“Isaac no mundo das partículas” no Oi Futuro

Todo bom cientista deve ser criativo, ter espírito investigativo e uma certa obsessão pelo desafio. Mas como será que nasce esse cientista?  Ou melhor: será que existe um cientista desses em cada um de nós? A provocação contida no livro inédito de Elika Takimoto levou a diretora Joana Lebreiro e a produtora Camila Vidal a criarem o projeto infantil multiplataforma ‘Isaac no mundo das partículas’, que combina teatro e artes visuais no Oi Futuro, com o espetáculo infantil homônimo e a instalação “Os mundos de Isaac”, que vai inserir o espectador em universos poéticos virtuais com o uso de óculos especiais.

Com direção de Joana Lebreiro e direção musical de Ricco Viana, o musical quântico Isaac no mundo das partículas estreia dia 27 de janeiro, às 16h, no Oi Futuro. A peça infantil é uma adaptação do livro homônimo da escritora e professora de física Elika Takimoto (que será lançado dia 17/02) e trata de um tema nada fácil – a física de partículas – de maneira envolvente, divertida e informativa. O músico David Bowie e seu lendário personagem Ziggy Stardust inspiram a estética e a proposta da encenação, que propõe transformar o palco em um show de rock. A partir do dia 3 de fevereiro, às 17h15, a temporada da peça será acompanhada pela instalação Os mundos de Isaac. Criado pelos videoartistas Rico Vilarouca e Renato Vilarouca – que também assinam as projeções do espetáculo –, o trabalho permite que o público entre no mundo interior do personagem título com o auxílio de óculos de realidade virtual. O projeto tem patrocínio da Oi, do Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, Lei Estadual de Incentivo à Cultura e correalização do Oi Futuro.

 

Musical fala do despertar para a ciência

 

A história começa quando o protagonista Isaac (João Lucas Romero) vai à praia, segura um pequeníssimo grão de areia e começa a se interessar pelos mistérios universais. O grão de areia (Claudio Mendes) ganha vida e, na tentativa de responder a dezenas de perguntas, leva o menino para uma viagem que começa na Grécia e acaba no Cern (Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear). Tudo isso é narrado por um enigmático personagem: a partícula subatômica Bóson de Higgs (Julia Gorman), um dos mais fundamentais elementos do universo. No elenco, também estão André Arteche e Júlia Shimura, que vivem músicos-partículas e cientistas.

A diretora Joana Lebreiro conta que o projeto nasceu de maneira curiosa, já que a física era uma das matérias de que menos gostava na adolescência. “Eu já acompanhava a Elika no Facebook e, no dia 30 de dezembro de 2016, li um post em que ela mencionava ter um livro de física para crianças. Mesmo sendo uma data nada propícia para um pedido desses, mandei uma mensagem falando que tinha interesse em ler o livro. No dia seguinte, o texto já estava na minha caixa de email”, lembra Joana, também responsável pela adaptação do texto para o teatro: “Percebi que podíamos fazer uma peça que abordasse, de forma metafórica, o processo do nascimento do ‘cientista’ que pode existir em cada um de nós, focando na curiosidade infinita que nos move como seres humanos pensantes, incessantemente questionadores. Ser cientista para a gente é se apaixonar por algum tema e ir em busca do conhecimento sobre ele. A adaptação do texto para a cena ainda incluiu questões que surgiram nos ensaios e o tema da física de partículas – que arrebatou a todos”.

A autora Elika Takimoto resolveu escrever o livro para estimular os questionamentos das crianças sobre o tema. “Eu estive no Cern (Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear) durante uma semana fazendo um curso de física de partículas. Quando voltei, meu filho me fez muitas perguntas. E eu fiquei muito feliz, porque muitas das perguntas eram as mesmas que eu tinha feito para os grandes cientistas. Como ele estava encantando com esse mundo, resolvi procurar livros sobre o tema, e encontrei bem poucos. Então, resolvi eu mesma encarar o desafio e escrever”, comenta ela, que vai lançar o livro, dia 17 de fevereiro, no Oi Futuro, logo após o espetáculo.

A trilha sonora é um capítulo à parte. Na primeira leitura do livro, Joana Lebreiro já imaginou a história contada com atmosfera roqueira. Logo depois, vieram as inspirações estéticas e musicais de Ziggy Stardust, personagem criado pelo músico David Bowie que vem de outro mundo para salvar a Terra, mas em vez disso encontra o rock. O diretor musical e arranjador Ricco Vianna criou as melodias do espetáculo enquanto Joana escreveu as letras das canções – em uma parceria azeitada durante o processo de ensaios. “Começamos com a influência de Bowie, que fica clara na primeira canção, mas também seguimos outros caminhos. Temos uma trilha que mistura rock e música eletrônica, com atores que tocam violão, baixo e guitarra”, conta Ricco. Os figurinos de Bruno Perlatto, o cenário de Natália Lana e as projeções de Rico Vilarouca e Renato Vilarouca também acompanham as referências ao músico inglês. Completam a equipe criativa Paulo César Medeiros (iluminação), Bruno Cezario (direção de movimento).

Os mundos de Isaac: arte em realidade virtual

 

A instalação Os mundos de Isaac dialoga com o espetáculo e será realizada no térreo do Oi Futuro, no Flamengo, a partir do dia 3 de fevereiro. Com idealização da produtora cultural Camila Vidal e criação dos artistas visuais Rico Vilarouca e Renato Vilarouca, a obra é o primeiro voo solo dos irmãos – conhecidos por seus trabalhos com projeções para teatro e videografismo para cinema.

Os mundos de Isaac usa a tecnologia para inserir o espectador em realidades virtuais e poderá ser conferida tanto pelo público da peça, como atividade complementar, quanto por qualquer outro visitante do centro cultural. Com o auxílio de óculos especiais e fones de ouvido, a obra permitirá que o observador explore cenários interiores do personagem Isaac na condição de protagonista, imerso em ambientes visitados pelo personagem-título do espetáculo: a praia e o mundo das partículas.

“Ao contrário do cinema, onde o diretor/editor direciona o olhar do espectador, o teatro mantém o estado de livre arbítrio. Cada espectador olha para onde quiser dentro de uma cena. E o grande desafio hoje é fazer esse olhar não se perder num mundo ao mesmo tempo tão cheio de estímulos, mas tão sedento de quem o diga para onde olhar. Aqui o VR (óculos de realidade virtual) parece um bom lugar pra exercitar a liberdade do espectador, que ganha autonomia para escolher como receber esses estímulos, porque a história está não apenas à sua frente, mas ao seu redor”, explica Rico Vilarouca.

Ficha técnica:

Isaac no mundo das partículas

Baseado na obra homônima de Elika Takimoto

 

Texto adaptado e direção: Joana Lebreiro

Elenco: André Arteche, Claudio Mendes, João Lucas Romero, Julia Gorman e

Júlia Shimura.

