‘Malditos’, da Renato Vieira Cia, de Dança, terá uma sessão extra nesta quinta-feira, dia 24/01

A literatura e a poesia sempre inspiraram os processos de criação dos espetáculos da Renato Vieira Cia de Dança. Desta vez, na concepção de ‘Malditos’, elas vieram misturadas a uma certa fúria que dialoga com o momento vivido pelo país. Sucesso de público e crítica, a obra encerra temporada no domingo 27/01, no Mezanino do Sesc Copacabana, e faz uma sessão extra na quinta-feira, às 20h. O espetáculo faz parte de uma trilogia que se impôs pela impossibilidade de os coreógrafos trabalharem com outro tema que não o da realidade imediata, ou seja, repercutir através de movimentos o impacto causado pela crise política/econômica/social instalada no Brasil. Se, num primeiro momento, o lamento foi propulsor da criação (‘BLUE bonjour tristesse’, de 2017), a mudança no panorama não atenuou as dificuldades enfrentadas pelos artistas. Da raiva e da angústia começou a nascer o novo espetáculo, que apresenta dois momentos: um coreografado por Renato e que leva o nome do espetáculo, e o solo “Fu”, assinado e interpretado por Bruno Cezario. E é a criação de Bruno que aponta para o novo projeto, a ser realizado em 2020, encerrando a trilogia. Em ‘Vida (aqui estou eu)’, o tempo deverá apaziguar as paixões e definir um novo caminho artístico. Na cena, além de Bruno Cezario, estão os bailarinos Soraya Bastos, Felipe Padilha, Hugo Lopes e Wallace Guimarães.

O ponto de partida para a criação da nova obra foi a aproximação com os “poetas malditos”. Há 150 anos, os simbolistas propunham uma escrita livre, revolucionária, cheia de símbolos e musicalidade. Naquele momento, como agora, havia um desconforto com o mundo. Sentindo-se mergulhado num certo “déjà vu” dos anos de chumbo, Renato Vieira buscou a poesia melódica da época, através de referências muito fortes, que vão de Santana a Janis Joplin. A partir desses nomes consagrados, Felipe Storino partiu para a composição da trilha musical.

“‘Malditos’ bebeu de várias fontes”, sublinha Renato Vieira. “Entre referências poéticas e musicais, surgiu uma obra que passeia pelos grupos vistos como “malditos” que criaram conteúdos “insolentes” e questionadores”.

As mesmas inquietações provocaram Bruno Cezario, mas sua concepção de “Fu” parte de outras premissas resultando numa obra requintada pelo seu despojamento e pela sua apreensão do mundo. Como ele explica, “Fu é um mergulhador perdido no oceano do egoísmo de um aquário caseiro, ouvinte solitário, cego, sensível apenas aos códigos desse universo particular e finito…”.

 

Sobre o processo criativo

Ao longo de 2018, o trabalho foi sendo conceituado por Renato, junto com Bruno, e com contribuições do professor de teatro e escritor Rodrigo Gerstner. Inspirado pelo universo que pesquisava para elaborar todas aquelas ideias em um projeto formal, Gerstner criou a poesia “Perto do que sou”, que passou a integrar a trilha musical de Malditos, composta por Felipe Storino, que também empresta sua voz para este trabalho.

Sou como um corcel em carne viva,

corro para não sentir queimar o meu fulgor.

Tenho pernas que trotam para longe

porque é longe onde me encontro perto do que sou.

Maldito pelas bocas de muitos,

não as que beijei

nem as que comigo conversaram,

mas por todas que proferem maldades,

por aqueles que preferem insultar e ranger os dentes.

Maldito por quem cospe veneno

e não me aceita, não me engole.

Fico atravessado nas gargantas e nas ruas,

habitante das sarjetas e periferias,

convivo com os imundos, impuros, renegados.

É com eles que me afirmo e não lamento,

é deles a voz que dá alento

e sentido ao meu canto belo

e sofrido,

à minha dança leve

e dolorida.

Convoco agora a escória reluzente

em seus talentos e brios,

os vagabundos, as prostitutas,

viados, putas e seus filhos,

os favelados e os indigentes,

quem for canhoto, comigo venha

neste movimento.

Malditos e humanos somos.

Bendita gente.

Rodrigo Gerstner

Sobre a Renato Vieira Cia de Dança

Companhia carioca de dança, em cena desde 1988, com direção geral de Renato Vieira, é reconhecida pela produção contínua de espetáculos que aliam o popular ao erudito, passando pelo experimentalismo, sem abrir mão da qualidade técnica de seus dançarinos. A companhia busca tornar acessível a dança como manifestação artística para todos os públicos, entendendo que assim atrai novos olhares para a dança contemporânea e contribui na formação de novas plateias para as artes em geral.

Renato Viera – Diretor artístico e coreógrafo

 

Renato Vieira é figura presente e atuante em diversas áreas da cena contemporânea. Começou sua carreira com o lendário Lennie Dale, dançou com Dalal Achcar, fundou o Vacilou Dançou com Carlota Portella e, no final dos anos 80, criou a Renato Vieira Cia de Dança, que apresenta regularmente criações inéditas, entre elas Terceira Margem, Ritornelo, Dociamargo, Poeira e Água, Rizoma, Boca do Lobo, No me digas que no, BLUE bonjour tristesse. Suas obras receberam destaque na imprensa, boas críticas e foram apresentadas em diversas cidades do país, além de Costa Rica e Portugal.

Como coreógrafo convidado assinou peças para o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, o Teatro Guaíra, o Teatro Municipal de Niterói, o Balé da Cidade de São Paulo, para a Cia de Dança de São José dos Campos, onde acumulou o cargo de Diretor. Ministrou cursos no Japão e na Alemanha, e, durante vários anos, deu aulas formando bailarinos e marcando, com seu estilo, uma geração.

