Concurso Nacional de Dramaturgia Seleção Brasil em Cena

A etapa 2015 do concurso nacional de dramaturgia Seleção Brasil em Cena – http://www.selecaobrasilemcena.com.br – terminou no último domingo, dia 06 de dezembro. O evento anunciou hoje os três grandes vencedores, entre os 12 textos inéditos finalistas: A tropa, de Gustavo Pinheiro, ganhará montagem no Rio de Janeiro); Princípios transgredíveis para amores precários, de Thales Paradela, será encenada em Belo Horizonte e o infantojuvenil Um caminho para Sara, também de Paradela, será produzida em Brasília. Com patrocínio do Banco do Brasil, o projeto tem como principal objetivo fomentar a criação de obras inéditas de novos dramaturgos. A 7ª edição do Seleção recebeu 265 textos de 13 estados e do Distrito Federal.

A 7ª edição do Seleção Brasil em Cena continua a partir de março em 2016, quando os três autores vencedores terão suas montagens patrocinadas pelo Banco do Brasil. As peças farão temporadas nos teatros do CCBB do Rio, Belo Horizonte e Brasília. Os 12 textos finalistas participaram do ciclo de leituras dramatizadas, entre 21 de novembro e 06 de dezembro, realizadas simultaneamente nas três unidades do CCBB participantes. Os vencedores foram eleitos pelo voto popular e pelos diretores que conduziram as leituras dramatizadas em cada cidade.

No Rio, as leituras foram dirigidas por César Augusto, Guilherme Leme Garcia e Victor Garcia Peralta. Na capital mineira, foram convidados Cida Falabella, Eid Ribeiro e Marcelo Bones. Em Brasília, o ciclo foi conduzido por Fernando Guimarães, da dupla Irmãos Guimarães; Jonathan Andrade e Adair de Oliveira. Cada diretor convidado ficou responsável por conduzir quatro leituras, que foram feitas com alunos de teatro da cidade.

Os 12 textos finalistas foram:

A tropa (Gustavo Pinheiro/Tragicomédia/RJ)

Algum lugar onde nunca estive (Bernardo Florim/Drama/RJ)

Com as mãos vazias (Edih Longo/Drama/SP)

Elas (João Rodrigo Ostrower/Híbrido/SP)

Maioridade (Flávio Goldman/Híbrido/RJ)

Mandíbula (Roberval Tamanho/Drama/RJ)

Na real (Rogério Corrêa/Drama/RJ)

Obra do acaso (Flavio Freitas/Drama/RJ)

Princípios transgredíveis para amores precários (Thales Paradela/Drama/RJ)

Projeto Stockton (Carol Rainatto/Drama/SP)

Sobre cordeiros, navalhas e dentes-de-leão (André Luis Silva/Drama/BA)

Um caminho para Sara (Thales Paradela/infantojuvenil/RJ)

Os grandes vencedores:

Gustavo Pinheiro, autor de A tropa, é jornalista e pós-graduando em Sociologia Política e Cultura pela PUC- Rio. Trabalhou como repórter na revista Veja e no jornal Extra, além de assessor de imprensa. Foi um dos dez roteiristas selecionados pela Columbia University (NYC) para o programa “TV Writing”, com Allan Kingsberg e Joe Cacaci. Participou do programa “Grandes Minorias – Novos dramaturgos para pensar o Brasil”, coordenado pela dramaturga Marcia Zanelatto. É criador e roteirista do programa de variedades “Dois dedos de Prosa”, atualmente em negociação com o portal GShow, e do curta metragem “Linda”, inspirado em conto de Caio Fernando Abreu. Escreveu a peça “A grande cidade”, montada com atores amadores e dirigida por Gustavo Gasparani.

