Top 5 – “Eu Fui!”: Musical

Algo que junte música, teatro e dança não tem como não me agradar. Assisto a todos os que tenho oportunidade e estes são os melhores de 2015:

 

1 – Kiss me, Kate – O beijo da megera

Foto: Divulgação

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Adaptação brasileira de um sucesso da Broadway (Kiss me, Kate), o musical – que também é inspirado no clássico “A megera domada”, de William Shakespeare – une coreografias ótimas, cantores idem, e um texto inteligente e engraçado.

Veja o post sobre o espetáculo

 

 

 

2 – “S’imbora, o musical – a história de Wilson Simonal”

Foto: Divulgação

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Excelentes números musicais – com destaque para Ícaro Silva como o protagonista -, o espetáculo conta a história de Wilson Simonal, do apogeu da fama ao ostracismo. Com pouco texto e muita música, agrada ao público. Faz quem viveu a época relembrar os sucessos, quanto as novas gerações conhecerem clássicos da MPB.

Veja o post sobre o espetáculo

 

 

3 – Elis, A Musical

A atuação impecável de Laila Garin no papel de Elis Regina é o principal trunfo de “Elis, A Musical”. A atriz

Foto: Divulgação

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convence, e faz por vezes acreditarmos que é a própria Pimentinha quem está em nossa frente cantando.

Veja o post sobre o espetáculo

 

 

 

 

4 – Constellation

Foto: Divulgação

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“Constellation” conta a história de Regina Lúcia, jovem sonhadora que quer porque quer participar do voo inaugural da aeronave que dá nome ao espetáculo. O veículo prometia reduzir de 72 para 20 horas o tempo de trajeto entre Rio de Janeiro e Nova York. O acontecimento foi nos anos 1950, e o musical tem o repertório de sucessos da década. Elenco mandando bem, com destaque para Jullie, a protagonista de voz doce e afinadíssima.

Veja o post sobre o espetáculo!

 

5 – Chacrinha, o musical

Uma enorme quantidade de canções foi utilizada para preencher o musical sobre a trajetória do Velho Guerreiro, para representar os longos anos que o apresentador esteve à frente de seus programas televisivos. Fruto de uma época em que a TV dava uma grande espaço para a música, a atração, assim como o espetáculo, tinha repertório muito eclético. Clara Nunes, Benito de Paula, Roberto Carlos… Muitos foram reproduzidos no palco, e fez o público cantar com sucessos eternos.

Veja o post sobre o espetáculo, e também a apresentação para a imprensa!

 

 

 

“Mágico de Oz” no Glauce Rocha

Devido ao grande sucesso, o musical volta aos palcos para temporada especial de final de ano, com valor promocional para toda a família no Teatro Glauce Rocha: R$10.

Crianças e adultos são levados até Oz e se divertem com os personagens clássicos da história e suas músicas. E são surpreendidos pelas novidades cênicas, como os óculos mágicos e o castelo de esmeraldas que surge ao olhar de todos no palco. O musical surpreende o espectador com as inovações cênicas, mexendo com o imaginário das crianças e adultos, fazendo a plateia rir e se emocionar com esse grande clássico.

O “Mágico de Oz” é um grande espetáculo, recheado de músicas que foram tiradas do clássico com novos arranjos e gravações. E a direção fica por conta de Cristiane Sanctos, que hoje é uma referência de Teatro Infantil no Rio de Janeiro.

Sinopse

A peça conta a história da menina Doroty que foi levada a Terra de Oz por um tornado. Para voltar para casa, a menina, com auxílio de um espantalho, homem de lata e um leão, precisa encontrar o poderoso Mágico de Oz, único capaz de mandá-la de volta para o lugar de origem. Porém precisa enfrentar a Bruxa Má do Oeste para conseguir este retorno.

Acessibilidade: projeto Em Cena Para Todos terá sessões com audiodescrição

Acessibilidade para todos – Dia 28 de novembro será o dia da acessibilidade no Teatro Glauce Rocha. Além da interpretação em Libras, que já acontece em todas as sessões do projeto Em cena Para Todos, o público também poderá contar com audiodescrição. A primeira peça com o serviço será o infantil “O Mágico de Oz”. E, à noite, “Cenas de Um Casamento”.

“Audiodescrição é o recurso que permite a inclusão de pessoas cegas como espectadoras de peças, filmes, novelas, óperas, ou seja, qualquer manifestação artística. Isso porque programas de ficção têm muitas informações nas imagens e a intenção é fazer com que as pessoas que não veem não as percam”, define a atriz e audiodescritora Graciela Pozzobon, que será a responsável pelas sessões com audiodescrição do projeto Em Cena Para Todos.

Sobre a ocupação “Em Cena Para Todos” 

Idealizado pela produtora carioca Ymbu Entretenimento, o projeto “Em cena para Todos” visa à ocupação e promoção do Teatro Glauce Rocha com espetáculos e artistas renomados, além de, novos talentos das artes cênicas no país. O projeto prevê ainda oficinas de Artes Cênicas, Teatro para Jovens, Expressão corporal e dramaturgia. O objetivo é dar oportunidade a artistas já formados, e ainda, novos candidatos a seguir a profissão de ator/atriz. Um diferencial é a oficina de Teatro para Jovens, com diretores especializados e com sucessos em cartaz dentre o público.

“Este projeto foi contemplado pela Fundação Nacional de Artes – FUNARTE no edital de Ocupação do Teatro Glauce Rocha 2015”

SERVIÇO: 

O Mágico de Oz

Autoria e direção: André Lamare e Cristiane Sanctos

Elenco: Alan Di Moura, Aly Moreira, Cristiane Sanctos, Luciana Albertin, Luciana Boeira, Matheus Marques, Pedro Natividade e Tiago Atzevedo.

Local: Teatro Glauce Rocha – Av. Rio Branco, 179 – (21) 2220-0259.

Data: 28 e 29/11

Sessão com audiodescrição: 28/11

Horário: sábados e domingos às 16h.

Ingresso: R$ 10,00 (inteira)

Classificação: livre

Duração: 60 minutos

Gênero: Drama

Capacidade: 202 Lugares

Deixa Clarear, Musical Sobre Clara Nunes

Depois de rodar por vários palcos do Rio de Janeiro, “Deixa Clarear, musical sobre Clara Nunes” chega ao Espaço Furnas Cultural, onde faz seis apresentações, de 6 a 15 de novembro, de sexta a domingo, com entrada franca.  O espetáculo começou sem pretensão e sem patrocínio, com temporada discreta no Teatro Café Pequeno, no Leblon. Aos poucos foi conquistando o público e espaços, passando pelos mais importantes palcos cariocas, incluindo o tradicional Teatro João Caetano, onde fez duas temporadas de sucesso.

“Deixa Clarear, musical sobre Clara Nunes” conta com a direção de Isaac Bernat, texto de Marcia Zanelatto e direção musical de Alfredo Del Penho. Tem como intérprete a atriz Clara Santhana, idealizadora do projeto e apaixonada pela obra da cantora mineira. O espetáculo é o encontro das duas Claras: a atriz e a cantora.  Durante os 75 minutos de duração, o musical apresenta fases da carreira e da vida de Clara Nunes e tem como ponto alto a música, que atua como uma extensão da cena.  Estão lá clássicos da cantora, como “O canto das três raças” (Paulo Cesar Pinheiro/ Mauro Duarte) e “Na linha do mar”(Paulinho da Viola), “Morena de Angola” (Chico Buarque), “Um ser de luz” (João Nogueira/Paulo Cesar Pinheiro e Mauro Duarte) e “O mar serenou” (Candeia), entre outras.  O espetáculo mistura música e poesia para contar, de forma delicada, um pouco da trajetória de Clara Nunes, com o objetivo de incentivar a juventude a valorizar a música brasileira e suas raízes genuínas. “Nossa ideia é apresentar o legado de Clara Nunes para as novas gerações”, explica Clara Santhana. A atriz se apresenta acompanhada da banda formada por Michel Nascimento (percussão), Bidu Campeche (percussão/ cavaquinho), Felipe Rodrigues (violão) e João Gabriel (flauta/sax).

SERVIÇO:

Deixa Clarear, Musical Sobre Clara Nunes

Dias 6, 7 8, 13, 14 e 15 de novembro de 2015

Horário: sextas e sábados às 20h; e domingos, às 19h

Local: Espaço Furnas Cultural

Endereço: R. Real Grandeza, 219 – Botafogo

Telefone: (21) 2528-5166

Entrada franca / ingressos distribuídos nos dias do espetáculo, a partir das 14h

Capacidade:170 lugares

Já fomos, veja só! Também já demos uma palavrinha com Clara Santhana!

“O Barbeiro de Ervilha” na Gávea

A partir do dia 17 de outubro, o Centro de Referência Cultura Infância apresenta o espetáculo infantil “O Barbeiro de Ervilha”, uma comédia musical para crianças. Trata-se de uma adaptação da ópera Il Barbiere di Siviglia, de Gioacchino Rossini com libreto de Cesare Sterbini baseado na comédia homônima de Pierre Caron de Beaumarchais. A história apresenta uma trupe mambembe de comediantes que encena, na pequena vila fictícia nordestina de Ervilha do Norte, as artimanhas e astúcias de um tipo bem brasileiro, apesar de francês e italiano de origem e da naturalidade espanhola. Assim como na ópera cômica original, Fígaro, o barbeiro de Ervilha, é um faz tudo da cidade, fugindo aos padrões dos barbeiros do nosso século. Além de barbeiro é sanfoneiro, enfermeiro, jardineiro e nas horas vagas ainda é veterinário, farmacêutico, cirurgião, entrega bilhetes de casais enamorados com sigilo e discrição e o que mais for preciso, de maneira honesta, para ganhar o seu pão.

Andarilho, sempre à procura de um novo trabalho, acaba salvando a linda história de amor do conde Almaviva com Maria Flor. Um amor “proibido”, pois Maria Flor vai ser obrigada a casar com o seu tutor, Doutor Bartolo, médico e velho avarento cujo interesse, no fundo, é pela herança da moça. Servindo o conde com habilidade, o barbeiro acaba conseguindo acobertar e unir os enamorados, bem debaixo do nariz de Bartolo – que vive dizendo que não é tolo; fazendo triunfar a boa idéia de que “o amor é a mais valiosa das moedas”.

FICHA TÉCNICA

Dramaturgia Original e Texto: Vanessa Dantas

Versões das Músicas e Letras: Leandro Castilho

Direção: Daniel Herz

Elenco:

Leandro Castilho (Fígaro)

Vanessa Dantas (Maria Flor)

Tiago Herz (Conde Almaviva)

Leonardo Miranda (Doutor Bartolo)

Pedro Maia (Comida de Onça)

Pedro Gracindo (Bocó, Soldado Quebra Queixo)

Carol Garcia (Di Mola, Soldado Rocambole)

Francisco Salgado (João do Bode)

Anna Bello (Santa do Mandacarú)

SERVIÇO

Data: 17 de outubro a 01 de novembro

Local: Teatro Municipal Maria Clara Machado (Planetário da Gávea)

Endereço: Av. Padre Leonel Franca, 240, Gávea. Tel.: (21) 2274 7722

Horário: sábado e domingo, às 16h

Valor: R$ 20,00

Duração: 60 minutos

Gênero: Infantil (recomendado a partir de 04 anos)

Classificação: Livre

Bilheteria: quarta a domingo, a partir das 14h

Capacidade: 138 lugares

Estacionamento pago no local

SamBra, o musical – 100 anos de samba

Com apresentações lotadas em todo o país, “SamBra, o musical – 100 anos de samba” volta à cidade maravilhosa para temporada popular no Teatro João Caetano, a partir do dia 15 de outubro (quinta-feira). O espetáculo visita a história do samba e de seus baluartes, contando a trajetória deste gênero musical em homenagem ao seu centenário. A superprodução já teve curta temporada no Rio de Janeiro e em São Paulo, com apresentações no Vivo Rio (RJ) e no Espaço das Américas (SP), e viajou por cinco cidades (Belo Horizonte, Salvador, Brasília, Porto Alegre e Curitiba).

Vencedor de oito prêmios por direção, texto e atuação em musicais e com mais de 60 indicações, Gustavo Gasparani, autor e diretor do espetáculo, retorna ao gênero como ator em “SamBra, o musical – 100 anos de samba”. Gustavo assume os papéis interpretados por Diogo Nogueira, que precisou se ausentar temporariamente, pois estará em turnê com o lançamento de seu novo álbum. “O Gustavo tem uma história muito antiga, profunda e verdadeira com o samba e também já estava completamente envolvido com o processo do musical. A escolha por ele aconteceu naturalmente.”, conta Aniela Jordan, sócia-diretora da Aventura Entretenimento, e que assina a direção artística e de produção do musical. Gustavo Gasparani aceitou o novo desafio com alegria “Eu não atuo em musical há dois anos e meio. Estou há um tempo na tragédia grega, no Shakespeare, então voltar para os musicais fazendo algo tão prazeroso é uma felicidade! Para falar do samba tem que ter verdade, se não for de coração fica falso. O samba não admite isso, a fé tem que ser verdadeira e eu acho que vou conseguir passar isso junto com essa equipe maravilhosa!”, comenta o ator e diretor. Para comemorar os 202 anos do Teatro João Caetano, o musical terá sessão especial no dia 27 de outubro.

“SamBra, o musical – 100 anos de samba” é uma co-produção da Aventura Entretenimento e da Musickeria, que apostaram na ideia de Washington Olivetto de criar um projeto que homenageasse o gênero musical mais característico do país. Apresentado pelo Ministério da Cultura e pelo Bradesco, “SamBra, o musical – 100 anos de samba” terá outras ações além do teatro: um projeto multiplataforma que prevê o lançamento de um livro, ambiente web, web rádio e um ciclo de encontros.

Sobre o espetáculo

Com duas horas e meia de duração dividida em dois atos, a produção é composta de prólogo, abertura e mais 14 quadros que envolvem cerca de 70 músicas cantadas e 25 outras que ligam as canções em formato de texto. A narrativa é feita de forma quase cronológica e conta desde o registro de “Pelo telefone”, canção conhecida por ser o primeiro samba registrado do país, até a chegada do samba na Avenida, com os desfiles de carnaval. Passando pelo berço do samba; a Praça XI; os morros, a boemia e a malandragem cariocas; o teatro de revista; o samba politizado e o subúrbio do Rio. Todos os grandes nomes do gênero são lembrados: Pixinguinha, Silas de Oliveira, Mano Décio da Viola, Donga, João da Baiana, Sinhô, Ismael, Tia Ciata, Francisco Alves, Carmen Miranda, Grande Otelo, Cartola, João Nogueira, Clara Nunes, Paulo Cesar Pinheiro, Noel Rosa, Chico Buarque, Billy Blanco, Martinho da Vila, o Cacique de Ramos, Jorge Aragão, Silas de Oliveira, Beth Carvalho, Paulinho da Viola e muitos outros.

Para escrever o espetáculo, Gustavo Gasparani mergulhou durante três meses em uma profunda pesquisa para a criação do texto. “É uma grande viagem, irreverente e lúdica, nada didática, onde o samba é a inspiração, o protagonista. Buscamos um olhar diferente, que fugisse do óbvio, uma forma nova de cantar o samba, sem perder a essência. Me fixei nos movimentos, na chegada do choro, na relação do teatro com o samba, na irreverência das revistas, na importância da Praça XI, na explosão do rádio. Mas não é calcado no racional, pelo contrário, é feito pra emocionar, pra mexer com o público e vimos, pelo retorno do público, que conseguimos esse objetivo ao viajar o país com essa produção”, conta Gasparani.

Equipe criativa

Além de Gustavo Gasparani, o espetáculo terá também a atriz, autora e produtora Ana Velloso, de “Clara Nunes – Brasil Mestiço”, “O Bem do Mar” e “A Aurora da Minha Vida”; Beatriz Rabello, estrela de “Divina Elizeth” e filha de Paulinho da Viola; Lilian Valeska, uma das protagonistas do seriado “Sexo e as Negas”; e mais Patricia Costa, Simone Debett, Bruno Quixotte, Edio Nunes, Wladimir Pinheiro, Alan Rocha, Cristiano Gualda, Catia Cabral, Patricia Ferrer, Pablo Dutra, Paulo Mazzoni, Shirlene Paixão e Charles Fernandes.

A coreografia é assinada por Renato Vieira, professor, coreógrafo e diretor artístico e de movimento. Renata já esteve à frente da comissão de frente da Grande Rio, em 2003, onde permaneceu por nove anos. Na equipe coreográfica também participa Isnard Manso e Marluce Medeiros. O figurino é de Marília Carneiro, uma das figurinistas mais consagradas do país, que assinou o vestuário de grandes novelas da Rede Globo, como “Páginas da Vida”, “Celebridade” e “O Clone”, com colaboração de Reinaldo Elias e assistência de Luiza Moura. Nando Duarte assina a direção musical; Juliana Medella e Pedro Rothe são assistentes de direção; a cenografia ficará a cargo de Hélio Eichbauer – cenógrafo renomado, que assinou peças como “O Rei da Vela” e, aos 30 anos, já havia sido premiado 28 vezes, além de ter realizado 130 trabalhos em teatro e 13 exposições – com assistência de Marieta Spada e Igor Perseke; Marcela Altberg é a produtora de elenco e Maurício Detoni o preparador vocal; o design de som ficará a cargo de Carlos Esteves, o design de luz de Paulo Cesar Medeiros e a videografia de Thiago Stauffer.

Projeto Multiplataforma

“SamBra, o musical – 100 anos de samba” não é apenas um musical, mas também um projeto multiplataforma. Além dos espetáculos presenciais, o projeto terá a criação de outras plataformas que acontecerão paralelamente às apresentações do espetáculo. A primeira ação lançada, antes mesmo da estreia de “SamBra, o musical – 100 anos de samba”, foi um portal integrado às redes sociais, com conteúdos relevantes sobre os 100 anos de samba, como entrevistas, imagens históricas e uma linha do tempo que apresenta, de forma gráfica e cronológica, a história do movimento. Também entrará no ar uma Web Rádio, que contará a história do samba em uma seleção de músicas disponível gratuitamente através das plataformas web e  mobile. O projeto prevê também o lançamento de um livro, que terá entrevistas, curiosidades e uma seleção de imagens que contarão a história dos 100 anos de samba, em versões física e e-book adaptado para tablets. Será realizado também um Ciclo de Encontros SamBra, com a presença de notáveis como jornalistas, pesquisadores e compositores que falarão sobre a história do samba e a importância do gênero como expressão cultural brasileira. Nos dias das estreias dos espetáculos, tanto no Rio quanto em São Paulo, acontecerão Rodas de Samba após as apresentações, para convidados.

Gustavo Gasparani

Iniciou sua carreira em 1982, fazendo teatro amador no Colégio Andrews, dirigido por Miguel Falabella. Com formação em dança, fez cursos de especialização em teatro, inclusive Casa das Artes de Laranjeiras (CAL) e Tablado, estudou canto, balé clássico,  técnicas vocais e mímica. Em 1989, fundou a Cia. dos Atores, dirigida por Enrique Díaz, onde encenou vários espetáculos como “Cobaias de Satã”, “O Rei da Vela”, “Meu Destino é Pecar” e “O Bem Amado”, entre outros. Com a companhia, participou de festivais na Argentina, Estados Unidos, Portugal, Espanha e recebeu prêmios como Shell, APCA, Molière e Mambembe. Paralelamente à trajetória da Cia. dos Atores, escreveu e/ou dirigiu os musicais “A Flor e o Samba”, “Clara Nunes – Brasil Mestiço”, “Rio…enredo do meu samba!”, “Comédias Cariocas “, “Mercedes de Meddelin”, “Otelo da Mangueira”, “Oui, Oui, A França é Aqui”, “Samba Futebol Clube” e “As Mimosas da Praça Tiradentes”. Participou da adaptação de “Ricardo III”, de Shakespeare, onde viveu 21 personagens. Passista da Mangueira por 20 anos, fez ainda vários trabalhos na TV (“Anos Rebeldes”, “Dalva e Herivelto”, “Você Decide”, “Lua Cheia de Amor”) e no cinema (“Orfeu”, “Uma Bela Noite Para Voar”, “Xangô de Backer Street”, “Orquestra dos Meninos” e “Buffo & Spallanzani”). Também é professor de teatro, no Colégio Andrews e na Casa Cultura Laura Alvim, onde dirige montagens anuais com seus alunos.

Sobre as produtoras:

 

Aventura Entretenimento

Produtora de grandes sucessos musicais no Brasil, a Aventura Entretenimento (www.aventuraentretenimento.com.br) foi criada em 2008. Desde então, vem investindo no crescimento e na modernização do mercado de musicais. Com o passar dos anos, os espetáculos criados no país ampliaram sua estrutura, ganharam espaço no mercado e poder de atração entre espectadores e investidores. A empresa dos sócios Aniela Jordan, Fernando Campos e Luiz Calainho já produziu grandes sucessos como Elis, A Musical,  Um Violinista no TelhadoHairJudy GarlandA Noviça RebeldeGypsySete – O Musical, O Mágico de OzRock in Rio – O Musical, entre outros, levando mais de 2 milhões de pessoas ao teatro.

Inspirada no grande sucesso de Uma Aventura Brasileira – trilogia criada em 2013, composta por Elis, A Musical, Se Eu Fosse Você, o musical e Chacrinha, o musical, que levou mais de 600 mil espectadores aos teatros, a Aventura Entretenimento lançou, em 2015, Uma Nova Aventura Brasileira. A nova série conta com quatro espetáculos que prometem, mais uma vez, revolucionar o conceito de musicais com os espetáculos: “SamBRA”, “O primeiro musical a gente nunca esquece”, que estreia dia 29 de outubro no Theatro NET, em São Paulo, “Garota de Ipanema, o musical” e “Vamp”.

MUSICKERIA

A Musickeria, dos sócios Luiz Calainho, Flavio Pinheiro e Afonso de Carvalho, desenvolve soluções criativas e inovadoras para promover a ativação e posicionamento de marcas através da plataforma de música. Direção artística, curadoria, planejamento e execução de alavancagem editorial de branded content são algumas das suas áreas de atuação.  A companhia já realizou grandes cases para marcas como Sky, Bradesco, VIVO, Ambev, P&G, Itaú, Bombril e Gol e agências como Africa, WMcCann, GREY e DPZ. Entre os cases recentes estão o Re-Colour da canção EX4GERADO, de Cazuza e a reedicão do Circo Voador na praia do Arpoador desenvolvidos para a VIVO e Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, o musical “SamBra – 100 anos de samba”, realizado em parceria com a Aventura Entretenimento, a direção artística e alavancagem editorial de “Prontas pra Divar” para a marca Gillette Vênus e o Rock in Rio 30 anos Box Brasil, um projeto de conteúdo multiplataforma em celebração aos 30 anos do maior festival de música do mundo, apresentado por SKY e apoiado pela Gol.

Elenco

Gustavo Gasparani, Ana Velloso, Beatriz Rabello, Lilian Valeska, Patricia Costa, Alan Rocha, Bruno Quixotte, Cristiano Gualda, Édio Nunes, Wladimir Pinheiro, Cátia Cabral, Patrícia Ferrer, Shirlene Paixão, Simone Debett, Charles Fernandes, Pablo Dutra e Paulo Mazzoni

Músicos

Nando Duarte (Regente/Violonista), Alexandre Caldi  (Sax/Flauta), André Vercelino (Percussão), Zé Luiz Maia (Baixo), Fabiano Segalote (Trombone), Gustavo Salgado (Piano), João Callado (Cavaco), José Arimatea (Trompete), Nailson Simões (Bateria e Percussão) e Rodrigo Jesus (Percussão).

Serviço:

SamBra, o musical – 100 anos de samba

Temporada: de 15 de outubro a 06 de dezembro

Teatro João Caetano – Praça Tiradentes, s/n – Centro, Rio de Janeiro/RJ

Quintas – 19h | Sextas e sábados – 20h | Domingos – 18h30

Funcionamento da bilheteria: Diariamente das 14h às 18h ou até a hora do espetáculo (em dias com apresentações)

Telefone da bilheteria: (21) 2332-9166

Pela internet: www.ingresso.com

 

Preços:

Quinta e sexta

Plateia – R$80,00 (inteira)| R$40,00 (meia)

Balcão nobre – R$70,00 (inteira) | R$35 (meia)

Balcão simples – R$40,00 (inteira) | R$20 (meia)

Sábado e domingo

Plateia – R$100,00 (inteira) | R$50,00 (meia)

Balcão nobre – R$80,00 (inteira) | R$40 (meia)

Balcão simples – R$50,00 (inteira) | R$25 (meia)

Capacidade: 1.139 lugares

Duração: 150 minutos (com intervalo)

Classificação etária: Livre

“Efeitos de Borboleta” no Maria Clara Machado

Com um formato inovador, o musical “Efeitos de Borboleta” faz temporada entre os dias 09 de outubro e 01º de novembro no Teatro Municipal Maria Clara Machado (Av. Padre Leonel Franca, 240 – Gávea). A peça é um monólogo musical, incomum para o gênero, que conta a história de amor de uma mulher através de canções da MPB e poemas brasileiros.

Após ser traída pelo seu grande amor ela vê seu sofrimento evoluir num verdadeiro efeito borboleta, ocasionando uma profunda depressão que a faz chegar à beira do suicídio. Mas, a partir dos versos do poema “Borboletas”, atribuído a Mario Quintana, adquire uma nova consciência sobre o amor e si mesma, vivenciando assim novos ciclos fundamentais em sua trajetória amorosa: a depressão e a superação, ambos como efeitos de borboleta.

Sob a direção cênica de Leonam Moraes e arranjos originais de Tony Lucchesi, a atriz Fernanda Gabriela entra em cena acompanhada por três músicos numa atmosfera poética e intimista. Um musical que irá fazer você revisitar grandes clássicos da cultura brasileira.

Efeitos de Borboleta, um monólogo musical Brasileiro

De 09 de outubro a 01º de novembro de 2015 (sextas, sábados e domingos – 20h)

Teatro Municipal Clara Machado (Av. Padre Leonel Franca, 240 – Gávea)

Classificação etária: 12 anos

Valor: R$ 40,00 (R$20,00 meia entrada)

Duração: 50 minutos

Lotação: 120 lugares

Elenco: Fernanda Gabriela

Direção: Leonam Moraes

Direção Musical: Tony Lucchesi

Banda: Marcelo Farias e Priscilla Azevedo (piano), Marcos Renagel (violoncelo), Georgia Camara e Flora Milito (percussão e metalofone)

Cenário: Laura Storino

Iluminação: Victor Tavares

Figurino: Marcela Cantaluppi

Projeto Gráfico: Caio Loki

Fotos: Mari Mendonça

A Galinha Pintadinha, em o Ovo de Novo

A partir de 03 de outubro a Galinha Pintadinha estará no palco do Teatro das Artes junto com seus companheiros inseparáveis Galo Carijó, Pintinho Amarelinho, Baratinha, os Naftalinas (Baratazul e Baratotal), Borboletinha, Sr. Gavião, Dr. Peru, Enfermeira Ururubu, Galinho Quiriquiqui, boneco Pimpom, e a divertida família de Carlos Henrique, um menino muito imaginativo que gosta de contar histórias e de usar palavras difíceis.

Aborrecido com a notícia do nascimento da irmã, Carlos Henrique faz uma retrospectiva de sua vida para tentar entender seus sentimentos. Com a ajuda da “mais sinistra… mais cascuda… mais antenada… a Barata”, que canta as 15 canções que compõem o repertório musical do espetáculo, a vida de Carlos Henrique e de sua família é revista em flashbacks. Como seus pais se conheceram, seu nascimento, a carinhosa relação com a sua avó. Numa brincadeira divertida, o público também assistirá, paralelamente à história da família de Carlos Henrique, a história da família da Galinha Pintadinha, Galo Carijó e do Pintinho Amarelinho que também está triste com os mimos para o OVO NOVO. Misturando recursos artísticos do circo, teatro, dança, música e animações, o musical, com patrocínio do Grupo

Bradesco Seguros e sabonete Baby Dove, criado para o público infantil da primeira infância (de 0 a 5 anos) com certeza agradará a todos da família.

