Top 3 – “Eu Fui!”: Cinema

O ano já estava chegando ao fim e estava vendo que o Top 3 de cinema não ia rolar, devido à falta de contingente rs. Mas tudo mudou – de repente – em novembro, quando recebi vários convites e, graças a eles, pude citar aqui e categorizar os melhores de 2015.

Vamos lá?

 

1 – Anomalisa

A animação em stop motion está longe de ser atração para os pequenos. Toca em assuntos de adultos e dramas

Foto: Divulgação

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pessoais que os maiorezinhos conhecem. Sensível e bem feito, o longa de Charlie Kaufman só estreia em janeiro de 2016, mas aqui já está no topo do ranking.

Veja o post sobre o filme

 

 

2 – Cidade de Deus – 10 anos depois

Foto: Divulgação

Foto: apetecer.com

Parece que foi ontem, mas o grande sucesso “Cidade de Deus” já comemora mais de uma década. Para comemorar, Luciano Vidigal resolveu dirigir um documentário para saber como estão os integrantes do elenco hoje em dia. Alguns ainda estão na batalha pela profissão de ator. Outros foram por outros caminhos.

Veja o post sobre o documentário

 

 

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

3 – Bob Esponja: Um herói fora d’água

Só conhecia o personagem de nome mesmo. A primeira vez a que assisti ao desenho foi no próprio filme. E adorei. Piadas engraçadas, enredo criativo e inserções idem durante o longa. Programa legal para as crianças e os adultos também.

Veja o post sobre o desenho

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#Garotas – o Filme – Eu fui!

Filmes de ritos de passagem são algo frequente no cinema americano há um bom tempo. Também temos representantes do gênero, como”#Garotas – o Filme”, que estreou em 12 de novembro. O longa fala sobre a amizade entre 3 meninas. Um pouco mais velhas do que as personagens dos filmes gringos costumam ser, as jovens estão

Elenco, diretor e produtor de "#Garotas - o Filme" Foto: apetecer.com

Elenco, diretor e produtor de “#Garotas – o Filme” Foto: apetecer.com

na faixa dos 20 e poucos anos, e seus conflitos já evoluem para a fase de trabalho e fim de faculdade. Mesmo assim, é uma transição importante na vida de qualquer um.

“Tinha uma ideia de fazer um filme sobre jovens, um dos grandes temas do cinema. De repente pensei em fazer esse filme sobre um rito de passagem. São meninas numa faixa de idade um pouco mais velha que a gente costuma ver nesses filmes jovens americanos, de festa, que são sobre adolescentes. Estou retratando aqui umas meninas numa fase um pouco mais madura, já no fim da faculdade. Já tem as escolhas, um trabalho… Quero algo mais pesado de humor, mais politicamente incorreto. É um modelo de filme que curto muito, esses de ritos de passagem. Há vários filmes com essa estrutura de ’24 horas que mudam a sua vida'”, explica o diretor e roteirista, Alex Medeiros. “O filme teve quase uma vida própria. Várias pessoas que trabalhavam próximas a mim tiveram o interesse e quiseram participar”, completa.

Foto: apetecer.com

Foto: apetecer.com

O longa foi filmado durante 18 diárias, mas todo o processo durou 2 anos, com interrupções. As 3 atrizes principais – Giovana Echeverria, Barbara França e Jeyce Valente – foram escolhidas logo no início das gravações, e participaram de todo o processo. Talvez isto justifique a naturalidade que aparecia na telona. Os improvisos nas falas eram constantes e perceptíveis. “Trabalhamos com muito improviso, e isso acabou marcando toda a linguagem do filme. Elas tiveram muita contribuição no texto. Houve várias falas de improviso, e chegou a um ponto em que eu nem lembrava do que foi escrito e o que foi filmado”, justificou Medeiros.

A forma com que o elenco interpreta é muito natural, parecendo que realmente não há texto decorado. Isto

Giovana Echeverria é a protagonista do longa Foto: apetecer.com

Giovana Echeverria é a protagonista do longa
Foto: apetecer.com

infelizmente faz em alguns momentos os diálogos ficarem bobos e cansativos. Mas a principal virtude no filme está no desfecho, que surpreende. O desempenho das #garotas também é satisfatório. Giovana capricha na sensualidade e Barbara e Jeyce são desenvoltas no improviso. Para não corrermos o risco de esquecer alguém, melhor não citar o restante do enorme elenco rs. Há probabilidade de esquecer algum nome entre tantos é grande rs.

“#Garotas – o Filme” é um filme sobre transição. Sobre aquele momento de dúvida entre a curtição ou colocar a cabeça no lugar e levar a vida de forma mais séria. A frase “Crescer é foda!” acompanha a narrativa da película, fazendo mais a fase adulta parecer um peso do que uma vantagem. Mas não é esse o resultado do que se vê na telona. A maioria dos personagens quer mais é saber de festa. Preocupar pra quê? Temos a vida inteira para aprender a sermos adultos.

