Casuarina 18 Anos – Ao Vivo

Ouça o álbum: https://orcd.co/18anosaovivo

Assista ao clipe de “Canto de Ossanha” : https://youtu.be/Cbkk2Q5UtVc

Nos anos 2000, a Lapa abrigou uma geração que renovou a música brasileira.  A sofisticação do samba tradicional com harmonias trabalhadas em violões, cavaquinhos e bandolins. Os casarões centenários que conectaram os jovens com a atmosfera do Rio Antigo. A batucada que ora namora com a gafieira, ora com o candomblé. A cerveja servida no copo americano. A pesquisa e resgate de autores pré-Bossa Nova. Os sambas que não tocavam nas rádios começaram a ser cantados, em coro, em animadas rodas. Tudo isso gerou um novo caldo, um novo estado de espírito.  A partir daí, o chão e o som da Lapa passaram a reverberar numa frequência nova.

 

Há 18 anos, nessa Lapa, o Casuarina vocalizou esse estado de espírito. E agregou um diferencial: a competência e o carisma para atingir um público mais abrangente. Em poucos anos, fez da Fundição Progresso a sua casa. Manteve lotado um dos maiores espaços da Lapa. Em 2012, reuniu uma multidão, ao ar livre, diante dos Arcos da Lapa para a gravação do DVD “Casuarina – 10 Anos de Lapa”.

 

Foram, até aqui, oito discos, dois DVDs e uma série de turnês pelo Brasil e pelo mundo. O grupo também ganhou prêmios importantes, como o de “Melhor Grupo de Samba” no 28º Prêmio da Música Brasileira em 2017. O sucesso do Casuarina lembra a famosa frase de Tolstoi: “Se queres ser universal, canta a tua aldeia.”

 

Essa trajetória, essa aldeia, estão impressos em “Casuarina 18 anos – ao vivo”. O grupo escolheu o Centro Cultural Carioca, onde foi residente por anos, para a gravação. Próximo à Lapa, o CCC é um dos principais casarões centenários do Rio Antigo. Estão ali os sambas preciosos garimpados para os primeiros discos. Alguns foram vestidos com arranjos tão marcantes que passaram a ser reconhecidos como “sambas do Casuarina”. É o caso de “Jornal da Morte”, do compositor e jornalista Miguel Gustavo e “É isso Aí”, do genial e esquecido Sidney Miller. As harmonias e os arranjos do competente trio de cordas formado por Daniel Montes (violão de 7 cordas), João Fernando (bandolim) e Rafael Freire (cavaquinho) se tornaram uma das marcas do Casuarina.

 

Gabriel Azevedo (pandeiro e voz) canta com segurança em todas as faixas, com especial destaque em “Disritmia”, de Martinho da Vila. O balanço saboroso entre a voz potente e o trio de instrumentistas fica nítido no arranjo de “Canto de Ossanha”, um dos afro-sambas de Vinícius de Moraes e Baden Powell.

 

O clima dançante de gafieira está em “Falso Moralista”, do quase centenário Nelson Sargento. De quebra, a música soa como um comentário sarcástico ao Brasil de 2020.  A única música ainda não gravada pelo grupo é o samba-canção “Meu apelo”, de Wilson Moreira. Uma homenagem ao mestre, referência maior do Casuarina, que morreu em 2018.

 

Com o passar dos anos, e com o amadurecimento da geração de músicos da Lapa, começaram a aparecer novos compositores. E o Casuarina brilhou com “Certidão”. João Cavalcanti, que saiu do grupo em 2017, assinou essa canção com João Fernando. O grupo agora registra sua certidão na voz de Gabriel Azevedo.

 

As músicas garimpadas da nova geração de compositores soam como clássicos. Basta ouvir os versos “Cansei de procurar em outras bocas / O gosto desse beijo que não sai de mim”, que abrem a música “Um samba de saudade”, de Chico Alves e Toninho Geraes.  A batucada que ora namora com a gafieira em “Falso Moralista”, se firma no candomblé em “Falangeiro de Ogum” (Leandro Fregonesi / Raul DiCaprio) e “Embira” (Cadé / Raul DiCaprio).

