A Sombra do Vale – A História Que Já Foi Contada Muitas Vezes

Dia 6 de julho, sábado, às 16h, estreia o espetáculo infantil A Sombra do Vale – A História Que Já Foi Contada Muitas Vezes da República Ativa de Teatro no Teatro João Caetano. A peça integra a Mostra Sonhos em Tempos de Guerra, contemplado pela 32ª Edição da Lei de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo. A temporada segue até 4 de agosto, sempre aos sábados e domingos, às 16h. Grátis!

Partindo do tema discutido no projeto – as chamadas “guerras cotidianas” – seis jovens atores trouxeram diversos questionamentos relevantes. A provocação cênica é dos artistas da República Ativa, e o elenco é composto pelos seis jovens atores: Amanda Cruz, Ana Medeiros, Caio Martins, Jhon Yuri, Jonathan Araújo e Thauany Mesquita. Dentre as diversas inquietações, duas delas foram recorrentes: as consequências da negligência, do abandono e do distanciamento e a necessidade de recuperar as relações. E encontraram nas notícias sobre o desastre ambiental de Brumadinho uma oportunidade de tratar desse assunto que, infelizmente, ainda acontece.

E como as crianças recebem notícias como essas que recheiam as manchetes de televisão? Qual a relação delas com tantas tragédias que estamos todos sujeitos, tanto nas dimensões de Brumadinho como nas relações mais pessoais e familiares? Como elas percebem essas perdas e lidam com elas? Até que ponto a inconsequência do adulto interfere na vida e nos sonhos dos pequenos? O que a gente faz para trazer de volta o que está escondido? Essas e outras questões foram latentes nesse processo, e nortearam a construção da dramaturgia, recheada de ludicidade e poesia.

Através de um processo colaborativo intenso, o grupo foi construindo a narrativa que resultou numa aventura que permite desbravar os mares de lama que a vida nos traz e buscar entender como é possível seguir vivendo, e de que maneira podemos enfrentar essa sombra que pode ter tantas formas.

 

Sinopse

Tudo estava como sempre, até que um dia a sombra desceu o vale. Não houve tempo para perceber o que aconteceu. Só se sabe que tudo está diferente e todos perderam algo. Diante de tantas incertezas, o espetáculo embarca numa aventura sob um rio de lama em busca de respostas.

Sobre a Mostra Sonhos em Tempos de Guerra

A partir da temática do espetáculo O Inimigo, a República Ativa de Teatro criou e desenvolveu o projeto Sonhos em tempos de Guerra, contemplado pela 32ª Edição da Lei de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo. Trata-se do aprofundamento da pesquisa da Cia que aborda questões relevantes e delicadas para crianças e jovens, e que proporciona o desenvolvimento de 5 (cinco) novos espetáculos teatrais, com linguagens e abordagens distintas e a participação de diversos outros artistas.

O projeto propõe debater poeticamente a relação da criança com as chamadas “guerras cotidianas” – conflitos que fazem parte do dia a dia e que a criança nem sempre é convidada a refletir sobre eles. Debater é trocar argumentos, discutir ideias. A partir de um debate rico, em que os lados têm liberdade para colocarem suas opiniões livremente, quem assiste ou participa poderá construir o seu ponto de vista com base no que lhe pareceu mais verossímil. Numa sociedade cada vez mais binária, os debates tendem a ser menos honestos, pautados na intenção de apenas defender a própria ideia sem permitir conhecer a ideia do outro. As pessoas se encastelaram em verdades prontas, e quem discorda delas está contra quem as defende. Essa intolerância que se vê entre adultos também reflete entre as crianças e adolescentes, com consequências igualmente grandes para eles e para a sociedade.

A Cia traz à tona esses questionamentos, se propondo a pensar, discutir e direcionar o olhar para a formação de nossas crianças que cresce em meio a uma sociedade tomada por diversas guerras – como gênero, educação, entre outras –, apresentando ao público essas problemáticas com responsabilidade e poesia. Os primeiros resultados desse processo de pesquisa poética serão apresentados nesse formato de Mostra, que vai de Junho à Dezembro de 2019.

O Inimigo abriu essa Mostra (em Junho, no Teatro Décio de Almeida Prado – Itaim Bibi), que seguirá com as apresentações dos demais espetáculos e também debates públicos sobre o Teatro e a Criança. As apresentações serão todas gratuitas, e acontecerão em Teatros Públicos Municipais. Os debates ocorrerão na Embaixada Cultural – sede da República Ativa -, que fica na Vila Dom Pedro II – Zona Norte da cidade. 

Sobre a Cia:

Desde 2006, a República Ativa de Teatro realiza sua pesquisa sobre uma arte pertinente ao universo infantil. Em um primeiro momento de sua história, adaptou para a realidade da criança do século XXI textos clássicos de Maria Clara Machado. Depois, seguiu para a criação de espetáculos autorais tendo como base temas do universo da criança da chamada “geração google”, baseando sua pesquisa no Teatro Contemporâneo e suas as diversas possibilidades poéticas.

Nesses 13 anos de estrada nos deparamos com O Real Imaginário, nos encantamos com uma Bruxinha Que Era Boa, sonhamos com um Cavalinho Azul, voamos com A Menina e o Vento, tentamos descobrir Quem Apagou a Luz?, saímos em busca da Parte Que Falta com os questionamentos do jogo Splash ou A História da Gota Que Sonhava Ser Rio, e, recentemente, descobrimos muitas coisas sobre O Inimigo, além de criar uma vasta relação com crianças através de muitas histórias contadas e divertidas oficinas criativas.

Atualmente, inauguramos nossa primeira sede, a Embaixada Cultural, na Vila Dom Pedro II (Zona Norte de São Paulo/SP), que nos possibilitou aprofundar a pesquisa e desenvolver nosso projeto de Fomento “Sonhos em Tempos de Guerra”, que já está gerando novos espetáculos e debates com questões necessárias e urgentes.

Sobre o Pelotão de Apoio:

Em janeiro de 2019, a República Ativa abriu uma convocação para atores e/ou estudantes de artes cênicas, interessados em teatro para a infância e juventude, para integrar o “Pelotão de Apoio” do projeto “Sonhos em Tempos de Guerra”.

De março a julho, os Soldados-Artistas recrutados tiveram a oportunidade de participar dos estudos e oficinas do projeto, acompanhar os ensaios e criações da Cia, e principalmente, integrar o processo de criação do espetáculo A Sombra do Vale, que recebeu a provocação cênica dos artistas da República Ativa de Teatro.

