Programação do CCBB para 2016

O Centro Cultural Banco do Brasil reserva uma programação de estreias bastante diversificadas no ano de 2016.

Com a curadoria de Alfons Hug, a exposição “Zeitgeist” reúne um panorama consistente da respeitada comunidade artística da nova Berlim. São pinturas, fotografias, videoarte, performances, instalações e a cultura dos clubs berlinenses, na visão de 29 renomados artistas, traduzindo o espírito de uma época marcada por contradições e reinvenções. De 27/1 a 4/4.

“Guilherme Vaz – Uma Fração do Infinito” traz ao CCBB Rio, a obra de um dos mais importantes artistas multimídia brasileiros. Pioneiro da arte conceitual e sonora, o maestro de Araguari (MG) é responsável pela introdução da música concreta no cinema brasileiro e autor de trilhas premiadas. De 13/1 a 4/4.

Piccinini é uma das escultoras mais conhecidas da Austrália e embora seja classificada como hiperrealista, é no realismo fantástico que ela se encontrou. Suas criações derivadas de pesquisas de biotecnologia e engenharia genética se mostram como seres desconhecidos que podem ser repulsivos e sedutores ao mesmo tempo. A exposição convida o público a descobrir o carisma desses personagens instigantes. De 26/04 A 27/06.

E “Mondrian e o Movimento de Stijl” é a grande exposição de 2016, que traça um panorama das várias frentes de atuação e pensamento da vanguarda moderna holandesa conhecida como “o estilo” ou “de stijl”. Movimento fundado em 1917, conhecido também como neoplasticismo, teve em Piet Mondrian, seu ícone mais famoso. De 11/10 a 02/01/2017.

O espetáculo “Capote” é a adaptação de Drauzio Varella para o conto homônimo escrito pelo ucraniano Nikolai Vassílievitch Gógol, considerado um dos principais nomes da literatura europeia do século XIX.  Em cena, os atores Rodolfo Vaz, Rodrigo Fregnan e Marcelo Villa Boas, além da musicista Sarah Assis, constroem um jogo em que narrativas, diálogos, sons e intervenções em vídeo reinventam as potências do texto original. De 21/1 a 13/3 – 19h.

Hamlet – Processo de Revelação” traz em cena, um único ator em uma adaptação radical do clássico de Shakespeare. Emanuel Aragão tentar reconstruir a narrativa do texto original em diálogo direto com a plateia, utilizando recursos da performance art. A direção fica por conta da dupla Adriano e Fernando Guimarães.  De 8/1 a 28/2 – 19h30.

O texto clássico de Tennesse Williams, “Gata em Telhado de Zinco Quente” traz Barbara Paz, Zecarlos Machado, Kelzy Ecard, Augusto Zacchi, Fernanda Viacava e Augusto Cesar na direção de Eduardo Tolentino de Araújo. Num dia de calor intenso do verão sulista americano, uma família se reúne para uma festa, enquanto os conflitos vão surgindo de forma inesperada e implacável, em uma explosão de revelações pessoais. Temporada prevista para os meses de junho a agosto.

“URGENTE!” é o mais novo espetáculo da Cia. Luna Lunera. No palco, personagens perdidos entre a sensação de que a vida passa cada vez mais rápido e a necessidade pulsante de se estabelecer um outro vínculo com o tempo ganham vida na direção do Áreas Coletivo de Arte, composto por Miwa Yanagizawa, Liliane Rovaris e Maria Silvia Campos. Temporada prevista para os meses de junho a agosto.

E para encerrar o ano, a Cia. Dos a Deux traz “AMOR”, espetáculo inédito que trata de temas complexos como a solidão no mundo contemporâneo, o louco amor, o amor absoluto, a busca, a perda e a conquista. A nova montagem utilizará recursos já conhecidos da companhia, como marionete, luz, cor, música, coreografia e gesto.  Temporada prevista para os meses de novembro a janeiro.

No cinema, o ano de 2016 traz a retrospectiva “O Cinema Total de David Lean”. É a chance do público conferir uma filmografia que traz clássicos como “A Ponte do Rio Kwai”, “Lawrence da Arábia” e “Doutor Jivago”. De 27/01 a 15/02.

“Cinema humanista – Irmãos Dardenne” é a mostra que exibe 22 filmes dos diretores, roteiristas e produtores belgas Luc Dardenne e Jean-Pierre Dardenne. Premiados com a Palma de Ouro do Festival de Cannes e considerados pela crítica internacional como importantes nomes do cinema contemporâneo, a dupla é responsável por um estilo próprio, marcado pelo naturalismo e um despojamento estético. De 17/02 a 07/03.

“Um filme, cem histórias: Abbas Kiarostami” é a uma oportunidade única para conferir a obra completa de um dos mais influentes cineastas da atualidade. Cineasta, fotógrafo e poeta iraniano, nasceu em Teerã, 1940. Seu estilo, embebido das lições do neorrealismo italiano, tornou-se conhecido no Ocidente somente após a revolução iraniana, com a premiação, no Festival de Locarno, do longa-metragem Onde fica a casa do meu amigo? (1987). A partir dos anos 1990, torna-se uma espécie de ícone da resistência democrática no Irã e fonte de inspiração para a eclosão de dezenas de cineastas iranianos.  De 20/04 a 09/05.

Na música, em suas duas últimas edições a série Madrugada no Centro apresenta o pré-carnaval com Agytoê + Pedro Luís + Geraldo Junior, no dia 09 de janeiro, e a cena eletrônica de Berlim em complemento à exposição “Zeitgeist Berlim” no dia 30 de janeiro. Nesse dia, com o apoio do Instituto Goethe, o DJ alemão Jan Brauer, integrante do coletivo “Brandt Brauer Frick“, promete agitar a noite.

E a Turnê do 26º Prêmio da Música Brasileira, que homenageia Maria Bethânia, traz ao CCBB Rio de Janeiro Mariene de Castro e Zélia Duncan. 16 e 17/1 – 19h.

 

Centro Cultural Banco do Brasil

Rua Primeiro de Março, 66

Centro – Rio de Janeiro – RJ

CEP 20010-000

http://www.bb.com.br/cultura

 

Exposição “A Importância de Ser…| The Importance of Being…”

Uma casa de três metros de altura pendurada de cabeça para baixo. Uma instalação com centenas de tijolos suspensos. Uma escada que convida o visitante a dar uma espiada por cima de uma nuvem de fumaça. Com impactantes obras de arte produzidas por 40 artistas belgas, a exposição A Importância de Ser…|The Importance of Being… promete surpreender os cariocas com uma cuidadosa seleção da arte contemporânea produzida na Bélgica nas últimas décadas.

Depois de ser vista no Museu Nacional de Belas Artes de Havana, em Cuba, e no Museu de Arte Contemporânea de Buenos Aires, na Argentina, a mostra, cujo título faz alusão à famosa peça de Oscar Wilde, A Importância de Ser Prudente, chega ao MAM-Rio para uma temporada de dois meses, de 16 de dezembro a 14 de fevereiro. Em seguida, será apresentada em São Paulo, no MAC-USP, de 11 de abril a 29 de novembro de 2016.

Mais que uma experiência visual, a exposição, que tem curadoria da cubana Sara Alonso Gómez, coordenação de Bruno Devos e produção da R&L Produtores Associados, traz 40 obras que vão mexer com todos os sentidos do público. Temas como poder, memória, conflitos, fronteiras e relações humanas são retratados num repertório variado, que inclui instalações, pinturas, objetos, gravuras, vídeos e fotografias. “A exposição The Importance of being… é o último evento do festival belga no Rio, o Belgarioca 2015, que homenageia as artes, não só através da música, mas também apresentando as artes plásticas e visuais do nosso país”, comemora o Cônsul da Bélgica, Bernard Quintin.

“A Bélgica é um pequeno país da Europa, mas com uma cultura muito rica e cena ativa na arte contemporânea. Foi uma escolha difícil chegar aos 40 nomes aqui reunidos. Passei quase um ano visitando estúdios, entrevistando cada artista para entender o seu pensamento e construir a narrativa da mostra. Essa exposição é uma experiência que pode ser vivenciada em diferentes formatos, com uma viagem a um local desconhecido, onde o próprio público vai eleger seus destaques”, explica a curadora.

Os destaques realmente são muitos. Em Smoke Cloud, Peter de Cupere criou uma nuvem em técnica mista, por meio da qual o espectador é instigado a sentir um forte odor de poluição. Conhecido por produzir instalações olfativas, Peter provoca uma reação que transcende o simples ato de ver ou de cheirar. Participante da Bienal da Veneza (2005 e 2009), Pascale Marthine Tayou apresentará The Falling House, uma enorme casa que estará, literalmente, invertida. A instalação, que pesa 250 quilos, chama atenção para as diferenças globais, retrata a imagem do pobre que vira rico e de crianças africanas que parecem vestidas com trajes da cultura ocidental.

A exposição reúne outras produções surpreendentes. O badalado artista belga Francis Alys apresenta o resultado de sua pesquisa sobre lapsos de tempo na vídeo-instalação Politics of Rehearsal, com direito a sofás e um monitor monocanal. Censurada na Bienal de Veneza de 2009, a obra do caricaturista Jacques Charlier, 100 Sexes d’Artistes, com desenhos de 100 órgãos sexuais, poderá ser vista pela primeira vez pelo público.

Fotografias documentais registradas no Congo, por Carl de Keyzer; instalação com urnas de votação de seis países, criada por Guillaume Bijl; e esculturas de cristal desenvolvidas por Lieve Van Stappen integram a exposição, que é o resultado de um esforço conjunto da Embaixada da Bélgica, em parceria com diversas instituições de apoio, entre elas o Grupo Multiterminais.

“A arte do país é aqui submetida a interpretações, hipóteses, descrições e conotações, que, apesar de situadas entre o mito e a realidade, também delineiam uma identidade própria. O objetivo extrapola a noção de nacionalidade belga”, comenta o coordenador e idealizador do projeto, Bruno Devos.

Festival Belgarioca 2015

O festival belga no Rio, promovido e organizado pelo Consulado Geral da Bélgica, tem o objetivo de difundir entre os cariocas a cultura belga através de diversas apresentações de música, arte, gastronomia e projetos sociais – temas que fazem parte do DNA belga.

E para encerrar o festival, o Consulado belga no Rio de Janeiro promove a exposição de arte contemporânea “The Importance of Being…”, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.  “Esta exposição resume a nossa visão aberta da sociedade: artistas belgas, nascidos na Bélgica, ou estrangeiros, que trabalham principalmente na Bélgica”, conta o Cônsul da Bélgica Bernard Quintin. E reitera: “a Bélgica é uma maneira de ser e de viver e isto nos foi muito bem demonstrado pelos artistas participantes do festival. “

ARTISTAS PARTICIPANTES: Marcel Broodthaers; Chantal Akerman; Francis Alÿs; Charif Benhelima; Guillaume Bijl; Michaël Borremans; Dirk Braeckman; Jacques Charlier; David Claerbout; Leo Copers; Patrick Corillon; Cel Crabeels; Berlinde De Bruyckere; Jan De Cock; Peter de Cupere; Carl De Keyzer; Raoul De Keyser; Edith Dekyndt; Wim Delvoye; Fred Eerdekens; Jan Fabre; Michel François; Kendell Geers; Johan Grimonprez; Ann Veronica Janssens; Marie-Jo Lafontaine; Jacques Lizène; Kris Martin; Hans Op de Beeck; Walter Swennen; PascaleMarthineTayou; Ana Torfs; JoëlleTuerlinckx; Philippe Vandenberg; Koen van denBroek; Anne-Mie Van Kerckhoven; Koen Vanmechelen; Lieve Van Stappen; Bruno Vekemans; Angel Vergara Santiago.

SERVIÇO

Título: A Importância de Ser…|The Importance of Being…

Abertura para convidados: 16 de dezembro, às 18h.

Período da exposição: 16 de dezembro a 14 de fevereiro de 2016

Curadoria: Sara Alonso Gómez

Idealização e coordenação: Bruno Devos

Produção: R&L Produtores Associados

Período: de 17 de dezembro a 14 de fevereiro.

Local: Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro

Endereço: Av. Infante Dom Henrique, 85

Parque do Flamengo – Rio de Janeiro – RJ 20021-140

Telefone: (21) 3883.5600

Funcionamento: ter. – sex. 12h – 18h; a bilheteria fecha 17h30

Sáb. – dom. – feriados 11h – 18h; a bilheteria fecha 17h30

O salão de exposições não abre em: 01 jan., 19 jan., 14-18 fev., 03 abr., 24 e 25 dez., 31 dez. 2015 e 01 jan. 2016.

Tarifa: R$ 14. Ingresso família aos domingos para até cinco pessoas.
Maiores de 60 anos e estudantes: R$ 7
Cinemateca: R$ 8

Gratuidades: Amigos do MAM, crianças até 12 anos e funcionários dos mantenedores e parceiros e nas quartas após 15h mediante apresentação de senha, cuja distribuição ocorre no mesmo dia (a partir de 15h). Estão disponíveis 2000 senhas para cada quarta-feira.

Site: www.mamrio.org.br

Exposição Renata Tassinari no Paço Imperial

O ano de 2015 tem um significado todo especial para a paulistana Renata Tassinari. A artista, que comemora três décadas de sua primeira exposição – uma coletiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo –, acaba de ganhar uma retrospectiva no Instituto Tomie Othake e, no dia 17 de dezembro, apresentará uma grande individual no Paço Imperial, no Rio de Janeiro.

Com curadoria de Vanda Klabin, a mostra faz um recorte dos últimos dez anos de carreira da artista. São 16 trabalhos que ocuparão duas salas do Paço, entre pinturas sobre superfícies acrílicas e cinco desenhos inéditos a óleo sobre papel japonês, produzidos nos últimos dois anos. “A exposição no Rio ganha um frescor especial. Como se trata de um museu, apresento obras em grande formato, entre elas a instalação Lanternas, que tem três metros”, diz Renata.

Com uma trajetória sólida, Renata Tassinari destacou-se no cenário nacional como uma colorista rara de se ver na arte plástica contemporânea. A cor é a matéria-prima na obra da artista, marcada pela busca da harmonia, num jogo de opacidade e transparência. O interesse pelos contrastes cromáticos existe desde o início de sua produção, que com o tempo incorporou a geometria, mais precisamente os quadrados e retângulos, como importantes elementos compositivos.

Nos últimos anos a pintura de Renata Tassinari se transformou em um campo fértil de pesquisas e inovações. O quadro deixou de ser um elemento neutro, passando a fazer parte da estrutura da obra. A nítida presença da tinta, do acrílico e a opacidade discreta da madeira estão juntas lado a lado. Na transparência do acrílico protetor passa a haver pintura e, inversamente, onde a folha de papel se deixa ver, apenas o branco se transforma em cor.

Para a curadora Vanda Klabin, a artista desafia e transforma os limites do plano pictórico pela apropriação e deslocamentos de materiais industriais na superfície da tela. “A estrutura do seu trabalho se processa através de uma pluralidade de experimentações e reafirma uma atualidade ímpar no contexto da arte contemporânea brasileira”, resume.

Sobre a artista – Renata Tassinari é formada em Artes Plásticas pela Faap São Paulo, em 1980. Estudou desenho e pintura no ateliê dos artistas Carlos Alberto Fajardo e Dudi Maia Rosa. Já expôs em importantes instituições brasileiras, como o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e o Museu de Arte Moderna de São Paulo. Destaque para a recente retrospectiva sobre a carreira da artista, realizada este ano, no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo.

Mais informações: www.renatatassinari.com.br

 

SERVIÇO

Exposição Renata Tassinari

Abertura: 17 de dezembro, a partir das 19h

Visitação: 18 de dezembro a 28 de fevereiro de 2016

Curadoria: Vanda Klabin

Paço Imperial – Praça 15, 48, Centro (2215-2093/5231)

Horário de visitação: de 3ª a domingo, das 12h às 19h

Entrada gratuita.

Faixa etária: Livre

Mostra “Cerâmica do Japão: A Geração Emergente do Forno Tradicional Japonês” no Museu Histórico Nacional

O Museu Histórico Nacional apresenta, de 02 a 20 de dezembro, a mostra Cerâmica do Japão: A Geração Emergente do Forno Tradicional Japonês, em comemoração aos 120 anos de amizade Brasil-Japão. Serão expostas 70 peças de 35 artistas, que trabalham com obras inovadoras e tendem a liderar a próxima geração da arte da cerâmica no Japão. O ingresso para a mostra custa R$ 8.

                A cerâmica japonesa possui um grande contingente de apreciadores no mundo inteiro. As peças moldadas a partir de um elemento básico da natureza, a argila, deixam de ser apenas objetos funcionais para adquirir status de obras de arte nas mãos de mestres e artesãos. O tema da exposição, “Vasilhames”, revela a perspectiva de cada artista na compreensão da funcionalidade do objeto, assim como a visão de cada um sobre a situação atual e o futuro da cerâmica japonesa.

                Durante a mostra também haverá uma oficina de ikebana, arte da composição floral conforme com as tradições e a filosofia japonesas.  A prática que era inicialmente associada ao budismo, se popularizou no Japão e se tornou parte importante da cultura do país. A ikebana tem o poder de provocar o autoconhecimento, uma vez que exige que seus praticantes estejam em equilíbrio com o seu ser físico e espiritual.

A oficina é aberta ao público e as inscrições serão feitas por ordem de chegada à sala da exposição. A mostra é um evento em parceria com o Consulado Geral do Japão e a Fundação Japonesa. Aos domingos a entrada é franca e nos demais dias o ingresso custa R$ 8 e pode ser adquirido na bilheteria do Museu Histórico Nacional, localizado na Praça Marechal Âncora – Centro/RJ.

 

SERVIÇO:

ABERTURA DA EXPOSIÇÃO:
02 de dezembro de 2015, a partir das 12h30

PERÍODO DE VISITAÇÃO:

02 a 20 de dezembro de 2015
De terça a sexta, das 10h às 17h30

Sábados, domingos e feriados, das 14h às 18h

OFICINAS DE IKEBANA:

04, 05, 06, 12 e 13/12

Das 14h às 15h e das 15h30 às 16h30

Inscrições por ordem de chegada na sala de exposição.

 

Museu Histórico Nacional

Praça Marechal Âncora, s/n – Centro/RJ

Tel.: 3299-0324

www.museuhistoriconacional.com.br

www.fjsp.org.br

www.rio.br.emb-japan.go.jp

 

 

Conversa aberta ao público na “Fluidostática”

No dia 28 de novembro, sábado, às 16h, vai acontecer conversa aberta ao público com a artista Ursula Tautz e a curadora Isabel Portella, na exposição “Fluidostática”, de autoria de Ursula, e que está em cartaz desde 24 de outubro (até 6 de dezembro), na Galeria do Lago/Museu da República.

Pensada e executada especialmente para o local, a mostra – inspirada no universo do Palácio do Catete, da Galeria do Lago – consiste em uma instalação composta por 16 jarras contendo tinta azul para canetas-tinteiro sobre balanços. A tinta faz referência direta às utilizadas pelos presidentes do palácio na assinatura de documentos.

O balanço, muito utilizado por Ursula em seus trabalhos, funciona como objeto poético. O conjunto da obra cria uma metáfora sobre o poder em um jogo de equilíbrio frágil, solitário, sedutor e perigoso, que habitou o palácio. E para explicar melhor esta exposição de arte contemporânea instigante e com uma narrativa própria, que dialoga com a história do país, resolveu-se fazer um bate-papo no ambiente da mostra. “Vamos conversar sobre a história do local, que me inspirou a desenvolver este trabalho, sobre os processos de concepção e os desdobramentos, sobre a questão do poder e do equilíbrio presente na obra e que tem tudo a ver com a atmosfera do local, entre outras questões que forem surgindo na hora. Vai ser uma conversar descontraída e enriquecedora”, explica a artista.

Além da grande instalação de jarras com canetas-tinteiro – por onde o espectador pode caminhar sozinho e qualquer desatenção afeta o equilíbrio dos balanços, derramando a tinta dos jarros –, ainda fazem parte da exposição dois desenhos feitos também com tintas para canetas-tinteiros e um balanço, pendurado no jardim, para o visitante (crianças e adultos) interagir ainda mais. A interação e a percepção por parte do público é o objetivo de “Fluidostática”, que, por meio dos objetos chega a uma história marcada por leis, decretos, declarações de guerra e até mesmo carta de despedida (como a de Getúlio Vargas, que se suicidou, em 1954, no local), a partir da utilização da caneta tinteiro. A tinta que marca e que eterniza lembranças. Afinal, por vontade própria ou da história, todos os presidentes do palácio deixaram suas marcas.

A exposição tem o apoio do Consulado Geral da República Federal da Alemanha, da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha, da EAC Rio de Janeiro, da Knauf

Drywall, da Souza Camargo Arquitetura e Construção e do Colégio Cruzeiro. Patrocínio Cultural do Instituto Cultural PLAJAP e patrocínio da OPUS.

Mais sobre a artista:

Ursula Tautz nasceu no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha. Cursou a ESPM, além de ter frequentado oficinas da “School of Visual Arts /NY”, e a partir de 2005 a Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Em 2013 foi aprovada para o Programa Projeto de Pesquisa, com Glória Ferreira e Luiz Ernesto. Participou de várias exposições como “Intervenções Urbanas Bradesco ArtRio 2015, com a instalação “Mas que as asas enraízem e que as raízes voem”; “Estranhamentos”no CCJF/RJ com curadoria de Isabel Sanson Portella ,“Fuzuê”, no Largo das Artes, “A questão do espaço na arte”com curadoria de Glória Ferreira e Luiz Ernesto e “Cético Assombro” , na EAV do Parque Lage, além da individual “ Aquilo que nos cabe daquilo que nos resta”, entre outras. Foi também selecionada pelo crítico Fernando Cocchiarale para o “Programa Olheiro da Arte”.

Serviço:

Conversa na exposição “Fluidostática”, de Ursula Tautz

Com Ursula Tautz e Isabel Portella (curadora)

Data: 28 de novembro, sábado, às 16h

Palácio do Catete – Museu da República – Galeria do Lago

Entrada gratuita

Rua do Catete, 153 – Catete

Informações: 2127-0324

Sobre a exposição:

Em cartaz até 6 de dezembro de 2015

Visitação: terça a sexta, das 10h às 12h, e das 13h às 17h

Sábados, domingos e feriados, das 11h às 18h

ExpoMobi Itanhangá

Até 18 de novembro, o Downtown vai exibir a mostra gratuita ExpoMopi Itanhangá, que levará ao público obras de artes e oficinas, na Barra da Tijuca, das 10h às 21h. A exposição reúne quatro oficinas: enfeites natalinos (dia 7, das 14h às 20h); artes e pintura de rosto com a colônia de férias do Centro de Movimento Deborah Colker (dia 8, das 14h às 18h); quilling ou filigrama de papel (dia 14, das 14h às 20h); e teatro (dia 15, das 14h às 18h).

Além das atividades para adultos e crianças, podem ser vistas pinturas, colagens, desenhos e fotografias dos alunos do maternal ao ensino médio do colégio Mopi inspiradas em grandes nomes do universo das artes, como Picasso, Tarsila do Amaral, Leonardo Da Vinci, Kandinsky, Miró, Ivan Cruz e Vermeer. Engajada na causa da sustentabilidade, a ExpoMopi conta ainda com mais de 20 obras produzidas com materiais reutilizáveis: MDF, jornais e espuma vinílica acetinada (EVA), entre outros.

Serviço:

Expo Mopi Itanhangá 2015
Horário de visitação: Das 10h às 21h
Local: Downtown (Praça Central, blocos 5 e 7)
Endereço: Avenida das Américas, 500, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, RJ
Data: Até 18 de novembro
Classificação: Livre
Entrada: Gratuita
Mais informações:
Site Mopi Itanhangá
http://www.mopi.com.br/
Facebook Mopi:
https://www.facebook.com/ColegioMopi?fref=ts

Exposição fotográfica “Crescer (e adolescer)”

De que maneira o contato com a arte pode encantar as crianças? Como a arte pode ajudar as crianças a compreenderem o mundo que vivem e a crescerem dentro dele? A fotógrafa Andrea Nestrea, registra e documenta há anos esse olhar do encantamento das crianças através de espetáculos teatrais, exposições, oficinas.

Em parceria continuada de muitos anos com o Centro de Referência Cultura Infância, brinda a todo o público através de uma instalação fotográfica, móbiles de espetáculos inesquecíveis.

SERVIÇO

Data: 07 a 29 de novembro

Local: Varanda – Teatro Municipal Maria Clara Machado (Planetário da Gávea)

Endereço: Av. Padre Leonel Franca, 240, Gávea. Tel.: (21) 2274 7722

Horário: Terça a domingo, das 10h às 18h./ Quarta à domingo, das 14h às 22h.

Valor: GRÁTIS

Classificação: Livre

Estacionamento pago no local

Mostra de arquitetura, decoração e paisagismo na Casa Design

A parceria perfeita entre arte e arquitetura acontece este ano na Casa Design. A Mostra de arquitetura, decoração e paisagismo acontece em Niterói e mais uma vez a EIXO Arte marca presença no evento com artistas da cidade.

Trabalhos de Fernando Gonçalves Borges, Glaucia Souza Guimarães, Icléa Eccard, Jessé Emídio, Rosita Rocha, Elisabeth Blasquez Olmedo, Sara Figueiredo e Sandra Tavares, estão presentes no Living para Estar da Arquiteta Desirée Bruver, no Hall Premiére _ Designers Micheline Miranda da Rós e Hedlane Barboza Lima, no Estar Détente das Designers Fernanda Sixel e Miriam Chactoura e no Jardim Metálico das Designers Danielle Monteiro, Carmen Florito, Aline Santrovitsch e do Arquiteto Ricardo leão.

A Mostra acontece de 01 de outubro a 15 de novembro, na Rua Dr. Nilo Peçanha, 24 Praia das Flechas – Ingá – Niterói -RJ (Próximo ao Museu de Arte Contemporânea – MAC) Ingresso: R$30,00 (inteira). Mais informações (21)3254-3112 Funcionamento: de quarta a sábado, das 14h às 22h e domingo das 14 às 21h * 50% de desconto para idosos (acima de 60 anos) e estudantes com carteira Desconto especial de 20% para assinantes O Globo com carteira.

Exposição “Fluidostática” no Palácio do Catete

A artista visual Ursula Tautz abre a exposição inédita “Fluidostática”, com curadoria de Isabel Sanson Portella, no dia 24 de outubro (sábado), às 16h, na Galeria do Lago/Museu da República. Pensada e executada especialmente para o local, a mostra – inspirada no universo do Palácio do Catete, da Galeria do Lago – consiste em uma instalação composta por 16 jarras contendo tinta azul para canetas tinteiros sobre balanços. A tinta faz referência direta às utilizadas pelos presidentes do palácio na assinatura de documentos.

