“O Escândalo de Philippe Dussaert” no Theatro Bangu Shopping

Até então inédito no Brasil, “O Escândalo Philippe Dussaert“, premiado texto do ator e dramaturgo francês Jacques Mougenot, foi o escolhido por Marcos Caruso para ser seu primeiro trabalho solo, depois de mais de 40 anos de uma sólida e premiada carreira no teatro, na TV e no cinema. Nos dias 4, 5, 11 e 12 de novembro o ator levará o espetáculo para Theatro Bangu Shopping, que será apresentado sábado às 21h e domingo às 20h.

A peça rendeu a Caruso todos os prêmios de teatro existentes no Rio de Janeiro: Prêmios Shell, APTR, Cesgranrio e Botequim Cultural de Melhor Ator, além do novo Prêmio do Humor (criado por Fabio Porchat) na categoria Melhor Espetáculo.

 

A peça já foi vista em várias cidades brasileiras como Porto Alegre, Florianópolis, Campinas, Região Serrana do Rio, Recife e Belo Horizonte. Em janeiro de 2018 segue para apresentações nos Estados Unidos (Miami, Orlando, Boston) e na sequência Portugal – um mês em Lisboa e mais um mês viajando por cidades portuguesas para, finalmente, em abril, estrear em São Paulo, no Teatro FAAP.

O Escândalo Philippe Dussaert” é um texto que investiga com fino humor os limites da arte contemporânea e as polêmicas em torno do assunto, através da história de um escândalo do pintor francês Philippe Dussaert.

Vencedor do Prêmio Philippe Avron por esta peça, Jacques Mougenot está há quase uma década em cartaz, ultrapassando a marca das 600 apresentações na França. O autor também ganhou o Prêmio Molière 2016 de Melhor Espetáculo Musical por sua adaptação da peça de Georges Feydeau “Les Fiancés de Loches“, que transformou num musical com a colaboração do compositor e diretor Hervé Devolder.

 

Nesta peça, o dramaturgo francês usa a figura de um pintor contemporâneo e sua polêmica carreira para fazer junto ao público uma reflexão sobre o que é e o que não é arte – o tema é terreno fértil para infindáveis controvérsias e polêmicas.

“Cada vez mais me interesso pelo teatro contemporâneo. Como autor, diretor ou ator, quero cada vez mais me debruçar sobre temas contemporâneos. ‘O Escândalo Philippe Dussaert’ permite uma investigação onde ator e plateia, de maneira divertida e surpreendente, desvendam um dos maiores escândalos da história da arte contemporânea.”, afirma Marcos Caruso.

 

SINOPSE

 

A peça conta a história do pintor Philippe Dussaert, nascido no norte da França em 1947, que perseguiu obstinadamente em sua trajetória o sentido mais profundo do “Nada”. Sua proposta inicial é inusitada: reconhecido pelo seu talento de exímio copista, reproduz quadros famosos de pintores como Da Vinci, Manet, Cézanne, Vermeer, porém exclui da imagem quaisquer personagens humanos ou animais, e preserva fielmente o cenário ao seu fundo. Causando surpresa e inquietude no mundo das artes, ele segue radicalizando sua proposta e, pouco a pouco, vai ganhando o mercado de arte contemporânea – suas obras se tornam cada vez mais valiosas e disputadas por grandes museus e colecionadores. A trajetória de Dussaert chega ao ápice quando sua derradeira exposição deflagra uma reviravolta que ficou conhecida como “O Escândalo Philippe Dussaert”.

 

FICHA TÉCNICA

Texto: Jacques Mougenot

Tradução: Marilu de Seixas Corrêa

Direção: Fernando Philbert

Interpretação: Marcos Caruso

Cenário e Figurino: Natalia Lana

Iluminação: Vilmar Olos

Trilha Original: Maíra Freitas

Projeções e Vídeo Mapping: Rico Vilarouca e Renato Vilarouca

Assistente de Direção: Vinicius Marins

Fotos: Paula Kossatz

Design Gráfico; Bruno Dante e Fernando Nicolau

Mídias Sociais: Ramon de Angeli

Administração: Priscila Fialho

Direção de Produção: Carlos Grun – Bem Legal Produções

Realização: Galeria de Arte CorMovimento Ltda

Assessoria de Imprensa: JSPontes Comunicação – João Pontes e Stella Stephany

O AUTOR – JACQUES MOUGENOT

Formado na Escola de Engenharia de Lilles, o ator e dramaturgo francês Jacques Mougenot resolveu dedicar-se exclusivamente à arte dramática. Para isso, estudou com o ator e professor de teatro Jean Laurent Cochet, antigo integrante da Comédie Française. Desde 1989, Mougenot interpretou vários papéis clássicos, principalmente de Molière, Marivaux, Victor Hugo, Labiche e Sacha Guitry.

Começou então a escrever e interpretar seus próprios espetáculos – peças de teatro e recitais de poesia. Escreveu uma dezena de peças entre as quais “Ainsi soit je”; “La carpe du Duc de Brienne”; “Corot”; “Le maître-chanteur”; “L’affaire Dussaert” (“O Escândalo Philippe Dussaert”); “Le cas Martin Piche”; “Deux timides à la clé” (comédia musical baseada em Labiche); “Les fiancés de Loches” (comédia musical inspirada em Feydeau); “La princesse moche” (comédia musical), das quais seis já foram produzidas em Paris.

Em 2011, recebeu o Prêmio Philippe Avron por sua peça “L’affaire Dussaert” (O Escândalo Philippe Dussaert”), que interpretou mais de 600 vezes.

O ATOR – MARCOS CARUSO

Marcos Caruso atuou em mais de 35 peças teatrais, entre elas os grandes sucessos “Intimidade Indecente” , de Leilah Assumpção (inicialmente ao lado de Irene Ravache, e depois com Vera Holtz) e “Em Nome do Jogo” de Antony Shaffer (inicialmente ao lado de Emilio de Mello, e depois com Erom Cordeiro) .

