“Tom na Fazenda” no Teatro Poeirinha

Depois de temporadas de sucesso no Oi Futuro Flamengo e do Sesi Centro e de circular pelo estado do Rio de Janeiro no Circuito Sesc, o espetáculo “Tom na Fazenda” reestreia em 6 de outubro no Teatro Poeirinha, em Botafogo. Idealizado pelo ator e produtor Armando Babaioff, que também assina a tradução, a montagem segue em cartaz até 17 de dezembro, com apresentações na quinta e sábado, às 21h, e no domingo, às 19h. Dirigida por Rodrigo Portella, a peça traz no elenco Kelzy Ecard, Camila Nhary, Gustavo Vaz, além do próprio Babaioff.

 

Com cinco indicações ao Prêmio Shell, sete ao Cesgranrio, dez ao Botequim Culturale 17 ao Cenym, a peça é baseada no original Tom à la Farme, do autor canadense Michel Marc Bouchard. Foi numa conversa com um amigo que Babaioff tomou conhecimento do filme Tom na Fazenda (2013), uma adaptação da peça homônima, com direção do franco-canadense Xavier Dolan (premiado no Festival de Cannes por Mommy, em 2014). Arrebatado pela obra, o ator começou a traduzir a peça, que aborda a inabilidade do indivíduo para lidar com o preconceito, a impotência, a violência e o fracasso.

 

“No ano em que traduzi a peça, 347 pessoas foram assassinadas pelo simples fato de serem quem eram. O Brasil é o país que mais mata homossexuais no mundo, mais do que nos 13 países do Oriente e da África onde há pena de morte aos LGBT. O que me fascina em Tom na Fazenda é essa possibilidade de falar de assuntos que eu realmente acho necessário. Eu sinto essa necessidade de dizer para o mundo verdades das quais eu acredito”, diz Babaioff.

Na história, após a morte do seu companheiro, o publicitário Tom (Armando Babaioff) vai à fazenda da família para o funeral.  Ao chegar, ele descobre que a sogra nunca tinha ouvido falar dele e tampouco sabia que o filho era gay. Nesse ambiente rural austero, Tom é envolvido numa trama de mentiras criada pelo truculento irmão do falecido, estabelecendo com aquela família relações de complicada dependência. A fazenda, aos poucos, vira cenário de um jogo perigoso, onde quanto mais os personagens se aproximam, maior a sombra de suas contradições.

A peça conta uma história bastante comum entre jovens de várias gerações, mesmo de culturas diferentes. No Canadá, no Brasil, no Oriente Médio, no Japão ou na África do Sul, homens e mulheres jovens aprendem a mentir antes mesmo de aprenderem a amar. As famílias, guardiãs das normas sobre a sexualidade, garantindo sempre a heteronormatividade, inserem nos próprios membros a semente da homofobia.

“Todo redemoinho que devastará a vida dos que fogem das normas surge no núcleo de suas próprias famílias”, comenta Rodrigo Portella, que opta, mais uma vez por uma encenação com poucos elementos para que as sutilezas das relações propostas pelo texto se sobressaiam. “Bouchard compôs uma obra de estrutura impecável. Ele vai fundo nas contradições dos seus personagens, o que os torna muito próximos de nós”, acredita o diretor.

SOBRE MICHEL MARC BOUCHARD (autor)

 

Michel Marc Bouchard, 58 anos, nasceu em Saint-Coeur-de-Marie, em Quebec, no Canadá. Formado em teatro pela Universidade de Ottawa, fez sua estreia profissional como dramaturgo em 1983 com Contre-nature de Chrysippe Tanguay, Écologist, e, desde então, escreveu mais de 25 peças que foram traduzidas em diversas línguas e apresentadas em muitos países e festivais. Bouchard foi condecorado Cavaleiro da Ordem Nacional de Quebec, em 2012.

Sua obra mais conhecida é Lillies (Les Feluettes ou la Répétition d’un Drame Romantique), que posteriormente foi roteirizada e dirigida por John Greyson em seu filme homônimo. The Painter Madonna foi sua primeira peça traduzida para o inglês. Entre suas obras mais conhecidas, destaque para The Coronation Voyage (Le Voyage du Couronnement), Down Dangerous Passes Road (Le Chemin des Passes-Dangereuses) e Written on Water (Les Manuscrits du Déluge). Sucessos no teatro, as peças The Orphan Muses (Les Muses Orphelines) e Tom at the Farm (Tom à la Farme) também foram adaptadas para o cinema pelos diretores Robert Favreau e Xavier Dolan, respectivamente.

Ao longo de sua carreira, Bouchard foi agraciado com importantes prêmios de artes cênicas no Canadá: Prix Journal de Montreal,Prix du Cercle des Critiques de L’outaouaisMoore Award Dora Mavor for Outstanding New PlayFloyd S. Chalmers Award Canadian Play. Recebeu nove prêmios Jessie Richardson Theatre Awards para as peças Lillies e Les Muses Orphelines.

SOBRE ARMANDO BABAIOFF (Idealizador, tradutor e ator)

Formado pela escola Estadual de Teatro Martins Pena e pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UNIRIO) em artes cênicas. Como integrante da Quantum Cia. de Teatro, Babaioff fez de diversas montagens sob a direção de Rodrigo Portella. Em 2004, protagonizou, ao lado de Vera Fischer, A Primeira Noite de um Homem, com direção de Miguel Falabella.

No teatro, participou ainda dos espetáculos O Santo e a Porca (2008), de Ariano Suassuna, com direção de João Fonseca, pelo qual foi indicado ao prêmio de melhor ator coadjuvante pela APTR; A Gota d’Àgua (2009), de Chico Buarque e Paulo Pontes, também com direção de João Fonseca; Rockantygona (2011), baseado na obra de Sófocles, com direção de Guilherme Leme Garcia; Escola do Escândalo, de Richard B. Sheridan, com direção de Miguel Falabella; A Propósito de Senhorita Júlia, de August Strindberg, dirigida por Walter Lima Jr.; O que Você Mentir Eu Acredito, de Felipe Barenco, com direção de Rodrigo Portella.

Em 2009, criou a produtora ABGV Produções Artísticas, em parceria com o amigo e ator Gustavo Vaz. Pela primeira vez atuou também como produtor de teatro, com a peça Na Solidão dos Campos de Algodão, com texto de Bernard Marie Koltès e direção de Caco Ciocler. O espetáculo lhe rendeu uma indicação ao Prêmio de Melhor Ator pela APTR.