O balanço, muito utilizado por Ursula em seus trabalhos, funciona como objeto poético. O conjunto da obra cria uma metáfora sobre o poder em um jogo de equilíbrio frágil, solitário, sedutor e perigoso, que habitou o palácio. “O público vai ver uma exposição de arte contemporânea instigante e com uma narrativa própria, que dialoga com a história do país”, explica a artista.

Para criar um ambiente mais intimista, uma nova parede será construída na sala principal, onde o espectador caminhará sozinho e qualquer desatenção poderá afetar o equilíbrio dos balanços, derramando a tinta dos jarros. Na ante-sala serão projetadas, na parede, as assinaturas dos presidentes, e serão expostos jarras e vidros do palácio. Para complementar, abrigará também os projetos de arte-educação. E não para por aí! No jardim, um balanço será pendurado para o visitante interagir ainda mais. A interação e a percepção por parte do público é o objetivo de “Fluidostática”, que, por meio dos objetos chega a uma história marcada por leis, decretos, declarações de guerra e até mesmo carta de despedida (como a de Getúlio Vargas, que se suicidou, em 1954, no local), a partir da utilização da caneta tinteiro. A tinta que marca e que eterniza lembranças. Afinal, por vontade própria ou da história, todos os presidentes do palácio deixaram suas marcas. “Os jarros que se movem quase derrubando o líquido, que ficam no limite do derramamento. Uma comparação com controle, marcas, povo”, filosofa a artista.

No local, serão realizadas, ainda, atividades de arte e educação e visitas guiadas para as escolas.

A exposição tem o apoio do Consulado Geral da República Federal da Alemanha, da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha, da EAC Rio de Janeiro, da Knauf Drywall, da Souza Camargo Arquitetura e Construção e do Colégio Cruzeiro. Patrocínio Cultural do Instituto Cultural PLAJAP e patrocínio da OPUS.

Mais sobre a artista:

Ursula Tautz nasceu no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha. Cursou a ESPM, além de ter frequentado oficinas da “School of Visual Arts /NY”, e a partir de 2005 a Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Em 2013 foi aprovada para o Programa Projeto de Pesquisa, com Glória Ferreira e Luiz Ernesto. Participou de várias exposições como “Intervenções Urbanas Bradesco ArtRio 2015, com a instalação “Mas que as asas enraízem e que as raízes voem”; “Estranhamentos”no CCJF/RJ com curadoria de Isabel Sanson Portella ,“Fuzuê”, no

Largo das Artes, “A questão do espaço na arte”com curadoria de Glória Ferreira e Luiz Ernesto e “Cético Assombro” , na EAV do Parque Lage, além da individual “ Aquilo que nos cabe daquilo que nos resta”, entre outras. Foi também selecionada pelo crítico Fernando Cocchiarelli para o “Programa Olheiro da Arte”.

Mais sobre o Museu da República e o Palácio do Catete:

A Galeria do Lago foi criada para dotar o Museu da República de um espaço próprio para exposições de arte contemporânea, promovendo um diálogo crítico e reflexivo sobre assuntos pertinentes à cultura, sociedade e cotidiano, por meio da linguagem da arte. Localizada no Jardim Histórico do Museu, que possui acesso gratuito e recebe cerca de 10 mil frequentadores por dia. A arte contemporânea constitui para o Museu da República uma ferramenta que torna possível novas pontes de comunicação com uma maior diversidade de intervenções nos diálogos expositivos. Uma nova perspectiva de integração com os visitantes. As várias exposições que a Galeria do Lago apresentou nesses 10 anos de existência, evidenciam como o Museu abriu os seus espaços aos artistas, proporcionando ao público uma leitura mais crítica e atualizada da arte.

O Palácio do Catete foi construído por Antônio Clemente Pinto, o barão de Nova Friburgo. Após ser a residência do barão, do conde de São Clemente e do conselheiro Mayrink, tornou-se sede da Presidência da República em 1897, abrigando 22 Presidentes. A tinta azul esteve sempre presente nos salões do palácio: Venceslau Brás assinou em outubro de 1917 a declaração de guerra contra o Império Alemão; já Getúlio além de ter assinado a declaração de guerra ao Eixo, assinou também sua carta de despedida.

 

Serviço:

“Fluidostática”, de Ursula Tautz,

curadoria de Isabel Sanson Portella

Abertura: 24 de outubro, sábado, às 16h

Encerramento: 06 de dezembro

Visitação: terça a sexta, das 10h às 12h, e das 13h às 17h

Sábados, domingos e feriados, das 11h às 18h

Palácio do Catete – Museu da República – Galeria do Lago

Rua do Catete, 153 – Catete

Informações: 2127-0324

“Gaveta”, um movimento de moda sustentável, realiza sua terceira edição em São Paulo

Giovanna Nader (29) e Raquel Vitti Lino (29) estrearam, em 2013, o Projeto Gaveta. Inicialmente, tinham como propósito fundamental difundir o conceito de clothing swap no Brasil, criando uma rede onde os participantes trocam, entre si, roupas que não usam mais. Esse ano, percebendo a necessidade de um espaço maior para incentivar uma moda mais humana, real e sustentável, elas decidiram ampliar a ideia: o que era apenas um projeto tornou-se, então, um movimento.

Com novo formato, o Gaveta chega, no dia 28/11, à sua terceira edição. Dessa vez, o evento será realizado no MIS – Museu da Imagem e do Som de São Paulo, das 12h às 22h, e reunirá, além dos melhores brechós da cidade, exposições , mostra de fashion films, palestra, e workshop.

“A sustentabilidade é uma atitude e, por isso, queremos convidar o maior número de pessoas possíveis para viverem essa experiência conosco e lidar com uma nova forma de consumo. Apoiamos a diversidade de estilo, a originalidade, espontaneidade e autenticidade na hora de se vestir”, ressaltam.

A essência do “Gaveta” é atrair o máximo de pessoas em um evento para trocar e reciclar roupas entre si. Um dos diferenciais é a seleção dos modelos que estarão disponíveis. Uma curadoria de moda faz as escolhas das peças seguindo alguns critérios para garantir que o encontro tenha uma essência moderna, fashion e atual. As peças que não passarem pela curadoria serão, automaticamente, doadas para o “Gaveta na Rua”, um projeto que beneficiará moradores de rua no centro de SP.

Para participar da troca de roupas, a pessoa deve, primeiramente, enviar um email para projetogaveta@gmail.com e se cadastrar na rede. O segundo passo é fazer uma  limpa no armário e separar tudo aquilo que não usa mais. Em seguida, é necessário realizar, pessoalmente, a entrega da(s) peça(s) na Rua Alves Guimarães, 519, em Pinheiros, até o dia 20/11.  Feito isso, a curadoria fará a seleção das roupas que tem potencial para participar do encontro. Em seguida, um e-mail será enviado para o participante com um romaneio descrevendo o que foi selecionado. Nele, estarão especificadas quantas moedas personalizadas irá receber para utilizar no dia. Uma tabela de equivalência foi elaborada para que as trocas sejam efetuadas de uma maneira justa (veja abaixo). Com o romaneio, a pessoa retira suas moedas no dia do evento e poderá, assim, escolher entre as diversas opções dispostas nas araras do evento.

Camiseta, Camisa, Shorts, Saia, Acessórios: 1 moeda

Vestido, sapato, calça, bolsa: 2 moedas

Jaqueta ou Casaco: 3 moedas

A terceira edição do Gaveta tem apoio do Museu da Imagem e do Som, Governo do Estado de São Paulo, Ministério da Cultura e Governo do Brasil e Cinnamon Comunicação.

Programação da terceira edição ( 28.11.15)

 

Exposições (12h – 22h)

As exposições que integram o evento são “Personalidades”, do Estúdio Tripé, que consiste em fotografias de formadores de opinião, explorando, de forma criativa, o que eles trazem e doam de suas personas à uma moda mais autêntica e pessoal, e “Indumentária Garimpada”, do próprio Gaveta, em que são apresentados peças garimpadas de brechós de São Paulo, de diferentes décadas, mostrando que o antigo também pode ser atual.

 

Mostra de Fashion Films : Moda em Movimento ( 18h – 20h)

Com curadoria de Pedro Diniz, colaborador de moda da Folha de S.Paulo, será apresentada uma seleção internacional inédita de fashion films, incluindo destaques como Peyote Dreams”, do mexicano Luis Barreto Carrillo, e “L’Americaine”, da grife americana Tory Burch.. Após a exibição dos filmes, o curador recebe convidados para um bate papo informal com o público. A programação completa dos fashion films e respectivas fichas técnicas estão disponíveis no site do projeto (www.projetogaveta.com).

Workshop: Re-roupa (13h – 16h, até 20 participantes)

Workshop de customização de peças realizado pela equipe do Roupa Livre (www.roupalivre.com.br). Os participantes que confirmarem presença trazem sua própria peça e durante a oficina a transformam em outra totalmente diferente (camisa vira saia, calça vira blusa e etc). Caso não seja possível terminar a peça no dia (nem sempre é) a peça fica disponível para retirada 05 dias depois no Banco de Tecidos (Zona Oeste) ou pode ser entregue pelo Bike-Serviço. Para participar é necessário cadastrar-se no site http://www.cinese.me/encontros/oficina-de-re-roupa-banco-de-tecido até o dia 25 de novembro ou até completarem as vagas de 20 participantes. O valor da oficina será “Pague Quanto Puder”, com valor sugerido de R$ 100,00.

Palestra : Substitua o Consumo pela Autoestima (16h – 17h)

Guiada pela consultoria de moda Oficina de Estilo (www.oficinadeestilo.com.br), a palestra “Substitua o Consumo Por Autoestima” consiste em pontuar questões importantes sobre o consumo de moda e sugere reflexões bastante pertinentes para o atual momento de conscientização social e comportamental.

GAVETA – SERVIÇO

Data: 28/11/2015

Horário: 12h – 22h

Local: MIS –  Avenida Europa, 158 – Jardim Europa – São Paulo

Site: www.projetogaveta.com

Vídeo institucional: www.vimeo.com/73701515

Facebook: www.facebook.com/projetogaveta
Instagram:
www.instagram.com/projetogaveta

TROCA DE ROUPAS

Para se cadastrar na rede de trocas: projetogaveta@gmail.com

Entrega das roupas e aquisição de moedas: de 20/10/15 à 20/11/15, todas as terças e sextas, das 12h até 18h no endereço Rua Alves Guimarães, 519, Pinheiros

Troca: 28/11, 12h – 22h0, no MIS.

Singularidades/Anotações: Rumos Artes Visuais 1998-2013

Depois de apoiar a produção de mais de mil artistas e pesquisadores de todas as regiões do Brasil, o Itaú Cultural, por meio do Rumos Itaú Cultural, plataforma de fomento do Itaú Cultural à produção artística brasileira, faz uma homenagem aos selecionados desde o primeiro edital até a 16ª edição, quando o programa passou por uma reformulação. O resultado é a mostra Singularidades/Anotações: Rumos Artes Visuais 1998-2013, que estará em cartaz no Paço Imperial de 15 de outubro a 29 de novembro.

Com equipe curatorial formada por Aracy Amaral, Regina Silveira e Paulo Miyada, a exposição, apresentada ano passado em São Paulo, reúne cerca de 50 trabalhos de 35 artistas contemplados de 1998 a 2013 nos editais de Artes Visuais, Arte e Tecnologia, Transmídia e Novas Mídias. O público poderá conferir um conjunto bastante heterogêneo de obras, parte delas inédita, entre pinturas, gravuras, fotografias, instalações, vídeos, performances e projetos interativos. “É uma mostra muito rica em termos de linguagens e abordagens, dispositivos e recursos”, explica Regina Silveira. A expografia é do escritório Álvaro Razuk Arquitetura.

Entre os artistas selecionados estão representantes de todas as regiões do país. “Focamos naqueles que construíram um lugar próprio para a sua obra. A arte contemporânea pode qualquer coisa, é verossímil que tenha qualquer formato. É a trajetória de cada artista que vai delimitar o que o trabalho dele pode ser”, diz Paulo Miyada.

A mostra conta com nomes de carreira internacional já consolidada, como a paraense Berna Reale, que representa o Brasil na Bienal de Veneza deste ano. A artista apresenta a série MMXIII, produzida durante as manifestações de rua de 2013. São cinco fotografias sobre alumínio em que ela aparece vestida com a farda da Tropa de Choque e elementos do cotidiano.

O manauaense Rodrigo Braga, que já expôs em lugares como a Maison Européenne de La Photography, em Paris, mostra fotos da natureza densa do litoral de Pernambuco e do Rio de Janeiro. Já o artista paulistano Laerte Ramos apresenta o trabalho Acesso Negado & Acesso Negrado, série de 46 esculturas de cerâmica (23 brancas e 23 pretas).

Caio Reisewitz, de São Paulo, utiliza fotos que mesclam realidade com subjetividade na obra Autoridade. A paulistana Raquel Kogan apresenta  O.lhar (2012), instalação interativa com três câmeras em forma de monóculo dispostas em pedestais pretos de diferentes alturas.

O mineiro João Castilho aposta na videoinstalação Emboscada. Na obra, quatro TVs passam imagens de estradas de terra bucólicas no sertão de Minas, mas a quietude e o silêncio são quebrados por tiros e explosões. O trabalho cria a ilusão de um tiroteio alternando momentos de calma e tensão.

Graças ao Rumos Itaú Cultural, inúmeros artistas conseguiram divulgar seus trabalhos nacionalmente. “A importância do programa e sua vigência por tantos anos reside sobretudo na acolhida desse projeto por artistas de regiões distantes de grandes centros do Brasil. A aceitação de seus trabalhos traz  a possibilidade de sua visibilidade em outras regiões” diz Aracy Amaral.

Artistas participantes – Alexandre Vogler, André Komatsu, Bárbara Wagner,  Berna Reale, Cadu, Caio Reisewitz, Carla Zaccagnini, Cinthia Marcelle, Ducha, Fabrício Lopez, Gilbertto Prado, Gisela Motta e Leandro Lima, Grupo EmpreZa, João Castilho, Katia Maciel,  Laerte Ramos, Lucas Bambozzi, Luiz Roque,  Marcellvs L., Marcelo Moscheta, Marcius Galan, Marcone Moreira, Nicolás Robbio, Paulo Vivacqua, Raquel Kogan, Raquel Stolf, Rejane Cantoni e Leonardo Crescenti, Rodrigo Braga, Rodrigo Paglieri, Rommulo Conceição, Sara Ramo, Sofia Borges, Tatiana Blass, Thiago Martins de Melo e Vitor Cesar.

 

Workshops

Em paralelo à mostra, 10 outros artistas, entre eles, Gabriel Menotti, Graziela Kunsch, Jorge Mena Barreto e Michel Groisman, contemplados nas diferentes edições do programa, promovem workshops sobre arte contemporânea em 10 cidades brasileiras ao longo de 2015, entre elas Florianópolis, Niterói e Porto Velho. A 10ª e última edição será de 27 a 29 de outubro, em Santos com o artista Divino Sobral.

Rumos Legado

Principal programa de apoio à produção cultural brasileira do Itaú Cultural e uma das plataformas mais longevas de incentivo do país, ao chegar à sua 16ª edição, em 2013, o Rumos Itaú Cultural passou por mudanças estruturais e de conceito, eliminando, entre outras modificações, a divisão de categorias por áreas de expressão. Desde então, podem ser inscritos projetos de todas as áreas de expressão e iniciativas híbridas, sem limitação dos campos de investigação, com grande liberdade para artistas, produtores e pesquisadores definirem as regras de produção e apresentação de seus trabalhos.

A iniciativa estimulou o instituto a buscar o que os contemplados até aquela edição produziram, com a proposta, segundo Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural, de lançar um olhar sobre estes 16 anos de trajetória do programa. Assim, desde 2014, o instituto vem apresentando um recorte da produção realizada pelos artistas selecionados, em um total de 1.130 projetos em Artes Visuais, Arte e Tecnologia, Cinema e Vídeo, Dança, Educação, Jornalismo Cultural, Literatura, Música, Pesquisa Acadêmica e Teatro.

O instituto anunciou no passado 1 de setembro a abertura das inscrições para o edital do Rumos 2015-2106. Seguindo a política das edições anteriores, as inscrições são gratuitas. Neste ano, elas devem ser efetuadas no período de 1 de setembro a 6 de novembro, até as 23h59 (horário de Brasília), exclusivamente no site www.rumositaucultural.org.br. Os projetos começam a ser avaliados logo após o fechamento das inscrições e o trabalho da Comissão de Seleção será concluído até maio de 2016. Os contemplados serão informados por e-mail, no dia 10 daquele mês. Em seguida, o site do Itaú Cultural e os meios de comunicação divulgarão os resultados.

 

SERVIÇO

Singularidades/Anotações: Rumos Artes Visuais 1998-2013

Abertura: 15 de outubro, às 18h30

Visitação: 16 de outubro a 29 de novembro

Paço Imperial – Praça 15, Centro (2215-2093/5231)

Horário de visitação: de 3ª a domingo, das 12h às 18h

Entrada gratuita.

Faixa etária: Livre

Chris Von Steiner apresenta primeira individual no Brasil, no Oi Futuro Ipanema

Pandas, coelhos, veados insinuantes, Chapeleiro Maluco e Peter Pan são algumas das imagens que permeiam o fantasioso universo do artista franco-belga Chris Von Steiner. Suas obras, que mesclam humor, beleza, erotismo e estranhamento, estarão reunidas em sua primeira individual no Brasil, de 09 de outubro a 15 de novembro, no Oi Futuro Ipanema.

Com curadoria de Gustavo Carmona, a mostra “Obscuro objeto:desejo” reúne 41 trabalhos, entre desenhos e pinturas digitais, produzidos entre 2000 e 2015. “Seja bem-vindo à Terra de cogumelos portentosos e Alices sonhadoras. Terra onde o Chapeleiro Maluco parou o tempo para que você o desfrute. Caminhar pela obra de Chris Von Steiner é um convite a adentrar às sutis veredas do desejo humano”, comenta o curador.

A produção de Chris Von Steiner traz ícones pop do universo infantil e da música, cinema e televisão, que se fundem no imponderável de suas fantasias, sonhos e desejos. Seu universo intimista e emocional segue a linha do “queer art” ou “homo arte” – movimento artístico que tomou conta dos Estados Unidos e da Europa, na década de 1980, que aborda questões relacionadas à identidade homossexual e suas ligações com a arte erótica e contextual.

A exposição apresenta aspectos importantes da produção do artista e de seu processo de criação. Obras marcantes do início da carreira estarão lado a lado com trabalhos mais recentes, em uma ordem em que o visitante poderá trilhar o percurso de Chris, que desde 2000 vem participando de individuais e coletivas em toda a Europa (Paris, Londres, Berlim, Roma, Bruxelas, Amsterdã e Oslo) e Estados Unidos (Nova York, Los Angeles e São Francisco).

“Este projeto que compreende ainda a edição de um catálogo bilíngue responde aos princípios da diversidade que norteiam o conceito do que é o pudor, seus limites e fronteiras na discussão da nossa contemporaneidade. Todo o desejo contido na obra de Chris Von Steiner aflora para dialogar com essa vontade na construção de uma política cultural renovadora”, pontua o coordenador Afonso Henrique Costa.

A mostra “Obscuro objeto: desejo”, com produção da R&L Produtores Associados, é um projeto LGBT selecionado pelo Programa de Fomento à Cultura Carioca, patrocinado pela Prefeitura do Rio, através da Secretaria Municipal de Cultura.

SOBRE O ARTISTA

Nascido na França, em 1965, o artista digital, diretor de arte, designer gráfico e escritor Chris Von Steiner atualmente reside em Bruxelas. Depois de muitos anos de trabalho com publicidade em Paris, publicou duas novelas na França: “Un panda dansl’escalier” (H&O Editions, 2001) e “Je veuxtevoir nu” (H&O Editions, 2002), e uma nos EUA, “Userlands”, (Akashic Books, 2007).

Sua obra é citada em diversas publicações em todo o mundo, como Kee Magazine (Hong Kong), Du&Ich (Alemanha), Attitude (Inglaterra) e Last Gasp Publishing (EUA). Participou de dezenas de exposições, coletivas e individuais, na Europa e nos Estados Unidos.

SOBRE O CURADOR

O curador Gustavo F.Carmona cursou artes e letras pela Universidade Estadual de Londrina, onde também concluiu seu mestrado em estudos comparativos entre a poética e a filosofia. No momento se dedica à conclusão de sua tese de doutorado feita em co-tutela entre a Universidade Estadual do Rio de Janeiro e a Université de Nice, na França, na qual pesquisa acerca das fronteiras entre a Arte, a Filosofia e a Psicanálise. O pesquisador é autor de vários artigos e capítulos em livro. Nasceu em Londrina, vive atualmente entre o Rio de Janeiro e Cannes.

SERVIÇO

Título da mostra: “Obscuro objeto: desejo”

Artista: Chris Von Steiner (artista franco-belga, pela primeira vez no Brasil)

Curadoria: Gustavo Carmona

Coordenação: Afonso Henrique Costa

Local: Oi Futuro Ipanema (Rua Visconde de Pirajá, 54, Ipanema).

Telefone: 3131-9333

Abertura: 09 de outubro, às 19h30

Visitação: de 3ª a dom. e feriados, das 13h às 21h.

Entrada franca.

Período: 10 de outubro a 15 de novembro

Exposição “Linha D’Água – Viagens Oceânicas de Amyr Klink e suas lições sobre a água”

A cidade do Rio de Janeiro recebe entre os dias 1º e 06 de outubro a exposição “Linha D’Água  – Viagens Oceânicas de Amyr Klink e suas lições sobre a água”, que pode ser conferida no Forte de Copacabana, das 10h às 18h.

“Linha D’Água” é uma mostra gratuita, com patrocínio da Sotreq, que reúne 30 fotografias do acervo de Amyr Klink que destacam o uso racional da água nas expedições feitas pelo velejador. Klink já realizou mais de 40 viagens oceânicas e tornou-se referência nacional quando se fala em consumo consciente, especialmente da água.

As fotografias estão divididas em três módulos, que remetem aos barcos usados por Amyr Klink em algumas de suas principais expedições: barco a remo I.A.T., Paratii e Paratii II. As fotos das expedições do velejador estarão dispostas em painéis que também contém textos sobre as viagens. Todo o material expositivo é montado em base sustentável, seguindo assim os princípios do projeto, de estimular a reflexão sobre consumo consciente.

Além de conferir a riqueza e beleza das imagens, os visitantes poderão ver de perto o barco original I.A.T., utilizado na Travessia do Atlântico Sul a remo. A viagem durou 100 dias e deu origem ao livro “100 dias entre céu e mar”, que ficou por 31 semanas consecutivas na lista dos 10 livros mais vendidos de não-ficção no Brasil. O projeto “Linha D´Água” conta ainda com um livro-catálogo da exposição e uma cartilha infantil ilustrada com conteúdo relacionado ao consumo consciente da água. O material estará à disposição dos visitantes.

A exposição é gratuita e foi viabilizada através de Lei de Incentivo Fiscal Rouanet. O projeto, executado pela D’color Produções Culturais, foi inaugurado em setembro de 2014, na cidade de São Paulo, coincidindo com as comemorações pelos 30 anos da Travessia do Atlântico Sul. Até hoje a façanha continua sendo uma conquista inédita e única em todo o mundo.

Na temporada 2015, com patrocínio da Sotreq, a exposição passou por Belo Horizonte de 9 a 13 de setembro, São Paulo, de 16 a 20 de setembro, e fica no Rio de Janeiro de 1º a 6 de outubro.

Escolas podem agendar visitas monitoradas para escolas

Escolas interessadas em agendar passeios guiados à exposição devem entrar em contato com a D’Color Produções Culturais, pelo telefone (19) 3256.4500 ou e-mail contato@dcolor.art.br. Todas as escolas participantes irão receber o material didático completo da exposição, que inclui o livro catálogo e as cartilhas ilustradas sobre consumo consciente de água, para que a temática seja trabalhada em sala de aula.

 Palestra gratuita com Amyr Klink

No dia 6 de outubro, o público poderá conferir uma palestra com Amyr Klink, às 15h, no Auditório Santa Bárbara, no Forte de Copacabana. Ele conta sobre suas viagens e experiências e fala das estratégias de consumo ligadas à água, mostrando que planejamento, precisão e consciência são fundamentais. Ao longo de 30 anos, já tem em seu currículo mais de 2500 palestras proferidas, no Brasil e exterior.

Para assistir à palestra é preciso retirar antecipadamente um vale-ingresso pelo site www.dcolor.art.br/ingressos, a partir do dia 22/9. No dia do evento, os vales deverão ser trocados pelo ingresso no local da palestra. Aqueles que não forem trocados até este horário serão invalidados e disponibilizados para o público em geral.

Sotreq

Patrocinadora da exposição “Linha D’Água – Viagens Oceânicas de Amyr Klink e suas lições sobre a água” nas cidades de Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro, a Sotreq é uma das maiores revendedoras de produtos, serviços e soluções Caterpillar do mundo. Possui mais de 40 filiais no Brasil, atuando em segmentos como construção pesada e leve, mineração, energia, petróleo e marítimo. As empresas Somov (Movimentação de Materiais), Soimpex (Comércio Exterior), Sitech (Tecnologia e Monitoramento), MDPower (Distribuidor Master da Perkins) e Radix Engenharia e Software (serviços e soluções tecnológicas), além do Instituto Social Sotreq (iSSO), pertencem ao mesmo grupo empresarial da Sotreq.

D´color Produções Culturais

Produtora de eventos culturais de Campinas (SP) que assessora, planeja e executa projetos culturais para o desenvolvimento social, em parceria com instituições, produtoras e artistas dos mais diversos segmentos através de leis de incentivo. Com mais de cinco anos de atuação, já produziu dezenas de espetáculos de música e artes cênicas em diferentes regiões do país.

Serviço

Exposição Linha D’Água – Viagens oceânicas de Amyr Klink e suas lições sobre a água

Data: 01/10/2015 a 06/10/2015

Horário: Das 10h às 18h

Local: Forte de Copacabana

Endereço: Praça Coronel Eugênio Franco nº 1 – Posto 6 / Copacabana – Rio de Janeiro/RJ

Entrada franca.

Palestra com Amyr Klynk

Data: 06/10/2015

Horário: 15h

Local: Auditório Santa Bárbara – Forte de Copacabana

Endereço: Praça Coronel Eugênio Franco nº 1 – Posto 6 / Copacabana – Rio de Janeiro/RJ Entrada franca, mediante retirada de vale-ingresso no site www.dcolor.art.br/ingressos, a partir do dia 22/09. No dia do evento, os vale-ingressos devem ser trocados pelo ingresso para a palestra. Os vales que não forem trocados serão inviabilizados e ficarão disponíveis para o público no local.