Projeções do espetáculo e videoinstalação ‘Os mundos de Isaac’: Rico Vilarouca e Renato Vilarouca

Direção Musical: Ricco Viana

Canções: Ricco Viana e Joana Lebreiro

Figurinos: Bruno Perlatto

Iluminação: Paulo César Medeiros

Cenário: Natália Lana

Direção de movimento: Bruno Cezario

Diretora Assistente: Brunna Napoleão

Visagismo: Diego Nardes

Figurinista Assistente: Rachel Rozenberg

Assistente de Figurino: Luisa Marques

Cenotécnico: André Salles

Mídias Sociais: André Mizarela (Humans Creative Group)

Assessoria de Imprensa: Rachel Almeida (Racca Comunicação)

Fotos: Rudy Hühold

Administração Financeira: Rodrigo Gerstner

Assistente de Produção: Marina Karan

Produtora Executiva: Débora Amorim

Direção de Produção: Camila Vidal

Idealização: Joana Lebreiro e Camila Vidal

Serviços:

 

Espetáculo ‘Isaac no mundo das partículas’:

Temporada: de 27/01 a 25/03

Teatro Oi Futuro: Rua Dois de Dezembro, 63, Flamengo.

Telefone: 3131-3060

Dias e horários: sábados e domingos, às 16h

Ingressos: R$ 20 (inteira) R$ 10 (meia)

Lotação: 63 lugares

Duração: 1h10

Classificação indicativa: livre

Funcionamento da Bilheteria: de terça a domingo, das 14h às 20h.

Instalação ‘Os mundos de Isaac’, de Rico Vilarouca e Renato Vilarouca.

Inauguração: 03/02/18, às 17h15.  (Fica em cartaz até 19/03)

Oi Futuro/Térreo: Rua Dois de Dezembro, 63, Flamengo.

Telefone: 3131-3060

Dias e horários: de terça a domingo, das 11h às 20h

Entrada franca

Classificação etária: livre.

Lançamento do livro “Isaac no mundo das partículas”, de Elika Takimoto:

Dia 17/02, às 17h10.

Oi Futuro: Rua Dois de Dezembro, 63, Flamengo.

Telefone: 3131-3060.

 

Sobre O Oi Futuro

 

O Oi Futuro promove, apoia e desenvolve ações inovadoras e colaborativas para melhorar a vida das pessoas e da sociedade. Com a atuação nas frentes de Educação, Cultura, Inovação Social e Esporte, o instituto acelera iniciativas que potencializam o desenvolvimento pessoal e coletivo, fomentam experimentações de inovação e estimulam conexões.

Na Educação, o Oi Futuro investe em modelos inovadores para inspirar novas formas de aprender e ensinar com o NAVE (Núcleo Avançado em Educação), que forma jovens para as economias digital e criativa, com foco na produção de games, aplicativos e produtos audiovisuais. O programa, desenvolvido em parceria com as Secretarias de Estado de Educação do Rio de Janeiro e Pernambuco, oferece ensino médio integrado. Além de obter formação voltada para a indústria criativa e digital, os estudantes do NAVE são incentivados a desenvolver o espírito empreendedor e a estabelecer suas primeiras conexões profissionais, por meio de projetos e eventos de integração com o mercado de inovação.

Na área Cultural, o instituto atua como um catalisador criativo, impulsionando pessoas através das artes, estimulando a produção colaborativa e promovendo o acesso à cultura na era digital. O Oi Futuro mantém um centro cultural no Rio de Janeiro, com uma programação que valoriza a produção de vanguarda e a convergência entre arte contemporânea e tecnologia, e realiza o Programa Oi de Patrocínios Culturais Incentivados, que seleciona projetos em todas as regiões do país por meio de edital público. O Instituto também faz a gestão do Museu das Telecomunicações e sua Reserva Técnica, pioneiro no uso da interatividade no Brasil, e do LabSonica, laboratório de experimentação sonora. Também no Rio, o Oi Futuro mantém a Oi Kabum!, escola de arte e tecnologia onde está abrigado o Lab.IU, Laboratório de Intervenção Urbana.

Na Inovação Social, o Oi Futuro mantém o Labora, laboratório voltado para soluções inovadoras e de impacto para as cidades e a gestão cultural. O Labora é um ambiente de conexão, aprendizagem e criação para organizações e empreendedores comprometidos com a transformação de impacto e oferece programas de incubação e aceleração para projetos e negócios sociais em diferentes fases de maturação e perfil empreendedor. O Oi Futuro também aposta em projetos esportivos que conectem pessoas e promovam a inclusão e a cidadania.

“O tempo não dá tempo” no Oi Futuro

Com direção de Duda Maia (Prêmios Shell e Cesgranrio e indicação ao APTR de Melhor Direção por ‘Auê’), “O tempo não dá tempo”, que estreia dia 18 de janeiro, no Oi Futuro, trata-se de uma mistura de teatro, dança, performance e multimídia. Uma criação coletiva encabeçada pela diretora, pelos próprios atores/intérpretes e por Gregorio Duvivier (‘Porta dos Fundos’ e ‘Greg News’, na HBO), que assina pela primeira vez a dramaturgia de um espetáculo teatral. O espetáculo conta ainda com a utilização de poemas do escritor português Gonçalo M. Tavares.

Numa montagem itinerante, que ocupará o teatro, as escadas, o café, o terraço, o elevador e outros espaços do centro cultural no Flamengo, diferentes gerações de atores se reuniram nesta obra multifacetada: a bailarina e coreógrafa Angel Vianna, celebrando 90 anos de vida, Ciro Sales, Juliana Linhares, Marina Vianna e Oscar Saraiva.

“O tempo não dá tempo”, um espetáculo itinerante de teatro-dança, construído a partir das sensações de interrupção, insistência, lentidão e falta de tempo, faz um paralelo entre os tempos urbanos e o tempo da poesia. De um lado, cenas curtas, interrompidas e confinadas, experimentando o tempo das relações que não se estabelecem e a fragilidade da vida. De outro, o tempo da delicadeza, do respeito e do cuidado. A observação sobre o nosso próprio corpo e, com isso, a reflexão sobre o que fazemos com nosso tempo e, principalmente, sobre a percepção de vivenciar de verdade cada minuto da sua vida. Uma homenagem ao presente seja ele com ou sem leveza, mas que seja inteiro. “O tempo não dá tempo” é essencialmente um espetáculo que mergulha em uma experiência sensorial, dando possibilidade que o público seja também um criador, visitando sua própria memória.

Segundo a diretora Duda Maia, colocar cinco gerações de atores/intérpretes em cena é um caminho extremamente potente de percepção de tempo. De como o tempo de história de cada um é significativo na realização de um pequeno gesto e, consequentemente, a leitura da cada espectador irá navegar por caminhos pessoais. “Espero que o espectador se torne um protagonista com essa experiência artística e mergulhe, como quiser, no seu TEMPO”, comenta Duda, que acrescenta… “Conheço Angel desde que tinha 18 anos, sua dança mudou a minha vida, me deu direção e desejo. Tanto tempo e parece que foi ontem. Em 2018 eu completo 50 anos e Angel 90. Não teria um jeito mais belo de comemoramos nossos aniversários“, comemora a diretora.