Com roteiro de Marcos Luporini e Juliano Prado (os criadores da Galinha Pintadinha), dramaturgia e texto final de Keli Freitas, direção de Ernesto Piccolo, coreografias de Marcia Rubin, números circenses especialmente criados por Claudio Baltar, cenários, figurinos e bonecos de Clívia Cohen, preparação de canto de Adriana Piccolo e iluminação de Maneco Quinderé, o musical A GALINHA PINTADINHA, EM OVO DE NOVO reúne diversas linguagens artísticas, compondo um espetáculo, lúdico e divertido. Piccolo conta um pouco sobre as novidades desse novo musical: “Quando eu dirigi o primeiro musical da Galinha Pintadinha, eu tinha como maior desafio colocar em cena, ao vivo, aquela personagem carismática e adorada, num espetáculo que tivesse o mesmo encantamento que os desenhos animados tinham. Antes da estreia nos perguntávamos como seria a reação das crianças ao encontrar frente a frente com aqueles personagens retirados dos desenhos animados. A reação das crianças não poderia ter sido melhor. Acho que conseguimos apresentar um musical que carregava a magia e o divertimento dos clipes animados criados pela dupla Marcos Luporini e Julianos Prado. “A Galinha Pintadinha, o musical” foi um sucesso estrondoso. Quando Luporini e Juliano nos procuraram no ano passado propondo a realização de um novo musical, logo me perguntei o que poderíamos trazer de novo. Gosto de desafios, não queria repetir a mesma fórmula do outro musical que dirigi. “A Galinha Pintadinha, em o ovo de novo” vem com a novidade do circo. A montagem explora as possibilidades da mistura da pantomima, música, dança e circo nos números musicais, além de apresentar uma história que vai agradar as crianças um pouco maiores. O desafio desse novo trabalho é criar um espetáculo com muitas novidades na parte musical, agradando os pequeninos, e também conquistar crianças um pouco maiores, que temos certeza vão adorar a história do Carlos Henrique e vão voltar a curtir a Galinha Pintadinha e sua turma de animais animados.”.

Partindo para a terceira produção teatral, a estreia no palco foi com o musical “A Galinha Pintadinha, o musical” dirigido por Piccolo em 2012, em seguida veio “A Galinha Pintadinha em cadê Popó” dirigido por Alessandra Brantes em 2013/2014, Marcos Luporini e Juliano Prado são grandes incentivadores da presença da Galinha Pintadinha nos palcos brasileiros. “O teatro é uma arte humana milenar. Esta capacidade que temos de, através da imaginação, nos transportarmos a outras realidades é algo mágico. Para nós, é motivo de imenso orgulho saber que, para muitas crianças, este musical da Galinha Pintadinha será a primeira experiência no teatro. É incrível ver como mesmo os bebês pequenos conseguem se conectar e viajar com a peça.” Diz Luporini. E Juliano Prado completa: “O que é delicioso nos musicais da Galinha Pintadinha é a grande festa das crianças, pais, tios e avós curtindo o teatro. É um momento muito intenso para os pequenos que, muitas vezes, estão experimentando a sensação de um espetáculo pela primeira vez. Esta nova montagem, cheia de música como não poderia deixar de ser, conta a história de uma família que descobre a chegada de mais um bebê, no meio dos malabarismos do dia a dia. Malabarismos mesmo, executados por um elenco afiadíssimo, nessa montagem cheia de números circenses. É diversão garantida.”

Roteiro musical:

“Baratinha”; “Galinha Pintadinha 2”; “Pintinho Amarelinho”; “Samba Lelê”; “Lá na casa da Galinha Pintadinha”; “Se essa rua fosse minha”; “Pimpom”; “Os Pintinhos Dizem”; “Meu sininho”; “Galinha Pintadinha1”; “Mamama Papapa”; “Medley de canções infantis”; “Galinha Pintadinha 4”; “Borboletinha”; “Quem está feliz”.

Um pouco da história da Galinha Pintadinha

No dia 28 de dezembro de 2006, Juliano Prado e Marcos Luporini postaram no Youtube um vídeo infantil chamado “Galinha Pintadinha”. Esta foi a solução encontrada para apresentar o vídeo em uma reunião de produtores na qual eles não poderiam estar presentes. Seis meses depois, a surpresa: o vídeo havia virado um hit e já ultrapassava a marca de 500.000 visualizações, número expressivo para a época. Hoje os números cresceram consideravelmente. Já são mais de 2 bilhões de visualizações do canal no Youtube, mais de 3 milhões de seguidores na página do facebook, mais de 1,5 milhões de DVDs oficiais vendidos, 2 discos de diamante duplos, mais de 60 produtos licenciados.

O sucesso da Galinha Pintadinha

O projeto da série infantil Galinha Pintadinha, que resgata canções infantis populares e apresenta em pequenos clipes de animações em 2D vem agradando crianças entre 0 e cinco anos que repetem “de novo” assim que termina, assistindo incessantemente cada um dos desenhos animados. Além do sucesso com os pequeninos, as mamães e papais agradecem a existência da Galinha Pintadinha: “– Oba! O bebê está vendo a Galinha Pintadinha, vou aproveitar para comer alguma coisa, tomar um banho rápido, ler um livro! Ficar com as pernas para o ar!…”. A Galinha Pintadinha é a garantia de alguns momentos de paz e tranquilidade para mamães e papais exaustos.

A GALINHA PINTADINHA, EM OVO DE NOVO

Elenco: Cássia Raquel / Dudu Varello / Giovana Vitorino / Helena Heyzer / Laura Faleiros / Leonardo Freitas / Nando Moretzsohn / Natasha Jascalevich / Raíra Yuma / Samuel Rottas / Ton Carvalho / Wagner Cavalcante

Ficha Técnica

Roteiro: Marcos Luporini e Juliano Prado

Dramaturgia e texto final: Keli Freitas

Direção: Ernesto Piccolo

Coreografias: Marcia Rubin

Criações Circenses: Claudio Baltar

Cenários, Bonecos, Figurinos: Clívia Cohen

Iluminação: Maneco Quinderé

Preparação Vocal e Canto: Adriana Piccolo

Assistente de direção: João Maia

Assistente de coreografia: Maíra Maneschy

Designer gráfico: Eduarda de Aquino e Marina Kelson

Assessoria de imprensa: Daniella Cavalcanti

Equipe de produção: Renata Monteiro de Barros e Rose Gomes

Captação de Patrocínios: Renata Borges Pimenta / Leila Garcia e Jorge Abreu (ON TIME)

Direção de Produção: Dadá Maia

Patrocínio Bradesco Seguros e Baby Dove através da Lei Rouanet

Uma Coprodução de Bromélia Produções e Expressão Piccolo Produções

SERVIÇO

Estreia (convidados e públicos): dia 03 de outubro, às 17h

Local: Teatro das Artes (Shopping da Gávea – Rua Marquês de São Vicente, 52/2º piso)

Temporada: de 03 de outubro a 20 de dezembro de 2015

Horário: sábados, às 17h, e domingos, às 15h e 17h

Sessão extra: Dias das Crianças, segunda-feira, dia 12 de outubro, às 17h

Gênero: musical infantil

Classificação indicativa: Livre para todas as idades

Ingressos: R$ 70,00 (inteira) e R$ 35,00 (meia)

Clientes Bradesco Seguros têm 30% de desconto Vendas online: http://www.ingresso.com

Informações: (21) 2540-6004

Bilheteria: de segunda a domingo das 15h às 20h

Lotação do teatro 421 lugares

Lisbela e o Prisioneiro

O Palco Petrobras Premmia receberá a partir do dia 1º de agosto o musical Lisbela e o Prisioneiro, no Theatro Net Rio. A peça fica em cartaz às sextas e sábados às 21h e domingo às 18h até o dia 30 de agosto. O texto original do pernambucano Osman Lins, escrito em 1964 que já foi filme e especial de TV, foi adaptado para os palcos pelas mãos da escritora Francisca Braga que apresentará ao público um universo musical circense, repleto de criatividade e imaginação.

Na trama Leléu (Luiz Araújo) é um artista mambembe que chega na cidade de Vitória de Santo Antão com seu circo, após se engraçar com a mulher de um matador de aluguel, o vilão Vela de Libra (Dan Rosseto). Na cidade Leléu conhece Lisbela (Ligia Paula Machado) que está de casamento marcado com Douglas (Beto Marden), porém ambos se apaixonam, tornando-se prisioneiros deste amor.

O elenco composto por 08 atores, 08 músicos e 03 acrobatas circenses apresentarão diversos números de circo como trapézio, lyra, tecido acrobático, corda indiana, malabares, clown, mágica e acrobacias de solo coordenados pelo artista circense Roger Pendezza que optou por uma concepção baseada no artista mambembe brasileiro. Além disso o espetáculo ainda tem coreografias de ballet, forró, samba, roller dance e ballet contemporâneo, idealizadas por Ligia.

Na parte musical o público se deliciará com canções de grandes nomes da nossa música como Zé Ramalho, Pixinguinha, Dominguinhos, Filipe Catto, Caetano Veloso, João Pernambuco entre outros com os arranjos do maestro e diretor musical Dyonisio Moreno que arranjou as músicas regionais dando uma levada pop rock, mesclando instrumentos regionais com eletrônicos.

A criação do espaço cênico foi inspirada nos circos itinerantes do século passado que eram totalmente móveis permitindo diversas combinações cenográficas durante a peça, como uma grande caixa surpresa. Já os figurinos foram pensados como uma atualização dos tipos clássicos do circo teatro, com o cômico, a trapezista, o apresentador entre outros, só que em um novo desenho, de acordo com as personagens e aproveitando materiais essencialmente brasileiros: rendas, cordas e bordados. Essa criação será feita pelo premiado cenógrafo e figurinista Kleber Montanheiro.

Todo trabalho dessa grande produção é coordenado pelos diretores Dan Rosseto e Ligia Paula Machado e pela supervisora artística Francisca Braga.

FICHA TÉCNICA: Autor: Osman Lins

Adaptação e supervisão geral: Francisca Braga

Direção Geral: Dan Rosseto e Ligia Paula Machado

Direção Musical: Dyonisio Moreno

Supervisão Circense: Roger Pendezza

Repertório Musical: Francisca Braga

Elenco: Luiz Araújo (Leléu), Ligia Paula Machado (Lisbela), Beto Marden (Douglas), Millene Ramalho (Inaura), Nill de Pádua (Tenente Guedes), Dan Rosseto/Fernando Prata (Vela de libra/Frederico Evandro), Jonatan Motta (Cabo Citonho), Milene Vianna (Francisquinha). Acrobatas: Roger Pedenzza, Tarik Henrique Músicos: João Paulo Pardal (guitarra e violão), Renan Cacossi (pífano e flauta transversal), Maristela Silvério (piano), Jonatan Motta (violino), Azael Rodrigues (bateria e percussão), Daniel Warchauer (acordeon), Augusto Brambilla (baixo acústico e elétrico) Coreografias: Ligia Paula Machado e Roger Pendezza

Instrutor de Roller Dance: Alex Bonanza

Cenografia, figurinos e designer de luz: Kleber Montanheiro

Aderecista: Michele Rolandi

Costureira: Euda Alves de Souza

Fotos: Caio Gallucci

Assessoria de Imprensa: Fabio Camara

SERVIÇO: PALCO PETROBAS PREMMIA –LISBELA E O PRISIONEIRA

Theatro Net Rio – Sala Tereza Rachel. Rua Siqueira Campos, 143 – Sobreloja – Copacabana. (Shopping Cidade Copacabana).

Ingresso: R$ 150,00 (plateia, frisa) R$ 100 (balcão)

Direito à meia entrada: Menor ou igual à 21 anos, idosos com 60 anos ou mais, professor da rede pública, estudante, cliente Net (4 ingressos), cliente O Globo (2 ingressos), classe artística com DRT (1 ingresso), cliente Mais Pão de Açúcar, revista Básica (2 ingressos), carteira da Amave (2 ingressos), funcionários da Petrobras (2 ingressos) Horário: Sexta e sábado às 21h e Domingo às 18h

Temporada: 1 a 30 de agosto.

Classificação: Livre.

Duração: 105 Minutos.

Capacidade do Teatro: 623 lugares.

Telefone do teatro: 21 2147 8060 / 2148 8060

Site: http://www.theatronetrio.com.br

Vendas: http://www.ingressorapido.com.br / consulte os pontos de vendas no site.

Horário de funcionamento da bilheteria: 10h às 22h.

Curso “The Lucid Body” na Casa do Cortejo

A produtora Varal das Artes traz ao Rio de Janeiro o diretor e preparador de elencos Thiago Felix para ministrar o curso “The Lucid Body”, entre os dias 13 e 16 de agosto, na Casa do Cortejo – Rua Mário Portela, 106 – Laranjeiras. Thiago leciona a técnica no renomado Studio Stella Adler.

“A técnica foi desenvolvida pela diretora americana Fay Simpson e usa a energia do corpo do ator para aplicar padrões físicos, emocionais e mentais na construção de um personagem. O Thiago é professor dessa técnica no Studio Stella Adler e traz seu conhecimento pela primeira vez para atores aqui do Brasil”, explicou Thiago Chagas, sócio da produtora.

O curso será nos dias 13 e 14 (18h às 22h) e 15 e 16 (13h às 18h) e o investimento é de R$540,00 ou 2x R$ 300,00. A inscrição é feita pelo site: www.varaldasartes.com

 

Curso The Lucid Body

13, 14 (18h às 22h) e 15 e 16 (13h às 18h) de agosto.

Casa do Cortejo – Rua Mário Portela, 106 – Laranjeiras

Investimento: R$ 540,00 ou 2x R$ 300,00

Inscrições: www.varaldasartes.com

“BarbarIdade” agora em São Paulo

A comédia musical BarbarIdade aterrissa em São Paulo, no Teatro Sérgio Cardoso, no dia 17 de julho, e promete arrancar  gargalhadas de toda a família. O espetáculo surpreende o público ao abordar o tema ‘terceira idade’ de maneira inovadora, com situações divertidas que demostram a força e o carisma dessa geração. Inspirado no argumento de Luis Fernando Verissimo, Ziraldo e Zuenir Ventura, BarbarIdade aposta em um repertório com paródias animadas e criativas de canções conhecidas, como ‘Baila Comigo’, de Rita Lee, e ‘Malandragem’, composta por Cazuza e Frejat, bastante conhecida na voz de Cássia Eller; além de duas canções inéditas. “As músicas de Roberto Carlos e Anitta, cantadas por gente da terceira idade, são uma surpresa gratificante”, revela o cartunista Chico Caruso, que assistiu ao musical quando estava em cartaz no Rio de Janeiro.

Susana Vieira, protagonista do musical na temporada carioca, precisou se ausentar do espetáculo em São Paulo por ter quebrado o pé, mas não ficará de fora da produção. Com uma adaptação no texto, Susana participará da peça interpretando a si mesma, uma grande atriz de sucesso, em irreverentes vídeos e áudios. Para o papel de Daniela Gordon, uma divertida e implacável produtora de teatro que era interpretada pela atriz, chega ao elenco Stella Maria Rodrigues, que fez recentemente a novela Sete Vidas, da Rede Globo, e já participou de produções como Emilinha e Marlene – As Rainhas do Rádio, Cazuza – Pro Dia Nascer Feliz, o Musical e Agnaldo Rayol, A Alma do Brasil. Consagrados na televisão e nos palcos, Osmar Prado, Edwin Luisi e Marcos Oliveira mostram versatilidade em cena, ao cantar, dançar e mostrar afiada veia cômica, na pele de três autores que são contratados para escrever um musical, mas sofrem um bloqueio criativo.

O espetáculo, produzido pela Aventura Entretenimento, tem texto de Rodrigo Nogueira (inspirado no argumento dos três escritores), direção de José Lavigne e coreografia de Alonso Barros. “BarbarIdade é uma comédia leve, despretensiosa e bem humorada. Com certeza é um espetáculo para toda a família se divertir reunida”, comenta Aniela Jordan, sócia da Aventura Entretenimento ao lado de Fernando Campos e Luiz Calainho. Apresentado pelo Ministério da Cultura e Bradesco Seguros, ‘BarbarIdade’ tem apoio da Riachuelo e CVC.

De acordo com Alexandre Nogueira, Diretor do Grupo Bradesco Seguros, o espetáculo abrange a questão da conquista da longevidade com qualidade de vida e bem-estar, um tema que o Grupo Segurador vem investindo há anos, através de inúmeras ações e projetos. “Para Bradesco Seguros, investir em um evento cultural associado à terceira idade está totalmente alinhado à nossa estratégia de valorizar a longevidade. E nada melhor para nos inspirar na busca de uma vida longa e saudável do que o humor”.

Texto e movimento

A partir das ideias originais desses três célebres oitentões (Verissimo, Ziraldo e Zuenir) e sua própria visão sobre o tema, o dramaturgo Rodrigo Nogueira (de ‘Rock in Rio, o musical’ e ‘Chacrinha, o musical’ ao lado de Pedro Bial) criou uma divertida história sobre a liberdade que se conquista na terceira idade. E esse foi o ponto de partida para nascer BarbarIdade, dirigida por José Lavigne (de ‘TV Pirata’, ‘Casseta & Planeta, Urgente’ entre outros) e coreografada por Alonso Barros (de ‘Se eu fosse você, o musical’, ‘Elis, A musical’, ‘Chacrinha, o musical’, entre outros trabalhos).

 

A trama

Em uma metalinguagem recheada de musicalidade, o espetáculo narra a história de três autores (vividos por Edwin Luisi, Osmar Prado e Marcos Oliveira) que são contratados para escrever um musical sobre a terceira idade, mas não entendem nada do assunto. Diante de um bloqueio criativo, o trio recebe a visita de Matusalém (Thais Belchior), o personagem mais velho do mundo, que vai ajudá-los na missão. Daniela Gordon (Stella Maria Rodrigues), uma engraçada e implacável produtora teatral, é a responsável por lidar com essa confusão. Em cenas divertidas ao lado da protagonista, Leonardo Senna vive um diretor com a difícil tarefa de escalar um elenco para uma peça que ainda não tem texto. “Quando eu era criança achava que estaria velho aos 40 anos. A gente aprende a relativizar com o tempo e a compreender melhor a terceira idade. Cada idade tem sua poesia e amadurecimento, e o conhecimento só ajuda a ter pontos de vista melhores sobre a vida”, conta Leonardo.

Com mais de 40 anos de profissão, é a primeira vez que Edwin Luisi participa de um musical. “Eu tenho uma carreira diversificada, gosto de intercalar dramas com comédias, por exemplo. Eu nunca tinha feito um musical, e adorei a oportunidade de começar no gênero em que fala da terceira idade de uma maneira produtiva, bem-humorada, sem impedimentos”, declara Edwin, cujo personagem, descreve, tem um lado “vaidoso e garanhão”. Depois de 14 anos vivendo o personagem Beiçola em ‘A grande família’, Marcos Oliveira também comemora sua primeira experiência no gênero. “Adorei o convite! É um espetáculo que fala de como podemos chegar à terceira idade de uma maneira produtiva, deixando de lado os preconceitos ainda fortes em nosso país”, define. Experientes em musicais, Osmar Prado descreve seu personagem: “Sou o mais ponderado dos três e o mais romântico”, conta Osmar, que é apaixonado por Gilda (Anna Toledo/Mariana Amaral) na peça e vai cantar ao lado da atriz grandes canções de amor.

A trilha sonora é composta por mais de 30 canções (com medleys) que vão desde o funk até Frank Sinatra e algumas paródias. “É um espetáculo sobre o tempo, então foram reunidas músicas que fazem parte da vida das pessoas. Quem não tem lembranças ao ouvir ‘Detalhes’, por exemplo?”, explica Marcelo Castro, diretor musical ao lado de Felipe Habib. “Para dar uma unidade ao trabalho, fizemos arranjos parecidos, no estilo de coros antigos dos anos 60 e 70”, acrescenta. Além de ‘Detalhes’ (Roberto Carlos e Erasmo Carlos), ‘BarbarIdade’ tem no repertório ‘My Way’ e ‘Strangers in the night’ (Frank Sinatra); ‘There’s no business like show business’ (Irving Berlin)  , ‘Amante profissional’ (Roberto Lly) e ‘Show das Poderosas’ (Anitta), entre outras canções. Há ainda duas canções inéditas: ‘Ser velhinho’ e ‘Carpe Diem’, compostas por Pedro Verissimo (filho de Luis Fernando Verissimo), com letras do pai, Ziraldo e Zuenir.

Também fazem parte da equipe criativa o Estúdio Radiográfico (cenografia), Carlos Esteves (Desenho de som), Claudio Tovar (Figurinista), Daniela Sanchez (Desenho de luz) e Marcela Altberg (Produção de elenco).

 

Ficha técnica

Texto – Rodrigo Nogueira, inspirado em argumentos de Luis Fernando Verissimo, Ziraldo e Zuenir Ventura

Direção – José Lavigne

Direção de movimentos e coreografia – Alonso Barros

Direção Musical e arranjos – Marcelo Castro

Direção Musical e Preparação vocal – Felipe Habib

Cenário – Radiográfico

Figurino – Claudio Tovar

Figurino de Gilda em “Detalhes” – Adriano de Oliveira e Vanessa Castro – Atelier Avant Premiere

Equipe de costura – Adriano de Oliveira e Vanessa Castro – Atelier Avant Premiere

Design de som – Carlos Esteves

Visagismo – Martin Macias

Desenho de luz – Daniela Sanchez

Produção de elenco – Marcela Altberg

Elenco – Stella Maria Rodrigues, Osmar Prado, Edwin Luisi, Marcos Oliveira, Anna Toledo, Leonardo Senna, Igor Pontes, Thais Belchior, Diego Montez, Mariana Amaral, Jhafiny James, Ágata Matos, Eduardo Leão, Cadu Batanero, Germana Guilherme, Thiago Lemmos e Clara Verdier.

Músicos: Marcelo Castro (maestro/pianista regente), Nelton Essi (bateria/percussão), Thiago Alves (baixo acústico/acústico), Jorge Erveline (guitarra/ violão), Ederson Marques (clarinete/sax alto/ flauta), Joelson Menezes (clarinete/sax tenor e clarone), Joyce Peixoto (trombone) e Otávio Nestares (trompete).

Realização – Aventura Entretenimento

Serviço: BarbarIdade

Teatro Sérgio Cardoso | Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista, São Paulo – SP

Dias e horários: Sextas – 21h30 | Sábados – 17h e 21h | Domingos – 16h.

Funcionamento da bilheteria: Terça a sábado das 14h às 19h. Em dias de eventos, até o início dos mesmos.

Telefone da bilheteria: (11) 3288-0136

Pela internet: www.ingressorapido.com.br

Preço:

Sextas feiras – 21h30

VIP: R$ 70

PLATEIA: R$ 60

BALCÃO: R$ 40

Sábados – 17h

VIP: R$ 100

PLATEIA: R$ 80

BALCÃO: R$ 50

Sábados – 21h

VIP: R$ 120

PLATEIA: R$ 90

BALCÃO: R$ 50

Domingo – 16h

VIP: R$ 120

PLATEIA: R$ 90

BALCÃO: R$ 50

Capacidade:  835 lugares

Duração: 2h (com intervalo)

Classificação etária: Livre

Temporada de 17 de julho a 27 de setembro

*Primeiro sábado da temporada – 18 de julho – não há sessão das 17h.

BarbarIdade, no Oi Casagrande

Três dos maiores autores brasileiros, Luis Fernando Veríssimo, Ziraldo e Zuenir Ventura sabem por experiência própria que falar da terceira idade não é o momento de lamentar impedimentos físicos, chorar diante da perda de audição, da cegueira ou qualquer clichê do gênero. É hora de celebrar aquele tempo da vida em que você se permite ser quem quiser – sem vergonha, sem impedimentos, sem medos. Inspirado na própria força produtiva, o trio apresenta ‘BarbarIdade’, produção da Aventura Entretenimento, que chega aos palcos em 19 de março no Teatro Oi Casa Grande. Com orçamento de 10 milhões, a comédia musical tem texto de Rodrigo Nogueira (baseado na criação dos três escritores), direção, direção de movimento e coreografias de Alonso Barros, e reúne um elenco de 18 atores, encabeçado por Susana Vieira, Osmar Prado, Edwin Luisi, Marcos Oliveira e Guilherme Leme Garcia.

Depois da trilogia Uma Aventura Brasileira (formada pelos sucessos ‘Elis, A Musical’, ‘Se eu fosse você, o musical’ e ‘Chacrinha, o musical’), ‘BarbarIdade’ marca o lançamento do projeto Uma Nova Aventura Brasileira, que reúne espetáculos que fortalecem ícones da cultura nacional. Partiu daí a ideia de convidar três grandes nomes da literatura brasileira, Luis Fernando Veríssimo, Ziraldo e Zuenir Ventura, para criarem uma comédia musical sobre a terceira idade. “Quisemos fugir dos clichês. Quem fala de velhice são os jovens. O velho de hoje não sente a idade que tem, está muito ativo e cheio de projetos. Basta olhar nosso trio de criadores”, analisa Aniela Jordan, sócia da Aventura Entretenimento ao lado de Fernando Campos e Luiz Calainho. “Pela primeira vez, um tema de importância sociocultural, a terceira idade, é objeto principal de criação de um musical brasileiro”, ressalta Calainho.

De acordo com Alexandre Nogueira, Diretor do Grupo Bradesco Seguros, o espetáculo abrange a questão da conquista da longevidade com qualidade de vida e bem-estar, um tema que o Grupo Segurador vem investindo há anos, através de inúmeras ações e projetos. “Para a Bradesco Seguros, investir em um evento cultural associado à terceira idade está totalmente alinhado à nossa estratégia de valorizar a longevidade. E nada melhor para nos inspirar na busca de uma vida longa e saudável do que o humor, especialmente quando os autores, além de escritores extremamente criativos, são exemplos de como envelhecer bem.

Veríssimo, Ziraldo e Zuenir

Aos 83 anos, o jornalista e escritor Zuenir reforça essa intensa atividade intelectual da terceira idade. “Em um país em que, muitas vezes, o velho é considerado um estorvo, é bom lembrar que Verdi compôs Otello aos 73 anos. Aos 80, Goethe terminou ‘Fausto’; aos 90, Bernard Shaw permanecia ativo; Charles Chaplin morreu aos 88 anos, fazendo filmes e filmes. Sócrates aprendeu a tocar lira aos 70 e quando lhe perguntavam para que servia aprender naquela idade, respondia: “Serve para tocar ué”, exemplifica. Veríssimo ressalta as qualidades de envelhecer. “As amizades de longo prazo, como a que tenho com Zuenir e Ziraldo, são cultivadas sem muitas expectativas, exigências ou cobranças. De uma maneira mais leve. A gente também adquire privilégios com a idade, como sabedoria e a deferência dos mais jovens”, acredita. Para Ziraldo, os três fazem parte, com orgulho, do grupo que pode ser chamado de oitentão. “Os homens que, aos 80 anos, são cheios de charme, vida, entusiasmo. Não tem nada a ver com o velho fofinho”, declara.

Texto e direção

A partir das ideias originais desses três célebres oitentões e sua própria visão sobre o tema, o dramaturgo Rodrigo Nogueira (de ‘Rock in Rio, o musical’ e ‘Chacrinha, o musical’ ao lado de Pedro Bial) criou uma história que estabelece um paralelo entre a liberdade que se conquista na terceira idade e aquela que se vivencia quando o ator está em cima do palco. “Teatro é o lugar onde tudo o que a gente quer pode acontecer; e velhice é o tempo da vida onde tudo que a gente quer que aconteça. Fiz um espetáculo sobre a vida bem vivida”, conta Rodrigo.

A direção, direção de movimento e coreografia são assinadas por Alonso Barros, parceiro da Aventura Entretenimento em produções como ‘Se eu fosse você, o musical’, ‘Elis, A musical’, ‘Chacrinha, o musical’, entre outros trabalhos. “A velhice faz parte do ciclo da vida. É importante acreditar que podemos chegar lá produtivos, com otimismo, vontade de viver. O musical também me deu essa oportunidade especial de trabalhar com grandes ícones da TV e do teatro brasileiros”, analisa Alonso. Ele conta que há certas peculiaridades no trabalho corporal de musicais cômicos. “BarbarIdade’, como ‘Se eu fosse você’, tem uma coreografia bem restrita à história, fechada no cenário proposto no texto. No caso de ‘Elis’ e ‘Chacrinha’, as possibilidades eram mais universais, trabalhei com o imaginário.  Na comédia, temos que ter cuidado para não repetir e estender a piada em um número musical. Temos que dar continuidade à história”, explica.

