Oi Futuro Flamengo lança o programa HiperMuseus

Qual o futuro dos museus na era digital? Qual o papel de um museu na sociedade do século 21? Um museu pode ser autossustentável? Essas questões motivaram a criação do programa HiperMuseus, inédito no Brasil, que promove a inovação e a cultura digital no campo dos museus e centros culturais. O programa vai atuar na formação de profissionais, formação de redes e desenvolvimento de novas estratégias na área digital, através de seminário, experimentação e mentorias, que serão realizados no Lab Oi Futuro e na Casa Firjan.

O projeto tem patrocínio da Oi e do Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa e Lei Estadual de Incentivo à Cultura, correalização do Oi Futuro e parceria com a Casa Firjan. São apoiadores institucionais do HiperMuseus a Superintendência de Museus da Secretaria de Estado de Cultura, o Instituto Brasileiro de Museus, recebe ainda apoio internacional do Consulado dos Países Baixos e do Conselho Brasileiro Internacional de Museus (ICOM-BR).

Idealizado e coordenado pelo Museu Vivo e pela Inspirações Ilimitadas Projetos Culturais, em correalização com o Oi Futuro, o HiperMuseus é integrado a um movimento global de museus, como o We are Museums, Creative Museums e o Museo Mix. “A hiperconexão ativa o papel dos museus como agentes de transformação, interligando-os a seus públicos e às urgências contemporâneas como nunca antes”, explicam as curadoras Lucimara Letelier e Mariana Várzea.

A ideia pioneira no país vai ao encontro de estratégias já aplicadas em grandes museus do mundo, como o MoMA, em Nova Iorque, o Van Gogh Museum, em Amsterdã, e o Louvre, em Paris. “A necessidade de integrar os meios digitais à atuação dos museus aumenta a interação com a comunidade local, reforça suas funções sociais, como dar acesso e preservar os acervos digitalmente, de forma cada vez mais transparente”, menciona Mariana Varzea, diretora da Inspirações Ilimitadas. Por isso, além do seminário internacional, está previsto um programa de formação interdisciplinar, através do qual, 42 profissionais de diversas áreas serão selecionados para participar do processo de inovação em cultura digital em museus e centros culturais, “Inovar em museus nos tempos atuais é cocriar soluções colaborativas, multidisciplinares e integradas às causas sociais mais urgentes. E também uma nova sustentabilidade econômica aos museus, pela cultura digital”, explica Lucimara Letelier, fundadora e diretora do Museu Vivo. Perfis mistos e diversos unirão forças para prototipar soluções conjuntas para desafios comuns em suas organizações.

Parceiros do HiperMuseus, o Oi Futuro e a Casa Firjan se destacam também como centros de memória e cultura criativa. Com iniciativas colaborativas e inovadoras, o Oi Futuro fomenta experimentações e estimula conexões que potencializam o desenvolvimento pessoal e coletivo, com atuação nas áreas de educação, cultura, inovação social e esporte. O programa faz parte da linha de atuação do Oi Futuro na produção de conteúdo de referência e no estímulo à inovação no setor de museus, em que o instituto atua através do Museu das Telecomunicações – pioneiro em interatividade e gamificação – e na articulação de redes para formação de novos públicos, promovendo pesquisas, seminários e cursos. A Casa Firjan é um hub de inovação recém-inaugurado no Rio de Janeiro dedicado a criar propostas e soluções para os desafios da nova economia em uma sociedade em constante transformação. Aberta e gratuita à visitação, integra uma programação diversa que contempla debates, oficinas, palestras, cursos, atividades educativas e culturais. Atua com foco no desenvolvimento do estado, também possuindo pautas nacionais, valorizando e estimulando as vocações do Rio. Com conteúdo próprio e cocriado busca trabalhar para identificar possíveis conexões e promover interações entre indústrias, corporações, organizações, incluindo a sociedade civil.

