Zé Guilherme no Sesc Belenzinho

Artista que sempre se destacou como intérprete, Zé Guilherme, comemora 20 anos de carreira com o lançando de Alumia, seu quarto disco composto por músicas autorais em sua maioria. O show acontece no dia 29 de março, sexta, no Teatro do Sesc Belenzinho, às 21 horas.

Após lançar, em 2015, um disco em homenagem ao “cantor das multidões”, o artista cearense, radicado em São Paulo, registrou nesse trabalho canções autorais e parcerias. No show, além de faixas de Alumia, Zé Guilherme mostra composições dos três discos anteriores: Recipiente, Tempo ao Tempo e Abre a Janela Zé Guilherme Canta Orlando Silva.

Nesse novo álbum, Zé Guilherme assina letra e melodia das composições “Alumia”, “Teus Passos” e “Canção de Você”. As letras são frutos de seus poemas. “As melodias nasceram intuitivamente, pois não sou instrumentista”, afirma. Ele ainda divide a autoria de “Espelho” com Luis Felipe Gama, de “Ave Solitária” e “Teu Cheiro” com Cris Aflalo, de “Laço” com Marcelo Quintanilha e de “Oferendas” com Cezinha Oliveira, que é o produtor musical e arranjador do álbum. Completando o repertório, Luis Felipe, Quintanilha e Cezinha aparecem novamente como autores de “Franqueza”, “A Voz do Rio” e “Cesta Básica”, respectivamente, ao lado do baiano Péri, compositor de “Clarão” e “Paixão Elétrica”.

“Nunca tive pretensões de ser um compositor, pois meu ofício maior é o de cantor. A poesia é um exercício que me acompanha desde a adolescência, mas só agora, depois de 20 anos de dedicação à música, sinto-me mais à vontade para mostrar também o meu lado autoral”, comenta.

Alumia registra o amadurecimento artístico de Zé Guilherme, não só pelo fato dele se mostrar também como compositor, mas também pela própria trajetória musical. O primeiro CD, Recipiente (Lua Discos, 2000), com arranjos de Swami Jr., apresentava sua origem nordestina e sua música universal brasileira em um trabalho com a força da raiz e do pop brasileiro. Seis anos depois, o disco Tempo ao Tempo chega com uma linguagem pop mais contemporânea nos arranjos de Serginho R. O terceiro disco viaja no tempo e o artista faz um pouso na época mais romântica da música brasileira com Abre a Janela – Zé Guilherme Canta Orlando Silva (2015), trabalho que também tem produção musical e arranjos de Cezinha Oliveira.

O novo CD faz um sobrevoo por esses caminhos e apresenta a música de Zé Guilherme, agora mais romântica, que envereda por uma sonoridade acústica mais jazzística. “Os arranjos trazem como unidade estética a sonoridade característica do piano, executado de forma primorosa por Jonas Dantas (também no acordeon), e do baixo acústico tocado por Johnny Frateschi”, justifica o produtor musical. É possível perceber que todas as canções se harmonizam como células dentro da estrutura musical do disco. Os demais instrumentos que aparecem são: bateria e percussão (por Adriano Busko), violão e guitarra (por Cezinha Oliveira) e sopros (por Walter Pinheiro). “Esse trabalho pode ser considerado uma declaração de amor, amor a outras pessoas e à minha própria vida”, confessa o intérprete.

O show de Zé Guilherme no Sesc Belenzinho tem participação dos mesmos músicos que gravaram nas faixas do CD Alumia. A direção artísitica é de Maurício Inafre e a iluminação tem assinatura de Silvestre Garcia.

As canções de Alumia

A faixa “Oferendas” (Cezinha Oliveira e Zé Guilherme) traz arranjo elaborado para essa letra que fala do encontro carnal, da viagem pelo corpo da pessoa amada. “Espelho” (Luis Felipe Gama e Zé Guilherme) é uma composição que se assemelha à “lide” alemã. Composta para voz e piano, o lirismo nasce da tensão entre a execução do instrumento e a voz do intérprete. Fala do encantamento sentido na manhã seguinte à noite de amor.

“Ave Solitária” (Cris Aflalo e Zé Guilherme) tem o sotaque nordestino do baião. Essa canção brejeira canta a alma solitária que, como uma ave, busca um lugar para pousar. A romântica “Canção de Você” (Zé Guilherme) é um poema sobre a saudade e as ilusões do amor. “Teu Cheiro” (Cris Aflalo e Zé Guilherme) é também uma canção de amor, em ritmo de bossa nova, que fala sobre a espera pela pessoa amada.

