“Procópio” no Teatro Firjan Sesi Centro

Depois de duas temporadas significativas no Rio de Janeiro, o espetáculo “PROCÓPIO” retorna ao público carioca, desta vez em temporada popular a partir de 1º de Julho no Teatro Firjan Sesi Centro. Idealizado por Kadu Garcia e Paulo Giannini, que atuam e produzem o espetáculo, o texto de Carla Faour, também idealizadora desse projeto, é dirigido por Dani Barros e reforça a importância de falarmos de arte nestes tempos.

A cena se passa no futuro, onde os moradores de uma praça são afetados por um “decreto” que muda a vida de todos – toda e qualquer manifestação artística está proibida. Neste contexto, dois estranhos se encontram no interior de um prédio abandonado, e a tensão da convivência forçada e suas opiniões divergentes sobre a ordem estabelecida provocam situações que vão revelando – com humor, poesia e humanidade – as mudanças na vida desses dois homens.

“Após a premiação de Galápagos, nosso outro texto, começamos a pensar em um novo projeto, dando prosseguimento ao nosso compromisso com a dramaturgia brasileira – elaborando mais um texto inédito para dois atores. Chamamos a Carla para escrever, acompanhando o fluxo de acontecimentos que atropelavam o Brasil, ouvindo as urgências que nos circundavam, e convidamos a Dani Barros para conduzir nosso destino em direção ao futuro criado pela Carla. E seguimos os dois no palco, mais uma vez, dando voz as nossas inquietações”, relembra Kadu.

A montagem propõe um exercício sobre o futuro e uma provocação sobre o nosso tempo e nossa história. Em cena, possíveis consequências na vida de dois homens que buscam sobreviver em meio à profunda aridez cultural. No nome do espetáculo, uma homenagem ao ator, diretor e dramaturgo Procópio Ferreira, considerado um dos grandes nomes do teatro brasileiro, que, em 62 anos de carreira, interpretou mais de 500 personagens em 427 peças.

“Quando começamos a nos reunir, tínhamos o desejo de falar sobre o momento político e cultural que estávamos vivendo. Achamos que seria mais eficaz nos descolarmos da realidade, para que pudéssemos enxergá-la melhor, dando um salto no tempo e imaginando um futuro. Desse desejo nasceu esta nossa ficção futurista, que se passa numa praça imaginária. Procurei falar sobre as dores dos personagens de forma bem-humorada e poética. A peça é uma provocação pra que a gente ria e reflita sobre um hipotético futuro do nosso presente”, reforça a autora Carla Faour.

Dani Barros, que estreou na direção em “Dançando no escuro”, baseado no filme do dinamarquês Lars Von Trier, ressalta suas escolhas cênicas. “Minha proposta é o foco no trabalho do ator, a partir da sua relação com o texto e com todos os elementos cênicos. São dois personagens num prédio abandonado e um convite ao exercício de pensar um futuro sem arte. Como diria Sotigui Kouyaté, um grande mestre das artes cênicas: ‘o teatro é o lugar onde vamos para esclarecer a visão’”, finaliza.

SERVIÇO:

Temporada:

1º de Julho a 06 de Agosto de 2019

Horário:

Segundas e Terças-Feiras – 19h

Local:

Teatro Firjan Sesi Centro

Av. Graça Aranha, nº 01 – Centro – Rio de Janeiro

Tel.: (21) 2563-4163

Ingressos:

R$ 20 (inteira) / R$ 10 (meia-entrada)

Duração: 60 minutos

Classificação Indicativa: 14 anos

Gênero: Comédia

FICHA TÉCNICA:

Autora: Carla Faour

Direção: Dani Barros

Elenco: Kadu Garcia e Paulo Giannini

Cenário: Fernando Mello da Costa

Figurinista: Bruno Perlatto

Iluminação: Renato Machado e Maurício Fuziyama

Direção musical: Rodrigo Marçal

Designer gráfico: Daniel de Jesus

Assessoria de Imprensa: Marrom Glacê Assessoria – Gisele Machado & Bruno Morais

Redes Sociais: Letícia Bueno

Direção de produção: Kadu Garcia e Paulo Giannini

Realização: Saravá Cacilda Projetos Culturais

Anúncios

“O Substituto” no Sesc Tijuca

Mudanças internas na direção de um colégio provocam a substituição de um professor de história do ensino médio. Humberto Arthur Emílio Ernesto Baptista assume o cargo e está diante de sua primeira e inesquecível aula inaugural. Esse é apenas o ponto de partida para uma série de questionamentos sociais e morais apresentado pelo personagem título e que tem como pano de fundo o cenário atual da educação brasileira. “O Substituto” estreia dia 4 de julho no Sesc Tijuca (Teatro II), onde fará uma curtíssima temporada de quinta a domingo até o dia 21 de julho.

“O Substituto” reúne pela segunda vez o trio Maria Maya, Alexandre Lino e Daniel Porto em uma nova investigação pelo teatro documental. Depois de apresentarem com sucesso de crítica de público o polêmico ponto de vista da travesti Lady Christiny; diretora, ator e autor se encontram oportunamente para falarem sobre temas atuais da sociedade, incluindo questões políticas que dividem opiniões. Sozinho no palco, Alexandre Lino conta com a participação do público como seus alunos durante a aula espetáculo.

– Quando idealizamos um projeto estamos sempre projetando conquistas e expectativas. Com essa peça foi diferente. Durante o processo percebemos que eram assuntos tão emergenciais e muitas vezes apresentado de forma tão indigesta que se tornaram maior do que nós. Este professor é tão real aos olhos de qualquer um que pode gerar empatia, ódio, risada, deboche ou qualquer outro sentimento – diz Lino.

Recebida com entusiasmo pelo público em sua pré-estreia na 7ª Mostra de Artes Cênicas Tiradentes em Cena em maio deste ano, O Substituto foi comparado ao celebrado espetáculo Apareceu a Margarida (1973) de Roberto Athayde, por abordar a questão da educação diante de um cenário político tão decisivo para os rumos da sociedade. “Recentemente pensei em fazer uma feira brasileira de opinião, nos moldes da feira feita por Boal e Guarnieri e Plinio Marcos e quando assisti a essa peça tive a certeza da função política que o teatro ainda exerce”, disse o diretor e ator Roberto Bomtempo após a apresentação em Tiradentes.

Longe de uma narrativa maniqueísta, o texto de Daniel Porto não conduz o público a um julgamento sobre o que está se vendo e muito menos pretende influenciar em uma possível opinião. Ele apresenta um ponto de vista muito bem argumentado e que toca em questões comuns a qualquer pessoa.

– Durante o processo de construção deste espetáculo, nos alternamos muitas vezes como alunos, professores, e até mesmo diretores. A urgência dos questionamentos diante do atual cenário da nossa educação era enorme. Mas a necessidade de se fazer teatro diante do atual cenário da nossa cultura no país era tão grande quanto. Juntamos nossa coragem e afinidades intelectuais em busca deste pertencimento.  Hoje tenho certeza que este encontro que começou em Lady Christiny e agora se estende em “O substituto” era mais que necessário. Pois só arte mesmo para tornar a nossa realidade tolerável – diz Maria Maya.

SINOPSE:

Humberto Arthur Emílio Ernesto Baptista é o professor substituto da escola.  O novo professor precisa chegar ao instituto para apresentar as novas diretrizes educacionais que a escola pede, através dos pais dos alunos e da nova secretaria de educação. A sua chegada a nova classe, indisciplinada, faz com que o seu discurso seja interpretado de diversas maneiras. Sem definir de qual lado esse novo professor está o espetáculo da Documental.Cia traz a proposta de “aula-espetáculo”. A partir da coleta de discursos reais, transformação da oralidade em documento, a peça propõe um jogo cênico para a plateia se relacionar como aluno numa sala de aula nos moldes do novo modelo de ensino.

