Perfume de Mulher – Eu Fui!

Feliz 2019!

Só agora? Sim, só agora, pois estamos iniciando nosso roteiro cultural. Posso dizer que o pontapé inicial foi muito bem dado. Afinal, estamos cada vez mais caprichando no conteúdo.

Fomos assistir a “Perfume de Mulher”. A história, baseada na obra de Ruggero Maccari e Dino Risi, é bem famosa devido ao filme com Al Pacino, o qual lhe rendeu seu primeiro Oscar. Agora, os palcos cariocas ganham essa montagem, idealizada por Silvio Guindane, que também assume o protagonista. Guindane vive o tenente-coronel Fausto, que fica cego após um acidente de carro. Junto com a deficiência, aflora também seu lado ranzinza. Solitário, contrata o cuidador Ciccio (Eduardo Melo) – que não tem originalmente esse nome, mas assim Fausto o chama -, de quem fica muito próximo.

Ambos estreitam a amizade durante uma viagem para a Itália, e é nesse período em que ocorre a maior parte do espetáculo. Lá, Fausto revê Sara (Gabriela Duarte), que foi sua grande paixão, mas a abandonou depois do acontecido no acidente. Todos os atores estao muito bem, com destaque para Silvio Guindane, que deixa transparecer mesmo no personagem ranzinza sua já conhecida veia cômica.

O ponto alto do espetáculo é o tango que Sara e Fausto dançam com perfeição. Acrescido ao fato de acontecer já na metade final da peça – fase em que todos estão bem envolvidos na situação -, tem bastante receptividade da plateia.

Para quem quer conferir esse e outros momentos imperdíveis de “Perfume de Mulher”, o espetáculo está em cartaz no Shopping da Gávea até fevereiro. Segue abaixo o serviço:

Teatro PetroRio das Artes – Shopping da Gávea
Temporada:
3/1 a 24/2 de 2019
Quinta a Sábado às 21h
Domingo às 20h
Duração: 90 minutos
Ingressos:
Quinta:
R$ 80,00/ R$ 40,00 (meia)
Sexta a domingo: R$ 90,00 (inteira)/ R$ 45,00 (meia)
Ingressos populares: R$ 50,00 (inteira)/ R$ 25,00 (meia)
Classificação etária: 14 anos
Telefone da bilheteria: (21) 2540-6004
Endereço: Shopping da Gávea – R. Marquês de São Vicente, 52 – Gávea, Rio de Janeiro
Capacidade do teatro: 417 lugares

 

P.S.: Agradeço à Palavra Online pelos convites!

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“Chacrinha – O Velho Guerreiro” – Eu Fui!

Estreia desta quinta-feira (8), “Chacrinha – O Velho Guerreiro” foi exibido no Festival do Rio no feriado (2). O filme conta a história do lendário comunicador que morreu há exatos 30 anos. Desde seus tempos de aspirante a locutor até a estrela que se tornou.

O longa traz Stepan Nercessian impecável na pele de Chacrinha, o que já é conhecido há algum tempo. O ator vive o personagem desde o musical (que fomos conferir veja aqui e aqui) e até mesmo em especiais para a televisão. Quem o vive na fase jovem é Eduardo Sterblitch, famoso por sua faceta cômica, mas que neste filme é bem dosada.

O enredo conta com fatos reais e fictícios, desde a vinda de Abelardo Barbosa do Pernambuco até o estouro nacional. Mostra Chacrinha como um talentoso visionário, prevendo que o povo precisava de alegria e de um grande carnaval nas telas de TV, com cenografia colorida e fantasias sensacionais (com certeza está entre as partes mais engraçadas do filme). Mas em contraponto, era evidente um temperamento turrão e nem sempre de convivência pacífica com chefes e colegas.

Mas o grande fato é a genialidade do comunicador, que transcende gerações e tem sua vida lembrada décadas após sua morte.

P.S.: Agradeço à Palavra Assessoria em Comunicação pelos convites

Crô em Família – Eu Fui!

Marcelo Serrado conseguiu a façanha que alguns outros poucos atores conseguem: fazer seu personagem fazer tanto sucesso que chega a transcender o limite das telinhas. Crô surgiu na novela “Fina Estampa”, em 2012, e já no ano seguinte pintou nas telonas em busca de uma nova musa a quem devotar sua atenção.

Cinco anos depois, Crô segue podre de rico, porém solitário. Tristonho após um divórcio, é procurado por uma família que alega ter parentesco com ele. O fato gera desconfiança – e treta – para os amigos mais próximos. Mas também mexe com a carência do personagem, que acolhe todos em sua mansão.

O elenco é composto por nomes como Tonico Pereira e Arlete Salles nos papéis dos supostos pais de Crô. No núcleo dos amigos, Jefferson Schroeder (aquele que memetizou esse ano com o vídeo postado por Fábio Porchat, em que imita vozes de dublagens brasileiras para vídeos americanos) é destaque, com um trabalho de voz feminina perfeita.

