“Viva Caymmi” com Danilo Caymmi

A atração do dia 20 de setembro no Teatro Rival Petrobras é o cantor e compositor Danilo Caymmi que homenageia o pai no show “Viva Caymmi”, marcando os 105 anos do mestre baiano. Num formato dramático-musical, o espetáculo costura as belas e inesquecíveis canções de Dorival Caymmi, com histórias da sua vida e carreira. Mais que do que apresentar as músicas, é apresentar a personalidade única desse brasileiro, ícone da cultura do país: “um gênio da raça”, como dizia Tom Jobim.

O espetáculo transcende as barreiras de um show e usa as ferramentas do teatro em sua narrativa, levando o público para um passeio num cenário único, com muitas informações sobre o Brasil, a Bahia e música. Muita música.

 

105 ANOS DE DORIVAL CAYMMI

 

Este ano completam 105 anos do nascimento de Dorival Caymmi, um dos mais importantes compositores e cantores brasileiros. Para homenageá-lo, seu filho Danilo Caymmi, em parceria com o diretor musical Flávio Mendes e o ator Nilson Raman, apresenta o espetáculo dramático-musical “Viva Caymmi”, uma celebração à vida e à música do cantor e compositor baiano.

 

As pessoas conhecem as músicas de Caymmi, pois são muitos e muitos sucessos, influenciando e sendo referência para várias gerações de artistas. Mas conhecem pouco suas histórias, como as coisas aconteceram – como foi começar em Salvador, como foi chegar ao Rio de Janeiro, as amizades e parcerias que criou durante sua vida. Quem foi o marido, o pai, o amigo, o músico, o artista multifacetado, sua forma única de olhar a vida e as pessoas, sua permanente fonte de inspiração.

O espetáculo tem sua base estruturada no storytelling, palavra em inglês que está relacionada com uma narrativa e significa a capacidade de contar uma história, especialidade do ator Nilson Raman, que, nos últimos vinte anos, foi idealizador e mestre de cerimônias dos espetáculos da atriz Bibi Ferreira, já tendo contado as histórias de Piaf, Amália, Gardel e Sinatra, ao lado da grande diva.

A pesquisa de texto e a direção musical são do músico Flávio Mendes, parceiro de muitos anos tanto de Danilo como de Nilson. Com Danilo, são mais de 11 anos como arranjador e músico; e com Nilson Raman, foi o maestro e diretor musical nos últimos 14 anos dos espetáculos de Bibi Ferreira.

O espetáculo teve sua pré-estreia no dia 21 de julho, dentro da programação do Conservatório Pernambucano de Música, no tradicional Festival de Inverno de Garanhuns, em sua 28ª edição. Desde então, está em turnê nacional até o mês de setembro de 2019, quando terá sido apresentado em todas as capitais brasileiras.

 

DANILO CAYMMI

Considerado o herdeiro direto do talento do pai, Danilo Caymmi está num ótimo momento de carreira. Começou a estudar flauta aos 15 anos e logo se firmou como músico e depois como compositor, mas foi por incentivo de Tom Jobim que começou a cantar. Hoje se destaca como um dos grandes intérpretes do país.

Como músico, trabalhou muito com o pai, Dorival Caymmi, e com vários nomes da música brasileira, até entrar para a banda de Tom Jobim, a Banda Nova, em 1984, que mudaria sua vida.

Nesse período com o Tom, além de flautista, foi um aprendiz do grande maestro, estando sempre ao seu lado, acompanhando-o nos shows mundo afora – em países como Finlândia, Suécia, Estados Unidos, Portugal, Rússia, Alemanha e Argentina – e marcando presença em inúmeras gravações e vários arranjos, tornando-se o band leader e o sideman de Tom. Começou cantando as músicas “A felicidade” e “Samba do avião”, recebendo críticas no mundo inteiro, o que estimulou ainda mais o seu trabalho solo.

Como compositor, tem muitos sucessos em parceria com o pai, solo e com outros parceiros. Entre suas canções, destacamos “Andança” e “Casaco marrom”, que acabam de completar 50 anos de sucesso. Para a televisão, compôs para novelas e minisséries como “O que é o amor”, tema de Vera Fischer em “Riacho Doce”.

Em 2014, ao lado dos irmãos Nana e Dori, recebeu o Grammy Latino pelo CD “Para Caymmi, de Nana, Dori e Danilo”.

