“Pedro e o Lobo” na Cidade das Artes

Fundado em 1998, o Instituto Cohen criou a Cohen.Cia – escola de teatro e a Cohen.Co, companhia de dança. As apresentações do espetáculo “Pedro e o Lobo” na Cidade das Artes de 9 a 17 de dezembro fazem parte do processo de aceleração realizado pelo Instituto Ekloos.

A obra de Prokofiev, Pedro e o Lobo, será executada pelos bailarinos da Cohen Co, com coreografias de Caio Armstrong, adaptação, texto e direção de Ariel Cohen, fundador do Instituto Cohen.

“Com certeza a cidade do Rio de Janeiro vai poder assistir um espetáculo infantil de grande qualidade artística. O público vai pensar que está em Hollywood, mas na verdade, estará na zona oeste do Rio de Janeiro, com representantes do bairro esquecido”, afirma Ariel Cohen, fundador do Instituto Cohen.

SERVIÇO

Datas: 9, 10, 16 e 17 de dezembro | Sábado e Domingo – 18h

Local: Cidade das Artes – Sala: Eletroacústica

Endereço: Av. das Américas, 5300 – Barra da Tijuca, Rio de Janeiro – RJ

Ingressos: Até 30 de novembro: R$ 50,00 meia entrada e R$ 100,00 inteira.

       Após esta data: R$ 75,00 meia e R$ 150,00 inteira.

Classificação Etária: Livre

Todos os valores arrecadados serão utilizados para cobrir os custos do espetáculo e financiar o projeto social do Instituto Cohen.

“A vida de Galileu” no Maria Clara Machado

Um homem, que adorava observar o céu, desafiou a Igreja Católica e acabou enfrentando a Santa Inquisição. E para fugir da fogueira, teve que negar tudo aquilo em que acreditava. A história de Galileu Galilei ​pode ser assistida até o dia 17

de dezembro no palco do Teatro Municipal Maria Clara Machado, no Planetário da Gávea. Baseada no texto “A vida de Galileu” (Leben des Galilei, no título original em alemão), do dramaturgo Bertolt Brecht, a peça homônima ficou em cartaz por mais de um ano no Museu da Vida, da Fiocruz. Na montagem, dirigida por Daniel Herz e João Marcelo Pallotino, cabe a Roberto Rodrigues interpretar o cientista, enquanto oito atores se alternam em outros papéis.  Toda a trama se passa no século 17, mas podia ser nos dias de hoje.

“Naquela época, havia uma força retrógrada muito forte por parte da Igreja, que, por motivos de poder e motivos obscuros não estava aberta ao novo, à diferença. Diria que hoje a gente está vivendo um retrocesso muito grande. Nesse sentindo, essa montagem faz uma dupla leitura: a da época do Galileu e a da homenagem aos cientistas que foram expulsos da Fiocruz durante o regime militar. Mas ainda tem uma terceira camada: que a gente está vivendo hoje, de profundo retrocesso na cultura, no que diz respeito às conquistas que a sociedade obteve em relação à diversidade e às diferenças. É um momento bastante assustador e, infelizmente, o texto mostra-se profundamente atual”, compara Daniel Herz, que foi convidado pela Fiocruz para fazer a encenação do texto, no ano passado, por conta da celebração dos 30 anos da reintegração dos pesquisadores, que puderam retornar à Fiocruz após a injustiça que sofreram. Na época, o governo brasileiro cassou os direitos políticos e a aposentadoria de dez pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), que foram proibidos de entrar em seus laboratórios dentro da instituição.

Para homenageá-los, o espetáculo é entrecortado por depoimentos dos cientistas afastados. A ação se dá em um cenário propositalmente redondo.

“Essa circularidade é inspirada no próprio Galileu, com a ideia de mostrar que a Terra não está no centro do universo. A Terra está circulando, a vida está circulando, os valores estão circulando e o teatro também. O público se identifica com essa história, que tem uma dinâmica moderna, bem contemporânea e traz a ideia de você testemunhar os atores contando uma história, se revezando nos papeis”, defende Daniel.

