PedeTeresa no Teatro Rival Refit

A tradicional roda de samba PedeTeresa – criada no Bairro de Fátima e que há anos anima a Praça Tiradentes nas sextas-feiras – chega agora ao Teatro Rival Refit, com muito respeito pelo palco por onde passaram tantos bambas. Formado por Alex Oliver (percussão geral), Blade Percussão (percussão e voz), Leo Rosário (cavaco e voz) e Luna (percussão e voz), o grupo promete um samba animado no dia 23, seguindo com as comemorações de seus seis anos de existência, completados em outubro do ano passado.

 

O roteiro do show inclui composições de craques que vão de Ismael Silva, Cartola e Candeia, a Zeca Pagodinho, Jorge Aragão e Galocantô, passando por Roberto Ribeiro, Dona Ivone Lara, Fundo de Quintal, Jovelina Pérola Negra, e Almir Guineto. Isso é que é roda de samba!

 

Sobre o PedeTeresa

A roda de samba PedeTeresa começou no dia 31 de outubro de 2013, no Bairro de Fátima. O grupo resolveu brincar com o lugar onde surgiu – “aos pés de Santa Teresa” – fazendo um jogo de palavras e, assim, se batizou de PedeTeresa.  

Depois de um ano, o grupo se deslocou para a avenida Gomes Freire, precisamente para o tradicionalíssimo bar A Paulistinha, passando em seguida para a Praça Tiradentes, onde ficou por quase dois anos todas as sextas feiras, reunindo, semanalmente, 2 mil pessoas, em média. Com o sucesso na praça, começaram a surgir convites para o grupo se apresentar em locais como Trapiche Gamboa, o bar Sempre Vila, Espaço Catete, Terreirão do Samba, Renascença Clube, Estação Ribeira, Centro Cultural Carioca, Arco do Teles, Concha Acústica da Uerj, Tijolinho, Food Park Tijuca e Bom Demais. Além de ter participado da festa de 90 anos da Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira, da apresentação do tradicional bloco Boitatá no Carnaval Carioca e de ter feito a abertura para o show do cantor Péricles no Terreirão do Samba.

O PedeTeresa também já acompanhou cantoras como Teresa Cristina, Dorina, Thaís Macedo, Marcelle Motta e Marina Iris. Seu vasto e rico repertório inclui sambas de Ismael Silva, Cartola, Candeia, Roberto Ribeiro, Dona Ivone Lara, Fundo de Quintal, Jovelina Pérola Negra, Jorge Aragão, Almir Guineto, Zeca Pagodinho, Galocantô, João Martins, Luciano Bom Cabelo e Fernando Procópio, além de músicas autorais.

O PedeTeresa é composto por Alex Oliver (percussão geral), Blade Percussão (percussão e voz), Leo Rosário (cavaco e voz) e Luna (percussão e voz).

 

Serviço

Teatro Rival Refit – Rua Álvaro Alvim, 33/37 – Centro/Cinelândia – Rio de Janeiro. Data: 23 de janeiro (quinta-feira). Horário: 19h30. Abertura da casa: 18h. Ingressos: R$60,00 (inteira) R$40,00 (promoção para os 100 primeiros pagantes) R$30,00 (lista amiga). Venda antecipada pela Eventim – http://bit.ly/TeatroRival_Ingressos2GIaEKp Bilheteria: Terça a Sexta das 13h às 21h | Sábados e Feriados das 16h às 22h Censura: 18 anos. https://www.teatrorivalrefit.com.br/Informações: (21) 2240-9796. Capacidade: 350 pessoas. Metrô/VLT: Estação Cinelândia.

 

*Meia entrada: Estudante, Idosos, Professores da Rede PúblicaAssinantes O Globo e Funcionário Refit

Dois espetáculos musicais entram em cena no Rio, produzidos pela Escola de Atores Wolf Maya

Depois do sucesso de Os Saltimbacos, em 2019, a Escola de Atores Wolf Maya apresenta outras duas realizações de teatro musical, que acontecem no Teatro Nathalia Timberg.

