Programação do CCBB para 2016

O Centro Cultural Banco do Brasil reserva uma programação de estreias bastante diversificadas no ano de 2016.

Com a curadoria de Alfons Hug, a exposição “Zeitgeist” reúne um panorama consistente da respeitada comunidade artística da nova Berlim. São pinturas, fotografias, videoarte, performances, instalações e a cultura dos clubs berlinenses, na visão de 29 renomados artistas, traduzindo o espírito de uma época marcada por contradições e reinvenções. De 27/1 a 4/4.

“Guilherme Vaz – Uma Fração do Infinito” traz ao CCBB Rio, a obra de um dos mais importantes artistas multimídia brasileiros. Pioneiro da arte conceitual e sonora, o maestro de Araguari (MG) é responsável pela introdução da música concreta no cinema brasileiro e autor de trilhas premiadas. De 13/1 a 4/4.

Piccinini é uma das escultoras mais conhecidas da Austrália e embora seja classificada como hiperrealista, é no realismo fantástico que ela se encontrou. Suas criações derivadas de pesquisas de biotecnologia e engenharia genética se mostram como seres desconhecidos que podem ser repulsivos e sedutores ao mesmo tempo. A exposição convida o público a descobrir o carisma desses personagens instigantes. De 26/04 A 27/06.

E “Mondrian e o Movimento de Stijl” é a grande exposição de 2016, que traça um panorama das várias frentes de atuação e pensamento da vanguarda moderna holandesa conhecida como “o estilo” ou “de stijl”. Movimento fundado em 1917, conhecido também como neoplasticismo, teve em Piet Mondrian, seu ícone mais famoso. De 11/10 a 02/01/2017.

O espetáculo “Capote” é a adaptação de Drauzio Varella para o conto homônimo escrito pelo ucraniano Nikolai Vassílievitch Gógol, considerado um dos principais nomes da literatura europeia do século XIX.  Em cena, os atores Rodolfo Vaz, Rodrigo Fregnan e Marcelo Villa Boas, além da musicista Sarah Assis, constroem um jogo em que narrativas, diálogos, sons e intervenções em vídeo reinventam as potências do texto original. De 21/1 a 13/3 – 19h.

Hamlet – Processo de Revelação” traz em cena, um único ator em uma adaptação radical do clássico de Shakespeare. Emanuel Aragão tentar reconstruir a narrativa do texto original em diálogo direto com a plateia, utilizando recursos da performance art. A direção fica por conta da dupla Adriano e Fernando Guimarães.  De 8/1 a 28/2 – 19h30.

O texto clássico de Tennesse Williams, “Gata em Telhado de Zinco Quente” traz Barbara Paz, Zecarlos Machado, Kelzy Ecard, Augusto Zacchi, Fernanda Viacava e Augusto Cesar na direção de Eduardo Tolentino de Araújo. Num dia de calor intenso do verão sulista americano, uma família se reúne para uma festa, enquanto os conflitos vão surgindo de forma inesperada e implacável, em uma explosão de revelações pessoais. Temporada prevista para os meses de junho a agosto.

“URGENTE!” é o mais novo espetáculo da Cia. Luna Lunera. No palco, personagens perdidos entre a sensação de que a vida passa cada vez mais rápido e a necessidade pulsante de se estabelecer um outro vínculo com o tempo ganham vida na direção do Áreas Coletivo de Arte, composto por Miwa Yanagizawa, Liliane Rovaris e Maria Silvia Campos. Temporada prevista para os meses de junho a agosto.

E para encerrar o ano, a Cia. Dos a Deux traz “AMOR”, espetáculo inédito que trata de temas complexos como a solidão no mundo contemporâneo, o louco amor, o amor absoluto, a busca, a perda e a conquista. A nova montagem utilizará recursos já conhecidos da companhia, como marionete, luz, cor, música, coreografia e gesto.  Temporada prevista para os meses de novembro a janeiro.

No cinema, o ano de 2016 traz a retrospectiva “O Cinema Total de David Lean”. É a chance do público conferir uma filmografia que traz clássicos como “A Ponte do Rio Kwai”, “Lawrence da Arábia” e “Doutor Jivago”. De 27/01 a 15/02.

“Cinema humanista – Irmãos Dardenne” é a mostra que exibe 22 filmes dos diretores, roteiristas e produtores belgas Luc Dardenne e Jean-Pierre Dardenne. Premiados com a Palma de Ouro do Festival de Cannes e considerados pela crítica internacional como importantes nomes do cinema contemporâneo, a dupla é responsável por um estilo próprio, marcado pelo naturalismo e um despojamento estético. De 17/02 a 07/03.

“Um filme, cem histórias: Abbas Kiarostami” é a uma oportunidade única para conferir a obra completa de um dos mais influentes cineastas da atualidade. Cineasta, fotógrafo e poeta iraniano, nasceu em Teerã, 1940. Seu estilo, embebido das lições do neorrealismo italiano, tornou-se conhecido no Ocidente somente após a revolução iraniana, com a premiação, no Festival de Locarno, do longa-metragem Onde fica a casa do meu amigo? (1987). A partir dos anos 1990, torna-se uma espécie de ícone da resistência democrática no Irã e fonte de inspiração para a eclosão de dezenas de cineastas iranianos.  De 20/04 a 09/05.

Na música, em suas duas últimas edições a série Madrugada no Centro apresenta o pré-carnaval com Agytoê + Pedro Luís + Geraldo Junior, no dia 09 de janeiro, e a cena eletrônica de Berlim em complemento à exposição “Zeitgeist Berlim” no dia 30 de janeiro. Nesse dia, com o apoio do Instituto Goethe, o DJ alemão Jan Brauer, integrante do coletivo “Brandt Brauer Frick“, promete agitar a noite.

E a Turnê do 26º Prêmio da Música Brasileira, que homenageia Maria Bethânia, traz ao CCBB Rio de Janeiro Mariene de Castro e Zélia Duncan. 16 e 17/1 – 19h.

 

Centro Cultural Banco do Brasil

Rua Primeiro de Março, 66

Centro – Rio de Janeiro – RJ

CEP 20010-000

http://www.bb.com.br/cultura

 

“Noctiluzes” no Teatro Gonzaguinha

Com direção de Sérgio Sartório e elenco formado pelos mesmos atores do premiado espetáculo CRU (ganhador de 13 prêmios), Chico Sant`Anna, Vinicius Ferreira e Sérgio Sartório, a Cia Plágio de Teatro apresenta NOCTILUZES. O clima minimalista dá o tom para o texto do premiado dramaturgo argentino Santiago Serrano escrito especialmente para o grupo de Brasília, que estréia dia 08 de janeiro, sexta, no Teatro Gonzaguinha e fica em cartaz até 30/01, sempre às sextas e sábados.

Em um píer de um pequeno vilarejo três desconhecidos se encontram durante uma madrugada. Depois deste encontro inesperado e cheio de revelações a vida desses homens não será mais a mesma. O encontro improvável em uma situação limite traz à tona mágoas e afetos submersos. Cada um tem seus próprios motivos para estar ali e queriam estar sozinhos, mas a presença dos outros causa um incômodo que eles precisam negociar até atingir seus propósitos. Para o diretor e ator Sérgio Sartório“ a peça fala sobre as marcas e cicatrizes que a vida nos cria. Das dores e curas causadas pelas relações. São sentimentos inerentes ao ser humano, porém corrompidos pela vida. Alguns valores incrustrados pelos pais e pelo meio são difíceis de serem quebrados. Somente a colisão destes personagens será capaz de quebrá-los.”

O texto foi um presente do escritor argentino Santiago Serrano à Cia. Plágio de Teatro. Serrano se encantou pelo lirismo do grupo em São Paulo, onde assistiu a CRU, última peça da companhia em cartaz na cidade em 2013. O autor conta que começou a escrever um dia depois de conversar com o grupo e os personagens o acompanharam, desde então, por cerca de um ano. “Eu viajei muito durante o processo e essas figuras vinham comigo. Eu me surpreendia como as histórias ganhavam vida, era como se os protagonistas escrevessem por conta própria. Eu escrevia e mandava para os atores e esperava sempre apontamentos em suas respostas. Foi um lindo trabalho em grupo sem a presença física.”

Sérgio Sartório revela que pediram ao autor uma peça que falasse sobre o amor diante deste mundo de intolerância. Mas nada especifico. “O Santiago Serrano é um autor muito sensível, é um poeta que vem da psicanálise e por isso lê a alma humana com muita delicadeza e sempre de forma positiva. Quando conversamos sobre ele escrever um texto para este elenco, tudo que ele fez foi perguntar sobre nós, nossas angústias, nossas dores e nossas alegrias. E tudo isso está no texto”, conta.

O cenário e a iluminação – que ganharam o Prêmio SESC de Teatro Candango – constroem um ambiente mágico e nebuloso. A peça toda acontece em um píer de um metro e meio de largura. Isso foi um estímulo para a direção, que resultou num desafio de equilibrismo na marcação das cenas, onde prevalece o jogo de atores. A trilha original de Tomas Seferim, pontua o suspense deste encontro. Os sons da noite, da água, dos barcos ao longe, completam o cenário que não vemos.

Santiago Serrano acredita que os dramaturgos sempre foram profetas dos tempos que estão por surgir. “Espero que Noctiluzes seja um olhar vindo do futuro. Um tempo onde os fundamentalismos e o racismo não sejam o norte da vida cotidiana. Onde um encontro de pessoas desconhecidas possa ser uma aposta pelo futuro.”

Noctiluzes estreou no CCBB de Brasília, em junho de 2014. Participou do Festival Internacional de Teatro Cena Contemporânea e da mostra BR040 na Funarte, ambas em Brasília. Em janeiro deste ano esteve na programação do Festival Internacional Janeiro dos Grandes espetáculos em Recife, Caruaru e Goiana (Pernambuco).  Esteve em São Paulo em julho/agosto de 2015 onde fez temporada de 1 (um) mês no Teatro Pequenos, participou do Festival Filte Bahia, em Salvador, e do 7 Festival Ruínas, em Uberlândia. Em 2016 é a vez do Rio de Janeiro receber o espetáculo.

Sobre o autor Santiago Serrano

Dramaturgo, diretor de teatro, psicanalista e psicodramaturgo. Em 1991, sua peça Dinossauros ganhou o prêmio de melhor espetáculo original no Festival de Teatro do Centro Cultural General San Martín, de Buenos Aires. A obra também foi apresentada no Canadá, Estados Unidos, Espanha e Brasil. Em 2005, ganhou o 2º prêmio no Certame Internacional de Dramaturgia da cidade de Requena (Espanha) com Sexualmente Falando.

Com 35 anos de carreira, Santiago Serrano é velho conhecido dos brasileiros. Obras como Dinossauros e Fronteiras foram montadas pelo Grupo Cena, de Brasília. Em 2007, A Revolta foi encenada por Reginaldo Nascimento, do Grupo Kaus, de São Paulo. Em 2008, estreou sua primeira peça escrita em português, Eldorado, solo de Eduardo Okamoto, de Campinas. Por sua atuação neste espetáculo, Okamoto foi indicado ao Prêmio Shell (2009).

Sobre o diretor Sérgio Sartório

Ator e diretor, em 2007 fundou a da Companhia Plágio de Teatro. Ganhou os prêmios de Melhor Ator no Festival Cinema de Guarnicê/MA e no Festival de Cinema de Maringá/PR pelo filme Cru. Melhor Direção e Melhor Ator no Prêmio SESC do Teatro Candango pela Peça CRU e de Melhor ator no Festival Curta SANTOS-SP pelo filme Menor Distancia Entre Dois Pontos.

 

Ficha técnica:

Texto e supervisão: Santiago Serrano. Direção e tradução: Sérgio Sartório. Codireção: Rachel Mendes. Elenco: Chico Sant’Anna, Sérgio Sartório e Vinícius Ferreira. Iluminação: Sérgio Sartório e Vinícius Ferreira. Cenário e figurino: Roustang Carrillho. Trilha sonora: Tomás Seferim. Direção técnica: Chico Sassi. Produção Geral: Guinada Produções. Direção de Produção: Guilherme Angelim, Produção executiva: Daniela Vasconcelos.

 

Serviço

Espetáculo: NOCTILUZES, da Cia Plágio de Teatro de Brasília
Local: Teatro Gonzaguinha (Rua Benedito Hipólito, 125 – Centro, Tel: 2224-3038-ao lado do metrô da Praça 11)

Data: de 08 a 30 de janeiro, sempre as sextas e sábados.

Horário: 20horas

Ingresso: R$ 20,00 (inteira)

Classificação: 16 anos

Duração: 80 minutos

Top 5 – “Eu Fui!”: Teatro

Confesso que não é fácil chegar ao fim de um ano, juntar tudo e decidir qual a melhor peça. Abri umas 10 abas no meu note, excluí uns 3. Sobraram 7 e acabei deixando 2 peças incríveis de fora. Indecisa, ainda substituí uma delas e cheguei a este resultado, que espero que não esteja sendo injusto com ninguém.

1 – Boa noite, mãe

Foto: Divulgação

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Reconhecido texto da norte-americana Marsha Norman – vencedor do prêmio Pulitzer de 1983 -, “Boa noite, mãe” conta a história de Jessie. Separada e mãe de um menino, a moça decide se matar e conta a novidade para a mãe. As 2 passam a noite discutindo sua relação, com a protagonista se abrindo em relação a sua personalidade e seus demônios. Texto maravilhoso, interpretações de Beth Zalcman e Thaís Loureiro idem. Começou 2015 arrebatando a medalha de ouro de nosso Top 5.

 

2 – Cenas de um Casamento

Foto: apetecer.com

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O texto de Ingmar Bergman é o principal elemento para que “Cenas de um Casamento” conquistasse nossa medalha de prata. O espetáculo retrata a rotina conjugal de Johan (Heitor Martinez) e Marianne (Juliana Martins). Com dez anos de casamento, passam por crises e conflitos banais do dia a dia. Até que os atritos vão se intensificando, o que resulta na ruptura do casal, que tem 2 filhas. Interessantíssimo e super recomendável.

 

 

3 – 2 Números

“Cama de gato” e De dentro” formam os 2 números do espetáculo, que é representado por bonecos. As formações e

Foto: Divulgação

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precisão dos atores que manejam os elementos em cena é impressionante. Tudo de uma forma muito lúdica e bonita. Tanto que é do tipo que o adulto leva a criança para assistir, mas ambos saem igualmente maravilhados.

 

 

 

4 – Répétition

Foto: Divulgação

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Alex Nader, Paulinho Serra e Tatianna Trinxet vivem 3 atores prestes a estrear um espetáculo, sendo que o personagem de Nader é o do diretor e tem um relacionamento amoroso com o de Tatianna. A montagem mostra um ensaio teatral em que acontecem constantes repetições de cenas, e os atores se envolvem nos conflitos dos próprios personagens. Talvez devido à insistência de algumas situações, levam elementos do texto a uma reflexão sobre suas próprias vidas. Paulinho Serra rouba a cena com sua veia cômica. Mas todo o elenco está muito bem, com destaque para a cena da coreografia de tango, muito bem ensaiada e encenada.

5 – Tomo Suas Mãos Nas Minhas

A peça se desenvolve a partir de cartas que Anton Tchekhov e Olga Knípper trocam ao longo de 6 anos. Eles se

Foto: apetecer.com

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conhecem em uma leitura de “A gaivota”. Ela, uma jovem atriz. Ele um escritor renomado, mais velho e tuberculoso. Primeiro são amigos, depois amantes, até finalmente se casarem. Quem conhece Roberto Bomtempo – ao lado de Miriam Freeland – apenas da TV não sabe o que está perdendo ao vê-lo também no teatro. É um ator de muitos recursos, e faz um Tchekhov muito convincente envelhecendo aos nossos olhos durante o pouco tempo do espetáculo. Também destaque para a bela história de amor dos personagens.

 

Top 5 – “Eu Fui!”: Musical

Algo que junte música, teatro e dança não tem como não me agradar. Assisto a todos os que tenho oportunidade e estes são os melhores de 2015:

 

1 – Kiss me, Kate – O beijo da megera

Foto: Divulgação

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Adaptação brasileira de um sucesso da Broadway (Kiss me, Kate), o musical – que também é inspirado no clássico “A megera domada”, de William Shakespeare – une coreografias ótimas, cantores idem, e um texto inteligente e engraçado.

Veja o post sobre o espetáculo

 

 

 

2 – “S’imbora, o musical – a história de Wilson Simonal”

Foto: Divulgação

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Excelentes números musicais – com destaque para Ícaro Silva como o protagonista -, o espetáculo conta a história de Wilson Simonal, do apogeu da fama ao ostracismo. Com pouco texto e muita música, agrada ao público. Faz quem viveu a época relembrar os sucessos, quanto as novas gerações conhecerem clássicos da MPB.

Veja o post sobre o espetáculo

 

 

3 – Elis, A Musical

A atuação impecável de Laila Garin no papel de Elis Regina é o principal trunfo de “Elis, A Musical”. A atriz

Foto: Divulgação

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convence, e faz por vezes acreditarmos que é a própria Pimentinha quem está em nossa frente cantando.

Veja o post sobre o espetáculo

 

 

 

 

4 – Constellation

Foto: Divulgação

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“Constellation” conta a história de Regina Lúcia, jovem sonhadora que quer porque quer participar do voo inaugural da aeronave que dá nome ao espetáculo. O veículo prometia reduzir de 72 para 20 horas o tempo de trajeto entre Rio de Janeiro e Nova York. O acontecimento foi nos anos 1950, e o musical tem o repertório de sucessos da década. Elenco mandando bem, com destaque para Jullie, a protagonista de voz doce e afinadíssima.

Veja o post sobre o espetáculo!

 

5 – Chacrinha, o musical

Uma enorme quantidade de canções foi utilizada para preencher o musical sobre a trajetória do Velho Guerreiro, para representar os longos anos que o apresentador esteve à frente de seus programas televisivos. Fruto de uma época em que a TV dava uma grande espaço para a música, a atração, assim como o espetáculo, tinha repertório muito eclético. Clara Nunes, Benito de Paula, Roberto Carlos… Muitos foram reproduzidos no palco, e fez o público cantar com sucessos eternos.

Veja o post sobre o espetáculo, e também a apresentação para a imprensa!

 

 

 

“O Último Lutador” na Gávea

A partir de 15 de janeiro, comemorando 60 anos de carreira, Stênio Garcia estreia o espetáculo inédito, “O Último Lutador”, de Marcos Nauer e Teresa Frota, com direção de Sergio Módena, no Teatro dos Quatro, no Shopping da Gávea. A produção é a primeira no Brasil que utiliza o universo da Luta Livre como ferramenta dramatúrgica, mas, na verdade, a peça busca mostrar que por trás de guerreiros, gladiadores modernos, existe um lado humano e familiar. E como nem sempre é fácil viver em família, como as diferenças podem mudar os destinos das pessoas, mas que nunca é tarde para pedir perdão e ser perdoado. A peça se passa em 1992, ano de importantes mudanças políticas no país e marco para a história do vale tudo, com o surgimento do que irá se chamar de MMA.

Na opinião do diretor Sergio Módena, o aspecto mais interessante do espetáculo é utilizar o universo da luta como metáfora das relações humanas, mais precisamente aquelas que dizem respeito à família. “A luta diária peça aceitação, pelo perdão, pela superação dos limites e pelo amor pode ser facilmente identificada por todos que assistirem ao espetáculo. A família, com todas suas contradições, é a grande protagonista nesse ringue que chamamos vida”, conclui Módena.

Já um dos autores e ator Marcos Nauer conta que foi ao ouvir “Um homem também chora”, de Gonzaguinha, que veio a ideia de escrever O Último Lutador, uma história sobre homens que compreendem o amor através da violência. “Desde a primeira frase escrita ainda na tela em branco do computador foi a voz, as entonações e energia de Stênio Garcia que guiaram minha escrita. É a realização de um sonho contracenar com ele e celebrar com grande alegria seus 60 anos de carreira”, comemora Nauer.

Longe dos palcos há 18 anos (o último espetáculo foi Michelangelo, em 1998, adaptação e direção Wladimir Ponchirolli), Stênio interpreta Caleb, o homem que desafia o destino para reunir seu clã de lutadores. O patriarca tem por sonho e objetivo trazer de volta o neto perdido, Davi ou Titinho (Marcos Nauer), o reaproximar de Tito, seu pai e ex-alcoólatra (Antonio Gonzalez), que, por sua vez, é brigado com o outro filho Daniel (Daniel Villas), ex-

lutador sem sucesso que busca recuperar o respeito de sua esposa Débora (Mari Saade), e com o irmão Enosh (Glaucio Gomes), lutador profissional dos anos 60 que faz tudo por

dinheiro. Para isso, decide criar um campeonato de Luta Livre e levar a família ao ringue para um combate que vai mudar a vida de todos. À beira da morte, passional e visionário, Caleb é o homem que “faz tudo errado, mas dá tudo certo”, como diz sua companheira Diná (Stela Freitas). Completa ainda o elenco Carol Loback, interpretando Madalena, jornalista e apresentadora da luta, que ajuda Caleb a organizar o campeonato.

Para a autora Teresa Frota alguns homens nascem grandiosos, não importa a classe social. Caleb, lindamente interpretado por Stênio Garcia, é um destes homens. “Pressionado pela bomba relógio que lhe devora o corpo e cobra segundos de vida, tem, como único desejo, atrair seus “guerreiros perdidos” e reunir todos em torno de um ideal. Espero ter realizado a última vontade deste sonhador”, acrescenta.

“A proposta da encenação é fazer com que o espaço cênico nos remeta a um grande galinheiro (cenário das cruéis rinhas de galo), onde os inúmeros embates familiares acontecem continuamente, evidenciando assim a violência e aridez que muitas vezes regem as relações humanas.”, explica o diretor.

Stênio subiu ao palco profissionalmente pela primeira vez em 1956, ainda estudante de teatro, quando foi convidado para fazer o espetáculo ‘O ANJO’, de Agostinho Olavo, com direção de José Maria Monteiro, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Era o Festival do Distrito Federal, e cada peça se apresentava por uma semana. No elenco estavam Elza Gomes, Tereza Rachel, Luiza Barreto Leite, entre outros. Em televisão, só na TV Globo, são 43 anos de casa.

SERVIÇO

Estreia para público: 15 de janeiro (sexta-feira)

Estreia para convidados: 25 de janeiro (segunda-feira)

Temporada: de 15 de janeiro a 07 de março

Local: Teatro dos Quatro

Endereço: Rua Marquês de São Vicente, 52/2º piso Shopping da Gávea – Gávea Telefone: (21) 2239-1095

Horário: sexta, sábado e segunda, às 21h/ domingo, às 20h

Ingressos: Sexta e Segunda – R$70,00 | Sábado e Domingo – R$90,00

Duração: 80 minutos

Gênero: drama

Capacidade: 402 lugares

Bilheteria: de segunda a sábado das 13 às 21h, domingo das 13 às 20h

Classificação etária: 14 anos

FICHA TÉCNICA

Ideia Original: Marcos Nauer

Texto: Marcos Nauer e Teresa Frota

Supervisão de dramaturgia: Teresa Frota

Direção: Sergio Módena

Elenco: Stênio Garcia, Stela Freitas, Marcos Nauer, Antonio Gonzalez, Glaucio Gomes, Mari Saade, Daniel Villas e Carol Loback

Diretor assistente: André Viéri

Cenário: Aurora dos Campos

Iluminação: Tomás Ribas

Figurino: Antonio Guedes

Música Original: Marcelo Alonso Neves

Fotografia: Milton Menezes

Instrutor de lutas: Milton Vieira – Rio Fighters

Instrutor de jeet kune do: Paulo Oliveira – Kalirio

Preparador corporal para o tango: Edio Nunes

Assessoria de Imprensa: Daniella Cavalcanti

Fotos e Programação Visual: Milton Menezes

Assistente de produção: Luana Simões

Produção: Norma Thiré e Frederico Reder

Realização: Brainstorming Entretenimento e Quarta Dimensão Entretenimento

SERGIO MÓDENA

Bacharel em Artes Cênicas pela Unicamp é também formado pela École Philipe Gaulier em Londres, onde realizou especializações em Shakespeare, Tchecov e Melodrama. Seus trabalhos mais recentes como diretor são: “janis”, de Diogo Liberano; “Politicamente Incorretos”, de Ana Velloso; “Ricardo III”, de William Shakespeare; “A Arte da Comédia”, de Eduardo De Filippo; os musicais infantis “Forró Miudinho”; “Bossa Novinha – A Festa do Pijama” e “Sambinha”, ambos musicais de Ana Velloso; “A Revista do Ano – O Olimpo Carioca”, de Tânia Brandão; “As Mimosas da Praça Tiradentes”, de Gustavo Gasparani e Eduardo Rieche; e o show “Paletó de Lamê – Os grandes sucessos (dos outros)”. Adaptou o conto “O Soldadinho de Chumbo”, de H. C. Andersen, para o espetáculo “O Soldadinho e a Bailarina”, com Luana Piovani e direção de Gabriel Villela.

Seus últimos trabalhos receberam inúmeras indicações nos principais prêmios do Rio de Janeiro: ‘Ricardo III’, nos prêmios Cesgranrio, Shell, APTR, FITA e APCA-SP; “A Arte da Comédia”, nos prêmios Cesgranrio, Shell, FITA e APCA-SP; e os musicais infantis “Sambinha” e “Bossa Novinha”, prêmios Zilka Salaberry e CEBTIJ.

TERESA FROTA

Jornalista formada pela PUC RJ, é fundadora do Grupo TAPA de teatro, onde atuou por mais de 10 anos.

Roteirista da TV Globo por 18 anos, escreveu 2 docudramas indicados ao EMMY

INTERNATIONAL AWARDS – “Por Toda Minha Vida – Cazuza” e “Por Toda a Minha Vida – Adoniran”, direção geral Ricardo Waddington, em 2010 e 2011. A minissérie “Amores Roubados”, direção José Luiz Villamarin, considerada o melhor produto em dramaturgia de 2014, ganhou todos os prêmios, entre eles o Prêmio APCA, da crítica paulista.

Em Televisão, escreveu também programas impactantes como “Escuderia Le Coq”, “Série Traficantes”, “A Chacina de Vigário Geral” (XXVII Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos), “A Família Canuto”, “Mães do Borel” (incluído no Acervo da Anistia Internacional), “Zé Arigó” e a série “Mistério”, que incluiu o “Caso Joelma”, “Operação Prato” e “EQM.

Em Cinema, foi co-roteirista de “Getúlio”, direção João Jardim, indicado a Melhor Roteiro no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro em 2014; roteirista de “Nazareth”, direção Márcio Trigo, curta ganhador em 2015 de Melhor Documentário do Festival Cine del Sur, Colômbia. “Nazareth” foi selecionado no ano de 2015 para exibição em 10 festivais nacionais e internacionais em países como Estados Unidos (3 festivais), Espanha, Portugal, Colômbia, Argentina, Israel. Escreveu o roteiro de “O Campeão”, direção Paulo Thiago, ainda em filmagem.

Em Dramaturgia ganhou mais de 20 prêmios, entre eles: Coca Cola, Mambembe, FUNARTE, SATED, RIOARTE, Ministério da Cultura.

STENIO GARCIA

Um dos grandes nomes da dramaturgia brasileira, Stênio Garcia, possui um currículo de trabalhos inesquecíveis na TV, no teatro e no cinema.

Perfeccionismo – este poderia ser o lema de Stênio Garcia. Quando tem um papel para interpretar, ele não faz concessões. Entrega-se inteiramente a ele. Por isso mesmo, coleciona algumas boas histórias sobre os métodos utilizados na composição de seus personagens.

Aos doze anos, o capixaba de Mimoso do Sul teve que lidar com o seu primeiro desafio, a separação dos pais. O jovem, então, seguiu com a mãe para o Rio de Janeiro, onde começou a trabalhar como auxiliar de escritório e passou a estudar contabilidade. A sua vida, porém, mudou completamente de direção graças a uma namorada, que o incentivou a entrar para um grupo de teatro.

Após compor famosas turmas de interpretação na capital carioca conseguiu espaço na televisão em 1966. A consagrada carreira na TV permitiu a Stênio participar de cerca de 60 trabalhos, entre folhetins, minisséries e especiais.

É Bino o personagem mais querido do ator. “A gente descobriu que o caminhoneiro representa uma das classes mais importantes da sociedade. Ele me deu a consciência de vida muito grande”, disse o ator em entrevista ao “Vídeo Show” em 2009.

Com mais de 150 personagens no currículo, Stênio reconhece que nunca teve a estampa e o carisma de um Antônio Fagundes. Apesar de não fazer o tipo que provoca suspiros por onde anda, o ator já viveu situação parecida em ‘O Dono do Mundo’. Quando interpretou o magnata Herculano na novela de Gilberto Braga, o ator vivia recebendo cartas de fãs com propostas para lá de indecentes. “Um dia, uma menina chegou a dizer que passaria uma noite comigo se eu comprasse um apartamento para ela. Já imaginou?”, ri, arregalando os olhos.

Em 2015 foi homenageado na novela ‘Totalmente Demais’, onde seu personagem de Carga Pesada, Bino, ajuda a protagonista na estrada. Em 2014 fez uma participação especial em ‘Meu Pedacinho de Chão’.

Teatro:

Em 1956, ainda estudante de teatro, ele foi convidado para a peça ‘O ANJO’, de Agostinho Olavo, com direção de José Maria Monteiro, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Era o Festival do Distrito Federal, e cada peça se apresentava por uma semana. No elenco estavam Elza Gomes, Tereza Rachel, Luiza Barreto Leite, entre outros.

Em 1958, forma-se no Conservatório Nacional de Teatro, no Rio de Janeiro, e ganha uma bolsa de estágio no Teatro Cacilda Becker (TCB), companhia recém-criada. Essa é sua principal escola, sobretudo porque passa a colaborar com o conjunto nas áreas técnica e administrativa, antes de fazer sua estreia profissional como ator em Maria Stuart, de Schiller, com direção de Ziembinski, também em 1958. No ano seguinte, participa dos espetáculos: ‘Os Perigos da Pureza’, de Hugh Mills, interpretando o filho de Cacilda Becker; ‘A Dama das Camélias’, de Alexandre Dumas Filho, dirigido por Benedito Corsi, no papel de Saint-Gaudens; ‘Auto da Compadecida’, de Ariano Suassuna, no papel de Bispo, com direção de Cacilda. Atua em ‘O Santo e a Porca’, mais um texto de Suassuna, agora sob a direção de Ziembinski, em 1960. No mesmo ano, ingressa no elenco do Teatro Brasileiro de Comédia – TBC, em sua última fase, atuando em ‘Um Panorama Visto da Ponte’, de Arthur Miller, dirigido por Alberto D’Aversa; e em ‘O Pagador de Promessas’, de Dias Gomes, com direção de Flávio Rangel; e ‘A Semente’, de Gianfrancesco Guarnieri, ‘As Almas Mortas’, de Nikolai Gogol, e ‘A Escada’, de Jorge Andrade, todos em 1961; ‘A Morte do Caixeiro Viajante’, de Arthur Miller, ‘Yerma’, de Federico García Lorca, e ‘A Revolução dos Beatos’, ambos em 1962. Nesses espetáculos é também assistente de direção de Flávio Rangel. Ainda no TBC é dirigido por Antunes Filho em ‘Yerma’, de Federico García Lorca. Volta por um ano ao TCB, trabalhando com o diretor Ziembinski, em César e Cleópatra, de Bernard Shaw, ‘O Santo Milagroso’, de Lauro César Muniz, e ‘Onde Canta o Sabiá’, de Gastão Tojeiro, 1963. No ano seguinte, de volta ao TBC, participa do espetáculo de despedida da companhia, ‘Vereda da Salvação’, de Jorge Andrade, onde faz o papel de Geraldo e é assistente de Antunes Filho. Dirigido por Antônio Abujamra, faz ‘As Fúrias’, de Rafael Alberti, no Teatro Ruth Escobar; e, por Ademar Guerra, tem repercussão no desempenho em ‘Oh, Que Delícia de Guerra!’, de Joan Littlewood, ambos em 1966. Pelo conjunto desses dois trabalhos recebe o Prêmio Saci e o Prêmio Governador do Estado. Volta a trabalhar com Antunes em ‘Black-Out’, de

Frederick Knott, 1967, e em ‘A Cozinha’, de Arnold Wesker, 1968, onde colabora com o encenador na direção do trabalho de atores. Na companhia de Altair Lima faz dois musicais: ‘Hair’, de Rado e Ragni, mais uma encenação de Ademar Guerra, 1969; e ‘Jesus Cristo Superstar’, direção do próprio Altair, 1972. Dois anos antes está em ‘Rito do Amor Selvagem’, de José Agrippino de Paula, importante realização do Grupo Sonda, sob a direção de Maria Esther Stockler e José Agrippino. Em 1971, mais uma vez sob a direção de Antunes, alcança um dos pontos altos de sua carreira, protagonizando ‘Peer Gynt’, de Henrik Ibsen, em desempenho que lhe vale o Prêmio Molière.

Em 1972, muda-se para o Rio de Janeiro e se engaja no mercado de trabalho na televisão.

Yan Michalski avalia seu trabalho: “Ator excepcionalmente vigoroso, dotado de um explosivo potencial corporal e de uma notável intuição de composição cênica, burilada nos seus primeiros anos de ofício pela sua persistente colaboração com alguns dos melhores diretores de São Paulo, Stênio Garcia foi uma das sérias perdas que o teatro sofreu para a televisão”.

Em 2015 Stênio Garcia completou 83 anos e após um longo jejum nos brinda com sua volta aos palcos dia 08 de janeiro de 2016, com o espetáculo O ÚLTIMO LUTADOR, no Teatro dos Quatro no Shopping da Gávea – RJ.

CURIOSIDADES:

Ao completar 70 anos ganhou da escritora Rosângela Guarçoni uma biografia “Trilhas… Pegadas no Palco e Pegadas na Vida”, patrocinada pelo governo do Espírito Santo, o estado natal do ator.

No final dos anos 90, sua cidade natal, Mimoso do Sul – ES o homenageou com um teatro com seu nome o Cine Teatro Stênio Garcia, com capacidade para 270 espectadores.

Em 2010 ousou novamente ao participar do quadro “Dança dos Famosos”, do Domingão do Faustão.

Televisão:

1966 – As Minas de Prata – José

1967 – Os Fantoches – Torquato

1968 – A Muralha – Aimbé

1968 – O Terceiro Pecado – Tomás

1969 – Dez Vidas – Silvério dos Reis

1969 – Os estranhos – Daniel

1971 – Hospital – Maurício

1972 – Na Idade do Lobo – Chico

1973 – Cavalo de Aço – Brucutu

1973 – O Semideus – Lorde José

1975 – Gabriela – Felismino

1976 – Saramandaia – Geraldo

1979 – Carga Pesada – Bino

1981 – O Amor é Nosso – Leonardo

1981 – Terras do Sem Fim – Amarelo Joaquim

1982 – Final Feliz – Mestre Antônio

1983 – Bandidos da Falange – Lucena

1984 – Corpo a Corpo – Amauri Pelegrini

1984 – Padre Cícero – Padre Cícero

1986 – Hipertensão – Chico

1986 – Selva de Pedra – Pedro

1988 – O Pagador de Promessas – Dedé

1989 – O Sexo dos Anjos – padre Aurélio

1989 – Que Rei Sou Eu? – Corcoran

1990 – Rainha da Sucata – Sérgio

1990 – Boca do Lixo – Ciro

1990 – Meu Bem, Meu Mal – Argemiro

1991 – O Dono do Mundo – Herculano Maciel

1992 – De Corpo e Alma – Domingos Bianchi

1993 – Agosto – Ramos

1993 – Olho no Olho – Armando

1994 – A Madona de Cedro (minissérie) – padre Estêvão

1994 – Tropicaliente – Samuel

1995 – Decadência – Tavares Branco Filho

1995 – Engraçadinha… seus amores e seus pecados – Carlinhos

1995 – Explode Coração – Pepe

1996 – O Rei do Gado – Zé do Araguaia

1998 – Hilda Furacão (minissérie) – Tonico Mendes

1998 – Labirinto – Jonas

1998 – Torre de Babel – Bruno Maia

1998 – Asas Pra que te quero (Especial de Natal)

2000 – A Muralha – Caraíba

2001 – A Padroeira – Antônio Cabral

2001 – O Clone – Tio Ali

2001 – Os Maias – Manuel Monforte

2002 – Pastores da Noite- Chalub

2003 – Kubanacan – Rubio Montenegro

2003/2007 – Carga Pesada – Bino

2005 – Hoje é dia de Maria – Asmodeu

2005 – Hoje é dia de Maria – Segunda Jornada – Asmodeu

2006 – O Profeta – Jacó de Oliveira

2007 – Duas Caras – Barreto (Paulo de Queirós Barreto)

2008 – Ó Paí, Ó – Seu Jerônimo

2009 – Caminho das Índias – Dr. Castanho

2010 – Malhação – Prof. Ramon (participação especial)

2011 – Batendo Ponto – Nestor

2011 – A Vida da Gente – Laudelino

2012 – Salve Jorge – Arturo

2014 – Meu Pedacinho de Chão – Delegado (participação especial)

2015 – Tomara que Caia – Participação especial

2015 – Totalmente Demais – Bino (participação especial)

Planeta dos Homens – Nos anos 70, interpretou o divertido Chuchu no quadro “Kika e Chuchu”, um dos maiores sucessos do humorístico. Quem interpretava Kika era justamente

a atriz Clarice Piovesan.

