalhos que mesclam fotografia, vídeo, instalação e performance. Em 2019, a convite do Artes Vertentes, fez residência artística no Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea, no Rio de Janeiro. Parte do resultado desta residência será exposto durante o festival.

Conhecido mundialmente como Carybé, o pintor, escultor, ilustrador, desenhista, cenógrafo, ceramista, historiador, pesquisador e jornalista Hector Julio Paride Bernabó terá uma parte pouco conhecida da sua exposta no Artes Vertentes: uma série de desenhos realizadas em 1956 para o filme O Cangaceiro, de Lima Barreto.

Artes cênicas

Compagnie Zaï – grupo francês, criador do espetáculo “Victor, o menino selvagem”, que usa técnicas do teatro de sombras e do teatro mímico. Com interpretação do ator francês Arnaud Préchac e trilha sonora do músico Gildas Préchac, narra, de forma poética, a história de Victor, um menino que de um dia para o outro se encontra sozinho em um mundo estranho e incompreensível.

Gilberto Gawronski – nasceu em Porto Alegre (RS). É ator, diretor e cenógrafo. No Festival Artes Vertentes, fará o monólogo de A Ira de Narciso, de Sergio Blanco, dramaturgo franco-uruguaio. Relata a permanência do autor na cidade de Ljubljana, onde é convidado a dar uma palestra sobre o mito de Narciso. Alternando sutilmente

narração, palestra e confissão, a “Ira de Narciso” é uma jornada fascinante e arriscada que conduz o espectador num confuso labirinto do eu, da linguagem e do tempo.

Ciclos de ideias

Partindo da poética contida no mote curatorial do festival, O último grito antes do silêncio eterno, uma alusão a última mensagem enviada em código morse pela marinha francesa, o festival propõe uma série de debates e mesas redondas que acompanha a programação artística. “Pretendemos abordar vários aspectos da comunicação na sociedade contemporânea: a voz materna e a potência feminina como a primeira forma de comunicação vivenciada pelo ser humano, a pós-verdade e a falência da palavra como meio de comunicação, a comunicação além da palavra e as vozes apagadas na sociedade”, explica Gustavo Carvalho. Estes debates contarão com a presença de Scholastique Mukasonga, Svetlana Filippova, Ricardo Domeneck, Lívia Natália, além da psiquiatra e diretora do Museu Bispo do Rosário, Maria Raquel Fernandes, o sociólogo Sérgio Amadeu da Silveira, o tradutor Francisco de Araújo e o autor Marcus Fabiano.

A programação completa da 8ª edição do Festival Artes Vertentes, referências sobre todos os artistas que dela participarão e outras informações estão registradas no site http://www.artesvertentes.com.