“A Megerinha Domada” no Teatro Armando Gonzaga

Através de uma linguagem circo-teatro e pontuada com cantigas de rodas infantis onde os atores cantam e tocam instrumentos ao vivo, a trupe teatral apresenta uma encenação voltada para o teatro de rua em busca de uma expressão popular e de fácil entendimento.

A história inicia com o Sr. Batista que possui duas filhas, Catarina e Bianca. Enquanto Bianca é graciosa, delicada e com muitos pretendentes, Catarina é conhecida como demônio de saias, devido ao seu temperamento arredio. Batista deseja casar suas filhas, mas seguindo a ordem de idade, primeiro deve casar Catarina e depois Bianca. Os pretendentes de Bianca ficam preocupados com isso, e decidem empurrar Petrúquio que aceita a missão na mesma hora em que soube que a família Batista é muito rica e possuí muitas propriedades. Apesar de ser rústico e mal educado. Petrúquio usa sua inteligência para domar a Megera Catarina.

SINOPSE

 

Uma trupe de artistas chega numa praça pública pra contar que Catarina é uma garota bonita, mas possui uma personalidade forte. Seu jeito insensível assusta os rapazes da cidade. Já Bianca, sua irmã, é o oposto. Meiga e sensível, ela é muito desejada. O pai das meninas, seu Batista, orientou-a que não tivesse um encontro amoroso antes de Catarina. E é aí que mora o perigo, pois nesse conflito, surge Petrúquio, um rapaz que acabou de chegar do interior e aceita o desafio de conquistar a megerinha.

 

Serviço

 

Autor:  Willian Shakespeare.

Direção e Livre Adaptação: Eliano Lettieri

Elenco: Beatriz Cunha, Vandoca Lopes, Marina Aguilera, Letícia Croner, Robert Queiroz, Saulo Lima, Uelisson Senna, Rodrigo Praça, João Gomes, Gustavo Mascarenhas e Igor Macesse.

Teatro Armando Gonzaga

Av. Gen. Osvaldo Cordeiro de Farias, 511 – Mal. Hermes –RJ.

Informações: (21) 23321040

Temporada: 25 de janeiro a 02 de fevereiro, sábado e domingo, às 16h.

Duração: 60 minutos

Capacidade: 210 lugares

Classificação etária: Livre

Valores:  R$30,00

“Frida Kahlo – A Deusa Tehuana” – Eu Fui!

Figura Pop famosa na atualidade, símbolo usado entre as feministas. Artista das mais aclamadas no mundo inteiro. Muitos são os adjetivos que podemos usar para nos referir à pintora Frida Kahlo. “Frida Kahlo – A Deusa Tehuana” faz, sim, uma menção a sua carreira artística, mas o foco não é esse. Tão famosa quanto as obras é sua vida pessoal, e é principalmente sobre o que se trata o espetáculo, que estreou em 17 de janeiro no Teatro Maison de France, onde cumpre temporada até 16 de fevereiro.

A atriz Rose Germano interpreta uma Frida por trás da famosa figura forte pela qual se tornou conhecida. Suas dores e profunda paixão por Diego Rivera são evidenciadas, desmistificando um pouco a personalidade que criamos sobre a artista. Há bonitas passagens poéticas no decorrer do texto, em que ela discorre sobre a vida e sobre o pesar de sua saúde, a vontade não concretizada de ser mãe e a ausência de Rivera em momentos importantes em sua vida. Apesar da obscuridade do enredo, o colorido figurino de Frida Kahlo é perfeitamente caracterizado por peças obtidas em Oaxaca, no México, país natal de Frida.

O espetáculo começa com o depoimento de Dolores Olmedo Patiño, maior colecionadora da obra de Frida e Rivera. Sua coleção hoje está exposta no Museu Dolores Olmedo, em La Noria, México. Tanto Frida quanto Dolores são vividas por Rose Germano. O texto cita passagens históricas, como por exemplo menciona ditadores, assunto sobre o qual muito se fala hoje em dia, em tempos difíceis para a arte.

