“Depois” no MASP Auditório

Com músicas de Beethoven e Chopin, a Studio3 Cia. de Dança apresenta no dia 10 de dezembro, no MASP Auditório, o espetáculo ‘Depois’, um olhar poético sobre o pós-espetáculo.

 

O coreógrafo Anselmo Zolla e o diretor teatral William Pereira construíram um roteiro em que o foco principal é uma companhia de dança e os acontecimentos, sentimentos e sensações provocados após o final do espetáculo. O processo de individualização dos bailarinos. O corpo coletivo que se dissolve em cenas íntimas, de memórias, reflexões e confrontos. Um espetáculo metalinguístico em que a dança reflete a própria dança e seus intérpretes.

 

A Studio3 Cia. de Dança possui uma especificidade única no panorama da dança brasileira: uma companhia onde diferentes gerações de artistas compartilham a mesma paixão pela dança, pelo movimento, pelo teatro. Uma pluralidade de histórias, trajetórias, corpos e técnicas.

 

Marilena Ansaldi – solista do Ballet Bolshoi

 

‘Depois’ conta com a participação especial da grande atriz-bailarina Marilena Ansaldi, num comovente solo sobre a passagem do tempo. O canto do cisne com a intensidade e poesia que sempre caracterizaram essa grande artista, precursora do teatro-dança no Brasil.

 

Marilena tem uma trajetória única no cenário da dança no Brasil. Grande bailarina clássica, nos anos 50 foi solista do Theatro Municipal de São Paulo, nos anos 60 transferiu-se para a Rússia, nos tempos da Cortina de Ferro, integrando o elenco do Ballet Bolshoi, em que foi solista. De volta ao Brasil ainda nos anos 60, reassumiu seu lugar no Theatro Municipal de São Paulo.

 

Beethoven e Chopin

 

A Sétima Sinfonia de Beethoven – “a sinfonia da dança”- inicia o espetáculo como uma celebração coletiva. Gradativamente essa textura sinfônica se desdobra em música de câmara, solos, recriações de compositores como Schubert, Chopin e músicas compostas especialmente para a trilha sonora do espetáculo pelo diretor musical Felipe Venancio.

 

Fause Haten criou os figurinos que dialogam com a dramaturgia do espetáculo. A solenidade e formalismo inicial que se transforma em trajes cotidianos, individualizados, unificados por uma paleta de cores que contrastam com a claridade do espaço cênico projetado pela Casa Goia. Já a luz de Caetano Vilela pontua dramaticamente as cenas coletivas e cria espaços íntimos múltiplos e dinâmicos.

 

Sobre a Studio3 Cia. de Dança

 

A Studio3 Cia. de Dança é uma companhia brasileira de dança que tem representado o País no mundo todo em eventos significativos no cenário da dança, em cidades como Milão, na Itália, Paris, Lyon e Biarritz, na França, Regensburg, na Alemanha, Lisboa e Porto, em Portugal, e também nos palcos do Brasil. A criação da Studio3 Cia. de Dança representa a consolidação de um trabalho artístico cuidadosamente preparado pelo seu coreógrafo e diretor artístico Anselmo Zolla, sob a direção geral de Evelyn Baruque. Criada em 2005, a companhia hoje conta com 16 intérpretes em seu elenco, provenientes de diversas formações e origens profissionais.

 

Sobre Anselmo Zolla

 

Anselmo Zolla atuou como bailarino nos teatros alemães de Kaiserslautern e Wiesbaden. No exterior, onde permaneceu por oito anos, ele criou obras para as companhias Azet Dance Company, Teatro de Heidelberg, Teatro de Mannheim e Teatro de Kaiserslautern. No Brasil, trabalhou ao lado de Deborah Colker e também no Balé da Cidade de São Paulo e na Quasar Cia. de Dança. Atualmente é diretor artístico da Studio3 Cia. de Dança.

