“Senhora dos Afogados” no XP Investimentos

“O diretor goiano Jorge Farjalla, de 39 anos, carrega a essência dos grandes encenadores, algo raro no teatro brasileiro atual. Depois de Dorotéia, o artista mergulhou em outra peça complexa de Nelson Rodrigues, que resulta em uma montagem repleta de imagens e conceitos de fôlego.” Veja SP – Dirceu Alves

 

“Nelson Rodrigues ficaria feliz se visse essa magnífica montagem. Me comovi pensando no Mestre. E repeto, também, que elenco e técnicos conseguiram uma coisa difícil em qualquer arte: a unidade na excelência.  E tudo sob a batuta de Jorge Farjalla que se firma como um dos melhores diretores de sua geração.”

Braz Chediak – ator, roteirista e cineasta

 

Dirigido por Jorge Farjalla, o espetáculo “Senhora dos Afogados”, texto de Nelson Rodrigues, estreia no XP Investimento no dia 05 de outubro, sexta, depois de uma temporada de sucesso no Teatro Porto Seguro em São Paulo no primeiro semestre.

 

O elenco traz Alexia Dechamps, Joao Vitti, Karen Junqueira, Rafael Vitti, Francisco Vitti (que fará uma dobradinha com Rafael durante a temporada), Letícia Birkheuer, Nadia Bambirra, Jaqueline Farias e Du Machado.

“Senhora dos Afogados” faz parte da saga mítica rodriguiana assim intitulada pelo crítico Sábato Magaldi. Escrita em 1947, segue a linha de “Álbum de Família” (1945), “Anjo Negro” (1946) e “Dorotéia” (1949) e traz uma forte simbologia que se aproxima das tragédias gregas, em que os clãs familiares se entre-devoram num inferno de culpas desmedidas. O projeto desta montagem nasceu de um desejo de Letícia Birkheuer de que Farjalla a desconstruísse num papel de teatro.

Os Drummond, uma família de três séculos, com mulheres que se gabam da fidelidade conjugal, choram a morte por afogamento de Clarinha, uma das filhas de Dona Eduarda e Misael Drummond, e, ao mesmo tempo, prostitutas do cais do porto interrompem suas atividades para lamentar a impunidade do assassinato de uma das suas que morrera há dezenove anos.

Nesta encenação, Jorge Farjalla – depois da ousada e elogiada versão de “Dorotéia” com Rosamaria Murtinho e Letícia Spiller e de “Vou deixar de ser feliz por medo de ficar triste?”, com Paula Burlamaqui, Vitor Thiré e Yuri Ribeiro, um dos espetáculos mais falados deste ano no RJ – leva outra vez Nelson Rodrigues ao extremo contemporâneo e destaca a singularidade da religião em suas obras, em que o sagrado se alimenta do profano, teatralizando ainda mais, através dos signos e símbolos, revisitando a obra numa estética que comunga cenário, figurino, desenho de luz, som e música original, em um contexto singular aos olhos do teatro pós-moderno, riscando nesta montagem, mais uma vez, sua visão própria e original do texto com a marca arrojada e diferente que imprime nas encenações que dirige.

“É uma montagem feita não pra chocar e sim pra refletir. A sociedade está indo para um lugar retrógrado, confundindo liberdade de expressão com exibicionismo. Não quero que o meu modo de ver ou olhar para a obra de Nelson seja rotulado ou criticado sem embasamento. Ao contrário, vamos pensar juntos; não consigo desassociar  religião e rito de sua odisseia mítica”, explica Farjalla.

Os atores vivem todos os personagens em cena, brincando com os arquétipos, para contar e narrar trajetória da família Drummond – nome que tem em seu significado “vindo do mar” – alguns assumindo os ‘vizinhos’, uma espécie de coro da tragédia grega, assim como seus próprios personagens, com sotaque local, pois a peça se passa em Recife, que é o mar da infância de Nelson, onde ele nasceu.

 

Um farol, sempre presente em cena, teatralmente representado como uma espécie de lamparina que o próprio ator-narrador executará em cena, é cenário para a religiosidade dos nativos que vivem no mar e emergem do mangue, para Iemanjá como símbolo de todo o contexto da obra, assim como as canções do cancioneiro popular da beira do rio e do mar, fazendo da encenação única e teatralmente cheia de signos e apresentando um Nelson trágico, profundo, íntimo, patético e absurdo.

Alexia Dechamps, que participou da encenação de “Dorotéia”, agora divide este segundo projeto com Farjalla assumindo a protagonista Dona Eduarda, junto com Karen Junqueira (Moema, irmã do Paulo), que estará fazendo Rita Cadillac no cinema, com estreia prevista para o segundo semestre. “Dois projetos com o mesmo autor e diretor, um trabalho de identidade de companhia, me colocando num lugar de risco do início ao fim, me provocando e instigando é algo que preciso celebrar. Certamente um momento único, feliz!”, comemora Alexia.