Cinema

1964 – O vigilante contra o crime

1964 – Vereda de salvação

1967 – Vigilante em missão secreta

1968 – As amorosas

1969 – A mulher de todos

1970 – A guerra dos pelados

1970 – O pornógrafo

1973 – Em compasso de espera

1975 – Ana, a libertina

1976 – O esquadrão da morte

1977 – As três mortes de Solano

1977 – Morte e vida severina

1977 – O crime do Zé Bigorna

1978 – Tudo bem

1987 – Leila Diniz

1989 – Kuarup

1989 – Solidão, uma linda história de amor

1990 – Mais que a terra

1991 – Brincando nos campos do Senhor

1997 – Os matadores

1998 – Hans Staden

1998 – O menino maluquinho 2 – A aventura

2000 – Eu, tu, eles

2000 – O circo das qualidades humanas

2004 – Redentor

2005 – Casa de areia

2005 – O beijo no asfalto

2007 – Ó Paí, Ó

2012 – O Inventor de Sonhos

2014 – O Beijo no Asfalto

“Autobiografia Autorizada”

O projeto Em Cena Para Todos apresenta o espetáculo “Autobiografia Autorizada“, de Paulo Betti, nos dias 17, 18, 19 e 20 de dezembro, às 19h (de quinta a sábado) e às 18h (domingo). A comédia dramática terá preços populares; apenas R$20,00 (inteira) e R$10,00 (meia).

 

Autobiografia Autorizada“, um monóloco de Paulo Betti, dirigido por ele e por Rafael Ponzi, estreou dia 19 de março, no Rio de Janeiro. Após temporada de dois meses, o espetáculo já passou pelas cidades de Sorocaba, São Carlos, Jundiaí, Araraquara, Piracicaba, Paulínia, Fortaleza, Uberlândia, Brasília e Luanda (África). O espetáculo (o último foi “Deus da Carnificina”), que marca a comemoração dos 40 anos de carreira de Paulo. Construído pelo próprio artista, que se inspirou nos textos escritos em grandes blocos durante a adolescência, onde também fazia colagens de fatos da época, e também nos artigos semanais que escreveu por quase trinta anos para o Jornal Cruzeiro do Sul, de Sorocaba, cidade onde foi criado.

 

Paulo Betti (62 anos) saiu do mundo rural onde o avô, um imigrante italiano, trabalhava para um fazendeiro negro. Filho de uma camponesa analfabeta, que mudou para a cidade onde foi empregada, mãe de 15 filhos (Paulo é o décimo quinto, temporão, dez anos de diferença de seu irmão mais novo). Seu pai era esquizofrênico. Apesar disso, estudou em boas escolas, cursou um Ginásio Industrial em tempo integral, se formou pela Escola de Arte Dramática da USP e foi professor na Unicamp. O testemunho do ator, autor e diretor, que vai representar pai, mãe, avó e muitos outros personagens da própria vida, levará ao público uma peça divertida e emocionante.

Segundo Paulo, lendo as anotações que ele fez no decorrer de quase uma vida inteira, chegou à conclusão que, o tempo todo, se preparou para revelar as extraordinárias condições que o levaram a sobreviver e a contar como isso aconteceu. “Minha fixação pela memória da infância e adolescência, passada num ambiente inóspito e ao mesmo tempo poético, talvez mereça ser compartilhada no intuito de provocar emoção, riso, entretenimento e entendimento”, afirma Betti.

Paralelo ao espetáculo, Paulo vai começar a filmar um novo longa-metragem “A Fera na Selva”, baseada na obra do escritor norte-americano Henry James, com direção do próprio Paulo, ao lado de Eliane Giardini, adaptação para o cinema do espetáculo que ele encenou com a atriz e ex-mulher, em 1992, e com o qual recebeu o Prêmio Shell de Melhor Ator. As filmagens serão realizadas em Sorocaba, cidade onde Paulo passou a infância e adolescência e conheceu Eliane.

 

FICHA TÉCNICA 

 

Texto e Interpretação: Paulo Betti

Direção: Paulo Betti e Rafael Ponzi

Elenco: Paulo Betti

Cenário: Mana Bernardes

Figurino: Leticia Ponzi

Iluminação: Dani Sanchez e Luiz Paulo Neném

Direção de Movimento: Miriam Weitzman

Programação Visual: Mana Bernardes

Trilha Sonora: Pedro Bernardes

Fotografia: Mauro Khouri

Assistente de Direção: Juliana Betti

Administração Financeira:  Lya Baptista

 

Sobre a ocupação Em Cena para todos

 

Contemplado pela Funarte no edital de ocupação do Teatro Glauce Rocha/2015, o projeto Em Cena para todos foi Idealizado pela empresa de produção cultural carioca Ymbu Entretenimento. Ele tem como objetivo a ocupação do espaço com espetáculos e oficinas, com artistas renomados e novos talentos das artes cênicas brasileiras; além de promover e divulgar o teatro.

As oficinas têm diversos temas relacionados às artes cênicas, tais como Teatro para jovens – com diretores especializados e com sucessos em cartaz – considerada como um dos diferenciais da proposta. Também são abordados assuntos com expressão corporal, dramaturgia e outros. O alvo dessas aulas é dar oportunidade aos participantes de seguir a profissão de ator/atriz – tanto os novos candidatos quanto os artistas já formados. 

 

“Este projeto foi contemplado pela Fundação Nacional de Artes – FUNARTE no edital de Ocupação do Teatro Glauce Rocha 2015”

 

 

SERVIÇO:

AUTOBIOGRAFIA AUTORIZADA

Local: Teatro Glauce Rocha – Av. Rio Branco, 179 – Tel: (21) 2220-0259.

Data: de 17 a 20 de dezembro

Horário: de quinta a sábado, às 19h; domingo, às 18h

Ingresso: R$ 20,00 (inteira); R$ 10,00 (meia entrada e clientes Metrô Rio)

Classificação: 12 anos

Duração: 110 minutos

Gênero: Comédia dramática

Capacidade: 202 Lugares

“O Milagre da estrela” dia 22 no Arthur Azevedo

Dalva. Uma mulher determinada resolve ajudar diversos mendigos que moram próximo ao viaduto perto de sua casa. Dalva, diariamente, leva para eles alimentos e roupas quando o frio aperta. Dalva acredita que o amor poderá transformar aquelas pessoas em pessoas melhores. Eis que o natal está chegando e Dalva, que tem nome de estrela apressa-se para mostrar aos moradores de rua que o bom velhinho estará presente naquela noite especial. Dalva não medirá esforços.
 
FICHA TÉCNICA:
Espetáculo: O Milagre da estrela
Data: 22/12
Ingresso: R$:20,00 / Antecipado + 1Kg de alimento não perecível paga apenas R$:10,00
Direção: Juh Galdino
Local: Teatro Arthur Azevedo
Mais informações com os atores.
 
PROMOÇÃO:

A primeira pessoa que apresentar essa matéria na bilheteria do Teatro Arthur Azevedo irá ganhar um par de ingressos.

ELENCO:
Juh Galdino, Ayrton Miguel, Igor Riant, Jhonny Ribeiro, Geise Santos, Milena Nascimento, Isabelle Lourenço, Luan Ferreira, Jhony Vaz, Kathlyn Castro,Luana Noví, Beatriz Mell, Bia Oliver,Milene Pereira Ventura, Stefany Menezes, Ester Macena, Jéssica Bayeh, Igor Maia, Marcos Manfredini, Marco Vinicius, Leonidas Felix, Mariah Bittencourt, Jean Oliveira, Douglas Franco

 

Balé “O Messias” no Theatro Municipal

A Fundação Teatro Municipal do Rio de Janeiro, vinculada à Secretaria de Estado de Cultura (SEC), encerra com o balé O Messias a Temporada 2015, que leva a assinatura do Maestro André Cardoso. O espetáculo foi criado pelo coreógrafo argentino Mauricio Wainrot com base em 32 temas do oratório homônimo de George Friedrich Händel e tem libreto de Charles Jennens. Serão nove récitas com o Ballet, o Coro e a Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal nos dias 17, 18, 19, 20, 22, 23, 27, 29 30 de dezembro. A obra é abstrata e tem uma atmosfera muito especial e espiritual, que toca tanto ao público como a seus intérpretes. No palco, a primeira bailarina Claudia Mota e os primeiros solistas Carolina Neves, Deborah Ribeiro, Karen Mesquita, Priscila Albuquerque, Priscilla Mota, Renata Tubarão, Cícero Gomes, Edifranc Alves, Filipe Moreira, Moacir Emanoel e Rodrigo Negri irão se revezar nos solos, à frente dos demais integrantes do BTM. O Ballet do Theatro Municipal tem como Regentes as primeiras bailarinas Ana Botafogo e Cecília Kerche. Além do Ballet, do Coro e da Orquestra Sinfônica, também fazem parte do grandioso elenco desta produção as sopranos Lina MendesVeruschka Mainhard, as mezzo-sopranos Carolina FariaLuciana Costa et Silva, os tenores Aníbal Mancini André Vidal e os barítonos Inácio de Nonno e Daniel Germano, sob a regência do Maestro Silvio Viegas.

 

Nada melhor para encerrar um ano tão especial do que reunirmos, em uma mesma produção, os três corpos artísticos do Theatro Municipal. Melhor ainda quando a obra apresentada é um dos pilares do período Barroco, O Messias, de Händel. Ballet, Coro e Orquestra Sinfônica se juntam na versão coreográfica deste oratório, criada por Maurício Wainrot”, diz André Cardoso, Diretor Artístico do TMRJ.

Inspirado na bela música de Händel, que fala acima de tudo sobre espiritualidade, Mauricio Wainrot criou O Messias, coreografia desafiadora e dinâmica, que mescla o controle dos adágios com o brilhantismo dos allegros em vários duos, trios e conjuntos, exigindo dos bailarinos grande domínio técnico e plasticidade de movimentos”, afirmam Ana Botafogo e Cecília Kerche, Regentes do Ballet do TMRJ.

O Messias é para mim, neste momento especial, um olhar sobre novas ou velhas utopias, um olhar para dentro de nós mesmos, uma necessidade de voltar a ouvir nosso silêncio interior e nos aproximarmos dos outros, especialmente àqueles seres que amamos, àqueles que compartilham de nossa história e destino e àqueles que foram e são testemunhas de tantas alegrias e dificuldades, e tem sido uma experiência pessoal que me comove poder  participar com todos”, comenta o coreógrafo Maurício Wainrot, que há dois anos apresentou no TMRJ os balés Carmina Burana, Chopin Nº1 e Ecos.

 

Sobre o balé O Messias

 

Mauricio Wainrot, diretor artístico do Ballet Contemporâneo do Teatro San Martin, criou a primeira versão de O Messias em 1996 para o Royal Ballet of Flanders, na Bélgica, companhia da qual é coreógrafo permanente desde 1994. Este trabalho do famoso oratório de Händel foi apresentado em sucessivas e bem-sucedidas turnês pela Bélgica, Holanda, Alemanha, Polonia, Turquia e China. Esta versão de O Messias foi exibida em 1998, na abertura do Sínodo dos Bispos Europeus, no Beaux Arts Palais, em Bruxelas.

Em 1998 Wainrot fez a segunda versão de O Messias para o Ballet Nacional do Chile. Este novo trabalho, mais extenso do que o anterior, ocupa a totalidade do espetáculo e em sua estréia na cidade de Santiago, contou com a colaboração da Orquestra e Coro da Universidade do Chile. O trabalho é inspirado na magnífica música de Händel mais do que no significado histórico dos textos, já que não carrega em si um enredo. É uma linha abstrata que valoriza através das cenas e dos movimentos sucessivos, o misticismo, a religião, a emoção e a alegria que o trabalho envolve. Carlos Gallardo criou uma atmosfera toda branca nos cenários e figurinos, que proporcionam um ambiente perfeito para o trabalho.

 

Biografias

 

Claudia Mota, primeira bailarina

Formada pela Escola Estadual de Dança Maria Olenewa, é Primeira Bailarina do TMRJ desde 2007, protagonizando todo o repertório da Companhia. Com grande destaque em seu país, Claudia representa o Brasil em Galas Internacionais dançando em diversas cidades da Argentina, assim como Paraguai, Cuba, Estados Unidos, Canadá e, recentemente, a convite de Julio Bocca, estrelou a versão de La Bayadère de Natalia Makarova junto ao Ballet Nacional Sodre, em Montevidéu. Recebeu o Prêmio de Melhor Bailarina da América Latina pelo Conselho Latino Americano de Dança e, por seu desempenho artístico e técnico e representatividade no cenário internacional da dança, conquistou o Título de Membro do Conselho Internacional de Dança da Unesco.

Lina Mendes, soprano

Lina Mendes recebeu o prêmio da Revista Concerto 2014 na categoria Jovem Talento pelo júri popular. Nascida em Niterói, ainda criança, foi solista no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, nas óperas Tosca (Puccini), Rigoletto (Verdi) e Die Zauberflöte (Mozart). Em 2011, debutou no papel de Gilda da ópera Rigoletto (Verdi) com grande sucesso, no centenário do Theatro Municipal de SP e Ninette da ópera O Amor das Três Laranjas (Prokofiev), no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Em 2013, foi a personagem Liberty na ópera Ça Ira (Roger Waters), Blonde na ópera Die Entführung aus dem Serrail (Mozart), Marzeline em Fidelio (Beethoven), Oscar em Un Ballo in Maschera, Cunegunde da ópera Candide (Berstein). Solou na cantata Carmina Burana (Orff) e no oratório Die Schöpfung (Haydn). Apresentou-se sob a regência dos maestros Abel Rocha, Marcelo Ramos, Alejo Perez, Isaac karabtchevsky, Jamil Maluf, Luciano Camargo, Ricardo Bologna, John Neschling, Carlos Spierer, Marin Alsop, Rick Wentworth e sob a direção cênica de Andre Heller-Lopes, Fernando Bicudo, Jorge Takla. Em 2014, brilhou como Nannetta na ópera Falstaff, no Theatro Municipal de SP, sob a direção de Davide Livermore. Interpretou Cunegonde com a OSESP, Gilda no Palácio das Artes em Belo Horizonte e colheu excelente crítica por suas marcantes atuações. Fez parte do Centre de Perfeccionament Plácido Domingo, na Espanha. Foi Abra no oratório Judita Triumphans (Vivaldi) e Cefalo na opera Narciso (Scarlatti), sob a direção musical de Federico Maria Sardelli. Recentemente fez seu début com grande êxito, no Palau de les Arts de Valência, interpretando Musetta da ópera La Bohème (Puccini), na Espanha, sob a regência de Manuel Coves.

Veruschka Mainhard, soprano

Musicista versátil, Doutora em Música pela UniRio e Mestre em Flauta Transversa Barroca e Música Antiga pela Escola Superior de Utrecht (Holanda), pianista laureada em vários concursos, Veruschka Mainhard realizou estudos com Carol McDavit e Martha Herr no Brasil, Uta Spreckelsen na Alemanha e Marianne Blok na Holanda. Aperfeiçoou-se ainda com Roland Hermann, Mitsuko Shirai, Hilde Zadek e Jeffrey Gall na Alemanha e com Jorge Chaminé em Paris. É Professora de Dicção e Canto da Escola de Música da UFRJ. Como camerista, vem se apresentando nas mais importantes salas de concerto do país e no exterior. Atuou como solista em óperas, oratórios e cantatas no Brasil, Alemanha e Holanda, assim como fez estreias mundiais de obras escritas para sua voz. Em 2004, apresentou-se na Alemanha como solista da Orquestra da Händel Akademie sob a regência de Andreas Spering. Gravou diversos discos e programas para rádio e TV. Participou das montagens da ópera A Valquíria de Wagner como Helmwige em 2011, no Theatro Municipal de SP, e, em 2013, no Municipal do Rio de Janeiro, ambas sob a regência do maestro Luiz Fernando Malheiro.

Carolina Faria, mezzo-soprano

​Reconhecida por seu timbre quente e escuro, expressividade e domínio cênico, Carolina Faria tem agradado a público e crítica e construído uma carreira de serviço à arte e à educação brasileiras, nos últimos doze anos. Atuando ao lado de alguns dos nossos maiores músicos, regentes e diretores cênicos nas melhores salas de concerto e casas de ópera brasileiras, possui vasto repertório: Ópera, Oratório, Canção Sinfônica, Câmera e Vanguarda, com especial ênfase à Música Brasileira Colonial e participação em gravações históricas. Em sua trajetória no canto lírico, deu vida a vários personagens, entre os quais ganham destaque, entre 2012 e 2014, suas interpretações como Herodias em Salomé, de Strauss; Baba the Turk em The Rake’s Progress, de Stravinsky; Hermia em A Midsummer Night’s Dream, de Britten; Gymnasiast em Lulu, de Berg; Corrado em Griselda, de Vivaldi; e Grimgerde em A Valquíria, de Wagner. Carolina Faria é também professora de canto e publica o blogue Boa Chance, canal de informação e formação de jovens artistas.  Bacharel em Canto pela UFRJ, prossegue em seu aperfeiçoamento sob a orientação do tenor Eduardo Álvares.

Luciana Costa Et Silva, mezzo-soprano

Mestre em Performance pela Guildhall School of Music and Drama, em Londres, e em Ópera pela Royal Scottish Academy of Music and Drama, em Glasgow. Vencedora dos concursos de Canto Amália Conde / RJ; Academia Vocalis Tirolensis, em Wörgl; The Margret Dick Award, em Glasgow. Em Festivais, apresentou-se no XIV Festival Internacional de Sarrebourg, França; XVIII e XIX Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga de Juiz de Fora / MG; Festival Vale do Café / RJ; XV Festival Amazonas de Ópera. Em ópera, atuou como Feiticeira, em Dido & Aeneas, de Purcell; Mensageira, em L’Orfeo, de Monteverdi; Orfeo, em Orfeo ed Euridice, de Glück; Cherubino, em Le Nozze di Figaro, de Mozart; Segunda Dama, em Die Zauberflöte, de Mozart; Ines, em Il Trovatore, de Verdi; Abadessa, em Suor Angelica, de Puccini; Hermia, em A Midsummer Night’s Dream, de Britten; Smèraldine, em L’Amour des Trois Oranges, de Prokofiev; Sertaneja e Íris, em Chagas, de Sílvio Barbato e Alexandre Schubert. Em concerto, cantou Gloria, de Vivaldi; Stabat Mater, de Pergolesi; Missa em si menor, de Bach; Requiem, de Mozart; Nona Sinfonia, de Beethoven; Lobgesang, de Mendelssohn; El Amor Brujo, de De Falla; Les Noces, de Stravinsky.

Aníbal Mancini, tenor

Em agosto de 2015, deu vida ao personagem Don Antonio da ópera As Bodas no Monastério, de Prokofiev, no Theatro São Pedro/SP.   Em julho, teve seu début na Nona Sinfonia de Beethoven, como solista, na prestigiada Sala São Paulo.  No mês de junho, teve a oportunidade de realizar pela segunda vez o papel de Fenton na ópera Falstaff, de Giuseppe Verdi, no Theatro São Pedro, sob a regência de Silvio Viegas.  Um dos seus mais recentes trabalhos foi o personagem Rinuccio, da ópera Gianni Schicchi, realizada no Teatro Positivo, em Curitiba.  Fez parte, ainda, do elenco da ópera O Menino e a Liberdade, de Ronaldo Miranda, no Theatro São Pedro, em estreia mundial. Na oportunidade, interpretou o personagem “Rapaz”.   No Palácio das Artes, em Belo Horizonte, foi Hipólito, na estreia mundial da ópera Fedra e Hipólito, de Christopher Park, sob a direção de Fernando Bicudo. Como solista, participou em 2013 de dois concertos com a OSB Ópera & Repertório, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, atuando como Cecchino na ópera L’oro non compra amore, de Marcos Portugal, e cantando a ária Ecco ridente in cielo da ópera Il Barbiere di Seviglia, de Rossini, no concerto de gala Noite de Bel Canto.

André Vidal, tenor

 

Mestre pela Royal Academy de Londres, especializou-se em Música de Câmara e Música Antiga com Glenville Hargreaves, Jonathan Papp e Ian Partridge. Em Londres atuou em obras como Paixão Segundo São João e Oratório de Natal (Bach), O Messias (Händel), Pequena Missa Solene (Rossini) e Requiem (Mozart). Integrou o elenco da London Royal Schools Opera. Foi premiado no Concurso Internacional de Canto Bidu Sayão (2001) e no Helen Eames Prize para intérpretes de música barroca (1998, em Londres). Cantou A Criação (Haydn), Carmina Burana (Carl Orff) e Lucia de Lammermoor (Donizetti) no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Missa em si menor (Bach) no Teatro Amazonas, Don Giovanni (Mozart), no papel de Don Otavio, em Brasília, O Messias com a Petrobras Sinfônica e L’italiana in Algeri (Rossini) no Theatro Municipal de SP. Integrou a Cia. Brasileira de Ópera, interpretando Conde de Almaviva, em O Barbeiro de Sevilha (Rossini), entre outras performances. Dedica-se também à composição, tendo suas peças apresentadas no Brasil e no exterior e publicadas nos EUA pela Cantus Quercus Pres.

Inacio De Nonno, barítono

Inacio De Nonno é doutor em Música pela Unicamp e Mestre em Música – Summa cum Laude – pela UFRJ, onde é professor nas classes de Canto. Prêmio Especial para a Canção Brasileira no XII Concurso Internacional de Canto do Rio de Janeiro. Do repertório de Inácio De Nonno constam mais de 30 primeiras audições mundiais de peças e óperas especificamente para ele compostas. Tem participação em 32 CDs gravados, todos dedicados ao repertório brasileiro, desde restaurações do material colonial, até os compositores contemporâneos mais vanguardistas. O CD da ópera Colombo, de Carlos Gomes, onde Inacio De Nonno interpreta o papel-título, ganhou o prêmio da APCA e o Prêmio Sharp de 1998. Seu repertório enfatiza ainda a música antiga, o lied alemão, com destaque para os ciclos de canções de Schubert, a canção francesa, onde aborda especialmente os compositores Ravel, Fauré e Poulenc. E a ópera, em que conta hoje com 38 papéis efetivamente apresentados em público.

Daniel Germano, baixo

O baixo Daniel Germano iniciou seus estudos de canto com o professor Decápolis de Andrade, no Coro Sinfônico da OSPA. Em 2012, especializou-se em Performance  pelo Conservatório Antônio Buzzola, em Adria, Itália. No mesmo ano, estreou nos palcos europeus como Don Basílio em Bologna e Parma. Em 2014, foi Zúniga em Carmen, de Bizet, sob a regência de Isaac Karabtchevsky, no Theatro Municipal do Rio, e abriu a temporada lírica do mesmo Theatro como solista da Nona Sinfonia de Beethoven. Foi Primeiro Soldado em Salomé, de Strauss, no Teatro da Paz (Belém); Don Alfonso em Così Fan Tutte, de Mozart, e Sacristão em Tosca, de Puccini, no Theatro São Pedro, de Porto Alegre; Conte Paris em Romeo et Juliette, no Teatro São Pedro/SP; Primeiro Sacerdote em A Flauta Mágica, de Mozart, com a orquestra da PUCRS, entre outras participações. Também já se apresentou como solista das principais obras para concerto, como Magnificat, Paixão Segundo São João e Ich Habe Genug BWV 82 de Bach, Petite Messe Sollennele de Rossini, Requiem de Verdi, Brahms, Mozart, Duruflè e Faurè, Oratório de Natal de Saint-Saëns e Missa da Coroação de Mozart, entre outras.

Mauricio Wainrot, coreógrafo

Nascido em Buenos Aires, Mauricio Wainrot é Diretor Artístico do Ballet Contemporâneo do Teatro San Martín, na capital argentina. Foi Coreógrafo do Royal Ballet de Flanders, na Bélgica, de 1991 a 2004, criando para esta importante companhia europeia onze de suas obras mais destacadas: Carmina Burana, O Messias, Las 8 Estaciones, A Sagração da Primavera, Tango Plus, Looking Through Glass, Beyond Memory, Pájaro de Fuego, Canciones del Caminante, Journey e Distant Light. Atuou como Diretor Artístico do Les Ballets Jazz de Montreal, no Canadá, onde foi também Coreógrafo Residente, e do Grupo de Danza Contemporánea del Teatro San Martín. Em Hildesheim Stadttheater, na Alemanha, esteve como Coreógrafo Convidado Permanente. Estudou dança no Teatro Colón com Vasil Tupin e Eda Aisemberg. Foi Primeiro Bailarino convidado do Royal Winnipeg Ballet do Canadá, Ballet de Câmara de Caracas e Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, onde dançou Romeu e Julieta de Oscar Araiz. Após trabalhar no Teatro San Martín, em 1986 foi convidado pelo coreógrafo Ulf Gaad, Diretor Artístico da Goteborg Opera, na Suécia, a apresentar lá suas obras Anne Frank, Sinfonía de Salmos e Tres Danzas Argentinas. Devido ao enorme sucesso deste programa, Wainrot passou a montar suas obras na Europa, América e Ásia. Começa desta forma uma carreira internacional que o levou a colaborar com 49 companhias em diversos países nos últimos 20 anos.

Junto com o cenógrafo e artista plástico Carlos Gallardo criou mais de 40 obras, das quais mencionamos Flamma Flamma, La Tempestad, Medea, Carmina Burana, Un Tranvía llamado Deseo, 4 Janis for Joplin, Estaciones Porteñas e Travesías. Wainrot conquistou vários prêmios: nos EUA, o Choo-San Go Choreographic Award em 1993 e 1998 por Perpetual Motion, obra que criou para o Hubbard Street Dance Chicago, e por Now and Then ( Ahora y Entonces ), criada para o  Richmond Ballet. Em 1991, 1994, 1998 e 1999 a Associação de Críticos Chilena o distinguiu com o APES, a melhor produção do ano, respectivamente por Anne Frank, 4 Janis para Joplin, Libertango e O Messias. Em 1999 ganhou na Argentina o prêmio Konex de Platina como Melhor Coreógrafo da Década e o Prêmio Teatros del Mundo por O Messias. Em 2000 foi agraciado duas vezes por Un Tranvía Llamado Deseo com o Prêmio Trinidad Guevara e o Prêmio Ace. Em 2001 conquistou o prêmio Teatro XXI por Now and Then (Ahora y Entonces ). Em 2003, Wainrot foi finalista por Distant Light no Gran Premio Internacional Benois de la Danse, que é dado no Teatro Bolshoi de Moscou, considerado um dos mais importantes galardões da dança  no mundo. Nesta ocasião recebeu Menção Especial por sua obra. Atuou como Professor convidado no Mudra Internacional, na Escola de Dança do Ballet do Século XX de Maurice Bejart, em Bruxelas, na Hochschule fur Müsik und Darstellende Kunste-Frankfurt, na Juilliard School-New York, na Universidade de Iowa, e em Buenos Aires, na Escola de Arte do Teatro Colón e Taller de Danza del Teatro San Martín. Em 2008 Mauricio Wainrot foi condecorado pelo Rei da Bélgica, como Cavaleiro da Ordem de Leopoldo I por seu extraordinário aporte artístico no mundo da dança, e especialmente para o povo Belga.

Silvio Viegas, Regência

O trabalho de Silvio Viegas tem ocupado uma posição de grande destaque junto ao público e crítica no Brasil. Entre os anos de 2003 a 2005 exerceu o cargo de Diretor Artístico da Fundação Clóvis Salgado – Palácio das Artes, em Belo Horizonte. Atualmente é Maestro Titular da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e Professor da cadeira de Regência na Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais. Desde o início de sua carreira tem-se destacado por sua atuação no meio operístico regendo títulos como O Navio Fantasma, Carmen, Le Nozze di Figaro, O Barbeiro de Sevilha, L’Italiana in Algeri, Romeu e Julieta, Lucia di Lammermoor, Cavalleria Rusticana, Il Trovatore, Nabucco, Otello, Falstaff, La Bohème e Tosca, entre outros.

Silvio Viegas tem também uma ligação estreita com a dança, tendo dirigido, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, os ballets Giselle, CoppéliaO Quebra-Nozes, O Lago dos Cisnes e Carmen de Roland Petit. Como convidado, esteve à frente da Orquestra da Arena de Verona, Sinfônica de Roma, Sinfônica de Burgas (Bulgária), Sinfônica do Festival de Szeged (Hungria), Orquestra do Algarve (Portugal), Sinfônica Brasileira (OSB), Teatro Argentino de La Plata (Argentina), Sinfônica do Teatro Sodre (Montevidéu, Uruguai), Amazonas Filarmônica/Manaus, Petrobras Sinfônica, Sinfônica do Paraná, Sinfônica de Campinas, Sinfônica do Teatro São Pedro/São Paulo, Orquestra do Teatro da Paz/Belém, Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro/Brasília, Sinfônica de Minas Gerais. Natural de Belo Horizonte, estudou regência na Itália e é Mestre em Regência pela Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais. Em 2015, regeu duas óperas de Gaetano Donizetti: Lucia di Lammermoor, no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, e Don Pasquale, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. A partir de 2016, o Maestro Viegas assumirá o posto de Maestro Titular da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais.

SERVIÇO

O MESSIAS

BALLET, CORO E ORQUESTRA SINFÔNICA DO THEATRO MUNICIPAL

Música – George Friedrich Händel (1685-1759)

Libreto  Charles Jennens (1700-1773)

Cenários e Figurinos Carlos Gallardo

Assistente de Cenário e Figurinos Analia Cristina Morales

Desenho de Luz Eli Sirlin

Remontador Assistente Miguel Angel Elias

Ensaiador Assistente Eric Frederic

Coreografia  Mauricio Wainrot

Regência  Silvio Viegas

Maestro Titular do Coro Jésus Figueiredo

Regentes do Corpo de Baile Ana Botafogo e Cecília Kerche

Maestro Titular da Orquestra Sinfônica Silvio Viegas

Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Praça Floriano, s/nº – Centro

Dias 17, 18, 19, 22, 23, 29 e 30 de dezembro, às 20h

Dias 20 e 27 de dezembro, às 17h

 

 

Bailarinos solistas:

 

Cláudia Mota, primeira bailarina

Primeiros solistas – Carolina Neves, Deborah Ribeiro, Karen Mesquita, Priscila Albuquerque, Priscilla Mota, Renata Tubarão, Cícero Gomes, Edifranc Alves, Filipe Moreira, Moacir Emanoel e Rodrigo Negri

Segundos Solistas – Mel Oliveira, Rachel Ribeiro, Vanessa Pedro, Viviane Barreto, Ivan Franco, Murilo Gabriel e Santiago Júnior

Corpo de Baile – Carla Carolina, Flávia Carlos, Juliana Valadão, Liana Vasconcelos, Mônica Barbosa, Renata Gouveia, Alef Albert, Arthur Sai, Bruno Fernandes, Diego Lima, Luan Batista, Paulo Muniz e Sandro Fernandes

Cantores solistas:

 

Récitas dos dias 17, 19, 22 e 23 de dezembro

Lina Mendes (soprano)

Carolina Faria (mezzo-soprano)

Aníbal Mancini (tenor)

Inácio de Nonno (barítono)

Récitas dos dias 18, 20, 27, 29 e 30 de dezembro

Veruschka Mainhard (soprano)

Luciana Costa et Silva (mezzo-soprano)

André Vidal (tenor)

Daniel Germano (barítono)

 

 

Preços:

Frisa / Camarote – R$ 504,00

Plateia / Balcão Nobre – R$ 84,00

Balcão Superior – R$ 60,00

Galeria – R$ 30,00

Desconto de 50% para portadores de necessidades especiais, idosos e estudantes.

Capacidade – 2.227 lugares

Classificação etária – 5 anos

Duração – 80 minutos

Informações – (21) 2332-9191

Vendas na Bilheteria, no site Ingresso.com ou pelo telefone 21 4003-2330

Espetáculo do Circo Social dia 19

No dia 19/12, às 19h, o picadeiro do Circo Crescer e Viver será palco para o espetáculo de fim do ano dos alunos do projeto Circo Social. A apresentação terá números de acrobacias aéreas, de solo, monociclo, perna de pau, contorção, além de um número surpresa criado e executado por alunos e alunas de 7 a 11 anos. A entrada é gratuita e a classificação é livre.

Através de uma metodologia própria, o Circo Crescer e Viver atua com a visão de se tornar referência na construção de conhecimentos e práticas inovadoras. O programa Circo Social articula, de forma lúdica, as dimensões simbólica, social e educativa das artes circenses, oferecendo à crianças e jovens de classes e comunidades populares, oportunidades educativas focadas na elevação da autoestima; fortalecimento da autonomia e no desenvolvimento da criatividade.

O Circo CRESCER E VIVER tem Patrocínio do Governo do Rio de Janeiro, da Secretaria de Estado de Cultura, da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro, da Petrobras, da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, da Secretaria Municipal de Cultura, do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), da Hope Serviços, da Astem, e apoio da ABC Trust, da Rise Up & Care e da Vertical Rigging Solutions.

SERVIÇO:
Espetáculo do Circo Social
Data: 19/12 (sábado)
Horário: Às 19h
Classificação: Livre (Menores de 18 anos acompanhados dos responsáveis legais)
Local: Circo Crescer e Viver
Endereço: Rua Carmo Neto, nº 143 – Ao lado do Metrô da Praça Onze – Cidade Nova – Cidade Nova – Rio de Janeiro – RJ

“As Cantrizes” estreia em janeiro

Sinônimo de pluralidade, “As Cantrizes”, é o novo termo do meio artístico para designar atrizes que interpretam, cantam e dançam devido à moda dos grandes musicais brasileiros.

Com patrocínio dos Correios e Ministério da Cultura, idealizada por Marcelo Aouila e produção da também atriz Sônia de Paula, a série de oito shows musicais de cantoras-atrizes, sobretudo conhecidas por trabalhos em musicais de teatro, estreia no Centro Cultural dos Correios no Rio de Janeiro dia 7 de janeiro com o show de Dhu Moraes e Sandra Pêra, que trazem a alegria das Frenéticas, com as músicas que fizeram sucesso nos anos 70 e 80. 

Durante duas semanas, de quinta a domingo, até dia 17 de janeiro, sempre às 19h, outros notórios nomes como Zezé Motta, Alessandra Maestrini, Cláudia Netto, Gottsha, Soraya Ravenle, Sylvia Massari e Laila Garin sobem ao palco apresentando, cada uma, um show diferenciado.  