A música “Alumia” (Zé Guilherme), que dá nome ao CD, remete à origem nordestina do autor. Concebida originalmente como coco com toques de carimbó, ela ganhou arranjo com destaque para o piano de Jonas Dantas. A faixa “Teus Passos” também fala de amor, de sedução, de conquista. O samba-choro “Franqueza” (Luis Felipe Gama e João P. de Souza) traz na letra um soneto escrito, em 1918, por João Pinto (avô das cantoras Ana Luiza e Juliana Amaral) e registrado em um livreto artesanal. “A Voz do Rio” (Marcelo Quintanilha) é uma homenagem a Oxum (orixá das águas doces, das cachoeiras; protetor da voz, do amor). “Escolhi esta música porque também sou filho de Oxum”, comenta o artista.

Com uma pegada mais pop, vem “Laço” (Marcelo Quintanilha e Zé Guilherme), outra canção romântica, cuja letra discorre sobre as possibilidades e impossibilidades do amor. “Clarão” (Péri) é uma homenagem a Oxalufan pela suprema criação (no candomblé ele é Deus, um Oxalá velho e sábio). “Com esta música agradeço por estar vivo, pela proteção nos momentos difíceis e por estar completando 20 anos de carreira artística”, confessa o cantor. “Paixão Elétrica” (Péri), como o próprio nome sugere, canta a paixão e as armadilhas do amor. Estava na seleção de músicas do segundo CD de Zé Guilherme, mas só agora a ideia de gravá-la se concretizou. E “Cesta Básica” (Cezinha Oliveira) é a faixa mais pop de Alumia. A letra fala de sentimentos, sensações da vida, da busca pela felicidade. “Esta composição faz uma síntese do que repertório do disco aborta. Tinha que estar nesse roteiro, para amarrá-lo”, finaliza Zé Guilherme.

Lançamento/CD: Alumia

Artista: Zé Guilherme

Selo: Independente / Distribuição: Tratore / Preço sugerido: R$ 25,00

[http://%0dwww.zeguilherme.com.br%20%0d]www.zeguilherme.com.br

http://tratore.com.br/um_cd.php?id=13590

https://open.spotify.com/album/2N6r8ngiB6CBKbycdn48FM

https://www.facebook.com/oficialzeguilherme/

Twitter: @zeguilhermeofic | Instagram: @zeguilhermeoficial | Youtube: Zé Guilherme Oficial

Serviço / show

Show: Zé Guilherme

Dia: 29 de março. Sexta-feira, às 21h

Local: Teatro (392 lugares).

Não recomendado para menores de 12. Duração: 1h30.

Ingressos: R$ 20,00 (inteira); 10,00 (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e servidor da escola pública com comprovante) e R$ 6,00 (credencial plena do Sesc – trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc e dependentes). Venda no Portal Sesc SP (a partir de 19/3) e unidades (a partir de 20/3).

Limite de 4 ingressos por pessoa.

 

Sesc Belenzinho

Rua Padre Adelino, 1000. Belenzinho. São Paulo/SP.

Tel: (11) 2076-9700
www.sescsp.org.br/belenzinho

Zé Guilherme

Cearense nascido em Juazeiro do Norte, Zé Guilherme cresceu ouvindo grandes nomes do cenário musical brasileiro como Orlando Silva, Dalva de Oliveira, Ângela Maria, Cauby Peixoto, Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro, entre outros, além de cantadores, repentistas, violeiros, banda cabaçal, maracatu, frevo e boi-bumbá, influências fundamentais para a realização do sonho de ser cantor. Em São Paulo, desde 1982, cantou no circuito de casas noturnas, participando de shows ao lado de amigos e parceiros musicais como Maurício Pereira, Cris Aflalo, Madan, Cezinha Oliveira, Marcelo Quintanilha, Péri e outros.

Em 1998, estreou o show Clandestino, no Espaço Anexo Domus, com direção musical de Swami Jr. e direção geral do ator Luiz Furlanetto. Mais tarde, apresentou o show Zé Guilherme e Convidados no Teatro Crowne Plaza com a participação especial de Carlos Careqa, Maurício Pereira, Vânia Abreu, Zé Terra e René de França. Cantou nos projetos Arte nas Ruas, Clima do Som no Parque da Aclimação e MPB nas Bibliotecas, da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo; Quinta Mariana, do SESC Vila Mariana; e Quatro Vozes, do Centro Experimental de Música do Sesc Consolação.

