“Ópera Pânica” no Candido Mendes

O Teatro Candido Mendes apresenta de 20 de novembro a 19 de dezembro o espetáculo Ópera Pânica. A peça é uma mordaz comédia do Teatro do Absurdo, escrita pelo dramaturgo chileno Alejandro Jodorowsky. A comédia conta com cinco atores que interpretam diversos personagens que passam por situações extremas, patéticas e absurdamente ridículas, como a professora que, em busca de tentar instruir e entreter os alunos, canta uma ópera para entretê-los, num jogo onde os personagens exprimem os arquétipos otimista x pessimista ou na cena onde um ator com ego inflado que inventa plurais e erra todas as concordâncias verbais e nominais e, mesmo assim, é ovacionado pelos seus fãs. A direção e adaptação é de Judson Feitosa e a produção é da Kezen Produções. 

 

 

“Em Ópera Pânica, Alejandro Jodorowsky nos presenteia com um texto cheio de possibilidades para o jogo cênico, desafiando a direção e o elenco a serem anárquicos como os palhaços, a exercerem uma poderosa liberdade de criação. Desta forma, optamos por desenvolver uma espécie de teatro-circo e localizar a cena no nosso tempo-espaço com seus signos e significados. O resultado é uma “Ópera Pânica” divertida, engajada, inteligente e mordaz”, comenta o diretor do espetáculo, Judson Feitosa.

 

Atores: Bel Machado, Carolina Kezen, Desirée Della Volpe, Ícaro Salek e Raquel Brazil

 

Ficha Técnica:

 

Autor: Alejandro Jodorowsky

Tradução: Davi Giordano

Direção e Adaptação: Judson Feitosa

Assistente de direção: Bel Machado

Produção: Kezen Produções

Assistentes de Produção: Bel Machado, Desirée Della Volpe, Ícaro Salek, Judson Feitosa e Raquel Brazil

Direção de arte: Bel Machado

Designer: Thiago Ristow

Iluminador: Gil Santos

 

Serviço: Ópera Pânica 

Teatro Candido Mendes: Rua Joana Angélica, 63. Ipanema.

De 20 de novembro a 19 de dezembro 

Quartas e quintas-feiras, às 20h

Valor: R$50, a inteira

Duração do espetáculo: 90 minutos

Classificação: 14 anos.

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“No Virtual todos somos felizes” no Cândido Mendes

No Virtual todos somos felizes é uma tragicomédia calçada nos nossos dias atuais onde somos a persona que queremos mostrar ao mundo.

 

Na direção o renomado Anselmo Vasconcellos, que dispensa apresentações por conta de sua trajetória de grande reconhecimento no cinema, teatro e televisão.

 

Evidenciando a tendência mundial de mascarar a vida real, mostrando ao mundo apenas a nossa versão virtual perfeita, o espetáculo apresenta uma tragicomédia em que três mulheres vivem a vida social e a pessoal separadas, nesse mundo globalizado onde você é o que você aparenta.

 

Primeira ALICE com alto padrão de vida, casada, envolvida com causas sociais, espiritualizada.

 

Segunda LAÍS realizada no papel de mulher, esposa amorosa e  mãe dedicada  de  um filho perfeito.

 

Terceira HELOISA empresária, namoradeira, bem sucedida, almejando sempre novas realizações.

Será verdade?

Para quebrar a blindagem moral e social dessas mulheres que precisam expor sua humanidade, temos o enigmático psicólogo que as une e as expõe, e o celular, a verdadeira caixa de pandora dos dias atuais.

 

A partir daí revelações inusitadas vão surgindo, o que faz com que os personagens se desnudem numa surpreendente catarse emocional.

 

Sinopse:

 

Evidenciando a tendência mundial de mascarar a vida real, mostrando ao mundo apenas a nossa versão virtual perfeita, apresentamos uma tragicomédia em que três mulheres vivem a vida social e a pessoal separadas, nesse mundo globalizado onde você é o que você aparenta. Para quebrar a blindagem social dessas mulheres surge um novo personagem, e o celular, a caixa de pandora dos dias atuais.