Ficha Técnica

Provocação Cênica: Leandro Ivo, Rodrigo Palmieri, Thiago Ubaldo e Vivi Gonçalves

Elenco: Amanda Cruz, Ana Medeiros, Caio Martins, Jhon Yuri, Jonathan Araújo e Thauany Mesquita

Dramaturgia: Processo colaborativo

Organização Dramatúrgica: Amanda Cruz, Vivi Gonçalves e Leandro Ivo

Orientação Corporal: Vitor Vieira

Cenário e Figurino: O Grupo

Iluminação: Rodrigo Palmieri

Paisagem Sonora: Luana Coelho

Colaboração Musical: João Cruz

Confecção de Figurinos: A Mais Braba

Designer Gráfico: Elaine Alves

Fotos: Gabriel Rodrigues

Assessoria de Imprensa: Bemelmans Comunicações

Produção: Fulano’s Produções Artísticas

Produção Executiva: Célia Ramos

https://www.republicaativa.com.br/

https://www.facebook.com/RepublicaAtiva/

Serviço:

A Sombra do Vale

Local: Teatro João Caetano

Rua Borges Lagoa, 650

Vila Clementino, São Paulo

Tel: (11) 5573-3774

Sábados e domingos, às 16h, no teatro João Caetano.

De 06 de julho a 4 de agosto

Grátis

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Boris e Rufus – Uma Aventura Digital

BORIS E RUFUS – UMA AVENTURA DIGITAL, com texto, dramaturgia e direção de Viviani Rayes, produzida pela Rayes Produções Artísticas, é uma versão teatral do premiado desenho animado BORIS E RUFUS, ganhador do Prêmio Latino Americano na categoria Melhor Série Animada, no Festival Chilemonos, no Chile, em 2018. O desenho está entre as oito animações mais assistidas no Brasil. Atualmente é exibido na TV, nos canais Disney XD, Disney Channel e Tv Cultura.

 

A peça faz sua 2ª temporada no Teatro Fashion Mall, localizado no 2º piso do Shopping Fashion Mall, em São Conrado, Rio de Janeiro, de 13 de julho a 01 de setembro de 2019, sempre aos sábados e domingos, 16h, após uma temporada bem-sucedida no Teatro Laura Alvim, Ipanema, de 13/04 a 05/05/2019.

SINOPSE:

Boris e Rufus – Uma Aventura Digital conta a história de Boris, um cachorro ranzinza, e de seu amigo Rufus, um furão que pensa ser um cão. Boris, preocupado com seu amigo Rufus, que está viciado em jogos no celular, e em compras pela Interpetnet, chama o Dr. Hipo, um médico muito suspeito para curá-lo. Para complicar ainda mais a situação, Leopoldo, um gato dissimulado, competitivo e influenciador, renomado no universo pet, com vários vídeos e seguidores, provoca em Boris e em Rufus a vontade de também produzirem seus vídeos para ficarem mais famosos do que ele. Na ausência de seus donos, os animais de estimação adquirem características humanas, acessam a interpetnet, o cãotube, a petflix e outras tecnologias, aprontam diversas peripécias e confusões em suas aventuras digitais, percebendo que acima de tudo a amizade é o maior bem.

SERVIÇO:

Temporada: 13/07 a 01/09/2019

Estreia: 13/07/2019

Dias e Horários: sábado e domingo, às 16h

Local: Teatro Fashion Mall

Shopping Fashion Mall

Estrada da Gávea, 899 – 2º piso – Loja 213 – São Conrado, Rio de Janeiro – RJ

Tel: (21) 2422-9800

Horário da Bilheteria:

Terça a domingo das 15h às 20h

Ingressos: R$60,00 (inteira) R$30,00 (meia)

Duração: 50 minutos

Classificação: Livre

Gênero: Infantil

“Luz nas Trevas” no Armazém da Utopia

Companhia Ensaio Aberto estreia o espetáculo Luz nas Trevas, de Bertolt Brecht, no Armazém da Utopia.

Luz nas Trevas foi escrita em 1919, em um período de grande recessão econômica na Alemanha, pós Primeira Guerra. Nesse período Brecht recebeu muita influência da comédia popular de Karl Valentin. A encenação de Luiz Fernando Lobo traz a atmosfera dos cabarés alemães do início do século XX. Nosso cabaré, com serviço de bar, abre uma hora antes e fecha uma hora depois do final do espetáculo. Os atores servem os drinks e comidas.

A narrativa apresenta Paduk (Leonardo Hinckel), um antigo cliente do bordel da Sra. Hogge (Tuca Moraes), que um dia ele foi expulso do bordel por não ter dinheiro para pagar a conta. Indignado com o ocorrido, ele decide ganhar dinheiro arruinando a prostituição local iluminando a rua do prostíbulo para afastar os clientes.

Em Luz das Trevas, Brecht cria uma parábola denunciando as articulações contraditórias do sistema capitalista: através da prostituição e das doenças venéreas o que está em jogo é a exploração.

É a segunda produção da Companhia Ensaio Aberto a estrear esse ano. Em março, o espetáculo Canto Negro levou mais de 2500 espectadores, gratuitamente, ao Armazém da Utopia, em quatro sessões.


FICHA TÉCNICA
Direção Artística: Luiz Fernando Lobo
Texto: Bertolt Brecth

Tradução: Geir Campos
Direção de Produção: Tuca Moraes
Espaço Cênico: Luiz Fernando Lobo
Iluminação: Cesar de Ramires
Figurino: Beth Filipecki e Renaldo Machado
Maquiagem e Preparação Corporal: Luiza Moraes
Produção Executiva: Cida de Souza
Ciência do Novo Público: João Raphael Alves e Agnes de Freitas
Programação Visual: Marcos Apóstolo e Marcos Becker
Assistente de Direção: Anna Carolina Magalhães
Cenotécnico: Dodô Giovenetti
Gerente Operacional: Roberta Mello
Elenco: Ana Moura, Gilberto Miranda, João Raphael Alves, Leonardo Hinckel, Letícia Viana, Luiz Fernando Lobo, Luiza Moraes, Natália Gadiolli, Tayara Maciel e Tuca Moraes.