A iluminação da montagem é de Renato Machado (Prêmio Shell de melhor iluminação por ‘Filme Noir’), a direção musical de Ricco Viana (Prêmio APTR de melhor música por ‘Jim’) e a cenografia e figurinos de Theodoro Cochrane (Prêmio Shell e Prêmio Questão de Crítica de melhor figurino pelos espetáculos da Cia Hiato, ‘Escuro’ e ‘O Jardim’, respectivamente).

FICHA TÉCNICA

Dramaturgia: criação colaborativa de Duda Maia, Gregorio Duvivier, Oscar Saraiva, Gonçalo M. Tavares e elenco

Direção: Duda Maia

Intérpretes-criadores: Ciro Sales, Juliana Linhares, Marina Vianna e Oscar Saraiva Artista convidada: Angel Vianna

Diretor assistente: Jamil Cardoso

Direção de arte: Theodoro Cochrane

Direção de projeções e criação gráfica: Rico e Rentato Vilarouca

Direção musical: Ricco Viana | Composição do “tema da escada”: Renato Luciano

Iluminação: Renato Machado

Cenógrafa assistente: Mari Pitta

Figurinista assistente: Thereza Macedo

Direção de produção: Ciro Sales

Produção executiva: Bruno Fagotti e Nana Martins

Administração: Liame – Associação de apoio à cultura

Assessoria de Imprensa: Daniella Cavalcanti

Realização: Oi Futuro e Otimistas Artes e Projetos

SERVIÇO

“O Tempo não dá Tempo”

Temporada: 18 de janeiro a 25 de fevereiro de 2018

(não haverá espetáculo na semana do Carnaval, de 08 a 11 de fevereiro de 2018 )

Local: Oi Futuro (Rua Dois de Dezembro, 63 – Flamengo)

Informações: (21) 3131-3060

Dias e horários: quinta a domingo, às 20h

Capacidade: 44 lugares

Duração: 75 minutos

Classificação indicativa: 14 anos

Ingressos: R$30,00

CURRÍCULOS

Duda Maia

Duda Maia é formada pela Escola de Dança Angel Vianna, onde lecionou dança contemporânea durante 13 anos. Foi professora de corpo do Curso Profissionalizante de Atores da CAL – Casa das Artes de Laranjeiras de 1998 até 2008.

De 1996 até 2006 foi diretora e coreógrafa da Trupe do Passo, Cia. De Dança contemporânea que tinha sua pesquisa baseada na cultura popular do NE. Este grupo foi subsidiado pela Prefeitura do Rio de Janeiro e criou diversas parcerias com grupos de dança popular e brincantes de Pernambuco.

Trabalhou como diretora de movimento com os diretores: André Paes Leme, João Falcão, Daniel Herz, Karen Acioly, Mauro Mendonça Filho, Aderbal Freire-Filho, Dudu Sandroni, Bruno Garcia, Michel Bercovitch, Fábio Ferreira, Guel Arraes (nos filmes, “Lisbela e o Prisioneiro” e “Romance”), Miguel Vellinho (Cia. Pequod), Marcelo Morato (“Contos e Cantigas Populares” – onde ganhou o Mambembe de melhor espetáculo juntamente com Marcelo Morato e Agnes Moço), João das Neves, Paulo José, Vera Fajardo, Paulo de Moraes e Ivan Sugahara.

Em 2012 assinou a direção do espetáculo infantil “Uma Peça Como Eu Gosto”, da Cia. Histórias Pra Boi Dormir juntamente com Lucio Mauro Filho, com este espetáculo ganhou o prêmio de melhor direção – Prêmio Zilka Sallaberry de Teatro Infantil 2012.

Dirigiu o espetáculo “Clementina, Cadê Você?”, musical inspirado na vida de Clementina de Jesus, que estreou em outubro de 2013.

No inicio de 2014, dirigiu o espetáculo “A Dona da História”, texto de João Falcão, com Livia Falcão e Olga Ferrario, integrantes da Duas Companhias, grupo profissional com sede na cidade de Recife que este ano completou 10 anos em 2014, este projeto foi contemplado pelo Funcultura.

Em 2014, fez a Direção de Movimento de “Fala Comigo Como a Chuva e Me Deixa Ouvir”, trabalho que rebebeu a indicação de Melhor Direção de Movimento na categoria especial do Prêmio Cesgranrio 2014, e a direção de movimento do espetáculo “Beija-me Como Nos Livros”, ambos da Cia. Os Dezequilibrados e com direção de Ivan Sugahara.

É diretora do show “Farra dos Brinquedos” uma banda que trabalha com músicas originais e ritmos brasileiros, destinada ao público infantil.

É diretora do espetáculo AUÊ, do grupo teatral “Barca dos Corações Partidos” com direção de produção da Sarau Agência de Cultura, sucesso de público e crítica. Duda Maia ganhou o Prêmio CESGRANRIO 2016 de Melhor Direção pelo espetáculo Auê. Esse espetáculo também foi contemplado o prêmio Cesgranrio de Melhor Direção Musical e o prêmio Cesgranrio de Melhor espetáculo. Ganhou o Prêmio Shell de melhor direção, por Auê. Também por Auê, foi indicada, por melhor direção no Prêmio APCA. Ganhou ainda o prêmio Botequim Cultural desse ano em cinco categorias, incluindo melhor direção e melhor espetáculo e o prêmio APTR, nas categorias, Direção Musical, Melhor Espetáculo e Produção. Duda Maia foi indicada na categoria de Melhor Direção nos prêmios Bibi Ferreira e 3º Prêmio Reverência de Teatro Musical.

Dirigiu o infanto-juvenil, “Guerra Dentro da Gente”, de Paulo Leminski, com a Cia Histórias Pra Boi Dormir, que estreou em outubro de 2016 no Oi Futuro. Esse espetáculo foi indicado ao Prêmio CBTIJ de Teatro Infantil em 06 categorias, incluindo melhor trabalho de formas animadas. Venceu o Prêmio CBTIJ de Melhor Videografismo.

Está em cartaz com o espetáculo musical infanto-juvenil, “A Gaiola”, adaptado do livro de Adriana Falcão. Este espetáculo foi vencedor em 07 categorias no Prêmio CBTIJ 2016, incluindo Melhor espetáculo e Melhor Direção. A Gaiola também foi vencedora do Prêmio Botequim Cultural em cinco categorias: Melhor Direção, Melhor Espetáculo, Melhor Texto Adaptado, Melhor Atriz e Melhor Ator. O espetáculo também foi vencedor do Prêmio Zilka Salaberry 2016/17 nas categorias, Melhor Cenário, Melhor Direção e Melhor Espetáculo.

