Programação do CCBB para 2016

O Centro Cultural Banco do Brasil reserva uma programação de estreias bastante diversificadas no ano de 2016.

Com a curadoria de Alfons Hug, a exposição “Zeitgeist” reúne um panorama consistente da respeitada comunidade artística da nova Berlim. São pinturas, fotografias, videoarte, performances, instalações e a cultura dos clubs berlinenses, na visão de 29 renomados artistas, traduzindo o espírito de uma época marcada por contradições e reinvenções. De 27/1 a 4/4.

“Guilherme Vaz – Uma Fração do Infinito” traz ao CCBB Rio, a obra de um dos mais importantes artistas multimídia brasileiros. Pioneiro da arte conceitual e sonora, o maestro de Araguari (MG) é responsável pela introdução da música concreta no cinema brasileiro e autor de trilhas premiadas. De 13/1 a 4/4.

Piccinini é uma das escultoras mais conhecidas da Austrália e embora seja classificada como hiperrealista, é no realismo fantástico que ela se encontrou. Suas criações derivadas de pesquisas de biotecnologia e engenharia genética se mostram como seres desconhecidos que podem ser repulsivos e sedutores ao mesmo tempo. A exposição convida o público a descobrir o carisma desses personagens instigantes. De 26/04 A 27/06.

E “Mondrian e o Movimento de Stijl” é a grande exposição de 2016, que traça um panorama das várias frentes de atuação e pensamento da vanguarda moderna holandesa conhecida como “o estilo” ou “de stijl”. Movimento fundado em 1917, conhecido também como neoplasticismo, teve em Piet Mondrian, seu ícone mais famoso. De 11/10 a 02/01/2017.

O espetáculo “Capote” é a adaptação de Drauzio Varella para o conto homônimo escrito pelo ucraniano Nikolai Vassílievitch Gógol, considerado um dos principais nomes da literatura europeia do século XIX.  Em cena, os atores Rodolfo Vaz, Rodrigo Fregnan e Marcelo Villa Boas, além da musicista Sarah Assis, constroem um jogo em que narrativas, diálogos, sons e intervenções em vídeo reinventam as potências do texto original. De 21/1 a 13/3 – 19h.

Hamlet – Processo de Revelação” traz em cena, um único ator em uma adaptação radical do clássico de Shakespeare. Emanuel Aragão tentar reconstruir a narrativa do texto original em diálogo direto com a plateia, utilizando recursos da performance art. A direção fica por conta da dupla Adriano e Fernando Guimarães.  De 8/1 a 28/2 – 19h30.

O texto clássico de Tennesse Williams, “Gata em Telhado de Zinco Quente” traz Barbara Paz, Zecarlos Machado, Kelzy Ecard, Augusto Zacchi, Fernanda Viacava e Augusto Cesar na direção de Eduardo Tolentino de Araújo. Num dia de calor intenso do verão sulista americano, uma família se reúne para uma festa, enquanto os conflitos vão surgindo de forma inesperada e implacável, em uma explosão de revelações pessoais. Temporada prevista para os meses de junho a agosto.

“URGENTE!” é o mais novo espetáculo da Cia. Luna Lunera. No palco, personagens perdidos entre a sensação de que a vida passa cada vez mais rápido e a necessidade pulsante de se estabelecer um outro vínculo com o tempo ganham vida na direção do Áreas Coletivo de Arte, composto por Miwa Yanagizawa, Liliane Rovaris e Maria Silvia Campos. Temporada prevista para os meses de junho a agosto.

E para encerrar o ano, a Cia. Dos a Deux traz “AMOR”, espetáculo inédito que trata de temas complexos como a solidão no mundo contemporâneo, o louco amor, o amor absoluto, a busca, a perda e a conquista. A nova montagem utilizará recursos já conhecidos da companhia, como marionete, luz, cor, música, coreografia e gesto.  Temporada prevista para os meses de novembro a janeiro.

No cinema, o ano de 2016 traz a retrospectiva “O Cinema Total de David Lean”. É a chance do público conferir uma filmografia que traz clássicos como “A Ponte do Rio Kwai”, “Lawrence da Arábia” e “Doutor Jivago”. De 27/01 a 15/02.

“Cinema humanista – Irmãos Dardenne” é a mostra que exibe 22 filmes dos diretores, roteiristas e produtores belgas Luc Dardenne e Jean-Pierre Dardenne. Premiados com a Palma de Ouro do Festival de Cannes e considerados pela crítica internacional como importantes nomes do cinema contemporâneo, a dupla é responsável por um estilo próprio, marcado pelo naturalismo e um despojamento estético. De 17/02 a 07/03.

“Um filme, cem histórias: Abbas Kiarostami” é a uma oportunidade única para conferir a obra completa de um dos mais influentes cineastas da atualidade. Cineasta, fotógrafo e poeta iraniano, nasceu em Teerã, 1940. Seu estilo, embebido das lições do neorrealismo italiano, tornou-se conhecido no Ocidente somente após a revolução iraniana, com a premiação, no Festival de Locarno, do longa-metragem Onde fica a casa do meu amigo? (1987). A partir dos anos 1990, torna-se uma espécie de ícone da resistência democrática no Irã e fonte de inspiração para a eclosão de dezenas de cineastas iranianos.  De 20/04 a 09/05.

Na música, em suas duas últimas edições a série Madrugada no Centro apresenta o pré-carnaval com Agytoê + Pedro Luís + Geraldo Junior, no dia 09 de janeiro, e a cena eletrônica de Berlim em complemento à exposição “Zeitgeist Berlim” no dia 30 de janeiro. Nesse dia, com o apoio do Instituto Goethe, o DJ alemão Jan Brauer, integrante do coletivo “Brandt Brauer Frick“, promete agitar a noite.