Pioneiro na direção de movimento para teatro, televisão e cinema, assinou mais de 40 espetáculos, em parcerias com Gustavo Gasparani, Pedro Brício, Claudio Botelho e Charles Moeller, Wolf Maya, entre outros. Entre as produções mais recentes que contaram com sua contribuição destacam-se  Bem Sertanejo, o Musical, Zeca Pagodinho, uma História de Amor ao Samba,  Lili,  S’imbora – O Musical,  SamBra, o musical – 100 anos de Samba, Gilberto Gil – Aquele Abraço, o Musical, Samba Futebol Clube (pelo qual recebeu o Prêmio Cesgranrio 2014 na Categoria Especial), As Mimosas da Praça Tiradentes, O Som da Motown (que dirigiu), Sassaricando, Sassariquinho, Cole Porter – Ele Nunca Disse que me amava, South American Way entre muitos outros. Recebeu o prêmio Coca-Cola de melhor coreografia pelo infantil A Coruja Sofia. Assinou a coreografia de Abertura dos Jogos Pan Americanos, foi durante dez anos o coreógrafo da Comissão de Frente da Escola de Samba Grande Rio, coreografou a Comissão de Frente da Portela e da São Clemente. Pelo conjunto de sua obra recebeu, em 2004, o Prêmio Icatu Holding, com uma residência de seis meses na Cité des Arts, em Paris, França.

Bruno Cezario – Codiretor, Bailarino e coreógrafo

 

Bailarino de expressão internacional, Bruno estreou profissionalmente, aos 16 anos, em Romeu e Julieta, uma adaptação do original de Shakespeare concebida e dirigida por Sergio Britto e coreografada por Renato Vieira, passando a fazer parte de todas as criações da Renato Vieira Cia de Dança. Integrou paralelamente o Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, sob as direções de Jean-Yves Lormeau e Dalal Achcar, estreando nesse palco, aos 17 anos de idade, o L’après-midi D’un Faune, de Nijisky, voltando a interpretá-lo como Bailarino Convidado na comemoração do aniversário de 100 anos da obra, em 2013.

Viveu em Genebra onde dançou com o Ballet du Grand Théâtre de Genève; em Estocolmo com o Cullberg Ballet; na França no Ballet de l’Opéra de Lyon; e em Madrid, onde recebeu de Nacho Duato o título de Primeiro Bailarino na Compañía Nacional de Danza. Dançou peças de mais de 40 coreógrafos internacionais e nacionais, dentre eles William Forsythe, Jiří Kylián, Sasha Waltz, Lucinda Childs, Rachid Ouramdane, Philippe Decouflé, Natalia Makarova, Tatiana Leskova e Matz Ek.

Voltando ao Rio de Janeiro, criou em parceria com Renato Vieira todas as obras da companhia desde então, além de assinar figurinos e trilhas sonoras. Entre 2014 e 2017, retomou a parceria com a Cia Gilles Jobin, dançando os balés Quantum e A+B=X em diversos países (Japão, Israel, Rússia, França, Estados Unidos, entre outros). Foi coreógrafo convidado da Cia de Ballet da Cidade de São José dos Campos, da Compañía Nacional de Danza (Costa Rica). Criou uma das peças coreográficas que constituem o espetáculo Peh Quo Deux, da PeQuod / Companhia de Teatro de Animação, que tem direção geral de Miguel Vellinho de quem assinou, recentemente, a direção de movimento de A Última Aventura é a Morte. Fez a direção de movimento da peça Tãotão, texto de Pedro Kosowski e direção de Cacá Mourthé, pela qual recebeu o prêmio de Melhor Coreografia no 3o Prêmio CBTIJ de Teatro para Crianças. É dele também a direção de movimento de Isaac no Mundo das Partículas. Participou como ator dos longas-metragens Ensaio, de Tania Lamarca, e Exilados do Vulcão e Noite de Paula Gaitan. Como melhor bailarino recebeu os prêmios: Rio Dança 2001 e Você E A Dança.

Ficha técnica:

Direção Geral e coreografia: Renato Vieira

Solo “Fu”: Concepção, coreografia e interpretação de Bruno Cezario

Bailarinos: Bruno Cezario, Soraya Bastos, Felipe Padilha, Hugo Lopes, Wallace Guimarães

Iluminação: Binho Schaefer

Trilha sonora: Felipe Storino

Fotografias: Bruno Veiga

Direção de Produção: Taty Ribeiro

Programação Visual: Cristhianne Vassão

Assessoria de Imprensa: Rachel Almeida

Assistente de ensaio e operação de som: Denise Mendes

Operação de luz: Jon Thomaz

Figurinos: Acervo da Cia

Idealização e elaboração do projeto: Renato Vieira e Rodrigo Gerstner

 

Serviço:

Malditos

Datas: 4 a 27 de janeiro de 2019

Horário: 6ª a domingo, às 20h. Sessão extra dia 24/01, às 20h.

Local: Mezanino do Sesc Copacabana

Endereço: Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana, Rio de Janeiro – RJ

Ingressos: R$ 7,50 (associado do Sesc), R$ 15 (meia), R$ 30 (inteira)

Informações: (21) 2547-0156

Bilheteria – Horário de funcionamento: Segundas – de 9h às 16h | Terça a Sexta – de 9h às 21h; Sábados – de 13h às 21h | Domingos – de 13h às 20h.