 

Mais do que gravações com arranjos impecáveis, “Casuarina 18 anos – ao vivo” reverbera os sons e o chão da Lapa. Cada música te leva pra atmosfera do Centro Cultural Carioca, do Arco da Velha, Semente, Carioca da Gema, Clube dos Democráticos. Mesmo que você nunca tenha escutado um samba nesses lugares. 

Grandes momentos da Sala no Youtube!

Uma ótima opção para quem está de quarentena: o canal Youtube da Sala Cecília Meireles oferece 57 concertos que contam parte da história da Sala. São registros de grandes momentos,  com orquestras, conjuntos de câmera, quartetos e solistas, muitos deles do arquivo da Academia Brasileira de Música.

 

Nos programas, obras de Villa-Lobos, Alberto Nepomuceno, Almeida Prado, Edino Krieger, Marlos Nobre, Lorenzo Fernandez, João Guilherme Ripper, Camargo Guarnieri, Claudio Santoro entre muitos outros.

 

Entre os intérpretes, Rosana Lanzelotte, Nelson Freire, Roberto Szidon, Yamandu Costa, Turíbio Santos, Camerata SESI, Orquestra Sinfônica da UFRJ, Orquestra Sinfônica de Barra Mansa,  Música Brasilis, Camerata Jovem, Orquestra Sinfônica Nacional  da UFF.

 

Os vídeos, editados em ordem cronológica, começam com um histórico recital de Turíbio Santos em setembro de 1969, e vão até o belo Romance nº2 em F maior Op. 50, de Beethoven, com a Orquestra Sinfônica de Barra Mansa regida por Daniel Guedes em janeiro de 2019.

 

O link é https://bit.ly/394Slbq

DVD reúne Edu Lobo, Dori Caymmi, Toninho Horta e Zé Renato

Pela primeira vez, a Biscoito Fino vai disponibilizar um DVD na íntegra em seu canal YouTube e no Facebook Whatch, antes que ele esteja nas  lojas físicas. 
 
Trata-se do registro ao vivo do show “Em casa com Luiz Eça”, idealizado por Igor Eça, filho do pianista, e estrelado por craques como Edu Lobo, Dori Caymmi, Toninho Horta e Zé Renato. O conteúdo acaba de estrear e o convite para ficar em casa é mais do que pertinente.
 
Segue foto em anexo (divulgação)
 

  

O DVD do projeto Em casa com Luiz Eça, estrelado por Edu Lobo, Dori Caymmi, Toninho Horta e Zé Renato, ganha lançamento na web antes de chegar às lojas físicas 

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Em Casa Com Luiz Eça Ao Vivo (Show Completo) https://www.youtube.com/watch?v=0ozwBSbYwyg&t=2206s


Gravado em 25 de abril de 2017 no palco do Theatro Net Rio (RJ), o projeto Em casa com Luiz Eça nasceu como álbum de estúdio, lançado no mesmo ano, pela Biscoito Fino. Ao transforma-se em espetáculo musical, ganhou roteiro e direção de Dulce Lobo, Hugo Sukman e Igor Eça, idealizador e co-diretor musical, ao lado de Itamar Assiere.

 

O registro ao vivo, que está sendo editado em álbum digital e DVD físico, celebra o genial pianista, arranjador e compositor Luiz Eça do jeito que ele mais gostava: reunindo amigos, como se estivessem na sala de sua casa, no Leblon.

 

Convidados por Igor Leça (baixo e vocais), Dori Caymmi, Edu Lobo, Toninho Horta e Zé Renato participam do tributo, ao lado de Itamar Assiere (piano), Mauro Senise (saxes e flauta), Jurim Moreira e Ricardo Costa nas baterias.

 

