‘Palco Tap In Rio’ apresenta espetáculos de dança no Teatro Ipanema

De 22 a 24 de janeiro acontece ‘O Palco Tap In Rio’, uma atração tradicional do festival de sapateadores Tap In Rio, que promove 3 noites recheadas de arte e animação com a participação dos professores do Tap In Rio, alunos e grupos convidados. Os espetáculos reúnem todas as gerações em apresentações históricas. As atrações acontecem às 20h, no Teatro Ipanema.

Para a noite da quarta-feira, 22, o público poderá conferir a Noite de Performances, que conta com a participação de sapateadores de todo Brasil. Serão apresentadas, performances criadas por alunos e professores envolvidos no festival Tap In Rio.

E, não para por aí. A quinta-feira, 23, traz o espetáculo Live com sapateadores e banda ao vivo. Na sexta, 24, é a vez da Gala, onde Steven Harper e Adriana Salomão trazem para o público o espetáculo Canibal. A apresentação encena elucubrações rítmicas e coreográficas sobre as conexões entre Oswald de Andrade, Fred Astaire, os Tropicalistas e o sapateado contemporâneo brasileiro. A adaptação faz parte do resultado de um trabalho para a residência Work in Progress, que Steven Harper conduziu no Festival de dança de Joinville em julho de 2019.

Ainda na sexta-feira, acontece o espetáculo Partido apresentado pelo sapateador Leo Sandoval com participação do compositor Gregory Richardson. Inspirado na experiência do coreógrafo Sandoval como imigrante afro-brasileiro nos Estados Unidos, no elenco, músicos e dançarinosexploram a convergência da dança percussiva e sapateado, celebrando as profundas conexões entre música e dança de origem africana no Brasil e nos EUA, ligando estilos como samba e house dance através de ritmos e movimentos de pés compartilhados.

Serviço:

Local: Teatro Ipanema

Atração: Noite de Performances

Dia: 22 – Quarta-feira

Horário: 20h

Atração: Live

Dia: 23 – quinta-feira

Horário: 20h

Atração: Gala – Com os espetáculos Canibal e Partido

Dia: 24 – sexta-feira

Horário: 20h

Valor: R$50 (Inteira) | R$25 (Meia e Participantes Tap in Rio)

Endereço: R. Prudente de Morais, 824 – Ipanema, Rio de Janeiro – RJ, 22420-

Top 5 – Eu Fui 2019

Fechando mais um ano de atrações culturais. Nem tantas quanto eu gostaria, confesso. Mas o suficiente para conseguirmos elencar as 5 mais legais. Vamos lá?

1 – A Ponte

Relacionamentos cotidianos, pessoas comuns… Tudo isso pode render boas histórias e desvendar mistérios inimagináveis. “A Ponte” traz um pouco disso. O enredo é o de três irmãs que estão reunidas em prol da mãe, que anda mal de saúde e precisando de todas reunidas e, por sua vez, precisam visitar o pai para fazer a vontade da genitora. Aos poucos vão se revelando as tais histórias obscuras que servem para camuflar verdades que destruiriam a imagem da família perante a sociedade que ama fiscalizar os bons costumes allheios.

 

2 – Lenine – Em Trânsito

O projeto – vencedor do Grammy Latino de Melhor Álbum de Rock em Língua Portuguesa – estava de volta onde tudo começou. E Lenine melhor que nunca. Já fui a algumas apresentações do cantor e sempre pude conferir performances mais puxadas para o rock’n roll que nas versões originais e vejo que essa tradição se repete. Lenine dá roupagens mais pesadas para suas canções, inclusive algumas completamente diferentes, em perfeito match com a acústica perfeita do Imperator.

 

3 – Fervo Julino – Mangolab

A lista de atrações musicais da noite contava com Sexteto Sucupira, Duda Beat, Biltre, Illy, Potyguara Bardo e Mateus Carrilho. O sexteto foi a primeira atração ao vivo da festa. Com exceção dos outros artistas, deu um show prolongado logo no início. Os demais se apresentaram com poucas músicas e houve bastante participação uns nas apresentações dos outros. Apesar do grande número de atrações ao vivo, a maior parte do evento foi preenchida por DJs, tocando músicas temáticas ou não. O repertório era bem variado e de muito bom gosto.

