Exposição “Os sentidos da forma” entra em cartaz no Centro Cultural Light

O Centro Cultural Light recebe, a partir do dia 14 de novembro, a exposição coletiva “Os sentidos da forma”. A mostra fica em cartaz até o dia 13 de dezembro, com visitação de segunda a sexta-feira, exceto feriados, das 9h às 19h (entrada franca), na Grande Galeria do Centro Cultural.

Os trabalhos apresentados na exposição, para além dos binômios forma-função ou forma-ideia, vão se interessar pela mediação crítica dos sentidos que suas formas promovem. Eles também pretendem expandir seus territórios e ultrapassar a sua condição utilitária, revelando valores e significados potentes para constituir novas concepções culturais.

Alguns trabalhos, como a “Uroborus”, tratam de fragmentos e arquivos digitalizados de peças que se perderam durante incêndios, que ressurgem em suas fantasmagorias sob a forma de objetos que congregam Arte, Design e Ciência.

Outras obras estão relacionadas a visualização física de dados a partir do conjunto de informações disponibilizadas no projeto Slave Voyages. Insere-se no campo denominado data art. Tratam-se de materiais sobre a dispersão e tráfico de africanos escravizados em 400 anos de comércio escravista, entre os séculos XV e XIX.

Conceito da exposição

Nas sociedades contemporâneas cada vez mais orientadas para soluções imediatas e de pronto uso, as atividades criadoras oferecem como contraponto deslocamentos sensoriais que alargam e intensificam a nossa experiência sobre o tempo presente. É esperado que os artistas se voltem para uma temporalidade mais lenta, para um indefinido tempo presente no qual os processos ganham relevância sobre os resultados.

Esse deslocamento da perspectiva utilitária abre para o design contemporâneo uma via atraente que ao desativar as funções pré-estabelecidas de funcionalidade, de comunicação e informação dos objetos, possibilitam novas indagações, estranhamento e surpresa para temas considerados clássicos e inquestionáveis do design moderno.

Esse procedimento é similar ao da poesia com a linguagem. Segundo Agamben, é o ponto em que a língua tendo desativado suas funções utilitárias, repousa em si mesmo e contempla a sua potência de dizer. Esse também é o ponto em que o design pode constituir uma poética, e o que a poesia realiza pela potência de dizer, o design pode realizar pela potência de projetar e significar.

Aqui convém lembrar de Rafael Cardoso quando diz que para um artefato resistir ao seu desgaste ele precisa ser capaz de produzir significados, simbolizar outros valores para além dele próprio. O condicionamento estrito da forma à função retira do usuário a experiência estética do objeto, a possibilidade de empatia e, por   isso mesmo, inibe a sua capacidade de produção de sentido. Portanto, um objeto que resista ao tempo aproxima- se da arte, torna-se passível de poetização.

Ao considerar a possibilidade de desarticulação entre usos e funções, o designer passa a projetar de modo mais aberto, gerando projetos resistentes aos imperativos da forma e eventual obsolescência. Por isso, é importante que o design contemporâneo articule pensamentos de outras áreas do conhecimento, como a filosofia e a arte, para que ele possa mais que estetizar e funcionalizar o mundo, agir revolucionariamente dentro dele.

Serviço

Exposição: Os sentidos da forma

Visitação: De 14/11 a 13/12 – das 9h às 19h. De segunda a sexta-feira (exceto feriados) – Entrada franca.

Local: Centro Cultural Light – Grande Galeria

Endereço: Av. Marechal Floriano, 168, Centro, Rio de Janeiro.

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Lançamento do “Senhoras do Calendário 2020”

O produtor Eduardo Araúju lança mais uma edição do bem-sucedido projeto “Senhoras do Calendário” no dia 12 de novembro, a partir das 14h, no Centro Cultural João Nogueira – Imperator, no Méier. É o décimo-quarto calendário ilustrado com fotos de mulheres de mais de 60 anos, desta vez tendo a arte da tatuagem como tema. Todas senhoras de si e de seus corpos, que posaram em ensaios sensuais.

