“40 Anos esta Noite” no Fashion Mall

Sucesso desde a estreia, a peça “40 ANOS ESTA NOITE”, argumento e texto de Felipe Cabral sobre ideia original de Gisela de Castro e direção de Bruce Gomlevsky, está de volta à cena. Desta vez, o texto que apresenta uma bem humorada e necessária discussão sobre a formação de famílias homoafetivas fica em cartaz de 09 de agosto a 1º de setembro no Teatro Fashion Mall, em São Conrado. A aceitação do público nas duas temporadas foi tanta que se transformou num convite para que o texto virasse livro homônimo pela Editora Giostri, permeado por imagens de cena. A comédia dramática se passa na noite de comemoração dos 40 anos de Gabriela que, morando junto com sua namorada, Clarice, convida seu amigo de infância, Bernardo, e seu namorado, João, para uma discreta celebração, surpreendendo a todos com o convite para que Bernardo se torne o pai do filho que as duas estão tentando ter, sem sucesso, através da inseminação artificial.

“São quatro personagens muito diferentes que se veem diante de uma oportunidade única: formar uma família. Como cada um encara isso é o conflito que os empurra um contra o outro”, sintetiza Felipe sobre seu mais recente texto para teatro. Integrante da equipe do roteiro da novela “Bom Sucesso”, da TV Globo, e roteirista da série “Vai Que Cola”, do Multishow, Felipe foi apontado em 2015 como um dos jovens mais influentes na comunidade LGBTI+ e mantém o humor como marca do seu trabalho. “O mais importante pra mim é que a individualidade das personagens me permitiu levantar debates sobre política, orgulho, amor, sexualidade, maternidade e, o principal, o conceito de família. O que é uma família, afinal? O mundo está aí para nos mostrar que os arranjos são os mais diversos possíveis”, analisa.

Para o diretor Bruce Gomlevsky, é um mérito abordar temas profundos e polêmicos que possibilitem o público rir e, ao mesmo tempo, refletir.  “Me interessei pela qualidade deste texto inédito, nacional, contemporâneo e muito  bem escrito.  A peça tem como tema principal o amor, e qualquer maneira de amor vale a pena e merece respeito. Os personagens em cena precisam refletir sobre que tipo de família pretendem e querem construir, então o público pode esperar  entretenimento com reflexão”, complementa Bruce, que dirige Felipe no teatro pela segunda vez.

A ideia é que a plateia sinta a tensão e pondere os pontos de vista de cada um na construção dessa nova possível família. “Como um jovem gay, faz todo sentido usar a arte para expressar meus conflitos, falando sobre o preconceito sofrido pela comunidade LGBTI+, tentando sensibilizar as pessoas com as minhas questões e, a partir da minha experiência, conseguir fazer algo para melhorar o mundo”, torce Felipe que, além de assinar o texto, está em cena como João. Completam o elenco Gabriel Albuquerque, Gisela de Castro e Karina Ramil.

O espetáculo estreou em Janeiro no Teatro Ipanema, onde foi sucesso de público e crítica por dois meses, e fez em Maio uma temporada popular no Centro. Atual, o texto de Felipe Cabral tem abarcado um público cada vez maior. “Acredito que estamos vivendo uma transição em termos de visibilidade desta temática. Eu acho sensacional que tenhamos mais peças assim, até para que o público não seja somente de espectadores LGBTI+. Se eu assisto peças onde o conflito é centrado em personagens heterossexuais e isso nunca foi um problema pra mim, por que o contrário seria?”, encerra o autor.

SERVIÇO:

40 ANOS ESTA NOITE

Temporada:

09 de agosto a 1º de setembro de 2019

Horários:

Sexta-feira e Sábado – 21h30

Domingo – 20h

Local:

Teatro Fashion Mall

Estrada da Gávea, 899 – Loja 97 – São Conrado

Tel.: (21) 2111-4444

Ingressos:

Sexta-feira e Domingo – R$ 70 (inteira) e R$ 35 (meia-entrada)

Sábado – R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia-entrada)

Duração: 80 minutos

Classificação: 16 anos

FICHA TÉCNICA:

 

Texto e Argumento: Felipe Cabral

Ideia Original: Gisela de Castro

Direção: Bruce Gomlevsky

Elenco: Felipe Cabral, Gabriel Albuquerque, Gisela de Castro e Karina Ramil

Assistente de Direção: Bruna Diacoyannis

Cenário: Fernando Mello da Costa

Figurino: Carol Lobato

Iluminação: Felício Mafra (Russinho)

Trilha Sonora: Kleiton Ramil

Preparação Vocal: Verônica Machado

Fotos de Divulgação: Dalton Valerio

Design Gráfico: Redson

Assessoria de Imprensa: Marrom Glacê Assessoria – Gisele Machado & Bruno Morais

Direção de Produção: 2D Produções e Comunicação

Produção Executiva: Luciana Duque
Realização: Felipe Cabral

Anúncios

57 MINUTOS – o tempo que dura esta peça

“Baseado numa bem-vinda oralidade dos contadores de histórias Anderson inicia sua narrativa preparando tanto a massa de um pão de queijo que será servido ao fim da peça como os ouvidos do público para o que vem depois” – José Cetra – crítico da APCA – Palco Paulistano.

O artista mineiro Anderson Moreira Sales (vencedor do Prêmio Açorianos) concorre ao Prêmio Aplauso Brasil de melhor dramaturgia pelo monólogo 57 minutos – O tempo que dura esta peça, que volta ao Espaço Parlapatões, para uma nova temporada entre 12 de setembro e 4 de outubro, com apresentações às quintas e sextas-feiras, às 21h.  Os ingressos custam R$30.

Inspirada pelo livro “Ulisses”, do escritor irlandês James Joyce (1882-1941), a dramaturgia se arquiteta a partir de uma premissa simples: um morador do subúrbio de uma cidade grande sai de casa em busca de cumprir seus compromissos e retornar ao lar. A aparente banalidade da narrativa problematiza a realidade contemporânea brasileira em sua cruel complexidade ao reconhecer a grandeza escondida nas pequenas coisas para denunciar a pequenez escondida nas coisas grandes.

