40 Dias: O Milagre da Vida

Baseado no livro autobiográfico de Abby Johnson, 40 Dias: O Milagre da Vida chega aos cinemas nacionais em 14 de maio e traz relatos reais de uma ex-funcionária da Paternidade Planejada, organização responsável por metade dos abortos realizados nos Estados Unidos. Abby renunciou ao cargo de diretora de uma das clínica em 2009 e, desde então, atua como ativista pró-vida na luta contra o aborto. “Eu queria que as pessoas vissem aquilo que eu vi. Eu queria que elas sentissem o mesmo sentimento de urgência que eu sinto todos os dias”, afirma a escritora e ativista.

Com título em alusão ao movimento pró-vida 40 Dias Pela Vida, 40 Dias: O Milagre da Vida é escrito e dirigido por Chuck Konzelman e Cary Solomon, que já haviam trabalhado juntos em ‘Deus Não Está Morto’ e ‘Você Acredita?’. Estrelado por Ashley Bratcher e Brooks Ryan, o longa teve uma ótima recepção internacional, arrecadando o dobro do previsto durante sua semana de estreia nos Estados Unidos. Robia Scott, Jared Lotz, Emma Elle Roberts, Robin DeMarco e Robert Thomason também fazem parte do elenco.

“Disforia” estreia em 12 de março

O filme “DISFORIA”, primeiro longa do diretor Lucas Cassales, nome promissor do cinema gaúcho, estreia em 12 de março nos cinemas. O diretor foi o grande premiado no Festival de Gramado de 2015 com seu curta-metragem “O Corpo”, vencedor nas categorias de melhor fotografia, roteiro, direção e melhor curta.

Após sofrer uma experiência traumática, Dário, interpretado por Rafael Sieg (dos filmes “As Ineses”, “Alaska” e o “Ainda  Orangotangos”), um psicólogo infantil, volta a atender crianças e sua primeira paciente é Sofia (Isabella Lima), uma menina que provoca sensações perturbadoras nas pessoas ao seu redor.

Ao longo do tratamento, Dário acaba despertando lembranças que estavam guardadas no passado, trazendo à tona traumas e sensações de agonia e aflição, além de questões como a paternidade, o sofrimento e a dor. Atormentado, ele precisa encarar o passado e o mistério envolvendo a família de Sofia.

Diferente dos filmes do gênero tradicionais, em “DISFORIA” há um suspense que quase nunca é concluído, criando uma atmosfera de mal-estar permanente, que só ganha respiro ao final, observa o diretor.

A palavra Disforia significa: um distúrbio caracterizado pela dificuldade em se recuperar depois de vivenciar ou testemunhar um acontecimento assustador. A condição pode durar meses ou anos, com gatilhos que podem trazer de volta memórias do trauma acompanhadas por intensas reações emocionais e físicas.

Trata-se de um thriller de horror psicológico, gênero que está cada vez mais em evidência no país. O filme, que aborda alguns temas como estresse pós traumático, transtornos psicológicos, depressão pós parto, solidão e insanidade, transgride os limites entre o real e o imaginário.

Com a produção da Sofá Verde Filmes, coprodução da Epifania Filmes e distribuição da Lança Filmes, “DISFORIA” estreia dia 12 de março nos cinemas de todo o Brasil.

O filme irá promover ainda exibições especiais em determinadas praças. Após as sessões acontecerão debate com convidados especialistas na área de saúde mental e profissionais de diversas áreas envolvidas com o tema.

Trailer oficial:

www.youtube.com/watch?v=sXT-BHGgzl0

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“Fotografação” estreia em 05 de março

FOTOGRAFAÇÃO, novo trabalho de Lauro Escorel, exibido no 24º Festival Internacional de Documentários – É Tudo Verdade 2019, estreia em circuito comercial nesta quinta-feira, dia 05 de março, nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.

O documentário propõe um olhar sobre a fotografia brasileira, desde seu surgimento aos dias atuais, passando pelos principais nomes dessa arte, até o impacto das novas tecnologias e da fotografia digital na sociedade contemporânea.

Escorel, que atuou como diretor de fotografia em filmes de Leon Hirszman, Cacá Diegues e Hector Babenco, entre muitos outros, teve a ideia do documentário em 2014. “Foi do desejo de mostrar a um público mais amplo as belas imagens guardadas nos principais acervos do país que nasceu a ideia de fazer um documentário sobre a história da nossa fotografia. Vi ali a possibilidade de narrar como se deu a apresentação do Brasil aos brasileiros (e ao mundo) por meio da fotografia“, explica.