E a Turnê do 26º Prêmio da Música Brasileira, que homenageia Maria Bethânia, traz ao CCBB Rio de Janeiro Mariene de Castro e Zélia Duncan. 16 e 17/1 – 19h.

 

Centro Cultural Banco do Brasil

Rua Primeiro de Março, 66

Centro – Rio de Janeiro – RJ

CEP 20010-000

http://www.bb.com.br/cultura

 

“Noctiluzes” no Teatro Gonzaguinha

Com direção de Sérgio Sartório e elenco formado pelos mesmos atores do premiado espetáculo CRU (ganhador de 13 prêmios), Chico Sant`Anna, Vinicius Ferreira e Sérgio Sartório, a Cia Plágio de Teatro apresenta NOCTILUZES. O clima minimalista dá o tom para o texto do premiado dramaturgo argentino Santiago Serrano escrito especialmente para o grupo de Brasília, que estréia dia 08 de janeiro, sexta, no Teatro Gonzaguinha e fica em cartaz até 30/01, sempre às sextas e sábados.

Em um píer de um pequeno vilarejo três desconhecidos se encontram durante uma madrugada. Depois deste encontro inesperado e cheio de revelações a vida desses homens não será mais a mesma. O encontro improvável em uma situação limite traz à tona mágoas e afetos submersos. Cada um tem seus próprios motivos para estar ali e queriam estar sozinhos, mas a presença dos outros causa um incômodo que eles precisam negociar até atingir seus propósitos. Para o diretor e ator Sérgio Sartório“ a peça fala sobre as marcas e cicatrizes que a vida nos cria. Das dores e curas causadas pelas relações. São sentimentos inerentes ao ser humano, porém corrompidos pela vida. Alguns valores incrustrados pelos pais e pelo meio são difíceis de serem quebrados. Somente a colisão destes personagens será capaz de quebrá-los.”

O texto foi um presente do escritor argentino Santiago Serrano à Cia. Plágio de Teatro. Serrano se encantou pelo lirismo do grupo em São Paulo, onde assistiu a CRU, última peça da companhia em cartaz na cidade em 2013. O autor conta que começou a escrever um dia depois de conversar com o grupo e os personagens o acompanharam, desde então, por cerca de um ano. “Eu viajei muito durante o processo e essas figuras vinham comigo. Eu me surpreendia como as histórias ganhavam vida, era como se os protagonistas escrevessem por conta própria. Eu escrevia e mandava para os atores e esperava sempre apontamentos em suas respostas. Foi um lindo trabalho em grupo sem a presença física.”

Sérgio Sartório revela que pediram ao autor uma peça que falasse sobre o amor diante deste mundo de intolerância. Mas nada especifico. “O Santiago Serrano é um autor muito sensível, é um poeta que vem da psicanálise e por isso lê a alma humana com muita delicadeza e sempre de forma positiva. Quando conversamos sobre ele escrever um texto para este elenco, tudo que ele fez foi perguntar sobre nós, nossas angústias, nossas dores e nossas alegrias. E tudo isso está no texto”, conta.

O cenário e a iluminação – que ganharam o Prêmio SESC de Teatro Candango – constroem um ambiente mágico e nebuloso. A peça toda acontece em um píer de um metro e meio de largura. Isso foi um estímulo para a direção, que resultou num desafio de equilibrismo na marcação das cenas, onde prevalece o jogo de atores. A trilha original de Tomas Seferim, pontua o suspense deste encontro. Os sons da noite, da água, dos barcos ao longe, completam o cenário que não vemos.

Santiago Serrano acredita que os dramaturgos sempre foram profetas dos tempos que estão por surgir. “Espero que Noctiluzes seja um olhar vindo do futuro. Um tempo onde os fundamentalismos e o racismo não sejam o norte da vida cotidiana. Onde um encontro de pessoas desconhecidas possa ser uma aposta pelo futuro.”

Noctiluzes estreou no CCBB de Brasília, em junho de 2014. Participou do Festival Internacional de Teatro Cena Contemporânea e da mostra BR040 na Funarte, ambas em Brasília. Em janeiro deste ano esteve na programação do Festival Internacional Janeiro dos Grandes espetáculos em Recife, Caruaru e Goiana (Pernambuco).  Esteve em São Paulo em julho/agosto de 2015 onde fez temporada de 1 (um) mês no Teatro Pequenos, participou do Festival Filte Bahia, em Salvador, e do 7 Festival Ruínas, em Uberlândia. Em 2016 é a vez do Rio de Janeiro receber o espetáculo.

Sobre o autor Santiago Serrano

Dramaturgo, diretor de teatro, psicanalista e psicodramaturgo. Em 1991, sua peça Dinossauros ganhou o prêmio de melhor espetáculo original no Festival de Teatro do Centro Cultural General San Martín, de Buenos Aires. A obra também foi apresentada no Canadá, Estados Unidos, Espanha e Brasil. Em 2005, ganhou o 2º prêmio no Certame Internacional de Dramaturgia da cidade de Requena (Espanha) com Sexualmente Falando.

Com 35 anos de carreira, Santiago Serrano é velho conhecido dos brasileiros. Obras como Dinossauros e Fronteiras foram montadas pelo Grupo Cena, de Brasília. Em 2007, A Revolta foi encenada por Reginaldo Nascimento, do Grupo Kaus, de São Paulo. Em 2008, estreou sua primeira peça escrita em português, Eldorado, solo de Eduardo Okamoto, de Campinas. Por sua atuação neste espetáculo, Okamoto foi indicado ao Prêmio Shell (2009).

Sobre o diretor Sérgio Sartório

Ator e diretor, em 2007 fundou a da Companhia Plágio de Teatro. Ganhou os prêmios de Melhor Ator no Festival Cinema de Guarnicê/MA e no Festival de Cinema de Maringá/PR pelo filme Cru. Melhor Direção e Melhor Ator no Prêmio SESC do Teatro Candango pela Peça CRU e de Melhor ator no Festival Curta SANTOS-SP pelo filme Menor Distancia Entre Dois Pontos.