“Os últimos anos no Brasil foram muito violentos de uma forma geral. Muito ódio foi sendo plantado, regado e agora o país está colhendo uma crueldade absurda. Isso tudo fomentou em mim uma revolta interna que foi expurgada da maneira mais inteligente e sensível que eu sei fazer que é transformar essa energia em texto e corpo em cena. É o lugar onde consigo me sentir mais forte para me vingar da maldade que me ronda”, comenta o artista.

A narrativa aborda também a questão de construção de identidade e transformação. ”O personagem central da história se oprime ao lidar direta ou indiretamente com as figuras masculinas que cruzam seu caminho e não se reconhece enquanto um ser que está no meio do caminho, rejeitando o estereótipo masculino e toda a sua construção cultural de opressão e ainda sem saber caminhar rumo a uma personalidade frágil e delicada. Reconhecer isso foi determinante para algumas escolhas da encenação”, acrescenta.

A montagem não é uma adaptação de “Ulisses”, mas se apropria de seu método de criação – Joyce escreveu cada capítulo a partir de elementos referenciais buscados na “Odisseia”, de Homero. “Li a ‘Odisseia’ e fui traçando os paralelos e as diferenças do Odisseu de Homero e do Ulisses de Joyce e entendendo que eu estava criando um personagem que também atravessava uma saga. Me interessava que houvesse a ponte com o mito, mas estivesse dentro do contexto brasileiro contemporâneo, que eu vivenciava diariamente: a crise política, os protestos nas ruas, os problemas no transporte público, a violência policial e estatal, os valores tradicionais em contraposição às liberdades individuais, o preconceito sendo escancarado”, revela.

Outro elemento incorporado da “Odisseia” de Homero é a aproximação da peça com a tradição oral. “Antes de ser registrada de forma escrita, essa oralidade da ‘Odisseia’ devia possuir uma sonoridade própria. Fiquei pensando sobre isso e quis preservar essa característica. Assim, fiz uma associação com o rap e o hip hop, como se estes fossem os trovadores contemporâneos. Então, há trechos do texto que remetem ao jeito de cantar do Russo Passapusso, vocalista do Baiana System, do Criolo, de quem sou muito fã, de um artista talentosíssimo de Guarulhos, o rapper Edgar, e por aí vai”, esclarece.

O cenário é composto por um balcão que abriga fogão, forno e outros utensílios que permitem o preparo de uma massa de pão de queijo. O preparo é como um acordo de troca do alimento pela atenção do público. Mas a ação de expor os ingredientes em seu formato original e uni-los para criar um outro alimento também passa por essa ideia de transformação. As camadas se constroem aos poucos. A iluminação também caminha junto com a mudança da narrativa a cada cena, inclusive a velocidade e o ritmo do texto estão em vários momentos em sintonia com o desenho da luz. Em certos pontos, ela assume funções diretas, presentificando personagens.

O primeiro trabalho escrito, dirigido e atuado por Anderson foi “Lujin”, livremente inspirado no livro “A Defesa Lujin”, do russo Vladimir Nabokov. O espetáculo estreou em Porto Alegre em 2015, e ganhou o Prêmio Açorianos, a principal premiação gaúcha, na categoria de melhor dramaturgia.

Trajetória

O solo 57 minutos – O tempo que dura esta peça teve uma curta temporada em Porto Alegre ainda sob o formato work-in-progress, sendo construído a cada apresentação. A estreia definitiva aconteceu em junho em São Paulo, no Espaço Parlapatões, onde a peça cumpriu uma curta temporada de 12 apresentações. A partir de então, Anderson Moreira Sales mudou-se para a capital paulista.

Críticas

“Na era das redes sociais e com todo o ódio e a raiva que elas trazem a reboque, o tempo proposto soa como uma eternidade. É com esse cuidado que o jovem mineiro de Montes Claros tece uma narrativa refinada para falar do mundo que nos cerca. Devagar, costurando argumentos simples e buscando a todo momento obter a aceitação do público, Anderson está, na verdade, tentando transmitir mensagens difíceis de serem ouvidas, sobretudo para quem não parece estar disposto ao diálogo” – Eduardo Nunomura – Carta Capital

 

“É como se a cada instante infindáveis janelas pudessem se abrir para mirar o que se passa numa vida. Sales transita entre a sutileza e o escancaramento do discurso que há por trás de “57 minutos”. Afetos íntimos e acontecimentos exteriores se entremeiam com ou sem relações diretas de causalidade. No embate entre mundo interno e mundo externo, a narrativa construída a partir de uma subjetividade revela-se eminentemente política. Nossa sociedade, por vezes, não se dá conta de que o silêncio das sereias pode ser ensurdecedor” – Amilton Azevedo – Ruína Acesa.

 

“Baseado numa bem-vinda oralidade dos contadores de histórias Anderson inicia sua narrativa preparando tanto a massa de um pão de queijo que será servido ao fim da peça como os ouvidos do público para o que vem depois. (…) 57 Minutos-o tempo que dura esta peça dura mais que 57 minutos!!! Mas ninguém se incomoda com um adicional de dez minutos porque o espetáculo é muito agradável ao mesmo tempo em que nos faz refletir sobre a violência e os tempos de ódio que estamos vivendo” – José Cetra – Crítico da APCA – Palco Paulistano.

Sobre Anderson Moreira Sales – ator, dramaturgo, produtor

Anderson é bacharel em Teatro pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Em 2012, participou do Fringe no Festival de Teatro de Curitiba com “O Bom, O Mau E O Fim”. Em 2013, atuou em “Sonhos impossíveis”, que foi indicado ao prêmio Mais Teatro Revelação na categoria de melhor espetáculo.

Em 2015, participou de “A cadeia alimentar”, indicado a Melhor Espetáculo, Direção a Atuação no prêmio Mais Teatro Revelação. Nesse mesmo ano, atuou, dirigiu e escreveu a dramaturgia do monólogo “Lujin”, indicado ao Prêmio Açorianos, a principal premiação do Rio Grande do Sul, nas categorias de melhores espetáculo, ator e dramaturgia, tendo vencido nesta última.

Em 2016, atuou em “Como gostais”, que foi indicado ao Prêmio Açorianos em mais de sete categorias. Em 2017, foi produtor da Cia. Stravaganza no ano de comemoração dos 30 anos da trupe. Estreou no final de 2018 o seu novo espetáculo solo “57 minutos – o tempo que dura esta peça”, no qual exerce novamente as funções de ator, diretor e dramaturgo.