As participações especiais são ilustres e muitas, como David Brazil, Pabblo Vittar, Preta Gil, entre muitos outros. Marcelo Serrado mantém a regularidade do personagem debochado, porém dócil. Um pouco mais afetado, talvez, mas não sei se foi impressão minha pelo tempo que não via o personagem. O texto não economiza no dialeto gay, com comparações como “Vou fazer a Angélica e ir de táxi” durante todo o filme. A estreia acontece em 6 de setembro.

P.S.: Agradeço à Liège Monteiro Assessoria pelo convite!

Sonho de uma noite de Verão – Eu Fui!

Com quase 30 anos de trajetória, a Companhia de Ballet do Rio de Janeiro (CBRJ) iniciou uma parceria com a Escola de Dança Alice Arja (EDAA). A união está rendendo frutos no repertório de obras eleitas para suas apresentações. Balés clássicos e neoclássicos fazem parte das escolhas das cias.

“Sonho de uma noite de Verão” fez 3 apresentações no Centro Cultural João Nogueira – Imperator, nos dias 17, 18 e 19 de agosto. O corpo de baile é nitidamente bem jovem. Mas, apesar da característica, mostraram segurança na execução da obra de William Shakespeare, que conta a história de seres mitolóicos.

Difícil falar sobre apresentações de balé, pois é tudo sempre muito perfeito. A dedicação dos profissionais rende bons resultados, como foi neste caso. Os bailarinos mostraram que ainda têm uma longa e vitoriosa carreira pela frente.

Para saber mais sobre a parceria Cia de Ballet do Rio de Janeiro + Escola de Dança Alice Arja veja em http://www.alicearja.com.br

P.S.: Agradeço à MNiemeyer pelo convite!

Medo Viral – Eu Fui!

Uma das estreias deste 16 de agosto de 2018 é o filme de terror “Bedeviled”, que recebe em português o sugestivo título de “Medo Viral”. A história gira em torno de um grupo de amigos que baixa um aplicativo para receber informações sobre restaurantes.

A essa altura do campeonato, todos já sacaram que o que buscamos na net “volta contra nós”. Digo, as propagandas aparecem para os usuários de acordo com os interesses que manifestamos em nossas buscas no Google, curtidas em redes sociais e tal. Pode parecer um pavor sermos bombardeados o tempo inteiro com propagandas de produtos que às vezes nem lembramos termos interesse? Nem tanto!

Isso não é nada perto do que os amigos de “Medo Viral” vive. O aplicativo – até então inocente – conhece os medos mais obscuros de cada membro do grupo de adolescentes e os utiliza para aterrorizá-los.

Assistir a filmes de terror era um hábito da minha infância (sério!). Confesso que, conforme fui ficando mais velha, esse estilo foi ficando de lado e hoje em dia vejo pouquíssimos. Lembro que rolam sempre uns sustos com o intuito apenas de gerar expectativa no espectador, e outros que acontecem quando realmente algo trágico está por vir. Esses ingredientes estão presentes em “Medo Viral”, bem como as partes toscas que esses filmes costumam ter. Mas, para quem está a fim de tomar uns bons sustos, vai na fé que o filme não decepciona!

P.S.: Agradeço à Imprensa Fenix Filmes pelo convite!

 

O Abacaxi – Eu Fui!

Meus posts aqui na coluna têm estado cada vez mais escassos. Mas o lado de bom de ter cada vez menos tempo é que podemos escolher mais cuidadosamente os eventos. Posso dizer que tenho acertado em cheio as últimas peças a que vou assistir. Como foi o caso de “O Abacaxi”, em cartaz no Teatro Sesi.

 

Casais românticos são frequentemente retratados em peças de teatro, filmes e novelas. Inclusive com o toque de comédia. Mas Veronica Debom e Marcius Melhem fazem isso e muito mais. Mostram vários casais e todas as possibilidades que um relacionamento pode oferecer.

Com dramaturgia de Veronica Debom, a dupla mostra no palco o entrosamento já conhecido da televisão no programa “Tá no Ar”. O ótimo texto brinca com a visão das pessoas quanto aos relacionamentos. Principalmente com a, por vezes, contradição entre o que dizem e como lidam quando presenciam de fato alguma situação. Talvez uma barreira que as novas gerações enfrentam quando tentam transgredir o padrão tradicional dos relacionamentos, buscando liberdade, mas não conseguem se desvencilhar daquilo o que a sociedade sempre impôs.

Para acompanha-los, Rafael Rocha está em cena a todo o momento, tocando bateria ao vivo e também interagindo com o casal. A direção é de Debora Lamm, outro nome conhecido da comédia na telinha.

 


 

Sucesso de crítica e público, a peça “O Abacaxi” reestreia no Rio, em julho, com novo elenco. Em sua versão 2018, Marcius Melhem entra em cena no lugar do ator Felipe Rocha ao lado de Veronica Debom, num mergulho sobre as relações amorosas em todas as suas possibilidades. Dirigidos por Debora Lamm, os parceiros do programa de TV, “Tá no ar”, se amam, brigam e se reconciliam na pele de diversos casais que tentam dar conta das infindáveis formas de amor. A peça, que marca a estreia de Veronica como dramaturga, fica em cartaz de 16 de julho a 14 de agosto, segundas e terças, às 19h, no Teatro SESI, no Centro.