Na TV, estreou na novela Páginas da Vida, de Manoel Carlos, na TV Globo (2006). Na mesma emissora, participou das novelas Duas Caras (2010/2011), Ti-ti-ti (2010), Sangue Bom (2013). Protagonizou a série DOAMOR, ao lado da atriz Maria Flor, no canal Multishow.  No cinema, recentemente protagonizou o longa Prova de Coragem, baseado no romance Mãos de Cavalo, do autor gaúcho Daniel Galera e direção de Roberto Gervitz. Participou também de Introdução à Música do Sangue, com argumento de Lúcio Cardoso e direção de Luiz Carlos Lacerda. Atualmente está no ar na novela A Lei do Amor, na TV Globo, de Maria Adelaide Amaral.

SOBRE RODRIGO PORTELLA (diretor)

Natural de Três Rios, interior do Estado do Rio de Janeiro, o autor e diretor Rodrigo Portella dirigiu dezoito espetáculos. Foi indicado aos principais prêmios de artes cênicas: Prêmio Shell 2013 (Melhor Direção por Uma História Oficial e Melhor Texto por Antes da Chuva), Prêmio APTR 2010 (Melhor Iluminação por Na Solidão dos Campos de Algodão, com direção de Caco Ciocler) e Prêmio Cesgranrio 2016 (Melhor Texto por Alice Mandou um Beijo).

Entre 1996 e 2008, Rodrigo morou no Rio de Janeiro, período em que cursou direção teatral na UNIRIO e publicou o livroTrilogia do Cárcere. Em 2009, retornou à sua cidade natal, onde fundou a Cia Cortejo. Realizou cerca de 200 apresentações deAntes da Chuva por todo o país, com o projeto Palco Giratório em 2015, além de duas temporadas em Buenos Aires, na Argentina e Quito, no Equador.

Atualmente, se dedica a pesquisar as experiências de Charles Deemer e o Hiperdrama no Teatro, por meio de uma bolsa da FAPERJ, sob orientação do encenador Moacyr Chaves. Rodrigo é também diretor geral do Off Rio – Multifestival de Teatro de Três Rios, que em 2017 chega à sua quinta edição.

FICHA TÉCNICA

Texto: Michel Marc Bouchard. Tradução: Armando Babaioff. Direção: Rodrigo Portella. Elenco: Armando Babaioff, Kelzy Ecard, Gustavo Vaz e Camila Nhary. Cenografia: Aurora dos Campos. Iluminação: Tomás Ribas. Figurino: Bruno Perlatto. Direção Musical: Marcello H. Guitarras e violões: Jr Tostoi e Marcello H. Preparação Corporal: Lu Brites. Coreografia: Toni Rodrigues. Programação visual: Bruno Dante. Hair Stylist: Ezequiel Blanc. Assistente de cenografia: Manu Libman. Assistente de figurino: Luísa Marques. Direção de Produção: Sérgio Saboya e Silvio Batistela. Produção executiva: Milena Monteiro. Assistente de produção: Pri Helena. Mídias Sociais: Egídio La Pasta. Produção: Galharufa Produções. Idealização: ABGV Produções Artísticas 

 

TOM NA FAZENDA

 

Temporada: de 6 de outubro a 17 de dezembro

Local: Teatro Poeirinha – Rua São João Batista 104, Botafogo. Tel.: (21) 2537 8053

Apresentações: quinta e sábado, às 21h, e domingo, às 19h.

Capacidade: 45 lugares. Duração: 110 minutos. Classificação indicativa: 18 anos. Gênero: Drama.

Ingressos: R$ 30 (meia) e R$ 60 (inteira).

Horário da bilheteria: de terça a sábado, das 15h às 19h. Domingo, das 15h às 19h.

Vendas online: www.tudus.com.br

Cineclube em debate apresenta filmes de forma gratuita na Zona Norte do Rio

De 17 a 20 de outubro, de terça a sexta-feira, a Associação Cultural Conexão das Artes, em Anchieta, receberá o Cineclube em debate. O Cineclube em debate contará com quatro sessões de filmes, uma por dia, de terça a sexta-feira, duas delas com parte dos assentos destinados ao público convidado de escolas públicas e/ou projetos sociais do entorno. Após cada sessão haverá conversas com os realizadores ou parte da equipe dos filmes. O espaço será aberto a perguntas do público para que este possa dialogar com os integrantes diretos dos filmes promovendo o diálogo e a reflexão dos jovens sobre cada temática destacada nos filmes que serão exibidos. Toda a programação é gratuita.

O projeto faz parte do Programa Territórios Culturais RJ / Favela Criativa, da Secretaria de Estado de Cultura em parceria com a Light e a Agência Nacional de Energia Elétrica. Além do cineclube e dos bate-papos, o evento contará também com oficinas de animação, como flipbook e stop motion que serão oferecidas ao público participante nos dois últimos dias do projeto, na quinta-feira e sexta-feira. O Cineclube em debate tem a curadoria dos filmes realizada pela cineasta Helena Lessa, idealização de Ana Hortides e produção de Joana Nantes.

“O Cineclube em debate é um projeto de exibição de filmes com temática e questões relacionadas à juventude, bate-papos com os diretores e oficinas de animação. As ações propostas buscam o acesso dos jovens à produção nacional de filmes de curtas e médias metragens produzidos no Brasil nos últimos anos, valorizando a cultura local e o audiovisual brasileiro”, ressalta a idealizadora do projeto, Ana Hortides.

Programação

SESSÃO I – Inquietações da adolescência


TODAS AS MEMÓRIAS FALAM DE MIM (2015)

Direção: Alice Name Bontempo

Duração: 15 min

Sinopse: Nós fomos amigos por um tempo, mas não amigos próximos, até porque eu a achava completamente inatingível. E aí ela veio correndo, me abraçou e me beijou. E sei lá. Na verdade, acho que nem aconteceu.

PELE SUJA, MINHA CARNE (2016)

Direção: Bruno Ribeiro

Duração: 14 min

Sinopse: João toma banho após mais uma pelada com seus amigos brancos.

SESSÃO II – Contos e fabulações  

A COR DO FOGO E A COR DA CINZA (2014)

Direção: André Félix

Duração: 24 min

Sinopse: Wagner vive na favela e desde os 7 anos de idade é proprietário da Rede Metror, um canal de televisão feito de papel e lápis de cor. Após 11 anos e mais de 70 novelas transmitidas, Wagner dirige pela primeira vez atrizes reais.

