Julho no CCBB

No mês das férias escolares, duas exposições seguem em cartaz: Paul Klee – Equilíbrio Instável e 50 Anos de Realismo – Do Fotorrealismo à Realidade Virtual. A programação de julho traz também os espetáculos Por Que Não Vivemos? Da obra Platonov, de Anton Tchekhov e Yellow Bastard, além das mostras de cinema dedicadas ao ator Robert De Niro e ao escritor norte-americano Stephen King, e a 27ª edição do festival Anima Mundi.

EXPOSIÇÃO

PAUL KLEE – EQUILÍBRIO INSTÁVEL

Até 12/08

1º andar e térreo

Reúne, pela primeira vez na América Latina, mais de 100 obras do suíço Paul Klee (1879-1940). A exposição conta com 16pinturas, 39 papéis, 5 gravuras, 5 fantoches e 58 desenhos, além de objetos pessoais do artista. Ele transitou por diversos estilos, como o Cubismo, o Expressionismo, o Construtivismo e o Surrealismo, mas não cabe atribuir ao seu legado artístico nenhum em particular, tendo alcançado uma notável expressão pictórica própria, que reforçou seu papel central na história moderna da arte.

Curadoria: Fabienne Eggelhofer, do Zentrum Paul Klee, de Berna, na Suíça.

Retire seu ingresso pelo aplicativo Eventim (Apple Store e Google Play) ou na bilheteria do CCBB, mediante disponibilidade.

Classificação indicativa: livre

Entrada franca

Assessoria de imprensa:

Agência Galo – (21)4063-7021 – contato@agenciagalo.com

50 ANOS DE REALISMO – DO FOTORREALISMO À REALIDADE VIRTUAL

Até 29/07

2º andar e térreo

A mostra apresenta cerca de 100 obras das últimas cinco décadas, entre pinturas, esculturas, vídeos e instalações interativas, de 30 artistas, como John Salt e Ralph Goings, Ben Johnson, Craig Wylie, Javier Banegas, Raphaella Spence, Simon Hennessey, John De Andrea e os brasileiros Hildebrando de Castro, Fábio Magalhães, Rafael Carneiro e Giovanni Caramello. A exposição faz um recorte inédito da realidade na arte e tem espaços exclusivos destinados a obras tridimensionais de escultores de diferentes gerações do Hiper-Realismo, modelos em 3D e realidade virtual.

Curadoria: Tereza de Arruda

Retire seu ingresso pelo aplicativo Eventim (Apple Store e Google Play) ou na bilheteria do CCBB, mediante disponibilidade.

Classificação indicativa: livre

Entrada franca

Assessoria de imprensa:

Meisei Halabi – (21)2542-4488 – meisehalabipr@gmail.com

TEATRO

POR QUE NÃO VIVEMOS? Da obra PLATONOV, de Anton Tchekhov

03/07 a 18/08

Quarta a domingo – 20h

Pré-estreia – 1º e 2/7. Entrada franca. Senhas distribuídas 1 hora antes do início.

Sessão extra: 08/07

Não haverá sessões nos dias 19, 20 e 21/07.

Teatro I

A peça trata de temas recorrentes em toda obra de Anton Tchekhov, como o conflito entre gerações, as transformações sociais através das mudanças internas do indivíduo, as questões do homem comum e do pequeno que existe em cada um de nós, o legado para as gerações futuras, tudo isso na fronteira entre o drama e a comédia e com múltiplas linhas narrativas.

Elenco: Camila Pitanga, Cris Larin, Edson Rocha, Josi Lopes, Kauê Personna, Rodrigo Bolzan, Rodrigo Ferrarini, Rodrigo dos Santos. Direção: Marcio Abreu. Adaptação: Marcio Abreu, Nadja Naira e Giovana Soar.

Classificação indicativa: 16+

Duração: 150 minutos

Ingressos: R$30

Assessoria de imprensa:

Paula Catunda – (21)2286-6583 – paula.catunda@gmail.com

A PONTE

20/06 a 12/08

Quinta a segunda – 19h30

Teatro II

A Ponte, do dramaturgo canadense Daniel Maclvor, aborda a intimidade familiar de três irmãs separadas pela vida que se reencontram para enfrentar a morte iminente da mãe: Louise, a mais jovem, desconectada da sociedade e viciada em seriados de TV; Agnes, a irmã do meio, uma atriz falida que deixou sua cidade natal; e Teresa, a mais velha, uma freira que se isolou da família em um retiro religioso. Neste reencontro, as três vão acabar revendo seus valores, crenças e diferenças em busca da possível reconstrução de uma célula familiar há muito tempo fragmentada.

Elenco: Bel Kowarick, Debora Lamm e Maria Flor. Direção: Adriano Guimarães.

Classificação indicativa: 12+

Duração: 120 minutos

Ingressos: R$30

Assessoria de imprensa:

Marcelo Gusmão – (21)96020-7349 – marcelo@binomiocomunicacao.com

YELLOW BASTARD

Até 18/08

Quarta a domingo – 19h30

Teatro III

Décima criação da companhia Teatro Inominável, o monólogo apresenta a história de um ser extraterrestre que, há décadas, cumpre penitência no planeta Terra. Agora ele retorna ao seu planeta natal, não sem antes deixar um relato sobre os acontecimentos e experiências vivenciados neste período.

