Festa Realmente Som 10 em novo local

A Festa Realmente Som, organizada por Luciano Strazzer, mudou de casa e agora aporta num dos points mais bacanas da cidade: o Ganjah Lapa. E lá chega comemorando a Edição 10, no dia 10 de novembro, sábado, com shows de Jaffar Bambirra, cantor, compositor e ator atualmente na novela “Pega Pega”, da Banda Valuá e do duo Luthuli Ayodele & Julia Mestre.

Depois de várias edições no Casarão floresta, com mais de 120 artistas, a Realmente Som segue com o mesmo conceito de misturar estilos em shows ao vivo de bandas independentes. O aconchegante Ganjah Lapa abriga a cena cultural e musical independente da cidade, com arte urbana, bons shows, grafites, moda, exposições  e festas sensacionais. Sem falar na cerveja sempre gelada, comidinhas saborosas e preço honesto. 

Realmente Som é uma festa criada pelo produtor e agitador cultural Luciano Strazzer com principal objetivo o encontro entre músicos, sejam eles de que lugar for, tendo o rock e a música brasileira como foco, mas aberto a todas as tribos e tendências. O projeto nasceu do reencontro da Banda Anjos de Vidro formada por Luciano Strazzer, idealizador e curador do projeto que já segue seu caminho com nove edições e mais de 120 artistas envolvidos. O ingresso é barato e, se você gosta de ouvir, curtir boa música, fazer amigos, conhecer músicos, essa é a festa.

O produtor e “mago” das terapias alternativas, já aos 16 anos montou a banda Anjos de Vidro, que retornou agora aos palcos com disco novo no forno e agendas de shows de lançamentos, tendo feito sua reestreia já na edição 6 da festa e shows no áudio Rebel e Teatro Café Pequeno dentro do Festival Cena Carioca De Música Progressiva, atua como produtor colocando fé que a miscelânea cultural merece um lugar de encontro. Para projetos futuros planeja, além dos shows, o novo disco da banda e muitas outras festas, a foto-biografia de seu pai, Carlos Augusto Strazzer (1945/1993) – um dos grandes atores brasileiros da década de 80 na TV, teatro e no cinema – que está sendo escrita juntamente com o jornalista e escritor Nelson Liano, programada para 2018 pela editora Sextante.

Jaffar Bambirra

Além de atuar e cantar em sua primeira novela, a “Pega Pega” da TV Globo, em que vive Márcio e compõe o casal fofo com Valentina Herszage (a Bebeth), Jaffar Bambirra também é cantor e compositor e está em estúdio gravando seu primeiro disco só com músicas autorais.

Paralelo às gravações da novela, onde também canta e toca violão, Jaffa (como é chamado) tem batido ponto no estúdio Fibra para dar forma ao seu primeiro CD com produção de Pedro Mamed e já está em conversas com gravadoras. “Hoje faço shows, organizo saraus com minha galera”.  Os músicos que o influenciaram (e influenciam até hoje) são Moska, Cazuza, Renato Russo, Cássia Eller, Bob Dylan e Coldplay, mas Moska e Cazuza principalmente. Na Realmente Som 10 vai mostrar algumas músicas de seu repertório autoral como “Fui Seu Par” e “Ilustração”, mais “Idade do Céu” (Moska), “Gravity”, John Mayer, e reggae brasileiro como “Pra Você” (Onze:20).

https://www.youtube.com/watch?time_continue=9&v=mTQOXwoFxY8 – “Pra Você”

 

Banda Valuá – Gênero Rock

Carioca, a banda Valuá começou em meados de 2011 quando seus quatro integrantes ainda estavam no ensino médio. Foi nos corredores do colégio que o vocalista Rodrigo Reis, o guitarrista Bernardo Ibeas e o baixista Carlo Aquino se conheceram e montaram este enérgico projeto musical, completado com chegada do baterista Gabriel Leite.

Nos últimos quatro anos gravaram um LP independente, que incluiu o sucesso “Veja Bem”, e fizeram turnês por todo o estado. Desde casas de shows como a Casa da Matriz, participaram também de eventos como o Mondial de la Bière e Solístico do Som.

Hoje, com uma base leal de fãs e o recente assinado contrato junto a Paravox, selo do músico Carlos Trilha (produziu sucessos de Marisa Monte, Lobão, Renato Russo, por exemplo), 2017 chegou com o início de uma nova etapa de suas carreiras. O primeiro single com a gravadora, “Perguntas” (disponível no iTunes e Spotify), que fará parte do seu novo EP, foi lançado com um videoclipe e reforça a originalidade, versatilidade e potencial da banda, que nega ficar presa a qualquer tipo de rótulo.

 

Influenciados por Led Zeppelin, Pink Floyd e Mutantes, o som maduro destes quatro jovens cabe bem em grandes palcos e até em lugares mais intimistas.

https://www.youtube.com/watch?v=iWW4izySl38 – “Veja Bem”

Luthuli Ayodele & Julia Mestre

O vocalista e compositor Luthuli Ayodele, filho do sambista Maurício Soca, é cantor e um dos principais compositores da banda Sinara, que conta também com um filho de Gilberto Gil (José Gil, no posto de baterista) e dois netos do genial artista baiano (João Gil e Francisco Gil, nas guitarras). Com a cantora Julia Mestre forma um duo no projeto Nós, de voz e violão. 

Veja aqui: https://www.youtube.com/watch?v=Mq-KnrODvUM – “Eu Vou Lutar “

FESTA REALMENTE SOM 10

Local: Ganjah Lapa (Rua do Rezende, 76 – Centro, Rio de Janeiro – RJ – Tel: 2224-4585)

Data: 10 de novembro, sexta

Horário: das 21h30 às 3h da manhã

Ingressos:  Com nome na lista, via mural do evento: R$ 10,00 (nome colocado até às 18h do dia da festa); Sem o nome na lista:  R$ 15,00

———E N T R A D A  AP E N A S  E M  D I N H E I R O ——–

No bar aceita todos os tipos de cartão de crédito e débito, menos bilhete único e voucher https://www.facebook.com/images/emoji.php/v7/f57/1/16/1f609.png
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“O Escândalo de Philippe Dussaert” no Theatro Bangu Shopping

Até então inédito no Brasil, “O Escândalo Philippe Dussaert“, premiado texto do ator e dramaturgo francês Jacques Mougenot, foi o escolhido por Marcos Caruso para ser seu primeiro trabalho solo, depois de mais de 40 anos de uma sólida e premiada carreira no teatro, na TV e no cinema. Nos dias 4, 5, 11 e 12 de novembro o ator levará o espetáculo para Theatro Bangu Shopping, que será apresentado sábado às 21h e domingo às 20h.

