Espetáculo “Depois” estreia dia 22 de março no MASP Auditório

A Studio3 Cia. de Dança estreia dia 22 de março, no Grande Auditório do MASP, o espetáculo ‘Depois’, um olhar poético sobre o pós-espetáculo.

O coreógrafo Anselmo Zolla e o diretor teatral William Pereira construíram um roteiro em que o foco principal é uma companhia de dança e os acontecimentos, sentimentos e sensações provocados após o final do espetáculo. O processo de individualização dos bailarinos. O corpo coletivo que se dissolve em cenas íntimas, de memórias, reflexões e confrontos. Um espetáculo metalinguístico em que a dança reflete a própria dança e seus intérpretes.

A Studio3 Cia. de Dança possui uma especificidade única no panorama da dança brasileira: uma companhia onde diferentes gerações de artistas compartilham a mesma paixão pela dança, pelo movimento, pelo teatro. Uma pluralidade de histórias, trajetórias, corpos e técnicas.

Marilena Ansaldi – solista do Ballet Bolshoi

‘Depois’ conta com a participação especial da grande atriz-bailarina Marilena Ansaldi, num comovente solo sobre a passagem do tempo. O canto do cisne com a intensidade e poesia que sempre caracterizaram essa grande artista, precursora do teatro-dança no Brasil.

Marilena tem uma trajetória única no cenário da dança no Brasil. Grande bailarina clássica, nos anos 50 foi solista do Theatro Municipal de São Paulo, nos anos 60 transferiu-se para a Rússia, nos tempos da Cortina de Ferro, integrando o elenco do Ballet Bolshoi, em que foi solista. De volta ao Brasil ainda nos anos 60, reassumiu seu lugar no Theatro Municipal de São Paulo.

Beethoven e Chopin

A Sétima Sinfonia de Beethoven – “a sinfonia da dança”- inicia o espetáculo como uma celebração coletiva. Gradativamente essa textura sinfônica se desdobra em música de câmara, solos, recriações de compositores como Schubert, Chopin e músicas compostas especialmente para a trilha sonora do espetáculo pelo diretor musical Felipe Venancio.

Fause Haten criou os figurinos que dialogam com a dramaturgia do espetáculo. A solenidade e formalismo inicial que se transforma em trajes cotidianos, individualizados, unificados por uma paleta de cores que contrastam com a claridade do espaço cênico projetado pela Casa Goia. Já a luz de Caetano Vilela pontua dramaticamente as cenas coletivas e cria espaços íntimos múltiplos e dinâmicos.

Sobre a Studio3 Cia. de Dança

A Studio3 Cia. de Dança é uma companhia brasileira de dança que tem representado o País no mundo todo em eventos significativos no cenário da dança, em cidades como Milão, na Itália, Paris, Lyon e Biarritz, na França, Regensburg, na Alemanha, Lisboa e Porto, em Portugal, e também nos palcos do Brasil. A criação da Studio3 Cia. de Dança representa a consolidação de um trabalho artístico cuidadosamente preparado pelo seu coreógrafo e diretor artístico Anselmo Zolla, sob a direção geral de Evelyn Baruque. Criada em 2005, a companhia hoje conta com 16 intérpretes em seu elenco, provenientes de diversas formações e origens profissionais.

Sobre Anselmo Zolla

Anselmo Zolla atuou como bailarino nos teatros alemães de Kaiserslautern e Wiesbaden. No exterior, onde permaneceu por oito anos, ele criou obras para as companhias Azet Dance Company, Teatro de Heidelberg, Teatro de Mannheim e Teatro de Kaiserslautern. No Brasil, trabalhou ao lado de Deborah Colker e também no Balé da Cidade de São Paulo e na Quasar Cia. de Dança. Atualmente é diretor artístico da Studio3 Cia. de Dança.

Ficha Técnica

‘Depois’

Com a Studio3 Cia. de Dança

Concepção e direção coreográfica: Anselmo Zolla

Direção teatral: William Pereira

Direção musical: Felipe Venancio

Figurinos: Fause Haten

Cenografia: Casa Goia

Participação especial: Marilena Ansaldi

Coreografias: Anselmo Zolla e elenco de intérpretes criadores

Ensaiadora: Liris do Lago

Desenho de Luz: Caetano Vilela

Relações Públicas/ Convidados: Liège Monteiro e Luiz Fernando Coutinho

Assessoria de imprensa: Liège Monteiro e Luiz Fernando Coutinho

Serviço

Local: MASP Auditório

Endereço: Av. Paulista, nº 1578, Bela Vista, São Paulo, SP

Datas: 22, 23, 24 e 29, 30 e 31 de março

Horários: Sextas e sábados: 20h

Domingos: 18h

Ingressos: R$ 40 e R$ 20 (meia-entrada)

Telefone: (11) 3149-5959

Horário da bilheteria: terça a domingo, das 10h às 17h30. Quinta-feira, das 10h às 19h30.

Em dias de espetáculo, a bilheteria funcionará até o horário de início da apresentação.

Venda pela internet: www.ingressorapido.com.br

Cartões: todos

Estação de metrô próxima: Trianon-Masp

Indicação etária: livre

Duração: 60m

Capacidade de público por sessão: 374 pessoas

Crédito das fotos: Renan Livi e Arnaldo Torres

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Ocupação “Decopulagem” no Teatro Cacilda Becker

Música e Poesia vão saltar e rodopiar pelo Teatro Cacilda Becker, no Largo do Machado, conduzidas pela Dança. Esse encontro de linguagens artísticas – que tem como eixo de investigação a Dança – é o que norteia a Ocupação Decopulagem, fruto do processo de criação da bailarina Aline Bernardi. Com apoio da Funarte, a programação (confira no serviço abaixo), de 20 a 24 de março, inclui o pré-lançamento de um livro, a estreia nacional de um solo de dança, sarau poético e oficinas a preços acessíveis.

