Balé “O Messias” no Theatro Municipal

A Fundação Teatro Municipal do Rio de Janeiro, vinculada à Secretaria de Estado de Cultura (SEC), encerra com o balé O Messias a Temporada 2015, que leva a assinatura do Maestro André Cardoso. O espetáculo foi criado pelo coreógrafo argentino Mauricio Wainrot com base em 32 temas do oratório homônimo de George Friedrich Händel e tem libreto de Charles Jennens. Serão nove récitas com o Ballet, o Coro e a Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal nos dias 17, 18, 19, 20, 22, 23, 27, 29 30 de dezembro. A obra é abstrata e tem uma atmosfera muito especial e espiritual, que toca tanto ao público como a seus intérpretes. No palco, a primeira bailarina Claudia Mota e os primeiros solistas Carolina Neves, Deborah Ribeiro, Karen Mesquita, Priscila Albuquerque, Priscilla Mota, Renata Tubarão, Cícero Gomes, Edifranc Alves, Filipe Moreira, Moacir Emanoel e Rodrigo Negri irão se revezar nos solos, à frente dos demais integrantes do BTM. O Ballet do Theatro Municipal tem como Regentes as primeiras bailarinas Ana Botafogo e Cecília Kerche. Além do Ballet, do Coro e da Orquestra Sinfônica, também fazem parte do grandioso elenco desta produção as sopranos Lina MendesVeruschka Mainhard, as mezzo-sopranos Carolina FariaLuciana Costa et Silva, os tenores Aníbal Mancini André Vidal e os barítonos Inácio de Nonno e Daniel Germano, sob a regência do Maestro Silvio Viegas.

 

Nada melhor para encerrar um ano tão especial do que reunirmos, em uma mesma produção, os três corpos artísticos do Theatro Municipal. Melhor ainda quando a obra apresentada é um dos pilares do período Barroco, O Messias, de Händel. Ballet, Coro e Orquestra Sinfônica se juntam na versão coreográfica deste oratório, criada por Maurício Wainrot”, diz André Cardoso, Diretor Artístico do TMRJ.

Inspirado na bela música de Händel, que fala acima de tudo sobre espiritualidade, Mauricio Wainrot criou O Messias, coreografia desafiadora e dinâmica, que mescla o controle dos adágios com o brilhantismo dos allegros em vários duos, trios e conjuntos, exigindo dos bailarinos grande domínio técnico e plasticidade de movimentos”, afirmam Ana Botafogo e Cecília Kerche, Regentes do Ballet do TMRJ.

O Messias é para mim, neste momento especial, um olhar sobre novas ou velhas utopias, um olhar para dentro de nós mesmos, uma necessidade de voltar a ouvir nosso silêncio interior e nos aproximarmos dos outros, especialmente àqueles seres que amamos, àqueles que compartilham de nossa história e destino e àqueles que foram e são testemunhas de tantas alegrias e dificuldades, e tem sido uma experiência pessoal que me comove poder  participar com todos”, comenta o coreógrafo Maurício Wainrot, que há dois anos apresentou no TMRJ os balés Carmina Burana, Chopin Nº1 e Ecos.

 

Sobre o balé O Messias

 

Mauricio Wainrot, diretor artístico do Ballet Contemporâneo do Teatro San Martin, criou a primeira versão de O Messias em 1996 para o Royal Ballet of Flanders, na Bélgica, companhia da qual é coreógrafo permanente desde 1994. Este trabalho do famoso oratório de Händel foi apresentado em sucessivas e bem-sucedidas turnês pela Bélgica, Holanda, Alemanha, Polonia, Turquia e China. Esta versão de O Messias foi exibida em 1998, na abertura do Sínodo dos Bispos Europeus, no Beaux Arts Palais, em Bruxelas.

Em 1998 Wainrot fez a segunda versão de O Messias para o Ballet Nacional do Chile. Este novo trabalho, mais extenso do que o anterior, ocupa a totalidade do espetáculo e em sua estréia na cidade de Santiago, contou com a colaboração da Orquestra e Coro da Universidade do Chile. O trabalho é inspirado na magnífica música de Händel mais do que no significado histórico dos textos, já que não carrega em si um enredo. É uma linha abstrata que valoriza através das cenas e dos movimentos sucessivos, o misticismo, a religião, a emoção e a alegria que o trabalho envolve. Carlos Gallardo criou uma atmosfera toda branca nos cenários e figurinos, que proporcionam um ambiente perfeito para o trabalho.

 

Biografias

 

Claudia Mota, primeira bailarina

Formada pela Escola Estadual de Dança Maria Olenewa, é Primeira Bailarina do TMRJ desde 2007, protagonizando todo o repertório da Companhia. Com grande destaque em seu país, Claudia representa o Brasil em Galas Internacionais dançando em diversas cidades da Argentina, assim como Paraguai, Cuba, Estados Unidos, Canadá e, recentemente, a convite de Julio Bocca, estrelou a versão de La Bayadère de Natalia Makarova junto ao Ballet Nacional Sodre, em Montevidéu. Recebeu o Prêmio de Melhor Bailarina da América Latina pelo Conselho Latino Americano de Dança e, por seu desempenho artístico e técnico e representatividade no cenário internacional da dança, conquistou o Título de Membro do Conselho Internacional de Dança da Unesco.

Lina Mendes, soprano

Lina Mendes recebeu o prêmio da Revista Concerto 2014 na categoria Jovem Talento pelo júri popular. Nascida em Niterói, ainda criança, foi solista no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, nas óperas Tosca (Puccini), Rigoletto (Verdi) e Die Zauberflöte (Mozart). Em 2011, debutou no papel de Gilda da ópera Rigoletto (Verdi) com grande sucesso, no centenário do Theatro Municipal de SP e Ninette da ópera O Amor das Três Laranjas (Prokofiev), no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Em 2013, foi a personagem Liberty na ópera Ça Ira (Roger Waters), Blonde na ópera Die Entführung aus dem Serrail (Mozart), Marzeline em Fidelio (Beethoven), Oscar em Un Ballo in Maschera, Cunegunde da ópera Candide (Berstein). Solou na cantata Carmina Burana (Orff) e no oratório Die Schöpfung (Haydn). Apresentou-se sob a regência dos maestros Abel Rocha, Marcelo Ramos, Alejo Perez, Isaac karabtchevsky, Jamil Maluf, Luciano Camargo, Ricardo Bologna, John Neschling, Carlos Spierer, Marin Alsop, Rick Wentworth e sob a direção cênica de Andre Heller-Lopes, Fernando Bicudo, Jorge Takla. Em 2014, brilhou como Nannetta na ópera Falstaff, no Theatro Municipal de SP, sob a direção de Davide Livermore. Interpretou Cunegonde com a OSESP, Gilda no Palácio das Artes em Belo Horizonte e colheu excelente crítica por suas marcantes atuações. Fez parte do Centre de Perfeccionament Plácido Domingo, na Espanha. Foi Abra no oratório Judita Triumphans (Vivaldi) e Cefalo na opera Narciso (Scarlatti), sob a direção musical de Federico Maria Sardelli. Recentemente fez seu début com grande êxito, no Palau de les Arts de Valência, interpretando Musetta da ópera La Bohème (Puccini), na Espanha, sob a regência de Manuel Coves.

Veruschka Mainhard, soprano

Musicista versátil, Doutora em Música pela UniRio e Mestre em Flauta Transversa Barroca e Música Antiga pela Escola Superior de Utrecht (Holanda), pianista laureada em vários concursos, Veruschka Mainhard realizou estudos com Carol McDavit e Martha Herr no Brasil, Uta Spreckelsen na Alemanha e Marianne Blok na Holanda. Aperfeiçoou-se ainda com Roland Hermann, Mitsuko Shirai, Hilde Zadek e Jeffrey Gall na Alemanha e com Jorge Chaminé em Paris. É Professora de Dicção e Canto da Escola de Música da UFRJ. Como camerista, vem se apresentando nas mais importantes salas de concerto do país e no exterior. Atuou como solista em óperas, oratórios e cantatas no Brasil, Alemanha e Holanda, assim como fez estreias mundiais de obras escritas para sua voz. Em 2004, apresentou-se na Alemanha como solista da Orquestra da Händel Akademie sob a regência de Andreas Spering. Gravou diversos discos e programas para rádio e TV. Participou das montagens da ópera A Valquíria de Wagner como Helmwige em 2011, no Theatro Municipal de SP, e, em 2013, no Municipal do Rio de Janeiro, ambas sob a regência do maestro Luiz Fernando Malheiro.

Carolina Faria, mezzo-soprano

​Reconhecida por seu timbre quente e escuro, expressividade e domínio cênico, Carolina Faria tem agradado a público e crítica e construído uma carreira de serviço à arte e à educação brasileiras, nos últimos doze anos. Atuando ao lado de alguns dos nossos maiores músicos, regentes e diretores cênicos nas melhores salas de concerto e casas de ópera brasileiras, possui vasto repertório: Ópera, Oratório, Canção Sinfônica, Câmera e Vanguarda, com especial ênfase à Música Brasileira Colonial e participação em gravações históricas. Em sua trajetória no canto lírico, deu vida a vários personagens, entre os quais ganham destaque, entre 2012 e 2014, suas interpretações como Herodias em Salomé, de Strauss; Baba the Turk em The Rake’s Progress, de Stravinsky; Hermia em A Midsummer Night’s Dream, de Britten; Gymnasiast em Lulu, de Berg; Corrado em Griselda, de Vivaldi; e Grimgerde em A Valquíria, de Wagner. Carolina Faria é também professora de canto e publica o blogue Boa Chance, canal de informação e formação de jovens artistas.  Bacharel em Canto pela UFRJ, prossegue em seu aperfeiçoamento sob a orientação do tenor Eduardo Álvares.

Luciana Costa Et Silva, mezzo-soprano

Mestre em Performance pela Guildhall School of Music and Drama, em Londres, e em Ópera pela Royal Scottish Academy of Music and Drama, em Glasgow. Vencedora dos concursos de Canto Amália Conde / RJ; Academia Vocalis Tirolensis, em Wörgl; The Margret Dick Award, em Glasgow. Em Festivais, apresentou-se no XIV Festival Internacional de Sarrebourg, França; XVIII e XIX Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga de Juiz de Fora / MG; Festival Vale do Café / RJ; XV Festival Amazonas de Ópera. Em ópera, atuou como Feiticeira, em Dido & Aeneas, de Purcell; Mensageira, em L’Orfeo, de Monteverdi; Orfeo, em Orfeo ed Euridice, de Glück; Cherubino, em Le Nozze di Figaro, de Mozart; Segunda Dama, em Die Zauberflöte, de Mozart; Ines, em Il Trovatore, de Verdi; Abadessa, em Suor Angelica, de Puccini; Hermia, em A Midsummer Night’s Dream, de Britten; Smèraldine, em L’Amour des Trois Oranges, de Prokofiev; Sertaneja e Íris, em Chagas, de Sílvio Barbato e Alexandre Schubert. Em concerto, cantou Gloria, de Vivaldi; Stabat Mater, de Pergolesi; Missa em si menor, de Bach; Requiem, de Mozart; Nona Sinfonia, de Beethoven; Lobgesang, de Mendelssohn; El Amor Brujo, de De Falla; Les Noces, de Stravinsky.

Aníbal Mancini, tenor

Em agosto de 2015, deu vida ao personagem Don Antonio da ópera As Bodas no Monastério, de Prokofiev, no Theatro São Pedro/SP.   Em julho, teve seu début na Nona Sinfonia de Beethoven, como solista, na prestigiada Sala São Paulo.  No mês de junho, teve a oportunidade de realizar pela segunda vez o papel de Fenton na ópera Falstaff, de Giuseppe Verdi, no Theatro São Pedro, sob a regência de Silvio Viegas.  Um dos seus mais recentes trabalhos foi o personagem Rinuccio, da ópera Gianni Schicchi, realizada no Teatro Positivo, em Curitiba.  Fez parte, ainda, do elenco da ópera O Menino e a Liberdade, de Ronaldo Miranda, no Theatro São Pedro, em estreia mundial. Na oportunidade, interpretou o personagem “Rapaz”.   No Palácio das Artes, em Belo Horizonte, foi Hipólito, na estreia mundial da ópera Fedra e Hipólito, de Christopher Park, sob a direção de Fernando Bicudo. Como solista, participou em 2013 de dois concertos com a OSB Ópera & Repertório, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, atuando como Cecchino na ópera L’oro non compra amore, de Marcos Portugal, e cantando a ária Ecco ridente in cielo da ópera Il Barbiere di Seviglia, de Rossini, no concerto de gala Noite de Bel Canto.

André Vidal, tenor

 

Mestre pela Royal Academy de Londres, especializou-se em Música de Câmara e Música Antiga com Glenville Hargreaves, Jonathan Papp e Ian Partridge. Em Londres atuou em obras como Paixão Segundo São João e Oratório de Natal (Bach), O Messias (Händel), Pequena Missa Solene (Rossini) e Requiem (Mozart). Integrou o elenco da London Royal Schools Opera. Foi premiado no Concurso Internacional de Canto Bidu Sayão (2001) e no Helen Eames Prize para intérpretes de música barroca (1998, em Londres). Cantou A Criação (Haydn), Carmina Burana (Carl Orff) e Lucia de Lammermoor (Donizetti) no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Missa em si menor (Bach) no Teatro Amazonas, Don Giovanni (Mozart), no papel de Don Otavio, em Brasília, O Messias com a Petrobras Sinfônica e L’italiana in Algeri (Rossini) no Theatro Municipal de SP. Integrou a Cia. Brasileira de Ópera, interpretando Conde de Almaviva, em O Barbeiro de Sevilha (Rossini), entre outras performances. Dedica-se também à composição, tendo suas peças apresentadas no Brasil e no exterior e publicadas nos EUA pela Cantus Quercus Pres.

Inacio De Nonno, barítono

Inacio De Nonno é doutor em Música pela Unicamp e Mestre em Música – Summa cum Laude – pela UFRJ, onde é professor nas classes de Canto. Prêmio Especial para a Canção Brasileira no XII Concurso Internacional de Canto do Rio de Janeiro. Do repertório de Inácio De Nonno constam mais de 30 primeiras audições mundiais de peças e óperas especificamente para ele compostas. Tem participação em 32 CDs gravados, todos dedicados ao repertório brasileiro, desde restaurações do material colonial, até os compositores contemporâneos mais vanguardistas. O CD da ópera Colombo, de Carlos Gomes, onde Inacio De Nonno interpreta o papel-título, ganhou o prêmio da APCA e o Prêmio Sharp de 1998. Seu repertório enfatiza ainda a música antiga, o lied alemão, com destaque para os ciclos de canções de Schubert, a canção francesa, onde aborda especialmente os compositores Ravel, Fauré e Poulenc. E a ópera, em que conta hoje com 38 papéis efetivamente apresentados em público.

Daniel Germano, baixo

O baixo Daniel Germano iniciou seus estudos de canto com o professor Decápolis de Andrade, no Coro Sinfônico da OSPA. Em 2012, especializou-se em Performance  pelo Conservatório Antônio Buzzola, em Adria, Itália. No mesmo ano, estreou nos palcos europeus como Don Basílio em Bologna e Parma. Em 2014, foi Zúniga em Carmen, de Bizet, sob a regência de Isaac Karabtchevsky, no Theatro Municipal do Rio, e abriu a temporada lírica do mesmo Theatro como solista da Nona Sinfonia de Beethoven. Foi Primeiro Soldado em Salomé, de Strauss, no Teatro da Paz (Belém); Don Alfonso em Così Fan Tutte, de Mozart, e Sacristão em Tosca, de Puccini, no Theatro São Pedro, de Porto Alegre; Conte Paris em Romeo et Juliette, no Teatro São Pedro/SP; Primeiro Sacerdote em A Flauta Mágica, de Mozart, com a orquestra da PUCRS, entre outras participações. Também já se apresentou como solista das principais obras para concerto, como Magnificat, Paixão Segundo São João e Ich Habe Genug BWV 82 de Bach, Petite Messe Sollennele de Rossini, Requiem de Verdi, Brahms, Mozart, Duruflè e Faurè, Oratório de Natal de Saint-Saëns e Missa da Coroação de Mozart, entre outras.

Mauricio Wainrot, coreógrafo

Nascido em Buenos Aires, Mauricio Wainrot é Diretor Artístico do Ballet Contemporâneo do Teatro San Martín, na capital argentina. Foi Coreógrafo do Royal Ballet de Flanders, na Bélgica, de 1991 a 2004, criando para esta importante companhia europeia onze de suas obras mais destacadas: Carmina Burana, O Messias, Las 8 Estaciones, A Sagração da Primavera, Tango Plus, Looking Through Glass, Beyond Memory, Pájaro de Fuego, Canciones del Caminante, Journey e Distant Light. Atuou como Diretor Artístico do Les Ballets Jazz de Montreal, no Canadá, onde foi também Coreógrafo Residente, e do Grupo de Danza Contemporánea del Teatro San Martín. Em Hildesheim Stadttheater, na Alemanha, esteve como Coreógrafo Convidado Permanente. Estudou dança no Teatro Colón com Vasil Tupin e Eda Aisemberg. Foi Primeiro Bailarino convidado do Royal Winnipeg Ballet do Canadá, Ballet de Câmara de Caracas e Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, onde dançou Romeu e Julieta de Oscar Araiz. Após trabalhar no Teatro San Martín, em 1986 foi convidado pelo coreógrafo Ulf Gaad, Diretor Artístico da Goteborg Opera, na Suécia, a apresentar lá suas obras Anne Frank, Sinfonía de Salmos e Tres Danzas Argentinas. Devido ao enorme sucesso deste programa, Wainrot passou a montar suas obras na Europa, América e Ásia. Começa desta forma uma carreira internacional que o levou a colaborar com 49 companhias em diversos países nos últimos 20 anos.

Junto com o cenógrafo e artista plástico Carlos Gallardo criou mais de 40 obras, das quais mencionamos Flamma Flamma, La Tempestad, Medea, Carmina Burana, Un Tranvía llamado Deseo, 4 Janis for Joplin, Estaciones Porteñas e Travesías. Wainrot conquistou vários prêmios: nos EUA, o Choo-San Go Choreographic Award em 1993 e 1998 por Perpetual Motion, obra que criou para o Hubbard Street Dance Chicago, e por Now and Then ( Ahora y Entonces ), criada para o  Richmond Ballet. Em 1991, 1994, 1998 e 1999 a Associação de Críticos Chilena o distinguiu com o APES, a melhor produção do ano, respectivamente por Anne Frank, 4 Janis para Joplin, Libertango e O Messias. Em 1999 ganhou na Argentina o prêmio Konex de Platina como Melhor Coreógrafo da Década e o Prêmio Teatros del Mundo por O Messias. Em 2000 foi agraciado duas vezes por Un Tranvía Llamado Deseo com o Prêmio Trinidad Guevara e o Prêmio Ace. Em 2001 conquistou o prêmio Teatro XXI por Now and Then (Ahora y Entonces ). Em 2003, Wainrot foi finalista por Distant Light no Gran Premio Internacional Benois de la Danse, que é dado no Teatro Bolshoi de Moscou, considerado um dos mais importantes galardões da dança  no mundo. Nesta ocasião recebeu Menção Especial por sua obra. Atuou como Professor convidado no Mudra Internacional, na Escola de Dança do Ballet do Século XX de Maurice Bejart, em Bruxelas, na Hochschule fur Müsik und Darstellende Kunste-Frankfurt, na Juilliard School-New York, na Universidade de Iowa, e em Buenos Aires, na Escola de Arte do Teatro Colón e Taller de Danza del Teatro San Martín. Em 2008 Mauricio Wainrot foi condecorado pelo Rei da Bélgica, como Cavaleiro da Ordem de Leopoldo I por seu extraordinário aporte artístico no mundo da dança, e especialmente para o povo Belga.

Silvio Viegas, Regência

O trabalho de Silvio Viegas tem ocupado uma posição de grande destaque junto ao público e crítica no Brasil. Entre os anos de 2003 a 2005 exerceu o cargo de Diretor Artístico da Fundação Clóvis Salgado – Palácio das Artes, em Belo Horizonte. Atualmente é Maestro Titular da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e Professor da cadeira de Regência na Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais. Desde o início de sua carreira tem-se destacado por sua atuação no meio operístico regendo títulos como O Navio Fantasma, Carmen, Le Nozze di Figaro, O Barbeiro de Sevilha, L’Italiana in Algeri, Romeu e Julieta, Lucia di Lammermoor, Cavalleria Rusticana, Il Trovatore, Nabucco, Otello, Falstaff, La Bohème e Tosca, entre outros.

Silvio Viegas tem também uma ligação estreita com a dança, tendo dirigido, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, os ballets Giselle, CoppéliaO Quebra-Nozes, O Lago dos Cisnes e Carmen de Roland Petit. Como convidado, esteve à frente da Orquestra da Arena de Verona, Sinfônica de Roma, Sinfônica de Burgas (Bulgária), Sinfônica do Festival de Szeged (Hungria), Orquestra do Algarve (Portugal), Sinfônica Brasileira (OSB), Teatro Argentino de La Plata (Argentina), Sinfônica do Teatro Sodre (Montevidéu, Uruguai), Amazonas Filarmônica/Manaus, Petrobras Sinfônica, Sinfônica do Paraná, Sinfônica de Campinas, Sinfônica do Teatro São Pedro/São Paulo, Orquestra do Teatro da Paz/Belém, Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro/Brasília, Sinfônica de Minas Gerais. Natural de Belo Horizonte, estudou regência na Itália e é Mestre em Regência pela Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais. Em 2015, regeu duas óperas de Gaetano Donizetti: Lucia di Lammermoor, no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, e Don Pasquale, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. A partir de 2016, o Maestro Viegas assumirá o posto de Maestro Titular da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais.

SERVIÇO

O MESSIAS

BALLET, CORO E ORQUESTRA SINFÔNICA DO THEATRO MUNICIPAL

Música – George Friedrich Händel (1685-1759)

Libreto  Charles Jennens (1700-1773)

Cenários e Figurinos Carlos Gallardo

Assistente de Cenário e Figurinos Analia Cristina Morales

Desenho de Luz Eli Sirlin

Remontador Assistente Miguel Angel Elias

Ensaiador Assistente Eric Frederic

Coreografia  Mauricio Wainrot

Regência  Silvio Viegas

Maestro Titular do Coro Jésus Figueiredo

Regentes do Corpo de Baile Ana Botafogo e Cecília Kerche

Maestro Titular da Orquestra Sinfônica Silvio Viegas

Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Praça Floriano, s/nº – Centro

Dias 17, 18, 19, 22, 23, 29 e 30 de dezembro, às 20h

Dias 20 e 27 de dezembro, às 17h

 

 

Bailarinos solistas:

 

Cláudia Mota, primeira bailarina

Primeiros solistas – Carolina Neves, Deborah Ribeiro, Karen Mesquita, Priscila Albuquerque, Priscilla Mota, Renata Tubarão, Cícero Gomes, Edifranc Alves, Filipe Moreira, Moacir Emanoel e Rodrigo Negri

Segundos Solistas – Mel Oliveira, Rachel Ribeiro, Vanessa Pedro, Viviane Barreto, Ivan Franco, Murilo Gabriel e Santiago Júnior

Corpo de Baile – Carla Carolina, Flávia Carlos, Juliana Valadão, Liana Vasconcelos, Mônica Barbosa, Renata Gouveia, Alef Albert, Arthur Sai, Bruno Fernandes, Diego Lima, Luan Batista, Paulo Muniz e Sandro Fernandes

Cantores solistas:

 

Récitas dos dias 17, 19, 22 e 23 de dezembro

Lina Mendes (soprano)

Carolina Faria (mezzo-soprano)

Aníbal Mancini (tenor)

Inácio de Nonno (barítono)

Récitas dos dias 18, 20, 27, 29 e 30 de dezembro

Veruschka Mainhard (soprano)

Luciana Costa et Silva (mezzo-soprano)

André Vidal (tenor)

Daniel Germano (barítono)

 

 

Preços:

Frisa / Camarote – R$ 504,00

Plateia / Balcão Nobre – R$ 84,00

Balcão Superior – R$ 60,00

Galeria – R$ 30,00

Desconto de 50% para portadores de necessidades especiais, idosos e estudantes.

Capacidade – 2.227 lugares

Classificação etária – 5 anos

Duração – 80 minutos

Informações – (21) 2332-9191

Vendas na Bilheteria, no site Ingresso.com ou pelo telefone 21 4003-2330

Top 3 – “Eu Fui!”: Dança

A dança talvez seja minha forma favorita de arte. Qualquer estilo me agrada, e tento sempre ir a espetáculos conferir novidades e velhos clássicos em novas adaptações. Abaixo, elenco os meus favoritos de 2015:

 

1 – Apoteose da Dança

Este espetáculo uniu a nata do corpo de baile do Theatro Municipal para apresentar 2 coreografias: “Age of

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Innocence “e “Sétima Sinfonia”. Os bailarinos estavam impecáveis, bem como cenário e figurino.

Veja o post sobre o espetáculo

 

 

 

 

2 – Festival O Boticário na Dança

Foto: apetecer.com

Foto: apetecer.com

Fui no dia em que o Balé da Cidade de São Paulo estava se apresentando. O grupo também mostrou 2 coreografias: “Cantata” e “Cacti”. A primeira levou ao palco um pouco da cultura gypsy. “Cacti” exibiu movimentos fortes, técnicos, exigindo muito da concentração dos bailarinos.

Veja o post sobre o espetáculo

 

 

3 – “Les Sylphides”, “Raymonda” e “Sagração da Primavera”

Também do corpo de baile da Municipal, o espetáculo juntou 3 coreografias clássicas. As 2 primeiras capricharam na

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

técnica tradicional de balé que conhecemos. Mas o concerto foi encerrado com a dança desconstruída e pouco usual, com a qual não estamos tão acostumados.

Veja o post sobre o espetáculo

Espetáculo “Pequenas Peças” no Teatro Cacilda Becker

Nos dias 10, 11, 12 de dezembro o Teatro Cacilda Becker recebe o espetáculo Pequenas Peças. A montagem foi inspirada em textos de Clarice Lispector, unidos a criações da coreógrafa Sueli Guerra e pelos intérpretes criadores da Companhia da Ideia. Cenas de poesia e dança são mescladas ao teatro, mostrando ao público a importância entre o universo feminino e a busca da mulher pelo seu lugar como ser pensante e autônomo.

A Cia usa o diálogo entre o teatro e a dança contemporânea para aproximar a plateia da encenação, fazendo com que o espectador possa vivenciar todos os pontos de vista apresentados de maneira delicada e impactante. O espetáculo tem o intuito de levar ao público a importância de se refletir sobre a poesia presente nos pequenos detalhes do cotidiano, através de representações de pequenas situações e ações da rotina. Inevitavelmente “Pequenas Peças” também se revela no olhar masculino, fortalecendo a vivência e a ideia do que é ser mulher no mundo contemporâneo.

No dia 13 de dezembro a Cia Híbrida leva para o palco do Teatro Cacilda Becker o espetáculo “Olho Nu”. Terceira e última parte da trilogia que discute Hip Hop e fragilidade, a peça não se pretende um fechamento. Ao contrário, essa nova pesquisa trouxe muitas questões, entre elas, uma que se impôs de modo fundamental: Que idéias já foram esgotadas nesse processo, e quais necessitam de continuidade? Ainda como mote, o desejo de desnudar o dançarino de rua, ressaltando as fragilidades deste corpo potente, e ao mesmo tempo, revelar todo o potencial criativo existente por trás destas fragilidades.

Uma vez mais, a repetição que busca transformação. Uma vez mais, a busca por formas de composição que extrapolem o lugar comum dessa técnica. Uma vez mais, alimentar a reflexão sobre este corpo que se atém no papel de entreter e atender expectativas daquele que assiste. Uma vez mais, oferecer ao expectador um olhar diverso e aproximado do universo Hip Hop e de sua dança. E nesse caminho, seguir acompanhado/assombrado pela pergunta: Como abordar de modo diferente as mesmas questões?

Pequenas Peças:

 

 

FICHA TÉCNICA

Direção: Sueli Guerra e Alessandro Brandão.

Direção Teatral: Lourival Prudêncio.

Dramaturgia: Alessandro Brandão e Sueli Guerra.

Textos: Renata Mizrahi e Cia da Ideia

Coreografia: Sueli Guerra.

Intérpretes criadores: Andreia Pimentel, Edney D´Conti, Gláucia Leite, Olivia Vivone,  Mery Horta e Sueli Guerra.

Figurino: Marden Junior.

Trilha original: Marcos Souza e Rodrigo Russano

Iluminação: Francisco Rocha

Cenário: Alessandro Brandão, Robert Litig e Sueli Guerra

Visagismo: André Vital

SERVIÇO

Data: 10, 11, 12 de dezembro

Local: Teatro Cacilda Becker

Endereço: Rua do Catete 338, Largo do Machado, RJ (Acesso ao palco facilitado para deficientes físicos. Próximo a Estação Largo do Machado do Metrô)

Dias e horários: quinta, sexta e sábado às 20h

Informações: 2265-9933

Ingresso: R$20,00 – meia R$10,00

Capacidade: 70 lugares

Duração: 60 min

Classificação etária: Livre

 

Olho Nu:

 

FICHA TÉCNICA

Ficha técnica:

Direção geral e concepção: Renato Cruz

Assistente de direção e preparação corporal: Aline Teixeira

Direção de produção: Steffi Vigio

Intérpretes criadores: Jefte Francisco, Raphael Lima (Russo), Luciana Monnerat, Luciano Mendes (Duly Omega), Daniel Oliveira, Fábio de Andrade (Fábio Max), Marjory Lopes e Mailson Morais

Iluminação: Renato Machado

Assessoria de Imprensa – Claudia Bueno

Fotografia: Ruy Correa e Renato Mangolin

Design Gráfico: Isabela Schubert

SERVIÇO

Data: 13 de dezembro

Local: Teatro Cacilda Becker

Endereço: Rua do Catete 338, Largo do Machado, RJ (Acesso ao palco facilitado para deficientes físicos. Próximo a Estação Largo do Machado do Metrô)

Dias e horários: domingo às 19h

Informações: 2265-9933

Ingresso: R$20,00 – meia R$10,00

Capacidade: 70 lugares

Duração: 60 min

Classificação etária: Livre

Espetáculo de dança flamenca “O que te move?”

O Studio Gesto apresenta nos dias 15, 16 e 17 de dezembro seu 16º espetáculo de dança flamenca ‘O que te move?’. As sessões acontecem no Espaço Tom Jobim – Teatro, no Jardim Botânico, às 20h30. A meia-entrada custa R$40.

Pina Bausch, considerada uma das coreógrafas mais importantes do século 20, resumiu o propósito de seu trabalho em uma frase: “O que me interessa não é como as pessoas se movem, mas sim o que as move”. Inspirada nesta reflexão, a bailarina e mestra em dança Eliane Carvalho resolveu trazer para o palco, através da dança flamenca, o questionamento: ‘O que te move?’.

A partir de um show forte e visceral, os 80 alunos-bailarinos do Studio Gesto apresentam 12 números, entre solos e coreografias em grupo, evidenciando a força e singularidade da dança espanhola. Em performances especiais os bailarinos fazem uso de elementos típicos da cultura flamenca: castanholas, xales e bata de cola (saia com cauda). Além disso, a montagem conta com uma banda formada por 10 músicos, que executam ao vivo a trilha sonora assinada por Luciano Camara.

¨O flamenco nos coloca neste lugar de inteireza. De ter que estar presente e inteiro a cada momento. A dança é o me move há 20 anos¨, destaca Eliane, que em sua trajetória assinou a direção de movimento e coreografia de importantes espetáculos   como ‘A Ópera Carmem’ no Teatro Municipal do Rio de Janeiro – com direção de Alex Aguilera (2014), ‘Dzi Croquetes em Bandália’ – com direção de Ciro Barcelos (2012); A marca do Zorro – com direção de Pedro Vasconcellos (2010), entre outros. Recentemente coreografou a dança espanhola na novela Além do Tempo, da Rede Globo.

Eliane também está à frente da direção artística do Studio Gesto, um dos centros de referência da dança flamenca no Brasil, onde ministra aulas de formação na dança espanhola. O espaço, fundado em 2006, foi responsável pela vinda ao Rio de Janeiro de grandes nomes do flamenco internacional como Carmem La Talegona, Farruquito, Carmem Ledesma, Pol Vaquero e Rafaela Carrasco.

 

SORTEIO DE BOLSAS DE DANÇA

 

O Studio Gesto irá sortear bolsas de estudo após as apresentações do espetáculo ‘O que te move?’. Os contemplados irão ganhar um mês de aula no nível básico da dança flamenca.  O Studio Gesto fica na Av. Nossa Sra. de Copacabana, 1138 (loja E) – Copacabana. Contato: 98228-6448.

 

 

SERVIÇO:

O QUE TE MOVE?

Local: Espaço Tom Jobim – teatro

Temporada: 15,16 e 17 de dezembro

Hora: às 20h30

Endereço: Rua Jardim Botânico, 1008, Jardim Botânico

Telefone: 2274-7012

Capacidade: 378 lugares

Faixa etária: livre

Valor: R$80 (inteira) /R$40 (meia entrada e antecipado)

Venda antecipada: Studio Gesto (Av. Nossa Sra. de Copacabana, 1138 – Copacabana). Tel: 98228-6448

Duração: 90 minutos

Bilheteria: a partir das 14h (ter a dom)

Formas de pagamento: CC: todos. CD: todos.

FICHA TÉCNICA:

Bailarinos: 80 bailarinos em cena com a presença dos principais nomes do Flamenco no Rio de Janeiro (Clara Kutner, Eliane Carvalho, Laura Laguna entre outros).

Músicos:

Baixo: Bruno Vitale

Cante flamenco: Diego Zarcón

Flauta: María Toro

Guitarra flamenca: Luciano Camara

Percussão: Alejo

Violoncelo: Maria Clara Valle

Violino: Fernando Pereira

Direção Geral: Eliane Carvalho

Coreografias: Eliane Carvalho, Clara Kutner, Laura Laguna, Maira Pedroso, Milene Muñoz e Andressa Abrantes

Figurino: Lunares Flamenco

Iluminação: Thales Paradela

Design gráfico: Carolina Vaz

Produção: Gesto Produções

Produção Executiva: Eliane Carvalho, Joelma Di Paula, Ângelo Mayerhofer, Sônia Corrêa

Visagismo: Gabriela Figueira

Vídeo: Beatriz Vasconcelos

Assessoria de Imprensa: Aquela que Divulga

Fotos: Guilene Conte e Marcelo Cortez

Espetáculo de dança “4TX” na Arena Jovelina Pérola Negra

No espetáculo “4TX” um coletivo de bailarinos e músicos profissionais realizará experiências analógico-digitais usando passos de sapateado em diferentes matérias: líquidas, sólidas, viscosas, granulares, gerando texturas sonoras variáveis. As apresentações serão no dia 27/11, às 15h, e, às 19h, respectivamente.

Os sons captados servirão de parâmetros diferenciais na geração de imagens através de processamento de dados em tempo real, software livre e ferramentas de código aberto. Flávia Costa e Negalê Jones são os idealizadores do projeto. Flávia foi integrante da Intrépida Trupe por nove anos e atuou nos espetáculos Sonhos de Einstein, Metegol, 1000 Tempos e Projeto Coleções. Negalê é músico, percussionista e criador do laboratório de arte sonora e tecnologia Eletronica Naïf.

Ficha técnica:
Idealização: Flávia Costa e Negalê Jones
Direção: Flávia Costa
Direção musical e tecnologia: Negalê Jones
Corpo de dança: Flávia Costa e Lucas Santana
Produção Executiva: Cida de Souza e Flávia Costa

Serviço:
Espetáculo de dança “4TX”
Dia: 27/11, às 15h, e, às 19h
Entrada gratuita
Local: Arena Jovelina Pérola Negra
Endereço: Praça Ênio, s/n, Pavuna
Tel: (21) 2886-3889
Classificação livre
A Arena possui acesso para deficientes físicos e estacionamento gratuito

“Fios do Tempo” no Teatro Cacilda Becker

Nos dias 26, 27 e 28 de novembro o Teatro Cacilda Becker recebe “Fios do Tempo”. O espetáculo da Cia da Ideia é dirigido por Sueli Guerra e engloba duas coreografias inéditas: “Fios do Tempo” e “Um botão e Duas Rosas”. Na primeira parte, a coreografia “Um botão e Duas Rosas”, traz à tona as lembranças da infância, bem como as esperanças e anseios sobre o que o futuro reserva ao jovem artista. A coreografia faz uma viagem no tempo para trazer de volta temas como o primeiro amor, os medos, as ilusões, as dúvidas e angústias sobre as incertezas do futuro.

A segunda parte traz a coreografia “Fios do Tempo” de Edney D´Conti,  que aborda questões como: “É o tempo que passa ou somos nós que passamos?”; “O desejo acaba?”; “O que está dentro não é o mesmo que está fora?”; “O que ou pra onde devemos seguir?”, além de tantas outras dúvidas que constantemente surgem e colocam em “xeque” essa nova-velha sociedade que está despontando.

No dia 29 de novembro o Projeto EluzArtes (Vitoria, ES) leva para o Cacilda a montagem “Somos”. O espetáculo tem como ponto de partida composições de Dori Sant’Ana, as quais utilizam elementos e estilos musicais brasileiros. A obra cênica explora, ou “brinca”, com questões de identidade, ou seja, quem “somos” nós – integrantes do Projeto EluzArtes – em nosso aqui e agora?

– Fios do Tempo

FICHA TÉCNICA

– Fios do Tempo

Coreografia: Sueli Guerra

Performance: Sueli Guerra, Rafaela Amado, Edney D’conti, Alessandro Brandão

Um Botão e Duas Rosas

Coreografia: Edney D’conti

Performance: Edney D’conti, Olívia Vivone, Andréia Pimentel, Carlos Magno

e Mery Horta

Direção e Idealização: Sueli Guerra

Iluminação: Paulo César Medeiros

Cenografia: Heloísa Bulcão

Trilha Sonora Original: Rodrigo Russano

Assistente de Produção: Silvana Didonet

Direção de Produção: Canteiro de Ideias e Ana Carbatti Produções

 

SERVIÇO

Data: 26, 27 e 28 de novembro

Local: Teatro Cacilda Becker

Endereço: Rua do Catete 338, Largo do Machado, RJ (Acesso ao palco facilitado para deficientes físicos. Próximo a Estação Largo do Machado do Metrô)

Dias e horários: sexta e sábado às 20h e domingo às 19h

Informações: 2265-9933

Ingresso: R$20,00 – meia R$10,00

Capacidade: 70 lugares

Duração: 60 min

Classificação etária: Livre

– Somos

 

FICHA TÉCNICA

Criação coletiva e apresentação:  Projeto EluzArtes – Eluza Santos, Maria Helena Braga, Dori Sant’Ana

Direção: Eluza Santos

Música: Dori Sant’Ana

Assistência Técnica: Edgard Barbosa

 

SERVIÇO

Data: 29 de novembro

Local: Teatro Cacilda Becker

Endereço: Rua do Catete 338, Largo do Machado, RJ (Acesso ao palco facilitado para deficientes físicos. Próximo a Estação Largo do Machado do Metrô)

Dias e horários: domingo às 19h

Informações: 2265-9933

Ingresso: R$20,00 – meia R$10,00

Capacidade: 70 lugares

Duração: 40 min

Classificação etária: Livre

 

Grupo Celtic Legends se apresenta no Teatro Bradesco Rio

Com mais de 700 apresentações pela Europa, em países como França, Suíça, Irlanda, Espanha, Portugal e Luxemburgo, e mais de 1.000 apresentações em todo mundo, o grupo Celtic Legends reúne bailarinos e músicos, que, desde muito cedo, conheceram a técnica e a tradição irlandesa. Jovens artistas de diversas cidades irlandesas conjugam, durante quase duas horas, ritmos frenéticos e a melancolia das baladas típicas.

A realização é da Opus, Branco Produções e Ministério da Cultura e as apresentações passarão pelas seguintes cidades brasileiras: São Paulo, dia 09 de novembro, no Teatro Bradesco; Natal, dia 10 de novembro, no Teatro Riachuelo; Rio de Janeiro, dia 12 de novembro, no Teatro Bradesco Rio; Porto Alegre, dia 13 de novembro, no Teatro do Bourbon Country.

O Celtic Legends é inteiramente composto por músicas ao vivo, danças e sons e, enquanto respeita a cultura e a antiga história do país, gera uma atmosfera contagiante. Criado em 2002, nas lindas e selvagens colinas de Connemara, na Irlanda, o Celtic Legends tem viajado o mundo desde então.

Os bailarinos se apresentam em cena como raios brilhantes, lufadas velozes quase sem tempo para respirar. Vários deles são vencedores de prêmios em campeonatos internacionais, enquanto outros percorreram o mundo em companhias como Riverdance e Lord of the Dance.

A música é original e composta pelos instrumentos tradicionais da Irlanda, o frenético violino, o grande tambor, o “bodhran”, que conduz a banda, o melancólico “uileann” que com lindos sopros lembra os dias de outrora. Os músicos são os melhores do mundo no estilo e possuem virtuosismo, qualidade e paixão pela arte inigualável.

O espetáculo tem uma grande relação com os sons celtas, galgos e asturianos e ainda com a Bretanha francesa e atualmente conta com duas companhias, uma delas sediada no Canadá.

A dança irlandesa tem vivenciado um surpreendente ressurgimento nos últimos anos, com os shows irlandeses. O Celtic Legends recria a forma desta arte, mantendo as partes que lhe são essenciais. Ao apresentar a dança tradicional, o show tem uma sensação mais vivaz, o elenco é mais criativo e dinâmico, o público fica mais envolvido e acaba o show com o sentimento de que realmente conheceu e vivenciou a Irlanda.

