“O Acidente” no Sesc Tijuca

Mário decide organizar pela primeira vez uma festa de aniversário em seu apartamento. Apenas Mírian, uma colega da repartição onde trabalha, aparece. Após conversas banais e alguns drinks, as máscaras caem expondo carências e traumas. A tentativa de diálogo na sociedade contemporânea é o viés da peça “O Acidente”, escrita por Bosco Brasil, que estreia no dia 9 de outubro, no Sesc Tijuca, com direção de Daniel Carvalho Faria. A temporada será de sexta a domingo, até 1 de novembro.

O texto apresenta um olhar sobre uma questão comum nas relações amorosas: a constante idealização do outro e a dificuldade de criar laços nos dias atuais. Mário (Vandré Silveira) e Mírian (Raquel Alvarenga) pouco se falam no trabalho, porém ele constrói uma imagem dela a partir do que vê pelos corredores da repartição. Em comum, têm o sentimento de estarem à margem, apagados no cotidiano. O encontro acidental traz a surpresa de se descobrirem parecidos.

Este é o primeiro trabalho como diretor do mineiro Daniel Carvalho Faria, que conheceu Vandré Silveira e Raquel Alvarenga ainda na formação de ator no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, em 2007. Foi lá que teve o primeiro contato com o texto de Bosco Brasil. “O olhar cirúrgico dessa relação amorosa muito específica e de um cotidiano banal cheio de surpresas, com suas dores e delícias, me encantou de imediato. É um texto cheio de qualidades, com começo, meio e fim. Uma dramaturgia que reflete o tempo em que vivemos. Um tempo em que a dificuldade de se relacionar está dentro de nossas vidas. Hoje em dia não conversamos, enviamos mensagens”, destaca Daniel, que desde então planeja montar a peça. Morando no Rio desde 2009, ele também desenvolve uma pesquisa continuada com a companhia aberta, que fundou com Vandré e Davi de Carvalho.

Para contar esta história cheia de romantismo e suspense, o diretor convidou Susana Ribeiro, da Cia. dos Atores, para fazer a interlocução artística. No cenário assinado por Aurora dos Campos e nos figurinos de Desirée Bastos estará presente a estética do kitsch. “A encenação utiliza-se do cafona para construir a narrativa espetacular. Mas não no sentido de brega, e sim trágico”, explica Daniel. “Essa camada plástica na peça diz muito sobre o solitário casal, que parece estar fora de moda”, conclui.

Esta é a primeira montagem da peça “O Acidente” no Rio de Janeiro. Em São Paulo, o texto foi montado duas vezes. Uma delas (2004) com Louise Cardoso no papel de Mírian e Marcelo Escorel como Mário, dirigidos por Cibele Forjaz.

SOBRE O AUTOR

Bosco Brasil é autor e roteirista de cinema, TV e teatro. Formado pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP), Bosco teve uma bem-sucedida estreia em 1994 com “Budro”. Arrebatou os Prêmios Shell e Molière de melhor autor e fundou o Teatro de Câmara de São Paulo, na Praça Roosevelt, com repertório dedicado à dramaturgia contemporânea. O texto curto “Novas Diretrizes em Tempos de Paz” teve excelente repercussão de crítica e público e ganhou os prêmios Shell e APCA de melhor autor, em 2002. Escreveu no mesmo ano “Blitz”, também sob o formato de texto curto, e “Medo de Chuva”. Em 2009, “Novas Diretrizes em Tempos de Paz” foi adaptado

para o cinema, sob a direção de Daniel Filho, reafirmando o sucesso de um de seus textos mais importantes.

SOBRE O DIRETOR

Daniel Carvalho Faria é ator, produtor e diretor. É integrante e fundador da companhia aberta (RJ). Idealizou e atuou nos espetáculos “O Homem Elefante”, com encenação de Cibele Forjaz; e “Vermelho Amargo”, com direção de Diogo Liberano. Graduou-se em 2006 em Artes Cênicas pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e em 2007, como ator, pela Fundação Clóvis Salgado do Palácio das Artes (BH/MG). Integrou a Cia Clara de Teatro (BH/MG) onde atuou nos espetáculos “Alguns Leões Falam” e “Vilarejo do Peixe Vermelho”, com direção de Anderson Aníbal. Além de “O Rinoceronte”, direção de Rita Clemente (2007) e “Para se morrer no meio fio”, dirigido por Odilon Esteves (2006).

Ficha Técnica:

Texto: Bosco Brasil

Direção: Daniel Carvalho Faria

Interlocução Artística: Susana Ribeiro

Elenco: Raquel Alvarenga e Vandré Silveira

Cenário: Aurora dos Campos

Iluminação: Tomas Ribas

Figurinos: Desireé Bastos

Preparação Corporal: André Liberato

Fotografia: Daniel Moragas

Teaser e registro audiovisual: Felipe Romano

Identidade Visual: Pablito Kucarz

Idealização: Daniel Carvalho Faria

Produção: Júnior Godim

Realização: Alho Produções, Raquel Alvarenga e Vandré Silveira

 

SERVIÇO

“O Acidente”

Gênero: Comédia Dramática

Estreia: 9 de outubro.

Temporada: 9 de outubro a 1 de novembro de 2015.

Sesc Tijuca – Teatro 2 (Rua Barão de Mesquita, 539, Tijuca)

Site: http://www.sescrio.org.br/unidades/sesc-tijuca

Informações: (21) 3238-2139

Horários: de sexta a domingo, às 19h.

Valor: R$ 2 (associados Sesc), R$ 4 (meia-entrada) e R$ 8 (inteira).

Classificação etária: 16 anos

Capacidade: 50 pessoas. Duração: 60 minutos

Se Vivêssemos em um lugar normal

Após a curta temporada no Espaço Sesc Tijuca, o espetáculo ‘Se vivêssemos em um lugar normal’ reestreia no Parque das Ruínas em Santa Teresa, no dia 09 de outubro, com sessões às sextas e sábados, às 19h30; e domingos, às 19h, até o dia 25 do mesmo mês. A montagem é a primeira adaptação para o teatro da obra literária homônima do escritor mexicano Juan Pablo Villalobos, autor de contos, crônicas e críticas de cinema e literatura.  O livro faz parte de uma trilogia sobre o México, que começou com o aclamado ‘Festa no covil’ (2010), e se encerrou com o recém-lançado ‘Te vendo um cachorro’ (2015), ambos abordando o tema da violência, da desigualdade social e da injustiça.

Encenada e adaptada por Roberto Rodrigues, o romance, de texto conciso, direto, leve, bem-humorado e às vezes irônico, narra a saga de Orestes, um dos sete filhos de uma família cujo pai é um professor de educação cívica, mestre em propagar todo tipo de impropérios, e a mãe, uma típica personagem do melodrama mexicano.  Dentro da “caixa de sapato”, apelido da casa em que vivem, no Morro da Puta que Pariu, o protagonista tenta entender sua situação econômica e mudar o curso de sua própria sorte.

Na iminência de ver a pequena moradia ser demolida pela chegada de um empreendimento imobiliário de alto padrão, cada membro da família cria subterfúgios, muitas vezes delirantes, para lidar com uma realidade cada vez mais opressiva. É neste cenário, sob o ponto de vista do personagem central, oscilando entre o adolescente entediado e o adulto raivoso, que se dá a sua percepção da luta de classes e do papel insignificante que a sua família ocupa no mundo.

‘A realidade de Orestes se mesclava à minha, e o livro trazia o verbo potente e ácido o suficiente que eu buscava já tinha um tempo, inspirado por grandes espetáculos como “O Pregoeiro”, “Descoberta das Américas”, “Estamira” e outros que possuem ironia, comédia e poesia em tons minuciosamente pensados, intuídos e valorizados pelos artistas que as representam’, enfatiza Roberto.

Sozinho em cena, o ator/personagem conta sua história, interpretando diversos papéis em um rico processo de composição corporal e vocal. A partir de um cenário composto apenas por um cubo de madeira, cria-se, com elementos puramente teatrais, a visualização dos espaços presentes na história.

A trilha sonora assinada pelo compositor e músico Victor Hora, executada apenas com trechos de guitarra e violão, revela uma influência da viola country, do dedilhado brasileiro do samba e das tonalidades da música do sertão nordestino. No final entra um blues com pegada brasileira.  De uma narrativa cômica, dinâmica e irônica, essa história resultará em uma encenação deliciosamente subversiva.

Premiação em Festivais de Esquetes

Uma das cenas que compõe o espetáculo ‘Se vivêssemos em um lugar normal‘ foi apresentada em dois festivais de esquetes, com um ótimo retorno da crítica especializada e do público presente. No ‘Festival Niterói Em Cena de Esquetes 2014 – RJ’ a performance recebeu três prêmios: 3º lugar na categoria Melhor Esquete, Melhor Ator da Mostra Adulta e Melhor Esquete na categoria Júri Popular. Também foi indicado nas categorias Melhor Direção e Melhor Texto, no ‘Festival Breves Cenas 2014 – AM’, a apresentação recebeu Menção Honrosa do Júri Técnico.

 

 

 

SINOPSE

“Se vivêssemos em um lugar normal” é a primeira adaptação para o teatro da obra literária homônima do escritor mexicano Juan Pablo Villalobos. Interpretada por Roberto Rodrigues, a história narra a saga de Orestes, um dos sete filhos de uma família cujo pai é um professor de educação cívica, mestre em propagar todo tipo de impropérios, e a mãe, uma típica personagem de dramas mexicanos. Dentro da “caixa de sapato”, apelido que a família dá a casa em que vivem, no morro da “Puta que pariu”, o protagonista tenta entender sua situação econômica e mudar o curso de sua própria sorte. De uma narrativa cômica, dinâmica e irônica, essa tragicomédia resultará em uma encenação deliciosamente subversiva.

 

Serviço

Se vivêssemos em um lugar normal

Gênero: tragicômico
Temporada: 09 a 25 de outubro de 2015
Local: Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas
Endereço: Rua Murtinho Nobre, 169 – Santa Teresa

Dias: sexta e sábado, às 19h30; e domingos, às 19h
Preço: R$20,00 (inteira) e R$10,00 (meia)

Bilheteria: (1 hora antes da sessão)

Telefone:  (21) 2215-0621
Faixa Etária: 14 anos
Capacidade: 86 lugares
Duração: 60 minutos

Ficha Técnica

Texto: Juan Pablo Vilallobos

Atuação e adaptação: Roberto Rodrigues

Artistas Colaboradores: Breno Sanches, Jane Celeste e Maria Celeste Mendozi.

Figurino: Bruno Perlatto

Iluminação: Adriana Milhomem

Operador de Luz: Rafael Tonoli

Trilha sonora: Victor Hora

Designer: Ivi Spezani

Realização: Cia Teatral Milongas

Produção: Pagu Produções Culturais

Assessoria de imprensa: Lyvia Rodrigues (agência Aquela que Divulga)

“Apoteose da Dança” no Theatro Municipal

O Theatro Municipal do Rio de Janeiro, vinculado à Secretaria de Estado de Cultura, apresenta o espetáculo Apoteose da Dança, com programa duplo: Age of Innocence, com músicas de Philip Glass e de Thomas Newman, e coreografia de Edwaard Liang, e Sétima Sinfonia, com música de Ludwig Van Beethoven e coreografia, cenários e figurinos de Uwe Scholz. Os primeiros bailarinos Claudia Mota, Márcia Jaqueline e Francisco Timbó, além dos solistas Deborah Ribeiro, Karen Mesquita, Priscila Albuquerque, Priscilla Mota, Renata Tubarão, Cícero Gomes, Edifranc Alves, Filipe Moreira, Moacir Emanoel e Rodrigo Negri irão se revezar nas duas coreografias ao longo das quatro récitas nos dias 08, 09, 11 e 12 de outubro. O Ballet do TM tem direção artística das primeiras bailarinas Ana Botafogo e Cecília Kerche. Na regência da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal estará o Maestro Tobias Volkmann.

O coreógrafo Edwaard Liang concebeu Age of Innocence em 2008 para o Joffrey Ballet (Chicago), inspirado no romance The Age of Innocence, de Edith Wharton, e por livros de Jane Austen, que descrevem uma mulher que não tinha voz própria e mantinha contato muito limitado com outras pessoas, principalmente, com os homens. É um ballet sobre relacionamentos, cuja coreografia traz a expansão e a respiração de uma obra contemporânea. A cena inicial é ambientada num salão de baile, onde Liang pinta um palco cheio de retratos pessoais particulares, como se estivéssemos observando cenas que nos remetem ao passado, imagens contrastantes de esperança sem fôlego e de desejos sem esperança. Situado em um mundo onde a escolha no amor é limitada a alguns preciosos momentos e a felicidade pode, às vezes, ser sentida apenas durante o tempo em que durar a próxima dança, Age of Innocence acaba por transcender seu contexto histórico ao tratar de sentimentos que permeiam a vida e atravessam os séculos.

Sétima Sinfonia foi criada por Uwe Scholz em 1999 para a companhia alemã Leipzig Ballet, tem dezesseis casais vestidos de branco. As entradas e saídas de grupos são frequentes e o coreógrafo se apropria desta movimentação para criar formas geométricas variáveis, em formações como triângulos.

“Foi Richard Wagner quem identificou na Sétima Sinfonia de Beethoven uma música de forte apelo coreográfico, a ela se referindo como a ‘Apoteose da Dança’. Aquilo que Wagner percebeu como qualidade essencial da Sétima Sinfonia encontrou em Uwe Scholz o seu melhor tradutor. Apresentamos também Age of Innocence, que o jovem coreógrafo taiwanês Edwaard Liang criou para o Joffrey Ballet de Chicago, em 2008, e que foi qualificado pelo The Times como ‘uma coreografia de alta potência’. Queremos ainda exaltar os méritos de nosso Corpo de Baile, agora sob a liderança segura das primeiras bailarinas Ana Botafogo e Cecília Kerche”, comenta o Maestro André Cardoso, Diretor Artístico do Theatro Municipal.

 

 

Biografias

Edwaard Liang – Coreógrafo de Age of Innocence

 

Ex-bailarino do New York City Ballet e do Nederlands Dans Theater, Edwaard Liang tem construído uma reputação internacional como coreógrafo. Durante a última década, ele criou trabalhos para o Ballet Bolshoi, Houston Ballet, Joffrey Ballet, Ballet Kirov, New York City Ballet, Pacific Northwest Ballet, San Francisco Ballet, Ballet de Xangai, Singapura e Washington Dance Theatre Ballet. Nascido em Taipei, Taiwan, e criado em Marin County, Califórnia, Liang iniciou sua formação em dança aos cinco anos no Marin Ballet. Depois de estudar na School of American Ballet, entrou para o New York City Ballet em 1993. Nesse mesmo ano, foi vencedor de medalha no Prix de Lausanne International Ballet Competition e ganhou o Mae L. Wien Award. Em 1998 foi promovido a solista. Convidado por Jiri Kylian para se juntar à aclamada Companhia do Nederlands Dans Theater 1, descobriu sua paixão e amor pela coreografia. Após retornar da Holanda, voltou a dançar no New York City Ballet de 2004 a 2007. Desde que se estabeleceu como coreógrafo, seus trabalhos têm sido apresentados por companhias de dança em todo o mundo e recebido inúmeros prêmios, incluindo o National Choreographic Competition em 2006. Em 2013, foi nomeado Diretor Artístico do BalletMet, na cidade estadunidense de Columbus, em Ohio, onde continua a coreografar novas obras para diversos ballets, sempre com grande êxito.

 

Philip Glass – Compositor de Sinfonia nº. 3, II e IV movimentos e de The Poet Acts (Age of Innocence)

 

Americano, Philip Glass nasceu em 1937. Protagonista do movimento minimalista, estudou com Darius Milhaud e Nadia Boulanger. Seu primeiro trabalho, auxiliando Ravi Shankar em uma trilha sonora de um filme, marcou o início de sua bem-sucedida carreira no cinema, e até o momento já orquestrou mais de cinquenta filmes. Seus primeiros trabalhos tendiam ao abstrato, mas a partir de meados dos anos 1970 sua atenção se voltou para o palco. O seu primeiro triunfo operístico, Einstein on the Beach, revigorou a cena internacional da ópera contemporânea. Profundamente interessado em culturas tradicionais, Glass muitas vezes se baseia em tradições orientais, como no Monsters of Grace, uma colaboração multimídia baseado nos poemas de Jalaluddin Rumi. De renome mundial – segundo o New York Times,  “o mais prolífico e popular de todos os compositores contemporâneos” –  sua obra abrange de sinfonias e óperas a trilhas sonoras de filmes.

 

Thomas Newman – Compositor de End Title (Age of Innocence)

 

Membro da segunda geração da dinastia musical proeminente de Hollywood, Thomas Newman continuou o legado de sua família por meio de uma série de trilhas sonoras de filmes indicados ao Oscar.  Nasceu em Los Angeles em 1955, filho de Alfred Newman e sobrinho de Lionel e Emil Newman, todos três compositores renomados e maestros da idade de ouro de Hollywood. Thomas estudou piano e violino em criança, cursou a Universidade do Sul da Califórnia, formando-se Mestre em Música pela Universidade de Yale. Em 1983, ele conquistou a indústria cinematográfica orquestrando a música do filme de John Williams, O Retorno de Jedi, e no ano seguinte compôs sua primeira partitura completa, Reckless. A inspiração étnica do arranjo de Newman para o filme de Procura-se Susan Desesperadamente, com Madonna, comprovou sua maestria, aperfeiçoando ainda mais a sua abordagem orquestral em projetos subsequentes, como Os Garotos Perdidos e Abaixo de Zero. Sua contribuição para o cinema inclui também Tomates Verdes Fritos, Perfume de Mulher, Beleza Americana, Procurando Nemo e O Segredo de Berlim. É ganhador de vários Prêmios Grammy.

 

Alexandra Dickson Remontadora de Age of Innocence

Alexandra Dickson nasceu em Whitehorse, Yukon-Canadá. Estudou na Academia de Ballet Goh em Vancouver, por 10 anos, e no Pacific Northwest Ballet (PNB) com bolsa de estudos integral. Alex entrou para o PNB e dois anos depois voltou para sua cidade natal para dançar com o Ballet British Columbia. Viajou por todo o Canadá e EUA dançando obras de William Forsythe, Paul Taylor, John Alleyne e James Kudelka. Alex retornou ao PNB e participou como solista nos ballets de Balanchine: Serenade, La Valse, Agon, Quatro Temperamentos, Symphony in CDivertimento nº 15, Chaconne, Ballet Imperial, Theme and Variations e A Midsummer Night’s Dream. Alex dançou repertório neoclássico e contemporâneo em obras de Kent Stowell, Mark Dendy, Clark Tippet, Lynn Taylor-Corbett, Lar Lubavitch, Lila York, Donald Byrd, Rudy Van Danzig, Nicolo Fonte, Kevin O’Day, Eliot Feld, Miriam Mahdaviani, Choo San Goh, Ton Simons, Val Caniparoli e Nacho Duato. Dançou para Dance Project Seattle em obras de Molissa Fenley, Donald Byrd, Hilde Koch e Edwaard Liang. Protagonizou Flight of Angels, To Converse Too e a madrasta em Cinderela de Liang e auxiliou a Direção Artística da companhia estadunidense BalletMet.

Uwe Scholz – Coreógrafo de Sétima Sinfonia

 

Nasceu no estado de Hesse, na Alemanha. Entrou para Landstheater Darmstadt.  Treinado por John Cranko, Scholz passou para a Escola de Ballet de Wurttembergischen Staatstheater Stuttgart. No mesmo ano, passou a ser membro do Stuttgart Ballet. Foi indicado por Márcia Haydée para realizar diversos trabalhos coreográficos. Em 1980 recebeu contrato de coreógrafo permanente, finalizando sua carreira como bailarino. Mais tarde, foi nomeado Coreógrafo Residente com a morte de John Cranko. Premiado com o Ommagio Alla Danza, o Premio Theatre Awards e o German Dance Prize em Essen. Foi condecorado com a Ordem da República Federativa da Alemanha. Foi Diretor do Zurich Opera House, do Leipzig Ballet, fundador do Freien Akademie der Künste zu Leipzig, Professor de Coreografia da Faculdade Felix Mendelssohn Bartholdy para Música e Theatro em Leipzig. Scholz criou mais de 100 obras para ballet. Coreografou para a Vienna State Opera, o Teatro Alla Scala de Milão, Stuttgart Ballet, Les Ballets de Monte Carlo, Jiri Kilián e Nederland Dans Theater. Atualmente muitos de seus trabalhos figuram no repertório de grandes companhias de dança. O Ballet do Theatro Municipal do RJ dançou três de suas obras: JeunneHomme-Pas-de-deux, em 1998 e 2000, Sétima Sinfonia, em 2004, e A Criação, em 2005, 2006 e 2012. Ao criar a Sétima Sinfonia, Scholz fez sua coreografia em cima das notas dos instrumentos da orquestra, como se cada grupo de bailarinos ou solista representasse um instrumento. Uwe Scholz faleceu em 21 de novembro de 2004 com 45 anos de idade.

Ludwig van Beethoven – Compositor da Sinfonia nº7 em Lá Maior Op. 92 (Sétima Sinfonia)

Ludwig van Beethoven foi um compositor alemão que nasceu na Cidade de Bonn em 1770 e viveu entre o Classicismo e o Romantismo. Conviveu com a música clássica desde a infância, pois seu pai era professor de música e tenor na corte de Bonn. Aos 13 anos, viu-se na obrigação de abandonar a escola para sustentar a casa, arranjou vários empregos, todos ligados à música, desde organista de teatro a professor. Aos 22 anos de idade conheceu um nobre, o conde Waldstein, que investiu na carreira daquele jovem talentoso e de modos rudes, enviando-o para a civilizada Viena, para estudar com Mozart e Haydn. Com o tempo, Beethoven e seu piano começavam a circular com desenvoltura pelos salões aristocráticos de Viena, mas em 1796, começou a sentir os primeiros sintomas de uma surdez progressiva. Mesmo com o agravamento da doença, ele compõe algumas de suas mais belas obras, como a Sinfonia nº 3 (“Eroica”) e a Sinfonia nº 6 (“Pastoral”), um de seus trabalhos mais populares até hoje. Diz-se que a falta de audição o libertou das convenções musicais, possibilitando-lhe criar uma música abstrata e completamente inovadora. Três anos antes de morrer, Beethoven assistiu a seu maior triunfo: foi efusivamente aplaudido durante a execução de sua Nona sinfonia. O sucesso animou-o a escrever o que seria sua décima sinfonia. Porém, não houve tempo para tanto. Ludwig van Beethoven morreu de cirrose hepática em 26 de março de 1827, após contrair pneumonia, numa tarde de tempestade sobre Viena. Apesar de ter criado apenas 2 composições para ballet: Ritterballet e As Criaturas de Prometeu, muitas de suas obras foram posteriormente usadas para ballet, como a Sétima Sinfonia.

 

Roser Munõz – Remontadora de Sétima Sinfonia

 

Nasceu em Barcelona e estudou no Instituto del Teatro, ganhando o  Premio Extraordinario de Final de Curso. Estudou Dança Clássica na Escola Vaganova de São Petersburgo. É graduada com o Diplome d’Etat do Conservatório Superior de Dança de Paris. Foi Primeira Bailarina do Ballet du Capitole, em Toulouse, do Leipzig Ballet e Bailarina do Ballet Nacional de Marselha. Como bailarina, dançou os papéis principais do repertório clássico assim como obras dos coreógrafos Cranko, Balanchine, Kylian, Nils Christie, Goyo Montero, além de todas as coreografías de Uwe Scholz. Recebeu a distinção de Mejor Bailarina del Año, em 1999, segundo a crítica especializada. Criou coreografias, entre elas o espetáculo de Jordi Savall Triunfos y Lágrimas, estreado no Teatro Principal de Burgos, em 2005. Roser participa de Galas e Festivais Internacionais. Tem atuado como Professora Convidada e Remontadora no Institut del Teatre de Barcelona, trabalhando com coreografias de Uwe Scholz, Anónima Imperial,  Conservatoire de Toulouse-França, nas Galas de Angel Corella, Leipzig Ballet, Ballet de Cottbus, Opera de Leipzig e Compañía Nacional de España. É Diretora do Centre de Dansa de Catalunya-Barcelona.

 

 

Solistas principais

 

Claudia Mota

Formada pela Escola Estadual de Dança Maria Olenewa, é Primeira Bailarina do TMRJ desde 2007, protagonizando todo o repertório da Companhia. Com grande destaque em seu país, Claudia representa o Brasil em Galas Internacionais dançando em diversas cidades da Argentina, assim como Paraguai, Cuba, Estados Unidos, Canadá e, recentemente, a convite de Julio Bocca, estrelou a versão de La Bayadère de Natalia Makarova junto ao Ballet Nacional Sodre, em Montevidéu. Recebeu o Prêmio de Melhor Bailarina da América Latina pelo Conselho Latino Americano de Dança e, por seu desempenho artístico e técnico e representatividade no cenário internacional da dança, conquistou o Título de Membro do Conselho Internacional de Dança da Unesco.

 

 

Márcia Jaqueline

Márcia Jaqueline é natural do Rio de Janeiro e é formada pela Escola Estadual de Dança Maria Olenewa. Aos 14 anos, entra para o Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, no qual vem se destacando como Primeira Bailarina nos ballets de repertório da Companhia tais como Coppélia, O Lago dos Cisnes, A Bela Adormecida, Les Sylphides, Raymonda, La Fille Mal Gardée, Onegin, Serenade, Voluntaries, Nuestros Valses, La Bayadère, Paquita, Giselle, Don Quixote, O Quebra-Nozes, L’Arlésienne e Carmen de Roland Petit,  Romeu e Julieta de John Cranko e O Espectro da Rosa de Fokine. Márcia é Primeira Bailarina do Ballet do Theatro Municipal do Rio desde 2007, apresentando-se em todas as temporadas da Companhia, representando o BTM em Galas Nacionais e Internacionais, e com presença constante, como convidada, em companhias de dança de todo o Brasil.

 

Karen Mesquita

Carioca, Karen iniciou seus estudos de dança aos três anos de idade no Grupo Cultural de Dança Ilha, concluindo-os em 2006. No mesmo ano ingressou na Akademie des Tanzes Mannheim e fez parte do corpo de baile da Badisches Staattheater Karlsruhe-Alemanha.  Fez parte da Cia. Brasileira de Ballet, participando de temporadas em São Paulo, Minas Gerais e Mônaco. Em 2010 entrou para o Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, participando como solista dos ballets de repertório da Companhia e em obras de coreógrafos consagrados. Em 2012 Karen foi promovida a Primeira Solista. Participa de galas ao redor do país, como convidada, jurada, ministrando workshops entre outras atividades correlatas à dança.

 

Francisco Timbó

Iniciou seus estudos de dança na Escola do SESI, em Fortaleza, sua cidade natal, sob a direção de Dennis Gray.  Aos 15 anos, complementa sua formação, cursando a escola Mudra, em Bruxelas, direção de Maurice Béjart. Em sua trajetória, integrou o Balé da Cidade de São Paulo, o Corpo de Baile Lina Penteado em Campinas – SP, o Ballet Nacional de Cuba e o Ballet Teatre L’Ensemble-Itália. Como Primeiro Bailarino do Ballet do Theatro Municipal do RJ destacou-se em Giselle, Don Quixote, O Lago dos Cisnes, A Bela Adormecida, Coppelia, O Quebra-Nozes, Raymonda, La Fille Mal Gardée, Paquita, La Bayadère, La Sylphide, Les Sylphides, Les Préssages, A Megera Domada e Onegin (Cranko), Romeu e Julieta (Vasiliev), Suite en Blanc (Serge Lifar), Serenade e Divertimento nº 15 (Balanchine), Les Noces (Nijinska),  Sétima Sinfonia, Jeunnehomme e A Criação (Uwe Scholz), Tempo de Tango (Luis Arrieta) e Floresta Amazônica com música de Villa-Lobos e coreografia de Dalal Achcar, entre outros ballets neoclássicos e contemporâneos. Recebeu do Ministério da Cultura o Prêmio MINC – 1º. Mambembe de Dança: Melhor Bailarino Nacional. Participou do Encontro Contemporâneo de Dança em New York, com coreografia de Regina Miranda. Foi o homenageado do XVII FIDA-Festival Internacional de Dança da Amazônia em 2010.

 

Alef Albert

Natural do Piauí, iniciou seus estudos de dança aos 15 anos na Escola de Ballet Helly Batista, no ano de 2008, e formou-se no The Harid Conservatory – Florida – EUA.  Recebeu várias premiações em Festivais Nacionais e internacionais.  Integrou a Especial Academia de Ballet em São Paulo, onde em sua Companhia, aprimorou seus dotes artísticos e técnicos. Entrou para o Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro em 2014 e desde então vem se destacando como Solista nos ballets de repertório da Companhia.

 

Cícero Gomes

Formado na Escola Estadual de Dança Maria Olenewa, no Rio, Cícero Gomes tem passagens pela Escola de Dança da Ópera de Vienna e Elmhurst School for Dance by Birminghan Royal Ballet. Seu nome está na Calçada da Fama do Festival de Joinville, onde conquistou prêmio de melhor bailarino em 2005. Trabalhou na Cia. Jovem de Ballet do RJ. Bailarino Solista do Theatro Municipal desde 2007 estreou em O Lago dos Cisnes, no papel de Bobo da Corte, obtendo sucesso de público e crítica nos papéis principais das temporadas, incluindo Coppélia, O Quebra-Nozes, Don Quixote, Romeu e Julieta, Onegin, L’Arlésienne de Roland Petit e Le Spectre de la Rose de Fokine. Convidado em Galas de Dança no Brasil e América Latina. Trabalhou com nomes de peso do cenário mundial da dança.

Filipe Moreira

Paulistano, iniciou seus estudos de dança clássica no Núcleo de Dança de São Paulo. Em 2003 ingressou no Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, destacando-se e vindo a dançar todos os primeiros papéis dos ballets de repertório da Companhia como O Lago dos Cisnes, A Bela Adormecida, O Quebra-Nozes, Raymonda, Coppélia, Giselle, Floresta Amazônica, Onegin, Romeu e Julieta, Carmen e La Bayadère. Filipe é convidado para representar o Ballet do Theatro Municipal e o Brasil em Galas Internacionais. Recentemente apresentou-se na Gala de Miami. Foi reconhecido pela crítica e pelo público como um dos maiores talentos dos últimos tempos, dada a sua virilidade, excelência técnica, física e interpretativa.

Moacir Emanoel

Paranaense de Maringá, Moacir estudou na Escola do Teatro Guaíra em Curitiba, na Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, em Joinville, e na Cia. Brasileira de Ballet, no Rio. Também aperfeiçoou sua técnica em cursos com importantes coreógrafos, a exemplo de Tadheo de Carvalho, Henrique Talmah, Mário Nascimento, Ilara Lopes e Jorge Teixeira. Recebeu diversas premiações em Festivais no Brasil e na Europa. Apresenta-se em eventos pelo Brasil ao lado de grandes nomes da dança como Ana Botafogo, Marianela Nuñez e Thiago Soares. Desde 2010, integra o Ballet do Theatro Municipal RJ, apresentando-se com destaque como solista nos ballets Romeu e Julieta (Paris) e Onegin (Gremin) e nos primeiros papéis de O Quebra-Nozes (Príncipe das Neves), na versão de Dalal Achcar, e L’Arlésienne (Frédéri).

 

Tobias Volkmann – Regente

 

Tobias Volkmann é um dos destaques da nova geração de regentes orquestrais do Brasil. Desde a conquista dos principais prêmios concedidos no Concurso Internacional de Regência Jorma Panula 2012 na Finlândia e do Prêmio de Público no Festival Musical Olympus de São Petersburgo em 2013, Volkmann vem atraindo atenção para uma carreira internacional em ascensão. Como regente convidado, já esteve à frente de grandes orquestras europeias e sul-americanas, entre as quais se destacam a Orquestra Sinfônica do Porto Casa da Música, Orquestra Sinfônica Estatal do Museu Hermitage e Orquestra Sinfônica Estatal de São Petersburgo, Orquestra Sinfônica do Chile e Orquestra Petrobras Sinfônica. Em 2015 teve a estreia alemã à frente da Orquestra Sinfônica de Brandemburgo e fará ainda sua estreia na célebre sala do Gewandhaus de Leipzig como convidado da temporada oficial do Coro e Orquestra da Rádio MDR. Compromissos futuros incluem ainda a direção musical da ópera As Bodas de Fígaro, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, e a estreia como convidado da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. Apresentou-se em concertos com as orquestras sinfônicas de Vaasa e Jyväskylä (Finlândia), Orquestra Lyatoshinsky de Kiev, com as sinfônicas de Porto Alegre, Campinas e da Universidade Federal do Rio de Janeiro. É convidado frequente nas temporadas da Orquestra Sinfônica Nacional – UFF e da Orquestra Sinfônica da Universidade Nacional de Cuyo em Mendoza (Argentina). A partir de 2012 atuou como maestro assistente do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Entre 2009 e 2011 foi regente assistente da Orquestra Filarmônica Carnegie Mellon nos Estados Unidos. Realizou sua formação com grandes nomes da regência em masterclasses internacionais ministrados por Kurt Masur, Jorma Panula, Ronald Zollman, Isaac Karabtchevsky e Fabio Mechetti. Estudou na Universidade Federal do Rio de Janeiro sob orientação de André Cardoso e concluiu mestrado em Regência Orquestral na Universidade Carnegie Mellon de Pittsburgh (EUA) sob orientação de Ronald Zollman.

 

SERVIÇO

 

APOTEOSE DA DANÇA

BALLET E ORQUESTRA SINFÔNICA DO THEATRO MUNICIPAL

Regência Tobias Volkmann

 

Diretoras Artísticas do Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Ana Botafogo e Cecília Kerche

AGE OF INNOCENCE (2008)

Música Philip Glass (1937) e Thomas Newman (1955)

Coreografia Edwaard Liang

Remontagem – Alexandra Dickson

Ensaiadores – Eric Frédéric e Márcia Faggioni

 

 

1º Pas-de-Deux – Karen Mesquita e Cícero Gomes ou Mel Oliveira e Alef Albert

 

2º Pas-de-Deux – Deborah Ribeiro e Moacir Emanoel ou Renata Tubarão e Filipe Moreira

 

Bailarinas ­ Carolina Neves, Caroline Machado, Juliana Valadão, Liana Vasconcelos, Priscila Albuquerque, Priscilla Mota, Renata Gouveia, Sinthia Liz e Thaís Danello

 

Bailarinos­ – Arthur Sai, Bruno Fernandes, Diego Lima, Edifranc Alves, Murilo Gabriel, Paulo Muniz, Rodrigo Negri e Sandro Fernandes

 

 

SÉTIMA SINFONIA (1999)

Música – Ludwig Van Beethoven (1770-1827)

Coreografia, Cenários e Figurinos – Uwe Scholz (1958-2004)

Remontagem – Roser Muñoz

Ensaiadores – Celeste Lima, Cesar Lima, Marcelo Misailidis e Norma Pinna

Solistas:

 

1º Movimento – Márcia Jaqueline e Alef Albert ou Karen Mesquita e Murilo Gabriel

 

2º Movimento – Deborah Ribeiro e Francisco Timbó ou Renata Tubarão e Filipe Moreira ou Claudia Mota e Ivan Franco

 

3º Movimento – Cícero Gomes e Wellington Gomes ou Rodrigo Negri; Deborah Ribeiro e Francisco Timbó ou Renata Tubarão e Filipe Moreira ou Claudia Mota e Ivan Franco

 

4º Movimento – Márcia Jaqueline e Alef Albert ou Karen Mesquita e Murilo Gabriel

Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Praça Floriano s/n° – Centro

 

Dias 8 e 9 de outubro, às 20h

Dias 11 e 12 de outubro, às 17h

Preços:

Frisas e Camarotes – R$ 504,00

Plateia e Balcão Nobre – R$ 84,00

Balcão Superior – R$ 60,00

Galeria – R$ 30,00

Desconto de 50% para portadores de necessidades especiais, idosos e estudantes.

