“Nerium Park”, no Teatro Dulcina

Suspense social escrito pelo dramaturgo e diretor catalão Josep Maria Miró, a peça “Nerium Park”, dirigida pelo premiado Rodrigo Portella (de “Tom na Fazenda” e “Insetos”), volta ao cartaz no dia 3 de novembro para uma curta temporada no Teatro Dulcina, no Centro.  A falência do sonho de uma classe emergente, o desemprego e a crise imobiliária são apenas alguns dos temas que rodeiam a vida de um casal isolado num condomínio nos arredores de uma grande cidade. Idealizador do projeto, o ator Rafael Baronesi buscava um texto para montar quando decidiu entrar em contato com Miró, que lhe enviou cinco peças. A conexão com a história de “Nerium Park” foi imediata, e a peça, até então inédita no país, estreou este ano. Baronesi divide a cena com a atriz Pri Helena, da Cia Cortejo. O espetáculo ficará em carta de sexta a domingo, às 19h, até dia 2 de dezembro, com direção de produção de Rogério Garcia. A obra foi traduzida por Daniel Dias da Silva, que dirigiu e traduziu “O Princípio de Arquimedes”, texto de Miró encenado em 2017, no Brasil.

Em cena, Miguel e Malu são um casal de classe média em busca de qualidade de vida e da possibilidade de construir uma família longe da loucura da cidade. A compra de um apartamento no condomínio Nerium Park, um empreendimento residencial, parece ser a tradução desse sonho. Mas o entusiasmo inicial do casal com o conforto e o espaço da nova casa, com piscina e um parque, vão desaparecendo à medida em que os meses se passam e ninguém mais se muda para os prédios. É como se eles vivessem em uma cidade fantasma. A crise econômica e o desemprego afastam os possíveis compradores, e Miguel e Malu se veem isolados dentro de um estilo de vida que parecia perfeito para eles. Porém, quando uma terceira pessoa aparece no condomínio, a trama ganha um outro sentido.

Escrita em 2012 e montada em dez países, “Nerium Park” é um suspense que se desenvolve em 12 cenas, cada uma correspondendo a um mês do ano.  O título faz referência ao Nerium Oleander, nome científico de um arbusto ornamental e tóxico, conhecido, no Brasil, como espirradeira. “Essa peça fala, entre outras coisas, da solidão dos dias atuais. Cada vez vivemos mais sozinhos, numa dimensão individual e virtual. Estamos esquecendo de conviver de fato com as outras pessoas”, destaca Baronesi, idealizador do projeto. “Tem outro tema que a peça aborda, e que me interessa muito, se resume na seguinte pergunta: o que eu sou capaz de fazer no meu dia a dia para tornar a vida um pouco melhor para o outro?”, completa.

“O eixo central da peça gira em torno da falência do velho projeto de vida baseado na ideia do ter, na aparência, no acúmulo de bens, numa vida individualizada, privada, plastificada, higienizada, territorializada e que está mais comprometida com o futuro do que com o presente. A peça também aborda a crise do masculino diante da revolução do feminino, apresentando uma inversão de papeis que contraria o sistema patriarcal que vivemos”, destaca Rodrigo Portella. “As novas gerações não têm mais o sonho da casa própria, não querem mais ter carros, um casal de filhos e um único emprego fixo. Elas querem viajar, conhecer pessoas, criar e empreender. A relação falida desse casal é o espelho de uma camada da sociedade ocidental, que ainda não enxerga as transformações pelas quais o mundo está passando, por isso ainda destrói com o que é real (e natural) para construir pequenos e falsos paraísos”, diz o diretor.

RODRIGO PORTELLA (diretor)

 

Natural de Três Rios, interior do Estado do Rio, o autor e diretor Rodrigo Portella dirigiu 19 peças. No Rio, cursou direção teatral na UNIRIO e publicou “Trilogia do Cárcere”. Em sua cidade natal, fundou a Cia Cortejo. Realizou cerca de 200 apresentações de “Antes da Chuva” por todo o país com o projeto Palco Giratório. Atualmente, se dedica a pesquisar as experiências de Charles Deemer e o Hiperdrama no Teatro, por meio de uma bolsa da FAPERJ, sob orientação de Moacyr Chaves. É diretor geral do “Off Rio – Multifestival de Teatro de Três Rios”, que em 2018 chega à sua sexta edição.

Foi indicado ao Prêmio Shell 2013 (Melhor Direção por “Uma História Oficial” e Melhor Texto por “Antes da Chuva”), Prêmio APTR 2010 (Melhor Iluminação por “Na Solidão dos Campos de Algodão”) e Prêmio Cesgranrio 2016 (Melhor Texto por “Alice Mandou um Beijo”). Em 2017, dirigiu “Tom na Fazenda” – peça vencedora dos prêmios Cesgranrio (vencedor de três categorias, incluindo Melhor Direção), Shell (vencedor de duas categorias: Direção e Ator para Gustavo Vaz), Botequim Cultural (vencedor de sete categorias, incluindo Melhor Direção), APTR (vencedor na categoria Melhor Espetáculo), Cenym (vencedor de oito categorias, incluindo Direção) e Questão de Crítica.

Atualmente, Rodrigo está em turnê com “Insetos”, espetáculo que comemora os 30 anos da Cia. dos Atores, pelas quatro unidades do Centro Cultural Banco do Brasil (Rio, Brasília, São Paulo e Belo Horizonte). Portella concorre ao Prêmio Shell 2018 de Melhor Direção por “Insetos”.

 

JOSEP MARIA MIRÓ (autor)

 

Nascido em Barcelona, o dramaturgo e diretor catalão Josep Maria Miró é formado em Direção e Dramaturgia pelo Institut del Teatre em Barcelona e em Jornalismo pela Universitat Autònoma de Barcelona (UAB). Desde de 2013, é membro do Conselho Consultivo do Teatre Nacional de Catalunya (TNC).

Miró é autor de “La travesía” (2015), “Umbrío” (2014), “Rasgar la Tierra” (2013), “Humo” (2012), “Nerium Park” (2012), “El principio de Arquímedes” (2011), “Gang Bang (Abierto hasta la hora del Angelus)” (2010/2011 – peça escrita durante uma residência no Teatre Nacional de Catalunya), “La mujer que perdía todos los aviones” (2009), “Una historia contada al revés” (2009), “La mujer y el debutante” (2008), entre outras.

Premiado por suas obras, incluindo com o consagrado “Premi Born” (vencedor em 2009 e 2011, e finalista em 2015), Miró já teve suas peças traduzidas em mais de 20 idiomas e montadas em cerca de 30 países, entre eles Argentina, México, Reino Unido, França, Itália, Estados Unidos da América, Chipre, Grécia, Alemanha, Rússia, Croácia, Brasil, Uruguai, além da Espanha.

Site: www.josepmariamiro.com

RAFAEL BARONESI (ator e idealizador)

 

Rafael Baronesi é ator e apresentador de TV. Estudou na Escola de Atores Wolf Maya, no Tablado, na Cal, na Casa de Cultura Laura Alvim e na Escola de Teatro Raul Serrano, em Buenos Aires. No teatro, participou de montagens como “Baal” e “O Beijo no Asfalto” (direção de Thierry Tremouroux), “O Ateneu” (direção de Leonardo Brício), “Aniversário de Casamento”, entre outras. Na TV, Rafael foi apresentador do programa “Zapping Zone”, no Disney Channel e, recentemente, do programa “Vídeo News”, na Band.

 

PRI HELENA (atriz)

Pri Helena é formada em Comunicação Social e pós-graduada em Artes Cênicas. Começou a carreira em Juiz de Fora, sua cidade natal, quando tinha 12 anos. Integrante da Cia Cortejo, dirigida por Rodrigo Portella, Pri estuda interpretação na Escola de Teatro Martins Penna e graduação na CAL. No teatro, seus principais trabalhos foram “Antes da Chuva”, “Uma História Oficial” (ambos da Cia Cortejo e indicados ao Prêmio Shell de Teatro), “Floriano – Parte Baixa” (com direção de Portella), “Estação dos Passageiros Invisíveis”, “Terra fértil para Balões de Ar”, “Vértice IN-Cômodos” e “Sementes de Aço”. Este ano, participou da segunda temporada da websérie “Além de Alice”.