Agendamento e Atendimento a escolas:

O agendamento para grupos escolares pode ser feito pelo telefone (19) 3256-4500 ou e-mail contato@dcolor.art.br, diretamente com a equipe da D’Color Produções Culturais.

“Linha D’Água – Viagens oceânicas de Amyr Klink e suas lições sobre a água” é um projeto viabilizado pelo Programa Nacional de Apoio à Cultura, através da Lei Rouanet.

Magne Furuholmen, do A-Ha, em exposição no MAC

O tecladista da banda a-ha e artista visual Magne Furuholmen estará no Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC de Niterói) – órgão da Fundação de Arte de Niterói (FAN) – nos dias 28 e 29 de setembro. Aproveitando a vinda para o Rock in Rio, o norueguês mostrará, ao vivo, a execução de seu trabalho como artista plástico. Serão obras feitas em conjunto com estudantes previamente selecionados do Morro do Palácio, do Grupo da Grota, do BEM TV e de algumas escolas públicas da região. As intervenções acontecerão das 10h às 15h e consistem na impressão de palavras e mensagens em cinco imensas placas de barro, que ficarão expostas no pátio do museu e no Solar do Jambeiro.

A intervenção foi inspira pela série de monotipos LITERARY CONSTRUCTIONS. Cada monotipo constitui uma grande letra que permite que se leia à distância as palavras CONSTRUÇÕES LITERÁRIAS. De perto se pode fazer a leitura de palavras derivadas das letras que compõem essas duas palavras, resultando em fragmentos linguísticos como “terra ossos”, “contrárias ilusões”, “lentas ações raras”, entre outras. Este trabalho se baseia na ideia de que existem 5.500 palavras que podem ser derivadas estritamente das letras contidas em Literary Constructs (Construções Literárias) só na língua inglesa. Assim como poeta e letrista de música, o jogo entre texto e imagem no trabalho desta artista é poético e literário no sentido mais abstrato.

Essa intervenção do Magne faz parte da exposição ‘The Art of Storytelling – A Arte de Contar Histórias’, curada por Selene Wendt (curadora independente e o fundadora da ‘The Global Art Project’) especificamente para o MAC de Niterói. A exposição ficará em cartaz, no museu, de janeiro a março de 2016. “Esta exposição internacional ou transcultural celebra uma visão e experiência expandida entre arte contemporânea, literatura e os rituais da tradição oral dos contadores de história, formando um roteiro curatorial artístico entre o MAC de Niterói, Museu Janete Costa de Arte Popular e o Solar do Jambeiro, atravessados por entrelaçamentos poéticos com a paisagem, memória e a região histórica da Boa Viagem”, explica Guilherme Vergara – Curador e Diretor do MAC de Niterói. ‘A Arte de Contar Histórias’ é uma proposta que se amplia como um circuito de museus sem paredes da Boa Viagem, transbordado por imaginários de autores nacionais e internacionais, tais como Jorge Luis Borges, Pablo Neruda, Guimarães Rosa, Mario Vargas Llosa, Gabriel Garcia Marquez, Virginia Woolf, Italo Calvino, e Arthur Rimbaud, através das intervenções artísticas dos participantes (Gilvan Barreto, Sergio Bernardes & Guilherme Vaz, Dulcinéia Catadora, Marilá Dardot, Magne Furuholmen, William Kentridge, Lobato & Guimaraes, Cristina Lucas, Fabio Morais, Ernesto Neto, Ulf Nilsen,  Andre Parente, Rodrigo Petrella, Rosana Ricalde, Eder Santos, Valeska Soares, Elida Tessler, e Nina Yuen)

Além da exposição, o projeto contempla intervenções na Ilha da Boa Viagem, mostras no Museu Janete Costa de Arte Popular e no Solar do Jambeiro, oficina de cartonagem com o coletivo Dulcinéia Catadora coletando narrativas e memórias dos moradores da comunidade do Morro do Palácio. E, claro, a instalação do artista Magne Furuholmen dá início a esta grande exposição, que interliga a arte em espaços culturais da Boa Viagem, e faz parte das comemorações dos 20 anos do museu.

Mais sobre Magne:

Trabalha com vidro, pintura, gravuras em madeira e raspa. Talentoso como músico e artista visual, tem apresentado obras em locais conhecidos como Henie Onstad Kunstsenter, em Oslo – Noruega -, e Art Fair de Londres. Contribuiu para a construção dos prêmios Nobel em Oslo com o projeto “Clímax”, em 2008.

Obras mais importantes:

Obras mais importantes do artista:

Y Projects (1996).

Blue Note Boulevards (LTD Edição Art Livro, 1997).

In Concert (1998).

Pincette Portfolio (9 selos impressos, 2001).

Money Tree (Estação Central de Oslo, 2002).

Axiome (Cerâmica, 2002).

Ressonance (vaso de cerâmica, comissionado pela cidade de Bergen, 2004).

Stjerneskutt (Art Book, Edição 12, 2004).

Payne’s Gray (2004).

Love Hearts (China, 2006).

Scrabble (Kunstmuseum Sørlandets Instalação, 2007).

Climax (torre de alumínio, Nobel Peace Center, Oslo, 2007).

A intervenção do Magne Fururholmen, as officinas de Dulcinea Catadora e o catálogo são financiados com o apoio da Hydro e The Global Art Project.

 

Mais sobre The Global Art Project:

www.theglobalartproject.no

Serviço:

Intervenção em placas de barro, por Magne Furuholmen

Dias 28 e 29, das 10h às 15h – execução ao vivo

Exposição no pátio do museu até março.

Visitação: de terça a domingo, das 10h às 18h

O MAC de Niterói fica no Mirante da Boa Viagem, sem número

Informações: 2620-2400

www.macniteroi.com.br

Castelo Rá-Tim-Bum – A Exposição

RJ – SETEMBRO DE 2015 – A BB DTVM e a Brasilprev trazem ao Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro Castelo Rá-Tim-Bum – A Exposição. Sucesso de público em São Paulo, a mostra levou mais de 400 mil pessoas ao Museu da Imagem e do Som (MIS) entre julho de 2014 a janeiro de 2015.

No Rio de Janeiro Castelo Rá-Tim-Bum – A Exposição estreia em 12 de outubro – Dia das Crianças – e segue até 11 de janeiro de 2016. Aberta ao público gratuitamente, a mostra gera expectativa de sucesso, não só diante dos números que alcançou em São Paulo, mas também

da representatividade do CCBB. O espaço comemora os expressivos resultados da recém-encerrada exposição Picasso e a modernidade espanhola | Coleção do Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, que foi vista por mais de 620 mil pessoas.

Castelo Rá-Tim-Bum – A Exposição foi concebida pela equipe do Museu da Imagem e do Som de São Paulo, com apoio da TV Cultura/Fundação Padre Anchieta. Ela comemora os vinte anos do programa da TV Cultura que marcou gerações, apresentando objetos de cena, fotografias e figurinos dos personagens, além de proporcionar uma experiência imersiva nos diversos ambientes do famoso Castelo.

Serviço:

CCBB RIO DE JANEIRO

Rua Primeiro de Março, 66, Centro

(21) 3808-2020

Data: 12 de outubro de 2015 a 11 de janeiro de 2016

Horário: quarta a segunda, das 9h às 21 horas

Entrada franca

Exposição Internacional “Plasticidades: Plástico + Design”

Depois de Milão, Buenos Aires e São Paulo, a exposição internacional “Plasticidades: Plástico + Design” chega pela segunda vez ao Rio de Janeiro. A exposição fica no Shopping Metropolitano Barra, até 6 de setembro.

Ao todo,estão expostas cerca de 100 peças, do Brasil e de outros 15 países (Alemanha, Argentina, Áustria, Bélgica, Canadá, China, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Holanda, Inglaterra, Itália, Suíça, Tailândia e Venezuela). São criações de renomados designers estrangeiros, como Karim Rashid, Zaha Hadid, Gaetano Pesce e J-me Studio, e brasileiros, como os Irmãos Campana, Gilson Martins, Zanini de Zanine, Mana Bernardes e Renata Moura. O objetivo da exposição é surpreender os visitantes com produtos de design inusitado e bem-humorados, todos com o plástico como principal matéria-prima.

“Tive a ideia da exposição há 12 anos, depois de escrever uma série de reportagens cujo tema principal era o plástico. Eu casei a matéria-prima com o design e, aí, nasceu ‘Plasticidades: Plástico + Design’”, diz a curadora Andréa Magalhães.

Dentre as novidades da 5ª edição da exposição, estão as roupas de banho ecológicas, das sócias Itee Soni e Heather Kaye, da Finch Designs (China), feitas com garrafas PET recicladas; as bolsas produzidas com banners reciclados, das espanholas Marcela Manrique, Liliana Andrade e Eleonora Parachini (Demano); os móveis da ZON Design, produzidos pela Tramontina (que, além de panelas de aço inox e facas, possui uma linha de móveis de design em plástico); a coleção Miniatures, da Melissa; produtos da gigante alemã Koziol; joias da designer Valeria Nunes, cuja matéria-prima principal é tela de mosquiteiro; e vasos de resina de poliéster, criados por alunos do curso de Desenho Industrial, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

“Plasticidades: Plástico + Design” também terá um espaço especial, denominado Lounge Plástico, criação de Paulo Andrade, onde ocorrerão talk shows com representantes de empresas e designers, que produzem com os mais diversos tipos de plástico (poliuretano, polipropileno, acrílico, vinil etc.).

De acordo com a gerente de Marketing do Shopping Metropolitano Barra, Luciane Treigher, o shopping incentiva projetos culturais de sustentabilidade. “Temos uma parede verde natural que foi produzida com material 100% sustentável, feita a partir de garrafas pet recicladas. A exposição “Plasticidades” chega para somar com arte e ideias de nova utilização de um mesmo material”.

Com realização da Altherswanke Comunicação e curadoria da jornalista Andréa Magalhães, o evento conta com o patrocínio das empresas: Tramontina, Vulcan, Shopping Metropolitano Barra, Air Show, Revista Escala e Esfera Air Design. E apoio da Koziol, Gispen, Melissa e A&S Importadora. A conceituação do projeto arquitetônico é do escritório A + F Projetos, de Franklin Iriarte e Andréa Menezes. O projeto de design e ambientação é do escritório Servino & Assed, de Rosane Servino e Juliene Assed de Carvalho. Josué Fernando é o designer gráfico da exposição e Filipe Marques, o consultor web.

SERVIÇO:
Data: até 06 de setembro
Horário da exposição: segunda a sábado, das 10h às 22h; domingos e feriados, das 13h às 21h. O lounge inflável funciona de acordo com a programação dos talk shows
Local da exposição: Praça de Eventos do Shopping Metropolitano Barra. o Lounge inflável fica no piso L2, próximo ao Cinemark.

Endereço – Av. Embaixador Abelardo Bueno, 1.300 – Centro Metropolitano – Barra da Tijuca – Rio de Janeiro.

Exposição “A ARte do Rio”

Criado no ano 2000 pela curadora Celina Azeredo, o projeto A Arte do Rio chega à 15ª edição com uma grande exposição coletiva em homenagem aos 450 anos da Cidade Maravilhosa. A mostra, que será inaugurada no dia 1º de setembro no Centro Municipal de Artes Calouste Gulbekian, reúne mais de 30 obras de oito artistas (cariocas de nascimento ou de coração).

Com texto de apresentação do artista e professor de História da Arte Marco Cavalcanti, a edição de A Arte do Rio 2015 é quase toda dedicada à pintura, com obras de Benjamin Rothstein, Dirce Fett, Gilda Goulart, José Maria Dias da Cruz, Marco Cavalcanti, Sergio Ferreira, Solange Palatnik e Yolanda Freire. “O projeto acontece anualmente e o objetivo sempre foi movimentar a cena artística local. Queremos dar visibilidade a quem produz no Rio”, explica a curadora.

As praias em tempos distintos estão retratadas nas quatro obras de Benjamin Rothstein. O trabalho, que compõe a série Histórias do Mar, revela a essência do espírito carioca, com muita leveza e descontração. “A minha relação com o mar é muito peculiar. Há momentos de calma e tensão; chegadas e partidas; mistérios e transparências; contemplações e distrações”, comenta o artista.

A gaúcha Dirce Fett, que escolheu o Rio para viver há mais de 40 anos, apresenta dois grandes trabalhos, de 1,50 X 2,00, inspirados na natureza da Mata Atlântica. As telas vibrantes fazem parte da série que retrata a fauna e a flora brasileiras, apresentada recentemente pela artista em Nova York.

Yolanda Freire, que já participou duas vezes da Bienal Internacional de São Paulo, apresenta a série Favelas. O trabalho tem como inspiração as linhas que se formam no encontro das casas nos morros, construídas sem qualquer planejamento. “Há uma poesia ali, desordenada e livre, que me fascina”, diz a artista.

De seu ateliê no Leblon, Solange Palatnik trabalha com tinta acrílica, utilizando técnicas próprias de relevos feitos com colheradas de tinta em grandes formatos. Para a exposição ela leva trabalhos que falam do universo feminino, sempre com muitas cores e flores.

No ano em que completa 50 anos de carreira, Gilda Goulart aposta na série Severina para fazer uma crítica. A partir de fotos impressionantes de uma mulher pobre que havia morrido queimada, ela faz impressões em transfer sobre algodão e borda com ponto de alinhavo.  “Foi uma homenagem que decidi fazer às mulheres. Dei significado e cor àquelas pessoas que muitas vezes passam invisíveis pela sociedade”, diz.

O Rio sai de cena nas obras de José Maria Dias da Cruz. Profundo conhecedor do trabalho do francês Cézanne, o artista é obcecado pela cor. Seus trabalhos são baseados em uma profunda pesquisa de composição geométrica e unem sincronicidade absoluta a rigidez das formas e a potência e vibração das cores.

Criativo, orquestrador das formas, Sergio Ferreira apresenta pequenos desenhos de acidez crítica e satírica inspirados na Pop Art americana. Já Marco Cavalcanti trabalha com pintura, fotografia experimental e design gráfico e mostra montagens fotográficas feitas a partir de atritos gráficos.

Artistas participantes – Benjamin Rothstein, Dirce Fett, Gilda Goulart, José Maria Dias da Cruz, Marco Cavalcanti, Sergio Ferreira, Solange Palatnik e Yolanda Freire.

SERVIÇO

Título da mostra: A Arte do Rio 2015

Abertura: 1º de setembro (terça-feira), às 18h

Visitação: 2 a 20 de setembro

Local: Centro Municipal de Artes Calouste Gulbekian

Endereço: Rua Benedito Hipólito, 125, Praça XI

Horário de visitação: de segunda a domingo, inclusive feriados, das 10h às 19h, Cidade Nova

Telefones: (21) 2224-5747

Entrada gratuita.

Exposição: Gaveta de Memórias

Anna Bella Geiger é uma das artistas brasileiras mais importantes, tanto pela inquietação que a levou a experimentar diversos meios, quanto pela qualidade de suas obras. O casamento de 50 anos com Pedro Geiger, um importante geógrafo brasileiro, levou a artista a desenvolver um singular trabalho com mapas, pelos quais é conhecida em todo mundo. Essa singularidade estará presente em sua nova mostra, “Gaveta de Memórias”, que será aberta dia 21 de agosto, sexta-feira, às 17h no terceiro piso do Centro Cultural Oduvaldo Vianna Filho, mais conhecido como Castelinho do Flamengo.  Acompanha a exposição a performance teatral “Solos de Memórias”, que estreia no dia 22 de agosto, às 17h, com o grupo uma certa companhia, com quatro sessões semanais.  A entrada é franca para os dois eventos.  A exposição “Gaveta de Memórias” foi contemplada no Programa de Fomento à Cultura Carioca, da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro.

“Gaveta de Memórias” revela o modus operandi e as motivações criativas de Anna Bella Geiger, além de passagens de sua singular trajetória como artista, mulher, mãe de quatro filhos e cidadã do mundo, que se mantém contemporânea aos 82 anos de idade. Uma única gaveta foi produzida pela artista especialmente para esta exposição, juntamente com um vídeo documental, que revelará todas as etapas da produção da obra, tornando o observador seu confidente.  No vídeo, com aproximadamente 40 minutos de duração, serão reveladas as ideias e a forma com que a artista realiza seu trabalho, com relatos sobre seus conceitos. Imagens registram também o momento de criação da artista indo às ruas para comprar objetos, preparando os materiais e dando forma à Gaveta.

“Solos de Memória” tem sua estrutura criada a partir da ideia de que cada ator também é autor de sua própria fala, produzindo um solo a partir de um depoimento íntimo, que propõe uma investigação sobre o limite entre o público e o privado. A partir da provocação da idealizadora e diretora do projeto, Morena Cattoni, de que “estar vivo é acumular memórias”, os atores Daniel Chagas, Gisela de Castro, Marcéli Torquato e Natasha Corbelino apresentam seus próprios textos no espaço da exposição, às terças e quartas, às 19h e sábados e domingos, às 17h. Por conta do limite de 20 pessoas por sessão, é imprescindível fazer reserva pelo email solosdememoria@gmail.com

SOBRE ANNA BELLA

Em momentos relevantes da arte contemporânea de nosso país é marcante a presença de Anna Bella Geiger. Na superação dos postulados informais dos anos 1950, na construção figurativa com a sua “fase visceral” dos anos 1960, nos movimentos experimentais da década de 1970, no seu retorno à uma certa pintura nos anos 1980, e na sua obra atual – Anna Bella mostrou-se sempre uma artista autêntica.

Com obras registradas em gravura, pintura, desenho, objetos, fotomontagem e videoinstalações, a artista tem obras compondo coleções particulares e de acervos de museus como MoMA (NY), Fogg Collection (Harvard), Centre GeorgesPompidou (Paris), Victoria & Albert Museum (Londres), MACBA (Barcelona), Museu Reina Sofia (Madri), Museu de Arte Contemporânea (Niterói), MAM (Rio de Janeiro) e MASP (São Paulo).

No final dos anos 70, Anna Bella se dedicou a pensar obsessivamente em geografia, cartografia e mapas, mergulhando nas questões sociais, políticas, ideológicas e tudo que pode significar o mapa-múndi e suas representações. Inspirada nas lembranças de quando seu pai fazia objetos e fôrmas de biscoito recortando latas de aveia, teve a ideia de como poderia apresentar suas obras. Uma velha gaveta de arquivo à venda em uma loja de antiguidades, que passa a funcionar como o container ideal para seus mapas. Após diversas tentativas e experimentos, chega na solução da cera de abelha derretida, que não só segura os objetos na gaveta, mas permite a criação de texturas, cores, marcas, carimbos e adornos possíveis, além de conceitualmente interessantes.  A ideia ficou armazenada durante décadas até se concretizar na exposição “Gaveta de memória”, que chega ao Castelinho do Flamengo.

Em 2004, Anna Bella recebeu a insígnia da Ordem do Cruzeiro do Sul, do Ministério das Relações Exteriores, e em 2010, recebeu a insígnia da Ordem do Mérito Cultural por representar a tradição, a vanguarda e as diferentes correntes de criação cultural e artística do País.

SERVIÇO

Exposição: Gaveta de Memórias

Local: Centro Cultural Municipal Oduvaldo Vianna Filho – Castelinho do Flamengo – 3º piso

Endereço: Praia do Flamengo, 158

Abertura: 21 de agosto, às 17h

Visitação: de 21 de agosto a 18 de outubro, de 3ª feira a domingo, das 10h às 18h

Entrada franca

Classificação Livre

Teatro: Solos de Memória

Local: Centro Cultural Municipal Oduvaldo Vianna Filho – Castelinho do Flamengo – 3º piso

Endereço: Praia do Flamengo, 158

Temporada de 22 de agosto a 18 de outubro

Horários: 3as e 4as, às 19h e sábados e domingos, às 17h

Duração: 60 min

Entrada franca

Capacidade: 20 lugares

Reserva pelo email solosdememoria@gmail.com ou pelo celular 21.96648-1497

Classificação 12 anos

 

Exposição Nov [elos] + Nov [lhas] = Cowladyboy, de Gê Orthof

O artista Gê Orthof – ganhador do 5º Prêmio Marcantônio Vilaça – CNI SESI SENAI – 2015, abre, no dia 25 de agosto, terça-feira, a individual Nov [elos] + Novi [lhas] = Cowladyboy, com curadoria de Marília Panitz, na Amarelonegro Arte Contemporânea.

A exposição é constituída por um conjunto de desenhos e objetos em torno do solitário personagem de fronteira. Cowladyboy, que enfrenta o horizonte mítico dos relatos do Oeste (velho e atual). “Uma vida entre a aspereza da sobrevivência incerta e a potência sonhadora da contemplação do vasto, do vazio, da fronteira transbordada. Nessa condição limítrofe, não há espaço para concessões”, explica o artista.

No objeto principal – uma grande e complexa estrutura de acrílico e madeira, onde aparece, no alto da torre, um livro –, cujas medidas são 190 x 90 x 90 cm, o público pode perceber esta relação da quebra de estereótipos entre o feminino e o masculino, com a personagem central (cowboy) tricotando um novelo de lã, atividade considerada essencialmente feminina. Mas o que representa o livro? O que tem a ver com a obra e com a exposição de uma maneira geral? Trata-se de um manual de tricô para ser feito ao ar livre e, na capa, um típico cowboy dos filmes de John Wayne, montado em um cavalo malhado. O cenário em tons de cinza colabora e o homem tecendo com as duas agulhas faz com que o público retorne ao presente e ao tema da exposição. Os materiais utilizados nesta escultura são madeira, acrílico, livro, miniaturas, feltro, fotografia em acrílico, tricô em lã, entre outros. Há, ainda, desenhos-objetos em aquarelas com colagens de objetos e materiais tridimensionais com textos e miniaturas, além de cílios postiços. Fazem parte da mostra também cinco caixas de acrílico com mini instalações – presentes em seus trabalhos desde ‘So(h)adores’, 2010 – e que, emparelhadas, lembram os vagões de um trem que contribuem para compor a cena campestre, lugar do cowladyboy. Em cada uma delas – formas geométricas feitas com chapas coloridas e transparentes – formam um pequeno ambiente, onde existe um fundo musical feito por caixinhas de música.

Convivem os novelos e as novilhas constituintes de um só sujeito. Sempre “s[eu]” – como em um de seus desenhos|poemas. “Há, na narrativa fragmentária, construída por indícios que o observador terá de utilizar para construir seu tecido, uma clara posição política da qual, convém dizer, o artista nunca se esquiva, em seus trabalhos, que questiona, com humor e ironia, os papéis impostos e

reificados, de identidades congeladas que, acima de tudo, negam a história”, diz Marília Panitz. A curadora completa: “do topo à base da edificação do objeto principal, passamos por várias imagens-notas. O grande falo recoberto pelo tecido cinza desfazendo-se nos fios de lã que são armazenados em um receptáculo transparente, no outro lado do objeto; lá onde se vê a imagem dos dois homens em um barquinho no Rio Danúbio, este ‘herdado’ de outra instalação de Gê: Mar-armar – o fluxo do rio, da Europa ao Rio Negro, plena diáspora. Apresentam-se também as pequenas construções, paisagens mínimas. E os campos de cor feitos de acrílico e feltro (matérias recorrentes em sua obra) que subvertem a paleta estrita de cinzas e cor de madeira. Só pontuações”.

Mais sobre o artista e a curadora:

Gê Orthof, Petrópolis, 1959. Vive e trabalha em Brasília. Pós-Doc, School of the Museum of Fine Arts, Tufts University, Boston; Doutorado e Mestrado em Artes Visuais, Columbia University. Artista e professor do Departamento de Artes Visuais do Instituto de Artes da UnB.

Principais Prêmios: Prêmio CNI – Marcantonio Vilaça – 2015. Artista Convidado Prêmio Situações Brasília – 2014, Museu Nacional. Selecionado Prêmio PIPA 2010 MAM Rio. 1º lugar (Grande Prêmio) 24th International Artist Competition, Berlim, 2011, Prêmio FUNARTE 2012 e Prêmio Programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais 2013. Principais exposições individuais: “] noturno [ + [ soturno ]” Galeria Alfinete, Brasília; “A pregnantcosmonautforgetstosend a crucial message [NordicDrawings]” Ava Galleria, Helsinque;“Ambos Mundos”, (artista convidado) Galeria da FAV/UFG;Centro de Arte Moderno, Madri; School of the Museum of Fine ArtsGallery, Boston; MAM, ARS 117, Bruxelas; Torreão, Porto Alegre; Centro de Arte Moderno, Buenos Aires ; Paradigmas Arte Contemporânea, Barcelona.

Coletivas : 10ª Bienal do Mercosul, Europalia – Le Palais dês Beaux-Arts de Bruxelles; – Rio; Galeria Gentil Carioca, Rio; MAC São Paulo; CCBB Brasília; Festival Performance Arte Brasil, MAM/Rio; Cruce Galeria, Madri; Espaço Cultural Sergio Porto, Rio; Cavalariças Parque Lage, Rio; WetherholtGallery, Washington D.C.; Art-Frankfurt; MAB – FAAP, São Paulo; Bienal do Porto, Palácio de Cristal; Palazzo Albrizzi, Veneza; Kulttuurikeskus Poleeni, Pieksämäki. Finlândia; Prêmio Marcantonio Vilaça – MAC-USP.

Marília Panitz Silveira é Mestre em Arte Contemporânea: teoria e história da arte, pela Universidade de Brasília. Foi professora nesta Universidade até 2011. Dirigiu o Museu Vivo da Memória Candanga e o Museu de Arte de Brasília. Desde 1994, atua como pesquisadora e coordenadora de programas educativos em exposições e com cursos livres de arte. A partir de 1999, passou a publicar artigos sobre artistas de Brasília em jornais e catálogos. É curadora independente, com projetos como: Felizes para Sempre, BSB, Curitiba e SP, 2000/2001; Gentil Reversão, BSB, RJ 2001/2003; Rumos Visuais Itaú Cultural 2001/2003 e em2008/2010; Lúdico, Lírico, Berlim, 2002; Centro|EX|cêntrico, CCBB, 2003; Situações Brasília, Caixa e CCBE, 2005; Bolsa Produção para Artes Visuais, Curitiba, 2008/2010; Brasília: Síntese das Artes, CCBB- BsB, 2010; Mostra Tripé Brasília| Linhas de Chamada, SESC Pompéia-SP , 2011 – 2012; Mostra Rumor, Coletivo Irmãos Guimarães, Oi Futuro-RJ ,CCBB-DF e SESC Belenzinho -SP, 2012- 2013;Azulejos em Lisboa Azulejos em Brasília: AthosBulcão e a azulejaria

barroca, Lisboa, 2013; Projeto Triangulações 2013 – Salvador, Brasília e Recife -e 2014- Salvador, Belém e Maceió; Mostras de Carlos Lin ePolyanna Morgana, Andrea Campos de Sá e de Gê Orthof, Gal. Alfinete, BsB 2013-2014;Christus Nóbrega, na AmareloNegro, Rio, e Ge Orthof , na Referência Galeria de Arte, Bsb, em 2014; Prêmio Marcantônio Vilaça-Sesi/CNI 2014-2015.