O grupo musical é formado por SEAN McCARTHY (flauta uilleann e direção musical), MICHAEL COULT (flauta), KAREN HICKEY (violino), KIERAN LEONARD (guitarra acústica e voz) e CIARÁN BOLGER (guitarra acústica e voz).

O corpo de bailarinos masculino conta com Jason Donnelly, Seán Scally, Connor Carlton, Matthew Gillespie e Dale Halvey, enquanto o feminino tem Megan Walsh, Emma O’Flynn, Fiona McCabe, Leah Telford, Meadhbh Kennedy, Alice Fowler e Danielle McCarthy.

SOBRE SEÁN MCCARTHY (Diretor Musical)

Seán McCarthy é o diretor musical e toca Uilleann pipes (a típica gaita irlandesa) em Celtic Legends – The Irish Show. Nascido na cidade de North Cregg, no Condado de Cork, começou a tocar Uilleann pipes muito jovem, aos 9 anos de idade. Desde então, Séan foi premiado com o título de melhor instrumentista de Uillean pipes da Irlanda em seis ocasiões diferentes e venceu o respeitado festival Oireachtas na Gaeilge três vezes consecutivas.

Séan já se apresentou em todo o mundo com a maioria dos principais espetáculos e grupos de dança, tocando em alguns dos locais mais prestigiosos da Europa e do planeta, incluindo o Luxor de Roterdã, o World EXPO de Xangai, o Tokyo Forum Hall, o South Point Casino de Las Vegas e o Olympia de Paris. Ele também é membro fundador do supergrupo conhecido como FullSet, que, em 2011, ganhou o respeitado Prêmio Anual de Inovação da RTÉ/RAAP. Isso levou o grupo a tocar com alguns dos mais conhecidos artistas da música irlandesa e mundial.

Além de lançar o álbum de estreia do FullSet, em 2011, Séan lançou seu primeiro disco solo, intitulado “Halcyon Days”, que foi aclamado pela crítica e descrito pelos críticos como “o mais empolgante e cativante CD de estreia na flauta irlandesa dos últimos vinte anos”.

SOBRE JACINTHA SHARPE (Coreógrafa)

Jacintha Sharpe é a coreógrafa de Celtic Legends – The Irish Show. Nascida em Kildare, no leste da Irlanda, Jacintha já se apresentou em todo o planeta com alguns dos principais espetáculos de dança irlandesa do mundo. Tendo começado a dançar aos 4 anos de idade, aos 16 já tinha participado da maior apresentação já realizada pelo Riverdance. Além de ser uma experiente dançarina de espetáculos, ela também é muito requisitada como dançarina solo, e já se apresentou com grupos conhecidos, como a premiada banda Gráda. Reconhecida como uma das mais talentosas e encantadoras dançarinas de sua época, Jacintha cria coreografias que retratam à perfeição a sua crença no estilo cru e energético da dança irlandesa.

Além de ser uma talentosa dançarina e de ocupar com regularidade os lugares mais altos nos Campeonatos Mundiais de Dança Irlandesa, Jacintha também é uma TCRG (Professora de Dança Irlandesa Certificada pela Comissão) qualificada, um título oficial para instrutores de dança irlandesa reconhecidos. Isso a coloca entre a elite da dança ao olhar de seus colegas.

Agora no auge da sua carreia, Jacintha está encantada por trabalhar com a equipe de alto nível do Celtic Legends, que detém, entre si, mais de 50 medalhas em Campeonatos Mundiais de Dança.


12 de novembro, às 21h, no Teatro Bradesco Rio (Rio de Janeiro/RJ)
Duração:
100 min.
Classificação:
não recomendado para menores de 08 anos

RIO DE JANEIRO (RJ)
CELTIC LEGENDS
Dia 12 de novembro
Quinta-feira, às 21h
Teatro Bradesco Rio (Avenida das Américas, 3900 – loja 160 do Shopping VillageMall – Barra da Tijuca)
www.teatrobradescorio.com.br

INGRESSOS

Setor

Valor

Frisas

R$ 50,00

Balcão Nobre

R$ 50,00

Camarote

R$ 130,00

Plateia Alta

R$ 150,00

Plateia Baixa

R$ 180,00

– 50% de desconto para titulares do Cartão Alelo Cultura, na compra de um ingresso, pago com o Cartão Alelo Cultura (vale-cultura), adquirido somente na bilheteria do Teatro Bradesco Rio – limitado a 100 ingressos;
– 25% de desconto para Clientes Bradesco e guichê exclusivo na bilheteria do Teatro Bradesco Rio. Desconto limitado a 4 ingressos por sessão para o titular do cartão. Venda limitada de 200 ingressos por sessão.
– 20% de desconto para assinante O Globo. Desconto limitado a 2 ingressos por sessão para o titular do cartão. Venda limitada de 200 ingressos por sessão e disponível apenas para compras efetuadas na bilheteria do Teatro Bradesco Rio.
10% de desconto para titulares do Cartão Alelo Cultura, na compra de um ingresso, pago com o Cartão Alelo Cultura (vale-cultura), adquirido somente na bilheteria do Teatro Bradesco Rio.

*Crianças até 24 meses que fiquem sentadas no colo não pagam
** Política de venda de ingressos com desconto: as compras poderão ser realizadas nos canais de vendas oficiais físicos, mediante apresentação de documentos que comprovem a condição de beneficiário. Nas compras realizadas pelo site e/ou call center, a comprovação deverá ser feita no ato da retirada do ingresso na bilheteria e no acesso à casa de espetáculo;
***Descontos não cumulativos.

Capacidade: 1000 lugares

CANAIS DE VENDAS OFICIAIS:

Bilheteria Teatro Bradesco Rio: Av. das Américas, 3.900/Lj 160- Tel: 3431-0100 (de terça a domingo: 13h às 19h.)

Sujeito à taxa de conveniência:
Site: www.ingressorapido.com.br (a compra pode ser feita até duas horas antes do evento)
Call Center: 4003-1212 (de segunda a sábado, das 9h às 22h, e domingo, das 12h às 18h)
FNAC Barra Shopping: Av. das Américas, 4.666 Loja B 101/114 (Segunda a sábado, das 10h às 20h, domingo, das 13h às 18h, e feriado, das 15h às 18h).
Formas de pagamento: Amex, Aura, Diners, dinheiro, Hipercard, Mastercard, Redeshop, Visa e Visa Electron. (Neste ponto de venda não é possível fazer a retirada de ingressos adquiridos pela internet e call center)
Centro 021 Turismo: Avenida Rio Branco, 181 Sala 704 – Centro (Segunda a sexta, das 10h às 19h). Formas de Pagamento: somente em dinheiro. (Neste ponto de venda não é possível fazer a retirada de ingressos adquiridos pela internet e call center)
Theatro Net Rio: Rua Siqueira Campos, 143 (Segunda a domingo das 10h às 18h). Formas de pagamento: Amex, Aura, Diners, Dinheiro, Hipercard, Mastercard, Redeshop, Visa e Visa Electron.
Loja Vivo Ipanema: Rua Visconde de Pirajá, 443 (Segunda a sexta, das 13h às 19h, domingo, das 10h às 16h e aos feriados não há funcionamento). Formas de pagamento: Amex, Aura, Credicard, Diners, Dinheiro, Hipercard, Mastercard, Redeshop, Visa e Visa Electron.
Posto BR Piraquê: Av. Borges de Medeiros, s/nº (Todos os dias, das 9h às 20h). Formas de pagamento: Amex, Aura, Credicard, Diners, Dinheiro, Hipercard, Mastercard, Redeshop, Visa e Visa Electron. (Neste ponto de venda não é possível fazer a retirada de ingressos adquiridos pela internet e call center)
Posto Burgão: Estrada dos Bandeirantes, 3300 (Segunda a sábado, das 8h às 18h). Formas de pagamento: Amex, Aura, Diners, dinheiro, Hipercard, Mastercard, Redeshop, Visa e Visa Electron. (Neste ponto de venda não é possível fazer a retirada de ingressos adquiridos pela internet e call center)
Posto BR Bougainville: Rua Uruguai esquina com a Rua Maxell (Segunda a sábado, das 9h às 20h, domingo e feriado, das 9h às 16h). Formas de pagamento: somente em dinheiro.
Multipoint Leblon: Rua General Urquiza, 67 Loja B (Segunda a sexta, das 9h às 18h e sábado, das 10h às 14h. Não há funcionamento aos domingos e feriados). Formas de pagamento: Amex, Aura, Diners, dinheiro, Hipercard, Mastercard, Redeshop, Visa e Visa Electron. (Neste ponto de venda não é possível fazer a retirada de ingressos adquiridos pela internet e call center).
Cidade das Artes – Barra da Tijuca: Avenida da Américas, 5300 (Terça a quinta, das 13h às 19h e sexta a domingo, das 13h às 17h). Formas de pagamento: Amex, Diners, Dinheiro, Mastercard, Redeshop, Visa e Visa Electron.

“Bô” no Galpão Gamboa

O novo trabalho da Companhia REC, “Bô”, chega ao Galpão Gamboa nos dias 31/10 (sábado) e 01/11 (domingo) para encerrar a programação da 3ª edição do Dança Gamboa, mostra que levou à Zona Portuária diversas companhias e artistas em destaque na dança contemporânea nacional. As sessões do espetáculo acontecerão, às 21h, de sábado e, às 20h, de domingo. Os ingressos custam R$20 (inteira), R$10 (meia-entrada) e R$5 (moradores da Zona Portuária).

“Bô”, que significa “você” em crioulo cabo-verdiano, é o terceiro trabalho da Cia REC. A pesquisa que deu origem ao espetáculo apresenta novos rumos da improvisação na dança, além de criações sobre incorporações velozes, estados fugazes e fragmentos da memória. Assim, a partir da construção de estados, os intérpretes promovem criações instantâneas de movimentos e encontros inusitados.

A coreógrafa Alice Ripoll explica que outra influência para a construção da coreografia foi o universo construído pelo cineasta Tarkovski no filme “Solaris”, de 1972. “Neste filme são traçados paralelos entre estados de consciência, realidade dos fenômenos psíquicos como a memória, e um planeta desconhecido”, conta Alice. Os padrões dos movimentos dos astros, como as órbitas, inspiraram o grupo a visitar um ambiente ritualístico e a ancestralidade africana, de onde aparecem influências da capoeira na movimentação e das batucadoras de Cabo Verde na música do trabalho.

A improvisação ainda remete a um retorno às origens do grupo, pois a primeira linguagem de movimento explorada pelos bailarinos foi o hip hop, ritmo que apresenta muito improviso, tanto na música, quanto na dança. O trabalho é considerado por Alice Ripoll como um espetáculo forte, denso e profundo. Uma dança que é ao mesmo tempo intensa, porém carregada de humor e delicadeza.

Ficha técnica:
Direção: Alice Ripoll
Criação e interpretação: Alan Ferreira, Alex Tavares, Leandro Coala, Liuz LA e Rômulo Galvão
Assistência de Direção e Operação de Som: Anita Tandeta
Iluminação: José Geraldo
Figurino: Raquel Theo
Direção de Produção: Rafael Fernandes/ Trio Carioca Produções
Coordenação de Produção: Mônica Bittencourt e Roberta Pisco/ Trio Carioca Produções
Programação Visual: Daniel Kucera
Fotografias: Renato Mangolin
Vídeos: Luiz Guilherme Guerreiro
Produtor Gráfico: Sidnei Balbino
Operadora de Luz: Tabatta Martins
Cenotécnico: Marcus Callegario
Assistente de Comunicação: Lívia Bittencourt
Desenhos: Leandro Coala e Liuz LA

Serviço:
“Bô”
Datas: 31/10 e 01/11
Local: Galpão Gamboa
Endereço: Rua da Gamboa, 279, Centro, RJ
Horários: 21h (sábado) e 20h (domingo)
Ingressos: R$20 (inteira) / R$10 (meia-entrada) / R$5 (moradores da região com comprovante)
Duração: 50 minutos
Classificação: 10 anos
Capacidade: 80 lugares
Bilheteria: Terça a sexta: das 13h às 18h. Sábado e domingo: 1 hora antes do espetáculo.

Projeto Muito Além da Dança

O Projeto Muito Além da Dança – Ocupação do Teatro Cacilda Becker apresenta de 22 a 25 de outubro espetáculos de dança infantis. Tudo que Não Invento é Falso faz apresentações nos dias 22 e 23 de outubro. A peça é inspirada no livro “Memórias inventadas: as infâncias”, do poeta Manoel de Barros, com seu universo subversivo, ingênuo, brincante e lúdico. Os intérpretes, mergulhados no menino-poeta, mantêm o personagem como nos escritos: o espaço solitário e transgressor de um menino-escritor. Na cena em constante movimento em interlocução com o roteiro, os bailarinos interagem com livros que voam, um balanço e uma escultura abstrata e complexa – uma reedição das esculturas “Criaturas” (2007) da artista plástica Gabriela Maciel, que assina a cenografia do espetáculo.

Nos dias 24 e 25 de outubro é a vez do espetáculo Quando Eu Crescer Eu Quero Ser. Na peça Jujuba de Morango está em busca de tornar-se uma primeira bailarina. Para isso faz tudo o que entende ser necessário: procura o melhor espaço, carrega consigo todo o seu aparato e trabalha muito cumprindo exaustivas e intermináveis horas de ensaios, certa de que para alcançar seu objetivo terá que seguir exatamente o mesmo caminho feito pela bailarina que tem como ídolo. O público torna-se cúmplice e, quem sabe, torcedor da personagem ao longo de sua trajetória.

SERVIÇO  

“Tudo que Não Invento é Falso”

Data:

Local: Teatro Cacilda Becker

Endereço: Rua do Catete 338, Largo do Machado, RJ (Acesso ao palco facilitado para deficientes físicos. Próximo a Estação Largo do Machado do Metrô)

Dias e horários: quinta e sexta às 17h

Informações: 2265-9933

Ingresso: R$10,00

Capacidade: 70 lugares

Duração: 60 min

Classificação etária: Livre

“Quando Eu Crescer Eu Quero Ser”

Data:

Local: Teatro Cacilda Becker

Endereço: Rua do Catete 338, Largo do Machado, RJ (Acesso ao palco facilitado para deficientes físicos. Próximo a Estação Largo do Machado do Metrô)

Dias e horários: sábado e domingo às 17h

Informações: 2265-9933

Ingresso: R$10,00

Capacidade: 70 lugares

Duração: 60 min

Classificação etária: Livre

Temas de Dança faz projeção na Aldeia Maracanã

O grupo Temas de Dança (temasdedanca.com.br), coordenado pela artista e pesquisadora Flavia Meireles e pela pesquisadora Mariana Patrício, e formado também pela pesquisadora Ana Kiffer e pela bailarina Laura Samy, surgiu em 2012 voltado para dança e focado em atividades que transitam entre a prática artística e a pesquisa teórica.

Nesta quarta-feira (21), dia de jogo entre Fluminense e Palmeiras pela Copa do Brasil, o grupo Temas de Dança vai projetar nas paredes do prédio da Aldeia Maracanã o vídeo-ensaio Maracanã. A intervenção pública se dará a partir das 20h, duas horas antes do início do jogo.

A Aldeia Maracanã, imóvel público que fica ao lado do Estádio do Maracanã, abrigava, desde 2006, índios de várias etnias transformando-se em uma experiência inédita de aldeia urbana. Em 2013, o imóvel foi desocupado por decisão judicial e transferido à construtora Odebrecht. A disputa se deu em função das obras e interesses ligados à Copa do Mundo de Futebol, e gerou grande resistência não só dos índios, mas também de artistas e jovens que frequentavam o lugar. O vídeo-ensaio Maracanã trata desses deslocamentos a partir da Aldeia Maracanã e das vidas indígenas que ali viviam. Hoje, a Aldeia Maracanã é vigiada pela Polícia Militar do Rio de Janeiro, com efetivo redobrado em dias de jogos no Maracanã.

BORDAS DO CORPO

Bordas do Corpo é o título do projeto que o Temas de Dança desenvolveu ao longo de 2015, com patrocínio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro através da Secretária Municipal de Cultura. O projeto aborda os limites entre dança e pensamento, e também as fronteiras políticas que marcam a cidade e configuram os corpos. O foco do projeto foi a criação de material audiovisual denominado como vídeos-ensaios, o que permitiu ao grupo experimentar outra linguagem em que os limites entre pesquisar e dançar se fundem com tamanha intensidade a produzir novas e diferentes formas de pensar a dança.

Vídeos-ensaios

Os vídeos-ensaios do Temas de Dança pertencem a uma categoria muito particular de produto audiovisual, que transita entre as fronteiras dos formatos audiovisuais. Embora esteja entre, não se trata de documentário, vídeo-dança ou vídeo-arte; e sim de vídeo-ensaio. “Os filmes partem da premissa de que as fronteiras não são, de modo algum, fixas, mas que são e estão, mais do que nunca, em estado de vibração e instabilidade permanente”, explicam as pesquisadoras Flavia Meireles e Mariana Patrício.

SERVIÇO:

Projeção vídeo-ensaio Maracanã

Local: Aldeia Maracanã

Horário: 20h

Data: 21/10, quarta-feira

Classificação livre

Entrada livre

Teaser do vídeo-ensaio Maracanã: http://bit.ly/1OQ3Rtj.

“A Menina das Nuvens” no Municipal

A Fundação Teatro Municipal do Rio de Janeiro, vinculada à Secretaria de Estado de Cultura (SEC), apresenta a ópera A Menina das Nuvens, dando continuidade à temporada lírica do segundo semestre de 2015, que leva a assinatura do Maestro André Cardoso. Escrita por Heitor Villa-Lobos (1887-1959) com libreto de Lúcia Benedetti (1914-1998), estreou em 1960 no TMRJ e retorna ao palco da Casa 55 anos depois. Desta vez, o Coro e a Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal realizarão esta montagem que tem produção original do Palácio das Artes, pertencente à Fundação Clóvis Salgado, de Belo Horizonte. Trata-se, segundo o compositor, de uma “aventura musical em três atos” e será encenada nos dias 23, 25, 27, 28, 31 de outubro e 1o de novembro. Atuarão como intérpretes dos personagens centrais a soprano Gabriella Pace (Menina das Nuvens), o baixo Lício Bruno (Tempo) e o barítono Inácio De Nonno (Corisco). Também integram o elenco as mezzo-sopranos Regina Elena Mesquita (Rainha), Adriana Clis (Lua) e Lara Cavalcanti (Mãe), a soprano Michele Menezes (Anita), o barítono Marcelo Coutinho (Vento Variável) e os tenores Flávio Leite (Soldado) e Giovanni Tristacci (Príncipe). Também participam do espetáculo alunos da Escola Estadual de Dança Maria Olenewa. Os cenários e figurinos foram elaborados por Rosa Magalhães, a direção de cena está a cargo de William Pereira e a direção musical e regência são do Maestro Roberto Duarte.

O espetáculo narra a história de uma menina criada nas nuvens pelo Tempo, e que sonha voltar à terra para conhecer sua mãe. Depois de várias aventuras, casa-se com um príncipe. Após a estreia no TMRJ em 1960, A Menina das Nuvensfoi apresentada, em inglês, no teatro Americas Society, em Nova York, em 31 de janeiro de 1989. Vinte anos depois, ganhou nova montagem no Palácio das Artes, e foi apresentada também em 2011 no Theatro Municipal de São Paulo, recebendo, então, o Prêmio Carlos Gomes de Música Erudita nas categorias de Melhor Espetáculo, Cenário, Iluminação e Produção.

“Na obra de Villa-Lobos, tão extensa quanto inovadora, a ópera A Menina das Nuvens merece certamente um lugar especial. É um espetáculo lúdico para todas as idades e com grande comunicação com a plateia”, afirma o Diretor Artístico do Theatro Municipal, André Cardoso.

Para encenar A Menina das Nuvens, o diretor William Pereira lançou mão da agilidade da partitura de Villa-Lobos e do caráter lúdico da obra que Lúcia Benedetti escreveu no fim dos anos 1940 para a filha Rosa Magalhães, levando em conta as muitas transformações pelas quais passou o público infantojuvenil ao longo de cinco décadas. “Estou especialmente emocionado em trabalhar nesta montagem que marca a volta de A Menina das Nuvens ao palco onde estreou há mais de 50 anos, mesmo tendo dirigido as temporadas do Palácio das Artes, em Belo Horizonte, e no Theatro Municipal de São Paulo. Contei muito com a ajuda de Rosa Magalhães, que conhece intimamente esta história, para a concepção deste espetáculo. Outra característica desta direção é que realço a fisicalidade dos cantores, que tem atuação efetiva em cena com trabalho corporal. A música de ‘Villa’ tem uma vivacidade que precisa estrar traduzida no corpo do cantor e ator”, comenta o diretor cênico William Pereira.

O maestro Roberto Duarte, quando foi convidado, em 2009, para reger A Menina das Nuvens em Belo Horizonte, fez uma revisão geral na partitura de orquestra. “Ao compará-la com a peça teatral de Lúcia Benedetti, ajustei certas passagens omitidas na ópera. Considerei importante a inclusão de pequenos trechos da peça para maior esclarecimento do enredo, como o entreato entre o primeiro e segundo atos, interpretado pelo Corisco. Em certas passagens, decidi repetir alguns compassos para dar maior flexibilidade cênica. Por fim, como esta ópera não tem uma abertura formal e sim alguns compassos que duram apenas 19 segundos, a guisa de introdução, considerei oportuno juntar alguns trechos de temas importantes da própria obra, mantendo exatamente o que o mestre escreveu, criando assim uma introdução de mais quatro minutos”, informa o diretor musical e regente desta produção Roberto Duarte.

Sobre a exposição A Menina das Nuvens55 Anos Depois

Durante a temporada, os espectadores e visitantes do Theatro Municipal poderão apreciar a exposição A Menina das Nuvens55 Anos Depois, montada no Foyer do Balcão Nobre. O pequeno acervo reúne peças da montagem original da última ópera de Villa-Lobos, como fotografias, desenhos dos cenários e dos figurinos, programas e críticas daquela época. O intuito da mostra é apresentar as diferenças e semelhanças entre a primeira produção e o espetáculo que estará em cartaz.

Sobre a ópera A Menina das Nuvens

Quarta e última ópera de Heitor Villa-Lobos, A Menina das Nuvens foi composta durante os anos de 1957 e 1958. Estreou no Theatro Municipal RJ em 29 de novembro de 1960, um ano após a morte do autor, com a regência do Maestro Edoardo de Guarnieri – pai do ator Gianfrancesco Guarnieri – e direção cênica de Gianni Rato. Esta ópera é uma aventura teatral, sendo seu libreto uma adaptação da peça infantil de Lucia Benedetti, de 1949. Este era o terceiro espetáculo para crianças desta autora que, a partir de 1948, passara a se dedicar a este tipo de teatro. Lucia havia começado como cronista no jornal A Noite, em 1933, e no ano seguinte se casa com Raimundo Magalhães Jr. teatrólogo e autor de dezenas de peças de todos os gêneros. Lucia Benedetti escreveu mais oito peças infantis, sendo que Simbita e o Dragão, A Menina das Nuvens e Josefina e o Ladrão foram outros grandes êxitos. A Menina das Nuvens foi encenada em 1950 pela Companhia de Ester Leão, no antigo Teatro Fênix, hoje desaparecido (ficava na esquina da Avenida Almirante Barroso com Rua México). Segundo a autora, a história da Menina tem um sentido simbólico, representando a principal personagem o artista em geral. A história procura focalizar, na forma de um relato infantil, as dificuldades que encontram todos os que cultivam as coisas do espírito em se integrarem na sociedade fria e céptica. Villa-Lobos sempre fora grande admirador de Lúcia Benedetti, à qual manifestara, havia vários anos, o seu desejo em musicar uma peça de sua autoria. Em 1952, Lúcia entregou-lhe o original de A Menina das Nuvens, mas ele, embora houvesse começado o seu trabalho na ocasião, somente pôde concluí-lo em 1958, devido aos seus inúmeros compromissos profissionais.

 

 

Resumo da Ópera

1º ato – No Castelo do Tempo, vive uma menina de quinze anos que para lá foi levada quando menina para o céu – enquanto passeava pelo campo e seus pais trabalhavam – por um grande pássaro branco. Após voar muito, a ave se cansou do peso e abandonou a menina em uma nuvem, onde ela foi encontrada e conduzida ao Castelo do Tempo. Criada e educada pelo Tempo, senhor dos céus e dos ventos, ela tem por companheiros as nuvens, as estrelas, o Arco-Íris, que a ensinou a pintar, a Rosa dos Ventos, a Lua que a ensinou a costurar, Corisco – cuja ambição é virar raio de sol – e Vento Variável, brincalhão e travesso, que a ensinou a bailar. A ocupação de Corisco era recolher na Terra, em uma sacola, todos os ruídos e vozes e guardá-los em um arquivo. A Menina quer, todavia, saber de onde veio e quem são seus pais. Tempo promete que, ao completar dezesseis anos, ela saberá tudo e poderá, então, decidir se fica com ele ou volta para a Terra. Aproveitando a ausência do Tempo, a Menina solta o Vento Variável que abre os arquivos, fazendo ela ouvir a voz de sua mãe. A saudade bate mais forte que os laços que a ligam aos seus amigos e, ajudada pelo Vento Variável e levada pelo Tufão, ela volta para o lugar onde nasceu. Informada por Corisco, Tempo promete transformá-lo em Raio de Sol se ele, descendo na Terra, se mostrar corajoso, protegendo e ajudando a Menina.

2º ato – Na Terra, numa cabana pobre, numa praia desolada, vivem os pais e a irmã da Menina. O pai está no mar pescando. As duas mulheres, sozinhas, estão amedrontadas por causa do Tufão que desabou na Terra. Anita, a irmã, que saiu para ver o que se passava, traz para a cabana a Menina ainda confusa e cansada pela viagem do céu para a terra. Elas não a reconhecem. A Rainha do lugar, mulher rabugenta e ávida de querer sempre mais impostos e tributos, obriga seus súditos a oferecer presentes para o próximo casamento do Príncipe, seu filho. As duas pobres mulheres nada podem dar e o Soldado de Chumbo, enviado pela Rainha, quer levá-las para a cadeia. Mas a Menina se propõe a tecer uma toalha de raios do luar, para presentear o filho da Rainha. Esta soberana, que vê na habilidade da Menina a possibilidade de realizar grandes negócios, depois de ter ameaçado as mulheres dos piores castigos, aceita a sugestão da Menina. A garota, por sua vez, pede ajuda à Lua, sua amiga. A Rainha querendo descobrir o segredo da Menina manda o Soldado espioná-la.

3º ato – A Lua não apareceu e, inutilmente, a Menina pede ao Soldado para não atrapalhá-la. Vento Variável e Corisco, superando todos os seus medos, descem na Terra e ajudam a Menina, afastando e amedrontando a Rainha e o Soldado. A Lua aparece, oferece seus cabelos para serem tecidos e promete trazer à cabana o Príncipe, que não ama a Princesa com a qual deve se casar. A toalha está pronta. O príncipe chega, apaixona-se pela Menina, pede sua mão e casa com ela. A Rainha, para a qual a lição recebida foi salutar, aceita a situação. A família do pescador, reunida, viverá na Corte ao lado do casal feliz. Tempo mantém sua promessa e aparece no céu transformando Corisco em Raio de Sol.

Sobre Heitor Villa-Lobos

Nascido no Rio de Janeiro em 1887, Heitor Villa-Lobos era filho de um funcionário da Biblioteca Nacional e músico amador. Seu pai o incentivou a estudar o violoncelo o que lhe foi útil quando, órfão aos 12 anos, passou a tocá-lo profissionalmente em teatros, bailes e cafés. Aprendeu violão passando a conviver com os chorões – grupos de música popular do Rio de então, marcados pela improvisação, virtuosidade instrumental e modulações melancólicas, daí o nome. Foi inspirado neles que, entre 1920 e 1928, compôs a série de doze Choros, um dos pontos culminantes da música brasileira. Desde cedo percorreu o interior brasileiro absorvendo e coletando material que seria uma das fontes de seu estilo maduro, mas suas primeiras composições traem a influência dos estilos europeus da virada do século (Wagner, Puccini, os franceses). Por fim abandona o impressionismo e, então, aparecem os bailados Amazonas e Uirapuru. Atacado pelos críticos tradicionais parte para Paris onde se encontra com a vanguarda europeia da época. Depois de uma segunda permanência em Paris, retorna ao Brasil e desenvolve trabalho educativo, caracterizado pelo aproveitamento do canto coral. Dele surge o Guia Prático, coleção de temas populares harmonizados. A obra mais famosa desse período é a série de nove composições, escritas entre 1930 e 1945, as Bachianas Brasileiras, para diversas formações orquestrais onde buscou uma síntese entre as matrizes musicais brasileiras e a estética de J. S. Bach. Operado de câncer nos Estados Unidos em 1948, teve mais uma década de vida ativa, divulgando sua música na França e nos Estados Unidos, especialmente, como regente, falecendo em 1959.

Em sua vasta produção, Villa-Lobos conseguiu a realização do espírito nacionalista nos mais diversos gêneros como nas Serestas, para canto e piano, nas Cirandas para piano. Seus 12 Estudos e 5 Prelúdios para violão estão entre suas obras mais conhecidas internacionalmente. Sua colossal produção inclui obras corais, Missas, concertos para violão, violoncelo, piano, gaita, além de música de câmara para as mais diversas formações. Foi menos eficiente nas formas dos moldes clássicos: de suas 12 sinfonias, apenas a de nº10 passa por obra-prima e sua produção operística é bastante reduzida, se a compararmos com sua vasta produção orquestral e de câmara: apenas quatro óperas. Izath, segundo indicação do autor, é “de caráter essencialmente psicológico”, sendo uma fusão de dois outros trabalhos anteriores, Aglaia e Elisa. Seus dois últimos atos – de uma história rocambolesca – foram cantados no Teatro São Pedro (atual João Caetano) em 1917 e, como oratório, em 1940 em nosso Theatro onde, finalmente, subiu à cena em 1968. Sua segunda ópera Zoé, de 1920, está perdida. A obra de maior envergadura é sua terceira ópera: Yerma. Encomendada pela Ópera de Santa Fé dos Estados Unidos, tem texto da peça de Federico Garcia Lorca. Foi criada pelos seus comanditários em 1971, dois anos depois da morte do compositor, e o Brasil a conheceu em 1983, em no Theatro Municipal do Rio de Janeiro sob a regência de Mario Tavares e direção de Adolfo Celi.

Sobre os solistas

 

Gabriella Pace, soprano – Menina das Nuvens

Vencedora do Prêmio Carlos Gomes 2010 pela participação na ópera A Menina das Nuvens, Gabriella Pace já cantou sob a regência de maestros como Lorin Maazel, Isaac Karabtchevsky, Roberto Duarte, Roberto Minczuk, Rodolfo Fischer, Luiz Fernando Malheiro, Fábio Mechetti, Sílvio Viegas e Abel Rocha. Foi Gilda em Rigoletto, Tytania em Sonho de uma Noite de Verão, de Benjamin Britten, Ilia em Idomeneo, Eurídice em Orfeo ed Euridice, Giulietta em I Capuleti e I Montecchi, Susanna em As Bodas de Fígaro, Ceci em Il Guarany e Adina em O Elixir do Amor, entre outras. Em seu repertório sinfônico destacam-se sua participação na Quarta Sinfonia de Mahler, Carmina Burana de Orff, Requiem de Mozart e Stabat Mater de Rossini. Foi solista da Nona Sinfonia de Beethoven em Aalborg, na Dinamarca. Participou do II Festival de Música de Câmara em Kerteminde, na Dinamarca, interpretando obras de Poulenc, Ginastera e Schoenberg. Gravou o CD Ciclo Portinari e Outras Telas Sonoras, do compositor João Guilherme Ripper. Gabriella iniciou os estudos com o pai, Héctor Pace, e foi aluna de Leilah Farah e Pier Miranda Ferraro. Atualmente, está sob a orientação de Ulrich Staerk.

Licio Bruno, baixoTempo

Um dos cantores brasileiros mais notáveis por suas atuações em ópera, música sinfônica, de câmara e teatro no Brasil e exterior, Licio Bruno aperfeiçoou-se na Academia Franz Liszt, em Budapeste. Foi membro da Ópera Estatal Húngara e cantou na Itália, Espanha, Alemanha, Suíça, Colômbia e Argentina. Com mais de 50 personagens em óperas de diferentes autores, períodos e estilos, é o único cantor a ter enfrentado na totalidade o Wotan / Wanderer da Tetralogia Wagneriana. Dirigido por ícones do teatro brasileiro – Amir Haddad, José Possi Netto, Jorge Takla, Gianni Rato e Sérgio Britto – e estrangeiro – Werner Herzog, Hugo de Anna e Aidan Lang. Cantou com renomados maestros brasileiros e internacionais, entre os quais Lorin Maazel e Isaac Karabtchevsky, das “Paixões” de Bach até Beethoven, Kodaly, Stravisnky, Britten, bem como ciclos de Schubert, Mahler, Ravel e Poulenc, entre outros. Detentor de mais de 10 primeiros prêmios em concursos nacionais e estrangeiros, recebeu em 2004 o Prêmio Carlos Gomes, como Melhor Cantor Erudito. Celebrou seus 25 anos de carreira dedicados à Música, com as óperas Aída, A Valquíria, A Serva Patroa, O Turco na Italia, Rigoletto e Falstaff.

 

 

Inacio De Nonno, barítono – Corisco

Inacio De Nonno é doutor em Música pela Unicamp e Mestre em Música – Summa cum Laude – pela UFRJ, onde é professor nas classes de Canto. Prêmio Especial para a Canção Brasileira no XII Concurso Internacional de Canto do Rio de Janeiro. Do repertório de Inácio De Nonno constam mais de 30 primeiras audições mundiais de peças e óperas especificamente para ele compostas. Tem participação em 32 CDs gravados, todos dedicados ao repertório brasileiro, desde restaurações do material colonial, até os compositores contemporâneos mais vanguardistas. O CD da ópera Colombo, de Carlos Gomes, onde Inacio De Nonno interpreta o papel-título, ganhou o prêmio da APCA e o Prêmio Sharp de 1998. Seu repertório enfatiza ainda a música antiga, o lied alemão, com destaque para os ciclos de canções de Schubert, a canção francesa, onde aborda especialmente os compositores Ravel, Fauré e Poulenc. E a ópera, em que conta hoje com 38 papéis efetivamente apresentados em público.

Marcelo Coutinho, barítono – Vento Variável

Iniciou sua carreira no coral dos Canarinhos de Petrópolis, onde aprendeu teoria, violino e viola. Graduou-se em Canto na Escola de Música da UFRJ, com o título Magna cum Laude. Fez seu aperfeiçoamento técnico com Althea Bridges e música de câmara com Thomas Kerbl, em Linz, na Áustria. É Mestre em Musicologia pela Escola de Música da UFRJ, onde integra o quadro de professores de Canto. Do seu repertório constam óperas como A Flauta Mágica (Papageno), Gianni Schicchi (Gianni Schicchi), As Bodas de Fígaro (Conde de Alma Viva), O Morcego (Dr. Falk) e La Bohème (Schaunard), entre outros personagens. Paralelamente, é diretor musical e de dublagem, assinando a direção das versões brasileiras de animações como A Bela e a Fera, Aladdin, Rei Leão, O Corcunda de Notre Dame, Shrek e O Príncipe do Egito, entre outros. No Theatro Municipal do Rio de Jeneiro, cantou o papel de Contramestre na estreia brasileira da ópera Billy Budd, de Benjamin Britten, com direção cênica de Marcelo Lombardero e regência de Isaac Karabtchevsky, em 2013, e foi intérprete de Dancairo na montagem da ópera Aida, de Verdi, com direção de cena de Allex Aguilera e também com regência de Karabtchevsky, em 2014.

Regina Elena Mesquita, mezzo-soprano – Rainha

Paulista, Regina Elena Mesquita é uma das cantoras mais prestigiadas no cenário lírico nacional. Conquistou dois Prêmios APCA e o I Prêmio Carlos Gomes. Seu repertório traz desde o barroco até a música contemporânea em óperas, concertos e recitais. Foi intérprete do papel-título na ópera Carmen, cantou Amneris (Aida), Príncipe Orlovsky (O Morcego), Zia Principessa (Suor Angelica), a Bruxa (João e Maria), Old Lady (Candide), Baronesa de Champigny (Chapéu de Palha de Firenze), Erda (Anel do Nibelungo), Dalila (Sansão e Dalila), Miss Quickly (Falstaff), Santuzza (Cavaleria Rusticana), Jenufa (Starenka Buryjovka), Trovatore (Azucena) são algumas de suas atuações nos palcos dos grandes teatros do Brasil e do exterior. Colabora, ainda, com o Instituto de Artes da Unesp/SP, em direções cênicas de óperas completas da Fábrica de Óperas, tais como Suor Angelica e La Bohème, trabalhando a “interpretação cênica para o cantor lírico” com os estudantes daquela instituição. A Menina das Nuvens tem importante destaque em sua carreira, tendo participado dessa montagem, desde a sua primeira apresentação com essa produção em 2009, em Belo Horizonte.

Flavio Leite, tenor – Soldado

Pós-graduado pelo Conservatório Superior del Liceu de Barcelona, é um dos mais atuantes e versáteis cantores brasileiros de sua geração. Presença frequente nas temporadas das principais casas de espetáculo brasileiras, como Theatro Municipal de São Paulo e do Rio de Janeiro, Palácio das Artes, Teatro Amazonas, Theatro da Paz, Theatro São Pedro de São Paulo e de Porto Alegre, acumula experiência em títulos como Iphigénie en Tauride, Lulu, Diálogo das Carmelitas, A Flauta Mágica, Così Fan Tutte, O Barbeiro de Sevilha, La Cenerentola, La Fille du Regiment, Rita, Romeo et Juliette, A Viúva Alegre, Turandot, Maria Golovin, A Raposinha Astuta, Rei Roger e Ariadne auf Naxos, entre outros, acumulando mais de quarenta papéis já em repertório. Atua como solista em oratórios e obras sinfônicas como O Messias de Händel, A Criação de Haydn, Nona Sinfonia de Beethoven, Stabat Mater e Petite Messe Solennelle de Rossini, Messa di Gloria de Puccini, Carmina Burana de Orff com as principais orquestras brasileiras.

Adriana Clis, mezzo-soprano – Lua

Revelação em 2002 no Prêmio Carlos Gomes, Adriana Clis é presença constante nas maiores instituições musicais do país e do exterior como OSESP, OSTM SP, OSUSP, OSB, OPES, OSTM RJ, OER SP, Amazonas Filarmônica e Banda Sinfônica de SP. Na Europa, apresentou-se em Bellegarde, Sévres, Paris e Berlim. Sua atuação abrange a ópera, a música de concerto e a música de câmara. Iniciou seus estudos com sua mãe, Marcilda Clis. Estudou no Conservatório Tchaikovsky, em Moscou, com Klara Kadinskaia e se aperfeiçoou em Milão sob a orientação do maestro Pier Miranda Ferraro, da Academia Lírica Italiana. É integrante do Coral Paulistano Mario de Andrade e fez parte das produções de Die Walkürie e A Menina das Nuvens (SP), Carmen de Bizet no Theatro São Pedro (SP) e em 2012, no Rigoletto no TMRJ e João e Maria no Teatro da Paz, em Belém. Bem como em The Racke’s Progress (Stravinsky) e Cavalleria Rusticana (Mascagni) do TMSP, Paixão Segundo São João de Bach na Cidade das Artes – RJ e a Nona Sinfonia (Beethoven/ TMSP), entre outros.

 

Giovanni Tristacci, tenor – Príncipe

Iniciou seus estudos de canto em Porto Alegre, com o professor Decápolis de Andrade, no Conservatório de Música Pablo Komlos. Ingressou depois na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, onde estudou com Mazias de Oliveira. Estreou na cena lírica em 2006, na ópera Idomeneo, de Mozart, apresentada no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, no papel de “troiano”. Em seguida, cantou em A Flauta Mágica, de Mozart, nos papéis de “segundo sacerdote” e “primeiro homem armado”. Em 2007, fez parte do elenco da ópera O Cientista, do compositor Sílvio Barbato, em montagem com diversas apresentações em capitais no Nordeste e em Duque de Caxias, RJ. Foi solista, em 2007, do Réquiem do Padre José Maurício, regido pelo maestro Ernani Aguiar, à frente da Orquestra Sinfônica da UFRJ. Ainda com esta orquestra, participou da Gala Lírica em homenagem a Verdi, sob a regência de André Cardoso. Esteve presente em vários Festivais, entre os quais destacam-se Verões Musicais, em Gramado e Canela, e Festival Internacional de Música de Campos do Jordão. Atualmente cursa o Bacharelado em canto, na UFRJ. Recebe orientações do Professor Eduardo Álvares.

Lara Cavalcanti, mezzo-soprano Mãe

 

Formada pela Escola de Música da UFRJ com o título Magna cum Laude, Lara Cavalcanti é corista do Coro do Theatro Municipal RJ. Entre suas atuações em óperas destacam-se, Marcellina em Le Nozze di Figaro, Mãe em A Menina das Nuvens, Pajem de Herodias em Salome, Girl em Trouble in Tahiti, Dorabella em Così Fan Tutte, Mercedes em Carmen, Tisbe em La Cenerentola, Os Pastores em Amahl e os Visitantes da Noite e Iphise em Renaud, de Sacchini. Também são relevantes as participações no Te Deum de Bruckner, no Theatro Municipal RJ, e a Missa em Mi bemol maior de Padre José Maurício Nunes Garcia, com a Orquestra Sinfônica Brasileira. Em 2015, recebeu o prêmio para personagem no Concurso Maria Callas. Trabalhou com maestros como Silvio Viegas, Abel Rocha, Roberto Duarte, Tobias Volkmann, Bruno Procópio, Álvaro Peterlevitz, Ernani Aguiar, Jésus Fiqueiredo e André Cardoso, além dos diretores cênicos André Heller-Lopes, William Pereira e Livia Sabag, entre outros. Teve aulas com Homero Velho e com Eliane Coelho. Gravou como solista o Magnificat de João Guilherme Ripper, com o Coro Brasil Ensemble, e Ladainha, de Francisco Braga, com o Coro de Câmara Sacra Vox.