Em 2000, Zé Guilherme lançou seu primeiro CD, Recipiente (Lua Discos) com produção musical e arranjos de Swami Jr., que foi apresentado no Teatro Crowne Plaza, Sesc’s Ipiranga, Vila Mariana e Pompeia (Prata da Casa), Supremo Musical, Centro Cultural São Paulo e outros. Em 2002, a interpretação de Zé Guilherme para Mosquito Elétrico, de Carlos Careqa, foi incluída na coletânea Brazil Lounge: New Electro-ambient Rhythms from Brazil, lançada pela gravadora portuguesa Música Alternativa. Em 2003 participou do CD homônimo do mineiro Cezinha Oliveira (faixa “Seca”).

Em 2004, estreou o show Canto Geral com canções de seu CD de estreia e músicas inéditas de Marcelo Quintanilha, Carlos Careqa, Péri, Alexandre Leão e outros. Em 2005, apresentou-se no projeto Música no Museu, do Museu da Casa Brasileira, em São Paulo. Lançou, em 2006, o segundo CD, Tempo ao Tempo, com produção e arranjos de Serginho R., direção artística do próprio Zé Guilherme, que assina também a coprodução em parceria com Marcelo Quintanilha. Em 2007, cantou no CD ao vivo Com os Dentes – Poesias Musicadas, de Reynaldo Bessa. Em 2015, lançou o disco Abre a Janela – Zé Guilherme Canta Orlando Silva, uma releitura da obra do cantor Orlando Silva em comemoração ao centenário de nascimento do Cantor das Multidões, que faria 100 anos em 2015. Atualmente, o artista trabalha no lançamento de Alumia, que mostra também seu lado autoral, na maioria das canções.

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“On Stage” no Teatro Gazeta

O Teatro Gazeta em São Paulo recebe no mês de março mais uma edição do projeto “On Stage”, nesta edição além de Saulo Vasconcelos, se apresentarão também 18 alunos deste projeto. Para que a noite seja ainda mais especial, dois convidados também estarão no palco.
 
Com o repertório repleto de trilha sonora de conhecidos musicais, no palco, além do Saulo, estarão Ana Laura Boechat,  Cesar Gaglioni, Cláudia Garcia, Daniel Guedes, Giovana Pancera, Isabela Andrade, João Paneguini, Julia Callipo, Leo Delvage, Luiz Otávio Mota, Marcelo Jesus Araújo, Marcos Lanznaster, Mauricio Fiori, Mayara Facchini, Talita Gouveia, Thaís Sória, Thiago Bienias e Thiago Torelli. Além dos convidados especiais Leonardo Neiva e Yasmine Mahfuz.
 
“On Stage” é um projeto idealizado pelo ator, cantor e coach vocal, Saulo Vasconcelos. O projeto tem como objetivo criar oportunidades para que os alunos possam pôr em prática o que aprendem em sala de aula. A intenção é proporcionar ao aluno a experiência completa de um ator de teatro musical.
A apresentação é o que torna possível aos alunos sentirem na pele todas as vivências de um artista profissional: a preparação para um espetáculo, o contato com o público, passando pelo controle da ansiedade e a realização do sonho de estar no palco.
 
O show acontecerá no dia 27 de março, às 20h, no Teatro Gazeta, em São Paulo. Os ingressos tem valor único de R$40,00 e podem ser adquirimos pelo site Sympla.
 
Elenco:
Ana Laura Boechat
Cesar Gaglioni
Cláudia Garcia
Daniel Guedes
Giovana Pancera
Isabela Andrade
João Paneguini
Julia Callipo
Leo Delvage
Luiz Otávio Mota
Marcelo Jesus Araújo
Marcos Lanznaster
Mauricio Fiori
Mayara Facchini
Talita Gouveia
Thaís Sória
Thiago Bienias
Thiago Torelli
 
Participação especial:
Leonardo Neiva
Yasmine Mahfuz
 
Versões brasileiras:
Rafael Oliveira – Musical em Bom Português e Fernanda Maia
 
Produção: 
Luiz Otávio Mota, Mayara Facchini, Thiago Bienias e Saulo Vasconcelos.
 
 
Serviço:
“On Stage”
Data: 27 de março de 2019
Local: Teatro Gazeta (Avenida Paulista, 900, Bela Vista, São Paulo)
Horário: 20h
Valor único: R$ 40,00

Projeto Curto-Circuito na Audio Rebel

A noite de 29/03 será em clima baiano na Audio Rebel, em Botafogo. A casa recebe uma nova edição do projeto Curto-Circuito, que celebra a cena experimental em uma programação com três apresentações. A partir das 22h, o lineup terá Andrea May, Heitor Dantas e Jan Cathalá. Os ingressos custam R$ 20.

 

O projeto visa à circulação de artistas independentes e retorna à Audio Rebel com alguns representantes dos novos nomes da música contemporânea na Bahia. De cunho experimental, Curto-Circuito quer fomentar ações e colaborações entre criadores de diferentes estados, além de aumentar a visibilidade desses artistas pelas instituições de arte do Rio de Janeiro.