FICHA TÉCNICA

Texto: Josep Maria Miró

Direção: Rodrigo Portella

Elenco: Rafael Baronesi e Pri Helena

Tradução: Daniel Dias da Silva

Iluminação: Paulo César Medeiros

Trilha Sonora: Marcelo H.

Cenário: Julia Deccache e Rodrigo Portella

Figurino: Ticiana Passos

Programação Visual: Raquel Alvarenga

Divulgação em mídias Sociais: Egídio La Pasta

Preparação Corporal: Lu Brites

Assessoria de Imprensa: Rachel Almeida (Racca Comunicação)

Assistência de produção: Ana Luiza Pradel

Assistência de direção: Mariah Valeiras

Direção de Produção: Rogério Garcia

Idealização e produção: Rafael Baronesi

Realização: Dingão Produções e Usina D’Arte produções artísticas

Serviço:

Nerium Park

Temporada: 3 de novembro a 2 de dezembro

Teatro Dulcina: Rua Alcindo Guanabara, 17 – Centro, Rio de Janeiro – RJ.

Telefones: 2240-4879

Dias e horários: Sexta a domingo, às 19h.

Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia).

Lotação: 200 pessoas

Duração: 1h40

Classificação indicativa: 16 anos.

O Passageiro do Futuro apresenta o espetáculo ‘O passado a limpo’ em diferentes pontos da cidade

Criado com o objetivo de levar o teatro e suas múltiplas oportunidades artísticas e profissionais às comunidades carentes do Rio de Janeiro, o Passageiro do Futuro chega à sua 21ª edição em 17 anos de vida. Nascido em 2001, pelas mãos da atriz e produtora Juliana Teixeira, o projeto tem uma bem-sucedida trajetória que inclui o atendimento a mais de 1.500 jovens, 60 mil pessoas beneficiadas nas comunidades envolvidas e formação de novas plateias, presentes nas mais de 200 apresentações realizadas até hoje. O fim de cada edição do projeto é marcado pela montagem e apresentação de um espetáculo. Este ano, o texto escolhido foi ‘O passado a limpo’, de Rogério Blat, que ganhou adaptação e direção de Anna Wiltgen, que passará por 10 espaços da cidade em apresentações gratuitas (veja o serviço completo no fim do release). O Passageiro do Futuro 21ª edição é patrocinado pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura, pelas empresas Valid, Libra Terminais Rio, Comatrix e BTG Pactual, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura – Lei do ISS.

 ‘O Passado a Limpo’ conta a história de sete meninas que viajam do futuro para o dia 8 de março de 1808, data exata da chegada de D. João VI e sua corte ao Rio de Janeiro. O objetivo é mudar o curso da história e ajudar dois jovens a concretizar seus projetos visionários junto ao rei recém-chegado. Em forma de aventura, com uma estrutura ágil e uma linguagem bem-humorada, a peça aborda questões como o acúmulo de lixo nas ruas cariocas, a despoluição das praias, a canalização dos córregos e o saneamento básico.

“O texto é muito pertinente às preocupações que vivemos hoje. É uma aventura com embasamento histórico, que fala de sustentabilidade, dos lixos nas grandes cidades e na importância do nosso papel na sociedade”, explica a diretora Ana Wiltgen.

Depois de três anos consecutivos no Caju, o projeto chegou a São Cristóvão em 2018: durante seis meses, jovens entre 15 e 21 anos participam de oficinas, palestras, visitas guiadas e outras atividades. De junho a novembro, são realizadas oficinas de interpretação, corpo e voz, figurino, sonorização, cenário e caracterização; três visitas guiadas a centros culturais da cidade; três palestras; uma montagem de esquete (com entrada franca e apresentações abertas ao público); dinâmica de grupo; atendimentos individual e familiar e encaminhamentos do serviço social; monitoramento do rendimento escolar, entre outras atividades. A professora Anna Wiltgen, responsável pelas aulas de interpretação, adaptou ‘O passado a limpo’ pensando na dinâmica dos 30 alunos envolvidos como atores no espetáculo e os 50 alunos envolvidos na encenação. Em edições passadas, os participantes do Passageiro do Futuro já montaram peças como ‘O Gato de Botas’, ‘O Auto da Compadecida’, `Tribobó City’ e ‘O Mambembe’.

“O projeto beneficia toda a comunidade onde está instalado”, conta a idealizadora Juliana Teixeira. “Temos uma estreita relação com as famílias e o apoio das escolas; acompanhamos o rendimento escolar dos alunos, fazemos atendimento social individual e encontros com pais e responsáveis”.

A história do projeto

Tudo começou em 2001, quando a atriz e produtora Juliana Teixeira integrava o elenco de ‘Tudo no Escuro’, peça de Peter Shaffer. “Ali tudo dependia de iluminação e começamos a ter dificuldades em conseguir técnicos para a turnê. A partir daí, resolvi colocar em prática esse meu desejo de trabalhar com teatro com jovens carentes e, ao mesmo tempo, tentar suprir a falta de novação de mão-de-obra técnica do teatro profissional”, lembra Juliana. O Passageiro do Futuro teve início em Bangu, em 2001, e seguiu por diversas comunidades da cidade. “Com formato itinerante, o projeto permanece ao menos dois anos em cada lugar”, explica Juliana. “Já atuou em Vila Aliança (Bangu), Vila Kennedy (Bangu), Água Santa, Del Castilho, Rio das Pedras, Andaraí, Engenho de Dentro, ocupou por três em parceria com o Sesi/ Firjan o prédio do Cemasi na Ladeira dos Tabajaras (Copacabana), e por três anos esteve no Caju. Agora, ocupamos a Paróquia Santo André, na Rua Bela, nº 1.265, São Cristóvão”.

Os jovens – sempre entre 15 e 21 anos de idade, a maioria estudante da rede pública – têm uma iniciação no métier, com carga horária de 13 horas semanais e emissão de certificado (em geral, coincidente com o ano letivo). Muitos alunos que passaram pelo Passageiro do Futuro estão atuando no mercado de artes cênicas, de entretenimento e na moda ou ingressaram em cursos superiores da área. A meta é absorver 20% dos alunos no mercado de trabalho das artes cênicas – e os próprios professores às vezes contratam alunos do projeto. Entre os exemplos, estão Jamile Regina (turma 2007, Bangu), que é microfonista de grandes musicais, como Cazuza, querida de Miguel Falabella, Ronald Rodrigues (turma 2009, Andaraí), que atua nos grupos de dança Carlota Portela e Deborah Colker, e Douglas Vergueiro (2012 e 2013, na Ladeira dos Tabajaras), que atuou no musical Andanças, sobre a cantora Beth Carvalho, interpretando o cantor Zeca Pagodinho. Depois de sua participação no projeto, se profissionalizou como ator.

Aulas, palestras, visitas e montagem completa a cada edição

A primeira parte de cada período tem aulas três vezes por semana, palestras sobre vários temas, dinâmica de grupo, visitas a centros culturais e idas a peças teatrais; na segunda parte, começa a montagem de um espetáculo, levantada pelo grupo de alunos, sob a orientação dos professores de cada cadeira. O encerramento é o circuito de apresentações em teatros profissionais da cidade (como o Espaço Sesc, Teatro Instituto Benjamin Constant, Teatro Maria Clara Machado, Teatro do Jockey, o Calouste Gulbenkian e Teatro Ipanema) e salas de apresentação (algumas nas comunidades onde o projeto está acontecendo). Essa montagem é a vivência do teatro em sua prática profissional.