Michele Menezes, soprano Anita

Iniciou na música aos 9 anos no Coral Infantil da UFRJ – onde atua, hoje, como preparadora vocal – e em aulas de violino na Escola de Música Villa-Lobos. Concluiu o bacharelado em Canto pela UFRJ, na classe do professor Homero Velho. Atuou como solista nas óperas A Flauta Mágica (Gênio), de Mozart, no TMRJ; Così Fan Tutte (Fiordiligi), de Mozart, em turnê pelo Estado do Rio de Janeiro sob a regência de André Cardoso e direção de André Heller-Lopes; Anjo Negro (Ana Maria), de João Guilherme Ripper, com a OSB Ópera & Repertório, sob a regência de Abel Rocha e direção de André Heller-Lopes; Gianni Schicchi (Nella), de Pucinni, com direção de Iacov Hillel, a ópera Medeia (Criada), de Luigi Cherubini, no TMRJ; Joca, Juca e o Pé de Jaca (Joca) em sua première mundial; O Cavalinho Azul (Mãe), de Tim Rescala, e a ópera La Cenerentola (Clorinda), de Rossini, no TMRJ. Participou do XVII Festival de Ópera de Manaus cantando a ópera Un Ballo in Maschera (Oscar), de Verdi; e a ópera Parsifal (Segunda Dama e Primeiro Escudeiro), de Wagner, ambas sob a regência de Luiz Fernando Malheiro. Gravou DVD como solista na Missa Pastoril do Padre José Maurício Nunes Garcia. Integra o coro do TMRJ, Conjunto Calíope e o Trio Reali com a formação de canto, trompete e cravo.

 

Sobre o coreógrafo – Tindaro Silvano

Iniciou seus estudos de técnica clássica com o professor Carlos Leite, em Belo Horizonte. Aperfeiçoou-se com mestres no Brasil e exterior, como Hugo Dellavalle e Bettina Bellomo. Dançou em renomadas companhias como a do Palácio das Artes (Belo Horizonte), Balé do Teatro Guaíra (Curitiba), Ballet Gulbenkian (Lisboa) e Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. A partir de 1986 passou a ministrar aulas de técnica clássica e a coreografar para diversas companhias de dança do Brasil e exterior, a exemplo do Balé do Teatro Guaíra, Grupo Cisne Negro (SP), Balé do Teatro Castro Alves (Salvador), Cia. de Dança de Minas Gerais (BH), Cia. Jovem do Rio de Janeiro, Ballet Gulbenkian (Lisboa), Cia. Portuguesa de Bailado Contemporâneo (Lisboa), Izmir Ballet (Turquia), Hagen Ballet (Alemanha) e Black Box Dance Company (Dinamarca). Dirigiu da Cia. de Dança de Minas Gerais no período 1988-1997. Atualmente, tem trabalhado como coreógrafo e maître de ballet, desenvolvendo parcerias com instituições de Portugal, Bélgica, Holanda e Finlândia, entre outros.

Sobre o iluminador – Pedro Pederneiras

Formado em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Minas Gerais. É um dos fundadores do Grupo Corpo, no qual foi bailarino entre os anos de 1975 a 1982. Foi diretor da Corpo Escola de Dança entre 1983 e 1989. Atualmente é Diretor técnico do Grupo Corpo e Presidente da ONG Corpo Cidadão. Trabalha como iluminador em diversas áreas tais como teatro, dança, ópera, shows, exposições e museus. Vencedor do Prêmio Carlos Gomes de Ópera e Música Erudita com a iluminação da Ópera A Menina das Nuvens em 2010, montagem da Fundação Clóvis Salgado. Dedica-se também a projetos técnicos para construção e reforma de teatros.

Sobre a criadora dos Cenários e Figurinos – Rosa Magalhães

É membro da Academy of Television Arts and Sciences, dos Estados Unidos, desde que recebeu o Prêmio Emmy em 2008, pelos figurinos das cerimônias de abertura dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, em 2007. Rosa Magalhães é formada pela Escola de Belas Artes da UFRJ, onde lecionou Cenografia e Indumentária, e pela Escola de Teatro da Unirio. Ao longo de 40 anos de carreira, criou cenários e figurinos para diversas montagens, como a do ballet A Sagração da Primavera, no Theatro Municipal de São Paulo (2013). Rosa Magalhães também tem colaborado, recentemente, para várias produções operísticas, criando cenário e figurinos para A Raposa Astuta, no Teatro Amazonas (2013); os figurinos da ópera Ça Ira, de Roger Walters, no Theatro Municipal de São Paulo (2013), e ainda os figurinos para Lulu e para I Puritani, no Festival de Óperas de Manaus (2012). Também em 2012, elaborou os figurinos para a peça Ricardo III, de Shakespeare, para o Royal Shakespeare Theatre, na cidade natal do dramaturgo inglês, Stratford-upon-Avon. Como carnavalesca, Rosa é campeã de sete carnavais e recebeu sete Estandartes de Ouro do jornal O Globo.

Sobre o Diretor de Cena – William Pereira

 

Um dos mais importantes e representativos diretores de teatro e ópera no Brasil, iniciou sua formação artística com o estudo de piano, de 1970 a 1982 e graduou-se em Direção Teatral pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, em 1987. Fez estágio em Direção Operística na English National Opera e na Royal Opera House, em Londres, nos anos de 1992 e 1993, em produções dirigidas por David Pountney, Harry Kupfer, Eliaj Moschinsky e Antoine Vitez. Dirigiu nas principais casas de ópera do país onde se destacam suas produções de Pedro Malazartes, de C. Guarnieri, Colombo, de Carlos Gomes e Olga, de J. Antunes, O Morcego, de J. Strauss, I Pagliacci, de Leoncavallo, no Theatro Municipal SP, Os Pescadores de Pérolas, de Bizet, no Theatro Municipal RJ, O Messias, de Haendel e A Menina das Nuvens, de Villa-Lobos no Palácio das Artes de Belo Horizonte, Il Guarany, de Carlos Gomes, no Theatro da Paz em Belém, Carmen, de Bizet, e Olga, no III Festival de Ópera de Brasília, Madama Butterfly, de Puccini, Le Nozze de Fígaro, de Mozart, Romeo et Juliette, de Gounod, Le Dialogue des Carmèlites, de Poulenc, I Puritani, de Bellini, a estreia nacional de As Aventuras da Raposa Astuta, de Janacék, e a estreia mundial de Onheama, de João Guilherme Ripper, no Festival Amazonas de Ópera no Teatro Amazonas, de Manaus. Entre os vários prêmios recebidos, destacam-se o Prêmio Governador do Estado-SP, Troféu Mambembe, APCA e Prêmio Shell.

Sobre o Diretor Musical e Regente – Roberto Duarte

 

Roberto Duarte é um dos mais requisitados regentes brasileiros. Fez seus estudos no Rio de Janeiro (UFRJ), aperfeiçoando-se mais tarde na Itália e na Alemanha com bolsa especial do DAAD. Sua carreira Internacional começou ao receber o Prêmio Serge Koussevitzky, no Concurso Internacional de Regência do Festival Villa-Lobos, em 1975. Entre as principais orquestras que tem dirigido fora do Brasil estão a Tonhalle Orchester Zürich, Orchestre de la Radio Suisse Romande, Moscow Chamber Orchestra, Tchaikowsky Symphony Orchestra Moscow e a Bruckner Sinfonie Orchester Linz,  entre outras. Foi Regente Titular e Diretor Artístico da Orquestra Sinfônica da Escola de Música da UFRJ (1981–1994), da Orquestra Sinfônica do Paraná (1998-1999) e da Orquestra Unisinos, no Rio Grande do Sul (2003-2006), fundador e Diretor Musical da Orquestra do Theatro São Pedro, em São Paulo (2010-2012). Duarte recebeu da Associação Paulista de Críticos de Arte – APCA o prêmio de Melhor Regente do Ano de 1994 e 1997. Em 1996 recebeu da Funarte, o Prêmio Nacional da Música, como regente. Em 2001 e 2010 o Prêmio Carlos Gomes como regente e revisor. Foi professor Regência e Prática de Orquestra na UFRJ; ministrou masterclasses em vários estados brasileiros e também no Chile, Grécia, Suíça e Itália. Integrou parte do Conselho Estadual de Cultura do Estado do Rio de Janeiro. É membro da Academia Brasileira de Música, da Academia Brasileira de Música e Letras e da Academia Nacional de Música.

SERVIÇO:

A MENINA DAS NUVENS – Aventura musical em três atos

CORO E ORQUESTRA SINFÔNICA DO THEATRO MUNICIPAL

Música Heitor Villa-Lobos (1887-1959)

Libreto Lúcia Benedetti (1914-1998)

Produção original do Palácio das Artes (Belo Horizonte – MG)

Cenários e figurinos – Rosa Magalhães

Direção William Pereira

Regência Roberto Duarte

 

Solistas:

Menina das Nuvens Gabriella Pace, soprano

Tempo Lício Bruno, baixo

Corisco Inácio De Nonno, barítono

Vento Variável Marcelo Coutinho, barítono

Rainha Regina Elena Mesquita, mezzo-soprano

Soldado Flávio Leite, tenor

Lua Adriana Clis, mezzo-soprano

Príncipe Giovanni Tristacci, tenor

Mãe Lara Cavalcanti, mezzo-soprano

Anita Michele Menezes, soprano

 

Participação: Alunos da Escola Estadual de Dança Maria Olenewa

Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Praça Floriano, s/nº – Centro

 

Dias 23, 27 e 31 de outubro, às 20h

Dias 25 e 28 de outubro e 1º de novembro, às 17h

Preços:

Frisa/Camarote – R$ 504,00

Plateia / Balcão Nobre – R$ 84,00

Balcão Superior – R$ 60,00

Galeria – R$ 30,00

Desconto de 50% para portadores de necessidades especiais, idosos e estudantes.

Capacidade – 2.227 lugares

Classificação etária – 5 anos

Duração – 150 minutos (com dois intervalos)

Informações – (21) 2332-9191

Vendas na Bilheteria, no site Ingresso.com ou pelo telefone 21 4003-2330

Apoteose da Dança – Eu fui!

O Theatro Municipal do Rio de Janeiro – velho parceiro do blog – resolveu dar um presente para os grandinhos nas vésperas do Dia das Crianças. “Apoteose da Dança” juntou a nata do corpo de baile em um espetáculo que reunia 2 coreografias: “Age of Innocence “e “Sétima Sinfonia”.

A elite a que me refiro se trata de bailarinos que estão presentes nos espetáculos grandiosos que o Municipal promove. Claudia Mota, Márcia Jaqueline, Francisco Timbó, Deborah Ribeiro, Karen Mesquita, Priscila Albuquerque, Priscilla Mota, Renata Tubarão, Cícero Gomes, Edifranc Alves, Filipe Moreira, Moacir Emanoel e Rodrigo Negri. Todos juntos no palco para o deleite dos admiradores. Além disto, as diretoras artísticas são Ana Botafogo e Cecília Kerche, velhas conhecidas do grande público.

Com músicas de Philip Glass e Thomas Newman, “Age of Innocence” abriu os trabalhos. A coreografia de Edwaard Liang foi concebida em 2008 para o Joffrey Ballet, de Chicago. A inspiração foi o romance “The Age of Innocence”, de Edith Wharton, e os livros de Jane Austen, que descrevem uma mulher que não tinha voz própria e mantinha contato muito limitado com outras pessoas, principalmente com os homens. A dança incluía elementos contemporâneos, mas sem as bailarinas deixarem a sapatilha de ponta de lado.

Um pouco mais antiga “Sétima Sinfonia” foi criada por Uwe Scholz em 1999, para a companhia alemã Leipzig Ballet. Os 16 casais, vestidos de branco, dançavam em um cenário com elementos geométricos, e a coreografia criava formas idem, como triângulos, por exemplo.

As coreografias tinham uma rapidez maior do que o que estamos acostumados a ver nos espetáculos mais tradicionais. Mesmo assim, as bailarinas não abandonam a doçura. No quesito talentos individuais, Márcia Jaqueline se destaca com sua leveza habitual. Entre os rapazes, Cícero Gomes chama a atenção pela força de seus movimentos. Claro, sem ignorar o talento de todo o restante do corpo de baile. E a direção artística de Ana Botafogo e Cecília Kerche, agora por trás dos holofotes, mas que tanto já encantaram com a sapatilha nos pés.

P.S.: Agradeço ao Theatro Municipal pelos convites.

Número 1 no nosso Top 3 de espetáculos favoritos de dança de 2015. Confira!

“Residência Thereza Rocha com o núcleo Miuda” no Galpão Gamboa

Nos próximos dias 17 e 18/10, às 21h, e às 20h, respectivamente, o coletivo Miúda, residente no Galpão Gamboa, apresenta-se gratuitamente, sob a direção da consagrada coreógrafa Thereza Rocha. A apresentação faz parte da programação da 3ª edição do Dança Gamboa, evento que já faz parte do calendário cultural carioca e segue até o dia 1º de novembro.

A residência foi a grande novidade desta edição do Dança Gamboa que convidou jovens companhias e coreógrafos renomados para formar essa parceria. A coreógrafa, bailarina, professora e pesquisadora Thereza Rocha foi escolhida para participar dessa experiência com a Miúda, um coletivo nascido na Unirio, formado por 15 artistas de diferentes áreas.

“Este ano o projeto amplia suas ações, promovendo encontros entre artistas de diferentes gerações, no formato de residências, abrindo um espaço de troca e colaboração que fortalece a experiência artística”, comenta a atriz, bailarina e coreógrafa Marcia Rubin, que assina novamente a curadoria da mostra, ao lado do diretor, ator e produtor Cesar Augusto.

Os diretores da Miúda, Caio Riscado e Luar Maria, direcionam o olhar dos dançarinos para o corpo que está em movimento constante, desdobrando-se em modos de continuação. A pesquisa parte de experiências com a técnica Shaking e a fricção consequente do embate entre chacoalhar o interno e o externo.

Ficha técnica:
Provocadora: Thereza Rocha
Direção: Caio Riscado e Luar Maria
Elenc: Aline Vargas, Bernardo Lorga, Gunnar Borges, Isadora Malta, Larissa Emi, Lia Sarno, Marília Nunes, Natália Araújo e Nathalia Gastim.
Workshop prática Shaking: Bia Figueiredo

Serviço:
“Residência Thereza Rocha com o núcleo Miuda”
Datas: 17 e 18 de outubro
Local: Galpão Gamboa
Endereço: Rua da Gamboa, 279 – Centro – RJ
Horários: 21h (sábado) e 20h (domingo)
Entrada gratuita
Classificação etária: livre
Capacidade: 80 lugares
Bilheteria: Terça a sexta: das 13h às 18h. Sábado e domingo: 1 hora antes do espetáculo.

Temas de Dança lança novo site e estreia filmes em encontro aberto no Museu de Arte do Rio – MAR

O grupo Temas de Dança, coordenado pela artista e pesquisadora Flavia Meireles e pela pesquisadora Mariana Patrício, e formado também pela pesquisadora Ana Kiffer e pela bailarina Laura Samy, surgiu em 2012 voltado para dança e focado em atividades que transitam entre a prática artística e a pesquisa teórica.

Em seu primeiro ano de trabalho (2012-13) o grupo estruturou o site temasdedanca.com.br, posicionando-o como uma plataforma de arquivos culturais da dança no Brasil. Já no segundo ano (2013-14), construiu ações formativas junto a cursos de dança e arte da cidade do Rio de Janeiro, resultando um seminário entre pesquisadores e artistas no Museu de Arte do Rio – MAR. Nesse ano, novamente no MAR, em um encontro aberto no dia 15 de outubro, uma quinta-feira, o grupo lança seu novo site e estreia dois vídeos-ensaios do projeto Bordas do Corpo.

Além do encontro no MAR, a agenda do grupo inclui ainda a participação na abertura do Seminário de Dança Angel Vianna (6 de outubro, terça-feira), e a exibição dos vídeos-ensaios no Jongo da Serrinha (17 de outubro, sábado) e na Aldeia Maracanã (18 de outubro, domingo).

BORDAS DO CORPO

Nos limites entre dança e pensamento, o grupo aborda o tema das fronteiras políticas que marcam a cidade e que configuram os corpos. Fronteiras entre arte e vida, corpo e espaço. E entre a tela do vídeo e olhar do espectador – de onde surgiu a ideia dos vídeos-ensaios. “Outro foco importante desta edição é a criação de material audiovisual, que despertou como outra forma de pesquisa teórica e produção artística, e nos permitiu a experimentar uma linguagem própria, em que as fronteiras entre pesquisar e dançar se friccionam, produzindo novos modos de pensar a dança”, enfatiza Flavia Meireles, artista e pesquisadora do Temas de Dança.

Vídeos-ensaios

O projeto Bordas do Corpo investiu na criação dos vídeo-ensaios a partir de três pontos da cidade: Maracanã*, Maré e Madureira**. A escolha considerou a complexidade da formação

histórica de cada lugar, assim como a força estética e política desses locais – fatores que motivaram as pesquisadoras a criar novos modos de abordagem. “Partimos da premissa que as fronteiras não são, de modo algum, fixas, mas que são e estão, mais do que nunca, em estado de vibração e instabilidade permanente”, explica a pesquisadora do Temas de Dança, Mariana Patrício.

No lançamento do novo site e estreia dos vídeos-ensaios no MAR as pesquisadoras comentarão a parceria com a funkeira Mc Carol, que impulsionou a composição do funk “Não foi Cabral”. O funk surgiu após uma conversa de Mc Carol com as integrantes Mariana Patrício e Laura Samy, e gerou repercussão na mídia – promovendo debates sobre a relação entre política e cultura.

*Teaser vídeo-ensaio Maracanã. **Pílula vídeo-ensaio Jongo.

TEMAS DE DANÇA

No ano de 2011, em uma viagem à França para apresentação de seu trabalho solo, Sem nome todos os usos, a bailarina Flavia Meireles encontrou por acaso em uma biblioteca do CND – Centre National de La Danse a pesquisadora Mariana Patrício (que realizava estágio doutoral sobre a coreógrafa e cineasta norte-americana Yvonne Rainer). O que era para ser apenas um cafezinho tornou-se uma longa conversa sobre o desejo de abordar as relações entre teoria e prática na Dança, pensando em como a História da Dança está desde sempre nos corpos que dançam, em toda a sua complexidade política e subjetiva.

De volta ao Brasil, criaram em 2012 o grupo Temas de Dança, dedicado a pesquisar novas formas de abordagem da História da Dança e a ampliar os cruzamentos entre dança, história, política e pensamento. Surgiu então, em 2013 o site temasdedanca.com.br, disponibilizando textos, vídeos e palestras produzidos pelo grupo e seus colaboradores.

TEMAS DE DANÇA – projeto BORDAS DO CORPO http://www.temasdedanca.com.br

Coordenação: Flavia Meireles e Mariana Patrício

Pesquisadoras: Ana Kiffer, Flavia Meireles, Mariana Patrício e Laura Samy

Fotografia e Edição vídeo Jongo: Leo Bittencourt

Fotografia vídeo Aldeia: Leo Bittencourt, Leo Nabuco e Mel Haidar

Edição vídeo Aldeia: Manu Campos

Direção de Produção: Babi Fontana

Produção Executiva: Ana de Souza Dantas

PROGRAMAÇÃO BORDAS DO CORPO/SERVIÇOS

6 de outubro | terça, das 17h às 18h30

Seminário de Dança Angel Vianna

Flavia Meireles, Mariana Patrício e Laura Samy falam sobre o processo de criação dos vídeos-ensaios do Jongo e da Aldeia Maracanã e sobre a relação com o funk.

 

Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro

Rua José Higino, 115, Tijuca | (21) 3238-0357

Entrada gratuita | Classificação Livre

15 de outubro | quinta, das 14h às 17h

Lançamento do novo site e estreia dos vídeos-ensaios

Encontro entre as pesquisadoras e os convidados do projeto marcando o lançamento do novo site e a estreia dos vídeos-ensaios do projeto Bordas do Corpo. O encontro visa reunir interessados em ações e pesquisas em dança.

Museu de Arte do Rio – MAR

Praça Mauá, 5, Centro | (21) 3031-2741 Entrada gratuita, confirmação de presença até 13/10 através do email temasdedanca@gmail.com

Capacidade de 102 pessoas | Classificação Livre

17 de outubro | sábado, das 13h às 15h

Exibição dos vídeos-ensaios

Exibição seguida de debate com as pesquisadoras do Temas de Dança.

Grupo Cultural Jongo da Serrinha Rua Balaiada, 106, Madureira | (21) 2437-5546

Entrada gratuita | Classificação Livre

18 de outubro | domingo, das 17h30 às 18h30

Projetação dos vídeos-ensaios

Projetação.

Aldeia Maracanã

Em frente ao prédio da Aldeia Maracanã, Maracanã

Entrada gratuita | Classificação Livre

“Em busca do riso perdido” no Dança Gamboa

O espetáculo “Em busca do riso perdido”, do grupo Claurinas – As palhaças bailarinas, conta a história de três primas palhaças que recebem a visita de uma tia. Porém, quando ela chega as sobrinhas têm uma grande surpresa: A tia estava completamente séria e não via mais graça em nada.

A montagem faz parte do Dança Gamboa, projeto do Galpão Gamboa, que está em sua 3ª edição e vai até o dia 1º de novembro. Dirigida por Marcos Ácher, a peça que mistura dança e humor terá sessões nos dias 11 e 12 de outubro, às 16h, em comemoração ao Dia das Crianças. Os ingressos variam entre R$10 (inteira) e R$ 2 (moradores da zona portuária).

A narrativa se desenvolve quando a tia das palhaças chega e age de maneira séria e ranzinza. Convencidas de que alguma coisa está errada, as três decidem sair pela cidade à procura do riso que, segundo elas, a tia perdeu pelo caminho. Nessa busca, elas passam por várias situações estressantes do cotidiano como fila, ônibus lotado, o trabalho mecanizado, burocracias, trânsito, entre outras. Por meio da dança e de técnicas do clown, o público se envolve na história das personagens e torce para que elas encontrem uma maneira de devolver o riso à sua tia.

Ficha Técnica:
Direção e projeto gráfico: Marcos Ácher
Argumento: Alice Volpi
Figurinos: Aline Ciafrino e Claurinas
Iluminação: Tadeu Freire
Ensaiador: Valdenir Corrêa
Ambientação cenográfica e adereços: Marcos Ácher e Claurinas
Trilha sonora: Fernando Caneca e O Grupo
Elenco: Karolyna Caneca, Michelle Loback, Thaísa Jatobá e Teresa Santos

Serviço:
Dança Gamboa
“Em busca do riso perdido”
Datas: 11 e 12 de outubro (domingo e segunda-feira)
Horário: 16h
Ingressos: R$ 10 (inteira), R$ 5 (meia-entrada) e R$ 2 (moradores da região)
Duração: 50 minutos
Classificação: Livre
Local: Galpão Gamboa
Endereço: Rua da Gamboa, 279 – Centro – RJ
Capacidade: 80 lugares
Bilheteria: Terça a sexta: das 13h às 18h. Sábado e domingo: 1 hora antes do espetáculo.

“Apoteose da Dança” no Theatro Municipal

O Theatro Municipal do Rio de Janeiro, vinculado à Secretaria de Estado de Cultura, apresenta o espetáculo Apoteose da Dança, com programa duplo: Age of Innocence, com músicas de Philip Glass e de Thomas Newman, e coreografia de Edwaard Liang, e Sétima Sinfonia, com música de Ludwig Van Beethoven e coreografia, cenários e figurinos de Uwe Scholz. Os primeiros bailarinos Claudia Mota, Márcia Jaqueline e Francisco Timbó, além dos solistas Deborah Ribeiro, Karen Mesquita, Priscila Albuquerque, Priscilla Mota, Renata Tubarão, Cícero Gomes, Edifranc Alves, Filipe Moreira, Moacir Emanoel e Rodrigo Negri irão se revezar nas duas coreografias ao longo das quatro récitas nos dias 08, 09, 11 e 12 de outubro. O Ballet do TM tem direção artística das primeiras bailarinas Ana Botafogo e Cecília Kerche. Na regência da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal estará o Maestro Tobias Volkmann.

O coreógrafo Edwaard Liang concebeu Age of Innocence em 2008 para o Joffrey Ballet (Chicago), inspirado no romance The Age of Innocence, de Edith Wharton, e por livros de Jane Austen, que descrevem uma mulher que não tinha voz própria e mantinha contato muito limitado com outras pessoas, principalmente, com os homens. É um ballet sobre relacionamentos, cuja coreografia traz a expansão e a respiração de uma obra contemporânea. A cena inicial é ambientada num salão de baile, onde Liang pinta um palco cheio de retratos pessoais particulares, como se estivéssemos observando cenas que nos remetem ao passado, imagens contrastantes de esperança sem fôlego e de desejos sem esperança. Situado em um mundo onde a escolha no amor é limitada a alguns preciosos momentos e a felicidade pode, às vezes, ser sentida apenas durante o tempo em que durar a próxima dança, Age of Innocence acaba por transcender seu contexto histórico ao tratar de sentimentos que permeiam a vida e atravessam os séculos.

Sétima Sinfonia foi criada por Uwe Scholz em 1999 para a companhia alemã Leipzig Ballet, tem dezesseis casais vestidos de branco. As entradas e saídas de grupos são frequentes e o coreógrafo se apropria desta movimentação para criar formas geométricas variáveis, em formações como triângulos.

“Foi Richard Wagner quem identificou na Sétima Sinfonia de Beethoven uma música de forte apelo coreográfico, a ela se referindo como a ‘Apoteose da Dança’. Aquilo que Wagner percebeu como qualidade essencial da Sétima Sinfonia encontrou em Uwe Scholz o seu melhor tradutor. Apresentamos também Age of Innocence, que o jovem coreógrafo taiwanês Edwaard Liang criou para o Joffrey Ballet de Chicago, em 2008, e que foi qualificado pelo The Times como ‘uma coreografia de alta potência’. Queremos ainda exaltar os méritos de nosso Corpo de Baile, agora sob a liderança segura das primeiras bailarinas Ana Botafogo e Cecília Kerche”, comenta o Maestro André Cardoso, Diretor Artístico do Theatro Municipal.

 

 

Biografias

Edwaard Liang – Coreógrafo de Age of Innocence

 

Ex-bailarino do New York City Ballet e do Nederlands Dans Theater, Edwaard Liang tem construído uma reputação internacional como coreógrafo. Durante a última década, ele criou trabalhos para o Ballet Bolshoi, Houston Ballet, Joffrey Ballet, Ballet Kirov, New York City Ballet, Pacific Northwest Ballet, San Francisco Ballet, Ballet de Xangai, Singapura e Washington Dance Theatre Ballet. Nascido em Taipei, Taiwan, e criado em Marin County, Califórnia, Liang iniciou sua formação em dança aos cinco anos no Marin Ballet. Depois de estudar na School of American Ballet, entrou para o New York City Ballet em 1993. Nesse mesmo ano, foi vencedor de medalha no Prix de Lausanne International Ballet Competition e ganhou o Mae L. Wien Award. Em 1998 foi promovido a solista. Convidado por Jiri Kylian para se juntar à aclamada Companhia do Nederlands Dans Theater 1, descobriu sua paixão e amor pela coreografia. Após retornar da Holanda, voltou a dançar no New York City Ballet de 2004 a 2007. Desde que se estabeleceu como coreógrafo, seus trabalhos têm sido apresentados por companhias de dança em todo o mundo e recebido inúmeros prêmios, incluindo o National Choreographic Competition em 2006. Em 2013, foi nomeado Diretor Artístico do BalletMet, na cidade estadunidense de Columbus, em Ohio, onde continua a coreografar novas obras para diversos ballets, sempre com grande êxito.

 

Philip Glass – Compositor de Sinfonia nº. 3, II e IV movimentos e de The Poet Acts (Age of Innocence)

 

Americano, Philip Glass nasceu em 1937. Protagonista do movimento minimalista, estudou com Darius Milhaud e Nadia Boulanger. Seu primeiro trabalho, auxiliando Ravi Shankar em uma trilha sonora de um filme, marcou o início de sua bem-sucedida carreira no cinema, e até o momento já orquestrou mais de cinquenta filmes. Seus primeiros trabalhos tendiam ao abstrato, mas a partir de meados dos anos 1970 sua atenção se voltou para o palco. O seu primeiro triunfo operístico, Einstein on the Beach, revigorou a cena internacional da ópera contemporânea. Profundamente interessado em culturas tradicionais, Glass muitas vezes se baseia em tradições orientais, como no Monsters of Grace, uma colaboração multimídia baseado nos poemas de Jalaluddin Rumi. De renome mundial – segundo o New York Times,  “o mais prolífico e popular de todos os compositores contemporâneos” –  sua obra abrange de sinfonias e óperas a trilhas sonoras de filmes.

 

Thomas Newman – Compositor de End Title (Age of Innocence)

 

Membro da segunda geração da dinastia musical proeminente de Hollywood, Thomas Newman continuou o legado de sua família por meio de uma série de trilhas sonoras de filmes indicados ao Oscar.  Nasceu em Los Angeles em 1955, filho de Alfred Newman e sobrinho de Lionel e Emil Newman, todos três compositores renomados e maestros da idade de ouro de Hollywood. Thomas estudou piano e violino em criança, cursou a Universidade do Sul da Califórnia, formando-se Mestre em Música pela Universidade de Yale. Em 1983, ele conquistou a indústria cinematográfica orquestrando a música do filme de John Williams, O Retorno de Jedi, e no ano seguinte compôs sua primeira partitura completa, Reckless. A inspiração étnica do arranjo de Newman para o filme de Procura-se Susan Desesperadamente, com Madonna, comprovou sua maestria, aperfeiçoando ainda mais a sua abordagem orquestral em projetos subsequentes, como Os Garotos Perdidos e Abaixo de Zero. Sua contribuição para o cinema inclui também Tomates Verdes Fritos, Perfume de Mulher, Beleza Americana, Procurando Nemo e O Segredo de Berlim. É ganhador de vários Prêmios Grammy.

 

Alexandra Dickson Remontadora de Age of Innocence

Alexandra Dickson nasceu em Whitehorse, Yukon-Canadá. Estudou na Academia de Ballet Goh em Vancouver, por 10 anos, e no Pacific Northwest Ballet (PNB) com bolsa de estudos integral. Alex entrou para o PNB e dois anos depois voltou para sua cidade natal para dançar com o Ballet British Columbia. Viajou por todo o Canadá e EUA dançando obras de William Forsythe, Paul Taylor, John Alleyne e James Kudelka. Alex retornou ao PNB e participou como solista nos ballets de Balanchine: Serenade, La Valse, Agon, Quatro Temperamentos, Symphony in CDivertimento nº 15, Chaconne, Ballet Imperial, Theme and Variations e A Midsummer Night’s Dream. Alex dançou repertório neoclássico e contemporâneo em obras de Kent Stowell, Mark Dendy, Clark Tippet, Lynn Taylor-Corbett, Lar Lubavitch, Lila York, Donald Byrd, Rudy Van Danzig, Nicolo Fonte, Kevin O’Day, Eliot Feld, Miriam Mahdaviani, Choo San Goh, Ton Simons, Val Caniparoli e Nacho Duato. Dançou para Dance Project Seattle em obras de Molissa Fenley, Donald Byrd, Hilde Koch e Edwaard Liang. Protagonizou Flight of Angels, To Converse Too e a madrasta em Cinderela de Liang e auxiliou a Direção Artística da companhia estadunidense BalletMet.

Uwe Scholz – Coreógrafo de Sétima Sinfonia

 

Nasceu no estado de Hesse, na Alemanha. Entrou para Landstheater Darmstadt.  Treinado por John Cranko, Scholz passou para a Escola de Ballet de Wurttembergischen Staatstheater Stuttgart. No mesmo ano, passou a ser membro do Stuttgart Ballet. Foi indicado por Márcia Haydée para realizar diversos trabalhos coreográficos. Em 1980 recebeu contrato de coreógrafo permanente, finalizando sua carreira como bailarino. Mais tarde, foi nomeado Coreógrafo Residente com a morte de John Cranko. Premiado com o Ommagio Alla Danza, o Premio Theatre Awards e o German Dance Prize em Essen. Foi condecorado com a Ordem da República Federativa da Alemanha. Foi Diretor do Zurich Opera House, do Leipzig Ballet, fundador do Freien Akademie der Künste zu Leipzig, Professor de Coreografia da Faculdade Felix Mendelssohn Bartholdy para Música e Theatro em Leipzig. Scholz criou mais de 100 obras para ballet. Coreografou para a Vienna State Opera, o Teatro Alla Scala de Milão, Stuttgart Ballet, Les Ballets de Monte Carlo, Jiri Kilián e Nederland Dans Theater. Atualmente muitos de seus trabalhos figuram no repertório de grandes companhias de dança. O Ballet do Theatro Municipal do RJ dançou três de suas obras: JeunneHomme-Pas-de-deux, em 1998 e 2000, Sétima Sinfonia, em 2004, e A Criação, em 2005, 2006 e 2012. Ao criar a Sétima Sinfonia, Scholz fez sua coreografia em cima das notas dos instrumentos da orquestra, como se cada grupo de bailarinos ou solista representasse um instrumento. Uwe Scholz faleceu em 21 de novembro de 2004 com 45 anos de idade.

Ludwig van Beethoven – Compositor da Sinfonia nº7 em Lá Maior Op. 92 (Sétima Sinfonia)

Ludwig van Beethoven foi um compositor alemão que nasceu na Cidade de Bonn em 1770 e viveu entre o Classicismo e o Romantismo. Conviveu com a música clássica desde a infância, pois seu pai era professor de música e tenor na corte de Bonn. Aos 13 anos, viu-se na obrigação de abandonar a escola para sustentar a casa, arranjou vários empregos, todos ligados à música, desde organista de teatro a professor. Aos 22 anos de idade conheceu um nobre, o conde Waldstein, que investiu na carreira daquele jovem talentoso e de modos rudes, enviando-o para a civilizada Viena, para estudar com Mozart e Haydn. Com o tempo, Beethoven e seu piano começavam a circular com desenvoltura pelos salões aristocráticos de Viena, mas em 1796, começou a sentir os primeiros sintomas de uma surdez progressiva. Mesmo com o agravamento da doença, ele compõe algumas de suas mais belas obras, como a Sinfonia nº 3 (“Eroica”) e a Sinfonia nº 6 (“Pastoral”), um de seus trabalhos mais populares até hoje. Diz-se que a falta de audição o libertou das convenções musicais, possibilitando-lhe criar uma música abstrata e completamente inovadora. Três anos antes de morrer, Beethoven assistiu a seu maior triunfo: foi efusivamente aplaudido durante a execução de sua Nona sinfonia. O sucesso animou-o a escrever o que seria sua décima sinfonia. Porém, não houve tempo para tanto. Ludwig van Beethoven morreu de cirrose hepática em 26 de março de 1827, após contrair pneumonia, numa tarde de tempestade sobre Viena. Apesar de ter criado apenas 2 composições para ballet: Ritterballet e As Criaturas de Prometeu, muitas de suas obras foram posteriormente usadas para ballet, como a Sétima Sinfonia.

 

Roser Munõz – Remontadora de Sétima Sinfonia

 

Nasceu em Barcelona e estudou no Instituto del Teatro, ganhando o  Premio Extraordinario de Final de Curso. Estudou Dança Clássica na Escola Vaganova de São Petersburgo. É graduada com o Diplome d’Etat do Conservatório Superior de Dança de Paris. Foi Primeira Bailarina do Ballet du Capitole, em Toulouse, do Leipzig Ballet e Bailarina do Ballet Nacional de Marselha. Como bailarina, dançou os papéis principais do repertório clássico assim como obras dos coreógrafos Cranko, Balanchine, Kylian, Nils Christie, Goyo Montero, além de todas as coreografías de Uwe Scholz. Recebeu a distinção de Mejor Bailarina del Año, em 1999, segundo a crítica especializada. Criou coreografias, entre elas o espetáculo de Jordi Savall Triunfos y Lágrimas, estreado no Teatro Principal de Burgos, em 2005. Roser participa de Galas e Festivais Internacionais. Tem atuado como Professora Convidada e Remontadora no Institut del Teatre de Barcelona, trabalhando com coreografias de Uwe Scholz, Anónima Imperial,  Conservatoire de Toulouse-França, nas Galas de Angel Corella, Leipzig Ballet, Ballet de Cottbus, Opera de Leipzig e Compañía Nacional de España. É Diretora do Centre de Dansa de Catalunya-Barcelona.

 

 

Solistas principais

 

Claudia Mota

Formada pela Escola Estadual de Dança Maria Olenewa, é Primeira Bailarina do TMRJ desde 2007, protagonizando todo o repertório da Companhia. Com grande destaque em seu país, Claudia representa o Brasil em Galas Internacionais dançando em diversas cidades da Argentina, assim como Paraguai, Cuba, Estados Unidos, Canadá e, recentemente, a convite de Julio Bocca, estrelou a versão de La Bayadère de Natalia Makarova junto ao Ballet Nacional Sodre, em Montevidéu. Recebeu o Prêmio de Melhor Bailarina da América Latina pelo Conselho Latino Americano de Dança e, por seu desempenho artístico e técnico e representatividade no cenário internacional da dança, conquistou o Título de Membro do Conselho Internacional de Dança da Unesco.

 

 

Márcia Jaqueline

Márcia Jaqueline é natural do Rio de Janeiro e é formada pela Escola Estadual de Dança Maria Olenewa. Aos 14 anos, entra para o Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, no qual vem se destacando como Primeira Bailarina nos ballets de repertório da Companhia tais como Coppélia, O Lago dos Cisnes, A Bela Adormecida, Les Sylphides, Raymonda, La Fille Mal Gardée, Onegin, Serenade, Voluntaries, Nuestros Valses, La Bayadère, Paquita, Giselle, Don Quixote, O Quebra-Nozes, L’Arlésienne e Carmen de Roland Petit,  Romeu e Julieta de John Cranko e O Espectro da Rosa de Fokine. Márcia é Primeira Bailarina do Ballet do Theatro Municipal do Rio desde 2007, apresentando-se em todas as temporadas da Companhia, representando o BTM em Galas Nacionais e Internacionais, e com presença constante, como convidada, em companhias de dança de todo o Brasil.

 

Karen Mesquita

Carioca, Karen iniciou seus estudos de dança aos três anos de idade no Grupo Cultural de Dança Ilha, concluindo-os em 2006. No mesmo ano ingressou na Akademie des Tanzes Mannheim e fez parte do corpo de baile da Badisches Staattheater Karlsruhe-Alemanha.  Fez parte da Cia. Brasileira de Ballet, participando de temporadas em São Paulo, Minas Gerais e Mônaco. Em 2010 entrou para o Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, participando como solista dos ballets de repertório da Companhia e em obras de coreógrafos consagrados. Em 2012 Karen foi promovida a Primeira Solista. Participa de galas ao redor do país, como convidada, jurada, ministrando workshops entre outras atividades correlatas à dança.

 

Francisco Timbó

Iniciou seus estudos de dança na Escola do SESI, em Fortaleza, sua cidade natal, sob a direção de Dennis Gray.  Aos 15 anos, complementa sua formação, cursando a escola Mudra, em Bruxelas, direção de Maurice Béjart. Em sua trajetória, integrou o Balé da Cidade de São Paulo, o Corpo de Baile Lina Penteado em Campinas – SP, o Ballet Nacional de Cuba e o Ballet Teatre L’Ensemble-Itália. Como Primeiro Bailarino do Ballet do Theatro Municipal do RJ destacou-se em Giselle, Don Quixote, O Lago dos Cisnes, A Bela Adormecida, Coppelia, O Quebra-Nozes, Raymonda, La Fille Mal Gardée, Paquita, La Bayadère, La Sylphide, Les Sylphides, Les Préssages, A Megera Domada e Onegin (Cranko), Romeu e Julieta (Vasiliev), Suite en Blanc (Serge Lifar), Serenade e Divertimento nº 15 (Balanchine), Les Noces (Nijinska),  Sétima Sinfonia, Jeunnehomme e A Criação (Uwe Scholz), Tempo de Tango (Luis Arrieta) e Floresta Amazônica com música de Villa-Lobos e coreografia de Dalal Achcar, entre outros ballets neoclássicos e contemporâneos. Recebeu do Ministério da Cultura o Prêmio MINC – 1º. Mambembe de Dança: Melhor Bailarino Nacional. Participou do Encontro Contemporâneo de Dança em New York, com coreografia de Regina Miranda. Foi o homenageado do XVII FIDA-Festival Internacional de Dança da Amazônia em 2010.

 

Alef Albert

Natural do Piauí, iniciou seus estudos de dança aos 15 anos na Escola de Ballet Helly Batista, no ano de 2008, e formou-se no The Harid Conservatory – Florida – EUA.  Recebeu várias premiações em Festivais Nacionais e internacionais.  Integrou a Especial Academia de Ballet em São Paulo, onde em sua Companhia, aprimorou seus dotes artísticos e técnicos. Entrou para o Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro em 2014 e desde então vem se destacando como Solista nos ballets de repertório da Companhia.