 

Heitor Dantas é compositor, arranjador, produtor e guitarrista e mostra em seu live o resumo de uma trajetória de sete discos. Ele mescla música orquestral e camerística com colagens, rap, sambas e outros estilos. Além do projeto solo, integra outras formações, como o trio Laia Gaiatta, a banda de rock experimental Baby Lixo e o duo minimalista Oco de Átomo.

 

Já Andrea May, apresentará o projeto Noisy Turntablism (discotecagem ruidosa) que integra o processo de construção da sua pesquisa de mestrado, cujo objetivo é conectar o experimentalismo sonoro às artes visuais em reflexões diversas a partir do ruído. A performance consiste na livre improvisação utilizando discos de vinil preparados e destruídos com efeitos analógicos e digitais.

 

Completa a noite a sonoridade plural de Jan Cathalá. Passeando por estilos como samba-reggae, trip hop e ambient, o artista trabalha sua performance ao vivo, intitulada “Alahtac – A flor do bem”.

 

A Audio Rebel é referência na música experimental no Rio. O espaço fica na Rua Visconde de Silva, 55. Os ingressos já estão à venda: https://www.eventbrite.com.br/e/curto-circuito-2019-andrea-may-heitor-dantas-e-jan-cathala-tickets-58812130666

 

Serviço

Curto-Circuito com Andrea May, Heitor Dantas e Jan Cathalá

Data: 29/03/2019 (sábado)

Horário: 22h

Local: Audio Rebel

Endereço: Rua Visconde de Silva, 55 – Botafogo – Rio de Janeiro/RJ

Ingressos: R$ 20

Classificação: 16 anos

Capacidade da casa: 90 pessoas (lotação máxima)

Forma de pagamento: para o ingresso, apenas dinheiro; no bar, todos os cartões de crédito

Casa equipada com ar condicionado e wi-fi gratuito

Horário de funcionamento da bilheteria: todos os dias, de 14h às 21h

 

Atrações da próxima semana no Clube Manouche

João Pedro Bonfá, guitarrista, cantor e compositor carioca, faz show de lançamento de seu primeiro disco, homônimo, em que contou com a participação do Marcelo Bonfá na música “Música Para Lu”, Dado Vila Lobos em “Canto da Sereia” e Otavio Rocha, da banda Blues Etílicos, na música “15 pras 5” e que estarão com ele no palco do Clube Manouche como convidados especiais.

O músico  que herdou do pai, Marcelo Bonfá, o ex-baterista do Legião Urbana, o talento musical, já fez parte de diversas bandas da cena rock’n’roll carioca, como Turba, Iggy e os Traidores e Papel Fantasma. Hoje se dedica ao seu trabalho solo autoral, à banda de blues Cash Crash e toca na banda do pai Marcelo Bonfá e vem abrindo alguns shows da turnê de 30 anos da Legião Urbana pelo Brasil. No Rock in Rio de 2017, fez um tributo ao Queen no palco Rock District,

No repertório canções próprias, que caminham entre o folk e o rock com guitarras gritantes, e também algumas releituras como uma versão rock/blues de “Is This Love”, do Bob Marley, e uma versão folk de “All Along The Watchtower”, do Bob Dylan. A banda que o acompanha tem Lucas Mamede,  na bateria, e Pedro Tambelini, no baixo.

Serviço:

Show: João Pedro Bonfá

Local: Clube Manouche/Casa Camolese (Rua Jardim Botânico, 983, Jardim Botânico, Tel: 3514-8200)

Data e horário: 27 de março, quarta-feira, a partir das 21h

Ingressos: R$ 50,00 (inteira), R$ 30,00 (ingresso solidário:  1 kg de alimento não perecível) e R$ 25,00 (meia)

www.eventim.com.br

Classificação: 18 anos

Estacionamento no local (tarifado)

 

28/03, Quinta – 21h – Pedro Igel em lançamento do CD “Oxigene”

 

O compositor contemporâneo, Pedro Igel começou a sua vida musical como pianista clássico. Depois de trabalhar por anos na indústria da música, como produtor e tecladista em diferentes estilos de álbuns, sua experiência com gravações em estúdio, programação, orquestração e arranjos o levou ao cenário do cinema onde compôs trilhas sonoras para premiados filmes internacionais. Agora, lança o disco “Oxigene”, do qual faz show de lançamento no Manouche.