Atualmente Duda Maia, está dirigindo seu próximo espetáculo adulto, “O tempo não dá tempo” – uma mistura de teatro, dança, performance e multimídia – que estreia em janeiro de 2018, no OI Futuro Flamengo, e no roteiro de seu próximo infanto-juvenil “Conto Amoroso e Ciumento”, uma livre adaptação de algumas situações de contos de Machado de Assis que tratam do tema ciúme, texto que será escrito por Eduardo Rios, com estreia prevista para fevereiro de 2018, no CCBB do Rio de Janeiro.

Ciro Sales

Ator, produtor e gestor c u l t u r a l, possui relevante trajetória na cena teatral baiana, tendo sido dirigido por nomes como Fernando Guerreiro, Marcio Meirelles, Paulo Dourado, Ewald Hackler, Gideon Rosa, Raimundo Matos de leão e Harildo Déda. Inicia em 2010 as atividades de sua companhia teatral, o Núcleo Supernova Teatro, com quem realiza, entre outros trabalhos, “Alugo Minha Língua” (2011), “Drácula” (2012), de Marcio Meirelles, e “Efeito Werther” (2015). Atuou também em “Carmen, de Cervantes”, dirigido por Fábio Espírito Santo (2015) e em “Enterro dos Ossos”, de Jô Bilac (2016), entre outros.

Na TV, foi escolhido entre centenas de candidatos pela MTV para ser o apresentador da versão brasileira do “Catfish”, programa de maior audiência na MTV americana. Também esteve atuou nas novelas “Haja Coração” e “Rock Sotry”, ambas da TV Globo.

No cinema, atuou no longa “A Coleção Invisível”, de Bernard Attal, e “Bem Casados”, de Aloísio Abranches. Trabalhou entre 2007 e 2012 na gestão pública da cultura em seu estado, tendo desempenhado as funções de assessor especial e em seguida diretor de fomento à cultura. Atualmente, grava a segunda temporada de Catfish Brasil, na MTV, e prepara os ensaios de um espetáculo teatral em coprodução com a Third Rail Projects, de Nova York/EUA.

Juliana Linhares

Natalense, 27 anos. Diretora, atriz e cantora. Atuou nos espetáculos: Gabriela, de João Falcão (2016 – SP), A Ópera do Malandro, direção de João Falcão (2014 – RJ), Cidadela (2014 – RJ), dirigido por Diego De Angeli e Só não viu quem não quis, da Miúda (2013 – RJ). Em Natal, no Grupo Estandarte de Teatro sob a direção de Lenilton Teixeira, participou dos espetáculos Matrióshka: uma história dentro da história (2007 e 2010), Uma coisa que não tem nome (2009), e do Auto do Natal: A face feminina de Deus (2008). É cantora da banda Pietá com a qual já esteve ao lado de nomes como Chico César, Emílio de Mello, Carlos Malta, entre outros, passando por diversos palcos importantes do RJ e de outras cidades do país.

Formada em Direção Teatral pela Unirio (2017), dirigiu os espetáculos Adubo (Sede das Cias, RJ, 2017), Pira Caipira (Unirio, RJ, 2017), Dinossauros e Pelancas (Circuito SESC RJ, 2015/2016), Apanhei-te, Ernestinho: Vida, música e sonhos de Ernesto Nazareth (Festival Villa-Lobos, RJ, 2013).

Marina Vianna

Atriz há mais de vinte anos e ao longo de sua trajetória desenvolveu simultaneamente o exercício teórico, tornando-se doutora em Artes Cênicas e Professora Adjunta do Departamento de Teoria do Teatro da UNIRIO. Atriz reconhecida pelos trabalhos em que colaborou com a dramaturgia e a escritura cênica, tais como A Falta que nos Move, direção de Christiane Jatahy; FitzJam, direção de Pedro Brício; Devassa – sobre Lulu de Wedekind, direção de Nehle Franke com a Cia dos Atores; Medea- Obs, direção de Fábio Ferreira.  Em 2015, estreou como diretora do espetáculo A Santa Joana dos Matadouros de Bertolt Brecht, no Teatro Glaucio Gill, indicado ao prêmio Cesgranrio de melhor direção e melhor espetáculo do ano. Em julho de 2017, integra o elenco de Entonces Bailemos, de Martín Flores Cárdenas, no Espaço Sesc Copacabana, seguindo temporada no Teatro Sérgio Porto e no Teatro da UFF.

Oscar Saraiva

Professor, ator, dramaturgo e diretor teatral. Bacharel em Teoria do Teatro pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO. Trabalhou como ator com diretores tais como Ivana Leblon, Christiane Jatahi, Aderbal Freire Filho, Antônio Guedes, André Paes Leme, Jeferson Miranda, Marco Antônio Nunes e Pedro Kosovisk, De 1991 a 2004 trabalhou como ator-bailarino e dramaturgista na Cia de Dança Márcia Rubin. Foi indicado como melhor ator coadjuvante pelo Prêmio APTR, em 2010, pela peça “Hamelin”, texto de Juan Mayorga e direção de André Paes Leme. Como dramaturgo e diretor seus principais trabalhos são: “Esquece”, “Tudo isso agora”, “Não Perturbe”, “Faça o que precisa ser feito”, “Mira! Enquanto nossos olhos se perdem” e “Inventário 1.0”, estreia em outubro/17.

Púrpura – Performance móvel pelo Rio de Janeiro

A experiência começa  em ponto de encontro em Botafogo. Três espectadores são conduzidos para o banco de trás de um carro, por duas atrizes, que traçam um diálogo ao mesmo tempo cotidiano e surreal sobre assuntos aleatórios: hábitos, casas mal assombradas, trajetos imaginários e referências a road movies. O carro conduz cada um dos espectadores a uma locação diferente, onde irão se encontrar com uma outra atriz e um universo por ela criado, num cenário já existente na cidade. As cenas, que  em movimento coloca os visitantes num estado de suspensão e estranheza que os prepara para a experiência um a um que está por vir.

            Ao ser deixado na locação, um espaço público sem nenhuma intervenção cenográfica, o espectador recebe um envelope com o ponto de encontro e o figurino da atriz que o espera. Nesse momento, é recebido com um monólogo e um convite a uma experiência de 40 minutos, à partir de narrativas pessoais da atriz que o recebe. São experiências distintas, criadas por cada uma das 5 atrizes participantes em colaboração com a diretora. O que todas essas cenas têm em comum são a busca por um estranhamento e pela observação de pequenos surrealismos em nosso cotidiano numa cidade grande, assim como memórias de cada uma das participantes nesses cenários. Entre elas, estão o convite para uma viagem a um futuro próximo apocalíptico à partir da observação de uma praça de alimentação, memórias de uma relação ficcional num shopping center e uma personagem que frequenta o aeroporto todos os dias à espera de alguém.
            “Todo o nosso processo de pesquisa pro Púrpura partiu de uma observação das atrizes de si mesmas e das sensações, ideias e atravessamentos que moviam cada uma. E, ao mesmo tempo, de uma observação do entorno, da cidade, das ações cotidianas, dos espaços públicos, de deixar-se penetrar por tudo isso e perceber as estranhezas e as possibilidades de narrativa que podem estar ocultas no que parece banal ou ordinário. Nos interessa pensar nesses espaços para além de suas funcionalidades, e sim como possíveis campos para proporcionarem experiências de encontro”, diz Anna Costa e Silva.   
O elenco é composto por Ana Abbott, Catharina Caiado, Flora Diegues, Nanda Félix e Luciana Novak, também co-autoras do trabalho, junto com a poeta Catarina Lins e a atriz e dramaturga Clarisse Zarvos. A experiência é produzida por Gabriel Bortolini. Para participar, é necessário entrar em contato com a produção da peça e agendar seu horário. No ato de inscrição, será revelado o ponto de encontro.
 