Capacidade – 2.227 lugares

Classificação etária – Livre

Duração – 90 minutos, com intervalo

Informações – (21) 2332-9191

Vendas na Bilheteria, no site Ingresso.com ou pelo

telefone (21) 4003-2330     

Eu fui! Confira

“A Mão na Face” no CCBB

O projeto “Bagaceira 15 anos”, patrocinado pelo Ministério da Cultura e pelo Banco do Brasil, consiste na sequência de três temporadas de espetáculos recentes do grupo, oferecendo ao Rio de Janeiro um panorama do que o Bagaceira vem produzindo em sua fase mais amadurecida. Serão ao todo 72 apresentações (24 de cada espetáculo, 8 por semana), a partir de 17 de setembro, com estreia para convidados no dia 16 de setembro, às 20h.

O coletivo, de Fortaleza/CE, consolidou-se nacionalmente através da linguagem peculiar de seus espetáculos, que associam provocações visuais à criação de dramaturgias inéditas. Em quinze anos de trajetória, o grupo conquistou premiações, promoveu importantes parcerias e participou de festivais dentro e fora do Brasil.

Desde o surgimento, o Bagaceira mantém uma produção ininterrupta, construindo, desse modo, um repertório diversificado e inteiramente autoral. “Interior” é uma peça singela, conduzida por duas velhinhas irreverentes, que se recusam a morrer. Uma homenagem à cultura interiorana, às avós e a todas as coisas que jamais serão engolidas pelo tempo. “A Mão na Face” traz o diálogo disparatado entre uma prostituta e uma travesti. Público e personagens trocam olhares, através de espelhos distorcidos. Na oscilação entre momentos densos e patéticos, a comovente relação de Mara e Gina é revelada. Em “Fishman”, o mais novo espetáculo do Bagaceira, dois homens estão em um pequeno bote sobre as águas de um lago, frente a frente, sem saber o que dizer. Um mergulho poético na complexidade humana e no misterioso fluxo da vida.

São três espetáculos intimistas, feitos para dois atores e com foco na palavra; porém, com linguagens bem distintas entre si e diferentes experiências de aproximação com a plateia. Todos os espetáculos possuem dramaturgia de Rafael Martins e direção de Yuri Yamamoto, este último vencedor do quadro ‘Como Manda o Figurino’, do Fantástico (TV Globo), em abril deste ano, e faz parte da equipe de figurinista da nova minissérie da Globo ‘Ligações Perigosas’, que estreia ano que vem. As peças têm capacidade de público reduzida. Desta forma, o grupo fará a maior parte da temporada de cada espetáculo em sessões duplas.

‘Interior’ está desde junho em turnê por cindo estados do Nordeste e passou, em agosto, por em Uberlândia e Belo Horizonte, sempre com uma ótima recepção de público e criticas. Já ‘Fishman’, fez, também em agosto, sua segunda temporada em BH.

OS 15 ANOS

Criado em 2000, o Grupo Bagaceira alcançou reconhecimento nacional pela sua pesquisa autoral. Com textos e direções próprias, o grupo lançou desafios no âmbito da construção cênica e dramatúrgica, o que resultou no adensamento de uma linguagem própria. Os espetáculos em repertório são apresentados nos principais festivais e mostras de todo país, provocando uma reflexão sobre um novo olhar do que é produzido no nordeste. Com 15 espetáculos no currículo e mais de 20 esquetes, contabiliza mais de 800 apresentações.

O Grupo Bagaceira é formado por: Démick Lopes, Rafael Martins, Ricardo Tabosa, Rogério Mesquita, Samya de Lavor, Tatiana Amorim e Yuri Yamamoto. Com sede em Fortaleza, a Casa da Esquina, o grupo também conta com a produtora Mikaelly Damasceno e a secretária Carla Sousa.

Em 2015, o Bagaceira comemora os 15 anos e realiza várias apresentações e temporadas por todo o país. Logo no início do ano, o grupo esteve em uma temporada de 2 meses em São Paulo, com o seu primeiro espetáculo: Lesados. O coletivo também se apresentou na Bolívia, participando com dois espetáculos do X FITCRUZ, Festival internacional de Teatro de Santa Cruz de La Sierra. Houve ainda circulação pelas cidades de Belo Horizonte, Salvador, Recife, Teresina, Sousa, Maceió, Aracaju, dentre outras programações.

Respaldado pela trajetória de peças inteiramente autorais e pela assinatura construída durante esse tempo, o Grupo Bagaceira chega agora ao Rio de Janeiro com o projeto “Bagaceira 15 anos”, para apresentar três temporadas de uma só vez, em uma estadia mais longa na cidade, marcando este ano de comemorações.

FICHA TÉCNICA

A MÃO NA FACE

Texto: Rafael Martins

Direção: Yuri Yamamoto

Assistência de direção: Rafael Martins

Elenco: Démick Lopes e Marta Aurélia

Música original: Ayrton Cesar e Rafael Martins

Cenário, Figurinos e iluminação: Yuri Yamamoto

Técnica: Yuri Yamamoto

Maquiagem: Denis Lacerda

Cenotécnica: Josué Rodrigues

Aderecistas: Diego Salvador e Denis Lacerda

Direção de produção: Rogério Mesquita

Bagaceira 15 anos

Direção de produção: Rogério Mesquita

Textos programa: Rafael Martins

Design Gráfico: Darwin Marinho

Assessoria de imprensa: Daniella Cavalcanti

Secretaria: Carla Sousa

SERVIÇO

Bagaceira 15 anos – Temporada de repertório

“A Mão na Face” – de 07 a 25 de outubro https://www.youtube.com/watch?v=gYN7x3bTXHY

Horário: Quartas e quintas, às 19h30. Sextas, sábados e domingos, às 17h30 e às 19h30

Local: Teatro III do Centro Cultural Banco do Brasil (Rua Primeiro de Março, 66 – Centro)

Informações: (21) 3808-2020

Ingresso: R$10,00

Horário da bilheteria: de quarta a segunda, das 9h às 21h

Gênero: Drama

Duração: 50 minutos

Capacidade: 40 lugares

Classificação indicativa: 16 anos

Sinopse: traz o diálogo disparatado entre uma prostituta e uma travesti. Público e personagens trocam olhares, através de espelhos distorcidos. Na oscilação entre momentos densos e patéticos, a comovente relação de Mara e Gina é revelada.

A Galinha Pintadinha, em o Ovo de Novo

A partir de 03 de outubro a Galinha Pintadinha estará no palco do Teatro das Artes junto com seus companheiros inseparáveis Galo Carijó, Pintinho Amarelinho, Baratinha, os Naftalinas (Baratazul e Baratotal), Borboletinha, Sr. Gavião, Dr. Peru, Enfermeira Ururubu, Galinho Quiriquiqui, boneco Pimpom, e a divertida família de Carlos Henrique, um menino muito imaginativo que gosta de contar histórias e de usar palavras difíceis.

Aborrecido com a notícia do nascimento da irmã, Carlos Henrique faz uma retrospectiva de sua vida para tentar entender seus sentimentos. Com a ajuda da “mais sinistra… mais cascuda… mais antenada… a Barata”, que canta as 15 canções que compõem o repertório musical do espetáculo, a vida de Carlos Henrique e de sua família é revista em flashbacks. Como seus pais se conheceram, seu nascimento, a carinhosa relação com a sua avó. Numa brincadeira divertida, o público também assistirá, paralelamente à história da família de Carlos Henrique, a história da família da Galinha Pintadinha, Galo Carijó e do Pintinho Amarelinho que também está triste com os mimos para o OVO NOVO. Misturando recursos artísticos do circo, teatro, dança, música e animações, o musical, com patrocínio do Grupo

Bradesco Seguros e sabonete Baby Dove, criado para o público infantil da primeira infância (de 0 a 5 anos) com certeza agradará a todos da família.

Com roteiro de Marcos Luporini e Juliano Prado (os criadores da Galinha Pintadinha), dramaturgia e texto final de Keli Freitas, direção de Ernesto Piccolo, coreografias de Marcia Rubin, números circenses especialmente criados por Claudio Baltar, cenários, figurinos e bonecos de Clívia Cohen, preparação de canto de Adriana Piccolo e iluminação de Maneco Quinderé, o musical A GALINHA PINTADINHA, EM OVO DE NOVO reúne diversas linguagens artísticas, compondo um espetáculo, lúdico e divertido. Piccolo conta um pouco sobre as novidades desse novo musical: “Quando eu dirigi o primeiro musical da Galinha Pintadinha, eu tinha como maior desafio colocar em cena, ao vivo, aquela personagem carismática e adorada, num espetáculo que tivesse o mesmo encantamento que os desenhos animados tinham. Antes da estreia nos perguntávamos como seria a reação das crianças ao encontrar frente a frente com aqueles personagens retirados dos desenhos animados. A reação das crianças não poderia ter sido melhor. Acho que conseguimos apresentar um musical que carregava a magia e o divertimento dos clipes animados criados pela dupla Marcos Luporini e Julianos Prado. “A Galinha Pintadinha, o musical” foi um sucesso estrondoso. Quando Luporini e Juliano nos procuraram no ano passado propondo a realização de um novo musical, logo me perguntei o que poderíamos trazer de novo. Gosto de desafios, não queria repetir a mesma fórmula do outro musical que dirigi. “A Galinha Pintadinha, em o ovo de novo” vem com a novidade do circo. A montagem explora as possibilidades da mistura da pantomima, música, dança e circo nos números musicais, além de apresentar uma história que vai agradar as crianças um pouco maiores. O desafio desse novo trabalho é criar um espetáculo com muitas novidades na parte musical, agradando os pequeninos, e também conquistar crianças um pouco maiores, que temos certeza vão adorar a história do Carlos Henrique e vão voltar a curtir a Galinha Pintadinha e sua turma de animais animados.”.

Partindo para a terceira produção teatral, a estreia no palco foi com o musical “A Galinha Pintadinha, o musical” dirigido por Piccolo em 2012, em seguida veio “A Galinha Pintadinha em cadê Popó” dirigido por Alessandra Brantes em 2013/2014, Marcos Luporini e Juliano Prado são grandes incentivadores da presença da Galinha Pintadinha nos palcos brasileiros. “O teatro é uma arte humana milenar. Esta capacidade que temos de, através da imaginação, nos transportarmos a outras realidades é algo mágico. Para nós, é motivo de imenso orgulho saber que, para muitas crianças, este musical da Galinha Pintadinha será a primeira experiência no teatro. É incrível ver como mesmo os bebês pequenos conseguem se conectar e viajar com a peça.” Diz Luporini. E Juliano Prado completa: “O que é delicioso nos musicais da Galinha Pintadinha é a grande festa das crianças, pais, tios e avós curtindo o teatro. É um momento muito intenso para os pequenos que, muitas vezes, estão experimentando a sensação de um espetáculo pela primeira vez. Esta nova montagem, cheia de música como não poderia deixar de ser, conta a história de uma família que descobre a chegada de mais um bebê, no meio dos malabarismos do dia a dia. Malabarismos mesmo, executados por um elenco afiadíssimo, nessa montagem cheia de números circenses. É diversão garantida.”

Roteiro musical:

“Baratinha”; “Galinha Pintadinha 2”; “Pintinho Amarelinho”; “Samba Lelê”; “Lá na casa da Galinha Pintadinha”; “Se essa rua fosse minha”; “Pimpom”; “Os Pintinhos Dizem”; “Meu sininho”; “Galinha Pintadinha1”; “Mamama Papapa”; “Medley de canções infantis”; “Galinha Pintadinha 4”; “Borboletinha”; “Quem está feliz”.

Um pouco da história da Galinha Pintadinha

No dia 28 de dezembro de 2006, Juliano Prado e Marcos Luporini postaram no Youtube um vídeo infantil chamado “Galinha Pintadinha”. Esta foi a solução encontrada para apresentar o vídeo em uma reunião de produtores na qual eles não poderiam estar presentes. Seis meses depois, a surpresa: o vídeo havia virado um hit e já ultrapassava a marca de 500.000 visualizações, número expressivo para a época. Hoje os números cresceram consideravelmente. Já são mais de 2 bilhões de visualizações do canal no Youtube, mais de 3 milhões de seguidores na página do facebook, mais de 1,5 milhões de DVDs oficiais vendidos, 2 discos de diamante duplos, mais de 60 produtos licenciados.

O sucesso da Galinha Pintadinha

O projeto da série infantil Galinha Pintadinha, que resgata canções infantis populares e apresenta em pequenos clipes de animações em 2D vem agradando crianças entre 0 e cinco anos que repetem “de novo” assim que termina, assistindo incessantemente cada um dos desenhos animados. Além do sucesso com os pequeninos, as mamães e papais agradecem a existência da Galinha Pintadinha: “– Oba! O bebê está vendo a Galinha Pintadinha, vou aproveitar para comer alguma coisa, tomar um banho rápido, ler um livro! Ficar com as pernas para o ar!…”. A Galinha Pintadinha é a garantia de alguns momentos de paz e tranquilidade para mamães e papais exaustos.

A GALINHA PINTADINHA, EM OVO DE NOVO

Elenco: Cássia Raquel / Dudu Varello / Giovana Vitorino / Helena Heyzer / Laura Faleiros / Leonardo Freitas / Nando Moretzsohn / Natasha Jascalevich / Raíra Yuma / Samuel Rottas / Ton Carvalho / Wagner Cavalcante

Ficha Técnica

Roteiro: Marcos Luporini e Juliano Prado

Dramaturgia e texto final: Keli Freitas

Direção: Ernesto Piccolo

Coreografias: Marcia Rubin

Criações Circenses: Claudio Baltar

Cenários, Bonecos, Figurinos: Clívia Cohen

Iluminação: Maneco Quinderé

Preparação Vocal e Canto: Adriana Piccolo

Assistente de direção: João Maia

Assistente de coreografia: Maíra Maneschy

Designer gráfico: Eduarda de Aquino e Marina Kelson

Assessoria de imprensa: Daniella Cavalcanti

Equipe de produção: Renata Monteiro de Barros e Rose Gomes

Captação de Patrocínios: Renata Borges Pimenta / Leila Garcia e Jorge Abreu (ON TIME)

Direção de Produção: Dadá Maia

Patrocínio Bradesco Seguros e Baby Dove através da Lei Rouanet

Uma Coprodução de Bromélia Produções e Expressão Piccolo Produções

SERVIÇO

Estreia (convidados e públicos): dia 03 de outubro, às 17h

Local: Teatro das Artes (Shopping da Gávea – Rua Marquês de São Vicente, 52/2º piso)

Temporada: de 03 de outubro a 20 de dezembro de 2015

Horário: sábados, às 17h, e domingos, às 15h e 17h

Sessão extra: Dias das Crianças, segunda-feira, dia 12 de outubro, às 17h

Gênero: musical infantil

Classificação indicativa: Livre para todas as idades

Ingressos: R$ 70,00 (inteira) e R$ 35,00 (meia)

Clientes Bradesco Seguros têm 30% de desconto Vendas online: http://www.ingresso.com

Informações: (21) 2540-6004

Bilheteria: de segunda a domingo das 15h às 20h

Lotação do teatro 421 lugares

“Pequenos Poderes” na Casa da Gávea

O bullying sofrido por um aluno de origem nordestina, a tensão entre um assaltante e um gerente numa agência bancária, a confissão recheada de situações “cabeludas” a um padre, a entrevista tendenciosa feita por uma entrevistadora de TV e o depoimento de um réu com opiniões polêmicas durante o próprio julgamento, costuram o texto de “Pequenos Poderes”, espetáculo de Diego Molina que discute a ruptura de valores da sociedade atual, questionando qual seria o limitador mais eficiente para os nossos impulsos. Religião? Lei? Ética? Ou simplesmente a ausência do poder?

Cenas cotidianas da vida de um cidadão comum marcam a peça, que volta aos palcos na reabertura da Casa da Gávea, fechada desde dezembro.  Depois de uma primeira temporada de sucesso finalizada em agosto de 2015, na Sede das Companhias, na Lapa, a comédia de humor ácido escrita por Diego Molina estreia na Zona Sul no dia 2 de outubro e fica em cartaz até 1º de novembro, com sessões sextas e sábados, às 21h, e domingos, às 20h.

O espetáculo chama atenção para o humor crítico por meio de charges concebidas pelo renomado cartunista Nani e do texto afiado, irônico e atual. Detentor de uma vasta e significativa produção, Nani contribui acentuando cores e dando um tom mais leve aos assuntos abordados no projeto. Recurso muito usado como crítica política durante os anos 1970, época de muita censura, a charge é um diferencial na concepção de “Pequenos Poderes” e está diretamente ligada à temporalidade, retratando situações exemplares do dia a dia da sociedade. Mais do que um simples desenho, a charge é uma crítica político-social em que o artista expressa graficamente sua visão sobre determinadas situações cotidianas através do humor e da sátira.

A peça, que conta com a direção de Breno Sanches, segue uma estrutura dramatúrgica que costura diferentes histórias a partir de um mesmo tema. Esse fio condutor se torna claro pelos personagens que transitam ou fazem referências a outras cenas.

No elenco, estão os atores Andy Gercker, Bia Guedes, Mariana Consoli e Zé Auro Travassos. Aurélio de Simoni e Ana Luzia de Simoni são os responsáveis pela iluminação; os figurinos são de Bruno Perlatto; o cenário de Diego Molina; a trilha sonora de Armando Babaioff; e a produção de Diego Molina e da Pagu Produções.

Espetáculo totalmente independente, “Pequenos Poderes” recebeu contribuições por meio de crowdfunding no site www.benfeitoria.com/pequenospoderes, um espaço em que idealizadores e público se unem para viabilizar projetos de interesses em comum. O projeto tem ainda uma página no facebook: facebook/pequenospoderes, com informações, imagens e vídeos sobre o espetáculo.

FICHA TÉCNICA

Texto e Idealização: Diego Molina

Direção: Breno Sanches

Elenco: Andy Gercker, Bia Guedes, Mariana Consoli e Zé Auro Travassos

Standin: Rita Fischer

Desenhos: Nani

Iluminação: Aurélio de Simoni e Ana Luzia M. de Simoni

Figurinos e Direção de arte: Bruno Perlatto

Cenografia: Diego Molina

Trilha sonora: Armando Babaioff

Adereços: Tuca

Visagismo: Diego Nardes

Programação visual: IviSpezani

Fotos e Vídeos: Ananda Campana

Fotos de cena: Maya Zalt

Produção executiva: Fernanda Pascoal

Produção: Diego Molina e Pagu Produções

 

SERVIÇO:

Espetáculo “Pequenos poderes”

Local:Casa da Gávea

Endereço: Praça Santos Dummont, 116, Gávea, Rio de Janeiro  RJ

Tel.: (21) 2239-3511

Temporada: de 2 de outubro à 1º de novembro de 2015

Sessões: Sextas e sábados, às 21h, e domingos, às 20h

Ingressos: R$ 40 (inteira) / R$20 (meia)

Classificação indicativa: 16 anos

Duração do espetáculo: 60 minutos

Capacidade de público: 70 pessoas

A Vida Sexual da Mulher Feia

Otávio Muller dá vida à Maricleide, que goza de uma autocrítica impagável e não perde tempo em se indispor à ditadura da beleza.

Baseado no livro homônimo de Claudia Tajes, sucesso absoluto em vendas, o espetáculo não deixa nenhuma mulher ou homem imune à insegurança da personagem. Afinal, quanto mais se olha no espelho, mais imperfeições aparecem.

Com a crueza de um consultório de terapeuta, é possível acompanhar suas aventuras amorosas, primeiro beijo e primeira transa.

Em seu livro, Tajes criou uma protagonista sem rosto, não esmiuçou descrições físicas, não impôs uma caracterização isolada. Esse recurso facilita a identificação ampla e abrangente do público.

Embarcando no sucesso do livro, o espetáculo agrada a todos – homens e mulheres, feios ou não. Afinal, todo homem já se sentiu o próprio Shrek algum dia e até a princesa mais linda já teve o seu dia de Fiona.

Quem nunca esteve acima do peso? Quem nunca se viu apavorado ao constatar os estragos feitos pelos hormônios da adolescência?

Ao acompanhar os relatos hilários do diário amoroso da personagem, a identificação é inevitável, o que faz com que a história se torne ainda mais engraçada. Afinal, tem coisa melhor do que rir de nós mesmos?

Não se trata da risada sádica, que segrega as formosas das horríveis e aponta o dedo para torturar, e sim da risada generosa e solidária, imbuída da reflexão e do combate aos condicionamentos.

No fim das contas Maricleide descobrirá que mulher feia não é uma questão de aparência e sim um estado de espírito.

SERVIÇO:

Horário de início do show: 21h

Abertura: 2 horas antes do início do espetáculo

     Dias: 05 (segunda) de Outubro de 2015

    06 (terça) de Outubro de 2015

    19 (segunda) de Outubro de 2015

    20 (terça) de Outubro de 2015

Endereço: Av. Infante Dom Henrique, 85 – Parque do Flamengo

Telefone: 2531-1227

     Perfil do público: ADULTO

     Censura: 12 ANOS

 

BILHETERIA

Camarote A            R$ 100,00

Camarote B            R$   70,00

Balcão                             R$   50,00

Frisa                               R$   50,00

Setor 01                          R$ 100,00

Setor 02                          R$   80,00

Setor 03                          R$   50,00

Ficha Técnica:

Com – Otávio Müller

Texto – Claudia Tajes

Adaptação – Julia Spadaccini

Direção – Otávio Müller

Supervisão – Amir Haddad

Cenário e Figurino – Adriana Schmidt

Designers de Vídeo – Batman Zavareze / Nathalie Melot

Assistente de direção – Danilo Watanabe

Produtor Geral – Sandro Chaim

Produtor Executivo: Marcelo Lipp

Realização – Pathavidhatu Empreendimentos Culturais e Chaim XYZ Produções

Capacidade: 2000 pessoas

Facebook: http://www.facebook.com/VivoRioRj

Compra pela Internet ( www.vivorio.com.br )

Taxa de conveniência (internet e telefone): 10% no valor da compra.

Meia-Entrada: Estudantes, Professores da Rede Pública do Município do Rio de Janeiro e maiores de 60 anos são beneficiários de desconto de 50%. A venda de meia-entrada é direta, pessoal e intransferível e está condicionada ao comparecimento do beneficiário aos pontos de venda, munido de documento original que comprove condição prevista em lei. É obrigatória a apresentação dos documentos também na entrada do espetáculo.

– Estacionamento com manobrista
– Aceitamos dinheiro e cartões de débito e crédito (Visa, Mastercard, Credicard e Diners)
– Não aceitamos cheques
– Acesso para deficientes físicos
– Ar condicionado

Reestreia de “Sacco e Vanzetti”

Após sucesso de público, a Companhia Ensaio Aberto reestreia o espetáculo Sacco e Vanzetti, no Armazém Utopia. Primeira montagem brasileira do texto do autor argentino Maurício Kartun, a peça narra o célebre caso de Nicola Sacco e Bartolomeu Vanzetti, imigrantes italianos, acusados injustamente e mortos na cadeira elétrica em 1927, nos Estados Unidos.

Sob direção de Luiz Fernando Lobo e espaço cenográfico de J.C. Serroni, a encenação parte do célebre caso de Nicola Sacco e Bartolomeu Vanzetti, imigrantes italianos, acusados injustamente e mortos na cadeira elétrica em 1927, nos Estados Unidos.

A dramaturgia tem como ponto de partida o texto Sacco y Vanzetti de Mauricio Kartun e da farta documentação que existe sobre o “julgamento do século” que se converteu em símbolo de luta por justiça, igualdade e liberdade.

“Nos 7 anos que Sacco e Vanzetti permaneceram presos a classe operária brasileira esteve totalmente solidária realizando diversos atos em várias cidades. No Rio de Janeiro não foi diferente. Os portuários e os operários sempre estiveram à frente de mobilizações e não por acaso escolhemos Sacco e Vanzetti para ser nossa primeira criação na sede no Cais do Porto”, diz o diretor Luiz Fernando Lobo.

A montagem, que recebeu indicações aos Prêmios Shell (trilha original) e Questão de Crítica (Cenografia), conta com o patrocínio dos Correios e do Sesi Conselho Nacional.

 

A historia de Sacco e Vanzetti

Nicola Sacco, oriundo da Itália do Sul, e Bartolomeo Vanzetti, da região de Turim, emigraram para os Estados Unidos quando jovens, no início do século XX, separadamente. Tendo Boston como nova morada, Sacco passou a trabalhar numa fábrica de calçados, enquanto Vanzetti desempenhou várias ocupações, como, por exemplo, a venda de peixe. A dupla se conheceu ao frequentar círculos anarquistas ítalo-americanos. Em maio de 1920, detidos em um comício anarquista por estar de posse de panfletos e de algumas armas, foram acusados por assalto e assassinato de dois homens. Não havia qualquer prova contra eles, mas a Justiça montou um processo que acabou se transformando num ato político: um gesto exemplar para as “classes perigosas”. Nem mesmo a confissão de um detento que assumiu o crime serviu a impedir a condenação à morte dos anarquistas. A mobilização em favor da anulação da sentença não impediu que a 23 de agosto de 1927 a cadeira elétrica pusesse fim à vida da dupla.

Imagens do espetáculo: https://youtu.be/p7icX235j_I

https://youtu.be/sI_J7kioKhE

Mais sobre a Companhia Ensaio Aberto

A Companhia Ensaio Aberto é a única do Rio dedicada exclusivamente a temas sociais e políticos. Com um teor político marcadamente épico, a Companhia busca dialogar diretamente com a obra do dramaturgo alemão Bertolt Brecht. O autor alemão é influência assumida e inspiração central para a companhia carioca. É possível vislumbrar sua história no projeto Armazém da Utopia com a qual a companhia ocupa o Armazém 6 do Cais do Porto do Rio desde 2010.  www.ensaioaberto.com

 

FICHA TÉCNICA:

Texto: Maurício Kartun

Direção: Luiz Fernando Lobo

Direção de Produção: Tuca Moraes

Elenco: Adriano Soares (Cesare Rossi), , Bruno Peixoto (Katzmann), Danielle Oliveira (Mary Splain), , Diego Diener (Stewart), Douglas Amaral (Bartolomeu Vanzetti), Gilberto Miranda (Nicola Sacco), João Rafael Schuler (Levangie), João Raphael Alves (Thompson), Luiz Fernando Lobo (Thayer), Luiza Moraes (Agnese), Rafael de Castro (Medeiros) , Taís Alves (Rosa Sacco), Tuca Moraes (Luigia Vanzetti), Victor Leal (Anarquista), Victor Santana ( anarquista), Virgínia Bravo (Anarquista).

Cenografia e espaço cênico: J.C. Serroni

Iluminação e direção técnica: César de Ramires

Figurinos: Beth Filipecki e Renaldo Machado

Música e Direção Musical: Luiz Felipe Radicetti

Diretor Assistente: João Batista

Assistente de Direção: Natália Balbino

Produção: Renata Stilben

Preparação Corporal: Tuca Moraes

Preparação Vocal (música): Aurora Dias

Programação Visual: Marcos Apóstolo e Marcos Becker

Assessoria de Imprensa: LEAD Comunicação

Realização: Instituto Ensaio Aberto

 

SERVIÇO:

Temporada: De 03 de outubro até 15 de novembro de 2015

Estreia: 03 de outubro de 2015, às 19h

Horário:  sextas 20h, sábados e domingos 19h

Local: Armazém da Utopia – Tel: 2253-8726 /2516-4857/98909-2402

Endereço: Av. Rodrigues Alves, Armazém 6 – Cais do Porto

Preço: R$ 40,00 (inteira) R$20,00 (meia) R$ 15,00 (antecipado)

Classificação: 12 anos

Duração: 95min

Capacidade: 200 lugares

Informações: publico@ensaioaberto.com22538726 / 25164893/ 98909-2402

Translado gratuito para o público uma hora antes da sessão: Rua 1º de março / ponto em frente à Candelária

“2 Números” no Teatro Eva Herz

Sucesso de público e crítica, “2 Números”  foi criado a partir de uma pesquisa sobre a linguagem da animação, realizada pela Cia Teatro Portátil em 2005, com o apoio do Programa de Bolsas Vitae de Artes. O espetáculo, destinado a plateias de todas as idades, é composto por duas peças curtas — “Cama de gato” e “De dentro” — que se constroem sem palavras, como delicadas coreografias, a partir da música original de Felipe Trotta e da movimentação dos atores animando objetos, máscaras e um pequeno boneco articulado.

Como o nome já diz, o espetáculo é dividido em dois momentos: no primeiro, os atores transformam-se em divertidos personagens de máscaras que manipulam um fio de algodão. Como numa imensa “cama-de-gato”, seus movimentos desenham figuras e formas pelo espaço. As imagens criadas surpreendem e encantam, sugerindo um mundo em busca da sua própria forma. A trilha sonora, originalmente composta para a peça, acompanha os movimentos do fio e a atmosfera criada pelas máscaras.

No segundo número, um boneco sai de dentro de caixas de papelão para conhecer seus manipuladores e desvendar o mundo a seu redor. Trata-se de uma metáfora dos mistérios que envolvem a presença do homem no mundo. Assim como a trilha de “Cama de gato”, a música de “De dentro” também foi composta especialmente para comentar a ação da peça, numa clara alusão às trilhas de desenhos animados.

         “A experiência com a linguagem da animação é o grande barato do espetáculo. Através das máscaras, do fio e do boneco, objetos que ganham vida em cena, convidamos o público a resgatar o lúdico, o lugar da brincadeira. É incrível como os adultos ficam encantados com o boneco. Ele não fala e nem os atores falam com ele. É só música e movimento. Acho que estamos carentes desse tipo de comunicação, mais silenciosa e intimista”, comenta o diretor do espetáculo.

         A temporada do espetáculo “2 Números” integra a programação Alexandre Boccanera do “Projeto Palco Portátil – 3ª edição”, patrocinado pelo Ministério da Cultura, Governo Federal, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura, Valid, Promon, Crase Sigma, KS Esporte Cultura e Lazer, Ancar Ivanhoe Shopping Centers, Servenco e Projectlab.                                             

EMOÇÃO CONSTRUIDA À BASE DE TÉCNICA E PRECISÃO

“A principal atração porém, é “De dentro”, em que o boneco sai de uma caixa para explorar o mundo e conhecer quem lhe dá vida – ou seja, seus manipuladores. O bom trabalho de pesquisa, a direção esperta de Alexandre Boccanera e a técnica apurada garantem que suas ações e reações, se aproximem, de forma comovente, do humano. Atenção aos atores que, bem coreografados, não ficam em segundo plano que seria de se esperar de quem manipula o boneco; sem disputar as luzes com o astro do espetáculo, dialogam com ele em silêncio, respondendo as suas estrepolias com expressões faciais e corporais. Com isso, a harmonia entre bonecos e atores é completa, e o resultado adorável.”

Jefersson Lessa – Jornal O Globo 2008

 

 

DIVERTIDA E LÚDICA MONTAGEM

“(…) a montagem dura apenas quarenta minutos, mas certamente encantará plateias de todas as idades. E tal encanto se deve, em parte, ao conteúdo das duas histórias, a primeira priorizando o lúdico e, a segunda, o potencial lírico, divertido e imprevisto, inerente a todo o processo de descoberta. Mas é claro que nada disso se materializaria em cena se não fosse tão poética e engraçada a direção de Alexandre Boccanera, e certamente irrepreensíveis as performances dos intérpretes.”

Lionel Fischer – Jornal Tribuna da Imprensa 2008

 

 

SOFISTICAÇÃO E SIMPLICIDADE PARA TODAS AS IDADES

“(…) Teatro Portátil parece se localizar neste panorama ao lado da cena cena de conceito mais experimental. A tomar pelo espetáculo apresentado no FIT, eles chegam informados por instrumentos diversos, que vão da própria tradição do boneco ao teatro físico, passando pelas artes plásticas, pela música e pela dança. Entretanto o que desperta o interesse não é exatamente o uso de meios tão diferentes, mas a síntese precisa que o grupo chega. Nela é possível notar a aplicação deste repertório em medidas calculadas e a favor de uma comunicação a um só tempo fluente e de grande empatia.”

Kil Abreu – FIT – Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto 2009

FICHA TÉCNICA

Direção: Alexandre Boccanera

Elenco: Julia Schaeffer, Guilherme Miranda, Ana Moura e Laura de Castro

Trilha sonora: Felipe Trotta

Boneco: Fernando Sant’anna

Máscaras: Marise Nogueira

Cenário: Mina Quental

Figurino: Carol Lobato

Iluminação: Aurélio de Simoni

Produção Executiva: Clarissa Quintieri

Realização: Cia Teatro Portátil

Produção: Boccanera Produções Artísticas

SERVIÇO

Espetáculo:  “2 Números”

Duração: 40 min

Classificação Indicativa: Livre

Local: Teatro Eva Herz – Livraria Cultura

Endereço: Rua Senador Dantas, 45 – Centro (Metrô: Estação Cinelândia)

Telefone: (21) 3916-2600

Temporada: 09 a 31 de outubro de 2015 (sextas e sábados)

Horário: 19:30h

Ingressos: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia).

Lotação: 178 lugares (4 para cadeirantes)

Bilheteria: de segunda a sábado, das 17h às 19:30h

Acesso para pessoas com deficiência

Magnitude – O show de comédia de Magno Navarro

Na próxima sexta-feira (09/10), às 20h, o Teatro Henriqueta Brieba recebe a estreia de “Magnitude – O show de comédia de Magno Navarro”. A peça, escrita e dirigida pelo ator e comediante, apresenta em sua essência o stand-up comedy, gênero que se firmou nos últimos anos no Brasil. De cara limpa, Magno apresenta temas do cotidiano de formas nunca antes vistas e histórias vividas pelo próprio contadas com seu humor ácido e refinado.