 

Ficha técnica:

Texto e supervisão: Santiago Serrano. Direção e tradução: Sérgio Sartório. Codireção: Rachel Mendes. Elenco: Chico Sant’Anna, Sérgio Sartório e Vinícius Ferreira. Iluminação: Sérgio Sartório e Vinícius Ferreira. Cenário e figurino: Roustang Carrillho. Trilha sonora: Tomás Seferim. Direção técnica: Chico Sassi. Produção Geral: Guinada Produções. Direção de Produção: Guilherme Angelim, Produção executiva: Daniela Vasconcelos.

 

Serviço

Espetáculo: NOCTILUZES, da Cia Plágio de Teatro de Brasília
Local: Teatro Gonzaguinha (Rua Benedito Hipólito, 125 – Centro, Tel: 2224-3038-ao lado do metrô da Praça 11)

Data: de 08 a 30 de janeiro, sempre as sextas e sábados.

Horário: 20horas

Ingresso: R$ 20,00 (inteira)

Classificação: 16 anos

Duração: 80 minutos

Top 5 – “Eu Fui!”: Teatro

Confesso que não é fácil chegar ao fim de um ano, juntar tudo e decidir qual a melhor peça. Abri umas 10 abas no meu note, excluí uns 3. Sobraram 7 e acabei deixando 2 peças incríveis de fora. Indecisa, ainda substituí uma delas e cheguei a este resultado, que espero que não esteja sendo injusto com ninguém.

1 – Boa noite, mãe

Foto: Divulgação

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Reconhecido texto da norte-americana Marsha Norman – vencedor do prêmio Pulitzer de 1983 -, “Boa noite, mãe” conta a história de Jessie. Separada e mãe de um menino, a moça decide se matar e conta a novidade para a mãe. As 2 passam a noite discutindo sua relação, com a protagonista se abrindo em relação a sua personalidade e seus demônios. Texto maravilhoso, interpretações de Beth Zalcman e Thaís Loureiro idem. Começou 2015 arrebatando a medalha de ouro de nosso Top 5.

 

2 – Cenas de um Casamento

Foto: apetecer.com

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O texto de Ingmar Bergman é o principal elemento para que “Cenas de um Casamento” conquistasse nossa medalha de prata. O espetáculo retrata a rotina conjugal de Johan (Heitor Martinez) e Marianne (Juliana Martins). Com dez anos de casamento, passam por crises e conflitos banais do dia a dia. Até que os atritos vão se intensificando, o que resulta na ruptura do casal, que tem 2 filhas. Interessantíssimo e super recomendável.

 

 

3 – 2 Números

“Cama de gato” e De dentro” formam os 2 números do espetáculo, que é representado por bonecos. As formações e

Foto: Divulgação

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precisão dos atores que manejam os elementos em cena é impressionante. Tudo de uma forma muito lúdica e bonita. Tanto que é do tipo que o adulto leva a criança para assistir, mas ambos saem igualmente maravilhados.

 

 

 

4 – Répétition

Foto: Divulgação

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Alex Nader, Paulinho Serra e Tatianna Trinxet vivem 3 atores prestes a estrear um espetáculo, sendo que o personagem de Nader é o do diretor e tem um relacionamento amoroso com o de Tatianna. A montagem mostra um ensaio teatral em que acontecem constantes repetições de cenas, e os atores se envolvem nos conflitos dos próprios personagens. Talvez devido à insistência de algumas situações, levam elementos do texto a uma reflexão sobre suas próprias vidas. Paulinho Serra rouba a cena com sua veia cômica. Mas todo o elenco está muito bem, com destaque para a cena da coreografia de tango, muito bem ensaiada e encenada.

5 – Tomo Suas Mãos Nas Minhas

A peça se desenvolve a partir de cartas que Anton Tchekhov e Olga Knípper trocam ao longo de 6 anos. Eles se

Foto: apetecer.com

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conhecem em uma leitura de “A gaivota”. Ela, uma jovem atriz. Ele um escritor renomado, mais velho e tuberculoso. Primeiro são amigos, depois amantes, até finalmente se casarem. Quem conhece Roberto Bomtempo – ao lado de Miriam Freeland – apenas da TV não sabe o que está perdendo ao vê-lo também no teatro. É um ator de muitos recursos, e faz um Tchekhov muito convincente envelhecendo aos nossos olhos durante o pouco tempo do espetáculo. Também destaque para a bela história de amor dos personagens.

 

Top 5 – “Eu Fui!”: Musical

Algo que junte música, teatro e dança não tem como não me agradar. Assisto a todos os que tenho oportunidade e estes são os melhores de 2015:

 

1 – Kiss me, Kate – O beijo da megera

Foto: Divulgação

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Adaptação brasileira de um sucesso da Broadway (Kiss me, Kate), o musical – que também é inspirado no clássico “A megera domada”, de William Shakespeare – une coreografias ótimas, cantores idem, e um texto inteligente e engraçado.

Veja o post sobre o espetáculo

 

 

 

2 – “S’imbora, o musical – a história de Wilson Simonal”

Foto: Divulgação

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Excelentes números musicais – com destaque para Ícaro Silva como o protagonista -, o espetáculo conta a história de Wilson Simonal, do apogeu da fama ao ostracismo. Com pouco texto e muita música, agrada ao público. Faz quem viveu a época relembrar os sucessos, quanto as novas gerações conhecerem clássicos da MPB.

Veja o post sobre o espetáculo

 

 

3 – Elis, A Musical

A atuação impecável de Laila Garin no papel de Elis Regina é o principal trunfo de “Elis, A Musical”. A atriz

Foto: Divulgação

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convence, e faz por vezes acreditarmos que é a própria Pimentinha quem está em nossa frente cantando.