SINOPSE

Inspirada pelo livro “Ulisses” de James Joyce, a dramaturgia se arquiteta numa premissa simples: um morador do subúrbio de uma cidade grande que sai de casa em busca de cumprir seus compromissos e retornar ao lar. A aparente banalidade da narrativa problematiza a realidade contemporânea brasileira em sua cruel complexidade ao reconhecer a grandeza escondida nas pequenas coisas para denunciar a pequenez escondida nas coisas grandes.

FICHA TÉCNICA

Texto, direção e atuação: Anderson Moreira Sales

Iluminação: Ricardo Vivian

Cenografia: Ricardo Vivian e Anderson Moreira Sales

Trilha sonora: Kevin Brezolin

Cenotécnico: Jony Pereira

Operação de luz: Reynaldo Thomaz

Fotos: Pedro Mendes

Arte gráfica: Jéssica Barbosa

Assessoria de imprensa: Bruno Motta e Verônica Domingues – Agência Fática

Produção: Áquila Mattos e Anderson Moreira Sales

SERVIÇO

57 MINUTOS – o tempo que dura esta peça

Espaço Parlapatões – Praça Franklin Roosevelt, 158, Consolação (próximo ao metrô República – Linha 3 – Vermelha e Linha 4 – Amarela)

Temporada: 12 de setembro a 4 de outubro, às quintas e sextas, às 21h.

Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada)

Vendas pela internet: ingressoindependente.com.br

Informações: (11) 3258-4449
Classificação: 12 anos
Duração: 70 minutos
Capacidade:

 

“Out Of Water Musical”, versão americana do premiado “Cargas D’água – Um Musical de Bolso”, estreia em Nova Iorque

O musical autoral brasileiro “Cargas D’Água”, escrito por Vitor Rocha, ganhou uma versão americana e está em cartaz em Nova Iorque. O espetáculo teve duas temporadas de sucesso no Brasil e chegou a se apresentar em cidades do interior de São Paulo e Minas Gerais e Brasília.

O espetáculo conta uma história que começa bem no meio do Brasil, só que um pouquinho para cá: no sertão mineiro. Onde um menino perde a sua venerada mãe e acaba por esquecer o seu próprio nome, pois seu padrasto, agora o único membro da família, só o chama por “moleque”. Mas tudo muda quando ele faz um amigo, nada comum, um peixe, e começa a ver toda a sua história com outros olhos. Agora ele tem uma missão: levar seu amigo para ver o mar. Uma missão que seria muito fácil se ele não tivesse inventado de contornar o país inteiro por dentro antes de sair no litoral. Em sua jornada, o moleque acaba encontrando distintos personagens que o ajudam ou atrapalham, e de alguma forma, o obrigam a enfrentar os maiores medos dos homens. Entre os personagens estão Charles e Pepita, dois artistas peculiares que ajudam o moleque a dar sentido para sua jornada e consequentemente, para sua vida e para a deles.

O responsável por levar o espetáculo aos EUA foi Edu Medaets, produtor e ator, que integra o elenco no papel do personagem “Kid”, que na versão original chamava-se “Moleque”. Para completar o time de “Out Of Water”, título em inglês, os atores Pedro Coppeti, Helora Danna e Maite Zakia, interpretam Charles e Pepita, respectivamente, e contam ainda com Rony Dutra, cover do personagem Charles. Para a escolha do elenco, foram abertas audições apenas para atores e atrizes brasileiros que residem em Nova Iorque, a equipe criativa também é formada por brasileiros. O texto, versionado por Isa Bustamanti, ganhou adaptações de piadas e expressões para o público americano e alguns novos elementos de cenário, feitos pela Set Design Juliana Suaide, ajudarão a levar um pouco mais do sertão de Minas Gerais para Nova Iorque.

O musical estreou em 2018, no Brasil, escrito por Vitor Rocha, com músicas do mesmo ao lado de Ana Paula Villar. No elenco estiveram, além de Vitor e Ana Paula, André Torquato, Gustavo Mazzei, Davi Novais e Victória Ariante. A produção rendeu o prêmio de Revelação no Prêmio Bibi Ferreira 2018 a Vitor Rocha, por texto e música do espetáculo. O espetáculo também recebeu indicações aos prêmios Reverência e Aplauso Brasil, além do Destaque Imprensa Digital.

Em Nova Iorque as apresentações acontecem no TADA! Theater, com sessões aos sábados e domingos, os ingressos estão à venda pelo site Eventbrite.

Ficha Técnica:

Cast:

Eduardo Medaets (Kid)

Helora Danna (Pepita)

Maite Zakia (Pepita)

Petro Coppeti (Charles and Kid u/s)

Ronny Dutra (Charles u/s)

Book: Vitor Rocha

Score And Lyrics: Ana Paula Villar & Vitor Rocha

Direction: Renata Soares and Ronny Dutra

Musical Direction: Ana Paula Villar

Set Design: Juliana Suaide

Costume Design: Maite Zakia

Stage Manager: Benjamin Vigil

Production Assistant: Beatriz Cavalieri

Serviço:

Location: TADA! Theater – 15 West 28th Street. New York, NY 10001. United States

Sábado às 14h e 20h e Domingo às 15h

Ingressos: $25 – $30

Vendas pelo site Eventinbrite

“Manual para Dias Chuvosos” na Giostri Livraria Teatro

A vida de três pessoas dentro de um apartamento durante um período de caos na cidade de São Paulo, devido à chuva que cai na cidade por mais de uma semana. Essa é a trama central escrita por Dan Rosseto, que ganha nova montagem nos palcos paulistanos. A peça estreia dia 05 de setembro na Giostri Livraria Teatro. No elenco os atores Eduardo Pelizzari, Larissa Ferrara e Marjorie Gerardi.

O texto escrito por Dan Rosseto, que também fará a direção, tem um uma linguagem verborrágica, com cenas de diálogos rápidos em que os personagens vão se redescobrindo e entendendo o motivo de estar ali. Dentro do palco será ambientado o apartamento de um dos personagens onde a peça se desenrola. O cenário é composto de objetos alternativos criando elementos comuns do nosso cotidiano. O figurino tem como referência as roupas dos anos 1980/90 por ser um período de fatos de grande importância na vida dos personagens.