Por Hugo Sukman

Eles chegaram ao estúdio como quem entra na casa de um velho mestre, aquele mestre que de tão íntimo se torna amigo. A casa de Luiz Eça, no Leblon, tinha as portas abertas. E o piano no centro da sala. E sentado diante dele um menino da noite, um músico constantemente entusiasmado, incansável, como se redescobrisse a música a cada acorde, a cada tema novo – seu ou dos outros – que surgisse. Pelo umbral da porta da casa de Luiz Eça, certa vez passou um menino que seria, senão o maior compositor popular do mundo em seu tempo, o sucessor de Tom Jobim. Edu Lobo chegou à casa de Luiz Eça com uma dúzia de canções espetaculares para um compositor de qualquer idade, inacreditáveis para um garoto de 22 anos. Saiu de lá com o seu primeiro e revolucionário disco arranjado. E com a maior aula de música (e de vida) que poderia haver. Filho do gênio maior, um certo Dorival Caymmi Filho também apareceu certo dia pelos lados do Leblon. Não era compositor menor que Edu, seu amigo de infância, aliás, pelo contrário, autor de estilo próprio, inconfundível. Mas queria aprender mais e, veja só, mesmo nascido em berço de ouro artístico, topou ser copista dos arranjos que Luiz Eça faria para seu próximo disco. E assim Dori mergulhou nas notas e acordes de “Luiz Eça e cordas”, para muitos o maior disco de orquestra já gravado no Brasil. Juntou o berço, o talento próprio e essa inestimável aula de música e de vida para tornar-se, além do grande compositor, um dos maiores arranjadores do mundo. 

Toninho Horta não saía da casa do Leblon e dos estúdios em que Luiz Eça gravasse. Pudera, trouxe de Minas uma guitarra que de tão complexa e inusitada em seus caminhos harmônicos se equivalia aos acordes “de dez dedos” de Luiz Eça para o piano. Dessa parceria nasceu muita gravação e o arranjo mais lindo, de uma das mais lindas canções, “Beijo partido” pelo Tamba Trio. Zé Renato certa vez passou uma noite na casa do Leblon, fascinado por Luiz Eça. Que também era apaixonado por sua voz perfeita, associada a uma musicalidade que se traduz em suas composições, no seu violão e nas harmonizações que executa com o Boca Livre. Nunca trabalharam juntos, falha histórica que agora se corrige – e que cantor, hoje, faria seus temas com mais perfeição e naturalidade.

De repente, no estúdio estão diante do microfone Edu Lobo, Dori Caymmi, Toninho Horta e Zé Renato, quatro dos maiores compositores e músicos do mundo. O mistério que os uniu ali chama-se Luiz Eça. E o clima é tão caseiro e pessoal, que ao lado deles nos vocais só poderia haver outas duas pessoas, os filhos Fred e Igor Eça. Este, o filho músico que idealizou e produziu “Em casa” como, de fato, quem dá uma festa em casa. O tema que eles todos gravaram juntos, “Tamba”, não precisou sequer de ensaio: todos tão íntimos da música gravada originalmente no primeiro disco do Tamba Trio, em 1962, que bastou meia dúzia de olhares e ajustes para que se gravasse em 15 minutos – eles tinham o arranjo original no ouvido e no coração. O objetivo era trazer o clima que tantas vezes Igor – menino deitado sob o piano ou adolescente aprendendo música com o pai – presenciou em casa.

Além de recriar os principais temas de Luiz Eça por seus filhos musicais, Em casa com Luiz Eça , que está sendo lançado nos formatos DVD físico e álbum digital, corrige até certas lacunas históricas deixadas pela dinâmica muito própria da noite. Nesse clima muito informal – mas de alta densidade musical – os amigos vão se revezando nos temas. Não se trata, neste sentido, de um disco clássico de “participações especiais”, como era de esperar, mas de um sarau mesmo. Igor optou por seguir muito fielmente os arranjos originais do pai. E a formação que ele mais gostava de trabalhar – consagrada no Tamba Trio – a bateria, com dois mestres do instrumento Ricardo Costa e Jurim Moreira; o baixo pelo próprio Igor, e o piano de Itamar Assiere, outro jovem mestre que encarou com galhardia tamanha responsabilidade, não de substituir mas de fazer com sua personalidade o piano num disco de Luiz Eça. E também, como Bebeto Castilho volta e meia fazia no Tamba, a presença das flautas e saxofones de Mauro Senise, outro velho parceiro. Além, é claro, da onipresente guitarra de Toninho Horta. Mas o mais bonito é, de repente, enquanto Igor canta a sua canção nova em homenagem ao pai, “Menino da noite”, parceria com Paulo César Pinheiro, Dori virar para Edu, emocionado. “Estou ouvindo a voz do Luizinho…”. Como se estivessem – e estão – numa daquelas noites sem fim na casa à beira do velho canal do Leblon. 

