Fernanda Montenegro inaugura novo Teatro PetroRio das Artes

Palco de grandes montagens teatrais, por onde já passaram nomes como Marco Nanini, Paulo Gustavo, Andrea Beltrão, Mônica Martelli, Fabio Porchat, Leandro Hassum, entre outros, o Teatro das Artes acaba de completar 20 anos mais pujante do que nunca. A partir do dia 15 de dezembro, a casa comandada por Rosali Finkielsztejn desde 1998 passará a se chamar Teatro PetroRio das Artes, com uma intensa programação paralela, patrocinada por uma das maiores produtoras independente de petróleo do Brasil. O lançamento da nova fase será realizado com uma sessão exclusiva do monólogo “Nelson Rodrigues por ele mesmo”, com Fernanda Montenegro.

Assim como faz com o esporte, apoiando o Instituto Reação, a companhia também quer investir na cultura, que é um dos seus pilares, através do naming rights do teatro e a realização de diversas atividades durante dois anos. “A PetroRio é uma empresa brasileira com muito orgulho e quer retribuir a este estado parte das alegrias que recebemos em nossa jornada, investindo cada vez mais em arte e iniciativas sociais”, diz Nelson Tanure, CEO da PetroRio. “Os vinte anos de um dos mais vibrantes palcos da cidade mereceria um projeto que incentivasse parte da nossa cultura, que é tão rica e diversa. Desta forma, também reforçamos os nossos pilares que, além da cultura e esporte, englobam a sustentabilidade e responsabilidade social”, completa Blener Mayhew, CFO da empresa. Idealizado pela produtora Constelar, em parceria com a PetroRio, o projeto tem curadoria de Tatianna Trinxet.

Em 2019 entram em cartaz as primeiras montagens abertas ao público. Os destaques ficam para a estreia da primeira adaptação mundial para o teatro de “Perfume de Mulher”, com Silvio Guindane, Gabriela Duarte e direção de Walter Lima Junior, e o musical “Raul Fora da Lei”, com Roberto Bomtempo, dando início às homenagens ao artista Raul Seixas, que faleceu há 30 anos, e aos espetáculos do projeto Quartas Musicais. O NEOJIBA – Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia receberá apoio da PetroRio para a manutenção e expansão de seus projetos, além de fazer apresentações em Salvador e Rio de Janeiro.

Em janeiro será lançado o edital “Música Por Toda Parte” para receber em seu palco shows de artistas de rua (solos, em duplas ou bandas) do Rio de Janeiro, para se apresentarem às quartas-feiras, a partir de março. Também serão realizadas oficinas no próprio teatro, além de receber outras montagens teatrais, shows e palestras. Em fevereiro André Carvalhal, idealizador da ALHMA, participará de um encontro para falar sobre sua trajetória e os próximos rumos da moda. “A entrega do Teatro PetroRio das Artes é resultado de um ano e meio de trabalho e o início de mais dois anos em que receberemos, no coração da Zona Sul carioca, projetos de artistas e companhias de muito talento.  Além de produções teatrais, oficinas e palestras gratuitas, lançaremos um edital que vai selecionar os melhores músicos de rua, dando oportunidade e renda a pessoas que tem amor pelo que fazem. Nossa missão é democratizar o acesso, formar plateia e criar experiências únicas para o público!” celebra a curadora e gestora, Tatianna Trinxet.

Para a proprietária da casa, Rosali: “Foi com muita alegria que recebi a proposta da PetroRio em investir em arte feita em um momento especialmente delicado, onde os incentivos são cada vez mais escassos”, comemora.

Calendário de apresentações PetroRio das Artes (1º trimestre)

Dezembro de 2018:
-15 de dezembro – “Nelson Rodrigues por ele mesmo”, com Fernanda Montenegro.

Janeiro de 2019:

– Lançamento do Edital “Festival música por toda parte”.

– Estreia do espetáculo “Perfume de mulher”.

– Estreia do espetáculo “Raul fora da lei”, que dará início ao projeto Quartas Musicais do edital “Festival música por toda parte”.

– Início da oficina de teatro para funcionário da PetroRio, composto por quatro aulas.

Fevereiro de 2019:

– Seleção dos contemplados pelo edital “Festival música por toda parte”

– Início das oficinas teatrais gratuitas para crianças e jovens

Março de 2019

– Primeiras apresentações dos selecionados no edital “Festival música por toda parte”, nas Quartas Musicais.

Sobre a PetroRio

Nascida no Rio e 100% brasileira, a PetroRio hoje é uma das maiores produtoras independente de petróleo do país, com crescimentos expressivos no setor. Prova da ótima fase é que 80% dos seus funcionários fazem parte do quadro acionista da empresa. Como forma de retribuir o saldo positivo conquistado atuando no estado do Rio, a companhia apresenta diversas iniciativas voltadas ao fomento da cultura, esporte, sustentabilidade e responsabilidade social.

 

Sobre o Teatro das Artes

Inaugurado em 1998 o Teatro das Artes, administrado pela Teatreli Produções Culturais, está situado no Shopping da Gávea. Sua estréia ocorreu com o texto “Arte”, de Yasmina Reza, com elenco formado pelos atores Pedro Paulo Rangel, Paulo Goulart e Paulo Gorgulho.