Decopulagem é o nome que batiza o processo de investigação de Aline Bernardi, mestranda em Dança pela UFRJ. A ocupação Decopulagem é resultado de seis anos de pesquisa, e tem como intuito questionar os sintomas de uma sociedade marcada pelo hiper-estímulo e investigar a palavra (escrita ou falada) num campo de afetação com o corpo que dança. São muitas as perguntas que nutrem essa jornada. Como o corpo em movimento afeta o campo poético da palavra? O que acontece quando o corpo pede para pausar? Qual é o tempo necessário que o corpo precisa vivenciar para deixar o gesto dançado nascer da palavra poética?

– Nosso desejo é abrir brechas e fissuras de conectividades entre o corpo e a palavra. Vivemos um padrão de produção do conhecimento que tende a pré-determinar a organização corporal. Queremos expandir a percepção dos modos do corpo enquanto pulsação poética. E isso implica investir tempo numa relação de proximidade com os ritmos do corpo, por isso nossa necessidade de diálogo com a música – pontua Aline Bernardi.

Essa investigação se desdobra em três apresentações cênicas na programação: sarau com músicos e bailarinos, show em trio e solo de dança. Outro destaque é o pré-lançamento do livro Decopulagem, coletânea de prosas poéticas escritas por Aline em “estado de dança”. A música tem um papel importante em toda a concepção da Ocupação. Renato Frazão, diretor musical e compositor da trilha sonora original do solo, e outros músicos parceiros que assinam depoimentos do livro, fazem parte do sarau poético. Para completar a agenda, haverá oficinas, laboratórios artísticos e rodas de conversas entre músicos, escritores, cineastas e bailarinos.

O livro Decopulagem

O pré-lançamento está marcado para duas datas: sábado (23) e domingo (24). Composto por 33 prosas poéticas, o livro Decopulagem foi escrito por Bernardi enquanto dançava. Gestos, movimentos e palavras se afetam mutuamente, criando diferentes ritmos de escrita, construções textuais imprevisíveis e instigantes imagens poéticas. Será apresentada ao público a boneca da tiragem especial, o “livro-obra”, que tem capa de argila e toda a concepção gráfica pensada em torno do conceito de artesania.

O prefácio da obra é assinado por Hélia Borges, professora da Faculdade Angel Vianna e um dos nomes atuais mais importantes do pensamento filosófico em artes do corpo. Em seu texto, descreve: “Aline, em seus escritos, nos conduz para um corpo alerta e acordado, um agir, um campo de germinações, de maquinações como expressão do campo imanente que é a vida. Sua leitura nos coloca no mundo”.

O livro se divide em três títeres, que conduzem a criação – Andarilho, Artesão e Alfaiate. O Andarilho é aquele que dialoga com os diferentes lugares percorridos. Sejam grandes metrópoles, cidades pequenas e interioranas ou pontos de natureza, de uma grande capital europeia a uma ecovila no interior de Minas Gerais. O Artesão interage com artistas, as obras e as ideias que marcam ou marcaram a trajetória de Bernardi como performer e bailarina. O títere Alfaiate pratica a interlocução com a maternidade, tanto na geração de uma vida dentro de um ventre materno, como na gestação de processos artísticos. Nove mães foram escolhidas e convidadas por Aline, que assume o papel de doula de histórias. Essas personagens se juntam para um bate-papo na sexta (22).

Decopulagem – Solo de Dança

A estreia nacional do Solo está marcada para sábado (23) e domingo (24). A performance tem apenas Bernardi no palco, e foi criada a partir das prosas poéticas escritas com o corpo em movimento. É a prova de que a dança e a construção poética em Decopulagem se retroalimentam. Para Guilherme Frederico, diretor da performance, as dramaturgias coreográfica e musical estão intimamente ligadas e são os fios condutores da concepção da obra.

– As prosas poéticas do livro da Aline são um universo riquíssimo. Elas surgem através de suas lembranças e vivências, mas se revelam por um trabalho único, desenvolvido pela Aline, onde a escrita não surge exclusivamente de um comando do cérebro para as mãos, mas sim de todo o corpo em movimento. Nesse mais de um ano de pesquisa, a fluidez das prosas e as imagens instigantes que surgem nelas foram muito importantes para a dramaturgia do solo – avalia Guilherme.

Decopulagem e a música

Essa ode à artesania e a busca por uma brasilidade de raízes profundas conecta o Decopulagem com a música de Renato Frazão, que é o compositor da trilha sonora original do solo. Sua presença constante nos ensaios evidencia a costura da dramaturgia musical e gestual. Outros dois músicos parceiros e colaboradores assíduos do projeto assinam depoimentos do livro. Um deles é Thiago Amud, que se projeta como um dos maiores nomes da composição na MPB atual, parceiro de mestres como Francis Hime e Guinga. Mais um deles é Pedro Sá Moraes, compositor que reúne elogios da crítica nacional e estrangeira, com participação em festivais como South by Southwest, no Texas.

Frazão, Amud e Moraes se unem a outros talentos da música, todos parceiros do Decopulagem, para um sarau poético, na quinta (21). A apresentação reúne também Mauro Aguiar, Luiza Borges,

Leandro Floresta, Bethi Albano, Luiza Lacerda, Tássio Ramos, Marcelo Fedrá, Aline Paes e Camila Caputti.

Decopular e dialogar

“Sinto em Decopulagem uma ideia de gestação, de um processo que leva ao surgimento de novas relações, novos sentidos, novos afetos”, revela-nos o diretor do solo, Guilherme Frederico. Por isso, as conversas entre os parceiros do Decopulagem não poderiam estar de fora da programação.

No sábado (23), antes do pré-lançamento do livro, a pesquisadora de Estudos Contemporâneos das Artes Daniela Avellar dá o seu depoimento sobre o contato que teve com a pesquisa de Aline Bernardi. “Mais do que improvisar e provocar contato, as agitações provocadas por suas propostas, fazem atritar afetos que podem misturar-se uns aos outros, como em um processo de contágio”, aponta a pesquisadora, refletindo sobre os ecos desse trabalho nas relações estabelecidas no mundo atual. No domingo (24), também antes do pré-lançamento, os músicos Thiago Amud, Pedro Sá Moraes e o cineasta Joel Pizzini falam sobre a música e o universo poético de Decopulagem. Os três assinam depoimentos no livro.

