Yes, Nós Temos Burlesco chega a sexta edição com homenagem ao samba-enredo ‘O amanhã’

Como será o amanhã? A pergunta imortalizada pelo samba-enredo “O Amanhã”, da União da Ilha, é o ponto de partida para a sexta edição do Festival Yes, Nós Temos Burlesco (YNTB). A comunidade burlesca se recusa a sucumbir à sombra do distanciamento e traz uma programação 100% online, de 10 a 13 de março, com alguns dos maiores nomes do burlesco no Brasil e na América Latina. A programação conta com eventos gratuitos e pagos. São shows, workshops, encontro virtual com artistas e rodas de debate. Ingressos e informações estão no site yesnostemosburlesco.com. É possível adquirir passes unitários, combos, e até mesmo um “full pass” que dá acesso livre a todo o conteúdo do festival.

Contemplado pela Lei Emergencial Aldir Blanc, o YNTB mostra que a arte da burla está profundamente enraizada na nossa cultura – agora, mais do que nunca, pela força da transformação política. Protagonizado por sujeitos diversos e fora de padrões sociais impostos, o burlesco parte de um lado obscurecido (e constante) nas artes cênicas e no teatro.
O ponto alto do festival são as três noites de gala, ao vivo pelo Zoom. As estrelas burlescas refletem sobre a construção do amanhã – mesmo nas condições mais adversas, o burlesco sempre escreveu história com corpos, desbunde e revolução. Foi com essa premissa que o artista burlesco DFenix, fundador do festival, fez um aceno ao samba da Ilha do Governador, seu bairro de origem.
“Sou insulano e suburbano com muito orgulho. E essa pergunta levantada pelo samba da União da Ilha está no coração de toda a classe artística brasileira nesse momento tão difícil. Afinal, como será o amanhã? Nós vamos desenhar o amanhã”, reflete DFenix.

Fundadora do YNTB, a artista burlesca Miss G. conta que a edição 2021 assume profundamente seu caráter online e cibernético. A atmosfera de futuro da experiência digital se combina a uma grande reverência ao passado.
“Estamos fazendo 100 anos dos anos 1920, que foram tão revolucionários. Estamos de olho no futuro, mas reverenciamos os ícones do nosso passado, reconhecemos a história que nos circunscreve. Hoje, são os nossos corpos e carnes que são revolucionários”, analisa Miss G. 
As três noites de show
No dia 11, às 20h, o show “As Feiticeiras” terá Aline Esha, Miss G., Volúpia, Ewa, Viúva Negra, La Luna Lucyfear e Anita Malcher. A mestre de cerimônia é Miranda Lebrão. 
No dia seguinte (12), “As Furiosas” conta com performances de Chayenne F., Niixe, Nox, Lídia Café da Manhã, Déborah Black, Fairy Adams, Sweetie Bird e Ginger Moon – apresentadas por Maybe Love e Linda Mistakes. 
Por fim, no dia 13, o show “O Amanhã” terá DFenix, Henrique Saidel, Sete de Ouros, Ma.Ma. Horn, Dark Cinnamon, Lírio Negro, Ruby Hoo e Emme Blanche. A apresentação é de Juana Profunda.
Noite de abertura

A abertura oficial, no dia 10 de março, terá a exibição do filme “A senhora que morreu no trailer”, que conta a história da faquiresa Suzy King. A transmissão será gratuita, pelo canal do YNTB no YouTube. Miss G. e DFenix se juntam virtualmente aos diretores do filme, Alberto Camareiro e Alberto de Oliveira, para apresentar o longa-metragem. Um pouco antes, às 19h, será apresentado exclusivamente para portadores do “full pass” o documentário inédito “BURLA ou como fazer um corte barato”, dirigido por Miss G e com participação das estrelas ganhadoras do Prêmio do Público Cannes em 2010, Julie Atlas Muz e Dity Martini.
Diálogos e capacitação
Em 2021, o YNTB reafirma seu protagonismo no burlesco brasileiro e desenha um futuro possível por meio de capacitação profissional. Estudantes bolsistas de diversas áreas do conhecimento estão recebendo aulas online dos fundadores do festival e acompanhando todos os bastidores do evento. O objetivo é preparar novos produtores e realizadores e amplificar as vozes desse gênero artístico no país.
As pontes de diálogo com a cultura não se encerram aí. Serão realizados bate-papos gratuitos com artistas de múltiplas expressões e identidades. As transmissões serão pelo YouTube e gratuitas. No dia 11, o assunto será “Burlesco e educação”. O tema do dia 12 é “Abaixo à quarta parede”, e terá participação da atriz e cantora Natascha Falcão e do ator Eber Inácio, da trupe do Buraco da Lacraia. Por último, no dia 13, a pauta é “Burlesco, Queers, Kings e Queens” – entre os participantes estão a artista e pesquisadora Maria Lucas, o diretor e dramaturgo Fabiano de Freitas, e o drag king e escritor Vicente Van Goth (Puri Matsumoto).
Workshops
Como já é tradição no YNTB, uma agenda de workshops abre possibilidade de treinamento para artistas da burla que querem aperfeiçoar truques e manobras. A paulista Jelly Bunny ministra o workshop “Bumps and grinds: batida e rebolado”. A paraense Anita Malcher fica à frente da oficina “A dança com leques: um ABC para aflorar a criatividade burlesca”. O gingado carioca fica por conta da fluminense Ewa, que dá a aula “De passo em passo: sambando na cara da sociedade”.
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SERVIÇO
Yes, Nós Temos Burlesco 2021Festival onlineEventos pagos e gratuitosVenda de ingressos e programação completa em yesnostemosburlesco.com
Shows ao vivo no Zoom(Ingressos para os shows a partir de R$ 25)11/03, às 20h – As Feiticeiras12/03, às 20h – As Furiosas13/03, às 20h – O Amanhã
Abertura(Gratuito, com transmissão pelo YouTube do YNTB) 10/03, às 21h – exibição do filme “A Senhora que morreu no trailer”

Bate-papo(Gratuitos, com transmissão pelo YouTube do YNTB)11/03, às 11h – “Burlesco e Educação”12/03, às 11h – “Abaixo à quarta parede”13/03, às 11h – “Burlesco, Queers, Kings e Queens”

Sebastião Salgado, Tássia Reis, Chico Cesar, Filmes e Debates no Festival de Direitos Humanos

Diversas temáticas ligadas aos Direitos Humanos entram em cartaz em um novo festival que reúne filmes, performances musicais e debates. Agendado para o período de 7 a 14 de março, o 1º dh fest – Festival de Cultura em Direitos Humanos acontece de forma online e gratuita, via plataformas e redes sociais.

O acesso ao conteúdo de toda a programação se dá através do endereço www.dhfest.com.br. Informações sobre o evento podem ser acompanhadas através de suas redes sociais: Instagram [www.instagram.com/dh.fest], Twitter [https://twitter.com/dhfest] e Facebook [www.facebook.com/direitoshumanosfest].

No cardápio, estão apresentações musicais exclusivas de nomes como Chico César, Tássia Reis, coletivo Baile em Chernobyl e Kunumi MC. Um ciclo de debates reúne personalidades como o fotógrafo Sebastião Salgado, a romancista Conceição Evaristo, o escritor Ailton Krenak, a cineasta Tata Amaral e o documentarista chileno Patrício Guzmán.


Estão programados 11 longas-metragens recentes, com destaque para “Kunhangue Arandu – A Sabedoria das Mulheres”, de Alberto Alvares e Cristina Flória. Em estreia no evento, o filme foi realizado na Terra Indígena Jaraguá, em São Paulo, e focaliza o universo das mulheres Guarani. Uma realização do SescTV, o documentário entra na programação do canal no dia 19 de abril (sesctv.org.br).   

Também fazem parte da grade títulos inéditos comercialmente no Brasil, como “A Cordilheira dos Sonhos”, de Patrício Guzmán, vencedor do prêmio de melhor documentário no Festival de Cannes;  “Meu Nome é Bagdá”, de Caru Alves de Souza, melhor filme na mostra Generation 14Plus do Festival de Berlim; “Para Onde Voam as Feiticeiras, de Eliane Caffé, Carla Caffé e Beto Amaral, melhor filme no festival Queer Porto 6, em Portugal; e “Selvagem” de Diego da Costa, vencedor do Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo.

As exibições cinematográficas trazem ainda 26 curtas-metragens, um deles em pré-estreia mundial: “Finado Taquari”, de Frico Guimarães, que acompanha uma viagem por um rio do Mato Grosso do Sul, ameaçado por assoreamento. Outros filmes curtos se destacaram por premiações e elogios no circuito de festivais. É o caso de “Perifericu”, sobre as adversidades de ser LGBT nas periferias paulistanas, premiado como melhor filme no Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo – Curta Kinoforum. Já “A Morte Branca do Feiticeiro Negro” foi selecionado para o Doclisboa – Festival Internacional de Cinema, Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba, Entretodos – Filmes Curtos e Direitos Humanos, FestCurtas Fundaj e pelo CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto. Está presente ainda o fenômeno “Carne”, uma animação que conquistou mais de 70 premiações e integrou a shortlist para o Oscar 2021.

A atriz, pesquisadora, produtora cultural e poeta Roberta Estrela D’Alva atua como mestre de cerimônias e apresentadora dos encontros. Nas performances musicais, ela conversa com os artistas, contextualizando as respectivas carreiras com suas lutas sociais. Para esta primeira edição do dh fest – Festival de Cultura em Direitos Humanos, quatro performances musicais foram desenvolvidas com o objetivo de valorizar artistas engajados e representantes de discursos que inspiram transformações sociais e simbólicas na sociedade. 

Para a noite de abertura, 7/03, às 19h00, está escalado o músico Chico César. Com nove álbuns gravados a partir de 1995, o paraibano é autor de sucessos consagrados pelo público, como “Mama África” e “À Primeira Vista”. Sua obra condensa o infinito cordão umbilical que o une às suas raízes, sendo seu mais recente álbum “O Amor é um Ato Revolucionário” (2019). Chico César já conquistou diversas premiações, como o de melhor compositor pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), melhor música no Troféu Imprensa (por “À Primeira Vista”) e melhor videoclipe de MPB no MTV Video Music Brasil (por “Mama África”), entre outros. Em 2016, foi indicado ao prêmio de melhor livro de poesia no Prêmio Jabuti por “Versos Pornográficos”.

No Dia Internacional da Mulher, 8/03, também às 19h00, é a vez da cantora e compositora Tássia Reis, uma das artistas de maior destaque no atual mercado brasileiro da música independente. Sua carreira soma três álbuns lançados: “Tássia Reis”, “Outra Esfera” e o recente “Próspera”. Ela já se apresentou nos melhores e maiores palco do país, como o festival Lollapalooza Brasil (em participação do show de Liniker e os Caramelows), Museu da Imagem e do Som (SP), Auditório Ibirapuera, em mais de 20 unidades Sesc do interior paulista e na capital do estado, Circo Voador e Itaú Cultural, entre outros. Em sua primeira turnê internacional, se apresentando em seis países, nos principais festivais de verão europeus.

Já na sexta-feira, 12/03, às 19h00, o 1º dh fest – Festival de Cultura em Direitos Humanos celebra uma festa junto com o coletivo LGBTQIA+ Baile em Chernobyl, no qual o funk é o ritmo e a cultura que emana empoderamento da juventude das periferias. Chernobyl é um coletivo formado e pensado para e por pessoas queer e racializadas, com o intuito de confraternização em um espaço seguro para corpos marginalizados, LGBTQIA+ e pretos.

Finalizando o evento, no domingo, 14/03, igualmente às 19h00, acontece performance de Kunumi MC, rapper indígena que vem aguçando a elaboração das pautas indígenas na arte. Junto com o DJ Tupan, ele é precursor do Rap Nativo, novo segmento do Hip Hop, que nada mais é que a criação musical a partir da visão de um indígena nativo sobre a sua própria cultura. No seu caso, a etnia Mbyá-Guarani. Conhecido mundialmente por ter levantado a faixa “Demarcação Já” na abertura da Copa do Mundo FIFA de 2014, Kunumi MC tem 19 anos e dois álbuns e dois livros lançados. Destaque no site da White Feather Foundation, que apoia comunidades indígenas pelo mundo todo, o artista representou o Brasil – ao lado de Daniela Mercury – no evento de celebração do Dia Internacional dos Direitos Humanos, em dezembro de 2010, promovido pela ONU.

Para aprofundar as discussões suscitadas, o ciclo de debates do 1º dh fest – Festival de Cultura em Direitos Humanos tem a seguinte programação:

8/03, segunda-feira, às 17h00

“Mulheres e resistência: narrativas para romper silêncios”

com Conceição Evaristo, Maria Clara Araújo e Semayat Oliveira (mediação)

Narrar e criar trajetórias de resistência, para si e como inspiração, são maneiras potentes para romper os muitos silenciamentos vividos pelas mulheres. Silenciamentos esses que se originam no patriarcado, mas também no colonialismo, no etarismo, na pobreza, entre outros recortes das desigualdades. As muitas identidades, resistências e formas de se sentir mulher, compõem movimentos pela ampliação e ocupação de espaços públicos, culturais, institucionais e políticos. É a partir deste cenário e no contexto do Dia Internacional da Mulher que se dá a conversa entre a romancista, contista e poeta Conceição Evaristo, e Maria Clara Araújo, pedagoga e afrotransfeminista. Com mediação da jornalista e escritora Semayat Oliveira, do coletivo “Nós, Mulheres da Periferia”.

9/03, terça-feira, às 17h00

“Aldeias, quilombos e periferias: o poder das palavras na luta por direitos”

com Catarina Guarani, Nêgo Bispo e Bianca Santana (mediação)

Ouvir aqueles que resistem há décadas contra a perseguição de seus territórios, línguas e identidades é imprescindível para ampliar os sentidos das lutas por direitos do tempo presente. A professora indígena Catarina Guarani, do litoral de São Paulo, e o pensador quilombola Nêgo Bispo, do interior do Piauí, se unem em uma conversa sobre o uso das palavras como instrumento de luta para manter viva a cultura de seus ancestrais. A partir de suas diversas cosmologias, como as tradições orais e as linguagens escritas podem atuar em defesa da vida? Com mediação da jornalista e escritora Bianca Santana, autora do livro “Quando me descobri negra”.

10/03, quarta-feira, às 17h00

“Vladimir Herzog e o documentário social: memória e justiça”

com João Batista de Andrade, Tata Amaral e Paula Sacchetta (mediação)

O jornalista Vladimir Herzog tornou-se símbolo dos horrores cometidos pela violência da ditadura militar no Brasil com seu assassinato em outubro de 1975. No entanto, pouco se conhece o papel fundamental que Herzog teve no cenário cinematográfico brasileiro nas décadas de 1960 e 1970. Ele defendia, sobretudo, uma prática audiovisual que tomasse posição diante das desigualdades do país – seja em sua relação com a Cinemateca Brasileira; seja na direção e escrita de seu único filme, o curta-metragem “Marimbás”. João Batista de Andrade, amigo pessoal de Vlado, e Tata Amaral, renomados nomes do cinema nacional e cuja trajetória é pautada pelo respeito aos Direitos Humanos, prestam homenagem à memória do jornalista e ao seu legado para o documentário social. Com mediação da documentarista Paula Sacchetta, especializada em temas ligados aos Direitos Humanos.

11/03, quinta-feira, às 17h00

Entrevista “Meu norte é o sul: retratos latino-americanos no cinema”

com Patricio Guzmán e Luiz Carlos Merten (mediador)

A carreira do cineasta chileno Patricio Guzmán se desdobra ao longo das últimas cinco décadas sobre o trauma coletivo produzido pela ditadura militar de Pinochet em seu país, e sobre memórias e vestígios de prisioneiros e desaparecidos políticos. Seu filme mais recente, “A Cordilheira dos Sonhos”, e o empenho em trabalhar o passado do Chile e por consequência da América Latina, são temas da conversa entre Guzmán e o jornalista e crítico de cinema Luiz Carlos Merten. Este encontro se propõe a pensar como o cinema e a cultura podem produzir uma poesia marcada por discussões do Sul global sobre os Direitos Humanos.

13/03, sábado, às 17h00

“Somos a terra: os direitos da natureza e o futuro da humanidade”

com Ailton Krenak, Sebastião Salgado e Ana Toni (mediação)

É preciso pensar o futuro do planeta e da humanidade como questões profundamente conectadas. Garantir a justiça climática é proteger a dignidade humana, especialmente para as populações mais vulnerabilizadas. Em diálogo inédito, o escritor Ailton Krenak e o fotógrafo Sebastião Salgado, os dois nascidos em Minas Gerais e vizinhos no Vale do Rio Doce, região conhecida pela intensa atividade agropecuária e extrativista, refletem os desafios e a urgência de pensarrmos os direitos da natureza como direitos humanos. Com mediação de Ana Toni, diretora executiva do Instituto Clima e Sociedade.

1º dh fest – Festival de Cultura em Direitos Humanos é uma realização do Ministério do Turismo, Secretaria Especial da Cultura, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Pardieiro Cultural, Instituto Vladimir Herzog e do Sesc São Paulo. Correalizado pela Criatura Audiovisual, conta com parcerias com os Jornalistas Livres, Mundo Pensante, Projetemos e com a Ação de Rua – SP. O evento é viabilizado através do Edital ProAC Expresso / Lei Aldir Blanc nº 40/2020. As plataformas digitais parceiras são o Sesc Digital e a Innsaei.TV.

A curadoria do 1º dh fest – Festival de Cultura em Direitos Humanos é assinada por Leandro Pardí (música), Francisco Cesar Filho (cinema) e pelo Instituto Vladimir Herzog em parceria com o Sesc São Paulo (debates).

Sobre o festival, o diretor regional do Sesc São Paulo, professor Danilo Santos de Miranda, comenta: “Ao propiciar e difundir ações, sejam artísticas ou socioeducativas, que contribuam para a efetivação dos Direitos Humanos em diferentes âmbitos a instituição reafirma seu compromisso na construção de uma sociedade cujos valores da solidariedade e da igualdade estejam presentes nas variadas formas de convivência.”


Rogério Sottili, diretor-executivo do Instituto Vladimir Herzog, afirma que o festival pretende contribuir para a construção de um país mais justo e democrático. “O Instituto Vladimir Herzog, desde sua fundação, aposta na cultura e acredita que a arte pode sensibilizar para o exercício da cidadania. Esta iniciativa reafirma a importância dos Direitos Humanos e responde ao contexto desolador de desmonte das políticas públicas de cultura no Brasil. Vamos seguir na luta por direitos valorizando por meio do diálogo o que temos de melhor: nossa diversidade e nossa cultura”.


Para Leandro Pardí, o evento pretende “desde sua primeira edição valorizar a música enquanto elemento engajador e representante de discursos plurais que inspiram transformações a favor da diversidade”. Ele ressalta que o objetivo do festival é “criar um hub para a cultura cidadã, abordar as temáticas de Direitos Humanos pertinentes ao desenvolvimento cultural e social.”


Segundo Francisco Cesar Filho, o festival pretende “estimular a reflexão sobre as diversas temáticas ligadas aos Direitos Humanos, reunindo obras cinematográficas, apresentações musicais e mesas de discussão que dialoguem com esses temas. Assim, se enriquece um debate que se mostra extremamente necessário na atualidade em nosso país.  

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Destacando o Dia Internacional da Mulher, o festival agrupou uma série de atrações em 8/03, segunda-feira. A programação especial tem início às 15h00, quando são disponibilizados os filmes “À Beira do Planeta Mainha Soprou a Gente “, “A Felicidade Delas”, “Acende a Luz “, “Além de Tudo, Ela”, “Carne”, “Cor de Pele”, “Entre Nós e o Mundo”, “Filhas de Lavadeiras”, “Kunhangue Arandu – A Sabedoria das Mulheres “, “Lora”, “Marimbás”, Mãtãnãg, a Encantada, “Meu Nome é Bagdá”, “Minha História é Outra” e “Torre das Donzelas”.

Às 17h00, acontece a mesa de debate “Mulheres e resistência: narrativas para romper silêncios”, com participação da escritora Conceição Evaristo, da pedagoga Maria Clara Araújo e da jornalista Semayat Oliveira (mediação). A cantora Tássia Reis apresenta sua performance musical às 19h00.

A partir das 20h00, o coletivo Projetemos realiza projeções em empena de prédio na rua da Consolação (São Paulo), a partir das fotografias do livro Heroínas desta História – Mulheres em busca de justiça por familiares mortos pela ditadura”, que apresenta histórias de vida e de luta de 15 mulheres impactadas pela violência de Estado durante a ditadura militar no Brasil (1964-1985). Trata-se de publicação do Instituto Vladimir Herzog e da Autêntica Editorana qual são retratadas camponesas, operárias, indígenas, mulheres de classe média e da periferia, do Sudeste ao Nordeste brasileiro.

(ao final, encontram-se a grade de programação do festival, dados sobre todos os filmes disponibilizados e informações sobre os debatedores e mediadores participantes)


ODS – Objetivos de Desenvolvimento Sustentável


O festival está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) lançados pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2015. Trata-se de uma agenda com 17 objetivos para serem implementados até 2030 por todos os países do mundo: erradicação da pobreza; fome zero e agricultura sustentável; saúde e bem-estar; educação de qualidade; igualdade de gênero; água limpa e saneamento; energia limpa e acessível; trabalho decente e crescimento econômico; inovação e infraestrutura resiliente; redução das desigualdades; cidades e comunidades sustentáveis; consumo e produção responsáveis; ação contra a mudança global do clima; conservação e uso sustentável da água; proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres; paz, justiça e instituições eficazes; e fortalecimento dos meios de implementação e revitalização de parcerias globais para o desenvolvimento sustentável.

serviço:

1º dh fest – Festival de Cultura em Direitos Humanos

de 7 a 14 de março de 2021

online e gratuito

www.dhfest.com.br 

realização:

Ministério do Turismo, Secretaria Especial da Cultura, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Pardieiro Cultural, Instituto Vladimir Herzog e Sesc São Paulo

correalização:

Criatura Audiovisual

parcerias:

Jornalistas Livres, Mundo Pensante, Projetemos e Ação de Rua – SP

evento viabilizado através do Edital ProAC Expresso / Lei Aldir Blanc nº 40/2020. 

curadoria: Leandro Pardí, Francisco Cesar Filho, Instituto Vladimir Herzog e Sesc São Paulo

assessoria de comunicação:

ATTi Comunicação e Ideias 

Eliz Ferreira e Valéria Blanco (11) 3729.1455 / 3729.1456 / 9 9105.0441

*** PROGRAMAÇÃO ***

7/03, domingo

18h00 cerimônia de abertura

19h00 Chico César (performance musical)

19h00 disponibilização dos filmes “A Cordilheira dos Sonhos”, “A Morte Branca do Feiticeiro Negro”, “Alice Júnior”, “Bonde”, “Egum”, “Entre Imagens (Intervalos)”, “Finado Taquari”, “Gilson”, “Inabitáveis”, “Negrum3”, “Marimbás”, “Nós”, “O Verbo Se Fez Carne “, “O Que Pode um Corpo?”, “Para Onde Voam as Feiticeiras”, “Paradoxos”, “Perifericu”, “Ruivaldo, O Homem Que Salvou a Terra”, “Selvagem’, “Tranças”, “Tuã Ingugu (Olhos D’Água)” e “Vlado – 30 Anos Depois”

8/03, segunda-feira programação especial Dia Internacional da Mulher

15h00 disponibilização dos filmes “À Beira do Planeta Mainha Soprou a Gente”, “A Felicidade Delas”, “Acende a Luz “, “Além de Tudo, Ela”, “Carne”, “Cor de Pele”, “Entre Nós e o Mundo”, “Filhas de Lavadeiras”, “Kunhangue Arandu – A Sabedoria das Mulheres”, “Lora”, “Mãtãnãg, a Encantada”, “Meu Nome é Bagdá”, “Minha História é Outra” e “Torre das Donzelas”

17h00 mesa “Mulheres e resistência: narrativas para romper silêncios”, com Conceição Evaristo, Maria Clara Araújo e Semayat Oliveira (mediação)

19h00 Tássia Reis (performance musical)


20h00 “Heroínas desta História” – projeções em empenas de prédios pelo coletivo Projetemos

9/03, terça-feira

17h00 – mesa “Aldeias, quilombos e periferias: o poder das palavras na luta por direitos”, com Catarina Guarani, Nêgo Bispo e Bianca Santana (mediação)

20h00 “Vladimir Herzog: memória e justiça” – projeção em empenas de prédios de imagens do filme “Marimbás” pelo coletivo Projetemos (seguida de conversa, com acesso pelo www.dhfest.com.br)

10/03, quarta-feira

17h00 – mesa “Vladimir Herzog e o documentário social: memória e justiça”, com João Batista de Andrade, Tata Amaral e Paula Sacchetta (mediação)

11/03, quinta-feira

17h00 – entrevista “Meu norte é o sul: retratos latino-americanos no cinema”, com Patrício Guzmán e Luiz Carlos Merten

12/03, sexta-feira

19h00 Baile em Chernobyl (performance musical)

13/03, sábado

15h00 disponibilização do filme “Atravessa a Vida”

17h00 mesa “Somos a terra: os direitos da natureza e o futuro da humanidade”, com Ailton Krenak, Sebastião Salgado, e Ana Toni (mediação)

14/03, domingo

19h00 Kunumi MC (performance musical)

*** SOBRE OS DEBATEDORES E MEDIADORES ***

Ailton Krenak é escritor e ativista do movimento socioambiental e de defesa dos direitos indígenas. Organizou a Aliança dos Povos da Floresta e contribuiu para a criação da União das Nações Indígenas (UNI). Sua luta nas décadas de 1970 e 1980 foi determinante para a conquista dos “Capítulo dos índios” na Constituição de 1988. É coautor da proposta da Unesco que criou a Reserva da Biosfera da Serra do Espinhaço em 2005. É comendador da Ordem do Mérito Cultural da Presidência da República.