A peça rendeu a Caruso todos os prêmios de teatro existentes no Rio de Janeiro: Prêmios Shell, APTR, Cesgranrio e Botequim Cultural de Melhor Ator, além do novo Prêmio do Humor (criado por Fabio Porchat) na categoria Melhor Espetáculo.

 

A peça já foi vista em várias cidades brasileiras como Porto Alegre, Florianópolis, Campinas, Região Serrana do Rio, Recife e Belo Horizonte. Em janeiro de 2018 segue para apresentações nos Estados Unidos (Miami, Orlando, Boston) e na sequência Portugal – um mês em Lisboa e mais um mês viajando por cidades portuguesas para, finalmente, em abril, estrear em São Paulo, no Teatro FAAP.

O Escândalo Philippe Dussaert” é um texto que investiga com fino humor os limites da arte contemporânea e as polêmicas em torno do assunto, através da história de um escândalo do pintor francês Philippe Dussaert.

Vencedor do Prêmio Philippe Avron por esta peça, Jacques Mougenot está há quase uma década em cartaz, ultrapassando a marca das 600 apresentações na França. O autor também ganhou o Prêmio Molière 2016 de Melhor Espetáculo Musical por sua adaptação da peça de Georges Feydeau “Les Fiancés de Loches“, que transformou num musical com a colaboração do compositor e diretor Hervé Devolder.

 

Nesta peça, o dramaturgo francês usa a figura de um pintor contemporâneo e sua polêmica carreira para fazer junto ao público uma reflexão sobre o que é e o que não é arte – o tema é terreno fértil para infindáveis controvérsias e polêmicas.

“Cada vez mais me interesso pelo teatro contemporâneo. Como autor, diretor ou ator, quero cada vez mais me debruçar sobre temas contemporâneos. ‘O Escândalo Philippe Dussaert’ permite uma investigação onde ator e plateia, de maneira divertida e surpreendente, desvendam um dos maiores escândalos da história da arte contemporânea.”, afirma Marcos Caruso.

 

SINOPSE

 

A peça conta a história do pintor Philippe Dussaert, nascido no norte da França em 1947, que perseguiu obstinadamente em sua trajetória o sentido mais profundo do “Nada”. Sua proposta inicial é inusitada: reconhecido pelo seu talento de exímio copista, reproduz quadros famosos de pintores como Da Vinci, Manet, Cézanne, Vermeer, porém exclui da imagem quaisquer personagens humanos ou animais, e preserva fielmente o cenário ao seu fundo. Causando surpresa e inquietude no mundo das artes, ele segue radicalizando sua proposta e, pouco a pouco, vai ganhando o mercado de arte contemporânea – suas obras se tornam cada vez mais valiosas e disputadas por grandes museus e colecionadores. A trajetória de Dussaert chega ao ápice quando sua derradeira exposição deflagra uma reviravolta que ficou conhecida como “O Escândalo Philippe Dussaert”.

 

FICHA TÉCNICA

Texto: Jacques Mougenot

Tradução: Marilu de Seixas Corrêa

Direção: Fernando Philbert

Interpretação: Marcos Caruso

Cenário e Figurino: Natalia Lana

Iluminação: Vilmar Olos

Trilha Original: Maíra Freitas

Projeções e Vídeo Mapping: Rico Vilarouca e Renato Vilarouca

Assistente de Direção: Vinicius Marins

Fotos: Paula Kossatz

Design Gráfico; Bruno Dante e Fernando Nicolau

Mídias Sociais: Ramon de Angeli

Administração: Priscila Fialho

Direção de Produção: Carlos Grun – Bem Legal Produções

Realização: Galeria de Arte CorMovimento Ltda

Assessoria de Imprensa: JSPontes Comunicação – João Pontes e Stella Stephany

O AUTOR – JACQUES MOUGENOT

Formado na Escola de Engenharia de Lilles, o ator e dramaturgo francês Jacques Mougenot resolveu dedicar-se exclusivamente à arte dramática. Para isso, estudou com o ator e professor de teatro Jean Laurent Cochet, antigo integrante da Comédie Française. Desde 1989, Mougenot interpretou vários papéis clássicos, principalmente de Molière, Marivaux, Victor Hugo, Labiche e Sacha Guitry.

Começou então a escrever e interpretar seus próprios espetáculos – peças de teatro e recitais de poesia. Escreveu uma dezena de peças entre as quais “Ainsi soit je”; “La carpe du Duc de Brienne”; “Corot”; “Le maître-chanteur”; “L’affaire Dussaert” (“O Escândalo Philippe Dussaert”); “Le cas Martin Piche”; “Deux timides à la clé” (comédia musical baseada em Labiche); “Les fiancés de Loches” (comédia musical inspirada em Feydeau); “La princesse moche” (comédia musical), das quais seis já foram produzidas em Paris.

Em 2011, recebeu o Prêmio Philippe Avron por sua peça “L’affaire Dussaert” (O Escândalo Philippe Dussaert”), que interpretou mais de 600 vezes.

O ATOR – MARCOS CARUSO

Marcos Caruso atuou em mais de 35 peças teatrais, entre elas os grandes sucessos “Intimidade Indecente” , de Leilah Assumpção (inicialmente ao lado de Irene Ravache, e depois com Vera Holtz) e “Em Nome do Jogo” de Antony Shaffer (inicialmente ao lado de Emilio de Mello, e depois com Erom Cordeiro) .

É autor de 10 textos, entre eles o fenômeno “Trair e Coçar é só Começar”, este ano completando 30 anos em cartaz. A peça integrou várias edições do Guinness Book como recordista da temporada mais longa, e já foi adaptada para o cinema com direção de Moacyr Goes, e para a TV em série com roteiro do próprio Caruso, exibida pelo canal Multishow.