Petrobras Sinfônica disponibiliza 45 vídeos inéditos no Youtube

Segundo o Regente Titular da Petrobras Sinfônica, Isaac Karabtchevsky, a orquestra é um microrganismo que reflete a sociedade. Portanto, como forma de entreter e de estar junto de seu público que está em quarentena em casa, no intuito de frear a proliferação do vírus Covid-19, a Orquestra Petrobras Sinfônica vai disponibilizar a partir de hoje, em seu canal oficial do YouTube http://www.youtube.com/c/OPESinfonica, vídeos inéditos de concertos realizados nos últimos anos. O primeiro, com foco em toda família, é do concerto “O Mágico de Oz”, com a interpretação da música “Somewhere Over The Rainbow”. Ao longo das próximas semanas será incluído pelo menos um vídeo por dia, intercalando infantil, pop e clássico. Estão confirmados Quebra Nozes, apresentado no Concerto de Natal de 2019, “Ventura”, com músicas dos Los Hermanos e “Black Album”, do Metallica.

O canal da orquestra possui também diversos vídeos disponíveis na sua plataforma, que agrada a todos os gostos e idades. Do rock ao clássico, estão disponíveis vídeos do concerto Bohemian Rhapsody, da banda Queen, da Série Convidados, com nomes como Nando Reis, Pitty e Lucy Alves. Já para a criançada, estão disponíveis A Arca Sinfônica – com músicas de Vinícius de Moraes, Saltimbancos Sinfônico e Balão Mágico Sinfônico. Da série clássica, estão disponíveis vídeos com músicas de Ludwig Van Beethoven, Tchaikovsky e Heitor Villa-Lobos.

Também é possível assistir trechos de concertos, making-of, vídeos da Academia Juvenil da Orquestra Petrobras Sinfônica e o projeto TV OPES, que apresenta os instrumentos e a função de cada músico que forma uma orquestra, disponível também no IGTV da orquestra a partir da semana que vem.

Link do vídeo “O Mágico de Oz: Somewhere Over The Rainbow”:  https://youtu.be/Wf84-jtEURQ

Devido às medidas de prevenção adotadas para conter o avanço do Covid-19, o coronavírus, e visando o bem-estar do público, músicos e equipe, a Orquestra Petrobras Sinfônica cancelou concertos clássicos que aconteceriam em março e adiou os concertos “Bohemian Rhapsody” e “Série Playlist: Coldplay”, para os dias 09 e 19 de julho, respectivamente.

Sobre a Orquestra Petrobras Sinfônica:
Aos 47 anos, a Orquestra Petrobras Sinfônica se consolida como uma das mais conceituadas do país e ocupa um lugar de prestígio entre os maiores conjuntos musicais da América Latina. Criada pelo maestro Armando Prazeres, e patrocinada pela Petrobras desde 1987, a orquestra conta com uma formação de mais de 80 instrumentistas e tem como Diretor Artístico e Regente Titular o maestro Isaac Karabtchevsky, o mais respeitado regente brasileiro e um nome consagrado no panorama internacional.

Modelo de gestão: A Associação Orquestra Pró Música do Rio de Janeiro, entidade que administra a orquestra, possui uma proposta administrativa inovadora, sendo a única orquestra do país gerida por seus próprios músicos.

Sobre a PETROBRAS: A Petrobras completou 33 anos de patrocínio da Orquestra Petrobras Sinfônica em 2019. Uma parceria essencial para mantê-la entre os principais conjuntos da América Latina, sempre desenvolvendo um importante trabalho de democratização da música clássica e de renovação do público do gênero.

“Incêndios” no Teatro Nair Bello

Com direção de Marco Antônio Pâmio, o espetáculo Incêndios estreia no dia 20 de março (sexta, às 21 horas) no Teatro Nair Bello, tendo no elenco atores da Turma M6B, formandos da Escola de Atores Wolf Maya.

A montagem é um estudo sobre a obra do libanês Wajdi Mouawad, radicado no Canadá, com tradução de Angela Leite Lopes. O enredo traz a história de resistência de uma mulher, imigrante árabe, em busca da sobrevivência e do conhecimento, a partir de suas últimas vontades endereçadas aos filhos gêmeos e, agora, órfãos.