Durante os ensaios, elenco e direção inseriram elementos para revitalizar a montagem e encaram o desafio de contar uma história não apenas para o público adulto, mas também para os jovens, já que muitos alunos de ensinos fundamental e médio assistiram à peça. Estudantes e professores da rede pública de ensino têm entrada gratuita garantida nas sessões do espetáculo.

“A ciência e o teatro precisam dos jovens: a juventude tem a mudança nos seus hormônios. Essa peça une arte e ciência e isso já vale a aventura de abrir o pano”, conclui Daniel.

A peça está sendo realizada com recursos adquiridos por meio de parcerias feitas com o uso da Lei Municipal de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro. Esse projeto conta com patrocínio da Dataprev e do Grupo Seres.

Sinopse

Um homem, que adorava observar o céu, desafiou a Igreja Católica e acabou enfrentando a Santa Inquisição. Baseada no texto homônimo do dramaturgo Bertolt Brecht, a peça “A vida de Galileu” dialoga com os públicos jovem e adulto. Matemático, astrônomo e físico italiano nascido em 1564, Galileu, decidido a explorar aspectos desconhecidos do Universo, construiu um telescópio em 1609 com mais capacidade do que os que existiam à época. Manchas solares e os satélites de Júpiter são algumas de suas descobertas. Galileu defendeu a teoria heliocêntrica de Copérnico, segundo a qual o Sol é o centro do Universo e não a Terra, o que o fez ser perseguido pela Igreja Católica. Para fugir da fogueira, teve que negar aquilo em que acreditava.

A encenação associa a questão do autoritarismo com o episódio que ficou conhecido como Massacre de Manguinhos, quando dez cientistas da Fiocruz tiveram seus direitos políticos cassados e foram forçadamente aposentados durante a ditadura militar. Os cientistas foram proibidos de entrar em seus laboratórios e muitas de suas pesquisam foram paralisadas. Mais informações em https://portal.fiocruz.br/pt-br/content/cartilha-sobre-reintegracao-dos-pesquisadores-cassados]

Em 1970, o Governo Brasileiro decretou a cassação dos direitos políticos e a aposentadoria de dez pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz. Em 15 de agosto de 1986 …

“A peça discute a relação dos cientistas, enquanto intelectuais de uma sociedade, com a sustentação do autoritarismo ou da democracia e da liberdade. Além disso, aborda em muitas cenas porque o cientista deve se aproximar da população. É uma discussão em que a divulgação científica é peça central. Todos esses elementos estão bastante presentes na peça a partir dos dilemas que o próprio Galileu enfrenta”, esclarece Diego Vaz Bevilaqua, um dos idealizadores do projeto.

Ficha Técnica

A Vida de Galileu (de Bertolt Brecht)

Direção geral – Daniel Herz

Direção – Daniel Herz e João Marcelo Pallottino

Diretor assistente – Clarissa Kahane

Tradução – Roberto Schwarz

Adaptação do texto – Daniel Herz, Diego Vaz Bevilaqua, Letícia Guimarães e Wanda Hamilton

Elenco –  Andressa Lameu, Carol Santaroni, Diego de Abreu, Ingra da Rosa, Leandro Castilho, Letícia Guimarães, Pablo Paleologo, Roberto Rodrigues e Sérgio Kauffmann

Direção musical e música original – Leandro Castilho

Cenário – Fernando Mello da Costa

Figurino – Carla Ferraz

Luz – Aurélio de Simoni

Operação de luz – Lívia Ataíde

Operação de som – Rafael Silvestre

Operação de vídeo – Mariluci Nascimento

Direção de movimento – Janice Botelho
​Programação visual – Alana Moreira e Flávia Castro

Assessoria de imprensa: Haendel Gomes (COC/Museu da Vida), Sheila Gomes e Sara Paixão

Produção executiva – Fernanda Avellar e Mariluci Nascimento

Direção de produção – Geraldo Casadei

 

Serviço

Teatro Municipal Maria Clara Machado (dentro do Planetário da Gávea)