“caminhar, caminhar, caminhar. experimentos de composição. manejo de um mesmo terreno com pequenas diferenças de intenções. como saber o que está se fazendo quando estamos imersos na experimentação?

descobrindo, inventando e permitindo a inscrição no maremoto de mudanças lúdicas. improvisar é fazer escolhas com o engajamento dos olhos.”

trecho da prosa poética [sobre maremotos, convívios e engajamentos]

PROGRAMAÇÃO COMPLETA – 20 a 24 de março de 2019

Todas as atividades serão no Teatro Cacilda Becker

Endereço: Rua do Catete 338 – Catete – Telefone: (21) 2265-9933

* As apresentações abertas ao público estão marcadas em negrito, e com o valor dos ingressos descrito. * Para informações e inscrições nas oficinas, mandar email para decopulagem@gmail.com .

Quarta Feira – 20 de março:

14h às 16h: Oficina de Máscaras Recicláveis com Clarice Rito (para crianças, adolescentes, pais, mães, adolescentes, adultos e idosos)

16h às 18h: Oficina de Contato Improvisação com Paulo Mantuano

18h às 20h30: Jam de Cordas com o músico Leandro Floresta

Ingressos: R$ 30

Quinta Feira – 21 de março:

14h às 16h: Oficina de Letra de Canção com Mauro Aguiar

16h às 18h: Oficina de Butô com Caio Picarelli

19h às 20h30: Sarau Poético de Dança, Música e Poesia com os bailarinos: Aline Bernardi, Paulo Mantuano, Guto Macedo, Moira Braga, Sandra Bonomini e Jéssica Barbosa e os músicos: Renato Frazão, Mauro Aguiar, Luiza Borges, Thiago Amud, Pedro Sá Moraes, Leandro Floresta, Bethi Albano, Luiza Lacerda, Tássio Ramos, Marcelo Fedrá, Aline Paes e Camila Caputti

Ingressos: R$ 20

Sexta Feira – 22 de março:

14h às 17h: Lab Afetações entre o Movimento Autêntico e o Contato Improvisação com Soraya Jorge e Guto Macedo

19h às 20h: Show Decopulagem com Aline Bernardi, Renato Frazão e Luiza Borges

Ingressos: R$ 30

20h às 20h40: Conversa com as mães que participaram do Livro Performance Decopulagem

Sábado – 23 de março:

14h às 17h: Lab Corpo Voz com Camila Caputti

19h às 20h: Solo Decopulagem com Aline Bernardi

Ingressos: R$ 30

20h às 20h40: Depoimento de Daniella Avellar + Conversa com a autora e bailarina Aline Bernardi e o diretor Guilherme Frederico + Pré Lançamento do Livro Performance Decopulagem

Domingo – 24 de março:

14h às 17h: Lab Corpo Palavra com Aline Bernardi

19h às 20h: Solo Decopulagem com Aline Bernardi

Ingressos: R$ 30

20h às 20h40: Conversa com Thiago Amud, Pedro Sá Moraes e Joel Pizzini (que assinam depoimentos no livro) + Pré Lançamento do Livro Performance Decopulagem

Carlinhos de Jesus e sua Cia de Dança apresentam “Aquarelas”, espetáculo de dança que passeia pelos famosos ritmos brasileiros

Nome luxuoso da dança de salão, o coreógrafo e dançarino Carlinhos de Jesus apresenta o espetáculo de dança “Aquarelas” no Teatro Rival Petrobras, Cinelândia. Junto com a Cia. de Dança Carlinhos de Jesus, o grupo aposta em figurinos e adereços para mostrar ao público danças populares brasileirasO show acontece no sábado, dia 02 de Fevereiro, às 19h30.

 

O repertório de “Aquarelas” traz músicas de Durval Lelys, Nando Cordel, Jacob do Bandolim, Tom Jobim, Chico Buarque, Gonzaguinha, João Bosco e Aldir Branco, Ari Barroso e Lourival Oliveira. Com esse setlist grandioso, Carlinhos de Jesus e sua Cia. de Dança fazem um passeio pela lambada, forró, frevo, samba de gafieira, chorinho, os icônicos malandros – símbolo da boemia carioca, samba no pé com direito a mestre-sala (representado por Carlinhos de Jesus) e porta-bandeira (com a dançarina Vanessa Nascimento).

 

A montagem começa com Carlinhos de Jesus fazendo homenagem às raízes de matriz africana, a base da cultura brasileira, para em seguida dar início a apresentação dos diversos ritmos brasileiros. E, apesar de ser a estrela do espetáculo, Carlinhos divide palco durante a maior parte do show de dança com seus dançarinos, todos treinados e orientados por ele, mestre da dança de salão.

 

Numa verdadeira demonstração de entrosamento e interação com o mentor, a Cia. executa números de dança cheios de beleza e vigor. A iluminação do palco segue o clima brasileiro e também carrega as cores do arco-íris em representação à diversidade da música popular brasileira. A apresentação ganha desfecho ao som de “Aquarela do Brasil”. É para sair do Teatro Rival Petrobras extasiado.

 

Aliás, Carlinhos de Jesus é o tipo de artista que surpreende os fãs e o público com seu talento e carisma. Conhecido internacionalmente por seu trabalho, ele é uma das figuras mais requisitadas do Carnaval do Rio de Janeiro, tendo sido o responsável pelas coreografias das comissões de frente das agremiações Mangueira, Beija-Flor, União da Ilha e Unidos da Tijuca e premiado com sete Estandartes de Ouro, e vai estrear na Portela em 2019.