CONTOS DA MARÉ (2013)
Direção: Douglas Soares
Duração: 17 min
Sinopse: Lendas urbanas, memórias de uma família e do local onde moram. Uma história de lobos, cobras e porcos para uma complexa Maré.
Link: https://www.youtube.com/watch?v=esqmUqhhqHA

SESSÃO III – Música, Ritmo


CANTE UM FUNK PARA UM FILME (2007)

Direção: Emílio Domingos e Marcus Vinicius Faustini

Duração: 22 min

Sinopse: Através de faixas espalhadas pela cidade de Nova Iguaçu na Baixada Fluminense, procurando pessoas para cantar um funk para um filme, o documentário faz um registro sobre a importância subjetiva dos mais de 20 anos de funk carioca na vida das pessoas.

ROQUES DE QUARTO (2016)
Direção: Helena Lessa, Jorge Polo, Lívia de Paiva, Lucas Andrade e Petrus de Bairros
Duração: 15 min
Sinopse: Evandro está voltando do trabalho para casa quando percebe uma coisa estranha no céu. Letícia e Santos colam lambe-lambes nos muros de uma rua. Na mesma noite, uma frequência misteriosa invade a fita em que Felipe grava suas composições em casa. O som de muitos tempos embala o presente.


SESSÃO IV – Cultura, embate

CASCA DE BAOBÁ (2017)

Direção Mariana Luiza

Duração: 11 min

Sinopse: Maria, uma jovem negra nascida em um quilombono interior do estado, é cotista na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Sua mãe, Francisca, leva a vida cortando cana nas proximidades do quilomboAs duas trocam mensagens para matar a saudade e refletir sobre o fim de uma era econômica-social.

DESMONTE (2016)

Direção: Mari Cavalcanti

Duração: 7 min

Sinopse: A ruína carcomida da boa educação falida treme na base com os abalos da geração 2000. 

OS 3000 ANOS ERAM FEITOS DE LIXO (2016)

Direção: Ana Luisa Meneses, Luana Rosa, Ana Elisa Alves, Clara Chroma, Cleyton Xavier, Eduardo Sa Cin

Duração: 14 min

Sinopse: Montanhas de lixo pelas ruas. Pessoas cobertas de lixo e se hidratando com chorume. Lixos com um brilho neon. Lixo com holograma e som estéreo. O lixo é um outdoor de alta concorrência. O lixo é a nova moeda e seu lastro é maior que o d’ouro.

Link: https://www.youtube.com/watch?v=xyjngfT1Xl8

SERVIÇO

Cineclube em Debate

Associação Cultural Conexão das Artes: Rua Sargento Rego n. 126, Anchieta, Rio de Janeiro.

Datas: de 17 a 20 de outubro.

Horários: Sessões das 14h às 16h, de terça a sexta-feira. Oficinas das 16h às 17h30, na quinta e na sexta-feira.

Evento gratuito.

Classificação: 12 anos.

Facebook: https://www.facebook.com/cineclubeemdebate/

“Curral Grande” no Teatro Municipal Serrador

Episódio desconhecido de muitos brasileiros, a implantação de “currais do governo” para impedir que sertanejos cearenses imigrassem para a capital, durante a seca de 1932, foi o ponto de partida do Coletivo Ponto Zero para a criação de “Curral Grande”, elogiado espetáculo do grupo que volta ao cartaz no Rio, em curta temporada de 06 a 28 de outubro no Teatro Municipal Serrador. Com texto de Marcos Barbosa e direção de Eduardo Machado, a montagem, que circulou por diferentes regiões do país, propõe uma reflexão a partir deste triste episódio histórico: o quão recorrentes e atuais são outras práticas semelhantes de discriminação e higienização social nas grandes metrópoles brasileiras.

Construído a partir de cenas curtas, o espetáculo reúne múltiplas linguagens estabelecendo um “jogo” com estéticas teatrais diferentes. Os atores Carlos Darzé, Brisa Rodrigues, Brunna Scavuzzi e Lucas Lacerda se revezam em mais de 40 personagens, partindo da construção realista à caricatura, do teatro épico narrativo à contação de história. A encenação faz referência também ao século passado, fazendo uso de técnicas da radionovela e do cinema mudo. A pesquisa do Coletivo Ponto Zero pelo tema se aprofundou tanto ao longo desses anos que o grupo decidiu produzir também um documentário sobre a implantação dos currais do governo, que será finalizado no ano que vem.

“Fazer ‘Curral Grande’ representa, para mim, desenterrar esses mortos. Dar voz a essas pessoas que não aparecem nos livros de história. E não me refiro apenas aos flagelados da seca de 1932, mas de uma grande população que não nunca esteve na historiografia oficial”, declara o diretor Eduardo Machado. O ator Lucas Lacerda acrescenta que foi justamente o fato de a história ser desconhecida pela maioria da população brasileira que motivou o Coletivo Ponto Zero a levá-la aos palcos de forma que se pudesse propor uma reflexão maior. “Embora os currais do governo não tenham sido, necessariamente, como os campos de concentração da Alemanha, muitas pessoas foram mortas, em situação deprimente e vexatória. Para a gente, a grande questão da peça é a higienização social. Até os dias de hoje, você vê a segregação e o processo de limpeza social para maquiar a realidade”, reflete.

O texto, que mistura drama e humor, é resultado artístico da pesquisa de mestrado do professor e dramaturgo Marcos Barbosa, que sentiu vontade de escrever “Curral Grande” depois de assistir a uma reportagem do programa ‘Fantástico’, em 2000.

 “A chamada deve ter vindo na forma de uma retórica e sedutora pergunta do tipo: Você sabia que o Brasil também teve campos de concentração? Eu não sabia e, surpreso, aguardei pelo bloco seguinte. Uma segunda surpresa me veio quando aprendi através da matéria que os tais campos de concentração haviam ocorrido em meu estado natal, Ceará, menos de 60 anos antes”, lembra Barbosa.

Um fato inusitado é que sua própria avó vivenciou de muito perto a realidade da migração e dos campos, e resolveu relatar ao autor histórias que até então mantinha para si. Nesse encontro entre dramaturgia e história, ele iniciou uma ampla pesquisa até a conclusão da peça, em 2003. Uma de suas principais referências foi o livro “Isolamento e poder: Fortaleza e os campos de concentração na seca de 1932”.

