Top 3 – “Eu Fui!”: Cinema

O ano já estava chegando ao fim e estava vendo que o Top 3 de cinema não ia rolar, devido à falta de contingente rs. Mas tudo mudou – de repente – em novembro, quando recebi vários convites e, graças a eles, pude citar aqui e categorizar os melhores de 2015.

Vamos lá?

 

1 – Anomalisa

A animação em stop motion está longe de ser atração para os pequenos. Toca em assuntos de adultos e dramas

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

pessoais que os maiorezinhos conhecem. Sensível e bem feito, o longa de Charlie Kaufman só estreia em janeiro de 2016, mas aqui já está no topo do ranking.

Veja o post sobre o filme

 

 

2 – Cidade de Deus – 10 anos depois

Foto: Divulgação

Foto: apetecer.com

Parece que foi ontem, mas o grande sucesso “Cidade de Deus” já comemora mais de uma década. Para comemorar, Luciano Vidigal resolveu dirigir um documentário para saber como estão os integrantes do elenco hoje em dia. Alguns ainda estão na batalha pela profissão de ator. Outros foram por outros caminhos.

Veja o post sobre o documentário

 

 

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

3 – Bob Esponja: Um herói fora d’água

Só conhecia o personagem de nome mesmo. A primeira vez a que assisti ao desenho foi no próprio filme. E adorei. Piadas engraçadas, enredo criativo e inserções idem durante o longa. Programa legal para as crianças e os adultos também.

Veja o post sobre o desenho

#Garotas – o Filme – Eu fui!

Filmes de ritos de passagem são algo frequente no cinema americano há um bom tempo. Também temos representantes do gênero, como”#Garotas – o Filme”, que estreou em 12 de novembro. O longa fala sobre a amizade entre 3 meninas. Um pouco mais velhas do que as personagens dos filmes gringos costumam ser, as jovens estão

Elenco, diretor e produtor de "#Garotas - o Filme" Foto: apetecer.com

Elenco, diretor e produtor de “#Garotas – o Filme” Foto: apetecer.com

na faixa dos 20 e poucos anos, e seus conflitos já evoluem para a fase de trabalho e fim de faculdade. Mesmo assim, é uma transição importante na vida de qualquer um.

“Tinha uma ideia de fazer um filme sobre jovens, um dos grandes temas do cinema. De repente pensei em fazer esse filme sobre um rito de passagem. São meninas numa faixa de idade um pouco mais velha que a gente costuma ver nesses filmes jovens americanos, de festa, que são sobre adolescentes. Estou retratando aqui umas meninas numa fase um pouco mais madura, já no fim da faculdade. Já tem as escolhas, um trabalho… Quero algo mais pesado de humor, mais politicamente incorreto. É um modelo de filme que curto muito, esses de ritos de passagem. Há vários filmes com essa estrutura de ’24 horas que mudam a sua vida'”, explica o diretor e roteirista, Alex Medeiros. “O filme teve quase uma vida própria. Várias pessoas que trabalhavam próximas a mim tiveram o interesse e quiseram participar”, completa.

Foto: apetecer.com

Foto: apetecer.com

O longa foi filmado durante 18 diárias, mas todo o processo durou 2 anos, com interrupções. As 3 atrizes principais – Giovana Echeverria, Barbara França e Jeyce Valente – foram escolhidas logo no início das gravações, e participaram de todo o processo. Talvez isto justifique a naturalidade que aparecia na telona. Os improvisos nas falas eram constantes e perceptíveis. “Trabalhamos com muito improviso, e isso acabou marcando toda a linguagem do filme. Elas tiveram muita contribuição no texto. Houve várias falas de improviso, e chegou a um ponto em que eu nem lembrava do que foi escrito e o que foi filmado”, justificou Medeiros.

A forma com que o elenco interpreta é muito natural, parecendo que realmente não há texto decorado. Isto

Giovana Echeverria é a protagonista do longa Foto: apetecer.com

Giovana Echeverria é a protagonista do longa
Foto: apetecer.com

infelizmente faz em alguns momentos os diálogos ficarem bobos e cansativos. Mas a principal virtude no filme está no desfecho, que surpreende. O desempenho das #garotas também é satisfatório. Giovana capricha na sensualidade e Barbara e Jeyce são desenvoltas no improviso. Para não corrermos o risco de esquecer alguém, melhor não citar o restante do enorme elenco rs. Há probabilidade de esquecer algum nome entre tantos é grande rs.

“#Garotas – o Filme” é um filme sobre transição. Sobre aquele momento de dúvida entre a curtição ou colocar a cabeça no lugar e levar a vida de forma mais séria. A frase “Crescer é foda!” acompanha a narrativa da película, fazendo mais a fase adulta parecer um peso do que uma vantagem. Mas não é esse o resultado do que se vê na telona. A maioria dos personagens quer mais é saber de festa. Preocupar pra quê? Temos a vida inteira para aprender a sermos adultos.

 

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P.S.: Agradeço à Julia Ryff pelos convites

Cidade de Deus – 10 anos depois – Eu fui!

Você lembra em que circunstância e quantas vezes assistiu a “Cidade de Deus” (considerando que todos nós já

Leandro Firmino (Zé Pequenos) foi conferir a estreia de

Leandro Firmino (Zé Pequeno) foi conferir a estreia de “Cidade de Deus – 10 anos depois”
Foto: Divulgação

assistimos, né?)? Bem, a primeira vez (das 3 vezes) que vi foi no cinema mesmo, depois de já ter passado aquele “furdúncio” inicial, de filas quilométricas. Mas estava de olho nele antes mesmo da estreia, em 2002. 13 anos depois, é lançado um documentário que nos faz reviver a época, e para lembrarmos de algumas figuras que ficaram conhecidas desde então. Algumas não mantiveram o frisson que causaram, e esta é a principal questão do documentário “Cidade de Deus – 10 anos depois”.

Assinado por Cavi Borges e Luciano Vidigal, o documentário entrevista vários integrantes do elenco. Poucos já eram inseridos no meio artístico, como Seu Jorge, que deslanchou no cinema e na música após o longa. A imensa maioria foi escolhida por meio de testes entre pessoas da comunidade, e preparada especialmente para atuar no filme. Esta questão foi muito debatida na época, devido ao excelente desempenho deles nas telonas.

Douglas Silva (Dadinho) foi outro nome revelado em

Douglas Silva (Dadinho) foi outro nome revelado em “Cidade de Deus”
Foto: apetecer.com

Para muitos o sucesso foi passageiro. Um dos atores assumiu a culpa, por ter pensado que, após fazer um dos maiores sucessos do cinema nacional, os convites fossem aparecer, e acabou não correndo atrás. Hoje, esses levam vidas simples, longe do glamour das telonas. Outros acabaram caindo no crime, como o caso de Rubens Sabino (Neguinho), que chegou a aparecer em alguns telejornais.

Mas o sol brilhou para outros integrantes, como Roberta Rodrigues (Berenice) e Thiago Martins (Lampião), hoje atores recorrentes em novelas da Rede Globo. Seu Jorge e Alice Braga também seguem carreiras bem-sucedidas, inclusive internacional. Douglas Silva (Dadinho) é outro nome que se mantém atualmente na TV.

O documentário toca em várias questões. Destacando principalmente como era a vida do elenco antes do filme e como se transformou com este, e quais as perspectivas futuras para esta profissão. Também falam em relação ao dinheiro, e o que os atores fizeram com os cachês. Todos deram suas opiniões a respeito. Apesar de muitos entrevistados, senti falta de 2 nomes. Matheus Machtergaele não apareceu na telona. Assim como o principal responsável pelo sucesso: o diretor Fernando Meirelles. Não sei o motivo das ausências. Talvez o diretor do documentário quis exibir uma olhar menos óbvio em relação a “Cidade de Deus”.

Leandro Firmino Foto: apetecer.com

Leandro Firmino
Foto: apetecer.com

P.S.: Agradeço à palavra! pelos convites

Concerto “Cinepiano” na Cinemateca Brasileira

Na próxima terça-feira, dia 27, Tony Berchmans apresenta, às 21 horas, o concerto CINEPIANO na Cinemateca Brasileira. Dessa vez, o artista acompanha, ao piano solo, “O INQUILINO”: um clássico do cinema mudo dirigido por Alfred Hitchcock, em 1926. A apresentação faz parte do British Day, promovido pela 39ª Mostra Internacional de Cinema, em parceria com o Consulado Geral Britânico em São Paulo.

A sessão será gratuita e ao ar livre, no jardim da Cinamateca.

O CINEPIANO Tony Berchmans é um tributo ao cinema mudo, época em que as projeções dos filmes eram acompanhadas por músicos que faziam a trilha ao vivo. “Na ausência dos diálogos e dos efeitos sonoros, a música era fundamental para enriquecer a narrativa dos filmes e muitas vezes até para dar sentido a cenas”, conta Berchmans, que vem se apresentando com o CINEPIANO desde 2010.

Além de se apresentar em várias cidades do Brasil, o CINEPIANO Tony Berchmans já percorreu alguns eventos de cinema e música na Noruega, Itália e Romênia.

SOBRE O FILME

O INQUILINO (THE LODGER: A STORY OF THE LONDON FOG, 1926) dir. Alfred Hitchcock

Hitchcock fez 10 filmes mudos e apenas 9 sobreviveram. Realizada em 2011, a restauração dos 9 filmes foi o maior projeto de recuperação de filmes da história da BFI – British Film Institute e só foi possível graças à tecnologia atual. Hoje estes célebres filmes são conhecidos como “The Hitchcock 9” e estão circulando o mundo cinéfilo.

O filme que Tony Berchmans acompanhará é um deles.

O primeiro filme de suspense do diretor é sobre o misterioso inquilino de uma pensão em Londres. Com seu comportamento estranho, o homem chama a atenção dos donos da pensão, que passam a desconfiar que ele seja um procurado serial killer que aterroriza a cidade, e que tem o nada lisonjeiro hábito de matar uma mulher loira todas as noites de terça-feira.

“O Inquilino” foi produzido em 1926 e considerado, pelo próprio diretor, como o primeiro filme verdadeiramente hitchcockiano de sua carreira.

Durante a sessão, Tony Berchmans apresentará, ao piano solo, uma trilha inédita.

SOBRE O CINEPIANO TONY BERCHMANS

O cinema mudo na verdade nunca foi totalmente mudo. Quase sempre as projeções cinematográficas deste período eram acompanhadas por música executada ao vivo. Da figura histórica do pianista improvisador até grandes orquestras sinfônicas, o espetáculo da sétima arte se desenvolveu na companhia da trilha sonora interpretada ao vivo.

Impressionante exercício de improvisação e sincronismo, o acompanhamento musical de filmes em tempo real é uma experiência audiovisual única. A música narra as cenas com precisão e, na falta dos diálogos e sons, ela ajuda a contar a história, estabelecendo andamentos, climas emocionais, ambientações dramáticas e pontuações cômicas. Além de óbvias habilidades técnicas, o músico do cinema mudo precisava contar com um enorme vocabulário de ferramentas de interpretação, num veloz ritual de criatividade, técnica e sensibilidade.

Criado em 2010 pelo compositor e pianista Tony Berchmans, o CINEPIANO é uma raro tributo a esta desconhecida faceta do cinema mudo. Acompanhando marcantes filmes de mestres do cinema da época, Berchmans improvisa a trilha sonora musical ao piano, utilizando temas de sua autoria inspirados nos estilos da época, como ragtime e jazz tradicional, e alguns excertos de temas clássicos, sempre em sincronismo com a ação e com os momentos emocionais do filme.

Nos últimos anos, o CINEPIANO vem se apresentando em prestigiados e variados espaços culturais como MIS, SESC, SESI, em várias cidades do Brasil, além de apresentações especiais na Noruega, Itália e Romênia. Mais detalhes e vídeos no site www.cinepiano.com.br

SOBRE TONY BERCHMANS

Tony Berchmans Canto é autor do livro “A Música do Filme – Tudo o que você gostaria de saber sobre a música de cinema”. Pianista, compositor, produtor musical, e especialista no estudo da música de cinema, desde 1992 trabalha no mercado de produção fonográfica, coordenando, compondo e produzindo som para rádio, tv, cinema, internet em centenas de projetos.