Ana Toni é diretora executiva do Instituto Clima e Sociedade. Economista e doutora em Ciência Política, foi Presidente de Conselho do Greenpeace Internacional (2011 a 2017), diretora da Fundação Ford no Brasil (2003-2011) e da ActionAid Brasil (1998-2003). Foi membra do conselho do GIFE, Fundo Baobá para Equidade Racial e Sociedade e Wikimedia Foundation entre outros. Atualmente é integrante dos conselhos da Gold Standard Foundation, Instituto República, Transparência Internacional- Brasil, e do Instituto Pesquisa Ambiental da Amazônia -IPAM.

Bianca Santana é jornalista e escritora.  Doutora em ciência da informação e mestra em educação pela Universidade de São Paulo. Autora de “Quando me descobri negra” e de uma biografia de Sueli Carneiro, em processo de edição. Pela UNEafro, colaborou com a articulação da Coalizão Negra Por Direitos e agora se dedica à estruturação do Instituto de Referência Negra Peregum. É conselheira do Instituto Vladimir Herzog.

Catarina Guarani é professora. Catarina Delfina dos Santos, em tupi Guarani Nimbopyruá. Moradora das terras indígenas Piáçaguera na aldeia Tapirema, no litoral de São Paulo. Líder Espiritual, dá aula de terapia tradicional. Tem 4 filhos e vai fazer mestrado em antropologia. É da etnia tupi Guarani.

Conceição Evaristo é escritora. Ficcionista e ensaísta. Mestre em Literatura Brasileira pela PUC/Rio, Doutora em Literatura Comparada pela UFF. Sua primeira publicação (1990) foi na série Cadernos Negros do grupo Quilombhoje. 7 livros publicados, entre eles o vencedor do Jabuti, Olhos D’água (2015), 5 deles traduzidos para o inglês, o francês, espanhol e árabe. Prêmio do Governo de Minas Gerais pelo conjunto de sua obra; Prêmio Nicolás Guillén de Literatura pela Caribbean Philosophical Association; Prêmio Mestra das Periferias pelo Instituto Maria e João Aleixo (tudo isso em 2018!). Em 2019, lançou seu “Poemas da Recordação e Outros Movimentos” em edição bilíngue no Salão do Livro de Paris. Foi homenageada pelo Prêmio Jabuti ainda em 2019 como personalidade literária.

João Batista de Andrade é cineasta, escritor e gestor. Dirigiu longas-metragens premiados, como “Doramundo” (1978), eleito melhor filme no Festival de Gramado, “O Homem que Virou Suco” (1980), grande vencedor do Festival de Moscou, e “O Tronco” (1999), prêmio de melhor direção no Cine PE – Festival Audiovisual. Realizou “Vlado – 30 Anos Depois” (2005), documentário sobre seu amigo Vladimir Herzog (1937-1975), jornalista torturado e morto pela ditadura civil-militar do Brasil. Em 2014 foi vencedor do Prêmio Intelectual do Ano. Ocupou os cargos de secretário estadual da cultura de São Paulo (2005-2006), quando criou o Programa de Apoio à Cultura (ProAC), presidente da Fundação Memorial da América Latina e ministro interino da cultura.

Luiz Carlos Merten é jornalista e crítico de cinema, considerado um dos mais importantes profissionais brasileiros em sua área. Atuou em diversos veículos de imprensa, entre eles O Estado de S. Paulo, no qual escreveu ao longo de 31 anos, fazendo reportagens e cobrindo eventos como o Festival de Cannes. É autor dos livros “A Aventura do Cinema Gaúcho” (2002), “Carlos Coimbra um Homem Raro” (2004), “Um Sonho de Cinema” (2004), “Anselmo Duarte o Homem da Palma de Ouro” (2004), “Cinco Mais Cinco. Os Maiores Filmes Brasileiros em Bilheteria e Crítica” (2007) e “Cinema: entre a realidade e o artifício: diretores, escolas, tendências” (2010), entre outros.

Maria Clara Araújo é formada em Pedagogia pela PUC-SP e cursando a Especialización y Curso Internacional en Estudios Afrolatinoamericanos y Caribeños pelo Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales (CLACSO) e pela Facultad Latinoamericana de Ciencias Sociales (FLACSO Brasil). Também está cursando o Certificado en Estudios Afrolatinoamericanos do Instituto de Investigaciones Afrolatinoamericanas de la Universidad de Harvard. Integrante do NIP: Núcleo Inanna de Pesquisa e Investigação de Teorias de Gênero, Sexualidades e Diferenças, coordenado pela Profª Dra. Carla Cristina Garcia (PUC-SP).

Nêgo Bispo é lavrador, poeta, escritor, formado por mestras e mestres de ofícios, morador do Quilombo Saco-Curtume, localizado no município de São João do Piauí. Ativista político e militante de grande expressão no movimento social quilombola e nos movimentos de luta pela terra, atua na Coordenação Estadual das Comunidades Quilombolas do Piauí e na Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas. Faz parte da primeira geração da família de sua mãe que teve acesso à alfabetização.

Patricio Guzmán é um dos cineastas latino-americanos de maior renome internacional. Após o golpe de estado no Chile, permaneceu no Estádio Nacional de Santiago, sofreu confinamento solitário e foi ameaçado de execução. Deixou o país em novembro de 1973. Seu filme “Nostalgia da Luz” recebeu o Grande Prêmio concedido pela Academia de Cinema Europeu em 2010. Com “O Botão de Pérola”, ganhou o Urso de Prata no Festival de Berlim em 2015, e seu filme mais recente “A Cordilheira dos Sonhos” foi eleito melhor documentário no Festival de Cannes em 2019. Guzmán é presidente e fundador do Festival de Documentários de Santiago, FIDOCS. Retrospectivas recentes de sua obra aconteceram no British Film Institute e no FilmArchive de Harvard. Duas de suas obras, “Nostalgia da Luz” e “A Batalha do Chile”, foram incluídas na lista dos melhores documentários de todos os tempos, organizada pela revista britânica Sight and Sound.

Paula Sacchetta é documentarista e é especializada em temas ligados aos Direitos Humanos. Seu segundo longa documental, “Precisamos Falar do Assédio”, foi lançado em setembro de 2016 no 49o Festival de Brasília do Cinema. Dirigiu também duas séries de TV, “Famílias”, sobre jovens LGBT na periferia de São Paulo, e “Eu, Preso”, sobre o sistema carcerário brasileiro. Durante a quarentena do Covid-19 lançou um curta todo feito remotamente sobre a chegada do vírus no sistema carcerário e um curta sobre sexo na terceira idade filmado meses antes, “Acende a Luz”, ambos para o Mov.doc, da UOL.

Sebastião Salgado é formado em economia e começou sua carreira como fotógrafo na França, onde mora desde 1973. Trabalhou para as agências Sigma e Gamma, e desde 1979 faz parte da Magnum. Já recebeu os prêmios mais importantes concedidos ao fotojornalismo, entre eles o de Melhor Repórter Fotográfico do Ano, oferecido pelo International Center of Photography de Nova York, e o Grand Prix da Cidade de Paris. Ao lado de sua esposa, Lélia Wanick, desenvolve o Instituto Terra, instituição dedicada a recuperar o ecossistema florestal da região do Vale do Rio Doce, em Minas Gerais. Salgado é também embaixador da Boa Vontade da UNICEF e membro honorário da Academia de Artes e Ciências dos EUA.

Semayat Oliveira é jornalista, escritora e documentarista formada pela Universidade Metodista de São Paulo e especialista em Cultura, Educação e Relações étnico-raciais pela Escola de Comunicação e Artes da USP. Cofundadora do grupo jornalístico Nós, mulheres da periferia, atua há dez anos com foco em criar novos imaginários e narrativas sobre as mulheres brasileiras, a periferia e a população negra. No âmbito da comunicação estratégica, atuou como coordenadora de comunicação no Instituto Vladimir Herzog entre 2018 e 2019.

Tata Amaral é citada por vários críticos como uma das mais importantes realizadoras do cinema brasileiro a partir da década de 1990. A realizadora assina premiados longas-metragens, como “Um Céu de Estrelas (1996), exibido nos festivais de Toronto, Roterdã e Berlim, “Antonia” (2006), que inspirou a série televisiva homônima indicada ao Prêmio Emmy Internacional, e “Hoje” (2011), o grande vencedor do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Dirigiu ainda as séries “Rua!” (2013), realizada para a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo, e “Causando na Rua” (2016).

*** SOBRE OS LONGAS-METRAGENS ***

“A Cordilheira dos Sonhos” – Patrício Guzmán (“La Cordillera de Los Sueños” / “La Cordillère des Songes”, Chile/França 2019, 104 min, 14 anos) – disponível a partir de 7/03, às 19h00, até 9/03, às 18h59, ou até atingir o limite de 200 visionamentos

No Chile, quando o Sol nasce, precisa escalar muros, colinas e cumes até atingir a última rocha no topo dos Andes. A cordilheira está em todo lugar, mas, para os chilenos, é muitas vezes um território desconhecido. Depois de explorar o norte e o sul do país em outros documentários, o diretor Patrício Guzmán se viu tentado a filmar essa imensa construção para explorar seus mistérios, poderosos segredos do passado e do presente chilenos. O filme encerra a trilogia de ensaios memorialísticos e políticos assinados pelo cineasta, formada ainda pelos premiados longas-metragens “Nostalgia da Luz” (2012) e “O Botão de Pérola” (2015).

vencedor do prêmio de melhor documentário no Festival de Cannes

“Alice Júnior” – Gil Baroni (Brasil-PR, 2019, 87 min, 14 anos) – disponível a partir de 7/03, às 19h00, com limite de 300 visualizações

Alice é uma adolescente trans cheia de carisma que investe seu tempo fazendo vídeos para o Youtube. Um dia, seu pai é transferido pela sua empresa no Recife, capital de Pernambuco, para uma cidade no interior do Paraná, e eles precisam se mudar. Na nova escola, Alice enfrenta preconceitos ao se deparar com uma sociedade mais retrógrada do que estava acostumada. O desejo da menina é dar seu primeiro beijo – mas, antes de tudo, quer o direito de ser quem ela é. Com Anne Mota, Emmanuel Rosset e Surya Amitrano.

selecionado para a mostra Generation 14Plus do Festival de Berlim, Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, Outfest Los Angeles LGBTQ Film Festival, Frameline San Francisco LGBTQ Film Festival e para o Festival de San Sebastián; melhor atriz, melhor atriz coadjuvante, melhor montagem e melhor trilha sonora no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro; prêmio do público na Mostra Geração e Prêmio Feliz no Festival do Rio; prêmio do público para longa-metragem brasileiro, melhor interpretação e menção honrosa no Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade; indicado ao Annual GLAAD Media Awards (da Gay & Lesbian Alliance Against Defamation)

“Atravessa a Vida” – João Jardim (Brasil-RJ, 2020, 84 min, 12 anos) – disponível em sessões em 13/03, das 18h00 às 19h25, e em 14/03, das 18h00 às 19h25, com limite de 750 visualizações em cada uma

Enquanto alunos do 3º ano do ensino público no interior do Sergipe se preparam para a prova que pode determinar o resto de suas vidas, o documentário retrata as angústias e os prazeres da adolescência através de seus gestos, inquietações e conquistas.

selecionado para o É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários


“Kunhangue Arandu – A Sabedoria das Mulheres” – Alberto Alvares e Cristina Flória (Brasil-SP, 2021, 73 min, livre) produção: A 2.0 Produções Artísticas; realização: SescTV – a partir de 8/03, às 15h00, até 14/03, às 19h59

Na programação do SescTV a partir de 19 de abril: sesctv.org.br.

As nuances do universo feminino das mulheres Guarani para manter a transmissão e perpetuação de sua cultura, e as formas de resistência para manter o nhandereko, o modo de ser da etnia. Documentário realizado na Terra Indígena Jaraguá, no município de São Paulo, nas aldeias Tekoa Ytu, Tekoa Pyau, Tekoa Itakupe, Tekoa Yvy Porã e Tekoa Ita Endy.

“Meu Nome é Bagdá” – Caru Alves de Souza (Brasil-SP, 2020, 99 min, 14 anos) – disponível a partir de 8/03, às 15h00, até 9/03, às 14h59

Brutalidade policial, violência sexual, homofobia e direito das mulheres vistos no cotidiano de uma skatista de 17 anos que vive em um bairro da periferia da cidade de São Paulo. Ela anda de skate com um grupo de meninos e passa boa parte de seu tempo com sua família e as amigas de sua mãe. Juntas elas formam um grupo de mulheres pouco convencionais. Porém, ela finalmente encontra um grupo de meninas skatistas, e a sua vida muda completamente. Com Grace Orsato, Karina Buhr, Marie Maymone, Helena Luz, Gilda Nomacce e Paulette Pink.

vencedor do prêmio de melhor filme da mostra Generation 14plus do Festival de Berlim; melhor filme e direção no Nordic Film Festival, de Nova York; melhor filme pelo júri jovem do Gender Bender Festival, de Bolonha (Itália); melhor filme latino-americano no Festival de Cine Latinoamericano de La Plata (Argentina); prêmio do público no Cormorán Film Fest (Corunha, Espanha); melhor atriz e menção honrosa para o elenco feminino no Festival de Cine de Lima PucP (Peru); prêmio do júri de estudantes no Ciné Junior – Festival de Cinéma Jeunes Publics de Val-de-Marne (França)

“Nós” – Pedro Arantes (Brasil-SP, 2018, 79 min, 14 anos) – disponível a partir de 7/03, às 19h00, até 14/03, às 19h59

Felipe saiu de casa para visitar um amigo tarde da noite quando sumiu sem deixar rastros. Paulinho estava aproveitando sua liberdade condicional, até que deixou sua residência e nunca mais foi visto. Lula era um guerrilheiro da Ação Libertadora Nacional que, de um dia para o outro, desapareceu. Rolindo lutava para retomar sua Terra Original Guarani no Mato Grosso do Sul antes de desvanecer. São pessoas que não estão vivas e nem mortas: estão desaparecidas. Com Franciele Gomes, Maria José Araújo, Lucineide Damasceno e Amparo Araújo.

“Para Onde Voam as Feiticeiras” – Eliane Caffé, Carla Caffé e Beto Amaral (Brasil-SP, 2020, 89 min, 14 anos) – a partir de 7/03, às 19h00, até 14/03, às 19h59

As encenações e improvisos de sete artistas pelas ruas do centro da cidade de São Paulo em uma experiência que torna visível a persistência de preconceitos arcaicos de gênero e raça no imaginário comum. No centro desta narrativa polifônica está a importância da resistência política através das alianças de luta comum entre coletivos LGBTQIA+, negritude, indígenas e trabalhadores sem teto.

vencedor do prêmio de melhor filme no festival Queer Porto 6 (Portugal); melhor filme e melhor direção no Festival de Vitória; filme de abertura do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba

“Selvagem” – Diego da Costa (Brasil-SP, 2019, 95 min, 12 anos) – a partir de 7/03, às 19h00, até 14/03, às 19h59

Sofia tem um objetivo muito claro: passar no vestibular, achar um emprego e sair de casa. Porém, quando a escola onde estuda é ocupada pelos seus amigos e colegas de classe, ela se vê em um dilema entre continuar estudando sozinha ou compartilhar seu conhecimento na transformação da escola. Com Fran Santos, Kelson Succi, Paulo Pinheiro, Juliana Gerais, Erica Ribeiro, Lucélia Santos e Rincon Sapiência.

vencedor do prêmio de melhor filme no Festival de Cinema Latino-Americano

“Torre de Donzelas” – Susanna Lira (Brasil-RJ, 2018, 97 min, 12 anos) – a partir de 8/03, às 15h00, até 14/03, às 19h59

Há desejos que nem a prisão e nem a tortura inibem: liberdade e justiça. Há razões que nos mantêm íntegros mesmo em situações extremas de dor e humilhação: a amizade e a solidariedade. O filme traz relatos inéditos da ex-presidente Dilma Rousseff e de suas ex-companheiras de cela do Presídio Tiradentes, em São Paulo, e remonta, como um exercício lúdico de memória, os dias no cárcere durante a ditadura civil-militar brasileira (1964-1985).

vencedor dos prêmios de melhor documentário brasileiro, melhor direção de documentário, prêmio do público para longa-metragem documentário e Prêmio Canal Curta no Festival do Rio; prêmio do público para documentário brasileiro na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo; prêmio especial do júri no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro; melhor documentário no ATLANTIDOC – Festival de Documentários do Uruguai; menção honrosa no Festival de Santiago del Estero (Argentina)

“Tranças” – Livia Sampaio (Brasil-BA, 2019, 75 min, 14 anos) – a partir de 7/03, às 19h00, até 14/03, às 19h59

De acordo com o Conselho Nacional de Justiça, a alienação parental atinge cerca de 17 milhões de jovens e adolescentes no Brasil. Eles são impedidos por pais, mães e, via de regra, por toda a família do alienador de ter contato com o outro genitor e seus familiares. O filme questiona a efetividade das legislações e do próprio Poder Judiciário, nem sempre preparados para lidar com as particularidades dos casos.

vencedor de menção honrosa para filme de caráter humanitário no Santos Film Fest; troféu Cacto de Prata de melhor roteiro no Festival de Cinema dos Sertões de Floriano (PI); melhor filme de família/crianças no Festival Tagore (Índia)

“Vlado – 30 Anos Depois” – João Batista de Andrade (Brasil-SP, 2005, 85 min, 14 anos) – a partir de 7/03, às 19h00, até 14/03, às 19h59

No dia 25 de outubro de 1975, o jornalista Vladimir Herzog acorda de manhã e se despede da mulher, Clarice: ele deve se apresentar ao DOI-Codi, órgão de repressão política do regime militar brasileiro, para prestar depoimento. Clarice questiona se ele deve se apresentar: vários amigos estão presos e sabe-se que são torturados. Mas Vlado se recusa a fugir; pondera que é um homem transparente, alheio à clandestinidade. No fim da tarde do mesmo dia, sua família e amigos recebem a terrível notícia: o jornalista está morto e, segundo fonte oficial, suicidou-se na prisão. O filme revela a trajetória de Herzog, desde a infância na Iugoslávia até sua posse como diretor de jornalismo da TV Cultura de São Paulo. A reação de Clarice, dos amigos e da sociedade, recusando a farsa montada para justificar a morte do jornalista, tornou o fato um marco na luta pela redemocratização do país.

selecionado para o Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo

*** SOBRE OS CURTAS-METRAGENS ***

“À Beira do Planeta Mainha Soprou a Gente” – Bruna Barros e Bruna Castro – a partir de 8/03, às 15h00, até 14/03, às 19h59

Através de imagens de arquivo pessoal e reflexões sobre as ambivalências que às vezes
se imprimem em relações cheias de amor, o filme apresenta recortes de afeto entre duas sapatonas e suas mães.

selecionado para o Fest Tabatinga – Festival Tabatinga de Cinema e para o Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro

“A Felicidade Delas” – Carol Rodrigues (Brasil-SP, 2019, 14 min, 14 anos) – a partir de 8/03, às 15h00, até 14/03, às 19h59

Ivy e Tamirys fogem juntas da polícia depois da Marcha Mundial das Mulheres do 8 de março. Durante a fuga, vão parar em um prédio abandonado, onde amadurecem o desejo que sentem uma pela outra desde o primeiro momento em que se viram na manifestação. A polícia chega e elas se escondem. O espaço daquele aquário de concreto é muito apertado e seus corpos ficam muito próximos. A tensão da violência que se aproxima, anunciada pelo barulho que aumenta cada vez mais no cômodo ao lado, prenuncia a explosão.

vencedor do prêmio de melhor filme brasileiro e menção honrosa do Prêmio ABD/APECI no Recifest – Festival de Cinema de Diversidade Sexual e de Gênero; prêmio de melhor fotografia e prêmio da crítica no For Raimbow – Festival de Cinema e Cultura da Diversidade sexual (Recife); selecionado para a Mostra de Tiradentes, Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade e para o FestCurtasBH – Festival Internacional de Curtas-Metragens de Belo Horizonte

“A Morte Branca do Feiticeiro Negro” – Rodrigo Ribeiro (Brasil-SC, 2020, 10 min, 14 anos) – a partir de 7/03, às 19h00, até 14/03, às 19h59

Memórias do passado escravista brasileiro transbordam em paisagens etéreas e ruídos angustiantes. Através de um poético ensaio visual, uma reflexão sobre o silenciamento e invisibilização do povo preto em diáspora, numa jornada íntima e sensorial.

vencedor do prêmio de melhor direção e Prêmio Canal Brasil no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro; Prêmio Revelação no Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo – Curta Kinoforum; selecionado para o Doclisboa – Festival Internacional de Cinema, Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba, Entretodos – Filmes Curtos e Direitos Humanos, FestCurtas Fundaj e CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto

 
“Acende a Luz” – Paula Sacchetta e Renan Flumian (Brasil-SP, 2020, 11 min, 12 anos) – a partir de 8/03, às 15h00, até 14/03, às 19h59

A gente vem com prazo de validade? O sexo na terceira idade, através da história de Isabel Dias, de 64 anos. Ela foi casada por 32 anos e decidiu se separar quando soube que foi traída. Após o divórcio, ela vive uma jornada de redescoberta do sexo e do próprio corpo.

“Além de Tudo, Ela” – Mickaelle Lima Souza, Pâmela Kath, Lívia Zanuni e Pedro Vilo (Brasil-PR, 2020, 10 min, 10 anos) – a partir de 8/03, às 15h00, até 14/03, às 19h59

Estamos nos anos 1930 e Enedina Alves Marques se torna a primeira mulher negra a se formar em engenharia civil na Universidade Federal do Paraná. Trata-se não apenas de um ambiente extremamente machista e também essencialmente racista. A partir de três depoimentos, conhecemos um pouco sobre sua trajetória e como ela se torna uma referência para várias outras mulheres negras.

selecionado para o Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba

Bonde” – Asaph Luccas / coletivo Gleba do Pêssego (Brasil-SP, 2019, 18 min, 14 anos) – a partir de 7/03, às 19h00, até 14/03, às 19h59

Três jovens amigos negros da favela de Heliópolis partiram em busca de refúgio na vida noturna LGBT + do centro da cidade de São Paulo.

vencedor do prêmio de melhor curta-metragem no Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade; selecionado para o Festival do Rio; Prêmio Canal Brasil e Troféu “Borboleta de Ouro” no Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo – Curta Kinoforum

“Carne” – Camila Kater (Brasil-SP/Espanha, 2019, 12 min, 12 anos) – a partir de 8/03, às 15h00, até 14/03, às 19h59

Documentário animado sobre as transformações do corpo feminino, cujo título faz alusão à objetificação vivenciada pelas mulheres ao longo da vida. E entre os depoimentos presentes há relatos da atriz e cineasta Helena Ignez e da cantora Raquel Virgínia (da banda As Baías).

vencedor do prêmio do público para curta-metragem no Festival do Rio; melhor curta-metragem e melhor roteiro no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro; Destaque ABCA – Associação Brasileira de Cinema de Prêmio para melhor animador(a) / Troféu O Kaiser no Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo – Curta Kinoforum; Prêmio ABCA de melhor animação e Prêmio Canal Brasil na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo; melhor documentário internacional em animação no Festival de Animação de Londres; melhor filme dirigido por mulher no Festival de Curtas-Metragens Aguilar de Campoo (Espanha); menção honrosa do júri jovem no Festival de Locarno; selecionados para o, Festival de Toronto, Festival de Animação de Annecy, D’A – Festival de Cinema de Barcelona, Festival de Curtas-Metragens de Tampere e para o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

“Cor de Pele” – Larissa Barbosa (Brasil-MG, 2020, 3 min, 10 anos) – a partir de 8/03, às 15h00, até 14/03, às 19h59

Um filme-poema-manifesto-performance que reflete sobre o passado, presente e futuro de mulheres negras, que mesmo com diferentes identidades, historicamente são marginalizadas dentro da estrutura social brasileira. Em meio a imagens que convocam alegorias e metáforas, o filme fala sobre o cotidiano de violência, repressão e exploração para com essas milhões de mulheres, que também levam consigo marcas de dores que não viveram, como aponta um dos versos do poema narrado.

selecionado para o Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba e para a Mostra Ecofalante de Cinema

“Egum” – Yuri Costa (Brasil-RJ, 2020, 23 min, 14 anos) – a partir de 7/03, às 19h00, até 14/03, às 19h59

Após anos afastado devido à violenta morte do irmão, um renomado jornalista retorna para a casa de sua família para cuidar de sua mãe, que sofre uma grave e desconhecida doença. Numa noite, ele recebe a visita de dois estranhos, que têm negócios desconhecidos com seu pai. Esse encontro, juntamente com acontecimentos que o levam a desconfiar que algo sobrenatural se abateu sobre sua mãe, fazem-no temer uma nova tragédia.

vencedor do prêmio de melhor filme na mostra Foco da Mostra de Cinema de Tiradentes; selecionado para o Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo – Curta Kinoforum

“Entre Imagens (Intervalos)” – Andre Fratti Costa e Reinaldo Cardenuto (Brasil-SP, 2016, 22 min, livre) – a partir de 7/03, às 19h00, até 14/03, às 19h59

A vida de um artista em intervalos. A história de um país entre imagens. Antonio Benetazzo foi assassinado pela ditadura militar no Brasil e deixou suas obras espalhadas pelas casas de amigos.

“Entre Nós e o Mundo” – Fabio Rodrigo (Brasil-SP, 2019, 17 min, 12 anos) – a partir de 8/03, às 15h00, até 14/03, às 19h59

Erika teve um de seus dois filhos, Theylor, de 16 anos, recentemente assassinado em uma abordagem policial e está preocupada com o outro, Nicolas, de 17. Ela está grávida. Medo, dor e felicidade se misturam demais na periferia da cidade de São Paulo.

selecionado para o Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo – Curta Kinoforum e para a Mostra de Cinema de Tiradentes

“Filhas de Lavadeiras” – Edileuza Penha de Souza (Brasil-DF, 2019, 22 min, 14 anos) – a partir de 8/03, às 15h00, até 14/03, às 19h59

Histórias de mulheres negras que, graças ao trabalho árduo de suas mães, puderam ir para a escola e refazer os caminhos trilhados por suas antecessoras. Suas memórias, alegrias e tristezas se fazem presentes como possibilidade de um novo destino, transformando o duro trabalho das lavadeiras em um espetáculo de vida e plenitude.

vencedor do prêmio de melhor curta-metragem brasileiro no É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários

“Finado Taquari” – Frico Guimarães (Brasil-SP, 2021, 23 min, 12 anos) – a partir de 7/03, às 19h00, até 14/03, às 19h59

O assoreamento do rio Taquari, no Mato Grosso do Sul, dificulta a navegação e circulação de famílias moradoras de uma região onde o rio é estrada. Everton e os tripulantes do “20 de Janeiro” são um dos poucos que se atrevem a subir o rio até o limite para entregar suplementos e proporcionar transporte na área afetada. A equipe do filme acompanhou a tripulação numa viagem pelo rio por dez dias vivenciando toda essa saga.