O espetáculo Sou Assim – O Musical fica em cartaz do dia 24 de janeiro ao dia 2 de fevereiro (sextas, sábados e domingos, às 20 horas) e a montagem Vai Crescer – Uma Tarde Musical entra em cartaz no dia 25 de janeiro e segue até o dia 2 de fevereiro (sábados e domingos, às 16 horas).

Os espetáculos são estudos sobre teatro musical, resultado do Curso Prática de Montagem Musical, realizado pela Escola no segundo semestre de 2019, coordenado por Rafaela Amado, que também assina a direção artística das montagens. A direção musical é de Anna Priscilla Lacerda.

Os espetáculos

Reunindo 19 atores/cantores, Sou assim – O Musical é um espetáculo/show com cenas de alguns dos musicais mais famosos da Broadway. Números das montagens Chicago, Hairspray, Burlesque, Cantando na Chuva, Avenida Q, Os Produtores, A Família Addams e Wicked estão presentes em Sou Assim, que tem como fio condutor o desejo interno de afirmação, a busca pela identidade própria no mundo moderno.

O espetáculo Vai Crescer – Uma Tarde Musical é vibrante e alegre. Com 19 números musicais, faz homenagem os musicais infantis mais amados de todos os tempos. Entre eles, Shrek, Mary Poppins e Escola do Rock, que se misturam às princesas Moana, Tiana, Rapunzel, Mulan e aos clássicos como Alice no País das Maravilhas e Annie, entre outros. Vai Crescer é um mosaico de musicais modernos e antigos que fala sobre o crescimento. O elenco é formado por 28 atores/cantores jovens com idades entre 10 e 18 anos.

FICHA TÉCNICA – Diretora artística: Rafaela Amado. Diretora musical: Anna Priscila Lacerda. Diretora assistente: Alix Bandeira. Assistente musical: Pedro Aran. Cenógrafo: Alix Bandeira. Figurinista: Patrícia Pizzolato. Iluminador e operador de luz: Kadu Garcia. Estagiário: Felipe Ferretti. Pianista ensaiadora: Lidia Esther Baratute. Músicos: Davi Lacerda (guitarra e violão), Vitor Daniel (bateria), Theo Macedo (baixo), Ygor Thadeu (pianista) e Luiza Amélio (monitora de música). Diretor de produção: Rogério Garcia. Design e operador de som: Branco Ferreira. Design grafico: Felipe Barros. Diretor técnico e microfonista: Lenilson Souza. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação.

Elenco / Sou Assim – O Musical: Alice Pinheiro, Amanda Posada, Daltom Reis, Enzo Campeão, Felipe Ferretti, Fernanda Fernandez, Giovanna Valentim, Gustavo Smith, Jorge Grecco, Júlia Zimmer, Luigi Castellões, Maju Tatagiba, Marina Moretzsohn, Nádia Nogueira, Pedro Aran, Renata Jones, Ursula Miranda, Valléria Freire e Victória Louise.

Elenco / Vai Crescer – Uma Tarde Musical Amanda Posada, Camilla Rodrigues Araujo, Duda Lima, Enrico Yuuki, Giovanna Lima, Giulia Gatti, Jaque Andrade, João Poli, Juju Becker, Júlia Carvalho, Júlia Flor, Júlia Mazoni, Juliana Ribas, Laura Botelho, Letícia Ferreira, Letícia Paiva, Livia Maciel, Lucas Henrique, Mafê Gonçalves, Maria Clara Ribeiro, Maria Helena Sarmento, Maria Luísa Amado, Mariane Reigota, Nanda Cardin, Sophia Poubel, Thalita Mota, Victoria Shizue e Vitor Vaimberg.

Serviço

Espetáculo musical: Sou assim – O Musical

Temporada: 24 de janeiro a 2 de fevereiro

Horário: Sextas, sábados e domingos, às 20 horas

Duração: 80 minutos. Classificação: Livre.

Ingressos: Contribuição espontânea (sugestão: R$ 25,00)

https://checkout.tudus.com.br/teatro-nathalia-timberg-sou-assim–o-musical/selecione-seus-ingressos

Espetáculo musical: Vai Crescer – Uma Tarde Musical

Temporada: 25 de janeiro a 2 de fevereiro de 2020

Horário: sábados e domingos, às 16 horas

Duração: 80 minutos. Classificação: Livre.