Já João Vitti e Rafael Vitti dividem pela primeira vez o palco e com personagens que remetem à vida real: pai e filho (Misael e o noivo, respectivamente) – que aqui no Rio ganha a dobradinha do Francisco com Rafael, durante a temporada. E um dos personagens masculinos será interpretado por Letícia Birkheuer, que viverá Paulo, filho do casal pescador, além de Du Machado, o vendedor de pentes. No elenco feminino também estão Nadia Bambirra (Dona Marianinha, a avó) e Jaqueline Farias, a prostituta morta, vizinha e outra prostituta do cais. Aqui vale uma observação: tanto os Vitti como Karen, Letícia e Nádia vivem pela primeira vez um texto de Nelson Rodrigues.

O cenário é assinado por José Dias e a trilha sonora por João Paulo Mendonça – ambos parceiros de Farjalla desde a montagem de “Paraíso AGORA! Ou Prata Palomares”, do roteiro do filme de André Faria, e “Dorotéia” – enquanto figurinos e adereços são de Jorge Farjalla em conjunto com Ana Castilho e a luz de Vladimir Freire e Jacson Inácio.

 

Sinopse

Ligações incestuosas, obsessões, pulsões arcaicas, conflitos entre o lógico e o irracional, todas as amarras são rompidas, os personagens se movem num tempo verdadeiramente mítico, do inconsciente. Senhora dos Afogados é uma peça que se aproxima das tragédias gregas, em que os clãs familiares se entre devoram num inferno de culpas desmedidas.

 

Dona Eduarda, esposa de Misael, e Moema, única filha mulher que restara, além do irmão, Paulo, se digladiam em torno da questão do pudor e da honra da mulher, hostilizando-se devido a um ódio primordial. Moema, que gostaria de viver sozinha com o pai, urde um plano para que a mãe o traia com o próprio noivo, um ex-oficial da marinha.

Ficha Técnica

Texto: Nelson Rodrigues

Direção e encenação: Jorge Farjalla

Elenco: Alexia Dechamps, Joao Vitti, Karen Junqueira, Rafael Vitti, Francisco Vitti, Letícia Birkheuer, Nadia Bambirra, Jaqueline Farias e Du Machado

Dramaturgia: Jorge Farjalla

Direção musical e trilha original: João Paulo Mendonça

Direção de arte e espaço cênico: José Dias

Figurinos e adereços: Jorge Farjalla e Ana Castilho

Desenho de Luz: Vladimir Freire e Jacson Inácio

Preparação Corporal: Jorge Farjalla

Maquiagem e visagismo: Vavá Torres

Assistente de direção: Raphaela Tafuri

Preparação vocal: Patrícia Maia

Design Gráfico: Kalulu Design & Comunicação e Letícia Andrade

Direção de Produção: Lu Klein

Serviço

Peça: “Senhora Dos Afogados”, de Nelson Rodrigues

Direção e encenação: Jorge Farjalla

Gênero: Drama

Elenco: Alexia Dechamps, João Vitti, Karen Junqueira, Rafael Vitti, Francisco Vitti, Letícia Birkheuer, Nadia Bambirra, Jaqueline Farias e Du Machado

Local: Teatro XP Investimentos (Jockey Club Brasileiro, Av. Bartolomeu Mitre, 1110 – Leblon – RJ – 3807-1110)

Estreia: 05 de outubro, sexta

Temporada: até 25 de novembro

Horários: sextas e sábados, às 21h, e domingos, às 19h

Ingressos: R$ 60,00 e R$ 30,00

Classificação: 16 anos

Duração: 90 minutos

Teatro Breve de Garcia Lorca

“Teatro Breve de Garcia Lorca”, do dramaturgo e poeta espanhol Federico Garcia Lorca, produzido pela Cia Noir Sur Blanc, estreia temporada no Teatro Cacilda Becker de 27 de setembro até 7 de outubro. A peça, dirigida por Brigitte Bentolila (“Hamlet é Negro” e “Os Negros”), francesa domiciliada no Brasil, traz em seu elenco os atores Paulo Guidelly (“Noites do Vidigal” e “Elza Soares – A Mulher do Fim do Mundo”) e Vanessa Pascale (“Anônimas”, “Medea en Promenade” e “Feira de Humor”). As sessões acontecem de qui a sáb às 20h e domingos às 19h.

O Teatro Breve de Garcia Lorca é composto por três peças: “O Passeio de Buster Keaton”; “A Donzela, o Marinheiro e o Estudante” e “Quimera” que são levadas em cena com poesia, dança e música. O espetáculo pode ser entendido e apreendido de forma quase muda. Percebido através do corpo e do gesto, feito de imagens, ruídos e sensações, escrito e desenhado no espírito de juventude que desperta um olhar sobre a vida. Sua leveza é poética e profunda, onde a palavra surge a partir da rara necessidade – diz a diretora.

