NÃO PEÇA – A poética da Comédia e da Tragédia Humana

NÃO PEÇA – A poética da Comédia e da Tragédia Humana”, espetáculo solo de Lucília de Assis com direção de Bianca Byington, estreia em 23 de fevereiro no teatro do Centro Cultural Justiça Federal para curta temporada de três semanas, com apresentações de sexta a domingo, às 19h.

Autora do texto, Lucília de Assis dá vida à Jandira, funcionária de um teatro em que desempenha as funções de faxineira, bilheteira e baleira, além de morar no local de trabalho. Um dia, quando o elenco da peça em cartaz fica preso em um engarrafamento, ela recebe uma atribuição a mais: segurar o público até a chegada dos atores. É assim que a funcionária, testemunha de inúmeras peças e habituada a subir no palco apenas para varrer, passa a ocupar a linha de frente para contar suas histórias e receber seus primeiros e, quem sabe, últimos aplausos.

A ideia para o espetáculo surgiu no ano passado, durante o período em que Lucília se recuperava de uma fratura no pé. “Tinha um tempo enorme pra mim e comecei a revisitar minhas histórias infância, em Niterói, nos anos 1960”, lembra a atriz e autora. “‘NÃO PEÇA’ fala dessa personagem que mora nos fundos do teatro, mas que tem uma história de vida baseada nas minhas lembranças, nem sempre tão felizes. A vida está impregnada de teatralidade, o teatro das nossas vivências e memórias inventadas. No fim tudo é ficção”, diz.

Nem toda vida daria um filme. Mas aqui, a vida da funcionária Jandira, com certeza, acaba dando em uma peça. “Não existe ninguém como Jandira. Ela veio menina do barro seco de Cantochão direto para a caixa preta de um teatro, sem escalas. Analfabeta, aprendeu a ler com os textos do teatro. Seu universo não é mundano, disperso, superficial. Tudo pra ela é existencial. Jandira é a encarnação da visão de mundo de Lucília de Assis, transbordante de humor e poesia”, completa a diretora Bianca Byington.

FICHA TÉCNICA

Texto e interpretação – Lucília de Assis. Direção – Bianca Byington. Direção de produção – Maria Siman. Assistente de direção – Pedro Pedruzzi. Figurino – Dora de Assis. Projeto gráfico e fotos – Alexandre Dacosta. Assistente de produção – Fernanda Silva. Realização – Lucília de Assis e Primeira Página Produções

 

SERVIÇO

“NÃO PEÇA”

Temporada: de 23 de fevereiro a 11 de março – de sexta a domingos, às 19h.

Local: Centro Cultural Justiça Federal – Av. Rio Branco 241 – Tels.: 3261 2550 / 2565.

Ingresso: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia) – Bilheteria: das 16h às 19h.

Ingressos online: https://goo.gl/6o3mKK

Classificação: 12 anos. Duração: 60 minutos. Lotação: 142 lugares.

“Estação Terminal” estreia no Armazém da Utopia

A Companhia Ensaio Aberto completa 25 anos e para comemorar lança o Ano Marx, uma extensa programação homenageando Karl Marx. Iniciando as comemorações, a Companhia volta a falar da República dos Excluídos, revisitando o primeiro texto que montou. Baseado no diário de Lima Barreto, na época que esteve internado em um hospício, “Estação Terminal” estreia nova temporada no dia 25 de fevereiro no Armazém da Utopia.

“Estação Terminal” é uma releitura de Cemitério dos Vivos, texto que lançou a Companhia Ensaio Aberto há 25 anos, em janeiro de 1993. O espetáculo proporciona uma relação não convencional de público e ator. Misturando artes plásticas e teatro numa mesma performance, Tuca Moraes interage com o público e com uma obra da artista plástica Suzana Queiroga (Velatura)  para dar voz aos escritos de Lima Barreto. Tem trilha sonora de Felipe Radicetti e participação da atriz Luiza Moraes.

