Setembro no CCBB

Em setembro, a programação apresenta Ai Wei Wei Raiz, premiada exposição do artista plástico chinês Ai Weiwei e Museum of Me, experiência audiovisual que utiliza inteligência artificial para interpretar a vida digital do visitante. Em cartaz os espetáculos O Pirotécnico Zacarias, no Teatro II, e Piquenique, no Teatro III. A mostra de cinema Anime: As Fantásticas Animações Japonesas encerra esse mês e dá lugar ao 10º Cinefoot – Festival de Cinema de Futebol, seguido da 8ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental e do Festival Visões Periféricas 2019.

EXPOSIÇÃO

AI WEI WEI RAIZ
Até 04/11

2º andar e térreo
A maior exposição do artista plástico chinês Ai Weiwei já realizada no Brasil, escolhida pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes) como a melhor exposição internacional de 2018, chega ao Rio apresentando obras que representam a biodiversidade, a paisagem humana e a criatividade local, além de trabalhos icônicos do artista, considerado um dos principais nomes da cena contemporânea mundial. Parte das obras estará exposta no Paço Imperial e na Praça da Candelária.

Curadoria: Marcelo Dantas
Retire seu ingresso pelo aplicativo Eventim (Apple Store e Google Play) ou na bilheteria do CCBB, mediante disponibilidade.

Classificação indicativa: livre

Entrada franca

DIÁLOGOS COM A PROGRAMAÇÃO – EXPOSIÇÃO AI WEIWEI RAIZ
25/09
Quarta – 18h30
Auditório 4º andar
O curador, Marcelo Dantas, conversa com o público sobre a obra do artista Ai Weiwei.
Entrada franca. Distribuição de senhas 1 hora antes.

MUSEUM OF ME

05 a 29/09

Térreo

Um mergulho imersivo na sua vida digital, somando-se uma explosão de cores, textos e imagens, aparentemente aleatórias. Mas eles são tão aleatórios? Em uma jornada audiovisual de aproximadamente 2 minutos, o visitante vivencia uma sensação de tirar o fôlego que mistura seu conteúdo real com uma dose de inteligência artificial em uma experiência exuberante.

Classificação indicativa: 10+

Entrada franca

DIÁLOGOS COM A PROGRAMAÇÃO – INSTALAÇÃO MUSEUM OF ME
04/09
Quarta – 18h30
Auditório 4º andar
Realização de palestra sobre a instalação Museum of Me com o tema “Arte, Inovação, Tecnologia e uma pitada de Arquitetura.”, a ser ministrada pelo arquiteto Marcelo Pontes.

Entrada franca. Distribuição de senhas 1 hora antes.

TEATRO
O PIROTÉCNICO ZACARIAS
Até 16/09
Quinta a segunda – 19h30
Teatro II
A nova montagem do grupo teatral mineiro Giramundo aproxima o teatro de bonecos do cinema e da animação, integrando imagens reais e pré-gravadas no palco. Marionetes, máscaras, sombras e filmes, imersos no realismo mágico de Murilo Rubião, questionam a possibilidade de compreensão da realidade e comemoram 100 anos de nascimento do autor.

Direção-geral e roteiro adaptado: Marcos Malafaia. Atores marionetistas: Antônio Rodrigues, Beto Militani, Camila Polatscheck e Fabiola Rosa.

Classificação indicativa: 16+
Duração: 75 minutos
Ingressos: R$30

PIQUENIQUE
01 a 29/09
Sábados e domingos – 15h00 e 17h00
Teatro III

De forma poética, a peça conta a história de uma cozinheira jovem, bondosa, forte e inteligente que luta contra o cruel vilão Testa de Ferro, quando percebe que tudo a sua volta está morrendo por conta de uma fábrica de canhões que despeja lixo na natureza. A fábula se desenvolve em torno de uma mesa de piquenique, entre temperos, sombras e canções. Um espetáculo para toda a família que convida o público a construir, junto com os atores, as imagens dessa aventura.
Elenco: Carolina Pismel e Paulo Verlings. Direção: Flavio Souza. Dramaturgia: Marcéli Torquato e Flavio Souza. Direção musical: Guilherme Miranda.
Duração: 50 minutos
Classificação indicativa: livre
Ingressos: R$30