Thales Paradela, autor de Princípios transgredíveis para amores precários e do infantojuvenil Um Caminho para Sara, é doutorado pela UFRJ com especialização na Université de Provence (Faculté de Philosophie et lettres), na França. Fez cursos na New York Film Academy (2010), nos Estados Unidos. Participou de diversas oficinas, entre elas com Domingos Oliveira (2011) e Plínio Marcos (1997). Fez curso de interpretação da Casa de Cultura Laura Alvim, sob orientação dos diretores Daniel Herz e Suzanna Krugger e diversos outros cursos na CAL. Escreveu “Vivo demais para ser feliz impunemente”, com direção de Rafael Sieg, estreou na Casa da Gávea (2013) e foi encenada no SESC Tijuca (2014); “Coisas de teatro”, dirigido por Daniel Herz, que fez temporada no Teatro Maria Clara Machado (2011); entre outros.

Os jurados da 7ª edição – Os inscritos foram avaliados por uma comissão julgadora formada por profissionais do setor de artes cênicas do Rio, Belo Horizonte e Brasília. O júri só conheceu os nomes dos autores após a escolha dos 12 finalistas. O júri é formado por: Beatriz Radunsky (jornalista, curadora, gestora cultural e idealizadora de projetos culturais), Felipe Vidal (diretor teatral, ator, dramaturgo e tradutor), João Coelho (produtor e gestor cultural), Luciana Eastwood Romagnolli (jornalista, crítica e pesquisadora de teatro), Sérgio Coelho

Pinheiro (ator, autor e diretor teatral, promotor cultural e produtor), Sergio Fonta (escritor, ator e diretor), Shala Felippi (jornalista, atriz, diretora, roteirista e diretora de imagens), Sergio Maggio (crítico, curador e pesquisador teatral) e Soraya Belusi (jornalista, pesquisadora e crítica teatral).

Oficinas e banco de textos – Na 7ª edição do concurso, as inscrições foram feitas somente pelo site do projeto. O sistema de cadastramento on-line vai gerar um banco de textos – as peças finalistas ficarão disponíveis para leitura. Como parte do projeto de estimular o fomento à nova dramaturgia, a formação de plateia e a visibilidade de novos criadores, o Seleção Brasil em Cena promove “Oficinas de dramaturgia” ministradas por importantes dramaturgos brasileiros. Nesta edição, as oficinas acontecerão em São Paulo (SP), Campinas (SP), Palmas (TO) e no Rio de Janeiro (RJ).

A história do projeto – Desde sua criação em 2006, o Seleção Brasil em Cena já recebeu mais de 1.400 textos de autores de todo o Brasil. As leituras dramatizadas foram dirigidas por expressivos nomes do teatro brasileiro contemporâneo: Moacir Chaves, Ivan Sugahara, Gilberto Gawronski, Stella Miranda, Paulo de Moraes, André Paes Leme, Inez Viana, entre outros. Ao longo de seis edições, quase 300 atores indicados por escolas de teatro participaram das leituras e encenações.

Os vencedores das edições anteriores – A tragédia de Ismene, de Pedro de Senna (1ª edição), ganhou montagem dirigida por Moacir Chaves. É samba na veia, é Candeia, de Eduardo Riecche (2ª edição), foi indicado ao Shell 2009 na categoria “melhor texto” e agraciado com o prêmio de “melhor direção musical”. Em 2011, Tempo de solidão, de Márcia Zanellatto (3ª edição) foi eleito um dos dez melhores do ano pelo jornal “O Globo”. Em 2012, Não me diga adeus, de Juliano Marciano (4ª edição) foi indicado ao Shell de “melhor direção musical”.

Na 5ª edição, o Seleção Brasil em Cena passou a incluir apresentações no CCBB de Brasília. Arresolvido (etapa Rio), de Ronaldo Ventura, cumpriu uma segunda temporada no Teatro Glaucio Gill; e Sexton (etapa Brasília), de Helena Machado e Juliana Shimitz, participou do Festival Internacional Cena Contemporânea, em Brasília. Camélia, de Ronaldo Ventura e Casarão ao vento, de Francisco Alves, foram os vencedores da 6ª etapa.