 

Cícero Gomes

Formado na Escola Estadual de Dança Maria Olenewa, no Rio, Cícero Gomes tem passagens pela Escola de Dança da Ópera de Vienna e Elmhurst School for Dance by Birminghan Royal Ballet. Seu nome está na Calçada da Fama do Festival de Joinville, onde conquistou prêmio de melhor bailarino em 2005. Trabalhou na Cia. Jovem de Ballet do RJ. Bailarino Solista do Theatro Municipal desde 2007 estreou em O Lago dos Cisnes, no papel de Bobo da Corte, obtendo sucesso de público e crítica nos papéis principais das temporadas, incluindo Coppélia, O Quebra-Nozes, Don Quixote, Romeu e Julieta, Onegin, L’Arlésienne de Roland Petit e Le Spectre de la Rose de Fokine. Convidado em Galas de Dança no Brasil e América Latina. Trabalhou com nomes de peso do cenário mundial da dança.

Filipe Moreira

Paulistano, iniciou seus estudos de dança clássica no Núcleo de Dança de São Paulo. Em 2003 ingressou no Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, destacando-se e vindo a dançar todos os primeiros papéis dos ballets de repertório da Companhia como O Lago dos Cisnes, A Bela Adormecida, O Quebra-Nozes, Raymonda, Coppélia, Giselle, Floresta Amazônica, Onegin, Romeu e Julieta, Carmen e La Bayadère. Filipe é convidado para representar o Ballet do Theatro Municipal e o Brasil em Galas Internacionais. Recentemente apresentou-se na Gala de Miami. Foi reconhecido pela crítica e pelo público como um dos maiores talentos dos últimos tempos, dada a sua virilidade, excelência técnica, física e interpretativa.

Moacir Emanoel

Paranaense de Maringá, Moacir estudou na Escola do Teatro Guaíra em Curitiba, na Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, em Joinville, e na Cia. Brasileira de Ballet, no Rio. Também aperfeiçoou sua técnica em cursos com importantes coreógrafos, a exemplo de Tadheo de Carvalho, Henrique Talmah, Mário Nascimento, Ilara Lopes e Jorge Teixeira. Recebeu diversas premiações em Festivais no Brasil e na Europa. Apresenta-se em eventos pelo Brasil ao lado de grandes nomes da dança como Ana Botafogo, Marianela Nuñez e Thiago Soares. Desde 2010, integra o Ballet do Theatro Municipal RJ, apresentando-se com destaque como solista nos ballets Romeu e Julieta (Paris) e Onegin (Gremin) e nos primeiros papéis de O Quebra-Nozes (Príncipe das Neves), na versão de Dalal Achcar, e L’Arlésienne (Frédéri).

 

Tobias Volkmann – Regente

 

Tobias Volkmann é um dos destaques da nova geração de regentes orquestrais do Brasil. Desde a conquista dos principais prêmios concedidos no Concurso Internacional de Regência Jorma Panula 2012 na Finlândia e do Prêmio de Público no Festival Musical Olympus de São Petersburgo em 2013, Volkmann vem atraindo atenção para uma carreira internacional em ascensão. Como regente convidado, já esteve à frente de grandes orquestras europeias e sul-americanas, entre as quais se destacam a Orquestra Sinfônica do Porto Casa da Música, Orquestra Sinfônica Estatal do Museu Hermitage e Orquestra Sinfônica Estatal de São Petersburgo, Orquestra Sinfônica do Chile e Orquestra Petrobras Sinfônica. Em 2015 teve a estreia alemã à frente da Orquestra Sinfônica de Brandemburgo e fará ainda sua estreia na célebre sala do Gewandhaus de Leipzig como convidado da temporada oficial do Coro e Orquestra da Rádio MDR. Compromissos futuros incluem ainda a direção musical da ópera As Bodas de Fígaro, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, e a estreia como convidado da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. Apresentou-se em concertos com as orquestras sinfônicas de Vaasa e Jyväskylä (Finlândia), Orquestra Lyatoshinsky de Kiev, com as sinfônicas de Porto Alegre, Campinas e da Universidade Federal do Rio de Janeiro. É convidado frequente nas temporadas da Orquestra Sinfônica Nacional – UFF e da Orquestra Sinfônica da Universidade Nacional de Cuyo em Mendoza (Argentina). A partir de 2012 atuou como maestro assistente do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Entre 2009 e 2011 foi regente assistente da Orquestra Filarmônica Carnegie Mellon nos Estados Unidos. Realizou sua formação com grandes nomes da regência em masterclasses internacionais ministrados por Kurt Masur, Jorma Panula, Ronald Zollman, Isaac Karabtchevsky e Fabio Mechetti. Estudou na Universidade Federal do Rio de Janeiro sob orientação de André Cardoso e concluiu mestrado em Regência Orquestral na Universidade Carnegie Mellon de Pittsburgh (EUA) sob orientação de Ronald Zollman.

 

SERVIÇO

 

APOTEOSE DA DANÇA

BALLET E ORQUESTRA SINFÔNICA DO THEATRO MUNICIPAL

Regência Tobias Volkmann

 

Diretoras Artísticas do Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Ana Botafogo e Cecília Kerche

AGE OF INNOCENCE (2008)

Música Philip Glass (1937) e Thomas Newman (1955)

Coreografia Edwaard Liang

Remontagem – Alexandra Dickson

Ensaiadores – Eric Frédéric e Márcia Faggioni

 

 

1º Pas-de-Deux – Karen Mesquita e Cícero Gomes ou Mel Oliveira e Alef Albert

 

2º Pas-de-Deux – Deborah Ribeiro e Moacir Emanoel ou Renata Tubarão e Filipe Moreira

 

Bailarinas ­ Carolina Neves, Caroline Machado, Juliana Valadão, Liana Vasconcelos, Priscila Albuquerque, Priscilla Mota, Renata Gouveia, Sinthia Liz e Thaís Danello

 

Bailarinos­ – Arthur Sai, Bruno Fernandes, Diego Lima, Edifranc Alves, Murilo Gabriel, Paulo Muniz, Rodrigo Negri e Sandro Fernandes

 

 

SÉTIMA SINFONIA (1999)

Música – Ludwig Van Beethoven (1770-1827)

Coreografia, Cenários e Figurinos – Uwe Scholz (1958-2004)

Remontagem – Roser Muñoz

Ensaiadores – Celeste Lima, Cesar Lima, Marcelo Misailidis e Norma Pinna

Solistas:

 

1º Movimento – Márcia Jaqueline e Alef Albert ou Karen Mesquita e Murilo Gabriel

 

2º Movimento – Deborah Ribeiro e Francisco Timbó ou Renata Tubarão e Filipe Moreira ou Claudia Mota e Ivan Franco

 

3º Movimento – Cícero Gomes e Wellington Gomes ou Rodrigo Negri; Deborah Ribeiro e Francisco Timbó ou Renata Tubarão e Filipe Moreira ou Claudia Mota e Ivan Franco

 

4º Movimento – Márcia Jaqueline e Alef Albert ou Karen Mesquita e Murilo Gabriel

Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Praça Floriano s/n° – Centro

 

Dias 8 e 9 de outubro, às 20h

Dias 11 e 12 de outubro, às 17h

Preços:

Frisas e Camarotes – R$ 504,00

Plateia e Balcão Nobre – R$ 84,00

Balcão Superior – R$ 60,00

Galeria – R$ 30,00

Desconto de 50% para portadores de necessidades especiais, idosos e estudantes.

Capacidade – 2.227 lugares

Classificação etária – Livre

Duração – 90 minutos, com intervalo

Informações – (21) 2332-9191

Vendas na Bilheteria, no site Ingresso.com ou pelo

telefone (21) 4003-2330     

Eu fui! Confira

Espetáculo “Batuque Contemporâneo” no Dança Gamboa

O espetáculo “Batuque Contemporâneo”, da Cia da Ideia, integra a programação da 3ª edição do Dança Gamboa, que acontece na região portuária do Rio. A montagem desenvolve diversas expressões artísticas a partir das técnicas de view points e improvisação. A união dessas linguagens dialoga tanto com a sensibilidade do corpo, quanto com a sonoridade explorada. A apresentação acontecerá nos dias 3 e 4 de outubro, sábado e domingo, no Galpão Gamboa. Os ingressos variam entre R$ 20 (inteira), R$ 10 (meia-entrada) e R$ 5 (moradores da região).

A montagem é uma cocriação da coreógrafa e bailarina carioca, Sueli Guerra, diretora da Cia da Ideia, com o músico Guga Machado. O CD solo “Mafagafo Jazz”, lançado em 2012 por Guga, serviu de inspiração para a criação do espetáculo, no qual os instrumentos Hang Drum, Kalimba, Mrdanga, Derbak e Djembê são usados para produzir música popular. O diferencial da performance é a união das expressões que envolvem o corpo, dança e música em um processo de experimentação constante. Assim, “Batuque Contemporâneo” sai do senso comum de coreografar a partir de uma música ou musicar a partir de uma coreografia.

Projeto do Galpão Gamboa, a mostra Dança Gamboa vai até o dia 1º de novembro apresentando grandes companhias e artistas de destaque na dança contemporânea nacional. Com curadoria de Marcia Rubin e Cesar Augusto, o projeto a cada ano amplia suas possibilidades e já tem a quarta edição garantida em 2016.

FICHA TÉCNICA:
Realização: Cia da Ideia
Direção artística: Sueli Guerra e Guga Machado
Coreografia: Sueli Guerra
Coreógrafo assistente: Edney D’Conti
Direção musical: Guga Machado
Intérpretes criadores: Carlos Magno, Edney D’Conti, Glaucia Leite, Guga Machado, Olivia Vivone, Silvana Didonet e Sueli Guerra
Iluminação: Francisco Rocha
Figurino: Marden Junior e Cia da Ideia
Foto e vídeos: Thomas Breit
Equipe de produção: Fabrício Polido e Aline Carrocino
Direção de produção: Cacau Gondomar

Serviço:
“Batuque Contemporâneo”
Datas: 3 e 4 de setembro
Local: Galpão Gamboa
Endereço: Rua da Gamboa, 279 – Centro – RJ
Horários: Sábado (21h) e domingo (20h)
Ingressos: R$20 (inteira) / R$10 (meia-entrada) / R$5 (moradores da região com comprovante)
Duração: 60 minutos
Classificação etária: livre
Capacidade: 80 lugares
Bilheteria: Terça a sexta: das 13h às 18h. Sábado e domingo: 1 hora antes do espetáculo.

3ª Edição do Dança Gamboa

Evento que já faz parte do calendário cultural carioca, a terceira edição do Dança Gamboa, projeto do Galpão Gamboa, começa no próximo dia 12 de setembro. Com patrocínio da Prefeitura do Rio de Janeiro, a mostra levará para a Zona Portuária, até o dia 1º de novembro, companhias e artistas de destaque na dança contemporânea nacional, como Cena 11 Cia de Dança, Companhia Urbana de Dança, Cia da Ideia, Gustavo Ciríaco, Claurinas – As Palhaças Bailarinas, Esther Weitzman Companhia de Dança e a Companhia REC. Ao todo, oito espetáculos irão compor a programação.

As novidades desta edição serão as residências de jovens companhias com coreógrafos já consagrados. Sonia Destri Lie, da Cia Urbana de Dança, vai ensaiar com o Grupo Efeito Urbano, do Morro da Providência. A coreógrafa, bailarina, professora e pesquisadora Thereza Rocha, por sua vez, irá colaborar com a Miúda, coletivo nascido na Unirio, formado por 15 artistas de diferentes áreas. Ao fim de cada processo, os grupos apresentarão os espetáculos gerados a partir dessa experiência conjunta, com entrada gratuita.

“Este ano o projeto amplia suas ações, promovendo encontros entre artistas de diferentes gerações, no formato de residências, abrindo um espaço de troca e colaboração que fortalece a experiência artística”, comenta a atriz, bailarina e coreógrafa Marcia Rubin, que assina novamente a curadoria da mostra, ao lado do diretor, ator e produtor Cesar Augusto.

Fernando Libonati, diretor do Galpão Gamboa e sócio da produtora Pequena Central ao lado de Marco Nanini, é o responsável pela direção de produção. Os ingressos terão preços populares: R$ 20 para os espetáculos adultos e R$ 10 para os infantis, com meia-entrada para estudantes e idosos, além de descontos especiais para moradores da região da Zona Portuária.

“A edição 2015 do Dança Gamboa amplia seu raio de atenção. Celebra a dança contemporânea, mostrando também os destaques nacionais que fizeram sucesso no exterior”, afirma Cesar Augusto. A mostra já tem garantida uma quarta edição em 2016.

A programação será aberta com uma estreia. Inédito na cidade, o solo “Sobre expectativas e promessas”, da Cena 11 Cia de Dança, de Florianópolis, terá apresentações nos dias 12 e 13/09. Em cena, o bailarino e coreógrafo Alejandro Ahmed, um dos fundadores do grupo, busca reconhecer em seu corpo as marcas dos processos de criação e dos corpos dos bailarinos com quem tem trabalhado. O espetáculo se propõe a ser um discurso organizado por músculos e ossos, instaurado pelo movimento. “Nos meus 20 anos de trajetória como diretor e coreógrafo, a minha dança e a dança do Cena 11 se fundem em um caminho identitário, que precisa ser dissecado como um objeto genealógico, tratando genealogia como um percurso de ocorrências relacionais”, diz. A trilha sonora é composta e executada ao vivo por Hedra Rockenbach, também integrante do grupo, a partir dos sons e ruídos da performance.

Nos dias 26 e 27 de setembro, será a vez da Companhia Urbana de Dança com o espetáculo “Na pista”, celebrando os dez anos do grupo. Dirigida por Sonia Destri, a companhia é formada por jovens moradores de áreas populares do Rio, que fazem uma pesquisa entre linguagens urbanas e técnicas contemporâneas. A apresentação marca o retorno da companhia às suas raízes no subúrbio carioca. Parte da vida de jovens dançarinos, ritmos e sequências coreográficas servem de inspiração para o trabalho, cuja referência está em clássicos das pistas de dança. Ao universo dos dançarinos, a coreógrafa trouxe David Bowie, Earth, Wind & Fire, Chaka Khan e hits da dance music. Rodrigo Marçal, que assina a trilha sonora, inseriu ainda Erik Satie e De La Soul.

No fim de semana seguinte, dias 03 e 04 de outubro, a Cia da Ideia, dirigida pela coreógrafa e bailarina Sueli Guerra, vai apresentar uma programação dupla: o infantil “Batuquinho” e o adulto “Batuque contemporâneo”.

Uma criação de Sueli com o percussionista paulista Guga Machado, “Batuque contemporâneo” aborda uma linguagem que abraça ambas as expressões artísticas: música e dança. A união dessas linguagens desperta a sensibilidade do corpo, dialogando com a sonoridade. Partituras corporais-coreográficas são desenvolvidas a partir da música, proporcionando um espetáculo onde a dramaturgia surge de encontros do corpo tocando e da música dançando.

Constatando o encanto proporcionado nas crianças depois de uma série de apresentações em praças e espaços abertos, a companhia criou “Batuquinho”, uma edição infantil de “Batuque contemporâneo”. No espetáculo, com supervisão cênica de José Mauro Brant, uma seleção de cenas coreográficas surgem sob o olhar de um novo personagem: Antônio, vivido por Antônio Guerra, filho da diretora Sueli Guerra. Desde o seu nascimento, o menino vive uma jornada de descoberta do ritmo e do batuque. Embalado pela batida do coração, na gestação, passando pela suavidade dos acalantos até o contato do menino com os ritmos da vida. Para completar a jornada, Antônio se rende à dança e acha seu lugar no mundo entre tantos passos e ritmos.

Dias 10 e 11/10, o Dança Gamboa receberá “Quem anda no chão, quem anda nas árvores, quem tem asas”, do coreógrafo e performer Gustavo Ciríaco, uma criação para seis bailarinos e cantores. O espetáculo faz uma releitura contemporânea da presença do trágico na atualidade. Lançando um novo olhar sobre configurações tradicionais da tragédia e, de seu oposto, a comédia, o projeto aposta em fluxos migratórios e nos dioramas, dispositivos cênicos comuns nos museus. Após uma temporada de sucesso com o público infantil no Galpão das Artes do Teatro Tom Jobim, no Jardim Botânico, “Quem anda no chão…” abre a programação especial do Dia das Crianças.

Ainda em comemoração à data, o infantil “Em busca do riso perdido” chega à mostra nos dias 11 e 12 de outubro. Do grupo de teatro Claurinas – As palhaças bailarinas, que une a arte do clown e a do balé, a montagem conta a história de três primas/palhaças, que moram juntas e recebem uma carta de uma tia, anunciando sua visita. Quando a tia chega, as sobrinhas tem uma grande surpresa: ela está completamente diferente. Séria e silenciosa, não vê mais graça em nada. Convencidas de que algo está errado, decidem sair pela cidade à procura do riso perdido em algum lugar no caminho.

Nos dias 24 e 25 de outubro, quem se apresenta será a companhia da coreógrafa e pesquisadora Esther Weitzman, com “Jogo de damas”. Segundo Weitzman, o espetáculo acontece a partir dos afetos criados entre as intérpretes, da conversa entre mulheres de diferentes gerações. “É entre o lúdico e o poético que a dança singular de cada bailarina desponta em meio ao trabalho do grupo”, afirma. No palco, oito intérpretes mulheres, com idades entre 24 e 53 anos, experiências e formações de dança variadas, desenvolvem o duplo sentido que dá nome à obra.

Fechando a programação, a Companhia REC, da coreógrafa Alice Ripoll, apresentará seu mais novo espetáculo “Bô”, nos dias 31/10 e 01/11. Bô, que significa “você” ou “tu” em crioulo cabo-verdiano, é uma criação sobre incorporações velozes, estados fugazes e fragmentos da memória. A pesquisa que deu origem ao espetáculo apresenta novos rumos da improvisação na dança. A partir da construção de estados, os intérpretes promovem criações instantâneas de movimentos e encontros inusitados. Além disso, o trabalho encontra inspiração em fenômenos do universo, como órbitas, magnetismo, gravidade, forças de atração e repulsa entre corpos.

Serviço abertura:

Sobre expectativas e promessas
Grupo Cena 11 Cia de Dança
Direção e performance: Alejandro Ahmed
Datas: 12 e 13 de setembro
Horários: Sábado (21h) e domingo (20h)
Local: Galpão Gamboa
Endereço: Rua da Gamboa, 279 – Centro – RJ
Ingressos: R$ 20,00 (inteira) / R$ 10,00 (meia) / R$ 5,00 (moradores da região com comprovante)
Duração: 45 minutos
Classificação etária: livre

Ficha técnica – Sobre expectativas e promessas
Criação, direção e performance: Alejandro Ahmed
Assistência de direção, criação e ensaios: Mariana Romagnani
Iluminação, trilha sonora e direção de cena: Hedra Rockenbach
Máscaras: Maurício Magagnin
Fotografia: Cristiano Prim
Arte gráfica: Pedro Franz
Pesquisa compartilhada: Grupo Cena 11

Programação completa Dança Gamboa – 3ª edição

Residência
Efeito Urbano/Sonia Destri Lie
Datas: 19 e 20 de setembro
Horários: Sábado (21h) e domingo (20h)
Entrada gratuita

Na pista
Companhia Urbana de Dança
Direção: Sonia Destri Lie
Datas: 26 e 27 de setembro
Horários: Sábado (21h) e domingo (20h)
Ingressos: R$ 20,00 (inteira) / R$ 10,00 (meia) / R$ 5,00 (moradores da região com comprovante)
Duração: 40 minutos
Classificação etária: livre

Batuquinho (infantil)
Cia da Ideia
Direção artística: Sueli Guerra e Guga Machado
Datas: 03 e 04 de outubro
Horários: Sábado e domingo (16h)
Ingressos: R$ 10,00 (inteira) / R$ 5,00 (meia) / R$ 2,00 (moradores da região com comprovante)
Duração: 50 minutos
Classificação etária: livre

Batuque contemporâneo
Cia da Ideia
Direção artística: Sueli Guerra e Guga Machado
Datas: 03 e 04 de outubro
Horários: Sábado (21h) e domingo (20h)
Ingressos: R$ 20,00 (inteira) / R$ 10,00 (meia) / R$ 5,00 (moradores da região com comprovante)
Duração: 60 minutos
Classificação etária: livre

Quem anda no chão, quem anda nas árvores, quem tem asas
Direção: Gustavo Ciríaco
Datas: 10 e 11 de outubro
Horários: Sábado (19h) e domingo (19h) – horários a confirmar
Ingressos: R$ 20,00 (inteira) / R$ 10,00 (meia) / R$ 5,00 (moradores da região com comprovante)
Duração: 70 minutos
Classificação etária: livre

Em busca do riso perdido (infantil)
Claurinas – As palhaças bailarinas
Direção: Marcos Ácher
Datas: 11 e 12 de outubro
Horários: Domingo e segunda-feira (15h) – horários a confirmar
Ingressos: R$ 10,00 (inteira) / R$ 5,00 (meia) / R$ 2,00 (moradores da região com comprovante)
Duração: 50 minutos
Classificação etária: livre

Residência
Miúda/Tereza Rocha
Datas: 17 e 18 de outubro
Horários: Sábado (21h) e domingo (20h)
Entrada gratuita

Jogo de damas
Concepção e direção: Esther Weitzman
Datas: 24 e 25 de outubro
Horários: Sábado (21h) e domingo (20h)
Ingressos: R$ 20,00 (inteira) / R$ 10,00 (meia) / R$ 5,00 (moradores da região com comprovante)
Duração: 45 minutos
Classificação etária: 10 anos


Companhia REC
Direção: Alice Ripoll
Datas: 31 de outubro e 01 de novembro
Horários: Sábado (21h) e Domingo (20h)
Ingressos: R$ 20,00 (inteira) / R$ 10,00 (meia) / R$ 5,00 (moradores da região com comprovante)
Duração: 50 minutos
Classificação etária: 10 anos

Kiev Ballet no Teatro Bradesco

Pela primeira vez no Brasil, Kiev Ballet se apresenta no dia 08 de setembro, às 21h, no Teatro Bradesco Rio. O Kiev Ballet, também conhecido como Ballet Nacional da Ucrânia, é uma renomada companhia de balé da cidade de Kiev. Tem como sede e origem o Teatro de Ópera da Ucrânia, inaugurado em 1867, onde iniciou como um pequeno grupo de bailarinos que se apresentavam nas danças folclóricas e balés das óperas locais. Em 2015, o Ballet Nacional da Ucrania – Kiev Ballet comemora seu 148º aniversário e esse notável grupo de jovens bailarinos virá ao Brasil, donde se destacam Irina Surneva, Kateryna

Kozachenko, Viktor Ishchuk, Ruslan Benstianov e um corpo de baile altamente selecionado que executará um programa especial e variado para deleite do público brasileiro, que pela primeira vez na história, receberá em seus palcos este expoente da dança clássica mundial. Os brasileiros poderão apreciar a qualidade artística e perfeição coreográfica com estas suítes: “Carmem” de Georges Bizet; “Chopiniana” da Obra Silfides de Frederic Chopin e um gran finale con “Sherazade” de Nicolai Rimsky-Korsakov.

Duração: 110 minutos (com intervalos)

Classificação: Livre

SERVIÇO

KIEV BALLET

Dia 08 de setembro

Terça-feira, às 21h

Teatro Bradesco Rio (Avenida das Américas, 3900 – loja 160 do Shopping VillageMall – Barra da Tijuca) http://www.teatrobradescorio.com.br

INGRESSOS

Setor Valor

Frisas R$150,00

Balcão Nobre R$ 180,00

Camarote R$ 300,00

Plateia Alta R$ 350,00

Plateia Baixa R$ 400,00

“Esquina Carlos Gardel” no Teatro Bradesco

Cada esquina de Buenos Aires nos aproxima do tango! Pode parecer uma frase feita, mas Buenos Aires, realmente, respira tango em todas as suas esquinas. Mas, uma destas é privilegiada: na esquina do beco depois chamado Carlos Gardel com a Rua Anchorena, perto de onde está hoje a estátua que imortaliza o mais famoso cantor de tangos de toda a história, havia um boteco. Ponto de encontro dos personagens do Mercado de Abasto de Buenos Aires, o Restaurante Chanta Cuatro foi a testemunha silenciosa das noites em que Carlos Gardel jantava e cantava tango com seus amigos até o amanhecer.

O Chanta Cuatro abriu suas portas em 1893, como restaurante e hotel familiar. Lá hospedavam-se trabalhadores, imigrantes e malandros e o lugar foi  testemunha do esplendor do tango, pois Gardel morava a menos de dois quarteirões dali. A área foi entrando em decadência, mas, quase cem anos, experimentou um renascimento, com a chegada da casa de tangos Esquina Carlos Gardel. Toda a história e a magia de uma época retornaram e a casa tornou-se uma das mais conceituadas e freqüentadas da cidade, principalmente pela grande qualidade de seus espetáculos. Ali, todas as noites, centenas de turistas vêm presenciar um dos mais intensos e sensacionais espetáculos de tango de Buenos Aires.

Com cinco duplas de bailarinos e uma orquestra, o espetáculo Esquina Carlos Gardel faz um panorama da trajetória do tango, passando pela interpretação de suas mais comoventes páginas e perpassando a incrível história da Argentina, com seus dramas e alegrias. A montagem vem ao Rio de Janeiro para única apresentação dia 9 de setembro, às 21h, no Teatro Bradesco Rio.

A prestigiada violinista e maestrina Erica di Salvio dirige, desde 2001, a orquestra que integra o espetáculo e está entre as mais importantes da Argentina. A sensualidade, incríveis e magníficos figurinos e uma dança surpreendente aparecem na coreografia, que congrega a dança de cenário e a dança de salão com maestria. São performances clássicas e interpretações modernas de tango acrobático, sob a direção de Dolores de Amo, que leva a cada ato todo requinte e beleza de uma dança que agrada ao público em todo o mundo. Enfim, uma oportunidade única do público brasileiro ter contato com um dos mais belos espetáculos de tango da atualidade.

SERVIÇO

ESQUINA CARLOS GARDEL

Dia 9 de setembro

Quarta-feira, às 21h

Teatro Bradesco Rio (Avenida das Américas, 3900 – loja 160 do Shopping VillageMall – Barra da Tijuca)

Duração: 90min

Classificação: 12 anos

www.teatrobradescorio.com.br

INGRESSOS

Setor

Valor

Frisas

R$ 100,00

Balcão Nobre

R$ 140,00

Plateia Alta

R$ 220,00

Camarote

R$ 200,00

Plateia Baixa

R$ 240,00

Ballet Du Grand Théatre de Genève de volta ao Brasil

Reconhecido mundialmente por sua originalidade, o Ballet Du Grand Théâtre de Genève retorna ao Brasil em setembro, trazendo a contemporaneidade ao lado da formação clássica, com dois espetáculos inéditos no Brasil, LuxGlory. Terceira atração da Temporada de Dança Dell’Arte 2015, o balé suíço se apresenta no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, nos dias 19 e 20 de setembro.

Fundado em 1962, o Ballet du Grand Théâtre de Genève é um dos balés mais tradicionais da Europa. Desde sua origem, a companhia explora a pluralidade da dança em seus espetáculos, apresentando duas novas criações a cada temporada, além dos espetáculos de seu repertório. Para as apresentações cariocas, o balé irá apresentar duas importantes coreografias desta nova fase da companhia: Lux, de Ken Ossola, e Glory, de Andonis Foniadakis.

Philippe Cohen, diretor do balé, diz que o Genève empreendeu uma revisão de seu repertório nos últimos cinco anos e traz ao Brasil as duas novidades desta temporada: “o espetáculo não será um simples acréscimo de iniciativas diversas e heterogêneas, uma indiferente à outra, mas sim um projeto artístico unificador, estruturado e dinâmico. Em poucas palavras, este programa contém em si o espírito de abertura e generosidade que anima os artistas da Companhia. Queremos levar adiante esta profissão de fé e dar à dança uma imagem forte”, afirma Cohen.

Lux, por seu poder hipnótico, esculpe as sombras para melhor valorizar a delicadeza dos corpos, aureolada pela dor sensível e aérea que se desprende da música de Fauré. Glory mostra os corpos dos bailarinos se mesclando em uma simbiose por vezes fluida, por vezes tensa, por vezes extrovertida, por vezes minimalista, mas sempre com aquela noção de ‘entre dois’, que dá ao movimento sua qualidade e seu domínio”, explica Cohen.

A Temporada de Dança Dell’Arte 2015 faz parte do Circuito Cultural Bradesco Seguros, que apresenta para o público brasileiro um calendário diversificado de eventos artísticos com espetáculos nacionais e internacionais de grande sucesso, em diferentes áreas culturais como dança, música erudita, artes plásticas, teatro, concertos, exposições e grandes musicais.

Ballet du Grand Théâtre de Genève

A tradição do balé em Genebra remonta ao início do século XIX e está estreitamente ligada à existência do Théâtre de Neuve, inicialmente nos Bastions, posteriormente no prédio atual do Grand Théâtre. Por volta dos anos 1870, o mestre de balé tinha sob suas ordens cerca de vinte bailarinos, alguns dos quais solistas. A evolução da dança será assinalada, em seguida, pela presença de Jacques-Dalcroze, posteriormente de Ansermet, que fez Genebra conhecer os Ballets Russes de Diaghilev, com Nijinsky. Ao longo deste período, que vai praticamente até a Guerra de 1939-1945, o Grand Théâtre possui um elenco de bailarinos utilizados essencialmente nos “divertissements” dançados das óperas e das operetas, ou em pas de deux.

Após o incêndio de 1951 e durante a reconstrução do Teatro, o Grand Casino acolhe, entre outros e por várias vezes, o Balé da Ópera de Paris. Em 1962, para sua reabertura, o Grand Théâtre passa a possuir uma companhia ampliada, cuja direção é confiada a Janine Charrat (1962-1964). Acontecerá, em seguida, a vinda de Serge Golovine, um dos mais notáveis bailarinos clássicos de sua geração. Ele retoma a tocha durante cinco anos (1964-1969). Paralelamente a sua atividade de coreógrafo e de bailarino estrela, Serge Golovine prodigaliza, igualmente, um ensino de amplo alcance.

Em 1969, chamado por seu amigo Herbert Graf, diretor do Grand Théâtre, George Balanchine — sem qualquer dúvida o maior coreógrafo do século XX —, torna-se conselheiro artístico da companhia. Ele empreende uma residência europeia do New York City Ballet e confia sua direção a Alfonso Cata (1969-1973), que cria então uma nova linha,dando um impulso real à companhia. Remonta, no seu estilo mais puro e com autenticidade musical, os grandes bailados de Balanchine, além de criar suas próprias coreografias. Convoca também outros coreógrafo de primeira linha, como Tudor e Bolender, que propiciam ao Ballet du Grand Théâtre uma nova posição e a ampliação de seu público.

Sempre guiada por Balanchine, PatriciaNeary (1973-1978), solista do New York City Ballet, assume o posto. Com sua partida para Zurique, encerra-se a era Balanchine e cabe a Peter van Dyk, antigo bailarino estrela excepcional da Ópera de Paris, assumir a direção durante dois anos (1978-1980).

Hugues Gall, novo diretor geral, convida então Oscar Araiz para assumir a direção do balé. O grande coreógrafo argentino irá imprimir na companhia, ao longo de oito temporadas (1980-1988), um novo estilo, moderno e inovador, de caráter expressionista. Mais de trinta criações brilhantes são então apresentadas ao público, dentre as quais Tango, Adagietto, Cenas de Família e Cantares.

No início da temporada 1988-1989, Gradimir Pankov, antigo diretor do Balé Nacional da Finlândia e do Balé Culberg de Estocolmo, assume as rédeas da companhia. Trata-se de seu primeiro diretor não coreógrafo. Não estando preso a nenhum estilo particular, a companhia abre um novo capítulo de sua história, tornando-se polivalente e adaptando-se aos mais variados estilos dos coreógrafos convidados. Um repertório diferente é apresentado ao público e os melhores criadores vêm pela primeira vez a Genebra, casos de Jiri Kylián, Christopher Bruce, Rudi Van Dantzig, MatsEk e OhadNaharin. Esta colaboração traz um novo sangue e suscita um grande entusiasmo no âmago da companhia.

A partir de 1996, Renée Auphan torna-se diretora geral do Grand Théâtre de Genève e confia a direção do balé a François Passard e Giorgio Mancini. A companhia dá seguimento à sua política de convidar coreógrafos neoclássicos e contemporâneos. Em 2003, Jean-Marie Blanchard, novo diretor geral do Teatro desde 2001, nomeia Philippe Cohen para a direção do balé. A partir de sua entrada, Cohen descobre novos coreógrafos como Andonis Foniadakis, SidiLarbi Cherkaoui, Gilles Jobin, Benjamin Millepied, a quem dá carta branca para suas criações. Paralelamente continua a enriquecer o repertório com coreógrafos famosos como Carolyn Carlson, Lucinda Childs, Jerôme Robbins, Saburo Teshigawara e Nacho Duato.

PHELIPPE COHEN, diretor do balé

Natural do Marrocos, Cohen nasceu em 1953 e começou a estudar dança em 1971 no “Centre de Danse International Rosella Hightower”, onde prosseguiu seus estudos até 1974. A abertura política de sua escola possibilitou-lhe trabalhar com diversas personalidades como Anton Dolin, Nora Kiss, Tatiana Grantzeva, Igor Youskevitch, Sonia Arova e John Gilpin. Ingressou no “Ballet de Nancy”, dirigido por Gigi Caciuleanu, e participou de todas as criações da companhia, aí incluídas várias de Dominique Bagouet, seguindo o coreógrafo a partir de 1978. Até 1982, acompanhou Bagouet como artista, professor e assistente, notadamente na produção de Les Voyageurs, apresentado pela Ópera de Paris.

Paralelamente ao trabalho desenvolvido na companhia, explorou diferentes técnicas de dança contemporânea, inclusive as de Peter Goss, Susan Buirge e Alwin Nikolais. Ao ganhar uma bolsa do Ministério de Cultura francês, decidiu partir para os Estados Unidos, onde seguiu os ensinamentos de Merce Cunningham e da “School of American Ballet”.

Em 1983,Rosella Hightower convidou-o a tornar-se mestre de dança de “Le Jeune Ballet de France”. Além das aulas diárias, ele foi responsável pelo repertório clássico da companhia, incluindo La Sylphide, Napoli, A Bela Adormecida e Giselle, além de coreografias de Maurice Béjart, John Neumeier, Serge Lifar e George Balanchine. E também de diferentes criações de coreógrafos contemporâneos como Carolyn Carlson, Daniel Larrieu, Claude Brumachon, Joëlle Bouvier, Régis Obadia, Larrio Ekson, Régine Chopinot e Philippe Decouflé.

De 1988 a 1990, foi coordenador de estudos do “Centre National de Danse Contemporaine” em Angers e trabalhou com Michelle Anne de Mey, Hervé Robbe, Wim Vandekeybus e Trisha Brown. Foi nomeado diretor de estudos coreográficos do “Conservatoire National Supérieur de Musique et de Danse de Lyon” em 1990, posição que ocupou até 2003. Ele desenvolveu uma política internacional de intercâmbio que foi conduzida no Vietnam, Cambodja, China, Coreia do Sul, Hong Kong, Tailândia, Belarus, Alemanha, Inglaterra, Geórgia e Canadá.

Philippe Cohen foi homenageado pelo Ministério da Cultura da França com a Medalha de Oficial das Artes e Letras. O governo do Vietnam homenageou-o por serviços prestados no desenvolvimento da cultura vietnamita. Está, desde 2003,a frente do “Ballet du Grand Théâtre de Genève”.

KEN OSSOLA, coreógrafo de Lux

Natural da Suíça, Ken Ossola estudou dança na “École de Danse de Genève”, dirigida por Beatriz Consuelo. Em 1989, ingressou no Netherland Danz Theatre II, a equipe jovem da companhia holandesa, participando de obras dirigidas por Jiří Kylián, Hans van Manen, Ohad Naharin e muitos outros. Em 1992, transferiu-se com sucesso para o Netherlands Dance Theatre I, dirigido por Jiří Kylián. Como membro original do elenco, contribuiu para muitas das hoje famosas coreografias de Kylián, especialmente Oneof a Kind, Blackbird, Tiger Lily, WingsofWaxeBella Figura, participando ainda de gravações em DVD de algumas delas e de outras obras de Kylián, como Kaguyahime e Sweet Dreams.

Ao longo de sua permanência no NDT 1 também teve a oportunidade de aparecer em criações de Ohad Naharin, William Forsythe, Paul Lightfoot, Nacho Duato, Martino Müller e Johan Inger. Em 1999, decidiu deixar a companhia — um passo audacioso que lhe permitiu começar a forjar uma carreira individual e lançar-se como bailarino e coreógrafo “freelance”.

Em 2001 e 2002, trabalhou como mestre de balé no Balé de Gothenburgo (dirigido por Anders Hellström); posteriormente, na temporada 2004/05 voltou para o NDT 1 como ensaiador. Paralelamente a sua movimentada carreira de “freelance”, Ken é regularmente contratado por uma vasta gama de companhias internacionais de balé,para a remontagem de obras do repertório de Kylián. Em 2009, trabalhou como assistente de Kylián em Munique, na criação de Zugvögel.

ANDONIS FONIADAKIS, coreógrafo de Glory

O diretor artístico da Companhia de Dança Apotosoma, Andonis Foniadakis, nasceu na Grécia. Durante seus estudos na Escola Estatal de Dança em Atenas e na Rudra Béjart Lausanne na Suíça, ele estudou balé clássico e diversas técnicas de dança contemporânea, além de improvisação na dança, teatro, canto, técnica de ator e artes marciais (kendo). Participou também de diversos seminários técnicos e teóricos com professores convidados.

Sua experiência subsequente em dança com o Balé da Ópera de Lyon, sob a direção de Yorgos Loukos, propiciou-lhe a oportunidade de aproveitar seis anos para trabalhar e criar com alguns dos mais importantes coreógrafos: Ohad Naharin, Mats Ek,Jiří Kylián, William Fortsythe, John Jaspers, Frédéric Flamand, Bill T. Jones, Terro Saarinen, Nacho Duato, Hervé Robbe, Maguy Marin, Alessio Silvestrin, Lionel Hosche, Jo Kanamori, Pascal Touzeau, Johachim Shlomer e outros.

Como bailarino, Andonis Foniadakis participou de sua própria companhia de dança e criou, com a bailarina KikiBaka, o duo Sensitive Screens Skins Intervals. Em dezembro de 2002, criou sua própria companhia, a Apotosoma. Desde então apresentou dois trabalhos para seu grupo.

Andonis Foniadakis permanece trabalhando como coreógrafo, criando obras para diversas companhias de dança: Teatro Nacional do Norte da Grécia (Handlewithcare), Ballet du Grand Théâtre de Genève (SelonDésir), Balé Nacional do Reno (X Sinfonia), Ópera Nacional do Reno (Boréades – ópera-balé de Rameau), Balé de Washington (… and they had hair as the hair of women and their teeth were as teethoflions), Projeto de Dança Benjamin Millepied nos Estados Unidos (Frases now), Projeto Nomadic de Tóquio (again n’again). Atualmente trabalha em uma encomenda para o Balé Nacional da Grécia.

Programa

Ballet du Grand Theatre de Geneve

Diretor geral : Tobias  Richter

Diretor do Balé : Philippe Cohen

Assistente de direção e diretor de cena:VitorioCasarin

Ensaiadores: Grant Aris e GrégoryDeltenre

Diretortécnico: Philippe Duvauchelle

Técnico de luz:AlexandreBryand

Técnico de palco: Mansour Walter

Técnico de som: Jean-Marc Pinget

Camareiras: Caroline Bault  e France Durel

Parceiros do Ballet du Grand Théâtre : ProHelvetia e Vacheron Constantin

Lux

Música: Gabriel Fauré – Requiem

Coreografia : Ken Ossola

Cenografia e Figurinos : Jean Marc Puissant

Iluminação :KeesTjebbes

Estreou no Grand Théâtre de Genève em 5 de outubro de 2010

INTERVALO

Glory

Música : GeorgFriedrich Händel

Coreografia e cenografia: Andonis Foniadakis

Arranjo musical, planejamento de som e assistente de cenografia: Julien Tarride

Iluminação: Mikki Konttu

Figurinos: Tassos Sofroniou

Assistente de coreografia: Omar Gordon

Estreou no Bâtiment de Forces Motrices de Genebra – BFM, em 4 de fevereiro de 2012

Bailarinos

YumiAizawa, Céline Allain, Louise Bille,  Ornella Capece, Virginie Nopper, Mohana Rapin, Angela Rebelo, Sara Shigenari, SarawaneeTanatanit, Lysandra van Heesewijk, Madeline Wong

Valentino Bertolini, Natan Bouzy, Armando Gonzalez, Vladimir Ippolitov, Xavier Juyon, David Lagerqvist, Nathanaël Marie, Simone Rapele, Geoffrey Van Dyck, Nahuel Vega, Zachary Clark

Serviço

Rio de Janeiro

Data: 19 de setembro, sábado
Horário: 20h

Data: 20 de setembro, domingo
Horário: 17h

Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro (Praça Floriano s/n Centro)
Classificação: Livre
Duração: 120 minutos

Ingresso: Ingresso.com

  • Plateia – R$ 180,00
  • Balcão Nobre – R$ 180,00
  • Balcão Superior – R$ 150,00
  • Galeria – R$ 110,00

* Estudantes e Idosos – 50%
* Site Dell’Arte – 30%
* Clube Assinante O Globo – 30%

Abertas as inscrições do programa “O Boticário na Dança”

O programa O Boticário na Dança abriu o edital para receber inscrições de projetos de todo o Brasil que queiram ser apoiados ao longo de 2016. As inscrições podem ser feitas pelo site www.boticario.com.br/danca até 6 de setembro. Serão aceitas propostas de patrocínio específicas da área da dança, das categorias: montagem de festivais, mostras, espetáculos, manutenção de companhias, circulação, produção de vídeos, livros e periódicos, sites, cursos, workshops, oficinas, palestras, fóruns, exposições fotográficas, exibições de vídeos e filmes.

