“Incêndios” no Teatro Nair Bello

Com direção de Marco Antônio Pâmio, o espetáculo Incêndios estreia no dia 20 de março (sexta, às 21 horas) no Teatro Nair Bello, tendo no elenco atores da Turma M6B, formandos da Escola de Atores Wolf Maya.

A montagem é um estudo sobre a obra do libanês Wajdi Mouawad, radicado no Canadá, com tradução de Angela Leite Lopes. O enredo traz a história de resistência de uma mulher, imigrante árabe, em busca da sobrevivência e do conhecimento, a partir de suas últimas vontades endereçadas aos filhos gêmeos e, agora, órfãos.

O seu testamento, com a estranha exigência para que seu sepultamento não aconteça até que duas cartas sejam entregues, é o ponto de partida da peça sem qualquer limitação de tempo e espaço. Vai de um lugar a outro, de um espaço aberto a outro fechado, de um continente a outro, de uma cultura a outra, em cenas que vão e voltam ao longo de 50 anos e, às vezes, se interpenetram e se misturam. Torna-se também a história de uma jovem mulher que, recém-saída da infância, se afogou em sua vida real, carregando consigo um amor adolescente e uma criança no ventre. E também a história da obstinação de uma mulher por ler, escrever e pensar, a fim de dar sentido às coisas, tornando-se então a história de uma resistência.

O espetáculo Incêndios pode ser descrito como a história de histórias que procuram seus começos; de destinos que buscam suas origens para tentar resolver a equação de sua existência e encontrar, atrás da duna mais sombria, alguma fonte de beleza.

Sobre a peça, o autor escreveu: “Aquele que tenta descobrir sua origem é como um andarilho no meio do deserto, na esperança de encontrar, atrás de cada duna, uma cidade. Mas cada duna esconde outra, e a fuga não tem fim. Contar uma história implica escolher um início. E, para nós, o início talvez seja a morte dessa mulher que há muito tempo decidiu se calar e nunca mais disse nada. Essa mulher se chama Nawal”.

Nascido no Líbano, em 1968, Wajdi Mouawad mudou-se com a família para a França aos oito anos, diante da eclosão da guerra civil no país natal. Em 1983, imigrou definitivamente para Montreal, no Canadá, tornando-se uma das vozes mais potentes da nova dramaturgia franco-canadense. Seus textos, escritos originalmente em francês, transcendem as especificidades da língua e falam para todas as culturas e gerações, estimulando mentes e tocando corações. Trata-se de um autor com um domínio impressionante sobre os recursos dramáticos e épicos e, em Incêndios, ele reconquista a força que a tragédia teve na antiguidade clássica.

Ficha técnicaTexto: Wajdi Mouawad. Tradução: Angela Leite Lopes. Direção: Marco Antônio Pâmio. Direção de Movimento: Marco Aurélio Nunes. Preparação Vocal: Alessandra Krauss Zalaf. Figurino: Bárbara Maciel. Iluminação e operação de luz: Rodrigo Alves (Salsicha). Trilha sonora: Marco Antônio Pâmio, Elder Freitas, Thiago Heijde e Diego Guerrero. Assistência de direção: Dani Rombolli, Elder Freitas, Julia Riguez, Maria Clara Aquino e Philippe Wieser. Participação: Kaue Pereira. Assistência de figurino: Adriana Cabral e Thiago Heijde. Operação de som: Elder Freitas. Operação de vídeo: Julia Riquez. Produção executiva: Maristela Bueno. Produção: Rodrigo Trevisan e Renato Campagnoli. Fotografia: Rombolli Torres Photografia. Coordenação pedagógica: Josemir Kowalick. Coordenação geral: Hudson Glauber.

Elenco (Turma M6B): Ana Julia Barcelos, Ana Koretz, Bruna Witko, Claudia Ruocco, Diego Guerrero, Fabiana Caruso, Fernando Gonçalves, Felipe Braga, Gabriel Baldi, Guilherme Soares, Jô Pereira, Juliana Raimundo, Karla Volpato, Leide Carmo, Lucas Frontini, Thiago Heijde e Thiago Piacentini.

Serviço

Espetáculo: Incêndios

Temporada: 20 a 29 de março de 2020

Horários: sextas e sábados (às 21h) e domingos (às 19h)

Ingressos: R$ 30,00 (vendas na bilheteria do teatro)

Gênero: Drama. Duração: 90 min. Classificação: 12 anos.

Bilheteria: quarta a sábado (15h às 21h) e domingo (15h às 19h).

Teatro Nair Bello

Rua Frei Caneca, 569 – Shopping Frei Caneca, 3º Piso. Consolação – SP/SP.

Tel: (11) 3472-2414. Capacidade: 201 lugares.

Ar condicionado. Acessibilidade.

http://wolfmaya.com.br/| Nas redes: @escolawolfmaya

“Na Boca do Vulcão” no Sesc Avenida Paulista

A partir de uma contínua investigação artística acerca dos variados impactos das atividades humanas na Terra, o diretor Luiz Felipe Reis e a Polifônica Cia. apresentam seu novo espetáculo, “Na boca do vulcão”, que estreia, dia 20 de março, no Sesc Avenida Paulista, onde fica em temporada de quinta a domingo até 19 de abril. Continuação da pesquisa do grupo acerca de temas como o Antropoceno e a violência humana, a peça aborda a degradação de biomas pelas forças do capital, o desequilíbrio climático e seus múltiplos efeitos, a tragédia ambiental brasileira, assim como a poluição comunicacional e o neo-obscurantismo político que desestabilizam o Brasil e o mundo.

A obra reúne textos de Alberto Pucheu, André Sant’Anna, Luiz Felipe Leprevost, Luiz Felipe Reis e Tatiana Nascimento, entre outros livremente inspirados nas obras de J. M. Coetzee, Olga Torkarczuk e Carlos Drummond de Andrade. Organizada pelo diretor, a dramaturgia se realiza através de uma polifonia cênica, em que dispositivos teatrais, audiovisuais e sonoros se articulam para investigar “a crise ambiental, climática e civilizacional que a humanidade produz e enfrenta na era do capital”, diz Reis. O elenco, formado por Julia Lund, Thiago Catarino, Stella Rabello, Ciro Sales e Isio Ghelman, apresenta uma série de quadros cênicos intercalados por instalações sobre o tema.

“Estamos vivendo o momento da História da Terra emque o homo sapiens deixa de ser apenas um mero agentebiológico para se tornar, gradativamente, uma forçageológica primordial, ou seja, o principal responsável pelasmaiores transformações na paisagem e no funcionamentoda Terra”, observa Luiz Felipe Reis. “Nos últimos 50 anos,a humanidade tem alterado, numa velocidade maior doque em qualquer outra era, o equilíbrio termodinâmico,a biodiversidade e o funcionamento de todo o sistema da Terra.Os projetos da Cia. investigam essa violenta colisão entre a humanidade e o mundo,entre uma única espécie e todo um sistema que regula a vida”, acrescenta o diretor que tem outros dois projetos previstos para estrear este ano: “O fim de E.”, adaptação para as obras “O fim de Eddy” e “História da violência”, do francês Édouard Louis, e “2666”, adaptação inédita na América Latina para a obra homônima do chileno Roberto Bolaño.

“Na boca do vulcão” é a nova etapa de uma pesquisa desenvolvida pela Polifônica Cia. desde 2014, intitulada “Dramaturgias do Antropoceno”, que já resultou em uma série de artigos, dramaturgias e espetáculos que investigam as mudanças cada vez mais intensas e aceleradas que a humanidade tem desempenhado na forma e no funcionamento da Terra. Após a criação das peças “Estamos indo embora…” (2015) e “Galáxias” (2018), “Na boca do vulcão” (2020) toca, com maior ênfase, a atual crise ambiental e política brasileira, abordando fatos que resultaram em crimes ambientais e tragédias ecológicas recentes.

O espetáculo também leva à cena a luta em defesa do meio ambiente de povos indígenas e de ícones internacionais como o seringueiro e ambientalista Chico Mendes (1944-1988), assassinado há mais de 30 anos, e o artista visual Frans Krajcberg. A montagem relaciona, através de uma instalação documental, o marco histórico da morte de Chico Mendes com dados que evidenciam o crescimento da violência contra ambientalistas no Brasil, um país que se tornou, a partir de 2002, um dos líderes do ranking mundial de assassinatos cometidos contra defensores do meio ambiente – segundo relatórios da organização britânica Global Witness, o Brasil tem média de 40 assassinatos por ano, a maioria ocorrida na Amazônia.

“Esta situação de violência e vulnerabilidade se agrava no atual momento do país, em que marcos legais que garantem a preservação do meio ambiente vêm sendo desrespeitados por diversas atividades criminosas, como as queimadas ilegais que têm crescido sob o estímulo da impunidade, do desmonte dos instrumentos oficiais de fiscalização e do negacionismo científico que rege a política ambiental do atual governo brasileiro”, acrescenta Luiz Felipe Reis.

Polifonia Cênica

“Na boca do vulcão” leva adiante a pesquisa estética da Cia. acerca do conceito de “Polifonia Cênica”, que busca estabelecer uma relação não hierárquica entre diferentes formas de arte na constituição do fazer teatral. Nesse sentido, o trabalho constrói uma experiência artística imersiva e sensorial, a partir de uma constante transfusão entre dispositivos do fazer teatral com diferentes formas de arte: a literatura, a dança, além de instalações de luz, som e vídeo. O espetáculo tem como objetivo, portanto, articular reflexões filosóficas com provocações sensoriais, a fim de sensibilizar o público para a gravidade das transformações que a humanidade tem desempenhado na Terra, como o desequilíbrio climático global e a sexta extinção em massa de espécies.

Sobre a Polifônica Cia.

 

Fundada em 2014, a Polifônica Cia. desenvolve uma pesquisa estética e temática acerca das noções de “Polifonia Cênica” e de “Dramaturgias do Antropoceno”. Em 2015, a Cia. foi indicada ao Prêmio Shell 2015 na categoria Inovação com o experimento cênico-científico “Estamos indo embora…”, pela “multiplicidade de linguagens artísticas adotadas para abordar a ação do homem nas transformações climáticas”. Em 2016, a Polifônica recebeu indicações e conquistou prêmios pela criação do projeto “Amor em dois atos”, que reuniu em uma mesma encenação duas obras do dramaturgo francês Pascal Rambert, “O começo do a.” e “Encerramento do amor”. Em 2018, a Cia. apresentou o seu novo trabalho, “GALÁXIAS”, que articula textos de Luiz Felipe Reis com fragmentos da obra literária do escritor argentino J. P. Zooey. Em 2020, a Cia. apresenta o seu novo espetáculo, “Na boca do vulcão”, assim como prepara a estreia de duas novas criações: “O fim de E.”, adaptação para as obras “O fim de Eddy” e “História da violência”, do francês Édouard Louis, e “2666”, adaptação inédita na América Latina para a obra homônima do chileno Roberto Bolaño.

Ficha técnica:

 

Direção e dramaturgia: Luiz Felipe Reis

Textos: Alberto Pucheu, André Sant’Anna, Luiz Felipe Leprevost, Luiz Felipe Reis, Tatiana Nascimento e textos livremente inspirados nas obras de J. M. Coetzee, Olga Torkarczuk e Carlos Drummond de Andrade

Atuação: Julia Lund, Thiago Catarino, Stella Rabello, Ciro Sales e Isio Ghelman

Direção de movimento: Amália Lima

Assistente de direção: Luisa Espíndula

Cenário: Antônio Pedro Coutinho (Estúdio Chão)

Figurino: Tatiana Rodrigues

Iluminação: Alessandro Boschini e Julio Parente

Vídeo ao vivo e instalações audiovisuais: Julio Parente

Instalação documental: Clara Cavour

Pesquisa e criação sonora: Luiz Felipe Reis e Pedro Sodré

Produção musical: Pedro Sodré

Colaboração musical: Thiago Vivas

Assessoria de imprensa: Rachel Almeida (Racca Comunicação)

Design gráfico: Clarisse Sá Earp (uma studio)

Administração Financeira: Letícia Napole

Produção Executiva: Renata Campos (Rio de Janeiro) e Périplo Produções (São Paulo)

Direção de Produção: Sérgio Saboya e Silvio Batistela

Produção: Galharufa Produções Culturais

Idealização e coprodução:  Luiz Felipe Reis e Julia Lund (Polifônica Cia.)

 

 

Serviço:

Na boca do vulcão

Temporada: De 20 de março a 19 de abril

Sesc Avenida Paulista – Arte II (13º andar): Av. Paulista, 119 – Bela Vista, São Paulo – SP

Telefone: (11) 3170-0800

Dias e horários: Quinta a sábado, às 21h; domingos, 18h. Sessões extras: dias 11 e 18/04, às 17h.

Ingressos: R$ 30 (inteira); R$ 15 (meia-entrada) e R$ 9 (credencial-plena).

Lotação: 70 pessoas

Duração: 100 minutos

Classificação: 14 anos

Transporte Público: Estação Brigadeiro do Metrô – 350m

Horário de funcionamento da unidade: Terça a sábado, das 10h às 21h30. Domingos e feriados, das 10h às 18h30.

Horário de funcionamento da bilheteria: Terça a sábado, das 10h às 21h30. Domingos e feriados, das 10h às 18h30.

Site: sescsp.org.br/avenidapaulista

“Jacy” no Teatro Firjan SESI Centro

O Teatro Firjan SESI Centro recebe de 23 de março a 28 de abril, segundas e terças, às 19h, “Jacy”, espetáculo do potiguar Grupo Carmin, com Henrique Fontes e Quitéria Kelly no elenco, direção de Henrique Fontes, que também assina o texto junto a Iracema Macedo e Pablo Capistrano, e dramaturgia audiovisual de Pedro Fiuza. A obra foi contemplada com o Prêmio Myriam Muniz em 2012.

Sucesso de público e críticas por todos os 21 estados brasileiros em que foi apresentada, considerado um dos melhores espetáculos de 2015 pelo Jornal O Estado de São Paulo, “Jacy” conta a história real de uma mulher de noventa anos cujos pertences foram encontrados pelo diretor, dentro de uma frasqueira abandonada no lixo, em março de 2010, em uma das principais avenidas de Natal.

Em uma hora de espetáculo, a peça leva o público a acompanhar a vida extraordinária de uma mulher aparentemente comum, que nasceu em um engenho de cana-de-açúcar, atravessou a 2ª Guerra Mundial, a ditadura no Brasil, esteve no centro de um importante conflito da política no Rio Grande do Norte, viveu um amor estrangeiro e terminou seus dias sozinha em Natal.

– Quem assiste “Jacy” tem uma grande surpresa ao se deparar com a história dessa mulher, que quando contada no palco nos faz ver o quanto encantador e apaixonante foi a passagem dela por aqui. O público rí, chora, se emociona de várias formas, conhece um pouco da história do Brasil e aprende mais sobre as raízes do emaranhado político em que o país vem traçando nas últimas décadas. Após as apresentações nos deparamos com comentários do tipo: “pensei muito em minha mãe” ou “nunca pensei na solidão que minha avó pode estar sentindo” ou ainda pessoas que falam do quanto todos nós esquecemos da importância dos “velhos” em nossa sociedade, de como lidar com a solidão na velhice, enfim, sinto que é uma peça que ativa a humanidade do público de forma poética. –, comenta a atriz Quitéria Kelly.

Como é característica do Carmin drama e humor caminham juntos, a busca pelo riso não é gratuita e proporciona abertura para reflexão.

– “Jacy” é fruto de um processo de investigação e experimento que durou 3 anos. Na primeira fase pensávamos montar uma peça de ficção onde eu faria Jacy Homem e Quitéria Jacy Mulher. Isso durou um ano e quem estava produzindo os textos eram Pablo Capistrano aqui no RN e Iracema Macedo do RJ, e eu ia dando a amarra dramatúrgica. No entanto, após nosso primeiro ensaio aberto, percebemos que a potência dos fatos reais era enfraquecida pela ficção que passava ao largo do processo de investigação. Depois que assisti “Mi Vida Despues”, peça da dramaturga e atriz argentina Lola Árias, me deparei com a força da linguagem do teatro documental e isso revirou o processo. A forma, a cronologia dos fatos da investigação e os documentos descobertos no processo passaram a compor a dramaturgia. Pablo e eu passamos a escrever juntos a dramaturgia e pedimos a Iracema que – a exemplo de Jacy que mandava cartas mensais para o irmão no Rio – enviasse cartas como se fossem escritas para mim e Quitéria. Ela produziu uma narrativa epistolar que compõe a dramaturgia em alguns trechos –, comenta o diretor Henrique Fontes.

A princípio ao avistar a frasqueira abandonada o artista se interessou pelo objeto como potencial elemento de cena. Mas, ao chegar na sala de ensaio do Carmin e abrir a frasqueira, Henrique se deparou com vestígios de vida de uma mulher de 90 anos. Na ocasião o Grupo Carmin estava pesquisando temas para um novo espetáculo teatral, assim a frasqueira e seu conteúdo foi apresentado aos demais integrantes do Carmin o que levou o grupo a conduzir uma investigação que duraria 3 anos, até que em 2013 resultou no espetáculo de teatro documental intitulado “Jacy”.

– No primeiro momento tivemos medo de investigar, temendo que as pessoas pudessem querer nos processar (e uma ameaça realmente aconteceu), mas após a decisão de seguirmos com a montagem de forma documental era fundamental que descobrissemos a trajetória de vida de Jacy. O caminho foi completamente empírico e, assim como o encontro da frasqueira, muito fortuito. Começamos a ligar para os taxistas cujos cartões estavam na frasqueira até que um nos atendeu e pedimos que ele nos repetisse o trajeto de rotina que Jacy fazia com ele, aí chegamos a um supermercado e lá um embalador tinha o telefone da mulher que cuidou de Jacy durante seus últimos 20 anos de vida. Quando a encontramos sabíamos que tinhamos uma história. Tudo isso e o que descobrimos a partir da cuidadora de Jacy nós contamos na peça –, diz o diretor.

A dramaturgia audiovisual, termo cunhado pelo Grupo Carmin, vai muito além das projeções pois é a construção de uma narrativa em áudio e imagena que dialoga com a narrativa clássica, escrita, o texto falado. Mais do que projetar imagem é construir uma narrativa que hora dialoga com o texto e hora vai contra, ironiza, amplifica, reduz, criando uma dramaturgia própria.

“Jacy” é uma peça que envolve os espectadores tanto pela temática quanto pela sensibilidade. É uma obra delicada que transita entre História, poesia, humor e política, revelando fatos que muitas vezes ignoramos sobre o abandono dos idosos, a política oligárquica e o crescimento desenfreado das cidades brasileiras. A peça também foi motivo de várias monografias acadêmicas, desde os cursos de História, Teatro até à Medicina (Geriatria e Gerontologia).

– Creio que quando revelamos a trajetória de uma mulher comum e extraordinária que por muito pouco não teve sua vida esquecida, provocamos outros pesquisadores a questionar o que estamos fazendo com a memória dos mais velhos e como estamos cuidando dos nossos idosos –, comenta Quitéria.

Em 2019, com A Invenção do Nordeste, o Grupo Carmin foi vencedor das principais categorias de todas as premiações do Rio de Janeiro.

Ficha técnica

Texto: Henrique Fontes, Iracema Macedo e Pablo Capistrano
Direção: Henrique Fontes
Elenco: Henrique Fontes e Quitéria Kelly (stand-in: Juliana Linhares)
Dramaturgia Audiovisual: Pedro Fiuza
Trilha Sonora: Toni Gregório
Desenho de Luz: Ronaldo Costa
Direção de Arte: Mathieu Duvignaud
Técnicos de Som, Luz e Vídeo: Mateus Cardoso e Robson Medeiros
Assessoria de Imprensa: Ney Motta
Gestão de Redes Sociais: Rafael Teixeira
Designer: Daniel Torres
Realização: Grupo Carmin

Serviço

Teatro Firjan SESI Centro, Avenida Graça Aranha nº 1, Centro, Rio de Janeiro.
Informações: 21 2563-4163 e 2563-4168
Temporada: 23 de março a 28 de abril de 2020, segundas e terças, às 19h.
Ingresso: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia).
Vendas na bilheteria de segunda a sexta das 11h30 às 19h30, sábados, domingos e feriados a partir das 17h ou pelo site https://bileto.sympla.com.br/event/64667/d/83393
Classificação: Não recomendado para menores de 12 anos.
Duração: 60 minutos

“Não Conte a Ninguém” na SP Escola de Teatro

Segredos de pessoas comuns coletados durante uma intervenção urbana são o ponto de partida para a dramaturgia de “Não Conte a Ninguém”, do Coletivo Pulsante. A peça, com direção de Stephane Sousa e texto de Luan Carvalho, estreia no dia 27 de março na SP Escola de Teatro e segue em cartaz até 27 de abril, com sessões às sextas e segundas, às 21h, e aos sábados e domingos, às 19h.

O espetáculo surgiu de um processo colaborativo, no qual os atores, provocados pela diretora, se depararam com os próprios segredos junto aos segredos de anônimos e perceberam que estes podem revelar sintomas de uma sociedade imersa num mal-estar social que parece não ter saída, mas sim presa à uma caminhada inevitável para o fim.

A dramaturgia foi surgindo da intervenção já mencionada, de improvisações na sala de ensaio e de questões como: “Qual a função social desses segredos?” e “Como essas verdades escondidas podem interferir na relação do indivíduo com o mundo?”.

As verdades secretas partilhadas pelas pessoas anônimas trouxeram disparadores sobre as angústias do ser pessoal/social e fizeram com que o grupo seguisse por uma linha existencialista, dando voz aos reais anseios de uma sociedade que oprime e aliena o indivíduo.

Na trama, cinco atores esperam pela chegada de uma figura primordial para o começo do espetáculo. Eles decidem, então, quebrar essa longa espera e começam a passar as cenas. “Enquanto aguardam essa figura opressora, eles passam as cenas, quebram para conversas de camarim e voltam para o ensaio. Esse jogo de on/off segue até o fim do ensaio, quando eles partem efetivamente para a estreia. É como se codificássemos que ali começa a dramaturgia”, revela a diretora Stephane Sousa.

Em um jogo em que o público não sabe direito se o que assiste é ficção ou realidade, os atores ora assumem a própria identidade, ora a de personagens construídos em uma relação dramática. E, a partir dessas quebras narrativas, questões sociais como ansiedade, moralismo, abuso de poder, dependência química, transtornos alimentares e depressão são trazidas à tona.

As personagens superam os aspectos psicológicos do indivíduo, compreendendo assim, o indivíduo como sujeito social. Os segredos e questionamentos não são apenas desabafos sensacionalistas de possíveis histórias da vida real, mas sintomas de uma sociedade imersa num mal-estar social que parece não ter saída.

“Estamos nos apoiando em um processo surrealista. A dramaturgia esbarra um pouco no Teatro do Absurdo, que é uma grande influência. Passamos por Luigi Pirandello em ‘Seis Personagens à Procura de um Autor’ e pelo Samuel Beckett em ‘Esperando Godot’, além do drama existencialista ‘Entre Quatro Paredes’, de Sartre. É uma montagem de teatro contemporâneo, que flerta com o sonho e a realidade para discutir questões universais”, acrescenta a diretora.

A encenação defende a ressignificação do corpo do ator na cena, explorando sua subjetividade, usando-o ora como corpo depoimento (agente depoimental da narrativa), outrora como corpo dramático (agente construído do discurso) e ainda enquanto corpo composto (agente componente do coro). A linguagem performativa reaparece nas quebras épicas, nas coreografias e nas composições de imagem que atravessarão o espetáculo.

FICHA TÉCNICA
Texto: Luan Carvalho
Direção: Stephane Sousa
Assistência de Direção: Vitor Lins
Elenco: Carolina Romano, Herbert Brito, Jessyka Ribeiro, Natalia Correa, Tati Miiller, Victor Barros e Vitor Lins
Trilha Sonora Original: André Lu
Iluminação: Tati Miiller
Concepção de Cenografia: Stephane Sousa
Concepção de Figurino: Coletivo Pulsante
Produção: Coletivo Pulsante
Assessoria de imprensa: Agência Fática
Mídias Sociais: Carolina Romano e Vitor Lins
Instagram: @coletivopulsante

SINOPSE

Em um jogo no qual não se sabe ao certo o que é sonho ou realidade, ficção ou não ficção, cinco atuantes apresentam personagens criadas a partir de segredos reais. Em um ambiente desconexo, os indivíduos refletem sobre questões que os levam à incompreensão da própria existência.

SERVIÇO
NÃO CONTE A NINGUÉM, do Coletivo Pulsante

SP Escola de Teatro – Sala Alberto Guzik – Praça Roosevelt, 210, Consolação

Temporada: 27 de março a 27 de abril

Às sextas e segundas, às 21h, e aos sábados e domingos, às 19h

Ingressos: R$20 (inteira) e R$10 (meia-entrada)

Venda online: https://www.sympla.com.br/nao-conte-a-ninguem__814791

Duração: 75 minutos

Classificação: 16 anos

Capacidade: 60 lugares

 

Divaldo Franco e Joanna de Ângelis – Uma missão de amor

Um encontro emocionante de fé, amor e caridade entre o médium Divaldo Franco, um dos mais importantes divulgadores da Doutrina Espírita, e sua mentora espiritual, Joanna de Ângelis, será levado ao palco. No dia 4 de março estreia o espetáculo “Divaldo Franco e Joanna de Ângelis – Uma missão de amor”, no Teatro Vannucci, no Shopping da Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro. O texto de Cyrano Rosalém trata de um dos inúmeros encontros que originaram ricas obras psicografadas. Mas, nesta peça, em especial, trata do livro “Dias gloriosos”. Em cena, Érica Colares e Rogério Fabiano interpretam os personagens-título, e, com muita responsabilidade, aceitam o desafio de transmitir a mensagem de amor ao público. A peça ficará em cartaz todas as quartas-feiras, às 20h30, até o dia 25 de março. A classificação é livre.

“Divaldo Franco e Joanna de Ângelis – Uma missão de amor” não é uma biografia, o que nada interfere na compreensão dos espectadores que não conhecem a trajetória do baiano Divaldo Pereira Franco, professor, médium, filantropo, orador espírita brasileiro e tido como o maior divulgador da Doutrina Espírita na atualidade. O espetáculo, que começa em 5 de dezembro de 1945, foca em suas caridades e obras.

Surge no palco um perfeito casamento de filosofia, religião, ciência e ética. “Joanna é uma sumidade em ciência! Como espírito evoluído e estudioso, ela é enormemente atualizada com o progresso científico moderno. Sabemos que nossa sabedoria nos é transmitida por seres que aqui reencarnam para nossa evolução e nosso progresso. Ela decidiu fazê-lo através de um médium, Divaldo, exigindo que ele estudasse tanto quanto ela para poder expor suas ideias. Tento levar o melhor desse diálogo para o público”, conta o autor Cyrano Rosalém, que também assina a direção.

A emoção estará muito presente em cena, assim como o humor. Leve e informativa, a montagem tem tudo a ver com os avanços tecnológicos e científicos que vivemos hoje, mas faz alertas: “Joanna deixa claro que a ciência deve evoluir sempre para o nosso bem. Mas não dar o passo maior que a perna. Ela afirma que devemos, por exemplo, avançar cada vez mais na genética, mas sem brincar de tentarmos ser Deus. Primeiro a cura, depois a maneira de evitar a doença”, frisa Rosalém.

 

Sobre os atores

Com 40 anos de carreira e já tendo vivido, no teatro, Allan Kardec e Chico Xavier, Rogério Fabiano é quem interpreta Divaldo Franco.  “Divaldo é um homem de muita caridade. Fez muitas coisas boas. Tão famoso em Salvador, com a Mansão do Caminho (complexo que atende crianças e jovens carentes) e fez a Casa de Jesus. Iniciou o estudo do Espiritismo pequenininho e, através da relação com Joanna, escreveu muitos livros psicografados”, diz ele, que está gostando da nova experiência.

“No palco, eu e Érica fazemos um bate-bola. São encontros de trabalho com Divaldo e Joanna. Psicografando, e, principalmente, em cima do livro ‘Dias gloriosos’. Está sendo uma experiência muito legal nos ensaios, vamos falar com a plateia em cena. Mas o mais importante da peça é a mensagem. Falamos de caridade, força, fé e da estrutura espiritual. ‘Fora da caridade não há salvação’ é sempre o bordão de tudo em nossa vida mesmo. ”

A missão de viver Joanna de Ângelis ficou para Érica Collares, que, pela segunda vez, dá vida à entidade ou espírito – a primeira foi em “O encontro espiritual de Léon Dennis & Joanna de Ângelis”. Nessa nova produção, Joanna é o guia espiritual do médium, a quem é atribuída a autoria de maior parte das obras psicografadas dele. “Viver Joanna de Angelis é sempre um desafio. Neste espetáculo, ela já está bem mais evoluída. Ela já se transformou em um espírito de Luz.  Estamos contando a história do momento em que ela começa a se relacionar com o Divaldo Franco”, explica Érica, que tem muito carinho por Joanna.

“Não existe nada mais emocionante que interpretar um espírito que une o amor e a sabedoria. Afinal, essa é a essência da evolução espiritual. Eu saio transformada depois das apresentações”, enfatiza a atriz, que já interpretou Amélie Gabrielle Boudet, esposa de Kardec, no teatro.

Atribuem-se a Joanna as personalidades históricas Santa Clara de Assis, seguidora de São Francisco de Assis e fundadora da Ordem das Clarissas; Juana Inés de La Cruz, pseudônimo religioso da poetisa mexicana Juana de Asbaje; e Joanna Angélica de Jesus, também sóror e depois abadessa, e que protagonizou o drama na Independência da Bahia.

 

Sobre a produção

A Arantes e Amar Produções esperam repetir o mesmo êxito e a vida longa de “Allan Kardec – Um olhar para a eternidade”, que segue em turnê pelo Brasil há anos, paralelamente às peças “O encontro espiritual de Léon Dennis & Joanna de Ângelis”, “Chico Xavier”, “O Livro dos Espíritos” e “Fora da caridade não há salvação”.  A produção é de Érica Collares e Rogério Fabiano.

 

Serviço:

Divaldo Franco e Joanna de Ângelis – Uma missão de amor

Estreia 4 de março

Texto e direção: Cyrano Rosalém. Elenco: Érica Collares e Rogério Fabiano. Sinopse: Um encontro emocionante de fé, amor e caridade entre o médium Divaldo Franco, um dos mais importantes divulgadores da Doutrina Espírita, e sua mentora espiritual, Joanna de Ângelis.

Toda quarta, às 20h30.

Ingresso: R$ 70.

Duração: 60 minutos.

Classificação: livre.

Temporada de 4 de março a 25 de março.

Teatro Vannucci – Rua Marquês de São Vicente 52, Shopping da Gávea – 2274-7246.

“Lupita” no Oi Futuro

O Oi Futuro apresenta a estreia do infantojuvenil Lupita, que ficará em cartaz de  29 de fevereiro a 12 de abril, com sessões aos sábados e domingos, sempre às 16h. Com dramaturgia e direção de Flávia Lopes, o espetáculo de formas animadas se utiliza de máscaras, bonecos, objetos manipulados, projeções e luz negra, interagindo com as linguagens do teatro, da palhaçaria, da música e da poesia para falar do tema mais misterioso da vida: a morte.

 “Lupita é uma história sobre o amor. A minha motivação nasceu do meu olhar sobre a própria vida, das perdas que vi e vivi. Da dificuldade em ver adultos lidando com situações de dores e perdas com suas crianças. Como artista e professora de teatro, é importante poder criar um espetáculo teatral que me atravesse e possa exercer em cena um tema tão delicado. ‘A vida tem dessas coisas’ e é sobre essas coisas que precisamos falar”, afirma Flávia Lopes.

Em um México imaginário, a menina Lupita, de 10 anos, faz parte de uma família muito parecida com tantas outras famílias. Ela vive com a sua mãe e seu avô, que também é o seu melhor amigo. Lupita adora ouvir as histórias dele, principalmente de quando ele era bem pequeno do tamanho de um botão que cabe na palma da mão. Com seu avô, ela aprendeu a ouvir e a contar histórias. Aprendeu também que tudo é música, até o silêncio, e que nada é impossível para quem tem imaginação. A sua jornada começa com a tradicional festa do Dia Dos Mortos, que acontece todos os anos no Vilarejo de San Miguel del Corazón, mas que aquele ano seria diferente e mais especial por ser o primeiro ano da partida de seu avô. A encenação é uma viagem pela memória de Lupita, onde o público torna-se cúmplice de suas lembranças entre presente e passado.

Antes de virar passarinho, o avô de Lupita a presenteia com um livro em branco para que ela escreva suas próprias histórias a partir de sua memória e imaginação. Dito e feito, a menina desenha uma mirabolante rota de fuga para escapar com seu avô, evitando, desta forma, que a Dona Muerte dance com ele durante os festejos do Dia dos Mortos.

Não foi possível evitar o inevitável, mas para aceitar o desejo de seu avô de seguir o curso da vida, foram necessárias muitas folhas para que a pequena heroína descobrisse que o amor nunca morre e que ela e seu avô estarão unidos para sempre nas memórias e nas histórias que viveram juntos.

“Tivemos como inspiração o programa do Chaves\Chapolin, as novelas mexicanas, os contos e lendas indígenas mexicanos, as músicas e as obras de artistas como Frida Kahlo e do artesão Pedro Liñares Lópes, que criou os folclóricos alebrijes. Além disso, nos consultamos com a pedagoga Alessandra Gracio, professora de educação infantil no México, e também conversamos com famílias mexicanas”, destaca Flávia, que também assina a criação das máscaras ao lado de Marise Nogueira e Maria Adélia.

O espetáculo é realizado por meio do patrocínio do Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, Lei estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro e da Oi, com apoio cultural do Oi Futuro.

SINOPSE

Para evitar que a Dona Muerte dance com o seu avô durante a tradicional festa do Dia dos Mortos, Lupita, uma agitada menina de 10 anos, imagina uma mirabolante rota de fuga para escapar com ele, que é seu avô e melhor amigo, para bem longe do vilarejo de San Miguel del Corazón. Inspirada na cultura e nas cores mexicanas, a montagem de formas animadas se utiliza de máscaras, bonecos, objetos manipulados, projeções e luz negra, interagindo com as linguagens do teatro, da palhaçaria, da música e da poesia para falar do tema mais misterioso da vida: a morte.

Sobre Flávia Lopes (Diretora)

 A atriz e diretora fundou e integrou as cias, Os Sanzussô – Povo de Teatro, a Cia. Dos Bondrés e o Atelier Gravulo e exerce suas pesquisas na linguagem de Teatro de Formas Animadas, Palhaçaria, Bufonaria e Comicidade. Durante sua carreira trilhou um importante caminho no teatro infantojuvenil com alguns trabalhos de destaque na cena teatral, entre eles: “Leonardo – O Pequeno Gênio Da Vinci”, onde está também como atriz (Prêmio Zilka Sallaberry 2011 de Melhor Espetáculo, Melhor Texto, Melhor Direção e Melhor Ator e indicações para Melhor Figurino e Cenário), “OIKOS” da Cia. dos Bondrés, indicado pelos Prêmios Zilka Sallaberry de Melhor texto, Melhor Espetáculo, Melhor Figurino e Cenário, Melhor iluminação, Melhor Ator e CBTIJ (Pela Pesquisa e linguagem com as máscaras e Melhor Coletivo de Atores e Atrizes) onde atua como atriz e é colaboradora dramatúrgica junto à Cia, assinou a direção de “Um Sonho Para Méliès”, com patrocínio da Oi a peça concorreu com 5 Indicações pelo Prêmio CBTIJ de Teatro e 2 Indicações pelo Prêmio Botequim Cultural, e “A História das Histórias” que em 2017 foi contemplado pelo edital ‘Plateias Hospitalares‘ do Doutores da Alegria e estreou com grande sucesso de público no SESC Tijuca.

 Sobre o Oi Futuro

 O Oi Futuro, instituto de inovação e criatividade da Oi, atua como um laboratório para cocriação de projetos transformadores nas áreas de Educação, Cultura e Inovação Social. Por meio de iniciativas e parcerias em todo o Brasil, estimulamos o potencial dos indivíduos e das redes para a construção de um presente com mais inclusão e diversidade.

Na Cultura, o instituto mantém o Centro Cultural Oi Futuro, com uma programação que valoriza a produção de vanguarda e a convergência entre arte contemporânea e tecnologia e também abriga o Museu das Telecomunicações, pioneiro no uso da interatividade no Brasil e com um acervo de mais de 130 mil itens que contam a história do setor no país. O Oi Futuro gerencia há 16 anos o Programa Oi de Patrocínios Culturais Incentivados, que seleciona projetos em todas as regiões do país por meio de edital público. Desde 2003, foram mais de 2.500 projetos culturais apoiados pelo Oi Futuro, que beneficiaram milhões de espectadores. O instituto também criou e mantém o LabSonica, laboratório de experimentação sonora e musical, abrigado no Lab Oi Futuro, no Rio de Janeiro, e o Oi Kabum! Lab, que promove a formação de jovens de periferia no campo da arte e tecnologia e a curadoria de projetos de intervenção artística urbana.

Numa confluência entre as áreas de Cultura e Inovação Social, nasceu o Lab Oi Futuro, espaço de criação, experimentação e colaboração idealizado para impulsionar criadores de diversas áreas e startups de impacto social de todo o Brasil, selecionados por editais públicos. Com mais de 500m², o laboratório abriga o LabSonica e o Labora e oferece estrutura física e suporte técnico necessários para que seus participantes viabilizem seus projetos em um ambiente que estimula a produção colaborativa, a formação de redes e a inovação.

 Ficha Técnica

Dramaturgia e Direção: Flávia Lopes

Direção Musical: Karina Neves e Jonas Hocherman

Assistente de direção: Tatiane Santoro

Atuação\personagem:

Aline Marosa – Roselia e Mariachi Don Carmelo

Caio Passos – Angelina e Mariachi Murilo

Gabrielly Vianna – Rosita e Mariachi Bolaños

Marcio Nascimento – Avô

Maria Adélia – mãe a Catrina

Marise Nogueira – Lupita

Cenografia e figurinos: Carlos Alberto Nunes

Cenógrafa e figurinista assistente: Arlete Rua

Estagiária de figurino e adereços: Duda Costa

Estagiária de cenografia e adereços: Letty Lessa

Costureiras: Carla Costa e Meraki Ateliê

Cenotécnico: Marcos Souza

Estrutura de bonecos: Márcio Newlands

Finalização de bonecos: Maria Adélia e Luciana Maia

Alebrijes, Lupitinha e Pássaros: Maria Adélia e Luciana Maia

Máscaras: Flávia Lopes, Maria Adélia e Marise Nogueira

Iluminação: Ana Luzia Molinari de Simoni

Iluminador assistente: João Gioia

Montagem: Juca Baracho e João Gioia

Videografismo: Guilherme Fernandes

Preparação vocal: Verônica Machado

Assistente de preparação vocal: Tamara Innocente

Oficina de canto: Taiana Machado e Roberta Jardim

Perucas: Mona Magalhães

Músicos de estúdio:

Renata Neves – violino e viola

Pedro Franco – violão e Bandolim

Aquiles Moraes – trompete

Gravação e sonoplastia: Yuri Villar

Operação de som: Paulo Mendes

Operação de luz: João Gioia

Operação de vídeo: Guilherme Fernandes

Designer gráfico: Guilherme Fernandes

Assessoria de imprensa: Lyvia Rodrigues | Aquela Que divulga

Mídias Sociais: Guilherme Fernandes

Fotógrafo: Rodrigo Menezes

Coordenação Administrativa Financeira: Estufa de Ideias

Assistente de produção: Luciano Lima

Produção executiva: Fernando Queiroz

Direção de Produção: Bárbara Galvão, Carolina Bellardi e Fernanda Pascoal | Pagu Produções Culturais      

Serviço

 

Temporada: 29 de fevereiro a 12 de abril

Local: Centro Cultural Oi Futuro

Dia| Hora: Sábado e Domingo às 16h

Endereço: Rua Dois de Dezembro, 63 – Flamengo

Valor:  R$ 30,00 (inteira) | R$15,00 (meia)

Classificação: Livre

Telefone: 3131-3060

Duração: 60 minutos

Lotação do teatro: 63 pessoas

“455 Macbeth” no Castelinho do Flamengo

Com estreia no dia 13/01 às 19hs, “455 Macbeth” apresenta uma dramaturgia condensada de “Macbeth”. A trama principal da tragédia é narrada através de cenas escolhidas, e encenada com direção de Adriana Maia, que cria, juntamente com elenco de 14 atores e atrizes, uma performance itinerante pelos cômodos do Castelinho do Flamengo. A performance inicia-se na área externa, onde um fictício grupo teatral – “os melhores atores do mundo” – reúne-se para contar a tenebrosa história do Rei Macbeth. Após o prólogo, os espectadores são convidados a entrar no Castelo, cenário do restante da peça. 