Lorca foi poeta, pintor e músico. Criado por Lorca na década de 30, “La Barraca”, cuja tradução do espanhol, significa “tenda”, foi um lugar de encontro de pintores, bailarinos, comediantes, músicos, entre outros artistas que fomentavam o debate e as experimentações artísticas da época. Em Teatro Breve, ele fala desse encontro feliz de todas as artes reunidas em uma só: o Teatro.

– Eu estou muito ansioso, pois é uma responsabilidade grandiosa fazer no teatro obras de Frederico Garcia Lorca e substituir o grande ator que foi Antônio Manso. Esse espetáculo é uma homenagem a ele. Não vou ser pretensioso de dizer que tudo que eu levo em cena partiu somente da minha intuição de ator, ele é minha grande inspiração. Somos atores de geração e formação bem diferentes. O espetáculo não será eu imitando o Antônio. De fato ele é o meu ponto de partida, meu anjo da guarda – diz Paulo Guidelly sobre a importância do papel que foi vivido posteriormente por Antônio Manso.

O cinema mudo de Buster Keaton, em Nova York, o amor da Donzela para o Marinheiro; o Estudante na Espanha; o pai que deixa filhos e mulher, em casa, na Andaluzia são histórias simples e curtas, com imagens leves e alegres, tristes e profundas, amargas e doces que se provocam, se interpelam.

Vanessa Pascale soube dos testes para a peça por intermédio de uma amiga. Ela, que recentemente viveu Manu em “Malhação: Vidas Brasileiras”, estrela, ao lado de Paulo Guidelly o espetáculo.

– O processo é muito intenso e rico! Há dança, poesia, cinema e culturas variadas. Viajamos no tempo e no espaço. O Paulo é um presente, um ator habilidoso, com percepção refinada e gentil. É um trabalho de muita sensibilidade. A Brigitte, nossa diretora, é admirável, inteligentíssima, pragmática, generosa e também nos dá liberdade para criar junto – diz Vanessa Pascale sobre o processo de criação do espetáculo.

O desejo, a sexualidade e a homossexualidade afloram de forma sutil, porém violenta na obra do poeta. Lorca foi assassinado em plena guerra civil espanhola por causa das suas opções de vida e de arte. Teatro singelo e singular, diferente das obras antológicas do Teatro mais reconhecido de Lorca, como “A Casa de Bernarda Alba”, “Bodas de Sangue” ou “Yerma”. “Teatro Breve” se destaca nas Obras Completas de Lorca. Essa peça foi escrita em Nova York em plena crise mundial em 1929 e ressoa de uma forma atual, moderna e contemporânea – finaliza Brigitte.

 

Teatro Breve de Garcia Lorca

Temporada de 27 de setembro até 7 de outubro

Teatro Cacilda Becker

Rua do Catete, 338 – Largo do Machado.

Tel: 2265-9933

140 lugares

Apresentações: Quinta a Sábado às 20h e Domingos às 19h.

Duração: 60 minutos

Classificação Indicativa: 14 anos

Ingresso: R$ 30,00

Ficha Técnica

Texto: Federico Garcia Lorca

Dramaturgia e Direção: Brigitte Bentolila

Atriz: Vanessa Pascale

Ator: Paulo Guidelly

Voz off: Antonio Manso

Figurino: Patrícia Muniz

Iluminação: Vilmar Olos

Cenografia: Victor Aragão

Assistente de Direção: Mônica Nega Assis

Assistente de Cenografia: Sofia Magalhães

Cenotécnico: Jose Luiz Cristofaro

Visagismo: Raphaela Galiza

Cabelo: Jacy Alves Tranças

Camareira: Rosângela

Preparação Vocal: Veronica Machado

Preparação Corporal: Renato Marques

Designer Gráfico: Thiago Fontin

Imagens e Vídeo: Clarissa Cosenza e Katherine Sério

Fotos: Bernardo Santos

Filmagem: Dan Coelho

Assessoria Jurídica: Dr. Eduardo Garcia

Assessoria de Comunicação: MercadoCom

Trilha Sonora: Cia Noir Sur Blanc

Assistente de Produção: George Luis Prata e Mônica Nega Assis

Produção Executiva: Manuela De Lorenzo

Coordenação do Projeto e Direção de Produção: Leandro Terra

Realização: Silhueta Produções

Zilda Arns – A dona dos lírios

“Se queres a paz, prepare-te para a guerra” é um conhecido provérbio romano que parece ter sido adotado com precisão cirúrgica pela médica Zilda Arns. Indicada três vezes ao Prêmio Nobel da Paz e fundadora da Pastoral da Criança, a sanitarista comprou muitas brigas para alcançar seu projeto de vida: a redução da mortalidade infantil no país. Agora, essa trajetória de luta e sucesso é revivida no espetáculo ‘Zilda Arns – A dona dos lírios’, que estreia dia 21 de setembro, no Teatro Candido Mendes, em Ipanema. Com direção de Luiz Antonio Rocha, interpretação de Simone Kalil e texto da dupla, o monólogo ficará em cartaz de sexta a domingo, às 20h, com patrocínio da EDF Norte Fluminense. A peça repete a parceria iniciada na consagrada peça ‘Brimas’, dirigida por Luiz e com texto de Simone e Beth Zalcman, e terá uma porcentagem da venda de ingressos doada para a Pastoral da Criança.