 

 

Anselmo Vasconcellos

Já participou de mais de cinquenta filmes, entre os quais destaca: Se segura malandro de 1978 e Bar esperança, o último que fecha de 1983, ambos de Hugo Carvana, A república dos assassinos, de 1979 de Miguel Faria Jr e Brasília 18% de 2006 de Nelson Pereira dos Santos, entre outros.

 

Na televisão, participou de telenovelas, minisséries, atuou no humorístico Bronco exibido pela Band e atualmente atua no humorístico Zorra da Rede Globo.

 

Na função de diretor, foram mais de 30 espetáculos, seus últimos trabalhos: Saudade (2017) , 50 tons de loucura(2016) , O tombo (2014).

 

Mônica Guimarães, Atriz e bailarina

 

Bacharel em dança e coreografia pela Faculdade Angel Vianna. Atuou no Cinema no Longa- Metragem, Lelia Diniz e Medéia. Teatro destaca: Bonitinha, mas Ordinária, A Mulher sem Pecado, Karl Valentin. Televisão destaca: Suave Veneno, Por Amor, Hilda Furacão, O Rei do Gado. Trabalhou com Wolf Maia, Camilla Amado, Cécil Thiré, Andre Paes Leme, Walter Lima Jr, Sérgio Britto, Léon Góis e Carlinhos de Jesus.

 

Rô Sant´Anna, atriz , autora e diretora teatral

 

Graduada em teatro, Pós graduada em roteiro e Mestre em Educação. 2 vezes melhor atriz pela federação Carioca de teatro (1996 e 2004). Últimos trabalhos, atuou na novela O outro lado do paraíso.(Rede Globo 2017) e no longa metragem: A promessa ( lançamento em outubro 2019). É autora e diretora do musical infantil Big Bruxas Brasil. (Em cartaz no RJ)

 

Izabella Van Hecke, Atriz e produtora cultural

Atriz do monólogo “Super Moça”, indicada ao prêmio Porchat de humor (2019). Atuou também no teatro nas peças “Os Monólogos da Faxina”, “Pão com Ovo”, “A história de Suassuna e outros contos”, “A mulher sem pecado”, e “Geração Trianon”. No cinema atuou nos filmes “Alemão 2”, “Os Suburbanos”, “Tô Rica 2”. Últimos trabalhos destaca novelas “Rocky Story” e “A força do Querer”, na Tv Globo.


Carlos Neiva, ator, produtor e diretor

 

Pós-graduado pela CAL em direção teatral, licenciado em Teatro e bacharel em Publicidade e Propaganda com MBA em Marketing. Professor de Teatro, produtor cultural e comediante do projetos Noite da Comédia improvisada e Rio e Grande Elenco. Atua em novelas, mini-séries, sitcom, publicidade e cinema.

 

FICHA TÉCNICA

Texto: Rô Sant´Anna

Direção: Anselmo Vasconcellos

Elenco: Carlos Neiva, Izabella Van Hecke, Mônica Guimarães, Rô Sant´Anna

Iluminação e Trilha Sonora: Anselmo Vasconcellos

Fotografia: Carlos Costa

Operação de som e projeção: Dhandara Sant´Anna

Operação de luz: Marcus Saúva

Design Gráfico: Gabriela Cima

Assessoria de Imprensa: Júlio Luz

Figurino: Anderson Ferreira

Realização: Arte Relax Produtora

 

SERVIÇO

Teatro da Cândido Mendes

Rua Joana Angélica, 63 Ipanema

Temporada: de 09 de novembro à 15 de dezembro

Sábado e domigo as 17:00h. R$ 40,00

Classificação: 14 anos

Duração: 1h20 min

Gênero: Comédia Dramática

Capacidade: 100 lugares

“A Mão na Face” no Fluir Botafogo

Todas as quartas feiras de novembro no Espaço Fluir em Botafogo,pode ser vista a peça “A Mão na Face”, de Rafael Martins, com direção de Rô Sant’Anna e estrelado por Jesus Borges e Renata Leite.

“A mão na face” nos obriga a tirar nossas máscaras, e alerta para a existência dos muitos conflitos sociais que por vezes, insistimos em ofuscar. “Quem nunca se viu sem saída brigando com a vida?” – questiona o ator Jesus Borges.