Foi curador do “Música em Cena –1º Encontro Internacional de Música de Cinema”, realizado em Maio de 2007 no Rio de Janeiro, evento inédito, que trouxe ao Brasil lendas da música de cinema como Ennio Morricone e Gustavo Santaolalla, entre dezenas de outros. Frequentemente participa de festivais e concertos de música de cinema nos EUA, Espanha, Bélgica e Brasil, profere palestras e ministra cursos e oficinas em instituições como PUC/SP, ESPM, FAAP, Anhembi-Morumbi, MIS-SP e SESC, e escreve sobre trilhas sonoras e sound design. Também sobre o tema, produziu e apresentou o programa “Cena Sonora”, na rádio FAAP/SP. Em 2010 iniciou seu projeto CINEPIANO, em que, ao piano solo, acompanha filmes improvisando a trilha sonora musical ao vivo. Mais informações no site www.tonyberchmans.com.br

SERVIÇO

British Day – 39ª Mostra Internacional de Cinema

O INQUILINO (THE LODGER: A STORY OF THE LONDON FOG, 1926) dir. Alfred Hitchcock

Terça-feira, 27 de outubro às 21h

Cinemateca Brasileira – Largo Senador Raul Cardoso, 207 – Vila Clementino – São Paulo

Tel. 11 3512-6111

Anomalisa – Eu fui!

Durante o Festival do Rio 2015, recebemos o convite para assistir a “Anomalisa”, filme de animação em stop motion criado por Charlie Kaufman – de “Sinédoque, Nova York” e “Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças” – e Duke Johnson. O longa fazia parte do festival. Infelizmente, com a vida corrida, só estou conseguindo fazer o post agora, com o evento já finalizado há um século. Mas ainda estamos em tempo, pois a estreia será apenas em janeiro de 2016. Além do diretor, o filme conta com outros nome de peso nas dublagens, como Jennifer Jason Leigh – de “Mulher Solteira Procura” e “Sinédoque, Nova York” e David Thewlis – de “A Teoria de Tudo”.

“Anomalisa” conta a história de Michael Stone. Marido, pai e respeitado autor de “Como Posso Ajudá-lo a Ajudá-los?”. Apesar do sucesso profissional, sente-se entediado com a rotina da vida. Durante uma viagem para Cincinnati – onde estava agendada uma palestra sua -, conhece Lisa. Moça simples, envolve-se com Michael em um romance. Mas seria este ou não o amor de sua vida?

Pela descrição do enredo, já se pode ter uma noção de que o filme toca em questionamentos profundos. A feição de Michael é realmente de um homem insatisfeito e que tem que aprender a lidar com seus demônios internos, apesar de ajudar outras pessoas a serem mais felizes. As falas de Lisa também são recheadas de desabafos sobre seus complexos. Seu gestual demonstra problemas que a moça tem com sua aparência. Mas tudo muda quando eles se encontram. A afinidade entre o casal faz ambos ficarem mais leves.

Além da densidade, a animação conta com outros fatores inusitados, como cena de sexo entre Michael e Lisa, inclusive com nudes do casal. O suficiente para você fazer a criança da família ficar longe deste longa, pois não é definitivamente obra voltada para este público. Mas os grandinhos que gostam de apreciar um bom filme podem ficar certos de que assistirão a um trabalho com todos os elementos de que toda boa película precisa.

P.S.: Agradeço à Paramount pelos convites.

Inscrições abertas para “Iguacine”

As inscrições para a mostra competitiva da 4ª edição do Iguacine- Festival de Cinema da Cidade de Nova Iguaçu- estão abertas. Os curtas vão concorrer nas categorias Baixada e Nacional. As inscrições devem ser feitas no site http://escolalivredecinemani.com.br/ até o dia 30/10.

Realizado pela Escola Livre de Cinema de Nova Iguaçu, o Iguacine acontecerá entre os dias 24 e 29/11. O compromisso da Escola, que inicia suas comemorações de 10 anos de existência, é reforçar a importância da Baixada Fluminense no debate nacional das produções audiovisuais.
Serviço:
Inscrições para a mostra competitiva do Iguacine – Festival de Cinema da Cidade de Nova Iguaçu
Site: http://escolalivredecinemani.com.br/
Prazo: Até o dia 30/10 (sexta-feira)
Escola Livre de Cinema de Nova Iguaçu
Endereço: Rua Cândido Lima, 13, Austin, Nova Iguaçu.
Telefone: 2763-7570

Festival do Rio no CCBB

O Festival do Rio exibe filmes e salas de cinema também. A partir desta sexta, quem for ao CCBB, vai poder se deleitar com fotografias de cinemas antigos, modernos, de todos os estilos e cantos do mundo e do Brasil na exposição Magia Universal do Cinema.

Há vários anos, o fotógrafo francês Stephan Zaubitzer vem se empenhando em resgatar e imortalizar os registros físicos desta erupção do cinema nas nossas metrópoles, cidades, paisagens. Artesão minucioso, ele posa sua câmera em cada lugar visitado, contanto que haja uma tela, um projetor e algumas cadeiras. Contanto, enfim, que haja algum dispositivo que permita projetar um filme de cinema.

O Brasil não passou despercebido ao olhar de Zaubitzer, que durante uma viagem no final de 2014 pesquisou as marcas deixadas pelo auge da sétima arte em várias cidades do Estado do Rio de Janeiro. Diversas salas foram edificadas em toda esta região, dentre elas seis construídas em torno de uma praça do centro do Rio de Janeiro, fenômeno que deu nome ao local… a Cinelândia.

Os tempos mudaram, a vida ficou mais religiosa (algumas salas de cinema viraram igrejas) ou mais consumista (outras viraram lojas). Algumas simplesmente fecharam. Mas os traços arquitetônicos permaneceram, e são frequentemente magníficos.

Essas salas de cinema, verdadeiros monumentos históricos, são santuários de uma magia sem igual, “a eterna magia do cinema”. Por ocasião dos 450 anos da Cidade do Rio de Janeiro, o Festival do Rio e o Consulado Geral da França do Rio procuraram, através desta exposição de fotografias de Stephan Zaubitzer, realçar esses elementos marcantes do patrimônio arquitetônico carioca.

Centro Cultural Banco do Brasil
Endereço: Rua Primeiro de Março, 66, Térreo – Centro
Telefone: 3808-2020

Festival do Rio 2015
De 1 a 14 de outubro

Festival Internacional de Filmes sobre Deficiência

Assim Vivemos – Festival Internacional de Filmes sobre Deficiência” chega a sua 7ª edição em 2015 no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro (de 5 a 17 de agosto), de São Paulo (23 de setembro a 5 de outubro) e de Brasília (de 2 a 14 de março de 2016), trazendo 33 filmes de 20 países e quatro debates sobre os temas autonomia, imagem e estigma, ser artista e autismo. Patrocinado pelo Banco do Brasil, o evento tem entrada franca.

Do Brasil participam sete produções. As outras vêm da Austrália, Espanha, Alemanha, México, França, Chile, Polônia, Itália, República Tcheca, Bielorrússia, Rússia, Reino Unido, Cazaquistão, Eslováquia, Bélgica, Irã, Suíça, Ucrânia e Israel.

Inéditos no país, os filmes – documentário, animação e ficção – foram produzidos entre 2012 e 2015 e têm como protagonistas, em sua maioria, pessoas com deficiência: com autismo, síndrome de Down, deficiência intelectual, visual, auditiva e deficiência física. Entre os temas, histórias como a do grupo internacional de dança que ensaia uma coreografia com um grupo formado por pessoas com e sem deficiência; dos atores de uma companhia de teatro em que todos têm síndrome de Down e do jovem de 16 anos, que tem apenas um braço, é o nadador mais veloz do mundo em sua categoria e está confirmado para os Jogos Paralímpicos do Rio.

– O amor e as lutas políticas das pessoas com deficiência já foram temas do festival. Este ano, recebemos uma grande quantidade de filmes sobre pessoas com autismo, com síndrome de Down e deficiência intelectual. Mas o grande tema deste ano, que norteia a maior parte dos filmes, é a autonomia, a possibilidade de uma vida com independência. Este assunto surge como o grande objetivo; o grande desejo; o grande sonho. Os filmes, em seu conjunto, nos trazem um belo repertório de experiências, dificuldades e conquistas neste sentido – avalia a curadora Lara Pozzobon.

Realizado a cada dois anos, o festival se mantém como o principal evento que celebra a inclusão cultural no Brasil. Em 2013 o evento aconteceu no Rio e em São Paulo, com a participação de 26 obras de 17 países. Ao primeiro, realizado em 2003, seguiram edições inéditas em 2005, 2007, 2009 e 2011. Em 2010 e 2012 foram feitas itinerâncias em outras cidades, como Belo Horizonte, Porto Alegre, Pelotas e Santa Cruz do Sul, ampliando seu alcance e possibilitando que mais pessoas conhecessem o projeto e, através dos filmes, histórias de vida inspiradoras e altamente transformadoras. Comprometido com a promoção de acessibilidade para todos os públicos, o festival oferece audiodescrição em todas as sessões e catálogos em Braille para pessoas com deficiência visual; e legendas closed caption nos filmes e interpretação em LIBRAS nos debates para as pessoas com deficiência auditiva. Os portadores de deficiência física também contam com garantia de acessibilidade, uma vez que o Centro Cultural Banco do Brasil tem sua arquitetura concebida para o acesso de pessoas com mobilidade reduzida e cadeirantes.

A lista dos filmes participantes segue abaixo e a programação completa está disponível no site: www.assimvivemos.com.br

SERVIÇOS

7º edição do festival “Assim Vivemos”

CCBB – Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília

Rio de Janeiro: 5 de agosto a 17 de setembro – CCBB – Rua Primeiro de Março, 66 – Centro

São Paulo: 23 de setembro a 5 de outubro – CCBB – Rua Álvares Penteado, 112 – Centro

Brasília: de 2 a 14 de março de 2016 – CCBB – SCES, Trecho 2

Entrada gratuita

Outras informações: www.assimvivemos.com.br

 

LISTA DE FILMES DO FESTIVAL

 

PROGRAMA 1 –

Carmina – viva a diferença – Duração: 80′

Diretor: Sebastian Heinzel – Alemanha / 2014

CARMINA mostra um projeto internacional de dança absolutamente único. Mais de 300 pessoas, com e sem deficiência, tanto dançarinos profissionais quanto amadores, dançam a mundialmente famosa Carmina Burana, de Carl Orff.

 

PROGRAMA 2 –

Record Mundial – Duração: 80′

Diretor: Eduardo Lucatero – México / 2014

O jovem Gustavo Sanchez Martinez é um adolescente de 16 anos como outro qualquer, que gosta de carros, videogames e de sair com os amigos. Ele também é um dos nadadores mais velozes do mundo, apesar de ter apenas um braço e de não ter as duas pernas.

 

PROGRAMA 3 –

Amor profundo – Duração: 84′

Diretor: Jan P. Matuszynski – Polônia / 2013

O filme retrata Janusz, um homem autoconfiante de 50 anos de idade, um mergulhador experimentado, vencedor de vários recordes, que sofre um AVC e fica paralisado. As terapias e a assistência da sua companheira, Asia, o ajudam a recuperar a mobilidade e parte das funções. Mas ele continua lutando para conseguir falar e a única pessoa que o entende é Asia, que traduz o que ele quer dizer para todo mundo. O que o faz seguir em frente e o motiva é o seu grande sonho – ele gostaria de voltar a mergulhar, apesar do grande risco que isso pode significar para sua saúde e para sua vida. Seu objetivo é viajar para o belo e perigoso Buraco Azul, no Egito, o que é um desafio até mesmo para mergulhadores em plena forma. Este é um filme sobre um amor que não conhece limites, sobre uma paixão maior que o medo e sobre a determinação de recomeçar a viver.

 

PROGRAMA 4 –

Como nos filmes – Duração: 5′

Diretor: Francesco Faralli – Itália / 2013

Seguindo sua paixão pelo Cinema, Daniele Bonarini (da Associação Il Cenacolo Francescano) faz filmes paródicos e amadorísticos, com a ajuda entusiasmada de amigos voluntários, escalando pessoas com deficiência como protagonistas.