Com aproximadamente 75 minutos de duração, o espetáculo aborda temas atuais e de fácil identificação pelo público e em sua maioria interligados por piadas, tornando a experiência uma verdadeira viagem pelo texto, com muitas surpresas pelo caminho. O grande momento fica por conta do número musical que encerra o espetáculo com um dos maiores talentos de Magno: a imitação de famosos como Luan Santana, Silvio Santos, Dinho Ouro Preto, Mickey, entre muitos outros.

Magno Navarro é ator e comediante, tendo se apresentado em peças como nas duas montagens de “Só Pra Rir”, dirigida por Claudio Juarez, e “Amigos à Parte”, de Matheus Brito. Participou também do quadro “Tá Lento ou Tá Louco” do programa Tudo Pela Audiência do Multishow, divertindo com suas imitações os apresentadores Fábio Porchat e Tatá Werneck. No stand-up comedy, fez sua estreia em março deste ano, no Festival 10 anos do grupo Comédia em Pé, o maior do gênero do país.

 

Serviço

“Magnitude – O show de comédia de Magno Navarro”

Quando: Sextas de outubro, às 20H (09,16,23,30/10)

Onde: Teatro Henriqueta Brieba (Tijuca Tênis Clube) – Rua Conde de Bonfim, 451, Tijuca, Rio de Janeiro

Duração: 75min

Ingressos: R$40,00 inteira/ R$20,00 meia. Apresentando o panfleto da peça o ingresso sai a R$25,00

Juliette castigada (e Justine recompensada)

Como você reagiria se tivesse dormido por 230 anos e se deparasse com carros onde só se viam carruagens e cavalos? Impensável? Não para o dramaturgo Roberto Athayde, famoso pelo texto “Apareceu a Margarida”, que Marília Pêra levou aos palcos na década de 1970 e retomou nos anos 1990.

A peça “Juliette castigada (e Justine recompensada)”, escrita por ele em 2002, estreia no dia 7 de outubro, às quartas-feiras, quintas-feiras e sextas-feiras, no Teatro Maison de France, com direção e trilha sonora de Paula Sandroni, num projeto idealizado pela atriz Betina Pons, que integra o elenco ao lado de Alexandre Slaviero e Rosanne Mulholland.

Para escrever “Juliette castigada (e Justine recompensada)”, Roberto Athayde buscou inspiração na obra de Marquês de Sade, que, no século 18, se tornou figura única na literatura francesa por escancarar a crueldade com um radicalismo que nunca se havia atingido.

Desde que leu o texto pela primeira vez, em 2008, Betina Pons alimentava o sonho de montar a peça, cuja produção é a primeira da atriz, responsável, também, pela inscrição do projeto em leis de incentivo à cultura. “É a primeira vez que inscrevo um projeto próprio na lei. É minha primeira produção. Acreditei no texto.  É uma discussão filosófica dos valores do século XVIII com os valores atuais.Me aproximei do Roberto por causa da Juliette. Adoro comédia inteligente. Me sinto à vontade”, empolga-se Betina.

Já a diretora Paula Sandroni, que também participou de leituras de “Juliette castigada (e Justine recompensada)”, encantou-se pela modernidade do texto e pelo tema.  “O texto é bem comunicativo e superatual. Fala sobre os valores perdidos e a eterna guerra entre o bem e o mal, a virtude e o vício. É uma comédia intelectual”, derrama-se Paula.

O texto

A peça, ambientada em Paris, é uma comédia paradoxal que conta a história das irmãs Justine e Juliette – personagens criadas pelo Marquês de Sade para simbolizar o bem e o mal –, que dormiram durante 230 anos e acordaram em pleno século 21 assustadas e surpresas com as mudanças na vida cotidiana obtidas pelo progresso, e suas consequências, como a degradação humana. É como diz a personagem que representa o mal, Juliette, representada pela atriz Betina Pons: “ Nossas guerras, nossa guilhotina, até a nossa libertinagem do século 18, tudo isso foi café pequeno comparado aos horrores atuais.”

A personagem do bem, Justine (papel de Rosanne Mulholland), acorda primeiro e, ao sair pelas ruas da capital francesa, entra numa crise histérica diante do que vê e é ajudada por um jovem padre (interpretado por Alexandre Slaviero). Mas o próprio padre também está em crise. Ele perdeu a fé e é apresentado pela boa Justine à sua irmã Juliette, um demônio em figura de gente. As duas mulheres adaptam-se aos tempos modernos, cada uma à sua maneira. O padre larga a batina e se interessa por Justine, enquanto Juliette apronta novos crimes na modernidade e termina tendo que enfrentar a Justiça.

Se a Justiça anda a cavalo ou de avião, não importa. A questão é que a contradição entre valores de bem e mal, bondade e crueldade, é atual sempre. Assim como a questão merece sempre reflexão e análise. E apresentar esse paradoxo no teatro é muito eficiente quando se sabe usar as palavras e dar leveza e humor a sérios questionamentos. Nisso, Athayde é mestre! Ainda mais se conta com o empenho de uma atriz obstinada que correu atrás para produzir o espetáculo e a sensibilidade de uma diretora que se apaixonou pelo texto na primeira leitura.

Sobre o autor

Roberto Athayde é mais conhecido como o autor de “Apareceu a Margarida”, monólogo de uma tresloucada professora interpretada por Marília Pêra nos anos 1970. O texto já teve 48 produções só na língua alemã, mais de cinquenta na língua francesa, mais de trinta na inglesa, 14 na Grécia, somando cerca de 300 montagens. A peça foi encenada em mais de trinta países por atrizes do quilate de Annie Girardot (França, 1974), Estelle Parsons (EUA, 1977), Anna Proclemer (Itália,1975) e diretores tais como Aderbal Freire Filho (Rio de Janeiro, 1973), Jorge Lavelli (Paris 1974), Giorgio Albertazzi (Itália, 1975) e Michael Cacoyannis (Grécia, 1975), Athayde tem cultivado vários aspectos da criação literária, teatral e cinematográfica. Natural do Rio de Janeiro, Roberto estudou composição musical na Universidade de Michigan, nos Estados Unidos.

Livros publicados:

– “Apareceu a Margarida”, Editora Brasília, 1973.
– “O jardim da fada Mangana”, contos, 1974.
– “Madame Marguerite”, Avant Scène, Adaptação Jean-Loup Dabadie, Paris, 1974.
– “Madame Marguerite”, LibrairieThéâtrale, Adapatação Dabadie, Paris, 1975.
– “Mademoiselle Marguerite”, Canadá, 1976, adaptação Michel Tremblay.
–  “Miss Margarida’s Way”, Doubleday, New York, 1978.
– “Miss Margarida’s Way”, Book Club Edition, Nelson Doubleday Inc.
– “Miss Margarida’s Way”, Samuel French, New York, 1978.
– “O homem da Lagoa Santa”, Ed. Record, 1979, poesia.
– “Crime e impunidade e outras peças”, teatro, Ed. Record, l983.
– “Confissões do comissário de bordo Vladimir da Braniff”, romance, Ed. Record, 1989.
– “Carlota Rainha”, teatro, Ed. Agir, 1994.
– “Brasileiros em Manhattan”, romance, Topbooks, 1996.
– “O bicho carpinteiro”, juvenil, Ed. Global, 1998.
– “Jonathan’s Friend”, romance, XLibris, 1999.
– “Dom Miguel, Rei de Portugal”, Peça Teatral Histórica, Ed. Agir, 1998.
– “Abracadabrante”, ensaio, poesia, Ed. SansSouci, 2000.
– “As peças precoces”, teatro, Ed. Nova Fronteira, 2003.
– “A velha coroca”, infantil, Ed. Global, 2007.
– “O bandeirante de ferro”, biografia, Ed. Global, 2010.
– “O sonho de D. Bosco”, Ed. Planeta, 2011 (roteiro com Maria Letícia).

Direções teatrais:

– “Miss Margarida’s Way”, Toronto, l976 (com Marilyn Lightstone).
– “Miss Margarida’s Way”, São Francisco, American Conservatory Theater, l977 (com Michael Learned).
– “Miss Margarida’s Way”, Nova York, The Public Theater e, posteriormente, na Broadway, Ambassador Theater, l977 (com Estelle Parsons).
– “Happy New Year”, Réveillon, de Flávio Márcio, Nova York, l978 (La Mama).
– “Crime e impunidade”«CRIME E IMPUNIDADE», Rio, l984, Teatro Aurimar Rocha, com Felipe Camargo.
– “Praga de madrinha”, São Paulo, 1995, Teatro Mars.
– “O homem cordial”, Rio, 1997, Teatro do Planetário.

Outras peças encenadas:

– “Um visitante do alto”, direção de Aderbal Freire Filho, Teatro Gláucio Gil, Rio, 1974.
– “Manual de sobrevivência na selva”, direção de Aderbal Freire Filho, Teatro Gláucio Gil, Rio, 1974.
– “No fundo do sítio”, Orange TreeTheater, Richmond, Londres, l976.
– “Os desinibidos”, com Vera Fisher, direção de Aderbal Freire Filho, Teatro Clara Nunes, Rio, 1983.
– “Um lobo nada mau”, musical infanto-juvenil, com direção de Marília Pêra, Teatro Leblon 2009. 

Audiovisual:

– “Areias Sagradas”, curta-metragem com Marília Pêra e Jonas Torres(1983).
– “A brasilianista”, minissérie em seis episódios, TV Cultura (S.P.), 2000/01.
– “Pagliacci”, curta-metragem com Marcos Louzada.
– “Bali, o paraíso virou inferno”, documentário, com André Batsow.
– “Clara Sandroni, 20 anos de Carreira”, entrevista com a cantora.
– “Dinorah Marzullo, Matriarca de Uma Dinastia Teatral”, entrevista com a atriz.
– “Selva do Meu Desejo”, semidocumentário com Estelle 
Parsons e João Velho.

Tradução/Adaptação:

– “O mistério de Irma Vap”, com Marco Nanini e Ney Latorraca, direção Marília Pêra, Rio, 1986.
– “Palmas para o senhor diretor”, direção Marília Pêra, São Paulo, 1993.
– “O médico e o monstro”, com Ney Latorraca, direção de Marco Nanini, São Paulo, 1994.
– “Quase verdade”, de Tom Stoppard, direção de Dudu Sandroni, 2000.
– “Conduzindo Miss Daisy”, direção Bibi Ferreira, 2001, com NatháliaTimberg e Milton Gonçalves.

Sobre a idealizadora do projeto

Betina Pons é atriz, natural de Porto Alegre- RS. Estudou teatro com Olga Reverbel, e participou, por quatro anos, do grupo Show Musical Anchieta em Porto Alegre. Formada em rádio e TV, cursou tambémArtes Cênicas na UFRJ, e jornalismo na PUC. Iniciou em teatro no espetáculo musical “Sobre Um” sob a Direção Geral de Ney Matogrosso. Foi fundadora e atriz do Grupo teatral “O Nome”. Entre 2003 e 2004, participou como atriz convidada do Workshop de Dramaturgia Contemporânea, ministrado por Bosco Brasil, Lauro César Muniz e João Bethencourt. Na televisão, começou a atuar em novelas na Rede Globo em 2006. Entre elas, estão “O profeta”, “Pé na jaca”, “Sete pecados”, “Malhação”, “O astro” e no seriado “Guerra e Paz”.

Em 2011, apresentou a mostra “Faróis do Cinema” na Caixa Cultural. Participou do ciclo de Leituras em homenagem aos 40 anos de carreira do autor Roberto Athayde, no Teatro Serrador/RJ, direção Roberto Athayde, em novembro de 2012 e no mesmo ano, do ciclo de Leituras dramatizadas na Academia Brasileira de Letras sob a direção de Paula Sandroni com a peça “Os Ossos do Barão” de Jorge Andrade.

Sobre a diretora

Paula Sandroni é atriz e diretora, e Mestre em Artes Cênicas pela UNI-RIO. Começou a carreira em 1991 sendo fundadora do grupo Os F… Privilegiados, do qual é integrante até hoje. Foi assistente de direção de Antonio Abujamra em diversos espetáculos até 2003. Recebeu indicação ao Prêmio Shell de Melhor Direção de 2004 com a peça “Édipo Unplugged”, co-dirigida por João Fonseca. Em 2008 dirigiu a peça “De mim que tanto falam”, de Martha Medeiros, espetáculo que continuou carreira até 2010. Trabalhou como diretora assistente da dupla Charles Moeller e Claudio Botelho de 2001 até 2012, sendo muitas vezes atriz substituta de suas produções. Com a dupla foi diretora em diversos espetáculos, como “Ópera do Malandro”, “A noviça rebelde”, “Gypsy”, “Hair” e “Um violinista no telhado”. Trabalhou como diretora assistente de João Fonseca nos espetáculos “Rock in Rio”, “Cazuza” e “O grande circo místico”.

Atualmente, ensaia, como atriz, a peça “Electra”, com direção de João Fonseca. Seus últimos trabalhos como atriz em teatro foram: “Chacrinha, o musical”, (2014/2015), direção Andrucha Waddington, “As Três irmãs”, direção Morena Cattoni, (2014), “Os sapos”, texto e direção Renata Mizrahi, pelo qual recebeu o Prêmio FITA de Melhor Atriz Coadjuvante 2014. É atriz do filme “Não se pode viver sem amor”, de Jorge Duran (2010) e do curta “Os sapos”, dirigido por Clara Linhart.

Ficha técnica:

Elenco: Alexandre Slaviero, Betina Pons e Rosanne Mulholland

Autor: Roberto Athayde

Direção: Paula Sandroni

Direção de Movimento: Priscila Vidca

Designer de Luz: Daniela Sanches

Figurino: Anete Cota

Cenário: Nello Marrese

Trilha Musical: Paula Sandroni

Preparação Vocal: Veronica Machado

Projeto Gráfico: Guilherme Fernandes

Assessoria de imprensa: Sheila Gomes

Fotos: Marco Rodrigues

Direção de Produção: Ana Paula Abreu e Renata Blasi

Produção: Diálogo da Arte Produções Culturais

Realização: Pons Produções Artísticas

Serviço:

Teatro Maison de France – Av. Presidente Antônio Carlos, 58 – Centro

Tel.: 2544-2533

Estreia: 7 de outubro de 2015

Temporada: de 7 de outubro a 17 de dezembro de 2015

Dias e Horários: 7, 8, 14, 15, 16, 21, 22, 23, 28, 29 e 30 de outubro, 4, 5, 6, 12, 13, 19, 20, 26 e 27 de novembro, 2, 3, 4, 9, 10, 11, 16 e 17 de dezembro. Quartas-feiras, às 16h30 e 19h / Quintas e sextas-feiras, às 16h30

Duração da Peça: 60 minutos

Valor do Ingresso: R$40 (inteira) / R$20 (meia- entrada)

Classificação Indicativa: 12 anos

 

“Cinderela” no Henriqueta Brieba

A chegada de um telegrama, informando que o príncipe espanhol Dom Tinhorão de Garcia Macedo Y Peres chegaria em busca de uma noiva, causa um reboliço nas moças solteiras da cidade. As candidatas à princesa, Rosinha e Margaridinha, conhecidas como moças do pezão, são treinadas por sua mãe para fisgar o príncipe. Enquanto isso, a criada, Cinderela, sonha em ir ao baile para poder conhecer o príncipe, mas a coitadinha é vítima da madrasta que conspira para que este encontro nunca aconteça. É aí que a magia acontece e Cinderela talvez consiga realizar seu sonho.

Ficha Técnica

Direção: Claudio Juarez Elenco: Camilla Malaquias como Cinderela Ruan Calheiros como Madrasta Aline Daltro como Rosinha Julianna Firme como Margaridinha Mauro Soares como Simão Leitão Vinícius Sayão como João Jaca Yuri Tupper como Príncipe Murillo Bazilio como Primeiro Ministro Silvinha Moiella como Fada Isabella Santos como Ratinha 1 Ana Carolina Bittencourt como Ratinha 2 Clara Gavazza como Ratinha 3 Juan Vasconcellos como Arauto

Classificação Livre

Duração: 60 minutos

Gênero: Comédia Infantil

Produção: Ruan Calheiros

Cenário e Figurinos: Junto e Misturado Associados Teatrais e EAT – Escola de Artes Técnicas

Iluminação: Diana Cruz

Serviços

Datas: Sábados e Domingos às 15h De 03 à 18 de outubro

Ingressos: R$ 40,00 – Inteira R$ 20,00 – Meia e Filipeta

Local: Teatro Henriqueta Brieba – Tijuca Tênis Clube R. Conde de Bonfim, 451 – Tijuca – Rio de Janeiro – RJ – CEP: 20520-051 Tel: (21) 3294-9300

Musical “Kiss me, Kate” no Teatro Bradesco

Um dos maiores sucessos da Broadway, pela primeira vez no Brasil: KISS ME KATE, o Beijo da Megera é uma comédia musical com música e letras de Cole Porter. Com direção de Charles Möeller & Claudio Botelho, e José Mayer, Alessandra Verney, Chico Caruso, grande elenco e orquestra completam a montagem, que terá apresentações no Teatro Bradesco Rio, dias 24 e 25 de outubro.

Classificação: 12 anos

Duração: 135 minutos

SERVIÇO

KISS ME, KATE

Dia 24 a 25 de outubro

Teatro Bradesco Rio (Avenida das Américas, 3900 – loja 160 do Shopping VillageMall – Barra da Tijuca) http://www.teatrobradescorio.com.br

Datas Horários

24 de outubro, sábado 21h

25 de outubro, domingo 20h

INGRESSOS

Setor Valor

Frisas R$ 50,00

Balcão Nobre R$ 80,00

Camarote R$ 100,00

Plateia Alta R$ 120,00

Plateia Baixa R$ 150,00

“Godspell” agora no Imperator

Depois de levar multidões para o teatro com grandes sucessos como “Tim Maia – Vale tudo” e “Cazuza – Pro Dia Nascer Feliz”, o diretor João Fonseca encarou o desafio de comandar a adaptação de seu primeiro musical internacional. Ao lado de 10 alunos do CEFTEM (Centro de Estudos e Formação em Teatro Musical), com coordenação pedagógica de Reiner Tenente, João comanda a adaptação do clássico musical de Stephen Schwartz e John-Michael Tebelak, “Godspell”. E dessa vez o sucesso não foi diferente. Do trabalho final do curso de Prática de Montagem do CEFTEM, os direitos foram comprados e “Godspell” se profissionalizou, alcançando voos mais altos. Depois de uma temporada bem sucedida de público e crítica em Ipanema, o espetáculo estreia agora no Méier, no Imperator – Centro Cultural João Nogueira, de 2 a 18 de outubro.

O humor, música e poesia se fundem para dar vida a um dos mais emblemáticos musicais da Broadway. O espetáculo, que tem como base as parábolas do Evangelho de São Matheus, leva ao público as mensagens bíblicas de forma irreverente, através de um jogo teatral de comédia, música e poesia.  Um grupo de 12 pessoas, de diferentes perfis, têm seus caminhos cruzados por João Batista/ Judas (interpretados pelo mesmo ator) e por Jesus. Esse encontro transforma as ações e o olhar dos personagens para a vida.

Além de João Fonseca e Reiner Tenente, a montagem ainda conta com nomes conhecidos do teatro como Tony Lucchesi (de “Beatles Num Céu de Diamantes) na direção musical, coreografias de Victor Maia (de “The Book of MoRmon), e no elenco, Leo Bahia (de “Chacrinha – O Musical”), Vinicius Teixeira (de “Os Saltimbancos”), Lyv Ziese (de “Rock in Rio – O Musical”), Oscar Fabião (de “Cazuza – Pro dia Nascer Feliz, o Musical”), entre outros.

SERVIÇO:  Godspell

DATA:  02/10 até 18/10

LOCAL:  Teatro – IMPERATOR – CENTRO CULTURAL JOÃO NOGUEIRA

www.imperator.art.br

ENDEREÇO:  Rua Dias da Cruz, 170 – Méier

HORÁRIO:  Sextas e sábados: 21h

                    Domingos: 19h

INGRESSOS:  Balcão e plateia inferior :  R$ 30,00 (inteira) / R$ 15,00 (meia)

DURAÇÃO:  150 minutos

CLASSIFICAÇÃO:  Livre

VENDAS: INGRESSO.COM E BILHETERIA DA CASA

HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO DA BILHETERIA:  terças e quartas, das 13h às 20h; quintas e sextas, das 13h às 21h30; sábados, das 10h às 21h30; e domingos, das 10h às 19h30.

INFORMAÇÕES:  2597-3897 (das 9h às 12h/13h às 18h)

FORMA DE PAGAMENTO PARA O EVENTO:  dinheiro e cartões Dinners, Master (débito e crédito), Visa (débito e crédito) e Vale Cultura

Musical “O Beijo no Asfalto”

Incensado com o título de maior dramaturgo brasileiro, Nelson Rodrigues é também considerado um dos pais do teatro moderno, o homem que elevou a arte teatral a uma categoria superior e que revolucionou essa arte, quando seu “Vestido de Noiva” chegou aos palcos. Dono de um olhar profundo sobre a fragilidade da natureza humana, Nelson legou à posteridade uma série de clássicos, dos quais “O Beijo no Asfalto” é, sem dúvida, um dos maiores destaques. Lançado em 1960, o texto foi adaptado dezenas de vezes para o teatro e em duas versões cinematográficas. Agora, ao completar 55 anos, ele volta aos palcos em sua primeira versão musical.

A remontagem poderá ser conferida a partir de 9 de outubro, no Teatro SESC Ginástico, no Rio de Janeiro, curiosamente onde o espetáculo estreou sua primeira temporada nos palcos, em 1961. Para criar as canções, o ator e compositor Claudio Lins mergulhou durante quatro anos em uma extensa pesquisa sobre a sonoridade musical dos anos 60, período em que se passa a trama, buscando um resultado que soasse vintage, canções de estruturas contemporâneas, mas que mantém referências musicais da época. O resultado foi cerca de 20 canções, 15 das quais deverão estar no palco – executadas por uma banda ao vivo, com bases pré-gravadas que lembram o som dos rádios nos anos 60.

“Não foi um trabalho fácil, foi um tanto de inspiração e um muito de transpiração”  afirma Claudio, que garante que durante todo esse tempo jogou fora diversas canções que, depois de prontas, não se adequavam ao tema. Cauby Peixoto, Tito Madi, Vicente Celestino (um dos favoritos de Nelson), Orlando Dias, Roberto Silva, Nelson Gonçalves, Anísio Silva, todos eles foram fonte de inspiração. “Especialmente Dolores Duran, cujo universo se encaixa perfeitamente com os personagens de Nelson”, completa.  As novas músicas, aliás, serão intercaladas com trechos de algumas canções de época, cujas sonoridades ou temas são semelhantes.

A ideia de transformar Nelson em um espetáculo musical surgiu em 2009 durante a temporada de “Gota D’Água”, outro texto emblemático dos palcos brasileiros, que tinha direção de João Fonseca e a presença de Cláudio no elenco. “Eu tinha visto a montagem de “O Casamento”, também do Nelson, dirigida pelo João, e comentei com ele que, como ator, tinha o sonho de montar um espetáculo do Nelson. E aí ele sugeriu fazermos um musical. Minha primeira reação foi de dúvida, mas depois de algumas conversas eu já estava levantando a produção”, lembra Cláudio.

João Fonseca que já dirigiu quatro montagens de Nelson e tem nele seu ator favorito, considera o Beijo no Asfalto um texto redondo, e diz “que acrescentar músicas a uma peça pronta e tão consagrada é o maior desafio, mas um desafio prazeiroso e transformador. Será um novo Beijo no Asfalto, uma vez que as músicas irão trazer novas palavras aos personagens; será como se novas cenas fossem inseridas dentro da peça”.

Produzido por Claudio Lins e por Isabel Themudo, “O Beijo no Asfalto – O Musical” terá no elenco o próprio Claudio Lins, vivendo Arandir; Laila Garin como Selminha; Gracindo Júnior como Aprígio; Yasmin Gomlevsky como Dália; Claudio Tovar no papel do Delegado Cunha; e Thelmo Fernandes interpretando o jornalista Amado Ribeiro. Completam o elenco Jorge Maya, Janaina Azevedo, Ricardo Souzedo, Gabriel Stauffer, Pablo Áscoli, Juliane Bodini e Juliana Marins. Na ficha técnica, além de João Fonseca e Délia Fischer, estão Nello Marrese, que assina os cenários; Luis Paulo Nenén, a Iluminação; Claudio Tovar, os figurinos; e Sueli Guerra na Direção de Movimento, entre outros.

 

O Beijo – Sinopse

Praça da Bandeira, Rio de Janeiro, uma tarde no início da década de 60. Um homem na calçada perde o equilíbrio e cai na frente de uma lotação, que o atira longe. A primeira pessoa a socorrê-lo é Arandir. Ao se debruçar sobre o moribundo, este pede um último desejo: um beijo. Arandir o beija. E logo depois o rapaz morre.

O episódio é presenciado por Aprígio, sogro de Arandir e pelo jornalista Amado Ribeiro. O astuto repórter policial do jornal Última Hora vislumbra no acontecimento a possibilidade de estampar na primeira página do dia seguinte uma história de manchete bombástica: O BEIJO NO ASFALTO. Para isso, convence o delegado Cunha a ajudá-lo na coação de testemunhas e na comprovação de fatos que pouco terão a ver com a realidade. O que importa é vender jornal.

E assim, os dias subsequentes se tornam um inferno na vida do pacato Arandir, um funcionário de escritório recém-casado com a sonhadora Selminha. Namorados desde a infância, os dois moram ainda com a irmã mais nova de Selminha, Dália, e recebem sempre a visita do pai das meninas, Aprígio. Levam uma vida morna e feliz de uma família de subúrbio carioca.

Mas a partir da reportagem de capa no Última Hora, a masculinidade de Arandir é posta a prova publicamente. Os fatos se confundem com uma ficção rocambolesca e Arandir passa a sofrer com a maledicência moral que vem de todos os lados – da imprensa, da polícia, da vizinhança, dos colegas de trabalho. Até chegar ao ponto da própria família passar a acreditar mais no jornal do que nele.

 

 

A peça

A peça “O Beijo no Asfalto” foi escrita em 1960, por um autor maduro. Nelson Rodrigues tinha 47 anos e era seu 13° texto teatral. Além do mais, há cerca de uma década escrevia diariamente a coluna “A Vida Como Ela É” no jornal Última Hora, experiência enriquecedora na construção de tramas e personagens. Seu domínio era tanto que, segundo ele próprio, demorou apenas 21 dias para escrever a peça. Era uma encomenda feita pela atriz Fernanda Montenegro para sua companhia, a Sociedade Teatro dos Sete. A peça estreou no dia 07 de julho de 1961, com direção de Fernando Torres e cenários de Gianni Rato. No elenco, além de Fernanda, estavam Oswaldo Loureiro, Sérgio Britto, Mario Lago, Ítalo Rossi, Francisco Cuoco e Suely Franco, entre outros.

Desde então a peça teve inúmeras montagens e duas adaptações para o cinema. A primeira em 1963, com direção de Flávio Tambellini, tinha Reginaldo Farias, Norma Blum, Xandó Batista e Jorge Dória nos papeis principais. A segunda em 1981, com direção de Bruno Barreto, era estrelada por Ney Latorraca, Christiane Torloni, Tarcísio Meira, Daniel Filho e Lídia Brondi. O Beijo no Asfalto também foi adaptada para os quadrinhos, através do trabalho de Arnaldo Branco e Gabriel Góes.

Apesar dos percalços e de muita polêmica, a primeira montagem de O Beijo no Asfalto acabou se tornando o maior sucesso de Nelson Rodrigues até então. Ao todo foram sete meses em cartaz, com duas temporadas no Rio de Janeiro (Teatros Ginástico e Maison de France) e viagens pelo sul do país. O sucesso só não foi maior devido à renúncia de Jânio Quadros, quando a peça completava cerca de um mês e meio de temporada. Obviamente, o fato fez o Brasil parar por quase 10 dias, ficando à beira de uma guerra civil.

E não foi um sucesso tranquilo. Mesmo sem ter nenhum palavrão (aliás, nenhuma das peças de Nelson contém palavrões), muitos espectadores se sentiram ultrajados com a montagem. O que fez com que o próprio autor fosse para o saguão do teatro para interpelar os espectadores que saiam no meio do espetáculo. Quase sempre, convencendo-os a voltar.

A história de “O Beijo no Asfalto” é baseada em fatos reais ocorridos na época. O repórter Pereira Rego, do jornal O Globo, foi atropelado por um arrasta-sandália (espécie de ônibus antigo) e antes de morrer pediu um beijo para uma jovem que tentava socorrê-lo. A personagem do repórter policial Amado Ribeiro também existiu, e era colega de Nelson na redação do Última Hora. Aliás, Nelson gostava de colocar seus colegas como personagens de suas crônicas. Já tinha usado o próprio Amado Ribeiro como personagem no livro “Asfalto Selvagem ou Engraçadinha”.

 

Elenco

Arandir – CLAUDIO LINS                                     Selminha – LAILA GARIN

Dália – YASMIN GOMLEVSKY                           Amado Ribeiro –  THELMO FERNANDES

Cunha – CLAUDIO TOVAR                                 Aruba – JORGE MAYA

D. Mathilde – JANAÏNA AZEVEDO                    Werneck – GABRIEL STAUFFER

Morto –  PABLO ÁSCOLI                                     Pimentel  – RICARDO SOUZEDO

Viúva –  JULIANE BODINI                                   D. Judith – JULIANA MARINS

Ator convidado :  GRACINDO JR. como Aprígio

 

Ficha técnica:

Direção Geral : JOÃO FONSECA

Trilha Original : CLAUDIO LINS

Direção Musical : DÉLIA FISCHER

Figurinos : CLAUDIO TOVAR

Cenário : NELLO MARRESE

Iluminação : LUIS PAULO NENÉN

Direção de Movimento: SUELI GUERRA

Engenheiro de Som: CARLOS ESTEVES

Assistente de direção: LUCAS MASSANO

Assistente de Figurino: THIAGO DETOFOL

Assistente de Cenografia: LORENA LIMA

Programações Eletrônicas e Orquestrações : HEBERTH SOUZA

Pianista Regente e Assistente Direção Musical : EVELYNE GARCIA

Arranjos Vocais: AUGUSTO ORDINE

Preparação Vocal: JANAÍNA AZEVEDO

Assessoria de Imprensa : HORÁCIO BRANDÃO  e ALEX DAYRELL – Midiorama

Designer Gráfico: LEO STORCH

Marketing/ apoios: GHEU TIBÉRIO

Produção Executiva : ANA BEATRIZ FIGUERAS

Produtora assistente: TAIANA STORQUE

Direção de Produção : ISABEL THEMUDO

IDEALIZAÇÃO : CLAUDIO LINS

 

Serviço

Data: de 09/10/2015 a  08/11/2015

  • De quinta a sábado, às 19h
  • Domingo, às 18h

Local: Teatro Sesc Ginástico (Avenida Graça Aranha, 187 – Centro, Rio de Janeiro – RJ)

Ingressos:

  • Inteira – R$ 20,00
  • Meia-entrada – R$ 10,00
  • Comerciário – R$ 5,00

Data: de 12/11/2015 a 20/12/2015

  • De quinta a sábado, às 21h
  • Domingo, às 20h

Local: Teatro das Artes (Rua Marquês de São Vicente, 52 -2º piso – Shopping da Gávea , Rio de Janeiro – RJ)

Ingressos:

Quintas e sextas:

  • Inteira – R$ 80,00
  • Meia-entrada – R$ 40,00 às quintas e sextas

Sábados e domingos:

  • Inteira – R$ 90,00
  • Meia-entrada – R$ 45,00

 

Já assistimos!

“A Hora da Estrela” no Cândido Mendes

‘A Hora da Estrela’, espetáculo teatral inspirado na obra homônima da escritora Clarice Lispector, autora que recentemente se tornou reconhecida mundialmente, será encenado no Teatro Cândido Mendes em Ipanema, do dia 16 de setembro a 29 de outubro, com sessões quartas e quintas, às 21h. A montagem, adaptada e dirigida por Érico José, é fruto da parceria entre o Coletivo Livre de Espetáculos (BA) e a Cia de Teatro Cordão Encarnado (RJ), que tomaram como base para a encenação a técnica das máscaras cênicas, desde a composição das personagens que passeiam pelo mundo de Macabéa, a protagonista da obra, até a visualidade e sonoridade da peça.

As máscaras confeccionadas por Flávia Lopes e Marise Nogueira, não só afetam a forma de atuação do espetáculo, mas todos os seus elementos, tanto os visuais como os sonoros, criando uma atmosfera lúdica e, ao mesmo tempo, profunda sobre as relações humanas e sociais de um Brasil dividido em muitos.

A atriz Joelma Di Paula, pernambucana radicada no Rio de Janeiro, vive Macabéa, desde sua infância no Nordeste até sua peregrinação para o Sudeste, e para cada momento de sua vida, a máscara marcará a passagem do tempo e as relações estabelecidas entre ela e os demais personagens que cruzam sua história. O ator carioca Angelo Mayerhofer dá vida aos demais personagens, tanto os masculinos quanto os femininos, se utilizando também de máscaras. Durante o processo de criação, os atores fizeram uma imersão pelo Nordeste durante 22 dias, e visitaram a cidade de origem de alguns personagens.

Assim como na escrita da autora, o espetáculo percorrerá de forma não cronológica a vida desta nordestina perdida na cidade maravilhosa e dentro de si mesma, através do recurso do flashback e da narração simultânea, alternando momentos de texto vocal com situações de carga visual e poética.

O cenário de Renata Cardoso explora a mudança ágil de objetos sobrepostos a um biombo-suporte que se transforma em vários ambientes da trama, como o quarto do cortiço onde Macabéa mora, o escritório onde trabalha, a praça, a casa da tia em Alagoas, o apartamento de Glória, a casa da cartomante, etc.  Sombras também são usadas como recurso narrativo, tendo o biombo como tela para as personagens mais simbólicas de  Clarice, como o tocador de violino, por exemplo.

A iluminação, assinada por Aurélio de Simoni, faz uma alternância entre intimista e aberta, a partir da situação e do ambiente solicitado no desenrolar das ações e dos encontros das personagens. A trilha sonora, criada por Dj Dolores com a concepção de Érico José, segue a mesma linha e acompanha a transformação dos atores em cena.

“Dentre outros textos sugeridos pelo diretor Érico José, escolhi A Hora da Estrela, porque depois de ler o livro, não tive mais escolha, a Macabéa é tão real em suas contradições e complexidade, que é um desafio para qualquer ator. E como nordestina já senti tão fortemente essa sensação de “perdição na cidade grande” tão bem colocada por Clarice, que é como se eu tivesse sido convocada a contar essa história, que é a história de muitos de nós. Quem nunca se sentiu Macabéa na vida?”,indaga a atriz.