­­“Por três vezes Lima Barreto foi interno num manicômio. Escritor, alcoólatra, negro, pobre, indignado. Seu diário nos mostra sua experiência de reclusão. Seu relato nos remete aos tempos atuais e a tantas outras vozes marginalizadas. Por isso escolhemos esse texto para abrir a comemoração de 25 anos da Companhia Ensaio Aberto”, conta Tuca Moraes.

Inspirada nos livros “Cemitério dos Vivos” e “Diário do Hospício” de Lima Barreto, a dramaturgia de João Batista nos faz “pensar profundamente sobre nós, sobre o que somos; e perguntar se a cada um de nós está reservado o destino de sermos nós mesmos , com nosso próprio pensamento, nossa própria inteligência, ou se por um desarranjo funcional se a de encarregar o destino de levar- nos a essa quase morte em vida”.

Histórico do espetáculo:

“Estação Terminal” estreou no SPILL Festival/2007, em Londres. No Brasil se apresentou nos Festivais Internacionais Riocenacontemporanea e no Cena Contemporânea, no Rio de Janeiro e em Brasília respectivamente. Fez temporada de maio a novembro de 2007 no Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ/ Praia Vermelha, no mesmo prédio onde Lima Barreto foi interno e escreveu o Diário do Hospício. Viajou pelo interior do Estado e em 2013, fez temporada no Armazém da Utopia e participou do Festival Tiradentes em Cena.

Sobre o Ano Marx:

O ano de 2018 será intenso para a Ensaio Aberto.  A companhia faz 25 anos de existência de um trabalho ininterrupto, com 28 criações, sendo algumas com várias edições como a Missa dos Quilombos, que permaneceu em cartaz 10 anos. Para comemorar lança o Ano Marx, uma extensa programação homenageando Karl Marx, um grande companheiro de trabalho. “Estação Terminal” abre o Ano Marx, seguido da reedição de “Que tempos são esses?”, um experimento cênico, multidisciplinar com textos de Brecht, onde o espectador tem a liberdade de entrar e sair quando desejar. O trabalho inédito do Ano Marx será a Exceção e a Regra, que já está em fase de pré-produção e ensaios. Em paralelo às montagens no Armazém da Utopia, o Ano Marx terá muitas oficinas gratuitas de criação, com os principais colaboradores do grupo, várias palestras, oficinas e mesas redondas sobre Karl Marx.

 

FICHA TÉCNICA

Dramaturgia: João Batista, a partir de Lima Barreto

Direção, luz e espaço cênico: Luiz Fernando Lobo

Velatura: Suzana Queiroga

Composições e trilha: Felipe Radicetti

Figurinos: Mauro Leite

Direção de produção: Tuca Moraes

Produção executiva: Cida de Souza e Renata Stilben

Produção do inflável: Air Show

Em cena: Tuca Moraes

Atriz assistente: Luiza Moraes

Operador técnico: Bruno Peixoto

Apoio técnico: Coletivo Artístico Ensaio Aberto

Assessoria de imprensa: Lead Comunicação

SERVIÇO
Estreia: 25 de fevereiro de 2018
Temporada: De 25 de fevereiro até 23 de abril de 2018
Local: Armazém da Utopia – Orla Conde, Armazém 6, Cais do Porto
Tel. 2516-4893 / 98909-2402 (WhatsApp)
VLT: Parada Utopia/ AquaRio
Estacionamento próximo
Horário: Domingos e Segundas às 19h
Classificação: Livre
Duração: 50 minutos
Capacidade: 60 Lugares

Ingressos: R$ 50,00 (inteira) e R$ 25,00 (meia)

Mundinho Kids no Shopping Metropolitano Barra

O Mundinho Kids de fevereiro vai entrar no ritmo da folia. As duas primeiras peças teatrais do mês têm como mote o Carnaval. E para a alegria da criançada ficar completa, o mês também reserva histórias de super-heróis e encontro com princesas.

As apresentações são gratuitas e acontecem no piso L2, próximo ao Cinemark, aos domingos. Em todos os dias de evento, o shopping recebe a visita do mascote: o macaquinho Nico.