Lançamento de Edital e Inscrições

Profissionais que atuam em museus, centros culturais, pessoas ativas em comunidades de cultura maker, tecnologia, especialistas em mídias sociais e cultura digital, e demais interessados no setor cultural, social e de economia criativa são o perfil para o Laboratório HiperMuseus. No dia 11 de junho, data que marca a abertura das inscrições, acontece um evento no LAB Oi Futuro, no Flamengo, às 19h. As inscrições podem ser feitas a partir do site www.hipermuseus.com. A divulgação dos resultados será no dia 08 de agosto e a primeira mentoria já acontece no dia 13. Até dezembro, serão seis encontros – incluindo um seminário aberto ao público na Casa Firjan – para prototipar projetos e soluções de relevância online, que provoquem engajamento nas redes e que tenham sustentabilidade econômica digital. O Van Gogh Museum é uma das presenças confirmadas nos seminários, e o argentino Marcelo Iniarra, profissional sênior de inovação, mobilização pública e captação de recursos, vai liderar o laboratório de inovação.

Inspiração

Dia 20 de agosto haverá um seminário internacional na Casa Firjan, com objetivo de inspirar e criar conexões e articulações em rede. Especialistas de diversas áreas como Tecnologias Digitais, Crowdfunding, Museus de Bases Comunitárias, Captação Online, Cultura Maker, Novas Economias, Movimentos Sociais digitais, vão debater os espaços dos museus e como criar novas realidades para sua atuação social e digital. Van Gogh Museum, Museu do Amanhã, Museu de Favela (MUF), Museu das Telecomunicações e Benfeitoria, Movimento Nossas estão confirmados.

“Para a maioria dos visitantes, o primeiro contato com o museu é digital! E engajá-los nas redes requer técnicas que envolvem empatia, emoção autenticidade e afeto”, relata Martijn Pronk, Diretor de Comunicação Digital do Van Gogh Museum, que está entre os cinco museus de arte no mundo que mais engaja digitalmente, com 2 milhões de seguidores no Facebook, e que virá ao Brasil pela primeira vez a convite do HiperMuseus.

Experimentação

De 21 a 23 de agosto, foi elaborado em conjunto com a Casa Firjan, um laboratório de imersão com o argentino Marcelo Iniarra, profissional sênior de inovação, mobilização pública e captação de recursos com mais de 30 anos de experiência. Iniarra já trabalhou com a Unicef, Anistia Internacional, Médicos Sem Fronteiras, WWF e Greenpeace Internacional, e hoje está liderando sua própria consultoria internacional, apresentando conselhos e inspiração para organizações de todo o mundo.  Seu laboratório tem como objetivo criar uma rede de vivência e experimentação. Desenvolver protótipos de cultura digital pensados para museus com finalidade de gerar engajamento dos públicos em causas (ativismo) ou em mecanismos de sustentabilidade econômica.

Formação

De setembro a novembro, os participantes do Laboratório receberão mentorias de profissionais do mercado que possam guiar a aplicabilidade dos protótipos que terão criado e provocá-los na direção de soluções novas, e ao mesmo tempo, relevantes ao campo museológico. Designers de interatividade, Especialistas em Acessibilidade Universal, consultores de Design Thinking, facilitadores de cultura maker, irão trazer recomendações, provocações e apoiar os 42 profissionais que irão trabalhar juntos na prototipagem.

Colaboração E-book

Ao final do programa os protótipos com soluções inovadoras, e também as principais práticas, propostas e tendências geradas no HiperMuseus serão incluídas em um E-Book e distribuídas para a ampla rede de profissionais de museus via IBRAM, ICOM, Secretarias Estaduais, Redes independentes de museus e museólogos, Canais Museu Vivo e Inspirações Ilimitadas e Oi Futuro/Museu das Telecomunicações. Para além dos protótipos, o HiperMuseus resulta em uma comunidade de profissionais, instituições em torno da cultura digital em museus.

Sobre Museu Vivo – Lucimara Letelier: Diretora do Museu Vivo, consultoria de inovação e sustentabilidade econômica em museus e cultura, idealizadora e realizadora do HiperMuseus, ao lado da Inspirações Ilimitadas. Atua em rede, com planejamento estratégico, curadoria de seminários e festivais, Laboratórios, conteúdos online e capacitação. Projetos com mais de 30 organizações, como Museu da Língua Portuguesa, Museu da Imigração, Museu Villa Lobos, Oi Futuro, Museu do Amanhã, MAR, BNDES. Há 20 anos na gestão cultural, social e museus. Mestre em Administração Cultural pela Boston University, foi Diretora/Gerente do British Council, ActionAid e Fundação OSB. Curadora do Festival ColaborAmerica, professora MBA de Gestão de Museus. Gaia Education/Unesco Change Maker: Design para Sustentabilidade. Conselheira ICOM, ActionAid e ABGC.