A trama

Em uma metalinguagem com o teatro musical, o espetáculo narra a história de três autores (vividos por Edwin Luisi, Osmar Prado e Marcos Oliveira) que são contratados para escrever um musical sobre a terceira idade, mas não entendem nada do assunto. Diante de um bloqueio criativo, o trio recebe a visita de Matusalém (Thais Belchior), o personagem mais velho do mundo, que vai ajudá-los na missão. A atriz Susana Vieira vive uma engraçada e implacável produtora teatral responsável por lidar com essa confusão. “Eu não me identifico nem um pouco com o musical americano tradicional, aceitei o convite porque era para fazer uma comédia musical brasileira, criada por grandes nomes da nossa cultura. Ganhei um papel glorioso! O de uma produtora poderosa que tem que lidar com três autores que não conseguem escrever um texto encomendado a eles, com uma surpresa no final”, adianta Susana. Em cenas divertidas ao lado da atriz, Guilherme Leme Garcia, que já trabalhou com a Aventura Entretenimento em ‘Rock in Rio, o musical’, vive um diretor com a difícil tarefa de escalar um elenco para uma peça que ainda não tem texto. “Adoro musicais. Agora, participando de uma comédia musical, tenho a chance de brincar mais ainda”, sintetiza Guilherme.

É a primeira vez que Edwin Luisi participa de um musical. “Eu tenho uma carreira diversificada, gosto de intercalar dramas com comédias, por exemplo. Eu nunca tinha feito um musical, e adorei a oportunidade de começar no gênero em que fala da terceira idade de uma maneira produtiva, bem-humorada, sem impedimentos”, declara Edwin, cujo personagem, descreve, tem um lado “vaidoso e garanhão”. Depois de 14 anos vivendo o personagem Beiçola em ‘A grande família’, Marcos Oliveira também comemora sua primeira experiência no gênero. “Adorei o convite! É um espetáculo que fala de como podemos chegar à terceira idade de uma maneira produtiva, deixando de lado os preconceitos ainda fortes em nosso país”, define. Experientes em musicais, Osmar Prado descreve seu personagem: “Sou o mais ponderado dos três e o mais romântico”, conta Osmar, que é apaixonado por Gilda (Vera Fajardo) na peça e vai cantar ao lado da atriz grandes canções de Frank Sinatra.

A trilha sonora é composta por mais de 30 canções (com medleys) que vão desde o funk até Frank Sinatra e algumas paródias. “É um espetáculo sobre o tempo, então foram reunidas músicas que fazem parte da vida das pessoas. Quem não tem lembranças ao ouvir ‘Detalhes’, por exemplo?”, explica Marcelo Castro, diretor musical ao lado de Felipe Habib. “Para dar uma unidade ao trabalho, fizemos arranjos parecidos, no estilo de coros antigos dos anos 60 e 70”, acrescenta. Além de ‘Detalhes’ (Roberto Carlos e Erasmo Carlos), ‘BarbarIdade’ tem no repertório ‘My Way’ e ‘Strangers in the night’ (Frank Sinatra); ‘There’s no business like show business’ (Irving Berlin)  , ‘Amante profissional’ (Roberto Lly) e ‘Show das Poderosas’ (Anitta), entre outras canções. Há ainda uma canção inédita: ‘Ser velhinho, composta por Pedro Veríssimo (filho de Luis Fernando Veríssimo), com letras do pai, Ziraldo e Zuenir.

Também fazem parte da equipe criativa o Estúdio Radiográfico (cenografia), Carlos Esteves (Desenho de som), Claudio Tovar (Figurinista), Daniela Sanchez (Desenho de luz) e Marcela Altberg (Produção de elenco).

Ficha técnica
Texto – Rodrigo Nogueira, baseado na criação de Luis Fernando Veríssimo, Ziraldo e Zuenir Ventura
Direção, Direção de movimento e coreografia – Alonso Barros
Coreógrafa convidada – Dalal Achcar
Direção Musical e arranjos – Marcelo Castro
Direção Musical e Preparação vocal – Felipe Habib
Cenário – Radiográfico
Figurino – Claudio Tovar
Design de som – Carlos Esteves
Visagismo – Martin Macias
Desenho de luz – Daniela Sanchez
Produção de elenco – Marcela Altberg
Elenco – Susana Vieira, Osmar Prado, Edwin Luisi, Marcos Oliveira, Guilherme Leme Garcia, Vera Fajardo, Igor Pontes, Thais Belchior, Diego Montez, Giselle Lima, Carol Costa, Ágata Matos, Eduardo Leão, Leonardo Senna, Leo Wainer, Germana Guilherme, Thiago Lemmos e Clara Verdier.
Músicos: Gabriel Guenter (bateria/percussão), Thiago Trajano (guitarra/violão), Pedro Aune (baixo elétrico/acústico); Matheus Moraes (trompete); Whatson Cardoso (clarinete, sax alto, clarone); Rafael Nocchi (clarinete/sax tenor/flauta); Marcelo Castro (maestro/pianista) e André Câmara (trombone).
Realização – Aventura Entretenimento

Serviço:

BarbarIdade
Teatro Oi Casa Grande, Av. Afrânio de Melo Franco, 290 – Leblon
Dias e horários: 5ª a sábado, às 21h e domingo, às 19h.
Telefone: 2511-0800
Preço: 5ª: R$ 60 (balcão setor 3); R$ 80 (balcão setor 2); R$ 130 (plateia setor 1) e R$ 160 (plateia VIP e camarote).  6ª: R$ 70 (balcão setor 3); R$ 100 (balcão setor 2); R$ 140 (plateia setor 1) e R$ 170 (plateia VIP e camarote).  Sábado e domingo: R$ 80 (balcão setor 3); R$ 110 (balcão setor 2); R$ 160 (plateia setor 1) e R$ 190 (plateia VIP e camarote).
Capacidade:  926 pessoas.
Duração: 2h.
Classificação etária: Livre
Até 14 de junho

 

Já fomos assistir, veja só!

“Deixa Clarear, musical sobre Clara Nunes” , no Teatro João Caetano

Com um público de mais de 30.000 pessoas ao longo de um ano de estrada, o espetáculo “Deixa Clarear, musical sobre Clara Nunes”,  segue encantando o público por onde passa.  Foi assim no Imperator, no final do ano, foi assim, em Niterói antes do carnaval, onde lotou o Teatro da Uff, prolongando sua temporada na terra de Araribóia. O espetáculo protagonizado por Clara Santhana volta agora para uma temporada popular no mesmo João Caetano onde se apresentou, com casa cheia, em 2013. Com direção de Isaac Bernat e texto de Márcia Zanelatto, a peça-musical homenageia a artista Clara Nunes e tem sessões às sextas e sábados, às 20h; e domingos às 19h30, com ingressos a R$20 e R$10 (meia entrada).

“Deixa Clarear, musical sobre Clara Nunes” tem como protagonista a atriz Clara Santhana, idealizadora do projeto e apaixonada pela obra da cantora mineira. O espetáculo é o encontro das duas Claras: a atriz e a cantora.  Durante os 75 minutos de duração, o musical apresenta várias fases da carreira e da vida de Clara Nunes e tem como ponto alto a música, que atua como uma extensão da cena.  Estão lá, clássicos da cantora, como “O canto das três raças”(Paulo Cesar Pinheiro/ Mauro Duarte) e “Na linha do mar”(Paulinho da Viola), “Morena de Angola” (Chico Buarque), “Um ser de luz”(João Nogueira/Paulo Cesar Pinheiro e Mauro Duarte) e “O mar serenou” (Candeia), entre outras.   O espetáculo mistura música e poesia para contar, de forma delicada, um pouco da trajetória de Clara Nunes, com o objetivo de incentivar a juventude a valorizar a música brasileira e suas raízes genuínas. “Nossa ideia é apresentar o legado de Clara Nunes para as novas gerações”, explica Clara Santhana. A atriz se apresenta acompanhada da banda formada por Luciano Fogaça (percussão) e Bidu Campeche(percussão/ cavaquinho), Felipe Rodrigues (violão) e Lauro Lira (flauta/violoncelo).

O musical estreou em 2013 no Teatro Café Pequeno, como uma homenagem aos 30 anos de morte da cantora mineira.  Com o sucesso, seguiu para o Teatro das Artes, o Teatro João Caetano e desde então já rodou por cidades como Niterói, Resende, Araxá (MG) e Goiânia (GO). “O mérito desse sucesso está na brilhante atuação de Clara Santhana, na direção cuidadosa do Isaac Bernat e na nossa excelente equipe de produção”, afirma a autora Márcia Zanelatto.

A atriz Clara Santhana é dirigida por Isaac Bernat, que recentemente assinou a direção de “Calango Deu” e atua na peça “Incêndios” com Marieta Severo.  Já a direção musical ficou a cargo de Alfredo Del Penho que participou de musicais como “Gonzagão, A Lenda”, “Sassaricando” e “A Ópera do Malandro”. “Transitar pelo universo musical e pela memória de Clara Nunes nos abriu uma imensa possibilidade de olhares sobre o Brasil, bem como sobre o que é ser um artista profundamente envolvido com a sua arte e com seu país”, explica o diretor Isaac Bernat.

REPERTÓRIO

A Deusa dos Orixás –  Romildo S. Bastos/ Toninho Nascimento.

Casinha Pequenina – Folclore Popular

Ouricuri – João do Vale

Minha Missão / Guerreira / Mineira –  João Nogueira / Paulo Cesar Pinheiro

Um Ser de Luz – João Nogueira / Paulo Cesar Pinheiro/ Mauro Duarte

O Canto das Três Raças / Portela na Avenida – Paulo Cesar Pinheiro e Mauro Duarte

Minha Festa / Juizo Final – Nelson Cavaquinho

Tristeza Pé no Chão – Mamão (Armando Fernandes)

Você Passa Eu Acho Graça – Carlos Imperial / Ataulfo Alves

Na Linha do Mar – Paulinho da Viola

Morena de Angola – Chico Buarque

Ê Baiana – Fabrício da Silva/Baianinho/ Ênio Santos/ Miguel Pancrácio

O Mar Serenou – Candeia

Conto de Areia – Toninho e Romildo

Ficha Técnica:

Texto – Marcia Zanelatto
Direção – Isaac Bernat
Direção Musical – Alfredo Del Penho
Direção de Movimento – Marcelle Sampaio
Assistência de Direção – Daniel Belmonte

Elenco: Clara Santhana
Músicos: Luciano Fogaça (percussão), Felipe Rodrigues (violão), Lauro Lira (flauta/ violoncelo) , Bidu Campeche (percussão/ cavaquinho)

Iluminação – Aurélio de Simoni
Figurino – Desirée Bastos
Cenário – Doris Rollemberg
Programação Visual – Marcio De Andrade
Vídeo Divulgação – Alexandre Rudah
Fotos Divulgação – Marcelo Rodolfo

Assistência de Produção – Nicholas Bastos
Direção de Produção – Clara Santhana e Sandro Rabello

Realização – Diga Sim! Produções

Link do vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=ZOixdVD6j0A&feature=youtu.be

SERVIÇO
Deixa Clarear – Musical sobre Clara Nunes
Sexta e sábado, às 20h
Domingo, às 19h30
Teatro João Caetano  – Praça Tiradentes s/n – Centro
Bilheteria:  2332-9257 – Funcionamento de terça a domingo, das 14h às 18h
Ingressos a R$20 e R$10 (meia) – Temporada Popular
Lotação: 340 lugares.
Censura: Livre
Duração: 60 minutos
Temporada de 20 a 29 de março

Eu já fui:

https://palcoteatrocinema.com.br/2014/12/29/deixa-clarear-musical-sobre-clara-nunes-eu-fui/

Minha Adorável Verde Vida

O musical “Minha Adorável Verde Vida” estreia sua temporada (entre 14/03 e 26/04) no teatro Clara Nunes – Rua Marques de São Vicente, 52 (Shopping da Gávea). O espetáculo infantil, com texto e músicas originais, é livremente inspirado na Bruxa Má do Oeste, de O Mágico de Oz, e ensina de forma lúdica como lidar com as diferenças, sem preconceitos e lidando com o bullying. As apresentações acontecem aos sábados e domingos, às 15h, com ingressos a R$ 60,00 (R$ 30,00 a meia entrada).

Na história, a Bruxa Má do Oeste – aqui chamada de Esperança – vive em um orfanato com sua irmã e outros personagens que se assemelham com da famosa história infantil. Na expectativa de ser adotada, Esperança descobre aos poucos os seus poderes mágicos e convive com a rotina de uma criança de orfanato, construindo amizades, até mesmo com um leão medroso, e lidando com colegas que formam um grupo distinto. De forma animada, com muita música, dança e efeitos especiais, o musical passeia pelo universo infantil e apresenta uma nova versão para a origem dos tradicionais personagens.

Minha Adorável Verde Vida
Teatro Clara Nunes – Rua Marques de São Vicente, 52 (Shopping da Gávea)
Telefone: (21) 2274 9696
De 14 de março até 26 de abril
Sábados e Domingos – 15h
Ingresso: R$ 60,00 (meia R$ 30,00)
Lotação: 435 lugares
Classificação Livre
Elenco: Clarissa Marinho, Joana Mendes, Julia Morganti, Erick de Lucca , André Sigmon, Cristiane Maquiné, Isabela Igreja, João Canedo, Wanessa Sandall, Helena Bastos, Roberta Galluzzo e Madjer Geanini
Texto e Direção: Mauricio Alves
Coreografias: Clara da Costa
Composição e arranjos musicais: Altair Araújo
Arranjos vocais: André Sigom
Realização: CIA. OBJETORES

S’imbora, o Musical – a História de Wilson Simonal

O sucesso pode ser efêmero, mas o verdadeiro talento é eterno. A trajetória de Wilson Simonal levou essa máxima às últimas consequências. O cantor se transformou em ídolo nacional de forma meteórica, suas músicas estiveram no topo das paradas. Só Roberto Carlos rivalizava com ele em popularidade. De repente, a sombra de uma acusação de delator envolveu a carreira do ‘rei da pilantragem’, que entrou em um exílio artístico, de onde nunca mais saiu. A obra de Simonal, contudo, se mantém cada vez mais moderna e chega pela primeira vez ao teatro pelas mãos de Nelson Motta e Patrícia Andrade, com direção de Pedro Brício. ‘S´imbora, o musical – a história de Wilson Simonal’ estreia em 16 de janeiro, no Teatro Carlos Gomes. Quase uma personagem da peça, a cidade escolhida não poderia ser outra: o Rio de Janeiro com sua malandragem, seus célebres programas de auditório, suas lindas mulheres e a música que até hoje balança o Brasil.

O papel-título é interpretado por Ícaro Silva, que viveu nos palcos outro ícone da música brasileira, Jair Rodrigues, em ‘Elis, a musical’, também da autoria de Nelson Motta e Patrícia Andrade. Ícaro se destacou ainda em ‘Rock´n´Rio – o musical’ e em espetáculos como ‘R & J de Shakespeare’. Para concorrer ao papel-título, mais de 1000 atores mandaram material, sendo selecionados 100 para as audições, onde foi escolhido o protagonista.

Nelson Motta, Patrícia Andrade e Pedro Brício fizeram uma série de reuniões e trocaram muitas ideias até chegarem ao formato final do musical. “Queríamos descobrir que espetáculo queríamos fazer, o que focar na história do Simonal. Tem muitas atmosferas dramáticas, porque a vida dele foi assim. Fazemos um resgate do riquíssimo repertório dele, mostrando essa figura improvável, pobre, negro, que se tornou o maior astro popular do país, fazendo música de altíssima qualidade. Ele é um personagem único”, exalta Pedro.

O musical, contudo, não se furta a falar sobre a decadência de Simonal, condenado a um “exílio” involuntário, e toca nos temas polêmicos que cercaram a carreira do artista, sem tomar partido. “Ele é um mistério, não é um herói romântico, pelo contrário. É uma figura contraditória, com múltiplas facetas, mas a peça não faz um julgamento. O espetáculo tem essa riqueza, essa multiplicidade: vai da ascensão absoluta do primeiro artista negro pop à sua total decadência”, define o diretor.

O roteiro final foi sendo formatado no decorrer dos ensaios. Os autores fizeram toda a seleção do repertório, mas Pedro Brício fez sugestões, juntamente com o diretor musical, Alexandre Elias. Algumas cenas de dramaturgia foram surgindo no ensaio, já que a música está diretamente ligada à encenação.

Autor de dois musicais biográficos de grande sucesso, ‘Elis, a musical’ e ‘Tim Maia – Vale Tudo, o musical’, Nelson Motta acredita que o espetáculo sobre Simonal tem uma dramaticidade ainda mais acentuada. “A maior qualidade de um musical é ter grandes canções. É o forte do Tim Maia e da Elis também. Mas o Simonal, além de histórias e músicas sensacionais, tem uma carga dramática incrível, porque ele é um personagem que foi do céu ao inferno, com uma densidade maior do que a do Tim e a da Elis. É uma história que começa alegre e termina dramática, tristíssima”, comenta Nelson.

Ascensão e queda de um astro

A trajetória de Simonal não encontra paralelos na história da música brasileira. O prólogo parecia ser comum: garoto pobre tem que batalhar muito para conseguir mostrar o seu talento. Mas, no momento em que foi descoberto por Carlos Imperial – personagem fundamental na história do futuro astro e narrador da peça -, ele explodiu. O Brasil inteiro cantou ‘Balanço Zona Sul’ (seu primeiro sucesso), ‘Sá Marina’, ‘País Tropical’, ‘Meu limão, meu limoeiro’, ‘Lobo bobo’, ‘Mamãe passou açúcar em mim’, todas presentes no roteiro do espetáculo.

Na década de 60, Simonal era um astro da televisão e do rádio e apontado por muitos como o maior cantor brasileiro, com público e crítica a seus pés. “Ele era um grande entertainer, contava piadas, dançava e dominava a plateia como nenhum artista do seu tempo, fazendo o Maracanãzinho lotado cantar como um coral em que ele era o maestro”, exalta Nelson.

Já no início da década de 70, sua carreira começou a se desestruturar: Simonal encerrou um contrato com a TV Globo, brigou com o Som Três, que o acompanhava desde o início, e desfez o escritório da Simonal Produções. A gota d´água aconteceu quando ele, desconfiado do seu contador, pediu ajuda a amigos policiais (agentes do DOPS), que o sequestraram para que denunciasse quem o estava roubando na sua produtora. O episódio culminou na prisão do cantor, que, posteriormente, em uma cadeia de equívocos, foi acusado de delator a serviço da ditadura militar. Embora nada nunca tenha sido provado, Simonal dizia que até torturadores e terroristas foram anistiados, menos ele, que se transformou em um morto-vivo e foi condenado a um ostracismo artístico até sua morte, em 2000.

Interpretado por Thelmo Fernandes, o polêmico Carlos Imperial é o narrador do espetáculo. “Ele não é muito confiável, não sabe exatamente o que aconteceu, é um pouco como é a história, que é a narrativa. Li muito sobre o Simonal; A montagem tem o respeito de se manter dentro dos fatos, mas tem muita ficção. Você está criando um personagem, é preciso traduzir as emoções, não é um documentário, uma reportagem. Pensamos em como tranpor isso para o palco. Não temos mentiras, nada é inventado, mas tomamos liberdades poéticas”, afirma Pedro.

A peça é também um importante panorama da política e sociedade brasileira da época. “Ela não apenas fala da história de um homem, mas sobre nosso país, como era nossa sociedade, não só em termos de preconceitos, mas de conflitos políticos. O que aconteceu com ele tem a ver com o período, talvez não tivesse acontecido em outro contexto histórico”, explica Pedro.

A cenografia é de Hélio Eichbauer, que assinou o cenário de montagens históricas, como ‘O rei da Vela’, de José Celso Martinez Corrêa, além de ter profunda ligação com a música brasileira, já tendo dirigido shows de Gal Costa (‘Mina d´agua do meu canto’) e assinado a cenografia de inúmeros shows de Caetano Veloso, como ‘O Estrangeiro’ e ‘Cê’, entre outros. “É muito importante termos o Hélio na equipe. O cenário será muito especial, não fica buscando o espetacular pelo espetacular. É uma estética intrinsicamente brasileira, que tem muito a ver com a época, mas não é alegórico. É teatral, musical, mais minimalista. Tem um impacto pela beleza estética. Nada é decorativo, ele tem uma síntese que está em sintonia o pensamento arquitetônico do Hélio”, define Pedro.

Marília Carneiro concebeu mais de 250 figurinos para o espetáculo, em uma média de 17 por personagem, com exceção do próprio Simonal (que terá 12) e de Carlos Imperial, com três figurinos, além de uma dezena de perucas, usadas por todo o elenco.

A direção musical de Alexandre Elias e os arranjos de Max de Castro, filho de Simonal, são fieis à obra do Simonal, mas trazem um olhar criativo, contemporâneo. “O importante é resgatar e sublinhar a obra dele. Independente do que aconteceu, ele deixou um legado para a black music brasileira”, afirma Pedro.

Nos últimos anos, foram lançadas biografias e documentários sobre sua trágica história, reconhecendo seus erros, mas o reabilitando como um dos maiores cantores do país. Os discos também foram relançados; suas músicas, redescobertas pelos DJs; vários projetos criados, como O baile do Simonal, organizado pelos filhos dele, Max de Castro e Simoninha.

Essa retomada da importância histórica do artista ganha nova página com a estreia de ‘S’imbora, o musical’. Simonal passeou por todos os gêneros: cantou rock, calipso, bossa nova e samba, ajudou a criar a pilantragem e ainda inaugurou uma escola de canto no Brasil, reunindo, ao mesmo tempo, o cool da bossa nova, o suingue da música negra e uma notável potência vocal.

‘S´imbora, o musical – a história de Wilson Simonal’ estreia no Rio e depois segue para São Paulo, no primeiro semestre de 2015. A montagem ainda traz na ficha técnica nomes como Renato Vieira (coreografia) e Rico Vilarouca (projeções), em uma realização da Planmusic, com patrocínio da Cielo e apoio cultural da Bolt e Taesa.

SERVIÇO
‘S´IMBORA, O MUSICAL – A HISTÓRIA DE WILSON SIMONAL’
Estreia: 16 de janeiro (sexta)
Temporada: até 12 de abril
Teatro Municipal Carlos Gomes
Praça Tiradentes, 19
Telefone: 2232.8701
Horários
Quinta a sábado – 20h
Domingo – 18h
Preços:
Quintas, sextas e domingos: R$ 80,00
Sábados: R$ 90,00
Vendas na bilheteria do teatro
Horário da bilheteria:
de quarta a domingo, das 14h às 18h http://www.compreingressos.com
Classificação etária: não recomendado para menores de 12 anos
Capacidade do teatro: 685 lugares
Duração: 2h40 (com intervalo)

FICHA TÉCNICA
Texto de Nelson Motta e Patrícia Andrade
Direção Geral: Pedro Brício
Direção Musical: Alexandre Elias
Cenário: Hélio Eichbauer
Figurino: Marília Carneiro
Coreografias: Renato Vieira
Produção Geral: Luiz Oscar Niemeyer
Direção de Produção: Joana Motta

Elenco:
Ícaro Silva (Simonal)
Thelmo Fernandes (Carlos Imperial)
Gabriela Carneiro da Cunha (Tereza)
Gabriel Staufer (Miele/Walter Clark/ Guinsburg)
Kadu Veiga (Marcos Moran/Boscoli)
Victor Maia (Roberto Carlos/ Eduardo Araujo/ Cesar Camargo)
Marino Rocha (Jô/Boni)
Marina Palha (Elis/Jane Burkin)
Jorge Neto (Pelé/Simoninha/Zé Ary/ Jair)
Paulo Trajano (Delegado/Zagallo/ Flavio Cavalcanti)
Cássia Raquel (Sarah Vaughan)
Dennis Pinheiro (Sabá e Carlos Alberto Torres)
Lívia Guerra ( Marly Tavares / imperialete)
Natasha Jascalevich (Brigite Bardot/ Laurinha Figueiredo)
Kotoe Karasawa (apresentadora da Record)
Ariane Souza (imperialete)
e JP Rufino e JD d´Aleluia (Simonal criança)

Banda:
Alexandre Elias: guitarra
Kim Pereira: bateria
Denize Rodrigues: sax
Romulo Duarte: baixo
Vinicius Lugon: trompete
Antonio Neves: trombone
Reginaldo Vargas: percussão
Fernanda Torres: pianista

P.S.: Eu já fui:

https://palcoteatrocinema.com.br/2015/03/14/simbora-o-musical-a-historia-de-wilson-simonal-eu-fui/

“A Bela e a Fera” – Eu fui!

Neste post de aniversário, estamos fazendo uma 2ª edição do “Eu fui!”. Brincadeira, trata-se apenas de uma coincidência. Na data em que comemoramos um aninho de vida, fomos ver uma nova montagem do musical “A Bela e a Fera”, que já foi tema da nossa coluna em julho do ano passado.

O clássico infantil é livremente inspirado no conto francês “La Belle et la Bêt”, de Jeanne Marie Leprince. A montagem narra a história de um príncipe egoísta amaldiçoado por uma feiticeira que o transforma em uma fera horrível. O encanto só poderá ser desfeito se ele encontrar o amor verdadeiro. Eis que, em um dia, Maurice, morador de um vilarejo distante que estava fugindo de lobos famintos, decide abrigar-se no castelo ao encontrar a porta aberta. Recebido com grande entusiasmo por objetos encantados que andam e falam, ele se sente acolhido e protegido. No entanto, é surpreendido pela pavorosa Fera, que o faz prisioneiro por ter invadido seu castelo.

Menos pomposa que a primeira a que assistimos – que esteve em cartaz no Teatro Bradesco -, esta montagem do diretor Alan Ragazzy também se mostra bastante fiel ao que me lembro do desenho. A doce e inteligente Bela, moradora de um pequeno vilarejo, não se identifica com seus vizinhos. Tanto por sua bondade, quanto por sua forma mais profunda de enxergar a vida e as pessoas. Quando encontra Fera, ambos se apaixonam, e a protagonista demonstra que o mais importante é o que as pessoas têm em seus corações, e a aparência é o que temos de menos relevante. Diferentemente de Gastón, o marrento e bonitão habitante de seu vilarejo, que quer a todo custo se casar com Bela. Não por sua admiração pela moça, mas simplesmente por ser a mais bonita garota local. E não admite um “não” como resposta.

Apenas achei a montagem mais corrida no início. As cenas eram menos detalhadas, e os fatos sucederam mais rapidamente. O espetáculo passa a segurar mais após a chegada de Bela na mansão de Fera. Também a participação de Gastón (Areias Herbert, com forte veia cômica), pelo que me lembro, é mais presente. Apesar de ser um vilão, o personagem tem grandes carisma e aceitação do público infantil. Apesar da estrutura desta versão de “A Bela e a Fera” lançar mão de menos artifícios que a outra a que assisti, resultado não é de forma alguma comprometido. O espetáculo é interessante e a mensagem principal do espetáculo é passada com sucesso.

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P.S.: Agradeço a Lyvia Rodrigues pelos convites.

“Elis, A Musical” – Eu fui!