 

Ficha Técnica

 

‘Depois’

Com a Studio3 Cia. de Dança

Concepção e direção coreográfica: Anselmo Zolla

Direção teatral: William Pereira

Direção musical: Felipe Venancio

Figurinos: Fause Haten

Cenografia: Casa Goia

Participação especial: Marilena Ansaldi

Coreografias: Anselmo Zolla e elenco de intérpretes criadores

Ensaiadora: Liris do Lago

Desenho de Luz: Caetano Vilela

Relações Públicas/ Convidados: Liège Monteiro e Luiz Fernando Coutinho

Assessoria de imprensa: Liège Monteiro e Luiz Fernando Coutinho

 

Serviço

Local: MASP Auditório

Endereço: Av. Paulista, nº 1578, Bela Vista, São Paulo, SP

Data: 10 de dezembro (terça-feira)

Horário: 20h

Ingressos: R$ 40 e R$ 20 (meia-entrada)

Telefone: (11) 3149-5959

Horário da bilheteria: terça a domingo, das 10h às 17h30. Quinta-feira, das 10h às 19h30.

Em dias de espetáculo, a bilheteria funcionará até o horário de início da apresentação.

Cartões: todos

Estação de metrô próxima: Trianon-Masp

Indicação etária: livre

Duração: 60m

Capacidade de público por sessão: 374 pessoas

Crédito das fotos: Renan Livi

Roots – Eu Fui!

Amo dança e fazia um tempinho já que não ia conferir um espetáculo da tal arte. Minha paixão é o balé clássico, mas também curto outros estilos, e “Roots” traz Thiago Soares e Danilo D’Alma unindo balé e dança de rua no mesmo palco, ao mesmo tempo.

Balé e dança de rua parecem totalmente opostos, mas nesse caso nem tanto. Thiago Soares iniciou sua bem-sucedida carreira como bailarino clássico dançando hip-hop e break nas festas da Zona Norte carioca. Já Danilo D’Alma é bailarino e coreógrafo reconhecido no cenário das danças de rua do Rio. Agora os dois se uniram para mostrar cada um seu talento e também exibir a vertente que têm em comum.

Portanto, quem – como eu – já teve a oportunidade de ver Thiago Soares em cena com todo seu estilo clássico, verá uma outra roupagem. Não que ele não mostre seus dotes, mas dessa vez o faz com uma cara mais desconstruída. Então, quem tem curiosidade para conhecer um espetáculo de dança mas sente que talvez não tenha paciência para as longas exibições do balé clássico, “Roots” é uma boa opção. Espetáculo curto e com uma cara moderna.

P.S.: Agradeço à Catharina Rocha pelo convite!

Bailarina Beth Bastos dirige performances no Masp e no Mac para investigar relação da dança com arquitetura e artes visuais

Mestre em dança, a bailarina e coreógrafa mineira Beth Bastos dirige trabalho denominado de performances-observatório, que traz  a pergunta

O que vemos quando olhamos dança? no dia 30 de novembro, sexta-feira, às 16h30, no vão livre do Masp (Museu de Arte de São Paulo) e no

dia 14 de dezembro às 15h30 na sala de exposição do Mac (Museu de Arte Contemporânea).

As apresentações encerram o projeto O que vemos quando olhamos dança? –  contemplado pela 25ª Edição do Fomento à Dança da Cidade de São Paulo,

com apoio da Secretaria Municipal de Cultura -, que já realizou diversas performances pela cidade em arquiteturas distintas, um ateliê de quatro meses na

Oficina Oswald de Andrade com 32 solos de dança, palestras e o filme O que te move, sobre os solos. Concebido pela bailarina Beth Bastos e seu núcleo de

pesquisa, o projeto investiga a questão do olhar, a imaginação e a relação da dança com a arquitetura, a fotografia e as artes plásticas.

Sob a direção de Beth Bastos, figurino de Tereza Monteiro, cenografia de André Canadá e iluminação de Hernandes Oliveira, sete bailarinos trajando vestidos

e camisas de linho em cores neutras estarão em cena e o público é convidado a desfrutar da natureza, do silêncio, de instantes de suspensão do movimento em

pausas. Tudo acontece ao cair da tarde no momento de transformação entre o dia e a noite.

Beth Bastos e os bailarinos do Núcleo Pausa propõem ao público a experiência da  composição e do movimento com o foco no corpo e no espaço, ativando a

percepção dos sentidos e os sentidos da imaginação. “As performances-observatório oferecem ao espectador a possibilidade de escolher como e de que lugar

se quer olhar, ver e assistir”, comenta Bastos.

O trabalho de improvisação e de composição em dança se alimenta das filosofias de corpo da bailarina americana Lisa Nelson (bailarina, performer, editora de

revista em Nova York) e de Klauss Vianna (bailarino brasileiro, criador de um método de dança).  Beth Bastos investe na desaceleração do espectador e do artista.