Sobre Inspirações Ilimitadas – Mariana Várzea: Diretora da Inspirações Ilimitadas Projetos Culturais, empresa especializada no planejamento, gestão e financiamento das instituições culturais, idealizadora e realizadora do HiperMuseus, ao lado do Museu Vivo. Atuando há 25 anos no setor cultural, Mariana Várzea exerceu distintos cargos públicos, privados e em organismos do terceiro setor, sempre convergindo as áreas de cultura, museus, educação, economia da cultura, economia criativa e sustentabilidade.  É coordenadora do MBA de Produção Cultural da Candido Mendes, membra do Comitê Brasileiro do Instituto Internacional de Museus. É museóloga, mestre em História Social e Doutoranda em Museologia pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias–UHLT/Lisboa.

Sobre o Oi Futuro: O Oi Futuro, instituto de inovação e criatividade da Oi, funciona como um laboratório para cocriação de projetos transformadores nas áreas de Educação, Cultura, Inovação Social e Esporte. Por meio de iniciativas e parcerias em todo o Brasil, estimulamos o potencial dos indivíduos e das redes para a construção de um presente com mais inclusão e diversidade. Na Cultura, o instituto atua como um catalisador criativo, impulsionando pessoas através das artes, estimulando a cocriação e promovendo o acesso à cultura na era digital. O Oi Futuro acredita na arte como ponto de partida para o desenvolvimento de novos processos e inovação. Com espaços positivos e um teatro multiuso, o Centro Cultural Oi Futuro oferece uma programação que valoriza a produção de vanguarda e a convergência entre arte contemporânea e tecnologia e também abriga o Museu das Telecomunicações, pioneiro no uso da interatividade e da gamificação no Brasil e com um acervo de mais de 130 mil itens que contam a história do setor no Brasil.

Em maio de 2019, o Oi Futuro apresentou a pesquisa de tendências inédita “Museus: Narrativas para o futuro”, que faz um raio-x da percepção do público sobre museus brasileiros e aponta tendências e desafios para repensar o papel do museu no país e engajar mais visitantes. O estudo parte de dados quantitativos e qualitativos levantados para projetar como os museus podem transformar o modo como influenciam a vida contemporânea, promovendo experiências que estimulem a participação ativa do público. Os dados estão disponíveis para download gratuito no site do Oi Futuro https://oifuturo.org.br/pesquisa-museus-2019/

Sobre o Museu das Telecomunicações: Com 13 anos de história, o Museu das Telecomunicações já nasceu inovador, sendo pioneiro no uso de interatividade e tecnologia integradas à museologia no país. O museu fica dentro do Oi Futuro no Flamengo, no Rio, e recebe cerca de 19 mil visitantes por ano. Com entrada gratuita, o espaço reúne passado, presente e futuro de forma arrojada em um mesmo ambiente e leva o visitante a uma viagem pela história da comunicação humana no Brasil e no mundo. São 210m² que traduzem o conceito moderno de museu: o máximo de informação no mínimo de espaço.

Sobre a SECEC e a Superintendência de Museus: A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (SECEC-RJ) tem por finalidade formular, supervisionar e executar a política estadual para a área cultural e de economia criativa, em articulação direta com a sociedade e demais órgãos públicos e privados envolvidos. A Superintendência de Museus, órgão integrante da SECEC, é a instância responsável pela preservação do patrimônio e da memória. Por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, empresas contribuintes de ICMS do Estado do Rio de Janeiro podem patrocinar projetos culturais utilizando o benefício fiscal concedido pelo Estado, inclusive no setor museal.

Sobre a Casa Firjan: Sobre a Casa Firjan: Inaugurada em agosto de 2018, a Casa Firjan trabalha para identificar possíveis conexões e promover interações entre indústrias, corporações, organizações, incluindo a sociedade civil. Atenta ao cenário de novos valores, formas de consumo e outras transformações que ocorrem na sociedade, a casa se estrutura através dos seguintes macro temas: reinvenção das empresas, futuro do trabalho e representação das empresas na democracia.

Estas temáticas se desdobram em cursos, palestras, oficinas, projetos especiais, atividades culturais. As iniciativas são voltadas às novas e futuras exigências do mercado, acompanhando o ritmo cada vez mais acelerado de mudanças, inovações disruptivas e novas formas de aprender, consumir e empreender.  Isso se reflete no ambiente inspirador que conta com espaços flexíveis, além de laboratório de fabricação.

