Leandro Fregonesi no Rival

Dia 17 de novembro será o lançamento do terceiro CD e primeiro DVD de Leandro Fregonesi  “ Vai Ter Fuzuê” no Teatro Rival Petrobras.

Parceria com o Canal Brasil e a Som Livre e que incluirá, também, um episódio de 01 hora de duração na TV, falando sobre sua carreira e mostrando suas músicas, na nova série que será lançada pelo Canal Brasil, para artistas novos, chamada “Tô Chegando” (será apresentado em 3 datas, já marcadas, em Novembro/15).

O DVD tem depoimentos de Maria Bethânia, Beth Carvalho, Monarco, Diogo Nogueira e outros. O CD tem participações de Beth Carvalho, Monarco, Tantinho da Mangueira, Reinaldo e Rixxa.

Leandro Fregonesi, cantor e compositor da nova geração do samba, tem dois CDs lançados, sendo que o seu segundo CD – Festa das Manhãs – foi indicado ao Prêmio TIM 2007 como “Melhor Disco” e “Melhor Cantor de Samba”.

Tem mais de 400 músicas compostas e mais de 60 já gravadas por artistas como Maria Bethânia, Beth Carvalho, Diogo Nogueira, Neguinho da Beija Flor, Thiaguinho, Ana Costa, Nilze Carvalho etc.

Beth Carvalho ouviu mais de 3.000 músicas para selecionar o repertório do seu CD “Nosso Samba Tá na Rua”. Gravou 2 músicas do Fregonesi. Este CD ganhou o Prêmio da Música Brasileira 2012 e o Grammy Latino 2012.

Também premiado, o CD do Diogo Nogueira que tem as músicas do Fregonesi, uma delas gravada juntamente com a Alcione, ganhou o Grammy Latino 2010.

É de sua autoria, junto com seus parceiros, o tema do Campeonato Brasileiro de Futebol – Brasileirão 2013 e 2014. Foi gravada por Neguinho da Beija Flor para o Sport TV e por Thiaguinho para o Premiere FC. E continua sendo o tema oficial do Brasileirão 2015, no Premiere FC e com contrato já para 2016também.

Convidado pela Globo Rio, fez shows no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro – MAM – e nos encerramentos do evento Comida di Buteco em 2012 e 2013.

Apresentou seu show, recentemente, no Theatro Pedro II, em Ribeirão Preto e no Teatro Municipal de Niterói.

Em outubro de 2012, foi convidado para fazer shows em Madri e Barcelona, no Festival Tensamba. E em fevereiro de 2014 se apresentou no Festival do Midem 2014 – uma das maiores Feiras Internacionais de Música – em Cannes / França, sendo que o Brasil era o país homenageado neste ano.

Foi selecionado, entre milhares de artistas do mundo todo, para a se apresentar na WOMEX 2015 – World Music Expo – outra das maiores Feiras Internacionais de Música da Europa, no mês de outubro/2015.

Serviço:

Leandro Fregonesi – lançamento do terceiro CD e primeiro DVD “Vai Ter Fuzuê”

Dia 17 de novembro, terça-feira, às 19h30

Abertura da casa às 18h30

Teatro Rival Petrobras

Rua: Álvaro Alvim, 33/37 – Cinelândia -Tel:  2240-4469

Preços

R$ 50 (Inteira)

R$ 35 (Promoção para os 200 primeiros pagantes)

R$ 25 (Estudante / Idoso / Professor da Rede Municipal / Funcionários da Petrobras)

Classificação: 16 anos

Capacidade: 458 lugares

Como Sobreviver a um Ataque Zumbi – Eu fui!

Semana de Halloween, e uma estreia com a cara da temporada resolve pintar nos cinemas. “Como Sobreviver a um Ataque Zumbi” mexe com um universo muito em voga ultimamente, mas esta mais nova homenagem à classe zumbi não tem o intuito de assustar. A diversão está em primeiro lugar nesta comédia rasgada de Christopher Landom.

O enredo não é lá muita novidade, e repete clichês de outras comédias americanas, com estereótipos parecidos de personagens. 3 adolescentes escoteiros se conhecem desde crianças, mas 2 deles não veem mais graça nisso, e não querem mais ser alvo de chacota dos outros jovens da cidade. Ben – galãzinho – e Carter – com os hormônios à flor da pele – decidem escapar do acampamento para ir a uma badalada festa. Assim, deixam para trás Augie – divertido gordinho – , que se sente traído (e consegue encontrar os dois “ex-amigos” seguindo o que chamou de “cheiro da traição”. Ri muito ahah). Chegando na cidade, veem que o local está tomado por zumbis, e se juntam com Denise – a gostosona – para combater a epidemia.