A coreógrafa explica que “a proposta das performances-observatório é sintonizar a percepção e o instante para criar composições espontâneas e singulares, usando

os sentidos do corpo como ferramentas de sobrevivência e de produção de imagens. O que pode uma pausa provocar? O que se imagina a partir de um corpo que pausa?

Como essa imagem efêmera afeta o espaço”?

Nas palavras de Beth Bastos, “essa pesquisa, em processo, tem como foco as abordagens sobre o corpo e o espaço e usa a desaceleração do movimento para desdobrar

os temas da atenção, da pausa, da quietude e da necessidade política de resistir e abrir espaço para outros olhares e seus significados. Propõe uma operação de

ralentamento que permite observar a dimensão paradoxal do tempo ao fixar um instante que contém muitos possíveis e desencadear mudanças na ordem do sentido.

Em um momento em que a aceleração é um valor em si, as performances-observatório oferecem uma possibilidade de percepção da pausa como um gesto alcançável

para produzir outras paisagens”.

 

Beth Bastos

Bailarina, performer, improvisadora e professora de dança. Sua experiência passa pela formação em filosofias do corpo em Klauss Vianna (Brasil) e Lisa Nelson (USA).

Em sua pesquisa questiona o trânsito entre a contemporaneidade e a desaceleração, no tempo e no espaço, a composição de imagens, e a percepção dos sentidos e os

sentidos da imaginação.

 

Serviço

Dia 30 de novembro – vão livre do Masp (Museu de Arte de São Paulo). Performance às 16h30. Duração de 60 minutos.

Dia 14 de dezembro – sala de exposição do Mac (Museu de Arte Contemporânea). Performance às 15h30. Duração de 60 minutos.

 

Ficha técnica

Concepção e direção de Beth Bastos. Núcleo Pausa:Izabel Costa, Daniela Pinheiro, Fernanda Windholz, Emilio Salvietti Cordeiro, Maíra Rocha Machado, Maira Mesquita,

Ísis Marks. Músico: Rodrigo Vasconcelos. Dramaturgia: Débora Tabacof. Fotografia: Sandro Miano. Ambiente cenográfico/Design gráfico: Andre Canada. Palestrantes

convidados: Paula Chieffi, Guilherme Wisnik, Teresa Bastos. Produção: Cais Produção Cultural. Direção de Produção: José Renato F. Almeida. Assistente de Produção:

Beto de Faria. Assessoria de Imprensa Arteplural

Espetáculo explora a fisicalidade do ator no palco do Teatro Nathalia Timberg

O Teatro Nathalia Timberg recebe, dia 28 de novembro (quinta, às 20h30), o espetáculo de teatro físico 1 Minuto de Silêncio, realizados pela Escola de Atores Wolf Maya (unidade Rio de Janeiro). A montagem é uma criação coletiva dos atores (alunos da turma M4C) com orientação e direção de Dani Visco.

A montagem coloca em cena a fisicalidade e a expressividade dos atores-criadores em uma encenação que traduz o enredo pela presença cênica, pelo físico, pelos movimentos conscientes. A diretora Dani Visco – que é também bailarina, coreógrafa, diretora de movimento, preparadora corporal e preparadora de elenco – explica que as criações partiram das próprias inquietações dos intérpretes, tendo como gatilho aquilo que cada tema ou abordagem sugere, tanto individualmente como em grupo.

Sinopse – Um minuto de silêncio para enxergarmos como tudo virou de cabeça para baixo, para enxergarmos como chegamos ao agora e para abrir nossos olhos para o que está acontecendo. O mundo grita por ajuda, mas fingimos não escutar. Quem pagará essa conta? Nós matamos, desmatamos e destratamos, querendo usufruir de todos os benefícios. Nós não ligamos para o outro. A empatia caiu em desuso. As relações estão se tornando cada vez mais frágeis. O mundo está do avesso. Apenas nos dê um minuto de silêncio.

 

Ficha Técnica – Autor: Criação coletiva. Direção e operação de som: Dani Visco. Assistência de direção: Tiago Deam. Direção de produção: Rogério Garcia. Produção de base: Fernando Ribeiro. Iluminação: João Gioia. Direção técnica: Lenilson Souza. Design gráfico: Felipe Barros. Realização: Escola de Atores Wolf Maya.

