O Pequeno Livro das Emoções Perdidas

Samantha é professora, idealista e tem uma visão positiva diante da vida. Tomás é totalmente materialista, matemático e prático. Irmãos que há anos não se viam e, diante da morte da mãe, se reencontram. Um profundo mergulho conduz a família ao passado, relembrando cicatrizes de sua história. A capacidade de se reinventar ao olhar para as próprias raízes é um dos temas que permeiam a peça “O Pequeno Livro das Emoções Perdidas”, que estreia no dia 4 de setembro, no Teatro Vannucci, no Shopping da Gávea.

 

Na casa onde cresceram, Samantha e Tomás dão início a um árduo trabalho de se desfazer de objetos que trazem histórias de sua infância, de seus pais, de sua família. Cada objeto traz uma memória e reflete uma lembrança boa ou ruim, com as quais eles vão ter que lidar para seguir em frente. Como limpar as mágoas do passado e resgatar o afeto? Como controlar as emoções? Como lidar com a dificuldade de entender sua potência interna e descobrir a própria fé?

 

“Lançamos perguntas sem respostas, mas com algumas reflexões. Pensamos em deixar uma mensagem positiva não como forma de impor alguma coisa, mas simplesmente deixar em aberto possibilidades, caminhos e mostrar o quanto ser feliz nesta existência depende apenas de nós”, comenta Marcelo Albuquerque, que assina a dramaturgia e também atua na peça.

 

O projeto nasceu da busca de Marcelo e da atriz Stela Celano em manter seu fazer teatral vivo a partir de uma premissa básica: “a vontade de falar sobre nossos tempos, sobre re-existência – no sentido de resistir aos grandes obstáculos da vida e se reinventar, transformando a realidade e usando o amor como palavra-chave”, destaca Marcelo.

 

“O Pequeno Livro das Emoções Perdidas” tem um caráter espiritualista, mas não tem vínculo com uma religião. Destaca valores que estão se perdendo em muitas sociedades, como a valorização da família, a compreensão, o amparo e o amor.  Conceitos sobre a vida que envolvem fé, esperança e amor. “Tratamos a vida como um bem sagrado e inserimos os personagens como seres que buscam seus progressos individuais, enquanto são obrigados a lidar com situações que os desequilibram”, ressalta Stela.

 

“A história de uma família que precisa se reconectar é apenas o pano de fundo para falarmos sobre questões como amor próprio, a felicidade, a dor e a perda, a gratidão”, conta Stela. “E também outros valores que muitas vezes são esquecidos em detrimento de uma materialidade”.

 

O processo de construção do espetáculo partiu do olhar da diretora de movimento Clarissa Freire e veio de encontro ao processo dramatúrgico de Marcelo Albuquerque, que teve a colaboração da atriz Stela Celano na sua pesquisa e concepção do texto.

 

SINOPSE

Com a morte da mãe, os irmãos Samantha e Tomás, que há tempos não se viam, se reencontram na casa em que viveram na infância.

 

Fotos de divulgação estão neste link.

 

FICHA TÉCNICA

Texto: Marcelo Albuquerque

Elenco: Stela Celano, Gilberto Torres, Marcelo Albuquerque e Mariah da Penha

Direção de movimento: Clarissa Freire

Cenografia e figurino: Teca Fichinski

Iluminação: Paulo César Medeiros

Trilha sonora: João Castilho

Voz em off da Adelina: Sylvia Massari

Foto e design: Victor Hugo Cecatto

Assessoria vocal: Adriana Carla

Assessoria de imprensa: Bianca Senna

Direção de produção: Stela Celano e Marcelo Albuquerque

Produção executiva: Manuela Hashimoto

Produtora agente: Amelinha Lima

Assistente administrativa: Ludmila Lorenzetto

Idealização e Realização: Arbtrátil Produções Artísticas

 

SERVIÇO  | “O Pequeno Livro das Emoções Perdidas”

Estreia: 04 de setembro de 2019

Temporada: De 4 a 26 de setembro.

Local: Teatro Vannucci (Rua Marquês de São Vicente, 52 – Shopping da Gávea)

Dias e horário: quartas, às 21h, e quinta, às 18h.

Ingressos: R$ 70 (inteira) | R$ 35 (meia)

Vendas online: www.tudus.com.br

Duração: 1h10min.

Capacidade: 400 lugares.

Classificação indicativa: 14 anos

 

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“Artaud, le Mômo” em São Paulo

De 04 a 21 de setembro, Maura Baiocchi apresenta o solo Artaud, le Mômo, na Oficina Cultural Oswald de Andrade.  De quarta a sexta, as apresentações acontecem às 20h. Aos sábados, às 18h. A entrada é gratuita.

Criado em 2016, por ocasião do 25º aniversário da Taanteatro Companhia e em comemoração ao 120º aniversário do poeta francês, criador do Teatro da Crueldade, Antonin Artaud (1896 a 1948), Artaud, le Mômo é uma síntese e um processo antropofágico da coreografia desenvolvida em cARTAUDgrafia, trilogia dirigida por Wolfgang Pannek, e que traduz as dimensões específicas da obra artaudiana – crise do espírito, da cultura e da linguagem.

A linha mestra desta dramaturgia é “o problema da liberdade autêntica” impossível de dissociar, dentro da obra de Artaud, da criação de um corpo próprio e da luta contra a institucionalização das formas de vida. Artaud, le Mômo mistura as linguagens da dança, poesia, música e vídeo. Com equipe de criação internacional, a obra foi apresentada no Brasil, Argentina, Alemanha e na França.

Artaud, le Mômo sintetiza a pesquisa coreográfica realizada desde 1996 pela Taanteatro Companhia em torno da vida e obra de Antonin Artaud. O espetáculo encena a atualidade sócio-política da poética artaudiana, sobretudo no que diz respeito à aceitação da alteridade (étnica, cultural, espiritual e sexual) e na abordagem do papel da violência nas relações entre as instituições do poder e do saber e os indivíduos.

Artaud, le Mômo faz parte do projeto [des]colonizações. Contemplado pela 25ª edição do Programa Municipal de Fomento à Dança para a Cidade de São Paulo, [des]colonizações investiga a aplicação de estudos pós-coloniais na criação teatro-coreográfica.


Ficha Técnica:
Artaud, le Mômo

Direção, teatrocoreografia e figurino: Maura Baiocchi
Dramaturgia e Cenário: Wolfgang Pannek e Maura Baiocchi
Composição Musical: Gustavo Lemos
Vídeos: Onofre Roque Fraticelli, Candelaria Silvestro, Paula Alves, Bruna de Araujo
Iluminação: Eduardo Alvez e Mônica Cristina Bernardes
Operador de som e vídeo: Wolfgang Pannek

Serviço:
04 e 06/09 – quarta e sexta – 20h
12, 14, 19 e 21/09 – quintas – 20h, sábados – 18h
30 lugares – A distribuição dos ingressos é feita com 1 hora de antecedência.
Gratuito
Duração: 110 minutos
Classificação 12 anos
Local: Oficina Cultural Oswald de Andrade – Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro – São
Paulo/SP
Informações: Tel: (11) 3222-2662

 

“Euforia” no Teatro Poeirinha

De 12 a 29 de setembro, o Teatro Poeirinha, em Botafogo, recebe o espetáculo ‘Euforia’, de Julia Spadaccini, direção de Victor Garcia Peralta, estrelado pelo ator Michel Blois. Dividida em dois solos, a montagem traz como tema o desejo através das histórias de um idoso e de uma cadeirante. Um desabafo de personagens que socialmente são olhados como seres assexuados, invisíveis aos olhos do prazer comum.