Sobre o Coletivo Ponto Zero

O Coletivo foi fundado em Salvador, por um grupo de atores que se conheceu na Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia, em 2011. Foi ainda na UFBA que o Coletivo teve o seu primeiro contato com o dramaturgo Marcos Barbosa e com o diretor Eduardo Machado, convidado para emprestar o seu olhar sensível à peça. Em seu terceiro ano em circulação, ‘Curral Grande’ vem contribuindo para a consolidação deste jovem coletivo de artistas que tem por objetivo a pesquisa prática no trabalho do ator e que visa a contribuir com a arte e cultura do país. Hoje, o jovem grupo baiano (que conta também com atriz pernambucana) segue radicado no Rio de Janeiro, imersos na produção de um documentário que amplia a pesquisa do tema tratado em “Curral Grande”, entre outros trabalhos nos palcos e telas. Além desta temporada de Curral, o Coletivo dedica-se atualmente à montagem de seu segundo espetáculo, O Rinoceronte, de Ionesco, com direção de Jacyan Castilho, que estreia em janeiro de 2018 no Rio de Janeiro.

Ficha técnica:

 

Texto: Marcos Barbosa

Direção: Eduardo Machado

Direção musical: Pedro Maia e Ricardo Borges

Elenco: Brisa Rodrigues, Brunna Scavuzzi, Carlos Darzé e Lucas Lacerda

Cenário: Eric Fuly e Eduardo Machado

Figurino: Coletivo Ponto Zero

Modelista: Suely Gerhardt

Iluminação: Elton Pinheiro

Operação de luz: Elton Pinheiro

Operação de som: Geovana Araújo Marques

Fotografia: Ricardo Borges e Marília Cabral

Programação Visual: Uriel Bezerra

Coordenação de produção: Lucas Lacerda

Produção executiva: Geovana Araújo Marques

Realização: Coletivo Ponto Zero

Serviço:

Curral Grande

Temporada: De 06 a 28 de outubro.

Teatro Municipal Serrador: Rua Senador Dantas, 13, Centro.

Telefone: 2220-5033.

Dias e horários: 5ª a sábado, às 19h30. Estreia na sexta, dia 06/10.

Ingressos: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia)

Lotação: 276 pessoas.

Duração: 1h10

Classificação: 12 anos

Funcionamento da Bilheteria: Terça a sábado, das 16h às 20h.

“Euforia” no Teatro Municipal Café Pequeno

Possuidor de ótima voz, impecável trabalho corporal, grande carisma e uma inteligência cênica que o leva a buscar soluções que sempre escapam ao previsível, aqui Michel Blois exibe um dos melhores trabalhos da sua carreira, valorizando ao máximo tanto… Sem dúvida, uma das melhores performances da atual temporada... …Em uma época, como a nossa, em que a hipocrisia e o preconceito parecem fadados a se perpetuar, é extremamente gratificante entrar em contato com um texto belíssimo

‘Euforia’ recebeu irretocável versão cênica de Victor Garcia Peralta. Explorando com extrema sensibilidade a ótima cenografia de Elsa Romero, que vai se transformando ao longo da montagem…” (Lionel Fisher)

 

“…JULIA não consegue escrever nada abaixo de excelente.PERALTA só faz ótimos trabalhos de direção. MICHEL é um dos grandes atores de sua geração...

MICHEL BLOIS sabe valorizar o texto e seguir as orientações da direção, de modo a comover, profundamente, a plateia, do início ao fim do monólogo...

É impressionante o desenvolvimento do texto deste monólogo! É fascinante o trabalho de mexer com o sensorial, de fazer com que o público acompanhe e também sinta o desenvolver ou o renascer do desejo sexual na personagem(Gilberto Bartholo)

 

Depois da temporada de sucesso noEspaço Cultural Municipal Sérgio Porto, no Humaitá, Euforia reestreia no Teatro Municipal Café Pequeno, no Leblon, dia 06 de outubro, às 22h. Em cartaz até o dia 28, a montagem traz um espetáculo híbrido, no qual ator, texto, corpo e voz estão em constante processo. A direção e dramaturgia foram criadas em conjunto, conforme a demanda da interpretação. Os três parceiros, Michel Blois (ator), Julia Spadaccini (autora) e Victor Garcia Peralta (diretor), se entrelaçam criativamente de modo a misturar as linguagens, dando origem a uma montagem performática. A luz, o som, o cenário são mutantes e articulados pelo próprio ator, que interpreta os dois personagens da montagem.

Divida em dois solos, o espetáculo trata do desejo. Um desabafo de dois personagens, um velho e uma cadeirante, que socialmente são olhados como seres assexuados, invisíveis aos olhos do prazer comum.

Esta é a segunda peça que Michel Blois é dirigido por Victor Garcia Peralta. A primeira foi “The Pride”, em 2016. Já, com Julia Spadaccini, a parceria vem desde 2006, quando fez assistência de direção de Kiko Mascarenhas, na peça “Por enquanto é isto”, que Julia fazia como atriz. Depois dirigiu outras duas peças da dramaturga, “A Sônia é que é feliz”, solo com Rodolfo Mesquita, em 2007; e, ao lado da diretora de cinema Sandra Werneck, “E se eu não te amar amanhã”, com Luana Piovani, Leonardo Medeiro e Marcelo Laham, recentemente em cartaz. E, como ator, fez “Aos Domingos”, em 2013, indicada ao prêmio Shell e Cesgranrio de melhor dramaturgia; e “Os Inocentes”, em 2010, texto de Julia em parceria com Rodrigo Nogueira.

Euforia é a 40ª peça de sua carreira. Foram 2 assistências de direção, 16 direções e 34 como ator (das 16 direções, atuou em 12).

 

DOIS PERSONAGENS E SEUS DESEJOS INVISÍVEIS:

 

UM SENHOR DE 87 ANOS HOMOSSEXUAL

A sexualidade dos mais velhos é um dos aspectos do envelhecimento que mais sofre preconceito, muitas vezes avaliada como um período assexual e de renúncia. A libido não se apresenta somente no ato sexual em si, mas nos pensamentos, na observação, nos sonhos, no desejo constante.

Foi constatado que os indivíduos, quando vão para um asilo, escondem suas sexualidades. Homossexuais, assumidos socialmente quando jovens, voltam a vestir a máscara social para não passar “constrangimentos”.

