‘O Homem Cordial” ganha teaser inédito

O HOMEM CORDIAL, dirigido por Iberê Carvalho, que também assina o roteiro ao lado do uruguaio Pablo Stoll (Wisky, 2003), acaba de ganhar teaser inédito . O longa, que fará sua estreia nos cinemas brasileiros no 47º Festival de Cinema de Gramado, para o qual foi selecionado na mostra competitiva, é um thriller psicológico, no qual o afloramento de uma onda de ódio e intolerância é visto a partir do ponto de vista de Aurélio (Paulo Miklos), um homem de 60 anos, branco, rico e heterossexual, que de sua posição social privilegiada se vê perdido e impotente, sem saber como reagir a essa realidade que se apresenta.

A ideia inicial para o roteiro surgiu em 2015, quando Carvalho começou a se incomodar com a crescente onda de polarização no país. A partir disso, passou a pesquisar o tema e se deparou com o vídeo de um garoto de dez anos sendo linchado numa manifestação pró impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. “A reação e o ódio das pessoas que o cercaram me chocaram tremendamente e me perguntei o que eu faria se estivesse ali. Foi daí que surgiu a premissa inicial do argumento de O HOMEM CORDIAL”, recorda Carvalho. Depois, o corroteirista Pablo Stoll se uniu ao projeto, chegando ao roteiro final do longa.

“À época, o Brasil vivia o início de uma polarização política, mas que não se expressava de forma tão violenta e extremista como hoje. Quando filmamos, em meados de 2018, na véspera da eleição, o clima já era outro e esse novo cenário foi incorporado ao universo do filme. Mesmo assim, em setembro de 2018, quando a montadora Nina Galanternick assistiu ao material bruto, ela temeu que as cenas estivessem um pouco exageradas no tom e no seu desenrolar. Três meses depois, ela me confessou que sua percepção sobre as cenas havia mudado completamente, que agora elas lhe pareciam até suaves perto dos episódios de intolerância e violência que vinham acontecendo no Brasil”, conta o diretor. “Estamos vivendo um momento tão estranho e revelador de nossa sociedade que é impossível qualquer ficção ter a pretensão de acompanhar a realidade”, completa.

Para o protagonista, Carvalho precisava de um ator que tivesse carisma e ao mesmo tempo agressividade, que tivesse quase 60 anos, mas com espírito jovem, e logo que o personagem principal, Aurélio, foi desenhado, pensou em Paulo Miklos. “Ele era perfeito para o papel. Claro que o fato de sua experiência em uma das maiores bandas de rock do Brasil era um fator excepcional, já que o roteiro previa uma cena de show, mas a escolha foi principalmente por seu trabalho em O Invasor, que é umas das referências estéticas do filme”.

O diretor conta que foi um privilégio trabalhar com Miklos, que já possui 20 anos de experiência como ator, e que o ponto principal foi buscar as divergências entre o personagem e o intérprete, já que as convergências eram nítidas e poderiam se tornar uma armadilha no processo. “O trabalho de preparação de elenco da Amanda Gabriel (Aquarius, Bacurau) foi fundamental para encontrar uma unidade entre todo o elenco”.

Trabalhando ao lado dos produtores de elenco Guilherme Angelim e Alice Wolfenson, os demais personagens foram ganhando seus intérpretes. “Thaíde foi das apostas que fiz que mais me orgulho. Uma potência incrível diante da tela. Dandara de Morais eu tinha visto em Ventos de Agosto, do Gabriel Mascaro, e quando a conheci pessoalmente surgiu uma vontade de trabalhar junto”, conta Carvalho.  O filme conta, ainda, com atores e atrizes de Brasília e paulistas no elenco, como Thalles Cabral (Yonlu), Bruno Torres (Somos Tão Jovens), Theo Werneck (Que Horas Ela Volta), Murilo Grossi (Linha de Passe, Batismo de Sangue), Fernanda Rocha ( O Último Cine Drive-in), Felipe Kenji (Boas Maneiras) e com a participação da rapper Mc Sofia.

A cidade de São Paulo, onde O HOMEM CORDIAL foi rodado, também é uma personagem do filme. A opção do diretor pela capital foi devido ao cenário urbano de uma grande metrópole que simboliza o desenvolvimento. Incorporá-la ao longa pelo olhar ‘estrangeiro’ foi um desafio, “mas conseguimos trazer um olhar fresco da cidade”, finaliza.

O longa tem fotografia de Pablo Baião, vencedor do Kikito de Melhor Fotografia no último Festival de Gramado por Simonal, e Maíra Carvalho, ganhadora do Kikito de Melhor Direção de Arte em 2015 por O Último Cine Drive-in, assina a arte.

Com montagem de Nina Galanternick, som de Daniel Turini, Fernando Henna e Henrique Chiurciu, som direto de Marcos Manna, figurino de Eduardo Barón e Vinicius Couto e maquiagem por Vanessa Barone, O HOMEM CORDIAL é produzido por Maíra Carvalho, Rodrigo Sarti Werthein, Rune Tavares e Iberê Carvalho, numa coprodução Quartinho Direções Artísticas, Acere, Momento Filmes e Pavirada Filmes. A distribuição nacional é da O2 Play e a representação internacional da Media Luna Films.

SINOPSE 
Aurélio é vocalista de uma famosa banda de rock que fez muito sucesso até o final dos anos 90. Na noite de retorno de sua banda aos palcos, viraliza na internet um vídeo que o envolve na morte de um policial militar.  Ninguém sabe o que de fato aconteceu, mas o astro passa a ser alvo de grupos radicais. Aurélio, então, se vê inserido em uma tensa e violenta jornada pelas ruas de São Paulo. Durante uma única noite, encontrará figuras importantes de sua carreira e Helena, uma jovem jornalista determinada a descobrir o que realmente aconteceu.

