Roots – Eu Fui!

Amo dança e fazia um tempinho já que não ia conferir um espetáculo da tal arte. Minha paixão é o balé clássico, mas também curto outros estilos, e “Roots” traz Thiago Soares e Danilo D’Alma unindo balé e dança de rua no mesmo palco, ao mesmo tempo.

Balé e dança de rua parecem totalmente opostos, mas nesse caso nem tanto. Thiago Soares iniciou sua bem-sucedida carreira como bailarino clássico dançando hip-hop e break nas festas da Zona Norte carioca. Já Danilo D’Alma é bailarino e coreógrafo reconhecido no cenário das danças de rua do Rio. Agora os dois se uniram para mostrar cada um seu talento e também exibir a vertente que têm em comum.

Portanto, quem – como eu – já teve a oportunidade de ver Thiago Soares em cena com todo seu estilo clássico, verá uma outra roupagem. Não que ele não mostre seus dotes, mas dessa vez o faz com uma cara mais desconstruída. Então, quem tem curiosidade para conhecer um espetáculo de dança mas sente que talvez não tenha paciência para as longas exibições do balé clássico, “Roots” é uma boa opção. Espetáculo curto e com uma cara moderna.

P.S.: Agradeço à Catharina Rocha pelo convite!

Super Moça – Eu Fui

Os interessados em aviação têm uma representante no teatro. Izabella Van Hecke apresenta Pérola, uma comissária de bordo recém-aposentada, mas que ainda carrega os trejeitos da profissão que exerceu por 25 anos. Diferentemente de “Aérea” – espetáculo excelente a que assisti esse ano, em que Patrícia Travassos também interpreta uma comissária de bordo -, a atriz em questão tem conhecimento de causa. No palco e no ar, já que é profissional da atuação e da aviação.

A Super Moça é um sucesso entre os tripulantes, sempre presente nas redes sociais do pessoal da área. Ela conta de forma divertida o dia a dia dos comissários e a visão que eles têm sobre os passageiros. Engraçado porque nós, como clientes, estamos sempre os observando e nem imaginando o que eles comentam sobre nós, não é mesmo?

“Super Moça” é uma peça que vale ser vista por quem está interessado no ramo, pois mostra os prós e contras da profissão, de forma um pouco mais lúdica, claro. A produção é simples e talvez os mais novos não entendam algumas piadas com referências um pouco antigas. Mas percebe-se paixão no que Izabella faz e o carinho que ela tem pela carreira que construiu, e que serviu de inspiração para esse trabalho.

P.S.: Agradeço ao Júlio Luz pelos convites!

Lenine – Em Trânsito – Eu Fui!

No último sábado (14) fomos conferir o show de Lenine, “Em Trânsito” no Centro Cultural João Nogueira. O projeto – vencedor do Grammy Latino de Melhor Álbum de Rock em Língua Portuguesa – estava de volta onde tudo começou. E Lenine melhor que nunca. Já fui a algumas apresentações do cantor e sempre pude conferir performances mais puxadas para o rock’n roll que nas versões originais e vejo que essa tradição se repete. Lenine dá roupagens mais pesadas para suas canções, inclusive algumas completamente diferentes, em perfeito match com a acústica perfeita do Imperator.

O show obviamente trouxe canções de seu premiado álbum “Em Trânsito”, como “Intolerância” e “Lua Candeia”. Um dos pontos altos da noite foi quando seu roadie, Gabriel Ventura se uniu a Lenine para apresentar “Umbigo”, do álbum Falange Canibal. Também não ficaram de fora grandes sucessos, como “Tubi Tupy” (Na Pressão) e “Virou Areia” (Lenine In Cité). Já que o papo é sobre hits, o bis foi um show à parte, com “Paciência” (Na Pressão), “Hoje eu quero sair só” (O dia em que faremos contato), “Leão do Norte” (Olho de Peixe) e “Jack Soul Brasileiro” (Na Pressão).

Para quem quiser saber onde encontrar Lenine em próximas ocasiões, agora a turnê segue para São Paulo e depois Florianópolis.

P.S.: Agradeço à MNiemeyer pelos convites!

 

Brinquedo Assassino 3 – Eu Fui!