 

Sobre a produtora Constelar

A expertise da gestora de cultura Tatianna Trinxet, que atua há 15 anos no mercado de entretenimento do Rio de Janeiro, está diretamente conectado a Produtora Constelar, que já contabiliza 38 produções teatrais e mais de 100 indicações ao principais prêmios do país. A empresa se destaca ainda na idealização de projetos personalizados para grandes empresas com o foco na união dos pilares de cultura e de responsabilidade social.

 

Teatro PetroRio das Artes
Abertura com o espetáculo “Nelson Rodrigues por ele mesmo”, com Fernanda Montenegro
15 de dezembro
Shopping da Gávea – Rua Marquês de São Vicente, 52 / 2º andar

Espetáulo sobre vida de Tia Maria do Jongo marca mês de seu aniversário

Em 30 de dezembro deste ano, a maior referência viva da comunidade da Serrinha, do Império Serrano e do grupo musical, que criou a Casa do Jongo, Tia Maria, fará 98 anos.  As celebrações já terão inicio no dia 8/12, com apresentações do espetáculo escrito em homenagem a ela.

“Tivemos um fim de 2017 e um início de 2018 muito complicado, lá na Casa do Jongo. Desde então não saiu da  minha cabeça que Tia Maria é o nosso maior ícone, com uma história incrível e que merecia estar nos palcos. A partir daí, veio a inspiração de escrever o espetáculo Tia Maria, Rainha do Jongo, e assim celebrar sua vida e história neste ano de 2018”, explica Lazir Sinval, atual coordenadora artística do Jongo da Serrinha e sobrinha neta de Tia Maria.

Em setembro, a peça ganhou o edital do Prêmio Funarte de Teatro Tônia Carrero, sendo então laureada com quatro apresentações em arenas, três delas ainda este mês, aqui na cidade do Rio de Janeiro, e uma no município de Rio das Ostras. O espetáculo tem como atriz principal Ana Cê, e o grupo musical também participa efetivamente da apresentação, com muitos cânticos e dança do ritmo.

Assim como no Jongo, a construção da peça foi feita com muita união da equipe. O figurino, desenhado por Rui Cortez, diretor de arte do espetáculo, e estampado por Luana Ferreira, é algo a se destacar. Bege, com desenhos de fotos históricas do acervo da Tia Maria em suas barras, as roupas trazem ancestralidade e luz ao mesmo tempo.  “Eu agradeço a Deus e a todos pelo que estão fazendo por mim. É uma alegria muito grande as pessoas verem o que eu faço pelo Jongo e principalmente pelas crianças. Meu desejo é que esse trabalho nunca acabe”, fala a mestra maior da Serrinha e única fundadora viva da escola de samba  Império Serrano.

As apresentações

Com classificação livre e entrada gratuita, durante este mês de dezembro, elas vão ocupar três arenas da cidade, com início do espetáculo às 19 horas.  Em janeiro de 2019, a peça viaja para Rio das Ostras.  Além dos eventos nas areninhas, dia 16/12, às 15h, tem o Projeto Criolice de Portas Abertas, no Parque Madureira – Arena Fernando Torres.

08/12: Arena Carioca Hermeto Pascoal

Praça Primeiro de Maio, s/n – Bangu, Rio de Janeiro – RJ

12/12: Arena Carioca Renato Russo

Parque Poeta Manuel Bandeira, S/N – Cocotá, Ilha do Governador

14 /12: Arena Carioca Dicró

R. Flora Lôbo, 184 – Penha Circular

26/01: Teatro Popular de Rio das Ostras

Av. Amazonas s/nº, 2º piso, – Centro, Rio das Ostras

Ficha Técnica
*Idealização – Jongo da Serrinha
*Direção de Arte – Rui Cortez
*Direção Musical – Adriano Furtado
*Concepção e Pesquisa De Repertório – Lazir Sinval
*Pesquisa de Texto – Carla Dias (Escola de Belas Artes- Ufrj)
*Design Gráfico e Fotografia – Alcinoo Giandinoto
*Desenho de Luz – Dani Sanches e Jocacy Araújo
* Coordenador de Produção – Marcelo de Brito
*Visagista – Karen Rodrigues
*Figurino – Rui Cortez
*Produção de Figurino: Bárbara Oyá, Gil Alves, Carolina Aranha E Luana Ferreira
*Registro Fotográfico – Rui Zilnet
*Elenco:
Atriz – Ana Cê
Músicos: Tia Maria do Jongo, Deli Monteiro, Lazir Sinval, Luiza Marmello, Adriano Furtado, Rafael Nogueira, Anderson Vilmar, Dilmar José, Vinícius Bastos e Alan Gonzaga.
Dançarinos: Eliane Torres, Suellen Tavares, Suzana Tavares, Andrea França, Karen Rodrigues, Valéria Barros, Aline Oliveira, Ivo Mendes, Custódio Rodrigues, Marquinhos de Minas, Luiz Paulo, Gerson Leal, Brayon Mattos e Renato Mendonça.

