“Frida Kahlo – A Deusa Tehuana” – Eu Fui!

Figura Pop famosa na atualidade, símbolo usado entre as feministas. Artista das mais aclamadas no mundo inteiro. Muitos são os adjetivos que podemos usar para nos referir à pintora Frida Kahlo. “Frida Kahlo – A Deusa Tehuana” faz, sim, uma menção a sua carreira artística, mas o foco não é esse. Tão famosa quanto as obras é sua vida pessoal, e é principalmente sobre o que se trata o espetáculo, que estreou em 17 de janeiro no Teatro Maison de France, onde cumpre temporada até 16 de fevereiro.

A atriz Rose Germano interpreta uma Frida por trás da famosa figura forte pela qual se tornou conhecida. Suas dores e profunda paixão por Diego Rivera são evidenciadas, desmistificando um pouco a personalidade que criamos sobre a artista. Há bonitas passagens poéticas no decorrer do texto, em que ela discorre sobre a vida e sobre o pesar de sua saúde, a vontade não concretizada de ser mãe e a ausência de Rivera em momentos importantes em sua vida. Apesar da obscuridade do enredo, o colorido figurino de Frida Kahlo é perfeitamente caracterizado por peças obtidas em Oaxaca, no México, país natal de Frida.

O espetáculo começa com o depoimento de Dolores Olmedo Patiño, maior colecionadora da obra de Frida e Rivera. Sua coleção hoje está exposta no Museu Dolores Olmedo, em La Noria, México. Tanto Frida quanto Dolores são vividas por Rose Germano. O texto cita passagens históricas, como por exemplo menciona ditadores, assunto sobre o qual muito se fala hoje em dia, em tempos difíceis para a arte.

Como citado acima, o espetáculo fica em cartaz até 16 de fevereiro no Teatro Maison de France. Segue serviço:

Serviço:

Frida Kahlo – A deusa tehuana

Temporada: 17 de janeiro a 16 de fevereiro

Teatro Maison de France – Av. Pres. Antônio Carlos, 58 – Centro, Rio de Janeiro – RJ

Telefone: 2544-2533

Dias e horários: Sexta a domingo, às 19h.

Ingressos: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia).

Lotação: 355 pessoas

Duração: 1h

Classificação indicativa: 16 anos

Funcionamento da bilheteria: De terça a domingo, a partir das 14h.

 

P.S.: Agradeço à Racca Comunicação pelos convites!

 

 

Roots – Eu Fui!

Amo dança e fazia um tempinho já que não ia conferir um espetáculo da tal arte. Minha paixão é o balé clássico, mas também curto outros estilos, e “Roots” traz Thiago Soares e Danilo D’Alma unindo balé e dança de rua no mesmo palco, ao mesmo tempo.

Balé e dança de rua parecem totalmente opostos, mas nesse caso nem tanto. Thiago Soares iniciou sua bem-sucedida carreira como bailarino clássico dançando hip-hop e break nas festas da Zona Norte carioca. Já Danilo D’Alma é bailarino e coreógrafo reconhecido no cenário das danças de rua do Rio. Agora os dois se uniram para mostrar cada um seu talento e também exibir a vertente que têm em comum.

Portanto, quem – como eu – já teve a oportunidade de ver Thiago Soares em cena com todo seu estilo clássico, verá uma outra roupagem. Não que ele não mostre seus dotes, mas dessa vez o faz com uma cara mais desconstruída. Então, quem tem curiosidade para conhecer um espetáculo de dança mas sente que talvez não tenha paciência para as longas exibições do balé clássico, “Roots” é uma boa opção. Espetáculo curto e com uma cara moderna.

P.S.: Agradeço à Catharina Rocha pelo convite!

Super Moça – Eu Fui

Os interessados em aviação têm uma representante no teatro. Izabella Van Hecke apresenta Pérola, uma comissária de bordo recém-aposentada, mas que ainda carrega os trejeitos da profissão que exerceu por 25 anos. Diferentemente de “Aérea” – espetáculo excelente a que assisti esse ano, em que Patrícia Travassos também interpreta uma comissária de bordo -, a atriz em questão tem conhecimento de causa. No palco e no ar, já que é profissional da atuação e da aviação.

A Super Moça é um sucesso entre os tripulantes, sempre presente nas redes sociais do pessoal da área. Ela conta de forma divertida o dia a dia dos comissários e a visão que eles têm sobre os passageiros. Engraçado porque nós, como clientes, estamos sempre os observando e nem imaginando o que eles comentam sobre nós, não é mesmo?

“Super Moça” é uma peça que vale ser vista por quem está interessado no ramo, pois mostra os prós e contras da profissão, de forma um pouco mais lúdica, claro. A produção é simples e talvez os mais novos não entendam algumas piadas com referências um pouco antigas. Mas percebe-se paixão no que Izabella faz e o carinho que ela tem pela carreira que construiu, e que serviu de inspiração para esse trabalho.

P.S.: Agradeço ao Júlio Luz pelos convites!

Lenine – Em Trânsito – Eu Fui!

No último sábado (14) fomos conferir o show de Lenine, “Em Trânsito” no Centro Cultural João Nogueira. O projeto – vencedor do Grammy Latino de Melhor Álbum de Rock em Língua Portuguesa – estava de volta onde tudo começou. E Lenine melhor que nunca. Já fui a algumas apresentações do cantor e sempre pude conferir performances mais puxadas para o rock’n roll que nas versões originais e vejo que essa tradição se repete. Lenine dá roupagens mais pesadas para suas canções, inclusive algumas completamente diferentes, em perfeito match com a acústica perfeita do Imperator.