 

 

SERVIÇO

Luz das Trevas – Teatro

Estreia 26 de abril até 28 de julho

Temporada sextas e sábados | 20h30 – domingo | 19h30
Abertura da casa 1h antes

Local: Armazém da Utopia – Armazém 6, Cais do Porto
Tel. 21.2516-4893 / 21. 98909-2402 (WhatsApp)
VLT: Parada Utopia/ AquaRio
Classificação: 14 anos
Capacidade: 100 Lugares
Duração 60 minutos


Ingressos 
www.sympla.com.br/CompanhiaEnsaioAberto R$ 40 (inteira) / R$ 20 (meia)
-Ingressos antecipados* R$ 30 (inteira) / R$ 15 (meia)* desconto para compras com até 72h de antecedência ou até acabar a cota
-POLÍTICA DE TROCAS DE DATAS DE INGRESSOS ANTECIPADOS:
Trocas de datas são aceitas somente até 48 horas antes da sessão.
Não realizamos troca de ingressos com data de sessão vencida
O ingresso “Antecipado Promocional” poderá ser trocado para sessões até 11/05
-Para agendamento de grupos (escolas, projetos sociais, associações, etc) entre em contato através do WhatsApp (21) 98909-2402.

“A Porta” estreia em 27 de julho

Primeiro trabalho em conjunto do Núcleo Gema e Tartufaria de Atores, “A Porta”, estreia dia 27 de julho em um casarão de Laranjeiras com contribuição voluntária.

Cumprindo temporada até dia 31 de agosto, a peça fica em cartaz aos sábados, 20h e domingos às 19h, com prévio agendamento. Como são apenas 19 lugares por sessão, a reserva para assistir ao espetáculo deve ser feita através dos telefones: 21 – 99638 2564 / 99338 9895.

O espetáculo nasce da pesquisa filosófica, existencialista e dramatúrgica do francês Jean-Paul Sartre. Um dos mais importantes pensadores e ativistas políticos do século XX. A Porta abre para escancarar as tormentas dentro das relações humanas. Quatro pessoas condenadas ao inferno e convívio pela eternidade, desnudando-se de todo aprisionamento social, moral e religioso. Como entender a alma humana? Esse caminho bifurcado e indesvendável.

Tudo isso reclusos entre quatro paredes, num casarão que aponta que no inferno não há estacas, enxofre… O inferno é o convívio humano. O inferno são os outros.

Os quatro personagens nos convidam a adentrar no mais obscuro dos traumas, no inconsciente, que no desenrolar da peça vem com um vômito trazendo à tona toda mazela humana, o rasgar das máscaras sociais. Mas para isso é preciso encarar os medos, ser capaz de romper com o ego e se despir do tridente que sufoca a sociedade: A obrigação de se mostrar inteligente, bom e corajoso.

Sinopse.

A busca incansável pela aprovação do outro, o desejo e desespero de se mostrar corajoso, humano e inteligente; leva o convício dos quatro personagens ao limite da manipulação, jogos de sedução, intrigas e loucura. A peça nos mostra que o contraditório, o bom e o mau, habitam todos os seres sem exceção.

Núcleo Gema.

Fundado em junho de 2018 pelo pesquisador teatral Dinho Andrade, surge da busca pelo entendimento da alma humano e de toda a complexidade de suas relações, através da poética do teatro, da literatura e das ações físicas. Manifestando em imagem tudo que está no inconsciente coletivo; no nosso inconsciente individual, bem como no consciente. Nosso objetivo é trabalhar o homem e toda a sua precariedade. É mostrar a mazela humana, para que o público se identifique. Para que, assim, seja possível enxergar a vida além da vida. Ver através da arte, uma vida além.

Tartufaria de Atores.

Grupo formado em 2009 que vem desenvolvendo um trabalho experimental com peças brasileiras de autores como Mário Bortolotto em “O que Restou do Sagrado”, que estreou em 2014; Martins Penna em “O Terrível Capitão do Mato”, em novembro de 2011; e Marcio Américo em “O homem que Queria ser Rita Cadillac” que circula desde 2011 e já foi vista por mais de 10.000 pessoas e o mais recente “Será que a gente influencia o Caetano?” de Mário Bortolotto.

Serviço

A Porta

Estreia: 27 de julho

Local: Casarão em Laranjeiras apontado somente para os que confirmam a visitação ao inferno.

Endereço: Laranjeiras, próximo ao Parque Guinle.

Horário: Sábado às 20h e domingo às 19h.

Reserva através dos telefones: 21 – 99638 2564 / 99338 9895

Temporada: De 27 de julho até 31 de agosto

Classificação: 14 anos

Contribuição solidária

Duração: 85 min

Gênero: Drama

Ficha Técnica.

Texto: Livre adaptação e pesquisa de Dinho Andrade

Direção: Dinho Andrade

Elenco: Andressa Lee, Celso Jardim, Daniel Bouzas e Douglas Dias

Cenário: Camila Doring

Iluminação: Dinho Andrade

Figurino: Dora Devin

Produção: Dinho Andrade

Co-produção: Fábio Guará

Realização: Núcleo Gema e Tartufaria de Atores

Arte: Arthur Röhrig

Fotografia: Tatiana Ferreira Lima

Colaboradores: Argus Monteiro (Pesquisa) e Marina Lima (Áudio Visual)

Apoio: 🙂 BiZ, Boteco Sonho Lindo, Velas Solmar DIAS DE JARDIM, Tiago Molejo

Malala, a menina que queria ir para a escola

O elogiado espetáculo infanto-juvenil “Malala, a menina que queria ir para a escola” é a primeira adaptação teatral do livro-reportagem da premiada escritora e jornalista Adriana Carranca. Idealizado pela atriz Tatiana Quadros, com direção de Renato Carrera, adaptação de Rafael Souza-Ribeiro e canções originais de Adriana Calcanhotto, o espetáculo que narra a viagem da jornalista Adriana Carranca ao Paquistão, dias depois do atentado à vida de Malala por membros do Talibã, por defender o direito de meninas à educação, faz temporada no teatro Prudential de 20 de julho a 11 de agosto de 2019.

A jornalista curiosa, desbravadora e inquieta, atravessa meio mundo para descobrir o que aconteceu de verdade com a menina chamada Malala Yousafzai e porque ela estava sendo perseguida. Era uma missão perigosa, pois a terra natal de Malala, um vale de extraordinária beleza no interior do Paquistão, havia se tornado um território proibido para jornalistas. Vestida como as mulheres do Vale do Swat, a jornalista circula pelas ruas da cidade, se hospeda na casa de moradores locais, conhece as amigas de Malala, sua escola e até mesmo a casa onde morava.