Veja o post sobre o espetáculo

 

 

 

 

4 – Constellation

Foto: Divulgação

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“Constellation” conta a história de Regina Lúcia, jovem sonhadora que quer porque quer participar do voo inaugural da aeronave que dá nome ao espetáculo. O veículo prometia reduzir de 72 para 20 horas o tempo de trajeto entre Rio de Janeiro e Nova York. O acontecimento foi nos anos 1950, e o musical tem o repertório de sucessos da década. Elenco mandando bem, com destaque para Jullie, a protagonista de voz doce e afinadíssima.

Veja o post sobre o espetáculo!

 

5 – Chacrinha, o musical

Uma enorme quantidade de canções foi utilizada para preencher o musical sobre a trajetória do Velho Guerreiro, para representar os longos anos que o apresentador esteve à frente de seus programas televisivos. Fruto de uma época em que a TV dava uma grande espaço para a música, a atração, assim como o espetáculo, tinha repertório muito eclético. Clara Nunes, Benito de Paula, Roberto Carlos… Muitos foram reproduzidos no palco, e fez o público cantar com sucessos eternos.

Veja o post sobre o espetáculo, e também a apresentação para a imprensa!

 

 

 

“O Último Lutador” na Gávea

A partir de 15 de janeiro, comemorando 60 anos de carreira, Stênio Garcia estreia o espetáculo inédito, “O Último Lutador”, de Marcos Nauer e Teresa Frota, com direção de Sergio Módena, no Teatro dos Quatro, no Shopping da Gávea. A produção é a primeira no Brasil que utiliza o universo da Luta Livre como ferramenta dramatúrgica, mas, na verdade, a peça busca mostrar que por trás de guerreiros, gladiadores modernos, existe um lado humano e familiar. E como nem sempre é fácil viver em família, como as diferenças podem mudar os destinos das pessoas, mas que nunca é tarde para pedir perdão e ser perdoado. A peça se passa em 1992, ano de importantes mudanças políticas no país e marco para a história do vale tudo, com o surgimento do que irá se chamar de MMA.

Na opinião do diretor Sergio Módena, o aspecto mais interessante do espetáculo é utilizar o universo da luta como metáfora das relações humanas, mais precisamente aquelas que dizem respeito à família. “A luta diária peça aceitação, pelo perdão, pela superação dos limites e pelo amor pode ser facilmente identificada por todos que assistirem ao espetáculo. A família, com todas suas contradições, é a grande protagonista nesse ringue que chamamos vida”, conclui Módena.

Já um dos autores e ator Marcos Nauer conta que foi ao ouvir “Um homem também chora”, de Gonzaguinha, que veio a ideia de escrever O Último Lutador, uma história sobre homens que compreendem o amor através da violência. “Desde a primeira frase escrita ainda na tela em branco do computador foi a voz, as entonações e energia de Stênio Garcia que guiaram minha escrita. É a realização de um sonho contracenar com ele e celebrar com grande alegria seus 60 anos de carreira”, comemora Nauer.

Longe dos palcos há 18 anos (o último espetáculo foi Michelangelo, em 1998, adaptação e direção Wladimir Ponchirolli), Stênio interpreta Caleb, o homem que desafia o destino para reunir seu clã de lutadores. O patriarca tem por sonho e objetivo trazer de volta o neto perdido, Davi ou Titinho (Marcos Nauer), o reaproximar de Tito, seu pai e ex-alcoólatra (Antonio Gonzalez), que, por sua vez, é brigado com o outro filho Daniel (Daniel Villas), ex-

lutador sem sucesso que busca recuperar o respeito de sua esposa Débora (Mari Saade), e com o irmão Enosh (Glaucio Gomes), lutador profissional dos anos 60 que faz tudo por

dinheiro. Para isso, decide criar um campeonato de Luta Livre e levar a família ao ringue para um combate que vai mudar a vida de todos. À beira da morte, passional e visionário, Caleb é o homem que “faz tudo errado, mas dá tudo certo”, como diz sua companheira Diná (Stela Freitas). Completa ainda o elenco Carol Loback, interpretando Madalena, jornalista e apresentadora da luta, que ajuda Caleb a organizar o campeonato.

Para a autora Teresa Frota alguns homens nascem grandiosos, não importa a classe social. Caleb, lindamente interpretado por Stênio Garcia, é um destes homens. “Pressionado pela bomba relógio que lhe devora o corpo e cobra segundos de vida, tem, como único desejo, atrair seus “guerreiros perdidos” e reunir todos em torno de um ideal. Espero ter realizado a última vontade deste sonhador”, acrescenta.

“A proposta da encenação é fazer com que o espaço cênico nos remeta a um grande galinheiro (cenário das cruéis rinhas de galo), onde os inúmeros embates familiares acontecem continuamente, evidenciando assim a violência e aridez que muitas vezes regem as relações humanas.”, explica o diretor.

Stênio subiu ao palco profissionalmente pela primeira vez em 1956, ainda estudante de teatro, quando foi convidado para fazer o espetáculo ‘O ANJO’, de Agostinho Olavo, com direção de José Maria Monteiro, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Era o Festival do Distrito Federal, e cada peça se apresentava por uma semana. No elenco estavam Elza Gomes, Tereza Rachel, Luiza Barreto Leite, entre outros. Em televisão, só na TV Globo, são 43 anos de casa.

