A Melhor Escolha – Eu Fui!

Sabe aqueles velhos amigos que você pode ficar séculos sem ver mas, quando isto acontece, parece que nunca se desgrudaram? Larry (Steve Carell), Sal (Bryan Cranston) e Richard (Laurence Fishburne) sabem como é.

Os 3 ficaram amigos após servirem juntos no Vietnã. A vida os levou para caminhos distintos e isso acabou os afastando. Coube a Larry a tarefa de procurar os antigos companheiros para uma missão nada agradável: acompanhá-lo no enterro de seu filho, também militar. Eles aceitaram o pedido e, mesmo com todo o tempo longe um do outro, foram retomando a sintonia ao longo da verdadeira road trip que acabou se tornando.

O filme tem roteiro adaptado no livro homônimo do escritor Darryl Poniscan. Com direção de Richard Linklater, o longa se passa em 2003 e, ao mesmo tempo que mostra as transformações da tecnologia da época, vemos como evoluiu para agora, 15 anos depois. Sal, deslumbrado com as maravilhas de um telefone celular, é um grande entusiasta para que os amigos adquiram os seus. Hoje os benefícios desta tecnologia já estão bem mais incorporadas ao nosso dia a dia.

Tudo isso sendo contado por um texto muito bom, dito por atores bem em seus papeis. O extrovertido Sal, o ex-extrovertido e atual pastor Richard, e Larry, vivido por um inusitado sorumbático Steve Carrell. Também tímido e inseguro diante de suas perdas. Muito convincente.

P.S.: Agradeço à Imagem Filmes pelo convite

Amante por um dia – Eu Fui!

Sempre que dá eu tento conferir um cinema francês. Os filmes costumam apresentar histórias caprichadas na psique dos personagens mesmo que, para isso, o desenrolar fique um pouco mais lento (o que não me incomoda em nada). Fora a belíssima fotografia.

Em “Amante por um dia”, o diretor Philippe Garrel conta a história de um professor de filosofia que vive com a namorada 20 ou 30 anos mais jovem. Sua filha, Jeanne, acabou de terminar um relacionamento amoroso e está sofrendo muito por isso. Muda-se para a casa do pai e descobre que ele está vivendo com uma mulher de sua idade.

Mesmo estando em momentos amorosos diferentes, as duas se tornam amigas, inclusive passando a compartilhar segredos. A relação de Arianne e de Gilles é boa, com pequenas turbulências, principalmente em relação à fidelidade. Gilles tem seus conceitos, expressa-os, mas na prática, quando é a vítima e não o agente, não é tão simples. Arianne os leva a sério e toma para si.

O filme é em preto e branco e faz uso de uma narração, que ajuda a contar a história e expressar os sentimentos dos personagens, com seus altos e baixos em relação a suas vidas amorosas.

“Amante por um dia” estreia em 15 de março e é uma opção de bom cinema para quem quer fugir do convencional nas telonas, mas sem fugir dos assuntos cotidianos.

P.S.: Agradeço à Narda Staël Gracine pelo convite!

 

O Passageiro – Eu Fui!

Há quanto tempo esta coluna não fala sobre cinema… A correria do dia a dia só me deixava reservar as noites dos fins de semana para conferir algum espetáculo ou exposição. But now I’m back e empolgada para falar sobre a sétima arte.

Temos novidades que estrearão agora no mês de março! Para começar, “O Passageiro”. Liam Neeson está nas telonas na pele de Michael. Tudo parece que seria um dia normal na vida do cara. Até que é demitido depois de 10 anos trabalhando em uma empresa de seguros e se vê aos 60 anos desempregado, com um filho adolescente cheio de planos e prestes a entrar para a universidade, e sem coragem de enfrentar a família para contar o acontecido.

Voltando para casa, é abordado por uma desconhecida (Vera Farmiga), a princípio para uma conversa normal. Depois ela o envolve em uma conspiração criminosa, desafiado a descobrir a identidade de um dos passageiros do trem em que está. Tragédias acontecem durante o trajeto e, caso Michael não desvende o mistério, desastres piores podem ocorrer.

O longa é voltado para os apreciadores de filmes com emoções fortes. Une suspense e ação. Há cenas grandiosas e trabalhosas. O desenrolar da história – até a resolução do mistério – mexe com o psicológico do personagem de Neeson e do espectador.

“O Passageiro” estreia em 8 de março e vale conferir o turbilhão de informações que é o desenrolo deste filme.

Para nosso leitor, fica a certeza de que mais pauta de cinema vêm por aí 😉

P.S.: Agradeço à Imagem Filmes pelo convite!

 

 

Bem Sertanejo – Eu fui!

