“Incêndios” no Teatro Nair Bello

Com direção de Marco Antônio Pâmio, o espetáculo Incêndios estreia no dia 20 de março (sexta, às 21 horas) no Teatro Nair Bello, tendo no elenco atores da Turma M6B, formandos da Escola de Atores Wolf Maya.

A montagem é um estudo sobre a obra do libanês Wajdi Mouawad, radicado no Canadá, com tradução de Angela Leite Lopes. O enredo traz a história de resistência de uma mulher, imigrante árabe, em busca da sobrevivência e do conhecimento, a partir de suas últimas vontades endereçadas aos filhos gêmeos e, agora, órfãos.

O seu testamento, com a estranha exigência para que seu sepultamento não aconteça até que duas cartas sejam entregues, é o ponto de partida da peça sem qualquer limitação de tempo e espaço. Vai de um lugar a outro, de um espaço aberto a outro fechado, de um continente a outro, de uma cultura a outra, em cenas que vão e voltam ao longo de 50 anos e, às vezes, se interpenetram e se misturam. Torna-se também a história de uma jovem mulher que, recém-saída da infância, se afogou em sua vida real, carregando consigo um amor adolescente e uma criança no ventre. E também a história da obstinação de uma mulher por ler, escrever e pensar, a fim de dar sentido às coisas, tornando-se então a história de uma resistência.

O espetáculo Incêndios pode ser descrito como a história de histórias que procuram seus começos; de destinos que buscam suas origens para tentar resolver a equação de sua existência e encontrar, atrás da duna mais sombria, alguma fonte de beleza.

Sobre a peça, o autor escreveu: “Aquele que tenta descobrir sua origem é como um andarilho no meio do deserto, na esperança de encontrar, atrás de cada duna, uma cidade. Mas cada duna esconde outra, e a fuga não tem fim. Contar uma história implica escolher um início. E, para nós, o início talvez seja a morte dessa mulher que há muito tempo decidiu se calar e nunca mais disse nada. Essa mulher se chama Nawal”.

Nascido no Líbano, em 1968, Wajdi Mouawad mudou-se com a família para a França aos oito anos, diante da eclosão da guerra civil no país natal. Em 1983, imigrou definitivamente para Montreal, no Canadá, tornando-se uma das vozes mais potentes da nova dramaturgia franco-canadense. Seus textos, escritos originalmente em francês, transcendem as especificidades da língua e falam para todas as culturas e gerações, estimulando mentes e tocando corações. Trata-se de um autor com um domínio impressionante sobre os recursos dramáticos e épicos e, em Incêndios, ele reconquista a força que a tragédia teve na antiguidade clássica.

Ficha técnicaTexto: Wajdi Mouawad. Tradução: Angela Leite Lopes. Direção: Marco Antônio Pâmio. Direção de Movimento: Marco Aurélio Nunes. Preparação Vocal: Alessandra Krauss Zalaf. Figurino: Bárbara Maciel. Iluminação e operação de luz: Rodrigo Alves (Salsicha). Trilha sonora: Marco Antônio Pâmio, Elder Freitas, Thiago Heijde e Diego Guerrero. Assistência de direção: Dani Rombolli, Elder Freitas, Julia Riguez, Maria Clara Aquino e Philippe Wieser. Participação: Kaue Pereira. Assistência de figurino: Adriana Cabral e Thiago Heijde. Operação de som: Elder Freitas. Operação de vídeo: Julia Riquez. Produção executiva: Maristela Bueno. Produção: Rodrigo Trevisan e Renato Campagnoli. Fotografia: Rombolli Torres Photografia. Coordenação pedagógica: Josemir Kowalick. Coordenação geral: Hudson Glauber.

Elenco (Turma M6B): Ana Julia Barcelos, Ana Koretz, Bruna Witko, Claudia Ruocco, Diego Guerrero, Fabiana Caruso, Fernando Gonçalves, Felipe Braga, Gabriel Baldi, Guilherme Soares, Jô Pereira, Juliana Raimundo, Karla Volpato, Leide Carmo, Lucas Frontini, Thiago Heijde e Thiago Piacentini.

Serviço

Espetáculo: Incêndios

Temporada: 20 a 29 de março de 2020

Horários: sextas e sábados (às 21h) e domingos (às 19h)

Ingressos: R$ 30,00 (vendas na bilheteria do teatro)

Gênero: Drama. Duração: 90 min. Classificação: 12 anos.

Bilheteria: quarta a sábado (15h às 21h) e domingo (15h às 19h).

Teatro Nair Bello

Rua Frei Caneca, 569 – Shopping Frei Caneca, 3º Piso. Consolação – SP/SP.

Tel: (11) 3472-2414. Capacidade: 201 lugares.

Ar condicionado. Acessibilidade.

http://wolfmaya.com.br/| Nas redes: @escolawolfmaya

“Na Boca do Vulcão” no Sesc Avenida Paulista

A partir de uma contínua investigação artística acerca dos variados impactos das atividades humanas na Terra, o diretor Luiz Felipe Reis e a Polifônica Cia. apresentam seu novo espetáculo, “Na boca do vulcão”, que estreia, dia 20 de março, no Sesc Avenida Paulista, onde fica em temporada de quinta a domingo até 19 de abril. Continuação da pesquisa do grupo acerca de temas como o Antropoceno e a violência humana, a peça aborda a degradação de biomas pelas forças do capital, o desequilíbrio climático e seus múltiplos efeitos, a tragédia ambiental brasileira, assim como a poluição comunicacional e o neo-obscurantismo político que desestabilizam o Brasil e o mundo.

A obra reúne textos de Alberto Pucheu, André Sant’Anna, Luiz Felipe Leprevost, Luiz Felipe Reis e Tatiana Nascimento, entre outros livremente inspirados nas obras de J. M. Coetzee, Olga Torkarczuk e Carlos Drummond de Andrade. Organizada pelo diretor, a dramaturgia se realiza através de uma polifonia cênica, em que dispositivos teatrais, audiovisuais e sonoros se articulam para investigar “a crise ambiental, climática e civilizacional que a humanidade produz e enfrenta na era do capital”, diz Reis. O elenco, formado por Julia Lund, Thiago Catarino, Stella Rabello, Ciro Sales e Isio Ghelman, apresenta uma série de quadros cênicos intercalados por instalações sobre o tema.