FICHA TÉCNICA:

Texto: DANIEL PORTO

Direção: MARIA MAYA

Com: ALEXANDRE LINO

Iluminação: PAULO DENIZOT

Cenário e Figurino: KARLLA DE LUCA

Direção de Produção: ALEXANDRE LINO

Programação Visual: Folha Verde Desing

Fotografia Artistica: Janderson Pires

Assessoria de Imprensa: Minas de Ideias

 Idealização e Realização: Documental.Cia e Cineteatro Produções

 

SERVIÇO

O SUBSTITUTO

Temporada: 04 a 21 de JULHO

Local: Teatro Sesc  Tijuca- Teatro II

Endereço: Rua Barão de Mesquita, 539 – Tijuca – Telefone: (21) 3238-2167

Capacidade: 50 Lugares

Preço: R$ 7,50 (Habilitados SESC) – R$ 15,00 (Meia Entrada) – R$ 30,00 (Inteira)

Horários: De Quinta a domingo – 19h

Classificação: 14 anos

Duração: 60 minutos

Gênero: Documentário cênico

A Ponte – Eu Fui!

Relacionamentos cotidianos, pessoas comuns… Tudo isso pode render boas histórias e desvendar mistérios inimagináveis. “A Ponte” traz um pouco disso. O enredo é o de três irmãs que estão reunidas em prol da mãe, que anda mal de saúde e precisando de todas reunidas e, por sua vez, precisam visitar o pai para fazer a vontade da genitora. Aos poucos vão se revelando as tais histórias obscuras que servem para camuflar verdades que destruiriam a imagem da família perante a sociedade que ama fiscalizar os bons costumes allheios.

Bel Kowarick é Theresa, a mais velha. Freira, demonstra-se cansada da obrigação de demonstrar fé quando a própria mesma duvida da existência de coisas que propaga. Débora Lamm é Agnes, a do meio. Atriz em crise financeira e profissional, arrependida do que foi no passado forçada a fazer devido aos tais bons costumes. Maria Flor é Louise, a caçula. Viciada em uma tal série que a faz não ser muito atenta à realidade e do mau momento que vivem.

Toda a peça se passa na cozinha vermelha e repleta de utensílios da casa. Há uma tela voltada para o público que nos ambienta a respeito de passagem de tempo, saídas e entradas em cena, sonoplastias e afins. A imaginação do público é estimulada dessa forma, acompanhada do ótimo texto, com destaque aos monólogos que Bel e Maria Flor fazem. O espetáculo certamente entra para a lista must go cultural atual do Rio de Janeiro.

Segue serviço:

Local | Centro Cultural
Banco do Brasil Rio de Janeiro – Teatro II
Data | 20 de junho a 12 de agosto
Horários | De quinta à segunda – feira, às 19h30
Endereço | Rua Primeiro de Março 66, Centro, tel (21) 3808-2020
Entrada | R$30 e R$15 (meia-entrada)
Capacidade | 153 lugares
Classificação: 12

 

P.S.: Agradeço à Binômio Comunicação pelo convite!

Musical “Se Essa Lua Fosse Minha” tem sessões lotadas em São Paulo

Em cartaz desde maio deste ano, o musical autoral brasileiro “Se Essa Lua Fosse Minha”, escrito por Vitor Rocha e com músicas de Elton Towersey, vem garantindo sucesso em sua temporada, com sessões lotadas e ingressos esgotados desde o mês de sua estreia.

O musical mescla cantigas populares, brincadeiras de roda e lendas antigas para contar a história de um povo saído de Terrarrosa, província da Espanha, que navega pelo oceano em busca de um lugar para construir um novo amanhã.