Atualmente, esté em turnê cartaz com dois espetáculos comemorativos: “Viva Caymmi”, em homenagem à vida e à obra do pai, Dorival Caymmi; e outro baseado na obra de Tom Jobim, referente a seu mais recente CD: “Danilo Caymmi canta Tom Jobim”, considerado pela crítica um dos melhores resultados artísticos nas comemorações de 90 anos de Tom.

 

NILSON RAMAN

Nilson Raman é um misto de ator e mestre de cerimônias. Agente, produtor e, especialmente, tour manager. Um homem dos palcos e dos bastidores. Com mais de 37 anos de carreira, são muitas as produções de teatro, música e balé de que esteve à frente. Participou de espetáculos com Paulo Autran, Marilia Pêra, Ana Botafogo e Nathalia Timberg. Na música, participou de projetos com a cantora Maria Bethânia, foi empresário da cantora Simone por três anos e é o responsável pela carreira internacional do cantor Paulinho da Viola. Foi sócio da produtora Montenegro e Raman, que atuou por mais de 26 anos no mercado, sempre entre os maiores escritórios de produção e agenciamento do país. Foi empresário da atriz Bibi Ferreira por mais de 28 anos, sendo o responsável pela criação e produção dos espetáculos da atriz nesse período, muitos em parceria com o maestro Flávio Mendes, assim como pelo agenciamento da carreira da grande diva. 

 

 

 

Nesses anos, fez várias turnês nacionais e apresentações internacionais, como em Paris, Buenos Aires, Nova York e Lisboa.
Empresário do cantor Danilo Caymmi e parceiro nas produções da soprano Carmen Monarcha, Raman desenvolve um projeto de intercâmbio entre Brasil e Portugal, além de projetos dedicados à exportação da música brasileira e seu fortalecimento no mercado internacional. Com um networking forte e sempre atualizado, está sempre presente nos mais importantes encontros internacionais de produtores e feiras de negócios da música.

 

FLÁVIO MENDES

Estudou na Escola de Música de Brasília, onde iniciou sua carreira como instrumentista. Já no Rio de Janeiro, especializou-se em Arranjo e Harmonia no CIGAM (Centro Ian Guest de Aperfeiçoamento Musical).

Foi diretor musical de Bibi Ferreira desde 2004 até a morte da diva em 2019, sendo o responsável por arranjos e regências de espetáculos como “Bibi in Concert 3 – Pop” (2004), “De Pixinguinha a Noel passando por Gardel” (2010), “Bibi – Histórias e Canções” (2012), “Bibi canta Piaf – 30 anos” (2013), “Bibi canta o repertório de Sinatra” (2014), “4X BIBI” (2016) e “Por toda a minha vida” (2017). Como diretor musical e arranjador, assinou também espetáculos como “Andança 50 anos”, com Danilo Caymmi (2018), “Caymmi / Amado”, com Danilo Caymmi e Alice Caymmi (2012), ”Alvear”, com Danilo Caymmi (2011), “A primavera se despede”, com Zezé Motta (2010), “Divina saudade”, com Zezé Motta (2000), “A Era de Ouro do Rádio”, com Tânia Alves (2009).

Como produtor musical e arranjador de CDs, assinou trabalhos como “Danilo Caymmi canta Tom Jobim”, de Danilo Caymmi (Universal Music), 2017; “Alice Caymmi”, de Alice Caymmi (Kuarup), 2012; “Natal em família”, de Bibi Ferreira (Biscoito Fino), 2014; “Alvear”, de Danilo Caymmi (Biscoito Fino), 2011; “Com essa cor”, de Monique Kessous (Som Livre), 2010; “Vozes”, de Cauby Peixoto e Selma Reis (Albatroz), 2005; “Lucho Gatica Entre Amigos”, de Lucho Gatica (Seleções), 2000; e “Bossas e Boleros”, de Tânia Alves (Albatroz), 2006.