Ingressos: Contibuição espontânea (sugestão: R$ 25,00)

https://checkout.tudus.com.br/teatro-nathalia-timberg-vai-crescer–uma-tarde-musical/selecione-seus-ingressos

Teatro Nathalia Timberg

Avenida das Américas, nº 2.000 – Barra da Tijuca. Freeway Center. RJ/RJ.

Tel: (21) 3388-5864. Capacidade: 300 lugares.

wolfmaya.com.br | Nas redes: @escolawolfmaya

MangoLab apresenta festival Calorzão

O pocket festival carioca mais antenado com as novidades e nomes incensados do cenário nacional, o MangoLab está de volta em edição Calorzão, inaugurando fevereiro em clima de fervo. Após ter no line up nomes como Duda Beat, Letrux, Marcos Valle e MC Tha em edições passadas, agora é a vez do evento ser palco da nova revolução do funk promovida pelo Heavy Baile, que recebe a convidada Baby Perigosa; e sets de Leo Justi, Larinhx, Glau Tavares, Carlos do Complexo e MangoDJs. A noite de 01/02 (sábado) tem início às 22h no NAU – Núcleo de Ativação Urbana.

 

O Heavy Baile é um coletivo multimídia de funk que propõe a convergência de produções musicais, coreográficas e audiovisuais. O projeto foi criado por Leo Justi como um estilo próprio de produção musical e se consolidou como uma dos principais sensações do Rio de Janeiro. Nessa noite, o grupo sobe ao palco com Justi e DJ Thai, o mestre de cerimônias Tchelinho e os dançarinos Sheick, Neguebites e Celly.

 

E nada melhor para atestar a emergência do funk carioca do que o Heavy Baile. Presença garantida em festivais pelo país, incluindo o último Rock in Rio, trata-se de um movimento progressivo de empoderamento musical e cultural da periferia, potencializando o batidão ao uni-lo a outros ritmos dos subúrbios internacionais, desde o hip hop e o trap ao jersey club.

 

O Heavy Baile lançou em 2018 seu álbum de estreia, “Carne de Pescoço”, e está em um momento de alta. Além dos hits recentes “Grelinho de Diamante” (ao lado de Baby Perigosa, convidada especial neste show) e “Cavalgada” (com Luísa Sonza), eles foram um dos destaques do MTV MIAW e venceram o Music Video Festival na categoria Melhor Coreografia em Videoclipe Nacional, com “Ciranda”.

 

Assista a “Cavalgada” com Luísa Sonza: http://bit.ly/ClipeCavalgada

Assista a “Grelinho de Diamante” com Baby Perigosa: https://youtu.be/_nZ2XmxvvvU

Assista a “Ciranda”: https://youtu.be/_tdmKl_3joA

 

Na mesma noite, Leo Justi, DJ e produtor fundador do Heavy Baile continua o agito com o seu set. Ele retornou de uma turnê europeia em 2019 e ganhou destaque fora do Brasil com dois EPs lançados pelo selo Waxploitation (“HVY BL NSS PRR”, de 2014, e “Vira a Cara”, de 2015), além de fazer parcerias com M.I.A., Phantogram, Tropkillaz, Emicida e MC Guimê.

 

Já Glau Tavares é residente das festas Velcro e Batekoo RJ. Tem seu som baseado na cultura funk e hip hop, mas tem ampliado suas frequências para o afrohouse e moombahton.  O DJ e produtor Carlos do Complexo já se apresentou no Red Bull Music Academy, além de outras festas itinerantes e festivais. Seu set mistura brasilidades, percussão, jazz, funk e R&B. Por fim, Larinhx mostra porque é um dos nomes que mais chamam atenção no Soundcloud, e os MangoDJs representam a prata da casa para não deixar ninguém parado.

 

O Calorzão é uma realização da MangoLab, uma plataforma carioca multimídia de desenvolvimento de talento, visibilidade artística e experimentação cultural. Pensando novas estratégias de levar música ao seu público alvo, a MangoLab aposta em capacitar e desenvolver nomes promissores da cena independente, passando pelo mid-stream ao mainstream.

