“5 Homens e um Segredo” na Gávea

Elenco da montagem nacional, que reestreia no Rio dia 23 de Abril no TEATRO DOS QUATRO  AS TERCAS E QUARTAS AS 21H, é formado por  Edwin Luisi, Jayme Periard, Carlos Bonow e Iran Malfitano e Claudio Andrade.
Desde o início dos tempos uma pergunta assombra os homens: “tamanho é documento?” Para pânico geral da nação masculina, a resposta ainda parece ser sim.
Apontado como um dos principais diretores de comédias do teatro nacional, Alexandre Reinecke se uniu a um escritor também consagrado no gênero, Aloisio de Abreu, em Cinco homens e um segredo, uma versão brasileira de “The irish curse”, de Martin Casella.  Edwin Luisi, Jayme Periard, Carlos Bonow, Iran Malfitano e Claudio Andrade  vivem os personagens-título do espetaculo , em, cartaz desde janeiro de 2016 , no Rio.
Ambientada no Rio de Janeiro de hoje, a peça é um retrato contundente de como o ser humano e a própria sociedade definem a masculinidade. Para os personagens José Carlos, Luiz Orlando, Jorge Alberto e Ricardo, o tamanho importa e muito. Não à toa, esse pequeno grupo se encontra todas as quartas à noite, no porão de uma igreja católica, em uma reunião de autoajuda para indivíduos com pênis pequeno. Esta característica em comum é o foco de suas lamentações semanais, atestando que o assunto ainda é um tabu e assombra os homens, que se sentem diminuídos em sua força e virilidade.
O grupo foi organizado por um padre e tem três frequentadores assíduos. Uma noite, porém, um novo integrante (Mário) se junta aos demais e os leva a se questionarem sobre as relações do grupo e sobre seus próprios medos e fantasmas. À medida que esses homens se abrem, segredos são revelados e vêm à tona questões sobre identidade, masculinidade, sexo, relacionamentos e status social, em uma jornada que pode redefinir suas vidas.
O tema é universal e se mantém cada vez mais atual.  — Nunca havia parado para pensar em como o tamanho do pênis pode afetar a vida de um homem. Seja ele imenso ou mínimo, existe uma lacuna enorme, uma grande solidão, medo da dor da rejeição na vida daqueles homens. Além disso, os personagens são muito bem desenhados, factíveis, reais — fala Aloísio.
Reinecke optou por uma encenação realista: — Essa peça pede realismo nas interpretações e nos figurinos. No cenário, juntamente com as criadoras, procuramos quebrar um pouco esse realismo extremo, de maneira simples, teatral. Que fugisse do cenário gabinete, mas que remetesse ao local em que se passa, que é uma igreja.
O espetáculo tem cenários e figurinos de Natália Lana , trilha sonora de Liliane Secco .

ELENCO:
EDWIN LUISI
JAYME PERIARD
CARLOS BONOW
IRAN MALFITANO
CLAUDIO ANDRADE

TEATRO DOS QUATRO
TERÇAS E QUARTAS AS 21H
INGRESSO : R$ 60,00 / R$ 30,00 (meia entrada)
RUA MARQUES DE SÃO VICENTE 54 – GÁVEA 
TELEFONE – 21 – 2239-1095
CLASSIFICAÇÃO : 12 ANOS
TEMPORADA : 23/04/2019 Á 26/05/2019
DURAÇÃO: 1H20M

Ficha Técnica: 

Versão Brasileira: Aloisio de Abreu
Direção: Alexandre Reinecke
Designer de Luz: Adriana Ortiz
Trilha Sonora: Liliane Secco
Elenco: Edwin Luisi, Jayme Periard, Carlos Bonow, Iran Malfitano e Claudio Andrade.
Produção executiva: Joaquim Vidal
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Monólogo “DENTRO” no CCBB

O Teatro III do Centro Cultural Banco do Brasil recebe, de 24 de abril a 26 de maio de 2019, de quarta a domingo às 19h30, a temporada de estreia do monólogo DENTRO, com dramaturgia de Diogo Liberano, direção de Natássia Vello e atuação de Laura Nielsen. A montagem – que celebra 10 anos de existência da companhia Teatro Inominável – apresenta a história de Leonor, uma mulher de 40 anos que se reencontra com suas falecidas antepassadas para tomar uma xícara de café.

Leonor (Laura Nielsen) acolhe o público na mesma sala de estar onde outrora suas antepassadas viveram, serve café aos espectadores ali presentes e mostra a eles algumas fotografias das mulheres de sua família. Pouco a pouco, instaurando um clima de intimidade com os presentes, a protagonista inicia um mergulho em seu passado buscando compreender melhor a sua própria história. DENTRO apresenta uma reflexão sobre o vínculo – nem sempre visível – entre uma história pessoal e subjetiva e outra mais geral e objetiva, a história oficial dos fatos e acontecimentos culturais, sociais e políticos do Brasil.

Para o diretor artístico e de produção do Teatro Inominável, Diogo Liberano, dramaturgo de DENTRO: “Nesta criação, tocamos em momentos da história do Brasil para compreender melhor o instante que vivemos agora. Para isso, atritamos as histórias individuais dessas mulheres com a história oficial do país. Acreditamos que o encontro dessas narrativas possibilita uma interpretação mais crítica e sensível dos valores e morais que seguem vivos hoje em dia”.

