“Brillha la Luna” no Pruential

Os fãs da música pop têm mais uma razão para comemorar. No dia 2 de novembro estreia, no Teatro Prudential (RJ), o espetáculo “Brilha la Luna” que tem inspiração nas músicas do grupo Rouge.

O musical, uma produção da Lab Cultural com apoio da Aventura Entretenimento, tem texto de Juliano Marceano, direção de Pedro Rothe (Elis – A Musical), direção musical de Tony Lucchesi (vencedor do Prêmio Bibi Ferreira por Bibi – Uma Vida em Musical) e coreografias de Victor Maia (Meu Destino é Ser Star). Os figurinos são assinados pela estreante Ana Elisa Schumacher (M.O.T.I.M).

A ideia, segundo os idealizadores, nasceu antes mesmo da volta do grupo em 2013.

– A ideia surgiu faz tempo. Uma das minhas melhores amigas, que é atriz e estava fazendo novela comigo na época, viveu em uma comunidade hippie até seus 16 anos sem acesso algum a tecnologia ou cultura pop. Aquela história ficou tanto na minha cabeça que comecei a rascunhar a ideia de uma peça sobre essa garota que passa uma vida em uma aldeia afastada da cidade e cai de paraquedas no mundo frenético da televisão. No café onde eu escrevia o nome das primeiras personagens, tocou Ragatanga. Foi ali que me ocorreu que “Aserejé” é um nome ótimo para uma comunidade alternativa e que esse tal “Diego” que vira a esquina podia ser um mochileiro que apresenta todo esse universo a essa garota. Me juntei com o Juliano (Marceano, autor do texto) e começamos a desenvolver a dramaturgia em cima do repertório que a gente conhecia de cor: éramos fãs da banda de dormir na porta do estádio para ir no show! – completa Diego Montez, um dos idealizados do espetáculo.

A história tem como base a personagem Luna, que dá nome ao espetáculo, uma jovem que viveu toda sua vida na Comunidade de Arerejé, um refúgio hippie criado por seus pais escondido das grandes metrópoles. Ela vive uma vida tranquila, mas ao completar 18 anos, se vê órfã e sente que falta algo em toda aquela perfeição. É aí que ele vira a esquina vê Diego e toda a história começa.

O espetáculo passou pelo aval das integrantes do Rouge em 2017 e foi aprovado de cara.

– Foi um dos momentos mais tocantes da trajetória da peça. Apresentamos em 2017 uma leitura para elas e foi um momento muito lindo de troca. Elas se emocionaram, agradeceram o carinho e homenagem e se demonstraram muito abertas na época. Ter a bênção das cinco seria essencial – diz Diego.

Uma das razões do Rouge ser a escolha para o espetáculo foi que, além de ser um dos maiores grupos pop do Brasil, é também o motivo que torna tão fácil escrever uma dramaturgia sobre, elas falavam para todos e por todos.

– Todos se identificavam com os temas dos hits que iam desde baladas apaixonadas a verdadeiros hinos de empoderamento. Em seu retorno, o grupo se aprofundou mais nas discussões sobre a importância de se valorizar, respeitar o próximo e espalhar o amor. Além do mais…todos, inclusive você que está lendo, já dançaram uma boa Ragatanga em alguma festa! – ressalta Montez.

O espetáculo tem como premissa convidar a família toda, fãs do grupo e fãs de musical a refletir de maneira leve sobre sonoridade, diversidade e o poder dos sonhos. Tudo que as meninas passaram em suas músicas e a que são causas tão urgentes hoje em dia. A maioria dos hits do Rouge estará presente em 1h30 de espetáculo.

O elenco de “Brilha la Luna” é alternante, ou seja, cada personagem é interpretado por dois atores que dividem as sessões do musical. Sendo assim, os 9 personagens da peça são vividos por 18 atores e um elenco diferente em toda sessão!

Estão no elenco: Carol Botelho (Peter Pan) e Marcella Bartholo, que dão vida a Luna, a personagem Lilith é vivida pelas atrizes Myra Ruiz (Wicked) e Bel Lima (Bibi Ferreira). Robson Lima (VAMP – O Musical) e André Sigom (60! Doc Musical) serão Diego. Pedro, o melhor amigo, é vivido por Léo Bahia (da novela O Tempo Não Para) e Tauã Delmiro (70! Doc Musical). Calíope, a bailarina que tenta se provar apesar dos padrões é interpretada por Lyz Ziese (da novela O Sétimo Guardião) e Julia de Aquino (O Grande Cometa / RJ). Carol Vanni (Hoje é Dia de Rock!) e Amanda Doring (70! Doc Musical) dão vida a mimada Tiffany. Dois atores se alternam para viver a drag Queen Thalia: Diego Martins (X-Factor) e Victor Maia (coreógrafo do Lata Velha). Dinho, o tímido e confuso assistente é interpretado por Daniel Haidar (Merlin – Ao Som de Raul Seixas) e Luiz Gofman (O Homem de La Mancha) e Helga Nemetik (Show dos Famosos) e Fernanda Gabriela (Yank!) dão vida a misteriosa e energética Theodora. Completam o elenco: Deborah Marins (Rock In Rio – Lisboa), Raí Valadão (Man in The Mirror), Adam Lee (Ayrton Senna – O Musical), Yasmin Lima (Shrek), Lucas Becerra (Musical Popular Brasileiro) e Luiza Cesar (O Despertar da Primavera).

Os ingressos já estão à venda pelo https://bileto.sympla.com.br/event/62786/d/74277

Sinopse:

A história tem como base a personagem Luna, que dá nome ao espetáculo, uma jovem que viveu toda sua vida na Comunidade de Arerejé, um refúgio hippie criado por seus pais escondido das grandes metrópoles. Ela vive uma vida tranquila, mas ao completar 18 anos, se vê órfã e sente que falta algo em toda aquela perfeição. É aí que ele vira a esquina…

Diego, um mochileiro que está de passagem pela comunidade encanta Luna levando ela acreditar que finalmente encontrou a última parte que precisava pra completar a vida perfeita.
Quando Diego parte de Aserejé, ela descobre que o endereço do garoto na cidade grande é o mesmo estampado em cartas que seu pai, então líder da comunidade, recebia enquanto vivo. Luna decide segui-lo atrás de respostas com a ajuda de Pedro, seu melhor amigo secretamente apaixonado por ela.

Ao chegar na cidade grande ela acaba participando por engano da seleção de um show de talentos televisivo que irá revelar a nova estrela pop do Brasil. No programa, Luna conhece um grupo de garotas que irão se tornar suas novas amigas: Calíope; uma excelente bailarina que não liga para os que a acham fora do padrão de peso; Tiffany, que tenta a todo custo fugir do estereótipo da menina rica e mimada; Thalia, uma drag queen fabulosa que tem uma queda por Dinho, o assistente de direção – “hétero” – do programa, e Lilith, uma tímida caipira que parece ser muito mais do que uma “boa menina”. Theodora a poderosa dona do programa, também vê em Luna um brilho especial que ainda não entende se pode ser uma faísca de grande talento ou um eco de seu passado misterioso.

Luna continuará em busca de respostas sobre quem ela realmente é ou irá se esquecer de tudo para se tornar a nova estrela da música?

 

Brilha La Luna

Gênero: Musical

Temporada: 2 de novembro a 16 de dezembro

Sessões: Sábados às 16h, Domingos às 16h e Segundas às 19h

Preço: R$ 25 a R$ 75 reais

Classificação: 12 anos

Teatro Prudential

Rua do Russel, 804 – Glória (RJ)

Telefone: (21) 2558-3862

Lotação: 359 lugares

Venda online: https://bileto.sympla.com.br/event/62786/d/74277

Ficha Técnica:

IDEIA ORIGINAL: Diego Montez

TEXTO: Juliano Marceano

DIREÇÃO GERAL: Pedro Rothe

DIREÇÃO MUSICAL: Tony Lucchesi

COREOGRAFIAS: Victor Maia

FIGURINOS: Ana Elisa Schumacher

CENÁRIOS: Vinícius Lugon

DESENHO DE SOM: Lucas Couto

DESENHO DE LUZ: Alexandre Farias

DIREÇÃO RESIDENTE: Theodora França

DESGINER: Eduardo Ekermann

PRODUÇÃO EXECUTIVA: José Vinicius Toro

PRODUÇÃO: Thay Blois e Paula Serra

ASSESSORIA DE IMPRENSA: MercadoCom / Ribamar Filho

PRODUÇÃO: Lab Cultural

APOIO: Aventura Entretenimento

ELENCO: Carol Botelho, Marcella Bartholo, Myra Ruiz, Bel Lima, Robson Lima, André Sigom, Léo Bahia, Tauã Delmiro, Lyz Ziese, Julia de Aquino, Carol Vanni, Amanda Doring, Diego Martins, Victor Maia, Daniel Haidar, Luiz Gofman, Helga Nemetik, Fernanda Gabriela, Deborah Marins, Raí Valadão, Adam Lee, Yasmin Lima, Lucas Becerra, Luiza Cesar.