FICHA TÉCNICA 
Direção: Iberê Carvalho
Roteiro: Pablo Stoll e Iberê Carvalho
Produção: Quartinho Direções Artísticas, Pavirada Filmes, Acere e Momento Filmes
Produtores: Maíra Carvalho, Rodrigo Sarti Werthein, Rune Tavares e Iberê Carvalho
Produção Executiva: Rune Tavares, Camila Ciolim e Rodrigo Sarti Werthein
Fotografia: Pablo Baião
Direção de Arte: Maíra Carvalho
Som: Daniel Turini, Fernando Henna e Henrique Chiurciu
Montagem: Nina Galanternick
Som direto: Marcos Manna
Figurino: Eduardo Barón e Vinicius Couto
Maquiagem: Vanessa Barone
Elenco: Paulo Miklos, Thaíde, Dandara de Morais, Thalles Cabral, Theo Werneck, Fernanda Rocha, Bruno Torres, Murilo Grossi, Mauro Shames, Felipe Kenji, Tamirys O’Hanna e André Deca
País: Brasil
Ano: 2019
Duração: 83 min.

SOBRE O DIRETOR 

“O Homem Cordial” é o segundo longa-metragem do premiado diretor Iberê Carvalho. “O Último Cine Drive-in” (2015) foi eleito melhor filme brasileiro do ano pela Folha de São Paulo. Entre outros, recebeu os prêmios de Melhor Filme no 18º Punta del Este International Film Festival, Prêmio da Crítica de Melhor Filme no 43º Festival Internacional de Gramado, Melhor Ator, Melhor Atriz Coadjuvante e Melhor Direção de Arte. Melhor Filme pelo Público do Festival Cine Las Americas, no Texas. Também participou dos festivais de Chicago, Beijing e Marselle. Como curta-metragista recebeu o prêmio de Melhor Curta no 31º Festival del Nuevo Cine Latinoamericano de Havana e o prêmio Cartoon Network de melhor Curta Infantil no Prix Jeunesse Latino-Americano.

A PRODUÇÃO  

O filme é uma coprodução entre a Quartinho Direções Artísticas, Acere, Pavirada Filmes e Momento Filmes. É fruto de uma parceria de 15 anos entre estas produtoras que juntas somam dezenas de filmes de ficção e documentários. Suas obras foram exibidas nos festivais de Toulouse, Paris, Tóquio, Amsterdam, Hawaii, Atenas, Bruxelas, Los Angeles, Seattle, Houston, Montevideo, Havana, Mazatlan, Caracas, Barcelona, Valência, San Sebastian, Londres, Bilbao, Lisboa, entre outros.
Entre suas recentes produções destacam-se “Entre Idas e Vindas”, de José Eduardo Belmonte; “A Sombra do Pai”, de Gabriela Amaral Almeida, coproduzido pela RTFeatures; o documentário “Mobília em Casa-Móveis Coloniais de Acaju e a Cidade”, de José Eduardo Belmonte; “O Fim e os Meios”, de Murilo Salles; e“ O Último CineDrive-In”, de Iberê Carvalho. Entre seus futuros projetos destacam-se “Quase Deserto”, de José Eduardo Belmonte, e “A Fúria”, de Ruy Guerra.

 

SOBRE O DISTRIBUIDORA

A O2 Play é dirigida por Igor Kupstas sob a tutela de Paulo Morelli, sócio da O2 Filmes, e faz parte do grupo O2, que tem como sócios também o cineasta Fernando Meirelles e a produtora Andrea Barata Ribeiro. Em atividade desde 2013, a O2 Play se diferencia das demais distribuidoras por trabalhar além do cinema, TV e vendas internacionais, o VOD (Video on Demand), como uma distribuidora digital. Possui contratos com plataformas como o iTunes, Google Play, Netflix, NOW, Claro Vídeos, Vimeo, ofertando além de conteúdos longa-metragem e seriados também serviços de delivery (Encoding).

A O2 Play lançou em cinema filmes como CIDADE CINZA (2013), com os grafiteiros OsGêmeos, LATITUDES (2014), romance com Alice Braga e Daniel de Oliveira que foi parte de um inovador projeto transmídia, JUNHO – O MÊS QUE ABALOU O BRASIL (2014), documentário da Folha de S. Paulo, primeiro filme a chegar aos cinemas e em VOD na mesma data, A LEI DA ÁGUA (2015), documentário de André D’Elia com produção de Fernando Meirelles, A BRUTA FLOR DO QUERER (2016), vencedor de 2 prêmios em Gramado, UMA NOITE EM SAMPA (2016), de Ugo Giorgetti, PARATODOS, doc sobre atletas paraolímpicos que após carreira elogiada pela críticas nos cinemas foi vendido para o mundo todo na NETFLIX, DO PÓ DA TERRA (2016), doc de Maurício Nahas, PESCADORES DE PÉROLAS (2015), ópera com direção de Fernando Meirelles transmitida ao vivo via satélite do Theatro da Paz para 10 salas de cinema, e ENTRE NÓS (2014), A NOITE DA VIRADA (2014) e ZOOM (2016), estes de produção da O2 Filmes em co-distribuição com a Paris Filmes.

Entre os lançamentos da O2 Play nos cinemas estão o longa-metragem TRAVESSIA, filme com Chico Diaz e Caio Castro, o documentário SEPULTURA ENDURANCE, sobre a banda brasileira de metal, COMEBACK, filme vencedor do prêmio de melhor ator para Nelson Xavier no Festival do Rio 2016 e MALASARTES E O DUELO COM A MORTE, grande produção da O2 Filmes dirigida por Paulo Morelli. Também entram na lista o documentário EXODUS- DE ONDE VIM NÃO EXISTE MAIS, produzido pela O2 e dirigido por Hank Levine e o longa A REPARTIÇÃO DO TEMPO, dirigido por Santiago Dellape. Também distribuiu no segundo semestre de 2018 o longa-metragem CORAÇÃO DE COWBOY dirigido por Gui Pereira em mais de 200 salas de cinema e o premiado documentário SER TÃO VELHO CERRADO dirigido por André D’Elia. Em 2019 no primeiro semestre promoveu o lançamento em formato day and date do filme 45 DIAS SEM VOCÊ do diretor Rafael Gomes. No segundo semestre inicia o programa O2 PLAY DOCS com a exibição de documentários nas principais cidades de todas as regiões brasileiras com sessões em horário nobre.