 

DATAS HIPERMUSEUS:

 

·         11 de junho – Evento de lançamento – Lab Oi Futuro

·         11 de junho a 12 de julho – Inscrições no Edital (www.hipermuseus.com)

·         20 de agosto – Seminário Internacional – Casa Firjan

·         20 a 23 de agosto – Laboratório de Inovação

·         Agosto a dezembro – Mentorias Lab Oi Futuro

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Museu da República inaugura exposição que relaciona acontecimentos históricos ao mapa do Rio

A relação entre tráfico de escravizados, genealogia familiar e o desenvolvimento urbano carioca é o ponto de partida da exposição “Cidade Perdida”, do artista Pedro Meyer, que será inaugurada no dia 15 de junho, na Galeria do Lago (Museu da República), com curadoria de Isabel Sanson Portella. A mostra é composta por cerca de 20 obras, entre pinturas e desenhos que traçam um paralelo entre o campo do Valongo, local de concentração, trânsito e extermínio de escravos negros no Rio de Janeiro, e Treblinka, quarto campo de extermínio nazista. Estes trabalhos foram desenvolvidos a partir de uma pesquisa iniciada na Gamboa, no Rio de Janeiro, onde o artista trabalhou durante seis meses.

“Pedro Meyer explora a abstração dos mapas e os enigmas que eles sugerem. As dúvidas suscitadas geram possibilidades de leituras diversas que vão intermediar temas violentos e sua relação com o espectador. Do genocídio à escravidão, da engenharia da morte em massa ao sagrado, do distante e passado ao próximo e presente, todas as dores e lutas são apresentadas numa visão estrutural, construída. Para descobrir a ‘cidade perdida’ é preciso o distanciamento e o olhar intenso de quem procura a verdade”,  afirma Isabel Sanson Portella.

Uma das referências para o desenvolvimento das obras são mapas. As escolhas dos locais representados nos mapas são determinadas por levantamentos históricos e esses espaços foram ocupados por antepassados. Os mapas procuram ser imagens técnicas, precisas na apresentação geográfica, mas a cartografia atravessa um desenvolvimento que modifica sua configuração ao longo do tempo. Também existem cartografias imaginárias, as tentativas de reconstrução gráfica de arquiteturas perdidas, soterradas e apagadas. Para o artista, essas plantas são apenas hipóteses, conjecturas sobre um passado imaginado.

“Os mapas são ainda uma abstração formal. Desenhar um mapa é frequentemente relacionar as grades das malhas urbanas com a natureza disforme – tipologias abstratas e naturais reunidas em uma visão planar superior, que comprime e sintetiza. Na superfície do mapa verifico o jogo entre organismo e projeto, ocupação e ordem”, analisa Pedro Meyer.

Será que Grandjean formulou projetos urbanos para o Rio? Será que a expansão para oeste foi orientada por um plano neoclassico? Como as elites locais influenciaram a formulação da cidade? Essas perguntas também são levantadas pelo artista em obras que retratam figuras como José Justino Pereira de Faria – armador do tráfico negreiro que operava na foz do Rio Congo -, Felicidade Perpétua de Jesus – herdeira de José Justino e proprietária de parte significativa da Gávea -, Antonio Francisco de Faria – filho de Felicidade Perpétua, artista e pintor – e Augusto Muller – aluno de Debret, autor do retrato mais conhecido de Grandjean.

“Os brasileiros se aproximaram efetivamente do clássico na violência, não na beleza das obras artísticas. O Rio de Janeiro abrigou uma quantidade de escravizados que só encontramos paralelo na Roma Antiga. Abordo a arte como método histórico paradoxal, em imagens que apresentam tempos históricos distintos em associações fantásticas. Porém, as imagens no seu rigor ilógico são precisas em delinear marcas e denunciam feridas efetivas na distopia atual, especulando sobre manifestações trans-históricas”, completa Meyer.

Para o artista, a pintura e o desenho são um jogo aberto – espaços nos quais é possível conversar com a tradição, mas também reinventar o passado e a possibilidade de existência presente. Os signos da arte criam vínculos temporais. A história social pode ser desdobrada com o encontro de outras narrativas, artísticas, pessoais e simbólicas. A semelhança gráfica entre o Valongo e Treblinka, retratados por Meyer, por exemplo, é uma dobra no tempo, a denúncia coincidente de genocídios diferentes. Para ele, não existem coincidências na investigação de um crime, apenas indícios.