Os finalistas que se destacaram na cena – As leituras dramatizadas trazem visibilidade aos novos autores e podem se desdobrar em oportunidades de trabalho. Na 1ª edição, três dramaturgos tiveram os direitos de seus textos comprados por Stella Miranda, Carlos Maciel e Louise Cardoso. Velha é a mãe, de Fabio Porchat (finalista da 1ª edição), foi montado sob de direção de João Fonseca e Louise Cardoso no elenco. Quatro faces do amor, de Eduardo Bak (finalista 2ª Edição) ganhou temporada profissional; e Bandeira de retalhos, de autoria do músico e dramaturgo Sérgio Ricardo (finalista da 3ª edição), foi encenado pelo grupo Nós do Morro.

Seleção Brasil em Cena (números das seis edições anteriores)

Ano de criação: 2006

Número de edições: 6

Espetáculos premiados com montagem (Rio e Brasília): 8

Público (leituras, oficinas e espetáculos no Rio e Brasília: 21 mil

Textos inscritos: 1.411

Textos finalistas: 72

Leituras Dramatizadas (Rio e Brasília): 96

Diretores: 22

Estudantes de teatro: 297

Oficinas de dramaturgia: 21

Dramaturgos ministrantes: 5

Cidades onde foram ministradas as oficinas: 20

Participantes das oficinas: 420

Regiões onde foram ministradas as oficinas: Norte, Nordeste, Centro-Oeste,

Sudeste e Sul

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Natal do Shopping Metropolitano Barra

Em dezembro, o Mundinho Kids do Shopping Metropolitano Barra entra no clima de fim de ano! A criançada poderá interagir e se divertir com as apresentações.
A programação conta com: “Uma história de Natal”, “3 x Natal” e “Mágico Richard Goulart”. O evento é gratuito e ocorre nos próximos domingos do mês, às 18h.
Programação Mundinho Kids:
13/12 – Uma história de Natal (Teatro de Bonecos)
Na história de bonecos, um gnomo travesso, ajudante de Papai Noel, toma escondido o seu trenó na véspera de Natal e acaba deixando cair um presente na terra. Uma criança o encontra e, depois de muitas aventuras, acaba descobrindo que o presente era dela própria. A honestidade, a Curiosidade, a inveja e a Amizade são temas abordados pelos bonecos que constroem a narrativa.

20/12 – 3 x Natal (Contação de história)
No espetáculo, serão apresentadas três histórias sobre o Natal: “Humi quer mais”, “As três árvores” e “Às vésperas do natal”. As histórias são repletas de magia e acontecimentos fantásticos que só a noite de Natal pode proporcionar.

27/12 – Mágico Richard Goulart (Show de Mágica)

Mágico filiado ao CBI (Circulo Brasileiro de Ilusionismo), Richard Goulart é ator/humorista desde 1993, o que facilita a comicidade do espetáculo. O show mistura truques de mágica com animação e técnicas teatrais para o público.

SERVIÇO:
Dias: 13, 20 e 27 às 18h
Local – Segundo piso (próximo ao cinema)
Duração – aproximadamente 50 minutos
Endereço – Av. Embaixador Abelardo Bueno, 1.300 – Centro Metropolitano – Barra da Tijuca – Rio de Janeiro.

“Sérgio Mallandro Sem Censura” no Glauce Rocha

O ícone da cultura trash dos anos 1980 e um dos artistas mais conhecidos do Brasil se reinventou criando um stand up comedy de  sucesso: o “Sérgio Mallandro Sem Censura”. Nele, Mallandro conta historias de sua carreira e de sua vida de um jeito hilário. Cita seu padrasto general, sua ex-mulher Mary Mallandro (que mora com ele até hoje), sua amizade com Xuxa, Marlene Mattos, Wagner Montes, Maradona, Jorge Benjor, Chico Buarque, Silvio Santos, entre outros. Sérgio promete que seu show não é só “glu glu, yeah yeah” e que tem historias interessantes e uma boa participação do público e, ainda, que no final abre a Porta dos Desesperados.