A ideia de encenar “Macbeth” surgiu em 2019, ano comemorativo dos 455 anos do nascimento de Will Shakespeare. Pensando na data, o Grupo Shakespeare, coletivo de artistas cariocas, que se reúne regularmente para estudar e pesquisar as obras deste autor, preparou uma performance cênica – “455 Macbeth”, que foi apresentada em duas sessões para convidados na Casa Baukurs.  A peça itinerante, que o público irá assistir a partir e 13 de janeiro, é a continuidade deste trabalho , agora “455 Macbeth” encontra seu espaço ideal, o Castelinho do Flamengo.

A diretora Adriana Maia comenta sobre este, que é considerado um dos melhores textos de William Shakespeare: “Macbeth é uma peça que aborda as dimensões do mal espiritual; é uma visão sombria do encontro de um homem com os poderes soturnos que existem dentro e fora de si mesmo. Macbeth tem que se confrontar com a tentação de cometer um crime que ele sabe que é monstruoso, sabe que a ideia ultrapassa todos os limites da ética e da moralidade humanas, mas ainda assim prossegue dando asas ao seu plano macabro. Está sempre consciente de todos os seus atos, possui livre arbítrio, aceita a responsabilidade pessoal por suas escolhas, desvelando diante do espectador uma angustiante narrativa sobre a falha humana.”

Sobre Macbeth

Macbeth é uma tragédia sobre um regicídio e suas consequências. É a tragédia shakespeariana mais curta, e acredita-se que tenha sido escrita entre 1603 e 1607. O primeiro relato de uma performance da peça é de abril de 1611, quando Simon Forman registrou tê-la visto no Globe Theatre, em Londres. A obra foi publicada pela primeira vez no Folio, de 1623, possivelmente a partir de uma transcrição de alguma performance específica. As principais fontes de Shakespeare para a tragédia são os relatos dos reis Duff e Duncan nas “Crônicas da Inglaterra, Escócia e Irlanda” de 1587, uma história das Ilhas Britânicas familiar a Shakespeare e seus contemporâneos, e pelos escritos do filósofo escocês Hector Boece. Muitos acreditam que a peça é “amaldiçoada”, e nem mesmo mencionam seu nome em voz alta, referindo-se a ela como “The Scottish play” (“A peça escocesa”).

Sinopse – Macbeth um general do rei Duncan da Escócia, ao retornar vitorioso de uma batalha encontra no caminho três bruxas que profetizam que em breve ele se tornará rei da Escócia. A profecia desencadeia uma série de acontecimentos criminosos gerados pela ambição desenfreada e pelo abandono dos mais elementares princípios éticos e morais, tendo como consequência inevitável um desenlace trágico e sanguinolento.

Ficha Técnica

Texto- William Shakespeare

Dramaturgia e textos adicionais- Xando Graça

Direção -Adriana Maia

Direção Musical -Quito Pedrosa

Direção de Movimento -Sueli Guerra

Iluminação -Anderson Ratto

Cenografia e Figurinos -Grupo Shakespeare

Elenco -Ana Luisa Marques, Caroline Bezerra, Clarissa Waldeck, Dadá Maia, Francisco Taunay, Gabriel Flores, Gilberto Góes, João Antonio Santucci, Luis Fernando Medeiros, Luiza Narcizo, Marcela Lopes, Pamela Alves, Paula Louzeiro, Stefania Corteletti, Xando Graça.

 

Serviço

455 Macbeth

Local: Castelinho do Flamengo (Centro Cultural Municipal Oduvaldo Vianna Filho)

Endereço: Praia do Flamengo, 158 – Flamengo

Telefones: (21) 2205.0655 / (21) 2205.0276

Temporada: dia 2 de março a  31 de março 2f e 3f às 19h

Duração: 90minutos

Classificação indicativa: 14 anos

Ingressos: R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia)

Ingressos à venda no local, nos dias das sessões, a partir das 18hs.

Aceita dinheiro e cartão de débito.

Vendas online www.sympla.com.br

 

Sobre a diretora

ADRIANA MAIA Atriz, diretora e professora, além de Doutora em Teatro pelo PPGAC da UNIRIO / RJ, é professora da Faculdade da Cal de Teatro desde 2012. Foi integrante do grupo Além da Lua, onde realizou “Curiosa Idade” (1982), “Jardins da Infância” (1983/84) – Prêmio Molière de Incentivo ao Teatro Infantil e “Cabaré Infantil” (1985). Em 1986, foi indicada para o Prêmio Mambembe de melhor atriz por “A Gata Borralheira” de Maria Clara Machado direção de Carlos Wilson. Seu primeiro trabalho como diretora foi “Infância” texto inédito de Thornton Wilder que lhe rendeu o Prêmio Mambembe de melhor espetáculo do Ano (1988). Participou como atriz de todas as montagens shakespearianas do Núcleo de Teatro a Céu Aberto (“As alegres mulheres de Windsor”; “Os dois cavalheiros de Verona” e “A tragédia de Otelo”) um dos projetos desenvolvidos pelo Centro de Demolição e Construção do Espetáculo de Aderbal Freire-Filho entre 1991 e 1994 . Trabalhou com Amir Haddad (“Mambembe canta Mambembe” de Artur Azevedo / 2004), Camila Amado (“Sapatinhos vermelhos” de Caio Fernando Abreu / 2006) e João Fonseca (“Não sobre rouxinóis” de Tennesse Williams/ 2012) Em 2006, funda o grupo Teatro das Possibilidades e realiza espetáculos onde desenvolve uma pesquisa sobre a teatralização de textos literários narrativos, sem adaptação de gênero, dentre as montagens realizadas está o livro de Lígia Bojunga “Fazendo Ana Paz” (2006); “A pequena loja de mistérios” (2011) contos da revista Ellery Queen e “Era uma vez… Cartas em cena” (2010/11) da novela epistolar “Caixinha de madeira” de Índigo. Em 2015, dirigiu o espetáculo “Paparazzi” texto de Matéi Visniec que estreou e cumpriu temporada no Centro Cultural Banco do Brasil/RJ. Ainda nesse ano dirigiu e adaptou “Hamlet ou morte!” fruto de uma pesquisa sobre cômico na obra shakespeariana com o grupo Os Trágicos. E em 2016 encenou com o mesmo grupo “Faz de conta que é tempestade” também a partir do texto shakespeariano, “A tempestade”. Com o grupo Os Trágicos, é convidada para representar a Faculdade da Cal no Festival Internacional BRICS de Escolas de Teatro sediado em Moscou em 2017 onde apresenta sua versão de “Romeu e Julieta”, e em 2018 “Arlequim, servidor de dois amos” sob a ótica do teatro popular brasileiro. Em 2018 atuou e dirigiu o espetáculo “Uma ciranda para mulheres rebeldes” sobre revolucionárias russas envolvidas com o movimento de 1917 concebido pelo coletivo As dramáticas. Agora em 2019 dirigiu o espetáculo “O espectador condenado à morte” texto de Matéi Visniec que cumpriu temporada no Teatro Maria Clara Machado e “Cabaret Autofágico” que estreou e permaneceu em cartaz no Teatro Poeira durante os meses de novembro e dezembro

“Trintões e Solteiros” no Castelinho do Flamengo

Apaixonados por Martha Medeiros, Carlos e Luciana se cruzam num lançamento de livro da autora, no qual a afinidade desde então acontece, da parte dele, o despertar, o interesse afetivo, da parte dela, devido a educação e sensibilidade do rapaz, uma boa amizade com um amigo gay, propondo uma reflexão comportamental sobre os padrões estabelecidos de homem e mulher, as buscas e o equívoco de acreditar em conceitos, no lugar de “verdades”.

A consciência coletiva existe e está em cena, levando questionamentos e provocando o público com interrogações, expondo pensamentos e frases contemporâneas, e brincando com a hipocrisia humana.

Luciana, é uma mulher intempestiva, impulsiva, e completamente obcecada por sexo, o homem ideal e pelo conceito “família”, Carlos é poesia, pratico, sensível, delicado, no qual confunde sua sexualidade, exatamente devido ao seu olhar pela vida, por não seguir padrões.

A comédia fala de amor, fala de equívocos, encontros e desencontros, padrões, da mulher moderna, do homem contemporâneo, das buscas afetivas, de sexualidade, de nossa atual sociedade.

Carlos e Luciana são o exemplo vivo de uma sociedade contemporânea, onde o mundo virtual é uma realidade, os conceitos estabelecidos é uma regra, e o conceito embasado do que é correto ou padrão.

Do mesmo autor de 3 Mulheres e 1 Destino e Os inocentes de Ipanema.

Gênero: Comédia

Classificação: 12 anos

Terceira Temporada

Texto e direção: Fabrisio Coelho

Local: Castelinho do Flamengo

Praia do Flamengo 158

100m da estação de metrô Largo do Machado

Telefone (reservas): 2205-0655/98246-4006

Quinta às 19h

Elenco: Izabella Guedes e Jefferson Jima, Marcos Vianna

Som e Luz: Anauã Vilhena

Produção geral: Clécio Ferreira

Figurino: Coletivo

Ingressos: R$ 40,00 ( inteira)

R$ 20,00 ( Meia) Professores da rede pública, estudantes, artistas com registro.

Sexta a domingo 19h

Estreia 06/03

Até 26/04

LISTA AMIGA R$ 15,00 !!!

Enviar nomes através das nossas redes sociais

Redes sociais Instagram e Face book @trintoesesolteiros

O espetáculo é realizado pela FMC Produção, empresa atuante no mercado de entretenimentos a mais de 10 anos, e tendo diversas montagens premiadas, com elogios de público e críticos especializados, em 2019 realiza no Rio sua 6° produção com Trintões e Solteiros, e traz no curriculum peças como 3 Mulheres 1 Destino, com 10 anos de temporada, visto por mais de 100 mil pessoas, e o elogiada montagem Os inocentes de Ipanema.

Arte, resistência e cultura.

Ao redor da mesa, com Clarice Lispector

No ano de seu centenário, peça inédita promove o encontro da escritora consigo mesma em dois momentos de sua vida e provoca o público com questões sobre arte, política e gênero.

Com elenco premiado, estreia em 5 de março, no Sesc Copacabana, a peça “Ao redor da mesa, com Clarice Lispector”. A dramaturgia tem a assinatura da escritora e professora da PUC-Rio Clarisse Fukelman, que acionou mais de 30 anos de pesquisa, publicações no Brasil e exterior e adaptações da escritora. Resultou uma proposta ousada e inovadora. Não é adaptação de um texto, nem colagem de cenas de livros diversos. É uma íntima e intensa conversa com temas candentes que perpassam toda a obra da escritora.

A peça se passa no início dos anos 60, quando a escritora (Gisela de Castro) recebe a inesperada visita dela mesma (Ester Jablonski), vinte anos mais velha. As duas põem as cartas na mesa e discutem escolhas de vida e de linguagem. Frente a frente, confrontam-se a Clarice recém-separada, com filhos pequenos e já desfrutando do prestígio da crítica, e a Clarice no fim da vida, amarga e solitária, com projeto de escrita que radicaliza propostas anteriores.

O inusitado encontro traz discussões sobre processo criativo e as experiências de amizade, maternidade, corpo e amor. Por que e para quem escrever? Como futuro e passado nos mobilizam? O que é ser escritora mulher? Nesse percurso, a peça entremeia cenas de várias obras da escritora (interpretadas por Ana Barroso e Joelson Medeiros), destacando a atualidade do olhar de Clarice sobre preconceito, discriminação étnica, conflitos de geração e comunicação entre familiares e amigos.

Aqui, Lispector sai do pedestal mítico e se revela uma artista de personalidade complexa, ligada a dramas sociais e humanos e à intensa busca do autoconhecimento: “preciso fazer um retiro espiritual e encontrar-me enfim – enfim, mas que medo – de mim mesma.”. O público acompanha situações cotidianas que ganham uma inflexão filosófica, indo desde a denúncia da solidão na adolescência e na velhice à perda de nossa conexão do ser humano com a natureza.

Com direção musical de Liliane Secco, há inserções de música erudita, do folclore judaico e sugestões de rap e de cordel. Embora Lispector tenha afirmado que a palavra é a sua “quarta dimensão”, ela também se confessa “uma eterna apaixonada por palavras, música e pessoas inteiras”. A peça encerra com uma “Ode a Macabéa”, protagonista do último livro publicado e m vida e síntese da poética da escritora.

“O respeito pelo diferente não é fácil, como sugerem a publicidade e o romantismo fora de hora. Fechados em nossos casulos, esquecemos do permanente aprendizado com a língua e a vida e de que pertencemos ao mundo em igualdade com outros seres. Lispector nos faz pensar a respeito, ainda mais quando mediada por esse time maravilhoso que dá vida ao projeto”, diz Clarisse Fukelman, que também assina o posfácio de “Laços de Família” a ser relançado em 2020, como parte das comemorações.

FICHA TÉCNICA
Direção: Ester Jablonski

Supervisão: Fernando Philbert
Direção musical: Liliane Secco

Dramaturgia: Clarisse Fukelman
Elenco: Ana Barroso, Ester Jablonski, Gisela de Castro e Joelson Medeiros
Cenografia: Natália Lana
Iluminação: Vilmar Olos
Figurino: Marieta Spada

Designer: Mariana Grojsgold

Foto: Nil Caniné

Coordenação de produção: Veredas Promoções Culturais

Produção executiva: Sergio Canizio
Assistente de direção: James Simão
Assistente de produção: Daniel Koifman
Projeto e Realização: Veredas Promoções Culturais
Assessoria de Imprensa: Clóvis Corrêa – CICLO Comunicação

SERVIÇO

ESTREIA 5 de março, quinta-feira

Peça: Ao redor da mesa, com Clarice Lispector

Dramaturgia: Clarisse Fukelman

Direção: Ester Jablonski

Supervisão: Fernando Philbert
Direção musical: Liliane Secco

Elenco: Ana Barroso, Ester Jablonski, Gisela de Castro e Joelson Medeiros

Temporada: de 5 a 29 de março de 2020 – 5ª a domingo

Horário: 20h

Local: Mezanino do Sesc Copacabana
Endereço: Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana, Rio de Janeiro – RJ

Ingressos: R$ 7,50 (associado do Sesc), R$ 15 (meia), R$ 30 (inteira)

(Ingresso solidário R$ 15,00 (meia) com a doação de 1 kg de alimento para o Projeto Mesa Brasil do Sesc RJ)

Informações: (21) 2547-0156

Bilheteria – Horário de funcionamento:

Terça a Sexta – de 9h às 20h;

Sábados, domingos e feriados – das 12h às 20h.

Duração: 70 minutos

Classificação indicativa:12 anos

“Furdunço do Fiofó do Judas” no Maison de France

Em 2020, a Cia Bagagem Ilimitada comemora cinco anos de existência com muitos motivos para celebrar. A partir do dia 04 de março, o público carioca terá nova chance de conferir o espetáculo “Furdunço do Fiofó do Judas – Uma opereta popular apimentada por Marinês”, que entra em sua terceira temporada agora no Teatro Maison de France, no Centro do Rio. Assistida por quase duas mil pessoas em 2019, o musical concorre ao Prêmio de Humor – idealizado por Fábio Porchat – nas categorias de Melhor Peça, Melhor Texto e na categoria Especial pela introdução do repertório musical da cantora Marinês à dramaturgia. A comédia também está na disputa pelo voto popular no site Musical.Rio como Destaque 2019.

 

O enredo carregado de brasilidade viaja até o interior do Nordeste para contar a história de quatro mulheres, Adelina, Antônia, Francisca e Gumercinda, prostitutas e donas de um bordel que recebem a visita de um forasteiro que vai abalar as estruturas do cabaré. Elas só não desconfiam que o sargento Malaquias de Jesus é o próprio Diabo, que aparece para roubar o coração das moças! E em Fiofó do Judas, Deus é mulher, com destaque para a interpretação da atriz Vilma Melo na voz da Toda-Poderosa, em participação afetiva.

 

Tais situações são apresentadas de maneira leve e cheia de borogodó, evocando o melhor da tradição teatral e cultural nordestina, onde o público vai reconhecer a exaltação à força da mulher batalhadora, quiprocós e reviravoltas divertidíssimos e a velha peleja entre o Coisa Ruim e Deus. Para apimentar essa receita, PV Israel e Jacyara de Carvalho, intérpretes e também responsáveis pela dramaturgia, resgataram o pioneirismo e o humor de canções imortalizadas na voz da pernambucana Marinês, a Rainha do Xaxado.

 

Falecida em 2007, a cantora e compositora foi a primeira mulher a liderar uma banda de forró (Marinês e sua gente) e estourou em todo o país com a música “Peba na pimenta”, recheada de duplo sentido. Esta e outras 23 canções gravadas por Marinês – como Bate Coração e Forrobodeado – aparecem não como uma homenagem biográfica, mas para dar mais molejo à história passada em Fiofó do Judas.

 

“A opereta é um desdobramento da ópera para o público popular. Como a gente tem uma opereta, que já é popular, mais popular ainda? Temos como suporte essa possibilidade de embarcar em todos aqueles assuntos que agrada a essa camada dita popular, que os faz rir, que está na ordem do dia, na ordem do dia-a-dia, que faz o trabalho leve, faz a vida respirar melhor”, conta Jefferson Almeida, intérprete de Malaquias e também diretor do espetáculo.

 

Genuinamente brasileira, a comédia musical conta com a batuta da diretora musical Deborah Cecília e vai fazer o público se remexer na cadeira ao som de muito xaxado e baião. Furdunço do Fiofó do Judas é um espetáculo leve e divertido, que aborda temas relevantes sem deixar de fazer rir.

 

“Subjetivamente e culturalmente, trazer o Nordeste para cá – uma pequena cidade fictícia e o que acontece nela – é falar do nosso Brasil, falar de um lugar que ainda está à margem, em várias camadas. Trazer mulheres como protagonistas, prostitutas… Por mais que leve que seja, estamos falando disso: de pessoas que precisam ser vistas. E valorizadas pelo que fazem. O teatro feito no seu mais simples que é era uma vez uma história de mulheres que vencem através da sua autoestima”, comenta Jacyara.

 

SINOPSE

 

Adelina, Antônia, Francisca e Gumercinda dão expediente no cabaré da pacata Fiofó do Judas até que a chegada do misterioso sargento Malaquias de Jesus muda a rotina do bordel administrado por essas quatro damas arretadas: um verdadeiro imbróglio que promete sacudir as pilastras do céu, do inferno e do Furdunço, o tal cabaré! Feito com muita malícia, boa dose de encrenca e muito arrasta pé, o espetáculo é embalado pelas icônicas canções imortalizadas na voz da pernambucana Marinês, a Rainha do Xaxado.

 

SERVIÇO

Furdunço do Fiofó do Judas

Estreia: 04 de março

Temporada: 04 de março a 02 de abril

Horário: Quartas e quintas, às 18h30.

Ingressos: R$50 / R$25 (meia-entrada)

Teatro Maison de France

Endereço: Avenida Presidente Antônio Carlos, 58, no Centro (Próximo a Estação do VLT António Carlos)

Bilheteria: terça a domingo, de 14h às 19h.

Telefone: (21) 2544-2533

Classificação: 16 anos

Duração: 85 minutos

Gênero: comédia musical

 

FICHA TÉCNICA:

Dramaturgia: Cia Bagagem Ilimitada (Jacyara de Carvalho e PV Israel).

Direção e colaboração dramatúrgica: Jefferson Almeida.

Direção Musical: Déborah Cecília.

Elenco: Cilene Guedes (Adelina), Jacyara de Carvalho (Francisca), Paula Sholl (Gumercinda), PV Israel (Antônia) e Jefferson Almeida (Sargento Malaquias de Jesus).

Participação afetiva: Vilma Melo na voz de Deus.

Stand in: Clara Equi e Déborah Cecília.

Assistente de direção: Clara Equi.

Iluminação: Felipe Antello.

Cenografia: Taisa Magalhaes.

Figurino: Arlete Rua.

Visagismo: Paula Sholl.

Músico Ensaiador: Raphael Pippa.

Direção de palco: James Simão / Tamires Nascimento.

Consultoria de danças populares: Roberto Rodrigues.

Costureira: Rute Israel / D. Jandira.

Cenotecnico: Moisés Campos.

Camareiro: Junior Israel

Fotografia: Eitô Muniz

Audiovisual: Paula Diniz.

Logo: Alluan Lucas.

Identidade gráfica: Kamyla Matias.

Designer gráfico: Emerson / Nativu Design.

Sonorização: Lucas Campello / Bruno Flores

Operação de luz: Mauricio de Carvalho / Rodrigo Mello.

Estúdio: Musimundi.

Músicos da base: Violoncelo – Pedro Izar; Piano e Sanfona – Tibor Fittel; Violões – Debora Cecilia e Raphael Pippa; Percussão – Felipe Antello.

Coordenação de Comunicação: Ana Pinto / Pequena Via Produções.

Produção Executiva: Jacyara de Carvalho e PV Israel

Consultoria: Martha Avelar / Avelar Cultural.

Realização: Cia Bagagem Ilimitada.

“Os Únicos” no Teatro Prudential

Depois de uma temporada bem sucedida no SESC Tijuca, a atriz e roteirista Lucília de Assis (indicada ao Prêmio Shell de Melhor Dramaturgia por “Não peça”) e o ator, músico e artista visual Alexandre Dacosta apresentam o espetáculo “Os únicos” nas terças-feiras de março (de 3 a 31, às 19h), no Teatro Prudential.

Em cena, eles são pesquisadores eruditos, especialistas no fenômeno musical fabricado Claymara Borges & Heurico Fidélis, dupla de cantores fakes consagrados que foi sensação na primeira metade dos anos 90. Numa conferência, eles se apropriam da trajetória dos artistas para elaborarem uma crítica à fabricação de mitos. A partir de músicas, imagens, gravações e recortes de jornais que comprovam a carreira da dupla, os palestrantes levantam a questão sobre o que significa existir no mundo contemporâneo. A direção é de Dadado (Fabiano de Freitas, indicado aos prêmios APTR e Cesgranrio de Melhor Direção por “3 maneiras de tocar no assunto”) e a direção de produção é de Maria Siman.

“Claymara Borges & Heurico Fidelis são uma sátira ao sucesso convencional que muitos perseguem. Aquelas armações que mal aparecem no mercado e já recebem tratamento de artistas consagrados”, lembra Lucília de Assis. “Já ‘Os Únicos’ são fãs da dupla. Eles se interessam pela farsa, pela vida como invenção e como obra de arte”, explica. “A ideia é falar sobre a criação do casal performático, uma camada a mais para filosofar sobre a existência. Sendo pensadores, ‘Os Únicos’ podem explorar outros campos”, completa Alexandre Dacosta.

Diretor do espetáculo, Dadado considera Claymara e Heurico um programa performático sofisticadíssimo, que desestabiliza a ideia de verdade, tão importante de pensarmos em tempos de fake news, dos mitos fabricados e sua chegada ao poder. “Reinventamos os mitos, a dupla sucesso, pegando emprestado a palestra como linguagem, mas sem abrir mão do teatro e da sua potência de inventar mundos. E o humor torna isso ainda mais forte e comunicativo”, conta.

CLAYMARA BORGES & HEURICO FIDELIS

Entre 1991 a 1996, Lucília de Assis e Alexandre Dacosta encarnaram a dupla de cantores e compositores famosos e premiados Claymara Borges & Heurico Fidelis, uma metalinguagem que discute as engrenagens comerciais fabricantes de falsas celebridades.

Os personagens fictícios, que surgiram já como estrelas de renome, com diversos hits nas paradas de sucesso, foram figurinhas fáceis nos circuitos artísticos do Rio de Janeiro e de São Paulo, parodiando os clichês de fama. Com seus figurinos e acessórios kitsch, Claymara e Heurico tocaram seu repertório irônico (que passeia do bolero ao samba-canção, passando pelo xote e pela guarânia), com letras românticas e melodias bem trabalhadas, e performaram em diversos contextos midiáticos, conquistando inúmeros fãs.

A repercussão foi tanta que Claymara e Heurico que participaram (de verdade!) de inúmeros programas de televisão como Jô Soares Onze e Meia (SBT), Programa Ronnie Von (TV Gazeta e CNT), Vídeo Show (Rede TV), Xou da Xuxa (Rede Globo), Clodovil Abre o Jogo (TV Gazeta e CNT), entre outros.

“A dupla foi criada para ser um sucesso real, ainda que fabricado. A ideia era ironizar os mecanismos comerciais que fabricam sucessos do dia para a noite”, explica Alexandre Dacosta. “Assim forjamos o próprio sucesso, com direito a disco de ouro falso, glamur e tudo mais. Inventamos dois personagens, demos biografias a eles e compusemos mais de 60 músicas dentro do universo de Claymara Borges & Heurico Fidélis”, lembra.

Uma das performances mais memoráveis foi no prêmio Sharp da música, em 1993, em que chegaram numa Mercedes branca com motorista e seguranças, repórter, câmera de TV e iluminador. Tudo fake para alimentar o conceito da dupla. O repórter Bermuda Bastos, alter ego do jornalista Joubert Martins, um dos criadores Rádio Fluminense, conferia a todas as apresentações um clima de estreia VIP ao entrevistar os presentes como se fossem verdadeiras celebridades.

“Criamos uma dupla que já existia, com uma carreira consolidada. Quem não conhece é porque é desinformado”, brinca Lucília de Assis, casada com Alexandre há 32 anos. “Não navegamos no senso comum. Alexandre e eu temos uma piração compartilhada. Eu nunca poderia ter me casado com uma pessoa que não tivesse um grau de delírio. Deliramos juntos”, diz Lucília.

Em seis anos, Claymara Borges & Heurico Fidélis gravaram CD “Cascata de Sucessos” (Leblon Records 1992) – coletânea dos maiores sucessos da dupla; realizaram a exposição coletiva “Salão de Belezas”, no Paço Imperial, em que 30 artistas plásticos criaram obras em homenagem aos dois; lançaram sua grife “Simulacro” com desfile-show no Parque Lage; produziram um jornalzinho; e comandaram o programa de rádio “Na Fama com Claymara & Heurico”, na RPC FM, vice-líder em audiência naquela época. Em seguida, ganharam uma dupla de covers, interpretada por Lucília e Alexandre.

LUCÍLIA DE ASSIS E ALEXANDRE DACOSTA

Lucília de Assis e Alexandre Dacosta se conheceram no Tablado, em 1982, quando faziam o espetáculo “Capitães da areia”, dirigido por Carlos Wilson. Logo depois trabalharam juntos em “De noite com uma luz”, de Louise Cardoso. Ela atuava e ele, tocava cavaquinho. Fizeram outros musicais, se tornaram amigos, começaram a compor, unindo teatro e música.

Para montar Claymara e Heurico, Lucília e Alexandre se dedicaram a uma minuciosa pesquisa sobre antigas duplas humoristas, como Alvarenga e Ranchinho, Jararaca e Ratinho, Cascatinha, Inhana e o Duo Glacial, de Araraquara. Além de Nelson Ned e Roberto Carlos, que vivem de vender o amor.

Lucília de Assis é atriz e autora. Atuou em “Capitães da Areia”, direção de Carlos Wilson; “De noite com uma luz”, direção de Louise Cardoso; “Cuidado: Vende-se”, com direção de Anselmo Vasconcelos. Na Rede Globo fez “O último desejo”, com direção de Antônio Carlos Fontoura, e participações em novelas e seriados.

Desde 1998 integra o grupo de humor O Grelo Falante, com o qual lançou os livros “Tapa de humor não dói – A hora e a vez das mulheres gozarem”, “TOMALADACÁ – O grande livro das relações”; “Livro de bolsa – Minutos de ignorância” e “Coisa de mulher”. Sob a supervisão da turma do Casseta e Planeta, criou e redigiu o programa Garotas do Programa, na Rede Globo. Roteirizou e atuou no filme “Coisa de mulher”; atuou no musical “Avenida Réveillon”, com dramaturgia e direção de Fátima Valença. Escreveu e atuou na peça “Antessala”, com direção de Guida Vianna; redigiu e apresentou o programa ao vivo O Grelo Falante na Rádio Roquette Pinto; escreveu e atuou no monólogo “Não peça”, com direção de Bianca Byington e no espetáculo “O grelo em obras”, com direção de Dadado.

Alexandre Dacosta é artista visual, ator, músico, cineasta e poeta. Professor do curso Fundamentação na Escola de Artes Visuais do Parque Lage / RJ (2011-2016). Realizou 17 exposições individuais no Rio, São Paulo, Pernambuco e Uruguai, além de mais de 100 coletivas no Brasil e no exterior. Recebeu dois prêmios de pintura: IBEU (1985) e Secretária de Cultura no XVIII Salão de Belo Horizonte MG (1986). Em 1981, cria com Ricardo Basbaum a “Dupla Especializada” e dois anos depois o Grupo 6 Mãos, com Basbaum e Barrão. Como ator foi protagonista de cinco longas-metragens, 10 curtas, participou de mais de 40 filmes, 17 peças de teatro e musicais, seriados, minisséries e novelas.

Como cantor, músico e compositor produziu o álbum “Antimatéria” (Universal Music-Agracadabra, em 2017) com 13 canções autorais que estão nas plataformas digitais de música e o CD livro “Adjetos” (Editora 7 letras, em 2011) com 18 canções para esculturas, além de fazer trilhas sonoras para filmes e peças de teatro. Como diretor e roteirista produziu 14 filmes de curta-metragem (seis ficções, três documentários e cinco experimentais), ganhando 11 prêmios em festivais. Como poeta lançou o e-book “Autopoese” (editora Lacre, em 2017), “Memória do Vidro” (2016), e o livro “[tecnopoética]” (editora 7 Letras, em 2011). Faz arte sonora – “Rádio Varejo” e participa de revistas, antologias, saraus e com áudios de poesias em programas de rádio.  Atualmente, está finalizando o documentário de longa-metragem “A Sobrancelha é o bigode do olho”, baseado na obra do jornalista Apparício Torelly, o Barão de Itararé.

FRASES DO ESPETÁCULO

 

Eles não são eles mesmos e você não será o mesmo depois de assisti-los”;

 

Claymara Borges e Heurico Fidélis eram uma espécie de Mickey Mouse e Michael Jackson. Todos os conheciam, mas poucos sabiam quem estava por trás das máscaras”;

 

Algumas dúvidas??? Se vocês estão entendendo tudo é porque nós estamos explicando muito mal. Não estamos nos fazendo entender. Queremos criar setas que indiquem caminhos para mais dúvidas”.

OS ÚNICOS

Temporada: de 3 a 31 de março, às 19h (todas as terças-feiras do mês).

Local: Teatro Prudential – Rua do Russel 804, Glória. Tel.: 3554-2934.

Duração: 80 min. Classificação indicativa: 12 anos. Lotação: 359 lugares. Gênero: comédia musical. Ingressos: R$ 30 (meia-entrada) e R$ 60.

Horário de funcionamento da Bilheteria: de terça a sábado das 12h às 20h. Domingos e feriados, das 12h às 19h. Venda online: www.sympla.com.br

 

FICHA TÉCNICA:

Texto: Lucília de Assis

Músicas e atuação: Lucília de Assis e Alexandre Dacosta

Direção: Fabiano de Freitas – Dadado

Direção de produção: Maria Siman

Produção executiva e assistência de direção: Bruna Ayres

Projeto de luz: Herbert Said

Figurinos: Lucília de Assis

 

Vídeos:

Edição: Alexandre Dacosta. Roteiro: Alexandre Dacosta, Lucilia de Assis e Fabiano de Freitas. Técnico videomapping: André Boneco. Edição de som: Fernando Lauria.

 

Fotografia: Tomás de Assis Dacosta

Projeto gráfico: Mais Programação Visual

Assessoria de imprensa: Catharina Rocha – Máquina de Escrever Comunicação

Idealização: Os Únicos

Realização: Primeira Página Produções Culturais

“O Baterista” no Teatro Poeira

O que têm em comum Robertinho Silva, João Barone e Igor Cavalera? Com certeza, todos enfrentaram problemas com os vizinhos reclamando de barulho. Afinal de contas, todos têm em comum a bateria como instrumento, ferramenta de trabalho e meio de expressão. Também têm “um pouco de torneiro mecânico, funileiro e mestre de obra”, como diz o texto de Celso Taddei no monólogo “O baterista”, que estreia no Teatro Poeira, em Botafogo, no dia 3 de março, com sessões às terças e quartas-feiras, às 21h. E com intérpretes de libras nos dias 17 de março e 15 de abril.

 

O espetáculo foi idealizado pelo autor Celso Taddei, ex-roteirista do “Zorra”, programa da TV Globo, e demorou dois anos para ser montado. Taddei reuniu outros três craques do humor com os quais trabalhou no programa: o roteirista Diego Molina, que assumiu a direção da peça; e os atores Antônio Fragoso – que divide a produção com o autor e é “o baterista”, único ator em cena – e Alexandre Regis, que faz a assistência de direção.

 

Desse encontro, saiu do papel uma reflexão filosófica feita por um baterista que liga seu instrumento a toda mecânica da vida. E por que filosofar – com humor – utilizando a música, o ritmo, as batidas de uma bateria? Para o autor Celso Taddei – um apaixonado por música que toca mal vários instrumentos –, a bateria é um instrumento “dramaturgicamente interessante e complexo por causa de seu tamanho e porque faz muito barulho”. Além do mais, Taddei acha curioso o envolvimento de uma pessoa, durante toda a vida, com um instrumento; sobretudo quando se trata de um baterista, aquele que é “sempre o primeiro a chegar e o último a sair do estúdio”. Essa característica solitária dos bateristas é, de cara, um ótimo gancho para um monólogo.

Foi com todas essas ideias na cabeça, mais o amor pela música e a inspiração de autores como Tchekov e Patrick Süskind que Taddei resolveu esmiuçar o pensamento de um baterista louco por seu instrumento, com o qual tem um “relacionamento quase neurótico”. Assim, ele escreveu “O baterista”, que serviu, na medida, para o talento do ator Antônio Fragoso, com quem divide a produção do espetáculo, que não conta com patrocínio.

Para Fragoso, foi fácil entrar no personagem. Nos anos 1980, em Brasília, quando morava na mesma quadra de Herbert Vianna, Bi Ribeiro e Dado Villa-Lobos, ele fez parte de duas bandas de rock: Os Sociais, que montou com Pedro Ribeiro (irmão do Bi, dos Paralamas) e Fernando Bola, e Escola de Escândalo, da qual saiu porque o pai dele, diplomata, havia sido transferido para a Espanha. Foi Pedro Ribeiro, aliás, que incentivou Antônio Fragoso a assumir a bateria, uma vez que ele já tocava tarol na banda marcial do Colégio Marista.

 

A direção é de Diego Molina, um dos roteiristas do “Zorra”, o que possibilita um ótimo entrosamento na equipe: “a gente já sabe como o outro funciona melhor, os maneirismos do ator, o ator já conhece o tipo de texto e de direção”. Ele também cuidou da cenografia ao lado de Patrícia Muniz. Para o texto realista, que tem como cenário a garagem da casa do pai do personagem/baterista, Molina resolveu utilizar “estranhezas para acentuar a teatralidade”. Tais “estranhezas” estão na luz, no cenário, nas marcações. Tudo na intenção de “deixar tudo mais lúdico”, como ele explica. O diretor usa a expressão “partiturando” para se referir a seu modo de trabalhar, em que cada gesto é estudado, e nada é gratuito. Molina diz também que as marcas são feitas através do som, e que a música faz parte do cenário, oferecendo experiências sonoras diferentes”.

 

A trilha sonora, aliás, foi escolhida com cuidado, com alguns standards do início do ragtime, contextualizando a história da formação da bateria. “Preferi os clássicos para ajudar as pessoas a se situarem. Cada música foi escolhida como símbolo de determinada época, de determinada banda”, explica o autor Celso Taddei. Por isso, ele acha que o espetáculo ficou “divertido de ver e ouvir”. No repertório, há pot-pourri de canções dos Beatles e muito rock’n’roll: de Bill Haley a Led Zeppelin, passando por The Who, Cream, Sex Pistols, Black Sabbath, The Police e Nirvana. Bandas brasileiras – como Titãs e Paralamas do Sucesso – também marcam presença na trilha de “O baterista”.

 

O ESPETÁCULO

“O baterista” é uma comédia dramática musical escrita pelo dramaturgo e roteirista Celso Taddei (que foi roteirista-final do programa “Zorra”, da Rede Globo e autor do musical “Apesar de você”), com Antônio Fragoso no elenco (ator de peças como “Se meu apartamento falasse” e “Obsessão) e dirigida por Diego Molina (diretor de “Bette Davis e a máquina de Coca-Cola” e “A menina do kung fu”) e Alexandre Regis (diretor de “Buraco da Lacraia Dance Show” e “Nós da fita”).

A história se passa durante uma aula de bateria ministrada por um músico excêntrico, que vive um relacionamento afetivo em crise. Ele é obrigado a encarar uma aula repleta de alunos exigentes pouco tempo depois de se separar da mulher. Com a cabeça na lua, ele se esquece da aula e se surpreende com a quantidade de pessoas que aparece na sua garagem – sua sala de aula improvisada. Mas o dia não vai ser fácil: sua bateria está completamente desmontada; e o lugar, todo bagunçado.

Durante a aula, o baterista organiza as coisas, ao mesmo tempo em que se vê às voltas com a ex-mulher, com quem troca diversas mensagens nas redes sociais. Como ainda é apaixonado por ela, o baterista transborda todas as suas emoções diante dos alunos, usando seu instrumento musical para expurgar suas desventuras e decepções, em cenas ora divertidas, ora comoventes.

O público acompanha a história da bateria – esse instrumento fascinante! – contada pelo músico, desde a percussão dos homens das cavernas até o rock’n’roll, passando por vários estilos como jazz, bebop, folk, blues, entre outros ritmos. Para ilustrar melhor sua aula, o baterista executa seu instrumento para tocar músicas de bandas e artistas famosos.

Ágil e divertido, o texto inédito de Celso Taddei também fala da relação do baterista com os outros músicos de uma banda, que muitas vezes deixam de valorizá-lo por considerá-lo um tipo inferior de músico, já que trabalha com percussão, e não com harmonia propriamente dita. Assim, o espetáculo faz um paralelo entre o preconceito que muitas vezes a música não erudita/não europeia tem com músicas consideradas “periféricas”, vindas da África e do Oriente. A bateria representa, na verdade, uma junção de diversas influências, de diversos lugares do planeta, a ponto de hoje ser um elemento fundamental na nossa cultura.

A peça toma como inspiração dois monólogos clássicos – “O contrabaixo”, de Patrick Süskind, e “Os malefícios do cigarro”, de Anton Tcheckhov – para criar um texto original e voltado para o público brasileiro, de todas as idades.

“O baterista” é o resultado da união de quatro artistas – Celso Taddei, Antônio Fragoso, Diego Molina e Alexandre Regis – que há anos vêm desenvolvendo trabalhos juntos no meio audiovisual e que agora constroem um espetáculo inteiramente artesanal; com grande pesquisa estética, musical e artística; e comprometido com o público.