 “Oxigene” é o um projeto eletroacústico que se refere à imagem em movimento e é caracterizado pela presença de sons ambientes, por vezes da natureza, com o intuito de estimular a imaginação do ouvinte através de associações e lembranças promovendo uma experiência sonora única e pessoal. Um mix de teclados e guitarras vintage com instrumentos eletrônicos, combinando eletro-percussão com bateria, voltado para a criação de músicas com melodias de fácil absorção e ritmos dinâmicos estimulantes, usando elementos do passado com a tecnologia do presente na formação de texturas que sugerem o bem-estar interior.

Músico e compositor, estudou em Bennington College e formou-se em piano-performance pela CAL ARTS (California Institute of the Art) em 1991, fundada por Walt Disney. Estreou nos cinemas com a trilha adicional de “Estamira” (2006) vencedor de mais de 30 prêmios, documentário de Marcos Prado. Em seguida, fez a trilha de “Madeireiros” (ainda inédito), do mesmo diretor. Em 2007, compôs a trilha do curta-metragem Urubus Têm Asas, de Marcos Negrão e André Rangel, que, entre outros prêmios, ganhou o de melhor curta pelo voto popular no Festival do Rio em 2008 e no Artivist Film Festival & Awards, em Los Angeles. Em 2010 compôs a trilha sonora original do filme “The Broken Moon”, dos mesmos diretores, sobre uma tribo nômade do Himalaia que vive em um dos lugares mais isolados do planeta e luta com os problemas do aquecimento global.

Em 2015 compôs a Trilha do Filme “Ídolo” de Ricardo Calvet, sobre a vida de Nilton Santos. Em 2018 participou junto com Marc Vanocur e outros na trilha do Filme Child of Nature” de Marcos Negrão e André Rangel, em fase de pós-produção em Los Angeles, que conta a jornada de um filmmaker que viaja por 15 países conhecendo crianças que promovem mudanças drásticas em pró de suas comunidades. Também participou em trilhas sonoras para desfiles como das marcas Totem e Lenny Niemeyer.

Serviço:

Show: Pedro Igel em show de lançamento do CD “Oxigene”

Local: Clube Manouche/Casa Camolese (Rua Jardim Botânico, 983, Jardim Botânico, Tel: 3514-8200)

Data e horário: 28 de março, sexta-feira, a partir das 21h

Ingressos: R$ 60,00 (inteira), R$ 40,00 (ingresso solidário:  1 kg de alimento não perecível) e R$ 30,00 (meia)

www.eventim.com.br

Classificação: 18 anos

Estacionamento no local (tarifado)

Mulheres na Música no Theatro Municipal

A Orquestra Sinfônica Brasileira irá homenagear as mulheres no concerto de abertura da Série em Foco, dia 26 de março, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Cinco grandes compositoras do século XVIII e XIX terão suas obras no programa e a regência ficará a cargo da maestrina Priscila Bomfim, que fará sua estreia à frente do grupo. A OSB conta com a Lei Rouanet e tem a NTS como mantenedora, Vale, Brookfield e Eneva como patrocinadoras.

Com o objetivo de levar ao público uma celebração da diversidade, a Série Em Foco terá seu primeiro concerto dedicado às mulheres. Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, comemorado no dia 8 de março, a OSB levará ao palco do Theatro Municipal um recorte com obras de compositoras do século XVIII e XIX. Pouco executadas por orquestras ao redor do mundo, três peças do programa serão tocadas pela primeira vez no Brasil – a Sinfonia nº 3, de Louise Farrenc; a abertura da ópera The Boatswain’s Mate, de Ethel Smyth; e a Sinfonia em dó maior, de Marianna Martines.  “A excelente qualidade artística do trabalho dessas compositoras nos faz questionar por que suas músicas não são mais executadas tanto no Brasil quanto no exterior” – pontua Pablo Castellar, Diretor Artístico da OSB.

No comando da orquestra estará, pela primeira vez, Priscila Bomfim. Dona de uma destacada carreira como pianista, Priscila vem se consolidando como maestrina nos últimos anos. Para ela, estar à frente da OSB significa um momento de grande honra e responsabilidade em sua trajetória. “A Orquestra Sinfônica Brasileira sempre foi, para mim, uma referência musical e cultural, não só para a cidade do Rio de Janeiro, como para o país” – afirma. A maestrina acredita que este concerto tem uma importância ímpar no cenário musical, por apresentar ao público obras pouco conhecidas e executadas, todas compostas por mulheres: “Tenho certeza de que minha participação neste concerto, bem como a escolha do repertório, representa o desejo de reconhecer e colocar em evidência a relevante contribuição da mulher nas artes, na música e nos diversos setores da sociedade”.

