Exposição Virtual “Coletiva EIXO 2020”

A EIXO Arte Contemporânea, há cinco anos abre uma convocatória que abrange o território nacional e internacional, culminando em uma mostra virtual.

Projetado exclusivamente para abrigar os trabalhos de arte contemporânea, a exposição, traz novos e reconhecidos artistas no meio das artes visuais, respeitando sua linguagem, materiais e suporte individuais garantindo a riqueza e a diversidade da mostra. O acervo do evento é  constituído de obras bi e tridimensionais.

As salas da coletiva são projetadas em 3D e aproximam o visitante, colecionador e apreciador com a arte em qualquer lugar do mundo.

Apresentamos os  artistas: 

Aldene Rocha, André Mussi, Aurora Bernardo, Carla Crocchi, Carolina Kasting, Claudia Laux, Claudio Partes, Damih Marques, Daniela Marton, Daniela Vignoli, Dolly Michailovska, Dulce Lysyj, Elaine Pauvolid, Elisa Latgé, Fabi, Flávia Baxhix, Francesca Falli, Gloria Conforto, Henrique de Souza Miranda, Katia dos Santos, KRISGRAF, Laura M. Mattos, Leila Bokel, Lenora Rosenfield, Luiz A. G. Diniz, Luiz Eugênio Martins, Maria Dundakova, Maria Francisca, Meire Martins, Miguel Barros, Nina de Souza-Lima, Odette Boudet, Patrícia Freire, Paulo Robalo, Rafael Baron, Regina Moura, RHAY, Ricardo Fasanello, Ricardo Larangeira, Rosa Grizzo, Rose Aguiar, Sandra Lapage + Carlos Pileggi (Eclusa), Silvia Neves, Stella Margarita, Sylvana Lobo, Talita Tunala, Vania Camara, Vera Pamplona e Vivien Zanlorenzi.

SOBRE A EIXO

A EIXO Arte é um espaço virtual que trabalha produzindo exposições através de recursos 3D e multimídia. O seu diferencial e possibilitar ao artista ter um espaço de exposição que permita ao visitante vivenciar e interagir a qualquer hora e lugar com os trabalhos expostos. Foi criada com o objetivo de proporcionar a aproximação das pessoas com a arte contemporânea. Como o próprio nome sugere, faz um eixo entre novos artistas e curadores, entre a obra e seu potencial colecionador/comprador e entre as cidades; tornando-se também um forte eixo de ligação junto à projetos sociais e culturais.

Sendo assim, temos o prazer de convidá-los a navegar pelos nossos produtos e serviços! 

Lançamento: 28 de março

Local: www.eixoarte.com

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Organização: EIXO Arte Contemporânea

Parceria: Galeria Reserva Cultural e Vilmar Madruga

Direção Geral: Sara Figueiredo.

Dúnia Quiroga em exposição inédita na La Cucaracha

A La Cucaracha recebe de quarta a domingo (de 11 a 15 de março) a exposição da artista visual Dúnia Quiroga. Vivendo entre Rio, São Paulo e Manaus, ela apresenta 13 obras inéditas, produzidas entre 2019 e 2020, entre elas quatro pinturas em tela e duas séries de esculturas feitas com lixo eletrônico e brinquedos antigos. A abertura a exposição será na quarta-feira (11 de março), às 19h, com a presença da artista.

Dúnia passeia pelo desenho, pintura, quadrinhos, colagens e mais recentemente pela modelagem de bonequinhos e pelas esculturas com lixo eletrônico. Seu estilo é diretamente marcado pela poluição visual caótica e inspiradora das ruas, como a pixação, grafite, lixo, ferrugem e pessoas. Além das ruas, a música (principalmente o dub) é sua outra grande inspiração.

“Conheci o trabalho da Dúnia através dos quadrinhos. Por algum tempo, ela foi a única mulher no time de colaboradores da revista Tarja Preta. Em 2006, fizemos o lançamento do seu livrinho de ilustrações “Terríveis Desenhinhos”, com personagens robóticos disformes e caóticos, mas não por isso menos fofos, lembra Matias Maxx, proprietário da La Cucaracha. “Em 2011, ela começou a modelar personagens e mais recentemente começou a reproduzi-los utilizando fitas cassetes, memórias de computador, outros lixos eletrônicos e brinquedos antigos que ela acha na rua ou comprava nos famosos ‘shopping chão’”, conta.

A La Cucaracha é um espaço dedicado a cultura canábica e arte urbana. Em quase 14 anos de atividade, realizou diversas expos de artistas locais e internacionais como Tara McPherson, Estevan Oriol, Fernando de La Rocque, Ment, Acme, Panmela Castro e muitos outros. A primeira exposição individual da La Cucaracha foi justamente de Dúnia Quiroga, em 2006. A artista também expôs no local em 2011.

Exposição de Dúnia Quiroga

Datas: de 11 a 15 de março. Abertura: 11 de março, das 19h às 23.

Visitação: das 12h às 20h. Classificação etária: livre. Entrada franca.

Local: La Cucaracha – Rua Teixeira de Melo 31 H, Ipanema.

 

Evento no FaceBook: www.facebook.com/events/1038567363193183

Instagram: @quirogadunia @lacucaracharj

CCJF – Programação de 10 a 15 de março

Especial
III Seminário Mulher, Poder e Democracia
O Centro Cultural Justiça Federal realiza a terceira edição do evento MULHER, PODER E DEMOCRACIA, com ênfase nas metas 5.2 e 5.5 da Agenda 2030 da ONU para o Desenvolvimento Sustentável, que tratam de temas como a violência contra a mulher e a participação das mulheres nos âmbitos político, econômico e social.

Além de mesas-redondas e de comunicações coordenadas, as participantes terão acesso a exposições, apresentações poéticas, leituras abertas de dramaturgia, rodas de conversa, concerto de piano e voz, exibição da mostra Heroínas no cinema, entre outras atividades culturais realizadas por mulheres.

10, 11, 12, 13 de março
Evento: http://bit.ly/2SnJLhs

Exposições
Rio Branco, 241 – Justiça e Cultura / histórica

A exposição bilíngue faz uma retrospectiva da ocupação do prédio histórico do STF, dando destaque à trajetória da 1ª Instância da Justiça Federal no Rio de Janeiro. Narra, em seus painéis, desde a criação da Justiça Federal de 1ª e 2ª Instância até as obras de restauração e criação do Centro Cultural Justiça Federal, passando por fatos marcantes da trajetória da Justiça Federal neste prédio.

 

Terça a domingo

12h às 19h

Galerias do 1º andar

 

Educativo

 

Da Justiça à Arte / visita orientada
A visita conta a história do prédio até os dias atuais. De estilo eclético, é um dos poucos remanescentes da reformulação da cidade do Rio de Janeiro, ocorrida no início do Século XX.

Agendamento pelos telefones: 3261-2552/3261-2567 ou pelo e-mail atividadeseducativas.ccjf@trf2.jus.br


Terça a sexta 

13h às 17h
Entrada franca

“Realidade Simulada” no Centro Cultural Correios

As figuras expressivas e vibrantes de Lair Uaracy vão encher de cor a Sala Proa, do Centro Cultural Correios, a partir de 18 de março. É a exposição Realidade Simulada, que apresenta alguns dos mais recentes trabalhos do artista plástico: retratos feitos em tinta acrílica sobre tela de diferentes formatos e dimensões. Com curadoria de Carlos Bertão e design expográfico de Alê Teixeira, a mostra reúne cerca de 20 obras que têm como principal característica pinceladas espessas e marcantes.

– Conheci o Lair numa exposição coletiva na Úmida Galeria. Sua obra me chamou atenção imediatamente. Meu lado colecionador logo disse: “compra”. E o curador: “expõe”. Fiz ambos. E o resultado é a exposição Realidade Simulada – conta o curador Carlos Bertão, que se impressionou especialmente com a forma franca, sem ser pretensiosa, com que Lair retrata seus personagens.

De fato, as obras do artista revelam figuras densas, ainda que um tanto distorcidas, por vezes andrógenas, mas sempre com cores vibrantes e muita força.

– Qualquer pessoa faz com o celular fotos realistas. Os meus quadros são meio estranhos porque crio retratos de personagens nada realistas. A maioria tem traços de pessoas que fazem parte da minha vida. Mas a partir daí, crio outros personagens, montando quase um Frankenstein (risos). E o engraçado é que muita gente acaba se identificando de alguma forma – diverte-se Lair.

Uma das figuras mais recorrentes, como inspiração para esses personagens, é o pai de Lair, que morreu em 2017 – mesmo ano em que o então advogado resolveu largar a promissora carreira, num grande

escritório, para se dedicar exclusivamente às artes, uma paixão que cultivava desde menino.

O primeiro passo foi o de muitos artistas cariocas: a Escola de Artes Visuais do Parque Lage, onde foi aluno de João Magalhães e Bob N, que se tornaria seu mentor. Foi Bob quem primeiro indicou Lair para a École Nationale Superieure des Beaux Arts de Paris, uma das mais prestigiadas do mundo. Lá, o artista fez sua primeira residência fora do país, no ateliê de Jean Michel Alberola, apenas dois anos depois de iniciar seu caminho pelo mundo das artes e em sua primeira participação na difícil seleção que inclui talentos de todo o mundo. O intercâmbio parisiense durou seis meses, entre julho de 2019 e janeiro de 2020 – período em que Lair era o único brasileiro por lá -, e levou ainda a uma segunda residência internacional, dessa vez na Galeria Casa70 Lisboa, em Portugal. Outro fruto imediato foi a seleção para criar o rótulo de um vinho comemorativo (e produzido em edição limitadíssima exclusivamente para ser presenteado) da tradicional Quinta do Javali, que completa 300 anos em 2020.

– Essa vivência foi muito importante. Além de todo o aprendizado e das referências de História da Arte, que eu não tinha já que sempre fui muito intuitivo, foi uma experiência que mudou minha cabeça. Foi muito impressionante ver como o artista é respeitado na França, como a visão de cultura é tão diferente da que temos aqui – conta.

A carreira intensa desse jovem artista de 40 anos, que nasceu em Belém mas sempre viveu no Rio, inclui ainda a realização de mostras individuais em galerias e a participação em diversas coletivas como a tradicional Abre Alas da moderninha A Gentil Carioca. Lair foi um dos participantes da mostra de 2019 com cinco de suas obras.

A exposição “Realidade Simulada” é a primeira do artista em um Centro Cultural e fica em cartaz até o dia 3 de maio.

Informações para a imprensa:

(21) 2512-3636 / angelafalcao@angelafalcao.com.br

Angela Falcão – (21) 98112-3636

Serviço:

 

Exposição: “Realidade Simulada”

Abertura: 18 de março de 2020, às 19h

Visitação: de 19 de março a 03 de maio de 2020

Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 12h às 19h.

Local: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro

Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro, Rio de Janeiro.

Tel.: 2253-1580 (recepção)

Pietrina Checcacci – 60 anos de Arte

Completando 60 anos de carreira em plena atividade, a artista plástica Pietrina Checcacci, a convite de Carlos Bertão, ganha uma exposição à altura do seu talento e importância. Em “Pietrina Checcacci – 60 anos de Arte”, que abre no do dia 18 de março, no Centro Cultural Correios, serão apresentadas cerca de 100 obras entre pinturas, desenhos, esculturas, aquarelas e serigrafias que traçam um panorama da longa carreira da artista ítalo-brasileira, além de trabalhos inéditos feitos especialmente para a exposição.

 

Com curadoria de Carlos Bertão e design expográfico de Alê Teixeira, a mostra faz um passeio, em ordem cronológica, por diversas fases de criação da artista plástica e as muitas interseções entre elas, com temas que ressurgem de tempos em tempos, sempre com um novo olhar. Com destaque para o corpo humano, sempre presente, das mais variadas formas.

 

– Acho que a exposição vai ser uma surpresa até para mim porque vou rever 60 anos de trabalho de uma forma que nunca vi. Ao longo desse tempo, foram mais de 20 fases. E a cada fase, fim e recomeço mantêm uma mesma base, raiz e coerência de pensamento. Novo tema, nova proposta, novo enfoque, nova técnica, mas sempre a continuação do passo a passo criativo. Renovações que não impedem que após terminada, uma fase reapareça em nova forma e outras soluções complementares – conta Pietrina.

 

Um exemplo é a série “Povo Brasileiro”. Sua primeira versão, nos idos dos anos 1970, tinha um certo ar naïve e retratava operários, trabalhadores, políticos, jovens, fumantes e censores. Já sua versão 2020 surge com cores mais vibrantes e ainda mais politizada em sinergia com um povo que é mais consciente, informado e superconectado. O resultado são pinturas que retratam personagens como um Clóvis repleto de celulares, políticos (Moro e Bolsonaro, entre eles) e até a menina Ágatha (morta por PMs no Complexo do Alemão). Suportes e materiais também se modernizaram. Se há 50 anos, as pinturas encantavam em estandartes feitos de cânhamo, agora, elas estão em telas sem chassi que ganharam um suporte especial para simplesmente flutuar na parede.

 

Diversidade de materiais e técnicas, aliás, não são nenhuma novidade para Pietrina que sempre fez questão de manter uma criação muito variada. Reflexo direto de sua formação na Escola Nacional de Belas Artes, onde teve como contemporâneos grandes nomes como Carlos Vergara, Roberto Magalhães, Solange Escotegui, Anna Maria Maiolino, Antonio Dias, Rubens Gerchman, Paiva Brasil e Ivan Freitas.

 

– Era uma patota que discutia e debatia artes, costumes, ética e estética. Divagávamos tardes inteiras no diretório da escola. Foi na ENBA que aprendi a trabalhar com todo tipo de material e técnica. Isto me proporciona uma liberdade criativa imensa – destaca a artista.

 

E o resultado poderá ser visto na exposição. Montada em duas salas do terceiro andar do Centro Cultural Correios, que somam cerca de 500 metros quadrados, a mostra apresenta, em ordem cronológica, trabalhos de todas as seis décadas de arte de Pietrina, desde 1960 até 2020.

 

– Essa exposição é, na verdade, uma oportuna e merecida homenagem a uma grande artista plástica. Quem ainda não conhece o trabalho de Pietrina, poderá se deleitar ao vê-la pela primeira vez de forma completa, conhecendo todo o seu trabalho desde o início dos anos 1960 até hoje – avalia Carlos Bertão, curador e produtor da mostra.

 

O público certamente perceberá que apesar das muitas mudanças, um tema é recorrente: o corpo humano. Ele está sempre presente. Seja nas suas famosas esculturas, seja nas pinturas. Por vezes descontruído, por vezes visto através de uma lente grande angular. Ora apresentado como terra, montanha ou paisagem. Ora representado como um botão de rosa ou um asteroide.

 

– Todo o meu trabalho gira em torno do ser humano, da terra, do universo, da vida e da morte. Mas o homem é minha maior referência, a forma como vemos o mundo. Por isso, o corpo humano aparece em tantas fases – explica Pietrina.

 

Outro destaque da exposição é a apresentação, em vitrines, de quatro selos desenhados pela artista, a convite dos Correios, entre 1978 e 1984.

 

Dois deles chegaram a ganhar prêmios mundiais – que também estarão expostos.

A exposição “60 Anos de Arte” fica em cartaz no Centro Cultural Correios até o dia 3 de maio.

 

Sobre a artista

“Racionalmente italiana, emocionalmente brasileira”. É como Pietrina Checcacci, nascida em Taranto, na Itália, em 1941, gosta de se definir. Cidadã honorária carioca, chegou na cidade aos 13 anos, quando deixou com os pais a Europa do pós-guerra. E logo começou a se dedicar às artes e à literatura. “Desde os 5 anos, sabia que seria artista”, conta, lembrando a menina que na adolescência devorava dois a três livros por semana, sempre emprestados de bibliotecas públicas em Copacabana, onde morava com a família. Ilustrações suas feitas sobre a obra Dom Casmurro estão até hoje no Colégio Amaro Cavalcanti, onde estudou. Os estudos formais nas artes começaram em 1958, quando ingressou na Escola Nacional de Belas Artes. Ali, foi premiada duas vezes com medalha de ouro. Desde então, participou de inúmeras mostras internacionais e coletivas no Brasil, Itália, Portugal, Espanha, Estados Unidos e países latino-americanos. Entre as incontáveis exposições individuais destacam-se as realizadas na Galeria Documenta e Skultura Galeria de Arte, em São Paulo, AM Niemeyer, Galeria Gravura Brasileira, Museu Nacional de Belas Artes, além dos principais museus e galerias das capitais brasileiras. Suas obras estão nos acervos de museus e galerias de arte do Brasil e integram importantes coleções nacionais e internacionais. Entre suas premiações, destacam-se o “Prêmio de Viagem ao Estrangeiro”, do Salão Nacional de Arte Moderna (1974); a inclusão nos “Destaques da Pintura Brasileira da Década de 70”, pelo Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1980) e ainda o “Prêmio São Gabriel” (1977) e “Rosa de Prata” (1982), na Itália.

 

Informações para a imprensa:

(21) 2512-3636 / angelafalcao@angelafalcao.com.br

Angela Falcão – (21) 98112-3636

Serviço:

 

Exposição: “Pietrina Checcacci – 60 anos de Arte”

Abertura: 18 de março de 2020, às 19h

Visitação: de 19 de março a 03 de maio de 2020

Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 12h às 19h.

Local: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro

Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro, Rio de Janeiro.

Tel.: 2253-1580 (recepção)

Exposição “Prelúdio” no Centro Cultural Correios do Rio de Janeiro

Minha técnica, a qual intitulei “Circunscritos”, visa reavivar algo que com o tempo e a própria familiaridade se desgasta – A relação com o Belo.  A convivência com algo e a intimidade daí advinda, nos torna gradualmente insensíveis  virtualmente ao que nos cerca e ao que nos foi, uma vez, motivo de afeto.

Minhas pinturas são compostas pela junção de círculos pintados à mão livre, que evocam o próprio moto-perpétuo de nossas memórias e relações.  A partir desses círculos e de conjugações cromáticas e tonais, desconstruo e reconstruo imagens do meu imaginário, diluindo-as como em memórias, buscando a harmonia e a beleza para que sejam disponibilizadas ao observador de uma forma diferenciada.

Rachel Roscoe

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Rachel Roscoe nasceu em Belo Horizonte, MG em 1976. Graduou-se em Belas Artes pela Universidade Federal de Minas Gerais no ano de 2002. Nos anos 2000 criou a técnica “Circunscritos” e vem se dedicando desde então ao desenvolvimento e possibilidades da mesma.

            Dona de uma pintura peculiar, permeada por uma busca incessante pelo Belo, sua obra reflete uma íntima investigação em vários aspectos da existência da própria artista. Instigada pelo objetivo de encontrar a harmonia e o Belo através de uma poesia própria, ela propõe uma complexidade na construção da imagem utilizando conjuntos de uma forma única, o círculo, que acaba por gerar intenso movimento ao se olhar. Soma-se, ainda, conjugações cromáticas fortes que tornam a tela vibrante. Seu desafio é, portanto, ter que lidar com essa complexidade proposta, para se chegar ao seu objetivo, ou seja, o de fazer com que razão e sensibilidade se igualem em forças para que surja o Belo.

Sua técnica nos convida ao surpreendente, não nos impondo a imagem, mas nos conduzindo a descobri-la.  Ela nos leva ao prazer estético através da tessitura do único, em que participamos da existência de cada obra, em que razão e sensibilidade, agora em plena harmonia, nos impele a externar, como seres de linguagem, o termo Belo.

Edson Siquara, Mestre em Filosofia da Arte e Estética.

Serviço:

 

Exposição: “Prelúdio”

Abertura: 18 de março de 2020, às 19h

Visitação: de 19 de março a 03 de maio de 2020

Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 12h às 19h.

Local: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro

Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro, Rio de Janeiro.

Tel.: 2253-1580 (recepção)

Exposição “Silêncio” de Sonia Guggisberg no Centro Universitário MariAntonia

A exposição individual ”Silêncio” traz uma série de fotografias impressas em tecido transparente montando uma grande instalação. A Instalação Vista para o Mar e o vídeo Travessia somado a registros sonoros captados durantes suas viagens na Grécia, Malta e Lampedusa, ocupam todo o espaço expositivo. A exposição busca linguagens que interroguem a presença do silêncio a respeito do gigante deslocamento humano contemporâneo.

 

Silêncio

Sonia Guggisberg pensa seus processos de criação instaurando em suas obras procedimentos cada vez mais políticos. O que passa a dar sentido a essas experiências é o processo de testemunhar vidas anônimas, mergulhar nos seus movimentos, dissolver  alteridades e explicitar um certo modo de percebê-las a partir de imagens e sonoridades.

Trata-se de um silencio que transforma a realidade em lacuna e apresenta seu testemunho em um discurso audiovisual e sonoro.

 

Christine Greiner

Exposição ”Silêncio” de Sonia Guggisberg. MariAntonia 2020.

A exposição ”Silêncio”, da artista suíço-brasileira Sonia Guggisberg, ocupa uma das salas do primeiro andar do Centro Universitário MariAntonia e permanecerá até o dia 24  de agosto.

www.soniaguggisberg.com

 

Abertura dia 22 de abril as 19:00 h

Exposição de 23 de abril à 23 de agosto de 2020

 

Visitação de terça a domingo e feriados

Das 10 ás 18h

R. Maria Antônia, 258/294 – Vila Buarque, São Paulo – SP, 01222-010

Phone: (11) 3123-5202

http://www.mariantonia.prceu.usp.br/

 

 

Exposição “Arquiteturas Instáveis” de Myriam Glatt na Galeria Maria de Lourdes Mendes de Almeida

A Galeria Maria de Lourdes Mendes de Almeida (Candido Mendes de Ipanema) abre o seu calendário de exposições de 2020, no dia 11 de março (quarta-feira), às 19h, com a individual “Arquiteturas Instáveis”, da artista Myriam Glatt, com texto do crítico de arte Paulo Sergio Duarte.

A exposição apresenta cerca de 10 obras em grandes dimensões, que ocupam o piso e as paredes da Galeria. São trabalhos em papelão, ressignificados pela artista.

Depois da exposição de Brasília e com prêmio recém-adquirido no 11º salão dos “Artistas sem Galeria” de SP, a obra de Myriam vem confirmando uma geometria que abre espaço para o espectador manipulá-la como nas ‘AbaMóveis’ ou mesmo entrar no trabalho como no caso da ‘Mandala’ cromática, instalada no piso da galeria.

A preocupação com a ecologia está muito presente na produção atual de Myriam Glatt. De uma maneira sutil, um novo olhar pode nascer para os objetos que se formam e se transformam. De um papelão descartado, surge uma obra reformulada. Do descarte ao resgate. Nasce, nesse processo, a vontade de participação do espectador, já que alguns desses trabalhos permitem a alteração de suas formas, por meio da manipulação direta do público ou até pela presença integral de seu corpo, que se coloca em relação à proposição artística como um todo. “Há um ano meu trabalho começou a geometrizar quando comecei a ver o papelão, a caixa de papelão propriamente dita como um fim, e não mais como um suporte para receber minhas pinturas. Começo a olhar sua matéria, suas texturas e sua cor, deixando em alguns momentos vir à mostra sua aparência e seus desgastes”, explica a artista.

Myriam Glatt se dedica há algum tempo a pintura e aqui, nesta exposição, esta linguagem também está presente. O papelão, matéria-prima de sua mostra, recebe cores, texturas e manipulações diferentes. De um lado, o branco e o marron fazem um contraste com as obras que recebem outras tonalidades da parede da frente ou com a enorme mandala multicolorida do centro. Com isso, a artista pretende dar continuidade às investigações próprias da pintura, como a relação modular entre a forma simples e sua repetição, o gesto evidente na pincelada e a impregnação dos campos de cor, a dinâmica entre a superfície da pintura e sua espacialização e, assim, transformando-o em objeto artístico. A fusão entre a pintura e a escultura.

A escolha do papelão aconteceu depois dela ver o excesso deles descartados pela cidade e encontrou em sua superfície um potencial para desenvolver uma pintura que mostrava desde antes, uma vontade de sair do plano e ir para o espaço. E também um desejo ainda mais antigo que Myriam tinha de experimentar novos suportes e fugir da tradição da pintura sobre tela. “Com o papelão, continuei com corta/ cola, mas ele me deu algo mais. Criando relevos, minha pintura foi para o espaço e com suas abas possibilitou o espectador interagir. Nesse momento, penso no neoconcretismo e suas manifestações”, diz

No dia da abertura, OS ÚNICOS, dupla formada pelos artistas Alexandre Dacosta e Lucília de Assis, farão performance interativa com as obras.

Myriam Glatt é formada em arquitetura pela Santa Ursula R.J. e pós-graduada em arte\filosofia Puc R.J. (2014). Estudou arte no San Francisco Art Institute, no Santa Barbara City College, Ca USA (83/84) e pintura/teoria na EAV Parque Lage-R.J, com Charles Watson (95/97), João Magalhães, Ivair Renaldim, Daniel Senise, Fernando Cocchiarale e Marcelo Campos (2008 a 2013). Participou de grupo de estudos dos curadores Marcelo Campos (2015), Daniela Labra (2017), Keyna Eleison (2018) e Marisa Flórido(2019). Já realizou individuais em locais variados, sendo as principais: “Coletivos, manchas e contornos” – Galeria TAC, Curadoria Mário Gioia (2015); Semente – Galeria Öko, Curadoria Lia do Rio, texto Mario Gioia (2016); “Tempo, da contenção à expansão” – CCJF, curadoria Isabel Sanson Portella (2017); “Descartes” – Centro Cultural Correios SP, texto curatorial Mario Gioia (2018); e “Plano Pictórico Piloto” – Museu dos Correios Brasília, curadoria Ivair Reinaldim (2019); Participou, ainda, de diversas coletivas: “Onde estou” – Galeria Tac Galpão Curadoria Marcelo Campos (2013); “Soy mujer soy latina americana” – Espaço Cultural Cedim H. Studart, Curadoria Lucia Avancini (2015); “Qual o seu link?”- Galeria VG Cassino Atlântico, Curadoria Lucia Avancini e Marilou Winograd (2016); “Circuito Interno fevereiro” – Fabrica Bhering (2017); “Carpintaria para Todos” – curadoria Marcelo Campos, Bernardo Mosqueira e Luisa Duarte (2017); “Ocupação corredor cultural” CCBB/Casa França Brasil/ Correios RJ – Curador Paulo Branquinho (2018); “11º Salão Artistas sem Galeria” – Galeria Zipper SP, Galeria Lona SP, Galeria Murilo Castro BH , curadoria Celso Fioravante (2020); entre outras. Recebeu premio este ano com 3º lugar no 11º Salão Artistas sem galeria. Possui obras nas coleções particulares de Claudio Valansi e Sabina Matz, e em instituições como Centro Cultural Correios RJ, SP e UFES.

Paulo Sergio Duarte é diretor do Centro Cultural Candido Mendes, Crítico e professor de História da Arte no curso de Pós-Graduação em Crítica e Curadoria de Arte da UCAM/EAV- Parque Lage.

SERVIÇO

Myriam Glatt – “Arquiteturas Instáveis”

Texto de Paulo Sergio Duarte

Abertura: 11 de março, quarta-feira

Horário: das 19h às 21h30

Período: de 12 de março a 18 de abril de 2020

Horário de visitação: de terça a sexta, das 14h às 20h / sábado, das 16h às 20h

Local: Galeria Maria de Lourdes Mendes de Almeida

Rua Joana Angélica, 63 – Ipanema.

Tel (21) 2525-1006

http://www.candidomendes.edu.br

Entrada gratuita

Poema “Tornado” de Floriano Romano ocupa Galeria Reserva Cultural

O artista Floriano Romano ocupará a Galeria Reserva Cultural a partir desta quinta feira, às 19hs, com sua experiência Poema tornado. Segundo a curadora Marisa Flórido trata-se de um poema-instalação em que imagens da escrita, sons e sentidos se espacializam na galeria. Com o apoio da Eixo Arte Contemporânea a montagem é um projeto inédito do artista. Floriano Romano é um dos primeiros, aliás a trabalhar com objetos sonoros, instalações e intervenções urbanas. O artista traz em sua bagagem exposições no Brasil, Cuba, Noruega e Londres, além de diversas premiações como o Prêmio Marcantonio Vilaça da Funarte com a obra Chuveiros Sonoros. Professor da Escola de Belas Artes da UFRJ, Floriano participou da 7ª Bienal do Mercosul e foi o criador do programa de rádio “O inusitado” e também do Projeto Intrasom no MAM-RJ. A mostra Poema tornado estará aberta ao público até o dia 25 de março. Coordenação de Vilmar Madruga.