Zilda Arns visitou todas as cidades brasileiras – chegou com a missão de salvar vidas de norte a sul do país, de lixões a aldeias indígenas, das periferias dos grandes centros aos interiores sertanejos, nenhum lugar lhe escapava. Um trabalho desbravador, que muitas vezes lembra a expedição dos irmãos Villas-Bôas. Idealizadora do projeto, a atriz Simone Kalil viajou a Curitiba, para visitar a sede da Pastoral da Criança e o Memorial da Vida, museu sobre o legado da Dra. Zilda Arns. Nessa viagem, conheceu um pouco mais sobre sua personagem conversando com familiares, amigos e pessoas que conviveram de perto com a médica.

“Acho fundamental resgatar os legados deixados pelas grandes mulheres brasileiras, como a Dra. Zilda. Ela foi uma grande mulher que defendia outras mulheres. Tinha um objetivo claro, que era a redução da mortalidade infantil no Brasil, e comprava brigas com muita gente para seguir esse projeto de vida”, conta Simone Kalil.  “O teatro em que eu acredito é o do afeto, usar a arte para multiplicar afetos, espero que os espectadores sintam-se inspirados ao conhecer mais a trajetória desta médica”.

Diretor de extrema sensibilidade e colecionador de sucessos em espetáculos como “Uma Loira na Lua”, “Eu te Darei o Céu”, “Brimas” e “Frida Kahlo – A deusa tehuana’, Luiz Antonio Rocha conta que a Zilda Arns que o espectador vai encontrar no espetáculo é diferente daquela a que estávamos acostumados a ver em programas de TV.

“Ela era doce, da paz e muito religiosa, e era assim que ela aparecia na mídia. Na peça, vamos conhecer uma Zilda “bélica”, diferente da figura pública. Uma mulher de fibra, para quem não existia obstáculos, que enfrentou cardeais, ministros e presidentes, uma mulher que elegeu o combate à mortalidade infantil como missão e que, com a morte de seu primogênito, decidiu estancar a dor e lutar pela vida”, frisa o diretor.

Esse trabalho desbravador da sanitarista estará impresso no cenário (de Luiz Antonio Rocha e Eduardo Albini), figurinos (de Caká Oliveira) e composição sonora (Beá) da montagem. “O cenário e o figurino fazem parte desse Brasil, pouco conhecido até muitas vezes pela Dra. Zilda. Um Brasil profundo, de raízes, de miscigenação, de contrastes sociais, que é tão rico e belo quando sua extensão. Através de objetos, sons, texturas e atmosferas de um país que já não existe mais, além do olhar afetuoso da Dra. Zilda, vamos revelando os lugares percorridos por ela e o que aconteceu depois das suas missões”, explica Luiz Antonio Rocha.

Dra. Zilda morreu, em 2010, durante o terremoto que devastou o Haiti. A médica estava lá em missão humanitária, com o objetivo de fundar a Pastoral da Criança naquele que é o país mais pobre da América Latina. Morreu dentro da igreja, antes de seu discurso de inauguração, mas seu legado fica para sempre.

Sinopse

 

A trajetória da médica sanitarista Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança e indicada três vezes ao Prêmio Nobel da Paz.

Sobre Zilda Arns

 

Filha de alemães, Zilda Arns Neumman nasceu em 1934, em Forquilhinha, Santa Catarina. Médica pediatra e sanitarista brasileira, irmã de Dom Paulo Evaristo Arns, foi fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança, que completa 35 anos em 2018, e da Pastoral da Pessoa Idosa, organismos de ação social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Com iniciativas relativamente simples como as campanhas do soro caseiro e da amamentação e a pesagem regular de crianças até 2 anos, a médica conseguiu reduzir em 60% os índices da mortalidade infantil no Brasil nos anos 80. A Pastoral da Criança, fundada no Paraná, foi expandida para outros 26 países, além de estar presente em quase todas as cidades brasileiras. Dra. Zilda morreu, em 2010, durante o terremoto que devastou o Haiti.