“A ideia é foto sensual, e as tatuagens serão representativas. A proposta é falar de uma geração que, independentemente da idade, pode ter seu corpo tatuado e das gerações de hoje que vão envelhecer com suas tatuagens”, explica Eduardo Araúju, famoso por seus projetos de elevar a autoestima das mulheres: todas elas, de todas as idades, que vistam todos os tamanhos de manequim, de toda e qualquer classe social ou condição.

Com entrada gratuita, a festa de lançamento do “Senhoras do Calendário 2020” apresentará um desfile das modelos que posaram para o projeto, contando com a participação especial do Mr e Miss Rua, outro projeto transformador e de inclusão idealizado por Eduardo Araúju, voltado para o público em situação de rua, atendido no Centro Pop José Saramago, espaço mantido pela Prefeitura do Rio. O Miss Rua é fruto de uma parceria entre Araúju e a Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos – por meio do Projeto Circulando, voltado para acessibilidade cultural.

“Chegar à 14ª edição é celebrar a vitória de um projeto que visa a dar visibilidade a essas mulheres que todo dia se propõem a continuar escrevendo suas histórias se sentindo vivas e incluídas numa sociedade que ainda insiste em enfatizar a pujança da juventude. A reflexão se faz! É chegada a hora de valorizar quem muito fez e contribuiu para a sociedade. Para os familiares, é questão de gratidão. Este ano, colocamos em pauta a arte da tatuagem por meio da arte gráfica do designer Igor Vieira e da fotografia de Pablo Rocha. Quem ditou que a maturidade não possa tatuar seu corpo? Aprender a respeitar a vontade dos outros é reforçar que cada um faz do seu corpo aquilo que seu pensamento e sua vontade lhe permitam fazer. Eu espero ver pessoas livres de convenções, ditaduras e modismos. Quero ver pessoas sendo pessoas, livres de preconceitos e com liberdade de ser quem quiser ser”, empolga-se Araúju, que tem como missão transformar a vida das pessoas e realizar os sonhos delas.

Sobre o Senhoras do Calendário

Criado por Eduardo Araúju em 2006, o projeto foi inspirado no filme inglês “Garotas do calendário”, de 2003. Além de valorizar mulheres na terceira idade, a proposta de “Senhoras do Calendário” é arrecadar fundos para instituições que atuem no apoio a pessoas com dificuldades em diversos segmentos, como crianças, idosos, carentes, vulneráveis e dependentes químicos.

A cada ano, é escolhido um tema. Para 2020, foi escolhido a arte da tatuagem para falar do poder que cada pessoa tem sobre seu próprio corpo.

Sobre Eduardo Araúju

Idealizador de projetos que valorizam mulheres acima do peso, mulheres da terceira idade, mulheres trans, mulheres que sempre foram discriminadas na mídia, no mercado de trabalho, na própria família, Eduardo Araúju tem uma trajetória marcada pela coragem e pela ousadia.

Realizador do primeiro concurso Miss Plus Size Carioca Oficial no Rio de Janeiro, em 2010, o maquiador, professor de modelos e manequins e produtor visual está sempre envolvido em iniciativas que elevem a autoestima de quem foge aos padrões de beleza ditados pela moda. Ao longo de mais de 30 anos de carreira, vem contribuindo para que entrem na moda outros padrões de beleza feminina: mulheres mais cheinhas, mais maduras…

Reconhecido nacional e internacionalmente, Araúju não se esquece do começo da carreira, quando, ainda bancário, vendia de cosméticos para reforçar o orçamento e conheceu a cantora Elza Soares, então em cartaz no Cassino Amarelinho, na Cinelândia. Por razões que o acaso não explica, o jovem bancário bateu no camarim da cantora justo na noite em que sua maquiadora não tinha aparecido. “Você sabe maquiar?”, indagou a cantora sem nenhum constrangimento. A partir de então, o jovem Eduardo Araúju abraçava o ofício de maquiador, no qual permaneceu acompanhando Elza Soares durante 30 anos.