FICHA TÉCNICA

Texto: Celso Taddei
Atuação: Antônio Fragoso
Direção: Diego Molina
Diretor assistente: Alexandre Regis
Cenografia: Diego Molina e Patrícia Muniz
Direção musical: Pedro Coelho e Marcio Lomiranda
Iluminação: Anderson Ratto
Figurino: Patrícia Muniz
Programação visual: Daniel de Jesus
Fotografia: Caique Cunha
Filmagem: Bernardo Palmeiro
Direção de arte das fotos e vídeo teaser: Daniel de Jesus
Redes sociais: Rafael Teixeira
Assessoria de imprensa: Sheila Gomes
Direção de produção: Paulo Mattos e Pedro Uchoa
Assistente de produção: Carmem Ferreira
Assistente de câmera: Renato Costa
Intérpretes de libras: JDL – Acessibilidade na comunicação
Produção: Antônio Fragoso e Celso Taddei
Realização: Levante 42


CURRÍCULOS

Celso Taddei

Autor e ator de teatro, cinema e televisão. Na Rede Globo – foi roteirista-chefe do programa “Zorra”, e escreveu vários outros programas, como “Sítio do pica-pau amarelo”, “Chico Anysio”, “Malhação” e “Os caras de pau”. No cinema, trabalhou nos filmes “Crime da Gávea”, “Vestido pra casar”, “Os caras de pau”, “Retrato falhado” e “A truta”. No teatro, participou, por mais de dez anos, do Grupo Sarça de Horeb, atuando em peças como “A Via Sacra”, “Brasil nunca mais” e a premiada “Torturas de um coração”, todas sob a direção de Almir Telles. Atuou também em espetáculos como “Os intolerantes”, “Obsessão” e “Peter Pan”. Escreveu e atuou nas peças “Apesar de você”, “Bula da cumbuca” e “O pequeno Mozart”, entre outras. Formado pela UniRio, é também um dos fundadores da AR – Associação de Roteiristas Brasileiros.

 

Antônio Fragoso

Formado em 1992, atuou em 30 espetáculos de teatro, 14 filmes, diversas séries, novelas e mais de 150 comerciais. Trabalhou com grandes diretores como Fernando Meirelles, Rene Sampaio, Henrique Tavares, Mauricio Farias, Amir Hadad, Marcio Trigo, Sacha Celeste, Roberto Santucci, José Alvarenga, João Bitencourt, Clovis Mello e Felipe Jofily. Como produtor, teve uma bem sucedida parceria de 15 anos com a autora/atriz Carla Faour, Henrique Tavares e Paulo Giannini.

Trabalhos mais recentes foram “Se meu apartamento falasse”, musical de Charles Möeller e Claudio Botelho; “Ensina-me a viver”, espetáculo de grande sucesso que ficou cinco anos em cartaz, em que contracenou com Glória Menezes, sob a direção de João Falcão; “Casamentos e precipícios” texto de Daniel Adjafre; “Obsessão”, texto de Carla Faour que foi vencedor do prêmio APTR e FITA de Angra dos Reis; e “OVelho” direção de Sacha Celeste. Em dezembro de 2017, estreou o musical “Se meu apartamento falasse”, com direção de Charles Möeller e Cláudio Botelho, no Teatro Bradesco. Em cinema, estrelou o blockbuster “Os farofeiros”, lançado em março de 2018 e que foi visto por quase três milhões de espectadores.

Na TV, podemos destacar “Som e fúria”, com direção de Fernando Meirelles; e o programa “Os caras de pau”, dirigido pelo Marcio Trigo; “Geração Brasil”, direção de Denise Saraceni; e, atualmente, faz parte do elenco da TV Globo no humorístico “Zorra”.

 

Diego Molina

Diretor de teatro, dramaturgo, roteirista, ator, cenógrafo e professor. Formado em Direção Teatral e mestre em Teatro pela UNIRIO. Principais trabalhos como diretor: “Quando ia me esquecendo de você”, de Maria Silvia Camargo; “A menina do kung fu”, do próprio Diego Molina; “Radiofonias brasileiras”, musical de Bosco Brasil; “War”, de Renata Mizrahi; “Bette Davis e a máquina de Coca-Cola”, de Jô Bilac e Renata Mizrahi; “Os trabalhadores do mar”, adaptação da obra de Victor Hugo, com a Cia. Alfândega 88; o premiado infantil “Joaquim e as estrelas”; “Um dia Anita”, de Julia Spadaccini e Renata Mizrahi; além de “Ninguém mais vai ser bonzinho” e “Fabulamente” – monólogo com Tatá Werneck, ambos de sua autoria.

Escreveu também “Pequenos poderes”, “Woody Allen não se encontra”, “A menina do kung fu”, entre outras peças. É autor dos livros “Cena Impressa – Volume 1 e 2” e “Teatro Duse: o primeiro teatro-laboratório do Brasil” (Editora Funarte). Fez parte da Ocupação do Teatro Serrador, vencedora do Prêmio Shell 2012 na Categoria Especial. Em 2010, foi indicado, junto com o grupo Os inclusos e os sisos, ao Prêmio Faz Diferença. Escreveu para programas de televisão, como “Noite de arrepiador” e “Casamento blindado” (Record), “Domingão do Faustão” (Globo), “Sem análise” (Multishow) e “Comédia MTV”.

Atualmente, é jurado do Prêmio Zilka Salaberry e roteirista do programa “Zorra”, da Rede Globo, indicado ao Emmy Internacional de melhor programa de humor.

 

Alexandre Regis

Ator com 50 anos de carreira, Alexandre Regis começou a atuar aos 4 anos de idade. Trabalhou nos principais programas de humor da televisão, entre eles “Viva o gordo”, “Balança mas não cai” e “A praça é nossa”. Atualmente, integra o elenco do novo “Zorra”, da Rede Globo. Dirigiu diversos shows e espetáculos, entre eles “Nós na fita”, “Na mira do gordo”, “Fome zero, pizza dez” e “Buraco da Lacraia Dance Show”.

 

SERVIÇO

“O baterista”

Temporada de 3 de março a 22 de abril de 2020

Local: Teatro Poeira

Endereço: Rua São João Batista 104 – Botafogo

Sessões: terças e quartas-feiras, às 21h

Sessões com intérprete de libras: dias 17 de março e 15 de abril

Duração: 1 hora

Ingressos: R$ 60 (inteira) – R$ 30 (meia)

Informações: (21) 2537-8053

Classificação: 14 anos      

Aquilo que acontece entre nascer e morrer

Diante da vida, como lidar com a morte? Diante da morte, como lidar com a vida? Partindo destas questões, surgidas a partir da morte trágica de seus pais num acidente de trânsito, que o diretor e ator Fabricio Moser iniciou uma pesquisa artística que resultou no espetáculo “Aquilo que acontece entre nascer e morrer” que, após uma temporada de sucesso, volta em cartaz de 7 a 29 de março na Casa 136, em Laranjeiras.

A dramaturgia da peça toma como parâmetros dramáticos os verbos nascer e morrer, com base nas experiências autobiográficas do artista e do público. Com uma atmosfera artesanal, Fabricio articula todos os elementos da encenação — luz, som e projeção — e convida o público a conhecer sua história como se estivesse na sala de casa, entre abajures, caixas com objetos pessoais e os quadros que ele pinta. Para conduzir a narrativa documental, a atuação aposta no cruzamento de diferentes linguagens artísticas, transitando entre a performance, a contação de histórias, a dança e o audiovisual. O trabalho é fruto do encontro do ator e diretor com artistas de diversas áreas, como Cassiana Lima Cardoso, Gabriel Morais, Gabriela Lírio, Ricardo Martins, Silvana Rocco e Tato Teixeira.

Em determinados momentos da peça, motivada pelas questões que sustentam o espetáculo, a plateia é convidada a dividir suas experiências.Em cena, Fabricio coloca no horizonte da criação artística as vozes do passado, do presente e do futuro, entre memórias e variados documentos. Artista e plateia são confrontados a buscar, por meio do teatro, a força dramática da vida numa tentativa de assegurar um sentido à jornada humana.

“Acredito que o teatro é um espaço onde podemos transformar nossos dramas pessoais em experiências coletivas de aprendizado e assim descobrir, através dele e a cada novo encontro entre artista e público, um pouco mais sobre a natureza e o sentido da vida, com toda a poesia e toda a crueldade que ela tem”, analisa Fabricio. “A cena, o instante que nos é dado de presente através do encontro proporcionado pelo teatro se torna, então, um espaço fértil para evocar o passado e fortalecer a nossa caminhada em direção ao futuro”, acredita.

Cada apresentação de “Aquilo que acontece entre nascer e morrer” provoca no público uma sensação particular e, com isso, uma resposta diferente às perguntas colocadas pela peça. Para o artista, o teatro existe por meio desse risco e das relações de troca: ele nasce da presença e sobrevive através do encontro, da interação e do conhecimento que pode ser adquirido com ele.

“Se morrer e nascer são os verbos que delimitam aquilo que entendemos por vida e a vida é uma sucessão de nascimentos e mortes, o teatro, que nasce e morre diante dos nossos olhos a cada vez que acontece, pode ser compreendido como um grande ritual de passagem, em que viver pode ser um limite”, acredita. “O desejo é proporcionar um espaço de experiência significativa tanto para o público quanto para mim. Essa me parece a melhor forma de aprender sobre a vida – e investigar o sentido dela, no teatro, é uma inclinação dos meus trabalhos artísticos”, defende.

PESQUISA AUTOBIOGRÁFICA E DOCUMENTAL

Esta não é a primeira vez que Fabricio Moser compartilha experiências pessoais no seu fazer teatral. O desafio de abordar dramas íntimos surgiu em “duo SOBRE DESVIOS” (2012) e se intensificou em “Laura” (2015), quando o artista partiu em busca da história da avó materna, assassinada em 1982.

“A morte dos meus pais durante o processo criativo da segunda peça, em 2014, e a necessidade de renascer, de alguma forma, depois disso tudo, foram sinais para continuar minha pesquisa autobiográfica e documental no teatro”, conta Fabrício, que já apresentou suas peças anteriores em temporadas em diversas cidades do Brasil, além de Portugal e Espanha.

A primeira temporada de “Aquilo que acontece entre nascer e morrer” foi 9 de novembro a 15 de dezembro de 2019, na Casa Quintal de Artes Cênicas, com casa cheia em todas as apresentações.

SOBRE FABRICIO MOSER

Fabricio Moser é ator, diretor, professor e pesquisador do teatro. Doutorando em Artes Cênicas na USP, é também Mestre (UNIRIO/2011) e Bacharel (UFSM/2006) em Artes Cênicas. Natural do Mato Grosso do Sul e morando no Rio de Janeiro desde 2009, seus recentes trabalhos artísticos são os solos autobiográficos “Aquilo que acontece entre nascer e morrer” (2019) e “Laura” (2015), e “duo SOBRE DESVIOS” (2012) — encenação em parceria com Cadu Cinelli —, peças que circularam por cidades como Curitiba, Campo Grande, Belo Horizonte e Recife, fizeram temporadas no Rio de Janeiro e em São Paulo, e chegaram a Portugal e Espanha, colecionando matérias, críticas e artigos em revistas especializadas e dissertações.

Foi jurado em festivais e editais, como o SESI Cultural 2018 – Teatro Adulto, e atualmente realiza as intervenções “Converso sobre Política” e “Dou ouvidos pra quem abrir seu coração”, ministra oficinas e consultorias, e atua como pesquisador, participando, em 2016, do Seminário Nacional Histórias do Teatro Brasileiro, do SESC.

Desde 2012 é professor de teatro do Instituto Priorit, onde atende pessoas com Autismo e TDAH, e desde 2018 é professor do CBI of Miami, atuando na Pós-graduação em Transtorno do Espectro Autista. Foi professor de teatro do Segundo Turno Cultural, da Prefeitura do Rio, entre 2013 a 2016, e do SESC São João de Meriti, em 2017. Entre 2012 e 2015 integrou a Cia. Enviezada, atuando em “Caminhos”, uma intervenção urbana, encenada em festivais, como a Virada Cultural de SP, e fomentada por editais, como o Prêmio Funarte e Fomento Carioca.

Manteve, entre 2010 e 2012, o Teatro de Maquinaria, onde realizou “Cidade em FotoDrama” (2011), “O Amor das 3Laranjas” (2012), e um intercâmbio com o diretor italiano Enrico Fasella, ações que circularam pelo Rio de Janeiro, Maranhão, São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. Entre 2002 e 2009 trabalhou no Rio Grande do Sul, em Mato Grosso do Sul e em São Paulo, dirigindo grupos e atuando como professor no contexto universitário, em comunidades indígenas e centros de atenção psicossocial. Sua trajetória artística motivou entrevistas e ensaios, publicados em obras como Vozes do Teatro (2010), revistas de arte como Meio Tom – Poesia e Prosa e Arte Brasileira, e veiculadas na Rádio Cultura, de São Paulo, e a Rádio MEC, do Rio de Janeiro.

 

SERVIÇO:

“Aquilo que acontece entre nascer e morrer”

Apresentações: de 7 a 29 de março – sábados e domingos, às 20h.

Local: Casa 136 – Rua Ipiranga 136, Laranjeiras.

Ingressos: contribuição voluntária.

Gênero: autoficção. Duração: 60 min. Lotação: 30 lugares. Classificação indicativa: 16 anos.

 

FICHA TÉCNICA:

Criação, Direção e Atuação: Fabrício Moser.

Colaboração Artística: Cassiana Lima Cardoso, Gabriel Morais, Gabriela Lírio, Ricardo Martins, Silvana Rocco e Tato Teixeira.

Programação Visual: Davi Palmeira.

Consultoria Audiovisual: André Boneco.

Produção: Fabrício Moser e Gabriel Morais.

O Menino das Marchinhas – Braguinha para Crianças

Sucesso de público e de crítica, o musical infantil O Menino das Marchinhas – Braguinha para Crianças volta ao cartaz, no dia 07 de março, para quatro apresentações no Teatro Clara Nunes, no Shopping da Gávea, esticando o Carnaval por mais duas semanas. O espetáculo faz parte do projeto ‘Grandes Músicos para Pequenos’, criado pela produtora Entre Entretenimento com o objetivo de levar para os palcos nomes importantes da cultura brasileira em montagens que mesclam biografia e canções do artista escolhido. Fazem parte do projeto também “Raulzito Beleza”, “Bituca”, “Tropicalinha” e “Luiz e Nazinha”.

Grandes sucessos como “Balancê”, “Cantores do Rádio”, “Pirulito que bate bate”, “Carinhoso”, “Chiquita Bacana”, “Pirata da Perna de Pau”, “Tem Gato na Tuba”, “Yes, nós temos bananas” transportam o público aos divertidos carnavais de rua da década de 20. O resultado é um programa que agrada a toda a família. “Durante as temporadas anteriores, era comum vermos avós e netos numa sessão e aquela mesma avó em outra sessão sem os netos, mas com as amigas”, conta o diretor do espetáculo Diego Morais. “Nossa ideia é criar espetáculos com conteúdo atraente para as famílias, para aproximar as gerações”, destaca Pedro Henrique Lopes, autor do texto e ator do musical.

A peça conta a história de Carlinhos, um garoto que ouvia música em todo lugar por onde passava. A avó dele, pianista clássica, sempre estimulava a musicalidade do menino, mas o pai era contra. Carlinhos se junta a alguns amigos de escola e começa a criar belas canções de Carnaval. De forma engraçada e emocionante, O Menino das Marchinhas – Braguinha para Crianças trata de temas como o valor da família, da amizade e das relações humanas, a perseverança na busca por um sonho, a criatividade e a cooperação artística entre as crianças.

O espetáculo estreou em outubro de 2016 e já foi assistido por mais de 20 mil pessoas. Foi aclamado com indicações ao Prêmio CBTIJ de Teatro para Crianças 2016: Melhor Espetáculo, Melhor Texto Original (Pedro Henrique Lopes), Melhor Direção (Diego Morais), Melhor Ator (Pedro Henrique Lopes), duas indicações para Ator em papel Coadjuvante (Augusto Volcato e Rodrigo Morura), Atriz em papel Coadjuvante (Martina Blink), Música Adaptada, Trilha Sonora ou Direção Musical (Claudia Elizeu), Coreografia (Victor Maia), Direção de Produção (Entre Entretenimento) e ainda a menção especial a Diego Morais e Pedro Henrique Lopes, pelo projeto Grandes Músicos para Pequenos – vencerem as duas últimas categorias citadas. No Prêmio Zilka Salaberry 2016, o espetáculo foi indicado como Melhor Roteiro Original. Além disso, no Prêmio Botequim Cultural 2016, foi indicado como Melhor Espetáculo Infantojuvenil, Melhor Ator (Pedro Henrique Lopes) e Melhor Direção (Diego Morais).

Grandes Músicos para Pequenos

Luiz e Nazinha – Luiz Gonzaga para Crianças marcou a estreia do projeto “Grandes Músicos para Pequenos”, criado com o intuito de apresentar a vida e a obra de importantes compositores para as novas gerações. Depois, vieram O Menino das Marchinhas – Braguinha para Crianças, que estreou em 2016 e foi premiado em três categorias pelo CBTIJ –  Melhor Atriz em Papel Coadjuvante (Martina Blink), Direção de Produção (Entre Entretenimento) e Prêmio Especial pela qualidade do projeto (Diego Morais e Pedro Henrique Lopes), além de outras 12 indicações – Bituca – Milton Nascimento para crianças, de 2017, vencedor do Prêmio CBTIJ de Melhor Ator (Udylê Procópio) e de quatro estatuetas no Prêmio Botequim Cultural: Melhor espetáculo infanto-juvenil, Melhor Direção (Diego Morais), Melhor Roteiro (Pedro Henrique Lopes) e Melhor Atriz Coadjuvante (Aline Carrocino), além de outras 11 indicações – e Tropicalinha – Caetano e Gil para Crianças, de 2018, vencedor dos prêmios Brasil Musical 2018 de Melhor espetáculo Infantil, Musical Rio 2018 como Melhor Espetáculo Infantil, e Botequim Cultural de Melhor Direção Infanto Juvenil, além de outras 8 indicações. O mais recente, Raulzito Beleza – Raul Seixas para Crianças (2019), está concorrendo ao Prêmio CBTIJ 2019 nas categorias Melhor Ator (Rodrigo Salvadoretti) e Cenário (Clivia e José Cohen), além de Melhor espetáculo Infantil no Prêmio Musical Rio.

As cinco peças juntas já foram vistas por mais de 200 mil espectadores. O objetivo do Grandes Músicos para Pequenos é apresentar a vida e a obra de importantes compositores para as novas gerações e promover o resgate da cultura brasileira através de espetáculos que envolvam toda a família em experiências inesquecíveis.

“A ideia é trazer o legado de uma cultura quase esquecida para as novas gerações, com um conteúdo atraente para as famílias”, descreve Pedro Henrique Lopes, autor das peças do projeto. “Queremos criar experiências de entretenimento inesquecíveis e marcantes, onde o espectador participe de forma ativa”, explica o diretor Diego Morais.

Mais sobre o espetáculo e o projeto em: www.grandesmusicosparapequenos.com.br

 

Entre Entretenimento

A Entre é uma empresa de produção cultural e inovação em entretenimento fundada pelo diretor Diego Morais e pelo ator e dramaturgo Pedro Henrique Lopes. O objetivo da dupla é valorizar a cultura do nosso país através da criação e da viabilização de projetos inéditos e de alta qualidade artística que dialoguem com a história e as manifestações culturais do Brasil. Emoção, cultura, educação, história e momentos de extrema diversão estão na pauta dos projetos da empresa, assim como a criação de soluções culturais memoráveis para marcas, companhias e consumidores através de: comprometimento artístico-cultural; inovações em marketing; soluções transmidiáticas e envolvimento social. Saiba mais em www.entreentretenimento.com.br.

TIJOLINHO:

O Menino das Marchinhas – Braguinha para Crianças. Musical Infantil. De Pedro Henrique Lopes. Dir. Diego Morais. Dir. Musical Cláudia Elizeu. Com Pedro Henrique Lopes, Erika Riba, Augusto Volcato, Jean Pontes e Beto Vandesteen. Baseado em trechos reais da infância e juventude do compositor Braguinha, o espetáculo conta a história de Carlinhos, um menino que ouve música em todo o lugar. A peça transporta os espectadores para os divertidíssimos carnavais de rua do Rio de Janeiro de 1920. (53 min) Teatro Clara Nunes. Shopping da Gávea. Sáb e Dom, às 16h. R$ 70 (inteira), R$ 35 (meia) Livre. 07 a 15/03.

 

Ficha Técnica:

 

Direção: Diego Morais

Direção Musical: Claudia Elizeu

Roteiro original: Pedro Henrique Lopes

Coreografias: Victor Maia

Elenco: Pedro Henrique Lopes (Carlinhos), Erika Riba (Dona Isaura), Jean Pontes (Henrique), Augusto Volcato (Alvinho) e Beto Vandesteen (Sr. Jerônimo Braga)

Cenário e figurinos: Clívia Cohen

Iluminação: Pedro Mendonça

Produção e realização: Entre Entretenimento

 

Serviço:

 

O Menino das Marchinhas – Braguinha para Crianças

Temporada: 07 a 15/03/2020

Teatro Clara Nunes (Shopping da Gávea) – Rua Marques de São Vicente, 52 – 3º andar – Gávea – Rio de Janeiro – RJ.

Telefone: (21) 2274-9696

Dias e horários: Sábados e domingos, às 16h

Ingressos: R$ 70 e R$ 35 (meia-entrada)

Lotação: 743 pessoas

Duração: 60 minutos

Classificação: Livre

Funcionamento da Bilheteria: Todos os dias, de 13h às 21h.

“Sapathos” na SP Escola de Teatro

Num formato que remete às “palestras-performances”, o espetáculo “Sapathos” explora os temas do preconceito e da memória. Costurando acontecimentos veiculados diariamente, uma colcha de retalhos se desenha – e informações disparatadas desfilam diante do espectador, sem dar fôlego para que haja digestão da poluição de fatos a que somos submetidos rotineiramente – soterrando de lama a poesia e a alma. O banal e o trágico se misturam, sem critério aparente. Procura-se, com a investigação, dar voz àquelas dores históricas que as contingências e o cenário social insistem em calar.

Ficha Técnica:
Texto: Sergio Zlotnic
Direção: Gabi Costa; Paula Barros Diva; Sergio Zlotnic
Assistência de Direção: Ricardo Koch Mancini
Elenco:  And Costa, Gabi Costa, Ricardo Koch Mancini, Rodrigo Melgaço, Sergio Zlotnic e Well Almeida
Atores convidados (em participação por vídeo):
David Wendefilm  e Tom Vieira
Sonoplastia: Alex Matos e Jomo Faustino
Iluminação: Georgia Ramos e Wagner Pinto
Design Gráfico: Pedro Cipis
Arte e Assistência de Criação : Tom Vieira
Videoarte e Legendas : Sam Ludd e Tom Vieira
Produção: Leonardo Monteiro
Performance de recepção e apoio técnico: Isabella Rockfield
Fotografia: Rodrigo Meneghello
Filmagem da peça in loco:  Sam Ludd
Assessoria de Imprensa: Macida Joachim
Agradecimentos: Diogo Carvalho, Elisa Band, Giovana Gallucci– Gustavo Ferreira, Ivam Cabral, Lucia Camargo e Pierre Willm
Dedicado à memória de Alberto Guzik e Noemi Altman.

Serviço:
SAPATHOS – Para maiores de 12 anos.
Sextas 21h – sábados 19 h – domingos 19 h – segundas 21 h.
De 6 de março até 23 de março de 2020.
Dias 6, 7, 8, 9, 13, 14, 15, 16, 20, 21, 22 e 23 de março [12 apresentações]
SP Escola de Teatro – Sala Hilda Hilst – Praça Roosevelt, 210 – Centro – SP – tel 11 – 37758600.
Ingressos R$ 40,00 inteira e R$ 20,00 meia
Venda de ingressos na bilheteria, uma hora antes do espetáculo em dinheiro ou através do Sympla a partir do dia 2 de março:

https://www.sympla.com.br/saphatos__795747

Sobre a Cia: a Cia OS ZZZLOTS se forma em 2010, e explora as diversas linguagens teatrais, privilegiando os erros e equívocos, como ingredientes fundantes do ato criativo. O coletivo se situa na zona de borda entre o campo das artes e a letra de Freud. Buscando a poesia oculta, nos tristes dias que correm, as irrelevâncias são tomadas pelo grupo como bússola.

Histórico da Cia:  Além de temporadas com espetáculos de seu repertório, outros eventos da Cia ZZZlots são participações em festivais de teatro, leituras dramáticas – e cursos, palestras, conferências e debates em instituições e escolas de teatro de São Paulo (entre outros espaços, estivemos no SESC, na SP Escola de Teatro, no MAM, na Casa do Saber).

Espetáculos:
Andai, Duck! Temporada: janeiro, teatro Sergio Cardoso, SP, 2018.
Berenice Morre. Temporada: julho na SP Escola de Teatro, SP, 2016.
Cismei, vou parir! Temporada: Teatro Satyros I, julho, São Paulo-SP. 2015.
Confesso. Temporada: junho, Teatro Satyros I, 2014.
Ode ao Teatro. Temporada: Teatros Satyros I, 2013.
As cinco peças foram publicadas em livro em 2019: “Cinco peças curtas da cia os zzzlots”, Editora Giostri, São Paulo, 2019.

Sites da Cia:
https://ciazzzlots.wixsite.com/oszzzlots
e https://cargocollective.com/oszzzlots

Sobre Sergio Zlotnic: Pós-doutor em Psicanálise pelo IPUSP. Pesquisador dos diálogos entre as construções freudianas e o Campo das Artes. Colaborador e colunista da SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco, desde 2010. Professor convidado em debates sobre o tema Freud/Artes Cênicas em diversas Instituições: SESC; Casa do Saber; MAM; UNIBES Cultural. Autor do livro de ficção “Baleiazzzul”, pela ed. Hedra, 2013 – e também dos livros teórico-clínicos “Gestalt Terapia e Transferência”, ed. Zagodoni e “A Metapsicologia da Atenção Flutuante”, ed. Giostri, ambos lan& cced il;ados em 2017; além de artigos em revistas de psicanálise e de teatro. Recentemente, publica o livro “Cinco peças curtas da Cia. os ZZZlots”, pela Editora Giostri [maio 2019]. No momento, realiza investigação na ECA USP, como pesquisador/colaborador, com bolsa do CNPq, num projeto cujo título é “língua no divã, língua no palco”, que tem como objeto de exame “o corpo do ator em cena”, supervisionado por Antonio Araujo, do Teatro da Vertigem.

“o que só passarinho entende” no Teatro Cesgranrio

o que só passarinho entende é um espetáculo teatral da Cia CobaiaCênica de Rio do Sul/SC, onde o ator pernambucano Samuel Paes de Lunaconta a história de uma personagem que vive no Vale do Jequitinhonha, nointerior do estado de Minas Gerais, mesclando com memórias de sua própriahistória em sua terra natal: Limoeiro. O espetáculo apresenta, de maneiralúdica e poética, a singularidade de uma mulher que, apesar de marcada pelasintempéries da vida, carrega a convicção de que o real valor e beleza de suaexistência estão no conhecimento empírico, diretamente ligado à natureza.Baseado no conto Totonha, do livro Contos Negreiros do autor tambémpernambucano Marcelino Freire, e inspirado na obra de Manoel de Barros, otexto de Agatha Duarte questiona os reais valores do ser humano, aquilo querealmente é necessário para estarmos em harmonia onde e com quemvivemos, e faz um contraponto necessário ao comportamento do homemcontemporâneo.A peça ​o que só passarinho entende​, dirigida pelo ator e diretorriosulense Thiago Becker, transpõe para a cena um cotidiano simples,explorando a poesia de uma maneira singela de se viver, sem deixar demergulhar fundo numa realidade que diz respeito a toda sociedade, abordandoquestões como a solidão, o abandono, a seca e o conhecimento popular emcontraponto ao erudito.

A peça estreou em outubro de 2018, encerrando a Feira do Livro de Riodo Sul e contou com a presença dos autores Marcelino Freire e Agatha Duartepara um bate-papo no final.Este trabalho, que já passou pelo 20° Festival Recife do Teatro Nacionalem novembro de 2018, foi selecionado para o Circuito Sesc EmCenaCatarina2019 onde passou por 24 cidades do estado de Santa Catarina de setembro anovembro de 2019.Serviço:Espetáculo: O que só passarinho entendeData: 06 a 29 de marçoDia/Horário: Sexta e Sábado 20h / Domingo 19hLocal: Teatro CesgranrioEndereço: Rua Santa Alexandrina, 1011 – Rio Comprido, Rio de Janeiro – RJTel.: (21) 2103-9682Ingressos: R$40,00 / R$20,00

Ficha Técnica:Dramaturgia: Agatha DuarteConto Totonha: Marcelino FreireDireção: Thiago BeckerAtuação: Samuel Paes de LunaCenografia: Thiago BeckerCenotécnico: Edolino Neza SabinoFigurino: Cissa GuerraTrilha: Rodrigo FronzaProdução: Cia Cobaia CênicaDuração: 70 minutosClassificação Indicativa: 10 anosContatos: 21 979616647 / 47 996011115Sinopse:“​Oquesópassarinhoentende”éumespetáculoqueapresentademaneiralúdicaepoéticaasingularidadedeumamulherque,apesardemarcadapelasintempériesdavida,carregaaconvicçãodequeorealvalorebelezadesuaexistência estão no conhecimento empírico, diretamente ligado à natureza.

Samuel Paes de Luna (ator)Samuel Paes de Luna, pernambucano, é ator, bailarino e produtor cultural.Formado na Escola Técnica Estadual de Teatro Martins Pena/RJ, em 2012.Atualmente reside em Rio do Sul, onde participa da Cia Artística Cobaia Cênicade Teatro e trabalha como professor de teatro na Fundação Cultural da cidade.Neste ano de 2019, estreou a contação de histórias Miguel, o cavalivreiro doPaís Sem Nome contra o dragão Ignorâncio na Feira do Livro de Rio do Sul, naqual também lançou o livro A Lenda do Rio Bernunça, ambos de sua autoria epara o público infantil; Em um lugar chamado Lugar Nenhum em parceria entreCobaia Cênica e Grupo Raiz e; a peça Romã. Circulou 24 cidades de SantaCatarina pelo EmCenaCatarina 2019 do SESC com o espetáculo o que sópassarinho entende. Com esse mesmo trabalho participouda mostra de teatro Cena Rio do Sul Embaixo da Ponte; em Pernambuco nosSESC’s LER São Lourenço da Mata e Surubim; Teatro Hermilo Borba Filho noRecife; no Rio de Janeiro SESC’s Quitandinha e Niterói; Teatro SESI Firjan emJacarepaguá; Teatro Armando Costa da Escola Técnica Estadual de TeatroMartins Pena; em 2018 Festival Recife do Teatro Nacional e encerrando aFeira do Livro de Rio do Sul que contou com a participação do autor MarcelinoFreire(SP) e Agatha Duarte(RJ). Com a versão leitura encenada do trabalhocirculou quatro cidades do interior de Pernambuco (Vitória, Bezerros, Goiana,Escada e Bonito), além de diversas apresentações em unidades do InstitutoFederal Catarinense, Biblioteca Nereu Ramos, feiras literárias de PresidenteGetúlio/SC e Pouso Redondo/SC. Participa como ator convidado da Cia deTeatro da Fundação Cultural de Rio do Sul no espetáculo O Auto daCompadecida.

Ministra a contação-oficina Conta pra mim? Por onde a criatividadeescapa baseado no texto A Lenda do Rio Bernunça de sua autoria e oficina deteatro Brincantes. Participou do espetáculo Balé Ralé da Cia Teatro deExtremos/RJ, texto de Marcelino Freire e direção de Fabiano Freitas, queesteve em cartaz no ano de 2018 no SESC Copacabana/RJ e SESCIpiranga/SP. Participou ainda de diversas montagens como Maia – A Lenda daMenina Água (Trupe do Experimento); Cidade das Donzelas (Troupp PasD’Argent); Sopro e Nossos Espaços Vazios (Núcleo de Pesquisa Corporal emDança para Atores); dentre outros. Em cinema, participou dos curtas AquiDentro dirigido por Gabriel Garcia (SC) e da websérie policial Sob Evidênciasdo Coletivo Alô Produção(SC). Também foi elenco do curta Mais Uma Noite, daUFF e Rei de Mim da produtora Melé. Fez parte do elenco da websérie BemAventurados da Fundação Cesgranrio, disponível no canal do youtube. Na TV,participou das novelas Além do Horizonte, Salve Jorge, Velho Chico, A Lei doAmor, Malhação, Rock Story, Segundo Sol e da série Justiça da Rede Globo; ORico e Lázaro, Belaventura e Jesus da Rede Record.Compôs o elenco da 2a Oficina de Atores para TV e Cinema da FundaçãoCesgranrio.

Peça ´Enquanto estamos juntos´ faz curta temporada no Rio

Depois da estreia, em Brasília, o espetáculo ´Enquanto estamos juntos´ faz curta temporada no Rio, no teatro Fashion Mall, em São Conrado, de 07 a 22 de março,  sábados, às 21h, e domingos, às 20h. No elenco, a atriz Rebeca Reis e o ator e diretor Bernardo Felinto, que assina o roteiro, ao lado de Isabelle Borges.

O espetáculo conta a história do casal Klei e Julia, que se conhece em um bar, se apaixona e inicia um romance com todos os detalhes e problemas que um relacionamento oferece. A partir daí, entra um dos grandes diferenciais da peça, quando cada expectador da plateia é transformado em terapeuta, e os personagens começam a relatar as suas maiores angústias. Além disso, os atores fazem pequenos monólogos, expondo as suas verdadeiras opiniões sobre relacionamento.

“A ideia surgiu porque decidi falar sobre um relacionamento focando no término, e não no início do amor. Para isso, busquei misturar drama e suspense, com uma boa pitada de comédia, levando o espectador a se envolver na trama”, diz o brasiliense Bernardo Felinto, formado pela New York Film Academy, nos Estados Unidos. No teatro, já atuou em mais de 25 peças, entre elas, `Não durma de conchinha´ e `Tudo Sobre Nossa Vida Sexual`, onde também assinou o roteiro. Na televisão, no ano passado, foi Kaara, um dos vilões de `Órfãos da Terra´, da TV Globo. Na mesma emissora esteve em ´Joia Rara´ e `Malhação´. Fundou o canal de humor `Só 1 Minuto´, com mais de 30 milhões de visualizações e 185 mil inscritos no Youtube. No cinema, fez uma participação no longa `Minha mãe é uma peça 3´, do ator Paulo Gustavo.

´Enquanto estamos juntos´ também virou curta-metragem e será lançado em março, em Brasília. Com os mesmos atores em cena, o projeto foi filmado, em 2019, e, em breve, estará em grandes festivais no Brasil e exterior.

 

SERVIÇO:

 

Peça: ‘Enquanto estamos juntos’

Local: Teatro Fashion Mall

Endereço: Estrada da Gávea, 899 – São Conrado, Rio de Janeiro

Telefone para informações: (21) 2111-4444

Temporada: 07 a 22 de março

Dias e horários: Sábados – 21h / Domingos – 20h

Valor dos ingressos: R$60

Link para compras online: https://bileto.sympla.com.br/event/64523

Forma de pagamento: Dinheiro e cartões de crédito e débito: Visa, Mastercard, Elo e Amex.

Duração do espetáculo: 70 minutos

Classificação etária: 14 anos

Lotação: 200 lugares

O teatro tem acesso para deficientes / acessibilidade? Tem acesso e cadeiras especiais.

Ficha Técnica:

Roteiro: Bernardo Felinto e Isabelle Borges

Elenco: Bernardo Felinto e Rebeca Reis

Iluminação: Camilo Soudant

Sonoplastia: Rodrigo Jolee

Produção executiva: Rafael Salmona e Bernardo Felinto 

Cenário e figurino: Bernardo Felinto e Rebeca Reis

Fotos de estúdio: Felipe Barreira / Grupo Magneto

Arte gráfica: Adriano Goulart / Grupo Magneto

Imagens da peça para divulgação: Rafael Morbeck

Assessoria de imprensa: GMP Assessoria de Imprensa

Gracias a La Vida ou Os Últimos Dias de Solidão de Robinson Crusoé

Livremente inspirado na obra de Jérôme Savary, na cultura latina e na célebre Violeta Parra, o espetáculo Gracias a La Vida ou Os Últimos Dias de Solidão de Robinson Crusoé estreia no dia 6 de março, sexta, no Teatro Nair Bello, às 21 horas.

A montagem é uma realização da Escola de Atores Wolf Maya, com adaptação e direção de Kleber Montanheiro, tendo no elenco alunos formandos da turma M6A da Escola. A temporada vai até o dia 15 de março com sessões às sextas-feiras e aos sábados, às 21 horas, e aos domingos, às 19 horas.

A peça é uma epifania lítero-carnavalizada circense, que conta a história de um homem que, após um naufrágio, consegue chegar a uma ilha deserta próxima, onde vive em profunda solidão. A lenda diz que esse homem existiu e a ilha se localiza no Chile. Ela foi primeiramente nomeada Santa Cecilia pelo seu descobridor, o capitão espanhol que ali chegou, oficialmente, em 22 de novembro de 1574. Numa época desconhecida, foi também chamada pelo nome do seu descobridor e, mais recentemente, por Más a Tierra (ou “Mais Próxima de Terra”).

 

O marinheiro escocês Alexander Selkirk permaneceu ali solitário por mais de quatro anos. Os relatos do navegante teriam dado vida a Robinson Crusoé, famoso personagem do livro homônimo de Daniel Defoe. A ilha tornou-se famosa por causa dessa história e, em 1966, o governo chileno deu-lhe o nome da personagem. O romance foi, originalmente, publicado em 1719, no Reino Unido, em forma de folhetim no The Daily Post, sendo o primeiro romance-folhetim da história. A obra é uma autobiografia fictícia da personagem-título, que passou 28 anos em uma remota ilha tropical próxima a Trinidad, refletindo sobre ética e moral, enfrentando canibais, cativos e revoltosos, antes de ser resgatado.

A adaptação para os palcos por Jérôme Savary foi feita no início da década de 1970. O trabalho desse diretor e ator de teatro argentino-françês democratizou e ampliou o apelo do teatro musical na França, reunindo e misturando gêneros como ópera, opereta e comédia musical. Foi com a Compagnie Jérôme Savary – que evoluiu para Le Grand Magic Circus e, finalmente, para Le Grand Magic Circus et Ses Animaux Tristes – que Savary encontrou o teatro de variedades, o circo-teatro e a linguagem burlesca.

Gracias a La Vida ou Os Últimos Dias de Solidão de Robinson Crusoé faz um paralelo com a atualidade – debochada, feroz e crítica, nessa montagem, adaptada e aproximada ao Brasil de nossos dias pelo diretor Kleber Montanheiro.

FICHA TÉCNICATexto: Estudo sobre a obra de Jérome Savary. Direção, adaptação e trilha: Kleber Montanheiro. Preparação vocal: Alessandra Zalaf. Criação de Luz: Beto Martins. Figurino: Elenco. Cenário: Kleber Montanheiro. Assistentes de direção: Douglas Lori Parisoto, Julia Chinelatto Eleutério, Madu Araújo e Milena de Almeda Silva. Produção executiva: Maristela Bueno. Produção: Rodrigo Trevisan e Renato Campagnoli. Designer gráfico: Felipe Barros. Coordenação pedagógica: Josemir Kowalick. Coordenação geral: Hudson Glauber. Realização: Escola de Atores Wolf Maya. Elenco: Bia Méll, Carol Lazarin, Catharina Viezzer, Edu Queiroz, Fernanda Novoa, Flávio Macch, Gonçalo Segre, Hiago Trindade, Letícia Nerak, Luana Pessi, Lucas Lorca, Nathi Oliveira, Raffah Beletti, Raissa Abreu, Ramon Fischer, Ricardo Paiva, Sabrina Nask, Sarah Angelis, Vic Baccarelli e Vinicius Fontana.

