“A Megerinha Domada” no Teatro Armando Gonzaga

Através de uma linguagem circo-teatro e pontuada com cantigas de rodas infantis onde os atores cantam e tocam instrumentos ao vivo, a trupe teatral apresenta uma encenação voltada para o teatro de rua em busca de uma expressão popular e de fácil entendimento.

A história inicia com o Sr. Batista que possui duas filhas, Catarina e Bianca. Enquanto Bianca é graciosa, delicada e com muitos pretendentes, Catarina é conhecida como demônio de saias, devido ao seu temperamento arredio. Batista deseja casar suas filhas, mas seguindo a ordem de idade, primeiro deve casar Catarina e depois Bianca. Os pretendentes de Bianca ficam preocupados com isso, e decidem empurrar Petrúquio que aceita a missão na mesma hora em que soube que a família Batista é muito rica e possuí muitas propriedades. Apesar de ser rústico e mal educado. Petrúquio usa sua inteligência para domar a Megera Catarina.

SINOPSE

 

Uma trupe de artistas chega numa praça pública pra contar que Catarina é uma garota bonita, mas possui uma personalidade forte. Seu jeito insensível assusta os rapazes da cidade. Já Bianca, sua irmã, é o oposto. Meiga e sensível, ela é muito desejada. O pai das meninas, seu Batista, orientou-a que não tivesse um encontro amoroso antes de Catarina. E é aí que mora o perigo, pois nesse conflito, surge Petrúquio, um rapaz que acabou de chegar do interior e aceita o desafio de conquistar a megerinha.

 

Serviço

 

Autor:  Willian Shakespeare.

Direção e Livre Adaptação: Eliano Lettieri

Elenco: Beatriz Cunha, Vandoca Lopes, Marina Aguilera, Letícia Croner, Robert Queiroz, Saulo Lima, Uelisson Senna, Rodrigo Praça, João Gomes, Gustavo Mascarenhas e Igor Macesse.

Teatro Armando Gonzaga

Av. Gen. Osvaldo Cordeiro de Farias, 511 – Mal. Hermes –RJ.

Informações: (21) 23321040

Temporada: 25 de janeiro a 02 de fevereiro, sábado e domingo, às 16h.

Duração: 60 minutos

Capacidade: 210 lugares

Classificação etária: Livre

Valores:  R$30,00

“Bertoleza” no Sesc Belenzinho

Com elenco majoritariamente negro, a Gargarejo Cia Teatral estreia o musical Bertoleza, inspirado no livro O Cortiço, de Aluísio Azevedo, no dia 7 de fevereiro no Sesc Belenzinho. O espetáculo fica em cartaz até 1º de março, com sessões às sextas e aos sábados, às 21h30, e aos domingos (e no dia 22 de fevereiro), às 18h30.

A montagem, com adaptação, direção e músicas de Anderson Claudir, conta a história do clássico naturalista de Aluísio de Azevedo, agora sob ponto de vista da Bertoleza, uma mulher negra que é tão importante para a construção do romance quanto o próprio João Romão, o protagonista original.

Na trama, o oportunista Romão propõe uma sociedade à escrava Bertoleza, prometendo comprar a alforria dela. Eles começam uma nova vida juntos e constroem um pequeno patrimônio formado por um enorme cortiço, um armazém e uma pedreira.

Depois de acumular capital considerável, o ambicioso João Romão já não sabe mais como se tornar mais rico e poderoso. Envenenado pelo invejoso Botelho, ele decide se casar com Zulmira, a filha de Miranda um negociante português recentemente agraciado com o título de barão. Mas, para isso, precisa se livrar da amante Bertoleza, que trabalha de sol a sol para lutar pelo patrimônio que eles construíram juntos.

Para a companhia, o grande desafio foi fazer com que uma narrativa do século 19 questionasse e problematizasse as relações criadas nos dias de hoje. Por isso, o projeto iniciado em 2015 foi ganhando novos contornos. “Quisemos investigar uma identidade brasileira que vem da diáspora africana e pensar em como isso nos afeta artisticamente. Assim, podemos criar novos signos para essa geração e dar uma voz para essa terra periférica”, conta Claudir.

No processo, o coletivo procurou a força da figura de Bertoleza em outras mulheres negras brasileiras negligenciadas pela História. Durante a encenação, o elenco relembra as histórias dessas mulheres, como a vereadora Marielle Franco, militante da luta negra assassinada em março de 2018; a escritora Carolina Maria de Jesus, famosa pelo livro Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada; a jornalista e professora Antonieta de Barros, defensora da emancipação feminina que foi apagada dos livros de História; a escritora Maria Firmina dos Reis, considerada a primeira romancista brasileira; e a guerreira Dandara, que viveu e lutou no período colonial.

A protagonista dessa história é interpretada pela atriz Lu Campos, eo elenco também tem como destaque Eduardo Silva (Botelho), que ficou conhecido ao dar vida ao personagem Bongô no Castelo Rá Tim Bum e coleciona importantes prêmios teatrais como Mambembe, APCA, APETESP, Moliére e SHELL.

O time de intérpretes fica completo com Taciana Bastos (Zulmira), Bruno Silvério (João Romão) e pelos integrantes do coro Ananza Macedo, Cainã Naira, David Santoza, Gabriel Gameiro, Matheus França, Palomaris e Welton Santos. A direção musical é assinada por Eric Jorge; o dramaturgismo e a poesia, por Le Tícia Conde; e a coreografia, por Emílio Rogê.