“CIDADE PERDIDA” – Galeria do Lago inaugura exposição que relaciona acontecimentos históricos ao mapa do Rio de Janeiro

Curadoria: Isabel Sanson Portella

Abertura: dia 15 de junho, das 14h às 18h

Visitação: até 1º de setembro.

Endereço: Rua do Catete, 153, Catete – Rio de Janeiro

Telefone: (21) 2127-0334

Horário de funcionamento: de terça a sexta das 10h às 12h e das 13h às 17h; os sábados, domingos e feriados das 11h às 18h

Entrada franca

Classificação: Livre

Monumento Estácio de Sá recebe a exposição inédita “Aquilo que Pedi até Agora”, de Ana Storino

Até o dia 30 de junho, o público poderá conferir a exposição “Aquilo que Pedi até Agora”, da artista plástica carioca Ana Storino, no Monumento Estácio de Sá, no Parque do Flamengo. Ana busca incorporar os aspectos e pensamentos orientais em seus trabalhos e traz para a mostra obras criadas com o tema tsuru — ave sagrada e origami tradicional da cultura japonesa. A ave é associada à boa sorte, saúde e longevidade. Acredita-se ter direito a um pedido quando são dobrados mil tsurus (Senbazuru), origami tradicional da cultura japonesa. Por meio do seu programa de Responsabilidade Social no pilar da Cultura, a Estácio – Instituição de Ensino – é parceira da RIOTUR, sendo responsável pela curadoria do Centro de Visitantes do Monumento Estácio de Sá.

Baseando-se nessa lenda e em conceitos de impermanência e efemeridade, a exposição “Aquilo que Pedi até Agora” trabalha o tsuru de diversas maneiras. Na mostra, em cartaz até o dia 30 de junho, são apresentadas releituras ou desdobramentos de obras já produzidas, além de uma série de aquarelas inéditas.

Formada pela EMBAP (atualmente UNESPAR) em bacharelado em Escultura (2013-2016/17), Ana Storino tem como objeto de pesquisa e influência a estética japonesa wabisabi, buscando incorporar suas características, como a impermanência e imperfeição como belo, em sua produção. Suas obras já foram expostas no 1º e 2º Salão de Arte Contemporânea e Novas Tecnologias de Ponta Grossa (PR), nas exposições “Um Lugar Dentro do Outro”, na Galeria Farol, e “Sobre o Óbvio”, no Museu Guido Viaro, em Curitiba.

SERVIÇO

Exposição “Aquilo que pedi até agora”

Onde: Monumento Estácio de Sá – Av. Infante Dom Henrique, s/n Subsolo – Parque do Flamengo

Quando: Até 30/6

Horário:  de 9h às 17h

Ingressos: Entrada franca

“Costuras” de Sandra Antunes Ramos na Mul.ti.plo

No dia 4 de junho, a artista visual Sandra Antunes Ramos inaugura a mostra “Costuras”, naMul.ti.plo Espaço Arte. A individual reúne cerca de 30 pinturas em pequenos formatos, que misturam tinta a óleo e costura sobre papel. Nas obras, Sandra trabalha tanto a questão pictórica, com blocos de cor, sua marca registrada, como rompe com isso, com linhas fluidas costuradas, que remetem ao corpo feminino. São obras delicadas, tanto no formato quanto no acabamento, que tentam equilibrar o geométrico e o orgânico, a rigidez e a fluidez. A mostra fica em cartaz até 11 de julho.

Sobre o papel, base conceitual do trabalho da artista, Sandra utiliza folhas de ouro, chapas de cobre e latão, tinta a óleo, tinta acrílica metalizada, caneta metalizada, cera para dourar e linhas metalizadas, material que a artista garimpa em suas viagens. As pinturas, em média de 21 x 21 cm, são, em sua maioria, quadradas e dividas em três planos. O primeiro, mais pictórico, pintado a óleo, carrega certa profundidade. O segundo é composto por um traçado de linhas que formam uma renda geométrica, que parecem pular para fora do papel. E, por fim, unindo esses dois planos antagônicos, como numa sutura, rompem traços orgânicos de estudos que a artista realiza há anos a partir da observação de modelo vivo em movimento.