A história fala de duas divas, amigas, rivais, companheiras que se montam e desmontam ao nosso olhar. O público se transforma em muitas Ginas, poucas Maras. Quem há de embrutecer o coração? Esse espetáculo indaga o tempo todo. Quem somos? O que queremos? O que realmente vale a pena? tem uma pegada do Plínio Marcos.

Sinopse:

É um espetáculo lúdico e realista que coloca defronte ao público personagens completamente inteiros. Questionam sobre dignidade, lembranças, deslumbres. Essas personagens estão tirando suas máscaras diante de nós. Mara, a prostituta cansada de si e de seus shows, vem carregada de uma fortaleza no olhar, borrada com uma voz forte e triste e uma gargalhada muda, e Gina, a travesti que nos encaminha pelo olhar, pela postura, e pela movimentação insistente dos lábios, um contra o outro, a procura da cor que manchará sua boca: batom que não pinta, mas sangra.

Entre um show e outro, no camarim, Mara e Gina entram no caos de suas realidades, desejos e frustrações. ‘A mão na face’ pode ser um gesto de carinho, bem como de violência, basta compreender onde nossos sonhos e sapatos apertam.

Ficha técnica:

• Autor: Rafael Martins

• Direção: Rô Sant ́Anna

• Elenco: Jesus Borges e Renata Leite

• Sonoplastia: Jack Santtoro

• Iluminação: Luiz Albuquerque

• Fotografia: Mendes Teixeira | Carlos Costa

• Voz: Tatiana Medeiros

• Locução: Gabriela Pimentel

• Realização: Separar Soluções Inovadoras

• Assessoria de Imprensa: Maria Fernanda Gurgel

Serviço:

Temporada: de 06/11 à 04/12 (quartas-feiras), às 20 h.

Local: Espaço Fluir Botafogo

Endereço: Rua Visconde de Caravelas, 176 – Botafogo

Classificação: 18 anos

ingressos- 50,00 reais inteira e 25,00 meia.

Duração: 60 min.

“Maratona de Nova York” no Glaucio Gill

O Teatro Glaucio Gill apresenta de 6 a 21 de novembro a estreia do espetáculo Maratona de Nova York. A peça é baseada no texto do autor italiano Edoardo Erba que ganha montagem sob direção do ilustre diretor de cinema e televisão, Walter Lima Junior. A  idealização e atuação da peça é de Ricardo Martins e Roger Gobeth.

A peça acontece em um cenário simples – uma caixa preta – por onde os personagens correm durante os 60 minutos. Dois personagens, Steve (Roger Gobeth) e Mario (Ricardo Martins)  são dois atletas por volta dos 30 anos. Durante o tempo da peça, em ato único, os personagens dedicam-se a única ação central: correr. Nesse percurso, de vários andamentos, mas sempre orientado pela ânsia da superação, rememoraram poucos e determinantes momentos que fizeram sentido em suas vidas.

O ato de uma corrida preparatória, porém pontilhada por tão precisas quanto premonitórias recordações, é espaço para perguntas sobre o presente: correr para quê? Superar quem? Que mensagem transmitir na chegada? Percurso cênico, no entanto, que escapa a símbolos fáceis ou metáforas banais e faz do diálogo – tão concreto quanto provido de sarcasmos, idílios e breves embates reflexivos – o lugar por excelência da ação. Se é verdade que os personagens, tomados pelo esgotamento de uma irônica corrida sem sentido, foram perdendo as mais elementares referências de seu caminho aos poucos irão constituindo hipóteses para novos e insuspeitos sentidos ordenadores de outra viagem, realizada, talvez, apenas pela mente de um único e solitário personagem em estado de coma.

Sinopse: O espetáculo ocorre dentro de uma caixa preta por onde os personagens correm durante os 60 minutos. Durante esse tempo, discussões e revelações acontecem através da conversa de Mario (Ricardo Martins) e Steve (Roger Gobeth), dois caras de pensamentos muito diferentes, que treinam para a tal maratona. A corrida, que poderia ser apenas uma conversa aparentemente banal sobre a vida, ao longo da peça começa a revelar a intimidade desses atletas.