Relação profunda entre vida e obra

 “Bertoleza é uma personagem inspirada em tantas histórias de um povo que resiste às injustiças de uma lógica racista. Sua história resiste ao tempo. Ela representa a força dessas inúmeras mulheres que sustentam a base do nosso país”, comenta Eduardo Silva. Para ele, o inescrupuloso Botelho também é bastante atual. “É a velha manipulação política, que não se preocupa com o povo e justifica suas incoerências sem a menor base social ou científica”, completa.

Para Lu Campos, interpretar Bertoleza tem um significado ainda mais profundo. No processo desde 2015, ela conta que vivenciou um chamado ancestral em 2017: suas antepassadas maternas deram-lhe a missão de quebrar o ciclo de opressão vivenciado por sua família desde os tempos de escravidão. “Espero que as mulheres pretas se sintam bem representadas na peça e a partir disso, busquem seus lugares de protagonismo nos variados âmbitos da vida”, conta.

Para a atriz, estar nesse processo contribui para a sua expansão de consciência. Em busca de mais respostas sobre sua ancestralidade, ela também cursou a pós-graduação em Matriz Africana pela FACIBRA/Casa de Cultura Fazenda Roseira. “As pessoas precisam perceber quão rica e diversificada é a matriz africana, por isso ela deve ser resgatada e valorizada. Afinal, a África é o ventre do mundo”, emociona-se.

Sobre a Gargarejo Cia Teatral

Formada por uma equipe majoritariamente periférica, a Gargarejo Cia Teatral conta com artistas de diversas áreas, como artes plásticas, dramaturgia, artes cênicas, direção, cenografia, musicalidade e produção. A companhia teve início em 2014, em Campinas, reunindo diferentes especialidades artísticas em parceria com renomadas instituições da região, como a Universidade de Campinas (UNICAMP), o Conservatório Carlos Gomes, a Estação Cultura de Campinas, as Prefeituras de Campinas, Sumaré e Vinhedo e o Lar dos Velhinhos de Campinas.

O grupo foca em uma perspectiva étnico-racial que reflete sobre colonização versus identidade. A intenção é articular a vivência periférica na cena como protagonista na sociedade, resgatando a autoestima e recriando autoimagem.

Em 2015, iniciou uma pesquisa sobre O Cortiço, que resultou na microcena Bertoleza – uma pequena tragédia: ponto de partida para o processo de investigação que, em 2019, completa quatro anos. Em 2017, o grupo se estabelece na cidade de São Paulo e, durante esse período, realiza diversas experimentações cênicas e musicais, propõe leituras, debates, rodas de conversa e apresentações das canções.

 SINOPSE

Adaptação musical de O Cortiço, de Aluísio Azevedo, obra clássica da literatura naturalista brasileira, em que o protagonismo é invertido. A voz agora é de Bertoleza: mulher, negra e escravizada que se relaciona com João Romão, um português ambicioso e oportunista. Bertoleza é o dedo na ferida, é o nó expulso da garganta, a voz que pergunta: E a Bertoleza?

FICHA TÉCNICA

Direção e Adaptação: Anderson Claudir
Direção Musical: Eric Jorge
Dramaturgismo e poesia: Le Tícia Conde
Texto final: Anderson Claudir e Le Tícia Conde
Elenco: Lu Campos, Eduardo Silva, Ananza Macedo, Cainã Naira, Palomaris, Taciana Bastos, Bruno Silvério, David Souza , Edson Teles, Gabriel Gameiro, Matheus França e Welton Santos
Coreógrafo: Emílio Rogê
Preparação Vocal e Assistência de direção musical: Juliana Manczyk
Coordenadora de Produção: Cláudia Miranda
Produção Executiva: Andréia Manczyk
Assistente de Produção: Marina Pinho
Cenografia e Figurino: Daniela Oliveira
Assistente de cenário e figurino: Gabriela Moreira
Iluminação: Andressa Pacheco
Assistente de Iluminação: Stella Pollitti
Vídeo: Aline Almeida
Assessoria de imprensa: Bruno Motta Mello e Verônica Domingues – Agência Fática
Técnico de Palco: Maria Clara Venna e Leonardo Barbosa

SERVIÇO

BERTOLEZA, da Gargarejo Cia Teatral
De 7 de fevereiro a 1º de março de 2020. Sexta e sábado, 21h30. Domingo, 18h30
(Dia 22 de fevereiro, sábado, 18h30)
Local: Sala de Espetáculos I (100 lugares)
Valores: R$ 30 (inteira). R$ 15 (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e servidor da escola pública com comprovante). R$ 9 (credencial plena do Sesc: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc e dependentes)
Ingressos disponíveis pelo portal Sesc SP (www.sescsp.org.br) a partir do dia 28/1, às 12h, e nas bilheterias das unidades do Sesc a partir de 29/1, às 17h30. Limite de 4 ingressos por pessoa
Duração: 90 minutos
Recomendação etária: 12 anos

Sesc Belenzinho
Endereço: Rua Padre Adelino, 1000.
Belenzinho – São Paulo (SP)
Telefone: (11) 2076-9700
www.sescsp.org.br/belenzinho

Estacionamento
De terça a sábado, das 9h às 22h. Domingos e feriados, das 9h às 20h.
Valores: Credenciados plenos do Sesc: R$ 5,50 a primeira hora e R$ 2,00 por hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 12,00 a primeira hora e R$ 3,00 por hora adicional.