 


Serviço

Teatro Rival Petrobras – Rua Álvaro Alvim, 33/37 – Centro/Cinelândia – Rio de Janeiro. Informações: (21) 2240-9796. Capacidade: 350 pessoas. Metrô/VLT: Estação Cinelândia. Data: 02 de Fevereiro (Sábado). Horário: 19h30. Abertura da casa: 18h. Censura: 18 anos. www.rivalpetrobras.com.brIngressos: R$ 70,00 (Inteira), R$ 50,00 (promoção para os 100 primeiros pagantes). Venda antecipada pela Eventimhttp://bit.ly/Ingressos2z0P23j. Bilheteria do Teatro Rival – Terça a Sexta das 13h às 21h | Sábados e Feriados das 16h às 22h

 

*Meia entrada: Estudante, Idosos, Professores da Rede Pública, Funcionários da Petrobras e clientes com Cartão Petrobras

‘Malditos’, da Renato Vieira Cia, de Dança, terá uma sessão extra nesta quinta-feira, dia 24/01

A literatura e a poesia sempre inspiraram os processos de criação dos espetáculos da Renato Vieira Cia de Dança. Desta vez, na concepção de ‘Malditos’, elas vieram misturadas a uma certa fúria que dialoga com o momento vivido pelo país. Sucesso de público e crítica, a obra encerra temporada no domingo 27/01, no Mezanino do Sesc Copacabana, e faz uma sessão extra na quinta-feira, às 20h. O espetáculo faz parte de uma trilogia que se impôs pela impossibilidade de os coreógrafos trabalharem com outro tema que não o da realidade imediata, ou seja, repercutir através de movimentos o impacto causado pela crise política/econômica/social instalada no Brasil. Se, num primeiro momento, o lamento foi propulsor da criação (‘BLUE bonjour tristesse’, de 2017), a mudança no panorama não atenuou as dificuldades enfrentadas pelos artistas. Da raiva e da angústia começou a nascer o novo espetáculo, que apresenta dois momentos: um coreografado por Renato e que leva o nome do espetáculo, e o solo “Fu”, assinado e interpretado por Bruno Cezario. E é a criação de Bruno que aponta para o novo projeto, a ser realizado em 2020, encerrando a trilogia. Em ‘Vida (aqui estou eu)’, o tempo deverá apaziguar as paixões e definir um novo caminho artístico. Na cena, além de Bruno Cezario, estão os bailarinos Soraya Bastos, Felipe Padilha, Hugo Lopes e Wallace Guimarães.

O ponto de partida para a criação da nova obra foi a aproximação com os “poetas malditos”. Há 150 anos, os simbolistas propunham uma escrita livre, revolucionária, cheia de símbolos e musicalidade. Naquele momento, como agora, havia um desconforto com o mundo. Sentindo-se mergulhado num certo “déjà vu” dos anos de chumbo, Renato Vieira buscou a poesia melódica da época, através de referências muito fortes, que vão de Santana a Janis Joplin. A partir desses nomes consagrados, Felipe Storino partiu para a composição da trilha musical.

“‘Malditos’ bebeu de várias fontes”, sublinha Renato Vieira. “Entre referências poéticas e musicais, surgiu uma obra que passeia pelos grupos vistos como “malditos” que criaram conteúdos “insolentes” e questionadores”.

As mesmas inquietações provocaram Bruno Cezario, mas sua concepção de “Fu” parte de outras premissas resultando numa obra requintada pelo seu despojamento e pela sua apreensão do mundo. Como ele explica, “Fu é um mergulhador perdido no oceano do egoísmo de um aquário caseiro, ouvinte solitário, cego, sensível apenas aos códigos desse universo particular e finito…”.

 

Sobre o processo criativo

Ao longo de 2018, o trabalho foi sendo conceituado por Renato, junto com Bruno, e com contribuições do professor de teatro e escritor Rodrigo Gerstner. Inspirado pelo universo que pesquisava para elaborar todas aquelas ideias em um projeto formal, Gerstner criou a poesia “Perto do que sou”, que passou a integrar a trilha musical de Malditos, composta por Felipe Storino, que também empresta sua voz para este trabalho.

Sou como um corcel em carne viva,

corro para não sentir queimar o meu fulgor.

Tenho pernas que trotam para longe

porque é longe onde me encontro perto do que sou.

Maldito pelas bocas de muitos,

não as que beijei

nem as que comigo conversaram,

mas por todas que proferem maldades,

por aqueles que preferem insultar e ranger os dentes.

Maldito por quem cospe veneno

e não me aceita, não me engole.

Fico atravessado nas gargantas e nas ruas,

habitante das sarjetas e periferias,

convivo com os imundos, impuros, renegados.

É com eles que me afirmo e não lamento,

é deles a voz que dá alento

e sentido ao meu canto belo

e sofrido,

à minha dança leve

e dolorida.

Convoco agora a escória reluzente

em seus talentos e brios,

os vagabundos, as prostitutas,

viados, putas e seus filhos,

os favelados e os indigentes,

quem for canhoto, comigo venha

neste movimento.

Malditos e humanos somos.

Bendita gente.

Rodrigo Gerstner

Sobre a Renato Vieira Cia de Dança

Companhia carioca de dança, em cena desde 1988, com direção geral de Renato Vieira, é reconhecida pela produção contínua de espetáculos que aliam o popular ao erudito, passando pelo experimentalismo, sem abrir mão da qualidade técnica de seus dançarinos. A companhia busca tornar acessível a dança como manifestação artística para todos os públicos, entendendo que assim atrai novos olhares para a dança contemporânea e contribui na formação de novas plateias para as artes em geral.

Renato Viera – Diretor artístico e coreógrafo

 

Renato Vieira é figura presente e atuante em diversas áreas da cena contemporânea. Começou sua carreira com o lendário Lennie Dale, dançou com Dalal Achcar, fundou o Vacilou Dançou com Carlota Portella e, no final dos anos 80, criou a Renato Vieira Cia de Dança, que apresenta regularmente criações inéditas, entre elas Terceira Margem, Ritornelo, Dociamargo, Poeira e Água, Rizoma, Boca do Lobo, No me digas que no, BLUE bonjour tristesse. Suas obras receberam destaque na imprensa, boas críticas e foram apresentadas em diversas cidades do país, além de Costa Rica e Portugal.

Como coreógrafo convidado assinou peças para o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, o Teatro Guaíra, o Teatro Municipal de Niterói, o Balé da Cidade de São Paulo, para a Cia de Dança de São José dos Campos, onde acumulou o cargo de Diretor. Ministrou cursos no Japão e na Alemanha, e, durante vários anos, deu aulas formando bailarinos e marcando, com seu estilo, uma geração.