MÚSICA
MÚSICA NO MUSEU
Sala 26 (4º andar)
Quartas-feiras – 12h30
O projeto tem por objetivo a formação de plateias e estimular a música de concerto, sendo realizado em diversos museus e centros culturais da cidade. Todas as quartas-feiras no CCBB. Consulte a programação em www.musicanomuseu.com.br
Curadoria: Sérgio da Costa e Silva
Classificação indicativa: livre
Entrada franca

CINEMA
ANIME: AS FANTÁSTICAS ANIMAÇÕES JAPONESAS
Até 02/09
Quarta a segunda
Cinema I
A mostra explora a diversidade de temáticas e gêneros presentes no anime, estilo de animação por meio do qual a cultura japonesa atravessou o mundo. A programação tem entrada franca e conta com filmes emblemáticos, como Ghost in The Shell, Pokémon e Akira.
Confira a programação no fôlder da mostra e no site bb.com.br/cultura.
Curadoria: Juliana Melo.
Classificação indicativa de acordo com o filme.
Entrada franca

CINEFOOT – FESTIVAL DE CINEMA DE FUTEBOL 10 ANOS
06 a 09/09
Quarta a segunda
Cinema I
O único festival de cinema do Brasil, e pioneiro na América Latina, inteiramente dedicado à exibição de filmes sobre futebol comemora 10 anos de existência ratificando sua trajetória como referência nos circuitos nacional e internacional de festivais de cinema esportivo.
Confira a programação no fôlder da mostra e no site bb.com.br/cultura.
Curadoria: Antonio Leal.
Classificação indicativa de acordo com o filme.
Entrada franca

8ª MOSTRA ECOFALANTE DE CINEMA AMBIENTAL
11 a 23/09
Quarta a segunda
Cinema I
O projeto apresenta filmes e debates que discutem as questões ambientais que permeiam as sociedades contemporâneas.
Confira a programação no fôlder da mostra e nos sites bb.com.br/cultura e ecofalante.org.br.
Curadoria: Francisco Cesar Filho.
Classificação indicativa de acordo com o filme.
Entrada franca

FESTIVAL VISÕES PERIFÉRICAS 2019
25 a 29/09
Quarta a segunda
Cinemas I e II
O projeto estimula a produção audiovisual brasileira e latino-americana, contribuindo para o desenvolvimento estético e profissional de novas gerações de produtores e exibidores de audiovisual. A programação é composta por mostras competitivas e não competitivas.
Confira a programação no fôlder da mostra e no site bb.com.br/cultura.
Curadoria: Júlia Levy, André Sandino e Emílio Domingos.
Classificação indicativa de acordo com o filme.
Entrada franca

GALERIA DE VALORES

Museu Banco do Brasil – 09 às 21h
Quarta a segunda
Exposição de longa duração que apresenta a trajetória da moeda no Brasil e no mundo, com cerca de 2 mil peças do acervo numismático do Banco do Brasil.
Venha conhecer materiais curiosos que já foram ou continuam sendo usados como dinheiro!
Curadoria: Denise Mattar

O BANCO DO BRASIL E SUA HISTÓRIA
Museu Banco do Brasil – 09h às 21h
Quarta a segunda
Exposição de longa duração que apresenta a história do Banco do Brasil e sua contribuição para o desenvolvimento da sociedade e do país. As quatro salas mostram a linha do tempo de 1808 até os dias atuais, destacando os acervos museológico e arquivístico do Banco do Brasil. Outros três ambientes apresentam a sala do secretário, a sala do presidente e a biblioteca utilizadas pela Direção Geral do Banco do Brasil até a transferência da capital do Rio para Brasília, em 1960.
Curadoria: M’Baraká e CCBB Rio

ARQUIVO HISTÓRICO
6º andar – 10h às 19h
Segunda, quarta, quinta e sexta
Acervos arquivístico e audiovisual do Banco do Brasil e da Memória CCBB para pesquisa e consulta dos estudantes e público em geral. Atendimento com agendamento telefônico prévio no 3808-2353.