Interpretação: Márcio Machado. Direção: Andrêas Gatto e Diogo Liberano. Dramaturgia: Diogo Liberano.

Classificação indicativa: 18+

Duração: 80 minutos

Ingressos: R$30

Assessoria de imprensa:

Lyvia Rodrigues – (21)3490-6214 – contato@aquelaquedivulga.com.br

MÚSICA

MÚSICA NO MUSEU

Sala 26 (4º andar)

Quartas-feiras – 12h30

O projeto tem por objetivo a formação de plateias e estimular a música de concerto, sendo realizado em diversos museus e centros culturais da cidade. Todas as quartas-feiras no CCBB. Consulte a programação em www.musicanomuseu.com.br

Curadoria: Sérgio da Costa e Silva

Classificação indicativa: livre

CINEMA

DE NIRO

Até 15/07

Quarta a segunda

Cinema I

A mostra reúne diversos filmes com o ator Robert de Niro, que trabalhou com mestres da direção como Martin Scorsese, Bernardo Bertolucci, Quentin Tarantino e Sergio Leone, e atuou nos mais diversos gêneros cinematográficos, do drama político à comédia romântica. A trajetória deste ator ilustra o melhor do cinema dos últimos 50 anos.

Curadoria: Fábio Savino.

Confira a programação no folder da mostra.

Classificação indicativa de acordo com o filme.

Ingressos: R$5

DIÁLOGOS COM A PROGRAMAÇÃO – Cinema – DE NIRO

04/07

Cinema I

Debate com a participação com o curador Paulo Lima Santos e o crítico de cinema e pesquisador Luiz Carlos Oliveira Júnior.

Entrada franca.

Confira a classificação indicativa e o horário no livreto da mostra.

Assessoria de imprensa:
Claudia Oliveira – (21)2512-5742 – claudiamac.oliveira@gmail.com

ANIMA MUNDI 2019

17 a 21/07

Quarta a domingo

Cinemas I e II

A edição de 2019 é a 27ª da história do Festival e será composta por filmes de animação, entre longas-metragens e curtas-metragens, dos mais diversos gêneros (adulto, infantil, documentário), sintetizando o melhor da animação produzida atualmente. O programa inclui mostras competitivas e não competitivas, cerimônia de premiação, encontros com convidados e oficinas.

Curadoria: Aída Queiroz, Cesar Coelho, Lea Zagury e Marcos Magalhães.

Confira a programação no folder da mostra.

Classificação indicativa de acordo com o filme.

Entrada franca.

Assessoria de imprensa:
Anna Luiza Muller – (21)2266-0524 – annaluiza@primeiroplanocom.com.br

STEPHEN KING: O MEDO É SEU MELHOR COMPANHEIRO

24/07 a 19/08

Quarta a segunda

Cinemas I e II

Retrospectiva inédita que reúne mais de 40 filmes baseados na obra literária de Stephen King. Entre os títulos selecionados estão clássicos do suspense e do terror, como Carrie, a estranha, It – uma obra prima do medo, Christine, o carro assassino e Louca obsessão. A programação inclui também mesas de debates e aula magna.

Curadoria: Breno Lira Gomes e Rita Ribeiro.

Confira a programação no folder da mostra.

Classificação indicativa de acordo com o filme.

Ingressos: R$10

DIÁLOGOS COM A PROGRAMAÇÃO – Cinema – STEPHEN KING: O MEDO É SEU MELHOR COMPANHEIRO

24/07

Cinema I

Debate após a sessão do filme Carrie, a estranha, com participação dos curadores Rita Ribeiro e Breno Lira Gomes e do crítico de cinema Mario Abbade.

Entrada franca.

Confira a classificação indicativa e o horário no livreto da mostra.

Assessoria de imprensa:
Paula Ferraz – (11)97067-8585 – paula.nferraz@gmail.com

GALERIA DE VALORES

Museu Banco do Brasil – 09 às 21h

Quarta a segunda

Exposição de longa duração que apresenta a trajetória da moeda no Brasil e no mundo, com cerca de 2 mil peças do acervo numismático do Banco do Brasil.

Venha conhecer materiais curiosos que já foram ou continuam sendo usados como dinheiro!

Curadoria: Denise Mattar


O BANCO DO BRASIL E SUA HISTÓRIA

Museu Banco do Brasil – 09h às 21h

Quarta a segunda

Exposição de longa duração que apresenta a história do Banco do Brasil e sua contribuição para o desenvolvimento da sociedade e do país. As quatro salas mostram a linha do tempo de 1808 até os dias atuais, destacando os acervos museológico e arquivístico do Banco do Brasil. Outros três ambientes apresentam a sala do secretário, a sala do presidente e a biblioteca utilizadas pela Direção Geral do Banco do Brasil até a transferência da capital do Rio para Brasília, em 1960.