Instagram: https://www.instagram.com/brilhalalunaomusical/

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O Amor em tempos de Bossa Nova

Dois astronautas vagam na lua, de repente avistam algo inebriante. Extasiados com a visão paralisam e escutam uma voz que vem do espaço: “Um pequeno compasso para o homem. Um compasso gigante para a humanidade. A bossa nova é azul”. Assim começa O amor em tempos de bossa nova’, uma fantasia musical sobre o amor de Aloisio de Abreu, com Aloisio de Abreu e Iza Eirado, direção de Walter Lima Júnior, direção musical de Maurício Gueiros, consultoria musical de Roberto Menescal, direção de movimento de Marina Salomon, preparação de canto de Ana Calvente, cenografia de José Dias, figurinos de Tiago Ribeiro, e com o trio de músicos: Itamar Assiere (piano), Diego Zangado (bateria) e Zé Luiz Maia (contrabaixo). A montagem ficará em cartaz de 12 de outubro a 17 de novembro de 2019, no Teatro I do Centro Cultural Banco do Brasil, de quarta a domingo, às 19h. A estreia será no dia em que o CCBB completa 30 anos!

‘O amor em tempos de bossa nova’ é uma comedia musical que mistura romance e irreverência, com alguma dose de fantasia. Um casal – Ele e Ela, travam um doce embate revelando várias faces desse sentimento que, quem não tem, quer; quem já tem, não quer perder; e quem perde, chora: o amor. Cerca de 25 canções, especialmente selecionadas entre os clássicos da bossa nova, se misturam com cenas que retratam o universo temático-poético desse movimento musical que transbordou as fronteiras brasileiras se espalhando pelos quatro cantos do mundo. Em ritmo cadenciado as histórias vão sendo contadas através de quadros: o encontro e a paixão, o desencontro e a desilusão, o versejar de uma garrafa de uísque – “Eu sou uma garrafa de uísque / musa mor da bossa nova / sem minha autorização / verso algum o poeta aprova”; a angústia da incerteza; o amor duplo; o diálogo rítmico entre a poesia de um rap e a canção “Chega de saudades”, a subversão especialmente preparada por Aloisio de Abreu para “Minha namorada”, numa homenagem ao espetáculo “Subversões” realizado por ele nos anos 90, precursor do gênero “teatro besteirol musical brasileiro”.

Em O amor em tempos de bossa nova’ a época e o local onde os personagens se encontram não são definidos. Os “tempos de bossa nova” a que se refere o título trazem, em si, um jogo semântico. Pode ser o tempo cronológico: uma época, as primaveras e outras estações. Pode ser o tempo interno de cada personagem: ora ilustrando, ora preparando o terreno para a cena que vem a seguir. As músicas tomam a forma de duetos, solos, entremeados por conversas, confissões, humor, leveza e muito romance. O musical, com 60 minutos de duração, apresenta canções emblemáticas como: “Minha Namorada” ǀ “Este seu olhar” ǀ “Tim tim por tim tim” ǀ “Discussão” ǀ “Por causa de você” ǀ “Canto de Ossanha” ǀ “Chove lá fora” ǀ “Você vai ver” ǀ “Fotografia” ǀ “Saudosismo” ǀ “Eu sei que vou te amar” ǀ “Brigas nunca mais” ǀ “Chega de Saudade” ǀ “Disse alguém” ǀ “Só tinha que ser por você” ǀ “S’ Wonderful”.

Teatro e música se fundem numa homenagem à bossa nova, seus compositores e intérpretes – em 2019 perdemos João Gilberto, ícone maior do movimento –  e todos os amantes que já pisaram nesse planeta terra.

 

CCBB 30 anos

 

Inaugurado em 12 de outubro de 1989, o Centro Cultural Banco do Brasil celebra 30 anos de atuação com mais de 50 milhões de visitas. Instalado em um edifício histórico, projetado pelo arquiteto do Império, Francisco Joaquim Bethencourt da Silva, o CCBB é um marco da revitalização do centro histórico da cidade e mantém uma programação plural, regular, acessível e de qualidade. Mais de três mil projetos já foram oferecidos ao público nas áreas de artes visuais, cinema, teatro, dança, música e pensamento.  Desde 2011, o CCBB incluiu o Brasil no ranking anual do jornal britânico ‘The Art Newspaper’, projetando o Rio entre as cidades com as mostras de arte mais visitadas do mundo. Agente fomentador da arte e da cultura brasileira segue em compromisso permanente com a formação de plateias, incentivando o público a prestigiar o novo e promovendo, também, nomes da arte mundial.

FICHA TÉCNICA:

Texto Aloisio de Abreu

Direção Walter Lima Júnior

Elenco Aloisio de Abreu e Iza Eirado

Idealização do projeto Iza Eirado

Direção Musical Maurício Gueiros

Consultoria Musical Roberto Menescal

Direção de Movimento Marina Salomon

Cenografia José Dias

Figurinos Tiago Rodrigues

Preparação Vocal Ana Calvente

Assistente de direção e produção Tom Pires

Design gráfico Refinaria Design Valerie Tomsic

Assessoria de Imprensa Daniella Cavalcanti

Direção de Produção Dadá Maia

Produtores Associados Eirado e Gueiros Produções ǀ Ciranda de 3 Trupe Produções

Patrocínio Eletrobras Furnas (através da Lei Federal de Incentivo à Cultura)

Apoio Cultural Centro Cultural Banco do Brasil

SERVIÇO:

Local: Teatro I – Centro Cultural Banco do Brasil

Endereço: Rua Primeiro de Março, 66 – Centro

Informações: 38082020

Horário: de quarta a domingo, às 19h

Ingresso: R$30,00

Capacidade: 170 lugares

Duração: 60 minutos

Gênero: Comédia musical

Classificação indicativa: 10 anos

Temporada: de 12 de outubro a 17 de novembro de 2019

 

ROTEIRO MUSICAL:

1. A Bossa em Nós (Mauricio Gueiros/Iza Eirado) 3’09’’

2. Wave (Tom Jobim) 1’11’’

3. Dindi (Tom Jobim/Aloysio de Oliveira) 2’18’’

4. Mentiras (João Donato/Lysias Ênio) 1’23’’

5. Minha namorada (Carlos Lyra/ Vinícius de Moraes) 2’11’’

6. Este seu olhar (Tom Jobim) 56’’

7. Nós e o mar (Roberto Menescal/ Ronaldo Bôscoli) 1’26’’

8. Só em teus braços (Tom Jobim) 57’’

9. Tim tim por tim tim (Haroldo Barbosa/Geraldo Jacques) 1’14’’

10. Discussão (Tom Jobim/Newton Mendonça) 38’’

11. Garota de Ipanema (Tom Jobim/Vinícius de Moraes) 18’’

12. Por causa de você (Tom Jobim/Dolores Duran) 1’55’’

13. Samba da bênção (Vinícius de Moraes/Baden Powell) 2’16’’

14. Canto de Ossanha (Vinícius de Moraes/Baden Powell) 1’38’’

15. Chove lá fora (Tito Madi) 1’43’’

16. Você vai ver (Tom Jobim) 1’20’’

17. The Dolphin (Luiz Eça) 1’48’’

18. Fotografia (Tom Jobim) 49’’

19. Saudosismo (Caetano Veloso) 1’48’’

20. Eu sei que vou te amar (Tom Jobim/Vinícius de Moraes) 1’48’’

21. Brigas nunca mais (Tom Jobim/Vinícius de Moraes) 53’’

22. Chega de saudade (Tom Jobim/Vinícius de Moraes) 2’15’’

23. Disse alguém (Seymor Simons versão Haroldo Barbosa) 3’12’’

24. ‘S wonderful (George Gershwin/Ira Gershwin) 1’35’’

25. Só tinha de ser com você (Tom Jobim/Aloysio de Oliveira) 2’27’’

 

CURRÍCULOS:

 

WALTER LIMA JÚNIOR

É jornalista, crítico, cineasta, roteirista, professor, diretor teatral, começou sua carreira no cinema como assistente de Adolfo Celi (no inacabado “Marafa”) e Glauber Rocha em “Deus e o Diabo na terra do sol”, onde também foi co-roteirista.