Como citado acima, o espetáculo fica em cartaz até 16 de fevereiro no Teatro Maison de France. Segue serviço:

Serviço:

Frida Kahlo – A deusa tehuana

Temporada: 17 de janeiro a 16 de fevereiro

Teatro Maison de France – Av. Pres. Antônio Carlos, 58 – Centro, Rio de Janeiro – RJ

Telefone: 2544-2533

Dias e horários: Sexta a domingo, às 19h.

Ingressos: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia).

Lotação: 355 pessoas

Duração: 1h

Classificação indicativa: 16 anos

Funcionamento da bilheteria: De terça a domingo, a partir das 14h.

 

P.S.: Agradeço à Racca Comunicação pelos convites!

 

 

“Bertoleza” no Sesc Belenzinho

Com elenco majoritariamente negro, a Gargarejo Cia Teatral estreia o musical Bertoleza, inspirado no livro O Cortiço, de Aluísio Azevedo, no dia 7 de fevereiro no Sesc Belenzinho. O espetáculo fica em cartaz até 1º de março, com sessões às sextas e aos sábados, às 21h30, e aos domingos (e no dia 22 de fevereiro), às 18h30.

A montagem, com adaptação, direção e músicas de Anderson Claudir, conta a história do clássico naturalista de Aluísio de Azevedo, agora sob ponto de vista da Bertoleza, uma mulher negra que é tão importante para a construção do romance quanto o próprio João Romão, o protagonista original.

Na trama, o oportunista Romão propõe uma sociedade à escrava Bertoleza, prometendo comprar a alforria dela. Eles começam uma nova vida juntos e constroem um pequeno patrimônio formado por um enorme cortiço, um armazém e uma pedreira.

Depois de acumular capital considerável, o ambicioso João Romão já não sabe mais como se tornar mais rico e poderoso. Envenenado pelo invejoso Botelho, ele decide se casar com Zulmira, a filha de Miranda um negociante português recentemente agraciado com o título de barão. Mas, para isso, precisa se livrar da amante Bertoleza, que trabalha de sol a sol para lutar pelo patrimônio que eles construíram juntos.

Para a companhia, o grande desafio foi fazer com que uma narrativa do século 19 questionasse e problematizasse as relações criadas nos dias de hoje. Por isso, o projeto iniciado em 2015 foi ganhando novos contornos. “Quisemos investigar uma identidade brasileira que vem da diáspora africana e pensar em como isso nos afeta artisticamente. Assim, podemos criar novos signos para essa geração e dar uma voz para essa terra periférica”, conta Claudir.

No processo, o coletivo procurou a força da figura de Bertoleza em outras mulheres negras brasileiras negligenciadas pela História. Durante a encenação, o elenco relembra as histórias dessas mulheres, como a vereadora Marielle Franco, militante da luta negra assassinada em março de 2018; a escritora Carolina Maria de Jesus, famosa pelo livro Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada; a jornalista e professora Antonieta de Barros, defensora da emancipação feminina que foi apagada dos livros de História; a escritora Maria Firmina dos Reis, considerada a primeira romancista brasileira; e a guerreira Dandara, que viveu e lutou no período colonial.

A protagonista dessa história é interpretada pela atriz Lu Campos, eo elenco também tem como destaque Eduardo Silva (Botelho), que ficou conhecido ao dar vida ao personagem Bongô no Castelo Rá Tim Bum e coleciona importantes prêmios teatrais como Mambembe, APCA, APETESP, Moliére e SHELL.

O time de intérpretes fica completo com Taciana Bastos (Zulmira), Bruno Silvério (João Romão) e pelos integrantes do coro Ananza Macedo, Cainã Naira, David Santoza, Gabriel Gameiro, Matheus França, Palomaris e Welton Santos. A direção musical é assinada por Eric Jorge; o dramaturgismo e a poesia, por Le Tícia Conde; e a coreografia, por Emílio Rogê.

Relação profunda entre vida e obra

 “Bertoleza é uma personagem inspirada em tantas histórias de um povo que resiste às injustiças de uma lógica racista. Sua história resiste ao tempo. Ela representa a força dessas inúmeras mulheres que sustentam a base do nosso país”, comenta Eduardo Silva. Para ele, o inescrupuloso Botelho também é bastante atual. “É a velha manipulação política, que não se preocupa com o povo e justifica suas incoerências sem a menor base social ou científica”, completa.