Para espetáculos pagos, após as 17h: R$ 7,50 (Credencial Plena do Sesc – trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo). R$ 15,00 (não credenciados).

Transporte Público

Metro Belém (550m) | Estação Tatuapé (1400m)

 

“1975” no Teatro Arthur Azevedo

Dando continuidade a bem sucedida temporada de estreia, o espetáculo 1975 (03 estrelas da Revista Veja-SP) da autora uruguaia Sandra Massera, protagonizado pela atriz Angela Figueiredo, reestreia dia 31 de janeiro no Teatro Arthur Azevedo, na Móoca. A peça teve sua direção feita a quatro mãos, por Sandra e Angela, entre o eixo São Paulo-Montevidéu.

1975 é um espetáculo sensível e forte conduzido pela linda iluminação cênica, vídeos e trilha sonora impactantes fortalecem a narrativa sobre a passagem do tempo e a dor pelo desaparecimento de pessoas próximas. Esvaziando a casa de seus pais Teresa encontra seu caderno e cartas que escreveu desde que seu irmão sumiu durante a última ditadura no Uruguai quando ela era adolescente.

O espetáculoéumaobrade ficçãoinspiradaemfatosreais. O texto surgiuapartir da peçaBonecoSemRosto,tambémdeSandra,criadoparaa convocatóriapara autoresuruguaioseargentinosdetextoscurtos emonólogospara os10anos doTeatroDeLaIdentidad,organizadopelasAbuelasdePlazadeMayo,realizadoemBuenos Aires,Argentina.Essaconvocatóriatemotema dodesaparecimentodepessoasnasditaduras doUruguaieArgentina.

Elapartiudeumahistóriarealqueviveunasuaadolescênciaenosanos da ditadura,quandocadáveres anônimoseramencontradosnacostauruguaia lançadosde aviões noRiodaPrata.Estes voosficaramconhecidoscomovoosdamorte. 1975ganhouoPrêmioFlorênciodeMelhortexto deAutorNacional em2015,anodesuaestreia emMontevidéu.Amontagemuruguaia estreou em 2015 fez duas turnêsnaFrança,foimontadona Argentina(2017) e agoranoBrasil.

Após a apresentação a atriz ficará para um bate-papo informal com a plateia. Angela participou da série “Hebe”, Globoplay/ TV Globo, e da novela “Selva de Pedra” em cartaz no Canal Viva.

 

FICHA TÉCNICA:

Texto: Sandra Massera

Direção: Sandra Massera e Angela Figueiredo

Elenco: Angela Figueiredo

Direção de vídeos e fotos: Nanda Cipola

Assistente de direção: Claudinei Brandão

Produção executiva: Cristiani Zonzini

Diretor de palco: Acauã Sol

Cenografia e figurinos: Kléber Montanheiro

Iluminação: Amarílis Irani e Maria Julia Rezende

Trilha sonora: Branco Mello e Sandra Massera

Programação Visual: Vicka Suarez

Adaptação de artes: Erik Almeida

Operação de luz: Maria Julia Rezende

Operação  de  som  e  vídeo:  Nanda Cipola

Assessoria de Imprensa: Fabio Camara

Realização: Casa 5 Produções

SERVIÇO:

LOCAL: Teatro Arthur Azevedo – Sala Multiuso (Av. Paes de Barros 955 – Móoca), 60 lugares.

DATA: 31/01 até 01/03 (Sexta e sábado 19h e domingo 17h)

INGRESSOS: R$ 30,00 e R$ 15,00 (meia-entrada)

INFORMAÇÕES: 11 2604 5558 e teatroaa952@gmail.com;

DURAÇÃO: 60 minutos

CLASSIFICAÇÃO: 12 anos

EQUIPE:

Angela Figueiredo (atriz e diretora)

 

Estreou no teatro amador em 1974 na peça A Megera Domada, dirigida por Carlos Wilson, no Teatro Tablado (RJ), depois participou do Grupo Construção Teatral de dança Contemporânea (RJ), direção da bailarina Gerry Maretzki, em 1976, e em 1983 estreou na TV na novela em Guerra dos Sexos com a personagem Analú. Seus mais recentes trabalhos como atriz são: Festival de Peças de Um Minuto, do Grupo Parlapatões, nas edições I, II, III e IV, nos anos de 2008, 2010, 2013 e 2018 respectivamente. Participou da novela Saramandaia, da TV Globo, em 2013, do espetáculo de teatro Serpente Verde, Sabor Maçã, direção de Lavínia Pannunzio, em 2011, do espetáculo Diga que Você Já Me Esqueceu, direção Dan Rosseto, em 2016. Participou ainda do projeto Terça em Cena, em 2016 e Quinta em Cena, em 2017 no Teatro Cemitério de Automóveis. Angela fundou a Cia de teatro As Moças com a atriz Fernanda Cunha, em 2010, realizando a trilogia de peças com o tema “mulheres confinadas a margem da sociedade”, com os espetáculos: As Moças – O Último Beijo, direção de André Garolli, em 2014, Noites Sem Fim, direção Marco Antônio Pâmio, em 2016 e em 2018 o espetáculo, Abre a Janela e Deixa Entrar o Ar Puro e o Sol da Manhã, escrita em 1968, pelo autor Antônio Bivar.