 

 

4 – Perfume de Mulher

Fomos assistir a “Perfume de Mulher”. A história, baseada na obra de Ruggero Maccari e Dino Risi, é bem famosa devido ao filme com Al Pacino, o qual lhe rendeu seu primeiro Oscar. Agora, os palcos cariocas ganham essa montagem, idealizada por Silvio Guindane, que também assume o protagonista. Guindane vive o tenente-coronel Fausto, que fica cego após um acidente de carro. Junto com a deficiência, aflora também seu lado ranzinza. Solitário, contrata o cuidador Ciccio (Eduardo Melo) – que não tem originalmente esse nome, mas assim Fausto o chama -, de quem fica muito próximo. Todos os atores estão muito bem, com destaque para Silvio Guindane, que deixa transparecer mesmo no personagem ranzinza sua já conhecida veia cômica. O ponto alto do espetáculo é o tango que Sara e Fausto dançam com perfeição.

 

5 – Roots

“Roots” traz Thiago Soares e Danilo D’Alma unindo balé e dança de rua no mesmo palco, ao mesmo tempo. Os estilos parecem totalmente opostos, mas nesse caso nem tanto. Thiago Soares iniciou sua bem-sucedida carreira como bailarino clássico dançando hip-hop e break nas festas da Zona Norte carioca. Já Danilo D’Alma é bailarino e coreógrafo reconhecido no cenário das danças de rua do Rio. No espetáculo os dois se uniram para mostrar cada um seu talento e também exibir a vertente que têm em comum.

O ballet ‘Giselle’ encerra a temporada 2019 do Theatro Municipal do RJ

Giselle, um clássico do ballet romântico estreado em 1841 na Ópera de Paris, retorna ao palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro no próximo dia 14, às 19h, com patrocínio ouro Petrobras. A temporada contará com 8 récitas até o dia 22 de dezembro, com a participação do Ballet do Theatro Municipal e da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal, sob a regência do seu maestro titular Ira Levin.

Com música de Adolphe Adam, este famoso ballet em dois atos é marcado por um clima misterioso e sobrenatural. No libreto imaginado pelo grande poeta do romantismo francês Théoplile Gautier, a jovem camponesa Giselle é traída e morre de amor, voltando pra vingar-se do amante traidor na forma de uma Willi – espíritos de virgens que morreram antes de se casarem. Vingativas, elas fazem dançar até a morte os homens que encontram na estrada, às altas horas da noite.

Uma das curiosidades de Giselle é ser um dos poucos ballets dançados ainda em tutu romântico – ou seja, saias das bailarinas na altura da panturrilha que remontam as crinolinas da segunda metade do século XIX. Giselle exige técnica e emoção de seus intérpretes, cuja expressão facial conta muito na apresentação da obra. O papel de Giselle é um dos mais ambicionados do repertório, já que exige tanto perfeição técnica, quanto graça e lirismo. Várias das mais habilidosas dançarinas do mundo representaram esse papel ao longo dos tempos: as célebres Margot Fonteyn, Yvette Chauviré, Natalia Makarova e Carlotta Grisi (para quem Gautier criou o papel); no Brasil, duas de suas grandes intérpretes foram as primeiras bailarinas do TMRJ Aurea Hämmerli e Ana Botafogo.

Depois de anos apresentado a tradicional produção de Sir Peter Wright, o BTM apresenta-se em uma nova montagem, com concepção e coreografia do regente interino no ballet do TMRJ, Hélio Bejani em parceria com o mâitre de ballet Jorge Texeira. A versão baseia-se na coreografia original de Jean Coralli e Jules Perrot. A iluminação é assinada por Paulo Ornellas, a cenografia é de José Galdino dos Reis (Pará) e o figurino de Tânia Agra com acervo do TMRJ.