“Estamos vivendo o momento da História da Terra emque o homo sapiens deixa de ser apenas um mero agentebiológico para se tornar, gradativamente, uma forçageológica primordial, ou seja, o principal responsável pelasmaiores transformações na paisagem e no funcionamentoda Terra”, observa Luiz Felipe Reis. “Nos últimos 50 anos,a humanidade tem alterado, numa velocidade maior doque em qualquer outra era, o equilíbrio termodinâmico,a biodiversidade e o funcionamento de todo o sistema da Terra.Os projetos da Cia. investigam essa violenta colisão entre a humanidade e o mundo,entre uma única espécie e todo um sistema que regula a vida”, acrescenta o diretor que tem outros dois projetos previstos para estrear este ano: “O fim de E.”, adaptação para as obras “O fim de Eddy” e “História da violência”, do francês Édouard Louis, e “2666”, adaptação inédita na América Latina para a obra homônima do chileno Roberto Bolaño.

“Na boca do vulcão” é a nova etapa de uma pesquisa desenvolvida pela Polifônica Cia. desde 2014, intitulada “Dramaturgias do Antropoceno”, que já resultou em uma série de artigos, dramaturgias e espetáculos que investigam as mudanças cada vez mais intensas e aceleradas que a humanidade tem desempenhado na forma e no funcionamento da Terra. Após a criação das peças “Estamos indo embora…” (2015) e “Galáxias” (2018), “Na boca do vulcão” (2020) toca, com maior ênfase, a atual crise ambiental e política brasileira, abordando fatos que resultaram em crimes ambientais e tragédias ecológicas recentes.

O espetáculo também leva à cena a luta em defesa do meio ambiente de povos indígenas e de ícones internacionais como o seringueiro e ambientalista Chico Mendes (1944-1988), assassinado há mais de 30 anos, e o artista visual Frans Krajcberg. A montagem relaciona, através de uma instalação documental, o marco histórico da morte de Chico Mendes com dados que evidenciam o crescimento da violência contra ambientalistas no Brasil, um país que se tornou, a partir de 2002, um dos líderes do ranking mundial de assassinatos cometidos contra defensores do meio ambiente – segundo relatórios da organização britânica Global Witness, o Brasil tem média de 40 assassinatos por ano, a maioria ocorrida na Amazônia.

“Esta situação de violência e vulnerabilidade se agrava no atual momento do país, em que marcos legais que garantem a preservação do meio ambiente vêm sendo desrespeitados por diversas atividades criminosas, como as queimadas ilegais que têm crescido sob o estímulo da impunidade, do desmonte dos instrumentos oficiais de fiscalização e do negacionismo científico que rege a política ambiental do atual governo brasileiro”, acrescenta Luiz Felipe Reis.

Polifonia Cênica

“Na boca do vulcão” leva adiante a pesquisa estética da Cia. acerca do conceito de “Polifonia Cênica”, que busca estabelecer uma relação não hierárquica entre diferentes formas de arte na constituição do fazer teatral. Nesse sentido, o trabalho constrói uma experiência artística imersiva e sensorial, a partir de uma constante transfusão entre dispositivos do fazer teatral com diferentes formas de arte: a literatura, a dança, além de instalações de luz, som e vídeo. O espetáculo tem como objetivo, portanto, articular reflexões filosóficas com provocações sensoriais, a fim de sensibilizar o público para a gravidade das transformações que a humanidade tem desempenhado na Terra, como o desequilíbrio climático global e a sexta extinção em massa de espécies.

Sobre a Polifônica Cia.

 

Fundada em 2014, a Polifônica Cia. desenvolve uma pesquisa estética e temática acerca das noções de “Polifonia Cênica” e de “Dramaturgias do Antropoceno”. Em 2015, a Cia. foi indicada ao Prêmio Shell 2015 na categoria Inovação com o experimento cênico-científico “Estamos indo embora…”, pela “multiplicidade de linguagens artísticas adotadas para abordar a ação do homem nas transformações climáticas”. Em 2016, a Polifônica recebeu indicações e conquistou prêmios pela criação do projeto “Amor em dois atos”, que reuniu em uma mesma encenação duas obras do dramaturgo francês Pascal Rambert, “O começo do a.” e “Encerramento do amor”. Em 2018, a Cia. apresentou o seu novo trabalho, “GALÁXIAS”, que articula textos de Luiz Felipe Reis com fragmentos da obra literária do escritor argentino J. P. Zooey. Em 2020, a Cia. apresenta o seu novo espetáculo, “Na boca do vulcão”, assim como prepara a estreia de duas novas criações: “O fim de E.”, adaptação para as obras “O fim de Eddy” e “História da violência”, do francês Édouard Louis, e “2666”, adaptação inédita na América Latina para a obra homônima do chileno Roberto Bolaño.

Ficha técnica:

 

Direção e dramaturgia: Luiz Felipe Reis

Textos: Alberto Pucheu, André Sant’Anna, Luiz Felipe Leprevost, Luiz Felipe Reis, Tatiana Nascimento e textos livremente inspirados nas obras de J. M. Coetzee, Olga Torkarczuk e Carlos Drummond de Andrade

Atuação: Julia Lund, Thiago Catarino, Stella Rabello, Ciro Sales e Isio Ghelman

Direção de movimento: Amália Lima

Assistente de direção: Luisa Espíndula

Cenário: Antônio Pedro Coutinho (Estúdio Chão)

Figurino: Tatiana Rodrigues

Iluminação: Alessandro Boschini e Julio Parente

Vídeo ao vivo e instalações audiovisuais: Julio Parente

Instalação documental: Clara Cavour

Pesquisa e criação sonora: Luiz Felipe Reis e Pedro Sodré

Produção musical: Pedro Sodré

Colaboração musical: Thiago Vivas

Assessoria de imprensa: Rachel Almeida (Racca Comunicação)

Design gráfico: Clarisse Sá Earp (uma studio)

Administração Financeira: Letícia Napole

Produção Executiva: Renata Campos (Rio de Janeiro) e Périplo Produções (São Paulo)

Direção de Produção: Sérgio Saboya e Silvio Batistela

Produção: Galharufa Produções Culturais

Idealização e coprodução:  Luiz Felipe Reis e Julia Lund (Polifônica Cia.)