O espetáculo propõe ao espectador entrar na vida dos personagens, para entender através do humor sarcástico e ácido que permeiam todo o texto, os motivos que levaram os personagens a cometer algumas atitudes tanto no passado como no presente. A peça aborda temas como vingança, bullying e abuso sexual.

A primeira versão da peça ocorreu em 2014 no Teatro Augusta, fazendo 02 temporadas em São Paulo e viagens por várias cidades do Brasil como Palmas, Rio Branco, Araguaína, São José dos Campos e Mogi das Cruzes. Esse ano, Manual para Dias Chuvosos foi transformado em livro lançado pela editora Giostri.

SINOPSE: Trata-se de um texto onde a solidão que a cidade grande traz é o conflito principal dos personagens. Confinados num apartamento há mais de uma semana, um homem e duas mulheres são obrigados a conviver juntos transbordando seus defeitos, neuroses e inquietudes. Com humor ácido e de linguagem rápida e coloquial, o texto propõe ao espectador uma reflexão: será real o fim do mundo ou eu quem vai acabar para ele.

FICHA TÉCNICA:

Texto e direção: Dan Rosseto

Elenco: Eduardo Pelizzari, Larissa Ferrara e Marjorie Gerardi

Direção de produção: Fabio Camara

Cenografia: Dan Rosseto e Fabio Camara

Figurinos: Carla Alves

Iluminação: César Pivetti

Operação de luz: Giovana Abreu

Trilha sonora: Miguel Briamonte

Designer gráfico: Leilane Bertunes

Fotos: Sérgio Santoian

Assessoria de Imprensa: Fabio Camara

Realização: Applauzo Produções e Lugibi Produções

SERVIÇO:

LOCAL: Giostri Livraria Teatro (Rua Rui Barbosa, 201 – Bela Vista), 60 lugares. Acesso a deficiente.

DATA: 05/09 até 25/10 (Quinta e Sexta 21h)

INGRESSOS: R$ 60,00 e R$ 30,00 (meia-entrada)

VENDAS PELA INTERNET: http://www.sympla.com.br

INFORMAÇÕES: 11 2309 4102 / 3284 8783

DURAÇÃO: 70 minutos

CLASSIFICAÇÃO: 14 anos

EQUIPE:

Eduardo Pelizzari (ator)

Formado Teatro Escola Célia Helena, estudo cinema na Argentina na Universidade SICA. Atuou em mais de 20 espetáculos incluindo 2 anos como integrante do Teatro Oficina dirigido por Zé Celso. Tem 7 novelas em seu currículo, 5 séries e 2 filmes.

Larissa Ferrara (atriz)

Formada pela Escola Wolf Maya, atuou em mais de 10 espetáculos e trabalhou com grandes nomes como Sandra Corveloni, Mateus Monteiro, Leonardo Medeiros, Fernando Meireles e Dan Rosseto. Na TV participou das séries “O Negócio” da HBO e “Contos do Edgar” da Fox. No cinema esteve nos filmes “Todas as Razões para esquecer”, “Carisma Imbecil” e “Nada a perder”.

Marjorie Gerardi (atriz)

Formada pela Anhembi Morumbi e pela Santa Fe University of Art and Design, trabalhou no teatro com diretores como Roberto Talma, Vladimir Capella, Dan Rosseto, Juliana Galdino e Janssen Hugo Lage. Na televisão fez a minissérie “Se Eu Fechar Os Olhos Agora” Rede Globo, novela “Rock Story” Rede Globo, série “Cidade Proibida” Rede Globo, série “Coisa Mais Linda” Netflix e a série “Amigo de Aluguel” Universal Channel. No cinema fez “Sophia”, “Mais Forte Que O Mundo – A História de José Aldo” e um filme estrangeiro “Land of Gold”.

Dan Rosseto (autor e diretor)

Diretor e dramaturgo atuando desde 1996 na área teatral. Já dirigiu mais de 30 espetáculos e tem 05 peças de sua autoria encenadas. Destaque para “Ritual dos 7” (2006), “O Colecionador” (2007), “Quando as Máquinas Param” (2008), “Lisbela e o Prisioneiro – O Musical” (2015), “Tadzio” (2015), “Enquanto as Crianças Dormem” (2017), “Diga que Você já me Esqueceu” (2018), “Eles não usam Black-Tie” (2018), “Nunca Fomos tão Felizes” (2019) e “Duosolo” (2019). Já trabalhou com nomes como: Teca Pereira, Cleto Baccic, Fred Silveira, Caco Ciocler, Sônia Guedes, Kleber Montanheiro, Sergio Ferrara, Gustavo Haddad, Lucas Romano, Nicole Cordery, entre outros.

Vidas Medíocres ou Almas Líricas

Sob olhares e espíritos curiosos, “Vidas Medíocres ou Almas Líricas” chamou a atenção de público e crítica ao apresentar uma mescla de cenas baseadas em quatro textos do dramaturgo russo Anton Tchekhov – além de trechos de cartas e contos do autor – com a atmosfera poética proposta por sambas das décadas de 40 e 50. Este retrato da primeira temporada da peça, que tomou as dependências do Espaço Pequeno Ato entre abril e maio deste ano, superou expectativas, estimulando diretor, atores e produtores a promoverem um novo período em cartaz, desta vez no Espaço Cia da Revista, entre 4 e 26 de setembro, às quartas e quintas, a partir das 20h30.

A escolha pelo envolvimento lírico de suas produções teatrais com o samba de raiz se tornou uma marca registrada da Cia Alvorada. Seu primeiro espetáculo, encenado em 2017, recebeu o título de “É Samba na veia, é Candeia” e contava a trajetória de Antônio Candeia Filho (1935/1978), um popular sambista portelense, e teve participação do Coletivo Terreiro de Mauá. Tchekhov, entretanto, foi o ponto de partida para a montagem de ‘Vidas Medíocres ou Almas Líricas’. Entretanto, ao reconhecer em sua obra questões universais e contemporâneas, embora escritas originalmente há cerca de 120 anos, os sambas surgiram naturalmente na mente do diretor, Leonardo Karasek . As letras e melodias que falam do destino, da melancolia e da natureza da vida encaixavam-se bem na prática de leitura e encenação de Tchekhov e, com isso, a construção foi ganhando vida. A partir desta similaridade, mesmo que distante no espectro de tempo e espaço, induziu o diretor à reflexão que dá a tônica do espetáculo: “Afinal, seria a tristeza a essência primária da alma lírica humana?”.