Para Lu Campos, interpretar Bertoleza tem um significado ainda mais profundo. No processo desde 2015, ela conta que vivenciou um chamado ancestral em 2017: suas antepassadas maternas deram-lhe a missão de quebrar o ciclo de opressão vivenciado por sua família desde os tempos de escravidão. “Espero que as mulheres pretas se sintam bem representadas na peça e a partir disso, busquem seus lugares de protagonismo nos variados âmbitos da vida”, conta.

Para a atriz, estar nesse processo contribui para a sua expansão de consciência. Em busca de mais respostas sobre sua ancestralidade, ela também cursou a pós-graduação em Matriz Africana pela FACIBRA/Casa de Cultura Fazenda Roseira. “As pessoas precisam perceber quão rica e diversificada é a matriz africana, por isso ela deve ser resgatada e valorizada. Afinal, a África é o ventre do mundo”, emociona-se.

Sobre a Gargarejo Cia Teatral

Formada por uma equipe majoritariamente periférica, a Gargarejo Cia Teatral conta com artistas de diversas áreas, como artes plásticas, dramaturgia, artes cênicas, direção, cenografia, musicalidade e produção. A companhia teve início em 2014, em Campinas, reunindo diferentes especialidades artísticas em parceria com renomadas instituições da região, como a Universidade de Campinas (UNICAMP), o Conservatório Carlos Gomes, a Estação Cultura de Campinas, as Prefeituras de Campinas, Sumaré e Vinhedo e o Lar dos Velhinhos de Campinas.

O grupo foca em uma perspectiva étnico-racial que reflete sobre colonização versus identidade. A intenção é articular a vivência periférica na cena como protagonista na sociedade, resgatando a autoestima e recriando autoimagem.

Em 2015, iniciou uma pesquisa sobre O Cortiço, que resultou na microcena Bertoleza – uma pequena tragédia: ponto de partida para o processo de investigação que, em 2019, completa quatro anos. Em 2017, o grupo se estabelece na cidade de São Paulo e, durante esse período, realiza diversas experimentações cênicas e musicais, propõe leituras, debates, rodas de conversa e apresentações das canções.

 SINOPSE

Adaptação musical de O Cortiço, de Aluísio Azevedo, obra clássica da literatura naturalista brasileira, em que o protagonismo é invertido. A voz agora é de Bertoleza: mulher, negra e escravizada que se relaciona com João Romão, um português ambicioso e oportunista. Bertoleza é o dedo na ferida, é o nó expulso da garganta, a voz que pergunta: E a Bertoleza?

FICHA TÉCNICA

Direção e Adaptação: Anderson Claudir
Direção Musical: Eric Jorge
Dramaturgismo e poesia: Le Tícia Conde
Texto final: Anderson Claudir e Le Tícia Conde
Elenco: Lu Campos, Eduardo Silva, Ananza Macedo, Cainã Naira, Palomaris, Taciana Bastos, Bruno Silvério, David Souza , Edson Teles, Gabriel Gameiro, Matheus França e Welton Santos
Coreógrafo: Emílio Rogê
Preparação Vocal e Assistência de direção musical: Juliana Manczyk
Coordenadora de Produção: Cláudia Miranda
Produção Executiva: Andréia Manczyk
Assistente de Produção: Marina Pinho
Cenografia e Figurino: Daniela Oliveira
Assistente de cenário e figurino: Gabriela Moreira
Iluminação: Andressa Pacheco
Assistente de Iluminação: Stella Pollitti
Vídeo: Aline Almeida
Assessoria de imprensa: Bruno Motta Mello e Verônica Domingues – Agência Fática
Técnico de Palco: Maria Clara Venna e Leonardo Barbosa

SERVIÇO

BERTOLEZA, da Gargarejo Cia Teatral
De 7 de fevereiro a 1º de março de 2020. Sexta e sábado, 21h30. Domingo, 18h30
(Dia 22 de fevereiro, sábado, 18h30)
Local: Sala de Espetáculos I (100 lugares)
Valores: R$ 30 (inteira). R$ 15 (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e servidor da escola pública com comprovante). R$ 9 (credencial plena do Sesc: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc e dependentes)
Ingressos disponíveis pelo portal Sesc SP (www.sescsp.org.br) a partir do dia 28/1, às 12h, e nas bilheterias das unidades do Sesc a partir de 29/1, às 17h30. Limite de 4 ingressos por pessoa
Duração: 90 minutos
Recomendação etária: 12 anos