Compositoras homenageadas estavam à frente de seu tempo

Em comum, as compositoras cujas obras serão apresentadas no programa têm, além do evidente virtuosismo artístico, o fato de terem extrapolado os limites impostos às mulheres de sua época. Abrindo o concerto, duas valsas de Chiquinha Gonzaga, dedicadas ao maestro Carlos Gomes: Saudade e Carlos Gomes. Compositora e instrumentista carioca, nascida em 1847, foi a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil. Também é conhecida por ter sido a primeira pianista “chorona”, (musicista de choro) e autora da primeira marcha carnavalesca com letra (“Ó Abre Alas”, 1899). Ao todo, compôs músicas para 77 peças teatrais, tendo sido autora de cerca de duas mil composições em gêneros variados.

Na sequência, a Sinfonia em Dó maior da compositora austríaca Marianna Martines, cantora, pianista e compositora do período clássico, nascida em 1744. Conhecida por sua linda voz e domínio dos teclados, se apresentava com frequência para a imperatriz Maria Thereza, da Áustria. Embora suas composições tenham sido muito bem recebidas na época – chegando a influenciar compositores como Mozart – Marianna Martines nunca chegou a postular um cargo na corte como compositora, pois para a sociedade da época, esse não era um trabalho bem visto para uma mulher de sua condição social.

Dando prosseguimento ao programa, uma peça da compositora britânica Ethel Smyth: a abertura da ópera The Boatswain’s Mate. Nascida em 1858, Ethel era filha de pai militar, que se opôs fortemente à sua aptidão artística. Ao longo de sua carreira, compôs cânticos, obras para piano, música de câmara, coros e óperas. Militante sufragista, compôs a March of the Women, que se tornou o hino do movimento.

Nascida em 1805, na Alemanha, Fanny Mendelssohn Hensel foi uma pianista e compositora, irmã do compositor Felix Mendelssohn. Recebeu aulas de música para ser amadora e não para se tornar profissional como seu irmão Felix. Mesmo assim, ela aprendeu com grande velocidade, tornando-se uma pianista extraordinária e começando a compor já desde a infância. Presa aos preconceitos da época, a própria família teve vergonha do fato de que Fanny queria ser compositora e não somente uma dona de casa em uma família tradicional da classe média alta. No concerto do dia 26, sua obra será representada pela Abertura em Dó Maior.

 

A Sinfonia No.3, op.36, em Sol Menor, da francesa Louise Farrenc, fecha o programa. Compositora, pianista virtuosa e professora francesa nascida em 1804, desfrutou de uma reputação considerável em vida. Começou a estudar piano ainda muito jovem e, devido ao talento que mostrou como compositora, seus pais decidiram deixá-la, aos quinze anos, estudar composição com Anton Reicha, o professor de composição do Conservatório de Paris. Isso numa época em que aulas de composição eram abertas apenas para os homens.

 

 

SOBRE A ORQUESTRA SINFÔNICA BRASILEIRA

Fundada em 1940, a Orquestra Sinfônica Brasileira é reconhecida como um dos conjuntos sinfônicos mais importantes do país. Em seus 78 anos de trajetória ininterrupta, a OSB já realizou mais de cinco mil concertos e é reconhecida pelo pioneirismo de suas ações, tendo sido a primeira orquestra a realizar turnês pelo Brasil e exterior, apresentações ao ar livre e projetos de formação de plateia.

Nas últimas sete décadas, a OSB revelou nomes como Nelson Freire, Arnaldo Cohen e Antônio Meneses, e esteve à frente, maestros e compositores brasileiros como Heitor Villa-Lobos, Eleazar de Carvalho, Claudio Santoro, Francisco Mignone e Camargo Guarnieri. Também faz parte de sua história a colaboração de alguns dos maiores artistas do cenário internacional como Leonard Bernstein, Arthur Rubinstein, Mstislav Rostropovich, Igor Stravinsky, Claudio Arrau, Zubin Mehta, Lorin Maazel e Kurt Masur, entre muitos outros.

Composta atualmente por mais de 70 músicos brasileiros e estrangeiros, a OSB contempla uma programação regular de concertos, apresentações especiais e ações educativas, além de um amplo projeto de responsabilidade social e democratização de acesso à cultura. Para viabilizar suas atividades, a Fundação conta com a Lei Rouanet, tem a NTS – Nova Transportadora do Sudeste como mantenedora e a Vale, Brookfield e Eneva como patrocinadoras, além de um conjunto de apoiadores culturais e institucionais.