 

 

Serviço:

Na boca do vulcão

Temporada: De 20 de março a 19 de abril

Sesc Avenida Paulista – Arte II (13º andar): Av. Paulista, 119 – Bela Vista, São Paulo – SP

Telefone: (11) 3170-0800

Dias e horários: Quinta a sábado, às 21h; domingos, 18h. Sessões extras: dias 11 e 18/04, às 17h.

Ingressos: R$ 30 (inteira); R$ 15 (meia-entrada) e R$ 9 (credencial-plena).

Lotação: 70 pessoas

Duração: 100 minutos

Classificação: 14 anos

Transporte Público: Estação Brigadeiro do Metrô – 350m

Horário de funcionamento da unidade: Terça a sábado, das 10h às 21h30. Domingos e feriados, das 10h às 18h30.

Horário de funcionamento da bilheteria: Terça a sábado, das 10h às 21h30. Domingos e feriados, das 10h às 18h30.

Site: sescsp.org.br/avenidapaulista

“Jacy” no Teatro Firjan SESI Centro

O Teatro Firjan SESI Centro recebe de 23 de março a 28 de abril, segundas e terças, às 19h, “Jacy”, espetáculo do potiguar Grupo Carmin, com Henrique Fontes e Quitéria Kelly no elenco, direção de Henrique Fontes, que também assina o texto junto a Iracema Macedo e Pablo Capistrano, e dramaturgia audiovisual de Pedro Fiuza. A obra foi contemplada com o Prêmio Myriam Muniz em 2012.

Sucesso de público e críticas por todos os 21 estados brasileiros em que foi apresentada, considerado um dos melhores espetáculos de 2015 pelo Jornal O Estado de São Paulo, “Jacy” conta a história real de uma mulher de noventa anos cujos pertences foram encontrados pelo diretor, dentro de uma frasqueira abandonada no lixo, em março de 2010, em uma das principais avenidas de Natal.

Em uma hora de espetáculo, a peça leva o público a acompanhar a vida extraordinária de uma mulher aparentemente comum, que nasceu em um engenho de cana-de-açúcar, atravessou a 2ª Guerra Mundial, a ditadura no Brasil, esteve no centro de um importante conflito da política no Rio Grande do Norte, viveu um amor estrangeiro e terminou seus dias sozinha em Natal.

– Quem assiste “Jacy” tem uma grande surpresa ao se deparar com a história dessa mulher, que quando contada no palco nos faz ver o quanto encantador e apaixonante foi a passagem dela por aqui. O público rí, chora, se emociona de várias formas, conhece um pouco da história do Brasil e aprende mais sobre as raízes do emaranhado político em que o país vem traçando nas últimas décadas. Após as apresentações nos deparamos com comentários do tipo: “pensei muito em minha mãe” ou “nunca pensei na solidão que minha avó pode estar sentindo” ou ainda pessoas que falam do quanto todos nós esquecemos da importância dos “velhos” em nossa sociedade, de como lidar com a solidão na velhice, enfim, sinto que é uma peça que ativa a humanidade do público de forma poética. –, comenta a atriz Quitéria Kelly.

Como é característica do Carmin drama e humor caminham juntos, a busca pelo riso não é gratuita e proporciona abertura para reflexão.

– “Jacy” é fruto de um processo de investigação e experimento que durou 3 anos. Na primeira fase pensávamos montar uma peça de ficção onde eu faria Jacy Homem e Quitéria Jacy Mulher. Isso durou um ano e quem estava produzindo os textos eram Pablo Capistrano aqui no RN e Iracema Macedo do RJ, e eu ia dando a amarra dramatúrgica. No entanto, após nosso primeiro ensaio aberto, percebemos que a potência dos fatos reais era enfraquecida pela ficção que passava ao largo do processo de investigação. Depois que assisti “Mi Vida Despues”, peça da dramaturga e atriz argentina Lola Árias, me deparei com a força da linguagem do teatro documental e isso revirou o processo. A forma, a cronologia dos fatos da investigação e os documentos descobertos no processo passaram a compor a dramaturgia. Pablo e eu passamos a escrever juntos a dramaturgia e pedimos a Iracema que – a exemplo de Jacy que mandava cartas mensais para o irmão no Rio – enviasse cartas como se fossem escritas para mim e Quitéria. Ela produziu uma narrativa epistolar que compõe a dramaturgia em alguns trechos –, comenta o diretor Henrique Fontes.

A princípio ao avistar a frasqueira abandonada o artista se interessou pelo objeto como potencial elemento de cena. Mas, ao chegar na sala de ensaio do Carmin e abrir a frasqueira, Henrique se deparou com vestígios de vida de uma mulher de 90 anos. Na ocasião o Grupo Carmin estava pesquisando temas para um novo espetáculo teatral, assim a frasqueira e seu conteúdo foi apresentado aos demais integrantes do Carmin o que levou o grupo a conduzir uma investigação que duraria 3 anos, até que em 2013 resultou no espetáculo de teatro documental intitulado “Jacy”.

– No primeiro momento tivemos medo de investigar, temendo que as pessoas pudessem querer nos processar (e uma ameaça realmente aconteceu), mas após a decisão de seguirmos com a montagem de forma documental era fundamental que descobrissemos a trajetória de vida de Jacy. O caminho foi completamente empírico e, assim como o encontro da frasqueira, muito fortuito. Começamos a ligar para os taxistas cujos cartões estavam na frasqueira até que um nos atendeu e pedimos que ele nos repetisse o trajeto de rotina que Jacy fazia com ele, aí chegamos a um supermercado e lá um embalador tinha o telefone da mulher que cuidou de Jacy durante seus últimos 20 anos de vida. Quando a encontramos sabíamos que tinhamos uma história. Tudo isso e o que descobrimos a partir da cuidadora de Jacy nós contamos na peça –, diz o diretor.