FICHA TÉCNICA
De: Edoardo Erba
Adaptação: Beth Rabetti
Direção: Walter Lima Junior
Elenco: Ricardo Martins e Roger Gobeth
Diretor de Movimento: Caroline Monlleo
Direção musical e trilha original: Aramis Buratto
Iluminação: Wagner Pinto
Figurino: Flávio Souza
Identidade Visual: Julia Pires
Direção de Produção: Bruno Mariozz
Produção: Palavra Z Produções Culturais
Idealização: Ricardo Martins

O Teatro Glaucio Gill é um espaço da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa/FUNARJ.

 

Serviço: Maratona de Nova York

Teatro GLAUCIO GILL: Praça Cardeal Arcoverde, s/n – Copacabana.

Telefone: (21) 2332-7904
Temporada: de 06 a 21 de novembro
Quartas e quintas, às 20h
Ingresso: R$ 50,00 – inteira / R$ 25,00 – estudantes, professores da rede pública, sênior acima de 60 anos.
Duração: 65min
Classificação indicativa: 12 anos
Capacidade de público: 100 lugares
Acesso para portadores de necessidades especiais

“1975” no Instituto Cultural Capobianco

Estreia no dia 19 de novembro o monologo 1975, da autora uruguaia Sandra Massera no Instituto Cultural Capobianco protagonizado pela atriz Angela Figueiredo. A peça terá uma direção feita a quatro mãos, por Sandra e Angela, entre o eixo São Paulo-Montevidéu.

 

No espetáculo Angela interpretará Teresa, uma mulher de 60 anos que teve seu irmão desaparecido durante a ditadura militar no Uruguai, quando ela era adolescente. O texto aborda a questão do desaparecimento de pessoas, de perdas de entes queridos e da passagem do tempo que naturalmente a vida nos impõe.

 

É um monólogo docemente amargo. Ao desocupar a casa de seus pais, Teresa encontra as cartas que escreveu para seu irmão e para sua avó durante muitos anos. Sua avó morava em Buenos Aires e é uma das Abuelas de La Plaza de Mayo. A peça reflete sobre a força feminina e a trajetória de uma pessoa comum. A encenação traz três planos: o caderno, o que a personagem diz e as inúmeras cartas soltas pelo cenário.

 

Para a atriz Angela Figueiredo, “o tema é abordado no texto de forma universal e não somente dentro da época da ditadura uruguaia, e sim o sentimento e o vazio deixado pela situação de ter uma pessoa querida desaparecida, sem um fim”.

 

A peça 1975, surgiu a partir o texto Boneco Sem Rosto, escrito por Sandra Massera para a convocatória de 10 anos do TEATRO DE LA IDENTIDAD organizado pelas Abuelas de Plaza de Mayo que aborda o tema dos desaparecidos na ditadura e também pede alusão ao tema “teatro dentro do teatro”.

 

Resultando numa sequência de provocações dramatúrgicas sobre o tema das ditaduras. Boneco Sem Rosto foi selecionado para ingressar o espetáculo Identico com dramaturgia de Maurício Kartun e direção de Daniel Veronese que aconteceu em 2010, em Buenos Aires, Argentina. O impacto que o texto causou ao público na sua estreia inspirou a autora a desenvolver o tema, misturando a uma história real, resultando na obra ficcional 1975. A peça estreou em 2015, em 2017 fez turnê na França e teve uma montagem realizada em Buenos Aires em 2018.

 

O texto 1975, recebeu uma Menção da Convocatória Solo III, e da OBRAS para um personagem do Centro Cultural da Espanha (Montevidéu) e ganhou o Prêmio Florêncio ao Melhor texto de autor Nacional em 2015.

A peça conta com direção de vídeos de Nanda Cipola, que ambienta a história em vários ambientes Teresa passa durante esses anos como a casa na época da sua infância e a praia.

O espetáculo terá trilha sonora cantor e músico Branco Mello dos Titãs, reeditando uma parceria de outros trabalhos no Teatro com a atriz Angela Figueiredo.