Montagens realizadas no projeto

1 – Aquele que Diz, Aquele que Diz Não – Brecht (adaptação e direção Marcelo Escorel)

2 – Sonho de Uma Água Santa – Shakespeare (adaptação e direção Monica Alvarenga)

3 – A Galera Dança (texto e direção Joaquim Vicente)

4 – Eu Abro Mão (texto e direção Monica Alvarenga)

5 – A Festa (texto e direção Monica Alvarenga)

6 – O Gigante Egoísta – Oscar Wilde (Joaquim Vicente)

7 – Anjo do Subúrbio – Bertolt Brecht (adaptação e direção Celina Sodré)

8 – O Rei de Ramos – Dias Gomes (Cyrano Rosalem)

9 – Crônicas da Cidade – Diversos Autores Brasileiros (adaptação e direção Marcia Nunes)

10 – Além da Lenda do Minotauro – (adaptação  e direção  Samir Murad)

11 – Quem Matou o Leão – Maria Clara Machado (direção Beto Brown)

12 – Forrobodó – Chiquinha Gonzaga (direção Maurício Cardoso)

13 – A Vida é uma Comédia – Luís Fernando Veríssimo (direção Claudio Handrey)

14 – A Aurora da Minha Vida – Naum Alves (direção Claudio Handrey)

15 – O Gato de Botas  – Maria Clara Machado (direção Claudio Handrey)

16 – O Auto da Compadecida – Ariano Suassuna (direção de Mônica Alvarenga)

17 – Tribobó City – Maria Clara Machado (direção de Monica Alvarenga)

18 – O Mambembe –  Artur Azevedo e José Piza (direção Walney Gomes)

Juliana Teixeira

Atriz e produtora cultural, ela ingressou adolescente na escola O Tablado e posteriormente na CAL. Começou a atuar aos 15 anos em campanhas publicitárias, como o lançamento da Pepsi no Brasil. Viajou para Nova Iorque (1986-1989), para formação de teatro e dança. Na volta trabalhou em novelas na TV Globo, no cinema e no teatro. Em 1998, fundou a Nova Bossa Produções Culturais e começou a produzir espetáculos teatrais e filmes de curta metragem. Em 2001, implementou o primeiro projeto sociocultural o Passageiro do Futuro, existente até hoje.

 

Sinopse

Sete meninas saem do futuro e viajam até 8 de março de 1808, dia exato da chegada de D. João VI e sua corte ao Rio de Janeiro. O objetivo é mudar o curso da história e ajudar dois jovens a concretizar seus projetos visionários junto ao rei recém-chegado.

Ficha técnica do projeto 2018:

Produção geral: Juliana Teixeira

Produção executiva: Wagner Uchoa e Helio Veloso

Assistente Social: Valéria Sant’anna

Professora de interpretação e direção do espetáculo: Anna Beatriz Wiltgen

Professora de cenografia: Vanessa Alves

Professora de figurino: Rosa Ebee

Professora de caracterização: Tainá Lasmar

Professor de sonorização: Chico Rota

Iluminação: Luiz Oliva

Assessoria de Imprensa: Rachel Almeida (Racca Comunicação)

Programação visual: Dudu Damm

Aderecista: Wellington Leite

Monitor: Dave Braskinovten

O passado a limpo

Texto: Rogério Blat

Direção: Anna Beatriz Wiltgen

Elenco: Aisha Nóbreha, Alef dos Santos, Ana Alice Sabino, Anna Beatriz Cunha, Ana Julia Gama, Ana Beatriz Pereira, Beatriz Leão, Brenda de Matos, Bruno Cardoso, Ester Pereira, Evelyn Lisboa, Gabriele Soares, Higor Pereira, Gabrielly Alves, Isabely Tavares, Jamily Nobre, Larissa Germano, Juliana Rosa, Marco Antônio Costa, Luize Menezes, Maria Eduarda Santos, Mylena Campos, Patrick Melônio, Pedro Henrique Bento, Rafael Sportich, Thaissa Rodrigues, Thaís de Jesus, Vitória Pereira e Yasmin Silvestre.

Tempo de duração: 1h

Classificação etária: livre

Serviço:

 

Datas e locais das apresentações

03/11 – Domingo – 15h

Paróquia Santo André

Rua Bela, 1265 – São Cristóvão. Tel.: 2580-6234.

 05/11 – Segunda – 15h

Planetário da Gávea

Rua Vice Governador Rubens Berardo, 100 – Gávea. Tel.: 2088-0536.

06/11 – Terça – 15h

Arena Carioca Dicró

Rua Flora Lobo, 184 – Penha. Tel.: 3486-7643

07/11 – Quarta – 15h

Arena Carioca Jovelina Pérola Negra

Praça Ênio, s/nº – Pavuna. Tel.: 2886-3889.

08/11 – Quinta – 15h

Cras XV de Maio

Rua Gen. Sampaio, 74 – Caju. Tel.: 3895-8668.

09/11 – Sábado – 15h

Casa São Luiz

Rua Gen. Gurjão, 533 – Caju. Tel.: 2159-9999.

13/11 – Terça – 13h

Instituto Benjamim Constant

Avenida Pasteur, 350 – Urca. Tel.: 3478-4442.

14/11 – Quarta – 15h

Casa de Espanha

Rua Maria Eugênia, 300 – Humaitá. Tel.: 2536-3150.

15/11 – Quinta – 17h

Teatro Municipal Ziembinski

Rua Urbano Duarte, 30 – Tijuca. Tel.: 3234-2003.

17/11 – Sábado – 17h

Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas

Rua Murtinho Nobre, 169 – Santa Teresa. Tel.: 2215-0621.

“Rugas” no Maison de France

Por que as palavras velho, velha e velhice são usadas de maneira pejorativa? Por que os velhos sofrem preconceito e, muitas vezes, se veem desamparados e rejeitados? Como promover uma maior relação entre as gerações? Há três anos, as atrizes Vanja Freitas e Claudiana Cotrim estudam o tema e tentam responder essas perguntas – a dupla realizou dezenas de entrevistas com pessoas de 40 a 80 anos, leu livros que falavam sobre o assunto e se debruçou sobre trabalhos acadêmicos e artísticos. Esse material chegou às mãos do dramaturgo Hérton Gustavo Gratto, que escreveu a comédia dramática ‘Rugas’ a partir da reflexão sobre essas questões (o autor foi indicado ao 6º Prêmio FITA de Teatro na categoria Revelação por este texto). Com direção do premiado Amir Haddad, o espetáculo chega ao Rio, no dia 31 de outubro, para temporada no Teatro Maison de France, onde fica em cartaz às quartas-feiras, às 18h30, até o dia 12 de dezembro.

“Este é um assunto importante, tocante e delicado. Mas também bastante perigoso. Qualquer resvalo para o melodrama poderá colocar atores, personagens e a plateia num beco sem saída. Não somo eternos. Seria insuportável se fossemos. Por isso a vida, assim como o teatro, tem que ser vivida até o fim. Como se fossemos eternos. Eternamente velhos, eternamente novos”, avalia o diretor Amir Hadadd.

Aos 65 anos, Vanja Freitas começou a vivenciar uma série de situações que a fez refletir sobre essa fase da vida. Ao lado de Claudiana Cotrim, de 48 anos, passou a observar como as pessoas mais velhas atravessavam a rua e como se relacionam com a cidade. Os livros ‘A velhice 1 – a realidade incômoda’ e ‘A velhice 2 – a relação com o mundo’, de Simone de Beauvoir, e ‘Como envelhecer’, de Anne Karpf, também fizeram parte da pesquisa da dupla.

“Eu espero que o público se divirta e reflita sobre essa fase da vida que pode ser criativa e poderosa. Queremos passar uma mensagem amorosa e incentivar as pessoas a olharem mais para os velhos”, conta Vanja. “Uma amiga de 89 anos me disse uma coisa interessante: ninguém se prepara para envelhecer. E qual é a outra opção de não envelhecer?”

A história do espetáculo gira em torno de uma cientista gerontóloga (que estuda o envelhecimento) e deseja fazer o tempo parar. Para isso, vai estudar no exterior e quase não tem mais contato com sua mãe. Até que um dia, durante uma palestra, recebe um telefonema da cuidadora dizendo que a mãe está muito doente e precisa ver a filha. O que ela vai fazer? Na trilha sonora do espetáculo, estão músicas como ‘Que sera, Sera’ de Doris Day, um hino dos anos 50, ‘Jura’ de Zeca Pagodinho, ‘Meu mundo caiu’, eternizada por Maysa; ‘Fascinação’, famosa na voz de Elis Regina; ‘Bodas de Prata’, de Maria Bethânia, entre outras.

“A partir da relação delas, a gente propõe ao espectador que pense sobre algumas questões: ‘o que você vai ser quando envelhecer?’ ou ‘quando você se sentiu velho pela primeira vez[RA1] ?. O público mais velho vai se identificar profundamente e os jovens vão ter a oportunidade de mudar seu pensamento a respeito do próprio futuro”, completa a atriz Claudiana Cotrim.