A seleção acontecerá ao longo do mês de setembro e a divulgação dos resultados está prevista para o início de outubro. O edital O Boticário na Dança prioriza projetos que já tenham sido aprovados, inscritos ou que pretendam se inscrever em leis de incentivo à cultura, em processo de aprovação. O regulamento completo está disponível no site, em “Inscreva seu Projeto”.

“Com a iniciativa, O Boticário renova o compromisso de promover e incentivar a dança em todo o país, contribuindo para o desenvolvimento cultural, formação de plateia e a valorização da dança como expressão artística. A dança é beleza em movimento e, por isso, tem tudo a ver com a nossa marca”, afirma Cristiane Irigon, diretora de Comunicação de O Boticário.

Sobre O Boticário

O Boticário é uma empresa do Grupo Boticário. Inaugurado em 1977, em Curitiba (Paraná), tem hoje a maior rede franqueada de cosméticos do Brasil, com 3.710 pontos de vendas em cerca de 1750 cidades brasileiras e mais de 900 franqueados. Seus produtos têm preços acessíveis, sofisticação e tecnologia de ponta. São mais de 1.100 itens, entre maquiagem, perfumaria e cuidados pessoais, como cremes, protetores solares, loções, desodorantes, shampoos, sabonetes, entre outros.

Dança em Foco – Festival Internacional de Vídeo & Dança

De 04 a 16 de agosto o dança em foco – Festival Internacional de Vídeo & Dança leva sua programação gratuita para o Centro Cultural Oduvaldo Vianna Filho, conhecido como Castelinho do Flamengo. A 13ª edição do evento, patrocinada pela Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro, conta com a tradicional MIV – Mostra Internacional de Videodança, oficinas e encontros com convidados nacionais e internacionais.

Com direção de Paulo Caldas, Leonel Brum, Eduardo Bonito e Regina Levy, o Festival está há 13 anos na vanguarda da discussão sobre dança e vídeo. Nessa edição o evento apresenta 126 videodanças de países como Alemanha, Dinamarca, EUA, França, Israel, Itália e Taiwan. Reconhecida como uma das mais representativas plataformas internacionais de videodança, a Mostra Internacional de Videodança desse ano recebeu 215 inscrições, de 21 países diferentes e ainda conta com a parceira de 8 festivais internacionais para exibição de seus programas on tour.

“Desde a criação do evento, em 2003, estamos atentos aos mais diversos modos de associação entre vídeo e dança (ou, mais abrangentemente, imagem e corpo). Entre eles, a videodança se consolidou como uma referência maior para público e artistas. Nela, a dança é feita de vídeo, e o vídeo é feito de dança”, explica Paulo Caldas, diretor e fundador do Festival.

Na edição deste ano, se destacam retrospectivas instalativas dos artistas Simon Fildes (Reino Unido) e da dupla chameckilerner – Rosane Chamecki e Andrea Lerner (BRA/EUA). Reconhecido internacionalmente como realizador em videodança, Simon Fildes ministra também a oficina “Filmar para a edição; editar para a dança”, onde serão explorados modos pelos quais as técnicas de câmera e edição podem produzir características usualmente ligadas à performance cênica. Rosane Chamecki e Andrea Lerner ministram a oficina “Estudo para Vídeo e Dança”. Com participações em festivais nacionais e internacionais e um vasto currículo de obras videográficas, a dupla traz para o evento a experiência de criação para vídeo e tematiza os fundamentos do trabalho coreográfico para a câmera.

O Festival promove ainda encontros com as artistas Cynthia Domenico (SP) e Martha Hincapié (Colômbia/Berlim) e ainda um encontro entre alunos de cursos de graduação em dança do Ceará e do Rio de Janeiro, quando serão exibidos vídeos inéditos criados para o festival.

“Esperamos mais uma vez celebrar a evolução da videodança na cidade, com artistas, especialistas e público, provocando reflexões sobre o desenvolvimento da dança em suas relações com o audiovisual”, complementa Leonel Brum, diretor do dança em foco.

** O dança.mov – cidade em movimento é um projeto voltado para dança criada para site specific, que tem como meta a produção de videodanças desenvolvidas para importantes paisagens urbanas do Rio, disponibilizados ao grande público através códigos QR.

 

Sobre os artistas convidados:

 

Simon Fildes – Transitando pela música e mídia, edição e produção para TV, Simon Fildes passou a maior parte de sua vida trabalhando como artista independente. Nas últimas duas décadas, tem se ocupado principalmente de projetos audiovisuais, interativos e instativos. Criou diversas obras em parceria com a premiada Katrina McPherson — uma realizadora de videodança reconhecida internacionalmente ‚ e recebeu o prêmio “Year of the Artist award” em 2001; em 2006, foi indicado para o “Creative Scotland Award”.

chameckilerner é uma colaboração de mais de 20 anos entre as artistas Rosane Chamecki e Andrea Lerner. Depois de concluírem cursos de graduação em Dança, as duas artistas mudaram-se de Curitiba para Nova York, em 1989, onde começaram sua carreira profissional como coreógrafas. Ao longo de mais de 20 anos de colaboração, criaram mais de 20 performances para o palco e foram ganhadoras de prêmios como The Guggenheim Fellowship e The Foundation for Contemporary Arts, entre outros. Atualmente, as artistas vêm desenvolvendo obras em outros suportes, sobretudo estruturas instalativas e fílmicas.

Gustavo Gelmini é cineasta, diretor de videodanças. Trabalhou com os coreógrafos Paulo Caldas, Esther Weitzman, João Saldanha, Marcia Rubin, Carmen Luz, Renato Vieira, entre outros.

Cynthia Domenico é artista multimidia. Trabalhou com diretores como Jorge Garcia, Guy Alloucherie, Claudia Müller, Leticia Sekito, entre outros. Em 2010, ganhou o Prêmio Mostra de Artistas no Exterior da Fundação Bienal de São Paulo com a performance Como nascem as estrelas?. Desde 2007 pesquisa a transmidialidade na dança e cria coreografias por meio de diferentes mídias.

Marta Hincapié Charry é bailarina e coreógrafa. Desde 2011 é diretor artística da SurReal, Encontro Iberoamericano de Dança, Performance, Instalação e Videodança da Plataforma Berlim. Desde 2014, é curadora Bienal da Dança 2015, em Cali, Colômbia.

Link de imagens dança em foco: https://www.youtube.com/watch?v=K-Bz6ddUxYo

SERVIÇO

dança em foco – Festival Internacional de Vídeo & Dança

De 04 a 16 de agosto

Horário: das 13h às 21h

Local: Centro Cultural Oduvaldo Vianna Filho – Castelinho do Flamengo

Praia do Flamengo, 158 (esquina da Rua Dois de Dezembro) – metrô estação Largo do Machado

GRÁTIS

Inscrições para as oficinas:
As inscrições dos participantes foram feitas entre 29 de junho a 12 de julho através do envio de CV resumido pela internet através do site do festival.
Confirmação dos selecionados através de e-mail no dia 18 de julho.

PROGRAMAÇÃO (aberta ao público)

– Dia 04 de agosto – 3ª f
19h – Abertura das instalações, da MIV e encontro com Gustavo Gelmini

– Dia 05 de agosto – 4ª f
13h ás 21h – MIV  – Mostra Internacional de Videodança e Instalações

– Dia 06 de agosto – 5ª f
13h ás 21h – MIV – Mostra Internacional de Videodança e Instalações
19h30 – Encontro com Cynthia Domenico

– Dia 07 de agosto – 6ª f
13h ás 21h – MIV – Mostra Internacional de Videodança e Instalações
19h30 – Encontro com Universidades

– Dia 08 de agosto – sábado
13h ás 21h – MIV – Mostra Internacional de Videodança e Instalações
19h30 – Encontro com Rosane Chamecki e Andrea Lerner (chameckilerner)

– Dia 09 de agosto – domingo
13h ás 21h – MIV – Mostra Internacional de Videodança e Instalações

– Dia 11 de agosto – 3ª f
13h ás 21h – MIV – Mostra Internacional de Videodança e Instalações

– Dia 12 de agosto – 4ª f
13h ás 21h – MIV – Mostra Internacional de Videodança e Instalações

– Dia 13 de agosto – 5ª f
13h ás 21h – MIV – Mostra Internacional de Videodança e Instalações
19h30 – Encontro com Martha Hincapie

– Dia 14 de agosto – 6ª f
13h ás 21h – MIV – Mostra Internacional de Videodança e Instalações

– Dia 15 de agosto – sábado
13h ás 21h – MIV – Mostra Internacional de Videodança e Instalações
19h30 – Encontro com Simon Fildes

– Dia 16 de agosto – domingo
13h ás 21h – MIV – Mostra Internacional de Videodança e Instalações

Segundo Semestre do Theatro Municipal

O Theatro Municipal do Rio de Janeiro, vinculado à Secretaria de Estado de Cultura, anuncia as atrações de sua Temporada do Segundo Semestre de 2015, que leva a assinatura do Maestro André Cardoso. Serão quatro concertos corais sinfônicos com o Coro e a Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal; dois espetáculos de ballet, além de uma turnê do Corpo de Baile do Theatro Municipal pelo Estado do Rio; quatro óperas com remontagens de bem-sucedidas produções do Brasil e da Argentina, realizadas em parcerias com a associação Buenos Aires Lírica, com o Palácio das Artes, de Belo Horizonte, e o Theatro São Pedro, de São Paulo, e uma coprodução com a Dell’Arte Soluções Culturais. Uma novidade é que as quatro óperas programadas terão venda de assinaturas entre os dias 03 de agosto e 4 de setembro. A proposta da nova direção do Theatro Municipal é valorizar os cantores nacionais e assim contribuir para alavancar a cadeia produtiva da música brasileira.

A programação tem início em 07 de agosto com o Concerto do Coro e da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal, com obras de Franz Schubert, Wolfgang Amadeus Mozart e de Anton Bruckner. A apresentação terá como solistas a soprano Flávia Fernandes, a mezzo-soprano Lara Cavalcanti, o tenor Geilson Santos e o baixo Maurício Luz, sob a regência do Maestro Silvio Viegas. Na semana seguinte, o Coro e a Orquestra Sinfônica do TM retornam ao palco, em 14 de agosto, para apresentar outro concerto sinfônico coral regido pelo Maestro Tobias Volkmann em programa com composições de Paul Dukas e Claude Debussy. Já em 22 de agosto, o Coro e a Orquestra Sinfônica do TM cruzam a rua até a Cinelândia, para participar do grandioso concerto da série Projeto Aquarius, com regência do Maestro Isaac Karabtchevsky, em que serão executadas obras de Heitor Villa-Lobos, Nelson Aires, Giuseppe Verdi e Tom Jobim. No fim do mês, em 28 de agosto, o Coro e a Orquestra Sinfônica do TM irão apresentar a Petite Messe Solennelle para solistas, coro e orquestra, de Gioachino Rossini. Este concerto contará, como solistas, com a soprano Marianna Lima, a mezzo-soprano Andressa Inácio, o tenor Erick Alves e o barítono Leonardo Páscoa, sob a batuta do Maestro Jésus Figueiredo.

Em setembro, o Coro e a Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal irão encenar cinco récitas da ópera Don Pasquale, considerada obra-prima do compositor italiano Gaetano Donizetti (1797-1848) com libreto de Giovanni Ruffini (1807-1881). Trata-se de uma produção original da associação argentina Buenos Aires Lírica a ser apresentada nos dias 25, 26, 27, 29 e 30, com direção cênica de André Heller-Lopes e regência de Silvio Viegas. Esta remontagem terá no elenco solistas como o barítono Sandro Christopher, no papel do protagonista Don Pasquale, o tenor Luciano Botelho (Ernesto) e os barítonos Homero Velho (Malatesta) e Murilo Neves (Notaro). Estreada em 1843, na França, Don Pasquale é uma deliciosa ópera-bufa, que alterna de forma hábil episódios puramente cômicos com cenas de tocante sentimentalismo, melodias inspiradas e uma trama bem urdida. Na trama, o espectador acompanha as peripécias de Don Pasquale, um senhor rico disposto a encontrar uma esposa e impedir que seu sobrinho, Ernesto, se una por laços conjugais à jovem viúva Norina, com a ajuda e intervenções do Dr. Malatesta. O espetáculo constitui-se até nossos dias em um deleite para o público de todas as idades, o que explica seu sucesso e permanência no repertório dos teatros de ópera de todo o mundo.

No mês de outubro, o Ballet do Theatro Municipal apresentará nos dias 08, 09, 11 e 12 o espetáculo Age Of Innocence, com músicas de Phillip Glass (1937) e de Thomas Newman (1955). A coreografia foi criada por Edwaard Liang em 2008 para o Joffrey Ballet (Chicago), inspirado no romance The Age Of Innocence, de Edith Wharton, e por livros de Jane Austen, que descrevem uma mulher que não tinha voz própria e mantinha contato muito limitado com outras pessoas, principalmente, com os homens. É um ballet sobre relacionamentos, cuja coreografia traz a expansão e a respiração de uma obra contemporânea.

Ainda em outubro, o Ballet, o Coro e a Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal se juntam para estrear a ópera A Menina das Nuvens, de Heitor Villa-Lobos (1887-1959) com libreto de Lúcia Benedetti (1914-1998), numa produção original do Palácio das Artes, pertencente à Fundação Clóvis Salgado, de Belo Horizonte. Trata-se, segundo o compositor, de uma ‘aventura musical’ em três atos, de 1953, e será apresentada nos dias 23, 25, 27, 28, 31 de outubro e 1o de novembro. Atuarão como solistas a soprano Gabriella Pace (Menina das Nuvens), o baixo Lício Bruno (Tempo), os barítonos Inácio de Nonno (Corisco) e Marcelo Coutinho (Vento Variável), as mezzo-sopranos Regina Helena Mesquita (Rainha) e Adriana Clis (Lua) e os tenores Flávio Leite (Soldado) e Giovanni Tristacci (Príncipe). William Pereira assinará a direção de cena enquanto a regência caberá ao Maestro Roberto Duarte. O espetáculo narra a história de uma menina criada nas nuvens pelo Tempo, que sonha voltar à terra para conhecer sua mãe e, depois de várias aventuras, casa-se com um príncipe. Escrita para o público infantil, A Menina das Nuvens fez sua estreia em 1960 no Theatro Municipal do Rio de Janeiro e, quase 30 anos mais tarde foi apresentada, em inglês, no teatro Americas Society, em Nova York, em 31 de janeiro de 1989. Vinte anos depois, ganhou nova montagem no Palácio das Artes, e foi apresentada também em 2011 no Theatro Municipal de São Paulo, recebendo então o Prêmio Carlos Gomes de Música Erudita nas categorias de Melhor Espetáculo, Cenário, Iluminação e Produção.

Já em novembro, o Coro e a Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal farão encenar oito récitas da ópera As Bodas de Fígaro, de Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) e libreto escrito por Lorenzo Da Ponte (1749-1838) a partir de Le Mariage de Figaro, de Pierre Beaumarchais (1732-1799). Esta ópera-bufa com produção original do Theatro São Pedro, de São Paulo, será apresentada nos dias 19, 20, 21, 22, 26, 27, 28 e 29 com direção cênica de Livia Sabag e regência do Maestro Tobias Volkmann. Nos papéis centrais estão as sopranos Carla Cottini (Suzana) e Maira Lautert (Condessa), o barítono Rodrigo Esteves (Fígaro), o baixo Savio Sperandio (Bartolo) e o tenor Raoni Hübner (Basilio). Obra-prima do teatro lírico de todos os tempos, As Bodas de Fígaro estreou em 1786, em Viena, sob a direção do próprio Mozart. Ambientada no fim do século XVIII, nos arredores de Sevilha, retrata o romance entre Fígaro  e Susana, criados do Conde e da Condessa Almaviva, que estão de casamento marcado para breve. No entanto, um obstáculo à união feliz dos servos é que o Conde passa um longo período tentando  seduzir Susana, levando os noivos a acreditar que o nobre não abrirá mão do abominável Direito do Senhor, que dava ao patrão o privilégio de passar a noite de núpcias com sua empregada, antes do futuro marido.

O mês de dezembro será movimentado com a estreia carioca da ópera O Menino Maluquinho, de Ernani Aguiar (1950) e libreto assinado pelo autor do best-seller homônimo Ziraldo Alves Pinto (1932). Este espetáculo será uma coprodução do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e da Dell’Arte Soluções Culturais, apresentada pela Orquestra Sinfônica e o Coral Infantil da UFRJ nos dias 05, 06, 10, 11, 12 e 13, com direção de cena assinada por Sura Berditchevsky e a regência a cargo do Maestro Roberto Duarte. Lançado em 1980, na Bienal do Livro de São Paulo, O Menino Maluquinho transformou-se no maior sucesso editorial desta feira literária. Durante estes 35 anos, o livro, que foi traduzido para várias línguas – entre elas espanhol, italiano, inglês, alemão, francês e basco –, continua sendo um best-seller infantil: virou história em quadrinhos, peça de teatro, filme e série em TV. Em  1989, identificado com a máxima de Ziraldo, para quem “uma criança feliz só pode virar um adulto legal”, o compositor e regente Ernani Aguiar – um dos musicistas mais prestigiados e de maior atividade no país – escreve uma cantata para coro infantil e orquestra, relatando as peripécias do “Maluquinho”. A boa repercussão da cantata motivou-o, em 1993, à criação da ópera com o mesmo nome, com a participação de treze solistas, sendo três crianças (Maluquinho, sua namorada Julieta e Bocão, o melhor amigo), coro adulto, coro infantil e orquestra sinfônica. A montagem estreou no mesmo ano, com êxito de público e crítica, no Theatro Central de Juiz de Fora.

Fechando a Temporada 2015, o Ballet, o Coro e a Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal se reúnem mais uma vez para apresentar o ballet O Messias, que terá nove récitas nos dias 17, 18, 19, 20, 22, 23, 27, 29 e 30 de dezembro. O espetáculo foi criado sobre 32 temas do famoso oratório homônimo de George Friedrich Händel (1685-1759), com libreto de Charles Jennens (1700-1773) e coreografia do argentino Mauricio Wainrot – que trouxe ao TMRJ o ballet Carmina Burana, em 2013, também de sua autoria. A obra é abstrata e tem uma atmosfera muito especial e espiritual, que toca tanto ao público como a seus intérpretes. Além dos integrantes do Corpo de Baile, integram o elenco desta produção a soprano Veruschka Mainhard, as mezzo-sopranos Luciana Costa et Silva e Carolina Faria, os tenores André Vidal e Aníbal Mancini e o barítono Mauro Chantal, sob a regência do Maestro Silvio Viegas.

 

 

 

 

SERVIÇOS

 

TEMPORADA 2015

Agosto / Dezembro

 

Dia 07 de agosto, sexta-feira, 20h

CONCERTO DO CORO E ORQUESTRA SINFÔNICA

DO THEATRO MUNICIPAL

Regência Silvio Viegas

Programa:

 

Franz Schubert (1797-1828) Abertura Rosamunda D797

W.A. Mozart (1756-1791) Sinfonia nº 35 em Ré Maior K385 “Haffner”

I- Allegro con spirito

II- Andante

III- Minueto

IV- Finale (Presto)

Anton Bruckner (1824-1896) Te Deum para solistas, coro e orquestra

I- Te Deum (Allegro)

II- Te ergo quaesumus (Moderato)

III- Aeterna fac (Allegro moderato)

IV- Salvum fac populum (Moderato – Allegro moderato)

V- In te Domine (Allegro moderato – Allabreve)

Solistas:

 

Flávia Fernandes, soprano

Lara Cavalcanti, mezzo-soprano

Geilson Santos, tenor

Maurício Luz, baixo

Dia 14 de agosto, sexta-feira, 20h

CONCERTO DO CORO E ORQUESTRA SINFÔNICA

DO THEATRO MUNICIPAL

Regência Tobias Volkmann

Programa:

 

Paul Dukas (1865-1935) – L’apprenti sorcier (O aprendiz de feiticeiro – 1897)

Maurice Ravel (1875-1937) – Pavane pour une infante défunte (Pavana para uma princesa morta – 1899)

Claude Debussy (1862-1918) – Prelude à L’après-midi d’un faune (Prelúdio à sesta de um fauno – 1892)

Claude DebussyNocturnes para orquestra e coro feminino (1899)

I- Nuages (Nuvens)

II- Fêtes (Festas)

III- Sirènes (Sereias)

Dia 22 de agosto, sábado

CONCERTO DO CORO E ORQUESTRA SINFÔNICA

DO THEATRO MUNICIPAL – PROJETO AQUARIUS (na Cinelândia)

RegênciaIsaac Karabtchevsky

Programa:

Heitor Villa-LobosMandu Çarará

Nelson AiresCantos do Rio

Giuseppe VerdiVa Pensiero – Coro da ópera Nabucco

Giuseppe VerdiMarcha Triunfal – ópera Aída

Heitor Villa-LobosChoros 10 (parte final com a participação da bateria da Escola de Samba Vila Isabel)

Heitor Villa-LobosBachianas Brasileiras nº 1 e nº 5

Tom JobimGarota de Ipanema

Dia 28 de agosto, sexta-feira, às 20h

 

CONCERTO DO CORO E ORQUESTRA SINFÔNICA

DO THEATRO MUNICIPAL

Regência Jésus Figueiredo

 

Programa:

 

Gioachino Rossini (1792-1868) Petite Messe Solennelle para solistas, coro e orquestra

I- Kyrie

II- Gloria in excelsis Deo

III- Gratias

IV- Domine Deus

V- Qui tollis

VI- Quoniam

VII- Cum Sancto Spiritu

VIII- Credo

IX- Crucifixus

X- Et ressurrexit

XI- Preludio religioso

XII- Sanctus – Benedictus

XIII- O Salutaris

XIV- Agnus Dei

Solistas:

Marianna Lima, soprano

Andressa Inácio, mezzo-soprano

Erick Alves, tenor

Leonardo Páscoa, barítono

Dias 25, 26, 27, 29 e 30 de setembro

DON PASQUALE – Ópera bufa em três atos (1843)

CORO E ORQUESTRA SINFÔNICA DO THEATRO MUNICIPAL

Música Gaetano Donizetti (1797-1848)

Libreto Giovanni Ruffini (1807-1881)

Produção original de Buenos Aires Lírica (Argentina)

Direção de Cena André Heller-Lopes

Regência Silvio Viegas

 

 

No elenco:

Sandro Christopher (Don Pasquale barítono), Luciano Botelho (Ernesto tenor), Homero Velho (Malatesta barítono) e Murilo Neves (Notaro barítono)

Dias 08, 09, 11 e 12 de outubro

AGE OF INNOCENCE (2008)

Música: Phillip Glass (1937) e Thomas Newman (1955)

Coreografia Edwaard Liang

Dias 23, 25, 27, 28, 31 de outubro e 1º de novembro

A MENINA DAS NUVENS – Aventura musical em três atos (1953)

BALLET, CORO E ORQUESTRA SINFÔNICA

DO THEATRO MUNICIPAL

Música Heitor Villa-Lobos (1887-1959)

Libreto Lúcia Benedetti (1914-1998)

Produção original do Palácio das Artes (Belo Horizonte – MG)

Direção William Pereira

Regência Roberto Duarte

Solistas:

Menina das Nuvens Gabriella Pace, soprano

Corisco Inácio de Nonno, barítono

Tempo Lício Bruno, baixo

Vento Variável Marcelo Coutinho, barítono

Rainha Regina Helena Mesquita, mezzo-soprano

Soldado Flávio Leite, tenor

Lua Adriana Clis, mezzo-soprano

Príncipe Giovanni Tristacci, tenor

Dias 19, 20, 21, 22, 26, 27, 28 e 29 de novembro

 

AS BODAS DE FÍGARO – Ópera bufa em quatro atos (1786)

CORO E ORQUESTRA SINFÔNICA DO THEATRO MUNICIPAL

Música Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791)

Libreto Lorenzo Da Ponte (1749-1838)

a partir de Le Mariage de Figaro, Pierre Beaumarchais (1732-1799)

Produção original do Theatro São Pedro (São Paulo)

Direção Livia Sabag

Regência Tobias Volkmann

 

No elenco:

Carla Cottini (Suzana soprano), Rodrigo Esteves (Fígaro barítono), Maira Lautert (Condessa soprano), Savio Sperandio (Bartolo baixo) e Raoni Hübner (Basilio tenor)

Dias 05, 06, 10, 11, 12 e 13 de dezembro

O MENINO MALUQUINHO ópera em um ato

CORAL INFANTIL DA UFRJ E ORQUESTRA SINFÔNICA DA UFRJ

Música Ernani Aguiar (1950)

Libreto Ziraldo Alves Pinto (1932)

Coprodução Dell’Arte e Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Direção Sura Berditchevsky

Regência Roberto Duarte

 

Participação Especial:

 

Associação de Canto Coral

(Regente titular Jésus Figueiredo)

Coral Infantil da UFRJ

(Regente titular Maria José Chevitarese)

Dias 17, 18, 19, 20, 22, 23, 27, 29 e 30 de dezembro

O MESSIAS – Balé em três partes

BALLET, CORO E ORQUESTRA SINFÔNICA

DO THEATRO MUNICIPAL

Música George Friedrich Händel (1685-1759)

Libreto Charles Jennens (1700-1773)

Coreografia Mauricio Wainrot

Regência Silvio Viegas

 

 

No elenco:

 

Veruschka Mainhard (sopranos), Luciana Costa et Silva (mezzo- soprano), Carolina Faria (mezzo-soprano), André Vidal (tenor), (tenor) e Mauro Chantal (barítono)

PREÇOS

CONCERTOS

Frisas/Camarotes– R$ 420,00

Plateia/Balcão Nobre – R$ 70,00

Balcão Superior – R$ 50,00

Galeria – R$ 20,00

ÓPERAS

Vendas Avulsas:

Frisas/Camarotes – R$ 504,00

Plateia/Balcão Nobre – R$ 84,00

Balcão Superior – R$ 60,00

Galeria – R$ 30,00

Assinatura 4 Óperas – inteira:

Frisas/Camarotes (preço por cadeira) – R$ 236,00

Plateia/Balcão Nobre – R$ 236,00

Balcão Superior – R$ 168,00

Galeria – R$ 84,00

Assinatura 4 Óperas – meia-entrada:

Frisas/Camarotes (preço por cadeira) – R$ 118,00

Plateia/Balcão Nobre – R$ 118,00

Balcão Superior – R$ 84,00

Galeria – R$ 42,00

·         A venda de assinaturas para a temporada de ópera será feita no período de 03 de agosto a 04 de setembro.

·         Vendas avulsas se iniciarão a partir do dia 08 de setembro.

BALLETS

 

Vendas Avulsas:

Frisas/Camarotes (preço por cadeira) – R$ 84,00

Plateia/Balcão Nobre – R$ 84,00

Balcão Superior – R$ 60,00

Galeria – R$ 30,00

 

Assinatura 2 Ballets – inteira:

Frisas/Camarotes (preço por cadeira) – R$ 118,00

Plateia/Balcão Nobre – R$ 118,00

Balcão Superior – R$ 84,00

Galeria – R$ 42,00

 

Assinatura 2 Ballets – meia-entrada:

Frisas/Camarotes (preço por cadeira) – R$ 59,00

Plateia/Balcão Nobre – R$ 59,00

Balcão Superior – R$ 42,00

Galeria – R$ 21,00

Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Praça Floriano s/n° – Centro

Informações: (21) 2332-9191

 

 

Vendas na Bilheteria, no site Ingresso.com ou pelo

telefone (21) 4003-2330     

Espetáculo “Mulher”, com Ana Botafogo e Flávia Bittencourt

O Palco Petrobras Premmia recebe nos dias 27, 28 e 29 de julho a bailarina Ana Botafogo e a cantora Flávia Bittencourt apresentando o espetáculo “Mulher”, no Theatro Net Rio, em Copacabana.

A bailarina mais renomada do Brasil, Ana Botafogo, e a cantora e compositora maranhense Flavia Bittencourt revivem no palco do NET Rio as grandes mulheres que marcaram a construção dos valores da sociedade brasileira. O espetáculo “Mulher”, sob direção do coreógrafo belga Eric Frederic, expressará a importância de nomes como Princesa Isabel, Chiquinha Gonzaga, Bidu Sayão, Tarsila do Amaral, Maria Bonita, Clarice Lispector, Maria da Penha, Gisele Bündchen, Nossa Senhora Aparecida, Iemanjá, Carmem Miranda, Bibi Ferreira e Zuzu Angel.

A ideia é representar, por meio destas personalidades, as tantas anônimas batalhadoras brasileiras, que diariamente lutam por igualdade de direitos em suas diferentes áreas de atuação. “A gente sabe que ainda há uma diferenciação grande entre os sexos, apesar de tanta luta. É um espetáculo importante até para a conscientização do homem quanto à importância da mulher na sociedade”, observa Flavia, idealizadora da montagem.

“Mulher” teve única apresentação na Praça Maria Aragão em São Luis, no Maranhão, com um público de aproximadamente 3 mil pessoas, que se encantou e se emocionou com a representação de temas como violência, moda e literatura por meio de dança e canto.

Sinopse:

Mulher, é um projeto voltado a homenagear o público feminino, através de uma montagem que apresenta diversas personalidades de nosso país e do nosso imaginário, com lirismo, dança e canto.

Ana Botafogo é Primeira Bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro já tendo se apresentado em vários países da Europa e das Américas do Norte, Central e do Sul. Sua carreira profissional iniciou-se na França integrando o Ballet de Marseille, de Roland Petit. Optando por continuar sua carreira no Brasil, foi Bailarina Principal do Teatro Guaíra (Curitiba-PR), da Associação de Ballet do Rio de Janeiro e em 1981, ingressou no Theatro Municipal do Rio de Janeiro como Primeira Bailarina. Entre os muitos títulos, recebeu da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro o título de Embaixador da Cidade do Rio de Janeiro e da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro o de Benemérito do Estado do Rio de Janeiro. O Ministro da Cultura da República Francesa nomeou-a em 1997 “Chevalier Dans L’Ordre des Arts et des Lettr es” e em 1999, o Ministério da Cultura do Brasil outorgou-lhe o Troféu Mambembe-1998, pelo reconhecimento ao conjunto do trabalho e divulgação da dança em todo o território nacional. Em 2002 recebeu do Ministério da Cultura a Ordem do Mérito Cultural, na classe de Comendador, por ter se distinguido por suas relevantes contribuições prestadas à Cultura no país, e em 2004 recebeu a Medalha Pedro Ernesto da Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Como artista convidada dançou com importantes companhias tais como Saddler’s Wells Royal Ballet ( Londres -Inglaterra ), Ballet Nacional de Cuba e no Ballet da Ópera de Roma ( Itália).Já se apresentou praticamente em todos os Estados do Brasil, com o Theatro Municipal do Rio de Janeiro ou com Companhias e Academias de Ballet dos diferentes Estados. Levou para diversas capitais brasileiras os espetáculos Ana Botafogo In Concert, Três Momentos do Amor, Suíte Flor al , e em parceria com Carlinhos de Jesus, Isto é Brasil . Em 2011 comemorou 35 anos de carreira com o espetáculo Marguerite e Armand. A divulgação da dança é uma preocupação constante de Ana Botafogo que leva sua arte para todos os cantos do Brasil assim como ministra palestras com o intuito de estimular jovens bailarinos aos encantos dessa profissão. É considerada tanto pelo público como pela crítica, uma das mais importantes bailarinas brasileiras.

Flavia Bittencourt é uma cantora e compositora brasileira premiada e elogiada pela crítica. Entre as parcerias da artista, destacam-se Luiz Melodia, Ferreira Gullar, Zeca Baleiro e Dominguinhos. As raízes culturais desta cantora maranhense estão presentes na escolha de seu repertório, dialogando naturalmente com composições próprias e de outros compositores. Em 2013, lançou seu álbum No movimento, em São Paulo, com participação especial de Luiz Melodia, passando pelo Rio de Janeiro, Sul da França, Lisboa e Portugal. O álbum é composto por músicas de autoria própria, com parceria de Zeca Baleiro na letra de  Bambayuque, e Luiz Melodia nos vocais das músicas Lamento das flores e Franqueza, esta última, composta especialmente para cantora. Através da

parceria entre Flavia Bittencourt e o grande poeta Ferreira Gullar, foi gravada a música Um instante. Com o CD Sentido, a cantora foi pré-selecionada pra o Grammy latino e para o Prêmio Tim. Além de ter a música Letra de Noel, na trilha da novela América. Em 2014, recebeu o troféu Catavento, prêmio de melhor cantora brasileira pela rádio Cultura Brasil.

 Eric Frederic é coreógrafo. Nasceu na Bélgica, onde estudou na Ópera Real de Wallonie, ocupando o posto máximo de um bailarino na Cia. Ocupou o mesmo posto na Ópera Nacional De Bordeaux. Apresentou-se como bailarino em festivais na Bélgica, França, Japão, Israel, bem como em produções de ballet na Inglaterra, Turquia, China e EUA. Foi Bailarino Principal da Companhia Ballet des Flandres, na Bélgica, com Robert Denvers. Foi Diretor da Companhia de Dança Ricballet, do Festival de Dança de Formentera, na Espanha e do Estudio Colombe, em Bordeaux, coreografando obras como Carmen, Brel, Requiem de Mozart, entre outras. Convidado pelo Theatro Municipal de Rio de Janeiro, participou de remontagens como Floresta Amazônica e O Quebra-Nozes, de Dalal Achcar, Giselle, Lago dos Cisnes, Carmen e L´Arlesienne, de Roland Petit e La Bayadère, entre muitas outras. Vale destacar ainda, o ballet Valse de Ravel, para o centenário do Theatro Municipal do Rio de Janeiro; e as óperas Romeu e Julieta e O caso Makropulos, com direção de Carla Camurati. Em 2014, coreografou para o Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro Catulli Carmina, apresentando-se também, no Theatro Colon de Buenos Aires. Assina a coreografia para o espetáculo Mulher, com Ana Botafogo e Flavia Bittencourt.

 Renê Salazar é cenógrafo e figurinista. Integrante da equipe de produção do Theatro Municipal do Rio de Janeiro na lotação artística do corpo de baile na área de cenografia. Discente no Campo de Letras e Artes Visuais da “Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro” (UNIRIO), no curso de Artes Cênicas com habilitação em Cenografia. Convidado a expor junto ao Movimento Arte Jovem Brasileira sua obra Primavera Morta, em 2012. Em 2013 assinou as cenografias para os espetáculos Redoma, Sonhos e Discotheke. Em 2014, realizou as cenografias para os espetáculos Cores do Brasil, para Cia DC de Danças; Catulli Carmina, para o Corpo de Baile do  Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Fez a cenografia da Opera Orfeu e Euridice, de Christoph W. Gluck para a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Assinou cenário e figurino para o espetáculo Mulher, com Ana Botafogo e Flavia Bittencourt.

 Eduardo Dantas é iluminador. Diretor Operacional da Fundação Cidade das Artes, desde Fevereiro de 2013. Recentemente, assinou a luz cênica dos seguintes ballets no Theatro Municipal do Rio de Janeiro: Sagração da Primavera, L´aprés midi d´un faune, Le Spectre de La Rose. Também no Theatro Municipal, foi convidado a criar a luz cênica da ÓperaCarmem, com direção de Alex Aguillera. Coordenou a iluminação junto às equipes da Cias, no Festival Panorama de Dança, nos anos 2007, 2008, 2009, 2012, 2011, 2012. Foi Coordenador de Iluminação do Theatro Municipal do Rio de Janeiro de 2010 até 2013. Assinou a luz cênica dos espetáculos A Criação (adaptação e remontagem 2011) Viúva Alegre (2012) Giselle (2011) e da Ópera Makropolis (2010).Coordenou a tournée como Diretor Técnico do Nederlands Dans Theater (2012), CiaDCA (de Phillippe Decouflé) a Cia Akran Khan (2011), Pilobolus (2011), KODO (2009) e Fujimoto (2009). De 1997 a 2010, assumiu a Direção Técnica da Companhia de Dança Deborah Colker. Durante 15 anos,

viajou por mais de 30 países, todas as capitais e grandes cidades do Brasil e do Mercosul.

Ficha Técnica

Idealização e elenco – Ana Botafogo e Flavia Bittencourt

Coreografia e direção artística – Eric Frederic

Produção geral e realização- Montenegro e Raman

Direção Técnica – Sergio Santos

Produção Executiva – Karina Alaor

Produção e Assistencia: Veronica Chehebe e Barbara Lima

Iluminação – Eduardo Dantas

Cenário e figurino – Renê Salazar

Assessoria de Imprensa – Gabriela Jara (Montenegro e Raman) e Fabio Amaral (Minas de Ideias)

SOBRE O PALCO PETROBRAS PEMMIA

No dia 2 de julho de 2012, Maria Bethânia subia ao palco do então recém-inaugurado Theatro Net Rio. Um dos palcos mais tradicionais do Rio de Janeiro, fundado por Tereza Rachel em 1971, cravado no coração de Copacabana, acabara de ser reaberto e rebatizado de Theatro Net Rio, mantendo o nome de sua fundadora na sala com capacidade para 623 pessoas. De lá pra cá o teatro recebeu grandes nomes do cenário musical brasileiro como Caetano Veloso, Gal Costa, Lenine, Ney Matogrosso, Ângela Maria, Cauby Peixoto, entre outros. A nova geração também marcou presença em diversos gêneros com nomes como Luiza Possi, Maria Gadú, Roberta Sá, entre outros. Desde a sua reabertura o Theatro NET Rio recebeu mais de 1.267 sessões e um público de cerca de 505.791 pessoas.

Desde 2014 o palco de todas as artes recebe o incentivo do programa Petrobras Premmia  e lança o projeto Palco Petrobras Premmia. Com o programa de fidelidade, os clientes que abastecem nos postos Petrobras participantes, poderão acumular pontos que serão trocados por ingressos no Theatro NET Rio. Além disso, todos os funcionários da Petrobras terão direito a 50% de desconto na compra de qualquer ingresso (limitado a dois ingressos) e os clientes do Cartão Petrobras terão 30% de desconto na compra de até 4 ingressos.

SERVIÇO:

PALCO PETROBAS PREMMIA –“MULHER”, COM ANA BOTAFOGO E FLÁVIA BITTENCOURT

Theatro Net Rio – Sala Tereza Rachel. Rua Siqueira Campos, 143 – Sobreloja – Copacabana. (Shopping Cidade Copacabana).

Ingresso: R$ 120,00 (plateia e frisa) R$ 90 (balcão)

Direito à meia entrada:  Menor ou igual à 21 anos, idosos com 60 anos ou mais, professor da rede pública, estudante, cliente Net (4 ingressos), cliente O Globo (2 ingressos), classe artística com DRT (1 ingresso), cliente Mais Pão de Açúcar, revista Básica (2 ingressos), cartão pré-pago do Metrô (2 ingressos), carteira da Amave (2 ingressos), apresentando a passagem da viação Itapemirim, funcionários da Petrobras (2 ingressos)

Horário: 21h.

Data: 27, 28 e 29 de junho.

Classificação: 12 anos.

Duração: 60 Minutos.

Capacidade do Teatro: 622 lugares.

Telefone do teatro: 21 2147 8060 / 2148 8060

Site: www.theatronetrio.com.br

Vendas: www.ingressorapido.com.br / consulte os pontos de vendas no site.

Horário de funcionamento da bilheteria: 10h. às 22h.

Formas de pagamento: Todos CC / CB

Acessibilidade

Estacionamento no Shopping, entrada pela Rua Figueiredo Magalhães, 598.

Oficina e performance de Butoh

Nos dias 14,16, 18, 19 e 21 e 23 de julho, o Museu de Arte Contemporânea de Niterói recebe as oficinas e as performances Butoh – a dança Butoh criada por Tasumi Hijikata e Kazuo Ohno, na de 1950. Constam na programação oficinas especiais para alunos da Fundação Municipal de Educação de Niterói, participantes do projeto Festival de Férias, organizada pela FME-FAN e performances abertas ao público espontâneo no fim de semana (18 e 19 de julho, das 17h às 19h). Nos dias de semana, a atividade acontece das 10h às 11h.

A performance foi inspirada nos movimentos de vanguarda (expressionismo, surrealismo, construtivismo, entre outros) – com direito à performance e à projeção no pátio do museu. A bailarina Andréia Evangelista, vai ensinar às crianças e aos adultos interessados o princípio desta arte. A dança é realizada no Space Tube – formado por um tecido de 1,4 metros de altura por 10 metros de comprimento, suspenso no ar a cerca de 1 ou 2 metros de altura do chão, preso por nós de 06 cordas –. Dentro do tubo, haverá uma câmera que projetará as imagens da experiência sensorial na fachada e no ‘pescoço’ do MAC.

O objetivo da atividade é realizar o intercâmbio entre os artistas e promover a formação de público para os espetáculos de dança . Serão 4 dias de oficinas (14, 16, 21 e 23 de julho) para alunos da rede pública de ensino e público espontâneo e 2 dias (18 a 19 de julho) para apresentação e performance com alunos selecionados durante as aulas.

Mais sobre a artista:

Andréia Evangelista

Coreógrafa formada pela Casa das Artes de Laranjeiras (CAL) – 2005. Licenciada em dança pela faculdade Angel Vianna – 2010. Trabalhou na companhia do ator e diretor Benvindo Sequeira e fez o curso de interpretação para TV e cinema com Antônio Amâncio – 2007. Colaborou como bailarina no núcleo de pesquisa de movimento da Faculdade Angel Vianna, com a Direção de Alexandre Bado. Participante do Núcleo do Invisível de pesquisa Corpo, trabalha igualmente em preparação corporal e direção de movimento para teatro. Trabalhou no espetáculo Fuga contemplado pelo FADA – Fundo

de apoio à dança. Fez parte da Cia profissional de atores bailarinos Adolpho Bloch. Participou por dois anos consecutivos do Festival Habana Vieja: Ciudad en Movimiento representando o Brasil.