A dramaturgia audiovisual, termo cunhado pelo Grupo Carmin, vai muito além das projeções pois é a construção de uma narrativa em áudio e imagena que dialoga com a narrativa clássica, escrita, o texto falado. Mais do que projetar imagem é construir uma narrativa que hora dialoga com o texto e hora vai contra, ironiza, amplifica, reduz, criando uma dramaturgia própria.

“Jacy” é uma peça que envolve os espectadores tanto pela temática quanto pela sensibilidade. É uma obra delicada que transita entre História, poesia, humor e política, revelando fatos que muitas vezes ignoramos sobre o abandono dos idosos, a política oligárquica e o crescimento desenfreado das cidades brasileiras. A peça também foi motivo de várias monografias acadêmicas, desde os cursos de História, Teatro até à Medicina (Geriatria e Gerontologia).

– Creio que quando revelamos a trajetória de uma mulher comum e extraordinária que por muito pouco não teve sua vida esquecida, provocamos outros pesquisadores a questionar o que estamos fazendo com a memória dos mais velhos e como estamos cuidando dos nossos idosos –, comenta Quitéria.

Em 2019, com A Invenção do Nordeste, o Grupo Carmin foi vencedor das principais categorias de todas as premiações do Rio de Janeiro.

Ficha técnica

Texto: Henrique Fontes, Iracema Macedo e Pablo Capistrano
Direção: Henrique Fontes
Elenco: Henrique Fontes e Quitéria Kelly (stand-in: Juliana Linhares)
Dramaturgia Audiovisual: Pedro Fiuza
Trilha Sonora: Toni Gregório
Desenho de Luz: Ronaldo Costa
Direção de Arte: Mathieu Duvignaud
Técnicos de Som, Luz e Vídeo: Mateus Cardoso e Robson Medeiros
Assessoria de Imprensa: Ney Motta
Gestão de Redes Sociais: Rafael Teixeira
Designer: Daniel Torres
Realização: Grupo Carmin

Serviço

Teatro Firjan SESI Centro, Avenida Graça Aranha nº 1, Centro, Rio de Janeiro.
Informações: 21 2563-4163 e 2563-4168
Temporada: 23 de março a 28 de abril de 2020, segundas e terças, às 19h.
Ingresso: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia).
Vendas na bilheteria de segunda a sexta das 11h30 às 19h30, sábados, domingos e feriados a partir das 17h ou pelo site https://bileto.sympla.com.br/event/64667/d/83393
Classificação: Não recomendado para menores de 12 anos.
Duração: 60 minutos

“Não Conte a Ninguém” na SP Escola de Teatro

Segredos de pessoas comuns coletados durante uma intervenção urbana são o ponto de partida para a dramaturgia de “Não Conte a Ninguém”, do Coletivo Pulsante. A peça, com direção de Stephane Sousa e texto de Luan Carvalho, estreia no dia 27 de março na SP Escola de Teatro e segue em cartaz até 27 de abril, com sessões às sextas e segundas, às 21h, e aos sábados e domingos, às 19h.

O espetáculo surgiu de um processo colaborativo, no qual os atores, provocados pela diretora, se depararam com os próprios segredos junto aos segredos de anônimos e perceberam que estes podem revelar sintomas de uma sociedade imersa num mal-estar social que parece não ter saída, mas sim presa à uma caminhada inevitável para o fim.

A dramaturgia foi surgindo da intervenção já mencionada, de improvisações na sala de ensaio e de questões como: “Qual a função social desses segredos?” e “Como essas verdades escondidas podem interferir na relação do indivíduo com o mundo?”.

As verdades secretas partilhadas pelas pessoas anônimas trouxeram disparadores sobre as angústias do ser pessoal/social e fizeram com que o grupo seguisse por uma linha existencialista, dando voz aos reais anseios de uma sociedade que oprime e aliena o indivíduo.

Na trama, cinco atores esperam pela chegada de uma figura primordial para o começo do espetáculo. Eles decidem, então, quebrar essa longa espera e começam a passar as cenas. “Enquanto aguardam essa figura opressora, eles passam as cenas, quebram para conversas de camarim e voltam para o ensaio. Esse jogo de on/off segue até o fim do ensaio, quando eles partem efetivamente para a estreia. É como se codificássemos que ali começa a dramaturgia”, revela a diretora Stephane Sousa.

Em um jogo em que o público não sabe direito se o que assiste é ficção ou realidade, os atores ora assumem a própria identidade, ora a de personagens construídos em uma relação dramática. E, a partir dessas quebras narrativas, questões sociais como ansiedade, moralismo, abuso de poder, dependência química, transtornos alimentares e depressão são trazidas à tona.

As personagens superam os aspectos psicológicos do indivíduo, compreendendo assim, o indivíduo como sujeito social. Os segredos e questionamentos não são apenas desabafos sensacionalistas de possíveis histórias da vida real, mas sintomas de uma sociedade imersa num mal-estar social que parece não ter saída.

“Estamos nos apoiando em um processo surrealista. A dramaturgia esbarra um pouco no Teatro do Absurdo, que é uma grande influência. Passamos por Luigi Pirandello em ‘Seis Personagens à Procura de um Autor’ e pelo Samuel Beckett em ‘Esperando Godot’, além do drama existencialista ‘Entre Quatro Paredes’, de Sartre. É uma montagem de teatro contemporâneo, que flerta com o sonho e a realidade para discutir questões universais”, acrescenta a diretora.

A encenação defende a ressignificação do corpo do ator na cena, explorando sua subjetividade, usando-o ora como corpo depoimento (agente depoimental da narrativa), outrora como corpo dramático (agente construído do discurso) e ainda enquanto corpo composto (agente componente do coro). A linguagem performativa reaparece nas quebras épicas, nas coreografias e nas composições de imagem que atravessarão o espetáculo.

FICHA TÉCNICA
Texto: Luan Carvalho
Direção: Stephane Sousa
Assistência de Direção: Vitor Lins
Elenco: Carolina Romano, Herbert Brito, Jessyka Ribeiro, Natalia Correa, Tati Miiller, Victor Barros e Vitor Lins
Trilha Sonora Original: André Lu
Iluminação: Tati Miiller
Concepção de Cenografia: Stephane Sousa
Concepção de Figurino: Coletivo Pulsante
Produção: Coletivo Pulsante
Assessoria de imprensa: Agência Fática
Mídias Sociais: Carolina Romano e Vitor Lins
Instagram: @coletivopulsante

SINOPSE

Em um jogo no qual não se sabe ao certo o que é sonho ou realidade, ficção ou não ficção, cinco atuantes apresentam personagens criadas a partir de segredos reais. Em um ambiente desconexo, os indivíduos refletem sobre questões que os levam à incompreensão da própria existência.