Apesar do trio matar zumbis sem dó nem piedade e da quantidade de sangue na telona, o filme tem divertidos momentos. Com piadas e cenas que, para uns, podem ser consideradas de mau gosto, o longa faz rir em sua boa parte. Apesar dos clichês já citados, também há várias partes nonsense, que são – para mim – as mais engraçadas.

Se a blogueira que vos fala não fosse tão ignorante em relação a séries americanas – destas em que todos são viciaaaados -, poderia fazer um paralelo entre “Como Sobreviver a um Ataque Zumbi” e elas. Se bem que acho que também não é o caso. A ideia principal mesmo é fazer uma comédia voltada para o público adolescente. Que retrata a libido mais aflorada da fase, e também com um pouco de romance. Quanto a isto, creio que o filme cumpriu seu papel, mas também pode divertir públicos de outras idades (a partir dos 14 anos).

P.S.: Agradeço à Palavra pelos convites

Estreia da nova temporada de “Minha Loja de Discos”

O planeta gira e o vinil também, mundo afora. No próximo dia 06 de setembro, domingo, às 19h30, estreia a terceira temporada do elogiado programa Minha Loja de Discos, no Canal BIS. Depois de rodar o Reino Unido e Estados Unidos, agora a série documental mostra a lojas e produção musical de países como Alemanha, França, Israel, Suécia, Líbano, Portugal e França. E atende a um antigo pedido de espectadores: pela primeira vez no roteiro, o Brasil terá destaque, com três estabelecimentos. Além disso, o programa abre espaço para performances exclusivas de artistas.

Ao longo de 13 episódios, os espectadores farão um passeio por estabelecimentos icônicos e tradicionais, mas não só. “O programa tem essa característica, de mostrarmos as grandes lojas, aquelas que são ícones entre as lojas de disco, e também outras que têm características específicas, propriedades mais únicas” conta a diretora greco-alemã Elisa Kriezis, que dirige e produz a série ao lado do jornalista brasileiro Rodrigo Pinto,  integrante da equipe de apresentadores das coberturas de festivais do Multishow-BIS.

A pedido do público, esta temporada contempla lojas memoráveis do Brasil que atravessaram as mudanças do mercado fonográfico. Em um canto escondido na Rua do Rosário, no centro do Rio de Janeiro, a Tropicália, conhecida por muitos colecionadores, é protagonista de um dos episódios da série. Já em São Paulo o programa mostra os bastidores da Baratos Afins, fundada em 78, que se confunde com a própria história da música independente brasileira, em especial do rock paulista.  “Eles são heróis”, observa Rodrigo.

Outro objetivo do programa, além de apresentar estes espaços, é dar luz à cena musical das regiões visitadas. A nova temporada capta a explosão da música independente em Portugal e vai até a Louie Louie, em Lisboa, entender um pouco mais desse movimento. Participam do programa bandas como Linda Martini, Legendary Tigerman, Bfachada, Gala Drop e o duo Dead Combo. Estes três últimos fizeram performances exclusivas para o programa.

Em Reiquejavique, na Islândia, “Minha Loja de Discos” conta a incrível história da “Smekkleysa”, loja fundada pelos integrantes do Sugarcubes, banda que revelou Bjork para o mundo. A cantora islandesa ainda é dona da loja e do selo de mesmo nome. “Smekkleysa, em islandês, significa mau gosto. Eles desafiaram a ideia de bom gosto e lançaram alguns dos artistas mais importantes da música atual, como o Sigur Rós, que, aliás, deu uma entrevista incrível para o programa”, diz Elisa. O baixista Georg Hólm, do Sigur Rós, diz no programa que “se não fosse a Smekkleysa, o Sigur Rós não estaria aqui”.

Já em Berlim, a intenção é mostrar a relevância da música eletrônica e do cenário em que ela se estabelece. Diante da força deste ritmo, a equipe do programa visita a loja Hard Wax, que reúne alguns dos maiores DJs alemães, como Modeselektor, Marcel Dettmann, Steffi, Mark Ernestus e Ben Klock. E apresenta ainda a Dubplate & Mastering, principal “cortadora” de discos de vinil da música eletrônica da Europa.