A música sertaneja já ultrapassou as barreiras de música regional e ganhou o Brasil. Quando há alguns anos Michel Teló fez sucesso mundial com seu “Ai, se eu te pego” avançou até mesmo as fronteiras internacionais.

O mesmo artista se desafia e toma a frente de um musical que conta a história deste estilo musical. A escolha de Teló como o protagonista veio de um quadro que o mesmo fazia no “Fantástico”. Com números musicais e entrevistas, desbravava cantos do Brasil combinando parcerias com o artista.

Porém, o que é levado agora ao palco é mais requintado. Cenografia e iluminação bacanas, figurino caprichado e muito bem cantado. Michel manda muito bem e surpreende como cantor, mostrando mais recursos que em seu corriqueiro repertório. Mas o restante do elenco mantém o alto nível musical do espetáculo.

As mais de duas horas de espetáculo são tempo suficiente para serem inseridos clássicos sertanejos e os sucessos mais atuais também. Estes são apresentados no segundo ato, que é mais um showzão para levantar a galera.

A parte não musical é preenchida por cultura sertaneja, alguns contos e tradições populares, comédia… Talvez isto soe um pouco estranho para quem não está muito acostumado com este universo (principalmente a interminável cena em que boa parte do elenco simula uma pescaria e troca causos com os famosos exageros de quem é adepto da prática).

Para os pouco acostumados ao universo sertanejo, o recado é dado (pelo menos) no início e no fim do espetáculo: deixar o preconceito do lado de fora. Mas observando a quantidade de pessoas que havia na grande Cidade das Artes, isto parece que ficou para trás há muito tempo aqui no Rio de Janeiro.

P.S.: Agradeço à Aniela Jordan pelos convites!

 

Cinequanon – Eu fui!

Há alguns anos fui ver o espetáculo “As canções que você dançou para mim”, da Focus Cia de Dança. Na época o que me chamou a atenção foi o inusitado medley feito com as músicas de Roberto Carlos – o tema da obra em questão, haja vista o título – e as coreografias. Curto muito dança contemporânea e a habilidade dos bailarinos foi algo que apreciei.

Agora no finzinho de 2017, depois de um, digamos, hiato de espetáculos de dança – não que eles não estejam rolando, eu que não tenho acompanhado muito -, resolvi conferir outro trabalho da mesma companhia. Desta vez o tema central era o cinema. Amantes dessas duas formas de arte podem contemplar no palco clássicos da telona sendo interpretados.

Mas não é tarefa para amadores. “Cinequanon” une um repertório respeitável de filmes indispensáveis para cinéfilos ou aspirantes a. E a maioria não é homenageada de forma tão evidente. “Tempos modernos”, “Psicose”, “O Poderoso Chefão”, “Dogville”, “Matrix”, “Ensaio sobre a cegueira”, “Tudo sobre minha mãe”, entre outros, têm figurinos, cenários, trilhas sonoras e interpretações reproduzidas, mas sob os olhos da Focus. O que não deixa de ser interessante e divertido de se ver.

Habilidade e entrega dos bailarinos em cena são as grandes estrelas do espetáculo. O que me mostraram que mesmo depois de anos sem conferir o trabalho da companhia, criatividade nas coreografias se mantém.

P.S.: Agradeço à Daniella Cavalcanti pelo convite

Dreamland Museu de Cera – Eu Fui!

Sucesso na gringa, os museus de cera sempre fazem parte do roteiro obrigatório de qualquer turista ao exterior. Quem nunca viu nas redes sociais algum amigo fazendo pose ao lado de bonecos de celebridades internacionalmente famosas? Perfeitos, não? Pois os cariocas não precisam mais ir para fora para conferir este tipo de arte.

EKS_1360

Segue exposto no NorteShopping o Dreamland Museu de Cera, que já tinha duas unidades fixas no país. A primeira foi em Gramado, na serra gaúcha, e a segunda em Foz do Iguaçu, no Paraná. Compõem o acervo artistas da música e do cinema, personalidades religiosas e políticas, personagens e grandes nomes do esporte. Amy Winehouse, Barack Obama, Michael Jackson, Papa Francisco, Albert Einstein, Bob Esponja são alguns dos exemplos.

Foto 26-03-14 23 15 47

Não cheguei a conhecer os museus de cera que existem no exterior, mas o daqui tive a oportunidade de ver de perto. Lógico que uns trabalhos são mais perfeitos que outros, mas no geral os bonecos são muito bem feitos. Lionel Messi que o diga. Pelo menos foi o que mais me chamou a atenção. IDÊNTICO! O trabalho também se estende à cenografia, com elementos que ajudam na réplica da cena como, por exemplo, o banquinho do Forrest Gump e a bicicletinha do ET. No som ambiente toca Michael Jackson, Beatles e todos os outros “presentes” na exposição

O figurino dos personagens também merece meção. Parecem originais! A galera faz a festa fotografando com seus bonecos favoritos. Sejam eles reais ou os da ficção.