Eis que lhe é apresentada a terra de Porto Leste, uma ilha situada no encontro das águas quentes com as frias, mas para a surpresa de todos a terra já está habitada por um outro povo. A diferença de crenças e culturas faz com que uma divisão se torne indispensável e uma linha é riscada no chão a fim de evitar a guerra.

De um lado fica a destemida Leila e do outro o rebelde Iago. Quem é que faria um coração respeitar uma linha riscada no chão? O encontro de almas se dá, mas o dos corpos se torna cada vez mais raro pelo perigo de serem vistos juntos. A lua escuta mais versos de amor do que os próprios amantes. Enquanto isso, da Espanha, vem Belisa, predestinada a se casar com Iago, e da terra vem a flor do alecrim, talvez a solução para ele. O lencinho branco cai no chão. O anel que era de vidro e se quebra. Os pés virados para trás. Um canto que atrai os homens. Pirulito que tanto bate. A história às vezes rima, às vezes ensina e às vezes faz os dois ao mesmo tempo e sem dó, são dois coelhos numa cajadada só. É contada assim de boca e acompanhada por pouco mais de um violão, o que parece pouco, mas não é não. Afinal de nada vale tocar uma orquestra se não souber tocar um coração.

O musical promete proporcionar uma aventura nova ao público, mas de um jeito que os farão se sentir “em casa”. A história é nova e original, mas usa a todo tempo do folclore brasileiro para ser contada, fazendo com que tudo pareça familiar. O texto fala sobre a importância dos sonhos, de querer e fazer o bem, em plantar o amor, fala sobre o ódio e a liberdade. E para falar de tantas coisas universais, atemporais e necessárias, ele usa da cultura e do povo brasileiro.

Estão no elenco Alberto Venceslau, Danilo Martho, Davi Tápias, Fábio Ventura, Fernando Lourenção, Larissa Carneiro, Letícia Soares, Luci Salutes, Marisol Marcondes, Pier Marchi, Vitor Moresco e Vitor Rocha. Todos sob direção cênica de Victoria Ariante. As coreografias do espetáculo são de Alberto Venceslau e a preparação de elenco de Lenita Ponce.

Serviço

Teatro do Núcleo Experimental (Rua Barra Funda, 637. Barra Funda. São Paulo/SP)

Terças e quartas, às 21h

Temporada até 10 de julho

Ingressos R$60,00 (inteira) e R$30,00 (meia)

Vendas pelo site Tudus.com ou na bilheteria do teatro 1h antes de cada sessão

Classificação: 12 anos

Lotação: 60 lugares 

O Buraco d’Oráculo leva projeto de residência ao Campo Limpo com o coletivo Bando Trapos

Em julho será a vez de o bairro Campo Limpo receber a Circulação – Residência do grupo O Buraco d’Oráculo, numa parceria com o coletivo teatral Bando Trapos.

Os espetáculos – com entrada franca – acontecem entre os dias 13 e 28/7, no Espaço Cultural CITA (Cantinho de Integração de Todas as Artes) e no Largo do Campo Limpo, local de atuação do Bando Trapos.

A programação é formada por quatros espetáculos: O Buraco d’Oráculo apresenta O Encantamento da Rabeca (dia 13/07), O Cuscuz Fedegoso (dia 14/07) e Pelas Ordens do Rei Que Pede Socorro! (dia 28/07); já o Coletivo Teatral Bando Trapos encena sua recente montagem Voz do Campo Limpo (dia 26/07).

A Circulação – Residência é parte do projeto Buraco 20 Anos: da (R)existência na Rua à Poesia em Cena, contemplado pela 32ª Edição do Programa de Fomento ao Teatro Para a Cidade de São Paulo. Teve início em outubro de 2018, no Parque São Rafael, junto ao Grupo Rosas Periféricas; e neste ano de 2019, aportou em Cidade Tiradentes com o Circo Teatro Palombar, e em Perus, com o Teatro Pandora. O objetivo do Buraco d’Oráculo é promover uma circulação de teatro de rua, a partir do próprio repertório, em territórios de companhias parceiras e, juntos, comandarem um período de programação local.