Durante o processo de pesquisa que durou mais de três anos, concebeu, além do longa FOTOGRAFAÇÃO, a série para TV “Itinerários do Olhar”. Anteriormente, dirigiu “Sonho Sem Fim” e diversos documentários, com destaque para o premiado “Libertários”. Mais recentemente codirigiu com Paulo Beti e Eliane Jardinni “A Fera na Selva”.

Busquei  valorizar  o trabalho  daqueles  fotógrafos que nos ajudaram a construir a imagem do país que trazemos conosco, valorizando seu olhar humanista”, comenta Escorel, que  buscou  os  elos de ligação entre os fotógrafos e suas imagens, para construir  sua narrativa e selecionar os que seriam abordados no filme.

Unindo sua experiência profissional e pessoal, o diretor apresenta os primeiros fotógrafos a atuarem no Brasil, ainda no século XIX, como Marc Ferrez e Augusto Malta, passa pelos registros fotográficos do modernista Mário de Andrade e detém-se nos principais praticantes da fotografia moderna: Hildegard Rosenthal, José Medeiros, Marcel Gautherot e Pierre Verger.

O documentário também se vale de algumas imagens de filmes brasileiros, em que Escorel participou como diretor de fotografia, para apresentar a conexão entre a fotografia e o cinema brasileiros, para então chegar aos dias de hoje, no qual observa os resultados da atual proliferação da imagem digital. “Fotografar agora parece estar ligado a se mostrar, postar na rede e talvez lembrar. Não é mais sobre a imagem, sobre a ideia de captar um momento único, um quadro, uma composição”.

Diante deste quadro o cineasta se pergunta: “Como seremos lembrados por meio destas fotografias no futuro?”.

FOTOGRAFAÇÃO” é uma produção de Zita Carvalhosa, da Cinematográfica Superfilmes, uma coprodução da Spcine e contou com o apoio dos acervos fotográficos do Instituto Moreira Salles, da Fundação Pierre Verger e do Instituto de Estudos Brasileiros da USP. A distribuição no Brasil é da Pandora Filmes.

SINOPSE 
“FOTOGRAFAÇÃO” é um documentário sobre momentos marcantes da História da Fotografia Brasileira, construído através do olhar de Lauro Escorel, atuante diretor de fotografia do cinema brasileiro. O filme focaliza a representação do País no trabalho de diversos fotógrafos e reflete sobre o impacto da fotografia digital na sociedade contemporânea.

FICHA TÉCNICA 
Direção: Lauro Escorel
Roteiro: Evaldo Mocarzel e Lauro Escorel
Pesquisa: Antonio Venancio
Direção de Fotografia: Carlos Ebert, Guy Gonçalves, Jacques Cheuiche e Lúcio Kodato
Montagem: Idê Lacreta
Desenho de Som: Ricardo Reis
Edição de Som: Miriam Biderman
Música Original: Zé Nogueira
Produção Executiva: Zita Carvalhosa
Produtor: Cinematográfica Superfilmes
Coprodução: Spcine
Produtora Associada: Cinefilmes
Idioma: Português
Gênero: Documentário
Ano: 2019
Duração: 76 min
País: Brasil
Classificação: livre

FILMOGRAFIA DO DIRETOR 
Primeiro de Maio, 1972
Teatro de la calle, 1974
Libertários, 1976
Arraes de Volta, 1979
Sonho sem Fim, 1986
Improvável Encontro, 2016

SOBRE A PANDORA FILMES 
A Pandora é uma distribuidora de filmes independentes que há 30 anos busca ampliar os horizontes da distribuição de filmes no Brasil revelando nomes outrora desconhecidos no país, como Krzysztof Kieślowski, Theo Angelopoulos e Wong Kar-Wai, e relançando clássicos memoráveis em cópias restauradas, de diretores como Federico Fellini, Ingmar Bergman e Billy Wilder. Sempre acompanhando as novas tendências do cinema mundial, os lançamentos recentes incluem “O Apartamento”, de Asghar Farhadi, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro; e os vencedores da Palma de Ouro de Cannes: “The Square – A Arte da Discórdia”, de Ruben Östlund e “Parasita”, de Bong Joon Ho, obra que também ganhou quatro estatuetas no Oscar 2020 (incluindo Melhor Filme, Melhor Roteiro Original, Melhor Direção e Melhor Filme Internacional).