Por “Sua Excelência o Candidato” ganhou o Prêmio Shell de Melhor Autor em 1993, e por “Porca Miséria” o Prêmio Mambembe de Melhor Autor em 1994.

Dirigiu as peças “S.O.S. Brasil” e “Brasil S.A.”, ambas de autoria do empresário Antônio Ermírio de Moraes (1928-2014). Mais recentemente dirigiu “Família Lyons”, de Nicky Silver, indicada aos Prêmios Shell e Cesgranrio, com Rogerio Fróes e Suzana Faini à frente do elenco; e “Selfie”, peça de enorme sucesso com Mateus Solano e Miguel Thiré, que depois de longa temporada carioca e viagens pelo Brasil, estreia em setembro deste ano em São Paulo.

Na TV, atuou em mais de 30 produções, entre elas as novelas “Avenida Brasil”, “A Regra do Jogo”, “Mulheres Apaixonadas”, “Páginas da Vida”, “Cordel Encantado”, “Jóia Rara”, a nova versão da “Escolinha do Professor Raimundo” (como Seu Peru, personagem de Orlando Drummond na versão original); as séries “Chapa Quente”, “O Canto da Sereia”, entre outras tantas, na TV Globo. Escreveu a novela “Ana Raio e Zé Trovão” (a primeira e única novela itinerante da teledramaturgia brasileira, exibida na extinta TV Manchete), e dirigiu o programa “Fala Dercy”, no SBT, com Dercy Gonçalves.

No cinema, atuou em mais de 10 filmes, entre eles “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Andre Klotzel; “Polaroides Urbanas”, de Miguel Falabella; “Irma Vap – o retorno”, de Carla Camurati; e recentemente em “Obra Prima”, de Daniel Filho; “Operações Especiais”, de Tomás Portella; e “O Escaravelho do Diabo”, de Carlo Milani. Escreveu quatro roteiros, entre eles “O Casamento de Romeu e Julieta”, dirigido por Bruno Barreto.

O DIRETOR – FERNANDO PHILBERT

Fernando Philbert é diretor do programa “Arte do Artista”, apresentado por Aderbal Freire-Filho  na TV Brasil.

Foi codiretor dos espetáculos “Em Nome do Jogo”, com Marcos Caruso e Emílio de Melo; “No topo da montanha”, com Lázaro Ramos e Taís Araujo; “Campo de Batalha”, com Rodrigo dos Santos e Aldri Anunciação.

Dirigiu os espetáculos “O Corpo da Mulher Como Campo de Batalha” e “Silêncios Claros”, com Ester Jablonski; “Cabras Cabras”, com Priscilla Balio e Flávio Vindaurre; “Quero ser Ziraldo”, com João Velho.

Foi diretor assistente dos espetáculos “Incêndios” com Marieta Severo, Macbeth, com Daniel Dantas e Renata Sorrah, e “Hamlet”, com Wagner Moura – os três com direção de Aderbal Freire-Filho. Também foi diretor assistente da peça “Do Fundo do Lago Escuro” com texto, direção e atuação de Domingos Oliveira.

 

SERVIÇO:

 

O ESCÂNDALO PHILIPPE DUSSAERT

Theatro Bangu Shopping – Rua Fonseca nº 240 Shopping Bangu, Bangu

Horário: Sábado às 21h / Domingo às 20h

Data: 4, 5, 11 E 12 de Novembro.

Classificação: 14 anos.

Duração: 70 minutos.

Ingresso: R$ 60,00 (plateia e frisas), R$ 50,00 (balcão).

Capacidade do Teatro: 574 lugares.

Telefone do teatro: 21 2401 3631

Mais informações: https://www.facebook.com/TheatroBanguShopping

Horário de funcionamento da bilheteria: De segunda a domingo, das 10 às 22h, inclusive feriados.

Reservas para grupos: Guilherme Romeu – guilhermeromeu@brainmais.com / (21) 96629 – 0012

Horário de atendimento – De Segunda a Sábado de 14h às 21h.

Acessibilidade: Elevadores, rampas de acesso e assentos especiais

Estacionamento no Bangu Shopping

Grandes nomes da música se apresentam no palco do Bar Santo Graal em São Caetano do Sul

o Bar Santo Graal, foi inaugurado em 2016, e atualmente é considerado um dos principais points da região de São Caetano do Sul, no município que integra o Grande ABC, em São Paulo, sendo atraído por frequentadores de todas as regiões.

Com um espaço climatizado que reserva o melhor do conforto, qualidade e descontração, o Bar que é literalmente uma casa de shows, já foi palco para grandes nomes da música se apresentarem, entre eles os cantores Péricles, Dudu Nobre, Xande de Pilares, Chrigor, assim como a dupla Thaeme e Thiago, e os Grupos Doce Encontro, Pixote, Exaltasamba, Art Popular, Samprazer, Nuwance entre outros.

De quarta a domingo, o Santo Graal é um espaço onde as pessoas podem conversar tomando bons drinks, ou mesmo saborear deliciosos pratos e harmonizá-los com a carta de vinhos e cervejas disponíveis, tudo isso apreciando uma boa música.

Mais do que bebidas diversificadas, cardápio bem elaborado e um ótimo atendimento, o Santo Graal tem como compromisso proporcionar ao cliente uma experiência de consumo única formada por elementos da cultura estadunidense e paulistana.

Venha você também desfrutar de um momento de muita descontração e curtir de perto um grandioso show com músicas ao vivo.

“Medo Viral” estreia em dezembro

“Medo Viral” é um filme de terror sobrenatural escrito e dirigido pelos irmãos Abel e Burlee Vang. O elenco conta com Saxon Sharbino (‘Poltergeist: O Fenômeno‘), Brandon Soo Hoo (da série ‘Um Drink no Inferno‘), Alexis G. Zall (‘Ouija: Origem do Mal‘), Bonnie Morgan (a Samara de ‘O Chamado 3‘) e  Victory Van Tuyl (‘Zumbilândia’). A história gira em torno de um grupo de jovens que instala um aplicativo em seus telefones sem saber que se trata de uma entidade sobrenatural que se alimenta dos medos de seus usuários. 
Sinopse

Um grupo de amigos baixa um aplicativo que, no início, parece uma maneira inofensiva de receber direções ou recomendações de restaurantes. Mas a natureza sinistra do ‘app’ logo se revela. O aplicativo não só conhece os medos mais profundos e sombrios de cada pessoa, como é capaz de manifestar esses medos no mundo real para literalmente assustar os jovens até a morte.