Pioneiro na direção de movimento para teatro, televisão e cinema, assinou mais de 40 espetáculos, em parcerias com Gustavo Gasparani, Pedro Brício, Claudio Botelho e Charles Moeller, Wolf Maya, entre outros. Entre as produções mais recentes que contaram com sua contribuição destacam-se  Bem Sertanejo, o Musical, Zeca Pagodinho, uma História de Amor ao Samba,  Lili,  S’imbora – O Musical,  SamBra, o musical – 100 anos de Samba, Gilberto Gil – Aquele Abraço, o Musical, Samba Futebol Clube (pelo qual recebeu o Prêmio Cesgranrio 2014 na Categoria Especial), As Mimosas da Praça Tiradentes, O Som da Motown (que dirigiu), Sassaricando, Sassariquinho, Cole Porter – Ele Nunca Disse que me amava, South American Way entre muitos outros. Recebeu o prêmio Coca-Cola de melhor coreografia pelo infantil A Coruja Sofia. Assinou a coreografia de Abertura dos Jogos Pan Americanos, foi durante dez anos o coreógrafo da Comissão de Frente da Escola de Samba Grande Rio, coreografou a Comissão de Frente da Portela e da São Clemente. Pelo conjunto de sua obra recebeu, em 2004, o Prêmio Icatu Holding, com uma residência de seis meses na Cité des Arts, em Paris, França.

Bruno Cezario – Codiretor, Bailarino e coreógrafo

 

Bailarino de expressão internacional, Bruno estreou profissionalmente, aos 16 anos, em Romeu e Julieta, uma adaptação do original de Shakespeare concebida e dirigida por Sergio Britto e coreografada por Renato Vieira, passando a fazer parte de todas as criações da Renato Vieira Cia de Dança. Integrou paralelamente o Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, sob as direções de Jean-Yves Lormeau e Dalal Achcar, estreando nesse palco, aos 17 anos de idade, o L’après-midi D’un Faune, de Nijisky, voltando a interpretá-lo como Bailarino Convidado na comemoração do aniversário de 100 anos da obra, em 2013.

Viveu em Genebra onde dançou com o Ballet du Grand Théâtre de Genève; em Estocolmo com o Cullberg Ballet; na França no Ballet de l’Opéra de Lyon; e em Madrid, onde recebeu de Nacho Duato o título de Primeiro Bailarino na Compañía Nacional de Danza. Dançou peças de mais de 40 coreógrafos internacionais e nacionais, dentre eles William Forsythe, Jiří Kylián, Sasha Waltz, Lucinda Childs, Rachid Ouramdane, Philippe Decouflé, Natalia Makarova, Tatiana Leskova e Matz Ek.

Voltando ao Rio de Janeiro, criou em parceria com Renato Vieira todas as obras da companhia desde então, além de assinar figurinos e trilhas sonoras. Entre 2014 e 2017, retomou a parceria com a Cia Gilles Jobin, dançando os balés Quantum e A+B=X em diversos países (Japão, Israel, Rússia, França, Estados Unidos, entre outros). Foi coreógrafo convidado da Cia de Ballet da Cidade de São José dos Campos, da Compañía Nacional de Danza (Costa Rica). Criou uma das peças coreográficas que constituem o espetáculo Peh Quo Deux, da PeQuod / Companhia de Teatro de Animação, que tem direção geral de Miguel Vellinho de quem assinou, recentemente, a direção de movimento de A Última Aventura é a Morte. Fez a direção de movimento da peça Tãotão, texto de Pedro Kosowski e direção de Cacá Mourthé, pela qual recebeu o prêmio de Melhor Coreografia no 3o Prêmio CBTIJ de Teatro para Crianças. É dele também a direção de movimento de Isaac no Mundo das Partículas. Participou como ator dos longas-metragens Ensaio, de Tania Lamarca, e Exilados do Vulcão e Noite de Paula Gaitan. Como melhor bailarino recebeu os prêmios: Rio Dança 2001 e Você E A Dança.

Ficha técnica:

Direção Geral e coreografia: Renato Vieira

Solo “Fu”: Concepção, coreografia e interpretação de Bruno Cezario

Bailarinos: Bruno Cezario, Soraya Bastos, Felipe Padilha, Hugo Lopes, Wallace Guimarães

Iluminação: Binho Schaefer

Trilha sonora: Felipe Storino

Fotografias: Bruno Veiga

Direção de Produção: Taty Ribeiro

Programação Visual: Cristhianne Vassão

Assessoria de Imprensa: Rachel Almeida

Assistente de ensaio e operação de som: Denise Mendes

Operação de luz: Jon Thomaz

Figurinos: Acervo da Cia

Idealização e elaboração do projeto: Renato Vieira e Rodrigo Gerstner

 

Serviço:

Malditos

Datas: 4 a 27 de janeiro de 2019

Horário: 6ª a domingo, às 20h. Sessão extra dia 24/01, às 20h.

Local: Mezanino do Sesc Copacabana

Endereço: Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana, Rio de Janeiro – RJ

Ingressos: R$ 7,50 (associado do Sesc), R$ 15 (meia), R$ 30 (inteira)

Informações: (21) 2547-0156

Bilheteria – Horário de funcionamento: Segundas – de 9h às 16h | Terça a Sexta – de 9h às 21h; Sábados – de 13h às 21h | Domingos – de 13h às 20h.

Classificação indicativa: 16 anos

Duração: 50 minutos

Lotação: 80 pessoas

Gênero: Dança contemporânea

Espetáculo “Gala Tap In Rio” traz o sapateado para o palco do teatro Fashion Mall

Na terça-feira, 22, o publico vai vibrar com uma grande noite de sapateado, Stepping e percussão corporal. Serão três apresentações curtas – pocket shows – com SOLE Defined, de Washington DC, EUA, Saguibatu, Brasil – as duas com artistas americanos e brasileiros – e TAP New Generation – um coletivo de jovens talentos nacionais de diversos estados do país. A atração acontece no Teatro Fashion Mall, às 21h.