Paralelamente aos filmes internacionais, a Pandora atua com o cinema brasileiro, lançando obras de diretores renomados e também de novos talentos, como Ruy Guerra, Edgard Navarro, Sérgio Bianchi, Beto Brant, Fernando Meirelles, Gustavo Galvão, Armando Praça, Helena Ignez, Tata Amaral, Anna Muylaert, Petra Costa, Pedro Serrano e Gabriela Amaral Almeida.

“Três Verões” estreia em 19 de março

TRÊS VERÕES, novo filme da diretora Sandra Kogut (Mutum e Campo Grande), estreia em circuito comercial em 19 de março, depois de ser exibido em diversos festivais nacionais e internacionais. O longa fez estreia mundial no Festival de Toronto e já garantiu à Regina Case dois prêmios por seu papel como Madá: o Redentor de Melhor Atriz do Festival do Rio e o prêmio de Melhor de Atriz no Antalya Golden Orange Film Festival, na Turquia.

Através do olhar de Madá (Regina Casé), uma caseira num condomínio de luxo à beira mar, acompanhamos o desmantelamento de uma família em função dos dramas políticos que abalaram o país. TRÊS VERÕES se passa ao longo de três anos consecutivos (2015, 2016 e 2017), sempre na última semana do ano, entre o Natal e o Ano Novo, na luxuosa casa de veraneio da família. O personagem de Madá está entre dois mundos, ela é dona da casa sem ser: Madá manda nos empregados, mas é também submissa aos patrões.

TRÊS VERÕES nasceu do desejo da diretora Sandra Kogut de falar sobre o que vem acontecendo no Brasil nestes últimos anos através de personagens que estão geralmente num canto do quadro. Ou fora da tela. Os figurantes, os invisíveis. O que acontece com aqueles que orbitam em torno dos ricos e poderosos quando a vida destes desmorona? De que maneira eles sofrem as consequências?

Além de Regina Casé, Rogério Fróes, Otávio Muller e Gisele Fróes, completam o elenco do filme Carla Ribas, Carol Pismel, Wilma Melo, Luciano Vidigal, Jessica Ellen e Daniel Rangel. No Brasil, TRÊS VERÕES é distribuído pela Vitrine Filmes, e tem previsão de estreia em março de 2020.

SINOPSE:   
A cada verão, entre Natal e Ano Novo, o casal Edgar e Marta recebe amigos e família na sua mansão espetacular à beira mar. Em 2015 tudo parece ir bem, mas em 2016 a mesma festa é cancelada. O que acontece com aqueles que gravitam em torno dos ricos e poderosos quando a vida deles desmorona? Através do olhar de uma empregada e de um velho patriarca, ambos vítimas do sonho neoliberal, vemos um retrato do Brasil contemporâneo, imediatamente antes de 2018.

FICHA TÉCNICA:  
Direção: Sandra Kogut
Elenco: Regina Casé, Otávio Muller, Gisele Fróes, Rogério Fróes, Carla Ribas, Carol Pismel, Wilma Melo, Luciano Vidigal, Jessica Ellen e Daniel Rangel
Produção: Marcello Ludwig Maia e Laurent Lavolé
Produtor Associado: Carlos Diegues
Roteiro: Sandra Kogut e Iana Cossoy Paro
Direção de Fotografia: Ivo Lopes Araújo
Montagem: Sergio Mekler  e Luisa Marques
Trilha Original: Berna Ceppas
Direção de Arte: Marcos Pedroso e Thales Junqueira
Figurino: Marina Franco
Maquiagem: Ricardo Tavares
Produção de Elenco: Marcela Altberg
Som Direto: Bruno Armelin
Edição de Som: Tomás Alem e Vincent Guillon
Direção de Produção: Flávia Rosa Borges
Produção Executiva: Marcello Ludwig Maia
Assistente de direção: Lara Carmo
Consultoria: Monica Almeida
Distribuição: Vitrine Filmes