“Gilson” – Vitória Di Bonesso (Brasil-SP, 2020, 5 min, livre) – a partir de 7/03, às 19h00, até 14/03, às 19h59

A desigualdade social e concentração de renda são vistos através da trajetória de um entregador de aplicativo de delivery que precisa trabalhar durante a pandemia da covid-19.

vencedor do Prêmio Rede Sina de melhor curta-metragem com temática social no ROTA Festival de Roteiro Audiovisual; premiado na categoria Estética de Curta Internacional no Festival de Cinema em Balneário Camboriú; selecionado para o Primeiro Plano – Festival de Cinema de Juiz de Fora e Mercocidades e para a Mostra de Curtas-Metragens San Rafael en Corto (Ilhas Canárias)

“Inabitáveis” – Anderson Bardot (Brasil-ES, 2019, 25 min, 16 anos) – a partir de 7/03, às 19h00, até 14/03, às 19h59

Uma companhia contemporânea de dança está prestes a estrear seu mais novo espetáculo, que aborda como tema a homoafetividade negra. Paralelamente aos ensaios, o Coreógrafo constrói uma amizade com Pedro, um jovem menino negro que não se identifica como menino.

vencedor dos prêmios de melhor curta-metragem e melhor fotografia no For Rainbow – Festival de Cinema e Cultura da Diversidade Sexual e de Gênero; melhor roteiro, melhor interpretação, menção honrosa e Prêmio Canal Brasil no Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade; melhor direção de fotografia e melhor trilha sonora no Festival Santa Cruz de Cinema; selecionado para o Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo – Curta Kinoforum e para a Mostra de Cinema de Tiradentes

“Lora” – Mari Moraga (Brasil-SP/Portugal, 2020, 17 min, 14 anos) – a partir de 8/03, às 15h00, até 14/03, às 19h59

Na maior cidade do Brasil, Lora é uma mulher livre e plena de presença, que apresenta outra forma de pensar sobre pessoas em situação de rua.

vencedor do Prêmio TV Cultura no Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo – Curta Kinoforum; prêmio do público para curta-metragem documental no Encontro Nacional de Cinema e Vídeo dos Sertões; selecionado para o É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários

“Marimbás” – Vladimir Herzog (Brasil-RJ, 1962, 12 min, livre) – a partir de 7/03, às 19h00, até 14/03, às 19h59

Produzido no estilo do “cinéma vérité” (cinema verdade), o filme mostra a presença dos marimbás, intermediários entre a pesca e as sobras do produto, em oposição aos pescadores e aos banhistas cariocas do Posto 6, na praia de Copacabana. Único filme do jornalista Vladimir Herzog (1937-1975), a obra é resultado do curso de cinema ministrado pelo documentarista sueco Arne Sucksdorf no Brasil, em 1962.

“Mãtãnãg, a Encantada” – Shawara Maxakali e Charles Bicalho (Brasil-MG, 2019, 14 min, livre) – a partir de 8/03, às 15h00, até 14/03, às 19h59

A índia Mãtãnãg segue o espírito de seu marido, morto picado por uma cobra, até a aldeia dos mortos. Juntos eles superam os obstáculos que separam o mundo terreno do mundo espiritual. Falado em língua Maxakali e legendado, o filme se baseia em uma história tradicional do povo Maxakali.

vencedor de menção honrosa no Destaque ABCA – Associação Brasileira de Cinema de Animação para melhor animador(a) / Troféu O Kaiser no Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo – Curta Kinoforum; melhor animação no FestCurtas Fundaj; selecionado para o Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba

 
“Minha História é Outra” – Mariana Campos (Brasil-RJ, 2019, 22 min, 16 anos) – a partir de 8/03, às 15h00, até 10/03, às 14h59

O amor entre mulheres negras é mais que uma história de amor? Niázia, moradora do Morro da Otto, em Niterói (RJ), abre a sua casa para compartilhar as camadas mais importantes na busca por essa resposta. Já a estudante de direito Leilane nos apresenta os desafios e possibilidades de construir uma jornada de afeto com Camila.

selecionado para o Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba e para a Mostra de Cinema de Tiradentes

“Negrum3” – Diego Paulino (Brasil-SP, 2018, 22 min, 12 anos) – a partir de 7/03, às 19h00, até 14/03, às 19h59

Entre melanina e planetas longínquos, o filme propõe um mergulho na caminhada de jovens negros da cidade de São Paulo. Um ensaio sobre negritude, viadagem e aspirações espaciais dos filhos da diáspora.

vencedor do Shortcup World Film Festival; prêmio do público e Prêmio Canal Brasil na Mostra de Cinema de Tiradentes; prêmio da crítica no FestCurtasBH – Festival Internacional de Curtas-Metragens de Belo Horizonte; melhor curta-metragem documentário e melhor fotografia no Encontro de Cinema e Vídeo do Sertões; selecionado para o Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade e Festival Taquatinga de Cinema

“O Que Pode Um Corpo?” – Victor Di Marco e Márcio Picoli (Brasil-RS, 2020, 14 min, livre) – a partir de 7/03, às 19h00, até 14/03, às 19h59

Um bebê nasce, mas não chora. Um corpo grita e não é ouvido. As tintas que escorrem em um futuro prometido, não chegam em uma pessoa com deficiência. Victor faz de si a própria tela em um universo de pintores ausentes.

vencedor do prêmio de melhor direção e Prêmio SescTV no Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade; melhor direção no Festival Santa Cruz de Cinema; prêmio especial do Troféu “Borboleta de Ouro” no Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo – Curta Kinoforum; selecionado para o Festival de Gramado

“O Verbo Se Fez Carne” – Ziel Karapotó (Brasil-PE/Colômbia, 2019, 7 min, 14 anos) – a partir de 7/03, às 19h00, até 14/03, às 19h59

A invasão dos europeus em Abya Yala (sinônimo de América na língua do povo Kuna) nos deixou cicatrizes. Ziel Karapotó utiliza seu corpo para denunciar a imposição da língua do colonizador aos povos indígenas, uma face do projeto colonialista.

vencedor do Concurso Curta Ecofalante da Mostra Ecofalante de Cinema; selecionado para a Mostra de Cinema de Tiradentes e para o Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba

“Paradoxos” – Vitor Blotta e Fabrício Bonni (Brasil-SP, 2020, 27 min, 14 anos) – a partir de 7/03, às 19h00, até 14/03, às 19h59

Documentário sobre os 30 anos do Núcleo de Estudos da Violência na trajetória da redemocratização. Trata-se de um centro de apoio à pesquisa científica voltada para a discussão de temas relacionados à violência, democracia e Direitos Humanos fundado em 1987 e situado na Universidade de São Paulo.

“Perifericu” – Nay Mendl, Rosa Caldeira, Stheffany Fernanda e Vita Pereira (Brasil-SP, 2020, 20 min, 16 anos) – a partir de 7/03, às 19h00 – a partir de 7/03, às 19h00, até 14/03, às 19h59

Luz e Denise cresceram em meio às adversidades de ser LGBT no extremo sul da cidade de São Paulo. Entre o vogue e as poesias, do louvor ao acesso à cidade. Os sonhos e as incertezas da juventude inundam suas existências.

vencedor do prêmio de melhor filme da mostra competitiva brasileira e menção honrosa do Troféu “Borboleta de Ouro” no Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo – Curta Kinoforum; melhor curta-metragem no ARCHcine – Festival Internacional de Cinema de Arquitetura; melhor curta-metragem de ficção no Festival de San José (Costa Rica); prêmio João Neri (para produções que abordam essencialmente a militância LGBT e o reflexo dessa atuação na vida das pessoas) no For Rainbow – Festival de Cinema e Cultura da Diversidade Sexual e de Gênero; melhor filme no Festival Santa Cruz de Cinema

“Ruivaldo, O Homem Que Salvou a Terra” – Jorge Bodansky e João Farkas (Brasil-MS, 2019, 45 min, 12 anos) – a partir de 7/03, às 19h00, até 14/03, às 19h59

Fazendeiro no Pantanal do Mato Grosso, Ruivaldo Nery de Andrade ganhou destaque como um soldado na linha de frente da batalha pela proteção do meio ambiente. Acompanhando o dia a dia de esforços para sobreviver de Ruivaldo, o documentário aborda as consequências do assoreamento do rio Taquari.

selecionado para a Mostra Ecofalante de Cinema

“Tuã Ingugu (Olhos D’Água)” – Daniela Thomas (Brasil-RJ/Itália/Suíça, 2019, 11 min, livre) Produção: Syndrome Films, coprodução: Sesc São Paulo; o curta integra o Projeto Interdependence (uma iniciativa da ONG – Art For The World) – a partir de 7/03, às 19h00, até 14/03, às 19h59

Na cosmogonia dos Kalapalo, etnia que vive no parque indígena do Xingú, a água é tão antiga quanto os humanos e é a fonte da vida. É dali que vem todo o sustento dos originários, seu alimento, sua bebida, seu banho, sua alegria. A ideia de usar a água como lixeira, de envenenar a água é uma distopia. No filme, o cacique Faremá – da aldeia Caramujo, nas margens do rio Kuluene – conta sobre o nascimento da água e nos adverte sobre as consequências de desrespeitá-la.

selecionado para o Festival do Rio, Mostra Ecofalante de Cinema e para o Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo – Curta Kinoforum

MAM Rio transmite Festival Corpos da Terra

Após passar pela Caixa Cultural do Rio de Janeiro e pelo Espaço Front, o Festival Corpos da Terra chega a sua terceira edição, desta vez totalmente on-line, entre os dias 5 e 14 de março, com exibições gratuitas no canal do Vimeo do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio) (@mamrio) durante todo o período do evento. 

O projeto realizado pela Lúdica Produções com patrocínio da Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa (SECEC), por intermédio da Lei Aldir Blanc, conta com a curadoria da jornalista, produtora e roteirista Renata Tupinambá, que selecionou 12 curtas-metragens e quatro longas, a maioria deles dirigidos por mulheres indígenas. Em destaque “Equilíbrio” (2020), da cineasta Olinda Muniz Silva Wanderley, que com um olhar sensível mostra problemas ambientais e uma crítica ao antropoceno. Já “Fôlego Vivo” (2021), da Associação dos Cariris do Poço de Dantas, apresenta uma realidade indígena cultural que desconstrói estereótipos. O curta “Kunhangue – Universo de um Novo Mundo” (2020), de Graciela Guarani, e o longa “Yãmĩyhex: As Mulheres-Espírito” (2019), de Isael Maxakali e Sueli Maxakali, foram aclamados em diversas mostras brasileiras, entre elas o Festival do Filme Documentário e Etnográfico de Belo Horizonte (forumdoc.bh) e a Mostra de Cinema de Tiradentes. 

Além dos filmes, o festival vai promover ao vivo, sempre às 19h, no corposdaterra.com.br, uma série de debates mediados pela curadora Renata Tupinambá e pelo antropólogo Idjahure Kadiwel: “Protagonistas na pedagogia da mãe terra”, com Yakuy Tupinambá (BA), Juma Xipaya (PA), Avelin Bunicá Kambiwá (MG) e Daiara Tukano (DF), na sexta-feira, dia 5; “Decolonização do corpo, arte e moda”, com Dayana Molina (RJ) e Sallisa Rosa (GO), no sábado, dia 6; “Cinematografia indígena feminina”, com Olinda Muniz Tupinambá (BA), Graciela Guarani (PE) e Lian Gaia (RJ), no domingo, dia 7; “Uma conversa sobre arte”, com Uyra Sodoma (AM) e Juão Nÿn (SP), na quinta-feira, dia 11; “Territórios e direitos originários”, com Arassari Pataxó (BA) e Tereza Arapium (PA), na sexta-feira, dia 12; e “Música contemporânea e etnotransmídia nas redes”, com Katu Mirim (SP) e Kaê Guajajara (MA), no sábado, dia 13. 

Fechando a programação no domingo, dia 14, às 16h, o site do Festival Corpos da Terra vai transmitir sets da DJ e curadora Renata Tupinambá, além de shows com a cantora e compositora Kaê Guajajara e a rapper Katu Mirim. Tanto os debates como as apresentações musicais serão interativas, e o público poderá fazer perguntas e comentários através do facebook (@corposdaterra) do evento. 

“Preparamos para essa terceira edição uma programação valorizando a pluralidade brasileira indígena de diferentes regiões e contextos. O público vai poder conhecer esses vários Brasis invisíveis em um panorama contemporâneo. Mostraremos a energia feminina matriarcal com destaque para realizadoras e lideranças mulheres, além de um feminino que todos possuem além dos gêneros, como filhos e corpos da natureza”, comenta a curadora Renata Tupinambá. 

A identidade visual desta terceira edição do Corpos da Terra foi desenvolvida pelo artista Denilson Baniwa, que buscou refletir sobre a cosmologia indígena, onde tudo está conectado ao corpo do planeta. Em 2019, Baniwa foi indicado ao Prêmio Pipa, a principal premiação de arte contemporânea do Brasil, sendo vencedor na categoria on-line. O ilustrador coleciona oito exposições individuais, além de participações em mais de 30 coletivas e cinco internacionais. 

Mais informações sobre o Festival Corpos da Terra podem ser obtidas através do site  corposdaterra.com.br.

SERVIÇO:  

Festival Corpos da Terra 

Data: 5 a 14 de março

Local da exibição dos filmes: Vimeo do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio) 

Local dos debates e shows: corposdaterra.com.br  

Horário dos debates: 19h 

Horários dos shows: 16h, 17h e 18h30

Ingresso: Gratuito

Informações: corposdaterra.com.br / facebook.com/corposdaterra / instagram.com/corposdaterra  

PROGRAMAÇÃO:

FILMES

Sessão 1 

Jeroky Gwasu – Grande Canto (2021), de Michele Perito Concianza, Brasil, 12 min, Digital, Livre.

Teko Haxy – ser imperfeita (2018), de Patrícia Ferreira Pará Yxapy e Sophia Pinheiro, Brasil, 40 min, Digital, Livre.

Mãtãnãg, a Encantada (2019), de Shawara Maxakali e Charles Bicalho, Brasil, 14 min, Digital, Livre.

Sessão 2 

Equilíbrio (2020), de Olinda Muniz Silva Wanderley, Brasil, 11 min, Digital, Livre.

Kunhangue – Universo de um Novo Mundo (2020), de Graciela Guarani, Brasil, 20 min, Digital, Livre.

Yãmĩyhex: As Mulheres-Espírito (2019), de Isael Maxakali e Sueli Maxakali, Brasil, 76 min, Digital, 12 anos.

Sessão 3

Yarang Mamin (2019), de Kamatxi Ikpeng, Brasil, 21 min, Digital, Livre.

Opy’i Regua (2019), de Júlia Gimenes e Sérgio Guidoux, Brasil, 20 min, Digital, Livre.

Mitos Indígenas em Travessia (2019), de Julia Vellutini e Wesley Rodrigues, Brasil, 21

min, Digital, Livre.

Mandayaki e Takino (2020), de Yariato e Dadiwa Juruna, Brasil, 10 min, Digital, Livre.

Sessão 4

Fôlego Vivo (2021), de Associação dos Índios Cariris do Poço do Dantas, Brasil, 28 min, Digital, Livre.

O último sonho (2019), de Alberto Alvares, Brasil, 60 min, Digital, 12 anos.

Sessão 5

Ka’a zar ukyze wà – Os donos da floresta em perigo (2019), de Flay Guajajara, Edivan dos Santos Guajajara e Erisvan Bone Guajajara, Brasil, 14 min, Digital, 14 anos.

Nũhũ yãgmũ yõg hãm: essa terra é nossa! (2020), Isael Maxakali, Sueli Maxakali,

Carolina Canguçu e Roberto Romero, Brasil, 70 min, Digital, Livre

Sessão 6

Apiyemiyekî? (2020), de Ana Vaz, Brasil, 27 min, Digital, Livre. 

O índio cor de rosa contra a fera invisível: a peleja de Noel Nutels (2019), de Tiago Carvalho, Brasil, 80 min, Digital, 12 anos.

DEBATES

Sexta-feira, dia 5 de março 

19h – Protagonistas na pedagogia da mãe terra, com Yakuy Tupinambá (BA), Juma Xipaya (PA), Avelin Bunicá Kambiwá (MG), Daiara Tukano (DF) e mediação de Renata Tupinambá 

Sábado, dia 6 de março 

19h – Decolonização do corpo, arte e moda, com Dayana Molina (RJ), Sallisa Rosa (GO) e mediação de Idjahure Kadiwel

Domingo, dia 7 de março 

19h – Cinematografia indígena feminina, com Olinda Muniz Tupinambá (BA), Graciela Guarani (PE), Lian Gaia (RJ) e mediação de Renata Tupinambá

Quinta-feira, dia 11 de março 

19h – Uma conversa sobre arte, com Uyra Sodoma (AM), Juão Nÿn (SP) e mediação de Renata Tupinambá

Sexta-feira, dia 12 de março 

19h – Territórios e direitos originários, com Arassari Pataxó (BA), Tereza Arapium (PA) e mediação de Idjahure Kadiwel

Sábado, dia 13 de março 

19h – Música contemporânea e etnotransmídia nas redes, com Katu Mirim (SP), Kaê Guajajara (MA) e mediação de Renata Tupinambá

APRESENTAÇÕES MUSICAIS 

Domingo, dia 14 de março 

16h – DJ Renata Tupinambá

17h – Kaê Guajajara

18h30 – Katu Mirim

Memórias Póstumas de Brás Cubas

Após temporadas de sucesso de crítica e público no formato presencial em São Paulo, o ator Marcos Damigo faz uma temporada online e gratuita do solo cômico-musical Memórias Póstumas de Brás Cubas, na página do Facebook @memoriaspostumasmusical dias 18 e 19 de março (quinta e sexta-feira), às 14h e 20 a 28 de março (aos sábados e domingos), às 20h.

O espetáculo teve indicação dos Prêmios APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) e Aplauso Brasil, como Melhor Ator, em 2017, para Marcos Damigo. O texto, adaptado pela diretora Regina Galdino e interpretado por Damigo, destaca a trajetória do anti-herói Brás Cubas, símbolo do homem burguês, sem escrúpulos e sem ética, um comportamento oportunista que persiste no Brasil atual.

Essas transmissões do espetáculo foram viabilizadas através da Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc (Lei 14.017/20 do Governo Federal), através do PROAC (Programa de Ação Cultural) do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa.

O MUSICAL

Brás Cubas, o “defunto autor”, é um aristocrata medíocre, mas mesmo assim consegue, através do riso e da sedução, conquistar a empatia do público. Ele pertence a uma elite aventureira, dividida entre o desejo liberal e a prática escravocrata. A montagem traz uma visão moderna do romance baseada na carnavalização, salientando seu aspecto cômico-fantástico. A encenação realiza uma “conversa” entre quatro artes: o teatro, a literatura, a dança e a música, estas duas últimas especialmente ligadas à alma e à cultura brasileira.

Marcos Damigo vive um Brás Cubas bem-humorado, irreverente, egoísta e amoral. Com uma narrativa não linear e fiel à obra original, o personagem dialoga com a plateia, canta, dança, discorre sobre seus envolvimentos amorosos e episódios de sua vida enquanto passeia pelas agruras da sociedade de seu tempo.

O monólogo traz à tona toda a atualidade do livro de Machado de Assis, oferecendo ao público um olhar agudo sobre a sociedade brasileira do século XIX. A equipe conta com profissionais já conhecidos da cena paulistana: Damigo, que protagonizou Dom Casmurro em outra peça adaptada de Machado de Assis; o diretor musical e arranjador Pedro Paulo Bogossian; Mário Manga, que assina a música original; e Fábio Namatame na criação do figurino. Regina Galdino assinou e dirigiu, em 1998, uma montagem desta mesma adaptação da obra do célebre escritor carioca que repete a parceria de sucesso com Manga, Bogossian e Namatame. Interpretado por Cassio Scapin, o espetáculo recebeu vários prêmios e elogios da crítica.

“O espetáculo respeita e valoriza ao extremo as palavras de Machado, e Marcos Damigo reafirma talento. Surpreende como um bom interlocutor para a mensagem da obra-prima, publicada em 1881, e a confirma como assustadoramente atual. (…) O desafio superado por Damigo só se tornou ainda maior e, em uma composição que apresenta Brás Cubas como misto de clown e fantasma, o intérprete valoriza o trabalho corporal em uma linha cínica que conversa plenamente com os tipos da sociedade dos nossos tempos. ”

Dirceu Alves Jr., jornalista e crítico de teatro da Veja São Paulo.

FICHA TÉCNICA

Texto: Machado de Assis

Elenco: Marcos Damigo

Direção e Adaptação de Texto: Regina Galdino

Música Original: Mário Manga

Direção Musical, Arranjos e Trilha Sonora: Pedro Paulo Bogossian

Figurino: Fábio Namatame

Coreografia: Marcos Damigo

Consultoria de Movimento: Roberto Alencar

Iluminação e Cenografia: Regina Galdino

Execução Cenográfica: Luis Rossi

Fotos: Alex Silva Jr

Realização: Oasis Empreendimentos Artísticos

SERVIÇO

Memórias Póstumas de Brás Cubas

Gratuito | no Facebook @memoriaspostumasmusical

Duração: 85 min Classificação etária: 14 anos Gênero: Comédia musical

Dias 18 e 19 de março de 2021

Quinta e sexta-feira, às 14h

Dias 21, 22 e 27, 28 de março de 2021

Sábados e domingos, às 20h

Após cada sessão será aberto um camarim virtual para conversar com o ator.

La Botella – Bar a vin em Ipanema completa 21 anos

Localizado em Ipanema, o wine-bar chega a sua maioridade com algumas novidades. O local ganhou mais espaço e mesas, além de uma varanda agradável na frente da loja. “Tivemos que fazer algumas adaptações devido às normas sanitárias, mas que no fim ficaram ótimas e os clientes adoraram”, afirma Guilhermo Enrique, proprietário da loja.

O La Botella conta com quase mil rótulos de bebidas e quase 600 de vinhos do mundo todo com preços para agradar a todos os bolsos. Além dos vinhos, a casa também comercializa acessórios para bebidas, tais como decantes, taças, abridores, rolhas de vácuo, termômetros para adega e baldes.

Lá o sommelier Gilmar Barcelos, formado pela ABS do Rio, garante o bom serviço, com boas taças, decantes e todo o aparato necessário para os apaixonados pelo Baco.

Boas novas também no cardápio

O cliente pode saborear aperitivos como queijos e frios, além de iguarias como sanduíches, saladas, pratos quentes, sobremesas e um cardápio executivo de bistrô alterado semanalmente na hora do almoço, sempre com novidades.

Em comemoração aos 21 anos da casa, que tem um cardápio inspirado na tradicional gastronomia alemã,

pratos tradicionais que fazem sucesso desde sua inauguração permaneceram e muitas saborosas novidades foram acrescentadas, como os Triângulos crocantes de costela c/Gruyère – R$ 38,00 (massa crocante de wonton, recheada com costela, gruyère e agrião, servida com molho de pimenta à parte), a Salada de Frango com Mel – R$35,00 (alface crespa, alface americana, gomos de laranja, finas fatias de peito de frango laqueado no mel), assim como o Risoto de Quinoa Peruana – R$49,00 (risoto de quinoa com bifinhos de filet mignon, recheados de alho poro e manteiga de limão siciliano) e o Filet aperitivo La Botella – R$49,00 (filet mignon fatiado, tomate, cebola roxa, pimentão e molho especial da casa), ambos inspirados na gastronomia peruana e preparados com especiarias Andina.

Há também a opção de encomendas personalizadas, que podem levar frios, queijos, wraps e pequenos sanduíches para festas, que servem duas ou mais pessoas.

Outra novidade de aniversário é o lançamento do La Botella Club, um clube exclusivo de vantagens para os clientes da casa cadastrados que recebem um cartão vip e com ele tem acesso a descontos, novidades, brindes, promoções e muito mais.

SERVIÇOS

La Botella fica na Rua Paul Redfern, 72 – Ipanema – Rio de Janeiro – RJ – Tel. (21)2512-8614

Funciona de segunda a sábado das 10h às 00h. Aceita todos os cartões de débito e crédito.

Cartas para Gonzaguinha – Em Concerto

Esta semana, o Teatro Riachuelo Rio recebe em seu palco o show “Cartas para Gonzaguinha – Em Concerto”, que faz uma breve passagem pelo ano de 1981, ainda sob um regime ditatorial e diante de uma grave crise econômica no Brasil. Na história que será contada por um talentoso elenco em transmissões online entre os dias 04 e 07 de março (qui-sáb: 20 / dom: 19h), trabalhadores de uma fábrica lutam por melhores condições de vida e emprego, e mandam cartas para Gonzaguinha respondendo à pergunta “O que é a vida?”, com a promessa de contribuírem para a letra da música que se tornou, posteriormente, um dos maiores sucessos de toda a sua carreira e um marco na luta por direitos. Os profissionais relembram conflitos vividos durante os últimos anos da ditadura no Brasil, interpretando outras canções do cantor e compositor.

Serviço:

Cartas para Gonzaguinha – Em concerto (Live)

Datas: De 04 a 07 de Março, quinta a sábado às 20h e domingo às 19h 
Transmissão pela plataforma do Teatro Riachuelo

Vendas Online: https://site.bileto.sympla.com.br/teatroriachuelorio/ 

Valor: R$ 10,00

Classificação: 14 anos
 Duração: 90m

Instalação tecnológica propõe reflexão sobre a interação com diferentes ambientes e contextos

Uma experiência capaz de despertar reflexões sobre a maneira como as pessoas interagem com o micro e o macro, em diferentes ambientes e contextos. Assim é “im.fusion”, instalação tecnológica e interativa, que chega ao MAC Niterói, na sexta-feira, dia 5 de março de 2021. As visitas seguem protocolos das autoridades sanitárias no combate à pandemia e podem ser feitas de terça-feira a domingo, das 10h às 18h.