Elenco

 Saxon Sharbino ….. Alice Gorman
Bonnie Morgan … Grandmother
Brandon Soo Hoo …Dan
Alexis G. Zall …Nikki
 Robyn Cohen …Patricia Gorman
 Aaron Hendry … Mr. Difilipo
 Kate Orsini … Susan
 Victory Van Tuyl …Haley Davis
 Matty Finochio …Samuel Price
 Brett Wagner …Fat Clown

Camden Toy …Tall Clown
Mitchell Edwards …Cody
Billy Mayo …Lt. Campbell

Ficha técnica

Direção e Roteiro …………. Abel Vang e Burlee Vang
Produção ……….. Kirk Roos
Produção Executiva …….Stephen Stanley e Brad Brizendine
Direção de Arte ……….. Wade Morrison, Daniel O’Reilly, Jen Oliver
Música ………. David C. Williams
Montagem ………. Cole Duran
Produção de Arte ………. Samantha Nicoletti
Efeitos Especiais …. Robert Hall
Maquiagem ….. Jessica J. Eisenman, Robert Hall, Dezzy Hartley, Morgan McDonnell, Lisette Santana, Norelle Soriano

“Bituca – Milton Nascimento para Crianças” no Imperator

Depois de duas bem-sucedidas temporadas na Zona Sul, com sessões lotadas e elogios de público e crítica, o musical infantil Bituca – Milton Nascimento para Crianças chega à Zona Norte, para apresentações no Imperator – Centro Cultural João Nogueira de 04 a 20 de novembro. A peça integra o premiado projeto ‘Grandes Músicos para Pequenos’, idealizado pela Entre Entretenimento com o objetivo de homenagear e preservar a memória de grandes nomes da música popular brasileira. Com texto de Pedro Henrique Lopes, direção de Diego Morais e direção musical de Guilherme Borges, o musical infantil é inspirado na vida e na obra de Milton Nascimento e expõe em cena a ternura e os desafios inerentes ao processo de adoção e as dificuldades de inserção de uma criança negra em um ambiente majoritariamente branco. Esta é a terceira montagem do projeto, que já levou à cena os elogiados espetáculos ‘Luiz e Nazinha – Luiz Gonzaga para Crianças’ e ‘O Menino das Marchinhas – Braguinha para Crianças, vencedores de quatro prêmios CBTIJ. O patrocínio é da Cia. Caminho Aéreo Pão de Açúcar.

Em cena, Udylê Procópio (Milton), Martina Blink (Mãe), Aline Carrocino (Maricota), Anna Paula Black (Mãe Maria), Marina Mota (Professora) e Pedro Henrique Lopes (Salomão) contam a história do pequeno Milton que, ao ficar órfão aos 2 anos de idade, é adotado pelos patrões de sua avó. Chegando a Minas Gerais, o menino precisa lidar com o preconceito da sociedade por seu negro e ter pais brancos. “O musical é um tributo ao Milton Nascimento, então nos inspiramos em passagens da vida dele, mas também criamos momentos ficcionais para debater temas como adoção, bullying e preconceito racial de maneira lúdica”, explica o diretor Diego Morais. “Também fazemos uma grande homenagem à maternidade e à ampliação dos modelos de família”.

Na direção musical de Guilherme Borges, grandes sucessos de Milton Nascimento como “Coração de estudante”, “Travessia”, “Canção da América”, “Canção do sal”, “Um índio”, “Quem sabe isso quer dizer amor” e “Maria Maria” transportam o espectador para esse universo todo especial do músico, que passa pelas belezas de Minas Gerais, rezadeiras, relicários e movimento barroco. “A obra do Milton sempre me encantou desde muito pequeno. Conhecer mais profundamente a história de vida deste gênio me fez querer levar o amor que transborda de suas melodias e letras para crianças de todas as idades”, acrescenta o dramaturgo e ator Pedro Henrique Lopes. “Nossa ideia é criar espetáculos com conteúdos atraentes para as famílias, para aproximar as gerações”. Também fazem parte da equipe criativa Clívia Cohen (cenários e figurinos), Carlos Lafert (iluminação) e Vitor Martinez (visagismo).

Grandes Músicos para Pequenos

 

Bituca – Milton Nascimento para Crianças é o terceiro espetáculo do projeto “Grandes Músicos para Pequenos”, que nasceu em 2013 com o musical Luiz e Nazinha – Luiz Gonzaga para Crianças e seguiu com O Menino das Marchinhas – Braguinha para Crianças, que estreou em 2016 e foi premiado em três categorias pelo CBTIJ: Melhor Atriz em Papel Coadjuvante (Martina Blink), Direção de Produção (Entre Entretenimento) e Prêmio Especial pela qualidade do projeto (Diego Morais e Pedro Henrique Lopes). As duas peças juntas já foram vistas por mais de 100 mil espectadores. O objetivo do Grandes Músicos para Pequenos é apresentar a vida e a obra de importantes compositores para as novas gerações e promover o resgate da cultura brasileira através de espetáculos que envolvam toda a família em experiências inesquecíveis.

“A ideia é trazer o legado de uma cultura quase esquecida para as novas gerações, com um conteúdo atraente para as famílias”, descreve Pedro Henrique Lopes, ator e roteirista do musical, e um dos sócios da Entre Entretenimento, produtora cultural responsável por projetos de sucesso como O Meu Sangue Ferve por Você. “Queremos criar experiências de entretenimento inesquecíveis e marcantes, onde o espectador participe de forma ativa”, explica o diretor do espetáculo, Diego Morais, sócio de Pedro na Entre Entretenimento.

Mais sobre o espetáculo e o projeto em: www.grandesmusicosparapequenos.com.br .