 

 

Sandra Massera (autora e diretora)

 

Nasceu em Montevidéu, em 1956, dramaturga, diretora de teatro, atriz e professora. Formada pela escola Municipal de Arte Dramática e pelo Instituto de Professores Artigas. Escreveu diversos textos para teatro e três óperas. Suas obras para teatro têm recebido diversos prêmios, entre eles, Prêmio Florencio da Crítica pelo melhor texto nacional; Prêmio Nacional de Literatura do Ministério da Educação e Cultura; Prêmio Juan Carlos Onetti; Prêmio da Comissão do Fundo Nacioanl de Teatro, Museo Vivo de Titere/MEC, entre outros. É fundadora e diretora do Grupo de Teatro Umbral em Montevidéu desde 1998, grupo independente que tem levado diversos textos aos teatros e em festivais internacionais, como Argentina, Chile, Brasil Estados Unidos, França e Espanha. Sandra lançou, em Montevidéu, no final de 2018 o livro No digas, nada Nena e outros textos para teatro pela editora Estuario, 1975 está dentre os textos selecionados.

“Ex-Gordo” na Oficina Cultural Oswald de Andrade

Após fazer uma cirurgia bariátrica, um homem que vive isolado em seu microapartamento no 48º andar confronta figuras do passado, com o objetivo de descobrir sua verdadeira essência. Este é o ponto de partida de “Ex-gordo”, novo trabalho do Núcleo de Pesquisa Caxote, com texto e direção de Fernando Aveiro e codireção de Naiene Sanchez, que, depois de estrar no Sesc Ipiranga, ganha uma nova temporada na Oficina Cultural Oswald de Andrade, de 3 a 18 de fevereiro.  O espetáculo tem apresentações às segundas e terças, sempre às 20h, com entrada gratuita.

No elenco, estão Bárbara Salomé, Camila Biondan, Humberto Caligari e Murilo Inforsato, além do próprio Fernando Aveiro, que interpreta o protagonista.

“Esse Ex-gordo convida um grupo de artistas para ir à sua casa e interpretar os personagens que habitam sua memória, para que ele possa, quem sabe, se sentir parte de uma sociedade e resolver sair do seu caótico mundo particular”, conta Aveiro, que trabalha o texto desde 2011. “A peça surgiu quando, ainda no CPT, tive uma ideia para uma cena de prêt-à-porter, que acabou não sendo executada. Tratava-se de uns escritos vinculados à figura de um gordo religioso e seus dissabores, e chamava-se Um domingo Depois da Missa. Revisitei o texto com frequência para extrair da ideia original todas as possibilidades de criação e personagens, mas só consegui fechá-lo em 2019, agora com o nome de Ex-Gordo”, completa.

Em meio a uma atmosfera onírica e surrealista, o público é convidado a passar 80 minutos na casa desse protagonista e a acompanhar uma espécie de sessão de psicodrama teatral. Todos se sentam em cadeiras de diferentes estilos e formatos posicionadas dentro da cena, em uma semiarena. Enquanto assistem ao desenrolar da história, os espectadores podem até tomar um cafezinho. Ao final do espetáculo, a ideia é que cada pessoa possa olhar a obra com autonomia de cocriação.

Aveiro explora alguns elementos autobiográficos na narrativa. “Tive uma formação religiosa, fui gordo e sofri muito com isso; justamente pelo fato de ter sido privado por eles… ‘eles todos que nos confinaram à margem, que destituíram nossa personalidade’… e não é nenhum exagero. Verbos como confinar e destituir precisam aparecer para dar a dimensão trágica da coisa toda. Hoje, sei que não estou falando apenas sobre meu ponto de vista privado, ou do ponto de vista do grupo dos renegados. Estou falando de todos nós, pois quem não estava no bando marginalizado, ou estava na posição de ataque ou como observador”, afirma o dramaturgo.

A encenação carrega uma série de referências das artes plásticas, do teatro e do cinema, como “Hamlet”, de William Shakespeare, o mito de Prometeu, as obras de Marcel Duchamp, “A Vênus de Milo”, de Alexandre de Antioquia, entre várias outras. “Acontece nessa peça uma espécie de colagem, em todos os pilares: dramaturgia, direção, atuação, figurinos, cenografia, trilha e luz para compor uma obra de diálogos entre mundos prováveis e improváveis”, define Aveiro. No cenário, essa noção é ainda mais evidente. Haverá um painel-memória criado por Camila Biondan com a função de representar o imaginário do protagonista, criando uma geografia viva que será constantemente atualizada ao longo da montagem.

 “Ex-gordo” é a terceira parte da Trilogia da Evolução, projeto do Núcleo de Pesquisa Caxote que apresenta peças que provocam reflexões sobre o despertar da consciência de indivíduos para processos sociais que os aprisionam/moldam e os padrões sociais que afastam o ser humano do que é essencial ou genuíno. Os outros espetáculos são “Por acaso, navalha” (2014), uma adaptação do texto de Plínio Marcos, e “Obra sobre Ruínas” (2017-18), escrito e dirigido por Fernando Aveiro.