Para os produtores, a exemplo de Madonna, Cher, Barbra Streisand, Christina Aguilera e Jennifer Hudson, entre outras, a ideia é mostrar o trabalho dessas artistas em paralelo a suas carreias na televisão e no teatro. 

“O público poderá conferir repertórios bem ecléticos que vão dos sucessos dos anos 70 e 80 das Frenéticas com Dhu Moraes e Sandra Pêra, ao Jazz de Alessandra Maestrini, passando por uma homenagem a Luiz Melodia na voz forte de Zezé Motta. Saborear a MPB de Soraya Ravenle e Laila Garin, as trilhas dos musicais de teatro por Cláudia Netto e trilhas do cinema apresentadas na voz de Sylvia Massari. Além de dançar com os clássicos da dance music na interpretação alto astral de Gottsha.”, diz Marcelo Aouila.

Mas nem só de canções serão feitas as apresentações. A atriz Mariana Xavier, antes de cada show, conta para a plateia um pouco da vida e da carreira de cada “cantriz”.

Programação completa:
07 de janeiro – Dhu Moraes e Sandra Pera
08 de janeiro – Zezé Motta
09 de janeiro – Alessandra Maestrini
10 de janeiro – Cláudia Netto
14 de janeiro – Gottsha
15 de janeiro – Soraya Ravenle
16 de janeiro – Sylvia Massari          
17 de janeiro – Laila Garin
SERVIÇO
AS CANTRIZES
Local: Centro Cultural dos Correios
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro – Telefone – (21) 2253-1580
Datas: 07 de janeiro – Quinta-feira – Dhu Moraes e Sandra Pera
08 de janeiro – Sexta-feira – Zezé Motta
09 de janeiro – Sábado – Alessandra Maestrini
10 de janeiro – Domingo – Cláudia Netto
14 de janeiro – Quinta-feira – Gottsha
15 de janeiro – Sexta-feira – Soraya Ravenle
16 de janeiro – Sábado – Sylvia Massari
17 de janeiro – Domingo – Laila Garin
Horário: 19h
Valor: R$ 20,00 (Inteira) e R$ 10,00 (40% dos ingressos destinados a estudantes e sênior, sujeito à disponibilidade na bilheteria). Reservaremos 20% dos ingressos para serem vendidos no próprio dia.
Bilheteria: De terça a domingo, do meio-dia às 19h.
Classificação Indicativa: 10 anos
Capacidade: 200 lugares

“A Lenda do Vale da Lua” no Oi Futuro

De 12 de dezembro a 14 de fevereiro o Oi Futuro no Flamengo recebe o espetáculo A Lenda do Vale da Lua. O clássico infantil recebe pela primeira vez uma montagem dirigida pelo autor, João das Neves, 40 anos após ter sido escrita. Misturando poesia, música, adereços e bonecos, a peça brinca com a imaginação de adultos e crianças.

O espetáculo conta a história do Boi Bumbá, a partir de uma brincadeira entre os irmãos Lúcia e Carlos e seus pais. Brincando de contar histórias, a família leva o público a soltar a imaginação. Sugerindo a interação entre a plateia e os atores, onde todos têm espaço para inventar e contribuir, A Lenda do Vale da Lua pretende mostrar que os sonhos e a criatividade não têm limites.

Com músicas originais de Chico César, a proposta do espetáculo é provocar a imaginação de pais e filhos, instigando-os ao livre o prazeroso exercício de criar: “Vocês podem ser tudo e ter todos os nomes. É só querer…”, afirma o narrador. Entre canções, cirandas, lamentos, risos, poemas, jogo de palavras, discussões e brincadeiras, A Lenda do Vale da Lua estimula as velhas brincadeiras de rodas em uma trama onde quem manda é a imaginação.

FICHA TÉCNICA

Texto e Direção: João das Neves

Músicas: Chico César

Direção Musical: Beto Lemos

Elenco: Carol Gomes, Clara Santhana, João Lucas Romero, Julie Wein, Luiz Claudio Gomes, Vicente Coelho

Cenário e Figurino: Samuel Abrantes

Assistente de Cenografia e Figurino: Rosa Ebee

Preparadora Vocal: Natália Fiche

Programação Visual e Fotos: Thiago Sacramento

Direção de Produção: Valéria Alves

Produção Executiva: Elaine CSP

Assistente de Produção: Igor Miranda

Produção: Sevla Produções

SERVIÇO

Teatro: “A Lenda do Vale da Lua”

Temporada: 12 de dezembro a 14 de fevereiro (sábados e domingos)

Local: Oi Futuro Flamengo

Endereço: R. Dois de Dezembro, 63 – Flamengo, Rio de Janeiro – RJ,

Telefone: (21) 3131-3060

Dias e horários: Sábados e domingos às 16h
Ingressos: R$ 15,00 inteira

Capacidade: 63 lugares

Duração: 60 minutos

Classificação: Livre

Gênero: Infantil

A Galinha Pintadinha, em O Ovo de Novo

A Galinha Pintadinha, devido a temporada de sucesso em 2015, voltará ao Teatro das Artes, a partir do dia 09 de janeiro de 2016, aos sábados, às 17h, e domingos, às 15h e às 17h, junto com seus companheiros inseparáveis Galo Carijó, Pintinho Amarelinho, Baratinha, os Naftalinas (Baratazul e Baratotal), Borboletinha, Sr. Gavião, Dr. Peru, Enfermeira Ururubu, Galinho Quiriquiqui, boneco Pimpom, e a divertida família de Carlos Henrique, um menino muito imaginativo que gosta de contar histórias e de usar palavras difíceis.

Aborrecido com a notícia do nascimento da irmã, Carlos Henrique (Dudu Varello) faz uma retrospectiva de sua vida para tentar entender seus sentimentos. Com a ajuda da mais sinistra… mais cascuda… mais antenada… a Barata (Cássia Raquel), que canta as 15 canções que compõem o repertório musical do espetáculo, a vida de Carlos Henrique e de sua família é revista em flashbacks. Como seus pais (Nando Moretzsohn e Natasha Jascalevich) se conheceram, seu nascimento, a carinhosa relação com a sua avó. Numa brincadeira

divertida, o público também assistirá, paralelamente à história da família de Carlos Henrique, a história da família da Galinha Pintadinha (Wagner Cavalcante), Galo Carijó e do Pintinho Amarelinho que também está triste com os mimos para o OVO NOVO. Misturando recursos artísticos do circo, teatro, dança, música e animações, o musical, com patrocínio do Grupo Bradesco Seguros e sabonete Baby Dove, criado para o público infantil da primeira infância (de 0 a 5 anos) com certeza agradará a todos da família.

Com roteiro de Marcos Luporini e Juliano Prado (os criadores da Galinha Pintadinha), dramaturgia e texto final de Keli Freitas, direção de Ernesto Piccolo, coreografias de Marcia Rubin, números circenses especialmente criados por Claudio Baltar, cenários, figurinos e bonecos de Clívia Cohen, preparação de canto de Adriana Piccolo e iluminação de Maneco Quinderé, o musical GALINHA PINTADINHA EM OVO DE NOVO reúne diversas linguagens artísticas, compondo um espetáculo, lúdico e divertido. Piccolo conta um pouco sobre as novidades desse novo musical: “Quando eu dirigi o primeiro musical da Galinha Pintadinha, eu tinha como maior desafio colocar em cena, ao vivo, aquela personagem carismática e adorada, num espetáculo que tivesse o mesmo encantamento que os desenhos animados tinham. Antes da estreia nos perguntávamos como seria a reação das crianças ao encontrar frente a frente com aqueles personagens retirados dos desenhos animados. A reação das crianças não poderia ter sido melhor. Acho que conseguimos apresentar um musical que carregava a magia e o divertimento dos clipes animados criados pela dupla Marcos Luporini e Julianos Prado. “A Galinha Pintadinha, o musical” foi um sucesso estrondoso. Quando Luporini e Juliano nos procuraram no ano passado propondo a realização de um novo musical, logo me perguntei o que poderíamos trazer de novo. Gosto de desafios, não queria repetir a mesma fórmula do outro musical que dirigi. “A Galinha Pintadinha, em o ovo de novo” vem com a novidade do circo. A montagem explora as possibilidades da mistura da pantomima, música, dança e circo nos números musicais, além de apresentar uma história que vai agradar as crianças um pouco maiores. O desafio desse novo trabalho é criar um espetáculo com muitas novidades na parte musical, agradando os pequeninos, e também conquistar crianças um pouco maiores, que temos certeza vão adorar a história do Carlos Henrique e vão voltar a curtir a Galinha Pintadinha e sua turma de animais animados.”.

Partindo para a terceira produção teatral – a estreia no palco foi com o musical “A Galinha

Pintadinha, o musical”, dirigido por Piccolo, em 2012, seguido de “A Galinha Pintadinha em cadê Popó”, dirigido por Alessandra Brantes, em 2013/2014 – Marcos Luporini e Juliano Prado são grandes incentivadores da presença da Galinha Pintadinha nos palcos brasileiros. “O teatro é uma arte humana milenar. Esta capacidade que temos de, através da imaginação, nos transportarmos a outras realidades é algo mágico. Para nós, é motivo de imenso orgulho saber que, para muitas crianças, este musical da Galinha Pintadinha será a primeira experiência no teatro. É incrível ver como mesmo os bebês pequenos conseguem se conectar e viajar com a peça.” Diz Luporini. E Juliano Prado completa: “O que é delicioso nos musicais da Galinha Pintadinha é a grande festa das crianças, pais, tios e avós curtindo o teatro. É um momento muito intenso para os pequenos que, muitas vezes, estão experimentando a sensação de um espetáculo pela primeira vez. Esta nova montagem, cheia

de música como não poderia deixar de ser, conta a história de uma família que descobre a chegada de mais um bebê, no meio dos malabarismos do dia a dia. Malabarismos mesmo, executados por um elenco de 12 atores afiadíssimo, nessa montagem cheia de números circenses. É diversão garantida.”

Roteiro musical:

“Baratinha”; “Galinha Pintadinha 2”; “Pintinho Amarelinho”; “Samba Lelê”; “Lá na casa da Galinha Pintadinha”; “Se essa rua fosse minha”; “Pimpom”; “Meu sininho”; “Galinha Pintadinha 1”; “Medley de canções infantis”; “Borboletinha”; “Quem está feliz”; e as novas, do DVD 4, “Os Pintinhos Dizem Sim”; “Mamama Papapa” e “Galinha Pintadinha 4”.

Um pouco da história da Galinha Pintadinha

No dia 28 de dezembro de 2006, Juliano Prado e Marcos Luporini postaram no Youtube um vídeo infantil chamado “Galinha Pintadinha”. Esta foi a solução encontrada para apresentar o vídeo em uma reunião de produtores na qual eles não poderiam estar presentes. Seis meses depois, a surpresa: o vídeo havia virado um hit e já ultrapassava a marca de 500.000 visualizações, número expressivo para a época. Hoje os números cresceram consideravelmente. Já são mais de 2 bilhões de visualizações do canal no Youtube, mais de 3 milhões de seguidores na página do facebook, mais de 1,5 milhões de DVDs oficiais vendidos, 2 discos de diamante duplos, mais de 60 produtos licenciados. Estreou recentemente na Netflix norte-americana para ganhar a audiência infantil internacional. O serviço de streaming passou a disponibilizar 28 clipes animados nos Estados Unidos e no Canadá (13 do DVD Volume 1 e 15 do segundo) nas versões em inglês (Lottie Dottie Chiken) e espanhol – que foi criada a partir de uma experiência dos produtores e hoje configura o canal La Gallina Pintadita no YouTube, registrando quase um bilhão de visualizações. O conteúdo hispânico também já é exibido pela Netflix latino-americana com enorme sucesso. E agora estão entrando com produção teatral no México, Chile e Peru, com propostas também para Argentina e Uruguai, todas em coprodução com produtoras locais.

O sucesso da Galinha Pintadinha

O projeto da série infantil Galinha Pintadinha, que resgata canções infantis populares e apresenta em pequenos clipes de animações em 2D vem agradando crianças entre 0 e cinco anos que repetem “de novo” assim que termina, assistindo incessantemente cada um dos desenhos animados. Além do sucesso com os pequeninos, as mamães e papais agradecem a existência da Galinha Pintadinha: “– Oba! O bebê está vendo a Galinha Pintadinha, vou aproveitar para comer alguma coisa, tomar um banho rápido, ler um livro! Ficar com as pernas para o ar!…”. A Galinha Pintadinha é a garantia de alguns momentos de paz e tranquilidade para mamães e papais exaustos.

Ficha Técnica

Roteiro: Marcos Luporini e Juliano Prado

Dramaturgia e texto final: Keli Freitas

Direção: Ernesto Piccolo

Elenco: Cássia Raquel (Barata) / Dudu Varello (Carlos Henrique) / Nando Moretzsohn (pai) / Natasha Jascalevich (mãe) / Wagner Cavalcante (Galinha Pintadinha)/ Leonardo Freitas (Galo Carijó) / Giovana Vitorino (Pintinho Amarelinho e Boneco Marionete) / Helena Heizer (Naftalina, Diva Rosa e Avó) / Laura Faleiros (Borboletinha, Diva Verde e Boneco Mola) / Raíra Yuma (Borboletinha, Gavião, Enfermeira Urubu, Boneca Ninja) / Samuel Rottas (Galinho Quiriquiqui, Pintinho Novo, Boneco Robô) / Ton Carvalho (Naftalina, Diva Vermelha, Dr. Peru)

Coreografias: Marcia Rubin

Criações Circenses: Claudio Baltar

Cenários, Bonecos, Figurinos: Clívia Cohen

Iluminação: Maneco Quinderé

Preparação Vocal e Canto: Adriana Piccolo

Assistente de direção: João Maia

Assistente de coreografia: Maíra Maneschy

Designer gráfico: Eduarda de Aquino e Marina Kelson

Assessoria de imprensa: Daniella Cavalcanti

Equipe de produção: Renata Monteiro de Barros e Rose Gomes

Captação de Patrocínios: Renata Borges Pimenta / Leila Garcia e Jorge Abreu (ON TIME)

Direção de Produção: Dadá Maia

Patrocínio Bradesco Seguros e Baby Dove através da Lei Rouanet

Uma Coprodução de Bromélia Produções e Expressão Piccolo Produções

Serviço

Temporada: 09 de janeiro a 20 de março de 2016

Local: Teatro das Artes (Shopping da Gávea – Rua Marquês de São Vicente, 52/2º piso)

Horário: sábados, às 17h, e domingos, às 15h e 17h (Não haverá apresentação nos dias 06 e 07 de fevereiro)

Gênero: musical infantil

Classificação indicativa: Livre para todas as idades

Ingressos: R$ 70,00 (inteira) e R$ 35,00 (meia)

Duração: 50 minutos

Clientes Bradesco Seguros têm 30% de desconto Vendas online: http://www.ingresso.com

Informações: (21) 2540-6004

Bilheteria: de segunda a sábado. das 15h às 20h, e domingo, das 14h às 20h

Lotação do teatro 421 lugares

Show {RIANTE!} no SESC Madureira

Circo da Silva, criado e dirigido pela gaúcha Paula Preiss e o chileno Arturo Cussen, apresenta o show {RIANTE!} no SESC Madureira. A apresentação faz parte da turnê do cd homônimo, autoral e bilíngue, inspirado no mundo circense.

Em todas as músicas do espetáculo a criança se surpreende com a mistura de ritmos e com a aparição de elementos extramusicais, como brinquedos e efeitos especiais. Em cena a banda interage com o público através de personagens engraçados entre eles a Cabelereira Estrangeira, o Homem-Girafa e Homem-Bunda, além de vários números circenses e coreografias.

{RIANTE!} proporciona às crianças um contato divertido com o idioma espanhol, criando um diálogo entre as línguas irmãs como por exemplo na faixa “Moviendo Mexendo”. Com uma coreografia animada os artistas estimulam todo o público a fazer exercícios com o corpo ao mesmo tempo que ensinam à criançada partes do corpo humano em espanhol.

A banda do Circo da Silva é formada pela palhaça-cantora UltraVioleta (Paula Preiss), pelo guitarrista-super-herói HomemBunda (Arturo Cussen), pelo baterista-molusco SiriLanka (Reubem Neto), a equilibrista Azulita (Júlia Guerra) e o malabarista Girafo (Antonio Marrache).

{RIANTE!} foi gravado em 2011 e conta com a participação de grandes nomes da cena musical latino-americana, como o legendário pianista uruguaio Hugo Fattoruso e os cantores Juan Ayala (Chile), Alexis Graterol (Venezuela), Rita Beneditta (Ribeiro) e Mariana Baltar (Brasil). O álbum conta ainda com vozes infantis na faixa “Meu sonho é voar”. “Queria um coro com vozes reais de crianças porque essa música foi feita durante uma oficina com elas. Gravamos numa sala de aula da Sá Pereira, colégio em Botafogo, no Rio de Janeiro, e ficou ótimo”, conta Arturo Cussen, músico chileno radicado no Rio há oito anos.

Entre as faixas do {RIANTE!} se destacam: “Ovo (=) Huevo” super divertida e brinca com algumas das maneiras de se comer um ovo: cozido, mexido e frito, que aqui viram forró, samba e heavy metal. Já a faixa-título “{RIANTE!}” é a musicalização de um poema criado com palavras inexistentes que descrevem fatos e situações verídicas na história da banda. Em tempos tão voltados ao bem estar, as canções “(En)Salada Blues” e “Explo%ˆ&*!” convidam a refletir sobre as vantagens de ter uma boa alimentação.

 

{RIANTE!} é um espetáculo-show que não subestima a criança, oferecendo a ela entretenimento de qualidade.

 

Link: http://youtu.be/r3gNAEkwotI

 

Autoria e direção do show: Paula Preiss

Músicos: cantora UltraVioleta (Paula Preiss), guitarrista HomemBunda (Arturo Cussen), baterista SiriPolvo (Reubem Neto)

Acrobatas: equilibrista Azulita (Júlia Guerra) e o malabarista Girafo (Antonio Marrache)

Diretora de Produção: Valéria Martins

Produtora executiva: Cida de Souza

Contra-regra e operador de som: William Sousa

 

SERVIÇO

Data: 13 de Dezembro

Horário: 16h

Local: SESC Madureira – Quadra

Endereço: R. Ewbank da Câmara, 90 – Madureira
Ingressos: R$ 5 (assoc. Sesc) R$ 10 (estudante, idoso) R$ 20 (usuário)

Capacidade: 800

Duração: 50 minutos

Classificação: livre

Gênero: Circo e música

“Era para ser um stand up” no Cândido Mendes

Com patrocínio do Governo do Estado do Rio de Janeiro e Secretaria de Estado de Cultura/Lei Estadual de Incentivo à Cultura, a montagem que tem direção de Wendell Bendelack e traz Victor Lamoglia, ator do segundo maior canal brasileiro de humor na internet, Parafernalha e Thati Lopes, integrante de Porta dos Fundos, fica em cartaz quartas e quintas-feiras, 21h, até o dia 28 de janeiro.

A trama apresenta o embate entre Lelê (Victor Lamoglia), um funcionário de um banco de investimentos que em seu tempo livre apresenta um show de stand up de humor forte e ácido sobre a vontade masculina de fazer sexo anal, e Rossana (Thati Lopes), uma atriz romântica dos textos clássicos e defensora de seus ideais de esquerda.  

O texto de Pedro Henrique Vasconcellos joga com a polarização política em que estamos vivendo, com o debate sobre o stand up comedy ser ou não teatro, e com uma abordagem surrealmente engraçada sobre esse peculiar desejo sexual masculino.  

“Atualmente, a comicidade ácida é um tipo de humor transgressor que se manifesta mais fortemente na internet, nossa ideia foi transportá-la, através do texto hábil de Pedro Henrique, para os palcos.” Wendell Bendelack

Wendell Bendelack, diretor – Ator, diretor e dramaturgo formado pela Casa das Arte de Laranjeiras (CAL). No ar em Totalmente Demais, produziu e dirigiu a peça Surto, que ficou mais de sete anos em cartaz. Escreveu e atuou no espetáculo Novela Brasil, uma sátira homenageando a teledramaturgia nacional, que originou de uma série de vídeos na web com o mesmo nome em parceria com o canal Parafernalha. No mesmo ano, dirigiu José Alessandro no show de humor solo M – Os melhores personagens de todos os tempos (que puderam vir a esse show) e Israel Linhares no solo de humor Eu sou eles. Como ator, trabalhou também nos espetáculos Mamãe não pode saber (2010), texto e direção de João Falcão e O incrível segredo da mulher macaco (2011), texto e direção de Saulo Sisnando; nas novelas Malhação (2012), Amor eterno amor (2012) e Insensato coração (2011); nos longas metragens A máquina (2005), de João Falcão e Meu nome não é Johnny (2008), de Mauro Lima; dentre diversas outras participações em séries, filmes e peças de teatro.

Pedro Henrique Vasconcellos, autor – Jovem autor de Os Famosos Alcântaras e Liberal Stand Up, ambos em fase de produção. É também o criador do seriado Enjambrados, em fase de pitching  para produtoras e canais, e story editor do seriado Noir, em fase de pré-produção do episódio piloto. Fundador da empresa Telogos Entretenimento em agosto de 2012,  possui o curso Produção Cultural e Desenvolvimento de Projetos, realizado no Laboratório Estação, com o professor Julio Augusto Zucca. Também possui os cursos Scriptdoctoring – 1 semestre de laboratório de criação de roteiro supervisionada, do professor José Carvalho e Design da Estrutura Narrativa Cinematográfica: Roteiro, de Monica Frota.

Thati Lopes, atriz e cantora com extensa participação em novelas e seriados. Recentemente viveu a polêmica Jussara em Boogie Oogie, da Rede Globo. No teatro iniciou a carreira aos 10 anos, aos 13 ganhou o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Teatro ARK X de Niterói. Destacou-se como a protagonista Gabi do musical Tudo por um pop star e integrou o elenco de espetáculos consagrados como Confissões de adolescentes, O meu sangue ferve por você e Se eu fosse você – o musical. Atualmente integra o elenco fixo do Porta dos Fundos.

Victor Lamoglia, ator do segundo maior canal brasileiro de humor na internet, Parafernalha. Atualmente está fazendo algumas apresentações pelo Brasil com a peça de improviso Deu branco – cenas improvisadas, filmando os longas metragens Minha família e Se a vida começasse agora e gravando o programa Treme Treme para o Multishow. Seu último trabalho na televisão foi como Agostinho mais novo, na última temporada do programa A grande família. Estava no ar com alguns comerciais como do Jornal Extra e da lanchonete Bob’s Burguer, dentre outras ações publicitárias como Gillette, Trident, Arcor e Medita.

SINOPSE:

Lelê e Rossana vivem às turras desde a primeira vez que se encontraram, mas não vai ter rixa entre stand-up e teatro, visões de mundo diferentes ou piadas que vão impedir a afinidade entre os dois.

Ficha técnica

Texto: Pedro Henrique Vasconcellos

Elenco: Thati Lopes e Vitor Lamoglia

Direção: Wendell Bendelack

Iluminação: Walace Furtado

Trilha sonora: Tarso Gusmão

Programação visual: José Alessandro

Direção de Produção: Renata Campos

Assessoria de Imprensa: Minas de Ideias

SERVIÇO

Era pra ser um Stand Up

Estreia: 06 de janeiro

Horário: Quartas e quintas-feiras – 21h

Temporada: 06 de janeiro a 28 de janeiro de 2016

Local: Teatro Cândido Mendes

Endereço: Rua Joana Angélica, 63 – Ipanema Telefone (21) 2523-3663

Classificação: 14 anos

Gênero: Comédia romântica

Preço: R$ 40,00 (Inteira) e R$20,00 (Meia Entrada)

Duração: 60 minutos

Capacidade: 103 lugares

Concurso Nacional de Dramaturgia Seleção Brasil em Cena

A etapa 2015 do concurso nacional de dramaturgia Seleção Brasil em Cena – http://www.selecaobrasilemcena.com.br – terminou no último domingo, dia 06 de dezembro. O evento anunciou hoje os três grandes vencedores, entre os 12 textos inéditos finalistas: A tropa, de Gustavo Pinheiro, ganhará montagem no Rio de Janeiro); Princípios transgredíveis para amores precários, de Thales Paradela, será encenada em Belo Horizonte e o infantojuvenil Um caminho para Sara, também de Paradela, será produzida em Brasília. Com patrocínio do Banco do Brasil, o projeto tem como principal objetivo fomentar a criação de obras inéditas de novos dramaturgos. A 7ª edição do Seleção recebeu 265 textos de 13 estados e do Distrito Federal.

A 7ª edição do Seleção Brasil em Cena continua a partir de março em 2016, quando os três autores vencedores terão suas montagens patrocinadas pelo Banco do Brasil. As peças farão temporadas nos teatros do CCBB do Rio, Belo Horizonte e Brasília. Os 12 textos finalistas participaram do ciclo de leituras dramatizadas, entre 21 de novembro e 06 de dezembro, realizadas simultaneamente nas três unidades do CCBB participantes. Os vencedores foram eleitos pelo voto popular e pelos diretores que conduziram as leituras dramatizadas em cada cidade.

No Rio, as leituras foram dirigidas por César Augusto, Guilherme Leme Garcia e Victor Garcia Peralta. Na capital mineira, foram convidados Cida Falabella, Eid Ribeiro e Marcelo Bones. Em Brasília, o ciclo foi conduzido por Fernando Guimarães, da dupla Irmãos Guimarães; Jonathan Andrade e Adair de Oliveira. Cada diretor convidado ficou responsável por conduzir quatro leituras, que foram feitas com alunos de teatro da cidade.

Os 12 textos finalistas foram:

A tropa (Gustavo Pinheiro/Tragicomédia/RJ)

Algum lugar onde nunca estive (Bernardo Florim/Drama/RJ)

Com as mãos vazias (Edih Longo/Drama/SP)

Elas (João Rodrigo Ostrower/Híbrido/SP)

Maioridade (Flávio Goldman/Híbrido/RJ)

Mandíbula (Roberval Tamanho/Drama/RJ)

Na real (Rogério Corrêa/Drama/RJ)

Obra do acaso (Flavio Freitas/Drama/RJ)

Princípios transgredíveis para amores precários (Thales Paradela/Drama/RJ)

Projeto Stockton (Carol Rainatto/Drama/SP)

Sobre cordeiros, navalhas e dentes-de-leão (André Luis Silva/Drama/BA)

Um caminho para Sara (Thales Paradela/infantojuvenil/RJ)

Os grandes vencedores:

Gustavo Pinheiro, autor de A tropa, é jornalista e pós-graduando em Sociologia Política e Cultura pela PUC- Rio. Trabalhou como repórter na revista Veja e no jornal Extra, além de assessor de imprensa. Foi um dos dez roteiristas selecionados pela Columbia University (NYC) para o programa “TV Writing”, com Allan Kingsberg e Joe Cacaci. Participou do programa “Grandes Minorias – Novos dramaturgos para pensar o Brasil”, coordenado pela dramaturga Marcia Zanelatto. É criador e roteirista do programa de variedades “Dois dedos de Prosa”, atualmente em negociação com o portal GShow, e do curta metragem “Linda”, inspirado em conto de Caio Fernando Abreu. Escreveu a peça “A grande cidade”, montada com atores amadores e dirigida por Gustavo Gasparani.

Thales Paradela, autor de Princípios transgredíveis para amores precários e do infantojuvenil Um Caminho para Sara, é doutorado pela UFRJ com especialização na Université de Provence (Faculté de Philosophie et lettres), na França. Fez cursos na New York Film Academy (2010), nos Estados Unidos. Participou de diversas oficinas, entre elas com Domingos Oliveira (2011) e Plínio Marcos (1997). Fez curso de interpretação da Casa de Cultura Laura Alvim, sob orientação dos diretores Daniel Herz e Suzanna Krugger e diversos outros cursos na CAL. Escreveu “Vivo demais para ser feliz impunemente”, com direção de Rafael Sieg, estreou na Casa da Gávea (2013) e foi encenada no SESC Tijuca (2014); “Coisas de teatro”, dirigido por Daniel Herz, que fez temporada no Teatro Maria Clara Machado (2011); entre outros.

Os jurados da 7ª edição – Os inscritos foram avaliados por uma comissão julgadora formada por profissionais do setor de artes cênicas do Rio, Belo Horizonte e Brasília. O júri só conheceu os nomes dos autores após a escolha dos 12 finalistas. O júri é formado por: Beatriz Radunsky (jornalista, curadora, gestora cultural e idealizadora de projetos culturais), Felipe Vidal (diretor teatral, ator, dramaturgo e tradutor), João Coelho (produtor e gestor cultural), Luciana Eastwood Romagnolli (jornalista, crítica e pesquisadora de teatro), Sérgio Coelho

Pinheiro (ator, autor e diretor teatral, promotor cultural e produtor), Sergio Fonta (escritor, ator e diretor), Shala Felippi (jornalista, atriz, diretora, roteirista e diretora de imagens), Sergio Maggio (crítico, curador e pesquisador teatral) e Soraya Belusi (jornalista, pesquisadora e crítica teatral).

Oficinas e banco de textos – Na 7ª edição do concurso, as inscrições foram feitas somente pelo site do projeto. O sistema de cadastramento on-line vai gerar um banco de textos – as peças finalistas ficarão disponíveis para leitura. Como parte do projeto de estimular o fomento à nova dramaturgia, a formação de plateia e a visibilidade de novos criadores, o Seleção Brasil em Cena promove “Oficinas de dramaturgia” ministradas por importantes dramaturgos brasileiros. Nesta edição, as oficinas acontecerão em São Paulo (SP), Campinas (SP), Palmas (TO) e no Rio de Janeiro (RJ).

A história do projeto – Desde sua criação em 2006, o Seleção Brasil em Cena já recebeu mais de 1.400 textos de autores de todo o Brasil. As leituras dramatizadas foram dirigidas por expressivos nomes do teatro brasileiro contemporâneo: Moacir Chaves, Ivan Sugahara, Gilberto Gawronski, Stella Miranda, Paulo de Moraes, André Paes Leme, Inez Viana, entre outros. Ao longo de seis edições, quase 300 atores indicados por escolas de teatro participaram das leituras e encenações.

Os vencedores das edições anteriores – A tragédia de Ismene, de Pedro de Senna (1ª edição), ganhou montagem dirigida por Moacir Chaves. É samba na veia, é Candeia, de Eduardo Riecche (2ª edição), foi indicado ao Shell 2009 na categoria “melhor texto” e agraciado com o prêmio de “melhor direção musical”. Em 2011, Tempo de solidão, de Márcia Zanellatto (3ª edição) foi eleito um dos dez melhores do ano pelo jornal “O Globo”. Em 2012, Não me diga adeus, de Juliano Marciano (4ª edição) foi indicado ao Shell de “melhor direção musical”.

Na 5ª edição, o Seleção Brasil em Cena passou a incluir apresentações no CCBB de Brasília. Arresolvido (etapa Rio), de Ronaldo Ventura, cumpriu uma segunda temporada no Teatro Glaucio Gill; e Sexton (etapa Brasília), de Helena Machado e Juliana Shimitz, participou do Festival Internacional Cena Contemporânea, em Brasília. Camélia, de Ronaldo Ventura e Casarão ao vento, de Francisco Alves, foram os vencedores da 6ª etapa.

Os finalistas que se destacaram na cena – As leituras dramatizadas trazem visibilidade aos novos autores e podem se desdobrar em oportunidades de trabalho. Na 1ª edição, três dramaturgos tiveram os direitos de seus textos comprados por Stella Miranda, Carlos Maciel e Louise Cardoso. Velha é a mãe, de Fabio Porchat (finalista da 1ª edição), foi montado sob de direção de João Fonseca e Louise Cardoso no elenco. Quatro faces do amor, de Eduardo Bak (finalista 2ª Edição) ganhou temporada profissional; e Bandeira de retalhos, de autoria do músico e dramaturgo Sérgio Ricardo (finalista da 3ª edição), foi encenado pelo grupo Nós do Morro.

Seleção Brasil em Cena (números das seis edições anteriores)

Ano de criação: 2006

Número de edições: 6

Espetáculos premiados com montagem (Rio e Brasília): 8

Público (leituras, oficinas e espetáculos no Rio e Brasília: 21 mil

Textos inscritos: 1.411

Textos finalistas: 72

Leituras Dramatizadas (Rio e Brasília): 96

Diretores: 22

Estudantes de teatro: 297

Oficinas de dramaturgia: 21

Dramaturgos ministrantes: 5

Cidades onde foram ministradas as oficinas: 20

Participantes das oficinas: 420

Regiões onde foram ministradas as oficinas: Norte, Nordeste, Centro-Oeste,

Sudeste e Sul

Natal do Shopping Metropolitano Barra

Em dezembro, o Mundinho Kids do Shopping Metropolitano Barra entra no clima de fim de ano! A criançada poderá interagir e se divertir com as apresentações.
A programação conta com: “Uma história de Natal”, “3 x Natal” e “Mágico Richard Goulart”. O evento é gratuito e ocorre nos próximos domingos do mês, às 18h.
Programação Mundinho Kids:
13/12 – Uma história de Natal (Teatro de Bonecos)
Na história de bonecos, um gnomo travesso, ajudante de Papai Noel, toma escondido o seu trenó na véspera de Natal e acaba deixando cair um presente na terra. Uma criança o encontra e, depois de muitas aventuras, acaba descobrindo que o presente era dela própria. A honestidade, a Curiosidade, a inveja e a Amizade são temas abordados pelos bonecos que constroem a narrativa.

20/12 – 3 x Natal (Contação de história)
No espetáculo, serão apresentadas três histórias sobre o Natal: “Humi quer mais”, “As três árvores” e “Às vésperas do natal”. As histórias são repletas de magia e acontecimentos fantásticos que só a noite de Natal pode proporcionar.

27/12 – Mágico Richard Goulart (Show de Mágica)

Mágico filiado ao CBI (Circulo Brasileiro de Ilusionismo), Richard Goulart é ator/humorista desde 1993, o que facilita a comicidade do espetáculo. O show mistura truques de mágica com animação e técnicas teatrais para o público.

SERVIÇO:
Dias: 13, 20 e 27 às 18h
Local – Segundo piso (próximo ao cinema)
Duração – aproximadamente 50 minutos
Endereço – Av. Embaixador Abelardo Bueno, 1.300 – Centro Metropolitano – Barra da Tijuca – Rio de Janeiro.

“Sérgio Mallandro Sem Censura” no Glauce Rocha

O ícone da cultura trash dos anos 1980 e um dos artistas mais conhecidos do Brasil se reinventou criando um stand up comedy de  sucesso: o “Sérgio Mallandro Sem Censura”. Nele, Mallandro conta historias de sua carreira e de sua vida de um jeito hilário. Cita seu padrasto general, sua ex-mulher Mary Mallandro (que mora com ele até hoje), sua amizade com Xuxa, Marlene Mattos, Wagner Montes, Maradona, Jorge Benjor, Chico Buarque, Silvio Santos, entre outros. Sérgio promete que seu show não é só “glu glu, yeah yeah” e que tem historias interessantes e uma boa participação do público e, ainda, que no final abre a Porta dos Desesperados.

Sérgio Mallandro

Nascido no dia 12 de outubro de 1955, ele foi descoberto por Silvio Santos, que o colocou em alguns quadros de seu programa dominical. Com a inauguração do SBT, Mallandro passou a participar do programa de auditório “O Povo na TV”, que era apresentado por ele, Wilton Franco, Wagner Montes, Christina Rocha e Roberto Jefferson. Obteve grande sucesso nas décadas de 1980 e 1990 com o seu jeito moleque. Foi jurado do programa de auditório “Show de Calouros” por quase uma década, o que lhe rendeu o Troféu Imprensa em cinco oportunidades. Nessa época, Mallandro fez alguns filmes. Ele participou das sequências “Menino do Rio” (1981) e “Garota Dourada” (1984), além do filme “O Trapalhão na Arca de Noé” (1983), de Renato Aragão, filmado no período da separação do grupo Os Trapalhões. Mallandro ainda protagonizou o filme “As Aventuras de Sérgio Mallandro” (1985), que contou com as participações de Pedro de Lara, Mara Maravilha, Alexandre Frota e do grupo Absyntho. Ainda no SBT, apresentou o programa infantil Oradukapeta, onde criou sua mais famosa atração, a “Porta dos Desesperados”. É considerado um ícone da cultura trash no Brasil. Outros quadros famosos foram o goleiro Mallandrovisky e o Super Mallandro.