GALERIA RESERVA CULTURAL

Av. Visconde do Rio Branco, 880

São Domingos – Niteroi/RJ

Das 12 às 22hs

Entrada Franca

“No Campus” no Centro Cultural dos Correios

1.     Introdução

 

Moro próximo a um campus, onde há muitos anos estudo e faço longos passeios entre prédios rodeados por uma vegetação exuberante, lagos e caminhos com pontes.  Muitas vezes me deparo com estudantes, professores e outras pessoas que ali passam também apenas para caminhar e apreciar o espetáculo que é esta pequena  cidade universitária.

Sem qualquer propósito definido de trabalhar uma série sobre o assunto e por carregar sempre, dentro de minha bolsa lápis e papel, e apreciar a beleza do local, fui aos poucos fazendo croquis sobre um pedaço do caminho que me chamou mais a atenção, uma ave pousada em um galho, um sapo ao lado do lago e até esboços sobre o vai e vem das pessoa que saiam e entravam nos prédios dos mais variados tipos e com os mais variados humores estampados em suas faces – aborrecidas, alegres, enjoadas, falantes.

 

 

2. Justificativa-Conceito

 

Até o surgimento do movimento denominado Romantismo a definição de Arte era “como a ação de imitar a natureza” (Aristóteles), onde o valor da obra estava na forma fidedigna do objeto que o artista reproduzia em seu trabalho, ou seja, na concepção estética. Porém, a partir do início do século XIX em diante, a Filosofia passou a definir a obra da arte como uma criação subjetiva onde, em lugar da imitação, o artista exteriorizava seus sentimentos para trabalhar sua obra de arte, o que recebeu o nome de inspiração.

Com o desenvolvimento da sociedade industrial  a imagem do artista como gênio criador e a obra de arte como realização do belo  vai sendo deixada de lado. A arte não é mais vista como produção e contemplação da beleza para ser vista por outra perspectiva, tal como a expressão de emoções e desejos, a invenção de procedimentos inéditos para a construção de objetos, interpretação e crítica da realidade social. Assim, a beleza estética é cada vez mais associada a idéia de poética, a arte como trabalho, a obra de arte como um fazer.

 

Não sei precisar o momento no qual passei de mera expectadora, onde desenhava imitando a paisagem e onde meu olhar era analítico e até alheio, apenas contemplativo, para um outro momento onde me vi parte do entorno e completamente integrada no próprio espaço, o momento da inspiração, a expressão do meu mundo interior.

Posso afirmar que os croquis iniciais estavam ainda no momento de reprodução da arte, e passaram para um outro momento no qual me senti  parte da própria paisagem. Aqui cito Emanuele Cocia quando descreve a força que a sensibilidade tem sobre o ser humano. A vida animal é vista como uma vida sensível e cada animal se abre ao sensível de alguma forma, o que  proporciona uma capacidade de interação viva. A vida superior de cada animal não está na ação e nem na produção, mas no que é invisível aos meios. Temos ligação com o espaço onde tudo tem a consistência de uma imagem. É através do sensível que produzimos efeitos sobre a realidade enquanto viventes e através de nossa aparência que provocamos uma boa impressão para quem está ao nosso redor.  O ser humano é capaz de produzir imagens das coisas. Com o sensível, nossos sentidos se tornam mais apurados e as coisas passam a ter um significado.A imagem consegue capturar o real e transformar em algo que exista além de si mesmo. É exatamente assim que o sentido dá vida ao que não tem vida.

Ao trabalhar em artes visuais sempre tive meu olhar dirigido muito mais para a natureza, sua reprodução e proteção, fato comprovado quando se observa meus  trabalhos feitos em anos anteriores (vide site: http://nelmacamargo.com/). Estes trabalhos também não fogem à regra e o conceito está intimamente ligado ao meio ambiente, embora surjam outros elementos como prédios e pessoas.

Também manifesto relação com a denominada   “arte fantástica” que é a manifestação de um pensar e fazer voltados para a interpretação do mundo mediante um afastar-se da representação direta, criando um mundo mágico e simbólico.

E, por fim, represento a realidade com técnicas que se assemelham ao pontilhismo que é uma técnica de desenho e pintura, onde o artista utiliza pequenas manchas e pontos para formar as imagens. No caso utilizei pequenas imagens para dar a forma e cor.

 

3. Material Utilizado – Grafite, Editor de Software, Tinta Acrílica, Óleo, Aquarela, Nanquim, Colagem, Recortes

 

Tendo agora em mente que poderia desdobrar os rascunhos feitos para um trabalho maior, passei a idealizar como poderia criar e quais os materiais que poderia usar.

Tenho utilizado o computador em trabalhos anteriores, o qual considero uma excelente ferramenta para a manipulação e criação de formas e observação de cores, através de editores como o Adobe Photoshop e Corel Draw. Fotografei o cenário, transportei para o computador e estudei qual a forma e qual midia poderia utilizar para sua composição.  Pensei inicialmente em pintura acrílica sobre canvas, mas no decorrer do tempo, deixei-me levar e a série foi criada com quase todas as mídias que aprendi: Tinta Acrílica, Óleo, Aquarela, Nanquim.

As telas em algodão foram previamente trabalhadas com gesso acrílico  para fornecer um fundo mais suave para as tintas. As primeiras camadas foram dadas com tinta acrílica e os detalhes, no final, algumas delas com tinta a óleo. Já os trabalhos sobre papel foram pintados em uma folha inicial para depois serem recortados e colados na mesma folha, criando assim uma nova versão do mesmo trabalho.

Para criar novas relações pictóricas muitos artistas se utilizaram do uso de materiais variados. A colagem, por exemplo, entrou para o mundo das artes em 1912 e é utilizada até o momento. Com essa técnica – utilizada em alguns trabalhos – passei a manipular imagens já existentes e incorporar pedaços ao mundo imaginário que já havia transportado para a tela. As colagens romperam com a espacialidade pré-existente que se deriva da perspectiva.

 

4. Imagens

 

São 16 trabalhos nos quais trabalhei acrílica sobre tela e papel, e técnicas mistas, alguns deles iniciados com Editor de Software (Photoshop) para  posteriormente com acrílica e óleo. Em paralelo trabalhei uma pequena série, com 12 imagens, tamanho A4 onde retrato sob a forma de caricaturas, as pessoas que passaram por mim e a qual denominei de “Os Enjoados”.

 

Nelma Camargo

Serviço:

 

Exposição: “No Campus”

Abertura: 29 de janeiro de 2020, às 19h

Visitação: de 30 de janeiro a 22 de março de 2020

Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 12h às 19h.

Local: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro

Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro, Rio de Janeiro.

Tel.: 2253-1580 (recepção)

“Impressões do Japão” no Centro Cultural Correios

O Consulado-Geral do Japão no Rio de Janeiro apresenta um evento que vai trazer o Japão ao público carioca através dos sentidos. Como parte do MÊS DO JAPÃO, de 06 de fevereiro a 22 de março, o evento IMPRESSÕES DO JAPÃO chega ao Centro Cultural Correios, ocupando todo o 2º andar, localizado no corredor cultural do Rio, na Rua Visconde de Itaboraí nº 20, sala de cinema e teatro. Em 2020, comemoramos 125 anos de Amizade entre Brasil e Japão, e esta é uma oportunidade para aproximar e celebrar as culturas dos dois povos.

Impressões da visão: Cartazes Japoneses – 7 Mestres do Design Gráfico

Com o oferecimento da Fundação Japão e curadoria da Bienal Internacional del Cartel en México, esta exposição itinerante apresenta obras representativas da diversidade da arte do design gráfico, incluindo exemplares que se conectam ao ukiyo-e, um gênero de estampa japonesa semelhante à xilogravura. Entre as obras expostas, será possível notar que, assim como no Brasil, também no Japão os cartazes são utilizados para a propaganda de produtos ou peças de teatro, mas também podem divulgar movimentos a favor da paz ou da preservação do meio ambiente.

Impressões do tato: a arte do origami

Exposição de origami coordenada por três grandes grupos expoentes da dobradura de papel no estado do Rio de Janeiro: Dobrando com Arte, sob a coordenação da professora Míriam Nigri Dana; Instituto Cultural Brasil Japão, sob a tutela da professora Leda Vaz; e Origami Niterói, liderado pela professora Kiyoko Itida Nagata.

Impressões do ser: palestras e oficinas culturais

Aos fins de semana, haverá um espaço dedicado a experimentação de alguns dos maiores expoentes da cultura japonesa, com palestra sobre artes marciais, oficinas de ikebana (arranjo floral), origami (dobradura de papel), mangá e taiko (tambores japoneses).

Impressões do tempo: calendários japoneses e peças de acervo

Pequena mostra de calendários cedidos pela Japan Association for Calendars and Culture Promotion, na qual pode-se perceber a passagem do tempo através de paisagens, jardins, roupas típicas, obras de arte, arranjos de ikebana e ilustrações. Os calendários poderão ser manipulados livremente pelo público. Compõem a mostra alguns itens de acervo do Consulado.

Impressões do esporte: DÔ: a caminho da virtude

Com o oferecimento da Japão House São Paulo, a mostra DÔ: a caminho da virtude desvenda a história, técnica e filosofia de seis das artes marciais japonesas. Estão em destaque os principais elementos, movimentos e conceitos do Aikidô, Kendô, Karatedô, Judô, Sumô e Kyudô.

Impressões da sétima arte: mostra de filmes

Aos fins de semana, haverá exibição gratuita de títulos selecionados a partir do acervo da Fundação Japão.

Programação completa em http://bit.ly/mesdojapao

Realização: Consulado-Geral do Japão no Rio de Janeiro ǀ Inst. Cult. Brasil Japão ǀ Fund. Japão ǀ Japan House São Paulo

Apoio: Centro Cultural Correios RJ

CRONOGRAMA DAS OFICINAS CULTURAIS

DIA

DIA SEMANA

HORÁRIO

DURAÇÃO (MIN.)

PARTICIPANTES

OFICINA

08/fev

sab

14h

40

20

Mangá

15h

40

20

Origami

16h

40

20

Mangá

17h

40

20

Origami

15/fev

sab

14h

40

20

Mangá

15h

40

20

Origami

16h

40

20

Mangá

17h

40

20

Origami

07/mar

sab

14h

40

15

Ikebana

15h

40

15

Ikebana

16h

40

20

Origami

17h

40

20

Origami

14/mar

sab

14h

40

20

Origami

15h

40

20

Origami

16h

40

20

Origami

15/mar

dom

15h30

20

20

Taiko (apresentação + oficina)

16h

20

20

Taiko (somente oficina)

16h30

20

20

Taiko (oficina + apresentação final)

PROGRAMAÇÃO DE CINEMA

MOSTRA DE CINEMA JAPONÊS

DIA

DIA SEMANA

HORÁRIO

FILME

08/fev

sab

13h

Dad’s Lunch Box (PAPA no obentô wa sekai-ichi)

15h

Nobody to Watch Over Me (Dare mo Mamotte Kurenai)

09/fev

dom

13h

Mameshiba (Yoju Mameshiba)

15h

A Tale of Samurai Cooking (Bushi no Kondate)

15/fev

sab

13h

Every Day a Good Day (Nichi-nichi kore kôjitsu)

15h

Thermae Romae

16/fev

dom

13h

Thermae Romae

15h

Dad’s Lunch Box (PAPA no obentô wa sekai-ichi)

07/mar

sab

13h

A Tale of Samurai Cooking (Bushi no Kondate)

15h

Every Day a Good Day (Nichi-nichi kore kôjitsu)

08/mar

dom

13h

Every Day a Good Day (Nichi-nichi kore kôjitsu)

15h

Dad’s Lunch Box (PAPA no obentô wa sekai-ichi)

14/mar

sab

13h

Thermae Romae

15h

Mameshiba (Yoju Mameshiba)

15/mar

dom

13h

Mameshiba (Yoju Mameshiba)

15h

Every Day a Good Day (Nichi-nichi kore kôjitsu)

SENHAS COM 1 HORA DE ANTECEDÊNCIA NA RECEPÇÃO DO CENTRO CULTURAL CORREIOS

Serviço:

 

Exposição: “IMPRESSÕES DO JAPÃO”

Abertura: 05 de fevereiro de 2020, às 19h

Visitação: de 06 de fevereiro a 22 de março de 2020

Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 12h às 19h.

Local: Centro Cultural Correios Rio de Janeiro

Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro, Rio de Janeiro.

Tel.: 2253-1580 (recepção)

Exposição “Como Sobreviver a um Naufrágio”

Elementos dos lugares onde já morou influenciam os trabalhos do artista paulista Márcio Diegues, que abre o calendário de exposições da Galeria de Arte Ibeu no dia 3 de março, às 18h30. Morando atualmente no Rio de Janeiro, o mar inspirou “Como sobreviver a um naufrágio”, primeira individual do artista na cidade, composta de desenhos, objetos tridimensionais, gravuras, um desenho instalativo e livros do próprio Diegues. Sob curadoria de Cesar Kiraly, a exposição será composta por cerca de 40 trabalhos que, reunidos, partilham a experiência do naufrágio, da ruína e da falência mimética como ponto de fissura visual e conceitual com a realidade.

A mostra é um recorte da produção do artista atualmente, com trabalhos que abordam o mar como uma ideia de paisagem, deslocamento, mas que também remete à ideia de afundamento e catástrofe. Os estudos percorrem diferentes representações do mar tradicional na História da Arte e na Ciência, além de abordar questões bélicas, mapas, cartografias e cartas náuticas.

“Uma das coisas importantes na minha produção foi ler uma antologia escrita por um português no século XVIII, que é uma coletânea das histórias de naufrágio que acontecem desde o século XV, a partir da ida para as Índias. Nessas histórias, o mais notável eram os afundamentos, como eram violentos e como se perdia uma ideia de planejamento, um objetivo a cumprir.”, explica o artista.

A partir desses relatos, ele passa a pensar o naufrágio como uma metáfora visual e conceitual, já que não é apenas o corpo físico que afunda, mas também a ideia de um objetivo que não consegue se concluir. Este conceito inspirou Diegues a produzir gravuras, cadernos de desenho e a coletar imagens que tinham a ver com a vivência no Rio de Janeiro, buscando o sentido da representação do mar.

“Não represento a água em si, mas a ideia de que todo objeto afunda em um lugar, em uma dimensão. Isso ajuda a entender que o mar é uma dimensão imaginária e isso me ajuda a desenvolver meus trabalhos. Tem também uma ideia contemporânea de o naufrágio ser uma falência de uma superestrutura, que pode ser um barco ou submarino, mas também um objetivo de vida, algo que foi planejado e não deu certo. A ideia de naufrágio também fala de traumas, desse processo de mergulho em si mesmo.”, conclui.

SOBRE MÁRCIO DIEGUES

É artista e professor, pesquisa o desenho como fio condutor de suas relações com a paisagem e o espaço, desdobrando-o em gravuras, livros de artista, objetos, instalações, ações de coleta e obras site specific. É graduado em Artes Visuais pela UEL, Londrina (2012) e mestre em Linguagens Visuais pela EBA-UFRJ (2017). Atualmente residindo no Rio de Janeiro, cursa o doutorado e atua como professor assistente de desenho, gravura e pintura na UERJ, e professor de gravura na Univeritas.

“COMO SOBREVIVER A UM NAUFRÁGIO”

Abertura: 3 de março, às 18h30

Visitação: 4 de março a 3 de abril de 2020

Funcionamento: segunda a quinta-feira, das 13h às 19h (às sextas, de 12h às 18h)

Local: Galeria de Arte Ibeu

Endereço: Rua Maria Angélica, 168 – Jardim Botânico

Tel.: 3239-2863

ENTRADA FRANCA

CCJF – Programação de 18 a 23 de fevereiro

Exposições
Rio Branco, 241 – Justiça e Cultura / histórica

A exposição bilíngue faz uma retrospectiva da ocupação do prédio histórico do STF, dando destaque à trajetória da 1ª Instância da Justiça Federal no Rio de Janeiro. Narra, em seus painéis, desde a criação da Justiça Federal de 1ª e 2ª Instância até as obras de restauração e criação do Centro Cultural Justiça Federal, passando por fatos marcantes da trajetória da Justiça Federal neste prédio.

 

Terça a domingo

12h às 19h

Galerias do 1º andar

 

Educativo

 

Da Justiça à Arte / visita orientada
A visita conta a história do prédio até os dias atuais. De estilo eclético, é um dos poucos remanescentes da reformulação da cidade do Rio de Janeiro, ocorrida no início do Século XX.

Agendamento pelos telefones: 3261-2552/3261-2567 ou pelo e-mail atividadeseducativas.ccjf@trf2.jus.br


Terça a sexta 

13h às 17h
Entrada franca

Mostra “ANIME: O Fantástico mundo das animações japonesas” começa nesta quarta (12/02)

A mostra ANIME: O FANTÁSTICO MUNDO DAS ANIMAÇÕES JAPONESAS chega ao Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo, de 12 a 24 de fevereiro, com exibição de filmes e debates gratuitos. Os ingressos para as sessões devem ser retirados na bilheteria a partir de uma hora antes.

A mostra, realizada com recursos da Lei de Incentivo à Cultura, apresentada pelo Ministério da Cidadania e pelo Centro Cultural Banco do Brasil e com patrocínio do Banco do Brasil, vai celebrar a cultura japonesa e o legado dos animes na história da animação mundial. Serão exibidos 15 filmes, clássicos e animações premiadas, de ação, aventura, ficção científica e comédia

Esta é uma oportunidade única para o público paulistano se aprofundar nesta arte, que encanta crianças e adultos e reúne centenas de fãs. A curadora Juliana Melo ressalta que “a Mostra ANIME: O Fantástico Mundo das Animações Japonesas propõe um panorama da produção de longas-metragens anime. Com uma mistura de clássicos conhecidos do público e referenciados no mundo, como “Ghost in the Shell: o Fantasma do Futuro” e “Akira”, títulos de diretores consagrados, como “Vidas ao Vento”, de Hayao Miyazaki, e “Paprika”, de Satoshi Kon, além de obras populares baseadas em franquias de videogames e mangás, a mostra explora a diversidade dessas fantásticas animações”.

Além das exibições, haverá um debate sobre o filme “As Memórias de Marnie, ancestralidade e solidão” com a crítica de cinema, roteirista e jornalista cultural Lorenna Montenegro no dia 19/02, após a sessão (que terá legenda descritiva) do filme que começa às 18h. O filme, uma das últimas produções do renomado Estúdio Ghibli, foi indicado ao Oscar de Melhor Animação em 2016 e recebeu diversos prêmios em festivais pelo mundo.

Já no dia 21/02 o debate será sobre a obra “Akira” com Cinthia Saty Fuji, ilustradora, quadrinista e artista de desenvolvimento visual para animação, curtas e longas, também após a sessão das 18h. “Akira”, de Katsuhiro Ôtomo, marcou uma geração quando foi lançado no final dos anos 1980, ao extrapolar as barreiras orientais e dos fãs e apresentar para o mundo a arte do anime. Na história, dois adolescentes de uma gangue de Tóquio acabam envolvidos em um projeto ultrassecreto do governo.

A mostra ANIME: O FANTÁSTICO MUNDO DAS ANIMAÇÕES JAPONESAS tem curadoria e idealização de Juliana Melo e produção da Villa-Lobos Produções.

still-filme-AKIRA
Akira
CONFIRA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA 

12/02 – quarta-feira 
16h – Padrinhos de Tóquio – 12 anos
19h30 – Ghost in the Shell – 14 anos

13/02 – quinta-feira 
16h – A Tartaruga Vermelha – livre
19h – Hunter x Hunter: Phantom Rouge – 12 anos

14/02 – sexta-feira 
16h – Paprika – 14 anos
19h – Vidas ao Vento – 12 anos

15/02 – sábado 
14h45 – Pop in Q – livre
17h – Hunter x Hunter: The Last Mission – 14 anos
19h – Akira – 14 anos

16/02 – domingo 
14h – A Tartaruga Vermelha – livre
16h – Kappa: O Duende do Rio Sampei – livre
18h – O Conto da Princesa Kaguya – livre

17/02 – segunda-feira 
16h – The Sky Crawlers: Eternamente (sessão com audiodescrição) – 12 anos
19h – The Sky Crawlers: Eternamente – 12 anos

19/02 – quarta-feira 
16h – 5 Centímetros por Segundo – livre
18h – As Memórias de Marnie (sessão com legendagem descritiva, seguida de debate) – 10 anos

20/02 – quinta-feira 
16h – O Lugar Prometido em Nossa Juventude – 12 anos
19h – O Conto da Princesa Kaguya – livre

21/02 – sexta-feira 
16h – Ghost in the Shell – 14 anos
18h – Akira (sessão seguida de debate) – 14 anos

22/02 – sábado 
10h – Pop in Q – livre
12h30 – Hunter x Hunter: Phanton Rouge – 12 anos
14H30 – Vidas ao Vento – 12 anos

23/02 – domingo 
10h – Hunter x Hunter: The Last Mission – 14 anos
12h30 – O Lugar Prometido em Nossa Juventude – 12 anos
14h30 – Padrinhos de Tóquio – 12 anos

24/02 – segunda-feira 
13h – 5 Centímetros por Segundo – livre
15h – Paprika – 14 anos

LISTA DE FILMES  
(organizada por ordem alfabética)

5 Centímetros por Segundo (Byôsoku 5 senchimêtoru) 
Direção: Makoto Shinkai, 1h03, 2007
Classificação Indicativa: Livre
Sinopse: Contada em três segmentos interligados, entre o início dos anos 1990 e 2007, um jovem chamado Takaki Tono e sua melhor amiga Akari Shinohara moram em Tóquio. Devido a mudanças no trabalho de seu pai, Akari acaba se transferindo de cidade com sua família, mas os dois lutam para manter um contato através de cartas. Seus desencontros são constantes e os dois acabam se afastando com o tempo, deixando apenas as memórias de momentos juntos. Novas pessoas surgem em suas vidas, mas Takaki não se esquece de Akari que, mesmo com o tempo passando, tem a esperança de encontrá-la novamente.

A Tartaruga Vermelha (La tortue rouge)  
Direção: Michael Dudok de Wit, 1h20, 2016
Classificação Indicativa: Livre
Sinopse: Após sobreviver a um naufrágio, um homem se vê em uma ilha completamente deserta. Lá ele consegue manter-se por meio da pesca e tenta construir uma jangada que lhe permita deixar o local. Só que, sempre que ele parte com a embarcação, ela é destruída por um ser misterioso. Logo ele descobre que a causa é uma imensa tartaruga vermelha, com quem manterá uma relação inusitada.

Akira  
Direção: Katsuhiro Ôtomo, 2h04, 1988
Classificação Indicativa: 14 anos
Sinopse: Uma grande explosão fez com que Tóquio fosse destruída em 1988. Em seu lugar foi construída Neo Tóquio, que, em 2019, sofre com atentados terroristas por toda a cidade. Kaneda e Tetsuo são amigos que integram uma gangue de motoqueiros. Eles disputam rachas violentos com uma gangue rival, os Palhaços, até que um dia Tetsuo encontra Takashi, uma estranha criança com poderes que fugira do hospital onde era mantido como cobaia. Tetsuo é ferido no encontro e antes de receber a ajuda dos amigos é levado por integrantes do exército, liderados pelo coronel Shikishima. A partir de então Tetsuo passa a desenvolver poderes inimagináveis, o que faz com que seja comparado ao lendário Akira, responsável pela explosão de 1988. Paralelamente, Kaneda se interessa por Kei, uma garota envolvida com espiões que tenta decifrar o enigma por trás das cobaias controladas.

As Memórias de Marnie (Omoide no Mânî) 
Direção: James Simone, Hiromasa Yonebayashi, 1h43, 2014
Classificação Indicativa: 10 anos
Sinopse: Anna é uma garota muito solitária que vive com seus pais adotivos e não tem amigos. Ao se mudar para uma cidade do interior, acaba se tornando amiga de Marnie que, na verdade, não é bem aquilo que aparenta ser. A amizade das duas vai bem até que um dia Marnie desaparece misteriosamente. Algum tempo depois, uma nova família se muda para casa onde ela vivia e Anna acaba fazendo amizade com as pessoas de lá, e vai descobrir coisas muito estranhas sobre sua amiga.

Ghost in the Shell: O Fantasma do Futuro (Kôkaku Kidôtai)  
Direção: Mamoru Oshii, 1h23, 1995
Classificação Indicativa: 14 anos
Sinopse: Major Motoko é agente cibernética e líder da unidade do serviço secreto Esquadrão Shell. Formado pelo governo para combater a onda de crimes, eles são informados de que um famoso criminoso, “expert” em computadores, está no Japão. O suspeito é conhecido apenas pelo codinome “Mestre Marionete”.

Hunter x Hunter: Phantom Rouge  
Direção: Yûzô Satô, 1h37, 2013
Classificação Indicativa: 12 anos
Sinopse: Kurapika se tornou um Hunter para se vingar do Genei Ryodan, que havia massacrado seu clã e roubado seus olhos. Os olhos do clã Kuruta se tornam escarlate em horas de perigo ou agitação emocional e são considerados os mais bonitos tesouros do mundo. Kurapika continua a perseguir o Genei Ryodan, mas um desconhecido rouba os seus olhos. Com a ajuda de Gon, Killua e Leorio, a vida de Kurapika foi salva. No entanto, o Genei Ryodan aparece diante deles e fica em seu caminho. A verdadeira identidade daquele que tem o Nº 4 da aranha tatuada está prestes a ser revelada.

Hunter x Hunter: The Last Mission  
Direção: Keiichirô Kawaguchi, 1h37, 2013
Classificação Indicativa: 14 anos
Sinopse: Em meio à Batalha Olímpia, torneio que reúne os mestres de andar da Arena Celestial para decidir quem ficará no topo, surge uma nova ameaça. Os descendentes de um grupo que era a face oculta da Associação Hunter tomam a Arena Celestial e exigem a publicação de todas as missões secretas executadas por eles sob ordens da Associação. Seu líder, um velho conhecido do Presidente, quer o fim de todos os Hunters e conta com um poder contrário ao Nen e que se pensava estar extinto, o On.

Kappa: O Duende do Rio e o Sampei (Kappa no Sampei)  
Direção: Toshio Hirata, 1h30, 1994
Classificação Indicativa: Livre
Sinopse: Sampei vive com seu avô. Seu colega de escola chama Sampei de “duende do rio”. Um dia, enquanto ele estava praticando secretamente para a competição de natação no rio, é capturado. Quando retoma sua consciência, percebe que está agora na terra dos duendes. Sampei faz amizade com o duende Gartalow, que parece ser idêntico ao Sampei, e eles decidem fugir da terra de duendes juntos e retornar para a aldeia de Sampei.

O Conto da Princesa Kaguya (Kaguyahime no monogatari)  
Direção: Isao Takahata, 2h17, 2013
Classificação Indicativa: Livre
Sinopse: Esta animação é baseada no conto popular japonês “O corte do bambu”. Kaguya era um minúsculo bebê quando foi encontrada dentro de um tronco de bambu brilhante. Passado o tempo, ela se transforma em uma bela jovem que passa a ser cobiçada por cinco nobres, dentre eles o próprio Imperador. Mas nenhum deles é o que ela realmente quer. A moça envia seus pretendentes em tarefas aparentemente impossíveis para tentar evitar o casamento com um estranho que não ama. Mas Kaguya terá que enfrentar seu destino e a punição por suas escolhas.

O Lugar Prometido em Nossa Juventude (Kumo No Muko, Yakusoku No Basho)  
Direção: Makoto Shinkai, 1h31, 2007
Classificação Indicativa: 12 anos
Sinopse: Em uma história suplente do rescaldo da Segunda Guerra Mundial, o Japão foi separado pela metade, com o sul Honshu e as outras ilhas aliados aos Estados Unidos e ao norte da ilha Hokkaido anexada pela União enigmática. Foi em Hokkaido que uma misteriosa torre tinha sido construída, uma vertente de metal até chegar fora da atmosfera, visíveis a partir da ponta norte de Honshu. Em 1996, três adolescentes, Hiroki, Takuya e Sayuri, fazem um pacto que vão construir uma aeronave experimental de vigilância, quase invisível, que atravesse a Hokkaido e desvende os segredos da torre. O seu sonho nunca foi concretizado, porque Sayuri foi enviado à Tóquio para tratamento e logo depois entra em coma. Agora, três anos mais tarde, as ilusões da juventude podem ter passado, mas não a inquebrável força do trio e da promessa. A verdade da torre será descoberta e com ela a ligação entre eles e os mistérios da Sayuri.