 

Elenco (Turma M4C): Amanda Diener, Antonio Duarte, Brenno Pinheiro, Clara Ramalho, Camila Taíse, Daltom Reis, Daniel Gomes, Deividson Menêses, Filipe Peccini, Heloísa Honein, Ingrid Spada, Fernando Neves, Natália Gorges, Pedro Garcia, Pedro Groppa, Roberto Lomeu, Samantha Primo e Victoria Shizue. Atriz convidada: Rosania Cruz.

 

Serviço

 

Espetáculo: 1 Minuto de Silêncio

28 de novembro. Quinta-feira, às 20h30

Classificação: 12 anos. Gênero: Teatro físico. Duração: 60 min.

Ingressos: R$ 10,00 – Online: http://tudus.com.br/

 

Teatro Nathalia Timberg

Avenida das Américas, nº 2.000 – Barra da Tijuca. Freeway Center.

Tel: (21) 3388-5864. Capacidade: 300 lugares.

www.wolfmaya.com.br | Nas redes: @escolawolfmaya

 

Grupo “Dança Charme & Cia” apresenta espetáculo People no Cacilda Becker

Quem se lembra da animada época dos bailes charmes e dos passinhos cheios de criatividade e sincronia? Esta será uma ótima oportunidade de reviver estes momentos, pois nos dias 27 e 28 de novembro (quarta e quinta-feira), o Teatro Cacilda Becker, no Largo do Machado recebe a companhia Dança Charme & Cia, que apresentará o espetáculo People. A apresentação que tem como protagonista o Charme, faz parte programação do teatro em comemoração ao mês da Consciência Negra. O Espetáculo acontece às 20h. Ingressos à R$20 inteira| R$10 meia.

 

Dirigido pelo coreógrafo e diretor da Dança Charme & Cia, Marcus Azevedo, o espetáculo coloca em voga o sucesso dos anos 80, além de mostrar o cotidiano e a realidade vivida pelos dançarinos de ritmos urbanos como o Charme, popularmente conhecidos como “Charmeiros”.

O elenco conta com 22 atores e bailarinos, todos frequentadores dos bailes, que passaram por uma preparação corpórea e de movimentos rigorosa. Na seleção musical, a platéia poderá assistir a performances coreografadas com canções clássicas dos bailes de charme, além de Elza Soares, Racionais MCs, Tim Maia, Chaka Khan, entre outros. 

 

O espetáculo pretende mostrar o quanto a cultura charme se mantém viva e faz parte da história do carioca, sendo um estilo de ritmos de danças urbanas. Para o diretor Marcus Azevedo, que carrega multidões em seus eventos na Zona Norte, apresentar seu espetáculo na Zona Sul do Rio é uma conquista. “O Charme faz parte de uma geração e continua vivo. Quem vivenciou aqueles momentos lúdicos e sadios onde os jovens se reuniam para criar danças em conjunto, com o desejo de fazer bonito nas festas, vai querer reviver esses momentos. Nós fazemos arte por amor e nos entregamos a nossa dança.  Queremos mostrar o quanto a dança nos faz manter vivo em nossos sonhos, além de fazer com que muitos revivam esta época das danças em conjunto”, conta Marcus Azevedo.

 

Cia dedicará um dia a aulas de charme com preço popular

Na segunda e terça-feira, dias 25 e 26, os coreógrafos de charme Marcus Azevedo e Eduardo Gonçalves da companhia Dança Charme & Cia ministrarão um animado Workshop de Dança Charme, das 14h às 17h, no Teatro Cacilda Becker. Para participar não precisa experiência previa, basta ter paixão pela dança e vontade de se reunir com a galera para fazer passinhos harmônicos em conjunto. Os interessados poderão se inscrever via e-mail culturacharme@gmail.com, ou no local por R$10. Sujeito a lotação.

 

Sobre a Dança Charme & Cia

A Dança Charme & Cia tem o objetivo de apresentar uma linguagem cênica autêntica de movimentos oriundos dos Bailes de Charme/Hip Hop do subúrbio carioca. O Charme Cultura é até hoje símbolo de autoestima, afirmação, elegância e de valor principalmente através de sua dança, enfim, do seu modo de viver.