Sérgio Mallandro

Nascido no dia 12 de outubro de 1955, ele foi descoberto por Silvio Santos, que o colocou em alguns quadros de seu programa dominical. Com a inauguração do SBT, Mallandro passou a participar do programa de auditório “O Povo na TV”, que era apresentado por ele, Wilton Franco, Wagner Montes, Christina Rocha e Roberto Jefferson. Obteve grande sucesso nas décadas de 1980 e 1990 com o seu jeito moleque. Foi jurado do programa de auditório “Show de Calouros” por quase uma década, o que lhe rendeu o Troféu Imprensa em cinco oportunidades. Nessa época, Mallandro fez alguns filmes. Ele participou das sequências “Menino do Rio” (1981) e “Garota Dourada” (1984), além do filme “O Trapalhão na Arca de Noé” (1983), de Renato Aragão, filmado no período da separação do grupo Os Trapalhões. Mallandro ainda protagonizou o filme “As Aventuras de Sérgio Mallandro” (1985), que contou com as participações de Pedro de Lara, Mara Maravilha, Alexandre Frota e do grupo Absyntho. Ainda no SBT, apresentou o programa infantil Oradukapeta, onde criou sua mais famosa atração, a “Porta dos Desesperados”. É considerado um ícone da cultura trash no Brasil. Outros quadros famosos foram o goleiro Mallandrovisky e o Super Mallandro.

Acessibilidade para todos – Dia 16 de dezembro será o dia da acessibilidade no Teatro Glauce Rocha. Além da interpretação em Libras, que já acontece em todas as sessões do projeto Em cena Para Todos, o público também poderá contar com audiodescrição.

“Audiodescrição é o recurso que permite a inclusão de pessoas cegas como espectadoras de peças, filmes, novelas, óperas, ou seja, qualquer manifestação artística. Isso porque programas de ficção têm muitas informações nas imagens e a intenção é fazer com que as pessoas que não veem não as percam”, define a atriz e audiodescritora Graciela Pozzobon.

Graciela, que é uma referência em audiodescrição no Brasil, será a responsável pelas sessões do Em cena Para Todos. Ela explica que “a audiodescrição funciona como uma banda extra de áudio, que descreve exatamente o que estamos vendo. São todas as informações importantes, que acontecem durante os silêncios, como, por exemplo: o homem entrou no quarto, abriu a cortina, escreveu uma carta. Todas essas informações que não estão nos diálogos. E também sobre o cenário, ambientação, onde a pessoa está passando. Mais do que a rubrica, é tudo que é importante que a pessoa saiba para compreender aquela obra”.

Sobre a ocupação Em Cena para todos

 

Contemplado pela Funarte no edital de ocupação do Teatro Glauce Rocha/2015, o projeto Em Cena para todos foi Idealizado pela empresa de produção cultural carioca Ymbu Entretenimento. Ele tem como objetivo a ocupação do espaço com espetáculos e oficinas, com artistas renomados e novos talentos das artes cênicas brasileiras; além de promover e divulgar o teatro.

As oficinas têm diversos temas relacionados às artes cênicas, tais como Teatro para jovens – com diretores especializados e com sucessos em cartaz – considerada como um dos diferenciais da proposta. Também são abordados assuntos com expressão corporal, dramaturgia e outros. O alvo dessas aulas é dar oportunidade aos participantes de seguir a profissão de ator/atriz – tanto os novos candidatos quanto os artistas já formados.

 

“Este projeto foi contemplado pela Fundação Nacional de Artes – FUNARTE no edital de Ocupação do Teatro Glauce Rocha 2015”

SERVIÇO:

SÉRGIO MALLANDRO SEM CENSURA

Local: Teatro Glauce Rocha – Av. Rio Branco, 179 – Tel: (21) 2220-0259.