 

Serviço:

Exposição Nov [elos] + Nov [lhas] = Cowladyboy, de Gê Orthof

Curadoria de Marília Panitz

Local: Galeria Amarelonegro Arte Contemporânea

Endereço: Visconde de Pirajá, 111 – lojas 1 e 2 – Ipanema

Telefone: (21) 2549-3950

Abertura: 25 de agosto, terça-feira, às 19h

Visitação: de terça a sexta, das 10h às 19h; sábados, das 10h às 16h

Em cartaz até 25 de setembro

Entrada gratuita http://www.amarelonegro.com

Exposição “Plasticidades: Plástico + Design”

Depois de Milão, Buenos Aires e São Paulo, a exposição internacional “Plasticidades: Plástico + Design” chega pela segunda vez ao Rio de Janeiro. A exposição acontecerá no Shopping Metropolitano Barra, de 13 de agosto a 6 de setembro.

Ao todo, estarão expostas cerca de 100 peças, do Brasil e de outros 15 países (Alemanha, Argentina, Áustria, Bélgica, Canadá, China, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Holanda, Inglaterra, Itália, Suíça, Tailândia e Venezuela). São criações de renomados designers estrangeiros, como Karim Rashid, Zaha Hadid, Gaetano Pesce e J-me Studio, e brasileiros, como os Irmãos Campana, Gilson Martins, Zanini de Zanine, Mana Bernardes e Renata Moura. O objetivo da exposição é surpreender os visitantes com produtos de design inusitado e bem-humorados, todos com o plástico como principal matéria-prima.

“Plasticidades: Plástico + Design” também terá um espaço especial, denominado Lounge Plástico, criação de Paulo Andrade, onde ocorrerão talk shows com representantes de empresas e designers, que produzem com os mais diversos tipos de plástico (poliuretano, polipropileno, acrílico, vinil etc.).

SERVIÇO:

Data da exposição: 13 de agosto a 06 de setembro

Programação de Talk shows:

14/08 (sexta), às 13h30: Célio Teodorico, graduado em Desenho Industrial, Mestre em Engenharia de Produção e Doutor em Engenharia Mecânica. Célio Teodorico abordará o tema: “Produzindo design com plástico”. O designer contará à plateia sobre sua experiência bem-sucedida na Paradesign e no Estúdio 566.

17.08 (segunda), às 11h: Zanini de Zanine, designer carioca, internacionalmente conhecido e premiado. Zanini assina peças para renomadas marcas nacionais e internacionais, como as italianas Cappellini, Slamp e Seletti, referências em design. Em 2015, foi nomeado Designer do Ano pela Maison & Objet Americas. Tema do talk show: “Designer & Plástico: um feliz casamento”. O designer falará sobre sua experiência com a matéria-prima plástica.

17.08 (segunda), às 13h30: Gerson Lessa, Doutor em Artes Visuais pelo PPGAV/EBA, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Mestre em Design pelo PPD/ESDI (Uerj). Sua dissertação de mestrado tem por tema “Os plásticos: Panorama histórico de materiais e design”. Professor do curso de Desenho Industrial da UFRJ. Pesquisador e colecionador de design plástico do século XIX ao XXI. Tema do talk show: “Um plástico para chamar de seu: curiosidades sobre o material, que faz parte da vida de todos nós”.

19.08 (quarta), às 13h30: Andréa Magalhães, editora da Revista Escala, de design e arquitetura, desde 2001, e editora Américas da Dorchester Magazine (Reino Unido/ Oriente Médio), com foco em economia, mercado imobiliário e arquitetura, desde 2013. Bacharel em Comunicação Social/Jornalismo pela PUC-Rio e pós-graduada em Pesquisa de Mercado e Opinião Pública pela Uerj, foi editora-fundadora do jornal Extra, editora do JB e repórter de O GLOBO por 10 anos. Desde 2001, é diretora da agência de comunicação Altherswanke. O talk show de Andréa terá como tema “O design plástico na mídia”.

21.08 (sexta), às 11h: Valeria Nunes, mestre em Eletromagnetismo aplicado e pós-graduada em Design de joias pela PUC-RIO, teve suas criações em prata e plástico expostas no maior evento de design do mundo: a Feira de Milão (2012). Suas joias já mereceram matérias em revistas internacionais e nacionais, como a italiana DDN e a brasileira Escala, em uma de suas edições especiais. Seu talk show abordará “A vez do plástico na joalheria contemporânea”.

21.08 (sexta), às 11h: Rodrigo Pereira, gerente geral de vendas e de marketing da Vulcan, empresa que fabrica laminados plásticos no Brasil desde 1948. Localizada no bairro do Colégio, na cidade do Rio de Janeiro, a matriz da empresa está situada numa área de 120.000m². Como seu produto mais popular, destaca-se o Contact. Em seu talk show, Rodrigo Pereira abordará “O mercado de plásticos no Brasil e no exterior e os desafios da Vulcan para os próximos anos”.

Horário da exposição: segunda a sábado, das 10h às 22h; domingos e feriados, das 13h às 21h. O lounge inflável funciona de acordo com a programação dos talk shows
Local da exposição: Praça de Eventos do Shopping Metropolitano Barra. o Lounge inflável fica no piso L2, próximo ao Cinemark.

Endereço – Av. Embaixador Abelardo Bueno, 1.300 – Centro Metropolitano – Barra da Tijuca – Rio de Janeiro.

Agosto no CCBB

Em agosto, o Centro Cultural Banco do Brasil recebe Tom Zé, Pepeu Gomes e Márcia Castro no festival “Invasão Baiana”. Reunindo nomes consagrados e intérpretes da nova geração, a seleção também traz DJ Mauro, Baiana System, Telefunk-soul, Retrofoguetes e DJ Lord Breu, entre outros. De 15 a 23, sábados, às 21h e domingos, às 16h.

Leonardo Vieira, Malu Valle, Xando Graça entram em cena para viver o mais novo espetáculo de Visniec: “Paparazzi”. Utilizado de forma alternativa a sala de exposição D do segundo andar do prédio, a diretora Adriana Maia apresenta o fim do mundo em ritmo cinematográfico e frenético. No elenco, também estão presentes Alexandre David, Alexandre Varella, Isa Loski, Karla Conca, Lippy Adler e Rafael Queiroz. Até 24 de agosto, às 19h. De quarta a segunda.

O “Assim Vivemos” chega à 7ª edição trazendo um painel rico e plural das questões mais atuais e pertinentes que movem as pessoas com deficiência nas mais diferentes culturas. Alemanha, Austrália, Bélgica, Chile, Espanha, França, Irã, Israel, Itália, México, Rússia e Ucrânia são alguns dos países presentes na seleção de mais de 30 títulos, que neste ano reúne também sete produções brasileiras. De 05 a 17 de agosto, em diversos horários.

“BR-TRANS” é o espetáculo idealizado pelo ator Silvero Pereira, sob direção de Jezebel De Carli, que dá vida a relatos reais de travestis, transexuais e transformistas, coletados do Nordeste ao Sul do País. De 06 de agosto a 06 de setembro às 19h30. De quarta a segunda.

Hannah Arendt, uma das mais importantes pensadoras do século XX, ganha vida a partir da atuação de Kelzy Ecard e direção de Isaac Bernat. Explorando principalmente o tema da banalidade do mal, o texto de Marcia Zanelatto foi contemplado no Prêmio Myriam Muniz com nota máxima (100). De 27 de agosto a 04 de outubro, às 19h. De quarta a domingo.

A terceira atração do “Prêmio CCBB Contemporâneo” que ocupa a Sala A até 2016 é a instalação inédita  “Ultramarino” de Vicente de Mello. Imagens repetidas e alternância de luzes coloridas de um farol transformam o ambiente e inspiram “um outro lado do mar”.

A série de encontros “Arte e Ciência” permanece em cartaz e traz o matemático

Francisco Antônio Doria e o artista plástico Arthur Omar em um encontro com o público sobre os diversos caminhos do conhecimento. 26 de agosto.

Até sete de setembro, fica em cartaz no CCBB Rio, a exposição “Picasso e a Modernidade Espanhola – Obras da coleção do Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia”. A curadoria de Eugenio Carmona evidencia as relações da obra de Picasso e seus contemporâneos espanhóis Miró, Dalí, Domínguez e Tàpies, entre outros..

 

Centro Cultural Banco do Brasil

Rua Primeiro de Março, 66

Centro – Rio de Janeiro – RJ

CEP 20010-000

www.bb.com.br/cultura

twitter.com/ccbb_rj

http://facebook.com/CCBB.RJ

Aberto para o público de quarta à segunda, das 09h às 21h.

 

Exposição “Música Brasilis – Rio Música 450 anos”

A exposição “Música Brasilis – Rio Música 450 anos” reúne instrumentos, vídeos e instalações interativas para mostrar um panorama das práticas musicais cariocas, desde os índios tupinambás até os dias de hoje. A mostra chega à Arena Jovelina Pérola Negra no dia 31/07, sexta-feira, e segue até o final de agosto. A entrada é gratuita e a classificação é livre.

Parte da programação oficial das comemorações dos 450 anos do Rio de Janeiro, o projeto é uma iniciativa inovadora, na qual a tecnologia é empregada para sintetizar a riqueza da música de diversas vertentes. O projeto se apoia nos conteúdos reunidos ao longo de cinco anos no portal Musica Brasilis, cujo objetivo é o resgate e difusão de música brasileira de todos os tempos e gêneros.

A curadora da exposição, Rosana Lanzelotte, afirma que essa é uma iniciativa pioneira no país que funciona como um piloto do primeiro museu de música nacional: “O visitante pode percorrer a linha do tempo interativa, entender como funciona a notação musical, através de partituras animadas, e brincar de compor a sua própria música colocando peças em uma mesa. Estarão expostos diversos instrumentos, inclusive um raro piano de 1851, época em que o Rio se estabeleceu como a cidade dos pianos”, acrescenta Rosana.

Ficha técnica:
Concepção e curadoria: Rosana Lanzelotte
Consultoria de conteúdos: Beth Ritto
Coordenação do portal: Cynthia Nunes
Pesquisa: Jonathan Valeriano, Mayra Pereira, Pedro Aragão
Instalações digitais interativas: SuperUber e Bleech
Cenografia: Susana Lacevitz
Programa educativo: Suely Avellar
Identidade Visual e sinalização: 6D
Produção Executiva: Cintia Pereira

Serviço:
“Exposição Música Brasilis – Rio 450 anos de música”
Abertura: 31/7, às 20h- Mesa redonda sobre a Pavuna e sua música, com Fábio Judice, Joaquim Ferreira dos Santos e Artur Xexéo
Visitação: 31/7 a 30/8, de terça a sábado, das 10h às 16h
Local: Arena Jovelina Pérola Negra
Endereço: Praça Ênio, s/n, Pavuna.
Tel: (21) 2886-3889
Entrada gratuita
Classificação livre
A Arena possui acesso para deficientes físicos e estacionamento gratuito.

25ª edição do Arte de Portas Abertas

Santa Teresa vai ficar, mais uma vez, repleta de arte! Está chegando um dos eventos mais queridos da cidade: a 25ª edição do Arte de Portas Abertas, nos dias 25 e 26 de julho, sábado e domingo, das 10 às 18hs.

O Arte de Portas Abertas, organizada pela Associação dos Artistas Visuais de Santa Teresa – Chave Mestra, é sempre uma festa! O bairro se prepara para receber o público: as casas são pintadas, novos espaços criados e os artistas se movimentam na preparação dos ateliês e de suas exposições para receberem o público. É quando tem a oportunidade de mostrar aos milhares de visitantes sua alma, sua tradição que acolhe a arte desde o início do século passado como uma vocação especial que se renova.

Ao propor a abertura sincronizada de ateliês e espaços culturais do bairro, o evento, que recebe uma média de público de 30.000 visitantes, tornou-se algo único no calendário cultural da cidade, com a oportunidade de conhecer os artistas e o processo de criação de suas obras em seu próprio universo de trabalho.

Neste ano os preparativos estão redobrados porque, além dos 25 ateliês que abrirão suas portas desnudando a oficina dos artistas, dos 15 espaços de cultura, dentre eles os museus federais e os centros municipais, Santa Teresa terá também, junto com os 65 artistas participantes, uma grande galeria de arte a céu aberto.

Artistas inscritos na Galeria do Poste, para fazerem instalações artísticas em postes de rua, já tradicionais em Niterói e outros locais da cidade, farão intervenções nos postes do circuito do Largo do Curvelo até o Largo das Neves, com trabalhos de arte urbana feitos exclusivamente para o evento. Numa parceria com a Chave Mestra, esta intervenção artística acontecerá no dia 25, sábado, e permanecerá no bairro após o evento e está aberta a todos artistas que queiram participar (inscrições: .

E, em dias de festa, a mesa é farta! O roteiro gastronômico, que dá suporte para que os visitantes permaneçam durante todo dia na visitação dos ateliês e passeiem pelas ruas de pedra e ladeira floridas, traz 14 restaurantes com cardápio especial para a ocasião. É só conferir.

Postes como suporte da arte pública, exposições coletivas e individuais, oficinas, performance e intervenções onde a natureza instiga o artista em locais especiais como no Museu da Chácara do Céu, no Museu Casa Benjamin Constant e no Centro de Artes Calouste Gulbenkian na Praça Onze, onde, além da ocupação de suas galerias, haverá a exposiçãoÍndice, com trabalhos de todos os artistas que participam do evento.

À disposição do público, gravuras, desenhos, pinturas, aquarelas, esculturas, fotografias, cerâmicas, infoarte, designs, objetos, maquetes, instalações e arte popular. Uma produção diversificada, com utilização de diferentes conceitos e materiais, que dão um panorama do que se tem feito na arte contemporânea brasileira – e a democratizam com preços acessíveis.

Nos últimos anos o bairro tem sofrido com a ausência do seu querido bondinho e suportado a obra que avança lentamente na esperança de vê-lo novamente circular sobre os trilhos que cortam suas ruas, mas mantém seu charme e resiste no confronto com uma realidade adversa e abre, com alegria, suas portas para quem quiser entrar, agora com calçadas já transitáveis. Mas a produção pede que as pessoas evitem ir de carro.

O Arte de Portas Abertas traz os artistas que fazem parte da própria história centenária do bairro e que dela se realimentam, ao mesmo tempo em que num mesmo movimento a mantém viva e contemporânea.

Ateliês

Abigail Nunes e Deneir – desenho/gravura e arte vira lata (Rua Paschoal Carlos Magno, 90 – Sobrado).

Ana Maria Moura – pintura/desenho (Rua Paschoal Carlos Magno, 90).

Ascensión Chanqués – pintura/escultura/foto-pintura (Rua Paschoal Carlos Magno, 90 Sobrado).

Bárbara Sotério – gravura (Rua Paula Matos, 46)

Carlos Antunes – escultura (Rua Áurea, 118)

Daniel Gnattali – desenho (Rua Tenente Mauricio de Medeiros, 8 A)

Deborah Costa – patch Art (Rua Felício dos Santos, 3)

Delfina Reis e Luiz de França – toy art e pintura (Rua Oriente, 16/ B)

Dony Gonçalves e Thelma Innecco – cerâmica (Rua Paschoal Carlos Magno, 90 – Sobrado)

Edson Silveira – objeto/gravura/pintura (Rua Paschoal Carlos Magno, 90 – Sobrado)

Eliane Santos e Sabinne Allain – gravura/escultura (Rua Oriente, 5/302)

Favoretto – pintura (Rua Murtinho Nobre, 75)

Flavio Papi – maquete (Rua Santo Alfredo, 40, Largo das Neves)

Getúlio Damado – reutilizados/Arte Popular (Rua Leopoldo Fróes, 15)

Guto Vilaverde – mosaico (Rua Monte Alegre, 355)

José Geraldo Furtado – desenho/fotos (Rua Hermenegildo de Barros, 163)

José Luiz – escultura (Travessa Fluminense, 14)

Klaus Reis e Coletivo Pouco Paco – pintura/desenho/ilustração/quadrinhos (Rua Santa Cristina, 88)

Marcius Tristão e Agostinho Moreira – Escultura (Rua Paula Matos, 46)

Marco Forgiarini – gravura (Rua Paula Matos, 46)

Pedro Grapiúna e Marcellus Machado – escultura e gravura (Rua Almirante Alexandrino, 54 – B casa 5)

Regina Marconi – pintura/desenho (Rua Paschoal Carlos Magno, 90 – Sobrado)

Sandra Fioretti e Robson Jorge pintura (Rua Hermenegildo de Barros, 163)

Simone Câmara – pintura (Rua Hermenegildo de Barros, 163)

Ziza Dourado – vídeo/instalação (Rua Paschoal Carlos Magno, 90, sobrado)

 

Centros Culturais

Casa Amarela – Sala Multimídia

* Rua Hermenegildo de Barros, 163 – 99987-3105

JVicttor- (1957-2014) –   Pintura, fotografia e colagem – “Na arte é tudo diferente”

* Homenagem ao artista plástico, morador de Santa Teresa e carioca de coração, que colecionava imagens do seu cotidiano e sobre elas desenvolveu sua arte.

 

Casa Alto Lapa Santa

* Rua Joaquim Murtinho, 654 – 2232-8534

Heloisa Pires Ferreira – gravura e tapeçaria

Magda Besinger – cerâmica e vidro

Casa Vermelha

* Rua Aarão Reis,126 – 2558-1070 / 99649-3370

Jac Carrara – escultura

 

Casalegre Art Vila

* Rua Monte Alegre, 316 – 98670-6158

Arte de Portas Abertas Através do Tempo/Registros – curadoria Dinair Fernandes

 

Centro Cultural Municipal Laurinda Santos Lobo

* Rua Monte Alegre, 306 – 2215-0618

– Exposição coletiva – pintura/aquarela/performance – curadoria Álvaro Almgren –visitação de 25 a 30/07, das 10 às 18hs

Adias, Álvaro Almgren, Anísio O. Couto, Ilo- Ilene Lara, Manon Rada, Maria Perdigão, Maria Verônica Martins, Miriam Miranda, Palle Jensen, Paloma Carvalho e Sandra Nunes

 

– Performance

Martha Pires FerreiraPalavras – sábado e domingo às 16hs

Cine Santa Teresa

* Rua Paschoal Carlos Magno, 136 – 2222-0203

Exibição do filme Um Bonde chamado Santa Thereza das 11h às 21h

Canto da Carambola

* Rua do Oriente, 123 – Santa Teresa – 2210-0289

Marcio Goldzweig, Claudia Tolentino e Sergio Sal – gravuras

 

Centro de Artes Calouste Gulbenkian

* Rua Benedicto Hipólito, 125 – Praça Onze – 2221-7760

Exposição Índice

Todos os artistas participantes da 25ª Artes de Portas Abertas – Curadoria Edson Silveira – visitação de 25 a 30/07, das 10 às 18hs

 

Galeria Ismael Nery

Exposição Coletiva Zona Gráfica – Curadoria Eliane Santos

Adir Botelho, Antonio Grosso, Bárbara Sotério, Ciro Fernandes, João Moura, Marcio Goldzweig, Marcos Varela, Matheus Grimião, Ricardo Pereira, Ricardo Tavares e Rubem Grilo

 

Sala Calouste Gulbenkian

Individual de Adel Gonzaga

Galeria Modernistas

* Rua Paschoal Carlos Magno 39

Exposição Coletivaobjeto/fotografia/vídeo/escultura/desenho – visitação de 24 a 30/07, de 10 às 18hs

Alvaro Algrem, Bia Sasso, Celia Cotrim, Célia Schiavo e Mihai Cauli

 

E também com os artistas dos ateliês:

Ascención Chanqués, Daniel Gnattali, Deborah Costa, Dony Gonçalves,Edson Silveira, José Geraldo Furtado, Martha Pires, Pedro Grapiúna,Regina Marconi, Thelma Innecco, Valter De Gaudio e Ziza Dourado

Museu Chácara do Céu

* Rua Murtinho Nobre, 93 – 3970-1198 / 3970-1089 / 3970-1126

Vanda Martins (Vanda Meister) – instalação – “Sem Niños”

Museu Casa de Benjamin Constant

* Rua Monte Alegre, 255 – 3970-1168 / 3970-1177

Cristina Felicio – oficina livre de Barro Gravura, das 15h às 17h

Um Novo Nicho Pra Santa

* Rua Eliseu Visconti, 415 – 2222-0266

Um passeio pela casa de Lygia Bojunga – dia 25 de julho, sábado – Encontro às 10h e visitação das 10h30h às 13h

Exposição Vladimir Lagrange – “Assim Vivíamos”

A CAIXA Cultural de São Paulo apresenta, de 25 de julho a 20 de setembro, a exposição “Assim Vivíamos”, de Vladimir Lagrange, considerado um dos maiores fotógrafos vivos da antiga União Soviética. A curadoria é de Luiz Gustavo Carvalho. O projeto tem o patrocínio da Caixa Econômica Federal e do Governo Federal.

A mostra traz 65 imagens em preto e branco e está sendo apresentada pela primeira vez na capital paulista. Marcando a abertura, Lagrange fará uma visita guiada, com o curador, no primeiro dia de visitação, no dia 25, às 11h, para falar sobre a sua obra e o papel da fotografia russa, na segunda metade do século XX.

Na exposição, o fotógrafo retrata aspectos do cotidiano urbano e rural da antiga União Soviética. Desprovida de estéticas ideológicas, “Assim Vivíamos” constitui um testemunho objetivo e sensível, dotado de um humor inteligente sobre uma época importante da história mundial.

Em um período marcado pela forte censura, Lagrange optou por retratar a humanidade dos seus conterrâneos em sua obra. Até nas cenas “oficiais”, seu trabalho se diferenciava dos demais fotógrafos ao escolher enquadrar o indivíduo ao invés das multidões.

“A mostra apresenta uma ótima oportunidade de o público conhecer mais profundamente o cotidiano da vida na antiga União Soviética através de uma testemunha sensível e direta. Na obra de Lagrange, encontram-se drama e humor, além de uma perene compaixão pelo ‘homem simples’, retratado pelo fotógrafo por meio de uma linguagem visual profunda e singular”, afirma Luiz Gustavo.

Vladimir Lagrange:

Lagrange iniciou o seu trabalho como fotojornalista, em 1959, aos 20 anos de idade, na agência de notícias TASS. Em 1962, suas fotografias foram escolhidas para integrar a exposição “Nossa juventude”, um dos mais importantes acontecimentos de fotografia que ocorreu, em Moscou, naquele ano.

Em uma de suas obras, Lagrange retratou a Praça Vermelha, que até então representava uma potência bélica opressora do regime soviético, enquadrando jovens numa comemoração escolar com o símbolo da paz, ao invés dos cenários típicos, o que representou uma quebra de dogmas na época.

Vladimir contribuiu para diversas revistas soviéticas. Durante 25 anos, trabalhou na revista “União Soviética”, a principal publicação do país dedicada à sociedade e à política, editada em 21 línguas e distribuída em mais 130 países.

“Como aconteceu com diversos artistas durante a história soviética, a censura sofrida por Vladimir Lagrange era muito grande. Certa vez, fez uma foto de um minerador com cara

suja, e esta foto foi imediatamente criticada e censurada pelo editor da revista, que disse que o homem soviético não era assim. A sinceridade artística e o respeito de Vladimir pelos seus personagens são visíveis nas pessoas bonitas, heróicas, amantes de trabalho e, ao mesmo tempo, muito sofridas e infelizes com o regime”, explica Luiz Gustavo.

Entrevistas e agendamentos Bárbara Chataignier – bchataignier@gmail.com – (21) 9-9738-1243

 

Serviço:

Exposição Vladimir Lagrange – “Assim Vivíamos”

Abertura: dia 25 de julho (sábado), às 11h.

Visitação: de 25 de julho a 20 de setembro de 2015

Horário: de terça-feira a domingo, das 9h às 19h

Local: CAIXA Cultural São Paulo

Endereço: Praça da Sé, 111 – Centro – São Paulo (SP)

Entrada: franca

Classificação indicativa: livre

Telefone: (11) 3321-4400

Acesso para pessoas com deficiência

Patrocínio Caixa Econômica Federal e Governo Federal

Visita Guiada com o fotógrafo Vladimir Lagrange e com o curador Luiz Gustavo Carvalho

Data: dia 25 de julho (sábado)

Horário: a partir das 11h

Local: CAIXA Cultural São Paulo

Exposição “Maria de Todos Nós”, em homenagem aos 50 anos de carreira de Maria Bethânia

As fortes emoções que Maria Bethânia desperta ao seu redor são o tema da exposição Maria de Todos Nós, com obras de mais de uma centena de artistas plásticos, fotógrafos, poetas e músicos, que abre no dia 03 de julho, sexta, e segue até 13 de setembro, no Paço Imperial/RJ.

Com direção geral e expografia de Bia Lessa, a homenagem aos 50 anos de carreira de Bethânia tem patrocínio da Natura, sem uso de lei de incentivo, e abre a programação em comemoração aos 10 anos do Natura Musical, programa de valorização da música brasileira criado pela empresa de cosméticos em 2005.

A mostra – batizada com o título de um poema de Mabel Veloso, inspirado em sua irmã – nasceu como um movimento voluntário de amigos e fãs famosos ou anônimos de Bethânia, reunidos pela produtora Ana Basbaum, que estão contribuindo com obras inspiradas no universo da artista.

“O intuito não era o elogio à artista”, conta Bia Lessa, “mas os ecos e as inspirações que brotam a partir de seu trabalho. Espontaneamente foram se juntando obras, ideias, artistas e admiradores e a exposição foi sendo concebida a partir desses estímulos. Não há propriamente uma curadoria, há objetos, obras de arte, fotografias, textos, poemas – em comum o fato de estarem expostas por terem sido, todos, um ato de criação, um esforço pessoal e um desejo de participar dessa ‘cerimônia’ de comemoração aos 50 anos de carreira de Bethânia.  Comemorar a artista é também comemorar o desejo da construção e a valorização de um Brasil mais genuíno e ético. Cá estamos, todos, nessa construção coletiva – utópica”.