Segue serviço da exposição:

Museu de Cera Dreamland – No NorteShopping

Onde: Pátio do NorteShopping – Av. Dom Hélder Câmara, 5474 – Cachambi.

Horário de funcionamento: De Segunda à Sábado: das 13h às 21h; domingos e feriados: das 12h às 20h20.

Valor da entrada: Segunda-feira: R$16 a meia-entrada (R$32 – inteira). De terça a sexta-feira: R$21 a meia-entrada (R$42 – inteira). Aos sábados, domingos e feriados: R$26 a meia-entrada (R$52 – inteira).

PROMOÇÃO #TODOMUNDOVAI: grupos de três ou mais pessoas pagam meia-entrada desde que adquiram o ingresso e entrem juntas na exposição.

P.S.: Agradeço à Máquina Cohn & Wolfe pelos convites

Gritos – Eu fui!

Nem tudo é o que parece! Se você pensa que só porque irá assistir a uma peça chamada “Gritos” sairá do espetáculo incomodado com o barulho, está enganado. O silêncio apenas interrompido pela trilha sonora é uma constante na atual atração do Teatro I do CCBB. Mas isto não significa que a dupla de atores não dê seu recado. E que seus gritos não fiquem ecoando em nossas mentes quando saímos de lá.

“Gritos” é uma obra da companhia Dos à Deux. Trata-se de três poemas gestuais: “Louise e a velha mãe”, “O muro” e “Amor em tempos de guerra”. Eles têm como características em comum as pessoas invisíveis na sociedade, o preconceito, o desprezo, os refugiados, a guerra e o amor.

O que falta nos diálogos, sobra na expressão corporal da dupla de atores, André Curti e Artur Luanda. Para completar, cenografia e figurino se confundem com partes dos corpos dos próprios atores. Os artistas tiveram partes de seus corpos – cabeça, mãos, pés e braços – esculpidos com gesso e depois trabalhados em diferentes materiais e transformados em bonecos de proporções humanas. No palco, o resultado é perfeito, e por vezes levamos um tempo para identificar o que é o quê.

A cenografia é mutável, e vai se transformando de acordo com o desenrolar dos poemas. A iluminação também colabora para a diferenciação das cenas, bem como dá uma maior dramaticidade e tensão quando necessários. O capricho em tudo traz um resultado grandioso, interessante para os ligados ao teatro, dança e às artes plásticas.

Para os interessados no trabalho do Dos à Deux, segue abaixo mais informações sobre a temporada do espetáculo, que vale a pena ser conferido:

FICHA TÉCNICA

Espetáculo: Gritos

Concepção, dramaturgia, cenografia e direção: Artur Luanda Ribeiro e André Curti

Interpretação: Artur Luanda Ribeiro e André Curti

Criação e realização objetos/bonecos: Natacha Belova e Bruno Dante

Criação Musical: Beto Lemos

Trilha sonora: Marcelo H

Cenotécnico: Jesse Natan

Iluminação: Artur Luanda Ribeiro e Hugo Mercier

Programaçao visual: Bruno Dante

Realização próteses: Dra. Rita Guimarães

Produção Brasil: Sergio Saboya – Galharufa

Produção executiva: Ana Casalli

Difusão – França: Drôles de Dames

Fotos: Renato Mangolin

TURNÊ GRITOS

CCBB Rio de Janeiro > de 17 de novembro a 16 de janeiro de 2017

CCBB Brasília > de 8 de fevereiro a 5 de março de 2017

CCBB São Paulo > de 10 de março a 24 de abril de 2017

CCBB Belo Horizonte > de 4 de maio a 12 de junho de 2017

SERVIÇO

CCBB RIO DE JANEIRO

Espetáculo: Gritos

Temporada: 17 de novembro de 2016 a 16 de janeiro de 2017

Dias e horários: Quarta a domingo, às 19h.

Sessões extras nos dias 26/12, 02, 09 e 16/01 (segundas), às 19h.

Local: CCBB Rio – Teatro I (Rua Primeiro de Março 66 – Centro).

Informações: (21) 3808-2020

Capacidade: 175 lugares

Classificação indicativa: 14 anos.

Gênero: Drama

Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)

Duração: 1h30min.

bb.com.br/cultura | twitter.com/ccbb_rj | facebook.com/ccbb.rj

P.S.: Agradeço à Astrolábio pelo convite!

 

Um dos melhores eventos de 2016, veja nossa lista!