Curadoria: M’Baraká e CCBB Rio

ARQUIVO HISTÓRICO

6º andar – 10h às 19h

Segunda, quarta, quinta e sexta

Acervos arquivístico e audiovisual do Banco do Brasil e da Memória CCBB para pesquisa e consulta dos estudantes e público em geral. Atendimento com agendamento telefônico prévio no 3808-2353.


CCBB EDUCATIVO

1º andar

Quarta a segunda – 09h às 21h

O programa Arte & Educação desenvolve ações que estimulam experiência, criação, investigação e reflexão para todos os públicos, garantindo acesso amplo e inclusivo ao patrimônio e sua diversidade.

Agendamentos para grupos, escolas, instituições e pessoas com deficiência:

agendamentorj@ccbbeducativo.com

Mais informações: contatorj@ccbbeducativo.com

Programação completa e inscrições em: ccbbeducativo.com

Destaque do mês | Especial Férias

No mês de julho, o Programa CCBB Educativo oferece atividades desenhadas especialmente para as férias escolares, incluindo contação de histórias, edições especiais de nosso Lugar de Criação, oficinas para bebês e uma edição do Múltiplo Ancestral para crianças e adolescentes dançarem.

Assessoria de imprensa:
Anna Accioly – (21)2508-8900 – annaaccioly@gmail.com


Serviços

Confeitaria Colombo – Casa de chá

2° andar

Novo espaço da Colombo, que traz em seu cardápio, os produtos que fazem parte da história da confeitaria, e um tradicional Chá da tarde que recebeu o nome do Centro Cultural. O chá CCBB é acompanhado de torrada Petrópolis, mel, geleia, bolo, doce, suco, pães e biscoitos leque, todos os produtos feitos na sede da casa centenária.


Restaurante e Cafeteria Lilia

Térreo

A cafeteria oferece opções de lanches doces e salgados para os visitantes durante todo o funcionamento do CCBB e no mezanino, de 11h30 às 15h, o restaurante traz opções para o almoço.


Livraria da Travessa

Térreo

É possível encontrar catálogos de mostras atuais e anteriores, além de centenas de títulos em livros nacionais, livros importados, eBooks, AudioBooks, DVDs e Blu-Rays.

Mais Informações

Centro Cultural Banco do Brasil

Rua Primeiro de Março, 66, Centro – Rio de Janeiro – RJ

Quarta a segunda, das 9h às 21h.

Bilheteria: Quarta a segunda, das 9h às 21h.

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Gaia Art & Café promove Colour Jam, um encontro cultural entre música e artes plásticas com o Trio Lado B e a artista plástica Beth Rocha

No dia 05 de julho o Gaia Art & Café promove encontro cultural entre música e artes plásticas. O Trio Lado B retorna a casa e recebe a artista plástica Beth Rocha para uma noite de improvisação e arte. Liderado por Alexandre Carvalho (guitarra) e Guilherme Gonçalves (bateria), o Trio Lado B contará também com Jefferson Lescowich (contrabaixo) e Fernando Trocado (saxofone). No repertório não somente de clássicos, mas principalmente de composições menos executadas de Charles Mingus, Tom Jobim, Dave Brubeck, Horace Silver, J.T. Meirelles, Rodgers & Hart, Lennon & McCartney, James Brown, Luizinho Eça, Jimi Hendrix.

Enquanto rola o som, a artista visual Beth Rocha, formada em arte-educação e com especialização em psicologia Junguiana, vai abordar a relação entre som e pintura, baseada na teoria desenvolvida por Wassily Kandisnky, precursor da arte abstrata, no início do século XX. Beth atua como coordenadora do projeto do Cedro da Gávea Ateliê, e trabalha com a integração de todas as formas artes.

*Fotos: divulgação

Gaia Art & Café: R. Gustavo Sampaio, 323 – Loja A – Leme. Telefone: (21) 2244-3306.

Capacidade: 40 Lugares.

– Dia 05 de julho, sexta-feira, às 19h.

Valor: R$ 20,00

Cartões de crédito: Todos. Cartões de débito: Todos. Cartões eletrônicos de refeição: Sodexo e VR. Tíquetes: Sodexo e VR.

Musical “Se Essa Lua Fosse Minha” tem sessões lotadas em São Paulo

Em cartaz desde maio deste ano, o musical autoral brasileiro “Se Essa Lua Fosse Minha”, escrito por Vitor Rocha e com músicas de Elton Towersey, vem garantindo sucesso em sua temporada, com sessões lotadas e ingressos esgotados desde o mês de sua estreia.

O musical mescla cantigas populares, brincadeiras de roda e lendas antigas para contar a história de um povo saído de Terrarrosa, província da Espanha, que navega pelo oceano em busca de um lugar para construir um novo amanhã.

Eis que lhe é apresentada a terra de Porto Leste, uma ilha situada no encontro das águas quentes com as frias, mas para a surpresa de todos a terra já está habitada por um outro povo. A diferença de crenças e culturas faz com que uma divisão se torne indispensável e uma linha é riscada no chão a fim de evitar a guerra.