“Brinquedo Assassino” marcou época e gerações entre os anos 1980 / 1990. Chucky está de volta para deixar sua marca registrada nos tempos atuais também. Mais high-tech e sanguinário que nunca, o novo boneco não é mais apenas um simples brinquedo. É multifuncional, caprichado nas tarefas e nas tecnologias. Quer dizer, matar inocentes não é mais a única atividade de Chucky =O

O filme foi lançado pela primeira vez em 1989 e então se tornou um clássico. A trama do serial killer que possuiu um boneco fazendo o brinquedo se tornar um assassino voraz foi um sucesso e ganhou posteriormente mais duas versões. A que estreará em 22 de agosto é a quarta e traz Chucky e suas particularidades. A vítima da vez é Andy (Gabriel Bateman), que ganha de sua mãe o presente de aniversário. O boneco logo se apega ao garoto e mostra toda sua “personalidade” obsessiva e possessiva, passando a eliminar todos os que o desagradam.

Falando sobre a parte positiva do longa, o desempenho de Gabriel, de 14 anos, é bem competente. “Brinquedo Assassino” estreia sua nova versão em uma época em que estamos vivendo um momento de saudosismo em relação aos anos 1990, o que pode influir positivamente em sua bilheteria. Para os amantes dos filmes de terror é imperdível e renderá boas risadas com as partes sangrentas e, consequentemente, toscas, que não podem faltar nos longas desse estilo.

P.S: Agradeço à Imagem Filmes pelo convite!

 

Fervo Julino – Eu Fui!

Não, os festejos juninos / julinos ainda não acabaram e a prova disso foi último sábado (13), quando fomos conferir o Fervo Julino, evento organizado pelo Mangolab. Decoração, comida, música, tudo típico de festas dessa época do ano. A música, falando nela, era a estrela da noite e o mais aguardado da festa.

A lista de atrações musicais da noite contava com Sexteto Sucupira, Duda Beat, Biltre, Illy, Potyguara Bardo e Mateus Carrilho. O sexteto foi a primeira atração ao vivo da festa. Com exceção dos outros artistas, deu um show prolongado logo no início. Os demais se apresentaram com poucas músicas e houve bastante participação uns nas apresentações dos outros.

Apesar do grande número de atrações ao vivo, a maior parte do evento foi preenchida por DJs, tocando músicas temáticas ou não. O repertório era bem variado e de muito bom gosto. O tipo de evento de onde saímos com a sensação de que nos divertimos e presenciamos o contato com a cultura POP e regional, assim como novidades do cenário musical.

P.S.: Agradeço à Buld Up Media pelos convites

 

A Ponte – Eu Fui!

Relacionamentos cotidianos, pessoas comuns… Tudo isso pode render boas histórias e desvendar mistérios inimagináveis. “A Ponte” traz um pouco disso. O enredo é o de três irmãs que estão reunidas em prol da mãe, que anda mal de saúde e precisando de todas reunidas e, por sua vez, precisam visitar o pai para fazer a vontade da genitora. Aos poucos vão se revelando as tais histórias obscuras que servem para camuflar verdades que destruiriam a imagem da família perante a sociedade que ama fiscalizar os bons costumes allheios.

Bel Kowarick é Theresa, a mais velha. Freira, demonstra-se cansada da obrigação de demonstrar fé quando a própria mesma duvida da existência de coisas que propaga. Débora Lamm é Agnes, a do meio. Atriz em crise financeira e profissional, arrependida do que foi no passado forçada a fazer devido aos tais bons costumes. Maria Flor é Louise, a caçula. Viciada em uma tal série que a faz não ser muito atenta à realidade e do mau momento que vivem.

Toda a peça se passa na cozinha vermelha e repleta de utensílios da casa. Há uma tela voltada para o público que nos ambienta a respeito de passagem de tempo, saídas e entradas em cena, sonoplastias e afins. A imaginação do público é estimulada dessa forma, acompanhada do ótimo texto, com destaque aos monólogos que Bel e Maria Flor fazem. O espetáculo certamente entra para a lista must go cultural atual do Rio de Janeiro.

Segue serviço:

Local | Centro Cultural
Banco do Brasil Rio de Janeiro – Teatro II
Data | 20 de junho a 12 de agosto
Horários | De quinta à segunda – feira, às 19h30
Endereço | Rua Primeiro de Março 66, Centro, tel (21) 3808-2020
Entrada | R$30 e R$15 (meia-entrada)
Capacidade | 153 lugares
Classificação: 12

 

P.S.: Agradeço à Binômio Comunicação pelo convite!

Leila Pinheiro em “Extravios” – Eu Fui!