SERVIÇO
NÃO CONTE A NINGUÉM, do Coletivo Pulsante

SP Escola de Teatro – Sala Alberto Guzik – Praça Roosevelt, 210, Consolação

Temporada: 27 de março a 27 de abril

Às sextas e segundas, às 21h, e aos sábados e domingos, às 19h

Ingressos: R$20 (inteira) e R$10 (meia-entrada)

Venda online: https://www.sympla.com.br/nao-conte-a-ninguem__814791

Duração: 75 minutos

Classificação: 16 anos

Capacidade: 60 lugares

 

Divaldo Franco e Joanna de Ângelis – Uma missão de amor

Um encontro emocionante de fé, amor e caridade entre o médium Divaldo Franco, um dos mais importantes divulgadores da Doutrina Espírita, e sua mentora espiritual, Joanna de Ângelis, será levado ao palco. No dia 4 de março estreia o espetáculo “Divaldo Franco e Joanna de Ângelis – Uma missão de amor”, no Teatro Vannucci, no Shopping da Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro. O texto de Cyrano Rosalém trata de um dos inúmeros encontros que originaram ricas obras psicografadas. Mas, nesta peça, em especial, trata do livro “Dias gloriosos”. Em cena, Érica Colares e Rogério Fabiano interpretam os personagens-título, e, com muita responsabilidade, aceitam o desafio de transmitir a mensagem de amor ao público. A peça ficará em cartaz todas as quartas-feiras, às 20h30, até o dia 25 de março. A classificação é livre.

“Divaldo Franco e Joanna de Ângelis – Uma missão de amor” não é uma biografia, o que nada interfere na compreensão dos espectadores que não conhecem a trajetória do baiano Divaldo Pereira Franco, professor, médium, filantropo, orador espírita brasileiro e tido como o maior divulgador da Doutrina Espírita na atualidade. O espetáculo, que começa em 5 de dezembro de 1945, foca em suas caridades e obras.

Surge no palco um perfeito casamento de filosofia, religião, ciência e ética. “Joanna é uma sumidade em ciência! Como espírito evoluído e estudioso, ela é enormemente atualizada com o progresso científico moderno. Sabemos que nossa sabedoria nos é transmitida por seres que aqui reencarnam para nossa evolução e nosso progresso. Ela decidiu fazê-lo através de um médium, Divaldo, exigindo que ele estudasse tanto quanto ela para poder expor suas ideias. Tento levar o melhor desse diálogo para o público”, conta o autor Cyrano Rosalém, que também assina a direção.

A emoção estará muito presente em cena, assim como o humor. Leve e informativa, a montagem tem tudo a ver com os avanços tecnológicos e científicos que vivemos hoje, mas faz alertas: “Joanna deixa claro que a ciência deve evoluir sempre para o nosso bem. Mas não dar o passo maior que a perna. Ela afirma que devemos, por exemplo, avançar cada vez mais na genética, mas sem brincar de tentarmos ser Deus. Primeiro a cura, depois a maneira de evitar a doença”, frisa Rosalém.

 

Sobre os atores

Com 40 anos de carreira e já tendo vivido, no teatro, Allan Kardec e Chico Xavier, Rogério Fabiano é quem interpreta Divaldo Franco.  “Divaldo é um homem de muita caridade. Fez muitas coisas boas. Tão famoso em Salvador, com a Mansão do Caminho (complexo que atende crianças e jovens carentes) e fez a Casa de Jesus. Iniciou o estudo do Espiritismo pequenininho e, através da relação com Joanna, escreveu muitos livros psicografados”, diz ele, que está gostando da nova experiência.

“No palco, eu e Érica fazemos um bate-bola. São encontros de trabalho com Divaldo e Joanna. Psicografando, e, principalmente, em cima do livro ‘Dias gloriosos’. Está sendo uma experiência muito legal nos ensaios, vamos falar com a plateia em cena. Mas o mais importante da peça é a mensagem. Falamos de caridade, força, fé e da estrutura espiritual. ‘Fora da caridade não há salvação’ é sempre o bordão de tudo em nossa vida mesmo. ”

A missão de viver Joanna de Ângelis ficou para Érica Collares, que, pela segunda vez, dá vida à entidade ou espírito – a primeira foi em “O encontro espiritual de Léon Dennis & Joanna de Ângelis”. Nessa nova produção, Joanna é o guia espiritual do médium, a quem é atribuída a autoria de maior parte das obras psicografadas dele. “Viver Joanna de Angelis é sempre um desafio. Neste espetáculo, ela já está bem mais evoluída. Ela já se transformou em um espírito de Luz.  Estamos contando a história do momento em que ela começa a se relacionar com o Divaldo Franco”, explica Érica, que tem muito carinho por Joanna.

“Não existe nada mais emocionante que interpretar um espírito que une o amor e a sabedoria. Afinal, essa é a essência da evolução espiritual. Eu saio transformada depois das apresentações”, enfatiza a atriz, que já interpretou Amélie Gabrielle Boudet, esposa de Kardec, no teatro.

Atribuem-se a Joanna as personalidades históricas Santa Clara de Assis, seguidora de São Francisco de Assis e fundadora da Ordem das Clarissas; Juana Inés de La Cruz, pseudônimo religioso da poetisa mexicana Juana de Asbaje; e Joanna Angélica de Jesus, também sóror e depois abadessa, e que protagonizou o drama na Independência da Bahia.

 

Sobre a produção

A Arantes e Amar Produções esperam repetir o mesmo êxito e a vida longa de “Allan Kardec – Um olhar para a eternidade”, que segue em turnê pelo Brasil há anos, paralelamente às peças “O encontro espiritual de Léon Dennis & Joanna de Ângelis”, “Chico Xavier”, “O Livro dos Espíritos” e “Fora da caridade não há salvação”.  A produção é de Érica Collares e Rogério Fabiano.