De um lado fica a destemida Leila e do outro o rebelde Iago. Quem é que faria um coração respeitar uma linha riscada no chão? O encontro de almas se dá, mas o dos corpos se torna cada vez mais raro pelo perigo de serem vistos juntos. A lua escuta mais versos de amor do que os próprios amantes. Enquanto isso, da Espanha, vem Belisa, predestinada a se casar com Iago, e da terra vem a flor do alecrim, talvez a solução para ele. O lencinho branco cai no chão. O anel que era de vidro e se quebra. Os pés virados para trás. Um canto que atrai os homens. Pirulito que tanto bate. A história às vezes rima, às vezes ensina e às vezes faz os dois ao mesmo tempo e sem dó, são dois coelhos numa cajadada só. É contada assim de boca e acompanhada por pouco mais de um violão, o que parece pouco, mas não é não. Afinal de nada vale tocar uma orquestra se não souber tocar um coração.

O musical promete proporcionar uma aventura nova ao público, mas de um jeito que os farão se sentir “em casa”. A história é nova e original, mas usa a todo tempo do folclore brasileiro para ser contada, fazendo com que tudo pareça familiar. O texto fala sobre a importância dos sonhos, de querer e fazer o bem, em plantar o amor, fala sobre o ódio e a liberdade. E para falar de tantas coisas universais, atemporais e necessárias, ele usa da cultura e do povo brasileiro.

Estão no elenco Alberto Venceslau, Danilo Martho, Davi Tápias, Fábio Ventura, Fernando Lourenção, Larissa Carneiro, Letícia Soares, Luci Salutes, Marisol Marcondes, Pier Marchi, Vitor Moresco e Vitor Rocha. Todos sob direção cênica de Victoria Ariante. As coreografias do espetáculo são de Alberto Venceslau e a preparação de elenco de Lenita Ponce.

Serviço

Teatro do Núcleo Experimental (Rua Barra Funda, 637. Barra Funda. São Paulo/SP)

Terças e quartas, às 21h

Temporada até 10 de julho

Ingressos R$60,00 (inteira) e R$30,00 (meia)

Vendas pelo site Tudus.com ou na bilheteria do teatro 1h antes de cada sessão

Classificação: 12 anos

Lotação: 60 lugares 

Jão, do Ratos do Porão, e Fábio Massari comentam sobre importância do Black Flag, em SP dia 7/7

Police Story, a sétima faixa de Damaged, o disco de estreia do Black Flag lançado em 1981, não à toa foi coverizada pelo Ratos do Porão quase 15 anos depois no Feijoada Acidente – Internacional: as guitarras tortas e a batida alucinada, meio desajeitada, dão a pegada raivosa para críticas às instituições que batem, reprimem e enriquecem. É levar porrada, dar porrada e seguir adiante, mas não baixar a cabeça, uma entre tantas mensagens atemporais exaltadas com atitude pelo Black Flag, que orientam e inspiram inúmeras bandas e pessoas até hoje. Enfim no Brasil, tocam dia 7 de julho no Carioca Club, em São Paulo, a única data no país.

Jão, guitarrista e fundador do Ratos do Porão, foi um entre tantos moleques impactados pela sonoridade alucinante e original do Black Flag. “Quando apareceu, né, meu, era uma sonoridade muito nova. Pega os quatro primeiros anos da banda, era um negócio muito diferente, pra frente do seu tempo, com aquelas guitarras tortas, uma mina no baixo”. Já no movimento punk, Jão conta que foi ouvir Black Flag pela primeira vez em 1981, “quando começaram a aparecer uns compactos”, pro delírio da galera envolvida com esse som.

Devido à postura e som, João aponta o Black Flag como “imprescindível” e que, assim como Circle Jerks e Middle Class, influenciou demais o começo do Ratos do Porão, “que era aquela coletânea Sub, antes do (João) Gordo entrar na banda, antes do Crucificados pelo Sistema”. Era a influência do hardcore americano abrindo possibilidades ao punk de todo o mundo. “Aquelas guitarras tortas, pô, no começo do Ratos a gente não sabia e nem tinha condição de fazer um som naquele estilo, mas adaptamos à nossa realidade e aquilo que conseguimos tocar”.

Além do começo arrebatador e marcante ao punk/hardcore, Jão menciona o impacto que mais pra frente foi ouvir My War, o segundo disco do Black Flag. “Aquela bagulho tenso, com uma sonoridade obscura. Os caras sempre foram se renovando e fazendo discos diferentes, sem perder a marca registrada da banda. Acho a discografia do Black Flag bem foda e interessante”, conta o guitarrista.

Fábio Massari, o icônico VJ da antiga MTV, aquele jornalista que conta como nenhum outro as histórias e anedotas de bandas alternativas ao redor do globo, conhecido também como ‘Reverendo’, mantém o discurso de Jão sobre o Black Flag, que, segundo entende, “forjaram todo um léxico hardcore: raivoso e extremamente articulado”.

“Se tem uma banda que podemos chamar de ‘seminal’, sem exageros e medo de errar, dá-lhe Black Flag! O grupo do Sr. Greg Ginn (guitarrista visceral e chefão linha dura da não menos importante etiqueta SST) basicamente pavimentou o caminho, cristalizando cenas do underground americano nos bicudos anos 80 e estabelecendo caminhos futuros. A vida seria outra, e muito mais complicada, não fosse por eles”.