Desde então, o maquiador, que prefere ser chamado de produtor visual, adquiriu know-how suficiente para figurar entre os melhores profissionais do país. Seus pincéis e batons pintaram os rostos de uma verdadeira constelação que inclui, além de Elza Soares, as cantoras Lana Bittencourt, Waleska, Elizeth Cardoso, Zezé Gonzaga e a apresentadora Xuxa Meneghel; sem esquecer das manequins internacionais Veluma e Maria Rosa.

No ano de 1991, Araúju passou a ministrar aulas de modelo e manequim para mulheres que se encontram na chamada melhor idade, no SESI de Jacarepaguá. Eduardo já perdeu a conta de quantas profissionais formou e colocou no mercado, participando de anúncios televisivos ou ilustrando peças publicitárias. Em seus cursos, gosta mesmo é de aguçar a criatividade e o sex appeal das mulheres maduras. E foi assim que em julho de 1996, 14 senhoras desfilaram roupas confeccionadas com materiais reciclados, criados por elas e comandadas por ele, em plena Avenida Paulista. Também em 1996, os cariocas presenciaram um desfile de roupas íntimas em plena Avenida Atlântica, em Copacabana, e na Feira da Providência. O mesmo ocorreu na comemoração pelos 100 anos do Méier, bairro da Zona Norte carioca. Nada fora do comum, tirando o fato de que as modelos eram todas senhoras na faixa entre 60 e 70 anos.

Em 1998, Eduardo Araúju criou o concurso “Miss Terceira Idade de São Paulo”; em 1999, “A Mais Bela Senhora do Rio de Janeiro”; e em 2001, idealizou os concursos “Miss Rio de Janeiro da Maturidade”, para senhoras entre 40 e 60 anos, “Rainha Rio de Janeiro da Maturidade” e “Rainha das Rainhas” para senhoras a partir de 61 anos.

Graças às suas ousadia e criatividade, Eduardo Araúju teve seu nome correndo mundo, passando por países como Argentina, Angola, Japão, Polônia e de muitos outros da Europa. Dentre os muitos registros pela mídia internacional, ele se destacou na TV europeia ARTE, num documentário feito no Brasil para ser exibido em toda a Europa. Eduardo também foi convidado a gravar um documentário sobre Misses da América Latina, exibido na Polônia.

O carinho e a dedicação a seu ofício e ao público da terceira idade também lhe renderam Moções da Câmara Municipal e Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) entre 2001 e 2007.

Serviço:

Lançamento do “Senhoras do Calendário 2020”

Centro Cultural João Nogueira – Imperator

Rua Dias da Cruz 170, Méier

Entrada gratuita

“Ópera Pânica” no Candido Mendes

O Teatro Candido Mendes apresenta de 20 de novembro a 19 de dezembro o espetáculo Ópera Pânica. A peça é uma mordaz comédia do Teatro do Absurdo, escrita pelo dramaturgo chileno Alejandro Jodorowsky. A comédia conta com cinco atores que interpretam diversos personagens que passam por situações extremas, patéticas e absurdamente ridículas, como a professora que, em busca de tentar instruir e entreter os alunos, canta uma ópera para entretê-los, num jogo onde os personagens exprimem os arquétipos otimista x pessimista ou na cena onde um ator com ego inflado que inventa plurais e erra todas as concordâncias verbais e nominais e, mesmo assim, é ovacionado pelos seus fãs. A direção e adaptação é de Judson Feitosa e a produção é da Kezen Produções. 

 

 

“Em Ópera Pânica, Alejandro Jodorowsky nos presenteia com um texto cheio de possibilidades para o jogo cênico, desafiando a direção e o elenco a serem anárquicos como os palhaços, a exercerem uma poderosa liberdade de criação. Desta forma, optamos por desenvolver uma espécie de teatro-circo e localizar a cena no nosso tempo-espaço com seus signos e significados. O resultado é uma “Ópera Pânica” divertida, engajada, inteligente e mordaz”, comenta o diretor do espetáculo, Judson Feitosa.