É autor de 10 textos, entre eles o fenômeno “Trair e Coçar é só Começar”, este ano completando 30 anos em cartaz. A peça integrou várias edições do Guinness Book como recordista da temporada mais longa, e já foi adaptada para o cinema com direção de Moacyr Goes, e para a TV em série com roteiro do próprio Caruso, exibida pelo canal Multishow.

Por “Sua Excelência o Candidato” ganhou o Prêmio Shell de Melhor Autor em 1993, e por “Porca Miséria” o Prêmio Mambembe de Melhor Autor em 1994.

Dirigiu as peças “S.O.S. Brasil” e “Brasil S.A.”, ambas de autoria do empresário Antônio Ermírio de Moraes (1928-2014). Mais recentemente dirigiu “Família Lyons”, de Nicky Silver, indicada aos Prêmios Shell e Cesgranrio, com Rogerio Fróes e Suzana Faini à frente do elenco; e “Selfie”, peça de enorme sucesso com Mateus Solano e Miguel Thiré, que depois de longa temporada carioca e viagens pelo Brasil, estreia em setembro deste ano em São Paulo.

Na TV, atuou em mais de 30 produções, entre elas as novelas “Avenida Brasil”, “A Regra do Jogo”, “Mulheres Apaixonadas”, “Páginas da Vida”, “Cordel Encantado”, “Jóia Rara”, a nova versão da “Escolinha do Professor Raimundo” (como Seu Peru, personagem de Orlando Drummond na versão original); as séries “Chapa Quente”, “O Canto da Sereia”, entre outras tantas, na TV Globo. Escreveu a novela “Ana Raio e Zé Trovão” (a primeira e única novela itinerante da teledramaturgia brasileira, exibida na extinta TV Manchete), e dirigiu o programa “Fala Dercy”, no SBT, com Dercy Gonçalves.

No cinema, atuou em mais de 10 filmes, entre eles “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Andre Klotzel; “Polaroides Urbanas”, de Miguel Falabella; “Irma Vap – o retorno”, de Carla Camurati; e recentemente em “Obra Prima”, de Daniel Filho; “Operações Especiais”, de Tomás Portella; e “O Escaravelho do Diabo”, de Carlo Milani. Escreveu quatro roteiros, entre eles “O Casamento de Romeu e Julieta”, dirigido por Bruno Barreto.

O DIRETOR – FERNANDO PHILBERT

Fernando Philbert é diretor do programa “Arte do Artista”, apresentado por Aderbal Freire-Filho  na TV Brasil.

Foi codiretor dos espetáculos “Em Nome do Jogo”, com Marcos Caruso e Emílio de Melo; “No topo da montanha”, com Lázaro Ramos e Taís Araujo; “Campo de Batalha”, com Rodrigo dos Santos e Aldri Anunciação.

Dirigiu os espetáculos “O Corpo da Mulher Como Campo de Batalha” e “Silêncios Claros”, com Ester Jablonski; “Cabras Cabras”, com Priscilla Balio e Flávio Vindaurre; “Quero ser Ziraldo”, com João Velho.

Foi diretor assistente dos espetáculos “Incêndios” com Marieta Severo, Macbeth, com Daniel Dantas e Renata Sorrah, e “Hamlet”, com Wagner Moura – os três com direção de Aderbal Freire-Filho. Também foi diretor assistente da peça “Do Fundo do Lago Escuro” com texto, direção e atuação de Domingos Oliveira.

 

SERVIÇO:

 

O ESCÂNDALO PHILIPPE DUSSAERT

Theatro Bangu Shopping – Rua Fonseca nº 240 Shopping Bangu, Bangu

Horário: Sábado às 21h / Domingo às 20h

Data: 4, 5, 11 E 12 de Novembro.

Classificação: 14 anos.

Duração: 70 minutos.

Ingresso: R$ 60,00 (plateia e frisas), R$ 50,00 (balcão).

Capacidade do Teatro: 574 lugares.

Telefone do teatro: 21 2401 3631

Mais informações: https://www.facebook.com/TheatroBanguShopping

Horário de funcionamento da bilheteria: De segunda a domingo, das 10 às 22h, inclusive feriados.

Reservas para grupos: Guilherme Romeu – guilhermeromeu@brainmais.com / (21) 96629 – 0012

Horário de atendimento – De Segunda a Sábado de 14h às 21h.

Acessibilidade: Elevadores, rampas de acesso e assentos especiais

Estacionamento no Bangu Shopping

“Uma pilha de pratos na cozinha” no Espaço Cênico Oswald de Andrade

Peça que marcou a estreia do ator Alexandre Borges como diretor teatral estreia em São Paulo dia 9 de novembro no Espaço Cênico Oswald de Andrade, no Bom Retiro. “Uma pilha de pratos na cozinha”, escrita em 2007 por Mário Bortolotto, narra o drama em que quatro amigos reunidos em um apartamento falam sobre a vida e morte ao som de muito rock’n roll, drogas e bebidas. A peça fica em cartaz de quinta a sexta, 20h e aos sábados, 18h, com entrada franca, até dia 18 de novembro.

Montagem que estreou no Rio de Janeiro em 2014, circulou pelo interior de São Paulo, fez uma única apresentação na capital paulista, participou do Festival de teatro de Tiradentes, Minas Gerais, foi uma oportunidade para comemorar os 30 anos do grupo Cemitério de Automóveis criado por Bortolotto.

Considerado um dos melhores textos de Bortolotto, Uma pilha de pratos na cozinha é um drama em que Júlio (Rodrigo Rosado), um jovem avesso às relações com outros seres humanos está enclausurado em seu apartamento, enquanto sua pilha de pratos cresce na pia. Chegam três presenças em série que mexem com essa monotonia: Daniel (Akin Garragar), um amigo sanguessuga fracassado; Breno (Fioravante Almeida), o síndico do prédio e Cristina (Silvana D’lacoc), ex-namorada de Júlio e doente terminal. A peça é marcada por tiradas ácidas, sarcásticas, inteligentes e entremeadas com a inação das personagens que sabem bem analisar suas próprias vidas, mas não conseguem se mover. “Uma Pilha de Pratos na Cozinha” é uma peça que naturalmente faz com que o espectador saia do teatro pensando sobre a vida. Como é a sua vida? O que você faz dela, ou não faz? Enfim, não existe certo nem errado. É tudo um grande ensaio.