 

Entre Entretenimento

A Entre é uma empresa de produção cultural e inovação em entretenimento fundada pelo diretor Diego Morais e pelo ator e dramaturgo Pedro Henrique Lopes. O objetivo da dupla é valorizar a cultura do nosso país através da criação e da viabilização de projetos inéditos e de alta qualidade artística que dialoguem com a história e as manifestações culturais do Brasil. Emoção, cultura, educação, história e momentos de extrema diversão estão na pauta dos projetos da empresa, assim como a criação de soluções culturais memoráveis para marcas, companhias e consumidores através de: comprometimento artístico-cultural; inovações em marketing; soluções transmidiáticas e envolvimento social. Saiba mais em www.entreentretenimento.com.br.

TIJOLINHO:

Bituca – Milton Nascimento para Crianças. Musical Infantil. De Pedro Henrique Lopes. Direção: Diego Morais. Direção Musical: Guilherme Borges. Com Udylê Procópio, Martina Blink, Aline Carrocino, Anna Paula Black, Marina Mota e Pedro Henrique Lopes. Chegando a Minas, o pequeno Bituca enfrenta, com bom-humor e determinação, o bullying dos colegas de escola por ser negro e ter pais brancos. (55 min). Imperator – Centro Cultural João Nogueira. Sáb e dom., às 16h (dia 19/11 não haverá sessão) e 2ª (apenas dia 20/11), às 11h. R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada). Livre. De 04/11 a 20/11.

 

Ficha técnica:

Direção: Diego Morais

Direção Musical: Guilherme Borges

Texto: Pedro Henrique Lopes

Elenco: Udylê Procópio, Martina Blink, Aline Carrocino, Anna Paula Black, Marina Mota e Pedro Henrique Lopes

Cenário e figurinos: Clívia Cohen

Iluminação: Carlos Lafert

Visagismo: Vitor Martinez

Produção e realização: Entre Entretenimento

Serviço:

Bituca – Milton Nascimento para Crianças

Temporada: De 04 a 20 de novembro.

Imperator – Centro Cultural João Nogueira: Rua Dias da Cruz, 170, Meier.

Telefone: (21) 2597-3897

Dias e horários: Sáb. e dom., às 16h (dia 19/11 não haverá sessão) e 2ª (apenas dia 20/11), às 11h.

Ingressos: R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada)

Lotação: 642 pessoas

Duração: 55 minutos

Classificação: Livre

Funcionamento da Bilheteria: De terça a sexta das 13h às 21h. Sábado e domingo das 10h às 21h.

“Tom na Fazenda” no Teatro Poeirinha

Depois de temporadas de sucesso no Oi Futuro Flamengo e do Sesi Centro e de circular pelo estado do Rio de Janeiro no Circuito Sesc, o espetáculo “Tom na Fazenda” reestreia em 6 de outubro no Teatro Poeirinha, em Botafogo. Idealizado pelo ator e produtor Armando Babaioff, que também assina a tradução, a montagem segue em cartaz até 17 de dezembro, com apresentações na quinta e sábado, às 21h, e no domingo, às 19h. Dirigida por Rodrigo Portella, a peça traz no elenco Kelzy Ecard, Camila Nhary, Gustavo Vaz, além do próprio Babaioff.

 

Com cinco indicações ao Prêmio Shell, sete ao Cesgranrio, dez ao Botequim Culturale 17 ao Cenym, a peça é baseada no original Tom à la Farme, do autor canadense Michel Marc Bouchard. Foi numa conversa com um amigo que Babaioff tomou conhecimento do filme Tom na Fazenda (2013), uma adaptação da peça homônima, com direção do franco-canadense Xavier Dolan (premiado no Festival de Cannes por Mommy, em 2014). Arrebatado pela obra, o ator começou a traduzir a peça, que aborda a inabilidade do indivíduo para lidar com o preconceito, a impotência, a violência e o fracasso.

 

“No ano em que traduzi a peça, 347 pessoas foram assassinadas pelo simples fato de serem quem eram. O Brasil é o país que mais mata homossexuais no mundo, mais do que nos 13 países do Oriente e da África onde há pena de morte aos LGBT. O que me fascina em Tom na Fazenda é essa possibilidade de falar de assuntos que eu realmente acho necessário. Eu sinto essa necessidade de dizer para o mundo verdades das quais eu acredito”, diz Babaioff.

Na história, após a morte do seu companheiro, o publicitário Tom (Armando Babaioff) vai à fazenda da família para o funeral.  Ao chegar, ele descobre que a sogra nunca tinha ouvido falar dele e tampouco sabia que o filho era gay. Nesse ambiente rural austero, Tom é envolvido numa trama de mentiras criada pelo truculento irmão do falecido, estabelecendo com aquela família relações de complicada dependência. A fazenda, aos poucos, vira cenário de um jogo perigoso, onde quanto mais os personagens se aproximam, maior a sombra de suas contradições.

A peça conta uma história bastante comum entre jovens de várias gerações, mesmo de culturas diferentes. No Canadá, no Brasil, no Oriente Médio, no Japão ou na África do Sul, homens e mulheres jovens aprendem a mentir antes mesmo de aprenderem a amar. As famílias, guardiãs das normas sobre a sexualidade, garantindo sempre a heteronormatividade, inserem nos próprios membros a semente da homofobia.

“Todo redemoinho que devastará a vida dos que fogem das normas surge no núcleo de suas próprias famílias”, comenta Rodrigo Portella, que opta, mais uma vez por uma encenação com poucos elementos para que as sutilezas das relações propostas pelo texto se sobressaiam. “Bouchard compôs uma obra de estrutura impecável. Ele vai fundo nas contradições dos seus personagens, o que os torna muito próximos de nós”, acredita o diretor.

SOBRE MICHEL MARC BOUCHARD (autor)

 

Michel Marc Bouchard, 58 anos, nasceu em Saint-Coeur-de-Marie, em Quebec, no Canadá. Formado em teatro pela Universidade de Ottawa, fez sua estreia profissional como dramaturgo em 1983 com Contre-nature de Chrysippe Tanguay, Écologist, e, desde então, escreveu mais de 25 peças que foram traduzidas em diversas línguas e apresentadas em muitos países e festivais. Bouchard foi condecorado Cavaleiro da Ordem Nacional de Quebec, em 2012.