Classificação indicativa: 16 anos

Duração: 50 minutos

Lotação: 80 pessoas

Gênero: Dança contemporânea

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Espetáculo “Gala Tap In Rio” traz o sapateado para o palco do teatro Fashion Mall

Na terça-feira, 22, o publico vai vibrar com uma grande noite de sapateado, Stepping e percussão corporal. Serão três apresentações curtas – pocket shows – com SOLE Defined, de Washington DC, EUA, Saguibatu, Brasil – as duas com artistas americanos e brasileiros – e TAP New Generation – um coletivo de jovens talentos nacionais de diversos estados do país. A atração acontece no Teatro Fashion Mall, às 21h.

O espetáculo é uma celebração aos 18 anos de existência do evento Tap in Rio, que todos os anos reúne grandes sapateadores do Brasil e exterior. Para festejar, o Tap in Rio convida três companhias de dança para se apresentarem na Noite de Gala no palco do Teatro Fashion Mall, em São Conrado.

Cada companhia traz uma pegada própria e bem diferente, uma mostra da diversidade e atualidade da arte do sapateado de do ritmo feito com o corpo.

SOLE Defined (EUA)

Direção: Ryan K. Johnson. Assist. de direção: Quynn L Johnson

Elenco: Com Ryan Johnson, Quynn Johnson, Giuliano Antônio e Ana Carolina Tomioshi.

A companhia, oriunda de Washington DC, apresenta uma fusão de danças percussivas – sapateado, stepping, gumboots – canto e atuação. O público é levado para uma viagem rítmica que explora a relação entre danças percussivas tradicionais e a narração de histórias, abordando no caminho assuntos ligados á diversos tipos de injustiças sociais e raciais. Prepare-se para uma experiência carregada de emoção e energia.

Saguibatu (EUA/Brasil)

 

Com Steven Harper (sapateado), Adriana Salomão (sapateado), Mark Lambert (guitarra), Jimmy Duchowny (bateria) e Thiago Osório (tuba)

Saguibatu são três norte-americanos e dois brasileiros, unidos na exploração do território onde dança e música se entrelaçam, onde corpo vira música e música vira dança. A junção das primeiras sílabas de cada instrumento dá o nome ao espetáculo: sapateado, guitarra, bateria e tuba – formação inusitada que instiga diálogos inspirados e a exploração de sonoridades diferentes.

Múltiplo, Saguibatu não pode ser facilmente rotulado. Música e dança formam sua coluna vertebral, mas ele não é, tipicamente, um “espetáculo de dança” ou “um show de música”. O roteiro musical e as linguagens empregadas são uma viagem pelos caminhos que formaram seus protagonistas, suas experiências individuais e singulares. Jazz, chorinho, funk, pop, dança contemporânea, sapateado, samba, percussão corporal… no fundo é tudo uma coisa só: a celebração da vida através da dança e da música.

TAP New Generation (Brasil)

O TAP New Generation é um coletivo sapateado americano formado por artistas brasileiros de várias partes do país. Apresenta o espetáculo “NÓS”, que retrata a história singular desse grupo carioca, mineiro e paulista, diferente de qualquer outro.

Com trilha brasileira de Cássia Eller à Ordinarius, o grupo veste Brasil em suas muitas caras e mostra a sua cara para falar de nosso país.

Direção e concepção: Luciana Petsold, Panmela Tadeu e Geraldinho Junior.

Elenco e coreografias: Ayesha Zangaro, Luciana Petsold, Lucas Freitas, Lucas Bazanella, Jordania Galdino, Panmela Tadeu, Bárbara Pardo, Geraldinho Júnior.

 

 

 

Serviço

Espetáculo Noite de Gala

Data: 22 de janeiro – terça-feira

Hora: 21h

Ingressos: R$50 (inteira) / R$25 (meia)

O Teatro Fashion Mall fica na Estrada da Gávea, 899 – São Conrado, Rio de Janeiro

“Malditos” no Sesc

A literatura e a poesia sempre inspiraram os processos de criação dos espetáculos da Renato Vieira Cia de Dança. Desta vez, na concepção de ‘Malditos’, elas vieram misturadas a uma certa fúria que dialoga com o momento vivido pelo país. A obra, que estreia dia 4 de janeiro, no Mezanino do Sesc Copacabana, faz parte de uma trilogia que se impôs pela impossibilidade de os coreógrafos trabalharem com outro tema que não o da realidade imediata, ou seja, repercutir através de movimentos o impacto causado pela crise política/econômica/social instalada no Brasil. Se, num primeiro momento, o lamento foi propulsor da criação (‘BLUE bonjour tristesse’, de 2017), a mudança no panorama não atenuou as dificuldades enfrentadas pelos artistas. Da raiva e da angústia começou a nascer o novo espetáculo, que apresenta dois momentos: um coreografado por Renato e que leva o nome do espetáculo, e o solo “Fu”, assinado e interpretado por Bruno Cezario. E é a criação de Bruno que aponta para o novo projeto, a ser realizado em 2020, encerrando a trilogia. Em ‘Vida (aqui estou eu)’, o tempo deverá apaziguar as paixões e definir um novo caminho artístico. Na cena, além de Bruno Cezario, estão os bailarinos Soraya Bastos, Felipe Padilha, Hugo Lopes e Wallace Guimarães.

O ponto de partida para a criação da nova obra foi a aproximação com os “poetas malditos”. Há 150 anos, os simbolistas propunham uma escrita livre, revolucionária, cheia de símbolos e musicalidade. Naquele momento, como agora, havia um desconforto com o mundo. Sentindo-se mergulhado num certo “déjà vu” dos anos de chumbo, Renato Vieira buscou a poesia melódica da época, através de referências muito fortes, que vão de Santana a Janis Joplin. A partir desses nomes consagrados, Felipe Storino partiu para a composição da trilha musical.