 

Atores: Bel Machado, Carolina Kezen, Desirée Della Volpe, Ícaro Salek e Raquel Brazil

 

Ficha Técnica:

 

Autor: Alejandro Jodorowsky

Tradução: Davi Giordano

Direção e Adaptação: Judson Feitosa

Assistente de direção: Bel Machado

Produção: Kezen Produções

Assistentes de Produção: Bel Machado, Desirée Della Volpe, Ícaro Salek, Judson Feitosa e Raquel Brazil

Direção de arte: Bel Machado

Designer: Thiago Ristow

Iluminador: Gil Santos

 

Serviço: Ópera Pânica 

Teatro Candido Mendes: Rua Joana Angélica, 63. Ipanema.

De 20 de novembro a 19 de dezembro 

Quartas e quintas-feiras, às 20h

Valor: R$50, a inteira

Duração do espetáculo: 90 minutos

Classificação: 14 anos.

Evinha no Teatro Rival

A cantora Evinha está de volta ao Brasil!

E volta com novidades …

Dessa vez, traz na bagagem, um novo projeto musical onde homenageia o cantor compositor Guilherme Arantes.

Clássicos do músico paulistano são revisitados pela mais emblemática voz do Trio Esperança, a eterna intérprete de ‘Cantiga Por Luciana’ no álbum “Evinha Canta Guilherme Arantes” em parceria com o pianista e diretor musical francês Gérard Gambus, comemorando seus 50 anos de carreira solo.

A ideia de interpretar obras de Guilherme Arantes aconteceu durante uma troca de figurinhas musicais, em meados dos anos 80, quando o músico presenteou Evinha com uma canção inédita, ‘Sou O Que Ele Quer’.  A partir desse momento, a cantora soube que mais cedo ou mais tarde lançaria um álbum homenageando o compositor, que considera excepcional. Afirma que suas melodias e harmonias são ditas com inteligência, simplicidade e delicadeza. São sentimentos transformados em palavras que colam perfeitamente nas melodias do artista, sem filtro.

O disco em clima intimista foi gravado no primeiro semestre deste ano, em Paris, onde Evinha reside a muitos anos e resgata o mesmo formato de trabalhos lançados anteriormente pela cantora, trazendo a influência do repertório de clássicos do Guilherme Arantes em sua vida.

O álbum destaca alguns sucessos do hitmaker como ‘Brincar de Viver’ (Guilherme Arantes e Jon Lucien, 1983),  ‘Amanhã’ (1977), que foi tema da novela Dancin Days, a canção ‘Cuide-Se Bem’ (1976), outro tema de novela, agora em ‘Duas Vidas’, o sucesso ‘Deixa Chover’ (1981), faixa que entrou na trilha sonora de ‘Baila Comigo’, ‘Êxtase’ (1979), ‘Pedacinhos’ (1983) e ‘Um Dia, Um Adeus’ (1987) que foi tema da novela ‘Mandala’.

As surpresas do repertório são três músicas menos conhecidas – ‘A Cidade e a Neblina’, ‘Águas Passadas’ e ‘Antes da Chuva Chegar” – do primeiro álbum solo do compositor, Guilherme Arantes (1976), lançado há 43 anos.

 

Sobre Evinha

Nascida com o nome de Eva Corrêa José Maria, a cantora atualmente chama-se Eva Gambus, mas é conhecida mundialmente como Evinha. Nasceu cantando e aos oito anos formou com seus irmãos Mário e Regina o lendário Trio Esperança, ícone da Jovem Guarda que lançou sucessos como ‘Festa do Bolinha’, ‘Filme Triste’, ‘O Passo do Elefantinho’ e tantos outros. Em 1969 iniciou sua carreira solo ganhando o 4º Festival Internacional da Canção com a música ‘Cantiga por Luciana’. A seguir lançou sucessos ‘Casaco Marrom’, ‘Teletema’, ‘Pigmaleão 70’ e ‘Que Bandeira’ entre outros. Em 1978 casou-se com o pianista francês Gerard Gambus, maestro da famosa orquestra de Paul Mauriat, e desde então reside na França.  Hoje em dia percorre o mundo junto às suas irmãs Regina e Mariza com grupo vocal Trio Esperança, na sua terceira formação.