Considerada por muitos a melhor cantora brasileira, Elis Regina construiu uma carreira musical rica e eclética. Muito dela está sendo (muito bem) representada no palco do Oi Casagrande, em sua segunda temporada carioca. “Elis, A Musical” conta e canta vida e obra da famosa Pimentinha, cantora gaúcha que nos deixou precocemente, em 1982, aos 36 anos de idade.
O musical faz parte da trilogia da Aventura Entretenimento, que conta com obras essencialmente brasileiras. Dela fazem parte “Se Eu Fosse Você, o Musical” e “Chacrinha, o Musical”. O espetáculo conta a trajetória de Elis, desde a adolescência, em Porto Alegre – quando ainda era uma cantora de baile, e as intenções de todos a sua volta era de que se tornasse uma cantora popular – até se tornar na artista mais renomada do Brasil.
O temperamento, personalidade e ambição de Elis foram determinantes para que ela atingisse seu auge. As amizades e 2 casamentos que a cantora fez ao longo dos anos representam bem a transformação e sofisticação pela qual a artista passou. Muitos destes nomes são personagens do espetáculo, como Nelson Motta, César Camargo Mariano, Carlos Imperial entre outros.
As três horas de peça são preenchidas pelos mais diversos números musicais que fizeram parte da carreira da cantora. Desde seus números solo, como no início da carreira, com “Arrastão”, até o famoso dueto de sambas de Zé Ketti, ao lado de Jair Rodrigues, que incendeia o público.
Mas é a partir do segundo ato que o espetáculo cresce de verdade. Laila Garin, que já demonstra bom desempenho desde o início, quando interpreta “Como nossos pais” parece incorporar o espírito de Elis. E praticamente não dá para ver diferença entre as duas cantoras. A gaúcha também foi conhecida por interpretar compositores até então iniciantes, como Milton Nascimento, e isto também é exibido no palco. E é justamente o momento em que a emoção toma conta do espetáculo, também misturando com o contexto político da época. No caso, a ditadura militar.
Além do excelente e vasto repertório – que conta com músicas de todas as fases da carreira de Elis – , a interpretação cênica e musical de Laila Garin é o grande trunfo de “Elis, A Musical”. Até o mais fervoroso fã de Elis Regina provavelmente há de reconhecer o talento da atriz que a representa. Na minha modesta opinião, nada a dever.

Serviço:

Data: de 30/10/2014 a 08/02/2015

Local: Oi Casa Grande – Av. Afrânio de Melo Franco, 290 – Leblon

Telefone: (21) 2511-0800

Horários:

Quinta-Feira e Sexta-feira – 21h

Sábado – 17h e 21h

Domingo – às 19h

Duração: 3h (com intervalo de 15 min) – 150 minutos

Classificação:  Não recomendado para menores de 12 anos.

Ingressos:

Quinta-feira – 21h

VIP (fila C a L) – R$ 160

Camarote – R$ 160

Plateia setor 1 (fila A e B + M a T): R$ 130

Balcão setor 2 (fila A a J): R$ 80

Balcão setor 3 (fila K a N): R$ 60

Sexta-feira – 21h

VIP (fila C a L) – R$ 170

Camarote – R$ 170

Plateia setor 1 (fila A e B + M a T): R$ 140

Balcão setor 2 (fila A a J): R$ 100

Balcão setor 3 (fila K a N): R$ 70

Sábado – 17h e 21h & Domingo – 19h ou 16h

VIP (fila C a L) – R$ 190

Camarote – R$ 190

Plateia setor 1 (fila A e B + M a T): R$ 160

Balcão setor 2 (fila A a J): R$ 110

Balcão setor 3 (fila K a N): R$ 80

BILHETERIA: (21) 2511-0800 – de terça a quinta das 15h às 20h, sexta das 15h às 22h, sábado das 15h às 21h30 e domingo das 15h às 20h30.

P.S.: Agradeço a MNiemeyer pelos convites.

 

Medalha de bronze entre os melhores musicais de 2015 a que o blog assistiu, veja só!

“A Bela e a Fera”, no Grandes Atores

O musical ‘A Bela e a Fera,’ livremente inspirado no conto francês La Belle et la Bêt (1750) e com direção de Allan Ragazzy, está em cartaz no Teatro dos Grandes Atores na Barra da Tijuca, com sessões sempre aos sábados e domingos, às 17h. Até 26 de abril.

A montagem narra a história de um príncipe egoísta amaldiçoado por uma feiticeira que o transforma em uma fera horrível. O encanto só poderá ser desfeito se ele encontrar o amor verdadeiro. Eis que, em um dia, Maurice, morador de um vilarejo distante que estava fugindo de lobos famintos, decide abrigar-se no castelo ao encontrar a porta aberta. Recebido com grande entusiasmo por objetos encantados que andam e falam, ele se sente acolhido e protegido. No entanto, é surpreendido pela pavorosa Fera, que o faz prisioneiro por ter invadido seu castelo.

Bela fica sabendo do corrido e vai até o castelo se oferecer para ficar presa para sempre no lugar de seu pai. A Fera aceita prontamente a troca e liberta Maurice, que retorna desamparado para casa, pensando que perdeu a filha.  Mas, para surpresa de Bela, a Fera não a torna prisioneira e a trata como uma princesa, oferecendo um quarto e um convite para jantar. O que antes parecia ser o fim de uma jovem camponesa se revela uma amizade comovente, apaixonante e transformadora, a ponto de quebrar o feitiço e trazer de volta um príncipe generoso e amável.

SERVIÇO:
Temporada: 17/01/15 a 26/04/15
Dias da semana: sábados e domingos
Local: Teatro dos Grandes Atores
Endereço: Barra Square Shopping Center – Av. das Américas, número 3555, Barra da Tijuca.
Telefone da bilheteria: (21) 3325-1645 – Terça a Domingo das 15h às 20h
Horários: 17h
Lotação: 336 lugares
Valor: R$ 50,00 (Inteira) R$ 25,00 (Meia entrada para estudantes e idosos).
Classificação etária: Livre
Vendas antecipadas pelos sites: http://www.ingressomirim.com ou http://www.clubinhodeofertas.com.br
Mais informações: (21) 2289-3330 / 3449-9908 ou Whatsapp: (21) 99142-4423

Elenco:

Bela – Luísa Viotti

Fera – Renato Calvet

Samovar – Beta Brito

Lumierè – Raí Valadão

 Horloge / Lefou – Adriano Fragalá

 Gaston – Areias  Herbert

Maurice/ Pai –  Roy D’ Peres

 Camponesa 1 / Stand-in Bela – Carol Groetaers

 Camponesa 2 / Stand-in – Luiza Cesar

Camponesa 3 – Luna Lima

Camponesa 4 – Kelly Maurelli


Eu já fui ver outra montagem de “A Bela e a Fera”. Espia só:

https://palcoteatrocinema.com.br/2014/07/27/a-bela-e-a-fera-eu-fui/

Musical “Cinza”, no Oi Casagrande

Esqueça o “era uma vez…” e os finais felizes. “Cinza” é um musical rock n’ roll no mais amplo sentido. Embora o pano de fundo do musical possa ser identificado com um famoso conto de fadas da “gata borralheira”, que por sua vez é inspirado no conto de Rhodopis da Grécia antiga, o fio narrativo da história é apenas um pretexto para um mergulho profundo na psique humana, uma delirante metáfora onde hipocrisia, sexualidade, incongruência, frivolidades, estupidez, covardia, maldade, preconceito e ilusão costuram uma história de um universo absurdo e irônico, doloroso e cruel, que reflete os caminhos e devaneios infinitos da mente humana. Tudo costurado em um clima rock n’ roll, contado no palco por 11 performers e uma afiada banda de cinco músicos.

“Cinza” tem texto, direção, músicas, letras e direção musical de Jay Vaquer, que compôs uma série de 37 canções originais e percorreu um longo caminho ao dedicar os últimos anos para sua construção. Formado pelo Teatro Escola Célia Helena, Vaquer já é um veterano nos palcos, íntimo das coxias desde a adolescência. Nos últimos anos, no entanto, dedicou-se mais à música, tendo lançado sete CDs. Jay já havia composto diversas trilhas para o teatro, mas o divisor de águas de sua carreira foi em 2000 quando viveu “Justo”, personagem principal do musical “Cazas de Cazuza” – obra seminal que marca o início da retomada do teatro musical brasileiro.

“Comecei a escrever “Cinza”, de uma forma orgânica, não racional, e eu mesmo me surpreendi com a proporção que tudo tomou. Virou um processo viciante, que me dá um enorme prazer e uma realização que eu ainda não havia experimentado” – explica ele. Criador de grandes imagens e tramas intrincadas em seus clipes e letras, Jay transportou para o palco de “Cinza” seu universo imagético: “Sou muito visual, sempre foi assim. Enquanto escrevia ‘Cinza’, eu já visualizava o espetáculo grandioso, cinematográfico. Estou bem satisfeito com o resultado”.

Equipe de Criação

Texto, músicas, letras, direção e direção musical: Jay Vaquer
Direção de movimento, coreografias e assistente de direção: Renata Brás
Preparação vocal: Jane Duboc
Design de Som: Moogie Canazio
Design de Luz: Tiago Mantovani
Cenógrafo: Fábio Delduque
Figurinista: Carol Lobato
Visagismo: Fernando Torquatto
Direção e criação audiovisual / Projeções: Renato Pagliacci
Arranjos de base: Jay Vaquer e Renato Pagliacci
Arranjos vocais: Jay Vaquer e Jane Duboc
Fotos de Campanha, programa e cena: Renato Pagliacci
Criação Fotos de Campanha: Horácio Brandão
Comunicação e Imagem: Midiorama Entertainment Media

Elenco
PAULINHO SERRA – Jeremias
GABRIELLA DI GRECCO – C.
RAQUEL KELLER – Emilie Chanson
ROBERTA SPINDEL – Mãe de C. / Nádia Grotescus / Fada Foda
BUKASSA KABENGELE – Bóris de La Torre / Sr.Chanson
MARIA BIA – Ana Belle Chanson
JULIANA VIANA – Gisele Chanson
ANDRÉ RAYOL – Rei Raoul II / Pai de C.
YANN DUFAU – Príncipe Raoul / Dr.Raul Cortázar
JUNNO ANDRADE – Zantsko Grotescus / Morte
KAKAU BERREDO – Alcibíades Blake/ Razvan

Serviço

Data: 21 e 28 de janeiro; 4 e 11 de fevereiro
Local: Teatro Oi Casagrande (Rua Afrânio de Mello Franco, 290 – Leblon)
Hora: 21h
Classificação: 14 anos (Menores de 14 anos apenas acompanhados de pais ou responsável legal)
Ingressos: de R$ 50,00 a R$ 80,00.
Duração: 125 minutos divididos em dois atos.
Bilheteria online: Ingresso.com
Bilheteria Oi Casagrande: 21. 2511-0800 (Ter e Qua, das 15h às 21h; Qui a Sáb, das 15h às 21h30; Dom, das 15h às 20h).

Musical “Minha Adorável Verde Vida”

Entre os dias 10 de janeiro e 01º de fevereiro, o Solar de Botafogo – Rua General Polidoro, 180 – recebe o musical “Minha Adorável Verde Vida”. O musical infantil, com texto e músicas originais, é livremente inspirado na Bruxa Má do Oeste, de O Mágico de Oz, e ensina de forma lúdica como lidar com as diferenças, sem preconceitos e lidando com o bullying. As apresentações acontecem aos sábados e domingos, às 16h, com ingressos a R$ 60,00 (R$ 30,00 a meia entrada).

Na história, a Bruxa Má do Oeste – aqui chamada de Esperança – vive em um orfanato com sua irmã e outros personagens que se assemelham com os tradicionais personagens da famosa história infantil. Na expectativa de ser adotada, Esperança descobre aos poucos os seus poderes mágicos e convive com a rotina de uma criança de orfanato, construindo amizades, até mesmo com um leão medroso, e lidando com colegas que formam um grupo distinto. De forma animada, com muita música, dança e efeitos especiais, o musical passeia pelo universo infantil e apresenta uma nova versão para a origem dos famosos personagens.

Minha Adorável Verde Vida
Solar de Botafogo – Rua General Polidoro, 180 (180 pessoas)
Telefone: (21) 2543 5411
De 10 de janeiro até 01º de fevereiro
Sábados e Domingos – 16h
Ingresso: R$ 60,00 (meia R$ 30,00)
Classificação Livre
Elenco: André Sigom, Clarissa Marinho, Carmen Costa, Cristiane Maquiné, Erick de Lucca, Isabella Igreja, Julia Morganti, Joana Mendes e Thais Rocha.
Texto e Direção: Mauricio Alves

“Deixa Clarear, musical sobre Clara Nunes” – Eu fui!

Clara Nunes é uma dessas celebridades que viram mito. Morta precocemente, aos 39 anos de idade, a mineira ganhou uma homenagem de uma outra Clara, a Santhana. Ela resolveu celebrar a xará e musa inspiradora no ano passado, quando completava 30 anos do falecimento da cantora. O musical “Deixa Clarear, musical sobre Clara Nunes” foi sucesso, e passou por alguns teatros do Rio de Janeiro, encerrando a temporada de 2014 no palco do Imperator dia 21 de dezembro.

O espetáculo conta um pouco sobre a trajetória de Clara Nunes, mas com destaque maior para as apresentações musicais. Santhana é a responsável pelas duas tarefas. Narra alguns fatos e reflexões sobre a vida da sambista, interrompendo com algumas canções que marcaram sua carreira.

E o repertório é empolgante. Tem “Você passa eu acho graça”, “Portela na avenida”, “O canto das três raças”, entre outras inevitáveis quando se trata de Clara Nunes. O público mostra grande receptividade em relação às canções. Até os que não viveram muito a época de glória da cantora parecem saudosos por ela.

Clara Santhana se apresenta e passa a contar e cantar a história de Clara Nunes. A caracterização muito peculiar da cantora não é tão evidente no início, mas aos poucos isto vai mudando. Parece que a mineira vai surgindo aos poucos no palco. Assim como Nunes, Santhana tem facilidade nas notas mais altas, e o bom gosto do repertório é indiscutível.

A música é tão inspiradora que se torna o que tem de mais interessante no espetáculo. Lógico que, em musicais, isto é esperado. Mas refiro-me ao fato do texto feito para narrar a história de Clara Nunes ser pouco direto, e acaba coadjuvante no papel de informar e trazer de volta a memória da cantora. Entretanto, “Deixa Clarear, musical sobre Clara Nunes” é um bom show, e uma agradável pedida para quem curte música de qualidade.

P.S.: Agradeço à MNiemeyer pelos convites.

“O Elixir do Amor”, dia 13

Baseado na ópera L’Elisir d’Amore, de Gaetano Donizetti, com libreto de Felice Romani, o espetáculo musical infantil “O elixir do amor” será apresentado na Arena Jovelina Pérola Negra, na Pavuna, no dia 13 de dezembro (sábado), às 16h. Com dramaturgia de Vanessa Dantas, voltada para o rico universo campesino do Rio Grande do Sul, a peça tem direção de Daniel Herz e conta com atores Kiko do Valle, Giulia Nadruz, Marino Rocha, Leonardo Miranda, Vanessa Dantas, Isabela Rescala, Saulo Vignoli, Letícia Malvares, Roberto Bahal e João Bouhid.

Considerada uma das melhores obras de Donizetti, em delicado equilíbrio entre a farsa e o romantismo, a história de amor conjuga-se com um relato pleno de alegria e cor da vida no campo. A história se passa em uma estância no pampa gaúcho e conta como o miraculoso elixir do amor, poção “mágica” destilada pelo charlatão doutor Dulcamara, fez com que o apaixonado vaqueiro Nemorino ganhasse o coração da sua inconquistável patroa Adina. O projeto faz parte de uma pesquisa teatral da atriz e autora Vanessa Dantas, onde o clássico e o popular se misturam na cena.

A direção musical, assinada por Josimar Carneiro – fiel aos temas melódicos da ópera – sugere o encontro entre música erudita e popular, associando arranjos das mais conhecidas árias, duetos, conjuntos e coros da ópera com os ritmos encantadores da música popular sul-rio-grandense. Os números musicais são tocados e cantados ao vivo pelo elenco de atores e músicos, ao som de acordeão, violão, flauta transversa, flautim, violoncelo e instrumentos de percussão.

Ficha técnica:
Da ópera L Elisir d Amore, de Gaetano Donizetti e Felice Romani
Adaptação do libreto: Vanessa Dantas e Josimar Carneiro
Direção: Daniel Herz
Dramaturgia original: Vanessa Dantas
Direção musical: Josimar Carneiro
Arranjos: Josimar Carneiro e Jayme Vignoli
Direção de movimento: Marcia Rubin
Idealização do projeto: Vanessa Dantas e Daniel Herz
Elenco: Kiko do Valle, Giulia Nadruz, Marino Rocha, Leonardo Miranda, Vanessa Dantas, Isabela Rescala, Saulo Vignoli, Letícia Malvares, Roberto Bahal e João Bouhid
Diretora assistente: Clarissa Kahane
Diretor musical assistente: Jayme Vignoli
Cenografia, objetos cênicos, bonecos: Glauco Bernardi
Figurinos, adereços, visagismo: Heloisa Frederico
Iluminação: Aurélio de Simoni
Preparação vocal: Chiara Santoro
Designer de som: Carlos Fuchs
Ensaiador: Roberto Bahal
Caracterização: Luiz Bellini
Ilustração/arte digital: Artur Rocha
Design gráfico: Karin Palhano
Marketing cultural: Gheu Tibério
Fotografia: Dalton Valério
Realização Marcatto Produções Artísticas e Quintal Produções

Serviço:
Data: 13 de dezembro (sábado)
Horário: 16h
Local: Arena Jovelina Pérola Negra
Endereço: Praça Ênio S/N – Pavuna (ao lado da Escola Telêmaco)
Telefone: (21) 2886-3889
Capacidade: 330 pessoas
A entrada é gratuita
Classificação: Livre

Top 5 – “Eu fui!”: Musical

Sou caçadora de musicais! Onde tem musical, pode estar certo de que estarei lá. Já assisti vários, mas este ano os que gostei mais foram estes:

 

1 – Book of Mormon

Com um elenco formado por estudantes universitários da UniRio, UFF e UFRJ, o espetáculo fez um estrondoso

Cunnigham e Price - Foto: apetecer.com

Cunnigham e Price – Foto: apetecer.com

sucesso por volta da metade deste ano. “The Book of Mormon” é uma adaptação de um musical da Broadway, que conta a história de missionários mormons que deixam seus lares para viverem experiências em outros lugares. A peça revelou o talento de Leo Bahia, com seu engraçadíssimo Elder Cunningham, roubando todas as cenas. Mas sem deixarmos, claro, de valorizar o restante do elenco. Sem falar nas grandes sacadas do texto e no humor sarcástico. Pela competência e, principalmente, pela despretensão, levam nosso primeiro lugar, com louvor.

 

Veja nosso post sobre o musical!

https://palcoteatrocinema.com.br/2014/06/01/estudantes-nota-10-em-musical-the-book-of-mormon-eu-fui/

 

2 – O Grande Circo Místico

O Grande Circo Místico no Theatro Net Rio - Foto: apetecer.com

O Grande Circo Místico no Theatro Net Rio – Foto: apetecer.com

Difícil saber o que é mais bonito neste musical. O universo lúdico. O cenário colorido. As lindas músicas de Chico Buarque. O texto poético. Só sei que este espetáculo foi dos que mais me arrebatou em toda a minha vida. Demorei dias até conseguir tirar as canções de minha cabeça. Nosso segundo lugar.

 

 

 

 

Veja o link!

https://palcoteatrocinema.com.br/2014/05/13/2913/

 

3 – “Marlene Dietrich – as pernas do século”

O espetáculo conta a história da atriz alemã Marlene Dietrich, mulher à frente de seu tempo. Lindo figurino e

Foto: apetecer.com

Foto: apetecer.com

excelente caracterização de Sylvia Bandeira no papel título. Mas o que enche os olhos mesmo neste espetáculo é o brilhante texto de Aimar Labaki.

 

 

 

 

Veja o post!

https://palcoteatrocinema.com.br/2014/09/14/marlene-dietrich-as-pernas-do-seculo-eu-fui/

 

4 – “A Bela e a Fera”

BEF_0050Adaptação do conto de Jeanne Marie Leprince, “A Bela e a Fera” levanta a discussão a respeito dos padrões de beleza da sociedade, e de como julgamos os outros pela aparência. É para ser infantil, mas fomos assistir e conferimos que o musical agrada a todos. Tanto a história quanto a montagem, caprichada no cenário, música e até efeitos aromáticos. Não poderia ficar de fora de nosso ranking.

 

Segue o post!

https://palcoteatrocinema.com.br/2014/07/27/a-bela-e-a-fera-eu-fui/

 

5 – “Ópera do Malandro”

Este ano, João Falcão resolveu fazer uma nova montagem de “Ópera do Malandro”, com uma peculiaridade: os

Foto: apetecer.com

Foto: apetecer.com

papeis femininos são interpretados por homens. Eles ficam encarregados de interpretar as famosíssimas canções de Chico Buarque, como “Terezinha”, “O meu amor” e “Folhetim”. A Lapa dos anos 1940 era representada em um cenário simples, mas que não comprometia o resultado, devido ao talento dos atores-cantores em cena.

 

 

 

https://palcoteatrocinema.com.br/2014/07/18/opera-do-malandro-eu-fui/

“Deixa Clarear, musical sobre Clara Nunes”

Com um público de mais de 30.000 pessoas ao longo de um ano de estrada, o espetáculo “Deixa Clarear, musical sobre Clara Nunes”,  sobe ao palco do Imperator – Centro Cultural João Nogueira, no Méier, para uma curta temporada, de 5 a 21 de dezembro.  Com direção de Isaac Bernat e texto de Márcia Zanelatto, a peça-musical homenageia a artista Clara Nunes e tem sessões às sextas e sábados, às 21h; e domingos às 19:30, com ingressos a R$30 e R$15 (meia entrada).

“Deixa Clarear, musical sobre Clara Nunes” tem como protagonista a atriz Clara Santhana, idealizadora do projeto e apaixonada pela obra da cantora mineira. O espetáculo é o encontro das duas Claras: a atriz e a cantora.  Durante os 75 minutos de duração, o musical apresenta várias fases da carreira e da vida de Clara Nunes e tem como ponto alto a música, que atua como uma extensão da cena.  Estão lá, clássicos da cantora, como “O canto das três raças”(Paulo Cesar Pinheiro/ Mauro Duarte) e “Na linha do mar”(Paulinho da Viola), “Morena de Angola” (Chico Buarque), “Um ser de luz”(João Nogueira/Paulo Cesar Pinheiro e Mauro Duarte) e “O mar serenou” (Candeia), entre outras. O espetáculo mistura música e poesia para contar, de forma delicada, um pouco da trajetória de Clara Nunes, com o objetivo de incentivar a juventude a valorizar a música brasileira e suas raízes genuínas. “Nossa ideia é apresentar o legado de Clara Nunes para as novas gerações”, explica Clara Santhana. A atriz se apresenta acompanhada da banda formada por Luciano Fogaça (percussão) e Bidu Campeche(percussão/ cavaquinho), Felipe Rodrigues (violão) e Lauro Lira (flauta/violoncelo).

O musical estreou em 2013 no Teatro Café Pequeno, como uma homenagem aos 30 anos de morte da cantora mineira.  Com o sucesso, seguiu para o Teatro das Artes, o Teatro João Caetano e desde então já rodou por cidades como Niterói, Resende, Araxá (MG) e Goiânia (GO). “O mérito desse sucesso está na brilhante atuação de Clara Santhana, na direção cuidadosa do Isaac Bernat e na nossa excelente equipe de produção”, afirma a autora Márcia Zanelatto.

A atriz Clara Santhana é dirigida por Isaac Bernat, que recentemente assinou a direção de “Calango Deu” e atua na peça “Incêndios” com Marieta Severo.  Já a direção musical ficou a cargo de Alfredo Del Penho que participou de musicais como “Gonzagão, A Lenda”, “Sassaricando” e “A Ópera do Malandro”. “Transitar pelo universo musical e pela memória de Clara Nunes nos abriu uma imensa possibilidade de olhares sobre o Brasil, bem como sobre o que é ser um artista profundamente envolvido com a sua arte e com seu país”, explica o diretor Isaac Bernat.

REPERTÓRIO

A Deusa dos Orixás –  Romildo S. Bastos/ Toninho Nascimento.

Casinha Pequenina – Folclore Popular

Ouricuri – João do Vale

Minha Missão / Guerreira / Mineira –  João Nogueira / Paulo Cesar Pinheiro

Um Ser de Luz – João Nogueira / Paulo Cesar Pinheiro/ Mauro Duarte

O Canto das Três Raças / Portela na Avenida – Paulo Cesar Pinheiro e Mauro Duarte

Minha Festa / Juizo Final – Nelson Cavaquinho

Tristeza Pé no Chão – Mamão (Armando Fernandes)

Você Passa Eu Acho Graça – Carlos Imperial / Ataulfo Alves

Na Linha do Mar – Paulinho da Viola

Morena de Angola – Chico Buarque

Ê Baiana – Fabrício da Silva/Baianinho/ Ênio Santos/ Miguel Pancrácio

O Mar Serenou – Candeia

Conto de Areia – Toninho e Romildo

Ficha Técnica:
Texto – Marcia Zanelatto
Direção – Isaac Bernat
Direção Musical – Alfredo Del Penho
Direção de Movimento – Marcelle Sampaio
Assistência de Direção – Daniel Belmonte
Elenco: Clara Santhana
Músicos: Luciano Fogaça (percussão), Felipe Rodrigues (violão), Lauro Lira (flauta/ violoncelo) , Bidu Campeche (percussão/ cavaquinho)

Link do vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=ZOixdVD6j0A&feature=youtu.be

SERVIÇO
Deixa Clarear – Musical sobre Clara Nunes
Imperator – Centro Cultural João Nogueira – R. Dias da Cruz, 170 – Meier – RJ
Tel: (21) 2596-1090 / 2597-3897
Horário:  Sextas e Sábados às 21h e Domingos às 19:30.
Ingressos a R$30,00 e R$15,00 a meia
Horário da Bilheteria:  terças e quartas, das 13h às 20h, quintas e sextas, das 13h às 21h30. sábados, das 10h às 21h30, domingos: 10h às 19h30.
Atendimento telefônico: segunda a sexta, exceto feriados. De 09h a 12h e de 13h a 18h.
Capacidade: 648 pessoas (6 cadeiras para obesos)  e  11 boxes para cadeirantes
Censura:
Temporada de 5 a 21 de dezembro

Já fui assistir, sabia?

https://palcoteatrocinema.com.br/2014/12/29/deixa-clarear-musical-sobre-clara-nunes-eu-fui/

Em cartaz, “Chacrinha, o musical”

Maior comunicador do rádio e da TV brasileira, Abelardo Barbosa costumava dizer que “Na televisão nada se cria, tudo se copia”. Paradoxalmente, não teve ninguém até hoje que conseguiu copiar a espontaneidade do Velho Guerreiro. Comandante de extravagantes concursos de calouros, responsável por revelar grandes nomes da música nacional e inventor de bordões infames, o apresentador agora é homenageado em ‘Chacrinha, o musical’, que chega ao palco do Teatro João Caetano, no Centro, em 14 de novembro. Com orçamento de R$ 12 milhões, a montagem é assinada pela Aventura Entretenimento, maior produtora de musicais do país. Com texto de Pedro Bial e Rodrigo Nogueira, o espetáculo marca a primeira direção teatral de Andrucha Waddington e o fim da trilogia Uma Aventura Brasileira, iniciada por ‘Elis, A musical’ (em sua segunda temporada carioca) e ‘Se eu fosse você, o musical’ (em cartaz em São Paulo).

O espetáculo acompanha a trajetória do apresentador desde sua infância em Surubim, Pernambuco, até o auge da carreira na TV Globo, comandando o programa de auditório “Cassino do Chacrinha”, com espaço para as rebolativas chacretes, os trocadilhos infames, buzinadas e troféu abacaxi. Dois atores dão vida ao protagonista: Stepan Nercessian interpreta o Chacrinha consagrado no rádio e na TV, enquanto Leo Bahia incorpora o jovem Abelardo Barbosa. Aos 60 anos, Nercessian volta aos palcos depois de mais de 10 anos sem trabalhar no teatro. “Eu sempre disse que só voltaria se fosse para participar de um projeto muito especial. É uma atividade que requer muita dedicação, esforço e disciplina. Falei desde o início que não sou um imitador. Vou criar o meu personagem através da emoção que ele me provocar”, explica Stepan. Revelação no espetáculo universitário ‘The Book of Mormon’, Leo Bahia, de 23 anos, foi escolhido durante as audições que reuniram mais de 400 atores no total. “O Chacrinha permanece vivo, mesmo para a geração que não acompanhou sua carreira. Ele representa grande parte da história da televisão brasileira”, avalia Leo. Completam o elenco 22 atores-cantores-bailarinos, que vão dar vida a familiares do Velho Guerreiro e personalidades que fizeram parte da vida do apresentador como Boni (Saulo Rodrigues) e Elke Maravilha (Mariana Gallindo).