Padrinhos de Tóquio (Tôkyô goddofâzâzu)  
Direção: Satoshi Kon e Shogô Furuya, 1h33, 2003
Classificação Indicativa: 12 anos
Sinopse: Hana, uma ex- drag queen, Gin, um antigo ciclista alcoólatra, e Miyuki, uma adolescente fugitiva, são três sem teto que em sua tumultuada existência encontram um bebê abandonado no dia de Natal. Os três resolvem peregrinar em busca de solucionar o mistério e encontrar os pais da criança antes da chegada do ano novo. Durante a busca, deparam-se com fatos ocultos sobre o passado, os quais são forçados a confrontar e, ao mesmo tempo, aprendem a enfrentar o futuro juntos.

Paprika (Paprika)  
Direção: Satoshi Kon, 1h30, 2006
Classificação Indicativa: 14 anos
Sinopse: Num futuro próximo, o Dr. Tokita (Tôru Furuya) inventa um poderoso aparelho chamado DC-Mini, que torna possível o acesso aos sonhos das pessoas. Sua colega, a Dra. Atsuko Chiba (Megumi Hayashibara) – psicoterapeuta e pesquisadora de ponta – desenvolve um tratamento psiquiátrico revolucionário a partir do aparelho. Mas, antes de seu uso ser sancionado pelo governo, o DC-Mini é roubado. Quando vários dos pesquisadores do laboratório começam a enlouquecer e a sonhar em estado de vigília, Atsuko assume seu alter-ego, Paprika, a “detetive de sonhos”, para mergulhar no mundo do inconsciente e descobrir quem está por trás da tragédia.

Pop in Q  
Direção: Naoki Miyahara, 1h35, 2016
Classificação Indicativa: Livre
Sinopse: A história desenrola-se em torno de cinco meninas preocupadas com o seu dia a dia. Elas se encontraram num mundo de fantasia após certo incidente. Nesse mundo ficam sabendo sobre a crise iminente que o mundo vai enfrentar e a única maneira de evitar esta crise é colaborarem e unirem os seus cinco corações através da dança.

The Sky Crawlers: Eternamente (Sukai kurora)  
Direção: Mamoru Oshii, 2h02, 2008
Classificação indicativa: 12 anos
Sinopse: Um grupo de pilotos de caça eternamente jovens, conhecidos como ‘Kildren’, vivencia a repentina perda da inocência quando tem que lutar contra o inimigo em assustadoras batalhas aéreas. O treinamento de voo intensivo é a única memória da infância do destemido piloto adolescente Yuichi, em cuja vida as batalhas aéreas convivem com a luta para descobrir mais sobre seu passado esquecido. Quando Suito, sua linda comandante, reluta em discutir o destino do piloto que Yuichi está substituindo – ou as condições estranhamente perfeitas do avião que era de tal piloto – a curiosidade de Yuichi aumenta ainda mais.

Vidas ao Vento (Kaze Tachinu)  
Direção: Hayao Miyazaki, 2h06, 2013
Classificação indicativa: 12 anos
Sinopse: Jiro Horikoshi vive em uma cidade do interior do Japão. Um dia, ele começa a desejar voar em um avião com formato de pássaro. A partir desse desejo, ele decide que construir um avião e colocá-lo no ar é a meta da sua vida. Durante a busca pelo seu sonho ele conhece Naoko, uma jovem encantadora por quem se apaixona. No entanto, algo horrível ocorre e o futuro do casal fica ameaçado.

SERVIÇO 
MOSTRA ANIME: O FANTÁSTICO MUNDO DAS ANIMAÇÕES JAPONESAS 
Realização: Centro Cultural Banco do Brasil
Local: Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo – Cinema
Data: de 12 a 24 de fevereiro de 2020
Consulte a programação nas redes sociais do CCBB SP

https://www.facebook.com/events/628396731298468/?event_time_id=628396741298467

Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo 
Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico, Triângulo SP, São Paulo–SP
Aberto todos os dias, das 9h às 21h, exceto às terças
Acesso ao calçadão pela estação São Bento do Metrô
Informações: (11) 4298-1260

bb.com.br/cultura | twitter.com/ccbb_sp | facebook.com/ccbbsp | instagram.com/ccbbsp
ccbbsp@bb.com.br

Acesso e facilidades para pessoas com deficiência | Ar-condicionado | Cafeteria e Restaurante | Loja

Estacionamento conveniado: Rua da Consolação, 228.
Traslado gratuito até o CCBB (aprox. 10 min), das 14h às 23h.
No trajeto de volta, a van tem parada na estação República do Metrô.
Valor: R$ 14 pelo período de até 6 horas. É necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB.

Clara Infante abre a exposição “Bem Brasil”, na Sala José Cândido de Carvalho

A artista Clara Infante abre, no dia 11 de fevereiro, terça-feira, às 19h, a exposição “Bem Brasil”, na Sala José Cândido de Carvalho. A curadoria é assinada por Desirée Monjardim.

São cerca de 20 obras, que giram em torno da pintura e, algumas delas, quase se tornam objetos escultóricos. A artista constrói, desconstrói, ressignifica o material, deslocando-o de seu sentido utilitário. Assim, os trabalhos adquirem formas com contornos ora definidos, ora imprecisos. “Trabalho com tapetes populares, multicoloridos. As intervenções que faço sobre eles geram novas formas e tramas. Essas configurações podem nos remeter a desenhos inusitados”, explica Clara.

A intenção que foi se configurando no percurso do trabalho, levou a artista a um Brasil múltiplo, plural, rico na sua diversidade e nas suas possibilidades reconstrutivas e transformadoras. “Apresento restos, fragmentos, que remetem a uma ‘falta’ que pode provocar no espectador um certo estranhamento”, conclui.

Mais sobre a artista:

Participou de exposições coletivas na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Centro de Artes UFF, Centro Cultural Paschoal Carlos Magno, entre outras. Sua primeira individual foi em 2016, no Centro de Artes UFF – Biblioteca Central do Gragoatá/ Niterói, RJ. Faz parte do grupo de artistas Titocar-Pedras Brancas.

É artista visual e psicanalista.

Serviço:

Exposição “Bem Brasil”, de Clara Infante

Curadoria: Desirée Monjardim

Abertura: 11 de fevereiro, terça-feira, às 19h

Visitação: de 12 de fevereiro a 6 de abril de 2020, sempre de segunda a sexta, das 9h às 17h

Local: Sala José Candido de Carvalho

Endereço: Rua Presidente Pedreira, 98, Ingá, Niterói-RJ

Informações: (21) 2719-6939/2719-9900

Sala Carlos Couto abre sua programação 2020

A Sala Carlos Couto abre a sua programação de 2020, no dia 11 de fevereiro, com a exposição de Máscaras de Carnaval “Quem é você?”, composta por 28 máscaras, que foram cedidas pelos curadores , cenógrafos e colecionadores Jorge Mendes e Jorge Guedes. Quem assina a curadoria é Teca Nicolau.

Na noite da abertura, o grupo Choro Malandro fará uma apresentação, tocando marchinhas de carnaval no pátio do Teatro Municipal. No repertório Abre Alas( Chiquinha Gonzaga 1899), Mamãe eu quero (Jararaca e Vicente Paiva 1936), O Balancê ( Braguinha e Alberto Ribeiro 1936), entre outras.

Os colecionadores contam que, no carnaval de 2008, estavam caminhando em direção ao sambódromo e, chegando em frente à estação da central do Brasil, se depararam com um vendedor de máscaras de carnaval.

Admirados pelo trabalho, pararam para conversar com o senhor, que os informou ser o responsável por fazer as máscaras, utilizando papel de saco de cimento, que recolhia das obras em que trabalhava e que produzia durante o ano para vender no carnaval.

Na conversa com o artista autodidata, se interessaram pelas máscaras e decidiram comprar todas, pois não havia uma igual a outra.

O senhor de nome Manoel, ficou surpreso e assustado, pois até aquele momento não tinha vendido nada e estava desanimado, acreditando que as pessoas tinham perdido o interesse nesse tipo de arte.

A inspiração para o nome da exposição se deu, não só como uma homenagem à música de Chico Buarque “noite dos mascarados”, como também pela temática carnavalesca, e principalmente, devido às várias tentativas dos colecionadores, nos anos seguintes, pela localização do artista até então anônimo, Manoel.

Relato dos Colecionadores: Jorge Mendes e Jorge Guedes.

Exposição: Mascarás de Carnaval “ Quem é você?” – Dos Colecionadores : Jorge Mendes e Jorge Guedes

Abertura: 11 de fevereiro, às 19h

Visitação: de 12 de fevereiro a 19 de março de 2020

Horário: Terças, das 10h às 14h | de quarta a sexta, das 10h às 18h

ENTRADA FRANCA

Local: Sala Carlos Couto (ao lado do Teatro Municipal de Niterói)

Endereço: Rua XV de Novembro, 35, Centro, Niterói

Tel: 2620-1624

Mostra Mel Brooks – Banzé no Cinema

O Centro Cultural Banco do Brasil CCBB/RJ  recebe, de 5 de fevereiro a 9 de março de 2020 a Mostra Mel Brooks – Banzé no CinemaA mostra audiovisual é a mais abrangente retrospectiva sobre o diretor, ator, roteirista, compositor e produtor Mel Brooks, hoje considerado um dos maiores diretores americanos de comédias de todos os tempos, comparado a Jerry Lewis e Jacques Tati, que dedicou, em sua obra, a satirizar os cânones dos mais diversos gêneros cinematográficos. Considerado genial por Billy Wilder e Alfred Hitchcock, Brooks é um dos maiores representantes das comédias nonsense americanas, sua obra é uma mistura única de surrealismo, burlesco, musical, crítica social e análise cinematográfica. 

 

Com curadoria de Eduardo Reginato e José de Aguiar,  a mostra exibirá  29 filmes, em digital e 35mm, sendo 11 longas-metragens de Mel Brooks, 1 episódio da série Agente 86 (Mel criou os personagens, produziu e colaborou com os roteiros), 1 curta (animação ganhadora do Oscar que tem a voz de Mel Brooks no protagonista), 5 documentários abrangendo 60 anos de seu trabalho como diretor, ator e produtor, além de 11 longas-metragens de diretores que foram influenciados ou influenciaram Mel Brooks, sendo um deles a produção O Homem-Elefante, de David Lynch, que Mel Brooks produziu quando ninguém acreditava no talento do excêntrico diretor iniciante. Dentre os destaques selecionados, estão Primavera Para Hitler (The Producers, 1967), Banzé no Oeste (Blazing Saddles, 1974), O Jovem Frankenstein (Young Frankenstein, 1974), A Última Loucura de Mel Brooks (Silent Movie, 1976) e A História do Mundo Parte I (History of the World: Part I,1981).

Além da mostra haverá também debate no dia 13 de fevereiro, às 19h,  com os palestrantes Gabriel Esteves, roteirista do Porta dos Fundos e João Marcos Rodrigues, Redator-Chefe do programa Lady Night, com mediação do curador Eduardo Reginato. O evento será gratuito e as senhas serão distribuídas a partir das 18h. Já a sessão inclusiva, também com entrada gratuita, acontecerá no dia 27 de fevereiro, às 17h. O filme exibido será  Banzé no Oeste, com audiodescrição, libras e legendagem descritiva e com distribuição de senhas às 16h.

O curso acontecerá nos dias 4, 5 e 6 de março, com os curadores Eduardo Reginato e José de Aguiar, das 16h às 18h. O evento será também gratuito com inscrição online pela internet.
 

“A obra de Mel Brooks é ímpar por diversos fatores, não apenas na compreensão perfeita do timing do humor e da imensa capacidade perceptiva de replicar os gêneros que homenageia pelo viés da paródia. Um desses fatores primordiais é o grupo seleto de atores que se repetem em seus filmes – sejam como protagonistas, sejam em participações especiais – em um entrosamento, dedicação e entrega pouco vistos no cinema: os geniais Gene Wilder, Dom DeLuise e Madeline Kahn, por exemplo. Essas estrelas de extraordinária verve cômica e teatralidade transformam os filmes em eventos que fazem os olhos não só brilharem, mas também gargalharem”, afirma Eduardo Reginato, um dos curadores da mostra.

Mel Brooks não apenas dirigia e roteirizava seus filmes, mas também atuava e compunha os temas musicais. Em filmes de outros diretores também contribuiu com roteiro e protagonizou vários deles. Além de toda sua diversidade artística, também é um bem-sucedido produtor cinematográfico. Brooks ficou conhecido por lutar para que projetos não convencionais fossem filmados. A produtora Brooksfilms foi responsável por aclamadas produções não-cômicas, como os dramas O Homem Elefante (primeiro longa de estúdio do realizador David Lynch), Nunca te vi, sempre te amei e Frances. Além disso, serão exibidos alguns clássicos da comédia como Apertem os cintos…O piloto sumiu!, de David Zucker, Jim Abrahans, Jerry Zucker,  Corra que a polícia vem aí!, de David Zucker e O Dorminhoco, de Woody Allen, diretores diretamente influenciados pelo cinema de Mel Brooks.

A mítica crítica americana Pauline Kael em uma de suas inúmeras críticas destruidoras sobre os filmes de Brooks, talvez tenha apresentado o âmago da magia do cinema do irreverente cineasta: “Mel Brooks está em uma posição especial: sua crítica se tornou um ramo do show business – ele é um crítico de dentro. Não se espera que ele seja ordeiro ou disciplinado; ele é o crítico irreprimível como um palhaço. Seus comentários não são censurados pela cautela e pelo sentimentalismo habituais, mas a irreprimibilidade do homem louco torna-o amável; ele pode ser cruel e se safar porque ele é Mel Brooks, que não está no controle de si mesmo. Seu charme único é a liberdade surreal da imaginação de seu kibitzer (em iídiche quer dizer comentário indesejado)”.

“Os filmes de Mel Brooks não são apenas paródias, também são uma profunda análise sobre o cinema. A visão de Brooks esmiúça em cada fotograma seu profundo amor pelos mais diversos gêneros cinematográficos. Onde muitos podem ver piadas grosseiras, há, como dizia Orson Welles, um fluxo constante de sonho. E os sonhos que Mel Brooks proporciona são hilários. Dessa forma, a Mostra proporcionará ao público brasileiro o privilégio único de experimentar em doses cavalares o alívio da boa risada, a sensação de sentir o mundo externo desaparecer e preencher o espírito de alegria, além de apreciar a imensa aula de cinema que cada filme de Brooks proporciona”, celebra José de Aguiar, um dos curadores da mostra. 

Por fim, o público poderá perceber que os gêneros cinematográficos possuem estilos e dinâmicas que podem ser apropriadas e transformadas das mais diversas formas. Mel Brooks escolheu o humor para declarar seu amor pelo cinema, escolheu ser um garoto travesso que brinca com as imagens e que apresenta para seus queridos amigos, os espectadores, sua traquinagem. Uma imensa traquinagem que nos faz refletir sobre cinema não apenas como entretenimento, mas como um elemento que pode ser moldado, transformado e refletido em algo que acrescenta à vida um maior entendimento sobre arte e ao espírito um maior entendimento sobre a alegria.

Programação completa:

Dia 5/, quarta-feira:

*17h: Drácula Morto, mas feliz (Dead and loving it, 1995, EUA, 88min, Bluray) Dir: Mel Brooks

*19h: A louca, louca história de Robin Hood (Robin Hood: Men in Tights, 1993, EUA, 104min, Bluray). Dir: Mel Brooks

Dia 6/2, quinta-feira:

*16h30:

– Agente 86 (Get Smart!, EUA, 1965) – série de TV. Sr. Big – episódio 1 – piloto da série Agente 86 (Mr. Big, 1965, EUA, 26 min, Bluray). Dir: Howard Morris;

– A Bomba que desnuda (The Nude Bomb, 1980, EUA, 94 min, Bluray). Dir: Clive Donner


*19h: A história do mundo: Parte I (History of the World: Part I, 1981, EUA, 92min, Bluray). Dir: Mel Brooks

 

Dia 7/2, sexta-feira:

*16h30: Os Produtores (The Producers, 2005, EUA, 134min, Bluray). Dir: Susan Stroman

*19h: S.O.S Tem um louco solto no espaço (Spaceballs, 1987, EUA, 96min, Bluray). Dir: Mel Brooks


Dia 8/2, sábado:

*17h: Corra que a polícia vem aí! (The Naked Gun: From the Files of Police Squad!,1988, EUA, 85min, Bluray). Dir: David Zucker

*19h: Drácula Morto mas feliz (Dead and loving it, 1995, EUA, 88min, Bluray). Dir: Mel Brooks

Dia 9/2, domingo:

*17h: A louca, louca história de Robin Hood (Robin Hood: Men in Tights, 1993, EUA, 104min, Bluray). Dir: Mel Brooks

*19h10: Que droga de vida (Life Stinks, 1991, EUA, 92min, Bluray). Dir: Mel Brooks

Dia 10/2, segunda-feira:

*17h: S.O.S Tem um louco solto no espaço (Spaceballs, 1987, EUA, 96min, Bluray). Dir: Mel Brooks

*19h: O Médico Erótico (The Man with Two Brains, 1983, EUA, 93 min, Bluray). Dir: Carl Reiner


Dia 12/2, quarta-feira:

*17h: Top Gang! Ases Muito Loucos (Hot Shots!, 1991, EUA, 84 min, Bluray). Dir: Jim Abrahams

*19h: Alta Ansiedade (High Anxiety, 1977, EUA, 94min, Bluray). Dir: Mel Brooks


Dia 13/2, quinta-feira:

*17h: Banzé no Oeste (Blazing Saddles, 1974, EUA, 93min, Bluray). Dir: Mel Brooks

**19h: debate com os palestrantes Gabriel Esteves, roteirista do Porta dos Fundos e João Marcos Rodrigues, Redator-Chefe do programa Lady Night, com mediação do curador Eduardo Reginato. O evento será gratuito e as senhas serão distribuídas a partir das 18h.

Dia 14/2, sexta-feira:

*17h: A última loucura de Mel Brooks (Silent Movie, 1976, EUA, 87min, Bluray). Dir: Mel Brooks

*19h: As Três Idades (Three Ages, 1923, EUA, 63 min, Bluray). Dir: Buster Keaton


Dia 15/2, sábado:

*17h: A história do mundo: Parte I (History of the World: Part I, 1981, EUA,  92min, Bluray). Dir: Mel Brooks

*19h: Apertem os cintos… o piloto sumiu! (Airplane!, 1980, EUA, 88min, 35mm). Dir: David Zucker, Jim Abrahams e Jerry Zucker


Dia 16/2, domingo: 

*17h30: As Três Idades (Three Ages, 1923, EUA, 63 min, Bluray). Dir: Buster Keaton

*19h: Banzé no Oeste (Blazing Saddles, 1974, EUA, 93min, Bluray). Dir: Mel Brooks

Dia 17/2, segunda-feira:

*17h: Que droga de vida (Life Stinks, 1991, EUA, 92min, Bluray). Dir: Mel Brooks

*19h:

– Agente 86 (Get Smart!, EUA, 1965) – série de TV. Sr. Big – episódio 1 – piloto da série Agente 86 (Mr. Big, 1965, EUA, 26 min, Bluray). Dir: Howard Morris;

– A Bomba que desnuda (The Nude Bomb, 1980, EUA, 94 min, Bluray). Dir: Clive Donner

Dia 19/2, quarta-feira: 

*17h: Hail Sid Caesar! The Golden Age of Comedy (2001, EUA, 85 min, Bluray). Dir: Peter Jaysen e Rich Tackenberg

*19h: Corra que a polícia vem aí! (The Naked Gun: From the Files of Police Squad!,1988, EUA, 85min, Bluray). Dir: David Zucker


Dia 20/2, quinta-feira:

*16h30: GI Jews: Jewish Americans In World War II (2017, EUA, 84min, Bluray). Dir: Lisa Ades

*18h30: Os Produtores  (The Producers, 2005, EUA, 134min, Bluray). Dir: Susan Stroman


Dia 21/2, sexta-feira:

*16h: Mel and his movies (2013, EUA, 100min, Bluray). Dir: Steve Haberman

*18h20: Apertem os cintos… o piloto sumiu! (Airplane!, 1980, EUA, 88min, 35mm). Dir: David Zucker, Jim Abrahams e Jerry Zucker

Dia 22/2, sábado: 

*17h: Alta Ansiedade (High Anxiety, 1977, EUA, 94min, Bluray). Dir: Mel Brooks

*19h: A última loucura de Mel Brooks (Silent Movie, 1976, EUA, 87min, Bluray). Dir: Mel Brooks

Dia 23/2, domingo:

*17h: Banzé na Rússia (The Twelve Chairs, 1970, EUA, 94min, Bluray). Dir: Mel Brooks.

*19h: Top Gang! Ases Muito Loucos (Hot Shots!, 1991, EUA, 84 min, Bluray). Dir: Jim Abrahams


Dia 26/2, quarta-feira: 

*17h: GI Jews: Jewish Americans In World War II, 2017, EUA, 84min, Bluray). Dir: Lisa Ades

*19h: Sou ou não sou (To Be or Not to Be, 1983, EUA, 107min, Bluray). Dir: Alan Johnson


Dia 27/2, quinta-feira:

*17h: SESSÃO INCLUSIVA – Banzé no Oeste (Blazing Saddles,1974, EUA, 93min, Bluray). Dir: Mel Brooks –

*19h: A história do mundo: Parte I (History of the World: Part I, 1981, EUA, 92min, Bluray). Dir: Mel Brooks


Dia 28/2, sexta-feira:

*17h: Hail Sid Caesar! The Golden Age of Comedy (2001, EUA, 85 min, Bluray). Dir: Peter Jaysen e Rich Tackenberg

*19h: Cliente Morto não Paga (Dead Men Don’t Wear Plaid, 1982, EUA, 78 min, Bluray). Dir: Carl Reiner


Dia 29/2, sábado:

*17h: Banzé na Rússia (The Twelve Chairs, 1970, EUA, 94min, Bluray). Dir: Mel Brooks.

*19h: O Homem elefante (The Elephant Man, 1980, EUA, 124min, 35mm). Dir: David Lynch


Dia 1º/3, domingo:

*16h: O Jovem Frankenstein (Young Frankenstein, 1974, EUA, 106min, 35mm). Dir: Mel Brooks

*18h30: O Dorminhoco (Sleeper, 1973, EUA, 89 min, 35mm). Dir: Woody Allen


Dia 2/3 segunda-feira:

*17h: O Médico Erótico (The Man with Two Brains, 1983, EUA, 93 min, Bluray). Dir: Carl Reiner

*19h: Sou ou não sou (To Be or Not to Be, 1983, EUA, 107min, Bluray). Dir: Alan Johnson

Dia 4/3 quarta-feira:

*16h: CURSO DIA 1

*18h10: Mel and his movies (2013, EUA, 100min, Bluray). Dir: Steve Haberman


Dia 5/3 quinta-feira:

*16h: CURSO DIA 2

*18h10:

– I Thought I was Taller (I Thought I was Taller” – A Short History of Mel Brooks, 1981, Inglaterra, 44 min, Bluray). Dir: Alan Yentob; 

– Mel Brooks: Make a Noise (2013, EUA, 52min, Bluray). Dir: Robert Trachtenberg

Dia 6/3 sexta-feira:

*16h: CURSO DIA 3

*18h:

– O Crítico (The Critic, 1963, EUA, 4min, 35mm). Dir: Ernst Pintoff;

– Primavera para Hitler (The Producers, 1967, EUA, 88min, 35mm). Dir: Mel Brooks

Dia 7/3 sábado:

*17h: O Dorminhoco (Sleeper, 1973, EUA, 89 min, 35mm). Dir: Woody Allen

*19h: O Jovem Frankenstein (Young Frankenstein, 1974, EUA, 106min, 35mm). Dir: Mel Brooks

Dia 8/3 domingo:

*17h: 

– O Crítico (The Critic, 1963, EUA, 4min, 35mm). Dir: Ernst Pintoff;

– Primavera para Hitler (The Producers, 1967, EUA, 88min, 35mm). Dir: Mel Brooks

*19h: O Homem elefante (The Elephant Man, 1980, EUA, 124min, 35mm). Dir: David Lynch


Dia 9/3 segunda-feira:

*17h:

– I Thought I was Taller (I Thought I was Taller” – A Short History of Mel Brooks, 1981, Inglaterra, 44 min, Bluray). Dir: Alan Yentob; 

– Mel Brooks: Make a Noise (2013, EUA, 52min, Bluray). Dir: Robert Trachtenberg


*19h: Cliente Morto não Paga (Dead Men Don’t Wear Plaid, 1982, EUA, 78 min, Bluray). Dir: Carl Reiner

Serviço: Mostra Mel Brooks – Banzé no Cinema

Temporada: de 5/2 a 9/3

Centro Cultural Banco do Brasil : Rua Primeiro de Março, 66 – Centro. Cinema 1. Tel: (21) 3808.2020

Sessões: 52 sessões + 1 sessão inclusiva (com libras, audiodescrição e legendagem descritiva) + 1 debate + 1 curso (com duração de 3 dias)

Capacidade: 98 lugares

Ingressos: R$ 10, a inteira, R$ 5, a meia (debate, sessão inclusiva e curso terão entrada gratuita)

Classificação indicativa: 12 anos

CCJF – Programação de 28 de janeiro a 02 de fevereiro

Cinema

Grandes Clássicos e Sucessos do Cinema / cineclube

Grandes Clássicos e Sucessos do Cinema é um cineclube do CCJF e como o nome já diz contempla filmes que marcaram a história do cinema, tornando-se um clássico ou por terem sido um grande sucesso de público. Intencionamos com isso incentivar e facilitar o hábito de ir ao cinema bem como o acesso do público aos títulos disponíveis em nossa Biblioteca.

 

Filmes: Coleção Salete Maccaloz/ccjf

Programação: http://bit.ly/2tHH8yc

 

Dia 31 de janeiro
Sexta
18h


Dias 01 e 08 de fevereiro

Sábados

18h

Entrada franca

Senhas uma hora antes

Cinema


Verdades que são ditas brincando / cine-oficina

O curso se propõe a trazer um olhar atualizado e diferenciado para a obra de Charles Chaplin a partir da análise de sua carreira nos Music Halls, de suas primeiras influências e como elas se apresentam posteriormente em seus filmes.


Ministrante: Julhia Quadros (Cineasta e Pesquisadora)

Inscrições através do e-mail: julhiaquadros@gmail.com

 

Dias 23 e 30/01 | 06 e 13/02

Quintas

18h

Gratuito

Cinema

Mínimo de participantes para formar turma: 08

Máximo de participantes: 56

 

Exposições

Campo dos Afonsos – 100 anos da instrução militar na aviação brasileira / histórica

A exposição apresenta um estudo com fontes primárias, relatórios, avisos ministeriais, boletins, fotografia, plantas e publicações impressas dos regulamentos e dos principais periódicos da época. Descreve, ainda, o contexto das questões importantes que definiram o Campo dos Afonsos como local para instalação do campo de aviação.

 

De 12/11 a 02/02

Terça a domingo

12h às 19h

Galerias do 1º andar

 


Rio Branco, 241 – Justiça e Cultura / histórica

A exposição bilíngue faz uma retrospectiva da ocupação do prédio histórico do STF, dando destaque à trajetória da 1ª Instância da Justiça Federal no Rio de Janeiro. Narra, em seus painéis, desde a criação da Justiça Federal de 1ª e 2ª Instância até as obras de restauração e criação do Centro Cultural Justiça Federal, passando por fatos marcantes da trajetória da Justiça Federal neste prédio.

 

Terça a domingo

12h às 19h

Galerias do 1º andar

 

Teatro

Só Percebo que Estou Correndo quando Vejo que Estou Caindo / leitura
No texto de Lane Lopes, Mônica vê sua calcinha fugir do varal e decide correr atrás dela, tentando escapar de um cotidiano de cerceamentos e repetições.

Texto: Lane Lopes

Dia 30
Quinta
18h
Entrada franca
Teatro

 

 

Educativo

 

Da Justiça à Arte / visita orientada
A visita conta a história do prédio até os dias atuais. De estilo eclético, é um dos poucos remanescentes da reformulação da cidade do Rio de Janeiro, ocorrida no início do Século XX.

Agendamento pelos telefones: 3261-2552/3261-2567 ou pelo e-mail atividadeseducativas.ccjf@trf2.jus.br


Terça a sexta 

13h às 17h
Entrada franca

Exposição Helenice Dornelles e Ronaldo Miranda na Galeria Evandro Carneiro

Galeria Evandro Carneiro Arte, na Gávea, apresenta de 25 de janeiro a 29 de fevereiro de 2020 a Exposição Helenice Dornelles e Ronaldo Miranda. A mostra reúne cerca de 40 obras, entre telas grandes e trabalhos menores de ambos os artistas.
 