Serviço
Púrpura
20.01 – 05.02
Sábados, domingos e 2as 18h/ 19h/ 20h/ 21h – 3 espectadores por horário
Em locações próximas a Botafogo
Para participar, mandar e-mail para annacostaesilva@gmail.com ou gabrielborto@yahoo.com.br / ligar para 21 99406 9009.
 
Ficha técnica
Concepção e direção: Anna Costa e Silva
Atuação e dramaturgia: Ana Abbott, Catharina Caiado, Flora Diegues, Nanda Félix e Luciana Novak
Dramaturgia do carro: Catarina Lins e Clarisse Zarvos
Produção: Gabriel Bortolini
Assistência de produção: Julia Paiva
Colaboração artística: Priscila Fizman
 
Sobre Anna Costa e Silva
Anna Costa e Silva nasceu em 1988 no Rio de Janeiro. Mestre em Artes Visuais pela School of Visual Arts, NY, e graduada em Cinema pela UGF-RJ, seu trabalho acontece nas interseções entre artes visuais e cênicas, cinema e práticas relacionais. Passa seus dias num híbrido de artevida, dormindo na casa de desconhecidos para ter conversas em estados de semi consciência, oferecendo companhia, realizando performances para uma pessoa por vez, convidando atores a não atuar e desdobrando esses processos em situações construídas ou instalações.
Recebeu prêmios importantes como FOCO Bradesco ArtRio, Bolsa Funarte de Estímulo à Produção em Artes Visuais e American Austrian Award for Fine Arts, competindo com mestrandos de todas as universidades americanas. Entre 2014 e 2017, realizou 7 exposições individuais e espetáculos em instituições como Caixa Cultural, Centro Cultural Justiça Federal e espaços independentes como Phosphorus, SP e casamata, RJ, além de exposições coletivas em espaços como Casa França Brasil, A Gentil Carioca, Casa Triângulo, Parque Lage, Despina e Solar dos Abacaxis. Começou sua trajetória dirigindo curtas metragens, entre eles “Vozes” (2009) exibido em mais de 30 festivais pelo mundo, em países como França, Portugal, Estados Unidos e Austrália, e ganhador de prêmios como Melhor Filme Experimental – FestCine Amazônia e Accolade Award of Excellence – LA. Foi assistente de direção em 9 longas metragens e dirigiu a série de documentários “Olhar” sobre artistas contemporâneos para o canal Arte1.

Férias Musicais do Grandes Músicos para Pequenos

Criado com o objetivo de homenagear e preservar a memória de grandes nomes da música popular brasileira, o premiado projeto ‘Grandes Músicos para Pequenos’ está de férias. O que felizmente não significa interrupção das atividades, e sim uma temporada especial que reúne os três musicais infantis idealizados pela produtora Entre Entretenimento. As Férias Musicais do Grandes Músicos para Pequenos apresenta, pela primeira vez na Barra, os espetáculos ‘Bituca – Milton Nascimento para crianças’, (20 e 21/01), ‘Luiz e Nazinha – Luiz Gonzaga para crianças’ (27 e 28/01) e ‘O Menino das Marchinhas – Braguinha para crianças’ (03 e 04/02), que serão apresentados na Cidade das Artes em três fins de semana. Mais recente montagem do projeto, ‘Bituca’ celebra sete indicações ao prêmio CBTIJ de Teatro para Crianças.

“É uma oportunidade de as famílias que estão passando as férias no Rio assistirem a um espetáculo que agrada tanto às crianças quanto aos adultos. A ideia é apresentar o legado de uma cultura quase esquecida para as novas gerações, com um conteúdo atraente para todas as idades”, ressalta o diretor do projeto, Diego Morais. “E, como chegamos à Barra da Tijuca pela primeira vez, é também a chance de reunir aqueles espectadores que não conseguiram se deslocar a outros pontos da cidade para assistir aos espetáculos”.

Bituca – Milton Nascimento para crianças – Com direção de Diego Morais, texto de Pedro Henrique Lopes e direção musical de Guilherme Borges, o musical se inspira na vida e na obra de Milton Nascimento para expor em cena a ternura e os desafios inerentes ao processo de adoção e as dificuldades de inserção de uma criança negra em um ambiente majoritariamente branco. Os atores Udylê Procópio (Milton), Martina Blink (Mãe), Aline Carrocino (Maricota), Anna Paula Black (Mãe Maria), Marina Mota (Professora) e Pedro Henrique Lopes (Salomão) contam a história do pequeno Milton que, ao ficar órfão aos 2 anos de idade, é adotado pelos patrões de sua avó. Chegando a Minas Gerais, o menino precisa lidar com o preconceito da sociedade por seu negro e ter pais brancos. Na trilha sonora, sucessos como “Coração de estudante”, “Travessia” e “Canção da América”. A peça foi indicada pelo Prêmio CBTIJ nas categorias Melhor Espetáculo, Texto Original (Pedro Henrique Lopes), Ator em Papel Protagonista (Udylê Procópio), Atriz Coadjuvante (Aline Carrocino e Martina Blink), Direção Musical (Guilherme Borges) e Direção de Produção (Entre Entretenimento).

Luiz e Nazinha – Luiz Gonzaga para crianças – A primeira peça do projeto, com texto de Pedro Henrique Lopes e direção de Diego Morais, conta passagens da infância de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, no interior do Nordeste, com destaque para a descoberta do amor, quando o jovem Luizinho (Pedro Henrique Lopes) se apaixona por Nazarena (Aline Carrocino), filha de um coronel que não permite o namoro deles. O resultado é uma fábula de amor inocente, voltada para toda a família, embalada por grandes sucessos do músico, como “Asa Branca”, “Que Nem Jiló”, “Baião”, “O Xote das Meninas”, “Olha Pro Céu”, entre outros.