Sinopse

 

Cientista que deseja fazer o tempo parar reencontra a mãe idosa e reflete sobre o envelhecimento.

Vanja Freitas (atriz e idealizadora)

 

Atriz formada pela Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia. Artista plástica formada pela Escola de Belas Artes – UFBA.  Atuações em teatro: “Álbum de Família” (direção: José Possi Neto, 1978), “América Dreams” (dir.: José Possi Neto, 1979), “Estórias de lenços e ventos” (dir.: Paulo Dourado, 1979), “Exercitando” (dir.: Sérgio Britto, 1987), DomQuixote (dir.: Ricardo Maurício, 1994), “Sarau do Machado” (dir.: Ric. Maurício, 1995), “Kafkamachine” (dir.: Marília Martins, 2005), “A vida como ela é” (dir.: Bruno Rodrigues, 2012), “Como nasce um cabra da peste” (dir.: Júlio Wenceslau, 2014-15), “Bonitinha mais ordinária” (dir.: Ana Zettel, 2015).  Atuações em TV: “Sítio do Pica Pau Amarelo” (TV-E, 1980), programa “TV Escola” (TV-E, 1996), e nas seguintes telenovelas ou minisséries da TV Globo: “Você decide” (1995), “Salsa e merengue” (1996), “Hilda Furacão” (1998), “Pecado capital” (remake, 1998), “Laços de família” (2000), “Velho Chico” (2016), Muito além do Paraíso (2018). Cinema: curtas “Fando e Liz” (texto de Arrabal, dir.: Antônio Alcântara, 1977), “L.X.O.” (dir.: Ronaldo Ghermann, 1980), “Uma história de borboletas (de Caio Fernando Abreu, dir.: Flávio Colker, 1994), longa-metragem “Araras” (dir.: Sabrina Mc Cormick, 2016), “21, mão na cabeça” (dir.: de Milton Alencar). Figurinista: curso de figurino com Colmar Diniz – Faculdade CAL (2016); peças “Bonitinha, mas ordinária” e “Andarilho” (2016). Diretora: “O Rinoceronte”, de Ionesco, e cena da peça “Vestido de noiva”, ambos no teatro Sesc da Tijuca.

 

Claudiana Cotrim (atriz e idealizadora)

 

Atriz formada pelo Centro de Artes Cênicas do Maranhão em 1997, graduada em Letras e pós-graduada em Psicopedagogia. Desenvolveu a pesquisa “A autonomia do ator em cena”. Ministra oficinas de teatro sobre o tema Ator-Autor-Autonomia. Como atriz, seu repertório de trabalhos inclui performances, espetáculos de teatro, contação de histórias, oficinas de teatro, de contadores de histórias e de oratória, telenovelas, filmes e preparação de atores. Atuou na novela “Chamas da Vida”, da Rede Record. Na Rede Globo, teve participação nas novelas “Da cor do pecado”, “Ti-Ti-Ti”, “Avenida Brasil”, “Salve Jorge”, “Em Família”. Ganhou o prêmio de melhor atriz em 2011 com o espetáculo solo “Medeia” (baseado na obra de Eurípides) no 18º Festival Nacional de Monólogos Ana Maria Rêgo. Integrou o elenco de “Hotel Medeia – da meia noite ao amanhecer”, no Oi Futuro (Flamengo), além de trabalhos na linguagem audiovisual: ‘Medeias precisam de auxílio’ curta metragem de Gleyser Azevedo (MA); “De corpo inteiro”, filme sobre Clarice Lispector, de Nicole Algranti; e “O próximo rosto” curta metragem de Stéphane Dosse (França, 2009). Criou o projeto Teatro na Corte, com apresentações cênicas em espaços extracotidianos. Atuou também como atriz em “Os Homens Também Amam” (direção de Rodrigo Scheer, Teatro Clara Nunes, Rio), “Detetive – a peça” (direção do Rodrigo Scheer, Teatro Cândido Mendes, Rio), “Intervalo’ (direção de Josué Soares Teatro Vannucci, Rio). Dirigiu os espetáculossolo “Andarilho”, com o ator Carlos Rosario, e “Mariazinha’s”, com a atriz Maria Ethel.

Amir Haddad (diretor)

Com José Celso Martinez Corrêa, Renato Borghi e outros criou, em 1958, o Teatro Oficina — ainda em atividade com o nome de Uzyna Uzona. Nesse grupo, Amir dirigiu Candida, de George Bernard Shaw; atuou em A Ponte, de Carlos Queiroz Telles, e em Vento Forte para Papagaio Subir, de José Celso Martinez Corrêa. Em 1959, dirigiu A Incubadeira e ganhou prêmio de melhor direção. Desligando-se do Teatro Oficina, segue em 1961 para Belém, no Pará, realizando uma série de trabalhos para a Escola de Teatro de Belém. Em 1965, o Teatro Universitário Carioca o convida para dirigir O Coronel de Macambira, de Joaquim Cardozo, e Amir acaba por permanecer no Rio de Janeiro. Aqui, é um dos fundadores do grupo A Comunidade, instalado no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), que se projeta em 1969 com o espetáculo A Construção, de Altimar Pimentel, atribuindo a Amir o Prêmio Molière de melhor direção. Em 1970, realiza mais dois espetáculos com o grupo: Agamêmnon, de Ésquilo, e Depois do Corpo, de Almir Amorim. No mesmo ano, ganha o segundo Molière, com O Marido Vai à Caça, de Georges Feydeau. Em 1972, no Rio de Janeiro, ganha o prêmio Governador do Estado de melhor diretor, com a peça Tango, de Slawomir Mrozec. Com o Grupo de Niterói, faz SOMMA, no Teatro João Caetano, 1974. Em 1980, funda o Tá na Rua, fazendo apresentações de rua baseadas em cenas de criação coletiva. Realiza, também, trabalhos no teatro comercial, que lhe valem o Prêmio Shell por Se Correr o Bicho Pega, Se Ficar o Bicho Come, de Oduvaldo Vianna Filho e Ferreira Gullar em 1989; e o Prêmio Sharp, por O Mercador de Veneza, de William Shakespeare, em 1996. Dirige, ainda de Shakespeare, Noite de Reis, em 1997; e O Avarento, de Moliére, em 2000. A partir da década de 1990, Amir aprofunda suas pesquisas de teatro de rua, fazendo diversas encenações de Cortejos e Autos pelo país, movimentando milhares de pessoas nessas encenações, tendo quase sempre presente alguns dos integrantes do Tá na Rua.

 

 

Ficha técnica:

Texto: Hérton Gustavo Gratto

Direção: Amir Haddad

Elenco: Claudiana Cotrim e Vanja Freitas

Iluminação: Marcelo Camargo

Figurino e cenografia: Lorena Sender

Preparação corporal: Claudiana Cotrim

Preparação vocal: Vanja Freitas

Fotografia e vídeos de ensaio: Ana Clara Catanhede

Assessoria de Imprensa: Rachel Almeida (Racca Comunicação)

Produção: Diga Sim Produções!

Serviço:

Rugas

Temporada: 31 de outubro a 12 de dezembro

Teatro Maison de France: Av. Pres. Antônio Carlos, 58 – Centro, Rio de Janeiro – RJ

Telefones: 2544-2533

Dias e horários: Quarta, às 18h30.

Ingressos: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia).

Lotação: 355 pessoas

Duração: 1h05

Classificação indicativa: Livre.

“Romeu e Julieta” nos cinemas

Sucesso de público e crítica, o musical “Romeu e Julieta”, que conta com 25 canções do repertório de Marisa Monte,  será transmitido ao vivo para os cinemas de todo o país. Essa é a primeira vez no Brasil que um espetáculo teatral é exibido ao vivo nas telonas. O clássico de Shakespeare em versão inédita está atualmente em cartaz no Teatro Frei Caneca, de quinta a domingo.  No dia da última sessão paulista, 21 de outubro, às 19 horas, a montagem do romance mais conhecido da história será transmitida para os cinemas de mais de 15 cidades, como Belém, João Pessoa, Manaus, Natal, Uberlândia e outras que possuem uma maior dificuldade em receber espetáculos de grande porte. Espetáculo apresentado por Bradesco Seguros, tem patrocínio da LG Electronics – com sua linha LG OLED TV THINQ AI, inovadora graças à sua plataforma exclusiva de Inteligência Artificial – e apoio cultural da Riachuelo. Realização da Aventura Entretenimento, Leme Produções, Orange Group e Motion Produções Visuais.