O seu testamento, com a estranha exigência para que seu sepultamento não aconteça até que duas cartas sejam entregues, é o ponto de partida da peça sem qualquer limitação de tempo e espaço. Vai de um lugar a outro, de um espaço aberto a outro fechado, de um continente a outro, de uma cultura a outra, em cenas que vão e voltam ao longo de 50 anos e, às vezes, se interpenetram e se misturam. Torna-se também a história de uma jovem mulher que, recém-saída da infância, se afogou em sua vida real, carregando consigo um amor adolescente e uma criança no ventre. E também a história da obstinação de uma mulher por ler, escrever e pensar, a fim de dar sentido às coisas, tornando-se então a história de uma resistência.

O espetáculo Incêndios pode ser descrito como a história de histórias que procuram seus começos; de destinos que buscam suas origens para tentar resolver a equação de sua existência e encontrar, atrás da duna mais sombria, alguma fonte de beleza.

Sobre a peça, o autor escreveu: “Aquele que tenta descobrir sua origem é como um andarilho no meio do deserto, na esperança de encontrar, atrás de cada duna, uma cidade. Mas cada duna esconde outra, e a fuga não tem fim. Contar uma história implica escolher um início. E, para nós, o início talvez seja a morte dessa mulher que há muito tempo decidiu se calar e nunca mais disse nada. Essa mulher se chama Nawal”.

Nascido no Líbano, em 1968, Wajdi Mouawad mudou-se com a família para a França aos oito anos, diante da eclosão da guerra civil no país natal. Em 1983, imigrou definitivamente para Montreal, no Canadá, tornando-se uma das vozes mais potentes da nova dramaturgia franco-canadense. Seus textos, escritos originalmente em francês, transcendem as especificidades da língua e falam para todas as culturas e gerações, estimulando mentes e tocando corações. Trata-se de um autor com um domínio impressionante sobre os recursos dramáticos e épicos e, em Incêndios, ele reconquista a força que a tragédia teve na antiguidade clássica.

Ficha técnicaTexto: Wajdi Mouawad. Tradução: Angela Leite Lopes. Direção: Marco Antônio Pâmio. Direção de Movimento: Marco Aurélio Nunes. Preparação Vocal: Alessandra Krauss Zalaf. Figurino: Bárbara Maciel. Iluminação e operação de luz: Rodrigo Alves (Salsicha). Trilha sonora: Marco Antônio Pâmio, Elder Freitas, Thiago Heijde e Diego Guerrero. Assistência de direção: Dani Rombolli, Elder Freitas, Julia Riguez, Maria Clara Aquino e Philippe Wieser. Participação: Kaue Pereira. Assistência de figurino: Adriana Cabral e Thiago Heijde. Operação de som: Elder Freitas. Operação de vídeo: Julia Riquez. Produção executiva: Maristela Bueno. Produção: Rodrigo Trevisan e Renato Campagnoli. Fotografia: Rombolli Torres Photografia. Coordenação pedagógica: Josemir Kowalick. Coordenação geral: Hudson Glauber.

Elenco (Turma M6B): Ana Julia Barcelos, Ana Koretz, Bruna Witko, Claudia Ruocco, Diego Guerrero, Fabiana Caruso, Fernando Gonçalves, Felipe Braga, Gabriel Baldi, Guilherme Soares, Jô Pereira, Juliana Raimundo, Karla Volpato, Leide Carmo, Lucas Frontini, Thiago Heijde e Thiago Piacentini.

Serviço

Espetáculo: Incêndios

Temporada: 20 a 29 de março de 2020

Horários: sextas e sábados (às 21h) e domingos (às 19h)

Ingressos: R$ 30,00 (vendas na bilheteria do teatro)

Gênero: Drama. Duração: 90 min. Classificação: 12 anos.

Bilheteria: quarta a sábado (15h às 21h) e domingo (15h às 19h).

Teatro Nair Bello

Rua Frei Caneca, 569 – Shopping Frei Caneca, 3º Piso. Consolação – SP/SP.

Tel: (11) 3472-2414. Capacidade: 201 lugares.