Ficou claro para mim que esta era uma história inspiradora para os pequenos, por Malala ser apenas uma menina, uma jovem de uma zona tribal que acreditou nos seus sonhos. Por ser uma história de amor a escola, aos professores e aos livros”, comenta Adriana Carranca. “Eu queria muito que as crianças brasileiras também acreditassem que é possível mudar o mundo.”

Adriana Carranca publicou em 2015, o livro-reportagem “Malala, a menina que queria ir para a escola”, que foi vencedor do Prêmio FNLIJ, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil nas categorias Escritora Revelação e Livro Informativo. A obra também foi recomendada pela FNLIJ para adoção nas escolas. Lançado em Portugal e em todos os países da América Latina, em breve o livro ganhará uma tradução para o alemão, turco e urdu.

“Transformação. Esta foi a palavra que tomei como norte para a encenação. O espetáculo narrado por oito atores e um músico, é localizado num quintal brasileiro. O quintal mágico onde tudo se transforma: peteca vira caneta, balão vira abóbora, tijolo vira cadeira. Uma casa vira escola. Com coreografias, projeção e percussão ao vivo, os atores se dividem em diversos personagens. Revisitamos nossas brincadeiras de quintal para encontrar a Malala que existe dentro de cada um de nós. Criança ou adulto. Um papel e uma caneta podem mudar o mundo e eles estão em nossas mãos”, afirma o diretor Renato Carrera.

“Li Malala, a menina que queria ir para a escola na noite de lançamento do livro. Logo nas primeiras linhas, a cortina se abriu e a cada página que virava um refletor se acendia. Encenar essa história no palco, nesse momento em que travamos uma luta incansável contra tantas formas de opressão se faz necessário”, comenta Tatiana Quadros, atriz e idealizadora do espetáculo.

“Fiquei muito feliz por ter sido lembrada para escrever canções para a peça porque acompanho a trajetória de Malala desde sempre, com muita admiração por sua coragem e inteligência. Vejo a influência que ela exerce em Oxford e no mundo todo e acho linda a relação com seu pai, que fortalece aos dois e à luta de ambos por um mundo melhor. Gostei de compor pensando em Malala porque, no fundo, quando crescer quero ser igual a ela”, se diverte Adriana Calcanhotto.

O espetáculo estreou em Outubro de 2018, no Teatro Sesc Ginástico, cumpriu duas temporadas seguidas no Teatro Oi Casa Grande, de novembro de 2018 a fevereiro de 2019, seguiu para o Centro Cultural João Nogueira – Teatro Imperator por mais um mês, participou do Festival de Curitiba. Fez curta temporada em Vitória no Espírito Santo e em Uberlândia, Minas Gerais.

* * *

Malala Yousafzai nasceu em Mingora, a maior cidade do Vale do Swat, na província de Khyber-Pakhtunkhwa do Paquistão, uma região de extraordinária beleza, cobiçada no passado por conquistadores e protegida pelos bravos guerreiros pashtuns – os povos das montanhas. Uma região habitada por reis e rainhas, príncipes e princesas, como nos contos de fadas. Malala cresceu entre os corredores da escola de seu pai, Ziauddin Yousafzai, e era uma das primeiras alunas da classe. Quando tinha dez anos viu sua cidade ser controlada por um grupo chamado Talibã. Eles vigiavam o vale noite e dia, e impuseram muitas regras. Proibiram a música e a dança, baniram as mulheres das ruas e determinaram que somente os meninos poderiam estudar. Mas Malala foi ensinada desde pequena a defender aquilo em que acreditava e lutou pelo direito de continuar estudando. Usando um pseudônimo, tornou-se correspondente da BBC, através de um blog onde relatava ao mundo o impacto diário do Talibã no Vale do Swat, denunciando o regime de opressão medieval, em choque com os mais elementares princípios dos direitos humanos. Ela fez das palavras sua arma. A ousadia de Malala, que acabou por selar seu destino, foi declarar publicamente, um ano antes do atentado, que queria ser política para ajudar seu povo. Em 9 de outubro de 2012, aos 15 anos, quando voltava de ônibus da escola, sofreu um atentado a tiro, em retaliação a sua luta pelo direito feminino à educação. Em seu discurso na ONU – primeira aparição publica após o atentado – Malala prometeu que não seria silenciada e afirmou: “A caneta é mais poderosa que a espada”. Avançou firme em direção ao seu propósito e travou uma luta global contra o analfabetismo, a pobreza e o terrorismo, convocando todos os governos a assegurar a educação obrigatória livre e a elaborar um acordo de paz com intuito de proteger os direitos de meninas à educação. Em 2014 tornou-se a mais jovem vencedora do Prêmio Nobel da Paz.

Adriana Carranca é jornalista. Atualmente mora em Nova York, cobrindo histórias de migração e gênero. É colunista do jornal O Globo, comentarista do programa Pelo Mundo da Rádio CBN, além de colaborar com publicações internacionais. Escreve principalmente sobre conflitos, tolerância religiosa e direitos humanos, com olhar especial sobre a condição das mulheres. Suas reportagens foram publicadas por revistas como a americana Foreign Policy e a edição francesa da Slate, entre outras. Esteve na Síria e Iraque, para reportagem especial sobre a guerra e a crise dos refugiados. Antes disso, cobriu extensamente a guerra no Afeganistão e Paquistão, onde estava quando o líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden, foi morto em uma operação dos EUA. Mergulhou no universo de países muçulmanos como Irã, Egito e Indonésia e nos territórios palestinos para reportagens especiais. Acompanhou de perto alguns dos conflitos mais sangrentos da África, como as guerras na República Democrática do Congo, Sudão do Sul e Uganda. Foi correspondente na ONU, em Nova York. Em 2012, passou temporada como pesquisadora convidada do Instituto Reuters para Estudos do Jornalismo, na Universidade de Oxford. No ano seguinte, integrou o Projeto de Jornalismo Internacional, da Universidade Johns Hopkins, de Washington. Tem três livros-reportagens publicados: “O Irã sob o chador” (Ed. Globo), finalista do prêmio Jabuti; “O Afeganistão depois do Talibã” (Civilização Brasileira); e o infantil “Malala, a menina que queria ir para a escolar” (Companhia das Letrinhas). É formada em jornalismo e tem mestrado em Políticas Sociais e Desenvolvimento pela London School of Economics (LSE), como bolsista Chevening. Adriana também tem trabalhos nas áreas de fotografia e documentário. Co-dirigiu “E se for menina?”, filme-documentário sobre adolescentes envolvidas com o crime em São Paulo, personagens que acompanhou por sete anos. Sua exposição fotográfica “Outono em Cabul” circulou pelo Brasil. Uma das imagens foi escolhida pela ONU para integrar a campanha Humanizing Development. Recebeu o Prêmio Esso, menção honrosa com a série de reportagem “Guerras da África”; o Prêmio Líbero Badaró, na categoria reportagem internacional, com “Sudão do Sul: a guerra esquecida”; novamente o Prêmio Líbero Badaró, grande prêmio, com a série “Coletânea da guerra no Afeganistão” e sete edições do Prêmio Estado de Jornalismo.