Seguindo os rastros da música pop no velho continente, Minha Loja de Discos não poderia deixar a Suécia fora do roteiro. Em entrevista exclusiva realizada na mitológica Pet Sounds, no primeiro episódio da nova temporada, a banda Amazon desvenda os segredos do swedish pop – o pop sueco. “A gente sempre se guia pela nova produção independente, que está intimamente ligada às lojas de discos”, diz Rodrigo. “Na Suécia, mostramos artistas que fizeram sucesso há décadas, mas também novos expoentes”,complementa.

Outras lojas que integram a terceira temporada: Balades Sonores (Paris) Chico (Beirute), Third Ear (Tel Aviv) e Bora Bora (Nova Granada).

 

Ficha técnica

Direção: Elisa Kriezis e Rodrigo Pinto

Roteiro: Kika Serra e Pedro Serra

Edição e trilha sonora: Felipe David Rodrigues

Uma co-produção Canal Bis e Ton Ton Filmes

#1MOL – Sede de Portas Abertas

Espaço aberto de ações, discussões e encontros. O evento busca fomentar a aproximação de diferentes núcleos de trabalho e estabelecer maior contato com o espectador, gerando um importante espaço de diálogo na cidade. Temas do mês: paixão, melodrama, fossa, bolero, declarações, tango, vermelho.

SERVIÇO

Data: 23/06 a 14/07

Local: Sede das Cias (Rua Manuel Carneiro, 12 – Escadaria Selarón – Lapa)

Telefone: (21) 2137-1271

Horário: Terças, às 20h

Valor: Entrada Franca Proposições: pangeiaciadeteatro@gmail.com http://www.facebook.com/sededascias

Renato e seus Blue Caps, no Teatro Rival

Tudo não passava de uma brincadeira. No ano de 1959, os irmãos Barros e seus amigos se reuniam para participar das festas no bairro da Piedade, RJ, onde moravam. Faziam mímica (dublagem) dos grupos e cantores americanos de sucesso na época. E foi assim, fazendo mímica, que o grupo se apresentou pela primeira vez no programa “Hoje é dia de rock”, da rádio Mayrink Veiga, com o nome de “Bacaninhas do rock da Piedade”. A apresentação foi um fracasso, e ganharam muitas vaias.

Já no ano de 1960, Renato resolveu fazer nova inscrição para o programa, dessa vez concorreria ao ROCK AO VIVO, ou seja, tocando e cantando de verdade.

Jair de Taumaturgo, diretor do programa, não aceitou a inscrição com o nome “Bacaninhas do rock da Piedade”, perguntando seu nome, sugeriu que colocasse “Renato e seus Blue Caps”. Com esse nome o grupo se apresentou, ganhou o 1º lugar e como prêmio, o convite para participar do programa do Chacrinha na Tv Tupi. Durante o programa receberam a proposta para gravar um LP na gravadora Copacabana.

Em 1964, assinaram contrato com a CBS, e gravaram primeiro um compacto duplo, e logo em seguida o LP “Viva a juventude”. Esse LP ficou entre os mais vendidos durante meses.

Em função do grande sucesso da música “Menina Linda”, o grupo foi convidado pelo empresário Marcos Lázaro, para participar do programa JOVEM GUARDA. Assinou contrato com a TV Record, e fazia além do programa, toda a linha de shows da emissora.

–          De 1964 até 1982, a banda teve a sua carreira em discos ligada a CBS (Sony Music)

–          Em 1983, gravou na BMG, o disco “Pra sempre”;

–          Em 1987, gravou na Continental o disco “Batom Vermelho”;

–          Em 1996, com a Sony – Som Livre, regravou os principais sucessos;

–          Em 2001, disco ao vivo pela Warnner.

A banda já teve várias formações, mas na atual dois integrantes estão desde o início, são eles:

– Renato Barros: idealizador e criador da banda. Guitarrista, vocalista e compositor de vários Hits da MPB com inúmeras regravações até os dias de hoje;

– Cid Chaves: entrou em 1964, quando o grupo foi contratado pela CBS, tocando saxofone. Nunca mais saiu da banda, sendo hoje, um dos vocalistas.

Completando a formação atual temos:

– Darci Velasco: natural do Rio Grande do Sul está 21 anos no grupo, sendo o tecladista;

– Amadeu Signorelli: natural do Rio de Janeiro permanece 19 anos no grupo como baixista.

-Gelsinho Morais natural do Rio de Janeiro foi o último a se juntar a esta nova formação como baterista.

