Entre Nós

Estreia nesta quinta-feira, 27, “Entre Nós”. O drama conta a história de sete jovens amigos escritores que viajam para uma casa de campo para celebrar a publicação do primeiro livro do grupo. Lá, eles escrevem cartas para serem abertas dez anos depois. Esta viagem termina em tragédia, pois um dos amigos morre. Mesmo assim, eles se reúnem uma década mais tarde para lerem as cartas.

O elenco tem Maria Ribeiro, Caio Blat, Carolina Dieckmann e outros.

Boa pedida para quem gosta de prestigiar o cinema nacional.

 

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S.O.S. – Mulheres ao Mar

Divulgação

Uma das estreias da semana é uma comédia nacional recheada de globais. A trama gira em torno da escritora Adriana (Giovanna Antonelli), que vive o famoso momento “não tá fácil pra ninguém”. Sem ter uma editora que publique seus livros, tem que ganhar a vida legendando filmes pornográficos. Como se não bastasse, seu marido Eduardo (Marcelo Airoldi) pede o divórcio. Daí, descobre que seu ex (Reynaldo Gianecchini) vai fazer um cruzeiro com a nova namorada (Emanuelle Araújo). Adriana, então, resolve tentar a sorte e, juntamente com a irmã Luíza (Fabíula Nascimento), embarca na viagem para reconquistar o antigo companheiro.

Mostra MULHERES!, no Cine Odeon

Para quem ainda estiver em ritmo de celebração pelo Dia Internacional da Mulher, o Cine Odeon está exibindo filmes com a temática feminina. A mostra MULHERES! vai até hoje e os ingressos custam R$ 8,00.

Segue programação:

13h
Camille Claudel 1915
(Camille Claudel 1915), dir: Bruno Dumont.
Com Juliette Binoche, Jean-Luc Vincent, Robert Leroy, Emmanuel Kauffman.
96 min . California Filmes. 12 anos.

14h50
Jovem e Bela
(Jeune & jolie), dir: François Ozon.
Com Marine Vacth, Géraldine Pailhas, Frédéric Pierrot, Fantin Ravat.
95 min . Europa Filmes. 14 anos.

16h40
As Mulheres do 6º Andar
(Les Femmes du 6eme Etage), dir: Philippe Le Guay.
Com Carmen Maura, Fabrice Luchini, Natalia Verbeke, Sandrine Kiberlain.
104 min . Vinny Filmes. 12 anos.

18h40
Hannah Arendt
(Hannah Arendt), dir: Margarethe Von Trotta.
Com Barbara Sukowa, Axel Milberg, Janet McTeer, Julia Jentsch.
113 min . Esfera Filmes. 12 anos.

20h45
Adeus, Minha Rainha
(Les Adieux à la Reine ), dir: Benoît Jacquot.
Com Léa Seydoux, Diane Kruger, Virginie Ledoyen, Xavier Beauvois.
104 min . Europa Filmes . 14 anos.

O Cine Odeon fica localizado na Praça Floriano, 7, na Cinelândia – Rio de Janeiro/RJ

Fone: (21) 2240-1093

12 Anos de Escravidão

Como já é tradição, não assisti a nenhum dos filmes indicados ao Oscar antes da cerimônia. Outra tradição também é a vontade que fico de assistir a todos após a premiação. Sendo assim, me desloquei até a zona sul – pois na zona norte raramente eles são exibidos – para assistir ao vencedor do Oscar de melhor filme do ano.

A partir da segunda década do século XIX, foi decretado o fim do tráfico de escravos nos Estados Unidos. Portanto, é iniciado um fenômeno de comercialização de cativos entre senhores. Tanto em fazendas vizinhas, quanto nas distantes. Inclusive homens livres foram sequestrados nos estados do norte do país – onde não havia mais escravidão – para suprir necessidade de mão-de-obra escrava nas plantations dos estados do sul escravagista. Foi o que aconteceu com Solomon Northup, protagonista.

Homem livre, chefe de família, morador de Nova York, Solomon vive uma vida tranquila até que aceita uma proposta de emprego em uma outra cidade. Só que a tal proposta para trabalhar como violinista era uma cilada, e ele acaba sendo sequestrado, vendido e escravizado por fazendeiros de estados do sul. Ele então passa a viver uma realidade até então desconhecida.

Os desempenhos dos atores Chiwetel Ejiofor (Solomon / Platt) – indicado ao Oscar de melhor ator – e de Lupita Nyong’o – vencedora do Oscar de melhor atriz coadjuvante – se destacam. A melancolia que demonstram em cena é convincente, forte e transporta o espectador para a realidade degradante e desumana vivida pelas pessoas nesta circunstância.

Ainda falando de melancolia, em diversas cenas, a influência da música, hoje chamada gospel / soul, mostra suas origens na spiritual – gênero de canções religiosas, cantadas a capella –  pelos trabalhadores nas lavouras. O maior exemplo foi a interpretação da canção “Roll Jordan Roll”, na cena do enterro de um dos cativos mais velhos.

Filme forte, que merece ser assistido, não apenas para se inteirar nas novidades do cinema. Mas também para nos informarmos a respeito da história dos Estados Unidos, neste ponto tão semelhante à nossa. E evitar que esqueçamos e repitamos erros de um passado relativamente recente…

 

Número 2 no nosso Top 5 2014:

https://palcoteatrocinema.com.br/2014/12/07/top-5-eu-fui-filmes/