Sesc Belenzinho
Endereço: Rua Padre Adelino, 1000.
Belenzinho – São Paulo (SP)
Telefone: (11) 2076-9700
www.sescsp.org.br/belenzinho

Estacionamento
De terça a sábado, das 9h às 22h. Domingos e feriados, das 9h às 20h.
Valores: Credenciados plenos do Sesc: R$ 5,50 a primeira hora e R$ 2,00 por hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 12,00 a primeira hora e R$ 3,00 por hora adicional.

Para espetáculos pagos, após as 17h: R$ 7,50 (Credencial Plena do Sesc – trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo). R$ 15,00 (não credenciados).

Transporte Público

Metro Belém (550m) | Estação Tatuapé (1400m)

 

Dois espetáculos musicais entram em cena no Rio, produzidos pela Escola de Atores Wolf Maya

Depois do sucesso de Os Saltimbacos, em 2019, a Escola de Atores Wolf Maya apresenta outras duas realizações de teatro musical, que acontecem no Teatro Nathalia Timberg.

O espetáculo Sou Assim – O Musical fica em cartaz do dia 24 de janeiro ao dia 2 de fevereiro (sextas, sábados e domingos, às 20 horas) e a montagem Vai Crescer – Uma Tarde Musical entra em cartaz no dia 25 de janeiro e segue até o dia 2 de fevereiro (sábados e domingos, às 16 horas).

Os espetáculos são estudos sobre teatro musical, resultado do Curso Prática de Montagem Musical, realizado pela Escola no segundo semestre de 2019, coordenado por Rafaela Amado, que também assina a direção artística das montagens. A direção musical é de Anna Priscilla Lacerda.

Os espetáculos

Reunindo 19 atores/cantores, Sou assim – O Musical é um espetáculo/show com cenas de alguns dos musicais mais famosos da Broadway. Números das montagens Chicago, Hairspray, Burlesque, Cantando na Chuva, Avenida Q, Os Produtores, A Família Addams e Wicked estão presentes em Sou Assim, que tem como fio condutor o desejo interno de afirmação, a busca pela identidade própria no mundo moderno.

O espetáculo Vai Crescer – Uma Tarde Musical é vibrante e alegre. Com 19 números musicais, faz homenagem os musicais infantis mais amados de todos os tempos. Entre eles, Shrek, Mary Poppins e Escola do Rock, que se misturam às princesas Moana, Tiana, Rapunzel, Mulan e aos clássicos como Alice no País das Maravilhas e Annie, entre outros. Vai Crescer é um mosaico de musicais modernos e antigos que fala sobre o crescimento. O elenco é formado por 28 atores/cantores jovens com idades entre 10 e 18 anos.

FICHA TÉCNICA – Diretora artística: Rafaela Amado. Diretora musical: Anna Priscila Lacerda. Diretora assistente: Alix Bandeira. Assistente musical: Pedro Aran. Cenógrafo: Alix Bandeira. Figurinista: Patrícia Pizzolato. Iluminador e operador de luz: Kadu Garcia. Estagiário: Felipe Ferretti. Pianista ensaiadora: Lidia Esther Baratute. Músicos: Davi Lacerda (guitarra e violão), Vitor Daniel (bateria), Theo Macedo (baixo), Ygor Thadeu (pianista) e Luiza Amélio (monitora de música). Diretor de produção: Rogério Garcia. Design e operador de som: Branco Ferreira. Design grafico: Felipe Barros. Diretor técnico e microfonista: Lenilson Souza. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação.

Elenco / Sou Assim – O Musical: Alice Pinheiro, Amanda Posada, Daltom Reis, Enzo Campeão, Felipe Ferretti, Fernanda Fernandez, Giovanna Valentim, Gustavo Smith, Jorge Grecco, Júlia Zimmer, Luigi Castellões, Maju Tatagiba, Marina Moretzsohn, Nádia Nogueira, Pedro Aran, Renata Jones, Ursula Miranda, Valléria Freire e Victória Louise.