Desde o início da carreira até o dia de hoje a banda nunca parou de atuar, sendo por esse motivo considerada por pesquisadores, a banda de rock mais antiga do mundo em atividade.

A banda tem como prioridade absoluta, atender aos inúmeros convites para shows em todo Brasil.

Serviço:

Teatro Rival Petrobras

Dia: 06 de junho, sábado, às  19h30
Rua Álvaro Alvim, 33/37 – Cinelândia – Tel.: 2240-4469

Preço:
Setor A / Mezanino:

R$ 80  (Inteira)
R$ 40 (meia-entrada)

Setror B

R$ 70(Inteira)
R$ 55 (Promoção para os 100 primeiros pagantes)
R$ 30 (meia-entrada)

“Pequenas Biografias” – Eu fui”

Sempre tentando conhecer e experimentar as mais diferentes formas de se fazer arte, fui assistir a um espetáculo de gênero documental. Refiro-me a “Pequenas Biografias”, que já esteve em cartaz no Teatro Maria Clara Machado, mas agora se apresentava desde o dia 8 de outubro na nossa velha parceira Sede das Cias. A peça é da companhia Teatro Número Três, e mescla realidade e ficção, assim como várias histórias apresentadas.

O texto de Marcio Freitas tem como enredo um grupo de artistas que investiga a vida de seus familiares, de personalidades públicas e de desconhecidos. Entretanto, o projeto de biografia dos personagens é interrompido antes de se concretizar. Anos depois, outros artistas retomam as antigas histórias e analisam os documentos que restaram, tentando assim dar sentido aos fragmentos do passado.

Não é apenas a realidade e a ficção que se misturam nesta peça. As histórias são contadas de forma intercalada. Para orientar o espectador no que está se passando, cartazes com os nomes dos personagens são mostrados pelos outros atores com quem contracenam. O vídeo também é utilizado para narrar o decorrer da história, quem investiga quem, a evolução do projeto e as deserções no grupo. Eles também se filmam, documentando alguns fatos e comentários das reuniões.

Os recursos utilizados são mais que úteis, pois os diálogos são bastante ágeis, e a troca de uma fala e de uma história para outra é constante. Também são 7 atores em cena, praticamente o tempo inteiro. O que, em um espaço pequeno e quase intimista como o da Sede das Cias, preenche ainda mais o palco. O espetáculo também não lança mão de muita cenografia, chamando ainda mais a atenção para os efeitos visuais, sonoros e a história que está sendo contada.

“Pequenas Biografias” se despede da Sede das Cias após uma temporada de sucesso, segundo os próprios integrantes do elenco. O espetáculo se destacou por levar ao palco um gênero menos conhecido pelo grande público. E nós, espectadores e admiradores de teatro, agradecemos ao teatro carioca por dar espaço aos mais variados estilos, e às companhias de teatro pela versatilidade e competência com a qual os representam.

P.S.: Agradeço a Sede das Cias pelo convite.

Boreart, no Morro do Borel

Em setembro de 2012, moradores do Morro do Borel ingressaram na metodologia da Agência de Redes para Juventude, programa que estimula jovens de comunidades, periferias e subúrbios do Rio de Janeiro a criar projetos para as suas localidades. Dessa união surgiu o Boreart, um coletivo que pretende, através das artes, revitalizar os becos e ruas do morro. Depois de 2 anos, o desafio agora é reformar a escadaria da Rua Nossa Senhora Aparecida, uma das principais da comunidade. Inspirados na Escadaria Selarón, na Lapa, o Boreart quer tornar esta escadaria uma referência de arte urbana no Borel e em toda cidade.

Doações de azulejos
Para concretizar a reforma, os jovens estão recolhendo azulejos, que podem ser entregues na sede da Agência de Redes para Juventude (Rua Teotônio Regadas, 26/603), de terça a sábado, entre 10h e 19h. Mais informações: galeria.boreart@gmail.com. Vídeo da campanha: http://vimeo.com/106024066

Sobre o Boreart

Formado por quatro jovens moradores do Complexo do Borel, o projeto consiste em uma galeria de arte que ocupa as casas e a Rua Nossa Senhora de Fátima, mas conhecida como Barranco, no morro do Borel, Zona Norte do Rio de Janeiro. Cada morador abriga uma obra de arte em sua residência pelo período de exposição, em média dois meses, e todas as casas recebem a reforma da parede que receberá as obras e parte do valor da venda.