Os artistas que estarão com obras na exposição são: Adenor Gondim, Alexandre Dacosta, Alexandre Sá, Ana Basbaum, Analu Prestes, André da Marinheira, André Rocha, Anna Carolina Albernaz, Armando Barbosa, Aroeira, Batman Zavareze, Barbara Almeida, Beto Felício, Bruno Big, Bruno Veiga, Cafi, Calasans Neto, Camila Alcantara, Carlos Bracher, Chica Granchi, Chico Cunha, Chicô Gouvêa, Chiquta, Dani Roland, Demétrius, Diana Dasha, Daniel Bordini, Daniela Mattos, Dinorah Oliveira, Edson Luiz Antunes, Elayne Fonseca, Elisa Bracher, Elson, Erica Almeida, Éric Dini Nielsen, Erivaldo, Everaldo, Fábio, Fani Bracher, Flávio Colker, Flávio Império, Fauzi Arapi, Getúlio Damado, Gilberto Miranda Maia, Giulia Drummond, Glauber Vianna, Gringo Cardia, Hélio Eichbauer, Henri Lentino, Hugo França, Irmãos Campana, Ivor Jael, Jean dos Anjos, Joe Alcântara, José Alcântara, Júlia Basbaum, Júlio Diniz, Karina Zambrana, Lan, Lenise Pinheiro, Leo Tomassini, Louco Filho, Lucas Medeiros, Luiz Áquila, Luiz Stein, Luiza Marcier, Lourdes Abraços, Malu Fatorelli, Maria Bethânia, Maria Borba, Mana Bernardes, Maria Bonomi, Maria Luisa Mendonça, Maria Pace Chiavari, Maria Sampaio, Marcelo Ferraz, Maria Borba, Mario Ferrante, Marisa Alvarez Lima, Matizes Dumont (Grupo composto de Antônia, Ângela, Martha, Marilu, Sávia e Demóstenes), Maureen Bisilliat, Maurício de Sousa, Mirabeau Sampaio, Menote Cordeiro, Miguel Paiva, Monica Barki, Moreno Veloso, Nair de Carvalho, Nina Basbaum, Oziel, Paulinho Moska, Paulo Lindo, Paulo Lopes, Pedro Sá, Paolo Rizzato, Paula Huven, Raniel Tori, Resêndio José da Silva, Renato Forin Junior, Ricardo Basbaum, Ricardo Filgueiras, Roberta Sudbrack, Roberto Tavares, Rodrigo Velloso, Ronaldo Macedo, Rute Casoy, Samanta Alves, Samy Ferreira Chagas, Sergio Batista de Carvalho, Suzana Queiroga, Tatti Moreno, Thereza Eugênia, Thereza Miranda, Thomaz Azulay, Valentina Muabsab, Valéria Costa Pinto, Vera Bernardes, Victória Vieira, Verônica Lapa, Vicente de Mello, Ziraldo e Zé Andrade.

Estarão expostos 980 fotografias, 302 obras e 120 objetos de 160 artistas e fotógrafos, espalhados pelas doze salas, no coração do Rio de Janeiro, a Praça XV, onde milhares de pessoas circulam todos os dias. E, para que a exposição tenha um diálogo com a cidade e seus transeuntes cotidianos, nas sacadas e ao redor do prédio ficará uma instalação com tecidos com frases de poetas que foram importantes na formação de Maria Bethânia. Fragmentos de Fernando Pessoa, Clarice Lispector, Patativa do Assaré, Padre Antônio Vieira, Sophia de Mello Brahner, etc. Pílulas literárias para todos – uma forma de se comemorar também o aniversário da cidade e retratar uma das paixões da artista, a literatura.

A exposição tem seu início na praça e convida o visitante a entrar no Paço Imperial. Elementos da natureza – um dos pontos cruciais e chaves do trabalho de Maria Bethânia pela sua profunda relação com a natureza, base de suas inspirações e seus desassossegos – predominam em todos os espaços, invadindo-os com seus elementos vivos, com sua dinâmica própria, com seus tempos diversos, mundo mineral, vegetal e animal. Essa natureza foi traduzida em fardos, madeira, água, terra, ferro, pedra e, por fim, o mato, através de fardos de feno utilizados na construção das paredes cenográficas e nas bases que darão suporte às obras – ao todo 1.100 fardos. Para este resultado estão sendo usados também 22.0000 sacos com água, 500 sacos de terra, 636 paralelepípedos e 98 sacos de 1.000 litros de serragem.

A primeira obra a ser observada é de Elisa Bracher, obra símbolo da exposição, sem título – um enorme barco, com duas toneladas, que busca seu equilíbrio tênue para permanecer barco, obra símbolo da exposição.

A mostra ocupa todo o primeiro andar do Paço Imperial, inclusive as áreas de acesso e corredores de serviço, criando um espaço circular – onde o visitante escolhe o seu percurso. “Queremos que a exposição não tenha princípio e fim, que a trajetória remeta necessariamente o visitante a um círculo infinito. Não há passado, presente e futuro, não há começo, meio e fim; há uma trajetória criada a partir do desejo de cada visitante”, explica Bia.

Ao todo as doze salas serão ocupadas por: trabalhos inéditos de Maria Bethânia (entalhes em madeiras, alguns cadernos de trabalho, base de suas criações, o camarim de palco utilizado em todas as suas apresentações); imagens públicas, enviadas por fotógrafos e fãs, e pessoais da cantora (impressas em tecido e expostas num corredor inspirado no da casa de Dona Canô e Seu Zezinho, mãe e pai da artista, que era o caminho para as comemorações no quintal da casa em Santo Amaro); obras num altar de feno, retratando um Brasil onde o sincretismo religioso impera; cenografias com obras do acervo do Museu do Inconsciente e do Instituto Pinel; cerâmicas e esculturas; obras de artistas plásticos, bordadeiras e estilistas que remetem aos artesões do interior; objetos, joias, móveis, e perfumes; arte popular; uma instalação audiovisual oferecida pela Natura e obras que utilizam a imagem física de Maria Bethânia para sua criação e uma instalação audiovisual oferecida pela Natura inspirada na sua relação com a natureza e no universo de perfumes.

O público também poderá ouvir, em fones de ouvido, canções criadas para a intérprete por jovens compositores como Pedro Sá, Moreno Veloso, Leo Tomassini, Rubinho Jacobina, grupo Tira Poeira e Ivor Lancellotti, além de uma preciosidade em áudio: uma entrevista inédita de Fauzi Arap.

Além dessas obras em suportes variados, Bia Lessa criou uma instalação, a partir de 100 casas de madeira de 40 x 40 construídas por Getúlio (artista popular carioca) que estarão em dialogo com um céu coberto por 22.000 sacos de água envelopados pelas receitas de Dona Canô – num espaço destinado a Santo Amaro da Purificação, onde sagrado e profano caminham juntos.

A programação da mostra inclui, também, saraus aos sábados e domingos, às 16hs, com lotação de 80 pessoas (senhas no local a partir da 13hs) com os músicos Egberto Gismonti, Moreno Veloso, Pedro Sá, Jorge Mautner, Rubinho Jacobina, Tira Poeira, Ivor Lancelloti, Jaime Além, Andre Mehmari e Banda Afro Cultural Ojuobáaxé. E contará, ainda, com uma mostra de filmes e vídeos e DVDs de Maria Bethânia, todos os dias das 13hs às 17hs (senhas no local), entre eles “Quando o Carnaval Chegar” (1972, Cacá Diegues), “Bethânia Bem de Perto” (1976, David Neves, Eduardo Escorel e Júlio Bressane), “Doces Bárbaros” (1976, Tom Azulay),  “Brasileirinho” (2004, André Horta) e “(O Vento lá Fora)” (2014, Márcio Debellian).

 

FICHA TÉCNICA:

Direção geral e expografia: Bia Lessa

Producao Executiva: Ana Basbaum

Direção de Produção: Arlindo Hartz

Arquiteta: Lúcia Vaz Pato

Trilha Sonora: Dany Roland

Iluminação: Bia Lessa e Antônio Mendel

Programação visual: Cubículo

Letristas: Rafael de Assis, Vinícius de Assis e Felipe Ikehara

Montagem: Paço Imperial

Realização: 2+2 Comunicação LTDA

SERVIÇO:

Exposição: “Maria de Todos Nós”, em homenagem aos 50 anos de carreira de Maria Bethânia

Local: Paço Imperial (Praça XV de Novembro, 48, Centro/RJ- Tel: (21) 2533-4359)

Período: 03 de julho, sexta, a 13 de setembro, domingo

De terça a domingo, das 12 às 18h
ENTRADA FRANCA

Programação de junho do CCBB

O mês de junho começa com a mostra de cinema “Francis Ford Coppola: o Cronista da América” que exibe 25 filmes dirigidos por Coppola, desde suas primeiras produções – os “skin flicks” Tonight for Sure e The Bellboy and the Playgirs, passando pelo terror B dirigido para o produtor Roger Corman, Demência 13, pelos sucessos de público e de crítica dos anos 1970 – O Poderoso Chefão, O Poderoso Chefão – Parte II e Apocalypse Now Redux – até sua fase mais recente de experimentações com o digital (Tetro) e com o 3D (Virgínia).

O festival de teatro Cena Brasil Internacional chega a sua quarta edição e apresenta trabalhos inéditos de companhias oriundas do Brasil, China, Japão, México e Suíça.

Após conquistar uma média diária de 4 mil visitas em São Paulo, a exposição “Picasso e a Modernidade Espanhola – Obras da coleção do Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia” chega ao  CCBB Rio e evidencia as relações da obra de Picasso e seus contemporâneos espanhóis Miró, Dalí, Domínguez e Tàpies, entre outros.

O “Prêmio CCBB Contemporâneo” apresenta os 10 vencedores do concurso de fomento às artes visuais realizado em 2014. Até junho de 2016, o público tem a chance de conhecer o trabalho de coletivo Chelpa Ferro, Fernando Limberger, Ana Hupe, Jaime Lauriano, Carla Chaim, Ricardo Villa, Flávia Bertinato, Alan Borges, Vicente de Mello e Floriano Romano.

No teatro III, Sexo Neutro trata de questões de identidade de gênero que envolvem os indivíduos que se vêem na urgência da mudança de sexo. Com a direção de João Cícero Bezerra, Cristina Flores e Marcelo Olinto vivem a mesma personagem.

Beija como nos Livros é a terceira parte de uma trilogia sobre o amor, a companhia Os Desequilibrados. Com direção de Ivan Sugahara, o texto busca dissecar o sentimento amoroso.

Encontros virtuais é o nome do ciclo de shows-concertos que evidenciam semelhanças e afinidades estéticas entre compositores de épocas e lugares tão distintos quanto improváveis, como Bach & Pixinguinha, Bartok & Hermeto Pascoal, Mozart & Altamiro Carrilho, Debussy & Tom Jobim, Cristina Braga & Sacha Amback, Nazareth & Chopin, Villa-Lobos & Egberto Gismonti. Entre os intérpretes convidados estão Marcelo Fagerland, Kiko Horta e Morelenbaum.

“Leitura Acessível para a Infância” é a iniciativa que traz uma instalação inédita desenvolvida pela “Escola de Gente – Comunicação em Inclusão”, a fim de permitir que crianças com deficiência, analfabetas ou com dislexia possam ter acesso à leitura. Em 9 formatos, o conteúdo do livro Sonhos do Dia, escrito pela jornalista Claudia Werneck é transmitido de forma lúdica, educativa e sensorial para que o público infantil possa conhecer diversas experiências acessíveis de leitura.

A série de encontros Arte e Ciência permanece em cartaz até novembro e traz  ao auditório, o cientista Ivan Izquierdo e o escritor Silviano Santiago no debate Memória e Criatividade.

 

Centro Cultural Banco do Brasil

Rua Primeiro de Março, 66

Centro – Rio de Janeiro – RJ

CEP 20010-000

www.bb.com.br/cultura

twitter.com/ccbb_rj

http://facebook.com/CCBB.RJ

Aberto para o público de quarta à segunda, das 09h às 21h.

 

Leonardo Tepedino, na exposição Projeto Marquise Brasília

O artista Leonardo Tepedino abre, no dia 28 de maio (quinta-feira), às 19h, no Complexo Cultural Funarte Brasília, a exposição Projeto Marquise Brasília. A mostra conta com uma escultura única, resultado do diálogo entre a arquitetura da Marquise da Funarte e os rastros no gramado do entorno. O bambu foi o material escolhido para dar forma a esse jogo de relações físicas e simbólicas entre a marquise e as marcas. Contemplada pelo edital Prêmio Funarte de Arte Contemporânea 2014, a exposição estará aberta à visitação pública entre 29 de maio e 12 de julho de 2015, de segunda a domingo, das 9h às 21h.

Para realizar a mostra, Tepedino construiu módulos cúbicos vazados com a largura e o dobro da altura da Marquise. Esses módulos emergem do contraste entre as construções em Brasília e os rastros no gramado de parte do eixo monumental, que são vestígios de carros e pedestres no entorno da Marquise, caminhos informais, não projetados e realizados por quem habita Brasília. A forma desses módulos se refere à disposição básica das ferragens no método construtivo do concreto armado, material fundamental para a arquitetura moderna. Parte importante do “Projeto Marquise Brasília”, tem a forma da estrutura de ferro, básica, dentro do concreto armado, mas refeita em outra escala e com outro material: o bambu. Assim, esta estrutura de bambu traz para o trabalho um dado orgânico e arcaico, como se, ao configurá-la, encarnasse o arquétipo da arquitetura. “A presença dessa escultura é sutil e camuflada. Acredito que, ao emergir, o faça vigorosamente”, diz Tepedino.

O artista explica que sua intenção, ao colocar a forma das ferragens que estão dentro do concreto no lado de fora, com outra materialidade e outra escala, foi fazer com quer essa alteração inserisse um estranhamento na escultura como uma máquina de funcionamento simbólico surrealista, comedida. “Porque o que teria uma função matemática, física e invisível, escondida dentro do concreto, vai ser colocado em primeiro plano, como elemento principal da construção; a Marquise doa a forma, os rastros, a materialidade e a soma da marquise com os rastros formam a escultura. Surge, assim, um trabalho formado por contrastes entre determinação e indeterminação, orgânico e geométrico, medida e desmedida, projeto e cotidiano, permanente e efêmero”, esclarece.

Nesta exposição, o público vai poder perceber que a Marquise é um abrigo com forma elástica de linha esticada com ritmos, que tem muita velocidade. A ideia é quebrar esse ritmo, transformar essa certeza direcional, colocar um dado arcaico e orgânico, propor desvios e descontinuidades, o próximo e o distante, preencher e esvaziar com as linhas incertas do bambu. O desenho que surge dos rastros e da Marquise tem como objetivo habitar essa linha de concreto armado no eixo monumental em Brasília.

Sobre o artista – Leonardo Tepedino é arquiteto e escultor. Em sua primeira exposição, em 1990, já trabalhava questões da escultura como a materialidade, o equilíbrio e a gravidade, elementos que permanecem fundamentais em seu trabalho. “Naquela época usava o material necessário para resolver um trabalho específico, então trabalhei com uma pluralidade de materiais e meios que não se fixavam a um estilo, mas na particularidade de se chegar a uma síntese visual no espaço tridimensional”, explica. Em 2005, reduziu sua pesquisa à escolha de um material – a madeira –, trabalhando questões ligadas à tradição escultórica e à tradição arquitetônica e criando relações entre uma estrutura linear e uma possível membrana que forma o volume. Neste ano de 2015, ele retorna ao bambu para realizar o trabalho em Brasília.

“Meu projeto comunga com uma constelação de escultores que mantém suas poéticas abertas à possibilidade de uma experiência física surpreendente, utilizando a matéria para abrir fissuras na realidade, alimentando os sentidos, o prazer corpóreo, o processo, a relação com a história da arte, sempre valorizando a atualização do espaço/tempo vivido”, afirma o artista, que trabalhou no ateliê do também escultor Luciano Fabro, artista italiano expoente da chamada Arte Povera.

Tepedino tem formação em arquitetura e mestrado em História da Arte – Área de Linguagens Visuais, na Escola de Belas Artes – Universidade Federal do Rio de Janeiro. Participou de exposições individuais e coletivas, no Brasil e no exterior. No ano de 2012, apresentou, nas Cavalariças da EAV Parque Lage, a exposição “Tempo-Vero”, com curadoria de Marisa Flórido, onde desenvolveu duas obras em madeira que se complementavam. Sua última individual foi, em 2014, “Projeto Desenho Específico”, no mezanino do Palácio Gustavo Capanema, no Rio de janeiro, onde usou o Modulor de Le Corbusier para ajudar a organizar o espaço. Para essa mostra, utilizou a escala humana e a matemática como sistema único singular e universal de medidas.

 

Serviço:

Exposição: Projeto Marquise Brasília, do artista Leonardo Tepedino Projeto contemplado pelo Prêmio Funarte de Arte Contemporânea 2014

Abertura: 28 de maio de 2015, quinta-feira, às 19h Exposição: de 29 de maio a 12 de julho de 2015 Visitação: de segunda a domingo, das 9h às 21h Local: Marquise do Complexo Cultural Funarte Brasília – DF (entre a torre de TV e o Centro de Convenções)

Entrada gratuita

Informações: (61) 3322-2076 e (61) 3322-2029 http://www.funarte.gov.br

16ª edição do Museu Fórum, no MAC de Niterói

O MAC de Niterói apresenta, no dia 27 de maio, às 15h, no Solar do Jambeiro (também em Niterói), a 16ª edição do Museu Fórum, cujo tema é Arte e Experiências na Educação Infantil, um assunto de relevância mundial. É na infância que o processo de aprendizagem é iniciado, onde a arte e educação, caminhando juntas, contribuem para a formação do indivíduo.

Contando com a participação de especialistas no assunto, entre artistas e educadores, o evento vai proporcionar o debate e a reflexão sobre contextos educacionais na infância, arte-educação, experiências artísticas dentro de creches/escola, arte como proposição educativa no período de educação infantil, entre outras questões.

O programa Museu Fórum propõe a atualização do sentido público participativo da instituição museu, transformando o MAC em uma arena propícia para reflexões e trocas sobre temas emergentes da sociedade contemporânea.

Convidados:

Daniel Whitaker

Designer e artista pesquisador no MAC de Niterói, onde desenvolve uma pesquisa de ensino de arte/ciência para crianças de até 6 anos. Atualmente, trabalha com duas creches na comunidade do Morro do Palácio, em Niterói.

Karla Ramirez

Doutora em Educação pela UFRJ, professora do curso de especialização em educação infantil -UFRJ e Diretora pedagógica da Escola-creche Vivinfância.

Maria Emília Tagliari Santos

Artista plástica e arte educadora formada em Comunicação Social/Cinema pela UFF e mestranda no Programa de Pós-graduação em Educação da PUC-RJ, onde pesquisa a arte como ferramenta de aprendizagem na primeira infância. Como artista educadora da Casa Daros desde 2012, participa do desenvolvimento de ações e projetos relacionados à formação de professores e atendimento a crianças de 0 a 6 anos, entre os quais destaca-se o trabalho continuado com crianças e professoras da Casa da Criança, em 2013 e 2014

Mediação:

Maria Ignês Albuquerque

Pedagoga, empreendedora social e consultora em implementação de programas de Educação Infantil, atua como educadora e consultora em museus, tendo trabalhado no Metropolitan – Museu de Arte de Nova Iorque, Museu de Arte Contemporânea de Niterói, Museu de Arte Moderna do Rio e no Oi Futuro, desenvolvendo projetos e consultorias com foco em educação, infância, família, arte e sustentabilidade. Foi professora fundadora da Escola Nossa e é diretora da C3 Ações Sustentáveis.

 

Serviço:

Museu Fórum – Arte e Experiências na Educação Infantil

Solar do Jambeiro

Rua Presidente Domiciano, 195 – Ingá, Niterói.

Convidados: Daniel Whitaker, Karla Ramirez, Maria Emília Tagliari Santos

Mediação: Maria Ignês Albuquerque

Dia 27 de maio de 2015, quarta-feira, às 15h

Atividade gratuita

Mais informações: 2620-2400/2620-2481 http://www.macniteroi.com.br/

Evento no facebook com transmissão ao vivo – https://www.facebook.com/events/104174889918739/

13ª Semana de Museus – Museus para uma Sociedade Sustentável

O Museu de Arte Contemporânea de Niterói participará da 13ª Semana de Museus – Museus para uma Sociedade Sustentável – promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), que acontecerá em comemoração ao Dia Internacional dos Museus (18 de maio) e contará com a participação de diversos museus brasileiros. Este ano, a Semana Nacional de Museus será realizada de 18 a 24 de maio, com a participação de 1.378 instituições culturais e um total de 4.500 atividades. E, claro, o MAC de Niterói não poderia ficar fora desta bela iniciativa. Para isso, oferecerá duas atividades no dia 24 de maio, fechando o evento em grande destilo: o “MAC em Família” e o “Pedalada Cultural da Boa Viagem”.

O “MAC em Família” é um programa voltado para o público infantil e suas famílias. Das 16h às 17h, os interessados participarão de oficinas de criação artística com linguagem e propostas diversificadas, no pátio do museu. Como inventar futuros inspirados nas formas redondas do MAC e da paisagem em volta? O que é um lugar de criação? Estas questões serão levantadas a partir desta atividade, desenvolvida para reinventar novos sentidos de estar juntos, reunindo gerações e famílias para compartilharem exercícios de imaginação inusitados.

Já a “Pedalada Cultural da Boa Viagem” trata-se de uma iniciativa do Museu do Ingá, que, como o próprio nome sugere, incentivará os participantes a utilizarem as ciclo-faixas dos bairros de São Domingos, Ingá e Boa Viagem. Integrando os museus dos bairros por meio de uma pedalada cultural, a atividade terá início às 15h no Museu do Ingá, passando pelo Solar do Jambeiro, Museu Janete Costa, Museu Antônio Parreiras, e se encerrará às 17h30 no MAC, onde os participantes apreciarão o por do Sol e contemplarão as linguagens poéticas que o local proporciona. Afinal, o próprio MAC, com sua forma arquitetônica e paisagem, é uma obra de arte. Cada um destes museus oferecerá uma atividade diferente.

Assim, o Museu de Arte Contemporânea contribui com o tema da Semana, que vem enfatizar a importância de uma maior conscientização da ação do homem sobre nosso planeta e reforçar a necessidade de alinhar o modelo econômico e social do país à perspectiva da continuidade e inovação.
Serviço:
13ª Semana de Museus
Tema: Museus para uma Sociedade Sustentável, de 18 a 24 de maio
Participação do MAC no evento:
Dia 24 de maio:
“MAC em Família”, das 16h às 17h
“Pedalada Cultural da Boa Viagem” – início às 15h, no Museu do Ingá/ término às 17h30, no MAC de Niterói
O MAC de Niterói fica no Mirante da Boa Viagem sem número – Niterói Informações: 2620-2400 ou http://www.macniteroi.com.br

Visita guiada à exposição Entretempos – o Indivíduo e a Cidade

A artista Ivani Pedrosa receberá o público, no dia 15 de maio, sexta-feira, às 17h, para uma visita guiada à sua exposição “Entretempos – o Indivíduo e a Cidade”, uma instalação fotográfica, em cartaz no Centro Cultural Justiça Federal RJ. Neste encontro haverá uma troca com os visitantes sobre as relações entre luz x imagens x projeção. O público vivenciará, de forma lúdica e artesanal, o princípio da fotografia, por meio da interatividade com a Câmera Obscura.

Na mostra, com curadoria de Martha Pagy, Ivani Pedrosa apresenta instalação com projeção de cerca de cinquenta e duas imagens capturadas, ao longo de sete anos, pelo celular, que convidam todos a construir a história da fotografia, a partir da narrativa visual da artista sobre a cidade. Estas imagens são aresentadas em percursos pelo Centro, zona norte, zona oeste e zona sul em vídeo/projeçao capturadas para o interior da câmera obscura. Em homenagem aos 450 anos do Rio de Janeiro, a exposição busca mesclar o passado e o presente, o público e o privado, o indivíduo e a cidade, em uma imersão no espaço urbano, conduzida pelo olhar da artista. “A camera obscura possui três orifícios que permitem a descoberta das imagens projetadas, é o campo onde tudo acontece na perspectiva de Marcel Duchamp. O observador torna objeto o que vê e se transforma num objeto ao ser observado”, explica a curadora.

São fotografias que podem ser apreciadas de forma expandidas e transformadas em objetos escultóricos através da interatividade com a câmera obscura. “Os visitantes percebem as mudanças existentes e a relação com o cotidiano, que muitas vezes não nos damos conta. A vida corrida do dia a dia não permite que reparemos profundamente a nossa relação com a cidade, com o todo. Mesmo sem querer, o entorno passa desperbecido. E o ollhar é singular. O olhar, nesta exposição, vai ser importante e único de cada indíviduo também, mas sem perder o coletivo”, explica Ivani.

 

Serviço:

Visita guiada à exposição Entretempos – o Indivíduo e a Cidade

Dia 15 de maio de 2015, sexta-feira, às 17h

Instalação Fotográfica

Curadoria de Martha Pagy

Local: Centro Cultural Justiça Federal, RJ, Galeria do Térreo.

Avenida Rio Branco, 241, Centro, RJ – CEP 20040-009

Telefone: 55 21 3261-2550

Exposição em cartaz até 31 de maio de 2015

Programação de maio do CCBB

Durante o mês de maio, permanecem em cartaz no CCBB Rio, as exposições “Se liga”, que traz o trabalho de mais de 10 artistas em um diálogo entre arte e ciência, e “Bracher – Pintura e Permanência”, um panorama das principais fases da carreira do pintor mineiro. E em junho, “Picasso e a Modernidade Espanhola – Obras da coleção do Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia” evidencia as relações da obra de Picasso e seus contemporâneos espanhóis Gris, Miró, Dalí, Domínguez e Tàpies, entre outros.

O Rio Harp Festival, festival internacional de harpas, entra em sua décima edição e reúne músicos de 25 países. Entre mais de 100 apresentações em diversos espaços, o CCBB Rio recebe Reynaldo e Ricardo Cabañas (Argentina), Ronith Mues (Alemanha), Sasha Boldachev (Rússia), Josh Layne (Canadá), Nandabathka (Índia), Josh Layne (Canadá), Julian Cardenas (Colômbia),Patrice Fisher & Arpa (EUA), Elisabeth Plank (Austria), Marianne Gubri e Miho Kamiya (Itália) e Robin Ward (Inglaterra).

No cinema, a mostra Dogma 95 traz um panorama do movimento que há duas décadas bagunçou o cinema contemporâneo com um manifesto em defesa de um cinema mais despojado e urgente. Em destaque, os 3 cineastas mais famosos do movimento: Lars Von Trier, Thomas Vinterberg e Susanne Bier.

No teatro, permanecem em cartaz, os espetáculos “Anti-Nelson Rodrigues”, montagem de Bruce Gomlevsky do texto clássico ácido pouco conhecido do grande público; e “Contra o Vento”, baseado no diário (fictício) de uma ex-moradora do Solar da Fossa, lendária pensão que funcionou de 1964 a 1971 e abrigou figuras importantes do movimento tropicalista.