O diretor artístico do Theatro Municipal do Rio de Janeiro André Heller-Lopes, fala sobre a escolha do título para encerramento da temporada: “Se olharmos Giselle em seu tempo, nos daremos conta que é uma história que mistura romantismo e terror, não muito distante do que hoje são filmes repletos de efeitos especiais. Mais interessante, dentro da nossa temporada 2019 que teve como foco os heróis (e anti-heróis), é observar como a heroína é vítima da ação dos homens ao seu redor: Albrecht e Hilarion: a eterna guerra entre o masculino e o feminino”.

Elenco:

Giselle – Claudia Mota e Juliana Valadão

Albrecht – Filipe Moreira, Alef Albert e Alyson Trindade

Ballet e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Regência – Ira Levin

Cenografia – José Galdino dos Reis (Pará)

Figurino – Tânia Agra e acervo TMRJ

Iluminação – Paulo Ornellas 

 

Serviço:

Datas e horários:

Dias: 15 e 22 de dezembro às 17h

Dias: 14, 17, 18, 19, 20 e 21 de dezembro às 19h

Preços dos ingressos:

Frisas e Camarotes (unitário) – R$ 600

Plateia e balcão nobre – R$ 100

Balcão superior – R$ 70

Balcão superior lateral – R$ 40

Galeria – R$ 40

Galeria lateral – R$ 20

Theatro Municipal do Rio de Janeiro – Praça Floriano s/n° – Centro

Lotação – 2.226 lugares

Duração total do espetáculo – 02 horas e 30 minutos

Ingressos na bilheteria ou no ingressorapido.com

Patrocínio Ouro Petrobras

Apoio: Livraria da Travessa, Rádio MEC, Rádio SulAmérica Paradiso, Rádio Roquette Pinto – 94.1 FM, Ingresso Rápido.

Realização: Fundação Teatro Municipal, Associação de Amigos do Theatro Municipal, Secretaria Especial de Cultura, Ministério da Cidadania e Governo Federal.

“O Theatro Municipal é vinculado à Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro”.

Homepage: http://www.theatromunicipal.rj.gov.br/

Instagram: @theatromunipalrj

Facebook: https://www.facebook.com/theatro.municipal.3/

“Depois” no MASP Auditório

Com músicas de Beethoven e Chopin, a Studio3 Cia. de Dança apresenta no dia 10 de dezembro, no MASP Auditório, o espetáculo ‘Depois’, um olhar poético sobre o pós-espetáculo.

 

O coreógrafo Anselmo Zolla e o diretor teatral William Pereira construíram um roteiro em que o foco principal é uma companhia de dança e os acontecimentos, sentimentos e sensações provocados após o final do espetáculo. O processo de individualização dos bailarinos. O corpo coletivo que se dissolve em cenas íntimas, de memórias, reflexões e confrontos. Um espetáculo metalinguístico em que a dança reflete a própria dança e seus intérpretes.

 

A Studio3 Cia. de Dança possui uma especificidade única no panorama da dança brasileira: uma companhia onde diferentes gerações de artistas compartilham a mesma paixão pela dança, pelo movimento, pelo teatro. Uma pluralidade de histórias, trajetórias, corpos e técnicas.

 

Marilena Ansaldi – solista do Ballet Bolshoi

 

‘Depois’ conta com a participação especial da grande atriz-bailarina Marilena Ansaldi, num comovente solo sobre a passagem do tempo. O canto do cisne com a intensidade e poesia que sempre caracterizaram essa grande artista, precursora do teatro-dança no Brasil.

 

Marilena tem uma trajetória única no cenário da dança no Brasil. Grande bailarina clássica, nos anos 50 foi solista do Theatro Municipal de São Paulo, nos anos 60 transferiu-se para a Rússia, nos tempos da Cortina de Ferro, integrando o elenco do Ballet Bolshoi, em que foi solista. De volta ao Brasil ainda nos anos 60, reassumiu seu lugar no Theatro Municipal de São Paulo.