Atenção! Com o fim do horário de verão, a partir do próximo dia 18/02, os espetáculos vão acontecer às 17h.

 

25/02, às 17h – Encontro com as princesas (Moana, Bela e Cinderela)

As princesas Moana, Bela e Cinderela estarão no Shopping Metropolitano Barra, a partir das 17h, para tirar fotos com seus pequenos fãs. O atendimento é por ordem de chegada e sujeito à lotação.

SERVIÇO:

Mundinho KidsShopping Metropolitano Barra
Dias 04, 11, 18 e 25 de fevereiro,
Horários: dias 04/02 e 11/02, às 18 horas, e dias 18/02 e 25/02, às 17 horas

Local – Piso L2 – Segundo piso (próximo ao cinema)
Duração – aproximadamente 50 minutos
Evento gratuito

Mais informações: http://www.shoppingmetropolitanobarra.com.br/acontece/
Endereço – Av. Embaixador Abelardo Bueno, 1.300 – Centro Metropolitano – Barra da Tijuca – Rio de Janeiro.

Sobre o Shopping Metropolitano Barra

O Shopping Metropolitano Barra foi inaugurado em dezembro de 2013 no Centro Metropolitano. O empreendimento é administrado pela CCP (Cyrela Commercial Properties) e tem  fluxo médio mensal de 650 mil pessoas. Com 202 lojas, o shopping reúne marcas renomadas, voltadas aos mais diferentes públicos: Zara, Zara Home, Centauro, Riachuelo, Renner, Alô Bebê, Lojas Americanas, Casas Bahia, Kalunga, Ri Happy, Camicado, Livraria Leitura, academia Bio Ritmo e os restaurantes Outback, Balada Mix, Delírio Tropical, Benkei Asiático e Gula Gula. Além desses, há diversas satélites conceituadas, como Vivara, Mr. Cat, Maria Filó, Enjoy, Zinzane, Arezzo, Via Mia, Aquamar, L’Occitane En Provence, L’Occitane Au Brèsil, Alphabeto, CVC, O Boticário, Clube Melissa, Scala, Hering e Hering Kids, Hope, Outer, Armadillo, Wollner, Carmen Steffens  entre outras.

“Os Superidosos” iniciam turnê em teatros do Estado

Criado em 2013, na Ilha do Governador, pelo diretor de teatro chileno Loferato, o projeto “Os Superidosos” chega aos cincos anos de existência com fôlego extra. Composto por pessoas acima de 60 anos que desejavam vivenciar novas experiências através da prática das artes cênicas, o grupo vinha se apresentando em palcos de abrigos e casas de repouso de idosos na Tijuca, Cachambi, Bangu e em escolas e associações na Ilha do Governador.

Da parceria inicial de clínicas da família, centros de saúdes, e dos CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) e CREAS (Centor de Referência Especializado de Assistência Social) da Prefeitura, o teatrólogo Loferato conseguiu, agora, o apoio institucional da Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, do INEPAC e Funarj. Esse suporte vai permitir que o grupo mostre sua arte em equipamentos de excelência da rede estadual. A turnê começa nesta quarta-feira (21/02), no Teatro Armando Gonzaga, em Marechal Hermes, e depois segue para a Laura Alvim (27/02), o Arthur Azevedo (07/03), Mário Lago (14/04), Glaucio Gill (09/05) e João Caetano (22/08), sempre no horário das 17h.

Com textos de criação coletiva, os atores estendem o processo de reflexão feito pela equipe ao público, com debates ao final de cada apresentação a respeito da peça e de suas vidas, despertando na plateia sentimentos de bem-estar, pensamento crítico e tudo o mais que a arte é capaz de proporcionar. “Os Superidosos” é formado pelos atores: Daysi Câmara, Zelayda Rodrigues, Stela Maria da Silva, Argentina Faustino, Síria Gentil, Francisca Chagas, Maria da Silva Matheus, Mariléa Lopes, Maura Barros, Manoel Tamasceno, Damiana Maria Ramos e Aleida Batista.