FICHA TÉCNICA:

Texto: Sandra Massera

Direção: Sandra Massera e Angela Figueiredo

Elenco: Angela Figueiredo

Direção de vídeos: Nanda Cipola

Assistente de direção: Claudinei Brandão

Produção executiva: Cristiani Zonzini

Cenografia e figurinos: Kléber Montanheiro

Iluminação: Amarílis Irani

Trilha sonora: Branco Mello

Programação Visual: Vicka Suarez

Fotos: Nanda Cipola

Assessoria de Imprensa: Fabio Camara

Realização: Casa 5 Produções

SERVIÇO:

LOCAL: Instituto Cultural Capobianco (Rua Álvaro de Carvalho, 97 – Centro), 40 lugares. Acesso a deficiente.

DATA: 19/11 até 18/12 (Terças e Quartas 20h)

INGRESSOS: R$ 60,00 e R$ 30,00 (meia-entrada)

VENDAS PELA INTERNET: http://www.sympla.com.br

INFORMAÇÕES: 11 3237 1187

DURAÇÃO: 60 minutos

CLASSIFICAÇÃO: 12 anos

EQUIPE:

Angela Figueiredo (atriz e diretora)

 

Estreou no teatro amador em 1974 na peça A Megera Domada, dirigida por Carlos Wilson, no Teatro Tablado (RJ), depois participou do Grupo Construção Teatral de dança Contemporânea (RJ), direção da bailarina Gerry Maretzki, em 1976, e em 1983 estreou na TV na novela em Guerra dos Sexos com a personagem Analú. Seus mais recentes trabalhos como atriz são: Festival de Peças de Um Minuto, do Grupo Parlapatões, nas edições I, II, III e IV, nos anos de 2008, 2010, 2013 e 2018 respectivamente. Participou da novela Saramandaia, da TV Globo, em 2013, do espetáculo de teatro Serpente Verde, Sabor Maçã, direção de Lavínia Pannunzio, em 2011, do espetáculo Diga que Você Já Me Esqueceu, direção Dan Rosseto, em 2016. Participou ainda do projeto Terça em Cena, em 2016 e Quinta em Cena, em 2017 no Teatro Cemitério de Automóveis. Angela fundou a Cia de teatro As Moças com a atriz Fernanda Cunha, em 2010, realizando a trilogia de peças com o tema “mulheres confinadas a margem da sociedade”, com os espetáculos: As Moças – O Último Beijo, direção de André Garolli, em 2014, Noites Sem Fim, direção Marco Antônio Pâmio, em 2016 e em 2018 o espetáculo, Abre a Janela e Deixa Entrar o Ar Puro e o Sol da Manhã, escrita em 1968, pelo autor Antônio Bivar.

 

 

Sandra Massera (autora e diretora)

 

Nasceu em Montevidéu, em 1956, dramaturga, diretora de teatro, atriz e professora. Formada pela escola Municipal de Arte Dramática e pelo Instituto de Professores Artigas. Escreveu diversos textos para teatro e três óperas. Suas obras para teatro têm recebido diversos prêmios, entre eles, Prêmio Florencio da Crítica pelo melhor texto nacional; Prêmio Nacional de Literatura do Ministério da Educação e Cultura; Prêmio Juan Carlos Onetti; Prêmio da Comissão do Fundo Nacioanl de Teatro, Museo Vivo de Titere/MEC, entre outros. É fundadora e diretora do Grupo de Teatro Umbral em Montevidéu desde 1998, grupo independente que tem levado diversos textos aos teatros e em festivais internacionais, como Argentina, Chile, Brasil Estados Unidos, França e Espanha. Sandra lançou, em Montevidéu, no final de 2018 o livro No digas, nada Nena e outros textos para teatro pela editora Estuario, 1975 está dentre os textos selecionados.