Ar condicionado. Acessibilidade.

http://wolfmaya.com.br/| Nas redes: @escolawolfmaya

40 Dias: O Milagre da Vida

Baseado no livro autobiográfico de Abby Johnson, 40 Dias: O Milagre da Vida chega aos cinemas nacionais em 14 de maio e traz relatos reais de uma ex-funcionária da Paternidade Planejada, organização responsável por metade dos abortos realizados nos Estados Unidos. Abby renunciou ao cargo de diretora de uma das clínica em 2009 e, desde então, atua como ativista pró-vida na luta contra o aborto. “Eu queria que as pessoas vissem aquilo que eu vi. Eu queria que elas sentissem o mesmo sentimento de urgência que eu sinto todos os dias”, afirma a escritora e ativista.

Com título em alusão ao movimento pró-vida 40 Dias Pela Vida, 40 Dias: O Milagre da Vida é escrito e dirigido por Chuck Konzelman e Cary Solomon, que já haviam trabalhado juntos em ‘Deus Não Está Morto’ e ‘Você Acredita?’. Estrelado por Ashley Bratcher e Brooks Ryan, o longa teve uma ótima recepção internacional, arrecadando o dobro do previsto durante sua semana de estreia nos Estados Unidos. Robia Scott, Jared Lotz, Emma Elle Roberts, Robin DeMarco e Robert Thomason também fazem parte do elenco.

“Jacy” no Teatro Firjan SESI Centro

O Teatro Firjan SESI Centro recebe de 23 de março a 28 de abril, segundas e terças, às 19h, “Jacy”, espetáculo do potiguar Grupo Carmin, com Henrique Fontes e Quitéria Kelly no elenco, direção de Henrique Fontes, que também assina o texto junto a Iracema Macedo e Pablo Capistrano, e dramaturgia audiovisual de Pedro Fiuza. A obra foi contemplada com o Prêmio Myriam Muniz em 2012.

Sucesso de público e críticas por todos os 21 estados brasileiros em que foi apresentada, considerado um dos melhores espetáculos de 2015 pelo Jornal O Estado de São Paulo, “Jacy” conta a história real de uma mulher de noventa anos cujos pertences foram encontrados pelo diretor, dentro de uma frasqueira abandonada no lixo, em março de 2010, em uma das principais avenidas de Natal.

Em uma hora de espetáculo, a peça leva o público a acompanhar a vida extraordinária de uma mulher aparentemente comum, que nasceu em um engenho de cana-de-açúcar, atravessou a 2ª Guerra Mundial, a ditadura no Brasil, esteve no centro de um importante conflito da política no Rio Grande do Norte, viveu um amor estrangeiro e terminou seus dias sozinha em Natal.

– Quem assiste “Jacy” tem uma grande surpresa ao se deparar com a história dessa mulher, que quando contada no palco nos faz ver o quanto encantador e apaixonante foi a passagem dela por aqui. O público rí, chora, se emociona de várias formas, conhece um pouco da história do Brasil e aprende mais sobre as raízes do emaranhado político em que o país vem traçando nas últimas décadas. Após as apresentações nos deparamos com comentários do tipo: “pensei muito em minha mãe” ou “nunca pensei na solidão que minha avó pode estar sentindo” ou ainda pessoas que falam do quanto todos nós esquecemos da importância dos “velhos” em nossa sociedade, de como lidar com a solidão na velhice, enfim, sinto que é uma peça que ativa a humanidade do público de forma poética. –, comenta a atriz Quitéria Kelly.

Como é característica do Carmin drama e humor caminham juntos, a busca pelo riso não é gratuita e proporciona abertura para reflexão.

– “Jacy” é fruto de um processo de investigação e experimento que durou 3 anos. Na primeira fase pensávamos montar uma peça de ficção onde eu faria Jacy Homem e Quitéria Jacy Mulher. Isso durou um ano e quem estava produzindo os textos eram Pablo Capistrano aqui no RN e Iracema Macedo do RJ, e eu ia dando a amarra dramatúrgica. No entanto, após nosso primeiro ensaio aberto, percebemos que a potência dos fatos reais era enfraquecida pela ficção que passava ao largo do processo de investigação. Depois que assisti “Mi Vida Despues”, peça da dramaturga e atriz argentina Lola Árias, me deparei com a força da linguagem do teatro documental e isso revirou o processo. A forma, a cronologia dos fatos da investigação e os documentos descobertos no processo passaram a compor a dramaturgia. Pablo e eu passamos a escrever juntos a dramaturgia e pedimos a Iracema que – a exemplo de Jacy que mandava cartas mensais para o irmão no Rio – enviasse cartas como se fossem escritas para mim e Quitéria. Ela produziu uma narrativa epistolar que compõe a dramaturgia em alguns trechos –, comenta o diretor Henrique Fontes.

