“Pangeia” no Oi Futuro

O Oi Futuro apresenta a estreia nacional do espetáculo infantojuvenil Pangeia, que ficará em cartaz de 26 de janeiro a 24 de março, com sessões aos sábados e domingos sempre às 16h. A peça, que originalmente foi montada em Portugal, ganha sua versão brasileira com os atores João Velho e Priscila Maia nos papéis de dois pesquisadores que investigam objetos icônicos presentes em vários contos dos Irmãos Grimm. Nessa investigação, ganham voz – literalmente – o sapato da Cinderela, o espelho da Branca de Neve, o chapéu da Chapeuzinho Vermelho, as migalhas de João e Maria, entre outros. A criação e a instalação visual são assinadas pelo dramaturgo e diretor português Tiago Cadete.

PANGEIA é uma viagem sonora e visual pelo universo dos irmãos Grimm na qual o palco se transforma num museu imaginário de objetos curiosos que remetem ao universo dos contos fantásticos, como a floresta cheia de armadilhas, a magia negra da bola de cristal ou os feitiços da bruxa má. Na primeira fase do espetáculo, as crianças estão sentadas na plateia, onde os investigadores-arqueólogos lhes apresentam um mistério que precisa ser resolvido em uma espécie de caça ao tesouro. Numa segunda fase, o grupo sobe para o palco e, com a ajuda de fones de ouvido e mp3 que contém várias pistas sonoras, vai sendo revelada a história dos irmãos Grimm sob o ponto de vista do objeto representativo de cada conto.

“Para este projeto foram lidos os 200 contos dos irmãos Grimm e, posteriormente, foi criada uma base de dados que reúne características comuns aos vários contos, tais como personagens, locais, objetos representativos dos contos, número de páginas, finais felizes, etc. Com esta base de dados foi criado um discurso paralelo às histórias que de outra forma seria impossível. É com esta análise metodológica que o espetáculo Pangeia se constrói”, afirma Tiago, acrescentando que a montagem reúne várias linguagens como o teatro, a dança e as artes visuais, recuperando assim a ideia dos Gabinetes de Curiosidades criados no século XVI, considerados os precursores dos museus de arte.

Entre os artistas convidados para dar voz aos objetos estão Enrique Diaz, José Loreto, Mateus Solano, Cissa Guimarães, Vera Holtz.  

O espetáculo é realizado por meio do patrocínio do Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro e da Oi, com apoio cultural do Oi Futuro.

Serviço

Pangeia

Temporada: 26 de janeiro a 24 de março de 2018 (sábados e domingos às 16h)

Local: Oi Futuro – Rua Dois de Dezembro, 63 – Flamengo

Telefone: (21) 3131-3050

Capacidade: 63 lugares

Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$10 (meia)

Duração: 45 minutos

Classificação indicativa: 08 anos

FICHA TÉCNICA:

Criação e Instalação visual/sonora – Tiago Cadete

Pesquisa de projeto – Tiago Cadete, Jonas Lopes, Leonor Cabral e Bernardo Almeida

Interpretação – João Velho e Priscila Maia

Voz off: Alessandra Colasanti, Cesar Augusto, Cissa Guimarães, Dani Lima, Denise Stutz, Enrique Díaz, Fabiano de Freitas, Felipe Rocha, Isabél Zuaa, Jefferson Schroeder,  José Loreto, Luciana Fróes, Mateus Solano, Nanda Felix, Paulo César Pereio, Pedro Henrique Müller, Pedroca Monteiro, Poliana Paiva, Raphael Logam, Renato Linhares, Stella Rabello, Vera Holtz

Figurinos – Carlota Lagido

Produção de figurino e objetos – Carla Ferraz

Assistência produção de objetos – Marcio Newlands

Coordenação de Produção – Julia Baker

Produtor – Gustavo Canella

Assistente de produção – Juliana Pontigo

Programador Visual – Marcello Talone

Assistente de comunicação – Larissa Vaz

Assessoria de imprensa – Lyvia Rodrigues\ Aquela Que Divulga

Fotografo – Elisa Mendes

Filmagem e teaser – Luis Guilherme Guerreiro

Operador de som – Thiago Kropf

Operador de luz – Giulia Del-Penho

Coordenação financeira e administrativa: Renata Pimenta

Formação de público – Juliana Pereira

Realização: Bomba Criativa Produções

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“Sorte ou Revés” na Lapa

Desde a sua criação em 2010, o grupo Peneira vem experimentando trabalhos com teatro, performance, poesia e cinema, tendo como fio condutor o imaginário popular dos moradores do Rio de Janeiro. Foi diante desses estímulos que os diretores Priscila Bittencourt, Alex Teixeira e Luiz Fernando Pinto criaram o método Fabulações do Território, que conecta essas linguagens com referências etnográficas, do Cinema Verdade, Teatro do Oprimido, Teatro de Vizinhos e Teatro Documentário, onde moradores e artistas ficcionam a partir das memórias e do cotidiano de determinada comunidade.

Para inaugurar o método, o grupo elegeu a Rua Joaquim Silva – localizada entre os Arcos da Lapa e a extinta Praia Areias de Espanha, onde hoje está a Avenida Augusto Severo – como local de pesquisa, e por lá espalharam cartazes e faixas convidando os moradores a participarem de um processo artístico de três meses. O resultado é o espetáculo itinerante ‘Sorte ou Revés’, que tem o texto assinado pelos três diretores, e fica em cartaz entre os dias 2 e 24 de fevereiro, sempre aos sábados e domingos, às 19h30, na própria rua.