 

Ficha Técnica

Idealização e direção artística: Nilson Raman

Texto: Nilson Raman e Flávio Mendes
Direção musical, arranjos e violão: Flávio Mendes
Roteiro: Danilo Caymmi, Flávio Mendes e Nilson Raman

Solista: Danilo Caymmi

Mestre de cerimônias: Nilson Raman

Realização: Raman Entretenimentos e Flecha de Prata

 

Serviço
Teatro Rival Petrobras – Rua Álvaro Alvim, 33/37 – Centro/Cinelândia – Rio de Janeiro. Data: 20 de setembro (sexta-feira). Horário: 19h30. Abertura da casa: 18h. Ingressos: R$80,00 (inteira) R$60,00 (promoção para os 100 primeiros pagantes) R$40,00 (lista amiga) Venda antecipada pela Eventim – http://bit.ly/TeatroRival_Ingressos2GIaEKp Bilheteria: Terça a Sexta das 13h às 21h | Sábados e Feriados das 16h às 22h Censura: 18 anos. www.rivalpetrobras.com.brInformações: (21) 2240-9796. Capacidade: 350 pessoas. Metrô/VLT: Estação Cinelândia.

 

*Meia entrada: Estudante, Idosos, Professores da Rede Pública, Funcionários da Petrobras, Clientes com Cartão Petrobras e Assinantes O Globo

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Mostra abre dia 21 de setembro, em celebração ao Dia da Árvore

Uma das primeiras artistas a trabalhar com temas ligados à natureza no Rio de Janeiro, Lia do Rio foi a convidada do Espaço Cultural Correios de Niterói para celebrar o Dia da Árvore. Em 21 de setembro (sábado), a artista inaugura a exposição “Natureza”, com 18 trabalhos de pequena e média dimensões, sendo alguns inéditos. Instalação, esculturas, objetos, fotografias, colagens e desenhos de Lia do Rio podem ser conferidos de perto, até 23 de novembro de 2019, com entrada franca.

Em atividade desde a década de 80, Lia do Rio acaba de celebrar 40 anos de trabalho com uma grande mostra no Museu Nacional da República, em Brasília. Em sua pesquisa sobre “tempo e natureza”, a artista utiliza em suas obras materiais perecíveis, como folhas secas, sementes, troncos ou pedras. Segundo ela, o uso da natureza como vivência plástica, nessa data comemorativa, procura promover a compreensão dos significados biológicos, sociais e psicológicos do ser humano, que se esqueceu de que também é natureza, daí as suas angústias. “A ideia não é tornar a árvore visível; é tornar visível o invisível da árvore”, diz ela.

Na mostra, o público estará diante de questões que abordam a natureza, o tempo e a cultura, fio condutor do trabalho da artista. Para Lia do Rio, o uso de materiais que se deterioram tem a ver com um mundo sempre em mutação, no qual nada morre, tudo se transforma. Por isso, caos, ordem, desordem, transformação, continuidade e possibilidade são temas que permeiam o trabalho dela. “O ser humano esqueceu-se de que também é natureza. Que estranho o comportamento do homem, parasita da Terra, sem predadores. Será ele predador de si mesmo?”, questiona ela.

SOBRE LIA DO RIO

 

Nasceu em São Paulo, vive e trabalha no Rio de Janeiro. É Bacharel pela Escola Nacional de Belas Artes da UFRJ; tem Pós-Graduação em Arte e Filosofia, e Pós-Graduação em Filosofia Antiga, PUC-RIO. No início de sua trajetória artística, foi aluna de Abelardo Zaluar, Quirino Campofiorito e Mário Barata. A partir de seu ingresso na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, em 1982, teve como orientadores Fernando Cocchiaralle, Ricardo Basbaum, Paula Trope, Tunga, Celeida Tostes, Reinaldo Roels Jr, entre outros. Inicia-se em pintura, mas logo seus trabalhos adquirem tridimensionalidade. Ao longo de quatro décadas participou de centenas de exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior (EUA: Nova York e São Francisco; Japão: Tóquio e Kobe; Guatemala; Alemanha; França e Kioto). Foi selecionada para diversos salões, com destaque para o Novos-Novos, o XX, Macunaíma 90, os XXº e XXIIº Salão Nacional de Belo Horizonte, e o Le Dejeuner sur L’Art (premiada por 4 vezes). Recebeu diversos prêmios, como Intervenções Urbanas; Brahma Reciclarte; Prêmio FIAT 89 (RJ) e Meditronic de Artes Plásticas (SP).  Seus trabalhos fazem parte de diversos acervos, no Brasil e exterior, como o Parque Nacional da Tijuca (RJ), o Jardim Botânico (RJ), a Fundação Cândido Mendes (RJ) e o Museu da República (DF). Ao longo do tempo, como professora de arte, lecionou em importantes instituições, como o Parque Lage e o Instituto Calouste Gulbenkian. Coordena exposições, workshops e palestras, e faz acompanhamento de diversos artistas. Seu livro Lia do Rio: Sobre a Natureza do Tempo foi editado, em 2015, pela editora Fase 10.