Renato Carrera, como diretor, seus trabalhos mais recentes, em 2017, foram “Gisberta”, com Luis Lobianco, em diversas temporadas no Rio de Janeiro e Brasília e “2 x Nelson – A Falecida e A Serpente” com um elenco de 30 atores, no Teatro Ziembinksk. Em 2016 é indicado ao Prêmio Shell de melhor diretor e melhor ator, aos prêmios Cesgranrio, APTR e Questão de Crítica pela direção de “Abajur Lilás” de Plínio Marcos e por sua interpretação de Sra. Simpson em “O Homossexual ou a Dificuldade de se Expressar” de Copi, com direção de Fabiano de Freitas. Em 2010 dirigiu “Savana Glacial”,  Prêmio Shell de melhor texto (Jô Bilac), atualmente excursionando pelo Brasil e se apresentando nos principais festivais de teatro do país, foi considerado um dos 10 melhores espetáculos de 2010 pelo O Globo. Como ator, foi dirigido por Ana Kfouri nos espetáculos “Preguiça”, “Esfíncter” e como protagonista de “Senhora dos Afogados”, no papel de Misael. Idealizou e protagonizou o espetáculo “O Ateliê Voador” de Valère Novarina, dirigido pelo francês Thomas Quilladert, no Espaço Sesc, dentro do projeto “Novarina em Cena”, projeto que integrou o Ano da França no Brasil 2009. Em 2010 atuou na peça “Tentativas Contra a Vida Dela”, direção de Filipe Vidal. Em 2011 dirigiu “A Morte do Pato”, texto de sua autoria e atuou em “Feriado de Mim Mesmo”, texto de Santiago Nazarian com direção de Fabiano de Freitas. Vencedor de dois Prêmios Mirian Muniz, em 2012 com “Assassinas por Amor”, sua idealização e direção, com texto de Márcia Zanelatto, e em 2013 com a circulação do infantil “Histórias de Jilú”, indicado ao Prêmio Zilka Salabery de Teatro Infantil de melhor cenário, figurino e atriz. Em 2013 dirigiu e idealizou “Vestido de Noiva” de Nelson Rodrigues vencedor do Prêmio Questão de Crítica de melhor espetáculo. Em 2015 dirige “Dois Amores e um Bicho” de Gustavo Ott, com os Clowns de Shakespeare, ficando em cartaz em Natal e no Sesc Pompéia, depois “Hipnose” de Marcia Zanellatto. Atualmente este fazendo assistência da direção geral da novela Jesus, que estreia em julho, na Record e, no segundo semestre de 2018 vai dirigir o espetáculo infanto juvenil “MALALA, a menina que queria ir para escola”, no CCBB Rio. Em 2018 Renato Carrera completa 30 anos de carreira.

Tatiana Quadros, idealizadora, coordenadora de produção e atriz do espetáculo “Malala, a menina que queria ir para a escola”, é formada pela UNIRIO e pós graduada em Arte Educação, na Universidade Cândido Mendes. Estudou em Los Angeles, onde ficou em cartaz por 1 mês no teatro da UCLA com o monólogo “Seascape with Sharks and Dancer”. Atuou em 11 peças de teatro entre elas: “O Peru de Natal” adaptação do conto de Mário de Andrade, direção coletiva;  “Caminhos – Uma Intervenção Urbana”,  direção Zé Alex; “Qorpo Santo”, direção Renato Carrera; “A Mancha Rocha” (Leitura dramatizada), direção Renato Carrera; “A Ciranda”, direção Zé Alex; “Bonitinha, mas Ordinária”, direção Diego Molina; “Don Juan” de Molière, direção Michelle Cabral;  “O Último Carro”, de João das Neves, direção Michelle Cabral, “A Farsa do Boi Cheiroso”, direção Fernando Lopes Lima, “A Casa da Dona Baratinha”, direção coletiva; “Emilia levada da breca”, monólogo para crianças apresentado em escolas. Como produtora, durante 5 anos, foi coordenadora de produção do programa internacional de cinema Imagens em Movimento.

* * *

Ficha técnica

 “Malala, a menina que queria ir para a escola”

de Adriana Carranca

Adaptação: Rafael Souza-Ribeiro

Direção: Renato Carrera

Canções Originais: Adriana Calcanhotto

Elenco: Adassa Martins, Dulce Penna, Fernanda Sal, Ivson Rainero, José Karini, Ricardo Lopes, Patrícia Garcia e Tatiana Quadros & o músico Adriano Sampaio com percussão original.

Assistente de Direção: Joana Cabral

Cenário: Daniel de Jesus

Figurino: Flavio Souza

Iluminação: Alessandro Boschini

Direção Musical: Lúcio Zandonadi

Direção de Movimento e Coreografia: Sueli Guerra

Preparação Corporal: Edgy Pegoretti

Projeções e Videoinstalação: VJ Vigas

Preparação Vocal: Danielly Souza

Desenho de Som: João Gabriel Mattos

Ilustração: Bruna Assis Brasil

Programação Visual: Daniel de Jesus

Fotos de Divulgação: Ricardo Borges

Mídias Sociais: Ana Righi

Produção Executiva: Beta Schneider

Gestão Financeira e Gerência de Projeto: Natalia Simonete

Direção de Produção: Alessandra Reis

Idealização: Tatiana Quadros

Redes Sociais do espetáculo: FB https://www.facebook.com/malalateatro | Instagram: @malalateatro

 

SERVIÇO:

Espetáculo: “Malala, a menina que queria ir para a escola”

Local: Teatro Prudential

Endereço: Rua do Russel, 804 – Glória, Rio de Janeiro – RJ

Temporada: 20 de julho a 11 de agosto de 2019

Horários: sábados e domingos, às 15h.