 

PROGRAMA 4 –

Prima Madenn – Duração: 73′

Diretor: Gregoire Thoby – França / 2015

Madenn, uma jovem com deficiência intelectual, visita seu primo em Paris após o rompimento com o namorado. Esse filme permite que ela fale por si mesma, livremente, sem reservas, e explora sua personalidade dinâmica, cheia de tendências obscuras e momentos de exuberância. Realista, sensível, divertida, incontrolável, e muito apaixonada, Madenn não se conforma com os nossos estereótipos sobre as pessoas com deficiência intelectual.

 

PROGRAMA 5 –

Enriqueta – Duração: 10′

Diretor: Marcos Salazar Suazo – Chile / 2012

Enriqueta é uma senhora de cem anos de idade, de origem Aymara, com deficiência, que vive em Ayllu de Solcor, um pequeno povoado no meio do deserto do Atacama, no norte do Chile. Este documentário de observação nos mostrará parte do seu entorno e como vive o final de sua existência em profunda solidão, acompanhada somente por suas plantas e animais.

 

PROGRAMA 5 –

Gabor – Duração: 69′

Diretor: Sebastián Alfie – Espanha / 2013

Sebas propõe a Gabor que seja seu diretor de fotografia, mas se Gabor não enxerga, como fará para filmar? Acompanhe essa aventura que faz reviver um grande diretor de fotografia 10 anos após perder a visão.

 

PROGRAMA 6 –

A viagem de Maria – Duração: 6′

Diretor: Miguel Gallardo – Espanha / 2010

Quando Maria está conosco, faz do mundo um lugar melhor. “A Viagem de Maria” é uma pequena excursão ao mundo interior de uma adolescente com autismo, uma viagem cheia de cor, amor, criatividade e originalidade, que nasce do percurso de pais que observam como sua filha se comporta de uma maneira especial até a confirmação do diagnóstico: autismo.

 

PROGRAMA 6 –

Alcançando as nuvens! – Duração: 66′

Diretor: Tereza Vlčková – República Tcheca / 2013

Alcançando as Nuvens é um documentário que retrata Lucie, uma adolescente com autismo. Enquanto Lucie está completamente imersa em seu próprio mundo de criação e canto, sua família tenta, frequentemente com grande envolvimento, encontrar um lugar na nossa sociedade para alguém cujas necessidades e hábitos estão muito além do usual, e que, por outro lado, são mais naturais e normais do que as pessoas comuns podem imaginar. O filme Alcançando as Nuvens nos traz, através da história de Lucie, um olhar sobre as questões vividas pelas pessoas com autismo e nos revela que os serviços sociais e educacionais comumente oferecidos para essas pessoas não são suficientes.

 

PROGRAMA 7 –

A Criança e o Golfinho – Duração: 18′

Diretor: Katsiaryna Makhava – República da Bielorrússia / 2014

Maxim é uma criança com autismo que tem um irmão gêmeo, Yaroslav, que não tem deficiência. Maxim tem 5 anos. Ele não fala e vive em seu mundo particular. Tem dificuldade de expressar seus desejos, sentimentos e pensamentos. Sua mãe o leva para fazer terapia com golfinhos. O filme acompanha a evolução do menino no processo terapêutico.

 

PROGRAMA 7 –

Soluções promissoras – Duração: 52′

Diretor: Romain Carciofo – França / 2012

Soluções Promissoras” remonta a investigação de Romain Carciofo sobre o autismo. O diretor atravessa a Fraça para responder uma questão: Como as pessoas com autismo e suas famílias são assistidas na França? Esse tocante documentário ilumina a situação alarmante das pessoas que sofrem de autismo e mostra como seus parentes estão lidando com esse transtorno.

 

PROGRAMA 8 –

Teatro do coração aberto – Duração: 15′

Diretor: Andranik Saatchyan – Rússia / 2015

O que é o Teatro para pessoas cujas vidas são uma superação diária? Todos os atores do Teatro de Coração Aberto tem Síndrome de Down e seus corações estão abertos para novas experiências, descobertas, e para uma nova maneira de viver. São felizes porque amam o que fazem.

 

 

 

PROGRAMA 8 –

Complexo de canguru – Duração: 58′

Diretor: Sarah Moon Howe – Bélgica / 2014

O filme levanta questões importantes para os pais de crianças diferentes: como saber quando é a hora de incentivar a independência só filho com deficiência intelectual? O filme mostra a experiência de algumas mães e seus filhos com deficiência intelectual, especialmente autismo. Como os cangurus, todas as crianças em algum momento saem da bolsa marsupsial de sua mãe. Mas as crianças diferentes podem demorar um tempo bem maior. E alguns ensaios são necessários, em um processo complexo de tentativa de sair de perto e voltar para a família, que talvez continue por toda a vida.

 

PROGRAMA 9 –

O coração partido e a beleza – Duração: 14′

Diretor: Genevieve Clay-Smith – Austrália / 2015

Coração Partido e Beleza é um filme experimental que explora a noção de que todos somos conectados pelas nossas experiências de amor e perda através de metáforas visuais, dança e poesia, tudo isso pela perspectiva de 12 pessoas com deficiência intelectual.

 

PROGRAMA 9 –

O mar me faz lembrar – Duração: 11′

Diretor: Ray Jacobus – Reino Unido / 2012

O filme, concebido e protagonizado por Marcos, homem com síndrome de Down, fala da perda de seu pai e de sua incomformidade com a falta que sente. Em uma praia que traz recordações de infância, ele viaja através da paisagem, da imaginação e da memória. O filme nos transporta para um lugar onde os mundos real e imaginário vivem juntos e nos lembra que às vezes temos que viajar por dentro de nós mesmos para superar a crise trazida por uma perda.

 

PROGRAMA 9 –

E agora José, Maria e João? – Duração: 52′

Diretor: Marcio Takata – Brasil / 2014

O documentário “E Agora José, Maria, João…” reflete sobre as perspectivas de futuro independente de adultos com deficiência intelectual, sob a ótica do tema Moradia Assistida.A partir da positiva experiência das residências já consolidada na Holanda, traça-se um paralelo entre temores, sonhos e desejos daqueles que, no Brasil, sonham com a mesma oportunidade. O documentário será importante ferramenta para o debate, em busca do avanço sustentável na criação de espaços, em caráter público e privado, que ofereça no Brasil, vida adulta autônoma, segura e digna a essas pessoas.

 

PROGRAMA 10 –

Você cairá de novo – Duração: 6′

Diretor: Alex Pachón – Espanha / 2015

Esta ficção experimental traz a performance de um dançarino em um cenário aterrorizante, um quarto cujo teto está prestes a desabar. Alegoria onírica da força e da determinação humana para superar obstáculos, mesmo quando eles parecem intransponíveis.

PROGRAMA 10 –

Conjuntos – Duração: 10′

Diretor: Rodrigo Cavalheiro e Monica Farias – Brasil / 2014

Em uma tarde de ensaio, o coreógrafo Marcos Abranches trabalha para levar aos palcos sua concepção da dança inclusiva junto da bailarina Alessandra Bono Vox.

 

PROGRAMA 10 –

Ser ou não ser – Duração: 61′

Diretor: Aziz Zairov, Mukhamed Mamyrbekov – Cazaquistão / 2015

Shakespeare emerge inesperadamente em um retrato documental da rotina diária de Takhir Umarov, um jovem com paralisia cerebral. O filme mostra sua coragem para enfrentar as limitações motoras e garantir sua autonomia. Imagens do protagonista na neve com figurino de Hamlet intercaladas com o retrato documental, além de sutis surpresas narrativas, são ousadias que dão ao filme um caráter ímpar.

 

PROGRAMA 11-

Tatuagem e Terremoto – Duração: 6′

Diretor: Sávio Tarso e Nilmar Lage – Brasil / 2015

Tatuagem e Terremoto poderia ser um documentário sobre milhões de pessoas com deficiência. Trata-se de um relato íntimo e pessoal sobre um personagem vítima da poliomielite, que estabelece uma relação bastante peculiar com as sequelas que a doença deixou em seu corpo. Como uma tatuagem que impregnou-se em sua pele e em seu espírito, a deficiência se transformou no seu traço de diferenciação, mas não o impediu de estar e viver plenamente no mundo dos ditos “normais”.

 

PROGRAMA 11 –

Mente Pura – Duração: 28′

Diretor: Kristina Lapsanska – Eslováquia / 2013

Mente Pura traça o perfil do para-atleta Jaroslav Svestka, que se diferencia no universo das pessoas com deficiência devida a sua atitude diante da vida, dos seus valores e da sua difícil situação. O filme acompanha por quatro anos seus esforços por chegar ao sonho Paralímpico. Sua tragédia pessoal mostra o poder da mente humana para forçar os limites das capacidades humanas e superar até os mais intransponíveis obstáculos.

 

PROGRAMA 11 –

Beleza desconhecida – Duração: 47′

Diretor: Mahboubeh Honarian – Irã / 2014

Beleza Desconhecida é um tocante documentário que retrata a vida de três mulheres no Irã que tentam levar uma vida independente e sair do isolamento. Apesar de suas lutas diárias em um país que lhes oferece serviços precários, essas mulheres iranianas aceitam suas deficiências e trabalham duro para desenvolver seus talentos artísticos.

 

PROGRAMA 12 –

Marcelo – Duração: 13′

Diretor: Jéssica Lopes – Brasil / 2013

Por meio da mistura de sons e o silêncio, você conhecerá o universo sonoro de Marcelo – uma criança em fase de adaptação ao implante coclear.

 

PROGRAMA 12 –

Entrando no mundo do som – Duração: 24′

Diretor: Daniela Prusse – Suíça / 2015

Como uma pessoa se sente quando seu filho tão esperado nasce surdo? E quando, dois anos depois, seu segundo filho também nasce surdo? Os pais dessas duas crianças falam abertamente sobre sua experiência e sobre sua decisão de fazer o implante coclear. Falam sobre momentos difíceis e alegres de suas vidas, transmitindo conforto e coragem para aqueles que enfrentam dificuldades semelhantes.

 

PROGRAMA 12 –

A onda traz, o vento leva – Duração: 25′

Diretor: Gabriel Mascaro – Brasil / 2012

Rodrigo é surdo e trabalha numa equipadora instalando som em carros. O filme é uma jornada sensorial sobre um cotidiano marcado por ruídos, vibrações, incomunicabilidade, ambigüidade e dúvidas.

 

PROGRAMA 13 –

Mãos dadas – Duração: 7′

Diretor: Ignacio Tatay – Espanha / 2014

Quando uma garota se deixa levar pelo desejo de beijar um completo estranho no ônibus, não poderia supor de quão completamente estranho ele é. Após uma reviravolta inesperada, ela terá que tomar uma atitude para corrigir a situação em que colocou os pés pelas mãos. Tudo isso sob os olhares atentos dos demais passageiros. Um filme leve e denso ao mesmo tempo, que fala de amor, tocando em questões como estigma, imagem, preconceito e aceitação.

 

PROGRAMA 13 –

Pássaro sem asas – Duração: 20′

Diretor: Sergei Andrienko – Ucrânia / 2014

Quando Natasha nasceu com deficiência física, seus pais a abandonaram no hospital. Hoje, essa jovem vive em uma instituição de acolhimento. A solidão nem sempre acaba quando se acha alguém para compartilhar – às vezes, ela começa neste exato momento. Você pode mudar esse sentimento criando um novo significado para a sua vida ou para a da outra pessoa. Natasha encontrou esse significado nas cores, na pintura, nos pincéis. Ela crê na importância de conquistar e não apenas receber, mas também de dar. Isso é transmitido em seu trabalho. É importante buscar reconhecimento pelo seu trabalho? Talvez a verdadeira arte não necessite ser classificada. Talvez as obras de arte devam ser criadas sem a necessidade de agradar ou ficar para a história.

 

PROGRAMA 13 –

Lições de italiano – Duração: 27′

Diretor: Tofik Shakhverdiev – Rússia / 2013

Uma menina surda que usa cadeira de rodas. Ela não fala nem sua língua materna, o russo, nem a língua de sinais. Mas isso não a impede de se divertir e conversar com os empregados e hóspedes do hotel em que está hospedada com seu grupo durante um feriado na Itália. O filme é sobre ela e seu amigo, um menino que acredita saber por que algumas crianças nascem saudáveis e outras nascem com alguma deficiência.