Acessibilidade para todos – Dia 16 de dezembro será o dia da acessibilidade no Teatro Glauce Rocha. Além da interpretação em Libras, que já acontece em todas as sessões do projeto Em cena Para Todos, o público também poderá contar com audiodescrição.

“Audiodescrição é o recurso que permite a inclusão de pessoas cegas como espectadoras de peças, filmes, novelas, óperas, ou seja, qualquer manifestação artística. Isso porque programas de ficção têm muitas informações nas imagens e a intenção é fazer com que as pessoas que não veem não as percam”, define a atriz e audiodescritora Graciela Pozzobon.

Graciela, que é uma referência em audiodescrição no Brasil, será a responsável pelas sessões do Em cena Para Todos. Ela explica que “a audiodescrição funciona como uma banda extra de áudio, que descreve exatamente o que estamos vendo. São todas as informações importantes, que acontecem durante os silêncios, como, por exemplo: o homem entrou no quarto, abriu a cortina, escreveu uma carta. Todas essas informações que não estão nos diálogos. E também sobre o cenário, ambientação, onde a pessoa está passando. Mais do que a rubrica, é tudo que é importante que a pessoa saiba para compreender aquela obra”.

Sobre a ocupação Em Cena para todos

 

Contemplado pela Funarte no edital de ocupação do Teatro Glauce Rocha/2015, o projeto Em Cena para todos foi Idealizado pela empresa de produção cultural carioca Ymbu Entretenimento. Ele tem como objetivo a ocupação do espaço com espetáculos e oficinas, com artistas renomados e novos talentos das artes cênicas brasileiras; além de promover e divulgar o teatro.

As oficinas têm diversos temas relacionados às artes cênicas, tais como Teatro para jovens – com diretores especializados e com sucessos em cartaz – considerada como um dos diferenciais da proposta. Também são abordados assuntos com expressão corporal, dramaturgia e outros. O alvo dessas aulas é dar oportunidade aos participantes de seguir a profissão de ator/atriz – tanto os novos candidatos quanto os artistas já formados.

 

“Este projeto foi contemplado pela Fundação Nacional de Artes – FUNARTE no edital de Ocupação do Teatro Glauce Rocha 2015”

SERVIÇO:

SÉRGIO MALLANDRO SEM CENSURA

Local: Teatro Glauce Rocha – Av. Rio Branco, 179 – Tel: (21) 2220-0259.

Data: 16 de dezembro

Horário: 19h

Ingresso: R$ 20,00 (inteira); R$ 10,00 (meia-entrada e clientes Metrô Rio)

Este espetáculo terá audiodescrição

Classificação: 14 anos

Duração: 70 minutos

Gênero: Comédia

Capacidade: 202 Lugares

A Santa Joana dos Matadouros – Eu fui!

Ao pensar em um espetáculo com 2 horas de duração (exceto musicais, em que o tempo chega a exceder este), poderia ter pensado, “Ai, de mim!”. Se não fosse uma obra da qualidade do dramaturgo alemão Bertold Brecht, e minha primeira experiência com o autor vendo ali, encenada na minha frente.

“A Santa Joana dos Matadouros” foi escrita entre 1929 e 1931. Se ainda não associou o período a nenhum contexto histórico, Brecht a produziu em meio à crise econômica de 1929. A peça é ambientada nos matadouros de Chicago, nos Estados Unidos. Durante um rigoroso inverno, as diferenças sociais se intensificam, e a luta dos trabalhadores em busca de comida e abrigo se agrava.

Daí surge Joana Dark (papel-título, interpretado por Luisa Arraes). A jovem ingênua e cheia de energia pertence ao grupo missionário “Boinas Pretas”. Ela se une à luta dos operários contra o desemprego e demissões crescentes que tomam conta da indústria de carne enlatada. O espetáculo conta a história da personagem desde a época da inocência – quando acreditava que a distribuição de sopa e cânticos religiosos para os pobres atenuaria as tensões provocadas pelo mercado das carnes – até o seu entendimento da mecânica complexa e violenta da política econômica.

Apesar dos mais de 80 anos que afastam o período em que foi escrita a peça do de agora, o ótimo texto permanece atual. O cenário é composto por engradados, quadrilátero de luz, e os próprios atores forram o chão com várias camisas no início da peça, até que as vestimentas sejam incorporadas ao figurino. Fora isto, há uma ambientação sonora muito forte. Um microfone também está presente no palco, e a música em coro dos artistas aparece em alguns momentos. Todos esse elementos, aliado ao bom desempenho dos atores, colaboram para prender a atenção do espectador durante o longo tempo da peça. E o recado da crítica social sobre exploração no trabalho, indolência de integrantes de hierarquia superior e funcionamento da política econômica é dada com competência.

 

SERVIÇO

A Santa Joana dos Matadouros

Temporada: 19 de novembro a 21 de dezembro.

Local: Teatro Glaucio Gill (Praça Cardeal Arcoverde, S/N – Copacabana)

Informações: (21) 2332-7904 / 2332-7970.

Dias e horários: Quinta a segunda, às 20h.

Capacidade: 102 lugares.

Duração: 120 minutos.

Gênero: Drama.

Classificação indicativa: 16 anos.

Ingressos: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia).

P.S.: Agradeço à Paula Catunda pelos convites

 

 

Espetáculo “Pequenas Peças” no Teatro Cacilda Becker

Nos dias 10, 11, 12 de dezembro o Teatro Cacilda Becker recebe o espetáculo Pequenas Peças. A montagem foi inspirada em textos de Clarice Lispector, unidos a criações da coreógrafa Sueli Guerra e pelos intérpretes criadores da Companhia da Ideia. Cenas de poesia e dança são mescladas ao teatro, mostrando ao público a importância entre o universo feminino e a busca da mulher pelo seu lugar como ser pensante e autônomo.

A Cia usa o diálogo entre o teatro e a dança contemporânea para aproximar a plateia da encenação, fazendo com que o espectador possa vivenciar todos os pontos de vista apresentados de maneira delicada e impactante. O espetáculo tem o intuito de levar ao público a importância de se refletir sobre a poesia presente nos pequenos detalhes do cotidiano, através de representações de pequenas situações e ações da rotina. Inevitavelmente “Pequenas Peças” também se revela no olhar masculino, fortalecendo a vivência e a ideia do que é ser mulher no mundo contemporâneo.

No dia 13 de dezembro a Cia Híbrida leva para o palco do Teatro Cacilda Becker o espetáculo “Olho Nu”. Terceira e última parte da trilogia que discute Hip Hop e fragilidade, a peça não se pretende um fechamento. Ao contrário, essa nova pesquisa trouxe muitas questões, entre elas, uma que se impôs de modo fundamental: Que idéias já foram esgotadas nesse processo, e quais necessitam de continuidade? Ainda como mote, o desejo de desnudar o dançarino de rua, ressaltando as fragilidades deste corpo potente, e ao mesmo tempo, revelar todo o potencial criativo existente por trás destas fragilidades.

Uma vez mais, a repetição que busca transformação. Uma vez mais, a busca por formas de composição que extrapolem o lugar comum dessa técnica. Uma vez mais, alimentar a reflexão sobre este corpo que se atém no papel de entreter e atender expectativas daquele que assiste. Uma vez mais, oferecer ao expectador um olhar diverso e aproximado do universo Hip Hop e de sua dança. E nesse caminho, seguir acompanhado/assombrado pela pergunta: Como abordar de modo diferente as mesmas questões?

Pequenas Peças:

 

 

FICHA TÉCNICA

Direção: Sueli Guerra e Alessandro Brandão.

Direção Teatral: Lourival Prudêncio.

Dramaturgia: Alessandro Brandão e Sueli Guerra.

Textos: Renata Mizrahi e Cia da Ideia

Coreografia: Sueli Guerra.

Intérpretes criadores: Andreia Pimentel, Edney D´Conti, Gláucia Leite, Olivia Vivone,  Mery Horta e Sueli Guerra.

Figurino: Marden Junior.

Trilha original: Marcos Souza e Rodrigo Russano

Iluminação: Francisco Rocha

Cenário: Alessandro Brandão, Robert Litig e Sueli Guerra

Visagismo: André Vital

SERVIÇO

Data: 10, 11, 12 de dezembro

Local: Teatro Cacilda Becker

Endereço: Rua do Catete 338, Largo do Machado, RJ (Acesso ao palco facilitado para deficientes físicos. Próximo a Estação Largo do Machado do Metrô)

Dias e horários: quinta, sexta e sábado às 20h

Informações: 2265-9933

Ingresso: R$20,00 – meia R$10,00

Capacidade: 70 lugares

Duração: 60 min

Classificação etária: Livre

 

Olho Nu:

 

FICHA TÉCNICA

Ficha técnica:

Direção geral e concepção: Renato Cruz

Assistente de direção e preparação corporal: Aline Teixeira

Direção de produção: Steffi Vigio

Intérpretes criadores: Jefte Francisco, Raphael Lima (Russo), Luciana Monnerat, Luciano Mendes (Duly Omega), Daniel Oliveira, Fábio de Andrade (Fábio Max), Marjory Lopes e Mailson Morais

Iluminação: Renato Machado

Assessoria de Imprensa – Claudia Bueno

Fotografia: Ruy Correa e Renato Mangolin

Design Gráfico: Isabela Schubert

SERVIÇO

Data: 13 de dezembro

Local: Teatro Cacilda Becker

Endereço: Rua do Catete 338, Largo do Machado, RJ (Acesso ao palco facilitado para deficientes físicos. Próximo a Estação Largo do Machado do Metrô)

Dias e horários: domingo às 19h

Informações: 2265-9933

Ingresso: R$20,00 – meia R$10,00

Capacidade: 70 lugares

Duração: 60 min

Classificação etária: Livre

Grupo Roda Gigante faz apresentações gratuitas no Espaço Sesc

A partir das intervenções realizadas regularmente em hospitais públicos da cidade, os palhaços do Grupo Roda Gigante criaram um repertório de cenas e números musicais que divertem as plateias de todas as idades. Em comemoração aos seis anos de atuação, o grupo apresentará cenas de seu repertório, acompanhada de uma oficina de palhaçaria. O evento acontecerá no dia 12 de dezembro, no Espaço Sesc, com apresentações às 11h e 16h. A entrada é franca.

Em cena, Cristiana Brasil (Batuca), Diogo Cardoso (Simplício), Éber Inácio (Inácio), Florência Santángelo (Cucaracha), Guilherme Miranda (Adamastor), Julia Schaeffer (Shei-lá), Kadu Garcia (Provisório) e Marcos Camelo (Totó) fazem o público se divertir com histórias e situações criadas a partir do trabalho que o grupo desenvolve em quatro hospitais da cidade. Os palhaços brincam, improvisam e priorizam a relação com a criançada da plateia. Os números musicais também fazem parte do espetáculo. Um violão, um acordeão, um cavaquinho e alguns instrumentos inusitados são tocados ao vivo, com arranjos e coreografias que ressaltam o humor do grupo.

Criado em 2009, o grupo Roda Gigante vem desenvolvendo uma pesquisa continuada sobre a atuação do palhaço e suas possibilidades de intervir na sociedade, promovendo encontros que produzam saúde e lançando um novo olhar sobre as relações no ambiente hospitalar. Os números do projeto que prevê a manutenção do trabalho do grupo, traduzem o espaço que vem conquistando na cidade. Cerca de 1.500 intervenções artísticas em hospitais públicos, 80 espetáculos e 40 oficinas em espaços culturais, atingindo aproximadamente 100.000 pessoas.

Atuando sempre em duplas nas enfermarias pediátricas, os palhaços do grupo Roda Gigante disponibilizam suas habilidades como recurso para criar com a criança um espaço lúdico, no qual o vínculo e a cumplicidade estabelecem o jogo cênico. Entre médicos, enfermeiros, contadores de história, auxiliares, equipe da limpeza, crianças e recreadores, o palhaço busca ampliar percepções, alterar atitudes e promover um novo olhar sobre as relações de cuidado com a saúde.

O Roda Gigante está presente no Hospital Federal de Bonsucesso, Hospital Federal dos Servidores do Estado, Hospital Universitário Pedro Ernesto – UERJ, e IPPMG – UFRJ. Para mais informações acesse: http://www.rodagigante.org

A programação integra o “Projeto Roda Gigante – 6 Anos”, patrocinado pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura, Governo Federal, Ministério da Cultura, Aecom, Estácio e Transpetro por meio das Leis Federal e Municipal de Incentivo à Cultura. Parceira SESC.

OFICINA

A oficina será ministrada por integrantes do grupo e destinada a artistas e interessados nos princípios que regem a arte do palhaço. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas através do e-mail: boccanera.contato2@gmail.com

SOBRE A DIREÇÃO

Flávia Reis formou-se em Artes Cênicas na Universidade do Rio de Janeiro – Uni-Rio, freqüentou o curso regular da Escola Nacional de Circo – RJ e tem em sua formação a participação em oficinas com Enrico Bonavera/Itália, Leo Bassi /EUA, Leris Colombaioni/Itália, Sue Morrison/Canadá, André Riot- Sarcey/França e Michael Cristensen/EUA. De 1998 a 2008, fez parte do programa Doutores da Alegria, do qual foi coordenadora artística e palhaça. Atua na “Companhia Teatro Portátil”, com a qual participou de festivais de teatro no Brasil e no exterior com os espetáculos “2 Números”, “As Coisas” e “Valsa nº 6”, com direção de Alexandre Boccanera. É coordenadora artística do grupo Roda Gigante, que realiza intervenções em hospitais do Rio de Janeiro desde 2009. Atuou em “Hiperativo”, ao lado de Paulo Gustavo, está permanentemente em cartaz com seu solo cômico “Neurótica!”, sob direção de Marcio Trigo. Na TV integrou o elenco do programa “220 volts”, “Não Tá Fácil pra Ninguém” e “Vai que Cola”, todos no Canal Multishow; na TV Globo atuou novela “Amor Eterno Amor”, com direção de Rogério Gomes e faz parte do elenco fixo do humorístico “Zorra”.

FICHA TÉCNICA

Direção: Flávia Reis

Direção da Mostra: Marcos Camelo

Direção Musical: Guilherme Miranda

Elenco: Cristiana Brasil, Diogo Cardoso, Éber Inácio, Flávia Reis, Florência Santángelo, Guilherme Miranda, Julia Schaeffer, Kadu Garcia e Marcos Camelo

Figurino: Florencia Santángelo

Cenário: Eber Inácio

Iluminação: PH

Produção Executiva: Clarissa Quintieri

Realização: Roda Gigante

Produção: Tutu Projetos Artísticos e Boccanera Produções Artísticas

SERVIÇO

Grupo Roda Gigante

Dia 12 de dezembro (sábado), às 11h e 16h.

Local: Espaço Sesc – Teatro de Arena (Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana)

Capacidade: a confirmar

Entrada franca – distribuição de senha uma hora antes.

Classificação: livre.

Duração: 50 minutos.

Oficina: Oficina Roda gigante – 6 anos

Dia 12 de dezembro (sábado), das 13h30 às 15h30

Local: Espaço Sesc (Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana)

Informações: 2547-0156

Espetáculos infantis no Teatro Ipanema

Durante três semanas o Teatro Ipanema – Rua Prudente de Morais, 824 – recebe uma dobradinha da Cerejeira Produções. A produtora coloca em cartaz o musical infantil Minha Adorável Verde Vida e a comédia Três Entas entre os dias 04 e 20 de dezembro com ingressos a R$ 30,00 (R$15,00 a meia entrada).

Com estreia no dia 04 de dezembro (sexta a domingo – 21h) a comédia Três Entas aborda os conflitos e crises que as mulheres costumam enfrentar depois dos 40 anos. Inspirado no livro “Entas – Parece que foi ontem”, de Jô Salgado, a comédia narra a história de três amigas e vizinhas que compartilham seus medos e anseios. Usando linguagem corriqueira e muito humor, a peça fala de sexo, amor, filhos, vida profissional e sonhos.

No dia seguinte entra em cartaz o musical Minha Adorável Verde Vida (sábado e domingo – 17h). Com texto e músicas originais a peça infantil ensina de forma lúdica como lidar com as diferenças. As personagens que vivem em um orfanato foram livremente inspiradas na história de O Mágico de Oz. De forma animada, com muita música, dança e efeitos especiais, o musical passeia pelo universo infantil.

Duas produções para todas as idades em curtíssima temporada.

 

Três Entas

Elenco: Alessandra Rodrigues, Carmen Costa e Jô Salgado

De 04 a 20 de dezembro

Sextas, Sábados e Domingos – 21h

Teatro Ipanema – Rua Prudente de Morais, 824

Entrada: R$ 30,00 (R$ 15,00 meia entrada)

Classificação: 12 anos

 

Minha Adorável Verde Vida

Elenco: André Sigom, Clarissa Marinho, Carmen Costa, Erick de Lucca, Isabella Igreja, Julia Morganti, Joana Mendes, Isabela Quadros, Thais Rocha e Felipe Madjer.

Texto e Direção: Mauricio Alves

Supervisão: Reiner Tenente

Coreografias: Clara da Costa

Composição e arranjos musicais: Altair Araújo

Arranjos vocais: André Sigom

De 05 a 20 de dezembro

Sábados e Domingos – 17h

Teatro Ipanema – Rua Prudente de Morais, 824

Entrada: R$ 30,00 (R$ 15,00 meia entrada)

“Cara de Fogo” no Teatro III do CCBB

Uma família disfuncional, decadente e presa num limbo entre a falta de comunicação e a ausência de amor. Escrita em 1998 pelo dramaturgo alemão Marius von Mayenburg, a obra Cara de fogo ganha sua primeira montagem profissional no Brasil. Com direção de Georgette Fadel, a peça estreia no dia 04 dezembro, no CCBB Rio de Janeiro. A temporada segue até 24 de janeiro, sempre de quinta a domingo. Formado por Isaac Bernat, Soraya Ravenle, Julia Bernat, Johnny Massaro e Alexandre Barros, o elenco também assina a idealização do projeto, ao lado do ator e produtor associado Pablo Sanábio.

Vencedora do prestigioso Prêmio Kleist, Cara de fogo é a peça de estreia do autor, diretor e tradutor Marius von Mayenburg, escrita quando ele tinha apenas 26 anos. Hoje, aos 43, é dramaturgo residente do conceituado teatro Schaubühne, em Berlim. Mayenburg tem duas de suas peças encenadas no Brasil: O feio e Parasitas. A ideia de montar Cara de fogo surgiu em 2007, quando o ator e produtor Pablo Sanábio leu a obra pela primeira vez. Algum tempo depois, em 2010, ele mostrou o texto para a atriz Julia Bernat. O enredo arrebatador fez com que Julia convidasse os pais, Isaac Bernat e Soraya Ravenle, para uma leitura. Essa é primeira vez que os três juntos dividem o palco e, curiosamente, interpretando uma família.

Em cena, uma família em sua formação tradicional – um pai (Isaac Bernat), uma mãe (Soraya Ravenle) e um casal de filhos, Olga (Julia Benart) e Kurt (Johnny Massaro) – vive uma violenta falta de comunicação sob o mesmo teto. Uma pequena sala branca e poucos elementos cênicos fazem do cenário uma casa claustrofóbica. Os pais estão acomodados em uma relação patética que só faz aumentar a distância entre eles e a realidade desconhecida da vida de seus filhos. O pai se esconde atrás de seus jornais lendo obsessivamente sobre prostitutas assassinadas. Enquanto que a mãe, anestesiada, tenta encobrir os seus sentimentos e a mulher que ela realmente é.

O filho adolescente, Kurt, é fascinado pelo fogo e gosta de incendiar animais que esconde na garagem. Uma relação incestuosa entre Kurt e a sua irmã mais velha, a jovem Olga, surge como um incêndio que os consome. Quando Olga traz para casa o seu primeiro namorado, Paul (Alexandre Barros), ele rapidamente passa a fazer parte do cotidiano da família, sendo acolhido com entusiasmo pelo pai. Mas a obsessão de Kurt com a irmã e com o fogo se tornam incontroláveis e as consequências são brutais.

SOBRE O AUTOR

Marius von Mayenburg nasceu em 1972, em Munique na Alemanha. É autor, diretor e tradutor. Estudou dramaturgia na Universidade de Künste, em Berlim. Desde 1998, foi trabalhar como autor e dramaturgo residente, tradutor e, desde 2001, também como codiretor nas produções do teatro Schaubühne, em Berlim, junto com o diretor artístico Thomas Ostermeier. Fez as traduções para as montagens de Ostermeier para de obras de Shakespeare – Hamlet (2008), Medida por medida (2011) e Ricardo III (2015) – além de suas produções, como Muito barulho por nada (2013). Desde 2009, dirigiu seus próprios textos Perplexos (2010) e Mártir (2013), ambas no teatro Schaubühne. No Residenztheater, em Munique, dirigiu Ligue-me Deus, de Spregelburd, Cervo, Ostermaier e Mayenburg (2012) e Bunbury, de Oscar Wilde (2013). Cara de fogo (1998) é sua primeira peça e foi vencedora do Prêmio Kleist.

FICHA TÉCNICA

Elenco: Isaac Bernat – Pai

Soraya Ravenle – Mãe

Julia Bernat / Julia Ariani – Olga

Johnny Massaro / Davi Guilhermme – Kurt

Alexandre Barros – Paul

Autor: Marius von Mayenburg

Tradução: Letícia Liesenfeld

Direção: Georgette Fadel

Luz: Tomás Ribas

Figurino: Beth Passi de Moraes e Joana Passi de Moraes

Cenário: Aurora dos Campos

Trilha Musical: Davi Guilhermme

Projeto Gráfico: Bruno Dante

Fotos: Renato Mangolin

Direção de Produção: Ana Paula Abreu e Renata Blasi

Produção: Diálogo da Arte Produções Culturais

Realização: Crysolitha Produções Artísticas

SERVIÇO

Espetáculo: Cara de fogo

Temporada: 4 de dezembro de 2015 a 24 de janeiro de 2016

Período de recesso: de 21/12 a 06/01

Dias e horários: Quinta a domingo, às 19h30

Local: CCBB Rio – Teatro 3 (Rua Primeiro de Março 66 – Centro)

Capacidade: 50 lugares

Classificação indicativa: 18 anos

Gênero: Drama

Ingressos: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia)

Duração: 90 minutos

Informações: (21) 3808-2020

bb.com.br/cultura |twitter.com/ccbb_rj | facebook.com/ccbb.rj

“El Pânico” na Sede das Cias

A montagem da comédia “EL PÂNICO”, de Rafael Spregelburd, dá continuidade à pesquisa de dramaturgia contemporânea argentina desenvolvida pelo diretor Ivan Sugahara. Ivan já levou à cena outros textos argentinos, como “A Estupidez”, também de Spregelburd, e “Mulheres Sonharam Cavalos”, de Daniel Veronese – por estes trabalhos, recebeu indicações e prêmios, entre eles Shell, Quem, Qualidade Brasil, APTR, Questão de Crítica.

No elenco estão Debora Lamm, Elisa Pinheiro, Julia Marini (Stand-in: Beatriz Bertu), Kelzy Ecard, Márcio Machado, Pâmela Côto, Paulo Verlings, Suzana Nascimento e Thaís Vaz..

Escrita em 2002,“EL PÂNICO” estreou em Buenos Aires em 2003 e ganhou diversos prêmios. Publicada em espanhol, foi traduzida para o alemão, o tcheco e o inglês. No Brasil, o projeto foi contemplado pelo Programa de Fomento à Cultura Carioca.

A peça será encenada em “portunhol”, com inspiração nas personagens dos filmes do cineasta espanhol Pedro Almodóvar.

SINOPSE

A comédia conta a saga de Lourdes (Kelzy Ecard), uma mãe, e seus dois filhos, Jessica (Elisa Pinheiro) e Guido (Paulo Verlings), últimos sobreviventes de uma família disfuncional, que tenta recuperar a chave de um cofre do banco Tornquist, deixada pelo parente morto, onde ficaram presas todas as suas economias. A busca pela chave inclui todo tipo de medidas desesperadas: legais, psicoterapêuticas, paranormais e religiosas.

Ao redor da família se concentram outros personagens – vivos e mortos. Os vivos estão presos às suas metas cotidianas e não enxergam as coisas importantes. Já os mortos não conseguem se lembrar dos detalhes pessoais de suas vidas, mas rodeiam os vivos.

FICHA TÉCNICA

Texto: Rafael Spregelburd

Direção: Ivan Sugahara

Tradução para portunhol: Diego de Angeli

Elenco / Personagens

Debora Lamm – Anabel, Cecilia Roviro e Terapeuta

Elisa Pinheiro – Jessica Sosa

Julia Marini (Stand-in: Beatriz Bertu) – Rosa Lozano, Marcia e Úrsula

Kelzy Ecard – Lourdes Grynberg

Marcio Machado – Emilio Sebrjakovich

Pâmela Côto – Betiana Garcia e Regina

Paulo Verlings – Guido Sosa

Suzana Nascimento – Elyse Bernard, Roxana e Suzana Lastri

Thais Vaz – Dudi e Melina Trelles

Voz de Mayenburg – Gilberto Lamm

Cenário: André Sanches

Figurino: Joana Lima Silva

Iluminação: Aurélio de Simoni

Preparação Corporal: Duda Maia

Preparação Vocal: Ricardo Góes

Assistente de Idioma: Florencia Santangelo

Assistente de Direção: Beatriz Bertú

Visagismo: Josef Chasilew

Fotografia: Felipe Pilotto

Projeto Gráfico: Romulo Bandeira

Camareiro Juan Paranhos

Contrarregra Matheus Rodrigues

Operador de som Zoatha David

Operadora de Luz Celma Úngaro

Direção de Produção: Pâmela Côto

Produção Executiva: Thaís Vaz

Produtor Assistente: Leonardo Paixão

Uma Produção: L7 Produções Artísticas

Patrocínio: Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura

Assessoria de Imprensa: JSPontes Comunicação – João Pontes e Stella Stephany

SERVIÇO

Temporada: 04 a 14 de dezembro

Local: Sede das Cias (Rua Manuel Carneiro, 12 – Escadaria Selarón – Lapa)

Informações: (21) 2137-1271 (a partir de 14 horas)

Ingressos: R$ 20,00 (inteira)

Horário: de sexta a segunda, às 20h.

Duração: 90 minutos

Gênero: Comédia

Capacidade: 60 pessoas

Classificação: 14 anos

Bilheteria: diariamente, uma hora antes do espetáculo

“Teatro Para Jovens” no Glauce Rocha

O projeto Em Cena Para Todos apresenta a oficina gratuita “Teatro Para Jovens”. As aulas começam no próximo sábado (dia 5) e vão até o dia 20 deste mês, sempre aos sábados e domingos, das 14h30 às 16h30, no Teatro Glauce Rocha. E serão ministradas pelos autores e diretores Afra Gomes e Leandro Goulart. Os interessados devem enviar um e-mail solicitando a inscrição, não é necessário ser ator nem ter feito nenhum curso de teatro anteriormente. Os alunos devem ter a partir de 10 anos.

Afra Gomes e Leonardo Goulart

Afra Gomes e Leandro Goulart dão aulas de teatro na Oficina dos Atores, que surgiu em 2008, quando a dupla, que é responsável pela revelação de novos talentos no teatro e na televisão e por espetáculos de sucesso como “Pout-PourRir”, “No Conjugado”, “Garotos”, “Meninos e Meninas”, entre outros, resolveu passar o que aprendeu em anos de experiência no mundo do teatro e da TV. O curso, que já viajou o país, costuma a trabalhar potenciais atores através de técnicas inéditas preparadas exclusivamente para adolescentes, misturando corpo e voz (enfatizando respiração, dicção, projeção de voz), preparação corporal, decupagem e interpretação de texto, melhorando significativamente o desempenho desses jovens. Buscando desenvolver um trabalho único, para que atores iniciantes, intermediários ou experientes, desenvolvam a criatividade tanto na criação de uma personagem, quanto no desenvolvimento de um texto, além de ética e postura profissional. Ao longo da oficina, de acordo com a idade e o desenvolvimento pessoal, alguns atores são indicados para trabalhos e convidados a integrar montagens profissionais.

Os interessados devem enviar currículo para: contato@ymbuentretenimento.com.br

Idade: a partir de 10 anos
Lotação: 20 pessoas

Sobre a ocupação Em Cena para todos

 

Contemplado pela Funarte no edital de ocupação do Teatro Glauce Rocha/2015, o projeto Em Cena para todos foi Idealizado pela empresa de produção cultural carioca Ymbu Entretenimento. Ele tem como objetivo a ocupação do espaço com espetáculos e oficinas, com artistas renomados e novos talentos das artes cênicas brasileiras; além de promover e divulgar o teatro.

As oficinas têm diversos temas relacionados às artes cênicas, tais como Teatro para jovens – com diretores especializados e com sucessos em cartaz – considerada como um dos diferenciais da proposta. Também são abordados assuntos com expressão corporal, dramaturgia e outros. O alvo dessas aulas é dar oportunidade aos participantes de seguir a profissão de ator/atriz – tanto os novos candidatos quanto os artistas já formados.

“Este projeto foi contemplado pela Fundação Nacional de Artes – FUNARTE no edital de Ocupação do Teatro Glauce Rocha 2015”

SERVIÇO:

Oficina “Teatro Para Jovens”, com Afra Gomes e Leandro Goulart

Local: Teatro Glauce Rocha – Av. Rio Branco, 179 – Tel: (21) 2220-0259.

Data: de 5 a 20 de dezembro

Horário: sábados e domingos, das 14h30 às 16h30

GRATUITO

Classificação: 10 anos

Capacidade: 202 Lugares

Lotação da turma: 20 alunos

Festival Internacional de Improvisação na Cia de Teatro Contemporâneo

Serviço

Festival Internacional de Improvisação

Curadoria: Dinho Valladares

Realização: Cia. de Teatro Contemporâneo

Participação: Los Pelafunstanes (Cordoba- AR),Improkandy (Suiça) Sungas Brancas (Rio de Janeiro – BR),Imprudentes (Rio de Janeiro – BR) e Frangos de Makumba ( Rio de Janeiro – BR).

O Festival é composto do V Campeonato Internacional de Improvisação, workshops, debates e espetáculos de Improvisação em diversos formatos. O festival acontecerá na Sede da Cia de Teatro Contemporâneo durante os dias de 27 -28 e 29 de novembro. Será um evento único e importante neste momento de crise que estamos passando e ainda podemos ver o empenho de companhias que são comprometidas com o que fazem para levar uma proposta ousada de intercâmbio de linguagem artístico.

Programação:

Sexta – 27 De Novembro De 2015

JUST ONE SECOND –- É o espetáculo que o grupo suíço Improv Kandy trará para o brasil e apresentará na Sede da Cia de Teatro Contemporâneo no dia 27 de novembro às 21:00 . O espetáculo terá como linguagem a improvisação e baseado numa única sugestão da plateia o público poderá ver a trajetória de dois personagens e como suas vidas poderão ser transformadas se o destino cruzar seus caminhos uma única vez.

Dia 27/12 – Sexta às 21:00

Duração 45 minutos

Classificação 14 anos

Sábado – 28 de novembro de 2015

9:00 – 13:00 – WORKSHOP – GRANDE ENCONTRO

17:30 – LAS MAS PEQUENAS PASIONES, MAS GRANDES DEL MUNDO.

Espetáculo de improvisação –short form. É o espetáculo que o grupo argentino Los Pelafustanes trará para o Rio de Janeiro e apresentará no dia 28 de novembro às 17:30 na sede da Cia de Teatro Contemporâneo .Fiel ao estilo que o distingue, os Los Pelafustanes propõem em seu espetáculo um jogo com

o público, a partir de uma premissa: “São as pequenas paixões que tornam a vida mais feliz, essas pequenas coisas que sempre nos geram um sorriso” ; e um desejo: “Desde o inicio queremos alimentá-las, fazê-las crescer, e incentivar o nosso público a desfrutar ainda mais daquelas pequenas paixões que fazem suas vidas maiores”.

Duração 75 minutos

Classificação 14 anos

21:00 –CAMPEONATO INTERNACIONAL DE IMPROVISAÇÃO

idealizado pela Cia de Teatro Contemporâneo, o campeonato de improvisação é realizado anualmente à dez anos sempre no segundo semestre do ano. Onde começa com o Campeonato carioca de improvisação e depois o internacional este ultimo na sua 5ª edição. O Campeonato ao longo desses anos vem promovendo um intercâmbio entre grupos e linguagens de teatro de improviso, fomentando o seu próprio desenvolvimento e dando origem a formação de novos grupos. O Campeonato é um espetáculo de teatro esportivo ligado a comédia, usando como princípio a improvisação, onde times compostos por 3 a 4 jogadores/improvisadores disputam as melhores cenas criadas na hora com títulos e informações sorteadas da platéia. Com uma estrutura de jogo, com times, regras, árbitros e placar, onde os improvisadores fazem as melhores histórias, as cenas inesquecíveis e impossível de se repetir!

Dias 28 e 29 /12 – sábado e domingo às 21:00

Duração 90 minutos

Classificação :14 anos

Domingo – 29 de novembro de 2015

12:00 –14:00- debate – mesa redonda – com o tema .: FESTIVAIS E INTERCÂMBIOS

17:30 –IMPRÓBITOS –MEIGOS E MÓRBIDOS

Espetáculo de improvisação long form– da Cia de Teatro Contemporâneo.

Em meio à vida, nos deparamos com a morte. Impróbito–Meigos & Mórbidos, um novo espetáculo de improvisação de longo formato da Cia de Teatro Contemporâneo criado e dirigido por Rodrigo Amém, conta a história de uma morte, suas causas e consequências. A dramaturgia é toda desenvolvida pelo

elenco a partir das sugestões da plateia. O resultado é surpreendente e instigante, cômico e trágico, meigo e mórbido. 50 min. Recomendação: 16 anos.

Dia 29/12- domingo às 17:30

Duração 50 minutos

Classificação .: 14 anos

21:00 – CAMPEONATO INTERNACIONAL DE IMPROVISAÇÃO

Duração 90 minutos

Classificação :14 anos

Os ingressos para os espetáculos do Festival custam R$ 40,00 para cada espetáculo porém é possível comprar o PASSE FESTIVAL direto na SEDE DA CTC ou pela internet que dá direito à assistir a todos os espetáculos nacionais e internacionais por apenas R$ 72,00

O Rio de Janeiro tem recebido grandes eventos internacionais nos últimos anos. Precisamos fomentar novos eventos para que a cidade continue no circuito internacional e consiga se projetar cada vez mais a nível mundial. Criar um evento a nível internacional de teatro, baseado na comédia, para a cidade do Rio de Janeiro, como temos o Festival de Curitiba ou Angra dos Reis, pode contribuir ainda mais na manutenção do Rio de Janeiro no Circuito Internacional de eventos, e atraindo o turista com razoável condição econômica para a cidade e proporcionando um entretenimento de qualidade. Desta forma o projeto proporciona um grande intercâmbio cultural bem humorado entre o Rio de Janeiro e o mundo. O “Improv” conhecido no Brasil como “Impro” é uma linguagem moderna e diferenciada na cena brasileira que exige uma interferência do público sobre o que está acontecendo no palco de forma que a plateia se sente mais envolvida com o espetáculo e com as cenas.a linguagem e técnica do “Impro” tem bastante relevância no mundo com uma tradição bem sucedida LOSPLEIMOVIL ( Chile) LPI ( Buenos Aires), LOS PELAFUSTANES ( Córdoba) LIGA MENDONCINA DE IMPROVISACÍON ( Mendoza) entre muitos outros… Éuma forte tendência mundial na cena teatral contemporânea.