A estreia de Alexandre Borges como diretor teatral aconteceu pela admiração que ele tem pelo autor, um de seus contemporâneos. A dupla já havia trabalhado nos cinemas e agora renova a parceria nos palcos.

– Essa estreia como diretor veio por acaso. O Mário liberou um de seus textos para uma montagem carioca. A conversa inicial aconteceu em 2013 e a produção achou que eu seria um cara legal para acompanhar a produção desde o começo e prestar uma homenagem aos 30 anos do Cemitério de Automóveis que aconteceu em 2014. Topei pelo entusiasmo! – celebra Borges.

SINOPSE SUGERIDA: Quatro amigos encaram uma longa jornada noite adentro num apartamento com uma pia lotada de louça suja, metáfora do texto de Mario Bortolotto sobre o submundo de São Paulo. Eles falam sobre a vida e morte ao som de muito rock’n roll, drogas e bebidas. É neste contexto que acontece o drama “Uma Pilha de Pratos na Cozinha”, texto de Mário Bortolotto que encerra a trilogia da Praça Roosevelt e marca a primeira direção teatral do ator Alexandre Borges

LINK DE VIDEO: https://www.youtube.com/watch?v=bLRUFIudgZQ

SERVIÇO

Estreia: Dia 9 de novembro – 20h

Temporada: De 9 até 18 de novembro de 2017

Local: Espaço Cênico Oswald de Andrade

Endereço: Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro – Telefone: (11) 3222 4683

Horários: Quinta e sexta-feira, 20h, sábado, 18h
Duração: 40 min.
Classificação: 14 anos.
Capacidade: 50 Lugares
Gênero: Drama
Preço: Gratuito

FICHA TÉCNICA
Texto: Mário Bortolotto
Direção: Alexandre Borges
Elenco: Akin Garragar (Daniel), Fioravante Almeida (Breno), Rodrigo Rosado (Julio), Silvana D’lacoc (Cristina)

Iluminação: Aurélio di Simoni
Cenografia e figurino: Daniele Geammal
Programação Visual: Thiago Ristow
Assessoria de Imprensa: Minas de Ideias
Produção: Fábio Amaral
Produção executiva: Candice Frederico

Idealização: Rodrigo Rosado e Silvana D’Lacoc

“Miguel, o Invisível” no Teatro Municipal Gonzaguinha

Em sua sétima temporada entre o Rio e Niterói, a peça “Miguel, o Invisível” inicia nova temporada Teatro Municipal Gonzaguinha, no Centro do Rio, no dia 11 de novembro, às 17h. O espetáculo tem atraído a atenção de uma plateia diversificada, onde crianças, jovens, adultos e idosos riem e se divertem nos momentos de interação com o elenco.

Com uma linguagem leve e descontraída, o texto retrata situações cotidianas do universo escolar como o bullying, as questões do coração, os medos e inseguranças vivenciados durante a infância e adolescência.

Miguel, um garoto que não se enquadra em nenhum dos grupos sociais formados no colégio onde estuda, se apaixona pela garota mais popular daquele pequeno universo. Será que ele consegue se livrar da timidez, do estigma de invisível e ter a chance de ser correspondido pela garota, conquistando o respeito e admiração de todos?

Serviço

Peça “Miguel, o Invisível”
Temporada: 11 a 25 de novembro
Sábados: dias 11 e 25, às 17h
Domingo: dia 19, às 17h
Valor: R$ 40 (Inteira) e R$ 20,00 (Meia)
Classificação: Livre

Teatro Municipal Gonzaguinha
Rua Benedito Hipolito, 125 – Praça Onze
Estacionamento próprio

“Bituca – Milton Nascimento para Crianças” no Imperator

Depois de duas bem-sucedidas temporadas na Zona Sul, com sessões lotadas e elogios de público e crítica, o musical infantil Bituca – Milton Nascimento para Crianças chega à Zona Norte, para apresentações no Imperator – Centro Cultural João Nogueira de 04 a 20 de novembro. A peça integra o premiado projeto ‘Grandes Músicos para Pequenos’, idealizado pela Entre Entretenimento com o objetivo de homenagear e preservar a memória de grandes nomes da música popular brasileira. Com texto de Pedro Henrique Lopes, direção de Diego Morais e direção musical de Guilherme Borges, o musical infantil é inspirado na vida e na obra de Milton Nascimento e expõe em cena a ternura e os desafios inerentes ao processo de adoção e as dificuldades de inserção de uma criança negra em um ambiente majoritariamente branco. Esta é a terceira montagem do projeto, que já levou à cena os elogiados espetáculos ‘Luiz e Nazinha – Luiz Gonzaga para Crianças’ e ‘O Menino das Marchinhas – Braguinha para Crianças, vencedores de quatro prêmios CBTIJ. O patrocínio é da Cia. Caminho Aéreo Pão de Açúcar.

Em cena, Udylê Procópio (Milton), Martina Blink (Mãe), Aline Carrocino (Maricota), Anna Paula Black (Mãe Maria), Marina Mota (Professora) e Pedro Henrique Lopes (Salomão) contam a história do pequeno Milton que, ao ficar órfão aos 2 anos de idade, é adotado pelos patrões de sua avó. Chegando a Minas Gerais, o menino precisa lidar com o preconceito da sociedade por seu negro e ter pais brancos. “O musical é um tributo ao Milton Nascimento, então nos inspiramos em passagens da vida dele, mas também criamos momentos ficcionais para debater temas como adoção, bullying e preconceito racial de maneira lúdica”, explica o diretor Diego Morais. “Também fazemos uma grande homenagem à maternidade e à ampliação dos modelos de família”.