 

Nessa noite quente, vai rolar “open água”: a MangoLab oferece estações de hidratação gratuita para refrescar todo o público. Os ingressos já estão à venda online, na plataforma Sympla: https://bit.ly/35uMAlt.

 

Serviço

MangoLab – Calorzão

Data: 01/02/2019 (sexta-feira)

Horário: 22h

Local: NAU – Núcleo de Ativação Urbana

Endereço: Av Cidade de Lima s/ nº – Parque Ernesto Nazareth – Santo Cristo – Rio de Janeiro/RJ

Ingressos: R$ 15

Antecipados: https://bit.ly/35uMAlt

Evento: https://www.facebook.com/events/920522618342593/

Classificação: 18 anos

 

“Ex-Gordo” na Oficina Cultural Oswald de Andrade

Após fazer uma cirurgia bariátrica, um homem que vive isolado em seu microapartamento no 48º andar confronta figuras do passado, com o objetivo de descobrir sua verdadeira essência. Este é o ponto de partida de “Ex-gordo”, novo trabalho do Núcleo de Pesquisa Caxote, com texto e direção de Fernando Aveiro e codireção de Naiene Sanchez, que, depois de estrar no Sesc Ipiranga, ganha uma nova temporada na Oficina Cultural Oswald de Andrade, de 3 a 18 de fevereiro.  O espetáculo tem apresentações às segundas e terças, sempre às 20h, com entrada gratuita.

No elenco, estão Bárbara Salomé, Camila Biondan, Humberto Caligari e Murilo Inforsato, além do próprio Fernando Aveiro, que interpreta o protagonista.

“Esse Ex-gordo convida um grupo de artistas para ir à sua casa e interpretar os personagens que habitam sua memória, para que ele possa, quem sabe, se sentir parte de uma sociedade e resolver sair do seu caótico mundo particular”, conta Aveiro, que trabalha o texto desde 2011. “A peça surgiu quando, ainda no CPT, tive uma ideia para uma cena de prêt-à-porter, que acabou não sendo executada. Tratava-se de uns escritos vinculados à figura de um gordo religioso e seus dissabores, e chamava-se Um domingo Depois da Missa. Revisitei o texto com frequência para extrair da ideia original todas as possibilidades de criação e personagens, mas só consegui fechá-lo em 2019, agora com o nome de Ex-Gordo”, completa.

Em meio a uma atmosfera onírica e surrealista, o público é convidado a passar 80 minutos na casa desse protagonista e a acompanhar uma espécie de sessão de psicodrama teatral. Todos se sentam em cadeiras de diferentes estilos e formatos posicionadas dentro da cena, em uma semiarena. Enquanto assistem ao desenrolar da história, os espectadores podem até tomar um cafezinho. Ao final do espetáculo, a ideia é que cada pessoa possa olhar a obra com autonomia de cocriação.

Aveiro explora alguns elementos autobiográficos na narrativa. “Tive uma formação religiosa, fui gordo e sofri muito com isso; justamente pelo fato de ter sido privado por eles… ‘eles todos que nos confinaram à margem, que destituíram nossa personalidade’… e não é nenhum exagero. Verbos como confinar e destituir precisam aparecer para dar a dimensão trágica da coisa toda. Hoje, sei que não estou falando apenas sobre meu ponto de vista privado, ou do ponto de vista do grupo dos renegados. Estou falando de todos nós, pois quem não estava no bando marginalizado, ou estava na posição de ataque ou como observador”, afirma o dramaturgo.

A encenação carrega uma série de referências das artes plásticas, do teatro e do cinema, como “Hamlet”, de William Shakespeare, o mito de Prometeu, as obras de Marcel Duchamp, “A Vênus de Milo”, de Alexandre de Antioquia, entre várias outras. “Acontece nessa peça uma espécie de colagem, em todos os pilares: dramaturgia, direção, atuação, figurinos, cenografia, trilha e luz para compor uma obra de diálogos entre mundos prováveis e improváveis”, define Aveiro. No cenário, essa noção é ainda mais evidente. Haverá um painel-memória criado por Camila Biondan com a função de representar o imaginário do protagonista, criando uma geografia viva que será constantemente atualizada ao longo da montagem.