Juvenal, Pita e o Velocípede – Eu fui!

Assim como a maioria de nós, Juvenal guarda lembranças fortes e boas de sua infância. Brincadeiras, amigos…

Foto: apetecer. com

Foto: apetecer. com

Histórias que ficaram na memória e, hoje homem, quis compartilhar com todos que o visitaram no Teatro Maria Clara Machado, na Planetário da Gávea. Seu brinquedo favorito, o velocípede, e sua melhor amiga, Pita, estão presentes em todo o seu discurso, inclusive no título do espetáculo.

Seu meio de transporte/brinquedo preferido foi construído por seu tio, e com ele viveu as maiores aventuras com Pita. O ator Eduardo Almeida comanda o monólogo, que tem texto de Cleiton Echeveste e direção de Cadu Cinelli. Nele, conta os causos de sua infância. Isso interagindo com a plateia, predominantemente infantil. Mesmo que o artista não quisesse, seria sempre interrompido pelos gritinhos de “Quem é Pita?”.

Foto: apetecer.com

Foto: apetecer.com

Juvenal deixa esta questão no ar. Afinal, nós deveríamos saber pois, segundo o próprio, também tínhamos marcado com ela no mesmo local e horário que ele, e estávamos lá para isto. Matando ou não a curiosidade infantil (e adulta, por que não?), o espetáculo cumpre o papel de mexer com o imaginário infantil. O universo lúdico é muito bem explorado, com o personagem narrando suas aventuras ao lado da velha amiga, com quem perdeu o contato.

A tarefa de explicar quem era Pita provavelmente ficou com os pais, e não consigo imaginar como conseguiram esclarecer para os pequenos rs Mas é um tipo de programa que vale a pena investir para a criançada, pois desenvolve a imaginação. Consequentemente, criatividade e inteligência. E, assim, vão construindo suas histórias para, daqui a alguns anos, terem o que contar para as gerações seguintes.

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P.S.: Agradeço à Paula Catunda pelos convites

 

“Labirinto” no Oi Futuro do Flamengo

Os antigos mitos gregos oferecem várias versões do célebre embate entre Teseu e o Minotauro, consolidando um enredo que desde a sua origem vem sendo sucessivamente transmitido e reinventado e, mais recentemente, inspirou obras de autores como Nietzsche, André Gide, Gilles Deleuze, Julio Cortázar, Jorge Luis Borges e Sarah Kane. Com dramaturgia inédita de Alexandre Costa e Patrick Pessoa, o espetáculo Labirinto subverte inteiramente o enredo original do mito, dando voz aos personagens anônimos dessa história. Com direção de Daniela Amorim e codireção de Patrick Pessoa, a peça estreia no dia 27 de novembro, no Oi Futuro no Flamengo. A temporada seguirá até 20 de dezembro de 2015 e retornará em 2016, de 7 a 31 de janeiro, sempre de quinta a domingo.

Em 2013, a atriz Paula Calaes e o dramaturgo Pedro Kosovski deram início à ideia de realizar no teatro uma leitura contemporânea do mito do Labirinto. “Meu interesse pelo universo grego antigo vem de longe, do entusiasmo que os textos de Nietzsche e de tantos outros que foram inspirados por ele me despertam”, conta a atriz. Um primeiro esboço do projeto foi apresentado à diretora Daniela Amorim, que também se interessou pela ideia e convidou para integrar o grupo os atores Alcemar Vieira e Otto Jr., além dos filósofos Patrick Pessoa e Alexandre Costa, que assumiram a dramaturgia.

Dotado de corpo humano e cabeça de touro, o Minotauro é fruto indireto da desobediência de Minos, rei de Creta, perante o deus do mar, Poseidon: tendo-o favorecido na sua ascensão ao trono, o deus não vê Minos cumprir a retribuição exigida, o que desperta a sua ira. Com o auxílio de Afrodite, deusa do amor, Poseidon faz com que Pasífae, esposa de Minos, se apaixone irremediavelmente por um touro, com quem ela concebe o Minotauro. Filho da traição, a criatura torna pública a vergonha de Minos, que ordena, sob comando de Dédalo, a criação de um inextrincável labirinto para abrigá-la. A vitória obtida na guerra contra Atenas dá a Minos a oportunidade de sustentar o Minotauro: derrotados, os atenienses deveriam enviar anualmente 14 jovens como alimento para o monstro, símbolo da dominação política. Em uma dessas oportunidades, Teseu, filho do rei de Atenas, decide fazer parte da expedição com a intenção de matar o Minotauro e libertar sua cidade do jugo de Creta.

O espetáculo entrecruza as vozes jamais ouvidas dos 13 jovens que acompanharam Teseu ao labirinto de Creta com a do próprio herói (Teseu), de seu pai (Egeu), de sua namorada (Ariadne) e de seu algoz (o Minotauro). “A peça brota da necessidade de dar voz àqueles que nunca tiveram. Ela problematiza a ideia de heroísmo e joga luz sobre a importância dos coletivos na construção da história”, destaca Patrick. “A questão da legitimidade das dívidas públicas (o caso grego não poderia ser mais atual) e da irracionalidade de juros que sacrificam toda uma juventude se articula, em nosso texto, com uma reflexão sobre as múltiplas possíveis reações humanas diante de uma situação da qual aparentemente não há saída”, complementa Alexandre Costa.

A peça não tem a intenção de transpor integralmente para o palco o enredo do mito original, mas sim a de construir um ensaio teatral sobre a atualidade de suas questões. Assumindo o labirinto como uma grande metáfora da vida, a concepção da peça articula o viés político do mito com o existencial e apresenta diversos comportamentos possíveis – medo, dor, erotismo, lucidez – diante de uma situação extrema como aquela vivida por esses anônimos. O que pensamos, o que sentimos, como agimos quando convictos da iminência da morte?

O figurino do espetáculo é assinado por Paula Ströher. Para a ambientação cênica, Daniela Amorim convidou a artista Brígida Baltar, parceira criativa há muitos anos e responsável pela cenografia dos últimos espetáculos da diretora. Com iluminação de Renato Machado, o espaço cênico é indeterminado e claustrofóbico, servindo como suporte para os labirintos criados pela cena: “A palavra, a luz e a música formam uma teia de leituras e vozes, onde cada espectador precisará encontrar seus próprios caminhos”, explica Daniela. Rômulo Fróes, que assina a direção musical junto com Cadu Tenório, compôs canções inéditas para a montagem e para uma obra audiovisual que Brígida criou especialmente para o projeto, que estará em exposição no Oi Futuro no Flamengo durante a temporada.

DANIELA AMORIM – DIREÇÃO

Diretora de teatro e preparadora corporal, formada em Teoria do Teatro pela UNIRIO. Diretora artística do ECM Sérgio Porto desde 2010. Junto com Joelson Gusson, é criadora e diretora do Projeto_ENTRE (http://entresergioporto.com ). Formada em Teoria do Teatro pela UNIRIO, editou o site Novas Dramaturgias e tem publicações na Revista Questão de Crítica e no site IDança. Integrante fundadora do Coletivo Improviso, dirigido por Enrique Diaz, atuou em “Não olhe agora” (2005) e foi colaboradora em “Outro” (2010), espetáculos do coletivo exibidos em diversos países. Em 2012, dirigiu “Cine Gaivota”, texto de Emanuel Aragão, processo estreado no TEMPO Festival das Artes, e com temporada no Teatro do Parque das Ruínas. Foi indicada a prêmio na FITA 2013 pela preparação corporal do espetáculo “Os Mamutes”, texto de Jô Bilac e direção de Inez Viana. Em 2014, assina concepção e performance de “Carne”, projeto que conjuga artes visuais e teatro.

ALEXANDRE COSTA – PESQUISA E DRAMATURGIA

Professor adjunto do Departamento de Filosofia da Universidade Federal Fluminense (UFF) e membro do seu Programa de Pós-graduação em Filosofia. Pós-doutor em Filologia Clássica na Humboldt Universität zu Berlin. Ocupando-se da relação que o pensamento contemporâneo pode estabelecer com o pensamento e a cultura da Antiguidade, suas atividades como filósofo e criador empenham-se por uma crítica da cultura, transitando pelos campos da poesia e filosofia antigas, estética, ética e política. Em 2013, em parceira com Patrick Pessoa, publicou pela NAU Editora o livro A História da Filosofia em 40 Filmes. Em 2012, traduziu e adaptou, também em parceria com Patrick Pessoa, a peça Oréstia, de Ésquilo, para encenação dirigida por Malu Galli e Bel Garcia, cujo texto foi publicado em 2013 pela Editora Giostri.

PATRICK PESSOA – DRAMATURGIA E CODIREÇÃO

Professor adjunto do Departamento de Filosofia da UFF e membro do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da mesma Universidade. É editor da Revista VISO: Cadernos de Estética Aplicada e atua como crítico teatral na Revista Questão de Crítica. Em 2008, publicou “A segunda vida de Brás Cubas: A filosofia da arte de Machado de Assis”, finalista do Prêmio Jabuti de Teoria e Crítica Literária. Em 2013, em parceira com Alexandre Costa, publicou pela NAU Editora, o livro “A História da Filosofia em 40 Filmes”. Em 2011, trabalhou como tradutor, dramaturgista e ator na montagem da peça “Na selva das cidades”, de Bertold Brecht, dirigida por Aderbal

Freire-Filho. Em 2012, traduziu e adaptou, também em parceria com Alexandre Costa, “Oréstia”, de Ésquilo, para a encenação dirigida por Malu Galli e Bel Garcia, cujo texto foi publicado em 2013 pela Editora Giostri. Em 2014, em parceria com Marcio Abreu, elaborou a dramaturgia da peça “Nômades”, que cumpriu temporada no Teatro Poeira. Em 2015, o texto de “Nômades” foi publicado pela editora Cobogó.

FICHA TÉCNICA

Labirinto

Direção: Daniela Amorim

Codireção: Patrick Pessoa

Texto: Alexandre Costa e Patrick Pessoa

Colaboração dramatúrgica: Pedro Kosovski

Ideia original: Paula Calaes

Elenco: Alcemar Vieira, Otto Jr e Paula Calaes

Orientação teórica: Alexandre Costa

Assistente de direção: Tomaz Gama

Ambientação cênica: Brígida Baltar

Figurino: Paula Ströher

Visagismo: Rafael Fernandez

Iluminação: Renato Machado

Direção musical: Romulo Fróes e Cadu Tenório

Programação visual: Felipe Braga

Preparação corporal: Antonio Rodrigues e Carol Franco

Fotografia: Andrea Nestrea

Direção de produção: Rossine A. Freitas

Produção executiva: Flavia Cândida

Assistente de produção: Romário Marques

Produção: Allure Filmes e Produções Artísticas Ltda.

SERVIÇO

Espetáculo: Labirinto

Temporada: 27 de novembro a 20 de dezembro de 2015. 7 a 31 de janeiro de 2016.

Local: Oi Futuro (R. Dois de Dezembro, 63 – Flamengo)

Informações: (21) 3131-3060

Dias e horários: Quinta a domingo, às 20h.

Capacidade: 63 lugares

Duração: 60 minutos

Classificação indicativa: 16 anos

Gênero: Drama

Ingressos: R$10 (meia) e R$20 (inteira)

“Mágico de Oz” no Glauce Rocha

Devido ao grande sucesso, o musical volta aos palcos para temporada especial de final de ano, com valor promocional para toda a família no Teatro Glauce Rocha: R$10.

Crianças e adultos são levados até Oz e se divertem com os personagens clássicos da história e suas músicas. E são surpreendidos pelas novidades cênicas, como os óculos mágicos e o castelo de esmeraldas que surge ao olhar de todos no palco. O musical surpreende o espectador com as inovações cênicas, mexendo com o imaginário das crianças e adultos, fazendo a plateia rir e se emocionar com esse grande clássico.

O “Mágico de Oz” é um grande espetáculo, recheado de músicas que foram tiradas do clássico com novos arranjos e gravações. E a direção fica por conta de Cristiane Sanctos, que hoje é uma referência de Teatro Infantil no Rio de Janeiro.

Sinopse

A peça conta a história da menina Doroty que foi levada a Terra de Oz por um tornado. Para voltar para casa, a menina, com auxílio de um espantalho, homem de lata e um leão, precisa encontrar o poderoso Mágico de Oz, único capaz de mandá-la de volta para o lugar de origem. Porém precisa enfrentar a Bruxa Má do Oeste para conseguir este retorno.

Acessibilidade: projeto Em Cena Para Todos terá sessões com audiodescrição

Acessibilidade para todos – Dia 28 de novembro será o dia da acessibilidade no Teatro Glauce Rocha. Além da interpretação em Libras, que já acontece em todas as sessões do projeto Em cena Para Todos, o público também poderá contar com audiodescrição. A primeira peça com o serviço será o infantil “O Mágico de Oz”. E, à noite, “Cenas de Um Casamento”.

“Audiodescrição é o recurso que permite a inclusão de pessoas cegas como espectadoras de peças, filmes, novelas, óperas, ou seja, qualquer manifestação artística. Isso porque programas de ficção têm muitas informações nas imagens e a intenção é fazer com que as pessoas que não veem não as percam”, define a atriz e audiodescritora Graciela Pozzobon, que será a responsável pelas sessões com audiodescrição do projeto Em Cena Para Todos.

Sobre a ocupação “Em Cena Para Todos” 

Idealizado pela produtora carioca Ymbu Entretenimento, o projeto “Em cena para Todos” visa à ocupação e promoção do Teatro Glauce Rocha com espetáculos e artistas renomados, além de, novos talentos das artes cênicas no país. O projeto prevê ainda oficinas de Artes Cênicas, Teatro para Jovens, Expressão corporal e dramaturgia. O objetivo é dar oportunidade a artistas já formados, e ainda, novos candidatos a seguir a profissão de ator/atriz. Um diferencial é a oficina de Teatro para Jovens, com diretores especializados e com sucessos em cartaz dentre o público.

“Este projeto foi contemplado pela Fundação Nacional de Artes – FUNARTE no edital de Ocupação do Teatro Glauce Rocha 2015”

SERVIÇO: 

O Mágico de Oz

Autoria e direção: André Lamare e Cristiane Sanctos

Elenco: Alan Di Moura, Aly Moreira, Cristiane Sanctos, Luciana Albertin, Luciana Boeira, Matheus Marques, Pedro Natividade e Tiago Atzevedo.

Local: Teatro Glauce Rocha – Av. Rio Branco, 179 – (21) 2220-0259.

Data: 28 e 29/11

Sessão com audiodescrição: 28/11

Horário: sábados e domingos às 16h.

Ingresso: R$ 10,00 (inteira)

Classificação: livre

Duração: 60 minutos

Gênero: Drama

Capacidade: 202 Lugares

Espetáculo de dança “4TX” na Arena Jovelina Pérola Negra

No espetáculo “4TX” um coletivo de bailarinos e músicos profissionais realizará experiências analógico-digitais usando passos de sapateado em diferentes matérias: líquidas, sólidas, viscosas, granulares, gerando texturas sonoras variáveis. As apresentações serão no dia 27/11, às 15h, e, às 19h, respectivamente.

Os sons captados servirão de parâmetros diferenciais na geração de imagens através de processamento de dados em tempo real, software livre e ferramentas de código aberto. Flávia Costa e Negalê Jones são os idealizadores do projeto. Flávia foi integrante da Intrépida Trupe por nove anos e atuou nos espetáculos Sonhos de Einstein, Metegol, 1000 Tempos e Projeto Coleções. Negalê é músico, percussionista e criador do laboratório de arte sonora e tecnologia Eletronica Naïf.

Ficha técnica:
Idealização: Flávia Costa e Negalê Jones
Direção: Flávia Costa
Direção musical e tecnologia: Negalê Jones
Corpo de dança: Flávia Costa e Lucas Santana
Produção Executiva: Cida de Souza e Flávia Costa

Serviço:
Espetáculo de dança “4TX”
Dia: 27/11, às 15h, e, às 19h
Entrada gratuita
Local: Arena Jovelina Pérola Negra
Endereço: Praça Ênio, s/n, Pavuna
Tel: (21) 2886-3889
Classificação livre
A Arena possui acesso para deficientes físicos e estacionamento gratuito

“Fios do Tempo” no Teatro Cacilda Becker

Nos dias 26, 27 e 28 de novembro o Teatro Cacilda Becker recebe “Fios do Tempo”. O espetáculo da Cia da Ideia é dirigido por Sueli Guerra e engloba duas coreografias inéditas: “Fios do Tempo” e “Um botão e Duas Rosas”. Na primeira parte, a coreografia “Um botão e Duas Rosas”, traz à tona as lembranças da infância, bem como as esperanças e anseios sobre o que o futuro reserva ao jovem artista. A coreografia faz uma viagem no tempo para trazer de volta temas como o primeiro amor, os medos, as ilusões, as dúvidas e angústias sobre as incertezas do futuro.

A segunda parte traz a coreografia “Fios do Tempo” de Edney D´Conti,  que aborda questões como: “É o tempo que passa ou somos nós que passamos?”; “O desejo acaba?”; “O que está dentro não é o mesmo que está fora?”; “O que ou pra onde devemos seguir?”, além de tantas outras dúvidas que constantemente surgem e colocam em “xeque” essa nova-velha sociedade que está despontando.

No dia 29 de novembro o Projeto EluzArtes (Vitoria, ES) leva para o Cacilda a montagem “Somos”. O espetáculo tem como ponto de partida composições de Dori Sant’Ana, as quais utilizam elementos e estilos musicais brasileiros. A obra cênica explora, ou “brinca”, com questões de identidade, ou seja, quem “somos” nós – integrantes do Projeto EluzArtes – em nosso aqui e agora?

– Fios do Tempo

FICHA TÉCNICA

– Fios do Tempo

Coreografia: Sueli Guerra

Performance: Sueli Guerra, Rafaela Amado, Edney D’conti, Alessandro Brandão

Um Botão e Duas Rosas

Coreografia: Edney D’conti

Performance: Edney D’conti, Olívia Vivone, Andréia Pimentel, Carlos Magno

e Mery Horta

Direção e Idealização: Sueli Guerra

Iluminação: Paulo César Medeiros

Cenografia: Heloísa Bulcão

Trilha Sonora Original: Rodrigo Russano

Assistente de Produção: Silvana Didonet

Direção de Produção: Canteiro de Ideias e Ana Carbatti Produções

 

SERVIÇO

Data: 26, 27 e 28 de novembro

Local: Teatro Cacilda Becker

Endereço: Rua do Catete 338, Largo do Machado, RJ (Acesso ao palco facilitado para deficientes físicos. Próximo a Estação Largo do Machado do Metrô)

Dias e horários: sexta e sábado às 20h e domingo às 19h

Informações: 2265-9933

Ingresso: R$20,00 – meia R$10,00

Capacidade: 70 lugares

Duração: 60 min

Classificação etária: Livre

– Somos

 

FICHA TÉCNICA

Criação coletiva e apresentação:  Projeto EluzArtes – Eluza Santos, Maria Helena Braga, Dori Sant’Ana

Direção: Eluza Santos

Música: Dori Sant’Ana

Assistência Técnica: Edgard Barbosa

 

SERVIÇO

Data: 29 de novembro

Local: Teatro Cacilda Becker

Endereço: Rua do Catete 338, Largo do Machado, RJ (Acesso ao palco facilitado para deficientes físicos. Próximo a Estação Largo do Machado do Metrô)

Dias e horários: domingo às 19h

Informações: 2265-9933

Ingresso: R$20,00 – meia R$10,00

Capacidade: 70 lugares

Duração: 40 min

Classificação etária: Livre

 

“Meu Natal Favorito” no Shopping Metropolitano Barra

Em novembro, o Shopping Metropolitano Barra entra no clima do Natal com o evento infantil Mundinho Kids. A criançada poderá interagir e se divertir com as apresentações. No dia 29, os personagens mais famosos do momento, os Minions, animarão os pequenos na peça “Meu Natal Favorito”. O evento é gratuito e ocorre em todos os domingos do mês, às 18h.
Programação Mundinho Kids:
29/11 – Meu Malvado Favorito, especial de Natal (Espetáculo)

Com muita comédia e aventura, os Minions e os personagens do filme Meu Malvado Favorito animarão a criançada com a peça “Meu Natal Favorito”. Quando o maior vilão história, Gru, recebe a visita de três crianças: Margo, Edith e Agnes, ele começa a se tornar uma pessoa melhor. Com a ajuda dos famosos minions, Gru estava preparando sua Primeira ceia de Natal para esperar a chegada do Papai Noel e, de repente, sua filha adotiva mais velha, Margô, é sequestrada. Eis que surge o “amigo” Vetor e a única chance de Gru, recuperar Margõ, é se aliando a Vetor e voltar a ser malvado. Como será que Gru sairá dessa?

SERVIÇO:
Dias: 29 de novembro às 18h
Local – Segundo piso (próximo ao cinema)
Duração – aproximadamente 50 minutos
Endereço – Av. Embaixador Abelardo Bueno, 1.300 – Centro Metropolitano – Barra da Tijuca – Rio de Janeiro.

“Poropopó” faz sua última semana no Teatro Eva Herz

Última chamada para o expresso da magia do circo. O espetáculo “Poropopó” (R$ 20,00 inteira) faz sua última apresentação da temporada neste sábado, 28, às 16h. André Garcia levou para os palcos a esposa Ludmilla Silva, e os filhos, Alice, de três anos e Pedro, de 10, que atuam ao seu lado, formando a trupe “Será o Benidito?”. Os jovens palhaços comprovam que na família Garcia Alvez ninguém nasce. Vir ao mundo é apenas a estreia de uma trajetória, que começa em cima do tablado. O infantil, destinado para toda família, se apresenta no palco do Teatro Eva Herz, na Rua Senador Dantas, 45 (subsolo da Livraria da Cultura).

Um dos grandes desafios dos pais do mundo contemporâneo é equilibrar a atenção ao lar com a vida profissional. André Garcia driblou esse dilema, sem prejudicar nenhum dos lados. Para conciliar a realização pessoal com a profissional, há 20 anos, ele abandonou a rotina de bancário e, resolveu mudar de vida. Trocou as agências pelos aplausos da plateia. Virou palhaço de apresentações ao ar livre.

Os filhos de André e Ludmilla herdaram dos pais a paixão pela arte. O ator garante que não existe cobrança com os pequenos. “Não tratamos como uma responsabilidade, tratamos como algo sem compromisso. Se ele ou ela não estiverem com vontade de entrar em cena, não tem problema. O nosso fazer é o prazer e a diversão de estarmos de juntos. Não queremos que se sintam forçados ou obrigados”, diz André, que no espetáculo se transforma no Palhaço Migué.

Largar o emprego fixo para se dedicar a arte, pode até ter sido tarefa difícil. Mas hoje, para quem tinha uma rotina estressante do dia a dia de uma agência bancária, André não se arrepende da troca de profissão e garante que o prazer de trabalhar com a família é o que o move.  “O que sinto é a satisfação de ter essa oportunidade de estar juntos com a minha família mais tempo e ainda ser divertido. O que eu quero é aproveitar essa maravilhosa oportunidade que, sem pretensão, aconteceu e nos deixa unidos e felizes, além de estarmos em família e provar que o maior presente é estar com quem você ama”, afirma o ator.

Quem vê a palhaço Tony Pastel, logo percebe a desenvoltura do menino de 10 anos, que dá seus primeiros passos nos palcos. O garoto assimila os esquetes, entende a dinâmica da peça, e participa bastante do desenrolar da história. Segundo o pai, os atores mirins adquiriram a paixão pela arte de forma natural, e revela um desejo de Pedro, comum a quase todo menino brasileiro. “Ele já falou algumas vezes de fazer a faculdade de artes cênicas ou de música. Mas ainda é apaixonado pelo futebol e sempre diz que vai ser jogador”, comenta André.

Poropopó apresenta números de palhaço e mantém vivo o jogo cômico, revivendo as cenas do circo tradicional. Com piadas, reprises de palhaços e números circenses, os personagens entram sempre querendo revelar um humor ingênuo. Uma grande brincadeira e diversão para crianças e adultos com espírito infantil.

Sobre a Companhia ‘Será o Benidito!?’

A companhia ‘Será o Benidito!?’ está desde 2002 buscando, com trabalhos de pesquisa, estudos e análise de textos e autores, o verdadeiro teatro popular brasileiro. O idealizador do grupo, André Garcia, tem como base o teatro de rua, circo, performances, cultura oral e criações coletivas, levando uma linguagem direta e clara, de identificação imediata com os espectadores de qualquer idade ou classe.

Serviço:

Local: Teatro Eva Herz – R. Senador. Dantas, 45 – Centro – Rio de Janeiro/RJ (Subsolo da Livraria Cultura).

Temporada: Sábado, dia 28, às 16h.

Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia entrada).

Horário de funcionamento da bilheteria: Terça a Sábado, das 14h às 21h – Tel.: (21) 3916-2600

Duração: 50 minutos.

Classificação: Livre.

“Calango Deu! Os CAusos da Dona Zaninha” dia 23, no Teatro Poeira

Em comemoração aos três anos de montagem, a comédia “Calango Deu! Os Causos da Dona Zaninha” fará uma apresentação única no próximo dia 23 de novembro, às 20h30, no Teatro Poeira, com 80% da renda revertida em donativos para as vítimas do acidente em Mariana – MG e região.

Baseado na cultura popular mineira, o espetáculo indicado a oito categorias ao prêmio FITA 2015, recebeu os prêmios de melhor atriz para Suzana Nascimento e melhor cenário para Desirée Bastos. O monólogo de Suzana Nascimento foi construído ao longo de cinco anos de uma pesquisa que abrange vocabulário, hábitos, histórias, músicas, crenças; enfim, uma grande celebração à sabedoria popular.

Dona Zaninha é uma guardiã desses ricos acervos de memórias – uma genuína contadora de causos, hilária por seu jeito e seu linguajar, mas profunda com suas “sabências” sobre o Tempo. Além de contar surpreendentes causos de amor, de assombração, de padres e beatas, de “sem – vergonhice”, a personagem também convida a plateia a cantar com seu bandolim, enquanto ensina uma receita ou simpatia. Entre um cafezinho e uma boa cachaça mineira, Dona Zaninha nos conduz a outras paragens, verídicas – da atriz mineira e seus relicários – ou fantasiosas, mas recheadas de humor, poesia e memória.

“Esse trabalho é uma homenagem a Minas Gerais e nessa noite vamos celebrar as nossas histórias. Este projeto nos deu muitas alegrias nesses três anos, muitas descobertas artísticas e humanas. E queremos retribuir de alguma forma. O mínimo que podemos fazer é oferecer uma sessão para as vítimas de Mariana, Minas Gerais. Até por que podem nos tirar casa, comida, tudo, mas as nossas histórias ninguém pode tirar.” Suzana Nascimento

Trailer da peça: http://www.youtube.com/watch?v=kzWFCz8zJrA

Trechos do espetáculo: http://vimeo.com/77621490

SERVIÇO

“Calango Deu! Os Causos da Dona Zaninha”

Data: 23 de novembro de 2015

Horário: 20h30

Local: Teatro Poeira

Endereço: Rua São João Batista, 104 – Botafogo – Telefone: (21) 2537-8053

Capacidade: 182

Classificação: 14 anos

Duração: 90 minutos

Ingressos: R$40,00 (inteira) e R$20,00 (meia) com 80% da bilheteria convertida em donativos para as vítimas de Mariana – Minas Gerais

FICHA TÉCNICA

Texto, atuação e direção musical: Suzana Nascimento

Direção: Isaac Bernat

Cenário e Figurino: Desirée Bastos

Direção de movimento: Marcelle Sampaio

Preparação e supervisão musical: Pedro Amorim

Iluminação: Aurélio de Simoni

Fotografia: Lara Cosan

Projeto gráfico: Raquel Alvarenga

Participações nas fotos: Maria Mirabel

Administração do projeto: Amanda Cesarina

Produção Executiva: Gabriel Salabert

Direção de Produção: Aline Mohamad

Realização: Luminis Produções Artísticas

“Marco Zero” na Caixa Cultural

A partir de 27 de novembro (estreia para convidados no dia 26/11), a Caixa Cultural Rio de Janeiro recebe a estreia nacional do espetáculo “Marco Zero”, de Neil LaBute, com direção de Ivan Sugahara e Idealização de Tárik Puggina, inédito no Brasil e pela primeira vez traduzido para a língua portuguesa. O título original, “The Mercy Seat”, cuja tradução mais literal seria ‘Confessionário’ ou ‘Banco de Misericórdia’, em português diz pouco do que trata a peça. A escolha do título Marco Zero remete a algumas simbologias: é como ficou conhecido o local onde antes se localizavam as torres, simbolizando a superação americana; é o momento da vida pessoal no qual cada personagem encontra-se, afinal suas vidas estão em vias de tomar um novo rumo; e é o marco zero da relação do casal, que é passada a limpo em cena.

O espetáculo – com montagens em Nova Iorque (estrelado por Liev Shcreiber e Sigourney Weaver), Londres e Lima (Peru) – se passa na madrugada do dia 12 de setembro de 2001, menos de 24h após a queda das torres do World Trade Center, em Nova Iorque, em um apartamento com vista para o famoso arranha céu, onde se encontram Ben Harcourt e Abby Prescott, vividos por Tárik Pugina e Letícia Isnard. Esse é o pano de fundo da peça e o combustível desencadeador da trama. Segundo o próprio autor – que pensou no texto logo após a tragédia do 11 de setembro quando teve seu vôo de Chicago para Nova York cancelado e teve que tomar fazer uma viagem de 21h de trem –, ele queria “examinar o ‘marco zero’ de nossas vidas, aquele buraco em nós que tentamos tapar com roupas da GAP, com colônia Ralph Lauren, com bolsas da Kate Spade. Por que estamos tão dispostos a correr cem quilômetros para fugir de, simplesmente, dizer a alguém, ‘eu não sei se te amo mais’? Porque Nikes são baratos, correr é fácil, e honestidade é a moeda mais dura e fria do planeta.”.

De acordo com Tárik Puggina, que descobriu esse texto ao acaso e cuja ironia crítica de LaBute sobre os próprios americanos e sua cultura individualista e consumista, que tão bem poderia retratar a realidade brasileira, despertou seu interesse em fazer essa montagem aqui, Neil retrata personagens amorais que destorcem a realidade para atingir seus próprios

objetivos. “Como ator, eu me questiono até que ponto somos capazes de ir em busca de nossos objetivos de vida, de nossos sonhos? Até onde vale a pena trilhar? Quais os limites do personagem? E os meus? O que será que me faria mais feliz: um imenso sucesso profissional ou uma casa simples a beira mar em algum lugar escondido desse grande caos ‘des-civilizatório’ que vivemos nas grandes cidades?”, afirma Puggina.

SOBRE A MONTAGEM

Desde 2010, com “Sade em Sodoma”, de Flávio Braga, que é uma adaptação atual da obra do Marquês de Sade, “Os 120 dias de Sodoma”, Tárik Puggina vem pesquisando – e apresentando – textos e autores contemporâneos que tragam questionamentos sobre alguns “ismos”: o individualismo, o egoísmo, o consumismo desenfreado e seus desencadeamentos em neuroses individuais e mesmo sociais. Se em “Sade em Sodoma” o texto discutia todo tipo de excessos e exageros, como as compulsões sexuais; em “Preciso Andar” (2014), de Nick Payne, havia uma discussão da liquidez do amor (termo cunhado por Zygmunt Bauman sobre a fragilidade dos afetos e laços humanos) em tempos de internet e sua velocidade de informação acelerada; em “Marco Zero”, traz-se a discussão sobre um egoísmo latente mesmo em uma situação que deveria ser de altruísmo mundial. No meio de uma ameaça de guerra eminente, os personagens entram em uma discussão acalorada sobre seu relacionamento amoroso. Em comum esses projetos tem, além dos questionamentos e a contemporaneidade, a direção de Ivan Sugahara e a idealização de Tárik Puggina.

Em Marco Zero, Neil LaBute questiona o ‘momento oportuno’, aquele onde, definitivamente, se pode decidir sobre um novo rumo para a vida. Diálogos entre os sexos, sobre quem tem o poder, quem controla a relação, o que significa a relação sexual e o amor. Os personagens questionam: se, neste momento, você pudesse dar um novo rumo à sua vida e qual seria ele? A peça leva os personagens ao limite desse questionamento. Sem meios-termos, os personagens se veem obrigados a revelar sua verdadeira face, provavelmente eclipsados pelo desastre que os rodeia. Acostumado a escrever peças que abordem assuntos amorais e inquietantes, cujo foco está no desespero que muitas vezes está por trás de atos violentos e sádicos, que todos os dias enchem a primeira página dos jornais, o dramaturgo é motivado em sua escrita por um forte senso de moralidade. “O grande bem pode vir de mostrar uma grande maldade”, afirma o Labute.

No elenco apenas dois atores, Letícia Isnard e Tárik Puggina, dirigidos pelo também parceiro de longa data, Ivan Sugahara. Letícia e Ivan fazem parte da premiada cia. Os Dezequilibrados, que é produzida por Tárik desde 2011 quando, juntos, realizaram “A Estupidez”, de Rafael Spregelburd, espetáculo que rendeu à Letícia a indicação ao Prêmio Shell de Melhor Atriz. Afastada da televisão e do teatro por conta de sua gravidez, a atriz retorna ao teatro carioca com o drama de LaBute. E também se prepara para voltar à TV. Ela estará no elenco da próxima novela das onze da TV Globo, “Liberdade, Liberdade”, de Márcia Prates e direção de Vinícius Coimbra.

Para atriz Letícia Isnard, Marco Zero é um ponto de mudança, de recomeço, o momento-chave em que a nossas escolhas definem todo o nosso futuro, onde o acaso gera oportunidades inesperadas, nos colocando diante de decisões absolutamente determinantes. “Sempre me interessei por esse segundo de suspensão antes da decisão que compromete toda a nossa vida. Quantas vidas temos em uma? Quantos futuros desperdiçamos a cada acaso que nos atravessa, a cada escolha que fazemos?”, afirma a atriz.

SINOPSE

A peça, escrita em 2002, foi uma das primeiras respostas artísticas ao ataque às Torres Gêmeas do World Trade Center (WTC), em 11 de setembro de 2001, dia em que a espetáculo se desenrola, tendo o trágico episódio como pano de fundo da trama. Ben Harcourt (Tárik Puggina) trabalha próximo ao WTC, mas falta ao trabalho no dia da tragédia porque está na casa de sua amante, Abby Prescott (Letícia Isnard), que é também sua chefe. Na televisão imagens do dia caótico não param de passar. O telefone de Ben não para de tocar, e ele não consegue se decidir se atende ou não a chamada de sua esposa. Ele apodera-se dos efeitos do ataque terrorista como uma oportunidade para começar uma nova vida com sua amante e para fazer sua esposa e filhos acreditarem que ele morreu como um herói nos ataques às Torres Gêmeas.

Em um momento de tragédia internacional, o mundo muda em uma simples manhã. Um homem e uma mulher exploram as opções agora disponíveis para eles em uma existência diferente da que eles tinham vivido no dia anterior. É possível ser oportunista em um momento de altruísmo universal? O mundo pede a misericórdia dos terroristas e ambos buscam a misericórdia e a compaixão um do outro.