“A Peça Escocesa” no Nelson Rodrigues

O Teatro da CAIXA Nelson Rodrigues recebe, de 3 de março a 1º de abril de 2018 (de quinta a domingo), sempre às 19h, o espetáculo A Peça Escocesa, obra original livremente inspirada na mais curta e mais contundente tragédia de Shakespeare: Macbeth. Em cena, Carolina Pismel e Paulo Verlings são acompanhados pela Banda Dagda (teclado, guitarras, baixo e bateria), criando uma espécie de “Word Concert”. O projeto tem patrocínio da Caixa Econômica Federal e do Governo Federal.
 
A Peça Escocesa traz à tona, em uma dramaturgia original assinada por Marcia Zanelatto, vozes subterrâneas criando uma polifonia que transcende a ideia de personagem. O jogo exige deslocamentos diversos dos atores Carolina Pismel e Paulo Verlings, que dão vozes desde os corcéis do Rei Duncan, decepcionados com a humanidade, até o vozerio sobrenatural das bruxas, passando pelos protagonistas da obra original.
 
Concebido pelo ator, diretor e produtor Paulo Verlings, o espetáculo trata de ambição, jogos de poder, compensação e cobiça, dando um ponto de vista contemporâneo às personagens Macbeth e Lady Macbeth. Verlings irá lançar-se em uma investigação na busca de uma cena fundida entre a “palavra e a música”, pesquisando um ponto de vista contemporâneo sobre a espetacularização da monarquia. Uma arena de gladiadores contemporâneos se instaurará e o público se deliciará com um arrojado recorte de um épico contemporâneo.
 
“Os clássicos de William Shakespeare continuam presentes no imaginário artístico e universal. Seus enredos, epopeias mirabolantes, personagens construídos meticulosamente e munidos de real humanidade, fascinaram o mundo e atravessaram os séculos. Todos esses desejos e questionamentos sobre o humano, na obra de Shakespeare, são o que nos inspiram e movem a nos debruçarmos nesse projeto para criarmos uma obra original”, comenta Verlings.
 
Mas não é a história de Shakespeare que os atores estão encenando e não é a história de Shakespeare que os espectadores vão assistir. Com A Peça Escocesa eles procuram dizer o que Shakespeare não disse, não pode dizer ou disse nas entrelinhas, nos “espaços”, nas ausências de Lady Macbeth. A dramaturga considera que o bardo pode ter sido censurado.
 
“Creio que o melhor trabalho que posso fazer, ao lidar com uma obra prima como Macbeth, é ouvir as vozes subterrâneas, revelar o que não foi dito no clássico – seja por questões sociopolíticas referentes ao Reino Unido do Século 17 ou por opções de estrutura dramatúrgica – e assim transmiti-lo na atualidade. Não quero contar a história ou adaptá-la. Eu quero fazer ouvir a vida interior e arquetípica dos personagens à luz do nosso tempo, uma espécie de peep show da alma, como fizemos em Tristão e Isolda, que marca meu encontro com o Paulo Verlings, sob direção de Guilherme Leme Garcia. Por exemplo, há na estrutura emocional da peça de Shakespeare, além do problema da ambição desmedida, que reinscrevo como uma necessidade de compensação pelo que não se tem (já que a peça está na transição do feudalismo para o capitalismo – o tempo do “Ter”), uma forte questão de gênero, na medida em que todo poder é do homem, Macbeth, mas toda potência é da mulher, Lady Macbeth”, comenta Marcia Zanelatto.
 
“Meu processo de trabalho foi examinar, em Macbeth, a gênese do homem militar, bélico, talhado para a guerra, chegando ao governo com sua marca de matador profissional e completamente paranoico. E reinscrever Lady Macbeth no lugar feminista, levantando a hipótese de sua ação derivar da caça às bruxas: alçar-se à condição de rainha pode ter sido uma estratégia para escapar da fogueira da inquisição. Ou você acha que a relação de Lady Macbeth com as bruxas começa quando ela recebe a carta de Macbeth dizendo que recebeu a predição de que seria rei? Pra mim, e o que quero apresentar ao público, é a hipótese de que Lady Macbeth era da linhagem das bruxas e sua ação foi de resistência. Agora, o que temos a examinar em A Peça Escocesa é o que ocorre quando a resistência feminina decide jogar o jogo patriarcal”, completa a autora.
 