O espetáculo é uma celebração aos 18 anos de existência do evento Tap in Rio, que todos os anos reúne grandes sapateadores do Brasil e exterior. Para festejar, o Tap in Rio convida três companhias de dança para se apresentarem na Noite de Gala no palco do Teatro Fashion Mall, em São Conrado.

Cada companhia traz uma pegada própria e bem diferente, uma mostra da diversidade e atualidade da arte do sapateado de do ritmo feito com o corpo.

SOLE Defined (EUA)

Direção: Ryan K. Johnson. Assist. de direção: Quynn L Johnson

Elenco: Com Ryan Johnson, Quynn Johnson, Giuliano Antônio e Ana Carolina Tomioshi.

A companhia, oriunda de Washington DC, apresenta uma fusão de danças percussivas – sapateado, stepping, gumboots – canto e atuação. O público é levado para uma viagem rítmica que explora a relação entre danças percussivas tradicionais e a narração de histórias, abordando no caminho assuntos ligados á diversos tipos de injustiças sociais e raciais. Prepare-se para uma experiência carregada de emoção e energia.

Saguibatu (EUA/Brasil)

 

Com Steven Harper (sapateado), Adriana Salomão (sapateado), Mark Lambert (guitarra), Jimmy Duchowny (bateria) e Thiago Osório (tuba)

Saguibatu são três norte-americanos e dois brasileiros, unidos na exploração do território onde dança e música se entrelaçam, onde corpo vira música e música vira dança. A junção das primeiras sílabas de cada instrumento dá o nome ao espetáculo: sapateado, guitarra, bateria e tuba – formação inusitada que instiga diálogos inspirados e a exploração de sonoridades diferentes.

Múltiplo, Saguibatu não pode ser facilmente rotulado. Música e dança formam sua coluna vertebral, mas ele não é, tipicamente, um “espetáculo de dança” ou “um show de música”. O roteiro musical e as linguagens empregadas são uma viagem pelos caminhos que formaram seus protagonistas, suas experiências individuais e singulares. Jazz, chorinho, funk, pop, dança contemporânea, sapateado, samba, percussão corporal… no fundo é tudo uma coisa só: a celebração da vida através da dança e da música.

TAP New Generation (Brasil)

O TAP New Generation é um coletivo sapateado americano formado por artistas brasileiros de várias partes do país. Apresenta o espetáculo “NÓS”, que retrata a história singular desse grupo carioca, mineiro e paulista, diferente de qualquer outro.

Com trilha brasileira de Cássia Eller à Ordinarius, o grupo veste Brasil em suas muitas caras e mostra a sua cara para falar de nosso país.

Direção e concepção: Luciana Petsold, Panmela Tadeu e Geraldinho Junior.

Elenco e coreografias: Ayesha Zangaro, Luciana Petsold, Lucas Freitas, Lucas Bazanella, Jordania Galdino, Panmela Tadeu, Bárbara Pardo, Geraldinho Júnior.

 

 

 

Serviço

Espetáculo Noite de Gala

Data: 22 de janeiro – terça-feira

Hora: 21h

Ingressos: R$50 (inteira) / R$25 (meia)

O Teatro Fashion Mall fica na Estrada da Gávea, 899 – São Conrado, Rio de Janeiro

“Malditos” no Sesc

A literatura e a poesia sempre inspiraram os processos de criação dos espetáculos da Renato Vieira Cia de Dança. Desta vez, na concepção de ‘Malditos’, elas vieram misturadas a uma certa fúria que dialoga com o momento vivido pelo país. A obra, que estreia dia 4 de janeiro, no Mezanino do Sesc Copacabana, faz parte de uma trilogia que se impôs pela impossibilidade de os coreógrafos trabalharem com outro tema que não o da realidade imediata, ou seja, repercutir através de movimentos o impacto causado pela crise política/econômica/social instalada no Brasil. Se, num primeiro momento, o lamento foi propulsor da criação (‘BLUE bonjour tristesse’, de 2017), a mudança no panorama não atenuou as dificuldades enfrentadas pelos artistas. Da raiva e da angústia começou a nascer o novo espetáculo, que apresenta dois momentos: um coreografado por Renato e que leva o nome do espetáculo, e o solo “Fu”, assinado e interpretado por Bruno Cezario. E é a criação de Bruno que aponta para o novo projeto, a ser realizado em 2020, encerrando a trilogia. Em ‘Vida (aqui estou eu)’, o tempo deverá apaziguar as paixões e definir um novo caminho artístico. Na cena, além de Bruno Cezario, estão os bailarinos Soraya Bastos, Felipe Padilha, Hugo Lopes e Wallace Guimarães.

O ponto de partida para a criação da nova obra foi a aproximação com os “poetas malditos”. Há 150 anos, os simbolistas propunham uma escrita livre, revolucionária, cheia de símbolos e musicalidade. Naquele momento, como agora, havia um desconforto com o mundo. Sentindo-se mergulhado num certo “déjà vu” dos anos de chumbo, Renato Vieira buscou a poesia melódica da época, através de referências muito fortes, que vão de Santana a Janis Joplin. A partir desses nomes consagrados, Felipe Storino partiu para a composição da trilha musical.

“‘Malditos’ bebeu de várias fontes”, sublinha Renato Vieira. “Entre referências poéticas e musicais, surgiu uma obra que passeia pelos grupos vistos como “malditos” que criaram conteúdos “insolentes” e questionadores”.

As mesmas inquietações provocaram Bruno Cezario, mas sua concepção de “Fu” parte de outras premissas resultando numa obra requintada pelo seu despojamento e pela sua apreensão do mundo. Como ele explica, “Fu é um mergulhador perdido no oceano do egoísmo de um aquário caseiro, ouvinte solitário, cego, sensível apenas aos códigos desse universo particular e finito…”.

 

Sobre o processo criativo

Ao longo de 2018, o trabalho foi sendo conceituado por Renato, junto com Bruno, e com contribuições do professor de teatro e escritor Rodrigo Gerstner. Inspirado pelo universo que pesquisava para elaborar todas aquelas ideias em um projeto formal, Gerstner criou a poesia “Perto do que sou”, que passou a integrar a trilha musical de Malditos, composta por Felipe Storino, que também empresta sua voz para este trabalho.