Centro Cultural Banco do Brasil
Rua Primeiro de Março, 66
Centro – Rio de Janeiro – RJ
CEP 20010-000
http://www.bb.com.br/cultura
twitter.com/ccbb_rj
http://facebook.com/CCBB.RJ
Aberto para o público de quarta à segunda, das 09h às 21h.

Exposição “Se Liga – Arte, Ciência e Imaginação”, no CCBB

Imaginação. Criatividade. Intuição. Conhecimento. Investigação. Reflexão. Onde arte e ciência se encontram e compartilham das mesmas características, pontos de partida, dúvidas e questionamentos?

É inspirada no diálogo sutil entre ciência e arte que a exposição Se Liga traz para o CCBB-Rio obras de artistas brasileiros e estrangeiros que apresentam, cada um a seu modo, pontos de intersecção entre estas duas facetas do conhecimento humano.

Arte e ciência. Componentes complementares da grande habilidade humana de imaginar. Ciência e arte. Partes do infinito universo de possibilidades de criação, interpretação, observação, experimentação e descobertas.

Quando pensamos em imaginação, geralmente a associamos a manifestações artísticas: cinema, música, artes visuais, literatura, dança, poesia. Mas ela também é um ingrediente da ciência.

Ao imaginar, o cientista duvida, propõe, especula, busca, revela. É navegando pelas marés da imaginação que o cientista formula hipóteses e o artista cria experiências estéticas e sensoriais.

“Laboratório divertido”

A exposição Se Liga apresenta a relação arte-ciência em obras, instalações, vídeo arte e experiências sensoriais que convidam o público a interagir com conceitos e curiosidades científicas.

A apresentação lúdica e divertida de temas aparentemente complexos reforça uma das principais diretrizes do estúdio M’Baraká, responsável pela concepção, curadoria e direção artística da exposição: promover uma experiência integral, que combina design e conteúdo – sempre priorizando o diálogo direto com o público.

“Esta edição da exposição Se Liga dialoga com as duas anteriores, criando uma série voltada para a promoção do conhecimento de forma integrada, apostando em narrativas empolgantes, que envolvam o espectador”, define o diretor do estúdio M´Baraka e curador da mostra Diogo Rezende.

Dentre os trabalhos selecionados, obras de artistas brasileiros e estrangeiros que releem, questionam, ironizam, interligam, se retroalimentam ou se inspiram na ciência – além de instalações e obras interativas desenvolvidas pelo Estúdio M´Baraka.

A 3ª edição da exposição Se Liga traz os micro desenhos de The minibook of major events, do norte-americano Evan Lorenzen; os visionários experimentos fotográficos do inglês Eadweard Muybridge; os pássaros animados de Juan Fontanive em Ornithology; as colagens surrealistas do norte-americano Bedegeuse; as monumentais fotografias hiperrealistas da artista cearense Luzia Simons; o simbolismo da instalação Céu e Mar da carioca Gabriela Noujaim; a poética videoinstalação Concerto para clorofila do paulista Cao Guimarães; as emblemáticas colagens do brasileiro Odires Mlászho; as areias microscópicas de Gary Greenberg; o ousado trabalho experimental do carioca Eduardo Kac em GFP Bunny; a borboleta iluminada de Alexandre Mazza em Metamorfose; as colagens inusitadas de Michel Zózimo e a lisérgica instalação de Camila Sposati.

“Aliar conteúdos variados e traduzi-los em experiências sensoriais, que privilegiem a fruição natural do conhecimento e prazer estético, é um constante exercício da M’Baraká e a exposição “Se Liga – Arte, Ciência e Imaginação” é um dos projetos do estúdio onde esta marca fica mais perceptível”, completa Isabel Seixas, sócia do estúdio M´Baraka e curadora da mostra.

É a partir deste conceito que a Expo Se Liga propõe uma experiência diferente, em uma espécie de “laboratório divertido”, onde as disciplinas dialogam: matemática e história se complementam, poesia e física se aproximam e a biologia inspira o cinema…

Da grande aventura do conhecimento humano através dos tempos aos experimentos genéticos ultra contemporâneos, das investigações sobre astronomia e teorias da evolução à física quântica e nossa relação com o tempo, da botânica à anatomia – cabe de tudo um pouco nesta exposição que convida o público a explorar conceitos e conhecimentos de forma lúdica e artística.

Caminhos híbridos em que a experimentação e a liberdade para conhecer e sentir são ingredientes que fomentam novas percepções, interesses, habilidades e paixões.

A Expo Se Liga é uma realização do Estúdio M’Baraka e conta com a curadoria do coletivo do Estúdio, formado por Diogo Rezende, Isabel Seixas e Letícia Stallone.

Serviço

Expo Se Liga

De 08 de abril a 25 de maio

Entrada Gratuita – Quarta a Segunda de 9 às 21 horas

CCBB Rio – Rua Primeiro de Março, 66 – Centro – 2º Andar – Salas A, BC e D

Exposição “Conecte-se”, na Matilha Cultural, em São Paulo

Em comemoração aos seus seis meses de existência, a conectearte abre no dia 07 de abril, na Matilha Cultural, a exposição “Conecte-se”, que apresentará 17 artistas de seu portfolio, incluindo 5 novos nomes que passarão a compor o elenco da galeria virtual.

Esta será a primeira vez que a conectearte sairá do mundo virtual para se apresentar em ambiente off-line. Entre os artistas a serem expostos estão: Cassio Leitão, Christian Sievers, Del Pillar Salum, Denise Adams, Jorge Medeiros, Julieta Bacchin, Kika Levy, Laura Stankus, Marcelo Nunes, Maurizio Mancioli, Nicole Mouracade, Robson Lemos, Sergio Barros, Teresa Berlinck, Veronica Amores, Vinicius Consales e Wagner Willian.

Desde sua criação, o site da conectearte já obteve mais de 18 mil acessos, com tempo médio de permanência de 3 minutos e 29 segundos – índice que pode ser considerado alto contra os 2 minutos e 25 segundos da média de e-commerce. Já o número de visualizações chegou a 50 mil.

Deste total, 8% dos acesso são de países estrangeiros, sendo Estados Unidos, Holanda e Portugal os países com maior procedência de visitantes. “Essa visitação internacional reforça a capilaridade da internet. Podemos chegar a qualquer lugar do planeta, o que amplia a divulgação do trabalho dos artistas presentes na galeria”, explica Patricia Rabello, fundadora da conectearte.

Novos artistas
A partir de 06 de abril, cinco novos artistas passam a integrar o elenco da conectearte, que totaliza agora 25 nomes das mais diversas regiões do país. Os nomes mais recentes são de Estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. São dois pintores, Cassio Leitão e Robson Lemos, dois fotógrafos, Christian Sievers e Sergio Barros e uma desenhista, Teresa Berlinck.

Jurandy Valença, curador da conectearte, comenta a escolha dos novos artistas: “Cássio Leitão tem uma sólida trajetória no circuito contemporâneo de arte brasileira, e seus trabalhos reúnem o figurativo e o abstrato em construções pictóricas potentes. Robson Lemos, pouco conhecido no Brasil, abriga em suas obras o primitivo e o contemporâneo, com pinturas com títulos humorados que criam uma narrativa visual que se aproxima do naïf. Christian Sievers e Sérgio Barros têm em comum – além da fotografia – o hábito de viajarem para vários países para realizarem ensaios autorais e uma temática que tem o urbano, a cidade e a natureza representadas em imagens instigantes. Conhecida nacionalmente, Teresa Berlinck, trabalha com diversos suportes e meios, seus trabalhos expostos na conectearte exploram o universo da literatura por intermédio de fábulas visuais”.

Os primeiros artistas a compor o elenco da galeria virtual, continuam no catálogo, são eles: Afonso Sarmento, Carolina Krieger, Daniela Agostini, Del Pilar, Denise Adams, Gilberto Tomé, Jorge Medeiros, Julieta Bacchin, Kika Levy, Laura Stankus, Luciana Benaduce, Marcelo Nunes, Maurizio Mancioli, Nicole Mouracade, Peter Neuchs, Rian Fontenele, Thelma Vilas Boas, Veronica Amores, Vinicius Consales e Wagner Willian

Sobre a conectearte
Uma verdadeira cooperativa de arte. Assim é a conectearte, galeria de arte pensada para o ambiente da internet. O foco é oferecer obras de artistas do segmento de fotografia, pintura, desenho, gravura e escultura, a valores compatíveis com a realidade brasileira.

A conectearte foi fundada em setembro de 2014 pela relações públicas, jornalista e produtora executiva, Patrícia Rabello, com vasta experiência no mercado cultural. O responsável pela curadoria dos artistas é o artista visual, curador independente, redator do Mapa das Artes São Paulo, e ex-diretor de projetos do Instituto Hilda Hilst, Jurandy Valença.

Biografia novos artistas conectearte
Cassio Leitão [1962, São Paulo. Vive e trabalha em São Paulo].
Se divide entre as artes visuais, gráficas e fotografia, sendo atualmente a pintura sua principal atividade. Seu processo criativo se baseia na própria natureza da técnica, suas possibilidades e sua trajetória prática onde o resultado, muitas vezes, diverge radicalmente do que foi preconcebido. Formado pela FAAP em 1985, expõe desde 1989 e já realizou sete individuais e doze coletivas em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e  Minas Gerais e tem obras em acervos particulares, museus, instituições públicas e universidades.

Christian Sievers [1969, São Paulo. Vive e trabalha em São Paulo].
Com espirito nômade, Christian Sievers sempre teve o mundo como alvo de sua câmera. No inicio da década de 1990, muda-se para Nova York para estudar fotografia na ICP (International Center of Photography). Lá, trabalha como assistente dos fotógrafos brasileiros radicados na cidade, Otto Stupakoff e Bico Stupakoff; além de nomes como Mario Testino, Peter Beard e Sante D’Orazio. Colabora para as revistas Seventeen e Glamour Americana. Em 1997, viaja para as Filipinas por três meses onde realiza um projeto autoral, e no ano seguinte retorna a São Paulo e abre seu estúdio fotográfico, voltado à moda e à publicidade. Colabora para as revistas Trip, Elle e Vogue brasileiras com retratos e moda. Seu trabalho em fotografia utiliza colagens digitais e sobreposição de imagens, explorando ao máximo os dispositivos analógicos e digitais.

Robson Lemos [1962, Rio de Janeiro. Vive e trabalha entre Rio de Janeiro, São Paulo e Nova York].
Radicado em Nova York há 29 anos, o economista de formação Robson Lemos já foi ator, designer de moda e restaurador de arte, trabalhando para famosos ateliers como “Regency Restaurations” e “Carthon House Restaurations”, durante mais de 10 anos. Entre 1989 e 1995, abriu sua produtora em NY, produzindo shows e turnês de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Rita Lee, Ivan Lins, Família Caymmi, Elba Ramalho, Elza Soares, Paralamas do Sucesso e Bebel Gilberto, entre outros. Participou das exposições “Retratos”, na galeria Artemporium, em Saugarties [New York]; e “from primitive to futurism”, na Galeria Arthome [NYC, New York], entre outras. Robson também trabalhou por quase 20 anos como economista associado ao “The Corcoran Group Real Estate”, líder no mercado imobiliário em NYC, criando conceitos artísticos e arquitetônicos para novas construções.

Sergio Barros [1974, Rio Grande do Sul. Vive e trabalha em São Paulo].
O inquieto sagitariano nascido em Porto Alegre, viajou o mundo e escolheu São Paulo para se radicar. Fotógrafo por instinto e publicitário por vocação, o artista busca inspiração nos detalhes da vida. Atento e curioso, suas imagens são o retrato de suas vivências e experiências pessoais registadas em suas viagens. Realizou trabalhos para a Olgilvy, Publics e o Grupo Rai, entre outras; além de ter realizado trabalhos para General Motors e Natura. Sua área é a de planejamento, principalmente em cultura. Fundou a agência Love very Single Story, que é uma agência de um homem só.
re 1990 e 2006, participou de exposições individuais e coletivas em galerias como Galeria Millan e Galeria Vermelho, e espaços culturais como SESC-SP, Museu Murillo La Grecca, em Recife e Fundação Cultural de Curitiba. Nesse período, realizou trabalhos de coordenação de mostras coletivas e projetos colaborativos de exposições, por meio do grupo de arte Bola de Fogo. Desde 1999, ministra aulas de arte e de desenho em seu ateliê, museus, escolas e centros culturais.
 
Serviço
Exposição Conecte-se
De 07 de abril a 03 de maio
Horário: terça-feira a domingo, da 12h às 20h/ exceto sábados: 14h às 20h
Local: Matilha Cultural – Rua Rego Freitas, 542 – São Paulo
Tel.: (11) 3256-2636
Wi-fi grátis
Cartões: VISA (débito/ crédito)
Entrada livre e gratuita, inclusive para cães

Visita guiada e performances, na Exposição Asas a Raízes

No próximo sábado (21/03/2015), às 17h30, a CAIXA Cultural Rio de Janeiro promove uma visita guiada com a curadora Sonia Salcedo del Castillo à exposição Asas a Raízes, em cartaz na galeria 1 do espaço. Na ocasião, haverá, ainda, performances dos artistas Alexandre Dacosta, Carol Marim e Xico Chaves. Todas as atrações serão gratuitas.

A exposição Asas a Raízes apresenta 15 obras de dez artistas brasileiros de relevância no cenário das artes visuais. São eles: Christus Nóbrega, Gê Orthof, José Patrício, José Rufino, Leila Danziger, Monica Mansur, Neno del Castillo, Rosana Ricalde, Xico Chaves e Zalinda Cartaxo.

Com curadoria da carioca Sonia Salcedo del Castillo, a exposição reúne pinturas, objetos, desenhos, fotografias, esculturas e instalações. A maioria das obras foi realizada especialmente para a mostra na CAIXA Cultural Rio de Janeiro e coloca em pauta os limites do diálogo entre trabalhos distintos.

“A curadoria pretende sublinhar a existência de um espaço de exposição, situado na fronteira entre o vivido e o imaginado. É importante ter raízes, mas não menos possuir asas”, resume Sonia Salcedo.

Nas apresentações de sábado, com entrada franca, Alexandre Dacosta mostrará a canção Asa de Raiz, composta especialmente para a exposição e, Carol Marim, a performance Costurando Pedras, da série Vestindo Peles – na escadaria do foyer da CAIXA Cultural – um encontro entre dança contemporânea, filosofia, música, costura, cidade e afetos. Xico Chaves, um dos artistas que integram a exposição, vai desenvolver, ao piano, uma sátira à harmonia dissonante do compositor Erik Satie.

A exposição Asas a Raízes termina no próximo domingo (22/03) e está aberto à visitação de 10h às 20h.

Serviço:
Visita guiada e performances (com Alexandre Dacosta, Carol Marim e Xico Chaves), na Exposição Asas a Raízes
Data: 21 de março (sábado)
Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Galeria 1
Endereço: Av. Almirante Barroso, 25, Centro (Metrô: Estação Carioca)
Telefone: (21) 3980-3815
Exposição até o dia 22 de março de 2015
Visitação: terça-feira a domingo
Horário: 10h às 20h
Classificação indicativa: Livre
Entrada Franca
Acesso para pessoas com deficiência
Patrocínio: Caixa Econômica Federal e Governo Federal.

Exposição “Lina em Casa: Percursos”

Lina Bo Bardi faria 100 anos em 05 de dezembro de 2014. A arquiteta italiana, naturalizada brasileira, viveu na Casa de Vidro, no Morumbi, em São Paulo de 1952 até 1992, quando faleceu.

A Casa de Vidro, primeira obra construída da arquiteta, é o cenário da exposição Lina em Casa: Percursos, de 11 de abril a 19 de julho, que integra a programação de atividades relacionadas ao centenário de nascimento da artista, iniciado em agosto de 2014 e estendendo-se até julho deste ano.

A exposição, com curadoria do professor do IAU-USP Renato Anelli e da museóloga Anna Carboncini, apresenta um recorte inédito a partir do acervo do Instituto Lina Bo e P.M. Bardi destacando a contribuição de Lina para a arquitetura, seu alinhamento com as revisões dos projetos desenvolvimentista e modernista no Brasil dos anos 1970 e 80.

Mais do que apresentar a já consagrada produção da arquiteta, Lina em Casa: Percursos é uma mostra reflexiva sobre sua construção intelectual e política, demonstrada em modo de vida único.

A curadoria buscou apresentar na Exposição aspectos únicos e marcantes do universo Lina. Nesse sentido, reúne indícios de como suas posições e ideias se transformaram no Brasil,  a partir de leituras, viagens, relações pessoais e trechos de correspondência, abrindo novas possibilidades para futuras pesquisas.

O principal mote da exposição é traçar o caminho pelo qual a arquiteta atinge a posição sintonizada com o pensamento brasileiro mais radical e propositivo dos anos 1970:

“Não existem homens absolutamente incultos, a linguagem do povo não é sua pronúncia errada, mas sua maneira de construir o pensamento. Ver pode ajudar a ver, a despertar uma natural consciência, e adquirir consciência é politizar-se, decodificar a linguagem visual reduzida a situações existenciais. Ainda que o método é aquele do analfabeto.” Lina Bo Bardi, 1973.

Seguindo este raciocínio, a mostra ressalta aspectos da obra de Lina ainda pouco conhecidos do público em geral, como por exemplo a crítica ao design e ao planejamento urbano e sua aproximação ao discurso ecológico e ambiental. Tanto sua arquitetura, quanto seu desenho de objetos desenvolveram, gradualmente uma maior aproximação ao ambiente natural, como já expresso em 1958:

“Uma arquitetura natural (…) não limitada a priori, uma arquitetura ‘aberta’ que aceita a natureza, que se aproxima com cautela, que procura mimetizar-se com ela, como um organismo vivo, uma arquitetura que chega a assumir algumas vezes forma de quase mimetismo, tal como uma iguana sobre pedras ao sol”, Lina Bo Bardi, 1958

Parte do reconhecimento da importância de seu trabalho pode ser demonstrado pela quantidade e relevância das mostras ao redor do mundo, das quais se destacam as exposições ‘Lina Bo Bardi 100: Brazil’s aternative path to modernism’, na Pinacoteca Moderna de Munique; ‘Quello che volevo, era avere Storia’, no MAXXI Museu nacional das artes do século XXI em Roma; ‘Maneiras de expor: arquitetura expositiva de Lina Bo Bardi’, no Museu da Casa Brasileira, ‘A Arquitetura Política de Lina Bo Bardi’ e ‘Lina Gráfica, ambas no SESC Pompéia, além de uma grande participação na exposição ‘Latin America in Construction: Architecture 1955-1980’, no MOMA em Nova York; em São Paulo – todas elas com incentivo e suporte do Instituto Lina Bo e P.M. No início deste ano, Lina Bo Bardi foi homenageada pela cidade de São Paulo com a Medalha 25 de Janeiro, juntamente com os arquitetos Paulo Mendes Rocha e João Batista Vilanova Artigas, por mudarem a cara de São Paulo e por pensarem uma cidade mais democrática e mais comunitária. Ao entregar a medalha, o prefeito Fernando Haddad afirmou que São Paulo é a casa de toda a população paulistana e fez um convite à revalorização do espaço urbano.

Em Lina em Casa: Percursos algumas das relações pessoais, afetivas e políticas da artista serão apresentadas através das trocas de cartas com personalidades como Odorico Tavares ( jornalista e poeta baiano), Lavínia Magalhães (esposa do governador da Bahia Juracy Magalhães), o economista Celso Furtado, o historiador de arquitetura Bruno Zevi, o arquiteto Flávio Império e com o marido Pietro Maria Bardi.

O núcleo audiovisual da mostra conta ainda com depoimentos, referências de trabalhos, entrevistas, palestras e documentos que constroem uma narrativa sobre seu pensamento e suas relações afetivas no campo intelectual e política. Também estão presentes neste segmento, vídeos documentais sobre as colaborações da artista na cinematografia e dramaturgia brasileiras, como por exemplo os figurinos em “A Compadecida” (1969), dirigido por Jorge Jonas  e a direção de arte em “Prata Palomares” (1971), dirigido por André Faria, além das peças “Gracias Señor” (1972) e “Selva das Cidades” (1969) de Bertold Brecht, ambas dirigidas por José Celso Martinez Corrêa.

A Casa de Vidro, um dos marcos internacionais da arquitetura moderna em São Paulo, abriga a exposição, oferecendo a atmosfera da residência em que Lina e Pietro viveram por 40 anos. Além disso, a casa abriga o acervo profissional e pessoal do casal, organizado com apoio da FAPESP, Petrobras e CEF, e composto por desenhos, fotos, documentos e objetos de arte que vêm sendo usado nas exposições.

Lina em Casa: Percursos apresenta vários documentos desse acervo, alguns ainda inéditos como fotografias do cotidiano na casa, registros de viagens, anotações em diários e livros da biblioteca. Objetos de arte popular da exposição Nordeste e um desenho original de Le Corbusier também serão apresentados. A exposição revela que o acervo transcende o aspecto pessoal, pois carrega o raro testemunho de dedicação e generosidade para com o povo brasileiro.

Com o intuito de desvendar o processo de desenvolvimento das principais concepções de arte, arquitetura e cultura ao longo de sua vida no Brasil, a apresentação da exposição Lina em Casa: Percursos se dará com sua trajetória classificada em cinco períodos, expostos de forma não linear. Inicia-se com os anos que viveu a guerra na Itália, passa pelos primeiros anos em São Paulo, quando através do MASP e do Instituto de Arte Contemporânea procuram intervir no processo de desenvolvimento industrial brasileiro. A partir de 1959 enfoca o período que viveu e atuou em Salvador na construção do MAM-BA e no reconhecimento da cultura popular nordestina, que chamaria de “civilização da sobrevivência”. Após 1964 Lina retorna a São Paulo, dedicando-se à conclusão da construção da sede do MASP na Av. Paulista e a poucos trabalhos de cenografia, período de resguardo e revisão intelectual crítica. Por último a  exposição aponta a partir de final de década de 1970 os projetos onde pode experimentar as novas posições que desenvolvera: a Igreja do Espírito Santo do Cerrado e o SESC Pompéia.
SERVIÇO
LINA EM CASA: PERCURSOS
Data: 12/04 a 19/4.
Visitação: De quinta-feira a domingo, das 10h às 16h30 (entrada até 16h) – aberto nos feriados de 1° de maio e Corpus Christi, em 4 de junho.
Valor: gratuito
Local: Casa de Vidro – Rua General Almério de Moura, 200 – Morumbi- São Paulo / SP – Brasil

Ficha técnica
Realização: Instituto Lina e P.M. Bardi
Curadoria: Anna Carboncini e Renato Anelli
Organização: in.vertice comunicação e arte
Projeto Expográfico: Marina Correia
Identidade visual e projeto gráfico: Luciana Facchini
Produção: TZM Entretenimento
Cenografia e montagem: Estúdio Móbile Cenografia e Design
Produção e edição de vídeo: Estúdio Zut
Assessoria de imprensa: Cinnamon Comunicação
Maquete: Laboratório de Modelos do Instituto de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo

Curadoria

Renato Anelli é doutor pela FAU-USP, tendo realizado pesquisas no Instituto Universitário de Arquitetura de Veneza. Atualmente, é professor titular do Instituto de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo em São Carlos, diretor do Instituto Lina Bo e P. M. Bardi e coordenador da Área de Arquitetura e Urbanismo da FAPESP.  É autor do livro Architettura Contemporanea: Brasile, Ed. Motta, e da publicação Rino Levi: Arquitetura e Cidade Ed. Romero Guerra.

Foi Secretário Municipal de Obras, Transportes e Serviços Públicos de São Carlos [2001-2004] e Presidente do Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano de São Carlos [2011-2013].

Anna Carboncini é museóloga e curadora. Em 1990 promoveu a Coleção Pirelli/MASP de fotografia que coordenou até 2012. É diretora do Instituto Lina Bo e P.M. Bardi desde 2006, onde coordenou a recuperação da Casa de Vidro e a conservação e catalogação dos sete mil desenhos  e documentos de Lina. Em 2005 organizou o arquivo de negativos do fotógrafo Pete Scheier para o Arquivo Histórico Judaico e em 1998 realizou a exposição Claudia Andujar: Yanomami para a Bienal Internacional de Curitiba.

Realização:
Projeto realizado com o apoio do Governo do Estado de São Paulo, Secretaria da Cultura, Programa de Ação Cultural 2014.
Instituto Lina Bo e P. M. Bardi

Institucional
O Instituto Lina Bo e P.M. Bardi, no início Instituto Quadrante, foi criado em 1995 com objetivo de promover o estudo e a pesquisa em especial nas áreas de arquitetura, design, urbanismo e arte popular brasileira. Com foco em exposições, publicações, palestras e conferências, o Instituto Bardi possibilita o acesso a aspectos relevantes e pouco conhecidos do pensamento e da produção artística e cultural do país.

Lina Bo e seu marido Pietro Maria Bardi foram responsáveis por intervenções relevantes no cenário cultural Brasileiro. Pietro estruturou o MASP e investiu na profissionalização da área no país.  A arquiteta Lina atuou em diferentes áreas como design, educação, cinema, moda, meio ambiente.

A Casa de vidro, a primeira obra construída da arquiteta italiana naturalizada brasileira Lina Bo Bardi, tornou-se um ícone da arquitetura moderna e representa de forma atemporal o pensamento inovador e modo de vida do casal: simples, engajado, recheado de diversidade, possibilidades e beleza. A Casa de Vidro, projetada em 1950 e tombada pelo CONDEPHAAT como patrimônio histórico em 1987, abriga, hoje, a sede do instituto e o acervo do casal Bardi.

Entre 2007 e 2013 o Instituto Bardi recebeu apoios da FAPESP, Petrobras e Caixa Econômica Federal para a organização do seu acervo, composto por mais de 7.000 desenhos, 15.000 fotografias, documentos, filmes, livros, revistas e obras de arte. Em 2015,  o Instituto conta com patrocínio da Petrobras para manutenção de suas atividades.

Exposição “Coragem”, de Marcelo Ment

O artista gráfico Marcelo Ment volta à Galeria Homegrown em “Coragem”, uma exposição que traduz a experiência de cerca de 20 anos de carreira, pintando em ruas, fazendo parcerias e trabalhos para grandes marcas e empresas. Explora ainda e acima de tudo, o hábito do artista em desenhar, deixando o lápis, a caneta e o spray deslizarem sem borracha, sem hesitar, sem voltar atrás. Suas obras já foram adquiridas por colecionadores de cidades como Paris, Londres, Amsterdam, Nova York e Los Angeles. A abertura acontece na quinta, dia 12, na galeria em Ipanema.