Espetáculos

Espetáculo: O Encantamento da Rabeca

Com: O Buraco d’Oráculo

Sinopse: O Encantamento da rabeca conta histórias de transformações vividas por mulheres brincantes – que cantam, tocam, dançam e usam bonecos e máscaras com intuito de revelar o protagonismo, a fragilidade, a força e a resistência dessas mulheres em terreno originalmente masculino.

Ficha técnica – Direção: Lu Coelho. Texto: Lu Coelho com colaboração de Pablo Dantas e Cleydson Catarina. Elenco: Lu Coelho e Nataly Oliveira.

Duração: 50 min. Classificação: Livre.

Espetáculo: O Cuscuz Fedegoso

Com: O Buraco d’Oráculo

Sinopse: Entre os quitutes vendidos por Dona Maria está um cuscuz feito com fedegoso, um matinho cheiroso, mas que não faz lá muito sucesso. Um belo dia, ela oferece a iguaria a um pedinte que, para não pagar pelo alimento, finge passar mal.

Ficha técnica – Direção: Elizete Gomes. Texto: Edson Paulo. Elenco: Lu Coelho, Mizael Alves, Nataly Oliveira e Edson Paulo.

Duração: 50 min. Classificação: 14 anos.

Espetáculo: Vozes do Campo Limpo

Com: Coletivo Teatral Bando Trapos

Sinopse: O experimento cênico Vozes do Campo Limpo foi inspirado em histórias ouvidas de moradores do bairro Campo Limpo, durante o projeto Teatro na Periferia Ocupação de Territórios e Imaginários, realizado pelo grupo com o apoio da 2ª Edição do Fomento à Periferia da Cidade de São Paulo. O Bando Trapos realizou o Caldos e Causos, uma série de rodas de conversa, em torno da fogueira, com caldo quente e violão, quando as pessoas contavam suas histórias. Os encontros contaram também com apresentações de grupos teatrais, seguidas por bate-papo. O experimento é permeado por manifestações afro-brasileiras, poesia e música.

 

Ficha técnica – Texto: Daniel Trevo. Direção: Welton Silva. Elenco:Daniel Trevo, Deco Morais, Joka Andrade, Ton Moura e Welton Silva. Cenário e máscaras de cabaça: Deco Morais. Figurino e adereços: Cleydson Catarina. Participação especial: Geraldo Magela. Produção executiva: Dêssa Souza. Assistência de produção: Nicoly Soares, Davi Damasceno e Júnior Matos. Duração: 60 min. Classificação: 12 anos.

 

Espetáculo: Pelas Ordens do Rei Que Pede Socorro!

Com: O Buraco d’Oráculo

Sinopse: Pelas Ordens do Rei Que Pede Socorro! é uma intervenção teatral que utiliza a poesia como forma dramatúrgica. Baseando nos princípios da “cenopoesia” em que imagens, gestos, canções e palavras se misturam para completar um todo. O Buraco d’Oráculo leva à cena um recorte de poemas por meio de cenas fragmentadas que transitam entre o cômico e o dramático com leveza poética, mas também de forma contundente, tocando em temas do nosso cotidiano e de nossa sociedade.

Ficha técnica – Texto: Ray Lima. Direção: Elizete Gomes. Elenco: Luiza Galavotti, Lu Coelho, Mizael Alves, Nataly Oliveira e Edson Paulo.

Duração: 50 min. Classificação: 14 anos.