 

Ficha técnica:

Texto: Luiz Antonio Rocha e Simone Kalil

Direção: Luiz Antonio Rocha

Elenco: Simone Kalil

Direção musical, composição sonora e execução: Beá

Iluminação: Ricardo Lyra

Cenário: Luiz Antonio Rocha e Eduardo Albini

Figurino: Caká Oliveira

Assistente de direção: Valéria Alencar

Assessoria de imprensa: Rachel Almeida (Racca Comunicação)

Preparação vocal: Jane Celeste

Preparação corporal: Roberto Rodrigues

Direção de Produção: Maira Magalhães

Fotos: Dalton Valério

Arte Gráfica: Duda Simões (Tangerina)

Realização: Mabruk Produção Cultural e Artística

 

Serviço:

Zilda Arns – A dona dos lírios

Temporada: 21 de setembro a 4 de novembro.

Teatro Candido Mendes: Rua Joana Angélica, 63 – Ipanema

Telefones: 2523-3663.

Dias e horários: Sexta a domingo, às 20h.

Ingressos: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia).

Lotação: 103 pessoas

Duração: 1h

Classificação indicativa: Livre

Funcionamento da bilheteria: Diariamente, a partir das 14h.

 

O Confuso e Misterioso Roubo das Vírgulas

Num simpático sítio no interior, um crime inusitado acontece: todas as vírgulas são roubadas. Cartas, cheques, receitas de comida e tudo o que possa ser escrito respeitando a utilização das vírgulas está ameaçado. Antes que a pacata cidade seja prejudicada pelos roubos, um trio de amigos entra em ação para solucionar o caso. Adaptado do livro homônimo de Iuri Kruschewsky, o espetáculo musicado infantojuvenil O Confuso e Misterioso Roubo das Vírgulas volta ao Rio de Janeiro para curta temporada no Teatro Glaucio Gill, espaço da Secretaria de Estado de Cultura/FUNARJ, de 15 de setembro a 7 de outubro, aos sábados e domingos, às 17h.

Primeira incursão da jovem Cia em Obra, fundada há cinco anos, no universo infantojuvenil, a peça tem dramaturgia e direção de Pedro Emanuel e texto original de Iuri Kruschewsky. As vírgulas são roubadas pela primeira vez na carta que Joãozinho (Zeca Richa) escreve para sua amiga Fabiana (Rubi Schumacher). Sem elas, o texto perde seu sentido e muda completamente as intenções do menino. Depois somem da receita de bolo fazendo com que este acabe por solar. Em seguida, das contas da vovó Vitória, gerando um valor muito mais alto que o real. As vírgulas passam a desaparecer de todo tipo de documento escrito e levam a cidade ao estado de alerta geral.

Quando percebem que o sítio da vovó fica enlouquecido com estes roubos, Joãozinho, de 10 anos, Fabiana, de 9, e Pedroca (Mario Terra), de 6 anos decidem investigar quem é o ladrão das vírgulas, pois sem elas tudo que é escrito perde o sentido, e os moradores mal conseguem se comunicar. Logo, eles mergulham fundo numa divertida aventura que dá o tom da peça.

O Confuso e Misterioso Roubo das Vírgulas estreou em 2013, na cidade do Rio de Janeiro, e foi apresentado em diversos teatros. Eleito pela Revista Veja Rio como uma das cinco melhores peças infantis naquele ano, o espetáculo também circulou pelo interior do estado do Rio de Janeiro.

“Quando o Iuri nos contou a história de seu livro infantil sobre o roubo das vírgulas, imediatamente ficamos fascinados com o enredo e tivemos a ideia de adaptá-­lo para o teatro. Traduzir em cena as palavras deste divertido texto tem sido um jogo instigante e prazeroso”, observa Pedro, parceiro de Kruschewsky também em outros espetáculos. A dupla se conheceu no curso de Artes Cênicas da Faculdade da Cidade e, desde então, tem emendado, com sucesso de público e crítica, um projeto atrás do outro. “Decidi escrever para as crianças, pois acredito que essa é a fase fundamental para criação do público que irá frequentar os teatros e as bibliotecas da cidade”, explica Kruschewsky.

Com seis músicas e direção musical de Jonas Hammar, O Confuso e Misterioso Roubo das Vírgulas é garantia de diversão para toda a família. “Não se pode falar com a criança como se ela fosse desprovida de inteligência. Nossa proposta é entreter, mas com qualidade, fazendo com que a garotada adquira conhecimento”, continua Pedro, num discurso que encontra eco em Kruschewsky. “As crianças do século XXI vivem cercadas pela Internet, pelos celulares e videogames portáteis. Cada vez mais escrevem abreviando as palavras e sem respeitar a pontuação. Escrevi esse texto como forma de resgate à língua portuguesa e principalmente, um resgate da criança que brinca na rua, com os pés no chão, sujos de lama”, diz o autor, que é filho de escritor e jornalista. Na peça, as músicas aparecem como um recurso narrativo: ela colabora com a ação realizada pelos personagens. Além disso, os atores também tocam guitarra, ukelelê, violão e cajon ao vivo.