Serviço:

Show de lançamento do CD Evinha Canta Guilherme Arantes

ao piano Gerard Gambus

Produção, Assessoria de imprensa e marketing: João Luiz Azevedo

 

Local: Teatro Rival BR

Dia: 16 de novembro, às 19h30

Endereço: Rua Álvaro Alvim, 33 – Cinelândia

Valor: R$ 70 (inteira) R$ 35 (meia)

Classificação: Livre

Duração: 80 minutos

Lotação: 350 lugares

Bilheteria: Telefone:

Horários de funcionamento da bilheteria: terça à domingo: das 15h até o início do espetáculo. Nos dias que não houver show a bilheteria funciona até as 19h. Vendas pela internet: www.eventim.com

Feijoada da Tia Surica e Convidados em Pilares

Longe da Portela há seis meses, Tia Surica encontrou nova casa para sua famosa feijoada com roda de samba. É a quadra do G.R.E.S. Difícil é o Nome, na Av. Dom Hélder Câmara 6990, em Pilares. A estreia no novo endereço não poderia ter melhor motivo: o aniversário da querida pastora da Portela. A primeira Feijoada da Tia Surica na quadra da Difícil é o Nome será no sábado 16 de novembro, na véspera de ela completar 79 anos de vida e de samba.

Tia Surica recebeu com muita alegria o convite da Difílcil é o Nome – por meio do vice-presidente da escola, Valtinho Botafogo – para fazer a sua tradicional feijoada e roda de samba uma vez por mês na quadra da agremiação. Como todo mundo sabe, a feijoada para 300 pessoas é sempre preparada pela própria baluarte da Portela – com o ajuda do seu time de suriquetes – e é uma homenagem a Tia Vicentina, inspiração de Paulinho da Viola no samba “Pagode do Vavá”.

“Meu amigo Valtinho fechou comigo, e eu só tenho a agradecer pelo espaço que cedeu para nossa feijoada. Estamos juntos e misturados! Tenho certeza de que vai dar tudo certo; aliás, já deu”, empolga-se Tia Surica com a retomada de seus agregadores eventos graças ao companheiro da Portela. Valtinho, aliás, é um dos compositores do samba-enredo que a escola de Oswaldo Cruz vai levar para a Sapucaí em 2020.

 

A roda de samba regada a feijoada e sucessos vai levar o público ao delírio com um roteiro bem temperado com sambas de Candeia, Paulinho da Viola, Zeca Pagodinho, Velha Guarda da Portela, Dona Ivone Lara, Leci Brandão, Teresa Cristina e memoráveis sambas-enredo. E, como já é de praxe, o evento terá sempre convidados para cantar com Tia Surica. No dia 16, a dobradinha estreia-aniversário promete contar com vários amigos da pastora, mas a festa terá o gostinho extra de surpresa. Afinal de contas, se o sabor da feijoada e a qualidade do samba já são conhecidos, resta à festa manter em segredo, ao menos, os nomes dos convidados especiais.

 

E mais! Como felicidade só fica completa quando é compartilhada, Tia Surica pede para que todos levem um quilo de alimento não perecível para ser doado à Associação de Amigos dos Portadores de Doenças Graves Casa da Vida.

 

Sobre o G.R.E.S. Difícil é o Nome

 

O G.R.E.S. Difícil é o Nome, fundado em 1973, desfilou, este ano, na série C do Carnaval Carioca e, em 2020, estará na Divisão Especial da Intendente Magalhães, em Madureira.

 

A Feijoada da Tia Surica & Convidados faz parte de uma série de projetos que o diretor social da Difícil é o Nome, Valtinho Botafogo, está planejando para levantar a escola. Além de eventos como a feijoada com roda de samba, ele – que é engenheiro e microempresário e faz tudo por paixão à agremiação – pretende também fazer ações sociais para atrair a comunidade em parcerias com ONGs. Ele também inscreveu a escola na Lei do ISS, para poder captar recursos por meio da lei de incentivo. Entre as muitas ideias de Valtinho, está a criação de uma roda de samba de terreiro. O que não falta a ele são projetos e vontade para realiza-los!