CCBB EDUCATIVO

1º andar
Quarta a segunda – 09h às 21h
O programa Arte & Educação desenvolve ações que estimulam experiência, criação, investigação e reflexão para todos os públicos, garantindo acesso amplo e inclusivo ao patrimônio e sua diversidade.
Agendamentos para grupos, escolas, instituições e pessoas com deficiência:
agendamentorj@ccbbeducativo.com
Mais informações: contatorj@ccbbeducativo.com
Programação completa e inscrições em: ccbbeducativo.com

Destaque do mês | Lugar de Criação – Especial Dia da Independência

Na Galeria de Valores do CCBB podemos encontrar moedas comemorativas de diversos acontecimentos históricos do Brasil e do mundo. Nos dias 7 e 8, convidamos crianças e suas famílias a visitar a exposição com nossos educadores, estudar as imagens que foram criadas para imaginar o Brasil, e depois criar moedas comemorativas que ilustrem acontecimentos importantes na nossa própria história.

Serviços
Confeitaria Colombo – Casa de chá
2° andar
Novo espaço da Colombo, que traz em seu cardápio, os produtos que fazem parte da história da confeitaria, e um tradicional Chá da tarde que recebeu o nome do Centro Cultural. O chá CCBB é acompanhado de torrada Petrópolis, mel, geleia, bolo, doce, suco, pães e biscoitos leque, todos os produtos feitos na sede da casa centenária.

Restaurante e Cafeteria Lilia
Térreo
A cafeteria oferece opções de lanches doces e salgados para os visitantes durante todo o funcionamento do CCBB e no mezanino, de 11h30 às 15h, o restaurante traz opções para o almoço.

Livraria da Travessa
Térreo
É possível encontrar catálogos de mostras atuais e anteriores, além de centenas de títulos em livros nacionais, livros importados, eBooks, AudioBooks, DVDs e Blu-Rays.

Mais Informações
Centro Cultural Banco do Brasil
Rua Primeiro de Março, 66, Centro – Rio de Janeiro – RJ
Quarta a segunda, das 9h às 21h.
Bilheteria: Quarta a segunda, das 9h às 21h.

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Exposição Nossos Naïfs Brasileiros

Galeria Evandro Carneiro Arte, na Gávea, apresenta de 17 de agosto a 14 de setembro a Exposição Nossos Naïfs Brasileiros. A mostra conta com 40 telas, de artistas diversos. Em destaque na exposição encontram-se as obras O parque, de JMS (Júlio Martins da Silva); Mocinha lendo Carolina, de Elza de Oliveira Souza; A sanfoneira, de Miranda, entre outros. As peças pertenciam à coleção de Lucien Finkelstein e estão à venda.

 

Descobrir a ingenuidade, a simplicidade, a franqueza, a liberdade, o colorido todo especial, tropical, quente, sedutor, tal qual a alegria de viver do povo brasileiro, é encontrar a essência da pintura de nossos naïfs.

Esses artistas, dotados de um senso plástico natural, não aceitam ser rotulados, não se prendem a regras ou modismos e nem se deixam influenciar pelas tendências do momento.

Eles nos mostram, através de suas pinceladas diretas e objetivas e suas técnicas intuitivas ou até mesmo criadas por eles próprios, os mais variados temas, tais como: festas populares, religiosidade, mitos, lendas, brincadeiras e folguedos de crianças, a vida no campo e na cidade, o imaginário, a fauna e a flora de nosso país, o cotidiano em que vivem, narram nossa história, mostram a diversidade cultural e nossas belezas naturais, mas também podem fazer críticas sociais, defender a salvaguarda da natureza e a preservação do meio-ambiente, através de suas ingênuas pinceladas.

O Brasil é um dos cinco grandes da arte naïf no mundo, junto a França, Haiti, ex-Iugoslávia e Itália. Aqui encontramos uma quantidade imensa de artistas e constata-se que a cada dia que passa esse numero cresce, felizmente!

Além de pintar em telas, vidros, eucatex, madeiras, casca de arvores, tecidos, peles de animais, os naïfs podem também se expressar através de bordados, cerâmicas, esculturas, xilogravuras, etc., fazendo seus recursos inesgotáveis.

Apesar de não seguirem regras, escolas e tampouco tendências, é curioso ressaltar semelhanças que podem surgir entre pinturas e também técnicas usadas por artistas de cantos inteiramente diversos do mundo. Assim, como explicar tais coincidências, a não ser através do conceito do inconsciente coletivo criado pelo psiquiatra suiço Jung?

Diz-se que a arte naïf aparece nos primórdios da humanidade, que nossos ancestrais, podem ter sido os primeiros pintores naïfs. Pois através da pintura rupestre, nas paredes de suas cavernas, eternizaram seus rastros, partes do seu cotidiano, suas caças, se comunicando e inventando uma linguagem para se expressar e deixar registrada.