– Ao fabular sobre o real, os sujeitos re-formulam sua existência no mundo, realizando o exercício de escolha daquilo que consideram relevantes para permanecer em suas narrativas de vida. Considerando esta premissa, o método Fabulações do Território consiste na criação de processos artísticos, com e para uma comunidade específica, a partir do estímulo de diferentes linguagens. O trabalho coletivo em torno da memória e oralidade, proporciona a aproximação com a localidade e possibilita a descoberta de histórias e documentos que estão para além da literatura oficial. Os participantes se deslocam do lugar de espectador e assumem um papel de protagonistas da obra a ser criada – comenta Priscila Bittencourt.

Após o chamado, se juntaram ao grupo de vizinhos uma equipe composta por atores, performers, músicos, cineastas, arquitetos, poetas e bailarinos, que ao longo dos encontros trabalharam num processo artístico-comunitário através da hibridização de linguagens. A direção optou por buscar na ficcionalização do dia a dia da Rua Joaquim Silva, possibilidades estéticas pautadas em atuações coletivas. Já a movimentação é atravessada por referências de obras do pintor Cândido Portinari e pela musicalidade do bairro da Lapa.

– A dramaturgia abre espaço para a ressignificação da paisagem urbana como possibilidade ficcional, mística e fantástica. Histórias do cotidiano da rua são misturadas as literaturas criadas em torno do imaginário da Lapa e vivências dos próprios participantes do espetáculo. Referências como os romances “Lapa” e “Noturno da Lapa”, de Luís Martins, “Carmen”, a biografia de Carmen Miranda, escrita por Ruy Castro e a “Antologia da Lapa”, que reúne textos de escritores que frequentaram o bairro, serviram como elementos para a construção do texto – revela Luiz Fernando Pinto.

‘Sorte ou Revés’ traz a tona questões relacionadas a micropolítica, quando um grupo de moradores da Rua Joaquim Silva se junta para realizar um bingo, e é surpreendido pela chegada de um pesquisador em busca de informações sobre a cantora Carmen Miranda, e o anúncio de um ciclone que se aproxima da cidade. Neste contexto, o público é convidado a jogar o bingo com os atores, enquanto são reveladas histórias sobre personagens da Lapa e suas riquezas. Passado e promessas de futuro se encontram entre as pedras cantadas.

Mais do que o resultado de um processo artístico, o espetáculo é uma reflexão sobre uma rua turística que poderia estar localizada em qualquer grande cidade do país, se não fossem suas particularidades. Ali acontece há mais de 40 anos o bingo de cartela da Dona Marlene, crianças brincam no entardecer e moradores e comerciantes reinventam seus modos de existir diante da forma como o Estado se faz presente – conta Alex Teixeira.

Da carvoaria ao hotel para rapazes solteiros

A paisagem urbana da Joaquim Silva contempla dois importantes cartões postais da cidade. Em uma ponta, onde começa o espetáculo, estão os Arcos da Lapa, por onde passa o bondinho de Santa Teresa, e lá pela metade da rua localiza-se a Escadaria Selarón, com seus 215 degraus, e mais de 2 mil azulejos de cerca de 60 países. Entretanto, outros ambientes que às vezes passam despercebidos pela maioria das pessoas, como botequins, pensões, sindicatos, cortiços, depósitos, hotéis para rapazes solteiros e até uma carvoaria, serviram como elementos propulsores para a criação do espetáculo.

Nesse perímetro de menos de um quilômetro moraram figuras como Carmen Miranda, Manuel Bandeira, Madame Satã, Jacob do Bandolim e Chiquinha Gonzaga, e por ali também circularam Noel Rosa, Sinhô, Iberê Camargo e Cândido Portinari. Esse mesmo espaço foi marcado por diferentes ciclos históricos e transformações. Do final do século XIX para o XX, passaram a coexistir dois ambientes na Rua Joaquim Silva: Um diurno de característica familiar e um noturno, que com o tempo tornou-se um dos atrativos mais importantes da cidade. A partir de 1915 alguns casarões foram ocupados por cabarés. Nascia então, uma nova Lapa: de crimes, de boemia desenfreada, de malandragem, de sambistas e desordeiros perigosos. Logo em seguida veio o processo de gentrificação da região central com as reformas urbanísticas de Pereira Passos, o status de bairro da noite, e anos mais tarde a decadência. Após os anos 90 muita coisa mudou, e houve um redescobrimento do bairro através das manifestações populares que ali aconteciam, como o samba, o hip hop e a criação da Escadaria Selarón pelas mãos do pintor e ceramista chileno Jorge Selarón.

Sobre a Peneira

A Peneira é um grupo multicultural criado no Rio de Janeiro em 2010, e que busca possibilidades estéticas em suas variadas ações no campo da indústria criativa. Atuando através da combinação de linguagens, propõe processos artísticos e estratégias de viabilização, mobilização e metodologias propulsoras para transformações culturais e sociais.

Entre os projetos realizados, destacam-se as peças ‘Urucuia Grande Sertão’ (2011), ‘Mercadão de Madureira’ (2013), ‘O Provinciano Incurável’ (2016), ‘Yaperi_aquilo que flutua’ (2017), o espetáculo de variedades ‘Sarau do Escritório’ (2013), o cineclube ‘Cine Vila’, além de festivais, como: ‘Festival Passeio em Cena’, ‘Festival O Passeio é Público’ e ‘Baile de Gala do Sarau do Escritório’.