Temporada: de 1º a 17 de dezembro, sextas, sábados 21h e domingos, às 20h

Ingresso: Inteira R$20,00 Meia R$10,00 – Gratuidade para professores e alunos da rede pública de ensino

Classificação Indicativa: a partir de 10 anos

Duração: 75 minutos

Gênero: Drama

Endereço: Av. Padre Leonel Franca, 240 – Gávea, Rio de Janeiro – RJ, 22451-000

Telefone: 2274 7722

E-mail institucional: teatromclaramachado.cultura@gmail.com

Horário de funcionamento: 14h às 22h

“Quero ser Regina” no Café Pequeno

Uma atriz que sonha em fazer novelas. Sem perspectiva, começa a questionar suas convicções e pensa em desistir de tudo. Esse é o ponto de partida de “Quero ser Regina”, montagem independente idealizada pela atriz e produtora Paula Goja que volta aos palcos cariocas no Teatro Café Pequeno em 28 de novembro para uma temporada de quatro semanas. As apresentações acontecem as quartas e quintas-feiras, às 20h, até o dia 20 de dezembro, com ingressos a partir R$ 15. A direção é de Cristiana Pompeo.

No palco, Paula Goja dá vida à Paola, uma atriz atormentada por uma crise profissional e pessoal que a leva a frequentar o consultório de um analista. Prestes a desistir da carreira, ela questiona, em meio a diversas situações tragicômicas e delírios existenciais, se vale a pena persistir diante de todas as dificuldades que enfrenta em busca de trabalho e de reconhecimento. O monólogo tem como referência e fio condutor a atriz Regina Duarte e seus inúmeros papéis marcantes na televisão brasileira. Qualquer semelhança não é mera ficção. Paula Goja escreveu “Quero Ser Regina” trazendo muitos dos desafios enfrentados pelos atores no mercado, começando por questionar o conceito de sucesso:

“A televisão é considerada uma espécie de vitrine. Mas é um meio muito competitivo e conquistar espaço nele não é nada fácil, nem mesmo para aqueles que acumulam anos de experiência nos palcos. O que é ter sucesso? Uma atriz só pode ter sucesso quando está na TV?, questiona a atriz. “A peça traz muitas das minhas experiências. É uma comédia muito sensível, pois fala do ofício de ser atriz. Retrata as angústias de quem não consegue exercer a própria profissão e a ansiedade da espera por uma oportunidade”, completa a atriz, que é fã de carteirinha de Regina Duarte e também quis prestar uma homenagem à eterna namoradinha do Brasil e grande ídolo da telenovela nacional.

 

 

SOBRE PAULA GOJA

Formada pela Casa das Artes de Laranjeiras (CAL), a atriz Paula Goja está à frente da Persona Produções Artísticas e Culturais, fundada em 2007 com a realização de três temporadas do espetáculo “Eles não têm vinho” em espaços alternativos da cidade do Rio de Janeiro. Apresentou, também, as peças teatrais “Campo minado”, no Teatro Glaucio Gill; “Loucura – um autoelogio desconcertante”, na Casa de Cultura Laura Alvim – Espaço Rogério Cardoso e no Galeria Café. Realizou ainda o curta “O último ato de uma gaivota” e a webserie “Lokilove”, em parceria com o cineasta Philippe Bastos. Participou do espetáculo “Idiotas que falam outra língua”, com direção de Moacir Chaves; “Antígona Tango”, dirigida por Paulo Afonso de Lima, entre muitos outros.

SOBRE CRISTIANA POMPEO

Formou-se na CAL em 1998. Faz parte do elenco fixo dos programas humorísticos “Zorra” e “A Cara do Pai”, este de Leandro Hassum. Integrou o elenco do programa “TV Xuxa” e gravou diversas paródias musicais para o programa “Casseta e Planeta”. Esteve no elenco dos musicais “Um violinista no telhado”, com José Mayer; “O mágico de Oz”, com Maria Clara Gueiros; “Como vencer na vida sem fazer força”, com Gregório Duvivier e Luiz Fernando Guimarães; “Os saltimbancos Trapalhões”, com Renato Aragão; e “Cinderella”, todos dirigidos pela dupla Charles Möeller e Cláudio Botelho. Também é cocriadora e atriz do musical “O meu sangue ferve por você”. Em 2007, Cristiana dirigiu o musical “Canções para um mundo novo”, com Sabrina Kogut, e participou do longa “Minha mãe e uma peça”.