Estreou aos 25 anos como diretor cinematográfico em 1965 com ‘Menino de Engenho’, baseado em José Lins do Rego ganhando todos os prêmios para um filme brasileiro neste mesmo ano e logo em seguida realizou ‘Brasil Ano 2000’ (Urso de Prata no Festival de Berlim). Em cinco décadas dividiu seus trabalhos entre o jornalismo televisivo e o cinema ‘Na Boca da Noite’, ‘A Lira do Delírio’, ‘Joana Angélica’, piloto para a série de televisão nunca realizada “O Gesto Histórico”, ‘Chico Rei’, ‘Inocência’, ‘Ele, o Boto’, O Monge e filha do Carrasco’, ‘A Ostra e o Vento’, ‘Um Crime Nobre’, ‘Os Desafinados’, ‘Através da Sombra’, entre outros, curtas, médias-metragens e documentários.

É um dos mais premiados diretores cinematográficos brasileiros.

Na televisão dirigiu cerca de setenta documentários para os programas Globo Shell Especial e Globo Repórter e as mini-séries ‘Meu Marido’ (na TV Globo) e ‘Capitães da Areia’ (para a TV Bandeirantes), além da temporada da Sitcom norte-americana “Who’s the Boss” (‘Santo de Casa’), também para a TV Bandeirantes.

No palco encenou ‘Dois na Gangorra’, de William Gibson (com Murilo Benício e Giovanna Antonelli), ‘Comendo entre as Refeições’, de Donald Margulies (com Aracy Balabanian e Virginia Cavendish), ‘Hedda Gabler’, de Ibsen (com Virginia Cavendish e Camila Amado), ‘Fica comigo esta noite’, de Flavio de Souza (com Murilo Benício e Marisa Orth), ‘A Propósito da Senhorita Júlia’, baseado em Strindberg (com Alessandra Negrini e Armando Babaiof), ‘A Confissão’, de Stephen Belber (com Ângelo Paes Leme e Sílvio Guindane), ‘Repetition’, de Flavio de Souza (com Tatiana Trinxet, Roger Gobeth e Alexandre Varella), ‘Agora & na Hora’, de Luiz Erlanger (com André Gonçalves, Rodolfo Mesquita e Amanda Lee) e, mais recentemente, ‘Perfume de Mulher’, de Ruggero Maccari e Dino Risi, dramaturgia de Pedro Brício, Silvio Guindane e Walter Lima Júnior (com Sílvio Guindane, Gabriela Duarte, Eduardo Melo e Saulo Rodrigues).

MAURÍCIO GUEIROS

 

Compositor, arranjador, pianista e violonista.

Formado por Luiz Eça e pela maestrina Wilma Graça, acompanhou cantoras como Marianna Leporace e Daúde.

Em 1986 gravou o LP “Aldeias” em parceria com Fernando Leporace, incluindo no repertório canções próprias como “Depois das seis”, “Sierra Maestra”, “Menina do sertão”.

Em 1991 lançou seu segundo LP “Apologia” onde também grava canções próprias entre elas “Rosa canção” e “Cruzeiro do sul”.

Em 1994 sua canção “Tarde de sonhos” em parceria com Tavinho Bonfá é incluída no LP “Iluminar” gravado por Bonfá pelo selo Raiz Forte.

Em 1996 lança o CD “Pela fé” também com canções próprias, e em 1998 integra a equipe da Tibet Filmes compondo temas para as produções cinematográficas.

Recentemente lança o CD “A bossa em nós” em parceria com Iza do Eirado pelo selo Biscoito Fino.

 

ALOISIO DE ABREU

 

Em 2019 temporada de apresentações Do musical “Minha vida daria um bolero”. Ainda em 2019 dirige a comédia-monólogo “O Diabo em Mrs. Davis”, com Andréa Dantas, temporada na Casa de Cultura Laura Alvim – Espaço Rogério Cardoso. Em julho de 2018 estreou “Minha vida daria um bolero”, de Artur Xexéo, direção de Rubens Camelo e Paulo Denizot. Em novembro de 2017 estreou como ator em “AloisioFrankSinatraDeAbreu”, com direção de Ricardo Kosovski. De 14/09 a 07/10, Abreu cumpriu temporada no Porão da Laura Alvim. Atualmente continua em cartaz. Em junho de 2017 estreou “Karaokê – o Monólogo”, como autor e diretor. Este espetáculo foi indicado para o Prêmio do Humor Brasileiro nas Categorias Melhor Espetáculo e Melhor Performance, para Evelyn Castro. Em março de 2017 estreou como ator e autor em “Falando Frangamente”, solo de humor, com direção de Ricardo Kosovski. A temporada se estendeu até julho. Em fevereiro de 2018 cumpriu temporada na Cidade das Artes. De abril a julho de 2016 fez o show “Eles e Eu”. Em 2015 participou do espetáculo “Estúpido Cupido”, texto de Flavio Marinho e direção de Gilberto Gawronski. Ainda em 2015 escreveu a versão brasileira da peça “Cinco homens e um segredo”, original de Martin Casella. Em 2013 escreveu o musical “Cazuza – Pro Dia Nascer Feliz”, com direção de João Fonseca. O musical fez nova estreia em agosto de 2019 no Teatro Riachuelo (RJ).

OUTROS TRABALHOS:

COMO ATOR destacamos: “PRK a Mil” (direção de Nelson Dantas), “Theatro Musical Brazileiro Parte I e Parte II” (direção de Luiz Antonio Martinez Correa), “Macbeth” (direção de Ricardo Kosovski), “O Rouxinol do Imperador” (direção de Miguel Falabella), “Lili, uma história de circo” (direção de Isabella Secchin), com este espetáculo, Aloisio foi indicado para o prêmio Mambembe de Melhor Ator e ganhou o prêmio Coca-Cola de Melhor Ator de 1989, “Ciúme” (direção de Marília Pêra), “Apareceu a Margarida” (direção de Aderbal Freire Filho), “O Doente Imaginário” (direção de Moacyr Góes), “O Século do Progresso” (direção de Antonio De Bonis), “That’s Besteirol” (direção de Aloisio de Abreu), “Esperando Godot” (direção de Zé Celso Martinez Correa), além da ópera “O Cavalinho Azul” (direção de Cacá Mourthé), “Subversões I”, “Subversões II”, “Subversões III-Unplugged” e “Subversões e 3 e ½” (todos com direção de Stella Miranda).

COMO AUTOR, escreveu os espetáculos “PRK a Mil” (direção de Nelson Dantas), “Mamãe foi às compras” (direção de Cláudio Gaya), “Subversões”, “Subversões II – Vestidos de Noiva”, “Subversões 3 – Unplugged”, “Subversões 3 e ½” e “Subversões Social Clubber” (todos dirigidos por Stella Miranda), “Na Festa de Bebete” (direção de Tânia Nardini), “Des- Contos de Fadas”, “Sobe o Pano!” (este último ganhou o prêmio Coca-Cola como um dos cinco melhores espetáculos do ano de 1999), “Intimidades” e “Intimidades II”, além de “Nesta data querida”, em parceria com Lícia Manzo. Também é de sua autoria os espetáculos: “Esse alguém maravilhoso que eu amei” (que também dirigiu junto com Cininha de Paula).

COMO DIRETOR, encenou os seguintes espetáculos: “Des-Contos de Fadas”, “Sobe o Pano!”, “Intimidades”, “Intimidades II”, “That’s Besteirol”, “Cócegas”, “Esse alguém maravilhoso que eu amei” e “Primeiro de Abreu”.

EM CINEMA, participou do filme “Primeiro de Abril, Brasil”, de Maria Letícia e do curta metragem “Os moradores da rua Humboldt”, de Luciano Moura. Participou também do longa “Canta, Maria”, de Francisco Ramalho Jr.(2005) É roteirista do longa-metragem “Embarque imediato”, de Alan Fitterman (2005). Colaborou no primeiro tratamento do roteiro do filme “Bem casados”, de Aluizio Abranches (2009).