A O2 Play é pioneira em curadoria mundial no iTunes com a seção FERNANDO MEIRELLES RECOMENDA. Esta a primeira vez que a loja da Apple convidou um agente externo para sugerir filmes (confira em itunes.com/fmeirelles).

A O2 PLAY realiza a distribuição digital e encoding para dezenas de títulos e séries, além de vendas para TV e mercado internacional. Tivemos oito longas escolhidos pela Apple dentre “Os Melhores Filmes do Ano” entre 2014 e 2016.

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Mostra Sesc de Cinema anuncia os selecionados da edição 2019

O Sesc divulgou a lista de filmes selecionados para a III Mostra de Cinema 2019. São 42 produções, sendo 10 infanto-juvenil, que comporão o Panorama Brasil e circularão por todo país a partir de novembro. Os filmes foram avaliados por uma curadoria formada por profissionais do Sesc e especialistas das áreas de cultura e cinema. Com apenas 3 anos de existência, a Mostra Sesc de Cinema se firma como importante iniciativa de valorização da produção audiovisual do país, tendo registrado recorde de inscritos este ano: 1.200 filmes.
A ideia é incentivar e divulgar, cada vez mais, a produção cinematográfica nacional que não chega ao circuito comercial, contribuindo, assim, para a promoção e o lançamento de artistas de todo o país”, ressalta Marco Aurélio Fialho, analista de Cultura do Departamento Nacional do Sesc.

 

A seleção dos filmes que chegaram à etapa nacional foi realizada a partir dos panoramas: Estadual e Regional, Brasil e Infanto-Juvenil. Ao todo, foram selecionados 380 filmes entre longas, médias e curta metragens, provenientes de todas as regiões. Desse total, foram selecionados seis filmes de cada região do país, exceto o Nordeste que indicou oito. As obras comporão o panorama nacional, junto com as produções infanto-juvenis, selecionadas a parte. Os demais filmes classificados serão exibidos em suas regiões. 

 

“Com mais essa iniciativa nacional, o Sesc cumpre uma missão importante da sua atuação na área cultural, que é democratizar o acesso ao cinema, além de permitir que artistas e cineastas de todo o Brasil mostrem seus trabalhos ao grande público”, reforça Fialho.
 
Curtas, médias e longas de todo o Brasil
Entre os selecionados de 2019 estão os longas “Estrangeiro” (PB), escrito e dirigido por Edson Lemos Akatoy, que mostra uma viagem sensorial e poética nas memórias de Elisabete; e “Abrindo as Janelas do Tempo” (SC), que, sob a direção de Santiago José Asef, traduz uma história de amor, de perda, espera e aceitação; “Orin: música para os Orixás” (BA) é um documentário que valoriza as culturas brasileiras de origem africana e demonstra a riqueza de sons, termos e ideias por trás do candomblé; já o documentário “Fabiana” (SP) retrata a trajetória de uma caminhoneira transexual e lésbica,  mostrando detalhes da última viagem antes da aposentadoria, depois de 30 anos de profissão. 

 

Entre os médias-metragens estão “Catadora de Gente” (RS), um tocante depoimento dos preconceitos e da dura trajetória de Maria Tugira Cardoso, uma mulher como tantas outras catadoras no Brasil, e o documentário “O céu dos índios Desâna e Tuiuca” (AM), que tenta desvendar a astronomia indígena produzida por estas etnias amazônicas que acreditam no conhecimento do céu como saber complementar as suas vidas na terra.  

 

Entre os curtas que compõe a mostra estão “Aurora” (SE), um ensaio cinematográfico sobre as angústias que sofre uma mulher em três diferentes fases da vida; “Chamando os Ventos: por uma cartografia dos assobios (PA), documentário sobre a ação imaginária de chamar os ventos por meio de assobios, uma dinâmica que envolve entretenimento, ancestralidade, imaginação, afetividade e memória; e o documentário “Quilombo Mata Cavalo” (MT), que trata da história e da cultura de seis comunidades quilombolas que resistem para preservar seus traços culturais. 

 

 
Conheça os 42 filmes selecionados por região:
NORTE 
Curta
Chamando os Ventos: por uma cartografia dos assobios (PA)

 

Longa
A Besta Pop (PA)

 

Médias
 Francisco (AC)
O Céu dos índios Desâna e Tuiuca (AM) |No Rio das Boboletas (AM) | Vozes da memória (RO)
 
NORDESTE

 

Longas
Mateus (PE) | Ilha (BA) |Orin: música para os Orixás (BA) | Estrangeiro (PB)

 

Curtas
Aurora (SE) | Aqueles Dois (CE) |Rasga Mortalha (PB)

 

Médias
Tipoia (AL)

 

Infanto-Juvenil
Curta: Icamiabas – Moqueca (PA) |Média: Clandestino (SE)

CENTRO-OESTE

Longas
Parque Oeste (GO)

Curtas
Quilombo Mata Cavalo (MT)

 

 Médias
Entre Parentes (DF) | A Praga do Cinema Brasileiro (DF) |Guará (GO) |Majur (MT)

Infanto-Juvenil
Curtas: O Malabarista (GO) |Lili`s Hair (GO)
Média: A Câmera de João (GO)

 

SUDESTE

Longas
Navios da Terra (MG) | Fabiana (SP)

Curtas
Plano Controle (MG)

Médias
Da Curva Prá Cá (ES) |Jéssika (RJ) | Do Outro Lado (SP)

 

Infanto-Juvenil
Curta: Poética de Barro (MG) |Hornzz (RJ)
Médias: Cravo, Lírio e Rosa (RJ) | Parda (RJ)
SUL

Longas
Abrindo as Janelas do Tempo (SC) |Euller Miller entre dois mundos (PR)

 

Curtas
Almofada de Penas (SC)
 
SUL
 
Médias
Quando as coisas se desmancham (PR) |Isso me faz pensar (RS) | Catadora de gente (RS)

 

Infanto-Juvenil
Vivi Lobo e o quadro mágico (PR)

“Filhas do Sol” estreia em 15 de agosto

FILHAS DO SOL”, que foi exibido na competição oficial do último Festival de Cannes, onde concorreu à Palma de Ouro, está confirmado no Festival Varilux de Cinema Francês, que acontece em junho, em diversas cidades brasileiras. Escrito e dirigido por Eva Husson (Uma História de Amor Moderna), o filme tem estreia prevista em circuito comercial dia 15 de agosto, com distribuição da Califórnia Filmes.