 

Serviço:

Divaldo Franco e Joanna de Ângelis – Uma missão de amor

Estreia 4 de março

Texto e direção: Cyrano Rosalém. Elenco: Érica Collares e Rogério Fabiano. Sinopse: Um encontro emocionante de fé, amor e caridade entre o médium Divaldo Franco, um dos mais importantes divulgadores da Doutrina Espírita, e sua mentora espiritual, Joanna de Ângelis.

Toda quarta, às 20h30.

Ingresso: R$ 70.

Duração: 60 minutos.

Classificação: livre.

Temporada de 4 de março a 25 de março.

Teatro Vannucci – Rua Marquês de São Vicente 52, Shopping da Gávea – 2274-7246.

“Lupita” no Oi Futuro

O Oi Futuro apresenta a estreia do infantojuvenil Lupita, que ficará em cartaz de  29 de fevereiro a 12 de abril, com sessões aos sábados e domingos, sempre às 16h. Com dramaturgia e direção de Flávia Lopes, o espetáculo de formas animadas se utiliza de máscaras, bonecos, objetos manipulados, projeções e luz negra, interagindo com as linguagens do teatro, da palhaçaria, da música e da poesia para falar do tema mais misterioso da vida: a morte.

 “Lupita é uma história sobre o amor. A minha motivação nasceu do meu olhar sobre a própria vida, das perdas que vi e vivi. Da dificuldade em ver adultos lidando com situações de dores e perdas com suas crianças. Como artista e professora de teatro, é importante poder criar um espetáculo teatral que me atravesse e possa exercer em cena um tema tão delicado. ‘A vida tem dessas coisas’ e é sobre essas coisas que precisamos falar”, afirma Flávia Lopes.

Em um México imaginário, a menina Lupita, de 10 anos, faz parte de uma família muito parecida com tantas outras famílias. Ela vive com a sua mãe e seu avô, que também é o seu melhor amigo. Lupita adora ouvir as histórias dele, principalmente de quando ele era bem pequeno do tamanho de um botão que cabe na palma da mão. Com seu avô, ela aprendeu a ouvir e a contar histórias. Aprendeu também que tudo é música, até o silêncio, e que nada é impossível para quem tem imaginação. A sua jornada começa com a tradicional festa do Dia Dos Mortos, que acontece todos os anos no Vilarejo de San Miguel del Corazón, mas que aquele ano seria diferente e mais especial por ser o primeiro ano da partida de seu avô. A encenação é uma viagem pela memória de Lupita, onde o público torna-se cúmplice de suas lembranças entre presente e passado.

Antes de virar passarinho, o avô de Lupita a presenteia com um livro em branco para que ela escreva suas próprias histórias a partir de sua memória e imaginação. Dito e feito, a menina desenha uma mirabolante rota de fuga para escapar com seu avô, evitando, desta forma, que a Dona Muerte dance com ele durante os festejos do Dia dos Mortos.

Não foi possível evitar o inevitável, mas para aceitar o desejo de seu avô de seguir o curso da vida, foram necessárias muitas folhas para que a pequena heroína descobrisse que o amor nunca morre e que ela e seu avô estarão unidos para sempre nas memórias e nas histórias que viveram juntos.

“Tivemos como inspiração o programa do Chaves\Chapolin, as novelas mexicanas, os contos e lendas indígenas mexicanos, as músicas e as obras de artistas como Frida Kahlo e do artesão Pedro Liñares Lópes, que criou os folclóricos alebrijes. Além disso, nos consultamos com a pedagoga Alessandra Gracio, professora de educação infantil no México, e também conversamos com famílias mexicanas”, destaca Flávia, que também assina a criação das máscaras ao lado de Marise Nogueira e Maria Adélia.

O espetáculo é realizado por meio do patrocínio do Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, Lei estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro e da Oi, com apoio cultural do Oi Futuro.

SINOPSE

Para evitar que a Dona Muerte dance com o seu avô durante a tradicional festa do Dia dos Mortos, Lupita, uma agitada menina de 10 anos, imagina uma mirabolante rota de fuga para escapar com ele, que é seu avô e melhor amigo, para bem longe do vilarejo de San Miguel del Corazón. Inspirada na cultura e nas cores mexicanas, a montagem de formas animadas se utiliza de máscaras, bonecos, objetos manipulados, projeções e luz negra, interagindo com as linguagens do teatro, da palhaçaria, da música e da poesia para falar do tema mais misterioso da vida: a morte.

Sobre Flávia Lopes (Diretora)

 A atriz e diretora fundou e integrou as cias, Os Sanzussô – Povo de Teatro, a Cia. Dos Bondrés e o Atelier Gravulo e exerce suas pesquisas na linguagem de Teatro de Formas Animadas, Palhaçaria, Bufonaria e Comicidade. Durante sua carreira trilhou um importante caminho no teatro infantojuvenil com alguns trabalhos de destaque na cena teatral, entre eles: “Leonardo – O Pequeno Gênio Da Vinci”, onde está também como atriz (Prêmio Zilka Sallaberry 2011 de Melhor Espetáculo, Melhor Texto, Melhor Direção e Melhor Ator e indicações para Melhor Figurino e Cenário), “OIKOS” da Cia. dos Bondrés, indicado pelos Prêmios Zilka Sallaberry de Melhor texto, Melhor Espetáculo, Melhor Figurino e Cenário, Melhor iluminação, Melhor Ator e CBTIJ (Pela Pesquisa e linguagem com as máscaras e Melhor Coletivo de Atores e Atrizes) onde atua como atriz e é colaboradora dramatúrgica junto à Cia, assinou a direção de “Um Sonho Para Méliès”, com patrocínio da Oi a peça concorreu com 5 Indicações pelo Prêmio CBTIJ de Teatro e 2 Indicações pelo Prêmio Botequim Cultural, e “A História das Histórias” que em 2017 foi contemplado pelo edital ‘Plateias Hospitalares‘ do Doutores da Alegria e estreou com grande sucesso de público no SESC Tijuca.