Com esses questionamentos em mente deu-se início a carpintaria cênica e a criação da identidade visual da peça, que também teve inspiração em outro russo, o diretor de cinema Andrei Tarkovsky, vencedor do Prêmio Especial do Júri do Festival de Cinema de Cannes em 1980 com o filme “Stalker”, de 1979. “Neste espetáculo, o público depara-se com esses espectros, fragmentos do passado, objetos abandonados, musgo, poeira, ferrugem, fotografias gastas pelo tempo… Signos que remetem à perenidade e à atemporalidade”, afirma o diretor.

Em relação às provocações que a peça levará ao palco, Karasek exemplifica. “Se o personagem Pétia, de ‘O Jardim das Cerejeiras’, realça que tudo que acontece neste mundo terreno ‘não passa de gesticulação’, de uma espécie de entretempo entre o nascimento e a morte onde criamos expectativas, frustrações, desejos, alegrias e rancores em relação à vida, por outro lado nós amamos, odiamos, casamos, trabalhamos, viajamos, fazemos arte, filosofamos. Nesse contexto, a pergunta central desta produção é: será que isso tudo vale a pena? Será que isso tudo tem algum sentido? Esses espectros passam a sentir necessidade de dialogar e não importa, esta é a nossa única vida e seguimos nela”, complementa. Ainda de acordo com o diretor, a poética desta encenação reside na enfatização do eu lírico e o eu dramático. O homem social e o homem subjetivo. A partir disso, abrem-se caminhos para se refletir sobre a solidão, este sentimento que ronda a humanidade como uma sombra e é tema recorrente numa época de ilusões e idealismos desfeitos.

Para além das motivações e propósitos cênicos iniciais, a continuidade do trabalho em nova temporada ganha estímulos relacionados ao atual momento do país: “Trata-se de um movimento de valorização da cultura em contrapartida ao que prega a política implantada pelo governo atual. É preciso valorizar tanto o erudito quanto o popular, ainda mais num país que tem grande parte de suas raízes culturais provenientes de cenários de pobreza. Também é necessário que haja o estimulo à reflexão, tão desprezada na era do pragmatismo”, diz Karasek.

O elenco da peça nesta nova temporada conta com o músico Aloysio Letra e os atores Tales Jaloretto, Rita Teles Vanise Carneiro e Flávio Gerab.

SERVIÇO

“Vidas Medíocres ou Almas Líricas”

Temporada de 4 a 26 de setembro de 2019

Quando: quartas e quintas, às 20h30

Duração: 70 minutos

Classificação etária: 12 anos

Onde: Espaço Cia da Revista

Capacidade: 85 pessoas

Endereço: Alameda Nothmann 1135 – Santa Cecília, São Paulo – SP,

Ingressos: R$ 40, inteira; R$ 20 meia entrada (idoso ,estudante, professor e classe artística)

Ficha técnica:

Direção: Leonardo Karasek

Assistente de Direção: Taís de Paula

Produção executiva: Rita Teles

Texto: Anton Tchekhov

Elenco: Aloysio Letra, Tales Jaloretto, Rita Teles, Vanise Carneiro, Flávio Gerab

Direção Musical e Preparação Vocal: Aloysio Letra

Produção: Núcleo Coletivo das Artes Produções

Cenário e Figurino: Kleber Montanheiro

Preparadores de Elenco: Imara Reis e Pedro Lopes

Preparação Corporal e Coreografia: Sandro Mattos

Iluminação: Dedê Ferreira

Criação gráfica: Zeca Damaso

Direção e Produção de Vídeo: Contra-plongée (Cauê Teles e Marie Cabianca)

Plano de Comunicação Virtual: Eduardo Araújo

Assessoria de Imprensa: Baobá Comunicação, Cultura e Conteúdo

https://www.facebook.com/vidasmediocresoualmasliricas/

SOBRE A COMPANHIA ALVORADA

Companhia criada em 2017 pelo diretor Leonardo Karasek. Tem por objetivo pesquisar o sentido literário e filosófico dos textos e das palavras, trabalhar além das formas cênicas, priorizando o sentido das palavras e situações. Segundo seu fundador, “não temos medo de ser considerados passadistas por centrarmos nosso trabalho no texto e no sentido das imagens. Primamos pela valorização da história, do mito, a da reflexão sobre a condição humana. Preocupações que norteiam-se com questões do que com o diálogo obrigatório com as fronteiras do teatro ou renovação de suas formas. Pretendemos voltar a valorizar a fantasia e levar o espectador a um tempo e espaço, na maioria das vezes bem determinado”. A companhia tem como referência os grandes produtores de saber intelectual no teatro e na literatura, como Stanislavsky, Tchekhov, Ibsen, Shakespeare, Brecht, Moliére, Balzac, Proust, Dostoievsky e Machado de Assis. “Gostaríamos de retomar a produção de textos clássicos no Brasil, fazer uma verdadeira companhia de repertório. Nosso trabalho também inclui a pesquisa e a inserção, nos nossos espetáculos, de temas brasileiros que nos rodeiam, como o samba, o choro, o forró, o candomblé, o Carnaval e as festas populares”, diz. A primeira produção foi a peça “É Samba na Veia, É Candeia”, sucesso de crítica e público. Em sua segunda produção, a peça “Vidas Medíocres ou Almas Líricas” a companhia apresenta uma narrativa com textos e contos de Tcheckov e Sambas das décadas de 1930 e 1940. Para ele, atualizar questões universais pode significar, também, a aproximação com o redor e o passado. Nesse contexto, a globalização apenas é descartada quando mostra-se unilateral. Em suas propostas, a companhia defende pautas de direitos humanos, o fim dos preconceitos de qualquer espécie e o combate à desigualdade social no Brasil.