A direção para as telonas é de Gustavo Garcia, irmão do diretor do espetáculo  Guilherme Leme Garcia.  A iniciativa faz parte do projeto exclusivo Cine Experience, que tem o objetivo de ampliar o acesso e a democratização a cultura, indo além do eixo Rio-São Paulo. Em novembro,  o musical entrará em turnê passando por quatro cidades: Florianópolis (Teatro Pedro Ivo), Porto Alegre (Teatro do SESI), Curitiba (Teatro Guaira) e Belo Horizonte (Teatro SESC Palladium). Os ingressos estão à venda nos sites Ingresso Rápido e Disk Ingressos, além das bilheterias dos cinemas.

 

Sobre o musical

Apresentado pelo Ministério da Cultura e Circuito Cultural Bradesco Seguros, o espetáculo é assinado pela Leme Produções Artísticas, em parceria com a Aventura Entretenimento, dos sócios Aniela Jordan, Fernando Campos, Luiz Calainho e Patrícia Telles. O musical conta com o patrocínio da Altas Schindler e Riachuelo e o apoio do BMA Advogados, do CNA e da Nissin.

A tragédia escrita entre 1591 e 1595, nos primórdios da carreira literária do inglês, conta a história de dois adolescentes apaixonados cuja morte acaba unindo suas famílias, outrora em pé de guerra. A obra é uma das mais levadas aos palcos do mundo inteiro e hoje o relacionamento dos protagonistas é considerado como o arquétipo do amor juvenil.

“Histórias de amor sempre têm um lado melancólico, triste, mas, como todos sabem, Romeu e Julieta é a mais bela história de amor que já existiu”, comenta o diretor. “Eu assisti uma montagem do Antunes Filho há 30 anos, em São Paulo, e desde então fiquei totalmente emocionado. Sempre quis falar de Shakespeare para os jovens e trazer essa galera nova para o teatro. O espetáculo é atemporal, mistura o texto de 1500 com a música dos anos 2000, além de um figurino e um cenário que circulam entre esses tempos”.

A equipe criativa do espetáculo conta ainda com craques como a cenógrafa Daniela Thomas, uma das responsáveis pela Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, e o estilista João Pimenta, que desfila suas criações na São Paulo Fashion Week. A atriz Vera Holtz assina como “colaboradora artística”, tendo participado da preparação do elenco, e a adaptação da obra e o roteiro musical são da dupla Gustavo Gasparani, vencedor do Prêmio Shell, e do dramaturgo Eduardo Rieche. O visagismo é de Fernando Torquatto, um dos maquiadores e fotógrafos mais requisitados do país, referência no assunto beleza.

A direção musical é do produtor Apollo Nove e a direção vocal de Jules Vandystadt. Renato Rocha, diretor de “Ayrton Senna, O Musical”, é o responsável em preparar os atores para as lutas de espadas que acontecem durante o espetáculo. Ele trabalhou durante um longo tempo com a “Royal Shakespeare Company”, uma das companhias de teatro mais importantes do Reino Unido.

O jovem e apaixonado casal é interpretado por Bárbara Sut (Rio Mais Brasil – O Nosso Musical) e Thiago Machado (Cazuza, Rent, Rocky Horror show, Cantando na Chuva). O elenco traz ainda nomes como Ícaro Silva (Rock in Rio – O Musical, Simonal, Elis, a Musical), no papel de Mercuccio, Lincoln Tornado (Elis, A Musical), como Teobaldo, Bruno Narchi (Rock in Rio – O Musical, Cazuza, Cinderella, Rent), interpretando Benvoglio, Stella Maria Rodrigues (Cristal Bacharat, Cazuza, Emilinha), como a carismática Ama, Claudio Galvan (Família Addams, Garota de Ipanema – O Amor É Bossa), o Frei, Kacau Gomes (Rock in Rio – O Musical, Beatles num céu de diamantes, O médico e o monstro, Les Misérables) e Marcello Escorel (A Grande Viagem do Doutor Tchecov, Cheiro de Chuva, Vaidades e Tolices).

É uma personagem que já não imaginava fazer. Teve uma peça na escola que me colocaram para fazer a Ama. Todas as meninas fizeram a Julieta, mas eu era muito alta. Teoricamente eu também não tenho o perfil do que se espera de Julieta, né? Itália medieval, uma Julieta negra? Por isso também me sinto muito honrada de ter essa oportunidade, é um papel que eu pensava ser meio inacessível para mim”, confessa Bárbara. 

 

Já conhecido de musicais como “Cantando na chuva”, Thiago comenta sua primeira vez ao interpretar um texto de Shakespeare: “Eu acho que todo ator não só almeja, mas tem que viver pelo menos uma vez o teatro Shakespeariano. E contar a história do Romeu com a Julieta, que é a maior história de amor que tem, ainda mais na linguagem do teatro musical, está sendo uma aventura muito grande!”.

Para Guilherme Leme Garcia a escolha do repertório veio com naturalidade. “Quando comecei a pensar no espetáculo ele não era nem musical, na verdade. Mas, toda vez que eu ouvia Marisa, eu pensava ‘Nossa, essa canção ficaria tão linda nessa cena’. Quando o Gustavo Gasparani, que entrou para fazer o processo de criação, propôs que o espetáculo fosse inteiro com músicas da Marisa, topei na hora!”

“Sou muito próximo da Marisa e o meu universo se aproxima muito do dela”, comenta Gasparani. A ideia teve o aval de Aniela Jordan: “As canções casam como se tivessem sido escritas para a peça”, completa.

“Romeu e Julieta” é a vigésima quinta produção da Aventura Entretenimento e marca os 10 anos de estrada da empresa.

Sobre a Leme Produções Artísticas

A Leme Produções Artísticas está no mercado há mais de vinte anos. Nesse período, muitos projetos passaram pela produtora. Levaram mais de 300 mil espectadores ao teatro e recebram diversas premiações, como Prêmio Shell de Teatro e Prêmio Arte Qualidade Brasil SP. Guilherme Leme Garcia, fundador da Leme Produções Artísticas, tem mais de 30 anos de carreira no teatro, televisão e cinema. No início da sua trajetória, ajudou a fundar a Companhia de Teatro São Paulo Brasil e participou de vários festivas no país e no exterior. Nos palcos, além de atuar, Leme dirigiu e produziu diversos espetáculos, como Decadência, Eduardo II, Felizes da Vida, Os Sem Vergonhas, Boeing Boeing, Uma Relação Pornográfica, Trágica.3, entre outros. Em 2004, fez a sua primeira direção teatral e desde lá, mais de 15 produções contaram com o seu trabalho de diretor. No cinema, no longa “Anjos da Noite”, ganhou o prêmio de melhor ator revelação no Festival de Gramado e como ator já participou de mais 30 produções.

Sobre a Aventura Entretenimento

Produtora de grandes sucessos musicais, a Aventura Entretenimento está há 10 anos no mercado, investindo no crescimento e na modernização do setor. Neste período, os espetáculos criados no país ampliaram sua estrutura, ganharam espaço no mercado e poder de atração entre espectadores e investidores. A empresa dos sócios Aniela Jordan, Fernando Campos, Luiz Calainho e Patrícia Telles é responsável por grandes sucessos como Elis, A musical, Chacrinha, o musical, Sambra, Bem Sertanejo, Um Violinista no Telhado, Hair, A Noviça Rebelde, Sete – O musical, O Mágico de Oz, Rock in Rio – O Musical, entre outros, levando mais de 4 milhões de pessoas aos espetáculos. Em agosto de 2016, a Aventura inaugurou o Teatro Riachuelo Rio.