EM TELEVISÃO, Aloisio de Abreu foi redator final do programa “A Diarista”. Além disso, foi roteirista dos programas “Sai de Baixo”, “Vídeo-Bula” e “A Grande Família”. Em 2008 escreveu o programa “Casos & Acasos”, em 2009 o programa “Junto & Misturado”, com Bruno Mazzeo. Em 2013 escreveu “Amor & Sexo” e “Junto & Misturado”.

Em 2006 escreveu, produziu, dirigiu e atuou no espetáculo “Primeiro de Abreu”, de sua autoria. Em 2007 estreou “Corações Encaixotados”, de Bosco Brasil. Em 2009 trabalhou como ator na novela “Três Irmãs”, de Antonio Calmon. Nos anos de 2010, 2011 e 2012, esteve em cartaz como ator em “Subversões 21”, de sua autoria, junto com Luís Salem. Em 2012, roteirizou, produziu e dirigiu o espetáculo “Isto aqui é rock’n’roll”, de fevereiro a maio, no Teatro Leblon. De janeiro de 2013 a fevereiro de 2015 cumpriu temporada como ator na peça “Nós sempre teremos Paris”, de Artur Xexéo, direção de Jacqueline Laurence, no Rio, SP e Brasília. Por essa peça, Abreu foi indicado para o Prêmio Bibi Ferreira de Melhor Ator de 2014, em SP.

 

IZA EIRADO

 

Atriz de cinema, teatro e tv, e cantora.

No teatro tem experiências internacionais como a participação na montagem de “Les Troyennes”, direção de Dominique Quehec no Opera de la Bastille (Paris, 1990), e o estágio na Companhia do Théatre du Soleil, dirigida por Arianne Mnouschkine (1991).

Em 2019 participou do elenco de “As Comadres” musical de Michel Trembley, com direção de Ariane Mnouchkine e direção musical de Wladimir Pinheiro, que cumpriu temporada no Rio de Janeiro e São Paulo.

Atuou em filmes como “A grande arte” de Walter Salles Junior (1991), “Lavoura Arcaica” de Luiz Fernando Carvalho (2001).

Na televisão atuou em “Anos dourados” minissérie dirigida por Roberto Talma, produzida e exibida pela TV Globo, “Amazônia” novela dirigida por Tizuka Yamasaki produzida e exibida pela extinta TV Manchete.

Entre 1997 e 2015 realiza inúmeros shows com repertório do seu primeiro CD “novo amor” e de seu último CD “A bossa em nós” em parceria com Maurício Gueiros pelo selo Biscoito Fino.

Apresentação comemorativa do musical “Belchior: ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro”

O musical BELCHIOR: ANO PASSADO EU MORRI, MAS ESSE ANO EU NÃO MORRO que foi aplaudido por quase 20.000 pessoas, em 02 temporadas no Teatro João Caetano, onde estreou em abril 2019 (na Praça Tiradentes), na Sala Baden Powell, em Copacabana, no Teatro Municipal de Niterói, no Theatro José de Alencar em Fortaleza e no Teatro Liberdade em São Paulo conta um pouco da vida, da obra e dos pensamentos do cantor e compositor cearense, através de uma dramaturgia formada por trechos de entrevistas do próprio cantor.

O musical será apresentado no dia 26 de Outubro / 2019 no teatro RIVAL BR, em comemoração ao 73º aniversário de  Belchior no Teatro Rival BR.

Um dos roteiristas e diretor do espetáculo Pedro Cadore, conta um pouco sobre o processo de desenvolvimento do musical:

“Belchior me surgiu com força no segundo semestre do ano passado, época das eleições, onde tudo parecia estar perdido e de repente me veio o compositor/poeta falando sobre amor, medo, esperança, valorização da arte e tempos novos. A partir daí eu e a Claudia Pinto decidimos fazer uma organização de textos de suas entrevistas de tv, rádio e jornais. O intuito é passar muito mais que uma biografia, mas reviver um show de Belchior transmitindo toda sua filosofia e atmosfera. Belchior mesmo dizia que o trabalho do artista importa mais que o significado particular da sua vida. Então, entremeado a muita poesia e indignações, a peça conta a juventude do cantor cearense a partir do Cidadão Comum, personagem recorrente de suas canções e de alguma maneira seu álter ego”.

 

O ator e cantor Pablo Paleologo que dá vida ao cantor cearense explica que é uma responsabilidade muito grande interpretá-lo em cena! “Belchior tinha muita coisa pra dizer e muita coisa que precisa ser ouvida hoje em dia. E isso em canções de 1974, 1977… canções que, infelizmente, ainda são bastante atuais. Eu fico bem feliz de poder ser um tipo de “porta-voz” dele nos dias atuais, até porque acredito que pensamos de forma muito parecida e acredito que a música tem um jeito de fazer com que as pessoas ouçam o que precisa ser dito com mais ternura, mais clareza. E Belchior fazia isso como ninguém.  Belchior foi um cara extremamente enigmático, apaixonante, único!  O Brasil é um país de memória curta. E acho que esse espetáculo tenta mudar isso um pouco. É preciso manter viva a lembrança das coisas ruins que aconteceram para que elas não voltem a acontecer. E é preciso mantermos viva a memória dos grandes artistas que passaram pela história da nossa música. Belchior não vai morrer nunca”.

O ator Bruno Suzano que interpreta o Cidadão Comum, personagem recorrente nas canções de Belchior e de alguma forma seu alter ego comenta seu personagem: “Infelizmente moramos no país que tem um dos maiores índices de desigualdade do mundo. Dependendo do seu status, da sua roupa, do seu tom de pele, suas oportunidades vão aparecendo ou sumindo de vez. O Cidadão Comum é esse, que pela infelicidade do destino não pôde sonhar com um lugar além do seu trabalho rotineiro”.

O produtor João Luiz Azevedo comenta que é um privilégio manter um espetáculo grandioso como esse, com 02 atores/cantores + 01 banda com 06 músicos que tocam ao vivo durante toda apresentação + técnicos de som e luz sem 1 centavo de patrocínio: “É muito bom manter esse musical sobre um cara incrível como foi o Belchior, na garra, contando apenas com o dinheiro arrecadado nas nossas bilheterias.  Já fizemos 02 temporadas no RJ, 04 apresentações em Fortaleza, 03 em Niterói, sempre com sucesso de publico e criticas e já estamos agendados para apresentações em Mossoró (RN), Curitiba (PR), Florianópolis (SC) e Porto Alegre (RS).

 Acompanhando os dois atores, o musical conta também com a participação de uma banda ao vivo com seis músicos – Dudu Dias (baixo), Cacá Franklin (percussão), Emília B. Rodrigues (bateria), Mônica Ávila (sax/flauta), Nelsinho Freitas (teclado), Rico Farias (violão/guitarra) – que apresentam 15 músicas ao vivo.

No repertório sucessos como: ‘Alucinação’, ‘Apenas Um Rapaz Latino Americano’, ‘A Palo Seco’, ‘Na Hora do Almoço’, ‘Todo Sujo de Batom’, ‘Coração Selvagem’, ‘Medo de Avião’, ‘Mucuripe’, ‘Conheço o Meu Lugar’, ‘Como Nossos Pais’, ‘Populus’, ‘Paralelas’, ‘Velha Roupa Colorida’, ‘Sujeito de Sorte’ e ‘Galos, Noites e Quintais’.

“BELCHIOR: Ano Passado Eu Morri, Mas Esse Ano Eu Não Morro” marca o resgate de Antonio Carlos Belchior, trazendo a tona seu discurso ainda atual em relação a política brasileira. O cantor acreditava na força do amor e na potência transformadora da arte na vida das pessoas. Diante de um cenário repleto de medo e inseguranças sobre o futuro do país, a voz desse belíssimo poeta se faz necessária para pensarmos um mundo igualitário.

O musical conta com a direção de Pedro Cadore, que também assina o roteiro ao lado de Cláudia Pinto. Mais do que sua biografia, o musical pretende mostrar ao espectador a filosofia de um dos ícones mais misteriosos da Música Popular Brasileira.

Biografia

O cantor e compositor Belchior nasceu dia 26 de outubro de 1946, em Sobral, norte do Ceará, e já no início da década de 70 veio para o eixo Rio-São Paulo tentar emplacar suas canções em festivais de música. O sucesso inicial aconteceu quando a cantora Elis Regina interpretou duas de suas músicas em seu espetáculo Falso Brilhante: “Velha Roupa Colorida” e “Como Nossos Pais”.