Desenhar sempre fez parte da rotina do carioca nascido em Nova Iguaçu e criado na Vilda da Penha. O graffitti nas ruas da Zona Norte eram, no início, mais intuitivos que técnicos, mas já mostravam potencial. Ao se soltar de medos e amarras, Ment acredita que seu trabalho amadureceu e hoje tenta desenhar como criança, simplesmente deixando a imaginação e o instinto fluírem, sem os filtros que a idade adulta impõe. “Venho tentando estudar e produzir sem parar. Viver de arte, fazendo o que amo é muito privilégio, mas é necessário sair da zona de conforto, se jogar literalmente e ter muita coragem” revela o artista.

Para “Coragem”, usará em uma obra um papel alemão de acervo próprio, seis em papel Rives Tradition 320g, duas telas (canvas) e cinco peças em mdf, em técnica mista: lápis, marcadores, acrílica e spray, em tamanhos que têm o mínimo de 60x40cm (desenhos) e máximo de 120x90cm.

“Todos temos medos, mas se você acredita no que faz e faz por amor, é possível chegar perto ao menos do que sonhou um dia. Eu vivo o que sonhei, continuo sonhando e acreditando. Cada vez mais tento ignorar meus medos quando estou criando, pintando e me expressando. Com esta exposição, espero proporcionar algum questionamento, sentimento ou emoção em quem vir as obras” finaliza.

Sobre Marcelo Ment
Sua primeira exposição solo foi em Amsterdam no ano de 2008. Em 2010 participou da primeira Bienal Internacional de Graffiti Fine Art no MUBE em São Paulo, pintando ao lado de Can2 (artista alemão da velha escola que foi uma de suas principais referências) e a sul africana Faith47. A peça acabou entrando para o acervo do museu. A expo “Contrastes” no Espaço Cultural de Furnas (2012), primeira solo no Rio de Janeiro, sendo recorde de público na abertura e durante a exposição. E na própria Galeria Homegrown em 2013 expôs ao lado de Mark Miner, encarando o desafio de criar obras exclusivamente em preto e branco.

“Coragem, coragem, se o que você quer é aquilo que pensa e faz. Coragem, coragem, eu sei que você pode mais.” Raul Seixas

Serviço:
Coragem
Data abertura: 12 de março (quinta), das 18h às 22h
Período de exposição: 12/03 a 11/04
Horário de visitação: segunda a sexta das 10h às 20h, sábado das 12h às 18h
Endereço: Rua Maria Quitéria, 68 – Ipanema – RJ
Telefone: (21) 2513 2160
Entrada Gratuita/ Classificação livre
Contato: galeria@hg68.com.br

O Circo Chegou

O fã do emblemático Jorge explica suas motivações: “Sou muito fã do Jorge Ben Jor! Sempre coloco seus discos para escutar e, numa dessas vezes, ouvindo o álbum “Ben”, me deu o estalo de trabalhar em cima da música “O Circo Chegou”. A letra resgata um universo circense que me faz lembrar das minhas idas ao circo quando na minha infância. Há alguns anos, fui com minha esposa num circo muito pequeno no interior do Rio. Esse dia me marcou muito. Fiquei emocionado de ver que a simplicidade, e até mesmo a precariedade, não diminuem o amor daqueles artistas de fazer o espetáculo acontecer, mesmo com menos de 15 pessoas na arquibancada. Gosto particularmente dessa abordagem bonita, lírica e tão visual que essa música tem”.

Pelas paredes podemos esperar uma série de cinco retratos baseados em alguns personagens da música e uma série de cinco telas com tamanhos de aproximadamente 40 x 50cm pintados em acrílica, além de uma outra série com diversas cenas e situações envolvendo outros personagens (também da música) e utilizando diferentes técnicas: desde desenhos a lápis de cor, nanquim, até aquarelas.

“Pretendo transportar o público a esse universo ingênuo, com clima de simplicidade e beleza de um circo de interior. Pude interpretar e criar a personalidade dos personagens de “O Circo Chegou” de Jorge Ben Jor. O palhaço Tererê (“o palhaço que é ladrão de mulher”) aparece, por exemplo, com um sutiã na cabeça e um coração vermelho pintado no peito da camisa. Pensei nele como alguém que ‘rouba’ o amor de uma mulher de outro alguém, e não literalmente um ladrão que sequestra mulheres. Ben Jor tem essa liberdade de ser ingênuo em suas músicas, tanto no aspecto figurativo, quanto nas próprias letras, quando cria rimas como: “Deise a mulher do homem que come raio-‘leise'” – revela.

Outras exposições do artista foram em algumas exposições coletivas em cidades dos EUA e do Brasil. Em 2009 fiz minha primeira individual, com o nome “O Peru de MOTTILAA”, na +SOMA (SP) e na Homegrown (RJ).

Serviço:
Data de abertura: 5 de fevereiro
Período de exposição: 5 de fevereiro a 7 de março de 2015
Horário: das 18h às 22hrs
Assessoria de imprensa: juliaryff@gmail.com
contato: galeria@hg68.com.br

“Portas de Copa” reúne imagens de portas icônicas de edifícios de Copacabana

No meio do século passado, o bairro de Copacabana teve sua verticalização acelerada e, para alavancar a venda de apartamentos, as imobiliárias deram um jeito de atrelar a ideia de luxo aos pequenos detalhes dos prédios: corredores, elevadores, lustres, fachadas e portas de entrada. No âmbito das comemorações pelos 450 anos do Rio, a arquiteta Cassia Mota, registrou imagens de portas icônicas do bairro e criou o projeto “Portas de Copa”, que durante o mês de março, vai apresentar uma imagem por dia, no site http://www.portasdecopa.com.

“Portas de Copa” é um projeto cultural que pretende valorizar a beleza que o art-déco e as décadas de 30, 40 e 50 deixaram de herança para as portarias de Copacabana. A ideia de Cassia é homenagear a cidade do Rio de Janeiro de uma maneira diferente, com imagens que não estão nos cartões postais. “Minha intenção é revelar uma beleza bem cotidiana, que vemos no nosso dia-a-dia e não damos a devida atenção”, conta a arquiteta que sempre cultivou certa paixão por portas e janelas. “Na minha opinião, as portas de Copacabana têm uma simbologia ainda maior. Elas são testemunhas de um tempo em que o Rio era capital federal, em que morar em edifícios tinha um certo glamour, um tempo em que prestávamos mais atenção aos pequenos detalhes”, completa.

Para viabilizar a execução do projeto, Cássia recorreu à plataforma Benfeitoria, de crowdfunding (www.benfeitoria.com.br/portasdecopa). Os recursos captados são, em grande parte, revertidos para a confecção das recompensas. São quadros, ilustrações e até um projeto de uma exposição das imagens. Com a ajuda do financiamento coletivo, essas portas foram documentadas, inventariadas, vetorizadas e durante o mês de março de 2015 (mês do aniversário de 450 anos do Rio de Janeiro), será publicada uma ilustração a cada dia. Embora já tenha captado 100% da meta, continua aceitando colaborações para aumentar ainda mais as possibilidades do “Portas de Copa”.
Portas de Copa:
http://benfeitoria.com/portasdecopa
https://www.facebook.com/portasdecopa

http://www.portasdecopa.com

Oficina “Contando um lugar”, no MAC

De 3 a 5 de março (de terça-feira a quinta-feira), o MAC – Museu de Arte Contemporânea de Niterói e o Itaú Cultural realizam a oficina Contando um lugar (imagem, som, gesto, palavra e outras possibilidades de narrar o sensível). A atividade é ministrada pelos artistas visuais André Severo e Maria Helena Bernardes, selecionados nas edições anteriores do programa “Rumos Artes Visuais” e membros do Areal, um projeto em arte contemporânea brasileira. As aulas acontecem das 9h30 às 12h30 e das 14h às 17h, nos dias 3 e 4; e das 9h às 12h30, no dia 5. Ao todo, serão disponibilizadas 15 vagas. As inscrições devem ser feitas de 9 a 20 de fevereiro, pelo e-mail comunicacao@macdeniteroi.com ou pelo telefone (21) 2620-2530.

Em Contando um lugar, Severo e Maria Helena tratam de meios, fontes de referência artísticas, leituras. Outros assuntos a serem abordados são os modelos de compartilhamento em grupo de estratégias de construção poética associadas à narrativa textual, à performance oral, ao uso de imagens e à participação do gesto. Voltada para estudantes de artes, artistas em trajetória e interessados de modo geral, essas aulas têm, como base, experiências de criação a partir do encontro com um lugar, real ou ficcional. A dupla divide com os alunos, assim, o conhecimento adquirido em seus 14 anos de parceria desenvolvida no litoral gaúcho, no sul do Brasil.

Esta oficina abre a série de workshops Singularidades/Anotações que durante 2015 vai itinerar por 10 cidades do país – em locais sendo definidos –, ministradas por 11 artistas contemplados no “Rumos Artes Visuais”. O grupo foi selecionado por Aracy Amaral, Paulo Miyada e Regina Silveira – curadores desta série que dá continuidade ao objetivo da mostra Singularidades-Anotações/Rumos Artes Visuais 1998-2013, também curada por eles: apresentar ao público o legado deste que é o principal programa de fomento no Itaú Cultural nos últimos 16 anos. Realizada em 2014 no instituto em São Paulo, a exposição exibiu obras de outros 35 artistas de todas as regiões do país escolhidos pela curadoria entre os contemplados em todos os editais de Artes Visuais e Arte e Tecnologia do “Rumos”.

“Os artistas selecionados pela equipe curatorial para esta fase de Singularidades/Anotações têm suas trajetórias ligadas a práticas relacionadas à educação e à formação”, explica Sofia Fan, gerente do núcleo de Artes Visuais do Itaú Cultural. “Como a ideia é gerar trocas de experiências e referências, esta série pode resultar na aproximação destes artistas, que já passaram pelo “Rumos” com o público e produção local”, conclui.

Rumos Legado

Principal programa de apoio à produção cultural brasileira do Itaú Cultural e uma das plataformas mais longevas de incentivo do país, ao chegar à sua 16ª edição, em 2013, o “Rumos Itaú Cultural” passou por mudanças estruturais e de conceito, eliminando, entre outras modificações, a divisão de carteiras por áreas de expressão.

A iniciativa estimulou o instituto a buscar o que os contemplados até aquela edição produziram, com a proposta, segundo Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural, de lançar um olhar sobre estes 16 anos de trajetória do programa. Assim, ao longo de 2014, o instituto apresentou um recorte da produção realizada pelos artistas selecionados, em um total de 1.130 projetos em Artes Visuais, Arte e Tecnologia, Cinema e Vídeo, Dança, Educação, Jornalismo Cultural, Literatura, Música, Pesquisa Acadêmica e Teatro.

Na ocasião, a exposição Singularidades-Anotações/Rumos Artes Visuais 1998-2013 apresentou um recorte do legado de 16 anos dos editais “Rumos Artes Visuais” e “Rumos Arte Cibernética”, por meio de 60 obras de 35 artistas, de um total de 1.130 trabalhos. Neste ano, a série de workshops funciona como uma extensão desse trabalho, agora com o objetivo de fomentar o debate e a formação sobre a produção recente de arte contemporânea.

Perfil dos palestrantes

André Severo nasceu em 1974, e vive e trabalha em Porto Alegre. Mestre em poéticas visuais pelo Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, iniciou, em 2000, ao lado de Maria Helena Bernardes, as atividades de Areal, projeto que se define como uma ação de arte contemporânea deslocada que aposta em situações transitórias capazes de desvincular a ocorrência do pensamento contemporâneo dos grandes centros urbanos e de suas instituições culturais. Em 2004 publicou Consciência errante, quinto volume da série Documento Areal.

Em 2007 elaborou, com Cláudia Vieira, Grady Gerbracht e Paula Krause, o projeto Lomba Alta, um programa de residência que se utilizava do espaço físico de uma fazenda, em atividade no Rio Grande do Sul e para oferecer o espaço e os meios para a realização de investigações artísticas que colocassem em foco a experiência do fazer criativo e reflexivo compartilhado. Em 2008 inaugurou, com Marcelo Coutinho, o projeto Dois vazios, buscando alcançar o encontro de duas linguagens artísticas (cinema e artes plásticas), e o embate entre os pampas do Sul e o sertão do Nordeste. Em 2009 publicou Histórias de península e praia grande/Arranco, com Maria Helena Bernardes – trabalho que reúne, em livro, histórias orais colhidas no Rio Grande do Sul, e, em um filme, traduz em imagem, tempo e símbolo a amplidão e o imaginário da região.

Em 2010 lançou Soma, experiência audiovisual que trata do encontro de indivíduos movidos pelo impulso da errância. Com Maria Helena, foi curador da mostra “Horizonte expandido”, proposta expositivo/reflexiva que inaugurou um debate sobre a construção e afirmação de novas possibilidades de contato entre arte e público. Em 2012, convidado por Luis Pérez-Oramas, foi curador associado da XXX Bienal de São Paulo – A Iminência das Poéticas e publicou Deriva de sentidos – nono volume de Documento Areal e segunda parte da tetralogia Nômada. Em 2013, com Oramas, fez a co-curadoria da exposição Dentro/fora dentro da representação brasileira na 55ª Bienal de Veneza.

Maria Helena Bernardes nasceu em Porto Alegre (RS), em 1966. Graduou-se em desenho e gravura na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Leciona História e Teoria da Arte na Arena, associação dedicada à promoção de projetos independentes de artistas e à formação teórica em artes (Arena Cursos). Ao lado de André Severo, é coautora do Projeto Areal, por meio do qual publicou os livros: Vaga em Campo de Rejeito. (Documento Areal 02. São Paulo: Escrituras, 2003); História de Península e Praia Grande/Arranco (com André Severo, Documento Areal 07. Porto Alegre: Fundação Bienal do Mercosul, 2009). Dilúvio (com André Severo, Documento Areal 10. Belo Horizonte: Ja.Ca, 2010). A Estrada que não Sabe de Nada (com Ana Flávia Baldisserotto, Documento Areal 11.Rio de Janeiro: Confraria do Vento) e Ensaio (com André Severo, Documento Areal 12. São Paulo: Panorama da Arte Brasileira, 2011).

SERVIÇO

Workshop Itaú Cultural: Singularidades-Anotações
Contando um lugar (imagem, som, gesto, palavra e outras possibilidades de narrar o sensível)

Com André Severo e Maria Helena Bernardes (Projeto Areal)

De 3 a 5 de março de 2015
Dias 3 e 4 de março (terça-feira e quarta-feira), das 9h30 às 12h30/das 14h às 17h
Dia 5 de março (quinta-feira), das 9h30 às 12h30

Local: MAC – Museu de Arte Contemporânea de Niterói
Endereço: Mirante da Boa Viagem, s/nº – Boa Viagem, Niterói – RJ, 24210-390

Inscrições: de 9 a 20 de fevereiro
Tel.: (21) 2620-2530 / comunicacao@macdeniteroi.com

15 vagas

Pré-requisitos:  estudantes de artes, artistas visuais e pessoas com formação em outras áreas, desde que tenham interesse na experiência de contar um lugar e de construir uma narrativa em torno deste lugar eleito pela via poética.

Seleção: ordem de inscrição
Proposta:

– apresentação: objetivos, projetos, aspirações, dúvidas e experiências trazidas pelos participantes e ministrantes

– descoberta/mergulho/invenção de lugares: possibilidades poéticas de representação ou realização de um lugar nas artes visuais

– outros lugares/outras fontes: apresentação/discussão em torno de obras de artes visuais, cinema, literatura que narram ou constroem lugares na contemporaneidade

– confraternização e conversa sobre os experimentos e entendimentos vividos no workshop.

Itaú Cultural

Avenida Paulista, 149, Estação Brigadeiro do Metrô

Fones: 11. 2168-1776/1777 e atendimento@itaucultural.org.br

http://www.itaucultural.org.br ; http://www.twitter.com/itaucultural

http://www.facebook.com/itaucultural ; http://www.youtube.com/itaucultural

http://www.flickr.com/itaucultural

Assessoria de Imprensa : Conteúdo Comunicação

Fone: 11.5056-9800

Cristina R. Durán: cristina.duran@conteudonet.com

Karina Betencourt: karina.betencourt@conteudonet.com

Carina Bordalo: carina.bordalo@conteudonet.com

Roberta Montanari: roberta.montanari@conteudonet.com

No Itaú Cultural:

Fone: 11.2168-1950

Larissa Correa: larissa.correa@mailer.com.br

http://www.conteudocomunicacao.com.br; http://www.twitter.com/agenciaconteudo

http://www.facebook.com/agenciaconteudo

Inscrições:

Local: MAC de Niterói
Inscrições: de 9 a 20 de fevereiro de 2015
Inscrições pelo e-mail comunicação@macniteroi.com.br ou pelo telefone 2620-2530
Vagas limitadas: 15
Início do Workshop e horários: de 3 a 5 de março (de terça a quinta). Dias 3 e 4 – aulas das 9h30 às 12h30, e das 14h às 17h/ dia  5 – das 9h às 12h30

Exposição “As Cores do Rio”, na Galeria Homegrown

A primeira exposição do ano na Galeria Homegrown transforma temáticas simples, urbanas e soltas em fotografias de arte, que documentam a ocupação e a transformação de espaços urbanos naturalmente em constante mutação pelo uso criativo e ousados de skatistas. Ronaldo Land, videomaker e fotógrafo trás para dentro da Galeria sua visão desse caos organizado e emaranhado que é a cidade e seus ocupantes naturais.

Sobre o trabalho específico para essa exposição, Ronaldo Land, vulgo ‘Jesus’, o próprio também um skatista, diz:”Eu tento mostrar o dia a dia do skate nos grandes centros urbanos de uma maneira a integrar o skate, a atmosfera urbana e a rotina de cidade, sem esquecer da Luz, que dentro de cada foto acaba tendo um peso muito, muito grande, sendo quase um dos personagens da foto” explica”. A rua, um espaço de convivência democrática em constante transformação, não é usado pelo skatista como local de passagem, o simples ‘ir e vir’. Ele é o próprio agente transformador desse ambiente e a natural evolução técnica, consequente das repetições das manobras é o foco das lentes de Ronald Land: capturar essa energia vigorosa e criativa, muitas vezes absurda e transformar em um momento congelado no tempo e espaço. Sua maior influência fotográfica é o Expressionismo Alemão e o Cinema Noir.

A curadoria que fez para a exposição “Contrastes Urbanos” que aconteceu no Arte Core deste ano impressionou muita gente, pelos ângulos, pela, luz, contrastes e os momentos congelados que desafiam a física. Nesta expo na Galeria Homegrown, pela primeira vez mostrará fotos coloridas clicadas em Câmeras Fotográficas digital e analógicas, de tamanho que variam entre mínimo 60×40 e máximo 100×60.

Serviço:
As cores do Rio
Data abertura: 15 de janeiro (quinta), das 18h às 22h
Período de exposição: 15/01 a 29/01
Horário de visitação: segunda a sexta das 10h às 20h, sábado das 12h às 18h
Endereço: Rua Maria Quitéria, 68 – Ipanema – RJ
Telefone: (21) 2513 2160
Entrada Gratuita/ Classificação livre

Exposição “Asas a Raízes”, na CAIXA Cultural do Rio de Janeiro

“A CAIXA Cultural do Rio de Janeiro apresenta, de 18 de janeiro a 15 de março de 2015, a exposição Asas a Raízes, com 15 obras de dez artistas brasileiros de relevância no cenário das artes visuais. São eles: Christus Nóbrega, Gê Orthof, José Patrício, José Rufino, Leila Danziger, Monica Mansur, Neno del Castillo, Rosana Ricalde, Xico Chaves e Zalinda Cartaxo.

Com curadoria da carioca Sonia Salcedo del Castillo, a exposição reúne pinturas, objetos, desenhos, fotografias, esculturas e instalações. A maioria das obras foi realizada especialmente para a mostra na CAIXA Cultural e coloca em pauta os limites do diálogo entre trabalhos distintos. “O público irá conhecer um pouco mais sobre estes artistas e perceber que entre suas diferenças e frestas, a curadoria pretende sublinhar a existência de um espaço de exposição, situado na fronteira entre o vivido e o imaginado. É importante ter raízes, mas não menos possuir asas”, resume a curadora.

Entre os trabalhos realizados especialmente para a exposição estão a obra de Gê Orthof mar ! armar, a foto-instalação de Zalinda Cartaxo, a instalação de Neno Del Castillo e a ambientação de Leila Danziger.

Alguns artistas criarão seu trabalho no local, como a instalação com folhas secas proposta por Christus Nóbrega para a escada do foyer, e a de camuflagens de uma das colunas estruturais do prédio, projetada por José Patrício, com o uso de adesivos que compõem jogos de memória.

A exposição será aberta para convidados no dia 17 de janeiro (sábado), às 17h30, com a presença dos artistas e da curadora.

Artistas:

Christus Nóbrega – Nascido em João Pessoa (PB), é formado em Desenho Industrial pela Universidade Federal da Paraíba e Mestre em Artes pela Universidade de Brasília. Coordenador pedagógico do curso de licenciatura em Artes Visuais da UnB/UAB, Christus Nóbrega aborda em suas obras questões do corpo, das redes sociais, da identidade, da memória e sua relação com as novas tecnologias. Possui obras em coleções públicas e privadas, no Brasil e no exterior.

Gê Orthof – Artista e professor da Universidade de Brasília, nasceu em Petrópolis (RJ). Fez Pós-Doutorado em Boston. Foi selecionado para o Prêmio PIPA 2010. Principais exposições: Centro de Arte Moderna, em Madri; Museu de Arte Moderna (RJ); Galeria Gentil Carioca (RJ); Museu de Arte Contemporânea (SP); Paradigmas Arte Contemporânea, de Barcelona, entre outras.

José Patrício – Artista plástico pernambucano, José Patrício é graduado em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Pernambuco. Em 1983, realizou sua primeira exposição individual na Oficina Guaianases de Gravura, em Olinda (PE), onde foi diretor artístico, entre 1986 e 1987. Fez estágio no Atelier de Restauration d’Art Graphique, em Paris (França), de 1994 a 1995. Participou da 22ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1994, e, a partir de 1999, passa a utilizar, como elemento principal de suas obras, peças de dominó agrupadas, com as quais faz mosaicos.

José Rufino – Vive e trabalha em João Pessoa (PB). Desenvolveu sua jornada artística passando da poesia para a poesia-visual e, em seguida, para a arte-postal e desenhos, nos anos 1980. Filho de ativistas políticos presos durante o regime militar brasileiro, nos anos 1960, o artista é também conhecido pelos seus trabalhos de caráter político.

Leila Dazinger – Artista, pesquisadora e professora do Instituto de Artes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Nasceu no Rio de Janeiro, sua obra transita pela literatura e pela mídia. Participou de exposições no Rio de Janeiro, São Paulo, Berlim, entre outras.

Monica Mansur – Carioca, fez Pós-Graduação em Artes Visuais, na Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro. A artista é uma veterana com mais de vinte anos de carreira com grande número de exposições.

Neno del Castillo – Artista, arte educador, com Licenciatura Plena em Educação Artística pelas Faculdades Integradas Bennett (RJ), doutorando em Processos Artísticos Contemporâneos (UERJ), curador e produtor cultural da Funarte, instituição onde trabalha desde 1989, respondendo pelo setor de Artes Plásticas de 1992 a 2001.Desde 2003, coordenou o Programa de Artes Visuais no Museu Imperial de Petrópolis. Como artista, desde os anos 1980, participa de exposições coletivas e individuais no Brasil e no exterior.

Rosana Ricalde – Nascida em Niterói, formada pela EBA/RJ, é uma artista que trabalha no Rio de Janeiro e em Rio das Ostras (RJ) onde reside. Suas principais exposições individuais foram realizadas no Rio de Janeiro, Madri, Oslo, Miami, Lisboa, São Paulo e Havana. Possui trabalhos que fazem parte da coleção Gilberto Chateaubriand – MAM e participou de projetos de residências artísticas em São Tomé e Príncipe (2008), Ilha de Susak, Croácia (2008) e em Rotterdam, Holanda (2005).

Xico Chaves – Francisco de Assis Chaves Bastos nasceu em Tiros (MG). Artista plástico, poeta, letrista, participou da chamada Geração Mimeógrafo, no Rio de Janeiro. Obras poéticas editadas: Pássaro Verde (1967, mimeografada), Consumo 44 (1970, em computador), Pipa (1976), Purpurina (1977), entre outras.

Zalinda Cartaxo – Artista visual e professora adjunta na UNIRIO. Realizou Pós-Doutorado na Universidade do Porto, Portugal. É Doutora em Artes pela USP e em Artes Visuais pela UFRJ. Mestre em História e Crítica da Arte (UFRJ). Participou de exposições individuais e coletivas como Sem título, na Pequena Galeria do Centro Cultural Cândido Mendes (RJ), em 1999, entre outras. É autora do livro Pintura em Distensão.

Curadoria:

Sonia Salcedo del Castillo é arquiteta, cenógrafa, artista curadora. Pesquisadora e docente, é doutora em Artes visuais (EBA/UFRJ) e autora de livros e textos diversos. Como curadora independente e da Funarte, realiza exposições no Brasil e no exterior. Foi premiada pela União Internacional dos Arquitetos e tem experiencia profissional em teatro, televisão e carnaval.

Serviço:
Exposição Asas a Raízes
Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Galeria 1
Endereço: Av. Almirante Barroso, 25, Centro (Metrô: Estação Carioca)
Telefone: (21) 3980-3815
Abertura: 17 de janeiro de 2015 (sábado), às 17h30
Visitação: 18 de janeiro a 15 de março de 2015 (terça-feira a domingo)
Horário: 10h às 21h
Classificação indicativa: Livre
Entrada Franca
Acesso para pessoas com deficiência
Patrocínio: Caixa Econômica Federal e Governo Federal.