Sua obra mais conhecida é Lillies (Les Feluettes ou la Répétition d’un Drame Romantique), que posteriormente foi roteirizada e dirigida por John Greyson em seu filme homônimo. The Painter Madonna foi sua primeira peça traduzida para o inglês. Entre suas obras mais conhecidas, destaque para The Coronation Voyage (Le Voyage du Couronnement), Down Dangerous Passes Road (Le Chemin des Passes-Dangereuses) e Written on Water (Les Manuscrits du Déluge). Sucessos no teatro, as peças The Orphan Muses (Les Muses Orphelines) e Tom at the Farm (Tom à la Farme) também foram adaptadas para o cinema pelos diretores Robert Favreau e Xavier Dolan, respectivamente.

Ao longo de sua carreira, Bouchard foi agraciado com importantes prêmios de artes cênicas no Canadá: Prix Journal de Montreal,Prix du Cercle des Critiques de L’outaouaisMoore Award Dora Mavor for Outstanding New PlayFloyd S. Chalmers Award Canadian Play. Recebeu nove prêmios Jessie Richardson Theatre Awards para as peças Lillies e Les Muses Orphelines.

SOBRE ARMANDO BABAIOFF (Idealizador, tradutor e ator)

Formado pela escola Estadual de Teatro Martins Pena e pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UNIRIO) em artes cênicas. Como integrante da Quantum Cia. de Teatro, Babaioff fez de diversas montagens sob a direção de Rodrigo Portella. Em 2004, protagonizou, ao lado de Vera Fischer, A Primeira Noite de um Homem, com direção de Miguel Falabella.

No teatro, participou ainda dos espetáculos O Santo e a Porca (2008), de Ariano Suassuna, com direção de João Fonseca, pelo qual foi indicado ao prêmio de melhor ator coadjuvante pela APTR; A Gota d’Àgua (2009), de Chico Buarque e Paulo Pontes, também com direção de João Fonseca; Rockantygona (2011), baseado na obra de Sófocles, com direção de Guilherme Leme Garcia; Escola do Escândalo, de Richard B. Sheridan, com direção de Miguel Falabella; A Propósito de Senhorita Júlia, de August Strindberg, dirigida por Walter Lima Jr.; O que Você Mentir Eu Acredito, de Felipe Barenco, com direção de Rodrigo Portella.

Em 2009, criou a produtora ABGV Produções Artísticas, em parceria com o amigo e ator Gustavo Vaz. Pela primeira vez atuou também como produtor de teatro, com a peça Na Solidão dos Campos de Algodão, com texto de Bernard Marie Koltès e direção de Caco Ciocler. O espetáculo lhe rendeu uma indicação ao Prêmio de Melhor Ator pela APTR.

Na TV, estreou na novela Páginas da Vida, de Manoel Carlos, na TV Globo (2006). Na mesma emissora, participou das novelas Duas Caras (2010/2011), Ti-ti-ti (2010), Sangue Bom (2013). Protagonizou a série DOAMOR, ao lado da atriz Maria Flor, no canal Multishow.  No cinema, recentemente protagonizou o longa Prova de Coragem, baseado no romance Mãos de Cavalo, do autor gaúcho Daniel Galera e direção de Roberto Gervitz. Participou também de Introdução à Música do Sangue, com argumento de Lúcio Cardoso e direção de Luiz Carlos Lacerda. Atualmente está no ar na novela A Lei do Amor, na TV Globo, de Maria Adelaide Amaral.

SOBRE RODRIGO PORTELLA (diretor)

Natural de Três Rios, interior do Estado do Rio de Janeiro, o autor e diretor Rodrigo Portella dirigiu dezoito espetáculos. Foi indicado aos principais prêmios de artes cênicas: Prêmio Shell 2013 (Melhor Direção por Uma História Oficial e Melhor Texto por Antes da Chuva), Prêmio APTR 2010 (Melhor Iluminação por Na Solidão dos Campos de Algodão, com direção de Caco Ciocler) e Prêmio Cesgranrio 2016 (Melhor Texto por Alice Mandou um Beijo).

Entre 1996 e 2008, Rodrigo morou no Rio de Janeiro, período em que cursou direção teatral na UNIRIO e publicou o livroTrilogia do Cárcere. Em 2009, retornou à sua cidade natal, onde fundou a Cia Cortejo. Realizou cerca de 200 apresentações deAntes da Chuva por todo o país, com o projeto Palco Giratório em 2015, além de duas temporadas em Buenos Aires, na Argentina e Quito, no Equador.

Atualmente, se dedica a pesquisar as experiências de Charles Deemer e o Hiperdrama no Teatro, por meio de uma bolsa da FAPERJ, sob orientação do encenador Moacyr Chaves. Rodrigo é também diretor geral do Off Rio – Multifestival de Teatro de Três Rios, que em 2017 chega à sua quinta edição.

FICHA TÉCNICA

Texto: Michel Marc Bouchard. Tradução: Armando Babaioff. Direção: Rodrigo Portella. Elenco: Armando Babaioff, Kelzy Ecard, Gustavo Vaz e Camila Nhary. Cenografia: Aurora dos Campos. Iluminação: Tomás Ribas. Figurino: Bruno Perlatto. Direção Musical: Marcello H. Guitarras e violões: Jr Tostoi e Marcello H. Preparação Corporal: Lu Brites. Coreografia: Toni Rodrigues. Programação visual: Bruno Dante. Hair Stylist: Ezequiel Blanc. Assistente de cenografia: Manu Libman. Assistente de figurino: Luísa Marques. Direção de Produção: Sérgio Saboya e Silvio Batistela. Produção executiva: Milena Monteiro. Assistente de produção: Pri Helena. Mídias Sociais: Egídio La Pasta. Produção: Galharufa Produções. Idealização: ABGV Produções Artísticas 

 

TOM NA FAZENDA

 

Temporada: de 6 de outubro a 17 de dezembro

Local: Teatro Poeirinha – Rua São João Batista 104, Botafogo. Tel.: (21) 2537 8053

Apresentações: quinta e sábado, às 21h, e domingo, às 19h.

Capacidade: 45 lugares. Duração: 110 minutos. Classificação indicativa: 18 anos. Gênero: Drama.

Ingressos: R$ 30 (meia) e R$ 60 (inteira).

Horário da bilheteria: de terça a sábado, das 15h às 19h. Domingo, das 15h às 19h.