O projeto contribui com a formação pedagógica do público infantil, abordando a correta utilização da língua portuguesa, incentiva a formação de plateia de forma lúdica e fantasiosa e une expressões artísticas diferentes: o teatro e a música.

Sinopse: Três amiguinhos enfrentam grandes aventuras para descobrir quem está roubando as vírgulas das contas de luz, receitas de bolo e cartas no sítio da vovó.

FICHA TÉCNICA

Dramaturgia e direção: Pedro Emanuel

Texto original: Iuri Kruschewsky

Iluminação: João Gioia

Cenário: Carlos Augusto Campos

Figurino: Tiago Ribeiro

Adereços: Waleska Laine

Letras e melodias: Cia em obra

Iluminadora assistente: Ana Luzia de Simoni

Costureira: Linda Carvalho

Contra-regra: João Batista da Silva

Direção musical: Jonas Hammar

Programação visual: ZR Mosaico

Direção de Produção: Curiosa Cultural

Produção executiva: Rosa Iranzo

Realização: Cia em Obra

SERVIÇO

O Confuso e Misterioso Roubo das Vírgulas

De 15 de setembro a 7 de outubro de 2018.

Local: Teatro Glaucio Gill (Praça Cardeal Arco-Verde, s/n – Copacabana)

Dias e horário: Sábados e domingos, às 17h

Ingressos: R$30 (inteira) e R$15 (meia-entrada)

Classificação indicativa: Livre

Gênero: Espetáculo musicado infantojuvenil

Duração: 45 minutos

Informações: (21) 2332-7904

Lotação: 110 lugares Vendas pela internet: https://www.ingressorapido.com.br

Gonzaguinha: O Eterno Aprendiz – O Musical

O espetáculo ‘GONZAGUINHA: O ETERNO APRENDIZ – O Musical’, uma versão poética da vida e da obra do cantor e compositor Gonzaguinha, estará em cartaz no Teatro João Caetano, do dia 07 a 30 de setembro, as sextas e sábados 19h e domingo 18h.

 ‘GONZAGUINHA: O ETERNO APRENDIZ – O Musical’ retorna ao Rio, depois de grande sucesso na Sala  Municipal Baden Powell (em Copacabana), e em temporadas em Salvador (Teatro Jorge Amado), São Paulo (Teatro Brigadeiro, Eva Wilma e BTC), Belo Horizonte (Teatro Alterosa), São Luís do Maranhão (Teatro Arthur Azevedo), Brasília (Teatro Ulisses Guimarães), Fortaleza (Teatro do Shopping Via Sul) e Manaus (Teatro Manauara).

‘GONZAGUINHA: O ETERNO APRENDIZ – O MUSICAL’ contana a história de um dos maiores compositores e intérpretes brasileiros, em uma obra que reúne artes cênicas e música.

Com o intuito de preservar a memória desse ícone da MPB, o espetáculo apresenta passagens da vida do artista que iniciou sua trajetória na década de 60 em meio aos tropeços da ditadura militar e seguiu cantando seus amores e anseios pela vida.

No palco, nove artistas – um ator, três cantores e cinco instrumentistas – em uma banda, fazem brilhar ainda mais a obra de Gonzaguinha que deixou um legado de músicas belíssimas e letras inteligentes que marcam gerações, inclusive através de grandes intérpretes como Maria Bethânia, Elis Regina, Simone, Fagner e muitos outros.

Dezesseis músicas que misturam xote, samba, baião e a música romântica do poeta do povo são apresentadas nesse musical cheio de emoção que leva o público a sentir de novo o que só as letras especiais de Gonzaguinha conseguem fazer.

Intercalada à dramaturgia, são interpretadas as seguintes canções durante o show. Todas assinadas pelo homenageado, Gonzaguinha: “Explode Coração”, “Recado”, “Começaria Tudo Outra Vez”, “Moleque”, “Sangrando”, “O Que é o Que é?”, “Ponto de Interrogação”, “Eu Apenas Queria Que Você Soubesse”, “Com a Perna no Mundo”, “Grito de Alerta”, “De Volta ao Começo”, “Palavras”, “É”, “Diga Lá, Coração”, “Espere por Mim, Morena” e “Vamos a Luta” são algumas canções que são apresentadas durante o show.

GONZAGUINHA: O ETERNO APRENDIZ –O MUSICAL.

Concepção do espetáculo: Dr Kleber Lincoln e Maestro Amaury Vieira.

Texto: Gildes Bezerra.

aor: Rogério Silvestre.

Diretor Musical: Rafael Toledo.

Diretor Teatral: Breno Carvalho.

Guitarra, violão e voz: Rafael Toledo.