Na direção musical de Guilherme Borges, grandes sucessos de Milton Nascimento como “Coração de estudante”, “Travessia”, “Canção da América”, “Canção do sal”, “Um índio”, “Quem sabe isso quer dizer amor” e “Maria Maria” transportam o espectador para esse universo todo especial do músico, que passa pelas belezas de Minas Gerais, rezadeiras, relicários e movimento barroco. “A obra do Milton sempre me encantou desde muito pequeno. Conhecer mais profundamente a história de vida deste gênio me fez querer levar o amor que transborda de suas melodias e letras para crianças de todas as idades”, acrescenta o dramaturgo e ator Pedro Henrique Lopes. “Nossa ideia é criar espetáculos com conteúdos atraentes para as famílias, para aproximar as gerações”. Também fazem parte da equipe criativa Clívia Cohen (cenários e figurinos), Carlos Lafert (iluminação) e Vitor Martinez (visagismo).

Grandes Músicos para Pequenos

 

Bituca – Milton Nascimento para Crianças é o terceiro espetáculo do projeto “Grandes Músicos para Pequenos”, que nasceu em 2013 com o musical Luiz e Nazinha – Luiz Gonzaga para Crianças e seguiu com O Menino das Marchinhas – Braguinha para Crianças, que estreou em 2016 e foi premiado em três categorias pelo CBTIJ: Melhor Atriz em Papel Coadjuvante (Martina Blink), Direção de Produção (Entre Entretenimento) e Prêmio Especial pela qualidade do projeto (Diego Morais e Pedro Henrique Lopes). As duas peças juntas já foram vistas por mais de 100 mil espectadores. O objetivo do Grandes Músicos para Pequenos é apresentar a vida e a obra de importantes compositores para as novas gerações e promover o resgate da cultura brasileira através de espetáculos que envolvam toda a família em experiências inesquecíveis.

“A ideia é trazer o legado de uma cultura quase esquecida para as novas gerações, com um conteúdo atraente para as famílias”, descreve Pedro Henrique Lopes, ator e roteirista do musical, e um dos sócios da Entre Entretenimento, produtora cultural responsável por projetos de sucesso como O Meu Sangue Ferve por Você. “Queremos criar experiências de entretenimento inesquecíveis e marcantes, onde o espectador participe de forma ativa”, explica o diretor do espetáculo, Diego Morais, sócio de Pedro na Entre Entretenimento.

Mais sobre o espetáculo e o projeto em: www.grandesmusicosparapequenos.com.br .

 

Entre Entretenimento

A Entre é uma empresa de produção cultural e inovação em entretenimento fundada pelo diretor Diego Morais e pelo ator e dramaturgo Pedro Henrique Lopes. O objetivo da dupla é valorizar a cultura do nosso país através da criação e da viabilização de projetos inéditos e de alta qualidade artística que dialoguem com a história e as manifestações culturais do Brasil. Emoção, cultura, educação, história e momentos de extrema diversão estão na pauta dos projetos da empresa, assim como a criação de soluções culturais memoráveis para marcas, companhias e consumidores através de: comprometimento artístico-cultural; inovações em marketing; soluções transmidiáticas e envolvimento social. Saiba mais em www.entreentretenimento.com.br.

TIJOLINHO:

Bituca – Milton Nascimento para Crianças. Musical Infantil. De Pedro Henrique Lopes. Direção: Diego Morais. Direção Musical: Guilherme Borges. Com Udylê Procópio, Martina Blink, Aline Carrocino, Anna Paula Black, Marina Mota e Pedro Henrique Lopes. Chegando a Minas, o pequeno Bituca enfrenta, com bom-humor e determinação, o bullying dos colegas de escola por ser negro e ter pais brancos. (55 min). Imperator – Centro Cultural João Nogueira. Sáb e dom., às 16h (dia 19/11 não haverá sessão) e 2ª (apenas dia 20/11), às 11h. R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada). Livre. De 04/11 a 20/11.

 

Ficha técnica:

Direção: Diego Morais

Direção Musical: Guilherme Borges

Texto: Pedro Henrique Lopes

Elenco: Udylê Procópio, Martina Blink, Aline Carrocino, Anna Paula Black, Marina Mota e Pedro Henrique Lopes

Cenário e figurinos: Clívia Cohen

Iluminação: Carlos Lafert

Visagismo: Vitor Martinez

Produção e realização: Entre Entretenimento

Serviço:

Bituca – Milton Nascimento para Crianças

Temporada: De 04 a 20 de novembro.

Imperator – Centro Cultural João Nogueira: Rua Dias da Cruz, 170, Meier.

Telefone: (21) 2597-3897

Dias e horários: Sáb. e dom., às 16h (dia 19/11 não haverá sessão) e 2ª (apenas dia 20/11), às 11h.

Ingressos: R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada)

Lotação: 642 pessoas

Duração: 55 minutos

Classificação: Livre

Funcionamento da Bilheteria: De terça a sexta das 13h às 21h. Sábado e domingo das 10h às 21h.

“Sítio do Picapau Amarelo” no Teatro dos Quatro

O Sítio do Picapau Amarelo, série de livros infantis do escritor brasileiro Monteiro Lobato, virou um clássico aclamado mundo afora. Os personagens saltaram das páginas dos livros para os quadrinhos, foram parar na TV e, agora, chegam em espetáculo teatral infantil no Teatro dos Quatro, no Shopping da Gávea, com estreia no dia 04 de novembro, sábado, às 17h. A peça ganha temporada de quatro meses em uma grande homenagem aos 40 anos da primeira exibição do Sítio do Picapau Amarelo, na TV Globo, celebrada neste ano de 2017. A adaptação e direção geral de Ricardo Silva leva ao palco nove atores dando vida aos personagens que, por vezes, dançam embalados por uma banda com música ao vivo.