“Douanier” Rousseau foi o expoente da arte naïf moderna. Dele surgiram, no final do século XIX e início do XX, as mais belas e exóticas florestas, vegetações e animais, que para assombro dos grandes mestres da época, ele dizia os encontrar logo ali, num jardim perto de onde morava. Foi com a sua pintura única, simples, direta e imaginária que encantou os mais famosos. Num jantar na casa de Picasso, declarou ao mestre: “Você e eu, somos os mais importantes artistas de nosso tempo, você no estilo egípcio e eu no estilo moderno.”

Os naïfs brasileiros são os mais autênticos e verdadeiros porta-bandeiras da pintura brasileira.

Deleitem seus olhos e aqueçam seus corações com as pinceladas da exposição Nossos Naïfs Brasileiros na Galeria Evandro Carneiro Arte.

 

Jacqueline A Finkelstein

Julho de 2019

 

 

Serviço: Exposição Nossos Naïfs Brasileiros
Galeria Evandro Carneiro Arte: Rua Marquês de São Vicente, 124 (Shopping Gávea Trade Center). Salas 108 e 109.
De 17 de agosto a 14 de setembro.
Visitação: de segunda a sábado, das 10h às 19h.
Telefone: (21) 2227.6894
Estacionamento no local.
Site: http://www.evandrocarneiroarte.com.br/
Instagram: @galeriaevandrocarneiro

Desenhando no Monumento: 100º encontro Urban Skecthers Rio

Em comemoração ao centésimo encontro dos Urban Sketchers Rio – o grupo realiza de 18 de agosto a 22 de setembro – em parceria com o Monumento Estácio de Sá – a exposição Desenhando no Monumento: 100º Encontro Urban Sketchers RioEsta mostra  apresenta a produção de uma manhã de domingo ensolarada do mês de maio, quando foi possível apreciar e registrar em traços e pinceladas a bela paisagem natural e os detalhes arquitetônicos do Monumento a Estácio de Sá projetado pelo emblemático arquiteto modernista Lúcio Costa. Em sua diversidade de participantes, o USK Rio, que tem amalgamado laços de amizade ao longo de 99 encontros, tem também explorado a diversidade arquitetônica, paisagística e de tipologias sociais da Cidade Maravilhosa.

   

Por meio do seu programa de Responsabilidade Social no pilar da Cultura, a Estácio é parceira da RIOTUR, sendo responsável pela curadoria do Centro de Visitantes Monumento Estácio de Sá. O local será ponto de encontro para a centésima reunião e tem a ver com intenção da busca de um marco do carioca a altura da celebração da longevidade deste grupo de entusiastas pelo desenho de locação. Afinal de contas, celebrar cem encontros não é algo que ocorre tão rotineiramente.        

 

         O contraste da elegante e discreta arquitetura desenhada pelo arquiteto para lembrar o fundador e a fundação de uma cidade exuberante, nos dá a ver, com muita intimidade, um dos cartões postais mais conhecidos no mundo, o Pão de Açúcar. Com tanta beleza e elegância disponíveis, o resultado que é possível conferir nesta exposição, só poderia receber adjetivos elogiosos. Uma diversidade de talentos que saíram de vários bairros da cidade para compartilhar o prazer de desenhar junto patrimônios naturais e a força da arquitetura moderna brasileira. Viva Estácio de Sá, viva o Pão de Açúcar, viva Lúcio Costa, viva o Rio de Janeiro!  

 

SERVIÇO:  

Evento – Desenhando no monumento: 100º Encontro Urban Sketchers Rio  

Local – Centro de Visitantes Monumento Estácio de Sá – Av. Infante Dom Henrique, s/n Subsolo – Parque do Flamengo   

Data – 18 de agosto a 22 de setembro 2019  

Horário:  de 9h às 17h   

Entrada franca 

Exposição gratuita “Chega de Mágoa” é estendida até dia 18/08

Em maio de 1985, as maiores estrelas da música brasileira se uniram para gravar um disco compacto beneficente, em prol das vítimas de uma enchente no Nordeste. Os bastidores dos três dias gravações, em um estúdio na Barra da Tijuca, foram registrados pelas lentes dos fotógrafos Carlos M. Horcades e Vantoen Pereira Jr., cujas imagens são projetadas na exposição “Chega de Magóa”. A mostra inédita fica em cartaz até domingo, na Casa de Cultura Laura Alvim, em Ipanema.  