FICHA TÉCNICA

 

“QUERO SER REGINA”

Atuação: Paula Goja. Direção: Cristiana Pompeo. Desenho e operador de Luz: Gustavo Rizzotti. Cenário e Figurino: Danilo Gomes. Figurino: Manu Sales Operador de Som: Gabriel Brandão  Fotos divulgação: Luis Teixeira Mendes. Programação Visual: Welder Rodrigues. Direção de Produção: Luz Melo. ​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​Voz em Off: Ricardo Juarez. Texto: Paula Goja. Realização: Persona Produções Artísticas e Culturais.

 

 

 

QUERO SER REGINA

Teatro Café Pequeno – Av. Ataulfo de Paiva 269, Leblon. Tel.: 2294 4480

Temporada: de 28/11 a 20/12 –  terças e quartas, às 20h

Ingressos: R$ 30 e R$ 15 (meia e lista amiga)

Classificação indicativa: 12 anos. Duração: 55 min. Capacidade: 60 lugares.

“Só por hoje” no Teatro Serrador

No dia 1º de dezembro, o musical “Só por hoje” inicia sua segunda temporada no Teatro Serrador, no Centro do Rio. A história tem texto autoral de Thiago Rocha, direção de Reiner Tenente (“Ordinary days” e “Tim Maia”) e codireção de Fabiana Tolentino (“Saltimbancos” e “60! Uma década de arromba”), a direção musical e composições originais são de João Bittencourt (“O Grande Circo Místico”, “Ópera do malandro” e “Bibi Canta e Conta Piaf”) e coreografias de Clara da Costa (“Minha adorável verde vida”, “Matilda” e “Yank!”). O espetáculo ainda tem a Orientação artística de João Fonseca (“Tim Maia”, “Minha mãe é uma peça” e “Bilac vê estrelas”).

“Só por Hoje” é um musical que tem o projeto pedagógico com o apoio do CEFTEM e conta a trajetória de Norma (Thainá Gallo/ Flora Menezes), uma cantora que fez uso abusivo das mais diversas drogas e é internada em uma clínica de reabilitação exclusiva para artistas. Num convívio inusitado – entre brigas e situações hilárias – em um ambiente cheio de regras, Norma compartilha a sua abstinência com os outros pacientes enquanto tenta remontar seu passado nebuloso, perdido entre alucinações e interrogações que guardam mistérios não esclarecidos até hoje.

Vinte e cinco candidatos foram selecionados nas audições, passando a integrar o elenco do espetáculo autoral com um texto musical inédito.

“Só por hoje” fica em cartaz até 16 de dezembro com sessões às sextas, às 19h30, e sábados, às 15h30 e 19h30.

Só por hoje

Teatro Serrador

R. Sen. Dantas, 13 – Centro, Rio de Janeiro

Tel: (21) 2220-5033

Lotação: 276 lugares

Temporada: de 1 até 16 de dezembro (sextas às 19:30 e sábado às 15:30 e 19:30).

Ingressos: R$ 40,00 e R$ 20,00 (meia)

Ficha Técnica

Duração: 180 minutos

Gênero: Musical

Texto e letras originais: Tiago Rocha
Direção: Reiner Tenente
Co-direção: Fabiana Tolentino
Direção Musical, músicas originais e arranjos: João Bittencourt
Elenco: Thainá Gallo, Flora Menezes, Isadora Guenka, Tuca Muniz, André Guedes, Milene Cauzin, Flávio Fusco, Joana Mendes, Kaique Lopes, Wilson Granja, Cristiane Maquiné, Amanda Falconi, Gabriela Tavares, Nando Brandão, João Castro, Fábio Cadorin, Liby Maurey, Karina Swaelen, Daniel Haidar, Caio Lisboa, Camila Matoso, Gabriella Levaskevicius, Ana Rosa Nery, Jordan Cardoso,  Maurício Alves e Julia Morganti