Helenice Dornelles nasceu em Santa Maria, RS, em 1959. Cursou Educação Artística, Artes Plásticas e Comunicação Visual na Universidade Federal desta cidade, mas mudou-se pouco tempo depois para Belo Horizonte, em função de seu gosto por Minas Gerais e embalada pelos Festivais de Inverno de Ouro Preto. Desde sempre posava de modelo para pintores, o que continuou fazendo na Escola Guignard, abrindo-lhe uma série de contatos com artistas que ali estudavam e desenvolviam trabalhos. Foram anos de muitos aprendizados e de concretizações, na medida em que expôs em alguns salões, tendo como ápice desta fase a participação no Salão da Pampulha (1985), onde uma visita de Claudio Valério Teixeir a e Carl os Roberto Maciel Levy redefiniu os caminhos da artista, trazendo-a para o Rio de Janeiro. Primeiramente, a dupla indicou uma obra sua para o acervo do Museu Nacional de Belas Artes, em 1986. Em seguida, ela chegou na cidade maravilhosa, mas preferiu instalar-se em Niterói, entre outros motivos, devido à amizade que estabeleceu com Claudio Valério, Tânia e o círculo de amigos que frequentavam o ateliê do artista, restaurador e professor.

Helenice, desde criança, é inquieta e criativa, bordava, desenhava, fazia bonecas de crochê, roupinhas e etc. (entrevista oral com a artista, 2019). Este talento a levou também para rotas de interseção com a publicidade e a moda. Foi então residir em Nova York, trabalhando no escritório do designer brasileiro Carlos Falchi, cuja inserção na moda glamourosa daquela metrópole fazia enorme sucesso. Foram 14 anos criando coleções de bolsas, gravatas, lenços e roupas com tecidos pintados à mão pela artista. Os estilistas da empresa espantavam-se com a rapidez e a inventividade de suas criações. Esta estamparia encontra-se presente em seu trabalho pictórico. Quase sempre vemos manequ ins e te cidos expressivamente coloridos em seus quadros. O tema segue corriqueiro até hoje, conforme nos conta a crítica Maria Elizabete Santos Peixoto (catálogo da exposição individual da artista na Galeria Multiarte, Fortaleza, 1989):

“O universo temático de sua pintura é a casa, o interior e todo o clima subjetivo e solitário implícito neste ambiente intimista por excelência. E dos elementos mais singelos que compõem este cenário peculiar, a artista obtém, através de seu talento, vasta e rica transfiguração de seu cotidiano. São bules, plantas, panos, latas de tinta, roupas, entre outros elementos e objetos que, a cada tela, sob cada diferente ângulo ou perspectiva, adquirem múltiplas conotações.”

Não é preciso dizer mais nada, a não ser que durante a sua estada em Nova York, a artista expôs em galerias de Manhattan, India e Japão.

Vinte anos antes de Helenice, em 1939, Niterói, RJ, nascia o pintor Ronaldo Miranda. Quando criança “estava sempre com os olhos pregados na paisagem vista de Icaraí”, me contou em entrevista oral, 2019. As cores e o horizonte o fascinavam. Talvez já fosse pintor, mas não experimentava esse talento ainda. Queria ser cientista e bem jovenzinho foi trabalhar no laboratório químico Vital Brasil. Ali, as cores o encantavam mais do que tudo e seus experimentos giravam entorno da apreciação cromática. Igualmente se interessava pela humanidade porque sabia que “somente a subjetividade purificava a cor” (entrevista oral, 2019). Assim, cursou psicologia e trabalhou com atendimento clínico a vida inteira. Paralelamente , tornou -se um excelente pintor autodidata, desde 1964, quando aflorou a sua “pulsão artística”, conforme me disse, e alugou um ateliê à beira mar, em Icaraí. Pintava contemplativo da janela o mar batendo na praia, o horizonte, sempre tão presente no seu trabalho. Fazia pequenos quadros, desenhados primeiramente a carvão, o céu alaranjado, o mar azul… Depois pintou as naturezas mortas, em que reinava a melancia, mas também bules e frutas organizados sobre mesas ou janelas com vistas para o mar. Então vieram as paisagens observadas do ateliê. E a primeira exposição, na Galeria Angelus, Belém do Pará (1968). Logo em seguida ganhou o prêmio do Salão do Mar (1971), entre outros marcos de sua rica carreira artística. Decidiu viajar pelo Brasil, sobretudo Nordeste, sempre notando o colorido das paisagens. Expôs em São Paulo, Brasília e na Pet ite Galerie, no Rio de Janeiro, agradando os críticos do naipe de Walmir Ayala. Até que em 1974 houve o que ele considera um marco em sua trajetória: ter exposto no Museu Nacional de Belas Artes, ainda jovem e na casa que era cânone na pintura brasileira. Até hoje repetiu duas vezes o mérito de expor neste museu.

Para Abelardo Zaluar (1983), “Suavidade e leveza, Claridade e clareza, Tranquilidade e quietude. Simplicidade e síntese” caracterizam a obra de Ronaldo Miranda. Nas palavras do próprio artista isso se traduz em minimalismo, naturalidade e prazer, porque não há sofrimento em pintar, contou-me. Sem dúvida, notam-se placidez e sabedoria por meio de formas e cores observadas em contemplação. Sua pintura é quase meditativa.

Hoje com 80 anos, Ronaldo segue uma rotina ativa de produzir em seu ateliê, em Santa Tereza, bairro bucólico e atemporal no Rio de Janeiro. Fica lá com seu gato Jorge. Enquanto Helenice produz na féerica Copacabana, também rodeadas de felinos.

Nesse ponto os dois artistas se aproximam. Ronaldo e Helenice têm em comum uma certa solitude para pintar que transparece na pintura de ambos que quase não possui a figura humana. Embora com cenários e paisagens bem diferentes, as cores se expressam fortemente, mas organizadas de maneiras distintas: ele de forma plácida, ela de maneira inquieta. Ao conhecer a história de vida dos dois, vemos que seus trabalhos têm a ver com as características pessoais de cada um. Mas o que os une, além de Niterói e o gosto por felinos, é certamente a qualidade artística, notada por Evandro Carneiro que organizou esta exposição.

Laura Olivieri Carneiro.
Janeiro, 2020.

Serviço:  Exposição Helenice Dornelles e Ronaldo Miranda
Galeria Evandro Carneiro Arte: Rua Marquês de São Vicente, 124 (Shopping Gávea Trade Center). Lojas 108 e 109.
De 25 de janeiro a 29 de fevereiro de 2020.
Visitação: de segunda a sábado, das 10h às 19h.
Telefone: (21) 2227.6894
Estacionamento no local.
Site: http://www.evandrocarneiroarte.com.br/
Instagram: @galeriaevandrocarneiro

CCJF – Programação de 21 a 26 de janeiro

Cinema

Grandes Clássicos e Sucessos do Cinema / cineclube

Grandes Clássicos e Sucessos do Cinema é um cineclube do CCJF e como o nome já diz contempla filmes que marcaram a história do cinema, tornando-se um clássico ou por terem sido um grande sucesso de público. Intencionamos com isso incentivar e facilitar o hábito de ir ao cinema bem como o acesso do público aos títulos disponíveis em nossa Biblioteca.

 

Filmes: Coleção Salete Maccaloz/ccjf

Programação: http://bit.ly/2tHH8yc

 

Dias 10, 17, 24 e 31
Sextas
18h
Dias 11 e 18
Sábado
18h
Entrada franca
Senhas uma hora antes
Cinema

 

Verdades que são ditas brincando / cine-oficina

O curso se propõe a trazer um olhar atualizado e diferenciado para a obra de Charles Chaplin a partir da análise de sua carreira nos Music Halls, de suas primeiras influências e como elas se apresentam posteriormente em seus filmes.


Ministrante: Julhia Quadros (Cineasta e Pesquisadora)

Inscrições através do e-mail: julhiaquadros@gmail.com

 

Dias 23 e 30/01 | 06 e 13/02

Quintas

18h

Gratuito

Cinema

Mínimo de participantes para formar turma: 08

Máximo de participantes: 56

 

Exposições

Campo dos Afonsos – 100 anos da instrução militar na aviação brasileira / histórica

A exposição apresenta um estudo com fontes primárias, relatórios, avisos ministeriais, boletins, fotografia, plantas e publicações impressas dos regulamentos e dos principais periódicos da época. Descreve, ainda, o contexto das questões importantes que definiram o Campo dos Afonsos como local para instalação do campo de aviação.

 

De 12/11 a 02/02

Terça a domingo

12h às 19h

Galerias do 1º andar

 


Rio Branco, 241 – Justiça e Cultura / histórica

A exposição bilíngue faz uma retrospectiva da ocupação do prédio histórico do STF, dando destaque à trajetória da 1ª Instância da Justiça Federal no Rio de Janeiro. Narra, em seus painéis, desde a criação da Justiça Federal de 1ª e 2ª Instância até as obras de restauração e criação do Centro Cultural Justiça Federal, passando por fatos marcantes da trajetória da Justiça Federal neste prédio.

 

Terça a domingo

12h às 19h

Galerias do 1º andar

 

Música

Série Desafios Musicais / concerto em vídeo

Iniciamos o novo ano com a ópera  Orfeu de Eurídice, de Christoph Willibald Gluck estreada em Viena, em 1762. Baseada no libretto de Ranieri d’Calzabigi, é a primeira e mais importante ópera reformista do compositor alemão, propondo uma nova integração entre música e drama. Celebrando o tricentenario de nascimento do seu autor, a montagem de Ondrej Havelka no Teatro Barroco de Cesky Kromlov traz como intérpretes principais o contratenor Bejun Mehta, Eva Liebau e Regina Mühlemann, regidos por Václav Lucks.

 

Dia 25

Sábado

15h

R$ 40 e R$ 20 (meia)

180 minutos

Cinema

 

Educativo

 

Da Justiça à Arte / visita orientada
A visita conta a história do prédio até os dias atuais. De estilo eclético, é um dos poucos remanescentes da reformulação da cidade do Rio de Janeiro, ocorrida no início do Século XX.

Agendamento pelos telefones: 3261-2552/3261-2567 ou pelo e-mail atividadeseducativas.ccjf@trf2.jus.br


Terça a sexta 

13h às 17h
Entrada franca

Reserva Cultura mostra trajetória do cartaz do cinema brasileiro

A Galeria Reserva Cultural apresenta a partir da próxima quinta feira, às 19hs, a mostra Brasil em cartaz. Trata-se de uma ocupação artística que mostrará, segundo o curador Filippo Pitanga, boa parte da história de nosso país contada através de seus filmes.

Serão mais de 80 cartazes expostos graças aos acervos do MAM Rio,

Vitrine e Estação Net. Através dessa jornada pelo cinema brasileiro, a mostra quer gerar uma reflexão através desses registros, de forma que se possa também entender as atuais tensões politicas e a tentativa de esvaziamento do incentivo público à arte e à cultura.

Para o curador Filippo Pitanga é importante o encontro desses registros para se pensar a reação de nosso cinema ao atual momento e sua transformação diante desse quadro e as possibilidades de diálogos entre as raízes da sétima arte e a defesa de nosso patrimônio histórico –cultural. A mostra O Brasil em cartaz fica na Galeria Reserva Cultural até o dia 9 de fevereiro, de 12 às 22hs.

SOBRE O CURADOR

Filippo Pitanga é advogado e jornalista, atuando como crítico, curador e professor de cinema. Mestrando em comunicação pela UFRJ e pós-graduando em cinema pela Estácio, sua área de pesquisa e atuação dentro do cinema está ligada a seu interesse pelo registro e preservação de nossa identidade cultural em todas suas nuances.

Membro da Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro e professor da Academia Internacional de Cinema, Filippo Pitanga

é curador de Cineclubes no Estação Net de Cinema, Ação e Reflexão e Casa do Saber. Editor-chefe do Almanaque Virtual e colaborador da Justificando e da Carta Capital, participou como membro de júris do Canal Brasil em festivais nacionais e do Festival Curta Cinema, além de coberturas e entrevistas exclusivas de festivais e mostras nacionais e internacionais de cinema.

GALERIA RESERVA CULTURAL

Av. Visconde do Rio Branco, 880 – São Domingos, Niteroi RJ

Diariamente das 12 às 22hs

Centro Cultural Light recebe exposição ‘CTRL+ALT+DEL’, individual do artista Ian Sant’anna

O Centro Cultural Light, recebe, a partir do dia 15 de janeiro de 2020, a exposição individual “CTRL + ALT + DEL” do artista Ian Sant’anna. A mostra fica em cartaz até 19 de fevereiro de 2020, com visitação de segunda a sexta-feira, exceto feriados, das 9h às 19h, na Pequena Galeria do espaço.

Com foco em analisar e refletir como o indivíduo se comporta em sociedade, tendo consciência de que existem meios, principalmente políticos e tecnológicos de padronizar e controlar suas condutas e ações.

A exposição será composta por um trabalho de caráter instalativo, ocupando toda a Pequena Galeria. Com uma mesa e duas cadeiras em seu centro, além de um teclado com fios vermelhos em cima da mesa em questão. Também estará exposto um vídeo com uma animação pixelada e uma filmagem do próprio artista mesclada em um looping.

Conceito da exposição

A exposição foca em analisar e refletir como o indivíduo se comporta em sociedade, tendo consciência de que existem meios, principalmente políticos e tecnológicos de padronizar e controlar suas condutas e ações.

A obra utiliza vestígios e um registro de ação para fazer paralelo entre as diferentes temporalidades. Além de demonstrar que a situação em questão não é exclusividade de quem foi filmado. É uma realidade muito pouco futurista, porém distópica do nosso atual momento. Programações que influenciam fluxos de vidas, cotidianos, decisões, comportamentos.

Outro objetivo é evidenciar as relações de poder que se acirram com a evolução tecnológica, além de demonstrar como os seres humanos são mais suscetíveis e passivos diante da tecnologia no geral.

O trabalho questiona o conhecimento sobre dos meios de dominação e controle presentes na sociedade, além das questões éticas que envolvem sua manipulação e monitoramento.

Serviço Exposição CTRL+ALT+DEL’ Centro Cultural Light – Pequena Galeria Av. Marechal Floriano, 168, Centro, Rio de Janeiro De 15 de janeiro a 19 de fevereiro de 2020 De segunda a sexta-feira, exceto feriados, das 9h às 19h. Classificação livre.

CCJF – Programação de 14 a 19 de janeiro

Cinema

Grandes Clássicos e Sucessos do Cinema / cineclube

Grandes Clássicos e Sucessos do Cinema é um cineclube do CCJF e como o nome já diz contempla filmes que marcaram a história do cinema, tornando-se um clássico ou por terem sido um grande sucesso de público. Intencionamos com isso incentivar e facilitar o hábito de ir ao cinema bem como o acesso do público aos títulos disponíveis em nossa Biblioteca.

 

Filmes: Coleção Salete Maccaloz/ccjf

Programação: www.ccjf.trf2.jus.br

 

Dias 10, 17, 24 e 31
Sextas
18h
Dias 11 e 18
Sábado
18h
Entrada franca
Senhas uma hora antes
Cinema

 

Exposições

Campo dos Afonsos – 100 anos da instrução militar na aviação brasileira / histórica

A exposição apresenta um estudo com fontes primárias, relatórios, avisos ministeriais, boletins, fotografia, plantas e publicações impressas dos regulamentos e dos principais periódicos da época. Descreve, ainda, o contexto das questões importantes que definiram o Campo dos Afonsos como local para instalação do campo de aviação.

 

De 12/11 a 02/02

Terça a domingo

12h às 19h

Galerias do 1º andar

 


Rio Branco, 241 – Justiça e Cultura / histórica

A exposição bilíngue faz uma retrospectiva da ocupação do prédio histórico do STF, dando destaque à trajetória da 1ª Instância da Justiça Federal no Rio de Janeiro. Narra, em seus painéis, desde a criação da Justiça Federal de 1ª e 2ª Instância até as obras de restauração e criação do Centro Cultural Justiça Federal, passando por fatos marcantes da trajetória da Justiça Federal neste prédio.

 

Terça a domingo

12h às 19h

Galerias do 1º andar

 

Teatro

Poesia no Centro – Tanussi Cardoso & Outras Vozes / apresentação de poesia
Na forma de poesia falada e performática, tendo como eixo principal a obra do escritor Tanussi Cardoso, o projeto aproxima autores e público. Entre os convidados, Claudia Roquette-Pinto, Antonio Cicero, Geraldo Carneiro, Antonio Carlos Secchin e Thereza Christina Rocque da Motta.

Organizador: Tanussi Cardoso
Curadoria: Carmen Moreno e Igor Fagundes

Dias 16 e 17
Quintas e Sextas
19h
R$ 5,00 (inteira)
R$ 2,00 (meia)

Classificação: 14 anos

Educativo

 

Da Justiça à Arte / visita orientada
A visita conta a história do prédio até os dias atuais. De estilo eclético, é um dos poucos remanescentes da reformulação da cidade do Rio de Janeiro, ocorrida no início do Século XX.

Agendamento pelos telefones: 3261-2552/3261-2567 ou pelo e-mail atividadeseducativas.ccjf@trf2.jus.br


Terça a sexta 

13h às 17h
Entrada franca

Janeiro no CCBB

O Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro abre a programação de 2020 com as estreias dos espetáculos Billdog 2; Tatá, o Travesseiro; e Leopoldina, Independência e Morte, além da mostra de cinema Fellini – Il Maestro. Acontece também mais uma edição do Madrugada no Centro, que recebe Marcos Valle, Sexteto Sucupira convida João Cavalcanti e Júlia Vargas, e DJ DONI (Bailão do Castelo).

 

 

EXPOSIÇÃO

EGITO ANTIGO: DO COTIDIANO À ETERNIDADE

Até 27/01

1º andar e Térreo

Em comemoração aos 30 anos do Centro Cultural, apresentamos uma exposição inédita sobre o Egito Antigo, considerada uma das maiores civilizações da história da humanidade. Por meio de um amplo panorama sobre o cotidiano, a religiosidade e os costumes ligados à crença na eternidade, o recorte reúne esculturas, pinturas, objetos, sarcófagos e até uma múmia, vindos do Museu Egípcio de Turim, segundo maior acervo egípcio do mundo, além de instalações cenográficas e interativas que permitem uma viagem ao tempo dos faraós.

 

Curadoria: Paolo Marini e Pieter Tjabbes

Classificação indicativa: livre

 

Entrada franca

 

Retire seu ingresso pelo aplicativo Eventim (Apple Store e Google Play) ou na bilheteria do CCBB, mediante disponibilidade.

 

 

VAIVÉM

 

Até 17/02

 

2º andar e térreo

A exposição investiga as relações entre as redes de dormir e a construção da identidade nacional no Brasil com cerca de 300 obras de coleções públicas e privadas. Caracteriza-se pelo caráter trans-histórico, reunindo artistas de distintos contextos sociais, diferentes períodos e regiões do País, que refletem sobre permanências, rupturas e resistências na representação e nos usos das redes de dormir na arte e na cultura visual brasileiras.

 

Curadoria: Raphael Fonseca

Classificação indicativa: livre

 

Entrada franca

 

Retire seu ingresso pelo aplicativo Eventim (Apple Store e Google Play) ou na bilheteria do CCBB, mediante disponibilidade.

 

TEATRO

BILLDOG 2

 

03/01 a 23/02

 

Quarta a domingo – 19h30

 

Teatro III

 

Uma história instigante e divertida, que brinca com referências de HQ, dos filmes Noir e de ação. Nela, o ator Gustavo Rodrigues interpreta 46 personagens, acompanhado do eletrizante som ao vivo de Tauã, nesta deliciosa trama policial que evoca a cultura pop.

 

Texto e concepção: Joe Bone; direção: Gustavo Rodrigues e Joe Bone; Supervisão artística: Guilherme Leme Garcia; elenco: Gustavo Rodrigues (ator) e Tauã de Lorena (músico).

 

Duração: 65 min

 

Classificação indicativa: 18+

 

Ingressos: R$30

 

LEOPOLDINA, INDEPÊNDENCIA E MORTE

 

08/01 a 23/02

 

Quarta a domingo – 19h

 

Teatro I

 

O espetáculo recria momentos do período em que a Imperatriz Leopoldina, esposa de D. Pedro I, viveu no Brasil. Em três fragmentos – que passam pela sua chegada ao país, em 1817, até a véspera de sua morte, aos 29 anos, em 1826, a montagem joga luz à importância decisiva dessa personagem no processo de independência do Brasil, desconhecida ainda pela maioria dos brasileiros.

 

Texto e direção: Marcos Damigo; Elenco: Sara Antunes e Plínio Soares

 

Duração: 75 min

 

Classificação indicativa: 12+

 

Ingressos: R$30

 

DIÁLOGOS COM A PROGRAMAÇÃO – LEOPOLDINA, INDEPÊNDENCIA E MORTE

 

18/01

 

Sábado – 17h

 

Teatro I

 

Paulo Rezzutti, historiador e autor do livro “D. Leopoldina, a história não contada. A mulher que arquitetou a independência do Brasil”, apresentará um panorama geral sobre a vida de Leopoldina, desde o seu nascimento, em Viena, até sua morte no Brasil, com foco

 

Classificação indicativa: 12+

 

Entrada franca.

 

 

TATÁ, O TRAVESSEIRO

 

11/01 a 01/03

 

Sábado e domingo – 16h

 

Teatro II

 

Lipe é um menino que tem como melhor amigo o seu travesseiro Tatá. Eles formam uma dupla inseparável até que, um dia, Tatá desaparece e Lipe acredita que ele foi sequestrado pelo Pirata dos Sonhos. O garoto empreende uma jornada de resgate ao melhor amigo, tendo que vencer seus medos, aos quais apenas a sua imaginação será capaz de resolver.

 

Texto e dramaturgia: Andréa Batitucci, Gustavo Bicalho e Patrícia Von Studnitz, direção: Gustavo Bicalho e Henrique Gonçalves; elenco: Alexandre Scaldini, Edeilton Medeiros, Lívia Guedes, Marcio Nascimento, Marise Nogueira e Tatá Oliveira; concepção, criação e confecção de bonecos, sombras e adereços: Bruno Dante.

 

Duração: 55 min

 

Classificação indicativa: livre

 

Ingressos: R$30

 

 

MÚSICA

MADRUGADA NO CENTRO – #CCBB30ANOS

18/01

Área externa – 22h

Marcos Valle, Sexteto Sucupira convida João Cavalcanti e Júlia Vargas, DJ DONI (Bailão do Castelo).

 

Esta edição traz ao palco uma rica mistura de artistas renomados que acompanhados de um sexteto vão buscar diversas conexões entre os ritmos brasileiros como forró, baião, xaxado, samba, bossa nova e MPB.

 

Curadoria: Paita Produções

 

Classificação indicativa: 18+

 

MÚSICA NO MUSEU

Sala 26 (4º andar)

Quartas-feiras – 12h30

O projeto tem por objetivo a formação de plateias e estimular a música de concerto, sendo realizado em diversos museus e centros culturais da cidade. Todas as quartas-feiras no CCBB. Consulte a programação em www.musicanomuseu.com.br

Curadoria: Sérgio da Costa e Silva

Classificação indicativa: livre

Entrada franca

 

CINEMA

FELLINI: IL MAESTRO

08/01 a 03/02

Quarta a segunda

Cinema I

No ano em que se comemora o centenário de nascimento de Federico Fellini (1920-1993), o CCBB apresenta a mais completa retrospectiva do cineasta italiano já feita no Brasil. Além das sessões no cinema, a programação prevê também a realização de debate e curso sobre o diretor. Natural da província italiana de Rimini, Fellini se tornou um dos nomes mais influentes do cinema do século XX. Sua obra conjuga elementos de duas das mais importantes correntes do pós-guerra: o neorrealismo e o existencialismo, promovendo uma mistura inovadora de poesia, memória, fantasia e desejo.

Confira a programação no fôlder da mostra e no site bb.com.br/cultura.

Curadoria: Paulo Ricardo Gonçalves de Almeida.

Classificação indicativa de acordo com o filme.

 

 

CCBB 30 ANOS

2º andar, 4º andar e térreo – 09h às 21h

Quarta a segunda

Exposição comemorativa que resgata a memória dos projetos realizados no CCBB Rio de Janeiro ao longo de três décadas (1989-2019), com a exibição de cartazes de alguns eventos de artes cênicas, cinema, exposições, ideias e música que marcaram a história do Centro Cultural. O material estará exposto em espaços no Térreo (hall do cinema), no 2º andar (hall do teatro 3) e no 4º andar (Museu Banco do Brasil), criando uma atmosfera que envolve o público durante a experiência da visita ao Centro Cultural.

 

GALERIA DE VALORES

Museu Banco do Brasil – 09 às 21h

Quarta a segunda

Exposição de longa duração que apresenta a trajetória da moeda no Brasil e no mundo, com cerca de 2 mil peças do acervo numismático do Banco do Brasil. Venha conhecer materiais curiosos que já foram ou continuam sendo usados como dinheiro.

Curadoria: Denise Mattar

 

O BANCO DO BRASIL E SUA HISTÓRIA

Museu Banco do Brasil – 09h às 21h

Quarta a segunda

Exposição de longa duração que apresenta os 210 anos do Banco do Brasil e sua contribuição para o desenvolvimento da sociedade e do país. As quatro salas mostram a linha do tempo de 1808 até os dias atuais, destacando os acervos museológico e arquivístico do Banco do Brasil. Outros três ambientes apresentam a sala do secretário, a sala do presidente e a biblioteca, utilizadas pela Direção Geral do Banco do Brasil até a transferência da Capital do Rio para Brasília, em 1960.

 

Curadoria: M’Baraká e CCBB Rio

 

ARQUIVO HISTÓRICO

6º andar – 10h às 19h

Segunda, quarta, quinta e sexta

Acervos arquivístico e audiovisual do Banco do Brasil e da Memória CCBB para pesquisa e consulta dos estudantes e público em geral. Atendimento com agendamento telefônico prévio no 3808-2353.

CCBB EDUCATIVO

1º andar

Quarta a segunda – 09h às 21h

O programa Arte & Educação desenvolve ações que estimulam experiência,

criação, investigação e reflexão para todos os públicos, garantindo acesso

amplo e inclusivo ao patrimônio e sua diversidade. Agendamentos para

grupos, escolas, instituições e pessoas com deficiência: agendamentorj@

ccbbeducativo.com. Mais informações: contatorj@ccbbeducativo.com.

Programação completa e inscrições em: ccbbeducativo.com.

 

Destaque do mês | Especial Férias

 

Programação para toda a família como oficinas de cuidado da natureza, de dança, canto, percussão e de criação artística, e contação de histórias com nossos educadores e artistas convidados.

 

 

Serviços

Confeitaria Colombo – Casa de chá

2° andar

Novo espaço da Colombo, que traz em seu cardápio, os produtos que fazem parte da história da confeitaria, e um tradicional Chá da tarde que recebeu o nome do Centro Cultural. O chá CCBB é acompanhado de torrada Petrópolis, mel, geleia, bolo, doce, suco, pães e biscoitos leque, todos os produtos feitos na sede da casa centenária.

 

Restaurante e Cafeteria Lilia

Térreo

A cafeteria oferece opções de lanches doces e salgados para os visitantes durante todo o funcionamento do CCBB e no mezanino, de 11h30 às 15h, o restaurante traz opções para o almoço.

 

Livraria da Travessa

Térreo

É possível encontrar catálogos de mostras atuais e anteriores, além de centenas de títulos em livros nacionais, livros importados, eBooks, AudioBooks, DVDs e Blu-Rays.

 

Mais Informações

Centro Cultural Banco do Brasil

Rua Primeiro de Março, 66, Centro – Rio de Janeiro – RJ

Quarta a segunda, das 9h às 21h.

Bilheteria: Quarta a segunda, das 9h às 21h.

Abertura da exposição “Antes do Amanhecer”

O novo sempre despertou perplexidade e resistência, disse Freud. Estar frente às pinturas de Gabriel Grecco é se deparar com essa perplexidade contundente, com essa resistência que o artista se impõe em meio às adversidades que encontra para articular seus pensamentos e suas inquietações em um mundo que insiste em não se abrir para as mudanças, que insiste em apregoar velhas receitas para uma patologia contemporânea ressurgida das trevas: a intolerância. Não por acaso suas imagens são pródigas em “palavras de ordem” que reivindicam do espectador que reflita para além das questões técnicas da fatura pictórica, expõem, nas questões de nosso tempo, o enclave que se fez no seio da humanidade incapaz do diálogo, da alteridade, da solidariedade. Tudo tão burocrático, tão diminuto para necessidades prementes e demasiadas.

 

É preciso bradar o factual? Como nos mostra o artista, ainda é preciso protestar, replicar o discurso à exaustão, marcar posição. A vida não pode mais ser descartável, banal. Na era das emoções instantâneas, um minuto de reflexão parece custar caro, pois implica tomar o tempo que não se quer perder em meio a vicissitudes cotidianas. No entanto, ao nosso redor, transitam as mais cruéis barbáries, que não são afugentadas na escuridão de nossos olhos fechados, ao contrário, dormitam em nossos pesadelos.