Uma das características da obra de Sandra Antunes Ramos são os pequenos formatos. “Essa escala me é familiar e faz muito sentido para o meu trabalho, pois é a escala da mão, da mão que borda, da mão que pinta, da mão que colore compulsivamente até obter uma camada uniforme, quase contrária ao que o material inicialmente propõe”, explica a artista, que abdica do pincel. “Eu pinto com os dedos. O material mais forte que uso é o bastão oleoso, que espalho com a mão”, revela Sandra. Pequenas e delicadas, as pinturas da artista resultam de um processo de fazer lento e minucioso. “O papel é mais frágil do que a tela. Além disso, uso papéis finos, transparentes, que marcam, vincam, reagem mais. A tinta a óleo, mesmo no papel, demora muito para secar e uso diversas camadas. Depois vem a costura, que é lenta também”, explica Sandra.

Para o crítico de arte Alberto Tassinari, Sandra cria peças “no tamanho das coisas que a mão pega”. A arte de Sandra pede contemplação, são trabalhos mais condizentes com um canto sereno de uma casa ou algo equivalente. “Precisam ser olhados de perto. Caso contrário, não pulsarão. Ao aproximar-se deles, é como se o olhar os abrisse com uma grande angular. Ou, ainda, com o foco fechado, ora aqui, ora ali, na superfície de seus movimentos infindáveis. Não enchem a sala, mas inundam o olhar”, explica Tassinari.

Segundo o artista Paulo Pasta, o trabalho de Sandra organiza-se a partir de “uma indefinição muito poderosa entre o reconhecível e o criado, um lugar entre a figuração e a abstração. E esse lugar ‘entre’ parece algo pessoal e diferente de muita coisa que hoje se vê por ai”. Ele fala também de sua relação com os pigmentos: “Sandra vai descobrindo as cores do desenho à medida que o vai construindo, um pouco como caminhar no escuro. E suas relações de cores possuem também um gosto muito próprio, igual ao seu espaço: são inesperadas, ousadas. Mas principalmente muito vividas e experimentadas”, finaliza.

É a segunda individual da artista no Rio de Janeiro, sendo a primeira em 2014, também na Mul.ti.plo. “Sandra nos mostra como uma artista contemporânea pode retomar o gesto manual como condição de uma escolha do seu consciente processo criativo. As silhuetas costuradas por Sandra fogem às obviedades, insinuam um corpo de enigmas. Desconcertante campo da delicadeza”, explica Maneco Müller, sócio da Mul.ti.plo.

SANDRA ANTUNES RAMOS

Nasceu em 1964, em São Paulo, SP, onde vive e trabalha. Sua trajetória em arte visual começou tardiamente. Dedicou-se por cerca de dez anos à atividade de educadora. Posteriormente, migrou para as artes gráficas, onde realizou diversos desenhos de livros e capas. Como designer, teve uma larga experiência na diagramação e no desenho de livros de arte. Em 2014, realizou sua primeira individual, na galeria Mul.ti.plo Espaço Arte, no Rio de Janeiro, com curadoria de Alberto Tassinari. Em 2016, realizou uma exposição individual na Galeria Millan, voltando a expor lá em 2017, em uma coletiva no espaço Anexo Millan. Participou de exposições coletivas, como paratodos 2 (2017), na Carpintaria, Rio de Janeiro, e a mostra impávido colosso (2019), n’A Mesa, também na capital carioca.

MUL.TI.PLO ESPAÇO ARTE

A Mul.ti.plo Espaço Arte é mais que uma galeria onde as obras ficam expostas para a apreciação do público; pretende-se um ambiente de encontro com a arte contemporânea. Aqui, artistas consagrados e novos talentos oferecem o melhor de sua produção em múltiplos e obras em papel, objetos e pinturas, além de projetos especiais. A ideia é que o espaço crie as condições para que os olhares do público encontrem formas singulares de se relacionar com a arte. Além de comercializar obras selecionadas a partir de critérios estéticos de extraordinária densidade artística, a Mul.ti.plo ainda realiza permanente trabalho de pesquisa no sentido de identificar e divulgar novos trabalhos. Por seu engajamento na circulação da arte e pela recusa em tomá-la como produto, a galeria vem se consolidando como um espaço que investe no lançamento de edições exclusivas, um lugar que cultiva preciosidades. Renovar a reflexão e a fruição estética, atrair não especialistas, despertar novos colecionadores, enriquecer coleções já estruturadas: com os múltiplos e as obras em outros formatos de grandes artistas brasileiros e estrangeiros, a Mul.ti.plo espera tão somente desafiar o olhar do público e promover encontros em torno da arte contemporânea.