Fomos recentemente assistir ao show “Extravios”, da cantora Leila Pinheiro, com direção da atriz Ana Beatriz Nogueira. A apresentação mostra Leila com afinação e segurança de sempre, acompanhada de seu piano e do músico João Felippe no cavaco de cinco cordas. Fomos no NET Rio, mas agora Leila desembarca no Rival com a mesma turnê que certamente merece a atenção dos amantes da MPB.

Veja abaixo mais informações:

 

“Eu sei que os extravios são necessários, sim. A necessária parte do meu caminho sozinho”. Os versos da canção “Extravios” (de Dalto e Antônio Cícero) e o sentimento de seguir numa outra direção, serviram de inspiração para o título do novo show de Leila Pinheiro. Após diversas apresentações no Rio de Janeiro, EXTRAVIOS encerra sua primeira temporada carioca dias 4 e 5 de julho, quinta e sexta, às 19h30, no Teatro Rival Petrobras, acompanhada do premiado músico João Felippe no cavaco de cinco cordas. Em EXTRAVIOS, Leila, sob a direção da atriz Ana Beatriz Nogueira, apresenta ao público um repertório de interpretações diferentes das habituais: inusitadamente posicionadas no médio-grave de sua voz.

Uma amizade de mais de 30 anos e um belo encontro musical. Ana Beatriz Nogueira, atriz, propôs um show intimista, teatral, poético e embalado por canções como a valsa instrumental de Leila, “Dorotéia”, que abre o espetáculo; “Para um Amor no Recife” (de Paulinho da Viola); “Só de Você” (de Rita Lee e Roberto de Carvalho); “Blues para Bia” (de Chico Buarque), “Vivo a Sorrir” (de Adriana Calcanhoto)“, “Chuva, Suor e Cerveja” (de Caetano Veloso), entre tantas outras, intercaladas por pequenas citações de poemas de Hilda Hilst e Cecilia Meirelles.

“É um show pensado pela Ana Beatriz e roteirizado por nós duas. Um mar de belas canções que foram se complementando e montando esse texto – de teatro”, conta Leila. “A Ana Beatriz é essa atriz gigante que eu conheço, admiro e respeito tanto. Termos essa relação de confiança foi fundamental. EXTRAVIOS é, de fato, uma nova forma de me colocar no palco, de me envolver nas canções. Isso fica bem claro para o público”, afirma a cantora, compositora e pianista.

Propondo uma direção que valoriza o mais íntimo da intérprete, Ana Beatriz Nogueira – uma declarada apaixonada pela música popular brasileira de todas as épocas – quis, primeiramente, explorar a voz de Leila Pinheiro numa nova região, o médio-grave, trazendo novos ares ao repertório escolhido e desafiando a cantora. Além disso, a beleza nem sempre percebida das letras das canções e a forma como elas soariam na voz de Leila também foram cruciais na escolha do repertório.

“O que me move nesta direção, neste extravio, é o amor pela música. É o respeito e a admiração pela intérprete. Eu propus um show no qual o público saísse tocado, pensando na música, na letra e na voz. E refletindo sobre como é bom escutar essas canções de uma maneira diferente”, comenta a atriz e diretora.

Também foi sugestão de Ana Beatriz a parceria com o músico convidado, o jovem e premiado João Felippe, que acompanha Leila Pinheiro com o seu cavaco de cinco cordas. “Certa vez, num encontro de amigos, vi a Leila e o João improvisarem uma canção juntos. Fiquei tão encantada com a química deles… Foi a primeira pessoa em quem pensei para acompanhá-la nesse novo caminho”, completa Ana.

EXTRAVIOS traz ainda composições de Dolores Duran, da jovem portuguesa Luísa Sobral, de Tom Jobim, de Zé Miguel Wisnik, de Moreno Veloso, entre outros. “Um novo caminho. Eu extraviada e encantada com esse  rumo novo por onde tem ido a minha voz e o meu corpo”, conclui Leila.