Em 2013 o projeto contou com a curadoria de Marcus Lontra e a parceria do M.A.M (Museu de Arte Moderna), via Luiz Camilo. As obras da primeira exposição foram dos artistas Artur Barrio e do coletivo de artistas Chelpa Ferro. Já em sua segunda exposição o projeto contou com obras de André Soares Monteiro, vulgo “Andareiro”, artista pernambucano, fundador do coletivo Cata-Mixto que trabalha com o reaproveitamento de materiais recicláveis para criação das suas obras, visando a sustentabilidade.

Em janeiro de 2014 o projeto chegou à sua terceira exposição, com os artistas e designers Felipe Nunes e Nando Garvey. Seus métodos de criação são inspirados nas culturas indígenas, africanas, tropicalismo, além da música e outros elementos da cultura brasileira. Além das exposições o projeto já desenvolveu oficinas de Grafite e Artes Visuais, em parceria com o SESC Tijuca, para jovens e crianças no Borel.

“Conselho de Classe” – Eu fui!

Foto: apetecer.com

Foto: apetecer.com

Faltando pouquíssimo tempo para as eleições, muito se fala a respeito dos problemas do país. Dentre eles, um dos mais comentados é a educação. Quais os investimentos, como está sendo tratada e, principalmente, qual o futuro. Esse é o tema de “Conselho de Classe”, peça que tivemos o prazer de sermos convidados para assistir, e está em cartaz até o próximo fim de semana, no Teatro Fashion Mall.

Temas relacionados à educação são amplamente discutidos – inclusive acaloradamente – durante o espetáculo pelos personagens, cinco profissionais da educação (vividos por Lourival Prudêncio, Leonardo Netto, Marcelo Olinto, João Rodrigo Ostrower e Thierry Trémouroux). São eles quatro professoras e um diretor recém-chegado, inexperiente, trazendo ainda aquela visão romântica do profissional novo no mercado, de poder mudar o mundo. Esta visão é totalmente modificada quando se depara com a situação em que a escola e os alunos se encontram.

Foto: apetecer.com

Foto: apetecer.com

O cenário retratava uma escola pública do Centro do Rio de Janeiro durante as férias dos alunos, em dia de conselho de classe. O calor do verão carioca e a precariedade do ambiente são reproduzidos no texto e nos detalhes da cenografia. Salários baixos, vandalismos e desinteresse por parte dos alunos são as principais queixas dos personagens, narradas pelas professoras em cena. Dentre elas, destacam-se duas delas, as com maior espírito de liderança: a de Educação Física e a de Arte. Elas se confrontam nas ideias, e não sabemos por vezes se os embates são acerca de ideologias ou simplesmente uma batalha de ego ambas.

O texto ágil e a interpretação dos atores divertiam a plateia. A ficção apresentada no palco parecia se confundir com a realidade de quem estava assistindo. O público presente demonstrava conhecê-la de perto, tal a forma como se identificavam com o que viam. Mesmo quem não é profissional da educação sabe das mazelas do ensino público e das dificuldades de quem se dedica a isto. E “Conselho de Classe” encontra um jeito bem humorado de lidar com o assunto.

 

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Até então estava tudo uma sexta-feira normal pós-peça. Mas, quando vou pegar um táxi para voltar para casa, NÃO É QUE O A RUA DO TEATRO TEM O MESMO NOME DO MEU COLÉGIO DE INFÂNCIA? É mole? (rs) Pela feliz coincidência, saí de lá com uma sensação de nostalgia ainda mais forte. E, claro, tive um motivo a mais de recomendar o espetáculo aos meus amigos e ex-colegas de classe =)

 

Serviço:

Conselho de Classe

De 05 a 28 de setembro de 2014

Horário: Sexta e sábado, às 21h30; domingo, às 20h

Local: Teatro Fashion Mall – Sala 1

Endereço: Estrada da Gávea, 899 – São Conrado.

Capacidade: 490 lugares

Telefone: (21) 2111-4444

Classificação: 12 anos

Gênero: Comédia política

Ficha técnica:

Texto: Jô Bilac

Direção: Bel Garcia e Susana Ribeiro

Assistência de direção: Raquel André

Elenco: Lourival Prudêncio, Leonardo Netto, Marcelo Olinto, João Rodrigo Ostrower e Thierry Trémouroux

Figurino: Rô Nascimento e Ticiana Passos

Cenário: Aurora dos Campos

Iluminação: Maneco Quinderé

Trilha original: Felipe Storino

Direção de produção: Tárik Puggina

Produção: Nevaxca Produções

Realização: Cia dos Atores

P.S.: Agradeço à RPM Comunicação pelos convites.