Elenco / Vai Crescer – Uma Tarde Musical Amanda Posada, Camilla Rodrigues Araujo, Duda Lima, Enrico Yuuki, Giovanna Lima, Giulia Gatti, Jaque Andrade, João Poli, Juju Becker, Júlia Carvalho, Júlia Flor, Júlia Mazoni, Juliana Ribas, Laura Botelho, Letícia Ferreira, Letícia Paiva, Livia Maciel, Lucas Henrique, Mafê Gonçalves, Maria Clara Ribeiro, Maria Helena Sarmento, Maria Luísa Amado, Mariane Reigota, Nanda Cardin, Sophia Poubel, Thalita Mota, Victoria Shizue e Vitor Vaimberg.

Serviço

Espetáculo musical: Sou assim – O Musical

Temporada: 24 de janeiro a 2 de fevereiro

Horário: Sextas, sábados e domingos, às 20 horas

Duração: 80 minutos. Classificação: Livre.

Ingressos: Contribuição espontânea (sugestão: R$ 25,00)

https://checkout.tudus.com.br/teatro-nathalia-timberg-sou-assim–o-musical/selecione-seus-ingressos

Espetáculo musical: Vai Crescer – Uma Tarde Musical

Temporada: 25 de janeiro a 2 de fevereiro de 2020

Horário: sábados e domingos, às 16 horas

Duração: 80 minutos. Classificação: Livre.

Ingressos: Contibuição espontânea (sugestão: R$ 25,00)

https://checkout.tudus.com.br/teatro-nathalia-timberg-vai-crescer–uma-tarde-musical/selecione-seus-ingressos

Teatro Nathalia Timberg

Avenida das Américas, nº 2.000 – Barra da Tijuca. Freeway Center. RJ/RJ.

Tel: (21) 3388-5864. Capacidade: 300 lugares.

wolfmaya.com.br | Nas redes: @escolawolfmaya

“1975” no Teatro Arthur Azevedo

Dando continuidade a bem sucedida temporada de estreia, o espetáculo 1975 (03 estrelas da Revista Veja-SP) da autora uruguaia Sandra Massera, protagonizado pela atriz Angela Figueiredo, reestreia dia 31 de janeiro no Teatro Arthur Azevedo, na Móoca. A peça teve sua direção feita a quatro mãos, por Sandra e Angela, entre o eixo São Paulo-Montevidéu.

1975 é um espetáculo sensível e forte conduzido pela linda iluminação cênica, vídeos e trilha sonora impactantes fortalecem a narrativa sobre a passagem do tempo e a dor pelo desaparecimento de pessoas próximas. Esvaziando a casa de seus pais Teresa encontra seu caderno e cartas que escreveu desde que seu irmão sumiu durante a última ditadura no Uruguai quando ela era adolescente.

O espetáculoéumaobrade ficçãoinspiradaemfatosreais. O texto surgiuapartir da peçaBonecoSemRosto,tambémdeSandra,criadoparaa convocatóriapara autoresuruguaioseargentinosdetextoscurtos emonólogospara os10anos doTeatroDeLaIdentidad,organizadopelasAbuelasdePlazadeMayo,realizadoemBuenos Aires,Argentina.Essaconvocatóriatemotema dodesaparecimentodepessoasnasditaduras doUruguaieArgentina.

Elapartiudeumahistóriarealqueviveunasuaadolescênciaenosanos da ditadura,quandocadáveres anônimoseramencontradosnacostauruguaia lançadosde aviões noRiodaPrata.Estes voosficaramconhecidoscomovoosdamorte. 1975ganhouoPrêmioFlorênciodeMelhortexto deAutorNacional em2015,anodesuaestreia emMontevidéu.Amontagemuruguaia estreou em 2015 fez duas turnêsnaFrança,foimontadona Argentina(2017) e agoranoBrasil.

Após a apresentação a atriz ficará para um bate-papo informal com a plateia. Angela participou da série “Hebe”, Globoplay/ TV Globo, e da novela “Selva de Pedra” em cartaz no Canal Viva.