 

EXPOSIÇÕES EM CARTAZ NO ESPAÇO CULTURAL CORREIOS

 

Última semana: Assim como aqueles que buscam – Nadia Aguilera

Nadia Aguilera faz uso de uma técnica mista na qual o desenho, a pintura e a colagem estão a serviço de um jogo de passagens, de maneira tal, que poderíamos relacioná-lo a vivência de um sonho ou de uma recordação. A exposição reúne 35 obras em que objetos e imagens aparecem em meio a arquiteturas urbanas idealizadas, enquanto personagens, por não terem com o que se relacionar concretamente, passam a fazer parte de momentos nos quais algo parece estar sempre prestes a acontecer.

Até 21 de setembro

 

Humanidades – Rodrigo Pedrosa

A exposição tem por objetivo provocar o questionamento acerca das contradições e das incongruências da natureza humana. Pedrosa procura deslocar contextos e pontos de vista para se debruçar sobre questões que tratam da condição humana: a solidão, o medo, a autodestruição. O espectro imagético de suas obras percebe, coleta, contrapõe, propõe, instiga e confronta estas ideias.

Prorrogada até 28 de setembro

 

Quando nascer (ou morrer) não é uma escolhaLaura Freitas

Laura Freitas reúne investigações em torno da estética do ovo. Na mostra, a artista explora as simbologias e apreensões imagéticas do ovo. Ao todo são expostos oito trabalhos entre desenhos, esculturas e pequenas instalações nas quais desenhos em carvão sobre papéis rasgados e costurados com linha de algodão se unem a cascas de ovos quebradas e reconstruídas com atadura gessada e costura.

Até 19 de outubro

 

Carvão – Dudu Garcia

Na mostra, o artista utiliza o carvão como elemento pictórico, em duas salas expositivas no andar térreo do Espaço Cultural Correios Niterói. São quadros em trípticos e dípticos de grandes dimensões nas quais o carvão e a iluminação especial criam relevos e superfícies. Ao utilizar um dos mais poluentes combustíveis fósseis do mundo, a partir da Revolução Industrial, Dudu Garcia faz uma alusão à transformação da sociedade e à própria ilusão de desenvolvimento.

Até 19 de outubro

 

Vestígios – Marciah Rommes

A mostra é resultado de pesquisa que resultou no desenvolvimento de um tipo de polímero que se tornou matéria prima para o desenvolvimento de peças ricas em texturas e formas. As obras criadas se apresentam como registros de memórias, narrativas poéticas que levantavam discussões e reflexões sobre tempo e memória. Um afetivo poético e estético capaz de nos transportar para além da construção formal.

Até 19 de outubro

 

SERVIÇO

Exposição de arte
Título: “Natureza”
Artista: 
Lia do Rio
Abertura:  21 de setembro de 2019, 15h às 18h
Visitação:  De 23 de setembro a 23 de novembro, de segunda a sábado, das 11h às 18h (exceto feriados)
Local:  Espaço Cultural Correios Niterói – 1º pavimento
End.:  Av. Visconde do Rio Branco, 481 – Centro, Niterói – RJ
Tel: 21 2503-8550 / 8560
Entrada franca
Classificação etária: Livre

Atração do palco Sunset do Rock in Rio, a Nova Orquestra propõe nova visão da música de concerto

Um olhar diferente sobre a música clássica é a força motriz da Nova Orquestra, que surgiu no Rio de Janeiro com uma proposta ousada: promover a democratização e acesso a peças clássicas e concertos, surpreender o público com sons inesperados e criar uma organização sustentável que leva música para os mais diversos espaços da vida urbana. Esse olhar inovador sobre instrumentos mais comumente associados à música dita erudita garantiu ao projeto um convite para o Palco Sunset do Rock in Rio em um show único. O espetáculo Hip Hop Hurricane soma a pegada moderna da Nova Orquestra com o flow dos rappers Rael, Agir, Baco Exu do Blues e Rincon Sapiência. A apresentação acontece no dia 03/10, às 21h15, encerrando a programação do dia.