Coreografias: Clara da Costa
Orientação Artística: João Fonseca
Realização: CEFTEM

“Dois Perdidos numa Noite Suja” na Casa de Cultura Laura Alvim

Consagrado e censurado nos anos 1970, “Dois Perdidos numa Noite Suja”, de Plínio Marcos, ganha nova montagem por meio do teatro-dança, com estreia em 28 de novembro na Casa de Cultura Laura AlvimTeatro Rogério Cardoso. O espetáculo surge a partir de uma pesquisa de cerca de dois anos da Cia. Plúmbea em samba, danças populares, lutas, acrobacias e teatro-dança para traduzir os conflitos presentes na dramaturgia, que apresenta a crueza do dia a dia de dois personagens marginalizados. A peça, com apresentação as terças e quartas às 20h, foi contemplada pelo edital de ocupação de espaços da Secretaria do Estado de Cultura/FUNARJ.

Em cena, as atrizes Ana Cecilia Reis e Caju Bezerra, com direção da primeira, dão vida a Paco e Tonho, amigos que trabalham como carregadores em um mercado durante o dia e dividem um quarto barato em suas poucas horas de descanso. Paco possui um sapato novo, enquanto Tonho acredita que tudo que precisa para mudar sua condição de vida é um calçado apresentável. A relação de poder pautada pela posse desse objeto atravessa a realidade que os cerca. No olhar da Cia. Plúmbea, a musicalidade e o lirismo do samba percorrem a trajetória desses personagens como mais um narrador dos momentos em que a palavra não basta.

Para as duas atrizes, a encenação não é baseada na psicologização das personagens do texto de Plínio Marcos, mas sim no estudo de suas corporalidades. “Traduzimos fisicamente a relação de conflito e poder entre as personagens. Trouxemos com elementos de lutas, circo e danças populares que viram diálogos, fazendo com que o corpo intensifique a palavra. Movimento e texto se fundem numa dramaturgia do corpo”, explica Ana Cecilia Reis.

A cenografia, assinada por Carlos Chapéu, visa à integração da plateia com os atores, numa estrutura pouco convencional. O público não está em posição de contemplação, está imerso na cena e faz parte dela. A dualidade proposta pela direção está presente na cenografia. Uma ameaçadora rachadura divide a arena em duas. Duas também são as janelas, uma delas emparedada. Duas são as fugas da arena, como cantos de um ringue em momentos de trégua. Os objetos de cena estão em par e os que são únicos serão compartilhados entre as personagens durante as cenas.

O desenho de luz, assinado por Isabella Castro e Paulo Barbeto, dialoga com a temática urbana e concreta do espetáculo e, por meio de uma iluminação que emana de dentro da própria cena, reforça o clima labiríntico sugerido pela direção: não há para onde fugir no jogo de gato e rato que cai diariamente sobre a cabeça dos oprimidos.

SOBRE A CIA PLÚMBEA

A Cia Plúmbea é um grupo que pesquisa técnica e ética do ofício de ator. Trabalha a partir de processos coletivos, tendo como foco o treinamento, desenvolvimento e personalidade de cada integrante. Com sede no Rio de Janeiro, o interesse do grupo é difundir suas pesquisas e metodologia por meio de oficinas, demonstrações técnicas, intercâmbios, trocas culturais, reflexões teóricas e projetos itinerantes.

As origens da Cia. vêm do encontro de duas estudantes de Teoria do Teatro da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) interessadas em estudar os trabalhos de encenadores como Etienne Decroux, Jacques Lecoq, Rudolf Laban, Jerzy Grotowski, Vsevolod Meyerhold, entre outros. A partir de estímulos de diferentes pesquisadores da cena, a Cia. Plúmbea desenvolve diariamente a própria metodologia que se transforma a cada proposta.