Escola Popular de Comunicação Crítica

Debater temas factuais, capazes de construir e ampliar repertório e potencializar uma juventude inquieta, criativa e que semanalmente se reúne no Observatório de Favelas para estudar Comunicação Crítica na Escola Popular de Comunicação Crítica (ESPOCC). Essa é a proposta do DIÁLOGOS ESPOCC, encontro mensal que irá reunir nomes, sejam eles pensadores e inventivos, criativos e acadêmicos, figuras contundentes e inspiradoras, para dialogar e debater suas ideias, questionamentos e produções com os alunos da ESPOCC e convidados.

O primeiro encontro será com Marcus Faustini, diretor teatral e fundador do programa Agência de Redes para a Juventude. O convidado debaterá o tema “Cabeça da Periferia”, no dia 25/08, segunda-feira, na sede do Observatório de Favelas.

As inscrições estão abertas e podem ser feitas até as 14h do dia do evento, através do link: http://migre.me/kUxUM.

Serviço – DIÁLOGOS ESPOCC
Data: 25 de agosto
Horário: 17 horas
Local: Observatório de Favelas
Endereço: Rua Teixeira Ribeiro, 535, Maré, Rio de Janeiro
Mais informações: espocc@observatoriodefavelas.org.br

Calada noite Black Rio – Eu fui!

No último sábado, 14 de junho, a Maria Fumaça da Black Rio fez uma parada no Imperator para apresentar seu som. Com um repertório que mistura jazz, funk, samba e outros estilos, o grupo – que existe desde os anos 1970 – está constantemente se reinventando. O repertório conta com canções cantadas e instrumentais, autorais e covers. Enfim, todos os componentes para animar uma noite tipicamente carioca. Afinal, a banda leva o Rio até em seu nome.

Vocalista Marquinho OSócio Foto: apetecer.com

Vocalista Marquinho OSócio Foto: apetecer.com

“Estou há 8 anos na Black Rio, e muito feliz. O grupo me ensinou muita coisa. Costumo dizer que foi minha escola e minha faculdade. Pena que não tenha o reconhecimento que mereça no país. Muitos artistas de fora se dizem influenciados pela Black Rio”, conta Marquinho OSócio, vocalista da banda.

A tradicional Black Rio tem bastante experiência em comandar a noite. Não se sabe, por vezes, se quem se diverte mais é o público ou os integrantes. Eles cantam, dançam, conversam com os espectadores, muitos deles amigos da banda. Tudo isso em incansáveis duas horas de show.

E é ele quem faz as vezes de mestre de cerimônias. Com seu estilo soul, Marquinho brinca com as notas, tanto nas canções autorais da Black Rio, quanto nos covers. Esses foram compostos por grandes clássicos como “Mas que nada” (Jorge Benjor), “Que pena” (Jorge Benjor), “Bom senso” (Tim Maia), “Sossego” (Tim Maia), entre outros. Mas o ponto alto foi com uma música da própria banda, “Maria fumaça” (Oberdan Magalhães e Luiz Carlos Batera). Segundo William Magalhães – filho de Oberdan Magalhães, um dos fundadores da Black Rio – é o hino da banda, tema da novela “Locomotivas”, de 1977.

Marquinho e William Magalhães, ou os Reis do Passinho Foto: apetecer.com

Marquinho e William Magalhães, ou os Reis do Passinho
Foto: apetecer.com

A Black Rio se apresentou este fim de semana no Imperator. Agora, darão um tempo, por causa da Copa do Mundo. Mas parece que vêm novidades em breve por aí. E, pelo que foi apresentado no show, parece que a Maria Fumaça ainda tem muito trajeto a percorrer.

Número 3 no nosso Top 5 de melhores shows de 2014:

https://palcoteatrocinema.com.br/2014/12/21/top-5-eu-fui-shows/

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P.S.: Agradeço à MNiemeyer pelos convites.

Julieta Venegas na Miranda – Eu fui!

Com o intuito de trazer mais conteúdo para nossa coluna “Eu fui!”, estivemos ontem, 24 de maio, no show de Julieta Venegas, na casa de shows Miranda. A cantora, nascida nos Estados Unidos e criada no México, mais uma vez esteve no Brasil para uma série de shows. Dentre eles, dois no Rio e um hoje, em Porto Alegre. Julieta apresentou músicas de seu mais recente álbum, “Los Momentos”, assim como antigos sucessos.