 

A Nova Orquestra retorna à Cidade do Rock, onde se apresentou em julho como parte da programação do megaevento Game XP. Todas as noites, o grupo encerrava a programação mesclando temas clássicos a trilhas de jogos como Street Fighter, Mortal Kombat, Super Mario, Tetris, Pokémon e Assassin’s Creed no maior GamePark do mundo. Devido ao sucesso, uma nova apresentação já tem data marcada: o espetáculo Game Sinfônica ocupará o Allianz Parque, em São Paulo, no dia 19/10.

 

Além disso, a Nova Orquestra também pega a estrada com o espetáculo Led In Concert, celebrando os 50 anos da banda inglesa Led Zeppelin. A tour passará por Porto Alegre (Auditório Araújo Vianna), Rio de Janeiro (Vivo Rio), Brasília (Centro de Convenções Ulysses Guimarães) e novamente São Paulo (Allianz Parque). Para encerrar 2019 e abrir o verão, eles apresentarão as “Quatro Estações” de Vivaldi ao lado do guitarrista Davi Moraes. E ainda não acabou: mesclando a formação clássica de uma orquestra com a energia do bloco Sargento Pimenta, um dos mais tradicionais no Carnaval carioca, a Nova Orquestra fará nascer uma homenagem aos Beatles em janeiro, em clima de pré-folia.

 

 

Esses múltiplos projetos são a cara do Rock in Rio, festival que preza por variadas linguagens musicais. O show no Palco Sunset dá um pontapé inicial a esses meses de intenso movimento para os 32 músicos e o maestro Éder Paolozzi. O público será testemunha desse encontro inédito de batidas e vozes que atestam a ascensão de nomes como Rael, vencedor do Prêmio da Música Brasileira; Rincon Sapiência, que ainda colhe os frutos de seu elogiado álbum “Galanga Livre”; Baco Exu do Blues, pavimentando a estreia “Esú” com o aclamado disco “Bluesman”; e Agir, fenômeno do rap português.

 

A iniciativa é recente, mas a Nova Orquestra já surge experiente. Isso porque foi fundada por profissionais de marketing e gestão dentro da música de concerto, já contando também com a expertise de especialistas em outros mercados. À frente da ideia estão João Magalhães e Mateus Simões, que foram indispensáveis no reposicionamento da Orquestra Petrobras Sinfônica. Entre as ações mais recentes estão apresentações em vias públicas, a interpretação de músicas populares (que renderam os EPs “O Clássico é…” para os gêneros de rock, samba e pop, em parceria com a Deckdisc), além de apresentações com Nando Reis e uma série de concertos baseados em discos famosos, que recriou Pink Floyd, Metallica, Michael Jackson e Los Hermanos.

 

Agora, é hora de novos desafios. “A crise gerou uma ‘falta’ de orquestras e nós acreditamos que poderíamos criar um projeto voltado pra isso, vendo o clássico de outro modo, e trazer público, reinventando o modelo de uma orquestra, a experiência de música clássica. Pensando a gestão como uma startup, com uma visão nova de mercado e focado no público jovem”, explica João Magalhães, que também já trabalhou com com artistas como Banda do Mar, Marcelo Camelo, Gabriel O Pensador e Mallu Magalhães, somando mais de 10 anos de experiência no mercado musical.

 

 

Além de João e Mateus, uma equipe de profissionais de diversas áreas já ajuda a dar forma à Nova Orquestra, com o objetivo de unir mentes pensantes e corações pulsantes que abraçam o projeto, indo do marketing e comunicação à gestão e produção. A ideia é trazer a visão do music business para tornar a iniciativa não apenas viável, mas sustentável.

 

A perspectiva musical vem também de Leonardo Braga, vocalista da banda Planar, com passagens pelas gravadoras Sony e Deckdisc e pelo festival South By Southwest. Além disso, atua como criador de conteúdo no mercado de publicidade. Já Bruno Freitas soma à Nova Orquestra trazendo sua experiência como líder em inovação e cultura do Estado de São Paulo, fundador do Dínamo e sócio-gestor da Megahertz, com mais de 10 anos na criação e execução de projetos culturais, criativos e artísticos. Completa o time o publicitário e diretor audiovisual e de conteúdo Gustavo Tolhuizen, responsável de projetos de sucesso com Paulo Gustavo, Erasmo Carlos, Lenine e com a plataforma Queremos.