 

SINOPSE

O espetáculo “Dois Perdidos numa Noite Suja”, de Plínio Marcos, apresenta o dia a dia de Paco e Tonho, amigos que dividem um quarto numa hospedaria barata e, durante o dia, trabalham como de carregadores em um mercado. Todas as cenas se passam no quarto durante as noites. As personagens discutem sobre suas vidas, trabalho e perspectivas, mantendo uma relação conflituosa. O tema da marginalidade permeia todo o texto. Nesta adaptação, são exploradas vertentes das danças populares, lutas e acrobacias intensificando os conflitos presentes na obra.

 

FICHA TÉCNICA 

Atuação e Coreografia: Ana Cecilia Reis e Caju Bezerra.

Direção: Ana Cecilia Reis.

Concepção e Direção de Movimento: Ronaldo Ventura.

Pesquisa Musical: Ana Cecilia Reis, Caju Bezerra e Zeh Gustavo.

Cenografia: Carlos Chapéu.

Desenho de luz: Paulo Barbeto e Isabella Castro.

Figurino: Caju Bezerra.

Costura Cênica: Julia Bezerra.

Edição e Sonoplastia: Alexandre Rabaço.

Arte, Fotografia e Design Gráfico: Rodrigo Menezes.

Realização e Produção: Cia. Plúmbea.

DOIS PERDIDOS NUMA NOITE SUJA

Montagem da Cia. Plúmbea

Local: Casa de Cultura Laura Alvim – Teatro Rogério Cardoso.

Endereço: Av. Vieira Souto 176, Ipanema. Tel.: 2232 2015.

Temporada: de 28 de novembro a 20 de dezembro – terças e quartas às 20h.

Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia).

Duração: 70 minutos. Classificação etária: 12 anos.

“Bibi, Por Toda Minha Vida” no Oi Casa Grande

Após comemorar 75 anos de carreira, a grande dama do teatro e da música brasileira Bibi Ferreira sobe ao palco do Teatro Oi Casa Grande no próximo dia 11 de novembro para estrear seu mais novo espetáculo “Por Toda Minha Vida”. Neste trabalho, Bibi retorna ao cancioneiro brasileiro, matando a saudades das nossas grandes canções e celebrando vários encontros que teve durante sua carreira. Uma grande homenagem aos amigos e artistas próximos.  “Bibi, Por Toda Minha Vida” ficará em cartaz aos sábados às 21h e domingos às 19h até o dia 3 de dezembro.

A ideia de retornar ao cancioneiro brasileiro surgiu justamente durante o período de comemorações do jubileu de diamante, onde muito se falou, mostrou e se perguntou sobre os 75 anos de carreira da artista. Na cabeça de Bibi, um grande passeio pela carreia. Lembrou-se de muitos momentos, de diversas passagens e percebeu que teve, em toda sua vida, pessoas muito especiais, cuidadosas e interessadas, sempre destacando a importância dos seus pais. São novas e velhas histórias. São novas e velhas canções. E foi lembrando nessas pessoas que Bibi criou a estrada que conduz seu novo espetáculo.

Artisticamente, Bibi continua trabalhando em parceria com seu maestro Flavio Mendes e seu empresário Nilson Raman, na seleção das canções, na seleção das histórias e no estudo do roteiro. A “costura”, como diz Bibi. No palco, será acompanhada por onze músicos, contando com o maestro que também é o guitarrista.

Nas canções, encontramos lembranças de Noel Rosa, Carmem Miranda, Dolores Duran, Maysa, Eliseth Cardoso, Clara Nunes, Araci de Almeida, Dalva de Oliveira, Nora Ney, Tom Jobim, Milton Nascimento, Nara Leão, Elis Regina e Maria Bethânia, entre outros nomes.

Nas histórias, vamos ouvir falar de Procópio e Dona Ainda, pais de Bibi, claro, por considerar os grandes responsáveis por ter se tornado quem ela é, mas também vamos ouvir falar, além dos artistas já citados acima, de Dorival Caymmi, da Rua da Quitanda, de Carmen Santos, Marília Batista, Isaurinha Garcia, bossa nova, Gianni Rato, Flávio Rangel, Paulo Pontes, Silvia Teles, Antonio Maria, Menescal e Boscoli, Angela Maria, Oduvaldo Viana Fialho, Augusto Boal, Edu Lobo, Vinicius de Moraes, e assim vai, por toda sua vida.