SERVIÇO

Estreia para público: 15 de janeiro (sexta-feira)

Estreia para convidados: 25 de janeiro (segunda-feira)

Temporada: de 15 de janeiro a 07 de março

Local: Teatro dos Quatro

Endereço: Rua Marquês de São Vicente, 52/2º piso Shopping da Gávea – Gávea Telefone: (21) 2239-1095

Horário: sexta, sábado e segunda, às 21h/ domingo, às 20h

Ingressos: Sexta e Segunda – R$70,00 | Sábado e Domingo – R$90,00

Duração: 80 minutos

Gênero: drama

Capacidade: 402 lugares

Bilheteria: de segunda a sábado das 13 às 21h, domingo das 13 às 20h

Classificação etária: 14 anos

FICHA TÉCNICA

Ideia Original: Marcos Nauer

Texto: Marcos Nauer e Teresa Frota

Supervisão de dramaturgia: Teresa Frota

Direção: Sergio Módena

Elenco: Stênio Garcia, Stela Freitas, Marcos Nauer, Antonio Gonzalez, Glaucio Gomes, Mari Saade, Daniel Villas e Carol Loback

Diretor assistente: André Viéri

Cenário: Aurora dos Campos

Iluminação: Tomás Ribas

Figurino: Antonio Guedes

Música Original: Marcelo Alonso Neves

Fotografia: Milton Menezes

Instrutor de lutas: Milton Vieira – Rio Fighters

Instrutor de jeet kune do: Paulo Oliveira – Kalirio

Preparador corporal para o tango: Edio Nunes

Assessoria de Imprensa: Daniella Cavalcanti

Fotos e Programação Visual: Milton Menezes

Assistente de produção: Luana Simões

Produção: Norma Thiré e Frederico Reder

Realização: Brainstorming Entretenimento e Quarta Dimensão Entretenimento

SERGIO MÓDENA

Bacharel em Artes Cênicas pela Unicamp é também formado pela École Philipe Gaulier em Londres, onde realizou especializações em Shakespeare, Tchecov e Melodrama. Seus trabalhos mais recentes como diretor são: “janis”, de Diogo Liberano; “Politicamente Incorretos”, de Ana Velloso; “Ricardo III”, de William Shakespeare; “A Arte da Comédia”, de Eduardo De Filippo; os musicais infantis “Forró Miudinho”; “Bossa Novinha – A Festa do Pijama” e “Sambinha”, ambos musicais de Ana Velloso; “A Revista do Ano – O Olimpo Carioca”, de Tânia Brandão; “As Mimosas da Praça Tiradentes”, de Gustavo Gasparani e Eduardo Rieche; e o show “Paletó de Lamê – Os grandes sucessos (dos outros)”. Adaptou o conto “O Soldadinho de Chumbo”, de H. C. Andersen, para o espetáculo “O Soldadinho e a Bailarina”, com Luana Piovani e direção de Gabriel Villela.

Seus últimos trabalhos receberam inúmeras indicações nos principais prêmios do Rio de Janeiro: ‘Ricardo III’, nos prêmios Cesgranrio, Shell, APTR, FITA e APCA-SP; “A Arte da Comédia”, nos prêmios Cesgranrio, Shell, FITA e APCA-SP; e os musicais infantis “Sambinha” e “Bossa Novinha”, prêmios Zilka Salaberry e CEBTIJ.

TERESA FROTA

Jornalista formada pela PUC RJ, é fundadora do Grupo TAPA de teatro, onde atuou por mais de 10 anos.

Roteirista da TV Globo por 18 anos, escreveu 2 docudramas indicados ao EMMY

INTERNATIONAL AWARDS – “Por Toda Minha Vida – Cazuza” e “Por Toda a Minha Vida – Adoniran”, direção geral Ricardo Waddington, em 2010 e 2011. A minissérie “Amores Roubados”, direção José Luiz Villamarin, considerada o melhor produto em dramaturgia de 2014, ganhou todos os prêmios, entre eles o Prêmio APCA, da crítica paulista.

Em Televisão, escreveu também programas impactantes como “Escuderia Le Coq”, “Série Traficantes”, “A Chacina de Vigário Geral” (XXVII Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos), “A Família Canuto”, “Mães do Borel” (incluído no Acervo da Anistia Internacional), “Zé Arigó” e a série “Mistério”, que incluiu o “Caso Joelma”, “Operação Prato” e “EQM.

Em Cinema, foi co-roteirista de “Getúlio”, direção João Jardim, indicado a Melhor Roteiro no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro em 2014; roteirista de “Nazareth”, direção Márcio Trigo, curta ganhador em 2015 de Melhor Documentário do Festival Cine del Sur, Colômbia. “Nazareth” foi selecionado no ano de 2015 para exibição em 10 festivais nacionais e internacionais em países como Estados Unidos (3 festivais), Espanha, Portugal, Colômbia, Argentina, Israel. Escreveu o roteiro de “O Campeão”, direção Paulo Thiago, ainda em filmagem.

Em Dramaturgia ganhou mais de 20 prêmios, entre eles: Coca Cola, Mambembe, FUNARTE, SATED, RIOARTE, Ministério da Cultura.

STENIO GARCIA

Um dos grandes nomes da dramaturgia brasileira, Stênio Garcia, possui um currículo de trabalhos inesquecíveis na TV, no teatro e no cinema.

Perfeccionismo – este poderia ser o lema de Stênio Garcia. Quando tem um papel para interpretar, ele não faz concessões. Entrega-se inteiramente a ele. Por isso mesmo, coleciona algumas boas histórias sobre os métodos utilizados na composição de seus personagens.

Aos doze anos, o capixaba de Mimoso do Sul teve que lidar com o seu primeiro desafio, a separação dos pais. O jovem, então, seguiu com a mãe para o Rio de Janeiro, onde começou a trabalhar como auxiliar de escritório e passou a estudar contabilidade. A sua vida, porém, mudou completamente de direção graças a uma namorada, que o incentivou a entrar para um grupo de teatro.