O diretor Andrucha Waddington faz sua estreia na atividade teatral depois de quase três décadas de carreira dedicada à produção cinematográfica. “O importante para mim neste trabalho é fazer um musical que saia da caixa, seja algo novo. Só assim conseguiremos honrar o espírito do Chacrinha. Vou dirigir como se fosse um filme, que é a atividade com a qual estou acostumado. Mas ambos os trabalhos partem do mesmo ponto fundamental, que é a dramaturgia”, explica o diretor.

‘Chacrinha, o musical’ é a terceira produção da primeira trilogia Uma Aventura Brasileira, comandada pelos sócios da Aventura Entretenimento Aniela Jordan, Fernando Campos e Luiz Calainho, que reúne espetáculos 100% nacionais em parceria com uns dos mais competentes autores e diretores do país. Depois de ‘Elis, A musical’ (com direção de Dennis Carvalho) e ‘Se eu Fosse Você, o musical’ (com supervisão geral de Daniel Filho), o jornalista Pedro Bial e o cineasta Andrucha Waddington foram convidados para levarem novas ideias ao gênero musical. “A Aventura Entretenimento quer diversificar suas produções, e um caminho para isso é convidar para os projetos profissionais bem-sucedidos em outras áreas, que possam pôr em prática propostas inovadoras e fazer com que a gente não siga uma fórmula. Outras trilogias virão”, conta Aniela Jordan.

A primeira trilogia Uma Aventura Brasileira contribuiu para o crescimento dos musicais nacionais genuínos, depois do sucesso alcançado por adaptações de clássicos da Broadway no país. “Estamos fazendo história no teatro musical. No Brasil, há uma capacidade criativa gigante. O que falta no país é uma boa gestão. E a Aventura, assim como outras grandes empresas, tem procurado implementar a gestão de alto nível. Se Chacrinha fosse vivo, ele continuaria a estar à frente do tempo dele. Então, temos o privilégio, o prazer e a honra de colocar esse espetáculo de pé em um momento em que os musicais brasileiros estão tão fortalecidos”, celebra Luiz Calainho, empresário, sócio da Aventura Entretenimento.

A trama
O jornalista Pedro Bial foi responsável pelo primeiro tratamento do texto, a partir de extensa pesquisa de Carla Siqueira. A trama é dividida em dois atos, com espaço para episódios biográficos e momentos líricos e fantasiosos. A infância difícil com a falência do pai, o ingresso no rádio e revolução que ele promoveu na televisão brasileira são temas presentes, assim como momentos em que são revelados sua bipolaridade, autoritarismo e obsessão pelos números de audiência. “Responder a pergunta: ‘por que Chacrinha?’ é difícil. Temos que perguntar: ‘Como Chacrinha?’ . ‘Como o Abelardo inventou o Chacrinha?’ ,’Como esse sujeito inaugurou no Brasil e no mundo a comunicação de massas?’, ‘Como esse cara inventou o primeiro palhaço da televisão?’, ‘De onde ele tirou isso?’. A gente se pergunta e vai atrás das respostas durante o espetáculo”, descreve Bial. O dramaturgo Rodrigo Nogueira frisa o lado teatral que sempre marcou a carreira do apresentador. “Acho que o Chacrinha é uma das pessoas mais teatrais que eu já conheci. Ele conseguiu levar a profanação para a televisão, um ambiente que até então era careta e regido por fórmulas. O que a gente quer fazer é pegar toda essa liberdade e excentricidade e jogá-las de volta ao teatro. O público vai ter a oportunidade de viver a experiência que tinha quando assistia aos seus programas”, detalha Rodrigo.

A trilha sonora é composta por mais de 60 canções (com medleys) consagradas na história da música nacional. Muitos desses sucessos fizeram parte do repertório do Cassino do Chacrinha e dos artistas que o comunicador ajudou a consagrar, como ‘O meu sangue ferve por você’ (Sidnei Magal), ‘O amor e o poder’ (eternizada por Rosana), ‘Tente outra vez’ (Raul Seixas), ‘Televisão’ (Titãs) e ‘Fogo e Paixão’ (Wando). “Vamos reunir músicas desde o fim dos anos 30 até meados dos 80, apresentadas nos últimos programas. Entre os musicais em que trabalhei, este é o que reúne canções com comunicação mais imediata da plateia. São obras bem populares, mas que os espectadores terão oportunidade de escutar de uma outra forma. Muitas são consideradas bregas, mas são belíssimas”, conta a diretora musical Delia Fischer. Os atores serão acompanhados por uma banda de nove músicos.

Também fazem parte da equipe criativa o diretor de movimento Alonso Barros (Diretor e coreógrafo de ‘Se eu fosse você, o musical’, em cartaz em São Paulo), Gringo Cardia (Direção de arte e cenografia), Carlos Esteves (Desenho de som), Claudia Kopke (Figurinista), Paulo César Medeiros (Desenho de luz) e Marcela Altberg (Produção de elenco).

Ficha técnica
Texto – Pedro Bial e Rodrigo Nogueira
Direção – Andrucha Waddington
Elenco – Stepan Nercessian, Leo Bahia, Stephanie Serrat, Erika Riba, Mariana Gallindo, Saulo Rodrigues, Mateus Ribeiro, Livia Dabarian, Luíza Lapa, Leilane Teles, Paula Sandroni, Paulo de Melo, Chris Penna, Laura Carolinah, Milton Filho, Diego Campagnolli, Renan Mattos, Gabriel Leone, Tadeu Freitas, Patrick Amstalden, Pedro Henrique Lopes e Beto Vandesteen.

Serviço:

Chacrinha, o musical
Teatro João Caetano, Praça Tiradentes, s/nº, Centro.
Dias e horários: 5ª, às 19h; 6ª, às 20h; sábado, às 16h e às 20h e domingo, às 19h.
Funcionamento da bilheteria: De terça a domingo, das 14h às 18h ou até a hora do espetáculo (caso a compra seja para o espetáculo do dia seguinte, a bilheteria, em dias de espetáculo, só vende até as 18h do dia anterior)
Telefone: 2332-9257
Preço: 5ª e 6ª: R$ 50 (balcão simples), R$ 80 (balcão nobre) e R$ 100 (plateia). Sáb. e dom.: R$ 50 (balcão simples), R$ 100 (balcão nobre) e R$ 120 (plateia).
Capacidade: 1.143 pessoas
Duração: 2h15 (com intervalo)
Classificação etária: 12 anos
Até 1º de março

Fui na apresentação para a imprensa, sabia?

https://palcoteatrocinema.com.br/2014/11/11/chacrinha-o-musical-apresentacao-para-a-imprensa/

Segue outro post:

https://palcoteatrocinema.com.br/2015/01/01/chacrinha-o-musical-eu-fui/

“Constellation”, no Teatro Vanucci

O ano é 1955. O cenário, uma Copacabana que vivia sua época de ouro, encantando celebridades internacionais e lançando modismos que se espalhavam pelo País. Foi neste contexto que a Varig adquiriu a aeronave mais moderna que havia no mercado da aviação e inaugurou uma nova rota entre Rio de Janeiro e Nova Iorque. Surgia o Super Constellation G, um avião super luxuoso, que reduziu o tempo de voo de 72 horas para apenas 20 horas e influenciou diretamente nos hábitos locais. Este é o pano de fundo para o musical “Constellation”, dirigido por Jarbas Homem de Mello e escrito e idealizado por Cláudio Magnavita que estreia no dia 13 de novembro no Teatro Vannucci, no Shopping da Gávea. Sob direção musical de Beatriz De Luca e coreografias de Vanessa Guillen, o público desfrutará de um repertório de 16 canções clássicas americanas da década de 50 como “Only You”, “Blue Moon”, “Stand by Me”, entre outros sucessos. No elenco estão Andréa Veiga, Jullie, Lovie, Cleiton Morais, Daniel Cabral, Drayson Menezzes, Franco Kuster, Marcio Louzada e Ugo Capelli. “Constellation” fica em cartaz no Teatro Vannucci de quinta a sábado às 21h30 e domingo às 20h30 até o dia 17 de maior.
– É o primeiro espetáculo que dirijo no Rio de Janeiro, depois de dirigir vários em São Paulo. É especial, pois a peça trata de uma época de muito romantismo, Copacabana vivia seu apogeu, as pessoas se arrumavam mesmo para ficarem em casa – diz Jarbas Homem de Mello.

Na peça, a atriz e cantora Jullie (participante do The Voice) dá vida à jovem Regina Lúcia que está na disputa por uma passagem para Nova York no voo inaugural do Super Constellation G em um concurso da Rádio Nacional, cuja final acontecerá no Golden Room Copacabana Palace. Ela divide um quarto e sala em Copacabana com a mãe – separada do marido – e Tia Maria da Penha, interpretada por Andréa Veiga, uma vedete do Cabaré Casablanca. As três representam o início de uma geração que viveu no ano de 1955 um boom imobiliário no bairro gerado por um encantamento que tornou Copacabana desejada por milhares de pessoas.

Fruto de um extenso trabalho de pesquisa de Magnavita, “Constellation” narra o voo inaugural do avião Super Constellation G, um fato que gerou inúmeras matérias nos jornais da época e proporcionou momentos históricos, com personagens que se tornaram referência daquela geração. Jorginho Guinle, Carmen Mayrink Veiga, Martha Rocha, Ieda Maria Vargas e Pelé são alguns nomes que surgem ao longo do espetáculo para ilustrar esse momento tão rico da história brasileira.

– Por ser jornalista especializado em aviação percebi que este momento histórico precisava ser contado. Este foi o primeiro voo de longo curso da Varig e justamente no início do glamour do Rio de Janeiro. Como autor, fiz questão de manter distante do processo de criação da montagem, pois sabia que estava em boas mãos – diz Cláudio Magnavita, que além de produtor teatral atualmente ocupa o cargo de Secretário de Estado de Turismo do Rio de Janeiro.
Repertório:

Heaven on Earth (Buck Ram)

He’s Mine (Buck Ram)

My Prayer (G. Boulanger)

Blueberry Hill (Lewis / Stock / Rose)

Blue Moon (Richard Rodgers / Lorenz Hart)

When I Fall In Love (V. Young / E. Heyman)

Jambalaya (On The Bayou)

The Great Pretender (Buck Ram)

Donna (Ritchie Vallens)

Surfin’ USA (Chuck Berry / Brian Wilson)

Only You (A. Rand / Buck Ram)

Unchained Melody (A. North / H. Zareth)

Stand By Me (B. King / J. Leiber / M. Stoller)

Smoke Gets In Your Eyes ( J. Kern / O. Harbach)

Unforgettable (I. Gordon)

Happy Day

FICHA TÉCNICA
Texto e Idealização: Cláudio Magnavita
Direção: Jarbas Homem de Mello
Direção Musical e Arranjos: Beatriz De Luca
Assistente de Direção e Coreógrafa: Vanessa Guillen
Elenco: Andrea Veiga (Tia Maria da Penha), Jullie (Regina Lúcia), Lovie (mãe), Cleiton Morais (locutor e boy band), Marcio Louzada (Tenente Zé Luiz), Daniel Cabral, Drayson Menezzes (locutor), Franco Kuster (Jorginho Guinle), Ugo Capelli
Elenco de apoio – Comissários de Bordo: Agatha Maria Kreisler, Douglas Teixeira, Luã Bregeron e Mariana Floriani
SERVIÇO
Temporada: até 17 de maio
Horário:  Quinta, sexta e sábado às 21h30 e domingo às 20h30
Local: Teatro Vannucci – Shopping da Gávea – Rua Marquês de São Vicente, 52 – Gávea
Bilheteria (21) 2274-7246. Horário de funcionamento: Terça a domingo de 14h às 20h.
Preço: Quinta R$ 80,00 (inteira) / Sexta R$ 90,00 (inteira) / Sábado e Domingo R$ 100,00 (inteira)
Classificação: Livre.
Duração: 120 min.
Capacidade: 400 lugares
Gênero: Musical

Eu fui, sabia?

https://palcoteatrocinema.com.br/2015/01/02/constellation-eu-fui/

“Uma Canção para Janis”, em Brasília

Uma cantora com voz forte e marcante, lembrada pela atitude rebelde da geração beat, os temas de dor e perda de suas músicas e a trajetória de 10 anos vividos intensamente que transformou a menina que cantava no coro local de sua cidade no Texas na principal voz branca de rockblues. Assim foi Janis Joplin, que marcou uma geração e é reverenciada até hoje como uma das maiores cantoras de todos os tempos.

Com texto do cineasta e roteirista José Eduardo Belmonte, direção de Bruce Gomlevsky e a atriz brasiliense Carol Fazu, que idealizou o projeto, o musical Uma Canção para Janis estreia no Teatro Newton Rossi do SESC Ceilândia no dia 08 de novembro para três apresentações gratuitas. No ano que vem o espetáculo vem para o Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo.

O espetáculo tem também no elenco Iuri Saraiva, Patricia Callai, Alexandra Medeiros e Marianna Vianna. Já na direção musical está Dillo D’Araujo e a banda é composta pelos músicos Thiago Cunha (bateria), Fernando Jatobá (baixo), Rogerio Pereira (guitarra), Esdras Nogueira (sax) e Marçal Ponce (teclados).

O musical conta a história de uma mulher de 27 anos que vive em Brasília em 1970. Dividida entre a realidade de um trabalho burocrático e o sonho de ser cantora, ela lida ainda com os conflitos de sua vida pessoal, com a solidão, opressão da cidade e a da ditadura. Seu drama chega ao ápice quando recebe a notícia da morte de Janis Joplin, em 04 de outubro de 1970. A partir daí ela se entrega ao uso de álcool e drogas e, em sua loucura, se depara com a vida e a obra da cantora que tanto amava.

Este projeto era uma vontade antiga de Carol Fazu, que já integrou várias bandas e fez tributos a Janis Joplin na cena rockblues tão característica da cidade. Lançou posteriormente seu primeiro CD, já com músicas autorais, com shows no Teatro Nacional e Teatro da Caixa. Carol, que se define “uma atriz que canta”, estudou música na Escola de Música de Brasília e depois teatro e TV, após se mudar para o Rio de Janeiro em 2005, onde fez cinema, novelas e teatro. Na TV Globo fez a novela Insensato Coração, a minisérie A Teia e participou dos seriados Cilada, Lolê e Tavinho e A Grande Família. No teatro seus últimos espetáculos foram Mulheres de Caio, peça baseada em quatro histórias do escritor Caio Fernando Abreu, com direção de Delson Antunes, e Anônimas, com direção de Roberto Naar. No cinema esteve na telona em filmes como O Vendedor de Passados, direção de Lula Buarque de Hollanda, Gonzaga, de Pai para Filho, de Breno Silveira, e Malu de Bicicleta, de Flávio Tambellini.

Neste musical Carol faz uma homenagem à Janis. Viverá Aline, personagem que, em seus devaneios e viagens ao inconsciente, revive questões e passa por situações do universo da cantora, da qual é fã, com as histórias permeadas por canções de Janis e interpretadas por ela como os hits Cry Baby, Little Girl Blue, A Woman Left Lonely, Me and Bobby McGee, Piece of my Heart, Mover Over, Cry Baby, Try (Just a Little Bit Harder), Mercedez Benz e Summertime.

Janis Joplin cresceu no Texas ouvindo músicos de blues e cantando no coro local. Fez de sua voz a sua característica mais marcante, tornando-se um dos ícones do rock psicodélico e dos anos 60. Todavia, problemas com drogas e álcool encurtaram sua carreira. Morta em 1970, aos 27 anos, de uma overdose de heroína possivelmente combinada com os efeitos do álcool, Janis cultivou uma atitude rebelde e se vestia como os poetas da geração beat.

O sucesso veio depois de suas apresentações no Festival Pop de Monterey em 1967, quando se transformou numa estrela. Mais: provou que branco podia cantar blues. Também exibiu outro tipo de beleza e sensualidade, que nada tinham a ver com as mocinhas bem comportadas. Enquanto cantava, virava a cabeça como se estivesse chicoteando com os próprios cabelos. O público se apaixonou por ela e, Janis, mais do que uma cantora, se transformava no símbolo feminino do rock.

Seu quarto e último álbum Pearl foi lançado seis meses após sua morte e alcançou o primeiro lugar nas paradas com Me and Bobby McGee. E o sucesso continuou. Janis Joplin passou à condição de mito.

Solitária no meio da multidão, frustrada no auge do sucesso, Janis Joplin, a menina do Texas, não conseguiu sobreviver às pressões da vida. Mas sua fulminante trajetória bastou para trazer para o rock, definitivamente, a emoção do blues sem meias palavras, a sensualidade explícita, a tristeza cortante. E a sensação de que viver é correr todos os riscos.

Ficha Técnica
Autor – José Eduardo Belmonte
Colaboradora do autor – Marisol Ribeiro
Colaboração de dramaturgia – Bruce Gomlevsky
Direção – Bruce Gomlevsky
Elenco – Carol Fazu, Patricia Callai, Iuri Saraiva, Alexandra Medeiros e Marianna Vianna

Serviço:
Espetáculo: musical Uma Canção para Janis
Datas: 08, 09 e 10 de novembro – sábado, domingo e segunda
Local: Teatro Newton Rossi – SESC Ceilândia – Brasília (Qnn 27, Lote B, Ceilândia Norte – 3379-9500)
Horário: 20hs
Capacidade: 429 lugares
Classificação: 16 anos (menção a drogas e bebida alcoólica)
ENTRADA FRANCA

Musical “Branca de Neve”, no Bradesco

O musical Branca de Neve, montagem baseada no clássico dos Irmãos Grimm, com direção geral de Billy Bond – que já encantou quase 300.000 espectadores em nove cidades brasileiras e outras tantas na Argentina, Chile e Peru – chega ao Teatro Bradesco Rio para temporada de 01 a 16 de novembro, aos sábados e domingos.

Branca de Neve tem os diálogos e músicas cantadas em português, além de muitos efeitos especiais e de iluminação. A produção conta com mais de 50 profissionais, entre eles 27 atores e 23 técnicos. O espetáculo, uma adaptação escrita por Billy Bond e Lilio Alonso, conta ainda com mais de 180 figurinos, 35 trocas de cenários, 28 toneladas de equipamentos, muita pirotecnia e efeitos visuais deslumbrantes.

No palco Branca de Neve, o Príncipe, os anões, a Bruxa Má e o Rei vão dançar, cantar e atuar, num espetáculo que tem ainda recursos de gelo seco, telões em 3D, levitações, ilusionismo, explosões e um sem fim de equipamentos que fazem a plateia ter a sensação de estar dentro da peça. Uma das surpresas é o chamado 4D: elementos sensoriais que vão fazer ventanias, neve e chuva, para a diversão de toda a família.

Personagens
Rainha
Bruxa
Branca de Neve
Espelho Mágico
Príncipe
Rei
Sete Anões
Caçador
Soldados
Príncipe do Mal
Corte
Rainha Boa

Serviço:
Espetáculo: Branca de Neve
Datas: 01 a 16 de novembro – sábados e domingos às 15hs
Gênero: musical infantil-juvenil
Duração: 100 minutos
Classificação: livre
Capacidade: 1060 lugares
Ingressos: Frisas: R$ 40,00; Balcão Nobre: R$ 80,00; Plateia Alta: R$ 120,00; Plateia Baixa: R$ 175,00 e Camarote: R$ 135,00
– 25% de desconto para Clientes Bradesco e guichê exclusivo na bilheteria do Teatro Bradesco. Desconto limitado a 4 ingressos por sessão para o titular do cartão. Venda limitada de 200 ingressos por sessão.
– 20% de desconto para assinante O Globo. Desconto limitado a 2 ingressos por sessão para o titular do cartão. Venda limitada de 200 ingressos por sessão.
– 50% desconto para os 100 primeiros titulares Cartão Alelo na compra de 01 ingresso com Vale Cultura, e 10% desconto para os demais.
*Crianças até 24 meses que fiquem sentadas no colo não pagam
*Descontos não cumulativos.

Pontos de venda:
Bilheteria Teatro Bradesco: Av. das Américas, 3.900/Lj 160- Tel: 3431-0100
Sujeito à taxa de conveniência:
Site: http://www.ingressorapido.com.br (a compra pode ser feita até duas horas antes do evento)
Call Center: 4003-1212 (de segunda a sábado, das 9h às 22h, e domingo, das 12h às 18h)
FNAC Barra Shopping: Av. das Américas, 4.666 Loja B 101/114 (Segunda a sábado, das 10h às 20h, domingo das 13h às 18h e feriado das 15h às 18h)
Saraiva Mega Store Shopping Rio Sul: Av. Lauro Muller, 116 (Segunda a sábado das 10h às 22h, domingo e feriado das 14h às 21h)
Saraiva Mega Store Norte Shopping: Av. Dom Helder Câmara, 5080 (Segunda a sábado, das 10h às 22h, domingo e feriado das 14h às 21h)
Loja South Centro: Avenida Rio Branco, 103 (Segunda a sexta das 09h às 17h a sábado, das 09h às 14h)
Theatro Net Rio: Rua Siqueira Campos, 143 (Segunda a domingo das 10h às 18h)
Loja Vivo Ipanema: Rua Visconde de Pirajá, 443 (Segunda a sexta das 13h às 19h)
Posto BR Piraquê: Av. Borges de Medeiros, s/nº (Todos os dias das 09h às 20h)
Loja Vivo Shopping Leblon: Av Afrânio de Melo Franco, 290 Loja 106 N (Segunda a sábado, das 14h às 20h)
Posto Burgão: Estrada dos Bandeirantes, 3300 (Segunda a sábado das 08h às 18h)
Posto BR Bougainville: Rua Uruguai esquina com a Rua Maxell (Segunda a sábado das 09h às 20h, domingo e feriado, das 09h às 16h)
Forma de Pagamento: Cartão de crédito em uma parcela, cartão de débito e dinheiro

“Elis, A musical”, no Oi Casagrande

Depois de um ano de sucesso absoluto passando por São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Brasília e Porto Alegre, com ingressos esgotados e sessões lotadas, “Elis, A musical” volta à cidade para temporada de quatro meses em sua casa de estreia, o Oi Casa Grande. “Elis, A musical” foi assistido por 200 mil espectadores e contou com um investimento de R$ 10 milhões para recriar momentos da vida e da trajetória da cantora gaúcha. Por conta do grande sucesso pelo país e enorme procura por ingressos em sua temporada anterior no Rio de Janeiro, o espetáculo reestreia na capital carioca atendendo a inúmeros pedidos do público.

O espetáculo tem texto de Nelson Motta e Patrícia Andrade, e conta com Dennis Carvalho em sua primeira direção para o teatro. A equipe também traz nomes como Delia Fischer (Direção Musical e Arranjos), Alonso Barros (Coreografia e Direção de Movimento), Marcos Flaksman (Direção de Arte e Cenografia), Maneco Quinderé (Desenho de Luz), Marília Carneiro (Figurino), Beto Carramanhos (Visagismo) e Marcela Altberg (Produção de Elenco), entre outros. As atrizes Laila Garin e Lílian Menezes se alternam na interpretação da cantora gaúcha; os papéis de Ronaldo Bôscoli e Cesar Camargo Mariano, os dois maridos de Elis, são interpretados por Tuca Andrada e Claudio Lins, respectivamente. Outros 16 atores se revezam em vários papéis, em uma história que leva para o palco diversas figuras importantes da cultura nacional como Miéle, Jair Rodrigues, Vinícius de Moraes, Tom Jobim, Ronaldo Bôscoli, Cesar Camargo Mariano e Lennie Dale, entre muitos outros.

O musical emociona ao apresentar as canções que se tornaram grandes sucessos na voz de Elis Regina, como “Arrastão”, “Casa no campo”, “Águas de março”, “Dois pra lá, dois pra cá”, “Como Nossos Pais”, “Aos Nossos Filhos”, “Fascinação”, “O Bêbado e o Equilibrista”, “Madalena”, “O Trem Azul” e “Redescobrir”. São ao todo 51 obras que integram o repertório do espetáculo, entre músicas, medleys e vinhetas.

Em suas temporadas nos palcos brasileiros, o espetáculo se transformou em um dos maiores sucessos de público e crítica da temporada 2013 e 2014. O musical recebeu o Prêmio Shell de Teatro de Melhor Atriz para Laila Garin, o Prêmio Cesgranrio Melhor Atriz para Laila Garin e melhor Direção Musical para Delia Fischer, além do Prêmio Quem de Teatro (Laila Garin, melhor Atriz) e Prêmio APTR (Melhor Produção).

Críticas / Depoimentos

“…um musical completo e emocionante, que figura muito bem na tradição recente dos musicais sobre grandes figuras da música brasileira.” (Bernardo Araújo, Jornal O Globo)

“Um espetáculo exuberante, no qual tudo funciona, da iluminação e cenografia às interpretações. É o grande musical brasileiro feito nos últimos tempos.” (Coluna Artur Xexeo, Jornal O Globo)

“’Elis, A Musical’ cumpre muito bem seu papel. Musicalmente é exuberante e intenso… A atuação da protagonista, Laila Garin, já justifica as três horas de espetáculo…” (Antonio Carlos Miguel, Portal G1)

“Uma aula de (boa) música brasileira.” (Jornal Extra)

“’Elis, A Musical’ é um dos mais brilhantes e emocionantes espetáculos dos últimos tempos” (Site Contracenarte)

“’Elis, A Musical’ é programa obrigatório – simples assim”. (Portal Mix Brasil)

“Estou maravilhado com o espetáculo, com Laila Garin, com todo o elenco, com a música, com a coreografia,com o texto. Com tudo.” (Luiz Carlos Miele, produtor e diretor)

Construindo Elis

“Elis, A musical” surgiu de um texto escrito por Nelson Motta e Patricia Andrade, que ao serem convidados pelos produtores do espetáculo, já escreviam um roteiro sobre a vida da cantora para o cinema. Nelson acompanhou de perto a vida e carreira de Elis, tendo sido seu amigo e produtor. “Trinta anos depois de sua morte, ela continua como a maior referência de todas as novas gerações de cantoras. O convite para escrever o musical me deixou imensamente feliz”, atesta ele. Na direção do musical, outro amigo de longa data da cantora, Dennis Carvalho, que pela primeira vez dirige um espetáculo teatral. “Eu a conheci através de Milton Nascimento e logo me tornei seu fã. Ela foi simplesmente a melhor cantora do Brasil”, afirma Dennis.

As audições para a escolha do elenco duraram quase um mês, com mais de três mil inscritos disputando os papéis. Só para viver a personagem título, mais de 200 candidatas foram testadas, e sete chegaram à fase final, tendo sido Laila Garin e Lílian Menezes as escolhidas.

Além das duas, estão no elenco Tuca Andrada e Claudio Lins, que vivem Ronaldo Bôscoli e Cesar Camargo Mariano, maridos de Elis; Caike Luna como Luiz Carlos Miele e Paulo Francis; Reynaldo Machado, como Jair Rodrigues; Lenadro Melo, como Lennie Dale; Leo Diniz como Tom Jobim; Rafael de Castro como Marcos Lázaro; Pablo Áscoli como Henfil; Ricardo Vieira e Aurora Dias, como os pais de Elis; Guilherme Logullo como Pierre Barrouh; Thiago Marinho como Nelson Motta e ainda, Alessandro Brandão, Lincoln Tornado, Juliana Marins, Lana Rhodes, Leo Wagner e Marcos Lanza.

Os ensaios de “Elis, A musical” duraram 80 dias, com todo o elenco passando diariamente por aulas de canto, interpretação e expressão corporal, além de workshops. Uma das mais importantes produções da Aventura Entretenimento e da Buenos Dias até agora, “Elis, A musical” tem 19 atores em cena, uma banda com 9 músicos e 265 pessoas envolvidas na produção para recriar no palco cerca de 20 anos de história. Só para reviver a “Pimentinha”, as atrizes usam três diferentes perucas, sendo uma delas confeccionada especialmente fio a fio.

Em busca de temas e inspiração genuinamente nacionais para o cada vez mais crescente mercado de musicais, a Aventura Entretenimento desenvolveu a Trilogia “Uma Aventura Brasileira”, da qual “Elis, A musical” é a primeira parte. A plataforma tem ainda a montagem de “Se eu fosse você, o musical”, primeira adaptação da produção cinematográfica homônima, que traz para os palcos a segunda maior bilheteria da história do cinema nacional, em cartaz em São Paulo, e “Chacrinha, o musical”, que contará a história do Velho Guerreiro, o maior comunicador da TV brasileira e líder de audiência por mais de uma década, em um espetáculo escrito por Pedro Bial e Rodrigo Nogueira, direção de Andrucha Waddington e repleto de músicas, bastidores e curiosidades da TV e dos artistas nacionais (a estreia será em novembro, no Rio de Janeiro).