Ficha técnica:

Direção e texto: Priscila Bittencourt, Alex Teixeira e Luiz Fernando Pinto

Dramaturgia: Priscila Bittencourt, Yassu Noguchi, Alex Teixeira, Luiz Fernando Pinto e Paulo Sérgio Kajal

Supervisão: Hugo Cruz

Direção musical: Maurício Maia

Músicos: Calebi Benedito, Fernando Katullo, Jon Pires e Mauricio Maia

Direção de movimento e preparação corporal: Kamilla Neves

Preparação vocal: Ledjane Motta

Cenografia: Domitila Almenteiro

Iluminação: Jon Thomaz

Figurino: Camila Loren

Mapping e videoinstalação: Flávia Moretz, Handerson Oliveira e Priscila Bittencourt

Elenco: Amanda Corrêa, Cristina Telles, Domitila Almenteiro, Júlia Cabo, Michele Lima Pereira, Waleska Adami, Yassu Noguchi, Alex Teixeira, Calebi Benedito, Luís Cláudio Arcos, Marcus Ferreira, Paulo Sérgio Kajal, Pedro Uchoa, Tiago Nascimento e Victor Santana

Fotografia: Victor Coutinho

Design: Fabiano Pires

Pesquisa: Priscila Bittencourt, Alex Teixeira e Luiz Fernando Pinto

Produção: Talita Magar

Assistência de produção: Katleen Carvalho

Realização: Peneira

Serviço:

Sorte ou Revés

Local: Rua Joaquim Silva, s/nº – Lapa (ponto de partida na esquina com a Rua Evaristo da Veiga)

Datas: 2 a 24 de fevereiro (sábados e domingos)

Horário: 19h30

Informações: (21) 98122-5488 / contato@peneira.org

Ingressos:Colaboração consciente

Duração: 90min

Gênero:Comédia

Classificação indicativa: Livre

Capacidade: 80 pessoas

“Tebas Land” no Teatro Sesi

O Teatro Sesi apresenta, a partir de 21 de janeiro, a segunda temporada do espetáculo Tebas Land, do autor uruguaio Sergio Blanco, inédito no Brasil e premiado com o Award Off West Endem Londres. Inspirado no mito do Édipo e na vida de São Martinho de Tours, santo europeu do século IV, Tebas Land tem como tema central um parricídio. O espetáculo, porém, não foca na reconstrução do crime, mas nos encontros entre um jovem parricida e um dramaturgo interessado em escrever a história desse crime.

Dirigido por Victor Garcia Peralta, o espaço cênico de Tebas Land é simples e depurado: a quadra de basquete da prisão, onde acontece o encontro quase documental entre esses dois personagens, duas pessoas de mundos completamente distintos. Começa então uma peça dentro da peça, em que o jovem assassino e o ator que o interpreta são representados por Robson Torinni. O elenco também traz Otto Jr., no papel do dramaturgo. Com esse jogo de metalinguagem, a peça pode ser considerada uma tese sobre o fazer do teatro, em que o espetáculo surge de uma sedutora combinação entre razão e emoção dos personagens.

“O texto nos cativou pelos dois diferentes planos, razão e emoção, e pelo processo criativo imbuído neles, em que a dramaturgia é construída durante a ação da peça, oscilando, quase que paralelamente, entre a discussão do fato ocorrido e a construção do texto da peça que será baseada no crime”, conta Victor Garcia Peralta, diretor e  Torinni, – ambos idealizadores do projeto.

Com sensibilidade e inteligência o autor uruguaio Sergio Blanco expõe temas de grande relevância: paternidade, falta de afeto, solidão, famílias disfuncionais e falência dos sistemas prisionais.  “Tebas Land conta a história de um encontro entre três mundos muito diferentes. No argumento, a única sobrevivência da espécie humana está na consciência do outro: eu existo na medida em que há outro antes de mim e, portanto, devo isso a ele. Além disso, a peça, ao abordar o parricídio, refere-se a uma questão que muito nos toca: as ligações com os pais. Nem todos podemos ser pais, mas todos somos filhos e, portanto, todos temos a experiência da descendência. E finalmente, é um trabalho que conta a dinâmica do que é a engenharia da construção de uma peça, como o texto está sendo escrito”, conta Sergio Blanco autor da obra, que recebeu cinco indicações ao Prêmio Max, na Espanha.

O espetáculo revisita ainda textos que abordam o tema, como Os Irmãos Karamazov, de Dostoievski, Um Parricida, de Maupassant, e Dostoievski e o Parricídio, de Freud.

 

Link com trecho da peça:  https://www.youtube.com/watch?v=9rLN0MdIcY4&t=24s

 

Ou

 

https://vimeo.com/299109489

senha: TEBASCLIPE5

Ficha Técnica

Autor: Sergio Blanco

Tradutor: Esteban Campanela

Direção: Victor Garcia Peralta

Atores: Otto Jr. e Robson Torinni

Cenógrafo: José Baltazar

Iluminador: Maneco Quinderé

Direção de movimento: Cris Amadeo

Trilha sonora: Marcello H

Assessoria de imprensa: Flávia Tenório

Designer Gráfico: Alexandre Castro

Direção de produção: Sérgio Saboya e Silvio Batistela

Fotografia – JrMarins

Operador de luz: Rodrigo Lopes

Produção: Galharufa Produções Culturais

Equipe de Produção: Alex Nunes e Ártemis.