A seleção reúne mais de 200 fotos com alguns dos 155 artistas que participaram do projeto. Entre os intérpretes estão Chico Buarque, Roberto e Erasmo Carlos, Milton Nascimento, Gilberto Gil, Djavan, Rita Lee, Gonzaguinha, Elba Ramalho, Fafá de Belém, Tim Maia, Simone, Elizete Cardoso, Emilinha Borba, Marlene, Gal Costa, Maria Bethânia, Caetano Veloso e Fagner. “Trata-se de um registro histórico Registro histórico do maior encontro de artistas da MPB por uma causa humanitária”, define o fotógrafo Carlos M. Horcades, responsável pela curadoria do projeto.

Na ocasião, o grupo gravou as canções “Chega de Mágoa”, atribuída como criação coletiva, e “Seca D’água”, sobre o poema de Patativa do Assaré (1909 – 2002). Cada uma das músicas ganhou um clipe com imagens das sessões no estúdio. O disco foi lançado ainda em 1985 pela gravadora Continental, em parceria com a Cooperativa Mista dos Músicos Profissionais do Rio de Janeiro (Coomus).

Intitulada “Nordeste Já”, a iniciativa ficou conhecida como a “We Are The World brasileira”, em referência ao hit americano que contou com a participação de 45 artistas, como Michael Jackson, Diana Ross e Stevie Wonder.

Sobre os fotógrafos

Carlos M. Horcades é designer e fotógrafo. Formado na Escola Superior de Desenho Industrial – ESDI UERJ, com mestrado na Central Saint Martins School of Arts and Design, atua na criação de marcas e identidades visuais de produtos e capas de discos desde 1975. É professor de design da Univercidade e da Universidade Cândido Mendes. Escreveu 10 livros nos campos de design, tipografia e música.

Vantoen Pereira Jr. é fotógrafo há mais de 4 décadas. Reconhecido pelo trabalho de still de cinema, trabalhou com diretores consagrados em filmes como “Memórias do Cárcere” (1984) e “2 Filhos de Francisco” (2005). Atua também na área da educação, como instrutor de fotografia no Senai/Firjan.

Serviço

Exposição: “Chega de Mágoa”

Data: 2 a 18 de agosto

Horário: 13h às 19h

Local: Casa de Cultura Laura Alvim / Sala Multiuso – 2° andar

Endereço: Av. Vieira Souto, 176 – Ipanema

Telefone: 2332-2016

Classificação: Livre

Entrada franca

Artistas que participaram do projeto

Aizik, Alceu Valença, Alcione, Amelinha, Antônio Carlos, Baby Consuelo, Bebeto, Belchior, Beth Carvalho, Bussler, Caetano Veloso, Camarão, Carlinhos Vergueiro, Carlão, Celso Fonseca, Charlot, Chico Buarque, Cláudio Nucci, Cristina, Cristovam Bastos, Dadi, Daltro de Almeida, Dinorah (As Gatas), Djavan, Dorinha Tapajós, Dori Caymmi, Ednardo, Edu, Edu Lobo, Eduardo Dusek, Elba Ramalho, Elifas Andreato, Elisete Cardoso, Elza Soares, Emilinha Borba, Eunydice, Erasmo Carlos, Fafá de Belém, Faini, Fátima Guedes, Fernando Brant, Gal Costa, Geraldo Azevedo, Gereba, Gilberto Gil, Golden Boys, Gonzaguinha, Guilherme Arantes, Ivan Lins, Jamil, Jacques Morelenbaum, Joana, João Mário Linhares, João do Vale, José Luiz, Joyce, Joelma Mendes, Kleiton e Kledir, Kid Abelha, Kid Vinil, Lana, Leoni, Leo Jaime, Lúcio Alves, Luiz Avellar, Luiz Carlos, Luiz Carlos da Vila, Luiz Duarte, Luiz Gonzaga. Luiz Melodia, Lulu Santos, Malard, Manassés, Maria Bethânia, Marina Lima, Marlene, Martinho da Vila, Marçal, Maurício Tapajós, Mauro Duarte, Mazola, Miguel Denilson, Mirabô, Milton Banana, Milton Nascimento, Milton Araújo, Miúcha, Moraes Moreira, MPB-4, Nara Leão, Olívia Byington, Olívia Hime, O Quarteto, Paulinho da Viola, Patativa do Assaré, Pareschi, Penteado, Perrotta, Perrottão, Pepeu Gomes, Raimundo Fagner, Rafael Rabello, Reinaldo Arias, Ricardo Magno, Rita Lee, Roberto de Carvalho, Roberto Carlos, Roberto Ribeiro, Roberto Teixeira, Rosane Guedes, Roger, Rosemary, Rubão, Sandra de Sá, Sérgio Ricardo, Simone, Sílvio Cézar, Sueli Costa, Stephani, Tânia Alves, Tavito, Teo Lima, Telma, Telma Costa, Terezinha de Jesus, Tim Maia, Tom Jobim, Tunai, Verônica Sabino, Vilma Nascimento, Virgílio, Yura, Wagner Tiso, Walter, Zenilda, Zé da Flauta, Zé Ramalho, Zé Renato, Zizi Possi