Monteiro Lobato (1882-1948) foi o primeiro a escrever para crianças. Falar da literatura infantil no Brasil é reviver as travessuras e reflexões da boneca de pano Emília, ao lado de seus amigos Narizinho, Pedrinho, Visconde de Sabugosa, Tia Anastácia e Dona Benta; entre tantos outros personagens. Agora, adultos, vovôs e vovós poderão levar seus pequenos para conhecer a fábula que marcou a vida de muitos deles, promovendo o encontro com a literatura brasileira, tão rica e reconhecida mundialmente.

Com realização da Tambores Produções e Cia. Teatral Sassaricando, a peça é voltada para as crianças. As companhias acreditam na importância de levar para os palcos, textos nacionais, valorizando assim, os nossos autores e a nossa pátria. O espetáculo traz em cena os atores Raquel Penner, Cristina Fracho, Cristina Guimarães, Wanderson Bernardo, Nícolas Freitas (ex-Cordel Encantado), Guilherme Gutierrez, Julia Gusmão, Luiza Vieira e Victor Salzeda. Na direção musical Victor Salzeda comanda os músicos Camila Ferolla (percusssão), Juan Paz (violão) e Natan Figueiredo (flauta). As coreografias são de Cristina Guimarães. A homenagem recebeu programação visual e pinturas em aquarela de Bianca Oliveira. Já a produção executiva é de Luciana Vieira, da Tambores Produção.

“Monteiro Lobato foi um dos escritores brasileiros mais influentes, e ganhou destaque no panorama da literatura infantil, com a sua obra “Sítio do Picapau Amarelo”. Apresentar um espetáculo com histórias adaptadas a partir desta obra, significa levar para o público infantil personagens com a essência puramente brasileira, trazendo à tona, um sentimento de resgate da nossa infância, de brincadeiras antigas de criança, de lembranças dos nossos avós e de suas histórias, e de um Brasil com seus rios, suas árvores frutíferas e sua fauna valorizados e preservados. Por isso, estamos certos de que, através de uma vasta pesquisa realizada pela companhia, da experiência da nossa equipe envolvida, e do amor pela obra de Monteiro Lobato, realizaremos uma montagem digna, alegre e divertida, que agradará tanto as crianças, quanto os pais, avós e familiares que irão ao teatro”, afirma Ricardo Silva, responsável pela adaptação e direção geral da peça Sítio do Picapau Amarelo.

Muito mais do apenas entreter por meio do teatro, a Cia. Teatral Sassaricando busca com a peça Sítio do Picapau Amarelo valorizar a cultura brasileira, seus autores e suas obras; resgatar a leitura e o contato com o livro físico; estimular o contato das crianças com brincadeiras de roda, soltar pipa, tomar banho de rio, brincar com peão, entre tantas outras que fizeram parte, durante anos, da infância de muitas crianças. A peça teatral nasce no resgate lúdico, no folclore, na imaginação e na importância que ela nos oferece dentro do contexto social, político e econômico.

“Monteiro Lobato não economizou em retratar o nosso Brasil de forma rica, detalhada e lúdica, onde a criança pudesse entender com simplicidade a matemática, geografia, história, usando da própria literatura para falar do amor a natureza e sua preservação, e a alegria de viver. Como dizia ele, ‘Um país se faz com homens e livros’. A adaptação desta história permeia entre a fantasia e a realidade levando as crianças a revelar-se bem dotados de senso crítico, julgando as histórias de “vó” com muito critério e segurança. É um trabalho que deseja promover o reencontro dos avós, pais e familiares que irão ao assistir à peça de teatro, com as lembranças que possuem da primeira versão do Sítio do Picapau Amarelo, que foi um grande sucesso de 1977 a 1986, nos noves anos que ficou no ar”, destaca a produtora executiva Luciana Vieira.


 

RICARDO SILVA – Adaptação e Direção Geral.

Ricardo Silva é produtor, ator, diretor, autor, cenógrafo e professor nascido em Niterói. Formado em 1990 no Curso de Formação de Atores da UFF. Atuou nos espetáculos infantis e adultos: O Indio Tupí (1983); O casamento do Gato de Botas (1984); Sonhos da Ribalta (1986); Uxa, ora fada ora bruxa (1988);  A Bela e a Fera (1996 ); Fila da Fama (1997); Café sem Concerto (1986 ); Egoloucura (1987);  Cabaré Valentin (1996); entre outros. Dirigiu e produziu os espetáculos infantis já com a chancela da Cia.Teatral Sassaricando: O Patinho Feio (2009); Te Amo Amazônia (2010); A Bela e a Fera (2011); Viva a Natureza (2012); A Dama e o Vagabundo (2013); Peter Pan (2014); João e o Pé de Feijão no Sertão (2015 – Premiado melhor cenário e figurino – indicação como melhor espetáculo na quinta Mostra de teatro ATACEN; A Pequena Sereia (2016 ), entre outros.

VICTOR SALZEDA – Direção musical.

Graduando em música pela UNIRIO (licenciatura), possui as seguintes habilidades: canto, violão, piano, percussão, flauta doce.  É Ator, dramaturgo, diretor, diretor musical, preparador vocal e regente.  Diretor fundador da companhia FABRICARTE: companhia artística que se dedica a produção de espetáculos teatrais e musicais.  Integrou durante 6 anos o Grupo Papel Crepon, com direção de Eduard Roessler. Trabalhou com os diretores: Leonardo Simões, Lúcia Cerrone, Marcello Caridade, Rubens Lima Júnior, Ricardo Silva, entre outros. Alguns espetáculos: Peter Pan (2004, 2007, 2009); Pinóquio (2004); Romeu e Julieta (2004); Meu pequeno grande sonho (2015); Mário, mar e o amor (2014, 2015 e 2016).