 

PROGRAMA 13 –

Independente – Duração: 33′

Diretor: Ariela Alush – Israel / 2015

Eldar Yusopov nasceu no Usbequistão há 27 anos, mas durante seu parto houve complicações e o medico perguntou a seu pai quem deveria viver – Eldar ou sua mãe. Rafael, o pai, decidiu que sua mulher, Mira, deveria viver, e Eldar nasceu morto. Mas, contra todas as previsões médicas ele reviveu, com paralisia cerebral, e, desde então, faz de tudo para se posicionar e fazer-se ouvir. Ele não consegue falar nem segurar uma caneca, mas escreve roteiros de filmes com apenas um dedo e interpreta o personagem principal como se fosse o Brad Pitt. Mas seus pais não permitem que viva sozinho e na sua busca por independência ele tem que provar – para si mesmo e para sua família, que ele pode ser um cara normal como todos a sua volta. Essa é uma história sobre perseverança e autoestima, e sobre um grande desejo de falar de amor, mesmo não conseguindo se mover ou mesmo falar.

 

PROGRAMA 14 –

O entrevistador – Duração: 12′

Diretor: Genevieve Clay-Smith – Austrália / 2012

Thomas Howell consegue muito mais do que foi buscar em uma entrevista de emprego em um importante escritório de advocacia: um insulto sobre sua gravata, uma rendição de Harry Potter, e a chance de mudar as vidas de um pai e seu filho.

 

PROGRAMA 14 –

Alenka – Duração: 17′

Diretor: Jan Pavur – Eslováquia / 2014

O operário Milan encontra a charmosa Sasa. Eles se envolvem cada vez mais, e Milan não pode continuar escondendo sua vida por muito tempo. Sua necessidade de amor e compreensão lhe dão coragem para convidar Sasa para sua casa numa noite. Ela conhece a filha dele, uma adolescente com síndrome de Down, que enche sua vida emocional com sentimentos contraditórios. Milan carrega o peso do mundo em seus ombros ao ter que tomar decisões difíceis.

PROGRAMA 14 –

Marina não vai à praia – Duração: 17′

Diretor: Cássio Pereira dos Santos – Brasil / 2014

Um grupo de adolescentes do interior de Minas Gerais prepara uma excursão para o litoral. Marina, uma garota com síndrome de Down, deseja conhecer o mar. Impedida de viajar com sua irmã, ela busca outros caminhos para realizar seu sonho.

 

PROGRAMA 14 –

Outro olhar – Duração: 28′

Diretor: Renata Sette – Brasil / 2014

Na cidade de Santa Maria, Rio Grande do Sul, a adolescente Renata Basso leva uma vida normal. Renata, assim como milhares de jovens brasileiros em idade escolar, é portadora de Síndrome de Down. O filme mostra como a atitude das pessoas à sua volta, incluindo a postura institucional da sua escola, influenciou a relação dela com o seu meio e a sua comunidade.

 

Sobre o Festival Assim Vivemos

Além de exibir filmes nacionais e internacionais inéditos, o festival tem o objetivo de promover uma discussão estética cinematográfica, que acrescenta muito na formação cultural de um público diversificado. Esse debate se articula com os temas dos filmes e traz à tona questões fundamentais e urgentes relativas às pessoas com deficiência. O festival exibe documentários, filmes de ficção e animações que formam um mosaico surpreendente e esclarecedor. Filmes que trazem a pessoa com deficiência para a cena principal e, através da arte, quebram os preconceitos, conferindo à questão outra dimensão. O festival teve sua primeira edição em 2003 no Rio de Janeiro e em Brasília. Desde a primeira edição, o festival oferece uma acessibilidade para pessoas com deficiência visual. A audiodescrição é feita por dois atores em todas as sessões e transmitida para fones de ouvidos disponibilizados para o público. Em todos os filmes são inseridas legendas Closed Caption, sistema que inclui informações extra-diálogos para o público de pessoas com deficiência auditiva. São distribuídos catálogos em Braille com informações e sinopses dos filmes para as pessoas com deficiência visual. E nos debates, há intérpretes de LIBRAS, para que as pessoas surdas também possam participar.

Para mais informações entre em contato
No Rio: Alice Pereira :: alice.pereira@agenciafebre.com.br 21 2555-8926

Katia Carneiro :: katia.carneiro@agenciafebre.com.br 21 2555-8918

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4ª quarta sessão do Cineclube da Escola Livre de Nova Iguaçu

A 4ª quarta sessão do Cineclube da Escola Livre de Nova Iguaçu contará com a exibição do documentário “Cante um funk para um filme”. O longa foi produzido em 2006 pela ELC e tem direção de Marcus Vinícius Faustini e Emílio Domingos. O filme dialoga com questões das juventudes e da cultura urbana. Após a exibição, Fernando Cook, do grupo Os Descolados, realizará um bate-papo com os presentes. O cineclube será no dia 31/07, às 18h, na sede da ELC. A entrada é gratuita.

O documentário foi gravado na cidade de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, onde diversas pessoas foram chamadas para cantar músicas de funk. O filme, por meio desses registros, propõe uma reflexão sobre a importância e o crescimento do funk carioca nos últimos vinte anos.

Sobre a Escola Livre de Cinema de Nova Iguaçu

A Escola Livre de Cinema de Nova Iguaçu, fundada em julho de 2006, é a primeira escola de audiovisual da Baixada Fluminense. Localizada no bairro de Miguel Couto em Nova Iguaçu, sob a gestão da OSCIP Avenida Brasil Instituto de Criatividade Social, o projeto é dirigido pelo cineasta e diretor teatral Marcus Vinícius Faustini.

Em 2012, com a mudança para Austin, a ELC iniciou um novo ciclo e agora conta com uma gestão colaborativa, na qual o Cineclube Buraco do Getúlio, a ONG Laboratório Cultural, o Departamento de Cinema e Vídeo da Universidade Federal Fluminense e o Cineclube Mate com Angu contribuem com mobilização e produção.

SERVIÇO:
Cineclube ELC
Filme: “Cante um Funk para um Filme”, de Marcus Vinícius Faustini e Emílio Domingos
Dia: 31/07 (sexta-feira), às 18h
Local: Sede da Escola Livre de Cinema de Nova Iguaçu
Endereço: Rua Cândido Lima 13, Austin, Nova Iguaçu (próximo à Estação de Trem).

Renato e seus Blue Caps, no Teatro Rival

Tudo não passava de uma brincadeira. No ano de 1959, os irmãos Barros e seus amigos se reuniam para participar das festas no bairro da Piedade, RJ, onde moravam. Faziam mímica (dublagem) dos grupos e cantores americanos de sucesso na época. E foi assim, fazendo mímica, que o grupo se apresentou pela primeira vez no programa “Hoje é dia de rock”, da rádio Mayrink Veiga, com o nome de “Bacaninhas do rock da Piedade”. A apresentação foi um fracasso, e ganharam muitas vaias.

Já no ano de 1960, Renato resolveu fazer nova inscrição para o programa, dessa vez concorreria ao ROCK AO VIVO, ou seja, tocando e cantando de verdade.

Jair de Taumaturgo, diretor do programa, não aceitou a inscrição com o nome “Bacaninhas do rock da Piedade”, perguntando seu nome, sugeriu que colocasse “Renato e seus Blue Caps”. Com esse nome o grupo se apresentou, ganhou o 1º lugar e como prêmio, o convite para participar do programa do Chacrinha na Tv Tupi. Durante o programa receberam a proposta para gravar um LP na gravadora Copacabana.

Em 1964, assinaram contrato com a CBS, e gravaram primeiro um compacto duplo, e logo em seguida o LP “Viva a juventude”. Esse LP ficou entre os mais vendidos durante meses.

Em função do grande sucesso da música “Menina Linda”, o grupo foi convidado pelo empresário Marcos Lázaro, para participar do programa JOVEM GUARDA. Assinou contrato com a TV Record, e fazia além do programa, toda a linha de shows da emissora.

–          De 1964 até 1982, a banda teve a sua carreira em discos ligada a CBS (Sony Music)

–          Em 1983, gravou na BMG, o disco “Pra sempre”;

–          Em 1987, gravou na Continental o disco “Batom Vermelho”;

–          Em 1996, com a Sony – Som Livre, regravou os principais sucessos;

–          Em 2001, disco ao vivo pela Warnner.

A banda já teve várias formações, mas na atual dois integrantes estão desde o início, são eles:

– Renato Barros: idealizador e criador da banda. Guitarrista, vocalista e compositor de vários Hits da MPB com inúmeras regravações até os dias de hoje;

– Cid Chaves: entrou em 1964, quando o grupo foi contratado pela CBS, tocando saxofone. Nunca mais saiu da banda, sendo hoje, um dos vocalistas.

Completando a formação atual temos:

– Darci Velasco: natural do Rio Grande do Sul está 21 anos no grupo, sendo o tecladista;

– Amadeu Signorelli: natural do Rio de Janeiro permanece 19 anos no grupo como baixista.

-Gelsinho Morais natural do Rio de Janeiro foi o último a se juntar a esta nova formação como baterista.

Desde o início da carreira até o dia de hoje a banda nunca parou de atuar, sendo por esse motivo considerada por pesquisadores, a banda de rock mais antiga do mundo em atividade.

A banda tem como prioridade absoluta, atender aos inúmeros convites para shows em todo Brasil.

Serviço:

Teatro Rival Petrobras

Dia: 06 de junho, sábado, às  19h30
Rua Álvaro Alvim, 33/37 – Cinelândia – Tel.: 2240-4469

Preço:
Setor A / Mezanino:

R$ 80  (Inteira)
R$ 40 (meia-entrada)

Setror B

R$ 70(Inteira)
R$ 55 (Promoção para os 100 primeiros pagantes)
R$ 30 (meia-entrada)

Cinema antigo com piano ao vivo

Não é todo dia que o público tem o prazer de assistir a dois clássicos gregos mudos com acompanhento musical ao vivo.

Pois terça 14/4 e quarta 15/4, o espectador vai poder se deleitar com o mais antigo longa metragem grego recuperado e rastaurado pela cinema de Atenas (As Aventuras de Vilar) e com as peripécias do músico-mágico Mirka que faz de tudo para conquistar sua amada (O Mágico de Atenas). Raridade na tela e com luxuoso acompanhamento musical ao vivo, com o pianista Fábio Luz. No repertório, Ernesto Nazaré, Camille Saint-Saens, Villa-Lobos e Villani-Cortes.

Os filmes:

“As Aventuras de Vilar” é o mais antigo longametragem grego recuperado e restaurado pela cineteca de Atenas Greek Film Archive. Na verdade é o segundo ato de uma comédia de Joseph Hepp, com o ator cômico Sfakianos (Villar) que teve sua carreira iniciada na França.

“O Mágico de Atenas”, filme de Achiléas Madras, teve sua produção iniciada em 1922 e como primeiro título “A Jovem Cigana de Atenas”, que não chegou a ser completado. Seu roteiro em sua linguagem simples conta a história de um músico-mágico de origens nobres (Mirka) que conquista as mulheres. Quando sua amada o deixa para ficar com um homem rico, ele fará de tudo para reavê-la. As legendas foram traduzidas por Jacob Moe diretamente do grego para o português. Anteriores legendas sobrepoem-se em frances, outras em ingles, que por vezes podem não concordar porque Moe preferiu manter-se fiel à fonte original. Curiosamente há de se notar que Dolly e Lilí são a mesma personagem, que mudou de nome ao longo das diferentes fases de produção.

O pianista:

Fabio Luz é um dos pianistas brasileiros mais aclamados no exterior. Prêmio Internacional Debussy 1978 (França), Mestre em Música Francesa pela Universidade Musical Internacional de Paris, está radicado na Itália há mais de 30 anos onde foi diretor do Instituto Verdi de Asti, coordenador da Accademia Superiore di Penne (Pescara), docente dos Laboratori Musicali Internazionali Estivi al Castello di Cortanze. Conta mais de mil apresentações entre recitais, atuações em música de câmera e como solista de prestigiosas orquestras. Professor do Festival del Golfo de San Marco di Castellabate, coordenador e professor do Paradise Festival em Siros – Grécia, é presidente da Fundação Franz Liszt com sede na França. Sua discografia completa encontra-se no sitewww.fabioluz.com

Jacob Moe, nascido em Nova York, é co-fundador e diretor executivo do festival de verão anual Syros International Film Festival que tem lugar na capital das ilhas Cíclades, na Grécia. O festival é curador da produção cinematográfica regional e valoriza as riquezas arquitetônicas da ilha – estaleiros, docas, cinema ao ar livre e o célebre Teatro Apolo. Estudou Ciências Políticas e Cinema noPomona College de Los Angeles, Califórnia, onde trabalhou inclusive com a Chain Camera Pictures na produção de documentários. Em 2011 realizou em Fortaleza estudos sobre desenvolvimento sustentável. Atnalmente é produtor cinematográfico de documentários e tradutor de literatura grega em Atenas, onde reside, e também tradutor-intérprete do Museu de Fotografia de Tessaloniki.