 

Beethoven e Chopin

 

A Sétima Sinfonia de Beethoven – “a sinfonia da dança”- inicia o espetáculo como uma celebração coletiva. Gradativamente essa textura sinfônica se desdobra em música de câmara, solos, recriações de compositores como Schubert, Chopin e músicas compostas especialmente para a trilha sonora do espetáculo pelo diretor musical Felipe Venancio.

 

Fause Haten criou os figurinos que dialogam com a dramaturgia do espetáculo. A solenidade e formalismo inicial que se transforma em trajes cotidianos, individualizados, unificados por uma paleta de cores que contrastam com a claridade do espaço cênico projetado pela Casa Goia. Já a luz de Caetano Vilela pontua dramaticamente as cenas coletivas e cria espaços íntimos múltiplos e dinâmicos.

 

Sobre a Studio3 Cia. de Dança

 

A Studio3 Cia. de Dança é uma companhia brasileira de dança que tem representado o País no mundo todo em eventos significativos no cenário da dança, em cidades como Milão, na Itália, Paris, Lyon e Biarritz, na França, Regensburg, na Alemanha, Lisboa e Porto, em Portugal, e também nos palcos do Brasil. A criação da Studio3 Cia. de Dança representa a consolidação de um trabalho artístico cuidadosamente preparado pelo seu coreógrafo e diretor artístico Anselmo Zolla, sob a direção geral de Evelyn Baruque. Criada em 2005, a companhia hoje conta com 16 intérpretes em seu elenco, provenientes de diversas formações e origens profissionais.

 

Sobre Anselmo Zolla

 

Anselmo Zolla atuou como bailarino nos teatros alemães de Kaiserslautern e Wiesbaden. No exterior, onde permaneceu por oito anos, ele criou obras para as companhias Azet Dance Company, Teatro de Heidelberg, Teatro de Mannheim e Teatro de Kaiserslautern. No Brasil, trabalhou ao lado de Deborah Colker e também no Balé da Cidade de São Paulo e na Quasar Cia. de Dança. Atualmente é diretor artístico da Studio3 Cia. de Dança.

 

Ficha Técnica

 

‘Depois’

Com a Studio3 Cia. de Dança

Concepção e direção coreográfica: Anselmo Zolla

Direção teatral: William Pereira

Direção musical: Felipe Venancio

Figurinos: Fause Haten

Cenografia: Casa Goia

Participação especial: Marilena Ansaldi

Coreografias: Anselmo Zolla e elenco de intérpretes criadores

Ensaiadora: Liris do Lago

Desenho de Luz: Caetano Vilela

Relações Públicas/ Convidados: Liège Monteiro e Luiz Fernando Coutinho

Assessoria de imprensa: Liège Monteiro e Luiz Fernando Coutinho

 

Serviço

Local: MASP Auditório

Endereço: Av. Paulista, nº 1578, Bela Vista, São Paulo, SP

Data: 10 de dezembro (terça-feira)

Horário: 20h

Ingressos: R$ 40 e R$ 20 (meia-entrada)

Telefone: (11) 3149-5959

Horário da bilheteria: terça a domingo, das 10h às 17h30. Quinta-feira, das 10h às 19h30.

Em dias de espetáculo, a bilheteria funcionará até o horário de início da apresentação.

Cartões: todos

Estação de metrô próxima: Trianon-Masp

Indicação etária: livre

Duração: 60m

Capacidade de público por sessão: 374 pessoas

Crédito das fotos: Renan Livi

Roots – Eu Fui!

Amo dança e fazia um tempinho já que não ia conferir um espetáculo da tal arte. Minha paixão é o balé clássico, mas também curto outros estilos, e “Roots” traz Thiago Soares e Danilo D’Alma unindo balé e dança de rua no mesmo palco, ao mesmo tempo.

Balé e dança de rua parecem totalmente opostos, mas nesse caso nem tanto. Thiago Soares iniciou sua bem-sucedida carreira como bailarino clássico dançando hip-hop e break nas festas da Zona Norte carioca. Já Danilo D’Alma é bailarino e coreógrafo reconhecido no cenário das danças de rua do Rio. Agora os dois se uniram para mostrar cada um seu talento e também exibir a vertente que têm em comum.