A princípio ao avistar a frasqueira abandonada o artista se interessou pelo objeto como potencial elemento de cena. Mas, ao chegar na sala de ensaio do Carmin e abrir a frasqueira, Henrique se deparou com vestígios de vida de uma mulher de 90 anos. Na ocasião o Grupo Carmin estava pesquisando temas para um novo espetáculo teatral, assim a frasqueira e seu conteúdo foi apresentado aos demais integrantes do Carmin o que levou o grupo a conduzir uma investigação que duraria 3 anos, até que em 2013 resultou no espetáculo de teatro documental intitulado “Jacy”.

– No primeiro momento tivemos medo de investigar, temendo que as pessoas pudessem querer nos processar (e uma ameaça realmente aconteceu), mas após a decisão de seguirmos com a montagem de forma documental era fundamental que descobrissemos a trajetória de vida de Jacy. O caminho foi completamente empírico e, assim como o encontro da frasqueira, muito fortuito. Começamos a ligar para os taxistas cujos cartões estavam na frasqueira até que um nos atendeu e pedimos que ele nos repetisse o trajeto de rotina que Jacy fazia com ele, aí chegamos a um supermercado e lá um embalador tinha o telefone da mulher que cuidou de Jacy durante seus últimos 20 anos de vida. Quando a encontramos sabíamos que tinhamos uma história. Tudo isso e o que descobrimos a partir da cuidadora de Jacy nós contamos na peça –, diz o diretor.

A dramaturgia audiovisual, termo cunhado pelo Grupo Carmin, vai muito além das projeções pois é a construção de uma narrativa em áudio e imagena que dialoga com a narrativa clássica, escrita, o texto falado. Mais do que projetar imagem é construir uma narrativa que hora dialoga com o texto e hora vai contra, ironiza, amplifica, reduz, criando uma dramaturgia própria.

“Jacy” é uma peça que envolve os espectadores tanto pela temática quanto pela sensibilidade. É uma obra delicada que transita entre História, poesia, humor e política, revelando fatos que muitas vezes ignoramos sobre o abandono dos idosos, a política oligárquica e o crescimento desenfreado das cidades brasileiras. A peça também foi motivo de várias monografias acadêmicas, desde os cursos de História, Teatro até à Medicina (Geriatria e Gerontologia).

– Creio que quando revelamos a trajetória de uma mulher comum e extraordinária que por muito pouco não teve sua vida esquecida, provocamos outros pesquisadores a questionar o que estamos fazendo com a memória dos mais velhos e como estamos cuidando dos nossos idosos –, comenta Quitéria.

Em 2019, com A Invenção do Nordeste, o Grupo Carmin foi vencedor das principais categorias de todas as premiações do Rio de Janeiro.

Ficha técnica

Texto: Henrique Fontes, Iracema Macedo e Pablo Capistrano
Direção: Henrique Fontes
Elenco: Henrique Fontes e Quitéria Kelly (stand-in: Juliana Linhares)
Dramaturgia Audiovisual: Pedro Fiuza
Trilha Sonora: Toni Gregório
Desenho de Luz: Ronaldo Costa
Direção de Arte: Mathieu Duvignaud
Técnicos de Som, Luz e Vídeo: Mateus Cardoso e Robson Medeiros
Assessoria de Imprensa: Ney Motta
Gestão de Redes Sociais: Rafael Teixeira
Designer: Daniel Torres
Realização: Grupo Carmin

Serviço

Teatro Firjan SESI Centro, Avenida Graça Aranha nº 1, Centro, Rio de Janeiro.
Informações: 21 2563-4163 e 2563-4168
Temporada: 23 de março a 28 de abril de 2020, segundas e terças, às 19h.
Ingresso: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia).
Vendas na bilheteria de segunda a sexta das 11h30 às 19h30, sábados, domingos e feriados a partir das 17h ou pelo site https://bileto.sympla.com.br/event/64667/d/83393
Classificação: Não recomendado para menores de 12 anos.
Duração: 60 minutos