SOBRE A DIRETORA  
Sandra Kogut fez seus primeiros trabalhos em 1984 e desde então vem utilizando diferentes mídias e formatos : ficções, documentários, filmes experimentais, instalações. Participou de exposições no Brasil e no exterior. Em 1996 foi uma das criadoras do programa “Brasil Legal”, na Tv Globo, do qual foi a diretora-geral. Realizou a série experimental “Parabolic People” (rodada em Paris, Nova Iorque, Moscou, Tókio, Dakar e Rio) produzida pelo CICV Pierre Schaeffer (França); o curta “Lá e Cá” (com a atriz Regina Casé, co-produzido pela Tv francesa Canal Plus e pela Fundação McArthur nos Estados Unidos), os premiados documentários “Adiu Monde” e “Passagers d’Orsay” (produzido pelo Museu d’Orsay junto com a televisão francesa). Seu documentário “Um Passaporte Húngaro” (França/ Bélgica / Hungria / Brasil) foi lançado nos cinemas brasileiros em 2003, recebendo prêmios internacionais e sendo objeto de estudos e teses em vários países. Seus trabalhos foram premiados em diversos festivais internacionais  (Rio, Berlin, Oberhausen, Kiev, Leipzig, Locarno, Havana, Rotterdam e muitos outros)  e foram exibidos no MoMA em NY,  Guggenheim Museum, Forum des Images em Paris, Harvard Film Archives nos EUA (onde foi realizada uma retrospectiva completa) entre outros. “Mutum” seu primeiro longa-metragem de ficção – baseado no livro “Campo Geral” de João Guimarães Rosa – teve sua estreia mundial no Festival de Cannes 2007, na Quinzena dos Realizadores, recebendo mais de vinte prêmios nacionais e internacionais, e foi lançado comercialmente numa dezena de países.
“Campo Grande” seu último longa-metragem de ficção, uma coprodução Brasil/França, teve estreia mundial no Festival Internacional de Cinema de Toronto e foi premiado nos festivais do Rio, Mar del Plata, Havana, Málaga entre outros.
Em 2011/2012 Sandra passou um ano em Berlim como convidada da DAAD Berliner Künstlerprogramm.Foi professora na Escola Superior de Belas Artes em Strasbourg (França) e nas universidades americanas de Princeton, Columbia (Film Program) e University of California San Diego / UCSD. Foi Visiting Scholar na New York University  entre 2008 e 2011.
Há três anos é comentarista do programa Estudio i, na Globonews.

SOBRE A REPÚBLICA PUREZA   
Produtora independente que completa 25 anos em 2020, a República Pureza traz como destaques de sua trajetória filmes como “Amarelo Manga”, “Febre do Rato” e “Big Jato”, de Claudio Assis, “Um Passaporte Húngaro”, de Sandra Kogut, “Erva do Rato” e “Educação Sentimental”, de Julio Bressane, “A História da Eternidade”, de Camilo Cavalcante, “Um Filme de Cinema”, de Walter Carvalho, “Faroeste Caboclo”, de René Sampaio, “A Frente Fria que a Chuva Traz”, de Neville de Almeida, e “O Beijo no Asfalto”, de Murilo Benício, entre outros.
Além de “Três Verões”, a produtora tem entre seus lançamentos mais recentes “Domingo”, de Fellipe Barbosa e Clara Linhart, em cartaz nas salas, e “Piedade”, mais novo filme de Claudio Assis. Para o início do próximo ano, dois filmes baseados em romances de Clarice Lispector que coproduziu, “A Paixão Segundo GH”, de Luiz Fernando Carvalho, e “O Livro dos Prazeres”, de Marcela Lorde, e mais o drama “Pérola”, de Murilo Benício, baseado na primeira peça de Mauro Rasi a chegar ao cinema.

SOBRE A GLOBO FILMES   
Desde 1998, a Globo Filmes já participou de mais de 300 filmes, levando ao público o que há de melhor no cinema brasileiro. Com a missão de contribuir para o fortalecimento da indústria audiovisual nacional, a filmografia contempla vários gêneros, como comédias, infantis, romances, documentários, dramas e aventuras, apostando na diversidade e em obras que valorizam a cultura brasileira. A Globo Filmes participou de alguns dos maiores sucessos de público e de crítica como, ‘Tropa de Elite 2’, ‘Minha Mãe é uma Peça 2’ – com mais de 9 milhões de espectadores -, ‘Se Eu Fosse Você 2’, ‘2 Filhos de Francisco’, ‘Aquarius’, ‘Que Horas Ela Volta?’, ‘O Palhaço’, ‘Getúlio’, ‘Carandiru’, ‘Cidade de Deus’ – com quatro indicações ao Oscar e Bacurau que recebeu o prêmio do Júri no Festival de Cannes. Suas atividades se baseiam em uma associação de excelência com produtores independentes e distribuidores nacionais e internacionais.