O Núcleo de Pesquisa Caxote investiga o teatro intimista e em espaços alternativos a partir da montagem de textos clássicos e de novos dramaturgos. Em seus trabalhos, explora a relação entre as artes cênicas e outras linguagens.

SOBRE FERNANDO AVEIRO

Fernando Aveiro formou-se em Artes Cênicas em Ribeirão Preto e cursou Filosofia na Universidade Federal de São Paulo. Integrou o CPT – Centro de Pesquisa Teatral, dirigido por Antunes Filho, durante seis anos, onde atuou em “Policarpo Quaresma”, “A Falecida vapt-vupt”, “Toda Nudez Será Castigada” e “Prêt-à-porter Cult”. Formou-se como dramaturgo no Núcleo de Dramaturgia SESI-British Council, no qual escreveu o texto “Em abrigo”. Como dramaturgo, ainda se destaca o texto “Hospedeira”, com direção de Georgette Fadel, em cartaz em 2017 no SESC Consolação, em São Paulo.  É diretor do Núcleo de Pesquisa Caxote, pelo qual encenou “Por acaso, navalha”, e “Obra Sobre Ruínas”, com temporadas em São Paulo e interior. É orientador do Programa Qualificação em Artes (Projeto Ademar Guerra) do Governo do Estado desde 2017.

SOBRE O NÚCLEO DE PESQUISA CAXOTE

O Núcleo de Pesquisa Caxote foi criado em 2013 com o objetivo de investigar o teatro na linguagem contemporânea, por meio de obras de autores clássicos e de novos dramaturgos. Além disso, em seus espetáculos, busca integrar artes cênicas e outras linguagens, e investigar o espaço alternativo e a relação intimista entre o público e a cena.

Em 2014, o grupo estreou o primeiro espetáculo: “Por acaso, navalha”, com direção de Fernando Aveiro, no Espaço Mínimo, sede do coletivo em São Paulo. Essa releitura do texto de Plínio Marcos cumpriu uma temporada de três meses na capital e seguiu para Ribeirão Preto (SP) a convite do Grupo Engasga Gato, onde realizou apresentações no Telhado Cultural, sede do grupo.

A peça foi o ponto de partida para a Trilogia da Evolução, projeto composto por trabalhos que provocam reflexões sobre o despertar da consciência de indivíduos para processos sociais que os aprisionam/moldam e os padrões sociais que afastam o ser humano do que é essencial ou genuíno.

O segundo espetáculo da trilogia é “Obra Sobre Ruínas” que cumpriu uma temporada de um mês com 20 apresentações na SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt em 2018. Com texto e direção de Fernando Aveiro, o espetáculo fala sobre um Ser que decide passar por uma lobotomia para se adequar aos padrões impostos pela sociedade. O texto “Ex-gordo”, também de Aveiro, encerra o projeto.

SINOPSE
Um ex-gordo vive isolado no 48º andar de um arranha-céu e convida um grupo de atores para encenar semanalmente uma espécie de psicodrama, em que ele seria a figura central da história. Por meio do teatro, ele inventa várias figuras que marcam a sua memória, esperando um dia encontrar sua verdadeira identidade e reintegrar-se na sociedade.

FICHA TÉCNICA
Dramaturgia e direção: Fernando Aveiro
Codireção: Naiene Sanchez
Elenco: Bárbara Salomé, Camila Biondan, Fernando Aveiro, Humberto Caligari e Murilo Inforsato
Figurino: Rosângela Ribeiro
Costureira: Vera Luz
Assistente de figurino: Eduardo Dourado
Cenário: Núcleo de Pesquisa Caxote
Colagismo: Camila Biondan – @objetoroubado
Desenho de luz: Thiago Capella
Pesquisa musical: Fernando Aveiro
Preparação corporal, vocal e coreografia: Naiene Sanchez
Fotografia: Felipe Djanikian
Assessoria de imprensa e produção: Bruno Motta Mello e Verônica Domingues – Agência Fática
Realização: Núcleo de Pesquisa Caxote

SERVIÇO
EX-GORDO, de Fernando Aveiro
Oficina Cultural Oswald de Andrade – Rua Três Rios, 363, Bom Retiro
Temporada: 3 a 18 de fevereiro, às segundas e terças-feiras, às 20h
Ingresso: grátis, distribuídos uma hora antes
Duração: 80 minutos
Classificação: 16 anos
Capacidade: 30 lugares

 

“Vagaluz” no Sesc Pompeia

m tempos tão imediatistas, que valorizam o descartável e o instantâneo, ‘Vagaluz’ propõe um mergulho no universo da memória. Com estreia marcada para o dia 6 de fevereiro, às 21h30, no Espaço Cênico do Sesc Pompeia, a peça segue em temporada até 1º de março, com sessões às quintas, às sextas e aos sábados, às 21h30, e aos domingos, às 18h30.

Na montagem, um casal de atores relembra fragmentos de vida que ora parecem ter sido vividos, ora ouvidos de quem viveu ou até mesmo uma memória inventada. Essas memórias ganham a cena, assemelhando-se aos nossos atos de pensar e sentir, que surgem de forma aleatória, muitas vezes por meio de conexões não-lineares de espaço-tempo, como reverberações do que acontece dentro e fora de nós.