Belchior faleceu há dois anos, mas seus últimos dez anos de vida já foram de quase silêncio total para a mídia, com raras notícias, entrevistas ou shows.

Na primeira temporada, no Teatro João Caetano (RJ), os filhos do homenageado, Camila e Mikael Henman Belchior e a mãe Ângela, assistiram ao espetáculo e comentaram o quão emocionante foi a experiência:

“Nos emocionamos em ver uma produção sobre a obra do nosso pai tão alinhada com a  proposta artística dele. O foco nas palavras de Belchior, tanto de músicas quanto de entrevistas, enaltece o compromisso do espetáculo com a filosofia do artista. Desejamos vida longa ao musical “Ano Passado Eu Morri, Mas Este Ano Eu Não Morro” e que ele alcance o Brasil inteiro. Parabéns a todos pelo lindo trabalho e empenho, que tenha sido a primeira temporada de muitas por vir!”

Em Fortaleza, os irmãos Francisco Gilberto Belchior e Emilia Belchior rodeados de sobrinhos e a filha Vannick Belchior aplaudiram e se emocionaram com o espetáculo, sendo unanimes em afirmarem que o musical é uma linda e honesta homenagem ao seu irmão e pai Belchior.

“BELCHIOR: Ano Passado Eu Morri, Mas Esse Ano Eu Não Morro” é uma produção de João Luiz Azevedo, que promete trazer uma sessão de nostalgia aos fãs e aos que não conhecem sua poesia inigualável.

Certamente um musical diferente, simples e necessário.

BELCHIOR: ANO PASSADO EU MORRI, MAS ESSE ANO EU NÃO MORRO – O MUSICAL

Roteiro: CLÁUDIA PINTO e PEDRO CADORE

Direção: PEDRO CADORE

Atores: BRUNO SUZANO e PABLO PALEOLOGO

Músicos: CACÁ FRANKLIN (percussão), DUDU DIAS (baixo), EMILIA B. RODRIGUES (bateria), MONICA AVILA (sax/flauta), NELSINHO FREITAS (teclado) e RICO FARIAS (violão/guitarra)

Direção Musical: PEDRO NÊGO

Direção de Arte e Cenografia: JOSÉ DIAS

Iluminação: RODRIGO BELAY

Visagismo: BETO CARRAMANHOS

Produção Geral, Assessoria de Imprensa e Marketing: JOÃO LUIZ AZEVEDO

Classificação indicativa: recomendado para maiores de 12 anos

Tempo de Duração: 70 minutos

Pontos de Venda de Ingressos: Bilheteria do Teatro.

 

Teatro Rival BR

Rua Álvaro Alvim 33 – Cinelândia

Preço dos ingressos: R$ 70,00 / R$ 35,00 (meia)

Dia 26 de outubro/ 2019 – 19:30h;

Próximas apresentações do espetáculo:

Dia 11 de outubro – Fortaleza no Theatro Via Sul;

Dia 13 de outubro – Mossoró no Teatro Municipal Dix Huit Rosado;

Dia 09 de novembro – Curitiba no Teatro Fernanda Montenegro.

“Mona canta Linda” no Maison de France

Abram alas que a primeiríssima Rainha do Rádio vai passar! Em 2019, Linda Batista, também conhecida como A Estrela do Brasil, completaria 100 anos. E é em homenagem a esse centenário que a cantora Mona Vilardo faz o espetáculo teatral “Mona canta Linda” no Teatro Maison de France – estreia no dia 16 de outubro (quarta-feira). A peça fica em cartaz todas as quartas-feiras até 11 de dezembro.
Cantora, atriz, escritora e professora de música, Mona tem uma pesquisa que já completa dois anos sobre a memória das Rainhas do Rádio – o famoso concurso da Associação Brasileira de Rádio, que deu o título por 11 anos a Linda, e que também marcou a clássica rivalidade de Marlene e Emilinha Borba. Em 2017, Mona estreou uma peça saudando Dalva de Oliveira, que passou pelos teatros Maison de France, Dulcina, da UFF e Municipal de Niterói.
O sucesso com o espetáculo em homenagem a Dalva motivou Mona a mergulhar na pesquisa sobre Linda Batista neste ano de centenário. Em junho, a artista lançou três clipes no YouTube com três canções que foram sucesso na voz de Linda – “Risque”, de Ari Barroso, “Vingança”, de Lupicínio Rodrigues, e “Me deixe em paz”, um samba de Monsueto. As gravações foram na Urca – importante cenário dessa história.
“Linda foi a rainha das marchinhas e a que ficou por mais tempo com a faixa de Rainha do Rádio. Foram 11 anos! Ela fazia coleções de joias e vestidos, e era considerada a mais chique entre as Rainhas do Rádio. Ao contrário de Dalva, não viveu um amor passional. O maior caso dela era com a própria carreira”, conta a artista e pesquisadora.
Livro infanto-juvenil
Esse ano, Mona lançou o livro infanto-juvenil “Dalva, minha vó e eu”, primeiro da coleção “Elas por ela — As rainhas do rádio por Mona Vilardo”. A publicação conta, através das memórias entre uma neta e a avó, detalhes da vida e das canções de Dalva de Oliveira Pelo sucesso da obra, Mona esteve na Festa Literária Internacional de Paraty de 2019.
Uma segunda edição está a caminho, e será lançada no Teatro Maison de France, na estreia da atual temporada de Mona. A obra tem o prefácio assinado por Ricardo Cravo Albin, e conta com a curadoria de Rona Hanning (curadora do espaço infantil da Bienal do Livro). “A ideia surgiu principalmente pela falta de registros da Época de Ouro do Rádio e de suas Rainhas para o público infantil, e já está sendo adotado em algumas escolas de Niterói”, explica a artista.
Ficha técnica
Texto: Marcia do Valle e Mona Vilardo
Direção: Vilma Mello
Direção musical e Arranjos: Marcelo Alonso Neves
Iluminação: Aurélio de Simoni
Cenário: Carlos Alberto Nunes
Figurino: Ney Madeira e Espetacular Produções Artísticas
Partituras e Arranjos : Alexandre Prado
Fotos e vídeos para divulgação: Lúcio Laranjeira
Design: Inova Brand
Fonoaudióloga: Verônica Machado
Produção: Filomena Mancuzo
Assessoria de imprensa: Matheus Vieira
Músicos: Kuko Moura (piano), Ricardo Nascimento (trompete), Ayres D’Athayde (percussão) e Francisco Falcon (contrabaixo acústico)
Serviço
“Mona Canta Linda”, de Marcia do Valle e Mona Vilardo
Com Mona Vilardo
Temporada de 16 de outubro a 11 de dezembro
Quartas-feiras, às 19h
Local – Teatro Maison de France – Av. Presidente Antonio Carlos 58, Centro – (21) 2544-2533
Ingressos: R$ 50 (inteira) / R$ 25 (meia-entrada) / R$ 20 (ONGs)
À venda na bilheteria e no site www.tudus.com.br
Classificação indicativa: 12 anos

Raulzito Beleza – Raul Seixas para Crianças

O Rio de Janeiro ganha a partir de outubro um espaço dedicado a exibir e a pensar a arte feita para crianças e jovens. Trata-se do Núcleo de Produção de Arte e Cultura para a Infância e Juventude, que funcionará no Teatro 1 do Sesc Tijuca, Zona Norte do Rio. Estão previstas para o local a apresentação de obras inéditas de todas as linguagens, como temporadas teatrais, exposições e exibições de filmes, mesas de debates, oficinas, residências e outras atividades associadas. A ideia é atender ao público infantil e jovem, assim como pesquisadores e artistas interessados.

A inauguração do espaço será com a estreia do espetáculo “Raulzito Beleza – Raul Seixas para Crianças”, dia 5 de outubro, com temporada até 3 de novembro, aos sábados e domingos, às 16h. O musical, com direção geral de Diego Morais e direção musical de Claudia Elizeu, é a continuação do projeto “Grandes Músicos para Pequenos”, que contempla também “Luiz e Nazinha – Luiz Gonzaga para Crianças”, “O Menino das Marchinhas – Braguinha para Crianças”, “Bituca – Milton Nascimento para Crianças” e “Tropicalinha – Caetano e Gil para Crianças”, espetáculos já assistidos por quase 200 mil pessoas e que somam juntos 12 prêmios de teatro infantil, entre outras 34 indicações.