Produção Executiva – Lis Maia.

Realização: REG’S Produções Artísticas

Idealização: Robson Torinni e Victor Garcia Peralta

 

Serviço

Espetáculo “Tebas Land”

Texto: Sérgio Blanco

Tradução: Esteban Campanela

Direção: Victor Garcia Peralta

Elenco: Otto Jr e Robson Torinni

Teatro Firjan SESI – Av. Graça Aranha, 1 – Centro, Rio de Janeiro, RJ

De 21/01 a 26/02– Segunda e Terças, às 19h

Classificação Etária: 16 anos

Duração 1h40

Valores dos ingressos : R$30 inteira / R$15 meia

Autor│Sergio Blanco – Diretor e dramaturgo teatral franco-uruguaio, Sergio Blanco viveu sua infância e adolescência em Montevidéu e atualmente reside em Paris. Depois de estudar filologia clássica, ele decidiu dedicar-se inteiramente à escrita e à direção de teatro. Suas peças foram premiadas em várias oportunidades com vários prêmios, entre eles, o Prêmio Dramático Nacional do Uruguai, o Prêmio Drama da Inauguração de Montevidéu, o Prêmio Nacional do Fundo de Teatro, o Prêmio Florêncio de Melhor Dançarino, Prêmio Internacional Casa de las Américas e Prêmios Best Text Theatre na Grécia. Em 2017, sua peça Tebas Land recebeu o prestigiado British Award Off West End em Londres. Seu trabalho entrou no repertório da Comédia Nacional do Uruguai em 2003 e 2007 com suas peças .45 ‘ e Kiev. Entre seus títulos mais conhecidos estão o Slaughter, .45 ‘, Kiev, Opus Sextum, diptiko (vol 1 e 2), Barbarie, Kassandra, Thebes Land, A ira de Narciso e quando você passa sobre meu túmulo. Várias de suas obras foram lançadas em seu país e no exterior, e a maioria foi traduzida em diferentes idiomas e foram publicadas em diferentes países.

Direção │Victor Garcia Peralta – Formado no Piccolo Teatro di Milano sob a direção de Giorgio Strehler. Trabalhou em Buenos Aires como ator e diretor em diversos espetáculos. No Brasil, dirigiu o sucesso de público Os homens são de Marte… E é para lá que eu vou! (com Mônica Martelli). Também foi responsável pela direção dos espetáculos Não sou feliz, mas tenho marido (com Zezé Polessa). Decadência (de Steven Berkoff, com Beth Goulart e Guilherme Leme), Tudo que eu queria dizer (de Martha Medeiros, com Ana Beatriz Nogueira) e Quem tem medo de Virginia Woolf? (de Edward Albee, com Zezé Polessa), A Sala Laranja: no Jardim de infância (Victoria Hladilo), O garoto da última fila (J. Mayorga). Na televisão dirigiu Alucinadas (Multishow), Gente lesa (GNT).

Ator │Robson Torinni – Participou de alguns trabalhos no cinema, teatro, teatro musical e televisão. Iniciou sua trajetória na Escola de Atores Globe-SP, passando pela Oficina de Atores da Rede Globo e Escola de Atores Wolf Maya. Se formou como Bacharel em teatro na Universidade Cândido Mendes e sua primeira produção foi A Sala Laranja: no Jardim de Infância.

Ator │Otto Jr – No teatro, cinema e na televisão o ator tem um extenso trabalho.  Participou de “Amor em Dois Atos” (2016,2017) de Pascal Rambert com direção de Luiz Felipe Reis o qual recebeu o premio APTR “melhor ator protagonista 2016″;”Labirinto” (2015,2016,2017) de Alexandre Costa e Patrick Pessoa com direção de Daniela Amorim. No cinema atuou em “Desterro” (em pós produção) com direção de Maria Clara Escobar. Participou de “Malhação” e “Celebridade”, ambos da Rede Globo.

Noite experimental na Audio Rebel

No dia 17/01 (quinta-feira), a Audio Rebel abre suas portas para mais uma noite dedicada à arte sonora, marcada pela experimentação. Os multi artistas André Parente e Luisa Lemgruber sobem ao palco da casa em Botafogo a partir das 20h, com ingressos a R$20.

 

André Parente é artista e pesquisador de cinema e novas mídias. Desde 1977 produz vídeos, filmes e instalações nos quais predomina uma abordagem conceitual e experimental. Seus trabalhos foram expostos no Brasil e no exterior.

 

Pela primeira vez no palco da Audio Rebel, Parente apresenta trabalhos eletroacústicos que misturam a captura sonora de situações reais, instrumentos arcaicos com potenciais metafísicos e a exploração física do som. Na primeira peça, “Zunindo o Som”, o artista retoma a performance em que utilizou zunidores dos Mehinako do Alto-Xingu, também conhecidos como “Matapus”, instrumentos sonoros ancestrais.

 

Na segunda, “Francisco”, amplifica uma música minimalista-concreta construída a partir do registro de uma performance sonora em que caminha ao longo da Avenida Beira-Mar, em Fortaleza. A terceira, “Allucifer”, é uma exploração eletroacústica dos loops de vários de seus trabalhos. Encerrando a apresentação, o artista mistura sonoridades arcaicas e futuristas com a participação especial do artista Walter Reis e sua bateria Lixo Espacial.