É a 1ª Cia de Danças Urbanas do País a representar a cultura e dança dos Bailes de Charme através de seus dançarinos em versão Arte e assim democratiza o acesso a esta dança através de seus próprios artistas sociais.

 

Ficha Técnica:

Duração: 70 min

Foto: Árvore 2.0

Figurino: NKenge.Br

Iluminação: Gil dos Santos

Co. Produção: Eduardo Gonçalves

Direção/Criação: Marcus Azevedo

Elenco: Jade Pitanga, Cris Marques, Cleiton Santos, Daianny dos Santos, Fernanda Amaral, Gedson Glabson, Haniel Vianna, Igor Gomes, Jessica Esteves, Luan Adão, Pedro Barreto, Felipe Salsa, Katia Bispo, Sevenir Jr, Wallace Vinicius, Xandy Neguitto, Ruan Daumas, Caio Lafaiete, Jader Gama, Erika Vidal, Rogério Jr.

Coreografia: Marcus Azevedo, Eduardo Gonçalves e Bailarinos

 

Serviço:

 

Workshop de Dança Charme

Datas: 25 e 26 de novembro – Segunda e terça-feira

Horário: 14h às 17h

Valor: R$10

Local: Teatro Cacilda Becker

 

Grupo “Dança Charme & Cia” apresenta espetáculo People

Sesc Osasco recebe estreia de espetáculo infantil da Companhia de Danças de Diadema

No dia 15 de dezembro, domingo, a Companhia de Danças de Diadema estreia o espetáculo infantil “Nas Águas do Imaginar”, de Ton Carbones e elenco, no Sesc Osasco, às 16 horas. Com direção geral de Ana Bottosso, a montagem apresenta uma viagem lúdica pela imaginação.

O enredo traz uma criança que, ao se deitar para dormir, é surpreendida por seres fantásticos que surgem em seu quarto, instigando sua imaginação. Ávida pela diversão, a criança veste-se de coragem e muita criatividade para embarcar em uma viagem ao mundo do imaginar.

Segundo Ton Carbones, criar um espetáculo de dança para o público infantil é sempre um grande desafio. “Como transpor história, aventura e diversão por meio de uma linguagem, por vezes tão abstrata como a dança?”, reflete o bailarino e coreógrafo. Assumindo esse desafio, os bailarinos da Companhia de Danças de Diadema embarcaram numa pesquisa que envolve brincadeiras, gestos, histórias, jogos teatrais, música e dança. Voltaram à infância, viajaram pelo mundo de imaginação e trouxeram experiências lúdicas para o espetáculo.

O cenário em branco vai ganhando cores e vida, à medida que se desenrola a divertida viagem com seus surpreendentes e incríveis personagens. Almofadas transformam-se em estrelas e voam. A cama se desdobra em vários objetos: carrinho de mão, bancos, coral no fundo do mar e skates. O lençol ganha vida e traz a noite, vira mar, barco e qualquer outro lugar. O Figurino têm cores vibrantes e combinações divertidas como se as personagens tivessem saído de um desenho animado, explorando as possibilidades de imaginação dos pequenos.

 

Nas Águas do Imaginar desafia o espectador a desbravar, junto com essa criança, um mundo repleto de surpresas e fantasias, numa lúdica brincadeira que reflete sobre a busca do que está do lado de fora ou desbravar o universo interior. E a passagem para essa aventura custa apenas o uso da imaginação.

 

A história

Para dar início à aventura, uma trupe de artistas se aproxima da plateia cantando e fazendo brincadeiras com as crianças, abrindo alas para a história de Nas Águas do Imaginar. Uma criança ajeita-se para dormir. As roupas que estão jogadas pelo quarto vão ganhando vida, dançando e organizando-se. Como se estivesse sonhando, ela sai da cama e os objetos do quarto se transformam, dando início à aventura.

Aparecem Piratas divertidos e atrapalhados. Uma Polvo surge ao lado de criaturas Siamesas agitadas. . Um Caçador e uma Sapa planejam roubar a imaginação da personagem, tendo ajuda de seres misteriosos, deslizantes e muito suspeitos. A aventura passa também pelo fundo do mar, onde um navio é comandado pela capitã Polvo e seus Piratas.