Sou como um corcel em carne viva,

corro para não sentir queimar o meu fulgor.

Tenho pernas que trotam para longe

porque é longe onde me encontro perto do que sou.

Maldito pelas bocas de muitos,

não as que beijei

nem as que comigo conversaram,

mas por todas que proferem maldades,

por aqueles que preferem insultar e ranger os dentes.

Maldito por quem cospe veneno

e não me aceita, não me engole.

Fico atravessado nas gargantas e nas ruas,

habitante das sarjetas e periferias,

convivo com os imundos, impuros, renegados.

É com eles que me afirmo e não lamento,

é deles a voz que dá alento

e sentido ao meu canto belo

e sofrido,

à minha dança leve

e dolorida.

Convoco agora a escória reluzente

em seus talentos e brios,

os vagabundos, as prostitutas,

viados, putas e seus filhos,

os favelados e os indigentes,

quem for canhoto, comigo venha

neste movimento.

Malditos e humanos somos.

Bendita gente.

Rodrigo Gerstner

Sobre a Renato Vieira Cia de Dança

Companhia carioca de dança, em cena desde 1988, com direção geral de Renato Vieira, é reconhecida pela produção contínua de espetáculos que aliam o popular ao erudito, passando pelo experimentalismo, sem abrir mão da qualidade técnica de seus dançarinos. A companhia busca tornar acessível a dança como manifestação artística para todos os públicos, entendendo que assim atrai novos olhares para a dança contemporânea e contribui na formação de novas plateias para as artes em geral.

Renato Viera – Diretor artístico e coreógrafo

 

Renato Vieira é figura presente e atuante em diversas áreas da cena contemporânea. Começou sua carreira com o lendário Lennie Dale, dançou com Dalal Achcar, fundou o Vacilou Dançou com Carlota Portella e, no final dos anos 80, criou a Renato Vieira Cia de Dança, que apresenta regularmente criações inéditas, entre elas Terceira Margem, Ritornelo, Dociamargo, Poeira e Água, Rizoma, Boca do Lobo, No me digas que no, BLUE bonjour tristesse. Suas obras receberam destaque na imprensa, boas críticas e foram apresentadas em diversas cidades do país, além de Costa Rica e Portugal.

Como coreógrafo convidado assinou peças para o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, o Teatro Guaíra, o Teatro Municipal de Niterói, o Balé da Cidade de São Paulo, para a Cia de Dança de São José dos Campos, onde acumulou o cargo de Diretor. Ministrou cursos no Japão e na Alemanha, e, durante vários anos, deu aulas formando bailarinos e marcando, com seu estilo, uma geração.

Pioneiro na direção de movimento para teatro, televisão e cinema, assinou mais de 40 espetáculos, em parcerias com Gustavo Gasparani, Pedro Brício, Claudio Botelho e Charles Moeller, Wolf Maya, entre outros. Entre as produções mais recentes que contaram com sua contribuição destacam-se  Bem Sertanejo, o Musical, Zeca Pagodinho, uma História de Amor ao Samba,  Lili,  S’imbora – O Musical,  SamBra, o musical – 100 anos de Samba, Gilberto Gil – Aquele Abraço, o Musical, Samba Futebol Clube (pelo qual recebeu o Prêmio Cesgranrio 2014 na Categoria Especial), As Mimosas da Praça Tiradentes, O Som da Motown (que dirigiu), Sassaricando, Sassariquinho, Cole Porter – Ele Nunca Disse que me amava, South American Way entre muitos outros. Recebeu o prêmio Coca-Cola de melhor coreografia pelo infantil A Coruja Sofia. Assinou a coreografia de Abertura dos Jogos Pan Americanos, foi durante dez anos o coreógrafo da Comissão de Frente da Escola de Samba Grande Rio, coreografou a Comissão de Frente da Portela e da São Clemente. Pelo conjunto de sua obra recebeu, em 2004, o Prêmio Icatu Holding, com uma residência de seis meses na Cité des Arts, em Paris, França.

Bruno Cezario – Codiretor, Bailarino e coreógrafo

 

Bailarino de expressão internacional, Bruno estreou profissionalmente, aos 16 anos, em Romeu e Julieta, uma adaptação do original de Shakespeare concebida e dirigida por Sergio Britto e coreografada por Renato Vieira, passando a fazer parte de todas as criações da Renato Vieira Cia de Dança. Integrou paralelamente o Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, sob as direções de Jean-Yves Lormeau e Dalal Achcar, estreando nesse palco, aos 17 anos de idade, o L’après-midi D’un Faune, de Nijisky, voltando a interpretá-lo como Bailarino Convidado na comemoração do aniversário de 100 anos da obra, em 2013.

Viveu em Genebra onde dançou com o Ballet du Grand Théâtre de Genève; em Estocolmo com o Cullberg Ballet; na França no Ballet de l’Opéra de Lyon; e em Madrid, onde recebeu de Nacho Duato o título de Primeiro Bailarino na Compañía Nacional de Danza. Dançou peças de mais de 40 coreógrafos internacionais e nacionais, dentre eles William Forsythe, Jiří Kylián, Sasha Waltz, Lucinda Childs, Rachid Ouramdane, Philippe Decouflé, Natalia Makarova, Tatiana Leskova e Matz Ek.