 “Ex-gordo” é a terceira parte da Trilogia da Evolução, projeto do Núcleo de Pesquisa Caxote que apresenta peças que provocam reflexões sobre o despertar da consciência de indivíduos para processos sociais que os aprisionam/moldam e os padrões sociais que afastam o ser humano do que é essencial ou genuíno. Os outros espetáculos são “Por acaso, navalha” (2014), uma adaptação do texto de Plínio Marcos, e “Obra sobre Ruínas” (2017-18), escrito e dirigido por Fernando Aveiro.

O Núcleo de Pesquisa Caxote investiga o teatro intimista e em espaços alternativos a partir da montagem de textos clássicos e de novos dramaturgos. Em seus trabalhos, explora a relação entre as artes cênicas e outras linguagens.

SOBRE FERNANDO AVEIRO

Fernando Aveiro formou-se em Artes Cênicas em Ribeirão Preto e cursou Filosofia na Universidade Federal de São Paulo. Integrou o CPT – Centro de Pesquisa Teatral, dirigido por Antunes Filho, durante seis anos, onde atuou em “Policarpo Quaresma”, “A Falecida vapt-vupt”, “Toda Nudez Será Castigada” e “Prêt-à-porter Cult”. Formou-se como dramaturgo no Núcleo de Dramaturgia SESI-British Council, no qual escreveu o texto “Em abrigo”. Como dramaturgo, ainda se destaca o texto “Hospedeira”, com direção de Georgette Fadel, em cartaz em 2017 no SESC Consolação, em São Paulo.  É diretor do Núcleo de Pesquisa Caxote, pelo qual encenou “Por acaso, navalha”, e “Obra Sobre Ruínas”, com temporadas em São Paulo e interior. É orientador do Programa Qualificação em Artes (Projeto Ademar Guerra) do Governo do Estado desde 2017.

SOBRE O NÚCLEO DE PESQUISA CAXOTE

O Núcleo de Pesquisa Caxote foi criado em 2013 com o objetivo de investigar o teatro na linguagem contemporânea, por meio de obras de autores clássicos e de novos dramaturgos. Além disso, em seus espetáculos, busca integrar artes cênicas e outras linguagens, e investigar o espaço alternativo e a relação intimista entre o público e a cena.

Em 2014, o grupo estreou o primeiro espetáculo: “Por acaso, navalha”, com direção de Fernando Aveiro, no Espaço Mínimo, sede do coletivo em São Paulo. Essa releitura do texto de Plínio Marcos cumpriu uma temporada de três meses na capital e seguiu para Ribeirão Preto (SP) a convite do Grupo Engasga Gato, onde realizou apresentações no Telhado Cultural, sede do grupo.

A peça foi o ponto de partida para a Trilogia da Evolução, projeto composto por trabalhos que provocam reflexões sobre o despertar da consciência de indivíduos para processos sociais que os aprisionam/moldam e os padrões sociais que afastam o ser humano do que é essencial ou genuíno.

O segundo espetáculo da trilogia é “Obra Sobre Ruínas” que cumpriu uma temporada de um mês com 20 apresentações na SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt em 2018. Com texto e direção de Fernando Aveiro, o espetáculo fala sobre um Ser que decide passar por uma lobotomia para se adequar aos padrões impostos pela sociedade. O texto “Ex-gordo”, também de Aveiro, encerra o projeto.

SINOPSE
Um ex-gordo vive isolado no 48º andar de um arranha-céu e convida um grupo de atores para encenar semanalmente uma espécie de psicodrama, em que ele seria a figura central da história. Por meio do teatro, ele inventa várias figuras que marcam a sua memória, esperando um dia encontrar sua verdadeira identidade e reintegrar-se na sociedade.