A Trilha Sonora do Espetáculo

A Universal Music também se aliou ao projeto e lança a trilha sonora de “Elis, A musical“, um álbum duplo que traz 26 canções originais de Elis Regina que inspiraram o espetáculo. Todas as canções foram remasterizadas a partir dos tapes originais, pelas mãos de João Marcello Bôscoli, filho de Elis Regina, em parceria com Carlos Freitas, no estúdio Classic Master. O álbum chegou às lojas de todo o Brasil no dia 19 de novembro de 2013.

As Canções do Espetáculo

1º Ato

Fascinação / Aprendendo a jogar / Garoto último tipo – Puppy Love / Ela é Carioca / Imagem / O Pato / Menino das Laranjas / Samba do Avião / Arrastão / Deixa Isso Pra Lá / O Morro Não Tem Vez / Feio Não É Bonito / O Sol Nascerá / Esse Mundo É Meu / A Felicidade / Samba de Negro / Diz Que Fui Por Aí / Acender as Velas / A Voz do Morro / Lobo Bobo / Alô, Alô Marciano / Come Fly With Me / Eu Sei Que Vou te Amar / Samba Saravá / Upa Neguinho / Vou Deitar e Rolar / Falei e Disse / Madalena / Não Tenha Medo / Atrás da Porta / Casa No Campo

2º Ato

Nada Será Como Antes / Canção Da América / Fé Cega, Faca Amolada / Paula E Bebeto / Maria, Maria / Wave / Só Tinha De Ser Com Você / Águas de Março / Dois Pra Lá, Dois Pra Cá/ O Guarani (Instrumental) / Como Nossos Pais / Querelas de Brasil / Deus Lhe Pague / O Bêbado e A Equilibrista / As Aparências Enganam / O Trem Azul / Aos Nossos Filhos / Redescobrir / Fascinação

FICHA TÉCNICA
Texto –  Nelson Motta e Patrícia Andrade
Direção – Dennis Carvalho
Direção de movimento e coreografia – Alonso Barros
Direção Musical e arranjos – Delia Fischer
Direção de arte e cenografia – Marcos Flaksman
Figurino – Marilia Carneiro
Visagismo – Beto Carramanhos
Design de som – Carlos Esteves
Desenho de luz – Maneco Quinderé
Produção de elenco  – Marcela Altberg
Elenco – Laila Garin, Lilian Menezes, Tuca Andrada, Claudio Lins, Caike Luna, Rafael de Castro, Reynaldo Machado, Leandro Melo, Ricardo Vieira, Leo Diniz, Pablo Áscoli,  Aurora Dias, Guilherme Logullo,  Alessandro Brandão, Lincoln Tornado, Thiago Marinho, Juliana Marins, Lana Rhodes, Marcos Lanza e Leo Wagner.
Realização – Aventura Entretenimento

SERVIÇO
Data: de 30/10/2014 a 08/02/2015
Local: Oi Casa Grande – Av. Afrânio de Melo Franco, 290 – Leblon
Telefone: (21) 2511-0800
Horários:
Quinta-Feira e Sexta-feira – 21h
Sábado – 17h (a partir de 8/11) e 21h
Domingo – até o dia 13/12 às 19h / a partir de 14/12 às 16h
Duração: 3h (com intervalo de 15 min) – 150 minutos
Classificação:  Não recomendado para menores de 12 anos.
Ingressos:
Quinta-feira – 21h
VIP (fila C a L) – R$ 160
Camarote – R$ 160
Plateia setor 1 (fila A e B + M a T): R$ 130
Balcão setor 2 (fila A a J): R$ 80
Balcão setor 3 (fila K a N): R$ 60
Sexta-feira – 21h
VIP (fila C a L) – R$ 170
Camarote – R$ 170
Plateia setor 1 (fila A e B + M a T): R$ 140
Balcão setor 2 (fila A a J): R$ 100
Balcão setor 3 (fila K a N): R$ 70
Sábado – 17h e 21h & Domingo – 19h ou 16h
VIP (fila C a L) – R$ 190
Camarote – R$ 190
Plateia setor 1 (fila A e B + M a T): R$ 160
Balcão setor 2 (fila A a J): R$ 110
Balcão setor 3 (fila K a N): R$ 80
BILHETERIA: (21) 2511-0800 – de terça a quinta das 15h às 20h, sexta das 15h às 22h, sábado das 15h às 21h30 e domingo das 15h às 20h30.

 

Eu já fui! E você?

https://palcoteatrocinema.com.br/2015/02/04/elis-a-musical-eu-fui/

“Marlene Dietrich – as pernas do século” – Eu fui!

Foto: apetecer.com

Foto: apetecer.com

O Teatro Maison de France faz uma viagem no passado com um espetáculo sobre uma mulher à frente de seu tempo. “Marlene Dietrich – as pernas do século” conta a história da atriz que dá nome à peça, sob aspectos particulares de sua vida e de sua carreira também. A versatilidade da grande diva no cinema é reproduzida no palco através da música, cantada pelos quatro atores em cena (Sylvia Bandeira, vivendo Marlene, José Mauro Brant, Marciah Luna Cabral e Silvio Ferrari), e em vários idiomas, como francês, inglês, alemão e até português.

“Eu estava em cartaz com “Rádio Nacional” e dava uma palhinha cantando “Lili Marlene”, tema que a Dietrich cantou em inúmeras ocasiões . O diretor e ator Fabio Pilar me disse que eu deveria montar um espetáculo sobre a vida dessa grande personalidade do século XX. Foi assim que tudo começou “, nos contou Sylvia Bandeira, a respeito de como surgiu a ideia de realizar a obra.
Nascida na Alemanha, Marlene Dietrich fez carreira também nos Estados Unidos e morou anos na França. Era uma cidadã do mundo, outra característica que a aproxima de Sylvia Bandeira. “Tenho uma grande identificação nesse sentido, uma vez que nasci em Genebra e morei em Paris, Chicago, Sydney etc. Temos muita coisa em comum, além do lado nômade e o fato dela ter seguido seus sonhos”, afirma a atriz.

O texto inspiradíssimo de Aimar Labaki mostra a história de Marlene Dietrich contada por ela mesma. No decorrer da peça, a personagem fala de sua família, de sua carreira – dando ênfases em suas paixões de bastidores – e de como tudo isso se misturou ao contexto histórico da época em que a atriz viveu. Por exemplo, quando cantou para os soldados no front da II Guerra Mundial. Tudo preenchido com muitas reflexões acerca da vida e retratando como era o pensamento livre, moderno e sem preconceitos da artista. Parece, em vários momentos, terem saído da própria boca de Marlene.

Foto: apetecer.com

Foto: apetecer.com

Não apenas nisso podemos confundir ficção com realidade. A caracterização é muito boa! O figurino é belo, glamouroso e reproduz algumas tradicionais peças que Marlene usou, e também pelos quais ficou famosa. A cartola e as calças não poderiam deixar de serem reproduzidas. E, lógico, as pernas ficam de fora, só que literalmente falando, fazendo jus ao título do espetáculo. As finas e muito características sobrancelhas da artista estão presentes da produção, e mesmo de longe conseguimos percebê-las. Fato indispensável para retratá-la de forma fiel no palco. Sem elas, não seria Marlene Dietrich.

A diva morreu em 1992, aos 90 anos. Teve um fim de vida recluso, mas sua obra está eternizada na música, no cinema e no teatro. “Marlene Dietrich – as pernas do século” ajuda o público a preservar a memória da atriz, e também apresentá-la a quem não conhece. E que o espetáculo, que estreou em 2011, tenha vida ainda mais longa, tomando conta de palcos e, quem sabe (?), das telonas, habitat da atriz.

Imperdível!

 

Serviço:
Teatro Maison de France (353 lugares) Av. Presidente Antônio Carlos, 58 – Centro Telefone: 25442533
Quinta e Sexta, às 19h30. Sábado, às 20h. Domingo, às 18h.
Ingressos:
Quinta e Sexta: R$ 60,00
Sábado: R$ 80,00
Domingo: R$ 70,00
Classificação etária: 14 anos
Duração: 90 minutos
Estreia dia 17 de julho
Temporada: até 21 de setembro

Ficha Técnica:
Texto: Aimar Labaki
Direção e Cenografia: William Pereira
Elenco: Sylvia Bandeira, Marciah Luna Cabral, José Mauro Brant e Silvio Ferrari
Direção Musical e Arranjos: Roberto Bahal
Figurino: Marcelo Marques
Visagismo: Beto Carramanhos
Iluminação: Paulo Cesar Medeiros
Preparação Vocal: Marciah Luna Cabral
Preparação Corporal: Marcia Rubin
Coreografia do Tango: Paulo Masoni
Músicos:
Piano – Roberto Bahal; Clarinete – Maurício Silva; Violoncelo – Flavia Chagas.
Direção de Produção: Oficina Teatral Produções Artísticas – José Luiz Coutinho e Wagner Pacheco.
Produtores Associados: Minouskine Produções Artísticas e Oficina Teatral Produções Artísticas.

 

Número 3 no nosso Top 5 2014:

https://palcoteatrocinema.com.br/2014/12/06/top-5-eu-fui-musical/

 

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“Marlene Dietrich”, no Maison de France

No final da vida, já bem idosa, Marlene conhece um jovem que não faz a menor ideia de quem ela seja, e sequer ouviu falar do mito Marlene Dietrich. Já às vésperas de completar 90 anos, ela acaba seduzindo o rapaz de uma forma bem diferente de quando brilhava absoluta no cinema e nos palcos. Se hoje não conta mais com o frescor da juventude nem com as lendárias pernas, seu charme e inteligência estão mais vivos do que nunca, e somados a uma grande aliada: a memória. Ao narrar para o desavisado rapaz sua trajetória, a diva o envolve e o fascina por ter sido testemunha e personagem dos acontecimentos mais marcantes do século XX: desde o crescimento do nazismo na Alemanha dos anos 1920, passando pelo glamour de Hollywood dos anos 30 a 50, sua experiência no front da II Guerra, até os anos 70, pelos palcos do mundo, Nova Iorque, Londres, Rio de Janeiro, Tóquio.

Na biografia musicada, que traz em cena quatro atores/cantores e três músicos, Sylvia Bandeira desfila as memórias de Marlene e utiliza-se de canções interpretadas pela diva para ilustrar seu relato. São canções como Ne me quittes pas de Jacques Brel, Where have all the flowers gone de Pete Seeger, Falling in love again do Anjo Azul, La Vie en Rose, Lili Marlene de Hans Lipe e The Laziest Gal in Town de Cole Porter.

José Mauro Brant é o jovem que Marlene seduz com sua vivência. Marciah Luna Cabral e Silvio Ferrari desdobram-se em vários personagens, dando vida às memórias da atriz – sua relação destemida com amores e família, os produtores e diretores de cinema e teatro, os números musicais dos filmes, peças e shows e cantam canções como Sous le ciel de Paris de Maurice Chevalier, Les feuilles mortes de Jacques Prevert, Je ne regrettes rien.

As grandes canções do repertório de Dietrich são cantadas em inglês, alemão, francês, e até em português.


SERVIÇO

Teatro Maison de France (353 lugares)

Av. Presidente Antônio Carlos, 58 – Centro

Telefone: 25442533

Quinta e Sexta, às 19h30. Sábado, às 20h. Domingo, às 18h.

Ingressos:

Quinta e Sexta: R$ 60,00

Sábado: R$ 80,00

Domingo: R$ 70,00

 

Classificação etária: 14 anos

Duração: 90 minutos

Temporada: até 21 de setembro

“Um Chá para Alice”, no Miguel Falabella

‘Um Chá para Alice’ com texto, direção e coreografia de Dharck Tavares, escrito com Beta Brito, é inspirado no livro de Lewis Carroll ‘Alice no País das Maravilhas’. Nesta versão, o clássico da literatura mundial ganha roupagem no estilo dos musicais da Broadway.

Alice (Rayssa Bentes) é uma jovem que vive entretida nos livros e está cansada de sempre receber ordens da irmã, até que um dia, avista um intrigante coelho branco apressado (Hugo Faro) passar na floresta e então decide segui-lo. Com o objetivo de alcançar o rápido coelhinho, Alice cai dentro da toca dele: a porta para o ‘País das Maravilhas’, transportando-a para um mundo incrível onde os animais e rosas falam e até a maçaneta da porta (Ricky Tavares/voz) ganha vida através de um fantoche.

Ao passear por essa terra mágica Alice vai conhecendo outros personagens: a lagarta conselheira (Juliana Xavier/voz), outro fantoche em cena; um exército de cartas (Kelly Maurelli e Luna Lima) e a malvada Rainha de Copas (Rodrigo Fernando); o gato alegre (Dharck Tavares ) que some e aparece; e o chapeleiro maluco (Raí Valadão), que a  convida para tomar um chá. Alice enfrenta diversos desafios para sair daquele mundo encantado.

A trilha sonora original dirigida por Zé Júnior é executada ao vivo pelos atores. ‘Em nossos espetáculos a música ao vivo e o humor na dose certa são elementos importantes para entreter e encantar o público’ destaca Dharck Tavares.
Um Chá para Alice.
Sinopse
Inspirado no livro ‘Alice no País das Maravilhas’ de Lewis Carroll, nesta versão o clássico da literatura mundial ganha roupagem no estilo dos musicais da Broadway e cenas musicais ao vivo. Na trama, a história de uma menina curiosa e cansada de sua vida monótona, que acaba caindo em um mundo diferente e divertido ao seguir o apressado coelho branco. Lá conhece personagens como o Gato Risonho; a Lagarta conselheira; toma chá com chapeleiro maluco e enfrenta a Rainha de Copas e seu exército de cartas. Alice tenta de todo modo voltar para casa.
SERVIÇO:
Temporada de 06 a 28 de setembro de 2014
Local: Teatro Miguel Falabella/Norte Shopping
Endereço: AV. Dom Helder Câmara 5474, 2º Piso Cachambi – RJ.
Tel.: 2595-8245
Dias e horários: sábados e domingos às 16h
Valor: R$40/ R$20.
Censura: livre
Capacidade: 455
Bilheteria: de quarta a domingo, das 14h às 17h

FICHA TÉCNICA:
Texto Direção e Coreografia: Dharck Tavares
Colaboração de Texto: Beta Brito

ELENCO:
Rayssa Bentes – Alice
Hugo Faro – Coelho branco
Dharck Tavares – Gato
Rodrigo Fernando – Rainha de Copas
Raí Valadão – Chapeleiro Maluco/ Zé Junior –
Kelly Maurelli- cartas
Luna Lima – cartas
Juliana Xavier (voz) – Lagarta conselheira
Ricky Tavares (voz) – maçaneta da porta

Programação de setembro do CCBB

Cabeça
Até 29/09
Exposição do artista plástico carioca Milton Machado, que celebra 45 anos de carreira, com obras realizadas entre 1969 e 2014, compreendendo desenhos, fotografias, vídeos, objetos e esculturas. Curadoria do próprio artista. Classificação: livre.

Palestra
15/9 – 18h30
Milton Machado e Tania Rivera falam sobre o processo de criação artística da exposição Cabeça.

Salvador Dalí
Até 22/9
Último mês para conferir a maior exposição do artista catalão já realizada no Brasil com cerca de 150 obras, entre pinturas, gravuras, documentos, fotografias e ilustrações. Curadoria: Montse Aguer

Fritz Lang – O Horror Está no Horizonte
Até 22/9
Retrospectiva completa, em película, dos filmes do cineasta austríaco produzidos entre 1919 e 1960. A obra de Fritz Lang traça um paralelo com a história do próprio cinema: vai do cinema mudo ao falado, do preto e branco ao colorido, do expressionismo alemão à narrativa clássica. Curadoria: Joice Scavone, João Paixão e Calac Nogueira.

Festival do Rio
25/9 a 8/10
Considerado um dos maiores festivais da América do Sul, este ano traz centenas de títulos de mais de 60 países, com uma programação especial e inédita para o CCBB. Confira em http://www.festivaldorio.com.br

Brasil Vocal
17/9 – 19h30
Show de lançamento do Brasil Vocal CCBB 2014, com o grupo MPB4. O projeto consiste na 4ª edição do concurso de arranjos inéditos para
grupos vocais à capela e na 3ª edição do concurso de novos grupos vocais. Curadoria: Carlos Belém. Classificação: livre. Duração: 75 minutos.

Uma Relação Pornográfica
19/9 a 19/10 – 19h – quarta a domingo
Um casal se conhece por meio de um anúncio, encontra-se em um café e vai para um hotel. Eles passam a se encontrar toda semana, sempre no mesmo hotel. Nenhum dos dois sabe nada da vida do outro, apenas sabem que querem realizar suas fantasias sexuais. Nesses encontros, não falam de suas vidas íntimas, trabalho, endereços e nem mesmo de seu nomes. Mas, com o passar do tempo, eles percebem uma inesperada afinidade, trazendo novas indagações a respeito dessa relação. Direção de Victor Garcia Peralta. Texto: Philippe Blasband. Elenco: Guilherme Leme e Ana Beatriz Nogueira. Classificação: 14 anos. Duração: 75 minutos.

Trágica.3
Até 14/9 – sex: 19h/sáb e dom: 17h e 19h. Encontro com os atores após a apresentação do dia 12/9. Releitura contemporânea das tragédias gregas Medeia, Electra e Antígona. Grandes heroínas trágicas apresentadas em fragmentos poéticos que se correlacionam através da experiência dramatúrgica, sonora e visual. Três peças curtas que resultam num espetáculo único: Medeia, a que mata; Electra, a que manda matar; e Antígona, a que se mata. Textos: Heiner Muller, Caio de Andrade e Francisco Carlos. Direção: Guilherme Leme. Elenco: Letícia Sabatella, Denise Del Vecchio, Miwa Yanagizawa, Fernando Alves Pinto e Marcello H. Classificação: 12 anos. Duração: 75 minutos.

Duas Vezes um Quarto (2x 1/4)
4/9 a 19/10 – 19h30 – quarta a domingo
Duas histórias dividem um mesmo espaço cênico – Dama da Lapa e Dilúvio em Tempos de Seca – caracterizadas por uma temática fortemente existencial que tratam da solidão primordial do ser humano, da incapacidade de comunicação e das inúmeras  subjetividades que cercam o mesmo ser. Direção: Marcelo Pedreira. Elenco: Carla Marins, Guta Ruiz, José Karini e Lucas Gouvêa. Classificação: 16 anos. Duração: 70 minutos.

O Pequeno Autor
6/9 a 26/10 – 16h – sábado e domingo. Musical infantojuvenil baseado na obra de Luigi Pirandello que narra a história de um menino solitário que se relaciona com o mundo da fantasia por meio da escrita. Dramatugia: Nathalia Colón. Direção: Marcos dos Anjos. Direção musical: Marcelo Neves. Elenco: Felipe Valle, Daniel Carneiro, Maria Penna Firme e Monique Bernal. Ator convidado: Leon Góes. Classificação livre.
Duração: 60 minutos.

Vampiras Lésbicas de Sodoma

Depois do lançamento, a ocupação Dulcinavista entra em sua segunda semana e amplia sua programação com mais espetáculos, leituras e oficinas. Desenvolvido pelo Galpão Gamboa, o projeto conta com quatro meses de programação, que inclui espetáculos para o público adulto e infantil. A direção artística é de Marco Nanini e Fernando Libonati e curadoria de César Augusto.

VAMPIRAS LÉSBICAS DE SODOMA
A partir do dia 6 de agosto, começa a Mostra Cabaré, que traz a montagem “Vampiras lésbicas de Sodoma”, primeira adaptação brasileira do sucesso underground escrito por Charles Busch em 1984 e que se tornou uma das peças mais apresentadas na história do circuito off-Broadway. Com tradução e direção de Jonas Klabin e supervisão de César Augusto, a peça tem apresentações todas as quartas, até o dia 27/08.

Esta comédia satírica é caracterizada por uma série de vinhetas sobre a vida de duas vampiras em eterna (e cômica) rivalidade – a monstruosa Súcubo (Marya Bravo) e a “virgem-que-virou-vampira” (Thiago Chagas). Após sobreviverem à queda da mítica cidade bíblica de Sodoma, as duas se reencontram ao longo dos séculos: nos anos de 1920, como La Condessa e Madalaine Astarté, se mascarando de divas estrelas da Broadway e de Hollywood; e em Las Vegas nos anos de 1980, como as showgirls Magda Legerdemain e Madalaine Andrews, quando finalmente fazem as pazes.

O espetáculo ainda conta com os atores André Vieira, Davi Guilherme, Thadeu Matos, Thiago Chagas, Thiago Páschoa e Thuany Parente, que interpretam diferentes personagens que cruzam a vida das duas – soldados de Sodoma que temem as vampiras, jovens estrelas da clássica Hollywood que as amam e invejam, caricatos caçadores de vampiros e bailarinos de coro de Las Vegas que as idolatram.

A versão brasileira foi adaptada para um musical, com canções traduzidas ao português do cabaré alemão da antiga República Weimar, incluindo os compositores Theobald Tiger, Marcellus Schiffer, GézaHerczeg, Mischa Spoliansky e Robert Klein. Estreando na direção de musicais, Jonas Klabin conta com o apoio da supervisão de Cesar Augusto e da direção musical de Davi Guilhermme.
Ficha técnica
Texto: Charles Busch
Versão brasileira e direção: Jonas Klabin
Elenco: Marya Bravo, André Vieira, Davi Guilhermme, Thadeu Matos, Thiago Chagas, Thiago Páschoa e Thuany Parente

Serviço
Local: Teatro Dulcina

Dias: 06, 13, 20 e 27/08 (quartas) – 19h

Gênero: Comédia musical
Duração: 70 min
Classificação: 18 anos
Ingressos: R$ 20 (inteira) R$ 10 (meia)
Capacidade: 300 lugares
Endereço: Rua Alcindo Guanabara, 17 – Centro
Telefone: (21) 2240-4879
Bilheteria: de quarta a domingo, das 14h às 19h
Site: http://www.dulcinavista.com.br

Novo musical infantil em cartaz

Rock’n Lixo – Uma história para reciclar o Brasil, com texto de Ana Luisa Leite e Adriana Maia, essa última também responsável pela direção, é um musical com temática ecológica que pretende despertar nas crianças o interesse para as questões ambientais, sobretudo a importância da separação do lixo e a reciclagem.

O espetáculo/show musical utiliza-se de múltiplas linguagens para despertar a atenção dos pequenos, misturando teatro de animação – através de manipulação de bonecos – e música ao vivo, com uma banda clássica de rock’n roll com baixo, guitarra e bateria.  A montagem conta a história da menina Gaia, considerada diferente das outras de sua idade por gostar de construir obras de arte com materiais descartados no lixão. Durante a busca por objetos que possam ser reaproveitados, Gaia encontra com Plastrícia (o plástico), Metaulo Autran (o metal), Vidrícius de Moraes (o vidro) e Papenélope (o papel), além dos orgânicos Macaxeira, que veio diretamente do interior pernambucano, e a caribenha Salsa. Sucatas que na imaginação de Gaia se transformam nesses carismáticos personagens que vivem no lixo, mas gostariam de ganhar outra utilidade com a ajuda da menina.

No entanto, a presença de Gaia desperta a ira do dono do lixão, César, um rato filosófico que gosta de viver na sujeira e não pensa em mudar.  Ele e sua gangue de micróbios e bactérias ficam ainda mais irritados quando leem em um jornal, recém-jogado fora, a notícia de uma campanha para a reciclagem do lixo. Gaia e seus amigos ficam em apuros.

O cenário, figurino, instrumentos de percussão e bonecos manipulados pelo elenco são confeccionados quase que em sua totalidade com materiais  reutilizados. As sucatas vêm da separação do lixo doméstico, de garimpos em lixos de escritório, ferros-velhos, refugos de confecções de roupas e mutirões de coleta na praia. A banda toca instrumentos feitos de garrafão de água e lata, mangueira de borracha, baldes de tinta, garrafa PET e outras invencionices ecologicamente responsáveis.

‘O objetivo é utilizar o mínimo possível de materiais novos, até porque não nos falta matéria-prima para transformar. No lixão sobre o palco é jogado mais lixo. Do lixo saem histórias, sai música. A transformação vai conquistar o espectador, vamos reciclar seus conceitos’, diz Adriano de Ferreira, que assina a direção de arte com Maria Estephania.

Na trilha sonora original, composta por Leonardo Lois e Ana Luisa Leite, predomina o rock, mas há também canções em ritmo de salsa e forró. As letras são educativas e ligadas ao tema principal.  Na canção ‘Tudo Organizado’, por exemplo, é abordada a questão da separação dos materiais recicláveis e as cores de suas lixeiras.

Serviço:                                                                                                                                                                            
“Rock’n Lixo – Uma história para reciclar o Brasil”
Temporada: dia 09 de agosto a 14 de setembro (exceto dias 30 e 31 de agosto que não haverá apresentação).
Dias: Sábados e domingos.
Hora: 16h
Local: Centro Cultural Justiça Federal
Endereço: Avenida Rio Branco, 241 – centro,
Telefone: 3261-2565
Bilheteria: Sábados e domingos, de 14 à 16h.
Capacidade: 141 lugares.
Ingresso: R$ 30 (inteira). R$ 15 (meia),
Classificação: 4 anos.
Duração: 55 minutos

Ficha Técnica
Texto – Adriana Maia e Ana Luisa Leite
Músicas originais – Leonardo Lois
Direção – Adriana Maia
Direção Musical – Leonardo Lois
Direção de Arte (cenário e figurino) – Maria Estephania e Adriano de Ferreira
Elenco
Alain Catein – Vidrícius (o vidro)
Ana Luisa leite – Plastrícia (o plástico)
Carol Botelho – Gaia
Fábio Florentino – Catador
Gustavo Maranhão – César (o rato)
Janaina Rita – Papenépole (o papel)
Leonardo Lois – Metaulo Autran (o metal)

“A Bela e a Fera” – Eu fui!

A minha bela da tarde do último domingo veio de um conto de 1756. A história é antiga, mas o tema está cada vez mais atual. A tradicional história de “A Bela e a Fera” – que tem como principal questão a importância da aparência física – está sendo encenada no Teatro Bradesco Rio até o dia 04 de agosto, em uma montagem imponente. O mote da peça continua o mesmo, mas os recursos utilizados para contá-lo são diversos. Tudo para mexer com o imaginário e com os sentidos de todos os espectadores que vão lá conferir o espetáculo.

Bela, acompanhada do pai e de seu cãozinho Pompom Foto: apetecer.com

Bela, acompanhada do pai e de seu cãozinho Pompom Foto: apetecer.com

Esta montagem também segue o formato de musical, e algumas características humanas são mostradas pelos personagens. Inveja, cobiça, disputa. Além do amor entre uma doce e cobiçada moça provinciana e um príncipe amaldiçoado, cuja aparência é execrada por todos os que o veem pela primeira vez. Jeanne Marie Leprince foi quem criou o conto, mas já houve adaptações no cinema e em musicais da Broadway. A versão em desenho animado era a única que eu conhecia, e é inesquecível para aqueles que a viram durante a infância. Quem não lembra do candelabro, do bule e das xicarazinhas falantes (own)? Pois eles também são levados ao palco de forma muito divertida e graciosa. São os que mais puxam a interação da plateia. Como se precisasse, pois a participação dos pequenos – e dos grandes também – é constante. Durante todo o espetáculo pode-se ouvir as vozes animadas dos espectadores. De todas as vezes que já fui ao teatro, creio que tenha sido o público mais jovem com o qual assisti a uma peça. Só não vou dizer que me senti criança novamente porque a montagem não abusa de “tatibitatis” no texto, nem na interpretação dos atores.

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Foto: apetecer.com

Em um espetáculo que trata de beleza, este é um quesito que não pode faltar. Figurino, caracterização de personagem, cenário, tudo é muito bonito e faz o público se sentir dentro da história, tanto quanto no desenho animado. Destaco o frisson que Bela causa nas meninas com o vestido que usa no jantar de gala. Quanto à cenografia, tanto a vila da protagonista, quanto o castelo da Fera são retratados de forma exuberante. Até uma neve improvisada surge para representar o inverno francês. Uma projeção serve para os momentos em que efeitos tecnológicos são utilizados. O universo lúdico é explorado também com recursos de aromatização em todo o ambiente. Tudo para deixar o clima ainda mais encantador.