Serviço

Espetáculo: Gracias a La Vida ou Os Últimos Dias de Solidão de Robinson Crusoé

Temporada: 6 a 15 de março de 2020

Horários: sextas e sábados (às 21h) e domingos (às 19h)

Ingressos: R$ 30,00 (vendas na bilheteria do teatro)

Gênero: Tragicomédia. Duração: 90 min. Classificação: 12 anos.

Bilheteria: quarta a sábado (15h às 21h) e domingo (15h às 19h).

Teatro Nair Bello

Rua Frei Caneca, 569 – Shopping Frei Caneca, 3º Piso. Centro – SP/SP.

Tel: (11) 3472-2414. Capacidade: 201 lugares.

Ar condicionado. Acessibilidade.

http://wolfmaya.com.br/| Nas redes: @escolawolfmaya

“Mulher Multidão” no Laura Alvim

Ao se aprofundar no movimento feminista, a poeta e performer Maria Rezende sentiu a urgência de criar um espetáculo que, com potência e humor, mostrasse as forças e fragilidades da mulher contemporânea. Assim nasceu “Mulher Multidão”, que, depois de ensaios abertos no Rio e em Salvador, estreia, dia 10 de março, na Casa de Cultura Laura Alvim/Espaço Rogério Cardoso, em Ipanema, um espaço da FUNARJ. Temas como amor, autoestima, relacionamento abusivo, estupro e a relação com o próprio corpo são levados à cena em poemas autorais dos quatro livros da artista e obras de poetas novas e consagradas.

 

Ao idealizar Mulher Multidão”, Maria Rezende, que tem um trabalho de 20 anos com a poesia falada, se cercou de referências. Além dos movimentos feministas contemporâneos e em notícias de jornal, a poeta se inspirou em  livros como “The Beauty Myth”, de Naomi Wolf; “Mulheres que correm com lobos”, de Clarissa Pinkola Estés; “Os homens explicam tudo para mim”, de Rebecca Solnit; Teoria King Kong”, de Virginie Despentes, e na poesia de Adélia Prado, Elisa Lucinda, Viviane Mosé, Mel Duarte, Marina Colasanti, entre outras artistas.

 

“Quero jogar luz sobre a constante pressão sofrida pelas mulheres, os ideais inatingíveis de beleza, a exigência da perfeição do corpo e da juventude, a inequidade salarial, a transformação do desejo de “poder ser tudo” na obrigação de “ter que ser tudo”, a violência física, sexual, moral, e também nossas potências, a força do sagrado feminino, a escolha ou não pela maternidade e a delicadeza dos afetos”, enumera Maria.

 

O projeto começou a ser idealizado após o encontro com a cantora espanhola Amparo Sanchéz, com quem criou a performance poética musical ‘Hermanas, desdobrada em disco e livro no ano passado. O bem-sucedido resultado do trabalho, cujo fio condutor era a força feminina, motivou Maria a aprofundar seu mergulho artístico no tema.

 

“Depois que a Amparo foi embora, fiquei órfã. Queria continuar a falar sobre as questões feministas e não poderia depender da presença dela porque, afinal, moramos muito longe. Então, resolvi criar um novo espetáculo, com outra seleção de poemas e conversas com a plateia entre as obras”, explica. “Eu descobri, há relativamente pouco tempo, que sou feminista. Eu achava que fosse um assunto resolvido, uma luta já ganha, porque a gente vota, faz sexo antes do casamento, se divorcia. Aí, comecei a ir a atos feministas e me identifiquei completamente. Eu acredito nessas batalhas porque, no final das contas, não chegamos onde queremos e ainda querem tirar direitos nossos. Temos muita luta pela frente!”, conclui.

 

Mulher Multidão” é um verso do poema “Pulso aberto”, escrito por Maria Rezende e dedicado ao uruguaio Eduardo Galeano, em que a poeta diz “Somos as que evitam o desastre / as que inventam a vida as que adiam o fim/ mulher, multidão”.

 

 

Sobre Maria Rezende

 

Maria Rezende é poeta, performer, montadora de cinema e televisão e celebrante de casamento. Publicou os livros “Substantivo Feminino” (2003), “Bendita Palavra” (2008), Carne do Umbigo (2015) e “Hermanas (2019), esse em parceria com Amparo Sánchez. Por sua poesia, recebeu elogios de nomes como Manoel de Barros, Eduardo Galeano e Ferreira Gullar. “É poesia substantiva mesmo. A mulher inteira dentro das palavras. Poesia é fenômeno de linguagem do que de ideias. Isso você sabe. Sendo assim, você é poeta”, elogiou Manoel de Barros sobre seu livro de estreia.

 

Em seus vinte anos de vida literária, se apresentou por todo Brasil e também em Portugal, Espanha e Argentina. Seu trabalho encantou o escritor Marcelino Freire, que diz na orelha de Carne do Umbigo: “Tua poesia, mulher, me faz caminhar. Sem peso, sou depois dela, para a eternidade, um outro sujeito. Minha costela, meu esqueleto. Eu te mando meus ossos por completo. Toda vez que te ouço recitar teus versos. Eu fico bambo, bobo. Fico elétrico.

 

 

 

Ficha técnica:

 

Concepção e idealização: Maria Rezende

Texto: Maria Rezende e poemas de Elisa Lucinda, Viviane Mosé, Mel Duarte, entre outras

Cenário: Larissa Cunha e Raphael Vinagre

Produção: Livian Das Valias

Luz: Fernanda Mantovani

Figurino: Estum

Design: David Lima

 

Serviço:

Mulher Multidão – Recital de Maria Rezende

Temporada: 10 de março a 1º de abril

Casa de Cultura Laura Alvim / Espaço Rogério Cardoso: Av. Vieira Souto, 176 – Ipanema

Telefone: (21) 2332-2015

Dias e horários: Terça e quarta, às 19h.

Ingressos: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia).

Lotação: 53 pessoas

Duração: 50 minutos

Classificação indicativa: 14 anos

Funcionamento da bilheteria: de terça a sexta, das 16h às 21h; sábado, das 15h às 21h, e dom e feriados, das 15h às 20h.

                                                      

“O Gigante Adamastor” na Mário de Andrade

Baseado no Canto V de Os Lusíadas, de Luiz Vaz de Camões, o espetáculo O Gigante Adamastor reestreia dia 1º de março, domingo, às 11 horas, no auditório da Biblioteca Mário de Andrade, com ingressos gratuitos.  A temporada vai até dia 29 de março. A peça ganhou o Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem Premiado , na categoria Melhor Iluminação (Robson Lima), e foi eleita uma das melhores de 2018 pelo Guia da Folha.

A peça conta a história de Pedro e seu irmão caçula Zito, moradores de uma cidade praiana que recebe um circo misterioso. Com a chegada da trupe e o sumiço de Pedro, Zito terá de desvendar grandes mistérios e enfrentar seres mitológicos nesse circo mágico. Em cena, os atores trocam de personagens para contar a história de um gigante que cai de amores por uma delicada ninfa que o rejeita. O sofrimento do grandalhão faz com que ele sopre sobre o mar, gerando ondas enormes no cabo das tormentas onde navios acabam naufragando. A encenação, segundo o diretor Roberto Morettho, não é realista.

Os atores fazem às vezes de narradores, personagens e ainda manipulam bonecos. Os papeis também não são fixos e nem dependem dos gêneros dos intérpretes –  o ator Wilson Saraiva também interpreta mulheres e as atrizes Diane Boda e Samira Pissinatto, homens. “A ideia de criar uma peça a partir do personagem do Gigante Adamastor, da obra de Camões, originalmente foi do Roberto Morettho (diretor) e dos artistas da companhia O Grito”, diz Heloisa Prieto, que assina o texto com os demais membros da cia.

Coxia aberta

 

“A coxia é aberta para que o público veja o que está sendo preparado para as próximas cenas. Longe do naturalismo ou do realismo, a peça encara o teatro como um jogo que vai sendo compartilhado com a plateia”, diz Roberto. A adaptação é do Canto V do livro Os Lusíadas (a maior obra portuguesa de todos os tempos), um poema épico sobre o período das Grandes Navegações. O Gigante Adamastor é uma figura simbólica criada pelo poeta para retratar os perigos e desafios enfrentados pelas embarcações portuguesas quando passavam perto do Cabo das Tormentas (também conhecido como Cabo da Boa Esperança), região localizada no extremo sul do continente africano.

Heloísa Prieto propôs uma sub-narrativa em que dois adolescentes e uma criança vivenciam uma situação parecida com a proposta pelo Canto V de Os Lusíadas. Os figurinos não correspondem ao gênero masculino ou feminino, o que contribui mais para a versatilidade dos artistas em seus diferentes papeis. A trilha sonora, baseada nos versos de Camões, acompanha o clima de todo o espetáculo, escapando do realismo e apostando nas sensações trazidas pelo livro do autor português. “Criamos uma trilha mais psicodélica e onírica”, conclui Roberto.

Críticas –

Nas palavras de Dib Carneiro Neto: “[…]é uma encenação vertiginosa, que não nos dá fôlego, e, ao final, não saímos cansados, saímos querendo mais.” (jornalista, crítico teatral e jurado do Prêmio APCA).

De acordo com Mônica Rodrigues da Costa: “…A música reforça o lirismo e inclui cantos belos, como o do início: O mar é casado/ O mar também tem mulher/ É casado com a areia/ Dá-lhe mil beijos quando quer…

(jornalista, especializada em criança, da Folha de S.Paulo, crítica teatral e jurada do Prêmio APCA)

Sinopse


Zito é irmão caçula de Pedro e o segue pela cidade toda, essa parceria fica em risco com a chegada de um circo misterioso na cidade e o sumiço do irmão mais velho. Para ter seu irmão de volta, Zito terá que desvendar grandes mistérios e enfrentar seres mitológicos nesse circo mágico.

 

Ficha Técnica

 

Direção e Encenação: Roberto Morettho. Dramaturgia: Cia O Grito, Inspirada no original de Heloisa Prieto. Elenco: Diane Boda, Samira Pissinatto e Wilson Saraiva. Direção Musical e Trilha Sonora: Maurício Maas. Assistência de Direção: Wilson Saraiva.  Participação Especial nas Trilhas: Manoela Amaral. Operação de Som: Roberto Morettho. Vozes dos Poemas: Julia Irajá e Matheus Manfrim. Iluminação: Robson Lima. Operação de luz: Tote Justino. Versão Musicada do poema Adamastor: Manoela Amaral. Coordenação de Cenário, Figurinos e Adereços: Telumi Hellen. Assistentes de Cenografia: Angeli Cristie, So Ra Lee e Gabriela Gatti. Oficina de Jogos e Brincadeiras Populares: Mestre Tião Carvalho (Grupo Cupuaçu). Confecção de Livro: Clau Carmo (Cenógrafo/Figurinista Convidado). Confecção de Bonecos das Personagens: Camila Olivetti, Paula Rosa. Assistente de adereços: Larissa Santos. Costura: Salete André Silva. Produção Geral: Wilson Saraiva. Produção Artística: Companhia O Grito. Fotos: Felipe Oliveira.

Serviço

 

O Gigante Adamastor. Reestreia: Dia 1º de março, domingo, às 11 horas. Local: Auditório Rubens Borba de Morais da Biblioteca Mário de Andrade. Rua da Consolação, 94 – República. Tel. (11) 3775-0020. Temporada: De 1º a 29 de março. Horário: Domingo, às 11horas. Ingressos grátis, senhas distribuída uma hora antes do início do espetáculo. Classificação: Livre. (indicada para crianças a partir de 6 anos). Duração: 50 minutos. Acesso para portadores de necessidades especiais. Capacidade: 175 lugares. Informações para a imprensa e fotos: Opera Prima Cultural / (11) 2157-3817 / 98303 18 17 – Com Vitor – info@operaprima.art.br

“Amor em 79:05” na Giostri Livraria Teatro

O ator Josemir Kowalick volta ao cartaz com o espetáculo Amor em 79:05”, na Giostri Livraria Teatro. A reestreia acontece no dia 7 de março, sábado, às 21 horas. A montagem é uma adaptação do diretor Elias Andreato para o livro homônimo de Vinícius Márquez, cuja estreia foi em 2016.

Com abordagem contemporânea, a montagem apresenta um escritor de meia idade em momentos de solidão, vivenciando o amor em seus múltiplos sentidos. Amor em 79:05” mostra os sentimentos, as frustrações, os desejos e as derrotas da personagem sob intensa égide poética.

E em pleno momento criativo, o homem imagina seu encontro com um jovem e belo rapaz (vivido por Eduardo Ximenes) e relata um cotidiano fictício desse relacionamento homoafetivo. Ele expõe as dificuldades da relação, alternando devaneios, discussões e momentos de ternura. As imagens são difusas. O jogo entre imaginação e realidade sugere também a possibilidade de ser o jovem quem escreve a história. “O que fica claro na peça é a certeza de que o artista é capaz de todas as fantasias. Para falar de uma dor é preciso inventar uma história”, comenta o diretor Elias Andreato.

A presença desse jovem em cena não tira o caráter de monólogo da peça, pois sua presença é quase etérea. Os diálogos não chegam a ocorrer, são solitários. A presença do interlocutor – imaginário ou não – reforça o sentido das palavras e atinge de forma eficaz aquele a quem são destinadas. “O jovem representa a presença da ausência nesse momento de amor e dor”, explica Josemir Kowalick. “Esse rapaz pode representar também um desejo do escritor, projetado em sua cama”, completa o diretor.

Andreato argumenta que Amor em 79:05” discute a relação do tempo com o amor e a solidão. “O texto mostra a intensidade de um relacionamento, independente da opção sexual, e nos faz pensar nas relações afetivas que, hoje, são tão efêmeras, quando não se valoriza o contato direto, quando a tecnologia pode substituir a intensidade do toque, do olhar próximo”. Ele completa: “há falta de tempo para falar de si, das angústias; muitas pessoas querem mesmo é provar publicamente, nas redes sociais, o quanto são felizes”.

A trilha sonora original do espetáculo – assinada por Fábio Sá – traz duas canções com letras de Elias Andreato, interpretadas (em gravação) por Josemir Kowalick. O diretor também criou o cenário (o quarto do escritor) com poucos objetos: poltrona, cama e persiana (esta possibilita frestas e transparências sem delimitar ou fechar o ambiente). A cenografia é composta também por projeções que reportam à natureza, sugerindo um universo lúdico em contaste com as dores expostas pela personagem. A ficha técnica tem ainda Leo Sgarbo no figurino, Rodrigo Alves “Salsicha” na iluminação e Daniel Torrieri Baldi na produção.

Para Josemir Kowalick, a montagem propõe cumplicidade com o público, ao apresentar questões afetivas inerentes a todas as pessoas de forma sensível e, ao mesmo tempo, dura e direta. “Sempre é importante falar de amor, em todos os tempos, principalmente agora”.

Este é um momento ímpar para Josemir Kowalick em 29 anos de carreira como ator e diretor teatral, 19 deles dedicados também à docência em artes cênicas. Seus trabalhos mais recentes foram Ator Mente (de Steven Berkoff, direção de Marco Antônio Pâmio), Abajur Lilás (de Plínio Marcos, direção de André Garolli), Os Anjos da Praga (de Marcelo Marcus Fonseca) e Pano de Boca (de Fauzi Arap, direção de Marcelo Marcus Fonseca). O artista lembra também com afeto que dirigiu ator e crítico teatral Alberto Guzik (1944-2010) em O Monólogo da Velha Apresentadora, sua última incursão em cena.

Sobre o livro, por Elias AndreatoQuando li o livro de Vinícius Márquez pensei em todos os amores que perdi e tantos que não tive coragem de viver intensamente por medo ou preconceito meu ou dos outros. Senti um profundo desprezo por mim mesmo. Chorei até sentir dó de mim. Busquei Oscar Wilde, Clarice Lispector e Pessoa, quando diz que a vida chega a ranger… A dor de quem ama é imensa… Mas a felicidade do enquanto dure é eterna. Mesmo sendo a solidão o fim de quem ama, preciso me arriscar mais e não importa a idade do meu coração. E daí se eu ouvir um não? Quero amar e isto basta. Amar ainda é melhor do que não amar e não ser amado. O teatro sobrevive há séculos falando de amor. Como artista, tenho estudado esta matéria obcecadamente… Não é possível que eu fique de recuperação para sempre.

Ficha técnica

Autor: Vinícius Marquez. Direção e adaptação: Elias Andreato. Elenco: Josemir Kowalick e Eduardo Ximenes. Cenografia: Elias Andreato. Figurino: Leo Sgarbo. Iluminação: Rodrigo Alves ‘Salsicha’. Canções: Elias Andreato e Fábio Sá. Trilha composta: Fábio Sá. Preparação corporal: André Capuano. Direção de produção: Daniel Torrieri Baldi. Assistente de produção: Sabrina Nask. Design gráfico: Alexandre Muner. Fotografia artística: Rodrigo Chueri e Francisco Júnior. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação. Realização: Desembuxa Entretenimento.

Serviço

Espetáculo: Amor em 79:05

Reestreia: 7 de março, sábado, às 21h

Temporada: 7 de março a 26 de abril, sábados (21h) e domingos (20h)

Ingressos: R$ 60,00 (meia-entrada: R$ 30,00)

Bilheteria: 1 horas antes das sessões

Ingressos online: https://www.sympla.com.br/

Aceita dinheiro e cartões. Ar condicionado.

Gênero: Drama. Duração: 60 minutos. Classificação: 14 anos.

 

Giostri Livraria Teatro

R. Rui Barbosa, 201 – Bela Vista, São Paulo/SP

Tel: (11) 2309-4102. Capacidade: 50 lugares

https://www.topteatro.com/

“O Pequeno Príncipe” no Teatro Folha

Após o sucesso da primeira temporada, sendo um dos três espetáculos infantis mais assistidos de 2019, O Pequeno Príncipe, adaptado e dirigido por Ian Soffredini, está de volta ao Teatro Folha. A peça reestreia no dia 14 de março e permanece em cartaz até 31 de maio, sempre aos sábados e domingos, às 16 horas.

A encenação, que integra o trabalho de ator com manipulação de bonecos e técnicas de teatro com luz negra, tem sessões aos sábados, domingos e feriados, às 16h.

O Pequeno Príncipe é uma adaptação da obra homônima escrita pelo aviador francês Antoine de Saint-Exupéry, publicada em 1943. O livro se tornou um clássico da literatura universal, traduzido em mais de 220 idiomas e dialetos.

O Pequeno Príncipe mora no asteroide B-612 com uma rosa, baobás e três vulcões. Um dia ele pega carona numa revoada de pássaros e vai conhecer novos mundos e pessoas. Depois de passar por diversos planetas e conhecer inusitados personagens – como o Rei, o Homem de Negócios e o Vaidoso – acaba caindo no planeta Terra, em pleno deserto do Saara. Na Terra conhece o narrador, que coincidentemente sofreu uma queda de avião no mesmo local.

O diretor Ian Soffredini conta que, ao adaptar a obra literária, preservou ao máximo as imagens poéticas sugeridas pelo autor e concentrou o foco em criar uma ação dramática fortalecendo, assim, a narrativa da peça. “O livro começa contando a história do aviador e depois conta a história do Pequeno Príncipe. Eu fui direto à história do Pequeno Príncipe, destacando a ação e o que acontece com ele. O primeiro ato mostra a viagem do personagem pelos planetas e o segundo, as experiências dele na Terra”, explica o diretor.

A equipe encena o texto destacando a sensibilidade e a visão poética sobre a vida e as relações, que é um dos pontos fortes da obra de Saint-Exupéry. A montagem leva o conteúdo da obra para um mundo de sonho e fantasia por meio de uma estética visual rica, colorida, capaz de despertar a imaginação das crianças e emocionar aos adultos. Assim como a obra literária, a peça se comunica com o público de todas as idades.

Ian Soffredini conta que a mistura de linguagens – interpretação, manipulação de bonecos, objetos e formas inanimadas e luz negra – foi experimentada de maneira a reforçar o significado de cada cena e ressaltar a função de cada personagem da peça.

FICHA TÉCNICADramaturgia e direção: Ian Soffredini (baseado no livro de Antoine de Saint-Exupéry). Elenco: Enrico Verta, Luiza Arruda, Mari Williams, Nathalia Kwast, Patrick Aguiar, Rafael Rilo e Tita Azevedo. Direção de arte: Sidnei Caria. Cenografia, figurinos, bonecos e máscaras: Sidnei Caria, Silas Caria e Tete Ribeiro. Direção de manipulação de bonecos: Wanderley Piras. Música original: Ricardo Severo. Produção executiva e administração: Isabel Gomez Desenho de luz: Diego Rocha. Sonoplastia: Mariana Nunes. Costureira: Cidinha André. Assessoria de Imprensa: Verbena Comunicação. Coordenação de marketing: Emanoela Abrantes. Criação gráfica: Marjorie costa. Mídias sociais: Pedro Tavares. Equipe técnica: Jardim Cabine. Fotografia: Will Siqueira Realização: Dulion Participações e Serviços Teatrais LTDA.

Serviço

Espetáculo: O Pequeno Príncipe

Apresentações: sábados, domingos e feriados, às 16h.

Temporada: 14 de março a 31 de maio.

Sessões extras (feriados): 10, 20 e 21 de abril; 1º de maio

Ingresso: R$ 50,00 (setor único).

Duração: 50 minutos. Indicação de idade: 3 anos. Gênero: Drama.

 

Local: Teatro Folha

Av. Higienópolis, 618, Terraço – Shopping Pátio Higienópolis. São Paulo/SP.

Tel.: (11) 3823-2323. 305 lugares. Acessibilidade. Arcondicionado.

Estacionamento: R$ 20,00 (primeiras 2 horas).

Vendas por telefone: (11) 38232423 / 38232737 / 38232323.

Vendas online: www.teatrofolha.com.br.

Bilheteria: segunda e terça (14h às 16h), quarta e quinta (14h às 21h), sexta (14h às 21h30), sábado (12h às 23h59) e domingo (12h às 20h).

Aceita cartões Mastercard, Redecard, Visa, Visa Electron e Amex.

Clube Folha 50% desconto.

Venda para grupos e escolas: (11) 3661-5896 / 97628-4993.

Patrocínio do Teatro Folha: Folha de S.Paulo, Consigaz, Owens-llinois, EMS, Bain & Company, Grupo Pro Security, Previsul, Brasforma, NR Acampamentos, Nova Chevrolet.

O Meu Sangue Ferve Por Você

Embalado por clássicos do cancioneiro brega, como “Alma Gêmea”, “Sandra Rosa Madalena”, “Garçom”, “Escrito nas Estrelas”,  “Você Não Vale Nada, Mas Eu Gosto De Você” e “Evidências”, o espirituoso espetáculo O Meu Sangue Ferve Por Você faz turnê comemorativa de seus 10 anos de vida, a partir do dia 28 de fevereiro, no Teatro Clara Nunes, no Shopping da Gávea. Com roteiro de Pedro Henrique Lopes, direção de Diego Morais e direção musical de Tony Lucchesi, a comédia conquistou público e crítica, e lotou os teatros por onde passou, ao contar a história de um quadrilátero amoroso que vive intensamente as alegrias e as dores do amor.

 

Em cena, os atores Ana Baird, Cristiana Pompeo, Pedro Henrique Lopes e Victor Maia (os mesmos da montagem original) dão vida a quatro personagens: a mocinha virgem, o canalha, a mulher da vida e o bom moço rejeitado, que cantam as alegrias e dores de viver um amor intensamente. Com o espírito das grandes chanchadas, a trama acompanha a inocente Creuza Paula e o cafajeste Elivandro, que vivem uma relação tranquila até a chegada do ex-namorado da moça, Fernando Sidnelson, que vai se meter na vida do casal. A amante de Elivandro, Sandra Rosa Madalena, completa o quarteto que vai passar por momentos românticos, desentendimentos e reconciliações. Uma mistura que faz o público torcer pelo canalha, ter raiva da mocinha e chorar de rir do início ao fim.

Na montagem comemorativa, o repertório, que tem acompanhamento de músicos em cena, foi atualizado pelo autor Pedro Henrique Lopes, colocando outros sucessos consagrados e, também, músicas mais atuais. “A gente tentava brincar só com as músicas do passado, mas as pessoas não se cansam de sofrer por amor e cantar sobre isso, então tivemos que atualizar o roteiro. E tem coisa mais brega e mais atual que dor de cotovelo?”, questiona.

Entre Entretenimento

A Entre é uma empresa de produção cultural e inovação em entretenimento fundada pelo diretor Diego Morais e pelo ator e dramaturgo Pedro Henrique Lopes. O objetivo da dupla é valorizar a cultura do nosso país através da criação e da viabilização de projetos inéditos e de alta qualidade artística que dialoguem com a história e as manifestações culturais do Brasil. Emoção, cultura, educação, história e momentos de extrema diversão estão na pauta dos projetos da empresa, assim como a criação de soluções culturais memoráveis para marcas, companhias e consumidores através de: comprometimento artístico-cultural; inovações em marketing; soluções transmidiáticas e envolvimento social. Saiba mais em www.entreentretenimento.com.br.

TIJOLINHO:

O Meu Sangue Ferve por Você. Comédia Musical. De Pedro Henrique Lopes. Dir. Diego Morais. Dir. Musical Tony Lucchesi. Com Ana Baird, Cristiana Pompeo, Pedro Henrique Lopes e Victor Maia. A história de um quarteto amoroso é contada a partir de clássicos do cancioneiro brega (1h20) Teatro Clara Nunes. Rua Marques de São Vicente, 52 – 3º andar – Gávea – Rio de Janeiro – RJ. Tel.: (21) 2274-9696. 6ª e sáb., às 21h, e Dom., às 20h. Sextas: R$ 70 e R$ 35 (meia-entrada) | Sábados e Domingos: R$ 80 e R$ 40 (meia-entrada). Livre. Capacidade: 743 lugares. De 28/02 a 22/03.

Ficha técnica:

 

Texto: Pedro Henrique Lopes

Narrações: Cristiana Pompeo

Direção: Diego Morais

Direção Musical: Tony Lucchesi

Elenco: Ana Baird (Sandra Rosa Madalena), Cristiana Pompeo (Creuza Paula), Pedro Henrique Lopes (Elivandro) e Victor Maia (Fernando Sidnelson).

Design de Luz: Pedro Henrique Lopes e Lúcio Bragança Junior

Design de Som: Leonardo Carneiro e Bernardo Nadal

Cenário: Clivia Cohen

Figurinos: Clivia Cohen, Ana Baird e Cristiana Pompeo

Assessoria de Imprensa: Rachel Almeida (Racca Comunicação)

Produção e Realização: ENTRE Entretenimento

Serviço:

O Meu Sangue Ferve por Você

Temporada: de 28 de fevereiro a 22 de março

Teatro Clara Nunes: Rua Marques de São Vicente, 52 – 3º andar – Shopping da Gávea – Rio de Janeiro – RJ.

Telefone: (21) 2274-9696

Dias e horários: Sextas e sábados, 21h; domingos, 20h

Ingressos: Sextas: R$ 80 e R$ 40 (meia-entrada) | Sábados e Domingos: R$ 100 e R$ 50 (meia-entrada)

Lotação: 743 pessoas

Duração: 80 minutos

Classificação: Livre

Funcionamento da Bilheteria: Todos os dias, de 13h às 21h.

As Palavras da Nossa Casa

O Núcleo Teatro de Imersão estreia a peça imersiva e itinerante “As Palavras da Nossa Casa”, livremente inspirada em obras do cineasta sueco Ingmar Bergman (1918-2007), no dia 17 de janeiro de 2020, na Casa das Rosas, da Rede de Museus-Casas Literários da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, gerenciada pela Poiesis. Sem separação entre palco e plateia, a ideia é que o público seja conduzido por diferentes cômodos dessa mansão histórica na Avenida Paulista para acompanhar a história. A temporada segue até 27 de março (totalizando 20 apresentações), com sessões duplas às sextas-feiras, às 18h30 e às 20h. Os ingressos custam até R$60.

A dramaturgia da peça foi escrita por Adriana Câmara, que também assina a direção, e Glau Gurgel a partir de vários filmes de Bergman. “A principal referência é o ‘Sonata de Outono’ (1978), que tem uma personagem a mais. Fomos reduzindo os personagens, situações e a quantidade de espaços para poder fazer na Casa das Rosas. Mas também fazemos referências a ‘Morangos Silvestres’ (1957), ‘Através do Espelho’ (1961) e ‘Gritos e Sussurros’ (1972). O espetáculo tem elementos de vários longas dele”, revela a diretora.

Situada nos anos de 1960, a trama narra a visita da famosa cantora lírica Charlote (interpretada pela atriz Gizelle Menon) ao casarão que sua filha única, Eva (Adriana Câmara), divide com o marido Victor (Glau Gurgel), que é um pastor presbiteriano. As duas, que não se vêm há bastante tempo, tentam se reaproximar e resolver questões dolorosas do passado, como o fato de que a filha precisou lidar com a perda de seu único filho, enquanto a mãe tentava administrar as demandas de sua carreira internacional.

Para resgatar os sentimentos nobres que ainda existem entre elas, mãe e filha precisam encarar todas as mágoas, e, nesse processo, acabam proferindo palavras muito duras, de que, possivelmente, se arrependerão. A montagem sensível busca a identificação imediata com o espectador, ao tratar de temas como o amor, as cobranças e expectativas na criação dos filhos, as diferenças de geração, a falta de comunicação em relacionamentos, a esperança e os recomeços após dores profundas, em uma abordagem que parte de situações e conflitos parecidos com os que todos já vivenciaram ou testemunharam.

Os espectadores assistem a tudo isso acomodados em cadeiras espalhadas pelos diferentes cômodos da Casa das Rosas, como se estivessem mesmo na residência das personagens, e são obrigados pela própria cena a mudar de ambiente. “Pensamos em fazer a peça para a Casa das Rosas, que foi moldando totalmente a encenação. Nesse tipo de teatro, temos que fazer tudo pensando em um espaço, porque se mudamos de lugar, temos que trocar, por exemplo, todas as marcações”, revela Adriana sobre o processo criativo.

“As Palavras da Nossa Casa” é o segundo espetáculo do Núcleo Teatro de Imersão. A primeira peça do grupo, “Tio Ivan”, ganhou o Aplauso Brasil 2018 na categoria Melhor Espetáculo de Grupo por voto popular.

SOBRE A CASA DAS ROSAS

A Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos é um museu dedicado à poesia, à literatura, à cultura e à preservação do acervo bibliográfico do poeta paulistano Haroldo de Campos, um dos criadores do movimento da poesia concreta na década de 1950. Localizada em uma das avenidas mais importantes da cidade de São Paulo, a Avenida Paulista, o espaço realiza intensa programação de atividades gratuitas, como oficinas de criação e crítica literárias, palestras, ciclos de debates, exposições, apresentações literárias e musicais, saraus, lançamentos de livros, performances e apresentações teatrais. O museu está instalado em um imponente casarão, construído em 1935 pelo escritório Ramos de Azevedo, que na época já tinha projetado e executado importantes edifícios na cidade, como a Pinacoteca do Estado, o Teatro Municipal e o Mercado Público de São Paulo.

Sobre o Núcleo Teatro de Imersão

Criado em 2014, o Núcleo Teatro de Imersão está voltado para o estudo, o ensino, a pesquisa e a montagem de espetáculos que proponham novas relações entre ator e espectador, ao inserir o público no espaço de representação, em meio à cena representada. O primeiro trabalho do grupo é “Tio Ivan” (2017-2019), uma adaptação imersiva para o texto “O Tio Vania”, do escritor russo AntonTchekhov (1860-1904). A peça já foi apresentada na Casa das Rosas e na Oficina Cultural Oswald de Andrade. “As Palavras da Nossa Casa”, livremente inspirada na obra de Ingmar Bergman, é o segundo espetáculo do grupo.

SINOPSE

Drama imersivo e itinerante inspirado livremente na obra do cineasta Ingmar Bergman. Uma famosa cantora lírica visita a sua filha no casarão que ela divide com o marido presbítero. Durante a visita, mãe e filha tentam se reaproximar e resolver questões dolorosas do seu passado. Nessa montagem do Núcleo Teatro de Imersão, os espectadores percorrem os diversos ambientes do casarão, sem separação entre palco e plateia.

FICHA TÉCNICA

Realização: Núcleo Teatro de Imersão

Direção: Adriana Câmara

Texto: Adriana Câmara e Glau Gurgel, inspirado na obra de Ingmar Bergman

Cenografia, figurino, produção executiva: Adriana Câmara

Produção de arte: Adriana Câmara, Glau Gurgel, Gizelle Menon

Elenco: Adriana Câmara, Glau Gurgel, Gizelle Menon

Assistência de palco: Dayane Isabela

Programação visual e assistência de cenografia: Hernani Rocha

Confecção do figurino: Ateliê Paz (Samantha Paz e Liduina Paz)

Fotografias: Hernani Rocha

Assessoria de imprensa: Bruno Motta e Verônica Domingues  (Agência Fática)

Produção: Menina dos Olhos do Brasil

SERVIÇO

AS PALAVRAS DE NOSSA CASA, DO NÚCLEO TEATRO DE IMERSÃO

Casa das Rosas – Avenida Paulista, 37, Bela Vista

Temporada: de 17 de janeiro a 27 de março de 2020 (exceto dia 21/2)

Às sextas-feiras, às 18h30 e às 20h

Ingressos: R$ 60 (inteira) e R$30 (meia-entrada)

Vendas online:https://www.sympla.com.br/nucleoteatrodeimersao

*Venda de ingressos no local da apresentação é realizada apenas 30 minutos antes de cada sessão

Classificação: 14 anos

Duração: 60 minutos

Capacidade: 30 lugares

Gênero: Drama Imersivo

Site: https://www.nucleoteatrodeimersao.com/

Redes sociais: @nucleoteatrodeimersao

 

“Alma Despejada” no Teatro Folha

Com texto poético e bem-humorado de Andréa Bassitt a instigante montagem Alma Despejada, interpretada por Irene Ravache e dirigida por Elias Andreato, reestreia no dia 10 de janeiro, sexta, no Teatro Folha, às 21h30.

A peça conta a história de Teresa, uma senhora com mais de 70 anos que, depois de morta, faz sua última visita à casa onde morava. O imóvel foi vendido e sua alma foi despejada.

Teresa era uma professora de classe média, apaixonada por palavras, que teve dois filhos com Roberto, seu marido, homem simples, trabalhador, que se tornou um empresário bem-sucedido e colocou sua a família no ranking de uma classe média emergente. 

 

Em sua visita derradeira, Teresa se lembra de histórias e pessoas importantes em sua vida como a funcionária Neide, que trabalhou em sua casa por 30 anos, e sua melhor amiga Dora. A personagem transita entre o passado e o presente, do outro lado da vida, sempre de maneira poética e bem-humorada.

A peça foi escrita especialmente para Irene Ravache. “Conheço Irene já há algum tempo e sempre conversamos muito sobre a vida: o país, a política, a família e tantas outras coisas. Muitas vezes pensamos de um jeito parecido, e essa afinidade foi bastante inspiradora. A ideia era falar sobre isso tudo, sem medos nem críticas, mas com humor e delicadeza. Ao longo do processo, a história acabou tomando um rumo inesperado para mim, mas que não havia como evitar, uma vez que vivemos momentos de grande impacto na nossa história e o teatro sempre acaba refletindo essas situações”, conta Andréa Bassit.

Sobre a peça, Irene Ravache comenta: “Fiquei fascinada com esse texto e sua poesia. É muito delicado e fala da memória de uma mulher na minha faixa etária. Mesmo sabendo que a personagem está morta, não é uma peça triste, pesada ou rancorosa e fala muito mais de vida do que de morte. Eu adoro esse tipo de possibilidade que o teatro oferece. E não tenho medo de misturar essas coisas, porque isso faz parte da vida. Nossa vida não é linear. Ela tem essas nuances”.

“Essa mulher é apresentada diante de sua própria vida, e, a partir dessa visualização, ela encontra o entendimento da sua existência. É como se precisássemos abandonar a matéria para sermos conscientes de nós mesmos. A psicanálise e o teatro estabelecem este mesmo jogo. Talvez, precisemos descobrir intensamente o nosso mundo, onde o sagrado possa nos confortar”, revela o diretor Elias Andreato.

A teatralidade do texto de Andrea Bassitt (que também escreveu as peças As Turca e Operilda na Orquestra Amazônica) instiga o espectador a seguir uma história aparentemente trivial, mas que tem uma trajetória surpreendente, em sintonia com a nossa sociedade e os fatos atuais.

“A memória é assustadora quando ela nos falta e encantadora quando ela nos ajuda a contar nossas histórias. Na peça, lidamos com a memória, como a personagem, sem medo de enfrentar nossos demônios e nossos momentos sonhados”, acrescenta Andreato.

FICHA TÉCNICATexto: Andréa Bassitt. Direção: Elias Andreato. Com Irene Ravache. Cenário e Figurino: Fabio Namatame. Iluminação: Hiram Ravache. Música: Daniel Grajew e George Freire. Fotos: João Caldas Filho. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação.  Produção: Oasis Empreendimentos Artísticos Ltda. Estreia oficial: 18/09/2019.

SERVIÇO

Espetáculo: Alma Despejada

Reestreia: 10 de janeiro de 2020

Temporada: 10 de janeiro a 29 de março de 2020

Sextas, às 21h30, sábados e domingos, às 20h

Classificação: 14 anos. Duração: 80 minutos. Gênero: comédia dramática.

Ingressos: R$ 80,00 (Setor A) / R$ 70,00 (Setor B) – com meia-entrada.

 

Teatro Folha

Shopping Pátio Higienópolis – Av. Higienópolis, 618 / Terraço. SP/SP.

Tel.: (11) 3823-2323 – Capacidade: 300 lugares.

Televendas: (11) 3823-2423 / 3823-2737 / 3823-2323.

Vendas online: www.teatrofolha.com.br

Não aceita cheques. Aceita cartões de crédito: Mastercard, Redecard, Visa, Visa Electron e Amex. Clube Folha: 50% desconto.

Bilheteria: quarta e quinta (15h às 21h), sexta (15h às 21h30), sábado (12h às 23h59) e domingo (12h às 20h).

Acessibilidade. Ar-condicionado.

Estacionamento do Shopping: R$ 19,00 (primeiras 2h).

Venda de espetáculos para grupos: (11) 3661-5896 / 99605-3094.

No Escuro ou O que faz uma mariposa sem uma lâmpada

O Teatro Cândido Mendes recebe, de 15 de novembro até 22 de dezembro, “No Escuro ou O que faz uma mariposa sem uma lâmpada”, comédia melodramática de Jau Sant’Angelo, baseada na obra de Carlos Gorotiza, dirigida por Jefferson Almeida, que juntos à atriz Vitória Furtado e ao ator Sidcley Batista fazem da peça uma homenagem aos trabalhadores do teatro. As apresentações serão sextas, sábados e domingos, às 20h, com ingressos a partir de 25 reais.
Laura é uma mulher que abandona o ofício de atriz, logo depois de se formar na Escola de Teatro, por causa de uma experiência traumática na sua estreia profissional, fechando-se na bilheteria do Cine Íris, onde trabalhou pelos vinte anos seguintes. Um dia, Laura reencontra um ex-colega dos tempos da Escola de Teatro que através de um “vamos trabalhar juntas” faz reviver a Laura de vinte anos atrás. No calor do acontecimento, Laura larga o emprego e se tranca em seu quarto por dias seguidos numa espera angustiada pelo se retorno à cena. É na clausura do quarto que vemos “O que faz uma mariposa sem uma lâmpada” a medida que Laura confunde realidade e fantasia, a vemos passear pelas personagens que formam seu universo criativo: Blanche DuBois, Nora, Fedra… A realidade passa a ser um peso, e Laura começa a flertar com a loucura. Seu marido, Bento, é aquele que tenta devolvê-la à vida real.