O projeto do Núcleo de Produção de Arte e Cultura para a Infância e Juventude está sendo implementado em etapas, começando com estreias teatrais. Nestes últimos meses do ano, depois de “Rauzito Beleza – Raul Seixas para Crianças”, a agenda segue com “A saga de Dandara e Bizum a caminho de Wakanda”, da Confraria do Impossível, de 9 de novembro a 8 de dezembro, às 16h, e “O Voo de Iparum”, da Teatro Baixo, de 16 de novembro a 15 de dezembro, às 15h. A partir do ano que vem serão introduzidas atividades formativas associadas e agenda de atividades nas demais linguagens artísticas do programa Cultura do Sesc RJ: Artes Visuais, Audiovisual, Biblioteca, Literatura e Música.

A criação do Núcleo busca cobrir uma lacuna deixada pelo fechamento de espaços dedicados a esse público na cidade. Segundo a gerente de Cultura do Sesc RJ, Márcia Costa Rodrigues, o Núcleo do Sesc se privilegia da já consolidada atuação do Sesc diante dos públicos envolvidos e da possibilidade de diálogo entre a arte e a cultura com outras frentes de trabalho da Instituição.

“Nosso objetivo é oferecer um polo de referência para públicos, artistas e pensadores do campo das artes e da infância. Para isso escolhemos um local específico, diferenciado, para pesquisa, compartilhamento de ideias, saberes e fazeres artísticos, promovendo ainda uma integração entre os diferentes Programas, enriquecendo perspectivas e permitindo dinâmicas culturais ricas e singulares”, analisa Márcia Costa.

SERVIÇO

Núcleo de Produção de Arte e Cultura para a Infância e Juventude

Sesc Tijuca: R. Barão de Mesquita, 539

Inauguração: 5 de outubro, às 16h com “Raulzito Beleza – Raul Seixas para Crianças”

Temporada: Sábados e domingos, às 16h, até 3 de novembro

Ingressos: R$ 2,50 (habilitado Sesc), R$ 5 (meia-entrada) e R$ 10

Classificação: Livre

 

Saiba mais sobre “Raulzito Beleza – Raul Seixas para Crianças”

 

“Raulzito Beleza – Raul Seixas para Crianças” é a continuação do projeto “Grandes Músicos para Pequenos”, que, desde 2013, vem trazendo a obra de expoentes da música brasileira para as novas gerações, sendo contemplado em Categoria Especial no Prêmio CBTIJ de Teatro Infantil 2016 pela sua relevância ao teatro infantil. Os espetáculos do projeto, “Luiz e Nazinha – Luiz Gonzaga para Crianças”, “O Menino das Marchinhas – Braguinha para Crianças”, “Bituca – Milton Nascimento para Crianças” e “Tropicalinha – Caetano e Gil para Crianças”, já foram assistidos por quase 200 mil pessoas e somam juntos 12 prêmios de teatro infantil, entre outras 34 indicações.

Com direção geral de Diego Morais, direção musical de Cláudia Elizeu e roteiro original de Pedro Henrique Lopes, “Raulzito Beleza – Raul Seixas para Crianças” se inspira na infância e em grandes sucessos de Raul Seixas para contar a história de um menino que era criativo demais. Tão criativo que sua falta de atenção ao mundo real começou a atrapalhá-lo na escola. A falta de foco e o excesso de energia de Raulzito traz à cena questionamentos sobre a rotina e o tratamento de crianças que apresentam traços de hiperatividade e déficit de atenção (TDAH).

Preocupados e sem entender a genialidade do filho, os pais de Raul tentam de tudo para que o menino se adeque aos moldes padrões da sociedade. Para desespero dos pais de Raulzito, Mêlo, amigo imaginário de Raul, se materializa para guiá-lo em uma viagem de descobertas e auto aceitação. Juntos, eles percebem que Raulzito não tem que ser igual aos outros, e que cada pessoa é diferente e especial do jeito que ela é.

“Acredito que o ‘Raulzito Beleza’ vai emocionar e divertir adultos e crianças. A mente extremamente criativa e o espírito livre de Raul Seixas fizeram com que ele se tornasse o gênio da música que nós conhecemos. Se ele tivesse se fechado e tentado ser só mais um, nós não teríamos as pérolas musicais que ele nos deixou. O espetáculo é uma ode à imaginação e à criatividade. É sobre se encontrar em você e em todos os universos que sua mente pode criar!”, coloca Pedro Henrique Lopes, autor do espetáculo.

“Raulzito Beleza – Raul Seixas para Crianças” valoriza a cultura musical brasileira, atenta para o valor da família e das relações humanas, apresenta grandes clássicos da música brasileira para as novas gerações, traz um espetáculo de alta qualidade artística, democratiza o acesso à cultura, estimula o debate sobre as diferenças e individualidades presentes em cada pessoa da nossa sociedade, respeita as diferentes formas de aprendizagem do ser humano, valoriza os diferentes tipos de inteligência, e une entretenimento e aprendizagem através de um espetáculo para toda família.

Grandes Músicos para Pequenos

 

“Luiz e Nazinha – Luiz Gonzaga para Crianças” marcou a estreia do projeto “Grandes Músicos para Pequenos”, criado com o intuito de apresentar a vida e a obra de importantes compositores para as novas gerações. Depois, vieram “O Menino das Marchinhas – Braguinha para Crianças”, que estreou em 2016 e foi premiado em três categorias pelo CBTIJ –  Melhor Atriz em Papel Coadjuvante (Martina Blink), Direção de Produção (Entre Entretenimento) e Prêmio Especial pela qualidade do projeto (Diego Morais e Pedro Henrique Lopes), além de outras 12 indicações – Bituca – Milton Nascimento para crianças, de 2017, vencedor do Prêmio CBTIJ de Melhor Ator (Udylê Procópio) e de quatro estatuetas no Prêmio Botequim Cultural: Melhor espetáculo infanto-juvenil, Melhor Direção (Diego Morais), Melhor Roteiro (Pedro Henrique Lopes) e Melhor Atriz Coadjuvante (Aline Carrocino), além de outras 11 indicações – e “Tropicalinha – Caetano e Gil para Crianças”, de 2018, vencedor dos prêmios Brasil Musical 2018 de Melhor espetáculo Infantil, Musical Rio 2018 como Melhor Espetáculo Infantil, e Botequim Cultural de Melhor Direção Infanto Juvenil, além de outras 8 indicações.

As quatro peças juntas já foram vistas por mais de 200 mil espectadores. O objetivo do Grandes Músicos para Pequenos é apresentar a vida e a obra de importantes compositores para as novas gerações e promover o resgate da cultura brasileira através de espetáculos que envolvam toda a família em experiências inesquecíveis.

“A ideia é trazer o legado de uma cultura quase esquecida para as novas gerações, com um conteúdo atraente para as famílias”, descreve Pedro Henrique Lopes, autor das peças do projeto. “Queremos criar experiências de entretenimento inesquecíveis e marcantes, onde o espectador participe de forma ativa”, explica o diretor Diego Morais.

Mais sobre o espetáculo e o projeto em: www.grandesmusicosparapequenos.com.br

FICHA TÉCNICA:

Direção Geral: Diego Morais

Direção Musical: Claudia Elizeu

Roteiro Original: Pedro Henrique Lopes

Elenco: Rodrigo Salvadoretti (Raulzito), Elisa Pinheiro (Maria Eugênia), Pablo Áscoli (Seu Raul) e Pedro Henrique Lopes (Mêlo)

Coreografias: Natacha Travassos

Cenário: Clivia Cohen e José Cohen

Figurinos: Clivia Cohen

Figurinista Assistente: Lucila Bélcic

Iluminação: Lúcio Bragança

Operação de Som: Leonardo Carneiro

Produtor Executivo: Heder Braga

Assistente de Produção: Layla Paganini

Produção e realização: Entre Entretenimento

BELCHIOR: Ano Passado Eu Morri, Mas Esse Ano Eu Não Morro

Pela primeira vez em Niterói, o musical “BELCHIOR: Ano Passado Eu Morri, Mas Esse Ano Eu Não Morro” orgulhosamente fará 03 únicas apresentações no Theatro Municipal de Niterói (Rua Quinze de Novembro, 35 – Centro, Niterói -Tel: 2620-1624), nos dias 06, 07 e 08 de agosto/2019, sexta-feira 20h, sábado às 19h e domingo às 18h, com ingressos a R$60 / R$30 (estudantes, jovens até 21 anos e acima de 60).