SOBRE A VITRINE FILMES   
Em nove anos, a Vitrine Filmes distribuiu mais de 150 filmes. Entre seus maiores sucessos estão “Aquarius”, “O Som ao Redor”, e “Bacurau” de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, longa que já alcançou mais de 750.000 espectadores, além de “A Vida Invisível”, de Karim Aïnouz, representante brasileiro do Oscar deste ano, “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”, de Daniel Ribeiro, e “O Filme da Minha Vida”, de Selton Mello.
Entre os documentários, a distribuidora lançou “Divinas Divas”, dirigido por Leandra Leal e “O Processo”, de Maria Augusta Ramos, que entrou para a lista dos 10 documentários mais vistos da história do cinema nacional.
Em 2020, ano em que completa 10 anos, a Vitrine Filmes já lançou “O Farol”, de Robert Eggers, indicado ao Oscar de Melhor Fotografia, e ainda lançará “Três Verões”, de Sandra Kogut, o premiadíssimo A Febre, de Maya Da-Rin, e “Você Não Estava Aqui”, novo longa de Ken Loach, ainda no primeiro semestre.

“Zombi Child” estreia em 26 de março

ZOMBI CHILD, escrito e dirigido por Bertrand Bonello (Nocturama e L’Apollonide – O Amor na casa da Casa de Tolerância), foi exibido em competição no último Festival de Cannes e agora chega aos cinemas brasileiros em 26 de março. Com partes rodadas no Haiti, o longa conta a história de um jovem que é trazido do mundo dos mortos para trabalhar nas plantações de cana-de-açúcar no início dos anos 1960. Décadas depois, a vida de uma adolescente francesa, descendente de haitianos é interligada à dele.

O diretor conta que ainda no início dos anos 2000 teve o interesse pelo Haiti despertado, quando um amigo rodou um longa ali. À época, ele anotou duas palavras num caderno: Zumbi, Haiti. Relendo essa anotação em 2018, retomou a ideia que parecia óbvia: “O que é um zumbi? É um homem que foi retirado do mundo. Eu o imaginei como um homem que anda lentamente, com a cabeça baixa. Uma simples imagem como essa, para mim, constitui um ponto de partida”, relembra.

Na trama, que se passa em Paris, em 2015, uma jovem compartilha com suas amigas do colégio interno um antigo segredo de sua família.  E uma delas decide realizar o ritual vudu, invocando um zumbi.

A figura do zumbi original (zombi, não zombie) “é profundamente embutida na história e na cultura haitiana. É o resultado de uma magia vudu, que as pessoas pouco falam e muitas negam a existência”, explica Bonello, que encontrou inspiração em livros de fotografias, romances e publicações antropológica, como Voodoo in Haiti, do autor suíço Alfred Métraux, dos anos 1950. “Diferentemente do zumbi americano, que é uma pessoa morta, o zumbi haitiano está suspenso em algum lugar entre a vida e a morte”, completa.

ZOMBI CHILD também foi destaque do Festival Internacional de Cinema do Rio 2019, e chega aos cinemas brasileiros com distribuição da California.

Sinopse 
Haiti, 1962. Um homem é trazido de volta do mundo dos mortos apenas para ser enviado ao inferno do trabalho nos campos de cana. Em Paris, 55 anos depois, na conceituada escola da Legião de Honra, uma jovem aluna haitiana confessa um antigo segredo de família para o grupo de novas amigas – sem imaginar que sua estranha narrativa vai convencer um colega de coração partido a fazer o inimaginável. Veneza 2019.

Ficha técnica 
Direção: Bertand Bonello
Elenco: Louise Labeque, Wislanda Louimat, Katiana Milfort
Gênero: Fantasia
País: França
Ano: 2019
Duração: 103 min.

“Tel Aviv em Chamas” estreia em 12 de março

TEL AVIV EM CHAMAS, de Sameh Zoabi, foi exibido na seleção oficial do Festival de Toronto e premiado no Festival de Veneza com o Interfilm Award de Melhor Filme e o prêmio de Melhor Ator na mostra Horizonte para Kais Nashif, que interpreta o protagonista Salam. O longa chega aos cinemas brasileiros em 12 de março, com distribuição da Pandora Filmes. 