– Em um primeiro momento, “No Escuro” me pareceu uma homenagem às grandes atrizes e às grandes personagens femininas já criadas. E para esta homenagem, Jau faz surgir uma personagem tão linda quanto suas inspirações. A peça é uma declaração de amor ao teatro, sobretudo, à arte de representar. Daí surge a base da encenação: uma peça dentro de uma peça, o teatro como cenário e como receptáculo de um cenário, uma personagem em busca de si através de personagens –, comenta o diretor Jefferson Almeida. – Tudo é metalinguagem; usamos a peça para fazer a nossa homenagem aos trabalhadores do teatro, para mostrar como o teatro opera, como funciona a sua estrutura técnica; o nosso desejo é o de criar mágica, mostrando o truque. E, ao final, provocar, pelo menos, uma pequena reflexão sobre o trabalho por trás da mágica.
 
O espetáculo fez temporada de estreia em fevereiro de 2019, no Teatro Clara Nunes.
O autor Jau Sant’Angelo também escreveu o musical “Amargo Fruto – A vida de Billie Holiday” (2015), em parceria com a diretora de Ticiana Studart, e o monólogo “O Diabo em Mrs Davis” (2019), baseado na vida de Bette Davis, com a atriz Andrea Dantas e direção de Aloisio de Abreu.
 
O autor Jau Sant’Angelo nasceu em Nova Viçosa, Bahia em 1970. Começou a se dedicar ao teatro quando venceu um concurso para uma oficina de roteiro na Fundação Casa  Janete Clair da Rede Globo. Passou pela Casa de Cultura Laura Alvim e o Grupo Nós do Morro. Em 2015, o espetáculo musical “Amargo Fruto – A vida de Billie Holiday” marcou sua estreia como autor em parceria com a diretora Ticiana Studart. Em 2019, assinou os textos de “No Escuro ou O que faz uma mariposa sem uma lâmpada”, com direção de Jefferson Almeida, e “O Diabo em Mrs Davis”, baseado na vida de Bette Davis, monólogo encenado por Andrea Dantas, com direção de Aloisio de Abreu.
O diretor Jefferson Almeida é bacharel em Teoria do Teatro pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), diretor e ator de teatro. Profissional, desde 2004, atuou em espetáculos como “Navalha na Carne”, “Era no Tempo do Rei”, “Novas Diretrizes em Tempos de Paz”, “Bilac vê Estrelas”, “Contra o Vento – Um Musicaos”, “Amargo Fruto – A vida de Billie Holiday”, “Elizeth – A Divina”, entre outros. Está à frente da Definitiva Cia. de Teatro, desde a sua fundação, onde dirigiu e atuou nos espetáculos “Calabar – O Elogio da Traição” (2008), “Deus e o Diabo na Terra do Sol” (2011) e “A Hora da Estrela” (2017). Na TV, esteve no elenco das novelas Malhação (2012), Em família (2014) e Velho Chico (2016), da Rede Globo. Em 2011, lançou, pela Multifoco Editora o livro Notações Sobre o Tempo ou Três Pequenas Respirações Sobre o Mesmo Tema, onde reúne três textos curtos para teatro.
 
A atriz Vitória Furtado nasceu em Bragança do Pará em 1973. Sua carreira no teatro começou na cidade de Brasília, onde estudou artes cênicas na Faculdade Dulcina de Moraes. Em 2006 teve sua estreia no espetáculo as “Eruditas de Molliere” no Teatro Villa Lobos ao Lado de Jaqueline Laurence e Henrique César no papel de Martina. Em 2009 participou do espetáculo “O Especulador de Honoré de Balzac” que teve sua estreia no Teatro Sesi. Em 2012 fundou sua empresa Vitória Produções. Em 2013, produziu e atuou no espetáculo “Pessoas Vivas”. Em 2015, realizou o espetáculo musical “Amargo Fruto – A Vida de Billie Holiday”, que estreou no Teatro Carlos Gomes e fez temporadas em diversas cidades do Brasil. “No Escuro” é o terceiro espetáculo à ser realizado pela sua empresa Vitória Produções, Laura será a sua primeira protagonista em um espetáculo profissional.
 
O ator Sidcley Batista é pernambucano formado pela escola de Teatro Martins Pena. Passou pelo “Oficina de Criação de Espetáculo”, do Ernesto Picollo. Atuou em mais de 20 peças, entre elas: “As Bondosas”, sendo indicado de melhor ator no festival de Guaçuí-ES, “Um Certo Lampião”, “A Galinha d’Angola”, “Sofrônia”, “O Samba da Minha Terra e Cordel”.

Ficha técnica

Texto: Jau San’t Ângelo, baseado na obra de Carlos Gorotiza
Diretor: Jefferson Almeida
Elenco: Vitória Furtado e Sidcley Batista
Diretora Assistente: Cilene Guedes
Diretor Musical: Rafael Sant`Anna
Cenografia: Taísa Magalhães
Figurinos: Arlete Rua
Iluminação: Livs Ataíde
Professora de Melodrama: Virgínia Castellões
Visagista: Paula Sholl
Assessoria de Imprensa: Ney Motta
Arte Visual: Davi Palmeira
Fotos de Divulgação: Dalton Valério
Produção Executiva: Marcella Boaventura
Camareira: Jacyara de Carvalho
Contra Regragem: Jefferson Furtado
Controller: Wellington Silva
Coordenadora de Projetos: Juliana Cabral
Coordenação Geral: Vitória Furtado
Realização: Vitória Produções

Serviço

Local: Teatro Cândido Mendes – Rua Joana Angélica, 63, Ipanema, Rio de Janeiro.
Temporada: de 15 de novembro a 22 de dezembro de 2019.
Dias e horários: Sextas, sábados e domingos, às 20h.
Ingresso: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia)
Funcionamento da bilheteria: Terça a domingo, a partir das 13h
Vendas online pelo Ticket Mais: www.ticketmais.com.br
Telefone para informações: 21 2523-3663
Classificação: 12 anos
Duração: 70 minutos

“Artaud, le Mômo” em São Paulo

De 04 a 21 de setembro, Maura Baiocchi apresenta o solo Artaud, le Mômo, na Oficina Cultural Oswald de Andrade.  De quarta a sexta, as apresentações acontecem às 20h. Aos sábados, às 18h. A entrada é gratuita.

Criado em 2016, por ocasião do 25º aniversário da Taanteatro Companhia e em comemoração ao 120º aniversário do poeta francês, criador do Teatro da Crueldade, Antonin Artaud (1896 a 1948), Artaud, le Mômo é uma síntese e um processo antropofágico da coreografia desenvolvida em cARTAUDgrafia, trilogia dirigida por Wolfgang Pannek, e que traduz as dimensões específicas da obra artaudiana – crise do espírito, da cultura e da linguagem.

A linha mestra desta dramaturgia é “o problema da liberdade autêntica” impossível de dissociar, dentro da obra de Artaud, da criação de um corpo próprio e da luta contra a institucionalização das formas de vida. Artaud, le Mômo mistura as linguagens da dança, poesia, música e vídeo. Com equipe de criação internacional, a obra foi apresentada no Brasil, Argentina, Alemanha e na França.

Artaud, le Mômo sintetiza a pesquisa coreográfica realizada desde 1996 pela Taanteatro Companhia em torno da vida e obra de Antonin Artaud. O espetáculo encena a atualidade sócio-política da poética artaudiana, sobretudo no que diz respeito à aceitação da alteridade (étnica, cultural, espiritual e sexual) e na abordagem do papel da violência nas relações entre as instituições do poder e do saber e os indivíduos.

Artaud, le Mômo faz parte do projeto [des]colonizações. Contemplado pela 25ª edição do Programa Municipal de Fomento à Dança para a Cidade de São Paulo, [des]colonizações investiga a aplicação de estudos pós-coloniais na criação teatro-coreográfica.


Ficha Técnica:
Artaud, le Mômo

Direção, teatrocoreografia e figurino: Maura Baiocchi
Dramaturgia e Cenário: Wolfgang Pannek e Maura Baiocchi
Composição Musical: Gustavo Lemos
Vídeos: Onofre Roque Fraticelli, Candelaria Silvestro, Paula Alves, Bruna de Araujo
Iluminação: Eduardo Alvez e Mônica Cristina Bernardes
Operador de som e vídeo: Wolfgang Pannek

Serviço:
04 e 06/09 – quarta e sexta – 20h
12, 14, 19 e 21/09 – quintas – 20h, sábados – 18h
30 lugares – A distribuição dos ingressos é feita com 1 hora de antecedência.
Gratuito
Duração: 110 minutos
Classificação 12 anos
Local: Oficina Cultural Oswald de Andrade – Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro – São
Paulo/SP
Informações: Tel: (11) 3222-2662

 

“40 anos esta noite” no Fashion Mall

Sucesso desde a estreia, a peça “40 ANOS ESTA NOITE”, argumento e texto de Felipe Cabral sobre ideia original de Gisela de Castro e direção de Bruce Gomlevsky, está de volta à cena. Desta vez, o texto que apresenta uma bem humorada e necessária discussão sobre a formação de famílias homoafetivas fica em cartaz de 09 de agosto a 1º de setembro no Teatro Fashion Mall, em São Conrado. A aceitação do público nas duas temporadas foi tanta que se transformou num convite para que o texto virasse livro homônimo pela Editora Giostri, permeado por imagens de cena. A comédia dramática se passa na noite de comemoração dos 40 anos de Gabriela que, morando junto com sua namorada, Clarice, convida seu amigo de infância, Bernardo, e seu namorado, João, para uma discreta celebração, surpreendendo a todos com o convite para que Bernardo se torne o pai do filho que as duas estão tentando ter, sem sucesso, através da inseminação artificial.

“São quatro personagens muito diferentes que se veem diante de uma oportunidade única: formar uma família. Como cada um encara isso é o conflito que os empurra um contra o outro”, sintetiza Felipe sobre seu mais recente texto para teatro. Integrante da equipe do roteiro da novela “Bom Sucesso”, da TV Globo, e roteirista da série “Vai Que Cola”, do Multishow, Felipe foi apontado em 2015 como um dos jovens mais influentes na comunidade LGBTI+ e mantém o humor como marca do seu trabalho. “O mais importante pra mim é que a individualidade das personagens me permitiu levantar debates sobre política, orgulho, amor, sexualidade, maternidade e, o principal, o conceito de família. O que é uma família, afinal? O mundo está aí para nos mostrar que os arranjos são os mais diversos possíveis”, analisa.

Para o diretor Bruce Gomlevsky, é um mérito abordar temas profundos e polêmicos que possibilitem o público rir e, ao mesmo tempo, refletir.  “Me interessei pela qualidade deste texto inédito, nacional, contemporâneo e muito  bem escrito.  A peça tem como tema principal o amor, e qualquer maneira de amor vale a pena e merece respeito. Os personagens em cena precisam refletir sobre que tipo de família pretendem e querem construir, então o público pode esperar  entretenimento com reflexão”, complementa Bruce, que dirige Felipe no teatro pela segunda vez.

A ideia é que a plateia sinta a tensão e pondere os pontos de vista de cada um na construção dessa nova possível família. “Como um jovem gay, faz todo sentido usar a arte para expressar meus conflitos, falando sobre o preconceito sofrido pela comunidade LGBTI+, tentando sensibilizar as pessoas com as minhas questões e, a partir da minha experiência, conseguir fazer algo para melhorar o mundo”, torce Felipe que, além de assinar o texto, está em cena como João. Completam o elenco Gabriel AlbuquerqueGisela de Castro e Karina Ramil.

O espetáculo estreou em Janeiro no Teatro Ipanema, onde foi sucesso de público e crítica por dois meses, e fez em Maio uma temporada popular no Centro. Atual, o texto de Felipe Cabral tem abarcado um público cada vez maior. “Acredito que estamos vivendo uma transição em termos de visibilidade desta temática. Eu acho sensacional que tenhamos mais peças assim, até para que o público não seja somente de espectadores LGBTI+. Se eu assisto peças onde o conflito é centrado em personagens heterossexuais e isso nunca foi um problema pra mim, por que o contrário seria?”, encerra o autor.

SERVIÇO:

40 ANOS ESTA NOITE

Temporada:

09 de agosto a 1º de setembro de 2019

Horários:

Sexta-feira e Sábado – 21h30

Domingo – 20h

Local:

Teatro Fashion Mall

Estrada da Gávea, 899 – Loja 97 – São Conrado

Tel.: (21) 2111-4444

Ingressos:

Sexta-feira e Domingo – R$ 70 (inteira) e R$ 35 (meia-entrada)

Sábado – R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia-entrada)

Duração: 80 minutos

Classificação: 16 anos

FICHA TÉCNICA:

Texto e Argumento: Felipe Cabral

Ideia Original: Gisela de Castro

Direção: Bruce Gomlevsky

Elenco: Felipe Cabral, Gabriel Albuquerque, Gisela de Castro e Karina Ramil

Assistente de Direção: Bruna Diacoyannis

Cenário: Fernando Mello da Costa

Figurino: Carol Lobato

Iluminação: Felício Mafra (Russinho)

Trilha Sonora: Kleiton Ramil

Preparação Vocal: Verônica Machado

Fotos de Divulgação: Dalton Valerio

Design Gráfico: Redson

Assessoria de Imprensa: Marrom Glacê Assessoria – Gisele Machado & Bruno Morais

Direção de Produção: 2D Produções e Comunicação

Produção Executiva: Luciana Duque
Realização: Felipe Cabral

“FILHOS D MEDEA” no Sesc Copacabana

Eles voltaram para descobrir: afinal, em que mundo vivemos hoje? E quem somos nós, entre civilizados e bárbaros? Trazendo o mito de Medeia para o contexto contemporâneo, estreia dia 11 de julho, quinta, às 20h, no Mezanino do Sesc Copacabana, o espetáculo FILHOS D MEDEA, dirigido pelo premiado Marco André Nunes, fundador da Aquela Cia de Teatro e responsável por grandes sucessos como “Caranguejo Overdrive” e “Guanabara Canibal”.

FILHOS D MEDEA é um híbrido de teatro e show, no qual os personagens assumem a identidade de uma banda musical fictícia para ressignificar e trazer à luz, em forma de texto, performances e canções autorais (compostas por Felipe Storino), além de fragmentos de outras músicas, a trágica história da personagem que assassina brutalmente seus próprios filhos, em sacrifício e em inconformidade, para que eles não vivam o mundo considerado “materialista” e “moderno” de seu marido Jasão, em contrapartida ao seu mundo tido como bárbaro e primitivo. Assumindo a persona de uma banda musical, os tais filhos do título interpretam canções que expõem a barbárie da antiguidade e sua relação de (muita) proximidade com as questões que nos afligem hoje.

FILHOS D MEDEA fica em cartaz até o dia 28 de julho, de quinta a domingo, às 20h, e é idealizado pela atriz Nina da Costa Reis, em parceria com o diretor Marco André Nunes, o músico e diretor musical Felipe Storino, o ator André Dale, e o dramaturgo Alexandre Costa. Completam o elenco/banda: André Coelho, Clarice Sauma, Kelson Succi, Pedro Nego, Reinaldo Junior e Tom Karabachian.

Adepto de uma linguagem cênica própria com dramaturgia sempre inédita e colaborativa, Marco André Nunes desenvolveu FILHOS D MEDEA em parceria com o time criativo e os atores, ao longo de dois meses de ensaios, criação e preparação. O texto é de Carolina Lavigne com fragmentos de Alexandre Costa, Fluxodrama, Martina Sohn Fisher e Pedro Uchoa.

“O mito só tem vida quando é atualizado. Além de estabelecer uma narrativa, a banda versará sobre temas contemporâneos suscitados pela história de Medeia como questões sociais, raciais e de gênero. Falaremos sobre gravidez, feminino, aborto, questões políticas, arte, etc”, explica o diretor, que já investigou outros mitos gregos no teatro em “Edypop” (2014) e “Laio e Crísipo” (2015).

No universo de FILHOS D MEDEA, o público conhecerá uma banda essencialmente jovem, trazendo influências de diversos tipos de sons ao palco, e com ênfase especial no punk rock e no glam rock dos anos 1980/1990. Os atores, todos propositalmente entre os 20 e 30 anos, abusam de uma estética acelerada, suja, e até mesmo agressiva de estilos, com a ideia de intensificar a dualidade entre barbárie e civilização proposta pela obra. “Estamos vivendo um momento de agressividade. É um ótimo contexto para trazer de volta o mito da Medeia aliado à força do punk rock e à sua atitude, contestação, e letras de cunho político…”, diz o diretor, que completa: “A tragédia sempre esteve ligada ao coro e à música e a banda é uma forma de gerar uma identificação ainda mais espontânea e forte com o público”.

Se debruçando sobre a obra original e sobre o que ela tem de tão atual, FILHOS D MEDEAMedeia essa que também passou por uma atualização no nome para tornar-se ainda mais contemporânea – trará diversas reflexões, tais como: a civilização atual ainda tem resquícios de barbárie? E quem seriam os bárbaros hoje? Outras perguntas também cabem: Qual é o seu lugar entre a ascendência materna e paterna ou entre Medéia e Jasão? Ou ainda: onde nos encontramos agora? No mundo primitivo ou no mundo moderno?

“Visto com olhos contemporâneos, o enredo de Jasão e Medeia nos obriga a reconhecer, finalmente, que o ato e o impulso de civilizar é também, e ao mesmo tempo, a própria ação de barbarizar”, corrobora o diretor.

Em cena, os atores/performers também contarão um pouco de sua própria história e desenvolverão relações interpessoais. Autora do argumento, a atriz Nina da Costa Reis viverá Medeia, encarnando a força feminina e misteriosa da personagem, vista como uma das figuras mais marcantes da dramaturgia universal.

“Me interesso muito por mitos, e há algum tempo, já venho pesquisando tragédias. Foi então que veio esse insight: quem seriam os Filhos de Medeia hoje em dia? Apesar de estar datada de muito antes de Cristo (a versão mais célebre, de Eurípides, é de 431 a.C.), Medeia ainda é extremamente atual”, conclui.

A MEDEIA DE EURÍPEDES

Na história de Eurípedes, de 431 a.C., o mito de Medeia narra a trajetória de sua protagonista, filha do rei Eetes e neta do Deus Sol. Com ascendência na realeza e na própria divindade, Medeia é, ao mesmo tempo, nobre e divina. Seu porte de rainha e dotes de feiticeira, aliados à sua origem na distante Cólquida, fazem dela uma bárbara aos olhos dos Argonautas, entre os quais Jasão, por quem ela se apaixona e a quem ajuda a conseguir o velocino de ouro, pertence de sua família e motivo da expedição que Jasão comandava.

Aliada ao inimigo da casa paterna, Medeia usa de seus poderes mágicos para a conquista do velocino de ouro, partindo em seguida, com seu amado Jasão e os demais Argonautas, rumo a Corinto. Casados, Medeia e Jasão têm dois filhos. Em Corinto, Medeia vira alvo das intrigas do rei Creonte, que influencia Jasão a recusá-la, a fim de poder casar com sua filha Creusa, tornando-se o futuro rei. Jasão aceita a proposta de Creonte e abandona Medéia, pedindo para que ela parta em exílio com os dois filhos. Transtornada, ela envenena Creusa e o rei Creonte. Em seguida, sacrifica seus dois filhos e parte numa carruagem enviada pelo Deus Sol, deixando Jasão.

SINOPSE: Uma banda musical fictícia revisita, por meio de canções autorais e fragmentos, o mito grego de Medeia e Jasão e a sua relevância para os dias de hoje, comparando a dualidade entre civilização e barbárie, num misto de teatro e show.

FICHA TÉCNICA:

Elenco: André Coelho, André Dale, Clarice Sauma, Kelson Succi, Nina da Costa Reis, Pedro Nego, Reinaldo Junior e Tom Karabachian

Direção: Marco André Nunes

Texto: Carolina Lavigne com fragmentos de Alexandre Costa, Fluxodrama, Martina Sohn Fisher e Pedro Uchoa

Direção Musical: Felipe Storino

Direção de Arte: Bidi Bujnovski, Josef Chaselaw, Marco André Nunes e Anouk Zee

Iluminação: Renato Machado

Direção de Movimento: Toni Rodrigues

Fundamentação Teórica: Alexandre Costa

Assistente de Direção: Carolina Lavigne e Diego Avila

Vídeo: Isabela Raposo

Visagismo: Josef Chasilew

Produção: Julianna Firme

Assessoria de Imprensa e Mídias Sociais: Mario Camelo

Arte gráfica: Leonardo Costa

Idealização: Nina da Costa Reis

SERVIÇO:

FILHOS D MEDEA

Estreia: 11 de julho de 2019

Temporada: De 11 a 28 de julho de 2019

Horários: de quinta a domingo, às 20h

Local: Espaço Sesc Mezanino – Sesc Copacabana

Ingressos: R$ 7,50 (associado do Sesc), R$ 15 (meia-entrada), R$ 30 (inteira)

Endereço: Rua Domingos Ferreira 160, Copacabana, Rio de Janeiro.

Informações: (21) 2547-0156

Bilheteria – Horário de funcionamento: de terça à sexta, das 9h às 20h; e sábados, domingos e feriados, das 12h às 20h.

Classificação indicativa: 16 anos

Duração: a definir

Tem uma mulher na nossa cama

Romance e humor são os ingredientes de uma típica comédia de casal, mas acrescente uma situação pra lá de inusitada e uma dose de suspense a essa mistura e teremos a divertida peça “Tem uma mulher na nossa cama”, que reestreia dia 15 de de junho, no Teatro Miguel Falabella, no NorteShopping, Zona Norte do Rio de Janeiro. No palco, Maria Carol, que vive a musa Diana da nova novela das sete da Globo, “Verão 90”, e o comediante Marcelo Duque, do Canal do YouTube Parafernalha, interpretam Ludmila e Sandro, um casal que, após uma noitada e tanto, volta para casa, dorme bêbado e quando acorda dá de cara com uma mulher desconhecida na cama. Sem lembrar do que aconteceu na noite anterior, eles agora precisam descobrir como essa estranha foi parar no quarto deles. A partir daí o público irá se deliciar com as confusões, muita DR – a famosa “discussão de relação” -, as brigas e o romance em cena. A direção é do talentoso Marcus Alvisi, que sempre esteve à frente de grandes espetáculos e novelas. A peça, dos autores Denise Portes e Marcelo Duque, poderá ser vista sábado, às 18h30, e domingo, às 18h. A classificação é de 14 anos.

Em “Tem uma mulher nessa cama”, Maria Carol faz a sua primeira comédia de casal no teatro e, a primeira, sem dividir a cena com o tio, o diretor Jorge Fernando. A experiência, claro, tem enriquecido o seu trabalho. “Fazer comédia é sempre uma delícia e desafiador. Os 16 anos nos palcos, fazendo o ‘BooM’, foi uma grande escola, o melhor aprendizado que eu poderia ter. Mas eu fazia uma participação. A diferença desse espetáculo é estar em cena o tempo inteiro, ligada nas marcas…. Parece uma montanha-russa. O tempo da comédia é algo que vou levar sempre. Independentemente do espetáculo. E isso foi uma das grandes coisas que o ‘BooM’ me ensinou”, diz ela, que tem uma sintonia impressionante com Duque.

“Na semana seguinte que conheci o Marcelo, ele e a Denise já me apresentaram esse texto e eu amei. Me diverti lendo e quis muito fazer. Estar em cena com o Marcelo é divertido demais. Ele é um cara alto astral, engraçado, que me faz rir o tempo todo. Nosso entendimento foi imediato. Parece que já o conheço há anos”, afirma ela. Na Globo, Maria Carol atuou nos folhetins “Vamp” (1991), “’Era uma vez” (1998), ‘Vila Madalena” (1999), “Sete pecados” (2007), “Guerra dos sexos” (2012) e “Alto Astral” (2015); e no especial “Nada fofa” (2008). Recentemente, no teatro, fez a peça elogiada pela crítica “Caos” (2018), ao lado de Rita Fischer.

Ator e autor, Marcelo Duque, que participa do Canal no YouTube Parafernalha, aposta que o segredo da comédia de casal é a sintonia além da ficção. “A diferença da peça com dois atores que eu acredito é que tem que ter química até fora do palco. A troca de energia é o tempo todo, a gente tem que estar sempre ligado ao parceiro. A gente vira um só em cena. Eu e Carol nos demos muito bem desde a primeira leitura”, frisa ele, que elogia a colega: “Que mulher talentosa! Feliz por conhecer uma parceira de cena como ela”. Duque dirigiu e escreveu, também com Denise Portes, a comédia “Tricotando”, com Lady Francisco. Como ator, participou dos filmes “Minha fama de mau”, atualmente em cartaz nos cinemas; e “Tudo acaba em festa” (2018), com Marcos Veras. Na telinha, participou de “Malhação”, “Totalmente demais”, “Tapas e beijos”, “Zorra total” e da série da Fox “Bruna Surfistinha”.

“Tem uma mulher na nossa cama” é a segunda comédia da parceria Duque e Denise Portes. Para Denise, os espectadores se identificam com a vida a dois dos personagens. “O público se identifica de maneira leve e engraçada com o cotidiano de um casamento, apesar de os dois estarem em uma situação inusitada. O mais legal é que o casal é apaixonado, eles são parceiros que se meteram numa enrascada. A plateia se diverte, a peça tem suspense e amor. O que acho mais bacana é a parceria deles”, salienta ela. A trama ainda conta com a participação de Daianny Cristian. Em sua trajetória, Denise fez a peça “Salve Jorge“, sobre a vida do ator e diretor Jorge Fernando, que escreveu em parceria com ele mesmo. Ela foi roteirista dos curtas-metragens “Estava escrito”, sobre os pescadores em Copacabana, e “O presente”, um romance; e dos seriados “Hotel” e “Rango” – este último com Joaquim Vicente.

Sobre o diretor

O diretor Marcus Alvisi é conhecido por brilhantes trabalhos na TV e no teatro e pelas ótimas críticas. Entre os destaques de sua carreira como diretor estão: as novelas “As filhas da mãe” (2001), “Vila Madalena” (1999), entre outras; e as peças “Solidão, a comédia”, protagonizada por Diogo Vilela, em 1991, que recebeu os prêmios Apetesp e Shell de melhor espetáculo; “Diário de um Louco”, também com Vilela, em 1997, que levou os prêmios Shell e Mambembe de melhor espetáculo; e “BooM” (1999), com Jorge Fernando, e muitas outras.

Alvisi e Maria Carol trabalham juntos há muitos anos, foi com ele que ela estreou no teatro. “Alvisi me dirigiu no ‘BooM’ e em novela, também. Ele é uma das minhas referências de teatro, um professor mesmo. E tenho intimidade e abertura com ele, isso é ótimo e essencial pro nosso trabalho”, orgulha-se ela.

Já Duque atua pela primeira vez sob a direção de Alvisi. “Não o conhecia pessoalmente, só de trabalhos que ele fez em TV e teatro. Está sendo um grande aprendizado trabalhar com ele, um diretor do seu quilate, que dirigiu e dirige grandes estrelas”, gaba-se ele. E acrescenta: “Eu tive o prazer de fazer mais um texto com a minha parceira Denise, e está sendo muito bacana. O Alvisi deu uma cara muito legal ao texto. Foi entregue em boas mãos! ”

“Tem uma mulher na nossa cama” tem a produção de Maria Rebello e Valéria Macedo. E a realização de Bons Dias Produções e Artlink Produções.

Serviço:

“Tem uma mulher na nossa cama” –  Reestreia 15 de junho    

Texto: Denise Portes e Marcelo Duque. Direção: Marcus Alvisi. Com Maria Carol e Marcelo Duque. Participação: Daianny Cristian. Uma comédia sobre um casal, Sandro e Ludmila, que dorme bêbado e ao acordar se depara com uma mulher desconhecida na cama. Os dois não se lembram de nada e, a partir daí, discutem a relação do casamento, que passa pela crise dos sete anos, enquanto tentam entender o que se passou durante a noite. Numa discussão hilária sobre o cotidiano do casal, eles tentam desvendar o mistério de quem é essa mulher.

Teatro Miguel Falabella – Avenida Dom Hélder Câmara 5.332, Cachambi (NorteShopping) – Telefone: 2597-4452.

Sábado, às 18h30. E domingo, às 18h.

Ingresso: R$ 60 e R$ 30 (meia).

Duração: 70 minutos.

Classificação: 14 anos.

Temporada até 21 de julho.

“Ânsia” no Teatro Ipanema

“Ânsia” é um espetáculo dirigido por Cesar Augusto (Cia dos Atores). Após sua estréia em fevereiro deste ano com o título “Crave ou Ânsia” no SESC Tijuca, o espetáculo chega agora, com título mais condensado, à zona sul da cidade. O espetáculo cumprirá temporada de 08 de junho a 01 de julho, sempre às 20:00h, no Teatro Ipanema.

Partindo do anseio de tornar acessível ao público carioca a obra desta importante dramaturga inglesa, Sarah Kane, os idealizadores Alexandre Galindo e Elisa Barbato, decidiram homenageá-la em 2019, quando completam-se 20 anos da morte da autora.

A peça, que tem como título original “Crave”, é um texto instigante de conteúdo emocional extremo e inovação. A estrutura dramatúrgica permite a coexistência de variadas camadas de significado; o narrativo, o inconsciente, o emocional e o arquetípico; tornando-a rica principalmente pela sua potência cênica.

 

Nesta peça, considerada pelos críticos obra-prima da dramaturga inglesa, Sarah Kane consegue renovar os conceitos de dramaturgia, desafiando e conduzindo o elenco aos limites do processo criativo. Seu conteúdo enigmaticamente jocoso e vivo, é propulsionado por sua forma enxuta e sofisticada. Sua linguagem fragmentada convida os espectadores a jogarem e junto aos atores, irem à busca de uma lógica entre pensamentos que não parecem ter sido previamente filtrados. Parte integrante da forma proposta pela autora é a sugestão de que o texto seja dito por uma polifonia de vozes e não necessariamente personagens. Em suas jornadas independentes e interdependentes, os atores/vozes desvelam suas lógicas e adquirem movimento. Os atores/vozes influenciam uns aos outros, se permeiam, caminham paralelamente e estão em constante mutação.

Encenar um texto de Sarah Kane é sempre um desafio, e eu adoro desafios. “ÂNSIA” é uma peça que mexe com as bases da dramaturgia, acolhe personagens que nem personagens são, sãovozes, são reflexos, são espelhos de uma sociedade. Neste ponto, contemporânea, no caso de Sarah Kane na virada do século XXI. Sarah Kane é um prolongamento da dramaturgiaBeckettiana ou de Harold Pinter e nisso o teatro agradece, os atores absorvem, a plateia se indaga e o teatro se faz da melhor forma possível, através da perplexidade, da inconstância e da imprevisibilidade. O teatro inteligente de Sarah Kane é sempre um desafio para quem quer estar presente na sociedade contemporânea. “

– Cesar Augusto, diretor do espetáculo

 

Assim como em Beckett e Pinter, que inspiraram “Ânsia”, o corte realizado com o drama tradicional reflete os anseios contemporâneos. A brutalidade que podemos enxergar ao nos depararmos   com   a   vida,   é   contrastada   com   o   amor   e   o   humano;   e   o   crescenteautoconhecimento proporciona o encontro com a beleza mesmo nas situações mais cruéis. Neste sentido a forma dramatúrgica escolhida não é só forma estética, mas uma necessidade para que se exponha de forma precisa esse paradoxo.

“…. A verdade não tem muito a ver com a realidade, e a ideia (se é que ela existe) é gravar a verdade….”

– Voz de C, “Ânsia”

 

A visão do mundo apresentada em “Ânsia” se torna ainda mais transparente ao considerarmos o que Sarah propõe como base; os atores são portadores de texto, vozes e não necessariamente personagens no sentido mais tradicional do termo. O fluxo de informações não obedece às regras do cotidiano, o que permite que a peça mergulhe no que é aleatório, desconhecido, e como tal impossível de ser justificado racionalmente.

 

“Encenar Sarah Kane é um desafio e tanto, estamos falando em uma dramaturgia muito singular e infinita em possibilidades ao se transportar para o palco. Tivemos a felicidade de terconosco, nessa construção, um dos diretores mais preparados para esse percurso tão incerto e ao mesmo tempo tão rico. Cesar Augusto tem nos conduzido com muita maestria e afeto, num processo de pesquisa ímpar.”

– Alexandre Galindo, ator e produtor

 

Os idealizadores se depararam com uma exímia liberdade da autora, conferida por sua vez aos atores, e é a partir dessa liberdade que se desdobram destinos, histórias, escolhas, curvas, bloqueios, desbloqueios, encontros, voltas para si e voltas para o outro. Diante da violência do mundo buscam-se soluções. O texto amplia a visão sobre a vida e as suas dinâmicas, ampliando também o caos e a organização que surgem nesses caminhos, à medida que se procuram novas ferramentas para traçar passos dentro de um imenso labirinto.

 

“Da primeira vez que li uma peça da Sarah, tive uma sensação que só se assemelhava à sensação que tive nas primeiras vezes que li Shakespeare. Era o assombro. Me deparava ali, com umaartista tão completa e que reflete com tanta lucidez a alma humana, que a incredulidade diante daquilo me parecia a única opção. Eu não acreditava no que estava lendo. O que eu lia era aalma humana decodificada e dissolvida em letras numa folha de papel. Mais tarde ficou mais claro para mim que isso se tratava simplesmente da habilidade artística elevada à sua máxima potência; a de observar a humanidade e imprimir experiências com tamanha vivacidade. E é com essa vivacidade que pretendemos levar a obra dessa grande dramaturga ao palco. De forma viva e íntegra.”

– Elisa Barbato, atriz

 

 

SINOPSE

 

Em um universo de vozes, quatro personagens expressam forte intimidade. Escrito por Sarah Kane, dramaturga referencia do teatro britânico do final do século XX, o espetáculo, envolto em poesia, amor e ódio, cria conexões, numa trama cruel e abusiva, onde sujeito, tempo e espaço se apresentam indefinidos e refletem anseios contemporâneos.

 

 

 

SERVIÇOS

Teatro Ipanema – Rua Prudente de Morais, 824 – Ipanema, Rio de Janeiro – RJ Telefone da Bilheteria: (21) 2267-3750 – funcionamento terça a domingo, das 14h as 22h.

Temporada de 08/06 a 01/07/2019 Horários: De sexta a segunda às 20h Duração: 60 minutos

Classificação: 16 anos Gênero: Pós-dramático Lotação: 192 lugares

Observações: Vendas no site riocultura.superingresso.com.br ou na bilheteria do Teatro

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sobre Sarah Kane

Sarah Kane, dramaturga inglesa considerada uma das grandes responsáveis pelo impacto do movimento In-Yer-FaceTheatre (na sua cara). Suas peças “Blasted” (1993), “O Amor de Fedra” (1996), “Purificados” (1998), “Falta” (1998) e “4:48 Psychosis” (1998), apresentam situações austeras e extremas, o que é muitas vezes atribuído à sua sensibilidade clássica, fazendo-a transcender o movimento teatral de sua época. Sua forte influência sobre o teatro foi muitas vezes erroneamente eclipsada por sua história de vida marcada pela depressão, mas sua capacidade de subverter a estrutura dramatúrgica acabou consagrando-a como escritora de talento único e visionário. Com cada nova peça ela mostrava resultados surpreendentes de sua investigação e exploração da forma teatral.

 

“Criar beleza a partir do desespero, ou do sentimento de desolação, é para mim a coisa mais esperançosa e afirmadora da vida que alguém pode fazer”

– Sarah Kane, autora da peça

 

Sobre o diretor Cesar Augusto

Cesar Augusto é membro da Cia dos Atores desde a sua formação como ator, diretor, produtor e, eventualmente, como cenógrafo. Paralelamente, desenvolveu e participou de outros projetos e ações culturais: Riocenacontemporanea – Festival Internacional de Teatro da Cidade do Rio de Janeiro (membro da diretoria e curador), Festival de Teatro de São José do Rio Preto (curador). Dirige o TEMPO_FESTIVAL , festival internacional no Rio de Janeiro. Foi diretor artístico da Ocupação CÂMBIO, no Teatro Glaucio Gill, entre 2010 e 2011, a convite daSecretaria Estadual de Cultura, sendo indicado na categoria especial do prêmio APTR por este trabalho. Dirigiu a residência artística do Teatro Café Pequeno ao longo de três anos, dando prosseguimento à Ocupação Câmbio. Foi curador de artes cênicas do Galpão Gamboa, espaço dirigido por Marco Nanini e Fernando Libonati, agraciado pelo prêmio APTR na categoria especial. Dentro da esfera de curadoria no Instituto Galpão Gamboa, desenvolveu o projeto Dança Gamboa, junto com Marcia Rubin. Entre agosto e novembro de 2014, esteve à frente da ocupação Dulcinavista, no Teatro Dulcina, localizado no centro da capital carioca. Em 2016, foi indicado na categoria especial do Prêmio Cesgranrio pela curadoria do Galpão Gamboa. Ainda em 2016, foi idealizador, com a diretoria do TEMPO_FESTIVAL, do evento HOBRA – Residência Artística Holanda Brasil, que fez parte do calendário cultural dos JogosOlímpicos da cidade do Rio de Janeiro. Em 2017, foi indicado ao prêmio Cesgranrio pela curadoria do Galpão Gamboa e recebeu o prêmio APTR 2017, categoria especial, pela multiplicidade de ações  culturais. Como ator, fez inúmeros espetáculos de teatro ao longo de sua carreira, tanto no Brasil como no exterior. Por “Conselho de Classe”, de Jô Bilac, foi indicado ao prêmio APTR de melhor ator protagonista. Entre seus últimos trabalhos como diretor, estão: “LaborAtorial”, processo colaborativo com os artistas Marcelo Valle e Diogo Liberano e Simon Will, do coletivo artístico Gob Squad/

Alemanha; “Próxima Parada”, baseado nas obras dos dramaturgos José Vicente e Antonio Bivar; “Talvez “e “Mamãe”, trabalhos solos de Álamo Facó, “A Tropa”, texto de Gustavo Pinheiro premiado no Festival Seleção Cena Brasil 2015, com Otávio Augusto e “Alair”, do mesmo autor, com Edwin Luisi no elenco, “Noite em Claro”, de Joaquim Vicente, que faz parte do espetáculo-evento Rio Diversidade, indicado os prêmios Shell e APTR, por inovação e categoria especial, respectivamente. Está em cartaz com o espetáculo “Insetos”, celebrando 30 anos de trajetória artística da Cia. dos Atores, em turnê pelo Centro Cultural Banco do Brasil. Por este espetáculo, esta indicado como cenógrafo, junto com Beli Araujo, para os prêmios Shell, APTR e Aplauso Brasil.

Sobre o ator e produtor Alexandre Galindo

Bacharel em Artes Cênicas pelo Instituto CAL de Arte e Cultura, Cursou um MBA em Gestão de Projetos pela Fundação Getulio Vargas (FGV) formado em Engenharia Civil pela Universidade Cruzeiro do Sul, SP e Pós-graduado em Engenharia de Segurança do Trabalho pela Universidade Nove de Julho, SP. Idealizou, produziu e protagonizou a peça “A Festa de Aniversário” de Harold Pinter, em 2017 e 2018, com a direção de Gustavo Paso, que estreou no teatro Poeira, um sucesso de crítica e público, com duas indicações ao Prêmio Cesgranrio de Teatro nas categorias melhor atriz e melhor iluminação. Produziu também em 2017 os espetáculos “Animal Doméstico” com texto e direção de Hayla Barcellos e “A Viagem do Capitão Tornado” com adaptação e direção de Clóvis Levi”. Em 2018 produziu e atuou nos espetáculos “Falta” de Sarah Kane com direção de Cesar Agusto e “Educação Siberiana” de Nilolai Lilin com direção de Gustavo Paso. Atualmente está trabalhando na captação do projeto “The Party” de Sally Poter, com previsão de estreia para o segundo semestre de 2019.