 

Sinopse

A HORA DA ESTRELA

A Hora da Estrela é também uma despedida de Clarice Lispector. Lançada pouco antes de sua morte em 1977, a obra conta os momentos de criação do escritor Rodrigo S. M. (a própria Clarice) narrando a história de Macabéa, uma alagoana órfã, virgem e solitária, criada por uma tia tirana, que a leva para o Rio de Janeiro, onde trabalha como datilógrafa. Na cidade grande ela se depara com um universo de personagens que a subjugam e a maltrata são eles: o patrão, a Glória (amiga do trabalho), Olímpico, (namorado), a tia (em flashbacks) e a cartomante. Em A hora da estrela Clarice escreve sabendo que a morte está próxima e põe um pouco de si nas personagens Rodrigo e Macabéa. Ele, um escritor à espera da morte; ela, uma solitária que gosta de ouvir a Rádio Relógio e que passou a infância no Nordeste, como Clarice.  A despedida de Clarice é uma obra instigante e inovadora. Como diz o personagem Rodrigo, estou escrevendo na hora mesma em que sou lido. É Clarice contando uma história e, ao mesmo tempo, revelando ao leitor seu processo de criação e sua angústia diante da vida e da morte.

 

Serviço

Temporada: 16 de setembro a 29 de outubro

Dia hora: quartas e quintas-feiras, às 21h

Onde: Teatro Cândido Mendes

Endereço: Rua Joana Angélica, 63 – Ipanema

Fone: (21)2523-3663

Capacidade: 103 lugares

Ingresso: R$40 (inteira) R$20 (meia)

Bilheteria do Teatro:  A partir das 14h (sex a dom.)

Facebook: A Hora da Estrela – Cia Cordão Encarnado RJ e COLE BA

Telefones produção: 21 991015215 e 21 997168514

Faixa etária: 12 anos

Duração: 1h15min

 Ficha técnica:

Texto: Clarice Lispector

Gênero: tragicomédia

Adaptação, encenação e concepção da trilha sonora: Érico José

Elenco: Angelo Mayerhofer e Joelma Di Paula

Narração: Ernandes Cardoso

Direção de arte: Renata Cardoso (cenário,figurino e adereços)

Iluminação: Aurélio de Simoni

Colaboração artística: Jacyan Castilho

Músicas: Dj Dolores

Confecção de Máscaras: Flávia Lopes e Marise Nogueira

Preparação para atuação com Máscaras: Flávia Lopes

Foto divulgação: Vinícius Mochizuki

Designer de Projeto: Alexei Potenkim

Programação Visual: Ricardo Rocha

Confecção de adereços: Ymanuel Duart

Cenotécnico: Moisés Cupertino

Costureira: Jane Travassos

Assessoria de imprensa: Lyvia Rodrigues / agência Aquela Que Divulga

Já conferimos o espetáculo, dê uma olhada!

Espetáculo “Batuque Contemporâneo” no Dança Gamboa

O espetáculo “Batuque Contemporâneo”, da Cia da Ideia, integra a programação da 3ª edição do Dança Gamboa, que acontece na região portuária do Rio. A montagem desenvolve diversas expressões artísticas a partir das técnicas de view points e improvisação. A união dessas linguagens dialoga tanto com a sensibilidade do corpo, quanto com a sonoridade explorada. A apresentação acontecerá nos dias 3 e 4 de outubro, sábado e domingo, no Galpão Gamboa. Os ingressos variam entre R$ 20 (inteira), R$ 10 (meia-entrada) e R$ 5 (moradores da região).

A montagem é uma cocriação da coreógrafa e bailarina carioca, Sueli Guerra, diretora da Cia da Ideia, com o músico Guga Machado. O CD solo “Mafagafo Jazz”, lançado em 2012 por Guga, serviu de inspiração para a criação do espetáculo, no qual os instrumentos Hang Drum, Kalimba, Mrdanga, Derbak e Djembê são usados para produzir música popular. O diferencial da performance é a união das expressões que envolvem o corpo, dança e música em um processo de experimentação constante. Assim, “Batuque Contemporâneo” sai do senso comum de coreografar a partir de uma música ou musicar a partir de uma coreografia.

Projeto do Galpão Gamboa, a mostra Dança Gamboa vai até o dia 1º de novembro apresentando grandes companhias e artistas de destaque na dança contemporânea nacional. Com curadoria de Marcia Rubin e Cesar Augusto, o projeto a cada ano amplia suas possibilidades e já tem a quarta edição garantida em 2016.

FICHA TÉCNICA:
Realização: Cia da Ideia
Direção artística: Sueli Guerra e Guga Machado
Coreografia: Sueli Guerra
Coreógrafo assistente: Edney D’Conti
Direção musical: Guga Machado
Intérpretes criadores: Carlos Magno, Edney D’Conti, Glaucia Leite, Guga Machado, Olivia Vivone, Silvana Didonet e Sueli Guerra
Iluminação: Francisco Rocha
Figurino: Marden Junior e Cia da Ideia
Foto e vídeos: Thomas Breit
Equipe de produção: Fabrício Polido e Aline Carrocino
Direção de produção: Cacau Gondomar

Serviço:
“Batuque Contemporâneo”
Datas: 3 e 4 de setembro
Local: Galpão Gamboa
Endereço: Rua da Gamboa, 279 – Centro – RJ
Horários: Sábado (21h) e domingo (20h)
Ingressos: R$20 (inteira) / R$10 (meia-entrada) / R$5 (moradores da região com comprovante)
Duração: 60 minutos
Classificação etária: livre
Capacidade: 80 lugares
Bilheteria: Terça a sexta: das 13h às 18h. Sábado e domingo: 1 hora antes do espetáculo.

Infantil “Batuquinho” no Galpão Gamboa

A interação das crianças nas apresentações do espetáculo “Batuque Contemporâneo”, da Cia da Ideia, despertou o desejo do grupo de criar uma versão infantil da peça. Assim, nasceu “Batuquinho”, uma montagem voltada especialmente para esse público. A mostra Dança Gamboa, em sua 3ª edição, apresentará duas sessões do “Batuquinho” nos dias 3 e 4/10, às 16h, no Galpão Gamboa. A classificação é livre e os ingressos variam entre R$10 (inteira), R$ 5 (meia- entrada) e R$2 (moradores da zona portuária).

Nessa versão, uma seleção de cenas coreográficas surgem sob o olhar de um novo personagem chamado Antônio, que vive sua jornada de descoberta dos ritmos e dos batuques. Desde a gestação, embalado pela batida do coração, passando pela suavidade dos acalantos, até o contato do menino com os ritmos da vida, Antônio busca achar o seu lugar no mundo.

Com roteiro e supervisão cênica de José Mauro Brant, o espetáculo terá imagens projetadas no palco, o que o aproxima do universo infantil, fazendo de “Batuquinho” uma oportuna e encantadora introdução à dança contemporânea e aos ritmos. O Dança Gamboa vai até o dia 1º de novembro, convidando para o palco do Galpão Gamboa grandes companhias e artistas do cenário atual da dança.

FICHA TÉCNICA
Direção artística: Sueli Guerra e Guga Machado
Coreografia: Sueli Guerra
Direção musical: Guga Machado
Direção musical: Guga Machado
Roteiro e supervisão cênica: José Mauro Brant
Intérpretes criadores: Carlos Magno, Edney D’Conti, Gláucia Leite, Guga Machado, Mery Horta, Olivia Vivone, Sueli Guerra e
Antônio Guerra
Iluminação: Francisco Rocha
Figurino: Marcelina Álvares
Assistente de produção: Silvana Didonet
Produção executiva: Aline Carrocino
Direção de produção: Bia Gondomar

Serviço:
“Batuquinho”
Datas: 3 e 4 de outubro
Local: Galpão Gamboa
Endereço: Rua da Gamboa, 279 – Centro – RJ
Horários: 16h
Ingressos: R$10 (inteira) / R$5 (meia-entrada) / R$2 (moradores da região com comprovante)
Duração: 50 minutos
Classificação etária: livre
Capacidade: 80 lugares
Bilheteria: Terça a sexta: das 13h às 18h. Sábado e domingo: 1 hora antes do espetáculo.

“O Copo” na Arena Jovelina Pérola Negra

A Arena Jovelina Pérola Negra, na Pavuna, recebe a peça “O Copo”, da Cia Nove de Ouros, no dia 27/09, às 18h. Na montagem, três personagens vivem a mesma sensação de aprisionamento, solidão e estagnação. Os ingressos custam R$10 (inteira) e R$5 (meia-entrada). A classificação é de 12 anos.

No início do ano, o núcleo de estudos e pesquisas da Cia Nove de Ouros começou a mergulhar no projeto que deu origem ao espetáculo “O Copo”, focado na expressão das emoções humanas e nos desdobramentos a partir delas. Os personagens da peça não possuem nome ou gênero definido, dando a cada pessoa que interage com eles a capacidade de escolher quem é aquele ser que se apresenta ali. “O Copo” fala sobre sentimentos reprimidos e a obrigação de se estar sempre no controle.

 

Ficha técnica:
Direção: Nathan Braga
Dramaturgia: Ludmylla Reis
Produção Executiva: Nathan Braga e Thiago Saraiva
Elenco: Gabriela Sánchez, Wand Treice e Ludmylla Reis
Figurino e Cenografia: Nathan Braga
Iluminação e Sonoplastia: Ludmylla Reis
Comunicação Visual: Thiago Saraiva
Fotos: Igor Amorim e Kepler Jofre
Serviço:
“O Copo”
Dia: 27/09 (domingo), às 18h
Local: Arena Jovelina Pérola Negra
Endereço: Praça Ênio, s/n, Pavuna
Tel: (21) 2886-3889
Ingresso: R$10 (inteira) e R$5 (meia-entrada)
Classificação: 12 anos
A Arena possui acesso para deficientes físicos e estacionamento gratuito

“6 modelos para jogar” no Espaço Sesc

Colaboradores de longa data, o diretor teatral Alex Cassal e a coreógrafa Dani Lima tiveram há dois anos uma ideia: um processo criativo que aglutinaria artistas de diferentes perfis, desafiando-os a construir um espetáculo imprevisível e, ao mesmo tempo, coletivo – como um jogo. Após ser apresentado na Mostra Rumos Itaú Cultural, em São Paulo, “6 modelos para jogar” estreia no Espaço Sesc, no Rio de Janeiro, no dia 1º de outubro. A temporada será até 25 de outubro, de quinta a domingo.

A primeira inspiração veio da obra do escritor argentino Julio Cortázar, especialmente no livro “O Jogo da Amarelinha”, que mistura técnicas formais de vanguarda e elementos da cultura de massas em capítulos que podem ser lido em diferentes ordens. “O perfil aventureiro e experimental do Cortázar, que explodia a linguagem e a narrativa de todas as maneiras possíveis, teve muita influência na minha geração. A ideia da linguagem como um jogo que nos coloca diante do outro e testa as possibilidades de encontrar-se e perder-se”, explica Alex Cassal. “Foi a partir daí que Dani Lima e eu começamos a reunir outros artistas para integrar a proposta: no desejo de explorar coletivamente lugares cênicos ainda não mapeados”, completa.

Os idealizadores então convidaram os coreógrafos e diretores Denise Stutz (MG), Cristian Duarte (SP) e Márcio Abreu (PR) para dividirem a direção projeto. E cada diretor convidou intérpretes oriundos da dança, do teatro e da performance, que também participariam da criação. Cristian convidou a dançarina Júlia Rocha (SP); Denise o ator e bailarino Fábio Osório (BA); Marcio o bailarino Francisco Thiago (CE); e Alex e Dani o ator, bailarino e coreógrafo Renato Linhares (RS). Babi Fontana uniu-se ao grupo como assistente de direção, acompanhando todo o processo.

Em abril deste ano, a equipe se reuniu durante oito dias tendo como ponto de partida a obra de Cortázar. Cada diretor tinha a tarefa de encontrar suas próprias estratégias para falar de assuntos em comum – acaso, relação com o outro, sensação de começar algo novo, como estar pela primeira vez diante de um desconhecido. “Tivemos que inventar perguntas e jogos para criar intimidade entre nós, dentro da estrutura fragmentada que tínhamos. Como essa particularidade do projeto – um grupo de pessoas de lugares distintos juntas por um período enxuto de tempo – poderia estar expressa no processo e na dramaturgia? Qual seria a regra que daria conta de organizar cada cena e a multiplicidade de olhares num todo?”, destaca Dani Lima.

Nas etapas seguintes, cada diretor criou um pedaço de um espetáculo que só conheceriam por inteiro a poucos dias da estreia. E a cada três semanas, os intérpretes trocavam de diretor mantendo a mesma entrega a novas propostas. Alguns materiais eram modificados ou desenvolvidos pelo diretor seguinte; tornavam-se cenas, jogos, solos e sequências. Antes da estreia em São Paulo, todos os diretores se encontraram para verem o resultado do processo e perceberam que não havia ali um espetáculo composto de materiais diferentes, mas sim diversas peças que, em comum, tinham o desejo de convidar o espectador a habitá-las. Seis versões de um mesmo espetáculo – ou seis modelos.

A criação partiu da obra de Cortázar, no entanto, não é baseada na mesma. O público não encontrará citações ou os personagens do autor. “Pelo menos não como personagens dentro de uma narrativa, no sentido literário ou dramatúrgico”, esclarece Cassal. “Não

queremos transpor o livro para outro formato, o da cena. Cortázar funciona aqui como uma peça de um jogo”, conclui.

Na temporada de quatro semanas no Espaço Sesc, os espectadores poderão assistir e comparar estes diversos modelos. Há materiais que se repetem em todos, mas são realizados de maneiras distintas; os que aparecem apenas em um ou outro modelo. Em todos está presente a ideia de jogo com a linguagem, a cena e com o próprio espectador; um jogo em que tudo e todos podem mudar de lugar. “Queremos uma narrativa aberta, uma obra que possibilite a interferência ou a participação do público, assim como Cortázar fez em seus jogos literários”, destaca Cassal.

Os quatro intérpretes estarão em cena em todos os espetáculos. Na estreia, no dia 1º de outubro, o público poderá assistir à direção de Alex Cassal, que será apresentada novamente no dia 15. A direção de Denise Stutz poderá ser vista nos dias 2, 8 e 23; Cristian Duarte nos dias 3, 17 e 18; Marcio Abreu nos dias 4, 11 e 18; Dani Lima nos dias 10 e 25; e o sexto modelo – a versão dos próprios intérpretes em direção coletiva com Babi Fontana, nos dias 9, 16 e 22 de outubro.

O projeto “6 modelos para jogar” é viabilizado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura e Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro, tem patrocínio Oi, apoio cultural Oi Futuro, apoio Programa Rumos Itaú Cultural, realização Sesc e Ministério da Cultura.

OFICINA

Babi Fontana, Júlia Rocha, Fábio Osório, Francisco Thiago e Renato Linhares promoverão a oficina “O processo criativo – 6 modelos para jogar”, nos dias 2, 9, 16 e 23 de outubro, de 10h às 13h, no Espaço Sesc, voltada para estudantes, profissionais e interessados em teatro, dança e performance. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas através do e-mail: espacosesc.faleconosco@sescrio.org.br.

OS IDEALIZADORES

Alex Cassal é diretor, dramaturgo, ator e historiador. Vive entre o Rio de Janeiro e Lisboa. É fundador do grupo Foguetes Maravilha, responsável por espetáculos como “Ele precisa começar” e “Ninguém falou que seria fácil”. Já trabalhou com artistas como Enrique Diaz, Ricardo Chacal, Michelle Moura e Alice Ripoll. Desde 2009, colabora com o grupo português Mundo Perfeito, em projetos como “Hotel Lutécia” e “Mundo Maravilha”.

Dani Lima é performer e coreógrafa. Foi fundadora e integrante da Intrépida Trupe. Com a Cia. Dani Lima realizou espetáculos como “Vaidade”, “Falam as partes do todo?”, “100 gestos” e “Pequena coleção de todas as coisas”. Já colaborou com coreógrafos como Lia Rodrigues, Denise Stutz, Gustavo Ciríaco, os artistas visuais Tatiana Grinberg, João Modé, os diretores teatrais Christiane Jatahy, Michel Melamed e Felipe Rocha, entre outros.

Cristian Duarte é coreógrafo e bailarino, graduado na P.A.R.T.S. (Performing Arts, Research and Training Studios), escola dirigida pela coreógrafa Anne Teresa de Keersmaeker (Bélgica). Criou espetáculos como “Hot 100 – The Hot One Hundred Choreographers”, “Biomashup” e “Médelei”, tendo participado de festivais em diversos países como Áustria, Holanda, Bélgica, França, Portugal e Singapura.

Denise Stutz é uma das fundadoras do Grupo Corpo. Trabalhou com a coreógrafa Lia Rodrigues e desde 2003 desenvolve seu próprio trabalho solo, apresentando-se em diversas cidades no Brasil, na Europa, África e Austrália. Trabalhou com Luiz Fernando Carvalho, diretor da TV Globo, criando as coreografias e a direção de movimento da

minissérie “Capitu”.

Marcio Abreu é dramaturgo, diretor e ator. Criou e integra a Companhia Brasileira de Teatro, sediada em Curitiba. Entre seus trabalhos recentes estão “Vida”, “Isso te interessa?”, “Esta Criança” e “Krum”. Recebeu inúmeros prêmios e indicações. Entre eles o prêmio Bravo!, Shell, APCA, APTR e Questão de Crítica. Foi escolhido pelo jornal Folha de São Paulo como personalidade teatral do ano, em 2012.

FICHA TÉCNICA

Idealização: Alex Cassal e Dani Lima

Criação:
Alex Cassal, Babi Fontana, Cristian Duarte, Dani Lima, Denise Stutz, Fábio Osório Monteiro, Francisco Thiago Cavalcanti, Júlia Rocha, Márcio Abreu e Renato Linhares

Direção: Alex Cassal, Cristian Duarte, Dani Lima, Denise Stutz e Márcio Abreu

Atuação:
Júlia Rocha, Fábio Osório Monteiro, Francisco Thiago Cavalcanti e Renato Linhares

Assistência de direção: Babi Fontana

Desenho de luz: Tomás Ribas

Operação de luz: Sandro Leite

Arranjo da música final: Felipe Rocha

Composição música narirurá: Gisele Nogueira

Fotos: Renato Mangolin

Mídia Web: Rafael Medeiros

Programação visual: Daniel Kucera

Produção executiva: Fábio Osório Monteiro

Assistência de produção: Fernanda Campos

Direção de produção: Michelli Giovanelli

Realização: Astronauta Produções Artísticas

http://www.6modelosparajogar.tumblr.com

 

SERVIÇO

“6 Modelos Para Jogar”

Espaço Sesc – Sala Multiuso (Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana)

De 1 a 25 de outubro

Informações: 2547-0156

Horários: Quinta a sábado às 19h. Domingo, às 18h.

Capacidade: 60 pessoas.

Valor: R$ 5 (associados Sesc), R$ 10 (meia-entrada) e R$ 20 (inteira).

Funcionamento Bilheteria: terça a domingo, 15h às 21h.

Ingressos antecipados no local.

Pagamento somente em dinheiro.

Classificação: 14 anos

Duração: 75 minutos

Realização: Sesc

Visitas Mediadas em Libras no CCBB

Sábado, dia 26 de setembro é o DIA NACIONAL DO SURDO e para reafirmar a importância dessa data, o CCBB Educativo estreia mais uma atividade direcionada especialmente para esse público: Visitas Teatralizadas em Libras.

Sempre atento a inclusão, desde 2002, o programa educativo do CCBB desenvolve atividades exclusivas para grupos de acessibilidade e hoje conta com um Grupo de Pesquisa para promover ações que atendam a todos o públicos frequentadores.

Com educadores fluentes em Libras, as Visitas contam histórias relacionadas aos espaços do CCBB Rio.

Visitas Mediadas em Libras

O BANQUEIRO (educador Guilherme Borges)

25, 26 e 27 de setembro às 14h

Ponto de encontro: Programa Educativo 1º andar

Um banqueiro percorre as exposições permanentes “Galeria de Valores” e “O Banco do Brasil e sua história” localizadas no quarto andar do prédio do CCBB contando histórias sobre a criação do Banco do Brasil em 1808 por D.João VI;  a 4º sede do banco localizada na rua 1º de março, 66, atual CCBB e sobre os diversos formatos, tamanhos e funções do dinheiro de acordo com cada época e cada cultura.

Área visitada: Hall dos elevadores (4ºandar); Galeria de Valores; Museu da História do Banco do Brasil.

DEUSA DA MEMÓRIA: MNEMOSINE (educadora Fabiana Martelotte)

25, 26 e 27 de setembro às 14h

Ponto de encontro: Programa Educativo 1º andar

A deusa da memória recebe os visitantes do CCBB no 1º andar e os convida à uma visita ao prédio sob a ótica da mitologia grega. A deusa cria paralelos entre os elementos arquitetônicos e qualidades de mitos gregos, criando assim memórias lúdicas a partir de uma nova maneira de experimentação do espaço.

Área Visitada: Térreo, Biblioteca e Rotunda do 2° andar.

 

“Discovery Kids em ação!” no Shopping Metropolitano Barra

A partir 10 de setembro, o Shopping Metropolitano Barra recebe o Discovery Kids em ação! – evento temático do canal Discovery Kids que estreia no Rio de Janeiro e permanece na cidade até 25 de setembro.

Inspirado no mundo dos esportes, o evento estimula a criançada a participar de exercícios e a entender a importância da atividade física para uma vida saudável.

O circuito lembra um ginásio olímpico composto por quatro áreas com atividades que exigirão concentração, fôlego, agilidade e disposição dos participantes.

As atividades, inspiradas em Doki e sua turma, incluirão: chute ao gol, corrida com obstáculos, cama de gato com elásticos e escalada. O circuito termina no tobogã e piscina de bolinhas.

Ação, movimento e diversão não faltam e, no fim, todos saem vencedores!

Na saída do evento, durante as quartas, sextas e sábados também será possível tirar fotos com o personagem Doki. O ingresso para sessão de fotos é limitado e atenderá 30 crianças por aparição, mediante retirada de senha 30 minutos antes de cada sessão.

O evento é gratuito e todas as atividades são supervisionadas por monitores. A iniciativa possui limite de capacidade e está sujeita à lotação.

Discovery Kids em Ação! foi desenvolvido pela equipe Discovery Kids em parceria com a agência BySide. O evento é patrocinado por Tim Kids Criar e Plan International.

SERVIÇO:

Discovery Kids em Ação!
Indicado para crianças de 0 a 11 anos, sempre acompanhadas de um adulto responsável.

Shopping Metropolitano Barra
Local: Praça de Eventos – Piso L1. Shopping Metropolitano Barra (Av. Embaixador Abelardo Bueno, 1300 – Barra da Tijuca – Rio de Janeiro / RJ)
Data: 10 a 25 de setembro
Horários: Domingo a sexta, das 14h às 20h e sábados, das 10h às 20h

Capacidade: 6 crianças a cada 5 minutos.
Duração: aproximadamente 30 minutos

Evento Gratuito

A retirada de ingressos é feita na bilheteria localizada ao lado do evento, diariamente a partir das 13h até o término dos ingressos do dia.

Importante: Os ingressos são limitados e válidos somente para o mesmo dia.

De Tempo Somos – um sarau do Grupo Galpão

O Grupo Galpão faz temporada de estreia do espetáculo “De Tempo Somos – um sarau do Grupo Galpão”, no Rio de Janeiro (RJ). Com direção das atrizes do Galpão, Lydia Del Picchia e Simone Ordones, o sarau musical, novo trabalho da trupe mineira, fará uma curta temporada de seis apresentações, de 25 a 28 de setembro, sexta, às 21h, sábado (duas sessões), às 19h e 21h, domingo (duas sessões), às 18h e 20h, e segunda, às 21h, no Teatro Ipanema (Rua Prudente de Morais, 824 – Bairro: Ipanema). Ingressos a R$40 e R$20 na bilheteria do teatro, a partir das 14h, pelo telefone (21) 3005-2701 e pelo site compreingresso.com. Classificação Livre. Duração: 70 minutos. Informações para o público: (21) 2267-3750 ou http://www.grupogalpao.com.br. No elenco, Antonio Edson, Beto Franco, Eduardo Moreira, Fernanda Vianna, Inês Peixoto (no ar em “Além do Tempo”, novela da seis da TV Globo), Júlio Maciel, Luiz Rocha (ator convidado), Lydia Del Picchia, Paulo André, Regina Souza e Simone Ordones.

Críticas

“Sarau Literário celebra o eterno namoro entre o grupo e o público. (…) Chegou a vez de a música ser protagonista, e ela tem missão especial: de fazer viajar no tempo. (…) (O espetáculo) faz o Galpão, com leveza, rir de si mesmo. E se confraternizar com a própria história.” (Jornal Estado de Minas – Jornalista Carolina Braga – 2014)

“Os atores da companhia mineira demonstram no gogó, que seus trinta e poucos anos de trajetória carregam, muito rigor, suor e aprendizado musical.” (Folha de São Paulo – Jornalista Gustavo Fioratti – 2015)

Trajetória

Estreia nacional em Belo Horizonte, em dezembro de 2014, com apresentações, neste ano, em festivais do sul e do sudeste do país, uma Turnê nacional, por cinco cidades da Bahia e do Espírito Santo, além de temporada de estreia, em São Paulo.

Sobre o espetáculo

Uma cantoria de atores à beira-rio, durante uma das turnês da companhia pelo Vale do Jequitinhonha, foi inspiração para a criação do novo trabalho do Grupo Galpão. Com direção

de Lydia Del Picchia e Simone Ordones, atrizes do Galpão, o experimento foge ao rótulo de um espetáculo, lançando ao grupo o desafio de se reinventar em cena e na relação com o público. Mais próximo de um sarau literário musical, “De Tempo Somos” traduz um sonho antigo do Galpão de celebrar, em formato prático e reduzido, o encontro da música com o teatro, que se tornou uma marca do grupo, em mais de 30 anos de história.

Com direção musical e arranjos de Luiz Rocha, os atores propõe uma viagem musical no tempo. Cantam e executam, ao vivo, 25 canções de trabalhos mais antigos como “Corra enquanto é tempo” (1988) e “Álbum de Família” (1990), passando por “Romeu e Julieta” (1992), “Um Moliére Imaginário” (1997), “Partido” (1999), até espetáculos mais recentes como “Tio Vânia” e “Eclipse” (ambos de 2011), além de músicas que surgiram em workshops internos e que chegam a público pela primeira vez. “A cantoria é a celebração do encontro, da festa, da disposição para seguir em frente (apesar de tudo que nos faz pender para o chão!), do espírito libertário e contestador inerente a toda reunião festiva”, explica Lydia Del Picchia.

A etimologia da palavra “recordar”, que vem do latim “recordis”, significa passar de novo pelo coração. Segundo Simone Ordones, várias músicas que marcaram o repertório de espetáculos do grupo são revisitadas e recontextualizadas: “o foco desse sarau não é nostálgico, mas visa o futuro, o que está por vir; celebra o que foi feito para apontar possíveis caminhos para o futuro”, explica.

A cantoria vem acompanhada de textos escolhidos por Eduardo Moreira e Lydia Del Picchia que falam da passagem do tempo e do estado embriagado e libertador que é inerente à criação artística. Reflexões e poemas de Eduardo Galeano, Anton Tchékhov, Olga Knipper, Calderón de la Barca, Charles Baudelaire, Manuel Bandeira, Nelson Rodrigues, Jack Kerouac, Paulo Leminski e José Saramago compõem esse caleidoscópio em que os atores do Galpão compartilham, com o público, suas indagações e vivências artísticas.

Elenco

Antonio Edson, Beto Franco, Eduardo Moreira, Fernanda Vianna, Júlio Maciel, Luiz Rocha (ator convidado), Lydia Del Picchia, Paulo André, Simone Ordones.

*Inês Peixoto e Regina Souza (atrizes curinga)

Equipe de Criação

Direção: Lydia Del Picchia e Simone Ordones

Direção musical, arranjos e trilha sonora: Luiz Rocha

Pesquisa de texto: Eduardo Moreira

Figurino: Paulo André

Preparação vocal: Babaya

Preparação corporal: Fernanda Vianna

Iluminação: Rodrigo Marçal

Design sonoro: Vinícius Alves

Aulas percussão: Sérgio Silva

Assessoria na cena “A Carteira”: Diego Bagagal

Assessoria de iluminação: Chico Pelúcio

Revisão de textos: Arildo de Barros

Voz em off: Teuda Bara

Arranjos baseados em arranjos originais de Babaya, Ernani Maletta e Fernando Muzzi, do

repertório musical do Grupo Galpão.

Fragmentos de textos: Eduardo Galeano, Charles Baudelaire, Olga Knipper, Jack Kerouak, Nelson Rodrigues, Anton Tchékhov, José Saramago, Paulo Leminski e Calderón de La Barca.

Agradecimentos: Carlos Del Picchia, Cia. Pierrot Lunar, Coven, Fernanda Werneck, Liliane Rebehy, Marcelo Alvarenga, Márcio Medina, Milton Nascimento, Mônica Ribeiro, Suzana Bastos, Tim Rescala e Wilson Lopes. Agradecemos especialmente a Babaya, Ernani Maletta e Fernando Muzzi, que foram responsáveis pela introdução e desenvolvimento da música em nosso teatro.

>>MÚSICAS DO ESPETÁCULO – um passeio pela história do Galpão

Lua (A Rua da Amargura – 1994)

Autor: Mabel Velloso e Roberto Mendes

A Viagem (Partido – 1999)

Canção oriental

Sobre arranjo original de Ernani Maletta

Serra da Boa Esperança (Pequenos Milagres – 2007)

Autor: Lamartine Babo

Canto da viúva Begbick (Um Homem é um Homem – 2005)

Autor: Bertold Brecht

Vem te encontrar (Partido – 1999)

Canção oriental

Arranjo original de Ernani Maletta

Canção dos atores (Um Molière Imaginário – 1997)

Autor: Fernando Muzzi

Sobre arranjo original de Fernando Muzzi e Ernani Maletta

Taina (Eclipse – 2011)

Canção tradicional russa

Sobre arranjo original de Ernani Maletta

La Gran Tirana (Um Molière Imaginário – 1997)

Autor: C. Curet Alonso

Alabama Song (Um Homem é um Homem – 2005)

Autor: Kurt Weil

Boneca Cobiçada (Corra enquanto é tempo – 1988)

Autor: Biá e Bolinha

Rock dos médicos (Um Molière Imaginário – 1997)

Autor: Fernando Muzzi

Arranjo original de Fernando Muzzi e Ernani Maletta

O Sole Mio (A comédia da esposa muda – 1986)

Canção tradicional italiana

Não se iluda (O inspetor geral – 2003)

Canção tradicional russa

Sobre arranjo original de Ernani Maletta

Despedida da Ama (Partido – 1999)

Canção oriental

Sobre arranjo original de Ernani Maletta

Tema de Pamela (Partido – 1999)

Canção oriental

Sobre arranjo original de Ernani Maletta

Maninha (Romeu e Julieta – 1992)

Folclore

A última estrofe (Romeu e Julieta – 1992)

Autor: Cândido das Neves

Sobre arranjo original de Fernando Muzzi e Babaya

Lua Branca (Romeu e Julieta -1992)

Autor: Chiquinha Gonzaga

Nas ondas do Danúbio (Romeu e Julieta -1992)

Autor: Ivan Ivanovitch

Cinzas no Coração (Album de Família – 1990 / Romeu e Julieta – 1992)

Autor: André Filho

Flor, minha flor (Romeu e Julieta – 1992)

Folclore

Sobre arranjo original de Fernando Muzzi e Babaya

É a ti flor do céu (Romeu e Julieta – 1992)

Autor: Teotônio Pereira e Modesto A. Ferreira

Sobre arranjo original de Fernando Muzzi e Babaya

Amo-te muito (Romeu e Julieta – 1992)

Autor: João Chaves

Sobre arranjo original de Fernando Muzzi e Babaya

Panis et Circenses (Workshop com diretor Paulo José – 2002)

Autor: Caetano Veloso e Gilberto Gil

Sobre arranjo original de Ernani Maletta

Yo vengo a ofrecer mi corazón (Tio Vânia – aos que vierem depois de nós – 2011)

Autor: Fito Páez

>>GALPÃO E PETROBRAS

O Grupo Galpão conta com o patrocínio da Petrobras há 15 anos. Foram muitos espetáculos montados, temporadas nacionais, turnês por todas as regiões do Brasil e presença em festivais proporcionados por essa parceria. A Petrobras sempre apostou no compromisso do Galpão: reinventar a vida através da arte, possibilitando ao maior número de pessoas a vivência do teatro como alegria e transformação.

>>ATORES DO GRUPO GALPÃO

Antonio Edson

Arildo de Barros

Beto Franco

Chico Pelúcio

Eduardo Moreira

Fernanda Vianna

Inês Peixoto

Júlio Maciel

Lydia Del Picchia

Paulo André

Simone Ordones

Teuda Bara

>>EQUIPE DO GRUPO GALPÃO

Gerência executiva – Fernando Lara

Coordenação de produção – Gilma Oliveira

Coordenação de planejamento – Aline Pereira

Coordenação de comunicação – Beatriz França

Coordenação administrativa – Wanilda D’artagnan

Coordenação técnica e iluminação – Rodrigo Marçal

Produção executiva – Beatriz Radicchi

Cenotécnico – Helvécio Izabel

Sonorização – Fábio Santos

Analista de comunicação – Ana Carolina Diniz

Assistente de produção – Bruna Campos

Assistente de planejamento – Soraya Monteiro

Assistente financeiro – Cláudio Augusto

Assistente administrativa – Andréia Oliveira

Estagiário de Comunicação – Gustavo Pessoa

Estagiário financeiro – Jonathas Santos

Auxiliar técnico – William Teles

Recepção – Cídia Santos

Serviços gerais – Lê Guedes

Consultoria de planejamento – Romulo Avelar

Assessoria jurídica – Drummond & Neumayr Advocacia

Gestão financeira de projetos – Fernanda Werneck

Assessoria contábil – Maurício Silva

 

Serviço:

Sexta – 21h | sábado – 19h e 21h | Domingo – 18h e 20h | Segunda – 21h

Local: Teatro Ipanema (Rua Prudente de Morais, 824 – Ipanema)

Ingresso: R$40,00 e R$20.00 (meia)

*Ingressos à venda na bilheteria do teatro, a partir das 14h, ou pelo telefone (21) 3005-2701 e pelo site compreingresso.com

(R$10 para alunos da Universidade Cândido Mendes)

Capacidade: 222 lugares | Duração: 70 min. | Gênero: Sarau Literário Musical

Classificação: Livre (recomendado para maiores de 04 anos)

“Segredos” na Arena Carioca Fernando Torres

A Cia Teatro do Nada apresenta o espetáculo Segredos, nos dias 25 e 26 de setembro às 20h, na Arena Carioca Fernando Torres, em Madureira. Haverá também oficinas gratuitas de improvisação teatral.