Ambientado na Palestina, essa comédia acompanha o jovem Salam, que trabalha como estagiário na produção de uma telenovela. Para o diretor, a ideia de um filme que aborde novelas foi natural pois esses programas de TV são muito rentáveis e populares no Oriente Médio. “O que acho interessante é que as pessoas que assistem novelas consideram esse estilo de diálogo mais convincente que o diálogo e atuação sutil do cinema”.

Ao utilizar o meio da novela, consegui explorar temas que nunca seria capaz de fazer de outra maneira no cinema. Por exemplo, a cena de abertura, que considero bastante política, quando os personagens palestinos expressam como se sentem em relação à guerra árabe-israelense de 1967 que se aproxima. Eles falam sobre suas esperanças, história e medo da ocupação israelense de Jerusalém”, comenta Zoabi.

Na história, Salam cruza o posto de controle entre as cidades de Israel e Ramala diariamente, para ir trabalhar. Ali, conhece o oficial do exército Assi, que acompanha a novela ‘Tel Aviv em Chamas’ e tem suas próprias opiniões sobre o desenrolar da trama. Para crescer profissionalmente, Salam começa a se apropriar das ideias de Assi e torna-se roteirista. Mas, o final esperado pelo oficial é bem diferente do que pretendem os investidores do programa e o novo roteirista precisará encontrar uma saída de mestre para agradar a todos.

É um grande desafio fazer comédia lidando com a realidade palestina e israelense, pois as pessoas levam a região e o conflito muito a sério”, diz Zoabi. “Mas acredito que a comédia permite a liberdade de discutir assuntos sérios de uma maneira sutil. Nos meus filmes, tento entreter, mas também falar sinceramente sobre a condição humana de onde meus personagens estão inseridos”, completa.

SINOPSE 
Israel, Palestina. Dias atuais.
Salam, um charmoso palestino de 30 anos, mora em Jerusalém e trabalha como estagiário numa popular novela da Palestina, “Tel Aviv em Chamas”, que é produzida em Ramala. Todos os dias Salam tem que passar pelo posto de controle israelense para chegar aos estúdios de televisão. Ele conhece o comandante do posto de controle, Assi, cuja esposa é muito fã do programa. Para impressioná-la, Assi acaba se envolvendo com o roteiro do programa. Salam logo percebe que as ideias de Assi podem garantir a ele uma promoção como roteirista.
A carreira de Salam decola, até que Assi e os investidores da novela discordam de como a trama deve terminar. Espremido entre um oficial do exército e os apoiadores árabes, Salam só pode sair dessa com um golpe de mestre.

FICHA TÉCNICA 
TEL AVIV EM CHAMAS (Tel Aviv on Fire)
Direção: Sameh Zoabi
Elenco: Kais Nashif, Lubna Azabal
Producão: Amir Harel – Lama Films / Film From There (Israel), Miléna Poylo & Gilles Sacuto – TS Productions (França), Bernard Michaux – Samsa Film (Luxemburgo), Patrick Quinet – Artémis Productions (Bélgica)
Ano: 2018
Duração: 97 min.
Países: Luxemburgo, França, Israel, Bélgica

SOBRE O DIRETOR 
Sameh Zoabi nasceu e foi criado em Iksal, uma vila palestina próxima a Nazaré. Ele se formou na Universidade de Tel Aviv em Estudos de Cinema e Literatura Inglesa, depois recebeu a bolsa Fullbright para cursar mestrado em Direção de Filmes na Escola de Artes da Universidade de Columbia. Ele também cursou residências de prestígio na Cinefondation do Festival de Cannes e no Laboratório de Roteiristas em Sundance.
A voz única de Zoabi foi reconhecida pela Filmmaker Magazine e ele foi nomeado uma das “top 25 novas faces do cinema independente”. Seu trabalho foi exibido e premiado em diversos festivais internacionais, incluindo Cannes, Toronto, Locarno, Sundance, Karlovy Varu, Novos Diretores/Novos Filmes e Festival de Nova York.