O longa acompanha Bahar, a comandante do batalhão “Filhas do Sol”, que se prepara para libertar sua cidade das mãos dos extremistas, esperando encontrar seu filho, mantido refém. Para acompanhar a jornada e fazer a cobertura do ataque, se junta ao grupo a jornalista francesa Mathilde, que é testemunha da história dessas guerreiras. Desde que tiveram suas vidas viradas de ponta cabeça, todas elas estão lutando pela mesma causa: mulheres, vida, liberdade.

A diretora explica o porquê de introduzir a personagem da jornalista na trama curda: “Ela é nossa janela para o mundo, a porta-voz da capitã do batalhão feminino, e pode expressar certas coisas que seria impossível ilustrar através da narrativa nesse contexto. Ela também me permite refletir sobre a noção das mulheres na guerra. Como uma repórter de guerra feminina, ela representa uma antes oculta perspectiva da identidade das mulheres dentro da zona de guerra. Ela é como um prisma que nos permite navegar entre os contextos coletivo e individual. É a ferramenta da narrativa testemunhal.”

Baseado em situações reais, “FILHAS DO SOL” é inspirado na unidade de resistência Yazidi homônima, formada apenas por mulheres iraquianas, que lutam para retomar sua dignidade numa sociedade patriarcal e permeada por lutas políticas internas. Esse grupo se formou como uma reação à guerra civil e um caminho de sobrevivência para essas mulheres, após serem vítimas de perseguição e massacres por anos.

E 2014, o ISIS (Estado Islâmico no Iraque e na Síria, em inglês) realizou um ataque nas montanhas de Sinjar, território do povo Yazidi, estrategicamente importante por estar entre o Iraque e a Síria. Os 300 mil habitantes do local foram pegos de surpresa e o massacre foi violento. Meninos foram enviados para escolas jihadistas, que os ensinam a matar aos três anos de idade, mulheres e meninas foram vendidas como escravas ou mercadoria sexual, obrigadas a se casar e torturadas.

Anos depois, mesmo com as tentativas das parlamentares Yazidi em conseguir ajuda internacional, as mulheres continuam presas e perseguidas. Paralelamente aos grupos masculinos de resistência contra o ISIS, as mulheres começam pouco a pouco a pegar em armas para se defender, até o surgimento de uma força Yazidi totalmente feminina: as “Filhas do Sol”.

As “Filhas do Sol” não têm nada a perder. O seu grito de guerra é “eles nos estupram, nós os matamos”. E contam com a crença dos soldados do ISIS a seu favor: eles acreditam que se morrerem pelas mãos de uma mulher, não irão para o céu. Por isso, as combatentes femininas os aterrorizam. São essas mulheres, guerreiras e revolucionárias, que o longa “FILHAS DO SOL” retrata.

“Quando uma mulher consegue te contar que ela foi sequestrada e vendida quatorze vezes, e conta isso com extrema serenidade e força, você automaticamente questiona suas ideias e convicções sobre a tragédia do sofrimento. Desconstrói sua imagem de guerra. Eu queria essa experiência em meu roteiro.”, explica a diretora Eva Husson.
Sobre o filme ser colocado como “filme de mulher”, por contar histórias sob a ótica feminina, Husson é taxativa: “Não usamos a expressão ‘filme de homem’, simplesmente porque a proporção nesse momento é muito abundante. A história do cinema é 95% composta de uma perspectiva masculina do mundo. Se usamos essa expressão é porque ainda estamos com falta de perspectivas femininas no cinema para acabar com essa universalidade. Então mãos à obra!”

SINOPSE
Bahar (Golshifteh Farahani) é a comandante das Filhas do Sol, um batalhão composto apenas por mulheres curdas que atua ofensivamente na guerra do país. Ela e as suas soldadas estão prestes a entrar na cidade de Gordyene, local onde Bahar foi capturada uma vez no passado. Mathilde (Emmanuelle Bercot) é uma jornalista francesa que está acompanhando o batalhão durante o ataque. O encontro entre as duas mulheres, dentro do cenário caótico que as cercam, irá mudar a vida de ambas permanentemente.

FICHA TÉCNICA 
Direção:  Eva Husson
Elenco: Golshifteh Farahani, Emmanuelle Bercot, Zübeyde Bulut
Gênero: Drama
País: França
Ano: 2018
Duração: 111 min

“Os Dois Filhos de Joseph” estreia em agosto

Acaba de ser divulgado o trailer de OS DOIS FILHOS DE JOSEPH, de Félix Moati. O longa, que foi exibido na última edição do Festival Varilux de Cinema Francês, estreia em circuito comercial dia 8 de agosto. A relação familiar entre Joseph e os filhos, Ivan e Joaquim, é o fio condutor da história que transita entre o drama e a comédia. Com Vincent Lacoste, Benoît Poelvoorde, Mathieu Capella e Anaïs Demoustier. O filme é distribuído no Brasil pela Pandora Filmes.

“O diretor mantém um tom divertido que lembra os filmes de Frainçois Truffaut e Woody Allen nos anos 70 e 80.” (Hollywood Reporter)

O jovem Ivan sempre admirou suas duas maiores referências, o pai, Joseph, e o irmão mais velho, Joaquim. Mas quando descobre que o irmão corre o risco de perder o ano na faculdade de psiquiatria e que o pai decide abandonar sua estável carreira como médico para se tornar escritor, o garoto começa a repensar se esses são os modelos masculinos que quer seguir.