Esse personagem vai se desenvolver justamente nesse ambiente e com essa inquietação: viver num asilo e ter que se distanciar novamente de sua própria identidade. Porém, dentro de si, o que ainda persiste é a euforia do desejo que se mantem vivo, jovem e pleno. Um universo pulsante ainda está ali, querendo, sentindo e sendo o que sempre foi.

A sexualidade em toda sua amplitude, não sendo restrita ao ato sexual, ganha contornos simbólicos que falam do desejo de permanecer vivo, da persistência exigida quando o vigor do corpo declina. Mesmo tendo superado os medos e os conflitos gerados pelo desejo homossexual ao longo da vida, este é um  momento de entender que a vida sexual pode ser realizada de várias formas contradizendo a norma conservadora.

Agora, ele vê emergir imagens da infância e da adolescência. Os choques entre desejo e aceitação, beleza e envelhecimento perduram assim como o medo do abandono. A situação fica mais delicada com a perda da independência financeira e da saúde, normalmente associada à permanência de idosos nos asilos.

Em contrapartida a tenacidade de realizar seus desejos plenamente é fruto de uma construção de identidade pessoal preciosa e possível para algumas pessoas.

 


UMA MULHER PARAPLÉGICA

 

Uma publicação britânica sobre deficiências, que entrevistou mais de mil pessoas nessas condições, aponta que 85% já fizeram sexo alguma vez na vida e metade tinha um parceiro. Mas, por outro lado, um levantamento divulgado por um jornal do país revelou que 70% dos britânicos não iriam para a cama com alguém com algum tipo de deficiência física.

Esse é um preconceito comum. O deficiente é visto como uma vítima eterna, um “coitado”, um ser completamente assexuado.

Através do olhar dessa jovem personagem que ficou paraplégica em função de um acidente, vamos ser levados numa viagem onde a sexualidade é tão ou mais explorada pelo corpo e suas incríveis terminações nervosas.

No início, envolta pela percepção dos limites que o novo corpo lhe trazia, em meio a raiva e tristeza, não chegou a pensar em sexo. O seu foco era reaprender o cotidiano, como comer, lidar com a sonda, escovar os dentes. Até que um dia começa a ficar encantada pelo seu acupunturista, de uma certa maneira sente que ele lhe desperta a consciência sobre áreas de seu corpo que se tornaram mais sensíveis após o acidente. Ela fica obcecada pelas próprias bochechas, pescoço e outras partes não convencionais do corpo, aprendendo também a decifrar aos poucos um novo mundo de fantasias e sensações.

 

FICHA TÉCNICA

Elenco: Michel Blois

Texto: Julia Spadaccini

Direção: Victor Garcia Peralta

Diretora Assistente: Flavia Milioni

Iluminação: Wagner Azevedo

Cenografia: Elsa Romero

Figurino: Ticiana Passos

Trilha Sonora Original: Holograma

Projeto Gráfico: Raquel Alvarenga

Assessoria de Imprensa: Daniella Cavalcanti

Assistente de Assessoria de Imprensa: Mariana Casagrande

Foto e Vídeo: Rodrigo Turazzi e Duda Paiva

Pesquisa Dramatúrgica: Marcia Brasil

Cenotécnica: Fatima de Souza

Operadora de luz e som: Débora Thomas

Modelos para Arte: Zuka Blois e Terra

Administração de Temporada: Anna Bittencourt

Direção de Produção: Aline Mohamad e Michel Blois

Realização: Eu e Ele Produções Artísticas Ltda

SERVIÇO

Temporada: de 06 a 28 de outubro

Local: Teatro Municipal Café Pequeno (Av. Ataulfo de Paiva, 269 – Leblon – RJ)

Tel.: (21) 2294-4480

Horário: sexta e sábado, às 22h

Ingresso: R$ 20,00

Classificação: 14 anos

Capacidade: 80 lugares

Duração: 50 minutos

Bilheteria: de terça a quinta, das 16h às 20h; sextas, das 16h às 22h; sábado, das 14h às 22h; e domingo, das 14h às 20h

Compras na internet: https://ticketmais.com.br

Sinopse: Divida em dois solos, um velho e uma cadeirante, a peça trata do desejo. Um desabafo de personagens que socialmente são olhados como seres assexuados, invisíveis aos olhos do prazer comum.

 

 

CURRÍCULOS

 

MICHEL BLOIS

Natural do Rio Grande/RS. Formou-se na CAL em 2006.

Dirigiu as peças “Tubarões”, em cartaz no Sesc Copacabana; “E se eu não te amar amanhã?”, ao lado de Sandra Werneck; “Dentro”, da Pequena Orquestra; “Dois Irmãos – Due Fratelli”, de Fausto Paravidino, ao lado de Cynthia Reis; e “A Sônia é que é Feliz”, de Julia Spadaccini; além de “Dulce”, “MoMO” e “O Grande Livro dos Pequenos Detalhes”, apresentados no Brasil, Europa e África, em parceria com artistas portugueses como Flávia Gusmão, Nuno Gil, Cláudia Gaiolas e Paula Diogo. Também dirigiu, com a Cia Mundo Perfeito (Portugal), os espetáculos “Sempre”, “Pedro procura Inês” e “Bobby Sands vai morrer, Thatcher assassina”, todas apresentadas em Lisboa (PT).  Foi assistente de direção de Enrique Diaz na peça “Otro”; de Jefferson Miranda em “Modelos para A(r)mar”; Alessandra Colasanti em “tempo. Depois”; e de Kiko Mascarenhas em “Por enquanto é isso”. Como ator fez mais de 30 espetáculos e trabalhou os diretores Enrique Diaz, Simon Will (ING), Lola Arias (ARG), Tiago Rodrigues (PT), Jefferson Miranda, Felipe Hirsch, João Fonseca, Ary Coslov, Maria Maya, Cesar Augusto, Victor Garcia Peralta, Inez Viana, entre outros, e com as companhias Gob Squad (ING/ALE), Mundo Perfeito (PT) e Cia dos Atores.

Fundador da companhia de teatro Pequena Orquestra e do coletivo de dramaturgia Inventário de Mentiras.

Foi diretor artístico do Teatro Ipanema, ao lado de Fabricio Belzoff e Rodrigo Nogueira, entre 2012 e 2015, com a Residência Artística No Lugar.

É um dos programadores do Festival Dois Pontos que já teve duas edições no Rio de Janeiro.