 

FICHA TÉCNICA

 

“ÂNSIA” de Sarah Kane

IDEALIZAÇÃO: Alexandre Galindo e Elisa Barbato

TEXTO: Sarah Kane

TRADUÇÃO: Laerte Mello DIREÇÃO: Cesar Augusto

ELENCO: Alexandre Galindo, Elisa Barbato, Maria Adélia e Rogério Freitas CENÁRIO: Cesar Augusto

ILUMINAÇÃO: Diego Dienner

TRILHA SONORA: André Poyart

FIGURINOS: Tiago Cardozo

ASSISTENTE DE DIREÇÃO: João Bernardo Caldeira PREPARAÇÃO CORPORAL: Toni Rodrigues PROGRAMAÇÃO VISUAL: Thiago Ristow

DIREÇÃO DE PRODUÇÃO: Alexandre Galindo

PRODUCÃO EXECUTIVA E ADMINISTRAÇÃO DE TEMPORADA: André Roman

ASSESSORIA DE IMPRENSA: Duetto Comunicação ESTAGIÁRIO DE DIREÇÃO: Dan Patrício

REALIZAÇÃO: Gênese Produções

“NÓS” no Parque da Aclimação

Inspirado em obra homônima de Eva Furnari, com dramaturgia de Sérgio Pires e direção de Cris Lozano, a Cia. Barracão Cultural – após circular por alguns locais da cidade – estreia o espetáculo NÓS, no dia 8 de junho, sábado, no Parque da Aclimação. As apresentações ocorrem na Área de Eventos em dois horários: às 11h e às 15h.

A montagem – que narra a trajetória de Mel, uma garota que tinha nós pelo corpo e não conseguia chorar – tem Eloisa Elena, Leandro Goulart, Lucas Nuti e William Simplício no elenco, direção musical de Dr Morris, cenografia de Marco Lima e figurino de Marichilene Artisevskis. Este é o terceiro espetáculo de rua da companhia, que já realizou os bem sucedidos O Tribunal de Salomão, em 2011, e A Condessa e o Bandoleiro, em 2014.

Foram programadas 30 apresentações de NÓS em espaços públicos, ao ar livre, com entrada franca. Em junho, além do Parque da Aclimação (dias 8 e 9), o Parque do Povo (dia 29) e Jardim da Luz (dia 30) serão os palcos para a encenação.

NÓS conta a história de Mel, uma garota que nasceu em um repolho mofado, na pequena Pamongas, onde vivia feliz e rodeada por borboletas, motivo de brincadeiras e zombarias por parte dos habitantes ‘normais’ da cidade. Um dia, de tanto segurar as mágoas e o choro, que não caia nem mesmo descascando cebolas, Mel acabou com o corpo cheio de nós, cada um mais apertado que o outro. Diante disso, ela convenceu seus pés de ir embora para um lugar distante, e saiu de Pamongas disfarçada de geladeira. Mel não sabia que havia tantas coisas para conhecer. Cinco nós foram necessários para que ela se aventurasse. Andou, cruzou montanhas e rios, encotrou animais, carroças e bicicletas pelo caminho. À medida que se permitiu vivenciar cada coisa diferente na jornada, seus nós foram se desfazendo e ela encontrou alguém que ganhou sua confiança. E Mel conheceu uma cidade onde cada um tinha seu próprio nó e ninguém ligava para isso.

O principal argumento para a Barracão Cultural montar um espetáculo a partir de um livro de Eva Furnari é sua habilidade em abordar temas sensíveis e polêmicos de forma objetiva, lúdica e fantástica. Em NÓS, ela propõe uma reflexão sobre temas como diversidade, intolerância, respeito e alteridade. A relação que se estabelece entre as características peculiares de Mel e a relação com o ambiente onde vive gera “nós” em seu corpo e a obriga a realizar uma jornada de autodescoberta.

“Essa menina traz uma coisa bela e poética para o mundo, que são as borboletas, mas a consequência por ser diferente é se tornar uma pessoa deslocada e com marcas no corpo”; comenta a atriz Eloisa Elena, que vive a personagem. “Acreditamos que falar sobre os temas propostos por Eva é uma questão urgente, com potencial para encontrar ressonância entre os mais diversos públicos e estimular a convivência e o respeito”, completa Eloisa. Ela também ressalta que o espetáculo não mostra somente o lugar da dificuldade, nem retrata a resignação na dor. “Mel representa a força de vontade, a busca. Ela não esmorece no desejo de encontrar o seu lugar no mundo”.

Para a diretora Cris Lozano, “o micro-bullying, aquele que pode ser praticado quase sem perceber, não é apresentado como julgamenteo ou denúncia, mas como propulsor da autorreflexão”. Isso é colocado em cena de forma leve, em uma encenação lúdica e cheia de humor. A narrativa passa pelo realismo fantástico, deixando livre o imaginário do público. Lozano explica que a encenação busca inserir o espectador na história, fazê-lo pensar sobre como agiria diante daquela situação e também entender que não se deve tratar com naturalidade a banalização das diferenças.

O espetáculo tem um coro de vozes masculinas que, segundo a diretora, pode representar o patriarcado, mostrando como essa menina é vista, a partir de uma questão bem mais forte que a poética. “Esse coro traz a herança polifônica do coletivo masculino que espera da mulher um comportamento limitado do que não é poético”. Os atores-músicos se revezam nas personagens que vão surgindo durante a trajetória da menina: adolescentes, homens de negócios e trio de vacas malhadas, entre outros. Mas um dos garotos não se encaixa, exatamente, na posição de antagonista, ele tem afeição pela garota, mas não vai contra a posição dos colegas.

Trilha, cenário e figurino

Mesmo sendo realizado em espaços sem nenhuma infraestrutura teatral, o NÓS traz um apurado rigor técnico e estético, com todos os elementos do teatro numa produção bem cuidada que integra com originalidade os diversos aspectos que compõem a cena: cenografia, figurinos, adereços e trilha sonora.

A trilha sonora original, criada por Dr Morris, é tocada ao vivo pelos atores. A Barracão Cultural tem o privilégio de ter como integrante um diretor musical. A cada espetáculo, a sonoridade vem sendo um dos fatores determinantes nas montagens. Em NÓS, reverencia o artista popular de rua que, além de interpretar e narrar, também canta e toca os instrumentos. “Algumas canções têm papel fundamental na trama, seja dramatúgico, poético ou narrativo”, comenta Dr Morris. Ele ainda acrescenta que buscou por uma sonoridade que fosse além do popular e trouxesse originalidade e graça. “Conseguimos isso com o violão de nylon, os tambores, a marimba de porcelanato e a marímbula, uma espécie de calimba grave e grande, que foi construída pelo ator Leandro Goulart”, explica o músico.

A diretora reforça a importância da dramaturgia musical para um espetáculo apresentado em local público. “A dinâmica da música precisa atrair os olhos e ouvidos do espectador. O ritmo, a sonoridade e as letras das canções devem se sobrepor aos eventuais ruídos do ambiente de rua e seduzir as pessoas com seriedade, leveza e encanto”.

O cenário é uma microarena com uma ‘estação’ para os músicos e seus instrumentos, possibilitando ao público ver o espetáculo de vários pontos de vista, de acordo com a posição em que se encontra. “Desta forma, aproximamos as pessoas da história, com seus olhares externos, cúmplices ou não desse ato de bullying”, comenta Cris Lozano. O cenógrafo Marco Lima conta que se inspirou no repertório imagético da literatura de Eva Furnari para criar um cenário alegórico. “As ilustrações foram fundamentais para compor os elementos bidimensionais como metáforas que traduzem sua linguagem. Fizemos um recorte que transporta o universo da autora para o palco, tirando o espectador do cotidiano e situando-o em outro espaço”, explica o cenógrafo.

Nada realista também é o figurino. “Temos um pezinho no circense”, brinca Marichilene Artisevskis. A figurinista diz que buscou exaltar a fantasia tanto nas vestes e adereços como nas cores utilizadas.

Ficha técnica

Texto: Livre adaptação da obra de Eva Furnari. Dramaturgia: Sérgio Pires. Direção: Cris Lozano. Elenco: Eloisa Elena, Leandro Goulart, Lucas Nuti e William Simplício. Direção musical e canções originais: Dr Morris. Cenografia: Marco Lima. Figurinos: Marichilene Artisevskis. Coordenação técnica: Maurício Mateus. Confecção de cenografia e adereços de cenografia e figurino: Tetê Ribeiro, Lucas Luciano e Fábio Ferretti.  Orientação de movimento e coreografias: Andrea Soares. Aulas de beatbox: Thiago Mautari. Aulas de saxofone: Leonardo Muniz. Construção da marimbula: Leandro Goulart. Confecção de escada e suporte dos instrumentos: Ciro Schu. Costureiras: Judite de Lima e Marinil Ateliê. Design gráfico: Cláudio Queiroz. Ilustrações do material gráfico: Marina Bethanis. Fotos de divulgação: Henk Nieman. Coordenação e facilitação dos encontros com jovens: Cláudio Queiroz. Direção de vídeo-documentário: Murilo Alvesso. Assessoria de imprensa: Eliane Verbena. Produção executiva: Geondes Antônio. Direção de produção: Eloisa Elena. Administração: Tetê Ribeiro. Produção e realização: Barracão Cultural. Apoio: 7ª edição do Prêmio Zé Renato de Apoio à Produção e Desenvolvimento da Atividade Teatral para a Cidade de São Paulo.

Apresentações – Junho/2019

Espetáculo: NÓS

Duração: 60 minutos. Classificação: Livre para todos os públicos.

8 e 9 de junho. Sábado e domingo, às 11h e às 15h

Local: Parque da Aclimação (Área de Eventos)

Rua Muniz de Souza, 1119 – Aclimação. Tel: (11) 3208-4042

29 de junho. Sábado, às 11h e às 15h

Local: Parque do Povo – Mário Pimenta Camargo (Área de Eventos)

Av. Henrique Chamma, 420 – Pinheiros.  Tel: (11) 3073-1217

30 de junho. Domingo, às 11h e às 15h

Local: Parque Jardim da Luz (Área de Eventos)

Praça da Luz, s/n – Bom Retiro. Tel: (11) 3227-3545

“Um Casamento Feliz” no Teatro Vanucci

Escrita por Gérard Bitton e Michel Muns e adaptada por Flavio Marinho, a comédia “Um Casamento Feliz” estreia dia 3 de maio, sexta-feira, no Teatro Vanucci, no Shopping da Gávea. Fábio Villa Verde, Renato Rabello, Marcos Wainberg, Regiane Cesnique e Junno Andrade estão no elenco que fica em cartaz até o dia 30 de junho.

 

Henrique (Fábio Villa Verde), um heterossexual e solteirão convicto. Recebe uma herança milionária da sua Tia Carola, mas no testamento consta a condição que ele precisa se casar, e ficar bem casado por um período mínimo de um ano.

 

Durante esse período, ele receberá visitas esporádicas de um oficial de justiça, para avaliar se realmente ele está vivendo “Um Casamento Feliz”.

 

Para não deixar de receber a herança, Henrique aceita a proposta de seu advogado e amigo Roberto (Junno Andrade), em realizar um casamento GAY com Dodô (Renato Rabelo). Que além de ser o seu melhor amigo, é ator e também heterossexual.

 

A partir dai, inúmeras situações inusitadas e divertidíssimas acontecem, quando o lar cor de rosa do falso casal GAY é visitado por vários personagens, tais como o Pai de Henrique (Marcos Wainberg), um viúvo extremamente religioso e aparentemente sisudo. O advogado Roberto, que é um homem estressadíssimo com sua futura ex-esposa. E a nova namorada de Henrique (Regiane Cesnique), que é uma especialista em farejar e detectar homens casados.

 

Uma Comédia com diálogos precisos, onde a trama construída com inteligência e conteúdos faz com que todo elenco brilhe por igual, e transforme seu público em cumplice das diversificadas e engraçadíssimas situações criadas em cena.

 

Numa dinâmica incansável. “Um Casamento Feliz”, não vai deixar você descansar seus olhos nem para uma piscadinha.

 

 

Ficha Técnica

Texto: Gérard Bitton e Michel Muns

Tradução e adaptação: Flávio Marinho

Direção Artística: J.R. DeVille

Colaboração artística: Marcos Pasquim

Elenco: Fábio Villa Verde (Henrique), Renato Rabello (Dodô), Marcos Wainberg (Edmundo), Regiane Cesnique (Elza) e Juno Andrade (Roberto).

Cenógrafo: Neise Zeenobio da Costa

Figurinista: Natália Suarez

Iluminação: Marco Cardi

Fotos: Ale Vidal

Designer gráfico: Ycaro Júnior

Direção de produção: Joaquim Vidal

 

SERVIÇO:

UM CASAMENTO FELIZ

Local: Teatro Vanucci – Rua Marques de Sao Vicente 52 / 3 andar – Telefone (21) 2274-7246.

Estreia para convidados: 2 de maio (quinta-feira)

Temporada: 3 de maio até 30 de junho.

Horário: Quinta a sábado às 21h e domingo às 20h

Ingresso: Quinta: R$ 70,00 / Sexta e domingo R$ 80,00 / Sábado R$ 90,00

Duração: 90 minutos

Classificação: 12 anos

Gênero: comédia.

Capacidade: 400 lugares.

Auto Eus – A Ditadura da Aprovação Social

Depois de uma temporada de sucesso no Teatro Poeira, o espetáculo “Auto Eus – A Ditadura da Aprovação Social” volta em cartaz no mesmo teatro, em Botafogo, para mais seis semanas, a partir de 16 de abril. Em cena, a atriz Adriana Perin investiga as pluralidades e as “prisões” do ser humano e a aceitação da condição vulnerável de ser real, inteiro. As apresentações acontecem terça, quarta a quinta-feira, às 21h, até 23 de maio. “Auto Eus” é uma realização da Rodafilmes e da Brisa Filmes, uma das produtoras de “Dogville”.

Com direção de Raíssa Venâncio, a atriz-personagem narra uma espécie de jornada da anti-heroína numa viagem rumo à empatia por si mesma e, por consequência, pelo “outro”. Pelo Todo. Um percurso cênico que retrata vários desafios, entre eles, as expectativas de uma ilusória aprovação social e as decorrentes frustrações que isso pode trazer. “Auto Eus” também questiona os nossos abismos sociais, trazendo histórias densas sobre uma realidade aparentemente distante.

“Utilizamos a singularidade e a experiência pessoal da artista como disparador inicial do processo criativo”, explica a diretora Raíssa Venâncio. “A dramaturgia passa pela trajetória da atriz-personagem: o ex-casamento e as culpas e barreiras internas que permearam seu processo de ruptura; a viagem para a Índia, que acidentalmente se tornou um portal para a espiritualidade; a estadia aos 15 anos em um acampamento do MST; o projeto social de Cinema do qual faz parte, no sertão nordestino, em que adentra o universo de menores em conflito com a lei em unidades socioeducativas. Assim como a pesquisa nesses contextos sobre a desconstrução dela, como mulher”, completa Raíssa.

A dramaturgia foi escrita a seis mãos por Adriana, pela diretora Raíssa e pela diretora assistente Paula Vilela. A encenação também foi construída a partir de uma expressiva narrativa corporal, conduzida pela diretora de movimento Lavínia Bizzotto.

“O espetáculo fala sobre empatia e desconstrução. Depois de ter vivido tantos processos de investigação interna, surgiu a necessidade de criar um trabalho artístico sobre o eu ideal e o eu verdadeiro, sobre a aceitação de sermos tantos fragmentos. Usar o pensamento para nos definir é algo que nos limita”, conta Adriana Perin. “Em cada uma dessas jornadas é surpreendente o contato com as nossas sombras e nossas fragilidades, até que algo inesperado acontece: nós as abraçamos e seguimos com elas. E percebemos o quanto a autenticidade pode resultar em conexão”, completa.

O processo de criação investigou memórias, abismos e recortes vivenciados pela atriz na sala de ensaio, por meio de improvisos gravados em áudio, que depois foram transcritos. “Um dos nossos maiores desafios foi fechar o texto, pois abrimos várias janelas durante a criação e produzimos um material imenso. Auto Eus é uma costura de muitas histórias, e o ponto onde uma se conecta à outra foi nos surpreendendo. Permitimos que o projeto fosse o que ele quisesse ser de modo orgânico”, define Adriana.

O cenário de Constanza de Córdova e Fernanda Mansur remete às paredes de uma casa que, a cada cena, ganham novos significados com projeções que trazem memórias, pensamentos e colagens. A Luz de Renato Machado revela as recordações da anti-heroína embalando a sua jornada. A trilha sonora traz canções que marcaram a trajetória da atriz-personagem e também a músicas de Daniel Lopes, compostas especialmente para o espetáculo.

A primeira temporada de “Auto Eus – A Ditadura da Aprovação Social” no Teatro Poeira foi de 6 de fevereiro a 27 de março.

SOBRE ADRIANA PERIN

Formada em Teatro pela CAL e em Comunicação Social pela UFRJ, Adriana Perin tem 32 anos e é natural de Vila Velha, no Espírito Santo. Estudou atuação também em Londres, na RADA, e o canto. Aprofundou-se em linguagens como Viewpoints, Meisner, Contação de Histórias e Performance. Investigou o corpo como potência criativa com diretoras como Duda Maia, Ana Kfouri e Yael Karavan, experienciou a arte do ator com a Cia Barca dos Corações Partidos e mais recentemente tem mergulhado no universo da palhaçaria com mestres como Karla Concá, Márcio Libar e o canadense Olivier Terreault.

Ao longo de 11 anos de Arte no Rio de Janeiro, Adriana tem como marca uma interpretação bastante plural: atuou no Cinema, séries, novelas, campanhas publicitárias, como apresentadora, além de uma série de trabalhos como locutora e narradora – como em filmes e áudio livros. No Teatro, já atuou em mais de dez espetáculos, tendo sido premiada como Melhor Atriz em festivais no Rio e no Espírito Santo.

Desde 2013 integra o projeto Cinema no Interior, dirigido por Marcos Carvalho, que percorre pequenas cidades do sertão nordestino. Lá atua como professora das oficinas de interpretação e como diretora de elenco nos filmes realizados após as aulas. O projeto originalmente contempla o povo local, no entanto, em 2017, abrangeu também menores em conflito com a lei, sendo realizado dentro de unidades socioeducativas.

Adriana tem profundo interesse nas relações humanas e sociais, na espiritualidade e expansão da consciência, e estuda formas de investigar essa temática em processos artísticos.

AUTO EUS

A Ditadura da Aprovação Social

Temporada: de 16 de abril a 22 de maio – terça, quarta e quinta, às 21h

Local: Teatro Poeira – Rua São João Batista 104, Botafogo. Tel.: 2537 8053

Capacidade: 82 lugares. Duração: 80 min. Classificação etária: 16 anos.

Gênero: autoficção. Ingressos: R$ 25 (meia e lista amiga) e R$ 50 (inteira).

Bilheteria: de terça a sábado, das 15h às 19h. Domingo, das 15h às 19h.

Vendas online:www.tudus.com.br

www.instagram.com/autoeus_espetaculo

 

 

FICHA TÉCNICA

 

Elenco: Adriana Perin

Direção: Raíssa Venâncio

Dramaturgia: Adriana Perin, Paula Vilela e Raíssa Venâncio

Direção assistente: Paula Vilela

Direção de movimento e preparação corporal: Lavínia Bizzotto

Direção de iluminação: Renato Machado

Direção musical: Daniel Lopes

Direção de aarte: Constanza de Córdova e Fernanda Mansur

Ativação energética: Bruna Savaget

Designer gráfico: Pedro Pedreira

Mídias sociais: Natalia Crivilin

Direção de produção: Tarsilla Alves e Mariana Golubi

Produção: Juliana Espíndola

Produção executiva: André Garcia, Pedro Gui e Fernanda Thurann

Assistente de produção executiva: Pedro Pedreira

Realização: Rodafilmes e Brisa Filmes

Idealização: Adriana Perin e Pedro Gui

Em Casa a Gente Conversa

EM CASA A GENTE CONVERSA é uma comédia romântica protagonizada pelo casal de atores CÁSSIO REIS e Carla Diaz, que vive o personagem Gigi  na novela ESPELHO DA VIDA, exibida pela Rede Globo.

 

O texto é de FERNANDO DUARTE e TATÁ LOPES. Fernando é autor dos espetáculos, “Callas” e “Depois do amor”, ambos com direção de Marília Pêra, “Além do que os nossos olhos registram”, protagonizado por Priscila Fantin, Luiza Tomé e Silvia Pfeifer. A direção artística é de FERNANDO PHILBERT que assinou a direção dos espetáculos “Em nome do jogo” e “O escândalo de Philipe Dussaert”, ambos com Marcos Caruso, “O topo da montanha” com Lazaro Ramos e Taís Araújo, entre outros.

EM CASA A GENTE CONVERSA conta as aventuras e desencontros de um casal, já em processo de separação, que revê a sua própria história durante os encontros para definir detalhes do divórcio, criando sequências hilárias.

Malu e Carlos Alberto, aos olhos de muitas pessoas, formam um casal perfeito, daqueles de comercial de margarina. Mas eles vivem na vida real e enfrentam todas as alegrias e agruras de um jovem casal. Com a maior sinceridade abrem suas vidas com humor, contrapontos e riqueza de detalhes.

Carlos Alberto é um homem dividido entre o desejo de ascender profissionalmente, a vontade de manter um casamento e o sonho de se manter eternamente livre. Já Malu é uma mulher que se desdobra entre carreira, casamento e a maternidade.

No decorrer do espetáculo, eles falam com muito bom humor sobre assuntos pertinentes a qualquer casal: almoço em família, dia dos namorados, a vida sexual, TPM, o cotidiano da casa, a divisão de tarefas, as brigas, o balanço da relação e de amor.

EM CASA A GENTE CONVERSA se vale do humor para mostrar o abismo que separa o universo feminino do universo masculino, como os sonhos se constroem e se desfazem ao longo da vida e aborda questões universais no amor. O casal expõe suas questões com transparência. A identificação do público com a história é imediata.

O espetáculo estreou no dia 01 de setembro de 2018, no histórico teatro Amazonas em Manaus e já passou, com sucesso, por treze cidades brasileiras. EM CASA A GENTE CONVERSA chega no dia 5 de abril  em São Paulo, para uma curta  temporada no Teatro MorumbiShopping.

 

Serviço

EM CASA A GENTE CONVERSA

Texto – Fernando Duarte e Tatá Lopes

Direção – Fernando Philbert

Elenco – Carla Diaz e Cássio Reis

Participação em vídeo – Grace Gianoukas

 

Estreia: dia 5 de abril

Temporada: 05 de abril a 26 de maio

Horário: sextas e sábados 21h / dom 19h

Duração: 60 minutos

Classificação indicativa: 12 anos

Gênero: comédia

Teatro MorumbiShopping. 250 lugares

Endereço: Av. Roque Petroni Junior, 1089,

Lugares reservados para Obesos e Cadeirantes.

Informações: 5183-2800.

 

Ingressos:

Inteira R$ 80,00

Meia entrada R$ 40,00

Preço popular (apenas para 10% da casa)

R$ 50,00 (inteira) R$ 25,00 (meia entrada)

Bilheteria Oficial:

(11) 5183-2800

Terça a sexta: 14h às 21h
Sábado: 13h às 21h
Domingo: 13h às 19h
Sextas e Sábados a bilheteria funcionará até às 23h, quando houver espetáculo.

Site de vendas: http://www.livepass.com.br

Estacionamento Comum: até 2 horas – R$ 16,00. Estacionamento Valet: até 1 hora – R$ 20,00. Estacionamento Motos: a cada 4 horas – R$ 10.

Ficha Técnica

 

Texto – Fernando Duarte e Tatá Lopes

Direção – Fernando Philbert

Elenco – Carla Diaz e Cássio Reis

Participação em vídeo – Grace Gianoukas

Figurinos – Bruno Pimentel

Cenário – Mina Quental

Iluminação – Vilmar Olos

Trilha sonora original – Danielle Vallejo e Jean Albernaz

Músicos – Gustavo Loureiro – contrabaixo/Igor de Assis – guitarra/ Jean Albernaz – bateria/ Danielle Vallejo –  voz/ gravação e mixagem – Seu Cris

Cinematografia  – Felipe Bredas/Multiphocus arte & comunicação

Projeções – Aníbal Diniz

Projeto Gráfico – Ronaldo Alves

Visagismo – Walter Lobato

Fotos material gráfico – Paulo Reis

Cenotécnico – André Salles e equipe

Costureira – Maria Santina

Operador de som – Bob Nascimento e Gabriel Chalita Gehlen

Operador de luz – Bruno Caverna e Felipe Miranda

Operador de vídeo – Allysson Lemos

Diretor de cena – Ricardo Silva

Produtor associado – Cássio Reis

Prestação de contas – Cavalo Marinho

Assistente de produção – Larissa Cunha

Assessoria de imprensa – Flavia Fusco

Coordenação de produção – Fernando Duarte

Direção de produção – Fabrício Chianello

Produção – Vissi Darte produções Artísticas

Realização – Smille produções Artísticas

“Na Cama” no Teatro dos Quatro

Eles se conheceram numa festa, e, poucas horas depois, estão num quarto de motel dividindo não só os lençóis, mas também anseios, verdades, sentimentos e fantasias. Após duas temporadas em São Paulo, NA CAMA estreia dia 19 de março, às 21h, no Teatro dos Quatro, Shopping da Gávea. A comédia romântica com pitadas dramáticas é estrelada por Cristiane Wersom e Pedro Bosnich, tem direção de Renato Andrade, e é a primeira adaptação para os palcos brasileiros de um texto do aclamado escritor chileno Julio Rojas, baseado no filme homônimo de 2005.

O encontro inesperado e sem expectativas entre Bruno e Daniela e o seu desenrolar no quarto de motel é o fio condutor do espetáculo. Na cama, os personagens vão encontrando sintonia, compartilham histórias, e, aos poucos, descobrem como cada um se relaciona com o mundo e entre si.

“O roteiro é leve e despretensioso, mas ao mesmo tempo muito tocante e cheio de emoção. É um prazer ver as reações do público durante a peça”, conta Pedro Bosnich, também produtor e idealizador do espetáculo.

Julio Rojas, o autor, é um dos dramaturgos chilenos mais premiados no país. Além de “En la Cama”, de 2005, ele também é responsável por obras como “Mi Mejor Enemigo”, indicado ao Goya de 2006; e “La Vida de Los Peces”, indicado ao Goya, ao Colón de Prata e ao Oscar em 2012.

Rojas foi superacessível e entusiasta do projeto. Consegui seu e-mail e em dois dias já tinha os direitos do texto”, conta o diretor Andrade, grande admirador da obra. “Como eu sou fã do filme, fiquei receoso de não corresponder às minhas próprias pretensões em relação ao roteiro, mas o humor e o jogo estabelecido pelos atores deixaram a versão com identidade. É engraçado, delicado, com ritmo que uma boa peça pede e o processo de direção foi muito leve. Cris e Pedro se conectaram instantaneamente”, completa ele.

Completando o elenco de NA CAMA, a atriz e roteirista Cristiane Wersom, foi convidada pelo amigo Pedro Bosnich para ser sua parceira em cena. Cristiane está ansiosa para estrear mais uma vez no Rio de Janeiro. Para ela, a sintonia afinada com Bosnich em cena é um reflexo do forte laço de amizade entre os dois, o que fortalece a conexão com o público.

“A gente se dá muito bem, tem muita intimidade, produz juntos, monta vários projetos juntos… Acho que levamos essa conexão para o palco naturalmente. Essa relação fraternal e ao mesmo tempo de amante que o espetáculo nos exige, fica muito bonita de se ver”, revela Cristiane, formada pela Escola de Artes Dramáticas da USP e, que, antes da estreia em São Paulo, buscava um espetáculo teatral para exercer apenas a função de atriz. “Bosnich é um grande parceiro profissional e trabalhar com ele é sempre um prazer”, completa.

Com um tom leve e despretensioso, NA CAMA agradará não só o público romântico, mas também os descrentes no amor, os mais realistas e todos aqueles que se interessam pelas relações humanas.

SINOPSE: Em um quarto de motel, Bruno e Daniela, dois estranhos, dividem lençóis e confidências. Aos poucos, a intimidade do casal extrapola o sexo e aquela relação de uma única noite passa a ser uma possibilidade.

SOBRE

JULIO ROJAS – AUTOR: O chileno Julio Rojas é um dos mais premiados roteiristas da América Latina. Alguns de seus filmes são “Mi Mejor Enemigo”, indicado ao Goya de 2006; “La Vida de Los Peces”, indicado em 2012 ao Goya e ao Colón de Prata e representante chileno na disputa ao Oscar naquele ano. Foi diretor de conteúdos de ficção na TV, docente em diversas universidades chilenas e estrangeiras, além de professor na Escola Internacional de Cinema e Televisão de San Antonio de los Baños, em Cuba. Como escritor, acaba de publicar seu primeiro romance, “El Visitante Extranjero”. “Na Cama” é sua primeira obra encenada no Brasil.

RENATO ANDRADE – DIRETOR: Renato Andrade é dramaturgo e formado em Comunicação Social pela ESPM e em Artes Cênicas pelo Indac. Há 12 anos, faz parte do Corpo Docente da instituição em que se formou, onde ministra aulas de interpretação e dirige a montagem teatral de formatura dos alunos. Nesse espaço, já contribuiu com a formação de mais de mil alunos e dirigiu peças como “Ocupação”, “Balada de Gisberta” e “Entre Muros”. No teatro, é um dos mais atuantes diretores da cidade de São Paulo. Desde a estreia de “Retratos e Canções”, com Rodrigo Sant’Anna e Paulinho Serra (2005), dirigiu 22 espetáculos, sendo a maioria de sua autoria. Destaque para “A Noite em que Blanche Dubois Chorou sobre Minha Pobre Alma” e “Os Veranistas”. No cinema, já dirigiu os curtas “Instance” e “Trance”, e lança em 2019 seu primeiro documentário.

CRISTIANE WERSOM: Atriz formada pela Escola de Artes Dramáticas – USP, também é roteirista e atualmente desenvolve programas e roteiros para a TV Globo, atuando no núcleo de criação cômica da emissora. Como roteirista, trabalhou para o Domingão do Faustão e para programas do Comedy Central, Porta dos Fundos, ABC americana e TVI Portugal. No teatro, esteve no espetáculo de sua autoria, “Mulheres Ácidas”, dirigida por Cristiane Paoli Quito. Além disso, foi integrante do grupo “As Olívias” e atuou nas peças “Noite de Improviso”, “La Estupidez” e “Amor e Restos Humanos”. Na TV, esteve nas quatro temporadas de “Olívias na TV” do Multishow; “Olívias+”, no programa do Roberto Justus, na Record; e em “É Tudo Improviso”, da Band. Atualmente, está na série “Mal me Quer”, da Warner.

PEDRO BOSNICH: O ator, apresentador e produtor formado pela Escola de Atores Indac, atuou nos espetáculos “A Soma de Nós”, “Tango, Bolero e Cha Cha Cha”, “Caso Sério”, “Diga que Você Já me Esqueceu”, “Coisas Estranhas Acontecem Nesta Casa”, entre outros. Também esteve nos musicais “A Fantástica Fábrica de Gibis”, “O Fantasma da Máscara” (neste atuando ainda como produtor e indicado à melhor produção do ano pelo Prêmio Coca-Cola), “O Chapeleiro Maluco” e “Enquanto Seu Lobo Não Vem”. No cinema, atuou nos longas “O Caseiro” e na comédia “Gostosas, Lindas e Sexies”. Na TV, esteve na série “O Negócio” da HBO; nas novelas “Maria Esperança”, “Amigas e Rivais” e “Revelação”, do SBT; em “Poder Paralelo”, da Record; e em “Em Família” e “Sete Vidas”, na TV Globo. Desde 2017, é um dos apresentadores do “Moda-o-Rama”, do Canal E!.

FICHA TÉCNICA:
Texto: Julio Rojas

Direção: Renato Andrade

Elenco: Cristiane Wersom e Pedro Bosnich

Iluminadores Associados: Cesar Pivette e Vânia Jaconis

Assistência de Direção: Bruno Ospedal

Cenário: Cristiano Panzarin

Trilha Sonora: Renato Andrade

Arte: Teto Cultura

Fotos: Kelson Spalato e Allan Bravos

Produção: Pedro Bosnich e Renato Andrade

Realização: 4us Produções e Sintética Produções

SERVIÇO
NA CAMA

Estreia: 19 de março de 2019.

Temporada: De 19 de março a 16 de abril de 2019.

Horários: terças, às 21h.

Local: Teatro dos Quatro

Endereço: Shopping da Gávea, 2 piso – Rua Marquês de São Vicente, 52, Gávea.

Duração: 55 minutos.

Bilheteria oficial: Teatro dos Quatro – De segunda a sábado, das 10h às 22h. Domingos, das 15h às 22h.

Telefone: 2239-1095

Valores: R$40 (inteira) e R$20 (meia-entrada).

*** Cliente Porto Seguro tem desconto no valor de entrada

402 lugares.

14 anos.

“Malditos” no Sesc

A literatura e a poesia sempre inspiraram os processos de criação dos espetáculos da Renato Vieira Cia de Dança. Desta vez, na concepção de ‘Malditos’, elas vieram misturadas a uma certa fúria que dialoga com o momento vivido pelo país. A obra, que estreia dia 4 de janeiro, no Mezanino do Sesc Copacabana, faz parte de uma trilogia que se impôs pela impossibilidade de os coreógrafos trabalharem com outro tema que não o da realidade imediata, ou seja, repercutir através de movimentos o impacto causado pela crise política/econômica/social instalada no Brasil. Se, num primeiro momento, o lamento foi propulsor da criação (‘BLUE bonjour tristesse’, de 2017), a mudança no panorama não atenuou as dificuldades enfrentadas pelos artistas. Da raiva e da angústia começou a nascer o novo espetáculo, que apresenta dois momentos: um coreografado por Renato e que leva o nome do espetáculo, e o solo “Fu”, assinado e interpretado por Bruno Cezario. E é a criação de Bruno que aponta para o novo projeto, a ser realizado em 2020, encerrando a trilogia. Em ‘Vida (aqui estou eu)’, o tempo deverá apaziguar as paixões e definir um novo caminho artístico. Na cena, além de Bruno Cezario, estão os bailarinos Soraya Bastos, Felipe Padilha, Hugo Lopes e Wallace Guimarães.

O ponto de partida para a criação da nova obra foi a aproximação com os “poetas malditos”. Há 150 anos, os simbolistas propunham uma escrita livre, revolucionária, cheia de símbolos e musicalidade. Naquele momento, como agora, havia um desconforto com o mundo. Sentindo-se mergulhado num certo “déjà vu” dos anos de chumbo, Renato Vieira buscou a poesia melódica da época, através de referências muito fortes, que vão de Santana a Janis Joplin. A partir desses nomes consagrados, Felipe Storino partiu para a composição da trilha musical.

“‘Malditos’ bebeu de várias fontes”, sublinha Renato Vieira. “Entre referências poéticas e musicais, surgiu uma obra que passeia pelos grupos vistos como “malditos” que criaram conteúdos “insolentes” e questionadores”.

As mesmas inquietações provocaram Bruno Cezario, mas sua concepção de “Fu” parte de outras premissas resultando numa obra requintada pelo seu despojamento e pela sua apreensão do mundo. Como ele explica, “Fu é um mergulhador perdido no oceano do egoísmo de um aquário caseiro, ouvinte solitário, cego, sensível apenas aos códigos desse universo particular e finito…”.

 

Sobre o processo criativo

Ao longo de 2018, o trabalho foi sendo conceituado por Renato, junto com Bruno, e com contribuições do professor de teatro e escritor Rodrigo Gerstner. Inspirado pelo universo que pesquisava para elaborar todas aquelas ideias em um projeto formal, Gerstner criou a poesia “Perto do que sou”, que passou a integrar a trilha musical de Malditos, composta por Felipe Storino, que também empresta sua voz para este trabalho.

Sou como um corcel em carne viva,

corro para não sentir queimar o meu fulgor.

Tenho pernas que trotam para longe

porque é longe onde me encontro perto do que sou.

Maldito pelas bocas de muitos,

não as que beijei

nem as que comigo conversaram,

mas por todas que proferem maldades,

por aqueles que preferem insultar e ranger os dentes.

Maldito por quem cospe veneno

e não me aceita, não me engole.

Fico atravessado nas gargantas e nas ruas,

habitante das sarjetas e periferias,

convivo com os imundos, impuros, renegados.

É com eles que me afirmo e não lamento,

é deles a voz que dá alento

e sentido ao meu canto belo

e sofrido,

à minha dança leve

e dolorida.

Convoco agora a escória reluzente

em seus talentos e brios,

os vagabundos, as prostitutas,

viados, putas e seus filhos,

os favelados e os indigentes,

quem for canhoto, comigo venha

neste movimento.

Malditos e humanos somos.

Bendita gente.

Rodrigo Gerstner

Sobre a Renato Vieira Cia de Dança

Companhia carioca de dança, em cena desde 1988, com direção geral de Renato Vieira, é reconhecida pela produção contínua de espetáculos que aliam o popular ao erudito, passando pelo experimentalismo, sem abrir mão da qualidade técnica de seus dançarinos. A companhia busca tornar acessível a dança como manifestação artística para todos os públicos, entendendo que assim atrai novos olhares para a dança contemporânea e contribui na formação de novas plateias para as artes em geral.

Renato Viera – Diretor artístico e coreógrafo

 

Renato Vieira é figura presente e atuante em diversas áreas da cena contemporânea. Começou sua carreira com o lendário Lennie Dale, dançou com Dalal Achcar, fundou o Vacilou Dançou com Carlota Portella e, no final dos anos 80, criou a Renato Vieira Cia de Dança, que apresenta regularmente criações inéditas, entre elas Terceira Margem, Ritornelo, Dociamargo, Poeira e Água, Rizoma, Boca do Lobo, No me digas que no, BLUE bonjour tristesse. Suas obras receberam destaque na imprensa, boas críticas e foram apresentadas em diversas cidades do país, além de Costa Rica e Portugal.

Como coreógrafo convidado assinou peças para o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, o Teatro Guaíra, o Teatro Municipal de Niterói, o Balé da Cidade de São Paulo, para a Cia de Dança de São José dos Campos, onde acumulou o cargo de Diretor. Ministrou cursos no Japão e na Alemanha, e, durante vários anos, deu aulas formando bailarinos e marcando, com seu estilo, uma geração.

Pioneiro na direção de movimento para teatro, televisão e cinema, assinou mais de 40 espetáculos, em parcerias com Gustavo Gasparani, Pedro Brício, Claudio Botelho e Charles Moeller, Wolf Maya, entre outros. Entre as produções mais recentes que contaram com sua contribuição destacam-se  Bem Sertanejo, o Musical, Zeca Pagodinho, uma História de Amor ao Samba,  Lili,  S’imbora – O Musical,  SamBra, o musical – 100 anos de Samba, Gilberto Gil – Aquele Abraço, o Musical, Samba Futebol Clube (pelo qual recebeu o Prêmio Cesgranrio 2014 na Categoria Especial), As Mimosas da Praça Tiradentes, O Som da Motown (que dirigiu), Sassaricando, Sassariquinho, Cole Porter – Ele Nunca Disse que me amava, South American Way entre muitos outros. Recebeu o prêmio Coca-Cola de melhor coreografia pelo infantil A Coruja Sofia. Assinou a coreografia de Abertura dos Jogos Pan Americanos, foi durante dez anos o coreógrafo da Comissão de Frente da Escola de Samba Grande Rio, coreografou a Comissão de Frente da Portela e da São Clemente. Pelo conjunto de sua obra recebeu, em 2004, o Prêmio Icatu Holding, com uma residência de seis meses na Cité des Arts, em Paris, França.

Bruno Cezario – Codiretor, Bailarino e coreógrafo

 

Bailarino de expressão internacional, Bruno estreou profissionalmente, aos 16 anos, em Romeu e Julieta, uma adaptação do original de Shakespeare concebida e dirigida por Sergio Britto e coreografada por Renato Vieira, passando a fazer parte de todas as criações da Renato Vieira Cia de Dança. Integrou paralelamente o Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, sob as direções de Jean-Yves Lormeau e Dalal Achcar, estreando nesse palco, aos 17 anos de idade, o L’après-midi D’un Faune, de Nijisky, voltando a interpretá-lo como Bailarino Convidado na comemoração do aniversário de 100 anos da obra, em 2013.