 

NÚCLEO COLETIVO DE ARTES

Tem como objeto fomentar e difundir arte, cultura e educação, sobretudo com foco em questões que envolvem matrizes africanas e manifestações da diáspora africana no Brasil.  Produções notórias: Seminário Internacional “Fronteiras em Movimento” – CCBB (2012), Seminário “A Morte & A Vida em Debate” – CCBB (2006), Intolerância Solidariedade no Mundo Contemporâneo – CCBB (2004). Sarau Afrikanse (2018), participou na produção de eventos com o Grupo de Articulação Política Preta (2016/2017), Mulheres Negras em Marcha (2017/2018). Quanto à projetos na educação: “Oficinas de Vivência Teatral” – Fundação Julita (desde 2014), Escola Nacional de Teatro (2015/2016), Secretaria Municipal da Cultura de SP (2017/2018). Assina as produções artísticas e executivas dos espetáculos: “Agosto na Cidade Murada” (2018), “É Samba na Veia, É Candeia” (2017/2018), “A Volta para Casa” (2015/2016), “Vênus de Aluguel” (2014), “Contando África em Contos” (desde 2016),  além da produção de diversos artistas, lançamento de livros e exposições de artes plásticas.

“Bolhas” estreia em setembro

“A peça fala sobre polarização. Vivemos em um tempo em que os ânimos estão muito inflamados para discutir qualquer coisa. As pessoas criam muitos pré-julgamentos em relação a quem não concorda com elas e automaticamente interrompem o diálogo e partem para a intolerância. Estamos dispostos a entender quem pensa diferente, a entrar nesse outro campo, a furar essa bolha?”, indaga o autor e diretor Haroldo França.

A trama aborda as tensões e expectativas de uma mãe e seu único filho, que vivem em cidades distintas e planejam se reencontrar depois de muito tempo sem se ver. Ela é uma pastora evangélica de pensamento fundamentalista e ele é homossexual e está em processo de rompimento com a igreja. Mãe e filho se amam na mesma medida em que se machucam.

A dramaturgia é fundamentada na contradição entre amor e violência, relacionamento e incomunicabilidade, presença e ausência. Cada cena comporta dois tempos e dois espaços, de modo que os personagens parecem dialogar, mas, na verdade, estão em situações opostas, distantes. Para acentuar essas dualidades, a plateia é dividida em lados opostos do espaço cênico.

A ideia é partir para o viés emocional para mostrar como as pessoas são intolerantes e como nenhum dos personagens tem uma visão simplista do mundo de acordo com o preconceito do outro. “A mãe pode ser até mais carismática que o filho em muitos momentos e ela é superprotetora como muitas mães. É uma tentativa de quebrar esse estereótipo sobre o evangélico. Ela faz um esforço real para tentar entender o lado desse filho. A mensagem principal da peça é: não vamos nunca entrar em acordo, mas podemos ter bons momentos juntos. E família é isso. É pelo viés do afeto que vamos construir as coisas.”, revela o autor.

A peça foi escrita em 2017, no Núcleo de Dramaturgia SESI – British Council, ocasião em que ganhou a primeira direção de Vinícius Calderoni. Desde então, o texto tem passado por um longo processo de reescrita.

SOBRE HAROLDO FRANÇA

Natural de Belém do Pará, Haroldo possui experiência com teatro amador e profissional desde 2004. É formado pelo curso técnico de formação de atores da Escola de Teatro e Dança da Universidade Federal do Pará (2008-2010), possui especialização em Artes Cênicas pela Faculdade Paulista de Artes (2013-2014) e mestrado em Meios e Processos Audiovisuais pela ECA – USP (2015-2018). Como diretor, possui experiência com teatro amador em Belém, onde dirigiu os espetáculos “Jogo de Sete” (2008), “Massacre” (2009) e “Ópera Profano” (2010). Como dramaturgista, foi autor de “Dons de Quixote” (2009) e “Encantados S/A” (2011), ambos encenados pelo Grupo de Teatro Universitário da UFPa. Em São Paulo, fundou a Cia. do Sereno e encenou os textos de sua autoria “Classe Econômica” (2013), “A Aventura de Ícaro” (2015) e “Trabalhar Não Faz o Menor Sentido” (2018). Atualmente, também é produtor musical, compositor e vocalista no duo Ctrl+N, projeto musical voltado para o empoderamento da comunidade LGBTQIA+.

SOBRE A CIA. DO SERENO

A Cia. do Sereno é um grupo jovem, fundado em 2012 por atores paraenses residentes em São Paulo. Com o passar do tempo, o grupo se tornou heterogêneo, tendo participação de pessoas de diferentes regiões do Brasil. Em 2013, como resultado de um

processo colaborativo, estreou o pocket espetáculo “Erótica”, apresentado em saraus e pequenos festivais. Em 2014, estreou a comédia “Classe Econômica”, que abordou a ascensão da classe média brasileira e ficou em cartaz nos teatros Commune e do Ator. Em 2015, na programação do festival “Satyrianas”, houve a estreia de “O Prazer É Todo Seu”, que, logo em seguida, entrou em cartaz no Teatro do Ator e foi a primeira experiência da Cia. com uma linguagem menos tradicional, fazendo uso de elementos épicos e pós-dramáticos na dramaturgia e na montagem. Em 2016, nos teatros Amadododito e Lélia Abramo, houve estreia e temporada do primeiro infantil, intitulado “A Aventura de Ícaro”. Em 2018, o grupo voltou a trabalhar com público adulto, em sua primeira tragicomédia, intitulada “Trabalhar Não Faz o Menor Sentido”.

SINOPSE

Mãe e filho se amam na mesma medida em que se machucam. Ela, pastora evangélica, de pensamento fundamentalista e ele, filho único, homossexual, em processo de rompimento com a igreja. Não existe acordo. Vivem em cidades distintas há alguns anos e estão planejando um reencontro. As tensões e expectativas por esse momento se misturam às lembranças de sua conturbada relação. Em cena, ambos presentes, dialogam sem se comunicar.