Ingressos: R$ 70 inteira, R$ 35 meia-entrada

Informações:  (21) 2558-3862

Inquieto Coração – 10 Anos

Com idealização, dramaturgia, produção e atuação de Eduardo Rieche e direção de Henrique Tavares, o espetáculo Inquieto Coração – 10 anos está em cartaz no Espaço Rogério Cardoso, na Casa de Cultura Laura Alvim, em Ipanema, no Rio. A montagem, baseada em textos de Santo Agostinho, terá sessões às terças e quartas de julho, sempre às 19h, até dia 31. Concebido na forma de um monólogo, o espetáculo estreou em novembro de 2008 na mesma sala da Laura Alvim, da Funarj, e foi bem acolhido pelo público e pela crítica teatral. Ao longo desses dez anos, a produção foi apresentada em São Paulo e em outras cidades brasileiras, como Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre e Fortaleza.

 

Elaborado a partir da adaptação de algumas cartas e sermões de Santo Agostinho, além de quatro de suas principais obras (“Confissões”, “A Cidade de Deus”, “A Trindade” e “Solilóquios”), “Inquieto Coração – 10 anos” é um mergulho nos mais variados temas: o conhecimento de Deus, a busca da verdade, a natureza do amor e a condição humana.

 

Mais do que uma peça biográfica, o solo concebido e interpretado por Eduardo Rieche usou como mote as reflexões filosóficas desse grande escritor e teólogo do século IV. “Agostinho vai muito além da figura religiosa”, destaca Rieche. “Sua obra foi e continua sendo determinante para a construção do pensamento ocidental. Era um escritor intenso, que deixou mais de mil publicações, entre livros, sermões, textos filosóficos e doutrinais.”

 

Também formado em Psicologia, Rieche conta que seu primeiro contato com o trabalho de Santo Agostinho foi na faculdade, através da autobiografia “Confissões”. “Uma autobiografia pressupõe os conceitos de eusujeito e personalidade, que ainda não existiam no século IV. As obras de Santo Agostinho trazem questões extremamente contemporâneas sobre diversos assuntos, questões que muitos autores exploraram posteriormente, sob diversas vertentes”, acrescenta.

 

“Inquieto Coração – 10 anos” propicia, ainda, um encontro inédito entre os escritos de Agostinho, este primeiro homem “moderno”, e o homem atual. “Santo Agostinho está mais próximo de nós do que imaginamos: no nosso modo de pensar a relação entre razão e fé, ação e contemplação, amor e sexo”, afirma o diretor Henrique Tavares. “Nos seis meses ininterruptos em que o espetáculo esteve em cartaz no Rio de Janeiro e em todos os locais onde foi apresentado posteriormente, obtivemos um retorno bastante positivo dos espectadores, surpreendidos com o fato de tais reflexões, escritas há tanto tempo, terem aplicações práticas inimagináveis em suas vidas.”

  

O ator e idealizador Eduardo Rieche está feliz com a oportunidade de retornar ao cartaz: “A possibilidade de voltar com o espetáculo no aniversário de dez anos da montagem original e fazê-lo atingir um novo público é o que mais me motiva. Comemorar o décimo aniversário de vida de um espetáculo não é algo simples, e tampouco corriqueiro. Hoje em dia, inclusive, não é infrequente que os espetáculos não ‘sobrevivam’ à sua primeira temporada. A crise na economia, a crise de público, a crise de segurança… tudo seria motivo suficiente para demover os produtores da enorme tarefa de se manter um espetáculo em cartaz. Some-se a isso a atual escassez dos editais de patrocínio, e o cenário é quase assustador”, continua o ator e produtor, que, mais uma vez, banca a montagem com recursos próprios. “Por tudo isso, a força dos que resistem é ainda mais digna de mérito.”

 

SERVIÇO:

Peça: “Inquieto Coração – 10 anos”

Dramaturgia e atuação: Eduardo Rieche

Direção: Henrique Tavares

Estreia: Dia 9 de julho

Temporada: de 9 a 31 de julho de 2019

Horários: Terças e Quartas às 19h

Duração: 55 minutos

Classificação Etária: 12 anos

Capacidade: 53 lugares

Valor do Ingresso: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia entrada)

Local: Espaço Rogério Cardoso – Casa de Cultura Laura Alvim  

Endereço: Avenida Vieira Souto, 176 – Ipanema – Estação General Osório do Metrô

Telefone: (21) 2332-2015

“Blackbird” no Teatro Ipanema

Sucesso de público e crítica, Blackbird, do escocês David Harrower estreou na cidade do Rio de Janeiro, dia 06 de setembro de 2014, sob a direção de Bruce Gomlevsky, e protagonizada por Viviani Rayes e Yashar Zambuzzi. Após 8 temporadas bem-sucedidas nos teatros do Rio de Janeiro: Gláucio Gill, Casa de Cultural Laura Alvim, Tom Jobim, Serrador, Dulcina, Glauce Rocha, Cidade das Artes, e CCBB Belo Horizonte, BLACKBIRD realiza sua 9ºtemporada no Teatro Ipanema de 6 a 29 de julho de 2019. Recentemente com uma montagem na Broadway, com Jeff Daniels e Michelle Williams, recebeu indicações ao Tony Awards de melhor texto, ator e atriz. Em 2016, a versão cinematográfica de Blackbird, intitulada UNA (nome da personagem feminina) teve première no Festival Internacional de Toronto, e em 2017 o lançamento foi mundial.

 

SERVIÇO:

Estreia: 06 de julho de 2019

Temporada de 06 a 29 de julho de 2019

Sexta, sábado, domingo e segunda, 20h

Local: Teatro Ipanema

Rua Prudente de Morais, 824 – Ipanema

Telefone: (21) 2267 3750

Bilheteria: quinta á segunda – de 14h até o horário do inicio do espetáculo

Duração: 80 min

Gênero: Drama

Classificação indicativa: 16 anos

R$40,00 (inteira) e R$20,00 (meia)

Vendas on line: https://riocultura.superingresso.com.br/#!/apresentacao/511b1acd5ee0bce4bc92e487f317b48a

HISTÓRICO DE SUCESSO DE BLACKBIRD:

·         Vencedora do Premio Reconhecimento Popular em 2018 na categoria Melhor Atriz para Viviani Rayes.