FICHA TÉCNICA

Adaptação, Direção Geral e Cenografia: Ricardo Silva

Direção Musical: Victor Salzeda

Elenco: Raquel Penner, Cristina Fracho, Cristina Guimarães, Wanderson Bernardo, Nícolas Freitas, Guilherme Gutierrez, Julia Gusmão, Luiza Vieira e Victor Salzeda.

Músicos: Camila Ferolla (Percusssão), Juan Paz (Violão) e Natan Figueiredo (Flauta)

Stand-Ins: Matheus Lana, Giovanna Sassi, Luiza Lewicki, Bianca Pontes e Fernanda Guerreiro

Coreografias: Cristina Guimarães

Design de Luz: Ricardo Lyra Jr.

Progr. Visual e Pinturas em Aquarela: Bianca Oliveira

Elaboração do Projeto: Raquel Penner

Camareira, Contra-Regra e Assist. ee Produção: Eloisa Guimarães

Operação de Som: Guilherme Sousa

Produção Executiva: Luciana Vieira (Tambores Produções)

Realização: Tambores Produções e Cia. Teatral Sassaricando

Assessoria de Imprensa: Fernanda Con’Andra (Fecon Comunicação Estratégica)


 

SERVIÇO

SÍTIO DO PICAPAU AMARELO

Teatro dos Quatro – Shopping da Gávea (R. Marquês de São Vicente, 52 – Gávea, Rio de Janeiro). Estreia: Sábado – 04 de novembro de 2017. Temporada até 04 de março de 2018. Informações: (21) 2274-9895. Dias e horários: Sábados e Domingos, às 17 horas. Contato: tamboresproducoes@gmail.com.

Ingressos: R$ 60 (inteira) / R$ 30 (meia) – Bilheteria. Clubinho de Ofertas (Ingressos promocionais): http://bit.ly/2iFeKYa

 

“Dez Dias que Abalaram o Mundo” no Armazém da Utopia

A Companhia Ensaio Aberto apresenta o espetáculo inédito “Dez Dias que Abalaram o Mundo” no Armazém da Utopia em comemoração aos 100 anos da Revolução Russa e os 25 anos do Grupo. Com direção de Luiz Fernando Lobo, a peça é uma adaptação livre da obra de mesmo nome, um dos primeiros livros-reportagem da história, o clássico do jornalista norte-americano John Reed.

“A Revolução Russa foi a maior vitória da classe operária. O momento mais radical de democracia, onde os trabalhadores se auto-organizaram e conseguiram vitórias históricas, como a jornada de trabalho de 8 horas. Contar a revolução russa é contar que só a luta forma para a luta. É reabrir o passado para pensar o futuro”, diz o diretor Luiz Fernando Lobo.

“Dez Dias que Abalaram o Mundo” aborda os acontecimentos que resultaram na tomada de poder pelos bolcheviques na Revolução Russa. O espetáculo narra a experiência do jornalista americano John Reed ao cobrir os eventos e de como ele se tornou um defensor do novo governo russo e passou a difundir as ideias revolucionárias nos EUA e pelo mundo. Reed, nas palavras dele mesmo, diz “em meio à batalha, não fui um homem neutro”.

No espetáculo, os artistas da Companhia Ensaio Aberto partem dos documentos da Revolução Russa e do que o evento representou para classe trabalhadora. A videografia de Batman Zavarese transporta o público para a época através de imagens de arquivo históricas projetadas em telas gigantes. “Existe um acervo imagético riquíssimo e muito emblemático sobre esse tema. Na videografia da peça, o cinema russo será extrapolado em muitas possibilidades de telas e narrativas, que irão potencializar as experiências cênicas dos atores e do público numa viagem ao tempo. A ideia é que a tecnologia de projeções se aproprie poeticamente do espetáculo para inserir todos dentro do cenário de uma forma imersiva e emocionante”, afirma Batman. 

O cenário do cenógrafo premiado J.C. Serroni é uma obra de dimensões épicas como os grandes espetáculos de rua encenados nos anos 20, compatível com a arquitetura do Armazém da Utopia, um prédio de estrutura fabril da mesma época histórica. “A ideia central da cenografia é usar o galpão na sua forma genuína. Queremos que a visualidade do espetáculo, aliado à dramaturgia, luz, figurinos, direção, música e atuação, leve o público para um dos momentos mais importantes da história mundial. Esse trabalho, sem dúvida, nos fará refletir, e muito, sobre inúmeras questões que perduram nos dias em que vivemos”, explica Serroni.

Com figurino de época de Beth Filipecki e Renaldo Machado, iluminação de Cesar de Ramires com colaboração do mestre Jorginho de Carvalho e trilha original de Felipe Radicetti a partir da obra de Shostakovich e grande elenco.

A Companhia Ensaio Aberto, desde sua fundação em 1992, desenvolve seu trabalho como uma incisão épica dentro do panorama teatral brasileiro. Todos os seus espetáculos inclinam-se sobre temas sociais pertinentes, profundamente investigados, e visam a utilizar o teatro e a própria cultura como ferramenta para revelação e transformação da realidade. “Dez Dias que Abalaram o Mundo” será um espetáculo referência para se conhecer um fato histórico marcante do século XX, com reflexos ainda hoje, 100 anos depois. Contaremos uma história para fazer avançar a história.