SOBRE

SOBRE LEILA PINHEIRO: Um dos maiores nomes da música popular brasileira, Leila Pinheiro é intérprete, compositora e pianista. Começou a estudar piano aos dez anos de idade. Aos vinte, desiste da faculdade de Medicina e realiza seu primeiro espetáculo, “Sinal de Partida”, em outubro de 1980, em Belém, sua cidade natal, onde estreou como cantora. Em maio de 1981, passa a morar no Rio de Janeiro e grava seu primeiro LP de maneira independente com produção de Raimundo Bittencourt. Excursionou com o Zimbo Trio em shows pelo exterior em 1984, mas o sucesso veio na verdade em 1985, quando ganhou o prêmio de cantora-revelação no Festival dos Festivais, da TV Globo, onde defendeu o samba “Verde”, de Eduardo Gudin e José Carlos Costa Neto, seu primeiro sucesso radiofônico. Seu CD “Benção, Bossa Nova” (1989), celebrou as três décadas da bossa no Brasil e no Japão, com Leila e um de seus maiores criadores, Roberto Menescal. “Coisas do Brasil” (1993), produzido pelo pianista Cesar Camargo Mariano, e “Catavento e Girassol” (1996), com as parcerias de Guinga e Aldir Blanc, são três grandes referências da intérprete, suas escolhas e parceiros. Em seus 38 anos de carreira, gravou 19 CDs e três DVDs, interpretando o cancioneiro brasileiro clássico por seus grandes criadores – os que vieram vindo e os que vêm chegando. Leila Pinheiro é sinônimo da melhor música brasileira: clássica, moderna, eterna.

SOBRE ANA BEATRIZ NOGUEIRA: A atriz carioca estreou profissionalmente no longa “Vera” (filmado em 1985 e lançado em 1987), dirigido por Sérgio Toledo. Por este trabalho, aos 20 anos, foi premiada, entre outras láureas, com o Urso de Prata no Festival de Berlim, prêmio dado somente a três brasileiras – além dela, Marcélia Cartaxo e Fernanda Montenegro. Desde então, contabiliza, em sua trajetória, além de diversos outros prêmios, mais de uma dezena de filmes, 17 trabalhos na televisão e 14 peças de teatro, entre elas “Uma relação pornográfica”, do iraniano Philippe Blasband e direção de Victor Garcia Peralta; os solos “Tudo que eu queria te dizer”, com textos de Martha Medeiros com direção de Victor Garcia Peralta e “Um Pai (puzzle)”, sobre livro de Sybille Lacan e direção de Vera Holtz e Guilherme Leme Garcia; “As Três Irmãs”, de Tchekhov e direção de Bia Lessa; “Fala baixo, senão eu grito”, de Leilah Assunção e direção de Paulo de Moraes; “O Leitor por horas”, do espanhol José Sanchis Sinisterra e direção de Christiane Jatahy; “A memória da água”, da inglesa Shelagh Stephenson e direção de Felipe Hirsch, entre outras tantas produções. Atualmente está no ar na novela das 21h, “O Sétimo Guardião”, de Aguinaldo Silva, na TV Globo.

SOBRE JOÃO FELIPPE: João Felippe, 31 anos, iniciou sua carreira musical como cavaquinista solo aos 8 anos de idade. Em 1996, aos 10 anos, foi premiado pela Ordem dos Músicos do Brasil com o título de O Mais Jovem Instrumentista do Estado do Rio de Janeiro. Em 2001, aos quinze anos, recebeu o prêmio de Personalidade do Ano, como Revelação nas Artes e foi parte da turma de Harmonia e Improvisação do guitarrista Victor Biglione, que lhe concedeu a honra de se apresentar ao lado de Yamandú Costa, em um dos Festivais de Inverno de Petrópolis, RJ. João Felippe já se apresentou ao lado de nomes como Yamandú Costa, Armandinho Macedo, Moraes Moreira, Diogo Nogueira, Lan Lanh, Luiz Brasil, Martnália, Carlos Malta, Dadi, Márcio Mello, Pretinho da Serrinha e Rodrigo Sha, entre outros.

FICHA TÉCNICA:

Voz, piano e violão: Leila Pinheiro

Direção artística e roteiro: Ana Beatriz Nogueira

Direção musical: Leila Pinheiro

Músico convidado: João Felippe (cavaco de 5 cordas)

Desenho de luz: Aurélio de Simoni

Engenheiro de Som: Márcio Reis

Figurinista: Carla Garan

Direção de Produção: Silvia Rezende

Realização: Trocadilhos 1000

SERVIÇO:

Leila Pinheiro em EXTRAVIOS

Datas: 04 e 05/07/2019 – quinta e sexta

Horário: 19h30

Local: Teatro Rival Petrobras

Rua Álvaro Alvim, 33 – Cinelândia

Telefone: (21) 2240-9796 / 2240-4469

Ingressos: R$ 80,00 (Inteira); R$ 40,00 (Estudante/Idoso/Professor da Rede Municipal/Funcionário Petrobras/Assinante O Globo); R$ 40,00 (Lista amiga).

Capacidade: 350 lugares

18 anos.

Abertura da casa: 1h antes do show

Bilheteria: de terças a sextas, das 13h às 21h; sábados e feriados, das 16h às 21h.