UMA MULHER PARAPLÉGICA

Uma publicação britânica sobre deficiências, que entrevistou mais de mil pessoas nessas condições, aponta que 85% já fizeram sexo alguma vez na vida e metade tinha um parceiro. Mas, por outro lado, um levantamento divulgado por um jornal do país revelou que 70% dos britânicos não iriam para a cama com alguém com algum tipo de deficiência física.

Esse é um preconceito comum. O deficiente é visto como uma vítima eterna, um “coitado”, um ser completamente assexuado.

Através do olhar dessa jovem personagem que ficou paraplégica em função de um acidente, vamos ser levados numa viagem onde a sexualidade é tão ou mais explorada pelo corpo e suas incríveis terminações nervosas.

No início, envolta pela percepção dos limites que o novo corpo lhe trazia, em meio a raiva e tristeza, não chegou a pensar em sexo. O seu foco era reaprender o cotidiano, como comer, lidar com a sonda, escovar os dentes. Até que um dia conhece um homem e sente que ele lhe desperta a consciência sobre áreas de seu corpo que se tornaram mais sensíveis após o acidente. Ela fica obcecada pelas próprias bochechas, pescoço e outras partes não convencionais do corpo, aprendendo também a decifrar aos poucos um novo mundo de fantasias e sensações.

UM SENHOR DE 87 ANOS HOMOSSEXUAL

A sexualidade dos mais velhos é um dos aspectos do envelhecimento que mais sofre preconceito, muitas vezes avaliada como um período assexual e de renúncia. A libido não se apresenta somente no ato sexual em si, mas nos pensamentos, na observação, nos sonhos, no desejo constante.

Foi constatado que os indivíduos, quando vão para um asilo, escondem suas sexualidades. Homossexuais, assumidos socialmente quando jovens, voltam a vestir a máscara social para não passar “constrangimentos”.

Esse personagem vai se desenvolver justamente nesse ambiente e com essa inquietação: viver num asilo e ter que se distanciar novamente de sua própria identidade. Porém, dentro de si, o que ainda persiste é a euforia do desejo que se mantem vivo, jovem e pleno. Um universo pulsante ainda está ali, querendo, sentindo e sendo o que sempre foi.

A sexualidade em toda sua amplitude, não sendo restrita ao ato sexual, ganha contornos simbólicos que falam do desejo de permanecer vivo, da persistência exigida quando o vigor do corpo declina. Mesmo tendo superado os medos e os conflitos gerados pelo desejo homossexual ao longo da vida, este é um momento de entender que a vida sexual pode ser realizada de várias formas contradizendo a norma conservadora.
Agora, ele vê emergir imagens da infância e da adolescência. Os choques entre desejo e aceitação, beleza e envelhecimento perduram assim como o medo do abandono. A situação fica mais delicada com a perda da independência financeira e da saúde, normalmente associada à permanência de idosos nos asilos.

Em contrapartida a tenacidade de realizar seus desejos plenamente é fruto de uma construção de identidade pessoal preciosa e possível para algumas pessoas.

 

TRECHOS DE CRÍTICAS

 

“Possuidor de ótima voz, impecável trabalho corporal, grande carisma e uma inteligência cênica que o leva a buscar soluções que sempre escapam ao previsível (…) Sensível brado contra o preconceito e a hipocrisia (…) Sem dúvida, uma das melhores performances da atual temporada” – Lionel Fischer (2017)

“Michel Blois sintoniza, com raro brilho, o clima da representação (…) Com um presencial irrepreensível o ator (…) torna cúmplice a pequena plateia na simplicidade funcional deste despretensioso mas inspirado documentário cênico” – Wagner Correa de Araujo / Escrituras Cênicas

“Michel Blois é responsável por um dos momentos mais sublimes da atual temporada carioca (…) Aprofundam todo um questionamento raramente abordado nas mais diversas expressões artísticas” – Renato Mello – Botequim Cultural

“Michel Blois defende sozinho dois personagens tão distintos quanto emocionantes”

Renata Magalhães / Veja Rio

“Atinge uma plenitude total em termos de interpretação” – Gilberto Bartholo / O teatro me representa!

O PROCESSO

Esta é a segunda peça que Michel Blois é dirigido por Victor Garcia Peralta, a primeira foi “The Pride” em 2016 em cartaz na Caixa Cultural e Teatro Ipanema. Já com Julia Spadaccini sua parceria vem desde 2006 quando fez assistência de direção de Kiko Mascarenhas na peça “Por enquanto é isto” em que a Julia fazia como atriz. Já dirigiu outras duas peças da dramaturga, em 2007 o solo do Rodolfo Mesquita “A Sônia é que é feliz” e, em 2017, ao lado da diretora de cinema Sandra Werneck, “E se eu não te amar amanhã”, com Luana Piovani, Leonardo Medeiro e Marcelo Laham. Como ator fez “Aos Domingos”, em 2013, indicada ao prêmio Shell de dramaturgia, e “Os Inocentes”, em 2010.

 

TRAJETÓRIA DA PEÇA

Espaço Cultural Sergio Porto (RJ) em setembro de 2017,

Teatro Café Pequeno (RJ) em outubro de 2017,

Parque das Ruínas (RJ) em novembro de 2017,

Reduto (RJ) em janeiro de 2018,

SESC Vila Mariana (SP) em junho de 2018,

4º Festival de Teatro do Midrash (RJ) em julho de 2018,

Teatro Sergio Cardoso (SP) em agosto de 2018

SESC Santo Amaro (SP) em outubro de 2018

SESC São Carlos (SP) em outubro de 2018

SESC São José do Rio Preto (SP) em outubro de 2018

SESC Araraquara (SP) em outubro de 2018

SESC Nova Friburgo (RJ) em outubro de 2108

Midrash Centro Cultural (RJ) em fevereiro de 2019

SESC Interlagos (SP) em março de 2019

SES Jundiaí (SP) em março de 2019

SERVIÇO

Local: Teatro Poeirinha (Rua São João Batista, 104 – Botafogo – RJ)

Informações: 21 2537-8053

Horário: Quinta a Sábado, às 21h | Domingo, às 19h

Ingresso: R$60,00

Duração: 52 minutos

Capacidade: 60 lugares

Gênero: drama

Classificação: 14 anos

Temporada: de 12 a 29 de setembro

 

SINOPSE
Dividida em dois solos, um sobre um idoso e outra sobre uma cadeirante, a peça trata do desejo. Um desabafo de personagens que socialmente são olhados como seres assexuados, invisíveis aos olhos do prazer comum.