É a partir desses três homens, em três momentos diferentes da vida, que o diretor pretende mostrar a importância das relações interpessoais. “Eu tenho o desejo do coletivo, e esse é o assunto do filme. Meus personagens acabam percebendo que não podem fazer nada sem os outros. A ideia de consolar um ao outro permeia todo o filme”, explica.

Moati conta ainda que o filme explora paisagens parisienses, como uma homenagem à cidade que tanto ama: “eu queria filmar a cidade onde cresci, a sede da minha memória emocional, onde vivi minhas primeiras emoções, alegrias e tristezas. Cada rua que filmei em OS DOIS FILHOS DE JOSEPH está associada a essa memória e eu espero que as pessoas sintam isso de alguma maneira”.

SINOPSE 
Ivan é um menino de 13 anos que está descobrindo o amor. Ele tem como referências o pai, Joseph, e o irmão mais velho, Joaquim. Mas ao saber que o irmão corre o risco de perder o ano na faculdade e que o pai decide abandonar sua estável carreira como médico para se tornar escritor, o garoto começa a repensar se esses são exemplos que quer seguir.

FICHA TÉCNICA 
Direção: Félix Moati
Elenco: Vincent Lacoste, Benoît Poelvoorde, Mathieu Capella e Anaïs Demoustier
Gênero: Comédia dramática
País: França
Ano: 2018
Duração: 90 min

SOBRE A PANDORA FILMES 

A Pandora é uma distribuidora de filmes independentes que há 30 anos busca ampliar os horizontes da distribuição de filmes no Brasil revelando nomes outrora desconhecidos no país, como Krzysztof Kieślowski, Theo Angelopoulos e Wong Kar-Wai, e relançando clássicos memoráveis em cópias restauradas, de diretores como Federico Fellini, Ingmar Bergman e Billy Wilder. Sempre acompanhando as novas tendências do cinema mundial, os lançamentos recentes incluem “The Square – A Arte da Discórdia”, de Ruben Östlund, vencedor da Palma de Ouro em Cannes, e “O Apartamento”, de Asghar Farhadi, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.

Paralelamente aos filmes internacionais, a Pandora atua com o cinema brasileiro, lançando obras de diretores renomados e também de novos talentos, como Gustavo Steinberg, Ruy Guerra, Edgard Navarro, Sérgio Bianchi, Roberto Moreira, Beto Brant, Fernando Meirelles, Helena Ignez, Tata Amaral, Anna Muylaert, Petra Costa e Gabriela Amaral Almeida. Entre os próximos lançamentos, destacam-se “Greta”, de Armando Praça; “O Traidor”, de Marco Bellocchio, coprodução nacional, que concorre a Palma de Ouro em Cannes; e “O Caso Morel” de Suzana Amaral.

Em 2019, a distribuidora criou o projeto Caixa de Pandora que visa programar filmes premiados, escolhidos através de uma cuidadosa curadoria para serem exibidos em salas comerciais da rede Cinépolis, em 25 cidades do Brasil.

“Ela Disse, Ele Disse” lança trailer

A espera acabou! O trailer do longa “Ela Disse, Ele Disse”, que traz Maisa como antagonista e apresenta as estreias de Fernanda Gentil e Bianca Andrade (Boca Rosa) nos cinemas, já está disponível: https://youtu.be/63qyrfbWBWo. Com produção assinada por Paula Barreto, da LC Barreto/Filmes do Equador, coprodução da Globo Filmes e distribuição da Imagem Filmes, o filme chega às telonas de todo o país no dia 3 de outubro. Baseado no best-seller homônimo de Thalita Rebouças, o trailer é narrado pela própria autora e traz um pouco da divertida história que será contada nos cinemas.

O filme traz as perspectivas dos protagonistas Rosa (Duda Matte) e Leo (Marcus Bessa), dois adolescentes que precisam se adaptar ao primeiro ano em um novo colégio. Entre provas, amizades, bullying, crushes e as armadilhas das redes sociais, a história mostra como meninos e meninas podem sentir as mesmas coisas, mas pensar e agir de maneiras completamente diferentes.

Para deixar a trama ainda mais interessante, Júlia (Maisa), a menina popular do colégio e rival de Rosa, vai aprontar todas com os alunos novos. Após estrelar filmes de sucesso e ganhar seu próprio talk show, Maisa dá vida à primeira antagonista de sua carreira. “A Júlia é uma menina metida, do grupo dos populares, que gosta de ser o centro das atenções, ser melhor que todo mundo. Como ela é muito diferente de tudo que eu já tinha feito, eu fiquei mais livre para criar, a Thalita me deu muita liberdade para fazer isso. E eu acho as vilãs mais engraçadas. No caso da Júlia, ela é tão burrinha que chega a ser cômico”, diverte-se a atriz.

Dirigido por Claudia Castro, o longa marca a estreia de Fernanda Gentil como atriz, interpretando a mãe de Rosa. “A Paloma é uma mãe que tenta acompanhar muito o mundo da filha, tenta falar de igual para igual, ser amiga, mas também cobra, dá bronca, paga os micos dela como mãe. E eu me vejo muito nela, nesse sentido de querer sempre estar perto custe o que custar”. Outra novidade nas telonas é a influenciadora digital Bianca Andrade, conhecida nas redes sociais como Boca Rosa, que no filme interpreta a professora Fátima. “Eu tive muita sorte de ser professora, ter tido essa bagagem e conseguir usar isso na construção do personagem. Mas ela é bem diferente de mim, foi um grande desafio”.

Ainda no elenco estão nomes como Maria Clara Gueiros, em um papel mais dramático como Madalena, a diretora linha-dura da escola, Angelo Paes Leme, que interpreta Múcio, pai do protagonista Leo, e os jovens Matheus Lustosa, JP Rufino, Giulia Ayumi, Cecília Warpe, Pedro David, Rodrigo Tavares e Daniel Pim. Na parte artística, Pedro Serrão assina a direção de fotografia, Joana Mureb a direção de arte e Joanna Ribas os figurinos.