 

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P.S.: Agradeço à Julia Ryff pelos convites

Cidade de Deus – 10 anos depois – Eu fui!

Você lembra em que circunstância e quantas vezes assistiu a “Cidade de Deus” (considerando que todos nós já

Leandro Firmino (Zé Pequenos) foi conferir a estreia de

Leandro Firmino (Zé Pequeno) foi conferir a estreia de “Cidade de Deus – 10 anos depois”
Foto: Divulgação

assistimos, né?)? Bem, a primeira vez (das 3 vezes) que vi foi no cinema mesmo, depois de já ter passado aquele “furdúncio” inicial, de filas quilométricas. Mas estava de olho nele antes mesmo da estreia, em 2002. 13 anos depois, é lançado um documentário que nos faz reviver a época, e para lembrarmos de algumas figuras que ficaram conhecidas desde então. Algumas não mantiveram o frisson que causaram, e esta é a principal questão do documentário “Cidade de Deus – 10 anos depois”.

Assinado por Cavi Borges e Luciano Vidigal, o documentário entrevista vários integrantes do elenco. Poucos já eram inseridos no meio artístico, como Seu Jorge, que deslanchou no cinema e na música após o longa. A imensa maioria foi escolhida por meio de testes entre pessoas da comunidade, e preparada especialmente para atuar no filme. Esta questão foi muito debatida na época, devido ao excelente desempenho deles nas telonas.

Douglas Silva (Dadinho) foi outro nome revelado em

Douglas Silva (Dadinho) foi outro nome revelado em “Cidade de Deus”
Foto: apetecer.com

Para muitos o sucesso foi passageiro. Um dos atores assumiu a culpa, por ter pensado que, após fazer um dos maiores sucessos do cinema nacional, os convites fossem aparecer, e acabou não correndo atrás. Hoje, esses levam vidas simples, longe do glamour das telonas. Outros acabaram caindo no crime, como o caso de Rubens Sabino (Neguinho), que chegou a aparecer em alguns telejornais.

Mas o sol brilhou para outros integrantes, como Roberta Rodrigues (Berenice) e Thiago Martins (Lampião), hoje atores recorrentes em novelas da Rede Globo. Seu Jorge e Alice Braga também seguem carreiras bem-sucedidas, inclusive internacional. Douglas Silva (Dadinho) é outro nome que se mantém atualmente na TV.

O documentário toca em várias questões. Destacando principalmente como era a vida do elenco antes do filme e como se transformou com este, e quais as perspectivas futuras para esta profissão. Também falam em relação ao dinheiro, e o que os atores fizeram com os cachês. Todos deram suas opiniões a respeito. Apesar de muitos entrevistados, senti falta de 2 nomes. Matheus Machtergaele não apareceu na telona. Assim como o principal responsável pelo sucesso: o diretor Fernando Meirelles. Não sei o motivo das ausências. Talvez o diretor do documentário quis exibir uma olhar menos óbvio em relação a “Cidade de Deus”.

Leandro Firmino Foto: apetecer.com

Leandro Firmino
Foto: apetecer.com

P.S.: Agradeço à palavra! pelos convites

Concerto “Cinepiano” na Cinemateca Brasileira

Na próxima terça-feira, dia 27, Tony Berchmans apresenta, às 21 horas, o concerto CINEPIANO na Cinemateca Brasileira. Dessa vez, o artista acompanha, ao piano solo, “O INQUILINO”: um clássico do cinema mudo dirigido por Alfred Hitchcock, em 1926. A apresentação faz parte do British Day, promovido pela 39ª Mostra Internacional de Cinema, em parceria com o Consulado Geral Britânico em São Paulo.

A sessão será gratuita e ao ar livre, no jardim da Cinamateca.

O CINEPIANO Tony Berchmans é um tributo ao cinema mudo, época em que as projeções dos filmes eram acompanhadas por músicos que faziam a trilha ao vivo. “Na ausência dos diálogos e dos efeitos sonoros, a música era fundamental para enriquecer a narrativa dos filmes e muitas vezes até para dar sentido a cenas”, conta Berchmans, que vem se apresentando com o CINEPIANO desde 2010.

Além de se apresentar em várias cidades do Brasil, o CINEPIANO Tony Berchmans já percorreu alguns eventos de cinema e música na Noruega, Itália e Romênia.