 

Já Luisa Lemgruber tem como pesquisa sonora a relação entre o sagrado, corpo, ruído e natureza. Através da improvisação com gravações de campo e água, procura reconstruir memórias, afetos e devires.

 

Esse encontro acontece na Audio Rebel, tradicional espaço da música experimental carioca. A casa fica na Rua Visconde de Silva, 55, Botafogo.

 

Serviço

André Parente e Luisa Lemgruber

Data: 17/01/2019 (quinta-feira)

Horário: 20h

Local: Audio Rebel

Endereço: Rua Visconde de Silva, 55 – Botafogo – Rio de Janeiro/RJ

Ingressos: R$20

Classificação: 16 anos

Capacidade da casa: 90 pessoas (lotação máxima)

Forma de pagamento: para o ingresso, apenas dinheiro; no bar, todos os cartões de crédito

Casa equipada com ar condicionado e wi-fi gratuito

Horário de funcionamento da bilheteria: todos os dias, de 14h às 21h

 

“Uma Intervenção” em Ipanema

A capacidade de modificar a vida do outro – para o bem ou para o mal – é um dos fios condutores de “Uma intervenção”. Com texto do autor inglês Mike Bartlett, o espetáculo oferece um olhar aguçado sobre a complexidade das relações interpessoais, um tema intrínseco à humanidade. A estreia é dia 17 de janeiro, no Teatro Ipanema, onde cumpre temporada até 1º de março. Há sessões quintas e sextas, sempre às 20h.

 

Com direção de Clarissa Freire, a montagem acompanha uma conversa entre dois amigos. Apesar do afeto que os une, eles possuem opiniões sensivelmente distintas, o que fica latente quando começam a discutir sobre uma certa intervenção. A natureza do conflito aqui é propositalmente embaçada, concedendo ao espectador a chance de imaginá-la a partir de sua própria vivência. O fato é que um deles é contra a tal intervenção. O outro é a favor.

 

Numa desconstrução progressiva, a conversa parte do que orbita a relação dos amigos para chegar ao mais íntimo deles. Não sem dor, eles descobrem que há muitas maneiras de interferir na vida de alguém. Discordar passa a ser motivo de não aceitação. Qualquer semelhança com o recente momento da política brasileira, quando a polarização tomou de assalto relações de todos os tipos, é encarada pela equipe como uma oportunidade de reflexão.

 

“Me interessa muito representar essa não aceitação do outro. Em que momento a diferença se torna motivo para excluir alguém, odiar alguém. Todo mundo quer falar de si, mas ninguém está se ouvindo. Como ator, é importante debater esse assunto, ainda mais no momento em que vivemos no país. Acho importante também pensarmos a diferença como potência, não apenas como rejeição”, ressalta o ator Gabriel Sanches. No palco, ele vive o amigo que é contra a intervenção. Seu interlocutor é interpretado por Pedro Yudi.

 

Como lidar com as diferenças e seguir juntos? Nesse desdobramento, discute-se o direito à autonomia, a importância da escuta, o impacto de opiniões divergentes na vida do outro e a possibilidade de o diálogo ser matéria-prima de salvação. Para além das rupturas irreconciliáveis, o espetáculo dedica atenção aos pontos de contato. É a partir deles que se pode vislumbrar a reconstrução do que aparentemente foi destruído.

 

Clarissa Freire

Ganhadora do Prêmio Qualidade Brasil 2015 de melhor direção pelo espetáculo “Pulsões”, Clarissa Freire se formou em Artes Cênicas em São Paulo com o grupo de teatro Domus levando o espetáculo “Feminina Lunar” ao Festival Internacional de Teatro de Havana, Cuba (1987). Na dança tem formação clássica e atuou profissionalmente ainda no ballet moderno e dança flamenca.

 

Como atriz participou de espetáculos como “A Vida de Galileu Galilei “, direção de Marcus Vinícius de Arruda Camargo, “Pic-Nic no Front “, direção Gilberto Gawronski e “Banheiro Feminino” de Regiana Antonini. No cinema, atuou em filmes como “Feliz Natal”, de Selton Mello, e “A Vida de Chico Xavier” com direção de Daniel Filho. Dirigiu “Pulsões”, projeto que idealizou sobre a obra da Dra Nise da Silveira, “Aqui jaz Henry” de Daniel Maclvor, “O Homem no Espelho”; “As Robertas – loucas pelo Rei”, “Amor em possível”, “Duvidosa” e o coral “Coro de Cor”. No cinema fez Preparação/Direção de Elenco em filmes como: “Rio, eu te amo”, “Maresia”, “Júlio Sumiu”, “Bach in Brazil”, “É Fada!” e “Eu fico Loko”. Na TV prepara atores desde o programa Gente Inocente no ano 2000, onde se especializou também na preparação de crianças e adolescentes para o audiovisual, tendo feito “A terra dos meninos pelados”, “O pequeno alquimista”, “O Guerreiro Didi e a Ninja Lili” entre outros.