Viveu em Genebra onde dançou com o Ballet du Grand Théâtre de Genève; em Estocolmo com o Cullberg Ballet; na França no Ballet de l’Opéra de Lyon; e em Madrid, onde recebeu de Nacho Duato o título de Primeiro Bailarino na Compañía Nacional de Danza. Dançou peças de mais de 40 coreógrafos internacionais e nacionais, dentre eles William Forsythe, Jiří Kylián, Sasha Waltz, Lucinda Childs, Rachid Ouramdane, Philippe Decouflé, Natalia Makarova, Tatiana Leskova e Matz Ek.

Voltando ao Rio de Janeiro, criou em parceria com Renato Vieira todas as obras da companhia desde então, além de assinar figurinos e trilhas sonoras. Entre 2014 e 2017, retomou a parceria com a Cia Gilles Jobin, dançando os balés Quantum e A+B=X em diversos países (Japão, Israel, Rússia, França, Estados Unidos, entre outros). Foi coreógrafo convidado da Cia de Ballet da Cidade de São José dos Campos, da Compañía Nacional de Danza (Costa Rica). Criou uma das peças coreográficas que constituem o espetáculo Peh Quo Deux, da PeQuod / Companhia de Teatro de Animação, que tem direção geral de Miguel Vellinho de quem assinou, recentemente, a direção de movimento de A Última Aventura é a Morte. Fez a direção de movimento da peça Tãotão, texto de Pedro Kosowski e direção de Cacá Mourthé, pela qual recebeu o prêmio de Melhor Coreografia no 3o Prêmio CBTIJ de Teatro para Crianças. É dele também a direção de movimento de Isaac no Mundo das Partículas. Participou como ator dos longas-metragens Ensaio, de Tania Lamarca, e Exilados do Vulcão e Noite de Paula Gaitan. Como melhor bailarino recebeu os prêmios: Rio Dança 2001 e Você E A Dança.

Ficha técnica:

Direção Geral e coreografia: Renato Vieira

Solo “Fu”: Concepção, coreografia e interpretação de Bruno Cezario

Bailarinos: Bruno Cezario, Soraya Bastos, Felipe Padilha, Hugo Lopes, Wallace Guimarães

Iluminação: Binho Schaefer

Trilha sonora: Felipe Storino

Fotografias: Bruno Veiga

Direção de Produção: Taty Ribeiro

Programação Visual: Chiara Krengiel

Assessoria de Imprensa: Rachel Almeida

Assistente de ensaio e operação de som: Denise Mendes

Operação de luz: Jon Thomaz

Figurinos: Acervo da Cia

Idealização e elaboração do projeto: Renato Vieira e Rodrigo Gerstner

 

Serviço:

Malditos

Datas: 4 a 27 de janeiro de 2019

Horário: 6ª a domingo, às 20h

Local: Mezanino do Sesc Copacabana

Endereço: Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana, Rio de Janeiro – RJ

Ingressos: R$ 7,50 (associado do Sesc), R$ 15 (meia), R$ 30 (inteira)

Informações: (21) 2547-0156

Bilheteria – Horário de funcionamento: Segundas – de 9h às 16h | Terça a Sexta – de 9h às 21h; Sábados – de 13h às 21h | Domingos – de 13h às 20h.

Classificação indicativa: 16 anos

Duração: 50 minutos

Lotação: 80 pessoas

Gênero: Dança contemporânea

“Janis” reestreia no Teatro Cesgranrio

Depois de participar da novela “Segundo Sol” na personagem Selma, par da policial Maura interpretada por Nanda Costa, Carol Fazu retoma o espetáculoJanis”, monólogo musical sobre Janis Joplin, onde faz o papel-título, que volta em cartaz para curta temporada no Teatro Cesgranrio com estreia dia 10 de novembro, sábado. A peça mostra a trajetória de Janis Joplin, a cantora com voz forte e marcante, lembrada pela atitude rebelde da geração beat, os temas de dor e perda de suas músicas, que transformaram a menina que cantava no coro local de sua cidade no Texas na principal voz branca de rockblues de todos os tempos.

“Janis” estreou no ano passado no Oi Futuro Flamengo e foi indicada a vários prêmios: Shell de Teatro (categoria música), Cesgranrio (melhor atriz em musical, direção musical e figurino) e Botequim Cultural (melhor espetáculo, melhor diretor e melhor atriz)

Idealizado por Carol Fazu, fã de Janis, o espetáculo traz uma dramaturgia inédita de Diogo Liberano, direção de Sergio Módena, direção musical de Ricco Viana e cenografia e figurinos de Marcelo Marques. Carol estará sozinha no palco, acompanhada de cinco músicos, evocando Janis, que marcou uma geração e é reverenciada até hoje como uma de nossas maiores cantoras.

“Janis” traz uma dramarurgia que mistura aspectos biográficos e ficcionais e texto entremeado de canções, em que a atriz vai à essência e às emoções do personagem, sem reproduzir nem imitar a cantora. “Essa Janis é uma junção de muitos pontos de vista sobre a vida da cantora. Tem um pouco das minhas experiências, um tanto de invenção, muitas falas ditas originalmente por Janis e também aquilo que a própria atriz Carol Fazu trouxe ao projeto”, descreve o dramaturgo.

Em cena, uma trama original inspirada na vida e obra de Janis Joplin, personagem intensa, contestadora, que não abriu concessões e foi um retrato de sua geração e da contracultura dos anos 60.  Está lá o universo da cantora, sua vida, as emoções que experimentou pela vida e suas refexões sobre solidão, ambição, sucesso, amor, sexo, culpa, rejeição e família. Sentimentos atemporais, comuns a todos nós hoje. Com 14 músicas, é um espelho do que ela vivenciou na vida e colocou em suas canções, que são sucesso até hoje. 

 

Neste monólogo musical Carol faz uma homenagem a Janis, interpretando as histórias permeadas por suas canções como Cry Baby, Little Girl Blue, Kozmic Blues, Maybe, Me and Bobby McGee, Piece of my Heart, Mover Over, Mercedez Benz, Tell Mama e Try (Just a Little Bit Harder).  

 

Sinopse

Janis é um monólogo musical que evoca a emblemática figura da cantora norte-americana Janis Joplin, falecida em 1970, aos 27 anos. Em cena, a atriz Carol Fazu, dirigida por Sergio Módena, numa dramaturgia original de Diogo Liberano, se apresenta numa trama que combina as canções mais icônicas de Joplin, fatos de sua biografia e o encontro com o público presente. Nesse encontro, temas como a fama e o sucesso, família, liberdade, o amor e a solidão, abrem uma reflexão sobre o ser humano, o seu estar no mundo e a importância de ser quem se é.

Sobre Janis Joplin

Janis Joplin cresceu no Texas ouvindo músicos de blues e cantando no coro local. Fez de sua voz a sua caracterísitca mais marcante, tornando-se um dos ícones do rock psicodélico e dos anos 60. Todavia, problemas com drogas e álcool encurtaram sua carreira. Morta em 1970, aos 27 anos, de uma overdose de heroína possivelmente combinada com os efeitos do álcool, Janis cultivou uma atitude rebelde e se vestia como os poetas da geração beat.

 

O sucesso veio depois de suas apresentações no Festival Pop de Monterey em 1967, quando se transformou numa estrela. Mais. Provou que branco podia cantar blues. Também exibiu outro tipo de beleza e sensualidde, que nada tinham a ver com as mocinhas bem-comportadas. Enquanto cantava, virava a cabeça como se estivesse chicoteando com os próprios cabelos. O público se apaixonou por ela e Janis, mais do que uma cantora, se transformava no símbolo feminino do rock.

 

Seu quarto e último álbum Pearl foi lançado seis meses após sua morte e alcançou o primeiro lugar nas paradas com Me and Bobby McGee. E o sucesso continuou. Janis Joplin passou à condição de mito. 

 

Solitária no meio da multidão, frustrada no auge do sucesso, Janis Joplin, a menina do Texas, não conseguiu sobreviver às pressões da vida. Mas sua fulminante trajetória bastou para trazer para o rock, definitivamente, a emoção do blues sem meias palavras, a sensualidade explícita, a tristeza cortante. E a sensação de que viver é correr todos os riscos. 

 

Ficha Técnica

Idealização e interpretação: Carol Fazu

Dramaturgia: Diogo Liberano

Direção geral: Sergio Módena

Direção musical: Ricco Viana

Cenografia e figurinos: Marcelo Marques

Iluminação: Fernanda Mantovani & Tiago Mantovani

Banda: Max Dias (baixo), Arthur Martau (guitarra), Kim Pereira (bateria), Marcelo Cebukin (saxofone) e Antônio Van Ahn (teclado)

Programação visual: Cacau Gondomar

Direção de produção: Alice Cavalcante e Ana Velloso

Produção executiva: Alice Cavalcante, Ana Velloso e Vera Novello

Produção e Realização: Sábios Projetos e Lúdico Produções

Serviço

Espetáculo: “Janis” – monólogo musical com Carol Fazu

Dramaturgia: Diogo Liberano

Direção: Sergio Módena

Local – Teatro Cesgranrio (Rua Santa Alexandrina, 1011 – Rio Comprido – Tel.: 2103-9682)

Reestreia: 10 de novembro de 2018, sábado, às 20h

Temporada: dias 10, 11, 12 (sábado, domingo e segunda) e 15, 16, 17, 18 e 19 (quinta a segunda de novembro) às 20h

Preço:  R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia)

Vendas: www.ingressorapido.com.br

Duração: 80 minutos

Capacidade: 266 lugares

Classificação: 14 anos

“Eu sou eles” no Miguel Falabella

“Um espetáculo repaginado, mais dinâmico e atual”. Assim, o humorista e diretor, Israel Linhares, define a nova edição do monólogo ‘Eu sou eles’, que estreia na sexta, feriado, 02, às 19h, no Teatro Miguel Falabella, no Norte Shopping.

Em ‘Eu sou eles’, com direção de Wendell Bendelack e figurino do premiado Nei Madeira, o ator dá vida a sete personagens que mostram histórias engraçadas durante as tentativas de ‘Miguel Junior’ em se tornar um ator de sucesso. Entres as situações contadas, estão a apresentação de um programa para adultos vestido de Branca de Neve, fazendo um teste para dar vida a uma cenoura, interpretando uma mãe aproveitadora e um avô que adora passar trotes e tirar proveito por estar na terceira idade, entre outros. Além deles, está o esquisitão do Miro, vivido por Israel Linhares no espetáculo renomado Terapia do Riso, que ele criou e já é sucesso há 12 anos.

“Com esse trabalho, quis me desafiar como comediante e ator em um espetáculo solo, deu certo e, por isso, resolvi vir com uma nova edição. Diante de todos os problemas que o Brasil está passando, tenho certeza de que rir ainda é o melhor remédio em muitas situações. O riso nos ajuda a encarar a vida com suavidade sem se levar tão a sério e essa é uma das mensagens passadas pelo Miguel Junior em ‘Eu sou eles’, explica Israel.

 

A peça estará em curta temporada, até o dia 25 de novembro, às sextas e sábados, às 19h, e domingos, às 18h.

 

Sobre o artista:

 

 

Graduado em artes cênicas, pela Universidade Estácio de Sá, Israel Linhares estreou nos palcos, em ‘Os cegos’, de Michael de Ghelderode, em 2003, mas o início na comédia foi dois anos depois, quando resolveu criar, ao lado da atriz Hellen Suque, a ‘Terapia do Riso’. A repercussão surpreendeu os atores, que não imaginavam que o espetáculo lotaria os teatros por onde passa, até hoje. Na televisão, ele participou dos humorísticos ‘A grande família’ e ‘Casseta e Planeta’, na TV Globo, e ‘Escolinha do Gugu’, na rede Record.

 

Nesse ano de 2018, foi um dos idealizadores do ‘Festival Rio in Comedy’ que, por dois meses, lotou o teatro Vannucci, no Rio, com apresentações de várias comédias diferentes, uma vez por semana. No último mês de setembro, foi ao ar, a sua participação especial no programa ‘Tô de graça’, no canal Multishow, onde contracenou com o ator Rodrigo Santanna. Além disso, vai estrear a nova edição de ‘Terapia do Riso – Mercadão de Madureira’, no início de novembro.

 

Serviço:

Peça ‘Eu sou eles’

Local: Teatro Miguel Falabella – Norte Shopping

Endereço: Av. Dom Hélder Câmara 5.474 – Cachambi

Informações: (21)2597-4452

Temporada: De 02 de novembro a 25 de novembro de 2018

Dias e Horários: Sextas e sábados – 19h / Domingos – 18h

Valor do ingresso: Sexta e domingo – R$50 / Sábados – R$60

Forma de pagamento: Bilheteria – Apenas dinheiro

Venda pela internet – www.tudus.com.br

(Todas as bandeiras de cartões).

Classificação etária: 16 anos

Lotação: 453 lugares

Duração: 60 minutos

O teatro tem acesso para deficientes / acessibilidade? Sim

 

Ficha técnica:

Elenco: Israel Linhares
Cenografia
: Janaina Stell
Direção de Produção: Ricardo Leal
Direção:
 Wendell Bendelack
Figurinos: Nei Madeira
Iluminação: Marco Cardi
Programação Visual: Zelê Comunicação
Fotografia:
 Katia Saules

“Meus duzentos filhos” na Gávea

Quando educar é um propósito de vida acima da própria vida. Esse é o norte do espetáculo “Meus duzentos filhos”, de Miriam Halfim, com direção de Ary Coslov, que estreia dia 2 de novembro no Teatro Municipal Maria Clara Machado, na Gávea (RJ). A peça, estrelada pelo ator Marcelo Aquino, retrata a vida e a obra de Janusz Korczak (1879-1942), médico e pedagogo judeu polonês que fundou o orfanato modelo Dom Sierot, onde trabalhou durante 30 anos e desenvolveu um método pedagógico inovador, até ter a sua trajetória interrompida pelos horrores da guerra e do nazismo, assim como as dos cerca de 200 órfãos que ali aprendiam disciplina, ganhavam instrução e força moral para enfrentar a vida.

– Quem primeiro me apresentou o texto da Miriam Halfim foi a produtora Maria Alice Silvério. Fiquei fascinado pela vida de Janusz Korczak, sua dedicação a uma causa e todo o impacto que sua trajetória poderia provocar, por se tratar de uma história verídica, repleta de significados e, mais do que tudo, uma história que não deve ser esquecida – fala o diretor Ary Coslov.

Afirmando que “não existem crianças, existem pessoas”, Korczak esforçava-se para assegurar a elas uma infância despreocupada, mas não isenta de obrigações. Elas deveriam compreender e experimentar emocionalmente situações, tirar conclusões por elas mesmas e eventualmente prevenir prováveis consequências. Rejeição à violência física e verbal, interação educativa entre adultos e crianças, a individualidade de cada criança e o conhecimento de que o processo de desenvolvimento de uma criança é um trabalho difícil eram os elementos de seu método, a Pedagogia do Amor, que influenciou pensadores importantes, como Paulo Freire e Jean Piaget.

Com a guerra, o orfanato é transferido para o Gueto de Varsóvia. Várias tentativas foram feitas para salvar sua vida, mas ele nunca admitiu separar-se de suas crianças, pois “um pai não abandona seus filhos em momentos difíceis”, repetia sempre.

Em 1942, Janusz e seus duzentos “filhos” são levados para o campo de extermínio em Treblinka. A marcha é relembrada pela sua dignidade e coragem: ele liderou as crianças e, com elas, embarcou, mantendo-as calmas e tranquilas, protegendo-as acima da própria vida.

– O processo de construção do espetáculo foi muito especial, começou com leituras abertas da primeira versão do texto escrito pela Miriam, no Midrash. A partir desta experiência direta com o público é que partimos para o processo de ensaio que demandou alguns ajustes e adaptações ao texto original, sempre procurando preservar a essência da dramaturgia. Juntou-se ao processo o trabalho de direção de movimento de Ana Vitória, que foi fundamental para ajudar a definir a linguagem da encenação proposta pelo Ary Coslov, e, por fim, a colaboração de grandes profissionais como Thiago Sacramento, responsável pela edição do material audiovisual, e do sofisticado desenho de luz de Paulo Medeiros – diz Marcelo Aquino.

O objetivo do projeto é revelar ao público a imagem de Janusz Korczak, médico, pedagogo, escritor de histórias infantis e um ser humano de primeira grandeza, que, infelizmente, é ainda desconhecido para a maioria das pessoas. Além disso, o tema se mostra bastante atual no Brasil e no mundo.

– A ameaça do totalitarismo está presente nos dias atuais, com tudo de nocivo que isso pode provocar no comportamento do ser humano. É lamentável que o homem não tenha assimilado como deveria as lições deixadas pelo combate ao nazismo. “Meus duzentos filhos” é, entre outras coisas, um contundente sinal de alerta – completa Coslov.

Além da temporada no Maria Clara Machado, o espetáculo, que estreou em 8 de agosto no Midrash Centro Cultural, prorrogou sua temporada lá até 13 de dezembro, todas as quintas, às 20h.

Ao todo, o monólogo já fez 32 apresentações até hoje e foi visto e aplaudido por mais de 2 mil pessoas.

“Meus duzentos filhos”

Teatro Municipal Maria Clara Machado

Temporada: de 2 até 25 de novembro

Sessões: sextas e sábados, 21h, e domingos 19h

Av. Padre Leonel Franca, 240 – Gávea, Rio de Janeiro

Telefone: (21) 2274-7722

Ingressos: R$ 40

117 lugares

Classificação: 12 anos

Gênero: Drama

Duração: 75 minutos

Midrash Centro Cultural

Temporada: Até 13 de dezembro

Sessões: Quintas às 20h

Rua General Venâncio Flores 184, Leblon – Rio de Janeiro

Telefone: (21) 2239-2222

Ingresso – R$ 40 (inteira) / R$ 20 (meia)

42 lugares

Classificação: 12 anos

Gênero: Drama

Duração: 75 minutos

Ficha Técnica

Texto: Miriam Halfim

Direção: Ary Coslov

Interpretação: Marcelo Aquino

Cenário e trilha sonora: Ary Coslov

Iluminação: Paulo César Medeiros

Figurino: Rosa Ebee

Produção: Maria Alice Silvério

Preparação corporal: Ana Vitória

Assistente de direção: Bernardo Peixoto

Assistente de produção: Mayara Voltolini

Montagem/operação de luz: Renato Lima

Operador técnico: Gabriel Lessa

“Ícaro” no Teatro Poeirinha

Com sessões lotadas e sucesso de crítica por onde passou, o espetáculo teatral “Ícaro” chega ao Rio de Janeiro para uma temporada de sete semanas no Teatro Poeirinha a partir de 1º de novembro. A peça chama a atenção pela proposta singular: um monólogo criado e encenado por um cadeirante. Misturando ficção e realidade, o ator e autor Luciano Mallmann interpreta depoimentos de cadeirantes – homens e mulheres – em temas universais que garantem a identificação direta do público. A inspiração partiu da experiência do próprio artista gaúcho e de depoimentos de pessoas que tiveram lesões medulares que conheceu depois que passou a usar cadeira de rodas. Em 2004, ele ficou paraplégico após uma queda durante um exercício de acrobacia área em tecido, no Rio de Janeiro.

Não há cenário, nem marcações bruscas. Dirigida por Liane Venturella, “Ícaro” valoriza a interpretação e surpreende pela forma com que o ator explora o corpo durante as cenas. A precisão dos movimentos foi um elemento fundamental para expressar as limitações físicas de cada personagem. Surgem, em cena, a modelo, o lutador, a mãe, o ator e o acrobata. Ao longo de 70 minutos, Luciano Mallmann dialoga com o público temas como preconceito, resiliência, relações familiares e amorosas, suicídio, maternidade e gravidez. Um mosaico sobre a diversidade humana.

— Por trás da deficiência, existe uma pessoa que tem histórias. Isso é o mais importante e também o que provoca a identificação com a plateia. A peça desperta essa quebra de paradigma. Não adianta nada os cadeirantes estarem integrados à sociedade, mas sempre serem vistos de forma diferente pelos outros — defende Luciano Mallmann.

Em “Ícaro”, a iluminação de Fabrício Simões e a trilha sonora de Monica Tomasi sublimam o clima de cada uma das seis esquetes. O artista plástico Walmor Corrêa criou a logomarca do espetáculo. Pela montagem, Luciano Mallmann recebeu o Prêmio Açorianos de Melhor Dramaturgia 2017, láurea promovida pela Prefeitura de Porto Alegre.

O espetáculo foi apresentado nos seguintes festivais Porto Alegre em Cena (setembro de 2017), Janeiro de Grandes Espetáculos (Recife, janeiro de 2018), Porto Verão Alegre (janeiro de 2018), Feverestival (Campinas, em fevereiro de 2018), Mostra de Teatro de Sertãozinho (maio de 2018) e Palco Giratório SESC (Porto Alegre, em maio de 2018). Este ano, participará ainda do Caxias em Cena (Caxias do Sul, em agosto 2018), Cena Contemporânea (Brasília, em agosto 2018), Filte Bahia (Salvador, em setembro de 2018) e Festival Isnard Azevedo (Florianópolis, em setembro 2018).

O ATOR

Luciano Mallmann iniciou sua trajetória na Cia. das Índias, dirigido por Zé Adão Barbosa em 1991. Participou dos espetáculos “A Gata Borralheira” (1991), “Ai de ti, Dorothy Parker” (1992), “O Despertar da Primavera” (1993) e “Love Hurts” (1996).

O ator mudou-se para o Rio de Janeiro em 1996, quando participou da Oficina de Atores da Rede Globo e do espetáculo “A Dama do Cerrado”, de Mauro Rasi. Também integrou o elenco de “Sweet Charity Pocket Show” (1998), “Rock Horror Picture Show” (1999) e “Rio´s Cabaret Musical” (2000), todos dirigidos por Carlos Leça. Luciano atuou ainda em “Ela Brasil” (2001, direção de Ignácio Coqueiro), “Os Duelistas” (2001, de Jorge Fernando), “Sonhos de Einstein” (2004, Cláudio Coqueiro, da Intérprida Trupe) e “O Circo Fantástico” (2004, de Fábio Florentino).

Em 2004, sofreu uma lesão medular passando a usar cadeira de rodas. Foi quando voltou a morar em Porto Alegre. Em 2011, produziu e atuou em “A Mulher Sem Pecado”, de Nelson Rodrigues e com direção de Caco Coelho. O espetáculo foi indicado a todas as categorias do Prêmio Açorianos, levando as estatuetas de produção, atriz e cenografia e espetáculo pelo júri popular.

No cinema, atuou nos curtas-metragens “O Caso do Linguiceiro” (1995), de Flávia Seligman, e “Bola de Fogo” (1996), de Marta Biavaschi. Recentemente, Luciano rodou os longas-metragens “Divino amor”, de Gabriel Mascaro, em que contracena com Dira Paes, e de “Bio”, de Carlos Gerbase, um documentário de ficção no qual foi indicado ao prêmio de melhor ator coadjuvante no Festival de Gramado, no ano passado, ambos em finalização.

Em TV, participou das novelas “Mandacaru” (1997), dirigida por Walter Avancini na extinta TV Manchete e “Meu Bem Querer” (1998), direção de Marcos Paulo, na TV Globo.

A DIRETORA

Liane Venturella dirigiu os espetáculos “Circo Minimal” (2001), “Odoya, Xire das Águas” (2008) e “Louça Cinderella” (2010) para Cia. Gente Falante; “O gordo e o magro vão para o céu” (2009), de Paul Auster, para a Cia In.Co.MO.De-Te;  “Um Verdadeiro Cowboy” (2011) para o Depósito de Teatro; “Corsário Inversos” (2013) para o grupo Mosaico; “A Farsa do Advogado Pathelin” (2014) para o grupo Hora Vaga; “Tempo de Sonhar” (2015), do Vocal MandrialisSalão Grená e Portal de Partidas (2015) para a Cia. Municipal de Dança de Porto Alegre; “A Saga do Homem Comum” (2015) para a banda Capitão Rodrigo; “Brechó da Humanidade (2016) para Rudinei Morales;“Marcela Fenay” (2016), solo da bailarina Andrea Spolaor; “Cantos de Linho de Lã” (2016) e “O Jardineiro dos Pensamentos” (2016) para o Grupo Hora Vaga, de Garibaldi.

Como atriz atuou em mais de 20 espetáculos teatrais, 10 filmes e em diversos trabalhos para televisão.

Sinopse: Em cena, um único ator e seis histórias com um ponto em comum: depoimentos ficcionais de pessoas cadeirantes. O texto foi escrito pelo próprio intérprete Luciano Mallmann, que teve uma lesão medular sofrida em uma queda de acrobacia área em tecido há 13 anos. A partir de temáticas universais (relação entre pais e filhos, preconceito, relacionamentos amorosos, abandono, suicídio, gravidez, maternidade) a montagem aborda a fragilidade humana a qual todos estamos expostos.

 

SERVIÇO

“ÍCARO”

Temporada: de 1º de novembro a 16 de dezembro – de quinta a sábado, às 21h, e domingo, às 19h.

Local: Teatro Poeirinha – Rua São João Batista 174, Botafogo. Tel.: 2547-0156.

Ingresso: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia). Duração: 70 min.

Gênero: Teatro Documental. Lotação: 60 lugares. Classificação: 14 anos.

 

FICHA-TÉCNICA

Dramaturgia e atuação: Luciano Mallmann

Direção: Liane Venturella

Trilha sonora: Monica Tomasi

Iluminação: Fabrício Simões

Preparação vocal: Ligia Mota

Fotografia: Fernanda Chemale e Nina Pires

Produção: Luciano Mallmann

A logomarca do espetáculo foi criada pela artista visual Walmor Corrêa.

A Última Peça

O Sesc Pompeia recebe, de 9 a 26 de agosto, a estreia nacional de A Última Peça, cuja dramaturgia discute a memória como prova de nossa existência e de que só existimos a partir da lembrança do outro. Na trama, uma atriz e um ator se encontram para escrever uma dramaturgia a respeito de uma mulher desmemoriada. A dificuldade em avançar na construção da narrativa e a presença de uma terceira personagem (alter ego da atriz/autora) é o que impulsiona o espetáculo. A palavra “peça”, do título, se refere a um elemento fundamental desse quebra-cabeça que é a busca das memórias perdidas, de continuar existindo na memória de outra pessoa. Mas até quando? Inspirado em reflexões, uma delas a leitura de Metamorfoses, de Ovídio, o espetáculo marca a estreia da atriz e diretora teatral Inez Viana como autora teatral.

A respeito da dramaturgia, Inez Viana comenta que “é a história de uma mulher que não lembra mais de quase nada. Ela não lembra que tem um filho, nem que é mãe, portanto. Precisa de ajuda para encontrar o caminho, que a essa altura, já não tem mais volta. O filho, que tinha ido para longe, volta na tentativa de se reaproximar da mãe e terminar a história que ela começou e não sabe dar fim. Mas ela não lembra dele.”

“O fato de Inez expor assim seu trabalho, sua criação, sua vida, a partir desse tema que é a memória, torna tudo muito significativo e cria uma linha muito sutil entre a realidade e ficção”, conta o diretor Grangheia.

Com texto de Inez Viana, direção de Danilo Grangheia, colaboração artística de Grace Passô, direção de arte de Simone Mina, direção de movimento de Cristina Moura, figurino de Virginia Barros, iluminação de Ana Luzia De Simoni, projeto sonoro de Marcelo H e elenco formado por Inez Viana e Thomas Quillardet, com participação de Ginete Duque, a temporada de estreia de A Última Peça acontece de 9 a 26 de agosto, no Sesc Pompeia.
 
Na noite de estreia, 9 de agosto, após a apresentação, a Editora Cobogó fará o lançamento do livro com o texto da peça, no Sesc Pompeia, com a presença da autora, Inez Viana.

Atualmente Inez Viana dirige uma nova montagem de “A Mentira”, romance de Nelson Rodrigues, com sua Cia OmondÉ. Também como diretora, seus espetáculos recentes: “Mata teu pai”, monólogo de Debora Lamm para o texto de Grace Passô e “Imortais”, texto de Newton Moreno, com Denise Weinberg e elenco, estão em circulação. Em 2019, Inez Viana vai dirigir uma obra inédita de Ariano Suassuna, a convite de Dantas Suassuna.

Danilo Grangheia, diretor

É ator de teatro, cinema e televisão, formado pela Escola de Arte Dramática da USP. Desenvolveu parte de sua pesquisa em atuação e direção junto a Cia Folias de São Paulo. Além da Companhia, trabalhou em vários espetáculos/projetos como “Selvageria”, “A Tragédia Latino Americana”, “Puzzle” e “O livro de ítens do paciente Estevão”, direção de Felipe Hirsh, “Krum”, direção de Marcio Abreu, “As Três Velhas”, direção de Maria Alice Vergueiro, “Palhaços” direção de Gabriel Carmona, “Let’s just kiss and say goodbye” de Elisa Ohtake, “A gente se vê por aqui” de Nuno Ramos, entre outros. Dirigiu os espetáculos “Banda Hamlet”, “Nunzio” e “A saga musical de Cecília”. No cinema trabalhou em “Cara ou Coroa”, de Ugo Giorgetti, “O roubo da taça”, de Caito Ortiz, “A bruta flor do querer”, de Dida Andrade e Andradina de Azevedo e em “O que se move”, de Caetano Gotardo. Na TV trabalhou em séries como “3 Teresas” (GNT), “Contos de Edgard” (Fox), “A Mulher do Prefeito”, “Ligações Perigosas” (Rede Globo). Vencedor de Prêmios Shell, APCA, Femsa, Questão de Crítica e Cine PE pelos seus trabalhos como ator em teatro e cinema.
 
Inez Viana, atriz e autora

Em mais de 30 anos de profissão, atua como atriz, cantora e diretora, com várias indicações e prêmios conquistados. Seu talento como atriz é reconhecido entre colegas, público e crítica, a exemplo do sucesso “A Mulher que Escreveu a Bíblia” (2007) com o qual ainda hoje tem feito várias temporadas e apresentações, festivais e turnês pelo Brasil, tendo recebido o Prêmio Qualidade Brasil de Melhor Atriz e indicações aos prêmios Shell e APTR.

Artista importantíssima no cenário teatral carioca, Inez tem muitas contribuições ao teatro nacional como a participação no Centro de Demolição e Construção do Espetáculo, grupo consagrado nos anos 1990, dirigido por Aderbal Freire-Filho. Dirigiu e roteirizou o documentário “Cavalgada à Pedra do Reino” (1999), baseado no Romance d’A Pedra do Reino de Ariano Suassuna. Em 2010 dirige “As Conchambranças de Quaderna”, texto inédito de Ariano Suassuna, onde obteve críticas elogiosas e recebeu indicações aos prêmios Shell e APTR de melhor direção. Com essa peça funda a Cia OmondÉ, atualmente com 9 anos de trajetória e 6 espetáculos em repertório: “As Conchambranças de Quaderna”, de Ariano Suassuna, recebeu o Prêmio Shell-RJ de melhor direção musical (Marcelo Alonso Neves), Prêmio APTR de melhor atriz coadjuvante (Dani Barros) e Prêmio Contigo de Teatro para melhor espetáculo de comédia, além de indicações aos prêmios Shell e APTR de melhor direção, APTR de melhor ator protagonista e figurino e Qualidade Brasil de melhor ator de comédia; “Os Mamutes” (2011) de Jô Bilac, recebeu Prêmio FITA de melhor direção (Inez Viana), melhor atriz protagonista (Debora Lamm) e melhor figurino (Flavio Souza), além de indicações aos prêmios Shell de melhor figurino, APTR de melhor atriz, Questão de Crítica de melhor atriz e figurino; “Nem mesmo todo o oceano” (2013) de Alcione Araújo, foi indicado ao Prêmio APTR de melhor produção e Questão de Crítica de melhor direção e trilha sonora; “Infância, tiros e plumas” (2015) de Jô Bilac, recebeu indicações ao Prêmio Questão de Crítica de melhor cenário e CENYMS de melhor espetáculo, texto original, cia de teatro, qualidade técnica, cenário, iluminação, trilha sonora original e efeitos sonoros; “Os Inadequados” (2016) de criação coletiva; “Mata teu pai” (2017) de Grace Passô, recebeu o Prêmio Cesgranrio de melhor autora (Grace Passô) e indicado ao Shell de melhor cenário e iluminação e ao Prêmio Qualidade Brasil de melhor atriz; “A Mentira” (2018), de Nelson Rodrigues.

Fora da Cia OmondÉ, Inez dirigiu os espetáculos: “Amor Confesso” (2011) de Arthur Azevedo, “Maravilhoso” (2013) de Diogo Liberano, “Cock – Briga de Galo” (2014) de Mike Bartlett, “Meu passado me condena” (2014) de Tati Bernardi, “Não vamos pagar!” (2014) de Dario Fo, “O que você vai ver” (2014), livremente inspirado em ‘All That Fall’ de Samuel Beckett, “Memórias de Adriano” (2015) de Marguerite Yourcenar, “Imortais” (2017) de Newton Moreno, com Denise Weinberg, que estreou no Teatro Anchieta e continua em cartaz em São Paulo. Também dirigiu os shows: “João do Vale, na asa do vento” (2010) com Chico César, Teresa Cristina e Flávio Bauraqui, “Breque Moderno” (2010) com Soraya Ravenle e Marcos Sacramento, e “Orlando Silva – Nada Além” (2016), com o ator-cantor Tuca Andrada.

Thomas Quillardet, ator

É um jovem ator e diretor expoente da nova geração francesa. Seu primeiro espetáculo foi Les Quatre Jumelles, de Copi, em 2004. Em novembro de 2005, ele organizou o festival Teatro em Obras no Théâtre de la Cité Internationale e no Théâtre Mouffetard, como parte do ano do Brasil na França. Um ciclo de doze leituras de jovens dramaturgos brasileiros e a realização de Beijo no Asfalto, de Nelson Rodrígues. Em 2007, no Rio de Janeiro e Curitiba, monta um díptico de Copi com atores brasileiros: Le Frigo e Loretta Strong. Como parte do ano da França no Brasil, em 2009, ele montou L’Atelier volant, de Valère Novarina, no Rio de Janeiro. Criou ainda com Marcio Abreu e Pierre Pradinas o espetáculo Nus, Ferozes e Antropófagos. Em 2016, funda a companhia 8 de Abril, com o espetáculo Montagne.

Ficha técnica

Texto: Inez Viana
Direção: Danilo Grangheia 
Colaboração Artística: Grace Passô
Elenco: Inez Viana e Thomas Quillardet 
Participação: Ginete Duque
Assistente de Direção: Junior Dantas
Direção de Movimento: Cristina Moura
Direção de Arte: Simone Mina
Figurino: Virginia Barros
Iluminação: Ana Luzia De Simoni
Criação Sonora: Marcello H
Assessoria de Imprensa: Ney Motta
Arte Gráfica: André Senna
Fotos: Elisa Mendes
Direção de Produção: Gabi Gonçalves – Corpo Rastreado

Serviço

A Última Peça
Sesc Pompeia (Espaço Cênico) – Rua Clélia, 93, Água Branca, São Paulo (tel. 11 3871-7700)
De 9 a 26 de agosto
Quintas, sextas e sábados, às 21:30h e domingos, às 18:30h.
Ingressos: R$6 (credencial plena/trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes), R$10 (pessoas com +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$20 (inteira).
Venda online a partir de 31 de julho, terça-feira, às 17h30.
Venda presencial nas unidades do Sesc SP a partir de 1º de agosto, quarta-feira, às 17h30.
Capacidade de público: 78 lugares
Duração: 60 minutos
Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 14 anos.

Mentira tem Perna Curta

O humorista Gigante Leo e sua trupe, ficará em temporada no Teatro Miguel Falabella, no Norte Shopping, do dia 03 a 25 de agosto/2018, com apresentações sempre as 6asf e sábados as 23h, com seu novo espetáculo “MENTIRA TEM PERNA CURTA”, escrito, a quatro mãos, com o roteirista Ulisses Mattos.

Seguindo o caminho já aberto pelo humorista Gigante Léo em seus shows de stand-up comedy, essa comedia mostra como é possível rir com um anão sem o emprego do constrangimento e da ridicularização.

‘Na história, o anão é o personagem principal, mostrado como uma pessoa inteligente e também malandra, agente de transformação da própria vida e daqueles que o cercam. As situações de limitação que um indivíduo com nanismo vive são introduzidas de maneira natural, e com o aval e a visão do próprio alvo das risadas’, conta Thiago Greco que assume a direção do espetáculo.

Para dar vida aos outros personagens cômicos, a produção convidou um elenco de peso para somar ao Gigante Leo: Diretamente do programa ‘Prêmio Multishow de Humor’ Catarina Saibro e Magno Navarro; De um dos mais consagrados grupos de improviso ‘Impromédia’ o ator André Lamare, e o ator premiado em festivais, Renato Krueger.

O espetáculo…

João é um pilantra com alto poder de convencimento, capaz de engendrar as maiores mentiras para se dar bem ou para ajudar aqueles de quem gosta.

Ah sim, faltou dizer que João é um anão de pouco mais de um metro de altura. Uma das armações de João acaba prejudicando o romance de Carlos, seu melhor e corretíssimo amigo, fazendo com que sua namorada, Ana, vá para os braços de seu patrão, o milionário mau caráter, Roberto.

Numa partida de Poker, para tentar ajudar o amigo, João arquiteta mais um de seus planos…

Será que vai dar certo? Vamos descobrir juntos, afinal… MENTIRA TEM PERNA CURTA.

Justificativa

Nos últimos tempos, agentes importantes da sociedade vêm ajudando a jogar uma nova luz na questão de deficiência física.

Através da política, da arte e dos esportes, as pessoas passaram a compreender melhor essa questão, entendendo que limitações físicas não definem os indivíduos.

Com uma maior exposição do tema na mídia, os cidadãos vêm deixando de ter a antiga estranheza na presença dos deficientes, chegando até a admirar muitos deles por suas superações na vida pessoal, conquistas profissionais e vitórias esportivas.

MENTIRA TEM PERNA CURTA se propõe a ser mais um marco nesse avanço, tratando especificamente daqueles que nasceram com nanismo.

A figura do anão vem sendo explorada comicamente através dos séculos de forma pejorativa. Desde os tempos áureos do circo e até em décadas mais recentes na televisão, os anões vinham sendo ridicularizados por sua estatura e até sendo vítimas de brincadeiras físicas de alguma violência. É de se admirar que há poucos anos, um programa de TV trazia comediantes dando tapas na cabeça de anões embalados pelo bordão “pedala, Robinho”. Recentemente, surgiu uma preocupação maior em preservar a imagem dos anões e esse tipo de tratamento vem desaparecendo lentamente.

Na comédia MENTIRA TEM PERNA CURTA, apresentamos um anão em um papel cômico totalmente fora do tradicional.

Acreditamos que MENTIRA TEM PERNA CURTA é mais um instrumento para a maior aceitação dos deficientes físicos na sociedade, apontando e consolidando um novo caminho para esses indivíduos dentro da comédia nacional.

FICHA TÉCNICA:

MENTIRA TEM PERNA CURTA

Texto Gigante Leo e Ulisses Mattos

Direção: Thiago Greco

Elenco: Gigante Léo, André Lamare, Catarina Saibro, Magno Navarro e Renato Krueger.

Produção: Vanart Produções Artísticas Produção- Cristiane Sanctos

Assessoria de Imprensa: João Luiz Azevedo

Teatro Miguel Falabella – Norte Shopping

Av. Dom Helder Camara 5.332 – Del Castilho – RJ.

Tel. 2597-4452.

Do dia 03 a 25 de agosto/2018

Sextas Feiras e Sábados 23h.

Preço dos ingressos: R$ 60,00 / R$ 30,00 ( meia para estudantes, menores de 21 anos e maiores de 60 anos)

Classificação: 12 anos

Tempo de duração: 60 minutos

Frida Kahlo – A deus tehuana

Quem foi Frida Kahlo longe dos holofotes, na vida particular, sem estereótipos? Desta pergunta partiu a investigação para a montagem do espetáculo ‘Frida Kahlo – A deusa tehuana’, que desconstrói o mito para falar da mulher. Com direção de Luiz Antonio Rocha, atuação de Rose Germano e texto escrito pela dupla, o monólogo, que estreou em 2014 com sucesso de público e crítica, chega à sua 7ª temporada, a partir de 2 de agosto, no Teatro Eva Herz, no Centro. Na época da estreia, o espetáculo ganhou a capa do principal jornal do México, o El Universal, e foi destaque nas emissoras de TV do país.