Circuito Cultural Bradesco Seguros

Manter uma política de incentivo à cultura faz parte do compromisso do Grupo Bradesco Seguros com a conquista da longevidade com qualidade de vida, considerando a cultura como ativo para o desenvolvimento dos capitais do conhecimento e do convívio social. Nesse sentido, o Circuito Cultural Bradesco Seguros se orgulha de ter patrocinado e apoiado, nos últimos anos, em diversas regiões do Brasil, projetos nas áreas de música, dança, artes plásticas, teatro, literatura e exposições, além de outras manifestações artísticas.

Dentre as atrações realizadas recentemente, destacam-se os musicais “Bibi – uma vida em musical”, “Bem Sertanejo”, “Les Misérables”, “60 – Década de Arromba”, “Cinderella”, “Chacrinha, O Musical”, “Elis – A Musical”, “A Família Addams”, “O Rei Leão” e “Wicked”, além da “Série Dell’Arte Concertos Internacionais”, “Ballet Zorba, O Grego” e a exposição inaugural da Japan House, “Bambu – histórias de um Japão”.

Para conhecer o calendário 2018 do Circuito Cultural Bradesco Seguros, acesse www.bradescoseguros.com.br, clique na opção “Outros Portais” e “Circuito Cultural”.

 

Ficha Técnica

Concepção e direção: Guilherme Leme Garcia

Adaptação e roteiro musical: Gustavo Gasparani e Eduardo Rieche

Colaboração artística: Vera Holtz

Direção musical: Apollo Nove

Direção Vocal, Arranjos Vocais e Arranjos Adicionais: Jules Vandystadt

Direção de movimento e Coreografia: Toni Rodrigues

Esgrima: Renato Rocha

Cenário: Daniela Thomas

Figurino: João Pimenta

Visagismo: Fernando Torquatto

Desenho de luz: Monique Gardenberg e Adriana Ortiz

Desenho de som: Carlos Esteves

Produção de elenco: Marcela Altberg

Elenco: Bárbara Sut (Julieta), Thiago Machado (Romeu), Ícaro Silva (Mercuccio), Stella Maria Rodrigues (Ama), Claudio Galvan (Frei Lourenço), Kacau Gomes (Sra. Capuleto), Marcello Escorel (Sr. Capuleto), Lincoln Tornado (Teobaldo), Bruno Narchi (Benvólio), Neusa Romano, Max Grácio, Kadu Veiga, Diego Luri, Saulo Segreto, Daniel Haidar, Gabriel Vicente, Jorge Neto, Lara Suleiman, Laura Carolinah, Luci Salutes, Marcelo Ferrari, Thiago Lemmos, Gabi Porto, Santiago Villalba, Juliana Gama

SERVIÇO CINEMAS

 

Data: 21 de outubro (domingo)

Horário: 19 horas

Salas:

Cinepolis Boulevard Belém – Belém (PA)// 1 sala

Cinepolis Pátio Batel – Curtiba (PR)// 8 salas

Cinepolis Rio Mar Fortaleza – Fortaleza (CE)// 10 salas

Cinepolis Manaíra Shopping – João Pessoa (PB)// 8 salas

Cinepolis Millennium – Manaus (AM)// 6 salas

Cinepolis Natal Shopping – Natal (RN)// 3 salas

Cinepolis Santa Ursula – Ribeirão Preto (SP)// 2 salas

Cinepolis Horto Bela Vista – Salvador (BA)// 8 salas

Cinepolis São Luis Shopping – São Luis (MA)// 4 salas

Cinepolis Rio Poty – Teresina (PI)// 5 salas

Cinepolis Iguateni Alphaville – Barueri (SP)// 1 sala

Cinepolis Judiaí Shopping – Judiaí (SP)// 7 salas

Cinepolis Marília Shopping – Marília (SP)// 4 salas

Cinepolis Iguatemi São José do Rio Preto – São José do Rio Preto (SP)// 5 salas

Cinepolis Uberlândia – Uberlândia (MG)// 10 salas

Cinepolis Nações Bauru – Bauru (SP)// 5 salas

Cinepolis Iguatemi Esplanada – Sorocaba (SP)// 6 salas

 

SERVIÇO TURNÊ

Florianópolis

Datas: 3 e 4/11

Local: Teatro Pedro Ivo

Endereço: Rodovia SC 401, Km 15, n° 4600, Saco Grande – Saco Grande, Florianópolis – SC

Ticketeira: Disk Ingressos

 

POA

Datas: 10 e 11/11

Local: Teatro do SESI

Endereço: Av. Assis Brasil, 8787 – Sarandi, Porto Alegre – RS

Ticketeira: Ingresso Rápido

 

Curitiba

Datas: 16 e 17/11

Local: Teatro Guaira

Endereço: Rua XV de Novembro, 971 – Centro, Curitiba – PR

Ticketeira: Disk Ingresso

 

BH

Datas: 01 e 02/12

Local: Teatro SESC Palladium

Endereço: Av. Augusto de Lima, 420 – Centro, Belo Horizonte – MG

Ticketeira: Ingresso rápido

Festival Curta com Teatro 2018

Na última apresentação de 2018, no próximo dia 20 de outubro, o Festival Curta com Teatro exibe o curta-metragem Um apólogo – Machado de Assis, de Humberto Mauro e a peça Dom Juan de Molière – Primeiro ato, dirigida por Thibault Brasseur e Dionis Tavares.

Idealizado pelo casal franco-brasileiro Hissa de Urkiola e Guy Fouché, o projeto começou em Paris e acontece no Rio de Janeiro desde 2013. Em sua versão carioca, o Festival promove uma apresentação de 60 minutos, iniciados com a exibição de um curta-metragem, seguido de uma peça curta teatral e momentos de improvisação. Ao final, o público é convidado a interagir com os atores, participando de um bate-papo.

PROGRAMAÇÃO

Filme: UM APÓLOGO – MACHADO DE ASSIS – filme cedido pelo Centro Técnico Audiovisual – Ministério da Cultura, dirigido por Humberto Mauro.

O filme traz uma breve biografia do escritor Machado de Assis e o célebre “Apólogo da agulha e da linha” com declamação de Judith Corrêa. No Apólogo, a narrativa ilustra lições de ética, dando voz à personagens inanimados como a agulha e a linha.

Peça: DOM JUAN de Molière – Primeiro ato – A peça de teatro Don Juan foi escrita por Molière em 5 atos. No primeiro ato, o criado de Dom Juan, Sganarello se encontra com o criado de Dona Elvira, Gusmão. Aos poucos as estratégias de conquista de Dom Juan são reveladas. O primeiro ato termina com o encontro entre Elvira, uma das mulheres conquistadas e abandonadas, e o próprio Dom Juan.

Tradução: Hissa de Urkiola

Direção Thibault Brasseur e Dionis Tavares

No elenco Aline Allesiée, Gael Silveira, Hissa de Urkiola e Robert Rodrigues.

SERVIÇO

 

Festival Curta com Teatro 2018

 

Data: 20/10

Horário: 18h

Duração: 1h

Endereço: Forte de Copacabana – Praça Coronel Eugênio Franco, 1 – Posto 6 – Copacabana, Rio de Janeiro

GRÁTIS

“Ícaro” no Teatro Poeirinha

Com sessões lotadas e sucesso de crítica por onde passou, o espetáculo teatral “Ícaro” chega ao Rio de Janeiro para uma temporada de sete semanas no Teatro Poeirinha a partir de 1º de novembro. A peça chama a atenção pela proposta singular: um monólogo criado e encenado por um cadeirante. Misturando ficção e realidade, o ator e autor Luciano Mallmann interpreta depoimentos de cadeirantes – homens e mulheres – em temas universais que garantem a identificação direta do público. A inspiração partiu da experiência do próprio artista gaúcho e de depoimentos de pessoas que tiveram lesões medulares que conheceu depois que passou a usar cadeira de rodas. Em 2004, ele ficou paraplégico após uma queda durante um exercício de acrobacia área em tecido, no Rio de Janeiro.

Não há cenário, nem marcações bruscas. Dirigida por Liane Venturella, “Ícaro” valoriza a interpretação e surpreende pela forma com que o ator explora o corpo durante as cenas. A precisão dos movimentos foi um elemento fundamental para expressar as limitações físicas de cada personagem. Surgem, em cena, a modelo, o lutador, a mãe, o ator e o acrobata. Ao longo de 70 minutos, Luciano Mallmann dialoga com o público temas como preconceito, resiliência, relações familiares e amorosas, suicídio, maternidade e gravidez. Um mosaico sobre a diversidade humana.