“Os Sapos” no Clara Nunes

Sucesso de público e de crítica, em cartaz no Brasil há seis anos, o espetáculo ‘Sapos’ volta ao cartaz, dia 15 de novembro, para temporada de duas semanas no Teatro Clara Nunes, no Shopping da Gávea, com sessões às sextas e sábado, às 21h, e aos domingos, às 20h. Com texto de Renata Mizrahi e direção de Renata e Priscila Vidca, a peça explora as diversas facetas do amor e como as relações podem atingir níveis primitivos quando casais são colocados em situação de confinamento. Esta foi a primeira codireção de Renata e Priscila, parceria que se repetiu nas montagens de ‘Silêncio’, sobre as vidas das jovens judias que se tornaram prostitutas na América, e ‘Vale Night’, sobre as dificuldades enfrentadas pelas mães de bebês. Os Sapos foi indicado a cinco prêmios, e venceu o Prêmio Fita nas categorias Melhor Atriz (Verônica Reis) e Melhor Atriz Coadjuvante (Paula Sandroni).

 

A ideia do espetáculo surgiu depois de uma viagem da autora na qual, isolada numa casa de campo, conheceu dois casais cuja exagerada dependência psicológica e suas fragilidades – como ciúme, ansiedade e excesso de preocupação – se evidenciaram em pouco tempo. A partir desta experiência, a autora criou a história de Paula (Verônica Reis), uma mulher de 40 anos recém- separada, que chega a uma casa na serra achando que vai rever os amigos de infância em um encontro divertido, mas se depara com dois casais em crise. Neste lugar isolado, só passa um ônibus por dia, e, portanto, ela só poderá ir embora no dia seguinte. Assim, acaba obrigada a presenciar e vivenciar as neuroses e histerias dos relacionamentos de Marcelo (Ricardo Gonçalves) e Luciana (Gisela de Castro) e Claudio (Fabricio Polido) e Fabiana (Paula Sandroni).

“O objetivo do espetáculo é provocar uma reflexão sobre a dinâmica de vários relacionamentos. Muitas vezes, nos sujeitamos a situações que tiram a nossa potência, o brilho, a autoestima, mas, mesmo assim, não conseguimos evitá-las. E quantos casais, independentemente do gênero, convivem anos juntos desta maneira?”, reflete a autora Renata Mizrahi.

 

A obra de referência para o texto foi “Deus da Carnificina” de Yasmina Reza, que ilude o espectador com diálogos civilizados, cordiais, tiradas engraçadas que vão se tornando extremamente cruéis e violentas pouco a pouco. Assim como na peça de Reza, os personagens de “Os Sapos” não conseguem sair daquele lugar, quando surgem possibilidades de mudança, eles desistem e voltam para a mesma posição. Na equipe criativa do espetáculo, também estão Nello Marrese e Lorena Lima (cenário), Renato Machado (iluminação), Bruno Perlatto (figurino) e Marcelo Alonso Neves (trilha sonora).

 

Em 2010, a autora Renata Mizrahi adaptou uma parte da peça para um roteiro de curta-metragem que foi dirigido por Clara Linhart. O curta passou em diversos festivais brasileiros, ganhou prêmio de Melhor Filme do Festival Curta Copa em 2011, foi adquirido em 2013 pelo Canal Brasil e, em novembro de 2015, foi apresentado no “1st Women Brazilian Film Festival” em NY.

 

Prêmios

 

“Os Sapos” foi originalmente escrito para teatro em 2009, e teve sua estreia nos palcos em 2013 com grande êxito de público e crítica. Foi indicado a melhor Texto Nacional Inédito no Prêmio Cesgranrio e na FITA 2013. Também foi indicado à Direção Revelação para Renata Mizrahi e Priscila Vidca na FITA 2013 e ganhou o Prêmio de Melhor Atriz para Verônica Reis e Melhor Atriz Coadjuvante para Paula Sandroni, também na FITA 2013. A peça teve um público estimado de 16.800 espectadores ao longo de 15 temporadas no Rio de Janeiro e viagens para outras cidades do país como Salvador (BA), Aracaju (SE), Araxá (MG).

 

Sinopse curta

 

“Os Sapos” é um espetáculo tragicômico sobre a dependência emocional de dois casais.

 

Sinopse longa

Uma mulher de 40 anos, Paula, recém separada, chega numa casa de campo achando que vai rever os amigos de infância e se depara com dois casais em crise. Neste lugar isolado, só passa um ônibus por dia, e portanto, ela só poderá ir embora no dia seguinte. Ela é obrigada a presenciar e vivenciar as neuroses e histerias dos relacionamentos de Marcelo e Luciana e Claudio e Fabiana.