Para compor a narrativa de DENTRO, a atriz Laura Nielsen, a diretora Natássia Vello e a assistente de direção e produtora Clarissa Menezes, fizeram uma vasta pesquisa sobre a história recente do Brasil, mirando os acontecimentos de nosso país pelo ponto de vista da mulher em nossa sociedade. Em paralelo, também compartilharam documentos biográficos de suas famílias numa investigação sobre a ancestralidade. Em parceria com o dramaturgo Diogo Liberano, esses dois temas – ancestralidade e feminino – se misturaram e geraram uma narrativa na qual realidade e ficção estão de mãos dadas.

“Sentimos a necessidade de olhar para a nossa própria história e questioná-la. É fundamental enxergamos os nossos privilégios. Assumir os nossos preconceitos. E também observar e cuidar das nossas fragilidades”, afirma a assistente de direção Clarissa Menezes, que trouxe à dramaturgia textual uma carta escrita em 1944 por seu avô, na qual ele explica para sua futura esposa, avó de Clarissa, como ela deveria se comportar como mulher e sua namorada.

Para a diretora Natássia Vello, “não se trata de contar uma história biográfica nem de transformar os fatos da história, mas de criar histórias. A partir dessa mistura de ficção com dados oficiais da história de nosso país, nos interessou quais reflexões poderiam se abrir”. Essa operação de desvio, que modifica o curso “natural” dos eventos, não é apenas um procedimento utilizado na criação, mas também a própria ação da personagem.

Aos 40 anos, a personagem Leonor desvia a história de suas antepassadas – mãe, avó, bisavó, trisavó e tetravó – ao decidir não se tornar mãe. Para a atriz Laura Nielsen: “ao olhar meu passado e minhas raízes, entendi um pouco mais sobre o meu lugar no mundo. É curioso perceber como repetimos padrões, como nos rendemos à convenções já estabelecidas. A peça busca afirmar o desejo e a potência feminina para além de modelos instituídos”.

Durante o processo de criação, reconheceu-se que cada época determina aquilo que passa a considerar certo ou errado. Porém, ao mirar uma época por uma perspectiva mais vasta e histórica, percebe-se que certo e errado – verdade e mentira – são categorias relativas que estão sempre rendidas pelo momento presente. Ao mergulhar em seu passado e no de suas antepassadas, a protagonista abre questionamentos sobre assuntos que participam da história dessas mulheres, tais como a escravidão, o racismo, a maternidade e a condição de subordinação da mulher em nossa sociedade.

DENTRO é uma criação produzida de maneira independente pelo Teatro Inominável e dá início às comemorações de 10 anos da companhia carioca. Em maio, a performance O NARRADOR de Diogo Liberano, indicada aos Prêmios Cesgranrio e Shell, faz nova temporada na Casa Rio, em Botafogo. Em junho, também no Teatro III e, desta vez com o patrocínio do CCBB, a companhia estreia o monólogo YELLOW BASTARD, com atuação de Márcio Machado, com direção e dramaturgia de Diogo Liberano e direção deste com Andrêas Gatto.

Sinopse

Uma mulher de 40 anos volta à casa de sua família para tomar um café com suas antepassadas mortas. A partir desse resgate de memórias, ela mergulha num processo de autoconhecimento, questionando suas escolhas e seu lugar no mundo hoje.

Tijolinho

DENTRO. Drama. Dramaturgia: Diogo Liberano. Direção: Natássia Vello. Com Laura Nielsen. Uma mulher de 40 anos volta à casa de sua família para um café com suas antepassadas mortas. Centro Cultural Banco do Brasil (Teatro III). Rua Primeiro de Março, 66 – Centro – (21) 3808-2020. Qua a dom, às 19h30. R$ 30. 70 minutos. Não recomendado para menores de 14 anos. Capacidade: 30 lugares. Até 26 de maio.

Teatro Inominável

Companhia teatral nascida em 2008 na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), atualmente composta por Andrêas Gatto, Clarissa Menezes, Diogo Liberano, Flávia Naves, Gunnar Borges, Laura Nielsen, Márcio Machado, Natássia Vello e Thaís Barros. Em seu histórico, três edições da Mostra Hífen de Pesquisa-Cena, mostra de artes da cena, além de seis espetáculos e duas performances: “Não Dois” (2009), “Vazio é o que não falta, Miranda” (2010), “Como cavalgar um dragão” (2011), “Sinfonia Sonho” (2011), “Concreto Armado” (2014), “O Narrador” (2014), “poderosa vida não orgânica que escapa” (2016) e “Nada brilha sem o sentido da participação” (2017).

Em seu percurso, o Inominável foi contemplado por programas de fomento, prêmios ou patrocínios: em 2010 recebeu o patrocínio da Secretaria Municipal de Cultura (SMC) do Rio de Janeiro por meio do Fundo de Apoio ao Teatro (FATE) para criação de “Como cavalgar um dragão”; em 2015, o Prêmio Funarte de Internacionalização de Espetáculos Teatrais para a performance “O Narrador”; e em 2017, o Programa Banco do Brasil de Patrocínio para criação de “Yellow Bastard”. Além de ter sido indicado aos principais prêmios de teatro da cidade: Prêmio Questão de Crítica (2012) pela direção de “Sinfonia Sonho”; Prêmio Cesgranrio (2015) pela dramaturgia de “O Narrador” e, no mesmo ano e na mesma categoria, também indicado ao Prêmio Shell de Teatro.