Lançado em 2011, “Ela Disse, Ele Disse” é o primeiro livro de Thalita Rebouças com um protagonista masculino e é também um dos livros mais vendido da autora, que conta, até o momento, com mais de 100 mil exemplares vendidos.

Sinopse: Rosa (Duda Matte) é uma menina estudiosa, Leo (Marcus Bessa) manda bem no futebol. Ela é pontual, ele está sempre atrasado. Ela detesta Júlia (Maisa), a menina mais popular do colégio, ele até que gosta dela. Os dois são alunos novos na escola e, além de aprender a lidar com os novos amigos e os problemas na família, descobrem que têm muito mais em comum do que imaginavam. Baseado na obra de sucesso de Thalita Rebouças, eles vão descobrir que crescer pode parecer complicado, mas no fundo, é a maior aventura.

Ficha técnica

 

Direção: Claudia Castro

Roteiro: Thalita Rebouças e Tati Ingrid Adão

Produção: Paula Barreto – LC Barreto/Filmes do Equador

Produtora Executiva: Bia Tafner

Produtoras associadas: Bruna Dantas, Rosane Svartman e Tati Ingrid Adão

Diretor de produção: Paulão Costa

Assistente de Direção: Renata Braz

Diretor de fotografia: Pedro Serrão

Diretora de arte: Joana Mureb

Figurinista: Joanna Ribas

Maquiador: Mariah de Freitas

Técnico de som: Guilherme Algarve

Continuísta: Fernanda Luz

Coprodução: Globo Filmes

Distribuição: Imagem Filmes

 

Elenco

Duda Matte (Rosa)

Marcus Bessa (Leo)

Maisa Silva (Júlia)

Giulia Ayumi (Carol)

Cecília Warpe (Luana)

Matheus Lustosa (Rafa)

Pedro David (Tony)

Rodrigo Tavares (Cebola)

Daniel Pim (Yuri)

JP Rufino (Homero)

Maju Lima (Ludmila)

Bianca Andrade (Fátima)

Maria Clara Gueiros (Madalena)

Fernanda Gentil (Paloma)

Ângelo Paes Leme (Múcio)

Aramis Trindade (Zuza)

Sobre a diretora Claudia Castro

“Ela Disse, Ele Disse” é o primeiro longa-metragem com direção de Claudia Castro, que já atua no meio há mais de 15 anos. Na TV dirigiu as séries “Magnifica70”, produzida pela HBO e Conspiração Filmes, temporadas 1, 2 e 3, “Perto do Fogo”, “Uma Rua Sem vergonha” e “Vai dançar” e foi assistente de direção de “Ó pai ó”, “Mulher Invisível”, “Mandrake”, entre outros.  Já no cinema, foi produtora executiva em “Aos Teus Olhos”,  filme dirigido por Carolina Jabor, e assistente de direção de diversos longas-metragens como “Última Parada 174”, de Bruno Barreto, “Tim Maia”, de Mauro Lima, e “Dois Filhos de Francisco: A História real de Zezé de Camargo e Luciano”, de Breno Silveira.

Sobre a LC Barreto

Fundada em 1963, a L.C. Barreto Produções Cinematográficas possui uma trajetória tão rica que até se confunde um pouco com a história do cinema no Brasil e da América Latina. São mais de 80 produções e coproduções de curta e longa-metragem, realizadas dentro de rigorosos padrões técnicos e artísticos. Muitos deles são considerados parte do patrimônio artístico e cultural do nosso país, como: “Vidas Secas” e “Memórias do Cárcere”, de Nelson Pereira dos Santos; “Dona Flor e Seus Dois Maridos” e “O Que é Isso Companheiro?” de Bruno Barreto; “Bye Bye Brasil”, de Cacá Diegues; “O Quatrilho”, de Fábio Barreto; entre outros.

Sobre a Globo Filmes

Desde 1998, a Globo Filmes já participou de mais de 250 filmes, levando ao público o que há de melhor no cinema brasileiro. Com a missão de contribuir para o fortalecimento da indústria audiovisual nacional, a filmografia contempla vários gêneros, como comédias, infantis, romances, documentários, dramas e aventuras, apostando na diversidade e em obras que valorizam a cultura brasileira. A Globo Filmes participou de alguns dos maiores sucessos de público e de crítica como, ‘Tropa de Elite 2’, ‘Minha Mãe é uma Peça 2’ – com mais de 9 milhões de espectadores -, ‘Se Eu Fosse Você 2’, ‘2 Filhos de Francisco’, ‘Aquarius’, ‘Que Horas Ela Volta?’, ‘O Palhaço’, ‘Getúlio’, ‘Carandiru’ e ‘Cidade de Deus’ – com quatro indicações ao Oscar. Suas atividades se baseiam em uma associação de excelência com produtores independentes e distribuidores nacionais e internacionais.

Sobre a Imagem Filmes | Distribuidora

Fundada em 1998, a Imagem Filmes é uma empresa nacional que atua no mercado de entretenimento do país como distribuidora de filmes independentes. Comprometida com a qualidade e variedade de produções, a empresa trabalha nos segmentos de cinema, vídeo e televisão, e é responsável pelo lançamento de grandes produções nacionais, onde destacam-se: ‘Sai de Baixo – O Filme’, ’10 Segundos para Vencer’, ‘É Fada!’, ‘O Nome da Morte’ e ‘Crô Em Família’. Além das produções internacionais, como o premiado ‘VICE’ e os recentes ‘Hellboy’, ‘Encantado’, ‘Fúria em Alto Mar’ e ‘Paddington 2’.

“No Coração do Mundo” estreia em agosto

Escrito e dirigido por Gabriel Martins e Maurílio Martins, NO CORAÇÃO DO MUNDO acaba de ganhar cartaz e trailer. O longa, que teve estreia mundial na última edição do Festival Internacional de Roterdã, em janeiro deste ano, chega aos cinemas brasileiros em 1º de agosto com distribuição da Embaúba Filmes.