 

FICHA TÉCNICA:

Texto: Sandra Massera

Direção: Sandra Massera e Angela Figueiredo

Elenco: Angela Figueiredo

Direção de vídeos e fotos: Nanda Cipola

Assistente de direção: Claudinei Brandão

Produção executiva: Cristiani Zonzini

Diretor de palco: Acauã Sol

Cenografia e figurinos: Kléber Montanheiro

Iluminação: Amarílis Irani e Maria Julia Rezende

Trilha sonora: Branco Mello e Sandra Massera

Programação Visual: Vicka Suarez

Adaptação de artes: Erik Almeida

Operação de luz: Maria Julia Rezende

Operação  de  som  e  vídeo:  Nanda Cipola

Assessoria de Imprensa: Fabio Camara

Realização: Casa 5 Produções

SERVIÇO:

LOCAL: Teatro Arthur Azevedo – Sala Multiuso (Av. Paes de Barros 955 – Móoca), 60 lugares.

DATA: 31/01 até 01/03 (Sexta e sábado 19h e domingo 17h)

INGRESSOS: R$ 30,00 e R$ 15,00 (meia-entrada)

INFORMAÇÕES: 11 2604 5558 e teatroaa952@gmail.com;

DURAÇÃO: 60 minutos

CLASSIFICAÇÃO: 12 anos

EQUIPE:

Angela Figueiredo (atriz e diretora)

 

Estreou no teatro amador em 1974 na peça A Megera Domada, dirigida por Carlos Wilson, no Teatro Tablado (RJ), depois participou do Grupo Construção Teatral de dança Contemporânea (RJ), direção da bailarina Gerry Maretzki, em 1976, e em 1983 estreou na TV na novela em Guerra dos Sexos com a personagem Analú. Seus mais recentes trabalhos como atriz são: Festival de Peças de Um Minuto, do Grupo Parlapatões, nas edições I, II, III e IV, nos anos de 2008, 2010, 2013 e 2018 respectivamente. Participou da novela Saramandaia, da TV Globo, em 2013, do espetáculo de teatro Serpente Verde, Sabor Maçã, direção de Lavínia Pannunzio, em 2011, do espetáculo Diga que Você Já Me Esqueceu, direção Dan Rosseto, em 2016. Participou ainda do projeto Terça em Cena, em 2016 e Quinta em Cena, em 2017 no Teatro Cemitério de Automóveis. Angela fundou a Cia de teatro As Moças com a atriz Fernanda Cunha, em 2010, realizando a trilogia de peças com o tema “mulheres confinadas a margem da sociedade”, com os espetáculos: As Moças – O Último Beijo, direção de André Garolli, em 2014, Noites Sem Fim, direção Marco Antônio Pâmio, em 2016 e em 2018 o espetáculo, Abre a Janela e Deixa Entrar o Ar Puro e o Sol da Manhã, escrita em 1968, pelo autor Antônio Bivar.

 

 

Sandra Massera (autora e diretora)

 

Nasceu em Montevidéu, em 1956, dramaturga, diretora de teatro, atriz e professora. Formada pela escola Municipal de Arte Dramática e pelo Instituto de Professores Artigas. Escreveu diversos textos para teatro e três óperas. Suas obras para teatro têm recebido diversos prêmios, entre eles, Prêmio Florencio da Crítica pelo melhor texto nacional; Prêmio Nacional de Literatura do Ministério da Educação e Cultura; Prêmio Juan Carlos Onetti; Prêmio da Comissão do Fundo Nacioanl de Teatro, Museo Vivo de Titere/MEC, entre outros. É fundadora e diretora do Grupo de Teatro Umbral em Montevidéu desde 1998, grupo independente que tem levado diversos textos aos teatros e em festivais internacionais, como Argentina, Chile, Brasil Estados Unidos, França e Espanha. Sandra lançou, em Montevidéu, no final de 2018 o livro No digas, nada Nena e outros textos para teatro pela editora Estuario, 1975 está dentre os textos selecionados.