Após compor famosas turmas de interpretação na capital carioca conseguiu espaço na televisão em 1966. A consagrada carreira na TV permitiu a Stênio participar de cerca de 60 trabalhos, entre folhetins, minisséries e especiais.

É Bino o personagem mais querido do ator. “A gente descobriu que o caminhoneiro representa uma das classes mais importantes da sociedade. Ele me deu a consciência de vida muito grande”, disse o ator em entrevista ao “Vídeo Show” em 2009.

Com mais de 150 personagens no currículo, Stênio reconhece que nunca teve a estampa e o carisma de um Antônio Fagundes. Apesar de não fazer o tipo que provoca suspiros por onde anda, o ator já viveu situação parecida em ‘O Dono do Mundo’. Quando interpretou o magnata Herculano na novela de Gilberto Braga, o ator vivia recebendo cartas de fãs com propostas para lá de indecentes. “Um dia, uma menina chegou a dizer que passaria uma noite comigo se eu comprasse um apartamento para ela. Já imaginou?”, ri, arregalando os olhos.

Em 2015 foi homenageado na novela ‘Totalmente Demais’, onde seu personagem de Carga Pesada, Bino, ajuda a protagonista na estrada. Em 2014 fez uma participação especial em ‘Meu Pedacinho de Chão’.

Teatro:

Em 1956, ainda estudante de teatro, ele foi convidado para a peça ‘O ANJO’, de Agostinho Olavo, com direção de José Maria Monteiro, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Era o Festival do Distrito Federal, e cada peça se apresentava por uma semana. No elenco estavam Elza Gomes, Tereza Rachel, Luiza Barreto Leite, entre outros.

Em 1958, forma-se no Conservatório Nacional de Teatro, no Rio de Janeiro, e ganha uma bolsa de estágio no Teatro Cacilda Becker (TCB), companhia recém-criada. Essa é sua principal escola, sobretudo porque passa a colaborar com o conjunto nas áreas técnica e administrativa, antes de fazer sua estreia profissional como ator em Maria Stuart, de Schiller, com direção de Ziembinski, também em 1958. No ano seguinte, participa dos espetáculos: ‘Os Perigos da Pureza’, de Hugh Mills, interpretando o filho de Cacilda Becker; ‘A Dama das Camélias’, de Alexandre Dumas Filho, dirigido por Benedito Corsi, no papel de Saint-Gaudens; ‘Auto da Compadecida’, de Ariano Suassuna, no papel de Bispo, com direção de Cacilda. Atua em ‘O Santo e a Porca’, mais um texto de Suassuna, agora sob a direção de Ziembinski, em 1960. No mesmo ano, ingressa no elenco do Teatro Brasileiro de Comédia – TBC, em sua última fase, atuando em ‘Um Panorama Visto da Ponte’, de Arthur Miller, dirigido por Alberto D’Aversa; e em ‘O Pagador de Promessas’, de Dias Gomes, com direção de Flávio Rangel; e ‘A Semente’, de Gianfrancesco Guarnieri, ‘As Almas Mortas’, de Nikolai Gogol, e ‘A Escada’, de Jorge Andrade, todos em 1961; ‘A Morte do Caixeiro Viajante’, de Arthur Miller, ‘Yerma’, de Federico García Lorca, e ‘A Revolução dos Beatos’, ambos em 1962. Nesses espetáculos é também assistente de direção de Flávio Rangel. Ainda no TBC é dirigido por Antunes Filho em ‘Yerma’, de Federico García Lorca. Volta por um ano ao TCB, trabalhando com o diretor Ziembinski, em César e Cleópatra, de Bernard Shaw, ‘O Santo Milagroso’, de Lauro César Muniz, e ‘Onde Canta o Sabiá’, de Gastão Tojeiro, 1963. No ano seguinte, de volta ao TBC, participa do espetáculo de despedida da companhia, ‘Vereda da Salvação’, de Jorge Andrade, onde faz o papel de Geraldo e é assistente de Antunes Filho. Dirigido por Antônio Abujamra, faz ‘As Fúrias’, de Rafael Alberti, no Teatro Ruth Escobar; e, por Ademar Guerra, tem repercussão no desempenho em ‘Oh, Que Delícia de Guerra!’, de Joan Littlewood, ambos em 1966. Pelo conjunto desses dois trabalhos recebe o Prêmio Saci e o Prêmio Governador do Estado. Volta a trabalhar com Antunes em ‘Black-Out’, de

Frederick Knott, 1967, e em ‘A Cozinha’, de Arnold Wesker, 1968, onde colabora com o encenador na direção do trabalho de atores. Na companhia de Altair Lima faz dois musicais: ‘Hair’, de Rado e Ragni, mais uma encenação de Ademar Guerra, 1969; e ‘Jesus Cristo Superstar’, direção do próprio Altair, 1972. Dois anos antes está em ‘Rito do Amor Selvagem’, de José Agrippino de Paula, importante realização do Grupo Sonda, sob a direção de Maria Esther Stockler e José Agrippino. Em 1971, mais uma vez sob a direção de Antunes, alcança um dos pontos altos de sua carreira, protagonizando ‘Peer Gynt’, de Henrik Ibsen, em desempenho que lhe vale o Prêmio Molière.

Em 1972, muda-se para o Rio de Janeiro e se engaja no mercado de trabalho na televisão.

Yan Michalski avalia seu trabalho: “Ator excepcionalmente vigoroso, dotado de um explosivo potencial corporal e de uma notável intuição de composição cênica, burilada nos seus primeiros anos de ofício pela sua persistente colaboração com alguns dos melhores diretores de São Paulo, Stênio Garcia foi uma das sérias perdas que o teatro sofreu para a televisão”.

Em 2015 Stênio Garcia completou 83 anos e após um longo jejum nos brinda com sua volta aos palcos dia 08 de janeiro de 2016, com o espetáculo O ÚLTIMO LUTADOR, no Teatro dos Quatro no Shopping da Gávea – RJ.