“‘Malditos’ bebeu de várias fontes”, sublinha Renato Vieira. “Entre referências poéticas e musicais, surgiu uma obra que passeia pelos grupos vistos como “malditos” que criaram conteúdos “insolentes” e questionadores”.

As mesmas inquietações provocaram Bruno Cezario, mas sua concepção de “Fu” parte de outras premissas resultando numa obra requintada pelo seu despojamento e pela sua apreensão do mundo. Como ele explica, “Fu é um mergulhador perdido no oceano do egoísmo de um aquário caseiro, ouvinte solitário, cego, sensível apenas aos códigos desse universo particular e finito…”.

 

Sobre o processo criativo

Ao longo de 2018, o trabalho foi sendo conceituado por Renato, junto com Bruno, e com contribuições do professor de teatro e escritor Rodrigo Gerstner. Inspirado pelo universo que pesquisava para elaborar todas aquelas ideias em um projeto formal, Gerstner criou a poesia “Perto do que sou”, que passou a integrar a trilha musical de Malditos, composta por Felipe Storino, que também empresta sua voz para este trabalho.

Sou como um corcel em carne viva,

corro para não sentir queimar o meu fulgor.

Tenho pernas que trotam para longe

porque é longe onde me encontro perto do que sou.

Maldito pelas bocas de muitos,

não as que beijei

nem as que comigo conversaram,

mas por todas que proferem maldades,

por aqueles que preferem insultar e ranger os dentes.

Maldito por quem cospe veneno

e não me aceita, não me engole.

Fico atravessado nas gargantas e nas ruas,

habitante das sarjetas e periferias,

convivo com os imundos, impuros, renegados.

É com eles que me afirmo e não lamento,

é deles a voz que dá alento

e sentido ao meu canto belo

e sofrido,

à minha dança leve

e dolorida.

Convoco agora a escória reluzente

em seus talentos e brios,

os vagabundos, as prostitutas,

viados, putas e seus filhos,

os favelados e os indigentes,

quem for canhoto, comigo venha

neste movimento.

Malditos e humanos somos.

Bendita gente.

Rodrigo Gerstner

Sobre a Renato Vieira Cia de Dança

Companhia carioca de dança, em cena desde 1988, com direção geral de Renato Vieira, é reconhecida pela produção contínua de espetáculos que aliam o popular ao erudito, passando pelo experimentalismo, sem abrir mão da qualidade técnica de seus dançarinos. A companhia busca tornar acessível a dança como manifestação artística para todos os públicos, entendendo que assim atrai novos olhares para a dança contemporânea e contribui na formação de novas plateias para as artes em geral.

Renato Viera – Diretor artístico e coreógrafo

 

Renato Vieira é figura presente e atuante em diversas áreas da cena contemporânea. Começou sua carreira com o lendário Lennie Dale, dançou com Dalal Achcar, fundou o Vacilou Dançou com Carlota Portella e, no final dos anos 80, criou a Renato Vieira Cia de Dança, que apresenta regularmente criações inéditas, entre elas Terceira Margem, Ritornelo, Dociamargo, Poeira e Água, Rizoma, Boca do Lobo, No me digas que no, BLUE bonjour tristesse. Suas obras receberam destaque na imprensa, boas críticas e foram apresentadas em diversas cidades do país, além de Costa Rica e Portugal.

Como coreógrafo convidado assinou peças para o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, o Teatro Guaíra, o Teatro Municipal de Niterói, o Balé da Cidade de São Paulo, para a Cia de Dança de São José dos Campos, onde acumulou o cargo de Diretor. Ministrou cursos no Japão e na Alemanha, e, durante vários anos, deu aulas formando bailarinos e marcando, com seu estilo, uma geração.

Pioneiro na direção de movimento para teatro, televisão e cinema, assinou mais de 40 espetáculos, em parcerias com Gustavo Gasparani, Pedro Brício, Claudio Botelho e Charles Moeller, Wolf Maya, entre outros. Entre as produções mais recentes que contaram com sua contribuição destacam-se  Bem Sertanejo, o Musical, Zeca Pagodinho, uma História de Amor ao Samba,  Lili,  S’imbora – O Musical,  SamBra, o musical – 100 anos de Samba, Gilberto Gil – Aquele Abraço, o Musical, Samba Futebol Clube (pelo qual recebeu o Prêmio Cesgranrio 2014 na Categoria Especial), As Mimosas da Praça Tiradentes, O Som da Motown (que dirigiu), Sassaricando, Sassariquinho, Cole Porter – Ele Nunca Disse que me amava, South American Way entre muitos outros. Recebeu o prêmio Coca-Cola de melhor coreografia pelo infantil A Coruja Sofia. Assinou a coreografia de Abertura dos Jogos Pan Americanos, foi durante dez anos o coreógrafo da Comissão de Frente da Escola de Samba Grande Rio, coreografou a Comissão de Frente da Portela e da São Clemente. Pelo conjunto de sua obra recebeu, em 2004, o Prêmio Icatu Holding, com uma residência de seis meses na Cité des Arts, em Paris, França.

Bruno Cezario – Codiretor, Bailarino e coreógrafo

 

Bailarino de expressão internacional, Bruno estreou profissionalmente, aos 16 anos, em Romeu e Julieta, uma adaptação do original de Shakespeare concebida e dirigida por Sergio Britto e coreografada por Renato Vieira, passando a fazer parte de todas as criações da Renato Vieira Cia de Dança. Integrou paralelamente o Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, sob as direções de Jean-Yves Lormeau e Dalal Achcar, estreando nesse palco, aos 17 anos de idade, o L’après-midi D’un Faune, de Nijisky, voltando a interpretá-lo como Bailarino Convidado na comemoração do aniversário de 100 anos da obra, em 2013.