“Ex-Gordo” na Oficina Cultural Oswald de Andrade

Após fazer uma cirurgia bariátrica, um homem que vive isolado em seu microapartamento no 48º andar confronta figuras do passado, com o objetivo de descobrir sua verdadeira essência. Este é o ponto de partida de “Ex-gordo”, novo trabalho do Núcleo de Pesquisa Caxote, com texto e direção de Fernando Aveiro e codireção de Naiene Sanchez, que, depois de estrar no Sesc Ipiranga, ganha uma nova temporada na Oficina Cultural Oswald de Andrade, de 3 a 18 de fevereiro.  O espetáculo tem apresentações às segundas e terças, sempre às 20h, com entrada gratuita.

No elenco, estão Bárbara Salomé, Camila Biondan, Humberto Caligari e Murilo Inforsato, além do próprio Fernando Aveiro, que interpreta o protagonista.

“Esse Ex-gordo convida um grupo de artistas para ir à sua casa e interpretar os personagens que habitam sua memória, para que ele possa, quem sabe, se sentir parte de uma sociedade e resolver sair do seu caótico mundo particular”, conta Aveiro, que trabalha o texto desde 2011. “A peça surgiu quando, ainda no CPT, tive uma ideia para uma cena de prêt-à-porter, que acabou não sendo executada. Tratava-se de uns escritos vinculados à figura de um gordo religioso e seus dissabores, e chamava-se Um domingo Depois da Missa. Revisitei o texto com frequência para extrair da ideia original todas as possibilidades de criação e personagens, mas só consegui fechá-lo em 2019, agora com o nome de Ex-Gordo”, completa.

Em meio a uma atmosfera onírica e surrealista, o público é convidado a passar 80 minutos na casa desse protagonista e a acompanhar uma espécie de sessão de psicodrama teatral. Todos se sentam em cadeiras de diferentes estilos e formatos posicionadas dentro da cena, em uma semiarena. Enquanto assistem ao desenrolar da história, os espectadores podem até tomar um cafezinho. Ao final do espetáculo, a ideia é que cada pessoa possa olhar a obra com autonomia de cocriação.

Aveiro explora alguns elementos autobiográficos na narrativa. “Tive uma formação religiosa, fui gordo e sofri muito com isso; justamente pelo fato de ter sido privado por eles… ‘eles todos que nos confinaram à margem, que destituíram nossa personalidade’… e não é nenhum exagero. Verbos como confinar e destituir precisam aparecer para dar a dimensão trágica da coisa toda. Hoje, sei que não estou falando apenas sobre meu ponto de vista privado, ou do ponto de vista do grupo dos renegados. Estou falando de todos nós, pois quem não estava no bando marginalizado, ou estava na posição de ataque ou como observador”, afirma o dramaturgo.

A encenação carrega uma série de referências das artes plásticas, do teatro e do cinema, como “Hamlet”, de William Shakespeare, o mito de Prometeu, as obras de Marcel Duchamp, “A Vênus de Milo”, de Alexandre de Antioquia, entre várias outras. “Acontece nessa peça uma espécie de colagem, em todos os pilares: dramaturgia, direção, atuação, figurinos, cenografia, trilha e luz para compor uma obra de diálogos entre mundos prováveis e improváveis”, define Aveiro. No cenário, essa noção é ainda mais evidente. Haverá um painel-memória criado por Camila Biondan com a função de representar o imaginário do protagonista, criando uma geografia viva que será constantemente atualizada ao longo da montagem.

 “Ex-gordo” é a terceira parte da Trilogia da Evolução, projeto do Núcleo de Pesquisa Caxote que apresenta peças que provocam reflexões sobre o despertar da consciência de indivíduos para processos sociais que os aprisionam/moldam e os padrões sociais que afastam o ser humano do que é essencial ou genuíno. Os outros espetáculos são “Por acaso, navalha” (2014), uma adaptação do texto de Plínio Marcos, e “Obra sobre Ruínas” (2017-18), escrito e dirigido por Fernando Aveiro.

O Núcleo de Pesquisa Caxote investiga o teatro intimista e em espaços alternativos a partir da montagem de textos clássicos e de novos dramaturgos. Em seus trabalhos, explora a relação entre as artes cênicas e outras linguagens.