FICHA TÉCNICA

Texto: Neil Labute

Tradução: Gustavo Klein

Direção: Ivan Sugahara

Co-direção: Simone Beghinni

Elenco: Leticia Isnard e Tárik Puggina

Direção de produção: Aline Mohamad

Produção executiva: Amora Xavier

Cenário: Aurora dos Campos

Figurino: Flávio Souza

Direção musical: Rodrigo Lima

Iluminação: Paulo Cesar Medeiros

Fotos: Dalton Valério

Marketing Digital: Laura Limp

Projeto gráfico: Luciano Cian

Administração financeira: Amanda Cezarina

Realização: Nevaxca Produções

Idealização: Tárik Puggina

SERVIÇO

Estreia para convidados: 26 de novembro, às 19h

Temporada: 27 de novembro a 20 de dezembro

Local: Caixa Cultural Rio de Janeiro – Teatro de Arena (Av. Almirante Barroso, 25 – Centro)

Telefone: (21) 3980-3815

Horário: terça a domingo, às 19h. Em dezembro, sessão extra nos dias 12 e 19 (sábado), às 17h.

Ingressos: R$20,00

Gênero: Drama

Duração: 75 minutos

Capacidade: 170 lugares

Classificação: 16 anos

Bilheteria: a partir das 10h

CURRÍCULOS

NEIL LABUTE

Neil LaBute (52 anos) é um importante e conceituado dramaturgo, roteirista e cineasta norte-americano. Já recebeu o prêmio Independent Spirit Awards, na categoria de Melhor Filme, por “Na companhia de homens” (1997). Já teve diversas peças montadas no Brasil, entre elas: “Restos”, que foi estrelada por Antônio Fagundes, com direção de Marcio Aurelio, em 2009; “Baque”, dirigida por Monique Gardenberg, com Deborah Evelyn, Emílio de Mello e Carlos Evelyn, em 2005; “Gorda”, dirigida no Brasil pelo argentino Daniel Veronese, com Fabiana Karla, “Aquelas Mulheres”, dirigida por Flavio Tambellini, com Pedro Bricio, Paula Braun, Larissa Maciel, Lorena da Silva, e “A Forma das Coisas”, que foi dirigida por Guilherme Leme, ambas em 2010; e “Razões para ser bonita”, com a Ingrid Guimarães e o Marcelo Faria, dirigida por João Fonseca, em 2012 – 2015.

IVAN SUGAHARA

Diretor da cia. Os Dezequilibrados, encenou mais de 40 peças, em 18 anos de carreira. Recebeu os prêmios Cesgranrio de Melhor Espetáculo por Fala comigo como a chuva e me deixa ouvir (2014), de Tennessee Williams; e Qualidade Brasil de Melhor Diretor e Espetáculo por Notícias Cariocas (2004), montagem da Cia. dos Atores que co-dirigiu com Enrique Diaz. Foi três vezes indicado ao Prêmio Shell de Melhor Direção. Dirigiu a cerimônia do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro em seis edições. Em 2015, fez a direção e a dramaturgia de Beija-me como nos livros. Em 2014, também escreveu e dirigiu, em parceria com Gustavo Damasceno, Cabaré Foguete; e encenou Amores, de Domingos Oliveira; e Preciso Andar, de Nick Payne.

Nos últimos anos dirigiu Sarau das Putas, que escreveu com Renata Mizrahi e Vitor Barbarisi; Pacto, musical de Stephen Dolginoff; Tarja Preta, de Adriana Falcão; Michael e Eu, de Marcelo Pedreira; A Serpente, de Nelson Rodrigues; Antes que você me toque, que escreveu em parceria com Claudia Mele; A Estupidez, de Rafael Spregelburd; Mulheres Sonharam Cavalos, de Daniel Veronese; Terra do Nunca e Tudo que existe entre nós, de autoria própria, ambas com estréia em Portugal na Mostra Internacional de Teatro de Oeiras; Tempo de Solidão, de Márcia Zanelatto; Blitz, de Bosco Brasil; Sade em Sodoma, de Flávio Braga; Play, de Rodrigo Nogueira; Pelo amor de Deus, não fala assim comigo!, de Maria Carmem Barbosa; Sem Ana, de Caio Fernando Abreu; e Memória Afetiva de um Amor Esquecido, de Rosyane Trotta. Atualmente, é responsável pela direção artística e curadoria da SEDE DAS CIAS, localizada na Escadaria Selarón, na Lapa (Rio de Janeiro).

LETÍCIA ISNARD

Em televisão ficou conhecida com o personagem Ivana da novela Avenida Brasil. De 2012. Em seguida já entrou na novela Sangue Bom. Fez parte do elenco fixo do programa Minha Nada Mole Vida (2006 – 2007), da novela Beleza Pura (2008) e da minissérie Afinal, o que querem as mulheres? (2010).

Em 2011/2012 traduziu as peças argentinas A Estupidez, de Rafael Spregelburd, com a cia Os Dezequilibrados – foi indicada ao Prêmio Shell de Melhor Atriz -, e Mulheres Sonharam Cavalos, de Daniel Veronese. Ambas foram dirigidas por Sugahara.

Foi bailarina clássica e contemporânea profissional. Bacharel em Ciências Sociais na PUC-RJ, é Mestre em Sociologia pelo IFCS/UFRJ.

Integrante da cia. Os Dezequilibrados, dirigida por Ivan Sugahara, esteve nos seguintes trabalhos: Últimos remorsos Antes do Esquecimento (2007), de Jean-Luc Lagarce; Dilacerado (2004), de Daniela Pereira de Carvalho; Bonitinha, mas ordinária (2001), de Nelson Rodrigues. Em teatro atuou em dezenas de espetáculos.

TÁRIK PUGGINA

Nascido em Porto Alegre, graduou-se em Artes Cênicas pela UNIRIO em 2005. Em 2010 fez um workshop com Gerald Thomas em Londres, juntamente com a atriz Guta Stresser, para preparação do espetáculo “Sade em Sodoma. De 2010 a 2013 esteve em cartaz ou circulando com o espetáculo Sade em Sodoma, de Flávio Braga e direção de Ivan Sugahara. O espetáculo foi idealizado e realizado pelo ator.

Em 2014 idealizou e atuou em “Preciso Andar”, de Nick Payne e direção de Ivan Sugahara. Participou da montagem carioca da ópera “O Empresário”, de Wolfgang Amadeus Mozart, pela Companhia Experimental de Ópera, com direção e regência de Wendell Kettle (Teatro da Justiça Federal – RJ). Atuou no espetáculo “O Velho da Horta”, de Gil Vicente, pela Companhia Pequod de Teatro de Animação, dirigido por Miguel Velinho (Teatro CCSP – Centro Cultural São Paulo). Esteve em cartaz com Charo y Paco: Aventura no Tempo das Caravelas, de Carlos Henrique Casanova, texto premiado pela Funarte.

Leituras no Seleção Brasil em Cena

Entre os dias 21 de novembro e 06 de dezembro, a 7ª edição do concurso nacional de dramaturgia Seleção Brasil em Cena apresenta o ciclo de leituras dramatizadas das 12 peças finalistas, sendo todas inéditas. Com patrocínio do Banco do Brasil, as leituras serão realizadas nas unidades do CCBB participantes – Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília – com entrada franca. O site do projeto (www.selecaobrasilemcena.com.br) recebeu 265 textos de 13 estados e do Distrito Federal. O gênero infantojuvenil foi incluído nesta edição.

No Rio, as leituras serão dirigidas por César Augusto, Guilherme Leme Garcia e Victor Garcia Peralta. Na capital mineira, foram convidados Cida Falabella, Eid Ribeiro e Marcelo Bones. Em Brasília, o ciclo será conduzido por Fernando Guimarães, da dupla Irmãos Guimarães; Jonathan Andrade e Adair de Oliveira. Cada diretor convidado ficará responsável por conduzir quatro leituras, que serão feitas com alunos de teatro da cidade.

Durante o ciclo de leituras dramatizadas, os diretores convidados e o público vão eleger os três grandes vencedores. O resultado será divulgado no dia 06 de dezembro no site do concurso. Os autores terão como prêmio suas montagens patrocinadas pelo Banco do Brasil nos teatros das unidades do CCBB do Rio, Belo Horizonte e Brasília, a partir de março do ano que vem. Nesta edição, as inscrições foram feitas somente pelo site do projeto. O sistema de cadastramento on-line vai gerar um banco de textos – as peças finalistas ficarão disponíveis para leitura.

As 12 peças selecionadas são de três estados (um a Bahia, três de São Paulo e oito do Rio): A tropa, de Gustavo Pinheiro; Algum lugar onde nunca estive, de Bernardo Florim; Com as mãos vazias, de Edih Longo; Elas, de João Rodrigo Ostrower; Maioridade, de Flávio Goldman; Mandíbula, de Roberval Tamanho; Na real, de Rogério Corrêa; Obra do acaso, de Flavio Freitas; Princípios transgredíveis para amores precários, de Thales Paradela; Projeto Stockton, de Carol Rainatto; Sobre cordeiros, navalhas e dentes-de-leão, André Luis Silva; e Um caminho para Sara, de Thales Paradela.

Os jurados da 7ª edição – Os inscritos foram avaliados por uma comissão

julgadora formada por profissionais do setor de artes cênicas do Rio, Belo Horizonte e Brasília. O júri só conheceu os nomes dos autores após a escolha dos 12 finalistas. O júri é formado por: Beatriz Radunsky (jornalista, curadora, gestora cultural e idealizadora de projetos culturais), Felipe Vidal (diretor teatral, ator, dramaturgo e tradutor), João Coelho (produtor e gestor cultural), Luciana Eastwood Romagnolli (jornalista, crítica e pesquisadora de teatro), Sérgio Coelho Pinheiro (ator, autor e diretor teatral, promotor cultural e produtor), Sergio Fonta (escritor, ator e diretor), Shala Felippi (jornalista, atriz, diretora, roteirista e diretora de imagens), Sergio Maggio (crítico, curador e pesquisador teatral) e Soraya Belusi (jornalista, pesquisadora e crítica teatral).

Oficinas e banco de textos – Como parte do projeto de estimular o fomento à nova dramaturgia, a formação de plateia e a visibilidade de novos criadores, o Seleção Brasil em Cena promove “Oficinas de dramaturgia” ministradas por importantes dramaturgos brasileiros. Nesta edição, as oficinas acontecerão em São Paulo (SP), Campinas (SP), Palmas (TO) e no Rio de Janeiro (RJ).

A história do projeto – Desde sua criação em 2006, o Seleção Brasil em Cena já recebeu mais de 1.400 textos de autores de todo o Brasil. As leituras dramatizadas foram dirigidas por expressivos nomes do teatro brasileiro contemporâneo: Moacir Chaves, Ivan Sugahara, Gilberto Gawronski, Stella Miranda, Paulo de Moraes, André Paes Leme, Inez Viana, entre outros. Ao longo de seis edições, quase 300 atores indicados por escolas de teatro participaram das leituras e encenações.

Os vencedores das edições anteriores – A tragédia de Ismene, de Pedro de Senna (1ª edição), ganhou montagem dirigida por Moacir Chaves. É samba na veia, é Candeia, de Eduardo Riecche (2ª edição), foi indicado ao Shell 2009 na categoria “melhor texto” e agraciado com o prêmio de “melhor direção musical”. Em 2011, Tempo de solidão, de Márcia Zanellatto (3ª edição) foi eleito um dos dez melhores do ano pelo jornal “O Globo”. Em 2012, Não me diga adeus, de Juliano Marciano (4ª edição) foi indicado ao Shell de “melhor direção musical”.

Na 5ª edição, o Seleção Brasil em Cena passou a incluir apresentações no CCBB de Brasília. Arresolvido (etapa Rio), de Ronaldo Ventura, cumpriu uma segunda temporada no Teatro Glaucio Gill; e Sexton (etapa Brasília), de Helena Machado e Juliana Shimitz, participou do Festival Internacional Cena Contemporânea, em Brasília. Camélia, de Ronaldo Ventura e Casarão ao vento, de Francisco Alves, foram os vencedores da 6ª etapa.

Os finalistas que se destacaram na cena – As leituras dramatizadas trazem

visibilidade aos novos autores e podem se desdobrar em oportunidades de trabalho. Na 1ª edição, três dramaturgos tiveram os direitos de seus textos comprados por Stella Miranda, Carlos Maciel e Louise Cardoso. Velha é a mãe, de Fabio Porchat (finalista da 1ª edição), foi montado sob de direção de João Fonseca e Louise Cardoso no elenco. Quatro faces do amor, de Eduardo Bak (finalista 2ª Edição) ganhou temporada profissional; e Bandeira de retalhos, de autoria do músico e dramaturgo Sérgio Ricardo (finalista da 3ª edição), foi encenado pelo grupo Nós do Morro.

Seleção Brasil em Cena (números das seis edições anteriores)

Ano de criação: 2006

Número de edições: 6

Espetáculos premiados com montagem (Rio e Brasília): 8

Público (leituras, oficinas e espetáculos no Rio e Brasília: 21 mil

Textos inscritos: 1.411

Textos finalistas: 72

Leituras Dramatizadas (Rio e Brasília): 96

Diretores: 22

Estudantes de teatro: 297

Oficinas de dramaturgia: 21

Dramaturgos ministrantes: 5

Cidades onde foram ministradas as oficinas: 20

Participantes das oficinas: 420

Regiões onde foram ministradas as oficinas: Norte, Nordeste, Centro-Oeste,

Sudeste e Sul

SERVIÇO – PROGRAMAÇÃO CCBB RIO

Local: Centro Cultural Banco do Brasil (Rua Primeiro de Março, 66 – Centro)

Informações: (21) 3808-2020.

Entrada franca. Distribuição de senhas uma hora antes.

Dia 21/11 (sábado)

Teatro III – Capacidade: 85 lugares.

14h – Na real, de Rogério Corrêa. Classificação etária: 18 anos.

15h30 – Obra do acaso, de Flavio Freitas. Classificação etária: 16 anos.

Dia 22/11 (domingo)

Teatro III – Capacidade: 85 lugares.

14h – A tropa, de Gustavo Pinheiro Classificação etária: 14 anos.

15h30 – Sobre cordeiros, navalhas e dentes-de-leão, André Luis Silva. Classificação etária: 12 anos.

Dia 28/11 (sábado)

Teatro III – Capacidade: 85 lugares.

14h – Princípios transgredíveis para amores precários, de Thales Paradela. Classificação etária: 12 anos.

15h30 – Maioridade, de Flávio Goldman. Classificação etária: 12 anos.

Dia 29/11 (domingo)

Teatro III – Capacidade: 85 lugares.

14h – Com as mãos vazias, de Edih Longo. Classificação etária: 12 anos.

15h30 – Mandíbula, de Roberval Tamanho. Classificação etária: 16 anos.

Dia 05/12 (sábado)

Teatro I – Capacidade: 175 lugares.

14h – Algum lugar onde nunca estive, de Bernardo Florim. Classificação etária: 14 anos.

15h30 – Projeto Stockton, de Carol Rainatto. Classificação etária: 16 anos.

Dia 06/12 (domingo)

Teatro I – Capacidade: 175 lugares.

14h – Um caminho para Sara, de Thales Paradela. Classificação etária: Livre.

15h30 – Elas, de João Rodrigo Ostrower. Classificação etária: 12 anos.

“Suave” em cartaz no CCJF

Após realizar uma recente turnê pela Europa, o espetáculo SUAVE (2014) volta a entrar em cartaz na cidade do Rio de Janeiro com apresentações até 20 de dezembro, em sessões aos sábados e domingos, no teatro do Centro Cultural Justiça Federal. Os ingressos custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).

Inspirado no Passinho, instigante e novo estilo de dança urbana popular oriundo do funk carioca, SUAVE coloca em cena toda explosão cultural do movimento, que surgiu nas comunidades carentes da cidade do Rio de Janeiro em um contexto pós-UPPs, com a democratização ao acesso à internet e o uso dos smartphones. Antropofágico, o Passinho se apropria de diversos estilos de dança (frevo, samba, hip-hop, gay dance style) para compor seu repertório de movimento e utiliza as ferramentas digitais de forma única para sua disseminação.

Assim como o estilo em que se inspirou, o espetáculo traz elementos próprios e específicos, apostando em uma movimentação que se adapta a qualidade técnica dos performersSUAVE consegue traduzir com maestria toda a complexidade e inventividade do estilo, assim como sua energia e alegria única, através do refinamento e do fio condutor criado pelo olhar contemporâneo da coreógrafa Alice Ripoll.

“Para o SUAVE foi importante primeiro conhecer um pouco os meninos e meninas. Ficamos um mês fazendo aulas e criamos a peça em dois. Nas audições, os dançarinos apareciam em grupos. Tinha o pessoal do gay style, outros que faziam variações dovogue, o pessoal do Passinho, outros do teatro. Os dez dançarinos que estão aqui, só estão porque são dançarinos incríveis”, pontua Alice.

Coproduzido pelo Festival Panorama, SUAVE foi criado em residência artística na Arena Carioca Dicró dentro do projeto Entrando na Dança 2014, com dez  jovens moradores da região norte da cidade. Sucesso de público e crítica, o espetáculo fez parte Virada Cultural São Paulo/2015, e em agosto fez turnê pela Europa passando pelos festivais Hamburg Summer Festival(Alemanha), Zurich Theater Spektakel (Suíça) e Noorderzon Performing Arts Festival (Holanda).

TRAJETÓRIA:

 

SUAVE foi criado através do projeto Entrando na Dança 2014, iniciativa da Associação Cultural Panorama, em que jovens de regiões carentes da cidade do Rio de Janeiro foram selecionados para trabalhar com coreógrafos na realização de espetáculos de danças urbanas, com um viés contemporâneo de criação.

Utilizando como inspiração o Passinho, o espetáculo foi um dos três criados dentro do programa, se destacando por sua energia única, pela qualidade de seus performers e pelo refinamento da estrutura coreográfica criada pela diretora e idealizadora Alice Ripoll.

O trabalho ficou em cartaz durante o mês de setembro de 2014, passando pelas Arena Cariocas Dicró (Penha), Fernando Torres (Madureira) e Jovelina Pérola Negra (Pavuna), e em novembro do mesmo ano passou pela Cidades das Artes (Barra da Tijuca), dentro da programação da 23ª edição do Festival Panorama.

Em 2015, o espetáculo foi apresentado no projeto Danças Urbanas em Rede no Centro de Artes da Maréna Virada Cultural SP 2015 e nas comemorações de dez anos do Projeto Geringonça/Amostra Grátis (SESC Tijuca). Em agosto, fez turnê pela europa nos Festivais: Hamburg Summer Festival (Alemanha), Zurich Theater Spektakel (Suíça) e Noorderzon Performing Arts Festival (Holanda). Em outubro foi apresentado no projeto Ocupa Cacilda! no Teatro Cacilda Becker/Funarte, e em Outubro/Novembro tem feito diversas apresentações no Circuito SESC de Artes Cênicas/Rio de Janeiro. Agora em novembro e dezembro volta a entrar em cartaz no teatro do Centro Cultural Justiça Federal.

 

SOBRE A COREÓGRAFA: 

 

Alice Ripoll é coreógrafa, intérprete e diretora de movimento para peças teatrais. É diretora da Cia de dança REC, com a qual realizou os espetáculos Cornaca (2010), Katana (2012), em coprodução com o Festival Panorama, e , que estreou em 2015.

Dirige paralelamente o grupo SUAVE RELÍQUIA, com o qual criou o espetáculo SUAVE, em 2014. No mesmo ano, dirigiu o espetáculo solo da acrobata Camila Moura, O princípio da casa dos pombos. É diretora de movimento do grupo teatral Foguetes Maravilha.

Seus espetáculos vêm sendo apresentados em diversos festivais no Brasil como Festival Panorama, Bienal SESC de Dança, Bienal de Dança do Ceará; e no exterior: Kampagel – Internationales Sommerfestival, Zurich Theater Spetakel, Noorderzon Performing Arts Rencontres Chorégraphiques de Seine-Saint-Denis.

 

SERVIÇO:

SUAVE, de Alice Ripoll

Datas: 21 e 22 de novembro; 5, 6, 13, 19 e 20 de dezembro

Horário: sábados e domingos, às 16h

Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)

Duração: 50 min.

Classificação: 12 anos

Centro Cultural Justiça Federal

Endereço: Av. Rio Branco, 241 – Centro, Rio de Janeiro

Telefone: (21) 3261-2550 | Bilheteria: 3261-2565

SINOPSE:

Tudo é uma questão de flow, de manha, não tem o erro, o atraso, o que saiu da linha, porque o que realmente importa é o jeito: como você vibra, como você pulsa, como se move? Se a gente força, não acontece o que era pra acontecer, perde a espontaneidade. Então tenho que fazer outras coisas pra estar trabalhando, não as que eu costumo fazer. Mas criar é mesmo inventar novos modos de criação. Que desafio pode ser maior?

 A dança do passinho é engraçada: parece um bezerro que acabou de nascer e está lutando pela vida e ao mesmo tempo comemorando e brincando. Os intérpretes me presenteiam com uma explosão de criatividade e coragem. Coragem de saber que a vida passa – já diz a tatuagem do Gabriel: one life one chance – e o melhor é a gente se mexer pra valer, sem medo, e aí tanta coisa começa a acontecer, me ensinam estes jovens e geniais cronistas do cotidiano. E viva a vanguarda das comunidades do Brasil!

 

FICHA TÉCNICA

Direção: Alice Ripoll | Interpretação: Gabriel Tiobil Dançarino Brabo, Gbzinho Dançarino Brabo, Kinho JP, Nyandra Fernandes, Pablo Poison, Rodrigo Ninja Hattrick, Romulo Galvão, Sanderson Dançarino Brabo, Thamy Dançarina Braba, Vnzin Dançarino Brabo | Assistência de Direção: Alan Ferreira | Direção Musical de Funk: Dj Vinimax | Figurino: Paula Stroher |Iluminação: Andrea Capella | Apoio: Em Branco Acervo Contemporâneo | Produção: Entrando na Dança 2014

Coprodução: Festival Panorama 2014 / Cariocas na Cidades das Artes | Gestão de Produção: Trio Carioca Produções |Produtor: Rafael Fernandes

 

Facebook: www.facebook.com/espetaculosuave

Vídeos: 

Teaser Festival Panorama 2014: www.youtube.com/watch?v=dDuJyITQzJw 

Cobertura Festival Panorama 2014: www.youtube.com/watch?v=hgkJOaZkbsA 

Temporada de 2016 no Theatro Municipal

O Theatro Municipal do Rio de Janeiro, vinculado à Secretaria de Estado de Cultura, divulga a sua Temporada de 2016, que leva a assinatura do Maestro André Cardoso. Mantendo o princípio de valorizar os cantores nacionais e de contribuir para alavancar a cadeia produtiva da música brasileira, a programação foi especialmente elaborada para proporcionar ao público atrações variadas, de diferentes épocas e estilos. Serão seis óperas apresentadas pelo Coro, a Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal e solistas convidados com produções próprias, coproduções com o Theatro São Pedro (SP) e com a Companhia Ópera Livre e ainda uma remontagem em parceria com o Theatro Municipal de São Paulo. O Ballet do Theatro Municipal irá executar quatro espetáculos, sendo um deles inédito. Coro e OSTM realizarão também cinco concertos sinfônicos com destaque para Alma Brasileira, espetáculo criado especialmente para o período dos Jogos Olímpicos Rio 2016 pelo grupo teatral catalão La Fura dels Baus, com música de Villa-Lobos.

Entre as novidades para 2016, estão o programa duplo Ópera + Balé – constituído de obras de ambos os gêneros com apenas um ato – e a série Ópera de Câmara em Concerto, com quatro títulos, um deles em primeira audição, apresentados por solistas da Academia de Ópera Bidu Sayão, do Coro e da OSTM. Os solistas dos corpos coral e orquestral do TM também se apresentarão nas séries Cameristas e Vesperais Líricas, ambas a serem realizadas na Sala Mário Tavares, novo nome do Teatro B, no Prédio Anexo. Teremos também o retorno da tradicional série Domingo no Municipal, com ingressos a preço popular e participação de sete orquestras convidadas e de alunos da Escola Estadual de Dança Maria Olenewa. A exemplo do procedimento adotado na Temporada Segundo Semestre 2015, serão oferecidas duas séries de assinaturas tanto para ópera como para balé com descontos especiais entre 5 de dezembro de 2015 e 28 de fevereiro de 2016.

“Criar, preservar, difundir e ampliar o acesso à programação são as diretrizes que norteiam a temporada de 2016 e as ações que têm por meta colocar o Theatro Municipal em pleno funcionamento como produtor e palco de óperas, balés e concertos. A mais notória delas é, certamente, o anúncio da temporada com seis óperas, quatro balés, concertos e um espetáculo ópera + balé”, afirma João Guilherme Ripper, Presidente da Fundação Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

Nos Concertos serão apresentadas grandes obras corais sinfônicas do século XIX pelo Coro e a Orquestra Sinfônica do TMRJ, como o concerto de Abertura da Temporada, nos dias 4 e 5 de março, com o programa a Missa Solemnis em Ré maior Op.123 de Beethoven. Em abril será realizado o Requiem, de Verdi. No mês de maio será a vez do concerto que celebrará 110 Anos de Radamés Gnattali (1906-1988). No mês de agosto serão apresentadas três récitas do concerto Alma Brasileira, conforme informado, com programa constituído por Floresta Amazônica, Bachianas Brasileiras Nº4 e Nº5 e Choros Nº1, Nº6 e Nº10, de Villa-Lobos. O último concerto, em dezembro, será 100 Anos de Nascimento de Alberto Ginastera (1916-1983) e de Antonio Estévez (1916-1988), comemorativo pelos centenários do argentino Ginastera (Abertura para o Fausto Criollo e Suite Estância) e do venezuelano Estévez (Cantata Criolla).

“Apostamos mais uma vez nas parcerias. Em 2016 serão duas coproduções de óperas, com o Teatro São Pedro de São Paulo e com a Companhia Ópera Livre. Com o Teatro Municipal de São Paulo a parceria engloba a troca de produções, com La Bohème vindo para o Municipal do Rio e nossa La Sylphide sendo apresentada para o público paulista”, informa André Cardoso, Diretor Artístico da Fundação Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

Na temporada de Óperas estarão presentes desde títulos que são clássicos absolutos do gênero, como O Barbeiro de Sevilha, de Rossini, e La Bohème, de Puccini, até aqueles que pela primeira vez chegam ao Theatro Municipal, como Don Quichotte, de Massenet, e Jenůfa, de Janacek. Não poderia faltar também um título de compositor brasileiro, representado por Lo Schiavo, de Carlos Gomes, e outro do século XVIII, que é Orfeu e Eurídice, de Gluck. Completa o repertório a ópera Mozart & Salieri, de Korsakov, apresentada em dupla com o balé Sheherazade. Na programação de Balés, teremos a remontagem de Apoteose da Dança, programa duplo de grande sucesso em 2015, formado pelas coreografias Age of Innocence, de Edwaard Liang, e Sétima Sinfonia, de Uwe Scholz. Também teremos na temporada La Sylphide, de Filippo Taglioni na versão de Pierre Lacotte. A produção contemporânea se faz presente em coreografias inéditas, especialmente encomendadas pelo Theatro Municipal a Luiz Bongiovani, Daniela Cardim e Rodrigo Pederneiras para compor Trilogia Amazônica, com música de Villa-Lobos. A programação de balés se encerra com o tradicional O Quebra-Nozes, de Tchaikovsky, espetáculo que encanta diferentes gerações de frequentadores do Theatro Municipal.

TEMPORADA LÍRICA 2016

 

DON QUICHOTTE – Ópera em cinco atos (1910)

Música: Jules Massenet (1842-1912)

Libreto: Henri Cain (1857-1937)

Coprodução com o Theatro São Pedro (SP)

Ballet, Coro e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal

Direção Cênica: Jorge Takla

Direção Musical e Regência: Luiz Fernando Malheiro

 

Abril

Dia 13, quarta-feira, 20h

Dia 15, sexta-feira, 20h

Dia 17, domingo, 17h

Dia 19, terça-feira, 20h

Dia 22, sexta-feira, 20h

Tendo à frente os consagrados Jorge Takla e Luiz Fernando Malheiro, a ópera Don Quichotte, de Massenet será apresentada pela primeira vez no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Em coprodução com o Theatro São Pedro (SP), será uma homenagem aos 400 anos de falecimento de Miguel de Cervantes, escritor espanhol que criou uma das mais conhecidas personagens da literatura mundial. Don Quichotte é fonte permanente de inspiração na música, balé e ópera. Foi abordado por compositores de diferentes épocas como Telemann, Mendelssohn, Richard Strauss e Ravel. Do austríaco Minkus, recebeu a música para um dos grandes clássicos do balé. O compositor francês Jules Massenet, um dos mais inspirados autores da cena lírica parisiense da Belle Époque, estreou sua versão em ópera no ano de 1910, sendo uma de suas últimas criações.

Cenografia: Nicolàs Boni

Figurinos: Fábio Namatame

Iluminação: Nei Bonfanti

Elenco

Don Quichotte: Gregory Reinhart

Dulcineia: Luiza Francesconi

Sancho Pança: Eduardo Amir

LA BOHÈME – Ópera em quatro atos (1895)

Música: Giacomo Puccini (1858-1924)

Libreto: Giuseppe Giacosa (1847-1906) e Luigi Illica (1857-1919)

Produção do Theatro Municipal de São Paulo

Coro e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal

Direção Cênica, Cenografia e Iluminação: Arnaud Bernard

Direção Musical e Regência: Eduardo Strausser

Maio

Dia 22, domingo, 17h

Dia 24, terça-feira, 20h

Dia 26, quinta-feira, 17h

Dia 28, sábado, 20h

A festejada produção do Theatro Municipal de São Paulo para La Bohème, de Puccini, virá para o palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro como primeira ação de uma inédita parceria entre as duas principais casas de ópera do Brasil. Com elenco internacional, marcará o reencontro do público carioca com uma das óperas mais amadas em todo o mundo. Baseada nas Scènes de la vie de Bohème, de Henri Muger, narra as desventuras de um grupo de artistas residentes na Paris da década de 1830, a efervescência do Quartier Latin e os dramas e conflitos de suas principais personagens.

Figurinos: Carla Ricotti

Remontagem: Julianna Santos

Elenco

Mimi: Cristina Passaroiu

Rodolfo: Ivan Magri

Marcelo: Homero Velho

Musetta: Marina Considera

 

ORFEU E EURÍDICE – Ópera em três atos (Versão de Viena – 1762)

Música: Christoph Willibald Gluck (1714-1787)

Libreto: Ranieri de Calzabigi (1714-1795)

Ballet, Coro e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal

Direção Cênica e Iluminação: Caetano Vilela

Direção Musical e Regência: Abel Rocha

Julho

Dia 03, domingo, 17h

Dia 05, terça-feira, 20h

Dia 07, quinta-feira, 20h

Dia 09, sábado, 20h

Dia 12, terça-feira, 20h

Dia 14, quinta-feira, 20h (Aniversário do Theatro Municipal)

Gluck foi autor de dezenas de óperas e tem papel fundamental como reformador do gênero no século XVIII. Orfeu e Eurídice é uma de suas criações máximas e aborda a famosa história da mitologia grega onde Orfeu, inconformado com a morte de sua esposa, dirige-se ao Reino da Morte para trazê-la de volta à vida. A nova produção do Theatro Municipal pretende ser um espetáculo onde a antiguidade clássica seja abordada pelos olhos da contemporaneidade, a partir da proposta de encenação do premiado diretor e iluminador Caetano Vilela.

Cenografia: Duda Arruck

Figurinos: Cássio Brasil

 

Elenco

Orfeu: Denise de Freitas

Eurídice: Lina Mendes

 

 

O BARBEIRO DE SEVILHA – Ópera em dois atos (1816)

Música: Gioacchino Rossini (1792-1868)

Libreto: Cesar Sterbini (1784-1831)

Coro e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal

Direção Cênica: Pablo Maritano

Direção Musical e Regência: Silvio Viegas

Setembro

Dia 04, domingo, 17h

Dia 06, terça-feira, 20h

Dia 08, quinta-feira, 20h

Dia 10, sábado, 20h

O Barbeiro de Sevilha é uma das mais conhecidas e amadas óperas de todos os tempos, sucesso garantido desde sua estreia em 1816. A nova produção do Theatro Municipal marcará os 200 anos de sua criação pelo jovem Rossini, então com 24 anos. Baseada na comédia de Beaumarchais, o libreto de Sterbini prevê inúmeras situações cômicas que o gênio de Rossini transformou em árias e conjuntos de grande efeito teatral, com destaque para a famosa ária Largo al Factotum, cantada por Fígaro em sua primeira aparição em cena.

Elenco

Fígaro: Leonardo Neiva

Rosina: Luiza Francesconi

Conde de Almaviva: Santiago Ballerini

Bartolo: Licio Bruno

Basílio: Savio Sperandio

Fiorello: Marcelo Coutinho

LO SCHIAVO – Ópera em quatro atos (1889)

Música: Antônio Carlos Gomes (1836-1896)

Libreto: Rodolfo Paravicini

(Baseado em argumento de

Alfredo d’Escragnolle Taunay, o Visconde de Taunay)

Coro e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal

Direção Cênica: Pier Francesco Maestrini

Direção Musical e Regência: Roberto Duarte

Outubro

Dia 21, sexta-feira, 20h

Dia 23, domingo, 17h

Dia 25, terça-feira, 20h

Dia 27, quinta-feira, 20h

Dia 29, sábado, 20h

Carlos Gomes, na opinião do musicólogo Marcelo Conatti, é um dos mais importantes nomes da ópera italiana do século XIX depois de Verdi. Brasileiro, nascido na cidade de Campinas, obteve estrondoso sucesso com sua ópera Il Guarany no Teatro Alla Scala, de Milão. Lo Schiavo é uma de suas melhores produções. Foi escrita após a Abolição da Escravatura no Brasil, em 1888, e dedicada à Princesa Isabel. A temática nacional, onde não faltam florestas tropicais e nativos, se reveste de música inspiradíssima, com destaque para a famosa Alvorada, interlúdio orquestral que abre o terceiro ato e que faz parte do repertório de todas as orquestras brasileiras.

Cenografia: Guillermo Nova

Figurinos: Luca Dall’Alpi

Elenco

Ilara: Adriane Queiroz

Iberê: Rodolfo Giuliani

Américo: Fernando Portari

Conde Rodrigo: Saulo Javan

Condessa de Boissy: Edna D’Oliveira

JENŮFA – Ópera em três atos

Música: Leoš Janáček (1854-1928)

Libreto: Do compositor (Baseado na peça

Její pastorkyňaSua Enteada de Gabriela Preissová)

Coprodução com a Companhia Ópera Livre

Coro e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal

Concepção e Direção Cênica: André Heller-Lopes

Direção Musical e Regência: Rodolfo Fischer

Novembro

Dia 18, sexta-feira, 20h

Dia 20, domingo, 17h

Dia 22, terça-feira, 20h

Dia 24, quinta-feira, 20h

Esta é a mais conhecida ópera do compositor tcheco Leoš Janáček, que levou cerca de dez anos para concluí-la. Com libreto do próprio compositor, é baseada na dramática peça Její Pastorkyňa – Sua Enteada –, de Gabriela Preissová, que, em linguagem realista, trata do difícil tema do infanticídio. Será a estreia no Rio de Janeiro da montagem realizada na cidade de Brno, de 1908, em coprodução com a Companhia Ópera Livre, na versão do diretor André Heller-Lopes.