“Lendários. E impossível de imitar”, parafraseando Massari, como uma necessária chamada à aguardada estreia do Black Flag no Brasil, reformulado, é verdade, hoje com Mike Vallely nos vocais, mas com a mesma aura desafiadora e raivosa dos primórdios.

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SERVIÇO
Black Flag em São Paulo
Evento: https://www.facebook.com/events/2353111234751582
Data: 7 de julho de 2019
Horário: a partir das 18 horas
Local: Carioca Club
Censura: 16 anos
Endereço: Rua Cardeal Arcoverde, 2899 – Pinheiros/SP
Ingresso:
1º lote R$110 – ESGOTADO!
2º lote R$130 (Meia entrada / Estudante / Promocional)
Camarote 1º lote R$180 (Meia entrada / Estudante / Promocional
)
Camarote 2º lote R$200 (Meia entrada / Estudante / Promocional)
(Promocional para não estudantes doando 1 kilo de alimento não perecível)

Online: https://pixelticket.com.br/eventos/3429/black-flag-em-sao-paulo
Venda física sem taxa (somente em dinheiro) na Locomotiva Discos – R. Barão de Itapetininga, 37 – Loja 8 – República, São Paulo

CONECTADOS o Musical mostra a paixão pela música e os conflitos juvenis

Estreia no dia 6 de julho, sábado, o espetáculo CONECTADOS o Musical no Teatro das Artes, às 18 horas, em São Paulo. Sete jovens atores – Luckas Moura, Gabriel Moura, Vicky Valentim, Giulia Ayumi, Carol Amaral, Dorgival Júnior e Madu Araújo – protagonizam uma eletrizante, divertida e também dramática aventura musical em busca do sucesso, na qual a conexão entre eles precisa ir bem além da tecnologia.

A dramaturgia foi criada por Alexandra Garnier, a partir de ideias do próprio elenco. Hudson Glauber assina a direção geral e Thiago Gimenes é responsável pela direção musical, assinando também as canções do espetáculo, que são interpretadas ao vivo nessa ‘pop broadway’. Na ficha técnica tem ainda André Capuano na direção de movimento e Chico Spinoza na cenografia. A idealização é do próprio elenco que resolveu levar à diante um projeto de gente grande, que os artistas tinham em comum.

No enredo, sete jovens apaixonados pela música participam das audições de um grande concurso de talentos. Eles são Bia, July Mie, Angel, Tuco, Duda, Helena e JP, adolescentes de realidades e características muito diferentes, que se veem conectados pela música, em busca de um mesmo sonho.

Os ingredientes dessa trajetória passam pelo cotidiano das personagens e suas particularidades: diferenças sócio-culturais, relações familiares, romances, intrigas, amizade e dúvidas sobre o futuro. No decorrer da trama, os artistas descobrem que precisam transpor os obstáculos, enfrentar os percalsos, tirar as máscaras e efetivar uma conexão real humana, fora do aplicativo do celular, para potencializar a possibilidade de sucesso pessoal e profissional.

O diretor Hudson Glauber comenta que há uma boa carga dramática na encenação que, somada à irreverência juvenil, explora também a intensidade das questões familiares, o distanciamento dos pais, a carência, a busca desses jovens por um lugar no mundo. “CONECTADOS o Musical reflete sobre as consequências da falta de tempo na sociedade contemporânea para cultivar os laços. A encenação passa pelas fragilidades de cada personagem com suas diferentes atitudes, personalidades e individualidades”, afirma o diretor.

A música assume também um papel dramatúrgico no espetáculo. O texto de CONECTADOS o Musical está nas letras das canções e, segundo o diretor musical Thiago Gimenes, traz fundos morais que aprofundam os conflitos desses jovens. “A trilha sonora acompanha a identidade de cada personagem e conta cada história em linguagem ‘broadway’, misturando ritmos como pop, rock, rap, reaggae e balada”, revela Gimenes .

CONECTADOS o Musical promete divertir e emocionar, não só pela aventura dos jovens em busca da realização, mas também pela descoberta de suas próprias identidades”, finaliza Hudson Glauber.

As personagens

Bia (Carol Amaral) – Bia tem 16 anos, é estudiosa e aplicada em tudo que faz. Sua mãe é costureira e seu pai, contador, perde o emprego ao longo da trama, deixando Bia na iminência de ter que abandonar o concurso. Parece passiva, mas sua paciência temina diante do desrespeito. Sensível e romântica, ela logo se apaixona por um dos garotos.

July Mie (Giulia Ayumi) – July tem 16 anos, filha de pai brasileiro e mãe japonesa. Descolada, simpática e alegre, vive rodeada de amigos com seu estilo ‘skatista’. Tem déficit de atenção e odeia estudar, mas é muito focada quando assunto é cantar e dançar. É alvo da implicância dos colegas por ser a última a entender os fatos, a rir das piadas; é meio ‘perdidinha’. Tem pavio curto, sai em defesa dos mais fracos e, na hora da briga, mistura português com japonês.