FICHA TÉCNICA

Elenco: Michel Blois

Texto: Julia Spadaccini

Direção: Victor Garcia Peralta

Diretora Assistente: Flavia Milioni

Iluminação: Wagner Azevedo

Cenografia: Elsa Romero

Figurino: Ticiana Passos

Trilha Sonora Original: Holograma (Pedro Guedes e Rafael Langoni)

Projeto Gráfico: Raquel Alvarenga

Pesquisa Dramatúrgica: Marcia Brasil

Cenotécnica: Fatima de Souza

Direção de Produção: Michel Blois

Realização: Eu e Ele Produções Artísticas Ltda

CURRÍCULOS

 

MICHEL BLOIS – ATOR

Natural de Rio Grande/RS. Formou-se na CAL/RJ em 2006. Indicado aos Prêmios “Cesgranrio” e “Botequim Cultural” de melhor ator em 2017 pelo solo Euforia de Julia Spadaccini.

Como ator fez mais de 30 espetáculos e trabalhou com os diretores Enrique Diaz, Simon Will (ING), Lola Arias (ARG), Tiago Rodrigues (PT), Jefferson Miranda, Felipe Hirsch, João Fonseca, Ary Coslov, Maria Maya, Cesar Augusto, Victor Garcia Peralta, Inez Viana entre outros e com as Companhias Gob Squad (ING/ALE), Mundo Perfeito (PT) e Cia dos Atores.

Dirigiu os espetáculos “E se eu não te amar amanhã?” de Julia Spadaccini (Sandra Werneck como co-diretora), “Tubarões”, “Dentro” do Coletivo Pequena Orquestra, “Para um destinatário” de sua autoria (apresentado em Lisboa, Portugal), “A Sonia é que é Feliz” de Julia Spadaccini e “Dois Irmãos – Due Fratelli” do italiano Fausto Paravidino (Chia Rodrigues como co-diretora).

Coletivamente dirigiu, escreveu e atuou em “MoMO”, “Dulce”; “Sempre”, “Pedro procura Inês” e “Bobby Sands vai morrer, Tatcher assassina” apresentados no Brasil, Europa e África; e também “Madrigal em processo” e “Moradores da Cidade Vazia” com o Coletivo Pequena Orquestra; “Limite” e “Córtex” com a Invisível Companhia.

Fundador da cia de teatro Pequena Orquestra e do coletivo de dramaturgia Inventário de Mentiras.

Foi diretor artístico do Teatro Ipanema entre 2012 e 2015 com a Residência Artística No Lugar. É um dos programadores do Festival Dois Pontos que já teve duas edições no Rio de Janeiro.

JULIA SPADACCINI – DRAMATURGA

Nasceu no Rio de Janeiro, tem 38 anos, é formada em Artes Cênicas pela UNI-RIO, em Psicologia pela USU e Pós-graduada em Arteterapia pela Cândido Mendes. No teatro, Julia é autora de mais de 18 peças encenadas no Rio de Janeiro e em viagens pelo Brasil. Na TV foi roteirista da série “Oscar freire 279” (Multishow – 2011); do programa “Aprender a Empreender” (Canal Futura – 2010); “Básico” e “Quase Anônimos” (Multishow – 2009). Foi integrante do site “Dramadiário” durante 3 anos. Trabalhou como Roteirista dos Gibis da Editora Globo (2006/07). Como roteirista contratada na produtora Jodaf Mixer e Conspiração Filmes (2008/09). No cinema assinou o roteiro do filme “Qualquer Gato Vira-lata” produzido pela “Tietê Filmes” e o curta “Simpatia do Limão” vencedor do prêmio “Porta-curtas Petrobrás” no Festival de Cinema do Rio (2010). Participou da oficina de teledramaturgia da Rede Globo (2010). Foi roteirista dos gibis “Luluzinha Teen” da Ediouro (2009-2011).  Colaborou como roteirista do filme “Loucas para Casar” (Glaz Filmes/ 2015). Desenvolveu o argumento do filme “Isolados” (2014).  Indicada aos prêmios Shell (2012). APTR, CESGRANRIO (2013). Vencedora do prêmio Fita (2013). Vencedora do prêmio Shell como melhor autora carioca (2013) pela peça “A Porta da Frente”. Foi roteirista programa “Tapas e Beijos” (Rede Globo 2013-2015) e da série “AMORTEAMO” (Rede Globo 2015). Escreveu “Chacrinha – O Velho Guerreiro” filme e série para TV Globo, estreia prevista para 2017. 

VICTOR GARCIA PERALTA – DIRETOR

Formado no “Piccolo Teatro Di Milano” na Itália sob direção de Giorgio Strehler.

Natural da Argentina, mas residente no Brasil. Dirigiu vários monólogos de sucesso entre eles: Os homens são de marte e é pra lá que eu vou de/com Mônica Martelli; Sexo, Drogas & Rock’n’roll de E. Bogosian com Bruno Mazzeo; Tudo que eu queria te dizer de M. Medeiros com Ana Beatriz Nogueira; Não sou feliz, mas tenho marido de V. Gomez Thorpe com Zezé Polessa; Dorotéia minha de/com Beth Goulart; Também queria te dizer de M. Medeiros com Emilio Orciollo Netto; Novecentos de A. Baricco com Isio Ghelman; Você está aí? De J. Daulte com Claudia Ohana; entre outros. 

Entre seus últimos trabalhos de direção no teatro estão The Pride de Alexi Kaye Campbell; Decadência de S. Berkoff; Queime isso de L. Wilson; Uma relação pornográfica de P. Blasband; Quem tem medo de Virginia Woolf? De E. Albee; O Submarino de M. C. Barbosa e M. Falabella; O caso Valkiria R. de C. Sussekind; Alucinadas de B. Mazzeo, F. Porchat e E. Palatinik; Quartett de H. Müller; Um marido ideal de O. Wilde entre outras. 

Na Argentina ganhou os seguintes prêmios de melhor direção: Moliere por Las lágrimas amargas de Petra Von Kant de R. W. Fassbinder; Maria Guerrero por La Señora Klein de N. Wright; A.C.E. e Estrella de Mar por Como se rellena um bikini salvaje de M. Falabella.

“Procópio” no Teatro Petra Gold

No dia 29 de Agosto às 20h espetáculo “PROCÓPIO” volta à cena no Rio de Janeiro, cidade onde cativou o público por três temporadas em menos de um ano.  Desta vez, o palco para a quarta temporada do espetáculo que mostra uma discussão sobre a importância da arte na sociedade será o Teatro Petra Gold, no Leblon. Idealizado por Kadu Garcia e Paulo Giannini, que atuam e produzem o espetáculo, o texto de Carla Faour, também idealizadora desse projeto, é dirigido por Dani Barros.

A cena se passa no futuro, onde os moradores de uma praça são afetados por um “decreto” que muda a vida de todos – toda e qualquer manifestação artística está proibida. Neste contexto, dois estranhos se encontram no interior de um prédio abandonado, e a tensão da convivência forçada e suas opiniões divergentes sobre a ordem estabelecida provocam situações que vão revelando – com humor, poesia e humanidade – as mudanças na vida desses dois homens.

“Após a premiação de Galápagos, nosso outro texto, começamos a pensar em um novo projeto, dando prosseguimento ao nosso compromisso com a dramaturgia brasileira – elaborando mais um texto inédito para dois atores. Chamamos a Carla para escrever, acompanhando o fluxo de acontecimentos que atropelavam o Brasil, ouvindo as urgências que nos circundavam, e convidamos a Dani Barros para conduzir nosso destino em direção ao futuro criado pela Carla. E seguimos os dois no palco, mais uma vez, dando voz as nossas inquietações”, relembra Kadu.