“São pequenos pedaços de memórias que, talvez… nem fossem narradas, mas… que, por algum motivo, estavam guardadas. Essa lembrança comum faz as pessoas (que assistem) invocarem e passearem por suas próprias recordações”, conta Lídia. Assim, o espectador complementa a dramaturgia criada em parceria pelos atores e o diretor. “A história contada… ou… as histórias contadas só fazem sentido com as histórias de quem assiste” emenda Edgar.

O diretor Antônio Januzelli (Janô), em mais um delicado e minucioso trabalho de direção, privilegia a atuação: um ator e uma atriz no jogo da cena, em busca de uma memória original.É o homem-ator/mulher-atriz desfazendo-se daquilo que não é necessário, para chegar à sua essência cênica –a memória original de si.

Assim, todos os elementos em “Vagaluz” estão a serviço da atuação. Um cenário minimalista, composto apenas por duas cadeiras, um figurino básico que remete aos trajes de ensaio e uma luz simples só para acolher as memórias e ambientá-las. E os intérpretes alternam-se em solos distintos, mantendo-se sempre conectados e cúmplices na composição do imaginário.

A construção desse trabalho foi instigada por uma perda na família dos atores, seguida pelo questionamento das crianças que só ouviam como explicação o silêncio. A quebra cada vez mais constante do silêncio trouxe o luto e então o escavar de dores… e, finalmente,a procura daquilo que permanece: as memórias. “Daí, surgiu uma ‘Vagaluz’ a nos guiar”, diz a atriz.

Sobre Antônio Januzelli (Janô)

Diretor, ator, professor e pesquisador das práticas do ator. Bacharel em Direito pela PUCAMP e formado em Artes Cênicas pela ECA-USP e pela Escola de Arte Dramática – EAD/ECA/USP. Tem mestrado e doutorado pela ECA-USP. É professor do departamento de Artes Cênicas da ECA-USP desde 1977. Foi professor da EAD entre 1977 e 2002. É autor do livro “A Aprendizagem do Ator” publicado pela editora Ática. Dirigiu e atuou em diversas produções no Brasil. É integrante do núcleo criador da Cia Simples de Teatro e diretor de “Se eu fosse eu”. Também dirigiu os monólogos “A Hora e a Vez” e “O Porco”, espetáculo indicado ao prêmio Shell de melhor ator. Foi membro do conselho editorial da Revista da ECA, membro do conselho editorial da revista do LUME-Unicamp e representante do Departamento de Artes Cênicas na AIEST (Associación Ibero Americana de Escuelas Superiores de Teatro).

Sobre Edgar Campos

Iniciou no teatro em 1980 com Jamil Dias, em “Do fundo do Baú”. Esse encontro resultou em outros trabalhos: “Exercício da Paixão”; “Guaiú, a Ópera das Formigas”; e “Por Pensamentos, Palavras e Atos”. Depois, trabalhou também com José Rubens Siqueira; com Mário Mazetti, na primeira montagem de “Casa de Brinquedo”; e com João Albano, em “Sexo Chocolate e Zambelê”.  Na passagem pelo CPT, com Antunes Filho, toma gosto pelo teatro de grupo e de pesquisa. Mas foi com a sua entrada na Fraternal Cia de Artes e Malasartes que pode se dedicar mais integralmente à pesquisa cênica. Com direção de Ednaldo freire e dramaturgia de Luís Alberto de Abreu, de 1998 a 2013, realizou vários trabalhos com destaques no cenário teatral: “Iepe”, “Till Eulenspigel”, “Masteclé – O Tratado Geral da Comédia”, “Auto da Paixão e da Alegria”, “Borandá – O auto do Migrante”, “Memória das Coisas”, “Sacra Folia” e “As Três Graças”.

Sobre Lídia Engelberg

 A atriz, contadora de histórias e jornalista iniciou nas artes cênicas no Centro de Pesquisa Teatral, com Antunes Filho, em 1985. Ao longo dos anos, entremeou atuação em montagens e trabalhos de formação e pesquisa com estudos de dança e consciência corporal e cênica, investigações de voz e canto.  Dentre os profissionais relacionados aos seus fazeres e pensares teatrais estão: Antunes Filho, Roberto Cordovani, Bru Palmieri, Cristina Calazans, Cristiane Paoli Quito, Alex Ratton, Andrea Kaiser, Antônio Januzelli e Juliana Sanches.

Nos últimos anos, dedicou-se principalmente à arte de contar histórias participando de projetos e eventos ligados às secretarias de cultura e educação e à educação de maneira geral, como: Viagem Literária, Circuito Teatral, Festival da Arte de Contar Histórias, Festival da Mantiqueira, Roteiro de Bibliotecas Públicas  e programas de formação de educadores, orientando-os com relação ao uso das histórias como ferramenta no processo pedagógico, em instituições de ensino superior, Sescoop e Sesc.

SINOPSE

Um casal narra e presentifica pequenos fragmentos de histórias e situações diversas – momentos vividos ou ouvidos de quem viveu.  São acontecimentos de outrora que, distantes de grandes feitos, poderiam ser considerados banais ou sem nenhuma importância. Aquilo que ficou, sabe-se lá por que, mas está lá e, de alguma forma, os preenche. Assim, vai se tecendo um caminho para investigação da memória e do esquecimento. O que guardamos nós ao longo da vida? Como a memória se desfaz?