 Sobre o Oi Futuro

 O Oi Futuro, instituto de inovação e criatividade da Oi, atua como um laboratório para cocriação de projetos transformadores nas áreas de Educação, Cultura e Inovação Social. Por meio de iniciativas e parcerias em todo o Brasil, estimulamos o potencial dos indivíduos e das redes para a construção de um presente com mais inclusão e diversidade.

Na Cultura, o instituto mantém o Centro Cultural Oi Futuro, com uma programação que valoriza a produção de vanguarda e a convergência entre arte contemporânea e tecnologia e também abriga o Museu das Telecomunicações, pioneiro no uso da interatividade no Brasil e com um acervo de mais de 130 mil itens que contam a história do setor no país. O Oi Futuro gerencia há 16 anos o Programa Oi de Patrocínios Culturais Incentivados, que seleciona projetos em todas as regiões do país por meio de edital público. Desde 2003, foram mais de 2.500 projetos culturais apoiados pelo Oi Futuro, que beneficiaram milhões de espectadores. O instituto também criou e mantém o LabSonica, laboratório de experimentação sonora e musical, abrigado no Lab Oi Futuro, no Rio de Janeiro, e o Oi Kabum! Lab, que promove a formação de jovens de periferia no campo da arte e tecnologia e a curadoria de projetos de intervenção artística urbana.

Numa confluência entre as áreas de Cultura e Inovação Social, nasceu o Lab Oi Futuro, espaço de criação, experimentação e colaboração idealizado para impulsionar criadores de diversas áreas e startups de impacto social de todo o Brasil, selecionados por editais públicos. Com mais de 500m², o laboratório abriga o LabSonica e o Labora e oferece estrutura física e suporte técnico necessários para que seus participantes viabilizem seus projetos em um ambiente que estimula a produção colaborativa, a formação de redes e a inovação.

 Ficha Técnica

Dramaturgia e Direção: Flávia Lopes

Direção Musical: Karina Neves e Jonas Hocherman

Assistente de direção: Tatiane Santoro

Atuação\personagem:

Aline Marosa – Roselia e Mariachi Don Carmelo

Caio Passos – Angelina e Mariachi Murilo

Gabrielly Vianna – Rosita e Mariachi Bolaños

Marcio Nascimento – Avô

Maria Adélia – mãe a Catrina

Marise Nogueira – Lupita

Cenografia e figurinos: Carlos Alberto Nunes

Cenógrafa e figurinista assistente: Arlete Rua

Estagiária de figurino e adereços: Duda Costa

Estagiária de cenografia e adereços: Letty Lessa

Costureiras: Carla Costa e Meraki Ateliê

Cenotécnico: Marcos Souza

Estrutura de bonecos: Márcio Newlands

Finalização de bonecos: Maria Adélia e Luciana Maia

Alebrijes, Lupitinha e Pássaros: Maria Adélia e Luciana Maia

Máscaras: Flávia Lopes, Maria Adélia e Marise Nogueira

Iluminação: Ana Luzia Molinari de Simoni

Iluminador assistente: João Gioia

Montagem: Juca Baracho e João Gioia

Videografismo: Guilherme Fernandes

Preparação vocal: Verônica Machado

Assistente de preparação vocal: Tamara Innocente

Oficina de canto: Taiana Machado e Roberta Jardim

Perucas: Mona Magalhães

Músicos de estúdio:

Renata Neves – violino e viola

Pedro Franco – violão e Bandolim

Aquiles Moraes – trompete

Gravação e sonoplastia: Yuri Villar

Operação de som: Paulo Mendes

Operação de luz: João Gioia

Operação de vídeo: Guilherme Fernandes

Designer gráfico: Guilherme Fernandes

Assessoria de imprensa: Lyvia Rodrigues | Aquela Que divulga

Mídias Sociais: Guilherme Fernandes

Fotógrafo: Rodrigo Menezes

Coordenação Administrativa Financeira: Estufa de Ideias

Assistente de produção: Luciano Lima

Produção executiva: Fernando Queiroz

Direção de Produção: Bárbara Galvão, Carolina Bellardi e Fernanda Pascoal | Pagu Produções Culturais      

Serviço

 

Temporada: 29 de fevereiro a 12 de abril

Local: Centro Cultural Oi Futuro

Dia| Hora: Sábado e Domingo às 16h

Endereço: Rua Dois de Dezembro, 63 – Flamengo

Valor:  R$ 30,00 (inteira) | R$15,00 (meia)

Classificação: Livre

Telefone: 3131-3060

Duração: 60 minutos

Lotação do teatro: 63 pessoas

“455 Macbeth” no Castelinho do Flamengo

Com estreia no dia 13/01 às 19hs, “455 Macbeth” apresenta uma dramaturgia condensada de “Macbeth”. A trama principal da tragédia é narrada através de cenas escolhidas, e encenada com direção de Adriana Maia, que cria, juntamente com elenco de 14 atores e atrizes, uma performance itinerante pelos cômodos do Castelinho do Flamengo. A performance inicia-se na área externa, onde um fictício grupo teatral – “os melhores atores do mundo” – reúne-se para contar a tenebrosa história do Rei Macbeth. Após o prólogo, os espectadores são convidados a entrar no Castelo, cenário do restante da peça. 

A ideia de encenar “Macbeth” surgiu em 2019, ano comemorativo dos 455 anos do nascimento de Will Shakespeare. Pensando na data, o Grupo Shakespeare, coletivo de artistas cariocas, que se reúne regularmente para estudar e pesquisar as obras deste autor, preparou uma performance cênica – “455 Macbeth”, que foi apresentada em duas sessões para convidados na Casa Baukurs.  A peça itinerante, que o público irá assistir a partir e 13 de janeiro, é a continuidade deste trabalho , agora “455 Macbeth” encontra seu espaço ideal, o Castelinho do Flamengo.

A diretora Adriana Maia comenta sobre este, que é considerado um dos melhores textos de William Shakespeare: “Macbeth é uma peça que aborda as dimensões do mal espiritual; é uma visão sombria do encontro de um homem com os poderes soturnos que existem dentro e fora de si mesmo. Macbeth tem que se confrontar com a tentação de cometer um crime que ele sabe que é monstruoso, sabe que a ideia ultrapassa todos os limites da ética e da moralidade humanas, mas ainda assim prossegue dando asas ao seu plano macabro. Está sempre consciente de todos os seus atos, possui livre arbítrio, aceita a responsabilidade pessoal por suas escolhas, desvelando diante do espectador uma angustiante narrativa sobre a falha humana.”