‘O Menino das Marchinhas – Braguinha para crianças’ – Baseado em passagens da juventude do compositor Braguinha (ou João de Barro), o espetáculo, com texto de Pedro Henrique Lopes e direção de Diego Morais, conta a história de Carlinhos, um garoto que ouvia música em todo lugar por onde passava. A avó dele, pianista clássica, sempre estimulava a musicalidade do menino, mas o pai era contra. Carlinhos se junta a alguns amigos de escola e começa a criar belas canções de Carnaval. Ao ouvir as músicas compostas pelo filho, Seu Jerônimo se enche de orgulho do menino que se tornou um grande músico. A peça, que transporta o público aos divertidos carnavais de rua da década de 20 ao som de sucessos como “Balancê”, “Cantores do Rádio”, “Pirulito que bate bate”, “Carinhoso” e “Chiquita Bacana”, foi vencedora em três categorias na edição passada do CBTIJ: Melhor Atriz em Papel Coadjuvante (Martina Blink), Direção de Produção (Entre Entretenimento) e Prêmio Especial pela qualidade do projeto (Diego Morais e Pedro Henrique Lopes).

Serviços:

20 e 21/01

Bituca – Milton Nascimento para Crianças. Musical Infantil. De Pedro Henrique Lopes. Direção: Diego Morais. Direção Musical: Guilherme Borges. Com Udylê Procópio, Martina Blink, Aline Carrocino, Anna Paula Black, Marina Mota e Pedro Henrique Lopes. Chegando a Minas, o pequeno Bituca enfrenta, com bom-humor e determinação, o bullying dos colegas de escola por ser negro e ter pais brancos. (55 min). Cidade das Artes / Sala Grande, Av. das Américas, 5.300 – Barra da Tijuca. Telefone: 3328-5300. Sab. e Dom., às 17h. R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia). Livre. Capacidade: 1.200 pessoas.

 

27 e 28/01

Luiz e Nazinha – Luiz Gonzaga para Crianças. Musical Infantil. De Pedro Henrique Lopes. Dir. Diego Morais. Dir. Musical Guilherme Borges. Com Pedro Henrique Lopes, Aline Carrocino, Martina Blink e Sergio Somene. Conta a infância de Luiz Gonzaga no interior nordestino e a descoberta do amor, quando o jovem Luizinho se apaixona por Nazarena, filha de um coronel que não permite o namoro entre eles. (55 min) Cidade das Artes / Sala Grande, Av. das Américas, 5.300 – Barra da Tijuca. Telefone: 3328-5300. Sáb. e Dom., às 17h. R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia). Livre. Capacidade: 1.200 pessoas.

03 e 04/02

O Menino das Marchinhas – Braguinha para Crianças. Musical Infantil. De Pedro Henrique Lopes. Dir. Diego Morais. Dir. Musical Cláudia Elizeu. Com Pedro Henrique Lopes, Martina Blink, Augusto Volcato, Rodrigo Morura e Beto Vandesteen. Baseado em trechos reais da infância e juventude do compositor Braguinha (também conhecido como João de Barro), o espetáculo utiliza os grandes sucessos do compositor para, em forma de fábula, transportar os espectadores para a vida do músico e os divertidíssimos carnavais de rua do Rio de Janeiro de 1920. (55 min). Cidade das Artes / Sala Grande, Av. das Américas, 5.300 – Barra da Tijuca. Telefone: 3328-5300. Sáb. e Dom., às 17h. R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia). Livre. Capacidade: 1.200 pessoas.

“Benedita” no Café Pequeno

O Teatro Municipal Café Pequeno recebe a Cia. Sino, companhia teatral baiana, para curta temporada do drama “Benedita” com estreia dia 9 de janeiro, 20h.  Com texto, direção e atuação de Bruno de Sousa, o espetáculo traz à tona a preservação de Patrimônio Imaterial Cultural com humor e densidade quando leva o público a conhecer de perto Benedita, uma misteriosa senhora contadora de histórias. Sua apresentação é um ritual de passagem que passeia entre o trágico e o cômico para a construção de uma personagem genuinamente brasileira.

Uma mulher-mito, contadora de histórias, lavadeira-curandeira-bruxa-feiticeira, no limite da vida. Com uma declarada relação com o misticismo e com o indizível ela perpassa o curandeirismo e a espiritualidade. Benedita tece destinos através dos casos que conta, relatando uma história arquetípica e mitológica.

Texto, Direção e Atuação: Bruno de Sousa

Orientação: Fábio Vidal e Danilo Pinho

Cenografia: Rodrigo Frota

Trilha Sonora: Leandro Villa

Figurino: Diana Moreira

Desenho de Luz: Pedro Dultra

Maquiagem: Ramona Azevedo

Direção de Produção: Joana D’Aguiar
Realização: Cia Sino e Sopro Escritório de Cultura

A Cia. Sino surge em 2011 (Salvador) com a montagem do solo Benedita, de Bruno de Sousa. O artista, bacharel em Artes Cênicas pela UFBA, traz uma experiência cênica autônoma, desde os aspectos criativos artísticos até os meios de produção. Através de parcerias e diálogos com outros artistas e grupos, o espetáculo já fez diversas temporadas em Salvador (BA) e no Rio de Janeiro (RJ), participações em mais de 20 festivais nacionais, recebeu 18 prêmios e mais de 30 indicações.

 

Ficha Técnica

Texto, Direção e Atuação: Bruno de Sousa

Orientação: Fábio Vidal e Danilo Pinho

Cenografia: Rodrigo Frota

Trilha Sonora: Leandro Villa

Figurino: Diana Moreira

Desenho de Luz: Pedro Dultra

Maquiagem: Ramona Azevedo

Direção de Produção: Joana D’Aguiar

Realização: Cia Sino e Sopro Escritório de Cultura

 

Serviço

Benedita

Estreia: 9 de janeiro

Temporada: Até 31 de janeiro

Horários: Terças e quartas – 20h

Ingresso: R$ 30,00 (inteira)

Local: Teatro Municipal Café Pequeno

Endereço: Av. Ataulfo de Paiva 269 – Leblon – Telefone: 21 2294-4480

Funcionamento da Bilheteria: Terça a sábado de 16h às 21h e domingo de 14h às 20h.

Não possui estacionamento.

Duração: 60 minutos

Classificação: 12 anos

Gênero: Drama

“Tom na Fazenda” no Teatro Dulcina

Uma das peças mais aplaudidas de 2017 e indicada em 39 categorias dos principais prêmios de teatro, “Tom na Fazenda” começa o ano em sua quarta temporada no Rio de Janeiro, agora no Teatro Dulcina, a partir de 12 de janeiro, data em que comemora sua centésima apresentação e que marca o lançamento do livro da peça, pela editora Cobogó. Idealizado pelo ator e produtor Armando Babaioff, que também assina a tradução, a montagem tem apresentações de sexta a domingo, às 19h, até 28 de janeiro. Dirigida por Rodrigo Portella, a peça traz no elenco Camila Nhary, Gustavo Vaz e Kelzy Ecard, além do próprio Babaioff.

 

Com cinco indicações ao Prêmio Shell, sete ao Cesgranrio, dez ao Botequim Culturale 17 ao Cenym, a peça é baseada no original Tom à la Farme, do autor canadense Michel Marc Bouchard. Foi numa conversa com um amigo que Babaioff tomou conhecimento do filme Tom na Fazenda (2013), uma adaptação da peça homônima, com direção do franco-canadense Xavier Dolan (premiado no Festival de Cannes por Mommy, em 2014). Arrebatado pela obra, o ator começou a traduzir a peça, que aborda a inabilidade do indivíduo para lidar com o preconceito, a impotência, a violência e o fracasso.