 

 

Ficha técnica

 

Texto: Renata Mizrahi

Direção: Renata Mizrahi e Priscila Vidca

Elenco: Fabricio Polido, Gisela de Castro, Paula Sandroni,

Ricardo Gonçalves e Verônica Reis.

Stand in: Priscila Vidca

Cenário: Nello Marrese e Lorena Lima

Iluminação: Renato Machado

Figurino: Bruno Perlatto

Trilha Sonora: Marcelo Alonso Neves

Fotos: Adil Guedes, Ricardo Brajterman e Clara

Linhart

Operador de Som: Priscila Vidca/ Renata Mizrahi

Operador de Luz: Rodrigo Bispo

Assessoria de Comunicação: Rachel Almeida (Racca Comunicação)

Programação Visual: Leandro Carvalho

Direção de Produção: Sandro Rabello

Realização: Renata Mizrahi e Diga Sim Produções

 

Serviço

Espetáculo “Os Sapos”

Temporada: 15 a 24 de novembro

Teatro Clara Nunes (Shopping da Gávea) – Rua Marques de São Vicente, 52 – 3º andar – Gávea – Rio de Janeiro – RJ.

Telefone: (21) 2274-9696

Dias e horários: Sextas e sábados, às 21h, e domingos, às 20h

Ingressos: R$ 80 e R$ 40 (meia-entrada)

Lotação: 743 pessoas

Duração: 1h20

Classificação: 14 anos

Funcionamento da Bilheteria: Todos os dias, de 14h às 21h.

Aquele que Nasceu” no Sérgio Porto

Pedro Uchoa assina o texto e estreia o monólogo “Aquele que Nasceu”, que volta ao cartaz para uma curta temporada no Centro Cultural Municipal Sérgio Porto, de 8 a 17 de novembro (sexta e sábado, às 20h, e domingo, às 19h). O trabalho desenvolve o conceito do “dramaturgo em cena”, uma síntese sobre a relação do ator como criador das suas próprias palavras. A direção é de Adriano Basegio, que propõe ao espetáculo uma poética calcada na investigação de ações físicas e a exploração da arquitetura do espaço como caminho de linguagem e narrativa.

A cargo do ator está o manuseio do tempo e do espaço, o corpo dele é o princípio de tudo, nele e dele nasce o primeiro e o último sopro que abraça a vida e dela se despede; a respiração, a ideia do bardo, as intersecções de ações e o espectro como fonte para revelar uma imagem distorcida de um mesmo objeto. Diferentes corpos, mesmas ações, diferentes ações, mesmos corpos.

O espectador é convidado a perceber as relações entre uma história e outra, suas semelhanças, diferenças e aquilo que parece que já foi visto, como um déjà vu; para que ator, diretor, dramaturgo e público possam construir juntos uma narrativa que contemple este passeio de impressões e imagens.

“Aquele que Nasceu” sublinha a relação efêmera entre todos nós; eu, você, ela, ele, severinos, romeus, aquele que gira a roleta, aquele que você não sabe o nome, aquele que nunca foi à praia, aquele que estava no lugar errado, aquele que nasceu no corpo errado, aquele que simplesmente nasceu.

Sinopse

Sem julgamentos de credo ou causa, AQUELE QUE NASCEU dá voz a personagens que narram de forma cômica como suas vidas vieram de encontro à morte, como se o óbito trouxesse o privilégio da liberdade de expressão sem condenação.

Ficha Técnica

Texto e Atuação: Pedro Uchoa Direção: Adriano Basegio Luz: Tamara Torres Figurino: Renata Mota Trilha Sonora: João Ribeiro Programação Visual: Daniel de Jesus

Direção de Produção: Renata Campos

Serviço

Espetáculo: AQUELE QUE NASCEU

Datas: de 8 a 17 de novembro

Horário: Sexta e sábados, 20h; domingo, 19h

Local: Centro Cultural Municipal Sérgio Porto

Endereço: Rua Visconde Silva, s/nº, Humaitá

Classificação indicativa: 10 anos

Abertura da bilheteria: 17h

Telefone: (21) 2535-3846 Ingressos: contribuição consciente

Duração: 55 min