Exposição Nossos Naïfs Brasileiros na Galeria Evandro Carneiro Arte, na Gávea

Galeria Evandro Carneiro Arte, na Gávea, apresenta de 17 de agosto a 14 de setembro a Exposição Nossos Naïfs Brasileiros. A mostra conta com 40 telas, de artistas diversos. Em destaque na exposição encontram-se as obras O parque, de JMS (Júlio Martins da Silva); Mocinha lendo Carolina, de Elza de Oliveira Souza; A sanfoneira, de Miranda, entre outros. As peças pertenciam à coleção de Lucien Finkelstein e estão à venda.

Descobrir a ingenuidade, a simplicidade, a franqueza, a liberdade, o colorido todo especial, tropical, quente, sedutor, tal qual a alegria de viver do povo brasileiro, é encontrar a essência da pintura de nossos naïfs.

Esses artistas, dotados de um senso plástico natural, não aceitam ser rotulados, não se prendem a regras ou modismos e nem se deixam influenciar pelas tendências do momento.

Eles nos mostram, através de suas pinceladas diretas e objetivas e suas técnicas intuitivas ou até mesmo criadas por eles próprios, os mais variados temas, tais como: festas populares, religiosidade, mitos, lendas, brincadeiras e folguedos de crianças, a vida no campo e na cidade, o imaginário, a fauna e a flora de nosso país, o cotidiano em que vivem, narram nossa história, mostram a diversidade cultural e nossas belezas naturais, mas também podem fazer críticas sociais, defender a salvaguarda da natureza e a preservação do meio-ambiente, através de suas ingênuas pinceladas.

O Brasil é um dos cinco grandes da arte naïf no mundo, junto a França, Haiti, ex-Iugoslávia e Itália. Aqui encontramos uma quantidade imensa de artistas e constata-se que a cada dia que passa esse numero cresce, felizmente!

Além de pintar em telas, vidros, eucatex, madeiras, casca de arvores, tecidos, peles de animais, os naïfs podem também se expressar através de bordados, cerâmicas, esculturas, xilogravuras, etc., fazendo seus recursos inesgotáveis.

Apesar de não seguirem regras, escolas e tampouco tendências, é curioso ressaltar semelhanças que podem surgir entre pinturas e também técnicas usadas por artistas de cantos inteiramente diversos do mundo. Assim, como explicar tais coincidências, a não ser através do conceito do inconsciente coletivo criado pelo psiquiatra suiço Jung?

Diz-se que a arte naïf aparece nos primórdios da humanidade, que nossos ancestrais, podem ter sido os primeiros pintores naïfs. Pois através da pintura rupestre, nas paredes de suas cavernas, eternizaram seus rastros, partes do seu cotidiano, suas caças, se comunicando e inventando uma linguagem para se expressar e deixar registrada.

“Douanier” Rousseau foi o expoente da arte naïf moderna. Dele surgiram, no final do século XIX e início do XX, as mais belas e exóticas florestas, vegetações e animais, que para assombro dos grandes mestres da época, ele dizia os encontrar logo ali, num jardim perto de onde morava. Foi com a sua pintura única, simples, direta e imaginária que encantou os mais famosos. Num jantar na casa de Picasso, declarou ao mestre: “Você e eu, somos os mais importantes artistas de nosso tempo, você no estilo egípcio e eu no estilo moderno.”

Os naïfs brasileiros são os mais autênticos e verdadeiros porta-bandeiras da pintura brasileira.