Data: 16 de dezembro

Horário: 19h

Ingresso: R$ 20,00 (inteira); R$ 10,00 (meia-entrada e clientes Metrô Rio)

Este espetáculo terá audiodescrição

Classificação: 14 anos

Duração: 70 minutos

Gênero: Comédia

Capacidade: 202 Lugares

A Santa Joana dos Matadouros – Eu fui!

Ao pensar em um espetáculo com 2 horas de duração (exceto musicais, em que o tempo chega a exceder este), poderia ter pensado, “Ai, de mim!”. Se não fosse uma obra da qualidade do dramaturgo alemão Bertold Brecht, e minha primeira experiência com o autor vendo ali, encenada na minha frente.

“A Santa Joana dos Matadouros” foi escrita entre 1929 e 1931. Se ainda não associou o período a nenhum contexto histórico, Brecht a produziu em meio à crise econômica de 1929. A peça é ambientada nos matadouros de Chicago, nos Estados Unidos. Durante um rigoroso inverno, as diferenças sociais se intensificam, e a luta dos trabalhadores em busca de comida e abrigo se agrava.

Daí surge Joana Dark (papel-título, interpretado por Luisa Arraes). A jovem ingênua e cheia de energia pertence ao grupo missionário “Boinas Pretas”. Ela se une à luta dos operários contra o desemprego e demissões crescentes que tomam conta da indústria de carne enlatada. O espetáculo conta a história da personagem desde a época da inocência – quando acreditava que a distribuição de sopa e cânticos religiosos para os pobres atenuaria as tensões provocadas pelo mercado das carnes – até o seu entendimento da mecânica complexa e violenta da política econômica.

Apesar dos mais de 80 anos que afastam o período em que foi escrita a peça do de agora, o ótimo texto permanece atual. O cenário é composto por engradados, quadrilátero de luz, e os próprios atores forram o chão com várias camisas no início da peça, até que as vestimentas sejam incorporadas ao figurino. Fora isto, há uma ambientação sonora muito forte. Um microfone também está presente no palco, e a música em coro dos artistas aparece em alguns momentos. Todos esse elementos, aliado ao bom desempenho dos atores, colaboram para prender a atenção do espectador durante o longo tempo da peça. E o recado da crítica social sobre exploração no trabalho, indolência de integrantes de hierarquia superior e funcionamento da política econômica é dada com competência.

 

SERVIÇO

A Santa Joana dos Matadouros

Temporada: 19 de novembro a 21 de dezembro.

Local: Teatro Glaucio Gill (Praça Cardeal Arcoverde, S/N – Copacabana)

Informações: (21) 2332-7904 / 2332-7970.

Dias e horários: Quinta a segunda, às 20h.

Capacidade: 102 lugares.

Duração: 120 minutos.

Gênero: Drama.

Classificação indicativa: 16 anos.

Ingressos: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia).

P.S.: Agradeço à Paula Catunda pelos convites

 

 

Espetáculo “Pequenas Peças” no Teatro Cacilda Becker

Nos dias 10, 11, 12 de dezembro o Teatro Cacilda Becker recebe o espetáculo Pequenas Peças. A montagem foi inspirada em textos de Clarice Lispector, unidos a criações da coreógrafa Sueli Guerra e pelos intérpretes criadores da Companhia da Ideia. Cenas de poesia e dança são mescladas ao teatro, mostrando ao público a importância entre o universo feminino e a busca da mulher pelo seu lugar como ser pensante e autônomo.

A Cia usa o diálogo entre o teatro e a dança contemporânea para aproximar a plateia da encenação, fazendo com que o espectador possa vivenciar todos os pontos de vista apresentados de maneira delicada e impactante. O espetáculo tem o intuito de levar ao público a importância de se refletir sobre a poesia presente nos pequenos detalhes do cotidiano, através de representações de pequenas situações e ações da rotina. Inevitavelmente “Pequenas Peças” também se revela no olhar masculino, fortalecendo a vivência e a ideia do que é ser mulher no mundo contemporâneo.