Julieta Venegas na Miranda - Foto: apetecer.com

Julieta Venegas na Miranda – Foto: apetecer.com

Como mencionei acima, não é sua primeira vez no Brasil. A história de Julieta Venegas com a música brasileira não é de hoje. Ela já inclusive cantou com músicos brasileiros, como Lenine, Otto e Marisa Monte. “Minha relação com a música brasileira começou primeiro por admiração, porque gosto de muitos músicos brasileiros, que me influenciaram, que escutei e alguns que fui descobrindo por amigos. Depois disso fui conhecendo mais amigos músicos, fazendo parcerias”, nos contou após o show. E pode ser que o intercâmbio México e Brasil no campo musical não pare por aí. “Há muita gente de quem gosto muito: Marcelo Jeneci, Nina Becker, Vanessa da Mata. Já estive com Fernanda Takai, então algo com Patu Fu seria ótimo”.

Julieta Venegas na Miranda - Foto: apetecer.com

Julieta Venegas na Miranda – Foto: apetecer.com

Mostrando-se acostumada com a cultura de nosso país, Julieta Venegas conversa com o público, horas em português, horas em espanhol. A linguagem é plenamente compreendida pelas pessoas. Afinal, como a própria artista disse, “O portunhol é a língua do futuro”. E assim, ela inicia o show cantando “Hoy”, música pertencente ao álbum “Los Momentos”, de 2013. Depois, apresenta canções de outros álbuns, como “Limón y Sal”, do álbum homônimo, de 2006, e “Eres para Mi”, do mesmo disco. Com um refrão simples, esta última se tornou um dos pontos altos da noite. Parte do público já conhecia a letra, e outra parte aprendeu na hora a cantar “Eres para mi / Yo soy para ti”.

Julieta Venegas na Miranda - Foto: apetecer.com

Julieta Venegas na Miranda – Foto: apetecer.com

A cantora mostrou versatilidade não apenas nos idiomas. Ela passou o show se revezando entre acordeão, violão e teclado, tudo para imprimir um estilo folk em boa parte das músicas. A canção “Lento”, do álbum “Sí” também foi apresentada. Em seguida, Julieta emenda com “Ilusión”, canção gravada no “MTV Unplugged, com a participação de Marisa Monte. Nesta música, a anfitriã se arrisca cantando toda a música em nossa língua, diferenciando da gravação original, com Julieta cantando em espanhol e Marisa, em português.

Julieta Venegas na Miranda - Foto: apetecer.com

Julieta Venegas na Miranda – Foto: apetecer.com

Outro ponto alto do show foi a bela “Me voy” (também do álbum “Limón y Sal”), contando com grande participação do público cantante. O título da música poderia ser uma deixa para Julieta se despedir, mas ela “termina” com “El Presente”, que também está no CD MTV Unplugged. O bis ficou por conta de “Algo Está Cambiando”, “Andar Conmigo” (ambas do “Sí”) e “Esta Vez” (“Aquí”).

Só me lamentei por “Miedo” –  que Julieta cantou com Lenine no Acústico MTV do cantor, em 2006 – não ter sido incluída no repertório. Mas isso não tirou a qualidade do show da artista. E o público, que encheu a Miranda, mostrou que sabe valorizar a música internacional latina.

Número 5 do nosso Top 5 de melhores shows de 2014:

https://palcoteatrocinema.com.br/2014/12/21/top-5-eu-fui-shows/

P.S.: Agradeço a Valentina Comunicação pelos convites.

Encontros de bossa nova: Rio Bossa Club – Eu fui!

Como dizia Vinicius de Moraes, “A vida é arte do encontro”. E a bossa nova é um estilo musical surgido por meio de encontros. Baseando-se nisso, a casa de shows Miranda está trazendo de volta essa cultura das reuniões que aconteciam no fim dos anos 1950, quando o ritmo brasileiro mais conhecido no mundo foi criado. Neste mês de maio, acontecerá, quinzenalmente, o “Rio Bossa Club”. O evento leva aos palcos o músico Celso Fonseca e o ator Lúcio Mauro Filho para uma reunião com muita música e humor. A pré-estreia foi ontem, 9, e eu fui lá conferir.