Deleitem seus olhos e aqueçam seus corações com as pinceladas da exposição Nossos Naïfs Brasileiros na Galeria Evandro Carneiro Arte.

Jacqueline A Finkelstein

Julho de 2019

Serviço: Exposição Nossos Naïfs Brasileiros
Galeria Evandro Carneiro Arte: Rua Marquês de São Vicente, 124 (Shopping Gávea Trade Center). Salas 108 e 109.
De 17 de agosto a 14 de setembro.
Visitação: de segunda a sábado, das 10h às 19h.
Telefone: (21) 2227.6894
Estacionamento no local.
Site: http://www.evandrocarneiroarte.com.br/
Instagram: @galeriaevandrocarneiro

Lucia Vilaseca abre exposição individual na Sala José Cândido de Carvalho

No dia 13 de agosto, terça-feira, às 19h, a artista visual Lucia Vilaseca vai abrir a exposição “Silenciosa geometria”, na Sala José Candido de Carvalho, com curadoria de Desirée Monjardim.

Lucia — que iniciou sua formação no Atelier Livre de Artes Plásticas e no Centro de Arte Contemporânea com Maria de Lourdes Mader e Victor Gerhard no início dos anos 70, e participou da exposição “Como vai você Geração 80?”, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage — apresenta, nesta mostra, obras que integraram “Silenciosa geometria”, exposição realizada em 2016, na Galeria Portas Vilaseca, Rio de Janeiro, com curadoria de Vanda Klabin.

“Silenciosa geometria” apresenta 14 obras, sendo nove pinturas sobre tela e cinco desenhos/colagens sobre papel.

“A geometria sempre fez parte de meu universo pictórico. Foi uma escolha ou uma tendência talvez. Desde o inicio, sempre me interessei por artistas relacionados a vertente geométrica. Mesmo na adolescência, quando ainda não tinha uma preocupação com uma formação profissional, já demostrava uma admiração por Mondrian, Torres Garcia e pelos concretos e neoconcretos Ivan Serpa, Lygia Pape, Aluísio Carvão, entre outros. Vejo hoje essa minha escolha mais como a identificação com o pensamento desses artistas, e ao longo do meu processo de trabalho fui procurando meu caminho”, explica a artista.

Vanda Klabin, cientista social, historiadora e curadora de arte, assim se refere aos trabalhos que integram Silenciosa Geometria: “Estamos diante de uma reunião poética de elementos plásticos aqui ressignificados pela adição, acumulação ou saturação de uma profusão de cores e de formas, que instauram novas métricas visuais, surpreendentes experiências perceptivas. Lucia Vilaseca nos convida à fruição de suas vivências sensíveis e suas múltiplas possibilidades compositivas geram novos campos para a experiência do olhar”.

É a segunda vez que Lucia Vilaseca apresenta seus trabalhos na Sala José Cândido de Carvalho. Em 1998, expôs “Lápis”, uma série de desenhos em lápis de cor, também sob a curadoria de Desirée Monjardim.

Mais sobre a artista:

Lucia Vilaseca estudou com Aluísio Carvão no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Frequentou cursos na

Escola de Artes Visuais do Parque Lage, participou de diversos salões de arte e de exposições coletivas e individuais no Brasil e no exterior. Possui trabalhos em instituições como o Centro Cultural Cândido Mendes e em coleções particulares.

Neste primeiro semestre de 2019, Lucia participou de duas mostras na Galeria Zagut, no Rio de Janeiro, com a curadoria de Augusto Herkenhoff e Isabela Simões: “Somos da Geração 88! alguns anos depois” e “Doação D”.

Serviço:

Exposição “Silenciosa geometria”

Curadoria: Desirée Monjardim

Abertura: 13 de agosto, terça-feira, às 19h

Visitação: de 14 de agosto a 7 de outubro de 2019, sempre de segunda a sexta, das 9h às 17h

Local: Sala José Candido de Carvalho

Endereço: Rua Presidente Pedreira, 98, Ingá, Niterói-RJ

Informações: (21) 2719-6939/27199900

Novos olhares (e mais talentos) sobre a arte

Valorizar novos talentos e a arte contemporânea. Essa é a proposta da 7ª edição do Salão de Artes Visuais promovido pela Aliança Francesa Niterói (AFN) e o Instituto Cultural Germânico (ICG).  Artistas selecionados de Niterói, Rio de Janeiro e São Paulo irão expor suas obras durante o vernissage, que acontece dia 15 de agosto de 2019, às 19h, na ICG. A exposição poderá ser vista a partir do dia 16, simultaneamente, nas galerias da AFN e do ICG, com entrada franca.

