Programação do CCBB para 2016

O Centro Cultural Banco do Brasil reserva uma programação de estreias bastante diversificadas no ano de 2016.

Com a curadoria de Alfons Hug, a exposição “Zeitgeist” reúne um panorama consistente da respeitada comunidade artística da nova Berlim. São pinturas, fotografias, videoarte, performances, instalações e a cultura dos clubs berlinenses, na visão de 29 renomados artistas, traduzindo o espírito de uma época marcada por contradições e reinvenções. De 27/1 a 4/4.

“Guilherme Vaz – Uma Fração do Infinito” traz ao CCBB Rio, a obra de um dos mais importantes artistas multimídia brasileiros. Pioneiro da arte conceitual e sonora, o maestro de Araguari (MG) é responsável pela introdução da música concreta no cinema brasileiro e autor de trilhas premiadas. De 13/1 a 4/4.

Piccinini é uma das escultoras mais conhecidas da Austrália e embora seja classificada como hiperrealista, é no realismo fantástico que ela se encontrou. Suas criações derivadas de pesquisas de biotecnologia e engenharia genética se mostram como seres desconhecidos que podem ser repulsivos e sedutores ao mesmo tempo. A exposição convida o público a descobrir o carisma desses personagens instigantes. De 26/04 A 27/06.

E “Mondrian e o Movimento de Stijl” é a grande exposição de 2016, que traça um panorama das várias frentes de atuação e pensamento da vanguarda moderna holandesa conhecida como “o estilo” ou “de stijl”. Movimento fundado em 1917, conhecido também como neoplasticismo, teve em Piet Mondrian, seu ícone mais famoso. De 11/10 a 02/01/2017.

O espetáculo “Capote” é a adaptação de Drauzio Varella para o conto homônimo escrito pelo ucraniano Nikolai Vassílievitch Gógol, considerado um dos principais nomes da literatura europeia do século XIX.  Em cena, os atores Rodolfo Vaz, Rodrigo Fregnan e Marcelo Villa Boas, além da musicista Sarah Assis, constroem um jogo em que narrativas, diálogos, sons e intervenções em vídeo reinventam as potências do texto original. De 21/1 a 13/3 – 19h.

Hamlet – Processo de Revelação” traz em cena, um único ator em uma adaptação radical do clássico de Shakespeare. Emanuel Aragão tentar reconstruir a narrativa do texto original em diálogo direto com a plateia, utilizando recursos da performance art. A direção fica por conta da dupla Adriano e Fernando Guimarães.  De 8/1 a 28/2 – 19h30.

O texto clássico de Tennesse Williams, “Gata em Telhado de Zinco Quente” traz Barbara Paz, Zecarlos Machado, Kelzy Ecard, Augusto Zacchi, Fernanda Viacava e Augusto Cesar na direção de Eduardo Tolentino de Araújo. Num dia de calor intenso do verão sulista americano, uma família se reúne para uma festa, enquanto os conflitos vão surgindo de forma inesperada e implacável, em uma explosão de revelações pessoais. Temporada prevista para os meses de junho a agosto.

“URGENTE!” é o mais novo espetáculo da Cia. Luna Lunera. No palco, personagens perdidos entre a sensação de que a vida passa cada vez mais rápido e a necessidade pulsante de se estabelecer um outro vínculo com o tempo ganham vida na direção do Áreas Coletivo de Arte, composto por Miwa Yanagizawa, Liliane Rovaris e Maria Silvia Campos. Temporada prevista para os meses de junho a agosto.

E para encerrar o ano, a Cia. Dos a Deux traz “AMOR”, espetáculo inédito que trata de temas complexos como a solidão no mundo contemporâneo, o louco amor, o amor absoluto, a busca, a perda e a conquista. A nova montagem utilizará recursos já conhecidos da companhia, como marionete, luz, cor, música, coreografia e gesto.  Temporada prevista para os meses de novembro a janeiro.

No cinema, o ano de 2016 traz a retrospectiva “O Cinema Total de David Lean”. É a chance do público conferir uma filmografia que traz clássicos como “A Ponte do Rio Kwai”, “Lawrence da Arábia” e “Doutor Jivago”. De 27/01 a 15/02.