CURIOSIDADES:

Ao completar 70 anos ganhou da escritora Rosângela Guarçoni uma biografia “Trilhas… Pegadas no Palco e Pegadas na Vida”, patrocinada pelo governo do Espírito Santo, o estado natal do ator.

No final dos anos 90, sua cidade natal, Mimoso do Sul – ES o homenageou com um teatro com seu nome o Cine Teatro Stênio Garcia, com capacidade para 270 espectadores.

Em 2010 ousou novamente ao participar do quadro “Dança dos Famosos”, do Domingão do Faustão.

Televisão:

1966 – As Minas de Prata – José

1967 – Os Fantoches – Torquato

1968 – A Muralha – Aimbé

1968 – O Terceiro Pecado – Tomás

1969 – Dez Vidas – Silvério dos Reis

1969 – Os estranhos – Daniel

1971 – Hospital – Maurício

1972 – Na Idade do Lobo – Chico

1973 – Cavalo de Aço – Brucutu

1973 – O Semideus – Lorde José

1975 – Gabriela – Felismino

1976 – Saramandaia – Geraldo

1979 – Carga Pesada – Bino

1981 – O Amor é Nosso – Leonardo

1981 – Terras do Sem Fim – Amarelo Joaquim

1982 – Final Feliz – Mestre Antônio

1983 – Bandidos da Falange – Lucena

1984 – Corpo a Corpo – Amauri Pelegrini

1984 – Padre Cícero – Padre Cícero

1986 – Hipertensão – Chico

1986 – Selva de Pedra – Pedro

1988 – O Pagador de Promessas – Dedé

1989 – O Sexo dos Anjos – padre Aurélio

1989 – Que Rei Sou Eu? – Corcoran

1990 – Rainha da Sucata – Sérgio

1990 – Boca do Lixo – Ciro

1990 – Meu Bem, Meu Mal – Argemiro

1991 – O Dono do Mundo – Herculano Maciel

1992 – De Corpo e Alma – Domingos Bianchi

1993 – Agosto – Ramos

1993 – Olho no Olho – Armando

1994 – A Madona de Cedro (minissérie) – padre Estêvão

1994 – Tropicaliente – Samuel

1995 – Decadência – Tavares Branco Filho

1995 – Engraçadinha… seus amores e seus pecados – Carlinhos

1995 – Explode Coração – Pepe

1996 – O Rei do Gado – Zé do Araguaia

1998 – Hilda Furacão (minissérie) – Tonico Mendes

1998 – Labirinto – Jonas

1998 – Torre de Babel – Bruno Maia

1998 – Asas Pra que te quero (Especial de Natal)

2000 – A Muralha – Caraíba

2001 – A Padroeira – Antônio Cabral

2001 – O Clone – Tio Ali

2001 – Os Maias – Manuel Monforte

2002 – Pastores da Noite- Chalub

2003 – Kubanacan – Rubio Montenegro

2003/2007 – Carga Pesada – Bino

2005 – Hoje é dia de Maria – Asmodeu

2005 – Hoje é dia de Maria – Segunda Jornada – Asmodeu

2006 – O Profeta – Jacó de Oliveira

2007 – Duas Caras – Barreto (Paulo de Queirós Barreto)

2008 – Ó Paí, Ó – Seu Jerônimo

2009 – Caminho das Índias – Dr. Castanho

2010 – Malhação – Prof. Ramon (participação especial)

2011 – Batendo Ponto – Nestor

2011 – A Vida da Gente – Laudelino

2012 – Salve Jorge – Arturo

2014 – Meu Pedacinho de Chão – Delegado (participação especial)

2015 – Tomara que Caia – Participação especial

2015 – Totalmente Demais – Bino (participação especial)

Planeta dos Homens – Nos anos 70, interpretou o divertido Chuchu no quadro “Kika e Chuchu”, um dos maiores sucessos do humorístico. Quem interpretava Kika era justamente

a atriz Clarice Piovesan.

Cinema

1964 – O vigilante contra o crime

1964 – Vereda de salvação

1967 – Vigilante em missão secreta

1968 – As amorosas

1969 – A mulher de todos

1970 – A guerra dos pelados

1970 – O pornógrafo

1973 – Em compasso de espera

1975 – Ana, a libertina

1976 – O esquadrão da morte

1977 – As três mortes de Solano

1977 – Morte e vida severina

1977 – O crime do Zé Bigorna

1978 – Tudo bem

1987 – Leila Diniz

1989 – Kuarup

1989 – Solidão, uma linda história de amor

1990 – Mais que a terra

1991 – Brincando nos campos do Senhor

1997 – Os matadores

1998 – Hans Staden

1998 – O menino maluquinho 2 – A aventura

2000 – Eu, tu, eles

2000 – O circo das qualidades humanas

2004 – Redentor

2005 – Casa de areia

2005 – O beijo no asfalto

2007 – Ó Paí, Ó

2012 – O Inventor de Sonhos

2014 – O Beijo no Asfalto

“Autobiografia Autorizada”

O projeto Em Cena Para Todos apresenta o espetáculo “Autobiografia Autorizada“, de Paulo Betti, nos dias 17, 18, 19 e 20 de dezembro, às 19h (de quinta a sábado) e às 18h (domingo). A comédia dramática terá preços populares; apenas R$20,00 (inteira) e R$10,00 (meia).