A equipe de artistas criadores conta ainda com Ricco Viana (direção musical), Mina Quental (cenário), Flavio Souza (figurinos), Vini Kilesse (visagismo), Tiago e Fernanda Mantovani (iluminação) e a Banda Dagda, composta pelos músicos Antonio Fischer-Band (teclado), Arthur Martau e Kim Fonseca (guitarras), Pedro Velho (baixo) e Victor Fonseca (bateria).
 
A Peça Escocesa consolida a parceria entre a dramaturga Marcia Zanelatto e o diretor Paulo Verlings. A dupla iniciou sua ligação no espetáculo Fatal (2016), com o qual Marcia foi indicada ao Prêmio Shell de Melhor Texto. O trabalho mais recente de ambos, o espetáculo ELA (2017), está indicado ao Prêmio Shell, concorreu ao Prêmio Cesgranrio de Melhor Texto e Botequim Cultural de Melhor Diretor, sendo vencedor do Prêmio Botequim Cultural de Melhor Texto.
 
Ficha técnica

Texto: Marcia Zanelatto 
Direção e Concepção: Paulo Verlings 
Elenco: Carolina Pismel e Paulo Verlings 
Diretor Assistente: Flávio Souza 
Assistência de Direção: Orlando Caldeira 
Músicos Banda Dagda: Antonio Fischer-Band (teclado); Arthur Martau e Kim Fonseca (guitarras); Pedro Velho (Baixo) e Victor Fonseca (Bateria)
Direção Musical: Ricco Viana  
Cenário: Mina Quental 
Figurinos: Flavio Souza
Desenho e técnico de Som: Luciano Siqueira
Visagismo: Vini Kilesse
Iluminação: Tiago e Fernanda Mantovani
Assessoria de Imprensa: Ney Motta
Fotos: Paula Kossatz
Vídeo: Eduardo Chamon
Projeto Gráfico: Raquel Alvarenga
Produção Executiva e Marketing Cultural: Heder Braga
Direção de Produção: MS Arte & Cultura | Aline Mohamad e Gabriel Salabert
Patrocínio: CAIXA e Governo Federal
 
Serviço
CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Teatro da CAIXA Nelson Rodrigues
Av. República do Chile, 230, Centro, Rio de Janeiro / Entrada pela Av. República do Paraguai 
(próximo ao Metrô e VLT Estação Carioca)
Telefone: (21) 3509-9600 / 3980-3815
Lotação: 400 lugares (mais 08 para cadeirantes)
Datas: 3 de março a 1º de abril de 2018 (quinta a domingo)
Horário: 19h
Duração: 60 min
Ingressos: Plateia – R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia) / Balcão: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia). 
Além dos casos previstos em lei, clientes CAIXA pagam meia 
As vendas de ingressos iniciam na terça-feira, dia 27 de fevereiro, na bilheteria do Teatro
Bilheteria: de terça-feira a domingo, das 13h às 20h
Classificação indicativa: 14 anos
Acesso para pessoas com deficiência

“Senhora dos Afogados” no Teatro Porto Seguro

Dirigido por Jorge Farjalla, o espetáculo “Senhora dos Afogados”, texto de Nelson Rodrigues, estreia no Teatro Porto Seguro – SP dia 23 de fevereiro, sexta.

 

O elenco traz Alexia Dechamps, Joao Vitti, Karen Junqueira, Rafael Vitti, Letícia Birkheuer, Nadia Bambirra, Jaqueline Farias e Du Machado.