No dia 13 de dezembro a Cia Híbrida leva para o palco do Teatro Cacilda Becker o espetáculo “Olho Nu”. Terceira e última parte da trilogia que discute Hip Hop e fragilidade, a peça não se pretende um fechamento. Ao contrário, essa nova pesquisa trouxe muitas questões, entre elas, uma que se impôs de modo fundamental: Que idéias já foram esgotadas nesse processo, e quais necessitam de continuidade? Ainda como mote, o desejo de desnudar o dançarino de rua, ressaltando as fragilidades deste corpo potente, e ao mesmo tempo, revelar todo o potencial criativo existente por trás destas fragilidades.

Uma vez mais, a repetição que busca transformação. Uma vez mais, a busca por formas de composição que extrapolem o lugar comum dessa técnica. Uma vez mais, alimentar a reflexão sobre este corpo que se atém no papel de entreter e atender expectativas daquele que assiste. Uma vez mais, oferecer ao expectador um olhar diverso e aproximado do universo Hip Hop e de sua dança. E nesse caminho, seguir acompanhado/assombrado pela pergunta: Como abordar de modo diferente as mesmas questões?

Pequenas Peças:

 

 

FICHA TÉCNICA

Direção: Sueli Guerra e Alessandro Brandão.

Direção Teatral: Lourival Prudêncio.

Dramaturgia: Alessandro Brandão e Sueli Guerra.

Textos: Renata Mizrahi e Cia da Ideia

Coreografia: Sueli Guerra.

Intérpretes criadores: Andreia Pimentel, Edney D´Conti, Gláucia Leite, Olivia Vivone,  Mery Horta e Sueli Guerra.

Figurino: Marden Junior.

Trilha original: Marcos Souza e Rodrigo Russano

Iluminação: Francisco Rocha

Cenário: Alessandro Brandão, Robert Litig e Sueli Guerra

Visagismo: André Vital

SERVIÇO

Data: 10, 11, 12 de dezembro

Local: Teatro Cacilda Becker

Endereço: Rua do Catete 338, Largo do Machado, RJ (Acesso ao palco facilitado para deficientes físicos. Próximo a Estação Largo do Machado do Metrô)

Dias e horários: quinta, sexta e sábado às 20h

Informações: 2265-9933

Ingresso: R$20,00 – meia R$10,00

Capacidade: 70 lugares

Duração: 60 min

Classificação etária: Livre

 

Olho Nu:

 

FICHA TÉCNICA

Ficha técnica:

Direção geral e concepção: Renato Cruz

Assistente de direção e preparação corporal: Aline Teixeira

Direção de produção: Steffi Vigio

Intérpretes criadores: Jefte Francisco, Raphael Lima (Russo), Luciana Monnerat, Luciano Mendes (Duly Omega), Daniel Oliveira, Fábio de Andrade (Fábio Max), Marjory Lopes e Mailson Morais

Iluminação: Renato Machado

Assessoria de Imprensa – Claudia Bueno

Fotografia: Ruy Correa e Renato Mangolin

Design Gráfico: Isabela Schubert

SERVIÇO

Data: 13 de dezembro

Local: Teatro Cacilda Becker

Endereço: Rua do Catete 338, Largo do Machado, RJ (Acesso ao palco facilitado para deficientes físicos. Próximo a Estação Largo do Machado do Metrô)

Dias e horários: domingo às 19h

Informações: 2265-9933

Ingresso: R$20,00 – meia R$10,00

Capacidade: 70 lugares

Duração: 60 min

Classificação etária: Livre

Grupo Roda Gigante faz apresentações gratuitas no Espaço Sesc

A partir das intervenções realizadas regularmente em hospitais públicos da cidade, os palhaços do Grupo Roda Gigante criaram um repertório de cenas e números musicais que divertem as plateias de todas as idades. Em comemoração aos seis anos de atuação, o grupo apresentará cenas de seu repertório, acompanhada de uma oficina de palhaçaria. O evento acontecerá no dia 12 de dezembro, no Espaço Sesc, com apresentações às 11h e 16h. A entrada é franca.