Cenários: Daniela Taiana

Figurinos: Sofia di Nunzio

Desenho de Luz: Fábio Retti

Elenco:

Jenůfa: Gabriella Pace

Kostelnička Buryjovka: Eliane Coelho

Laca Klemeň: Eric Herrero

Števa Buryja: Ivan Jorgensen

Starek, o velho moleiro: Leonardo Neiva

Starenka Buryjovka, a matriarca: Carolina Faria

Prefeito: Vinicius Atique

 

 

TEMPORADA DE BALÉS 2016

 

APOTEOSE DA DANÇA

Age of Innocence – Balé em cinco partes (2008)

Música: Philip Glass e Thomas Newmann

Coreografia: Edwaard Liang

Ballet do Theatro Municipal

Sétima Sinfonia Balé em quatro partes

Música: L.V. Beethoven (1770-1827)

Coreografia: Uwe Scholz (1958-2004)

Ballet e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal

Regência: Tobias Volkmann

 

Março

Dia 12, sábado, 20h

Dia 13, domingo, 17h

Dia 16, quarta-feira, 20h

Dia 17, quinta-feira, 20h

Dia 19, sábado, 20h

Dia 20, domingo, 17h

Dia 23, quarta-feira, 20h

Dia 24, quinta-feira, 20h

Apoteose da Dança é um espetáculo que apresenta duas coreografias neoclássicas. A primeira, Age of Innocence, é uma criação de Edwaard Liang, um dos mais festejados coreógrafos contemporâneos, para a música minimalista e de grande apelo rítmico composta pelo consagrado compositor norte-americano Philip Glass. A segunda coreografia é de Uwe Scholz para a Sétima Sinfonia de Beethoven. O coreógrafo, precocemente falecido, foi um dos mais importantes do século XX e aliava o talento para a dança aos sólidos conhecimentos musicais, caracterizando suas criações por uma perfeita harmonia entre música e movimento. Apresentada com grande sucesso na temporada de 2015, Apoteose da Dança retorna ao Theatro Municipal em 2016.

LA SYLPHIDE – Balé em dois atos (1832)

Música: Jean Madeleine Marie Schneitzhöeffer (1785-1852)

Coreografia: Pierre Lacotte (a partir de Filippo Taglioni)

Ballet e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal

Regência: Javier Logioia Orbe

 

Junho

Dia 10, sexta-feira, 20h

Dia 11, sábado, 17h

Dia 12, domingo, 17h

Dia 14, terça-feira, 20h

Dia 15, quarta-fera, 20h

Dia 17, sexta-feira, 20h

Dia 18, sábado, 17h

 

Obra que marca o nascimento do balé romântico, La Sylphide estreou em 1832 na Ópera de Paris. A temática sobrenatural e a necessidade de representar seres etéreos e sem peso, fizeram surgir os figurinos típicos do balé clássico, os famosos tutus, assim como a sapatilha e a técnica da dança nas pontas, que pela primeira vez na história foram utilizadas no balé com coreografia original de Filippo Taglioni. A versão de Pierre Lacotte volta ao palco do Theatro Municipal, após mais de vinte anos fora do repertório.

TRILOGIA AMAZÔNICA – Balé em três partes

Música: Heitor Villa-Lobos (1887-1959)

Coreografias:

Erosão: Luiz Fernando Bongiovanni Martins

Uirapuru: Daniela Cardim

Amazonas e Alvorada na Floresta Tropical: Rodrigo Pederneiras

Ballet e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal

Agosto

Dia 03, quarta-feira, 20h

Dia 04, quinta-feira, 20h

Dia 06, sábado, 20h

Dia 07, domingo, 17h

Dia 11, quinta-feira, 20h

Dia 13, sábado, 20h

Nova produção do Theatro Municipal, reunindo composições de Villa-Lobos e alguns dos mais importantes coreógrafos brasileiros. Formam um tríptico cuja temática é a natureza, em especial a Amazônia. Luiz Bongiovani inicia a Trilogia com Erosão, um balé composto em 1950 que descreve a criação do Rio Amazonas a partir de uma lenda ameríndia recolhida por Barbosa Rodrigues. Daniela Cardim assume a segunda parte, coreografando Uirapuru, obra das mais arrojadas do compositor, escrita em 1917, onde o misterioso pássaro da floresta que, com seu canto, atrai as jovens índias e se transforma em homem. Rodrigo Pederneiras encerra a Trilogia, criando a partir de duas obras de Villa-Lobos: Amazonas, de 1917, baseada em lenda Marajoara, e Alvorada na Floresta Tropical, de 1955.

 

 

O QUEBRA-NOZES – Balé em prólogo e dois atos (1892)

Música: P. I. Tchaikovsky (1840-1893)

Coreografia: Lev Ivanov (1834-1901)

Ballet, Coro e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal

 

Dezembro

Dia 14, quarta-feira, 20h

Dia 15, quinta-feira, 20h

Dia 16, sexta-feira, 20h

Dia 17, sábado, 17 h

Dia 18, domingo, 17h

Dia 20, terça-feira, 20h

Dia 21, quarta-feira, 20h

Dia 22, quinta-feira, 20h

Dia 23, sexta-feira, 20h

Dia 27, terça-feira, 20h

Dia 28, quarta-feira, 20h

Dia 29, quinta-feira, 20h

Dia 30, sexta-feira, 20h

Quando o coreógrafo Lev Ivanov e o compositor Tchaikovsky se reuniram para adaptar para balé a versão de Alexandre Dumas para o conto O Quebra-Nozes e o Rei dos Ratos, de E. T. A. Hoffmann, certamente não imaginavam que estariam criando uma obra-prima. Estreado no Teatro Mariinsky, de São Petersburgo, na Rússia, O Quebra-Nozes tornou-se um dos mais famosos balés de todos os tempos. A música de vários seus trechos serviu para formar uma suíte de concerto e até mesmo trilhas sonoras para comerciais e filmes, em especial Fantasia, longa metragem de Walt Disney. Para encerrar a temporada de 2016 não poderia faltar o clássico natalino que encanta as famílias há muitas gerações.

 

ÓPERA + BALÉ

 

 

MOZART & SALIERI – Ópera em um ato (1897)

Música: Nikolai Rimsky-Korsakov (1844-1908)

Libreto: Alexander Pushkin (1799-1837)

Cenografia: Fernando Melo da Costa

Figurinos: Tanara Schonardie

Iluminação: Aurélio De Simoni

Direção de Movimento: Márcia Rubin

Assistente de Direção: Tiago Herz

 

Coro e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal

Direção Cênica: Daniel Herz

Regência: Tobias Volkmann

Elenco

Mozart: Flávio Leite

Salieri: Inácio De Nonno

 

SHEHERAZADE – Balé em um ato

Música: Nikolai Rimsky-Korsakov (1844-1908)

Argumento: Alexandre Benois (1879-1960)

Coreografia: Michel Fokine (1880-1942)

Ballet, Coro e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal

Regência: Tobias Volkmann

Setembro

Dia 28, quarta-feira, 20h

Dia 29, quinta-feira, 20h

Dia 30, sexta-feira, 20h

Outubro

Dia 01, sábado, 20h

Dia 02, domingo, 17h

CONCERTOS E SÉRIES

ÓPERA DE CÂMARA EM CONCERTO

Solistas da Academia de Ópera Bidu Sayão, do

Coro e da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal

Novidade da Temporada de 2016, a série Ópera de Câmara em Concerto tem como objetivo ampliar a abrangência do repertório, com títulos do período barroco e dos séculos XX e XXI, incluindo a encomenda de novas óperas para pequenas formações. Assim, recuamos com o repertório até o século XVII e o público poderá ouvir a obra-prima do compositor inglês Henry Purcell, Dido e Eneas. De Händel, um dos pilares do período final do barroco, teremos Serse. Outro inglês, mas do início do século XX, é Gustav Holst, com Savitri. Chegamos ao século XXI com a nova ópera escrita pelo compositor Tim Rescala, por encomenda do Theatro Municipal.

SERSE – Ópera em três atos (1738)

Música: Georg Friedrich Händel (1685-1759)

Libreto: Adaptação do original de Silvio Stampiglia (1664-1725)

Maio

Dia 13, sexta-feira, 20h

Dia 15, domingo, 17h

SAVITRI Op.25 – Ópera em um ato (1916)

Música: Gustav Holst (1874-1934)

Libreto: Do compositor (Baseado no episódio

Savitri e Satyavan, do Mahabharata)

Julho

Dia 15, sexta-feira, 20h

Dia 17, domingo, 17h

DIDO E ENÉAS – Ópera em três atos (1688)

Música: Henry Purcell (1659-1695)

Libreto: Nahum Tate (1652-1715)

Outubro

Dia 07, sexta-feira, 20h

Dia 09, domingo, 17h

ÓPERA INÉDITA (Estreia)

Música: Tim Rescala

Dezembro

Dia 02, sexta-feira, 20h

Dia 04, domingo, 17h

Dia 09, sexta-feira, 20h

Dia 11, domingo, 17h

 

 

CONCERTOS

 

ABERTURA DA TEMPORADA 2016

Coro e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal

Regente: Celso Antunes

Março

Dia 04, sexta-feira, 20h

Dia 05, sábado, 16h

Programa:

L.V. Beethoven (1770-1827)

Missa Solemnis em Ré maior Op.123

Solistas:

Rosana Lamosa

Carolina Faria

Eric Herrero

Michel de Souza

 

 

GIUSEPPE VERDI (1813-1901)

Coro e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal

Regência: Jacques Delacôte

Abril

Dia 30, sábado, 16h

Programa:

Requiem para solistas, coro e orquestra

Solistas:

Daniella Carvalho

Ana Lúcia Benedetti

Marcello Vannucci

Carlos Eduardo Marcos

110 ANOS DE NASCIMENTO DE

RADAMÉS GNATTALI (1906-1988)

Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal

Maio

Dia 07, sábado, 16h

Programa:

Radamés Gnattali – Concerto para Quarteto de Cordas e Orquestra

e outras obras

Solistas:

Quarteto Radamés Gnattali

 

 

ALMA BRASILEIRA

Coro e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal

Regência: John Neschling

Agosto

Dia 18, quinta-feira, 20h

Dia 19, sexta-feira, 20h

Dia 20, sábado, 16h

Programa:

Heitor Villa-Lobos (1887-1959)

Floresta Amazônica

Bachianas Brasileiras nos 4 e 5

Choros nos 1, 6 e 10

 

100 ANOS DE NASCIMENTO

DE ALBERTO GINASTERA (1916-1983)

E DE ANTONIO ESTÉVEZ (1916-1988)

Coro e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal

Regência: Luis Gustavo Petri

Dezembro

Dia 03, sábado, 16h

Programa:

Alberto Ginastera – Abertura para o Fausto Criollo

Alberto Ginastera – Suíte Estância

Antonio Estévez – Cantata Criolla

Solistas:

Paulo Mandarino

Inácio De Nonno

DOMINGO NO MUNICIPAL

Orquestra Sinfônica Brasileira

Orquestra Sinfônica da UFRJ

Orquestra Sinfônica do Estado do Espírito Santo

Orquestra Sinfônica de Minas Gerais

Orquestra Barroca da UNIRIO

Cia Bachiana Brasileira

Johann Sebastian Rio

Escola Estadual de Dança Maria Olenewa

VESPERAIS LÍRICAS (Sala Mário Tavares)

Recitais com solistas do Coro do Theatro Municipal

Direção Musical: Priscila Bomfim

Coordenação: Bruno Furlanetto

CAMERISTAS (Sala Mário Tavares)

Música de câmara com solistas da

Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal

Coordenação: Eduardo Pereira

 

PREÇOS

 

A venda de assinaturas para as temporadas de ópera e de balé será no período de 05 de dezembro de 2015 a 28 de fevereiro de 2016.

ÓPERAS

Assinatura Seis Óperas – inteira:

Frisas / Camarotes (preço por cadeira) – R$ 420,00

Plateia / Balcão Nobre – R$ 420,00

Balcão Superior – R$ 300,00

Galeria – R$ 150,00

Assinatura Seis Óperas – meia-entrada:

Frisas / Camarotes (preço por cadeira) – R$210,00

Plateia / Balcão Nobre – R$ 210,00

Balcão Superior – R$ 150,00

Galeria – R$ 75,00

Vendas Avulsas:

Frisas / Camarotes – R$ 600,00

Plateia / Balcão Nobre – R$ 100,00

Balcão Superior – R$ 72,00

Galeria – R$ 36,00

BALÉS

 

Assinatura quatro Balés – inteira:

Frisas / Camarotes (preço por cadeira) – R$ 280,00

Plateia / Balcão Nobre – R$ 280,00

Balcão Superior – R$ 200,00

Galeria – R$ 100,00

 Assinatura quatro Balés – meia-entrada:

Frisas / Camarotes (preço por cadeira) – R$ 140,00

Plateia / Balcão Nobre – R$ 140,00

Balcão Superior – R$ 100,00

Galeria – R$ 50,00

Vendas Avulsas:

Frisas / Camarotes (preço por cadeira) – R$ 100,00

Plateia / Balcão Nobre – R$ 100,00

Balcão Superior – R$ 72,00

Galeria – R$ 36,00

Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Praça Floriano s/n° – Centro

Informações: (21) 2332-9191

O Beijo no Asfalto – Eu fui!

Nelson Rodrigues é um autor dono de diversos sucessos no teatro (como “Bonitinha, mas ordinária“, que já tivemos a oportunidade de conferir). Como se não bastasse o vasto legado teatral, agora seus clássicos estão adquirindo diferentes roupagens. E não se trata apenas de novas adaptações. “O Beijo no Asfalto”, por exemplo, está agora sendo encenada nos palcos como forma de musical.

A peça foi escrita em 1960, e o protagonista é Arandir (Claudio Lins). Rapaz recém-casado com Selminha (Laila Garin), é um pacato funcionário de escritório e morador do subúrbio carioca. Toda a paz tem fim quando presencia um atropelamento na Praça da Bandeira. Arandir vai acudir a vítima, que pede um beijo. Ele atende ao pedido, e a cena é presenciada pelo sogro, Aprígio (Gracindo Jr.), e pelo jornalista Amado Ribeiro (Thelmo Fernandes), que achou o fato interessante e resolveu publicá-lo no jornal em que trabalha, “A Última Hora”.

A partir de então tudo começa a ficar cada vez pior para Arandir. Além de ter sua vida devassada pelos jornais, também perde a confiança de pessoas próximas, que passam a crer mais nos veículos que em sua palavra. Seja em relação a sua masculinidade e até mesmo seu caráter. O que pode levar a uma discussão sobre como a mídia pode interferir negativamente na vida de uma pessoa comum. No caso de Arandir, um inocente que viu uma fatalidade cruzar seu caminho. Ou não? Por vezes, a impressão é a de que a peça quer também deixar a dúvida no espectador sobre a dubiedade de Arandir, já que o episódio apenas é simulado, de acordo com relatos. Bem, o protagonista adquiriu desconfiança de todos, mas não gerou a minha. Mesmo assim, não é apenas a vida dele que é mudada, mas a de todos ao seu redor.

“O Beijo no Asfalto” tem elementos clássicos de obras de Nelson Rodrigues. Conflitos familiares, confusões de sentimentos, sensualidade e características de comportamentos típicos dos anos 1960. A grande novidade está na escolha do formato de musical para ajudar a contar a história. A inspiração foram canções de Cauby Peixoto, Tito Madi, Vicente Celestino, Orlando Dias, Roberto Silva, Nelson Gonçalves, Anísio Silva. As interpretações são de Claudio Lins, Laila Garin (que já brilhou na pele de Elis Regina, em “Elis, a Musical“), Yasmin Gomlevsky, entre outros.

Mesmo com todas as boas interpretações musicais, o que mais chama a atenção em “O Beijo no Asfalto” é o próprio enredo rodriguiano. Com destaque para o desfecho surpreendente, que arranca risos do público, de tão inusitado. Vale a pena conferir mais um trabalho musical, de origem 100% nacional.

 

P.S.: Agradeço à Midiorama pelos convites

 

Serviço:

Local: Teatro das Artes (Rua Marquês de São Vicente, 52 -2º piso – Shopping da Gávea , Rio de Janeiro – RJ)

Ingressos:

Quintas e sextas:

  • Inteira – R$ 80,00
  • Meia-entrada – R$ 40,00 às quintas e sextas

Sábados e domingos:

  • Inteira – R$ 90,00
  • Meia-entrada – R$ 45,00

 

Grupo espanca! estreia novo projeto no Itaú Cultural

Um linchamento, um atropelamento, uma chacina policial e um movimento grevista. O programa de estreia do projeto Real: Teatro de Revista Política, a mais nova criação do grupo Espanca! reúne 4 espetáculos curtos distintos, inspirados em acontecimentos reais que pertencem à memória recente das cidades brasileiras. Após 6 espetáculos encenados em 11 anos de trajetória, o grupo Espanca! segue investigando dramaturgias contemporâneas que retratam o ser humano do ponto de vista da “violência das afetividades”. Real: Teatro de Revista Política estreia em novembro, no Itaú Cultural, em São Paulo. A cada noite, o público assistirá 4 peças que compõem o programa de Real: Inquérito, O Todo E As Partes, Maré e Parada Serpentina.

A direção geral do projeto é assinada por Gustavo Bones e Marcelo Castro, que integram o grupo Espanca! juntamente com Aline Vila Real. Além deles, a equipe de criação é composta por diversos parceiros do grupo que assumem diferentes funções em cada uma das peças, criadas simultaneamente. “Nós criamos 4 peças de teatro ao mesmo tempo, sendo que cada uma delas é um sistema distinto, um universo muito diferente do outro”, diz Gustavo Bones. Partindo de estudos sobre o movimento, Parada Serpentina é uma peça de dança que teve provocações textuais de Byron O’Neill. Inquérito é um trabalho sobre o texto de Diogo Liberano que propõe um jogo violento entre os atores numa poética muito próxima da que o Espanca! desenvolveu até hoje. Roberto Alvim escreveu O Todo E As Partes, cuja encenação utiliza princípios de manipulação de bonecos. Já Maré parte de um trabalho sonoro com o texto de Márcio Abreu, priorizando a musicalidade da fala dos personagens. Bones explica que “Foi isso que nos aproximou do conceito de “teatro de revista”: essa variedade de linguagens junto da ideia de criar esquetes teatrais a partir de fatos políticos recentes, apresentadas na mesma noite”.

Real: Teatro de Revista Política foi um dos projetos selecionados pelo programa Rumos Itaú Cultural 2013-2015. Segundo a produtora Aline Vila Real, o patrocínio permitiu que o grupo ousasse radicalmente nesta criação, além de possibilitar a continuidade de suas atividades regulares. “Faremos uma curta temporada de estreia, de 19 a 22 de novembro, em São Paulo. Será intenso fazer 4 obras em sequência a cada dia. Cada uma delas tem cerca de 30 minutos de duração. Também importante ressaltar que estamos trabalhando dentro de um processo de criação vivo, que ainda resultará em mais um espetáculo, completando os 5 trabalhos que integram o projeto Real: Teatro de Revista Política”.

Processo de criação:

Marcelo Castro afirma que “O projeto parte do que é público ou ‘comum’, entendendo a realidade como experiência coletiva e social. Espera-se que o resultado seja uma experiência teatral (poética, simbólica e ficcional) baseada em visões artísticas que desvelem o ‘real’, problematizando o país e suas contradições”. Com este objetivo, a companhia enviou fatos políticos recentes como disparadores criativos para dramaturgos de linguagens estéticas radicalmente diferentes. Cada um deles respondeu com um texto teatral curto,

reunidos numa espécie de “revista” que pretende suscitar reflexões sobre o Brasil. “Nossa grande dificuldade no processo foi não cair em maniqueísmos, no lugar comum de julgar os personagens dos fatos. E também na armadilha de tentar representar esses fatos que julgamos irrepresentáveis, como uma chacina, uma greve, etc. A ideia é transformar o real através da linguagem do teatro e compartilhar isso com o público. O teatro tem essa característica: quando um determinado grupo de pessoas partilha um mesmo tempo/espaço sensível, é possível ‘realizar a realidade’. Realizar no sentido de absorver plenamente, assimilar, sentir. Não estamos representando o real e sim criando a partir dele uma nova realidade em cena”, conclui.

É possível acompanhar o processo criativo de todo o projeto no site espanca.com/real. Além de informações sobre as montagens, a companhia alimentou um blogue com o dia a dia da criação. O projeto Real possui ainda mais um texto inédito escrito especialmente para o grupo Espanca!: Colibri ou Aquele Que Deve Morrer, de Leonardo Moreira, tem estreia prevista para o primeiro semestre do ano que vem. O dramaturgo escreveu inspirado pela carta de suicídio coletivo Guarani Kaiowá, divulgada em 2012.

Fatos Reais:

Confira os fatos que inspiraram as criações de REAL:

:: INQUÉRITO: Linchamento de Fabiane Maria de Jesus, no Guarujá-SP, em 2014. Depois de um boato divulgado no facebook, moradores do bairro de Morrinhos identificaram Fabiane como “a mulher que sequestrava crianças para rituais de magia negra” e espancaram-na até a morte. As cenas do linchamento, gravado por pessoas presentes, chocaram o país.

:: O TODO E AS PARTES: Atropelamento do ciclista David Santos Souza, que teve um braço amputado na Avenida Paulista, em 2013. Um estudante de psicologia alcoolizado atropelou o limpador de vidros de 21 anos, que ia para o trabalho de bicicleta. O braço da vítima foi arrancado no acidente e ficou preso no carro do estudante. O motorista não prestou socorro e dirigiu por cerca de 7Km até jogar o braço arrancado no córrego Ipiranga.

:: MARÉ: Chacina policial no complexo da Maré durante as manifestações de junho de 2013. A morte de um sargento do BOPE durante uma troca de tiros entre traficantes e policiais desencadeou um “revide” das autoridades, numa ação de intensa violência e terror contra a população, que terminou com 10 pessoas cruelmente executadas pelas forças policiais.

:: PARADA SERPENTINA: Greve dos garis do Rio de Janeiro durante o carnaval de 2014. 70% dos 15 mil garis do Rio de Janeiro aderiram ao movimento grevista que deixou toneladas de lixo espalhadas pela cidade, reivindicando melhorias em suas condições de trabalho durante o maior carnaval da Terra.

Teatro de Revista:

Segundo verbetes escritos por Neyde Veneziano no Dicionário do Teatro Brasileiro – Temas, Formas e Conceitos, a “revista de ano” chegou ao Brasil em 1859. Caracterizava-se por “passar em revista” os fatos

políticos e sociais mais marcantes do ano que terminava, como uma resenha crítica teatralizada, musicada e cheia de humor sobre as principais notícias da sociedade brasileira. Inicialmente, apresentava-se como uma sucessão de quadros distintos, sem ligações, criando um espetáculo ligeiro, misto de prosa e verso, música e dança; que mostrava cenas inspiradas em fatos da atualidade. Até os anos 1950, a Revista torna-se uma das formas mais expressivas da história do teatro brasileiro, fundando uma tradição popular calcada nos grandes cômicos, nas belas vedetes e no teatro espetacular. Aos poucos, o chamado “teatro rebolado” substitui o texto pelo luxo, a crítica política por piadas picantes, situações maliciosas e dançarinas quase sem roupas.

REAL: TEATRO DE REVISTA POLÍTICA

Ficha Técnica:

Direção Geral: Gustavo Bones e Marcelo Castro

Equipe de Criação: Alexandre de Sena, Aline Vila Real, Allyson Amaral, Assis Benevenuto Vidigal, Eduardo Félix, Gláucia Vandeveld, Grace Passô, Gustavo Bones, Karina Collaço, Leandro Belilo, Marcelo Castro e Michele Sá

Dramaturgos: Byron O’neill, Diogo Liberano, Márcio Abreu e Roberto Alvim

Elenco: Alexandre de Sena, Allyson Amaral, Assis Benevenuto Vidigal, Gláucia Vandeveld, Grace Passô, Gustavo Bones, Karina Collaço, Leandro Belilo, Marcelo Castro e Michele Sá

Coordenação de Produção: Aline Vila Real

Assistente de Produção: Halyson Félix

Cenografia: Adriano Mattos, Ivie Zappellini + Grupo Arquitetura Tradução (Ana Cecília Souza, André Victor, Jéssica de Castro, Maria Soalheiro, Rita Davis)

Iluminação: Edimar Pinto

Assessoria de Comunicação: A Dupla Informação

Projeto Gráfico: Estúdio 45Jujubas

Realização: Espanca!

Sinopses:

A estreia do novo projeto do Grupo Espanca! (MG) apresenta, a cada noite, 4 peças de curta duração, inspiradas em fatos recentes que marcaram a sociedade brasileira. O programa é composto por:

:: INQUÉRITO: pai e filhas brincam de um jogo de perguntas e respostas enquanto tentam conviver com a morte violenta da mãe que assombra a todos constantemente.

Direção: Gustavo Bones

Elenco: Alexandre de Sena, Allyson Amaral, Assis Benevenuto Vidigal, Gláucia Vandeveld, Leandro Belilo e Marcelo Castro.

:: O TODO E AS PARTES: um jovem é atropelado e tem seu braço amputado. A velha lei diz que o homem culpado deve ceder um de seus membros à vítima como reparação. O braço arrancado torna-se o personagem central da trama.

Direção: Eduardo Félix

Elenco: Allyson Amaral, Assis Benevenuto Vidigal, Gustavo Bones e Marcelo Castro.

:: MARÉ: a morte de uma das vítimas da chacina policial numa favela é contada pela perspectiva das pessoas que a viveram.

Direção: Marcelo Castro

Elenco: Alexandre de Sena, Allyson Amaral, Gláucia Vandeveld, Grace Passô, Gustavo Bones, Leandro Belilo e Karina Collaço.

:: PARADA SERPENTINA: uma categoria de trabalhadores realiza uma greve histórica por melhores salários e paralisa o carnaval de uma cidade maravilhosa.

Direção Coletiva

Elenco: Alexandre de Sena, Allyson Amaral, Gláucia Vandeveld, Grace Passô, Gustavo Bones, Leandro Belilo, Karina Collaço, Marcelo Castro e Michelle Sá .

REAL: TEATRO DE REVISTA POLÍTICA

Datas: 19 a 22 de novembro no Itaú Cultural

Endereço: Avenida Paulista, 149 – São Paulo/SP

Horário: quinta a sábado, às 21h e domingo, às 19h

Gratuito – ingressos retirados com meia hora de antecedência

Todas as apresentações serão acompanhadas de tradução em libras para deficientes auditivos

Informações: (11) 2168 1777 ou http://www.itaucultural.org.br

Grupo Espanca!:

Nos últimos 11 anos, o grupo Espanca! criou 6 peças de teatro, um conjunto de obras que revela sua pesquisa

sobre a encenação de dramaturgias contemporâneas que propõe discussões sobre os códigos do fenômeno teatral e a escrita de uma investigação chamada “poética da violência”. Há 5 anos, o grupo ainda mantém um espaço cultural no hipercentro de Belo Horizonte, aberto a propostas artísticas de diversas linguagens. Estima-se que os projetos da companhia já alcançaram mais de 120.000 pessoas em 59 cidades de 14 estados brasileiros. Com Por Elise (2005), Amores Surdos (2006), Congresso Internacional do Medo (2008) e Marcha Para Zenturo (2010) o Espanca! criou espetáculos inéditos escritos pela dramaturga Grace Passô. O Líquido Tátil (2012) foi escrito e dirigido pelo argentino Daniel Veronese, um dos maiores nomes do teatro mundial. Dente de Leão (2014) foi escrito por Assis Benevenuto e dirigido por Marcelo Castro. Estes trabalhos

circularam pelos principais festivais de teatro do país, receberam diversos prêmios e nomeações (Shell, APCA, Qualidade Brasil, SESC-SATED, entre outros) e todos seguem no repertório da companhia. Na última década, eles fizeram 649 apresentações em todas as regiões do país, além de Alemanha, Colômbia, Uruguai e Chile.

Há 5 anos, o grupo desdobra seu trabalho artístico na concepção de um espaço que tornou-se referência na cena cultural belo-horizontina abrigando reuniões, ensaios, oficinas, debates, apresentações de teatro, performances, shows, projetos experimentais, saraus, feiras, exposições, atividades criativas e coletivas feitas por artistas e grupos culturais da cidade e do país. O Teatro Espanca! já tem público estimado total de 20.000 pessoas e mais de 800 agentes culturais envolvidos em sua programação. Sua manutenção também se dá em diálogo com a comunidade ao seu redor, através de práticas diárias de convivência, ações políticas e intervenções estéticas realizadas em diálogo com a rua, sua diversidade e suas contradições.

GRUPO ESPANCA!

Rua Aarão Reis, 542. Centro. Belo Horizonte, MG. CEP: 30.120-000

(31) 36577349 / 91973128

http://www.espanca.com

http://www.facebook.com/espanca

“Gira” faz duas apresentações no Vivo Rio

Após uma temporada de sucesso na lona do Circo Crescer e Viver durante os meses de outubro e novembro, o espetáculo “Gira” fará duas apresentações no Vivo Rio, às 15h, e, às 19h, no dia 22/11. Sob a direção de Luis Igreja, a montagem é inspirada na riqueza cultural, dualidade e sensualidade do Sertão Nordestino. O espetáculo é composto por performances com elementos circenses, teatro e números de dança que revelam o universo do sertão de forma sensorial. Tudo ao som de uma trilha sonora original composta por Daniel Gonzaga. Os ingressos são vendidos de acordo com o setor, variando entre R$ 90/ R$45 (meia-entrada) e R$ 50/ R$ 25 (meia-entrada). Para comprar meia-entrada basta levar um quilo de alimento não perecível.

A riqueza e pluralidade existentes no universo do sertão serão mostradas de forma sensorial através dos números circenses. Para isso o espetáculo mergulha nas raízes do interior do Brasil e no imaginário da literatura regionalista. O picadeiro será invadido pela natureza da caatinga, pelos jagunços, sertanejos, vaqueiros, pelos santos, fé, superstição, misticismo, festas, os embates entre o bem o mal, Deus e o diabo, as mulheres fortes, as submissas, as revolucionárias, refletindo todo amor e sensualidade dos sertanejos.

O espetáculo mesclará diversas linguagens como a dança, a performance, o teatro e a música, que contará com uma trilha sonora original. O diretor Luis Igreja reforça a importância da criação conjunta para uma linguagem própria. “É um espetáculo concebido em forma de sonho, como o momento em que, ainda na cama, lembramos de um sonho e neste mesmo ato já não sabemos se estamos recordando de fato ou recriando essa lembrança. “Gira” é sonho e pesadelo, rito e natureza, é Brasil e mundo, homem-mulher, bicho- homem que a terra há de comer”, conta Luis.

Ficha técnica:
Direção: Luis Igreja
Diretora de Acrobacias: Lurian Duarte
Roteiristas: Clara Meirelles e Ana Carina
Direção Musical: Daniel Gonzaga
Direção de Arte: Denise Bernardes e Guilherme Maia
Elenco: Barbara Furtado, Bárbara Gonçalves, Denise Montero, Fábio Lacerda, Marina Lino, Maycow Ribas, Palu Felipe, Rennan Cesar, Ricardo Loureiro, Tayane de Almeida, Vandela Castaldelli, Vanessa Calado e Vitor Barros – Raíssa Cortat (Stand by)

Serviço:
Espetáculo “Gira”
Dia: 22/11
Horário: Às 15h, e, às 19h
Ingressos: R$ 90/ R$45 (meia-entrada), R$ 70/ R$ 35 (meia-entrada) e R$50/R$25 (meia-entrada).
Classificação: Livre
Local: Vivo Rio
Endereço: Avenida Infante Dom Henrique, nº 85, Aterro do Flamengo, RJ.

“Banho de Sol” no Leblon

Os atores Helena Almeida e Ruy Carvalho voltam a falar sobre amor, solidão, e desencontros na peça Banho de Sol, que estará em cartaz em novembro, no Teatro Municipal Café Pequeno, no Leblon.

Primeiro trabalho da Companhia Doêrro – criada pela dupla em 2014 – a trama abre ao público a possibilidade de várias interpretações. O espetáculo é uma sequência de solos curtos, que abordam a solidão através de linguagens teatrais diferentes.

“Apesar desta ser a segunda temporada, posso considerar que estamos estreando agora. Muita coisa mudou de janeiro para cá. Reduzimos os objetos cênicos, repensamos o figurino e tiramos 15 minutos de espetáculo. ‘Banho de Sol’ está mais onírico”, resume Ruy.

Outra mudança importante da remontagem é o desenho de luz, supervisionado por Bruno Peixoto. Na primeira versão, a luz apontava onde estava o foco da narrativa, uma vez que os atores ficam em cena durante todo o espetáculo.

“A grande mudança na luz é o fato de assumirmos que os dois estão em cena o tempo inteiro e deixarmos nas mãos da plateia a escolha para quem olhar. Cada vez mais, é o espectador que constrói a narrativa”, explica Helena.

A vontade de trabalhar de forma independente foi o pontapé inicial para a criação da Companhia Doêrro ano passado.

“Abrir a companhia foi libertador para nós. Podemos trabalhar juntos, experimentar juntos, da maneira que escolhemos. A gente se potencializa”, reflete Ruy.

A Cia. ganhou um patrocínio da Prefeitura do Rio, o

Programa de Fomento à Cultura Carioca, para apresentações

de teatro de rua em praças da cidade. Foram 12 praças escolhidas pela Doêrro nas zonas Norte e Oeste. Eles apresentaram o espetáculo “Ed & Cath”.

SERVIÇO

Peça: Banho de Sol

Gênero: Drama

Local: Teatro Municipal Café Pequeno

Concepção e Execução: Cia Doêrro

Duração: 45 minutos

Classificação: 16 anos

Temporada: de 11 de novembro a 26 de novembro // Quartas e Quintas

Horário: impreterivelmente às 21 horas

Preço: Inteira – R$ 30,00

Meia – R$ 15,00

“Nem Todo Ladrão vem para Roubar” em apresentação única no Glauce Rocha

Um ladrão entra em uma casa para roubar. Porém, vira refém do marido e da amante, que pensam que ele é um espião à serviço da esposa. Eles ameaçam matar o ladrão ou deixá-lo paraplégico. A partir daí, a peça apresenta situações absurdas, no qual um tenta esconder a verdade do outro. Com a chegada da esposa, da mulher do ladrão, do amante da esposa e até de um segundo ladrão, a confusão fica ainda maior.

“Nem Todo Ladrão vem para Roubar”, de Dario Fo, já fez uma carreia de sucesso com apresentações em São Paulo, em festivais e teatros municipais pelo Circuito Cultural do Estado e em Portugal, no Festival Folias 2013, de Lousada, no Porto. Este ano, a peça viaja pelo Prêmio Myriam Muniz para Porto Alegre, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Curitiba, além de Campinas, Santos, Caraguatatuba e Botucatu. No Rio será apenas uma apresentação, dia 25 de novembro, no Teatro Glauce Rocha, às 19h.

Um vaudeville (ou teatro de variedades)

A comédia, escrita em 1959, é uma farsa ágil e agradável, repleta de intrigas, mentiras e disfarces. Na peça, o ladrão e sua esposa são retratados como pessoas de princípios éticos, enquanto os ricos e poderosos são pessoas sem escrúpulos, que fazem qualquer coisa para alcançar o que querem.

A peça é um vaudeville, de origem parisiense, com forte apelo popular. Gênero que existiu entre o final do século XVIII e o começo do século XIX, no qual as peças são construídas a partir de uma trama repleta de intrigas, reconhecimentos, golpes e efeitos, sugestões maliciosas e uma salada sobre a vida amorosa. Faz parte da dramaturgia do fim do século XVIII, desenvolvida por Scribe, Sardou e Labiche. Entre os seus autores mais notáveis estão Georges Feydeau (1862-1921), com “O hotel das trocas livres” (1894) e Tristan Bernard (1866-1947), com “Tripleatte” (1905).

 

SOBRE DARIO FO, O AUTOR

É autor, diretor e protagonista de mais de cem farsas e comédias apresentadas em todo o mundo, criador de inúmeros textos publicitários, músicas e monólogos, além de ser pintor, cenógrafo, figurinista, encenador, militante político e vencedor do Prêmio Nobel de Literatura de 1997.

A importância do autor Dario Fo é inegável pelas diversas montagens de suas peças que tivemos no Brasil até hoje. Desde “Morte Acidental de um Anarquista”, dirigida por Antônio Abujamra, com Antônio Fagundes, na famosa Companhia Estável de Repertório (CER), de “Brincando em cima Daquilo”, que valeu o Prêmio Molière a Marília Pêra, até “Um Orgasmo Adulto escapa do Zoológico”, também dirigida por Abujamra com a interpretação inesquecível de Denise Stocklos. A Commune montou também de Dario Fo, “O Arlecchino”, feito em quadros, que fez grande sucesso de público e de crítica.