O Inominável realizou inúmeras temporadas nas cidades do Rio de Janeiro e em São Paulo, além de ter participado de festivais e mostras nacionais como: Festival de Teatro de Curitiba (Curitiba/PR), Festival Palco Giratório (Porto Alegre/RS), Tempo Festival (Rio de Janeiro/RJ), Mostra Rumos Cultural – Itaú Cultural (São Paulo/SP), Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto (São José do Rio Preto/SP), Festival Nacional de Teatro de Presidente Prudente (Presidente Prudente/SP), Trema! Festival (Recife/PE), Mostra BH in Solos (Belo Horizonte/MG), dentre outros; e internacionais, como a Volumen. Escena editada em Buenos Aires, na Argentina.

CCBB 30 anos

Inaugurado em 12 de outubro de 1989, o Centro Cultural Banco do Brasil celebra 30 anos de atuação com mais de 50 milhões de visitas. Instalado em um edifício histórico, projetado pelo arquiteto do Império, Francisco Joaquim Bethencourt da Silva, o CCBB é um marco da revitalização do centro histórico da cidade e mantém uma programação plural, regular, acessível e de qualidade. Mais de três mil projetos já foram oferecidos ao público nas áreas de artes visuais, cinema, teatro, dança, música e pensamento. Desde 2011, o CCBB incluiu o Brasil no ranking anual do jornal britânico The Art Newspaper, projetando o Rio entre as cidades com as mostras de arte mais visitadas do mundo. Agente fomentador da arte e da cultura brasileira segue em compromisso permanente com a formação de plateias, incentivando o público a prestigiar o novo e promovendo, também, nomes da arte mundial.

Equipe de Criação

Dramaturgia: Diogo Liberano

Direção: Natássia Vello

Atuação: Laura Nielsen

Pesquisa e Colaboração Dramatúrgica: Clarissa Menezes, Laura Nielsen e Natássia Vello

Assistência de Direção: Clarissa Menezes

Cenário: Elsa Romero

Figurino: Ticiana Passos

Iluminação: Livs Ataíde

Direção Musical: Arthur Braganti e Letícia Novaes

Design Gráfico e Mídias Sociais: Thaís Barros

Registro Fotográfico: Diogo Liberano e Thaís Barros

Assessoria de Imprensa: Lyvia Rodrigues – Aquela que Divulga

Produção Executiva: Clarissa Menezes

Direção de Produção: Clarissa Menezes e Diogo Liberano

Realização: Teatro Inominável

Serviço

DENTRO

Temporada: de 24 de abril a 26 de maio de 2019*

Teatro III do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) – Rua Primeiro de Março, 66 – Centro – Rio de Janeiro/RJ

Telefone: (21) 3808-2020

Dias e horários: de quarta a domingo, às 19h30

Ingressos: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia-entrada)

Lotação: 30 lugares

Duração: 70 minutos

Classificação indicativa: 14 anos

Funcionamento da bilheteria: de quarta à segunda-feira, das 09h às 21 horas.

* Nas sextas-feiras 26/04, 03/05, 10/05, 17/05 e 24/05, após o espetáculo, haverá um bate-papo junto à plateia, com a presença da equipe de criação do espetáculo, integrantes do Teatro Inominável, além de convidadxs.

“Abujamra Presente” no Dulcina

Uma colcha de retalhos, em que cada pedaço de pano recortado simboliza uma memória de Antonio Abujamra. Assim que a tradicional companhia Os Fodidos Privilegiados define o espetáculo “Abujamra Presente”, uma homenagem ao diretor, que esteve à frente do grupo por dez anos. A curta temporada será de 19 a 29 de abril no Teatro Dulcina, no Centro do Rio. É um retorno às origens: o coletivo carioca foi residente do espaço de 1991 a 2000.

“Abujamra Presente” tem direção de João Fonseca – diretor oficial desde 2001, e que foi assistente de Abu (como era carinhosamente conhecido). Em cena, estão 19 atores da companhia original. O trabalho desvenda o espírito provocativo de Abujamra, que criava jogos de cena durante os ensaios, que resultavam em verdadeiras coreografias cênicas. As referências passam por “Um certo Hamlet”, “Louca turbulência”, “O carioca”, “As fúrias”, “O casamento” e “Escravas do amor”.

A homenagem foi montada especialmente para a exposição sobre a vida e a obra de Abu, chamada “Rigor e Caos”, no Sesc Ipiranga, em São Paulo, e logo depois fez parte da Mostra 2019 do Festival de Curitiba. O elenco sobe ao palco com o ator e músico André Abujamra, filho do mestre que antes assinava a trilha sonora da companhia. Guta Stresser e Dani Barros são alguns dos nomes que estão em cena.

Os atores vestem camisolas estampadas com o rosto de Abu – criação de Nello Marrese, que também assina o cenário. A feição gravada no vestuário alude às marcas que o artista deixou em seus discípulos. “Abu é um mestre, e está gravado na vida e no trabalho de cada componente do grupo. Era um gigante que fez história no teatro do Brasil e do mundo”, pontua o diretor João Fonseca, que também escreveu o roteiro da peça.