“Senhora dos Afogados” faz parte da saga mítica rodriguiana assim intitulada pelo crítico Sábato Magaldi. Escrita em 1947, segue a linha de “Álbum de Família” (1945), “Anjo Negro” (1946) e “Dorotéia” (1949) e traz uma forte simbologia que se aproxima das tragédias gregas, em que os clãs familiares se entre-devoram num inferno de culpas desmedidas. O projeto desta montagem nasceu de um desejo de Letícia Birkheuer de que Farjalla a desconstruísse num papel de teatro.

Os Drummond, uma família de três séculos, com mulheres que se gabam da fidelidade conjugal, choram a morte por afogamento de Clarinha, uma das filhas de Dona Eduarda e Misael Drummond, e, ao mesmo tempo, prostitutas do cais do porto interrompem suas atividades para lamentar a impunidade do assassinato de uma das suas que morrera há dezenove anos.

Nesta encenação, Jorge Farjalla – depois da ousada e elogiada versão de “Dorotéia” com Rosamaria Murtinho e Letícia Spiller – leva outra vez Nelson Rodrigues ao extremo contemporâneo e destaca a singularidade da religião em suas obras, em que o sagrado se alimenta do profano, teatralizando ainda mais, através dos signos e símbolos, revisitando a obra numa estética que comunga cenário, figurino, desenho de luz, som e música original, em um contexto singular aos olhos do teatro pós-moderno, riscando nesta montagem, mais uma vez, sua visão própria e original do texto com a marca arrojada e diferente que imprime nas encenações que dirige.

“Será uma montagem feita não pra chocar e sim pra refletir. A sociedade está indo para um lugar retrógrado, confundindo liberdade de expressão com exibicionismo. Não quero que o meu modo de ver ou olhar para a obra de Nelson seja rotulado ou criticado sem embasamento. Ao contrário, vamos pensar juntos; não consigo desassociar  religião e rito de sua odisseia mítica”, explica Farjalla.

Os atores estarão em cena vivendo todos os personagens, brincando com os arquétipos, para contar e narrar trajetória da família Drummond – nome que tem em seu significado “vindo do mar” – alguns assumindo os ‘vizinhos’, uma espécie de coro da tragédia grega, assim como seus próprios personagens, com sotaque local, pois a peça se passa em Recife, que é o mar da infância de Nelson, onde ele nasceu.

 

Um farol, sempre presente em cena, teatralmente representado como uma espécie de lamparina que o próprio ator-narrador executará em cena é cenário para a religiosidade dos nativos que vivem no mar e emergem do mangue, para Iemanjá como símbolo de todo o contexto da obra, assim como as canções do cancioneiro popular da beira do rio e do mar, fazendo da encenação única e teatralmente cheia de signos e apresentando um Nelson trágico, profundo, íntimo, patético e absurdo.

Alexia Dechamps, que participou da encenação de “Dorotéia”, agora divide este segundo projeto com Farjalla assumindo a protagonista Dona Eduarda, junto com Karen Junqueira (Moema, irmã do Paulo), que está fazendo Rita Cadillac no cinema. “Dois projetos com o mesmo autor e diretor, um trabalho de identidade de companhia, me colocando num lugar de risco do início ao fim, me provocando e instigando é algo que preciso celebrar. Certamente um momento único, feliz!”, comemora ela.

Já João Vitti e Rafael Vitti dividem pela primeira vez o palco e com personagens que remetem à vida real: pai e filho (Misael e o noivo, respectivamente). E um dos personagens masculinos será interpretado por Letícia Birkheuer, que viverá Paulo, filho do casal pescador, além de Du Machado, o vendedor de pentes. No elenco feminino também estão Nadia Bambirra (Dona Marianinha, a avó) e Jaqueline Farias, a prostituta morta, vizinha e outra prostituta do cais. Aqui vale uma observação: tanto os Vitti como Karen, Letícia e Nádia viverão pela primeira vez um texto de Nelson Rodrigues.

O cenário é assinado por José Dias e a trilha sonora por João Paulo Mendonça – ambos parceiros de Farjalla desde a montagem de “Paraíso AGORA! Ou Prata Palomares”, do roteiro do filme de André Faria, e “Dorotéia” – enquanto figurinos e adereços são de Jorge Farjalla em conjunto com Ana Castilho e a luz de Vladimir Freire e Jacson Inácio.