O crédito das fotos é de Rui Zilnet.

Tudo que há Flora, no Teatro Armando Gonzaga, em Marechal Hermes

Inspirado na linguagem do Teatro do Absurdo, o espetáculo Tudo o que há Flora fala sobre a solidão, a incomunicabilidade e o inconsciente feminino. A partir dessas três questões, que desafiam a lógica das relações humanas, a Nossa! Cia. de Atores, de Leila SavaryLucas Drummond e Thiago Marinho/Diego de Abreu, convidou a roteirista Luiza Prado e o diretor Daniel Herz para dar vida ao espetáculo Tudo o que há Flora, que realiza temporada popular, nos dias 14, 15 e 16 de dezembro,  no Teatro Armando Gonzaga, em Marechal Hermes. A peça conta a história de Flora, uma dona de casa que desenvolve um transtorno psicológico a partir de um evento traumático causado por seu marido.

“A Nossa! Cia. de Atores, em sua primeira produção, permite ao Rio de Janeiro se orgulhar de seus jovens realizadores. O espetáculo é digno dos vários elogios que tem recebido da crítica e do sucesso de bilheteria”,

Rodrigo Monteiro – Crítico e Jurado do Prêmio APTR.

Com cenário de Fernando Mello da Costa, que lhe rendeu indicações aos prêmios Botequim Cultural e Cenym 2016, iluminação de Aurélio de Simoni, figurinos de Antônio Guedes e trilha original de Pablo Paleologo, a peça começou a ser idealizada há dois anos pelos três atores, amigos desde os tempos do Tablado, e que, há três, formam o grupo teatral Nossa! Cia. de Atores. “A ideia veio depois da leitura do conto Dora, uma mulher sem sorte, do meu avô, o jornalista Théo Drummond, em 2014. Foi ali que começamos a pensar nessas questões e na possibilidade de realizar um projeto a respeito”, revela Lucas.

Flora é uma dona de casa que cumpre um ritual diário enquanto espera o marido para o almoço. A trama, que poderia ser apenas uma história de amor entre um casal, revela aos poucos um lado sombrio. “Queríamos falar sobre como as pessoas conversam, mas não se escutam e muitas vezes vivem em uma aparente normalidade que nunca existiu, tentando esconder a solidão e suas imperfeições”, resume Leila. Para contar essa história, os três pensaram em seguir uma linha tragicômica, como explica Thiago: “Procuramos uma linguagem que fosse ao mesmo tempo engraçada e que provocasse reflexão. Foi assim que chegamos ao ‘teatro do absurdo’, com seus jogos de palavras e humor non sense”.

O trio convidou Luiza Prado, roteirista de duas temporadas do seriado Vai que cola, do canal Multishow, e ainda de curtas-metragens como O Rio de Paixão (2013), vencedor do concurso O Rio que eu vejo, para escrever o texto e dar forma às ideias da companhia: “Direcionar a experiência que tive ao escrever roteiros que exigiam uma sólida estrutura foi, de fato, um facilitador e um norte quando me deparei com as incontáveis possibilidades de explorar, no universo teatral, a incomunicabilidade humana e as dimensões de personagens extremamente solitários”, comenta a autora.

Premiado diretor teatral, professor, ator, autor e diretor artístico da Companhia Atores de Laura, Daniel Herz abraçou o projeto quando foi convidado a dirigi-lo: “Os temas abordados aqui me tocam muito, me movem enquanto artista. Somado a isto, trata-se de um texto novo, desenvolvido na linguagem do teatro do absurdo, que adoro, e idealizado por três jovens atores talentosos. Eu, aliás, me vi neles quando comecei, porque sempre digo aos jovens atores para que tenham projetos e não fiquem esperando até um diretor desejá-los. E eles fizeram exatamente isso, o mesmo que eu fiz quando tinha 18 anos”, conta.

Em um cenário despojado, com poucos elementos cênicos, entre eles três bancos e três buracos no chão, por onde os personagens entram e saem e que levam a um porão repleto de eletrodomésticos, Flora (Leila Savary) repete um ritual diário antes do almoço, que vai desde a meticulosa arrumação da mesa até o uso do mesmo laquê, à espera de Armando (Rainer Cadete, ator convidado), quando recebe duas visitas inesperadas (Lucas Drummond e Diego de Abreu). Discussões e revelações acontecem em meio à tensão gerada pela iminente chegada do marido, levando Flora a um inevitável e doloroso reencontro com o passado que ela luta, em vão, para esquecer.

O teatro Armando Gonzaga é um espaço da Secretaria de Estado de Cultura/FUNARJ.

Ficha técnica:

 

Texto: Luiza Prado

Direção: Daniel Herz

Elenco: Leila Savary, Lucas Drummond e Thiago Marinho/Diego de Abreu

Produção: Palavra Z Produções Culturais

Direção de Produção: Bruno Mariozz

Figurino: Antônio Guedes
Cenário: Fernando Mello da Costa

Iluminação: Aurélio de Simoni
Trilha Sonora: Pablo Paleologo
Fotografia e Vídeo: Paulo Henrique Costa Blanca
Visagismo: Talita Bildeman

Idealização: Nossa! Cia. de Atores

Serviço:

EventoTUDO O QUE HÁ FLORA

Teatro Armando Gonzaga: Av. Gen. Osvaldo Cordeiro de Farias, 511 – Mal. Hermes, Rio de Janeiro – RJ, 21610-480.