Ficha Técnica:

Direção Geral: João Fonseca
Cenário e Figurino : Nello Marrese
Adereços: Marcia Marques
Iluminação: Daniela Sanchez
Trilha sonora original: Andre Abujamra
Assistente de Direção: Pedro Pedruzzi
Direção de Movimento:  Johayne Hildefonso

Coordenação de Produção – Filomena Mancuzo Assessoria de Imprensa – Matheus Vieira

Elenco:
Alexandre Pinheiro
André Abujamra

Claudio Tizo

Dani Barros
Denise Sant’Anna
Filomena Mancuzo
Guta Stresser
Humberto Câmara
Isley Clare
João Fonseca
Johayne Hildefonso
Marcia Marques
Nello Marrese
Paula Sandroni
Rafaela Amado
Ricardo Souzedo
Roberto Lobo
Rose Abdallah
Thelmo Fernandes

E no piano – Tony Lucchesi

 

Serviço

Abujamra Presente

De 19 a 29 de abril – de sexta a segunda, às 19h

Teatro Dulcina – Rua Alcindo Guanabara 40, Centro – Tel.: (21) 2240-4879

Ingressos: R$ 40,00

Classificação indicativa: 14 anos

Auto Eus – A Ditadura da Aprovação Social

Depois de uma temporada de sucesso no Teatro Poeira, o espetáculo “Auto Eus – A Ditadura da Aprovação Social” volta em cartaz no mesmo teatro, em Botafogo, para mais seis semanas, a partir de 16 de abril. Em cena, a atriz Adriana Perin investiga as pluralidades e as “prisões” do ser humano e a aceitação da condição vulnerável de ser real, inteiro. As apresentações acontecem terça, quarta a quinta-feira, às 21h, até 23 de maio. “Auto Eus” é uma realização da Rodafilmes e da Brisa Filmes, uma das produtoras de “Dogville”.

Com direção de Raíssa Venâncio, a atriz-personagem narra uma espécie de jornada da anti-heroína numa viagem rumo à empatia por si mesma e, por consequência, pelo “outro”. Pelo Todo. Um percurso cênico que retrata vários desafios, entre eles, as expectativas de uma ilusória aprovação social e as decorrentes frustrações que isso pode trazer. “Auto Eus” também questiona os nossos abismos sociais, trazendo histórias densas sobre uma realidade aparentemente distante.

“Utilizamos a singularidade e a experiência pessoal da artista como disparador inicial do processo criativo”, explica a diretora Raíssa Venâncio. “A dramaturgia passa pela trajetória da atriz-personagem: o ex-casamento e as culpas e barreiras internas que permearam seu processo de ruptura; a viagem para a Índia, que acidentalmente se tornou um portal para a espiritualidade; a estadia aos 15 anos em um acampamento do MST; o projeto social de Cinema do qual faz parte, no sertão nordestino, em que adentra o universo de menores em conflito com a lei em unidades socioeducativas. Assim como a pesquisa nesses contextos sobre a desconstrução dela, como mulher”, completa Raíssa.

A dramaturgia foi escrita a seis mãos por Adriana, pela diretora Raíssa e pela diretora assistente Paula Vilela. A encenação também foi construída a partir de uma expressiva narrativa corporal, conduzida pela diretora de movimento Lavínia Bizzotto.

“O espetáculo fala sobre empatia e desconstrução. Depois de ter vivido tantos processos de investigação interna, surgiu a necessidade de criar um trabalho artístico sobre o eu ideal e o eu verdadeiro, sobre a aceitação de sermos tantos fragmentos. Usar o pensamento para nos definir é algo que nos limita”, conta Adriana Perin. “Em cada uma dessas jornadas é surpreendente o contato com as nossas sombras e nossas fragilidades, até que algo inesperado acontece: nós as abraçamos e seguimos com elas. E percebemos o quanto a autenticidade pode resultar em conexão”, completa.

O processo de criação investigou memórias, abismos e recortes vivenciados pela atriz na sala de ensaio, por meio de improvisos gravados em áudio, que depois foram transcritos. “Um dos nossos maiores desafios foi fechar o texto, pois abrimos várias janelas durante a criação e produzimos um material imenso. Auto Eus é uma costura de muitas histórias, e o ponto onde uma se conecta à outra foi nos surpreendendo. Permitimos que o projeto fosse o que ele quisesse ser de modo orgânico”, define Adriana.

O cenário de Constanza de Córdova e Fernanda Mansur remete às paredes de uma casa que, a cada cena, ganham novos significados com projeções que trazem memórias, pensamentos e colagens. A Luz de Renato Machado revela as recordações da anti-heroína embalando a sua jornada. A trilha sonora traz canções que marcaram a trajetória da atriz-personagem e também a músicas de Daniel Lopes, compostas especialmente para o espetáculo.

A primeira temporada de “Auto Eus – A Ditadura da Aprovação Social” no Teatro Poeira foi de 6 de fevereiro a 27 de março.

SOBRE ADRIANA PERIN

Formada em Teatro pela CAL e em Comunicação Social pela UFRJ, Adriana Perin tem 32 anos e é natural de Vila Velha, no Espírito Santo. Estudou atuação também em Londres, na RADA, e o canto. Aprofundou-se em linguagens como Viewpoints, Meisner, Contação de Histórias e Performance. Investigou o corpo como potência criativa com diretoras como Duda Maia, Ana Kfouri e Yael Karavan, experienciou a arte do ator com a Cia Barca dos Corações Partidos e mais recentemente tem mergulhado no universo da palhaçaria com mestres como Karla Concá, Márcio Libar e o canadense Olivier Terreault.