 

Serviço:

Feijoada da Tia Surica & Convidados

Data: 16 de novembro (sábado)

Horário: a partir das 13h

Local: G.R.E.S. Difícil é o Nome

Endereço: Av. Dom Hélder Câmara 6.990 – Pilares

Ingressos: R$ 30 (entrada + feijoada) e R$ 10 (apenas entrada)

Informações: (21) 96906-6913

Projeto Quartas Brasileiras apresenta: Danilo Caymmi

A atração do dia 13 de novembro no Centro Cultural João Nogueira, o Imperator  é o cantor e compositor Danilo Caymmi que homenageia o pai no show “Viva Caymmi”, marcando os 105 anos do mestre baiano. Num formato dramático-musical, o espetáculo costura as belas e inesquecíveis canções de Dorival Caymmi, com histórias da sua vida e carreira. Mais que do que apresentar as músicas, é apresentar a personalidade única desse brasileiro, ícone da cultura do país: “um gênio da raça”, como dizia Tom Jobim.

O espetáculo transcende as barreiras de um show e usa as ferramentas do teatro em sua narrativa, levando o público para um passeio num cenário único, com muitas informações sobre o Brasil, a Bahia e música. Muita música.

 

105 ANOS DE DORIVAL CAYMMI

 

Este ano completam 105 anos do nascimento de Dorival Caymmi, um dos mais importantes compositores e cantores brasileiros. Para homenageá-lo, seu filho Danilo Caymmi, em parceria com o diretor musical Flávio Mendes e o ator Nilson Raman, apresenta o espetáculo dramático-musical “Viva Caymmi”, uma celebração à vida e à música do cantor e compositor baiano.

 

As pessoas conhecem as músicas de Caymmi, pois são muitos e muitos sucessos, influenciando e sendo referência para várias gerações de artistas. Mas conhecem pouco suas histórias, como as coisas aconteceram – como foi começar em Salvador, como foi chegar ao Rio de Janeiro, as amizades e parcerias que criou durante sua vida. Quem foi o marido, o pai, o amigo, o músico, o artista multifacetado, sua forma única de olhar a vida e as pessoas, sua permanente fonte de inspiração.

O espetáculo tem sua base estruturada no storytelling, palavra em inglês que está relacionada com uma narrativa e significa a capacidade de contar uma história, especialidade do ator Nilson Raman, que, nos últimos vinte anos, foi idealizador e mestre de cerimônias dos espetáculos da atriz Bibi Ferreira, já tendo contado as histórias de Piaf, Amália, Gardel e Sinatra, ao lado da grande diva.

A pesquisa de texto e a direção musical são do músico Flávio Mendes, parceiro de muitos anos tanto de Danilo como de Nilson. Com Danilo, são mais de 11 anos como arranjador e músico; e com Nilson Raman, foi o maestro e diretor musical nos últimos 14 anos dos espetáculos de Bibi Ferreira.

O espetáculo teve sua pré-estreia no dia 21 de julho, dentro da programação do Conservatório Pernambucano de Música, no tradicional Festival de Inverno de Garanhuns, em sua 28ª edição. Desde então, está em turnê nacional até o mês de setembro de 2019, quando terá sido apresentado em todas as capitais brasileiras.

 

DANILO CAYMMI

Considerado o herdeiro direto do talento do pai, Danilo Caymmi está num ótimo momento de carreira. Começou a estudar flauta aos 15 anos e logo se firmou como músico e depois como compositor, mas foi por incentivo de Tom Jobim que começou a cantar. Hoje se destaca como um dos grandes intérpretes do país.

Como músico, trabalhou muito com o pai, Dorival Caymmi, e com vários nomes da música brasileira, até entrar para a banda de Tom Jobim, a Banda Nova, em 1984, que mudaria sua vida.

Nesse período com o Tom, além de flautista, foi um aprendiz do grande maestro, estando sempre ao seu lado, acompanhando-o nos shows mundo afora – em países como Finlândia, Suécia, Estados Unidos, Portugal, Rússia, Alemanha e Argentina – e marcando presença em inúmeras gravações e vários arranjos, tornando-se o band leader e o sideman de Tom. Começou cantando as músicas “A felicidade” e “Samba do avião”, recebendo críticas no mundo inteiro, o que estimulou ainda mais o seu trabalho solo.