FICHA TÉCNICA:

Direção musical e arranjos: Flávio Mendes

Iluminação: Bibi Ferreira e Marcio Lima

Cenário: Alexandre Murucci

Produção Executiva: Cleusa Amaral

Realização: Montenegro e Raman e Agnus Show

Patrocínio: Icatu

SERVIÇO

BIBI FERREIRA – POR TODA MINHA VIDA

Temporada: 11 de novembro até 3 de dezembro de 2017

Horário: Sábado 21h / Domingo 19h.

Classificação: 16 anos.

Local: Teatro Oi Casa Grande – Avenida Afrânio de Melo Franco, 29 – Leblon, Rio de Janeiro.

Telefone: (21) 2511 0800

Bilheteria: de terça a domingo a partir das 15h

Todos os cartões

Não aceita cheques

Preços:

Plateia VIP        R$180,00

Camarote          R$180,00

Plateia Setor 1 R$150,00

Balcão 2             R$120,00

Balcão 3             R$100,00

“A História de Nós 2” no Vannucci

O sucesso está de volta! O espetáculo “A História de Nós 2” retorna ao Rio de Janeiro no Teatro Vannucci Shopping da Gávea. A peça é uma comédia romântica e foi um dos maiores sucessos da temporada teatral carioca dos últimos tempos. É estrelada pelos atores Alexandra Richter e Bruno Garcia, conta as aventuras e desencontros de um casal já separado, que revê a sua própria história na noite em que o marido vai buscar seus pertences no apartamento.

Edu é um homem dividido entre o desejo de ascender profissionalmente, a vontade de manter um casamento e o sonho de se manter eternamente livre. Já Lena é uma mulher ‘partida’ entre carreira, maternidade e paixão.  Dois personagens que, em cena, transformam-se literalmente em seis: Edu, Duca, Carlos Eduardo, Lena, Mammy e Maria Helena, dando corpo e voz às diferentes ‘facetas’ de um mesmo homem e uma mesma mulher.

A comédia que estreou em 2009, já foi vista por mais de 1 milhão espectadores e eleita no mesmo ano pelo público, leitores do O Globo, como a melhor peça teatral.

O espetáculo transcorre na noite em que Edu separado de Lena há algum tempo, vai buscar seus últimos pertences no apartamento. O derradeiro encontro do casal converte-se num ajuste de contas a um só tempo cômico e emocionante, onde tentam descobrir quem afinal causou a separação: a mulher, a mãe, a advogada bem-sucedida ou o marido, o adolescente eterno, o publicitário workaholic?

Por meio de humorados e reflexivos flashbacks, os seis personagens ocupam a cena, enquanto no palco é tecida essa “História de nós 2”. Conteúdo de imediata identificação do público e a forma como a história é abordada, pelo viés da comédia, são os principais fatores do sucesso da peça.

A atriz

 

Alexandra Richter é atriz, produtora e esteve em cartaz por três anos com Divã. Atuou ainda na peça Salada (da qual é produtora), também sob a direção de Ernesto Piccolo. Destaque para suas participações nos espetáculos Uma Loira na Lua, Toalete e Esse Monte de Mulher Palhaça. No cinema, atuou em Divã, de José Alvarenga. Atualmente está no ar em Cheias de Charme, novela das 19h. Integrou o elenco fixo do humorístico Zorra Total e de Os Caras de Pau; participou dos programas A Diarista, Os Normais, Toma Lá Dá Cá e Carga Pesada; e também participou das novelas Laços de Família, Coração de Estudante e Passione, A Regra do Jogo e atualmente interpreta a personagem Eva na nova novela das 19h Rock Story. todas da TV Globo.

O Ator

Bruno Garcia é um dos mais prestigiados atores de sua geração, já protagonizou peças de teatro, filmes e novelas.