Ao longo de 11 anos de Arte no Rio de Janeiro, Adriana tem como marca uma interpretação bastante plural: atuou no Cinema, séries, novelas, campanhas publicitárias, como apresentadora, além de uma série de trabalhos como locutora e narradora – como em filmes e áudio livros. No Teatro, já atuou em mais de dez espetáculos, tendo sido premiada como Melhor Atriz em festivais no Rio e no Espírito Santo.

Desde 2013 integra o projeto Cinema no Interior, dirigido por Marcos Carvalho, que percorre pequenas cidades do sertão nordestino. Lá atua como professora das oficinas de interpretação e como diretora de elenco nos filmes realizados após as aulas. O projeto originalmente contempla o povo local, no entanto, em 2017, abrangeu também menores em conflito com a lei, sendo realizado dentro de unidades socioeducativas.

Adriana tem profundo interesse nas relações humanas e sociais, na espiritualidade e expansão da consciência, e estuda formas de investigar essa temática em processos artísticos.

AUTO EUS

A Ditadura da Aprovação Social

Temporada: de 16 de abril a 22 de maio – terça, quarta e quinta, às 21h

Local: Teatro Poeira – Rua São João Batista 104, Botafogo. Tel.: 2537 8053

Capacidade: 82 lugares. Duração: 80 min. Classificação etária: 16 anos.

Gênero: autoficção. Ingressos: R$ 25 (meia e lista amiga) e R$ 50 (inteira).

Bilheteria: de terça a sábado, das 15h às 19h. Domingo, das 15h às 19h.

Vendas online:www.tudus.com.br

www.instagram.com/autoeus_espetaculo

 

 

FICHA TÉCNICA

 

Elenco: Adriana Perin

Direção: Raíssa Venâncio

Dramaturgia: Adriana Perin, Paula Vilela e Raíssa Venâncio

Direção assistente: Paula Vilela

Direção de movimento e preparação corporal: Lavínia Bizzotto

Direção de iluminação: Renato Machado

Direção musical: Daniel Lopes

Direção de aarte: Constanza de Córdova e Fernanda Mansur

Ativação energética: Bruna Savaget

Designer gráfico: Pedro Pedreira

Mídias sociais: Natalia Crivilin

Direção de produção: Tarsilla Alves e Mariana Golubi

Produção: Juliana Espíndola

Produção executiva: André Garcia, Pedro Gui e Fernanda Thurann

Assistente de produção executiva: Pedro Pedreira

Realização: Rodafilmes e Brisa Filmes

Idealização: Adriana Perin e Pedro Gui

IV Concurso Nacional FETAERJ de Dramaturgia – Prêmio João Siqueira

A Prefeitura do Rio de Janeiro, a Secretaria Municipal de Cultura e a cogestão da Arena Carioca Aberlardo Barbosa – Chacrinha (Chacrinha em Cena) da FETAERJ – Federação de Teatro Associativo do Estado do Rio de Janeiro – uma instituição sem fins lucrativos e de utilidade pública estadual, com o intuito de fomentar a criação de novos dramaturgos brasileiros e o intercâmbio de novos autores nacionais, abre inscrições para o IV Concurso Nacional FETAERJ de Dramaturgia.

O concurso contará com a Mostra Prêmio João Siqueira, onde artistas convidados realizarão a leitura dramatizada dos textos finalistas na Arena Chacrinha, Rio de Janeiro.

Poderão participar autores de todo o país.

As inscrições estão abertas até o dia 5 de maio e o edital e formulário de inscrição se encontram disponíveis no site da FETAERJ: www.fetaerj.com

A FETAERJ assumiu a residência artística da Arena Abelardo Barbosa – Chacrinha, em Pedra de Guaratiba, zona oeste carioca e tem como proposta a continuidade do seu trabalho de descentralização e fomento cultural, propondo uma programação gratuita, voltada para diversos públicos, construída em parceria com artistas cariocas.

“A FETAERJ sempre se preocupou em fomentar a cultura, descentralizar os espaços culturais e unir grupos teatrais fluminenses. Por isso sempre realizou várias ações nesse sentido. O Café em Cena trará à zona sul carioca, grupos premiados e espetáculos incríveis a fim de difundir o teatro do nosso estado e incentivar a formação de plateia.” Pablo Rodrigues – diretor da FETAERJ.

FETAERJ – 40 ANOS

A FETAERJ – Federação de Teatro Associativo do Estado do Rio de Janeiro – é uma instituição sem fins lucrativos e de utilidade pública estadual. Há 40 anos a FETAERJ associa grupos de teatro com o objetivo de fomentar a criação/manutenção e a difusão do teatro no nosso estado e do incentivo à formação de plateia.