O show obviamente trouxe canções de seu premiado álbum “Em Trânsito”, como “Intolerância” e “Lua Candeia”. Um dos pontos altos da noite foi quando seu roadie, Gabriel Ventura se uniu a Lenine para apresentar “Umbigo”, do álbum Falange Canibal. Também não ficaram de fora grandes sucessos, como “Tubi Tupy” (Na Pressão) e “Virou Areia” (Lenine In Cité). Já que o papo é sobre hits, o bis foi um show à parte, com “Paciência” (Na Pressão), “Hoje eu quero sair só” (O dia em que faremos contato), “Leão do Norte” (Olho de Peixe) e “Jack Soul Brasileiro” (Na Pressão).

Para quem quiser saber onde encontrar Lenine em próximas ocasiões, agora a turnê segue para São Paulo e depois Florianópolis.

P.S.: Agradeço à MNiemeyer pelos convites!

 

Brinquedo Assassino 3 – Eu Fui!

“Brinquedo Assassino” marcou época e gerações entre os anos 1980 / 1990. Chucky está de volta para deixar sua marca registrada nos tempos atuais também. Mais high-tech e sanguinário que nunca, o novo boneco não é mais apenas um simples brinquedo. É multifuncional, caprichado nas tarefas e nas tecnologias. Quer dizer, matar inocentes não é mais a única atividade de Chucky =O

O filme foi lançado pela primeira vez em 1989 e então se tornou um clássico. A trama do serial killer que possuiu um boneco fazendo o brinquedo se tornar um assassino voraz foi um sucesso e ganhou posteriormente mais duas versões. A que estreará em 22 de agosto é a quarta e traz Chucky e suas particularidades. A vítima da vez é Andy (Gabriel Bateman), que ganha de sua mãe o presente de aniversário. O boneco logo se apega ao garoto e mostra toda sua “personalidade” obsessiva e possessiva, passando a eliminar todos os que o desagradam.

Falando sobre a parte positiva do longa, o desempenho de Gabriel, de 14 anos, é bem competente. “Brinquedo Assassino” estreia sua nova versão em uma época em que estamos vivendo um momento de saudosismo em relação aos anos 1990, o que pode influir positivamente em sua bilheteria. Para os amantes dos filmes de terror é imperdível e renderá boas risadas com as partes sangrentas e, consequentemente, toscas, que não podem faltar nos longas desse estilo.

P.S: Agradeço à Imagem Filmes pelo convite!

 

Fervo Julino – Eu Fui!

Não, os festejos juninos / julinos ainda não acabaram e a prova disso foi último sábado (13), quando fomos conferir o Fervo Julino, evento organizado pelo Mangolab. Decoração, comida, música, tudo típico de festas dessa época do ano. A música, falando nela, era a estrela da noite e o mais aguardado da festa.

A lista de atrações musicais da noite contava com Sexteto Sucupira, Duda Beat, Biltre, Illy, Potyguara Bardo e Mateus Carrilho. O sexteto foi a primeira atração ao vivo da festa. Com exceção dos outros artistas, deu um show prolongado logo no início. Os demais se apresentaram com poucas músicas e houve bastante participação uns nas apresentações dos outros.

Apesar do grande número de atrações ao vivo, a maior parte do evento foi preenchida por DJs, tocando músicas temáticas ou não. O repertório era bem variado e de muito bom gosto. O tipo de evento de onde saímos com a sensação de que nos divertimos e presenciamos o contato com a cultura POP e regional, assim como novidades do cenário musical.

P.S.: Agradeço à Buld Up Media pelos convites

 

A Ponte – Eu Fui!

Relacionamentos cotidianos, pessoas comuns… Tudo isso pode render boas histórias e desvendar mistérios inimagináveis. “A Ponte” traz um pouco disso. O enredo é o de três irmãs que estão reunidas em prol da mãe, que anda mal de saúde e precisando de todas reunidas e, por sua vez, precisam visitar o pai para fazer a vontade da genitora. Aos poucos vão se revelando as tais histórias obscuras que servem para camuflar verdades que destruiriam a imagem da família perante a sociedade que ama fiscalizar os bons costumes allheios.

Bel Kowarick é Theresa, a mais velha. Freira, demonstra-se cansada da obrigação de demonstrar fé quando a própria mesma duvida da existência de coisas que propaga. Débora Lamm é Agnes, a do meio. Atriz em crise financeira e profissional, arrependida do que foi no passado forçada a fazer devido aos tais bons costumes. Maria Flor é Louise, a caçula. Viciada em uma tal série que a faz não ser muito atenta à realidade e ao mau momento que vivem.

Toda a peça se passa na cozinha vermelha e repleta de utensílios da casa. Há uma tela voltada para o público que nos ambienta a respeito de passagem de tempo, saídas e entradas em cena, sonoplastias e afins. A imaginação do público é estimulada dessa forma, acompanhada do ótimo texto, com destaque aos monólogos que Bel e Maria Flor fazem. O espetáculo certamente entra para a lista must go cultural atual do Rio de Janeiro.

Segue serviço:

Local | Centro Cultural
Banco do Brasil Rio de Janeiro – Teatro II
Data | 20 de junho a 12 de agosto
Horários | De quinta à segunda – feira, às 19h30
Endereço | Rua Primeiro de Março 66, Centro, tel (21) 3808-2020
Entrada | R$30 e R$15 (meia-entrada)
Capacidade | 153 lugares
Classificação: 12

 

P.S.: Agradeço à Binômio Comunicação pelo convite!