 

Gabriel Sanches

Ator formado pela CAL, bacharel em letras-literatura pela UFRJ com Intercâmbio Acadêmico na King’s College London University. É bailarino, com passagens por escolas como Eugênia Feodorova, Liceu de Dança, Bertha Rosanova e Dallal Aschar. Estudou teoria musical na Escola Villa-Lobos, violão popular com Renato Alvim e canto popular pelo Método Angela Hertz. Cursou alguns períodos de Direção Cinematográfica na Escola de Cinema Darcy Ribeiro. Fez Oficina de atores da Rede Globo de 2008/2009 e oficinas com nomes importantes das artes e do teatro, dentre estes: o Summer Intensive Program, no Workcenter of Jerzy Grotowsky and Thomas Richards; A Arte secreta do ator, com Eugênio Barba e Julia Varley; A presença do ator, oficina com Carlos Simioni. No teatro, participou de montagens como “As Alegres Comadres”, de William Shakespeare, com direção de Stella Miranda; o “Castelo”, adaptação da obra de Franz Kafka, dirigida por Silvia Pasello. Em 2014, atuou no projeto “Porto de Memórias”, com direção de Regina Miranda. Recentemente, obteve enorme destaque com a Drag Rubia/Flavio, da novela “Pega Pega”, exibida pela Rede Globo.

 

Pedro Yudi

Ator formado na Universidade da Cidade. Pertenceu ao Coletivo Peneira por seis anos, tendo realizado o espetáculo “Urucuia Grande Sertão”, que no mesmo período circulou

pelas regiões Sudeste, Sul e Centro-oeste – o projeto foi ganhador do edital da BR Distribuidora no ano de 2016. Ator no curta-metragem “O Nome do Dia” de Marcello Quintella (2014). É ator/músico no espetáculo “.1” (Cia. Teatro Autônomo). Integra o coletivo de arte “Plano Coletivo”, que produziu a peça “Planta Baixa” e produz um longa- metragem já filmado. Participou do espetáculo infantil “Os Tomattos” no Teatro Laura Alvim. É colaborador do “Coletivo Áreas de Arte”. É assistente na oficina “A Escuta”, ministrada por Miwa Yanagizawa. Fez assistência de direção/colaboração artística de Miwa Yanagizawa nos espetáculos “Vulgar” (2015), “Como os Peixes Chegaram Ali” (2016), “Plano Sobre Queda” (2016) e “Estudo Sobre a Maldade” (2017).

 

Ludimila D’Angelis

Ludimila D’Angelis é atriz, bailarina popular, performer pesquisadora e educadora. É formada em Teatro Bacharelado pela Cândido Mendes e em Teatro Licenciatura pela Estácio de Sá. Participou como atriz em diversos espetáculos, como “Urucuia Grande Sertão”, dirigido por Marcia do Valle, “Histórias Que O Eco Canta”, de Ilo Krugli , dentre outros. Fez cursos livres com o LUME Teatro, John Mowat, Alejandro Tomaz e outros artistas. Como bailarina participou do Grupo Banzé integrando vários festivais de dança nacionais e internacionais como o “Festival Ciudad de Burgos”(ESPANHA) e “La Esteva”. Atualmente, pesquisa as tradições mineiras e outras manifestações brasileiras como potência criativa para o ator.

 

Ficha técnica

 

Texto: Mike Bartlett

Tradução original: Amanda Vogel

Tradução adaptada: Ana Beatriz Figueras

Direção e Concepção: Clarissa Freire

Assistência de Direção: Flavia Rinaldi

Direção Musical: Marco França

Trilha Sonora: Clarissa Freire e Marco França

Cenário: Teca Fichinski

Figurino: Teca Fichinski e Claudio Carpenter

Visagismo: Diego Nardes

Iluminação: Paulo Cesar Medeiros

Designer Gráfico: Victor Hugo Cecatto

Elenco: Gabriel Sanches, Pedro Yudi e Ludimila D’Angelis

Direção de Produção: Maria Alice Silvério

Administração: Alan Isidio De Abreu

Realização: Alan Isidio De Abreu Prod. Culturais

Mídias Sociais: Fernanda Con’Andra

Assessoria de Imprensa: Lu Nabuco Assessoria em Comunicação

 

Serviço

Uma Intervenção”:

Estreia dia 17 de janeiro.

Temporada:  De 17 de janeiro a 1 de março.

Horário: Quintas e sextas, às 20h.

Local: Teatro Ipanema: Rua Prudente de Morais, 824 – Ipanema – (21) 2267-3750.

Ingresso: R$ 50.

Bilheteria: Quintas e sextas, a partir das 19h

Vendas também através do site riocultura.superingresso.com.br

Capacidade: 222 lugares

Duração: 60 minutos.

Classificação etária: Não recomendado para menores de 12 anos.

 

Malala, a menina que queria ir para a escola

O espetáculo infanto-juvenil “Malala, a menina que queria ir para a escola” retorna ao Teatro Oi Casa Grande, de 12 de janeiro a 3 de fevereiro, sábados e domingos, às 16h. A obra é a primeira adaptação teatral do livro-reportagem da premiada escritora e jornalista Adriana Carranca, idealizada pela atriz Tatiana Quadros, com direção de Renato Carrera, adaptação de Rafael Souza-Ribeiro e conta com canções originais de Adriana Calcanhotto na trilha Sonora. O espetáculo narra a viagem da jornalista Adriana Carranca ao Paquistão, dias depois do atentado à vida de Malala por membros do Talibã, por defender o direito de meninas à educação.