Do micro ao macro, três cenários são explorados por “im.fusion”. A experiência começa pelo ‘contato’ com moléculas, depois segue para a diversidade de uma floresta e, por fim, explora a imensidão do universo. Em 12 minutos, os visitantes estão imersos em formas coloridas, interagindo por meio de sensores com projeções plenas de efeitos especiais – gráficos e sonoros. A tecnologia utilizada não requer contato físico.

Tudo acontece em uma sala escura, com 5,7 metros de largura, 4 metros de altura, e 10,4 metros de profundidade. Câmeras e sensores captam a movimentação das pessoas que passam a interferir casualmente nas exibições. Trata-se de uma metáfora da interação do Homem com a natureza.

“Estamos muito animados por receber a Im.Fusion no MAC como a primeira atividade dentro do Museu desde o início da pandemia. A mostra une arte e tecnologia, caminho que pretendemos seguir ao longo do ano”, afirma Victor De Wolf, Diretor do MAC Niterói.

“O desenvolvimento de novas tecnologias e as conquistas científicas têm impactado a forma como nos relacionamos com a natureza. Ao mesmo tempo que manipulamos formas diminutas, como vírus e bactérias, exploramos imensidões como a Lua ou Marte. Essas relações inspiraram a criação de im.fusion ”, conta Felipe Reif, um dos idealizadores da experiência, criada por mais de dez pessoas entre Brasil, Chile e Estados Unidos.

Sem contato

Para respeitar o distanciamento social, imposto pela pandemia, apenas seis pessoas são admitidas por sessão. Uma cortina de tecido, com tratamento antibacteriano, e equipamentos de filtragem do ar também são parte dos cuidados. Desde o princípio, a instalação previa a interação do público sem necessidade de contato físico num trajeto de sentido único para os visitantes, impedindo o retorno ao início.

“Diante da pandemia, essas características foram essenciais para a escolha do projeto, que é produzido pela Dellarte e co-realizado pela BM Produções”, aponta Steffen Dauelsberg, diretor executivo da Dellarte.

Para a visitação no MAC foram estabelecidos protocolos para preservar a saúde dos visitantes, funcionários e demais colaboradores do espaço. São obrigatórios o uso de máscara, cobrindo nariz e boca, aferição da temperatura na entrada do Museu, uso de álcool em gel para higiene das mãos e distanciamento de dois metros.

Terceira etapa

Esta é a terceira cidade que recebe a instalação. im.fusion. Estreou no Rio de Janeiro, em dezembro, e depois seguiu para Belo Horizonte. “Temos observado que as pessoas se divertem e se sentem seguras com as medidas adotadas”, afirma Byron Mendes, da BM Produções.

‘im.fusion’ é apresentada pelo Ministério do Turismo e Lei Estadual de Incentivo à Cultura – Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado Rio de Janeiro. Tem patrocínio Master da Enel Distribuição Rio e patrocínio da Youse, com apoio da On Projeções. Criada pela Deeplab Project e realizada pela Dellarte Soluções Culturais, permanece no MAC até 28 de março.

SERVIÇO

Im.Fusion

Data: de 5 a 28 de março de 2021

Local: MAC Niterói

Endereço: Mirante da Boa Viagem, sem número

Visitação: de terça a domingo, das 10h às 18h

A bilheteria fecha 15 minutos antes

Ingressos: R$ 12 (inteira). Estudantes, professores e pessoas acima de 60 anos pagam meia (R$ 6). Entrada gratuita para estudantes da rede pública (ensino médio), crianças de até 7 anos, portadores de necessidades especiais, moradores ou nascidos em Niterói (com apresentação do comprovante de residência) e visitantes de bicicleta. Na quarta-feira, a entrada é gratuita para todos.

Venda na bilheteria do MAC ou on-line no site da Sympla. No dia do evento, levar o ingresso impresso ou dispositivo móvel (celular, tablet), com o ingresso visível na tela para que possa ser efetuada a leitura do QR Code para validação da entrada.

Informações: (21) 2722-1543 | mac@macniteroi.com.br | | facebook.com/macniteroi.oficial

CONTATOS:

Rafael Henrique Sousa

Diretor de Comunicação Social

Secretaria Municipal das Culturas / Fundação de Arte de Niterói

Tel: (21) 99835-3171

E-mail: rafaelhsousa@gmail.com

Focus Cia de Dança lança “Corações em Espera.doc”

Em CORAÇÕES EM ESPERA.doc, documentário da Focus Cia de Dança, o público poderá conferir todo processo de ensaios e bastidores vivenciados pela companhia durante as 17 semanas da temporada do espetáculo “CORAÇÕES EM ESPERA”, a mais nova criação do grupo, que foi exibida ao vivo, através de streaming, pelo YouTube, entre 05 de julho a 25 de outubro. Na ocasião, o público comprava seus ingressos e recebiam um link personalizado. O documentário, que traz ainda importantes depoimentos de muitos dos participantes do projeto, será disponibilizado de forma aberta e gratuita, através do canal no YouTube (www.youtube.com/focusciadedanca), a partir do dia 06 de março, às 18h.

Em meio à pandemia, a Focus Cia de Dança buscou modos de dar continuidade ao seu trabalho, adequando-se e utilizando-se do formato virtual de reuniões, onde aconteceram encontros diários de aulas, conversas e ensaios. Pouco a pouco, os bailarinos foram se familiarizando com a possibilidade de uma nova criação artística nesta configuração virtual, se adaptando e aproveitando do novo que aparecia, lidando com limites e ainda rasos conhecimentos das ferramentas disponíveis no momento. A ideia de documentar este intenso processo surge da vontade de perpetuar esse momento singular do mundo, das artes e da dança, que mesmo sendo feita virtualmente, aconteceu em tempo real e com características totalmente efêmeras como: elenco se apresentado simultaneamente (mesmo cada um em suas casas e muitos em cidades distintas), edição em tempo real, dificuldades com qualidade de internet, música chegando na casa dos intérpretes com delay, acidentes ou intervenção espontâneas de familiares, bebês, animais de estimação e inúmeras pessoas que habitavam as casas naquele momento, que também pertenciam a vida e ao espaço de cada integrante, que se tornaram parte da obra. A cada dia era um novo passeio real através do veículo virtual do streaming.

Durante o espetáculo, o público entra em contato com uma inventividade baseada na readaptação do espaço/tempo, e na valorização de algo que é efêmero, um momento presente, que se torna especial e único por estar acontecendo no “agora”. É através das janelas dos celulares, computadores e smart tvs, que o espectador encontra o cenário principal da encenação: o lar, que guarda as memórias e intimidades, ali também ressignificado, e que abriga o corpo, que é uma verdadeira casa. As portas, embora podendo ser abertas, ainda estão fechadas e, pelas janelas, vemos ruas vazias. Vemos um mundo realmente em espera, reconstrução e ressignificação.

O público também se depara e se identifica com questões literais como ausência e solidão; alegria e esperança; e a oportunidade do autoconhecimento.

“CORAÇÕES EM ESPERA significou um respiro quando não parecia se ter ar, a resiliência se concretizou e pudemos transformar um momento tão árido em uma obra tão fértil, que não só emocionou quem a fez, mas quem a assistiu. Afinal a arte alimenta o público e o artista. Certamente sairemos desse momento mais fortes e certos de que a união faz a diferença e que a arte é essencial para a saúde do mundo”, afirma Alex Neoral.

Serviço

Data de lançamento: 06 de março, às 18h

Local: canal da Focus Cia de Dança no YouTube

www.youtube.com/focusciadedanca 

Duração: 70 minutos

Acesso gratuito

Equipe CORAÇÕES EM ESPERA.doc

Direção artística e coreografia ALEX NEORAL

Direção de produção TATIANA GARCIAS

Roteiro ALEX NEORAL, JOSÉ VILLAÇA e MARINA TEIXEIRA

Edição JOSÉ VILLAÇA

Criado e dançado originalmente com CAROLINA DE SÁ, COSME GREGORY, JOSÉ VILLAÇA, MARCIO JAHÚ, MARINA TEIXEIRA, MONISE MARQUES e ROBERTA BUSSONI, com participações especiais de companhias, diretores e bailarinos convidados

Equipe espetáculo CORAÇÕES EM ESPERA

Direção artística e coreografia ALEX NEORAL

Direção de produção TATIANA GARCIAS

Pesquisa e execução de streaming JOSÉ VILLAÇA

Figurino ROBERTA BUSSONI

Criado e dançado com CAROLINA DE SÁ, COSME GREGORY, JOSÉ VILLAÇA, MARCIO JAHÚ, MARINA TEIXEIRA, MONISE MARQUES e ROBERTA BUSSONI

Link teaser: https://vimeo.com/511957051/7ca78f7cd3

Link Fotos: https://drive.google.com/drive/folders/17P0UR7nYuPtmCqItKtB0Db6n8pYvY3QU?usp=sharing

Sozinho no Sotão lança clipe de “Quero Festa”

Sozinho no Sótão transcende e transborda no single e clipe “QUERO FESTA”. O título solar não entrega o lado sombrio e metafórico do vídeo, estrelado pelos atores Eduardo Gorck e Luíza Reolon. Circulando por uma Brasília desértica, eles se encontram no que têm de comum: um sangue que brota dos poros, mancha as roupas e colore tudo de vermelho. 

Assista a “QUERO FESTA”:  https://youtu.be/DsmF7pXRePI 

Ouça “QUERO FESTA”: https://ditto.fm/quero-festa

Este é o último single e clipe do EP de estreia de Sozinho no Sótão, projeto musical brasiliense que mescla vertentes do rock e do metal, da PC music e do trap, do pop e do experimental em faixas cantadas em português – uma combinação ainda pouco explorada. Depois de “ACHO Q VC VAI GOSTAR”, “OH MDS FAZ ISSO PARAR” e “E EU BEBO MAIS”, “QUERO FESTA” traz um novo caminho para o projeto – mas não com menos peso.

Assista ao clipe “OH MDS FAZ ISSO PARAR”: https://youtu.be/m7R0Jutfblw

Assista ao clipe “ACHO Q VC VAI GOSTAR”: https://youtu.be/lBf3HOesWUE 

Assista ao clipe “E EU BEBO MAIS”: https://youtu.be/-RlyMH_bUxA

“Essa música, na minha visão, é a que mais representa o projeto como um todo, com um clipe bem simbólico e metafórico. Ela fala sobre achar reconhecer seus problemas e buscar soluções rápidas para a dor, um processo muito intenso, assim como a sonoridade da música, com toques de modernidade”, revela o artista.

O clipe usa uma metáfora para dar forma à perda, e traduz o desejo de escapismo em um “dia de fúria”, com um personagem dando vazão a tudo o que o atormenta.

“Após um doloroso término, o protagonista encontra-se preso em um pesadelo. A dor que há em seu peito projeta-se para fora, e se torna uma ferida com a qual ele não consegue lidar”, entrega o diretor Danyel Galvão

Sozinho no Sótão é um trabalho solo autoral que surgiu durante uma transição entre bandas e a busca por uma identidade sonora como artista. Após uma série de vídeos no YouTube e versões, o músico se uniu ao produtor Ricardo Ponte (vencedor do Grammy Latino pelo álbum “Éter”, da banda Scalene), responsável também por gravar, mixar e masterizar as quatro faixas do EP de estreia.

Após os três primeiros singles, “QUERO FESTA” completa o trabalho e já está disponível nas plataformas de música.

Assista a “QUERO FESTA”: https://youtu.be/DsmF7pXRePI 

Ouça “QUERO FESTA”: https://ditto.fm/quero-festa

Ficha técnica

Direção e Roteiro: Danyel Galvão

Fotografia: Leonardo Hladczuk

Direção de arte: Luli

Produção: sozinho no sótão

Montagem e Edição: Enzo Correia

Elenco

Ele: Eduardo Gorck

Ela: Luíza Reolon

Agradecimentos especiais: Pedro Tristão, Matheus Luiz, Henrique Vyleno, Jonas Damasceno

Steve McQueen – The King of Cool

De 3 de março a 5 de abril, o Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro apresenta a mostra Steve McQueen – The king of cool, que abaliza a trajetória de um dos principais fenômenos da indústria cinematográfica de todos os tempos, influenciando uma leva de atores e também artistas da música e da animação, e que comemoraria 91 anos (dia 24 de março) – a mostra seria inicialmente em 2020 para celebrar os 90 anos do ator, mas por conta da pandemia não ocorreu. Sob curadoria do jornalista, crítico e diretor de cinema Mario Abbade e produção da BLG Entretenimento, a mostra exibirá 29 produções, entre filmes e documentários, sobre o astro. Além da filmografia, apresentada em sessões presenciais no formato digital, haverá também na programação atividades on-line como debate, aula magna, palestra, lives e sessões com recursos de acessibilidade (audiodescrição, legenda descritiva e interpretação em libras).  E ainda um plus: playlist no app spotify com as músicas dos filmes estrelados por McQueen. Todas as sessões presenciais, as atividades on-line e o o acesso aos filmes com acessibilidade serão gratuitos. A mostra ainda passa pelos CCBBs Brasília e São Paulo, o projeto é patrocinado pelo Banco do Brasil. 

Apelidado de ‘The king of cool’ (em português seria algo como ‘rei dos descolados’), Steve McQueen (04/03/1930 – 07/11/1980) é lembrado por seus personagens icônicos e seu estilo único. O ator ficou marcado por papéis de anti-heróis no cinema, como o ladrão de luxo Thomas Crown, o policial Frank Bullitt e o jogador de poker Cincinnati Kid. Desta forma, virou uma espécie de símbolo da contracultura nos Estados Unidos, em oposição aos mocinhos tradicionais do cinema. O talento de McQueen, porém, não se limitava a atuar: ele foi um grande ícone da moda masculina que influenciou milhões de homens ao longo de décadas. 

Realizar uma mostra que reunirá os 26 filmes estrelados por McQueen – com direito a 3 documentários sobre sua vida e obra – é proporcionar ao público carioca a chance de (re)ver, analisar e discutir a importância de Steve McQueen e seu estilo de atuação para o cinema e outras artes. Entre os filmes que serão exibidos estão ‘Sete homens e um destino’, ‘Fugindo do Inferno’, ‘Crown, o magnífico’, ‘Bullit’, ‘Papillon’, ‘Inferno da torre’, entre outros petardos. Os documentários ‘Steve McQueen’ (Steve McQueen: Man on the edge), de Gene Feldman, ‘Eu sou Steve Mcqueen’ (I am Steve Mcqueen), de Jeff Renfroe, e ‘Steve McQueen: A essência do formidável’ (Steve McQueen: The essence of cool), de Mimi Freedman estão na programação. A importância da mostra se mede não só pelo grande público fã de McQueen no mundo, mas também admiradores de cinema em geral, haja vista que o ator foi dirigido por importantes cineastas como Robert Wise, Sam Peckinpah, Peter Yates, Norman Jewison, John Sturges, Don Siegel, entre outros. 

Segundo o curador, a mostra Steve McQueen – The king of cool serve tanto ao estudo da arte cênica quanto à análise de um fenômeno da cultura. “O ator faz parte de uma linhagem de nomes que constituem marcos da arte dramática, e é preciso que a sua filmografia seja observada e analisada sob essa perspectiva”, avalia Mário Abbade. Nomes do cinema como Colin Farrell, Kevin Costner, Pierce Brosnan e Bruce Willis o apontam como herói e inspiração para se tornarem atores. A lista de citações sobre McQueen vai longe: inclui longa de Tarantino e muitos outros filmes, livros, a animação “Os Simpsons” e o seriado “House”. O ator foi citado em listas de importantes revistas como a Premiere e a Empire como uma das maiores estrelas do cinema de todos os tempos. “McQueen era um ícone tão forte que se sentiu à vontade para dizer não a diretores como Coppola, Spielberg e Milos Forman, recusando convites milionários e papéis com que outros profissionais sonhavam, como os de Apocalypse Now e Um estranho no ninho”, diz Abbade.

O reflexo da influência de Steve McQueen na cultura também pode ser medido no mundo da música. Os Rolling Stones falam dele em “Star star”. Sheryl Crow compôs a canção “Steve McQueen” homenageando o ator. Outra letra em tributo ao king of cool, que também leva seu nome, é a da banda Drive-By Truckers, que anuncia o que ele significou para muita gente: “Quando eu era menino, eu queria crescer para ser Steve McQueen”, diz a letra. McQueen também é citado em músicas de artistas consagrados como Leonard Cohen, R.E.M., Beastie Boys, Blur, Boy George e Elton John, entre muitos outros, e deu nome a um disco da banda Prefab Sprout. 

ATIVIDADES EXTRAS 

Proporcionar ao público uma maior proximidade com o ícone Steve McQueen é uma das premissas da mostra que terá as seguintes atividades extras de forma virtual: Debate sobre a vida e a obra do homenageado; aula magna com o tema “Steve McQueen – O Arquétipo do Anti-Herói de Poucas Palavras”, com o curador Mario Abbade e o ator Eriberto Leão; palestra “A narrativa cinematográfica em imagens – O que está por trás de cada cena”; e a exibição de dois filmes com recursos de acessibilidade: audiodescrição, legenda descritiva e interpretação em Libras, com acesso gratuito pela plataforma Wurlak.com.  A programação contará também com lives mediadas por Abbade e playlist com as trilhas sonoras dos filmes estrelados por McQueen.

LIVES

Dia 03/03, às 19h, com a crítica de cinema Ana Carolina Garcia

Dia 17/03, às 19h, com o crítico de cinema Ricardo Largman

Todas as Lives serão mediadas pelo curador Mario Abbade e irão acontecer no perfil @blgentretenimento no Instagram.

DEBATE: STEVE MCQUEEN, VIDA E OBRA

Dia 20/03, às 19h, no canal da BLG Entretenimento no Youtube

Com os críticos de cinema Ana Rodrigues e Ricardo Cota 

Mediação do curador Mario Abbade.

PALESTRA: A NARRATIVA CINEMATOGRÁFICA EM IMAGENS – O QUE ESTÁ POR TRÁS DE CADA CENA

Dia 06/03, às 14h, com o curador Mario Abbade.

Inscrições gratuitas na plataforma Sympla, com transmissão via Zoom. Vagas limitadas. Duração 60 minutos. Aos participantes será oferecido certificado. 

A palestra pretende mostrar a importância da imagem desde clássicos do cinema até filmes mais herméticos, até porque alguns cineastas escolhem não desenvolver a trama por meio de diálogos, e sim por imagens e mise-en-scéne (expressão francesa que está relacionada com encenação ou o posicionamento de uma cena), deixando espectador menos atento em dúvida sobre o que está acontecendo na narrativa.

AULA MAGNA: STEVE MCQUEEN – O ARQUÉTIPO DO ANTI-HERÓI DE POUCAS PALAVRAS

Dia 20/03, às 14h.

Inscrições gratuitas na plataforma Sympla, com transmissão via Zoom. Vagas limitadas. Duração 120 minutos. Aos participantes será oferecido certificado.

A atividade, ministrada pelo curador Mario Abbade em parceria com o ator Eriberto Leão, tem como proposta abordar os diferentes métodos de interpretação. Por meio de exercícios teóricos e práticos, o aluno poderá descobrir e vivenciar essas escolas de pensamento sobre a arte de atuar.

FILMES COM RECURSOS DE ACESSIBILIDADE: A BOLHA ASSASSINA E FUGINDO DO INFERNO

Dia 24/03, às 13h.  Os filmes ficarão disponíveis para visualização até as 23h59 do dia 30/03.

“A bolha assassina”, primeiro trabalho de Steve McQueen no cinema, e “Fugindo do inferno”, um dos filmes mais famosos do ator, serão programados na plataforma de streaming Wurlak.com com os 3 recursos de acessibilidade juntos: Interpretação em Libras, Legenda Descritiva e Audiodescrição. O acesso é gratuito.

Os interessados deverão se cadastrar, sem custo, para poder conferir os filmes. 

OBS.: Aqueles que optarem por assistir via smartphone ou tablet, o recomendado é que faça download do aplicativo do serviço de streaming, que está disponível nas versões para IOS e Android.

SOBRE A REABERTURA DO CCBB 

O Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro funciona de quarta a segunda (só fecha nas terças) de 9h às 18h.  

O CCBB RJ está adaptado às novas medidas de segurança sanitária: entrada apenas com agendamento on line, controle da quantidade de pessoas no prédio, fluxo único de circulação, medição de temperatura, uso obrigatório de máscara, disponibilização de álcool gel e sinalizadores no piso para o distanciamento. No cinema a capacidade foi reduzida para 1\3, com higienização completa antes de cada apresentação/sessão, além do distanciamento de 2 metros entre as poltronas.  

A bilheteria presencial está proibida, todos os ingressos serão disponibilizados no site eventim.com.br 

Serviço:

Mostra Steve McQueen – The king of cool 

Local: Centro Cultural Banco do Brasil – Cinema I

Endereço: Rua Primeiro de Março, 66 – Centro – 20010-000 / Rio de Janeiro (RJ)

(21) 3808-2007 | ccbbrio@bb.com.br

Funcionamento: de quarta a segunda, das 9h às 21h.

Datas: De 3 de março a 5 de abril de 2021

Horários: consultar programação

Entrada Gratuita 

Lotação: 49 lugares

Todos os ingressos serão disponibilizados no site eventim.com.br

Classificação: 14 anos 

Acesso para pessoas com deficiência: Sim

Patrocínio: Banco do Brasil

Realização: CCBB

Programação completa: http://www.bb.com.br/portalbb

INFORMAÇÕES AO PÚBLICO

SITE: www.bb.com.bra

Twitter: twitter.com/CCBB_RJ

Facebook: http://www.facebook.com/CCBB .RJ

ccbbrio@bb.com.br

Assessoria de Imprensa da mostra:

Alexandre Aquino: – (21) 98842-3199

imprensa.alexandreaquino@gmail.com 

Assessoria de imprensa CCBB

Bianca Mello – (21) 38082326

biancamello@bb.com.br

PROGRAMAÇÃO: 

Steve McQueen – Rio de Janeiro 03 de março a 5 de abril

03/03 – quarta-feira

14h30 A bolha assassina (The blob). 91 min

17h30 O canhoneiro do Yang-Tsé (The Sand Pebbles). 182 min

19h Live com Mario Abbade e Ana Carolina Garcia

04/03 – quinta-feira

14h30 A máquina do amor (The honeymoon machine). 87 min 

17h30 Império de gangster (Never love a stranger). 91 min

05/03 – sexta-feira

14h30 O grande roubo de St. Louis (The great St. Louis Bank robbery). 89 min

17h30 Inferno na torre (The towering inferno). 165 min

06/03 – sábado

14h Palestra: A narrativa cinematográfica em imagens – O que está por trás de cada cena. 60 min

15h Steve McQueen  (Steve McQueen: Man on the edge). 60 min

17h30 Tom Horn, O cowboy (Tom Horn). 98 min

07/03 – domingo

15h00 O inferno é para os heróis (Hell is for heroes) 90 min

17h30 O amante da guerra (The war lover). 105 min

08/03 – segunda-feira

14h30 O preço do prazer (Love with the proper stranger) 102 min

17h30 A mesa do diabo (The Cincinnati kid). 102 min

10/03 – quarta-feira

14h30 O gênio do mal (Baby the rain must fall). 100 min.

17h30 Nevada Smith. 128 min

11/03 – quinta-feira

14h30 As 24 horas de Le Mans. 106 min

17h30 Papillon. 151 min

12/03– sexta-feira

14h30 O inimigo do povo (An enemy of the people). 103 min

17h30 Os implacáveis (The getaway). 123 min

13/03 – sábado

15h Eu sou Steve McQueen (I am Steve McQueen). 90 min

17h30 Caçador implacável (The hunter). 97 min

14/03 – domingo

15h Quanto vale um homem (Soldier in the rain). 88 min

17h30 Crown, o magnífico (The Thomas Crown affair). 102 min

15/03 – segunda-feira

14h30 Dez segundos de perigo (Junior Bonner). 100 min

17h30 Quando explodem as paixões (Never so few). 125 min.

17/03 – quarta-feira

14h30 O grande roubo de St. Louis (The great St. Louis Bank robbery. 89 min.

17h30  Fugindo do inferno (The great escape). 172 min.

19h Live com Mario Abbade e Ricardo Largman

18/03 – quinta-feira

15h00 A bolha assassina (The blob). 91 min.

17h30 Inferno na torre (The towering inferno). 165 min

19/03 – sexta-feira

15h00 Império de gangster (Never love a stranger). 91 min

17h30 Sete homens e um destino (The magnificent seven), de John Sturges (EUA, 1960). 128 min

20/03 – sábado

14h Aula magna: Steve McQueen – O arquétipo do anti-herói de poucas palavras 120 min

15h30 A máquina do amor (The honeymoon machine. 87 min

17h40 O canhoneiro do Yang-Tsé (The Sand Pebbles). 182 min

19h Debate Steve McQueen, vida e obra

21/03 – domingo

14h30 O preço do prazer (Love with the proper stranger) 102 min.

17h30 Bullitt. 114 min

22/03 – segunda-feira

15h Quanto vale um homem (Soldier in the rain). 88 min

17h30 O inferno é para os heróis (Hell is for heroes. 90 min.

24/03 – quarta-feira 

13h A bolha assassina e Fugindo do Inferno na plataforma Wurlak.com. (inserir os 3 símbolos de acessibilidade: legenda descritiva, interpretação em Libras e audiodescrição)

14h30 A mesa do diabo (The Cincinnati kid). 102 min.

17h30 Os implacáveis (The getaway). 123 min

25/03 – quinta-feira

14h30 Tom Horn, O cowboy (Tom Horn). 98 min.

17h30 Nevada Smith. 128 min.

26/03 – sexta-feira

14h30 O amante da guerra (The war lover). 105 min.