Portanto, quem – como eu – já teve a oportunidade de ver Thiago Soares em cena com todo seu estilo clássico, verá uma outra roupagem. Não que ele não mostre seus dotes, mas dessa vez o faz com uma cara mais desconstruída. Então, quem tem curiosidade para conhecer um espetáculo de dança mas sente que talvez não tenha paciência para as longas exibições do balé clássico, “Roots” é uma boa opção. Espetáculo curto e com uma cara moderna.

P.S.: Agradeço à Catharina Rocha pelo convite!

Bailarina Beth Bastos dirige performances no Masp e no Mac para investigar relação da dança com arquitetura e artes visuais

Mestre em dança, a bailarina e coreógrafa mineira Beth Bastos dirige trabalho denominado de performances-observatório, que traz  a pergunta

O que vemos quando olhamos dança? no dia 30 de novembro, sexta-feira, às 16h30, no vão livre do Masp (Museu de Arte de São Paulo) e no

dia 14 de dezembro às 15h30 na sala de exposição do Mac (Museu de Arte Contemporânea).

As apresentações encerram o projeto O que vemos quando olhamos dança? –  contemplado pela 25ª Edição do Fomento à Dança da Cidade de São Paulo,

com apoio da Secretaria Municipal de Cultura -, que já realizou diversas performances pela cidade em arquiteturas distintas, um ateliê de quatro meses na

Oficina Oswald de Andrade com 32 solos de dança, palestras e o filme O que te move, sobre os solos. Concebido pela bailarina Beth Bastos e seu núcleo de

pesquisa, o projeto investiga a questão do olhar, a imaginação e a relação da dança com a arquitetura, a fotografia e as artes plásticas.

Sob a direção de Beth Bastos, figurino de Tereza Monteiro, cenografia de André Canadá e iluminação de Hernandes Oliveira, sete bailarinos trajando vestidos

e camisas de linho em cores neutras estarão em cena e o público é convidado a desfrutar da natureza, do silêncio, de instantes de suspensão do movimento em

pausas. Tudo acontece ao cair da tarde no momento de transformação entre o dia e a noite.

Beth Bastos e os bailarinos do Núcleo Pausa propõem ao público a experiência da  composição e do movimento com o foco no corpo e no espaço, ativando a

percepção dos sentidos e os sentidos da imaginação. “As performances-observatório oferecem ao espectador a possibilidade de escolher como e de que lugar

se quer olhar, ver e assistir”, comenta Bastos.

O trabalho de improvisação e de composição em dança se alimenta das filosofias de corpo da bailarina americana Lisa Nelson (bailarina, performer, editora de

revista em Nova York) e de Klauss Vianna (bailarino brasileiro, criador de um método de dança).  Beth Bastos investe na desaceleração do espectador e do artista.

A coreógrafa explica que “a proposta das performances-observatório é sintonizar a percepção e o instante para criar composições espontâneas e singulares, usando

os sentidos do corpo como ferramentas de sobrevivência e de produção de imagens. O que pode uma pausa provocar? O que se imagina a partir de um corpo que pausa?

Como essa imagem efêmera afeta o espaço”?

Nas palavras de Beth Bastos, “essa pesquisa, em processo, tem como foco as abordagens sobre o corpo e o espaço e usa a desaceleração do movimento para desdobrar

os temas da atenção, da pausa, da quietude e da necessidade política de resistir e abrir espaço para outros olhares e seus significados. Propõe uma operação de

ralentamento que permite observar a dimensão paradoxal do tempo ao fixar um instante que contém muitos possíveis e desencadear mudanças na ordem do sentido.

Em um momento em que a aceleração é um valor em si, as performances-observatório oferecem uma possibilidade de percepção da pausa como um gesto alcançável

para produzir outras paisagens”.

 

Beth Bastos

Bailarina, performer, improvisadora e professora de dança. Sua experiência passa pela formação em filosofias do corpo em Klauss Vianna (Brasil) e Lisa Nelson (USA).