“Cinema humanista – Irmãos Dardenne” é a mostra que exibe 22 filmes dos diretores, roteiristas e produtores belgas Luc Dardenne e Jean-Pierre Dardenne. Premiados com a Palma de Ouro do Festival de Cannes e considerados pela crítica internacional como importantes nomes do cinema contemporâneo, a dupla é responsável por um estilo próprio, marcado pelo naturalismo e um despojamento estético. De 17/02 a 07/03.

“Um filme, cem histórias: Abbas Kiarostami” é a uma oportunidade única para conferir a obra completa de um dos mais influentes cineastas da atualidade. Cineasta, fotógrafo e poeta iraniano, nasceu em Teerã, 1940. Seu estilo, embebido das lições do neorrealismo italiano, tornou-se conhecido no Ocidente somente após a revolução iraniana, com a premiação, no Festival de Locarno, do longa-metragem Onde fica a casa do meu amigo? (1987). A partir dos anos 1990, torna-se uma espécie de ícone da resistência democrática no Irã e fonte de inspiração para a eclosão de dezenas de cineastas iranianos.  De 20/04 a 09/05.

Na música, em suas duas últimas edições a série Madrugada no Centro apresenta o pré-carnaval com Agytoê + Pedro Luís + Geraldo Junior, no dia 09 de janeiro, e a cena eletrônica de Berlim em complemento à exposição “Zeitgeist Berlim” no dia 30 de janeiro. Nesse dia, com o apoio do Instituto Goethe, o DJ alemão Jan Brauer, integrante do coletivo “Brandt Brauer Frick“, promete agitar a noite.

E a Turnê do 26º Prêmio da Música Brasileira, que homenageia Maria Bethânia, traz ao CCBB Rio de Janeiro Mariene de Castro e Zélia Duncan. 16 e 17/1 – 19h.

 

Centro Cultural Banco do Brasil

Rua Primeiro de Março, 66

Centro – Rio de Janeiro – RJ

CEP 20010-000

http://www.bb.com.br/cultura

 

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Exposição “A Importância de Ser…| The Importance of Being…”

Uma casa de três metros de altura pendurada de cabeça para baixo. Uma instalação com centenas de tijolos suspensos. Uma escada que convida o visitante a dar uma espiada por cima de uma nuvem de fumaça. Com impactantes obras de arte produzidas por 40 artistas belgas, a exposição A Importância de Ser…|The Importance of Being… promete surpreender os cariocas com uma cuidadosa seleção da arte contemporânea produzida na Bélgica nas últimas décadas.

Depois de ser vista no Museu Nacional de Belas Artes de Havana, em Cuba, e no Museu de Arte Contemporânea de Buenos Aires, na Argentina, a mostra, cujo título faz alusão à famosa peça de Oscar Wilde, A Importância de Ser Prudente, chega ao MAM-Rio para uma temporada de dois meses, de 16 de dezembro a 14 de fevereiro. Em seguida, será apresentada em São Paulo, no MAC-USP, de 11 de abril a 29 de novembro de 2016.

Mais que uma experiência visual, a exposição, que tem curadoria da cubana Sara Alonso Gómez, coordenação de Bruno Devos e produção da R&L Produtores Associados, traz 40 obras que vão mexer com todos os sentidos do público. Temas como poder, memória, conflitos, fronteiras e relações humanas são retratados num repertório variado, que inclui instalações, pinturas, objetos, gravuras, vídeos e fotografias. “A exposição The Importance of being… é o último evento do festival belga no Rio, o Belgarioca 2015, que homenageia as artes, não só através da música, mas também apresentando as artes plásticas e visuais do nosso país”, comemora o Cônsul da Bélgica, Bernard Quintin.

“A Bélgica é um pequeno país da Europa, mas com uma cultura muito rica e cena ativa na arte contemporânea. Foi uma escolha difícil chegar aos 40 nomes aqui reunidos. Passei quase um ano visitando estúdios, entrevistando cada artista para entender o seu pensamento e construir a narrativa da mostra. Essa exposição é uma experiência que pode ser vivenciada em diferentes formatos, com uma viagem a um local desconhecido, onde o próprio público vai eleger seus destaques”, explica a curadora.