17h30 Crown, o magnífico (The Thomas Crown affair). 102 min

27/03 – sábado

15h Steve McQueen: A essência do formidável (Steve McQueen: The essence of cool). 87 min

17h30 Os rebeldes (The reivers). 107 min

28/03 – domingo

14h30 As 24 horas de Le Mans. 106 min

17h30 O inimigo do povo (An enemy of the people). 103 min

29/03 – segunda-feira

14h30 Tom Horn, O cowboy (Tom Horn). 98 min.

17h30 Caçador implacável (The hunter), de Buzz Kulik (EUA, 1980). 97 min.

31/03 – quarta-feira

17h30 Sete homens e um destino (The magnificent seven). 128 min

01/04 – quinta-feira

17h30 Os rebeldes (The reivers). 107 min


02/04 – sexta-feira

17h30 Bullitt. 114 min

03/04 – sábado

17h30 O gênio do mal (Baby the rain must fall). 100 min.

04/04 – domingo

17h30 Dez segundos de perigo (Junior Bonner). 100 min

05/04 – segunda-feira

17h30 Papillon. 151 min

Beethoven Fest na Cidade das Artes

Dando continuidade às comemorações pelos 250 anos de nascimento do célebre compositor Ludwig van Beethoven,completados em 2020, a Orquestra Rio Sinfônica apresenta o Beethoven Fest, uma série de concertos a preços populares, nos sábados de março, na Grande Sala da Cidade das Artes. À frente da recém-criada Orquestra Rio Sinfônica e idealizador do Beethoven Fest, o pianista Nivaldo Tavares tem o intuito de proporcionar um mergulho na obra do mestre alemão, (re)apresentando suas obras mais populares ao público em concertos dinâmicos. Devido ao período de isolamento social, a capacidade da sala, originalmente de 1.234 lugares, receberá 617 espectadores (50% da lotação). O Beethoven Fest tem patrocínio do Ministério do Turismo e da Innospec.

“Beethoven revolucionou a música e deixou um legado que até hoje influencia compositores dos mais diversos estilos. Sua obra transcende o clássico e alcança pessoas que talvez nunca cheguem a saber quem ele foi”, conta Nivaldo, solista dos dois primeiros concertos do Beethoven Fest. “Sua música é ouvida no cotidiano, como Für Elise, por exemplo, nas esperas de telemarketing e caminhões de gás. Já a introdução da Sinfonia Nº 5 remete a filmes de suspense, enquanto Ode à Alegria, amomentos vitoriosos nos esportes. No cinema, estão em trilhas sonoras, como Laranja Mecânica e Duro de Matar”, exemplifica.

No concerto de abertura, em 6 de março, a Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro se apresenta com o solista Nivaldo Tavares ao piano, sob a regência de Mario Barcelos. No programa, estão o Concerto para Piano No. 1, Op. 15 e a Sinfonia No. 1, em Dó Maior, Op. 21. No segundo concerto, em 13 de março, sob a regência do português Osvaldo Ferreira, diretor da Filarmônica de Lisboa, a Orquestra Rio Sinfônica e o solista Nivaldo Tavares executam o Concerto para Piano No. 5, Op. 73, “Imperador”, e a Sinfonia No. 6, em Fá Maior, Op. 68, “Pastoral”. No dia 20, a Rio Sinfônica recebe o pianista Eduardo Monteiro,com regência de Tobias Volkmann. No programa estãoo Concerto para Piano No. 3, Op. 37 e a Sinfonia No.7, em Lá Maior, Op. 92.

Fechando a programação, em 27 de março, sobem ao palco, junto com a Rio Sinfônica, a pianista argentina Karin Lechner, a violinista paulistana Ana de Oliveira, spalla da Orquestra Sinfônica Nacional da UFF, e o violoncelista gaúcho Hugo Pilger, spalla do naipe na Orquestra Petrobras Sinfônica; sob a regência de Mario Barcelos. No programa, o Concerto Tríplice, em Dó Maior, Op. 56 e a Sinfonia No.5, em Dó Menor, Op. 67

ORQUESTRA RIO SINFÔNICA

Formada por importantes músicos do cenário nacional, a Orquestra Rio Sinfônica foi criada em 2020 com o objetivo de ampliar a plateia de música clássica, apresentando concertos mais enxutos com repertório familiar ao grande público. Pode se apresentar em formação sinfônica e camerística abrangendo programação clássica e contemporânea.

“Queremos quebrar esse tabu de que a música clássica é algo elitista e inacessível. Ir a um concerto pode ser tão simples quanto ir ao sambódromo e, na maioria dos casos, até mais em conta”, defende Nivaldo Tavares, que escolheu Beethoven para começar essa missão justamente pela popularidade do compositor alemão. 

A Rio Sinfônica fez sua estreia em fevereiro de 2020, na Cidade das Artes, na primeira edição do Beethoven Fest, pouco antes do começo da pandemia do novo coronavírus. As apresentações e ensaios tiveram que ser suspensos e retomaram no final do ano passado, respeitando às medidas de distanciamento social. Mais informações: Facebook @riosinfonica | Instagram: @rio_sinfonica.

LUDWIG VAN BEETHOVEN

Ludwig van Beethoven nasceu em 17 de dezembro de 1770, na cidade de Bonn, na Alemanha. Filho de um tenor da corte, Beethoven começou cedo sua relação com a música, através do pai, que o submetia a horas de estudo no piano. Começou a se apresentar aos sete anos. Aos dez anos, já dominava a obra completa de Bach.

Com 21 anos, Beethoven se mudou definitivamente para Viena, na Áustria, cidade onde se tornou um respeitado compositor. Aos 26 anos, os primeiros sintomas da surdez que o acompanhou por toda vida se manifestaram. Entretanto, o problema de saúde não o impediu de criar suas mais famosas obras.

Aos 44 anos, Beethoven viu toda a música de sua vida ser substituída pelo mais absoluto silêncio. O compositor perdeu completamente a habilidade de escutar nessa idade, passando a se comunicar por meio de pequenos cadernos. Mas foi incapaz de abandonar a música. Apesar da redução na quantidade de suas composições, aumentou a qualidade de sua produção. Foi neste período que compôs três de suas obras mais famosas: o Quarteto para Cordas (Opus 131), a 9ª Sinfonia e a Missa Solene.

Beethoven morreu em 26 de março de 1827. Não há certeza da causa da morte do compositor. Algumas versões apontam que ele morreu por problemas relacionados ao consumo de álcool. Outras apontam para morte por envenenamento com anuência de seu médico. Em suas últimas palavras, ele teria dito “aplaudam, amigos, a comédia terminou”. Verdade ou não, a despedida de Beethoven, em Viena, teve um público de cerca de 20 mil pessoas que aplaudiram uma trajetória que não acabou com a sua morte.

Fonte: Agência Brasil.

PROGRAMAÇÃO BEETHOVEN FEST

06/03 – 19h

Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro

Nivaldo Tavares, piano

Mario Barcelos, regência

Programa:

Concerto para Piano No. 1, Op. 15

Sinfonia No. 1, em Dó Maior, Op. 21

13/03 – 19h

Orquestra Rio Sinfônica

Nivaldo Tavares, piano

Osvaldo Ferreira, regência

Programa:

Concerto para Piano No. 5, Op. 73, “Imperador”

Sinfonia No. 6, em Fá Maior, Op. 68, “Pastoral”

20/03 – 19h

Orquestra Rio Sinfônica

Eduardo Monteiro, piano

Tobias Volkmann, regência

Programa:

Concerto para Piano No. 3 Op. 37

Sinfonia No.7, em Lá Maior, Op. 92

27/03 –19h

Orquestra Rio Sinfônica

Karin Lechner, piano

Ana Maria Oliveira, violino

Hugo Pilger, cello

Mario Barcelos, regência

Programa:

Concerto Tríplice, em Dó Maior, Op. 56

Sinfonia No.5, em Dó Menor, Op. 67 

BEETHOVEN FEST

Concertos: sábados de março – dias 6, 13, 20 e 27/3, às 19h.

Local: Cidade das Artes | Grande Sala – Av. das Américas 5300, Barra da Tijuca. Tel.: (21) 3325-0102.

Ingressos: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia-entrada).

Bilheteria: de terça a domingo, das 10h às 18h.

Venda online: www.sympla.com.br

Lotação: 617 lugares

Classificação indicativa: livre.

Informações: Instagram @beethoven.fest | Facebook @festivalbeethoven

“A Árvore” on-line no Teatro FAAP

Atriz familiarizada com as linguagens do teatro, cinema e televisão, Alessandra Negrini decidiu, junto com os criativos de seu mais novo trabalho, o híbrido A ÁRVORE, transformar a inquietação em arte e pensar em coisas além da pandemia. Criada durante o isolamento social, a obra de ficção poética estreia dia 26 de fevereiro para 24 apresentações na plataforma digital Tudus de sexta a domingo, integrando a programação online do Teatro FAAP. Produção de Alessandra Negrini e Gabriel Fontes Paiva, texto de Silvia Gomez, criação e roteirização de Ester Laccava, que assina direção com João Wainer. De 26 de fev a 18 de abril, sextas e sábados às 20h e domingos às 19h.

Em seu primeiro solo e segunda produção (a primeira foi Uísque e Vergonha),  Negrini encarna a personagem que, progressivamente, vê seu corpo passar por uma metamorfose e se transformar em uma estrutura vegetal. A atriz enxerga várias camadas dramatúrgicas na história de A, mulher que faz uma espécie de relato de viagem da própria transformação, reinventando assim um estado de espírito. “A Árvore é um relato. Um relato de amor. A personagem A nos conta a sua história, a sua aventura mais íntima e nos oferece o testemunho de ver o seu corpo se transformando em algo outro. As angústias a as alegrias dessa viagem viram palavras e imagens potentes que ela mesma cria. É uma escrita performática, um filme, uma página, uma peça, uma narrativa dessa metáfora de virar algo que não é mais si mesmo. A ideia de virar uma árvore lhe parece bela e necessária e não ha mais como escapar”, elabora Negrini.

Alessandra Negrini costuma brincar dizendo que A Árvore é “a peça que nasceu filme, um produto muito interessante, um produto da pandemia.” Antes da obra estrear, Alessandra pode ser vista no streaming na nova série da Netflix, Cidade Invisível, que mistura thriller e folclore, em oito episódios. Para dar corpo ao trabalho em A Árvore, a atriz uniu-se a Gabriel Fontes Paiva para produzir e ambos aguardaram a escrita do texto proposto por Silvia Gomez, a partir de uma pesquisa da autora – Prêmios APCA e Aplauso Brasil de melhor dramaturgia em 2015 por & ldqu o;Mantenha fora do alcance do bebê” – sobre anomalias, metamorfoses, estranhamentos e delírios, tema de texto anterior escrito para o Centro de Pesquisa Teatral (CPT) em 2019.

Para a direção, Alessandra havia convidado Ester Laccava, com quem trabalhara em Uísque e Vergonha (direção de Nelson Baskerville, 2019)“Conhecia o gênio criativo de Ester, sabia que estaria em boas mãos. Aí veio a pandemia. Ficamos com o projeto parado e Ester topou fazer a peça online.” Um artista nunca vai deixar de se expressar. A pandemia nos obrigou a seguir caminhos fora do planejado e do que estamos acostumados. Isso irá refletir nas pesquisas dos criadores. Foi muito bom trabalhar em novas linguagens e com artistas de outras áreas”, comenta o produtor Gabriel Fontes Paiva

Da biologia à literatura fantástica

O primeiro monólogo da Silvia Gomez, trata de um movimento vertical da personagem, uma mulher que, após uma grande perda, vê seu corpo transformar-se em uma estrutura vegetal. Uma das inspirações de Silvia Gomez veio na forma de imagem. “Um dia, regando uma planta na estante, vi um fio do meu cabelo preso a ela. Pedi para meu filho fotografar e transformei o episódio em textos. Nesta peça, ele disparou a cena da metamorfose, elaborando a sensação de certa forma delirante (ou não, rs) de ter sido agarrada por aquela planta, como se ela tivesse algo a dizer.” Ao sopro da ideia, juntou-se a pesquisa em livros como “Revolu&c cedi l;ão das plantas”, do biólogo Stefano Mancuso. Para Silvia, a peça pergunta sobre nossa relação de amor e ruínas com esta casa, o planeta. “O Mancuso fala sobre como precisamos adotar a metáfora das plantas para pensar nosso futuro coletivo. E talvez tentar sentir como árvore, pensar como árvore e agir como árvore seja uma forma de buscar novas perguntas – e respostas – para essa relação”.

Admiradora do fantástico, conta que tenta fazer com esta peça um agradecimento à literatura fantástica, ao teatro do absurdo e a outras escritas vertiginosas, fontes de formação e alimentação artística, entre elas nomes como Kafka, Murilo Rubião, Ionesco, Clarice Lispector e Silvina Ocampo. “As personagens que escrevo são essas que, de repente, olham para a realidade, mas não cabem mais nela, adentrando então um espaço de delírio que, para mim, é na verdade, extr ema lucidez. Justamente como o real sempre me pareceu – e agora terrivelmente mais – delirante”, completa Silvia Gomez, indicada ao Prêmio Shell de dramaturgia em 2019 por “Neste mundo louco, nesta noite brilhante”. 

Serra da Mantiqueira, um teatro e Centro de São Paulo

Durante os primeiros quatro meses de ensaio, Ester Laccava concebeu, ainda sozinha, a encenação para a câmera, e debruçou-se sobre a criação e a roteirização, e os outros quatro meses seguintes, regeu toda a equipe criativa para a realização e finalização do trabalho. “Fico impressionadíssima com a imaginação da Ester”, elogia Alessandra, ressaltando o trabalho da encenadora. “O processo começou já numa fotossíntese imediata dentro de mim, revendo filmes com outro olhar, já não de espectadora. Foram oito meses intensos de trabalho, sabendo que não poderia ter Tim Burton como referência (risos), e que o teatro viria como origem de tudo, mas não como manifestação re al nesse momento. Deixei meus cavalos soltos para correr nessas duas vias (teatro/cinema) e busquei revelar em imagens, intensões, conexões, fluxos de narrativa, inserções metafóricas, a transformação de um ser humano ao se dar conta que é só no espelho da mãe natureza que nós humanos podemos fazer ainda algum sentido neste planeta”, detalha Ester.  Como numa peça, foram levantados cenário e figurino, além de Ester fazer questão de usar um teatro como locação, o da FAAP, desafiando ainda mais esse híbrido. As externas foram captadas na mata da Serra da Mantiqueira e nas ruas do Centro de São Paulo.

Direção a quatro mãos

Como a intenção não era fazer uma peça filmada, seria fundamental ter o olhar de um diretor de cinema. Assim entrou na equipe criativa João Wainer, “um profissional em quem confio, um artista brilhante, também com sua genialidade.” A partir daí, Ester e João trabalharam juntos na direção. “João Wainer chega para ser o “através” entre encenação e plateia, pois é por meio da câmera que poderemos ter mais público nesse momento, o público seguro em suas casas. Pela primeira vez criei pensando na câmera como moldura da cena, enquadramento detalhado daquilo que entende s er o mais importante para o espectador olhar”, diz Ester, 39 anos de carreira, indicada a Melhor Atriz para o prêmio APCA 2019 por Ossada e indicada ao Shell de Melhor Atriz por A Festa de Abigaiú.

João Wainer conta que entrou no processo como um tradutor para a linguagem do cinema do que estava sendo concebido para o teatro. “Elas me explicavam o que tinham imaginado para a cena e eu apresentava soluções para funcionar na tela do cinema. A parte conceitual, a construção das cenas, foi toda feita nos ensaios pela Ester”, afirma João. O cineasta acredita na qualidade de um produto dirigido a quatro mãos. “Eu e Ester viemos de experiências diferentes e, ao mesmo tempo, absolutamente complementares. Dirigir a quatro mãos é um aprendizado muito interessante,” diz ele, que fez seu primeiro longa de ficção 4X4, com Chay Suede, Mariana Lima e Alexandre Nero, e está na segunda te mporada da série documental sobre o PCC, Primeiro Cartel da Capital.

Para roteiro

Espetáculo – A ÁrvoreIdealização e interpretação – Alessandra Negrini. Texto de Sílvia GomezCriação e roteirização – Ester Laccava.  Direção – Ester Laccava e João Wainer. Direção de Produção – Gabriel Fontes Paiva. Realização: Fontes Realizações Art ísticasProdutores Associados: Alessandra Negrini e Gabriel Fontes Paiva. Assessoria de Imprensa – M. Fernanda Teixeira (Arteplural). Na programação online do Teatro FAAP pela plataforma Tudus. Ingressos – R$30,00.  Duração – 70 min. Classificação etária – 14 anos. Em plataforma digital no Teatro FAAP http://www.teatrofaap.com.br na plataforma da Tudus. http://www.tudus.com.br

De 26 de fev a 18 de abril, sextas e sábados às 20h e domingos às 19h.

Inscrições abertas para o Festival Digital Curta Campos do Jordão

Estão abertas as inscrições para o Festival Digital Curta Campos do Jordão até o dia 25 de fevereiro de 2021. Produzido pela Associação Cultural Cineclube Araucária, o FDCCJ acontecerá de modo totalmente virtual com Mostras Competitivas de Curtas-Metragens, entre os dias 21 e 28 de abril, além de sessões especiais e Oficinas de Produção Audiovisual.

Curtametragistas de todo o território nacional, interessados em inscrever seus filmes, devem acessar o site do evento, www.festivaldigitalcurtacj.com.br, onde estão disponíveis as informações: datas, regulamento, formulário de inscrição, condições para participação e detalhes da premiação.

Além do troféu, todos os vencedores receberão prêmios em dinheiro da ordem de R$ 3.000,00 como estímulo para o incremento da produção audiovisual brasileira com qualidade técnica e artística. No total, a premiação atingirá a casa dos R$ 30.000,00. Um dos destaques do festival é o Prêmio Regional para o Melhor Curta produzido na Mantiqueira, Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo, tanto para os eleitos pelo Júri Oficial quanto pelo Júri Popular.

Júri Popular – por votação online – vai escolher o Melhor Curta Nacional e o Melhor Curta Regional. O Júri Oficial também vai eleger o Melhor Curta Regional e aindaserá responsável pela premiação dos melhores curtas nacionais nas categorias: FicçãoDocumentárioAnimaçãoExperimentalInfantil, além da Melhor Direção e Melhor Roteiro Original.

A programação completa do FDCCJ prevê uma Sessão Especial para as pessoas atendidas pela APAE de Campos do Jordão e a realização de Oficinas de Formação na área do audiovisual (grátis e online), abertas a todos os interessados, ministradas por renomados profissionais brasileiros, como o cineasta Jeferson De, a roteirista e produtora Cristiane Arenas e o diretor e professor de cinema Ralph Friedericks.

A partir da sede da Associação Cultural Cineclube Araucária que, em março de 2021, completa 10 anos de atividades ininterruptas em Campos do Jordão e Região, o Festival Digital Curta Campos do Jordão – FDCCJ acontece graças a recursos provenientes da aplicação da Lei Federal 14.017 de 29 de junho de 2020 – Lei Aldir Blanc – por ser uma das propostas selecionadas pelo Programa de Ação Cultural da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo – Edital ProAC Expresso LAB 40/2020 – para ser produzida pelo Cineclube Araucária em março / abril de 2021, com o apoio da Prefeitura de Campos do Jordão (SP), através de sua Secretaria de Valorização da Cultura, e do Convention Bureau de Campos do Jordão e Região.

O Cineclube Araucária

No dia 26 de março de 2011, no restaurante Sabor da Província, em Campos do Jordão, SP, aconteceu a Assembleia de Fundação do Cineclube Araucária. Nos 10 anos que se seguiram, o Cineclube promoveu diversas atividades e projetos lincando o cinema com outras artes: Mostras Temáticas de Cinema, CineMúsica, Cine Literatura, exposições, lançamentos de filmes, oficinas profissionalizantes, encontros, palestras, workshops, produção de dezenas de curtas metragens, Festival Curta Campos do Jordão (seis edições) e Cinema Peregrino (este último, criado em 2019 para exibir gratuitamente os filmes vencedores do FCCJ nas associações de bairros da periferia da cidade e em outros municípios da região). Em 2020, por conta da pandemia que se espalhou pelo planeta, foi instituído o programa Cineclube Online que disponibiliza clássicos da filmografia universal pelo YouTube em sessões gratuitas seguidas de debates também online. Em 2021, o Festival Digital Curta Campos do Jordão vem para celebrar os 10 anos de existência da Associação Cultural Cineclube Araucária de Campos do Jordão.

Barba Ruiva lança “Praia” via Caravela/Warner

A banda carioca Barba Ruiva sente saudade de ir tranquilamente para a orla. E a nostalgia é tanta, que eles sentem falta até dos lados ruins e da confusão de um litoral superlotado. Isso é apresentado no clipe “Praia”. Gravado um pouco antes do impacto da pandemia, o vídeo ficou guardado esperando dias melhores e, com a esperança da vacina, o registro bem humorado e irônico vira uma meta para o ano que começou. O lançamento chega como um single lançado pelo selo Caravela e a Warner e disponível em todas as plataformas de streaming.

Assista ao clipe “Praia”: https://youtu.be/AEa4PV7pcj0 

Ouça o single: https://lnk.to/Praia 

O moderno e o vintage, intensidade e leveza se encontram no som do power-trio Barba Ruiva. Melodias e arranjos cheios de texturas revelam inspirações que vão do jazz ao psicodélico, do indie ao samba, do rock n’ roll ao blues. Composta por Rafael Figueira (lead vocal e guitarra), Leonardo de Castro (baixo e voz) e Aline Vivas (bateria e voz), a banda marca presença nos palcos do Rio de Janeiro desde meados dos anos 2000, quando os músicos retornaram ao Brasil após uma longa residência nos Estados Unidos. Desde então, os integrantes atuam como compositores, escritores, atores e realizadores culturais. Com o lançamento de seu primeiro disco no fim de 2017, o trio buscou sedimentar seu lugar na cena independente. “Praia” surgiu pela primeira vez neste trabalho.

“‘Praia’ é a primeira parceria minha com o Rafael gravada pelo Barba Ruiva. É uma celebração da natureza e ao mesmo tempo uma exposição dos problemas que passamos numa cidade como o Rio de Janeiro. Com muito humor, a gente escracha a vida real como ela é”, conta Aline Vivas.

Produzido pela BERRO INC., o vídeo buscou ir além do descrito na letra e trouxe inspirações nas alegrias e tristezas que marcam um dia de caos na praia. Curiosamente, a banda passou por um perrengue digno do que a própria música conta. “No fim do dia de filmagem, fomos ‘contemplados’ com o furto dos nossos estimados instrumentos, de dentro de um carro, em Copacabana. Não, isto não é ficção. Aconteceu mesmo”, relata Leonardo.

Com esperança de dias melhores, saudade do mar e dos instrumentos que ganharam seu último registro, “Praia” está disponível em todas as plataformas de música digital via Caravela e Warner Music Brasil.

Assista ao clipe “Praia”: https://youtu.be/AEa4PV7pcj0 

Ouça o single: https://lnk.to/Praia 

Ficha Técnica:

Letra: Rafael Figueira

Música: Rafael Figueira e Aline Vivas

Câmera, Design, Direção, Finalização e Still – Mendes Öjwlio

Edição, Figurino e Roteiro – Priscila Martinho

Produção Executiva – Barba Ruiva, Caravela e BERRO INC.

Colaboradores – Alexandre da Caipirinha de Copa, Dudu Oliveira, Igor Keller, Milene Venter, Erika Yamada

Figurantes – Maya Rocha Silva, Juan Vivas de Castro, Luisa Vivas Cotta, Kaio Anthonio Silva de Souza, Mirella Beatriz Araújo Lima, Ian Yamada Ichihara e Alexandre da Caipirinha de Copacabana

Letra:

Acordo cedo e saio com fome, procuro uma vaga por horas

Sento na areia suja, sou torrado pelo sol

Entro na água poluída, as crianças correm

E me jogam areia, os adultos andam e falam alto

Os vendedores gritam, a barraca voa

Eu corro e me sujo na areia

Entro na água poluída, me lavo pra ir embora

As crianças correm e me jogam areia

O trânsito permanece, e em casa não tem almoço

Eu tô cansado e com fome, mas o meu dia foi ótimo:

Eu fui à praia, eu fui à praia

Festival Viruosi leva concertos, palestras e oficinas de música clássica à casa dos brasileiros

Um dos festivais de música erudita mais importantes do Brasil, o XXIII FESTIVAL VIRTUOSI, capitaneado pela produtora e pianista Ana Lúcia Altino ganhou versão virtual, no Youtube, Facebook e Instagram do festival. Com data de início marcada para o dia 16 de março, o festival estreia o seu formato digital com uma maratona de apresentações de concertos gratuitos, dos principais nomes da música erudita mundial até o dia 28 de março. Doze concertos inéditos serão exibidos para os amantes da música clássica apreciarem de casa. Além disso, o festival também traz seis Palestras, cinco Masterclasses e o Virtuosi Diálogos Virtuais, para aqueles que desejam conhecer mais sobre um dos gêneros musicais mais antigos do mundo.

A abertura será com o bailarino Thiago Soares, um dos grandes destaques da programação, o carioca é professor, coreógrafo e ocupou a posição de primeiro bailarino do Royal Ballet de Londres.  Ao lado do músico Rafaell Altino (Viola), o artista apresentará para o público que acompanha de suas casas, uma coreografia inédita para a Chaconne de Bach, que será tocada por Rafaell.

O Meu Sangue Ferve Por Você – Nas Telas

Embalado por clássicos do cancioneiro brega, como “Alma Gêmea”, “Sandra Rosa Madalena”, “Garçom”, “Escrito nas Estrelas”, “Você Não Vale Nada, Mas Eu Gosto De Você” e “Evidências”, o espirituoso espetáculo O Meu Sangue Ferve Por Você volta ao cartaz, agora em temporada online, de 26 de fevereiro a 21 de março, com sessões gratuitas de sexta a domingo, às 20h.