Ambos diretores já haviam trabalhado juntos em curtas-metragens da produtora Filmes de Plástico, da qual fazem parte junto ao cineasta André Novais Oliveira e o produtor Thiago Macêdo Correia, há dez anos. A partir dos curtas “Contagem” e “Dona Sônia pediu uma arma para seu vizinho Alcides”, que foram filmados no mesmo bairro da cidade mineira de Contagem, surgiu a ideia do novo roteiro. “Eu mostrei os filmes a um amigo meu sueco que disse ter ficado curioso com mais histórias desse universo. Apesar de terem sido rodados no mesmo local e no mesmo ano, nunca havíamos pensado serem histórias que pudessem se complementar. Esse momento, em 2012, foi o ponto de partida para o roteiro de NO CORAÇÃO DO MUNDO”, lembra Maurílio.

No longa, as histórias dos personagens Ana e Marcos, que haviam aparecido no curta Contagem, voltam a ser contadas e por isso foi natural que os mesmos atores voltassem a interpretá-los: Kelly Crifer e Leo Pyrata. O papel de Selma era novo e os diretores pensavam em quem poderia dar vida à personagem, quando um amigo em comum sugeriu Grace Passô. “Todos nós da produtora já éramos profundos admiradores do trabalho dela, que maravilhosamente aceitou o convite”, recorda Maurílio.

Ainda havia outro desafio na escalação do elenco: qual personagem desenvolver para MC Carol? “Sou muito fã dela e queria que participasse do filme. Tínhamos escrito um papel para um amigo, o Leo, que não pode fazer, então trocamos o gênero da personagem e surgiu a Brenda, que a MC Carol interpretou de modo brilhante”, conta Gabriel.

A cidade de Contagem – região metropolitana de Belo Horizonte –, especialmente os bairros Laguna e Milanez onde os diretores foram criados, também é personagem fundamental do longa, como explicam: “Ali está a nossa vivência, a nossa formação, então é natural que esse lugar atuasse como um personagem e trouxéssemos esses rostos e essa geografia para o filme”.

NO CORAÇÃO DO MUNDO se passa na periferia de Contagem, onde os moradores acabam formando uma comunidade. Suas relações interpessoais e com o lugar são o pano de fundo do filme, que mistura elementos de filme de assalto e alguns toques de comédia. Marcos se vira como pode para levar a vida, aplicando golpes aqui e ali e cometendo alguns delitos. Um dia Selma, antiga conhecida, propõe a ele a execução de um plano, que pode mudar suas vidas para sempre, e Marcos precisa convencer sua namorada, a cobradora Ana, a embarcar com eles nessa.

A assinatura das produções da Filmes de Plástico, com interpretações naturalistas e as relações familiares e cotidianas, continua presente no longa, mas também novas formas de apresentar a história na tela. “Exploramos com muito mais potência o desenho de som, trabalhamos com efeitos práticos e um pouco de efeitos especiais, ousamos numa decupagem que exigia um apuro técnico maior e tivemos uma equipe imensa, diferente de qualquer coisa que havíamos feito antes”, explica Maurílio. “O resultado é um filme que mantém o que caracterizou a produtora nesses dez anos, mas também foi além na maneira como exploramos a linguagem e utilizamos os gêneros cinematográficos a nosso favor”, completa.

SINOPSE
Na periferia de Contagem, Marcos busca uma saída para sua rotina de bicos e pequenos delitos. Surge uma oportunidade arriscada, mas que pode solucionar todos seus problemas. Para isso, ele precisa convencer sua namorada, Ana, a se juntarem a Selma e executarem o plano que pode mudar suas vidas para sempre.

FICHA TÉCNICA 
Direção: Gabriel Martins, Maurílio Martins
Roteiro: Gabriel Martins, Maurílio Martins
Produção executiva: Thiago Macêdo Correia
Produtora: Filmes de Plástico
Direção de fotografia: Leonardo Feliciano
Montagem: Gabriel Martins, Maurílio Martins, Guto Parente
Direção de arte: Rimenna Procópio
Direção de produção: Marcella Jacques
Desenho de som: Tiago Bello, Marcos Lopes
Música: Robert Frank, Heberte Almeida, Kim Gomes
Elenco: Kelly Crifer, Leo Pyrata, Grace Passô, Bárbara Colen, Robert Frank, Rute Jeremias, Renato Novaes, MC Carol de Niterói, Gláucia Vandeveld.
Distribuição: Embaúba Filmes
País: Brasil
Ano: 2019
Duração: 120 min.

SOBRE OS DIRETORES
Gabriel Martins e Maurílio Martins são formados em cinema pelo Centro Universitário UNA de Belo Horizonte. Em 2009 criaram a produtora mineira Filmes de Plásticos, junto com o cineasta André Novais Oliveira e com o produtor Thiago Macêdo Correia, pela qual lançaram diversos curtas-metragens exibidos e premiados em todo o mundo. “No Coração do Mundo” é o primeiro longa-metragem dos diretores. O filme teve sua première mundial em janeiro de 2019, no International Film Festival Rotterdam.

Filmografia selecionada
Gabriel Martins: Filme de Sábado (2009), Contagem (2010), Dona Sônia Pediu uma Arma Emprestada a seu Vizinho Alcides (2011), Rapsódia para o Homem Negro (2015), Nada (2017), No Coração do Mundo (2019).
Maurílio Martins: Contagem (2010), Um Homem que Voa: Nelson Prudencio (2013), Quinze (2014), Constelações (2016), No Coração do Mundo (2019).

SOBRE A FILMES DE PLÁSTICO
Criada em 2009, a Filmes de Plástico é uma produtora mineira, sediada em Belo Horizonte, formada pelos diretores André Novais Oliveira, Gabriel Martins, Maurilio Martins e pelo produtor Thiago Macêdo Correia. É característica e interesse da produtora realizar obras de apelo popular, que retratem com fidelidade e respeito a vida na periferia e os personagens que habitam um universo que é visto de modo marginalizado. Sendo os três diretores naturais de Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte, fazer filmes sobre o bairro onde cresceram, as pessoas com quem convivem e a lógica sistemática deste “universo” das classes menos privilegiadas é como filmar o quintal da própria casa. E talvez por isso seja tão importante que estes filmes criem um diálogo forte entre quem os realiza e o público.