Angel (Vicky Valentim) – Angel, 16 anos, é bonita e antenada. O pai é profissional bem sucedido que tem aversão à carreira artística. A mãe os abandonou quando ela era pequena e foi em busca do sonho de ser cantora. Como lembrança, tem um retrato e uma carta. Mimada pelo pai, que atende todos os seus desejos, é impaciente com as fraquezas alheias; usa a arrogância como uma forma de proteção. Elal ainda tem dúvidas sobre sua orientação sexual.

Helena (Madu Araújo) – Helena, 17 anos, é a irmã mais velha do personagem Duda. Não tem intenção de ser cantora profissional, mas é louca por famosos. É dona de mais de 70 fã-clubes no Instagram; aficionada por atores, youtubers e cantores; viciada em fanfics, novelinhas e webseries. Não tem a menor idéia de que profissão seguir. Com a separação dos pais, entrou ainda mais no mundo de amigos virtuais. Seu estilo de se vestir traz a identidade de seu ídolo.

Duda (Dorgival Júnior) – Duda, 15 anos, é o irmão mais novo de Helena. Com os hormônios em ebulição, só pensa em namorar. É conquistador, mas ainda está aprendendo a lidar com as garotas. Não gosta de ser visto ao lado da irmã. O pai, divorciado da mãe, mulherengo e machista, exerce grande influência sobre Duda. Nunca pensou em ser cantor e desconhecia seu talento. Inscreveu-se no concurso para ficar perto de Angel, por quem se apaixonou.

Tuco (Gabriel Moura) – Tuco, 17 anos, vem de família de músicos de classe média. Seus pais são ‘alternativos’, veganos, adeptos de fitoterápica e reciclagem. Sempre vê o lado positivo de tudo e odeia brigas. Tranquilão, meio aliendao e sempre atrasado, parece estar sob o efeito de maconha. É a favor da liberdade sexual e da legalização da maconha, usa roupas alternativas e em seus bolsos sempre tem coisas como uma banana ou uma pequena imagem de Buda.

JP (Luckas Moura) – JP tem 18 anos e, portanto, o único maior de idade, além de sensato e inteligente. É calado, tem um ar de mistério: guarda um segredo. Seus pais são milionários e sempre conseguiram tudo para os filhos usando a influência. JP resolve, pela primeira vez, conquistar algo pelo seu próprio mérito. Todos pensam que ele é um rapaz humilde, que vive com a avó na periferia. Apesar da diferença social, JP tem conexão imediata com Bia.

Ficha técnica

 

Dramaturgia: Alexandra Garnier. Direção: Hudson Glauber. Direção musical, composições e preparação vocal: Thiago Gimenes. Direção de movimento: André Capuano. Elenco: Luckas Moura, Gabriel Moura, Dorgival Júnior, Giulia Ayumi, Vicky Valentim, Carolina Amaral e Madu Araújo. Cenografia: Chico Spinoza. Desenho de luz: Rodrigo Alves. Trilha sonora: Tomé Souza. Figurino: Liliane Ávilla.

Assistência de cenografia: Kimiko Kobayashi. Assistência de direção: Rodrigo Trevisan e Felipe Caiafa. Cenotécnica e adereços: Marcos Santos. Operação de som: Felipe Moraes. Operação de luz: Jarbas Sardinha. Contrarregragem: Felipe Caiafa e Martins Silva.

Técnica de palco e camarins: Luana Pessi. Idealização: DGM Produções Artísticas. Produção e realização: Nosso Cultural, DGM Produções Artísticas e Ministério da Cidadania. Direção de produção: Ricardo Grasson. Produção executiva: Heitor Garcia e Felipe Aidar. Gestão de projeto: Lumus Entretenimento. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação. Comunicação visual e redes sociais: Teto Cultura. Book de apresentação: Felipe Barros. Fotos, design, cenário: Woodstock Produtora. Fotos: Caio de Biasi.

Serviço

 

Musical: CONECTADOS o Musical

Estreia: 6 de julho, sábado, às 18 horas

Temporada: 6 de julho a 31 de agosto. Sábados, às 18h

Gênero: Musical. Duração: 60 min. Indicação de idade: 12 anos.

Ingressos: R$ 60,00 (inteira) e R$ 30,00 (meia).

https://www.ingressorapido.com.br/ e https://bileto.sympla.com.br/event/61209/d/65184

Canto das Ditas – Fragmentos Afrografados de Cidade Tiradentes

O Núcleo Teatral Filhas da Dita estreia o espetáculo Canto das Ditas – Fragmentos Afrografados de Cidade Tiradentes no dia 12 de julho (sexta, às 21h), no Sesc Ipiranga, em São Paulo. Com direção e dramaturgia de Antonia Mattos, a montagem faz somente três apresentações, seguindo até o dia 14, no Teatro da unidade.

Foto de Luciana PoncePara refletir sobre como a África se manifesta no dia a dia das moradoras de Cidade Tiradentes, o grupo encarou o desafio de ‘afrografar’ o bairro – referência ao termo ‘afrografias’ da poetisa e ensaísta Dra. Leda Maria Martins, que coloca em evidência e consciência a nossa herança africana. O trabalho do Núcleo Filhas da Dita mapeou esse legado ancestral por vários ângulos: ao próprio redor, junto a parentes, pessoas próximas e até desconhecidas que caminham pelo bairro.