 

Se a música é clássica, a Nova Orquestra é moderna e dinâmica. A iniciativa olha para o futuro e já propõe diferentes formas de se pensar, produzir e conhecer grandes obras, tradicionais ou contemporâneas.

 

Siga Nova Orquestra: https://www.instagram.com/nova_orquestra/

 

Novo Edital Festival Arte Por Toda Parte 2019

Com casa cheia ao longo de toda a primeira fase, garantindo noites emocionantes com muita música toda última quarta-feira do mês no Teatro PetroRio das Artes, o Festival Arte Por Toda Parte está com inscrições abertas para o novo edital que irá selecionar novos talentos kids e do samba. Com a presença de jurados técnicos e famosos como Baby do Brasil, Jesuton, Matheus VK, George Sauma e votação popular, as próximas edições prometem manter o alto nível da competição. Músicos em formações solo, duo/dupla, trio ou banda/grupo e crianças e adolescentes de 8 a 16 anos poderão se inscrever gratuitamente até o dia 04 de outubro, pelo e-mail teatropetroriodasartes@petroriosa.com.br, e concorrer a uma das vagas nas finais de cada estilo. A edição kids será realizada no dia 30 de outubro, celebrando o mês das crianças, e a edição seguinte, em homenagem ao samba, no dia 27 de novembro, às vésperas do Dia Nacional do Samba, comemorado dia 2 de dezembro.

Os finalistas serão selecionados por meio de audições e terão a oportunidade de se apresentar no Teatro PetroRio das Artes, que possui 20 anos de história no cenário cultural carioca, dividindo o palco com artistas já consagrados. As seis primeiras edições homenagearam os estilos rap, rock, jazz, MPB e world music. O projeto é idealizado pela produtora Constelar, em parceria com a PetroRio, e com curadoria de Tatianna Trinxet.

“Esse projeto, que vem enchendo a PetroRio de orgulho desde a primeira edição, resgata a cultura e dá visibilidade e  chance a quem não tem oportunidades de mostrar seus talentos. Ver o Festival Arte por Toda Parte atraindo cada vez mais público e revelando tanta gente boa da nossa música, de diferentes estilos, nos enche de alegria e motivação para continuar promovendo a cultura sem fronteiras. Queremos que este edital chegue ao máximo de pessoas para que a gente receba o maior número de talentos possível” afirma Tatianna.

Toda a programação é gratuita e os artistas da edição samba, além de terem a oportunidade de mostrar seu trabalho, concorrerão a prêmios nos valores de R$5 mil para o vencedor do júri técnico e R$2 mil para o do voto popular, não cumulativos.

Para participar da seleção, os interessados deverão enviar foto, um vídeo de até 1 minuto executando uma canção, além de currículo/portfólio com histórico de apresentações e um setlist sugerido para o projeto de até 15 minutos para o e-mail teatropetroriodasartes@petroriosa.com.br, até o dia 4 de outubro. As audições acontecem no dia 7, às 15 horas, no Teatro PetroRio das Artes, no Shopping da Gávea. Menores de idade também deverão enviar uma autorização escrita e assinada de próprio punho por um responsável, com cópia do documento de identidade do mesmo.

Novo Edital Festival Arte Por Toda Parte 2019
Teatro PetroRio das Artes

Inscrições online, pelo e-mail teatropetroriodasartes@petroriosa.com.br

Período: De 9 de setembro a 4 de outubro de 2019

Audições: 7 de outubro, às 15h

Exposição”O Museu Histórico da Cidade do Rio de Janeiro conta a sua história”, no MHCRJ

Em comemoração aos 85 anos do MHCRJ, o Pavilhão de Exposições Temporárias (Casarão) recebe a exposição “O Museu Histórico da Cidade do Rio de Janeiro conta a sua história”. A mostra recupera a trajetória da instituição para além dos fatos que a conformam, explorando aspectos diversos da atividade museal e tornando conhecidos os rostos por trás dela. Para contar essa história, recorreu-se à memória de alguns destes agentes – do passado e do presente -, à fotografias da coleção do Museu, além de peças do seu rico acervo, como o estudo da Cabeça do Cristo e trabalhos do Mestre Valentim.