 

Aqueles que tentaram “apagar” as imagens de Grecco não fizeram nada mais que credenciá-lo como artista contundente em sua fala inconformada com os equívocos que grassam nossos dias. Muito mais que o condenarem às suas próprias mesquinharias obscuras, resplandeceram sua potência artística, revelaram o quanto a arte pode ser impetuosa em sua singeleza. Antes do Amanheceré a esperança que temos em saber que o dia virá, que as trevas se perderão no tempo, mas que é preciso estar alerta, rejeitar a mordaça, escutar. Como disse Gandhi, o futuro dependerá daquilo que fizermos no presente.

 

Osvaldo Carvalho

 

Curadoria Osvaldo Carvalho

Realização Prefeitura de Niterói e Cultura Niterói

Apoio Solar do Jambeiro e EIXO Arte Contemporânea

Dia 13 de dezembro às 19horas

Solar do Jambeiro

Rua Pres. Domiciano, 195 – Ingá, Niterói-RJ.

 

Entrada Franca

CCJF – Programação de 17 a 22 de dezembro

Cinema

Grandes Clássicos e Sucessos do Cinema / cineclube

Grandes Clássicos e Sucessos do Cinema é um cineclube do CCJF e como o nome já diz contempla filmes que marcaram a história do cinema, tornando-se um clássico ou por terem sido um grande sucesso de público. Intencionamos com isso incentivar e facilitar o hábito de ir ao cinema bem como o acesso do público aos títulos disponíveis em nossa Biblioteca.

 

Filmes: Coleção Salete Maccaloz/ccjf

Programação: www.ccjf.trf2.jus.br


Dias 04, 11 e 18

Quartas

16h

 

Dia 06 e 07

Sexta e Sábado

18h

 

Entrada franca

Senhas uma hora antes

Cinema

Exposições

Campo dos Afonsos – 100 anos da instrução militar na aviação brasileira / histórica

A exposição apresenta um estudo com fontes primárias, relatórios, avisos ministeriais, boletins, fotografia, plantas e publicações impressas dos regulamentos e dos principais periódicos da época. Descreve, ainda, o contexto das questões importantes que definiram o Campo dos Afonsos como local para instalação do campo de aviação.

 

De 12/11 a 02/02

Terça a domingo

12h às 19h

Galerias do 1º andar

 


Rio Branco, 241 – Justiça e Cultura / histórica

A exposição bilíngue faz uma retrospectiva da ocupação do prédio histórico do STF, dando destaque à trajetória da 1ª Instância da Justiça Federal no Rio de Janeiro. Narra, em seus painéis, desde a criação da Justiça Federal de 1ª e 2ª Instância até as obras de restauração e criação do Centro Cultural Justiça Federal, passando por fatos marcantes da trajetória da Justiça Federal neste prédio.

 

Terça a domingo

12h às 19h

Galerias do 1º andar

 

Música

Iamchris: Celloop Tour 2019 / concerto

Com o conceito de concerto Celloop, “orquestra de um homem só”, o violoncelista Christian Grosselfinger apresenta o show da sua tour mundial que começou em abril de 2017. Este concerto se baseia na técnica de looping, recriando uma orquestra com um cello em palco e apresentando músicas dos mais diversos gêneros.

 

Dia 17

Terça

19h

R$ 40 e R$ 20 (meia)

90 minutos
Teatro


Educativo

 

Da Justiça à Arte / visita orientada
A visita conta a história do prédio até os dias atuais. De estilo eclético, é um dos poucos remanescentes da reformulação da cidade do Rio de Janeiro, ocorrida no início do Século XX.

Agendamento pelos telefones: 3261-2552/3261-2567 ou pelo e-mail atividadeseducativas.ccjf@trf2.jus.br


Terça a sexta 

13h às 17h
Entrada franca

Exposição “OPAVIVARÁ” no verão do MAC Niterói

O Museu de Arte Contemporânea de Niterói abre no dia 22 de dezembro, domingo, às 14h, a exposição “O prazer é nosso”, que conta com obras realizadas durante os 15 anos de existência do OPAVIVARÁ!, um dos coletivos de artistas visuais baseados no Rio de Janeiro com mais tempo de existência. Quem assina a curadoria é Pablo León de la Barra e Raphael Fonseca.

O corpo é o elemento central da mostra e capaz de ativar trabalhos que lidam com os diversos sentidos.

“O MAC Niterói traz com ‘O prazer é nosso’ um pouco da produção desses 15 anos do OPAVIVARÁ. Uma exposição que provoca interação, reflexão e alegria. Uma exposição com a cara do verão.”, comenta Marcelo Velloso, diretor do museu.

No MAC Niterói serão apresentados trabalhos como: ‘Carrossel breique’ – objeto feito a partir da união de diversas cadeiras de escritório com rodinhas, fazendo com que o todo se movimente quando uma pessoa gira uma delas; ‘Cangaço’– cangas com diferentes frases entre o protesto e a poesia. O público pode se utilizar delas e sentar em diversas áreas do museu; ‘Transnômades’ – série de trabalhos exposta na Bienal de São Paulo (2016). A partir do modelo dos carros usados por trabalhadores para coletar objetos nas ruas de diferentes capitais do Brasil, o coletivo propõe uma nova utilização dos mesmos para diversas funções vitais, como dormir, comer e se divertir; entre outros. No pátio do MAC, dois dos trabalhos mais conhecidos do OPAVIVARÁ convidarão o público à interação: em ‘Chuvaverão’ (2014), como o próprio nome indica, chuveiros estarão disponíveis aos visitantes para se refrescarem nos quentes dias de verão; e ‘Remotupy’ (2016), uma canoa adaptada com rodas e motor, que levará o público em uma navegaçãopela grande praça de concreto do museu projetada por Niemeyer.

Na abertura da exposição, dia 22, a partir das 14h, o público será recebido com música e churrasco: ‘Brasa ilha’, trabalho de 2018 é um automóvel modelo Brasília adaptado com forno para assar comida, onde os artistas farão um churrasco para os visitantes que forem ao museu. Para completar, DJs vão embalar os visitantes ao som de suas seleções musicais durante a tarde.

Atualmente, o grupo conta com a participação de Daniel Toledo, Julio Callado – ambos desde o começo de sua trajetória –, Domingos Guimarãens e Ynaiê Dawson. Desde o seu início, o OPAVIVARÁ! se caracteriza pela experimentação coletiva em espaços públicos – primeiramente com ações que envolviam a poesia e, na sequência, realização coletiva de atividades como cozinhar, andar de bicicleta ou tomar banho. Nas suas diversas composições e presenças de diferentes membros, tudo é feito conjuntamente e é defendida uma prática artística em que o grupo fala mais do que a unidade; na verdade, se torna uma nova unidade.

Em claro diálogo com tradições da coletividade artística propostas desde as vanguardas do século XX, o OPA! enfoca sua pesquisa em atos banais cotidianos e essenciais que muitas vezes envolvem a ideia de prazer: banhar-se, comer, ir à praia, pedalar ou fazer música, por exemplo. O público, portanto, é convidado a realizar esses atos e encará-los como uma atividade artística – seja junto a pessoas conhecidas ou a anônimos que estão no mesmo espaço expositivo.

“Acreditamosque essa exposição pode se configurar como uma reflexão para a história dos coletivos de arte no Brasil dos últimos e, mais do que isso, sobre a equação entre lazer, prazer e artes visuais – direção essa que a curadoria do museu tem apontado desde a exposição ‘Riposatevi’, de Lucio Costa, ou ‘Tempo aberto’, de Federico Herrero, recentemente”, explica Raphael Fonseca – um dos curadores.

Serviço:

Exposição “O prazer é nosso”, do coletivo OPAVIVARÁ!

Curadoria de Pablo León de la Barra e Raphael Fonseca

Abertura: 22 de dezembro, domingo, às 14h

Exposições: de 23 de dezembro de 2019 a 01 de março de 2020

Local: MAC Niterói – Salão principal e pátio

Endereço: Mirante da Boa Viagem, sem número

Visitação: de terça a domingo, das 10h às 18h

A bilheteria fecha 15 minutos antes

Ingressos: R$ 10 (inteira). Estudantes, professores e pessoas acima de 60 anos pagam meia (R$ 5). Entrada gratuita para estudantes da rede pública (ensino médio), crianças de até 7 anos, portadores de necessidades especiais, moradores ou nascidos em Niterói (com apresentação do comprovante de residência) e visitantes de bicicleta. Na quarta-feira, a entrada é gratuita para todos. Informações:(21)2620-2400| mac@macniteroi.com.br | | facebook.com/macniteroi.oficial

CCJF – Programação de 10 a 15 de dezembro

Cinema

Grandes Clássicos e Sucessos do Cinema / cineclube

Grandes Clássicos e Sucessos do Cinema é um cineclube do CCJF e como o nome já diz contempla filmes que marcaram a história do cinema, tornando-se um clássico ou por terem sido um grande sucesso de público. Intencionamos com isso incentivar e facilitar o hábito de ir ao cinema bem como o acesso do público aos títulos disponíveis em nossa Biblioteca.

 

Filmes: Coleção Salete Maccaloz/ccjf

Programação: www.ccjf.trf2.jus.br


Dias 04, 11 e 18

Quartas

16h

 

Dia 06 e 07

Sexta e Sábado

18h

 

Entrada franca

Senhas uma hora antes

Cinema

Exposições

Vozes / instalação sonora

Os visitantes são convidados a sentar e ouvir relatos que formam uma rede de vozes construída a partir de três questões: O que é uma sociedade machista? Como o machismo afeta a sua individualidade? Como é ser escutada?  Os depoimentos apresentam diversos pontos de vista sobre a desigualdade de gênero, que se complementam e ecoam pautas do feminismo.

 

Até 15/12

Terça a domingo

12h às 19h

Galerias do 1º andar

 


Campo dos Afonsos – 100 anos da instrução militar na aviação brasileira / histórica

A exposição apresenta um estudo com fontes primárias, relatórios, avisos ministeriais, boletins, fotografia, plantas e publicações impressas dos regulamentos e dos principais periódicos da época. Descreve, ainda, o contexto das questões importantes que definiram o Campo dos Afonsos como local para instalação do campo de aviação.

 

De 12/11 a 02/02

Terça a domingo

12h às 19h

Galerias do 1º andar

 


Rio Branco, 241 – Justiça e Cultura / histórica

A exposição bilíngue faz uma retrospectiva da ocupação do prédio histórico do STF, dando destaque à trajetória da 1ª Instância da Justiça Federal no Rio de Janeiro. Narra, em seus painéis, desde a criação da Justiça Federal de 1ª e 2ª Instância até as obras de restauração e criação do Centro Cultural Justiça Federal, passando por fatos marcantes da trajetória da Justiça Federal neste prédio.

 

Terça a domingo

12h às 19h

Galerias do 1º andar

 

Música

Banda Espelho D’Água / show
Em seu novo show Certas Canções, a bandafaz um passeio pela música brasileira, trazendo um repertório eclético e variado que inclui composições de Ari Barroso, Ismael Silva, Cartola, Johnny Alf, Tom Jobim, João Gilberto, entre outros, em arranjos inéditos.

 

Dia 10           

Terça

19h

R$ 40 e R$ 20 (meia)

90 minutos
Teatro


Série Associação Canto Coral / concerto

No dia 13 a ACC apresenta trechos do oratório O Messias, de Haendel. No dia 14, os Coros Oficina, Prelúdio, Tu Voz Mi Voz e Intercantus se reúnem para o Concerto de Natal, apresentando obras nacionais e internacionais de renomados compositores. No repertório temas natalinos como: “Então é Natal”, “Ó Noite Santa”, “Natal Branco”, “Um Feliz Natal”, “Noite Azul” e “We Wish You a Merry Christmas”, entre outros.

Convidados: Coros Oficina, Prelúdio, Tu Voz Mi Voz e Intercantus

 

Dias 13 e 14

Sexta e sábado

17h

R$ 30 e R$ 15 (meia)

120 minutos
Sala de Sessões

 

Série Prelúdio 21- Música do Presente / concerto

No último concerto da Temporada de 2019, apresentam o programa “Voz e violão”, com a participação do consagrado Duo Doriana Mendes e Marco Lima. Neste espetáculo, interpretam obras para soprano e violão dos compositores do Prelúdio 21, que é composto por Alexandre Schubert, Caio Senna, J. Orlando Alves, Marcos Lucas, Neder Nassaro e Pauxy Gentil-Nunes.

 

Dia 14           

Sábado

15h

Entrada Franca

Senha uma hora antes

60 minutos
Teatro


Teatro

Ciclo de Leituras Ricardo Torres / leitura dramatizada

Continuando a programação que teve início em novembro, o Ciclo de Leituras Ricardo Torres apresenta textos teatrais desse autor carioca, também diretor de “ LUIZ GAMA – Uma Voz pela Liberdade”, falando de temas contemporâneos e despertando reflexão, discussão e opinião.

 

Textos e Direção: Ricardo Torres

Produção: Olhos d’Água

 

Dias 06 e 13

Sextas

18h

Entrada Franca

Sala de Leitura do 2° andar

 


Em busca da expressividade: O teatro e a deficiência visual / oficina de teatro

A oficina visa mostrar o teatro como um meio facilitador na educação e atendimento da pessoa com deficiência visual, através de seus conteúdos estratégias e recursos específicos. Ao final, haverá a apresentação de uma cena do grupo Corpo Tátil, como exemplificação do trabalho.

Ministrantes: Marlíria Flávia Coelho da Cunha, Aline Lopes e Victor Meirelles

 

Dia 13

Sexta

De 15h às 19h

Entrada Franca

Teatro

Número de Vagas: 25

Carga Horária Total: 4 horas/aula

 


Educativo

 

Da Justiça à Arte / visita orientada
A visita conta a história do prédio até os dias atuais. De estilo eclético, é um dos poucos remanescentes da reformulação da cidade do Rio de Janeiro, ocorrida no início do Século XX.

Agendamento pelos telefones: 3261-2552/3261-2567 ou pelo e-mail atividadeseducativas.ccjf@trf2.jus.br


Terça a sexta 

13h às 17h
Entrada franca

Beth Bastos apresenta performance “O que vemos quando olhamos dança?”

O que vemos quando olhamos dança? é o questionamento proposto pela bailaria e coreógrafa mineira Beth Bastos na performance-observatório que acontece no dia 14 de dezembro, sábado, às 17 horas, no MAC – Museu de Arte Contemporânea de São Paulo. Beth Bastos e os bailarinos do Núcleo Pausa propõem ao público a experiência da  composição e do movimento com o foco no corpo e no espaço, ativando a percepção dos sentidos e da imaginação. “A performance-observatório oferece ao espectador a possibilidade de escolher como e de que lugar se quer olhar, ver e assistir”, comenta Bastos.

A programação no Mac inclui a exibição do filme “O que te move, o que vemos quando olhamos dança”,  com direção de Antonio Miano e Kiko Ferrite, às 15 horas. Trata-se de um documentário sobre a construção de 32 solos orientados por Beth Bastos durante o processo do projeto “O que vemos quando olhamos dança?”, contemplado pelo Fomento à Dança da Cidade de São Paulo. Às 16h30, o grupo Nébula propõe uma conversa esclarecedora sobre a filosofia de corpo da artista performer americana Lisa Nelson e suas partituras de percepção dos sentidos. Às 17 horas, entre a sala expositiva do museu e o jardim, acontecem as performances-observatório, com direção de Beth Bastos. Sete bailarinos e um pianista compõem partituras de movimento e pausa, convidando o público a registrar as imagens com fotos, vídeos, desenhos ou simplesmente com os olhos.

Este trabalho de improvisação e de composição em dança se alimenta das filosofias de corpo da bailarina americana Lisa Nelson (bailarina, performer, editora de revista em Nova York) e de Klauss Vianna (bailarino brasileiro, criador de um método de dança). Beth Bastos investe na desaceleração do espectador e do artista. A coreógrafa explica que “a proposta das performances-observatório é sintonizar a percepção e o instante para criar composições espontâneas e singulares, usando os sentidos do corpo como ferramentas de sobrevivência e de produção de imagens. O que pode uma pausa provocar? O que se imagina a partir de um corpo que pausa? Como essa imagem efêmera afeta o espaço?”

 

Beth Bastos

 

Bailarina, performer, improvisadora e professora de dança. Sua experiência passa pela formação em filosofias do corpo em Klauss Vianna (Brasil) e Lisa Nelson (USA).  Em sua pesquisa questiona o trânsito entre a contemporaneidade e a desaceleração, no tempo e no espaço, a composição de imagens, e a percepção dos sentidos e os sentidos da imaginação.

 

Serviço

 

O que vemos quando olhamos dança? – Dia 14 de dezembro – sábado, às 17 horas

Espaço expositivo do Mac (Museu de Arte Contemporânea de São Paulo).

Av. Pedro Álvares Cabral, 1301. Duração: 60 min. Grátis.

Visita guiada com o curador na exposição do americano Mac Adams na CAIXA Cultural Rio de Janeiro

No dia 5 de dezembro, quinta-feira, às 19h, vai ter visita guiada com o curador Luiz Gustavo Carvalho na exposição “Mens Rea: a cartografia do mistério”, de Mac Adams, um dos fundadores da Arte Narrativa (Narrative Art), em cartaz na Caixa Cultural Rio de Janeiro.

Sobre a exposição:

Inédita na capital carioca, a exposição apresenta ao público 15 dípticos fotográficos da icônica série “Mistérios” e uma seleção da série “Tragédias Pós Modernas”, desenvolvida pelo artista na década de 1980 como uma forma de reflexão sobre as políticas econômicas desenvolvidas por Margaret Thatcher e Ronald Reagan, no Reino Unido e nos Estados Unidos, respectivamente.

Provocando colisões híbridas entre tragédias sociais e utensílios de design, os objetos espelhados cromados fotografados por Mac Adams refletem nas suas superfícies situações violentas e inquietantes, que contradizem completamente as formas metálicas perfeitas. “Em uma época onde a palavra pós-verdade foi escolhida como uma das palavras que melhor representa a nossa sociedade, é impressionante ver a contemporaneidade desta série em diversas culturas”, comenta Luiz Gustavo Carvalho.

Com uma obra que encontra as suas raízes na rica tradição oral e escrita dos contos do País de Gales, nos romances de Arthur Conan Doyle e no cinema de Alfred Hitchcock e de noir, Mac Adams desenvolveu ao longo das últimas décadas um trabalho de importância singular em duas e três dimensões, explorando o potencial narrativo da fotografia e da instalação na composição e construção de cenas misteriosas que levam o público à fronteira das normas sociais.

Como um contador de histórias, ele utiliza fotografias e objetos, em uma estreita relação semiótica. A exposição Mens Rea: a cartografia do mistério apresenta ainda três esculturas do artista anglo-americano em torno da sombra. Este elemento, que vem fascinando a humanidade desde a Antiguidade, é abordado por Mac Adams, por meio de esculturas, nas quais estruturas abstratas projetam sombras figurativas. Estes trabalhos, onde a escultura se transforma em pintura e fotografia, influenciaram importantes artistas americanos tais como Tim Nobel e Sue Webster.

“Esta faceta do trabalho de Mac Adams é dotada de um humor singular. No entanto, em toda a sua obra, ele sempre nos obriga a interrogar a veracidade de elementos que transitam entre a realidade e a ficção”, ressalta o curador.

Na exposição, ainda haverá a instalação site specific Cartografia de um crime, criada especialmente para a mostra no Rio de Janeiro. Nesta instalação, o

artista reflete sobre a memória e o esquecimento, por meio de uma relação passional obsessiva. Para isso, Mac Adams constroi um diálogo entre suas imagens e fotografias provenientes do arquivo do Museu Nicéphore Niépce (França), um dos mais importantes da Europa.

Sobre o artista:

Nascido em Brynmawr (país de Gales, Reino Unido) em 1943, Mac Adams estudou na Escola de Arte e Design de Cardiff entre 1962 e 1967. Adams concluiu o seu mestrado em belas artes pela Universidade de Rutgers, onde estudou com o artista Bob Watts. Em 1969, integrou a primeira exposição de ‘Soft Art’ no New York State Museum, junto com Richard Serra, Richard Archwager, Keith Sonnier e John Chamberlain, entre outros. Em 1970, mudou-se para a cidade de Nova York onde vive e trabalha atualmente.

Foi um dos fundadores da Arte Narrativa, movimento artístico surgido nos Estados Unidos na década de 1970. Em 1974, sua primeira série, “Mistério”, foi exibida na lendária Galeria Green Street em Soho, N.Y. Adams foi associado a um grupo de artistas conceituais que usavam texto e fotografias fictícias. No entanto, ele se distancia destes artistas por decidir não utilizar a palavra e adota, ao contrário, uma abordagem mais semiótica para a narrativa, na qual a fotografia terá um papel fundamental.

Mac Adams realizou mais de 13 encomendas de arte pública em larga escala, entre as quais destaca-se o War Memorial Battery, em Nova York. Este foi o primeiro grande memorial dedicado à Guerra da Coreia nos Estados Unidos.

Vencedor de inúmeros prêmios pela sua obra, tais como o “Pollock/KrasnerFoundation Award”, em 2013 e o prêmio por pesquisa artística da Universidade de New York, em 2002, suas obras integram as coleções de fotografia do Victoria and Albert Museum (Londres), Museu de Arte Moderna do Centre Pompidou (Paris) e Museu de Arte Moderna (New York), entre outros. Exposições nos principais centros de arte contemporânea tais como o Museu de Arte Moderna de Luxemburgo (MUDAM), o Musée Nicéphore Niépce (Chalon-surSaône), Neue Galerie-Sammlung Ludwig (Aachen), Musée Jeu de Paume (Paris), MOCAK (Cracóvia) e MoMa (Nova York) registram a importância deste artista no cenário artístico contemporâneo.

Serviço:

Conversa aberta ao público na exposição “Mens Rea: a cartografia do mistério”

Data: 5 de dezembro (quinta-feira)

Horário: 19h

Entrada gratuita

Local: Galeria 4 – Caixa Cultural RJ Endereço: Av. Almirante Barroso, 25 – Centro (Metrô e VLT: Estação Carioca)

Classificação indicativa: 12 anos

Acesso para pessoas com deficiência

Patrocínio: Caixa e Governo Federal

Jonas Bloch – ator e artista visual – abre a exposição “Persona”, na Sala José Cândido de Carvalho

Quando se ouve falar em Jonas Bloch, se pensa logo em televisão, teatro e cinema. Mas o que nem todo mundo sabe é que, além de ator, ele também é artista visual. O público vai poder conferir um pouco desta produção na mostra “Persona”, que abre, no dia 10 de dezembro, terça-feira, às 19h, na Sala José Candido de Carvalho, com curadoria de Desirée Monjardim.

Composta por cerca de 20 desenhos, a exposição representa a moderna vertente do surrealismo com técnicas que variam entre aquarela, nanquim, pastel e ecoline. São imagens instigantes de personagens e seus mundos. Uma viagem ao imaginário.

Sim. Jonas Bloch cursou Escola de Belas Artes, ainda na adolescência, e entrou também para o Teatro de Dulcina de Moraes. Estreou na antiga TV Tupi, e foi o início de sua longa carreira de ator, que teve uma trajetória tão rica, que virou a prioridade de sua expressão artística, mas nunca deixou de desenhar, esculpir e pintar, constantemente. Fez poucas exposições, e mesmo com a grande aceitação de seus trabalhos, a carreira de ator estava vibrante, com convites irrecusáveis, e o artista visual se beneficiou com isto, já que seu trabalho, fora das influências de mercado, ganhou mais liberdade. Jonas acha que a arte leva ao público um outro olhar. “As pessoas estão habituadas a ver tudo com um olhar utilitário, com objetivo de uso, é diferente ao olhar uma obra de arte, ela nos tira da rotina, nos transporta para outro universo, nos livra do olhar viciado, para desvendar algo novo, atiçando nosso imaginário, nosso inconsciente”, explica o artista.

Como sintetiza Isis Fernandes Braga – Dra. em Artes Visuais e 2ª. Vice-Presidente da ABCA (Associação Brasileira de Críticos de Arte): “quando artista plástico, Jonas deixa sua imaginação voar, seus sonhos se tornarem reais, representados de forma tátil, seja usando o grafite, o nanquim, a aquarela ou ecoline. E, quando escultor, usa materiais inusitados, em ‘assemblages’, desconstruindo e reconstruindo o seu sujeito. Ele é um representante da moderna vertente do surrealismo, movimento literário surgido na Europa, imaginado pelo poeta André Breton (1896-1966), autor do ‘manifesto surrealista’, em 1924, no qual defende um pensamento livre, baseado no inconsciente, e representando sonhos. Trata-se da tradução do onírico, do inusitado, do inconsciente, traduzidos em artes plásticas ou em poesias”.

Os últimos trabalhos de Jonas na TV Globo, as novelas ‘Novo Mundo’ e ‘Bom Sucesso’, além da mini-série ‘Se eu fechar os olhos agora’, tiveram uma preparação e ensaios tão estimulantes, que o inspiraram nesses desenhos agora apresentados. Ele tem convite para expor em Lisboa, em março de 2020, e pretende dar, daqui por diante, mais

espaço ao seu papel como artista plástico. “Nesses tempos difíceis em que vivemos, espero que essa exposição toque a sensibilidade das pessoas e seja um respirar no cotidiano de todos”, conclui.

Mais sobre Jonas Bloch:

Formado também em Artes Visuais e em vários cursos de Teatro, foi professor de interpretação em Universidades, é ator, diretor, autor. Durante mais de 55 anos, vem trabalhando em Cinema (quarenta filmes), Teatro (trinta e oito peças), Televisão (cinquenta e uma produções).

Em seu vasto currículo, há uma enorme variedade de experiências, que vão desde Shakespeare a comédias de costumes, de filmes ambiciosos a novelas leves e musicais.

Entre seus trabalhos de Teatro incluem-se: ‘Hamlet’, ‘Sonhos de uma noite de Verão’ (Shakespeare), ‘PeerGynt’(Ibsen), ‘Franck V’ (Durrematt), a participação na Mostra Internacional de Teatro de Montevidéu com ‘Besame Mucho’, Festival de Cabo Verde, Mindelact, em Portugal no Festival do Porto e de Vianna do Castelo com ‘Senhor das Flores’.

Atuou em filmes internacionais, como ‘Sigilo Absoluto’ (DiscretionAssured ), ao lado de Michael York; ‘Womanon top’; o italiano ‘O Traidor’ e ‘Butterfly’, além dos nacionais como ‘Caso Claudia’, ‘Avaeté’, ‘O homem da Capa Preta’, ‘O dia da caça’, ‘Amarelo’ (indicação para melhor ator), ‘Cabra Cega’ (prêmio Fiesp, de melhor coadjuvante), entre muitos outros.

Foi homenageado no 28º. Festival de Cinema de Recife, no Guarnicê, do Maranhão, e no de Canoa Quebrada, Prêmio Nelson Rodrigues, pela ANCEC, por sua trajetória.

Tem participado de novelas e mini- séries, como ‘Corpo Santo’, ‘Mulheres de areia’, ‘A Viagem’, ‘Bicho do Mato’, ‘Novo Mundo’, ‘Se eu fechar os olhos agora’, entre outras, além da mini série ¨Garret¨, da RTP , TV portuguesa.

Serviço:

Exposição “Persona”, de Jonas Bloch

Curadoria: Desirée Monjardim

Abertura: 10 de dezembro, terça-feira, às 19h

Visitação: de 11 de dezembro de 2019 a 9 de fevereiro de 2020, sempre de segunda a sexta, das 9h às 17h

Local: Sala José Candido de Carvalho

Endereço: Rua Presidente Pedreira, 98, Ingá, Niterói-RJ

Informações: (21) 2719-6939/2719=9900

Centro Cultural Light recebe exposição com desenhos e esculturas individuais de Ayla Tavares

A partir do dia 4 de dezembro até 8 de janeiro de 2020, os visitantes do Centro Cultural Light terão uma nova exposição gratuita para conhecer na Pequena Galeria do espaço. Sonantes é uma proposta individual da artista Ayla Tavares, estudante da Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (EBA/UFRJ), que tem como objetivo uma exposição que propõe uma escuta que dispensa o tato e o espaço em que se insere. Por meio de sua pesquisa, a artista convida em sua poética outras possibilidades de experiência sensória, questionando a lógica do arquivo e sua catalogação.

Por meio da escuta e do engajamento corporal, a série Sonantes (2018-2019), é possível a apreensão e compartilhamento de uma temporalidade dilatada, plasmada no barro e reverenciada na proposição que invoca a durabilidade da cerâmica, a materialidade tida como “eternas” pelos arqueólogos.