— Por trás da deficiência, existe uma pessoa que tem histórias. Isso é o mais importante e também o que provoca a identificação com a plateia. A peça desperta essa quebra de paradigma. Não adianta nada os cadeirantes estarem integrados à sociedade, mas sempre serem vistos de forma diferente pelos outros — defende Luciano Mallmann.

Em “Ícaro”, a iluminação de Fabrício Simões e a trilha sonora de Monica Tomasi sublimam o clima de cada uma das seis esquetes. O artista plástico Walmor Corrêa criou a logomarca do espetáculo. Pela montagem, Luciano Mallmann recebeu o Prêmio Açorianos de Melhor Dramaturgia 2017, láurea promovida pela Prefeitura de Porto Alegre.

O espetáculo foi apresentado nos seguintes festivais Porto Alegre em Cena (setembro de 2017), Janeiro de Grandes Espetáculos (Recife, janeiro de 2018), Porto Verão Alegre (janeiro de 2018), Feverestival (Campinas, em fevereiro de 2018), Mostra de Teatro de Sertãozinho (maio de 2018) e Palco Giratório SESC (Porto Alegre, em maio de 2018). Este ano, participará ainda do Caxias em Cena (Caxias do Sul, em agosto 2018), Cena Contemporânea (Brasília, em agosto 2018), Filte Bahia (Salvador, em setembro de 2018) e Festival Isnard Azevedo (Florianópolis, em setembro 2018).

O ATOR

Luciano Mallmann iniciou sua trajetória na Cia. das Índias, dirigido por Zé Adão Barbosa em 1991. Participou dos espetáculos “A Gata Borralheira” (1991), “Ai de ti, Dorothy Parker” (1992), “O Despertar da Primavera” (1993) e “Love Hurts” (1996).

O ator mudou-se para o Rio de Janeiro em 1996, quando participou da Oficina de Atores da Rede Globo e do espetáculo “A Dama do Cerrado”, de Mauro Rasi. Também integrou o elenco de “Sweet Charity Pocket Show” (1998), “Rock Horror Picture Show” (1999) e “Rio´s Cabaret Musical” (2000), todos dirigidos por Carlos Leça. Luciano atuou ainda em “Ela Brasil” (2001, direção de Ignácio Coqueiro), “Os Duelistas” (2001, de Jorge Fernando), “Sonhos de Einstein” (2004, Cláudio Coqueiro, da Intérprida Trupe) e “O Circo Fantástico” (2004, de Fábio Florentino).

Em 2004, sofreu uma lesão medular passando a usar cadeira de rodas. Foi quando voltou a morar em Porto Alegre. Em 2011, produziu e atuou em “A Mulher Sem Pecado”, de Nelson Rodrigues e com direção de Caco Coelho. O espetáculo foi indicado a todas as categorias do Prêmio Açorianos, levando as estatuetas de produção, atriz e cenografia e espetáculo pelo júri popular.

No cinema, atuou nos curtas-metragens “O Caso do Linguiceiro” (1995), de Flávia Seligman, e “Bola de Fogo” (1996), de Marta Biavaschi. Recentemente, Luciano rodou os longas-metragens “Divino amor”, de Gabriel Mascaro, em que contracena com Dira Paes, e de “Bio”, de Carlos Gerbase, um documentário de ficção no qual foi indicado ao prêmio de melhor ator coadjuvante no Festival de Gramado, no ano passado, ambos em finalização.

Em TV, participou das novelas “Mandacaru” (1997), dirigida por Walter Avancini na extinta TV Manchete e “Meu Bem Querer” (1998), direção de Marcos Paulo, na TV Globo.

A DIRETORA

Liane Venturella dirigiu os espetáculos “Circo Minimal” (2001), “Odoya, Xire das Águas” (2008) e “Louça Cinderella” (2010) para Cia. Gente Falante; “O gordo e o magro vão para o céu” (2009), de Paul Auster, para a Cia In.Co.MO.De-Te;  “Um Verdadeiro Cowboy” (2011) para o Depósito de Teatro; “Corsário Inversos” (2013) para o grupo Mosaico; “A Farsa do Advogado Pathelin” (2014) para o grupo Hora Vaga; “Tempo de Sonhar” (2015), do Vocal MandrialisSalão Grená e Portal de Partidas (2015) para a Cia. Municipal de Dança de Porto Alegre; “A Saga do Homem Comum” (2015) para a banda Capitão Rodrigo; “Brechó da Humanidade (2016) para Rudinei Morales;“Marcela Fenay” (2016), solo da bailarina Andrea Spolaor; “Cantos de Linho de Lã” (2016) e “O Jardineiro dos Pensamentos” (2016) para o Grupo Hora Vaga, de Garibaldi.

Como atriz atuou em mais de 20 espetáculos teatrais, 10 filmes e em diversos trabalhos para televisão.

Sinopse: Em cena, um único ator e seis histórias com um ponto em comum: depoimentos ficcionais de pessoas cadeirantes. O texto foi escrito pelo próprio intérprete Luciano Mallmann, que teve uma lesão medular sofrida em uma queda de acrobacia área em tecido há 13 anos. A partir de temáticas universais (relação entre pais e filhos, preconceito, relacionamentos amorosos, abandono, suicídio, gravidez, maternidade) a montagem aborda a fragilidade humana a qual todos estamos expostos.

 

SERVIÇO

“ÍCARO”

Temporada: de 1º de novembro a 16 de dezembro – de quinta a sábado, às 21h, e domingo, às 19h.

Local: Teatro Poeirinha – Rua São João Batista 174, Botafogo. Tel.: 2547-0156.

Ingresso: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia). Duração: 70 min.

Gênero: Teatro Documental. Lotação: 60 lugares. Classificação: 14 anos.

 

FICHA-TÉCNICA

Dramaturgia e atuação: Luciano Mallmann

Direção: Liane Venturella

Trilha sonora: Monica Tomasi

Iluminação: Fabrício Simões

Preparação vocal: Ligia Mota

Fotografia: Fernanda Chemale e Nina Pires

Produção: Luciano Mallmann

A logomarca do espetáculo foi criada pela artista visual Walmor Corrêa.

Talkie – Da boca pra fora

Sinopse: Favorito para assumir o governo do estado de Illinois, o candidato Louis Clay ia bem nas pesquisas até a fatalidade acontecer: durante seu último discurso cumprimentou um morador de rua. Mal sabia o candidato que o mendigo sofria da “Doença da Fala”. Sorte de seu concorrente, Pat Quin, que até então assumia o segundo lugar nas pesquisas. E então? Será que o candidato Clay conseguirá reverter a situação?

 

Ficha Técnica:

Dramaturgia e direção: Ivan Nobrega

Elenco: Cintia Soares, Dan Sinclair, Gabriel Freitas, Isadora Mazon, Luiza Paixão, Luccas Montano, Matheus Gusman, Nicolle Kimberly, Rafael Ramirez e Vinícius Torres

Assistente de direção:Dan Sinclair

Cenário: Bruno Loschiavo e elenco

Figurino: Cintia Soares

Iluminação: Ivan Nobrega

Fotos: Arthur Illipronti

Operador de Som: Ivan Nobrega

Operador de Luz: Bruno Loschiavo

 

Classificação: 10 anos – Duração: 80 minutos

Domingo – 21/10/2018 – 18h

Peça – O Anjo do Bosque da Solidão

 

Sinopse: “O Anjo do Bosque da Solidão” conta a história de Leonardo, um paciente psiquiátrico. Em meio aos cuidados médicos e ao tratamento intensivo, o protagonista traz para sua realidade  um mundo de fantasia diretamente saído dos livros de Lewis Carrol. O texto é inspirado na história real, que abalou São Paulo em 1959, quando o médico Abelardo Paiva, no dia do casamento da mulher pela qual era apaixonado, assassinou o noivo e atirou nela dentro da igreja Santa Terezinha, em Higienópolis.