Esta é a segunda peça que Michel Blois é dirigido por Victor Garcia Peralta, a primeira foi “The Pride” em 2016 em cartaz na Caixa Cultural e Teatro Ipanema. Já com Julia Spadaccini, a parceria vem desde 2006, quando fez assistência de direção de Kiko Mascarenhas na peça “Por enquanto é isto”, que a Julia fazia como atriz. Já dirigiu outras duas peças da dramaturga, o solo do Rodolfo Mesquita “A Sônia é que é feliz”, em 2007, e, ao lado da diretora de cinema Sandra Werneck, “E se eu não te amar amanhã” com Luana Piovani, Leonardo Medeiro e Marcelo Laham, em 2017. Como ator fez “Aos Domingos”, em 2013, indicada ao prêmio Shell de dramaturgia, e “Os Inocentes”, em 2010.

“Euforia” é a 40ª peça de sua carreira. Foram 2 assistências de direção, 16 direções e 34 como ator (das 16 direções, atuou em 12).

JULIA SPADACCINI

Julia Spadaccini nasceu no Rio de Janeiro, tem 38 anos, é formada em Artes Cênicas pela UNI-RIO, em Psicologia pela USU e Pós-graduada em Arteterapia pela Cândido Mendes. No teatro, Julia é autora de mais de 18 peças encenadas no Rio de Janeiro e em viagens pelo Brasil. Na TV foi roteirista da série “Oscar freire 279” (Multishow – 2011); do programa “Aprender a Empreender” (Canal Futura – 2010); “Básico” e “Quase Anônimos” (Multishow – 2009). Foi integrante do site “Dramadiário” durante 3 anos. Trabalhou como Roteirista dos Gibis da Editora Globo (2006/07). Como roteirista contratada na produtora Jodaf Mixer e Conspiração Filmes (2008/09). No cinema assinou o roteiro do filme “Qualquer Gato Vira-lata” produzido pela “Tietê Filmes” e o curta “Simpatia do Limão” vencedor do prêmio “Porta-curtas Petrobrás” no Festival de Cinema do Rio (2010). Participou da oficina de teledramaturgia da Rede Globo (2010). Foi roteirista dos gibis “Luluzinha Teen” da Ediouro (2009-2011).  Colaborou como roteirista do filme “Loucas para Casar” (Glaz Filmes/ 2015). Desenvolveu o argumento do filme “Isolados” (2014).  Indicada aos prêmios Shell (2012). APTR, CESGRANRIO (2013). Vencedora do prêmio Fita (2013). Vencedora do prêmio Shell como melhor autora carioca (2013) pela peça “A Porta da Frente”. Foi roteirista programa “Tapas e Beijos” (Rede Globo 2013-2015) e da série “AMORTEAMO” (Rede Globo 2015). Escreveu “Chacrinha – O Velho Guerreiro” filme e série para TV Globo, estreia prevista para 2017.

VICTOR GARCIA PERALTA

Formado no “Piccolo Teatro Di Milano” na Itália sob direção de Giorgio Strehler.

Natural da Argentina, mas residente no Brasil. Dirigiu vários monólogos de sucesso entre eles: Os homens são de marte e é pra lá que eu vou de/com Mônica Martelli; Sexo, Drogas & Rock’n’roll de E. Bogosian com Bruno Mazzeo; Tudo que eu queria te dizer de M. Medeiros com Ana Beatriz Nogueira; Não sou feliz, mas tenho marido de V. Gomez Thorpe com Zezé Polessa; Dorotéia minha de/com Beth Goulart; Também queria te dizer de M. Medeiros com Emilio Orciollo Netto; Novecentos de A. Baricco com Isio Ghelman; Você está aí? De J. Daulte com Claudia Ohana; entre outros.

Entre seus últimos trabalhos de direção no teatro estão The Pride de Alexi Kaye Campbell; Decadência de S. Berkoff; Queime isso de L. Wilson; Uma relação pornográfica de P. Blasband; Quem tem medo de Virginia Woolf? De E. Albee; O Submarino de M. C. Barbosa e M. Falabella; O caso Valkiria R. de C. Sussekind; Alucinadas de B. Mazzeo, F. Porchat e E. Palatinik; Quartett de H. Müller; Um marido ideal de O. Wilde entre outras.

Na Argentina ganhou os seguintes prêmios de melhor direção: Moliere por Las lágrimas amargas de Petra Von Kant de R. W. Fassbinder; Maria Guerrero por La Señora Klein de N. Wright; A.C.E. e Estrella de Mar por Como se rellena um bikini salvaje de M. Falabella.

“A História das Histórias” no Sesc Tijuca

“A História das Histórias” estreia dia 07 de outubro no SESC Tijuca e segue em cartaz até o final do mês, com sessões aos sábados e domingos, sempre às 16h. O infantojuvenil mistura teatro físico, música, poesia e palhaçaria em uma narrativa lúdica sobre a necessidade humana de se comunicar e recriar a vida através de histórias.

Para narrar essa aventura, entram em cena os intrépidos e atrapalhados contadores de histórias, os jovens Marosa e Cazu, assistentes da incrível Doutora Rivânia Magnus Autoreum, uma mistura de anjo, fada, guerreira e professora, que já leu todos os livros (os que foram escritos e os que ainda nem foram escritos) em uma volta ao mundo em 80 páginas.  Os três fazem parte de uma caravana milenar e tradicional de contadores longínquos que já visitaram todos os lugares do mundo, os de verdade verdadeira e os de verdade imaginada, como Xanadu, Pasárgada e o Triângulo das Bermudas. Personagens que todos juram ter saído das páginas de um livro fantástico, cheio de aventuras e histórias universais. São criaturas que rompem o tempo e o espaço, feitos de pura poesia.  O texto é uma criação coletiva entre a diretora do espetáculo Flávia Lopes e os atores Aline Marosa e Caio Passos, que juntos formam o grupo “Os Sanzussô – Povo de Teatro”.

As peripécias têm início quando os dois, como de praxe, abrem as apresentações com muita alegria e música. Mas, nesse dia, o inesperado acontece e a Mestra Rivânia, pela primeira vez, não aparece para contar suas histórias incríveis, e assim seus fiéis aprendizes se veem com uma grande e importante missão nas mãos: encontrar Rivânia e continuar compartilhando o amor pelos livros através de suas histórias. Para isso, recorrem ao Livro Secreto para Situações de Emergência, que, para espanto deles, está com as páginas em branco. A única saída que eles encontram é usar a imaginação, a memória afetiva e a influência de histórias universais para contar, viver e até recriar suas próprias histórias, assumindo, desta forma, o protagonismo de suas vidas.