Foram 15 artistas selecionados entre os 49 inscritos, que apresentaram trabalhos em diversas linguagens, como pinturas, gravuras, fotografias, desenhos e esculturas. Entre os critérios avaliados pela comissão – que incluiu a diretora da AFN, Julie Mailhé, o diretor do ICG, Ricardo Freitas, e o diretor do Museu de Arte Contemporânea (MAC), Marcelo Velloso – destacavam-se originalidade e composição. Os dois vencedores do Salão serão anunciados no vernissage e premiados com uma exposição individual em 2020, um na AFN e outro, no ICG.

“Estamos felizes em apoiar novos artistas que participam do salão anualmente, enriquecendo nossa cidade com belos trabalhos. As inscrições têm aumentado a cada edição, com participação a nível nacional. Um sucesso”, diz o diretor do  ICG, Ricardo Freitas. A diretora da AFN destaca que uma das missões da rede é promover artistas brasileiros. “Para nós esse projeto também mostra a importância de trabalhar em parceria franco-alemã com nossos amigos do Instituto Cultural Germânico”, completa Julie.

Um dos artistas selecionados é o pintor, escultor e artista plástico niteroiense Rodrigo Pedrosa, que produziu a escultura em tamanho real de Zumbi dos Palmares, na praça do Gragoatá, em Niterói. No Salão de Artes ele apresentará seu trabalho “Deslocamentos”, que busca um olhar reflexivo e amplo do observador. Já o fotógrafo Junior Franco, do Rio, irá expor o ensaio “Cognição”. “Temos que desmistificar o conceito do sagrado nas obras de arte. E mostrar que há, hoje, problematizações muito mais pungentes, como a desigualdade social, o preconceito racial, a deterioração da saúde na busca pelo corpo ideal, etc. Meu questionamento é uma forma contemporânea de repensar essas obras”, pontua Franco.

Outros destaques são as paulistanas Heloisa Pajtak e Ana Paula Soares. Para Heloisa, que é bacharel em Artes Visuais, os trabalhos da série Rituais Familiares, que poderão ser vistos na exposição, discutem a relação entre memória familiar e fotografia.  Já a jornalista Ana Paula Soares, que mora em Niterói há 10 anos, passou a atuar também como artista visual em 2016 por sua paixão pelo crochê. Ela utiliza  técnica mista de crochê, acrílica, spray, esmalte, vidro, madeira, ferro e outros materiais reaproveitados.

“Quero que o crochê seja admirado como arte, o fazer com as mãos tão genuíno quanto uma linda pintura e desenho. O entrelaçar de uma linha reta, que se transforma em incontáveis formas, mandalas… Crochê é possibilidade, é astúcia, é criatividade, é elo e laço. É arte”, comenta Ana.

Também estarão expostos os trabalhos do designer e artista visual venezuelano Victor Marin, que tem mais de 15 anos de experiência na área de artes plásticas. Ele mora atualmente no Rio e já participou de exposições na Venezuela, Chile e Estados Unidos.  Já o artista Rudi Sgarbi, que utiliza as mais diversas referências para fazer arte, apostou nas técnicas de recorte eletrônico em acrílico em sua obra “Mona Lisa” Optical Art, e pregos de aço e linhas trançadas sobre MDF no trabalho”Venus” Point & Line.

Os visitantes também poderão conhecer obras de Daniel Marques, Dimitrius Borja, Eduardo Baltazar, Isbel Dias, Ludmila Kaehler, Luiza Dideco, Núbia Borges, Paula Paes Leme e Téo Senna.

Serviço: O 7° Salão de Artes Visuais terá vernissage no dia 15 de agosto, às 19h, no Instituto Cultural Germânico, e poderá ser visitado de 16 de agosto a 14 de setembro nas duas instituições.

Aliança Francesa Niterói: de segunda a sexta-feira, das 9h às 20h30, e aos sábados, das 9h às 12h (Rua Lopes Trovão, 52 – Icaraí / 2610-3966).
Instituto Cultural Germânico: de segunda a sexta-feira, das 15h às 20h, e aos sábados das 9h às 15h (Av. Sete de Setembro, 131 – Icaraí / 2714-0879).
Entrada: franca | Classificação: livre