Em cena, Cristiana Brasil (Batuca), Diogo Cardoso (Simplício), Éber Inácio (Inácio), Florência Santángelo (Cucaracha), Guilherme Miranda (Adamastor), Julia Schaeffer (Shei-lá), Kadu Garcia (Provisório) e Marcos Camelo (Totó) fazem o público se divertir com histórias e situações criadas a partir do trabalho que o grupo desenvolve em quatro hospitais da cidade. Os palhaços brincam, improvisam e priorizam a relação com a criançada da plateia. Os números musicais também fazem parte do espetáculo. Um violão, um acordeão, um cavaquinho e alguns instrumentos inusitados são tocados ao vivo, com arranjos e coreografias que ressaltam o humor do grupo.

Criado em 2009, o grupo Roda Gigante vem desenvolvendo uma pesquisa continuada sobre a atuação do palhaço e suas possibilidades de intervir na sociedade, promovendo encontros que produzam saúde e lançando um novo olhar sobre as relações no ambiente hospitalar. Os números do projeto que prevê a manutenção do trabalho do grupo, traduzem o espaço que vem conquistando na cidade. Cerca de 1.500 intervenções artísticas em hospitais públicos, 80 espetáculos e 40 oficinas em espaços culturais, atingindo aproximadamente 100.000 pessoas.

Atuando sempre em duplas nas enfermarias pediátricas, os palhaços do grupo Roda Gigante disponibilizam suas habilidades como recurso para criar com a criança um espaço lúdico, no qual o vínculo e a cumplicidade estabelecem o jogo cênico. Entre médicos, enfermeiros, contadores de história, auxiliares, equipe da limpeza, crianças e recreadores, o palhaço busca ampliar percepções, alterar atitudes e promover um novo olhar sobre as relações de cuidado com a saúde.

O Roda Gigante está presente no Hospital Federal de Bonsucesso, Hospital Federal dos Servidores do Estado, Hospital Universitário Pedro Ernesto – UERJ, e IPPMG – UFRJ. Para mais informações acesse: http://www.rodagigante.org

A programação integra o “Projeto Roda Gigante – 6 Anos”, patrocinado pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura, Governo Federal, Ministério da Cultura, Aecom, Estácio e Transpetro por meio das Leis Federal e Municipal de Incentivo à Cultura. Parceira SESC.

OFICINA

A oficina será ministrada por integrantes do grupo e destinada a artistas e interessados nos princípios que regem a arte do palhaço. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas através do e-mail: boccanera.contato2@gmail.com

SOBRE A DIREÇÃO

Flávia Reis formou-se em Artes Cênicas na Universidade do Rio de Janeiro – Uni-Rio, freqüentou o curso regular da Escola Nacional de Circo – RJ e tem em sua formação a participação em oficinas com Enrico Bonavera/Itália, Leo Bassi /EUA, Leris Colombaioni/Itália, Sue Morrison/Canadá, André Riot- Sarcey/França e Michael Cristensen/EUA. De 1998 a 2008, fez parte do programa Doutores da Alegria, do qual foi coordenadora artística e palhaça. Atua na “Companhia Teatro Portátil”, com a qual participou de festivais de teatro no Brasil e no exterior com os espetáculos “2 Números”, “As Coisas” e “Valsa nº 6”, com direção de Alexandre Boccanera. É coordenadora artística do grupo Roda Gigante, que realiza intervenções em hospitais do Rio de Janeiro desde 2009. Atuou em “Hiperativo”, ao lado de Paulo Gustavo, está permanentemente em cartaz com seu solo cômico “Neurótica!”, sob direção de Marcio Trigo. Na TV integrou o elenco do programa “220 volts”, “Não Tá Fácil pra Ninguém” e “Vai que Cola”, todos no Canal Multishow; na TV Globo atuou novela “Amor Eterno Amor”, com direção de Rogério Gomes e faz parte do elenco fixo do humorístico “Zorra”.