Telefone: (21) 2332.1040.

Linguagem: Artes Cênicas

Data: 14, 15 e 16 de dezembro

Horário: sexta e sábado 20h; domingo às 19h

Valor do Ingresso: R$30, a inteira e R$10 para moradores do bairro

Classificação: 12 anos

Duração: 75min

 

“O Segundo Armário” até janeiro

O drama “O Segundo Armário” se apresenta em curta temporada no Memorial Municipal Getúlio Vargas, na Glória, com sessões nos dias 11 e 18 de dezembro de 2018, e nos dias 09, 16, 23 e 30 de janeiro de 2019, sempre às 19h. Com dramaturgia de Antonio de Medeiros a partir do livro “O Segundo Armário – Diário de Um Jovem Soropositivo”, a montagem narra a história de Gabriel de Souza Abreu (pseudônimo  de Salvador Corrêa, autor da obra).

Tudo começa quando, em 2011, Gabriel (vivido pelo ator Hugo Caramello) recebe a notícia que mudaria a sua vida: o exame positivo para HIV-1. A partir daí, o protagonista divide com o público os momentos de desespero, aflição e tristeza, onde não consegue enxergar nada além da sua própria fragilidade e medo. A Cia Banquete Cultural – que há cinco anos traz aos palcos temas universais relevantes – aposta em uma encenação vigorosa, na qual os pensamentos e reflexões contidos no livro são expostos de maneira crua e poética a partir da direção de Jean Mendonça.

“Tive uma preocupação muito grande de mostrar a vivência do HIV neste espetáculo por um viés poucas vezes experimentado na arte: o da esperança e da possibilidade de continuação de uma vida saudável por meio do tratamento. Ao propor que o tema seja tratado de forma crua e poética, quero dizer que é através da poesia que falo da dor, para com isso ser possível a aproximação do espectador. Mas isso não impede que o fio de tensão seja esticado até seu limite máximo, para que quando for solto, a sensação de alívio seja sentida por todos e levada por onde passarem e para além do espaço cênico”, destaca Jean.

Dentre os temas levantados na peça, um deles é o medo de contar sobre o diagnóstico para os familiares e amigos. Os soropositivos ainda enfrentam o preconceito da sociedade, sobretudo quando o infectado é homossexual. Salvador Corrêa viveu com esse segredo por três anos, período em que ele classifica como o seu segundo armário, levando em consideração que o primeiro foi a sua orientação sexual. Nesta jornada, a sua válvula de escape foi a criação do blog que mais tarde se tornaria o seu livro. Com o pseudônimo de Gabriel de Souza Abreu, ele usou a plataforma para dividir com desconhecidos as experiências de um jovem de 27 anos soropositivo: da angústia ao sentimento de esperança, mostrando que a vida continua mesmo após a descoberta de uma doença crônica. A troca com os leitores foi tão importante que, em 2014, ele assumiu publicamente a soropositividade e se tornou, desde então, um ativista da resposta à AIDS.

“Eu tinha muito receio de contar para os meus pais, porque eu tinha medo que eles sofressem. Eu já estava em uma profunda tristeza e não queria que eles sentissem o mesmo, por conta de um vírus que ainda é associado à morte. Eu contei primeiro para minha irmã, e só depois de uns três anos que eu tive coragem de contar para os meus pais, amigos e de me assumir publicamente. E o blog foi extremamente importante nesse processo”, destaca Salvador Corrêa.

A Cia Banquete Cultural foi criada em 2013 por jovens brasileiros, integrantes de uma nova tgeração de artistas criadores. Seus fundadores iniciaram sua atuação em artes cênicas como atores, tendo posteriormente desenvolvido as funções de produção e direção. Em 2014, a Cia estabeleceu sua sede na Lapa, Centro do Rio de Janeiro, espaço onde realizou a produção e a apresentação de seus espetáculos, além de pesquisas, palestras, seminários, mostras e oficinas voltadas para atores profissionais e em formação. Em 2018, a Cia Banquete Cultural celebra seus cinco anos de existência com mais um trabalho caracterizado pela transposição para a arte de temas sensíveis à sociedade contemporânea.

 Sinopse – A história de um jovem que se descobre soropositivo. Da angústia ao sentimento de esperança, mostrando que a vida continua mesmo após a descoberta de uma doença crônica.