A partir da investigação proposta, Canto das Ditas coloca em cena histórias de mulheres negras de Cidade Tiradentes que se entrecruzam com histórias de Yabás (orixás femininas). A montagem busca o reflexo das histórias do cotidiano em um espelho ‘mítico’ das personagens sagradas.

A diretora Antonia Mattos explica que os depoimentos colhidos pelo grupo aparecem no texto e na dramaturgia de forma não linear, fragmentada “A narrativa é espiralada, pois procura se relacionar com um tempo mítico, da memória e da ancestralidade. As personagens reais correspondem, de forma arquetípica, às personagens míticas. Recorremos ao ‘espírito ancestral feminino’, às ‘grandes mães da humanidade’, às yabás para contar e cantar as histórias dessas mulheres, as Ditas, que fundaram Cidade Tiradentes”.

As atrizes que interpretam as quatro mulheres – Bendita/Nanã, Marta/Iemanjá Maria/Iansã, e Joana Nega Su/Obá – são Ellen Rio Branco, Lua Lucas, Luara Sanches e Thábata Letícia, respectivamente. Segundo Antonia, a poética cênica é atravessada por elementos e saberes ancestrais, num tempo/espaço espiralado que aponta para um movimento rumo às reminiscências de um passado sagrado, para fortalecer o presente e deslumbrar o futuro. A origem da humanidade na África e a fundação de Cidade Tiradentes são contadas simultaneamente: o passado sagrado se revela no presente e passado recente.

A origem do bairro passa pela força dessas mulheres negras que alí chegaram, se instalaram e fizeram a história local. E são delas as histórias contadas na encenação Canto das Ditas – Fragmentos Afrografados de Cidade Tiradentes, onde a música tem papel fundamental, trazendo a voz e o canto dessas mulheres em um cenário lúdico que se estabelece entre o ritual e o urbano contemporâneo. “Tempos e lugares diferentes mostram que, apesar de toda a repressão sofrida, as mulheres sempre se reuniram em grupos para buscar alternativas, para desafiar o sistema patriarcal e mudar sua condição, seja na sociedade secreta africana de Eleko, seja na Casa Anastácia (Centro de Defesa e Convivência da Mulher) em Cidade Tiradentes”, reflete Antonia Mattos.

“São evocadas as mães, as avós, as netas e filhas que ainda nem nasceram para exaltar essa ancestralidade sagrada: o poder feminino da mulher negra. Pedimos licença às ‘Grandes Mães Pássaros’ e saudamos nossa ancestralidade africana e afro-brasileira, por meio de gestos, música, canto, narrativas e oralituras que trazem milênios de existência e dão pistas para o futuro”. Depoimento das atrizes do Núcleo Teatral Filhas da Dita.

 

“Só quando ‘chegou’ aqui foi que a gente percebeu que tinham construído só os prédios mesmo, ‘né’?! Não tinha mais nada ‘pra’ gente aqui.  Foi quando eu percebi que se a gente quisesse alguma coisa, tinha que pôr a mão na massa. Foi isso que a comunidade fez.”
Depoimento de Dona Geralda Marfisa, moradora de Cidade Tiradentes, há 34 anos.

 

O grupo – O Núcleo Teatral Filhas da Dita nasceu no Centro Cultural Arte em Construção, em 2007, e vem mantendo um processo contínuo de criação artística.  Em seu repertório estão os espetáculos: Sonho de Tatiane – uma Poética sobre Juventudes (2017), A Guerra (2013) e Os Tronconenses (2007). Em 2015, brotou a faísca de um desejo: a construção do fazer artístico novo, mas que mantivesse a memória progenitora. “Afinal, se somos Filhas, nossas mães têm cara, voz e corpo nos nossos processos. Dessa constatação desemboca um estudo aprofundado sobre a feminilidade e suas subjetividades com recorte de raça/etnia”, relatam os integrantes do grupo. Atualmente, com a realização de Fragmetos Afrografados de Cidade Tiradentes, buscam visibilizar narrativas que constantemente foram, e ainda são negligenciadas. Nesses anos de trabalho é evidente o aprofundamento de uma prática artística com e no território e a articulação em rede com outros coletivos periféricos.

FICHA TÉCNICA

Direção e Dramaturgia: Antonia Mattos. Elenco: Ellen Rio Branco, Lua Lucas, Luara Sanches, Thábata Letícia, Cláudio Pavão e Rafael Pantoja. Direção musical: Jonathan Silva. Concepção de luz: Antonia Mattos e Fernando Alves. Cenário e figurino: Eliseu Weide. Assessoria de Imprensa: Verbena Comunicação. Produção: Núcleo Teatral Filhas da Dita. Realização: Sesc.