Neste espetáculo, os segredos verdadeiros do público, escritos anonimamente em papeis antes da apresentação e depositados em uma urna a ser usada em cena, são a inspiração para a encenação da noite. Confissões como “Penso em outro homem quando transo com meu marido”, “Já joguei veneno para o cachorro da vizinha” e “Finjo que estou dormindo no metrô para não ceder o lugar a idosos” ganham vida nos palcos como argumento para a criação cênica.

Tudo começa com os atores tirando segredos da urna e lendo em voz alta. A partir daí, o público acompanha como eles irão se inspirar nessas confidências para elaborar cenas longas, monólogos e personagens que se entrelaçam no decorrer do espetáculo, criando ao final um mosaico de relações e situações extremamente humanas e realistas em uma única história.  No decorrer da apresentação novos segredos são retirados da urna e utilizados nas performances individuais ou em grupo, aumentando a expectativa do público.

“O prazer pessoal e único de ter seu segredo lido e usado pelos atores é ao mesmo tempo libertador e empolgante, pois a cada vez que um dos atores retira um segredo da urna, todos na plateia pensam: “Será que agora é o meu?” E se for, só ele, o autor, saberá disso. Só ele saberá o que os outros pensam da sua confissão”, afirma o ator e um dos diretores da companhia Claudio Amado.

 

Oficina gratuita de improvisação

Antes de cada apresentação, a Cia irá ministrar uma oficina de Improvisação teatral no período de 15h às 18h. Qualquer pessoa a partir de 14 anos, com ou sem experiência prévia, poderá participar da turma, que será formada por até 15 alunos. Nas oficinas ministradas pelo grupo Teatro do Nada, trabalha-se o poder da criação teatral (dramaturgia, atuação e encenação), além de ajudar a se conectar com a espontaneidade, a liberar a criatividade e adquirir a capacidade de criar e encenar histórias simultaneamente. Solicite a ficha de inscrição através do e-mail contato@paguproducoes.com.br. Mais informações pelo telefone 3259-1567


Serviço:

Arena carioca Fernando Torres

Gênero: improvisação long form

Endereço: Rua Bernardino de Andrade, número 200 – Madureira

Datas: 25 (sexta) e 26 (sábado) de setembro

Horário: sessão às 20h

Telefone: (21) 3495-3093

Capacidade: 338 lugares

Classificação: 14 anos

Entrada franca

Duração: 60 minutos
Bilheteria:

 

 

FIcha técnica

Dramaturgia: Criação coletiva

Direção: Claudio Amado e Ana Paula Novellino.

Elenco: Ana Paula Novellino, Cecília Vaz, Claudio Amado, Ivan Fernandes, Lola Borges, Luca de Castro, Tuila Jost, Pedro Figueiredo e Vinicius Messias.

Produção – Cia Teatro do Nada

Improvisador de som: Taiyo Omura

Operadores de luz – Cristiano Gonçalves

Fotos: Berg Silva e Thiago Facina

Programação visual: Pedro Figueiredo

Assessoria de Imprensa: Lyvia Rodrigues  – Aquela que Divulga –

Realização:  Cia Teatro do Nada.

Produção: Pagu Produções Culturais

“Na Pista” no Galpão Gamboa

Após apresentar no Dança Gamboa o resultado da residência com o grupo Efeito Urbano, a renomada coreógrafa Sonia Destri Lie apresenta na mostra o mais recente espetáculo, “Na Pista”, que comemora os 10 anos da sua Companhia Urbana de Dança, formada por jovens negros moradores de áreas populares do Rio de Janeiro. As apresentações acontecem nos dias 26 e 27/09, sábado e domingo, às 21h, e, às 20h, respectivamente. Os ingressos variam entre R$20 (inteira), R$10 (meia-entrada) e R$5 (moradores da Zona Portuária). A classificação é livre.

Em sua terceira edição, o Dança Gamboa, projeto do Galpão Gamboa, vai até o dia 1º de novembro, reunindo grandes nomes do cenário nacional. A curadoria é da atriz, bailarina e coreógrafa Marcia Rubin, ao lado ao diretor, ator e produtor Cesar Augusto.

Na pista

O espetáculo foi criado a partir de uma pesquisa entre linguagens urbanas e técnicas contemporâneas. A apresentação marca o retorno da companhia às suas raízes no subúrbio carioca. Parte da vida de jovens dançarinos, ritmos e sequências coreográficas servem de inspiração para o trabalho, cuja referência está em clássicos das pistas de dança. Ao universo dos dançarinos, a coreógrafa trouxe David Bowie, Earth, Wind & Fire, Chaka Khan e hits da dance music. Rodrigo Marçal, que assina a trilha sonora, inseriu ainda Erik Satie e De La Soul.

“Na Pista” surgiu após a grande repercussão da Cia no Festival Suresnes Cités Danse, na França, e no Peak Performances, em Nova Jersey, em 2011, onde dividiu o palco com Bill T.Jones e Wayne McGregor, sendo muito bem recebida pela crítica especializada.

A Companhia Urbana de Dança já se apresentou em diversos estados do país, na Europa e nos Estados Unidos. No ano passado a companhia esteve na lista dos seis melhores espetáculos do ano, segundo o The New York Times.

Ficha técnica:
Direção artística e dancing designer: Sonia Destri Lie
Dançarinos: Tiago Sousa, Andre Feijão, Jessica Nascimento, Johnny Britto, Miguel Fernandez, Raphael Russier, Rafael Balbino, Allan Wagner e Julio Rocha
Luz: Renato Machado
Operador de luz e som: Ton Bernardes
Trilha original: Rodrigo Marçal
Produção: Destri e Sousa Produções Artísticas
Serviço:
“Na pista”
Local: Galpão Gamboa
Endereço: Rua da Gamboa, 279 – Centro – RJ
Datas: 26 e 27 de setembro
Horários: Sábado (21h) e domingo (20h)
Ingressos: R$20 (inteira) / R$10 (meia-entrada) / R$5 (moradores da região com comprovante)
Duração: 40 minutos
Classificação etária: livre
Capacidade: 80 lugares
Bilheteria: Terça a sexta: das 13h às 18h. Sábado e domingo: 1 hora antes do espetáculo.

“O Barbeiro de Ervilha” na Arena Jovelina Pérola Negra

A peça “O Barbeiro de Ervilha”, uma comédia musical infantil baseada na comédia homônima de Pierre Caron de Beaumarchais, chegará a Arena Jovelina Pérola Negra no dia 24/09, às 15h. Os ingressos são gratuitos e a classificação é livre.

Fígaro, o protagonista, vive no Sertão do Nordeste, onde as personagens apresentam números que são tocados e cantados ao vivo ao som de sanfona, rabeca, viola, violão, flauta transversa e outros instrumentos. Assim, a peça reforça a tradicional cultura nordestina.

Ficha técnica:
Concepção artística do projeto e adaptação teatral: Vanessa Dantas
Direção: Daniel Herz
Elenco: Marino Rocha, Flávio Pardal, Vanessa Dantas, Leonardo Bastos, Leandro Castilho,
Julia Gorman, Francisco Salgado, Ana Bello e Pedro Maia
Adaptação e direção musical: Leandro Castilho
Coreografia: Marcia Rubin
Figurinos e adereços: Heloisa Frederico
Cenografia: Glauco Bernardi
Cenotécnicos: Sr. Antônio e Tiago Amorim
Operador de luz: Thierry Brito
Operador de som: Leandro Santos
Iluminação: Paulo César Medeiros
Preparação vocal: Zé Rescala
Fotografia: Renato Mangolin
Produção Executiva: Valério Lima

Serviço:
“O Barbeiro de Ervilha”
Dia: 24/09 (quinta-feira), às 15h
Local: Arena Jovelina Pérola Negra
Endereço: Praça Ênio, s/n, Pavuna.
Tel.: (21) 2886-3889
Entrada gratuita
Classificação livre
A Arena possui acesso para deficientes físicos e estacionamento gratuito.

Grupo Bagaceira em 3 espetáculos no CCBB

O projeto “Bagaceira 15 anos”, patrocinado pelo Ministério da Cultura e pelo Banco do Brasil, consiste na sequência de três temporadas de espetáculos recentes do grupo, oferecendo ao Rio de Janeiro um panorama do que o Bagaceira vem produzindo em sua fase mais amadurecida. Serão ao todo 72 apresentações (24 de cada espetáculo).

O coletivo, de Fortaleza/CE, consolidou-se nacionalmente através da linguagem peculiar de seus espetáculos, que associam provocações visuais à criação de dramaturgias inéditas. Em quinze anos de trajetória, o grupo conquistou premiações, promoveu importantes parcerias e participou de festivais dentro e fora do Brasil.

Desde o surgimento, o Bagaceira mantém uma produção ininterrupta, construindo, desse modo, um repertório diversificado e inteiramente autoral. Os espetáculos “Interior”, “A Mão na Face” e “Fishman” são resultados do período mais amadurecido do grupo. “Interior” é uma peça singela, conduzida por duas velhinhas irreverentes, que se recusam a morrer. Uma homenagem à cultura interiorana, às avós e a todas as coisas que jamais serão engolidas pelo tempo. “A Mão na Face” traz o diálogo disparatado entre uma prostituta e uma travesti. Público e personagens trocam olhares, através de espelhos distorcidos. Na oscilação entre momentos densos e patéticos, a comovente relação de Mara e Gina é revelada. Em “Fishman”, o mais novo espetáculo do Bagaceira, dois homens estão em um pequeno bote sobre as águas de um lago, frente a frente, sem saber o que dizer. Um mergulho poético na complexidade humana e no misterioso fluxo da vida.

São três espetáculos intimistas, feitos para dois atores e com foco na palavra; porém, com linguagens bem distintas entre si e diferentes experiências de aproximação com a plateia. Todos os espetáculos possuem dramaturgia de Rafael Martins e direção de Yuri Yamamoto, este último vencedor do quadro ‘Como Manda o Figurino’, do Fantástico (TV Globo), em abril deste ano, e é quem assina os figurinos da minissérie ‘Xxxx Xxxxxx’, que estreia ano que vem. As peças têm capacidade de público reduzida. Desta forma, o grupo fará a maior parte da temporada de cada espetáculo em sessões duplas.

‘Interior’ está desde junho em turnê por cindo estados do Nordeste e passou, em agosto, por em Uberlândia e Belo Horizonte, sempre com uma ótima recepção de público e criticas. Já ‘Fishman’, fez, também em agosto, sua segunda temporada em BH.

OS 15 ANOS

Criado em 2000, o Grupo Bagaceira alcançou reconhecimento nacional pela sua pesquisa autoral. Com textos e direções próprias, o grupo lançou desafios no âmbito da construção cênica e dramatúrgica, o que resultou no adensamento de uma linguagem própria. Os espetáculos em repertório são apresentados nos principais festivais e mostras de todo país, provocando uma reflexão sobre um novo olhar do que é produzido no nordeste. Com 15 espetáculos no currículo e mais de 20 esquetes, contabiliza mais de 800 apresentações.

O Grupo Bagaceira é formado por: Démick Lopes, Rafael Martins, Ricardo Tabosa, Rogério Mesquita, Samya de Lavor, Tatiana Amorim e Yuri Yamamoto. Com sede em Fortaleza, a Casa da Esquina, o grupo também conta com a produtora Mikaelly Damasceno e a secretária Carla Sousa.

Em 2015, o Bagaceira comemora os 15 anos e realiza várias apresentações e temporadas por todo o país. Logo no início do ano, o grupo esteve em uma temporada de 2 meses em São Paulo, com o seu primeiro espetáculo: Lesados. O coletivo também se apresentou na Bolívia, participando com dois espetáculos do X FITCRUZ, Festival internacional de Teatro de Santa Cruz de La Sierra. Houve ainda circulação pelas cidades de Belo Horizonte, Salvador, Recife,

Teresina, Sousa, Maceió, Aracaju, dentre outras programações.

Respaldado pela trajetória de peças inteiramente autorais e pela assinatura construída durante esse tempo, o Grupo Bagaceira chega agora ao Rio de Janeiro com o projeto “Bagaceira 15 anos”, para apresentar três temporadas de uma só vez, em uma estadia mais longa na cidade, marcando este ano de comemorações.

FICHAS TÉCNICAS

INTERIOR

Texto: Rafael Martins

Direção: Yuri Yamamoto

Assistência de direção: Rafael Martins

Elenco: Samya de Lavor e Tatiana Amorim

Atores contrarregras: Rafael Martins e Rogério Mesquita

Cenário e figurinos: Yuri Yamamoto

Iluminação: Yuri Yamamoto

Diretor de montagem: Ciel Carvalho

Cenotécnico: Josué Rodrigues

Preparação vocal: Luis Carlos Prata

Confecção de figurinos: Fátima Matos

Direção de produção: Rogério Mesquita

Produção executiva: Mikaelly Damasceno

A MÃO NA FACE

Texto: Rafael Martins

Direção: Yuri Yamamoto

Assistência de direção: Rafael Martins

Elenco: Démick Lopes e Marta Aurélia

Música original: Ayrton Cesar e Rafael Martins

Cenário, figurinos e iluminação: Yuri Yamamoto

Técnica: Yuri Yamamoto

Maquiagem: Denis Lacerda

Cenotécnica: Josué Rodrigues

Aderecistas: Diego Salvador e Denis Lacerda

Direção de produção: Rogério Mesquita

FISHMAN

Texto: Rafael Martins

Direção: Yuri Yamamoto

Assistência de direção: Rafael Martins

Elenco: Ricardo Tabosa e Rogério Mesquita

Colaboração artística: Juliana Galdino

Cenário e figurinos: Yuri Yamamoto

Iluminação: Tatiana Amorim

Técnica: Rafael Martins e Yuri Yamamoto

Interlocução artística: Georgette Fadel e Grace Passô

Produção: Rogério Mesquita

Produção executiva: Mikaelly Damasceno

Bagaceira 15 anos

Direção de produção: Rogério Mesquita

Textos programa: Rafael Martins

Design Gráfico: Darwin Marinho

Assessoria de imprensa: Daniella Cavalcanti

Secretaria : Carla Sousa

SERVIÇOS

Bagaceira 15 anos – Temporada de repertório

“Interior” – de 16 de setembro a 04 de outubro https://www.youtube.com/watch?v=qaPCzUpvmOI&feature=youtu.be

Horário: Quartas e quintas, às 19h30. Sextas, sábados e domingos, às 17h30 e às 19h30

Local: Teatro III do Centro Cultural Banco do Brasil (Rua Primeiro de Março, 66 – Centro)

Informações: (21) 3808-2020

Ingresso: R$10,00

Horário da bilheteria: de quarta a segunda, das 9h às 21h

Gênero: Comédia

Duração: 80 minutos

Capacidade: 60 lugares

Classificação indicativa: Livre. (Não recomendado para menores de xx anos)

“A Mão na Face” – de 07 a 25 de outubro. https://www.youtube.com/watch?v=gYN7x3bTXHY

Horário: Quartas e quintas, às 19h30. Sextas, sábados e domingos, às 17h30 e às 19h30

Local: Teatro III do Centro Cultural Banco do Brasil (Rua Primeiro de Março, 66 – Centro)

Informações: (21) 3808-2020

Ingresso: R$10,00

Horário da bilheteria: de quarta a segunda, das 9h às 21h

Gênero: Drama

Duração: 50 minutos

Capacidade: 40 lugares

Classificação indicativa: 16 anos

“Fishman” – de 28 de outubro a 15 de novembro https://www.youtube.com/watch?v=IcsOaqDA2YE

Horário: Quartas e quintas, às 19h30. Sextas, sábados e domingos, às 17h30 e às 19h30

Local: Teatro III do Centro Cultural Banco do Brasil (Rua Primeiro de Março, 66 – Centro)

Informações: (21) 3808-2020

Ingresso: R$10,00

Horário da bilheteria: de quarta a segunda, das 9h às 21h

Gênero: Drama

Duração: 50 minutos

Capacidade: 86 lugares

Classificação indicativa: 16 anos

SERVIÇOS

Bagaceira 15 anos – Temporada de repertório

“Interior” – de 16 de setembro a 04 de outubro https://www.youtube.com/watch?v=qaPCzUpvmOI&feature=youtu.be

Horário: Quartas e quintas, às 19h30. Sextas, sábados e domingos, às 17h30 e às 19h30

Local: Teatro III do Centro Cultural Banco do Brasil (Rua Primeiro de Março, 66 – Centro)

Informações: (21) 3808-2020

Ingresso: R$10,00

Horário da bilheteria: de quarta a segunda, das 9h às 21h

Gênero: Comédia

Duração: 80 minutos

Capacidade: 60 lugares

Classificação indicativa: Livre. (Não recomendado para menores de xx anos)

“A Mão na Face” – de 07 a 25 de outubro. https://www.youtube.com/watch?v=gYN7x3bTXHY

Horário: Quartas e quintas, às 19h30. Sextas, sábados e domingos, às 17h30 e às 19h30

Local: Teatro III do Centro Cultural Banco do Brasil (Rua Primeiro de Março, 66 – Centro)

Informações: (21) 3808-2020

Ingresso: R$10,00

Horário da bilheteria: de quarta a segunda, das 9h às 21h

Gênero: Drama

Duração: 50 minutos

Capacidade: 40 lugares

Classificação indicativa: 16 anos

“Fishman” – de 28 de outubro a 15 de novembro https://www.youtube.com/watch?v=IcsOaqDA2YE

Horário: Quartas e quintas, às 19h30. Sextas, sábados e domingos, às 17h30 e às 19h30

Local: Teatro III do Centro Cultural Banco do Brasil (Rua Primeiro de Março, 66 – Centro)

Informações: (21) 3808-2020

Ingresso: R$10,00

Horário da bilheteria: de quarta a segunda, das 9h às 21h

Gênero: Drama

Duração: 50 minutos

Capacidade: 86 lugares

Classificação indicativa: 16 anos

Um lugar chamado Lugar Nenhum

Em uma época marcada pelos excessos, pelo imediatismo e pela urgência “Em um lugar chamado Lugar Nenhum” aposta na simplicidade e na poesia das pequenas e importantes coisas que se deixam escapar durante a vida. A todo tempo, somos submetidos a uma gama de informações que nos impõem ideias, desejos e “necessidades” e, muitas vezes, não paramos para refletir sobre o que vemos ou ouvimos. Simplesmente aceitamos o que nos é previamente imposto. A peça estreia em 18 setembro, no teatro Il do CCBB Rio.

Inspirado na literatura de cordel o espetáculo apresenta o esquecido vilarejo de “Lugar Nenhum”, localizado no interior do Nordeste, e traz à tona assuntos e situações que refletem a sociedade brasileira na sua atemporalidade. Sempre de forma lúdica e divertida as entrelinhas carregam fortes discussões sobre temas que levam o espectador a pensar sobre o indivíduo e o meio em que ele está inserido, tendo como fio condutor um tema singelo e leve – o amor – o que aproxima e atinge qualquer tipo de plateia.

Confrontar a realidade em que vivemos estimulando a reflexão e a formação de um pensamento próprio a partir de estímulos provocados pelo espetáculo é a principal grande motivação para querer falar sobre “Lugar Nenhum”. O que desejamos é proporcionar um espetáculo que trata de temas muito próximos à realidade, sem maniqueísmos e de maneira simples, como deveria ser a vida.

Sinopse

Em 1950, em um vilarejo longínquo nordestino chamado “Lugar Nenhum”, pouco tempo tinha desde a chegada do maior meio de comunicação na cidade – a Rádio. Através dela, os pacatos cidadãos daquele local tomam conhecimento do restante do mundo. Sem que percebam, seja para o bem ou para o mal, esse aparelho moderno vira “de ponta cabeça” a vida de um jovem casal que estava fadado a se conhecer, casar, trabalhar, ter filhos e… Só.

O Elenco

Rafael Canedo

Formado pela ETE Martins Pena e atualmente atua na TV na série Pé na Cova da Rede Globo como o Jovem Ruço e vive a expectativa da estreia do filme #Garotas no cinema. Na TV também atuou na serie “As Canalhas”. Indicado a melhor ator pelo PRÊMIO CESGRANRIO DE TETRO pelo espetáculo “O estranho caso do cachorro morto” (Direção Moacyr Góes) – 2014 – Melhor Ator da Mostra Adulta no Festival de Teatro do Rio de Janeiro 2012 com a “Carroça dos Desejos” – Destaque na Mostra estudantil do CCBB 2012 com a “Carroça dos Desejos” – Prêmio de Ator Revelação no FETACAM-PR com a “Carroça dos Desejos” – Indicado ao prêmio de melhor ator do Festival Nacional de Juiz de Fora 2012 “Carroça dos Desejos” – Indicado ao prêmio de melhor ator da FITA 2012 com “Porcos com Asas”. No teatro atuou em diversos espetáculos,

dentre eles “Porcos com Asas” -vencedor do prêmio de melhor espetáculo na FITA 2012 – sob a direção de Claudio Handrey onde encarnou o protagonista Rocco. Além de “O Auto da Compadecida” como “Chico”, “Fazendo Historia” premiado texto inglês de Joe Orton e “O Olho Azul da Falecida” de Joe Orton

com Tuca Andrada e Mario Borges, ambas montagens da companhia limite 151 todos no ano de 2015.

Agatha Duarte

Formada em Comunicação Social atualmente cursa Licenciatura em Teatro pela UNIRIO. É autora e atriz do espetáculo “Em um lugar chamado Lugar Nenhum” que foi contemplado no edital “Cessão de Espaço CCBB” e estreará em setembro de 2015 no CCBB-RJ. Atualmente está em cartaz com o “O Matador de Santas” de Jô Bilac que foi contemplado em 2014 pelo festival Novas Cenas e agora segue sua trajetória apresentando em unidades do SESC- RJ. Por este trabalho foi indicada a melhor atriz pelo prêmio Paschoalino 2015 concorrendo em 12 categorias incluindo melhor espetáculo.

Em 2014 esteve em cartaz com o espetáculo de rua “Shakespeare nas praças – Sonho de uma noite de Verão” (personagem Helena) que foi contemplado pelos prêmios FOMENTO A CULTURA e FUNARTE -ARTE NAS RUAS 2014. A peça foi convidada a abrir o Festival Literário de Paraty (FLIP) e participar do Festival Internacional de Teatro de Londrina (FILO).

Entre outros trabalhos destacam-se o espetáculo “Bonitinha, mas ordinária” de Nelson Rodrigues no qual deu vida à protagonista Ritinha e o espetáculo “Babel de Messalinas” com a direção de Márcio Zatta, vencedor do festival de Duque de Caxias (2012) e se apresentou pelo circuito SESC.

Guilherme Dellorto

Guilherme Dellorto faz parte da nova formação de atores. É formado em artes cênicas e dramáticas pela Universidade CAL de artes e cultura. Ficou nacionalmente conhecido após ganhar o “Concurso de Talentos Malhação” realizado pelo Caldeirão do Huck em 2012. Logo em seguida entrou para Malhação (temporada 2012/2013. Direção: Luiz Henrique Rios, Tandê Bressane , Marcos Figueiredo) e Joia Rara, 2013 (Direção: Amora Mautner, Henrique Dias, Joana Jabace, Fábio Strasser, Paulo Silvestrine.) Atuou também nas séries: Lei de Murphy (2013, web série da Rede Globo. Direção: Alex Medeiros.) e Santo Forte (estreia agosto 2015, AXN. Direção: João Machado, Roberto Dávila.)

No teatro suas últimas peças foram: TryRomance (2015. Texto: Paula Diogo. Direção: Alfredo Martins.) e (O Grande Livro dos Pequenos Detalhes, 2015. Texto: Alexander Kelly. Direção: Michel Blois e Thiare Maia.)

Ficha Técnica

Patrocínio: Fundação Cesgranrio

Direção: Rogério Fanju

Dramaturgia: Agatha Duarte

Elenco: Rafael Canedo, Agatha Duarte e Guilherme Dellorto

Cenografia: Zé Dias

Iluminação: Leysa Vidal

Figurino: Beth Serpa

Direção Musical: Roberto Bahal

Programador Visual: Johnny Ferro

Preparação Corporal: Sandra Prazeres

Serviço

“Em Um Lugar Chamado Lugar Nenhum”

Centro Cultural Banco do Brasil

R. Primeiro de Março, 66 – Centro.

Teatro II

De sexta a segunda às 19h30min

Temporada: 18 de setembro a 26 de outubro

Duração: 80 minutos

R$ 10,00

Classificação: 12 anos

De Tempo Somos – um sarau do Grupo Galpão

O Grupo Galpão faz temporada de estreia do espetáculo “De Tempo Somos – um sarau do Grupo Galpão”, no Rio de Janeiro (RJ). Com direção das atrizes do Galpão, Lydia Del Picchia e Simone Ordones, o sarau musical, novo trabalho da trupe mineira, fará uma curta temporada de seis apresentações, de 25 a 28 de setembro, sexta, às 21h, sábado (duas sessões), às 19h e 21h, domingo (duas sessões), às 18h e 20h, e segunda, às 21h, no Teatro Ipanema (Rua Prudente de Morais, 824 – Bairro: Ipanema). Ingressos a R$40 e R$20 na bilheteria do teatro, a partir das 14h, pelo telefone (21) 3005-2701 e pelo site compreingresso.com. Classificação Livre. Duração: 70 minutos. Informações para o público: (21) 2267-3750 ou http://www.grupogalpao.com.br. No elenco, Antonio Edson, Beto Franco, Eduardo Moreira, Fernanda Vianna, Inês Peixoto (no ar em “Além do Tempo”, novela da seis da TV Globo), Júlio Maciel, Luiz Rocha (ator convidado), Lydia Del Picchia, Paulo André, Regina Souza e Simone Ordones.

Críticas

“Sarau Literário celebra o eterno namoro entre o grupo e o público. (…) Chegou a vez de a música ser protagonista, e ela tem missão especial: de fazer viajar no tempo. (…) (O espetáculo) faz o Galpão, com leveza, rir de si mesmo. E se confraternizar com a própria história.” (Jornal Estado de Minas – Jornalista Carolina Braga – 2014)

“Os atores da companhia mineira demonstram no gogó, que seus trinta e poucos anos de trajetória carregam, muito rigor, suor e aprendizado musical.” (Folha de São Paulo – Jornalista Gustavo Fioratti – 2015)

Trajetória

Estreia nacional em Belo Horizonte, em dezembro de 2014, com apresentações, neste ano, em festivais do sul e do sudeste do país, uma Turnê nacional, por cinco cidades da Bahia e do Espírito Santo, além de temporada de estreia, em São Paulo.

Sobre o espetáculo

Uma cantoria de atores à beira-rio, durante uma das turnês da companhia pelo Vale do Jequitinhonha, foi inspiração para a criação do novo trabalho do Grupo Galpão. Com direção

de Lydia Del Picchia e Simone Ordones, atrizes do Galpão, o experimento foge ao rótulo de um espetáculo, lançando ao grupo o desafio de se reinventar em cena e na relação com o público. Mais próximo de um sarau literário musical, “De Tempo Somos” traduz um sonho antigo do Galpão de celebrar, em formato prático e reduzido, o encontro da música com o teatro, que se tornou uma marca do grupo, em mais de 30 anos de história.

Com direção musical e arranjos de Luiz Rocha, os atores propõe uma viagem musical no tempo. Cantam e executam, ao vivo, 25 canções de trabalhos mais antigos como “Corra enquanto é tempo” (1988) e “Álbum de Família” (1990), passando por “Romeu e Julieta” (1992), “Um Moliére Imaginário” (1997), “Partido” (1999), até espetáculos mais recentes como “Tio Vânia” e “Eclipse” (ambos de 2011), além de músicas que surgiram em workshops internos e que chegam a público pela primeira vez. “A cantoria é a celebração do encontro, da festa, da disposição para seguir em frente (apesar de tudo que nos faz pender para o chão!), do espírito libertário e contestador inerente a toda reunião festiva”, explica Lydia Del Picchia.

A etimologia da palavra “recordar”, que vem do latim “recordis”, significa passar de novo pelo coração. Segundo Simone Ordones, várias músicas que marcaram o repertório de espetáculos do grupo são revisitadas e recontextualizadas: “o foco desse sarau não é nostálgico, mas visa o futuro, o que está por vir; celebra o que foi feito para apontar possíveis caminhos para o futuro”, explica.

A cantoria vem acompanhada de textos escolhidos por Eduardo Moreira e Lydia Del Picchia que falam da passagem do tempo e do estado embriagado e libertador que é inerente à criação artística. Reflexões e poemas de Eduardo Galeano, Anton Tchékhov, Olga Knipper, Calderón de la Barca, Charles Baudelaire, Manuel Bandeira, Nelson Rodrigues, Jack Kerouac, Paulo Leminski e José Saramago compõem esse caleidoscópio em que os atores do Galpão compartilham, com o público, suas indagações e vivências artísticas.

Elenco

Antonio Edson, Beto Franco, Eduardo Moreira, Fernanda Vianna, Júlio Maciel, Luiz Rocha (ator convidado), Lydia Del Picchia, Paulo André, Simone Ordones.

*Inês Peixoto e Regina Souza (atrizes curinga)

Equipe de Criação

Direção: Lydia Del Picchia e Simone Ordones

Direção musical, arranjos e trilha sonora: Luiz Rocha

Pesquisa de texto: Eduardo Moreira

Figurino: Paulo André

Preparação vocal: Babaya

Preparação corporal: Fernanda Vianna

Iluminação: Rodrigo Marçal

Design sonoro: Vinícius Alves

Aulas percussão: Sérgio Silva

Assessoria na cena “A Carteira”: Diego Bagagal

Assessoria de iluminação: Chico Pelúcio

Revisão de textos: Arildo de Barros

Voz em off: Teuda Bara

Arranjos baseados em arranjos originais de Babaya, Ernani Maletta e Fernando Muzzi, do repertório musical do Grupo Galpão.

Fragmentos de textos: Eduardo Galeano, Charles Baudelaire, Olga Knipper, Jack Kerouak, Nelson Rodrigues, Anton Tchékhov, José Saramago, Paulo Leminski e Calderón de La Barca.

Agradecimentos: Carlos Del Picchia, Cia. Pierrot Lunar, Coven, Fernanda Werneck, Liliane Rebehy, Marcelo Alvarenga, Márcio Medina, Milton Nascimento, Mônica Ribeiro, Suzana Bastos, Tim Rescala e Wilson Lopes. Agradecemos especialmente a Babaya, Ernani Maletta e Fernando Muzzi, que foram responsáveis pela introdução e desenvolvimento da música em nosso teatro.

>>MÚSICAS DO ESPETÁCULO – um passeio pela história do Galpão

Lua (A Rua da Amargura – 1994)

Autor: Mabel Velloso e Roberto Mendes

A Viagem (Partido – 1999)

Canção oriental

Sobre arranjo original de Ernani Maletta

Serra da Boa Esperança (Pequenos Milagres – 2007)

Autor: Lamartine Babo

Canto da viúva Begbick (Um Homem é um Homem – 2005)

Autor: Bertold Brecht

Vem te encontrar (Partido – 1999)

Canção oriental

Arranjo original de Ernani Maletta

Canção dos atores (Um Molière Imaginário – 1997)

Autor: Fernando Muzzi

Sobre arranjo original de Fernando Muzzi e Ernani Maletta

Taina (Eclipse – 2011)

Canção tradicional russa

Sobre arranjo original de Ernani Maletta

La Gran Tirana (Um Molière Imaginário – 1997)

Autor: C. Curet Alonso

Alabama Song (Um Homem é um Homem – 2005)

Autor: Kurt Weil

Boneca Cobiçada (Corra enquanto é tempo – 1988)

Autor: Biá e Bolinha

Rock dos médicos (Um Molière Imaginário – 1997)

Autor: Fernando Muzzi

Arranjo original de Fernando Muzzi e Ernani Maletta

O Sole Mio (A comédia da esposa muda – 1986)

Canção tradicional italiana

Não se iluda (O inspetor geral – 2003)

Canção tradicional russa

Sobre arranjo original de Ernani Maletta

Despedida da Ama (Partido – 1999)

Canção oriental

Sobre arranjo original de Ernani Maletta

Tema de Pamela (Partido – 1999)

Canção oriental

Sobre arranjo original de Ernani Maletta

Maninha (Romeu e Julieta – 1992)

Folclore

A última estrofe (Romeu e Julieta – 1992)

Autor: Cândido das Neves

Sobre arranjo original de Fernando Muzzi e Babaya

Lua Branca (Romeu e Julieta -1992)

Autor: Chiquinha Gonzaga

Nas ondas do Danúbio (Romeu e Julieta -1992)

Autor: Ivan Ivanovitch

Cinzas no Coração (Album de Família – 1990 / Romeu e Julieta – 1992)

Autor: André Filho

Flor, minha flor (Romeu e Julieta – 1992)

Folclore

Sobre arranjo original de Fernando Muzzi e Babaya

É a ti flor do céu (Romeu e Julieta – 1992)

Autor: Teotônio Pereira e Modesto A. Ferreira

Sobre arranjo original de Fernando Muzzi e Babaya

Amo-te muito (Romeu e Julieta – 1992)

Autor: João Chaves

Sobre arranjo original de Fernando Muzzi e Babaya

Panis et Circenses (Workshop com diretor Paulo José – 2002)

Autor: Caetano Veloso e Gilberto Gil

Sobre arranjo original de Ernani Maletta

Yo vengo a ofrecer mi corazón (Tio Vânia – aos que vierem depois de nós – 2011)

Autor: Fito Páez

>>GALPÃO E PETROBRAS

O Grupo Galpão conta com o patrocínio da Petrobras há 15 anos. Foram muitos espetáculos montados, temporadas nacionais, turnês por todas as regiões do Brasil e presença em festivais proporcionados por essa parceria. A Petrobras sempre apostou no compromisso do Galpão: reinventar a vida através da arte, possibilitando ao maior número de pessoas a vivência do teatro como alegria e transformação.

>>ATORES DO GRUPO GALPÃO

Antonio Edson

Arildo de Barros

Beto Franco

Chico Pelúcio

Eduardo Moreira

Fernanda Vianna

Inês Peixoto

Júlio Maciel

Lydia Del Picchia

Paulo André

Simone Ordones

Teuda Bara

>>EQUIPE DO GRUPO GALPÃO

Gerência executiva – Fernando Lara

Coordenação de produção – Gilma Oliveira

Coordenação de planejamento – Aline Pereira

Coordenação de comunicação – Beatriz França

Coordenação administrativa – Wanilda D’artagnan

Coordenação técnica e iluminação – Rodrigo Marçal

Produção executiva – Beatriz Radicchi

Cenotécnico – Helvécio Izabel

Sonorização – Fábio Santos

Analista de comunicação – Ana Carolina Diniz

Assistente de produção – Bruna Campos

Assistente de planejamento – Soraya Monteiro

Assistente financeiro – Cláudio Augusto

Assistente administrativa – Andréia Oliveira

Estagiário de Comunicação – Gustavo Pessoa

Estagiário financeiro – Jonathas Santos

Auxiliar técnico – William Teles

Recepção – Cídia Santos

Serviços gerais – Lê Guedes

Consultoria de planejamento – Romulo Avelar

Assessoria jurídica – Drummond & Neumayr Advocacia

Gestão financeira de projetos – Fernanda Werneck

Assessoria contábil – Maurício Silva

Temporada de Estreia – RIO DE JANEIRO (RJ)

25 a 28 de setembro 2015

Sexta – 21h | sábado – 19h e 21h | Domingo – 18h e 20h | Segunda – 21h

Local: Teatro Ipanema (Rua Prudente de Morais, 824 – Ipanema)

Ingresso: R$40,00 e R$20.00 (meia)

*Ingressos à venda na bilheteria do teatro, a partir das 14h, ou pelo telefone (21) 3005-2701 e pelo site compreingresso.com

(R$10 para alunos da Universidade Cândido Mendes)

Capacidade: 222 lugares | Duração: 70 min. | Gênero: Sarau Literário Musical

Classificação: Livre (recomendado para maiores de 04 anos)

“O Canto das Vitaminas” na Arena Dicró

O musical infantil “O Canto das Vitaminas”, que tem como objetivo estimular o público a adotar uma alimentação mais colorida e saudável, será apresentado na Arena Dicró, no Rio de Janeiro no sábado, 26 de setembro, às 16h.