FICHA TÉCNICA
Dramaturgia e direção: Fernando Aveiro
Codireção: Naiene Sanchez
Elenco: Bárbara Salomé, Camila Biondan, Fernando Aveiro, Humberto Caligari e Murilo Inforsato
Figurino: Rosângela Ribeiro
Costureira: Vera Luz
Assistente de figurino: Eduardo Dourado
Cenário: Núcleo de Pesquisa Caxote
Colagismo: Camila Biondan – @objetoroubado
Desenho de luz: Thiago Capella
Pesquisa musical: Fernando Aveiro
Preparação corporal, vocal e coreografia: Naiene Sanchez
Fotografia: Felipe Djanikian
Assessoria de imprensa e produção: Bruno Motta Mello e Verônica Domingues – Agência Fática
Realização: Núcleo de Pesquisa Caxote

SERVIÇO
EX-GORDO, de Fernando Aveiro
Oficina Cultural Oswald de Andrade – Rua Três Rios, 363, Bom Retiro
Temporada: 3 a 18 de fevereiro, às segundas e terças-feiras, às 20h
Ingresso: grátis, distribuídos uma hora antes
Duração: 80 minutos
Classificação: 16 anos
Capacidade: 30 lugares

 

“Vagaluz” no Sesc Pompeia

m tempos tão imediatistas, que valorizam o descartável e o instantâneo, ‘Vagaluz’ propõe um mergulho no universo da memória. Com estreia marcada para o dia 6 de fevereiro, às 21h30, no Espaço Cênico do Sesc Pompeia, a peça segue em temporada até 1º de março, com sessões às quintas, às sextas e aos sábados, às 21h30, e aos domingos, às 18h30.

Na montagem, um casal de atores relembra fragmentos de vida que ora parecem ter sido vividos, ora ouvidos de quem viveu ou até mesmo uma memória inventada. Essas memórias ganham a cena, assemelhando-se aos nossos atos de pensar e sentir, que surgem de forma aleatória, muitas vezes por meio de conexões não-lineares de espaço-tempo, como reverberações do que acontece dentro e fora de nós.

“São pequenos pedaços de memórias que, talvez… nem fossem narradas, mas… que, por algum motivo, estavam guardadas. Essa lembrança comum faz as pessoas (que assistem) invocarem e passearem por suas próprias recordações”, conta Lídia. Assim, o espectador complementa a dramaturgia criada em parceria pelos atores e o diretor. “A história contada… ou… as histórias contadas só fazem sentido com as histórias de quem assiste” emenda Edgar.

O diretor Antônio Januzelli (Janô), em mais um delicado e minucioso trabalho de direção, privilegia a atuação: um ator e uma atriz no jogo da cena, em busca de uma memória original.É o homem-ator/mulher-atriz desfazendo-se daquilo que não é necessário, para chegar à sua essência cênica –a memória original de si.

Assim, todos os elementos em “Vagaluz” estão a serviço da atuação. Um cenário minimalista, composto apenas por duas cadeiras, um figurino básico que remete aos trajes de ensaio e uma luz simples só para acolher as memórias e ambientá-las. E os intérpretes alternam-se em solos distintos, mantendo-se sempre conectados e cúmplices na composição do imaginário.

A construção desse trabalho foi instigada por uma perda na família dos atores, seguida pelo questionamento das crianças que só ouviam como explicação o silêncio. A quebra cada vez mais constante do silêncio trouxe o luto e então o escavar de dores… e, finalmente,a procura daquilo que permanece: as memórias. “Daí, surgiu uma ‘Vagaluz’ a nos guiar”, diz a atriz.

Sobre Antônio Januzelli (Janô)

Diretor, ator, professor e pesquisador das práticas do ator. Bacharel em Direito pela PUCAMP e formado em Artes Cênicas pela ECA-USP e pela Escola de Arte Dramática – EAD/ECA/USP. Tem mestrado e doutorado pela ECA-USP. É professor do departamento de Artes Cênicas da ECA-USP desde 1977. Foi professor da EAD entre 1977 e 2002. É autor do livro “A Aprendizagem do Ator” publicado pela editora Ática. Dirigiu e atuou em diversas produções no Brasil. É integrante do núcleo criador da Cia Simples de Teatro e diretor de “Se eu fosse eu”. Também dirigiu os monólogos “A Hora e a Vez” e “O Porco”, espetáculo indicado ao prêmio Shell de melhor ator. Foi membro do conselho editorial da Revista da ECA, membro do conselho editorial da revista do LUME-Unicamp e representante do Departamento de Artes Cênicas na AIEST (Associación Ibero Americana de Escuelas Superiores de Teatro).