Em meio a brinquedos que ganham vida, transformações mágicas, amigos imaginários e brincadeiras com personagens que emitem sons curiosos, o caçador coloca em prática o plano de roubar a imaginação da criança. Para tanto, ele sequestra sua amiguinha Polvo, mas ele só não contava com a intromissão das Siamesas, que mostram para a criança que a imaginação não pode ser roubada. No fim da aventura, as personagens fantásticas levam a criança de volta para o sono, mas será que ela será a mesma ao acordar?

Ficha técnica

Direção geral: Ana Bottosso. Coreografia: Ton Carbones e elenco. Assistência de direção e produção administrativa: Ton Carbones. Assistência de coreografia: Carolini Piovani. Concepção musical: Luciano Sallun. Concepção figurino: Hazuk Perez. Cenografia e adereços: Ateliárea – Daniel Sapiência e Paula Martins. Desenho de luz: André Prado, Ton Carbones e Ana Boottosso. Professores de dança clássica: Márcio Rongetti e Paulo Vinícius. Professores de dança contemporânea: Ana Bottosso, Carolini Piovani, Elton de Souza e Ton Carbones. Professor de dança moderna: Reinaldo Soares. Orientação de yoga: Daniele Santos. Condicionamento físico: Carolini Piovani. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação. Assistência de produção: Daniela Garcia e Jehn Salles. Idealização/produção: Companhia de Danças de Diadema. Realização: Sesc SP.

Elenco: Carlos Veloso, Carolini Piovani, Daniele Santos, Danielle Rodrigues, Elton de Souza, Guilherme Nunes, Júlia Brandão, Leonardo Carvajal, Thaís Lima, Ton Carbones e Zezinho Alves.

Site: www.ciadedancas.apbd.org.br

Facebook: @companhiadedancas / Instagram e Twitter: @ciadedancasdiadema

Serviço

Espetáculo infantil: Nas Águas do Imaginar

Com Companhia de Danças de Diadema

Dia 15 de dezembro. Domingo, às 16h

Local: Tenda 1

Ingressos: R$ 20,00 (inteira); R$ 10,00 (meia); R$ 6,00 (credencial plena).

Vendas pelo Portal e nas unidades do Sesc. Grátis para menores de 12 anos.

Duração: 60 min. Classificação: Livre.

Sesc Osasco

Endereço: Av. Sport Clube Corinthians Paulista, 1300 – Jardim das Flores. Osasco/SP

Telefone: (11) 3184-0900

Horário/funcionamento: terça a sexta (13h às 22h), sábado, domingo e feriados (10h às 19h)

Estacionamento grátis. Possui fraldário e vestiário familiar.

Facebook: /sescosasco | Twitter: @sescosasco | Instagram: @sescosasco

www.sescsp.org.br/osasco

Bailarina Beth Bastos dirige performances na casa Miani, no Masp e no Mac para investigar relação da dança com arquitetura e artes visuais

Mestre em dança, a bailarina e coreógrafa mineira Beth Bastos dirige trabalho denominado de performances-observatório, entre 2 e 24 de novembro, que traz  a pergunta O que vemos quando olhamos dança? As performances acontecem no ambiente brutalista da Casa Miani, novo ponto de cultura da cidade e antiga residência e ateliê do artista plástico italiano Gaetano Miani (1920-2009), que viveu entre São Paulo, Roma e Nova York e foi amigo de Lina e Pietro Bardi. Dia 30 de novembro, a apresentação será no vão livre do Masp (Museu de Arte de São Paulo) e dia 14 de dezembro na sala de exposição do Mac (Museu de Arte Contemporânea).

As apresentações encerram o projeto O que vemos quando olhamos dança? –  contemplado pela 25ª Edição do Fomento à Dança da Cidade de São Paulo, com apoio da Secretaria Municipal de Cultura -, que já realizou diversas performances pela cidade em arquiteturas distintas, um ateliê de quatro meses na Oficina Oswald de Andrade com 32 solos de dança, palestras e o filme O que te move. sobre os solos. Concebido pela bailarina Beth Bastos e seu núcleo de pesquisa, o projeto investiga a questão do olhar, a imaginação e a relação da dança com a arquitetura, a fotografia e as artes plásticas. Com duração de uma hora, as performances-observatório acontecem ao ar livre, no jardim, desenhado por Burle Marx, entre plantas tropicais, piscinas e pequeno lago da casa do bairro da Granja Julieta, em São Paulo – obra moderna dos anos 60, do período brutalista, encomendada pelo artista ao arquiteto Paulo Mendes da Rocha e que no passado funcionou como ambiente de exposições e leilões de obras de arte antigas e contemporâneas e hoje está aberta ao público para atividades artísticas.