Bateria: Alcione Ziolkowski.

Baixo: Júlio Melo.

Teclado: Omar Fontes.

Sax, flauta e cavaquinho: Buga Júnior.

Cantores: Bruna Moraes, Paulo Tiso (Tutuca) e Nathallie Alvin.

Produção, Assessoria de Imprensa e Marketing: João Luiz Azevedo

Teatro João Caetano (Praça Tiradentes – Centro – Tel. 21- 2332-9257).

De 07 a 30 de Setembro 2018

Sextas e Sábados 19h e Domingos 18h

Preço dos ingressos: R$ 40,00 / R$ 20,00 (meia para estudantes, jovens até 21 anos e acima de 60 anos e assinantes de O Globo)

Tempo de duração: 80 minutos

Limite: 14 Anos

600 lugares

“O condomínio” no Sesc Copacabana

O Mezanino do Sesc Copacabana recebe, de 6 a 30 de setembro, “O condomínio”, uma comédia de humor negro, que fala sobre desconfiança, intolerância e radicalismos da sociedade brasileira atual, tendo como cenário o condomínio de um tradicional prédio, na Copacabana dos anos 40. Uma trama policial, com tons kafkianos, onde os latidos de um cachorro coloca todos os moradores em cheque. A peça é escrita pelo premiado dramaturgo Pedro Brício, que divide a direção com Alcemar Vieira, a direção de produção é de Claudia Marques e o elenco composto por Pedroca Monteiro e Sávio Moll. As apresentações, no Mezanino do Sesc Copacabana, acontecem de quinta a sábado, às 21h e domingo, às 20h. Durante a temporada, a cada noite, um ator ou atriz convidado vai participar da peça, interpretando um dos personagens.

A trama O condomínio precisa se reunir. A reunião vai começar. No palco, apenas dois atores para interpretar todos os personagens. Sendo 1, 2, 3, 5, 10 personagens ao mesmo tempo. No centro da trama está Domenico, um cantor e compositor de bossa nova contemporânea, prestes a lançar o seu primeiro show solo. Domenico quer apenas silêncio para compor suas canções. Não é pedir demais. Ele paga seus impostos, respeita as leis (quase totalmente), dá bom dia para todos no prédio, evita entrar em discussões políticas, se considera um cidadão de bem. Acredita que merece ter um pouco de silêncio. Mas hoje em dia isso parece impossível. Em qualquer condomínio, mesmo na rua Domingos Ferreira, a situação é de tensão. De barulho. De guerra. Com o desenvolvimento da história e a chegada do investigador Raymond – que também compõe músicas nas horas vagas. O que era bufo vai ficando sinistro. E Domenico precisa fazer seu show de bossa nova no sábado. Tem que ser um sucesso. Mas como cantar sobre barquinhos quando há gritos e latidos ensurdecedores no corredor?

“O condomínio” dá continuidade à pesquisa dramatúrgica de Brício em comédias que buscam falar sobre a contemporaneidade através de gêneros teatrais, como em “Comédia russa”, “Me salve, musical!” e “A incrível confeitaria do Sr. Pellica”. Se nestas últimas havia um diálogo com o teatro de Gogol, com o musical americano e a obra de Molière, em “O condomínio” a inspiração é o humor absurdo de Kafka. Absurdo que toca diretamente no real, uma vez que vivemos numa época onde ele virou cotidiano e a realidade se assemelha a um pesadelo.

– Estamos assistindo em 2018 os radicalismos mais assustadores da nossa sociedade. Refletir comicamente (e criticamente) sobre esses conflitos de violência e intolerância nos parece fundamental. Como em toda boa comédia, queremos expor as nossas fraquezas, o nosso ridículo, acreditando que o riso é uma forma de aguçarmos a nossa percepção. O nosso desejo é realizar um espetáculo atual, relevante, provocativo, hilário, inquieto, comunicativo. Pleno das neuroses do presente. Uma fábula que possa espelhar o caos em que vivemos, e, como todo bom teatro, nos fazer sentir intensamente onde estamos. E como estamos vivendo –, comenta Pedro Brício.

Durante a temporada, em virtude de Pedroca gravar “Espelho da vida”, nova novela das 18h, da Rede Globo, em alguns dias, Alcemar Vieira assume o seu lugar na peça.