Juntos seus filmes já foram selecionados em mais de 200 festivais no Brasil e no mundo como a Quinzena dos realizadores em Cannes, Festival de Cinema de Locarno, Festival de Rotterdam, FID Marseille, Indie Lisboa, BAFICI, Festival de Cartagena, Los Angeles Brazilian Film Festival, Festival de Cinema de Brasília e Mostra de Cinema de Tiradentes, ganhando mais de 50 prêmios, como a Menção Especial do Júri na Quinzena dos Realizadores em Cannes e o Prêmio de Melhor Filme pelo Júri Oficial na XI Semana dos Realizadores do Rio de Janeiro e no XI Panorama Coisa de Cinema de Salvador.

Entre os próximos projetos da produtora estão os longas-metragens Marte Um, dirigido por Gabriel Martins (em pós-produção), e O Último Episódio, dirigido por Maurilio Martins, e E os meus Olhos ficam Sorrindo, dirigido por André Novais Oliveira, ambos com previsão de filmagem para 2020.

Fazem parte da obra da produtora Filmes de Plástico os curtas-metragens: Contagem (2010), Quinze (2014), Dona Sônia pediu uma arma para seu vizinho Alcides e Rapsódia para o Homem Negro (2015), Fantasmas (2010), Pouco Mais de um Mês (2013), Constelações (2016), Filme de Sábado (2009), No Final do Mundo (2009), Pelos de Cachorro (2010), Domingo (2011), Mundo Incrível REMIX (2014), Quintal (2015) e Rapsódia para o Homem Negro (2015).

E os longas-metragens: Ela Volta na Quinta (2014), Temporada (2018) e No Coração do Mundo (2019).

SOBRE A DISTRIBUIDORA
A Embaúba Filmes é uma nova distribuidora de cinema brasileiro, sediada em Belo Horizonte. A empresa atua com a distribuição de filmes autorais em todas as suas etapas, incluindo festivais de cinema, lançamentos no circuito comercial, negociações e vendas no Brasil e no exterior, além de um site próprio de VOD, para locação de seus títulos pela internet. A empresa é dirigida por Daniel Queiroz, que vem de uma experiência prévia de mais de 10 anos como programador de cinema, em salas (Cine Humberto Mauro e Cine 104) e festivais (Festival Internacional de Curtas de BH, Festival de Brasília, Semana de Cinema).

 

A Embaúba possui em seu catálogo filmes como Arábia, de Affonso Uchôa e João Dumans; Inferninho, de Guto Parente e Pedro Diógenes; Chuva É Cantoria na Aldeia dos Mortos, de João Salaviza e Renée Nader Messara; Inaudito, de Gregório Gananian; Eu Sou o Rio, de Anne Santos e Gabraz e Os Sonâmbulos, de Tiago Mata Machado.

http://www.embaubafimes.com.br

Cinemão apresenta a 5ª Mostra Anima Cinemão

O projeto Cinemão realiza de 17 a 20 julho a 5ª Mostra Anima Cinemão, em parceria com o Festival AnimaMundi 2019.  A quinta edição exibirá curtas de animação  em diversos pontos na cidade. O evento inicia sua jornada no dia 17 em Bangudia 18 no Recreio dos Bandeirantesdia 20, no Méier e dia 21, em Pilares, sempre às 18h. Toda a programação é gratuita.

Para Cid César Augusto, realizador do projeto, a parceria entre o Cinemão e o Festival AnimaMundi é extraordinária para a população do Rio de Janeiro: “Estamos unidos para levar o cinema de animação para além do circuito tradicional dos festivais, para além das salas de cinema,  que se concentram em determinada região da cidade .  Vamos colocar toda essa animação na rua. “

 

 A 5ª Mostra Anima Cinemão tem patrocínio da RioFilme e Secretaria Municipal de Cultura.

Sobre o Cinemão (Solar):

O Cinemão é uma rede exibidora popular. É uma sala de cinema móvel. Trata-se de uma carro aparelhado para exibição de filmes, equipado com projetor de alta performance, super telão inflável, sistema de som, cadeiras e sistema de energia solar para abastecer parcialmente os equipamentos de projeção.  O projeto está em atividade desde 2010 e protagoniza o maior número de intervenções cinematográficas em espaços públicos no Rio de Janeiro.
O objetivo principal é ocupar espaços públicos e populares promovendo o cinema brasileiro de forma prática, gratuita e eficiente. O projeto exibe uma produção nacional (curtas e longas de todos os gêneros) de forma democrática e acessível, atendendo a toda e qualquer população. Também faz parte deste projeto a realização de oficinas de audiovisual para crianças e adolescentes.
A partir de acordos com distribuidores nacionais, o Cinemão funciona como uma importante janela para democratização do cinema brasileiro. Com o intuito de difundir ainda mais as realizações propostas e atuar no processo de formação de plateias para o cinema nacional, tanto a exibição dos filmes e as oficinas possuem entrada franca em todas as suas atividades.

Produção: Cinemão

O projeto também possui uma extensa lista de simpatizantes, como o cineasta Walter Salles, atriz Paola de Oliveira, os atores Bruno Gagliasso e Matheus Nachtergaele, entre outros.

 

(Link dos vídeos com o testemunho de diversas personalidades declarando apoio ao projeto em:http://www.youtube.com/watch?v=o7RJoKCNaMI)

 

Serviço: 5ª Mostra Anima Cinemão

Vila Olímpica Polo Jardim Bangu: Rua Roque Barbosa, s/nº. Bangu.

Dia 17/7, quarta-feira, às 18h

Quadra de Futebol na Comunidade Beira-Rio: Rua da Servidão, 67. Recreio dos Bandeirantes.

Dia 18/7, quinta-feira, às 18h

Quadra Esportiva do Méier: Ria Maranhão, 1709. Méier.

Dia 20/7, sábado, às 18h

Praça Aderbal da Costa: Rua José Fraive, s/nº. Pilares.

Dia 21/7, domingo, às 18h.

Entrada gratuita.

Classificação livre.