Na história, após a morte do seu companheiro, o publicitário Tom (Armando Babaioff) vai à fazenda da família para o funeral.  Ao chegar, ele descobre que a sogra (Kelzy Ecard) nunca tinha ouvido falar dele e tampouco sabia que o filho era gay. Nesse ambiente rural austero, Tom é envolvido numa trama de mentiras criada pelo truculento irmão (Gustavo Vaz) do falecido, estabelecendo com aquela família relações de complicada dependência. A fazenda, aos poucos, vira cenário de um jogo perigoso, onde quanto mais os personagens se aproximam, maior a sombra de suas contradições.

“Somos felizardos em poder contar essa história e gratos à trajetória que a peça está realizando sem qualquer recurso vindo de leis de incentivo. Estreamos em março de 2017 no Oi Futuro, com patrocínio da Oi, mas findada a temporada, ficamos sem apoio. A nossa grata surpresa foi o Teatro SESI Centro, que foi ousado em nos convidar para ficar em cartaz numa sala com mais de 300 lugares e, para nosso espanto, sempre esteve lotada. Tivemos fôlego ainda para uma temporada de outubro a dezembro no Poeirinha, com ingressos esgotados”, comemora Babaioff. “Manter o espetáculo em cartaz enquanto tiver público para nos assistir se tornou uma regra. Temos que resistir neste tempo em que a cultura é atacada de uma forma muito covarde e cruel”, completa.

A peça conta uma história bastante comum entre jovens de várias gerações, mesmo de culturas diferentes. No Canadá, no Brasil, no Oriente Médio, no Japão ou na África do Sul, homens e mulheres jovens aprendem a mentir antes mesmo de aprenderem a amar. As famílias, guardiãs das normas sobre a sexualidade, garantindo sempre a heteronormatividade, inserem nos próprios membros a semente da homofobia.

“Todo redemoinho que devastará a vida dos que fogem das normas surge no núcleo de suas próprias famílias”, comenta Rodrigo Portella, que opta, mais uma vez por uma encenação com poucos elementos para que as sutilezas das relações propostas pelo texto se sobressaiam. “Bouchard compôs uma obra de estrutura impecável. Ele vai fundo nas contradições dos seus personagens, o que os torna muito próximos de nós”, acredita o diretor.

SOBRE MICHEL MARC BOUCHARD (autor)

Michel Marc Bouchard, 58 anos, nasceu em Saint-Coeur-de-Marie, em Quebec, no Canadá. Formado em teatro pela Universidade de Ottawa, fez sua estreia profissional como dramaturgo em 1983 com Contre-nature de Chrysippe Tanguay, Écologist, e, desde então, escreveu mais de 25 peças que foram traduzidas em diversas línguas e apresentadas em muitos países e festivais. Bouchard foi condecorado Cavaleiro da Ordem Nacional de Quebec, em 2012.

Sua obra mais conhecida é Lillies (Les Feluettes ou la Répétition d’un Drame Romantique), que posteriormente foi roteirizada e dirigida por John Greyson em seu filme homônimo. The Painter Madonna foi sua primeira peça traduzida para o inglês. Entre suas obras mais conhecidas, destaque para The Coronation Voyage (Le Voyage du Couronnement), Down Dangerous Passes Road (Le Chemin des Passes-Dangereuses) e Written on Water (Les Manuscrits du Déluge). Sucessos no teatro, as peças The Orphan Muses (Les Muses Orphelines) e Tom at the Farm (Tom à la Farme) também foram adaptadas para o cinema pelos diretores Robert Favreau e Xavier Dolan, respectivamente.

Ao longo de sua carreira, Bouchard foi agraciado com importantes prêmios de artes cênicas no Canadá: Prix Journal de Montreal, Prix du Cercle des Critiques de L’outaouaisMoore Award Dora Mavor for Outstanding New PlayFloyd S. Chalmers Award Canadian Play. Recebeu nove prêmios Jessie Richardson Theatre Awards para as peças Lillies e Les Muses Orphelines.

SOBRE ARMANDO BABAIOFF (Idealizador, tradutor e ator)

Formado pela escola Estadual de Teatro Martins Pena e pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UNIRIO) em Artes Cênicas. Como integrante da Quantum Cia. de Teatro, Babaioff fez de diversas montagens sob a direção de Rodrigo Portella. Em 2004, protagonizou, ao lado de Vera Fischer, A Primeira Noite de um Homem, com direção de Miguel Falabella.

No teatro, participou ainda dos espetáculos O Santo e a Porca (2008), de Ariano Suassuna, com direção de João Fonseca, pelo qual foi indicado ao prêmio de melhor ator coadjuvante pela APTR; A Gota d’Àgua (2009), de Chico Buarque e Paulo Pontes, também com direção de João Fonseca; Rockantygona (2011), baseado na obra de Sófocles, com direção de Guilherme Leme Garcia; Escola do Escândalo, de Richard B. Sheridan, com direção de Miguel Falabella; A Propósito de Senhorita Júlia, de August Strindberg, dirigida por Walter Lima Jr.; O que Você Mentir Eu Acredito, de Felipe Barenco, com direção de Rodrigo Portella.

Em 2009, criou a produtora ABGV Produções Artísticas, em parceria com o amigo e ator Gustavo Vaz. Pela primeira vez atuou também como produtor de teatro, com a peça Na Solidão dos Campos de Algodão, com texto de Bernard Marie Koltès e direção de Caco Ciocler. O espetáculo lhe rendeu uma indicação ao Prêmio de Melhor Ator pela APTR.

Na TV, estreou na novela Páginas da Vida, de Manoel Carlos, na TV Globo (2006). Na mesma emissora, participou das novelas Duas Caras (2010/2011), Ti-ti-ti (2010), Sangue Bom (2013). Protagonizou a série DOAMOR, ao lado da atriz Maria Flor, no canal Multishow.  No cinema, recentemente protagonizou o longa Prova de Coragem, baseado no romance Mãos de Cavalo, do autor gaúcho Daniel Galera e direção de Roberto Gervitz. Participou também de Introdução à Música do Sangue, com argumento de Lúcio Cardoso e direção de Luiz Carlos Lacerda. Atualmente está no ar na novela A Lei do Amor, na TV Globo, de Maria Adelaide Amaral.

SOBRE RODRIGO PORTELLA (diretor)

Natural de Três Rios, interior do Estado do Rio de Janeiro, o autor e diretor Rodrigo Portella dirigiu dezoito espetáculos. Foi indicado aos principais prêmios de artes cênicas: Prêmio Shell 2013 (Melhor Direção por Uma História Oficial e Melhor Texto por Antes da Chuva), Prêmio APTR 2010 (Melhor Iluminação por Na Solidão dos Campos de Algodão, com direção de Caco Ciocler) e Prêmio Cesgranrio 2016 (Melhor Texto por Alice Mandou um Beijo).