Como compositor, tem muitos sucessos em parceria com o pai, solo e com outros parceiros. Entre suas canções, destacamos “Andança” e “Casaco marrom”, que acabam de completar 50 anos de sucesso. Para a televisão, compôs para novelas e minisséries como “O que é o amor”, tema de Vera Fischer em “Riacho Doce”.

Em 2014, ao lado dos irmãos Nana e Dori, recebeu o Grammy Latino pelo CD “Para Caymmi, de Nana, Dori e Danilo”.

Atualmente, esté em turnê cartaz com dois espetáculos comemorativos: “Viva Caymmi”, em homenagem à vida e à obra do pai, Dorival Caymmi; e outro baseado na obra de Tom Jobim, referente a seu mais recente CD: “Danilo Caymmi canta Tom Jobim”, considerado pela crítica um dos melhores resultados artísticos nas comemorações de 90 anos de Tom.

 

NILSON RAMAN

Nilson Raman é um misto de ator e mestre de cerimônias. Agente, produtor e, especialmente, tour manager. Um homem dos palcos e dos bastidores. Com mais de 37 anos de carreira, são muitas as produções de teatro, música e balé de que esteve à frente. Participou de espetáculos com Paulo Autran, Marilia Pêra, Ana Botafogo e Nathalia Timberg. Na música, participou de projetos com a cantora Maria Bethânia, foi empresário da cantora Simone por três anos e é o responsável pela carreira internacional do cantor Paulinho da Viola. Foi sócio da produtora Montenegro e Raman, que atuou por mais de 26 anos no mercado, sempre entre os maiores escritórios de produção e agenciamento do país. Foi empresário da atriz Bibi Ferreira por mais de 28 anos, sendo o responsável pela criação e produção dos espetáculos da atriz nesse período, muitos em parceria com o maestro Flávio Mendes, assim como pelo agenciamento da carreira da grande diva. 

 

 

 

Nesses anos, fez várias turnês nacionais e apresentações internacionais, como em Paris, Buenos Aires, Nova York e Lisboa.
Empresário do cantor Danilo Caymmi e parceiro nas produções da soprano Carmen Monarcha, Raman desenvolve um projeto de intercâmbio entre Brasil e Portugal, além de projetos dedicados à exportação da música brasileira e seu fortalecimento no mercado internacional. Com um networking forte e sempre atualizado, está sempre presente nos mais importantes encontros internacionais de produtores e feiras de negócios da música.

 

FLÁVIO MENDES

Estudou na Escola de Música de Brasília, onde iniciou sua carreira como instrumentista. Já no Rio de Janeiro, especializou-se em Arranjo e Harmonia no CIGAM (Centro Ian Guest de Aperfeiçoamento Musical).

Foi diretor musical de Bibi Ferreira desde 2004 até a morte da diva em 2019, sendo o responsável por arranjos e regências de espetáculos como “Bibi in Concert 3 – Pop” (2004), “De Pixinguinha a Noel passando por Gardel” (2010), “Bibi – Histórias e Canções” (2012), “Bibi canta Piaf – 30 anos” (2013), “Bibi canta o repertório de Sinatra” (2014), “4X BIBI” (2016) e “Por toda a minha vida” (2017). Como diretor musical e arranjador, assinou também espetáculos como “Andança 50 anos”, com Danilo Caymmi (2018), “Caymmi / Amado”, com Danilo Caymmi e Alice Caymmi (2012), ”Alvear”, com Danilo Caymmi (2011), “A primavera se despede”, com Zezé Motta (2010), “Divina saudade”, com Zezé Motta (2000), “A Era de Ouro do Rádio”, com Tânia Alves (2009).

Como produtor musical e arranjador de CDs, assinou trabalhos como “Danilo Caymmi canta Tom Jobim”, de Danilo Caymmi (Universal Music), 2017; “Alice Caymmi”, de Alice Caymmi (Kuarup), 2012; “Natal em família”, de Bibi Ferreira (Biscoito Fino), 2014; “Alvear”, de Danilo Caymmi (Biscoito Fino), 2011; “Com essa cor”, de Monique Kessous (Som Livre), 2010; “Vozes”, de Cauby Peixoto e Selma Reis (Albatroz), 2005; “Lucho Gatica Entre Amigos”, de Lucho Gatica (Seleções), 2000; e “Bossas e Boleros”, de Tânia Alves (Albatroz), 2006.