SOBRE O FILME

O INQUILINO (THE LODGER: A STORY OF THE LONDON FOG, 1926) dir. Alfred Hitchcock

Hitchcock fez 10 filmes mudos e apenas 9 sobreviveram. Realizada em 2011, a restauração dos 9 filmes foi o maior projeto de recuperação de filmes da história da BFI – British Film Institute e só foi possível graças à tecnologia atual. Hoje estes célebres filmes são conhecidos como “The Hitchcock 9” e estão circulando o mundo cinéfilo.

O filme que Tony Berchmans acompanhará é um deles.

O primeiro filme de suspense do diretor é sobre o misterioso inquilino de uma pensão em Londres. Com seu comportamento estranho, o homem chama a atenção dos donos da pensão, que passam a desconfiar que ele seja um procurado serial killer que aterroriza a cidade, e que tem o nada lisonjeiro hábito de matar uma mulher loira todas as noites de terça-feira.

“O Inquilino” foi produzido em 1926 e considerado, pelo próprio diretor, como o primeiro filme verdadeiramente hitchcockiano de sua carreira.

Durante a sessão, Tony Berchmans apresentará, ao piano solo, uma trilha inédita.

SOBRE O CINEPIANO TONY BERCHMANS

O cinema mudo na verdade nunca foi totalmente mudo. Quase sempre as projeções cinematográficas deste período eram acompanhadas por música executada ao vivo. Da figura histórica do pianista improvisador até grandes orquestras sinfônicas, o espetáculo da sétima arte se desenvolveu na companhia da trilha sonora interpretada ao vivo.

Impressionante exercício de improvisação e sincronismo, o acompanhamento musical de filmes em tempo real é uma experiência audiovisual única. A música narra as cenas com precisão e, na falta dos diálogos e sons, ela ajuda a contar a história, estabelecendo andamentos, climas emocionais, ambientações dramáticas e pontuações cômicas. Além de óbvias habilidades técnicas, o músico do cinema mudo precisava contar com um enorme vocabulário de ferramentas de interpretação, num veloz ritual de criatividade, técnica e sensibilidade.

Criado em 2010 pelo compositor e pianista Tony Berchmans, o CINEPIANO é uma raro tributo a esta desconhecida faceta do cinema mudo. Acompanhando marcantes filmes de mestres do cinema da época, Berchmans improvisa a trilha sonora musical ao piano, utilizando temas de sua autoria inspirados nos estilos da época, como ragtime e jazz tradicional, e alguns excertos de temas clássicos, sempre em sincronismo com a ação e com os momentos emocionais do filme.

Nos últimos anos, o CINEPIANO vem se apresentando em prestigiados e variados espaços culturais como MIS, SESC, SESI, em várias cidades do Brasil, além de apresentações especiais na Noruega, Itália e Romênia. Mais detalhes e vídeos no site www.cinepiano.com.br

SOBRE TONY BERCHMANS

Tony Berchmans Canto é autor do livro “A Música do Filme – Tudo o que você gostaria de saber sobre a música de cinema”. Pianista, compositor, produtor musical, e especialista no estudo da música de cinema, desde 1992 trabalha no mercado de produção fonográfica, coordenando, compondo e produzindo som para rádio, tv, cinema, internet em centenas de projetos.

Foi curador do “Música em Cena –1º Encontro Internacional de Música de Cinema”, realizado em Maio de 2007 no Rio de Janeiro, evento inédito, que trouxe ao Brasil lendas da música de cinema como Ennio Morricone e Gustavo Santaolalla, entre dezenas de outros. Frequentemente participa de festivais e concertos de música de cinema nos EUA, Espanha, Bélgica e Brasil, profere palestras e ministra cursos e oficinas em instituições como PUC/SP, ESPM, FAAP, Anhembi-Morumbi, MIS-SP e SESC, e escreve sobre trilhas sonoras e sound design. Também sobre o tema, produziu e apresentou o programa “Cena Sonora”, na rádio FAAP/SP. Em 2010 iniciou seu projeto CINEPIANO, em que, ao piano solo, acompanha filmes improvisando a trilha sonora musical ao vivo. Mais informações no site www.tonyberchmans.com.br

SERVIÇO

British Day – 39ª Mostra Internacional de Cinema

O INQUILINO (THE LODGER: A STORY OF THE LONDON FOG, 1926) dir. Alfred Hitchcock

Terça-feira, 27 de outubro às 21h

Cinemateca Brasileira – Largo Senador Raul Cardoso, 207 – Vila Clementino – São Paulo

Tel. 11 3512-6111

Anomalisa – Eu fui!

Durante o Festival do Rio 2015, recebemos o convite para assistir a “Anomalisa”, filme de animação em stop motion criado por Charlie Kaufman – de “Sinédoque, Nova York” e “Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças” – e Duke Johnson. O longa fazia parte do festival. Infelizmente, com a vida corrida, só estou conseguindo fazer o post agora, com o evento já finalizado há um século. Mas ainda estamos em tempo, pois a estreia será apenas em janeiro de 2016. Além do diretor, o filme conta com outros nome de peso nas dublagens, como Jennifer Jason Leigh – de “Mulher Solteira Procura” e “Sinédoque, Nova York” e David Thewlis – de “A Teoria de Tudo”.