Os destaques realmente são muitos. Em Smoke Cloud, Peter de Cupere criou uma nuvem em técnica mista, por meio da qual o espectador é instigado a sentir um forte odor de poluição. Conhecido por produzir instalações olfativas, Peter provoca uma reação que transcende o simples ato de ver ou de cheirar. Participante da Bienal da Veneza (2005 e 2009), Pascale Marthine Tayou apresentará The Falling House, uma enorme casa que estará, literalmente, invertida. A instalação, que pesa 250 quilos, chama atenção para as diferenças globais, retrata a imagem do pobre que vira rico e de crianças africanas que parecem vestidas com trajes da cultura ocidental.

A exposição reúne outras produções surpreendentes. O badalado artista belga Francis Alys apresenta o resultado de sua pesquisa sobre lapsos de tempo na vídeo-instalação Politics of Rehearsal, com direito a sofás e um monitor monocanal. Censurada na Bienal de Veneza de 2009, a obra do caricaturista Jacques Charlier, 100 Sexes d’Artistes, com desenhos de 100 órgãos sexuais, poderá ser vista pela primeira vez pelo público.

Fotografias documentais registradas no Congo, por Carl de Keyzer; instalação com urnas de votação de seis países, criada por Guillaume Bijl; e esculturas de cristal desenvolvidas por Lieve Van Stappen integram a exposição, que é o resultado de um esforço conjunto da Embaixada da Bélgica, em parceria com diversas instituições de apoio, entre elas o Grupo Multiterminais.

“A arte do país é aqui submetida a interpretações, hipóteses, descrições e conotações, que, apesar de situadas entre o mito e a realidade, também delineiam uma identidade própria. O objetivo extrapola a noção de nacionalidade belga”, comenta o coordenador e idealizador do projeto, Bruno Devos.

Festival Belgarioca 2015

O festival belga no Rio, promovido e organizado pelo Consulado Geral da Bélgica, tem o objetivo de difundir entre os cariocas a cultura belga através de diversas apresentações de música, arte, gastronomia e projetos sociais – temas que fazem parte do DNA belga.

E para encerrar o festival, o Consulado belga no Rio de Janeiro promove a exposição de arte contemporânea “The Importance of Being…”, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.  “Esta exposição resume a nossa visão aberta da sociedade: artistas belgas, nascidos na Bélgica, ou estrangeiros, que trabalham principalmente na Bélgica”, conta o Cônsul da Bélgica Bernard Quintin. E reitera: “a Bélgica é uma maneira de ser e de viver e isto nos foi muito bem demonstrado pelos artistas participantes do festival. “

ARTISTAS PARTICIPANTES: Marcel Broodthaers; Chantal Akerman; Francis Alÿs; Charif Benhelima; Guillaume Bijl; Michaël Borremans; Dirk Braeckman; Jacques Charlier; David Claerbout; Leo Copers; Patrick Corillon; Cel Crabeels; Berlinde De Bruyckere; Jan De Cock; Peter de Cupere; Carl De Keyzer; Raoul De Keyser; Edith Dekyndt; Wim Delvoye; Fred Eerdekens; Jan Fabre; Michel François; Kendell Geers; Johan Grimonprez; Ann Veronica Janssens; Marie-Jo Lafontaine; Jacques Lizène; Kris Martin; Hans Op de Beeck; Walter Swennen; PascaleMarthineTayou; Ana Torfs; JoëlleTuerlinckx; Philippe Vandenberg; Koen van denBroek; Anne-Mie Van Kerckhoven; Koen Vanmechelen; Lieve Van Stappen; Bruno Vekemans; Angel Vergara Santiago.

SERVIÇO

Título: A Importância de Ser…|The Importance of Being…

Abertura para convidados: 16 de dezembro, às 18h.

Período da exposição: 16 de dezembro a 14 de fevereiro de 2016

Curadoria: Sara Alonso Gómez

Idealização e coordenação: Bruno Devos

Produção: R&L Produtores Associados

Período: de 17 de dezembro a 14 de fevereiro.

Local: Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro

Endereço: Av. Infante Dom Henrique, 85

Parque do Flamengo – Rio de Janeiro – RJ 20021-140

Telefone: (21) 3883.5600

Funcionamento: ter. – sex. 12h – 18h; a bilheteria fecha 17h30

Sáb. – dom. – feriados 11h – 18h; a bilheteria fecha 17h30

O salão de exposições não abre em: 01 jan., 19 jan., 14-18 fev., 03 abr., 24 e 25 dez., 31 dez. 2015 e 01 jan. 2016.