Viveu em Genebra onde dançou com o Ballet du Grand Théâtre de Genève; em Estocolmo com o Cullberg Ballet; na França no Ballet de l’Opéra de Lyon; e em Madrid, onde recebeu de Nacho Duato o título de Primeiro Bailarino na Compañía Nacional de Danza. Dançou peças de mais de 40 coreógrafos internacionais e nacionais, dentre eles William Forsythe, Jiří Kylián, Sasha Waltz, Lucinda Childs, Rachid Ouramdane, Philippe Decouflé, Natalia Makarova, Tatiana Leskova e Matz Ek.

Voltando ao Rio de Janeiro, criou em parceria com Renato Vieira todas as obras da companhia desde então, além de assinar figurinos e trilhas sonoras. Entre 2014 e 2017, retomou a parceria com a Cia Gilles Jobin, dançando os balés Quantum e A+B=X em diversos países (Japão, Israel, Rússia, França, Estados Unidos, entre outros). Foi coreógrafo convidado da Cia de Ballet da Cidade de São José dos Campos, da Compañía Nacional de Danza (Costa Rica). Criou uma das peças coreográficas que constituem o espetáculo Peh Quo Deux, da PeQuod / Companhia de Teatro de Animação, que tem direção geral de Miguel Vellinho de quem assinou, recentemente, a direção de movimento de A Última Aventura é a Morte. Fez a direção de movimento da peça Tãotão, texto de Pedro Kosowski e direção de Cacá Mourthé, pela qual recebeu o prêmio de Melhor Coreografia no 3o Prêmio CBTIJ de Teatro para Crianças. É dele também a direção de movimento de Isaac no Mundo das Partículas. Participou como ator dos longas-metragens Ensaio, de Tania Lamarca, e Exilados do Vulcão e Noite de Paula Gaitan. Como melhor bailarino recebeu os prêmios: Rio Dança 2001 e Você E A Dança.

Ficha técnica:

Direção Geral e coreografia: Renato Vieira

Solo “Fu”: Concepção, coreografia e interpretação de Bruno Cezario

Bailarinos: Bruno Cezario, Soraya Bastos, Felipe Padilha, Hugo Lopes, Wallace Guimarães

Iluminação: Binho Schaefer

Trilha sonora: Felipe Storino

Fotografias: Bruno Veiga

Direção de Produção: Taty Ribeiro

Programação Visual: Chiara Krengiel

Assessoria de Imprensa: Rachel Almeida

Assistente de ensaio e operação de som: Denise Mendes

Operação de luz: Jon Thomaz

Figurinos: Acervo da Cia

Idealização e elaboração do projeto: Renato Vieira e Rodrigo Gerstner

 

Serviço:

Malditos

Datas: 4 a 27 de janeiro de 2019

Horário: 6ª a domingo, às 20h

Local: Mezanino do Sesc Copacabana

Endereço: Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana, Rio de Janeiro – RJ

Ingressos: R$ 7,50 (associado do Sesc), R$ 15 (meia), R$ 30 (inteira)

Informações: (21) 2547-0156

Bilheteria – Horário de funcionamento: Segundas – de 9h às 16h | Terça a Sexta – de 9h às 21h; Sábados – de 13h às 21h | Domingos – de 13h às 20h.

Classificação indicativa: 16 anos

Duração: 50 minutos

Lotação: 80 pessoas

Gênero: Dança contemporânea

“Aponte” estreia no Teatro Cacilda Becker

Formado por graduados da Faculdade Angel Vianna, a Dinamosfera Companhia de Dança vai levar ao palco do Teatro Cacilda Becker, no Flamengo, seu novo espetáculo de dança contemporânea “Aponte”, inspirado na obra musical de Maria Bethânia. Buscando trazer à cena as relações interpessoais, as transformações de um indivíduo e a voracidade e delicadeza de viver a vida em um dia e todos os dias de uma vida, e pequena temporada vai ocupar o espaço cultural dentre os dias 20 e 23 de dezembro (quinta a domingo), com entrada a preços populares. Para celebrar o Natal, na compra de um ingresso ganha-se outro de graça, para presentear o acompanhante.

Com direção e concepção de Dinis Zanotto, Flavia Spinardi e Tamires Coutinho, “Aponte” caminha pelas novas linguagens e pesquisas sobre movimento, danças populares, danças a dois, dentre outras referências, na busca da construção de uma nova expressividade. A partir de algumas músicas de Maria Bethânia, os coreógrafos caminham por nuances individuais e coletivas, pelas diversas possibilidades de corpos distintos e também harmonizados.

DINAMOSFERA

A Companhia de Dança é formada Dinis Zanotto, Flavia Spinardi e Tamires Coutinho. Bailarina, coreógrafa, atriz e diretora de movimento, Flávia Spinardi iniciou sua formação artística em teatro físico na UniRio e sua carreira na dança contemporânea com a companhia Corpos Nômades (SP) e Minik Mondó (SP). Formou-se Bacharel em Dança pela Faculdade Angel Vianna (RJ) em 2017 e continuou a desenvolver sua pesquisa em uma imersão em Gaga Movement na sede da Batsheva Dance Company em Tel Aviv, em Israel, em 2018.

Já Dinis Zanotto, também bailarino, coreógrafo e diretor de movimento, também desenvolve atividade como terapeuta corporal. Professor de dança com formação em dança contemporânea, ballet clássico, danças de salão, dança moderna e jazz, Zanotto também se graduou Bacharel em Dança pela Faculdade Angel Vianna. Como bailarino participa de novelas, programas de televisão, filmes e shows na Rede Globo e, como coreógrafo e intérprete, apresentou a Direção do Tempo é diferente aqui dentro no projeto Sesc EntreDança 2018.