Ficha técnica

Autor: Pedro Brício
Direção: Pedro Brício e Alcemar Vieira
Elenco: Pedroca Monteiro (revezando com Alcemar Vieira) e Sávio Moll
Direção de Produção: Claudia Marques
Música: Jonas Sá e Gustavo Benjão
Cenário: Tuca Benvenutti e Murilo Barbieri
Figurino: Antonio Medeiros
Iluminação: Ana Luzia de Simoni
Coreografias: Soraya Bastos
Preparação Vocal: Débora Garcia
Assessoria de Imprensa: Ney Motta
Programação Visual: Raquel Alvarenga
Fotos: Elisa Mendes
Realização: Fábrica de Eventos
https://www.facebook.com/ocondominioacomedia/ 

Serviço

Local: Mezanino do Sesc Copacabana
Endereço: Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana, Rio de Janeiro
Informações: (21) 2547-0156
Temporada: 6 a 30 de setembro de 2018, quinta a sábado, às 21h e domingo, às 20h
Ingresso: R$ 7,50 (associados Sesc), R$ 15,00 (estudantes e idosos) e R$ 30,00 (inteira)
Funcionamento da bilheteria: 2ª das 9h às 17h; de 3ª a 6ª das 9h às 21h; sábados das 13h às 21h; domingos e feriados das 13h às 20h
Site do Teatro: http://www.sescrio.org.br 
Capacidade de público: 70 lugares 
Duração: 70 minutos
Não recomendado para menores de 12 anos

“O que vem depois?” na Casa Rio

As angústias, desejos e pensamentos de uma mulher dividida entre dois homens permeiam o espetáculo “O que vem depois?”, uma livre adaptação do conto “Uma desgraça”, de Anton Tchekhov (1860-1904), que estreia dia 07 de setembro, na Casa Rio, um espaço da Secretaria de Estado de Cultura/FUNARJ e faz temporada todas quintas e sextas, às 21h, até o fim do mês. Thiago Bomilcar Braga, que assina a direção e a autoria do texto, transpôs a trama centenária para o tempo presente, mostrando que questionamentos existenciais ainda podem se apresentar atuais e pertinentes, ao longo dos séculos.

A história, contada pelo elenco formado por Joana Pimenta, Kiko do Valle, Leandro D’Melo e Paula Jardim e, apresenta Sofia, que vê a sólida estrutura de seu casamento de oito anos com Yuri ser abalada por uma declaração de amor de seu grande amigo, Ivan. Entre as intensas e quentes investidas de Ivan e a madura, porém fria relação com o marido, Sofia passa a questionar o amor, o desejo e a moral. Diante do triângulo amoroso, Sofia começa a acessar sentimentos e sensações que ela desconhece e não sabe controlar.

“O que vem depois?” usa uma linguagem não-linear, com cenas que se fundem ou se cortam, como o ir e vir de pensamentos. A direção corrobora para que a sensação de fluxo de consciência seja absorvida pela plateia, fazendo com que se identifique com as motivações e questionamentos da protagonista.

O movimento feminista, que vem ganhando nova força e ressignificado nos últimos anos, já pairava entre as páginas de Tchekhov no século XIX. Suas personagens femininas desejavam mudanças e novas possibilidades como indivíduos atuantes na sociedade. O autor russo, por meio das falas de sua personagem, agora adaptada para os dias atuais, ambicionava um futuro mais libertador, condição que as mulheres lutam até hoje para conquistar.

“Os conflitos da personagem são tão atuais, que quisemos contar essa história agora, justamente quando as questões de gênero estão sendo rediscutidas, quando a desigualdade vem despertando indignação e maior consciência nas pessoas. É o momento ideal para falar da condição da mulher através dos tempos”, diz Thiago Bomilcar Braga, que se apoiou no olhar das duas atrizes em cena para afinar a linguagem da trama.

A peça ficará em cartaz até o dia 28 de setembro na Casa Rio, residência para artistas e produtores, sem fins lucrativos, aberta pela Secretaria de Estado de Cultura do Rio/ FUNARJ, com apoio da Queen Mary University of London e gestão da People’s Palace Projects do Brasil. A casa, em Botafogo, funciona como um espaço de trocas e intercâmbios para profissionais da cultura, artistas e pesquisadores, e também como um centro cultural de programação versátil. A encenação será na sala da casa.

A ficha técnica da peça inclui cenografia e arte de Martha Pedalino, figurino de Rosa Ebbe e trilha sonora de Fernando Hurtado. A produção é de Joana Pimenta, com realização da Delirium Produções.

SERVIÇO:

“O que vem depois?”

De 07 a 28 de setembro de 2018

Quintas e sextas às 21h

R$ 40 (meia-entrada a R$ 20 para estudantes e idosos)

Casa Rio – Rua São João Batista 105 – Botafogo

Classificação 12 anos

60min

Lotação: 30 pessoas

FICHA TÉCNICA:

Texto e direção: Thiago Bomilcar Braga

Elenco: Joana Pimenta, Kiko do Valle, Leandro D’Melo e Paula Jardim

Cenografia e Arte: Martha Pedalino

Figurino: Rosa Ebbe

Trilha sonora: Fernando Hurtado

Fotografia: Flávio Dantas

Iluminação: Nanda Mattos

Produção: Joana Pimenta

Realização: Delirium Produções