Tarifa: R$ 14. Ingresso família aos domingos para até cinco pessoas.
Maiores de 60 anos e estudantes: R$ 7
Cinemateca: R$ 8

Gratuidades: Amigos do MAM, crianças até 12 anos e funcionários dos mantenedores e parceiros e nas quartas após 15h mediante apresentação de senha, cuja distribuição ocorre no mesmo dia (a partir de 15h). Estão disponíveis 2000 senhas para cada quarta-feira.

Site: www.mamrio.org.br

Exposição Renata Tassinari no Paço Imperial

O ano de 2015 tem um significado todo especial para a paulistana Renata Tassinari. A artista, que comemora três décadas de sua primeira exposição – uma coletiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo –, acaba de ganhar uma retrospectiva no Instituto Tomie Othake e, no dia 17 de dezembro, apresentará uma grande individual no Paço Imperial, no Rio de Janeiro.

Com curadoria de Vanda Klabin, a mostra faz um recorte dos últimos dez anos de carreira da artista. São 16 trabalhos que ocuparão duas salas do Paço, entre pinturas sobre superfícies acrílicas e cinco desenhos inéditos a óleo sobre papel japonês, produzidos nos últimos dois anos. “A exposição no Rio ganha um frescor especial. Como se trata de um museu, apresento obras em grande formato, entre elas a instalação Lanternas, que tem três metros”, diz Renata.

Com uma trajetória sólida, Renata Tassinari destacou-se no cenário nacional como uma colorista rara de se ver na arte plástica contemporânea. A cor é a matéria-prima na obra da artista, marcada pela busca da harmonia, num jogo de opacidade e transparência. O interesse pelos contrastes cromáticos existe desde o início de sua produção, que com o tempo incorporou a geometria, mais precisamente os quadrados e retângulos, como importantes elementos compositivos.

Nos últimos anos a pintura de Renata Tassinari se transformou em um campo fértil de pesquisas e inovações. O quadro deixou de ser um elemento neutro, passando a fazer parte da estrutura da obra. A nítida presença da tinta, do acrílico e a opacidade discreta da madeira estão juntas lado a lado. Na transparência do acrílico protetor passa a haver pintura e, inversamente, onde a folha de papel se deixa ver, apenas o branco se transforma em cor.

Para a curadora Vanda Klabin, a artista desafia e transforma os limites do plano pictórico pela apropriação e deslocamentos de materiais industriais na superfície da tela. “A estrutura do seu trabalho se processa através de uma pluralidade de experimentações e reafirma uma atualidade ímpar no contexto da arte contemporânea brasileira”, resume.

Sobre a artista – Renata Tassinari é formada em Artes Plásticas pela Faap São Paulo, em 1980. Estudou desenho e pintura no ateliê dos artistas Carlos Alberto Fajardo e Dudi Maia Rosa. Já expôs em importantes instituições brasileiras, como o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e o Museu de Arte Moderna de São Paulo. Destaque para a recente retrospectiva sobre a carreira da artista, realizada este ano, no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo.

Mais informações: www.renatatassinari.com.br

 

SERVIÇO

Exposição Renata Tassinari

Abertura: 17 de dezembro, a partir das 19h

Visitação: 18 de dezembro a 28 de fevereiro de 2016

Curadoria: Vanda Klabin

Paço Imperial – Praça 15, 48, Centro (2215-2093/5231)

Horário de visitação: de 3ª a domingo, das 12h às 19h

Entrada gratuita.

Faixa etária: Livre

Mostra “Cerâmica do Japão: A Geração Emergente do Forno Tradicional Japonês” no Museu Histórico Nacional

O Museu Histórico Nacional apresenta, de 02 a 20 de dezembro, a mostra Cerâmica do Japão: A Geração Emergente do Forno Tradicional Japonês, em comemoração aos 120 anos de amizade Brasil-Japão. Serão expostas 70 peças de 35 artistas, que trabalham com obras inovadoras e tendem a liderar a próxima geração da arte da cerâmica no Japão. O ingresso para a mostra custa R$ 8.