 

Ficha Técnica

Idealização e direção artística: Nilson Raman

Texto: Nilson Raman e Flávio Mendes
Direção musical, arranjos e violão: Flávio Mendes
Roteiro: Danilo Caymmi, Flávio Mendes e Nilson Raman

Solista: Danilo Caymmi

Mestre de cerimônias: Nilson Raman

Realização: Raman Entretenimentos e Flecha de Prata

 

Serviço: Projeto Quartas Brasileiras apresenta: Danilo Caymmi

Data: 13 de novembro – Quarta-feira

Horário: 16h
Endereço: Rua Dias da Cruz 170, Méier

Contado: (21) 2597-3897

Classificação etária: Livre

Ingressos: R$50 (inteira) e R$25 (meia-entrada)

Lotação da casa: 724 lugares

Pasquale Calò na Audio Rebel

“A New Story to Tell” é um projeto do saxofonista e compositor italiano Pasquale Calò, músico ativo na cena internacional do jazz e da música improvisada. Ele chega ao Rio de Janeiro para uma dobradinha de apresentações na Audio Rebel, casa em Botafogo que é uma das referências na cena instrumental da cidade. Ao lado de seu quarteto, ele se apresenta em duas noites – 14 e 15/11 (quinta e sexta), às 20h – e compartilha sua expertise em uma masterclass especial ao longo desses dois dias.

 

O Pasquale Calò Quartet é composto de uma mistura de nacionalidades, com os brasileiros Rodrigo Girafa na guitarra elétrica e Pablo Arruda no contrabaixo e o italiano Alessandro Campobasso na bateria. Sua música traz uma mescla de jazz, rock, ambient, com espaços abertos para a improvisação, estruturada ou livre.

 

A turnê, que já passou por Alemanha, Dinamarca, Espanha, Holanda e Itália, com apoio de PugliaSounds, se conclui com uma série de shows no Rio de Janeiro, iniciando pelos eventos na Audio Rebel. Além das apresentações espirituosas, Pasquale Calò realiza um workshop também nos dias 14 e 15 de novembro, com carga horária total de 8h. Intitulada “Programming Tools for Ensemble of Improvisers”, a masterclass oferece um trabalho voltado para práticas de organização de música não-notacional para um ensemble aberto de improvisadores.  A oficina é produzida em colaboração com o festival International Creative Residences (ICR).

 

O trabalho é divido em 4 seções para explorar progressivamente diferentes sistemas de organização musical que não utilizam, se não parcialmente, o sistema de notação musical. Durante a masterclass, os campos de condução (regência), especulação sobre o serialismo, plataforma Cobra (John Zorn), soundpainting e improvisação programada são explorados. A masterclass é direcionada para estudantes de todos os níveis, instrumentos e experiência musical.  Os alunos terão a oportunidade única de se juntar ao mestre no palco, durante o show do dia 15, onde realizarão uma performance exclusiva.

 

Encontros únicos acontecem na Audio Rebel, espaço da Zona Sul que oferece eventos, gravações e ensaios para bandas e artistas, além de uma loja de discos e oficina de luthieria. A casa fica na Rua Visconde de Silva, 55, em Botafogo.

 

Serviço

Pasquale Calò Quartet

Data: 14 e 15/11/2019 (quinta e sexta)

Horário: Workshop de de 14h às 18h; Show às 20h

Local: Audio Rebel

Endereço: Rua Visconde de Silva, 55 – Botafogo – Rio de Janeiro/RJ

Ingressos: R$ 20 (show); R$ 50 (workshop)

Classificação: 16 anos

Capacidade da casa: 90 pessoas (lotação máxima)

Forma de pagamento: para o ingresso, apenas dinheiro; no bar, todos os cartões de crédito

Casa equipada com ar condicionado e wi-fi gratuito

Horário de funcionamento da bilheteria: todos os dias, de 14h às 21h