SERVIÇO

 O Segundo Armário

Temporada: Dezembro de 2018 – Dias: 11 e 18 (Terça-feira)

Janeiro de 2019 – Dias: 09, 16, 23 e 30 (Quarta-feira)

Horário: Sempre às 19h

Classificação: 18 anos

Local: Sala Zaíra de Oliveira – Memorial Municipal Getúlio Vargas

Praça Luís de Camões, s/n, subsolo, Glória – Rio de Janeiro – RJ – ☏ (21)2205-8191

Ao lado do Metrô da Glória e pontos de ônibus e táxi

Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia e lista amiga)

*Pagamento somente em dinheiro –( a Bilheteria abre 1 hora antes do espetáculo)

Reservas e mais informações pela página: https://www.facebook.com/banqueteculturalrj/

ou por e-mail: banqueteculturalproducoes@gmail.com

FICHA TÉCNICA

Atuação: Hugo Caramello

Direção: Jean Mendonça

Dramaturgia: Antonio de Medeiros

Autoria do Livro Original: Salvador Corrêa

Supervisão Vocal e Corporal: Silvana Stein

Trilha Sonora Original: Leandro Grandi

Gravação Musical: Leandro Grandi e Guto Grandi

Criação, Montagem e Operação de Luz: Felipe Lourenço

Montagem e Edição de Imagens: Jô Bittencourt

Operação de Som e Vídeos: Felipe Carvalho Fonseca

Cenografia e Indumentária: Criação Coletiva

Filmagem e Fotografia: Marcia Otto

Designer: Andrei Aguiar Patrick Orlando

Estruturação Projeto e Identidade Visual: Cristiana Giustino

Produção executiva: Joelma Di Paula e Marcia Otto

Produção e Realização: Cia Banquete Cultural

 

Salvador Corrêa – autor do livro original

Escritor, psicólogo, especialista em saúde coletiva, mestre em saúde pública pela ENSP/FIOCRUZ, ativista do movimento AIDS, coach, amante das artes e das potencialidades humanas, coordenador da área de Treinamento e Capacitação da ABIA (Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids). Coordenou projetos de direitos sexuais e direitos reprodutivos na ONG BEMFAM e foi coordenador de saúde mental em São Francisco de Itabapoana-RJ, quando implantou o Centro de Atenção Psicossocial e leitos de atenção integral no município. No meio acadêmico, foi professor dos cursos de graduação em Serviço Social, Nutrição e Enfermagem da Faculdade Redentor, e lecionou em cursos de pós-graduação na Faculdade de Medicina de Campos e UNIVERSO. Atualmente desenvolve pesquisas no campo de HIV e AIDS e participa do Comitê Comunitário Assessor do INI/FIOCRUZ que acompanha pesquisas globais em prevenção e tratamento do HIV. Recentemente foi consultor do documentário “Tente entender o que tento dizer” com direção de Emília Silveira, Daniel Souza e dramaturgia de Miguel Paiva com previsão de estreia em 2019. Participou de documentários como 35/20: Do pânico a esperança (Direção de Dario Menezes – Globo News), Agora que eu sei! (Direção de Fabiano Cafure – TV Futura). Nos últimos anos tornou-se referência em HIV e AIDS colaborando com diversos projetos e contribuindo para abordagem do tema na mídia, concedendo diversas entrevistas na imprensa sobre o tema. Escreveu o livro “O Segundo Armário, diário de um jovem soropositivo” e vive abertamente com HIV.

Jean Mendonça – diretor

Diretor teatral, ator, dramaturgo e produtor, fundador da Cia Banquete Cultural, possui ampla experiência nas artes cênicas. Formado pela Casa das Artes de Laranjeiras-CAL e pós-graduado pela Universidade Federal de Minas Gerais-UFMG, começou sua carreira no norte de Minas, há mais de 20 anos, atuando sob direção de Daniel Rodrigues em diversas peças. Foi indicado por dois anos seguidos, 2001 e 2002, ao prêmio de Melhor Ator Coadjuvante no Festival de Teatro de Belo Horizonte pela sua atuação nos espetáculos “Lisístratta – A Greve do Sexo” e “Os Irmãos das Almas”. Retomou a carreira no Rio de Janeiro através da Casa das Artes de Laranjeiras, apresentando uma série de cenas e peças clássicas e contemporâneas. A partir de 2009, iniciou seus estudos e pesquisas sobre o método de trabalho de Jerzy Grotowski no Teatro Laboratório, cerne da sua direção em “Amor e Restos Humanos”, primeira peça realizada pela Cia Banquete Cultural. Com a Cia, dirigiu também a peça “Áurea, a lei da Velha Senhora” (2015) e “Pobre Super-Homem – Avesso do Herói” (2016 e 2017). Escreveu a peça “Mefisto – A natureza dos anjos ou a anti-questão humana”, o roteiro da série “Diadorim – Às veredas mortas de seus verdes olhos” e o conto “Negrinho – Anjinho de asa negra”. Em 2018, iniciou o trabalho de pesquisa para direção do espetáculo “O Segundo Armário”, com estreia prevista em 11 de dezembro do mesmo ano no Rio de Janeiro. Para 2019, está prevista a estreia de “Não sei qual cidade passa aos olhos dele”, longa-metragem dirigido por Thaís Inácio e João Bernardo Mendonça, o qual assina o roteiro e direção de elenco.