 

FICHA TÉCNICA

Direção: Antônio Januzelli

Concepção: Antônio Januzelli, Edgar Campos e Lídia Engelberg

Atuação: Edgar Campos e Lídia Engelberg

Iluminação: Thiago Zanotta

Preparação vocal: Andrea Kaiser

Fotos: Giorgio D’Onofrio

Produção: Café Produções Culturais – Carol Faria e Fernanda Tonoli

Assessoria de imprensa: Agência Fática – Bruno Motta Mello e Verônica Domingues

 

SERVIÇO

VAGALUZ, DE ANTÔNIO JANUZELLI, EDGAR CAMPOS E LÍDIA ENGELBERG

Espaço Cênico do Sesc Pompeia – Rua Clélia, 93 – Água Branca

Temporada: de 6 de fevereiro a 1º de março de 2020

De quinta a sábado, às 21h30, e aos domingos, às 18h30

Ingressos: R$ 30 (inteira), R$ 15 (meia-entrada) e R$ 9 (credencial plena)

Classificação: 14 anos

Duração: 60 minutos

Capacidade: 40 lugares

 

“Quando Ismália Enlouqueceu” no Teatro Itália

A comédia dramática musical Quando Ismália Enlouqueceu reestreia dia 25 de janeiro, sábado, às 18 horas, no Teatro Itália, onde cumpre temporada aos sábados até o dia 15 de fevereiro. Com dramaturgia e direção artística de Fernando Cardoso, composição e direção musical de Tato Fischer, cenografia e produção de Marcos Thadeus, coreografia de Sergio Galdino, figurino de Cláudio Tovar, iluminação de André Lemes.  No palco estão as atrizes Cibele Troyano, Jô Rodrigues, Maria do Carmo Soares e Salete Fracarolli, da Cia As Tias, que interpretam, cantam e dançam ao som do piano de Tato Fischer, que também integra o grupo ao lado do produtor Marcos Thadeus

 

A peça reúne 40 textos do Parnasianismo e Romantismo brasileiros, interpretados e musicados. A Tato Fischer coube a missão de criar versões musicadas para algumas dessas obras de poetas, como Olavo Bilac, Gonçalves Dias, Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu e Alphonsus de Guimarães. A montagem resgata parte da memória de uma época lírica, ao mesmo tempo em que mostra a significativa diferença daquele tempo para os dias atuais. De acordo com o diretor Fernando Cardoso, não é um recital de poesias. “Trata-se de um sarau com poemas musicados e encenados/dramatizados, de forma leve e divertida, com ideia de levar o público a uma identificação com esta obra dos séculos 19 e 20, mostrando a poesia de uma forma diferente, sem ser hermética.”

O arranjador e instrumentista Tato Fischer buscou inspiração no Teatro de Revista e usou a imaginação para adaptar os textos a ritmos como modinha, valsa, baião, lundu e catira, entre outros. “Tínhamos um vasto universo de textos para musicar, foi preciso escolher entre os 40 textos aqueles que se identificavam mais com a encenação”.

Os Poemas Meus Oito Anos e A Valsa, de Casimiro de Abreu, por exemplo, ganharam a roupagem de uma valsa. Para o texto Em Louvor de Santa Inês, de José de Anchieta, criamos uma catira. Já para a cantiga de roda Terezinha de Jesus, dança popular dos Açores e Ilha da Madeira, fizemos uma modinha.” A cenografia, assinada por Marcos Thadeus, faz referência ao estilo da época e traz entre os elementos cênicos, um piano, cavaletes, molduras de quadros e chapéus. “Além de aludir à arte, os adereços atendem às necessidades da encenação.”  Para o diretor artístico Fernando Cardoso, foi uma excelente experiência ter à mão o talento de quatro atrizes generosas, versáteis, inteligentes e despudoradas. “A tanto talento, somam-se a música de Tato Fischer, o figurino de Claudio Tovar e a produção atenta de Marcos Thadeus. Espero que este espetáculo possa ajudar a aproximar o público da poesia. Ou a poesia do público.”

Sobre o grupo As Tias

 

A Cia. As Tias estreou o espetáculo Cabaré Literótico Musicado, em novembro de 2015, no Teatro Commune, no centro de São Paulo. Em 2016, ficou em cartaz por dois meses na SP Escola de Teatro e, em 2017, mais dois meses de temporada no Viga Espaço Cênico.  O espetáculo recebeu o prêmio Júri, no 1º Festival de Teatro de Passos, Minas. Em 2017, a montagem foi apresentada no Interior do Estado de São Paulo pelo programa Circuito Cultural Paulista. Também foram realizadas apresentações em várias unidades do SESC, em Piracicaba, Sesc-Consolação e Sesc-Pinheiros. Em 2018, o espetáculo percorreu casas de cultura da cidade São Paulo por meio da Secretaria Municipal de Cultura.

Sinopse

 

Com versões musicadas para poemas de Olavo Bilac, Gonçalves Dias, Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu e outros importantes nomes da poesia dos séculos 19 e 20, a peça reconstrói a memória de uma época de sonhos e anseios, ao mesmo tempo em que mostra a significativa diferença daqueles tempos para os dias atuais.