Conceito da exposição
Curadoria de Aldones Nino

Modelar a argila é um gesto arcaico, que evoca de maneira simbólica devaneios imemoriais. Modelar é ação dirigida à matéria e requer consciência do gesto, solicitando acúmulos, repetições, um acordo entre o barro e corpo.

Voltando ao grau zero do objeto para pensar os usos do corpo, seus gestos e suas significações, a artista Ayla Tavares passa a se interessar por objetos arqueológicos encontrados em diferentes fontes (arquivo virtual de museus e in loco). A partir da consonância de formas encontradas na pesquisa de objetos cerâmicos, peças-arquivo geram uma constelação de objetos “estranhamente familiares”, buscando tencionar novas relações e gestualidades, para além de sua catalogação científico-museológica

A série propõe uma escuta que dispensa o tato e o espaço em que se insere. O objeto em cerâmica não permite ser queimado de forma compactada, para sua criação é imprescindível que sua moldagem seja feita sempre em torno de um vazio (sem esse oco a peça explodiria no forno). O oco, o vazio, o iato é essencial para que a forma exista. Em suas peças, o oco passa a ser o local de passagem e fluxo – escuta do aqui e agora:  o ruído externo é filtrado por essas formas variando em cada objeto.

A realocação da hierarquia dos sentidos que propõe Ayla tem continuidade nos desenhos presentes na exposição. Ao mesmo tempo que a artista propõe uma escuta horizontal do barro, os desenhos cumprem um papel especulativo, que subverte a lógica do desenho científico. Funcionando como exercícios de fabulação em torno do espaço interior, alertando para o limite das bordas do cientificismo. A exposição resulta de exercícios de arqueologia sensorial, tencionando temas como arquivo, labor, escuta e tempo. Seus desenhos são executados posteriormente a moldagem e queima das peças, embora possam parecer projetos, apontam para uma indagação sobre a infalibilidade da visão, uma arapuca para o olhar, atuando como uma sombra anticartesiana que é capaz de revelar o oco e o objeto/matéria enquanto uma rede de nexos, propondo epistemes desviantes.

Serviço

Exposição: Sonantes
Artista: Ayla Tavares

Curadoria: Aldones Nino

Visitação: De 4/11/19 a 8/01/20
De segunda a sexta-feira (exceto feriados), das 9h às 19h

Centro Cultural Light – Pequena Galeria
Av. Marechal Floriano, 168, centro, Rio de Janeiro

“Ponto de Queda” no Ibeu

Pensar o tempo a partir do espaço é um dos interesses da artista Bianca Madruga, que ocupará a Galeria de Arte do IBEU a partir do dia 4 dezembro ás 18hs, fechando o calendário de 2019 da Galeria de Arte Ibeu. Trata-se de uma instalação onde a artista utiliza o próprio espaço da galeria e elementos como relógios solares, som, luz e escuridão. Há em sua produção um forte interesse pela sinceridade da matéria. Além disso, utiliza-se das medidas do mundo para pensar as do próprio trabalho: peso do corpo, duração das horas, distância das coisas, velocidade da luz. As estruturas apresentadas por Bianca carregam consigo um certo drama a partir da ideia de queda. São estruturas feitas de pó, que devem se sustentar em uma lógica avessa a de uma construção. A curadoria é assinada por Cesar Kiraly. “Ponto de queda” faz parte do conjunto de trabalhos diurnos da artista, que têm se desenvolvido a partir da ideia de horizonte, não apenas em sua ambivalência – no que diz respeito às noções de tempo e espaço -, mas, principalmente, por se tratar do modo como um povo pensa coletivamente o que está por vir. As estruturas apresentadas por Bianca carregam consigo um certo drama, a partir da ideia de queda. São estruturas feitas de pó, que devem se sustentar em uma lógica avessa a de uma construção. “Um monte de cimento ou areia, pedra, que como um poste, aspiram a verticalidade. É preciso imaginar isso. Vai ruir, mas não dá para saber em quanto tempo. Muito por falta daquilo que aglutina”, analisa. SOBRE A ARTISTA: Bianca Madruga é artista visual. Vive e trabalha no Rio de Janeiro. Doutoranda em Artes Visuais na UERJ. Formou-se em filosofia pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Artista Visual e Mestre em Estética e Filosofia da Arte pela Universidade Federal Fluminense. É fundadora e cogestora do espaço A MESA, no Morro da Conceição, desde 2015. Sua produção tem sido orientada a partir de duas práticas: práticas do meio-dia e práticas da meia-noite.

ABERTURA: 4 dezembro às 18:30hs

Visitação: 5 dezembro de 2019 a 10 janeiro de 2020

(Recesso de 24 de dezembro a 1 de janeiro de 2020)

GALERIA DE ARTE DO IBEU

Rua Maria Angélica, 168 – Jardim Botânico

Visitação: 2ª a 5ª de 13h às 19h – 6ª, de 12h às 18hs

Thomas Baccaro Art Gallery abre a exposição “DEZ.EM.BRO Coletivo”

A recém-inaugurada Thomas Baccaro Art Gallery abre o mês de dezembro com uma proposta de exposição coletiva. A abertura, que ocorre no dia 7, das 17h às 21h, apresentará trabalhos de 18 artistas distintos. São eles: Alvaro Caldas, Aubert, Carlos Pragana, Claudia Liz, Cris Campana, Eric Carrazedo, Fabiana Preti, Karin Folie, Marcella Riani, Margot Delgado, Patrícia Brandstatter, Raffaella Pezzilli, Rita Proushan, Sandro Akel, Ana Silvia Maluf, Thomas Baccaro, Vacilante e Jacques Faing.

Diferentes gerações, técnicas, olhares e estilos giram em torno do ofício artístico como forma expressiva de assimilar e exprimir parcelas de realidades vividas, bem como a exploração da força plástica que se materializa no objeto de arte.

As obras trazidas para a galeria constituem-se, em sua maioria, por pinturas – mas são apresentadas, também, algumas esculturas. A curadoria atuou com o cuidado do olhar de um garimpo, buscando diferentes fragmentos e olhares do que se manifesta no contexto atual da arte; reúnem-se trabalhos que, por trás de diferentes histórias não lineares, cruzam-se sob as linhas da diversidade artística em um diálogo interessante. Com a ideia de receber um público amplo, o espaço da galeria se abre de maneira receptiva para a circulação de olhares e ideias que se ligam pelo interesse em torno da arte.

A exposição contará, também, com a presença da artista convidada Renata Barros, que na adolescência passou pelos ateliers de Baravelli, Fajardo e Michalany. A artista formou-se em Artes Plásticas pela FAAP, estudou também na USP e na Sorbonne, em Paris – retornou ao Brasil em 1984 quando, com o amadurecimento de seu trabalho, inaugurou sua jornada de exposições (nacionais e internacionais), e que hoje perpassa a exploração de diversos materiais e técnicas ao qual dialogam diretamente com o conceito de sua obra.

Serviço:

Thomas Baccaro Art Gallery

Inaugura a exposição

“DEZ.EM.BRO Coletivo”

Curadoria: Thomas Baccaro

Abertura: dia 7 de dezembro, às 17h

Valet no local

Período da exposição: 8 de dezembro a 31 de janeiro

Horário de visitação: Segunda a Sexta-feira,

das 10h às 12h e das 14h às 18h

Sábados, domingos e feriados somente com hora marcada

Thomas Baccaro Art Gallery

Rua Bastos Pereira, 39

Vila Nova Conceição – São  Paulo SP

‘Universo Maori em Nanquim’ no Aterro do Flamengo

Aproximadamente 30 obras da artista plástica Pâmella Louize Carriço Silva podem ser conferidas na Exposição “Universo Maori em Nanquim”. Elas foram realizadas a mão livre em nanquim sob canson e reproduzidas digitalmente em gravuras, inspiradas no traço e na cultura maori. O evento gratuito está em cartaz no Centro de Visitantes Monumento Estácio de Sá até 15 de dezembro, de terça a domingo, das 9h às 17. As artes, todas em preto e branco, estão divididas em três grandes temas: animais, tipografia e personalidades. Cada desenho possui em sua composição elementos diversos, que em conjunto, formam o tema principal da gravura. Deste modo, cada criação pode ser observada bem de perto em seus ricos detalhes, assim como de uma perspectiva global, que permita a visão do tema como um todo. Nas artes tipográficas, o observador se vê instigado ainda pela procura das frases escondidas em cada desenho. 

Por meio do seu programa de Responsabilidade Social no pilar da Cultura, em parceria com a RIOTUR, a Estácio – uma das mais respeitadas instituições de ensino do Brasil – é a responsável pela curadoria do Centro de Visitantes Monumento Estácio de Sá.  

 

Os trabalhos, gravuras reproduzidas digitalmente a partir do desenho original, serão apresentados em diferentes formatos, desde o formato A5 (15x21cm), passando por diferentes tamanhos e molduras, chegando a peças de 42x60cm.    

 

Perfil de Pâmella Louize Carriço Silva 

 

A arte sempre esteve presente na vida da artista, que desde pequena costumava ter o desenho como passatempo favorito e na adolescência chegou a frequentar aulas de pintura. Formada em Arquitetura e Urbanismo pela FAU UFRJ, Louize uniu seu hobby despretensioso a formação acadêmica, participando ainda de diversos cursos de artes visuais da EAV Parque Lage nesse período. 

Depois de alguns anos de dedicação, desenvolveu uma série composta por desenhos em preto e branco, feitos a mão livre em nanquim sob canson, que caracterizam e personalizam a poética de sua obra. Inspiradas no traço e na cultura maori, suas artes possuem linhas delicadas que retratam um universo de elementos variados, que em conjunto, formam o tema principal dos desenhos. Ela tem direcionado sua técnica e temas para a incorporação de uma linguagem jovem e contemporânea, que permita a criação das artes sempre de modo intuitivo e livre. Busca sempre estar produzindo novas gravuras e atualizando os três grandes temas de sua série: animais, tipografia e personalidades. 

Atualmente, Pâmella Louize Carriço Silva atua como Arquiteta e Urbanista do Colégio Pedro II e é mestranda em Projeto e Patrimônio pelo PROARQ/FAU/UFRJ. 

 

SERVIÇO:   

Evento – Exposição “Universo Maori em Nanquim – Gravuras de Louize Design” 

Local – Centro de Visitantes Monumento Estácio de Sá – Av. Infante Dom Henrique, s/n Subsolo – Parque do Flamengo    

Data – até 15 de dezembro 2019   

Horário:  de 9h às 17h (de terça-feira a domingo) 

Entrada franca 

Galeria Evandro Carneiro apresenta exposição Ira Etz e Uziel, na Gávea

Galeria Evandro Carneiro Arte, na Gávea, apresenta de 30 de novembro de 2019 a 4 de janeiro de 2020 a Exposição Ira Etz e Uziel. A mostra reúne 15 telas e 43 objetos de ambos os artistas.

 

 Ira Etz e Uziel

Ira e Uziel são dois artistas talentosos na sua expressão, cada qual com as suas características. Assim os apresentamos, como unidades heterogêneas, mantendo as suas diferenças, mas evidenciando aproximações. A curadoria da exposição, mérito de Evandro Carneiro, escolheu as peças em meio ao conjunto da obra de cada artista e, ao mesmo tempo, pensando uma composição harmônica no todo porque, de alguma maneira, há um diálogo entre eles. Por isso, a mim coube resgatar uma metodologia historiadora sugerida por Walter Benjamin: a “dialética sem síntese” para organizar esse texto.

Ira Etz nasceu em 1937, no coração de Ipanema, Rio de Janeiro. Filha e neta de alemães, sua família inteira era afeita às artes, destacando-se o avô materno Arthur Kaufmann, pintor importante do expressionismo alemão e professor da Academia de Belas Artes de Düsseldorf até 1933. Judeu, Kaufmann migrou com o filho e a esposa para os EUA nos anos de ascensão nazista na Europa, ali refazendo sua vida e desenvolvendo uma exitosa carreira artística. Enquanto sua filha, mãe de Ira, já era casada e escolheu o Brasil para viver, juntamente com o marido. Assim, seus pais vieram morar no bucólico Arpoador, onde Ira cresceu com a brisa da praia sempre a lhe inspirar e a liberdade da criação afetuosa e vanguardista de uma família alemã, boêmia e amiga de intelectuais e artistas frequentadores de Ipanema. Essa marca libertária se expressa na sua identidade e no seu trabalho artístico.

Ira começou a experimentar a arte com a fotografia. Desde muito jovem fotografava e, ao casar-se, montou um estúdio com o marido que também se dedicava ao hobby. Até hoje o casal está junto e ela segue fotografando. Porém, tornou-se também pintora após a perda de seu filho querido. A dor dilacerante que sentiu fez o tempo parar no ano 1988 e ela precisou reinventar-se. Sua catarse foi a tinta jogada e trabalhada na tela, as cores fortes e expressivas, carregadas de emoção. Sublimação na arte, foi assim que surgiu essa artista corajosa e livre que foi organizando a sua linha de trabalho e procurando, então, aperfeiçoar sua técnica, primeiramente com Caterina Baratelli, depois com Luciano Maurício e finalmente com Roberto Magalhães, Maria do Carmo Secco e Chico Cunha, já em cursos da Escola de Artes Visuais, nos anos 1990. Foi quando a artista aflorou, realizando exposições coletivas desde esta data e depois individuais nos anos 2000 (Centro Cultural Candido Mendes, entre outros espaços públicos). Hoje, com 82 anos, Ira é pura potência e está no auge de sua carreira, em plena produção e em fase de expansão, como ela mesma diz (entrevista oral, 2019). Observemos esse percurso em suas obras aqui apresentadas, sendo nove telas e 23 objetos de diferentes momentos de sua trajetória.

Paralelamente a esta história, igualmente nos anos 1930, uma outra família europeia chegou ao Brasil fugindo do Nazismo. Os judeus poloneses Rozenwajn instalaram-se primeiramente em Natal – RN, onde chegaram com uma carta de recomendação para trabalhar com os Palatnik, em empreendimento comercial. Ali Uziel nasceu, em 1945. Porém, mudaram-se para Belo Horizonte cinco anos depois. Lá ele se criou e estudou arquitetura na UFMG. Ainda na faculdade iniciou seus desenhos com guache e nanquim e, ao final do curso, já tendo participado de alguns salões universitários, foi fazer uma residência em Haifa, Israel. Nesse tempo, produziu bastante e realizou a sua primeira exposição individual (Dany Art Gallery, 1972). No retorno ao Brasil, um ano depois, Uziel passou a se dedicar à arquitetura em escritórios e no serviço público. Contudo, jamais deixou de desenhar e aos poucos foi substituindo o nanquim pelo lápis de cor e incluindo o pastel oleoso no seu repertório.

Uziel mudou-se para Ouro Preto e começou a pintar suas telas com tinta acrílica, sempre tendo a linha e o traçado arquitetônico como referências, fosse no cálculo, fosse na estruturação das composições ou mesmo na técnica que usava a “régua T” e espátulas para raspar texturas, numa determinada ocasião. Nessa charmosa cidade mineira, conheceu vários artistas e quadros da cultura que o encorajaram a pintar mais e mais: Carlos Bracher, Scliar, Angelo Oswaldo, Murilo Marcondes… Foi se afirmando artisticamente e desenvolvendo seu estilo, chegando a expor individualmente na Galeria Bonino (1992), dentre outras mostras individuais e coletivas presentes em seu currículo. Mas o grande pulo do gato para a sua arte foi o ano de 2015, quando se aposentou como arquiteto da Federal de Ouro Preto. Libertou-se, então, de uma dicotomia inconsciente que o atrapalhava a liberdade artística. Enfim podia viver de sua arte! Porém, curiosamente ficou dois anos sem pintar, embora maquinasse outro tipo de construção criativa. Em um Festival de Inverno da cidade, apresentou suas novas criações: objetos feitos em metal e madeira que aproveitavam miçangas, ripas e materiais afins para criar espécies de bonecos “feiticeiros” como ele denominou inicialmente e não à toa. Embora tenha me contado (entrevista oral, 2019) que as referências por trás dos objetos sejam intuitivas, é evidente uma ancestralidade africana, indígena e oriental nessas montagens, conforme se pode observar nos seus 20 objetos que compõem esta mostra. Quanto às suas seis telas expostas na Galeria, me parece que por trás das composições harmônicas há sempre o traço do arquiteto, alinhavando com cores e cálculos as suas construções de equilíbrio espontâneo. Assim, lembrei-me da frase de Paul Klee sobre sua própria obra: “a linha aparece como elemento pictórico autônomo.” Ou seja, ela está ali o tempo todo, traçada, mas se supera dialeticamente pela autonomia da composição em si.

Ira e Uziel, dois artistas singulares que não se conheciam até esta exposição, mas que começaram a trocar experiências desde que os apresentamos e resolvemos expor seus trabalhos conjuntamente. O que os une, além da origem europeia, é certamente a qualidade artística, notada por Evandro Carneiro que, pela ousadia de seu notório saber, resolveu reunir diferentes. Tal como propôs Walter Benjamin, nem sempre há a necessidade da síntese para pensarmos aproximações.

Laura Olivieri Carneiro

Novembro 2019

Serviço:  Exposição Ira Etz e Uziel

Galeria Evandro Carneiro Arte: Rua Marquês de São Vicente, 124 (Shopping Gávea Trade Center). Salas 108 e 109.
De 30 de novembro de 2019 a 4 de janeiro de 2020

Visitação: de segunda a sábado, das 10h às 19h.
Telefone: (21) 2227.6894
Estacionamento no local.
Site: http://www.evandrocarneiroarte.com.br/
Instagram: @galeriaevandrocarneiro

Paço Imperial apresenta exposição Loio-Pérsio – Poética da imagem

A exposição Loio-Pérsio – Poética da imagem reúne uma seleção representativa da primeira etapa do projeto de catalogação da obra do artista Loio-Pérsio Navarro Vieira Magalhães [1927–2004]. A mostra compõem 111 pinturas, desenhos e estudos produzidos desde a década de 1950 até o início dos anos 2000.

Diferentes nuances, tendências e trajetórias são percorridas pelo artista revelando ao grande público o que lhe parece mais essencial: a sua liberdade criativa, a alma de viajante, a pluralidade de sua obra.

A  pesquisa apresenta um mapeamento do movimento poético de Loio-Pérsio com base em sua  experiência no abstracionismo brasileiro, cujo auge foi a década de 1950.  Nessa trajetória  pode-se  perceber a prática do desenho figurativo ao realismo crítico, seguindo para as primeiras experiências com a pintura abstrata a partir de 1957 (trabalhos “biomórficos”), chegando à sua abordagem do informalismo, às pinturas-colagem e superfícies com incisões e queimados, e encerrando com os “esgrafitos” – os grafismos e situações “quase-geométricas”.

Segundo o curador da mostra Luiz Eduardo Meira, “persistência, ressurgência e autoafirmação se constituem em toda obra de Loio. Nos quatro últimos anos de sua vida, Loio-Pérsio produziu não só diversos trabalhos e cerca de 150 estudos que esclarecem e resumem o percurso de sua pintura, como também muitas páginas manuscritas, nas quais buscou sintetizar seus pontos de vista sobre a arte”.

 

Serviço

Exposiçao Loio-Pérsio – Poética da imagem

Abertura dia 28 de novembro de 2019, 18h30

Temporada de 29 de novembro de 2019 a 16 de fevereiro de 2020

Paço Imperial – Praça XV de Novembro, 48 Centro – Rio de Janeiro / tel  21 2215- 2093

De terça a domingo, das 12h às 19h
Entrada Franca

 

Mais sobre o artista

Loio-Pérsio Navarro Vieira de Magalhães nasceu em Tapiratiba, SP, em 1927. Em 1951 fundou o Centro de Gravura do Paraná. Com o prêmio de viagem ao estrangeiro, concedido pelo Salão Nacional de Arte Moderna em 1963, viajou para a Europa onde encontrou afinidades com pintores espanhóis como Tàpies e Saura. Foi convidado a trabalhar na Escola Superior de Arte de Stuttgart, na Alemanha em 1965. Em 1970 integrou o júri de seleção e premiação do Salão de Arte Moderna, no Rio de Janeiro. Entre 1975 e 1976 viajou para Roma, Londres e Paris, onde tornou-se pintor residente na Fundação Karoly em 1975. A trajetória do artista, seu olhar atento sobre o desenho e a cor, as arestas com a crítica, a proximidade com os pintores espanhóis, os Salões Nacionais e as Bienais, seu método de trabalho, a problemática da pintura, demonstram que Loio-Pérsio foi um artista que viveu radicalmente sua pintura desde o tempo em que ela ensinava, em suas palavras, novas formas de olhar e de ver o mundo. Se há uma metodologia na poética de Loio-Pérsio, esta fundamenta-se no desenho em analogia à abstração musical: “começo pelo desenho” […] e “como a música, a pintura é o desenvolvimento de um tema, que eu chamo de motivo. Um motivo formal”. Entre as mostras das quais participou, destacam-se:  Bienal Internacional de São Paulo entre 1959 e 1989; Salão Nacional de Arte Moderna no Rio de Janeiro entre 1959 e 1969; 11º Bienal de Paris, 1962; Bienal de Veneza, 1969; Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal de São Paulo em 1994. Entre os prêmios concedidos a Loio-Pérsio, destaca-se em 2000 – Prêmio Pollock-Krasner Foundation.

Cildo Meireles abre exposição no Rio de Janeiro depois de 10 anos

Sem expor no Rio de Janeiro há cerca de 10 anos e em uma galeria carioca há mais de 30, Cildo Meireles inaugura mostra na Mul.ti.plo Espaço Arte, no Leblon. Com curadoria de Paulo Venancio, a individual traz objetos e gravuras de diferentes formatos e materiais, produzidos ao longo de cinco décadas. Algumas peças são inéditas, recém-saídas do forno, e serão apresentadas ao público pela primeira vez. De importância fundamental na internacionalização da arte brasileira, Cildo é o mais conceituado artista brasileiro na cena contemporânea mundial, com obras no acervo da Tate Modern (Londres, Inglaterra), Centro Georges Pompidou (Paris, França), MoMA (Nova York, EUA), Museu Reina Sofía (Madri, Barcelona), entre outros. A exposição “Múltiplos Singulares” abre dia 19 de novembro (terça-feira), às 19h, com entrada franca, ficando em cartaz até 19 de janeiro de 2020.

Aos 71 anos de idade, o carioca Cildo Meireles fez sua última retrospectiva no Rio no ano 2000, quando apresentou uma grande mostra no Museu de Arte Moderna. Na exposição da Mul.ti.plo, que vem sendo gestada há dois anos, o público carioca poderá ver de perto um conjunto importante de obras, que lidam com noções da física, da economia e da política, temas recorrentes na obra dele. Entre as 16 peças reunidas, quatro são inéditas e estão sendo produzidas em segredo. As surpresas só serão reveladas no dia da abertura.

“A ideia da mostra se consolidou há dois anos, no meu ateliê, com o Paulo Venancio, a partir de um objeto criado há décadas que sintetiza a instalação-performance ‘Sermão da Montanha: Fiat Lux’, apresentada há exatos 40 anos, em 1979, no Centro Cultural Candido Mendes. Foi uma provocação à ditadura militar, durando apenas 24 horas. Muito pouca gente viu. Desde então, guardo essa maquete e agora, finalmente, concluí o trabalho”, explica o artista. “Eu também já tinha combinado uma exposição na Mul.ti.plo com o meu amigo Maneco Müller”. Sócio da galeria, Maneco dá uma pista de outra obra surpresa da mostra: a participação da locutora Iris Lettieri, cuja voz ecoou por décadas, anunciando as partidas e chegadas no aeroporto do Galeão, no Rio. “Um dia, Cildo me revelou um projeto, concebido nos anos 70, que só poderia ser realizado com a voz única dela. Não perdi tempo. Fui ao encontro de Iris e conseguimos realizar o desejo do Cildo, com a mesma fala impecável e inesquecível”, explica Maneco.

“A exposição apresentará múltiplos de Cildo Meireles, que trazem em si o pensamento das grandes instalações do artista”, explica o curador. Uma delas, por exemplo, tem ligação com “Metros”, trabalho apresentado numa emblemática exposição na Documenta, em Kassel (Alemanha, 2002). “Os objetos e gravuras reunidos exemplificam o pensamento de grandes trabalhos de Cildo, sendo alguns pouco vistos”, diz ele. O público poderá conferir de perto também uma nova edição das notas de “Zero Dólar” (1978-1994).

Considerado um dos artistas mais importantes de sua geração, o premiado Cildo Meireles possui obras no acervo de uma das maiores instâncias de consagração da arte contemporânea do mundo,a Tate Gallery. O artista expôs lá, ao lado de Mark Rothko, em 2008. Obras do artista fazem parte também da Coleção Cisneros (NY, Caracas), do Pérez Art Museum(Miami, EUA), da Fundação Serralves (Lisboa, Portugal), de Inhotim (Brumadinho, Brasil), do MAC (Niterói, Brasil) etc. Com sucessivas participações na Bienal de Veneza (Itália), na Documenta (Kassel, Alemanha), Cildo traz no currículo ainda mostras individuais no MoMA e no Metropolitan, em Nova York. Atualmente, o artista está também com uma grande exposição na capital paulista, que vem lotando o SESC Pompeia. “Para essa individual no Rio, procurei reunir o mais significativo conjunto de múltiplos do Cildo, numa espécie de retrospectiva, de forma que as duas se complementassem”, conclui Paulo Venancio.

 

Cildo Meireles (Rio de Janeiro, RJ, 1948)

Inicia seus estudos em arte em 1963, na Fundação Cultural do Distrito Federal, em Brasília, orientado pelo ceramista e pintor peruano Barrenechea (1921). Começa a realizar desenhos inspirados em máscaras e esculturas africanas. Em 1967, transfere-se para o Rio de Janeiro, onde estuda por dois meses na Escola Nacional de Belas Artes (Enba). Nesse período, cria a série Espaços Virtuais: Cantos, com 44 projetos, em que explora questões de espaço, desenvolvidas ainda nos trabalhos Volumes Virtuais e Ocupações (ambos de 1968-1969). É um dos fundadores da Unidade Experimental do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), em 1969, na qual leciona até 1970. O caráter político de suas obras revela-se em trabalhos como Tiradentes – Totem-monumento ao Preso Político (1970), Inserções em Circuitos Ideológicos: Projeto Coca-cola (1970) e Quem Matou Herzog? (1970). No ano seguinte, viaja para Nova York, onde trabalha na instalação Eureka/Blindhotland, no LP Sal sem Carne (gravado em 1975) e na série Inserções em Circuitos Antropológicos. Após seu retorno ao Brasil, em 1973, passa a criar cenários e figurinos para teatro e cinema e, em 1975, torna-se um dos diretores da revista de arte Malasartes. Desenvolve séries de trabalhos inspirados em papel moeda, como Zero Cruzeiro e Zero Centavo (ambos de 1974-1978) ou Zero Dólar (1978-1994). Em algumas obras, explora questões acerca de unidades de medida do espaço ou do tempo, como em Pão de Metros (1983) ou Fontes (1992). Em 2000, a editora Cosac & Naify lança o livro Cildo Meireles, originalmente publicado, em Londres em 1999, pela Phaidon Press Limited. Participa das Bienais de Veneza, 1976; Paris, 1977; São Paulo, 1981, 1989 e 2010; Sydney, 1992; Istambul, 2003; Liverpool, 2004; Medellín, 2007; e do Mercosul, 1997 e 2007; além da Documenta de Kassel, 1992 e 2002. Tem retrospectivas de sua obra feitas no IVAM Centre del Carme, em Valência, 1995; no The New Museum of Contemporary Art, em Nova York, 1999; na Tate Modern, em Londres, 2008; e no Museum of Fine Arts de Houston, 2009. Recebe, em 2008, o Prêmio Velázquez das Artes Plásticas, concedido pelo Ministério de Cultura da Espanha. Em 2009, é lançado o longa-metragem Cildo, sobre sua obra, com direção de Gustavo Moura. No mesmo ano, expõe no Museu d´Art Contemporani de Barcelona, Espanha, e no MUAC – Museu Universitário de Arte Contemporáneo, na Cidade do México. Em 2011, realiza a Ocupação Cildo Meireles, com curadoria de Guilherme Wisnisk, no Itaú Cultural, São Paulo. Em 2013, expõe no Centro de Arte Reina Sofía, Palácio de Velásquez, com curadoria de João Fernandes, em Madri, Espanha; e também no Museu de Arte Contemporânea de Serralves, Porto, Portugal. Em São Paulo, apresenta mostra no Centro Universitário Maria Antonia, com curadoria de João Bandeira. Em 2014, expõe em Milão, Itália, no HangarBicocca, com curadoria de Vicente Todolí. No Brasil, expõe na Galeria Luisa Strina, São Paulo; na Dinamarca, na Kunsthal 44 Møen. Em 2015, expõe na Galerie Lelong, Nova York, EUA. Em 2019, abre a grande exposição “Entrevendo”, no SESC Pompeia, São Paulo.