Sobre Edgar Campos

Iniciou no teatro em 1980 com Jamil Dias, em “Do fundo do Baú”. Esse encontro resultou em outros trabalhos: “Exercício da Paixão”; “Guaiú, a Ópera das Formigas”; e “Por Pensamentos, Palavras e Atos”. Depois, trabalhou também com José Rubens Siqueira; com Mário Mazetti, na primeira montagem de “Casa de Brinquedo”; e com João Albano, em “Sexo Chocolate e Zambelê”.  Na passagem pelo CPT, com Antunes Filho, toma gosto pelo teatro de grupo e de pesquisa. Mas foi com a sua entrada na Fraternal Cia de Artes e Malasartes que pode se dedicar mais integralmente à pesquisa cênica. Com direção de Ednaldo freire e dramaturgia de Luís Alberto de Abreu, de 1998 a 2013, realizou vários trabalhos com destaques no cenário teatral: “Iepe”, “Till Eulenspigel”, “Masteclé – O Tratado Geral da Comédia”, “Auto da Paixão e da Alegria”, “Borandá – O auto do Migrante”, “Memória das Coisas”, “Sacra Folia” e “As Três Graças”.

Sobre Lídia Engelberg

 A atriz, contadora de histórias e jornalista iniciou nas artes cênicas no Centro de Pesquisa Teatral, com Antunes Filho, em 1985. Ao longo dos anos, entremeou atuação em montagens e trabalhos de formação e pesquisa com estudos de dança e consciência corporal e cênica, investigações de voz e canto.  Dentre os profissionais relacionados aos seus fazeres e pensares teatrais estão: Antunes Filho, Roberto Cordovani, Bru Palmieri, Cristina Calazans, Cristiane Paoli Quito, Alex Ratton, Andrea Kaiser, Antônio Januzelli e Juliana Sanches.

Nos últimos anos, dedicou-se principalmente à arte de contar histórias participando de projetos e eventos ligados às secretarias de cultura e educação e à educação de maneira geral, como: Viagem Literária, Circuito Teatral, Festival da Arte de Contar Histórias, Festival da Mantiqueira, Roteiro de Bibliotecas Públicas  e programas de formação de educadores, orientando-os com relação ao uso das histórias como ferramenta no processo pedagógico, em instituições de ensino superior, Sescoop e Sesc.

SINOPSE

Um casal narra e presentifica pequenos fragmentos de histórias e situações diversas – momentos vividos ou ouvidos de quem viveu.  São acontecimentos de outrora que, distantes de grandes feitos, poderiam ser considerados banais ou sem nenhuma importância. Aquilo que ficou, sabe-se lá por que, mas está lá e, de alguma forma, os preenche. Assim, vai se tecendo um caminho para investigação da memória e do esquecimento. O que guardamos nós ao longo da vida? Como a memória se desfaz?

 

FICHA TÉCNICA

Direção: Antônio Januzelli

Concepção: Antônio Januzelli, Edgar Campos e Lídia Engelberg

Atuação: Edgar Campos e Lídia Engelberg

Iluminação: Thiago Zanotta

Preparação vocal: Andrea Kaiser

Fotos: Giorgio D’Onofrio

Produção: Café Produções Culturais – Carol Faria e Fernanda Tonoli

Assessoria de imprensa: Agência Fática – Bruno Motta Mello e Verônica Domingues

 

SERVIÇO

VAGALUZ, DE ANTÔNIO JANUZELLI, EDGAR CAMPOS E LÍDIA ENGELBERG

Espaço Cênico do Sesc Pompeia – Rua Clélia, 93 – Água Branca

Temporada: de 6 de fevereiro a 1º de março de 2020

De quinta a sábado, às 21h30, e aos domingos, às 18h30

Ingressos: R$ 30 (inteira), R$ 15 (meia-entrada) e R$ 9 (credencial plena)

Classificação: 14 anos

Duração: 60 minutos

Capacidade: 40 lugares

 

Maria e João: O Conto das Bruxas

Desta vez, as migalhas nos guiarão por um caminho muito mais sombrio e perturbador. Estrelado por Sophia Lillis (‘It: A Coisa’), ‘Maria e João: O Conto das Bruxas’ chega aos cinemas nacionais em 20 de fevereiro, explorando a aterrorizante origem do clássico conto de João e Maria. O terror, que conta ainda com Alice Krige (‘Star Trek’) e Charles Babalola (‘Black Mirror’) no elenco, acaba de ter seu trailer oficial nacional divulgado.