A exposição inaugura dia 24 de setembro, terça-feira, e integra a 13ª Primavera dos Museus, uma iniciativa do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), que este ano traz como tema “Museus por dentro, por dentro dos museus”.

Convidamos você a estar por dentro do Museu Histórico da Cidade do Rio de Janeiro. Não deixe de conferir!

Exposição “O Museu Histórico da Cidade do Rio de Janeiro conta a sua história” 

Período: de 24 de setembro até setembro de 2020

Horário: Terça a domingo, das 10h às 17h

Local: Museu Histórico da Cidade do Rio de Janeiro – Estrada Santa Marinha, s/nº, Gávea – Rio de Janeiro

Entrada gratuita

Classificação livre

Exposição ‘Muirapiranga’, de Elizabeth Titton, inaugura novo espaço na Funarte com obras de grande porte

Com o apoio do Funarte SP, a escultora Elizabeth Titton apresenta ao público, a partir de 5 de outubro, sua mais recente criação: a coleção Muirapiranga. Levando o nome de uma árvore amazônica de madeira vermelha, similar ao pau-brasil, a exposição é uma ode à natureza a partir de esculturas de grandes dimensões feitas em aço corten.  A mostra também marcará a abertura de um novo espaço de exposições no complexo artístico e terá estruturas dedicadas a pessoas com deficiência visual.

Até 19 de janeiro de 2020, sob o preceito de oferecer aos visitantes a oportunidade de vivenciar as obras de forma potente – levando-os a refletir sobre a crescente cegueira do homem moderno perante o mundo que habita –, 21 obras de grande porte (que variam de 1 a 4 metros de altura) ocuparão 600 m² entre o espaço do pátio, hoje utilizado como estacionamento, e as galerias Flávio de Carvalho e Mario Schenberg.

“Com o projeto da exposição ‘Muirapiranga’ como sua próxima meta de trabalho, Elizabeth Titton procurava um espaço que pudesse receber suas grandes esculturas, sobre as quais falava com paixão. E a equipe da Funarte São Paulo e eu buscávamos possibilidades de transformar o pátio do Complexo em um espaço que recebesse obras de artes visuais, de arquitetura, esculturas, cenários”, explica a ex-coordenadora da Representação Regional da Funarte SP, Maria Ester Lopes Moreira.

As peças produzidas por Elizabeth Titton brincam com os sentidos, na medida em que oferecem a eternidade do metal, acompanhada da efemeridade das formas. O aço corten possui elementos em sua composição que melhoram as propriedades anticorrosivas, garantindo, em média, três vezes mais resistência do que o aço comum. As formas, por sua vez, são portais e obeliscos produzidos nos últimos três anos a partir de corte a laser das peças metálicas. Esse tipo de obra tem sido material de exploração da artista desde 2006. Anteriormente, Elizabeth foi diretora do Museu de Arte Contemporânea do Paraná, nos anos 80, e professora do curso superior de Escultura da Escola de Música e Belas Artes do Paraná por 16 anos, na cidade de Curitiba, onde vive desde os 8 anos de idade.

A premissa desse tipo de produção, que conduz a exposição ‘Muirapiranga’, é impactar o observador por sua originalidade, beleza, significado e dimensões. Para a artista, o “escultor produz a obra para o outro”, ou seja, Elizabeth, sob grande influência do filósofo Merleau-Ponty, acredita que “a percepção é fundamental e o corpo é a ferramenta para isso”. Com isso, ela pretende trazer a realidade à tona e, muito embora a temática seja evidente por si, ela deseja oferecer uma experiência no lugar de um discurso especializado. Neste aspecto, a artista leva elementos como água, árvores, folhas, flores, peixes, pássaros, nuvens e estrelas, que há muito tempo a inspira por meio de seus estudos sobre mitologia das comunidades indígenas do Xingu. Além de valorizar e homenagear o meio ambiente com seus “arcos do triunfo”, ela nos alerta sobre a crescente incapacidade de experimentarmos e enxergarmos o mundo que habitamos.