As sessões fazem parte parte das comemorações de 30 anos do Grupo Estação.

Cinema antigo com piano ao vivo
Terça, 14 de abril, 21h
Quarta, 15 de abril, 17h

ingressos:  R$ 40,00 (inteira), R$ 20,00 (Meia).
Censura livre

Programação 2015 do CCBB

“Kandinsky: Tudo começa num ponto” é a exposição inédita que reúne telas de um dos mais renomados mestres da pintura moderna, pioneiro e fundador da arte abstrata. São mais de uma centena de obras e objetos de Kandinsky, seus contemporâneos e suas influências, provenientes da coleção do Museu Estatal Russo de São Petersburgo e mais sete museus da Rússia e coleções procedentes da Alemanha, Áustria, Inglaterra e França. De janeiro a março, a mostra ocupa a rotunda e o 1° andar do Centro Cultural Banco do Brasil. Augusto Boal é homenageado com exposição, espetáculo teatral, show, leituras dramatizadas e oficinas. O professor, ensaísta e diretor de teatro esteve envolvido entre ideias criativas, projetos ousados durante seis décadas, que incluem o período da ditadura e o processo de redemocratização do Brasil. Para abrir a programação de cinema de 2014, o CCBB Rio apresenta a retrospectiva “Melhores Filmes do Ano” com uma seleção dos melhores títulos de 2014, segundo a Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro. “Easy Riders, o Cinema da Nova Hollywood” é a mostra que destaca títulos de 1960 a 1980 e revê um período que marcou a modernização do cinema norte-americano e lançou diretores como Jerry Lewis, Blake Edwards, Arthur Penn, Sam Peckinpah e Martin Scorsese. É uma oportunidade única de (re)ver no cinema, em cópias 35mm, filmes que marcaram Hollywood, nas décadas de 60 e 70, e influenciaram o cinema mundial, de Bonnie e Clyde a O Portal do Paraíso, passando por Tubarão e Taxi Driver, entre  muitos outros. “Bonitinha, mas Ordinária” é a mais nova montagem da Cia Teatro Portátil que após encenar “Valsa nº6”  com uma boneca no papel da protagonista, retorna a olhar  Nelson Rodrigues  propondo um olhar contemporâneo e original. A pesquisa com a linguagem da animação, que permeia a trajetória da companhia, está presente em sequências de filmes que misturam ilustrações com imagens do Rio Antigo. “Eu não dava praquilo” é o monólogo de Cássio Junqueira que traz Cássio Scapin interpretando narrações e depoimentos vividos pela atriz Myrian Muniz. Centro Cultural Banco do Brasil Rua Primeiro de Março, 66 Centro – Rio de Janeiro – RJ CEP 20010-000 http://www.bb.com.br/cultura twitter.com/ccbb_rj http://facebook.com/CCBB.RJ Aberto para o público de quarta à segunda, das 09h às 21h.

“Saint Laurent” – Eu fui!

Em tempos de São Paulo Fashion Week, um filme sobre um dos maiores nomes da moda de todos os tempos está prestes a estrear. “Saint Laurent” entra em cartaz nos cinemas brasileiros dia 13 de novembro, mas o filme já é reconhecido lá fora, sendo o escolhido para representar a França na disputa pelo Oscar de melhor filme estrangeiro em 2015. Fui conferir a pré-estreia que aconteceu dia 3 de novembro.

O filme conta a vida de Yves Saint Laurent de 1967 a 1976, mas isto não significa que o diretor Bertrand Bonello tenha escolhido que a história fosse contada de forma cronológica. Os amores, os sucessos, as polêmicas são exibidos avançando e voltando no tempo a todo o momento, mas sempre identificando para o espectador em que ano a cena está se passando.

A timidez que o ator principal, Gaspard Ulliel, exibiu em seu discurso pouco antes da exibição do filme não condiz com sua performance em cena. Ele se despiu – literalmente – de qualquer pudor em cenas ousadas, mostrando ótimo desempenho na pele de Yves Saint Laurent. Sinceramente não conheço os trejeitos do estilista, morto em 2008, na vida real. Mas Ulliel construiu um belo e crível personagem.

Não poderia ser diferente, mas a sofisticação do cenário é bonito de se ver. O capricho do figurino, tanto dos personagens da história, quanto dos desfiles, é um espetáculo à parte. As roupas de sua grife, Yves Saint Laurent, com seus estilo, cores e cortes tão característicos, são bem reproduzidas, dando veracidade às cenas.

Como era uma pré-estreia em uma noite de segunda-feira e fui sem saber a duração do filme, confesso que as duas horas e meia me cansaram um pouco. Mas é sempre divertido saber sobre as loucuras que todo bom e grande gênio carrega em sua particularidade. E também, claro, contemplar a elegância de um filme francês. Ainda mais quando se trata de moda.

P.S.: Agradeço à Cinnamon Comunicação pelo convite.

 

Número 5 no nosso Top 5 2014:

https://palcoteatrocinema.com.br/2014/12/07/top-5-eu-fui-filmes/

Exibição de filme na Arena Dicró

“Hotel da Loucura – Gênese” é um documentário que retrata o “Ocupa Nise” promovido pela Universidade Popular de Arte e Ciência, que acontece desde 2011 no Instituto Municipal Nise da Silveira, no Rio de Janeiro. O filme terá uma única exibição na Arena Dicró, na Penha, no dia 07 de novembro. A entrada é gratuita e a classificação etária é livre.

O “Ocupa Nise” desenvolve práticas diferenciadas para o tratamento de doenças psíquicas, que incluem trabalhos coletivos, peças de teatro, arte e estudos. No teatro DyoNises, que fica dentro das instalações do “Hotel da Loucura”, os usuários e funcionários são convidados a encenarem peças e exercitarem sua capacidade de se comunicar através da narrativa. O projeto propõe a não diferenciação de pessoas e em cima do palco, todos são tratados como iguais, todos são atores de uma mesma peça.
Ficha técnica:
Direção: Mariana Campos e Raquel Beatriz.
Produção executiva: Luiz Antonio Pilar
Realização: Lapilar Produções Artísticas
Duração: 72 minutos

Serviço:
Data: 07/11 (sexta-feira)
Horário: 19h
Local: Arena Carioca Dicró – Carlos Roberto de Oliveira
Endereço: Parque Ari Barroso, Penha (entrada pela rua Flora Lobo)
Telefone: (21) 3486-7643
Entrada gratuita
Classificação etária: Livre
Capacidade: 338 pessoas

“Pequenas Biografias” – Eu fui”

Sempre tentando conhecer e experimentar as mais diferentes formas de se fazer arte, fui assistir a um espetáculo de gênero documental. Refiro-me a “Pequenas Biografias”, que já esteve em cartaz no Teatro Maria Clara Machado, mas agora se apresentava desde o dia 8 de outubro na nossa velha parceira Sede das Cias. A peça é da companhia Teatro Número Três, e mescla realidade e ficção, assim como várias histórias apresentadas.

O texto de Marcio Freitas tem como enredo um grupo de artistas que investiga a vida de seus familiares, de personalidades públicas e de desconhecidos. Entretanto, o projeto de biografia dos personagens é interrompido antes de se concretizar. Anos depois, outros artistas retomam as antigas histórias e analisam os documentos que restaram, tentando assim dar sentido aos fragmentos do passado.

Não é apenas a realidade e a ficção que se misturam nesta peça. As histórias são contadas de forma intercalada. Para orientar o espectador no que está se passando, cartazes com os nomes dos personagens são mostrados pelos outros atores com quem contracenam. O vídeo também é utilizado para narrar o decorrer da história, quem investiga quem, a evolução do projeto e as deserções no grupo. Eles também se filmam, documentando alguns fatos e comentários das reuniões.

Os recursos utilizados são mais que úteis, pois os diálogos são bastante ágeis, e a troca de uma fala e de uma história para outra é constante. Também são 7 atores em cena, praticamente o tempo inteiro. O que, em um espaço pequeno e quase intimista como o da Sede das Cias, preenche ainda mais o palco. O espetáculo também não lança mão de muita cenografia, chamando ainda mais a atenção para os efeitos visuais, sonoros e a história que está sendo contada.

“Pequenas Biografias” se despede da Sede das Cias após uma temporada de sucesso, segundo os próprios integrantes do elenco. O espetáculo se destacou por levar ao palco um gênero menos conhecido pelo grande público. E nós, espectadores e admiradores de teatro, agradecemos ao teatro carioca por dar espaço aos mais variados estilos, e às companhias de teatro pela versatilidade e competência com a qual os representam.

P.S.: Agradeço a Sede das Cias pelo convite.

O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos

Preparando-se para o lançamento de “O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos”, uma produção da New Line Cinema e Metro-Goldwyn-Mayer Pictures (MGM), o mais ardoroso e apaixonado fã brasileiro está bem perto de viver uma aventura na Nova Zelândia que somente em sonhos seria possível.

Alguns fãs de todo o mundo terão a oportunidade de conhecer pessoalmente Sir Peter Jackson e assistir a uma pré-estréia do terceiro filme “O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos”, no estúdio particular do diretor, na cidade de Wellington. Assistir à última fantasia se desdobrando na tela certamente causará um impacto forte aos fãs, que terão recentemente visitado as locações reais escolhidas para a trilogia O Hobbit.
O sortudo Leonardo Salles Santana é o vencedor brasileiro entre cerca de 75 fãs no mundo, em um concurso promovido pela Warner Bros. Pictures, Air New Zealand – a companhia aérea oficial da Terra-Média – e Tourism New Zealand, responsável em receber os fãs no país.

“Acompanho as incríveis produções do Peter Jackson desde pequeno, começando pela trilogia de O Senhor dos Anéis, e agora, a trilogia de O Hobbit. Conhecer o Condado, a cidade dos Hobbits, será incrível. É a realização de um sonho de criança. Quem nunca quis ir ao Condado? Será inexplicável visitar cada pedaço da Terra Média eos lugares onde foram filmadas as cenas de todos os filmes. Vai ser o momento de maior felicidade na minha vida!”, se emociona Leonardo.

“Estamos muito emocionados por poder conhecer fãs de vários lugares do mundo” diz Sue Kroll, presidente global de Mkt e Distribuição Internacional da Warner Bros. Pictures. “São fãs apaixonados, que têm muita vontade de viver grandes aventuras, e nós estamos muito felizes de convidá-los para esta viagem e lhes proporcionar uma experiência incrível de viajar à Terra-Média com o Sir Peter Jackson em pessoa na Nova Zelândia” completa.

Mais de 140 mil pessoas, de aproximadamente 30 países, se inscreveram no concurso que tornou possível encontrar os mais ardorosos fãs da trilogia O Hobbit. Uma série de desafios foi imposta, incluindo enviar um postal ao diretor Sir Peter Jackson explicando porque deveria ganhar, responder um ‘quiz’ com temas sobre os Hobbits e fazer um vídeo dizendo o que mais gostam nos filmes.

Cada vencedor poderá escolher um amigo-fã que embarcará nessa jornada que começa quando pisarem no avião com destino à Terra-Média. Todos chegarão em Auckland no início de novembro para uma expedição de cinco dias. Além de conhecer Peter Jackson, o grupo também visitará as locações e paisagens que se tornaram famosas graças aos filmes O Senhor dos Anéis e O Hobbit de norte ao sul das ilhas. A viagem vai mostrar que os cenários vistos nas telas também são ótimos destinos para férias.

Sobre a viagem
O exército multinacional vai aterrissar em Auckland,eleita uma das três melhores cidades do mundo para se viver, e ir até Rotorua, tradicional destino turístico, onde serão recebidos com uma típica performance cultural Maori e o tradicional “hangi” (um banquete cozido em um autêntico forno subterrâneo). Na próxima parada, na locação do filme perto de Matamata, na região de Waikato, os fãs serão guiados em um tour privado pelo local e poderão ver de perto as44 casinhas dos Hobbits. Todos serão convidados a participar de uma verdadeira festa de anões antes de continuar a jornada até Queenstown, ao sul da ilha, no dia seguinte.