 

Autobiografia Autorizada“, um monóloco de Paulo Betti, dirigido por ele e por Rafael Ponzi, estreou dia 19 de março, no Rio de Janeiro. Após temporada de dois meses, o espetáculo já passou pelas cidades de Sorocaba, São Carlos, Jundiaí, Araraquara, Piracicaba, Paulínia, Fortaleza, Uberlândia, Brasília e Luanda (África). O espetáculo (o último foi “Deus da Carnificina”), que marca a comemoração dos 40 anos de carreira de Paulo. Construído pelo próprio artista, que se inspirou nos textos escritos em grandes blocos durante a adolescência, onde também fazia colagens de fatos da época, e também nos artigos semanais que escreveu por quase trinta anos para o Jornal Cruzeiro do Sul, de Sorocaba, cidade onde foi criado.

 

Paulo Betti (62 anos) saiu do mundo rural onde o avô, um imigrante italiano, trabalhava para um fazendeiro negro. Filho de uma camponesa analfabeta, que mudou para a cidade onde foi empregada, mãe de 15 filhos (Paulo é o décimo quinto, temporão, dez anos de diferença de seu irmão mais novo). Seu pai era esquizofrênico. Apesar disso, estudou em boas escolas, cursou um Ginásio Industrial em tempo integral, se formou pela Escola de Arte Dramática da USP e foi professor na Unicamp. O testemunho do ator, autor e diretor, que vai representar pai, mãe, avó e muitos outros personagens da própria vida, levará ao público uma peça divertida e emocionante.

Segundo Paulo, lendo as anotações que ele fez no decorrer de quase uma vida inteira, chegou à conclusão que, o tempo todo, se preparou para revelar as extraordinárias condições que o levaram a sobreviver e a contar como isso aconteceu. “Minha fixação pela memória da infância e adolescência, passada num ambiente inóspito e ao mesmo tempo poético, talvez mereça ser compartilhada no intuito de provocar emoção, riso, entretenimento e entendimento”, afirma Betti.

Paralelo ao espetáculo, Paulo vai começar a filmar um novo longa-metragem “A Fera na Selva”, baseada na obra do escritor norte-americano Henry James, com direção do próprio Paulo, ao lado de Eliane Giardini, adaptação para o cinema do espetáculo que ele encenou com a atriz e ex-mulher, em 1992, e com o qual recebeu o Prêmio Shell de Melhor Ator. As filmagens serão realizadas em Sorocaba, cidade onde Paulo passou a infância e adolescência e conheceu Eliane.

 

FICHA TÉCNICA 

 

Texto e Interpretação: Paulo Betti

Direção: Paulo Betti e Rafael Ponzi

Elenco: Paulo Betti

Cenário: Mana Bernardes

Figurino: Leticia Ponzi

Iluminação: Dani Sanchez e Luiz Paulo Neném

Direção de Movimento: Miriam Weitzman

Programação Visual: Mana Bernardes

Trilha Sonora: Pedro Bernardes

Fotografia: Mauro Khouri

Assistente de Direção: Juliana Betti

Administração Financeira:  Lya Baptista

 

Sobre a ocupação Em Cena para todos

 

Contemplado pela Funarte no edital de ocupação do Teatro Glauce Rocha/2015, o projeto Em Cena para todos foi Idealizado pela empresa de produção cultural carioca Ymbu Entretenimento. Ele tem como objetivo a ocupação do espaço com espetáculos e oficinas, com artistas renomados e novos talentos das artes cênicas brasileiras; além de promover e divulgar o teatro.

As oficinas têm diversos temas relacionados às artes cênicas, tais como Teatro para jovens – com diretores especializados e com sucessos em cartaz – considerada como um dos diferenciais da proposta. Também são abordados assuntos com expressão corporal, dramaturgia e outros. O alvo dessas aulas é dar oportunidade aos participantes de seguir a profissão de ator/atriz – tanto os novos candidatos quanto os artistas já formados. 

 

“Este projeto foi contemplado pela Fundação Nacional de Artes – FUNARTE no edital de Ocupação do Teatro Glauce Rocha 2015”

 

 

SERVIÇO:

AUTOBIOGRAFIA AUTORIZADA

Local: Teatro Glauce Rocha – Av. Rio Branco, 179 – Tel: (21) 2220-0259.

Data: de 17 a 20 de dezembro

Horário: de quinta a sábado, às 19h; domingo, às 18h

Ingresso: R$ 20,00 (inteira); R$ 10,00 (meia entrada e clientes Metrô Rio)

Classificação: 12 anos

Duração: 110 minutos

Gênero: Comédia dramática

Capacidade: 202 Lugares

“O Milagre da estrela” dia 22 no Arthur Azevedo

Dalva. Uma mulher determinada resolve ajudar diversos mendigos que moram próximo ao viaduto perto de sua casa. Dalva, diariamente, leva para eles alimentos e roupas quando o frio aperta. Dalva acredita que o amor poderá transformar aquelas pessoas em pessoas melhores. Eis que o natal está chegando e Dalva, que tem nome de estrela apressa-se para mostrar aos moradores de rua que o bom velhinho estará presente naquela noite especial. Dalva não medirá esforços.
 
FICHA TÉCNICA:
Espetáculo: O Milagre da estrela
Data: 22/12
Ingresso: R$:20,00 / Antecipado + 1Kg de alimento não perecível paga apenas R$:10,00
Direção: Juh Galdino
Local: Teatro Arthur Azevedo
Mais informações com os atores.
 
PROMOÇÃO:

A primeira pessoa que apresentar essa matéria na bilheteria do Teatro Arthur Azevedo irá ganhar um par de ingressos.

ELENCO:
Juh Galdino, Ayrton Miguel, Igor Riant, Jhonny Ribeiro, Geise Santos, Milena Nascimento, Isabelle Lourenço, Luan Ferreira, Jhony Vaz, Kathlyn Castro,Luana Noví, Beatriz Mell, Bia Oliver,Milene Pereira Ventura, Stefany Menezes, Ester Macena, Jéssica Bayeh, Igor Maia, Marcos Manfredini, Marco Vinicius, Leonidas Felix, Mariah Bittencourt, Jean Oliveira, Douglas Franco