Vendas online: www.tudus.com.br

“A Cuíca do Laurindo” no Carlos Gomes

Criado por Noel Rosa, o personagem carioca Laurindo apareceu pela primeira vez na letra do samba Triste cuíca, de 1935. Nos anos seguintes, craques como Herivelto Martins, Wilson Baptista, Zé da Zilda, Haroldo Lobo e Heitor dos Prazeres abordaram o personagem em outros sambas, acrescentando novos capítulos à trajetória épica do cuiqueiro do morro da Mangueira. Com idealização e dramaturgia do escritor, ator e músico Rodrigo Alzuguir, a comédia musical A cuíca do Laurindo volta ao cartaz no dia 16 de junho, no Teatro Carlos Gomes, na Praça Tiradentes, depois de turnê pelo Estado do Rio, com novo cenário de José Dias e em versão amadurecida, mais enxuta. A temporada segue até 30 de julho, de quinta a sábado, às 19h, e aos domingos, às 17h.

A volta do espetáculo conta com outra novidade: todas as sextas-feiras (exceto a da estreia), o elenco receberá convidados especiais, para canjas ao final do espetáculo. O grupo, então, seguirá em cortejo de bloco carnavalesco até a rua. “A Praça Tiradentes é assunto recorrente na peça já que mulher de Laurindo, Zizica Tupynambá, é ex-atriz de teatro musicado, integrante da Companhia Negra de Revistas. Então, é muito emblemático fazermos o espetáculo no templo do teatro de revistas, o Carlos Gomes”, celebra Alzuguir.

Com direção de Sidnei Cruz e direção musical de Luis Barcelos, a peça retrata o Rio de Janeiro dos 1940 e tem como pano de fundo o cotidiano da fictícia Lira do Amor, pequena escola de samba do morro da Mangueira criada por Alzuguir. A produção

é mais uma realização da produtora carioca Marraio Cultural, que Rodrigo e Carol Miranda, sua mulher, criaram para realizar projetos focados na cultura e na história do Rio de Janeiro.

Durante a extensa pesquisa que resultaria na premiada biografia Wilson Baptista – O samba foi sua glória (Casa da Palavra, 2013), Alzuguir se deparou com um personagem recorrente em várias composições de Wilson Baptista: Laurindo. “Esse Laurindo é o mesmo que está em Triste cuíca e outros compositores, como Herivelto Martins, também fizeram sambas sobre ele. Compor músicas contando histórias de Laurindo virou uma brincadeira para um grupo de sambistas daquela geração dos anos 40”, destaca o autor.

Formado por atores e cantores, o elenco reúne Alexandre Rosa Moreno como Laurindo, além de Vilma Melo (Zizica), Claudia Ventura (Conceição), o próprio Rodrigo Alzuguir (Zé), Hugo Germano (Tião), Nina Wirtti (Guiomar) e o cantor e compositor Marcos Sacramento, destaque no papel de Dodô, braço-direito de Laurindo, citado em Desperta, Dodô, samba de Herivelto Martins. Os sete personagens foram extraídos de samba do período. Acompanhados de cinco músicos, o elenco canta e interpreta ao vivo cerca de 40 canções (lista completa no final do texto) de autores como Herivelto Martins, Wilson Baptista e Noel Rosa, entre outros – encadeadas e tratadas musicalmente de forma a ressaltar o caráter narrativo dessas músicas como condutoras da ação dramática.

Ao mesclar realidade e ficção para contar a história do cuiqueiro, o autor resgata uma fase importante da cultura carioca: os seminais anos 1930 e 40, quando surgiram as primeiras escolas de samba, derivadas dos antigos blocos, e os desfiles que aconteciam na Praça Onze. Inseridas na dramaturgia, as músicas traçam a trajetória de Laurindo, de líder da escola de samba Lira do Amor de Mangueira, passando pelo triângulo amoroso com Zizica e Conceição e a luta contra os nazistas, até a sua volta ao morro como herói de guerra.

Além dos sambas que narram as aventuras do Cabo Laurindo – como Triste cuíca (Noel Rosa), Laurindo (Herivelto Martins) e Comício em Mangueira (Wilson Baptista e Germano Augusto) – estão presentes composições do mesmo período que dialogam com a trajetória do personagem – a exemplo de Praça Onze (Vão acabar com a Praça Onze/Não vai haver mais escola de samba, não vai…) e Ave Maria no morro (Barracão de zinco/ Sem telhado, sem pintura/ Lá no morro/ Barracão é bangalô).

Na direção cênica, Sidnei Cruz procurou estabelecer “uma heterogeneidade de tratamentos narrativos”. “O espetáculo movimenta-se por desvios ao redor de certas tradições, como revista, chanchada, melodrama, roda, burleta, folguedo, opereta, cabaré e rádio. Assim é nosso teatro de samba”, explica o diretor.

O mérito de Alzuguir foi criar uma trama divertida e sofisticada ao redor desses sambas – num entrelaçamento tão preciso que essa coleção de músicas parece ter sido composta sob medida para o texto, escrito mais de setenta anos depois. “A riqueza de detalhes, a criatividade e a pesquisa preciosa de Rodrigo são trunfos do espetáculo”, destaca o cantor Marcos Sacramento.

> SOBRE RODRIGO ALZUGUIR

O escritor, pesquisador, músico e ator Rodrigo Alzuguir tem realizado diversos projetos culturais, sobretudo nas áreas teatral e de música popular brasileira. Seu primeiro livro, a biografia Wilson Baptista – O samba foi sua glória (Casa da Palavra, 2013) recebeu os prêmios Jabuti e Botequim Cultural em 2014 e foi tema de crônica do jornalista Artur Xexéo, intitulada A biografia do ano (Revista O Globo).

Sua pesquisa sobre Wilson Baptista também resultou em espetáculo musical, O samba carioca de Wilson Baptista; CD duplo homônimo, vencedor do 23º Prêmio da Música Brasileira e indicado ao 1º Prêmio Contigo! MPB Brasil de Música, ambos na categoria Projeto Especial; série de shows Meu mundo é hoje – 100 anos de Wilson Baptista, com Elza Soares, Marcos Sacramento, Nina Becker, Pedro Miranda e grande elenco, e álbum de partituras com mais de cem músicas do compositor, em parceria com a editora Irmãos Vitale. A parceria rendeu novo cancioneiro, Sambas para Mangueira, idealizado pelo Centro Cultural Cartola, com pesquisa e textos de Alzuguir e Alexandre Medeiros, lançado em 2015.