Queenstown é a capital da aventura da Nova Zelândia e cenário de incontáveis batalhas da trilogia. O exército de fãs não apenas terá a chance de seguir os passos de seus heróis através do Paraíso, como também visitar o Pilar dos Reis, casa da tirolesa KawerauBungy.

A jornada termina em Wellington, capital da Nova Zelândia e cidade onde Peter Jackson mora, para uma exibição privada do último filme “O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos”. Mais conhecida como “Wellywood”, é onde Sir Peter construiu seu império e parada obrigatória para todos fã da Terra-Média. A viagem será acompanhada por cerca de 40 profissionais da imprensa documentando os pontos altos da aventura para as televisões, jornais e sites de todo o mundo.

Entre os apoiadores da jornada estão a New Line Cinema, Metro-Goldwyn-Mayer Pictures e a Warner Bros. Pictures, que vão distribuir o filme ainda neste ano, junto com a MGM nos países escolhidos.

Para mais informações sobre o The Hobbit Fan Fellowship Contest visite:TheHobbitFanContest.com

Sobre O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos
Dirigido por Peter Jackson, O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos tem roteiro assinado por Fran Walsh, Philippa Boyens, Peter Jackson e Guillermo del Toro, baseado no romance de J.R.R. Tolkien. Jackson também produziu o longa-metragem, em parceria com Carolynne Cunningham, Zane Weiner e Fran Walsh. Os produtores executivos são Alan Horn, Toby Emmerich, Ken Kamins e Carolyn Blackwood. Philippa Boyens e Eileen Moran assinam a coprodução. A produção foi realizada nos estúdios de Jackson em Miramar, Wellington, e em locações pela Nova Zelândia. A pós-produção foi realizada no Park Road Post Production, em Wellington.

New Line Cinema e Metro-Goldwyn-Mayer Pictures apresentam O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos, uma produção Wingnut Films. Assim como os dois primeiros filmes da trilogia, O Hobbit: Uma Jornada Inesperada e O Hobbit: A Desolação de Smaug, o último filme é uma produção do New Line Cinema e Metro-Goldwyn-Mayer Pictures (MGM), com coordenação de produção da New Line. A Warner Bros. Pictures é responsável pela distribuição mundial do filme nos cinemas. A MGM é responsável pela distribuição do filme em territórios específicos e pela distribuição para TV mundialmente.

Mais informações:
TOURISM NEW ZEALAND
http://www.newzealand.com/br/

Democracia em Preto e Branco

A música de abertura, “Núcleo Base”, clássico do grupo paulista Ira!, e a locução de Rita Lee dão indícios do que está por vir: “Democracia em Preto e Branco”, uma coprodução TV Zero, Miração Filmes e ESPN dirigida por Pedro Asbeg, retrata um momento único da história do País: como a Democracia Corinthiana – movimento revolucionário futebolístico do início da década de 80, capitaneado pelos jogadores Sócrates, Casagrande e Wladimir -, o nascimento das bandas de rock brasileiras e a campanha das “Diretas Já” estiveram diretamente ligados entre si na busca por um Brasil mais livre e democrático. Seu lançamento coincide com os 50 anos do golpe militar e 30 anos das “Diretas Já” e as eleições de 2014.

Desde seu início fundamentado em uma ação coletiva, é o primeiro longa-metragem brasileiro a ser parcialmente financiado com crowdfunding. Na tela, entrevistas exclusivas com os protagonistas do movimento, entre elas uma das últimas feitas por Sócrates antes de seu falecimento, além de um luxuoso time de personalidades, como os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luís Inácio Lula da Silva, e Marcelo Rubens Paiva, Marcelo Tas, Edgar Scandurra, Frejat, Serginho Groisman e Paulo Miklos. Serginho Groisman dá o tom da época – “Para mim estavam colocadas as três principais questões na minha vida: política, futebol e rock´n´roll, não necessariamente nessa ordem.”

O filme conta ainda com emocionantes imagens de arquivo, como as manifestações que levaram multidões espalhadas pelo Brasil em busca do voto direto para presidente da República. Realizado ao longo de quatro anos, “Democracia em Preto e Branco” leva o espectador a uma viagem pelas principais histórias e personagens que ilustram um singular período de sonhos, conquistas, utopias e desilusões na história do Brasil.

Sinopse
“Tendo como pano de fundo a lendária Democracia Corinthiana, o nascimento das bandas de rock brasileiras e a campanha das diretas já, “Democracia em Preto e Branco” mostra, com locução de Rita Lee e entrevistas exclusivas de Sócrates, Casagrande, os ex presidentes Lula e Fernando Henrique Cardoso e Marcelo Rubens Paiva, Marcelo Tas, Edgard Scandurra, Frejat, Serginho Groisman e Paulo Miklos, entre outros, como o esporte, a política e a música se encontraram para mudar o rumo da história do País nos anos 80.”

Ficha Técnica
Direção: Pedro Asbeg
Produção executiva: Gustavo Gama Rodrigues e Rodrigo Letier
Locução: Rita Lee
Texto e redação: Arthur Muhlenberg
Edição: Renato Martins, edt.
Direção de fotografia: Rodrigo Graciosa
Som direto: Rene Brasil
Pesquisa: Marcio Selem
Videografismo: Renato Vilarouca e Rico Vilarouca
Identidade visual: Tiago Peregrino
Trilha sonora original: Lucas Marcier e Fabiano Krieger
Edição de som e mixagem: Damião Lopes
Correção de cor: Daniel Canela
Pós-produção: Anna Julia Werneck
Duração: 1h30’

Boreart, no Morro do Borel

Em setembro de 2012, moradores do Morro do Borel ingressaram na metodologia da Agência de Redes para Juventude, programa que estimula jovens de comunidades, periferias e subúrbios do Rio de Janeiro a criar projetos para as suas localidades. Dessa união surgiu o Boreart, um coletivo que pretende, através das artes, revitalizar os becos e ruas do morro. Depois de 2 anos, o desafio agora é reformar a escadaria da Rua Nossa Senhora Aparecida, uma das principais da comunidade. Inspirados na Escadaria Selarón, na Lapa, o Boreart quer tornar esta escadaria uma referência de arte urbana no Borel e em toda cidade.

Doações de azulejos
Para concretizar a reforma, os jovens estão recolhendo azulejos, que podem ser entregues na sede da Agência de Redes para Juventude (Rua Teotônio Regadas, 26/603), de terça a sábado, entre 10h e 19h. Mais informações: galeria.boreart@gmail.com. Vídeo da campanha: http://vimeo.com/106024066

Sobre o Boreart

Formado por quatro jovens moradores do Complexo do Borel, o projeto consiste em uma galeria de arte que ocupa as casas e a Rua Nossa Senhora de Fátima, mas conhecida como Barranco, no morro do Borel, Zona Norte do Rio de Janeiro. Cada morador abriga uma obra de arte em sua residência pelo período de exposição, em média dois meses, e todas as casas recebem a reforma da parede que receberá as obras e parte do valor da venda.

Em 2013 o projeto contou com a curadoria de Marcus Lontra e a parceria do M.A.M (Museu de Arte Moderna), via Luiz Camilo. As obras da primeira exposição foram dos artistas Artur Barrio e do coletivo de artistas Chelpa Ferro. Já em sua segunda exposição o projeto contou com obras de André Soares Monteiro, vulgo “Andareiro”, artista pernambucano, fundador do coletivo Cata-Mixto que trabalha com o reaproveitamento de materiais recicláveis para criação das suas obras, visando a sustentabilidade.

Em janeiro de 2014 o projeto chegou à sua terceira exposição, com os artistas e designers Felipe Nunes e Nando Garvey. Seus métodos de criação são inspirados nas culturas indígenas, africanas, tropicalismo, além da música e outros elementos da cultura brasileira. Além das exposições o projeto já desenvolveu oficinas de Grafite e Artes Visuais, em parceria com o SESC Tijuca, para jovens e crianças no Borel.

“O Candidato Honesto”, nos cinemas

“O Candidato Honesto” tem estreia marcada para 2 de outubro, três dias antes do primeiro turno das eleições. O filme trabalha sua divulgação paralelamente à campanha eleitoral nacional, simulando a campanha do protagonista João Ernesto (Leandro Hassum). Como parte das ações, na segunda-feira, dia 29, entre 20h30 e 21h, o personagem fará um pronunciamento fictício, veiculado em cadeia em todo o país, na TV Globo – no intervalo do Jornal Nacional – e, simultaneamente, na Rede Telecine e Megapix, Canais Fox, e nos canais GNT, Multishow e Sportv 1, 2 e 3, da Globosat. O spot irá ao ar no mesmo horário em todos os canais, como acontece com a propaganda política eleitoral obrigatória.

O longa-metragem aposta na parceria de sucesso entre o humorista Leandro Hassum, o diretor Roberto Santucci e o roteirista Paulo Cursino que, juntos, foram campeões de bilheteria em 2012 e 2013 com Até que a Sorte Nos Separe 1 e 2. Em 2014, eles se reencontraram para filmar essa divertida história sobre um presidenciável corrupto que, contra sua própria vontade, acorda um dia e só consegue falar a verdade. Com humor escrachado, o longa faz uma sátira aos políticos de hoje e não poupa direita nem esquerda, oposição nem poder.

João Ernesto (Leandro Hassum) é candidato à presidência da República e, no segundo turno das eleições, está em primeiro lugar nas pesquisas. Corrupto e mentiroso, ele vê sua vida virar de cabeça para baixo na reta final da campanha: minutos antes de morrer, sua avó lança uma mandinga e, de uma hora para outra, ele não consegue mais contar nenhuma mentira. “Fui para uma pesquisa sobre políticos mesmo, assisti muitos discursos, e isso me ajudou bastante, nos momentos em que ele quer falar a verdade e não consegue, de briga, de convencimento da população, etc.”, conta Hassum.

O elenco – Luiza Vadetaro, Julia Rabello, Ellen Roche, Victor Leal, Flavio Galvão, Henri Pagnoncelli, Flavia Garrafa, Antônio Pedro, Rafael Infante, Luis Lobianco, Ilva Ninõ, Jovane Nunes, Bruno Buaiz, Nilton Bicudo, entre outros – garante cenas hilárias. Rodado em Brasília, Rio de Janeiro e Búzios (RJ), o filme é uma coprodução da Paramount com distribuição da Downtown Filmes e Paris Filmes.
Redes sociais oficiais:
FB: https://www.facebook.com/CandidatoHonesto
TWITTER: http://twitter.com/joaoernestoREAL
G+:http://plus.ly/ocandidatohonesto
YT: http://www.youtube.com/ocandidatohonesto

Oficina de Produção Audiovisual

Estão abertas as inscrições para a Oficina de Produção Audiovisual: noções de linguagem cinematográfica, câmera e montagem da Escola Livre de Cinema de Nova Iguaçu. O curso é gratuito e tem duração de oito semanas a partir do dia 4 de outubro, sempre aos sábados. As vagas são limitadas e as inscrições podem ser feitas pelo telefone (21) 2763-7570 ou pelo e-mail escolalivredecinema@gmail.com. Os interessados devem ter a partir de 17 anos e estar cursando ou ter concluído o ensino médio.

Serviço:
Oficina de Produção Audiovisual: noções de linguagem cinematográfica, câmera e montagem
Local: Escola Livre de Cinema de Nova Iguaçu
Endereço: Rua Cândido Lima,13 – Austin – Nova Iguaçu – Rio de Janeiro
Data de início das aulas: 4 de outubro
Duração: Oito semanas
Inscrições gratuitas pelo telefone (21) 2763-7570 ou pelo e-mail escolalivredecinema@gmail.com

“Conselho de Classe” – Eu fui!

Foto: apetecer.com

Foto: apetecer.com

Faltando pouquíssimo tempo para as eleições, muito se fala a respeito dos problemas do país. Dentre eles, um dos mais comentados é a educação. Quais os investimentos, como está sendo tratada e, principalmente, qual o futuro. Esse é o tema de “Conselho de Classe”, peça que tivemos o prazer de sermos convidados para assistir, e está em cartaz até o próximo fim de semana, no Teatro Fashion Mall.