 

Serviço:

Oficinas e performance de Butoh

Com a bailarina Andréia Evangelista

MAC de Niterói – Mirante da Boa Viagem s/n°

Pátio

Oficinas – dias 14,16,21 e 23 de julho, das 10h às 11h

Performances/ exibição com o Space Tube – dias 18 e 19 de julho, das 17h

às 19h. Projeção da dança de dentro do tubo, na fachada do museu

Faixa etária: a partir de 6 anos

Informações: (21) 2620-2400/ (21) 2620-2481 http://www.macniteroi.com.br

Comemoração dos 106 anos do TMRJ

Para celebrar os seus 106 anos, o Theatro Municipal do Rio de Janeiro estará de portas abertas na próxima terça-feira, 14 de julho, das 10h às 20h, oferecendo aos seus espectadores uma variada programação grátis. A Fundação Teatro Municipal, vinculada à Secretaria de Estado de Cultura, realiza a festa que já é uma tradição no calendário cultural da cidade e reúne apresentações com os três corpos estáveis do TM – Ballet, Coro e Orquestra Sinfônica – e ainda o grupo Os Pequenos Mozart e os alunos da Escola de Dança, Artes e Técnicas do Theatro Municipal Maria Olenewa.

O programa será aberto às 10h, no Foyer do Theatro, com o concerto do grupo Os Pequenos Mozart, formado por quinze crianças de 3 a 14 anos, sob a direção artística de Suray Soren. O conjunto é dono de um repertório vasto, que inclui obras de compositores clássicos e populares, a exemplo de Jean-Baptiste Lully, Beethoven, Paganini, Richard Rodgers, The Beatles, Adoniran Barbosa, Tom Jobim e obras do Folclore Brasileiro. Às 11h, os alunos da Escola Estadual de Dança, Artes e Técnicas do Theatro Municipal Maria Olenewa sobem ao palco do TM para apresentar as coreografias Suite en Pastel (com trechos de músicas de Johann Strauss e coreografia de Dalal Achcar), Valsa das Horas (do ballet Coppélia, de Léo Delibes / Arthur Saint-Léon), Mozart (com trechos de músicas de Mozart / Dalal Achcar) e Composição (Benedeto Marcelo / Consuelo Rios).

O Ballet do Theatro Municipal subirá ao palco às 13h para apresentar o Programa I, com as coreografias extraídas de variados ballets. O espetáculo começa com os primeiros solistas Renata Tubarão e Filipe Moreira executando o pas-de-deux do segundo ato do ballet Giselle, com música de Adolphe Adam e coreografia de Jean Coralli e Jules Perrot. Na sequência, os bailarinos Deborah Ribeiro, Edifranc Alves e Carlos Cabral irão executar um trio da coreografia contemporânea Novos Ventos, de Roseli Rodrigues com música de Erik Satie. Depois, o bailarino Murilo Gabriel apresentará o solo Gopak, extraído do ballet Taras Bulba, de Feodor Lopokov e música de Vassily Soloviev. Em seguida os bailarinos Priscila Mota e Paulo Muniz estarão à frente do divertissement Czardas, do ballet O Lago dos Cisnes, com coreografia de Yelena Pankova e música de Piotr Ilitch Tchaikovsky. Encerrando o programa, os primeiros solistas Karen Mesquita e Cícero Gomes irão interpretar o pas-de-deux extraído do terceiro ato do ballet Don Quixote, baseado na coreografia de Marius Petipa e música de Ludwig Minkus.

O Ballet do Theatro Municipal volta ao palco às 15h, para apresentar o Programa II, igualmente constituído de coreografias retiradas de variados ballets. Abrindo o espetáculo, a primeira bailarina Márcia Jaqueline e o primeiro solista Moacir Emanoel vão executar um pas-de-deux do ballet O Corsário, de Marius Petipa e música de Adolphe Adam. Logo depois, o primeiro solista Cícero Gomes entra em cena com o solo Gopak, de Feodor Lopokov e música de Vassily Soloviev. Na sequência, os integrantes do Corpo de Baile apresentam o divertissement Mazurka, do ballet O Lago dos Cisnes, com coreografia de Yelena Pankova e música de Piotr Ilitch Tchaikovsky. Para fechar a atração, a primeira bailarina Claudia Mota e o primeiro solista Moacir Emanoel apresentarão o Grand Pas Hongrois do ballet Raymonda, com música de Alexander Glazunov e coreografia de Yuri Grigorovich segundo Marius Petipa e Alexander Gorsky, um divertissement que representa o casamento dos protagonistas da obra, Raymonda e Jean de Brienne.

Já às 17h, Solistas do Coro do Theatro Municipal apresentam um recital ao estilo ‘cortina lírica’, com repertório inspirado na Ópera Francesa. Acompanhados ao piano por Eliara Puggina, soprano Helen Heinzle, a mezzo-soprano Lara Cavalcanti e o tenor Geraldo Matias cantarão trechos das óperas Manon e Werther, de Jules Massenet; Roméo et Juliette e Faust, de Charles Gounod; e Les Contes d’Hoffmann, de Jacques Offenbach. A direção musical é de Priscila Bomfim.

Coroando a programação festiva, às 20h, o Coro e a Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal apresentarão concerto com trechos de óperas de Richard Wagner e Giuseppe Verdi, sob a regência do Maestro Silvio Viegas. A récita começa com a Abertura e o Coro Final da ópera Os Mestres Cantores de Nuremberg, do compositor alemão. Na sequência, aberturas e coros das óperas Macbeth, Ernani, Nabucco, I Vespri Siciliani e Don Carlo, de autoria do compositor italiano.

 

PROGRAMAÇÃO ESPECIAL

 

 

10h – OS PEQUENOS MOZART

Apresentação no Foyer com o grupo de quinze crianças de 3 a 14 anos.

PROGRAMA

Jean-Baptiste Lully Gavotte

Beethoven  Tema da Nona Sinfonia

Paganini   Tema de A Dança das Bruxas

G. Martin, P. McCartney, J. Lennon, G. Harrison – Yellow Submarine

Richard Rodgers   Abertura de A Noviça Rebelde e Do-Re-Mi

Adoniran Barbosa  Trem das Onze

Tom Jobim   Garota de Ipanema e Wave

Folclore Brasileiro  Mulher Rendeira

11h – ESCOLA DE DANÇA, ARTES E TÉCNICAS DO THEATRO MUNICIPAL MARIA OLENEWA

Apresentação com alunos da tradicional escola de 88 anos.

PROGRAMA

Suite en Pastel – Trechos de músicas de Johann Strauss e coreografia de Dalal Achcar

Valsa das Horas – trecho do ballet Coppélia com música de Léo Delibes e coreografia de Arthur Saint-Léon

Composição – Música de Benedeto Marcelo e coreografia de Consuelo Rios

13h – BALLET DO THEATRO MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO
ESPETÁCULO I –
Apresentação de coreografias de diversos ballets.

PROGRAMA

 Giselle  Pas-de-Deux do segundo ato

Música de Adolphe Adam e coreografia de Jean Coralli e Jules Perrot

Novos Ventos Trio

Música de Erik Satie e coreografia e Roseli Rodrigues

Gopak Solo extraído do ballet Taras Bulba

Música de Vassily Soloviev e coreografia de Feodor Lopokov

O Lago dos CisnesCzardas

Música de Piotr Ilitch Tchaikovsky e coreografia de Marius Petipa

Don Quixote  Grand Pas-de-Deux

Música de Ludwig Minkus e coreografia de Marius Petipa

15h – BALLET DO THEATRO MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO
ESPETÁCULO II
Apresentação de coreografias de diversos ballets.

PROGRAMA

O Corsário – Pas-de-Deux

Música de Adolphe Adam e coreografia de Marius Petipa

Gopak Solo extraído do ballet Taras Bulba

Música de Vassily Soloviev e coreografia de Feodor Lopokov

O Lago dos Cisnes Mazurka

Música de Piotr Ilitch Tchaikovsky e coreografia de Marius Petipa

Raymonda Grand Pas Hongrois

Música de Alexander Glazunov e coreografia de Yuri Grigorovich d’après Marius Petipa e Alexander Gorsky

17h – SOLISTAS DO CORO DO THEATRO MUNICIPAL

Apresentação com trechos de títulos da Ópera Francesa.

PROGRAMA

Jules Massenet – Da ópera Manon

                                Obéissons quand leur voix appelle / Gavotte

                                 On m’apelle Manon 

                              Ah! fuyez, douce image 

                                 Da ópera Werther

                              Va! Laisse couler mes larmes 

                              Werther! Qui m’aurait dit / Ces lettres!

                              Pourquoi me réveiller

Charles Gounod – Da ópera Roméo Et Juliette

                              Ah! lêve-toi soleil 

                               Da ópera Faust

                               Ah! Je ris de me voir si belle – Air des bijoux

Jacques Offenbach – Da ópera Les Contes d’Hoffmann

                                  Belle nuit, ô nuit d’amour 

Solistas:

Helen Heinzlesoprano

Lara Cavalcantimezzo-soprano

Geraldo Matiastenor

Pianista Eliara Puggina

Diretora Musical – Priscila Bomfim

20h – CORO E ORQUESTRA SINFÔNICA DO THEATRO MUNICIPAL

Concerto com aberturas e coros de óperas.

 PROGRAMA

Richard Wagner – Os Mestres Cantores de Nuremberg 

                                  Abertura e Coro Final: Apoteose de Hans Sachs

Giuseppe Verdi – Macbeth – Prelúdio – Coro delle Stregue

                         Coro Patria Oppressa

                         Ernani – Prelúdio – Evviva! Beviam!  

                               Nabucco – Gli arredi festivi

                               I Vespri Siciliani – Abertura

                               Don Carlo – Coro Spuntato ecco il di d’esultanza

Regência – Silvio Viegas

SERVIÇO

Theatro Municipal do Rio de Janeiro – 106 anos

Dia 14 de julho, terça-feira, a partir de 10h.

ENTRADA FRANCA

Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Praça Floriano, s/nº Centro

Informações  (21) 2332-9191

“Finita”- espetáculo de dança

“Finita”, o solo de dança contemporânea da coreógrafa e bailarina Denise Stutz, está em turnê e já circulou por diversas cidades passando por São Paulo, Bahia, Santa Catarina, Goiás e Minas Gerais. No Rio de Janeiro, Denise fará duas apresentações na Arena Jovelina Pérola Negra nos dias 26/06, às 19h30, e no dia 27/06, às 20h. Os ingressos têm preços populares variando entre R$2 (inteira) e R$1 (meia-entrada). A classificação é 12 anos.

A inspiração do espetáculo surgiu a partir de uma carta enviada pela mãe da artista. Na coreografia, Denise Stutz trabalhou o conceito de perda e os temas do envelhecimento e da ausência sob a perspectiva da dança. Denise Stutz iniciou seus estudos de dança em Belo Horizonte. Em 1975, junto com 10 bailarinos fundou o Grupo Corpo. Trabalhou com Lia Rodrigues como bailarina, professora e assistente de direção. Deu aulas no curso técnico da Escola Angel Vianna. Criou as coreografias e a direção de movimento da minissérie da Globo “Capitu”. Começou a desenvolver seu trabalho solo em 2003 e além da turnê por diversas cidades brasileiras, também fez apresentações na Europa, África e Austrália.

Ficha técnica:
Texto, direção e interprete: Denise Stutz
Colaboração: Laura Samy e Clara Kutner
Iluminação: Daniel Uryon
Som: Luciano Siqueira
Produção: Julia Baker e Renata Pimenta
Músicas: J.S. Bach (Prelúdio e Fuga em Dó Maior)
Tchaikovsky: (Quebra Nozes)
Ray Noble e Al Bowlly: (midnight whit the stars and you)
Coproduçõa: Festival Panorama (RJ)

Serviço:
“Finita”- espetáculo de dança
Dias: 26/06, às 19h30, e dia 27/06, às 20h
Local: Arena Jovelina Pérola Negra
Endereço: Praça Ênio, s/n, Pavuna
Tel.: (21) 2886-3889
Ingressos: R$2 (inteira) e R$1 (meia-entrada)
Classificação: 12 anos
A Arena possui acesso para deficientes físicos e estacionamento gratuito.

“Les Sylphides”, “Raymonda” e “Sagração da Primavera” – Eu fui!

No formato 3 em 1, o Theatro Municipal reuniu seu corpo de baile para apresentar 3 coreografias importantes da história do balé mundial. De momentos históricos diferentes, os números apresentados foram “Les Sylphides”, “Raymonda” e “A Sagração da Primavera”.

A primeira a se apresentar foi “Les Sylphides”. A história mistura realidade e fantasia, e fala de um homem que se apaixonou por uma sílfide, mas não sabe se ela realmente existe ou se faz parte apenas de um sonho. Sílfides são fadas aladas, e as asinhas são representadas no figurino das bailarinas. Fazendo companhia a “Gisele” e “La Bayadère“, é um outro balé de estilo romântico. Um clássico do gênero.

A coreografia seguinte foi “Raymonda”. Na história – que se passa no século XIII – a personagem título está apaixonada por Jean de Brienne, mas se vê às voltas com um sarraceno. Abderakhman lhe faz a corte e lhe propõe poder e riqueza em troca de seu coração. Com a recusa da moça, ele resolve raptá-la. Ao saber do ocorrido, Jean e Abderakhman duelam, sendo o primeiro o vencedor. O número apresentado foi o Grand Pas Hongrois, um grande baile húngaro, celebrando o casamento de Raymonda e Jean.

O último número destoa dos anteriores. Esqueça en dehors e tudo o que você sabe de técnica de balé clássico. Com as pernas flexionadas, para dentro, os bailarinos faziam em cena movimentos totalmente atípicos para o gestual de um profissional da dança clássica. “A Sagração da Primavera” que foi levada ao palco do Municipal está longe de causar o mesmo furor de  sua estreia, em 1913. O furdúncio ocorreu no palco do Theatre de Champs-Elysées, como relatou o professor de História da Arte Paulo Melgaço, que costuma fazer palestras antes dos balés do Theatro (caso ainda não tenham visto, não percam. É interessantíssima!). Na época, os espectadores foram surpreendidos por uma coreografia inusitada, e não perdoaram. O espetáculo culminou em brigas, vaias e até intervenção policial. Hoje, “A Sagração da Primavera” é conhecido como um divisor de águas na história da dança.

 

P.S.: Agradeço ao Theatro Municipal pelo convite.

 

Confira nosso Top 3 de espetáculos de dança favoritos de 2015!

Espetáculo de dança “Olho Nu”, na Arena Jovelina Pérola Negra

Montagem realizada pela Companhia Híbrida, “Olho nu”, chega a Arena Jovelina Pérola Negra no dia 12/06 (sexta-feira), às 15h. O espetáculo faz parte da trilogia formada por “Estéreos Tipos” (2011) e “Moto Sensível” (2013). Ambas as montagens investigam as fragilidades implícitas e impregnadas no universo do hip-hop. A apresentação é gratuita e a classificação é livre.
Dirigida e coreografada por Renato Cruz, “Olho nu” é a terceira e última parte da trilogia que discute hip-hop e fragilidade. Essa nova pesquisa trouxe novas questões e ideias que necessitam de continuidade, como o desejo de revelar todo o potencial criativo existente por trás destas fragilidades dos dançarinos.
Sobre a Companhia Híbrida:
A Companhia Híbrida foi criada em 2007 na cidade do Rio de Janeiro, pelo diretor e coreógrafo Renato Cruz. Desde o início, a proposta desta Companhia reside em desenvolver uma pesquisa singular misturando diferentes linguagens artísticas, tais como as danças urbanas, a dança contemporânea, a linguagem teatral e tudo mais que possa servir como base para materialização de novas ideias.
Ficha técnica:
Direção artística: Renato Cruz
Assistente de direção: Aline Teixeira
Bailarinos: Jefte Francisco, Daniel Oliveira, Fábio Max, Mailson de Morais, Luciano Mendes,Marjory Leonardo, Raphael Lima, Luciana Monnerat, Kapu Araujo
Iluminação: Renato Machado

Serviço:
“Olho nu”- espetáculo de dança
Dia: 12/06 (sexta-feira), às 15h
Local: Arena Jovelina Pérola Negra
Endereço: Praça Ênio, s/n, Pavun.
Tel.: (21) 2886-3889
Ingressos gratuitos
Classificação livre
A Arena possui acesso para deficientes físicos e estacionamento gratuito.

Espetáculo “Palavras”, na Arena Jovelina Pérola Negra

O espetáculo “Palavras” mostra por meio da dança contemporânea algumas formas de amor, como a paixão, amizade e afeto, sentimentos vivenciados de formas tão diferentes. A apresentação será no dia 07/06 (domingo), às 19h. As entradas variam de R$20 (inteira) a R$10 (meia-entrada). A classificação é livre.

Com direção de Marcela Brasil, as bailarinas expressam de forma original a importância dos gestos referentes ao amor. A peça buscou estimular o processo criativo das intérpretes envolvidas no projeto de forma que todas puderam contribuir na construção coreográfica. O espetáculo foi batizado “Palavras” em homenagem à música “Palavras” de Marcos Poubel, presente na trilha sonora.
Ficha Técnica:

Direção Geral: Marcela Brasil
Dançarinos: Danielle Vianna, Luana Riboura, Gabriela Pereira, Raquel Santorsula, Beatriz Inácio
Criação Coreográfica: Marcela Brasil
Produção: Marcos Poubel
Serviço:
Dia: 07/06 (domingo), às 19h
Local: Arena Jovelina Pérola Negra.
Endereço: Praça Ênio, s/n, Pavuna.
Tel.: (21) 2886-3889
Ingressos: R$20 (inteira) a R$10 (meia-entrada).
Classificação livre
A Arena possui acesso para deficientes físicos e estacionamento gratuito.

“A Sagração da Primavera”, no Theatro Municipal

Centenário ballet criado por Vaslav Nijinsky sobre a música de Igor Stravinsky, A Sagração da Primavera será a próxima atração de Trajetórias, no Theatro Municipal – vinculado à Secretaria de Estado de Cultura – no domingo, dia 7 de junho, às 11h30, com ingressos a R$ 10,00. No palco, os integrantes do Ballet do Theatro Municipal executam a minuciosa remontagem desta obra realizada pela coreógrafa americana Millicent Hodson acompanhado pela Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal, sob a regência do maestro convidado Javier Logioia Orbe. A série Trajetórias, que tem a curadoria do Maestro Isaac Karabtchevsky, Presidente da Fundação Teatro Municipal, é constituída de concertos e espetáculos de dança com um amplo arco de estilos, que abrange desde o barroco até obras contemporâneas, passando também pela música popular.

 

“Considero a série Trajetórias um divisor de águas dentro do tradicional sentido da programação do Theatro Municipal. Ao tornar os domingos, pela manhã, uma alternativa atraente para a população, visamos conjugar, com a ativação do Salão Assyrio, a reunião de lazer e cultura. Retomamos assim uma antiga e saudosa tradição da vida cultural da cidade, os famosos Concertos para a Juventude, acrescidos agora de um arco estilístico que permeia a Idade Média e desemboca nas tendências mais conflitantes da  música contemporânea. Estarão presentes também a MPB, o jazz, o ballet, como vertentes desse formidável conjunto de manifestações do espírito humano”, comenta o Maestro Isaac Karabtchevsky, Presidente da Fundação Teatro Municipal.

 

Vale lembrar que o Ballet e a Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro dão prosseguimento à temporada dos ballets Les Sylphides, Raymonda e A Sagração da Primavera, com mais três récitas nos dias 4, 5 a 6 de junho, às 20h. Abrindo o programa triplo está Les Sylphides, de Michel Fokine, com a bela música de Frédéric Chopin e remontagem de Tatiana Leskova. Na sequência, as primeiras bailarinas Claudia Mota e Márcia Jaqueline, os primeiros solistas Karen Mesquita, Cícero Gomes, Filipe Moreira, Moacir Emanoel, o bailarino Alef Albert e outros integrantes do BTM executam o Grand Pas Hongrois do terceiro ato de Raymonda, o mais célebre trecho da obra coreografada originalmente por Marius Petipa sobre música de Alexander Glazunov, remontado por Galina Kravchenko. Fechando a apresentação da temporada noturna, o Ballet do Theatro Municipal leva ao palco a remontagem da coreógrafa americana Millicent Hodson de A Sagração da Primavera, também com a Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal, sob a batuta do maestro Javier Logioia Orbe.

 

Sobre a coreografia A Sagração da Primavera

A Sagração da Primavera foi coreografada por Vaslav Nijinsky e estreou no Theatre de Champs-Elysées, em Paris, em 1913. Composta por Igor Stravinsky para os Ballets Russes, de Sergei Diaghilev, a obra causou tamanho furor e indignação da plateia que culminou em brigas, vaias e intervenção policial por conta da baderna instaurada. Os ingredientes para essa combinação explosiva foram os passos incomuns e totalmente fora dos padrões – em que bailarinos golpeiam o chão com os pés e se contorcem no palco –, a temática pagã na qual velhos sábios sacrificam a virgem eleita que dança até a morte no ritual em oferenda ao deus da primavera e a música moderna e dissonante de Stravinsky. A obra foi ganhando reconhecimento com o tempo e, ao longo de mais de 100 anos, recebeu inúmeras versões de grandes coreógrafos como Maurice Béjart, Pina Bausch e Martha Graham, sendo considerada hoje um divisor de águas na história do ballet. Em 1995, o Theatro Municipal do Rio de Janeiro adquiriu os direitos exclusivos no Brasil da versão de Millicent Hodson, apresentando três temporadas de enorme sucesso de público e crítica.

 

BIOGRAFIAS

 

Vaslav Nijinsky (1889-1950), coreógrafo de A Sagração da Primavera

 

Um dos maiores bailarinos de todos os tempos, Nijinsky nasceu em uma família de bailarinos em Kiev e cedo começou a estudar na Escola Imperial de São Petersburgo. Aos nove anos já era considerado superdotado para a dança e, aos 16 anos, seu desempenho já era tão assombroso que seus mestres insistiram para que se formasse, mas ele recusou e preferiu continuar os estudos até o fim. Estreou em 1907 e confirmou as previsões de seus professores, sendo logo aclamado pelo público. Sua carreira foi meteórica e em 1909 iniciava sua intensa e conflituosa parceria com Sergei Diaghilev, em seu Ballets Russes, como bailarino principal da companhia, dançando as mais importantes coreografias de Michel Fokine. Muitos acreditam que o incidente que levou ao seu afastamento do Ballet Imperial em 1911 foi na verdade engendrado por Diaghilev para que Nijinsky se dedicasse somente aos Ballets Russes. Logo começou a assinar suas próprias coreografias, como L’Après-Midi d’un Faune, Jeux, Till Eulenspiegel e A Sagração da Primavera. Longe de Diaghilev, seu mentor e amante, em uma turnê sul-americana que havia hesitado em ir, por conta do que uma cigana havia previsto que morreria afogado, envolveu-se e se casou com uma bailarina da companhia, enfurecendo Diaghilev, que o demitiu. Sua saúde mental entrou em declínio e em 1919 teve uma crise nervosa, sendo diagnosticado esquizofrênico e levado à Suíça com sua esposa, para se tratar. Passou o resto da vida em hospitais psiquiátricos e asilos e morreu em uma clínica em Londres, em 1950.

 

Millicent Hodson e Kenneth Archer, coreógrafa remontadora e cenógrafo / figurinista de A Sagração da Primavera

 

Millicent Hodson, americana que vive em Londres, é coreógrafa e historiadora da dança. Diplomada pela Universidade de Indiana e pela Universidade de Berkeley, na Califórnia, escreveu os livros A Dança de Caráter no Ballet Clássico e Nijinsky’s Crime Against Grace. Nascido na Inglaterra e diplomado pela Universidade de Essex, Kenneth Archer é historiador da arte e conselheiro artístico teatral. Archer e Hodson encontraram-se ao realizar pesquisas nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha, de 1981 a 1986, sobre a versão original de Le Sacre du Printemps. Juntos, reconstruíram o ‘Le Sacre’ de Nijinsky para o Joffrey Ballet em 1987 e, desse momento em diante, mantiveram seu trabalho conjunto.  Ainda para o Joffrey Ballet recriaram, em 1988, o Cotillon (1932) de Balanchine, com cenários e figurinos de Christian Bérard.  Trabalharam também na reconstituição de La Chatte (1927), de Balanchine, com cenários e figurinos ‘construtivistas’ de Naum Gabo e Antoine Pevsner, para os Grand Ballets Canadiens. Em 1990, remontaram para Carla Fracci vários solos de Isadora Duncan. Com Bruno Menegatti realizaram Medée et ses Enfants, sobre música de Samuel Barber. Keneth Archer e Millicent Hodson ressuscitaram, ainda, o Till Eulenspiegel, que Nijinsky criou em Nova York em 1916 sobre música de Richard Strauss e com cenários e figurinos de Robert Edmond Jones. Hodson e Archer relataram suas pesquisas no Caderno 1 do Théâtre des Champs-Elysées, número dedicado a Le Sacre du Printemps.

 

Javier Logioia Orbe, regência

 

Flautista, violoncelista e regente argentino, foi aluno de Pedro Ignacio Calderón e de Guillermo Scarabino. Formou-se no Conservatório Nacional de Música, Instituto Superior de Artes do Teatro Colón de Buenos Aires, Academia de Jovens Regentes (Washington, USA) e Academia de Música de Viena. Em 25 anos de carreira, foi regente titular das orquestras sinfônicas de Mendoza, Córdoba e Rosário, da Orquestra Filarmônica de Buenos Aires, Orquestra Estável do Teatro Argentino de La Plata, Orquestra Sinfônica da Universidade de Concepción (Chile) e da Orquestra Filarmônica de Montevidéu (Uruguai), onde realizou pela primeira vez o ciclo completo das sinfonias de G. Mahler, por ocasião do centenário de morte do compositor austríaco. Além disso, é regularmente convidado como regente da Orquestra do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Foi assistente de Yehudi Menuhin, Zubin Mehta, Jean Fournet e Valery Gergiev, entre outros. Acompanhou a Orquestra Filarmônica de Buenos Aires em três turnês europeias pela França, Holanda, Suíça, Bélgica, Alemanha, Áustria, Inglaterra, Espanha e Grécia. Na música sinfônica, seu repertório inclui os ciclos de sinfonias de Beethoven, Schubert, Schumann, Mendelssohn, Brahms, Rachmaninoff, Guy Ropartz, Sibelius, Bruckner, Tchaikowsky, Prokofiev e Mahler. No campo do ballet, dirigiu companhias como o Ballet do Teatro Colón de Buenos Aires, Ballet do Teatro Argentino de La Plata, Companhia Cisne Negro, Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Ballet de Montecarlo, Ballet de Lyon, Ballet do Teatro Nacional de Varsóvia, Ballet do Teatro Bolshoi de Moscou e Ballet do Teatro Mariinsky de São Petersburgo. No repertório lírico, dirigiu óperas como Tosca, Stiffelio, Roméo et Juliette, Madama Butterfly, La Bohème, Il Trittico, Don Pasquale, L’occasione fa il Ladro, Nabucco, Attila, The Consul, Belisario, Falstaff, Der Freischütz, MacBeth, Norma e Eugeny Oneguin.

 

SERVIÇO

TRAJETÓRIAS
BALLET E ORQUESTRA SINFÔNICA DO THEATRO MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO

A Sagração da Primavera (Le Sacre du Printemps)

Coreografia – Millicent Hodson, a partir de Vaslav Nijinsky

Música – Igor Stravinsky

Dia 7 de junho, às 11h30*

Preço único: R$ 10,00

Vendas na Bilheteria, no site da Ingresso.com ou pelo telefone          (21) 4003-2330

 

Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Praça Floriano, s/nº – Centro

 

Classificação Etária: 5 anos

Duração: 60 minutos

Capacidade: 2.244 lugares

Informações: (21) 2332-9191

(*) Vale lembrar que, mesmo na sessão matinal, não é permitida a entrada de pessoas trajando bermuda, short, top, camiseta sem manga e chinelos, exceto para crianças até 10 anos.

 

SERVIÇO DA TEMPORADA DE BALLET

BALLET E ORQUESTRA SINFÔNICA DO THEATRO MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO

Iluminação Eduardo Dantas

Diretor Artístico do BTM – Sergio Lobato

Regência ­Javier Logioia Orbe

 

Les Sylphides

Música – Frédéric Chopin

Coreografia – Michel Fokine

Remontagem – Tatiana Leskova

Solistas – Márcia Jaqueline / Claudia Mota / Karen Mesquita / Melissa Cristina / Viviane Barreto / Deborah Ribeiro / Priscilla Mota / Carolina Neves / Filipe Moreira / Moacir Emanoel

 

Raymonda

Música – Alexander Glazunov

Coreografia – Yuri Grigorovich, a partir de Marius Petipa e Alexander Gorsky

Remontagem – Galina Kravchenko.

Solistas – Claudia Mota / Márcia Jaqueline / Karen Mesquita / Cícero Gomes / Moacir Emanoel / Alef Albert

A Sagração da Primavera (Le Sacre du Printemps)

Coreografia – Millicent Hodson, a partir de Vaslav Nijinsky

Música – Igor Stravinsky

Libreto – Nicholas Roerich e Igor Stravinsky

Cenários e figurinos – Kenneth Archer, a partir de Nicholas Roerich

Solistas de ‘A Eleita’ – Karen Mesquita / Priscila Albuquerque / Viviane Barreto / Carolina Neves / Rachel Ribeiro

 

 

Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Praça Floriano s/n° – Centro

Temporada:
Dias 04, 05 e 06 de Junho, às 20h

Preços:

·         Frisas e Camarotes – R$ 600,00

·         Plateia e Balcão Nobre – R$ 100,00

·         Balcão Superior – R$ 80,00

·         Galeria – R$ 50,00

Desconto de 50% para portadores de necessidades especiais, idosos e estudantes.

Capacidade – 2.244 lugares

Classificação etária – 5 anos

Duração – 120 minutos (com dois intervalos)

Informações – (21) 2332-9191   

 

Palestra Falando de Ballet

Apresentação – Paulo Melgaço

Salão Assyrio / Avenida Rio Branco, s/nº – Centro

Entrada Franca, mediante a apresentação do ingresso

Dias 04, 05 e 06 de junho, às 18h30

Vendas na Bilheteria, no site Ingresso.com ou pelo telefone 21 4003-2330

“Trajetórias”, dia 31, no Theatro Municipal

Formada por jovens de 16 a 22 anos que transformaram o estilo de dança em uma expressão social e cultural de juventude de periferia, a Cia. de Dança Na Batalha será a próxima atração de Trajetórias, no Theatro Municipal – vinculado à Secretaria de Estado de Cultura – no domingo, dia 31 de maio, às 11h30, com ingressos a R$ 10,00. No palco, os dançarinos exibirão o espetáculo que dá nome ao grupo, exibindo coreografias que mesclam movimentos de diferentes ritmos brasileiros e internacionais. Não por acaso, a companhia integra a programação do festival Rio Hip Hop Kemp (Rio H2K), considerado um dos maiores encontros de street dance do mundo. Este inovador trabalho tem afinidade com a proposta da série Trajetórias que tem a curadoria do Maestro Isaac Karabtchevsky, Presidente da Fundação Teatro Municipal. O projeto é constituído de concertos e espetáculos de dança com um amplo arco de estilos, que abrange desde o barroco até obras contemporâneas, passando também pela música popular.

“Considero a série Trajetórias um divisor de águas dentro do tradicional sentido da programação do Theatro Municipal. Ao tornar os domingos, pela manhã, uma alternativa atraente para a população, visamos conjugar, com a ativação do Salão Assyrio, a reunião de lazer e cultura. Retomamos assim uma antiga e saudosa tradição da vida cultural da cidade, os famosos Concertos para a Juventude, acrescidos agora de um arco estilístico que permeia a Idade Média e desemboca nas tendências mais conflitantes da  música contemporânea. Estarão presentes também a MPB, o jazz, o ballet, como vertentes desse formidável conjunto de manifestações do espírito humano”, comenta o Maestro Isaac Karabtchevsky, Presidente da Fundação Teatro Municipal.

Sobre a companhia

Integrada por Baratinha Mister Passista, CL Fabulloso, DG Fabulloso, FB Imperador da Dança, GN Fabulloso, Jackson Fantástico, Kinho Mister Passista, Leony Fabulloso, Marcelly Miss Passista, Michel Imperador da Dança, Nêgo, Sheick Imperador da Dança e Tay Imperatriz da Dança, todos jovens moradores de diferentes regiões do Rio – como a Cidade de Deus, Jacarezinho, Campo Grande e até Queimados, município da Baixada Fluminense – a Cia. de Dança Na Batalha estreou no Teatro João Caetano com o espetáculo que dá nome ao grupo em junho de 2014. O espetáculo Na Batalha tem coreografias de Lavínia Bizzotto e Rodrigo Vieira; figurino e cenografia de Cássio Brasil e Nike; direção musical do DJ Sany Pitbull e do DJ Grand Master Raphael; e direção geral assinada pela dupla Julio Ludemir e Raul Fernando. No mês seguinte, embarcou para Nova York para uma semana de apresentações na temporada de verão do Lincoln Center. Em outubro, o grupo foi ovacionado na conferência mundial TED Global 2014, no Rio, ao apresentar uma versão reduzida deste trabalho.

 

SERVIÇO

TRAJETÓRIAS
COMPANHIA DE DANÇA NA BATALHA

NA BATALHA

Bailarinos:

Baratinha Mister Passista

CL Fabulloso

DG Fabulloso

FB Imperador da Dança

GN Fabulloso

Jackson Fantástico

Kinho Mister Passista

Leony Fabulloso

Marcelly Miss Passista

Michel Imperador da Dança

Nêgo

Sheick Imperador da Dança

Tay Imperatriz da Dança

 

Direção geral: Julio Ludemir e Raul Fernando

Direção Musical: DJ Sany Pitbull e DJ Grand Master Raphael

Coreografia: Lavínia Bizzotto e Rodrigo Vieira

Figurino e Cenografia: Cássio Brasil e Nike

Iluminação: Alessandro Boschini

Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Praça Floriano, s/nº – Centro

Dia 31 de maio, às 11h30*

Preço único: R$ 10,00

Vendas na Bilheteria, no site da Ingresso.com ou pelo telefone          (21) 4003-2330

Classificação Etária: 5 anos

Duração: 60 minutos

Capacidade: 2.244 lugares

 

Informações: (21) 2332-9191

 

(*) Vale lembrar que, mesmo na sessão matinal, não é permitida a entrada de pessoas trajando bermuda, short, top, camiseta sem manga e chinelos, exceto para crianças até 10 anos.

Novos ballets em cartaz no Theatro Municipal

O Ballet e a Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal dão início à temporada de dança do Theatro Municipal do Rio de Janeiro – vinculado à Secretaria de Estado de Cultura – com três coreografias que mostram a efervescência do cenário artístico dos ballets na Rússia entre os séculos XIX e XX. Serão sete récitas de 28 de maio a 06 de junho. Presente no repertório de todas as companhias clássicas do mundo, Les Sylphides, de Michel Fokine, abre o programa com a bela música de Frédéric Chopin e remontagem de Tatiana Leskova. Na sequência, as primeiras bailarinas Claudia Mota e Márcia Jaqueline, os primeiros solistas Karen Mesquita, Cícero Gomes, Filipe Moreira, Moacir Emanoel, o bailarino Alef Albert e outros integrantes do BTM executam o Grand Pas Hongrois do terceiro ato de Raymonda, o mais célebre trecho da obra coreografada originalmente por Marius Petipa sobre música de Alexander Glazunov, remontado por Galina Kravchenko. Fechando a apresentação, o Ballet do Theatro Municipal, sob a direção de Sergio Lobato, leva ao palco a remontagem da coreógrafa americana Millicent Hodson de A Sagração da Primavera, centenário ballet criado por Vaslav Nijinsky sobre a música de Igor Stravinsky. O Maestro convidado Javier Logioia Orbe rege a Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal.

 

“São três obras, aquelas que marcam o reencontro com o grande público: Les Sylphides, Raymonda e A Sagração da Primavera, de Igor Stravinsky. Nelas são evidentes o  amor e respeito à tradição como a preocupação em abordar, com a Sagração, uma das maiores conquistas do ser humano nas artes em todos os tempos”, comenta o Maestro Isaac Karabtchevsky, presidente da Fundação Teatro Municipal.

 

O diretor do Ballet do TMRJ, Sergio Lobato, observa: “Este programa tem obras de relevância histórica e de um glorioso passado de renomados artistas unidos por um ideal de renovação e de liberdade de expressão. Eles consagraram uma arte instigante e dissonante de sua época”.

 

Nesta temporada estará de volta o projeto Falando de Ballet. Serão palestras gratuitas com uma hora de duração sobre o espetáculo a ser apresentado – aos moldes das opera talks realizadas habitualmente em teatros europeus –, com início uma hora e meia antes do começo da sessão, no Salão Assyrio. O palestrante será Paulo Melgaço, professor da Escola de Dança, Artes e Técnicas do Theatro Municipal Maria Olenewa, que falará sobre a história das obras musicais e abordará também detalhes desta montagem.

 

 

Sobre as coreografias

 

Les Sylphides é um ballet de um ato, coreografado por Michel Fokine e que estreou no Théâtre du Châtelet de Paris, em 2 de junho de 1909 no formato em que conhecemos hoje, apresentado por Anna Pavlova, Tamara Karsavina, Vaslav Nijinsky e Alexandra Baldina. Este precioso ballet foi idealizado para uma festa de caridade em São Petersburgo. A obra é maravilhosa sob vários aspectos, mas principalmente pela absoluta unidade da atmosfera, apesar da música se compor de composições independentes entre si. As obras de Chopin que servem de base ao ballet são as seguintes: Prelúdio, Op.28 nº 7; Noturno, Op.32 nº 2; Valsa, Op.70 nº 1; Mazurka, Op.33 nº 2; Valsa, Op.64 nº 2; e Grande Valsa Brilhante, Op.18.

*Este trecho, com o subtítulo “Sonho romântico em um ato de Michel Fokine”, foi retirado do Programa da Companhia “Original Ballet Russe”, em sua primeira turnê na América do Sul. O espetáculo, acompanhado pela “Grande Orquestra do Theatro Municipal”, foi realizado em 23 de abril de 1942, e trazia, entre suas “Principais Artistas”, em sua estreia no Brasil, a jovem bailarina Tatiana Leskova.

 

Em 1907, Fokine apresentou no Teatro Mariinsky de São Petersburgo a obra Chopiniana, considerada a primeira versão de Les Sylphides,  tendo  Anna Pavlova  no primeiro papel feminino. Sergei Diaghilev, que havia assistido ao espetáculo, propôs a Fokine – para os Ballets Russes – o acréscimo de mais músicas e a mudança do nome, tendo como inspiração a figura mitológica das sílfides, devido à sua atmosfera de sonho, irrealidade e etérea fantasia. A estreia de Les Sylphides em Paris, em 1909, contou com a presença dos lendários Anna Pavlova, Tamara Karsavina, Vaslav Nijinsky e Alexandra Baldina, cenários de Alexandre Benois e orquestração do compositor Alexander Glazunov. Pela utilização por Fokine de novas técnicas de dança sobre a base de uma coreografia clássica, hoje conhecidas como abstratas, Les Sylphides foi considerado na época um ballet revolucionário. Em 1950, é remontado pelo Ballet do Theatro Municipal por Tatiana Leskova, que o apresentou também em 1988, 1989, 1995 e 2004.

 

 

Raymonda estreou em 19 de janeiro de 1898 em São Petersburgo, na Rússia, com o Imperial Ballet do Teatro Mariinsky e coreografia do célebre Marius Petipa. Criada especialmente para o espetáculo, a música tem a assinatura do compositor Alexander Glazunov. No Theatro Municipal do Rio de Janeiro, em 1958, foi apresentado pela primeira vez o Pas-de-Dix de Raymonda, com remontagem de Eugenia Feodorova. O Pas-de-Dix extraído do terceiro ato, usualmente executado como programa independente, é um dos trechos mais famosos desta obra. Novas apresentações foram realizadas pelo Ballet do Theatro Municipal em 1992, 1995, 2003 e 2004. O enredo deste ballet, passado no século XIII, conta a história de Raymonda, que está apaixonada por Jean de Brienne, mas se vê às voltas com um sarraceno, Abderakhman, que lhe faz a corte propondo-lhe poder e riqueza em troca do seu coração. A moça o repele e ele, furioso, resolve raptá-la. Sabedor do que ocorrera, Jean duela com seu rival e sai vencedor. Neste espetáculo, o Ballet do Theatro Municipal dança o Grand Pas Hongrois – um grande baile húngaro, em honra do rei –, celebrando as bodas de Raymonda e de Jean.

 

 

A Sagração da Primavera foi coreografada por Vaslav Nijinsky e estreou no Theatre de Champs-Elysées, em Paris, em 1913. Composta por Igor Stravinsky para os Ballets Russes, de Sergei Diaghilev, a obra causou tamanho furor e indignação da plateia que culminou em brigas, vaias e intervenção policial por conta da baderna instaurada. Os ingredientes para essa combinação explosiva foram os passos incomuns e totalmente fora dos padrões – em que bailarinos golpeiam o chão com os pés e se contorcem no palco –, a temática pagã na qual velhos sábios sacrificam a virgem eleita que dança até a morte no ritual em oferenda ao deus da primavera e a música moderna e dissonante de Stravinsky. A obra foi ganhando reconhecimento com o tempo e, ao longo de mais de 100 anos, recebeu inúmeras versões de grandes coreógrafos como Maurice Béjart, Pina Bausch e Martha Graham, sendo considerada hoje um divisor de águas na história do ballet. Em 1995, o Theatro Municipal do Rio de Janeiro adquiriu os direitos exclusivos no Brasil da versão de Millicent Hodson, apresentando três temporadas de enorme sucesso de público e crítica.