Bailarina, coreógrafa, diretora e preparadora corporal, a professora de dança Tamires Coutinho, tem formação em dança contemporânea, sapateado, ballet clássico, danças urbanas e tecido acrobático. Iniciou seus estudos em teatro na CAL (RJ) e também se formou Bacharel em Dança pela Faculdade Angel Vianna (RJ) em 2017. Como bailarina, trabalhou com coreógrafos como Frederico Paredes, Renata Versiani e Flávia Tápias. Realiza e apresenta suas criações em festivais como Dança em Trânsito 2017 e Sesc EntreDança 2018.

SERVIÇO:

De 20 a 23/12 – Espetáculo de dança APONTE no Teatro Cacilda Becker

De quinta a sábado às 19h , domingo às 18h

Valor ingresso:

R$ 30 inteira + um convidado de presente de Natal de graça*

R$ 15 meia

* a promoção é válida apenas para ingressos com valor integral.

* as promoções não são acumulativas

 
ENDEREÇO: R. do Catete, 338 – Catete, Rio de Janeiro

CLASSIFICAÇÃO: LIVRE

 

FICHA TÉCNICA

Direção e concepção e Coreografias: Dinamosfera – Dinis Zanotto, Flavia Spinardi e Tamires Coutinho.

Produção executiva: Mariana Chew

Iluminação: Flavia Spinardi

Figurino: Dinamosfera

Trilha sonora composta por: Gabriel Reis e João Melo

Bailarinos: Caroline Monlleo, Davi Benaion, Denise Guerchon, Dinis Zanotto, Ester França e Tamires Coutinho.

Programação do Imperator

12 de dezembro: QUARTAS BRASILEIRAS recebe KLEITON & KLEDIR

Evento mensal. Pautado em uma quarta-feira do mês

 

Release:

O Projeto Quartas Brasileiras fecha a sua programação de 2018 com os irmãos Kleiton & Kledir cantando os seus grandes sucessos de carreira.

Com um inovador estilo musical e um simpático sotaque gaúcho, Kleiton & Kledir marcaram definitivamente a cultura brasileira dos últimos anos e são uma referência para quem quer compreender a música popular produzida no Brasil nos dias de hoje.

No roteiro as canções “Paixão”, “Deu Pra Ti”, “Fonte da Saudade”, “Vira Virou”, além de uma singela homenagem a Lupicínio Rodrigues cantando “Felicidade” e “Se Acaso você chegasse”, estão garantidíssimas.

O Quartas Brasileiras virou uma tradição mensal nas tardes do Méier, no palco do Imperator – Centro Cultural João Nogueira, atingindo mais de 30 mil espectadores em 3 anos de projeto.

 

Serviço:

Evento: QUARTAS BRASILEIRAS recebe KLEITON & KLEDIR

Data: 12 de dezembro

Horário: Quarta-feira, 16h | Abertura da casa: 1h antes do evento

Local do Evento: Imperator – Centro Cultural João Nogueira (Teatro)

Endereço: Rua Dias da Cruz, 170 – Méier/RJ

Valor do Ingresso: Plateia inferior e balcão: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia)

Local de venda: Bilheteria do Centro Cultural, Terça e Quarta: 13h às 20h30; Quinta a sábado: 13h às 21h30; Domingo: 13h às 19h30. Ou através do site ingressorapido.com.br

Classificação: Livre

Duração do espetáculo: 90 minutos

Informações: (21) 2597-3897 (das 9h às 12h/13h às 18h). Exceto Feriados.

 

14, 15 e 16 de dezembro: O QUEBRA-NOZES – CIA DE BALLET DO RIO DE JANEIRO

 

Release:

A Cia de Ballet do Rio de Janeiro traz de volta aos palcos do Imperator o clássico natalino O Quebra-Nozes, que conta a história da noite de Natal da menina Clara e seu lindo presente, um quebra-nozes, em forma de soldadinho.

Toda a trama e aventura começam após seu irmão, em um ato de travessura, quebrar seu boneco. Assim começa uma noite mágica e cheia de surpresas para Clara: fadas, magia e um exército de ratos e soldados que vem para dar asas às fantasias e imaginação da doce menina.

Serviço:

Evento: O QUEBRA-NOZES – CIA DE BALLET DO RIO DE JANEIRO Linguagem: Dança

Data: 14, 15 e 16 de dezembro

Horário: Sexta-feira e sábado, às 20h. Domingo, às 19h

Local do Evento: Imperator – Centro Cultural João Nogueira (Teatro)

Endereço: Rua Dias da Cruz, 170 – Méier/RJ

Valor do Ingresso: Plateia inferior e balcão: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia)

Local de venda: Bilheteria do Centro Cultural, Terça e Quarta: 13h às 20h30; Quinta a sábado: 13h às 21h30; Domingo: 13h às 19h30. Ou através do site ingressorapido.com.br

Classificação: Livre

Duração do espetáculo: 90 minutos

Informações: (21) 2597-3897 (das 9h às 12h/13h às 18h). Exceto Feriados.

15 de dezembro: FORRÓ LÁNALAJE com FIDÉLIS DO ACORDEON E TRIO PARALELO

DJ RESIDENTE: Edna Carvalho

Evento mensal, pautado sempre em um domingo do mês

 

Release:

Desembarcando no Méier um pouco da cultura nordestina, o evento é mensal e gratuito, trazendo para o público uma nova banda a cada edição. Tudo isso acompanhado pelos ritmos atemporais trazidos pela DJ Edna Carvalho, residente do evento e responsável por animar os intervalos.