                A cerâmica japonesa possui um grande contingente de apreciadores no mundo inteiro. As peças moldadas a partir de um elemento básico da natureza, a argila, deixam de ser apenas objetos funcionais para adquirir status de obras de arte nas mãos de mestres e artesãos. O tema da exposição, “Vasilhames”, revela a perspectiva de cada artista na compreensão da funcionalidade do objeto, assim como a visão de cada um sobre a situação atual e o futuro da cerâmica japonesa.

                Durante a mostra também haverá uma oficina de ikebana, arte da composição floral conforme com as tradições e a filosofia japonesas.  A prática que era inicialmente associada ao budismo, se popularizou no Japão e se tornou parte importante da cultura do país. A ikebana tem o poder de provocar o autoconhecimento, uma vez que exige que seus praticantes estejam em equilíbrio com o seu ser físico e espiritual.

A oficina é aberta ao público e as inscrições serão feitas por ordem de chegada à sala da exposição. A mostra é um evento em parceria com o Consulado Geral do Japão e a Fundação Japonesa. Aos domingos a entrada é franca e nos demais dias o ingresso custa R$ 8 e pode ser adquirido na bilheteria do Museu Histórico Nacional, localizado na Praça Marechal Âncora – Centro/RJ.

 

SERVIÇO:

ABERTURA DA EXPOSIÇÃO:
02 de dezembro de 2015, a partir das 12h30

PERÍODO DE VISITAÇÃO:

02 a 20 de dezembro de 2015
De terça a sexta, das 10h às 17h30

Sábados, domingos e feriados, das 14h às 18h

OFICINAS DE IKEBANA:

04, 05, 06, 12 e 13/12

Das 14h às 15h e das 15h30 às 16h30

Inscrições por ordem de chegada na sala de exposição.

 

Museu Histórico Nacional

Praça Marechal Âncora, s/n – Centro/RJ

Tel.: 3299-0324

www.museuhistoriconacional.com.br

www.fjsp.org.br

www.rio.br.emb-japan.go.jp

 

 

Conversa aberta ao público na “Fluidostática”

No dia 28 de novembro, sábado, às 16h, vai acontecer conversa aberta ao público com a artista Ursula Tautz e a curadora Isabel Portella, na exposição “Fluidostática”, de autoria de Ursula, e que está em cartaz desde 24 de outubro (até 6 de dezembro), na Galeria do Lago/Museu da República.

Pensada e executada especialmente para o local, a mostra – inspirada no universo do Palácio do Catete, da Galeria do Lago – consiste em uma instalação composta por 16 jarras contendo tinta azul para canetas-tinteiro sobre balanços. A tinta faz referência direta às utilizadas pelos presidentes do palácio na assinatura de documentos.

O balanço, muito utilizado por Ursula em seus trabalhos, funciona como objeto poético. O conjunto da obra cria uma metáfora sobre o poder em um jogo de equilíbrio frágil, solitário, sedutor e perigoso, que habitou o palácio. E para explicar melhor esta exposição de arte contemporânea instigante e com uma narrativa própria, que dialoga com a história do país, resolveu-se fazer um bate-papo no ambiente da mostra. “Vamos conversar sobre a história do local, que me inspirou a desenvolver este trabalho, sobre os processos de concepção e os desdobramentos, sobre a questão do poder e do equilíbrio presente na obra e que tem tudo a ver com a atmosfera do local, entre outras questões que forem surgindo na hora. Vai ser uma conversar descontraída e enriquecedora”, explica a artista.

Além da grande instalação de jarras com canetas-tinteiro – por onde o espectador pode caminhar sozinho e qualquer desatenção afeta o equilíbrio dos balanços, derramando a tinta dos jarros –, ainda fazem parte da exposição dois desenhos feitos também com tintas para canetas-tinteiros e um balanço, pendurado no jardim, para o visitante (crianças e adultos) interagir ainda mais. A interação e a percepção por parte do público é o objetivo de “Fluidostática”, que, por meio dos objetos chega a uma história marcada por leis, decretos, declarações de guerra e até mesmo carta de despedida (como a de Getúlio Vargas, que se suicidou, em 1954, no local), a partir da utilização da caneta tinteiro. A tinta que marca e que eterniza lembranças. Afinal, por vontade própria ou da história, todos os presidentes do palácio deixaram suas marcas.