Sucesso de público e crítica há mais de 10 anos, o musical estava em cartaz em março do ano passado e teve sua temporada interrompida devido à pandemia. Com roteiro de Pedro Henrique Lopes, direção de Diego Morais e direção musical de Tony Lucchesi, a comédia lotou os teatros por onde passou, ao contar a história de um quadrilátero amoroso que vive intensamente as alegrias e as dores do amor. Nas apresentações atuais, será exibida uma gravação do espetáculo feita no teatro, com opção de assistir também com audiodescrição e intérprete de libras. A nova temporada contará com lives com os atores, oficina sobre criação de projetos culturais e masterclass de humor. O projeto O Meu Sangue Ferve Por Você – Nas Telas tem patrocínio do Governo Federal, Governo do Estado do Rio de Janeiro e Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, através da Lei Aldir Blanc.

Em cena, os atores Ana Baird, Cristiana Pompeo, Pedro Henrique Lopes e Victor Maia dão vida a quatro personagens: a mocinha virgem, o canalha, a mulher da vida e o bom moço rejeitado, que cantam as alegrias e dores de viver um amor intensamente. Com o espírito das grandes chanchadas, a trama acompanha a inocente Creuza Paula e o cafajeste Elivandro, que vivem uma relação tranquila até a chegada do ex-namorado da moça, Fernando Sidnelson, que vai se meter na vida do casal. A amante de Elivandro, Sandra Rosa Madalena, completa o quarteto que vai passar por momentos românticos, desentendimentos e reconciliações. Uma mistura que faz o público torcer pelo canalha, ter raiva da mocinha e chorar de rir do início ao fim.

O repertório foi atualizado pelo autor Pedro Henrique Lopes e pelo diretor Diego Morais, que incluíram outras canções consagradas de décadas passadas e músicas mais atuais. “A gente tentava brincar só com as músicas do passado, mas as pessoas não se cansam de sofrer por amor e cantar sobre isso, então tivemos que atualizar o roteiro. E tem coisa mais brega e mais atual que dor de cotovelo?”, questiona Pedro.

A temporada contará também com duas “lives” com o elenco nas redes sociais do espetáculo, lembrando casos irreverentes dos 10 anos de história com o espetáculo; a Masterclass “A atriz e o humor”, com Ana Baird, que terá duração de 2 horas (80 vagas); e a Oficina de Criação de Projetos Culturais, com Pedro Henrique Lopes, com duração de 6 horas, em 2 dias (40 vagas).

Entre Entretenimento

A Entre é uma empresa de produção cultural e inovação em entretenimento fundada pelo diretor Diego Morais e pelo ator e dramaturgo Pedro Henrique Lopes. O objetivo da dupla é valorizar a cultura do nosso país através da criação e da viabilização de projetos inéditos e de alta qualidade artística que dialoguem com a história e as manifestações culturais do Brasil. Emoção, cultura, educação, história e momentos de extrema diversão estão na pauta dos projetos da empresa, assim como a criação de soluções culturais memoráveis para marcas, companhias e consumidores através de: comprometimento artístico-cultural; inovações em marketing; soluções transmidiáticas e envolvimento social. Saiba mais em www.entreentretenimento.com.br.

Ficha técnica:

Texto: Pedro Henrique Lopes

Narrações: Cristiana Pompeo

Direção: Diego Morais

Direção Musical: Tony Lucchesi

Elenco: Ana Baird (Sandra Rosa Madalena), Cristiana Pompeo (Creuza Paula), Pedro Henrique Lopes (Elivandro) e Victor Maia (Fernando Sidnelson).

Design de Luz: Pedro Henrique Lopes eLúcio Bragança Junior

Design de Som: Leonardo Carneiro e Bernardo Nadal

Cenário: Clivia Cohen

Figurinos: Clivia Cohen,Ana Baird e Cristiana Pompeo

Assessoria de Imprensa: Rachel Almeida (Racca Comunicação)

Produção e Realização: ENTRE Entretenimento

Patrocínio: Governo Federal, Governo do Estado do Rio de Janeiro e Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, através da Lei Aldir Blanc.

Serviço:

O Meu Sangue Ferve por Você – Nas Telas

Temporada: de 26 de fevereiro a 21 de março

Dias e horários: Sexta a domingo, às 20h

Ingressos: gratuitos, com retirada pelo Sympla: https://www.sympla.com.br/omeusangueferveporvoce

Duração: 75 minutos

Classificação: Livre

Lives: dias 25/02 e 18/03, às 20h no Instagram @omeusangueferveporvocee

Masterclass: “A atriz e o humor”, com Ana Baird (80 vagas): dia 28/03, 15h às 17h. Inscrições pelo link www.omeusangueferveporvoce.com.br

Oficina: Criação de Projetos Culturais, com Pedro Henrique Lopes (40 vagas): dias 23 e 25 de março, às 18h. Inscrições pelo link www.omeusangueferveporvoce.com.br

Zélia Duncan em live no sábado de carnaval

A cantora e compositora Zélia Duncan apresenta uma live, neste sábado (13/2), dentro da programação do Sesc Verão 2021, projeto do Sesc RJ que leva programações para praias do estado e que este ano está sendo realizado on-line por conta da pandemia. O show, com início às 19h, será transmitido pelo YouTube (/portalsescrio) da instituição.

No espetáculo, a artista apresentará sucessos dos seus 40 anos de carreira, incluindo do novo álbum (“Minha voz fica”), lançado este mês. Fazem parte do setlist “Beijos longos”, “Breve canção de sonho”, “Verbos sujeitos”, “Tudo sobre você”, “Pagu”, “Não vá ainda”, entre outros hits.

Confira a programação do Sesc Verão 2021 em www.sescrio.org.br e nos perfis do Sesc RJ e das suas unidades de Barra Mansa, Nova Friburgo, Campos e Niterói no Instagram.

SERVIÇO

Sesc Verão 2021

Live de Zélia Duncan – 13/02/2020 – 19h

YouTube Sesc RJ (/portalsescrio)

Classificação: Livre

O Carnaval do Monobloco

Esse ano não vai ser igual aquele que passou. A frase da tradicional marchinha carnavalesca nunca soou tão atual. Com o distanciamento social imposto pela pandemia, o Carnaval de rua vai ter que esperar – afinal, é tempo de redobrar os cuidados e protocolos de segurança. Mas se os foliões não podem ir às ruas, o Monobloco resolveu levar a alegria de seus desfiles para dentro de suas casas, para que todos brinquem de forma segura no Carnaval 2021. Vai ser um arrastão de alegria, com direito a muitos repetecos.

O Carnaval do Monobloco começa dia 9 e se despede no dia 13 de fevereiro, com um desfile virtual que acontecerá na plataforma Cidade Alta RP, o maior servidor brasileiro de GTA.

Terça-feira, dia 9, 10 vídeos inéditos estreiam no canal do Monobloco no YouTube, gravados de forma remota. Diretores e integrantes das baterias do Monobloco, além de convidados que participaram do Japão e de Portugal, gravaram temas que vinham sendo ensaiados nas oficinas de percussão do bloco, que seguiram acontecendo de forma remota durante a pandemia.

“Até para mantermos a conexão com os nossos batuqueiros e com o fazer musical, a gente adaptou emergencialmente as nossas oficinas para o formato online, pensando em construir alguns arranjos que desembocassem no carnaval virtual’, conta Celso Alvim, maestro das baterias e um dos fundadores do Monobloco. Não foi um processo fácil, mas Celso aplaude o desempenho dos alunos: “O presencial é uma parte muito forte do nosso trabalho, mas a galera se adaptou bem à distância. Escolhemos músicas para cima, otimistas, que façam a gente olhar para o futuro com otimismo, com uma energia bacana, que é o que a gente precisa neste momento”, conclui Alvim.

Um time poderoso de canários – apelido que se dá aos cantores do bloco – se reveza nos vocais dos videoclipes. São eles: Pedro Luis, Renato Biguli, Pedro Quental, João Biano, Mariá Pinkusfeld, Igor, Thais Macedo e Gui Valença, além de Cachaça na guitarra, Carlos Chaves nos cavacos e os batuqueiros de ouro do Monobloco, é claro.

E para ficar ainda melhor,no próximo dia 13, a partir das 20h30, o Monobloco vai animar foliões de todo o Brasil no primeiro carnaval gamer brasileiro. O evento acontecerá na plataforma Cidade Alta RP, o maior servidor brasileiro de GTA, que permite aos gamers interpretar personagens e vivenciar experiências sociais em diferentes ambientes virtuais. A plataforma contará ainda com trio elétrico, abadás, um circuito virtual de OOH, festa de abertura e encerramento, eventos, além da participação de 100 influenciadores que farão livestreaming nas principais plataformas de streaming para milhares de seguidores. A iniciativa do projeto é da Druid e da Outplay e conta com patrocínio de Trident e Engov.

A transmissão do desfile virtual do Monobloco também acontecerá nas mídias sociais do bloco, dando a chance para que gamers e não gamers possam aproveitar a festa, ao mesmo tempo.

Já os 10 vídeoclipes foram integralmente concebidos, produzidos e editados pela equipe do Monobloco. Confira o repertório:

NÃO DEIXE O SAMBA MORRER

SAMBA DE ARERÊ

MUITO OBRIGADO AXÉ

TÁ ESCRITO

TODA FORMA DE AMOR

DO SEU LADO

FESTA NO MORRÃO

PESCADOR DE ILUSÕES

FAVELA CHEGOU/EVOLUIU

SAIDEIRA

Mostra de cinema “De Portugal para o Mundo”

O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) propõe um olhar de conjunto sobre a produção do cinema português na última década, que vem obtendo enorme êxito internacional. Com curadoria de Pedro Henrique Ferreira, a mostra “De Portugal para o mundo” traz ao público brasileiro uma seleção de 28 filmes, entre longas e curtas-metragens, dos mais aclamados cineastas lusitanos contemporâneos. A estreia é dia 3 de fevereiro, no CCBB Rio de Janeiro, com o premiado “Vitalina Varela”, de Pedro Costa, inédito no circuito comercial do Brasil. A mostra fica em cartaz até 1o. de março, com entrada franca. O evento inclui também debates com especialistas e bate-papos com diretores. Depois, a retrospectiva segue para São Paulo (em abril) e Brasília (maio).

“De Portugal para o mundo” apresenta filmes de cineastas de projeção internacional, que já são considerados alguns dos maiores diretores vivos na atualidade. A curadoria concentrou-se principalmente nas produções que obtiveram premiações e sucesso no exterior. É uma oportunidade de assistir a filmes emblemáticos, como “A portuguesa” (2019), de Rita Azevedo Gomes; “Tabu” (2012), de Miguel Gomes; “O estranho caso de Angélica” (2010), de Manoel de Oliveira; entre outros. A programação completa estará disponível no site do CCBB.

A mostra propõe também uma discussão em torno do cinema português, como a visão das ex-colônias pelos filmes ou a herança do salazarismo. Para isso, haverá debates temáticos, unindo pesquisadores brasileiros e portugueses; e bate-papos com diretores. Serão eventos via videoconferência, online, abertos e gratuitos. “A ideia é entender os elementos que possibilitaram a emergência de um período tão exitoso no cinema português, num diálogo com a experiência cultural e cinematográfica brasileira hoje”, diz Pedro Ferreira. O projeto conta, ainda, com a confecção de um catálogo com textos inéditos, reproduções e entrevistas, assinados por pesquisadores, críticos de cinema, técnicos e produtores portugueses e brasileiros.

O CCBB RJ está adaptado às novas medidas de segurança sanitária: entrada apenas com agendamento on-line, controle da quantidade de pessoas no prédio, fluxo único de circulação, medição de temperatura, uso obrigatório de máscara, disponibilização de álcool gel e sinalizadores no piso para o distanciamento. No cinema, a capacidade foi reduzida para 1/3, com higienização completa antes de cada apresentação/sessão, além do distanciamento de dois metros entre as poltronas. A bilheteria presencial está proibida, todos os ingressos serão disponibilizados no site eventim.com.br

FICHA TÉCNICA

Curadoria: Pedro Henrique Ferreira

Coordenação Geral: Eduardo Cantarino

Produção Executiva: Pedro Nogueira

SERVIÇO

Mostra de cinema
De Portugal para o Mundo
Data: 3 de fevereiro até 1o. de março de 2021
Local: Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) Rio de Janeiro
End.: R. Primeiro de Março, 66 – Centro, Rio de Janeiro – RJ
Programação: site do CCBB – RJ

CINDERELLA volta em cartaz em São Paulo

Com coreografias adaptadas ao protocolo de ações contra a Covid-19, atores com máscara e a realidade do cotidiano da pandemia inserida no espetáculo, tanto na encenação como no texto, o clássico musical Cinderella reestreia dia 20 de fevereiro de 2021, aos sábados e domingos, em duas sessões, 15h e 18h30, no Teatro Bradesco. Responsável pela direção geral e adaptação, Billy Bond tratou de incluir, em algumas cenas, de forma sutil, marcações ressaltando a importância do uso do álcool gel e do distanciamento social.

O Teatro Bradesco se adaptou ao novo momento e reduzirá sua lotação em conformidade com orientações dos governos municipal e estadual de São Paulo, que originalmente é de 1.459 lugares para 580 pessoas por sessão. A sanitização é feita por uma empresa credenciada e especializada, com produtos específicos sugeridos nos protocolos das autoridades antes dos espetáculos. O protocolo do teatro prevê lugares especialmente reservados para famílias sentarem juntas de forma segura. Serão realizadas sessões acessíveis com Libras dias 20 e 27/2 às 15h.

Uma das histórias de amor mais famosas de todos os tempos ganha uma roupagem contemporânea para encantar todas as gerações. Realização da Campo da Produção e Black & Red Produções. Os ingressos já estão à venda. Confira o serviço completo abaixo.

Sinopse – Depois da morte da mãe, a jovem Cinderella vai viver com o pai na casa da madrasta e suas duas filhas, as três invejosas de sua beleza. Maltratada e obrigada a fazer os serviços domésticos, ainda era alvo de deboches e malvadezas até que encontra sua fada madrinha. Um encanto leva Cinderella ao baile promovido pelo príncipe, que está à procura de uma princesa entre as moças do reino.

Com 26 atores, 16 pessoas no corpo de baile e orquestra ao vivo, o musical tem 180 figurinos e quatro cenários principais. Em Cinderella, em média, 48 profissionais trabalham durante a sessão – do maquiador à produtora, passando por técnicos, atores e bilheteiros. O musical é uma adaptação de Billy Bond e Lilio Alonso para o livro dos Irmãos Grimm. Cinderella tem os diálogos e as músicas cantadas em português, além de efeitos especiais e de iluminação. Para criar o clima e envolver o público no mundo da fantasia, o espetáculo lança mão de recursos como gelo seco, ilusionismo e aromas diferenciados. Telões exibem tecnologia de última geração (como 4D) com o intuito de fazer a plateia se sentir parte do espetáculo. Entre os truques, os destaques são a levitação e o vôo de um fantasma, num recurso ilusionista.

São 37 músicas especialmente compostas para ilustrar as cenas. “Sempre tentamos contar a história como foi escrita originalmente pelo autor. A tecnologia moderna, como os telões de LED, os efeitos especiais, os cenários e figurinos e a música ajudam a narrar a história e a prender o espectador, principalmente as crianças, que são muito inteligentes”, afirma Billy Bond. Billy revela que a partir dos anos 2000 sedimentou seu formato de encenar espetáculos musicais com total liberdade de criação. Italiano naturalizado argentino, o aclamado diretor é também responsável pela encenação de Mágico de Oz, Natal Mágico, Peter Pan, Cinderella e Os Miseráveis, entre outros.

Sobre Billy Bond – O diretor Billy Bond é um dos mais importantes encenadores de musicais para a família em atividade no Brasil. Nome de destaque no cenário do showbizz, o diretor Billy Bond – que morou muitos anos na Argentina – fez carreira no Brasil. É responsável também por produções como O Mágico de Oz, Peter Pan, Branca de Neve, After de Luge, Rent, Les Miserables e O Beijo da Mulher Aranha, entre muitas outras. Billy também foi cantor e produtor de rock. No fim dos anos 60, lotava espaços em meio à ditadura do país com o grupo de hard rock Billy Bond Y La Pesada. Também produzia espetáculos pop. Alguns duramente reprimidos pela polícia, como o que fez em 1972 no Luna Park. Chegou a ter mais de 100 músicas censuradas na época da Ditadura. No Brasil, conheceu a banda Secos & Molhados através do Willie Verdaguer, baixista deles, que era argentino. Quando Ney Matogrosso deixou o grupo, Billy o produziu em carreira solo (por volta de 1975). Na época também atuou como vocalista da banda Joelho de Porco. Produtor responsável pela vinda da banda Queen aos Brasil, nos anos 80. Hoje, à frente da Black & Red Produções descobriu nova fórmula para produzir e dirigir musicais de sucesso que arrebatam cerca de 900 mil espectadores pelo Brasil, sendo mais de 100 mil desses no Teatro Bradesco, nos diversos espetáculos que leva ao centro cultural.

PERSONAGENS

MADRASTRA  –Yasmine Mahfuz. CINDERELLA –Vanessa Ruiz.  PRINCIPE HENRY  – Diego Luri. O REI RUPERT – Luiz  Pacini. IRMà CRISELDA- Luana Marthins. IRMà ANASTÁCIA – Ana Luiza. A FADA BOA- Paula Canterini. NEMESIO ASSISTENTE DO REI – Marcio Yacoff. GUARDA / MENSAJEIRO –Italo Rodrigues.

A CORTE – Corpo de Baille

Alessandra Lorena, Alvaro de Padua, Amanda Portela, Camyla Gimenes, Carla Ribeiro, Luan Oliveira, Luiza Madureira, Marcia Souza, Mayla Betti, Nicole Peticov, Willian Rodolpho.

Crianças do Baile – Clarinha Jordão e Davi Okabe. Ratos – Denis Pereira, Luana Oliveira, Marcia Souza, Willian Rodolpho.

Ficha técnica:

Direção de Dramaturgia: Marcio Yacoff. Arranjos e direção musical: Vila/Bond. Adereços e próteses: Gilbert Becoust. Diretor Vocal: Thiago Lemmos. Designer de Coreografia: Italo Rodrigues. Realização Cenográfica: Cyrus oficinas. Designer de figurinos:  Carlos Alberto Gardin. Designer make up artist: João Boccaletto. Direção Técnica: Angelo Meireles. Fotos:  Henrique Tarricone. Assessoria de Imprensa – Arteplural. Direção Geral de Produção: Andrea Oliveira.

Direção Geral: Billy Bond. ​Realização: Black & Red Produções.

Serviço

CINDERELLA. Dias 20, 21, 27 e 28 de fevereiro, com duas sessões por dia, sábados e domingos, sempre às 15h e 18h30. – Sessões de libras dias 20 e 27/02 às 15h. Teatro Bradesco (Rua Palestra Itália, 500 / 3º piso – Bourbon Shopping São Paulo). Classificação: Livre. Duração: 90min.

http://www.teatrobradesco.com.br

Ingressos

Camarote: R$ 160,00. Camarote Popular: R$ 74,00.

Plateia: R$ 160,00. Plateia Popular: R$ 74,00.

Plateia Superior: R$ 140,00. Plateia Superior Popular: R$ 74,00.

Balcão Nobre: R$ 80,00. Balcão Nobre Popular: R$ 74,00.

Frisa VIP: R$ 80,00. Frisa VIP Popular: R$ 74,00. Frisa: R$ 70,00.

Lei Federal de Incentivo à Cultura

Patrocínio: Cielo. Apoio: Ticket e Coperalcool.

Realização: Campo da Produção, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo, Governo Federal – Pátria Amada Brasil

PROTOCOLOS DE SEGURANÇA DO TEATRO BRADESCO

O Teatro Bradesco, em São Paulo, reabriu a partir do dia 7 de novembro seguindo rigorosamente todos os protocolos de distanciamento e higiene sugeridos por órgãos de saúde estaduais e municipais. As medidas adotadas visam maior segurança e serão acatadas tanto pelo público quanto por profissionais do teatro e público.

Confira algumas das medidas de monitoramento, higiene, sanitização, distanciamento e comunicação adotadas:

– sinalizações e demarcações no chão, informando o distanciamento correto;

– medição de temperatura;

– orientação do público sobre chegada antecipada e saída escalonada para sessões com a finalidade de evitar aglomerações;

– álcool em gel disponível em todo interior do teatro;

– higienização dos espaços internos de forma mais frequente e intensa antes, durante e após as sessões;

– espaçamento entre assentos e setores para garantir distanciamento seguro entre o público;

– uso de equipamentos individuais de proteção pelos profissionais que estarão trabalhando;

– uso obrigatório de máscaras faciais para todos que estiverem dentro do teatro.

Além disso, bebedouros podem ser utilizados somente para encher recipientes de uso pessoal. As vendas de alimentos e bebidas no foyer do espaço, bem como o serviço de chapelaria não estão em funcionamento. As sessões de fotos e autógrafos entre artistas e público após os shows ou antes das apresentações, assim como os intervalos dos espetáculos, estão igualmente suspensos por período indeterminado.

A bilheteria física local segue fora de funcionamento. As vendas seguem ocorrendo exclusivamente de forma online e por totens de auto-atendimento na área comum do Shopping. A equipe do teatro, que trabalha nas apresentações, também seguirá protocolos de segurança e higiene, bem como o uso de equipamentos individuais de proteção, troca e descarte adequado.

Tanto em ambientes internos, backstage e salas, quanto nos espaços acessados pelo público, nova comunicação foi feita visando a orientação e atenção aos novos procedimentos e cuidados. As novas sinalizações estão presentes nas tvs, telas, banheiros, mas também para artistas e profissionais que estarão trabalhando no local.

DISTANCIAMENTO SOCIAL DINÂMICO

O distanciamento social dinâmico é adequado e ajustado para cada compra. O mecanismo foi criado para garantir, por meio do sistema no mapa de plateia, o distanciamento adequado entre o público. O sistema utilizado pela plataforma Uhuu (canal de comunicação, venda de ingressos, produtos e serviços) funciona sempre que uma nova compra é feita. Por exemplo, ao se adquirir dois assentos, automaticamente, o sistema fará o bloqueio do entorno dos lugares adquiridos, limitando a venda a nova capacidade da casa.

O SHOPPING

Na fase amarela do Plano São Paulo,  o shopping pode funcionar por 10h, das 12h às 22h.

Lenine em live do Sesc Verão 2021

O cantor e compositor Lenine é a atração musical deste fim de semana do Sesc Verão 2021, projeto do Sesc RJ que leva programações para praias do estado e que este ano está sendo realizado on-line por conta da pandemia. O show, neste sábado (6/2), às 21h, terá transmissão pelo YouTube (@portalsescrio) da instituição.

Acompanhado do seu violão multifônico e percussivo, o artista apresentará um compilado de sucessos da carreira, incluindo canções do álbum mais recente, “Lenine em Trânsito” (2018). O trabalho foi premiado com o Grammy Latino na categoria melhor álbum de rock ou música alternativa em língua portuguesa. No  repertório da live estão “Chão”, “De onde vem a canção”, “Leve e suave”, “O último pôr do sol”, “Jack soul brasileiro” e “Hoje eu quero sair só”, entre outros hits.

SERVIÇO

Sesc Verão 2021

Live de Lenine – 06/02/2020 – 21h

YouTube Sesc RJ (@portalsescrio)

Classificação: Livre

A programação completa pode ser consultada em www.sescrio.org.br e nos perfis do Sesc RJ e das suas unidades de Barra Mansa, Nova Friburgo, Campos e Niterói no Instagram.

Shopping Metropolitano Barra faz promoção de verão e promove o Sunset Picnic, apresentando o Terraço Met A pro

O Shopping Metropolitano Barra lança mais uma campanha ‘Comprou no Met, ganhou bem-estar’. Os clientes que realizarem compras no valor de R$ 250 nas lojas físicas ou pela plataforma ON Stores do shopping ganharão um tapete de piquenique impermeável, que pode ser usado em qualquer lugar, e vagas limitadas para o Sunset Picnic, ação que marca a apresentação do Terraço Met para o público, no rooftop do shopping.

Gratuito, exclusivo e somente para participantes da promoção, a ação vai levar diversão ao ar livre, com direito a por do sol, música ao vivo, cesta de piquenique individual com comidinhas, pensado da maneira mais sustentável possível, com garfinhos de  madeira de reflorestamento, guardanapos de pano, copinhos bpa free (que podem ser reaproveitados em casa) e frutas orgânicas, ambiente instagramável, além de distanciamento social garantido. Cada família deverá levar seus tapetes de piquenique para estreá-los em grande estilo. O Sunset Picnic acontecerá nos dias 28, 29 e 31 de janeiro e 4, 5 e 7 de fevereiro, às 17h.  

Para participar da promoção, basta realizar a compra tanto no meio físico quanto online. As notas poderão ser apresentadas pelo whatsapp (11 94232-7782) ou através do QR CODE, presente em vários pontos do shopping e na campanha. O brinde poderá ser retirado no stand localizado no piso L2, próximo ao Cinemark, apresentando o comprovante da troca na tela do celular.

“Desde o início da pandemia, procuramos realizar iniciativas que prezam pela saúde e bem-estar dos nossos clientes. Com o tapete piquenique, queremos fomentar a diversão ao ar livre e dar oportunidade das famílias fazerem mais programas agradáveis juntos. A ação foi toda pensada levando em consideração o período de distanciamento. Sem dúvida, serão fins de tarde inesquecíveis, com muita música, recreação para toda a família e um pôr do sol espetacular”, diz Eliza Santos, gerente de marketing do Met.

A promoção é válida até o dia 07 de fevereiro ou enquanto durar o estoque de brindes, o que ocorrer primeiro. As vagas para conhecer o Terraço Met são limitadas e exclusivas aos clientes que retirarem o brinde. O regulamento completo da promoção estará disponível no local e no site do shopping.