Sobre Macbeth

Macbeth é uma tragédia sobre um regicídio e suas consequências. É a tragédia shakespeariana mais curta, e acredita-se que tenha sido escrita entre 1603 e 1607. O primeiro relato de uma performance da peça é de abril de 1611, quando Simon Forman registrou tê-la visto no Globe Theatre, em Londres. A obra foi publicada pela primeira vez no Folio, de 1623, possivelmente a partir de uma transcrição de alguma performance específica. As principais fontes de Shakespeare para a tragédia são os relatos dos reis Duff e Duncan nas “Crônicas da Inglaterra, Escócia e Irlanda” de 1587, uma história das Ilhas Britânicas familiar a Shakespeare e seus contemporâneos, e pelos escritos do filósofo escocês Hector Boece. Muitos acreditam que a peça é “amaldiçoada”, e nem mesmo mencionam seu nome em voz alta, referindo-se a ela como “The Scottish play” (“A peça escocesa”).

Sinopse – Macbeth um general do rei Duncan da Escócia, ao retornar vitorioso de uma batalha encontra no caminho três bruxas que profetizam que em breve ele se tornará rei da Escócia. A profecia desencadeia uma série de acontecimentos criminosos gerados pela ambição desenfreada e pelo abandono dos mais elementares princípios éticos e morais, tendo como consequência inevitável um desenlace trágico e sanguinolento.

Ficha Técnica

Texto- William Shakespeare

Dramaturgia e textos adicionais- Xando Graça

Direção -Adriana Maia

Direção Musical -Quito Pedrosa

Direção de Movimento -Sueli Guerra

Iluminação -Anderson Ratto

Cenografia e Figurinos -Grupo Shakespeare

Elenco -Ana Luisa Marques, Caroline Bezerra, Clarissa Waldeck, Dadá Maia, Francisco Taunay, Gabriel Flores, Gilberto Góes, João Antonio Santucci, Luis Fernando Medeiros, Luiza Narcizo, Marcela Lopes, Pamela Alves, Paula Louzeiro, Stefania Corteletti, Xando Graça.

 

Serviço

455 Macbeth

Local: Castelinho do Flamengo (Centro Cultural Municipal Oduvaldo Vianna Filho)

Endereço: Praia do Flamengo, 158 – Flamengo

Telefones: (21) 2205.0655 / (21) 2205.0276

Temporada: dia 2 de março a  31 de março 2f e 3f às 19h

Duração: 90minutos

Classificação indicativa: 14 anos

Ingressos: R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia)

Ingressos à venda no local, nos dias das sessões, a partir das 18hs.

Aceita dinheiro e cartão de débito.

Vendas online www.sympla.com.br

 

Sobre a diretora

ADRIANA MAIA Atriz, diretora e professora, além de Doutora em Teatro pelo PPGAC da UNIRIO / RJ, é professora da Faculdade da Cal de Teatro desde 2012. Foi integrante do grupo Além da Lua, onde realizou “Curiosa Idade” (1982), “Jardins da Infância” (1983/84) – Prêmio Molière de Incentivo ao Teatro Infantil e “Cabaré Infantil” (1985). Em 1986, foi indicada para o Prêmio Mambembe de melhor atriz por “A Gata Borralheira” de Maria Clara Machado direção de Carlos Wilson. Seu primeiro trabalho como diretora foi “Infância” texto inédito de Thornton Wilder que lhe rendeu o Prêmio Mambembe de melhor espetáculo do Ano (1988). Participou como atriz de todas as montagens shakespearianas do Núcleo de Teatro a Céu Aberto (“As alegres mulheres de Windsor”; “Os dois cavalheiros de Verona” e “A tragédia de Otelo”) um dos projetos desenvolvidos pelo Centro de Demolição e Construção do Espetáculo de Aderbal Freire-Filho entre 1991 e 1994 . Trabalhou com Amir Haddad (“Mambembe canta Mambembe” de Artur Azevedo / 2004), Camila Amado (“Sapatinhos vermelhos” de Caio Fernando Abreu / 2006) e João Fonseca (“Não sobre rouxinóis” de Tennesse Williams/ 2012) Em 2006, funda o grupo Teatro das Possibilidades e realiza espetáculos onde desenvolve uma pesquisa sobre a teatralização de textos literários narrativos, sem adaptação de gênero, dentre as montagens realizadas está o livro de Lígia Bojunga “Fazendo Ana Paz” (2006); “A pequena loja de mistérios” (2011) contos da revista Ellery Queen e “Era uma vez… Cartas em cena” (2010/11) da novela epistolar “Caixinha de madeira” de Índigo. Em 2015, dirigiu o espetáculo “Paparazzi” texto de Matéi Visniec que estreou e cumpriu temporada no Centro Cultural Banco do Brasil/RJ. Ainda nesse ano dirigiu e adaptou “Hamlet ou morte!” fruto de uma pesquisa sobre cômico na obra shakespeariana com o grupo Os Trágicos. E em 2016 encenou com o mesmo grupo “Faz de conta que é tempestade” também a partir do texto shakespeariano, “A tempestade”. Com o grupo Os Trágicos, é convidada para representar a Faculdade da Cal no Festival Internacional BRICS de Escolas de Teatro sediado em Moscou em 2017 onde apresenta sua versão de “Romeu e Julieta”, e em 2018 “Arlequim, servidor de dois amos” sob a ótica do teatro popular brasileiro. Em 2018 atuou e dirigiu o espetáculo “Uma ciranda para mulheres rebeldes” sobre revolucionárias russas envolvidas com o movimento de 1917 concebido pelo coletivo As dramáticas. Agora em 2019 dirigiu o espetáculo “O espectador condenado à morte” texto de Matéi Visniec que cumpriu temporada no Teatro Maria Clara Machado e “Cabaret Autofágico” que estreou e permaneceu em cartaz no Teatro Poeira durante os meses de novembro e dezembro