Temas relacionados à educação são amplamente discutidos – inclusive acaloradamente – durante o espetáculo pelos personagens, cinco profissionais da educação (vividos por Lourival Prudêncio, Leonardo Netto, Marcelo Olinto, João Rodrigo Ostrower e Thierry Trémouroux). São eles quatro professoras e um diretor recém-chegado, inexperiente, trazendo ainda aquela visão romântica do profissional novo no mercado, de poder mudar o mundo. Esta visão é totalmente modificada quando se depara com a situação em que a escola e os alunos se encontram.

Foto: apetecer.com

Foto: apetecer.com

O cenário retratava uma escola pública do Centro do Rio de Janeiro durante as férias dos alunos, em dia de conselho de classe. O calor do verão carioca e a precariedade do ambiente são reproduzidos no texto e nos detalhes da cenografia. Salários baixos, vandalismos e desinteresse por parte dos alunos são as principais queixas dos personagens, narradas pelas professoras em cena. Dentre elas, destacam-se duas delas, as com maior espírito de liderança: a de Educação Física e a de Arte. Elas se confrontam nas ideias, e não sabemos por vezes se os embates são acerca de ideologias ou simplesmente uma batalha de ego ambas.

O texto ágil e a interpretação dos atores divertiam a plateia. A ficção apresentada no palco parecia se confundir com a realidade de quem estava assistindo. O público presente demonstrava conhecê-la de perto, tal a forma como se identificavam com o que viam. Mesmo quem não é profissional da educação sabe das mazelas do ensino público e das dificuldades de quem se dedica a isto. E “Conselho de Classe” encontra um jeito bem humorado de lidar com o assunto.

 

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Até então estava tudo uma sexta-feira normal pós-peça. Mas, quando vou pegar um táxi para voltar para casa, NÃO É QUE O A RUA DO TEATRO TEM O MESMO NOME DO MEU COLÉGIO DE INFÂNCIA? É mole? (rs) Pela feliz coincidência, saí de lá com uma sensação de nostalgia ainda mais forte. E, claro, tive um motivo a mais de recomendar o espetáculo aos meus amigos e ex-colegas de classe =)

 

Serviço:

Conselho de Classe

De 05 a 28 de setembro de 2014

Horário: Sexta e sábado, às 21h30; domingo, às 20h

Local: Teatro Fashion Mall – Sala 1

Endereço: Estrada da Gávea, 899 – São Conrado.

Capacidade: 490 lugares

Telefone: (21) 2111-4444

Classificação: 12 anos

Gênero: Comédia política

Ficha técnica:

Texto: Jô Bilac

Direção: Bel Garcia e Susana Ribeiro

Assistência de direção: Raquel André

Elenco: Lourival Prudêncio, Leonardo Netto, Marcelo Olinto, João Rodrigo Ostrower e Thierry Trémouroux

Figurino: Rô Nascimento e Ticiana Passos

Cenário: Aurora dos Campos

Iluminação: Maneco Quinderé

Trilha original: Felipe Storino

Direção de produção: Tárik Puggina

Produção: Nevaxca Produções

Realização: Cia dos Atores

P.S.: Agradeço à RPM Comunicação pelos convites.

“Homem, Mulheres e Filhos”, em novembro

Depois do grande sucesso no Festival do Toronto, “Homem, Mulheres e Filhos” (Men, Woman and Children), dirigido por Jason Reitman, chega ao Festival do Rio em seis sessões. O drama inspirado no livro homônimo de Chad Kultgen tem previsão de estreia no circuito brasileiro no dia 20 de novembro e traz no elenco nomes como Adam Sandler, Jennifer Garner e a revelação Ansel Elgort, o protagonista de “A Culpa é das Estrelas”. O longa mostra o impacto da internet nos relacionamentos, na comunicação, na auto-imagem e na vida amorosa, além de temas como a cultura dos videogames, anorexia, infidelidade, a busca pela fama e a proliferação de material ilícito nas redes.

Trailer:

SERVIÇO:

Homens, Mulheres e Filhos (Men, Women and Children)
EUA, 2014 – 116 min
Um filme de Jason Reitman
Sinopse: O longa conta a história de um grupo de adolescentes do ensino médio e de seus pais, que tentam lidar com a forma como a internet mudou seus relacionamentos, a comunicação, suas imagens de si mesmos e suas vidas amorosas. Conforme cada personagem e relacionamento são testados, fica claro a variedade de caminhos que as pessoas escolhem – alguns trágicos, outros cheios de esperança – e que ninguém está imune a enorme mudança social que vem através de telefones, tablets e computadores.

Data de Lançamento: 20 de novembro (previsão)
Distribuição: Paramount Pictures

Exibições / Festival do Rio:

01/10 (quarta-feira) – Cabine de Imprensa
Estação Botafogo 1 – 10h

02/10 (quinta-feira)
São Luiz 3 – 14h & 19h

03/10 (sext-feira)
Estação Botafogo 1 – 15h15 & 21h30

05/10 (domingo)
Roxy 3 – 14h & 19h

Festival do Rio 2014
De 24 de setembro a 8 de outubro
http://www.festivaldorio.com.br
#festivaldorio

Produtor Andrew Meyer, no RioMarket

O RioMarket, área de negócios do Festival do Rio, que acontece de 24 de setembro a 2 de outubro no Cais do Porto, no Rio de Janeiro, receberá o produtor do aclamado filme “Tomates Verdes Fritos” e de “Clube dos Cinco” e professor da SCAD (Savannah College of Art and Design), Andrew Meyer, para um Workshop e uma Master Class, ambos no dia 29 de setembro.

Durante a manhã, de 11h às 13h, Andrew Meyer apresentará estudos de caso de alguns dos filmes produzidos por ele, incluindo “Clube dos Cinco”, “Tomates Verdes Fritos” e o filme produzido por sua empresa, “Asas da Liberdade”, estrelado por Nicolas Cage. A Aula Mestra de duas horas abordará em detalhes o processo de descobrimento, desenvolvimento e produção de cada filme. Em cada caso, o processo foi completamente diferente, tendo um dos filmes – “Tomates Verdes Fritos” passado por três roteiristas e levado cinco anos para ser feito até sua indicação ao Oscar, como Melhor Roteiro Adaptado.

À tarde, o Workshop “Produzindo um filme: quantas responsabilidades o produtor precisa assumir para produzir e promover seu filme com sucesso” vai levar os participantes passo a passo, pelo processo de concepção, desenvolvimento, produção no set e organização de pós-produção, ao mesmo tempo em que faz o marketing e promoção do seu filme em cada passo do processo (até mesmo antes da pré-produção). A palestra de duas horas cobrirá tudo o que um produtor precisa saber para triunfar no atual Mercado global. Além disso, Meyer também estimulará seus convidados a “lançar” ideias de filme para que ele possa ajudá-los construtivamente a vender seu projeto no Mercado.

Para participar é preciso se inscrever no site do RioMarket:
http://www.riomarket.com.br/

SERVIÇO:
RioMarket 2014
Período: 24 de setembro a 2 de outubro de 2014
Horário: 9h às 19h
Workshop e Master Class com Andrew Meyer
“Produzindo um filme: quantas responsabilidades o produtor precisa assumir para produzir e promover seu filme com sucesso”
29 de setembro – de 11h às 17h
Local: Sede do Festival do Rio – Armazém da Utopia – Av. Rodrigues Alves, s/n – Armazém 6 – Cais do Porto, Rio de Janeiro
Inscrições e informações: http://www.riomarket.com.br/

Programação de setembro do CCBB

Cabeça
Até 29/09
Exposição do artista plástico carioca Milton Machado, que celebra 45 anos de carreira, com obras realizadas entre 1969 e 2014, compreendendo desenhos, fotografias, vídeos, objetos e esculturas. Curadoria do próprio artista. Classificação: livre.

Palestra
15/9 – 18h30
Milton Machado e Tania Rivera falam sobre o processo de criação artística da exposição Cabeça.

Salvador Dalí
Até 22/9
Último mês para conferir a maior exposição do artista catalão já realizada no Brasil com cerca de 150 obras, entre pinturas, gravuras, documentos, fotografias e ilustrações. Curadoria: Montse Aguer

Fritz Lang – O Horror Está no Horizonte
Até 22/9
Retrospectiva completa, em película, dos filmes do cineasta austríaco produzidos entre 1919 e 1960. A obra de Fritz Lang traça um paralelo com a história do próprio cinema: vai do cinema mudo ao falado, do preto e branco ao colorido, do expressionismo alemão à narrativa clássica. Curadoria: Joice Scavone, João Paixão e Calac Nogueira.

Festival do Rio
25/9 a 8/10
Considerado um dos maiores festivais da América do Sul, este ano traz centenas de títulos de mais de 60 países, com uma programação especial e inédita para o CCBB. Confira em http://www.festivaldorio.com.br

Brasil Vocal
17/9 – 19h30
Show de lançamento do Brasil Vocal CCBB 2014, com o grupo MPB4. O projeto consiste na 4ª edição do concurso de arranjos inéditos para
grupos vocais à capela e na 3ª edição do concurso de novos grupos vocais. Curadoria: Carlos Belém. Classificação: livre. Duração: 75 minutos.

Uma Relação Pornográfica
19/9 a 19/10 – 19h – quarta a domingo
Um casal se conhece por meio de um anúncio, encontra-se em um café e vai para um hotel. Eles passam a se encontrar toda semana, sempre no mesmo hotel. Nenhum dos dois sabe nada da vida do outro, apenas sabem que querem realizar suas fantasias sexuais. Nesses encontros, não falam de suas vidas íntimas, trabalho, endereços e nem mesmo de seu nomes. Mas, com o passar do tempo, eles percebem uma inesperada afinidade, trazendo novas indagações a respeito dessa relação. Direção de Victor Garcia Peralta. Texto: Philippe Blasband. Elenco: Guilherme Leme e Ana Beatriz Nogueira. Classificação: 14 anos. Duração: 75 minutos.

Trágica.3
Até 14/9 – sex: 19h/sáb e dom: 17h e 19h. Encontro com os atores após a apresentação do dia 12/9. Releitura contemporânea das tragédias gregas Medeia, Electra e Antígona. Grandes heroínas trágicas apresentadas em fragmentos poéticos que se correlacionam através da experiência dramatúrgica, sonora e visual. Três peças curtas que resultam num espetáculo único: Medeia, a que mata; Electra, a que manda matar; e Antígona, a que se mata. Textos: Heiner Muller, Caio de Andrade e Francisco Carlos. Direção: Guilherme Leme. Elenco: Letícia Sabatella, Denise Del Vecchio, Miwa Yanagizawa, Fernando Alves Pinto e Marcello H. Classificação: 12 anos. Duração: 75 minutos.

Duas Vezes um Quarto (2x 1/4)
4/9 a 19/10 – 19h30 – quarta a domingo
Duas histórias dividem um mesmo espaço cênico – Dama da Lapa e Dilúvio em Tempos de Seca – caracterizadas por uma temática fortemente existencial que tratam da solidão primordial do ser humano, da incapacidade de comunicação e das inúmeras  subjetividades que cercam o mesmo ser. Direção: Marcelo Pedreira. Elenco: Carla Marins, Guta Ruiz, José Karini e Lucas Gouvêa. Classificação: 16 anos. Duração: 70 minutos.

O Pequeno Autor
6/9 a 26/10 – 16h – sábado e domingo. Musical infantojuvenil baseado na obra de Luigi Pirandello que narra a história de um menino solitário que se relaciona com o mundo da fantasia por meio da escrita. Dramatugia: Nathalia Colón. Direção: Marcos dos Anjos. Direção musical: Marcelo Neves. Elenco: Felipe Valle, Daniel Carneiro, Maria Penna Firme e Monique Bernal. Ator convidado: Leon Góes. Classificação livre.
Duração: 60 minutos.

Escola Popular de Comunicação Crítica

Debater temas factuais, capazes de construir e ampliar repertório e potencializar uma juventude inquieta, criativa e que semanalmente se reúne no Observatório de Favelas para estudar Comunicação Crítica na Escola Popular de Comunicação Crítica (ESPOCC). Essa é a proposta do DIÁLOGOS ESPOCC, encontro mensal que irá reunir nomes, sejam eles pensadores e inventivos, criativos e acadêmicos, figuras contundentes e inspiradoras, para dialogar e debater suas ideias, questionamentos e produções com os alunos da ESPOCC e convidados.