Direção:
Tel Aviv em Chamas (segundo longa) – Sameh Zoabi (2018)
Under the Same Sun (filme para TV) – Sameh Zoabi (2013)
Mawsem Hisad – (documentário) – Nassim Amaouch, Mais Darwazah, Erige Sehiri and Sameh Zoabi (2012)
Man Without a Cell Phone – Sameh Zoabi (2010)
Be Quiet (curta) – Sameh Zoabi (2005)

Roteirista 
The Idol – Hany Abu-Assad (2015)

SOBRE A PANDORA FILMES 
A Pandora é uma distribuidora de filmes independentes que há 30 anos busca ampliar os horizontes da distribuição de filmes no Brasil revelando nomes outrora desconhecidos no país, como Krzysztof Kieślowski, Theo Angelopoulos e Wong Kar-Wai, e relançando clássicos memoráveis em cópias restauradas, de diretores como Federico Fellini, Ingmar Bergman e Billy Wilder. Sempre acompanhando as novas tendências do cinema mundial, os lançamentos recentes incluem “O Apartamento”, de Asghar Farhadi, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro; e os vencedores da Palma de Ouro de Cannes: “The Square – A Arte da Discórdia”, de Ruben Östlund e “Parasita”, de Bong Joon Ho.

Paralelamente aos filmes internacionais, a Pandora atua com o cinema brasileiro, lançando obras de diretores renomados e também de novos talentos, como Ruy Guerra, Edgard Navarro, Sérgio Bianchi, Beto Brant, Fernando Meirelles, Gustavo Galvão, Armando Praça, Helena Ignez, Tata Amaral, Anna Muylaert, Petra Costa e Gabriela Amaral Almeida.

Em 2019, a distribuidora criou o projeto Caixa de Pandora que visa programar filmes premiados, escolhidos através de uma cuidadosa curadoria para serem exibidos em salas comerciais da rede Cinépolis, em 20 cidades do Brasil.

“Terremoto” estreia dia 12 de março

Um abalo sísmico de magnitude de 5,4 na escala Richter atingiu Oslo no início do século XX, abrindo uma fenda que cruza a cidade. De acordo com os cientistas, um novo terremoto com essa potência pode acontecer a qualquer momento, mas ninguém consegue prever quando. Essa é a premissa do filme-catástrofe, TERREMOTO, primeiro longa do diretor John Andreas Andersen, que estreia nos cinemas brasileiros em 12 de março, com distribuição da Califórnia Filmes.

Andersen conta que no início achou um pouco absurdo um filme sobre um terremoto em Oslo, mas que aos poucos percebeu que registros históricos tornavam a trama viável: “a Noruega é a área sísmica mais ativa no norte da Europa, em 1904 realmente houve um grande terremoto na região e esse tipo de incidente acontecerá novamente”.

O diretor se utilizou dos personagens para levar o público a sentir o que eles estavam passando. De acordo com ele,  essa empatia é fundamental para o filme. “Porque se você não está vivenciando, não importa o quão espetaculares são as cenas, você não vai se envolver”. Portanto, além dos efeitos especiais e muita ação, o roteiro contempla o drama familiar de Kristian, sua filha Julia, que busca desesperadamente a atenção do pai, e Idun, a mulher que foi a grande paixão de Kristian. “E todos eles estão prestes a ter suas vidas completamente mudadas por essa impiedosa e brutal força da natureza”, explica Andersen.

Com TERREMOTO, eu queria colocar o público no meio de uma cidade sendo dilacerada, sentindo o impacto dessa força. Espero que o filme leve o espectador a uma viagem emocionalmente e visualmente fascinante, com muita ação”, finaliza.

SINOPSE 
Em 1904, um terremoto de magnitude 5,4 na escala Richter sacudiu Oslo e arredores. O terremoto teve seu epicentro na região Oslo-Graben, atravessando a capital norueguesa. Os geólogos não podem ter certeza, mas estudos indicam que pode-se esperar para o futuro grandes terremotos nesta área. Quando eles, eventualmente, acontecerão, ninguém pode dizer com certeza. No entanto, sabe-se que a densidade populacional e a infra-estrutura em Oslo é significativamente mais vulnerável hoje do que em 1904. O que esperar se acontecer um terremoto significativamente maior?

FICHA TÉCNICA 
Direção: John Andreas Andersen
Elenco: Kristoffer Joner, Ane Dahl Torp, Jonas Hoff Oftebro
Gênero: Drama, Ação, Suspense
País: Noruega
Ano: 2018
Duração: 108 min