Trabalha com o princípio da descentralização da produção cultural, focando suas atividades para os grupos e ações no interior do Estado, realizando congressos, concursos, seminários, oficinas, mostras, intercâmbios, palestras, debates, leituras, cursos e festivais de teatro. Por suas ações, a FETAERJ recebeu o PRÊMIO GOLFINHO DE OURO / ESTÁCIO DE SÁ (2000), concedido pelo Governo do Estado do Rio, o TROFÉU MANDACARU (2004), concedido pela prefeitura de Armação de Búzios pelos 4 anos de desenvolvimento teatral sistemático neste município, a MOÇÃO DE APLAUSO (2004), concedida pelo Ateneu Angrense de Letras, pela realização da FITA (Festa Internacional de Teatro de Angra) e a MOÇÃO DE CONGRATULAÇÃO (2006), concedida pela Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro pelo “excelente trabalho em prol da cultura brasileira”. Recentemente recebeu o Diploma Heloneida Studart de Cultura (2016), da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Atualmente a FETAERJ integra a Rede Municipal de Pontos de Cultura – Cultura Viva através do Espaço Paschoal Carlos Magno.

SERVIÇO

IV Concurso Nacional FETAERJ de Dramaturgia – PRÊMIO JOÃO SIQUEIRA

Inscrições até 5 de maio de 2019

Edital e inscrições em: www.fetaerj.com

FETAERJ – Federação de Teatro Associativo do Estado do Rio de Janeiro

Informações: fetaerj.incena@gmail.com

Assessoria de Imprensa: Carlos Gilberto – 21 98249 6705 –  carlos@minasdeideias.com.br

Ação social no espetáculo “Merlin e Arthur – Um Sonho de Liberdade”

O espetáculo “Merlin e Arthur – Um Sonho de Liberdade”, ao som de Raul Seixas, em parceria com o Teatro Riachuelo Rio, irá doar 50% do valor dos ingressos para as vítimas das chuvas no Rio de Janeiro. Os preços especiais serão válidos para as sessões dos dias 12, 13,14, 19, 20 e 21 de abril. O espetáculo conta com a participação especial em audiovisual de Vera Holtz no papel de Merlin, Paulinho Moska como Rei Arthur e grande elenco.

O Teatro Riachuelo Rio também está aceitando doações de garrafas de água mineral, alimentos não perecíveis, produtos de limpeza e higiene, roupas e cobertores até o dia 21 de abril. Basta levar até o local de segunda a domingo, de 13h às 20h na bilheteria localizada na Rua do Passeio, 38/40, Cinelândia.

Preços Especiais:

 

Plateia Vip – Valor R$ 60,00

Plateia – Valor R$ 50,00

Balcão Nobre – Valor R$ 40,00

Balcão –  Valor R$ 20,00

– Desconto não cumulativo

– Sujeito à lotação

“Migrações” no Sesc Copacabana

Depois de trabalharem juntos na bem-sucedida ópera de câmara “Na boca do cão”, o poeta Geraldo Carneiro e a soprano e atriz Gabriela Geluda retomam a parceria em um projeto inédito. “Migrações” é uma ópera performática sobre os deslocamentos de milhões de pessoas em diferentes épocas, da mítica Tróia aos refugiados da Síria hoje. Com direção da premiada Duda Maia, libreto de Geraldo Carneiro e música de Beto Villares, “Migrações” estreia em 11 de abril, no Mezanino do Sesc Copacabana. No elenco, além de Gabriela Geluda, está a bailarina e atriz Gabriela Luiz. Com apoio cultural e correalização do Oi Futuro, o espetáculo é uma realização de Gabriela Geluda e SESC.

Idealizador do espetáculo, Geraldo Carneiro se encantou com experiência de fazer o libreto de “Na boca do cão” (um projeto pessoal de Gabriela Geluda) e, desta vez, o convite e o tema partiram dele. “Os fluxos migratórios sempre existiram. Esses movimentos são motivo de fascínio e terror, desde a Guerra de Tróia à diáspora africana. Queria falar da necessidade de transformar a migração numa preocupação permanente, mas de forma poético-alegórica. Não queria uma obra naturalista. É preciso abrir as fronteiras do conhecimento, do afeto, compreender que existe o outro e que ele precisa ser compreendido na sua diferença. As migrações são permanentes, mas as fronteiras são sempre provisórias.”

“Migrações” mistura música, dança e teatro num formato bem diferente das óperas tradicionais, buscando o conceito da ópera performática –no qual a cena se torna uma experiência para o espectador, sem a necessidade de uma história com começo, meio e fim, mas trazendo imagens e sonoridades que conduzam o público em uma dramaturgia particular. Com quase trinta anos de experiência como soprano solo das óperas de Jocy de Oliveira, Gabriela Geluda acredita na importância de levar a ópera a um público mais diverso, ampliando os limites do gênero.

“Investimos numa composição inédita e trabalhamos com uma equipe reduzida. Assim, faremos uma temporada mais longa que a de uma ópera tradicional”, explica Gabriela, que também exalta a importância da temática do espetáculo. “Minha família é de origem judaica, meus avós são judeus e vieram para o Brasil fugindo da Segunda Guerra. Tenho três avós poloneses e uma alemã. Migrar para sobreviver é uma realidade bastante forte na minha família”, conta a artista que, além de estar em cena, assina a realização do projeto.

Composta pelo produtor musical e compositor paulista Beto Villares, com arranjos do artista pernambucano Armando Lôbo, a música permeia o espetáculo no limiar entre uma ópera e um espetáculo com uma trilha. Com experiência em cinema (como “Xingu”, “Bingo, o rei das manhãs” e “Filhos do Carnaval”), Beto viu no convite feito por Geraldo um desafio profissional. “É um universo totalmente diferente de tudo que já vivi. É a primeira vez que componho para uma cantora lírica, e a troca com a Gabriela durante o processo de criação foi muito importante”, conta. “A emoção que eu queria passar é de uma beleza com desamparo, tristeza e seriedade.” O trio formado por Cristiano Alves (clarinete), David Chew (cello) e Rodrigo Foti (vibrafone) executa a música ao vivo.