 

Sinopse

Ligações incestuosas, obsessões, pulsões arcaicas, conflitos entre o lógico e o irracional, todas as amarras são rompidas, os personagens se movem num tempo verdadeiramente mítico, do inconsciente. Senhora dos Afogados é uma peça que se aproxima das tragédias gregas, em que os clãs familiares se entre devoram num inferno de culpas desmedidas.

 

Dona Eduarda, esposa de Misael, e Moema, única filha mulher que restara, além do irmão, Paulo, se digladiam em torno da questão do pudor e da honra da mulher, hostilizando-se devido a um ódio primordial. Moema, que gostaria de viver sozinha com o pai, urde um plano para que a mãe o traia com o próprio noivo, um ex-oficial da marinha.

Ficha Técnica

Texto: Nelson Rodrigues

Direção e encenação: Jorge Farjalla

Elenco: Alexia Dechamps, Joao Vitti, Karen Junqueira, Rafael Vitti, Letícia Birkheuer, Nadia Bambirra, Jaqueline Farias e Du Machado

Dramaturgia: Jorge Farjalla

Direção musical e trilha original: João Paulo Mendonça

Direção de arte e espaço cênico: José Dias

Figurinos e adereços: Jorge Farjalla e Ana Castilho

Desenho de Luz: Vladimir Freire e Jacson Inácio

Preparação Corporal: Jorge Farjalla

Maquiagem e visagismo: Vavá Torres

Assistente de direção: Raphaela Tafuri

Preparação vocal: Patrícia Maia

Design Gráfico: Kalulu Design & Comunicação

Direção de Produção: Lu Klein

Serviço

Peça: “Senhora Dos Afogados”, de Nelson Rodrigues

Local: Teatro Porto Seguro (Alameda Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos – (11) 3226-7300)

Data: de 23 de fevereiro a 29 de abril – Sextas e sábados, às 21h, e domingos, às 19h.

Direção e encenação: Jorge Farjalla

Gênero: Drama

Elenco: Alexia Dechamps, João Vitti, Karen Junqueira, Rafael Vitti, Letícia Birkheuer, Nadia Bambirra, Jaqueline Farias e Du Machado

Ingressos: R$ 90,00 plateia / R$ 70,00 balcão/frisas.

Classificação: 16 anos

Duração: 90 minutos

Missa para Clarice – Um Espetáculo Sobre o Homem e Seu Deus

O Teatro Laura Alvim, em Ipanema, recebe de 23 de fevereiro a 18 de março, sextas e sábados as 20h, domingo as 19h, o aclamado “Missa para Clarice – Um Espetáculo Sobre o Homem e Seu Deus”, do diretor e ator Eduardo Wotzik, uma aventura por dentro da notável produção literária de Clarice Lispector, que tem como temática o Sagrado. Reflexivo, divertido, comovente, Missa para Clarice é um espetáculo onde um Arauto e duas Beatas claricianas procuram fazer do espaço do Teatro um Templo de Reflexão. Uma Missa como jamais se viu. Um ritual cênico que une a palavra de Clarice Lispector, o teatro de Eduardo Wotzik e a música de Henryk Górecki.

A matéria prima do espetáculo é a obra de Clarice Lispector, mas o público se surpreende com a forma como os textos são apresentados. Como uma missa: o público senta, levanta, reza e canta, as palavras de Clarice formam um ritual cênico e religioso que nos faz pensar na nossa própria vida. A atmosfera do Sagrado é um tema que pulsava na obra de Clarice Lispector, por isso a Missa.

“Missa no sentido de missão, de levar através de um ritual a obra de Clarice ao espectador e produzir uma reflexão”, declara Eduardo Wotzik, que passou os últimos 20 anos preparando-se para esta montagem.