Serviço

Teatro de rua: Circulação – Residência

Apresentações / julho:

13 de julho. Sábado, às 19h – Espaço Cutural CITA

Espetáculo: O Encantamento da Rabeca – com O Buraco d’Oráculo

14 de julho. Domingo, às 16h – Largo do Campo Limpo

Espetáculo: O Cuscuz Fedegoso – com O Buraco d’Oráculo

26 de julho. Sexta, às 19h – Espaço Cutural CITA

Espetáculo: Vozes do Campo Limpo – com Coletivo Teatral Bando Trapos

28 de julho. Domingo, às 16h – Largo do Campo Limpo

Espetáculo: Pelas Ordens do Rei Que Pede Socorro! – com O Buraco d’Oráculo

Espaço Cultural CITA – Rua Aroldo de Azevedo, 20 – Campo Limpo. SP/SP.

Largo do Campo Limpo – Campo Limpo. SP/SP

Informações / Circulação – Residência: (11) 98152-4483

https://www.facebook.com/oburacodoraculo

Canto das Ditas – Fragmentos Afrografados de Cidade Tiradentes

O Núcleo Teatral Filhas da Dita estreia o espetáculo Canto das Ditas – Fragmentos Afrografados de Cidade Tiradentes no dia 12 de julho (sexta, às 21h), no Sesc Ipiranga, em São Paulo. Com direção e dramaturgia de Antonia Mattos, a montagem faz somente três apresentações, seguindo até o dia 14, no Teatro da unidade.

Foto de Luciana PoncePara refletir sobre como a África se manifesta no dia a dia das moradoras de Cidade Tiradentes, o grupo encarou o desafio de ‘afrografar’ o bairro – referência ao termo ‘afrografias’ da poetisa e ensaísta Dra. Leda Maria Martins, que coloca em evidência e consciência a nossa herança africana. O trabalho do Núcleo Filhas da Dita mapeou esse legado ancestral por vários ângulos: ao próprio redor, junto a parentes, pessoas próximas e até desconhecidas que caminham pelo bairro.

A partir da investigação proposta, Canto das Ditas coloca em cena histórias de mulheres negras de Cidade Tiradentes que se entrecruzam com histórias de Yabás (orixás femininas). A montagem busca o reflexo das histórias do cotidiano em um espelho ‘mítico’ das personagens sagradas.

A diretora Antonia Mattos explica que os depoimentos colhidos pelo grupo aparecem no texto e na dramaturgia de forma não linear, fragmentada “A narrativa é espiralada, pois procura se relacionar com um tempo mítico, da memória e da ancestralidade. As personagens reais correspondem, de forma arquetípica, às personagens míticas. Recorremos ao ‘espírito ancestral feminino’, às ‘grandes mães da humanidade’, às yabás para contar e cantar as histórias dessas mulheres, as Ditas, que fundaram Cidade Tiradentes”.

As atrizes que interpretam as quatro mulheres – Bendita/Nanã, Marta/Iemanjá Maria/Iansã, e Joana Nega Su/Obá – são Ellen Rio Branco, Lua Lucas, Luara Sanches e Thábata Letícia, respectivamente. Segundo Antonia, a poética cênica é atravessada por elementos e saberes ancestrais, num tempo/espaço espiralado que aponta para um movimento rumo às reminiscências de um passado sagrado, para fortalecer o presente e deslumbrar o futuro. A origem da humanidade na África e a fundação de Cidade Tiradentes são contadas simultaneamente: o passado sagrado se revela no presente e passado recente.

A origem do bairro passa pela força dessas mulheres negras que alí chegaram, se instalaram e fizeram a história local. E são delas as histórias contadas na encenação Canto das Ditas – Fragmentos Afrografados de Cidade Tiradentes, onde a música tem papel fundamental, trazendo a voz e o canto dessas mulheres em um cenário lúdico que se estabelece entre o ritual e o urbano contemporâneo. “Tempos e lugares diferentes mostram que, apesar de toda a repressão sofrida, as mulheres sempre se reuniram em grupos para buscar alternativas, para desafiar o sistema patriarcal e mudar sua condição, seja na sociedade secreta africana de Eleko, seja na Casa Anastácia (Centro de Defesa e Convivência da Mulher) em Cidade Tiradentes”, reflete Antonia Mattos.

“São evocadas as mães, as avós, as netas e filhas que ainda nem nasceram para exaltar essa ancestralidade sagrada: o poder feminino da mulher negra. Pedimos licença às ‘Grandes Mães Pássaros’ e saudamos nossa ancestralidade africana e afro-brasileira, por meio de gestos, música, canto, narrativas e oralituras que trazem milênios de existência e dão pistas para o futuro”. Depoimento das atrizes do Núcleo Teatral Filhas da Dita.

 

“Só quando ‘chegou’ aqui foi que a gente percebeu que tinham construído só os prédios mesmo, ‘né’?! Não tinha mais nada ‘pra’ gente aqui.  Foi quando eu percebi que se a gente quisesse alguma coisa, tinha que pôr a mão na massa. Foi isso que a comunidade fez.”
Depoimento de Dona Geralda Marfisa, moradora de Cidade Tiradentes, há 34 anos.

 

O grupo – O Núcleo Teatral Filhas da Dita nasceu no Centro Cultural Arte em Construção, em 2007, e vem mantendo um processo contínuo de criação artística.  Em seu repertório estão os espetáculos: Sonho de Tatiane – uma Poética sobre Juventudes (2017), A Guerra (2013) e Os Tronconenses (2007). Em 2015, brotou a faísca de um desejo: a construção do fazer artístico novo, mas que mantivesse a memória progenitora. “Afinal, se somos Filhas, nossas mães têm cara, voz e corpo nos nossos processos. Dessa constatação desemboca um estudo aprofundado sobre a feminilidade e suas subjetividades com recorte de raça/etnia”, relatam os integrantes do grupo. Atualmente, com a realização de Fragmetos Afrografados de Cidade Tiradentes, buscam visibilizar narrativas que constantemente foram, e ainda são negligenciadas. Nesses anos de trabalho é evidente o aprofundamento de uma prática artística com e no território e a articulação em rede com outros coletivos periféricos.

FICHA TÉCNICA

Direção e Dramaturgia: Antonia Mattos. Elenco: Ellen Rio Branco, Lua Lucas, Luara Sanches, Thábata Letícia, Cláudio Pavão e Rafael Pantoja. Direção musical: Jonathan Silva. Concepção de luz: Antonia Mattos e Fernando Alves. Cenário e figurino: Eliseu Weide. Assessoria de Imprensa: Verbena Comunicação. Produção: Núcleo Teatral Filhas da Dita. Realização: Sesc.

SERVIÇO

Espetáculo: Canto das Ditas – Fragmentos Afrografados de Cidade Tiradentes

Com: Núcleo Teatral Filhas da Dita

Mostra: OUNJE – Alimento dos Orixás

Dias 12, 13 e 14 de julho

Sexta e sábado (às 21h) e domingo (às 18h)

Local: Teatro (200 lugares)

Gênero: Teatro Adulto. Duração: 90 min. Classificação: 14 anos.

Ingressos: R$ 20,00 (inteira). R$ 10,50 (meia: estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência). R$ 6,00 (credencial plena do Sesc: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes).

Sesc Ipiranga

Rua Bom Pastor, 822, Ipiranga – SP/SP

Tel: 3340-2000

www.sescsp.org.br/ipiranga

Twitter e Facebook: @sescipiranga

Espetáculo “AJEUM” encerra temporada com apresentações na Funarte SP de 28 a 30 de junho

Com apresentações de 28 a 30 de junho, o Núcleo Djalma Moura de Danças encerra a temporada de seu mais novo espetáculo, “AJEUM”, no Complexo Cultural Funarte, em São Paulo. Na sexta (28) e no sábado (29), as apresentações serão às 20h. No domingo (30), será às 19h. Os ingressos são gratuitos.

A palavra ajeum (ajeun) é a contração das palavras awa (nós) e jeun ou jé (comer), transformada poeticamente em “comer juntos”, uma refeição grupal, comunal. O momento, considerado solene no candomblé, é a reunião da comunidade em torno de um alimento comum. “AJEUM” é partilha, acalento e vibração energética.

A proposta da obra coreográfica “AJEUM”, partiu da necessidade do diretor e intérprete-criador Djalma Moura de compartilhar com outros pesquisadores em dança o andamento de suas investigações em dança e movimento até o presente.

Esta proposta se soma aos projetos anteriores “Depoimentos para fissurar a pele” e “Boi da Cara Preta”, ambos de concepção, direção e dança de Djalma Moura, no qual o intérprete se desdobrou na criação de uma dança solo guiada pelas qualidades das danças e fisicalidades encontradas na Orisà Oya – Iansã e seus processos de transmutações: Vento, Búfalo e Borboleta.

“AJEUM” convida outros dançarinos a experimentar coletivamente o que foi experimentado no solo “Depoimentos para fissurar a pele”. Djalma propõem a partilha dos procedimentos para a criação desta nova obra que tem uma estrutura triádica:

A Chegada – nesse primeiro momento, as impressões e compreensões de um corpo vento, um corpo que leva e traz, que possa gerar transformação no espaço e nas danças de cada um em relação dialética. Como ser vento? Como o corpo reage ao ser atingido pelo vento? Como provocar vento?

A Presença – está relacionada ao estar firme, contundente e presente na cena, no espaço, na relação e no mundo. Como um búfalo, é ter consciência de onde se vive e o como operar no ambiente.

A Comunhão – onde a corporeidade assume a transformação de borboleta que flutua e se faz presente, levando para a cena uma proposta de persistência no voar, fissurar e criar diálogos com o mundo. Essa última dança chega como uma tempestade na cena: Oya e suas transmutações, de maneira poética, são evocadas para o desdobramento de cada corpo / dança.

Para além da partilha, “AJEUM” é criar redes em tempo, espaço, tecnologias e fisicalidades. É colocar à mesa um alimento que vem sendo plantado e cultivado, não sozinho, mas em parcerias que atravessam fissuras, perfuram peles, alcançando a cosmogonia poética de cada um, o princípio meio e fim do corpo, todos arrebatados por uma tempestade de ambiguidades e provações, Oya – Iansã. Pousa como uma borboleta e rasga como um búfalo. E eis que a brisa vem.

SERVIÇO:
O que: Espetáculo “AJEUM” – Núcleo Djalma Moura de Danças
Quando: Apresentações de 28 a 30 de junho. Sexta e sábado, às 20h; e domingo, às 19h.
Onde: no Complexo Cultural Funarte, à Alameda Nothmann, 1058, Campos Elíseos, São Paulo.
Quanto: Espetáculo gratuito
Duração: 50 minutos
Classificação etária: livre
Informações: Telefone: (11) 3662-5177

FICHA TÉCNICA
Concepção, Direção e Coreografia: Djalma Moura
Direção Musical: Leandro Perez
Interpretes – criadores: Aysha Nascimento, Erico Santos, Marina Souza, Victor Almeida, Sabrina Dias e Djalma Moura.
Provocadoras: Deise de Brito, Yaskara Manzini e Kanzelumuka
Preparação Corporal: Everton Ferreira
Criação de Luz: Fernando Melo e Dida Genofre
Figurino: Abmael Henrique | Figurinos Artesanais
Máscaras: Cleydson Catarina e Ubere Guelé
Orientação Cósmica: Baba Flávio Iyemonjá Ase Olokun
Fotografia de Divulgação: Raoni Reis
Arte Gráfica: Felipe Pardini
Assessoria de Imprensa: Marcelo Dalla Pria
Produção executiva: Sol Almeida
Direção de Produção: Djalma Moura e Erico Santos
Agradecimentos: Centro de Referência da Dança, Fábrica de Cultura Jardim São Luís.
Com amor: Carol Zanola – Iranti