Os poemas do libreto abordam questões brasileiras e mundiais relacionadas aos processos migratórios. As cenas são conduzidas pela soprano e atriz Gabriela Geluda e a bailarina e atriz Gabriela Luiz – esta carrega sua experiência com danças populares e urbanas e capoeira. Elas se multiplicam criando diferentes corpos e vozes. Entre as obras que serviram de inspiração na construção do espetáculo, a diretora Duda Maia destaca documentários com cenas fortes sobre o tema: “Human flow”, do artista e ativista chinês Ai Weiwei, e “Os capacetes brancos”, do britânico Orlando von Einsiedel.

“Alguns fatos me chamaram a atenção para esse tema. O número de refugiados, quase 70 milhões, é algo que espanta. Eles não têm lugar. Pesquisamos muito para construir uma fisicalidade que trouxesse uma experiência sensorial de falta de espaço, opressão e abrigo, dentro de uma encenação poética. Queremos falar dessa dureza com beleza. Na cena, nos corpos, na fala, na música e na plasticidade”, diz.

 

Duda Maia (Direção)

É formada pela Escola de Dança Angel Vianna, onde lecionou dança contemporânea por 13 anos, e diretora do show “Farra dos Brinquedos”, banda com músicas originais e ritmos brasileiros para crianças. Entre 1996 a 2006, foi diretora e coreógrafa da Trupe do Passo e, entre 1998 e 2008, professora de corpo do Curso Profissionalizante de Atores da CAL. De 2012 a 2014, recebeu o prêmio Zilka Sallaberry de Melhor Direção, ao lado de Lucio Mauro Filho, pelo infantil “Uma peça como eu gosto”. Em 2016, dirigiu o musical “A Gaiola”, vencedor dos principais prêmios de teatro infanto-juvenil, incluindo Espetáculo e Direção: sete categorias no Prêmio CBTIJ; cinco no Prêmio Botequim Cultural e três no Prêmio Zilka Sallaberry. Em 2018, dirigiu “O tempo não dá tempo”, espetáculo itinerante em homenagem aos 90 anos de Angel Vianna, no OI Futuro Flamengo; o infanto-juvenil “Contos partidos de amor”, premiado nas categorias Direção e Figurino no 12º Prêmio Zilka Sallaberry de Teatro Infantil (2017/2018), e o musical “Elza”, atualmente em turnê pelo Brasil.

Dirigiu “Clementina, cadê você?”, musical inspirado na vida de Clementina de Jesus; e “A dona da história”, de João Falcão. Fez a direção de movimento de “Fala comigo como a chuva e me deixa ouvir” e “Beija-me como nos livros”, de Ivan Sugahara. Dirigiu o musical “AUÊ”, do grupo Barca dos Corações Partidos, que recebeu importantes prêmios de artes cênicas: Shell (Direção), Cesgranrio (Direção, Direção Musical e Espetáculo), Botequim Cultural (cinco categorias, incluindo Direção e Espetáculo) e APTR (Direção Musical, Espetáculo e Produção).  A peça foi indicada ao Prêmio APCA de Melhor Direção. Duda Maia está indicada aos prêmios Bibi Ferreira e Reverência de Teatro Musical na categoria Direção.

Duda trabalhou como diretora de movimento com os seguintes diretores: André Paes Leme, João Falcão, Daniel Herz, Karen Acioly, Mauro Mendonça Filho, Aderbal Freire-Filho, Dudu Sandroni, Bruno Garcia, Michel Bercovitch, Fábio Ferreira, Guel Arraes, Miguel Vellinho, Marcelo Morato, João das Neves, Paulo José, Vera Fajardo, Paulo de Moraes e Ivan Sugahara.

Geraldo Carneiro (Poema/Libreto)

Poeta, publicou nove livros, além de seus “Poemas reunidos”, coedição Biblioteca Nacional/Nova Fronteira. Cronista, publicou “Vinicius de Moraes: A Fala da Paixão” (Brasiliense, 84) e “Leblon: a crônica dos anos loucos” (Rioarte/Relume-Dumará, 96). Escrevia crônicas para a revista “Domingo”, do jornal “O Globo”. Letrista, escreveu centenas de textos para músicas de Egberto Gismonti, Astor Piazzolla, Wagner Tiso, Francis Hime e outros compositores. Dramaturgo, escreveu peças como “Lola Moreno”, parceria com Bráulio Pedroso, “A bandeira dos cinco mil réis”, “Manu Çaruê” (ópera performática com música de Wagner Tiso), “Imaginária” e a ópera de câmara “Na boca do cão”.

Roteirista, escreveu “Sônia: morta & viva”, de Sérgio Waissman (Tucano de Ouro no FestRio II), “Eternamente Pagu” (em parceria com Márcia de Almeida) e “O judeu” (em parceria com Millôr Fernandes). Adaptou diversas obras literárias para a TV Globo, nas séries “Brasil Especial” (1993/1994) e “Brava gente” (2001). Adaptou, em parceria com Alcides Nogueira, a novela “O astro”, pela qual recebeu o Prêmio Emmy International em 2012 de melhor texto. Em 2016, foi eleito para a Academia Brasileira de Letras.