 

 

BIOGRAFIAS

 

Michel Fokine (1880-1942), coreógrafo de Les Sylphides

 

Estudou na Academia Imperial de Ballet de São Petersburgo, onde se formou em 1891, sendo admitido, imediatamente, no Teatro Mariinsky. Excelente bailarino, passou a dançar os clássicos acompanhando as grandes estrelas da companhia. Em 1904, em uma apresentação de Isadora Duncan, sentiu a necessidade de uma reforma do ballet, que julgava ligado a uma tradição já ultrapassada. Queria uma unidade artística que renovasse a música, os cenários, os trajes e que a dança não se limitasse a um único estilo, ideias fundamentais que viriam a criar o ballet moderno. Em 1905 fez sua primeira coreografia, Acis e Galateia, seguida por A morte do Cisne conseguindo, nos anos seguintes, afirmar-se como coreógrafo. Em 1908,  apresentado a Diaghilev, reconhece nele um artista com quem poderia partilhar  aspirações semelhantes em relação à dança. Fokine, que ainda não havia conseguido colocar em prática sua sonhada reforma, encara o convite para colaborar com o novato empresário com forte entusiasmo. Assim, ao lhe entregar, em 1909, as coreografias dos Ballets  Russes, Diaghilev lhe dá não só a oportunidade  de realizar suas concepções, como ter o seu trabalho reconhecido no exterior, lançando as bases de sua fama internacional. É a época de suas obras-primas: Danças Polovtsianas, Les Sylphides, Carnaval, Schéhérazade, O Pássaro de Fogo, O Espectro da Rosa, Petrouchka, Daphnis et Chloé, O Galo de Ouro, todas criadas para a companhia. Em 1914, devido a desavenças com Diaghilev, por sua insistência em tornar Nijinsky coreógrafo, renuncia ao cargo. Volta a trabalhar para o Mariinsky, mas, em 1918, abandona a Rússia para nunca mais voltar. Em 1923, se estabelece em Nova Iorque onde inicia uma carreira americana bem-sucedido, com novas obras-primas, formando um repertório de mais de sessenta títulos.

 

 

Tatiana Leskova, remontadora de Les Sylphides

 

Tatiana Leskova abandonou o Original Ballet Russe em fins de 1944, por razões pessoais, e radicou-se no Brasil em 1945.  Assumiu a direção do Corpo de Baile do Theatro Municipal pela primeira vez em janeiro de 1950, aos 28 anos.  Sua primeira gestão terminou em 1964 por motivos de saúde.  Retornou várias vezes ao Municipal a convite da direção do Theatro para remontar ballets de repertório e do coreógrafo Leonide Massine. Entre 1950 e 1964 remontou para o BTM um vasto repertório de ballets, entre eles, Coppélia e Giselle pela primeira vez em suas versões completas no Brasil, Danças Polovtsianas da ópera Príncipe Igor, As Bodas de Aurora, Les Sylphides e o segundo ato de O Lago dos Cisnes, além de suas próprias coreografias. Durante esta gestão convidou os coreógrafos L. Massine, I. Schwezoff, W. Dollar, Skibine, M. Sparemblek, O. Araiz, H. Lander, V. Veltchek, N. Verchinina e E. Feodorova, visando, a todo tempo, enriquecer o repertório da companhia. Incentivou bailarinos do Theatro a coreografarem, tais como David Dupré, Dennis Gray, Johnny Franklin e Elba Nogueira, além da veterana bailarina Marila Gremo. Tatiana também corroborou para formação de um público novo para o ballet do Theatro Municipal, convidando para as temporadas bailarinos internacionais que dançavam junto ao corpo de baile como Alicia Markova e Oleg Briansky, Alicia Alonso e Igor Youskevitch, Nora Kovak e Istvan Rabovsky, Ivette Chauviré e Milorad Miskovitch, Tamara Toumanova, Violeta Elvin e muitos outros. Em 1952 fundou sua escola em Copacabana onde foi berço de grandes talentos da dança brasileira, inclusive muitos fizeram carreira no exterior. Grande parte dos bailarinos da escola oficial de dança, hoje Maria Olenewa, enriquecia sua formação frequentando as aulas da academia Tatiana Leskova. Por 50 anos, Tatiana dirigiu e deu aulas em sua academia. Na atual temporada, aceitou novamente o convite, para remontar o famoso ballet romântico Les Sylphides, que dançou em Londres sob a orientação do próprio Fokine, na Companhia do Ballet Russe.

 

 

Yuri Grigorovich, coreógrafo de Raymonda

 

Nasceu em 1927, em Leningrado, em uma família ligada ao Ballet Imperial Russo. Formou-se na Escola Coreográfica de Leningrado em 1946 e dançou como solista do Ballet Kirov até 1962. Sua encenação de Sergey Prokofiev de The Stone Flower (1957) e de The Legend of Love (1961) trouxe-lhe aclamação como coreógrafo. Em 1964 mudou-se para o Teatro Bolshoi, onde trabalhou como diretor artístico até 1995. Suas produções mais famosas no Bolshoi foram O Quebra-Nozes (1966), Spartacus (1967), e Ivan, O Terrível (1975). Em 1984, em montagem tão ousada quanto polêmica reformulou O Lago dos Cisnes para produzir um final feliz para a história. Em 1995, desligou-se do cargo de Diretor Artístico do Ballet Bolshoi, onde atuava desde 1964. Passa então a coreografar para várias companhias russas antes de se estabelecer em Krasnodar, onde montou sua própria empresa. Grigorovich presidiu júris de renomadas competições internacionais. Após a morte de sua esposa, a grande bailarina Natalia Bessmertnova, em 2008, foi convidado a voltar ao Bolshoi como de maître de ballet e coreógrafo.

 

 

Galina Kravchenko, remontadora de Raymonda

 

Nasceu em Moscou, Rússia. Formou-se pela Escola Coreográfica Acadêmica de Moscou. Por 21 anos, foi solista do Teatro Bolshoi de Moscou, e dançou todo o repertório do Teatro Bolshoi com grandes mestres russos. Participou de turnês por toda a Europa, América do Sul, Estados Unidos, África e Ásia. Dançou em Concertos de Gala com grandes nomes, entre eles Rudolf Nureyev. Diplomou-se no curso superior de dança do Instituto Estatal de Artes Cênicas de Moscou (G.i.t.i.s.), especializando-se em direção de balé. Desde 2000 é professora residente da Escola do Teatro Bolshoi. Em 2007 remontou para a instituição o ballet Chopiniana. Atua também como ensaiadora nas principais obras da Escola: Grande Suíte do Ballet Don Quixote, Suíte do Ballet Quebra-Nozes, Príncipe Igor, Raymonda e Giselle. Em 2013 recebeu o título de Cidadã Honorária de Joinville. Em 2014 ensaiou bailarinos da Cia. Jovem Bolshoi Brasil para o concurso internacional de balé Russian Open Ballet Competition Arabesque, na Rússia, e ganhou o prêmio de melhor ensaísta da competição. Galina é esposa de um dos principais solistas do Teatro Bolshoi de Moscou e também o idealizador da Escola Bolshoi no Brasil, Aleksander Bogatyrev.

 

Vaslav Nijinsky (1889-1950), coreógrafo de A Sagração da Primavera

 

Um dos maiores bailarinos de todos os tempos, Nijinsky nasceu em uma família de bailarinos em Kiev e cedo começou a estudar na Escola Imperial de São Petersburgo. Aos nove anos já era considerado superdotado para a dança e, aos 16 anos, seu desempenho já era tão assombroso que seus mestres insistiram para que se formasse, mas ele recusou e preferiu continuar os estudos até o fim. Estreou em 1907 e confirmou as previsões de seus professores, sendo logo aclamado pelo público. Sua carreira foi meteórica e em 1909 iniciava sua intensa e conflituosa parceria com Sergei Diaghilev, em seu Ballets Russes, como bailarino principal da companhia, dançando as mais importantes coreografias de Michel Fokine. Muitos acreditam que o incidente que levou ao seu afastamento do Ballet Imperial em 1911 foi na verdade engendrado por Diaghilev para que Nijinsky se dedicasse somente aos Ballets Russes. Logo começou a assinar suas próprias coreografias, como L’Après-Midi d’un Faune, Jeux, Till Eulenspiegel e A Sagração da Primavera. Longe de Diaghilev, seu mentor e amante, em uma turnê sul-americana que havia hesitado em ir, por conta do que uma cigana havia previsto que morreria afogado, envolveu-se e se casou com uma bailarina da companhia, enfurecendo Diaghilev, que o demitiu. Sua saúde mental entrou em declínio e em 1919 teve uma crise nervosa, sendo diagnosticado esquizofrênico e levado à Suíça com sua esposa, para se tratar. Passou o resto da vida em hospitais psiquiátricos e asilos e morreu em uma clínica em Londres, em 1950.

 

Millicent Hodson e Kenneth Archer, coreógrafa remontadora e cenógrafo / figurinista de A Sagração da Primavera

 

Millicent Hodson, americana que vive em Londres, é coreógrafa e historiadora da dança. Diplomada pela Universidade de Indiana e pela Universidade de Berkeley, na Califórnia, escreveu os livros A Dança de Caráter no Ballet Clássico e Nijinsky’s Crime Against Grace. Nascido na Inglaterra e diplomado pela Universidade de Essex, Kenneth Archer é historiador da arte e conselheiro artístico teatral. Archer e Hodson encontraram-se ao realizar pesquisas nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha, de 1981 a 1986, sobre a versão original de Le Sacre du Printemps. Juntos, reconstruíram o ‘Le Sacre’ de Nijinsky para o Joffrey Ballet em 1987 e, desse momento em diante, mantiveram seu trabalho conjunto.  Ainda para o Joffrey Ballet recriaram, em 1988, o Cotillon (1932) de Balanchine, com cenários e figurinos de Christian Bérard.  Trabalharam também na reconstituição de La Chatte (1927), de Balanchine, com cenários e figurinos ‘construtivistas’ de Naum Gabo e Antoine Pevsner, para os Grand Ballets Canadiens. Em 1990, remontaram para Carla Fracci vários solos de Isadora Duncan. Com Bruno Menegatti realizaram Medée et ses Enfants, sobre música de Samuel Barber. Keneth Archer e Millicent Hodson ressuscitaram, ainda, o Till Eulenspiegel, que Nijinsky criou em Nova York em 1916 sobre música de Richard Strauss e com cenários e figurinos de Robert Edmond Jones. Hodson e Archer relataram suas pesquisas no Caderno 1 do Théâtre des Champs-Elysées, número dedicado a Le Sacre du Printemps.

 

Javier Logioia Orbe, regência

 

Flautista, violoncelista e regente argentino, foi aluno de Pedro Ignacio Calderón e de Guillermo Scarabino. Formou-se no Conservatório Nacional de Música, Instituto Superior de Artes do Teatro Colón de Buenos Aires, Academia de Jovens Regentes (Washington, USA) e Academia de Música de Viena. Em 25 anos de carreira, foi regente titular das orquestras sinfônicas de Mendoza, Córdoba e Rosário, da Orquestra Filarmônica de Buenos Aires, Orquestra Estável do Teatro Argentino de La Plata, Orquestra Sinfônica da Universidade de Concepción (Chile) e da Orquestra Filarmônica de Montevidéu (Uruguai), onde realizou pela primeira vez o ciclo completo das sinfonias de G. Mahler, por ocasião do centenário de morte do compositor austríaco. Além disso, é regularmente convidado como regente da Orquestra do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Foi assistente de Yehudi Menuhin, Zubin Mehta, Jean Fournet e Valery Gergiev, entre outros. Acompanhou a Orquestra Filarmônica de Buenos Aires em três turnês europeias pela França, Holanda, Suíça, Bélgica, Alemanha, Áustria, Inglaterra, Espanha e Grécia. Na música sinfônica, seu repertório inclui os ciclos de sinfonias de Beethoven, Schubert, Schumann, Mendelssohn, Brahms, Rachmaninoff, Guy Ropartz, Sibelius, Bruckner, Tchaikowsky, Prokofiev e Mahler. No campo do ballet, dirigiu companhias como o Ballet do Teatro Colón de Buenos Aires, Ballet do Teatro Argentino de La Plata, Companhia Cisne Negro, Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Ballet de Montecarlo, Ballet de Lyon, Ballet do Teatro Nacional de Varsóvia, Ballet do Teatro Bolshoi de Moscou e Ballet do Teatro Mariinsky de São Petersburgo. No repertório lírico, dirigiu óperas como Tosca, Stiffelio, Roméo et Juliette, Madama Butterfly, La Bohème, Il Trittico, Don Pasquale, L’occasione fa il Ladro, Nabucco, Attila, The Consul, Belisario, Falstaff, Der Freischütz, MacBeth, Norma e Eugeny Oneguin.

 

Solistas principais

 

Claudia Mota

 

Formada pela Escola Estadual de Dança Maria Olenewa, é Primeira Bailarina do TMRJ desde 2007, protagonizando todo o repertório da Companhia. Com grande destaque em seu país, Claudia representa o Brasil em Galas Internacionais dançando em diversas cidades da Argentina, assim como Paraguai, Cuba, Estados Unidos, Canadá e, recentemente, a convite de Julio Bocca, estrelou a versão de La Bayadère de Natalia Makarova junto ao Ballet Nacional Sodre, em Montevidéu. Recebeu o Prêmio de Melhor Bailarina da América Latina pelo Conselho Latino Americano de Dança e, por seu desempenho artístico e técnico e representatividade no cenário internacional da dança, conquistou o Título de Membro do Conselho Internacional de Dança da Unesco.

 

Márcia Jaqueline

 

Márcia Jaqueline é natural do Rio de Janeiro e é formada pela Escola Estadual de Dança Maria Olenewa. Aos 14 anos, entra para o Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, no qual vem se destacando como Primeira Bailarina nos ballets de repertório da Companhia tais como Coppélia, O Lago dos Cisnes, A Bela Adormecida, Les Sylphides, Raymonda, La Fille Mal Gardée, Onegin, Serenade, Voluntaries, Nuestros Valses, La Bayadère, Paquita, Giselle, Don Quixote, O Quebra-Nozes, L’Arlésienne e Carmen de Roland Petit,  Romeu e Julieta de John Cranko e O Espectro da Rosa de Fokine. Márcia é Primeira Bailarina do Ballet do Theatro Municipal do Rio desde 2007, apresentando-se em todas as temporadas da Companhia, representando o BTM em Galas Nacionais e Internacionais, e com presença constante, como convidada, em companhias de dança de todo o Brasil.

 

Karen Mesquita

 

Carioca, Karen iniciou seus estudos de dança aos três anos de idade no Grupo Cultural de Dança Ilha, concluindo-os em 2006. No mesmo ano ingressou na Akademie des Tanzes Mannheim e fez parte do corpo de baile da Badisches Staattheater Karlsruhe-Alemanha.  Fez parte da Cia. Brasileira de Ballet, participando de temporadas em São Paulo, Minas Gerais e Mônaco. Em 2010 entrou para o Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, participando como solista dos ballets de repertório da Companhia e em obras de coreógrafos consagrados. Em 2012 Karen foi promovida a Primeira Solista. Participa de galas ao redor do país, como convidada, jurada, ministrando workshops entre outras atividades correlatas à dança.

 

Alef Albert               

 

Natural do Piauí iniciou seus estudos de dança aos 15 anos na Escola de Ballet Helly Batista, no ano de 2008, e formou-se no The Harid Conservatory – Florida – EUA.  Recebeu várias premiações em Festivais Nacionais e internacionais.  Integrou a Especial Academia de Ballet em São Paulo, onde em sua Companhia, aprimorou seus dotes artísticos e técnicos. Entrou para o Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro em 2014 e desde então vem se destacando como Solista nos ballets de repertório da Companhia.

 

Cícero Gomes

 

Formado na Escola Estadual de Dança Maria Olenewa, no Rio, Cícero Gomes tem passagens pela Escola de Dança da Ópera de Vienna e Elmhurst School for Dance by Birminghan Royal Ballet. Seu nome está na Calçada da Fama do Festival de Joinville, onde conquistou prêmio de melhor bailarino em 2005. Trabalhou na Cia. Jovem de Ballet do RJ. Bailarino Solista do Theatro Municipal desde 2007 estreou em O Lago dos Cisnes, no papel de Bobo da Corte, obtendo sucesso de público e crítica nos papéis principais das temporadas, incluindo Coppélia, O Quebra-Nozes, Don Quixote, Romeu e Julieta, Onegin, L’Arlésienne de Roland Petit e Le Spectre de la Rose de Fokine. Convidado em Galas de Dança no Brasil e América Latina. Trabalhou com nomes de peso do cenário mundial da dança.

 

Filipe Moreira

 

Paulistano, iniciou seus estudos de dança clássica no Núcleo de Dança de São Paulo. Em 2003 ingressou no Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, destacando-se e vindo a dançar todos os primeiros papéis dos ballets de repertório da Companhia como O Lago dos Cisnes, A Bela Adormecida, O Quebra-Nozes, Raymonda, Coppélia, Giselle, Floresta Amazônica, Onegin, Romeu e Julieta, Carmen e La Bayadère. Filipe é convidado para representar o Ballet do Theatro Municipal e o Brasil em Galas Internacionais. Recentemente apresentou-se na Gala de Miami. Foi reconhecido pela crítica e pelo público como um dos maiores talentos dos últimos tempos, dada a sua virilidade, excelência técnica, física e interpretativa. 

 

Moacir Emanoel

 

Paranaense de Maringá, Moacir estudou na Escola do Teatro Guaíra em Curitiba, na Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, em Joinville, e na Cia. Brasileira de Ballet, no Rio. Também aperfeiçoou sua técnica em cursos com importantes coreógrafos, a exemplo de Tadheo de Carvalho, Henrique Talmah, Mário Nascimento, Ilara Lopes e Jorge Teixeira. Recebeu diversas premiações em Festivais no Brasil e na Europa. Apresenta-se em eventos pelo Brasil ao lado de grandes nomes da dança como Ana Botafogo, Marianela Nuñez e Thiago Soares. Desde 2010, integra o Ballet do Theatro Municipal RJ, apresentando-se com destaque como solista nos ballets Romeu e Julieta (Paris) e Onegin (Gremin) e nos primeiros papéis de O Quebra-Nozes (Príncipe das Neves), na versão de Dalal Achcar, e L’Arlésienne (Frédéri).

 

 

SERVIÇO

 

Ballet e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro

 Iluminação Eduardo Dantas

 Diretor Artístico do BTM – Sergio Lobato

 Regência ­Javier Logioia Orbe

 

Les Sylphides

Música – Frédéric Chopin

Coreografia – Michel Fokine

Remontagem – Tatiana Leskova

Solistas – Márcia Jaqueline / Claudia Mota / Karen Mesquita / Melissa Cristina / Viviane Barreto / Deborah Ribeiro / Priscilla Mota / Carolina Neves / Filipe Moreira / Moacir Emanoel

 

Raymonda

Música – Alexander Glazunov

Coreografia – Yuri Grigorovich, a partir de Marius Petipa e Alexander Gorsky

Remontagem – Galina Kravchenko.

Solistas – Claudia Mota / Márcia Jaqueline / Karen Mesquita / Cícero Gomes / Moacir Emanoel / Alef Albert

A Sagração da Primavera (Le Sacre du Printemps)

Coreografia – Millicent Hodson, a partir de Vaslav Nijinsky

Música – Igor Stravinsky

Libreto – Nicholas Roerich e Igor Stravinsky

Cenários e figurinos – Kenneth Archer, a partir de Nicholas Roerich

Solistas de ‘A Eleita’ – Karen Mesquita / Priscila Albuquerque / Viviane Barreto / Carolina Neves / Rachel Ribeiro

Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Praça Floriano s/n° – Centro

 

Temporada:
Estreia — 28 de maio, às 20h
Dias 29 e 30 de maio, às 20h

Dia 31 de maio, às 18h

Dias 04, 05 e 06 de Junho, às 20h

 Preços:

·         Frisas e Camarotes – R$ 600,00

·         Plateia e Balcão Nobre – R$ 100,00

·         Balcão Superior – R$ 80,00

·         Galeria – R$ 50,00

Desconto de 50% para portadores de necessidades especiais, idosos e estudantes.

 

Capacidade – 2.244 lugares

Classificação etária – 5 anos

Duração – 120 minutos (com dois intervalos)

Informações – (21) 2332-9191   

 

Palestra Falando de Ballet

Apresentação – Paulo Melgaço

Salão Assyrio / Avenida Rio Branco, s/nº – Centro

Entrada Franca, mediante a apresentação do ingresso

Dias 28, 29 e 30 de maio, às 18h30

Dia 31 de maio, às 16h30

Dias 04, 05 e 06 de junho, às 18h30

 Vendas na Bilheteria, no site Ingresso.com ou pelo telefone 21 4003-2330

Festival O Boticário na Dança – Eu fui!

Foto: apetecer.com

Existente desde 1968, o Balé da Cidade de São Paulo foi o meu escolhido para prestigiar meu primeiro Festival O Boticário na Dança. O grupo encerrou a temporada do Rio de Janeiro, levando para o palco 2 números: “Cantata” e “Cacti”, nesta ordem. “Cantata”, como o nome já indica, homenageia a cultura italiana, com repertório neste idioma, que inclui serenatas e até

Foto: apetecer.com

Foto: apetecer.com

canções de ninar. Na coreografia, os bailarinos capricham em gestos fortes, reproduzindo cenas de paixão e brigas. A sensualidade está presente tanto nos movimentos como no figurino. Ambos também fazem lembrar um quê gypsy, que empolgou mais o público que o número seguinte.

Criado há cerca de três anos para o Netherlands Dans Theater, em Haia, “Cacti” mostra os bailarinos em uma coreografia mais rígida e coordenada, exigindo muita concentração dos artistas em cena. Também fazem uso de um telão para contar um pouco da história. O trabalho é mais questionador, levando para o público a discussão acerca da crítica de arte, e em como isto pode afetar o trabalho dos artistas. Também contesta a necessidade das pessoas de entenderem o que está sendo transmitido. Talvez tenha mesmo sido esta a sensação para os que assistiram a este número de arte moderna.

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P.S.: Agradeço à RPM Comunicação pelos convites.

 

Confira nosso Top 3 de espetáculos de dança de 2015!

Festival O Boticário na Dança

Estudantes de dança e bailarinos profissionais terão a oportunidade de aprender novas técnicas, estilos e participar de um intercâmbio de conhecimento cultural com grandes nomes da dança internacional e nacional, através dos workshops da 3ª edição do Festival O Boticário na Dança. Entre os dias 06 e 11 de maio, no Teatro Cacilda Becker, o grupo Michael Clark Company (Inglaterra), o bailarino Bobote, especialista em flamenco e parceiro de Israel Galván (Espanha), Híbrida Cia de Dança (Brasil), o artista Antonio Nóbrega (Brasil) e o Balé da Cidade de São Paulo (Brasil) realizarão oficinas gratuitas.

As atividades integram a programação do evento, que terá apresentações de 07 a 10/05, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, e de 06 a 10/05, no Auditório Ibirapuera, em São Paulo. Devido a grande procura nos anos anteriores, nesta edição as aulas ocorrerão em teatros – ampliando o número de participantes e ouvintes. Na capital paulista, as atividades serão realizadas na Galeria Olido, Sala Paissandu. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas pelo e-mail workshopfestivaloboticario@gmail.com.

O workshop da Companhia Michael Clark vai oferecer aos bailarinos a oportunidade de experimentar uma aula de nível profissional e conhecer aspectos técnicos exigidos pelas coreografias de Michael Clark. A aula inclui alguns elementos de repertório da Cia, especialmente “animal/ vegetable / mineral” e “come, been and gone”, espetáculos que serão pela primeira vez no Brasil no Festival O Boticário na Dança. Este workshop destina-se a jovens bailarinos profissionais ou aqueles em formação com forte técnica clássica e / ou contemporânea. A aula será ministrada por Julie Cunningham, que já dançou no Ballett Theater der Stadt Koblenz, na Alemanha, como artista convidada, e na Merce Cunningham Dance Company, em Nova York, onde permaneceu por seis anos. Julie entrou na Cia de Michael Clark em 2012, integrando suas criações de repertório, além de realizar workshops variados durante as turnês da companhia britânica.

A Híbrida Cia de Dança, companhia carioca apoiada pelo programa O Boticário na Dança, realizará um dos workshops, ministrado pelo diretor e coreógrafo Renato Cruz. Utilizando como base a movimentação presente nas Danças Urbanas, a Cia vai propor nesta oficina um diálogo entre técnica e seus métodos de pesquisa e composição para a cena, no incentivo aos processos de criação autorais. Sequências técnicas se misturam a jogos de grupo e de composição, durante a investigação do movimento. Misturando danças urbanas e dança contemporânea na criação de obras originais, Renato Cruz já recebeu diversos prêmios, tendo dançado suas obras por todo o Brasil e no exterior.

Tradicional parceiro do espanhol Israel Galván, que abre o Festival com “Torobaka”, ao lado de Akram Khan, o bailarino José Jiménez Santiago “Bobote” realizará workshop de Flamenco. Durante a atividade, os participantes terão a introdução do ritmo de bulerías por meio das palmas e participarão da montagem de uma pequena coreografia. José Jiménez Santiago “Bobote” atualmente é um dos mais requisitados palmeros (batedores de palmas rítmicas) da cena do flamenco e é considerado um mago do compás (ritmo flamenco). Ele alterna acompanhar Israel Galván em teatros e festivais de dança em todo o mundo e o ensino de compás em workshops em Las Tres Mil, sua região vizinha a Sevilla, onde criou uma banda com o mesmo nome e uma escola de percussão.

Introdução à prática de uma dança brasileira resultante do encontro criativo entre as matrizes corporais presentes nas manifestações populares brasileiras e o universo técnico e de procedimentos da tradição ocidental de dança serão os temas abordados no workshop de Antonio Nóbrega. O encontro será tanto teórico como prático e terá duas horas de duração. Além de bailarino e coreógrafo, o artista pernambucano canta, compõe e atua, já tendo recebido inúmeros prêmios, como o Shell de teatro, o Tim de música, APCA, Mambembe, Conrado Wessel, entre outros.

Kênia Genaro, do Balé da Cidade de São Paulo, realizará uma aula de dança contemporânea: aquecimento das articulações; quedas e suspensões, dinâmicas e textura dos movimentos, seguido de algumas células coreográficas tiradas de obras que foram apresentadas pelo BCSP entre 2014 e 2015. Kênia integra a Cia desde 2000, onde dançou nas obras de coreógrafos como Luis Arrieta, Henrique Rodovalho, Alselmo Zolla, Débora Colker, Gagik Ismailian, Sandro Borelli, Rami Levi, Jorge Garcia, Mauro Bigonzetti, Angelin Preljocaj, Suzana Yamauchi, João Maurício, Oscar Araiz, Mário Nascimento, Ohad Naharim, Germaine Acogny, Itzik Galili, Cayetano Soto e Luiz Fernando Bongiovanni. Em 2010 foi convidada pela Direção Artística do BCSP a colaborar como assistente de coreografia, professora e ensaiadora, responsabilidades que mantém até os dias de hoje.

São Paulo receberá ainda workshops da Cullberg Ballet e da Raça Cia de Dança. A capital paulista também contará com um ensaio aberto dos coreógrafos Israel Galván (Espanha) e Akram Khan (Inglaterra) no dia 6, às 17 horas, no Auditório Ibirapuera. Além das oficinas, o público das duas cidades poderá participar de um bate-papo com os bailarinos, que acontecerá após a apresentação de “Torobaka”.

WORKSHOPS

Serviço/Rio de Janeiro:
Datas: 06, 07 e 11/05
Local: Theatro Calcida Becker
Endereço: Rua do Catete, 338 – Largo do Machado – Rio de Janeiro
Inscrições: workshopfestivaloboticario@gmail.com
Gratuito

Programação/Rio de Janeiro:

Dia 6 de Maio
Michael Clark Company
Workshop – Dança contemporânea
Horário: 15h

Dia 6 de Maio
Híbrida Cia. de Dança
Workshop – Dança Urbana
Horário: 17h

Dia 7 de Maio
Bobote
Workshop – Flamenco
Horário: 15h

Dia 11 de Maio
Antonio Nóbrega
Workshop – Dança contemporânea
Horário: 11h

Dia 11 de Maio
Balé da Cidade de São Paulo
Workshop – Dança contemporânea
Horário: 14h

Serviço/São Paulo:
Datas: 04, 05 e 08/05
Local: Galeria Olido – Sala Paissandu
Endereço: Avenida São João, 473 – Centro
Inscrições: workshopfestivaloboticario@gmail.com
Gratuito

Programação/São Paulo:

Dia 4 de Maio
Antonio Nóbrega
Workshop – Dança Brasileira
Horário: 10 horas

Dia 4 de Maio
Balé da Cidade de São Paulo
Workshop – Dança contemporânea
Horário: 14 horas

Dia 4 de Maio
Raça Cia. Dança
Workshop – Dança contemporânea
Horário: 10 às 12 horas

Dia 5 de Maio
Bobote
Workshop – Flamenco
Horário: 11 horas

Dia 5 de Maio
Cullberg Ballet
Workshop – Dança contemporânea
Horário: 14 horas

Dia 8 de Maio
Michael Clark Company
Workshop – Dança contemporânea
Horário: 16h30

Festival O Boticário na Dança

Entre os dias 07 e 10 de maio, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, acontecerá a terceira edição do Festival O Boticário na Dança. O evento, que também acontece em São Paulo, contará com apresentações de grupos nacionais e internacionais, a preços populares.

Segue vídeo release. Se puder noticiar no site, agradeço.

Ligação de Youtube:
http://youtu.be/7RQ1iUz2YIs

Ligação de WeTransfer:
http://we.tl/deA6iU51z6

 

Cantor e bailarino Carlos Casella no Festival Dois Pontos

No próximo sábado, dia 14 de março, às 0h, o cantor e bailarino Carlos Casella abre a 2ª edição do Festival Dois Pontos, no Galpão Gamboa, com o cabaré “Babooshka”. O show, que também integra o projeto Gamboavista, tem como fio condutor a voz de um homem cantando canções de mulher. No repertório, músicas de artistas como Björk, Rocío Dúrcal, Chavela Vargas, Alaska, Kate Bush, Gloria Trevi e Nina Simone. Os ingressos têm preços populares, com descontos especiais para moradores da Zona Portuária.

Antes da apresentação de Casella, o público poderá participar de um aulão de tango com os dançarinos Márcia Figueiredo e Luciano Bastos (brasileiros) e Paola Motillo e Navir Salas (argentinos). “Os professores vão ensinar elementos e passos básicos do tango, para que depois o público possa curtir a música e arriscar alguns passos no salão”, explica Marta Vieira, coordenadora do festival.

Há dois anos, o Festival dois pontos promoveu o intercâmbio cultural entre Brasil e Portugal. Em sua segunda edição, apresentará um recorte da cena contemporânea argentina e estimulará a criação e a troca artística entre os dois países vizinhos. O evento acontecerá de 13 a 29 de março, com oito peças da Argentina (sendo duas estreias mundiais), duas produções brasileiras, uma mostra de esquetes, três residências, quatro shows e um espetáculo de dança.

Sobre o Gamboavista

Com curadoria do ator e diretor Cesar Augusto e direção artística de Marco Nanini e Fernando Libonati, o Gamboavista chega à sua 4ª edição em 2014. Com início em janeiro, o projeto vai até maio e sua programação conta com espetáculos teatrais (adultos e infantis) e shows.

Serviço:
Data: 14/03 (sábado)
Horário:
22h30 – Aulão de tango
0h – Show Carlos Casella “Babooshka – Canções de Mulher”
Local: Garagem Gamboa
Capacidade: 300 pessoas
Endereço: Rua da Gamboa, 277 – Centro – RJ
Telefone: (21) 2516-5929
Classificação: 14 anos
Duração: 60 minutos
Ingressos: R$ 20 (inteira) R$ 10 (meia) /R$ 5 (para moradores dos bairros da Zona Portuária, apresentando comprovante de residência)
Vendas de Ingressos:
– Na bilheteria do Galpão: Terça a quinta: das 14h às 19h (nos dias de espetáculo a bilheteria funciona das 14h até a abertura da sala ou até se esgotarem os ingressos)

“O Quebra-Nozes” – Eu fui!

O “Eu fui!” de hoje é sobre um clássico de fim de ano. O ballet “O Quebra-Nozes” já é uma tradição natalina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Todos os anos, o requinte do palco do teatro dá lugar para este lindo espetáculo.

O ballet é composto por música de Tchaikowsky e a coreografia de Marius Petipa. “O Quebra-Nozes” conta a história da menina Clara, que ganha do padrinho um quebra-nozes em formato de soldadinho e se encanta pelo presente. Ela fica desolada, no entanto, quando um de seus irmãos, que fica enciumado, toma-lhe o brinquedo, atira-o ao chão e bate-lhe com o pé, quebrando-o. O padrinho a consola e conserta o brinquedo. Ela vai dormir e, a partir daí, a magia toma conta do ballet.

Clara passeia, então, pelo Reino das Neves, no primeiro ato. A cenografia é linda, bem feita. Tudo a ver com o clima que faz no Rio de Janeiro esta época do ano (brincadeirinha ehehe). O segundo ato é com Clara no Reino dos Doces. O cenário é igualmente belo, porém diferente. As cores dão (literalmente) o tom, tanto no cenário, quanto no figurino, levando as crianças presentes à loucura. Muitas danças de folclore são apresentadas também.

No dia que fui, a menina Clara foi interpretada por Vanessa Pedro. E, apesar de não ter muitos momentos de dança, a velocidade e leveza que exibia em seus movimentos mostram que não levará muito tempo para a jovem ocupar o posto de primeira bailarina. Vanessa encantava com os passos, assim como Márcia Jaqueline, executando as famosas coreografias da Fada Açucarada. Também arrasou nos pas des deux com Moacir Emanuel, o príncipe do diaP

A temporada 2014 mostra o porquê “O Quebra-Nozes” se mantém há tantos anos em cartaz no Municipal. A montagem está ainda melhor que a de 2011, a primeira a que assisti. É uma mistura de renovação e tradição. Um presente para os amantes de arte, beleza, dança e cultura.

Ah! E quem puder chegar um pouco mais cedo não pode perder a palestra de Paulo Melgaço, que sempre conta histórias interessantes sobre os espetáculos a que vamos assistir.

 

PS.: Agradeço ao Theatro Municipal do Rio de Janeiro pelos convites.

 

 

 

Projeto “Protagonismo Cultural”

Uma iniciativa vem transformando a vida de crianças, jovens e adolescentes na Zona Oeste do Rio e mudado a realidade da região. O responsável é o centro cultural A História Que Eu Conto (CCHC), localizado em Senador Camará, e desenvolvedor do projeto “Protagonismo Cultural”, que disponibiliza gratuitamente oficinas de teatro, fotografia e dança contemporânea, entre outras disciplinas, para a população.

As atividades do projeto, dirigido e idealizado por Samuel Muniz, o Samuca, refletem em áreas diversas. Assim, no dia 13 de dezembro (sábado), das 9h às 12h, o Centro Cultural realizará um evento para apresentar aos moradores, familiares e parceiros, os resultados e a importância dos investimentos realizados no segmento cultural do bairro, encerrando a última turma do ano do “Protagonismo Cultural”. A ideia é mostrar os impactos positivos que estão relacionados ao acesso às atividades sócio-educativas, aumentando assim a participação da população.

A programação contará com apresentações dos alunos de teatro, exposições de fotografia e pintura, espetáculos de dança contemporânea, música e divulgação da marca Visão Coletiva, que produz roupas, bolsas e brindes, todos com estampas e peças customizadas, fabricados pelos profissionais e alunos da instituição e por artistas convidados.

Entre as principais conquistas do A História Que Eu Conto para a comunidade estão a Nave do Conhecimento (Espaço futurista – voltado exclusivamente para o acesso à tecnologia), a pista de skate e uma quadra poliesportiva. Os empreendimentos são frutos da bem sucedida parceria entre o CCHC e a Prefeitura.

O “Protagonismo Cultural” atende 100 adolescentes da Vila Aliança e adjacências, tendo como agentes multiplicadores jovens instrutores que compartilham seus talentos e potencialidades com os alunos. “Amo demais esse lugar, eu posso estar cheia de problemas e tristezas, mas quando entro no CCHC parece que eles somem. Me sinto leve, com vontade de continuar erguendo a minha cabeça e passar por cima de todas as dificuldades”, conta Sarah Evelin R. Venânio, de 14 anos, aluna da oficina de dança contemporânea.

A história pessoal de Samuca – que começou a trabalhar muito cedo como pescador, para ajudar no sustento da família, e ingressou no crime aos 16 anos, após perder a mãe – foi a grande inspiradora para a idealização e execução do projeto. “O Centro Cultural A História Que Eu Conto é o sonho realizado, que reforça a minha razão de viver. Entrei para a criminalidade, fui privado da minha liberdade, consegui me superar e renascer. Todas as manhãs quando acordo, sei que será um dia de batalha em prol do ser humano. Sou grato a Deus por isso”, declara Samuel Muniz, 44 anos, coordenador geral.

Todo trabalho acontece sob a supervisão do setor de Desenvolvimento Humano do centro cultural, formado por psicopedagogos, assistentes sociais, pedagogos e outros membros da equipe. Entre diversas atividades, a iniciativa também trabalha com o incentivo à leitura através da biblioteca da instituição, abastecida por doações, e que conta com cerca de sete mil livros.

“O Quebra-Nozes”, no Theatro Municipal

A tradicional temporada da clássica história natalina O Quebra-Nozes, um dos ballets mais populares do mundo, encerra a temporada 2014 da Fundação Teatro Municipal do Rio de Janeiro, vinculada à Secretaria de Estado de Cultura, a partir de 13 de dezembro. A grande produção, na versão assinada por Dalal Achcar, terá onze apresentações, dando prosseguimento à programação artística elaborada pelo Maestro Isaac Karabtchevsky. Nos papéis principais estarão as primeiras bailarinas Claudia Mota e Márcia Jaqueline, além dos solistas Karen Mesquita, Cícero Gomes, Filipe Moreira e Moacir Emanoel, que integram o Ballet do Theatro Municipal, sob a direção de Sergio Lobato. O Maestro Silvio Viegas, Regente Titular da OSTM, conduz a Orquestra Sinfônica e o Coro do TMRJ. A produção com belos cenários e figurinos de José Varona conta ainda com a participação especial dos alunos da Escola de Dança, Artes e Técnicas do Theatro Municipal Maria Olenewa.

“O público, e em especial as crianças, aguarda ansiosamente a temporada desta linda obra do ballet clássico mundial, repleta de beleza, magia e encantamento”, comenta Carla Camurati, presidente da Fundação TMRJ.

“Tenho uma relação muito especial com este ballet, que dirigi pela primeira vez em 1974, e que passei a dirigir no Theatro Municipal do Rio, desde 1981”, explica Dalal Achcar. “Gosto especialmente porque a história tem uma magia única e desperta um clima de fraternidade que deveríamos ter sempre. É uma obra que agrada a todas as idades”.

A enorme popularidade de O Quebra-Nozes comprova o fascínio exercido nas plateias a partir do encontro do conto de Alexandre Dumas com a música de Tchaikovsky e a coreografia original de Marius Petipa e Lev Ivanov. Sua estreia foi em 1892, na Rússia. A primeira apresentação no ocidente só aconteceu em 1934, no Sadler’s Wells Theatre, em Londres. Desde então, tornou-se um dos ballets mais montados.

“Encerrar o ano com O Quebra-Nozes significa manter uma tradição maravilhosa dentro do Theatro Municipal, tanto por se tratar do mais tradicional ballet de fim de ano de todo o mundo, quanto pelo significado e resultado que este ballet traz consigo”, diz Silvio Viegas, Maestro Titular da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal.

A PRODUÇÃO
A grandiosa produção envolve números expressivos. As mudanças dos quatro cenários completos que compõem a montagem são todas feitas em cena aberta por uma equipe de 65 técnicos. Um total de 123 bailarinos – sendo 71 do BTM e 52 alunos da Escola de Dança, Artes e Técnicas do Theatro Municipal Maria Olenewa – se reveza nas cenas do prólogo e nos dois atos do ballet. Somam-se a isto 89 músicos da Orquestra Sinfônica e 44 coristas do Coro do Theatro Municipal, totalizando 256 pessoas trabalhando diretamente. Para se ter uma ideia do que envolve uma produção deste porte, são usados 60 rolos de esparadrapo e 400 pares de sapatilhas, desde os ensaios até o fim da temporada.

“A história lúdica de O Quebra-Nozes ganha um brilho especial com a concepção e a coreografia de Dalal Achcar, que fez uma encantadora versão da criação original dos grandes coreógrafos Marius Petipa e Lev Ivanov”, comenta Sergio Lobato, diretor do BTM.