A dissonância dos acordes de Celso Fonseca embala o público na Miranda – Foto: apetecer.com

Para Celso Fonseca, o Rio Bossa Club dá aos amantes da bossa nova uma oportunidade para apreciar este estilo. Também vê como uma forma de trazer um novo público. “A nossa intenção aqui é essa: trazer as pessoas, os que gostam, os reféns, os que não têm onde ouvir bossa nova no Rio de Janeiro. Tentar misturar com humor para tentar trazer o público mais jovem, que pode curtir e, com isso, trazer a bossa nova para o lugar que ela merece. Porque a bossa nova é o que nos representa. A bossa nova é o Brasil que deu certo”.

Lúcio Mauro Filho é o mestre de cerimônias do Rio Bossa Club, na Miranda - Foto: apetecer.com

Lúcio Mauro Filho é o mestre de cerimônias do Rio Bossa Club, na Miranda – Foto: apetecer.com

O clima intimista da Miranda combina perfeitamente com a proposta do evento. Lúcio Mauro Filho é o mestre de cerimônias da festa e a música fica a cargo de Celso Fonseca. No de ontem, eles receberam dois convidados, os atores Rafael Infante e Letícia Lima. Eles contracenam em meio ao público, fazendo divertidas esquetes. No caso da última, os personagens de Infante e Letícia eram um casal recém-separado e se reencontrava por acaso, por intermédio – também ao acaso – do personagem de Lúcio Mauro. De acordo com o desenrolar da estória, o repertório do show ia sendo apresentado.

Lúcio Mauro Filho contracena com Letícia Lima disfarçada em meio ao público - Foto: apetecer.com

Lúcio Mauro Filho contracena com Letícia Lima disfarçada em meio ao público – Foto: apetecer.com

Não faltaram clássicos, como “Triste” (Tom Jobim), “Você e eu” (Vinicius de Moraes e Carlos Lyra), “Coisa mais linda” (Vinicius de Moraes e Carlos Lyra). Outras mais recentes do repertório de Celso Fonseca também estavam presentes no setlist, como “Slow motion bossa nova” (Celso Fonseca e Ronaldo Bastos), e até a famosa versão bossa nova do funk de MC Leozinho, “Ela só pensa em beijar (Se ela dança eu danço). No fim do espetáculo, já no bis, Celso Fonseca retorna arriscando “Chega de saudade” (Tom Jobim e Vinicius de Moraes). Apesar de, segundo ele, não ter sido ensaiada, deu tudo certo, ainda mais com a ajuda do público cantante presente.

Para os interessados, Lúcio Mauro Filho e Celso Fonseca estarão no “Rio Bossa Club”, quinzenalmente, sempre às quintas-feiras, às 21h30, na Miranda. O próximo ocorrerá já na semana que vem, 15 de maio.

Número 4 do nosso Top 5 de melhores shows de 2014:

https://palcoteatrocinema.com.br/2014/12/21/top-5-eu-fui-shows/

P.S.: Agradeço a Fabiane Pereira pelos convites.

Adriana Calcanhoto no Imperator

Pela primeira vez no Imperator – Centro Cultural João Nogueira, a cantora e compositora Adriana Calcanhotto apresenta seu novo show, “Olhos de Onda”. No formato voz e violão, desenvolvido para uma apresentação realizada em Lisboa, Adriana canta obras de outros artistas como “Me Dê Motivo”, “O Nome da Cidade”, “Mais Feliz”, “Maresia”, “Devolva-me” e “Fico Assim sem Você”, além de composições próprias, como “Esquadros”, “Vambora”, “Tua” e “Olhos de Onda”.

 

Informações:

ADRIANA CALCANHOTO

DATA: 26/04

LOCAL: IMPERATOR – CENTRO CULTURAL JOÃO NOGUEIRA

www.imperator.art.br

ENDEREÇO: Rua Dias da Cruz, 170 – Méier

HORÁRIO: Sábado, às 21h

INGRESSOS: Pista – R$ 70 (inteira) / R$ 35 (meia)

CLASSIFICAÇÃO: 16 anos

VENDAS: INGRESSO.COM E BILHETERIA DA CASA

HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO DA BILHETERIA: terças e quartas, das 13h às 20h; quintas e sextas, das 13h às 21h30; sábados, das 10h às 21h30; e domingos, das 10h às 19h30.

INFORMAÇÕES: 2597-3897 (das 9h às 12h/13h às 18h)

FORMA DE PAGAMENTO PARA O TEATRO: dinheiro e cartões Dinners, Master (débito e crédito), Visa (débito e crédito)