 

PAULO VENANCIO FILHO

Curador, crítico de arte, professor titular na Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro e pesquisador do CNPq. Publicou textos sobre vários artistas brasileiros, entre eles Antonio Manuel, Hélio Oiticica, Cildo Meireles, Lygia Pape, Waltércio Caldas, Mira Schendel, Franz Weissmann, Iole de Freitas, Carlos Zilio, Anna Maria Maiolino, Eleonore Koch e Nuno Ramos. Foi curador das seguintes exposicões: O corpo da escultura: a obra de Iole de Freitas 1972-1997(MAM-SP, 1997/Paço Imperial, 1997), Century City: Art and Culture in the Modern Metropolis(Tate Modern, Londres, 2001), Iberê Camargo: Diante da Pintura(Pinacoteca do Estado de São Paulo, 2003), Soto: A construção da imaterialidade(CCBB, Rio de Janeiro, 2005/Instituto Tomie Othake, 2006/MON, Curitiba, 2006), Anna Maria Maiolino: Entre Muitos (Pinacoteca do Estado de São Paulo, 2005/Miami Art Central, 2006), Fatos/Antonio Manuel (CCBB, São Paulo, 2007), Time and Place: Rio de Janeiro 1956-1964 (Moderna Museet, Estocolmo, 2008), Nova Arte Nova (CCBB, Rio de Janeiro, 2008), Hot Spots(Kunsthaus Zürich, 2009), Cruzamentos(Wexner Center for the Arts, Columbus, 2014), Possibilities of the Object: Experiments in Brazilian Modern and Contenporary Art (The Fruitmarket Gallery, Glasgow, 2015) e Piero Manzoni (MAM-SP, 2015).

 

SERVIÇO

Exposição de arte contemporânea
Artista: Cildo Meireles
Título: “Múltiplos Singulares”
Curador: Paulo Venancio
Abertura: 19 de novembro de 2019 (terça-feira)
Visitação: de 21 de novembro de 2019 a 19 de janeiro de 2020, de segunda a sexta, de 10h às 18h30; sábado, de 10h às 14h
Local: Mul.ti.ploEspaço Arte
End.: Rua Dias Ferreira, 417, sala 206  – Leblon – Rio de Janeiro
Tel.: +55 21 2259-1952
Entrada franca
Classificação etária: livre
http://multiploespacoarte.com.br/

Le Coq recebe a exposição “Prelúdio Botânico”, da artista plástica Ana Lima

Do dia 22 a 26/11, o Le Coq Bar & Bistrô, vai abrir as portas para a artista plástica Ana Lima expor suas obras de arte. A casa vai apresentar a exposição Prelúdio Botânico, que convida o apreciador a observar e se envolver com as belezas naturais que o cercam, começando a notar as pequenas grandes criações da prodiga mãe Natureza que o envolve. Sem compromisso com a realidade,  Ana Lima deixa seu legado nessa obra que reflete a intensidade da beleza da botânica do Rio de Janeiro, muito admirada e preservada em diversas formas pela Imperatriz D. Leopoldina, da Áustria, no século 19, e disponível para todos nos dias de hoje. Ana Lima leva o observador a se imaginar e mergulhar nas aquarelas repletas de cores, traços e magia.

Sobre Ana Lima:

Ana Lima é uma artista plástica que nasceu e cresceu no Rio de Janeiro e escolheu Secretario como seu pouso de finais de semana, onde realmente está seu coração. Filha de educadores, conviveu em um lar onde música e as artes estavam sempre presentes. Ana mergulhou nas artes como forma de expressão, sendo que nas últimas duas décadas chegou ao seu apogeu, com uma exposição no Clube Naval, no Parque Lage e também no Solar da Imperatriz. Amante da beleza natural e especificamente fã de nossa fauna e flora do Rio de Janeiro, teve como pano de fundo para suas criações o Jardim Botânico e Secretario, com suas curvas, relevos naturais que encantaram o Secretario do Rei  no século XVIII, onde o mesmo firmou moradia naquela época. Pupila de mestres cariocas  na arte de aquarela, passou por alguns ateliês renomados até alçar voo livre dentro de si mesma e se deixou levar pela beleza sedutora de grandes artista como Matisse e Monet, dando asas para sua nova criação que será exposta no Le Coq. “Preludio Botanico” é o nome dessa experiência que diversas vezes leva a artista por seus pinceis e cores e sonhos, como hipnotizada pela arte à criar um mundo mágico de cores e traços.

Serviço Le Coq Bar e Bistrô:

Endereço: Estrada do Secretário, nº 180 Secretário- Petrópolis-RJ

Telefones: (24) 2228-1615 (21) 99732-5152

Capacidade: 56 lugares

Preço de cada obra: R$ 450,00

Data de abertura da exposição: 22 a 26/11

Horário: 19h às 23h

Cartões de crédito: Todos. Cartões de débito: Todos.

Paula Klien apresenta obras inéditas no Centro Cultural Correios

O Centro Cultural Correios do Rio de Janeiro, apresenta, de 3 de dezembro de 2019 a 26 de janeiro de 2020 a exposição “FLUVIUS”, de Paula Klien, com curadoria de Denise Mattar. A mostra reúne mais de 50 trabalhos recentes da artista cuja produção se caracteriza pela utilização incomum do nanquim.

 

“FLUVIUS” exibe um conjunto das novas pesquisas de Paula Klien ao lado de algumas obras produzidas anteriormente. São pinturas, digigrafias e um vídeo performance da artista pintando telas e papéis dentro de um rio. Além disso, “Fluvius” apresenta duas exuberantes raízes que segundo a artista “servem para proteger o rio das erosões e segurar a terra, evitando que o rio seja soterrado, deixando a água fluir”. “Simbioticamente unidas, águas e raízes refletem bem esse momento do trabalho de Paula Klien, instável, sutil e delicado, mas também denso, intenso e profundo. São as águas mansas de um rio turbulento”,  complementa Denise Mattar curadora da exposição.

 

Desde 2017 a artista vem realizando exposições no exterior. Entre elas, na AquabitArt Gallery, no Deustsche Bank e na Positions Art Fair em Berlim. Solo Booth organizado pela Saatchi Art Gallery em Londres e na ArtBA em Buenos Aires. No Brasil participou, em 2018 da exposição “Pincel Oriental” no Centro Cultural Correios, expôs na ArtRio e realizou a individual “Extremos Líquidos” na Casa de Cultura Laura Alvim, com curadoria de Marcus Lontra.

 

 

Serviço:

“FLUVIUS” – exposição

Abertura dia 3 de dezembro de 2019, 18h30 

Em cartaz de 4 de dezembro ate dia 26 de janeiro de 2010

Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro, Rio de Janeiro – RJ / Telefone(21) 2253-1580

Horário: de terça-feira a domingo, das 12h  às 19h

Entrada franca

Monica Barki inaugura “Síndrome da Paixão”, mostra individual com performance e obras inéditas na Candido Mende

“Síndrome da Paixão” é o título da exposição que a artista carioca Monica Barki inaugura no dia 19 de novembro, terça-feira, às 19h, na Galeria Maria de Lourdes Mendes de Almeida, no Centro Cultural Cândido Mendes de Ipanema. Com a curadoria de Luiza Interlenghi, a mostra é composta de 26 obras entre desenhos, litografias, fotografias, colagens, uma vídeo-performance, uma pintura e um gif. Simultaneamente à exposição, durante a inauguração, a artista apresenta ‘Casório’, sua mais nova performance.

“São cenas e cenários que brotam do meu imaginário, sempre com personagens em ação. Procuro fazer com que as imagens falem por mim. Crio situações inusitadas, embaralhando realidade e ficção. Muitas vezes sou espirituosa nos trabalhos, como também sinto prazer em transgredir, subverter a moral, os padrões estéticos e sociais. Em se tratando de arte, tudo é (ou pelo menos deveria ser…) possível.” – Monica Barki

Observações contundentes sobre o que une os casais, parceiros desiguais que se atraem e, por vezes, se enfrentam, estão no centro de “Síndrome da Paixão”. Monica Barki ilumina modos de dominação, entrega ou fuga que desafiam a suposta harmonia de cada encontro, sejam as uniões tradicionais ou as provisórias e marginais. Traça um arco poético, que liga a série inédita de desenhos dedicada ao Shibari * a pinturas, gravuras, desenhos, vídeos e performances realizados desde 1981. Examina a potência e as variações do corpo feminino e sua contraparte, para além dos padrões vigentes de beleza e sedução – corpos que pesam, lutam, se agigantam ou flutuam amarrados nas cordas do Shibari.

“Nos desenhos da série ‘Paixão e Glória’, uma experiência do sublime emana da relação de confiança e entrega entre duas parceiras no Shibari. A cor, o enquadramento das posições corporais, seus vínculos, toques e amarrações sublinham a entrega, o paradoxal afeto no domínio e o caráter erótico que coexistem na tentativa de superação dos próprios limites, no limiar do sofrimento”, afirma a curadora.

Sobre a artista:

Monica Barki nasceu no Rio de Janeiro em 1956. É pintora, gravadora e artista multimídia. Expôs suas obras em importantes instituições como o Paço Imperial, 21ª Bienal Internacional de São Paulo, IPC-International Print Center of New York, Centro Cultural Recoleta em Buenos Aires na e 11ª Bienal Ibero-Americana de Arte no México. Suas obras estão nas coleções: MAM Rio (coleção Gilberto Chateaubriand), MAR-Museu de Arte do Rio, Pinacoteca do Estado de São Paulo, Itaú Cultural, Museu de Arte da Pampulha, MAC (coleção João Sattamini), entre outras.

SERVIÇO

Monica Barki – Síndrome da Paixão

Abertura: 19 de novembro, terça, das 19h às 21h30

Performance ‘Casório’, às 20h30

Período: de 20 de novembro a 28 de dezembro de 2019

Horário de visitação: de terça a sexta, das 14h às 20h / sábado, das 16h às 20h

Local: Galeria Maria de Lourdes Mendes de Almeida

Rua Joana Angélica, 63 – Ipanema.

Tel (21) 2525-1006

http://www.candidomendes.edu.br

Entrada gratuita.

*A palavra Shibari significa ‘atar’ em japonês e tem origem na técnica dos antigos Samurais de amarrar e imobilizar pessoas com cordas. Esta prática tem uma forte implicação na cultura japonesa que envolve sua história, religião, teatro tradicional, artes marciais e seu sentido profundo de honra e sagrado. A experiência de amarrar alguém ou ser amarrado possui uma dimensão emocional e psicológica, provocando diferentes sensações particulares.

Exposição “Os sentidos da forma” entra em cartaz no Centro Cultural Light

O Centro Cultural Light recebe, a partir do dia 14 de novembro, a exposição coletiva “Os sentidos da forma”. A mostra fica em cartaz até o dia 13 de dezembro, com visitação de segunda a sexta-feira, exceto feriados, das 9h às 19h (entrada franca), na Grande Galeria do Centro Cultural.

Os trabalhos apresentados na exposição, para além dos binômios forma-função ou forma-ideia, vão se interessar pela mediação crítica dos sentidos que suas formas promovem. Eles também pretendem expandir seus territórios e ultrapassar a sua condição utilitária, revelando valores e significados potentes para constituir novas concepções culturais.

Alguns trabalhos, como a “Uroborus”, tratam de fragmentos e arquivos digitalizados de peças que se perderam durante incêndios, que ressurgem em suas fantasmagorias sob a forma de objetos que congregam Arte, Design e Ciência.

Outras obras estão relacionadas a visualização física de dados a partir do conjunto de informações disponibilizadas no projeto Slave Voyages. Insere-se no campo denominado data art. Tratam-se de materiais sobre a dispersão e tráfico de africanos escravizados em 400 anos de comércio escravista, entre os séculos XV e XIX.

Conceito da exposição

Nas sociedades contemporâneas cada vez mais orientadas para soluções imediatas e de pronto uso, as atividades criadoras oferecem como contraponto deslocamentos sensoriais que alargam e intensificam a nossa experiência sobre o tempo presente. É esperado que os artistas se voltem para uma temporalidade mais lenta, para um indefinido tempo presente no qual os processos ganham relevância sobre os resultados.

Esse deslocamento da perspectiva utilitária abre para o design contemporâneo uma via atraente que ao desativar as funções pré-estabelecidas de funcionalidade, de comunicação e informação dos objetos, possibilitam novas indagações, estranhamento e surpresa para temas considerados clássicos e inquestionáveis do design moderno.

Esse procedimento é similar ao da poesia com a linguagem. Segundo Agamben, é o ponto em que a língua tendo desativado suas funções utilitárias, repousa em si mesmo e contempla a sua potência de dizer. Esse também é o ponto em que o design pode constituir uma poética, e o que a poesia realiza pela potência de dizer, o design pode realizar pela potência de projetar e significar.

Aqui convém lembrar de Rafael Cardoso quando diz que para um artefato resistir ao seu desgaste ele precisa ser capaz de produzir significados, simbolizar outros valores para além dele próprio. O condicionamento estrito da forma à função retira do usuário a experiência estética do objeto, a possibilidade de empatia e, por   isso mesmo, inibe a sua capacidade de produção de sentido. Portanto, um objeto que resista ao tempo aproxima- se da arte, torna-se passível de poetização.

Ao considerar a possibilidade de desarticulação entre usos e funções, o designer passa a projetar de modo mais aberto, gerando projetos resistentes aos imperativos da forma e eventual obsolescência. Por isso, é importante que o design contemporâneo articule pensamentos de outras áreas do conhecimento, como a filosofia e a arte, para que ele possa mais que estetizar e funcionalizar o mundo, agir revolucionariamente dentro dele.

Serviço

Exposição: Os sentidos da forma

Visitação: De 14/11 a 13/12 – das 9h às 19h. De segunda a sexta-feira (exceto feriados) – Entrada franca.

Local: Centro Cultural Light – Grande Galeria

Endereço: Av. Marechal Floriano, 168, Centro, Rio de Janeiro.

Exposição ‘Experimentos Ancestrais’, de Lumumba, está em cartaz na Casa de Cultura Chico Science

Artista versátil e ávido por novos desafios, Lumumba assume o perfil inquieto em suas obras. Multifacetada e divida em três fases, sua produção abrange escultura, máscaras, pintura com pigmentos naturais e parte dela está exposta na Casa da Cultura Chico Science na mostra ‘Experimentos Ancestrais’, que segue aberta ao público até 15/12, de domingo e segunda, das 9h às 20h, e de terça a sábado, das 9h às 21h.

A exposição toma por base as obras das primeira e segunda fases do artista, com trabalhos reunidos de seu acervo pessoal. O artista expõe o caminho que trilhou após suas duas viagens ao Parque Indígena do Xingu, onde teve contato com as etnias Kalapalo e, posteriormente, com a Kamaiurá. Foram períodos de completa imersão, durante a qual foi submetido a rituais sagrados.

As obras também são fruto da sua busca por sua genealogia congolesa e puri-guarani, processo que contribuiu na reconstrução do DNA afro-indígena. Em sua trajetória também é possível notar influências da vida e obra de Jean-Michel Basquiat.

Serviço:

 

Exposição ‘Experimentos Ancestrais’, de Lumumba

Local: Casa de Cultura Chico Science / Avenida Presidente Tancredo Neves , 1265, Vila Moinho Velho – Ipiranga, São Paulo

Horários: domingo e segunda, das 9h às 20h; terça a sábado, das 9h às 21h

Entrada gratuita

“Para quem se abrem as portas…” no Centro Cultural Correios

“Para quem se abrem as portas…” Poderia ser uma frase comum… Com um ponto de interrogação no final viraria uma indagação a ser decifrada… Mas trata-se do título da exposição que será aberta, no dia 6 de novembro de 2019, às 19h, no Centro Cultural Correios, no Rio de Janeiro. Curadoria de Marilou Winograd e texto de apresentação de Alexandre Sá.

7 artistas visuais – John Nicholson, Marco Cavalcanti, Marilou Winograd, Mário Camargo, Mark Engel, Pedro Paulo Domingues e Petrillo.

Na exposição, cerca de 40 obras – entre pinturas, aquarelas, fotografias, instalações e performances – demonstram as particularidades de cada autor, cada qual com sua linguagem. O público vai poder fazer um passeio pelas trajetórias visuais de cada artista e descobrir a relação que os trabalhos têm com a filosofia de Gaston Bachelard no livro ‘A Poética do Espaço’.

As obras ocuparão os salões laterais e a sala redonda do 3º piso.

Cada artista elegeu uma obra icônica na história da arte como referência aos seus trabalhos com a intenção de fazer uma cartografia do contemporâneo na exposição “Para quem se abrem as portas…”.

E fica uma pergunta: aquele que abre uma porta é o mesmo que a fecha?

Nas delicadas e sensuais aquarelas em papel Fabriano e telas de John Nicholson, a figura da mulher está presente em sua intimidade, na casa. Mulher delicada, em repouso ou em afazeres, sempre com sua bela e densa cabeleira em movimento, banhada por uma luz quente e intensa.

Nas obras de Pierre Bonnard (1867/1947) as portas nos quadros se abrem para o jardim, para a intimidade do casal e quase exclusivamente para a intimidade da esposa sozinha. Embora os desenhos de Nicholson sejam muito diferentes das cenas de Bonnard, boa parte do espírito das obras dele está presente.

Já Marco Cavalcanti tem sua trajetória pautada pela formação da imagem em matéria, calcada pela pesquisa em acidentes estéticos. De sua pesquisa em pintura, apareceram os recursos que permitem criar processos criativos, que possam anular a atuação do superego no resultado final. O trabalho apresentado é uma intensa e dramática colagem de algumas dezenas de camadas transparentes obtidas pela fotografia. Do contato com o inconsciente surge o prazer e a felicidade momentânea. Prolongar essa sensação é algo inerente à postura estética do artista.

Sua obra teve como referência Arthur Clark, com o conto ‘A sentinela’, que deu origem ao filme ‘2001 – A Odisséia no Espaço de Stanley Kubrick’.

Marilou Winograd: “O enigma do interior e do exterior sempre me fascina, as portas fechadas me provocam, as entreabertas me intimidam, as abertas me libertam. O que esta além da porta? Marilou apresenta a série ‘Mise en Abîme – InteriorExterior’, que, através de fotos/colagens impressas em grandes sedas ou enclausuradas em pequenas caixas de espelhos, abordam limites, reconstruções, fronteiras e utopias, em um universo de por

tas conceituas em movimento constante mas que em contraponto com a sua artista referência Francesca Woodman (1958/1981) nunca permanecerão fechadas. Francesca W. – artista jovem que se suicidou aos 22 anos e deixou uma obra imagética dramática e contundente.

A porta que Mário Camargo aborda em seus trabalhos é a entreaberta, que só permite o voyeurismo, a hesitação e a espreita. São os Muxarabis ou Jalousies, portas árabes. Neste caso específico, para quem se abrem as portas? Elas se abrem para o mundo dos Homens propriamente dito ou para o mundo da Solidão, o mundo das Mulheres.

Mário, nesta exposição, pauta seus trabalhos no artista Frank Stella. Na sua trajetória, ele demonstra que não existem portas que não possam ser abertas. Todas se abrem com vigor artístico. o que serve de referência para o caminho na arte de Mário

As pinturas digitais de Mark Engel têm como base imagens e fotografias pré-existentes. Manipulando esses artefatos culturais, ele desenvolve uma pesquisa do abstrato dentro do concreto, criando abstrações com novos significados metafóricos que refletem questões sociais, políticas e econômicas. Nesses trabalhos, Mark fez uma pesquisa e releitura contemporânea das thangkas Tibetanas, pinturas em tecido, geralmente representando uma divindade, cena ou mandala budista iconografia furiosa nas tradições mahayana e tântricas do budismo. Mark faz uma conexão desses trabalhos com a Porta do Inferno de Auguste Rodin não só através dos símbolos da morte e inferno, mas também dos conceitos inerentes de julgamento final e justiça universal.

Para Pedro Paulo Domingues, a porta que se abre, ou melhor, se entreabre é uma mental, que liga um trabalho específico ‘La Voie Humide’ de (Tunga 2014) à grande instalação apresentada na mostra ‘O Fator Psíquico no Mecanismo da Ereção’ (2008). Eles, de certa forma, conversam entre si apesar da diferença cronológica e da pequena fresta por onde um trabalho vislumbra o outro. Pedro Paulo ocupará a sala redonda do 3º andar

Em relação a Petrillo, as mazelas, as incongruências e a instauração do caos foi o que o motivou a realizar o link com a obra do artista francês Auguste Rodin – intitulada a Porta do Inferno. Estabeleceu um diálogo com a tragédia da Barragem de Fundão em Brumadinho/MG. Após refletir para elaboração da instalação que irá compor a mostra, criou a tensão entre o que restou das histórias e o que seria possível reconstruir – a esperança e o recomeço. A partir dessa materialidade do espaço ou até mesmo do próprio recomeço, o refazer de histórias e de páginas que foram apagadas do diário sucumbido pela lama, portais de narrativas que se foram, elaborou – a partir deste material poético – uma instalação com mil desenhos de topografias. Eles têm a intenção de redesenhar o locus geográfico interno de cada indivíduo.

Mais sobre os artistas:

John Nicholson – nasceu nos EUA no ano de 1951. Reside no Rio de Janeiro desde o ano de 1977.Durante os anos 1980-1984, 1992-1994, e 2002-2004 foi professor na EAV Parque Lage, Rio de Janeiro. Nos anos 1981 até o presente, fez 38 exposições individuais no Brasil, Suíça, Alemanha, França e Mônaco. Participou de inúmeras

Coletivas no Brasil, na Suíça e em Paris, e das Feiras de Arte de Genebra, Dresden, Mônaco, Zurich, Shanghai e Beijing.

Marco Cavalcanti – pintor, fotógrafo experimental e designer gráfico. Sua trajetória tem se pautado pela formação da imagem em matéria, calcada pela pesquisa em acidentes estéticos. Busca suas possibilidades estéticas no contato intencional com o inconsciente. Ao se deparar com a presença dele acontece a ordem do caos. Este fenômeno que pouco se conhece é fundamental na obra do artista, que sabe lidar com ele através de processos seletivos posteriores. Prolongar essa sensação é algo inerente a postura estética do artista.

Marilou Winograd – Cairo – Egito. Chegou ao Rio de Janeiro em 1960. Formação em Artes no Centro de Arte Contemporânea, IBA, Instituto de Belas Artes e EAV, Escola de Artes Visuais do Parque Lage no Rio de Janeiro. Participa de exposições individuais, coletivas, congressos, seminários no Brasil e no exterior – 1971/2019.

É uma das curadoras do projeto Zona Oculta – entre o publico e o privado, com 350 artistas mulheres – 2004/14, do projeto Acesso Arte Contemporânea com 179 artistas visuais – 2011/19. Publicou o livro ‘O silêncio do branco’, em 2004, relato visual da sua viagem a Antártica num contraponto com a sua obra. Participou de exposições no Brasil, França, Itália, Alemanha e Argentina.

Mário Camargo – artista brasileiro do Rio de Janeiro. Participou das seguintes exposições: Espaço Cultural dos Correios ; Galeria de Arte IBEU ; FCC Memorial de Curitiba; Galeria Candido Portinari em Roma; Aeroporto Jonh Kennedy, New York; XI Florence Biennale of the International Contemporany Art ; Ver[a]cidade – Centro Cultural Caixa Econômica , Rio de Janeiro; Museu Nacional de Bellas Artes Santiago do Chile.

Recebeu os seguintes prêmios de viagem: Concurso Latino Americano de Pintura – no Chile, New York – Estados Unidos, patrocínio da Varig e Paris – Intercâmbio Cultural França / Brasil, Patrocínio Rotary Club Internacional.

Mark Engel – É um artista brasileiro-americano. Nascido no Rio de Janeiro, mora e trabalha em Nova York. Ele recebeu seu BFA da Parsons School of Design. O trabalho de Mark foi apresentado em exposições coletivas e individuais desde 1993 em locais como MAR (Museu de Arte do Rio, Rio de Janeiro, Brasil), Arte em Geral (Nova York, NY), Centro Cultural Candido Mendes (Rio de Janeiro) , Brasil), Universidade do Norte do Texas (Denton, TX), e Austin Museum of Art (Austin, TX) entre outros. Mark faz um extenso trabalho criativo e pioneiro com pinturas digitais a partir de 1995. Sua obra apresenta questões de abstração versus representação, práticas de arte contemporânea, história da arte, questões sociais / políticas e humor. Seu trabalho está incluído em coleções privadas e institucionais no Brasil, na Europa e nos Estados Unidos.

Pedro Paulo Domingues – Nasceu no Rio de Janeiro, formou-se em Arquitetura e frequentou a Oficina de Escultura do Ingá sob a orientação de Haroldo Barroso. Recebeu os seguintes prêmios: Prêmio ICATU – residência na Cité des Arts – Paris – 1998, Prix UNESCO pour la Promotion des Arts – Paris – 1993, melhor exposição do ano realizada na Galeria do IBEU “Tempo” – 1992, 28º premiação do Instituto de Arquitetos do Brasil – melhor projeto de residência unifamiliar – 1992, Menção pela

escultura ‘Objeto Escroto’ no Salão Carioca de humor – 1989. Realizou exposições individuais na Galeria Coleção de Arte, Espaço Cultural Sergio Porto, Galeria Durex, Centro Cultural São Paulo, Galeria IBEU, Paço Imperial e Projeto Macunaíma, entre outros. Participou de exposições individuais e coletivas na França, Finlândia, Alemanha e Áustria.

Petrillo – Realizou diversas individuais, entre as quais: Centro Cultural da UFMG – Belo Horizonte – MG (2002), Fundação Cultural de Blumenau-SC (2003), Museu Nacional de Belas Artes – Rio de Janeiro –RJ (2003), Centro Cultural Bernardo Mascarenhas – Juiz de Fora – MG (2004), Museu Chácara D. Catarina – Cataguases – MG (2004), LANDSCAPES – Galeria Almacén – Rio de Janeiro – RJ (2004), Centro Cultural Candido Mendes – Rio de Janeiro – RJ (2005), Museu de Arte Moderna de Resende – RJ (2005), Fundação Don André Arcoverde- Valença –RJ Homenageado (2006), Centro Cultural da Justiça Federal – Rio de Janeiro –RJ (2007), Consórcio de Arte Buenos Aires – Argentina (2008), Centro Cultural Candido Mendes – Rio de Janeiro – RJ (2014) e GEOMETRIA DO LUGAR – Galeria Almacén – Rio de Janeiro – RJ (2016). Participa também de diversas coletivas.

E fica uma pergunta para todos pensarem a respeito: aquele que abre uma porta é o mesmo que a fecha?

Serviço:

Exposição “Para quem se abrem as portas”

Abertura: 6 de novembro de 2019, quarta feira

Horário: 19h

Exposição: em cartaz até 5 de janeiro de 2020

Visitação: de terça a domingo, das 12h às 19h

Local: Centro Cultural Correios

Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro

Telefone: (21) 2253-1580

Srtista inglês Mac Adams vem ao Rio para a abertura de sua exposição na Caixa Cultural

A Caixa Cultural Rio de Janeiro abre no dia 29 de outubro, terça-feira, às 19h, a exposição Mens Rea: a cartografia do mistério, de Mac Adams, um dos fundadores da Arte Narrativa (Narrative Art). O artista ministrará uma palestra sobre seu processo criativo no dia de abertura, às 19h30. A curadoria da exposição é assinada por Luiz Gustavo Carvalho.

Inédita na capital carioca, a exposição apresenta ao público 15 dípticos fotográficos da icônica série “Mistérios” e uma seleção da série “Tragédias Pós Modernas”, desenvolvida pelo artista na década de 1980 como uma forma de reflexão sobre as políticas econômicas desenvolvidas por Margaret Thatcher e Ronald Reagan, no Reino Unido e nos Estados Unidos, respectivamente.

Provocando colisões híbridas entre tragédias sociais e utensílios de design, os objetos espelhados cromados fotografados por Mac Adams refletem nas suas superfícies situações violentas e inquietantes, que contradizem completamente as formas metálicas perfeitas. “Em uma época onde a palavra pós-verdade foi escolhida como uma das palavras que melhor representa a nossa sociedade, é impressionante ver a contemporaneidade desta série em diversas culturas”, comenta Luiz Gustavo Carvalho.