A montagem propõe um exercício sobre o futuro e uma provocação sobre o nosso tempo e nossa história. Em cena, possíveis consequências na vida de dois homens que buscam sobreviver em meio à profunda aridez cultural. No nome do espetáculo, uma homenagem ao ator, diretor e dramaturgo Procópio Ferreira, considerado um dos grandes nomes do teatro brasileiro, que, em 62 anos de carreira, interpretou mais de 500 personagens em 427 peças.

“Quando começamos a nos reunir, tínhamos o desejo de falar sobre o momento político e cultural que estávamos vivendo. Achamos que seria mais eficaz nos descolarmos da realidade, para que pudéssemos enxergá-la melhor, dando um salto no tempo e imaginando um futuro. Desse desejo nasceu esta nossa ficção futurista, que se passa numa praça imaginária. Procurei falar sobre as dores dos personagens de forma bem-humorada e poética. A peça é uma provocação pra que a gente ria e reflita sobre um hipotético futuro do nosso presente”, reforça a autora Carla Faour.

Dani Barros, que estreou na direção em “Dançando no escuro”, baseado no filme do dinamarquês Lars Von Trier, ressalta suas escolhas cênicas. “Minha proposta é o foco no trabalho do ator, a partir da sua relação com o texto e com todos os elementos cênicos. São dois personagens num prédio abandonado e um convite ao exercício de pensar um futuro sem arte. Como diria Sotigui Kouyaté, um grande mestre das artes cênicas: ‘o teatro é o lugar onde vamos para esclarecer a visão’”, finaliza.

SERVIÇO:

Temporada:

29 de agosto a 26 de setembro de 2019

Horário:

Quintas-feiras – 20h

Local:

Teatro Petra Gold

Rua Conde de Bernadotte, nº 26 – Leblon

Tel.: (21) 2529-7700

Ingressos:

R$ 60 (inteira) / R$ 30 (meia-entrada)

Duração: 60 minutos

Classificação Indicativa: 14 anos

Gênero: Comédia

FICHA TÉCNICA:

Autora: Carla Faour

Direção: Dani Barros

Elenco: Kadu Garcia e Paulo Giannini

Cenário: Fernando Mello da Costa

Figurinista: Bruno Perlatto

Iluminação: Renato Machado e Maurício Fuziyama

Direção musical: Rodrigo Marçal

Designer gráfico: Daniel de Jesus

Assessoria de Imprensa: Marrom Glacê Assessoria – Gisele Machado & Bruno Morais

Redes Sociais: Letícia Bueno

Direção de produção: Kadu Garcia e Paulo Giannini

Realização: Saravá Cacilda Projetos Culturais

SOBRE A AUTORA:

Carla Faour é um dos expoentes da nova dramaturgia brasileira. Por A arte de escutar, seu primeiro texto original, foi indicada aos principais prêmios do teatro carioca: Shell, APTR e Contigo. O texto foi traduzido para o inglês e montado em Toronto, Canadá. Em 2010, estreia Açaí e dedos, sendo indicada ao Prêmio Contigo de Melhor Autor. Em 2012, estreia Obsessão, e recebe os prêmios APTR e FITA de melhor autor do ano, e é indicada pela segunda vez ao Prêmio SHELL. Obsessão foi traduzida para o espanhol e o francês, e integra a coletânea, Teatro Contemporâneo Brasileiro. Em 2015, escreve com Henrique Tavares, Os intolerantes, que estreia no Teatro I do CCBB. Também é autora de A força do destino e Nenê Bonet, adaptações literárias para o teatro. Desde 2013, é contratada da Rede Globo, onde colaborou como roteirista na novela Além do horizonte, no seriado Tapas e beijos, Malhação – Seu lugar no mundo e no filme Chacrinha, o Velho Guerreiro. Atualmente, desenvolve a série Segunda chamada, prevista para estrear em 2019. Também escreveu as séries, Vai que cola, do Multishow, Amor Veríssimo, do GNT e a adaptação para o cinema da peça O inimigo do povo, de Ibsen.

SOBRE A DIRETORA:

Dani Barros estreou como diretora dirigindo o musical Dançando no escuro, baseado no filme de Lars Von Trier. O espetáculo recebeu ótimas críticas e indicações a prêmios, incluindo o de melhor direção. Como atriz, atuou nas peças “Maria do Caritó”, dirigido por João Fonseca, e “Conchambranças de Quaderna”, dirigido por Inez Vianna, ganhando o prêmio APTR de Teatro de Melhor Atriz Coadjuvante pelos dois trabalhos. Por seu papel em “Estamira – beira do mundo” recebeu, como melhor atriz, os prêmios Shell, APCA, APTR, Questão de Crítica e Festival de Teatro do Rio. Atuou no filme “O veneno da madrugada”, dirigido por Ruy Guerra. Na TV Globo, atuou no programa “Minha nada mole vida” e nas novelas “Pega Pega”, “Além do tempo”, “Fina estampa” e “Império”, onde foi indicada com a personagem Lorraine aos prêmios Extra, Contigo e Revista Quem.

SOBRE OS ATORES:

Kadu Garcia atuou nos espetáculos “Solo”; “Sobre o que não sabemos”; “A paz perpétua”; “Galápagos”; “Vianinha conta o último combate do homem comum”; “Pelo amor de Deus, não fala assim comigo”; “Inventário”; “Inumano; Engraçadinha”; “A farsa da boa preguiça”; “Vem buscar-me que ainda sou teu”; “Uma cidadezinha qualquer”, entre outros. Foi dirigido por Aderbal Freire-Filho, Amir Haddad, Isabel Cavalcanti, André Paes Leme, Ivan Sugahara, entre outros.  É fundador e integrante do grupo Roda Gigante, onde desenvolve uma pesquisa continuada sobre a linguagem do palhaço. No cinema, integrou o elenco de “Montanha russa”, de Vinicius Reis. Na TV, participou da novela “Deus salve o rei” e protagonizou um episódio da série “Sob pressão”, com direção de Andrucha Waddington e Mini Kerti.

Paulo Giannini atuou nos espetáculos “Galápagos”; “A tempestade”; “Homem de barros”; “Minh’alma é imortal”; “O Beijo no asfalto”; “Otelo”; “Fogo morto” e “Engraçadinha”, entre outros . Sendo dirigido por Isabel Cavalcanti, Miwa Yanagizawa, Kadu Garcia, Miguel Vellinho, Jeferson Miranda, André Paes Leme, Sidney Cruz, Henrique Tavares, Dudu Sandroni, entre outros. No cinema, participou do documentário sobre Manoel de Barros “Só 10 por cento é mentira” e do longa-metragem “Copa 181”, com direção de Dannon Lacerda. Atuou como diretor de teatro do grupo Nós do Morro, em que dirigiu e coproduziu Barrela, de Plínio Marcos, obtendo sucesso de crítica e público no Rio de Janeiro e em seis outras cidades do país.