FICHA TÉCNICA

Direção e dramaturgia: Haroldo França

Assistência de direção e preparação corporal: Valéria Lima

Elenco: Adriane Henderson e Pablo Azevedo

Produção: Haroldo França

Sonoplastia e operação de som: Valéria Lima

Figurino e maquiagem: Pablo Azevedo e Valéria lima

Light designer: Giu Valentim

Operação de luz: Nicholas Duran

Assessoria de imprensa: Bruno Motta e Verônica Domingues – Agência Fática facebook.com/ciadosereno/

instagram.com/ciadosereno/

SERVIÇO

Bolhas, da Cia. do Sereno

SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt – Sala Hilda Hilst – Praça Roosevelt, 210, Centro

Temporada: 13 de setembro a 14 de outubro

Às sextas, aos sábados e às segundas-feiras, às 21h, e aos domingos, às 19h

Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$15 (meia-entrada e classe artística)*

*Pagamento em dinheiro ou cartão de débito

Venda online:https://www.sympla.com.br/espetaculo-bolhas__620049

Classificação: 12 anos

Duração: 80 minutos

Informações: (11) 3775-8600

 

“Piquenique” em setembro no CCBB

O espetáculo infantil Piquenique conta de forma poética e divertida a história de Greta, uma jovem bondosa, forte e inteligente que luta contra a opressão de um tirano dono de uma fábrica de canhões que amedronta toda a cidade. Dona do seu nariz, ela sai pelo mundo com seus quitutes e comidas deliciosas, até que encontra em uma cidade um mundo de crueldades, com sua inteligência e astúcia resolve não só seu problema como ajuda todos que estão a sua volta a escaparem das maldades do tirano. As apresentações de Piquenique acontecerão de 1 a 29 de setembro, sábados e domingos, em duas sessões, às 15h e 17h, no Teatro III do CCBB Rio, como parte das comemorações do aniversário de 30 anos do CCBB.
 
Uma mesa de piquenique, montada em um jardim, serve de cenário para criação dessa história. O público vai construindo em seu imaginário, junto com os atores, as imagens dessa aventura que ganha forma entre frutas, cores, comidas, objetos do cotidiano e projeção de sombras. Aos poucos no avançar da narrativa, vão se construindo outros significados num jogo teatral expressivo, onde as coisas podem tomar a forma que a imaginação quiser.
 
Durante o espetáculo as crianças serão apresentadas a temperos diversos – alecrim, tomilho, manjericão, orégano, pimenta-de-cheiro, pimenta rosa, pimenta dedo-de-moça, páprica – e as suas combinações que fazem da cozinha um lugar mágico. Vão descobrir que os alimentos precisam de água limpa, terra boa, sol, que abelhas, vespas, borboletas, pássaros, morcegos, contribuem para a transferência do pólen, e que fertilizantes são veneno! E no final da peça descobrirão que as pessoas também precisam ser temperadas; com alegria, amor, paciência, etc.
 
A dramaturgia de Piquenique é baseada nas histórias populares e nos contos antigos como Barba Azul, Nariz de prata e tantos outros onde heroínas lutam contra aqueles que querem ditar o destino delas.
Dirigido pelo diretor e doutor em teatro Flavio Souza, que tem uma vasta experiência em encenar literatura para o teatro, o espetáculo tem um caráter extremamente visual, buscando a criação de um universo lúdico que transporte o imaginário do público infantil, além de investir em temas relevantes aos pequenos, partindo de um mergulho no universo lúdico de um piquenique. Um músico estará em cena com os atores.
 
O casal de atores Carolina Pismel e Paulo Verlings, que há 13 anos desenvolvem um trabalho contínuo na Cia Teatro Independente, se debruça pela primeira vez no universo infantil. Piquenique surge da vontade do casal em apresentar ao filho Tomé, de 3 anos, seus trabalhos como atriz e ator no teatro.
 
– Em Piquenique buscamos pensar esse lugar do feminino protagonista e agente da sua própria história. Para além do lugar da mulher, olhamos para as possibilidades do ser humano hoje se posicionar diante da tirania e do amedrontamento que busca controlar os corpos e as cabeças, tirando-lhes a liberdade. – comenta Carolina Pismel – Assim, para nós o lugar do imaginário é de extrema importância, garantir que os discursos sejam veiculados em um mundo de imagens criativas e que contribuam de forma potente para o crescimento de pessoas mais disponíveis para a paz do que para a guerra. Acreditamos que somente adquirindo cultura de qualidade, nossos jovens e crianças, poderão desenvolver uma sensibilidade capaz de ajudá-los a despertar uma consciência mais humanitária, assim como seu interesse para uma visão mais analítica de mundo.
 
Carolina Pismel, atriz
 
Bacharel em Artes Cênicas, integra as companhias Teatro Independente e OmondÉ. No teatro integrou o elenco dos espetáculos ELA (2017) de Marcia Zanelatto e direção de Paulo Verlings, que lhe rendeu indicação ao Prêmio Botequim Cultural de Melhor Atriz; O Livro dos monstros guardados (2016) texto de Rafael Primot e direção de João Fonseca e Rafael Primot; Beije Minha Lápide (2015) espetáculo protagonizado por Marco Nanini, com texto de Jô Bilac e direção de Bel Garcia, sendo indicada que lhe rendeu indicação ao Prêmio APTR de Melhor Atriz Coadjuvante; Nós de Borboletas (2014) direção de Emilio de Mello e Cristina Moura; Maravilhoso (2013) de Diogo Liberano e direção de Inez Viana; e A Peça Escocesa (2018), de Marcia Zanelatto, direção de Paulo Verlings. Pela  Cia. Teatro Independente atuou em Cachorro! (2007), REBÚ (2009) e Cucaracha (2012), peças de Jô Bilac, dirigidas por Vinicius Arneiro. Pela Cia OmondÉ atuou em Os Mamutes (2012) e Infância, Tiros e Plumas (2015), ambos com direção de Inez Viana e texto de Jô Bilac. Na TV Globo esteve no elenco das novelas Lado a Lado (2013) e I Love Paraisópolis (2015), na série A Segunda Dama (2014), em participações na série Tapas e Beijos (2013) e nas novelas Novo Mundo (2017) e Tempo de Amar (2017). No GNT integrou o elenco das duas temporadas da série Questão de Família (2015/2017).
 