Programação 2015 do CCBB

“Kandinsky: Tudo começa num ponto” é a exposição inédita que reúne telas de um dos mais renomados mestres da pintura moderna, pioneiro e fundador da arte abstrata. São mais de uma centena de obras e objetos de Kandinsky, seus contemporâneos e suas influências, provenientes da coleção do Museu Estatal Russo de São Petersburgo e mais sete museus da Rússia e coleções procedentes da Alemanha, Áustria, Inglaterra e França. De janeiro a março, a mostra ocupa a rotunda e o 1° andar do Centro Cultural Banco do Brasil. Augusto Boal é homenageado com exposição, espetáculo teatral, show, leituras dramatizadas e oficinas. O professor, ensaísta e diretor de teatro esteve envolvido entre ideias criativas, projetos ousados durante seis décadas, que incluem o período da ditadura e o processo de redemocratização do Brasil. Para abrir a programação de cinema de 2014, o CCBB Rio apresenta a retrospectiva “Melhores Filmes do Ano” com uma seleção dos melhores títulos de 2014, segundo a Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro. “Easy Riders, o Cinema da Nova Hollywood” é a mostra que destaca títulos de 1960 a 1980 e revê um período que marcou a modernização do cinema norte-americano e lançou diretores como Jerry Lewis, Blake Edwards, Arthur Penn, Sam Peckinpah e Martin Scorsese. É uma oportunidade única de (re)ver no cinema, em cópias 35mm, filmes que marcaram Hollywood, nas décadas de 60 e 70, e influenciaram o cinema mundial, de Bonnie e Clyde a O Portal do Paraíso, passando por Tubarão e Taxi Driver, entre  muitos outros. “Bonitinha, mas Ordinária” é a mais nova montagem da Cia Teatro Portátil que após encenar “Valsa nº6”  com uma boneca no papel da protagonista, retorna a olhar  Nelson Rodrigues  propondo um olhar contemporâneo e original. A pesquisa com a linguagem da animação, que permeia a trajetória da companhia, está presente em sequências de filmes que misturam ilustrações com imagens do Rio Antigo. “Eu não dava praquilo” é o monólogo de Cássio Junqueira que traz Cássio Scapin interpretando narrações e depoimentos vividos pela atriz Myrian Muniz. Centro Cultural Banco do Brasil Rua Primeiro de Março, 66 Centro – Rio de Janeiro – RJ CEP 20010-000 http://www.bb.com.br/cultura twitter.com/ccbb_rj http://facebook.com/CCBB.RJ Aberto para o público de quarta à segunda, das 09h às 21h.

Artista plástico Marinho apresenta sua exposição ‘Preto e Branco’

O artista plástico Marinho apresenta sua exposição ‘Preto e Branco’ na Galeria Homegrown, dia 11 de dezembro, quinta-feira. Baseada nos opostos – que se atraem, se distraem, se complementam ou disputam, as obras, dez no total, são todas feitas em nanquim nessas duas cores apenas.

Marinho completa 25 anos de arte urbana, uma vez que começou a pichar aos nove anos, na própria escola. Assim como a maioria dos artistas plásticos, da pichação foi para o graffiti, com a sigla ‘bad mvl’ . Aos 21 passou para os muros, produzindo com rolinho e pincel e tinta látex, foi então que desenvolveu o estilo que permeia sua arte até hoje. “Meus trabalhos são subjetivos, fazem a pessoa ter sua própria interpretação. A arte é a minha filosofia de vida” explica.

Suas principais exposições foram “O Ser ” na galeria A Gentil Carioca, “Marinho” na galeria Mercedes Viegas Arte Contemporânea e “Uma história das Ruas do Rio” na galeria Wendel, em Belim.

Na Galeria Homegrown, produzirá desenhos, acrílica sobre tela, com tamanhos que variam entre 1,80m x 1m e 30cm x 10 cm.

Serviço:
Preto e Branco por Marinho
Data abertura:11 de dezembro (quinta feira), das 18h às 22h
Período de exposição: 11/12 a 03/01/15 .
Horário de visitação: segunda a sexta das 10h às 20h, sábado das 12h às 18h
Endereço: Rua Maria Quitéria, 68 – Ipanema – RJ
Telefone: (21) 2513 2160
Entrada Gratuita/ Classificação livre
Assessoria de imprensa: Julia Ryff – juliaryff@gmail.com
Contato: galeria@hg68.com.br

Novas exposições do MAC

O Museu de Arte Contemporânea de Niterói preparou uma tarde de abertura de duas exposições, no dia 13 de dezembro, sábado, às 17h. São elas: “In Situ: carta de intenções”, do artista português Rui Macedo, com curadoria de Caroline Menezes; e “Um teto todo meu”, da artista Daniela Mattos e curadoria de Guilherme Bueno. No dia da abertura, às 15h, Rui Macedo, Caroline Menezes e o Diretor do MAC, Luiz Guilherme Vergara recebem as artistas Zalinda Cartaxo e Ema M para um bate-papo aberto ao público.

“In Situ: carta de intenções”, do artista Rui Macedo. Curadoria de Caroline Menezes:

Mostra concebida especialmente para ocupar a varanda do MAC de Niterói. A exposição se configura como uma instalação pictórica – um híbrido do conceito de instalação nas artes visuais e as questões expositivas próprias da pintura –, que propõe transformar a percepção do público sobre a arquitetura do espaço expositivo e do seu exterior. Como o título sugere, o caráter in situ da obra é determinado conceitualmente pelas características arquitetônicas do local, levando ao extremo o conceito de museu como obra de arte. “O subtítulo ‘Carta de Intenções’ insinua a temporalidade explorada pela instalação pictórica que aparenta a cristalização de algo transitório, um momento que está prestes a ocorrer, mas que na verdade fica sempre permanente”, diz Macedo, que usa da pintura a óleo para simular o real. Nesta exposição, ele apresenta 21 pinturas – em telas que trazem ao olhar esboços de ideias para concretizar uma exposição – em molduras representadas em trompe l´œil, que acentua o objetivo estrutural e estruturante desta instalação. A moldura instaura a separação, o lugar que limita ou delimita, que enquadra a obra acabada e íntegra.

Como explica a curadora da exposição Caroline Menezes: “Durante o período em que as obras de Rui Macedo vão ocupar o espaço da varanda, o visitante vai encontrar uma situação inusitada, uma metalinguagem do que é um museu por dentro. O pintor evidenciará algo que parece inacabado, mas ao observar com mais cuidado, perceberá que está diante de uma obra de arte completa, finalizada com o cuidado e com a técnica que remete a cânones da história da arte. O conjunto de obras está alinhado ao próprio conceito de museu, além de criar um diálogo potente com seus arredores.

A estratégia do artista é trazer o interior para o exterior e vice-versa, pois ele também vai incorporar o que está no entorno do prédio ao que está sendo apresentado em sua parte interna”. E ainda, segundo Rui Macedo: “Não há como o artista disputar com a natureza, isso seria entrar em uma batalha inútil. Diante da exuberância da vista panorâmica, que envolve a varanda do museu, eu procuro uma boa conversa, um projeto colaborativo entre a criação humana e o que existe no mundo, na paisagem ao redor”, conclui.

“Um teto todo meu”, da artista Daniela Mattos. Curadoria de Guilherme Bueno:

A exposição, que vai ocupar o mezanino, apresenta uma compilação de trabalhos realizados entre 2002 e 2014. As obras – cerca de 30 (formatos diversos) – lidam com as relações entre corpo, escrita e imagem por meio de fotografias, performances, textos, desenhos, objetos e vídeos. Tendo como forte influência a literatura e a poesia, o título da exposição faz referência ao livro “Um teto todo seu” (A Room of One’s Own, no original), de Virginia Woolf, que inspirou também a obra inédita de nome ‘O livro precisa, de alguma forma, ser adaptado ao corpo’, um conjunto de nove desenhos de grafite sobre papel A3, presente na mostra. Outro destaque é o trabalho ‘Make Over’, um conjunto de fotografias polaróides, produzidas entre 2006 e 2007, durante diversas apresentações da performance de mesmo nome, que, nesta mostra, também é apresentada como um texto performativo. “Alguns de meus trabalhos têm a característica de funcionarem como desdobramentos, ou seja, uma performance pode dar origem a uma série de fotografias, um vídeo, um texto ou um objeto e vice-versa”, explica Daniela.

Serão realizadas duas performances pela artista, no contexto da exposição. A primeira acontecerá no dia da abertura da mostra, às 19h, e se chama ‘Arte depois dos anos 1960/70: uma e três (situ)ações’, um trabalho em que ela lê fragmentos de textos escritos por artistas brasileiros e internacionais atuantes nos anos 60 e 70, numa configuração visual que faz referência à obra do artista norte-americano Joseph Kosuth, intitulada “Uma e três cadeiras”. Os textos lidos, ainda que escritos por artistas diversos, acabam criando diálogos e interseções a partir da aproximação que Daniela propõe com a performance. A segunda atuação é inédita e acontecerá em parceria com o artista Alexandre Sá, com data ainda a ser confirmada. “A mostra é uma ocasião para acompanhar mais de uma década da produção da artista. O trabalho de Daniela Mattos faz uma apropriação e uma releitura crítica de experiências conceituais marcantes na arte contemporânea. A sua particularidade é de a um só tempo convocar o visitante-participante para fazer a obra existir, mas evidenciar também a presença da autora como alguém que se pronuncia sobre as mais diferentes questões: os estereótipos em torno do corpo, uma memória do modernismo, linguagem e meta-linguagem, o espaço da arte como proposta de relações que inclusive o extrapolem”, afirma o curador Guilherme Bueno. “Meu desejo com a exposição é mostrar a um público mais amplo minha produção artística, que vem sendo desenvolvida ao longo dos últimos 15 anos. Poder contar com o acompanhamento curatorial do crítico e historiador de arte Guilherme Bueno é muito gratificante”, finaliza Daniela Mattos.

Mais sobre os artistas e curadores:

Rui Macedo (Évora, Portugal, 1975) é artista visual. O enfoque do seu trabalho de pintura põe em operação, através de instalações pictóricas site-specific, de um modo crítico e pela exploração da morfologia arquitetônica do lugar de exposição, os conceitos próprios de uma exposição de pintura, no sentido de surpreender o horizonte de expectativa do visitante, surpresa alimentada pela representação pictórica em trompe l´oeil e pela encenação do e no espaço expositivo.

Caroline Menezes é curadora e crítica de arte. É co-editora do livro The PermanenceoftheTransient: Precariousness in Art” e tem artigos publicados em catálogos como o 30 X Bienal: Transformações na arte brasileira da 1ª à 30ª edição. Faz parte do time permanente de críticos da revista inglesa Studio International, desde 2006. Trabalhou em projetos independentes de curadoria na Inglaterra, Espanha e Portugal e foi diretora assistente da EssexCollectionofArtfromLatinAmerica, em Colchester, Inglaterra. É doutoranda em Teoria da Arte na UniversityoftheArts London.

Daniela Mattos é artista, educadora e curadora independente. Doutora pelo Núcleo de Estudos da Subjetividade, PEPG/PC-PUC-SP (2013) e Mestre em Linguagens Visuais pelo PPGAV/EBA-UFRJ (2007). Desenvolve sua produção em artes visuais desde o início dos anos 2000 com enfoque nas práticas da performance, fotografia, videoarte e escrita de artista. Participou de diversas exposições, mostras de vídeo e publicações, no Brasil e no exterior. Mais informações e documentação acerca de sua prática podem ser encontradas no site http://www.danielamattos.com

Guilherme Bueno é crítico e historiador da arte. Professor da Escola de Artes Visuais do Parque Lage e do Instituto de Artes da Uerj.
Serviço:
Abertura das exposições:
13 de dezembro de 2014, sábado, às 17h
Bate-papo aberto ao público sobre a mostra In Situ: carta de intenções”, às 15h, com Zalinda Cartaxo, Ema M e o próprio artista
Em cartaz até 1 de março de 2015
De terça a domingo, das 10h às 18h. A bilheteria fecha 15 minutos antes do término do horário de visitação.
Ingresso: R$ 10,00
Estudantes, professores e pessoas acima de 60 anos pagam meia.
Entrada gratuita para estudantes da rede pública (ensino médio), crianças de até 7 anos, portadores de necessidades especiais e moradores ou nascidos em Niterói (com apresentação do comprovante de residência) e visitantes que venham de bicicleta.

Entrada gratuita também às quartas-feiras.

Endereço: Mirante da Boa Viagem, s/n – Niterói RJ

Informações: 21 2620 2400 / 2620 2481

http://www.macniteroi.com.br

“Fim de Partida”, na Sede das Cias

Mais recente espetáculo da Alfândega 88, Fim de Partida, de Samuel Beckett, reestreia no dia 29 de novembro, em curta temporada na Sede das Cias, após bem sucedidas apresentações no Tempo Festival, em novembro do ano passado, temporada no Teatro Ipanema, em fevereiro e março deste ano, e curta temporada no Teatro Glauce Rocha, em maio também deste ano. O espetáculo, que foi muito bem recebido pelo público e crítica, é o primeiro da Companhia após sua ocupação no Teatro Serrador (2011-2013), pela qual a Alfândega 88 ganhou o Prêmio Shell na Categoria Especial.

Essa é a primeira peça da Alfândega 88 que não é dirigida por Moacir Chaves, diretor artístico da cia., mas por Danielle Martins de Farias, que é fundadora da companhia junto com Chaves e diretora assistente em todas as montagens da Alfândega 88. A escolha do texto de Beckett dá continuidade à pesquisa que teve início com a leitura encenada pela diretora de Fim de Partida, no referido projeto de Ocupação da Cia. no Teatro Serrador em junho do ano passado.

Escrita na atmosfera do pós-guerra, Fim de partida  é uma obra bastante conhecida e representativa do universo beckettiano. Composta de um único ato, retrata os dois protagonistas, Hamm e Clov, reclusos num abrigo, sofrendo com a escassez de alimentos e remédios. O enredo transcorre em torno de uma possível partida de Clov, enquanto Hamm, seu decrépito senhor, paralítico e cego, administra o fim das provisões: alimentos, remédios, sonhos, ideais. Os pais de Hamm, Nagg e Nell, acentuam as relações de dependência e solidão, num paralelismo constituído de forma grotesca, e, ao mesmo tempo, poética. Vidas humanas recolhidas num ambiente fechado, claustrofóbico; no espaço externo, um mundo em destruição. Nesta atmosfera trágica, diante de uma situação desordenada e caótica, os diálogos são preenchidos do humor cáustico desses representantes da humanidade. Fim de partida é um ensaio sobre o enigma de nossa condição, segundo Beckett, desumana.

Considerado um dos maiores da dramaturgia mundial, Beckett constrói com precisão a arquitetura do seu texto: Fim de Partida trabalha rigorosamente com o ritmo da fala e o tempo da pausa, criando uma partitura quase musical. E apesar do apocalíptico cenário de suas personagens, onde tem lugar o vazio existencial, a ausência de sentidos e o nada, a peça traz um humor ferino, sintetizado na fala de Nell: “Nada é mais engraçado que a infelicidade”. Por outro lado, o cômico também surge quando Beckett expõe, de forma metalingüística, o plano dos atores em cena, evidenciado em falas como a de Hamm: “Estou repassando meu monólogo final”.

A montagem da Alfândega 88 traz quatro atores da Cia. que integram também seus demais espetáculos: Adriana Seiffert, Leonardo Hinckel, Rafael Mannheimer e Silvano Monteiro. A iluminação criada por Aurélio de Simoni, premiado iluminador e integrante da Companhia, assim como o texto de Beckett, prima pelo essencial: buscando a síntese, acentua o clima de crueza e escassez proposto pelo autor ao mesmo tempo em que destaca o jogo dos atores. Responsável pelos figurinos, Raquel Theo trabalha com as rigorosas descrições da indumentária presentes no texto para desenhar as personagens. E Sergio Marimba transporta para a cena a textura do pós-guerra com um cenário inspirado nos bunkers que serviam de abrigos, e que, ao mesmo tempo, aponta para a metalinguagem do texto de Beckett, materializando o aspecto lúdico e ressaltando sua teatralidade não realista.

FICHA TÉCNICA
TEXTO: Samuel Beckett
TRADUÇÃO: Fábio de Souza Andrade
DIREÇÃO: Danielle Martins de Farias
ELENCO: Adriana Seiffert (Nell); Leonardo Hinckel (Hamm); Rafael Mannheimer (Clov) e Silvano Monteiro (Nagg)
ILUMINAÇÃO: Aurélio de Simoni
CENÁRIO: Sergio Marimba
FIGURINOS: Raquel Theo
DESIGN GRÁFICO: Romulo Bandeira
DIREÇÃO ARTÍSTICA ALFÂNDEGA 88: Moacir Chaves

SINOPSE: Escrita na atmosfera do pós-guerra, a peça retrata, com humor cáustico, quatro personagens reclusos num abrigo, sofrendo com a escassez de alimentos e remédios.

SERVIÇO
Temporada: 29 de novembro a 15 de dezembro
Local: Sede das Cias (Rua Manuel Carneiro, 12, Escadaria Selarón – Lapa)
Informações: (21) 2137-1271
Horário: Sábado, domingo e segunda, às 20h
Ingressos: R$ 20,00 (inteira)
Gênero: Humor cáustico
Classificação etária: 14 anos
Duração do espetáculo: 85 minutos
Capacidade: 60 lugares
Estacionamento próximo ao teatro: Rio Antigo Park (Rua Teotônio Regatas s/n – ao lado da Sala Cecília Meireles)

Eu fui, sabia?

https://palcoteatrocinema.com.br/2014/12/09/fim-de-partida-eu-fui/

EIXO Arte apresenta PAISAGENS INVENTADAS

Fechando o ano e iniciando sua primeira exposição coletiva, a EIXO Arte apresenta PAISAGENS INVENTADAS. Sob a curadoria de Marco Antônio Portela, o evento leva ao visitante fotografias e vídeos de 24 artistas. “Paisagens Inventadas” propõe a reinvenção da paisagem sob uma perspectiva contemporânea, usando como forma de circulação a rede mundial de computadores para refletirmos sobre a noção de paisagem frente aos desafios que a contemporaneidade apresenta.

Importantes nomes das artes visuais estarão presentes na primeira coletiva da jovem, porém inovadora plataforma. A novidade para esta coletiva, contam Sara Figueiredo e Sandra Tavares (fundadoras da Eixo), é que a exposição virtual 3D será projetada em espaço real no momento exato de seu lançamento na web, fato este que marcará um novo momento na trajetória da Eixo. A escolha do Ateliê da Imagem, situado na Urca, não foi por acaso. Entre artistas, estudantes, amigos e o tradicional bairro nobre da Zona Sul da cidade do Rio, o Ateliê da Imagem vem se consolidando como uma das principais referências brasileiras no ensino, produção e pensamento sobre a fotografia e a imagem contemporânea. Uma escola livre de imagem, responsável pela formação de uma nova geração que hoje é revelada em concursos, editais e projetos em todo o Brasil.

A inauguração será no dia 28 de novembro de 2014 às 19h no Ateliê da Imagem localizado na Av. Pasteur, 453 – Urca. A exposição virtual 3D estará disponível para ser visitada em detalhes a qualquer hora e lugar através do site http://www.eixoarte.com.br

Travessias – Arte Contemporânea na Maré terá sua temporada estendida por mais uma semana

Com o sucesso da terceira edição, a exposição Travessias – Arte Contemporânea na Maré terá sua temporada estendida por mais uma semana. A exposição ficará aberta ao público até o dia 22 de novembro, sábado, no Galpão Bela Maré, localizado na Favela Nova Holanda, Zona Norte do Rio de Janeiro. A entrada é gratuita.

Com organização do artista plástico carioca Daniel Senise, o Travessias 3 reúne trabalhos inéditos e de acervo dos artistas Barrão, Dora Longo Bahia, Sandra Kogut, Mauro Restiffe, Jonathas de Andrade, Cao Guimarães, Luiz Zerbini e dos fotógrafos do Imagens do Povo, programa realizado pelo Observatório de Favelas.

A proposta de integrar criações artísticas de linguagens múltiplas – audiovisual, pintura, instalação, fotografia, objetos – e gerar um espaço de diálogo, de circulação democrática de informações e novas possibilidades de pensamento no Complexo da Maré, com a participação ativa da população local, é a mola propulsora do projeto.

Para potencializar as reflexões e trocas de experiências sobre a arte e a complexidade dos territórios físicos e simbólicos que se entrecruzam no ambiente urbano, o Travessias promoveu uma série de debates no decorrer da mostra de arte. Os encontros reuniram artistas, acadêmicos, gestores públicos, ativistas e jornalistas com o intuito de aguçar o pensamento e criar um ambiente fértil de discussão entre os moradores da Maré, os visitantes e os artistas.

O Travessias 3 acontece dentro do Galpão Bela Maré e é uma realização do Observatório de Favelas e da produtora Automatica. Em 2011, a iniciativa surgiu com a primeira edição da exposição Travessias, reunindo 16 artistas plásticos e um coletivo. No ano seguinte, foi promovida a experiência LABE, plataforma que estimulou debates sobre espaço urbano, arte contemporânea e cultura digital e, em 2013, a segunda exposição Travessias 2 ocupou o Galpão, com a participação de 10 artistas, lançando um olhar mais profundo sobre o complexo de favelas da região e ampliando o mapa da arte contemporânea nacional.

“A arte é uma condição humana, uma oportunidade de encontro entre as pessoas. E só a partir desses encontros podemos gerar uma sociedade mais justa e mais fraterna. Com o Travessias temos a chance de gerar novas discussões simbólicas a partir da Maré e chamar a atenção para a complexidade de uma favela e de uma cidade”, afirma Jailson Souza e Silva, cofundador e diretor do Observatório de Favelas.

Serviço
Travessias 3 – Arte Contemporânea na Maré
http://www.travessias.org.br
Data: Até 22/11
Terça, quarta, sábado e domingo: das 10hs às 18hs
Quinta e sexta: das 10hs às 20hs
Entrada gratuita
Local: Galpão Bela Maré (Rua Bittencourt Sampaio, 169, Maré – Entre as passarelas 9 e 10 da Av. Brasil)
Informações: (21) 3105-1148

Exposição “Dorme a Cidade”, no MAC

Dia 8 de novembro, às 17h, será inaugurada a exposição “Dorme a Cidade”, do artista Filipe Britto, no Museu de Arte Contemporânea de Niterói. A mostra faz parte do edital de ocupação da Varanda da Prefeitura de Niterói e, para isso, ele criou um projeto especial para o local – uma instalação de vídeo-arte que incorpora para si a vista e vida da Cidade de Niterói como produção semântica.

“Dorme a Cidade” explora um diálogo contrastante entre o noturno e o diurno. “Por meio de exibição de vídeo, a noite é apresentada como palco para o surgimento de personagens imaginários e fabulosos que, hipoteticamente, acordam quando todos estão dormindo e se põem a fazer suas atividades sem que sejam descobertos”, explica o artista.

Por meio da obra, são revelados os personagens, vistos a partir da perspectiva de uma janela – metáfora com a Varanda do MAC que possui uma linda vista para a Baía de Guanabara – e os coloca em contraste direto com uma visão do espaço diurno, cotidiano e objetivo da cidade de Niterói.

Mais sobre o artista:

Filipe Britto nasceu em Campinas, SP, em 1994. Em 2013, teve a oportunidade de participar como fotógrafo da residência artística “Topografias Aéreas, uma fábula sobre poleiros e artistas“ (https://topografiaaerea.wordpress.com ), que resultou em uma exposição coletiva itinerante.

A recente mudança do artista para Niterói, cidade antes desconhecida por ele, lhe possibilitou um olhar estrangeiro sobre os espaços da cidade, fundamental para o desenvolvimento do projeto “Dorme a Cidade”. Hoje, com 20 anos de idade, Filipe Britto é aluno do curso de graduação em Artes da Universidade Federal Fluminense.
Serviço:
Exposição “Dorme a Cidade”
Curadoria de Luiz Sérgio de Oliveira
Abertura: 8 de novembro de 2014, às 17h
Em cartaz até 7 de dezembro de 2014
De terça a domingo, das 10h às 18h. A bilheteria fecha 15 minutos antes do término do horário de visitação.
Ingresso: R$ 10,00
Estudantes, professores e pessoas acima de 60 anos pagam meia.
Entrada gratuita para estudantes da rede pública (ensino médio), crianças de até 7 anos, portadores de necessidades especiais e moradores ou nascidos em Niterói (com apresentação do comprovante de residência) e visitantes que venham de bicicleta.
Entrada gratuita também às quartas-feiras.
Endereço: Mirante da Boa Viagem, s/n – Niterói RJ
Informações: 21 2620 2400 / 2620 2481 http://www.macniteroi.com.br

Evento sábado, 8 de novembro, no MAC

No dia 8 de novembro, sábado, às 10h, o Museu de Arte Contemporânea de Niterói vai receber, pela primeira vez, o norte-americano Michael Namkung para realizar a performance “Ensō”, que une força, precisão e arte. Curadoria de Tania Alice.

O trabalho do artista consiste em desenhar no chão um círculo inteiro com uma das mãos, a outra fica apoiada no chão, como um compasso. Em um círculo inteiro, porém vazio e com uma linha infinita, Michael engloba e é englobado por esta figura geométrica que não possui lados e não tem início e nem fim.

“Com os pés centralizados, posiciono as mãos no chão, cerca de um metro e meio do centro e mergulho uma esponja em um balde de água. Em seguida, ando com as mãos enquanto arrasto a esponja para desenhar a circunferência de um círculo, usando os pés como o pivô para meu corpo, à medida que eu rodar. A cada rotação, a esponja é mergulhada na água e continuo assim até o esgotamento físico”, explica o artista.

Como sujeito comum da caligrafia Zen, o círculo ou ensō representa a iluminação e o próprio Universo. Com esta performance, Michael Namkung demonstra que o propósito de desenhar um círculo não é simbolizar ou representar, mas sim treinar a mente.
Serviço:
Performance “Ensō” – do artista Michael Namkung
Dia 8 de novembro, sábado, às 10h
Pátio do MAC de Niterói – Mirante da Boa Viagem, s/ número
Entrada gratuita
Informações: 2620-2400 ou 2620-2481
Entrada gratuita

O Enredo das Flores Imortais

Quem esteve no Arte Core, festival de arte urbana que aconteceu no MAM-RJ, teve o privilégio de ver uma dos painéis pintados por Combone em grande escala. Seus traços finos e delicados, que geralmente compõem silhuetas femininas e têm referências da Art Nouveau, vão estar exposto nas paredes da Galeria Homegrown a partir de quinta (06/11) para apreciação do público amante da arte. A exposição tem como conceito a evolução do indivíduo. Pode-se afirmar que trata-se do caminho pessoal que cada um de nós deve traçar.

Do momento de dúvida até a certeza de uma decisão equilibrada, são tantas variáveis que para um artista que sabe aproveitar, transforma a estrada em inspiração. “Tudo que produzo é uma expressão de coisas que vivenciei, situações em que, errando ou acertando, acabei aprendendo”, afirma o mineiro Wesley de Oliveira, seu nome de batismo. A poesia se reflete em suas personagens femininas, de ar reflexivo e sereno.
A exposição contará com dez obras, feitas com diferentes matérias, sendo os mais presentes a aquarela e o lápis de cor, em tamanhos que variam entre 56cm x 76cm, e mínimo 42cm x 29cm.
“Nossas decisões são influenciadas pelo que queremos ouvir. Não gosto de dizer como o público deve olhar para a minha arte. A obra se completa na interpretação pessoal de cada observador” finaliza Combone.

Serviço:
O Enredo das Flores Imortais
Data abertura: 6 de novembro (quinta), das 18h às 22h
Período de exposição: 06/11 a 28/11
Horário de visitação: segunda a sexta das 10h às 20h, sábado das 12h às 18h
Endereço: Rua Maria Quitéria, 68 – Ipanema – RJ
Telefone: (21) 2513 2160
Entrada Gratuita/ Classificação livre