SOBRE A PRODUTORA:

Saravá Cacilda Projetos Culturais foi criada pelos sócios Kadu Garcia e Paulo Giannini. Produziu, em 2011, “Homem de barros”, na IX FLIP, espetáculo inspirado na obra de Manoel de Barros dirigido por Miwa Yanagizawa e Kadu Garcia, atuação de Paulo Giannini. Entre 2006 e 2011 a montagem circulou por mais de 40 cidades, totalizando 13 estados brasileiros. Em 2012, produziu a temporada de “Barrela” no Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas, e a participação no Festival XTUDO Cultural Sesi – RJ. Em 2014, produziu a primeira temporada do espetáculo “Galápagos”, no Teatro III do CCBB-RJ. Em 2015, produziu as apresentações no Circuito Sesc de Artes Cênicas e a participação na programação do Festival Sesc de Inverno. E as temporadas do espetáculo no Teatro da UFF em setembro, outubro e novembro, no teatro Glaucio Gill. Em 2017, produziu a temporada de “Galápagos” na Sala Municipal Baden Powell, no Rio de Janeiro. Desde 2018 vem produzindo o espetáculo “Procópio”.

“Monstros” no Teatro PetroRio das Artes

Pais e mães têm sempre grandes expectativas em relação a seus filhos e vice-versa. Mas como lidar quando os sonhos e desejos não são correspondidos? Como lidar com nossos próprios impulsos e emoções? Este é o ponto de partida de Monstros, primeiro musical argentino contemporâneo montado no Brasil. O premiado espetáculo de Emiliano Dionisi, com músicas originais de Martín Rodríguez, estreia dia 6 de setembro e fica em temporada no Teatro PetroRio das Artes, no Shopping da Gávea, sempre às sextas e sábados, às 21h, e aos domingos, às 20h, até 27 de outubro. A adaptação brasileira ganhou direção de Victor Garcia Peralta, direção musical de Azullllllll e elenco que reúne Claudio Lins e Soraya Ravenle na pele de quatro personagens que fazem o público refletir sobre as crueldades ocultas nas relações familiares e cotidianas.

A trama acompanha a história de Claudio e Sandra, pessoas aparentemente comuns e que só se conhecem porque seus respectivos filhos, Francisco e Luíza, estudam na mesma escola. Eles têm certeza de que seus filhos são especiais e acima da média, apesar de alguns probleminhas na escola, ou questões de relacionamento com outras crianças. Mas nada que o amor desses pais veja como desvios de conduta. Aos poucos, como monstros saindo do armário, as verdadeiras faces dessas famílias vão se revelar.

“O musical põe em cena temas com os quais eu tenho gostado de trabalhar: as relações familiares, educação, infância e, principalmente, a dificuldade que temos de nos colocar do lugar do outro, de exercer a empatia”, explica Victor Garcia Peralta. “Em Monstros, temos um pai e uma mãe que não conseguem olhar de verdade para os seus filhos e que têm dificuldade de lidar com as expectativas frustradas”, acrescenta o diretor, que assistiu à primeira montagem do texto, em Buenos Aires, há três anos.

Na encenação, Claudio Lins e Soraya Ravenle interpretam os pais Sandra e Claudio, mas também seus respectivos filhos, Luíza e Francisco. E assim, percorrem um arco dramático que vai do orgulho ao terror. “Quando o Victor me falou que tinha visto este espetáculo em Buenos Aires, fiquei muito intrigado. Afinal, um musical original com um texto potente e apenas dois atores é algo raro. Consegui assistir ao espetáculo na Argentina e fiquei entusiasmado. Que grade desafio para um ator! Falar das aflições da paternidade é algo com o qual eu me identifico completamente nesse momento da minha vida”, comenta Claudio, que tem um filho de 7 anos.

Atriz com mais de três dezenas de musicais no currículo, Soraya Ravenle chama a atenção para a densidade do texto, que não costuma ser habitual nos espetáculos do gênero. “É uma peça sofisticada, de dramaturgia contemporânea e fragmentada, que fala muito sobre a violência que nos cerca. Há uma grande incapacidade de enxergar verdadeiramente o outro, de ter calma para compreender quando as atitudes das pessoas não são as mesmas que as nossas. A peça põe em cena uma mãe e um pai que amam os filhos, mas que não conseguem se comunicar com eles”, define a atriz e cantora.

O espetáculo conta com oito canções originais, com tradução e versões de Victor Garcia Peralta e Claudio Lins e novos arranjos de Azullllllll, que assina a direção musical e estará em cena com um set eletrônico. Na montagem argentina, os atores eram acompanhados por uma banda, mas, na adaptação atual, a equipe optou por uma produção eletrônica.

 

“Uma sonoridade que aborda do imaginário infantil ao terror para criar uma espécie de realidade onírica e cruel. Há também, nos arranjos, a noção ancestral da relação que temos com nossos pais e nossas paternidades e, por isso, um aspecto sensorial e emocional nas canções. Evoco elementos musicais da nossa ancestralidade brasileira e afro-brasileira e recorro, também, a estéticas eletrônicas, como a das séries “Stranger Things” e “Dark”, buscando a contemporaneidade necessária para dialogar com a diversidade cultural que o povo brasileiro carrega e consome”, define Azullllllll. “Cada música adiciona uma camada ao entendimento da peça, fortalecendo a trama e ajudando a conduzir a energia do espetáculo”, acrescenta.

Também fazem parte do time criativo Fernando Rubio (cenário), Claudio Tovar (figurino) e Maneco Quinderé (iluminação).

Prêmios

 

Selecionado em 2015 como melhor projeto de teatro musical na Bienal de Arte Jovem de Buenos Aires, o texto Monstros teve uma carreira surpreendente. Desde que estreou, no mesmo ano de 2015, até suas últimas apresentações, em 2018, o espetáculo acumulou casas lotadas, excelentes críticas e cerca de 17 prêmios do teatro argentino, além de montagens no Uruguai e na República Dominicana. Na Argentina, venceu o 1º Prêmio Trinidad Guevara (Melhor trilha original), o 1º Prêmio Argentores (Melhor música), ganhou sete Prêmios Hugo (Hugo de Oro – espetáculo do ano,  Melhor musical, Melhor direção, Melhor atriz de musical, Melhor ator de musical, Melhor libreto de musical argentino e Melhores letras de musical argentino) e quatro Prêmios ACE (Melhor Musical, Melhor direção de musical, Melhor ator de musical e Melhor música original). No Uruguai, venceu quatro Prêmios Florencio Sanchez (Melhor musical, Melhor atriz de musical, Melhor ator de musical e Melhor música original).

 

Claudio Lins

Atuou em grandes musicais como “Ópera do malandro” (2003/2006), “Gota d’água” (2009), “Milton Nascimento – nada será como antes” (2012/2013), “Elis, a musical” (2013/2015), “O beijo           no asfalto – o musical” (2015/2016) e “O musical da Bossa Nova” (2017/2018),     entre   outros. Na TV, esteve nas novelas “História de amor” (1995), “Esmeralda”   (2004), “Uma rosa com amor” (2010), “Babilônia” (2015), “Malhação” (2017),    além do reality musical “Popstar” (2017). Tem dois discos gravados e compôs para os espetáculos “O beijo    no asfalto – o musical” e “Senna – o          musical”.