SOBRE PRISCILA BOMFIM

Além de seu reconhecido trabalho como pianista, Priscila Bomfim tem despontado nos últimos anos com seu trabalho como maestrina. Regeu espetáculos destacados pela crítica na cidade do Rio de Janeiro, como a ópera Serse em 2017, com elenco da Academia Bidu Sayão e a Orquestra da UFRJ, e, em 2018, a ópera de câmara Piedade, do compositor João Guilherme Ripper, na Sala Cecília Meireles.

Priscila Bomfim é pianista e maestrina assistente da Orquestra Sinfônica no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, onde regeu concertos e óperas da sua temporada: Serse, de Handel (2016), La Tragédie de Carmen, de Bizet/Constant (2017) e Un Ballo in Maschera, de Verdi (2018). Também é maestrina da Orquestra de Mulheres do Rio de Janeiro, orquestra sinfônica que faz estreia no mês de março de 2018 e que marca a representatividade feminina no meio musical.

Priscila apresentou-se em concertos à frente das Orquestras Sinfônica Nacional do Chile (Chile), Sinfônica Jovem de São Petersburgo (Rússia), Filarmônica de Minas Gerais (MG), Sinfônica de Santo André (SP), Sinfônica Cesgranrio (RJ) e Järvi Academy Sinfonietta (Estônia), durante cursos com os maestros Leonid Grin, Alexander Polianychko, Fabio Mechetti, Abel Rocha, Isaac Karabtchevsky, Neeme Järvi e Paavo Järvi.

Em 2018, além de concertos com a Orquestra Sinfônica da Bahia, a Orquestra Acadêmica Bomfim (Portugal), do Concerto Mendelssohn e da Série Primavera da Dança com o Balé e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do RJ, foi uma das seis maestrinas escolhidas internacionalmente para participar da 4ª Residência do Linda and Mitch Hart Institute para Mulheres Regentes, do The Dallas Opera (Texas/EUA).

Priscila iniciou seus estudos musicais em Portugal, onde nasceu e venceu seu primeiro concurso de piano. Estudou Piano e Regência Orquestral na UFRJ, onde também concluiu seu Mestrado em Piano com um relevante trabalho sobre Leitura à Primeira Vista ao Piano.

 

PROGRAMA:

Chiquinha Gonzaga – Saudade

Chiquinha Gonzaga – Carlos Gomes

(Arranjos de Paulo Aragão)

Marianna Martines – Sinfonia em Dó Maior

     I.        Allegro con spirito

   II.        Andante ma non troppo

 III.        Allegro spiritoso

Ethel Smyth – Abertura The Boatswain’s Mate

Fanny Mendelssohn Hensel – Abertura em Dó Maior

Louise Farrenc – Sinfonia No.3, op.36, Sol Menor

     I.        Adagio – Allegro

   II.        Adagio cantabile

 III.        Scherzo: Vivace

  IV.        Finale: Allegro

SERVIÇO:

OSB – Série em Foco – “Mulheres na Música – Grandes Compositoras do século XVIII e XIX”

Priscila Bomfim, Regente

Dia 26 de março de 2018 (terça-feira), às 20h

Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Endereço: Praça Floriano, s/nº – Cinelândia/Centro – Rio de Janeiro

Ingressos:

Frisa/Camarote: R$100,00 (R$50 meia)

Plateia: R$100,00 (R$50 meia)

Balcão Nobre: R$100,00 (R$50 meia)

Balcão Superior: R$50,00 (R$25 meia)

Balcão Superior Lateral:  R$40,00 (R$20 meia)

Galeria Central: R$30,00 (R$15 meia)

Galeria Lateral: R$20,00 (R$10 meia)

(à venda na bilheteria do Municipal e no site Ingresso Rápido)

Alcione no Teatro Rival

O que pode ser melhor do que comemorar o aniversário com um show da Alcione? O Teatro Rival Petrobras sabe o quê: festejar com três shows de Alcione. É isso mesmo! Neste mês de Março, a diva fará três apresentações do espetáculo “Eu sou a Marrom – Acústico” na casa que está comemorando seus 85 anos de atividade e resistência pela cultura carioca. O primeiro show é na quinta-feira, dia 21. Os outros dois são na sexta, 22, dia de apagar as 85 velinhas do bolo do Rival. Tarefa para a artista que tem fôlego de “loba”.

Alcione está feliz em ser a convidada especial para a festa de aniversário do teatro: “O Rival é parte importante na minha trajetória artística. Minhas temporadas lá sempre foram de muito sucesso e só me trouxeram alegrias. Mas é, principalmente, um marco na história cultural de nossa cidade. Um sinônimo de resistência, arte, cultura, que sobreviveu até mesmo em tempos sombrios traçados pela opressão e censura. Por tudo isso, jamais poderia ficar fora de uma celebração tão importante”.