A montagem teatral é muito bem feita, e espero que o tema da peça tenha sido passado de forma eficiente. Em um tempo em que a aparência física é superestimada, é de grande relevância passar para as novas gerações, logo no início da vida, a importância de se valorizar a essência do ser humano. Ainda mais o espetáculo sendo encenado em um teatro dentro de um shopping center, ambiente em que a questão da beleza é ainda mais cultuada. Pelo menos a cultura está fazendo sua parte. Tanto levando essas discussões para os palcos, quanto não deixando ser esquecida uma obra do século XVIII.

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“A Bela e a Fera” está em cartaz até o dia 04 de agosto, no Teatro Bradesco Rio, no shopping Village Mall. Veja detalhes abaixo:

SERVIÇO:
Espetáculo: A Bela e a Fera
Data: 01 e 02 de agosto

Horário: sábado: 15hs e 18hs e domingo: 15hs
Classificação: livre
Duração: 1h40 minutos
Ingressos: Frisas: R$ 40,00; Balcão Nobre: R$ 80,00; Plateia Alta: R$ 120,00; Plateia Baixa: R$ 175,00 e Camarote: R$ 135,00.
P.S.: Agradeço à Debs Comunicação pelos convites.

 

Número 4 no nosso Top 5 2014:

https://palcoteatrocinema.com.br/2014/12/06/top-5-eu-fui-musical/


Crônica / Conto: “Cabaré Dulcina” – Eu fui!

O prefeito Pereira Passos foi mais uma personalidade a pintar no Cabaré - Foto: apetecer.com

O prefeito Pereira Passos foi mais uma personalidade a pintar no Cabaré – Foto: apetecer.com

20 de julho de 1910. Pego o jornal e vejo na manchete alguma coisa sobre uma inauguração de um novo cais na Gamboa.

O prefeito Serzedelo Correia dava continuidade ao trabalho começado pelo prefeito Pereira Passos e sua equipe de reforma, formada por profissionais renomados, como Francisco Bicalho, Paulo de Frontin e Lauro Müller (Lauro Müller, Charles Miller, acabei me lembrando de Lauro Sodré. Player do Botafogo Football Club, favorito ao título distrital neste ano).

Ideias revolucionárias queriam transformar o Rio de Janeiro numa espécie de Paris tropical. Abriram largas ruas. Principal delas, a Avenida Central. Tinham a estranha ideia de derrubar o Morro do Castelo para arejar o Centro da cidade. Muita coisa vinha sendo feita, na gestão de Sousa Aguiar, que sucedeu Pereira Passos: foram finalizadas as obras do Pavilhão São Luís (Palácio Monroe) – Ih! Não lembro se no governo dele ou no anterior – e Biblioteca Nacional. O estilo meio neoclássico, meio eclético (ouvi estas palavras num bond outro dia), invadia a capital da república, onde um ano antes fora inaugurado o Theatro Municipal.

Entretanto, nem só da ordem e do progresso, como apregoa a nossa bandeira, viviam os cidadãos comuns da cidade, camada a qual pertenço. Para tantas reformas, o lado mais fraco da corda teve que suar. Não digo suar apenas no batente. Digo suar correndo para o entorno das linhas dos trens porque não tínhamos mais onde cairmos vivos, como dizem por aí, já que fomos expulsos de nossos cortiços e cabeças-de-porco que habitávamos. Está certo que tinha muita gente. Por exemplo, no cortiço que me servia de abrigo, moravam mais cinco famílias. Mas era na área central e, apesar de dividir um espaço pequeno com tantas pessoas, ficava perto do trabalho. Está bem, eu conto o que faço, sou funcionário de uma fábrica de tecidos.

Ruy Barbosa e Oswaldo Cruz também abrilhantaram a noite no Cabaré. Personalidades importantes no início do século XX no clima da revista musical - Foto: apetecer.com

Ruy Barbosa e Osvaldo Cruz também abrilhantaram a noite no Cabaré. Personalidades importantes no início do século XX no clima da revista musical – Foto: apetecer.com

Voltando ao dia de ontem, o dia 20. Acordei meio tenso, estava precisando ouvir boa música e ver mulheres bonitas. As polacas da Zig Migdal faziam a festa da gente nos lupanares e cabarés espalhados pela região no entorno da praça Onze de Junho. Todavia, eu não tinha muita inclinação para as polacas, tampouco para as francesas. Meu caso era com Esperança. Brasileira nata, morava próximo ao morro do São Carlos, dançarina no Cabaré Dulcina. Tinha que ficar de olho nos malandros e capoeiras que defendiam Esperança. Dizem que um galego, funcionário de repartição e outro, um capoeira bom de música, não gostavam que ela tivesse muito envolvimento com seus clientes.

Chegando ao cabaré, apesar de não ser a primeira vez que aparecia por lá, sempre é uma experiência surpreendente. Fui logo sendo saudado “pelas mocinhas francesas, jovens polacas e um batalhão de mulatas”. Procurei Esperança e não a encontrei. “Me aboletei na mesa” e decidi curtir a orquestra que dava o tom à noite. Logo comecei a ser cercado pelas funcionárias do local que nada deixam faltar aos seus clientes, nem um bom papo.

Foto: apetecer.com

Foto: apetecer.com

O marinheiro João Cândido Felisberto, também faz sua aparição - Foto: apetecer.com

O marinheiro João Cândido Felisberto, também faz sua aparição – Foto: apetecer.com

Para a minha maior surpresa, aquela noite o cabaré estava com uma frequência diferente. Comecei a ouvir uma voz recitando um poema com palavras que nem pareciam estar em ‘brasileiro’. Uma das meninas me informou que se tratava de Bilac, autor do hino da bandeira. Hino que, desde que frequentei as fileiras do quartel, não tinha mais ouvido. E, lembro bem que aquela letra tinha sido composta um ano antes que servi, se não me engano em 1906.

Após esta primeira surpresa, entrou um cidadão dizendo ser Pereira Passos, aquele prefeito citado no início do texto. Ele bradava como se num palanque estivesse. Será que poderia realmente ser o ex-prefeito? Ou então, o cidadão devia ter saudades do político que governou a capital até o último ano e resolveu se passar por ele. Acabou que o papo na mesa ficou meio tenso, com aquela conversa de desapropriação, construção de estacionamento, digo, avenida que cabem todos os automóveis da capital parados. Ou ele era visionário, ou realmente pensava: o pobre que se exploda.

Tudo bem, passou. E, apesar de ser um cabaré, o Dulcina era procurado por quem estava a fim de ouvir boa música e jogar conversa fora. E o clima logo melhorou com o axé de tia Ciata, que morava nas cercanias, e fomentava o encontro de músicos da região. Os entendidos diziam que desses encontros de músicos vinha sendo cunhado um novo ritmo, modernizado, para vir no lugar do maxixe. Era um tum em um tambor e um ta em outro, e assim por diante. Era o chamado samba.

Mesmo após a proibição por lei dos castigos físicos, um marinheiro foi condenado a 250 chibatadas no dia da eclosão da Revolta, em 23 de novembro de 1910 - Foto: apetecer.com

Mesmo após a proibição por lei dos castigos físicos, um marinheiro foi condenado a 250 chibatadas no dia da eclosão da Revolta da Chibata, em 23 de novembro de 1910 – Foto: apetecer.com

Papo vai, papo vem, e o clima ficou tenso novamente quando Ruy Barbosa e Osvaldo Cruz entraram pela porta do estabelecimento com o intuito de vacinar todo mundo. Este tipo de atitude já tinha dado o maior bafafá nos idos de 1904. Queriam também ver se na casa existiam alguns focos de um tal mosquito transmissor de doenças etc. É mole!? Depois daquela confusão da vacinação, o problema também era com os mosquitos? O referido senador e o cientista não sabiam mais se vacinavam, se matavam mosquito e, enquanto isso, o povão continuava vivendo à margem. Nas encostas e, no meu caso, no subúrbio.

Logo que eles se foram, o clima voltou a esquentar, para bem e para mal. Na verdade, para bem. A casa acabava de receber clientes ilustres. O famoso e mítico capoeira Prata Preta, que lutou na Revolta da Vacina, a do parágrafo anterior, entrara na casa. Após ele se apresentar e cumprimentar a todos, fez uma demonstração de sua arte e por todos foi ovacionado. Entrou também João Cândido Felisberto, que servia na Marinha de Guerra do Brasil. O sujeito andava indignado com os castigos físicos que os militares de baixa patente sofriam ainda nos porões das embarcações. Ele chegou a me contar que se a situação permanecesse desta forma, não tardaria para que ele, junto com alguns de seus colegas, fizesse algo para por um ponto final na barbaridade.

O mítico Horácio José da Silva, mais conhecido como Prata Preta, enfrentou o exército na Revolta da Vacina, em 1904. Foto: apetecer.com

O mítico Horácio José da Silva, mais conhecido como Prata Preta, enfrentou o exército na Revolta da Vacina, em 1904. Foto: apetecer.com

A música continuou muito animada. Danças e contradanças também. A noite de inverno carioca, noite seca, temperatura amena, tudo

A Revolta da Vacina, um projeto higienista, impeliu a população a se vacinar contra a varíola. Participação especial, flanando borrado no primeiro plano, ædes ægypt, que já era o indesejável na cidade transmitindo doenças - Foto: apetecer.com

A vacinação em massa impeliu a população a se vacinar contra a varíola. Participação especial, flanando borrado no primeiro plano, ædes ægypt, que já era o indesejável na cidade transmitindo doenças – Foto: apetecer.com

propício para todo aquele divertimento. Foi quando de repente, já depois de algumas doses de vinho, vi um vulto que achei ser Esperança. O vulto se aproximou pela minha direita. Eu estava inerte, nervoso, travado, coração disparado. Quando comecei a sentir sua respiração se aproximar ao meu ouvido, percebi que diria algo. “Beep, beep, beep, beep”, cadê a droga do celular?! Caramba, tenho que trabalhar, acho que perdi a hora. Peguei o celular e me deparei com 21 de julho de 2014. Era tudo um sonho e, nesta aventura onírica, e as lembranças que tive do sonho, pude perceber que apesar de 114 anos de distância, os problemas soam semelhantes.

Muitos dos nomes que apareceram no meu sonho viraram nomes de ruas, viadutos, elevados, hospitais… E as pessoas mal sabem quem foram. E outros, caso tenham recebido homenagens, desconheço-as. Parecem que querem apagar nossa memória.

E qual o porquê do sonho? No dia anterior, o 20, de 2014, fui ao Centro Cultural João Nogueira, no Méier, para assistir ao espetáculo do gênero revista musical “Cabaré Dulcina”. O espetáculo é idealizado por Antônio Pedro e dirigido por Vilma Melo e Édio Nunes. Pude ver atores interpretando estes personagens históricos, muitos deles esquecidos e que fazem parte da história da hoje cidade do Rio de Janeiro. Pude me deleitar com belas canções que também tinham como mote o período histórico do sonho, a Belle Époque brasileira, na República Velha. Excelente montagem, uma verdadeira aula de história da forma mais lúdica e divertida que me lembro de ter acompanhado. Por fim, mudando o que tem que ser mudado, os problemas urbanos da nossa maravilhosa cidade ainda nos incomodam no dia-a-dia. É, pessoal. Coisa de cidade grande.

Nota: Alguns personagens do conto são baseados em personagens do livro “Desde que o Samba é Samba”, de Paulo Lins.

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P.S.: Agradeço à MNiemeyer pelos convites.

LOCAL: IMPERATOR – CENTRO CULTURAL JOÃO NOGUEIRA
http://www.imperator.art.br
ENDEREÇO: Rua Dias da Cruz, 170 – Méier
DATA e HORÁRIO: 19 e 20/07, 26 e 27/07 (Sábados e domingos): 19h30 / 01 e 02/08 (Sexta e sábado): 19h30
INGRESSOS: Plateia sentada: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)
CLASSIFICAÇÃO: 14 anos

Musical “Samba Futebol Clube”

A Copa do Mundo acabou, mas o futebol continua em cena com o musical Samba Futebol Clube, que une duas intensas paixões brasileiras: a música e o futebol.

Um dos grandes sucessos de público e crítica do ano em sua estreia no CCBB – em que recebeu 12 indicações aos prêmios Shell e Cesgranrio deste ano – o espetáculo segue agora para o palco do Teatro Municipal Carlos Gomes, a partir de 26 de julho, sábado.

Com linguagem multimídia reunindo música, teatro, dança e vídeo e direção de Gustavo Gasparani, também autor do texto, Samba Futebol Clube ganhou seis indicações a toda a equipe em cada um destes prêmios: Shell – autor e direção: Gustavo Gasparani; figurino: Marcelo Olinto; iluminação: Paulo Cesar Medeiros; música: Nando Duarte e ainda a categoria inovação para o elenco, “que tornou possível a renovação da estrutura do musical através de sua capacidade de atuar com excelência nas diversas funções do gênero.” Cesgranrio – melhor espetáculo; direção: Gustavo Gasparani; direção musical: Nando Duarte e categoria especial: Renato Vieira pela coreografia e direção de movimento; Alfredo Del-Penho, pela pesquisa de texto, e João Pimentel, por pesquisa musical, e todo o elenco.

Em cena oito atores/músicos formam um time de jogadores e torcedores que se revezam numa narrativa dramático-musical. Alan Rocha, Cristiano Gualda, Daniel Carneiro, Gabriel Manita, Jonas Hammar, Luiz Nicolau, Pedro Lima e Rodrigo Lima – além de atores também são músicos, apaixonados por futebol, e no espetáculo tocam todos os instrumentos, ao vivo, como parte da encenação. A coreografia, assinada por Renato Vieira, parte dos gestos dos próprios jogadores e torcedores, transpondo e recriando este balé popular tão familiar aos brasileiros para as dimensões do teatro musical. O maestro é Nando Duarte, diretor musical de todos os espetáculos de Gasparani. Ambos participaram ativamente de todo o processo criativo e estiveram presentes desde os primeiros ensaios e as primeiras ideias – um diferencial deste musical.

O roteiro traz o quê de música e poesia que o futebol nos deu. Retrata sua ligação com a MPB, a partir do samba, e une citações de textos sobre o tema de José Lins do Rego, Paulo Mendes Campos, Armando Nogueira, Nelson Rodrigues, Carlos Drummond de Andrade e Ferreira Gullar. As canções ora são cantadas, ora são ditas como texto, criando, assim, um diálogo entre as letras e os textos destes mestres.

Samba Futebol Clube é um musical com as cores nacionais, que dá continuidade ao trabalho de pesquisa e exaltação da cultura brasileira realizados por Gustavo Gasparani em seus quatro espetáculos anteriores: Otelo da Mangueira, Opereta Carioca, Oui, Oui…A França é Aqui!! A Revista do Ano e As Mimosas da Praça Tiradentes, que cumpriram temporadas de sucesso de público e crítica, entre os anos de 2005 e 2012, sendo assistidos por mais de 150 mil pessoas, indicados a mais de 40 prêmios, e deram a Gasparani os prêmios Shell 2009 de melhor autor e 2012 de melhor ator.

Em Samba Futebol Clube Gustavo Gasparani realiza um desejo antigo de criar um espetáculo musical inédito nos moldes do processo criativo da Cia dos Atores – grupo de teatro do qual faz parte há 25 anos. O autor e diretor, junto com os atores, o coreógrafo e o diretor musical, criou um mosaico entre música, letra, poesia e depoimentos pessoais que retrata o Brasil pelos olhos da equipe e dos autores das músicas e dos textos.

Utilizando elementos do jogo, da música brasileira e da dança do futebol, o espetáculo traz vídeos com tratamento pop – numa mistura de linguagens e imagens de jogadores e jogadas importantes – que ilustram as histórias entrelaçadas por músicas e textos. O samba, que é a base da nossa música, está lá, mas nos leva à bossa-nova, ao choro e ao rock, ao sertanejo universitário e até ao hip hop. Indo desde clássicos de Pixinguinha a Nelson Cavaquinho, passando por Moraes Moreira, Jorge Ben Jor, Gonzaguinha, João Bosco e Aldir Blanc e chegando ao Rappa e Skank. O musical reflete, através do futebol, sobre a fragilidade humana diante da derrota e da vitória. Assim como escreveu o poeta Drummond: “Ganhar, perder, viver”.

Ficha Técnica:
Roteiro, direção e produção: Gustavo Gasparani.
Elenco: Alan Rocha, Cristiano Gualda, Daniel Carneiro, Gabriel Manita, Jonas Hammar, Luiz Nicolau, Pedro Lima e Rodrigo Lima

Serviço:
Espetáculo: Samba Futebol Clube
Roteiro e direção: Gustavo Gasparani
Gênero: musical
Elenco: Alan Rocha, Cristiano Gualda, Daniel Carneiro, Gabriel Manita, Jonas Hammar, Luiz Nicolau, Pedro Lima e Rodrigo Lima
Local: Teatro Municipal Carlos Gomes (Praça Tiradentes, s/n – Centro – RJ- Tel: 2224-3602)
Reestreia: 26 de julho, sábado, às 20hs
Temporada: até 24 de agosto de 2014 – quinta a domingo
Horários: 19h30
Preços: R$ 50,00 (plateia) e R$30,00 (balcão)
Formas de pagamento:
Bilheteria do teatro – só em dinheiro
– O horário de funcionamento é das 14hs às 18hs para atendimento de venda antecipada, após este horário as bilheterias terão atendimento prioritário às vendas do dia.
– Após 30 min do início do espetáculo a bilheteria será fechada.
Vendas pelo site: http://www.compreingressos.com  – aceitam cartão de crédito
Duração: 120min
Classificação: 10 anos
Capacidade: 685 lugares

“A Bela e a Fera”, no Teatro Bradesco

Nota do Palco: Assistimos à peça e recomendamos. Clique e leia!

Inspirado no conto original de Jeanne Marie Leprince, “A Bela e a Fera”, de 1756, em musicais da Broadway e no livro e filme de Jean Cocteau, o espetáculo “A Bela e a Fera”, com direção do italiano Billy Bond, chega ao Teatro Bradesco Rio para temporada de 24 de julho a 03 de agosto, de quinta a domingo.

Um dos maiores diretores de musicais em atividade no Brasil – responsável por produções como After de Luge, Rent, Mágico de Oz, Les Miserables, O Beijo da Mulher Aranha, Pinocchio, Branca de Neve e Cinderella, entre muitas outras –, Billy Bond procura estimular os jovens e crianças a pensar, refletir e falar sobre seus defeitos para poder corrigi-los. Assim como Madame Jeanne, que se preocupava com a essência do ser humano e queria que os jovens aprendessem a ouvir seus corações.

O musical é um espetáculo para toda a família e mostra o amor entre a donzela e o príncipe transformado em fera, após ser enfeitiçado. O espetáculo já encantou quase 1 milhão de espectadores em cidades do Brasil, Espanha, Argentina, Chile e Peru. A peça conta com diálogos e trilha cantados em português e músicos ao vivo, além de efeitos especiais, recursos de gelo seco, telões em 3D, levitações, ilusionismo, explosões, cheiros e um sem fim de equipamentos que fazem a plateia ter a sensação de estar dentro do espetáculo, divertindo toda a família. A equipe é composta por 200 profissionais (entre eles 22 atores que interpretam 40 personagens), mais de 180 figurinos e quatro cenários principais que servem como pano de fundo para história de amor entre a jovem Bela e o príncipe amaldiçoado.

SERVIÇO:
Espetáculo: A Bela e a Fera
Data: 23 de julho a 04 de agosto – quinta a domingo

Atenção: As sessões de 24 e 31 de julho, e de 01 de agosto foram CANCELADAS
Horário: quinta e sexta: 19hs; sábado: 15hs e 18hs e domingo: 15hs
Classificação: livre
Duração: 1h40 minutos
Ingressos: Frisas: R$ 40,00; Balcão Nobre: R$ 80,00; Plateia Alta: R$ 120,00; Plateia Baixa: R$ 175,00 e Camarote: R$ 135,00.

“Cabaré Dulcina”, no Imperator

Nota do Palco: Fomos ao Cabaré e gostamos muito. Leia!

Idealizado por Antônio Pedro e dirigido por Vilma Melo e Édio Nunes, Cabaré Dulcina apresenta ao público parte da história do Rio de Janeiro. Mais precisamente o período do início da República até os dias de hoje.
A peça é ambientada na tradicional zona portuária da cidade, berço do samba e origem do carnaval, revivendo os cabarés e as noites típicas cariocas. A vida noturna intensa da época era palco de manifestações populares com grandes repercussões. A reurbanização da área causou a destruição de casarões deixando milhares de pessoas sem ter onde morar, no episódio que ficou conhecido como o “Bota Abaixo”.
Ganhador do Prêmio Shell 2013 de melhor direção musical, a peça conta de forma bem humorada historias ignoradas e lendárias como a de João Cândido, que liderou a Revolta da Chibata, e a da Revolta da Vacina. As composições de Gabriel Moura, juntamente com as coreografias, dão cor, vida e leveza ao espetáculo.

LOCAL: IMPERATOR – CENTRO CULTURAL JOÃO NOGUEIRA
http://www.imperator.art.br
ENDEREÇO: Rua Dias da Cruz, 170 – Méier
DATA e HORÁRIO: 19 e 20/07, 26 e 27/07 (Sábados e domingos): 19h30 / 01 e 02/08 (Sexta e sábado): 19h30
INGRESSOS: Plateia sentada: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)
CLASSIFICAÇÃO: 14 anos

“Cássia Eller, o musical” – Eu fui!

Na linha dos musicais em que grandes nomes da música popular brasileira são os protagonistas, está em cartaz até o dia 20 de julho “Cássia Eller, o musical”. Já aconteceu parecido com Tim Maia, Elis Regina e Cazuza, por exemplo. Agora é a vez de vida e obra da cantora, morta precocemente em 2001, aos 39 anos, serem representadas. A iniciativa é válida para manter a memória desses ícones sempre viva para parte do público e para quem ainda não conhece, descubra.

“Cássia Eller, o musical” começa a contar a história quando Cássia tinha apenas 18 anos. Fala de sua paixão pela música – e o quanto foi uma jovem reclusa e tímida – , seus primeiros amores, e como esses fatores afetaram o relacionamento com sua família. E segue narrando o desenrolar de sua carreira, até conseguir chegar no auge. Dos perrengues do início, até a difícil conciliação que a artista tinha entre compromissos, fama e vida profissional.

Na árdua tarefa de viver Cássia Eller no espetáculo está Tacy de Campos. Mas tanto na interpretação dos textos, postura de palco e números musicais, a cantora/atriz se sai muito bem. Com um roteiro musical que inclui numerosas 34 canções, o desempenho dela sobressai na vigorosa interpretação de  “Nós” (Tião Carvalho) – muito aclamada pelo público -, na romântica “Je ne regrette rien” (Michel Vaucaire) – estopim para o início da choradeira dos espectadores – e no mega sucesso “Malandragem” (Cazuza e Frejat), em que até arrisca chamar a plateia para cantar junto.

O restante do elenco é composto por outros atores e cantores. Dentre eles, chamam a atenção Emerson Espíndola, que interpreta – entre outros personagens – Nando Reis, e faz com Tacy de Campos um belo dueto em All Star (composta pelo próprio Nando); e Evelyn Castro que, além de boa voz – encantando o público em “Noite do meu bem” (Dolores Duran) – , demonstra veia cômica. Não podemos também deixar de valorizar a banda que, junto dos atores, executa com competência todas as músicas do espetáculo.

Em um tempo em que são realizados tantos espetáculos grandiosos, surge um em que estrutura, figurino e cenário são simples. Pois o que importa mesmo é a música, que ocupa a maior parte da peça. Apesar disto, a casa estava lotada. Com enredo e produção totalmente nacionais, isto mostra que, tanto artistas, produtores e público estão cada vez mais interessados em prestigiar a cultura de nosso país.

 

“Cássia Eller, o musical” fica em cartaz até o dia 20 de julho, no Centro Cultural Banco do Brasil (Rua Primeiro de Março, 66 – Centro). O ingresso custa R$ 10,00 e as apresentações são às 19h.

 

P.S.: Agradeço à Uns Comunicação pelos convites.


“Ópera do Malandro” – Apresentação para a imprensa

Moyseis Marques, na pele de Max Overseas Foto: apetecer.com

Moyseis Marques, na pele de Max Overseas Foto: apetecer.com

Nota do Palco: Fomos na estreia no Theatro Municipal, clique e confira a matéria.

A partir da semana que vem, a Lapa dos anos 40 será representada no Rio de Janeiro de 2014. Estreia na próxima quinta-feira, no grandioso Theatro Municipal, a mais nova remontagem da “Ópera do Malandro”, obra de Chico Buarque, de 1978. Mais de 10 atores estarão em cena, fazendo assim jus ao local de início da temporada. Já familiarizado, tanto com os palcos quanto com o cenário onde a história se passa, o cantor / ator Moyseis Marques encabeça o elenco, vivendo Max Overseas.

Para quem estranhou o nome de Moyseis Marques no papel do protagonista, esta é a estreia profissional do artista nas artes cênicas. “Tenho uma experiência com teatro amador, na escola. E é claro que o palco é o meu lugar, independentemente do que eu esteja fazendo em cima dele. Já trabalhei como animador de festa infantil, fazendo teatro para criança, fui mestre de cerimônias de eventos e acabei enveredando pelo lado da música, mas com o ator dormindo aqui em mim, em algum lugar. E agora João Falcão despertou o ator que estava dentro de mim”, comenta ele, que parece levar da melhor forma possível a responsabilidade da estreia do espetáculo em palco tão importante.

Mineiro de Juiz de Fora, Moyseis Marques tentou aplicar a própria experiência da vivência na noite para compor o seu Max Overseas. “O João (Falcão, diretor do espetáculo) pediu que eu não visse nada das adaptações anteriores. E é claro que eu não obedeci (risos). Mas procurei colocar essa malandragem, que é carioca. A história se passa na Lapa, que é um ambiente a que eu estou bastante acostumado”, explica ele.

A adaptação de 2014 traz uma peculiaridade: o elenco é composto quase exclusivamente por homens, com apenas uma atriz. Isso significa que os rapazes também interpretam os personagens femininos. O diretor, João Falcão, explica esta escolha. “A questão de mulheres fazendo papeis de homens e vice-versa dão um toque especial para esta montagem. Remete aos primórdios do teatro, quando somente homens faziam”, conta ele.

O diretor, João Falcão Foto: apetecer.com

O diretor, João Falcão Foto: apetecer.com

Moyseis Marques, outro fruto das escolhas de João Falcão para esta remontagem, arranca elogios do diretor. “Já havia visto o Moyseis em vídeos na internet e tinha visto como era carismático, como cantava bem, é expressivo. Vi algumas entrevistas e pensei, ‘algum dia vou chamá-lo para fazer alguma peça’. Aí pintou a ‘Ópera do Malandro’, e vi que tinha tudo a ver com o Moyseis: Lapa, samba…”, acrescenta.

Já remontada em 2000 e 2003, por exemplo, a “Ópera do Malandro” se mantém, assim, na memória cultural do público. Moyseis Marques explica a importância disto. “As novas gerações precisam saber disso, dar continuidade, como a gente faz com a história do samba. É importante que se tenham novas montagens, um novo olhar. E até mesmo para que as pessoas conheçam a obra de Chico Buarque. Quanto mais for remontado, melhor. Cada vez que ela é remontada ganha uma nova vida, e a obra se mantém viva. Atravessando gerações para que a nossa música se fortaleça. A gente vive em um país em que a nossa cultura é nosso maior tesouro. A nossa música é respeitada no mundo inteiro”, orgulha-se o artista.

João Falcão posa com o elenco completo Foto: apetecer.com

João Falcão posa com o elenco completo Foto: apetecer.com

Os mais ansiosos em conferir esta nova remontagem não podem perder a estreia, esta semana, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Mas a temporada tem continuidade no Theatro Net Rio a partir de agosto. Confira o serviço abaixo.