Soraya Ravenle

Uma das grandes atrizes do musical brasileiro, foi revelada para o grande público no musical “Dolores” (1999), onde interpretava a cantora Dolores Duran. Atuou ainda em “South American Way – a vida de Carmem Miranda” (2001), “Ópera do Malandro” (2003/2006),   “Sassaricando – e o Rio inventou a marchinha” (2007/2008), “Um violinista no telhado” (2011) e “Instabilidade perpétua” (2017/2019), entre outros. Esteve nas novelas “Laços de família” (2000), “Beleza pura” (2008), “Paraíso” (2009), “Malhação” (2011) e  “I love Paraisópolis”  (2015). Tem dois discos de carreira.

Victor Garcia Peralta

Responsável pela direção de “Tebas Land”  (2018), uma das grandes sensações da temporada, Victor também dirigiu ”Decadência” (1999), “Dorotéia minha” (2002), “Quartett” (2006), “Não sou feliz mas tenho marido” (2006), “Os homens são de Marte… E é pra lá que eu vou” (2005), “Quem tem medo de Virgínia Wolff” (2014), “Sexo, drogas e rock’nroll” (2015) e “Euforia” (2017/2018), entre outros. Ainda na Argentina, dirigiu “As lágrimas amargas de  Petra Von Kant” (1987), o musical “Gypsy” (1992), além de adaptações de “A   partilha” e “Submarino”, textos de Miguel Falabella e Maria Carmem Barbosa.

Azullllllll

Desenvolve trabalhos nos campos da música, performance, artes visuais e cênicas. Atualmente, apresenta o show ‘Azullllllll’, exibe a instalação interativa ‘Maquina de Contato’ no Centro Cultural Oi Futuro com o Koletivo Machina, do qual é integrante, e produz a coluna de performance ‘#mimesetranseincorporacao’ no site Heretica.co. Dois dos seus trabalhos performativos em andamento são ‘@continuovive’ (instagram) e ‘sem título’. Assinou a direção musical dos espetáculos ‘Ajuste’, ‘bicho’ e ‘Cara de Fogo’, com direção de Georgette Fadel; ‘Naquele Dia Vi Você Sumir’, parceria com Áreas Coletivo e Magiluth; e ‘Instabilidade Perpétua’, com atuação de Soraya Ravenle.

Sinopse curta

 

O premiado musical acompanha o complexo relacionamento de Claudio e Sandra com seus respectivos filhos.

Sinopse longa

O premiado musical Monstros conta a história de Claudio e Sandra, adultos que se cruzam casualmente porque seus filhos estudam no mesmo colégio. Sandra tem tanto orgulho de sua filha Luíza como Claudio tem de seu filho Francisco. Eles têm certeza de que seus respectivos filhos são especiais. Talvez, acima da média. Qualquer problema na escola ou questões de relacionamento com outras crianças são encarados de maneira normal. Nada que o amor sufocante e cego desses pais possa ver como desvios de conduta. Mas, aos poucos, como monstros saindo do armário, as verdadeiras faces dessas famílias vão se revelando, com suas relações caóticas e cotidianas, até um desfecho tão surpreendente quanto inevitável.

Ficha técnica

 

Texto: Emiliano Dionisi

Direção: Victor Garcia Peralta

Elenco: Claudio Lins e Soraya Ravenle

Músicas: Martin Rodriguez

Tradução e versões: Victor Garcia Peralta e Claudio Lins

Direção musical e musicista: Azullllllll

Cenário: Fernando Rubio

Figurino: Claudio Tovar

Iluminação: Maneco Quinderé

Assessoria de Comunicação: Rachel Almeida (Racca Comunicação)

Mídias Sociais: Beto Feitosa

Design gráfico: Alexandre Castro

Direção de produção: Sérgio Saboya e Silvio Batistela

Produção: Galharufa Produções Culturais

Produção Executiva: Anna Bittencourt

 

Serviço

Espetáculo “Monstros”

Temporada: 6 de setembro a 27 de outubro

Teatro PetroRio das Artes: Rua Marquês de São Vicente, 52 – Shopping da Gávea, Rio de Janeiro – RJ

Telefone: 2540-6004

Dias e horários:  6ª e sáb., às 21h, e dom., às 20h.

Ingressos: R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia).

Duração: 1h40

Lotação: 421 pessoas

Classificação Etária: 14 anos

Funcionamento da bilheteria: 2ª a dom., das 15h às 20h. Após às 20h, apenas para as peças do dia.

Instagram: @monstrosomusical

Marlene Dietrich – as pernas do século

A biografia musicadaMarlene Dietrich – as pernas do século”, primeira montagem teatral brasileira sobre Marlene Dietrich, escrita pelo dramaturgo Aimar Labaki e direção de William Pereira, estreia dia 13 de setembro no Teatro Prudential, com Sylvia Bandeira, ao lado de José Mauro Brant, Marciah Luna Cabral e Mauricio Baduh.

Marlene Dietrich – as pernas do século” é uma peça sobre o amor e o tempo. Revisita a história de vida de uma grande artista e símbolo sexual, mas principalmente de uma mulher corajosa que nunca abriu mão do amor e da liberdade.

Atriz e cantora, Marlene Dietrich (1901-1992) foi uma das personalidades mais marcantes do século XX. No cinema, no teatro e na música, Dietrich se destacou por sua originalidade e perfeccionismo. Grandes compositores escreveram canções especialmente para ela. Foi um dos maiores símbolos sexuais do cinema – seu rosto, pernas e voz já fazem parte do imaginário de gerações. 

Por sua movimentada vida amorosa passaram Eric Maria Remarque, Jean Gabin, Yul Bryner, Ernest Hemingway, Burt Bacharach, Frank Sinatra, Cole Porter, entre outros. Desde o início de sua carreira, Dietrich esteve sempre no centro dos acontecimentos: na Berlim dos anos 20; em Hollywood, a partir dos anos 30; no front da II Guerra Mundial, quando cantou para os soldados; em Paris e Nova York nas décadas seguintes. Sua história mistura-se com a história do século XX.

SINOPSE

No final da vida, já bem idosa, Marlene conhece um jovem que não faz a menor ideia de quem ela seja, e sequer ouviu falar do mito Marlene Dietrich. Já às vésperas de completar 90 anos, ela acaba seduzindo o rapaz de uma forma bem diferente de quando brilhava absoluta no cinema e nos palcos. Se hoje não conta mais com o frescor da juventude nem com as lendárias pernas, seu charme e inteligência estão mais vivos do que nunca, e somados a uma grande aliada: a memória. Ao narrar para o desavisado rapaz sua trajetória, a diva o envolve e o fascina por ter sido testemunha e personagem dos acontecimentos mais marcantes do século XX: desde o crescimento do nazismo na Alemanha dos anos 1920, passando pelo glamour de Hollywood dos anos 30 a 50, sua experiência no front da II Guerra, até os anos 70, pelos palcos do mundo, New York, Londres, Rio de Janeiro, Tókio.

 

A MONTAGEM  

‘A diva alemã é humanizada em espetáculo delicioso’  Barbara Heliodora  

Trazendo em cena quatro atores/cantores e três músicos, Marlene Dietrich – as pernas do século” se define como uma biografia musicada. No papel de Dietrich, Sylvia Bandeira desfila as memórias de Marlene e utiliza-se de canções interpretadas pela diva para ilustrar seu relato. São canções de Burt Bacharach, Cole Porter, Kurt Weill e George Gershwin, além das francesas, “La Vie en Rose”, “Que Reste T-il de Nos Amours” e da emblemática “Lili Marlene”. 