 Antonio de Medeiros – dramaturgo

Dramaturgo, mestrando em "Literatura, Cultura e Contemporaneidade" pela PUC-Rio. Formou-se em Turismo pela UNIRIO e tem Especialização em Literatura Brasileira pela UERJ. Teve seu livro de contos "Sangue Pisado" entre os pré-selecionados do 13ºConcurso Sesc de Literatura. Participou da antologia de contos “Contágios”, organizada pelo jornalista e crítico José Castello. Foi finalista do I Concurso de Relatos Breves do Centro de Estudos Brasileiros da Universidade de Salamanca. Tem um conto publicado na revista digital luso-brasileira Subversa e na revista de literatura luso-brasileira Gueto. Participou da terceira turma do Núcleo de Dramaturgia SESI Cultural/ Rio de Janeiro. É coautor da peça "não adianta morrer", que foi encenada na Faculdade de Teatro da CAL com direção de Diogo Liberano. É de sua autoria a trilogia do Desejo composta pelos romances “Desejos Secretos”, ”Sozinho esta noite” e “O Rabiscador de Corpos”.

 

Hugo Caramello – ator

Ator, formado no curso técnico profissionalizante da CAL (Casa das Artes de Laranjeiras) e bacharelando da Faculdade de Artes Cênicas da CAL. Estudou também com Cininha de Paula e com a Cia de Teatro Anjos da Cena. Para final de 2018, prepara-se para a estreia do seu primeiro solo no teatro com o espetáculo “O Segundo Armário” sob direção de Jean Mendonça e produção da Cia Banquete Cultural, o qual faz parte desde 2015. Em Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo, atuou nas peças “Certos Rapazes” sob direção de Maurício Canguçu (2018), trabalho que lhe rendeu a indicação ao Prêmio SINPARC de Artes Cênicas de Melhor Ator Coadjuvante. Também atuou nos espetáculos teatrais “Amor e Restos Humanos” sob direção de Jean Mendonça (2015 e 2016), “O despertar da primavera” sob direção de Nello Marrese (2013), “Purificado” sob direção de Felipe Vidal (2013), “O Abajur Lilás” sob direção de Luiz Furlanetto (2012), “O Casamento do Pequeno Burguês” sob direção de Henrique Tavares (2012) e “Os Sete Gatinhos” sob direção de David Herman (2012). Em web-séries, atuou em “Positivos” e “Secreto”. No cinema, atuou em 5 curtas- metragens, todos exibidos no festival CinemadaMare (Itália): “Meu grande sonho” sob direção Dawis Caldas, “Apnea” sob direção Carmen Carmeli, “As caixas” sob direção de Viviane Alencar, “Meditation” sob direção de Matteo Bianchi e “Come ti chiami” sob direção de Juli Kushnarenko.

“Adeus, Palhaços Mortos” na Caixa

O Teatro da CAIXA Nelson Rodrigues recebe, de 7 a 16 de dezembro de 2018 (sexta-feira a domingo), a peça Adeus, palhaços mortos. Com direção de José Roberto Jardim, o espetáculo da companhia paulistana Academia de Palhaços conta a história de três grandes artistas circenses do passado que se reencontram na antessala de uma agência de empregos. Nessa espera, sabendo que apenas um deles será escolhido, amizades, memórias, segredos, pequenezas e vilanias são revelados. O projeto tem patrocínio da CAIXA e do Governo Federal.

 Se no texto original, Um trabalhinho para velhos palhaços, do romeno Matei Visniec, prevalece o tom de comédia do absurdo, no melhor estilo de seu conterrâneo Eugène Ionesco, a adaptação assinada pelo diretor José Roberto Jardim busca a essencialidade do texto. Muitas questões são universalizadas, deixando suas contradições mais aparentes e transformando a peça num ácido mergulho existencial sobre o fazer artístico. A encenação potencializa ainda mais a adaptação ao reduzir elementos, apostando no minimalismo.

 “Cada cena é um recorte num espaço-tempo descontínuo e fragmentado. São fotogramas vagando nas memórias individuais e coletivas daquela trupe circense. São vozes do passado ecoando em busca de algum sentido”, explica Jardim. A sala de espera desse teste de casting – que nunca acontece – revela-se um não-lugar, um limbo onde essas três figuras se veem condenadas a rever suas escolhas éticas e estéticas, num exercício infinito de reflexão sobre a resiliência do artista, a urgência da arte e a sacralidade do ofício.

 Experiência sensorial:

O espectador, ao ser impactado pela violência dos deslocamentos espaço-temporais, é convidado a um passeio pelas questões que movem esses velhos artistas, desde o seu passado de glória até o seu inevitável futuro. “Propusemos uma experiência sensorial que transita entre o abismo da morte e a devoção de uma vida voltada à arte, e que, portanto, mira a imortalidade”, completa Paula Hemsi, uma das atrizes da Academia de Palhaços.

 Adeus, palhaços mortos recebeu os prêmios Shell de Melhor Cenário, Aplauso Brasil de Melhor Espetáculo de Grupo e APTR de Melhor Direção. A montagem representou o Brasil no Festival World Stage Design 2017 em Taipei (Taiwan) e nos festivais internacionais de Trabzon e Antália, ambos na Turquia.