O primeiro encontro será com Marcus Faustini, diretor teatral e fundador do programa Agência de Redes para a Juventude. O convidado debaterá o tema “Cabeça da Periferia”, no dia 25/08, segunda-feira, na sede do Observatório de Favelas.

As inscrições estão abertas e podem ser feitas até as 14h do dia do evento, através do link: http://migre.me/kUxUM.

Serviço – DIÁLOGOS ESPOCC
Data: 25 de agosto
Horário: 17 horas
Local: Observatório de Favelas
Endereço: Rua Teixeira Ribeiro, 535, Maré, Rio de Janeiro
Mais informações: espocc@observatoriodefavelas.org.br

Calada noite Black Rio – Eu fui!

No último sábado, 14 de junho, a Maria Fumaça da Black Rio fez uma parada no Imperator para apresentar seu som. Com um repertório que mistura jazz, funk, samba e outros estilos, o grupo – que existe desde os anos 1970 – está constantemente se reinventando. O repertório conta com canções cantadas e instrumentais, autorais e covers. Enfim, todos os componentes para animar uma noite tipicamente carioca. Afinal, a banda leva o Rio até em seu nome.

Vocalista Marquinho OSócio Foto: apetecer.com

Vocalista Marquinho OSócio Foto: apetecer.com

“Estou há 8 anos na Black Rio, e muito feliz. O grupo me ensinou muita coisa. Costumo dizer que foi minha escola e minha faculdade. Pena que não tenha o reconhecimento que mereça no país. Muitos artistas de fora se dizem influenciados pela Black Rio”, conta Marquinho OSócio, vocalista da banda.

A tradicional Black Rio tem bastante experiência em comandar a noite. Não se sabe, por vezes, se quem se diverte mais é o público ou os integrantes. Eles cantam, dançam, conversam com os espectadores, muitos deles amigos da banda. Tudo isso em incansáveis duas horas de show.

E é ele quem faz as vezes de mestre de cerimônias. Com seu estilo soul, Marquinho brinca com as notas, tanto nas canções autorais da Black Rio, quanto nos covers. Esses foram compostos por grandes clássicos como “Mas que nada” (Jorge Benjor), “Que pena” (Jorge Benjor), “Bom senso” (Tim Maia), “Sossego” (Tim Maia), entre outros. Mas o ponto alto foi com uma música da própria banda, “Maria fumaça” (Oberdan Magalhães e Luiz Carlos Batera). Segundo William Magalhães – filho de Oberdan Magalhães, um dos fundadores da Black Rio – é o hino da banda, tema da novela “Locomotivas”, de 1977.

Marquinho e William Magalhães, ou os Reis do Passinho Foto: apetecer.com

Marquinho e William Magalhães, ou os Reis do Passinho
Foto: apetecer.com

A Black Rio se apresentou este fim de semana no Imperator. Agora, darão um tempo, por causa da Copa do Mundo. Mas parece que vêm novidades em breve por aí. E, pelo que foi apresentado no show, parece que a Maria Fumaça ainda tem muito trajeto a percorrer.

Número 3 no nosso Top 5 de melhores shows de 2014:

https://palcoteatrocinema.com.br/2014/12/21/top-5-eu-fui-shows/

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P.S.: Agradeço à MNiemeyer pelos convites.

Julieta Venegas na Miranda – Eu fui!

Com o intuito de trazer mais conteúdo para nossa coluna “Eu fui!”, estivemos ontem, 24 de maio, no show de Julieta Venegas, na casa de shows Miranda. A cantora, nascida nos Estados Unidos e criada no México, mais uma vez esteve no Brasil para uma série de shows. Dentre eles, dois no Rio e um hoje, em Porto Alegre. Julieta apresentou músicas de seu mais recente álbum, “Los Momentos”, assim como antigos sucessos.

Julieta Venegas na Miranda - Foto: apetecer.com

Julieta Venegas na Miranda – Foto: apetecer.com

Como mencionei acima, não é sua primeira vez no Brasil. A história de Julieta Venegas com a música brasileira não é de hoje. Ela já inclusive cantou com músicos brasileiros, como Lenine, Otto e Marisa Monte. “Minha relação com a música brasileira começou primeiro por admiração, porque gosto de muitos músicos brasileiros, que me influenciaram, que escutei e alguns que fui descobrindo por amigos. Depois disso fui conhecendo mais amigos músicos, fazendo parcerias”, nos contou após o show. E pode ser que o intercâmbio México e Brasil no campo musical não pare por aí. “Há muita gente de quem gosto muito: Marcelo Jeneci, Nina Becker, Vanessa da Mata. Já estive com Fernanda Takai, então algo com Patu Fu seria ótimo”.

Julieta Venegas na Miranda - Foto: apetecer.com

Julieta Venegas na Miranda – Foto: apetecer.com

Mostrando-se acostumada com a cultura de nosso país, Julieta Venegas conversa com o público, horas em português, horas em espanhol. A linguagem é plenamente compreendida pelas pessoas. Afinal, como a própria artista disse, “O portunhol é a língua do futuro”. E assim, ela inicia o show cantando “Hoy”, música pertencente ao álbum “Los Momentos”, de 2013. Depois, apresenta canções de outros álbuns, como “Limón y Sal”, do álbum homônimo, de 2006, e “Eres para Mi”, do mesmo disco. Com um refrão simples, esta última se tornou um dos pontos altos da noite. Parte do público já conhecia a letra, e outra parte aprendeu na hora a cantar “Eres para mi / Yo soy para ti”.

Julieta Venegas na Miranda - Foto: apetecer.com

Julieta Venegas na Miranda – Foto: apetecer.com

A cantora mostrou versatilidade não apenas nos idiomas. Ela passou o show se revezando entre acordeão, violão e teclado, tudo para imprimir um estilo folk em boa parte das músicas. A canção “Lento”, do álbum “Sí” também foi apresentada. Em seguida, Julieta emenda com “Ilusión”, canção gravada no “MTV Unplugged, com a participação de Marisa Monte. Nesta música, a anfitriã se arrisca cantando toda a música em nossa língua, diferenciando da gravação original, com Julieta cantando em espanhol e Marisa, em português.

Julieta Venegas na Miranda - Foto: apetecer.com

Julieta Venegas na Miranda – Foto: apetecer.com

Outro ponto alto do show foi a bela “Me voy” (também do álbum “Limón y Sal”), contando com grande participação do público cantante. O título da música poderia ser uma deixa para Julieta se despedir, mas ela “termina” com “El Presente”, que também está no CD MTV Unplugged. O bis ficou por conta de “Algo Está Cambiando”, “Andar Conmigo” (ambas do “Sí”) e “Esta Vez” (“Aquí”).

Só me lamentei por “Miedo” –  que Julieta cantou com Lenine no Acústico MTV do cantor, em 2006 – não ter sido incluída no repertório. Mas isso não tirou a qualidade do show da artista. E o público, que encheu a Miranda, mostrou que sabe valorizar a música internacional latina.

Número 5 do nosso Top 5 de melhores shows de 2014:

https://palcoteatrocinema.com.br/2014/12/21/top-5-eu-fui-shows/

P.S.: Agradeço a Valentina Comunicação pelos convites.

Encontros de bossa nova: Rio Bossa Club – Eu fui!

Como dizia Vinicius de Moraes, “A vida é arte do encontro”. E a bossa nova é um estilo musical surgido por meio de encontros. Baseando-se nisso, a casa de shows Miranda está trazendo de volta essa cultura das reuniões que aconteciam no fim dos anos 1950, quando o ritmo brasileiro mais conhecido no mundo foi criado. Neste mês de maio, acontecerá, quinzenalmente, o “Rio Bossa Club”. O evento leva aos palcos o músico Celso Fonseca e o ator Lúcio Mauro Filho para uma reunião com muita música e humor. A pré-estreia foi ontem, 9, e eu fui lá conferir.

A dissonância dos acordes de Celso Fonseca embala o público na Miranda – Foto: apetecer.com

Para Celso Fonseca, o Rio Bossa Club dá aos amantes da bossa nova uma oportunidade para apreciar este estilo. Também vê como uma forma de trazer um novo público. “A nossa intenção aqui é essa: trazer as pessoas, os que gostam, os reféns, os que não têm onde ouvir bossa nova no Rio de Janeiro. Tentar misturar com humor para tentar trazer o público mais jovem, que pode curtir e, com isso, trazer a bossa nova para o lugar que ela merece. Porque a bossa nova é o que nos representa. A bossa nova é o Brasil que deu certo”.

Lúcio Mauro Filho é o mestre de cerimônias do Rio Bossa Club, na Miranda - Foto: apetecer.com

Lúcio Mauro Filho é o mestre de cerimônias do Rio Bossa Club, na Miranda – Foto: apetecer.com

O clima intimista da Miranda combina perfeitamente com a proposta do evento. Lúcio Mauro Filho é o mestre de cerimônias da festa e a música fica a cargo de Celso Fonseca. No de ontem, eles receberam dois convidados, os atores Rafael Infante e Letícia Lima. Eles contracenam em meio ao público, fazendo divertidas esquetes. No caso da última, os personagens de Infante e Letícia eram um casal recém-separado e se reencontrava por acaso, por intermédio – também ao acaso – do personagem de Lúcio Mauro. De acordo com o desenrolar da estória, o repertório do show ia sendo apresentado.

Lúcio Mauro Filho contracena com Letícia Lima disfarçada em meio ao público - Foto: apetecer.com

Lúcio Mauro Filho contracena com Letícia Lima disfarçada em meio ao público – Foto: apetecer.com

Não faltaram clássicos, como “Triste” (Tom Jobim), “Você e eu” (Vinicius de Moraes e Carlos Lyra), “Coisa mais linda” (Vinicius de Moraes e Carlos Lyra). Outras mais recentes do repertório de Celso Fonseca também estavam presentes no setlist, como “Slow motion bossa nova” (Celso Fonseca e Ronaldo Bastos), e até a famosa versão bossa nova do funk de MC Leozinho, “Ela só pensa em beijar (Se ela dança eu danço). No fim do espetáculo, já no bis, Celso Fonseca retorna arriscando “Chega de saudade” (Tom Jobim e Vinicius de Moraes). Apesar de, segundo ele, não ter sido ensaiada, deu tudo certo, ainda mais com a ajuda do público cantante presente.

Para os interessados, Lúcio Mauro Filho e Celso Fonseca estarão no “Rio Bossa Club”, quinzenalmente, sempre às quintas-feiras, às 21h30, na Miranda. O próximo ocorrerá já na semana que vem, 15 de maio.

Número 4 do nosso Top 5 de melhores shows de 2014:

https://palcoteatrocinema.com.br/2014/12/21/top-5-eu-fui-shows/

P.S.: Agradeço a Fabiane Pereira pelos convites.

Adriana Calcanhoto no Imperator

Pela primeira vez no Imperator – Centro Cultural João Nogueira, a cantora e compositora Adriana Calcanhotto apresenta seu novo show, “Olhos de Onda”. No formato voz e violão, desenvolvido para uma apresentação realizada em Lisboa, Adriana canta obras de outros artistas como “Me Dê Motivo”, “O Nome da Cidade”, “Mais Feliz”, “Maresia”, “Devolva-me” e “Fico Assim sem Você”, além de composições próprias, como “Esquadros”, “Vambora”, “Tua” e “Olhos de Onda”.

 

Informações:

ADRIANA CALCANHOTO

DATA: 26/04

LOCAL: IMPERATOR – CENTRO CULTURAL JOÃO NOGUEIRA

www.imperator.art.br

ENDEREÇO: Rua Dias da Cruz, 170 – Méier

HORÁRIO: Sábado, às 21h

INGRESSOS: Pista – R$ 70 (inteira) / R$ 35 (meia)

CLASSIFICAÇÃO: 16 anos

VENDAS: INGRESSO.COM E BILHETERIA DA CASA

HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO DA BILHETERIA: terças e quartas, das 13h às 20h; quintas e sextas, das 13h às 21h30; sábados, das 10h às 21h30; e domingos, das 10h às 19h30.

INFORMAÇÕES: 2597-3897 (das 9h às 12h/13h às 18h)

FORMA DE PAGAMENTO PARA O TEATRO: dinheiro e cartões Dinners, Master (débito e crédito), Visa (débito e crédito)