José Mauro Brant é o jovem a quem Marlene seduz com sua vivência. Marciah Luna Cabral e Maurício Baduh desdobram-se em vários personagens, dando vida às memórias da atriz – sua relação destemida com amores e família, os produtores e diretores de cinema e teatro, os números musicais dos filmes, peças e shows. 

As grandes canções do repertório de Dietrich são cantadas em inglês, alemão, francês e até em português!

 

FICHA TÉCNICA: 

Texto: Aimar Labaki

Direção e Cenografia: William Pereira

Elenco: Sylvia Bandeira, Marciah Luna Cabral, José Mauro Brant, Maurício Baduh

Direção Musical e Arranjos: Roberto Bahal

Figurino: Marcelo Marques 

Visagismo: Beto Carramanhos 

Iluminação: Paulo Cesar Medeiros

Preparação Vocal: Marciah Luna Cabral 

Preparação Corporal: Marcia Rubin 

Coreografia do Tango: Paulo Masoni 

Programação Visual: Cacau Gondomar

Músicos: Piano – Roberto Bahal, Clarinete – Vinícius Carvalho, Violoncelo – Luciano Correa

Direção de Produção: Diga Sim Produções e Cacau Gondomar

Produtores Associados: Minouskine Produções Artísticas e Diga Sim Produções.

Assessoria de Imprensa: Luiz Mena Barreto 21 99872-5534

 

SERVIÇO:

Teatro Prudential – Rua do Russel, 804 – Glória 

De 13 de setembro a 06 de outubro

Sextas e sábados às 21h, Domingos às 19h

Sextas – R$ 70,00

Sábado e domingo – Plateia central R$ 80,00 e Plateia lateral R$ 70,00

Duração: 90 minutos

Classificação etária: 18 anos

 

MARLENE DIETRICH 

Em dezembro de 1901, nasce em Berlim Marie-Magdalene. Filha de um militar morto no front de batalha, a pequena Marlene tem uma infância difícil, em meio a uma Alemanha totalmente devastada pela guerra. Após o fim da I Guerra Mundial, Marlene segue então para um internato em Weimar, a cidade de Goethe, que já conhecia e por quem se apaixona: “Li todos os seus livros, segui todos os seus ensinamentos”. Nessa época, ela não se achava bonita e aprende a tocar piano.

Alguns anos depois, Marlene vai para a escola de teatro Max Reinhardt e participa de vários espetáculos. Além de inúmeras peças, atua em 17 filmes. Em 1929, em “Kiss your hand, Madame”, ela já ensaia a personagem cínica, sexy e temperamental que a tornaria famosa. Atuando em “Duas gravatas”, é vista pelo diretor Josef Von Sternberg. Por suas mãos, estoura no cinema em “Anjo Azul”. Marlene parte para a América, para atuar nos grandes estúdios em Holywood.

Em 1932, a mando de Hitler, recebe várias propostas que a tornariam a maior estrela da Alemanha. Diante da sua recusa e insinuações, os nazistas a acusam de estar “infectada” pela propaganda americana. Revoltada com a situação em seu país natal, ela passa treze anos sem voltar a Berlim.

No final de 1943, a estrela deixa para sempre os estúdios e Hollywood. Como filha de um soldado, sentia necessidade de lutar por seus ideais. Com a patente de coronel, Marlene parte para o front para cantar para os soldados e trazer-lhes algum alento em meio aos horrores da guerra. Atuava sobre toscas plataformas de madeira instaladas nos campos, com apenas os faróis do jipe para iluminá-la, ou até mesmo debaixo da chuva, sob tendas de lona ou em cima de caminhões. Marlene estava sempre uniformizada como um GI. Ela gostava de parecer apenas mais um soldado.

Com o fim da guerra em 1945, volta para Nova York e declara: “Sou apenas um GI de volta ao lar”. Ainda neste mesmo ano, regressa enfim, a uma Berlim em ruínas para enterrar sua mãe. Com isso, rompe-se o último vínculo que a ligava a seu país.

Em 1953, num uniforme de diretor de circo, estala o chicote diante de leões num show beneficente na Madison Square Garden. A partir daí, inicia uma nova fase de sua carreira e percorre várias cidades do mundo, inclusive o Rio de Janeiro, cantando músicas que se tornaram célebres na sua voz. 

Em seu primeiro tour alemão, percebe que o nazismo ainda não está morto. Em algumas performances, ovos e tomates são arremessados ao palco, além de ameaças de bombas, mas nada faz com que ela mude de idéia. Ela amava a sua pátria. 

Em seu último show, na Austrália, já debilitada devido a acidentes que arruinaram gradativamente o movimento de suas famosas pernas, ela tomba no palco e fratura o fêmur. Marlene não mais se recupera. Recolhe-se ao seu apartamento em Paris, onde permanece até o último dos seus dias, quarta- feira, 6 de maio de 1992: “Como é estranho – escreveu Erik Hanut – escolher um dia tão comum, tão pacífico, para morrer”.

57 MINUTOS – o tempo que dura esta peça

“Baseado numa bem-vinda oralidade dos contadores de histórias Anderson inicia sua narrativa preparando tanto a massa de um pão de queijo que será servido ao fim da peça como os ouvidos do público para o que vem depois” – José Cetra – crítico da APCA – Palco Paulistano.

O artista mineiro Anderson Moreira Sales (vencedor do Prêmio Açorianos) concorre ao Prêmio Aplauso Brasil de melhor dramaturgia pelo monólogo 57 minutos – O tempo que dura esta peça, que volta ao Espaço Parlapatões, para uma nova temporada entre 12 de setembro e 4 de outubro, com apresentações às quintas e sextas-feiras, às 21h.  Os ingressos custam R$30.

Inspirada pelo livro “Ulisses”, do escritor irlandês James Joyce (1882-1941), a dramaturgia se arquiteta a partir de uma premissa simples: um morador do subúrbio de uma cidade grande sai de casa em busca de cumprir seus compromissos e retornar ao lar. A aparente banalidade da narrativa problematiza a realidade contemporânea brasileira em sua cruel complexidade ao reconhecer a grandeza escondida nas pequenas coisas para denunciar a pequenez escondida nas coisas grandes.

“Os últimos anos no Brasil foram muito violentos de uma forma geral. Muito ódio foi sendo plantado, regado e agora o país está colhendo uma crueldade absurda. Isso tudo fomentou em mim uma revolta interna que foi expurgada da maneira mais inteligente e sensível que eu sei fazer que é transformar essa energia em texto e corpo em cena. É o lugar onde consigo me sentir mais forte para me vingar da maldade que me ronda”, comenta o artista.

A narrativa aborda também a questão de construção de identidade e transformação. ”O personagem central da história se oprime ao lidar direta ou indiretamente com as figuras masculinas que cruzam seu caminho e não se reconhece enquanto um ser que está no meio do caminho, rejeitando o estereótipo masculino e toda a sua construção cultural de opressão e ainda sem saber caminhar rumo a uma personalidade frágil e delicada. Reconhecer isso foi determinante para algumas escolhas da encenação”, acrescenta.