Mais sobre a Companhia Ensaio Aberto:

A Companhia Ensaio Aberto é a única do Rio dedicada exclusivamente a temas sociais e políticos. Com um teor político marcadamente épico, a Companhia busca dialogar diretamente com a obra do dramaturgo alemão Bertolt Brecht. O autor alemão é influência assumida e inspiração central para a companhia carioca. É possível vislumbrar sua história no projeto Armazém da Utopia com a qual a companhia ocupa o Armazém 6 do Cais do Porto do Rio desde 2010.  www.ensaioaberto.com

FICHA TÉCNICA

Direção e Dramaturgia: Luiz Fernando Lobo

Direção de Produção: Tuca Moraes

Cenografia e Espaço Cênico: J.C. Serroni

Videografia: Batman Zavareze

Iluminação: Cesar de Ramires com a colaboração de Jorginho de Carvalho

Figurino: Beth Filipecki e Renaldo Machado

Trilha Original e Direção Musical: Felipe Radicetti

Produção Executiva: Renata Stilben e Roberta Mello

Assistente de Direção e Dramaturgia: Dieymes Pechincha

Atores: Companhia Ensaio Aberto

ADRIANO SOARES, ALARISSE MATTAR, AMAURY LORENZO, AMPARO DE GATA, ANA KARENINA RIEHL, ANDREA TONIA, BRENDA JACÍ, BRUNO PEIXOTO, CLEITON RASGA, FERNANDA VIZEU, HENRIQUE JULIANO, GABRIELA IGARASHI, GÉ LISBOA, GEOVANE BARONE, GILBERTO MIRANDA, JOÃO RAPHAEL ALVES, LEONARDO HINCKEL, LUIZ FERNANDO LOBO, LUIZA MORAES, NADY OLIVEIRA, NATALIA GADIOLLI, PETER BOOS, TUCA MORAES, VINÍCIUS OLIVEIRA E YANI PATUZZO.

SERVIÇO

 

Temporada: De 14 de outubro até 30 de outubro de 2017

Horário: Sexta, domingo e segunda às 19h. Sábado as 20h

Local: Armazém da Utopia

Endereço: Orla Conde – Armazém 6

Preço: R$ 50,00 (inteira) R$25,00 (meia). Antecipado R$ 30,00 (inteira) R$15,00 (meia

Classificação: 12 anos

Duração: 120 minutos

Capacidade: 800 lugares

Informações: publico@ensaioaberto.com  22538726 / 25164893/ 98909-2402

“Tom na Fazenda” no Teatro Poeirinha

Depois de temporadas de sucesso no Oi Futuro Flamengo e do Sesi Centro e de circular pelo estado do Rio de Janeiro no Circuito Sesc, o espetáculo “Tom na Fazenda” reestreia em 6 de outubro no Teatro Poeirinha, em Botafogo. Idealizado pelo ator e produtor Armando Babaioff, que também assina a tradução, a montagem segue em cartaz até 17 de dezembro, com apresentações na quinta e sábado, às 21h, e no domingo, às 19h. Dirigida por Rodrigo Portella, a peça traz no elenco Kelzy Ecard, Camila Nhary, Gustavo Vaz, além do próprio Babaioff.

 

Com cinco indicações ao Prêmio Shell, sete ao Cesgranrio, dez ao Botequim Culturale 17 ao Cenym, a peça é baseada no original Tom à la Farme, do autor canadense Michel Marc Bouchard. Foi numa conversa com um amigo que Babaioff tomou conhecimento do filme Tom na Fazenda (2013), uma adaptação da peça homônima, com direção do franco-canadense Xavier Dolan (premiado no Festival de Cannes por Mommy, em 2014). Arrebatado pela obra, o ator começou a traduzir a peça, que aborda a inabilidade do indivíduo para lidar com o preconceito, a impotência, a violência e o fracasso.

 

“No ano em que traduzi a peça, 347 pessoas foram assassinadas pelo simples fato de serem quem eram. O Brasil é o país que mais mata homossexuais no mundo, mais do que nos 13 países do Oriente e da África onde há pena de morte aos LGBT. O que me fascina em Tom na Fazenda é essa possibilidade de falar de assuntos que eu realmente acho necessário. Eu sinto essa necessidade de dizer para o mundo verdades das quais eu acredito”, diz Babaioff.

Na história, após a morte do seu companheiro, o publicitário Tom (Armando Babaioff) vai à fazenda da família para o funeral.  Ao chegar, ele descobre que a sogra nunca tinha ouvido falar dele e tampouco sabia que o filho era gay. Nesse ambiente rural austero, Tom é envolvido numa trama de mentiras criada pelo truculento irmão do falecido, estabelecendo com aquela família relações de complicada dependência. A fazenda, aos poucos, vira cenário de um jogo perigoso, onde quanto mais os personagens se aproximam, maior a sombra de suas contradições.

A peça conta uma história bastante comum entre jovens de várias gerações, mesmo de culturas diferentes. No Canadá, no Brasil, no Oriente Médio, no Japão ou na África do Sul, homens e mulheres jovens aprendem a mentir antes mesmo de aprenderem a amar. As famílias, guardiãs das normas sobre a sexualidade, garantindo sempre a heteronormatividade, inserem nos próprios membros a semente da homofobia.

“Todo redemoinho que devastará a vida dos que fogem das normas surge no núcleo de suas próprias famílias”, comenta Rodrigo Portella, que opta, mais uma vez por uma encenação com poucos elementos para que as sutilezas das relações propostas pelo texto se sobressaiam. “Bouchard compôs uma obra de estrutura impecável. Ele vai fundo nas contradições dos seus personagens, o que os torna muito próximos de nós”, acredita o diretor.

SOBRE MICHEL MARC BOUCHARD (autor)

 

Michel Marc Bouchard, 58 anos, nasceu em Saint-Coeur-de-Marie, em Quebec, no Canadá. Formado em teatro pela Universidade de Ottawa, fez sua estreia profissional como dramaturgo em 1983 com Contre-nature de Chrysippe Tanguay, Écologist, e, desde então, escreveu mais de 25 peças que foram traduzidas em diversas línguas e apresentadas em muitos países e festivais. Bouchard foi condecorado Cavaleiro da Ordem Nacional de Quebec, em 2012.

Sua obra mais conhecida é Lillies (Les Feluettes ou la Répétition d’un Drame Romantique), que posteriormente foi roteirizada e dirigida por John Greyson em seu filme homônimo. The Painter Madonna foi sua primeira peça traduzida para o inglês. Entre suas obras mais conhecidas, destaque para The Coronation Voyage (Le Voyage du Couronnement), Down Dangerous Passes Road (Le Chemin des Passes-Dangereuses) e Written on Water (Les Manuscrits du Déluge). Sucessos no teatro, as peças The Orphan Muses (Les Muses Orphelines) e Tom at the Farm (Tom à la Farme) também foram adaptadas para o cinema pelos diretores Robert Favreau e Xavier Dolan, respectivamente.