Quando o público entra no Teatro encontra um lugar tranquilo. A iluminação, o cenário minimalista e a música do compositor polonês Henryk Górecki (1933-2010) juntos formam uma atmosfera propícia a celebração do sagrado. Nesse ambiente, um Arauto (Wotzik) e duas Beatas claricianas (Cristina Rudolph e Natally do Ó) dão voz a trechos da vasta obra de Clarice Lispector que retratam o Sagrado, a relação do homem com Deus. O Arauto proclama a sabedoria e a todo momento o público é aclamado a participar. A duas Beatas recebem afetuosamente cada pessoa oferecendo um Missal (alguns em Braille, para os deficientes visuais) que contém as partes interativas do espetáculo. Assim todos mergulham nas profundezas de Clarice Lispector.

Desde sua bem sucedida estreia no CCBB Rio de Janeiro, em fevereiro de 2016, o espetáculo vem arrebanhando plateias de todo o Brasil (Rio, São Paulo, Brasília, Belo Horizonte etc), passando por 18 teatros, 200 apresentações e assistido por mais de 35 mil pessoas, sempre levando a palavra de Clarice Lispector aos espectadores e comovendo a todos que o assistem. Assim, Missa para Clarice se transformou num daqueles espetáculos necessários. Espetáculo que, nas palavras do diretor Domingos de Oliveira é “Uma aventura transcendental, uma viagem paraíso, pelo estado da Graça” e nas palavras da atriz Fernanda Montenegro é “Uma ideia diabolicamente extraordinária. Um espetáculo que nos põe diante de uma nova religião, de um novo processo de espiritualidade.” 

A grande qualidade do espetáculo é que ele consegue ser ao mesmo tempo profundamente reflexivo e profundamente divertido, um espetáculo popular, um culto, que fala dessa ideia inteligente que o ser humano teve de criar dois sistemas para suportar a realidade, o sistema religioso e a arte.” juntando as duas coisas em uma missa ecumênica. Tem uma frase da Clarice que diz Em todas as religiões Deus exige ser amado”, comenta Wotzik.

Ao término da Missa o público é convidado para ficar para a Confissão, após um breve intervalo. É o momento do bate-papo com o elenco.

Nas diversas temporadas, o espetáculo foi apresentado em três formatos: Missa de Igreja, quando apresentada em palco italiano; Missa de Capela, em arena; Missa de Catedral, em grandes teatros. Mas ainda falta um formato que Eduardo Wotzik sonha realizar, uma Missa Campal, em um grande espaço aberto.

“O teatro será sempre o lugar onde nos encontramos para lembrarmos uns aos outros de que somos humanos”, conclui Wotzik.

Assista ao Trailer Oficial: https://vimeo.com/254277229
Assista também ao vídeo-release: https://youtu.be/h8OebTvKXFg

Ficha técnica

Da obra de Clarice Lispector
Edição e Texto final: Eduardo Wotzik
Direção de Arte: Analu Prestes
Iluminação: Fernanda Mantovani
Direção Artística Geral: Eduardo Wotzik
Elenco: Cristina Rudolph, Natally do Ó e Eduardo Wotzik
Assessoria de Imprensa: Ney Motta
Direção de Produção: Michele Fontaine
Realização: Wotzik Produções Artísticas Ltda

Serviço

Missa para Clarice – Um Espetáculo Sobre o Homem e Seu Deus
Da obra de Clarice Lispector
Direção: Eduardo Wotzik
Com Cristina Rudolph, Natally do Ó e Eduardo Wotzik
Sinopse: Um Arauto e duas Beatas claricianas transformam o espaço do Teatro num Templo de Reflexão que une a palavra de Clarice Lispector, o teatro de Wotzik e a música de Górecki.
Local: Teatro Laura Alvim. Avenida Vieira Souto, 176, Ipanema, Rio de Janeiro (tel. 21 2332-2015)
Temporada: 23 de fevereiro a 18 de março, sextas e sábados as 20h, domingo as 19h
Capacidade de público: 186 lugares + 4 lugares para cadeirantes
Ingresso: R$ 40 (inteira) R$ 20 (meia)
Vendas pela internet: https://www.ingressorapido.com.br
Classificação: 14 anos
Duração: 80 minutos