A montagem não é uma adaptação de “Ulisses”, mas se apropria de seu método de criação – Joyce escreveu cada capítulo a partir de elementos referenciais buscados na “Odisseia”, de Homero. “Li a ‘Odisseia’ e fui traçando os paralelos e as diferenças do Odisseu de Homero e do Ulisses de Joyce e entendendo que eu estava criando um personagem que também atravessava uma saga. Me interessava que houvesse a ponte com o mito, mas estivesse dentro do contexto brasileiro contemporâneo, que eu vivenciava diariamente: a crise política, os protestos nas ruas, os problemas no transporte público, a violência policial e estatal, os valores tradicionais em contraposição às liberdades individuais, o preconceito sendo escancarado”, revela.

Outro elemento incorporado da “Odisseia” de Homero é a aproximação da peça com a tradição oral. “Antes de ser registrada de forma escrita, essa oralidade da ‘Odisseia’ devia possuir uma sonoridade própria. Fiquei pensando sobre isso e quis preservar essa característica. Assim, fiz uma associação com o rap e o hip hop, como se estes fossem os trovadores contemporâneos. Então, há trechos do texto que remetem ao jeito de cantar do Russo Passapusso, vocalista do Baiana System, do Criolo, de quem sou muito fã, de um artista talentosíssimo de Guarulhos, o rapper Edgar, e por aí vai”, esclarece.

O cenário é composto por um balcão que abriga fogão, forno e outros utensílios que permitem o preparo de uma massa de pão de queijo. O preparo é como um acordo de troca do alimento pela atenção do público. Mas a ação de expor os ingredientes em seu formato original e uni-los para criar um outro alimento também passa por essa ideia de transformação. As camadas se constroem aos poucos. A iluminação também caminha junto com a mudança da narrativa a cada cena, inclusive a velocidade e o ritmo do texto estão em vários momentos em sintonia com o desenho da luz. Em certos pontos, ela assume funções diretas, presentificando personagens.

O primeiro trabalho escrito, dirigido e atuado por Anderson foi “Lujin”, livremente inspirado no livro “A Defesa Lujin”, do russo Vladimir Nabokov. O espetáculo estreou em Porto Alegre em 2015, e ganhou o Prêmio Açorianos, a principal premiação gaúcha, na categoria de melhor dramaturgia.

Trajetória

O solo 57 minutos – O tempo que dura esta peça teve uma curta temporada em Porto Alegre ainda sob o formato work-in-progress, sendo construído a cada apresentação. A estreia definitiva aconteceu em junho em São Paulo, no Espaço Parlapatões, onde a peça cumpriu uma curta temporada de 12 apresentações. A partir de então, Anderson Moreira Sales mudou-se para a capital paulista.

Críticas

“Na era das redes sociais e com todo o ódio e a raiva que elas trazem a reboque, o tempo proposto soa como uma eternidade. É com esse cuidado que o jovem mineiro de Montes Claros tece uma narrativa refinada para falar do mundo que nos cerca. Devagar, costurando argumentos simples e buscando a todo momento obter a aceitação do público, Anderson está, na verdade, tentando transmitir mensagens difíceis de serem ouvidas, sobretudo para quem não parece estar disposto ao diálogo” – Eduardo Nunomura – Carta Capital

 

“É como se a cada instante infindáveis janelas pudessem se abrir para mirar o que se passa numa vida. Sales transita entre a sutileza e o escancaramento do discurso que há por trás de “57 minutos”. Afetos íntimos e acontecimentos exteriores se entremeiam com ou sem relações diretas de causalidade. No embate entre mundo interno e mundo externo, a narrativa construída a partir de uma subjetividade revela-se eminentemente política. Nossa sociedade, por vezes, não se dá conta de que o silêncio das sereias pode ser ensurdecedor” – Amilton Azevedo – Ruína Acesa.

 

“Baseado numa bem-vinda oralidade dos contadores de histórias Anderson inicia sua narrativa preparando tanto a massa de um pão de queijo que será servido ao fim da peça como os ouvidos do público para o que vem depois. (…) 57 Minutos-o tempo que dura esta peça dura mais que 57 minutos!!! Mas ninguém se incomoda com um adicional de dez minutos porque o espetáculo é muito agradável ao mesmo tempo em que nos faz refletir sobre a violência e os tempos de ódio que estamos vivendo” – José Cetra – Crítico da APCA – Palco Paulistano.

Sobre Anderson Moreira Sales – ator, dramaturgo, produtor

Anderson é bacharel em Teatro pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Em 2012, participou do Fringe no Festival de Teatro de Curitiba com “O Bom, O Mau E O Fim”. Em 2013, atuou em “Sonhos impossíveis”, que foi indicado ao prêmio Mais Teatro Revelação na categoria de melhor espetáculo.

Em 2015, participou de “A cadeia alimentar”, indicado a Melhor Espetáculo, Direção a Atuação no prêmio Mais Teatro Revelação. Nesse mesmo ano, atuou, dirigiu e escreveu a dramaturgia do monólogo “Lujin”, indicado ao Prêmio Açorianos, a principal premiação do Rio Grande do Sul, nas categorias de melhores espetáculo, ator e dramaturgia, tendo vencido nesta última.

Em 2016, atuou em “Como gostais”, que foi indicado ao Prêmio Açorianos em mais de sete categorias. Em 2017, foi produtor da Cia. Stravaganza no ano de comemoração dos 30 anos da trupe. Estreou no final de 2018 o seu novo espetáculo solo “57 minutos – o tempo que dura esta peça”, no qual exerce novamente as funções de ator, diretor e dramaturgo.

SINOPSE

Inspirada pelo livro “Ulisses” de James Joyce, a dramaturgia se arquiteta numa premissa simples: um morador do subúrbio de uma cidade grande que sai de casa em busca de cumprir seus compromissos e retornar ao lar. A aparente banalidade da narrativa problematiza a realidade contemporânea brasileira em sua cruel complexidade ao reconhecer a grandeza escondida nas pequenas coisas para denunciar a pequenez escondida nas coisas grandes.

FICHA TÉCNICA

Texto, direção e atuação: Anderson Moreira Sales

Iluminação: Ricardo Vivian

Cenografia: Ricardo Vivian e Anderson Moreira Sales

Trilha sonora: Kevin Brezolin

Cenotécnico: Jony Pereira

Operação de luz: Reynaldo Thomaz

Fotos: Pedro Mendes

Arte gráfica: Jéssica Barbosa

Assessoria de imprensa: Bruno Motta e Verônica Domingues – Agência Fática

Produção: Áquila Mattos e Anderson Moreira Sales

SERVIÇO

57 MINUTOS – o tempo que dura esta peça

Espaço Parlapatões – Praça Franklin Roosevelt, 158, Consolação (próximo ao metrô República – Linha 3 – Vermelha e Linha 4 – Amarela)

Temporada: 12 de setembro a 4 de outubro, às quintas e sextas, às 21h.

Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada)

Vendas pela internet: ingressoindependente.com.br

Informações: (11) 3258-4449
Classificação: 12 anos
Duração: 70 minutos
Capacidade: