Mostra de filmes gratuitos sobre Caetano Veloso

O projeto Caetanear promove gratuitamente nesta terça-feira (12), a terceira edição do ciclo de palestras “Outras Palavras”, na Casa Rosada (Barris) e mostra de filmes sobre a obra de Caetano Veloso na Sala Walter da Silveira (Biblioteca dos Barris).

 

A última edição do “Outras Palavras” será ministrada pelo escritor, cineasta e jornalista Raul Moreira, que irá abordar a obra de Caetano Veloso e Gregório de Mattos, além das suas contribuições com a composição ‘Triste Bahia’, analisando aspectos a partir dos quais as respectivas obras e o viver dos dois artistas convergem. O evento será realizado a partir das 19h, na Casa Rosada (Barris) e contará ainda com performance artística e karaokê para interação do público.

 

Na apresentação “Caetano Veloso e Gregório de Mattos: aportes sobre tempos regidos por uma ‘Triste Bahia’”, Raul Moreira fala sobre a importância das obras do escritor e compositor, cada um em sua vertente, responsáveis pela construção e afirmação em tempos históricos e míticos distintos de diversas camadas que constituem o imaginário da Bahia, principalmente de Salvador e do Recôncavo.

 

Em pleno AI-5, no final dos anos 1968, justamente no período em que lançou Gregório de Matos – Obra Poética, em sete volumes, James Amado afirmou que o então jovem Caetano Veloso era a encarnação de Gregório de Mattos, que ficou conhecido pela alcunha de “Boca do Inferno”. Quatro anos depois, o tropicalista de Santo Amaro, exilado em Londres, lança o LP Transa, considerado uma obra-prima na qual destaca-se “Triste Bahia”, baseada no famoso soneto do poeta barroco.

 

Ainda no mesmo dia, às 18h, será realizada a abertura da mostra de filmes sobre a obra de Caetano Veloso, na Sala Walter da Silveira (Biblioteca dos Barris). A mostra segue nos dias 13 e 14, às 17h e 19h. As sessões são gratuitas, com classificação de 14 anos.

 

Serão exibidos os curtas resultantes da Oficina Cinema Transcendental, que integra o projeto, e também filmes relacionados à obra de Caetano Veloso e movimentos culturais de seu tempo. Dentre os curtas produzidos durante o Caetanear serão exibidos “Oroboro”, “Um por Um” e “Bandeira Branca Enfiada em Pau Forte”, este último tem como inspiração o poema “Triste Bahia”.

 

Sobre o projeto

 

O projeto é resultado de um processo de pesquisa, que envolve criação e experimentação de diversas formas expressivas cênico-cinematográficas, a partir do legado de Caetano Veloso nos seus mais de 50 anos de atividade artística. Toda a obra e história de vida de um dos mais importantes poetas, filósofos, músicos e escritores brasileiros irá servir de inspiração para mais de 100 artistas envolvidos em Caetanear. Dentre as ações artísticas, ainda serão realizadas oficinas, três palestras, mostra de filmes, performances, festa, ensaios abertos e show.

 

Caetanear é um projeto desenvolvido pela sinergia e união do Território Sirius Teatro, União Instável Criações, Voo Audiovisual, Digital Film e Multi Planejamento Cultural. O projeto foi contemplado no Edital Gregórios, da Fundação Gregório de Mattos, Prefeitura Municipal de Salvador e no programa Iberescena 2019 – Apoio à Coprodução de Espetáculos Iberoamericanos de Artes Cênicas.

 

Mais informações no site www.territoriosirius.com.br.

 

Serviço:

Outras Palavras com Raul Moreira

“Caetano Veloso e Gregório de Mattos: aportes sobre tempos regidos por uma ‘Triste Bahia’” com Raul Moreira + performance e karaokê

Data: 12 de março

Horário: 19h

Local: Casa Rosada (Tv. dos Barris, 30 – Barris)

Gratuito

 

Mostra de filmes Caetanear

Filmes sobre a obra de Caetano Veloso

12/3 às 18h

13 e 14/3 às 17h e 19h

Local: Sala Walter da Silveira (Rua General Labatut, 27, Subsolo da Biblioteca dos Barris)

Classificação: 14 anos

Gratuito

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Sessão especial “As Filhas do Fogo”

O road-movie erótico argentino “As Filhas do Fogo”, dirigido por Albertina Carri, chega aos cinemas dia 14 de março. A trama traz um grupo de mulheres com desejos que desafiam as regras e uma jornada em busca de novas formas de se relacionar. No dia 16, a diretora Albertina Carri e a atriz Mijal Kaco participarão de uma sessão especial do longa seguida de debate no Espaço Itaú de Cinema de Botafogo, às 21h30, no Rio de Janeiro, com mediação de Erica Sarmet, roteirista e pesquisadora de cinema e audiovisual, mestre em Comunicação pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Distribuído pela Vitrine Filmes, o longa circulou e foi premiado em festivais importantes mundo afora, como Bafici 2018, San Sebastián Film Festival, Festival de Roterdã, Festival do Rio e Festival Mix Brasil 2018.

O longa, que se passa na Patagônia argentina, explora uma jornada poliamorosa iniciada por três mulheres. Uma delas é uma cineasta, cujas anotações narram essas aventuras e investigam as histórias das personagens. Ao longo do caminho elas encontram outras companheiras e experimentam, juntas, novas possibilidades de relacionamento.

Censurada em plataformas como Facebook, Youtube e Instagram, devido às cenas eróticas, a versão sem cortes do trailer está no site da XPlastic (http://bit.ly/NSFW-filhasdofogo), produtora de conteúdo pornô e plataforma de vídeos por assinatura. A divulgação é a primeira de uma série de ações fruto de uma parceria entre a Vitrine Filmes e a XPlastic especialmente para esse filme.

SINOPSE

Três mulheres começam uma jornada poliamorosa em busca de prazer, diversão e novas formas de relação. Através de suas anotações, Violeta nos conta sobre as aventuras das Filhas do Fogo: um grupo de mulheres em busca de seu próprio erotismo.

SOBRE A DIRETORA:

Albertina Carri é uma das personalidades que ajudaram a consolidar o conceito “Nuevo Cine Argentino” (novo cinema argentino). Ela se destaca por sua versatilidade e constante pesquisa abrangendo vários gêneros. Albertina explorou um vasto leque de assuntos que vão desde o Film Noir ao documentário, passando pela ficção, o melodrama pornográfico e o drama familiar. Diretora, produtora e roteirista, nasceu em Buenos Aires, Argentina, em 1973, onde atualmente trabalha e vive.

Ao longo de sua carreira, dirigiu vários curtas-metragens, filmes de TV e cinco outros longas-metragens: “No quiero volver a casa” (2000), “Los Rubios” (2003), “Géminis” (Quinzaine des Réalisateurs Cannes – 2005), “La Rabia” (Berlinale – Panorama 2008) e “Cuatreros” (Berlinale – Fórum 2017). Recebeu prêmios nos festivais de Valência, Las Palmas, Barcelona, Gijón, Bratislava, Monterrey, Transilvânia e Buenos Aires. Ela é a fundadora do Asterisco, Festival Internacional de Cinema LGBTIQ na Argentina.

SOBRE A PRODUTORA:

Eugenia Campos Guevara nasceu em 1990, em Buenos Aires – Argentina. Além de “As Filhas do Fogo”, ela também produziu “Las Lindas”, dirigido por Melisa Liebenthal (vencedor do Bright future Award no Festival Internacional de Cinema de Roterdã; Melhor diretor argentino do BAFICI 2016; Festival internacional de Seattle; Festival internacional de Edimburgo, Torino, Filmadrid, Festival Internacional de Lima, entre outros); “La vendedora de fósforos”, dirigid0 por Alejo Moguillansky (Melhor filme na BAFICI 2017, Melhor filme iberoamericano na Ourense FF, Melhor filme na Bariloche FF 2017, Melhor filme na Villa de Leyva FF, Lincoln Center, Toulouse, Biarritz, Festival do Novo Cinema Latino Americano de La Habana, Jeonju IFF, La Roche Sur Von, Viennale, Festival Internacional do Rio, entre outros); e “A vida de Flora não é um piquenique”, dirigido por Iair Said (Melhor suporte de pós-produção de filmes do Fondo metropolitano da cultura e das artes; estreado no Bafici 2018).

FICHA TÉCNICA:

Direção:  Albertina Carri

Elenco: Disturbia Rocío / Mijal Katzowicz / Violeta Valiente / Rana Rzonscinsky / Canela M. / Ivanna Colonna Olsen / Mar Morales / Carla Morales Ríos / Cristina Banegas / Érica Rivas

DOP: Inés Duacastella & Soledad Rodriguez

Design de som: Mercedes Gaviria

Design de produção & figurino: Flora Caligiuri

Edição: Florencia Tissera

Produção: Eugenia Campos Guevara

Produtora: Gentil

SOBRE A VITRINE FILMES:

Em nove anos, a Vitrine Filmes distribuiu mais de 130 filmes. Entre seus maiores sucessos estão “Aquarius” e “O Som ao Redor”, de Kleber Mendonça Filho, “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”, de Daniel Ribeiro e o americano “Frances Ha”, dirigido por Noah Baumbach, indicado ao Globo de Ouro, além de “O Filme da Minha Vida”, terceiro longa do diretor Selton Mello, e “Divinas Divas”, dirigido por Leandra Leal, o documentário mais visto no ano de 2017.

Em 2018, alguns dos mais importantes lançamentos da Vitrine foram “O Processo”, de Maria Augusta Ramos, que entrou para a lista dos 10 documentários mais vistos da história do cinema nacional, “Benzinho”, dirigido por Gustavo Pizzi e protagonizado por Karine Teles, e o uruguaio “Uma Noite de

12 Anos”.

Neste ano, a Vitrine Filmes faz sessões especiais em cinemas brasileiros de “Roma”, dirigido por Alfonso Cuarón, indicado a 10 Oscars e vencedor de dois Globos de Ouro. Entre os lançamentos do ano estão “Divino Amor”, dirigido por Gabriel Mascaro e com Dira Paes no elenco, “Bacurau”, novo filme do diretor Kleber Mendonça Filho, com Sonia Braga, Karine Teles e Udo Kier, e “Pedro”, novo longa da diretora Laís Bodanzky, protagonizado por Cauã Reymond.

Além disso, a Vitrine Filmes segue pelo terceiro ano consecutivo com o projeto de distribuição coletiva de filmes Sessão Vitrine, que durante o ano todo irá lançar 10 longas nacionais e exibir diversos curtas em mais de 25 cidades.

As Filhas do Fogo

País: Argentina

Idioma: Espanhol

Gênero: Drama erótico

115 minutos

Lançamento: 14 de março de 2019

SERVIÇO:

“As Filhas do Fogo” – Sessão seguida de debate com a diretora Albertina Carri e a atriz Mijal Kaco

Dia 16 de março, às 21h30

Local: Espaço Itaú de Cinema de Botafogo

Endereço: Praia de Botafogo, 316, Botafogo – Rio de Janeiro / RJ

‘Remoção’ é exibido no Cineclube da Arena

No mês de março será exibido na Arena Carioca Fernando Torres o documentário “Remoção” sobre o processo de remoção das favelas da Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro (Parque Proletário da Gávea, na Gávea, Praia do Pinto, no Leblon, Ilha das Dragas e Morro da Catacumba, na Lagoa, Morro Macedo Sobrinho, em Botafogo, e Morro do Pasmado, em Copacabana), nas décadas de 1960 e 70, que deram origem a primeira experiência de criação de conjuntos habitacionais, criando os conjuntos de Vila Kennedy, Vila Aliança, Cidade de Deus, Cidade Alta, em Cordovil, Dom Jayme Câmara, em Padre Miguel e a Cruzada São Sebastião. Dirigido e roteirizado por Luiz Antonio Pilar e Anderson Quack, o filme venceu a mostra competitiva de longa metragem documental do RECINE 2013 (Festival Internacional de Cinema de Arquivo).

O filme tem cerca de 60 entrevistados: moradores removidos, professores, mestres e doutores sobre o tema, além de mentores e executores do projeto

Remoção (BRA 2013)

Direção: Anderson Quack e Luiz Antonio Pilar

Elenco: atores desconhecidos

Gênero: Documentário

Classificação: 14 anos

Duração:120 minutos

Sinopse: Por meio de depoimentos, o documentário relembra o enorme processo de remoção de favelas que ocorreu na Zona Sul do Rio de Janeiro, nas décadas de 1960 e 1970.

Release:

 

Os cineclubes são antes de mais nada um espaço de convívio comunitário, movido pelo desejo de reunir amigos. A proposta é que a Arena Carioca Fernando Torres seja uma janela para produção independente e um lugar de experimentação.

 

Serviço:

 

Evento: CINECLUBE

Linguagem: Cinema

Data: Dia 21 de março de 2019.

Horário: Quinta-feira, às 19h

Valor do Ingresso: Entrada Gratuita.

Local de venda:Ingressos à venda ou retirada de senha gratuita na bilheteria de 3ª a domingo das 15h às 18h e em dias de evento de 15h às 20h ou pela internet na plataforma riocultura.superingresso.com.br

Duração: 120 minutos

Informações: arenafernandotorres@gmail.com ou (21) 3518-9669

Arena Carioca Fernando Torres – Rua Bernardino de Andrade, 200 – Madureira

 

O Desmonte do Monte’ no 31º Festival Cinelatino

Sucesso nos cinemas brasileiros, o documentário ‘O Desmonte do Monte’, com roteiro e direção de Sinai Sganzerla, foi selecionado entre 1.300 obras inscritas para a participar do 31º Festival Cinelatino – Encontros de Toulouse, que será realizado de 22 a 31 de março na cidade francesa, com 80 filmes em sua programação oficial. É o único documentário brasileiro em competição este ano. O longa-metragem vai concorrer com outros seis filmes: ‘Algo quema’, de Mauricio Ovando (Bolívia); ‘Cuando cierro los ojos’, de Sergio Blanco e Michelle Ibaven (México); ‘La asfixia’, de Ana Isabel Bustamante (Guatemala); ‘Los reyes’, de Bettina Perut e Iván Osnovikoff (Chile); ‘Miserere’, de Francisco Ríos Flores (Argentina) e ‘The smiling Lombana’, de Daniela Abad Lombana (Colômbia). As obras vão disputar as láureas de Melhor Documentário, Prêmio do Público, Prêmio da Audiência Jovem (Prix des Lycéens) e prêmio SIGNIS.

Criado em 1989, o festival Cinélatino – Rencontres de Toulouse se firmou como um ponto de encontro de obras e realizadores latino-americanos na Europa. É o festival mais antigo dedicado à América Latina no continente e o mais importante em termos de programação (mais de 150 títulos por edição). ‘O desmonte do monte’ será exibidos nos dias 24 e 27 de março. Mais informações em http://www.cinelatino.fr/films-2019?tid=494.

O Desmonte do Monte

Com roteiro e direção de Sinai Sganzerla, o longa-metragem aborda a história do Morro do Castelo, marco da fundação do Rio de Janeiro pelos portugueses, e seu desmonte devido a interesses imobiliários. A narração do filme é feita por Helena Ignez (mãe da diretora), Negro Leo e Marcus Alvisi. O lugar, também conhecido como “Colina Sagrada”, foi escolhido pelos colonizadores portugueses para a fundação da cidade do Rio de Janeiro e construção das primeiras moradias. Apesar de sua importância histórica e arquitetônica, o morro foi destruído por reformas urbanísticas com o intuito de “higienizar” a cidade e promover a especulação imobiliária.

“Apesar de fundamental para o entendimento de nossa fundação, esta história ainda é pouco conhecida e divulgada. Apenas no fim dos anos 90, começam a surgir livros sobre o tema e relatos mais detalhados. Quando descobri, fiquei fascinada e motivada a contar a trajetória da região”, explica Sinai. “O filme cobre 465 anos de história do Rio de Janeiro, desde a guerra entre franceses e portugueses e o extermínio de índios que antecederam a fundação até os dias de hoje”

Caça ao tesouro

O filme aborda ainda a instigante lenda do tesouro:  ouro e pedras preciosas teriam sido armazenados nas galerias subterrâneas do morro por jesuítas na época colonial, que acabaram expulsos da região. Durante muito tempo, acreditou-se que existia uma riqueza escondida e inúmeras requisições foram feitas para conseguir uma autorização para a exploração do Morro do Castelo. Trechos do romance O Subterrâneo do Morro do Castelo, reunião de crônicas escritas por Lima Barreto no jornal Correio da Manhã que contam parte desta história, são lembrados no longa. O autor foi uma das poucas vozes que defenderam publicamente a permanência e vida do Morro do Castelo de São Sebastião.

O longa-metragem tem sua narrativa baseada em cerca de 700 iconografias e pinturas de diversos períodos, desde a fundação da cidade de São Sebastião até os dias atuais e conta com imagens em movimento da Celebração do Centenário da Independência do Brasil, em 1922, evento realizado com as terras do desmonte do Morro do Castelo. O documentário também conta com depoimentos de áudio de ex-moradores do Morro do Castelo e dos engenheiros que trabalharam no seu desmonte.

“Além de detalhar toda essa história, quis fazer uma analogia com as remoções que até hoje são realizadas sob falsos pretextos e com a constante desvalorização da nossa história”, completa a diretora.

Sobre Sinai Sganzerla

Sócia da Mercúrio Produções, Sinai Sganzerla produziu os longas ‘A Moça do Calendário’, ‘Ralé’, a restauração do longa ‘Copacabana Mon Amour’ e a série para TV ‘Van Bora!’, entre outras obras. Também trabalhou como distribuidora do filme ‘Luz nas Trevas – A Volta do Bandido da Luz Vermelha’ em salas de cinema, além de assinar sua produção. Atua ainda nas áreas de pesquisa, curadoria e musicoterapia. Como diretora, fez sua estreia com o documentário ‘O desmonte do Monte’.

“Um Ato de Esperança” estreia em 21/03

No próximo dia 21 de março, a A2 Filmes estreia nos cinemas brasileiros o drama UM ATO DE ESPERANÇA (The Children Act), baseado no bestsellers de Ian McEwan e estrelado pela vencedora do Oscar Emma Thompson (“A Bela e a Fera” e “Razão e Sensibilidade“) e o indicado ao Oscar Stanley Tucci (“O Diabo Veste Prada” e “Um Olhar do Paraíso“).
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UM ATO DE ESPERANÇA
EUA – Inglaterra | 2017 | 105 min. | Drama

Título Original: The Children Act
Direção: Richard Eyre
Roteiro: Ian McEwan
Elenco: Emma Thompson, Stanley Tucci, Fionn Whitehead
Distribuição: A2 Filmes

Sinopse: Com seu casamento com Jack em ruínas, a juíza Fiona Maye, proeminente membro da Alta Corte Britânica, tem em suas mãos uma decisão que pode mudar muitas vidas. Pelo poder que a justiça lhe concede, Fiona pode obrigar um garoto que está entre a vida e a morte a receber uma transfusão de sangue, um procedimento simples, que pode salvar sua vida. Entretanto, ele se recusa a receber o tratamento por motivos religiosos. Quebrando o protocolo, a juíza decide ir visitá-lo no hospital. Essa visita mudará para sempre não apenas sua perspectiva sobre a vida, como também despertará sentimentos que até então ela não se permitia experimentar.

ESTREIA NOS CINEMAS
21 DE MARÇO DE 2019

Mostra de Cinema Árabe Feminino

Retratar a diversidade do cinema árabe através de uma seleção de mais de 30 obras cinematográficas dirigidas por mulheres é o objetivo da Mostra de Cinema Árabe Feminino, que acontece entre os dias 7 e 25 de março no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro. O filme de abertura será o longa-metragem inédito no país Os Afortunados (The Blessed), da premiada diretora argelina Sofia Djama – que vem ao Brasil especialmente para o evento.

Ao longo de 17 dias, questões políticas e sociais vão permear as produções de realizadoras árabes contemporâneas em uma programação que inclui ainda debates, mesas redondas e uma masterclass de roteiro com Sofia Djama. Formada em literatura pela Universidade de Argel, a cineasta também participa de uma conversa pública após a exibição de seu filme.

São 13 longas-metragens, sendo oito inéditos, e 24 curtas, somando 37 produções de mais de 10 países: Arábia Saudita, Argélia, Egito, Iêmen, Jordânia, Líbano, Líbia, Marrocos, Palestina, Qatar, Síria e Tunísia. O projeto é uma realização da Partisane Filmes, patrocinada pelo Banco do Brasil através da Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), com entrada franca para todas as sessões.

Temas diversos como conflitos familiares, relacionamentos, amizade, autoconhecimento, feminino e LGBT são pano de fundo para abordar o contexto histórico atual da região, que conta com diferentes realidades: desde o Egito e o Líbano, que sempre fomentaram a criação artística – seja com recursos públicos ou com recursos privados -, até a Arábia Saudita, onde ainda é proibido abrir salas de cinema.

A curadoria de Ana França e Analu Bambirra contemplou filmes de gêneros variados como ficção, documentários, experimentais. “Não pretendemos apresentar uma única resposta sobre o que é ser mulher árabe, e sim discutir as várias possibilidades ao fazer um recorte dentro das produções lançadas a partir dos anos 2000. A maioria dos filmes selecionados não foram lançados comercialmente no Brasil”, explica Analu Bambirra.

O filme de abertura será o longa-metragem inédito no Brasil Os Afortunados (The Blessed), da diretora argelina Sofia Djama. O filme ganhou o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Veneza de 2017, pela atuação de Lyna Khoudri, e o prêmio de Melhor Direção no Festival de Dubai.

Outros sete longas inéditos estão entre os selecionados: Uma Substância Mágica Flui em Mim (A Magical Substance Flows Into Me), dirigido pela palestina Jumana Manna, cuja estreia mundial ocorreu na sessão Forum do Festival de Berlim em 2016. O filme parte de uma gravação do musicólogo Robert Lachmann, que leva a uma viagem que retrata a cultura musical palestina; Além da Sombra (Upon the Shadow), é sobre a questão LGBTQ na Tunísia, da diretora Nada Mezni Hafaiedh, vencedor do Tanit de Bronze no Festival Internacional de Carthage e exibido no festival Queer Lisboa; Arij – Cheiro de Revolução (Arij – Scent of Revolution), de Viola Shafik, que também teve estreia mundial na sessão Forum do Festival de Berlim e levanta questões sobre o período pós-Primavera Árabe no Egito; Pássaros de Setembro (Birds of September), primeiro longa-metragem da libanesa Sarah Francis, mostra um retrato íntimo da população de Beirute e foi exibido nos festivais CPH:DOX, FIDADOC Agadir e Art of the Real; Campos da Liberdade (Freedom Fields), filme líbio dirigido por Naziha Arebi, teve estreia mundial no Festival de Toronto e foi exibido no Festival de Londres e no IDFA, sobre o primeiro time de futebol feminino nacional do país; O Disco Quebrado (Broken Record) foi realizado no Iraque por Parine Jaddo e exibido no festival DOK Leipzig, que mostra o percurso da diretora em busca da letra de uma música iraquiana que a mãe cantava na sua infância; e Eu Dançarei Se Eu Quiser (In Between), filme polêmico da diretora árabe-israelense Maysaloun Hamoud, que foi lançado no Festival de San Sebastian e conta sobre a vida e as relações de três mulheres árabes em Tel Aviv: uma advogada criminalista muçulmana secular burguesa, uma DJ lésbica de família cristã liberal e uma garota muçulmana devota que se tornam colegas de quarto.

Na programação haverá debates após três exibições. Campos da Liberdade, com a roteirista e produtora Erica Reis; Trilogia Sci-Fi, com a realizadora cinematográfica Jo Serfaty e Eu Dançarei Se Eu Quiser com Gisele Fonseca Chagas da NEOM/UFF.

Também serão exibidos 24 curtas-metragens, sendo 19 estreias. As exibições estão divididas em seis sessões, que trazem títulos como Eu Tenho te Observado o Tempo Todo (I have been watching you all along), primeiro filme da diretora Rawda Al-Thani e realizado no Qatar; Três Centímetros, dirigido pela libanesa Lara Zeidan, premiado com o Teddy Award de Melhor Curta-metragem do Festival de Berlim; Povo da Terra de Ninguém (People of the Wasteland), da diretora síria Heba Khaled, no qual ela tem acesso a imagens de GoPro realizadas por soldados sírios no front da guerra; Terreno Baldio (Terrain Vague), da argelina Latifa Said, que percorreu mais de 80 festivais em 37 países e ganhou mais de 20 prêmios; e Memória da Terra (Memory of the Land), da diretora palestino-espanhola Samira Badran, único filme de animação exibido na mostra.

Na mostra, está também a Trilogia Sci-fi, da diretora palestina Larissa Sansour, que abordam assuntos relevantes ao povo palestino: Um Êxodo Espacial (A Space Exodus), no qual a diretora recria a icônica cena do homem chegando à lua, utilizando referências do filme “2001: Uma Odisseia no Espaço”, de Stanley Kubrick; Patrimônio Nacional (Nation Estate), que propõe uma solução para a questão palestina: um arranha-céu que abriga toda a população e seus territórios; e No Futuro eles Comiam da Melhor Porcelana (In the future they ate from the finest porcelain) sobre uma intervenção história criada por um grupo de resistência. Destes, apenas o último foi exibido no Brasil.

Duas mesas redondas também fazem parte da programação: “O mundo árabe no feminino: religião, nação e feminismos”,  com a presença de Elzahra Osman (Inep/UnB), Gisele Fonseca Chagas (NEOM/UFF) e Houda B. Bakour (NEOM/UFF); e “Corpos-ficções palestinos: pensamentos fílmicos a partir de uma geografia violentada” formada por Tatiana Carvalho Costa Centro Universitário UNA / CORAGEM-UFMG), Carol Almeida (PPGCOM / UFPE), e Fernando Resende (PPGCOM / UFF).

 

SOBRE O CCBB

Inaugurado em 12 de outubro de 1989, o Centro Cultural Banco do Brasil celebra 30 anos de atuação com mais de 50 milhões de visitas. Instalado em um edifício histórico, projetado pelo arquiteto do Império, Francisco Joaquim Bethencourt da Silva, o CCBB é um marco da revitalização do centro histórico da cidade e mantém uma programação plural, regular, acessível e de qualidade. Mais de três mil projetos já foram oferecidos ao público nas áreas de artes visuais, cinema, teatro, dança, música e pensamento. Desde 2011, o CCBB incluiu o Brasil no ranking anual do jornal britânico The Art Newspaper, projetando o Rio entre as cidades com as mostras de arte mais visitadas do mundo. Agente fomentador da arte e da cultura brasileira, segue em compromisso permanente com a formação de plateias, incentivando o público a prestigiar o novo e promovendo, também, nomes da arte mundial.

SERVIÇO

07 a 25/03/2019

Centro Cultural Banco do Brasil – CCBB-RJ (Rua Primeiro de Março, 66 | Centro, RJ) Tel. (21) 3808-2020

LISTA DE FILMES SELECIONADOS

Longas-Metragens

Além da Sombra (Upon the Shadow) – Nada Mezni Hafaiedh (Estreia)

Aqueles que Restam (Those who Remain) – Eliane Raheb

Arij – Cheiro de Revolução (Arij – Scent of Revolution) – Viola Shafik (Estreia)

Pássaros de Setembro (Birds of September) – Sarah Francis (Estreia)

Campos da Liberdade (Freedom Fields) – Naziha Arebi (Estreia)

Eu Dançarei Se Eu Quiser (In Between) – Maysaloun Hamoud (Estreia)

Malditos Feijões (Bloody Beans) – Narimane Mari

Meu Tecido Preferido (My Favorite Fabric) – Gaya Jiji

O Disco Quebrado (Broken Record) – Parine Jaddo (Estreia)

O Sal desse Mar (Salt of this sea) – Annemarie Jacir

Os Afortunados (The Blessed) – Sofia Djama (Estreia)

Ouroboros – Basma Alsharif

Uma Substância Mágica Flui em Mim (A magical substance flows into me) – Jumana Manna (Estreia)

 

SESSÃO DE CURTAS 01

Seu Pai Nasceu com 100 Anos, Assim Como a Nakba (Your father was born 100 years old and so was the Nakba) – Razan AlSalah (Estreia)

O Regime da Bondade (The goodness regime) – Jumana Manna e Sille Storihle (Estreia)

Um Retrato Dos Costumes (A Última Mascarada De Alfred Roch) / A sketch of manners (Alfred Roch’s Last Masquerade) – Jumana Manna (Estreia)

Memória da Terra (Memory of the Land) – Samira Badran (Estreia)

 

SESSÃO DE CURTAS 02

Eu Tenho Te Observado O Tempo Todo (I have been watching you all along) – Rawda Al-Thani (Estreia)

Três Centímetros (Three Centimetres) – Lara Zeidan

Cloch’art – Manel Katri (Estreia)

Hajwalah – Rana Jarbou (Estreia)

O Parque (The Park) – Randa Maroufi

 

SESSÃO DE CURTAS 03

Rompimento (Rupture) – Yassmina Karajah (Estreia)

Pirulito (Lollipop) – Hanaa Saleh AlFassi (Estreia)

Aya – Moufida Fedhila

 

SESSÃO DE CURTAS 04

Aqui Tu Estás (Here you are) – Tyma Hezam (Estreia)

Atrás do Mar (Behind the Sea) – Leïla Saadna (Estreia)

Um Minuto (One Minute) – Dina Naser (Estreia)

O Último Encontro (The Last Date) – Sarah Sari (Estreia)

O Povo da Terra De Ninguém (People of the wasteland) – Heba Khaled (Estreia)

 

SESSÃO DE CURTAS 05

Um Êxodo Espacial (A space exodus) – Larissa Sansour (Estreia)

Patrimônio Nacional (Nation Estate) – Larissa Sansour (Estreia)

No Futuro Comerão da Melhor Porcelana (In the future they ate from the finest porcelain) – Larissa Sansour

 

SESSÃO DE CURTAS 06

Tahiti – Latifa Said (Estreia)

À Sombra das Palavras (À l’ombre des mots) – Amel Blidi (Estreia)

Eu Estou Aqui (Je suis là) – Farah Abada (Estreia)

Terreno Baldio (Wasteland) – Latifa Said

 

ENDEREÇOS ELETRÔNICOS

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bb.com.br/cultura

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facebook.com/ccbb.rj

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“Primeiro Ano” estreia em abril

O drama PRIMEIRO ANO (Première Année), do diretor Thomas Lilti (Insubstituível) e estrelada por Vincent Lacoste (Lolo: O Filho da Minha Namorada e O Diário de Uma Camareira) e William Lebghil (Assim é a Vida), teve sua estreia alterada para o dia 11 de abril.

Levando mais de 1 milhão de pessoas aos cinemas da França, o filme chega aos cinemas pela A2 Filmes. Segue abaixo o material de divulgação do filme:

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PRIMEIRO ANO
França | 2018 | 92 min. | Drama | 12 anos

Título Original: Première Année
Direção: Thomas Lilti
Roteiro: Thomas Lilti
Elenco: Vincent Lacoste, William Lebghil, Michel Lerousseau
Distribuição: A2 Filmes

Sinopse: Antoine começa seu primeiro ano de medicina pela terceira vez. Benjamin chega diretamente do ensino médio, mas ele rapidamente percebe que este ano não será uma jornada tranquila. Em um ambiente altamente competitivo, com aulas e noites difíceis dedicadas a revisões e estudo em vez de festas, os dois alunos terão que trabalhar duro para encontrar o equilíbrio certo entre as dificuldades de hoje e as expectativas de amanhã. Uma das grandes surpresas nos cinemas na França com mais de 1 milhão de ingressos vendidos. Do mesmo diretor de “Insubstituível“.

ESTREIA NOS CINEMAS
11 DE ABRIL DE 2019