SERVIÇO

Espetáculo: Canto das Ditas – Fragmentos Afrografados de Cidade Tiradentes

Com: Núcleo Teatral Filhas da Dita

Mostra: OUNJE – Alimento dos Orixás

Dias 12, 13 e 14 de julho

Sexta e sábado (às 21h) e domingo (às 18h)

Local: Teatro (200 lugares)

Gênero: Teatro Adulto. Duração: 90 min. Classificação: 14 anos.

Ingressos: R$ 20,00 (inteira). R$ 10,50 (meia: estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência). R$ 6,00 (credencial plena do Sesc: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes).

Sesc Ipiranga

Rua Bom Pastor, 822, Ipiranga – SP/SP

Tel: 3340-2000

www.sescsp.org.br/ipiranga

Twitter e Facebook: @sescipiranga

Espetáculo “AJEUM” encerra temporada com apresentações na Funarte SP de 28 a 30 de junho

Com apresentações de 28 a 30 de junho, o Núcleo Djalma Moura de Danças encerra a temporada de seu mais novo espetáculo, “AJEUM”, no Complexo Cultural Funarte, em São Paulo. Na sexta (28) e no sábado (29), as apresentações serão às 20h. No domingo (30), será às 19h. Os ingressos são gratuitos.

A palavra ajeum (ajeun) é a contração das palavras awa (nós) e jeun ou jé (comer), transformada poeticamente em “comer juntos”, uma refeição grupal, comunal. O momento, considerado solene no candomblé, é a reunião da comunidade em torno de um alimento comum. “AJEUM” é partilha, acalento e vibração energética.

A proposta da obra coreográfica “AJEUM”, partiu da necessidade do diretor e intérprete-criador Djalma Moura de compartilhar com outros pesquisadores em dança o andamento de suas investigações em dança e movimento até o presente.

Esta proposta se soma aos projetos anteriores “Depoimentos para fissurar a pele” e “Boi da Cara Preta”, ambos de concepção, direção e dança de Djalma Moura, no qual o intérprete se desdobrou na criação de uma dança solo guiada pelas qualidades das danças e fisicalidades encontradas na Orisà Oya – Iansã e seus processos de transmutações: Vento, Búfalo e Borboleta.

“AJEUM” convida outros dançarinos a experimentar coletivamente o que foi experimentado no solo “Depoimentos para fissurar a pele”. Djalma propõem a partilha dos procedimentos para a criação desta nova obra que tem uma estrutura triádica:

A Chegada – nesse primeiro momento, as impressões e compreensões de um corpo vento, um corpo que leva e traz, que possa gerar transformação no espaço e nas danças de cada um em relação dialética. Como ser vento? Como o corpo reage ao ser atingido pelo vento? Como provocar vento?

A Presença – está relacionada ao estar firme, contundente e presente na cena, no espaço, na relação e no mundo. Como um búfalo, é ter consciência de onde se vive e o como operar no ambiente.

A Comunhão – onde a corporeidade assume a transformação de borboleta que flutua e se faz presente, levando para a cena uma proposta de persistência no voar, fissurar e criar diálogos com o mundo. Essa última dança chega como uma tempestade na cena: Oya e suas transmutações, de maneira poética, são evocadas para o desdobramento de cada corpo / dança.

Para além da partilha, “AJEUM” é criar redes em tempo, espaço, tecnologias e fisicalidades. É colocar à mesa um alimento que vem sendo plantado e cultivado, não sozinho, mas em parcerias que atravessam fissuras, perfuram peles, alcançando a cosmogonia poética de cada um, o princípio meio e fim do corpo, todos arrebatados por uma tempestade de ambiguidades e provações, Oya – Iansã. Pousa como uma borboleta e rasga como um búfalo. E eis que a brisa vem.

SERVIÇO:
O que: Espetáculo “AJEUM” – Núcleo Djalma Moura de Danças
Quando: Apresentações de 28 a 30 de junho. Sexta e sábado, às 20h; e domingo, às 19h.
Onde: no Complexo Cultural Funarte, à Alameda Nothmann, 1058, Campos Elíseos, São Paulo.
Quanto: Espetáculo gratuito
Duração: 50 minutos
Classificação etária: livre
Informações: Telefone: (11) 3662-5177

FICHA TÉCNICA
Concepção, Direção e Coreografia: Djalma Moura
Direção Musical: Leandro Perez
Interpretes – criadores: Aysha Nascimento, Erico Santos, Marina Souza, Victor Almeida, Sabrina Dias e Djalma Moura.
Provocadoras: Deise de Brito, Yaskara Manzini e Kanzelumuka
Preparação Corporal: Everton Ferreira
Criação de Luz: Fernando Melo e Dida Genofre
Figurino: Abmael Henrique | Figurinos Artesanais
Máscaras: Cleydson Catarina e Ubere Guelé
Orientação Cósmica: Baba Flávio Iyemonjá Ase Olokun
Fotografia de Divulgação: Raoni Reis
Arte Gráfica: Felipe Pardini
Assessoria de Imprensa: Marcelo Dalla Pria
Produção executiva: Sol Almeida
Direção de Produção: Djalma Moura e Erico Santos
Agradecimentos: Centro de Referência da Dança, Fábrica de Cultura Jardim São Luís.
Com amor: Carol Zanola – Iranti