Fidélis do Acordeon é um sanfoneiro paraíbano, com bagagem de mais de 30 anos na sanfona, levando no sangue suas raízes. Dono de uma voz marcante, seu canto remete a ícones como Gonzagão, Ary Lobo e Dominguinhos, encantando o público por onde passa.

Na edição de dezembro do #ForróLánaLaje, ele apresenta seu show em homenagem a Luiz Gonzaga na companhia do Trio Paralelo, composto pelo próprio Fidélis, pelo seu filho Marcelo Mimoso e pelo tocador de zabumba Robson. O show é um passeio pelo repertório desse grande nome da música brasileira, tocando sucessos como Asa Branca e O xote das meninas.

Serviço:

Evento: FORRÓ LÁNALAJE com FIDÉLIS DO ACORDEON E TRIO PARALELO

DJ RESIDENTE: Edna Carvalho

Data: 15 de dezembro

Horário: Sábado, às 17h

Local do Evento: Imperator – Centro Cultural João Nogueira (Terraço)

Endereço: Rua Dias da Cruz, 170 – Méier/RJ

Valor do Ingresso: Gratuito. Sujeito a lotação

Classificação: Livre

Duração do evento: 300 minutos

Informações: (21) 2597-3897 (das 9h às 12h/13h às 18h). Exceto Feriados.

16 de dezembro: JOGA COM O CLUBE BG

Evento mensal

 

Release:

Reunir a família e os amigos ao redor de uma mesa, colocar o papo em dia e se descontrair é bom demais! Momentos assim ficam na memória! Por isso, o Clube BG quer resgatar esses momentos offline e, assim, conectar as pessoas na vida real. O grupo nasceu com o propósito de proporcionar diversão, reunir pessoas queridas, fazer novos amigos e criar boas lembranças através de jogos de tabuleiro. Venha conhecer a evolução dos jogos de tabuleiro, muito além de War, Banco Imobiliário ou Jogo da vida!

 

Serviço:

Evento: JOGA COM O CLUBE BG

Data: 16 de dezembro

Horário: Domingo, às 13h

Local do Evento: Imperator – Centro Cultural João Nogueira (Terraço)

Endereço: Rua Dias da Cruz, 170 – Méier/RJ

Valor do Ingresso: Gratuito. Sujeito a lotação

Público alvo: Todos os públicos

Público esperado: 60 pessoas

Classificação: Livre

Duração do evento: 7h

Informações: (21) 2597-3897 (das 9h às 12h/13h às 18h). Exceto Feriados.

Estrela do balé argentino e primeira bailarina do Theatro Municipal apresentam o balé Giselle com bailarinos da BEMO-TMRJ dias 14,15,16,20,21/ dez

O primeiro bailarino do Teatro Colón da Argentina, Federico Fernández, a primeira bailarina do Theatro Municipal, Claudia Motta, e o Ballet da Escola Maria Olenewa do Theatro Municipal, o BEMO-TMRJ, apresentam o clássico do balé romântico Giselle nos dias 14,15,16,20 e 21 de dezembro no Theatro Municipal. O espetáculo tem direção artística de Jorge Teixeira e direção geral de Helio Bejani.

 

“Claudia Motta e Federico Fernández já fizeram par em Giselle várias vezes e essa relação transparece no palco tornando o espetáculo ainda mais belo. Com a vinda de Federico, estamos dando oportunidade aos jovens bailarinos da BEMO-TMRJ de conhecerem a dinâmica de outro país latino. Em setembro, trouxemos o brasileiro Gustavo Carvalho, primeiro-bailarino do Balé Nacional Sodre do Uruguai”, explica o consagrado bailarino e coreógrafo, Helio Bejani, diretor da Companhia Jovem da Escola de Dança Maria Olenewa EDMO, juntamente com Jorge Teixeira.

A Companhia foi criada em abril de 2018para dar oportunidade de uma experiência profissional aos alunos oriundos da Escola de Dança Maria Olenewa a mais antiga escola de dança do país, criada em 1927. Na escola, os alunos estudam por nove anos com apoio do Estado e dos pais. “Na BEMO-TMRJ, eles vivem a experiência de ingressar em uma companhia profissional e ter certeza que é o que desejam como carreira. Quem assiste às apresentações,  apoia a Escola de Dança e o fortalecimento de um novo mercado profissional para jovens”, completa Bejani.

Claudia Mota revezará o papel-título com Danielle Marinho e o argentino Federico Fernández revezará com Alyson Trindade.

 

HISTÓRIA DA ESCOLA DE DANÇA – Foi criada em 1927 pela bailarina russa Maria Olenewa (1896-1965) que veio ao Brasil em turnê como integrante das companhias de Ana Pavlova e Leonide Massine, em 1918 e 1921. Entre 1922 e 1924 foi professora e diretora da Escola de Dança do Teatro Colón de Buenos Aires. Em 1926 se estabeleceu no Rio de Janeiro, onde iniciou importante trabalho pedagógico. Com o apoio de Mário Nunes, crítico teatral do Jornal do Brasil, Olenewa apresentou ao governo a proposta de criação de uma escola de formação de bailarinos visando a organização de um corpo de baile para atuar nas temporadas líricas, evitando a constante contratação de profissionais no exterior. A aula inaugural realizou-se em 11 de abril de 1927. Em 19 de novembro a escola realizou seu primeiro espetáculo com o balé Les Sylphides e Divertissements.