O espetáculo que foi aplaudido por mais de 2000 pessoas, durante 3 apresentações no Theatro José de Alencar, em Fortaleza, conta um pouco da vida, da obra e dos pensamentos do cantor e compositor cearense, através de uma dramaturgia formada por trechos de entrevistas do próprio cantor.

O ator e cantor Pablo Paleologo dá vida ao cantor cearense, enquanto o ator Bruno Suzano interpreta o Cidadão Comum, personagem recorrente nas canções de Belchior e de alguma forma seu alter ego.

 Acompanhando os dois atores, o musical conta também com a participação de uma banda ao vivo com seis músicos – Dudu Dias (baixo), Cacá Franklin (percussão), Emília B. Rodrigues (bateria), Mônica Ávila (sax/flauta), Nelsinho Freitas (teclado), Rico Farias (violão/guitarra) – que realizam 15 músicas ao vivo, são elas: ‘Alucinação’, ‘Apenas Um Rapaz Latino Americano’, ‘A Palo Seco’, ‘Na Hora do Almoço’, ‘Todo Sujo de Batom’, ‘Coração Selvagem’, ‘Medo de Avião’, ‘Mucuripe’ (de Belchior e Raimundo Fagner), ‘Conheço o Meu Lugar’, ‘Como Nossos Pais’, ‘Populus’, ‘Paralelas’, ‘Velha Roupa Colorida’, ‘Sujeito de Sorte’ e ‘Galos, Noites e Quintais’.

“BELCHIOR: Ano Passado Eu Morri, Mas Esse Ano Eu Não Morro” marca o resgate de Antonio Carlos Belchior, trazendo a tona seu discurso ainda atual em relação a política brasileira.

Belchior acreditava na força do amor e na potência transformadora da arte na vida das pessoas. Diante de um cenário repleto de medo e inseguranças sobre o futuro do país, a voz desse belíssimo poeta se faz necessária para pensarmos um mundo igualitário.

 O musical conta com a direção de Pedro Cadore, que também assina a organização de textos ao lado de Cláudia Pinto. Mais do que sua biografia, a peça pretende mostrar ao espectador a filosofia de um dos ícones mais misteriosos da Música Popular Brasileira.

O cantor e compositor Belchior nasceu dia 26 de outubro de 1946, em Sobral, norte do Ceará, e já no início da década de 70 veio para o eixo Rio-São Paulo tentar emplacar suas canções em festivais de música. Seu sucesso inicial aconteceu quando a cantora Elis Regina interpretou duas de suas músicas em seu espetáculo ‘Falso Brilhante’: “Velha Roupa Colorida” e “Como Nossos Pais”.

Belchior faleceu há dois anos, mas seus últimos dez anos de vida já foram de quase silêncio total para a mídia, com raras notícias, entrevistas ou shows.

 Na primeira temporada, no Teatro João Caetano, os filhos do homenageado, Camila e Mikael Henman Belchior e a mãe Ângela, assistiram ao espetáculo e comentaram o quão emocionante foi a experiência:

“Nos emocionamos em ver uma produção sobre a obra do nosso pai tão alinhada com a  proposta artística dele. O foco nas palavras de Belchior, tanto de músicas quanto de entrevistas, enaltece o compromisso do espetáculo com a filosofia do artista. Desejamos vida longa ao musical “Ano Passado Eu Morri, Mas Este Ano Eu Não Morro” e que ele alcance o Brasil inteiro. Parabéns a todos pelo lindo trabalho e empenho, que tenha sido a primeira temporada de muitas por vir!”

Em Fortaleza, os irmãos Francisco Gilberto Belchior e Emilia Belchior rodeados de sobrinhos e a filha Vannick Belchior aplaudiram e se emocionaram com o espetáculo, sendo unanimes em afirmarem que o musical é uma linda e honesta homenagem ao seu irmão e pai Belchior.

“BELCHIOR: Ano Passado Eu Morri, Mas Esse Ano Eu Não Morro” é uma produção de João Luiz Azevedo, que promete trazer uma sessão de nostalgia aos fãs e aos que não conhecem sua poesia inigualável.

Certamente um musical diferente, simples e necessário.

Próximas datas do musical:

Dias 20 e 22 / Setembro – Teatro Liberdade em São Paulo

Dia 11/outubro –  Teatro Via Mar em Fortaleza (CE)

Dia 13/outubro – Teatro Lauro Monte Filho em Mossoró (RN)

Dia 26/ Outubro (aniversário de Belchior) – Teatro Rival BR ( RJ )

Dias 09 e 10 / novembro – Teatro Fernanda Montenegro – Curitiba (PR)

FICHA TÉCNICA:

BELCHIOR: ANO PASSADO EU MORRI, MAS ESSE ANO EU NÃO MORRO – O Musical

Organização de Textos: CLÁUDIA PINTO e PEDRO CADORE

Direção: PEDRO CADORE

Atores: BRUNO SUZANO e PABLO PALEOLOGO

Músicos: CACÁ FRANKLIN (percussão), DUDU DIAS (baixo), EMILIA B. RODRIGUES (bateria), MONICA AVILA (sax/flauta), NELSINHO FREITAS (teclado) e RICO FARIAS (violão/guitarra)

Direção Musical: PEDRO NÊGO

Direção de Arte e Cenografia: JOSÉ DIAS

Iluminação: RODRIGO BELAY

Produção Geral, Assessoria de Imprensa e Marketing: JOÃO LUIZ AZEVEDO

Theatro Municipal de Niteroi

Rua Quinze de Novembro, 35 – Centro, Niterói –  Telefone: (21) 2620-1624

Informações e reserva de ingressos pelo whatsapp (21) 99731-093

Dias 06, 07 e 08 de setembro/2019.

Sexta 20h, sábado às 19h e domingo 18h

Classificação indicativa: recomendado para maiores de 12 anos

Valor dos ingressos: R$ 60,00 / R$ 30,00 (meia para estudantes, jovens até 21 anos e idosos acima de 60 anos)

Tempo de Duração: 70 minutos

Pontos de Venda de Ingressos: Bilheteria do Teatro.

Produção: Boca Fechada Produções Artísticas

“Monstros” no Teatro PetroRio das Artes

Pais e mães têm sempre grandes expectativas em relação a seus filhos e vice-versa. Mas como lidar quando os sonhos e desejos não são correspondidos? Como lidar com nossos próprios impulsos e emoções? Este é o ponto de partida de Monstros, primeiro musical argentino contemporâneo montado no Brasil. O premiado espetáculo de Emiliano Dionisi, com músicas originais de Martín Rodríguez, estreia dia 6 de setembro e fica em temporada no Teatro PetroRio das Artes, no Shopping da Gávea, sempre às sextas e sábados, às 21h, e aos domingos, às 20h, até 27 de outubro. A adaptação brasileira ganhou direção de Victor Garcia Peralta, direção musical de Azullllllll e elenco que reúne Claudio Lins e Soraya Ravenle na pele de quatro personagens que fazem o público refletir sobre as crueldades ocultas nas relações familiares e cotidianas.

A trama acompanha a história de Claudio e Sandra, pessoas aparentemente comuns e que só se conhecem porque seus respectivos filhos, Francisco e Luíza, estudam na mesma escola. Eles têm certeza de que seus filhos são especiais e acima da média, apesar de alguns probleminhas na escola, ou questões de relacionamento com outras crianças. Mas nada que o amor desses pais veja como desvios de conduta. Aos poucos, como monstros saindo do armário, as verdadeiras faces dessas famílias vão se revelar.

“O musical põe em cena temas com os quais eu tenho gostado de trabalhar: as relações familiares, educação, infância e, principalmente, a dificuldade que temos de nos colocar do lugar do outro, de exercer a empatia”, explica Victor Garcia Peralta. “Em Monstros, temos um pai e uma mãe que não conseguem olhar de verdade para os seus filhos e que têm dificuldade de lidar com as expectativas frustradas”, acrescenta o diretor, que assistiu à primeira montagem do texto, em Buenos Aires, há três anos.