Durante um período de escassez, Maria (Sophia Lillis) e seu irmão mais novo, João (Sammy Leakey), saem de casa e partem para a floresta em busca de comida e sobrevivência. “É bastante fiel à história original, o filme tem três personagens principais: João, Maria e a Bruxa”, afirma o diretor Oz Perkins. Sophia Lillis, que despertou a atenção do grande público como Beverly, em ‘It: A Coisa’, dará vida à Maria no longa. Sobre o papel, Sophia afirma ter ficado muito animada com o convite. “Eu sabia desde o roteiro que este seria um ótimo filme […] Eu gosto de papéis com um lado sombrio; é interessante tentar desvendar essa mentalidade.” Gravado na Irlanda, o filme contou com locações como um pavilhão de caça abandonado que, segundo a crença local, era frequentado pelo Diabo.

 

Sinopse

Desta vez, as migalhas nos guiarão por um caminho muito mais sombrio e perturbador. Durante um período de escassez, Maria (Sophia Lillis) e seu irmão mais novo, João (Sammy Leakey), saem de casa e partem para a floresta em busca de comida e sobrevivência. É quando encontram uma senhora (Alice Krige), cujas intenções podem não ser tão inocentes quanto parecem, que eles descobrem que nem todo conto de fadas tem final feliz.

‘Palco Tap In Rio’ apresenta espetáculos de dança no Teatro Ipanema

De 22 a 24 de janeiro acontece ‘O Palco Tap In Rio’, uma atração tradicional do festival de sapateadores Tap In Rio, que promove 3 noites recheadas de arte e animação com a participação dos professores do Tap In Rio, alunos e grupos convidados. Os espetáculos reúnem todas as gerações em apresentações históricas. As atrações acontecem às 20h, no Teatro Ipanema.

Para a noite da quarta-feira, 22, o público poderá conferir a Noite de Performances, que conta com a participação de sapateadores de todo Brasil. Serão apresentadas, performances criadas por alunos e professores envolvidos no festival Tap In Rio.

E, não para por aí. A quinta-feira, 23, traz o espetáculo Live com sapateadores e banda ao vivo. Na sexta, 24, é a vez da Gala, onde Steven Harper e Adriana Salomão trazem para o público o espetáculo Canibal. A apresentação encena elucubrações rítmicas e coreográficas sobre as conexões entre Oswald de Andrade, Fred Astaire, os Tropicalistas e o sapateado contemporâneo brasileiro. A adaptação faz parte do resultado de um trabalho para a residência Work in Progress, que Steven Harper conduziu no Festival de dança de Joinville em julho de 2019.

Ainda na sexta-feira, acontece o espetáculo Partido apresentado pelo sapateador Leo Sandoval com participação do compositor Gregory Richardson. Inspirado na experiência do coreógrafo Sandoval como imigrante afro-brasileiro nos Estados Unidos, no elenco, músicos e dançarinosexploram a convergência da dança percussiva e sapateado, celebrando as profundas conexões entre música e dança de origem africana no Brasil e nos EUA, ligando estilos como samba e house dance através de ritmos e movimentos de pés compartilhados.

Serviço:

Local: Teatro Ipanema

Atração: Noite de Performances

Dia: 22 – Quarta-feira

Horário: 20h

Atração: Live

Dia: 23 – quinta-feira

Horário: 20h

Atração: Gala – Com os espetáculos Canibal e Partido

Dia: 24 – sexta-feira

Horário: 20h

Valor: R$50 (Inteira) | R$25 (Meia e Participantes Tap in Rio)

Endereço: R. Prudente de Morais, 824 – Ipanema, Rio de Janeiro – RJ, 22420-