·         Destaque no Festival de Curitiba/2017/2018, entre as peças que tiveram maior público, com todas as sessões esgotadas, ganhando notoriedade na imprensa local e nacional.

·         Comemorou sua centésima apresentação no Festival de Curitiba/2017.

·         5 anos em cartaz, com 7 temporadas no Rio de Janeiro e 1 em Belo Horizonte.

·         Considerada pela revista Veja Rio como uma das 10 melhores peças em cartaz no Rio de Janeiro, com 3 estrelas.

·         Recebeu 4 indicações ao Prêmio Botequim Cultural nas categorias: Melhor espetáculo, Melhor ator, Melhor atriz e Melhor diretor.

·         Recebeu uma indicação ao Prêmio Shell na categoria Música.

·         Recebeu uma indicação ao Prêmio Questão de Crítica na categoria Trilha Sonora Original.

·         Considerado um dos 21 espetáculos mais populares do Site Teatro em Cena, RJ.

·         Classificada, pelo site Conexão Mundo, entre os 5 espetáculos imperdíveis no Rio.

·         Listada entre Os Melhores Espetáculos do Ano de 2014, no Rio de Janeiro, pelo Crítico Gilberto Bartholo (jurado prêmio APTR na época).

Inspirada em um caso real de pedofilia, Blackbird aborda um tema de caráter social, ético e moral, através de um homem de 56 anos e uma jovem de 27, que se reencontram quinze anos depois de terem tido uma relação amorosa, quando ela tinha apenas 12 anos de idade e ele, 41. Um drama que discute sobre as consequências a longo prazo do abuso sexual, o amor entre pessoas de idades diferentes, os instintos sexuais versus os padrões éticos e morais que temos em nossa sociedade. Mas Blackbird vai além ao dialogar com esse tema de maneira responsável e humana, sem ser unilateral, preconceituosa e sensacionalista.

 

ÉTICA, MORAL E TABU:

A todo o momento vemos casos semelhantes serem noticiados pelos meios de comunicação, mobilizando iniciativas governamentais e não governamentais no combate e solução do problema. Entretanto, algumas mídias divulgam e exploram a pedofilia de maneira sensacionalista, e essa é a grande diferença de Blackbird, que não aborda o tema com tal característica, e, sim, pretende “discutir” o assunto ampliando a nossa definição de ética, moral e tabu, não se limitando apenas a uma discussão simplista de abuso sexual.

A PEÇA:

Em seu local de trabalho, Ray, um homem de 56 anos de idade, fica chocado ao ser visitado por Una, uma jovem de 27 anos. Fica evidente o desconforto entre ambos, mas logo descobrimos o motivo: quinze anos antes, quando ela tinha apenas 12 anos, e ele 41, os dois tiveram um relacionamento amoroso durante três meses, mas que, ao ser descoberto, Ray fora condenado por pedofilia. Ao cumprir sua pena, Ray muda de cidade e de nome e consegue se estabelecer em uma nova vida razoavelmente bem-sucedida. Entretanto, Una ao reconhecê-lo em uma fotografia de uma revista especializada, busca descobrir seu endereço para ir ao seu encontro. Ray a conduz ao refeitório da empresa, onde os dois se envolvem em um confronto longo e difícil que provoca contínuas lutas e necessidades para se entenderem e entrarem em acordo com suas emoções intensamente conflitantes.

SOBRE A MONTAGEM:

O realismo de que a montagem está adequadamente investida foca todas atenções nos diálogos. A peça se passa em um container abandonado de trabalho, com muito lixo, pé direito baixo e atmosfera claustrofóbica. A luz é quente, tudo converge para a oposição entre o ponto de vista de Ray e o de Una por sobre a mesma história e o que poderá acontecer a partir dali. – Rodrigo Monteiro (Crítico teatral e jurado do Prêmio APTR).

 

Viviani Rayes e Yashar Zambuzzi são responsáveis por uma das mais brilhantes atuações do teatro carioca em 2014. Não sei se Blackbird’ foi a melhor peça teatral que vi esse ano, talvez até seja, mas com certeza foi a que me causou o maior impacto. – Renato Mello (Jornalista do site Botequim Cultural).

 

Excelentes trabalhos de YASHAR ZAMBUZZI e VIVIANI RAYES. Ambos atuam com muita verdade e maturidade profissional. É um privilégio ver o casal em cena. É muito gratificante assistir ao trabalho de dois atores que nos representam, que são motivo de orgulho para o TEATRO. Ambos mergulham, bem fundo, no âmago de seus personagens e trazem à tona todas as consequências daquele tsunami do passado. Gilberto Bartholo (Critico Prêmio APTR em 2014).

 

Estamos falando de Blackbird, e seu inesgotável poder de atrair o público. A emoção dos atores, a perfeição de sua atuação, nos deixa duplamente surpreendidos. Como o homem se sente culpado! Como a ex-adolescente não perdoa algo que a fascinou! Yashar Zambuzzi em sua surpreendente interpretação de Ray, o personagem que se condena como um criminoso, há o jogo selvagem de alguém que domina os mistérios da interpretação. A dupla de atores põe fogo naquele ambiente limitado entre as janelas fechadas de um porão, e a porta que poderia levá-los à salvação. “Una” (interpretada por Viviani Rayes), é a jovem mulher que quer acertar as contas com o seu primeiro amor. Insolência, entrega e perplexidade fazem da personagem um trabalho de exceção para qualquer atriz. Viviani Rayes, em sua fragilidade, aumenta a credibilidade da situação. Ida Vicenzia (crítica de teatro).

 

Os atores Yashar Zambuzzi e Viviani Rayes oferecem-nos uma atuação de excelente qualidade, numa entrega vigorosa de ambos ao texto. O embate entre eles nos tira da zona de conforto e coloca-nos diante da complexidade dos sentimentos humanos. Ali, frente a frente, quase parte da cena somos a quarta parede que tudo ouve e nada diz– Giselle Costa (Crítica do site Blah Cultural).