Beto Villares (Música)

Beto Villares é um compositor e produtor musical que tem seu trabalho disseminado por dezenas de projetos que sintetizam a cultura do país nas últimas décadas. Desde criações próprias até a produção musical da abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016, contribuiu com suas ideias e texturas sonoras em trabalhos de artistas como Céu, Siba, Itamar e Anelis Assumpção, e para filmes e séries como “Xingu”, “Bingo, o rei das manhãs” e “Filhos do Carnaval”.

Gabriela Geluda (Soprano/atriz) 

É bacharel em canto lírico pela UNIRIO, mestra em música antiga pela Guildhall Schoolof Music and Drama (Londres 1996-98), e formada na Técnica de Alexander pelo Alexander Technique Studio (Londres 1997-2000). Exerce intensa atividade como cantora especializada em repertório contemporâneo, tendo participado de inúmeras bienais e festivais de música.

Vem trabalhando com a compositora Jocy de Oliveira como soprano solo de suas óperas há 25 anos, tendo apresentado obras no Brasil, Alemanha, Argentina, França e recentemente na Inglaterra com o filme/ópera “Liquid voices”, vencedor da categoria Sound Design no London International Filmaker Festival.

Em 2012 participou da remontagem da ópera “Einstein on the beach”, de Philip Glass e Bob Wilson, no Baryshnikov Art Centre de Nova Iorque, sob orientação do próprio Wilson. Em 2017, esteve em temporada no CCBB Rio com a ópera solo “Na boca do cão”, última obra escrita pelo compositor Sergio Roberto de Oliveira, com direção de Bruce Gomlevsky e libreto de Geraldo Carneiro.

 

Gabriela Luiz (Bailarina/atriz)

Atriz formada pela Escola de Teatro Martins Pena e graduada em capoeira pela Federação do Estado do Rio de Janeiro, Gabriela Luiz também é bailarina e coreografa recém-formada pela UFRJ. Com larga experiência em danças populares, afro, salão, capoeira, circo, maculelê e coco, participou, como atriz e bailarina, dos espetáculos “Menino no meio da rua”, “Matulão”, “Gingado brasileiro”, “Dança dos Orixás”, “Palmares”, “Silêncio” e “Romeu e Julieta”. Recentemente fez parte do elenco principal do musical oficial “A Galinha Pintadinha – cadê PóPó” e do musical “Andre Rebouças”.

No cinema, participou como atriz nos longas “Anjos do sol”, “Última parada – 174” e “A suprema felicidade”. Na TV Globo, atuou na minissérie “Capitu” e participou das novelas “Duas caras”, “Desejo de mulher” e “Senhora do destino”. Faz parte da Cia de Dança Contemporânea da UFRJ, com a direção de Tatiana Damasceno, e da Cia dos Comuns, em que atuou como atriz e bailarina no espetáculo “Silêncio”. Em 2010, fundou a Cia Okan Ará, em que coreografou, atuou e dirigiu o espetáculo “Pré SENtidos”.

Gabriela também ministra aulas de danças populares e urbanas, capoeira e teatro físico no Espaço de Construção da Cultura Ação da Cidadania, no Centro, e no Projeto Social Favela Mundo, no Engenho de Dentro. Por cinco anos, deu aulas na Instituição Ojuobá Axé de Danças de Matriz africana, em Duque de Caxias.

 

FICHA TÉCNICA

Poema/Libreto: Geraldo Carneiro

Música: Beto Villares e Armando Lôbo

Canções: Geraldo Carneiro e Beto Villares

Orquestração: Armando Lôbo

Direção: Duda Maia

Intérpretes:

Soprano/atriz: Gabriela Geluda

Bailarina/atriz: Gabriela Luiz

Músicos: Cristiano Alves / Cesar Bonan (clarinete); David Chew / Aleska Chediak (cello); Rodrigo Foti / Pedro Moita (vibrafone)

Produção Executiva e Assistência de Direção: Mariana Chew

Cenografia: Julia Deccache

Cenotécnico: André Salles

Contrarregra: Felipe Ávila

Figurino: Rocio Moure

Iluminação: Renato Machado

Sonorização: Pro Audio

Projeto Gráfico: Patrícia Clarkson e Camilla Mattos

Fotos: Renato Mangolin

Assessoria de Imprensa: Paula Catunda e Catharina Rocha

Mídias Sociais: Rafael Teixeira

 

 

SERVIÇO

 

Temporada: de 11 a 28 de abril de 2019.

Dias e horário: de quinta a domingo, às 20h.

Local: Mezanino do Sesc Copacabana. Informações: (21) 2547-0156.

Endereço: Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana, Rio de Janeiro.

Ingressos: R$ 7,50 (associado do Sesc), R$ 15 (meia-entrada), R$ 30 (inteira).

Ingresso solidário – R$ 15,00 (meia) com a doação de 1 kg de alimento para o Projeto Mesa Brasil do Sesc RJ.

Bilheteria – Horário de funcionamento: De terça a sexta, das 9h às 20h.

Sábados, domingos e feriados, das 12h às 20h.

Capacidade: 98 lugares. Classificação indicativa: Livre. Duração: 60 minutos.