Entre 1996 e 2008, Rodrigo morou no Rio de Janeiro, período em que cursou direção teatral na UNIRIO e publicou o livro Trilogia do Cárcere. Em 2009, retornou à sua cidade natal, onde fundou a Cia Cortejo. Realizou cerca de 200 apresentações de Antes da Chuva por todo o país, com o projeto Palco Giratório em 2015, além de duas temporadas em Buenos Aires, na Argentina e Quito, no Equador.

Atualmente, se dedica a pesquisar as experiências de Charles Deemer e o Hiperdrama no Teatro, por meio de uma bolsa da FAPERJ, sob orientação do encenador Moacyr Chaves. Rodrigo é também diretor geral do Off Rio – Multifestival de Teatro de Três Rios, que em 2018 chega à sua sexta edição.

FICHA TÉCNICA

Texto: Michel Marc Bouchard.

Tradução: Armando Babaioff.

Direção: Rodrigo Portella.

Elenco: Armando Babaioff, Camila Nhary, Gustavo Vaz e Kelzy Ecard.

Cenografia: Aurora dos Campos.

Iluminação: Tomás Ribas.

Figurino: Bruno Perlatto.

Direção Musical: Marcello H.

Guitarras e violões: Jr Tostoi e Marcello H.

Preparação Corporal: Lu Brites.

Coreografia: Toni Rodrigues.

Programação visual: Bruno Dante.

Mídias Sociais: Egídio La Pasta.

Hair Stylist: Ezequiel Blanc.

Assistente de cenografia: Manu Libman.

Assistente de figurino: Luísa Marques.

Assistente de produção: Pri Helena.

Direção de Produção: Sérgio Saboya e Silvio Batistela.

Produção executiva: Milena Monteiro.

Produção: Galharufa Produções.

Idealização: ABGV Produções Artísticas 

 

 

TOM NA FAZENDA

Temporada: de 12 a 28 de janeiro – de sexta a domingo, às 19h.

Local: Teatro Dulcina – Rua Alcindo Guanabara 17, Centro. Tel.: 2240 4879.

Capacidade: 429 lugares. Duração: 110 min.

Classificação indicativa: 18 anos. Gênero: Drama.

Ingressos: R$ 20 (meia) e R$ 40 (inteira)

Lista amiga: R$ 15 (@tomnafazenda)

Horário da bilheteria: de terça domingo, das 14h30 às 19h.

“Alice Mandou um Beijo” no Glauce Rocha

Terceiro espetáculo da Cia Cortejo, “Alice Mandou um Beijo” volta aos palcos da cidade em 17 de janeiro para curta temporada no Glauce Rocha, com apresentações as quartas e quintas, às 19h, até 8 de fevereiro. Indicado ao prêmio Cesgranrio e Botequim Cultural de Melhor Texto Inédito, a peça, escrita e dirigida por Rodrigo Portella, que também assina a direção de Tom na Fazenda (em cartaz no Teatro Dulcina de 12 a 28 de janeiro), é um resgate das memórias de infância do autor, nascido e criado no município de Três Rios, no Centro-Sul Fluminense. No palco, Luan Vieira, Marcos Ácher, Ricardo Gonçalves, Suzana Nascimento e Vivian Sobrino vivem uma família que, após a morte da filha caçula, se vê diante de uma inesperada instabilidade em seu convívio. Uma série de acontecimentos revela a fragilidade das relações que se estabeleceram durante toda uma vida dentro de uma casa.

“Quando eu era criança, minha mãe era só a minha mãe. Toda aquela família encharcada de tios e primos de variados graus parecia, aos meus olhos, tipos bem definidos: o tio bonachão, o primo esperto, a avó afetuosa, o pai que me roubava a mãe às madrugadas, o irmão que era o meu avesso, o padrinho e seus extraordinários presentes de aniversário, a prima a quem todos os primos fingiam namorar… Tudo parecia estável, eterno e definitivo. Só mais tarde, bem mais tarde mesmo, fui perceber que aquelas pessoas eram muito mais complexas. Me dei conta que o que eu enxergava antes era só uma pontinha de um volumoso e assustador iceberg. Alice Mandou um Beijo é um resgate ficcional das minhas memórias de infância. Acredito, que só agora, aos 40 anos, é que começo a entender que o sentido de HUMANIDADE está potencialmente relacionado à palavra CONTRADIÇÃO”, reflete Rodrigo Portella.

Quando a peça começa, Alice já está morta. O público não a conhece pelo que ela é, mas pelo que descrevem dela. Paradoxalmente, Alice está viva dentro da casa. Todos falam dela todo o tempo, vestem suas roupas, executam suas tarefas, tentam assumir o seu lugar. O eixo dramático está nas delicadas decisões dos personagens diante da ‘ausência’ de Alice, uma espécie de representação da coerência familiar. Alice é quem dava sentido àquela convivência. Diante de sua morte, as relações se refazem, se transformam instáveis e até mesmo impossíveis.

A respeito da encenação, que Rodrigo divide com o diretor Léo Marvet, pode-se dizer que o essencial continua sendo a mais importante ferramenta estética da Cia Cortejo. A simplicidade da encenação reforça o interesse da companhia em apostar no encontro honesto entre ator e espectador.

SINOPSE: Após a morte da filha caçula, uma família se vê diante de uma inesperada instabilidade no convívio entre eles. A ausência de Alice acaba por disparar uma série de acontecimentos que revelam a fragilidade das relações que se estabeleceram durante toda uma vida dentro daquela casa.

 

FICHA TÉCNICA

Texto e direção: Rodrigo Portella. Elenco: Luan Vieira, Marcos Ácher, Ricardo Gonçalves, Suzana Nascimento e Vivian Sobrino.

Co-direção e Trilha Sonora: Leo Marvet. Iluminação: Renato Machado. Figurinos: Daniele Geammal. Cenografia: Raymundo Pesine e Rodrigo Portella.

Projeto Gráfico: Raul Taborda. Fotos: Renato Mangolin e Danillo Sabino.

Produção Executiva: Maria Albergaria. Direção de Produção: Sérgio Saboya e Silvio Batistela. Produção e Realização: Cia Cortejo e Galharufa Produções Culturais.

SERVIÇO

 

“Alice Mandou um Beijo”

Espetáculo teatral da Cia Cortejo

Temporada: de 17 de janeiro a 8 de fevereiro – apresentações quartas e quintas, às 19h

Local: Teatro Glauce Rocha – Av. Rio Branco 179 – Centro. Tel.: 2220 0259

Ingressos: R$ 15 (meia) e R$30 (inteira) – Bilheteria: de 4ª a domingo, das 14h às 19h

Duração: 75 minutos. Classificação: 16 anos.

Capacidade: plateia inferior – 130 lugares | plateia superior – 72 lugares