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SERVIÇO:
Theatro Municipal – 17, 18 e 19 de julho, às 20h (quinta, sexta e sábado)

Ingressos:
Frisa/Camarote: R$ 500 (R$100 por pessoa)
Plateia / Balcão Nobre: R$ 100
Balcão Superior: R$ 80
Balcão Lateral: R$ 50
Galeria Superior: R$30
Galeria Lateral: R$20

20 de julho às 11h (domingo)

Preço único: R$ 1,00

 

Theatro Net Rio De 8 de agosto a 26 de outubro (De quinta a sexta, às 21h. Domingos, às 20h)

Ingressos:
Plateia, Mezzanino e Frisas: R$150
Balcão R$100

Duração: 150 minutos.

Classificação: 14 anos.

http://instagram.com/operadomalandro
https://www.facebook.com/operadomalandro2014


Ficha técnica:

Adaptação e direção: João Falcão

Direção musical: Beto Lemos

Elenco: Adrén Alves, Alfredo del Penho, Bruce Araújo, Davi Guilhermme, Eduardo Landim, Eduardo Rios, Fábio Enriquez, Larissa Luz, Léo Bahia, Rafael Cavalcanti, Renato Luciano, Ricca Barros e Thomás Aquino

Apresentando: Moyseis Marques

P.S.: Agradeço à Factoria Comunicação pelos convites.

 

Número 5 no nosso Top 5 2014:

https://palcoteatrocinema.com.br/2014/12/06/top-5-eu-fui-musical/


Estreia da peça “Garotos” – Eu fui!

Estreia musical no Teatro das Artes, a peça “Garotos” vem, como já se pode esperar pelo título, tentando cativar o público adolescente para o teatro. A nova montagem começa este fim de semana, mas a primeira foi realizada em 2009. O texto foi escrito por Leandro Goulart quando ele tinha 16 anos, e contava detalhes de fatos que ele vivia na época, tão típicos desta fase. Recebemos o convite e aceitamos: fomos conferir a pré-estreia.

Gabriel Leone, Vitor Thiré, Julio Oliveira, Felipe Frazão e Rodolfo Abritta vivem os garotos a que o título se refere. Eles interpretam um texto que discorre a respeito de primeiras paixões, sexualidade, drogas etc. Enfim, nada surpreendente quando se trata de adolescência. O toque especial pode estar no fato de eles cantarem sucessos da MPB, Pop e Rock de bandas como Jota Quest (Sempre Assim), RPM (Olhar 43), Ultraje a Rigor (Nós vamos invadir sua praia), entre outros. Eles mesmos tocam os instrumentos. Um violão e um cajon, que serve mais como um elemento cenográfico que como um acompanhamento musical.

O intuito do texto é passar uma dinâmica e rapidez nos diálogos. Mas o resultado acaba sendo superficial e, por vezes, perdido. Provavelmente para acompanhar a ansiedade e o imediatismo que os adolescentes possuem nessa fase. A garotada que estava lá se divertia. Portanto, creio que a meta do autor tenha sido atingida. Mas não foi o que aconteceu comigo. Talvez devesse ter assistido a “Garotos” alguns anos atrás.

Por fim, se você tem de 14 (classificação mínima para a peça) a 19 anos, vá conferir a performance dos meninos em cena. Quem sabe até se identificar com suas histórias? Porque a titia aqui já passou da idade.

 

P.S.: Agradeço à Minas Ideias pelos convites.

 

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FICHA TÉCNICA:
Garotos
Texto: Leandro Goulart
Direção: Afra Gomes e Leandro Goulart
Elenco: Vitor Thiré, Gabriel Leone, Julio Oliveira, Rodolfo Abritta e Felipe Frazão

SERVIÇO:
Temporada: Até 27 de julho
Local: Teatro das Artes
Endereço: Shopping da Gávea – Loja 264, 2º Piso – Rua Marquês de São Vicente, 52 – Gávea
Horários: 21h de quinta a sábado, e 20h30 aos domingos.
Ingressos: R$ 70,00 (inteira) / R$ 35,00 (meia)
Duração: 80 minutos

Classificação: 14 anos

“The Book of Mormon”, na Cidade das Artes

Nota de Palco: Recomendamos! Clique e leia nossas apreciações.

A comédia musical The Book of Mormon, de Trey Parker, Robert Lopez e Matt Stone (os mesmos criadores da animação South Park) ganhará uma segunda temporada! Depois de um período na UniRio, o espetáculo agora se apresenta na Cidade das Artes.  A peça, que conta a história de dois jovens missionários Mórmons enviados à África, com a missão de evangelizar os habitantes local, ganhou nada menos que nove Tony Awards, incluindo o de melhor musical. Apesar de aparentar um pano de fundo inocente, tudo em The Book of Mormon é motivo pra piada, e não há preocupação em ser politicamente correto.

A montagem realizada na UNIRIO já é um sucesso de crítica e público.

Serviço:
Entrada franca com distribuição de senhas 1h 30min antes do espetáculo.
Somente será permitido o ingresso de espectadores em traje de passeio ou esporte fino, sendo terminantemente vedada a entrada de pessoas trajando bermuda, short, top, camiseta sem manga, bem como chinelos.
Temporada: Até 27 de julho

18/07 – 21h30

19/07 – 21h

20/07 – 19h

25/07 – 21h30

26/07 – 21h

27/07 – 19h

Endereço:
Av. das Américas, 5300, Barra da Tijuca – Rio de Janeiro / RJ – CEP: 22793-080
Horários da bilheteria:
Ter a Dom de 13h às 19h Em dias de espetáculo de 13h até 30 min após o início do espetáculo
Telefone: (21) 3328 5300

Estreia de “Ópera do Malandro”

Nota do Palco: Assistimos ao espetáculo e recomendamos. Clique e confira a matéria.

Talvez a obra mais emblemática da carreira de Chico Buarque, a “Ópera do Malandro” já pode ser considerada um clássico do teatro musical brasileiro. Quase quatro décadas após a estreia original (1978), o malandro – como diz uma das célebres canções – surgirá na praça outra vez em uma nova montagem, com direção de João Falcão.
A atual versão terá elenco basicamente masculino, com uma única atriz, Larissa Luz. O cantor Moyseis Marques fará Max Overseas e o grupo de atores que se formou em “Gonzagão – A Lenda” vai se reencontrar em cena para dar continuidade à pesquisa sobre musicais brasileiros e à parceria com João Falcão.
Inspirado em ‘A Ópera do Mendigo’ (1728), de John Gay, e em ‘A Ópera dos Três Vinténs’ (1928), de Bertolt Brecht e Kurt Weill, o musical conta a história do contrabandista Max, que casa em segredo com Teresinha, filha de Duran, poderoso dono de bordéis e cabarés da Lapa dos anos 40.
Com produção da Sarau Agência, a ‘Ópera do Malandro’ terá duas pré-estreias de gala no Theatro Municipal do Rio de Janeiro dias 17 e 18 de julho e estreia no Theatro Net Rio dia 7 de agosto.

FICHA TÉCNICA:

Adaptação e direção: João Falcão
Elenco: Adrén Alves, Alfredo del Penho, Bruce Araújo, Davi Guilherme, Eduardo Landim, Eduardo Rios, Fábio Enriquez, Larissa Luz, Léo Bahia, Rafael Cavalcanti, Renato Luciano, Ricca Barros e Thomás Aquino.

Apresentando: Moyseis Marques

SERVIÇO:
Theatro Municipal – 17, 18 e 19 de julho, às 20h (quinta, sexta e sábado)
Ingressos:
Frisa/Camarote: R$ 500 (R$100 por pessoa)
Plateia / Balcão Nobre: R$ 100
Balcão Superior: R$ 80
Balcão Lateral: R$ 50
Galeria Superior: R$30
Galeria Lateral: R$20

20 de julho às 11h (domingo)

Preço único: R$ 1,00

 

Theatro Net Rio
De 8 de agosto a 26 de outubro
De quinta a sexta, às 21h. Domingos, às 20h
Ingressos:
Plateia, Mezzanino e Frisas: R$150
Balcão R$100
Duração: 150 minutos
Classificação: 14 anos
http://instagram.com/operadomalandro
https://www.facebook.com/operadomalandro2014

“Cássia Eller, o musical”, no CCBB

Nota do Palco: Assistimos ao espetáculo e recomendamos. Clique para conferir!

Em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil, “Cássia Eller, o musical”. O musical narra a trajetória de uma das mais talentosas cantoras brasileiras, desde o início de sua carreira em Brasília, nos anos 1980, até a consagração nacional alguns anos mais tarde. Cássia Eller morreu no auge, em 2001, antes de completar 40 anos. Tímida e introvertida, soltava suas feras no palco, conquistando a plateia com força cênica e voz única, que lhe permitia transitar por gêneros variados, desprendendo-se de eventuais rótulos. Com direção de João Fonseca e Vinicius Arneiro, dramaturgia de Patrícia Andrade, direção musical de Lan Lan e idealização de Gustavo Nunes, Cássia Eller – O musical canta as histórias de uma artista que permanece viva na memória do público com uma obra atual.

 

Informações:

*De quarta a domingo
Não serão vendidos ingressos antecipados para os dias: 04/07, 08/07, 12/07 e 13/07.
Os demais dias serão vendidos antecipadamente, abrindo venda sempre nas segunda para as duas próximas semanas.

Endereço: Rua Primeiro de Março, 66, Centro

Horário: 19h

Musical “Crazy for you” – Eu fui!

Fred Astaire, Gene Kelly… Muitos nomes internacionais nos vêm em mente quando pensamos em sapateado. Mas para o deleite dos apreciadores desta dança, esteve em cartaz aqui no Rio de Janeiro “Crazy for you”, o primeiro musical da Broadway montado no Brasil, no estilo.

A protagonista Polly Baker é vivida pela atriz Cláudia Raia, experiente neste tipo de espetáculo. A ideia de produzi-lo por aqui surgiu em 1992, quando assistiu à montagem original na Broadway. A escolha de Jarbas Homem de Mello para viver o mocinho, Bobby Child, surgiu assim que a atriz tomou conhecimento de seus dotes para cantar e dançar.  Algo inimaginável para Cláudia na época em que se encantou pelo musical.

Quem assistiu à performance de Jarbas em “Cabaret” pôde conferir a versatilidade do ator em cena. Neste musical, que Cláudia Raia também protagonizou, ele viveu MC, e rouba a cena. Em “Crazy for you”, ele repete o excelente desempenho, mas vivendo um personagem mais comum, um galã. Mesmo assim, o artista tem grandes momentos de interpretação, além de grande desenvoltura na dança.

Jarbas Homem de Mello e Cláudia Raia fazem uma boa parceria. Já havia pesquisado algumas cenas da montagem brasileira na internet, mas achei os movimentos de dança mais bem acabados no ao vivo. A atriz também mostra que está afiada com o canto. Infelizmente, não senti o mesmo envolvimento em relação ao enredo da peça. Não emociona e isto acaba fazendo da estrutura e os movimentos coreográficos o principal atrativo. Entretanto, é sempre bom ver nosso país crescendo nesse ramo dos musicais e mostrando bons resultados, tanto nos palcos, quanto de público.

“Se eu Fosse Você, o musical” – Eu Fui!

Apesar de já ter assistido a vários musicais, nunca havia visto um que fosse oriundo de um filme (pelo menos não que me lembre). A expectativa era a de ver um espetáculo sem grandes novidades, mesmo não me lembrando muito do filme, lançado em 2006. A comédia musical “Se eu Fosse Você, o musical” junta as tramas dos dois filmes “Se eu Fosse Você” e costura a história com o repertório da cantora e compositora Rita Lee.

A primeira vez que ouvi falar sobre a escolha das canções da artista para musicarem o espetáculo, tentei entender o motivo. Logo após, lembrei de títulos como “Todas as mulheres do mundo”, “Cor de rosa choque” (Rita Lee e Roberto de Carvalho) e “Miss Brasil 2000” (de Rita Lee e Lee Marcuci), e percebi que o repertório de Rita Lee tinha grande identificação com o público feminino. Talvez essa possa ser a razão de sua escolha.

Para quem não sabe, ou não lembra, o enredo é sobre Cláudio, publicitário bem sucedido e dono de sua própria agência, e Helena, professora de música. Os dois são casados há anos e acostumados com rotineiras discussões, sendo o excesso de trabalho de Cláudio o maior motivo delas. Um dia eles têm uma briga maior do que o normal, que faz com que algo inexplicável aconteça: eles trocam de corpos. Apavorados, Cláudio e Helena tentam aparentar normalidade até que consigam reverter a situação. Porém. para tanto eles terão que assumir por completo a vida do outro.

Confesso que, no início da peça, não me animei muito. Achei as piadas previsíveis e, talvez por isso, sem muita graça. A troca de corpos do casal protagonista, Helena e Cláudio, demora muito a acontecer. Lembro de ter olhado no relógio e verificado já terem se passado 40 minutos, e ainda nada havia acontecido. Cheguei a pensar, “Eles não vão trocar de corpos? Será que no musical é diferente?” rs. Daí, quando finalmente a proposta principal ocorre, tudo muda de figura.

Os desempenhos de Cláudia Netto e Nelson Freitas (Helena e Cláudio, não necessariamente nesta ordem, dada a trama do espetáculo rs) diverte. As confusões em que se metem, um tentando se passar pelo outro, fazem o público dar risadas. O principal motivo das minhas eram as coisas mais sutis. Por exemplo, o figurino do machão Cláudio vai mudando, ganhando toques sutis de feminilidade. Por exemplo, uma calça rosa, um blazer dobrado com uma camisa colorida por baixo. Sem falar na reação deste, no corpo de Helena, ao saber da gravidez da filha, Bia.

O repertório do espetáculo inclui sucessos como “Ovelha Negra”, “Saúde” (parceria com Roberto de Carvalho) e “Esse tal de roque enrow” (Rita Lee e Paulo Coelho), entre outros hits indispensáveis. Não sei se a relação entre a música e a cena tinham tudo a ver mas, de qualquer forma, funciona. Ainda mais com a interpretação de parte do elenco, como Marya Bravo – com seu vozeirão -, Kacau Gomes – conquistando o público em peso -, e Bruno Sigrist – outro nome já experiente em musicais.

O elenco também diverte os espectadores no fim do espetáculo, levantando a galera com alguns outros sucessos de Rita Lee. E o público sai de lá leve, divertido e até, quem sabe, sabendo um pouco mais sobre as dores e as delícias do sexo oposto.

 

P.S.: Grata à MNiemeyer pelos convites.


 

Serviço:

5ª feira – Plateia – R$ 60,00
Balcão – R$ 30,00

6ª feira – Plateia – R$ 80,00
Balcão – R$ 40,00

Sábado – Plateia – R$ 100,00
Balcão – R$ 50,00

Domingo – Plateia – R$ 80,00
Balcão – R$ 40,00

Bilheteria:

Fone: 021 2511-0800
3af e 4af – 15h às 21h
5af a Sábado- 15h às 21h30
Domingo- 15h às 20h


Musical nota 10 : “The Book of Mormon” – Eu fui!

Cidade das Artes muito cheia. Mas muito cheia mesmo, praticamente lotada. Para quem não conhece, este teatro, na Barra da Tijuca, tem capacidade para 1250 lugares. Show de algum grande astro da música, algum pop star? Não! Mas o projeto não deixa de ser grandioso. O motivo de todas aquelas pessoas estarem lá é a montagem brasileira do sucesso da Broadway, “The Book of Mormon”. O surpreendente está no fato desta versão ser interpretada por formandos das universidades UniRio, UFF e UFRJ.

"The Book of Mormon" na Cidade das Artes - Foto: apetecer.com

“The Book of Mormon”, na Cidade das Artes – Foto: apetecer.com

“The Book of Mormon” conta a história de jovens missionários mórmons. O grupo aparece satisfeito por deixarem seus lares para viverem experiências e aventuras em outros cantos do mundo, o que os deixam cheios de expectativas. Cada um é mandado para um lugar, e os protagonistas, Elder Price – sonhando com Orlando, na Flórida – e Elder Cunningham – filho tratado a “leite-com-pêra” – recebem a seguinte notícia: serão enviados para Uganda, na África. A partir daí acontecem todas as confusões e aprendizados da dupla. E, claro, o local é propício para muitas piadas politicamente incorretas (rs).

Como disse acima, o elenco é formado por estudantes. São eles da UNIRIO – a maior parte do Teatro, mas também de outros cursos – e de outras instituições federais, como a UFRJ e a UFF. O espetáculo faz parte do projeto “Teatro Musicado”, coordenado pelo professor Rubens Lima Jr. É a sétima peça encenada dentro do projeto, que já levou para a UNIRIO títulos como “Spamalot”, do grupo Monthy Pyhton, “Rocky Horror Show”, de Richard O’Brien, e “Cambaio”, de Chico Buarque e Edu Lobo.

"The Book of Mormon" na Cidade das Artes - Foto: apetecer.com

“The Book of Mormon”, na Cidade das Artes – Foto: apetecer.com

A montagem original de “The Book of Mormon” é dos Estados Unidos e muito bem sucedida. O espetáculo é vencedor do prêmio Tony de melhor musical em 2010. Baseando-se nisso, compreende-se o sucesso da versão brasileira. Mas não é apenas isso. Como não conheço a versão original norte-americana, não tenho como traçar um paralelo entre esta e a nossa. Apenas digo que a que assisti é magnífica. Uso este termo para expressar a receptividade do enorme público presente. Era um festival de aplausos, risos…

"The Book of Mormon", na Cidade das Artes - Foto: apetecer.com

“The Book of Mormon”, na Cidade das Artes – Foto: apetecer.com

A utilização de jargões presentes em nosso cotidiano aproximam os personagens mórmons dos espectadores. O deboche no texto e o destinado aos protagonistas e aos africanos. A construção dos personagens Price (vivido pelo ator e excelente cantor Hugo Kerth) e Cunningham (com Leo Bahia roubando as cenas). Tudo isso leva a plateia ao delírio. Sem falar nas formações perfeitas que os meninos fazem, sempre liderados pelo ruivinho Elder McKinley, Vinicius Teixeira. O que dizer também do fascínio que a personagem Nabulungi tem por conhecer a tão sonhada cidade de Salt Lake City (Salt Lei Cacete, em seu linguajar rs).

Enfim, certamente os formandos da UniRio, UFRJ e UFF passaram com nota 10!

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P.S.: Agradeço à produção do espetáculo por terem nos deixado entrar após o horário de início, e à organização da Cidade das Artes, por terem nos conseguido um lugar rs

 

Serviço:

Entrada franca com distribuição de senhas 1h 30min antes do espetáculo.
Somente será permitido o ingresso de espectadores em traje de passeio ou esporte fino, sendo terminantemente vedada a entrada de pessoas trajando bermuda, short, top, camiseta sem manga, bem como chinelos.
Temporada: Até 27 de julho

18/07 – 21h30

19/07 – 21h

20/07 – 19h

25/07 – 21h30

26/07 – 21h

27/07 – 19h

Endereço:
Av. das Américas, 5300, Barra da Tijuca – Rio de Janeiro / RJ – CEP: 22793-080
Horários da bilheteria:
Ter a Dom de 13h às 19h Em dias de espetáculo de 13h até 30 min após o início do espetáculo
Telefone: (21) 3328 5300

 

Melhor musical do ano no nosso Top 5 2014:

https://palcoteatrocinema.com.br/2014/12/06/top-5-eu-fui-musical/

“Crazy For You”, no Teatro Bradesco

Sucesso da Broadway, “Crazy For You” estreia montagem brasileira no Rio de Janeiro, levando para os palcos muito sapateado. O espetáculo está em cartaz no Teatro Bradesco, até o dia 1º de junho.
No musical, Jarbas Homem de Mello é Bobby Child, um herdeiro playboy de Nova York, que, apesar da insistência da mãe, não tem o menor interesse pelos negócios da família e só quer saber de cantar e dançar. A contragosto é enviado à pequena e pobre cidade de Pedra Morta, no oeste americano, para cobrar uma dívida e fechar o teatro local. Mas, ao chegar lá, se apaixona perdidamente pela durona Polly, interpretada por Cláudia Raia, filha do proprietário do estabelecimento. “É uma história leve e divertida, para a família inteira”, adianta a atriz, que também produz o espetáculo em parceria com Sandro Chaim e com a Coarte. A direção-geral é de José Possi Neto.
As músicas têm as melodias originais do lendário compositor americano George Gershwin com versão brasileira assinada por Miguel Falabella, que traduziu as letras em inglês de Ira Gershwin para o português. Sob direção musical de Marconi Araújo, “Crazy for you” conta com uma grande orquestra, composta por 14 músicos, regida em cena pela maestrina Beatriz de Luca.
Com a coreografia original da Broadway, criada pela americana Susan Stroman (ganhadora de um Tony Award por essa obra), o musical conta com um elenco de 26 atores, bailarinos e sapateadores. Esse grupo foi ensaiado por AngeliqueIlo, artista com 27 anos de experiência em musicais americanos, enviada por Susan especialmente para esse projeto. Angelique contou com a supervisão do americano Jeff Whiting e com a ajuda da coreógrafa residente, a sapateadora, Chris Matallo.

Informações:
Elenco: Claudia Raia, Jarbas Homem de Mello, Marcos Tumura, Liane Maya, Rodrigo Miallaret, Hellen de Castro, Rodrigo Negrini, Alessandra Peixoto, Andrezza Meddeiros, Carla Vazquez, Daniel Cabral, Eduardo Martinz, ElcioBonazzi, Jefferson Ferreira, João Sá, Mariana Barros, Mariana Gallindo, Mariana Matavelli, MariliceCosenza, Mateus Ribeiro, Matheus Paiva, Nina Sato, Patrick Amstalden, Paulo Benevides, Raquel Quarterone e Paulo Santos.
Local: Teatro Bradesco Rio (Shopping Village Mall – Av. das Américas, 3.900 – Barra da Tijuca)
Datas e horários:
Sexta-feira, às 21h30
Sábado, às 17 e 21h
Domingo, às 18h
Ingressos: Bilheteria do Teatro Bradesco Rio, pontos de venda, ingressorapido.com.br ou 4003-1212.
Informações: 21 3431-0100

“O Grande Circo Místico” – Eu fui!

Sempre gostei de musicais, e fico muito feliz pelo cenário cultural estar sempre com alguma peça neste estilo, ultimamente. Costumo assistir a quase todas. Sendo assim, não pude deixar de prestigiar “O Grande Circo Místico”, que entrou em cartaz no início do mês de maio, no Theatro Net Rio. Posso dizer, a princípio, que foi das melhores (se não a melhor) que já tive a oportunidade de ver.

O público é ambientado com o universo circense até mesmo antes do terceiro sinal, quando entra um palhaço com seu acordeão, conversando com o público. Só que em outro idioma que não identifiquei. Nada que comprometa a compreensão dos espectadores, pois o artista também se comunica por meio de gestos, com um quê de Charles Chaplin. Não apenas pela interpretação gestual, como pela caracterização.

O Grande Circo Místico no Theatro Net Rio - Foto: apetecer.com

O Grande Circo Místico no Theatro Net Rio – Foto: apetecer.com

Logo mais, entram em cena os Knieps, com toda a trupe a que um circo tem direito: palhaços, trapezistas, malabaristas, equilibrista e mulher barbada. O enredo não especifica onde e quando tudo acontece. Só se sabe quem eles são e que surge uma guerra depois, levando consigo alguns de seus integrantes. Mas tudo se passa de uma forma lúdica e poética, como todo circo deve ser.

O encontro de Beatriz e Frederico - Foto: apetecer.com

O encontro de Beatriz e Frederico – Foto: apetecer.com

A poesia presente no enredo e no texto se justifica desde o início de “O Grande Circo Místico”. Digo em relação à origem da peça. Tudo surgiu a partir do poema do alagoano Jorge de Lima, “A Túnica Inconsútil”, de 1938. Já nos anos 1980, Edu Lobo foi convidado para compor a trilha sonora instrumental para o ballet “Jogos de Dança”, do Teatro Guaíra, de Curitiba. Logo após, houve um novo convite para produzir para outro espetáculo de dança. Resolveu, então, chamar Chico Buarque para fazê-lo junto. A partir daí, criaram letras e enredo de acordo com o poema de Jorge de Lima.

Apesar da história de “O Grande Circo Místico” ser antiga, é a primeira vez que o espetáculo é apresentado no formato de teatro musical. Mas parece que ele nasceu para isso. As belas e famosas músicas que o compõem já estão no imaginário de quem admira a obra de Edu e Chico. E creio que todos nós já tínhamos em nosso imaginário um homem com “tórax de superman e coração de poeta”, uma mulher com “xale no decote” e de “faces rubras e febris”, e outra moça, atriz, cujo rosto parece uma pintura. Só nos restava ver se eles condiziam com a “realidade”.

O Grande Circo Místico no Theatro Net Rio - Foto: apetecer.com

O Grande Circo Místico no Theatro Net Rio – Foto: apetecer.com

A maior parte do elenco também se aventura nas atividades circenses. De acordo com Pedro Neves, da assessoria do espetáculo, o elenco principal tinha pouca (ou nenhuma) experiência na área. “Leticia Colin (Beatriz), por exemplo, começou a treinar com tecido e trapézio em janeiro. Assim como Gabriel Stauffer (Frederico) com a cena de equilíbrio no fio e no malabarismo com as bolas. Reiner Tenente (Clown) aprendeu a andar de monociclo em pouco tempo também”.

Contorcionista impressionando o público - Foto: apetecer.com

Contorcionista impressionando o público – Foto: apetecer.com

As canções clássicas, como “Beatriz”, “A história de Lily Braun” e “A bela e a fera” – implicitamente citadas acima – estiveram presentes. Bem como “Meu namorado”, “A valsa dos clowns”, “O circo místico”, “Opereta do casamento”, “Ciranda da bailarina”, entre outras. A elas também se uniram músicas que não foram compostas especificamente para o musical, mas também pertencentes à obra de Chico Buarque e Edu Lobo.

O elenco é excelente, e eu – justo eu, que não sou muito simpática a palhaços (eheh) – me encantei por Clown, o adorável palhaço que canta, interpreta e até dá uma amostra de sapateado em determinada cena. Mas, lógico, sem deixar de lado o talento dos outros integrantes.

A Mulher Barbada - Foto: apetecer.com

A Mulher Barbada – Foto: apetecer.com

“O Grande Circo Místico” é brasilidade pura. Uma lição para quem não leva muita fé em musicais brasileiros, pois é produto 100% nacional: música, enredo, interpretação e memória (olha eu falando de memória novamente rs). Ficamos com vontade de assistir mais e mais vezes. O que consola é que parece que vai surgir o filme ainda este ano. Só nos resta esperar o que o cineasta Cacá Diegues está preparando.

 

“O Grande Circo místico está em cartaz no Theatro Net Rio

Qui e sex  21h | Sáb 21h30 | Dom 20h

Plateia e frisas: R$ 150 | Balcão: R$ 100*

* Direito à meia entrada: Menor ou igual à 21 anos; Idosos com 60 anos ou mais; Aposentados; Professor da rede pública municipal; Estudantes; Cliente Net (até 4 ingressos por sessão); Cliente O Globo (até 2 ingressos por sessão); Portador de Necessidades Especiais; Classe artística com DRT (até 1 ingresso por sessão).

Elenco:

Fernando Eiras – Administrador

Letícia Colin – Beatriz

Gabriel Staufer – Frederico

Isabel Lobo – Charlote

Ana Baird – Mulher Barbada

Reiner Tenente – Clown

Paula Flaibann – Lily Braun

Marcelo Nogueira – Banqueiro, Frederico Pai & Soldado

Felipe Habib – Amigo, Soldado da Trincheira & Enfermeiro

Renan Mattos – Dimitri & Soldado Inimigo

Thadeu Torres – Garoto, Soldado da Trincheira & Mulher do Cabaré

Leonardo Senna – General & Soldado Inimigo

Juliana Medella – Mulher da Névoa, Enfermeira & Mulher do Cabaré

Leo Abel – Oficial Inimigo, Cavalo, Velho & Soldado da Trincheira

Natasha Jascalevich – Anjo, Enfermeira & Mulher do Cabaré

Douglas Ramalho – Cavalo, Soldado da Trincheira & Soldado Inimigo

Luciana Pandolfo – Enfermeira, Mulher do Cabaré & como Beatriz (substituta eventual)

Beatriz Lucci – Substituta eventual

 

P.S.: Agradeço a Minas Ideias pelos convites.

 

Número 2 no nosso Top 5 2014:

https://palcoteatrocinema.com.br/2014/12/06/top-5-eu-fui-musical/


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