A peça conta a saga de uma jornalista, curiosa, desbravadora e inquieta, que atravessa meio mundo para descobrir o que aconteceu de verdade com uma menina chamada Malala Yousafzai e porque ela estava sendo perseguida. Era uma missão perigosa, pois a terra natal de Malala, um vale de extraordinária beleza no interior do Paquistão, havia se tornado um território proibido para jornalistas. Vestida como as mulheres do Vale do Swat, a jornalista circula pelas ruas da cidade, se hospeda na casa de moradores locais, conhece as amigas de Malala, sua escola e até mesmo a casa onde morava.

“Ficou claro para mim que esta era uma história inspiradora para os pequenos, por Malala ser apenas uma menina, uma jovem de uma zona tribal que acreditou nos seus sonhos. Por ser uma história de amor a escola, aos professores e aos livros”, comenta Adriana Carranca. “Eu queria muito que as crianças brasileiras também acreditassem que é possível mudar o mundo.”

Dessa experiência, Adriana Carranca publicou, em 2015, o livro-reportagem infanto-juvenil “Malala, a menina que queria ir para a escola”, que foi vencedor do Prêmio FNLIJ, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil nas categorias Escritora Revelação e Livro Informativo. A obra também foi recomendada pela FNLIJ para adoção nas escolas. Lançado em Portugal e em todos os países da América Latina, em breve o livro ganhará uma tradução para o alemão, turco e urdu.

“Transformação. Esta foi a palavra que tomei como norte para a encenação. O espetáculo narrado por oito atores e um músico, é localizado num quintal brasileiro. O quintal mágico onde tudo se transforma: peteca vira caneta, balão vira abóbora, tijolo vira cadeira. Uma casa vira escola. Com coreografias, projeção e percussão ao vivo, os atores se dividem em diversos personagens. Revisitamos nossas brincadeiras de quintal para encontrar a Malala que existe dentro de cada um de nós. Criança ou adulto. Um papel e uma caneta podem mudar o mundo e eles estão em nossas mãos”, afirma o diretor Renato Carrera.

“Li Malala, a menina que queria ir para a escola em 2015, na noite de lançamento do livro. Logo nas primeiras linhas, a cortina se abriu e a cada página que virava um refletor se acendia. Encenar essa história no palco, nesse momento em que travamos uma luta incansável contra tantas formas de opressão se faz necessário”, comenta Tatiana Quadros, atriz e idealizadora do espetáculo.

“Fiquei muito feliz por ter sido lembrada para escrever canções para a peça porque acompanho a trajetória de Malala desde sempre, com muita admiração por sua coragem e inteligência. Vejo a influência que ela exerce em Oxford e no mundo todo e acho linda a relação com seu pai, que fortalece aos dois e à luta de ambos por um mundo melhor. Gostei de compor pensando em Malala porque, no fundo, quando crescer quero ser igual a ela”, se diverte Adriana Calcanhotto.

O espetáculo estreou em outubro de 2018, no Teatro Sesc Ginástico. Em novembro e dezembro cumpriu temporada no Teatro Oi Casa Grande onde, devido ao enorme sucesso, foi convidado para uma nova temporada de 12 de janeiro a 3 de fevereiro, sábados e domingos, às 16h.

Ficha técnica

“Malala, a menina que queria ir para a escola”
de Adriana Carranca 
Adaptação: Rafael Souza-Ribeiro
Direção: Renato Carrera  
Canções Originais: Adriana Calcanhotto 
Elenco: Adassa Martins, Dulce Penna, Fernanda Sal, Hugo Germano, Ivson Rainero, José Karini, Marcelo Valentim, Patrícia Garcia e Tatiana Quadros & o músico Adriano Sampaio com percussão original.
Assistente de Direção: Joana Cabral
Cenário: Daniel de Jesus
Figurino: Flavio Souza
Iluminação: Alessandro Boschini
Direção Musical: Lúcio Zandonadi
Direção de Movimento e Coreografia: Sueli Guerra
Preparação Corporal: Edgy Pegoretti
Projeções e Videoinstalação: VJ Vigas  
Preparação Vocal: Danielly Souza
Desenho de Som: Arthur Fereira 
Ilustração: Bruna Assis Brasil
Assessoria de Imprensa: Ney Motta
Programação Visual: Daniel de Jesus
Fotos de Divulgação: Ricardo Borges
Mídias Sociais: Ana Righi
Produção Executiva: Beta Schneider
Gestão Financeira e Gerência de Projeto: Natalia Simonete
Direção de Produção: Alessandra Reis
Idealização: Tatiana Quadros
Fanpage do espetáculo: https://www.facebook.com/malalanobeldapaz/

Serviço

“Malala, a menina que queria ir para a escola”
Local: Teatro Oi Casa Grande
Endereço: Avenida Afrânio de Melo Franco, 290, Leblon, Rio de Janeiro.
Informações: 2511-0800
Dias: 12 janeiro a 3 de fevereiro, sábados e domingos, às 16h.
Ingresso: R$ 60,00 (inteira) e R$ 30,00 (meia)
Funcionamento da bilheteria: terça a domingo das 15h às 20h.
Aceita cartões de débito e de crédito.
Vendas online: www.tudus.com.br
Lotação: 926 lugares
Duração: 70 minutos
Classificação: Livre
foto © Ricardo Borges

“Tudo o que há Flora” na Gávea

Inspirado na linguagem do Teatro do Absurdo, o espetáculo Tudo o que há Flora fala sobre a solidão, a incomunicabilidade e o inconsciente feminino. A partir dessas três questões, que desafiam a lógica das relações humanas, a Nossa! Cia. de Atores, de Leila SavaryLucas Drummond e Thiago Marinho/Diego de Abreu, convidou a roteirista Luiza Prado e o diretor Daniel Herz para dar vida ao espetáculo Tudo o que há Flora, que realiza temporada de 11 a 27 de janeiro, no Teatro Maria Clara Machado, na Gávea. A peça conta a história de Flora, uma dona de casa que desenvolve um transtorno psicológico a partir de um evento traumático causado por seu marido.