HISTÓRIA DO BALÉ GISELLE – Giselle é um balé romântico em dois atos, narra a história de um amor que transcende a vida e a morte e é um dos mais tradicionais do repertório clássico da dança. Inicialmente interpretado pela Ópera Nacional de Paris em 1840, sua coreografia exige muito empenho e rigor técnico das bailarinas que se apresentam com o tutu romântico, as saias longas. Na história, a plebeia Giselle sofre por amor ao descobrir que seu amado, Albrecht, é um nobre disfarçado de camponês e deve se casar com uma moça nobre. Desiludida, ela morre ao confirmar a notícia. No segundo ato, o amor eterno de Giselle por Albrecht, que vem a noite visitar seu túmulo, o salva das “Willis”, fantasmas de garotas noivas que morreram antes do dia do seu casamento. Sempre que um homem se aproxima, elas obrigam-no a dançar até a morte. Giselle dança no lugar de Albrecht e, dessa forma, quebra o encanto das “Willis”.

Ficha técnica:

Giselle: Claudia Mota (primeira bailarina BTMRJ) ou Danielle Marinho (BEMO-TMRJ)

Conde Albrecht: Federico Fernández (primeiro bailarino do Teatro Colón – Argentina) ou Alyson Trindade (BEMO-TMRJ)

Myrtha, Rainha das Willis: Deborah Ribeiro (primeira solista BTMRJ) ou Olívia Zucarino

Coreografia: Marius Petipa d’après Jean Coralle e Jules Perrot

Direção artística, remontagem e adaptação: Jorge Texeira

Direção geral e mise-en-scène: Hélio Bejani

O Theatro Municipal é vinculado à Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro PATROCÍNIO OURO PETROBRAS

Apoio: Livraria da Travessa, SulAmérica Paradiso e rádio Band News FM

Realização: Theatro Municipal e Associação dos Amigos do Teatro Municipal

 

DATAS E HORÁRIOS

Dias 14, 15, 20 e 21 de dezembro, às 19h30;

Dia 16 de dezembro, às 17h

INGRESSOS

Frisas, camarotes, plateia e balcão nobre: R$ 50,00

Balcão superior: R$ 30,00

Balcão superior lateral: R$ 20,00

Galeria: R$ 10,00

Galeria lateral: R$ 5,00

Ingressos na bilheteria ou no ingressorapido.com

 

LOCAL – Theatro Municipal do Rio de Janeiro – Praça Floriano s/n° – Centro

Lotação – 2.226 lugares

Censura Livre

Duração: 1h30

Assessoria de Comunicação:

BEMO – Lenke Pentagna 99985-2555 ou 98128-5336 (whatsapp)

TMRJ – Márcia Bahia 99913-8758-5336 whatsapp
21 99985-2555

“Giselle” no Theatro Municipal

Uma das peças mais populares da dança romântica no mundo, o ballet “Giselle” será encenado pelos alunos dos últimos anos de formação e os já diplomados da Escola Estadual de Dança Maria Olenewa, em dezembro, no Theatro Municipal. Peça com 178 anos de existência, “Giselle” continua encantando a cada nova montagem: no Theatro Municipal, ela vem sendo apresentada pelo ballet da casa desde 1951. A história trágica da camponesa que sofre uma desilusão amorosa mortal, ao saber que o camponês por quem está apaixonada é, na realidade, um nobre disfarçado e comprometido com outra, transforma-se, no palco, na representação do poder do amor da mulher face à traição. O clima misterioso e sobrenatural, que está na origem do Movimento Romântico, surge com as Willis, espíritos de virgens que morreram antes de casarem e que vão buscar a alma de Giselle na sepultura, para que ela tome parte em seus ritos. Vingativas, elas fazem dançar até a morte os homens que encontram na estrada, às altas horas da noite.

Claudia Mota, primeira bailarina do Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, foi convidada para o papel-título, revezando-se com Danielle Marinho. O argentino Federico Fernández, primeiro bailarino do Teatro Colón, virá especialmente ao Rio para dançar o papel do Conde Albrecht, que também será interpretado por Alyson Trindade.

Ballet em dois atos, Giselle exige tanto tecnica quanto emocionalmente dos bailarinos, cuja expressão facial também conta muito na interpretação dessa cativante história. A coreografia desta nova montagem, que estreia dia 14, é de Marius Petipa, d’après Jean Coralle e Jules Perrot. A direção geral é de Hélio Bejani e a direção artística, de Jorge Texeira. As cinco récitas terão preços populares.

Ficha técnica:

Giselle: Claudia Mota (primeira bailarina BTMRJ) ou Danielle Marinho

Conde Albrecht: Federico Fernández (primeiro bailarino do Teatro Colón – Argentina) ou Alyson Trindade

Myrtha, Rainha das Willis: Deborah Ribeiro (primeira solista BTMRJ) ou Olívia Zucarino

Coreografia: Marius Petipa d’après Jean Coralle e Jules Perrot

Direção artística, remontagem e adaptação: Jorge Texeira

Direção geral e mise-en-scène: Hélio Bejani

O Theatro Municipal é vinculado à Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro

PATROCÍNIO OURO PETROBRAS

Apoio: Livraria da Travessa e SulAmérica Paradiso

Realização: Theatro Municipal e Associação dos Amigos do Teatro Municipal

 

DATAS E HORÁRIOS

Dias 14, 15, 20 e 21 de dezembro, às 19h30;

Dia 16 de dezembro, às 17h

PREÇOS DOS INGRESSOS

Frisas, camarotes, plateia e balcão nobre: R$ 50,00

Balcão superior: R$ 30,00

Balcão superior lateral: R$ 20,00

Galeria: R$ 10,00

Galeria lateral: R$ 5,00

Ingressos na bilheteria ou no ingressorapido.com

 

Theatro Municipal do Rio de Janeiro – Praça Floriano s/n° – Centro

Lotação – 2.226 lugares

Censura Livre

Duração: 1h30