FICHA TÉCNICA

Direção: Flávia Reis

Direção da Mostra: Marcos Camelo

Direção Musical: Guilherme Miranda

Elenco: Cristiana Brasil, Diogo Cardoso, Éber Inácio, Flávia Reis, Florência Santángelo, Guilherme Miranda, Julia Schaeffer, Kadu Garcia e Marcos Camelo

Figurino: Florencia Santángelo

Cenário: Eber Inácio

Iluminação: PH

Produção Executiva: Clarissa Quintieri

Realização: Roda Gigante

Produção: Tutu Projetos Artísticos e Boccanera Produções Artísticas

SERVIÇO

Grupo Roda Gigante

Dia 12 de dezembro (sábado), às 11h e 16h.

Local: Espaço Sesc – Teatro de Arena (Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana)

Capacidade: a confirmar

Entrada franca – distribuição de senha uma hora antes.

Classificação: livre.

Duração: 50 minutos.

Oficina: Oficina Roda gigante – 6 anos

Dia 12 de dezembro (sábado), das 13h30 às 15h30

Local: Espaço Sesc (Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana)

Informações: 2547-0156

Espetáculos infantis no Teatro Ipanema

Durante três semanas o Teatro Ipanema – Rua Prudente de Morais, 824 – recebe uma dobradinha da Cerejeira Produções. A produtora coloca em cartaz o musical infantil Minha Adorável Verde Vida e a comédia Três Entas entre os dias 04 e 20 de dezembro com ingressos a R$ 30,00 (R$15,00 a meia entrada).

Com estreia no dia 04 de dezembro (sexta a domingo – 21h) a comédia Três Entas aborda os conflitos e crises que as mulheres costumam enfrentar depois dos 40 anos. Inspirado no livro “Entas – Parece que foi ontem”, de Jô Salgado, a comédia narra a história de três amigas e vizinhas que compartilham seus medos e anseios. Usando linguagem corriqueira e muito humor, a peça fala de sexo, amor, filhos, vida profissional e sonhos.

No dia seguinte entra em cartaz o musical Minha Adorável Verde Vida (sábado e domingo – 17h). Com texto e músicas originais a peça infantil ensina de forma lúdica como lidar com as diferenças. As personagens que vivem em um orfanato foram livremente inspiradas na história de O Mágico de Oz. De forma animada, com muita música, dança e efeitos especiais, o musical passeia pelo universo infantil.

Duas produções para todas as idades em curtíssima temporada.

 

Três Entas

Elenco: Alessandra Rodrigues, Carmen Costa e Jô Salgado

De 04 a 20 de dezembro

Sextas, Sábados e Domingos – 21h

Teatro Ipanema – Rua Prudente de Morais, 824

Entrada: R$ 30,00 (R$ 15,00 meia entrada)

Classificação: 12 anos

 

Minha Adorável Verde Vida

Elenco: André Sigom, Clarissa Marinho, Carmen Costa, Erick de Lucca, Isabella Igreja, Julia Morganti, Joana Mendes, Isabela Quadros, Thais Rocha e Felipe Madjer.

Texto e Direção: Mauricio Alves

Supervisão: Reiner Tenente

Coreografias: Clara da Costa

Composição e arranjos musicais: Altair Araújo

Arranjos vocais: André Sigom

De 05 a 20 de dezembro

Sábados e Domingos – 17h

Teatro Ipanema – Rua Prudente de Morais, 824

Entrada: R$ 30,00 (R$ 15,00 meia entrada)