A partir daí, os contadores interagem com o público através da meta linguagem para dividir suas inseguranças, lembranças, emoções, desejos, dores, alegrias, aventuras e travessuras. A encenação valoriza o jogo cênico, a empatia com a plateia, o diálogo dos olhares – umas das principais técnicas da palhaçaria – e o misè-en-scene que vem do teatro de rua.  A peça conta ainda com recursos cênicos como máscara, bonecos e outras formas animadas, presentes em todos os trabalhos de Flávia, que há 20 anos exerce suas pesquisas na linguagem em Teatro Animação, Palhaçaria, Bufonaria e Comicidade.

“Acredito que o teatro precisa falar sobre aquilo que nos move, intriga e incomoda. No momento, quero falar sobre a imaginação e como é importante criar, contar e ouvir histórias. Através desse trabalho falo, sem falar, em como a imaginação é uma ferramenta de transformação de humanos mais humanizados. Acredito que a falta de empatia tem gerado danos profundos nas grandes e pequenas histórias sociais. E é por isso que acredito que a imaginação é o caminho para transformar realidades, transmutar a dor e e recriar sua própria história”,destaca Flávia, que, em 2016, também assinou a direção dos elogiados “Um Sonho para Meliès” e “A Arca de Nina”, nesse último dividindo a função com a artista Marise Nogueira.

A montagem traz uma curiosidade: o nome “Rivânia” é uma homenagem à pequena Rivânia, que numa recente enchente na cidade de São José da Coroa Grande, em Pernambuco, ao ver sua casa inundada, salvou o que tinha de mais importante: seus livros e cadernos da escola.

“Meu coração ficou apertado pela situação da menina, e ao mesmo tempo se encheu de esperança e desejos de uma vida melhor e mais justa. É impossível não ficar mexida, já que sou professora da rede pública do município e do estado do Rio. Dou aulas para grupos que vivem em situações desfavorecidas. Em cada um dos meus alunos reconheço uma menina Rivânia”, relembra Flávia.

A trilha sonora, inspirada na cultura popular brasileira e suas influências, é executada de forma mecânica e também ao vivo pelos atores que, além dos instrumentos musicais (ukulele, flauta transversa, sopros, pandeiro, chocalho e percussão), usam o próprio corpo para a sonoplastia. A direção musical é assinada por Karina Neves. O figurino e o cenário, de Carlos Alberto Nunes, e o visagismo de Mona Magalhães fazem a comunhão de todas as referências apresentadas na narrativa. Uma mistura estética inspirada na palhaçaria, na commedia dell´arte, nos artistas das feiras medievais, nos bufões, no teatro popular, nos personagens de livros infantis, nos desenhos e nas animações de Tim Burton.

 

SINOPSE: Os intrépidos e atrapalhados Marosa e Cazu são jovens contadores de histórias, aprendizes da Doutora Rivânia Magnus Autoreum – uma mistura de anjo, fada, guerreira e professora. Em um belo dia, como de praxe, os dois abrem as apresentações com muita alegria e música, mas o inesperado acontece: a Doutora Rivânia, pela primeira vez, não aparece para contar suas histórias incríveis, deixando-os sozinhos. Para dar continuidade à missão de espalhar o amor pelos livros através de suas histórias, a dupla, que ficou apenas com um livro em branco nas mãos, decide usar a imaginação, a memória e histórias universais para recriar a própria história.


SERVIÇO

Temporada: 07 a 29 de outubro de 2017

Local: Sesc Tijuca (Teatro I)

Dia|hora: Sábados e domingos, às 16h

Endereço: Rua Barão de Mesquita, 539 – Tijuca

Valor: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia). Além dos casos previstos em lei, associados SESC pagam meia. Para crianças e adolescentes com idade até 16 anos a entrada é GRATUITA.

Telefone: 3238-2139

Duração: 60 minutos

Capacidade: 228 lugares

Classificação: livre

FICHA TÉCNICA

 

Direção: Flávia Lopes

Atuação: Aline Marosa e Caio Passos

Dramaturgia: Aline Marosa,Caio Passos e Flávia Lopes em colaboração com Carlos Alberto Nunes

Dramaturgia: Aline Marosa, Caio Passos e Flávia Lopes.

Colaboração dramaturgica: Carlos Alberto Nunes e Marcos Guimarães

Direção Musical: Karina Neves

Assistente de direção musical: Jonas Correa

Cenógrafo e Figurinista: Carlos Alberto Nunes

Cenógrafa e figurinista assistente: Arlete Rua

Confecção de figurinos: Carla Costa

Bonecos e adereços: Carlos Alberto Nunes, Arlete Rua e Carla Costa

Máscaras: Flávia Lopes, Marise Nogueira e Igor Bernardo.

Iluminação: Ana Luzia Molinari de Simoni

Assistente de iluminação: João Gioia

Visagismo: Mona Magalhães

Gravação, mixagem, violão e percussão: Pedro Carneiro

Bombardino e trombone: Jonas Correa

Letra das músicas: Aline Marosa, Caio Passos e Flávia Lopes

Preparação Vocal: Verônica Machado

Instrutora de Yoga: Nina kriguer

Assessoria de imprensa: Lyvia Rodrigues (Aquela que Divulga)

Design gráfico: Leo Dutra (Rangabuana design)

Fotos: Rodrigo Menezes

Direção de produção: Pagu Produções Culturais

Coordenação de produção: Bárbara Galvão, Carolina Bellardi, Fernanda Pascoal

Produção executiva: Juliana Soares

Jazzin’ Minas no Beco das Garrafas

Os músicos Eduardo Braga, Fernando Pereira, João Braga e Paulo Emmery apresentam o show “Jazzin’ Minas” dia 13 de outubro, 22h30, no Beco das Garrafas, em Copacabana. Sempre com participações especiais – incluindo amigos “sócios” do famoso Clube – e misturando no tempero musical elementos do pop e do funk, o show traz no repertório tanto faixas que já se tornaram standards como Vera Cruz, Beijo Partido, Tarde, Nascente e Canção do Sal quanto abordagens jazzísticas inéditas de sucessos como Clube da Esquina no. 2, Diana, Sonho Real, O Trem Azul e Certas Canções ou de temas menos conhecidos – mas nem por isso menos apreciados – como Novena, Vidro e Corte, Morro Velho e Cravo e Canela.