SOBRE FERNANDO AVEIRO

Fernando Aveiro formou-se em Artes Cênicas em Ribeirão Preto e cursou Filosofia na Universidade Federal de São Paulo. Integrou o CPT – Centro de Pesquisa Teatral, dirigido por Antunes Filho, durante seis anos, onde atuou em “Policarpo Quaresma”, “A Falecida vapt-vupt”, “Toda Nudez Será Castigada” e “Prêt-à-porter Cult”. Formou-se como dramaturgo no Núcleo de Dramaturgia SESI-British Council, no qual escreveu o texto “Em abrigo”. Como dramaturgo, ainda se destaca o texto “Hospedeira”, com direção de Georgette Fadel, em cartaz em 2017 no SESC Consolação, em São Paulo.  É diretor do Núcleo de Pesquisa Caxote, pelo qual encenou “Por acaso, navalha”, e “Obra Sobre Ruínas”, com temporadas em São Paulo e interior. É orientador do Programa Qualificação em Artes (Projeto Ademar Guerra) do Governo do Estado desde 2017.

SOBRE O NÚCLEO DE PESQUISA CAXOTE

O Núcleo de Pesquisa Caxote foi criado em 2013 com o objetivo de investigar o teatro na linguagem contemporânea, por meio de obras de autores clássicos e de novos dramaturgos. Além disso, em seus espetáculos, busca integrar artes cênicas e outras linguagens, e investigar o espaço alternativo e a relação intimista entre o público e a cena.

Em 2014, o grupo estreou o primeiro espetáculo: “Por acaso, navalha”, com direção de Fernando Aveiro, no Espaço Mínimo, sede do coletivo em São Paulo. Essa releitura do texto de Plínio Marcos cumpriu uma temporada de três meses na capital e seguiu para Ribeirão Preto (SP) a convite do Grupo Engasga Gato, onde realizou apresentações no Telhado Cultural, sede do grupo.

A peça foi o ponto de partida para a Trilogia da Evolução, projeto composto por trabalhos que provocam reflexões sobre o despertar da consciência de indivíduos para processos sociais que os aprisionam/moldam e os padrões sociais que afastam o ser humano do que é essencial ou genuíno.

O segundo espetáculo da trilogia é “Obra Sobre Ruínas” que cumpriu uma temporada de um mês com 20 apresentações na SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt em 2018. Com texto e direção de Fernando Aveiro, o espetáculo fala sobre um Ser que decide passar por uma lobotomia para se adequar aos padrões impostos pela sociedade. O texto “Ex-gordo”, também de Aveiro, encerra o projeto.

SINOPSE
Um ex-gordo vive isolado no 48º andar de um arranha-céu e convida um grupo de atores para encenar semanalmente uma espécie de psicodrama, em que ele seria a figura central da história. Por meio do teatro, ele inventa várias figuras que marcam a sua memória, esperando um dia encontrar sua verdadeira identidade e reintegrar-se na sociedade.

FICHA TÉCNICA
Dramaturgia e direção: Fernando Aveiro
Codireção: Naiene Sanchez
Elenco: Bárbara Salomé, Camila Biondan, Fernando Aveiro, Humberto Caligari e Murilo Inforsato
Figurino: Rosângela Ribeiro
Costureira: Vera Luz
Assistente de figurino: Eduardo Dourado
Cenário: Núcleo de Pesquisa Caxote
Colagismo: Camila Biondan – @objetoroubado
Desenho de luz: Thiago Capella
Pesquisa musical: Fernando Aveiro
Preparação corporal, vocal e coreografia: Naiene Sanchez
Fotografia: Felipe Djanikian
Assessoria de imprensa e produção: Bruno Motta Mello e Verônica Domingues – Agência Fática
Realização: Núcleo de Pesquisa Caxote

SERVIÇO
EX-GORDO, de Fernando Aveiro
Oficina Cultural Oswald de Andrade – Rua Três Rios, 363, Bom Retiro
Temporada: 3 a 18 de fevereiro, às segundas e terças-feiras, às 20h
Ingresso: grátis, distribuídos uma hora antes
Duração: 80 minutos
Classificação: 16 anos
Capacidade: 30 lugares