Com uma obra que encontra as suas raízes na rica tradição oral e escrita dos contos do País de Gales, nos romances de Arthur Conan Doyle e no cinema de Alfred Hitchcock e de noir, Mac Adams desenvolveu ao longo das últimas décadas um trabalho de importância singular em duas e três dimensões, explorando o potencial narrativo da fotografia e da instalação na composição e construção de cenas misteriosas que levam o público à fronteira das normas sociais.

Como um contador de histórias, ele utiliza fotografias e objetos, em uma estreita relação semiótica. A exposição Mens Rea: a cartografia do mistério apresenta ainda três esculturas do artista anglo-americano em torno da sombra. Este elemento, que vem fascinando a humanidade desde a Antiguidade, é abordado por Mac Adams, por meio de esculturas, nas quais estruturas abstratas projetam sombras figurativas. Estes trabalhos, onde a escultura se transforma em pintura e fotografia, influenciaram importantes artistas americanos tais como Tim Nobel e Sue Webster.

“Esta faceta do trabalho de Mac Adams é dotada de um humor singular. No entanto, em toda a sua obra, ele sempre nos obriga a interrogar a veracidade de elementos que transitam entre a realidade e a ficção”, ressalta o curador.

Na exposição, ainda haverá a instalação site specific Cartografia de um crime, criada especialmente para a mostra no Rio de Janeiro. Nesta instalação, o

artista reflete sobre a memória e o esquecimento, por meio de uma relação passional obsessiva. Para isso, Mac Adams constroi um diálogo entre suas imagens e fotografias provenientes do arquivo do Museu Nicéphore Niépce (França), um dos mais importantes da Europa.

Sobre o artista:

Nascido em Brynmawr (país de Gales, Reino Unido) em 1943, Mac Adams estudou na Escola de Arte e Design de Cardiff entre 1962 e 1967. Adams concluiu o seu mestrado em belas artes pela Universidade de Rutgers, onde estudou com o artista Bob Watts. Em 1969, integrou a primeira exposição de ‘Soft Art’ no New York State Museum, junto com Richard Serra, Richard Archwager, Keith Sonnier e John Chamberlain, entre outros. Em 1970, mudou-se para a cidade de Nova York onde vive e trabalha atualmente.

Foi um dos fundadores da Arte Narrativa, movimento artístico surgido nos Estados Unidos na década de 1970. Em 1974, sua primeira série, “Mistério”, foi exibida na lendária Galeria Green Street em Soho, N.Y. Adams foi associado a um grupo de artistas conceituais que usavam texto e fotografias fictícias. No entanto, ele se distancia destes artistas por decidir não utilizar a palavra e adota, ao contrário, uma abordagem mais semiótica para a narrativa, na qual a fotografia terá um papel fundamental.

Mac Adams realizou mais de 13 encomendas de arte pública em larga escala, entre as quais destaca-se o War Memorial Battery, em Nova York. Este foi o primeiro grande memorial dedicado à Guerra da Coreia nos Estados Unidos.

Vencedor de inúmeros prêmios pela sua obra, tais como o “Pollock/KrasnerFoundation Award”, em 2013 e o prêmio por pesquisa artística da Universidade de New York, em 2002, suas obras integram as coleções de fotografia do Victoria and Albert Museum (Londres), Museu de Arte Moderna do Centre Pompidou (Paris) e Museu de Arte Moderna (New York), entre outros. Exposições nos principais centros de arte contemporânea tais como o Museu de Arte Moderna de Luxemburgo (MUDAM), o Musée Nicéphore Niépce (Chalon-surSaône), Neue Galerie-Sammlung Ludwig (Aachen), Musée Jeu de Paume (Paris), MOCAK (Cracóvia) e MoMa (Nova York) registram a importância deste artista no cenário artístico contemporâneo.

Serviço:

Exposição “Mens Rea: a cartografia do mistério”

Entrada gratuita

Local: Galeria 4 – Caixa Cultural RJ Endereço: Av. Almirante Barroso, 25 – Centro (Metrô e VLT: Estação Carioca)

Telefone: (21) 3980-3815

Abertura: 29 de outubro, terça-feira, às 19h

Palestra com Mac Adams: 29 de outubro, terça-feira, às 19h30

Visitação: de 30 de outubro a 22 de dezembro

Horário: de terça a domingo, das 10h às 21h

Classificação indicativa: 12 anos

Acesso para pessoas com deficiência

Patrocínio: Caixa e Governo Federal

Exposição “Vestígios”, de Lucas Araújo, entra em cartaz no Centro Cultural Light

O Centro Cultural Light recebe, a partir do dia 30 de outubro, a exposição individual “Vestígios” do artista Lucas Araújo e curadoria de Rafael Rodrigues de Maynart Ramos. A exposição fica em cartaz até 27 de novembro, com visitação de segunda a sexta-feira, exceto feriados, das 9h às 19h, na Pequena Galeria. A abertura contará ainda com uma performance artística a partir das 16h.

A exposição será composta por oito trabalhos, cinco deles são objetos instalativos, um deles uma pintura em tela, uma performance registrada em vídeo e outra performance que será efetuada no dia da abertura da exposição, o material resultante será colocado junto com os outros trabalhos após a execução.

Conceito da exposição

Por meio da proposta de uma exposição com tema “vestígios” tenta-se dar a visibilidade a camadas ainda mais profundas das peles, dos corpos e da mente de indivíduos diversos, entre eles alguns que não ocupam o “status” de cidadãos na vida das cidades.

O conjunto de obras, formado por uma complexa rede de fenômenos e experimentações cotidianas dos artistas, tece uma rede de forças direto da vida social e do desempenho da existência de cada um. Aproximando-se do lugar daqueles que habitam os espaços restantes, que transitam no limiar do risco, que sobrevivem sob estado permanente de alerta.

A cada momento dos trabalhos emerge das peles a obscurescência da verdade praticada, apresentando objetos que são vestígios dessas vidas, nas ruas, entre favelas, vias expressas, abrigos a flor da terra.

A caminhada que o artista força o público a fazer e a caminhada de vidas que não são registradas, cada peça que compõe as obras tem uma profundidade discursiva que só é acessada se testemunhada, se ativada.

Assim, os trajetos passo a passo vão reabrindo feridas, sulcando a memória no corpo, ruas marcadas pela experiência forçada a existir, pela transitoriedade dela, marcas de vidas nas ruas.

Sobre a performance

Dentro do conceito da exposição, a performance falará sobre marcas que são produzidas diariamente de maneira física e psicológica em corpos fragilizados por questões sociais e que os marcam através de feridas, cicatrizes e outros traumas. Ela acontece no a dia da abertura, 30 de outubro, a partir das 16h.

Serviço

Exposição: Vestígios

Abertura: 30/10 – às 16h

Visitação: De 31/10 a 27/11 – das 9h às 19h. De segunda a sexta-feira (exceto feriados)

Pequena Galeria – Centro Cultural Light

Av. Marechal Floriano, 168, Centro, Rio de Janeiro

Mostra ‘Sob Ataque’ volta à revolução de 1924 para abordar as bombas reais e simbólicas que contam a história do bairro dos Campos Elíseos

No início do século 20 uma bomba explodiu na Rua Helvetia, número 2. Ocorria a Revolução Paulista de 1924, também chamada de ‘a revolução que São Paulo esqueceu’: um levante tenentista duramente reprimido pelas tropas fiéis ao governo.  Depois de 23 dias de bombardeios que atingiram principalmente a população civil, os jornais comemoravam a vitória da legalidade e o sufoco da revolução. Um século depois, sob a justificativa de manter vigente a mesma legalidade, muitas outras bombas, reais e simbólicas, têm explodido sobre aquele mesmo território, impactando principalmente os mais vulneráveis.

É nesse contexto que ocorre, no próximo dia 26, na Casa da Imagem, a abertura da mostra “Sob Ataque”. A exposição, idealizada pelo Coletivo Garapa e realizada com apoio do Edital de Apoio à Criação e Exposição Fotográfica da Secretaria Municipal de Cultura, é uma iniciativa cultural que se debruça sobre o território hoje conhecido como Cracolândia, em São Paulo. O projeto mapeia, a partir da fotografia do imóvel da Rua Helvetia, 2, bombardeado durante a Revolução, outras explosões e eventos de violência ocorridos naquele espaço desde então. Para tal, o coletivo, que tem reconhecida produção fotográfica nos campos das artes visuais e do documentarismo, emprega um misto de técnicas e abordagens, utilizando desde a coleta de material imagético histórico até a criação de imagens fotográficas sobre o território em foco.

Em sua concepção, a mostra reúne uma iconografia vinda de diferentes acervos documentais, como os do Instituto Moreira Salles, da Fundação Energia e Saneamento e da própria Casa da Imagem, além de registros fotojornalísticos contemporâneos. Entre as imagens de arquivo, duas se destacam de modo especial: um postal de Gustavo Prugner, de 1924 (cedido pelo Instituto Moreira Salles), e uma reprodução do panorama de Valério Vieira, de 1922, com 5 m de comprimento. Além destas imagens, fazem parte da exposição um conjunto de fotografias criadas pelo Coletivo Garapa a partir da encenação de explosões na região, registros históricos sem autoria declarada e imagens de fotojornalistas contemporâneos. No total, a exposição é composta por 24 imagens.

Ao revirar o passado, “Sob Ataque” traz para o presente as tensões históricas que se acumulam e transformam a paisagem da região dos Campos Elíseos ao longo do tempo.  A proposta é fazer uma leitura transversal dessas tensões, desde a formação do bairro até a atualidade. O imóvel bombardeado e fotografado por Prugner há quase cem anos ficava, precisamente, onde hoje se concentra o “fluxo” da chamada Cracolândia.

De acordo com um dos coordenadores e idealizadores do Garapa, Paulo Fehlauer, “a proposta é de exercitar um olhar ambíguo e dialético sobre essas explosões que, ao longo do tempo, ajudaram e ajudam a moldar não apenas a geografia do território, mas, também, as suas dinâmicas históricas e sociais. Um território cuja alcunha pejorativa — Cracolândia — disfarça a complexidade das relações e dos conflitos que se entranham no tempo e no espaço, confinando-as a uma leitura presumidamente unívoca”, afirma.

SOBRE O COLETIVO GARAPA

Paulo Fehlauer e Rodrigo Marcondes compõem o Coletivo Garapa. Ambos egressos do jornalismo, desde 2008 desenvolvem uma trajetória criativa que propõe tensionar as fronteiras entre o documentário e as artes visuais, realidade e ficção, além de
integrar linguagens e plataformas explorando o contato entre a fotografia, o vídeo, o arquivo e a literatura. Juntos, desenvolvem um reconhecido trabalho de pesquisa autoral, buscando em eventos históricos e contemporâneos, na paisagem física e humana, os elementos para a construção de narrativas complexas e multifacetadas, resultando em um trabalho ao mesmo tempo artístico e político. Fehlauer é fotógrafo, escritor e artista multimídia. Graduado pela ECA-USP e mestrando em Estudos Literários na Universidade Federal de São Paulo, atuou como repórter fotográfico na Folha de S. Paulo e colabora com jornais e revistas do Brasil e exterior. Trabalhou no International Center of Photography e no National Geographic Photocamp, em Nova York. Fundador do Coletivo Garapa e da Casa da Cultura Digital, possui especialização em Formação de Escritores no Instituto Vera Cruz, em São Paulo. Marcondes, por sua vez, é jornalista, fotógrafo e artista multimídia. Mestre pelo Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Unicamp. Colaborou com canais de comunicação brasileiros e do exterior, como Folha de S. Paulo, Editora Trip, MTV Brasil, além das produtoras Maria Farinha e Busca Vida Filmes. Viveu na Inglaterra e na Itália, onde trabalhou como fotógrafo freelance e aprofundou sua educação nas artes visuais. Em 2012, concluiu o Master of Documentary Photography, da Universidade AKV St. Joost, na Holanda.

www.garapa.org

(SERVIÇO)

SOB ATAQUE

Local: Casa da Imagem

Endereço: Rua Roberto Simonse, 136 – Centro Histórico de São Paulo

Horário: terça a domingo, das 9h às 17h

Período: 26 de outubro a 15 de março de 2020

Flora Paradoxa Nós

O nome da flor dá título a exposição que reúne no Reserva Cultural com apoio da Eixo Arte Contemporânea os jovens artistas Clarice Rosadas, Filipe Britto e Pedro Pessanha, alunos e ex-alunos do Departamento de Arte da Universidade Federal Fluminense, em Niterói. Segundo o curador da mostra Ricardo Basbaum a produção se destaca pela disponibilidade experimental e o desejo de trazer suas práticas para um registro de diálogo com o cenário da arte contemporânea. Clarice Rosadas desloca desenho, pintura e escrita para um registro processual-performativo, enquanto Filipe Britto utiliza dispositivos técnicos como mediadores de ações videografadas a partir da vivência e experimentação de espaços e territórios. Pedro Pessanha por sua vez explora a superfície gráfica da letra, da palavra e do livro num domínio consciente dos recursos construtivos e de modulação das formas, também como imagem. Nesta exposição os artistas conduzem suas obras a partir de um olhar de longo alcance, cultivando a ambição e o desejo dos encontros fortes. Os lugares se refazem e os trabalhos expostos investem na construção do que está por vir, diz o curador Ricardo Basbaum. Flora paradoxa nós é uma flor rara, lembra ele, de impulso colaborativo, estabelecendo-se como agente simpoético de produção coletiva. Esta exposição funciona de modo dinâmico e as obras presentes se referem umas às outras, em mútuo contato – do desenho-escritura ao objeto e à imagem, sempre em atravessamento. Entre as dimensões políticas da arte contemporânea está o agrupamento dos corpos, seu funcionamento conjunto, a partilha de esforços no redesenho de limites, na produção de coletivos desafiadores. Flora paradoxa nós multiplica perfumes, aguça, adoça, atrai e floresce, intermitentemente, conclui.

A seguir um pouco da trajetória dos jovens artistas e do curador da mostra:

Clarice Rosadas (Rio de Janeiro, 1997). Artista visual, cursa Produção Cultural na UFF. É integrante do espaço independente Casa Voa (RJ), tanto como artista quanto como produtora. Participou de mostras e exposições coletivas nacionais, começou a desenvolver seu trabalho artístico com uma performance no MAC (2017) e a mais recente mostra aconteceu no espaço Oasis, no Rio de Janeiro, chamada “Nômada”, com curadoria de Sônia Salcedo Del Castillo. Sua pesquisa bota em questão a palavra, com desdobramentos na escuta e escrita como matriz, e seus trabalhos se desenvolvem em diversos suportes e materiais, com particular interesse em papel, objetos e telas.

Filipe Britto (Campinas) é graduado em Artes na UFF em Niterói, RJ. Trabalha com videoarte, fotografia e instalações. Tece uma linha de pesquisa prática no campo audiovisual em busca de fricções do tempo e do espaço na imagem cinematográfica aliando-se a microcomputadores dotados de certa autonomia.

Pedro Pessanha é artista e pesquisador carioca. Seus trabalhos questionam o encontro do sujeito com a palavra e seus efeitos, procurando estratégias que dilatem o tempo de leitura e façam com que o leitor possa se perceber lendo – e, ao construir sentido, construa a si mesmo. Em sua prática artística desenvolve trabalhos em diversos meios, como livros de artista, instalações e poemas-objeto. Graduado em Artes pela Universidade Federal Fluminense (2018).

Ricardo Basbaum (São Paulo, 1961) vive trabalha no Rio de Janeiro. Participa regularmente de exposições e projetos desde 1981. Realizou inúmeras exposições individuais e coletivas, no Brasil e no exterior. Seus projetos, frequentemente de longa duração, envolvem situações colaborativas e participativas, incluindo diversas linguagens. Professor do Departamento de Arte da UFF.

Legenda de imagens:

001 Clarice Rosadas registro da ação “coletor de angústias”, 2019 caneta posca sobre papel Hahnemüle 14,8cm x 21cm

002 Clarice Rosadas sem título, 2019 óleo fita e grafite sobre tela e grafite sobre parede 30x40cm

003 Clarice Rosadas sem título, série do inferno, de dante, 2019 fita e pastel seco sobre papel Canson 90g 21cm x 29,7cm

004 Clarice Rosadas sem título, série “baby i could give u the moon”, 2018 fita e grafite sobre papel Canson 200g 21cm x 29,7cm)

005 Filipe Britto Tentativas falhas de pesca a uma carta que ficou presa no bueiro, 2019 da Série Alargar o instante com brechas no espaço Fotografia, vídeo e programação randomizante

006 Filipe Britto Sem título, 2014 Fotografia do Reserva Cultural no passado, até então prometido Museu do Cinema da Petrobrás Fotografia em impressão FineArt

007 Pedro Pessanha VOO, 2019 Ventiladores portáteis, acrílico e impressão sobre papel ofício 15 x 15 x 25 cm (cada módulo)

008 Pedro Pessanha Toda Fotografia é Uma Poça Escura, 2019 Impressão digital sobre papel fotográfico 70 x 46,6 cm

GALERIA RESERVA CULTURAL

Av. Visconde do Rio Branco, 880 – São Domingos – Niterói

Abertura: Dia 17 de outubro às 19hs às 22hs

Exposição até 24 de novembro das 12h às 22hs

Coordenação: Vilmar Madruga

Exposição Mundo no Museu da Chácara do Céu

A partir do dia 17 de outubro de 2019 os Museus Castro Maya apresentam no Museu da Chácara do Céu 150 obras de seu acervo reunidas sob a temática da paisagem natural e social. A exposição MUNDO vem completar a trilogia de mostras criadas especialmente, porém não exclusivamente, para o público infantojuvenil que iniciou com “BICHOS”, em 2008, seguida de “GENTE”, de 2012.

A exposição, assim como as mostras anteriores, tem curadoria de Anna Paola Baptista e congrega obras realizadas em períodos, técnicas, estilos ou lugares variados. Pinturas, desenhos, gravuras, fotografias, cerâmica, louça do Porto, livros e objetos pessoais de Raymundo de Castro Maya compõem um panorama abrangente a serviço da reflexão de temas como: o processo de conhecimento do mundo habitado, a exploração e/ou conservação dos elementos da natureza; os efeitos do tempo sobre o mundo ou que mundo teremos no futuro.

A mostra é pontuada por textos-provocações que falam diretamente com o visitante. Para os menores, foi criado um livro de pano manuseável e também uma “passagem secreta” para uma área da exposição. O Rio de Janeiro de Castro Maya (Rio de 1900-1940) é mostrado através de fotografias e os visitantes poderão deixar sua mensagem escrita ou visual que ficará fazendo parte da exposição. Pela primeira vez o antigo baú de viagem de Castro Maya será exibido. Nele se encontram seus passaportes, guias de viagem e lista de roupas em uma mala.

Artistas estrangeiros como Nicolas Antoine Taunay (1755-1830), C.F.P. Martius (1794-1781), Johann Moritz Rugendas (1798-1874), Jean-Baptiste Debret (1768-1848), Maurice Wlaminck (1876-1958), Jean Lurçat (1892-1966), e brasileiros tais como Alfredo Volpi (1896-1988), Aldemir Martins (1922-2006), Enrico Bianco (1918-2013), Heitor dos Prazeres (1898-1966), Darel (1924-2017), Ione Saldanha (1919-2001), Antonio Bandeira (1922-1967), são alguns entre muitos outros representados na exposição.

Nas palavras de Vera de Alencar, Diretora dos Museus Castro Maya: “Ao encerrar esse projeto a coleção Castro Maya evidencia riqueza e variedade suficientes para conter um panorama de representações do homem e da natureza que compõem uma visão particular de nosso UNIVERSO.

Serviço: Exposição Mundo

Visitação: de 17 de outubro de 2019 a 16 de março de 2020

Diariamente, exceto terças-feiras, das 12 às 17 horas

Ingresso: R$ 6,00/R$ 3,00 estudantes – Grátis às quartas-feiras

Não pagam ingresso: menores de 12, maiores de 65, grupos escolares, professores e guias de turismo em serviço.

Museu da Chácara do Céu

Murtinho Nobre 93 Santa Teresa

Estacionamento gratuito no próprio museu

Telefone: (21) 3970-1093

www.museuscastromaya.com.br

Exposição inédita na cidade: “Verger e Carybé: entre as duas margens do Atlântico” vai para o SESI de São José dos Campos

No dia 4 de outubro, sexta-feira, às 19h, será aberta a exposição “Verger e Carybé: entre as duas margens do Atlântico”, no SESI de São José dos Campos – última cidade da itinerância a receber esta importante mostra, que apresenta cenas da vida cotidiana da África iorubá e da Bahia através do olhar de Pierre Fatumbi Verger e Carybé. A curadoria é assinada por Luiz Gustavo Carvalho.

O fotógrafo, etnólogo, antropólogo e babalaô Pierre Verger dedicou a maior parte da sua vida aos estudos sobre esta cultura na África e na Bahia, onde fixou residência em 1946. Seus livros, tais como Fluxo e Refluxo e Orixás, e o seu rico e extenso registro visual são uma das maiores pesquisas realizadas sobre este tema no Brasil. O artista visual Carybé também foi seduzido pela “Roma negra”, onde acabou se instalando e, durante décadas, retratou com impressionante virtuosismo a vida das ruas da Bahia. Realizou ainda duas visitas ao Benim, onde teve a oportunidade de documentar festas, crenças e cenas da vida cotidiana no continente africano.

A exposição convida o público a descobrir, por meio de fotografias, desenhos e aquarelas de ambos os artistas, cenas de impressionante semelhança, retratadas ora nas cidades do Benim e da Nigéria, ora nas ruas da Bahia. São 64 obras, que mostram a admiração de ambos os artistas pela Bahia e pelas religiões afro-brasileiras. “Fiz várias idas e vindas entre a Bahia e a África. Amo quase igualmente as duas margens do Atlântico, com um pouco mais de ternura, no entanto, pela ‘Boa Terra da Bahia’. Essa cidade possui um não sei-o-quê que me prendeu e enfeitiçou…”, disse Pierre Verger uma ocasião. Já Carybé, assim se expressou acerca das crenças de origem africana que descobriu em Salvador: “ (o meu trabalho) pretende ser um documento honesto e preciso das coisas do Candomblé, mostrando festas, trajes, símbolos e cerimônias por mim vistas e vividas neste mundo prodigioso que os escravos nos trouxeram e depositaram nas profundezas do coração da Bahia.”

Assim, a exposição retraça, ainda, a rota do tráfico negreiro, que ligava o Benim à Bahia, e aborda, a partir da arte, um tema de extrema importância neste triste capítulo da história

brasileira e de grande importância na formação do povo brasileiro: o legado cultural trazido para o Brasil pelo povo iorubá.

Sobre o projeto Espaço Galeria SESI-SP

A mostra “Verger e Carybé: entre as duas margens do Atlântico” faz parte do projeto Espaço Galeria SESI-SP, no qual o foyer do teatro se transforma em plataforma expositiva, recebendo exposições de diferentes técnicas e formatos. A programação de 2019 foi inaugurada em São José do Rio Preto, com esta exposição no dia 22 de março. A mostra, que é itinerante, passou, ainda, por Itapetininga e Campinas, e será encerrada na cidade de São José dos Campos, em dezembro de 2019.

Mais sobre os artistas:

Pierre Verger

Fotógrafo, etnólogo, antropólogo, pesquisador e babalaô, Pierre Fatumbi Verger (1902-1996) nasceu em Paris, em 1902. Entre 1932 e 1946, após ter aprendido o ofício da fotografia, passou 14 anos consecutivos em viagens ao redor do mundo, trabalhando como fotojornalista para os mais importantes jornais, agências e centros de pesquisa da época. Em 1946, desembarcou na Bahia e, sendo logo seduzido pela hospitalidade e riqueza social que encontrou na cidade, decidiu se instalar na sua capital. Em Salvador, descobriu o candomblé e iniciou um profundo estudo acerca do culto aos orixás. Esse interesse pela religiosidade de origem africana lhe rendeu uma bolsa para estudar rituais na África, para onde partiu em 1948, com uma bolsa concedida pelo Instituto Francês da África Negra. A intimidade com a religião, que tinha começado na Bahia, facilitou o seu contato com sacerdotes e autoridades e ele acabou sendo iniciado como babalaô – um adivinho através do jogo do Ifá, com acesso às tradições orais dos iorubás. Em 1954, publica Deuses da África (Dieux d’Afrique), seu primeiro livro, editado por Paul Hartmann (Paris). A história, os costumes e, principalmente, a religião praticada pelos povos iorubás e seus descendentes, na África Ocidental e na Bahia, tornaram-se os temas centrais de suas pesquisas e sua obra. Apesar de ter se fixado na Bahia, Verger nunca perdeu seu espírito nômade. Após ter regressado da sua viagem à África, tornou-se, até o final dos anos 80, uma espécie de mensageiro entre o Brasil e África, dividindo seu tempo e sua atenção entre estes dois continentes. Como ações resultantes desse trabalho, criou museus nos dois lados do Atlântico, incentivou intercâmbios culturais, universitários e religiosos entre a Bahia e os países do golfo do Benin, fomentando diversas trocas, principalmente entre Ifé, na Nigéria, e Salvador, no Brasil. Em Salvador, tornou-se personagem importante em certos terreiros históricos da cidade, principalmente no Ilê Axé Opô Afonjá e no Terreiro do Gantois, além de ter sido um dos envolvidos com a criação do terreiro Ilê Axé Opô Aganju, em 1972. Em 1988, Verger criou a Fundação Pierre Verger, transformando a sua própria casa na sede da Fundação e num centro de pesquisa. Em fevereiro de 1996, Verger faleceu, deixando como legado um expressivo acervo fotográfico, baseado no cotidiano e nas culturas populares dos cinco continentes, e uma obra escrita de referência sobre as culturas afro-baiana e diaspóricas, voltando seu olhar de pesquisador para os aspectos religiosos do culto aos orixás na África e do candomblé no Brasil.

Carybé (Hector Julio Paride Bernabó)

Conhecido mundialmente como Carybé, o pintor, escultor, ilustrador, desenhista, cenógrafo, ceramista, historiador, pesquisador e jornalista Hector Julio Paride Bernabó nasceu em Lanús,

na Argentina, em 1911. Caçula de cinco filhos, iniciou-se no meio artístico, após ter passado parte da sua infância com a família na Itália, como ajudante no atelier de cerâmica que seu irmão mantinha no Rio de Janeiro. Em seguida cursou, por dois anos, a Escola Nacional de Belas Artes e atuou como ilustrador e diagramador de revistas e jornais. Em 1930, a família chega à Argentina junto com a crise econômica mundial. Contratado pelo jornal El Pregón, Carybé volta em uma viagem ao Brasil, de onde deveria enviar ao jornal artigos e desenhos com as suas impressões dos portos visitados. É nesta ocasião que visita, pela primeira vez, Salvador, cidade onde se instalaria definitivamente a partir de 1950. Em Salvador, recebeu uma bolsa de trabalho da Secretaria de Educação da Bahia, que lhe permitiu produzir uma série de desenhos publicados posteriormente na Coleção Recôncavo. Teve sua obra exposta nos principais museus e centros de arte do Brasil e de países como Argentina, Estados Unidos, Japão, Itália, Alemanha, França, Iraque, Portugal, Espanha e México. Em 1955, conquistou o 1º Prêmio Nacional de Desenho, na III Bienal de São Paulo. Amigo de importantes artistas, como Rubem Braga, Pierre Verger, Dorival Caymmi e Jorge Amado, Carybé ilustrou diversos livros de importantes autores tais como Mário de Andrade, Jorge Amado e Gabriel García Márquez. Em 1957, naturalizou-se brasileiro. No mesmo ano, recebeu o título de Obá de Xangô oferecido pelo terreiro de candomblé Ilê Axé Opô Afonjá, onde foi iniciado nos mistérios da religião. Carybé manteve relações com essa religião afro-brasileira até o final da sua vida. Em 1981, ano em que completou seus 70 anos, mais de quinze mil pessoas reuniram-se no Largo do Pelourinho para o lançamento do livro Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, fruto de trinta anos de pesquisas. Artista extremamente produtivo e inquieto, teve a sua genialidade associada à Bahia, cuja essência soube materializar em desenhos, aquarelas, esculturas e murais. Em 1982, recebeu o título de Doutor Honoris Causa, da Universidade Federal da Bahia. Faleceu em 1997, após passar mal durante uma reunião no Terreiro do Ilê Axé Opô Afonjá.

SERVIÇO

Exposição: “Verger e Carybé: entre as duas margens do Atlântico”

Abertura com vernissage: 4 de outubro, às 19h

Local: SESI São José dos Campos

Endereço: Av. Cidade Jardim, 4389 – Bosque dos Eucalíptos – São José dos Campos – SP

Visitação: de 4 de outubro a 7 de dezembro, de terça a sábado, das 9h às 20h, exceto feriados Telefone: (12) 3919-2063/ 2058

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Entrada gratuita