Ficha Técnica:

Dramaturgia: Paulo Rocco

Elenco:  José Ono Júnior, Lais Morandim  , Guilherme Colpani , Silvia Castro , Bruno Dutra , Marcus Ruginsk  , Edson Neno

Contrarregras: Iara Goulart, Lislaine Anadão e Natáliza Rezende

Figurinos: José Eli Costa

Visagismo: Júlio Somera

Iluminação: Paulo Rocco

Cenários: Mauri Rocco e Paulo Rocco

Músicas Inéditas: Antonio Neto

Direção: Paulo Rocco

 

Classificação: 12 anos  – Duração: 80 minutos

O espetáculo vencedor cumprirá temporada

de 1 mês na Casa Aguinaldo Silva de Artes em 2019,

além de receber um troféu de premiação.

 

 

Serviço

Mostra Cênica | São Paulo 2018

Valores: R$ 5,00 e R$ 2,50

Vendas:  www.ingressorapido.com.br

 

Casa Aguinaldo Silva de Artes – 100 lugares

Rua Major Sertório, 476 – Vila Buarque

(11) 32138754

Informações: aguinaldosilva.com.br

 

A Casa Aguinaldo Silva de Artes, iniciando suas atividades na cidade de São Paulo, tem por objetivo o fomento às artes cênicas em geral e, em especial, o teatro. Estando este, no contexto da economia criativa, com o propósito de formar profissionais gabaritados para os palcos do Brasil e do mundo, possibilitando melhor desempenho e empregabilidade para a profissão, ampliando conhecimentos de gestão de carreira e colaborando para a formação de plateia, em dias de grande concorrência tecnológica.

 

Programação Completa

 

Sábado – 06/10/2018 – 21h

Peça – Convidada – No não longe

NO NÃO LONGE’, MONTAGEM DA CRUA CIA CONVIDA O PÚBLICO A UM MERGULHO EM UM ESTRANHO UNIVERSO”

 

Sinopse: A montagem traz à tona a história de amor entre um coronel e uma menina com cheiro de pitanga. O coronel, interpretado por uma atriz,  se apresenta ora como homem e ora como bicho. Ele narra, vivencia e questiona as memórias dessa paixão que se transforma em tragédia e fuga para o “matofechadodesimesmo”.

Ficha Técnica:

Texto e direção: Alexandre Leal

Atuação: Natalía Moço

Iluminação: Giba Freitas

Cenografia e Figurinos: Natalía Moço e Alexandre Leal

Trilha sonora original: Andrei Furlan e Ulysses Neto

Fotos: Josemar Gouveia

Classificação Etária: 16 anos

Duração: 60 minutos

 

Domingo – 07/10/2018 – 18h

Peça – Trágico Bicho Homem

 

Sinopse: Se do pó viemos ao pó retornaremos. Estamos em estado trágico: somos a poeira das estrelas. Somos a coletividade em um mundo que morre e nasce todos os dias, o ciclo da vida.

 

Ficha Técnica

Direção: André Haidamus.

Assistente de Direção: Grazi Reis

Dramaturgia: Breno Furini.

Iluminação: Grazi Reis.

Registro Audiovisual: Lucas Pires

Elenco: Aliyne Gama, Bia Gross, Bianca Correia, Bianca Domingues, Bruna Evaristo, Chiara Mazza, Cristhian Di Cavalcanti, Giovanna Lippolis, Harumi, Lays Alves, Leonardo Campos, Maria Fernanda Saragoça, Rafael Bonafé, Thaina Muniz, Thiago Cardoso e Yasmin Thin Qi.

Classificação: 14 anos

Duração: 80 minutos

Sábado  – 13/10/2018 – 21h

Peça – Política da Editora

 

Sinopse: Qual o percurso de um texto até chegar ao leitor? Através de um enredo tramado por linhas de fina ironia, diálogos bem construídos e narrativa sintética, a peça “Política da Editora” aborda os dispositivos de poder que permeiam as relações entre arte e mercado.

 

Ficha Técnica:

Dramaturgia: Eduardo Aleixo

Direção, cenografia e sonoplastia: Cintia Alves

Assistência de direção: Leticia Soares

Elenco: Adriana Azenha, Bartolomeu, Jany Canela, Mariana Ayelen, Miriam Limma e Rogério Favoretto

Iluminação: Helder Parra e Giovana Abreu

Figurinos: Karla Pessôa

Fotos e vídeos: Geraldo Lima e Sebá Neto

Classificação: 12 anos – Duração: 80 minutos

Domingo – 14/10/2018 – 18h

Peça – Amor de Mulher

 

Sinopse: Duas atrizes, todos os nomes possíveis. Daniele e Deluany se alternam entre personas e personagens numa investigação, sobre o que é – e o quão bom pode ser – ser mulher.

 

Ficha técnica:

Dramaturgia:

Direção: André Lu

Grupo Corpo Ativa

Classificação: 10 anos – Duração: 45 minutos

Sábado – 20/10/2018 – 21h

Peça – Talkie – Da boca pra fora

 

Sinopse: Favorito para assumir o governo do estado de Illinois, o candidato Louis Clay ia bem nas pesquisas até a fatalidade acontecer: durante seu último discurso cumprimentou um morador de rua. Mal sabia o candidato que o mendigo sofria da “Doença da Fala”. Sorte de seu concorrente, Pat Quin, que até então assumia o segundo lugar nas pesquisas. E então? Será que o candidato Clay conseguirá reverter a situação?

 

Ficha Técnica:

Dramaturgia e direção: Ivan Nobrega

Elenco: Cintia Soares, Dan Sinclair, Gabriel Freitas, Isadora Mazon, Luiza Paixão, Luccas Montano, Matheus Gusman, Nicolle Kimberly, Rafael Ramirez e Vinícius Torres

Assistente de direção:Dan Sinclair

Cenário: Bruno Loschiavo e elenco

Figurino: Cintia Soares

Iluminação: Ivan Nobrega

Fotos: Arthur Illipronti

Operador de Som: Ivan Nobrega

Operador de Luz: Bruno Loschiavo

 

Classificação: 10 anos – Duração: 80 minutos

Domingo – 21/10/2018 – 18h

Peça – O Anjo do Bosque da Solidão

 

Sinopse: “O Anjo do Bosque da Solidão” conta a história de Leonardo, um paciente psiquiátrico. Em meio aos cuidados médicos e ao tratamento intensivo, o protagonista traz para sua realidade  um mundo de fantasia diretamente saído dos livros de Lewis Carrol. O texto é inspirado na história real, que abalou São Paulo em 1959, quando o médico Abelardo Paiva, no dia do casamento da mulher pela qual era apaixonado, assassinou o noivo e atirou nela dentro da igreja Santa Terezinha, em Higienópolis.

Ficha Técnica:

Dramaturgia: Paulo Rocco

Elenco:  José Ono Júnior, Lais Morandim  , Guilherme Colpani , Silvia Castro , Bruno Dutra , Marcus Ruginsk  , Edson Neno

Contrarregras: Iara Goulart, Lislaine Anadão e Natáliza Rezende

Figurinos: José Eli Costa

Visagismo: Júlio Somera

Iluminação: Paulo Rocco

Cenários: Mauri Rocco e Paulo Rocco

Músicas Inéditas: Antonio Neto

Direção: Paulo Rocco

 

Classificação: 12 anos  – Duração: 80 minutos

Sábado – 27/10/2018 – 21h

Persona

 

Sinopse: Livremente inspirado na obra do cineasta sueco Ingmar Bergman o espetáculo ‘Persona’ é um drama vivido por um homem obrigado a lidar com seus traumas. Essa condição desencadeia questionamentos sobre sua vida, sua situação atual. Até que ponto somos os autores de nossa própria história?

 

Ficha Técnica:

Texto: Wellington Soares

Direção: Higor Lemo

Elenco: Driely Palacio, Gabriela Fazuna e Higor Lemo

Assistência de Direção: Eberhard Stehling e Helder Parra

Iluminação: Helder Parra

Trilha Sonora Original: Eberhard Stehling

Apoio: Bia de Oliveira e Paula Barros Produção: Cia. Nômades Urbanos

Classificação: 12 anos  – Duração: 50 minutos

Domingo – 28/10/2018 – 18h

Cerimônia de encerramento e premiação com participações especiais: Nany Peopple, Priscila Mesquita, Maciel Silva e Anderson Amilton