SERVIÇO
Exposição
Artista: Sandra Antunes Ramos
Abertura: 4 de junho de 2019 (terça-feira), às 19h
Visitação: de 5 de junho a 11 de julho, de
segunda a sexta, de 10h às 18:30h; sábado de 10h às 14h
Local:
Mul.ti.plo Espaço Arte
End.:
Rua Dias Ferreira, 417, sala 206  – Leblon – Rio de Janeiro
Tel.: +55 21 2259-1952
http://multiploespacoarte.com.br/

A Sala Carlos Couto ganha exposição em homenagem a Chico Buarque

A Sala Carlos Couto vai ser palco de uma bela e merecida homenagem ao escritor e músico Chico Buarque de Holanda, que ganhou, no último dia 21 de maio, o “Prêmio Camões 2019” pelo conjunto de sua obra – trata-se da maior distinção em literatura da escrita portuguesa. Chico, aliás, completa 75 anos no dia 19 de junho. No dia 4 de junho, terça-feira, às 19h, será aberta, pela primeira vez, a exposição “Quem te viu, que te vê”, que apresenta caricaturas concebidas no concurso homônimo, realizado, no final de 2016, pelo Instituto Memória Musical Brasileira, com patrocínio da Prefeitura Municipal de Niterói, por meio da Secretaria Municipal das Culturas e da Fundação de Artes de Niterói.

Com curadoria do cartunista Zé Roberto Graúna, a mostra exibe as 54 caricaturas do projeto ‘Quem Te Viu, Quem Te Vê’, realizado pelo IMMuB. Destas, 50 foram selecionadas por um júri formado por Cássio Loredano, Eduardo Baptistão e Bruno Liberati. As outras quatro foram produzidas pelos jurados e pelo próprio curador em homenagem ao músico, compositor, escritor e dramaturgo, um dos maiores gênios da Cultura nacional.

O concurso – todo realizado online e gratuitamente – reuniu profissionais de todas as regiões do país, que enviaram suas respectivas percepções do artista pelo site http://www.quemteviuquemteve.net.br. Como o desenho de humor brasileiro reúne características de diversas vertentes, a escolha dos finalistas respeitou três critérios principais. O primeiro foi a representatividade dessa diversidade artística, selecionando trabalhos dos mais variados estilos, passando pelo realismo, o expressionismo, a escola francesa, entre outros.

O segundo critério adotado na seleção, foi buscar retratações afora os traços fisionômicos, as famosas e camaleônicas íris verdes azuladas ou azuis esverdeadas, o “nariz de batata”, ou as rugas esculpidas durante essas sete décadas. O conhecimento sobre Chico Buarque foi determinante na escolha dos trabalhos, assim como os temas que orbitam sua história, como a preocupação com as minorias e a luta pela liberdade de expressão e pela democracia.

Por fim, o último sistema de avaliação foi incluir a de incluir produção feminina. A preocupação em valorizar o olhar das cartunistas sobre Chico é um avanço e uma revolução. Segundo o curador, Zé Graúna, a maioria dos salões de humor no nosso país descarta produções executadas por mulheres. Como o artista é um dos que mais exalta o universo feminino em sua obra, era imprescindível a participação delas no projeto.

“Quem te viu, quem te vê” teve o aval de Chico Buarque. A exposição ficará na Sala Carlos Couto, anexa ao Teatro Municipal João Caetano, até 27 de julho.

SERVIÇO

Exposição “Quem te viu, que te vê”

Curadoria de Zé Roberto Graúna

Abertura: 4 de junho, terça-feira, às 18h

Visitação: de 5 de junho a 27 de julho

Horário: terça, das 10h às 16h; quarta a sexta, das 10h às 18h; e sábados e domingos, das 15h às 18h

Local: Sala Carlos Couto – Anexa ao Teatro Municipal de Niterói

Endereço: Rua XV de Novembro, 35, Centro, Niterói

Tel: 2620-1624

Entrada gratuita

Gaia Art & Café promove encontro cultural entre música e artes plásticas com o Trio Lado B e a artista plástica Maria Flexa

O Trio LadoB e a artista plástica Marica Flexa vão fazer um encontro cultural com música e pintura no Gaia Art & Café.