Ao longo de sua carreira, Bouchard foi agraciado com importantes prêmios de artes cênicas no Canadá: Prix Journal de Montreal,Prix du Cercle des Critiques de L’outaouaisMoore Award Dora Mavor for Outstanding New PlayFloyd S. Chalmers Award Canadian Play. Recebeu nove prêmios Jessie Richardson Theatre Awards para as peças Lillies e Les Muses Orphelines.

SOBRE ARMANDO BABAIOFF (Idealizador, tradutor e ator)

Formado pela escola Estadual de Teatro Martins Pena e pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UNIRIO) em artes cênicas. Como integrante da Quantum Cia. de Teatro, Babaioff fez de diversas montagens sob a direção de Rodrigo Portella. Em 2004, protagonizou, ao lado de Vera Fischer, A Primeira Noite de um Homem, com direção de Miguel Falabella.

No teatro, participou ainda dos espetáculos O Santo e a Porca (2008), de Ariano Suassuna, com direção de João Fonseca, pelo qual foi indicado ao prêmio de melhor ator coadjuvante pela APTR; A Gota d’Àgua (2009), de Chico Buarque e Paulo Pontes, também com direção de João Fonseca; Rockantygona (2011), baseado na obra de Sófocles, com direção de Guilherme Leme Garcia; Escola do Escândalo, de Richard B. Sheridan, com direção de Miguel Falabella; A Propósito de Senhorita Júlia, de August Strindberg, dirigida por Walter Lima Jr.; O que Você Mentir Eu Acredito, de Felipe Barenco, com direção de Rodrigo Portella.

Em 2009, criou a produtora ABGV Produções Artísticas, em parceria com o amigo e ator Gustavo Vaz. Pela primeira vez atuou também como produtor de teatro, com a peça Na Solidão dos Campos de Algodão, com texto de Bernard Marie Koltès e direção de Caco Ciocler. O espetáculo lhe rendeu uma indicação ao Prêmio de Melhor Ator pela APTR.

Na TV, estreou na novela Páginas da Vida, de Manoel Carlos, na TV Globo (2006). Na mesma emissora, participou das novelas Duas Caras (2010/2011), Ti-ti-ti (2010), Sangue Bom (2013). Protagonizou a série DOAMOR, ao lado da atriz Maria Flor, no canal Multishow.  No cinema, recentemente protagonizou o longa Prova de Coragem, baseado no romance Mãos de Cavalo, do autor gaúcho Daniel Galera e direção de Roberto Gervitz. Participou também de Introdução à Música do Sangue, com argumento de Lúcio Cardoso e direção de Luiz Carlos Lacerda. Atualmente está no ar na novela A Lei do Amor, na TV Globo, de Maria Adelaide Amaral.

SOBRE RODRIGO PORTELLA (diretor)

Natural de Três Rios, interior do Estado do Rio de Janeiro, o autor e diretor Rodrigo Portella dirigiu dezoito espetáculos. Foi indicado aos principais prêmios de artes cênicas: Prêmio Shell 2013 (Melhor Direção por Uma História Oficial e Melhor Texto por Antes da Chuva), Prêmio APTR 2010 (Melhor Iluminação por Na Solidão dos Campos de Algodão, com direção de Caco Ciocler) e Prêmio Cesgranrio 2016 (Melhor Texto por Alice Mandou um Beijo).

Entre 1996 e 2008, Rodrigo morou no Rio de Janeiro, período em que cursou direção teatral na UNIRIO e publicou o livroTrilogia do Cárcere. Em 2009, retornou à sua cidade natal, onde fundou a Cia Cortejo. Realizou cerca de 200 apresentações deAntes da Chuva por todo o país, com o projeto Palco Giratório em 2015, além de duas temporadas em Buenos Aires, na Argentina e Quito, no Equador.

Atualmente, se dedica a pesquisar as experiências de Charles Deemer e o Hiperdrama no Teatro, por meio de uma bolsa da FAPERJ, sob orientação do encenador Moacyr Chaves. Rodrigo é também diretor geral do Off Rio – Multifestival de Teatro de Três Rios, que em 2017 chega à sua quinta edição.

FICHA TÉCNICA

Texto: Michel Marc Bouchard. Tradução: Armando Babaioff. Direção: Rodrigo Portella. Elenco: Armando Babaioff, Kelzy Ecard, Gustavo Vaz e Camila Nhary. Cenografia: Aurora dos Campos. Iluminação: Tomás Ribas. Figurino: Bruno Perlatto. Direção Musical: Marcello H. Guitarras e violões: Jr Tostoi e Marcello H. Preparação Corporal: Lu Brites. Coreografia: Toni Rodrigues. Programação visual: Bruno Dante. Hair Stylist: Ezequiel Blanc. Assistente de cenografia: Manu Libman. Assistente de figurino: Luísa Marques. Direção de Produção: Sérgio Saboya e Silvio Batistela. Produção executiva: Milena Monteiro. Assistente de produção: Pri Helena. Mídias Sociais: Egídio La Pasta. Produção: Galharufa Produções. Idealização: ABGV Produções Artísticas 

 

TOM NA FAZENDA

 

Temporada: de 6 de outubro a 17 de dezembro

Local: Teatro Poeirinha – Rua São João Batista 104, Botafogo. Tel.: (21) 2537 8053

Apresentações: quinta e sábado, às 21h, e domingo, às 19h.

Capacidade: 45 lugares. Duração: 110 minutos. Classificação indicativa: 18 anos. Gênero: Drama.

Ingressos: R$ 30 (meia) e R$ 60 (inteira).

Horário da bilheteria: de terça a sábado, das 15h às 19h. Domingo, das 15h às 19h.

Vendas online: www.tudus.com.br