Na encenação, Claudio Lins e Soraya Ravenle interpretam os pais Sandra e Claudio, mas também seus respectivos filhos, Luíza e Francisco. E assim, percorrem um arco dramático que vai do orgulho ao terror. “Quando o Victor me falou que tinha visto este espetáculo em Buenos Aires, fiquei muito intrigado. Afinal, um musical original com um texto potente e apenas dois atores é algo raro. Consegui assistir ao espetáculo na Argentina e fiquei entusiasmado. Que grade desafio para um ator! Falar das aflições da paternidade é algo com o qual eu me identifico completamente nesse momento da minha vida”, comenta Claudio, que tem um filho de 7 anos.

Atriz com mais de três dezenas de musicais no currículo, Soraya Ravenle chama a atenção para a densidade do texto, que não costuma ser habitual nos espetáculos do gênero. “É uma peça sofisticada, de dramaturgia contemporânea e fragmentada, que fala muito sobre a violência que nos cerca. Há uma grande incapacidade de enxergar verdadeiramente o outro, de ter calma para compreender quando as atitudes das pessoas não são as mesmas que as nossas. A peça põe em cena uma mãe e um pai que amam os filhos, mas que não conseguem se comunicar com eles”, define a atriz e cantora.

O espetáculo conta com oito canções originais, com tradução e versões de Victor Garcia Peralta e Claudio Lins e novos arranjos de Azullllllll, que assina a direção musical e estará em cena com um set eletrônico. Na montagem argentina, os atores eram acompanhados por uma banda, mas, na adaptação atual, a equipe optou por uma produção eletrônica.

 

“Uma sonoridade que aborda do imaginário infantil ao terror para criar uma espécie de realidade onírica e cruel. Há também, nos arranjos, a noção ancestral da relação que temos com nossos pais e nossas paternidades e, por isso, um aspecto sensorial e emocional nas canções. Evoco elementos musicais da nossa ancestralidade brasileira e afro-brasileira e recorro, também, a estéticas eletrônicas, como a das séries “Stranger Things” e “Dark”, buscando a contemporaneidade necessária para dialogar com a diversidade cultural que o povo brasileiro carrega e consome”, define Azullllllll. “Cada música adiciona uma camada ao entendimento da peça, fortalecendo a trama e ajudando a conduzir a energia do espetáculo”, acrescenta.

Também fazem parte do time criativo Fernando Rubio (cenário), Claudio Tovar (figurino) e Maneco Quinderé (iluminação).

Prêmios

 

Selecionado em 2015 como melhor projeto de teatro musical na Bienal de Arte Jovem de Buenos Aires, o texto Monstros teve uma carreira surpreendente. Desde que estreou, no mesmo ano de 2015, até suas últimas apresentações, em 2018, o espetáculo acumulou casas lotadas, excelentes críticas e cerca de 17 prêmios do teatro argentino, além de montagens no Uruguai e na República Dominicana. Na Argentina, venceu o 1º Prêmio Trinidad Guevara (Melhor trilha original), o 1º Prêmio Argentores (Melhor música), ganhou sete Prêmios Hugo (Hugo de Oro – espetáculo do ano,  Melhor musical, Melhor direção, Melhor atriz de musical, Melhor ator de musical, Melhor libreto de musical argentino e Melhores letras de musical argentino) e quatro Prêmios ACE (Melhor Musical, Melhor direção de musical, Melhor ator de musical e Melhor música original). No Uruguai, venceu quatro Prêmios Florencio Sanchez (Melhor musical, Melhor atriz de musical, Melhor ator de musical e Melhor música original).

 

Claudio Lins

Atuou em grandes musicais como “Ópera do malandro” (2003/2006), “Gota d’água” (2009), “Milton Nascimento – nada será como antes” (2012/2013), “Elis, a musical” (2013/2015), “O beijo           no asfalto – o musical” (2015/2016) e “O musical da Bossa Nova” (2017/2018),     entre   outros. Na TV, esteve nas novelas “História de amor” (1995), “Esmeralda”   (2004), “Uma rosa com amor” (2010), “Babilônia” (2015), “Malhação” (2017),    além do reality musical “Popstar” (2017). Tem dois discos gravados e compôs para os espetáculos “O beijo    no asfalto – o musical” e “Senna – o          musical”.

Soraya Ravenle

Uma das grandes atrizes do musical brasileiro, foi revelada para o grande público no musical “Dolores” (1999), onde interpretava a cantora Dolores Duran. Atuou ainda em “South American Way – a vida de Carmem Miranda” (2001), “Ópera do Malandro” (2003/2006),   “Sassaricando – e o Rio inventou a marchinha” (2007/2008), “Um violinista no telhado” (2011) e “Instabilidade perpétua” (2017/2019), entre outros. Esteve nas novelas “Laços de família” (2000), “Beleza pura” (2008), “Paraíso” (2009), “Malhação” (2011) e  “I love Paraisópolis”  (2015). Tem dois discos de carreira.

Victor Garcia Peralta

Responsável pela direção de “Tebas Land”  (2018), uma das grandes sensações da temporada, Victor também dirigiu ”Decadência” (1999), “Dorotéia minha” (2002), “Quartett” (2006), “Não sou feliz mas tenho marido” (2006), “Os homens são de Marte… E é pra lá que eu vou” (2005), “Quem tem medo de Virgínia Wolff” (2014), “Sexo, drogas e rock’nroll” (2015) e “Euforia” (2017/2018), entre outros. Ainda na Argentina, dirigiu “As lágrimas amargas de  Petra Von Kant” (1987), o musical “Gypsy” (1992), além de adaptações de “A   partilha” e “Submarino”, textos de Miguel Falabella e Maria Carmem Barbosa.

Azullllllll

Desenvolve trabalhos nos campos da música, performance, artes visuais e cênicas. Atualmente, apresenta o show ‘Azullllllll’, exibe a instalação interativa ‘Maquina de Contato’ no Centro Cultural Oi Futuro com o Koletivo Machina, do qual é integrante, e produz a coluna de performance ‘#mimesetranseincorporacao’ no site Heretica.co. Dois dos seus trabalhos performativos em andamento são ‘@continuovive’ (instagram) e ‘sem título’. Assinou a direção musical dos espetáculos ‘Ajuste’, ‘bicho’ e ‘Cara de Fogo’, com direção de Georgette Fadel; ‘Naquele Dia Vi Você Sumir’, parceria com Áreas Coletivo e Magiluth; e ‘Instabilidade Perpétua’, com atuação de Soraya Ravenle.

Sinopse curta

 

O premiado musical acompanha o complexo relacionamento de Claudio e Sandra com seus respectivos filhos.

Sinopse longa

O premiado musical Monstros conta a história de Claudio e Sandra, adultos que se cruzam casualmente porque seus filhos estudam no mesmo colégio. Sandra tem tanto orgulho de sua filha Luíza como Claudio tem de seu filho Francisco. Eles têm certeza de que seus respectivos filhos são especiais. Talvez, acima da média. Qualquer problema na escola ou questões de relacionamento com outras crianças são encarados de maneira normal. Nada que o amor sufocante e cego desses pais possa ver como desvios de conduta. Mas, aos poucos, como monstros saindo do armário, as verdadeiras faces dessas famílias vão se revelando, com suas relações caóticas e cotidianas, até um desfecho tão surpreendente quanto inevitável.

Ficha técnica

 

Texto: Emiliano Dionisi

Direção: Victor Garcia Peralta

Elenco: Claudio Lins e Soraya Ravenle

Músicas: Martin Rodriguez

Tradução e versões: Victor Garcia Peralta e Claudio Lins

Direção musical e musicista: Azullllllll

Cenário: Fernando Rubio

Figurino: Claudio Tovar

Iluminação: Maneco Quinderé

Assessoria de Comunicação: Rachel Almeida (Racca Comunicação)

Mídias Sociais: Beto Feitosa

Design gráfico: Alexandre Castro

Direção de produção: Sérgio Saboya e Silvio Batistela

Produção: Galharufa Produções Culturais

Produção Executiva: Anna Bittencourt

 

Serviço

Espetáculo “Monstros”

Temporada: 6 de setembro a 27 de outubro

Teatro PetroRio das Artes: Rua Marquês de São Vicente, 52 – Shopping da Gávea, Rio de Janeiro – RJ

Telefone: 2540-6004

Dias e horários:  6ª e sáb., às 21h, e dom., às 20h.

Ingressos: R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia).

Duração: 1h40

Lotação: 421 pessoas

Classificação Etária: 14 anos

Funcionamento da bilheteria: 2ª a dom., das 15h às 20h. Após às 20h, apenas para as peças do dia.

Instagram: @monstrosomusical