 A Academia de Palhaços:

Fundada por atores oriundos do curso de Artes Cênicas da Unicamp, a Academia de Palhaços tem uma trajetória de 11 anos de pesquisa e produção teatral continuadas. A companhia começou com uma investigação cênica sobre o palhaço de picadeiro brasileiro e, nos dez espetáculos produzidos até o momento, transitou pelo universo do ator popular. Cinco desses espetáculos foram realizados sobre uma Kombi-Palco, num projeto de teatro itinerante.

Em 2015, essa Kombi pegou fogo e teve queimados os cenários, figurinos, palco e equipamentos de som e iluminação. Dois de seus integrantes desistiram do teatro, permanecendo na companhia apenas Laíza Dantas e Paula Hemsi. Diante da necessidade de se reinventar, elas convidaram o diretor José Roberto Jardim justamente com o intuito de reler sua trajetória artística a partir de outras lentes.

 Equipe de criadores:

Em Adeus, palhaços mortos essa parceria contou com uma premiada equipe de criadores: Tiago de Mello, o diretor musical, é um dos expoentes mais profícuos da música experimental eletroacústica do Brasil; o cenário e as vídeoprojeções ficaram a cargo do Coletivo BijaRi, um grupo de arquitetos, artistas plásticos e videomakers especializados em instalações e mapping.

 Já o figurino foi criado e desenhado pelo estilista Lino Villaventura; e o visagismo é assinado por Leopoldo Pacheco. Essa equipe e suas contribuições alçaram o projeto a novos patamares. Em cena estão os atores Laíza Dantas, Paula Hemsi e Maurício Schneider.

Incentivo à cultura:

A CAIXA investiu mais de R$ 385 milhões em cultura nos últimos cinco anos. Em 2018, nas unidades da CAIXA Cultural em Brasília, Curitiba, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo, está prevista a realização de 244 projetos de Artes Visuais, Cinema, Dança, Música, Teatro e Vivências

O teatro:

O Teatro da CAIXA Nelson Rodrigues é um dos mais tradicionais teatros brasileiros. O prédio é um marco da arquitetura da década de 1970, com forma piramidal e envolto em jardins, espelhos d’água e passarelas. Em 2017, foi reinaugurado após uma grande reforma de modernização e restauração das obras artísticas que emolduram o edifício, como os painéis de Carybé, Pedro Correia de Araújo Filho, Ernani Macedo, Roberto Sá e Freda Jardim. O espaço possui 408 lugares e seu palco já recebeu grandes artistas como Tônia Carrero, Alessandra Negrini, Suzana Faini, Débora Falabella, Ângelo Antônio, Leandra Leal e muitos outros.

Ficha técnica:

Elenco: Laíza Dantas, Maurício Schneider e Paula Hemsi

Texto original: Matei Visniec

Direção e adaptação: José Roberto Jardim

Direção musical: Tiago de Mello

Músico: Murilo Gil

Cenografia e videoinstalação: Bijari

Iluminação: Paula Hemsi e José Roberto Jardim

Figurino: Lino Villaventura

Visagismo: Leopoldo Pacheco

Fotos: Lígia Jardim e Victor Iemini

Direção de produção: Carol Vidotti

Produção local: Luísa Barros e Thaís Pinheiro

Assessoria de imprensa: Lyvia Rodrigues – Aquela que Divulga

Serviço:

Adeus, palhaços mortos

Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Teatro da CAIXA Nelson Rodrigues (Endereço: Av. República do Chile, 230 – Centro/ Entrada pela Av. República do Paraguai – próximo ao Metrô e VLT Estação Carioca)

Datas: de 7 a 16 de dezembro de 2018 (sexta-feira a domingo)
Horário: sexta-feira e sábado, às 19h; domingo, às 18h

Informações: (21) 3980-3815

Ingressos: Plateia – R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia) | Balcão: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia). Além dos casos previstos em lei, clientes CAIXA pagam meia

Bilheteria: de terça-feira a domingo, das 13h às 20h. Ingressos à venda a partir desta sexta-feira (7)

Duração: 60 min

Classificação Indicativa: Não recomendado para menores de 12 anos
Capacidade: 400 lugares (mais 8 para cadeirantes)
Acesso para pessoas com deficiência

Patrocínio: CAIXA e Governo Federal

A Nobre Arte de Bater a Porta

O CEFTEM (Centro de Estudos e Formação em Teatro Musical) traz aos palcos do Teatro Serrador, localizado no Centro do Rio de Janeiro, o espetáculo “A Nobre Arte de Bater a Porta”, um show teatralizado com músicas do teatro musical brasileiro, norte-americano e britânico, com temporada de 12 a 22 de dezembro.

Com direção de Reiner Tenente e direção musical de Marcelo Castro, o show é apresentado por atores de 11 a 30 anos e contou com a colaboração de todo o elenco, desde a criação artística até a produção.

– Neste espetáculo, é premissa que todos os números tenham uma cena precedendo cada música, informando de onde o personagem vem ou para onde ele vai. Tais números musicais são ligados pela entrada ou saída dos atores por portas que compõem o cenário do show – explica Reiner.