“Anomalisa” conta a história de Michael Stone. Marido, pai e respeitado autor de “Como Posso Ajudá-lo a Ajudá-los?”. Apesar do sucesso profissional, sente-se entediado com a rotina da vida. Durante uma viagem para Cincinnati – onde estava agendada uma palestra sua -, conhece Lisa. Moça simples, envolve-se com Michael em um romance. Mas seria este ou não o amor de sua vida?

Pela descrição do enredo, já se pode ter uma noção de que o filme toca em questionamentos profundos. A feição de Michael é realmente de um homem insatisfeito e que tem que aprender a lidar com seus demônios internos, apesar de ajudar outras pessoas a serem mais felizes. As falas de Lisa também são recheadas de desabafos sobre seus complexos. Seu gestual demonstra problemas que a moça tem com sua aparência. Mas tudo muda quando eles se encontram. A afinidade entre o casal faz ambos ficarem mais leves.

Além da densidade, a animação conta com outros fatores inusitados, como cena de sexo entre Michael e Lisa, inclusive com nudes do casal. O suficiente para você fazer a criança da família ficar longe deste longa, pois não é definitivamente obra voltada para este público. Mas os grandinhos que gostam de apreciar um bom filme podem ficar certos de que assistirão a um trabalho com todos os elementos de que toda boa película precisa.

P.S.: Agradeço à Paramount pelos convites.

Inscrições abertas para “Iguacine”

As inscrições para a mostra competitiva da 4ª edição do Iguacine- Festival de Cinema da Cidade de Nova Iguaçu- estão abertas. Os curtas vão concorrer nas categorias Baixada e Nacional. As inscrições devem ser feitas no site http://escolalivredecinemani.com.br/ até o dia 30/10.

Realizado pela Escola Livre de Cinema de Nova Iguaçu, o Iguacine acontecerá entre os dias 24 e 29/11. O compromisso da Escola, que inicia suas comemorações de 10 anos de existência, é reforçar a importância da Baixada Fluminense no debate nacional das produções audiovisuais.
Serviço:
Inscrições para a mostra competitiva do Iguacine – Festival de Cinema da Cidade de Nova Iguaçu
Site: http://escolalivredecinemani.com.br/
Prazo: Até o dia 30/10 (sexta-feira)
Escola Livre de Cinema de Nova Iguaçu
Endereço: Rua Cândido Lima, 13, Austin, Nova Iguaçu.
Telefone: 2763-7570

Festival do Rio no CCBB

O Festival do Rio exibe filmes e salas de cinema também. A partir desta sexta, quem for ao CCBB, vai poder se deleitar com fotografias de cinemas antigos, modernos, de todos os estilos e cantos do mundo e do Brasil na exposição Magia Universal do Cinema.

Há vários anos, o fotógrafo francês Stephan Zaubitzer vem se empenhando em resgatar e imortalizar os registros físicos desta erupção do cinema nas nossas metrópoles, cidades, paisagens. Artesão minucioso, ele posa sua câmera em cada lugar visitado, contanto que haja uma tela, um projetor e algumas cadeiras. Contanto, enfim, que haja algum dispositivo que permita projetar um filme de cinema.

O Brasil não passou despercebido ao olhar de Zaubitzer, que durante uma viagem no final de 2014 pesquisou as marcas deixadas pelo auge da sétima arte em várias cidades do Estado do Rio de Janeiro. Diversas salas foram edificadas em toda esta região, dentre elas seis construídas em torno de uma praça do centro do Rio de Janeiro, fenômeno que deu nome ao local… a Cinelândia.

Os tempos mudaram, a vida ficou mais religiosa (algumas salas de cinema viraram igrejas) ou mais consumista (outras viraram lojas). Algumas simplesmente fecharam. Mas os traços arquitetônicos permaneceram, e são frequentemente magníficos.

Essas salas de cinema, verdadeiros monumentos históricos, são santuários de uma magia sem igual, “a eterna magia do cinema”. Por ocasião dos 450 anos da Cidade do Rio de Janeiro, o Festival do Rio e o Consulado Geral da França do Rio procuraram, através desta exposição de fotografias de Stephan Zaubitzer, realçar esses elementos marcantes do patrimônio arquitetônico carioca.

Centro Cultural Banco do Brasil
Endereço: Rua Primeiro de Março, 66, Térreo – Centro
Telefone: 3808-2020

Festival do Rio 2015
De 1 a 14 de outubro