O encontro alia a afinidade e admiração pelos clássicos eternos de Milton, Toninho Horta, Lô Borges e cia. à paixão ao jazz, num encontro entre a voz premiada de Eduardo Braga e a experiência e explosão criativa de expoentes da música instrumental, em arranjos que privilegiam a improvisação e a liberdade do jazz sem perder de vista o lirismo da música de Minas.

Currículos

Eduardo Braga (voz, violão) colecionou prêmios internacionais (CARA’s 2005, Best Album & Song) e indicações (Sharp 1995, Visa 2004) integrando os grupos vocais Vox 4 e BR6, com CDs lançados pela Sony e Biscoito Fino. Com participações de Roberto Menescal e Sergio Galvão, coproduziu em 2005 o solo “Pós-Acústico” pela Sony/Albatroz, onde gravou também em diversos projetos lançados no exterior, alcançado mais de um milhão de visitas nas mídias sociais. Além das gravações e shows com os mais variados artistas em mais de 20 anos de estrada, destaca-se em sua carreira o constante contato com a música mineira, incluindo trabalhos ao vivo com Luiz Alvez, Robertinho e Ronaldo Silva, Telo Borges, Marcílio Figueiró, Yuri Popoff, Lena Horta, Kiko Continentino e outros. Com experiência também na TV e em musicais, como promoter ganhou em 2015 o Prêmio Veja Rio de Melhor Programação Musical pelo seu trabalho à frente do Godofredo, casa carioca associada ao Museu do Clube da Esquina e a Gabriel Guedes, filho de Beto Guedes.

Fernando Pereira (bateria) e João Braga (piano) são instrumentistas com longa estrada de shows e gravações com grandes compositores e intérpretes do cenário musical brasileiro, com destaque para Zé Ramalho, Geraldo Azevedo, Lenine, Adriana Calcanhotto, Emilio Santiago, Verônica Sabino, Pery Ribeiro, Tim Maia, Fagner, Jorge Benjor e Titãs, entre tantos outros. João possui discografia solo significativa como compositor e produtor, começando pelo seu “Até a volta”, gravado na Europa, até o mais recente, “Desenho”, enquanto Fernando destaca-se também por sua atuação em big bands como a Rio Jazz Orquestra.

Paulo Emmery (baixo), representante de ponta da nova geração de músicos cariocas, notadamente os que se destacam em mais de um instrumento. Desenvolto na bateria (com a banda Lunares), é também guitarrista solo na Aura, grupo de destaque na cena alternativa carioca. Mas é no contrabaixo – com o qual ataca também na surf music com o power trio Beach Combers – que alça os maiores e mais plurais voos, já tendo atuado com Élcio Cáfaro, Robertinho e Ronaldo Silva, Pantico Rocha, Telo Borges, Yuri Popoff e Lena Horta, entre outros.

SERVIÇO

Local: Bottle’s Bar – Beco das Garrafas

Endereço: Rua Duvivier, 37 – J, K, L – Copacabana –  Telefone (21) 2543-2962

Horário: 22h30

Dia: 13 de outubro

Ingresso: R$ 40,00

Capacidade: 70 pessoas

Livre

FICHA TÉCNICA

Direção, arranjos, voz, violão Eduardo Braga

Baixo Paulo Emmery

Bateria Fernando Pereira

Piano João Braga

Iluminação, cenografia Djalma Amaral

Identidade Visual e Projeto Gráfico Priscila Pinto (ElaDesign)

Fotos Jorge Sucupira

Som Felipe Braga Roadie João Ferreira Freire

Produção Memeca Moscovitch

Exposição de Origamis reabre Centro Cultural do Consulado Geral do Japão no Rio de Janeiro

Fechado desde junho deste ano, o Centro Cultural e Informativo do Consulado Geral do Japão no Rio de Janeiro reabre para o público em nova sede no bairro do Flamengo no dia 04 outubro com a exposição “Dobras e Redobras”. Realizada pelo Consulado e pelo grupo Dobrando com Arte, a mostra apresenta peças de diferentes formatos feitas de origami (dobradura de papel).

Coordenada pela professora de origami Miriam Nigri, a exposição tem o objetivo de mostrar ao público toda versatilidade desta arte tão tradicional japonesa. A mostra traz 40 esculturas confeccionadas em papel, entre elas: animais, flores, objetos e figuras geométricas.

“Sinto-me feliz em poder realizar também este ano a exposição de origami. No Japão, o origami se popularizou entre o público em geral durante o período Edo. Em 1797, publicou-se o mais antigo livro a respeito desta arte. Atualmente, a arte foi introduzida na educação infantil, e os japoneses a consideram como algo muito próximo de si. Gostaria que cada vez mais pessoas possam apreciar o arte do origami”, afirma a Cônsul Kaori Ueno, Cônsul do setor Cultural do Consulado Geral do Japão no Rio de Janeiro.

 

Origem e significado do Origami (Dobraduras de papel)

 

Origami é uma arte milenar japonesa nascida há quase mil anos na Corte Imperial, onde era conhecido como um passatempo divertido e interessante. Com o passar do tempo esta arte foi transmitida ao povo que adotou-a com o entusiasmo e transformou-se em uma arte conhecida no mundo todo.

A principio, a arte era praticada apenas por adultos, pois o papel era muitíssimo caro naquela época. Com o passar do tempo, a arte do origami, passou a ser ensinada nas escolas japonesas. Hoje em dia, o origami faz parte da vida dos japoneses, desde crianças até idosos e atravessou as fronteiras do arquipélago japonês.

As figuras representadas no origami têm diferentes significados para os japoneses, como, por exemplo, tsuru (grou) simboliza a paz, felicidade, boa sorte e saúde, o sapo significa amor e felicidade, a tartaruga significa longevidade, entre outros.

 

SERVIÇO

Exposição “Dobras e Redobras”

Data: de 04 a 27 de outubro

Horário: segunda a sexta das 9h às 12h e das 14h às 17h

Local: Centro Cultural e Informativo do Consulado Geral do Japão no Rio de Janeiro

Endereço: Praia do Flamengo 200 – Sala 601 – Flamengo

GRÁTIS

Contato imprensa do Consulado Geral do Japão

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