O fenômeno relativo à cegueira é interpretado por Elizabeth Titton como metáfora da muirapiranga, árvore em risco de extinção, aqui representada pela ferrugem do metal. Na mostra, a vegetação é representada em forma de portais e obeliscos, ícones da civilização, cuja função é homenagear a natureza cada vez mais distante dos olhos, do corpo e do conhecimento dos habitantes das cidades, que cada vez mais vivem num mundo virtual, abstrato, cegos ao mundo em que vivemos.

Nesse sentido, da dificuldade de enxergarmos, sete obras serão impressas em 3D, com aproximadamente 40 cm de altura, para que, além do público em geral, visitantes com deficiências visuais possam perceber e sentir, por meio do tato, o formato das esculturas. Também serão instalados pisos especiais nos espaços da mostra, bem como disponibilizados texto e catálogos em braile e monitores preparados para atender esse público durante o período da mostra.

Ao pensar em sua experiência artística, Elizabeth sempre se baseia em algumas impressões trazidas à reflexão, por Merleau-Ponty, especialmente quando o pensador francês disse: “Quando percebo, não penso o mundo, ele se organiza diante de mim”.

Com mensagens gravadas nas paredes dos espaços da Funarte, citações escolhidas pela artista do filósofo francês, estudado por ela em profundidade quando de sua pesquisa de mestrado em Educação na UFPR (Universidade Federal do Paraná), Elizabeth coloca o público diante da presença material e impactante de suas obras, levando-o a confrontar a materialidade do aço que, em seu design simples e de fácil reconhecimento, remete à natureza, na intenção de conduzir ao mundo encarnado do qual fala o filósofo.

A artista quer completar a experiência de perceber o mundo, conforme o pensamento de Merleau-Ponty, alertando de que a ciência é sua expressão segunda, pois, primeiro, existem os rios e as montanhas, depois os mapas que as representam.

“Sensível e envolvida com sua criação, Elizabeth Titton enfatiza em sua proposta que a experiência oferecida pela exposição pode ser experimentada por todos. Olhar, tocar, caminhar no seu entorno, bem como sentir a frieza do metal, é como a artista nos convida a estar na exposição. É assim também que nós da Funarte convidamos a todos para estarem no Complexo Cultural e dividir conosco essa reflexão acerca do nosso estar no mundo como natureza e obra de arte”, comenta Maria Ester.

Tendo em mente que a arte deve ser fruída antes de ser pensada, Elizabeth convida a voltar ao mundo vivido em uma experiência estética que parte de um mergulho na floresta de aço criada no solo do importante espaço de cultura paulistano.

 

SERVIÇO

 

Funarte SP

Endereço: Alameda Nothmann, 1058.

Abertura ao público: 5 de outubro de 2019,  às 14h

Horário de visitação: terça a sexta, das 10h às 18h; sábado e domingo, das 14h às 21h

Ingresso: gratuito

Término: até 19 de janeiro de 2020

Lenine – Em Trânsito – Eu Fui!

No último sábado (14) fomos conferir o show de Lenine, “Em Trânsito” no Centro Cultural João Nogueira. O projeto – vencedor do Grammy Latino de Melhor Álbum de Rock em Língua Portuguesa – estava de volta onde tudo começou. E Lenine melhor que nunca. Já fui a algumas apresentações do cantor e sempre pude conferir performances mais puxadas para o rock’n roll que nas versões originais e vejo que essa tradição se repete. Lenine dá roupagens mais pesadas para suas canções, inclusive algumas completamente diferentes, em perfeito match com a acústica perfeita do Imperator.

O show obviamente trouxe canções de seu premiado álbum “Em Trânsito”, como “Intolerância” e “Lua Candeia”. Um dos pontos altos da noite foi quando seu roadie, Gabriel Ventura se uniu a Lenine para apresentar “Umbigo”, do álbum Falange Canibal. Também não ficaram de fora grandes sucessos, como “Tubi Tupy” (Na Pressão) e “Virou Areia” (Lenine In Cité). Já que o papo é sobre hits, o bis foi um show à parte, com “Paciência” (Na Pressão), “Hoje eu quero sair só” (O dia em que faremos contato), “Leão do Norte” (Olho de Peixe) e “Jack Soul Brasileiro” (Na Pressão).

Para quem quiser saber onde encontrar Lenine em próximas ocasiões, agora a turnê segue para São Paulo e depois Florianópolis.

P.S.: Agradeço à MNiemeyer pelos convites!