Pode-se dizer que “O Abacaxi” é uma poética incursão da comédia no teatro contemporâneo. Com um texto tragicômico é ácido, a montagem levanta questões que emergem da tentativa de enquadrar num molde esse sentimento arrebatador e indomável que é o amor. “A obra fala das angústias de uma geração que tem o ideal romântico padrão Disney como referência intelectual, mas, ao mesmo tempo, tenta se libertar, pois já está diante de outra que dilui a identidade de gênero e encara com naturalidade o amor livre”, explica a autora.

Com uma dose de existencialismo, a montagem tenta refletir sobre as diferentes maneiras de amar: é possível ser livre de fato em algum modelo de relacionamento? Como fazemos para que nossos condicionamentos passados não atrapalhem a fluidez dos nossos relacionamentos presentes? Como escapar da nossa própria prisão mental? Embalados pela trilha sonora ao vivo de Rafael Rocha (que também interage com o casal), Veronica e Marcius tentam responder a essas e outras perguntas encarnando os mais variados tipos de relações – um casal com relacionamento aberto, um trisal, um casal de amigos, pessoas em busca de amor próprio -, que, em comum, estão em busca de um amor liberto.

Para dirigir todos esses personagens Veronica convidou a amiga e parceira, Debora Lamm. Segundo ela, a montagem aborda a transição que o nosso tempo vive em relação ao amor e às combinações que tentamos estabelecer para lidar com ele. “O Abacaxi é uma peça que fala com irreverência sobre as formas de amar que ainda estamos construindo e descobrindo”, comenta a diretora.

A cenografia de Mina Quental dá o toque final nessa salada amorosa. Para compor a ambientação dos diferentes casais nem tanto convencionais, Mina optou por colocar os móveis e objetos típicos de todo o lar fora de sua função habitual. A geladeira, por exemplo, é o guarda-roupa. A bateria está no meio da cozinha. A cama está suspensa no teto e por aí vai. Para completar o time, Debora convidou o

parceiro, Rafael Faustini, da Faustini Produções, que está desde o início à frente da produção do projeto.

FICHA TÉCNICA:

Autora: Veronica Debom

Direção: Debora Lamm

Colaboração Artística: Fabiano de Freitas

Elenco: Veronica Debom e Marcius Melhem

Direção Musical: Rafael Rocha

Direção de Movimento: Alice Ripoll

Cenografia: Mina Quental

Assistente de Cenografia: Éllen Rambo

Figurino: Luiza Fardin

Iluminação: Ana Luzia de Simoni e João Gioia

Programação Visual: Lucas Canavarro

Fotos: Elisa Mendes

Assessoria de Imprensa: Fernanda Lacombe (Lage Assessoria)

Direção de Produção: Rafael Faustini

Produção Executiva: Rachel Lamm

Realização: Faustini Produções

SERVIÇO:

“O ABACAXI”

Local: Teatro SESI (Av. Graça Aranha nº1, Centro)

Telefone: (21) 2563.4164

Temporada: 16 de julho a 14 de agosto.

Dias: segundas e terças

Horário: 19h

Preço: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)

Classificação: 14 anos.

Duração: 80 min. Capacidade: 338 lugares

Sinopse: a montagem aborda a transição dos tempos atuais em relação ao amor e às variadas combinações possíveis para lidar com ele. Uma peça de humor ácido sobre a busca pelo amor que liberta e que ainda está em construção.

A Melhor Escolha – Eu Fui!

Sabe aqueles velhos amigos que você pode ficar séculos sem ver mas, quando isto acontece, parece que nunca se desgrudaram? Larry (Steve Carell), Sal (Bryan Cranston) e Richard (Laurence Fishburne) sabem como é.

Os 3 ficaram amigos após servirem juntos no Vietnã. A vida os levou para caminhos distintos e isso acabou os afastando. Coube a Larry a tarefa de procurar os antigos companheiros para uma missão nada agradável: acompanhá-lo no enterro de seu filho, também militar. Eles aceitaram o pedido e, mesmo com todo o tempo longe um do outro, foram retomando a sintonia ao longo da verdadeira road trip que acabou se tornando.

O filme tem roteiro adaptado no livro homônimo do escritor Darryl Poniscan. Com direção de Richard Linklater, o longa se passa em 2003 e, ao mesmo tempo que mostra as transformações da tecnologia da época, vemos como evoluiu para agora, 15 anos depois. Sal, deslumbrado com as maravilhas de um telefone celular, é um grande entusiasta para que os amigos adquiram os seus. Hoje os benefícios desta tecnologia já estão bem mais incorporadas ao nosso dia a dia.

Tudo isso sendo contado por um texto muito bom, dito por atores bem em seus papeis. O extrovertido Sal, o ex-extrovertido e atual pastor Richard, e Larry, vivido por um inusitado sorumbático Steve Carrell. Também tímido e inseguro diante de suas perdas. Muito convincente.

P.S.: Agradeço à Imagem Filmes pelo convite