“A Nossa! Cia. de Atores, em sua primeira produção, permite ao Rio de Janeiro se orgulhar de seus jovens realizadores. O espetáculo é digno dos vários elogios que tem recebido da crítica e do sucesso de bilheteria”,

Rodrigo Monteiro – Crítico e Jurado do Prêmio APTR.

Com cenário de Fernando Mello da Costa, que lhe rendeu indicações aos prêmios Botequim Cultural e Cenym 2016, iluminação de Aurélio de Simoni, figurinos de Antônio Guedes e trilha original de Pablo Paleologo, a peça começou a ser idealizada há dois anos pelos três atores, amigos desde os tempos do Tablado, e que, há três, formam o grupo teatral Nossa! Cia. de Atores. “A ideia veio depois da leitura do conto Dora, uma mulher sem sorte, do meu avô, o jornalista Théo Drummond, em 2014. Foi ali que começamos a pensar nessas questões e na possibilidade de realizar um projeto a respeito”, revela Lucas.

Flora é uma dona de casa que cumpre um ritual diário enquanto espera o marido para o almoço. A trama, que poderia ser apenas uma história de amor entre um casal, revela aos poucos um lado sombrio. “Queríamos falar sobre como as pessoas conversam, mas não se escutam e muitas vezes vivem em uma aparente normalidade que nunca existiu, tentando esconder a solidão e suas imperfeições”, resume Leila. Para contar essa história, os três pensaram em seguir uma linha tragicômica, como explica Thiago: “Procuramos uma linguagem que fosse ao mesmo tempo engraçada e que provocasse reflexão. Foi assim que chegamos ao ‘teatro do absurdo’, com seus jogos de palavras e humor non sense”.

O trio convidou Luiza Prado, roteirista de duas temporadas do seriado Vai que cola, do canal Multishow, e ainda de curtas-metragens como O Rio de Paixão (2013), vencedor do concurso O Rio que eu vejo, para escrever o texto e dar forma às ideias da companhia: “Direcionar a experiência que tive ao escrever roteiros que exigiam uma sólida estrutura foi, de fato, um facilitador e um norte quando me deparei com as incontáveis possibilidades de explorar, no universo teatral, a incomunicabilidade humana e as dimensões de personagens extremamente solitários”, comenta a autora.

Premiado diretor teatral, professor, ator, autor e diretor artístico da Companhia Atores de Laura, Daniel Herz abraçou o projeto quando foi convidado a dirigi-lo: “Os temas abordados aqui me tocam muito, me movem enquanto artista. Somado a isto, trata-se de um texto novo, desenvolvido na linguagem do teatro do absurdo, que adoro, e idealizado por três jovens atores talentosos. Eu, aliás, me vi neles quando comecei, porque sempre digo aos jovens atores para que tenham projetos e não fiquem esperando até um diretor desejá-los. E eles fizeram exatamente isso, o mesmo que eu fiz quando tinha 18 anos”, conta.

Em um cenário despojado, com poucos elementos cênicos, entre eles três bancos e três buracos no chão, por onde os personagens entram e saem e que levam a um porão repleto de eletrodomésticos, Flora (Leila Savary) repete um ritual diário antes do almoço, que vai desde a meticulosa arrumação da mesa até o uso do mesmo laquê, à espera de Armando (Cirillo Luna, ator convidado), quando recebe duas visitas inesperadas (Lucas Drummond e Diego de Abreu). Discussões e revelações acontecem em meio à tensão gerada pela iminente chegada do marido, levando Flora a um inevitável e doloroso reencontro com o passado que ela luta, em vão, para esquecer.

O Teatro Maria Clara Machado é um espaço da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro.

Ficha técnica:

 

Texto: Luiza Prado

Direção: Daniel Herz

Elenco: Leila Savary, Lucas Drummond, Thiago Marinho/Diego de Abreu e Cirillo Luna

Produção: Palavra Z Produções Culturais

Direção de Produção: Bruno Mariozz

Figurino: Antônio Guedes
Cenário: Fernando Mello da Costa

Iluminação: Aurélio de Simoni
Trilha Sonora: Pablo Paleologo
Fotografia e Vídeo: Paulo Henrique Costa Blanca
Visagismo: Talita Bildeman

Idealização: Nossa! Cia. de Atores

Serviço:

EventoTUDO O QUE HÁ FLORA

Teatro Maria Clara Machado: Av. Padre Leonel Franca, 240 – Gávea, Rio de Janeiro – RJ, 22451-000

Telefone: (21) 2274.7722

Linguagem: Artes Cênicas

Data:  de 11 a 27 de janeiro

Horário: sexta e sábado 21h; domingo às 19h

Valor do Ingresso: R$40, a inteira 

Classificação: 12 anos

Duração: 75min