Para cativar as crianças, o espetáculo conta com músicas alegres interpretadas ao vivo, figurinos bem coloridos e personagens animados, que abordam temas como amizade, amor verdadeiro e família, além de mostrar a importância dos cuidados com a alimentação.

Criada pelo grupo Terceiro Acto, a peça narra a história de Polyana, uma menina que não gosta de comer. Sua mãe a leva ao médico, um cientista criativo e divertido e, juntos, embarcam para uma aventura na Terra dos Legumes, Frutas e Verduras. É neste local, ao lado de personagens como a Alface, a Beterraba, o Espinafre e a Banana, que a menina e todo o público aprendem um pouco mais sobre a origem dos alimentos e sua importância para combater doenças e manter a saúde, de modo didático e divertido. Um musical de encher os olhos e alegrar os ouvidos!

O espetáculo integra o projeto “Luz, Magia e Ação”, viabilizado através da Lei Rouanet do Ministério da Cultura, que prevê a circulação de diferentes peças teatrais infantis. Além da peça, conta também com um livro infantil, acompanhado de um CD com a trilha sonora do espetáculo, que será distribuído às crianças presentes. O projeto cultural tem patrocínio da Panco e produção da D’color Produções Culturais.

A entrada para o evento é gratuita. Os vale-ingressos podem ser retirados com antecedência na bilheteria da Arena Dicró e devem ser trocados pelo ingresso no dia da apresentação, das 14h até as 15h45. Os vales que não forem trocados até este horário serão invalidados e ficarão disponíveis para o público em geral. A partir das 15h45 haverá a distribuição de senhas para o público sem o vale-ingresso.

Sobre a Panco

Patrocinadora do evento através do Programa Nacional de Apoio à Cultura – Lei Rouanet, a Panco é uma empresa nacional, com mais de 60 anos de tradição, que atua no segmento alimentício. Seu slogan, ‘Amor, Carinho e Dedicação’, é o reflexo de sua filosofia de respeito e humildade, exercitada no desenvolvimento de seus produtos e na constante busca pela satisfação dos consumidores. O portfólio da Panco é composto por mais de 200 produtos, que são produzidos com o objetivo de levar ‘muito mais sabor à sua vida’. São pães, bolos, bolinhos, massas instantâneas, biscoitos, pratos prontos, refrescos, farináceos, salgadinhos e sopas.

Sobre a D´color Produções Culturais

Produtora de eventos culturais de Campinas (SP) que assessora, planeja e executa projetos culturais para o desenvolvimento social, em parceria com instituições, produtoras e artistas dos mais diversos segmentos através de leis de incentivo. Com mais de cinco anos de atuação, já produziu dezenas de espetáculos de música e artes cênicas em diferentes regiões do país.

Serviço:

Projeto “Luz, Magia e Ação” apresenta:
Espetáculo Teatral “O Canto das Vitaminas”

Data: 26/09/2015
Horário: 16h
Local: Arena Dicró
Endereço: Rua Flora Lobo, Parque Ary Barroso, Penha, Rio de Janeiro/RJ.
Telefones: (21) 3486 7643, (21) 3576 5818, (21) 98485 6512
Entrada franca.
Os vale-ingressos podem ser retirados com antecedência na bilheteria da Arena Dicró e devem ser trocados pelo ingresso apenas no dia do evento, das 14h até as 15h45. Os vale-ingressos que não forem trocados até este horário serão invalidados e disponibilizados ao público em geral.
Realização: D’Color Produções Culturais – Tel. (19) 3256.4500 –  www.dcolor.art.br
Viabilizado pelo Programa Nacional de Apoio à Cultura – Lei Rouanet

“Samba Futebol Clube” na 14ª edição do Encontrarte

A 14ª edição do Encontrarte abre sua programação gratuita com chave de ouro. Um dos grandes sucessos de público e crítica do ano, indicado a 29 categorias pelos mais importantes prêmios nacionais, Samba Futebol Clube fará a sessão de abertura do Encontro de Artes Cênicas da Baixada Fluminense em Nova Iguaçu, dia 23 de setembro, 20h.

Reunindo música, teatro, dança e vídeo, o musical   reflete, através do futebol, sobre a fragilidade humana diante da derrota e da vitória.

O espetáculo multimídia, concebido por Gustavo Gasparani, mostra a relação do futebol com a música e as artes em geral. O roteiro é formado a partir de músicas e textos que falam sobre o esporte. No repertório, hits de Pixinguinha a Nelson Cavaquinho, passando por Moraes Moreira, Jorge Ben Jor, Gonzaguinha, João Bosco e Aldir Blanc, até Rappa e Skank.

 

Crônicas de Nelson Rodrigues, Carlos Drummond de Andrade e Ferreira Gullar fazem parte da dramaturgia.

 

De 23 de setembro a 3 de outubro de 2015 serão apresentados 14 espetáculos, todos gratuitos, em diversos espaços de Nova Iguaçu: SESC Nova Iguaçu, Teatro Sylvio Monteiro, Sala de Espetáculos Amir Haddad, Laboratório Cultural, Escola Técnica João Luiz do Nascimento e Via Light.

Toda a programação, detalhes e informações através do site: http://www.encontrarte.com.br

SERVIÇO

Roteiro, direção: Gustavo Gasparani

Elenco: Alan Rocha, Cristiano Gualda, Daniel Carneiro, Gabriel Manita, Jonas Hammar, Luiz Nicolau, Pedro Lima e Rodrigo Lima

Direção musical: Nando Duarte

Duração: 120 minutos

Classificação: 10 anos 

SESSÃO ÚNICA – 23 de setembro de 2015

Horário: 20h

Local: SESC Nova Iguaçu

Endereço: Rua Dom Adriano Hipólito, 10 – Moquetá – Nova Iguaçu

Distribuição de senhas 1 hora antes do espetáculo

“Hominus Brasilis” na Sede das Cias

HOMINUS BRASILIS, com dramaturgia, concepção e direção da Cia de Teatro Manual, conta a história da humanidade de uma forma nunca antes vista. A partir de detalhada pesquisa através da trajetória do homem no mundo, o grupo de quatro atores – Helena Marques, Matheus Lima, Dio Cavalcanti e Patricia Ubeda – utiliza corpo e sonoplastia vocal, ao vivo, para contar episódios marcantes da História.

O espetáculo aplica uma linguagem cênica inédita no Brasil: todas as cenas acontecem sobre uma pequena plataforma retangular (2m x 1m). Não há cenário, nem adereços. Apenas com o corpo e vozes, e sem a ajuda de outros recursos cênicos, o espetáculo apresenta um olhar irreverente sobre nossa trajetória.

Desde o Big Bang até hoje em dia, a montagem pincela grandes momentos da humanidade e convida o espectador a se emocionar com o surgimento da vida, a extinção dos dinossauros, a expansão marítima da Europa, as grandes guerras e também eventos que marcaram a história brasileira, como a chegada dos portugueses, a escravidão, a ditadura militar e a repentina morte de Ayrton Senna.

Hominus Brasilis foi indicado ao Prêmio Shell de Teatro 2014 na Categoria Direção e ao Prêmio Cesgranrio de Teatro 2014 na Categoria Especial pelo estudo do espaço cênico através da Plataforma.

Sinopse

Quatro atores sobem em uma plataforma retangular (2m x 1m) para contar a história da humanidade de maneira irreverente e criativa. Desde o Big Bang até hoje em dia, a peça pincela grandes momentos da humanidade e convida o espectador a se emocionar com o surgimento da vida, a extinção dos dinossauros, a expansão marítima da Europa, as grandes guerras e também eventos que marcaram a história brasileira, como a chegada dos portugueses, a escravidão, a ditadura militar e a repentina morte de Ayrton Senna.

Sinopse Resumida

Quatro atores sobem em uma plataforma retangular de (2m x 1m) para contar a história da humanidade de maneira irreverente e criativa.

Serviço: 

Gênero: Comédia

Temporada: 30 de setembro a 23 de outubro (excepcionalmente dia 01 de outubro não haverá apresentação)

Dia/ Horário: Quartas, quintas e sextas, às 20h

Local: Sede das Cias

Endereço: Rua Manuel Carneiro, 12 – Escadaria Selarón – Lapa

Classificação: 10 anos

Valor do ingresso: R$ 30,00 (inteira) / R$ 15,00 (meia)

Duração: 60 minutos

Capacidade: 60 lugares

Telefone: (21) 2137-1271 www.facebook.com/sededascias

Bilheteria: aberta a partir de 19h.

Estacionamento próximo à Sede:

Rio Antigo Park (Rua Teotônio Regatas s/n – ao lado da Sala Cecilia Meireles)

Ficha técnica

Idealização: Matheus Lima e Helena Marques

Dramaturgia, Concepção e Direção: Cia de Teatro Manual

Supervisão de Cena: Julio Adrião

Elenco: Dio Cavalcanti, Helena Marques,Matheus Lima e Patrícia Ubeda

Colaboração Artística: Bernardo Schlegel,Camila Nhary e Diego de Abreu

Iluminação: Gustavo Weber

Figurino: Camila Nhary

Produção: Pagu Produções Culturais

Realização: Cia de Teatro Manual

Assessoria de imprensa: Lyvia Rodrigues (Aquela que Divulga)

“Pet Shop” na Sede das Cias

Pet Shop é uma comédia que se passa dentro de uma loja de animais. Diversas tramas se cruzam nesse ambiente onde todas as espécies desejam sobreviver e se dar bem.

Ficha Técnica

Texto: Eber Inácio

Direção: Leticia Guimarães e Wilson Belém

Direção musical: Lúcio Zandonadi

Elenco: Adriano Pellegrini, Ana Luisa Ulsig Leite, Ana Paula Novellino, Leticia Guimarães, Lola Borges, Luiz Fernando Orofino, Marcelo Dias, Patricia Ubeda, Paulo Fracassi e Sidnei Oliveira.

Preparação Corporal: Wilson Belém

Cenário: Leticia Guimarães

Iluminação: Lívia Ataíde

Figurino: Sidnei Oliveira e Eber Inácio

Visagismo: Sidnei Oliveira

Fotos: Fernando Monteiro

Design Gráfico: Rafael Paschoal

Produção Executiva: Thamires Trianon

Produção: 9 Meses

Classificação Indicativa: 16 anos

Valor do ingresso: R$ 20 (inteira), R$10 (meia), R$10 (lista amiga)

Duração do espetáculo: 60 minutos

Gênero: Comédia

Horário: 20h

Lotação: 60 pessoas Temporada: 26 de setembro* a 26 de outubro

*Estreia para convidados

3ª Edição do Dança Gamboa

Evento que já faz parte do calendário cultural carioca, a terceira edição do Dança Gamboa, projeto do Galpão Gamboa, começa no próximo dia 12 de setembro. Com patrocínio da Prefeitura do Rio de Janeiro, a mostra levará para a Zona Portuária, até o dia 1º de novembro, companhias e artistas de destaque na dança contemporânea nacional, como Cena 11 Cia de Dança, Companhia Urbana de Dança, Cia da Ideia, Gustavo Ciríaco, Claurinas – As Palhaças Bailarinas, Esther Weitzman Companhia de Dança e a Companhia REC. Ao todo, oito espetáculos irão compor a programação.

As novidades desta edição serão as residências de jovens companhias com coreógrafos já consagrados. Sonia Destri Lie, da Cia Urbana de Dança, vai ensaiar com o Grupo Efeito Urbano, do Morro da Providência. A coreógrafa, bailarina, professora e pesquisadora Thereza Rocha, por sua vez, irá colaborar com a Miúda, coletivo nascido na Unirio, formado por 15 artistas de diferentes áreas. Ao fim de cada processo, os grupos apresentarão os espetáculos gerados a partir dessa experiência conjunta, com entrada gratuita.

“Este ano o projeto amplia suas ações, promovendo encontros entre artistas de diferentes gerações, no formato de residências, abrindo um espaço de troca e colaboração que fortalece a experiência artística”, comenta a atriz, bailarina e coreógrafa Marcia Rubin, que assina novamente a curadoria da mostra, ao lado do diretor, ator e produtor Cesar Augusto.

Fernando Libonati, diretor do Galpão Gamboa e sócio da produtora Pequena Central ao lado de Marco Nanini, é o responsável pela direção de produção. Os ingressos terão preços populares: R$ 20 para os espetáculos adultos e R$ 10 para os infantis, com meia-entrada para estudantes e idosos, além de descontos especiais para moradores da região da Zona Portuária.

“A edição 2015 do Dança Gamboa amplia seu raio de atenção. Celebra a dança contemporânea, mostrando também os destaques nacionais que fizeram sucesso no exterior”, afirma Cesar Augusto. A mostra já tem garantida uma quarta edição em 2016.

A programação será aberta com uma estreia. Inédito na cidade, o solo “Sobre expectativas e promessas”, da Cena 11 Cia de Dança, de Florianópolis, terá apresentações nos dias 12 e 13/09. Em cena, o bailarino e coreógrafo Alejandro Ahmed, um dos fundadores do grupo, busca reconhecer em seu corpo as marcas dos processos de criação e dos corpos dos bailarinos com quem tem trabalhado. O espetáculo se propõe a ser um discurso organizado por músculos e ossos, instaurado pelo movimento. “Nos meus 20 anos de trajetória como diretor e coreógrafo, a minha dança e a dança do Cena 11 se fundem em um caminho identitário, que precisa ser dissecado como um objeto genealógico, tratando genealogia como um percurso de ocorrências relacionais”, diz. A trilha sonora é composta e executada ao vivo por Hedra Rockenbach, também integrante do grupo, a partir dos sons e ruídos da performance.

Nos dias 26 e 27 de setembro, será a vez da Companhia Urbana de Dança com o espetáculo “Na pista”, celebrando os dez anos do grupo. Dirigida por Sonia Destri, a companhia é formada por jovens moradores de áreas populares do Rio, que fazem uma pesquisa entre linguagens urbanas e técnicas contemporâneas. A apresentação marca o retorno da companhia às suas raízes no subúrbio carioca. Parte da vida de jovens dançarinos, ritmos e sequências coreográficas servem de inspiração para o trabalho, cuja referência está em clássicos das pistas de dança. Ao universo dos dançarinos, a coreógrafa trouxe David Bowie, Earth, Wind & Fire, Chaka Khan e hits da dance music. Rodrigo Marçal, que assina a trilha sonora, inseriu ainda Erik Satie e De La Soul.

No fim de semana seguinte, dias 03 e 04 de outubro, a Cia da Ideia, dirigida pela coreógrafa e bailarina Sueli Guerra, vai apresentar uma programação dupla: o infantil “Batuquinho” e o adulto “Batuque contemporâneo”.

Uma criação de Sueli com o percussionista paulista Guga Machado, “Batuque contemporâneo” aborda uma linguagem que abraça ambas as expressões artísticas: música e dança. A união dessas linguagens desperta a sensibilidade do corpo, dialogando com a sonoridade. Partituras corporais-coreográficas são desenvolvidas a partir da música, proporcionando um espetáculo onde a dramaturgia surge de encontros do corpo tocando e da música dançando.

Constatando o encanto proporcionado nas crianças depois de uma série de apresentações em praças e espaços abertos, a companhia criou “Batuquinho”, uma edição infantil de “Batuque contemporâneo”. No espetáculo, com supervisão cênica de José Mauro Brant, uma seleção de cenas coreográficas surgem sob o olhar de um novo personagem: Antônio, vivido por Antônio Guerra, filho da diretora Sueli Guerra. Desde o seu nascimento, o menino vive uma jornada de descoberta do ritmo e do batuque. Embalado pela batida do coração, na gestação, passando pela suavidade dos acalantos até o contato do menino com os ritmos da vida. Para completar a jornada, Antônio se rende à dança e acha seu lugar no mundo entre tantos passos e ritmos.

Dias 10 e 11/10, o Dança Gamboa receberá “Quem anda no chão, quem anda nas árvores, quem tem asas”, do coreógrafo e performer Gustavo Ciríaco, uma criação para seis bailarinos e cantores. O espetáculo faz uma releitura contemporânea da presença do trágico na atualidade. Lançando um novo olhar sobre configurações tradicionais da tragédia e, de seu oposto, a comédia, o projeto aposta em fluxos migratórios e nos dioramas, dispositivos cênicos comuns nos museus. Após uma temporada de sucesso com o público infantil no Galpão das Artes do Teatro Tom Jobim, no Jardim Botânico, “Quem anda no chão…” abre a programação especial do Dia das Crianças.

Ainda em comemoração à data, o infantil “Em busca do riso perdido” chega à mostra nos dias 11 e 12 de outubro. Do grupo de teatro Claurinas – As palhaças bailarinas, que une a arte do clown e a do balé, a montagem conta a história de três primas/palhaças, que moram juntas e recebem uma carta de uma tia, anunciando sua visita. Quando a tia chega, as sobrinhas tem uma grande surpresa: ela está completamente diferente. Séria e silenciosa, não vê mais graça em nada. Convencidas de que algo está errado, decidem sair pela cidade à procura do riso perdido em algum lugar no caminho.

Nos dias 24 e 25 de outubro, quem se apresenta será a companhia da coreógrafa e pesquisadora Esther Weitzman, com “Jogo de damas”. Segundo Weitzman, o espetáculo acontece a partir dos afetos criados entre as intérpretes, da conversa entre mulheres de diferentes gerações. “É entre o lúdico e o poético que a dança singular de cada bailarina desponta em meio ao trabalho do grupo”, afirma. No palco, oito intérpretes mulheres, com idades entre 24 e 53 anos, experiências e formações de dança variadas, desenvolvem o duplo sentido que dá nome à obra.

Fechando a programação, a Companhia REC, da coreógrafa Alice Ripoll, apresentará seu mais novo espetáculo “Bô”, nos dias 31/10 e 01/11. Bô, que significa “você” ou “tu” em crioulo cabo-verdiano, é uma criação sobre incorporações velozes, estados fugazes e fragmentos da memória. A pesquisa que deu origem ao espetáculo apresenta novos rumos da improvisação na dança. A partir da construção de estados, os intérpretes promovem criações instantâneas de movimentos e encontros inusitados. Além disso, o trabalho encontra inspiração em fenômenos do universo, como órbitas, magnetismo, gravidade, forças de atração e repulsa entre corpos.

Serviço abertura:

Sobre expectativas e promessas
Grupo Cena 11 Cia de Dança
Direção e performance: Alejandro Ahmed
Datas: 12 e 13 de setembro
Horários: Sábado (21h) e domingo (20h)
Local: Galpão Gamboa
Endereço: Rua da Gamboa, 279 – Centro – RJ
Ingressos: R$ 20,00 (inteira) / R$ 10,00 (meia) / R$ 5,00 (moradores da região com comprovante)
Duração: 45 minutos
Classificação etária: livre

Ficha técnica – Sobre expectativas e promessas
Criação, direção e performance: Alejandro Ahmed
Assistência de direção, criação e ensaios: Mariana Romagnani
Iluminação, trilha sonora e direção de cena: Hedra Rockenbach
Máscaras: Maurício Magagnin
Fotografia: Cristiano Prim
Arte gráfica: Pedro Franz
Pesquisa compartilhada: Grupo Cena 11

Programação completa Dança Gamboa – 3ª edição

Residência
Efeito Urbano/Sonia Destri Lie
Datas: 19 e 20 de setembro
Horários: Sábado (21h) e domingo (20h)
Entrada gratuita

Na pista
Companhia Urbana de Dança
Direção: Sonia Destri Lie
Datas: 26 e 27 de setembro
Horários: Sábado (21h) e domingo (20h)
Ingressos: R$ 20,00 (inteira) / R$ 10,00 (meia) / R$ 5,00 (moradores da região com comprovante)
Duração: 40 minutos
Classificação etária: livre

Batuquinho (infantil)
Cia da Ideia
Direção artística: Sueli Guerra e Guga Machado
Datas: 03 e 04 de outubro
Horários: Sábado e domingo (16h)
Ingressos: R$ 10,00 (inteira) / R$ 5,00 (meia) / R$ 2,00 (moradores da região com comprovante)
Duração: 50 minutos
Classificação etária: livre

Batuque contemporâneo
Cia da Ideia
Direção artística: Sueli Guerra e Guga Machado
Datas: 03 e 04 de outubro
Horários: Sábado (21h) e domingo (20h)
Ingressos: R$ 20,00 (inteira) / R$ 10,00 (meia) / R$ 5,00 (moradores da região com comprovante)
Duração: 60 minutos
Classificação etária: livre

Quem anda no chão, quem anda nas árvores, quem tem asas
Direção: Gustavo Ciríaco
Datas: 10 e 11 de outubro
Horários: Sábado (19h) e domingo (19h) – horários a confirmar
Ingressos: R$ 20,00 (inteira) / R$ 10,00 (meia) / R$ 5,00 (moradores da região com comprovante)
Duração: 70 minutos
Classificação etária: livre

Em busca do riso perdido (infantil)
Claurinas – As palhaças bailarinas
Direção: Marcos Ácher
Datas: 11 e 12 de outubro
Horários: Domingo e segunda-feira (15h) – horários a confirmar
Ingressos: R$ 10,00 (inteira) / R$ 5,00 (meia) / R$ 2,00 (moradores da região com comprovante)
Duração: 50 minutos
Classificação etária: livre

Residência
Miúda/Tereza Rocha
Datas: 17 e 18 de outubro
Horários: Sábado (21h) e domingo (20h)
Entrada gratuita

Jogo de damas
Concepção e direção: Esther Weitzman
Datas: 24 e 25 de outubro
Horários: Sábado (21h) e domingo (20h)
Ingressos: R$ 20,00 (inteira) / R$ 10,00 (meia) / R$ 5,00 (moradores da região com comprovante)
Duração: 45 minutos
Classificação etária: 10 anos


Companhia REC
Direção: Alice Ripoll
Datas: 31 de outubro e 01 de novembro
Horários: Sábado (21h) e Domingo (20h)
Ingressos: R$ 20,00 (inteira) / R$ 10,00 (meia) / R$ 5,00 (moradores da região com comprovante)
Duração: 50 minutos
Classificação etária: 10 anos

“Sintonia Suburbana” dia 3 de setembro

Tem música, humor, espontaneidade, crítica social e inteligência na sintonia da rádio (fictícia) “Sintonia Suburbana”, que vai percorrer, de agosto a outubro, as lonas e arenas culturais da cidade, com apresentações a preços populares (R$ 0,50 e R$ 0,25).

Criado em 2012, o espetáculo de repertório é dirigido por Luís Igreja (Companhia do Gesto) e traz a dramaturgia assinada pela premiada Renata Mizrahi (“Galápagos” – Prêmio Shell 2014, “Silêncio!”, “Joaquim e as estrelas”), com histórias inspiradas no cotidiano dos integrantes do grupo e na realidade vivida por eles nas comunidades em que moram, no Complexo de Manguinhos.

Por onde passou, a comédia sempre teve casa cheia e grande empatia com o público. Tratando de temas essencialmente cariocas, de um jeito carioca, “Sintonia Suburbana” celebra os 450 anos de um Rio de Janeiro que não é só sol, mar, montanha, bossa nova e mate com limão. É o corpo, a dança, a sensualidade do baile funk; são as situações tipicamente suburbanas, a solidariedade e os conflitos nas relações, na família, entre vizinhos. E é, principalmente, a capacidade de cada um de rir de seus próprios problemas e dificuldades, dando leveza a temas como violência, balas perdidas, remoções, religiosidade, identidade e transexualidade.

A estreia foi no 1º de agosto de 2015, na Lona Cultural Municipal João Bosco, em Vista Alegre, com ingressos a preços simbólicos – R$0,25 e R$0,50 –  e haverá também agendamento feito pelas escolas do município.  Veja a lista completa das apresentações no serviço.

 

Quando, em 2012, a Companhia de Teatro Manguinhos em Cena surgiu na Biblioteca Parque de Manguinhos, aqueles novos artistas cheios de sonhos não sabiam da força que conquistariam por meio da arte, que poderiam  expressar seus anseios e conquistas, dificuldades e alegrias, limitações e superações, angústias e emoções. Sim, eles puderam. E puderam mais do que se expressar por meio de um grupo de teatro: são hoje uma referência para jovens e crianças do território em que moram e já começam a despontar como produtores culturais e referência do território na relação com outras regiões do Rio de Janeiro, recebendo convites e participando de debates sobre a construção de políticas culturais para a cidade.

“Abrir as sessões também para escolas públicas nas regiões atendidas pelas lonas é a realização do desejo de estimular, cada vez mais, a formação de público para o teatro que existe no Manguinhos em Cena. Para o grupo, é muito importante poder fazer ações formativas como essa. Basta lembrarmos que, há quatro anos, quando o grupo nasceu dentro da Biblioteca Parque de Manguinhos, vários deles nunca tinham assistido a uma peça. Hoje são eles os artistas que estão em cena. Poder oferecer o espetáculo para plateias de jovens estudantes que, talvez, também nunca tenham assistido a um espetáculo de teatro ou que, principalmente, possam ver na cena a possibilidade de transformar sua própria realidade. É o tipo de ação que é bastante gratificante para o grupo”, diz a coordenadora Ana Carina Santos.

Além de atuarem artísticamente, construírem seus textos, seus figurinos, prepararem cenários e iluminação; pensam a arte como um caminho profissional de empreendedorismo, elaboraram e captam recursos para seus projetos.

Como se não bastasse essa nova fase no trabalho do grupo, circulando com a peça por diferentes bairros cariocas, o momento é ainda mais especial porque o projeto de circulação premiado foi elaborado pelos próprios integrantes do grupo,  e todos são hoje profissionais – sim, todos os 27 integrantes  conseguiram registro profissional na Delegacia Regional do Trabalho.

 

 

Sobre o “Sintonia Suburbana”

 

Sucesso de público de 2012 a 2014, o espetáculo “Sintonia Suburbana” encantou a comunidade de Manguinhos que lotava o cineteatro  Eduardo Coutinho, da Biblioteca Parque de Manguinhos (equipamento cultural da Secretaria de Estado de Cultura, SEC), nos fins de semana de dezembro de 2012 a março de 2013. A montagem foi fruto de um longo período de formação artística e técnica no Laboratório de Narrativas Cênicas da Biblioteca Parque de Manguinhos, espaço da Secretaria de Estado de Cultura, coordenado pela Companhia do Gesto e pela Zucca Produções.

Trabalhando diretamente com o diretor Luís Igreja e com os alunos-atores, Renata Mizrahi – ganhadora do Prêmio Shell 2014 pela peça “Galápagos” e autora de peças como “Silêncio!”, indicada a vários prêmios e aplaudida no Festival de Teatro de Curitiba – foi a responsável por um texto original, que falava sobre casos de bala perdida, remoções habitacionais, falta de destino e de identidade. “Sintonia Suburbana” é o nome de uma rádio, que apresenta programas como “Casos bizarros da vida normal ou casos normais da vida bizarra” e “Contos picados do dia a dia”, tudo com muito humor e inteligência.

 

Sinopse: Comédia melodramática que retrata a trajetória de personagens e situações de uma comunidade usando uma rádio comunitária que está fazendo aniversário para costurar as histórias de personagens como a família Tavares e Souza, o homem sem passado, a professora de ginástica que dá aulas de sobrevivência; valorizando a trajetória de cada um para dar graça e leveza a temas do cotidiano de quem vive na região.

 

Sobre a Companhia de Teatro Manguinhos em Cena

 

O grupo surgiu no projeto homônimo de formação teatral realizado na Biblioteca Parque de Manguinhos entre 2012 e 2014, com o objetivo de criar uma companhia de teatro residente na biblioteca. A idealização e a coordenação são da Companhia do Gesto e da Zucca Produções, em parceria com a Biblioteca Parque de Manguinhos e a Secretaria de Estado de Cultura. O projeto integrou também o programa Favela Criativa em 2014, formado por um conjunto de projetos que oferecem a jovens agentes culturais formação artística e especialização em gestão cultural e estabelecem canais de diálogo entre esses jovens, possíveis parceiros e patrocinadores potenciais. Hoje a Companhia de Teatro Manguinhos em Cena tem 27 integrantes, entre atores, produtores e técnicos.

 

Atualmente, a companhia divide-se entre a gravação da coleção “Audiolivros da Biblioteca Parque de Manguinhos” – com dez obras literárias escolhidas pelo grupo no acervo da Biblioteca Parque de Manguinhos e gravados nos estúdios da Biblioteca Parque Estadual –,  projeto também premiado pelo Fomento à Cultura Carioca; os ensaios da MangueBand para o show de homenagem a Lupicínio Rodrigues e o intercâmbio com grupos artísticos por meio de oficinas e intervenções artísticas no Morro da Providência e na Penha.

 

 

FICHA TÉCNICA

Duração: 80 min

Classificação Etária: 14 anos  

Dramaturgia: Renata Mizrahi

Direção: Luis Igreja

Assistente de Dramaturgia: Haroldo César

Colaboraçãode dramaturgia: Manguinhos em Cena

Assistente de Direção: Cecília Rippol

Elenco: Bruna Soares, Evaldo de Andrade, Fábio Silva de Oliveira, Grace Ellen Xavier, Haroldo César, Jéssica Azeredo, Jorge Wilson Matias, José Roberto Araújo, Larissa Gomes, Leonardo Santana, Lidiane Marinho, Luiz Cassiano, Luiz Estevão, Magno Myller, Maycon Barbosa, Ronaldo Silva, Roseany Freitas, Sandra Cipriano, Sirléa Aleixo, Tarcinara Vieira, Telma Silva, Thalyssiane Aleixo, Thayane Aleixo e Wilson Netto.

Coreografia: Katarine Gama

Pesquisa e Execução da Sonoplastia: Luiz Cassiano

Concepção e Pesquisa de Trilha Sonora: Hektor Breno, José

Roberto Araújo, Luiz Cassiano

Iluminação: Luís Igreja  

Orientação de Figurinos: Denise Bernardes, Macela Domingos, Vinicius Couto

Orientação de Criação e Confecção de Máscaras: Tania Gollnick

Cenografia: Manguinhos em Cena

Direção e orientação de Produção: Ana Carina e Júlio Zucca

Produção: Fabio Silva, Fernando Alves, Karen Kristien, Lidiane Marinho, Roseany Freitas e Telma Assis.

Administração e Controladoria: Zucca Produções

Co-produção: Companhia do Gesto e Zucca Produções

Registro Audiovisual: Bruno Fochi

Fotos: Gui Maia, Bruno Fochi e Wilson Netto

Realização: Manguinhos em Cena

SERVIÇO

As apresentações terão agendamento de escolas públicas de cada região atendida pelas Lonas e Arenas Culturais do município do Rio de Janeiro e serão abertas ao público geral também com preços simbólicos – R$0,25 e R$0,50

Quinta-feira, 3 de setembro, às 15h

Preços simbólicos – R$0,25 e R$0,50

Lona Cultural Municipal Carlos Zéfiro –

Endereço: Praça Inácio Gomes – Estr. Mal. Alencastro, s/nº – Anchieta. Tel: 3019-1654

Capacidade: 320 lugares

Kiev Ballet no Teatro Bradesco

Pela primeira vez no Brasil, Kiev Ballet se apresenta no dia 08 de setembro, às 21h, no Teatro Bradesco Rio. O Kiev Ballet, também conhecido como Ballet Nacional da Ucrânia, é uma renomada companhia de balé da cidade de Kiev. Tem como sede e origem o Teatro de Ópera da Ucrânia, inaugurado em 1867, onde iniciou como um pequeno grupo de bailarinos que se apresentavam nas danças folclóricas e balés das óperas locais. Em 2015, o Ballet Nacional da Ucrania – Kiev Ballet comemora seu 148º aniversário e esse notável grupo de jovens bailarinos virá ao Brasil, donde se destacam Irina Surneva, Kateryna

Kozachenko, Viktor Ishchuk, Ruslan Benstianov e um corpo de baile altamente selecionado que executará um programa especial e variado para deleite do público brasileiro, que pela primeira vez na história, receberá em seus palcos este expoente da dança clássica mundial. Os brasileiros poderão apreciar a qualidade artística e perfeição coreográfica com estas suítes: “Carmem” de Georges Bizet; “Chopiniana” da Obra Silfides de Frederic Chopin e um gran finale con “Sherazade” de Nicolai Rimsky-Korsakov.

Duração: 110 minutos (com intervalos)

Classificação: Livre

SERVIÇO

KIEV BALLET

Dia 08 de setembro

Terça-feira, às 21h

Teatro Bradesco Rio (Avenida das Américas, 3900 – loja 160 do Shopping VillageMall – Barra da Tijuca) http://www.teatrobradescorio.com.br

INGRESSOS

Setor Valor

Frisas R$150,00

Balcão Nobre R$ 180,00

Camarote R$ 300,00

Plateia Alta R$ 350,00

Plateia Baixa R$ 400,00

“Esquina Carlos Gardel” no Teatro Bradesco

Cada esquina de Buenos Aires nos aproxima do tango! Pode parecer uma frase feita, mas Buenos Aires, realmente, respira tango em todas as suas esquinas. Mas, uma destas é privilegiada: na esquina do beco depois chamado Carlos Gardel com a Rua Anchorena, perto de onde está hoje a estátua que imortaliza o mais famoso cantor de tangos de toda a história, havia um boteco. Ponto de encontro dos personagens do Mercado de Abasto de Buenos Aires, o Restaurante Chanta Cuatro foi a testemunha silenciosa das noites em que Carlos Gardel jantava e cantava tango com seus amigos até o amanhecer.

O Chanta Cuatro abriu suas portas em 1893, como restaurante e hotel familiar. Lá hospedavam-se trabalhadores, imigrantes e malandros e o lugar foi  testemunha do esplendor do tango, pois Gardel morava a menos de dois quarteirões dali. A área foi entrando em decadência, mas, quase cem anos, experimentou um renascimento, com a chegada da casa de tangos Esquina Carlos Gardel. Toda a história e a magia de uma época retornaram e a casa tornou-se uma das mais conceituadas e freqüentadas da cidade, principalmente pela grande qualidade de seus espetáculos. Ali, todas as noites, centenas de turistas vêm presenciar um dos mais intensos e sensacionais espetáculos de tango de Buenos Aires.