Em sua pesquisa questiona o trânsito entre a contemporaneidade e a desaceleração, no tempo e no espaço, a composição de imagens, e a percepção dos sentidos e os

sentidos da imaginação.

 

Serviço

Dia 30 de novembro – vão livre do Masp (Museu de Arte de São Paulo). Performance às 16h30. Duração de 60 minutos.

Dia 14 de dezembro – sala de exposição do Mac (Museu de Arte Contemporânea). Performance às 15h30. Duração de 60 minutos.

 

Ficha técnica

Concepção e direção de Beth Bastos. Núcleo Pausa:Izabel Costa, Daniela Pinheiro, Fernanda Windholz, Emilio Salvietti Cordeiro, Maíra Rocha Machado, Maira Mesquita,

Ísis Marks. Músico: Rodrigo Vasconcelos. Dramaturgia: Débora Tabacof. Fotografia: Sandro Miano. Ambiente cenográfico/Design gráfico: Andre Canada. Palestrantes

convidados: Paula Chieffi, Guilherme Wisnik, Teresa Bastos. Produção: Cais Produção Cultural. Direção de Produção: José Renato F. Almeida. Assistente de Produção:

Beto de Faria. Assessoria de Imprensa Arteplural

Espetáculo explora a fisicalidade do ator no palco do Teatro Nathalia Timberg

O Teatro Nathalia Timberg recebe, dia 28 de novembro (quinta, às 20h30), o espetáculo de teatro físico 1 Minuto de Silêncio, realizados pela Escola de Atores Wolf Maya (unidade Rio de Janeiro). A montagem é uma criação coletiva dos atores (alunos da turma M4C) com orientação e direção de Dani Visco.

A montagem coloca em cena a fisicalidade e a expressividade dos atores-criadores em uma encenação que traduz o enredo pela presença cênica, pelo físico, pelos movimentos conscientes. A diretora Dani Visco – que é também bailarina, coreógrafa, diretora de movimento, preparadora corporal e preparadora de elenco – explica que as criações partiram das próprias inquietações dos intérpretes, tendo como gatilho aquilo que cada tema ou abordagem sugere, tanto individualmente como em grupo.

Sinopse – Um minuto de silêncio para enxergarmos como tudo virou de cabeça para baixo, para enxergarmos como chegamos ao agora e para abrir nossos olhos para o que está acontecendo. O mundo grita por ajuda, mas fingimos não escutar. Quem pagará essa conta? Nós matamos, desmatamos e destratamos, querendo usufruir de todos os benefícios. Nós não ligamos para o outro. A empatia caiu em desuso. As relações estão se tornando cada vez mais frágeis. O mundo está do avesso. Apenas nos dê um minuto de silêncio.

 

Ficha Técnica – Autor: Criação coletiva. Direção e operação de som: Dani Visco. Assistência de direção: Tiago Deam. Direção de produção: Rogério Garcia. Produção de base: Fernando Ribeiro. Iluminação: João Gioia. Direção técnica: Lenilson Souza. Design gráfico: Felipe Barros. Realização: Escola de Atores Wolf Maya.

 

Elenco (Turma M4C): Amanda Diener, Antonio Duarte, Brenno Pinheiro, Clara Ramalho, Camila Taíse, Daltom Reis, Daniel Gomes, Deividson Menêses, Filipe Peccini, Heloísa Honein, Ingrid Spada, Fernando Neves, Natália Gorges, Pedro Garcia, Pedro Groppa, Roberto Lomeu, Samantha Primo e Victoria Shizue. Atriz convidada: Rosania Cruz.

 

Serviço

 

Espetáculo: 1 Minuto de Silêncio

28 de novembro. Quinta-feira, às 20h30

Classificação: 12 anos. Gênero: Teatro físico. Duração: 60 min.

Ingressos: R$ 10,00 – Online: http://tudus.com.br/

 

Teatro Nathalia Timberg

Avenida das Américas, nº 2.000 – Barra da Tijuca. Freeway Center.

Tel: (21) 3388-5864. Capacidade: 300 lugares.

www.wolfmaya.com.br | Nas redes: @escolawolfmaya