Sob a direção de Beth Bastos, figurino de Tereza Monteiro, cenografia de André Canadá e iluminação de Hernandes Oliveira, sete bailarinos e um pianista trajando vestidos e camisas de linho em cores neutras estarão em cena e o público de, no máximo, 40 pessoas é convidado a desfrutar da natureza, do silêncio, de instantes de suspensão do movimento em pausas. Tudo acontece ao cair da tarde no momento de transformação entre o dia e a noite, com a presença da arquitetura, uma mesa com romãs e uvas é permitido ao público fotografar, desenhar ou filmar a apresentação. O trabalho de improvisação e de composição em dança se alimenta  das filosofias de corpo da bailarina americana Lisa Nelson (bailarina, performer, editora de revista em Nova York) e de Klauss Vianna (bailarino brasileiro, criador de um método de dança).  Beth Bastos investe na desaceleração do espectador e do artista.

Beth Bastos e os bailarinos do Núcleo Pausa propõem ao público a experiência da  composição e do movimento com o foco no corpo e no espaço, ativando a percepção dos sentidos e os sentidos da imaginação. “As performances-observatório oferecem ao espectador a possibilidade de escolher como e de que lugar se quer olhar, ver e assistir.”, comenta Bastos. A coreógrafa explica que “a proposta das performances-observatório é sintonizar a percepção e o instante para criar composições espontâneas e singulares, usando os sentidos do corpo como ferramentas de sobrevivência e de produção de imagens. O que pode uma pausa provocar? O que se imagina a partir de um corpo que pausa? Como essa imagem efêmera afeta o espaço”?

Nas palavras de Beth Bastos, “essa pesquisa, em processo, tem como foco as abordagens sobre o corpo e o espaço e usa a desaceleração do movimento para desdobrar os temas da atenção, da pausa, da quietude e da necessidade política de resistir e abrir espaço para outros olhares e seus significados. Propõe uma operação de ralentamento que permite observar a dimensão paradoxal do tempo ao fixar um instante que contém muitos possíveis e desencadear mudanças na ordem do sentido. Em um momento em que a aceleração é um valor em si, as performances-observatório oferecem uma possibilidade de percepção da pausa como um gesto alcançável para produzir outras paisagens”.

 

Beth Bastos

Bailarina, performer,  improvisadora e professora de dança. Sua experiência passa pela formação em filosofias do corpo em Klauss Vianna (Brasil) e Lisa Nelson (USA).

Em sua pesquisa questiona o trânsito entre a contemporaneidade e a desaceleração, no tempo e no espaço, a composição de imagens, e a percepção dos sentidos e os sentidos da imaginação.

Serviço

 

De 2 a 24 de novembro de 2019. Sábados e Domingos às 17h30. Todas as performances serão precedidas por uma oficina de livre participação para os interessados que ocorrerá a partir das 15h30. Casa Miani – Rua Marechal Deodoro, 10 – Granja Julieta. Próximo ao metro Alto da Boa Vista. Indicada para todas as idades. Capacidade – 40 pessoas. Duração – 1 hora. Entrada franca.

 

Dia 30 de novembro – vão livre do Masp (Museu de Arte de São Paulo).

Dia 14 de dezembro – sala de exposição do Mac (Museu de Arte Contemporânea).

Ficha técnica

 

Concepção e direção de Beth Bastos. Núcleo Pausa:Izabel Costa, Daniela Pinheiro, Fernanda Windholz, Emilio Salvietti Cordeiro, Maíra Rocha Machado, Maira Mesquita, Ísis Marks. Músico: Rodrigo Vasconcelos. Dramaturgia: Débora Tabacof. Fotografia: Sandro Miano. Ambiente cenográfico/Design gráfico: Andre Canada. Palestrantes convidados: Paula Chieffi, Guilherme Wisnik, Teresa Bastos. Produção: Cais Produção Cultural. Direção de Produção: José Renato F. Almeida. Assistente de Produção: Beto de Faria. Assessoria de Imprensa Arteplural