Com cinco duplas de bailarinos e uma orquestra, o espetáculo Esquina Carlos Gardel faz um panorama da trajetória do tango, passando pela interpretação de suas mais comoventes páginas e perpassando a incrível história da Argentina, com seus dramas e alegrias. A montagem vem ao Rio de Janeiro para única apresentação dia 9 de setembro, às 21h, no Teatro Bradesco Rio.

A prestigiada violinista e maestrina Erica di Salvio dirige, desde 2001, a orquestra que integra o espetáculo e está entre as mais importantes da Argentina. A sensualidade, incríveis e magníficos figurinos e uma dança surpreendente aparecem na coreografia, que congrega a dança de cenário e a dança de salão com maestria. São performances clássicas e interpretações modernas de tango acrobático, sob a direção de Dolores de Amo, que leva a cada ato todo requinte e beleza de uma dança que agrada ao público em todo o mundo. Enfim, uma oportunidade única do público brasileiro ter contato com um dos mais belos espetáculos de tango da atualidade.

SERVIÇO

ESQUINA CARLOS GARDEL

Dia 9 de setembro

Quarta-feira, às 21h

Teatro Bradesco Rio (Avenida das Américas, 3900 – loja 160 do Shopping VillageMall – Barra da Tijuca)

Duração: 90min

Classificação: 12 anos

www.teatrobradescorio.com.br

INGRESSOS

Setor

Valor

Frisas

R$ 100,00

Balcão Nobre

R$ 140,00

Plateia Alta

R$ 220,00

Camarote

R$ 200,00

Plateia Baixa

R$ 240,00

Bagaceira 15 anos – Temporada de repertório

O projeto “Bagaceira 15 anos” consiste na sequência de três temporadas de espetáculos recentes do grupo, oferecendo ao Rio de Janeiro um panorama do que o Bagaceira vem produzindo em sua fase mais amadurecida. Serão ao todo 72 apresentações (24 de cada espetáculo).

O coletivo, de Fortaleza/CE, consolidou-se nacionalmente através da linguagem peculiar de seus espetáculos, que associam provocações visuais à criação de dramaturgias inéditas. Em quinze anos de trajetória, o grupo conquistou premiações, promoveu importantes parcerias e participou de festivais dentro e fora do Brasil.

Desde o surgimento, o Bagaceira mantém uma produção ininterrupta, construindo, desse modo, um repertório diversificado e inteiramente autoral. Os espetáculos “Interior”, “A Mão na Face” e “Fishman” são resultados do período mais amadurecido do grupo. “Interior” é uma peça singela, conduzida por duas velhinhas irreverentes, que se recusam a morrer. Uma homenagem à cultura interiorana, às avós e a todas as coisas que jamais serão engolidas pelo tempo. “A Mão na Face” traz o diálogo disparatado entre uma prostituta e uma travesti. Público e personagens trocam olhares, através de espelhos distorcidos. Na oscilação entre momentos densos e patéticos, a comovente relação de Mara e Gina é revelada. Em “Fishman”, o mais novo espetáculo do Bagaceira, dois homens estão em um pequeno bote sobre as águas de um lago, frente a frente, sem saber o que dizer. Um mergulho poético na complexidade humana e no misterioso fluxo da vida.

São três espetáculos intimistas, feitos para dois atores e com foco na palavra; porém, com linguagens bem distintas entre si e diferentes experiências de aproximação com a plateia. Todos os espetáculos possuem dramaturgia de Rafael Martins e direção de Yuri Yamamoto, este último vencedor do quadro ‘Como Manda o Figurino’, do Fantástico (TV Globo), em abril deste ano, e é quem assina os figurinos da minissérie ‘Xxxx Xxxxxx’, que estreia ano que vem. As peças têm capacidade de público reduzida. Desta forma, o grupo fará a maior parte da temporada de cada espetáculo em sessões duplas.

‘Interior’ está desde junho em turnê por cindo estados do Nordeste e passou, em agosto, por em Uberlândia e Belo Horizonte, sempre com uma ótima recepção de público e criticas. Já ‘Fishman’, fez, também em agosto, sua segunda temporada em BH.

OS 15 ANOS

Criado em 2000, o Grupo Bagaceira alcançou reconhecimento nacional pela sua pesquisa autoral. Com textos e direções próprias, o grupo lançou desafios no âmbito da construção cênica e dramatúrgica, o que resultou no adensamento de uma linguagem própria. Os espetáculos em repertório são apresentados nos principais festivais e mostras de todo país, provocando uma reflexão sobre um novo olhar do que é produzido no nordeste. Com 15 espetáculos no currículo e mais de 20 esquetes, contabiliza mais de 800 apresentações.

O Grupo Bagaceira é formado por: Démick Lopes, Rafael Martins, Ricardo Tabosa, Rogério Mesquita, Samya de Lavor, Tatiana Amorim e Yuri Yamamoto. Com sede em Fortaleza, a Casa da Esquina, o grupo também conta com a produtora Mikaelly Damasceno e a secretária Carla Sousa.

Em 2015, o Bagaceira comemora os 15 anos e realiza várias apresentações e temporadas por todo o país. Logo no início do ano, o grupo esteve em uma temporada de 2 meses em São Paulo, com o seu primeiro espetáculo: Lesados. O coletivo também se apresentou na Bolívia, participando com dois espetáculos do X FITCRUZ, Festival internacional de Teatro de Santa Cruz de La Sierra. Houve ainda circulação pelas cidades de Belo Horizonte, Salvador, Recife, Teresina, Sousa, Maceió, Aracaju, dentre outras programações.

Respaldado pela trajetória de peças inteiramente autorais e pela assinatura construída durante esse tempo, o Grupo Bagaceira chega agora ao Rio de Janeiro com o projeto “Bagaceira 15 anos”, para apresentar três temporadas de uma só vez, em uma estadia mais longa na cidade, marcando este ano de comemorações.

FICHA TÉCNICA

Dramaturgia: Rafael Martins Direção: Yuri Yamamoto Elencos: “Interior” – Samya de Lavor e Tatiana Amorim

“A mão na face” – Démick Lopes e Marta Aurélia

“Fishman” – Ricardo Tabosa e Rogério Mesquita

 

SERVIÇOS

Bagaceira 15 anos – Temporada de repertório

“Interior” – de 16 de setembro a 04 de outubro https://www.youtube.com/watch?v=qaPCzUpvmOI&feature=youtu.be

Horário: Quartas e quintas, às 19h30. Sextas, sábados e domingos, às 17h30 e às 19h30

Local: Teatro III do Centro Cultural Banco do Brasil (Rua Primeiro de Março, 66 – Centro)

Informações: (21) 3808-2020

Ingresso: R$10,00

Horário da bilheteria: de quarta a segunda, das 9h às 21h

Gênero: Comédia

Duração: 80 minutos

Capacidade: 60 lugares

Classificação indicativa: Livre. (Não recomendado para menores de xx anos)

“A Mão na Face” – de 07 a 25 de outubro. https://www.youtube.com/watch?v=gYN7x3bTXHY

Horário: Quartas e quintas, às 19h30. Sextas, sábados e domingos, às 17h30 e às 19h30

Local: Teatro III do Centro Cultural Banco do Brasil (Rua Primeiro de Março, 66 – Centro)

Informações: (21) 3808-2020

Ingresso: R$10,00

Horário da bilheteria: de quarta a segunda, das 9h às 21h

Gênero: Drama

Duração: 50 minutos

Capacidade: 40 lugares

Classificação indicativa: 16 anos

 

“Fishman” – de 28 de outubro a 15 de novembro https://www.youtube.com/watch?v=IcsOaqDA2YE

Horário: Quartas e quintas, às 19h30. Sextas, sábados e domingos, às 17h30 e às 19h30

Local: Teatro III do Centro Cultural Banco do Brasil (Rua Primeiro de Março, 66 – Centro)

Informações: (21) 3808-2020

Ingresso: R$10,00

Horário da bilheteria: de quarta a segunda, das 9h às 21h

Gênero: Drama

Duração: 50 minutos

Capacidade: 86 lugares

Classificação indicativa: 16 anos

Espetáculo “Ritmos” no Circo Crescer e Viver

No dia 10/09 (quinta-feira), às 15h, o Circo Crescer e Viver apresentará o espetáculo “Ritmos”, que através de diversas técnicas circenses abordará diversos ritmos e sons brasileiros. Entre os equipamentos utilizados estarão o monociclo, malabares, trapézio, tecido, acrobacias de solo, entre outros. A apresentação, que acontece de forma quadrimestral, é realizada pelos alunos do Circo Social. O espetáculo é gratuito e a classificação é livre.

A música sempre dialogou diretamente com o Circo, mas nesta apresentação se tornou o tema do espetáculo. A ideia surgiu durante as aulas e os próprios alunos além de definir o tema, também participaram do processo criativo, da composição do figurino, criação do cenário, material de divulgação, entre outras atividades, o que incentiva a criatividade dos jovens.

O Circo Crescer e Viver tem Patrocínio do Governo do Rio de Janeiro, da Secretaria de Estado de Cultura, da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro, da Petrobras, da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, da Secretaria Municipal de Cultura, do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), da Hope Serviços e da Astem, e apoio da ABC Trust e da Rise Up.

Serviço:
“Ritmos”
Data: 10/09 (quinta-feira), às 15h
Local: Circo Crescer e Viver
Endereço: Rua Carmo Neto, nº 143 (ao lado da estação do Metrô da Praça Onze), Cidade Nova, Rio de Janeiro.
Entrada franca
Classificação etária: livre

“Paulinho Serra em pedaços” dia 05

O espetáculo “Paulinho Serra em pedaços” chega à Arena Jovelina Pérola Negra no dia 05/09, às 21h. Na apresentação, Paulinho Serra fala da sua infância em Bangu e do começo da carreira artística até sua afirmação como humorista. Os ingressos variam de R$25 (meia-entrada) a R$50 (inteira) e a classificação do show é de 14 anos.

Desde 2012 Paulinho Serra está em turnê com o stand-up “Paulinho Serra em pedaços” por todo o país. O humorista ainda atua no seriado Chapa Quente da TV Globo, foi ex-VJ da MTV, integrante do grupo Deznecessários e fundador do canal Amada Foca. Reconhecido como um dos grandes nomes do humor nacional, ele segue fazendo o que mais gosta: improvisar e multiplicar risadas.

Serviço:
“Paulinho Serra em pedaços”
Dia: 5/09, às 21h
Local: Arena Jovelina Pérola Negra
Endereço: Praça Ênio, s/n, Pavuna.
Tel.: (21) 2886-3889
Entrada: R$50 (inteira) e R$25 (meia-entrada)
Classificação livre
A Arena possui acesso para deficientes físicos e estacionamento gratuito.

Ataulfo Alves – O Bom Crioulo

Com direção de Luiz Antonio Pilar e direção musical de Alexandre Elias, Ataulfo Alves – O Bom Crioulo estreia no dia 04 de setembro no Teatro Dulcina. Com texto de Enéas Carlos Pereira e Edu Salemi, o espetáculo canta e conta trechos da vida e obra do compositor, tendo como pano de fundo o Brasil das décadas de 1940, 50 e 60. O musical revela ao público um pouco mais da vida de Ataulfo Alves através de suas canções inesquecíveis.

O musical é uma prévia da comemoração do centenário do samba, que será celebrado em 2016. Conhecido como Mestre do Samba, Ataulfo foi autor de músicas inesquecíveis como “Ai que Saudades da Amélia”, “Atire a Primeira Pedra” e “Mulata Assanhada”. Suas canções foram interpretadas por artistas como Carmen Miranda, Silvio Caldas, Dalva de Oliveira e Elza Soares.

“Sempre quis fazer um musical onde o personagem negro fosse o vetor principal. Ele é um ícone da história negra e da música popular brasileira. Ataulfo é um personagem que, a partir de seu talento individual trabalhou em coletividade com grandes nomes da música brasileira, teve uma grande carreira e nunca negou sua origem. Daí o nome do espetáculo: Ataulfo Alves – O Bom Crioulo”, explica Luiz Pilar.

O enredo do espetáculo se desenrola a partir de um encontro imaginário. Em um bar vazio, um maître vê o espírito de Ataulfo Alves. A partir daí, os dois relembram juntos fatos marcantes da vida do mestre do samba, seus encontros e desencontros, suas glórias e suas dores. Nessa conversa, surgem curiosidades como a briga do sambista com Mário Lago por conta de “Ai que Saudades da Amélia” e a crise de ciúmes de sua esposa Dona Judith por causa de Carmem Costa.

O espetáculo conta com a direção musical de Alexandre Elias, que dirigiu montagens como “Tim Maia, Vale Tudo – O Musical”; “Simbora, o Musical – A história de Wilson Simonal”; e “Gonzagão, a Lenda”, pelo qual recebeu Prêmios Shell e Bibi Ferreira.

“Ataulfo é sinônimo de samba elegante e sofisticado. Não é a toa que seu samba é conhecido como ‘Samba de Gala’. Por isso, procurei pensar com qual sonoridade ele gostaria que sua história fosse contada. Para mim esse espetáculo será um importante passo em direção a uma linguagem brasileira dentro do universo do teatro musical”, declara Alexandre.

Ataulfo Alves – O Bom Crioulo conta ainda com um elenco de bambas experientes em teatro e música como: Wladimir Pinheiro, intérprete de Ataulfo e vencedor do prêmio Zilka Sallaberry de teatro infanto-juvenil na categoria Melhor Música; Édio Nunes (Pixinguinha / Wilson Batista) trabalha com Musicais desde 1994, dentre eles: “Metralha”, de Stella Miranda, “South American Way”, de Miguel Falabella, A Canção Brasileira, de Paulo Betti; Patricia Costa, que atuou nos espetáculos: “Sambra”, “Quando a Gente Ama”, “É Samba na Veia é Candeia”, “Os Negros” e está em cartaz com o musical “Cabaré Dulcina”; e Marcello Capobiango, que participou de importantes montagens do teatro musical estilo brasileiro como: “Uma Pitada de sorte’’; “O jardim das borboletas’’; “Ai ai Brasil’; “Obrigado, Cartola’’; “Otelo da Mangueira’’; “Besouro cordão de ouro’’; “Noel – O feitiço da Vila’’; “Cabaré Dulcina”, entre outros.

Sobre o Diretor Luiz Antonio Pilar: Luiz Antonio Pilar formou-se no curso de profissionalização para atores da Escola de Teatro Martins Penna. É bacharel em Artes Cênicas, especialização de direção teatral, pela UniRio. Diretor de teatro, televisão e cinema. Dirigiu espetáculos como: “Os Negros”; “Doroteia”, de Nelson Rodrigues; “Charles Baudelaire, Minha Terrível Paixão”, adaptação teatral de Elisa Lucinda da obra de Bernard-Henry Lévy; “O Método Gronholm”, do espanhol Jordi Galcerán; “Paparutas”, texto de Lázaro Ramos e “Lima Barreto ao Terceiro Dia”.

Sobre o Diretor Musical Alexandre Elias: É um dos mais requisitados diretores musicais do Rio de Janeiro. Foi indicado ao prêmio Shell pelos espetáculos: “A Hora e vez de Augusto Matraga” (música original e direção musical); “A Farsa da boa Preguiça” (vencedor do Prêmio Contigo de Teatro e indicado ao Shell e Prêmio Contigo por Direção musical e música original); “Maria do Caritó” (direção musical e música original); e “Gonzagão, a Lenda”, que lhe rendeu os Prêmios Shell e Bibi Ferreira de melhor música. Tem mais de quarenta peças no currículo como diretor musical, incluindo o fenômeno “Tim Maia, Vale Tudo – O Musical”. Sua última foi “Simbora, o Musical – A história de Wilson Simonal”, Por este espetáculo está indicado ao Prêmio Cesgranrio.

FICHA TÉCNICA

Direção Geral: Luiz Antonio Pilar

Autores: Enéas Carlos Pereira e Edu Salemi

Diretor Assistente – Édio Nunes

Assistentes de Direção – Madara Luiza

Direção Musical: Alexandre Elias

Cenografia: Doris Rollemberg

Figurinos: Helena Affonso

Iluminação: Daniela Sanchez

Som designer: Branco Ferreira

Direção de Produção – Mariana Campos

Assistentes de Produção – Caroline de Silva e Vilson Almeida

Coreógrafo – Édio Nunes

Preparadora Vocal e Musicista ensaiadora – Ananda Torres

Cabelo/Make – Gal

Assistente de Direção Muiscal: Victor Huggo

Músicos: Bezaleel Ferreira,Caio Marcio dos Santos,Rafael Mallmith, Reginaldo Vargas Operadora de luz: Katia Barreto

Designer Gráfico – Maria Júlia Ferreira

Cenotécnica – Fátima de Souza

Cenotécnica Montagem / Contra regra – Renato Silva

Maquinista – João Paulo Santos

Costureira Cênica – Nice Tramontin

Camareira: Maria Célia Silva

Elenco:

Wladimir Pinheiro – Ataulfo Alves

Alexandre Vollú – Ari Barroso / Mario Lago

Dany Stenzel – Carmem Miranda / Alda (pastora)

Édio Nunes – Pixinguinha / Wilson Batista

Luciana Balby – Silvia / Olga (pastora)

Marcelo Capobiango – Barman / Pai do Ataulfo

Marcelo Gonçalves – Almirante / Sergio Bittencourt

Marco Bravo – Seu Antunes / Mister Evans

Patricia Costa – Judite (velha) / Abigail (pastora)

Shirlene Paixão – Judite (jovem) / Marilu (pastora)

Sobre o elenco:

 

Patricia Costa – Judite (velha) / Abigail (pastora)

É atriz, cantora e bailarina, veterana do teatro musical brasileiro. Atuou nos espetáculos: “Cabaré Dulcina”; “Sambra” – homenagem aos cem anos do Samba; “Quando a Gente Ama”; “É Samba na Veia é Candeia”; “Os Negros”, dirigido por Luiz Antônio Pilar, entre outros.

Wladimir Pinheiro – Ataulfo Alves

Wladimir é ator, músico e diretor musical. No teatro possui uma longa carreira. Entre seus trabalhos como ator destacam-se os espetáculos “Sambra”, “Quando a Gente Ama”, e “Milton Nascimento – nada será como antes”.

Alexandre Vollú – Ari Barroso / Mario Lago

Alexandre é ator e cantor. Nos últimos anos atuou ‘nos espetáculos: ”Um Ovo para dois’’; “À Gaivota”; “Anormalistas”;  “Eu Sempre Tive a Ilusão de que um Dia Iria te Abraçar”, entre outros.

 

Dany Stenzel – Carmem Miranda / Alda (pastora)

Dany Stenzel possui 23 anos de carreira, dentre seus trabalhos destacam-se os espetáculos “Qui é isso? Um ignorante estudo sobre Brecht”, “Os interesses criados”, “Dona Flor e seus dois Maridos”, com direção de Pedro Vasconcellos, com o qual esteve em cartaz durante quatro anos (2008 a 2011); “Galinha Pintadinha o Musical”; “Lima Barreto ao terceiro dia”, dirigido por Luiz Antônio Pilar.

 

Édio Nunes – Pixinguinha / Wilson Batista

Édio Nunes é ator, cantor, bailarino, coreógrafo, diretor, autor e sambista. Trabalha com Musicais desde 1994, destacando : “Metralha’’, “South American Way’’,’’A Canção Brasileira’’ , “Quando a Gente Ama’’, “Sambra’’ ,’’Politicamente Incorretos’’, entre outros. Dirigiu o espetáculo Cabaré Dulcina vencedor do Prêmio Shell de 2013.

 

Shirlene Paixão – Judite (nova) / Marilu (pastora)

Shirlene é atriz, cantora e bailarina. Participou do espetáculo musical ”Sambra: 100 anos de Samba’’, e dos espetáculos teatrais “Filhos do Brasil”, premiado como melhor espetáculo pelo XVI Festival de Teatro do Rio de Janeiro. Integra como backing vocal a banda oficial de SUPERSTAR e THE VOICE BRASIL (Programas Rede Globo).

 

Marcelo Gonçalves – Almirante / Sergio Bittencourt

Marcelo é ator e diretor. Faz teatro, televisão e cinema há mais de vinte anos. No teatro fez “Capitães da Areia”, “Cuba Libre”, “A Mãe”,” Aonde Está Você Agora?”, “Superiores”, “Dona Flor e seus Dois Maridos”, entre outros. No cinema participou dos filmes: “Tropa de Elite 2″, “Xingu”, “Assalto ao banco central” e “Não se pode viver sem amor”.

Luciana Balby – Silvia / Olga (pastora)

Luciana é atriz, intérprete, compositora, e dubladora. Integrou o elenco do musical “Filhos do Brasil”, com a Companhia Mulungu, dirigido por Oswaldo Montenegro e Madalena Salles, além disso, fez diversos espetáculos teatrais infantis, musicais. No cinema, participou do filme “Solidões”, de Oswaldo Montenegro, interpretando um personagem de sua autoria. Participou do programa The Voice Brasil, veiculado pela Rede Globo de Televisão.

Marco Bravo – Seu Antunes / Mister Evans

Marco é ator e diretor. No teatro seu trabalho de maior destaque foi a interpretação no espetáculo “Dona Flor e seus dois maridos’’, com direção de Pedro Vasconcellos, com o qual esteve em cartaz durante quatro anos (2008 a 2011). Dirigiu o espetáculo “Tudo por um popstar’’. No cinema participou dos filmes: “Depois de Você’’, “Muita calma nessa hora 2’’, “O Concurso’’. Na Tv participou da novela da Rede Globo “Sete Vidas’’, e da série “As Canalhas’’, do GNT.

Marcelo Capobiango – Barman / Pai do Ataulfo

Marcelo é ator, cantor e locutor. Com 37 anos de carreira, vem participando de importantes montagens do teatro musical estilo brasileiro como: “Uma Pitada de sorte’’; “O jardim das borboletas’’; “Ai ai Brasil’; “Obrigado, Cartola’’; “Otelo da Mangueira’’; “Besouro cordão de ouro’’; “Noel – O feitiço da Vila’’; “Cabaré Dulcina’, entre outros.

SERVIÇO

Teatro: “Ataulfo Alves – O Bom Crioulo”

Temporada: 04 de setembro a 04 de outubro (quarta a domingo)

Local: Teatro Dulcina

Endereço: Rua Alcindo Guanabara 17 – Centro, Rio de Janeiro – RJ

Dias e horários: quarta a domingo; 19h
Ingressos: R$20,00

Capacidade: 429 lugares

Duração: 1h30min

Classificação: 14 anos

Gênero: Musical

Acesso cadeirantes: sim

Por Amor ao mundo – um encontro com Hannah Arendt

É uma peça de câmara, para apenas três atores. Segundo o diretor Isaac Bernat, um documentário poético. A dupla trabalha novamente com Kelzy Ecard e Carolina Ferman após a experiência em Desalinho, pelo qual Marcia recebeu o Prêmio APTR 2014 de Melhor Autora. “Eu tinha visto o filme sobre Hannah anos antes. Depois, quando procurava uma peça pra Kelzy, ela me voltou à mente. Fui pesquisar e vi que era 40 anos de morte. Nesse momento achei que Hannah havia nos escolhido”, diz a autora que também é idealizadora do projeto. Completa o elenco o ator e bailarino Michel Robim.

 

            Assim como os outros textos de Márcia Zanelatto, Por amor ao mundo não segue uma linha temporal. A peça atravessa vários momentos da vida e do pensamento de Hannah Arendt, a partir de um narrador, um homem extemporâneo, feito por Michel Robim, que nos apresenta momentos da vida e obra de Hannah. “Hannah dizia que o homem deve pensar, julgar e narrar”, não resisti a atender esse pedido na dramaturgia, diz a autora. Hannah teve uma grande amiga, a escritora Mary Stewart, na peça feita pela Carolina Ferman. “Fiquei fascinada com essa coisa das mulheres que falam de temas seríssimos como o totalitarismo cozinhando e fofocando. É extremamente teatral e eu só fiz aproveitar. E escolhi dois dos homens importantes para Hannah. Heidegger, por quem ela se apaixonou aos 18 anos e viveu um romance secreto por toda a vida e Heinrich Blucher, seu marido, com quem ela se casou e viveu até o fim. Queria que nós a víssemos também como mulher apaixonante”, explica a autora.

            A peça dialoga com a atualidade da banalidade do mal.
“A banalidade do mal está nos nossos calcanhares. Dia desses, um trem teve autorização para passar por cima do corpo de um homem. Ouvimos frases como ‘Não posso fazer nada’ ou ´O sistema não aceita´ ou ´Bandido bom é bandido morto´ todos os dias. Estamos vivendo o risco real da ascensão do fundamentalismo religioso ao poder. É hora de conversar com Hannah Arendt. Ela foi a primeira e maior pensadora do totalitarismo e alertou: “fazer o mal pode não ter nada a ver com ser mau”. Ou seja, pessoas boas podem estar fazendo o mal sem se dar por isso” 

 

Com este trabalho, a dupla Isaac Bernat e Márcia Zanelatto fecha uma trilogia sobre mulheres marcantes do século XX. “Quando a gente se deu conta, tinha ali uma trilogia. Clara Nunes, uma cantora brasileira; Florbela Espanca, uma poeta portuguesa e Hannah Arendt, uma pensadora alemã. Fui uma grata surpresa constatar isso”, garante o diretor.

            O projeto inédito conta com recursos do Prêmio Myriam Muniz, do qual é vencedor na categoria Montagem / Região Sudeste/ Ano 2014. O processo de composição da peça envolveu oficinas sobre filosofia para toda a equipe de criação.

 

FICHA TÉCNICA:

Texto original – Marcia Zanelatto

Direção – Isaac Bernat

Elenco –  Kelzy Ecard – Carolina Ferman – Michel Rubin

Cenografia – Doris Rollemberg

Iluminação – Aurélio de Simoni

Figurinos – Desiree Bastos

Direção musical – Alfredo Del Penho

Direção de movimentos – Marcelle Sampaio

Direção de Produção – Roberto Jerônimo

Realização e Idealização – Transa Arte e Conteúdo

SERVIÇO:

Por Amor ao mundo – um encontro com Hannah Arendt

Centro Cultural Banco do Brasil RJ

Rua Primeiro de Março, 66 – Centro, Rio de Janeiro/RJ

Teatro I

Lotação 172 lugares

Classificação indicativa 14 anos

Estreia 26 de agosto (4a f) às 20h

temporada 27 de agosto até 04 de outubro

4a a domingo, às 19h.

Entrada: R$ 10,00 (meia entrada: R$ 5,00 Señior, Estudante, Cliente BB, Cartão Metrô recarregável)

 

“Quem Casa Ainda Quer Casa”

Quem casa quer casa é mais uma peça humorística de Martins Pena, dentro das características da obra do autor. Baseia-se em um provérbio famoso e tem um único ato. Nesta adaptação, resgatamos o humor do autor com uma atualizada para os dias de hoje. A trama se desenvolve a partir do casamento do casal de filhos de Dona Fabiana com os de Anselmo. Eles, no entanto, não se entendem e não param de brigar, enquanto o marido de Fabiana, não faz nada, pois só cuida da sua devoção católica. A briga chega à agressão física, até que Anselmo surge e resolve a situação e entrega as chaves de duas casas alugadas aos filhos.

TEXTO: MARTINS PENA ADAPTAÇÃO: CLAUDIO JUAREZ

Elenco: Aline Daltro, Clara Gavazza, Gabrielle Asevedo, Juan Vasconcellos, Luis Felipe Braga, Marianna Santhos, Murillo Bazilio, Naiaama Belle, Paula Morgado, Rodrigo Brum, Vanessa Marcolino.

Direção: Claudio Juarez e Ruan Calheiros

 

Serviços:

Sábados e Domingos às 20h R$ 40,00

Classificação: 12 anos

Duração: 60 minutos

De 5 até 27 de setembro

Teatro Henriqueta Brieba – Tijuca Tênis Clube Rua Conde do Bonfim, 451 – Tijuca – Rio de Janeiro

Tel: (21) 3294-9300

Festival Internacional de Artes de Tiradentes

Com um formato inédito no País, o Festival Internacional de Artes de Tiradentes – Artes Vertentes – será realizado na histórica cidade mineira entre os dias 10 e 20 de setembro próximo. A programação contempla os campos das artes visuais, música, literatura, teatro, cinema e dança, em espetáculos que serão apresentados ao público por artistas, músicos, escritores e diretores de 10 países. Este formato, presente desde a criação do Festival, em 2012, pretende possibilitar diálogos entre línguas, culturas, artistas, público e os diferentes campos da arte.

Com direção artística de Luiz Gustavo Carvalho, o Festival Artes Vertentes apresentará mais de 45 atrações, em uma extensa programação de concertos, saraus literários, exposições, sessões de cinema e espetáculos de teatro e dança. Todas as atividades estão ligadas ao tema “Crime e Castigo”, mote curatorial da edição de 2015, e têm patrocínio do Itaú, EBrasil, Gasmig e Cemig.

“A proposta é manter um intercâmbio de alto nível entre o rico patrimônio artístico e cultural de Minas Gerais e o de outros lugares, permitindo encontros, reencontros e descobertas do público por meio da arte. Pretendemos, com este conceito inovador, criar um espaço para novas ideias, atuando como uma plataforma de comunicação entre artistas vindos de diferentes culturas, respeitando suas singularidades, antagonismos e, principalmente, o desejo de dialogar”, explica Luiz Gustavo.

As atividades acontecerão em lugares de relevância histórica e de importância no patrimônio arquitetônico da cidade, como a Matriz de Santo Antônio, as Igrejas do Rosário e das Mercês, o Museu Padre Toledo, o Centro Cultural Yves Alves, o Sobrado Quatro Cantos e o Largo das Forras. Grande parte da programação é gratuita.

Artes Visuais

“Último império”, de Serguei Maksimishin – um dos maiores fotógrafos russos da atualidade – e “Fogo, Carne e Sangue”, do nigeriano James-IrohaUchechkwu, serão apresentadas pela primeira vez na América do Sul. Importantes nomes do cenário contemporâneo das artes visuais tais como CamilleKachani, João GaborgginiQuaglia, Peter de Brito e os franceses

François Andes e Pascal Marquilly, do Coletivo Groupe A, também mostrarão seus trabalhos na exposição coletiva “Daquilo que nos escapa”.

Literatura

O romancista esloveno Drago Jančar – que recentemente recebeu o Título de Cidadão Europeu, concedido pela União Europeia pelo conjunto de sua obra –, vem pela primeira vez ao país e apresentará o seu livro “Desejo Debochado”, traduzido para o português. Além dele, poetas renomados como o lituano Tomas Venclova; e jovens que despontam no cenário literário internacional, como a portuguesa Matilde Campilho, cujo livro, “Joquei”, publicado recentemente no Brasil pela editora 34, foi o mais vendido na FLIP deste ano também marcam presença no Festival. Participam, ainda, das leituras e workshops do festival o mexicano Luis Felipe Fabre; o catalão Josep Pedrals e os brasileiros William Zeytounlian e Ricardo Domeneck.

Música

Na programação musical, o pianista Jacob Katsnelson, vencedor de diversos concursos internacionais para piano, estará realizando o seu primeiro recital no Brasil. “PierrotLunaire”, uma das principais obras do século XX, ganhará um elenco internacional e a interpretaçãoda soprano Eliane Coelho, maior nome do canto lírico do país. Ela será acompanhada por músicos de renome internacional, como o flautista israelense Roy Amotz e o violinista Daniel Rowland, primeiro violinista do Quarteto Brodsky. O Artes Vertentes apresenta, ainda, o holandês Jan Jansen no órgão histórico da Matriz de Santo Antônio, o percussionista Gregory Beyer, um dos maiores da atualidade e a Orquestra Criança Cidadã – Recife, uma das orquestras jovens mais interessantes do país.

Cinema

Os filmes Raskolnikow (1923) e As mãos de Orlac(1924), do cineasta alemão Robert Wiene; e A Batalha no Céu (Batallaenelcielo) e Japón (Japão), de Carlos Reygadas, serão exibidos no Festival.A convite do Festival, o DJ paulista Paulo Beto e o compositor mineiro Sérgio Rodrigo escreveram trilhas para os filmes, que serão executadas ao vivo durante as exibições.

Teatro e dança

“O amor é um cão que vem do inferno”, peça do premiado dramaturgo espanhol Javier Cuevas, também será apresentada no Itaú Cultural, em São Paulo, no dia 08 de setembro, pelo próprio Javier Cuevas e pela atriz GriseldaLayno, num denso diálogo construído a partir de textos de

Charles Bukowsky, escritor alemão, e George Bataille, pensador e escritor francês. O público poderá assistir, ainda, à “História do Soldado”, de Igor Stravinsky, em uma montagem inédita com a participação do ator Alvise Camozzi, e da bailarina Jacqueline Gimenes, e “Líquido tátil”, resultado do encontro entre o grupo Espanca! (que recentemente completou 10 anos de atividades) e o diretor e dramaturgo argentino Daniel Veronese.

Ações educativas

O projeto também leva às crianças de Tiradentes oficinas em diversas linguagens artísticas. Segundo a diretora executiva do Festival, Maria Vragova, o objetivo é explorar o universo artístico de uma maneira criativa e pedagógica. “Queremos contribuir para a integração do público infantil ao festival, bem como para a formação de público e isso somente torna-se possível através de uma ação educativa contínua no município e na região”, afirma. Um dos destaques de artes visuais será a escultura “Quimera”, resultado da residência de Pascal Marquilly e François Andes na cidade de Tiradentes, a convite do Festival Artes Vertentes. Entre os dias 11 de agosto e 10 de setembro, os franceses Pascal Marquilly e François Andes trabalharão com diversos artistas populares e artesãos mineiros na construção de uma Quimera, um ser imaginário da mitologia grega, inspirada na fauna local e na diversidade de linguagens artísticas da região. O projeto contará ainda com a participação de estudantes da Universidade Federal de São João Del Rei (UFSJ) e da UFMG e com as crianças de Tiradentes que participam da Ação Educativa, projeto desenvolvido pelo Festival Artes Vertentes durante todo o ano letivo junto a escolas da cidade.

O Festival Artes Vertentes é uma realização da Arset Vita. Mais informações no site http://www.artesvertentes.com ou no facebook.com/festivalartesvertentes.


A edição 2015 do Festival Internacional de Artes de Tiradentes – Artes Vertentes –, que acontece de 10 a 20 de setembro, na histórica cidade de Tiradentes (Minas Gerais), com uma rica programação nas artes visuais, música, literatura, teatro, cinema e dança, está se expandido pelo Brasil e terá um recorte em Pernambuco, nas cidades do Recife e Igarassu. O recorte em Recife conta com o patrocínio da E Brasil.