A chave do teatro de Dario Fo é a utilização da história e das tradições populares como metáfora do presente. Para ele, o verdadeiro teatro satírico nasce da tragédia. Sua dramaturgia é construída a partir de desenhos de personagens, esboços de cenas e de um roteiro de situações.

 

FICHA TÉCNICA

 

Texto: Dario Fo

Tradução e Adaptação: Augusto Marin

Direção: Augusto Marin

Elenco: Javert Monteiro (Ladrão); Augusto Marin (Marido); Roselaine Araujo (Esposa); Salete Fracarolli (Esposa do Ladrão); Michelle Gabriel (Amante do Marido); Neto Villar (Amante da Esposa)

Iluminação: André Lemes

Coordenação: Augusto Marin e Michelle Gabriel

Produção: Augusto Marin e Silvia Luvizotto

Realização: Coletivo Teatral COMMUNE

Sobre a ocupação Em Cena para todos

 

Contemplado pela Funarte no edital de ocupação do Teatro Glauce Rocha/2015, o projeto Em Cena para todos foi Idealizado pela empresa de produção cultural carioca Ymbu Entretenimento. Ele tem como objetivo a ocupação do espaço com espetáculos e oficinas, com artistas renomados e novos talentos das artes cênicas brasileiras; além de promover e divulgar o teatro.

As oficinas têm diversos temas relacionados às artes cênicas, tais como Teatro para jovens – com diretores especializados e com sucessos em cartaz – considerada como um dos diferenciais da proposta. Também são abordados assuntos com expressão corporal, dramaturgia e outros. O alvo dessas aulas é dar oportunidade aos participantes de seguir a profissão de ator/atriz – tanto os novos candidatos quanto os artistas já formados.

 

“Este projeto foi contemplado pela Fundação Nacional de Artes – FUNARTE no edital de Ocupação do Teatro Glauce Rocha 2015”

SERVIÇO: 

NEM TODO LADRÃO VEM PARA ROUBAR

Local: Teatro Glauce Rocha – Av. Rio Branco, 179 – Tel: (21) 2220-0259.

Data: 25 de novembro

Horário: 19h

Ingresso: R$ 20,00 (inteira); R$ 10,00 (meia entrada e clientes Metrô Rio)

Classificação: 12 anos

Duração: 60 minutos

Gênero: Comédia

Capacidade: 202 Lugares

Pequeno Sertão: Veredas

Nos dias 14, 21 e 28 de novembro (sábados), o Centro de Referência Cultura Infância, Teatro Maria Clara Machado, apresenta o espetáculo infantil “Pequeno Sertão: Veredas”. Com dramaturgia e direção de Daniela Fossaluza, a peça traz a proposta de transpor parte do universo sugerido por Guimarães Rosa para um tapete tridimensional de histórias, que se proponha a representar um sertão veredas em miniatura para crianças e jovens.

FICHA TÉCNICA

Direção: Daniela Fossaluza

Dramaturgia: Daniela Fossaluza

Elenco: Daniela Fossaluza, Denise Goneve, Karina Queiroz e Cezar Augusto Pereira

SERVIÇO

Data: 14, 21 e 28 de novembro

Local: Teatro Municipal Maria Clara Machado (Planetário da Gávea)

Endereço: Av. Padre Leonel Franca, 240, Gávea. Tel.: (21) 2274 7722

Horário: Sábados, às 11h

Valor: R$ 20,00 (inteira)

Duração: 60 minutos

Gênero: Teatro infantil/ contação de história

Classificação: Livre (Recomendado para maiores de 5 anos)

Bilheteria: quarta a domingo, a partir das 14h

Capacidade: 138 lugares

Estacionamento pago no local

“Godspell” no Teatro Vanucci

A estreia no Teatro Ipanema anunciava o sucesso da montagem de Godspell dirigida por João Fonseca. Depois de uma temporada de dois meses na Zona Sul o musical partiu para uma nova temporada, igualmente com casa lotada, no Imperator. Agora está de volta, dessa vez no Teatro Vanucci (Rua Marquês de São Vicente, 52 – Shopping da Gávea), entre os dias 12/11 e 27/12.

Godspell é um espetáculo musical que possui como base as parábolas do Evangelho de São Matheus. Um grupo de 12 pessoas têm seus caminhos cruzados por João Batista/Judas (no espetáculo as duas personagens são interpretadas pelo mesmo ator) e por Jesus. Esse encontro inesperado altera as ações e o olhar de todos pela vida. Com uma linguagem moderna, essa nova montagem do sucesso da Broadway traz o universo bíblico para os dias modernos, através de um jogo de humor, poesia e música.

No elenco, se revezam Leo Bahia, Bruno Fraga, Analu Pimenta, Vinicius Teixeira, Lyv Ziese, Raphael Rossatto, Deborah Marins, Diana Cataldo, Laura Zenet, Bernardo Dugin, Alain Catein, Ingrid Gaigher, Erick de Luca, Oscar Fabião, Ugo Cappelli, João Telles, Carol Botelho, Claire Nativel, Giovanna Rangel e Joana Mendes.

Godspell

De 12/11 a 27/12 (quinta a sábado – 21h e domingo – 20h30)

Teatro Vanucci – Rua Marquês de São Vicente, 52 (Shopping da Gávea)

Capacidade: 425 lugares

Telefone: (21) 2274-7246

Entrada: R$ 60,00 (R$ 30,00 meia) às quintas e 80,00 (R$40,00 meia) de sexta a domingo

Elenco: Bruno Fraga, Analu Pimenta, Vinicius Teixeira, Leo Bahia, Lyv Ziese, Raphael Rossatto, Deborah Marins, Diana Cataldo, Laura Zenet, Bernardo Dugin, Alain Catein, Ingrid Gaigher, Erick de Luca, Oscar Fabião, Ugo Cappelli, João Telles, Carol Botelho, Claire Nativel, Giovanna Rangel e Joana Mendes

Banda: Alexandre Queiroz (teclado), Gabriela Alkmin (teclado), Pedro Mota (guitarra e violão), Alana Alberg (baixo), André Guerra (bateria).

Direção: João Fonseca

Direção Musical: Tony Lucchesi

Coreografia: Victor Maia

Coordenação: Reiner Tenente

Iluminação: Luiz Paulo Nenêm

Figurino: Caio Loki

Cenário: Nello Maresse

Crédito das fotos: Alice Venturi

Assessoria de Imprensa: Blue Comunicação

P.S.: Fomos conferir, veja só!

Os Homens Querem Casar e as Mulheres Querem Sexo 2

Após oito anos e meio em cartaz, chega a segunda parte de Os Homens Querem Casar e as Mulheres Querem Sexo 2, estreando no Rio de Janeiro. A comédia conta a história de Jonas que continua sua busca pela mulher perfeita, e nesse processo, encontra deus e para sua surpresa, descobre que deus é mulher e é cearense. Deus então, faz uma proposta para Jonas passar a sentir tudo o que as mulheres sentem para entender a visão feminina sobre o universo masculino.

SERVIÇO – Os Homens Querem Casar e as Mulheres Querem Sexo 2
Texto: Carlos Simões
Direção: José Santa Cruz
Elenco: Carlos Simões e Danielle Nino
Estreia: 14 de novembro às 23h30
Temporada até 30 de janeiro – Sextas e sábados às 23h30
Valor: R$ 60
Local: Teatro Vanucci – Shopping da Gávea – Rua Marquês de São Vicente, 52 – 3 andar
Telefone: 2274-7246
Duração: 60 minutos
Gênero: comédia
Classificação: 14 anos
Capacidade: 400 lugares
Funcionamento da bilheteria – todos os dias das 14 às 22h

Santa Joana dos Matadouros

A crise econômica, a miséria, o patrão que explora o empregado e o trabalhador que luta pela sobrevivência são temas presentes em A Santa Joana dos Matadouros – uma das grandes peças do dramaturgo, romancista e poeta alemão Bertolt Brecht (1898-1956). O texto denuncia questões tão atuais e importantes quanto eram na época em que foi escrito, há mais de oitenta anos. Idealizada por Marina Vianna, a dramaturgia original de Brecht ganha nova versão de Diogo Liberano. Juntos, assinam a direção de A Santa Joana dos Matadouros, que estreia no dia 19 de novembro, no Teatro Glaucio Gill. A temporada segue até 21 de dezembro, de quinta a segunda, às 20h. A produção tem patrocínio da Universidade Estácio de Sá, através da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, gerenciada pela Comissão Carioca de Promoção Cultural, da Secretaria Municipal de Cultura.

Formado por oito atores, o elenco traz Adassa Martins, Gunnar Borges, João Velho, Leandro Santanna, Leonardo Netto, Luisa Arraes, Sávio Moll e Vilma Melo. No papel-título, Luisa interpreta Joana Dark, a jovem ingênua, cheia de fé, que pertence ao grupo missionário “Boinas Pretas”. Ela se une à luta dos operários contra o desemprego e as demissões crescentes que assolam a indústria de carne enlatada. A peça conta a trajetória da heroína Joana desde a inocência – quando acreditava que a distribuição de sopa e cânticos religiosos para os pobres atenuaria as tensões provocadas pelo mercado das carnes – até o seu entendimento da mecânica complexa e violenta da política econômica.

Bertolt Brecht escreveu A Santa Joana dos Matadouros entre 1929 e 1931, em meio à crise econômica mundial de 1929. A peça é ambientada nos matadouros de Chicago, nos Estados Unidos, durante um rigoroso inverno que intensifica as diferenças sociais e agrava a luta dos trabalhadores em busca de comida e abrigo. O autor nunca chegou a encenar a obra, porém dirigiu uma versão reduzida com oito atores em uma leitura radiofônica de 1932.

Idealizadora do projeto, Marina Vianna decidiu encenar A Santa Joana dos Matadouros depois que a obra do autor alemão integrou a sua tese de doutorado em teatro, em 2012. A atriz convidou o dramaturgo Diogo Liberano, com quem já havia trabalhado em montagens anteriores, para juntos dirigirem a peça. Com direção de movimento de Laura Samy, a proposta é dar voz aos que estão de fora, à margem. “São corpos e vozes que dão testemunho da humanidade em tempos sombrios. Os sem nome, sem rosto”, destaca Marina, que faz sua estreia na direção.

Convidada desde o início da idealização do projeto, a premiada diretora de arte e cenógrafa Bia Junqueira concebeu junto à direção a encenação visual e espacial da peça, que dá a ver a humanidade em farrapos presente no texto de Brecht. A direção de arte criada por Bia aposta em possibilidades inúmeras de figuração das multidões que rondam a montagem – industriais, trabalhadores, missionários – e abrem espaço para a constante ambiguidade presente na escrita de Brecht, que busca apresentar o ser humano como é naturalmente: um ser partido e tensionado entre horrores e virtudes.

A incisiva crítica social presente na obra também se revela por meio da música e da iluminação, que desempenham papéis importantes na trama. Com direção musical de Rodrigo Marçal e Arthur Braganti, a ambientação sonora – bem como a iluminação de Paulo César Medeiros – buscam dar corpo ao invisível que é o capital e suas engrenagens, que não cessam de modificar a trajetória dos personagens no decorrer da fábula encenada.

Texto pouco encenado no Brasil, A Santa Joana dos Matadouros apresenta o percurso de Joana rumo ao conhecimento da mecânica do sistema capitalista. “O meu trabalho sobre a dramaturgia nasceu do olhar que, junto à Marina, fomos lançando ao original. Tal como prevê o próprio Brecht, descobrimos rapidamente que seria preciso profaná-lo, fazer uso de seu universo, revendo cenas, cortando outras, mudando ordens e agregando materiais inúmeros que foram trazidos pelos atores em processo”, conta Diogo Liberano.

MARINA VIANNA – Concluiu o Doutorado e o Mestrado em Teatro, do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da UNIRIO e Graduou-se em História (Bacharelado) na PUC-Rio. Seus últimos trabalhos como atriz foram: Concreto armado, texto e direção de Diogo Liberano; Pinteresco, textos de Harold Pinter com direção de Ary Coslov; Devassa – Segundo a caixa de Pandora (LULU), de Frank Wedekind e direção de Nehle Franke, com a Cia dos Atores; A máquina de abraçar, direção de Malu Galli,; Traço-obs,- Ensaio sobre Medéia, texto e direção de Fábio Ferreira; Conjugado e A falta que nos move ou todas as histórias são ficção, ambas montagens com direção de Christiane Jatahy. Com o ator, diretor e dramaturgo Pedro Brício, participou de FitzJam, Fim de partida e A incrível confeitaria do Sr. Pellica.

DIOGO LIBERANO – Artista-pesquisador com graduação em Artes Cênicas: Direção Teatral pela UFRJ e pós-graduando do programa em Artes da Cena da mesma instituição. Professor da Faculdade CAL de Artes Cênicas, é diretor artístico da companhia carioca Teatro Inominável, pela qual dirigiu e escreveu: Não dois; Vazio é o que não falta, Miranda; Como cavalgar um dragão; Sinfonia Sonho (indicado ao 2º Prêmio Questão de Crítica na categoria Direção); Concreto armado (escrito em parceria com Keli Freitas) e a performance O Narrador. Como dramaturgo, destacam-se: Maravilhoso (indicada pela dramaturgia ao 8º Prêmio APTR de Teatro) e Laboratorial, peça comemorativa dos 25 anos da Cia dos Atores. Como diretor, Vermelho Amargo de Bartolomeu Campos de Queirós e o drama Uma vida boa, de Rafael Primot.

FICHA TÉCNICA

Do original A Santa Joana dos Matadouros, de Bertolt Brecht

Direção: Marina Vianna e Diogo Liberano

Tradução: Roberto Schwarz

Dramaturgia: Diogo Liberano

Elenco: Adassa Martins, Gunnar Borges, João Velho, Leandro Santanna, Leonardo Netto, Luisa Arraes, Sávio Moll e Vilma Melo

Musico em cena: Arthur Braganti

Direção de arte: Bia Junqueira

Direção Musical: Rodrigo Marçal e Arthur Braganti

Direção de Movimento: Laura Samy

Iluminação: Paulo César Medeiros

Produção executiva: Marcelo Mucida

Direção de produção: Ana Lelis

Realização: Moinho Produções

Idealização: Marina Vianna e Luisa Arraes

Persongens:

Luisa Arraes – Joana Dark, a missionária

João Velho – Mauler, o rei da carne enlatada

Leonardo Netto – Slift, braço direito de Mauler

Sávio Moll – Cridle, industrial da carne enlatada

Vilma Melo – D. Luckernidle, viúva de um trabalhador

Adassa Martins – Marta, missionária

Leandro Santanna – Snyder , missionário

Gunnar Borges – Gloomb, um trabalhador

SERVIÇO

A Santa Joana dos Matadouros

Temporada: 19 de novembro a 21 de dezembro.

Local: Teatro Glaucio Gill (Praça Cardeal Arcoverde, S/N – Copacabana)

Informações: (21) 2332-7904 / 2332-7970.

Dias e horários: Quinta a segunda, às 20h.

Capacidade: 102 lugares.

Duração: 120 minutos.

Gênero: Drama.

Classificação indicativa: 16 anos.

Ingressos: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia).

 

Fomos assistir, dá só uma olhada!

“Tomo Suas Mãos nas Minhas” no Teatro Glauce Rocha

Reconhecido pela crítica especializada como um dos melhores espetáculos de 2010 (também já assistimos) e indicado ao Prêmio Shell de Teatro de 2011 em quatro categorias (ator, atriz, cenário e iluminação).

Tomo Suas Mãos nas Minhas conta a história de amor entre Anton Tchekhov e Olga Knipper. O texto é baseado na correspondência amorosa dos dois: ela, uma jovem atriz iniciante; ele, um escritor renomado mais velho e já doente de tuberculose. O casal se conhece em uma leitura de A Gaivota no Teatro de Arte de Moscou. Devido ao clima gélido daquela cidade, Tchekhov passava uma boa parte do ano em Ialta, longe de Olga, que precisava permanecer em Moscou por conta dos seus compromissos com o teatro. Esta situação gerou uma intensa troca de correspondência entre os dois; ao todo, foram mais de 400 cartas durante o período de seis anos de convivência que se encerra com a morte prematura do autor.

O espetáculo mostra uma faceta da vida de um dos maiores dramaturgos da história do teatro. Essa obra possui várias camadas de compreensão, podendo ser interpretada tanto como uma história de amor, passando pelo processo de angústia e criação do autor, como um revival dos ensaios e representações do Teatro de Arte de Moscou, fundado e dirigido por Constantin Stanislavski e Vladimir Niemirovitch-Dantchenko, figuras mitológicas da dramaturgia mundial.

Estrelado pelo casal de atores Miriam Freeland e Roberto Bomtempo, é um espetáculo delicado e emocionante que tem sido extremamente bem acolhido pela crítica e pelo público. Na época da estreia no Rio de Janeiro em 2010, Bomtempo afirmou: “Estou vivendo um momento muito especial: o desafio de interpretar um personagem com o qual me identifico completamente. É um privilégio personificar Tchekhov, que era querido, digno e ético”.

Sobre a ocupação “Em Cena Para Todos” 

Idealizado pela produtora carioca Ymbu Entretenimento, o projeto “Em cena para Todos” visa à ocupação e promoção do Teatro Glauce Rocha com espetáculos e artistas renomados, além de, novos talentos das artes cênicas no país. O projeto prevê ainda oficinas de Artes Cênicas, Teatro para Jovens, Expressão corporal e dramaturgia. O objetivo é dar oportunidade a artistas já formados, e ainda, novos candidatos a seguir a profissão de ator/atriz. Um diferencial é a oficina de Teatro para Jovens, com diretores especializados e com sucessos em cartaz dentre o público.

“Este projeto foi contemplado pela Fundação Nacional de Artes – FUNARTE no edital de Ocupação do Teatro Glauce Rocha 2015”

FICHA TÉCNICA

Texto: Carol Racamora

Direção e Adaptação: Leila Hipólito

Elenco: Miriam Freeland e Roberto Bomtempo

Iluminação: Maneco Quinderé

Cenário: Fernando Mello da Costa

Figurino: Kika Lopes

Produção: Movimento Carioca

SINOPSE: Tomo Suas Mãos nas Minhas conta a história de amor entre Anton Tchekhov e Olga Knipper. O texto é baseado na correspondência amorosa dos dois: ela, uma jovem atriz iniciante; ele, um escritor renomado mais velho e já doente de tuberculose. O casal se conhece em uma leitura de A Gaivota no Teatro de Arte de Moscou. Devido ao clima gélido daquela cidade, Tchekhov passava uma boa parte do ano em Ialta, longe de Olga, que precisava permanecer em Moscou por conta dos seus compromissos com o teatro. Esta situação gerou uma intensa troca de correspondência entre os dois; ao todo, foram mais de 400 cartas durante o período de seis anos de convivência que se encerra com a morte prematura do autor.

SERVIÇO: 

TOMO SUAS MÃOS NAS MINHAS

Local: Teatro Glauce Rocha – Av. Rio Branco, 179 – Tel: (21) 2220-0259.

Data: de 12 a 15 de novembro

Horário: Quinta, sexta e sábado, às 19h e domingo, às 18h

Ingresso: R$ 20,00 (inteira); R$ 10,00 (meia entrada e clientes Metrô Rio)

Classificação: 14 anos

Duração: 80 minutos

Gênero: Drama

Capacidade: 202 Lugares

Embriagados

A partir de um texto autoral e inédito das atrizes em cena Adressa Koetz e Natália Gadiolli, “Embriagados” traz como proposta cênica um simpósio que debate a embriaguez com o público de forma leve e bem-humorada. Surge a partir de uma discussão das personagens sobre as vantagens e as desvantagens de embebedar-se, os impactos disso em suas vidas e também na vida dos espectadores. O objetivo é levantar a questão: beber ou não beber?

A personagem que ganha vida com a atriz Adressa Koetz está em crise com a bebedeira, que ora é motivo de muito prazer e ora de questionamentos pessoais sérios. Por isso, se une à amiga, vivida por Natália Gadiolli, que parece ter passado dessa fase. Juntas elas decidem fazer um simpósio sobre os paradigmas, os paradoxos e os paralelepípedos da embriaguez. Um misto de informação, poesia e muita diversão do primeiro gole à saideira.

“Não são duas bêbadas em cena, a protagonista nessa história é a bebida, alcoólica no caso. Portanto, ficarmos todos ‘Embriagados’ é sempre uma possibilidade”, é com esse espírito, diz a atriz Natália Gadiolli, que o espetáculo traz essa temática presente na vida de todos, os que bebem ou não.

“Há muito tempo, venho nutrindo o desejo de realizar um trabalho autoral e estou torcendo para que esta estreia seja em grande estilo!”, diz Adressa, que além do constante trabalho em teatro nos últimos anos, também participou das novelas “O Clone”, “Laços de Família” e “Andando nas Nuvens”, todas da Rede Globo.

Sobre o Empório 37

O Emporio 37 é um bar localizado na Rua Maria Quitéria 37, no coração de Ipanema, zona sul do Rio de Janeiro. Aberto todos os dias, no período da noite. Famoso pelo público eclético, de todas as idades e de diferentes nacionalidades, inclusive. Um lugar de encontro, em que os frequentadores buscam para dançar, ouvir música boa e, claro, beber.

Além do salão principal da casa, há ainda no segundo andar, um ambiente estiloso e mais intimista que acolhe vários shows de bandas alternativas e novos artistas. Visando promover mais cultura na região, o local também estará inaugurando junto a estreia de “Embriagados”, sua primeira atividade artística-cultural.

 

 

Ficha Técnica

Assistente de Produção: Carolina Velasco

Elenco: Adressa Koetz e Natália Gadiolli

Fotografia: THE 23 ILUMINA

Direção de Arte: Tatti Simões

Direção Geral : Mitzi Amado

Direção Musical: Sofia Kern

Gráfica: Diana Simões

Visagismo: Eduarda Queiróz

Imprensa: Alessandro Monteiro

 

Serviço

Temporada: De 26 de Novembro a 17 de dezembro

Espetáculo: Embriagados

Local: Bar Empório 37 – Rua Maria Quitéria, 37, Ipanema

Datas: 26/11; 03, 10 e 17/12 (quintas-feiras)

Horário: 21h

Preço: R$30,00 (inteira) / R$15,00 (meia e classe artística)

Informações: alessandro@alcomunicacao.com.br

Kiss me, Kate – O beijo da megera – Eu fui!

“Kiss me, Kate – O beijo da megera” é um espetáculo baseado em 2 sucessos. O musical “Kiss me, Kate” é uma atração da Broadway, com músicas de Cole Porter. Este, por sua vez, referencia “A megera domada”, um dos maiores clássicos da dramaturgia mundial, do autor William Shakespeare. Assim, torna-se um espetáculo dentro de outro, com os integrantes do elenco se alternando em 2 personagens cada um deles.

“A megera domada” conta a história de Petruchio. Machão, está à procura – ou à caça mesmo – de uma noiva. Até que encontra Katharina, fêmea perfeita para seu objetivo. Perfeita? Nem tanto, pois a moça tem um gênio explosivo, e não se rende tão fácil. Muito menos ao pretendente (alguém aí lembra da novela “O Cravo e a Rosa”? Então eheh). O rapaz então tem que fazer o possível e o impossível para tentar amansar e conquistar Katharina.

Em “Kiss me, Kate”, Frederic (José Mayer) e Lilli (Alessandra Verney) são um (ex) casal de atores que está encenando o clássico de Shakespeare. Mas ficção se confunde com “realidade”, e o gênio da atriz é meio parecido com o de Katharina, causando muitos conflitos entre os dois. Mas todos eles são contados da mais divertida forma. E afinada também.

O destaque do musical não está na grandiosidade da produção. E sim nas próprias canções, e na forma como são apresentadas. As letras das músicas são de criatividade incrível, assim como de um deboche surpreendente, que leva o público às gargalhadas. José Mayer e Alessandra Verney brilham nos duetos e nos solos, principalmente o famoso ator de televisão, que impressiona quem ainda não conhecia este seu lado. Outra dupla que também rouba a cena é Chico Caruso (sim, o cartunista) e Will Anderson, gângsters engraçadíssimos que tentam cobrar uma dívida do protagonista. Fora outros talentos individuais e outros números de dança, muito bem coreografados e executados.

“Kiss me, Kate – O beijo da megera” é mais um trabalho da parceria Charles Möeller & Claudio Botelho, que já está mais que consagrada no cenário cultural. Outra vez a dupla mostra que sabe escolher sucessos da Broadway, e adaptá-los para deixar de uma forma que agrade ao público brasileiro.

P.S.: Agradeço à Contato Comunicação e Eventos pelos convites.

 

Grande vencedor do nosso Top 5 de melhores musicais de 2015, veja!

Grupo Celtic Legends se apresenta no Teatro Bradesco Rio

Com mais de 700 apresentações pela Europa, em países como França, Suíça, Irlanda, Espanha, Portugal e Luxemburgo, e mais de 1.000 apresentações em todo mundo, o grupo Celtic Legends reúne bailarinos e músicos, que, desde muito cedo, conheceram a técnica e a tradição irlandesa. Jovens artistas de diversas cidades irlandesas conjugam, durante quase duas horas, ritmos frenéticos e a melancolia das baladas típicas.

A realização é da Opus, Branco Produções e Ministério da Cultura e as apresentações passarão pelas seguintes cidades brasileiras: São Paulo, dia 09 de novembro, no Teatro Bradesco; Natal, dia 10 de novembro, no Teatro Riachuelo; Rio de Janeiro, dia 12 de novembro, no Teatro Bradesco Rio; Porto Alegre, dia 13 de novembro, no Teatro do Bourbon Country.

O Celtic Legends é inteiramente composto por músicas ao vivo, danças e sons e, enquanto respeita a cultura e a antiga história do país, gera uma atmosfera contagiante. Criado em 2002, nas lindas e selvagens colinas de Connemara, na Irlanda, o Celtic Legends tem viajado o mundo desde então.

Os bailarinos se apresentam em cena como raios brilhantes, lufadas velozes quase sem tempo para respirar. Vários deles são vencedores de prêmios em campeonatos internacionais, enquanto outros percorreram o mundo em companhias como Riverdance e Lord of the Dance.

A música é original e composta pelos instrumentos tradicionais da Irlanda, o frenético violino, o grande tambor, o “bodhran”, que conduz a banda, o melancólico “uileann” que com lindos sopros lembra os dias de outrora. Os músicos são os melhores do mundo no estilo e possuem virtuosismo, qualidade e paixão pela arte inigualável.

O espetáculo tem uma grande relação com os sons celtas, galgos e asturianos e ainda com a Bretanha francesa e atualmente conta com duas companhias, uma delas sediada no Canadá.

A dança irlandesa tem vivenciado um surpreendente ressurgimento nos últimos anos, com os shows irlandeses. O Celtic Legends recria a forma desta arte, mantendo as partes que lhe são essenciais. Ao apresentar a dança tradicional, o show tem uma sensação mais vivaz, o elenco é mais criativo e dinâmico, o público fica mais envolvido e acaba o show com o sentimento de que realmente conheceu e vivenciou a Irlanda.

O grupo musical é formado por SEAN McCARTHY (flauta uilleann e direção musical), MICHAEL COULT (flauta), KAREN HICKEY (violino), KIERAN LEONARD (guitarra acústica e voz) e CIARÁN BOLGER (guitarra acústica e voz).

O corpo de bailarinos masculino conta com Jason Donnelly, Seán Scally, Connor Carlton, Matthew Gillespie e Dale Halvey, enquanto o feminino tem Megan Walsh, Emma O’Flynn, Fiona McCabe, Leah Telford, Meadhbh Kennedy, Alice Fowler e Danielle McCarthy.

SOBRE SEÁN MCCARTHY (Diretor Musical)

Seán McCarthy é o diretor musical e toca Uilleann pipes (a típica gaita irlandesa) em Celtic Legends – The Irish Show. Nascido na cidade de North Cregg, no Condado de Cork, começou a tocar Uilleann pipes muito jovem, aos 9 anos de idade. Desde então, Séan foi premiado com o título de melhor instrumentista de Uillean pipes da Irlanda em seis ocasiões diferentes e venceu o respeitado festival Oireachtas na Gaeilge três vezes consecutivas.

Séan já se apresentou em todo o mundo com a maioria dos principais espetáculos e grupos de dança, tocando em alguns dos locais mais prestigiosos da Europa e do planeta, incluindo o Luxor de Roterdã, o World EXPO de Xangai, o Tokyo Forum Hall, o South Point Casino de Las Vegas e o Olympia de Paris. Ele também é membro fundador do supergrupo conhecido como FullSet, que, em 2011, ganhou o respeitado Prêmio Anual de Inovação da RTÉ/RAAP. Isso levou o grupo a tocar com alguns dos mais conhecidos artistas da música irlandesa e mundial.

Além de lançar o álbum de estreia do FullSet, em 2011, Séan lançou seu primeiro disco solo, intitulado “Halcyon Days”, que foi aclamado pela crítica e descrito pelos críticos como “o mais empolgante e cativante CD de estreia na flauta irlandesa dos últimos vinte anos”.

SOBRE JACINTHA SHARPE (Coreógrafa)

Jacintha Sharpe é a coreógrafa de Celtic Legends – The Irish Show. Nascida em Kildare, no leste da Irlanda, Jacintha já se apresentou em todo o planeta com alguns dos principais espetáculos de dança irlandesa do mundo. Tendo começado a dançar aos 4 anos de idade, aos 16 já tinha participado da maior apresentação já realizada pelo Riverdance. Além de ser uma experiente dançarina de espetáculos, ela também é muito requisitada como dançarina solo, e já se apresentou com grupos conhecidos, como a premiada banda Gráda. Reconhecida como uma das mais talentosas e encantadoras dançarinas de sua época, Jacintha cria coreografias que retratam à perfeição a sua crença no estilo cru e energético da dança irlandesa.

Além de ser uma talentosa dançarina e de ocupar com regularidade os lugares mais altos nos Campeonatos Mundiais de Dança Irlandesa, Jacintha também é uma TCRG (Professora de Dança Irlandesa Certificada pela Comissão) qualificada, um título oficial para instrutores de dança irlandesa reconhecidos. Isso a coloca entre a elite da dança ao olhar de seus colegas.

Agora no auge da sua carreia, Jacintha está encantada por trabalhar com a equipe de alto nível do Celtic Legends, que detém, entre si, mais de 50 medalhas em Campeonatos Mundiais de Dança.


12 de novembro, às 21h, no Teatro Bradesco Rio (Rio de Janeiro/RJ)
Duração:
100 min.
Classificação:
não recomendado para menores de 08 anos

RIO DE JANEIRO (RJ)
CELTIC LEGENDS
Dia 12 de novembro
Quinta-feira, às 21h
Teatro Bradesco Rio (Avenida das Américas, 3900 – loja 160 do Shopping VillageMall – Barra da Tijuca)
www.teatrobradescorio.com.br

INGRESSOS

Setor

Valor

Frisas

R$ 50,00

Balcão Nobre

R$ 50,00

Camarote

R$ 130,00

Plateia Alta

R$ 150,00

Plateia Baixa

R$ 180,00

– 50% de desconto para titulares do Cartão Alelo Cultura, na compra de um ingresso, pago com o Cartão Alelo Cultura (vale-cultura), adquirido somente na bilheteria do Teatro Bradesco Rio – limitado a 100 ingressos;
– 25% de desconto para Clientes Bradesco e guichê exclusivo na bilheteria do Teatro Bradesco Rio. Desconto limitado a 4 ingressos por sessão para o titular do cartão. Venda limitada de 200 ingressos por sessão.
– 20% de desconto para assinante O Globo. Desconto limitado a 2 ingressos por sessão para o titular do cartão. Venda limitada de 200 ingressos por sessão e disponível apenas para compras efetuadas na bilheteria do Teatro Bradesco Rio.
10% de desconto para titulares do Cartão Alelo Cultura, na compra de um ingresso, pago com o Cartão Alelo Cultura (vale-cultura), adquirido somente na bilheteria do Teatro Bradesco Rio.

*Crianças até 24 meses que fiquem sentadas no colo não pagam
** Política de venda de ingressos com desconto: as compras poderão ser realizadas nos canais de vendas oficiais físicos, mediante apresentação de documentos que comprovem a condição de beneficiário. Nas compras realizadas pelo site e/ou call center, a comprovação deverá ser feita no ato da retirada do ingresso na bilheteria e no acesso à casa de espetáculo;
***Descontos não cumulativos.

Capacidade: 1000 lugares

CANAIS DE VENDAS OFICIAIS:

Bilheteria Teatro Bradesco Rio: Av. das Américas, 3.900/Lj 160- Tel: 3431-0100 (de terça a domingo: 13h às 19h.)

Sujeito à taxa de conveniência:
Site: www.ingressorapido.com.br (a compra pode ser feita até duas horas antes do evento)
Call Center: 4003-1212 (de segunda a sábado, das 9h às 22h, e domingo, das 12h às 18h)
FNAC Barra Shopping: Av. das Américas, 4.666 Loja B 101/114 (Segunda a sábado, das 10h às 20h, domingo, das 13h às 18h, e feriado, das 15h às 18h).
Formas de pagamento: Amex, Aura, Diners, dinheiro, Hipercard, Mastercard, Redeshop, Visa e Visa Electron. (Neste ponto de venda não é possível fazer a retirada de ingressos adquiridos pela internet e call center)
Centro 021 Turismo: Avenida Rio Branco, 181 Sala 704 – Centro (Segunda a sexta, das 10h às 19h). Formas de Pagamento: somente em dinheiro. (Neste ponto de venda não é possível fazer a retirada de ingressos adquiridos pela internet e call center)
Theatro Net Rio: Rua Siqueira Campos, 143 (Segunda a domingo das 10h às 18h). Formas de pagamento: Amex, Aura, Diners, Dinheiro, Hipercard, Mastercard, Redeshop, Visa e Visa Electron.
Loja Vivo Ipanema: Rua Visconde de Pirajá, 443 (Segunda a sexta, das 13h às 19h, domingo, das 10h às 16h e aos feriados não há funcionamento). Formas de pagamento: Amex, Aura, Credicard, Diners, Dinheiro, Hipercard, Mastercard, Redeshop, Visa e Visa Electron.
Posto BR Piraquê: Av. Borges de Medeiros, s/nº (Todos os dias, das 9h às 20h). Formas de pagamento: Amex, Aura, Credicard, Diners, Dinheiro, Hipercard, Mastercard, Redeshop, Visa e Visa Electron. (Neste ponto de venda não é possível fazer a retirada de ingressos adquiridos pela internet e call center)
Posto Burgão: Estrada dos Bandeirantes, 3300 (Segunda a sábado, das 8h às 18h). Formas de pagamento: Amex, Aura, Diners, dinheiro, Hipercard, Mastercard, Redeshop, Visa e Visa Electron. (Neste ponto de venda não é possível fazer a retirada de ingressos adquiridos pela internet e call center)
Posto BR Bougainville: Rua Uruguai esquina com a Rua Maxell (Segunda a sábado, das 9h às 20h, domingo e feriado, das 9h às 16h). Formas de pagamento: somente em dinheiro.
Multipoint Leblon: Rua General Urquiza, 67 Loja B (Segunda a sexta, das 9h às 18h e sábado, das 10h às 14h. Não há funcionamento aos domingos e feriados). Formas de pagamento: Amex, Aura, Diners, dinheiro, Hipercard, Mastercard, Redeshop, Visa e Visa Electron. (Neste ponto de venda não é possível fazer a retirada de ingressos adquiridos pela internet e call center).
Cidade das Artes – Barra da Tijuca: Avenida da Américas, 5300 (Terça a quinta, das 13h às 19h e sexta a domingo, das 13h às 17h). Formas de pagamento: Amex, Diners, Dinheiro, Mastercard, Redeshop, Visa e Visa Electron.