A peça é livremente inspirada no diário e na obra da pintora mexicana, artista que ultrapassou a popularidade adquirida com seu trabalho e tornou-se sua melhor arte. Frida Kahlo pintou sua própria face um sem número de vezes no corpo de uma obra intensamente autorreferenciada. Teatralizou a sua própria existência, foi a expressão maior de luta e superação mesmo trazendo consigo as maiores dores – físicas e existenciais. No lugar do luto, vestiu-se de cores.

Diretor de extrema sensibilidade e colecionador de sucessos em espetáculos como “Uma Loira na Lua”, “Eu te Darei o Céu” e “Brimas”, Luiz Antonio Rocha conta que todo o processo do monólogo partiu do corpo da Frida.  “A gente ficou um mês tentando descobrir como seria o corpo de alguém que fez mais de 30 cirurgias, que tinha dores e tomava morfina para sentir alívio; e que também teve pólio. Era uma mulher que certamente tinha dificuldade em caminhar, mas, nas nossas pesquisas, vimos que as atrizes não costumam levar em conta esse aspecto na hora de caracterizá-la nos espetáculos”, explica. “A gente foi por outro lado. Fugimos do corpo cotidiano e trabalhos suas limitações e, a partir daí, fomos descobrindo a história que aquele corpo tinha para contar”.

Atriz com formação em Artes Cênicas pela UniRio e Cinema pela Universidade Estácio de Sá, Rose Germano sempre procurou aprofundar a sua arte e conduzi-la para um teatro de referências. Mergulhou no universo de Shakespeare, Brecht, Plauto, mas foi em ‘Frida Kahlo – A deusa tehuana’ que a atriz encontrou o seu grande desafio. Ao falar sobre o que a inspirou a viver Frida Kahlo no teatro, Rose Germano comenta que “há uma similaridade entre as culturas mexicana e brasileira, especificamente a nordestina, em que estão as minhas raízes. Sou de Riacho do Meio, uma cidadezinha do interior da Paraíba. Foi aí que me inspirei, nesse povo guerreiro, nas histórias de mulheres cheias de vida e coragem.”

A atriz destaca ainda a importância de falar sobre a artista hoje. “O grande destaque está na autenticidade da mulher à frente do nosso tempo. Ela é a desmedida das coisas, está fora dos padrões estabelecidos. Viver Frida é encarar a vida e a morte com a mesma grandeza.”

Uma Frida mais humana

Tudo de mais óbvio sobre a trajetória de Frida foi excluído da dramaturgia. “Queria justamente algo que não estivesse nos registros oficiais da história, que mergulhasse no sentimento mais profundo de uma mulher que queria ser mãe e não conseguiu, que era frágil e, ao mesmo tempo, forte e determinada. Colocamos o inédito, o que as pessoas sequer imaginam, como a sua relação com os médicos e a descoberta da colecionadora de arte Dolores Olmedo”, explica Luiz Antonio Rocha. “No espetáculo, desconstruímos o mito, construindo uma Frida humana, bem diferente da figura pop na qual foi transformada pela grande mídia no mundo inteiro”, conclui o diretor.

A preparação para a montagem do espetáculo foi longa e incluiu uma viagem ao México, na qual Luiz Antonio Rocha encontrou a Frida que queria montar: a pintora que transformou a dor em arte estava despida para dar vida à deusa tehuana. Na cidade de Oaxaca, o diretor comprou todas as peças que compõem o figurino do espetáculo. Elas são autênticas, conseguidas em antiquários e artesãos indígenas.

A peça abre com o prólogo de Dolores Olmedo Patiño, marchand que possui a maior coleção de Frida Kahlo e Diego Rivera no mundo. Responsável por preservar e difundir o acervo do casal. Dolores e Frida nunca foram amigas; duas mulheres apaixonadas pelo mesmo homem, uma colecionadora de arte, a outra a expressão da própria arte.

Trechos de críticas do espetáculo

 

“Internacionalmente conhecida, principalmente pela obra artística, Frida Kahlo tem sua dimensão mais humana exposta no notável monólogo ‘Frida – A deusa tehuana’, no qual é vivida pela atriz brasileira Rose Germano”

(trecho da reportagem do jornal El Universal, o principal do México)

“Luiz Antonio Rocha impõe à cena uma dinâmica essencialmente corajosa. Afora o fato, naturalmente, do encenador criar marcas muito expressivas e explorar com grande sensibilidade todas as possibilidades da bela cenografia de Eduardo Albini.”

(trecho da crítica de Lionel Fischer)

“Impressiona o ritmo impresso pela direção de Luiz Antônio Rocha. Não há preocupações com o silêncio ou com o preenchimento das lacunas. Tudo é feito com tanta beleza que nossa sensibilidade fica à flor da pele.”

(trecho da crítica de Renato Mello)

Sinopse

 

Monólogo livremente inspirado no diário e na obra da artista mexicana Frida Kahlo, com fragmentos da vida e do pensamento de uma mulher à frente do seu tempo.

Ficha técnica:

Texto: Luiz Antonio Rocha e Rose Germano

Direção: Luiz Antonio Rocha

Elenco: Rose Germano

Músico: Eduardo Torres

Iluminação: Aurélio de Simoni

Operador de Luz e Som: Alexandre Holcim

Cenário, Figurinos e Direção de Arte: Eduardo Albini

Trilha Sonora: Marcio Tinoco

Assessoria de imprensa: Racca Comunicação

Direção de Movimento: Norberto Presta

Fotos: Renato Mangolin e Carlos Cabéra

Realização: Espaço Cênico Produções Artísticas

Direção de Produção: Naine Produções e Diga Sim! Produções

 

Serviço:

Frida Kahlo – A deusa tehuana

Temporada: 2 de agosto a 29 de setembro

Teatro Eva Herz: Rua Senador Dantas, 45 – Centro

Telefones: 3916-2600

Dias e horários: Quinta a Sábado, às 19h.

Ingressos: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia).

Lotação: 178 pessoas

Duração: 1h

Classificação indicativa: 16 anos

Funcionamento da bilheteria: De terça a sábado, das 17h às 19h.

 

Vendas online: Ingresso Rápido

Dona Baratinha – O Musical

Pela primeira vez na zona sul carioca, o espetáculo infantil “Dona Baratinha – O Musical”, inspirado nos grandes musicais da Broadway, faz temporada de 09 de junho a 08 de julho no Teatro Oi Casa Grande. A divertida comédia musical conta a história de uma baratinha que depois de falida ganha uma herança de sua avó e muito exigente começa a busca pelo pretendente ideal para o seu grande casamento. Em sua vila, a amiga de Baratinha, Tânia Jura, e uma mosca varejeira muito interesseira, irão ajudá-la nesta difícil missão. Muitos pretendentes irão aparecer para se casar com a mais ‘nova rica’ do pedaço, mas Dona Baratinha terá que escolher apenas um, entre eles: o grilo, o mosquito e o rato. Quem será que Dona Baratinha irá escolher? Será que fará a escolha certa?

Os figurinos inovadores para o teatro chamam muito a atenção da garotada. O conjunto de figurinos e cenários transformam a estética em um verdadeiro desenho animado, muito colorido e brilhoso.

As músicas originais para o espetáculo ganharam novos arranjos de funk, pop, folk, jazz e samba.É tudo muito animado. Uma costura musical rica e diversificada.

“Nosso desafio sempre é entreter desde as crianças até os mais velhos. Fazer, com muito carinho, com que ir ao teatro se torne divertido e prazeroso. Um momento agradável em família”, diz  Allan Ragazzy, diretor e autor do musical.

O espetáculo carrega o selo de qualidade da Cia A’Dovalle que conta uma estrutura impecável de som, luz, figurinos e cenários de primeira qualidade. “Temos o compromisso com a qualidade, tratando de maneira séria o que é coisa de criança!”, explica Deise Reis, diretora de produção.

ELENCO:

Aléxia Pires

Bruno Jovita

Gilberto Félix

Jessica Maximo

João Miranda

Twigg

Raí Valadão

Rayssa Bentes

Flávio Rocha

Ingrid Maia

Levy Leal

Thainá Tavares

Ficha Técnica:

Texto, direção e canções originais: Allan Ragazzy

Produção musical: Denis Goursand

Direção Vocal: Thiago Garcia

Coreografias: Dharck Tavares e Thainá Tavares

Figurinos e visagismo: Rodrigo Fernando

Costura: Paulo Kandura

Cenários: Mario Pereira

Adereços: Thiago Andrade

Produção executiva: Sam Gutierrez

Produção: Fernando Lomba

Co-produção: Rodrigo Mosquito

Produtor :Paulo campos

Assistente de Produção: Susana Cardoso

Direção de Produção: Deise Reis e Leandro Bispo

SERVIÇO

Teatro Oi Casa Grande – Av. Afrânio de Melo Franco  nº 290 – Leblon

Temporada: 09 de JUNHO a 08 de JULHO DE 2018

Sábado  às 16h e Domingo às 15h

Duração: 60 minutos

Telefone: (21) 2511-0800

Classificação etária: Livre para todos os públicos

CRIANÇAS DE 2 ANOS JÁ PAGAM.​

Horário de funcionamento da bilheteria: de terça a domingo, das 15h às 21h

Profetas da Chuva – Chico Mariano e Paroara estreia dia 22 de junho no Teatro Candido Mendes

Realizada por homens e mulheres muito respeitados no sertão nordestino, a previsão do clima é uma atividade enraizada na cultura cearense e em outros estados da região, reverenciada por toda a comunidade e passada de geração em geração. As personalidades que detém esse conhecimento são conhecidas como ‘Profetas da Chuva’. Suas previsões meteorológicas, feitas a partir da observação da natureza, têm o importante papel de anunciar à população local como será o clima do ano que virá. Essas figuras, que encantam por seu saber empírico, simples e profundo, motivaram a criação do espetáculo ‘Profetas da Chuva – Chico Mariano e Paroara’, que estreia dia 22 de junho, no Teatro Candido Mendes, com pesquisa, texto e atuação de Clara Santhana e Paulinha Cavalcanti e direção de Isaac Bernat. O diretor e Clara retomam a bem-sucedida parceria iniciada em ‘Deixa Clarear, Musical sobre Clara Nunes’, há cinco anos em cartaz e visto por mais de 200 mil espectadores.

A pesquisa, com supervisão de Nara Keiseman, começou quando as atrizes Clara Santhana e Paulinha Cavalcanti estudavam na UniRio e leram o livro ‘Profetas da Chuva’, de Karla Patricia Holanda Martins. O processo durou cinco anos (de 2007 a 2012) e incluiu duas viagens da dupla para as cidades de Quixadá e Quixeramobim, no Ceará, onde moram os profetas. Lá conheceram Chico Mariano e Paroara, ouviram muitas de suas histórias, e os elegeram os protagonistas do espetáculo. Depois de anos, a dupla retornou a pesquisa para criar um espetáculo que busca um ambiente de proximidade entre público e personagens. Na trama, os protagonistas conversam sobre a vida, suas experiências e seus métodos de previsão meteorológica.

“Falar dos Profetas da Chuva é experimentar no corpo um conhecimento vivido por muitas gerações. Eles têm palavras profundas e certeiras sobre a vida. São sábios. Com seus olhos maduros, observam os sinais da natureza e fazem um balanço do que está por vir. A população estremece ao ouvir suas previsões”, descreve a atriz Clara Santhana, que há cinco anos vive a cantora Clara Nunes nos palcos e que, agora, dá vida a Chico Mariano. “Entrar em contato com a pesquisa feita há anos no sertão do central do Ceará, na cidade de Quixadá, é me reconectar com a força ancestral presente naquelas vozes proféticas”.

A atriz Paulinha Cavalcanti, que interpreta Paroara, foi quem primeiro teve contato com o livro e incentivou o início da pesquisa. “Profetas da Chuva é um encontro de almas. Eles promovem, através da tradição oral, o sentimento de acolher com as palavras. Assim me senti desde que conheci o livro, e esse sentimento se confirmou quando tivemos a oportunidade de encontrar pessoalmente Paroara, Chico Mariano e outros (as) Profetas no Quixadá. Retomar esse encontro com as personagens enche meu coração de alegria e esperança. A sabedoria popular e sua riqueza são nossa pérola preciosa que nos motiva a dizer em cena as palavras desses senhores conectados com a natureza e toda sua grandiosidade.”

O diretor Isaac Bernat acredita que o espetáculo vai mostrar ao público a sabedoria popular dos profetas, que é muito respeitada na região, mas desconhecida por muitos no Sudeste do país. “Em Quixadá e Quixeramobim, viveram personalidades como Rachel de Queiróz e Antônio Conselheiro, então é uma região muito significativa e mística. É um lugar onde a oralidade é importante para resgatar memórias e tradições. Os Profetas da Chuva têm um olhar para os fenômenos da natureza que não é o clássico, mas existe uma ciência ali, que vem da observação da natureza. Com este espetáculo, original e poético, resgatamos um pouco do Brasil ainda desconhecido por muitos e preservamos nossa ancestralidade, nossas origens”, observa o diretor Isaac Bernat. Completam a equipe criativa Laura Becker (assistente de direção), Nara Keiserman (orientação de pesquisa), Aurélio de Simoni (Iluminação) e Desiree Bastos (cenário e figurino).

Sinopse

 

Dois Profetas da Chuva — Chico Mariano e Paroara, vividos por Clara Santhana e Paulinha Cavalcanti — conversam sobre suas experiências de previsão meteorológica e os métodos utilizados na observação da natureza. Filosofam sobre a vida e o tempo, com falas bem-humoradas e momentos de música ao vivo. O ambiente é de proximidade entre personagens e público, que atua como testemunha de suas profecias.

Ficha técnica:

Texto e atuação: Clara Santhana e Paulinha Cavalcanti

Direção: Isaac Bernat

Assistência de direção: Laura Becker

Orientação de pesquisa: Nara Keiserman

Iluminação: Aurélio de Simoni

Cenário e figurino: Desiree Bastos

Produção executiva: Leandro Carvalho

Fotos: Mateus Gomes

Programação visual: Leandro Carvalho

Direção de Produção: Naine Produções

Assessoria de imprensa: Racca Comunicação

 

Serviço:

Profetas da Chuva – Chico Mariano e Paroara

Temporada:  De 22 de junho a 29 de julho.

Teatro Candido Mendes: Rua Joana Angélica, 63 – Ipanema

Telefones: 2523-3663.

Dias e horários: Sexta e sábado, às 20h, e domingo, às 19h.

Ingressos: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia).

Lotação: 103 pessoas

Duração: 1h

Classificação indicativa: Livre

Funcionamento da bilheteria: Diariamente, a partir das 14h.

Vendas online: https://ticketmais.com.br/

“Hamlet” no Imperator

O Centro Cultural João Nogueira – Imperator recebe, de 1 a 16 de junho de 2018, sextas e sábados às 19:30h e domingos às 19h, o espetáculo “HAMLET”. Acostumada a processos que resultam na criação de uma dramaturgia própria, a Armazém Companhia de Teatro se volta agora para um outro tipo de processo, onde o que mais interessa é o seu posicionamento sobre a narrativa. Partindo da obra fundamental de Shakespeare, a ideia geral da companhia é encontrar um Hamlet do nosso tempo. Um Hamlet cheio de som e fúria. Não numa atualidade forçada, mas ressaltando aspectos da obra que dialogam com esse coquetel de conflitos contemporâneos que vemos todos os dias jorrando nas grandes cidades do mundo. Patrocinada pela Petrobras desde 2000, a companhia completou 30 anos de existência no final de 2017, travando um complexo diálogo criativo com um dos melhores materiais dramatúrgicos da história. 

 

Hamlet é o príncipe da Dinamarca. Apenas um mês separa a morte repentina e inexplicável de seu pai e o novo casamento de sua mãe. O príncipe tem visões de seu pai, que afirma que foi envenenado pelo irmão, e exige que Hamlet se vingue e mate o novo Rei (seu tio e padrasto). Hamlet se finge de louco para esconder seus planos, e vai perdendo o controle sobre sua própria realidade no meio deste processo. Ou seja, a invenção teatral do século XVI de um príncipe que fingia loucura e o espírito inflamado do nosso século entraram inevitavelmente em colisão. Já não há mais fingimento. A loucura de Hamlet tornou-se a loucura do mundo.

 

A história de Hamlet é a história da destruição de uma ordem estabelecida. Shakespeare representa a corte real dinamarquesa mergulhada em corrupção. Assassinato, traição, manipulação e sexualidade são as armas usadas na guerra para preservar o poder. No centro dessa história está Hamlet, um homem desesperadamente preocupado com a natureza da verdade, um homem notável que quer ser mais verdadeiro do que, provavelmente, é possível ser. E que exige do resto do mundo que sejam todos verdadeiros com ele. Mas é possível conhecer a si mesmo integralmente? É possível conhecer integralmente as pessoas a seu redor? Hamlet se fragmenta, nossa época o faz assim, um sujeito destrutivo, atormentado e letal.

 

O diretor Paulo de Moraes acredita que “é importante tratar Shakespeare como se ele fosse um genial dramaturgo recém-descoberto com algumas coisas urgentes a dizer sobre a guerra, sobre a loucura do mundo e sobre nossos líderes políticos modernos.” No HAMLET da Armazém Companhia de Teatro, sete atores e atrizes dão vida aos personagens de Shakespeare: Patrícia Selonk, Ricardo Martins, Marcos Martins, Lisa Eiras, Jopa Moraes, Isabel Pacheco e Luiz Felipe Leprevost. A tradução ficou a cargo de Maurício Arruda Mendonça, parceiro habitual de Moraes em muitas dramaturgias montadas pela companhia. “Maurício conseguiu uma poesia sem pompa, que comunica sem perder a beleza. E é grande mérito dos atores que essa poesia chegue rasgando, ela é língua, ela é corpo, ela é carne”, comenta Paulo de Moraes.
O espetáculo foi vencedor do Prêmio APTR de Teatro nas categorias Melhor Atriz em Papel Coadjuvante (Lisa Eiras) e Melhor Cenário, além de ter sido indicado nas categorias Melhor Espetáculo, Direção, Atriz em Papel Protagonista (Patrícia Selonk), Iluminação e Figurino. Vencedor do Prêmio Cesgranrio de Teatro na categoria de Melhor Iluminação, além de ter sido indicado nas categorias de Melhor Espetáculo, Direção, Cenografia, Iluminação, Figurino e Categoria Especial (Trilha Sonora Original). Vencedor do Prêmio Shell (RJ) de Melhor Cenário, além de ter sido indicado nas categorias Melhor Direção e Iluminação. Vencedor do Prêmio Cenym de Melhor Atriz (Patrícia Selonk) e Melhor Companhia de Teatro.
 
Ficha técnica

 

HAMLET
Da obra de William Shakespeare
Montagem da Armazém Companhia de Teatro
Direção: Paulo de Moraes
Tradução: Maurício Arruda Mendonça
Elenco: Patrícia Selonk (Hamlet), Ricardo Martins (Claudius), Marcos Martins (Polonius), Lisa Eiras (Ofélia), Jopa Moraes (Laertes), Isabel Pacheco (Gertrudes) e Luiz Felipe Leprevost (Horácio)
Participação em Vídeo: Adriano Garib (Espectro)
Cenografia: Carla Berri e Paulo de Moraes
Iluminação: Maneco Quinderé
Figurinos: João Marcelino e Carol Lobato
Música: Ricco Viana
Preparação Corporal: Patrícia Selonk
Coreografias: Toni Rodrigues
Preparador de Esgrima: Rodrigo Fontes
Assessoria de Imprensa: Ney Motta
Fotografias e Vídeos: João Gabriel Monteiro
Programação Visual: João Gabriel Monteiro e Jopa Moraes
Técnico de Palco: Regivaldo Moraes
Assistente de Produção: William Souza
Produção Executiva: Flávia Menezes
Produção: Armazém Companhia de Teatro
Patrocínio: Petrobras

 

Serviço

 

HAMLET
Da obra de William Shakespeare
Montagem da Armazém Companhia de Teatro
Direção: Paulo de Moraes
Tradução: Maurício Arruda Mendonça
Elenco: Patrícia Selonk, Ricardo Martins, Marcos Martins, Lisa Eiras, Jopa Moraes, Isabel Pachecoe Luiz Felipe Leprevost
Local: Centro Cultural João Nogueira (Imperator) – Rua Dias da Cruz, 170, Meier
Informações: 21 2597-3897
Temporada: De 1 a 16 de junho de 2018
Horários: Sextas e sábados, às 19:30h e domingos, às 19h
Ingressos: R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia-entrada)
– desconto de 50% no valor inteiro na compra de até 2 ingressos para a força de trabalho e clientes do Cartão Petrobras
Classificação: 16 anos
Duração 140 minutos (incluindo 10 minutos de intervalo)
Drama

“Barulhinho, Barulhão” no Oi Casa Grande

O Grupo Tiquequê leva ao Teatro Oi Casa Grande no Rio de Janeiro, no dia 27 de maio, domingo, às 15h, seu novo show Barulhinho, Barulhão com repertório que mistura canções autorais, releituras de cantigas e de clássicos da música brasileira.  O set list do show acompanha coreografias sincronizadas e cheias de detalhes, que já são a marca do grupo.

O difícil no espetáculo é ficar parado quando a trupe comandada por Diana Tatit, Bel Tatit e Wem sobe ao palco acompanhada pelos músicos Rodrigo Fujikawa e Eric Brandão com arranjos de violão, baixo, guitarra e bateria.  O resultado é um olhar original, com músicas de grande qualidade poética, que encantam os pequenos e os adultos.

O repertório do grupo  é formado por composições inéditas e algumas já bastante conhecidas como Trava-Língua, Quero Começar, Nasceu Mamãe e Dente Mole. Além de releituras de músicas e brincadeiras do cancioneiro infantil (Adoletá, Caranguejo não é peixe e Pirulito que bate bate).

A história do Tiquequê

O grupo Tiquequê iniciou sua carreira em 2001, formado por jovens artistas que queriam criar um espetáculo ao mesmo tempo dinâmico e simples, que não dependesse de grandes recursos, mas encantasse as crianças pela mistura de linguagens artísticas.

Os músicos lançaram-se ao universo autoral, compondo canções que tornaram-se sucessos entre o público infantil depois da criação de quatro espetáculos – Toc Patoc (2001), Tu toca o quê (2008), Canta Outra (2011) e O gigante (2015). Em 2017, Tiquequê, como um trio formado pelas primas Diana e Bel Tatit e pelo músico Wem, estreou o novo show Barulhinho, Barulhão que mostra a maturidade dos seus dezesseis anos de história.

SERVIÇO:  

Grupo Tiquequê. Show Barulhinho, Barulhão, 27 de maio,  domingo, às 15h. Ingressos: R$ 60,00 à R120,00 (inteira) e R$ 30,00 à R$ 60,00 (meia). Classificação: Livre.  Duração: 50 minutos. Horário de funcionamento da bilheteria: de terça a sábado, das 15h às 21h, domingo das 15h às 19h,  Teatro Oi Casa Grande- Endereço: Av. Afrânio de Melo Franco, 290 – Leblon, Rio de Janeiro – RJ, 22430-060

Ingressos em: http://www.tudus.com.br/evento/oi-casa-grande-tiqueque

FICHA TÉCNICA

Show “Barulhinho, Barulhão”

Concepção e direção geral: Tiquequê

Elenco: Diana Tatit, Isabel Tatit e Wem

Músicos convidados: Rodrigo Fujikawa e Eric Brandão

Figurinos: Daniela Gimenez

Cenário, vídeos e desenho de luz: Anna Turra

Produção: Fernanda Souza

Produção Executiva: Laje Produtora

Assista: https://www.youtube.com/watch?v=FyHutIoKlVA

Foto em alta, clique aqui

Teatro do Ornitorrinco volta aos palcos para comemorar seus 40 anos

No ciclo de comemorações de seus 40 anos de existência, o Teatro do Ornitorrinco estreia, em 19 de maio, no Teatro Sergio Cardoso, “Nem Princesas Nem Escravas”. O texto, inédito no Brasil, é de Humberto Robles, hoje o dramaturgo mexicano vivo mais montado em todo o mundo. Com tradução e direção geral de Cacá Rosset e produção de Christiane Tricerri (que também está no elenco), a montagem, que foi contemplada pela 6ª Edição do Prêmio Zé Renato de Teatro para a Cidade de São Paulo, aborda a resiliência e os conflitos femininos.

Como dramaturgia, o autor propõe um Teatro Cabaré, que vem de encontro com a pesquisa iniciada pelo Teatro do Ornitorrinco desde o início de sua formação, em 1977. Com três atrizes, performers, cantoras e dançarinas, a peça traz uma espécie de monólogos que se entrecruzam durante o decorrer do espetáculo, com cenografia, figurinos e músicas que dialogam com o cabaré alemão no sentido mais rigoroso e ao mesmo tempo popular da sua essência.

O diretor, vale lembrar, traz como referência, desde sua primeira montagem “Ornitorrinco canta Brecht e Weill”, o teatro de distanciamento brechtiano, envolvendo diretamente a plateia, as canções cabaretianas de Weill, o teatro poético e lírico de Karl Valentim e a Commedia Dell ‘ Arte em sua natureza crítica e carnavalesca ao longo de séculos de influência em todo o teatro moderno europeu. Nesta montagem, a luz também será criada como elemento revelador e enigmático, transportando a montagem ao clima noir que caracteriza o cabaré alemão e francês.

Sobre a escolha deste espetáculo, Rosset diz que, embora o autor tenha uma peça chamada “El Ornitorrinco”, ele se encantou por “Nem Princesas Nem Escravas”. Segundo o diretor, “o texto me captou pelo humor cáustico e farsesco e pela pegada, pois consegue ter um equilíbrio entre política, provocação e cinismo ao levar ao palco três mulheres em situações por vezes convencionais, por vezes adversas e que têm uma guinada em suas vidas. Além disso, é uma comédia rasgada, uma crítica social que permite o envolvimento direto com o público e, ainda, contribuir para que os espectadores tenham a experiência de contato e formação com esse universo do gênero Cabaré, um teatro político e dialético”, diz.

Christiane Tricerri reforça as palavras de Rosset em relação à atualidade e à relevância da peça. “A escolha de um texto é sempre um reflexo da atualidade. Esse protagonismo feminino fica muito claro na montagem. O espetáculo agradará a gregos e troianos, machistas e feministas. Minha personagem é Thelma Maria, uma servidora sexual que se transformará numa servidora pública: eu satisfazia a alguns, agora posso satisfazer a nação. Votem em mim para deputada no PM, Partido da Mãe”.

Além de Christiane Tricerri, que faz parte do Ornitorrinco desde a sua criação, o espetáculo conta com as atrizes Angela Dippe e Rachel Ripani.

O Teatro do Ornitorrinco traz, mais uma vez, um projeto instigante com um texto ácido em contato com seu tempo e seu público, propondo um espetáculo de rigor artístico sem perder de vista o popular. “Nem Princesas Nem Escravas” rompe paradigmas. Trata-se de puro “entretenimento transformacional”, segundo Rosset. A temporada se estenderá até 9 de julho.

A montagem foi contemplada com o Prêmio Zé Renato, criado em 2014, para apoiar a produção teatral da cidade de São Paulo, e está vinculado à Secretaria Municipal de Cultura.

Sobre o Teatro do Ornitorrinco

Aprofundar, pesquisar, discutir grandes temas, trazer grandes autores ao palco sempre foi uma característica do Teatro do Ornitorrinco em suas quatro décadas de atuação, que encena textos clássicos e de vanguarda com enorme liberdade e irreverência, preservando as ideias essenciais do autor e recorrendo a procedimentos interdisciplinares e intertextuais. Em sua trajetória, a companhia montou vários textos de Shakespeare (sendo o único grupo brasileiro a participar do mais importante festival de teatro dedicado ao autor, o Shakespeare: New York Shakespeare Festival), Moliére, Alfred Jarry, Strindberg e Brecht, entre outros. A companhia, que tem seu nome inspirado em um animal em extinção, híbrido de mamífero e ave, foi criada por Luiz Roberto Galízia, Cacá Rosset e Maria Alice Vergueiro, todos da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, ECA/USP. A estreia profissional ocorreu em 28 de maio de 1977, com “Os Mais Fortes, reunião de obras de August Strindberg: “A Mais Forte, “O Pária e “Simun”. No mesmo ano, o grupo apresentou o show musical “Ornitorrinco Canta Brecht e Weill, com tradução e adaptação de letras e canções da “A Ópera dos Três Vinténs, de Bertolt Brecht. Outros sucessos do Teatro do Ornitorrinco são: “Mahagonny Songspiel”, “Ubu, Folias Physicas, Pataphisicas e Musicaes, “Teledeum, “O Doente Imaginário”, “ Sonho de Uma Noite de Verão”,“A Comédia dos Erros”, “A Megera Domada”, “O Avarento”, “O Marido Vai à Caça”, entre outros. Dos muitos atores que passaram pelo Ornitorrinco figuram Rosi Campos, José Rubens Chasseraux, Chiquinho Brandão, Ary França, Luciano Chirolli, Eduardo Silva, Eduardo Pompeo, Gerson de Abreu, Ricardo Blat, Edson CordeiroElba RamalhoCida Moreyra e Roney Facchini. Nas muitas premiações acumuladas pelo grupo, tanto no Brasil quanto no exterior, destacam-se o Governador do Estado (em várias categorias e edições), Prêmio Internacional da Crítica do Festival de Manizales (Colômbia), ACCT (México), Molière, APCA (várias categorias e edições) e Apetesp (várias categorias e edições)

 

Sobre Cacá Rosset

Carlos Eduardo Zilberlicht Rosset, mais conhecido como Cacá Rosset (nasceu em São Paulo em 9 de março de 1954), é um dos fundadores do Teatro do Ornitorrinco. Seus espetáculos sempre atraíram grandes plateias, devido ao caráter instigante e revolucionário de suas peças, que mesclavam música ao vivo, circo e representações. Formado em Direção Teatral pela ECA-USP, recebeu por seus trabalhos inúmeros prêmios no Brasil e no exterior, tendo participado de diversos festivais internacionais, destacando-se o New York Shakespeare Festival, o Festival Internacional de Cádiz (Espanha), Festival de Manizales e  Festival Latino da Cidade do México. Com seu grupo, excursionou por mais de 40 cidades no exterior e, a convite do lendário produtor da Broadway Joseph Papp, apresentou-se inúmeras vezes no The Public Theater (Nova York). O sucesso no teatro o levou à televisão. No fim dos anos 80, estrelou, na extinta TV Manchete, o programa “Cadeira de Barbeiro”, no qual mesclava comédia, apresentações musicais e entrevistas com personalidades das artes e da política. Em meados da década seguinte participou, como ator, de algumas novelas do SBT. Entre 2003 e 2004, apresentou, na Rádio Rercord, o programa “Debate Boca”, que lhe rendeu o prêmio APCA de Melhor Programa Humorístico do Rádio. No cinema, participou como ator dos filmes “Desmundo, de Alain Fresnot, “Tapete Vermelho”, de Luis Alberto Pereira, e “Onde Andará Dulce Veiga?”, de Guilherme de Almeida Prado.

Sobre Christiane Tricerri

Formada pela Eca/USP, aos 16 anos Christiane Tricerri estreou  em “Equus”, de Peter Shaffer, no Teatro Ruth Escobar, ainda em caráter escolar, mas desde esse momento nunca mais deixou o teatro. Em 1981, fez sua estreia profissional em “Mal Secreto”, sob a direção de Roberto Lage, e, no ano seguinte, atuou em “Bella Ciao”, espetáculo que lhe rendeu o APCA de Melhor Intérprete e à montagem, todos os prêmios da crítica. Em 1985, ingressou no Teatro do Ornitorrinco, tendo participado, durante dez anos seguidos, em montagens diversas, todas sob a direção de Cacá Rosset. Foi com “Sonho de uma Noite de Verão” que Christiane se tornou conhecida no Brasil e nos EUA, pela sua cena de nudez no Central Park. Com “A Comédia dos Erros”, foi indicada ao Prêmio Shell de Melhor Atriz de 1994. Em 2006, retornou ao Teatro do Ornitorrinco como produtora e atriz com a montagem de O Marido vai à Caça”, de Georges Feydeau. Dois anos depois, produziu e protagonizou “A Megera Domada” ao lado de Cacá Rosset. Na TV, participou das minisséries “Anarquistas Graças a Deus(Rede Globo), “Cometa” (Bandeirantes) e “A Casa das Sete Mulheres” (Rede Globo). Em 2013, fez sua primeira novela, “Amor à Vida”, de Walcyr Carrasco, exibida pela Rede Globo. No cinema, estreou seu primeiro longa-metragem como protagonista,Olhos de Vampa, de Walter Rogério, e também atuou no longa “País dos Tenentes”, de João Baptista de Andrade, “Erra Uma Vez”, de Leopoldo Nunes, Amor que Fica”, de Alan Fresnot, e “Nanoilusão”, de Francisco Garcia e José Wagner Garcia. Com Lírio Ferreira, fez “Sangue Azul” e acaba de filmar “Acqua Movie”, produção em que, além de atuar, preparou o elenco.

 

NEM PRINCESAS NEM ESCRAVAS

De: Humberto Robles

Tradução e direção geral: Cacá Rosset

Elenco: Christiane Tricerri, Angela Dippe e Rachel Ripani

Cenário e figurinos: José de Anchieta

Trilha sonora: Ricardo Severo

Iluminação: Aline Santini

Produção: Christiane Tricerri

Direção de Produção: Alexandre Brazil

Idealização: Teatro do Ornitorrinco
Onde:
Teatro Sérgio Cardoso
Endereço: Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista
Capacidade: 144 lugares
Temporada: 19 de maio a 9 de julho
Quando: sábados, às 19h30; domingos, às 16h; e às segundas, às 20h
Ingressos:
R$ 30
Indicação:
desaconselhável para menores de 14 anos

Este espetáculo foi contemplado pela 6ª Edição do Prêmio Zé Renato de Teatro para a Cidade de São Paulo

Teatro Sérgio Cardoso

Sala Paschoal Carlos Magno: 144 lugares

Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista
São Paulo – SP | 01326-010
Telefone: 11 3288-0136
Bilheteria:

Atendimento das 14h até o início do espetáculo

VENDAS DE INGRESSOS
• bilheteria do teatro
• Internet*: www.ingressorapido.com.br
• por telefone*: 11 4003-1212
• lojas fnac
* (sujeito à cobrança de taxa de serviço)

CARTÕES
(crédito e débito)

“Paletó de Lamê” no Maison

 O espetáculo Paletó de Lamê – Os grandes sucessos (dos outros) se apresenta em curta temporada de 14 de novembro a 11 de dezembro, às terças e quartas-feiras, às 19h30, no Teatro Maison de France, no Centro.
Sucesso absoluto de público e crítica, Paletó de Lamê – Os grande sucessos (dos outros) é um show cênico que apresenta de forma leve e divertida as obras de cantores e compositores classificados como o lado B da música brasileira.
Os atores/cantores ERIKA RIBA e ROBSON CAMILO prometem fazer o público delirar com canções de ODAIR JOSÉ, EVALDO BRAGA, FERNANDO MENDES, LINDOMAR CASTILHO e muitos outros. Canções que falam de desilusões amorosas, desejos e afinidades, traçando o perfil de uma época – a década de 70 – quando essas músicas ocupavam maciçamente as rádios brasileiras. O espetáculo já arrebatou diferentes plateias, sendo assistido por mais de 5000 espectadores, nos teatros Café Pequeno, Carlos Gomes, Sesc Quitandinha, Galpão Gamboa, Teatro do Sesi, Sala Baden Powell e Teatro do Leblon.
Sempre com um convidado especial a cada apresentação e com um Karaokê que fará o público cantar junto, o espetáculo já contou com a participação de Evandro Mesquita, Leo Jaime, Tânia Alves, Watusi, Michael Sullivan, Jane di Castro, Simone Mazzer e muitos outros, que deram “canjas” inesquecíveis ao lado dos protagonistas. Para a temporada do Teatro Maison de France a produção está preparando uma lista incrível de convidados que,  com certeza, irão abrilhantar ainda mais essa temporada, que já promete ser um sucesso!
Com direção artística de Sérgio Módena e Gustavo Wabner e direção musical de Gabriel Mesquita, Paletó de Lamê – Os grandes sucessos (dos outros) é, como diz Evandro Mesquita em seu depoimento, “o traje perfeito para uma noite feliz!”
DEPOIMENTOS
“Paletó de Lamê é o traje perfeito para uma noite feliz! A excelente interpretação de Robson Camilo e Erika Riba nos colocam dentro do Paletó… e oferece um garimpo precioso da música brasileira, sacudindo a poeira e resgatando o real brilho das canções do nosso baú de memórias. A competente banda, roteiro, direção musical e direção completam com elegância e caimento impecável o divertido e emocionante espetáculo Paletó de Lamê. Traje obrigatório em festas de alto astral.”
Evandro Mesquita – cantor e compositor
“Paletó de Lamê já é um sucesso indiscutível”.
Sérgio Brito – ator e apresentador
“… vi o musical Paletó de Lamê no Teatro Café Pequeno, no Leblon, e queria dizer que estou de acordo. Brega é a vovozinha.”
Joaquim Ferreira dos Santos – Jornal O Globo.
“Paletó de lamê – Os grandes sucessos (dos outros)” é um passeio delicado e divertido sobre a produção músical dos anos 70 que, embora absolutamente popular, ou talvez até por isso, foi subdimensionada até bem pouco tempo. Assim como “Eu não sou cachorro não”, o ótimo livro de Paulo César de Araújo, o espetáculo joga uma luz sobre clássicos dessa época, entremeando histórias comoventes com um clima de auditório contagiante. Erika Riba e Robson Camilo, apoiados por uma banda de jovens e talentosos músicos, são as estrelas dessa viagem pelo universo de Odair José, Evaldo Braga, Martinha, José Augusto, Luiz Ayrão, entre outros. E as atuações e as interpretações de Erika e Robson nos dão a certeza de que a música e a alma brasileira não carecem de rótulos.”
João Pimentel – jornalista especializado em música
“Uma daquelas raras junções felizes em que tudo dá certo e que só acontecem de tempos em tempos, Paletó de Lamê foi criado com enorme talento e é executado com total brilhantismo… inegavelmente o maior sucesso do Café Pequeno nos últimos anos!”
Paulo Reis – diretor artístico do Teatro Municipal Café Pequeno
“Paletó de Lamê é uma bela viagem ao universo da chamada música brega dos anos 70. Retrata com humor, mas de forma respeitosa, um repertório de canções que é desprezado pela crítica e pela história oficial da MPB. Além de divertir, o espetáculo contribui para o resgate da memória da canção popular no Brasil.”
Paulo César de Araujo – autor do Livro “Eu Não Sou Cachorro Não”
“Este é um espetáculo que fala de emoções sinceras de poetas populares. Emoções confessionais do cidadão pouco ilustrado e, por isso mesmo, mais intuitivo e sincero. Como diria o amigo Cazuza, canções que não falam de dor de cotovelo mas de cotovelos com fratura exposta e vestidos de lamê.”
Leo Jaime – ator, cantor, compositor e jornalista
“Paletó de Lamê é um ótimo exemplo do jeito carioca de se divertir e divertir ou outros ao mesmo tempo. Robson e Erika, duas gratíssimas revelações do humor e da música, levam o espetáculo com graça, malícia e muita competência. Imperdível!”
Felipe Ferreira – escritor e jornalista
Serviço: Paletó de Lamê – Os grandes sucessos (dos outros)
Teatro Maison de France: Av. Presidente Antonio Carlos, 58. Centro.
De 14 de novembro a 11 de dezembro, terças e quartas-feiras, às 19h30.
Valor: 60, a inteira
Capacidade: 353 lugares
Classificação livre.