A exposição tem o apoio do Consulado Geral da República Federal da Alemanha, da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha, da EAC Rio de Janeiro, da Knauf

Drywall, da Souza Camargo Arquitetura e Construção e do Colégio Cruzeiro. Patrocínio Cultural do Instituto Cultural PLAJAP e patrocínio da OPUS.

Mais sobre a artista:

Ursula Tautz nasceu no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha. Cursou a ESPM, além de ter frequentado oficinas da “School of Visual Arts /NY”, e a partir de 2005 a Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Em 2013 foi aprovada para o Programa Projeto de Pesquisa, com Glória Ferreira e Luiz Ernesto. Participou de várias exposições como “Intervenções Urbanas Bradesco ArtRio 2015, com a instalação “Mas que as asas enraízem e que as raízes voem”; “Estranhamentos”no CCJF/RJ com curadoria de Isabel Sanson Portella ,“Fuzuê”, no Largo das Artes, “A questão do espaço na arte”com curadoria de Glória Ferreira e Luiz Ernesto e “Cético Assombro” , na EAV do Parque Lage, além da individual “ Aquilo que nos cabe daquilo que nos resta”, entre outras. Foi também selecionada pelo crítico Fernando Cocchiarale para o “Programa Olheiro da Arte”.

Serviço:

Conversa na exposição “Fluidostática”, de Ursula Tautz

Com Ursula Tautz e Isabel Portella (curadora)

Data: 28 de novembro, sábado, às 16h

Palácio do Catete – Museu da República – Galeria do Lago

Entrada gratuita

Rua do Catete, 153 – Catete

Informações: 2127-0324

Sobre a exposição:

Em cartaz até 6 de dezembro de 2015

Visitação: terça a sexta, das 10h às 12h, e das 13h às 17h

Sábados, domingos e feriados, das 11h às 18h

ExpoMobi Itanhangá

Até 18 de novembro, o Downtown vai exibir a mostra gratuita ExpoMopi Itanhangá, que levará ao público obras de artes e oficinas, na Barra da Tijuca, das 10h às 21h. A exposição reúne quatro oficinas: enfeites natalinos (dia 7, das 14h às 20h); artes e pintura de rosto com a colônia de férias do Centro de Movimento Deborah Colker (dia 8, das 14h às 18h); quilling ou filigrama de papel (dia 14, das 14h às 20h); e teatro (dia 15, das 14h às 18h).

Além das atividades para adultos e crianças, podem ser vistas pinturas, colagens, desenhos e fotografias dos alunos do maternal ao ensino médio do colégio Mopi inspiradas em grandes nomes do universo das artes, como Picasso, Tarsila do Amaral, Leonardo Da Vinci, Kandinsky, Miró, Ivan Cruz e Vermeer. Engajada na causa da sustentabilidade, a ExpoMopi conta ainda com mais de 20 obras produzidas com materiais reutilizáveis: MDF, jornais e espuma vinílica acetinada (EVA), entre outros.

Serviço:

Expo Mopi Itanhangá 2015
Horário de visitação: Das 10h às 21h
Local: Downtown (Praça Central, blocos 5 e 7)
Endereço: Avenida das Américas, 500, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, RJ
Data: Até 18 de novembro
Classificação: Livre
Entrada: Gratuita
Mais informações:
Site Mopi Itanhangá
http://www.mopi.com.br/
Facebook Mopi:
https://www.facebook.com/ColegioMopi?fref=ts

Exposição fotográfica “Crescer (e adolescer)”

De que maneira o contato com a arte pode encantar as crianças? Como a arte pode ajudar as crianças a compreenderem o mundo que vivem e a crescerem dentro dele? A fotógrafa Andrea Nestrea, registra e documenta há anos esse olhar do encantamento das crianças através de espetáculos teatrais, exposições, oficinas.

Em parceria continuada de muitos anos com o Centro de Referência Cultura Infância, brinda a todo o público através de uma instalação fotográfica, móbiles de espetáculos inesquecíveis.

SERVIÇO

Data: 07 a 29 de novembro

Local: Varanda – Teatro Municipal Maria Clara Machado (Planetário da Gávea)

Endereço: Av. Padre Leonel Franca, 240, Gávea. Tel.: (21) 2274 7722

Horário: Terça a domingo, das 10h às 18h./ Quarta à domingo, das 14h às 22h.

Valor: GRÁTIS

Classificação: Livre

Estacionamento pago no local