 

SINOPSE:

BLACKBIRD de David Harrower. Inspirado em um caso real de pedofilia, o premiado drama vencedor do Festival Internacional de Edimburgo e do Prêmio Laurence Olivier Award, traz o reencontro de um homem e uma mulher que viveram caso polêmico quando ela tinha 12 anos e ele 41. Agora eles estão cara a cara para um acerto de contas. 5 anos em cartaz, em sua 9ª temporada. Com Viviani Rayes, Yashar Zambuzzi e Giovanna Marini. Dir. Bruce Gomlevsky. Produção: Rayes Produções Artísticas. (80min). Teatro Ipanema. De sexta a segunda, 20h. 16 anos. De 06 a 29/07/2019.

 

 

 

 

FICHA TÉCNICA:

Elenco:

Viviani Rayes

Yashar Zambuzzi,

e participação de Giovanna Marini

 

Texto: David Harrower

Tradução: Alexandre J. Negreiros

Direção: Bruce Gomlevsky

Direção de Produção: Viviani Rayes

Produção Executiva: Yashar Zambuzzi

Cenário: Pati Faedo

Figurinos: Ticiana Passos

Iluminação: Elisa Tandeta

Trilha Original: Marcelo Alonso Neves

Programação Visual e Fotografias: Thiago Ristow

Fotos de Cena: Thaissa Traballi e Lu Valiatti

Operação de Luz: Vinicius ferreira

Operação de Som: Mayara Ferreira

Idealização: Te-Un TEATRO

Produção e Realização: Rayes Produções Artísticas

 

 

SOBRE O TEXTO E AUTOR:

David Harrower é considerado pela crítica do Reino Unido como um dos mais importantes escritores da atualidade. Em 2005 escreveu Blackbird, ganhando os prêmios de Melhor Peça Revelação no Festival Internacional de Edimburgo, em 2005, o Prêmio Laurence Olivier de 2007, de Melhor Peça e o Prêmio L.A Drama Critics Circle Award de 2011.

 

O texto tem a força de desafiar o público a expandir a sua definição de amor como também interrogar os limites éticos e morais. Qualquer um que já tenha vivido um relacionamento e esse amor foi interrompido, como um casamento que terminou em divórcio amargo, entenderá o desafio dos personagens, através dos segredos e autoenganos, tentando compreender o passado para que eles possam seguir em frente.

 

Perguntado do que a peça tratava, o autor apenas limitou-se a responder: Eu tenho consciência de que estamos diante de um terreno minado e perigoso, pois todos nós sabemos que esse tipo de relacionamento não deve acontecer. Mas foi muito importante para mim deixar esses dois personagens numa sala, juntos e sozinhos, para dizer qualquer coisa que quisessem um ao outro, sem censurá-los. E eles podem e têm esse direito. Porque são as duas únicas pessoas que sabiam exatamente como se sentiam e o que eles de fato queriam.

 

O ELENCO:

 

Yashar Zambuzzi: é ator formado pela EAD (Escola de Arte Dramática)-USP e Filosofia, pela mesma universidade. Trabalhou com Antunes Filho, um dos mais renomados diretores, no CPT (Centro de Pesquisa Teatral), onde, além de ator, exercia a função de professor de Filosofia. Fundou, com a atriz Viviani Rayes, a Te-Un TEATRO, ambos, produtores e intérpretes da aclamada montagem carioca, Blackbird, (2014/15 e 2016), de David Harrower, Em seus 33 anos de carreira em teatro, atuou em 30 produções, entre elas, A Tempestade, Júlio César e Tímon de Atenas, de W. Shakespeare, Race, de David Mamet, Silêncio!, de Renata Mizrahi, A Visita da Velha Senhora, de F. Dürrenmatt, Um Violinista no Telhado, de Jerry Bock, Sheldon Harnick e de Joseph Stein, O Interrogatório, de Peter Weiss, A Paixão Segundo Sóror Mariana Alcoforado, de Mariana Alcoforado, Senhora dos Afogados e Dorotéia, de Nelson Rodrigues, , O Processo, de F. Kafka, À Margem da Vida, de Tennessee Williams, Zoo Story, de Albbe, O Diário de um Louco, de N. Gógol, entre outros.  Esteve em importantes produções internacionais e nacionais de cinema como Cross & Star (2013) by Tiaraju Aronovich; Brazil Red (2011), série franco-canadense, by Sylvain Archambaul; Rio (2009) – Piloto para tv americana, by  Scott Steindorff; Nazi Hunters (2009) – Doc Drama para a National Geografic and History Channell, By Tim Wolochatiuk; Sem Fio (2007), de Tiaraju Aronovich; (2005); Via Láctea, de Lina Chimie ; Veias e Vinhos (2004) de João Batista de Andrade, entre outros. Nas academias, interessou-se em unir as antropologias filosófica e teatral, com o intuito de investigar a condição humana através do teatro. Em sua constante pesquisa, tem se interessado em transformar a literatura clássica em fenômeno cênico, pela importância de suas questões perenes sobre a condição humana. Nos últimos quatorze anos tem se dedicado às obras de Fiódor Dostoiévski.

 

Viviani RayesPós-graduada em Direção Teatral pela CAL (Casa de Artes Laranjeiras/ RJ). Também Cursou Direção Teatral com José Renato, fundador do Teatro de Arena de São Paulo. Diretora e produtora do consagrado monólogo PARA ONDE IR, a partir de Crime e Castigo de Dostoiévski, adaptação e atuação de Yashar Zambuzzi. Em 2018 recebeu o Prêmio Reconhecimento Popular como Melhor Atriz no espetáculo Blackbird, e melhor direção por PARA ONDE IR. Professora de Técnica de Gravação e Prática de Montagem da Escola profissionalizante de Artes Cênicas Nu Espaço. Viviani Rayes é diretora executiva da Rayes Produções Artísticas, produtora responsável pela curadoria da Ocupação Glauce de Portas Abertas em 2017, pela produção do Ciclo de Leituras Dramatizadas do CCMJ em 2018, e pelas produções executivas dos recentes espetáculos: BLACKBIRD, PARA ONDE IR, POR ELAS e COM AMOR VINICIUS. Formada pela Escola de Teatro Ewerton de Castro, e graduada em Comunicação Social com ênfase em Rádio e TV pela Faculdade Cásper Líbero, trabalhou com importantes diretores, tendo inúmeros espetáculos em seu currículo. Tem também um trabalho sólido e ativo no mercado publicitário, estampando diversas campanhas.

 

Blackbird é teatro na sua forma mais elementar: um homem, uma mulher, frente a frente, em busca de respostas.” – New York Times