Paulo Verlings, ator
 
Formou-se na Escola Técnica Estadual de Teatro Martins Penna, em 2006. Na TV Globo participou das novelas Segundo Sol, Malhação Vidas Brasileiras, Tempo de Amar, Rock Story (seu personagem “Romildo”, um bandido atrapalhado, fez muito sucesso com o público), Jóia Rara, Em Família e Babilônia (seu personagem “Tom Cruzes”, um mototaxista com tiradas engraçadas, foi seu primeiro sucesso de público), dos seriados Suburbia, direção de Luiz Fernando Carvalho e da segunda temporada de Força Tarefa, direção de José Alvarenga. No GNT integrou o elenco das duas temporadas de Copa Hotel e Romance Policial Espinosa. No cinema participou dos longas metragens Capitão Astucia de Felipe Gontijo, Rio Eu Te Amo dirigido por Fernando Meireles e Vicente Amorin, Operações Especiais de Tomaz Portela, Tudo Acaba em Festa com direção de André Pellenz, e Bate Coração (2018) de Glauber Filho. No teatro desenvolve seu trabalho como ator e produtor com a Cia. Teatro Independente desde sua fundação em 2006, que tem em seu repertório: Cachorro! (2007), indicado ao Prêmio Shell de Melhor Direção, Rebú (2009) e Cucaracha (2012), peças de Jô Bilac, dirigidas por Viniciús Arneiro. Idealizou e atuou em Maravilhoso (2014), direção de Inez Viana e dramaturgia de Diogo Liberano. Também atuou em Conselho de Classe, espetáculo da Cia. Dos Atores com dramaturgia de Jô Bilac e direção de Bel Garcia; Dorotéia, de Nelson Rodrigues, com direção de João Fonseca; O Menino Que Vendia Palavras, direção de Cristina Moura; Beije Minha Lápide (2015), direção de Bel Garcia, estrelado por Marco Nanini. Como diretor encenou os espetáculos Alguém Acaba de Morrer lá Fora (2016), de Jô Bilac; ELA (2017), de Marcia Zanelatto, espetáculo que lhe rendeu indicação ao Prêmio Botequim Cultural de Melhor Diretor; A Peça Escocesa (2018), de Marcia Zanelatto, espetáculo que idealizou e também atuou. Em setembro de 2019, estará em cartaz no CCBB Rio com “Piquenique” e na curtíssima temporada de “Conselho de Classe”, espetáculo da Cia dos Atores com dramaturgia de Jô Bilac e direção de Bel Garcia.
 
Flavio Souza, diretor e figurinista
 
Diretor teatral, figurinista, ator, palhaço, contador de histórias. Doutor em Teatro pelo Programa de Pós-graduação em Artes Cênicas da UNIRIO. Indicado ao Prêmio Shell de Teatro/RJ como Melhor Figurinista no ano de 2012 pelo espetáculo Os Mamutes de Jô Bilac, dirigido por Inez Viana com a Cia OmondÉ. Vencedor do Prêmio FITA 2012 como melhor figurinista pelo mesmo espetáculo e ainda com Mamutes indicado para o premio Questão de crítica de 2012.Como diretor realizou os espetáculos: O Cavalo Mágico (2006), PalhaSOS (2007), Pouco amor não é amor (2010), Espera-se (2010), Orlando! (2011) e Tuttotorna (2012), As Duas (2013) e Contos do mar (2016). Tuttotorna foi realizado em parceria com o grupo italiano GiularidelDiavollo, o espetáculo estreou em Pádova, Itália. Além de excursionar pela Itália Tuttotorna participou do Festival Internacional de Circo do Recife na sua edição de 2012. PalhaSOS venceu o prêmio de melhor espetáculo no Fitum da Túnísia e em Perm na Rússia. Fez contribuições artísticas com a Arquitetura do Movimento da coreógrafa Andrea Jabor, com os GiullaridelDiavolo, Ana Achcar e com o Projeto Enfermaria do Riso, da UNIRIO.Como figurinista seus trabalhos mais recentes são: Infância, tiros e plumas, Contra o vento,A rainha e o lugar, Neurótica, Na república da felicidade, Nem mesmo todo o oceano, Maravilhoso, Aos Domingos, Depois da Queda, Quebra ossos, As conchambranças de Quaderna (sendo indicado ao prêmio APTR/2010 como melhor figurinista), Savana Glacial, Cartas em Cena, Mangiaree Festa de Família.
 
CCBB 30 anos
 
Inaugurado em 12 de outubro de 1989, o Centro Cultural Banco do Brasil celebra 30 anos de atuação com mais de 50 milhões de visitas. Instalado em um edifício histórico, projetado pelo arquiteto do Império, Francisco Joaquim Bethencourt da Silva, o CCBB é um marco da revitalização do centro histórico da cidade e mantém uma programação plural, regular, acessível e de qualidade. Mais de três mil projetos já foram oferecidos ao público nas áreas de artes visuais, cinema, teatro, dança, música e pensamento.  Desde 2011, o CCBB incluiu o Brasil no ranking anual do jornal britânico The Art Newspaper, projetando o Rio entre as cidades com as mostras de arte mais visitadas do mundo. Agente fomentador da arte e da cultura brasileira segue em compromisso permanente com a formação de plateias, incentivando o público a prestigiar o novo e promovendo, também, nomes da arte mundial.
 
Ficha técnica
 
Elenco: Carolina Pismel e Paulo Verlings
Direção: Flavio Souza
Dramaturgia: Marcéli Torquato e Flavio Souza
Músico: Raoní Costa
Direção Musical e Composições Originais: Guilherme Miranda
Cenário: Mina Quental e Flavio Souza
Iluminação: Luiz Paulo Nenem
Figurinos: Flavio Souza
Preparação Vocal: Germana Guilhermme
Assessoria de Imprensa: Ney Motta
Fotos e Vídeo: Elisa Mendes
Programação Visual: Raquel Alvarenga
Assistente de Figurino e Produção: Reinaldo Patrício
Assistente de Cenografia: Mariana Castro
Produção Executiva: Karolina Albertassi
Direção de Produção: Paulo Verlings
Realização: Outrar Produções Artísticas Eireli
 
Serviço
 
Centro Cultural Banco do Brasil – Teatro III
Rua Primeiro de Março, 66, Centro, Rio de Janeiro
Informações/tel.: 21 3808-2020
Estreia dia 1 de setembro de 2019, domingo.
Temporada: de 1 a 29 de setembro, sábados e domingos em sessões duplas, às 15h e 17h.
Ingresso: R$ 30 (inteira) e R$15 (meia)
Vendas: na bilheteria de quarta a segunda, das 9h às 21h, ou pelo site https://www.eventim.com.br
Classificação: Livre
Duração: 50 minutos
Infantil