Voltando ao Rio de Janeiro, criou em parceria com Renato Vieira todas as obras da companhia desde então, além de assinar figurinos e trilhas sonoras. Entre 2014 e 2017, retomou a parceria com a Cia Gilles Jobin, dançando os balés Quantum e A+B=X em diversos países (Japão, Israel, Rússia, França, Estados Unidos, entre outros). Foi coreógrafo convidado da Cia de Ballet da Cidade de São José dos Campos, da Compañía Nacional de Danza (Costa Rica). Criou uma das peças coreográficas que constituem o espetáculo Peh Quo Deux, da PeQuod / Companhia de Teatro de Animação, que tem direção geral de Miguel Vellinho de quem assinou, recentemente, a direção de movimento de A Última Aventura é a Morte. Fez a direção de movimento da peça Tãotão, texto de Pedro Kosowski e direção de Cacá Mourthé, pela qual recebeu o prêmio de Melhor Coreografia no 3o Prêmio CBTIJ de Teatro para Crianças. É dele também a direção de movimento de Isaac no Mundo das Partículas. Participou como ator dos longas-metragens Ensaio, de Tania Lamarca, e Exilados do Vulcão e Noite de Paula Gaitan. Como melhor bailarino recebeu os prêmios: Rio Dança 2001 e Você E A Dança.

Ficha técnica:

Direção Geral e coreografia: Renato Vieira

Solo “Fu”: Concepção, coreografia e interpretação de Bruno Cezario

Bailarinos: Bruno Cezario, Soraya Bastos, Felipe Padilha, Hugo Lopes, Wallace Guimarães

Iluminação: Binho Schaefer

Trilha sonora: Felipe Storino

Fotografias: Bruno Veiga

Direção de Produção: Taty Ribeiro

Programação Visual: Chiara Krengiel

Assessoria de Imprensa: Rachel Almeida

Assistente de ensaio e operação de som: Denise Mendes

Operação de luz: Jon Thomaz

Figurinos: Acervo da Cia

Idealização e elaboração do projeto: Renato Vieira e Rodrigo Gerstner

 

Serviço:

Malditos

Datas: 4 a 27 de janeiro de 2019

Horário: 6ª a domingo, às 20h

Local: Mezanino do Sesc Copacabana

Endereço: Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana, Rio de Janeiro – RJ

Ingressos: R$ 7,50 (associado do Sesc), R$ 15 (meia), R$ 30 (inteira)

Informações: (21) 2547-0156

Bilheteria – Horário de funcionamento: Segundas – de 9h às 16h | Terça a Sexta – de 9h às 21h; Sábados – de 13h às 21h | Domingos – de 13h às 20h.

Classificação indicativa: 16 anos

Duração: 50 minutos

Lotação: 80 pessoas

Gênero: Dança contemporânea

“Aponte” estreia no Teatro Cacilda Becker

Formado por graduados da Faculdade Angel Vianna, a Dinamosfera Companhia de Dança vai levar ao palco do Teatro Cacilda Becker, no Flamengo, seu novo espetáculo de dança contemporânea “Aponte”, inspirado na obra musical de Maria Bethânia. Buscando trazer à cena as relações interpessoais, as transformações de um indivíduo e a voracidade e delicadeza de viver a vida em um dia e todos os dias de uma vida, e pequena temporada vai ocupar o espaço cultural dentre os dias 20 e 23 de dezembro (quinta a domingo), com entrada a preços populares. Para celebrar o Natal, na compra de um ingresso ganha-se outro de graça, para presentear o acompanhante.

Com direção e concepção de Dinis Zanotto, Flavia Spinardi e Tamires Coutinho, “Aponte” caminha pelas novas linguagens e pesquisas sobre movimento, danças populares, danças a dois, dentre outras referências, na busca da construção de uma nova expressividade. A partir de algumas músicas de Maria Bethânia, os coreógrafos caminham por nuances individuais e coletivas, pelas diversas possibilidades de corpos distintos e também harmonizados.

DINAMOSFERA

A Companhia de Dança é formada Dinis Zanotto, Flavia Spinardi e Tamires Coutinho. Bailarina, coreógrafa, atriz e diretora de movimento, Flávia Spinardi iniciou sua formação artística em teatro físico na UniRio e sua carreira na dança contemporânea com a companhia Corpos Nômades (SP) e Minik Mondó (SP). Formou-se Bacharel em Dança pela Faculdade Angel Vianna (RJ) em 2017 e continuou a desenvolver sua pesquisa em uma imersão em Gaga Movement na sede da Batsheva Dance Company em Tel Aviv, em Israel, em 2018.

Já Dinis Zanotto, também bailarino, coreógrafo e diretor de movimento, também desenvolve atividade como terapeuta corporal. Professor de dança com formação em dança contemporânea, ballet clássico, danças de salão, dança moderna e jazz, Zanotto também se graduou Bacharel em Dança pela Faculdade Angel Vianna. Como bailarino participa de novelas, programas de televisão, filmes e shows na Rede Globo e, como coreógrafo e intérprete, apresentou a Direção do Tempo é diferente aqui dentro no projeto Sesc EntreDança 2018.

Bailarina, coreógrafa, diretora e preparadora corporal, a professora de dança Tamires Coutinho, tem formação em dança contemporânea, sapateado, ballet clássico, danças urbanas e tecido acrobático. Iniciou seus estudos em teatro na CAL (RJ) e também se formou Bacharel em Dança pela Faculdade Angel Vianna (RJ) em 2017. Como bailarina, trabalhou com coreógrafos como Frederico Paredes, Renata Versiani e Flávia Tápias. Realiza e apresenta suas criações em festivais como Dança em Trânsito 2017 e Sesc EntreDança 2018.

SERVIÇO:

De 20 a 23/12 – Espetáculo de dança APONTE no Teatro Cacilda Becker

De quinta a sábado às 19h , domingo às 18h

Valor ingresso:

R$ 30 inteira + um convidado de presente de Natal de graça*

R$ 15 meia

* a promoção é válida apenas para ingressos com valor integral.

* as promoções não são acumulativas

 
ENDEREÇO: R. do Catete, 338 – Catete, Rio de Janeiro

CLASSIFICAÇÃO: LIVRE

 

FICHA TÉCNICA

Direção e concepção e Coreografias: Dinamosfera – Dinis Zanotto, Flavia Spinardi e Tamires Coutinho.

Produção executiva: Mariana Chew

Iluminação: Flavia Spinardi

Figurino: Dinamosfera

Trilha sonora composta por: Gabriel Reis e João Melo

Bailarinos: Caroline Monlleo, Davi Benaion, Denise Guerchon, Dinis Zanotto, Ester França e Tamires Coutinho.