Ficha Técnica

 

Dramaturgia e Direção Artística: Fernando Cardoso. Elenco: Cibele Troyano, Joseli Rodrigues, Maria do Carmo Soares e Salete Fracarolli. Direção e Composição Musical: Tato Fischer. Coréografo: Sérgio Galdino. Cenografia e direção de produção: Marcos Thadeus. Figurinos: Claudio Tovar. Iluminação: André Lemes. Produção Executiva: Nayara Rocha. Fotos: Sillas H (@sillas.h).

Para roteiro

Quando Ismália Enlouqueceu – Reestreia dia 25 de janeiro de 2020, sábado, às 18 horas, no Teatro Itália, Av. Ipiranga, 344 – República, telefone – (11) 3120-6945. Temporada – De 18 de janeiro a 15 de fevereiro de 2020. Sábados, às 18h.  Duração: 50 min. Classificação: Livre. Ingressos – R$ 15,00 (meia) e R$ 30,00 (Inteira). Gênero: Comédia dramática Musical.

“Follow Me, Baby” no Laura Alvim

Reestreia dia 15 de janeiro a comédia “Follow Me, Baby”, de Ivan Jaf, com direção de Rose Abdallah, na Casa de Cultura Laura Alvim, em Ipanema. Cumpre temporada até 30 de janeiro, às quartas e quintas-feiras sempre 20hs.

Com humor ácido e contemporâneo, FOLLOW ME, BABY, conta a história de Laura (Rose Abdallah), uma atriz decadente que volta a trabalhar em uma grande emissora de TV e recebe uma proposta do diretor de marketing, Cavalcante (interpretado por Diogo Camargos ou Ivan Vellame em dias alternados), tendo que optar entre a sua dignidade ou a chance de finalmente conseguir estabilidade econômica. O espetáculo é um projeto da Trinca de Ás, coletivo artístico formado por Rose Abdallah, Diogo Camargos e Ivan Vellame.

Em 2016, a atriz e diretora Rose Abdallah foi apresentada ao texto “Follow me, baby” pelo próprio autor Ivan Jaf. De lá para cá o texto participou de diversos ciclos de leituras. Os dois últimos, no Gabinete de Leitura Guilherme Araújo e na Casona House, foram fundamentais para a definição de elenco e equipe, e também resultaram na formação do coletivo artístico “Trinca de Ás”. Ela faz parte há 24 anos do grupo Os Fodidos Privilegiados, fundado por Abujamra) O último espetáculo foi em 2019, ABUJAMRA PRESENTE Sesc Ipiranga, SP, festival de Curitiba, e teatro Dulcina, RJ

Lionel Fischer escreveu que Rose Abadallah é uma das melhores atrizes da sua geração quando ele foi crítico da Tribuna da imprensa e jurado do Shell. Bárbara Heliodora e Macksen Luiz, sempre a elogiaram em suas críticas..

O caráter popular e ao mesmo tempo altamente crítico e reflexivo foi o que despertou o interesse de Rose, que também atua na peça ao lado de Ivan Vellame e Diogo Camargos, que alternam a personagem Cavalcante. “Com maestria Ivan Jaf vai desnudando a alma das personagens expondo seus quereres, diferenças e

necessidades”, ressalta Rose.

SINOPSE

O espetáculo conta a história de Laura, uma atriz decadente, voltando a trabalhar em uma novela de grande audiência na emissora de TV mais poderosa do país depois de anos afastada das telas. Laura recebe em seu apartamento a visita de Cavalcante, diretor do departamento de merchandising. Ele vem propor a ela a participação em uma campanha publicitária a nível nacional, em que sua personagem terá uma importância fundamental: o produto a ser comercializado é uma mala ultra-moderna, a mala “follow me” que segue o dono através de um aplicativo de celular. A campanha, no entanto, exige que a atriz realize uma ideia inusitada criada pelo próprio dono da emissora que a remete ao seu passado. Então surge um impasse: optar entre a sua dignidade ou a chance de finalmente conseguir estabilidade econômica.

FICHA TÉCNICA:

Texto: IVAN JAF

Direção: ROSE ABDALLAH

Elenco: ROSE ABDALLAH, DIOGO CAMARGOS, IVAN VELLAME .

KATIA SASSEN (Stand In).

Direção Assistente: DIOGO CAMARGOS e IVAN VELLAME

Assistente de Direção: LEO CARVALHO

Direção de Movimento: JOHAYNE HILDEFONSO

Cenário: LORENA LIMA

Figurino: TRINCA DE ÁS

Iluminação: RICARDO METEORO

Direção Musical: PAULO MENDES

Visagismo: DIEGO NARDES E LUCAS SOUZA

Programação Visual: INOVA BRAND

Fotos: NANDO MACHADO

Produção Executiva: JULIANA BÚRIGO e ROSE FIRMINO

Apoios: ANA BEATRIZ FIGUERAS e MARCELA ROSÁRIO

Projeto Executivo: TRINCA DE ÁS

Assessoria de Imprensa: MARIA FERNANDA GURGEL

Operação de Luz RICARDO METEORO

Idealização: ROSE ABADALLAH

Realização: DIGA SIM PRODUÇÕES

SERVIÇO

Temporada: de 15 a 30 de janeiro de 2020.

Quarta e quintas-feiras às 20h.

Local: Casa de Cultura Laura Alvim – Av. Vieira Souto, 176 – Ipanema, Rio de Janeiro – RJ

Preço: R$ 50,00 / 25,00

Duração: 60 minutos

Classificação etária: Não recomendado para menores de 14 anos.