Com Direção Artística de Luiz Gustavo Carvalho e um formato inédito no País, o Festival Internacional de Artes de Tiradentes – Artes Vertentes – teve início em 2012 e, desde a sua criação, contempla diversos campos das artes, com espetáculos que são apresentados ao público por artistas, músicos, escritores e diretores de mais de 10 países, possibilitando diálogos entre línguas, culturas, artistas e público.

Até esta edição, já foram apresentadas mais de 130 atrações, em uma extensa programação de concertos, saraus literários, exposições, sessões de cinema e espetáculos de teatro e dança. Muitos nomes importantes já passaram pelo Artes Vertentes, como Harryette Mullen – uma das mais respeitadas escritoras experimentais dos Estados Unidos –, os poetas Leonardo Fróes e o esloveno Tomaž Šalamun, a portuguesa Matilde Campilho – que retorna este ano –, o violoncelista alemão Julian Arp, o percussionista brasileiro Fernando Rocha, o violinista holandês Daniel Rowland, além de exibição de filmes importantes como os filmes Colar de dentes de lobo (1997) e Uma mulher e seus quarto homens (1979), do cineasta lituano Algimantas Puipa, – trazidos ao Brasil pela primeira vez no ano passado –, entre muitas outras atrações e artistas.

Para a capital pernambucana e a cidade histórica de Igarassu, o Festival escolheu a música como foco. Entre os dias 23 e 27 de setembro serão oferecidos concertos nas igrejas do Recife antigo e do município de Igarassu, além de um concerto de música de câmara no Teatro de Santa Izabel.

Em Igarassu, o concerto acontece na Igreja do Convento de Santo Antônio (Rua Marechal Hermes da Fonseca) – construído no final do século XVI. O terceiro convento do Brasil, construído pelos padres franciscanos, receberá a Orquestra Criança Cidadã que apresentará o Divertimento para bandoneón e orquestra de cordas, de Rodolfo Daluisio, obra que será estreada durante o Festival Artes Vertentes. O concerto será regido pelo maestro Nilson Galvão Jr. e conta com a participação especial do bandoneonista argentino Amijai Shalev, considerado um dos principais nomes do instrumento no seu país. O programa será repetido no dia 27, no Recife, na Igreja Madre de Deus.

A programação do festival apresenta ainda um concerto de gala, no Teatro de Santa Izabel, com a participação do violoncelista americano Philip Hansen, primeiro violoncelista da orquestra de Calgary (Canadá), do violinista Baptiste Rodrigues e do pianista Gustavo Carvalho, que interpretarão dois trios dos compositores russos Shostakovitch e Tchaikovsky.

Além dos concertos, serão organizadas oficinas com as crianças da rede municipal de educação da cidade de Igarassu e masterclasses com os músicos da Orquestra Criança Cidadã – um projeto social gerido pela Associação Beneficente Criança Cidadã (ABCC), idealizado pelo Juiz de Direito João José Rocha Targino. A Orquestra, que visa o resgate social de crianças carentes por meio da música e existe desde 2006, desenvolve um trabalho de importância singular tanto no aspecto social como musical e vem ganhando um reconhecimento do meio musical em todo o Brasil.

Durante a programação do Festival Arves Vertentes em Tiradentes, a Orquestra Criança Cidadã integra a lista de artistas convidados, realizando um concerto na Matriz de Santo Antônio.

Toda a programação do Festival Arves Vertentes em Recife e Igarassu terá acesso gratuito.

Mais sobre os músicos:

Baptiste Rodrigues

Nasceu em 1987, em Nîmes. Realizou os estudos na Indiana University-Bloomington (USA) com Maurício Fuks. Em 2011, ingressou na McGill University (Montreal, Canadá) na classe de Denise Lupien. Foi “akademist” na Deutsches Symphonie-Orchester (Berlim, Alemanha) em 2013. Baptiste Rodrigues foi o vencedor do prestigiado “Golden Violin Award” 2012-2013 (Canadá). Em 2014, Baptiste Rodrigues foi o violinista da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. Desde setembro de 2015, integra a Orquestra Sinfônica Brasileira de Rio de Janeiro.

Philip Hansen

Apresenta-se como solista e músico de câmara em todo o mundo. Sendo o Embaixador Cultural do Departamento Estatal americano para a Rússia, Phil foi artista solo em destaque em salas de concerto desde Moscou até o Pacífico. Ele foi artista residente tanto no Conservatório Central em Pequim, quanto em Xangai. Foi membro da Académie Internationale Musicale em Provence, França, com foco na prática e história da performance. O Quadra Island Festival (quadrafestival.com), o qual é fundador e Diretor Artístico, entra no seu quinto verão em 2015 e traz em sua programação grandes músicos de todo o mundo. O seu CD solo dedicado ao tango novo, Bragatissimo, é resultado de pesquisa feita na Argentina onde o mesmo foi apresentando e transmitido ao vivo na CBC e na Rádio Pública Nacional (EUA).

Gustavo Carvalho

Nasceu em 1982. Estudou com Magdala Costa, em Belo Horizonte, Oleg Maisenberg, em Viena e Elisso Virsaladze, em Moscou. Apresenta-se frequentemente em importantes salas de concertos e festivais, tais como o Musikverein, a Tonhalle Zürich e a Grande Sala do Conservatório Tchaikovsky em Moscou ou o Festival du Piano aux Jacobins, em Toulouse. Como camerista colaborou com Eliane Coelho, Elisso Virsaladze, Natalia Gutman, Nelson Freire e Geza Hosszu-Legocky, entre outros. Fundador do Festival Artes Vertentes, Gustavo Carvalho integra também a direção do ZEITKUNST Festival, em Berlim.

Amijai Shalev

Bandoneonista e compositor. Nasceu em 1979, no Canadá, e cresceu em Israel. Durante a adolescência descobriu o bandoneón através de gravações de sua mãe argentina. Estudou com o maestro Rodolfo Daluisio no Conservatorio Municipal Manuel de Falla, em Buenos Aires, onde graduou-se como intérprete e professor com especialidade em bandoneón.

Estudou harmonia e contrapunto com Bat-Sheva Rubinstein e luego con Rodolfo Daluisio. Amijai já se apresentou com diversos grupos de tango e orquestras sinfônicas (Sinfónica de Jerusalén, Camerata Israelí) e como solista de bandoneón na execução de música clássica e contemporânea. Atualmente, integra a “Orquestra Díptica” junto ao pianista e compositor Marcelo Lodigiani, enquanto prepara seu projeto ‘Ursus Urbanus”, com composições autorais.

Programação do Festival Artes Vertentes em Recife:

* 23 e 24 de setembro – master classes com os alunos da Orquestra Criança Cidadã, ministrados por músicos do Festival Artes Vertentes (na sede da Orquestra);

* 24 de setembro – oficinas de música com as crianças da rede municipal de educação da cidade de Igarassu, ministrada por Luiz Gustavo Carvalho;

* 25 de setembro – concerto no Convento de Santo Antônio, às 19 horas (Igarassu);

* 26 de setembro – concerto no Teatro Santa Isabel, às 20 horas. Concerto de música de câmara com a participação de Baptiste Rodrigues, Philip Hansen e Gustavo Carvalho, às 20 horas;

* 27 de setembro – concerto na Igreja de Madre de Deus com Orquestra Criança Cidadã, às 17 horas.

O Festival Artes Vertentes é uma realização da Arset Vita. Mais informações no site http://www.artesvertentes.com ou no facebook.com/festivalartesvertentes.

“A Odisseia” na CAIXA Cultural

A CAIXA Cultural Rio de Janeiro apresenta em quatro únicas apresentações, de 3 a 6 de setembro, “A Odisseia”, uma criação da companhia inglesa The Paper Cinema. Com direção de Nicholas Rawling, o espetáculo será apresentado de quinta-feira a domingo, às 19, no Teatro de Arena. Os ingressos a R$ 20 e R$ 10 começam a ser vendidos a partir do dia 1º de setembro somente na bilheteria da CAIXA Cultural. O espetáculo “A Odisseia” é uma intensa reinvenção do clássico grego de Homero, encenada sem palavras, com marionetes de papel e desenhos feitos à mão que são manipulados em tempo real em frente a uma câmera. As imagens captadas são projetadas num telão criando um filme ao vivo. Toda a trama é acompanhada por uma banda que executa uma trilha sonora composta especialmente para o espetáculo.

Formado por Francesca Simmons (violino e serra), Celestino Telera (guitarra, foley e percussão), Wojtek Godzisz (piano, eletrônicos e foley), Irena Stratieva (bonequeiro) e Stan Middleton (bonequeiro), o elenco transforma uma mala repleta de paisagens e bonecos desenhados e recortados em papel num conjunto de personagens vivos. Um dos principais poemas épicos da Grécia Antiga, “A Odisseia” conta a história de Ulisses que, depois de passar dez anos na Guerra de Troia, passa por muitas aventuras e provações no caminho de volta para casa. A montagem é fruto de uma coprodução do The Paper Cinema com o Battersea Arts Centre, de Londres.

The Paper Cinema

Fundada em 2004 por Nicholas Rawling, Imogen Charleston e Christopher Reed, a companhia inglesa The Paper Cinema cria espetáculos únicos combinando linguagens de animação, música, filme e teatro que conduzem o público por uma enorme variedade de histórias. Nascida da cena musical de Bournemouth, The Paper Cinema começou criando efeitos visuais ao vivo para eventos musicais. A companhia participou de diversos projetos e iniciativas britânicas, tornando-se rapidamente conhecida em países como França, Alemanha, Portugal, Holanda, Escócia, entre outros. O site oficial é http://www.thepapercinema.com

Battersea Arts Centre

Jornais do Reino Unido afirmam que o Battersea Arts Centre (BAC) é “o teatro mais influente do país” (The Guardian), “uma fábrica de sonhos dando origem ao teatro de amanhã” (The Times) e “definitivamente no mapa dos mais fortes espaços culturais” (Daily Telegraph).

O BAC promove artistas emergentes de talento e é renomado por fazer as novas criações de vanguarda. Trabalha com artistas que põem em questão as formas tradicionais teatrais e realizam trabalhos que não nascem geralmente de um texto escrito. É o teatro que confunde gêneros e cresce com experimentação.

Ficha Técnica:

Performers: Francesca Simmons (Violino e Serra), Celestino Telera (Guitarra, Foley e Percussão), Wojtek Godzisz (Piano, Eletrônicos e Foley), Irena Stratieva (Bonequeiro), Stan Middleton (Bonequeiro)

Diretor artístico: Nicholas Rawling

Diretor musical: Christopher Reed

Diretor de cena: Imogen Charleston

Direção de produção: Mark Munday

Desenho de luz: Rob Pell Walpole & Rhys Thomas

Cenografia: Michael Vale

Ilustrações: Nicholas Rawling

Dramaturgia: Deborah Pearson

Produção no Brasil: Périplo Produções

Coordenador técnico: Eduardo Albergaria

Projeto gráfico: Sato do Brasil e Murilo Thaveira

Produção local: André Vieira

Produção executiva: Mariana Novais

Diretor de produção: Pedro de Freitas

Patrocínio: Caixa Econômica Federal e Governo Federal

SERVIÇO

Espetáculo “A Odisseia”, da companhia The Paper Cinema

Duração: 75 min

Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Teatro de Arena

Endereço: Avenida Almirante Barroso, 25 – Centro (Metrô: Estação Carioca)

Telefone: (21) 3980-3815

Temporada: De 03 a 06 de setembro de 2015 (quinta-feira a domingo)

Horário: 19h

Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)

Além dos casos previstos em lei, clientes CAIXA pagam meia

Lotação: 126 lugares (mais 4 para cadeirantes)

Bilheteria: de terça-feira a domingo, das 10h às 20h

Classificação Indicativa: 14 anos Acesso para pessoas com deficiência

Guerrilheiras…

A partir da história de 12 mulheres que lutaram e morreram na Guerrilha do Araguaia – um dos mais importantes e violentos conflitos armados da ditadura militar brasileira – a atriz Gabriela Carneiro da Cunha idealizou o espetáculo “Guerrilheiras ou para a terra não há desaparecidos”, selecionado no programa Rumos Itaú Cultural 2013/2014. Com direção de Georgette Fadel e dramaturgia de Grace Passô, a peça estreia no Espaço Sesc, no Rio de Janeiro, no dia 3 de setembro. A temporada será até 27 de setembro, de quinta a domingo. Em outubro, será apresentada na Mostra Rumos, no Itaú Cultural, em São Paulo.

A Guerrilha do Araguaia, que aconteceu entre os estados do Pará e Tocantins na floresta amazônica, reuniu cerca de 70 pessoas – sendo dezessete mulheres que saíram de diversas cidades do país para participar de um movimento guerrilheiro que pretendia derrubar a ditadura e tomar o poder cercando a cidade pelo campo. De abril de 1972 a janeiro de 1975, o regime militar mobilizou de três a dez mil homens que tinham ordem de não fazer prisioneiros.

Por meio de um diálogo entre a ficção e o documentário, “Guerrilheiras ou para a terra não há desaparecidos” é um poema cênico criado a partir da história dessas mulheres, de sua luta e das memórias do que elas viveram e deixaram naquela região. A peça também busca iluminar esse importante episódio da história do país ainda tão nebuloso. “Certas coisas devem ser feitas: manter a chama acesa, relembrar e iluminar a história das lutas e dos lutadores, com todas as contradições que cada luta carrega”, destaca a diretora Georgette Fadel.

Após uma profunda e detalhada pesquisa sobre o tema, Gabriela – que atuará no espetáculo – organizou uma viagem até o sul do Pará com a diretora, a autora e as atrizes Carolina Virguez, Daniela Carmona, Fernanda Haucke e Mafalda Pequenino. Sara Antunes, que também integra o elenco, não participou da viagem pois estava grávida de nove meses na ocasião. Assim como as guerrilheiras eram de diferentes cidades, a equipe é formada por artistas do Rio, São Paulo, Rio Grande do Sul e da Colômbia.

Foram 36 horas de viagem de ônibus saindo do Rio de Janeiro até chegarem às margens do Araguaia, onde ouviram os relatos de quem presenciou esta história, num lugar marcado pela tradição do massacre. Em uma terra de esquecidos e desaparecidos, onde existe uma guerra velada, há um povo que dá voz àqueles que foram mortos. O cineasta Eryk Rocha documentou todo o percurso da equipe durante os quinze dias de viagem. Os registros audiovisuais, entre rostos e paisagens, serão projetados no palco do teatro, criando um diálogo com as atrizes. Os sons captados do rio acompanham algumas cenas.

“O tema está completamente alinhado com o momento atual do país. No ano passado foram os 50 anos do Golpe Militar, tem o trabalho da Comissão da Verdade e vimos as manifestações de junho detonaram um fluxo de pensamento e questionamentos sobre os rumos do Brasil, tudo isso em um cenário político árido em termos de invenção e identidade. Não é por acaso que os artistas estão trazendo essas questões em suas obras tão fortemente, mas dentro de uma linguagem poética”, acredita a atriz.

Para criar os figurinos, Desirée Bastos garimpou cerca de 50 peças, entre calças, camisas, vestidos, chapéus, roupas íntimas em brechós no Rio e bazares no sul do Pará. As roupas foram enterradas às margens do rio Araguaia pelas próprias atrizes. Os trajes foram recentemente desenterrados e lavados. O resultado dessas peças deterioradas faz alusão aos corpos que nunca foram encontrados.

FICHA TÉCNICA

Idealização: Gabriela Carneiro da Cunha

Direção: Georgette Fadel

Dramaturgia: Grace Passô

Elenco: Carolina Virguez, Sara Antunes, Daniela Carmona, Mafalda Pequenino, Fernanda Haucke, Gabriela Carneiro da Cunha.

Direção áudio visual: Eryk Rocha

Direção musical: Felipe Storino

Cenografia: Aurora dos Campos

Iluminação: Tomas Ribas

Figurinista: Desirée Bastos

Assistente de direção: Julia Ariani

Assistente de dramaturgia: Gabriela Carneiro da Cunha

Operação de Som: Bruno Carneiro

Operação de Luz: Vitor Emanuel

Projeto e Operação de Vídeo: Julia Saldanha

Direção de Produção: Gabriela Gonçalves

Produção: Aline Mohamad

Assistente de Produção: Renato Bavier

SERVIÇO “Guerrilheiras ou para a terra não há desaparecidos”

Espaço Sesc (Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana) – Teatro de Arena

De 3 a 27 de setembro

Sessões extras: 12 e 26 de setembro às 16h.

Informações: 2547-0156

Horários: Quinta a sábado às 20h30. Domingo, às 19h.

Capacidade: 250 pessoas.

Valor: R$ 5 (associados Sesc), R$ 10 (meia-entrada) e R$ 20 (inteira).

Funcionamento Bilheteria: terça a domingo, 15h às 21h. Ingressos antecipados no local. Pagamento somente em dinheiro.

Classificação: 18 anos

Duração: 90 minutos

Realização: Sesc

7ª edição do Seleção Brasil em Cena

Autores de todo o país já podem enviar seus textos inéditos para a 7ª edição do Seleção Brasil em Cena. Promovido pelo Centro Cultural Banco do Brasil, o concurso nacional de dramaturgia que tem como principal objetivo fomentar a criação de textos teatrais inéditos por meio de novos dramaturgos. As inscrições poderão ser feitas até o dia 24 de setembro. A partir deste ano, o material será recebido somente pelo site oficial do projeto – http://www.selecaobrasilemcena.com.br – onde também estarão disponíveis o regulamento na íntegra e informações sobre todas as edições anteriores.

A nova ferramenta criada para fazer o cadastramento unicamente on-line vai gerar um banco de textos. O material enviado ficará disponível para consulta após o término do concurso. A informatização do processo de seleção é uma das novidades da sétima edição do Seleção Brasil em Cena. Além do CCBB Rio de Janeiro e da unidade de Brasília, o projeto acontecerá pela primeira vez no CCBB de Belo Horizonte. Este ano, os participantes também poderão inscrever textos do segmento infantojuvenil.

O Seleção Brasil em Cena receberá textos inéditos de todo o Brasil. Os inscritos serão avaliados por uma comissão julgadora formada por profissionais das artes cênicas. O júri só conhecerá os nomes dos autores após a escolha dos finalistas, que serão revelados no site do projeto no dia 22 de outubro. Serão selecionados 12 textos finalistas e realizados ciclos de leituras dramatizadas, entre os dias 21 de novembro e 06 de dezembro, simultaneamente nas três unidades do CCBB participantes.

Durante as leituras dramatizadas, serão eleitos os três textos vencedores (um em cada cidade), por meio do voto dos diretores e do público. Em cada lugar, as leituras serão realizadas com alunos de escolas de teatro sob a direção de profissionais do mercado de artes cênicas. Os três autores vencedores serão revelados no dia 06 de dezembro. Eles terão como prêmio suas montagens patrocinadas pelo Banco do Brasil e ganharão temporadas nos teatros das unidades do CCBB do Rio, Belo Horizonte e Brasília, a partir de março de 2016.

Desde sua criação em 2006, o Seleção Brasil em Cena recebeu mais de 1.400 textos de autores de todo o Brasil. As leituras dramatizadas foram dirigidas por expressivos nomes do teatro brasileiro contemporâneo: Moacir Chaves, Ivan Sugahara, Gilberto Gawronski, Stella Miranda, Paulo de Moraes, André Paes Leme, Inez Viana, entre outros. Ao longo das seis edições, quase 300 atores indicados por escolas de teatro participaram das leituras e encenações. “Além de contribuir para formação de plateia, o concurso tem o mérito de inserir novos atores de escolas de teatro no mercado de trabalho. As leituras dramatizadas os colocam em contato direto com diretores experientes do mercado de artes cênicas”, ressalta o produtor Sérgio Saboya, idealizador do projeto.

Como parte do projeto de estimular o fomento à nova dramaturgia, a formação de plateia e a visibilidade de novos criadores, o Seleção Brasil em Cena promove “Oficinas de dramaturgia” ministradas por importantes dramaturgos, nas unidades do Sesc. Nesta edição, as oficinas acontecerão em São Paulo (SP), Campinas (SP), Palmas(TO) e no Rio de Janeiro (RJ).

Os vencedores das edições anteriores – A peça “A tragédia de Ismene”, uma moderna tragédia grega escrita por Pedro de Senna (1ª edição), ganhou uma encenação dirigida por Moacir Chaves. “É samba na veia, é Candeia”, de Eduardo Riecche (2ª edição), foi indicado ao Prêmio Shell 2009 na categoria “melhor texto” e agraciado com o prêmio de “melhor direção musical”. Em 2011, “Tempo de solidão”, de Márcia Zanellatto (3ª edição) foi eleito um dos dez melhores do ano pelo jornal “O Globo”. Em 2012, “Não me diga adeus”, de Juliano Marciano (4ª edição) foi indicado ao Prêmio Shell de “melhor direção musical”.

Na 5ª edição, o CCBB Brasília foi inserido no concurso e foram selecionados os textos “Arresolvido” (etapa Rio), de Ronaldo Ventura, que cumpriu uma segunda temporada no Teatro Gláucio Gill; e “Sexton” (etapa Brasília), de Helena Machado e Juliana Shimitz, que foi convidado para participar do Festival Internacional Cena Contemporânea, em Brasília. “Camélia”, de Ronaldo Ventura e “Casarão ao vento”, de Francisco Alves foram os vencedores da 6ª edição.

Os finalistas que se destacaram na cena – As leituras dramatizadas dos textos finalistas trazem visibilidade aos novos autores e podem se desdobrar em oportunidades de trabalho. Na primeira edição, quatro dramaturgos tiveram os direitos de seus textos comprados por Stella Miranda, Carlos Maciel e Louise Cardoso. “Velha é a mãe”, de Fabio Porchat (finalista da 1ª edição), foi montado com direção de João Fonseca e com Louise Cardoso no elenco. “Quatro faces do amor”, de Eduardo Bak (finalista 2ª Edição) ganhou

uma montagem profissional; e “Bandeira de Retalhos”, de autoria do músico e dramaturgo Sérgio Ricardo (finalista da 3ª edição), foi montado pelo grupo Nós do Morro.

Seleção Brasil em Cena em números

Ana de criação: 2006

Número de edições: 6

Espetáculos premiados com montagem: 8

Público (leituras, oficinas e espetáculos no Rio e Brasília: 21 mil

Textos inscritos: 1.411

Textos finalistas: 72

Leituras Dramatizadas (Rio e Brasília): 96

Diretores: 22

Estudantes de teatro: 297

Espetáculos produzidos (Rio e Brasília): 8

Oficinas de dramaturgia: 21

Dramaturgos ministrantes: 5

Cidades onde foram ministradas as oficinas: 20

Participantes das oficinas: 420

Regiões onde foram ministradas as oficinas: Norte, Nordeste, Centro Oeste,

Sudeste e Sul

As etapas do Seleção Brasil em Cena

Entre 24 de agosto e 24 de setembro: inscrições dos textos no site do concurso.

Dia 22 de outubro: anúncio dos doze textos selecionados em cada cidade (Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte).

Entre 21 de novembro e 06 de dezembro: leituras dramatizadas nas três unidades do CCBB do Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília.

Dia 06 de dezembro: anúncio dos três textos finalistas que serão montados em 2016.

A partir de março de 2016: montagens dos três textos vencedores nos teatros das três unidades do CCBB participantes.

“Tempo de Solidão” na Praça XI

Dois atores assumem a face de um só personagem, os conflitos e as escolhas da vida de um homem se concretizam no palco e a plateia, ora cúmplice, ora inquisidora, torna-se íntima de seu universo mental. O que nos resta quando só temos a nós mesmos?

Teatro Municipal Gonzaguinha

Centro de Artes Calouste Gulbenkian

Rua Benedito Hipólito, 125, Praça Onze

Telefone: (21) 2224-5747 – Ramal 221

Temporada:

De 18 de Setembro a 04 de Outubro.

Sextas e Sábados 20h

Domingos às 18h

Ingressos:

Inteira R$40,00 – Meia R$20,00

Ficha Técnica

Idealização: Natálio Maria

Autores: Carol Turboli e Natálio Maria

Direção: Waldecyr Rosas

Elenco: Natálio Maria (Velho) & Ruan Calheiros (Consciência)

Cenografia: Analu Prestes

Figurinos: Marcela Poloni

Direção de Movimentos e Coreografia: Fabrício Ligiero

Iluminação: Paulo Denizot

Trilha Sonora: Samuel Costa

Preparação Vocal: Elisa Hermida

Visagismo: André Vital

Design: Reichan Calheiros

Marketing Digital: Ton de Melo

Assistente de Direção: Lucas Pinho

Assistente de Figurinos: Jéssica Rezino

Execução de Figurinos: Paulo Kandura

Coordenação de Produção: Waldecyr Rosas

Produção: Natalio Maria e Waldecyr Rosas

“Um de nós” no Teatro Eva Hertz

Um judoca iraniano (Arash) que por toda a vida enfrentou desafios pessoais e políticos em busca do sonho olímpico é o protagonista da peça “Um de nós”, de Pedro Monteiro, com direção de Joana Lebreiro, que estreou em janeiro de 2015, e que retoma aos palcos cariocas para uma temporada de um mês (às terças e quartas) no Teatro Eva Hertz, no Centro.

Numa área de competição, com tatame, quimonos e bandeiras, cinco atores (Gabriela Estevão, Marcelo Dias, Jorge Neves, Ricardo Damasceno e Pedro Monteiro) interpretam uma trajetória de luta, determinação e sonho, tendo no judô a força para enfrentar todas as adversidades da vida.

Idealizador do projeto, Pedro Monteiro conta que tudo começou numa madrugada de 2007, quando pegou o controle da TV para zapear. “Parei num canal esportivo e vi um cara que tinha acabado de competir no Pan, que dizia que a luta da vida dele! – não tinha acontecido. Quando a entrevista (maravilhosa) chegou ao fim eu pensei: ‘isso pode virar teatro’”, explica.

Ideia em mente, hora de atuar. Imbuído pela mesma determinação de Arash, o personagem na trama, o autor e ator Pedro Monteiro tornou seu objetivo realidade com ajuda dos parceiros certos. A dramaturgia é assinada pelo próprio Pedro Monteiro, Marcus Galiña e Joana Lebreiro, que também assim a direção – vencedora dos prêmios Zilka Sallaberry e CBTIJ de Teatro Infantil, ambos em 2015 pelo espetáculo “Bisa Bia, Bisa Bel”.

Com uma poderosa trilha sonora composta por Marcelo Alonso Neves, vencedor do Prêmio Shell 2010, todo espetáculo é permeado por movimentações de judô. O cenário, minimalista e impactante, é assinado por Natalia Lana, e a iluminação é de Daniela Sanchez. A direção de movimento é de Nathália Mello e o figurino, baseado nas vestimentas do esporte, fica por conta de Roberta Pozzato

“O objetivo é que a peça seja vista também como uma luta, numa metáfora ao papel do artista que, assim como o esportista, precisa quebrar barreiras e superar desafios. Hoje o judô é o esporte individual que mais conseguiu medalhas para o Brasil em Jogos Olímpicos e possui grande adesão entre crianças. Nada mais adequado do que falar sobre o tema em ano olímpico”, observa Pedro.

O projeto contou desde o início com o apoio do Instituto Reação, que treinou os atores por cinco meses antes da estreia do espetáculo. O resultado dessa construção cuidadosa é visível em cena. Sobre o espetáculo, o medalhista olímpico Flávio Canto comenta: “Uma homenagem linda ao judô, ao esforço sem fim da vida de um atleta, aos valores mais nobres do esporte”.

Tal qual um esportista, “Um de Nós” já acumula diversas conquistas. Foi vencedor do pitching do Tempo Festival 2014 e integrou o Circuito SESI Cultural de 2015. Agora em setembro, foi convidado para uma temporada no Teatro Eva Herz, da Livraria da Cultura, no Rio de Janeiro.

“Um de Nós” traz o judô aos palcos e leva ao espectador o conhecimento de especificidades do esporte e do Irã, criando uma aproximação com estes dois universos. A partir disso, propõe uma reflexão ainda mais ampla sobre a relação do esporte com outras esferas das sociedades – culturais, políticas, religiosas e familiares.

Sinopse

Numa madrugada, um homem assiste a uma entrevista pela TV. Um judoca iraniano no Pan Americano de 2007 competindo pela seleção da Guatemala. A luta, que o classificaria para os Jogos Olímpicos de Pequim, não houve. Como pode uma luta não ter acontecido? É com esse pano de fundo que “Um de Nós” conta a saga de Arash, esse atleta, que, em busca do sonho olímpico, enfrentará lutas dentro e fora do tatame. De embates políticos, a problemas de saúde, o espetáculo apresenta uma impressionante e emocionante história de superação, sonho e vitórias.

Pedro Monteiro (idealizador da peça):

Graduado em Artes Dramáticas pela Escola de Artes da UniverCidade, começou sua carreira no Teatro Tablado. Trabalhou com diretores como Bernardo Jablonski, Gracindo Junior, Ulysses Cruz e Arthur Fontes. Em 2008, estreia a primeira peça de sua autoria, “Os Ruivos”, ao lado de Leonardo Neves. Em cartaz até 2011, o espetáculo venceu o edital Circuito Estadual das Artes, fez os circuitos SESC-RJ e SESCRS e rodou 10 Estados do país, em mais de 200 apresentações. Em 2012, estreou a peça “Funk Brasil – 40 anos de baile”, musical que levou o tema pela primeira vez aos palcos brasileiros. Este espetáculo ganhou o edital 2011 de montagem cênica do governo do Estado do RJ, o Prêmio 2012 Mirian Muniz da Funarte, o edital do SESI 2014, edital 2014 do Governo do Estado do Rio de Janeiro para iniciativas artísticas ligadas ao funk e o pitching Favela Criativa 2015. Com o longa “Vendo ou Alugo” de Betse de Paula, foi premiado como melhor ator coadjuvante do CINE – PE 2013. Assinou direção e roteiro do longa-metragem “Vida de Balconista”, estrelado por Mateus Solano e exibido no Festival do Rio 2009 e fez diversas participações em TVs e campanhas publicitárias.

 

Joana Lebreiro (diretora da peça):

Diretora de teatro, Mestre em Memória Social pela UNIRIO e Bacharel em Direção Teatral pela UFRJ. Foi premiada com o melhor espetáculo infantil do ano de 2014 “Bisa Bia, Bia Bel” pelo CBTIJ e pelo prêmio Zilka Salaberry, do Cepetim. Desde 2014 é professora convidada no Projeto Uzina no Espaço Cultural Escola SESC. Seus espetáculos trafegam pelos temas biografia-música, sendo seus últimos trabalhos “Um de Nós” e o musical “Funk Brasil – 40 anos de baile”, de Pedro Monteiro, “Mário Quintana: Aprendiz de Feiticeiro”, de Marcos França e “Jumbo-eu visito a sua ausência”, de Cilene Guedes. Outros destaques em sua carreira são os espetáculos “Meu Caro Amigo”, de Fellipe Barenco e os musicais do Núcleo Informal de Teatro, “Aquarelas do Ary”, “Ai, que saudades do Lago!” e “Antonio Maria – A Noite é uma criança!”, todos de autoria de Marcos França. Em 2012, estreou seu primeiro infantil, o musical “Coisas que a Gente Não Vê”, de Renata Mizhari, vencedor do prêmio Zilka Salaberry de Teatro Infantil nas categorias texto e atriz e indicado na categoria direção.

Ficha técnica

Uma história de Pedro Monteiro.
Com Gabriela Estevão, Marcelo Dias, Jorge Neves, Ricardo Damasceno e Pedro Monteiro.
Escrita por Marcus Galiña, Joana Lebreiro e Pedro Monteiro
Direção: Joana Lebreiro
Direção de movimento: Nathália Mello
Direção musical e trilha original: Marcelo Alonso Neves
Cenário: Nathalia Lana
Figurino: Roberta Pozato
Iluminação: Dani Sanchez
Programação visual: Lívia Paupério
Stand-ins: Bruna Napoleão, Pablo Sobral.

Direção de produção: Gabriela Imelk
Realização: Pedro Monteiro
Este espetáculo foi realizado através da lei de incentivo da prefeitura da cidade do Rio de Janeiro após vencer o Pitching Tempo Festival de 2014.

SERVIÇO

Espetáculo: Um de Nós.

Local: Teatro Eva Hertz (Livraria Cultura)

Endereço: Rua Senador Dantas 45 – (21) 3916-2600

Reestreia: 01 de setembro, às 19h30

Temporada: 01 a 30 de setembro (terças e quartas), às 19h30.

Duração: 75 minutos.

Lotação: 177 lugares

Entrada: R$ 30,00

Meia: R$ 15,00

Classificação etária: Livre

Ciclo de Leituras de Peças de Bosco Brasil

Todas as segundas-feiras de setembro, às 21h, na Casa da Gávea

* Curadoria: Diego Molina e Janaina Avila

* Produção: Ananda Campana, Carol Godinho, Diego Molina e Janaina Avila

* Realização: Bosco Brasil e 2BB2 Produções Artísticas.

LEITURAS

Dia 7 – NOVAS DIRETRIZES EM TEMPOS DE PAZ

Direção de Ariela Goldmann (a confirmar, porque se o Tony não puder teremos que mudar a direção).

Elenco: a confirmar (Tony Ramos é uma possibilidade).

Dia 14 – ATOS E OMISSÕES

Direção de Luiz Antônio Rocha

Elenco: a confirmar

Dia 21 – BUDRO

Direção de Ivan Sugahara

Com o grupo Os dezequilibrados: Cristina Flores, Letícia Isnard, Lucas Gouvêa e Saulo Rodrigues

Dia 28 – LONGE DA VISTA CHINESA (PEÇA INÉDITA)

Direção de Diego Molina

Elenco: a confirmar

Breve currículo BOSCO BRASIL

Dramaturgo, autor de novelas, roteirista e diretor de teatro, é considerado um dos nomes mais importantes do audiovisual e da dramaturgia nacional. Escreveu dezenas de novelas, seriados e especiais para tevê, como “Conselho tutelar”, “Tempos modernos”, “Bicho do mato”, “Castelo Rá Tim Bum”, “Anjo mau” e “As pupilas do senhor reitor”. Escreveu peças premiadas como “Novas diretrizes em tempos de paz”, “Cheiro de chuva”, “Budro”, “Blitz”, “O acidente”, “Corações encaixotados”, entre outras. É responsável pela formação de inúmeros autores do movimento da Nova Dramaturgia Carioca. É roteirista do filme “Tempos de paz”, dirigido por Daniel Filho, e foi um dos escritores brasileiros convidados para o Salão do Livro em Paris este ano. Em outubro estreia seu primeiro musical, “Radiofonias”, com direção de Diego Molina.

SERVIÇO

Ciclo de Leituras Bosco Brasil

Local: Casa da Gávea – Praça Santos Dumont, nº 116 – Gávea

Informações: 2239-3511

Data: dias 07, 14, 21 e 28 de setembro (2as.), às 21h

Capacidade: 100 lugares

Classificação: 12 anos

Grátis (distribuição de senhas a partir das 19h) http://www.casadagavea.org.br