Gaia Art & Café promove encontro cultural entre música e artes plásticas com o Trio Lado B e a artista plástica Maria Flexa

No dia 17 de maio o Gaia Art & Café promove encontro cultural entre música e artes plásticas. O Trio Lado B recebe a artista plástica Maria Flexa para uma noite de improvisação e pintura. Liderado por Alexandre Carvalho (guitarra) e Guilherme Gonçalves (bateria), o Trio Lado B contará também com Berval Moraes (contrabaixo) e Rafael Rocha (trombone). No repertório não somente de clássicos, mas principalmente de composições menos executadas de Charles Mingus, Tom Jobim, Dave Brubeck, Horace Silver, J.T. Meirelles, Rodgers & Hart, Lennon & McCartney, James Brown, Luizinho Eça, Jimi Hendrix. Enquanto rola o som, Maria Flexa, formada em Design, com curso de pintura na Escola de Artes Visuais do Parque Lage com Suzana Quiroga e curadoria de Sônia Salcedo, criará retratos disponíveis para venda no final do evento.

*Fotos: divulgação

Gaia Art & Café: R. Gustavo Sampaio, 323 – Loja A – Leme. Telefone: (21) 2244-3306.

Capacidade: 40 Lugares.

– Dia 17 de maio, sexta-feira, às 19h.

Valor: R$ 20,00

Cartões de crédito: Todos. Cartões de débito: Todos. Cartões eletrônicos de refeição: Sodexo e VR. Tíquetes: Sodexo e VR.

Lina Ponzi abre exposição na Sala José Cândido de Carvalho

A artista Lina Ponzi abre, no dia 14 de maio, terça-feira, às 19h, a exposição “Todo homem é erva”, com curadoria de Desirée Monjardim, na Sala José Cândido de Carvalho.

Na mostra, objetos ressignificados. A artista, em suas andanças pela cidade, encontra, a todo momento partes de materiais que se desprenderam do original. Nasce aí uma obra de arte. Pedaços que antes eram descartados ganham uma nova forma e um novo significado.

Todo homem é erva significa para a artista, “a consciência da nossa fragilidade, do efêmero e do lugar que habitamos e no qual cultivamos a nossa humanidade, na condição transitória da vida. Como a vegetação, que nasce abundante no campo e que tem o seu tempo próprio de crescimento, mas que seca e se desfaz, assim é a condição humana: frágil e transitória diante da vida”.

Finitude e temporalidade estão presentes na obra da artista quando manipula materiais e objetos, com um outro olhar que é determinante no seu processo criativo. “São coisas que destinadas ao fim se expandem em novos ciclos. É como a erva do campo que nasce, seca e reverdece”, explica Lina.

Ao realizar a análise da imagem na obra de Lina, a Professora Rosana Costa Ramalho de Castro (UFRJ) ressalta que “não é difícil de entender sua proposta se relacionarmos sua obra a nossa própria existência. Nascemos, crescemos, seguimos uma trajetória e, mesmo em cada uma dessas etapas mantemos um ponto em comum: nossa essência. Assim é a obra de Lina: está posta para que possamos olhar e compreender quem fomos e quem somos”.

Sobre a artista:

Participa do Vinho Lilás (desde janeiro de 2018) – grupo de estudos da arte contemporânea com os professores e, também artistas, Edmilson Nunes e Marcos Cardoso. Possui ateliê na Fábrica Bhering, desde 2016, na qual mantém um espaço expositivo e de vendas. Participou de diversas exposições como “Quem semeia vento colhe lindas tardes de amor”, Galeria de Arte UFF; “Deslocamentos”, na Galeria do Reserva Cultural; “12 da Bhering: Desenho como Leitura” – Galeria Biblioteca Parque RJ; além das individuais “Náufragos” e “Liquefeitas”, na FLIM.

SERVIÇO:

Exposição “Todo homem é erva”, de Lina Ponzi

Curadoria: Desirée Monjardim

Abertura: 14 de maio, terça-feira, às 19h

Visitação: de 15 de maio a 8 de julho de 2019, sempre de segunda a sexta, das 9h às 17h

Local: Sala José Cândido de Carvalho Endereço: Rua Presidente Pedreira, 98, Ingá, Niterói-RJ

Informações: (21) 2719-6939/ 2719-9900

Entrada gratuita