O ciclo virtual de palestras “Lab Corpo Palavra” recebe especialistas em dança

Qual a implicação do corpo no ato de escrever? É possível escrever enquanto nos movemos? Quais são os afetos percebidos entre razão e sensibilidade? Como a poesia do corpo pode interferir no ato criativo? Essas são algumas das perguntas que guiam o ciclo virtual de palestras “Lab Corpo Palavra”, que vai reunir artistas e pesquisadores da dança, das escritas, das artes cênicas e dos estudos do corpo no canal do Youtube Celeiro Moebius (https://bit.ly/3q9zULp) até 3 de março. A atividade é um desdobramento do Laboratório Corpo Palavra – Coreografias e dramaturgias cartográficas, trabalho artístico-pedagógico desenvolvido pela bailarina, coreógrafa e professora de dança Aline Bernardi há seis anos. O projeto contempla curso de formação e criação artística virtual, que segue até março, lançamento de livros, podcasts e as palestras, que ficarão disponíveis no canal após cada evento. O projeto tem patrocínio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro/Secretaria Municipal de Cultura, Secretaria Especial de Cultura, Ministério do Turismo e do Governo Federal através do Prêmio Fomento a Todas as Artes.

O intuito do Laboratório Corpo Palavra é oferecer um ambiente de experimentação para investigar as coreografias e dramaturgias do movimento, compreendidas como escritas do corpo no espaço em uma perspectiva cartográfica. A cartografia parte do pressuposto e do reconhecimento de que estamos continuamente em processo.

Participam das palestras: Hélia Borges (Psicanalista, professora da graduação e da pós-graduação da Faculdade Angel Vianna. Pesquisadora de arte, psicanálise e processos de subjetivação); Katya Gualter (artista da dança, Professora do Departamento de Arte Corporal e Diretora da Escola de Educação Física e Desportos da UFRJ); Sandra Benites (antropóloga indígena da etnia guarani, curadora do Museu de Arte de São Paulo, arte-educadora e artesã); Maria Alice Poppe (Bailarina, pesquisadora e professora dos cursos de graduações em dança da UFRJ); Ondjaki (Poeta e escritor angolano. É também autor de roteiros cinematográficos); Ana Kfouri (Diretora teatral, atriz e pesquisadora, especialista em arte e filosofia, professora da PUC-Rio, Departamento de Letras, Curso de Artes Cênicas); e Ciane Fernandes (Performer e professora titular da Escola de Teatro da UFBA, uma das fundadoras do PPGAC/UFBA e diretora do Coletivo A-FETO de Dança-Teatro da UFBA).

“Conseguimos reunir um time incrível de estudiosos e profissionais das artes que vão conversar, entre outros temas, como os gestos entre corpos e palavras podem nos impulsionar aos processos de criação artística”, comenta Aline Bernardi.

Programação:

Palestras LAB Corpo Palavra

29/01: 13h às 14h – Palestra com Hélia Borges – Psicanalista, professora da graduação e da pós-graduação da Faculdade Angel Vianna. Pesquisadora de arte, psicanálise e processos de subjetivação.

03/02: 15h às 16h – Palestra com Katya Gualter – Artista da dança, Professora do Departamento de Arte Corporal e Diretora da Escola de Educação Física e Desportos da UFRJ.

09/02: 15h às 16h – Palestra com Sandra Benites – Antropóloga indígena da etnia guarani, curadora do Museu de Arte de São Paulo, arte-educadora e artesã.

18/02: 14h às 15h – Palestra com Maria Alice Poppe – Bailarina, pesquisadora e professora dos cursos de graduações em dança da UFRJ.

23/02: 16h às 17h – Palestra com Ondjaki – Poeta e escritor angolano. É também autor de roteiros cinematográficos.

28/02: 11h às 12h – Palestra com Ana Kfouri – Diretora teatral, atriz e pesquisadora, especialista em arte e filosofia, professora da PUC, Departamento de Letras, Curso de Artes Cênicas.

03/03: 16h às 17h – Palestra Performática com Ciane Fernandes -Performer e professora titular da Escola d Teatro da UFBA, uma das fundadoras do PPGAC/UFBA e diretora do Coletivo A-FETO de Dança-Teatro da UFBA

Serviço:

Palestras – Laboratório Corpo Palavra – Coreografias e dramaturgias cartográficas

Temporada: De 29 de janeiro a 03 de março

Programação:

29/01: 13h às 14h – Palestra com Hélia Borges. Disponível no Canal do Youtube do Celeiro Moebius (https://bit.ly/3q9zULp)

03/02: 15h às 16h – Palestra com Katya Gualter

09/02: 15h às 16h – Palestra com Sandra Benites

18/02: 14h às 15h – Palestra com Maria Alice Poppe

23/02: 16h às 17h – Palestra com Ondjaki

28/02: 11h às 12h – Palestra com Ana Kfouri

03/03: 16h às 17h – Palestra Performática com Ciane Fernandes

Exibição: no canal do Youtube do Celeiro Moebius (https://bit.ly/3q9zULp)

Ingressos: gratuitos

Vivências de mulheres do interior baiano inspiram espetáculo Sertão Sem Fim, que estreia no Teatro Sérgio Cardoso

Em 2018, a atriz Tertulina Alves retornou à Macaúbas, município localizado no interior da Bahia onde passou parte de sua infância, para dialogar com mulheres que vivem na região e experimentam de diferentes formas as condições do sertão nordestino. Os relatos foram unidos à história da própria Tertulina e se transformaram na peça Sertão Sem Fim, que estreia dia 5 de fevereiro, sexta-feira, 19h, no Teatro Sérgio Cardoso. A dramaturgia é de Rudinei Borges dos Santos e a direção é de Donizeti Mazonas.
 
Na peça, Tertulina interpreta Bastia, personagem que traz em seu corpo essas diferentes formas de se viver o sertão. As mulheres mais presentes na construção da personagem são a avó de Tertulina, Maria Tertulina, que nasceu  no sertão  Bahia, na região de Três Outeiros de Macaúbas e migrou para São Paulo, encontrada recém-nascida em um cesto de palha num curral; Maria Izabel, moradora da comunidade de Três Outeiros de Macaúbas e conhecida até hoje, com mais de 80 anos, como a Rainha das Cavalgadas; e da própria Tertulina Alves, cuja infância no sertão foi marcada por um período de forte seca.
 

   
“Por sua vitalidade, força e imagem mítica – uma verdadeira Iansã – a Dona Izabel – a rainha da cavalgada, como é conhecida na região – se tornou para mim uma referência para a construção de ‘Bastia’, personagem central de Sertão Sem Fim”. Tertulina Alves

 
A história de Bastia é marcada por uma imensa tragédia pessoal: seu marido, o vaqueiro Dão Sálvio, foi covardemente assassinado por fazendeiros da região. O motivo da morte de Dão Sálvio era a prosperidade do casal, que trabalhou duramente durante o período de estiagem e conseguiu adquirir um rebanho de sessenta cabeças de gado. Montada em um cavalo, ela percorre a cidade com o corpo morto do marido, em busca de justiça.
 
“No Sudeste ainda há um imaginário sobre o sertão que o remete quase sempre a seca. Em Sertão Sem Fim buscamos pensar em outras possibilidades de se retratar esse espaço. A Maria Izabel, por exemplo, é uma mulher que foi arrimo de família desde os 10 anos, tendo de trabalhar longe de casa, em espaços onde chovia com mais frequência, para que pudesse trazer sustento para a família”, conta a atriz.
 
Tertulina teve ainda outras conversas marcantes com mulheres de idades e relações distintas com o espaço – incluindo uma jovem de 25 anos que deixou a cidade e mulheres de 45, 75 e 100 anos, sendo essa última a responsável por contar à Tertulina histórias sobre a sua avó, que a atriz perdeu quando era criança.
 
Os relatos foram transferidos para Rudinei, dramaturgo e poeta ficcionista que assina a dramaturgia do espetáculo. “As narrativas, os trajetos e a história oral de mulheres sertanejas que eu sequer conhecia foram um convite sobretudo ao exercício da escuta e da empatia. O que eu tinha em mãos era o registro de áudios, uma voz miúda, quase ao longe, que me contava uma trajetória de luta na terra e pela terra, fragmentos de memórias que testemunhavam a desigualdade social e as injustiças do Brasil profundo”, diz Rudinei.
 
SOBRE A MONTAGEM
O corpo tem um lugar fundamental no processo de criação de Sertão Sem Fim. Donizeti Mazonas, artista com ampla experiência em dança e teatro, foi convidado para assumir a direção da peça e sugeriu, desde o início, propostas que não caíssem em regionalismos ou visões estereotipadas sobre o Nordeste e o sertão.
 
“Nossa questão foi olhar para o universo dessa mulher, nas suas questões que incluíam a falta de chuva, as desigualdades, a dificuldade de construir seu espaço no mundo e as injustiças”, diz Donizeti, complementando que a peça traz o sertão pra dentro da personagem, como se ele fosse também seu corpo. “O texto vem de um espectro de narrativa muito poética, o que ajudou a pensarmos na Bastia como o próprio sertão, sendo ela uma tradução da chuva, da aridez e da natureza”.
 
A peça teve o espaço cênico pensado pelo artista plástico Eliseu Weide e, com poucos objetos a vista, tem a síntese como premissa. “Os elementos são bastante sintéticos para se dar a vastidão e a multiplicidade do que pode ser o sertão”, explica Donizeti Mazonas.
 

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Voltar aos sertões é voltar à aridez da vida, mas é reencontrar
 flor onde há cacto – Rudinei Borges dos Santos
 
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O dramaturgo Rudinei Borges dos Santos conta também sobre outros aspectos que o apoiaram na criação do texto: “Passei dias ouvindo aquelas vozes, labutando para amalgamar os relatos de Tertulina e daquelas matriarcas tão parecidas com a minha mãe e a minha bisavó Eva e, talvez, tão parecidas comigo. Algo aconteceu quando comecei a ouvir os áudios ao mesmo tempo em que contemplava minuciosamente as fotografias de Araquém Alcântara, o maior fotógrafo deste país. É de causar emoção a delicadeza com que Araquém fotografa cada marca no rosto da gente sertaneja. Ali, naquele encontro entre palavra e imagem, nasceu Sertão Sem Fim, uma composição ficcional inspirada na vida e na residência de pessoas esquecidas num Brasil em frangalhos”.
 
Para Tertulina, a peça também estabelece um ponto de empatia com o público ao expor na cena a história de uma mulher que vai atrás de justiça. “Essa mulher passou anos construindo uma história com inúmeras dificuldades e esse algo foi ceifado. Esse corte injusto na sua vida por ser lido como as inúmeras dificuldades que nós temos enfrentado no Brasil de hoje”, ressalta.
 
SINOPSE
Sertão Sem Fim faz o cruzamento da história de três mulheres da comunidade de Três Outeiros de Macaúbas (BA): Maria Tertulina, Tertulina Alves (sua neta) e Maria Izabel, moradora daquela comunidade, conhecida na região como a rainha das cavalgadas. Desse cruzamento nasce a narrativa mito-poética sobre Sebastiana (Bastia).
 
FICHA TÉCNICA
Idealização, Pesquisa e Interpretação: Tertulina Alves
Dramaturgia: Rudinei Borges dos Santos
Direção: Donizeti Mazonas
Cenografia e Figurino: Eliseu Weide
Desenho de Luz e operação: Hernandes de Oliveira
Designer Gráfico: Hernandes de Oliveria
Música: Gregory Slivar
Operação de som: Viviane Barbosa
Fotos: Keiny Andrade
Produção Executiva: MoviCena Produções (Jota Rafaelli)
Assistente de Produção: Leandro Dias
Assessoria de Imprensa: Canal Aberto
Mídias sociais: Agência CLOCKWORK
Costureira: Benê Calistro
Artesã: Cida Souza
 
SERVIÇO
SERTÃO SEM FIM
De 5 a 22 de fevereiro de 2021
Segundas, terças, quartas, quintas e sextas-feiras, 19h
Ingressos*: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia).
* Toda a verba arrecadada será doada para a ONG Casa de Isabel
Teatro Sérgio Cardoso – Sala Paschoal Carlos Magno
Capacidade reduzida: Até 50 espectadores.
Duração: 60 min. | Classificação: Livre

1 º na Quebrada Festival de Cinema

Até o dia 14 de fevereiro estão abertas inscrições para o 1º na Quebrada Festival de Cinema.  Serão três mostras competitivas em curtas-metragens mostrando universos de jovens, mulheres e LGBTQI+  que moram na periferia ou ocupações centrais da cidade de São Paulo. Os filmes inscritos devem ter duração máxima de 25 minutos, ter sido finalizados após  janeiro de 2017,  em qualquer formato, gênero e classificação. As inscrições gratuitas podem ser realizadas no site: https://filmfreeway.com/NAQUEBRADA-FestivaldeCinema

Serão três categorias: Mostra Manas, Monas e Manos , feitas respectivamente por cineastas  mulheres,  LGBTQI+  e jovens,  todos retratando as diferentes realidades  da vida na periferia da cidade de  São Paulo.

De acordo com a diretora do Festival,  Stefanie Lacerda, a proposta  é voltada para o protagonismo dos cineastas  das periferias. “Estamos num momento de mobilização para a garantia, continuidade das conquistas sociais e para inclusão de segmentos historicamente excluídos: pobres, pretos, mulheres e LGBTQI+”, salienta Stefanie, que atuou como assistente de direção de Minissérie na Play TV.

Festival acontece em março:

Com curadoria de Monica Trigo, o 1º na Quebrada Festival de Cinema acontece de 1 a 7 de março e será transmitido na plataforma SPCine Play – https://www.spcineplay.com.br/ . Também haverá debates e bate-papos nas redes sociais do Festival.

“Acreditamos que  a cultura é um elemento chave, mas desde que valorize as iniciativas comunitárias periféricas, que representem a diversidade dos territórios. Que criem oportunidade para indivíduos e coletivos artísticos. Por isso vamos exibir filmes feitos pelos jovens da periferia, porque o cinema é uma linguagem que fala para todos”, explica Stefanie Lacerda.

Nomes de peso:

O Festival contará com  um júri técnico composto por três profissionais do audiovisual para escolher os melhores filmes por categoria: Mostra Manos,  Mostra Minas  e Mostra Monas. Entre eles  o ator Francisco Gaspar que, entre outros prêmios, recebeu o Kikito no Festival de Gramado;  a jornalista  Ana Paula Nogueira, com passagens pelos jornais O Estado de SP, Gazeta Mercantil e a agência de notícias internacional Reuters. Ana também é  diretora de audiovisual, em especial documentários voltados para a temática feminina/feminista. Além de Paula Ferreira, produtora, apresentadora e atriz. Uma das personalidades de grande influência na militância LGBTQI+.

Premiação:

A divulgação do resultado da premiação acontecerá em uma “live” no encerramento do Festival. O filme vencedor de cada mostra ganhará o Troféu Perifa.  A escolha do melhor filme das três  categorias será feita  por votação popular.

O 1º na Quebrada Festival de Cinema tem patrocínio da SPCine, da Secretaria Municipal de Cultura e Prefeitura Municipal de São Paulo.

Serviço:

Inscrições abertas para o 1º na Quebrada Festival de Cinema

Data: Até  14 de fevereiro

Inscrições gratuitas e regulamento: https://filmfreeway.com/NAQUEBRADA-FestivaldeCinema

Site: www.naquebradafestivaldecinema.com.br

Instagram: @naquebradafestivaldecinema

Facebook: https://www.facebook.com/NaQuebradaFestivaldeCinema

Festival acontece de 1 a 7 de março e será transmitido na plataforma SPCINE Play : https://www.spcineplay.com.br/

Freud – Einstein, Maio de 1933

O espetáculo Freud-Einstein, Maio de 1933 tem como mote uma troca de cartas real ocorrida em 1932 mas ambientado em um encontro fictício entre Sigmund Freud (1856 – 1939) – o pai da psicanálise -, e Albert Einstein (1879 – 1955), físico teórico responsável por propor a Teoria da Relatividade Geral. A partir deste ponto nasce a nova peça da companhia Circo Mínimo, que estreia dia 23 de janeiro de 2021, com exibição gratuita nas redes sociais de diversas unidades de CEUs. Adaptada por Rodrigo Matheus, a peça foi escrita pelo psicanalista, dramaturgo e escritor francês Alain Didier-Weill (1939 – 2018). O projeto foi contemplado pela 9ª Edição do Prêmio Zé Renato de Teatro para a cidade de São Paulo – Secretaria Municipal de Cultura.

Após cada uma das exibições, Rodrigo faz uma conversa ao vivo com o público sobre os conceitos abordados no texto e a situação política do ano de 1933, em paralelo com os dias atuais. O trabalho foi concebido já no âmbito digital, com direção assinada pela cineasta Lygia Barbosa, diretora de Laerte-se, Lutando para vencer e Haenyeo –  A Força do Mar, entre outros. Rodrigo Matheus está em cena como Albert Einstein ao lado de Karen Nashiro (Anna Freud) e Joca Andreazza (Sigmund Freud), além do músico Leonardo Padovani.

Sobre o texto de Alain Didier-Weill

‘Freud-Einstein: Maio de 1933” foi escrito pelo psicanalista e dramaturgo francês Alain Didier-Weill e foi baseado na troca de cartas que realmente ocorreu entre Einstein e Freud, em 1932, cartas estas que foram publicadas mais tarde com o título de “Por que a guerra?”. Além do dado real da correspondência entre as duas figuras emblemáticas do século XX, o autor insere em seu texto dramatúrgico um encontro ficcional, supostamente ocorrido em 10 de maio de 1933, no dia em que Joseph Goebbels, então Ministro de Propaganda de Hitler, fez um importante pronunciamento à nação alemã.

Na troca de cartas, Freud buscou compreender os movimentos subjetivos, os sintomas e sofrimentos daquela sociedade em que estavam inseridos e acabou por elencar elementos fundamentais da trama social e dos principais impasses civilizatórios da contemporaneidade. Nessa dimensão, as questões que Einstein lhe endereçara acerca da destrutividade e malignidade do homem, exacerbadas desde a Primeira Grande Guerra e pela significativa insegurança vivida no entreguerras, ecoou menos apaixonante em Freud do que Einstein imaginou. E isto elevou o tom das cartas, o que faz com que o encontro se torne uma troca de acusações, situação que vai se tornando cada vez mais insustentável. Ana Freud, filha do psicanalista, exerce o papel de contraponto, questionando as duas figuras e incitando outros temas para o debate.

Segundo Rodrigo, é possível traçar um paralelo entre esse período anterior à Segunda Guerra ao que vivemos hoje em dia. “Nestes dois momentos da história há um cenário de negacionismo, polarização política e líderes políticos tiranos”, afirma o artista. A questão prossegue bastante atual e evidencia as (de)formações sociais e os encaminhamentos políticos da atualidade no mundo e, em nosso caso específico, no Brasil.

A MONTAGEM

A relação com a arte circense, especialidade do Circo Mínimo, está presente de um modo bem peculiar na peça: os artistas interpretam uma trupe que irá ensaiar o texto Freud-Einstein, Maio de 1933. O recurso potencializa tanto o aspecto teatral quanto o circense. Ao longo do espetáculo, há movimentos como pirâmides, malabares e subidas. “Nós estamos encenando artistas mambembes, o que também é uma citação ao circo feito no começo do Século XX, em que havia textos ensaiados poucos dias antes da apresentação”, conta Rodrigo.

A estética cuidadosa, inspirada em um circo destruído, é trabalho do cenógrafo e figurinista Marco Lima, que trouxe à cena elementos como figurinos envelhecidos, cordas, trapézios e lixeiras de palhaço. O acompanhamento musical de Leonardo Padovani ajuda a dar o tom da discussão entre os dois cientistas. A gravação do espetáculo foi realizada em três noites e a captação de vídeo está registrada por meio de longos planos-sequência e cortes de câmera fixa.

EINSTEIN
O que você escreveu sobre a natureza humana governada por duas pulsões sem dúvida é algo muito penetrante. Mas isso diz respeito apenas ao que é eterno no homem. Você não deixou que se escutasse uma única palavra do que você teria a dizer sobre o que se passa, aqui e agora, em maio de 1933, quando triunfam Hitler, o antissemitismo, as ideias sobre a arte degenerada, sobre a grandeza dos arianos… Estou começando a me irritar.

FREUD
É verdade, você está prestes a perder a calma.

EINSTEIN
Como você consegue manter a calma nessas circunstâncias?

FREUD
Isso não é uma qualidade Albert, é o meu maior defeito. Não me deixo levar pela emoção.

EINSTEIN
Por que não quer ou por que não pode?”

ALAIN DIDIER-WEILL (1939 – 2018)

Psicanalista e dramaturgo. Foi membro da École Freudienne de Paris, fundada por Jacques Lacan. Um dos idealizadores do Inter-Associatif de Psychanalyse, criou a Association Insistance (Paris/Bruxelas). Autor de vários livros, entre os quais Lacan e a clínica psicanalítica, Nota azul: Freud, Lacan e a arte, Os Nomes do Pai e Un mystère plus lointain que l’inconscient. Entre suas peças de teatro, destacam-se Pol, Les trois cases blanches e Vienne 1913.

SOBRE A COMPANHIA

Companhia de espetáculos de circo/teatro e referência no circo contemporâneo brasileiro, o Circo Mínimo foi fundado em 1988 por Rodrigo Matheus, com o espetáculo de mesmo nome, em parceria com Alexandre Roit e Camila Bolaffi (Espetáculo indicado ao prêmio MAMBEMBE – Categoria revelação, pela pesquisa de linguagem). Produziu Prometeu (Prêmios de Melhor Espetáculo do Festival de Curitiba de 1996, prêmio do público, e de Melhor Espetáculo de Rua, prêmio da crítica, no mesmo Festival), Deadly (Vencedor do III Festival de Teatro Físico e Visual da Cultura Inglesa e em 1999, do Total Theatre Awards – People’s Choice, Melhor Espetáculo de Teatro Físico, na opinião do público do Fringe Festival de Edimburgo, Escócia), Gravidade Zero, História de Pescador, NuConcreto, João e o Pé de Feijão, Simbad, o Navegante (Em 2015, foi o espetáculo mais premiado no Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem; recebeu o prêmio de Melhor Espetáculo do ano, segundo o jornal O Estado de São Paulo, e de segundo melhor espetáculo, pelo jornal Folha de São Paulo), entre outros. Já apresentou espetáculos na Espanha, Inglaterra, Escócia, Alemanha, Colômbia, México e Argentina, além de diversos estados brasileiros.

SINOPSE

Freud-Einstein, Maio de 1933 explora um encontro fictício entre dois ícones da ciência livre, Sigmund Freud e Albert Einstein, logo após ambos terem tido a oportunidade de atacar a ascensão do Terceiro Reich em correspondência patrocinada pela Liga das Nações (o embrião da ONU), e o que os leva a discutirem suas falhas e inseguranças.

FICHA TÉCNICA

A partir do texto original de Allain Didier Weill, tradução de Cristiane Cardoso Lollo

Direção: Lygia Barbosa

Elenco: Karen Nashiro (Anna Freud), Joca Andreazza (Sigmund Freud), Rodrigo Matheus (Albert Einstein) e Leonardo Padovani (Músico)

Concepção e adaptação do texto: Rodrigo Matheus

Consultoria Dramatúrgica: Alexandre Roit

Direção de Fotografia: Paulo Gambale (Maká)

Direção de Arte (Cenografia e Figurinos): Marco Lima

Iluminação: Gabriel Greghi

Trilha sonora: Leonardo Padovani

Direção de Atriz e Atores: Carla Candiotto

Coordenação Geral: Rodrigo Matheus

Produção: Marcela Marcucci

Assistência de Produção: Priscila Guedes e Ulisses Dias (Bará Produções)

Programação Visual: Fernando Sato – CasadaLapa

SERVIÇO

FREUD-EINSTEIN, MAIO DE 1933

Após cada sessão, Rodrigo Matheus entra ao vivo para um bate-papo com o público

CEU Parque Bristol

23 de janeiro de 2021

Sábado, 10h e 14h

https://www.facebook.com/vemproceuparquebristol

CEU Aricanduva

29 de janeiro de 2021

Sexta-feira, 15h e 18h
https://www.facebook.com/CeuAricanduva

CEU Alvarenga 
30 de janeiro de 2021

Sábado, 10h e 14h
https://www.facebook.com/ceualvarengadresa

CEU Navegantes

6 de fevereiro de 2021
Sábado, 10h e 14h

https://www.facebook.com/ceunavegantes.sme

CEU Paraisópolis

11 de fevereiro de 2021

Quinta, 14h e 16h

https://www.facebook.com/CEUParaisopolis

CEU Inácio Monteiro

12 de fevereiro de 2021

Sexta, 10h e 14h
https://www.facebook.com/inaciomonteiro.ceu

Duração: 60 min. | Classificação: 14 anos

Redes Sociais do Circo Mínimo

Facebook: https://www.facebook.com/CircoMinimoBR

Instagram: https://www.instagram.com/circominimo/

YouTube: https://www.youtube.com/user/CMinimo

“Amazona” nas ruas da Cinelândia

Os arredores da praça da Cinelândia servirão de cenário para a encenação de “Amazona”, thriller itinerante que reestreia no próximo dia 9 de fevereiro no Centro do Rio. Com texto e direção de Ricardo Cabral, o espetáculo imersivo do grupo Teatro Caminho conta a história de quatro mulheres que lideram a vingança da terra sobre a cidade. Além das sessões presenciais, a peça terá transmissão ao vivo pelo YouTube com intérprete de libras.

A encenação convida o público para uma ação poético-botânica: plantar sementes pelas frestas do concreto e nos buracos do meio-fio, esperando o dia em que a mata vai brotar pelo asfalto e tomar a cidade. A peça estreou em 2018 no Rio e, desde então, percorreu cidades como Lisboa e Belo Horizonte.

Para construir a dramaturgia original, ao longo de sete meses de trabalho, o grupo realizou uma série de performances – ou aventuras – em um processo que contou com mais de 20 artistas colaboradores. “Tivemos um aulão de subidas em árvore no canteiro central da Presidente Vargas. Uma artista cruzou a Rio Branco costurando à roupa os lixos que encontrava pelo chão. Eu passei dias regando o concreto da praça Tiradentes e do largo da Carioca”, relembra o diretor e dramaturgo. “A partir dos materiais que coletamos e das histórias que ouvimos, chegamos à história dessas mulheres que abrem mato sobre o asfalto esperando o dia em que a natureza vai tomar a cidade.”