Alzuguir fez o roteiro e a direção cênica do espetáculo Sarau para Lupicínio, em tributo a Lupicínio Rodrigues, com participação de artistas como Yamandu Costa e Nicolas Krassik. Escreveu (e atuou em) Amigo Cyro, muito te admiro, musical sobre o cantor Cyro Monteiro, com direção de André Paes Leme (CCBB, 2014). Realizou pesquisa musical para SamBra – 100 anos de samba (com Diogo Nogueira), Clara Nunes – Brasil Mestiço e Oui, oui, a França é aqui, os três dirigidos por Gustavo Gasparani.

Escreve sobre música brasileira para o site do Instituto Moreira Salles e para publicações diversas. Trabalhou na organização do acervo de Hermínio Bello de Carvalho, sobre quem escreveu perfil-biográfico para o livro de crônicas Taberna da Glória e outras glórias, organizado por Ruy Castro.

Através da produtora Marraio Cultural, que mantém em sociedade com Carol Miranda, acaba de lançar o livro e CD Rio de Janeiro – Álbum Pitoresco-Musical – 1856 e 2014, patrocinado pela Funarte e pela Secretaria de Cultura do Rio de Janeiro, com textos seus e participação dos pianistas Francis Hime, Cristovão Bastos, Gilson Peranzzetta e Maria Teresa Madeira, entre outros.

> ROTEIRO MUSICAL

· Triste cuíca (Noel Rosa | Hervê Cordovil)

· Madrugada (Benedito Lacerda | Herivelto Martins)

· Foi na Praça Onze (Max Bulhões | Milton de Oliveira)

· Laurindo (Herivelto Martins)

· Como se faz uma cuíca (Haroldo Lobo | Wilson Baptista) – Guiomar (Haroldo Lobo | Wilson Baptista) – Benedito não é de briga (Wilson Baptista | Germano Augusto)

· Eu não sou daqui (Wilson Baptista | Ataulfo Alves)

· Ave Maria no morro (Herivelto Martins)

· Pisei num despacho (Geraldo Pereira | Elpídio Vianna)

· Tião (Wilson Baptista | Jorge de Castro)

· Praça Onze (Herivelto Martins | Grande Otelo)

· Lealdade (Wilson Baptista | Jorge de Castro)

· Mulato calado (Benjamin Baptista | Marina [Wilson] Baptista) – Louca alegria (Wilson Baptista)

· Lá vem Mangueira (Haroldo Lobo | Wilson Baptista | Jorge de Castro) – Despedida de Mangueira (Benedito Lacerda | Aldo Cabral)

· A Mussolini (paródia de A lavadeira) (Herivelto Martins) – Adolfito Mata-Moros (Alberto Ribeiro – João de Barro)

· Eu fui à Europa (Chiquinho Salles)

· Cabaré no morro (Herivelto Martins)

· A guerra acaba amanhã (Herivelto Martins | Grande Otelo) – Mangueira querida (Constantino Silva) – Cabo Laurindo (Haroldo Lobo | Wilson Baptista) – Comício em Mangueira (Wilson Baptista | Germano Augusto)

· Carta verde (Walfrido Silva | Wilson Baptista)

· Duas mulheres e um homem (Cyro de Souza | Jorge de Castro)

· Oba! Oba! (Paulo Pinheiro | Erasmo Silva)

· Conversa, Laurindo (José Gonçalves | Ari Monteiro)

· Às três da manhã (Herivelto Martins) – Quem vem descendo (Herivelto Martins | Príncipe Pretinho)

· Sem cuíca não há samba (Germano Augusto | João Antônio Peixoto)

· Desperta, Dodô (Germano Augusto | João Antônio Peixoto)

· Fala, Claudionor (Herivelto Martins | Grande Otelo)

· Zé da Conceição (João Roberto Kelly)

· Coisas nossas (Noel Rosa) – Laurindo Filho (Miguel Baúso | Carlos de Souza)

> FICHA TÉCNICA:

Idealização e texto: Rodrigo Alzuguir

Direção: Sidnei Cruz

Cenário: José Dias

Figurinos: Flavio Souza

Iluminação: Aurélio de Simoni

Direção musical: Luis Barcelos

Direção de movimento e Preparação Corporal: Ana Paula Bouzas

Preparação Vocal: Marcelo Rodolfo

Elenco: Alexandre Moreno, Vilma Melo, Claudia Ventura, Marcos Sacramento, Rodrigo Alzuguir, Hugo Germano e Nina Wirtti

Músicos: Yuri Villar, Luis Barcelos, Magno Julio, Marcus Thadeu e Rafael Mallmith

Assistente de direção: Patrícia Zampiroli

Coordenação de Projeto: Carol Miranda

Produção Executiva: Joana D’Aguiar – Sopro Escritório de Cultura

Realização: Marraio Cultural

> SERVIÇO Espetáculo: A cuíca do Laurindo Temporada: 16 de junho a 30 de julho de 2017 Dias e horários: Quinta a sábado, às 19h, e domingo, às 17h. Local: Teatro Carlos Gomes (Praça Tiradentes, s/nº – Centro)

Capacidade: 760 lugares Classificação indicativa: 12 anosGênero: Comédia musical Ingressos: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia) Duração: 105 minutos Informações: (21) 2215-0556 Fanpage do espetáculo | https://www.facebook.com/acuicadolaurindo/ > TIJOLINHO A cuíca do Laurindo. Texto: Rodrigo Alzuguir. Direção: Sidnei Cruz. Com Alexandre Rosa Moreno, Vilma Melo, Claudia Ventura, Marcos Sacramento, Rodrigo Alzuguir, Hugo Germano e Nina Wirtti. Comédia musical sobre a trajetória do personagem criado por Noel Rosa, o sambista Laurindo, da Lira do Amor de Mangueira. Canções de Herivelto Martins, Wilson Baptista, Zé da Zilda e Grande Otelo, entre outros, são interpretadas ao vivo pelo elenco.