Além do elenco fixo, o espetáculo terá participações especiais: Claudio Lins (dia 12), Gottsha (dia 14), Kacau Gomes (dia 18) e Izabella Bicalho (dia 19).

“A Nobre Arte de Bater a Porta” terá sessões de terça a sábado, às 19h30.

Serviço:

A Nobre Arte de Bater a Porta

Temporada: 12 até 22 de dezembro

Sessões: Terça a sábado – 12, 13, 14, 15, 18, 19, 20, 21 e 22 de dezembro

Horário: 19h30

Duração: 120 minutos

Classificação Etária: Livre

Local: Teatro Municipal Serrador

Ingressos:  Preço: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia entrada)

Mais informações: (21) 2220-5033

Ficha Técnica

Elenco: Ágatha Félix, Alex Junior, Beatriz Messias, Beatriz Vignoles, Bruna Giulia, Carol Enne, Carol Pita, Catarina Victorio, Daniel Rocha, Danniel Marinho, Felipe Manoulas, Isabel Miranda, Jessica Nogueira, João Pedro Chaseliov, Lara Magalhães, Laura Rabello, Luísa Valente, Malu Coimbra, Marcella Lyz, Paola Castro, Rebecca Solter, Rodrigo Melo, Sarah Plutarcho e Yasmin Lima

Direção: Reiner Tenente

Direção Musical: Marcelo Castro

Coreografias: Clara da Costa

Assistente de Direção: Thadeu Torres

Piano: Gabriel Gravina

Operador de luz: Rodrigo Martins

Designer e Operação de som: Thiago Silva

Microfonista: Eduardo Trindade

Direção de Produção: Reiner Tenente e Joana Mendes

Produção Executiva: Brenda Monteiro e Gabriela Tavares

Assistente de Produção: Sarah Plutarcho

Identidade Visual: Sarah Plutarcho

Assessoria de Imprensa: MercadoCom (Ribamar Filho)

Produção: CEFTEM (Centro de Estudos e Formação em Teatro Musical)

“Giselle” no Theatro Municipal

Uma das peças mais populares da dança romântica no mundo, o ballet “Giselle” será encenado pelos alunos dos últimos anos de formação e os já diplomados da Escola Estadual de Dança Maria Olenewa, em dezembro, no Theatro Municipal. Peça com 178 anos de existência, “Giselle” continua encantando a cada nova montagem: no Theatro Municipal, ela vem sendo apresentada pelo ballet da casa desde 1951. A história trágica da camponesa que sofre uma desilusão amorosa mortal, ao saber que o camponês por quem está apaixonada é, na realidade, um nobre disfarçado e comprometido com outra, transforma-se, no palco, na representação do poder do amor da mulher face à traição. O clima misterioso e sobrenatural, que está na origem do Movimento Romântico, surge com as Willis, espíritos de virgens que morreram antes de casarem e que vão buscar a alma de Giselle na sepultura, para que ela tome parte em seus ritos. Vingativas, elas fazem dançar até a morte os homens que encontram na estrada, às altas horas da noite.

Claudia Mota, primeira bailarina do Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, foi convidada para o papel-título, revezando-se com Danielle Marinho. O argentino Federico Fernández, primeiro bailarino do Teatro Colón, virá especialmente ao Rio para dançar o papel do Conde Albrecht, que também será interpretado por Alyson Trindade.

Ballet em dois atos, Giselle exige tanto tecnica quanto emocionalmente dos bailarinos, cuja expressão facial também conta muito na interpretação dessa cativante história. A coreografia desta nova montagem, que estreia dia 14, é de Marius Petipa, d’après Jean Coralle e Jules Perrot. A direção geral é de Hélio Bejani e a direção artística, de Jorge Texeira. As cinco récitas terão preços populares.

Ficha técnica:

Giselle: Claudia Mota (primeira bailarina BTMRJ) ou Danielle Marinho

Conde Albrecht: Federico Fernández (primeiro bailarino do Teatro Colón – Argentina) ou Alyson Trindade

Myrtha, Rainha das Willis: Deborah Ribeiro (primeira solista BTMRJ) ou Olívia Zucarino

Coreografia: Marius Petipa d’après Jean Coralle e Jules Perrot

Direção artística, remontagem e adaptação: Jorge Texeira

Direção geral e mise-en-scène: Hélio Bejani

O Theatro Municipal é vinculado à Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro

PATROCÍNIO OURO PETROBRAS

Apoio: Livraria da Travessa e SulAmérica Paradiso

Realização: Theatro Municipal e Associação dos Amigos do Teatro Municipal

 

DATAS E HORÁRIOS

Dias 14, 15, 20 e 21 de dezembro, às 19h30;

Dia 16 de dezembro, às 17h

PREÇOS DOS INGRESSOS

Frisas, camarotes, plateia e balcão nobre: R$ 50,00

Balcão superior: R$ 30,00

Balcão superior lateral: R$ 20,00

Galeria: R$ 10,00

Galeria lateral: R$ 5,00

Ingressos na bilheteria ou no ingressorapido.com

 

Theatro Municipal do Rio de Janeiro – Praça Floriano s/n° – Centro

Lotação – 2.226 lugares

Censura Livre

Duração: 1h30