A HISTÓRIA
O ballet conta a história da menina Clara, que ganha do padrinho um quebra-nozes em formato de soldadinho e se encanta pelo presente. Ela fica desolada, no entanto, quando um de seus irmãos, que fica enciumado toma-lhe o brinquedo, atira-o ao chão e bate-lhe com o pé, quebrando-o. O padrinho a consola e conserta o brinquedo. Ela vai dormir e, a partir daí, a magia toma conta do ballet: Clara sonha que um exército de ratos está invadindo o salão. O boneco quebra-nozes adquire vida e ataca os ratos, comandando um exército de soldadinhos de chumbo. O “Rei dos Ratos” fere o boneco que, desarmado, está prestes a perder a batalha, quando Clara o salva, atirando seu sapato na cabeça dele. A menina sente a presença do padrinho, que, num passe de mágica, transforma o boneco em um belo príncipe.
O príncipe a conduz ao “Reino das Neves” e depois ao “Reino dos Doces”, onde vive a “Fada Açucarada”, que homenageia a menina com uma grande festa, com danças típicas da Espanha, China, Rússia, entre outras, e com um pas-de-deux da “Fada Açucarada”. O espetáculo continua com uma sucessão de danças de diversas regiões do planeta, e outras que simbolizam o café, os chocolates, as flores e, por fim, o pas-de-deux entre a fada e o príncipe. Ao final, todos dançam a valsa de despedida para Clara e o Príncipe, que retornam para casa. Será que Clara sonhou?

Sucesso desde sua estreia, no início deste ano, o projeto Falando de Ballet terá mais uma edição nesta temporada. Serão palestras gratuitas com uma hora de duração sobre o espetáculo a ser apresentado – aos moldes das opera talks realizadas habitualmente em teatros europeus –, com início uma hora e meia antes do começo da sessão, no Salão Assyrio. O palestrante será Paulo Melgaço, professor da Escola de Dança, Artes e Técnicas do Theatro Municipal Maria Olenewa, que falará sobre a história deste ballet, abordando também detalhes desta montagem.

Solistas
Márcia Jaqueline (Fada Açucarada)
Márcia Jaqueline, natural do Rio de Janeiro, iniciou seus estudos de ballet clássico aos 9 anos de idade na Escola de Dança, Artes e Técnicas do Theatro Municipal Maria Olenewa, onde aos 14 se formou, obtendo sempre nota máxima. Com apenas 14 anos, ingressou no Corpo de Baile do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Desde 2007 ocupa o cargo de Bailarina Principal, recebendo elogios por suas performances de toda crítica de dança no Brasil. É detentora de diversos prêmios em concursos nacionais, tais como: Primeiro Lugar e Bailarina Revelação do Concurso Brasileiro de Dança (CBDD – RJ); Primeiro Lugar no Festival de Danças de Joinville; Primeiro Lugar no Festival de Dança Alice Arja (RJ), entre outros. Participou como solista convidada de várias galas em cidades do Brasil e do exterior, dentre elas: Gramado (RS), Brasília (DF), São Paulo (SP), Natal (RN), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Bahia (BA), Corumbá (MS), São Luís (MA), Belém (PA) Campos de Goytacazes (RJ), Campina Grande (PB), Londrina (PR), Indaiatuba (SP), Montevidéu e Punta Del Este (Uruguai), Assunción (Paraguai) e Toronto (Canadá). Em setembro representou o Brasil na Gala Internacional de Miami. Em seu repertório estão incluídos papéis principais de montagens como O Lago dos Cisnes, La Bayadére, Onegin, Paquita, La Fille Mal Gardée, Raymonda, Serenade, A Bela Adormecida, Don Quixote, L’Arlésienne, Carmen, Giselle, Coppélia, O Quebra-Nozes, Voluntaries, Floresta Amazônica.

Claudia Mota (Fada Açucarada)
Carioca, é formada pela Escola de Dança, Artes e Técnicas do Theatro Municipal Maria Olenewa. Trabalhou com Fernando Alonso, no Ballet de Camagüey, Cuba. Aperfeiçoou-se no Ballet Dalal Achcar com Miriam Guimarães, Maria Luísa Noronha e Sergio Lobato. Atualmente faz um trabalho de aprimoramento com Pedro Krazskzuk e Cecília Kerche. É Primeira Bailarina do Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro desde 2007. De seu repertório constam os primeiros papéis nos principais ballets de repertório da Companhia, incluindo as obras de Balanchine. Primeira bailarina brasileira a interpretar Carmen de Roland Petit no Brasil. Foi considerada por Vasiliev a melhor intérprete de Lady Capuleto, em sua versão de Romeu e Julieta. Fez intercâmbio no American Ballet Theatre e San Francisco Ballet, indicada por Makarova e Dalal Achcar. Apontada como um dos maiores talentos dos últimos anos do Theatro Municipal e do país, foi agraciada com o Diploma de Melhores de 2005, pela Sociedade Cultural Latino-Americana. Participou como bailarina convidada da Companhia do Ballet Concierto, dançando o ballet Giselle com o bailarino Iñaki Urlezaga em turnê pela Argentina. A convite do Maître de Ballet Pedro Pablo Peña participou da Internacional Gala of Étoiles of Miami, EUA.

Karen Mesquita (Fada Açucarada)
Natural do Rio de Janeiro, Karen iniciou seus estudos de dança aos 3 anos de idade no Grupo Cultural de Dança Ilha, concluindo-os em 2006. No mesmo ano, ingressou na Akademie Des Tanzes Mannheim, Alemanha. Fez parte do corpo de baile da Badisches Staatstheater Karlsruhe, direção de Birgit Keil. Voltando ao Brasil entrou para a Cia. Brasileira de Ballet, em 2009, participando, em nosso país, das temporadas em São Paulo e Minas Gerais e, internacionalmente, no Principado Mônaco, como intérprete da Fada Açucarada em O Quebra-Nozes, e de Mercedes e Quitéria em Don Quixote. Em 2010 entra para o Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, participando ativamente como solista das obras de grandes coreógrafos como: Carmen, de Roland Petit; O Quebra-Nozes e Don Quixote, com versão de Dalal Achcar; Nascimento, de David Parsons; Giselle, de Peter Wright; Romeu e Julieta e Onegin, de John Cranko; e A Criação, de Uwe Scholz.

Cícero Gomes (Príncipe Quebra-Nozes)
Formado pela Escola de Dança, Artes e Técnicas do Theatro Municipal Maria Olenewa, estudou também na Escola de Ballet da Ópera de Viena (Áustria) e na Elmhurst School for Dance by Birmingham Royal Ballet (Inglaterra). Foi bailarino da Cia. Jovem El Passo de Dança, recebendo boas críticas, com destaque para as publicadas no Jornal do Brasil (RJ), O Globo (RJ), Revista Veja (RJ), Jornal A Notícia (SC), Jornal Liberal (PA), Diário do Nordeste (CE) e Diário de Pernambuco (PE). Participa frequentemente de Galas e Festivais em todo território brasileiro e fora do país. Entre suas partners distinguem-se as grandes bailarinas Ana Botafogo, Áurea Hammerlli, Márcia Jaqueline, Cristiane Quintan, Priscilla Mota e Bettina Dalcanale. Em sua formação clássica e contemporânea trabalhou com célebres maîtres e coreógrafos, como Dennis Gray, Dalal Achcar, Alan Leroy, Luiz Arrieta, Boris Storjokov, Erick Frederick, Vasili Sulich, Desmond Kelly, Peter Wright, Marco Pierin, Luiggi Bonino, Jean Philippe Halnaut, Cyril Atanassof, Márcia Haydée e David Parsons. Seu repertório clássico inclui O Lago dos Cisnes, Giselle, Coppélia, O Quebra-Nozes, Don Quixote, Floresta Amazônica, La Bayadère, Esmeralda, Diana e Acteon, Chamas de Paris, A Bela Adormecida, Gopak, Arlequinade, La Sylphide, O Corsário, Paquita, Romeu e Julieta, Onegin, Carmen e L’Arlésienne.

Filipe Moreira (Príncipe Quebra-Nozes)
Paulistano, Filipe iniciou seus estudos de ballet clássico no Núcleo de Dança Nice Leite e Ilara Lopes. Trabalhou também com Ismael Guiser e Tony Sá. Em 2003 ingressou no Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, destacando-se desde então como solista, dançando todo o repertório da Cia. Foi reconhecido pela crítica e pelo público como um dos maiores talentos dos últimos tempos, dado a sua virilidade, excelência técnica, física e interpretativa. No BTM, desempenhou com sucesso os primeiros papéis nos ballets O Lago dos Cisnes, A Bela Adormecida, O Quebra-Nozes, Raymonda, Coppélia, Giselle, Floresta Amazônica de Dalal Achcar, Onegin e Romeu e Julieta de John Cranko, além de Carmen de Roland Petit. Em 2010 integrou como solista a São Paulo Companhia de Dança. Filipe é convidado para representar o Ballet do Theatro Municipal e o Brasil em várias Galas e Festivais Internacionais. Recentemente apresentou-se na Gala Internacional de Miam.

Moacir Emanoel (Príncipe Quebra-Nozes)
Moacir é natural de Maringá-Paraná e estudou na Escola do Teatro Guaíra em Curitiba, na Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, em Joinville-SC, e na Cia. Brasileira de Ballet no Rio de Janeiro. Recebeu diversas premiações em Festivais no Brasil e na Europa. Estudou com importantes professores da dança como Tadheo de Carvalho, Henrique Talmah, Mario Nascimento, Ilara Lopes e Jorge Teixeira. Desde 2010, integra o Corpo de Baile do Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e, em 2012, foi nomeado Primeiro Solista. Apresentou-se com destaque nos ballets Romeu e Julieta (Paris) e Onegin (Gremin) de John Cranko, e nos primeiros papéis de O Quebra-Nozes (Príncipe das Neves), versão Dalal Achcar, L’Arlésienne (Frederi), de Roland Petit, e O Lago dos Cisnes (pas-de-trois) de Yelena Pankova.

Silvio Viegas, regência
Silvio Viegas é Mestre em Regência pela Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais. Com apenas 22 anos, foi agraciado com uma bolsa de estudos, indo estudar regência na Itália. Em 2001, ficou com o primeiro lugar no Concurso Nacional “Jovens Regentes”, organizado pela Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB).  Silvio Viegas tem uma ligação estreita com a dança, tendo dirigido, no Theatro Municipal do RJ, os ballets Giselle, Coppélia, Raimonda, O Quebra-Nozes, O Lago dos Cisnes e Carmen de Roland Petit. Tem atuação de destaque no meio operístico regendo óperas como Così fan Tutte, Le Nozze di Figaro e A Flauta Mágica de Mozart, Tiradentes de Manuel Joaquim de Macedo, La Bohème e Tosca de Puccini, O Barbeiro de Sevilha de Rossini, Carmen de G. Bizet, Cavalleria Rusticana de P. Mascagni, Il Trovatore e Nabucco de Verdi, Romeu e Julieta de Gounod, Lucia di Lammermoor de Donizetti e, mais recentemente, O Holandês Voador de Wagner, na Argentina.

Esteve à frente das Orquestras Sinfônica Brasileira, Petrobras Sinfônica, Orquestra do Teatro da Paz, Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro, Sinfônica de Minas Gerais, Filarmônica do Espírito Santo, Sinfônica do Paraná, Jazz Sinfônica de São Paulo, Sinfônica de Burgas (Bulgária), Sinfônica do Festival de Szeged (Hungria), Orquestra do Algarve (Portugal), Coro e Orquestra Sinfônica del Sodre (Uruguay) e Orquestra Sinfônica do Teatro de La Plata (Argentina), entre outras. Foi Diretor Artístico da Fundação Clóvis Salgado – Palácio das Artes de 2003 a 2005 e, atualmente, é o Maestro Titular da Orquestra Sinfônica da casa. É também Professor de Regência na Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais. Entre suas apresentações na temporada 2012/2013 estão concertos com a Orquestra Sinfônica de Roma, Filarmônica do Amazonas e dois concertos dentro da Temporada Sinfônica da Arena de Verona, na Itália.

SERVIÇO
Ficha técnica:
Ballet O Quebra-Nozes
Ballet, Orquestra Sinfônica e Coro do Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Música: Piotr Ilitch Tchaikovsky
Regência: Silvio Viegas
Concepção, Coreografia e Mise-en-Scène: Dalal Achcar
Com base na criação original de Marius Petipa e Lev Ivanov
Cenários e Figurinos: José Varona
Diretor do Corpo de Baile: Sergio Lobato
Solistas:
Márcia Jaqueline e Moacir Emanoel (dias 13, 14, 17, 18 e 20/12)
Karen Mesquita e Filipe Moreira (dia 19/12)
Karen Mesquita e Cícero Gomes (dias 21 e 26/12)
Claudia Mota e Moacir Emanoel (dias 27, 28 e 29/12)
Participação especial:
Alunos da Escola de Dança, Artes e Técnicas do Theatro Municipal Maria Olenewa
Direção: Maria Luísa Noronha

Temporada:
Estreia em 13 de dezembro, às 20h30
Dias 20 e 27, às 20h30
Dias 14, 21 e 28, às 17h
Dias 17, 18, 19, 26 e 29, às 20h
Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Praça Floriano s/n° – CentroPreços:
Frisas e camarotes – R$ 600,00
Plateia e balcão nobre – R$ 100,00
Balcão superior – R$ 80,00
Galeria – R$ 50,00
Desconto de 50% para estudantes e idosos
Classificação etária: Livre
Duração: 2 horas (com intervalo)

Palestra Falando de Ballet
Apresentação: Paulo Melgaço
Salão Assyrio / Avenida Rio Branco, s/nº – Centro
Entrada Franca, mediante a apresentação do ingresso (todos os dias da temporada, com início sempre 1h30 antes do espetáculo)
Duração: 60 minutos

Informações: (21) 2332-9191

Vendas na Bilheteria, no site da Ingresso.com ou por telefone 21 4003-2330

 

Eu já fui:

https://palcoteatrocinema.com.br/2014/12/26/o-quebra-nozes-eu-fui/

“As canções que você dançou pra mim”, no Net Rio

Sucesso de público e crítica desde a estreia em 2011, o espetáculo “As canções que você dançou pra mim”, dirigido e coreografado por Alex Neoral, se apresenta no Palco Petrobras Premmia, dias 8 e 9 de dezembro, no Theatro Net Rio, em Copacabana, às 21h. Quatro casais são embalados por um grande “pot-pourri” com 72 canções interpretadas pelo grande cantor e compositor Roberto Carlos. Músicas que marcaram épocas e que já se tornaram clássicos da MPB aparecem agora como mote principal para mais uma produção da FOCUS. O trabalho revisita seus grandes sucessos como: Detalhes, Outra vez, Desabafo, Cama e mesa, O calhambeque, entre outros eternos clássicos, que compõem essa trilha que passa pelas décadas de 60 a 90, onde Roberto pôde alcançar várias gerações com canções que misturam e exaltam sentimentos, falam de amor e relações, exageram na musicalidade e abusam do bom humor, trazendo pra cena todo o romantismo proveniente de suas canções, além das mensagens que marcam tantas histórias. As intenções nas palavras e a popularidade de Roberto com suas poesias em formas musicais são de direta conexão com o público.

É muito raro encontrar alguém que não se identifique ou não conheça alguma de suas obras. “As canções que você dançou pra mim” é um espetáculo para todas as idades, para qualquer pessoa, em qualquer tempo, onde a dança e a música aparecem num casamento perfeito e só nos resta sentarmos, assistirmos, ouvirmos e vivermos mais “tantas emoções”. A Companhia A Focus Cia. de Dança, dirigida e coreografada por Alex Neoral é hoje uma das mais atuantes companhias de dança carioca. Entre 2010 e 2011, a cia. se apresentou em 32 cidades francesas destacando a aclamada Bienal da Dança de Lyon em setembro de 2010. No exterior já levou sua arte também para Estados Unidos, Portugal, Itália, Alemanha e Panamá e no Brasil, para quase 60 cidades, entre capitais e cidades do interior. Em 2007 e 2008 seus trabalhos foram indicados entre os melhores do ano pelo Caderno B, do Jornal do Brasil. E em 2011 o trabalho “As canções que você dançou pra mim” foi eleito entre os 10 melhores pelo Jornal O Globo, e em 2012 pelo Guia da Folha de São Paulo, sendo um dos 3 melhores pela originalidade e simplicidade na opinião do júri especialista.

Em seu repertório coreográfico destacam-se: * Dente de Leite (2013) * As canções que você dançou pra mim (2011) * Impar (2010); * Strong Strings (2009); * Interpret. (2009); * Um a Um (2009); * Ao Vivo (2009); * Zap (2009) que fez parte da 10ª edição do SOLOS DE DANÇA DO SESC; * Pathways (2008) criado especialmente para o JUNGE CHOREOGRAPHEN 2008 em comemoração aos “50 Jahre Noverre-Gesellschaft” em Stuttgart na Alemanha; * B612 – O essencial é invisível aos olhos (2008); * Outro Lugar (2007) criado especialmente para o projeto 4Movimentos do CCBB e que teve seu vídeo-dança selecionado para a programação do Dock 11/Pool 07 em Berlim, Dança em Foco no Brasil e eleito um dos dez melhores de 2007 pelo Caderno B – Jornal do Brasil; * Quase Uma (2005).

SOBRE O PALCO PETROBRAS PREMMIA No dia 2 de julho de 2012, Maria Bethânia subia ao palco do então recém-inaugurado Theatro Net Rio. Um dos palcos mais tradicionais do Rio de Janeiro, fundado por Tereza Rachel em 1971, cravado no coração de Copacabana, acabara de ser reaberto e rebatizado de Theatro Net Rio, mantendo o nome de sua fundadora na sala com capacidade para 622 pessoas. De lá pra cá o teatro recebeu grandes nomes do cenário musical brasileiro como Caetano Veloso, Gal Costa, Lenine, Ney Matogrosso, Ângela Maria, Cauby Peixoto, entre outros. A nova geração também marcou presença em diversos gêneros com nomes como Luiza Possi, Maria Gadú, Roberta Sá, entre outros. Desde a sua reabertura o Theatro NET Rio recebeu 111 shows e um público de 48.700 pessoas. Em 2014 o palco de todas as artes apresenta o projeto Palco Petrobras Premmia. Com o programa de fidelidade, os clientes que abastecem nos postos Petrobras participantes, poderão acumular pontos que serão trocados por ingressos no Theatro NET Rio. Além disso, todos os funcionários da Petrobras terão direito a 50% de desconto na compra de até dois ingressos da programação, e os clientes do Cartão Petrobras terão 30% de desconto na compra de até 4 ingressos. Ficha Técnica Direção, Concepção, Coreografia: Alex Neoral Direção de Produção: Tatiana Garcias Produção: Náshara Silveira e Nathalia Atayde Iluminação: Binho Schaefer Técnico de Iluminação: Phelipp Raposo Criação e Edição Musical: Alex Neoral Figurinos e Visagismo: André Vital Ambientação Cênica: Marcio Jahú Confecção de Figurinos: Jacira Garcias Assessoria de Imprensa: Mônica Riani Fotos: Marian Starosta e Cintia Pimentel Programação Visual: Gabi Caspary Direção de Palco: Wellison Rodrigues Com: Alex Neoral, Carol Pires, Clarice Silva, Cosme Gregory, Felipe Padilha, Gabriela Leite, Marcio Jahú, Mônica Burity Classificação indicativa: Livre Duração: 55 min Realização: Neoral Garcias Produções Artísticas LTDA PETROBRAS– patrocinadora da Focus Cia de Dança

SERVIÇO:

PALCO PETROBAS PREMMIA – AS CANÇÕES QUE VOCÊ DANÇOU PRA MIM

Theatro Net Rio – Sala Tereza Rachel. Rua Siqueira Campos, 143 – Sobreloja – Copacabana. (Shopping Cidade Copacabana). Ingresso: R$ 100,00 (plateia) R$ 50,00 (balcão e frisas) Direito à meia entrada: Menor ou igual à 21 anos, idosos com 60 anos ou mais, professor da rede pública, estudante, cliente Net (4 ingressos), cliente O Globo (2 ingressos), classe artística com DRT (1 ingresso), cliente Mais Pão de Açúcar, revista Básica (2 ingressos), cartão pré-pago do Metrô (2 ingressos), carteira da Amave (2 ingressos), apresentando a passagem da viação Itapemirim, funcionários da Petrobras (2 ingressos) Horário: 21h. Data: 8 e 9 de dezembro.

Classificação: 12 anos. Duração: 55 Minutos. Capacidade do Teatro: 622 lugares. Telefone do teatro: 21 2147 8060 / 2148 8060 Site: http://www.theatronetrio.com.br Vendas: http://www.ingressorapido.com.br / consulte os pontos de vendas no site. Horário de funcionamento da bilheteria: 10h. às 22h. Formas de pagamento: Todos CC / CB Acessibilidade Estacionamento no Shopping, entrada pela Rua Figueiredo Magalhães, 598.

Top 3 – “Eu fui!”: Dança

Desde que criei o blog penso neste momento. E ele chegou! Muito bom relembrar tudo o que assisti este ano e fazer o ranking dos mais legais. Assim, fechamos com chave de ouro o primeiro ano do nosso “Palco, teatro, cinema…”

Vamos por categorias:

Comecemos pela dança! Este Top 5 não tem 5, mas sim 3! Não porque não mereça mais que isto, mas porque fui em apenas 3 espetáculos de dança este ano.

 

Vamos lá:

1 – “Coppélia”

Assistir a um espetáculo de balé é sempre um primor. Pela precisão dos movimentos, pelo luxo no figurino.

Foto: apetecer.com

Foto: apetecer.com

“Coppélia” é especial nisto. Esteve em cartaz no Theatro Municipal em outubro, mês das crianças, já que tem uma história encantadora para o público infantil. Além de tudo, os passos inacreditáveis dos bailarinos hipnotizam o público. Por essas e outras, é o líder do meu Top 3.

 

 

 

 

Segue link para o post completo:

https://palcoteatrocinema.com.br/2014/10/09/coppelia-eu-fui/

2 – “La Bayadère”

Solor e Nikiya - Foto: apetecer.com

Solor e Nikiya – Foto: apetecer.com

O figurino brilhoso, luxuoso… Tudo chama a atenção em “La Bayadère”. A linda história de amor entre Nikiya e Solor esteve em cartaz em junho no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Leva a medalha de prata do nosso Top 3. Mas é tão lindo quanto “Coppélia”, difícil escolher.

 

 

 

Segue o link para o post completo:

https://palcoteatrocinema.com.br/2014/06/01/dilema-entre-amor-e-dever-la-bayadere-no-theatro-municipal-eu-fui/

3 – “Belle”

Foto: apetecer.com

Foto: apetecer.com

Nosso bronze é menos qualificado que os outros apenas pelo motivo de não ter assistido à apresentação completa. Apenas vi algumas cenas mostradas para a imprensa. O espetáculo, baseado no clássico filme francês “Belle de jour”, é uma adaptação em forma de dança. Pelo pouco, deu para perceber que capricha na sensualidade. Veja abaixo o link para nosso post.

 

 

 

Segue o link para o post complet

https://palcoteatrocinema.com.br/2014/06/13/classico-e-contemporaneo-espetaculo-belle-de-deborah-colker-eu-fui/

 

Espero que tenham gostado dos textos e do ranking. Até mais!

Cia. de Ballet do Rio de Janeiro apresenta “Essências”, no Imperator

No dia 29 de novembro, a Cia. de Ballet do Rio de Janeiro apresenta no Imperator o espetáculo Essências, composto de 2 ballets: Perfume e Canção da Terra.

O primeiro, “Perfume”, tem coreografia de Raphael Spyker (Bailarino do American Ballet Theatre). Situado no século XVIII, em Paris, o ballet narra a história de Jean-Baptiste Grenouille, que nasceu no meio de tripas de peixe atrás de uma banca. Grenouille possuía um olfato extraordinariamente apurado e, graças a essa característica, aprendeu várias técnicas para a criação de um perfume.

Ele conseguia cheirar aromas por mais longe que estivessem e armazenava todos em sua memória. Um dia, ele encontra uma jovem com um perfume totalmente diferente de todos os outros que ele guardava na memória, e acaba por matá-la com as suas próprias mãos, de tanto desejar apoderar-se do seu odor. Mas esta jovem é apenas uma das muitas que Grenouille acaba por matar em busca do perfume perfeito.

No segundo ato “Canção da Terra”, com música de Maria Del Mar Bonet e coreografia de Alice Arja, a obra é dividida em 8 poemas portugueses de rara beleza, voltados para a terra, para a natureza e para a solidão do homem no seio desses elementos. Foram a fonte criativa de um documento pessoal e profundamente comovente que abre o processo criativo da coreógrafa. Canção da Terra está impregnada de tristeza e nostalgia indefiníveis, mas também da celebração da natureza.  Nela é encontrada tanto a ambivalência de sentimentos, entre o êxtase, o prazer e a premonição da morte, que caracteriza o próprio momento das plantações e colheitas, como também todo o clima outonal do romantismo tardio.

SERVIÇO:
Cia. de Ballet do Rio de Janeiro apresenta Essências
DATA: 29/11
LOCAL: IMPERATOR – CENTRO CULTURAL JOÃO NOGUEIRA
http://www.imperator.art.br
ENDEREÇO: Rua Dias da Cruz, 170 – Méier
HORÁRIO: 20h
DURAÇÃO DO ESPETÁCULO: 2h
INGRESSOS: Plateia sentada – R$ 30 (inteira) / R$ 15 (meia)
CLASSIFICAÇÃO: Livre
VENDAS: INGRESSO.COM E BILHETERIA DA CASA
HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO DA BILHETERIA: terças e quartas, das 13h às 20h; quintas e sextas, das 13h às 21h30; sábados, das 10h às 21h30; e domingos, das 10h às 19h30.
INFORMAÇÕES: 2597-3897 (das 9h às 12h/13h às 18h)
FORMA DE PAGAMENTO PARA O SHOW: dinheiro e cartões Dinners, Master (débito e crédito), Visa (débito e crédito) e Vale Cultura.

“A Seguir”, no Espaço Sesc Copacabana

No dia 18 de novembro, às 21h, o Mezanino do Espaço Sesc recebe a bailarina, coreógrafa e performer carioca Micheline Torres, que apresenta o espetáculo de dança contemporânea “A Seguir”.

Contemplado com o Rumos Dança do Itaú Cultural 2012-2014, tendo sido apresentado em São Paulo, Minas Gerais e na Bienal Internacional de Curitiba, o espetáculo estreia em Copacabana e fica em cartaz até 23 de novembro de terça a sábado, 21h e no domingo, 20h.

A Seguir é sobre a aventura de produzir e viver de dança no Brasil. Para tratar desta temática, a coreógrafa se inspirou em romances como “Moby Dick”, “20.000 léguas submarinas”, “Viagem ao centro da Terra”, “O velho e o mar”, “Volta ao mundo em 80 dias”, “As viagens de Gulliver” e todos os livros de viagens de Amyr Klink. Aventuras, desafios, viagens e superações são tratados como metáfora e realidade, para quem escolhe viver de arte no Brasil.

“O argumento desta pesquisa é ao mesmo tempo político e aventuresco e é o trabalho onde mais danço”. Confessa a bailarina – cujos trabalhos situam-se entre a dança contemporânea, a performance e as artes visuais. “A Seguir” mostra um personagem em árdua negociação entre estar sozinho e acompanhado, com dinheiro e sem dinheiro, em todo tipo de contexto econômico, político e cultural. A partir daí, diversos questionamentos dão origem a uma pequena aventura dançada em um mar de possibilidades.

“A Seguir” é a quarta obra do projeto “Meu corpo é minha política”, contemplado no programa Funarte Klauss Vianna de Dança (2009 e 2011), FADA 2012 e Circuito Estadual das Artes 2012 e 2013. “Meu corpo é minha política” vem sendo desenvolvido desde 2007 através de encontros, colaborações e deslocamentos geográficos ao redor do mundo.

Micheline Torres estudou Artes Cênicas (UNIRIO) e Filosofia (UFRJ), dançou por 12 anos na Lia Rodrigues Companhia de Danças e já participou de projetos de residência no Centre National de la Danse (Paris) e NRW/TanzHaus Dusseldorf (Alemanha). Seus trabalhos já circularam por 18 cidades do Brasil, além de 8 países.

Micheline Torres faz parte do coletivo internacional Sweet&Tender Collaborations.
FICHA TÉCNICA
Concepção, direção, texto, dramaturgia e interpretação: Micheline Torres
Colaboração artística e ensaiadora: Marcelle Sampaio
Colaboração dramatúrgica: Marcia Zanelatto
Concepção visual: Juliano Gomes
Trilha Sonora Original: Marcio MM Meirelles
Luz: Renato Machado
Fotos: Renato Mangolin
Produção: Aline Mohamad
Preparação Corporal: Sylvia Barreto (ballet clássico) e Orlando Cani (yoga)
Realização: Um Mar de Possibilidades Produções Artísticas

SERVIÇO
A Seguir
Estreia: 18 de novembro de 2014
Temporada: 18 a 23 de novembro de 2014
Horário: Terça-feira a sábado – 21h, no domingo, 20h
Local: Mezanino do Espaço Sesc
Endereço: Rua Domingos Ferreira – 160 – Copacabana – Telefone: (21) 2547 0156
Ingresso: R$ 5 (Associados Sesc), R$ 10 (Meia entrada – Estudantes e Idosos) e R$ 20 (Inteira).
Funcionamento da bilheteria: Terça a domingo, 15h às 21h. Vendas antecipadas no local.
Duração: 50 min.
Classificação: Livre
Capacidade: 100
Gênero: Dança

“My Pogo”, no Dança Gamboa

Depois de mais de dois meses de programação intensa, o encerramento do projeto Dança Gamboa acontecerá nos dias 8 e 9 de novembro, com uma apresentação inédita na cidade: “My Pogo”, do coreógrafo francês Fabrice Ramalingom. O espetáculo tem como inspiração o Pogo – dança dos punks do final dos anos 70, que consiste em pular, empurrar e puxar uns aos outros.

Lançado no final de agosto, o Dança Gamboa, projeto do Galpão Gamboa dedicado à dança, está em sua segunda edição. A curadoria é da bailarina e coreógrafa Marcia Rubin e do diretor e produtor Cesar Augusto. A direção de produção está a cargo de Fernando Libonati, diretor do Galpão Gamboa e sócio da produtora Pequena Central, ao lado do ator Marco Nanini.

My Pogo

Um núcleo composto de vários elementos. Uma entidade que se desloca no espaço através de choques. Um bloco de heterogeneidade. Um grupo de indivíduos que se encontra confinado como se estivesse dentro de um ovo, onde cada um busca o seu lugar.

O ponto de partida de “My Pogo” é a transposição de uma condição urbana que o mundo ocidental nos impõe – um estar juntos que é forçado, regrado, regulado – a uma estrutura coreográfica que gira em torno de um grupo compacto. Em face dessa violência dissimulada do cotidiano da maior parte das grandes cidades, o homem cria estratégias, artimanhas e ajustes para escapar e continuar a viver.

“My Pogo” extrai desses comportamentos, que são signos de inventividade, de escape e de afastamento contra a ordem estabelecida, uma resistência e por consequência uma liberdade subterrânea que é próxima da selvageria do Pogo.

Ficha técnica
Concepção e coreografia: Fabrice Ramalingom
Interpretação: Clement Garcia, Lise Vermot, Chiharu Mamiya, Yuta Ishikawa, Fabrice Ramalingom, Emilio Urbina
Musica: Pierre-Yves Macé
Luz: Maryse Gautier
Diretor técnico: Romain de Lagarde
Coprodução: Festival Montpellier Danse 2012, Festival Uzés Danse 2012, Centre Chorégraphique National de Franche Comte à Belford, Centre Chorégraphique National de Caen/Basse Normandie
Duração: 60 minutos
Classificação: Livre

Serviço
Data: 08 e 09/11 (sábado e domingo)
Horário: sábado, às 21h; domingo, às 20h
Local: Galpão Gamboa – Teatro
Capacidade: 80 lugares
Endereço: Rua da Gamboa, 279 – Centro – RJ
Telefone: (21) 2516-5929
Ingressos: R$ 20 (inteira)/R$ 10 (meia)/R$ 5 (para moradores dos bairros da Zona Portuária, apresentando comprovante de residência)
Vendas de ingressos:
– No Galpão: Terça a quinta: das 14h às 19h (Nos dias de espetáculo a bilheteria funciona das 14h até a abertura da sala ou até esgotarem os ingressos)

“Tamborzada”, na Arena Dicró

No dia 08 de novembro, sábado, a Arena Carioca Dicró, na Penha, receberá o musical genuinamente brasileiro, “Tamborzada”, da Companhia Folclórica do Rio – UFRJ. Com curadoria de Haroldo Costa, o espetáculo conta com 40 artistas, entre músicos e dançarinos, e mostra com quantos batuques se faz a cultura do Brasil. A entrada é gratuita.

“Tamborzada” é inspirado em pesquisas de campo realizadas pelos integrantes da Companhia e propõe uma viagem entre diversas manifestações populares de vários estados do Brasil e cidades do Rio de Janeiro. O roteiro brinca com o coco e o baião nordestinos, o batuque de umbigada paulista, o samba de roda do Recôncavo Baiano, e caminha pela sacralidade da mitologia afro-brasileira, dos congados mineiros, das Caixeiras Maranhenses do Divino e do Maracatu Pernambucano.

Em cena, o público verá desde o samba de salão até a invenção do maxixe, dança excomungada que juntou células melódicas e rítmicas da Europa e da África. Além do pas de deux do mestre-sala e da porta-bandeira, representando a maneira carioca de brincar e se comunicar.

“Este espetáculo traz uma reflexão sobre a riqueza artística, social e política da cultura popular e pretende desvelar a diversidade das manifestações de tambores que têm o potencial de comunicar ancestralidade e atualidade, devoção e diversão, e que persistem e resistem, acompanhando a humanidade em seus sonhos, lutas e artes. Tamborzada é um musical que valoriza nosso povo, que sabiamente transforma dor em arte, desesperança em dança e o coração aflito em batuque”, afirma Haroldo Costa, que assina direção-geral do espetáculo.

Ficha técnica:
Direção Geral e Curadoria: Haroldo Costa
Criação, Coreografia e Direção Artística: Eleonora Gabriel
Coordenação Geral: Lene DeVictor
Direção Musical: Luciano Câmara.
Dançarinos: Alex Costa, Alexandre Carvalho, Carla Giglio, Carolina Accioli, Deivison Garcia, Diogo Nascimento, Elaine Aristóteles, Eleonora Gabriel, Fernanda Veloso,
Flávia Souza, Frank Wilson, Gessica Justino, Jacqueline Barbosa, Jéssica Lima,
Leonardo Amorim, Luan Gustavo, Mônica Luquett, Pedro Vitor, Rafael Maia, Rita Alves,
Roberto Barboza, Rodrigo Magalhães, Thais Chilinque, Tulah Pereira, Viviane Brito
Músicos: Antonio Sant’anna, Bruno Amorim, Gabriel Gabriel, Giovanni Padula,
Luciano Câmara, Paulino Dias, Renato Paquet, Rita Alves, Rosane Almeida.
Preparação e arranjo vocal: Maestro Leonardo Bruno
Preparação dança de salão: Rodrigo Magalhães
Poesia e músicas inéditas: Alexandre Carvalho
Participação especial: Kauã Carvalho

Serviço:
Data: 08/11 (sábado)
Horário: 20h
Local: Arena Carioca Dicró – Carlos Roberto de Oliveira
Endereço: Parque Ari Barroso, Penha (entrada pela rua Flora Lobo)
Telefone: (21) 3486-7643
Entrada Gratuita
Duração: 90 minutos
Classificação indicativa: Livre
Capacidade: 338 pessoas

Quem anda no chão, quem anda nas árvores, quem tem asas

Diorama é um cenário realista que recria um habitat natural, valendo-se de elementos pictóricos, naturais e artificiais. É com esse formato que o coreógrafo Gustavo Ciríaco apresentará seu novo espetáculo, “Quem anda no chão, quem anda nas árvores, quem tem asas”, que faz temporada de 15 de novembro a 07 de dezembro, no Galpão das Artes do Espaço Tom Jobim, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, com ingresso a R$30 e R$15.  A pré-estreia acontece dia 14, sexta-feira, exclusivamente para escolas.

Nesse trabalho, o coreógrafo revisita a tragédia através de uma leitura contemporânea, usando dioramas como os principais dispositivos cênicos. Muito populares no início do século XX nos museus de história natural, esse formato serve como janela para a observação e organização da diversidade biológica. De origem grega, a palavra diorama pode ser traduzida como “para ver através”.  Para Gustavo, o objetivo é “criar uma caixa de memória e história da vida na Terra, a fim de repensar a tragédia nos tempos atuais, mas com humor”,  marca do trabalho do artista em seus 19 anos de carreira.
Em uma época em que o significado de comunidade e construção de uma história em comum luta contra a fragmentação da participação social, o que a palavra tragédia ainda suscita hoje em dia? Com o trágico e cômico como mote, e a dança e o canto como vetores da ação cênica, o espetáculo transporta o espectador para um museu da humanidade recriado em um palco, lugar de acesso ao grande dilema de se pensar a si mesmo como parte de uma história comum, em uma época em que o indivíduo se expande para um mundo por demais fragmentado, no entanto, extremamente humano.

Além de Gustavo, estão no elenco os bailarinos António Pedro Lopes, Fred Araújo, Isabel Martins, Leo Nabuco, Luciana Fróes, Priscila Maia e Tiago Cadete. A cenografia é assinada por Dina Levy Salem e Pedro Rivera, enquanto o desenho de luz fica por conta de Tomás Ribas, o figurino é de Paula Stroher e a produção de Anna Ladeira.

SERVIÇO
QUEM ANDA NO CHÃO, QUEM ANDA NAS ÁRVORES, QUEM TEM ASAS
Galpão das Artes – Espaço Tom Jobim
Rua Jardim Botânico, 1008 – Jardim Botânico
Horários:       Sextas às 15h e 18h30
Sábados às 18h30
Domingos às 17h30
Ingressos: R$ 30 (inteira) R$ 15 (meia)
Duração: 60 min
Capacidade: 80 pessoas
Censura:  14 anos
Pré-estreia para convidados: 14 de novembro, às ….
Temporada: de 15 de novembro a 7 de dezembro de 2014.

FICHA TÉCNICA
DIREÇÃO ARTÍSTICA – Gustavo Ciríaco
ASSISTENTE DE DIREÇÃO – Priscila Maia
BAILARINOS – António Pedro Lopes, Fred Araújo, Isabel Martins, Leo Nabuco, Luciana Froés, Priscila Maia e Tiago Cadete

“Isto É Brasil”, no Teatro Bradesco

O musical conta a história do samba, fazendo um resumo da grande influência africana na cultura popular brasileira. No elenco, o coreógrafo Carlinhos de Jesus, que assina a direção, e a bailarina Ana Botafogo, entre outros.

Isto É Brasil apresenta a trajetória da dança popular no Rio de Janeiro e do jongo, início da cultura popular carioca, preservado e difundido pelos descendentes de africanos radicados no Rio de Janeiro.

Com participação especial da bailarina clássica Ana Botafogo, numa grande alusão à mistura de culturas, aqui representada pela união do clássico com o popular. Ana participará dos números Garota de Ipanema num pas de deux com Carlinhos; no chorinho Feitiço, onde fará um solo, e em Divina Dama e Batucada, novamente em duo com o dançarino.

E Carlinhos de Jesus e seus dezoito dançarinos apresentam ainda: o chorinho, o samba percussivo, o samba de roda, o samba no pé, o samba na comissão de frente da mangueira, os sambas de gafieira e tantas outras manifestações populares brasileiras.  Ao final do espetáculo apresentam uma coreografia especial: Aquarela do Brasil, com demonstração de mestre sala, porta bandeira, com a bandeira do Brasil, e passista, numa referência ao carnaval carioca.

Serviço:
Espetáculo: Isto é Brasil – com Ana Botafogo e Carlinhos de Jesus
Datas: 22 a 23 de novembro
Horários: sábado às 21hs e domingos às 19hs
Gênero: dança
Duração: 70 minutos
Classificação: livre
Ingressos: Frisas: R$ 80,00; Balcão Nobre: R$ 100,00; Plateia Alta: R$ 110,00; Plateia Baixa e Camarote: R$ 120,00

Favela em Dança, dia 18 de outubro

No dia 18 de outubro, sábado, a partir das 9 horas, a comunidade do Pavão-Pavãozinho, em Copacabana, receberá a segunda edição do Favela em Dança. O evento terá mais de 14 horas de duração e contará com batalhas nos estilos Break, Hip Hop e Passinho, além de apresentações de diversos grupos de dança. A entrada é gratuita.

Favela em Dança é um festival de danças urbanas que tem como objetivos principais a valorização a cultura nacional, a integração entre o asfalto e a favela e a miscigenação do Hip Hop com o Funk Carioca. A ideia é que o evento se torne referência em intervenções artísticas e culturais nos territórios populares do Rio de Janeiro. O projeto se formou a partir da união de jovens moradores do PPG (Pavão, Pavãozinho e Cantagalo), dentro do primeiro ciclo da Agencia de Redes para Juventude nesse território, em 2011.

Denominado de Favela em Dança – Batalhas, o evento acontecerá das 9h às 23h30, e além das batalhas, terá apresentações dos grupos: 904 krump movement, X Style Dance Company, DAS, Espaço Triartis, Núcleo 7.O, Urbanus Street Dances, Funkeados, Coretto Cia de Dança, Rio Swang, Melanina, Grupo de Kuduro (Aricelma), Paradoxo CDN, Os Descolados, Verdade Lírica e Mx Studio de Dança.

A primeira edição do evento aconteceu entre os dias 29 e 31 de março de 2013. Foram 10 horas de workshops, mostras de dança com companhias que atuam pelo país e premiação para os bailarinos vencedores. O Festival reuniu grandes nomes da Dança Urbana como: Filipi Ursão, Rodrigo Soninho, Bruno Duarte, Bárbara Lima, Josh Antonio, Lúcio Pedra, Dany Possidonio, Duly Omega, Luciana Monnerat, DJ Bruno X, entre outros.
Serviço – 2ª edição Favela em Dança
Data: 18/10 (sábado)
Horário: 9h às 23h30
Local: Rua Saint Roman, 149 – Copacabana
Classificação: Livre
Entrada gratuita