Na TV, encontra-se no ar na minissérie “Nada será como antes, da Rede Globo. Ao longo de sua carreira já estrelou mais de 15 novelas e seriados, dentre os quais se destacam: Felicidade, Luna Caliente, Os Maias,O Quinto dos Infernos, Coração de Estudante, Kubanacan, Começar de Novo, BangBang. Fez ainda participações em :Os Normais.A Grande Família, A Diarista, Casos e Acasos.

Aos 15 anos, iniciou sua carreira em teatro, fazendo o elefante na peça: Hipopocaré. Em 1988 , fez: Hamlet; e ainda:Superléo, o Menor. Em 89, fez:Uma Noite de Cão. Em 95:A Ver Estrelas. Em 96:O Burguês Ridículo. Em 2000:Lisbela e o Prisioneiro.Em 2002:Homem Objeto e Desejos, Basófias e Quedas.Em 2004 e 2005: A Maldição do Vale Negro. Em 2007, ele atuou e dirigiu: Apareceu a Margarida. Em 2009, fez A Comédia dos Erros. Em 2011, A Escola do Escândalo e em 2012, Michael e Eu.

O diretor

 

Ernesto Piccolo é um dos nomes de maior destaque na atual cena carioca e com diversos prêmios na bagagem, o ator e diretor Ernesto Piccolo já foi indicado duas vezes ao Prêmio Shell – nas categorias melhor direção, por Divã, e Especial, pelo desenvolvimento do projeto Oficinas de Criação de Espetáculo, que ele coordena e dirige no Centro de Artes CalousteGulbenkian. Recebeu também o Prêmio Coca-Cola pela direção do musical infantil A Guerrinha de Tróia. Dirigiu grandes sucessos teatrais, como Doidas e Santas, que está comemorando 400 apresentações.

A autora

 

Roteirista de cinema, teatro e TV, Lícia Manzo é redatora na TV Globo, onde escreveu para os humorísticos Retrato Falado, A Diarista e Sai de Baixo. Autora principal de novela com A Vida da Gente, apontada por unanimidade pela crítica como uma das melhores novelas das 18h nos últimos tempos. Foi roteirista final do seriado Tudo Novo de Novo, também da TV Globo, com direção de Denise Saraceni. No teatro, entre outros, escreveu textos para os espetáculos As Noites de Cabrita, com direção de Bibi Ferreira, e Salada, dirigido por Ernesto Piccolo. É mestra em Literatura Brasileira pela PUC/RJ e foi indicada ao Prêmio Jabuti pelo ensaio Era uma vez: eu – a não-ficção na obra de Clarice Lispector (2003/UFJF).

Ficha Técnica

Autor: Licia Manzo

Diretor: Ernesto Piccolo

Elenco: Alexandra Richter e Bruno Garcia

Assistente de direção: Neuza Caribé

Cenógrafo: Clívia Cohen

Figurinista: Cao Albuquerque e Kiara Bianca

Direção de movimento: Marcia Rubin

Trilha sonora: Rodrigo Penna

Iluminador: Maneco Quinderé

Fotografia: Dalton Valério

Programador Visual: Zé Luiz Fonseca
Marketing: Mauricio Tavares
Designer: Julliana Della Costa

Produção Executiva: Glauce carvalho

Coordenação de Produção: Helber Santa Rita

Diretor de produção: Gustavo Nunes

Produção: Turbilhão de Idéias

Realização: Alexandra Richter e Gustavo Nunes

 

SERVIÇO

Teatro: “A História de Nós 2”

Temporada: De 08 de setembro a 17 de dezembro de 2017

Local: Teatro Vanucci

Endereço: Rua Marques de São Vicente 52 – lj 371, Rio de Janeiro – RJ, 22451-040 Telefone: (21) 2274-7246

Horários: sextas e sábados às 21h e domingo às 20h30

Ingressos: sextas R$ 80,00 (inteira) e sábado e domingo R$90,00 (inteira)

Duração: 65 minutos

Classificação: 12 anos

Gênero: Comédia