 

No espetáculo “Eu sou a Marrom – Acústico”, Alcione vai cantar seus maiores sucessos de carreira, alguns que nem constavam dos últimos shows. Outra boa novidade desse projeto é o formato, que traz a cantora acompanhada apenas de teclado (Alexandre Menezes, também diretor musical), baixo (Ricardo Cordeiro), percussão (Beto Nazareth), bateria (Paulinho Bogado) e vocais de Maria Helena e Sylvia Nazareth. Uma formação que tem a finalidade de aproximar palco e plateia, estabelecendo uma ligação mais íntima entre a intérprete e o público. A cara do Rival! Pura emoção!

Com 47 anos de carreira, 42 álbuns (entre LPs e CDs) e 9 DVDs gravados, Alcione já ultrapassou a marca de dez milhões de discos vendidos, fez shows em mais de 30 países e perdeu a conta de quantas vezes cruzou o Brasil de ponta a ponta com turnês prestigiadas pelo público e pela mídia, com lotações esgotadas. 


Foram mais de 350 prêmios, entre nacionais e internacionais como o Grammy Latino; honrarias, títulos e comendas. Artista amada por plateias de todos as faixas etárias, classes sociais e intelectuais, Alcione também faz questão de utilizar as novas mídias para se aproximar do público e é sucesso também em suas redes sociais: mais de 674 mil curtidas no Facebook, 767 mil seguidores no Instagram e quase 100 mil no Twitter.

O que não faltam são motivos para Alcione e o Teatro Rival Petrobras comemorarem!

Serviço: Alcione – Show “EU SOU A MARROM” – Acústico

Dias 21 – quinta- feira, às 19h30

Dia 22 –  sexta-feira – Aniversário de 85 anos do Teatro Rival Petrobras – Shows às 19h30 e às 22h. (Dose dupla)

Setor A – Mezanino
R$ 140 (Inteira)

R$ 70(Estudante/Idoso/Professor da Rede Municipal/Funcionário   Petrobras/Assinante O Globo)

Setor B –  Mezanino B

R$ 120 (Inteira)

R$ 80(Promoção para os 100 Primeiros Pagantes)
R$ 60 (Estudante/Idoso/Professor da Rede Municipal / Funcionário Petrobras / Assinante O Globo)

Local: Teatro Rival Petrobras – Rua Álvaro Alvim, 33/37 – Centro/Cinelândia – Rio de Janeiro.

Venda antecipada pela Eventim –http://bit.ly/TeatroRival_Ingressos2GIaEKp  Bilheteria: Terça a Sexta das 13h às 21h | Sábados e Feriados das 16h às 22h Censura: 18 anos. www.rivalpetrobras.com.brInformações: (21) 2240-9796. Capacidade: 350 pessoas. Metrô/VLT: Estação Cinelândia.

*Meia entrada: Estudante, Idosos, Professores da Rede Pública, Funcionários da Petrobras, Clientes com Cartão Petrobras e Assinantes O Globo.

Carlos Posada na Audio Rebel

Um dos principais compositores de sua geração, Posada se apresenta na Audio Rebel, em Botafogo, no dia 20/03 (quarta-feira) em formato acústico. O show começa às 20h com ingressos a R$20.

 

O cantor e compositor passará pelo repertório de seus três álbuns: “Posada”, “Isabel” e “Posada e o Clã”. Além disso, antecipa canções de seu próximo trabalho. Suas canções já foram gravadas por artistas como Lenine, Duda Brack, Aíla e Ana Cañas.

 

Filho de mãe brasileira e pai argentino, nascido na Suécia, criado em Pernambuco e radicado no Rio, Carlos Posada começou a se destacar na cena independente com a banda de manguebeat Bárbara e os Perversos e se tornou um compositor destaque pelos seus versos pesados e poéticos sobre um Brasil urbano e contemporâneo.

 

O show acontece na Audio Rebel, a casa de todas as tribos em Botafogo. O espaço fica na Rua Visconde de Silva, 55, e funciona também como estúdio de ensaio e gravação, luthieria e loja de música.

 

Serviço

Posada

Data: 20/03/2019 (quarta-feira)

Horário: 20h

Local: Audio Rebel

Endereço: Rua Visconde de Silva, 55 – Botafogo – Rio de Janeiro/RJ

Ingressos: R$20

Eventos: https://www.facebook.com/events/1180108505480602/

Classificação: 16 anos

Capacidade da casa: 90 pessoas (lotação máxima)

Forma de pagamento: para o ingresso, apenas dinheiro; no bar, todos os cartões de crédito

Casa equipada com ar condicionado e wi-fi gratuito

Horário de funcionamento da bilheteria: todos os dias, de 14h às 21h