Sobre o grupo

A reestreia de “Amazona” celebra os sete anos do Teatro Caminho. Baseado no Rio de Janeiro, o coletivo nasceu em 2014 e, desde então, tem investigado especialmente as implicações entre cena, espaço e itinerância. Seu primeiro trabalho foi “Casa vazia”, espetáculo de 24 horas de duração que acontecia em casas da cidade. Em 2017, a companhia estreou “Eu vou aparecer bem no meio do seu sonho”, site-specific que levava o público pelas ruínas de uma biblioteca abandonada. Em 2018, realizaram pelo Centro do Rio a série de ações “aventuras estranhas”, da qual nasceu “Amazona”, e, em 2020, estrearam o solo “O filho do presidente”, primeira produção brasileira especialmente concebida para o live streaming.

Protocolos de segurança

O espetáculo foi adaptado para atender às restrições impostas pela pandemia da Covid-19 e segue os protocolos de segurança determinados pelas autoridades de saúde. Elenco e público reduzido usarão máscaras durante toda a sessão e o espetáculo incorporou na dramaturgia a medição da temperatura dos espectadores, a distribuição de álcool em gel e o monitoramento da distância segura entre o grupo.

Mais informações em teatrocaminho.com

Instagram: @teatrocaminho

FICHA TÉCNICA:

Elenco | Anna Clara Carvalho, Camila Costa, Chris Igreja, Marcéli Torquato e Victor Seixas

Direção Geral e Dramaturgia | Ricardo Cabral

Direção de Arte | Anna Clara Carvalho e Gunnar Borges

Direção de Produção | Aline Mohamad

Realização | Teatro Caminho

SERVIÇO:

Amazona

De 9 a 14 de fevereiro de 2021

Horários: 9, 10, 11 e 12 (terça a sexta) às 20h | 13 e 14 (sábado e domingo) às 18h e às 20h

Local: Praça Floriano (Cinelândia) – O ponto de encontro exato será informado no ato da reserva

Gratuito (Reservas pelo telefone 21 98091-4194)

Capacidade: 8 pessoas

Duração: 70 minutos

Obrigatório o uso de máscaras durante toda a sessão

Transmissão ao vivo no canal Teatro Caminho no Youtube

ESCUTA RIO – Festival da Canção

Estamos precisando de mudanças. Por isso, 2021 vai começar de um jeito diferente: com mais cultura, mais música e mais oportunidades. A partir do dia 01/02, estão abertas as inscrições para a primeira edição do ESCUTA RIO – Festival da Canção, um festival de música autoral, 100% digital, que vai escolher e premiar quatro talentos da música carioca com a oportunidade de gravar em vídeo: uma de suas músicas autorais e uma releitura de uma grande canção escolhida entre as dos antigos festivais da canção. A gravação terá a direção de Letícia Pires e produção da Luminar Entretenimentos.

As inscrições para o ESCUTA RIO – Festival da Canção vão até o dia 10/02 via formulário na bio do perfil do Instagram: www.instagram.com/escutario. Ao final, um time de jurados com muita experiência no mercado musical e artístico vai escolher os vencedores: a empresária Tânia Arthur, as DJs Transpira: Amanda Grimaldi e Camilla Molica, o produtor Caio Bucker e o jornalista Edu Carvalho.

O anúncio dos selecionados será no dia 18/02/2021 também pelas redes sociais. Após a seleção, os artistas terão conversas com a direção para que, juntos, construam um material autoral que reflita a identidade musical dos selecionados na linguagem audiovisual. Depois, os artistas gravam os vídeos com performance ao vivo. 

Os selecionados também receberão uma ajuda de custo no valor de R$1 mil para arcar com as despesas dos ensaios. Somente artistas que residam há pelo menos dois anos na cidade do Rio de Janeiro podem participar. 

Na inscrição, o candidato deverá enviar a canção com a qual deseja competir em formato mp3. A gravação não precisa ser profissional. As filmagens serão dirigidas por Letícia Pires e pela equipe da Luminar Entretenimentos, que também realiza o festival ao lado da Hassis Produções. O projeto é um dos contemplados no edital “Fomenta Festival RJ”, da Secretaria Estadual de Cultura e Economia Criativa do Estado do Rio de Janeiro, por meio da Lei Aldir Blanc.

Para Letícia Pires, idealizadora do projeto, o ESCUTA RIO “é uma oportunidade para artistas do cenário musical carioca, tão maltratado nos últimos tempos”, diz. 

“Além do suporte artístico da nossa equipe e do aval de um timaço de jurados, os escolhidos também terão a oportunidade de produzir materiais audiovisuais para o seu trabalho, algo que é muito custoso, porém essencial para artistas que querem se lançar no mercado”, completa.

Após os vídeos prontos, haverá ainda votação popular via redes sociais para escolher a melhor música entre os quatro finalistas. A votação é por engajamento na publicação e a canção que tiver mais likes ganhará um prêmio de R$1.000,00.

INSPIRAÇÃO EM GRANDES FESTIVAIS DO PASSADO

Usando as ferramentas e o espaço democrático do ambiente virtual para levar nossos talentos adiante, o ESCUTA RIO – Festival da Canção quer construir pontes entre pessoas e tempos, relembrando a forma como grandes festivais do passado revelaram tantos talentos. No entanto, agora, em 2021, a internet é o novo palco.

“O ESCUTA RIO reverência e atualiza os grandes festivais do passado. Realizado nas décadas de 1960 e 1970, essas festas de mobilização do público revelaram nomes como Edu Lobo, Chico Buarque, Caetano Veloso e Gilberto Gil e consagraram no inconsciente popular canções como Ponteio, A Banda, Arrastão e Disparada. Os intérpretes, cantores e cantoras que entoavam com maestria cada nota e palavra criadas por esses compositores, também ganharam fama e nosso objetivo aqui é o mesmo, trazer à tona e revelar esses talentos”, conclui a idealizadora Letícia Pires.

PROTOCOLOS DE SEGURANÇA

As filmagens do festival ESCUTA RIO – Festival da Canção acontecem em  24 de fevereiro de 2021 e obedecendo a todos os protocolos de segurança desenvolvidos pela Organização Mundial da Saúde, pelo Ministério da Saúde; e respeita as normas de segurança sanitária elaboradas por decretos da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e do Governo do Estado do Rio de Janeiro. 

SOBRE LETÍCIA PIRES: Premiada em diversos festivais dentro e fora do país. Assina a produção de mais de 30 curtas-metragens; a produção e pesquisa de 13 episódios “DOC BIS” (52 minutos) para o canal Bis e a produção do longa “São Sebastião, a formação de uma cidade”; Dirigiu os curtas “No Escuro”, 2011 e “A Casa Nova de Newton”, 2017, diversos institucionais e publicidades. Em 2017 ganhou como produtora executiva, o prêmio de melhor documentário no Festival de Gramado por “Cabelo Bom”. No mesmo ano foi assistente de direção do filme “Babenco – alguém precisa ouvir o coração e dizer: parou”, selecionado para representar o Brasil no Oscar 2021. Entre 2017 e 2019 assinou 09 videoclipes entre eles “Gigantesca” vencedor de melhor clipe no 8° festival de curtas de Brasília e no 27° festival de cinema de Vitória, ambos na categoria júri popular. 

SERVIÇO:
ESCUTA RIO
Inscrições abertas até 10/02/2021.
Resultado da seleção do júri: 18/02/2021.
Votação do público (melhor canção autoral): 15 a 20/03/2021.
Resultado final: 21/03/2021.

Como funciona: até o dia 10/02/2021 estão abertas as inscrições para artistas da cidade do Rio de Janeiro que possuam músicas autorais. O artista pode inscrever uma música. Ao final das inscrições, um time de jurados vai selecionar quatro artistas, que terão uma de suas músicas autorais gravadas em vídeo com direção de Letícia Pires e produção da Luminar Entretenimentos, além de uma releitura. Haverá ainda votação popular via redes sociais para escolher uma música entre os quatro artistas que ganhará um prêmio de R$1.000,00.

SIGA – Escuta Rio: Instagram: https://www.instagram.com/escutario

FICHA TÉCNICA:
Idealização e direção: Letícia Pires
Realização: Hassis Produções
Produção: Hildo de Assis e Letícia Pires
Jurados: Tânia Arthur, as DJs Transpira: Amanda Grimaldi e Camilla Molica, Caio Bucker e Edu Carvalho

As Desmemorias da Emília- A Marquesa de Rabicó

Emília – A Marquesa de Rabicó, a boneca mais famosa do mundo da literatura infanto-juvenil, resolveu escrever suas “desmemorias”, que segundo ela, são fatos esquecidos com meias verdades inteiras contadas do seu jeitinho. Para tal missão, ela resolveu contar com a ajuda do seu amigo inseparável: O sábio Visconde de Sabugosa.
Espetáculo 3 estrelas pela Crítica da Folha
Espetáculo 2 estrelas pela Crítica da Veja

Ficha Técnica:

Direção e Concepção: Muriel Vitória
Iluminação:  Iohann Iori Thiago
Produção:  Grupo Trapo
Elenco: Vitória Rabelo ( Emília ) , Diego Britto ( Visconde ), Isaque Patrício ( Pedrinho ), Marília Pacheco ( Dona Carochinha ), Lucas Soares ( Príncipe Escamado ) e Layana Cattoni ( Cuca )

Serviço:
Espetáculo “As Desmemorias da Emília- A  Marquesa de Rabicó ”
Teatro Raposo – Sala Irene Ravache Shopping Raposo
Rodovia Raposo Tavares km 14, 5, 11A – Jardim Boa Vista (Zona Oeste), São Paulo – SP
De 06 a 27 de fevereiro de 2021
Sábados as 16:00 hrs
Gênero: Infanto-Juvenil
Duração: 50 minutos
Classificação indicativa: 07 anos

Valor do Ingresso: $50,00  inteira e $25,00 meia 

Sobre o Grupo Trapo
Grupo Trapo que completa 21 anos de trabalho, volta à cena com uma temporada do espetáculo infanto-juvenil “As Desmemorias da Emília – A  Marquesa de Rabicó ” concebido e dirigido pelo jovem diretor Muriel Vitória. A história é uma ficção baseada na obra de Monteiro Lobato (A obra do autor entrou em Domínio Público em 2019)
Emília decide escrever suas desmemorias, que são memórias contadas de um jeitinho diferente e especial, pois trata-se de fantasia, para isso ela conta com a ajuda do Visconde de Sabugosa e de outros personagens do sítio: Pedrinho, D.Carochinha, Príncipe Escamado resolvem contribuir com as tais desmemorias, inclusive fazendo com que a Boneca de Pano reflita sobre sua existência. O que eles não poderiam esperar era por uma visita inesperada da Cuca – a Jacaroa mais temida do Sítio do Picapau Amarelo.
 www.facebook.com/grupotrapo  http://www.instagram.com/grupotrapo

Histórico do Grupo/ Cia ou Artista: Grupo Trapo é um grupo de teatro da cidade de São Paulo, criado em 2000 pelo ator e diretor Muriel Vitória. Desenvolve trabalhos baseados em comportamentos humanos e cultura popular, utilizando como expressão e estética os elementos corporais pautados no Teatro de Investigação Corporal. Tem como foco montagens teatrais oferecidas a espaços populares para difundir a arte a todos os tipos de público e fomentar temas que são pertinentes na sociedade atual, mediadas principalmente, por questões que afetam a todos diretamente ou indiretamente seja nos conceitos, nas relações pessoais ou até mesmo na pr&am p;am p;oa cute;pria arte, na crença, na cultura popular. Atua diretamente na região do extremo sul da cidade de São Paulo. Apoia iniciativas e luta há onze anos com ações que visam o estreitamento de laços entre a arte e a sociedade.
Montagens Realizadas

“ As Desmemorias da Emília – A Marquesa de Rabicó ” 2019
Teatro Folha
Projeto de Circulação Biblioteca Viva ( Secretaria Municipal de Cultura –SP )
Teatro Municipal de Mococa-SP
Auditório Claudio Santoro – Campos do Jordão-SP
Teatro Municipal Waldir Silveira Mello – Marília-SP
Teatro Estação das Artes – São João da Boa Vista-SP

“ Escola de Mulheres 2000 D/C ” – 2019
Teatro Amadododito
Ceu das Artes – Sorocaba-SP
Auditório Claudio Santoro – Campos do Jordão-SP
Teatro Municipal Waldir Silveira Mello – Marília-SP

“ O Banquete no Éden ” – 2019
Nosso Canto- Teatro Sede do Grupo Trapo
Festival Satyrianas 2019 – Estação Satyros

Abelha Rainha
Teatro Amadododito – São Paulo-SP _ Junho e Julho _ 2016
Teatro Municipal Arthur de Azevedo – SP _ Outubro 2017

“O Quintal da Casa de Doroty ” inspirado livremente na obra de L. Frank Baum.
– Teatro Municipal Adelia Lorenzetti – Lençóis Paulista/SP _ 2017
– Teatro José Goulart – Franca/SP _ 2017
– Festival das Artes – Teatro Nósmesmos – Itu/SP _ 2017
– Teatro Frida Kahlo – São Paulo/SP _ 2015
– Festival de Inverno – Serra do Itapety – Mogi das Cruzes/SP _ 2015

“O Planeta Fantástico do Principezinho” inspirado na obra de Antoine de Sant- Exupéry;
– Teatro Municipal Adelia Lorenzetti – Lençóis Paulista/SP _ 2017
– Teatro Mario Covas – Caraguatatuba/SP _ 2017
– Centro Cultural Jd. Morada do Sol – Indaiatuba/SP _ 2017
– Festival das Arte – Teatro Nósmesmos – Itu/SP _ 2017
– Teatro Jardim Sul – São Paulo/SP _ 2016
– Biblioteca Monteiro Lobato – São Paulo/SP _ 2015
– Festival de Inverno – Serra do Itapety – Mogi das Cruzes/SP _ 2015
– Sesc Piracicaba – Piracicaba/SP _ 2014

“O Sorriso do Gato de Alice”, inspirado na obra de Lewis Carrol. Diretor: Muriel Vitória; – Teatro Municipal Adelia Lorenzetti – Lençóis Paulista/SP _ 2017
– Teatro Mario Covas – Caraguatatuba/SP _ 2017
– Teatro José Goulart – Franca/SP _ 2017
– Centro Cultural Jd. Morada do Sol – Indaiatuba/SP _ 2017
– Teatro Municipal de Barueri – Barueri/SP _ 2017
– Circulação pelas Bibliotecas públicas na cidade de São Paulo (Biblioteca Pública Hans – – Cristian Andersen; B.P. Padre José de Anchieta; B.P. Viriato Corrêa; B.P. Belmonte;-

– B.P. Monteiro Lobato; B.P.Mário Schenberg e B.P. Álvares de Azevedo _ 2014 — Festival de Teatro da cidade de São Paulo – Teatro União Cultural – Indicação aos prêmios de: Iluminação, Figurino e Cenografia – São Paulo/SP _ 2014
– Sesc Piracicaba – Piracicaba/SP _ 2014

“Levi ”, de Muriel Vitória. Diretor: Muriel Vitória;
– Teatro Oscarito – São Paulo/SP _ 2013
– Casa de Cultura Professora Maria Bove Conegliean – Lençóis Paulista/SP _ 2015

“Senhora Sertão, Menina”, de Muriel Vitória. Diretor: Muriel Vitória;
– Teatro Municipal de Osasco – Osasco/SP _ 2015
– Cine Teatro Coronel Raimundo – Santana de Parnaíba/SP _ 2014
– Teatro Amadododito – São Paulo/SP _ 2012
“Ave, Maria”, de Muriel Vitória. Diretor: Muriel Vitória;
– Teatro Amadododito – São Paulo/SP _ 2015

“Salve Rainha”, de Muriel Vitória. Diretor: Muriel Vitória;
– Teatro Amadododito – São Paulo/SP _ 2015

“Pane no Circo”, de Muriel Vitória. Diretor: Muriel Vitória;
– Cine Teatro Coronel Raimundo – Santana de Parnaíba/SP _ 2014
– Casa de Cultura Professora Maria Bove Conegliean – Lençóis Paulista/SP _ 2014
– Festival Nacional de Teatro – Congonhas/MG _ 2013
– Teatro Amadododito – São Paulo/SP _ 2011
– Festival Agosto d’arte – Ceu Casa blanca – São Paulo/SP _ 2009

“O Sítio e Alice”, Baseado na obra de Monteiro Lobato. Dir. e adaptação: Muriel Vitória (2005);
– Centro Cultural Valdelice – Embu das Artes/SP _ 2005

“Chega de Estresse”, de Muriel Vitória. Diretor: Muriel Vitória
– Festival de teatro Ruth Escobar – São Paulo/SP _ 2003

Sucesso de público e crítica em São Paulo “Carmen, a Grande Pequena Notável” estreia no CCBB Rio de Janeiro

Há pouco mais de 90 anos Carmen Miranda (1909-1955) cantava pela primeira vez na rádio carioca Roquete Pinto. Portuguesa radicada no Brasil, a cantora estava prestes a se tornar um dos maiores símbolos da cultura brasileira para todo o mundo. Em comemoração a essa data, Carmen, a Grande Pequena Notável, com direção de Kleber Montanheiro, estreia dia 04 de fevereiro no Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB RJ). O espetáculo fica em cartaz até 28 de março, com apresentações quintas e sextas às 18h e sábados e domingos às 16h. O projeto tem patrocínio do Banco do Brasil.

O musical é inspirado no livro homônimo de Heloisa Seixas e Julia Romeu, que venceu o Prêmio FNLIJ de Melhor Livro de Não Ficção em 2015. Quem dá vida à diva é a atriz Amanda Acosta.

Para contar essa história, o espetáculo adota a estrutura, a estética e as convenções do Teatro de Revista Brasileiro, no qual Carmen Miranda também se destacou. “Utilizamos a divisão em quadros, o reconhecimento imediato de tipos brasileiros e a musicalidade presente, colaborando diretamente com o texto falado, não como um apêndice musical, mas sim como dramaturgia cantada”, explica o diretor Kleber Montanheiro.

Esse tradicional gênero popular faz parte da identidade cultural brasileira, mas recentemente está em processo de desaparecimento da cena teatral por falta de conhecimento, preconceito artístico e valorização de formas americanizadas e/ou industrializadas de musicais.

A encenação tem a proposta de preservar a memória sobre a pequena notável, como a cantora era conhecida, e a época em que ela fez sucesso tanto no Brasil como nos Estados Unidos, entre os anos de 1930 e 1950. Por isso, os figurinos da protagonista são inspirados nos desenhos originais das roupas usadas por Carmen Miranda; já as vestes dos demais personagens são baseadas na moda dessas décadas.

“As interpretações dos atores obedecerão a prosódia de uma época, influenciada diretamente pelo modo de falar ‘aportuguesado’, o maneirismo de cantar proveniente do rádio, onde as emissões vocais traduzem um período e uma identidade específica”, revela Montanheiro.

A cenografia reproduz os principais ambientes propostos pelo livro. Esses espaços físicos são o porto do Rio de Janeiro, onde Carmen desembarca criança com seus pais; sua casa e as ruas da Cidade Maravilhosa; a loja de chapéus, onde Carmen trabalhou; o estúdio de rádio; os estúdios de Hollywood e as telas de cinema; e o céu, onde ela foi cantar em 5 de agosto de 1955. Cada cenário traz ao fundo uma palavra composta com as letras do nome da cantora em formatos grandes. Por exemplo, a palavra MAR aparece no porto, e MÃE, na casa dos pais da cantora.

SINOPSE

O musical conta a história da cantora Carmen Miranda, de sua chegada ao Brasil ainda criança, passando pelas rádios, suas primeiras gravações em disco, pelo cinema brasileiro e o Cassino da Urca, ao estrelato nos filmes de Hollywood. Inspirado no livro homônimo infanto-juvenil de Heloisa Seixas e Julia Romeu, o espetáculo conta e canta para toda a família os 46 anos de vida dessa pequena notável que levou a música e a cultura brasileira para os quatro cantos do mundo.

Sobre a temporada no CCBB RJ

O Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro funciona de quarta à segunda, das 9h às 18h. O CCBB RJ está adaptado às novas medidas de segurança sanitária: entrada apenas com agendamento on line (eventim.com.br), controle da quantidade de pessoas no prédio, fluxo único de circulação, medição de temperatura, uso obrigatório de máscara, disponibilização de álcool gel e sinalizadores no piso para o distanciamento. No teatro a capacidade foi reduzida para 50%, com higienização completa antes de cada apresentação/sessão, além do distanciamento de 2 metros entre as poltronas.

Sobre Kleber Montanheiro – direção, cenários e figurinos

Produtor, ator, diretor, cenógrafo, figurinista e iluminador, Kleber Montanheiro trabalhou como assistente e criador de grandes mestres do teatro nacional: Gianni Ratto, Roberto Lage, Wagner Freire, Antônio Abujamra, Myriam Muniz, Naum Alves de Souza, entre outros.

Como diretor, ganhou os prêmios APCA 2008, por “Sonho de Uma Noite de Verão”; e FEMSA 2009, por “A Odisséia de Arlequino”. Como cenógrafo e figurinista, venceu os prêmios APCA e FEMSA 2012, por “A História do Incrível Peixe Orelha”. Como iluminador, recebeu o prêmio FEMSA 2013, pelo trabalho em “Crônicas de Cavaleiros e Dragões”, de Paulo Rogério Lopes.

As últimas peças dirigidas por ele foram “Alô Alô Theatro Musical Brazileiro” (2017), de sua autoria com Amanda Acosta; “Um Dez Cem Mil Inimigos do Povo” (2016), de Cassio Pires, a partir da obra de Henrik Ibsen; “Os Dois Cavalheiros de Verona” (2015), de William Shakespeare; “A Lenda do Cigano e O Gigante” (2015) e “Navio Fantasma – O Holandês Voador” (2015), ambos de Paulo Rogério Lopes; e “Sobre Cartas & Desejos Infinitos” (2015), de Ana Luiza Garcia.

Sobre Heloisa Seixas – autora do livro e adaptadora teatral

A carioca Heloisa Seixas trabalhou muitos anos na imprensa do Rio de Janeiro antes de se dedicar exclusivamente à literatura. É autora de mais de 20 livros, incluindo romances, contos, crônicas e obras infanto-juvenis, além de peças de teatro. Foi quatro vezes finalista do prêmio Jabuti, com os livros “Pente de Vênus”, “A porta”, “Pérolas absolutas” e “O oitavo selo”, este último também finalista do prêmio São Paulo de Literatura e semifinalista do prêmio Oceanos.

Seu livro mais recente é o romance “Agora e na hora”, lançado em abril pela Companhia das Letras. Além dos musicais “Era no tempo do rei” e “Bilac vê estrelas”, ambos em parceria com Julia Romeu, Heloisa fez para o teatro a peça “O lugar escuro”, uma adaptação de seu livro homônimo sobre a doença de Alzheimer. Este espetáculo rendeu para a atriz Camilla Amado o Prêmio Especial APTR de 2014.

Sobre Julia Romeu – autora do livro e adaptadora teatral

Em parceria com Heloisa Seixas, Julia Romeu escreveu os musicais “Era no tempo do rei” (2010), com músicas de Aldir Blanc e Carlos Lyra; e “Bilac vê estrelas” (2015), que venceu os prêmios Bibi Ferreira de Melhor Musical Brasileiro, Shell e APTR, com canções de Nei Lopes. As duas também são autoras do livro “Carmen: A grande pequena notável”, a biografia de Carmen Miranda para crianças, vencedora do Prêmio FNLIJ de Melhor Livro de Não Ficção de 2015. Além disso, ela trabalha como tradutora literária há mais de dez anos e é mestre em Literaturas de Língua Inglesa pela UERJ.

Instagram oficial do espetáculo: https://www.instagram.com/musicaldacarmen/

FICHA TÉCNICA

CARMEN, A GRANDE PEQUENA NOTÁVEL

PATROCÍNIO: BANCO DO BRASIL

REALIZAÇÃO: CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL

DRAMATURGIA: HELOISA SEIXAS e JULIA ROMEU

DIREÇÃO: KLEBER MONTANHEIRO

DIRETORA ASSISTENTE: LARISSA MATHEUS

ELENCO: AMANDA ACOSTA – Carmen Miranda, DANIELA CURY – Mãe / Freira / Corista, GUH REZENDE – Pai / Freira / Mario Cunha / Empresário Americano, FERNANDA GABRIELA – Aurora Miranda / Secretária do Cassino / Corista, JÚLIA SANCHES – Madame Boss / Madre Maria José / Isaura / Corista, SAMUEL DE ASSIS – Criança / Josué de Barros / Dono do Cassino

DIREÇÃO MUSICAL E ARRANJOS: RICARDO SEVERO

MUSICOS: BETINHO SODRÉ, MAURICIO MAAS, MONIQUE SALUSTIANO e FERNANDO PATAU

CENÁRIO E FIGURINOS: KLEBER MONTANHEIRO

ASSISTENTE DE CENÁRIO E FIGURINOS: THAÍS BONEVILLE

PRODUÇÃO DE ÉPOCA: LUMA YOSHIOKA

CENOTÉCNICO: EVAS CARRETERO

PINTURA ARTÍSTICA DE CENOGRAFIA E FIGURINOS: VICTOR GRIZZO

VISAGISMO: ANDERSON BUENO

COREOGRAFIA e DIREÇÃO DE MOVIMENTO: KEILA FUKE

ILUMINAÇÃO: MARISA BENTIVEGNA

ADEREÇOS: MICHELE ROLANDI

COSTUREIRAS: CREUZA MEDEIROS e MARILUCE CONSTANTINA DA COSTA

DESIGN DE SOM: ANDRÉ OMOTE

FOTOS e REGISTRO EM VIDEO: LEEKYUNG KIM

PROJETO GRÁFICO: HERON MEDEIROS

ASSESSORIA DE IMPRENSA: MERCADOCOM / RIBAMAR FILHO

OPERADOR DE LUZ: MATHEUS MACEDO

OPERADOR DE SOM: KLEBER MARQUES

CAMAREIRO: JÔ NASCIMENTO

CONTRARREGRAGEM: MARCOS VALADÃO

MICROFONISTA: EDER SOUSA

PRODUÇÃO EXECUTIVA E DIRETOR DE PALCO: REGILSON FELICIANO

ACOMPANHAMENTO ARTÍSTICO: Aruana Granier, Domenica Guimarães, Eder Sousa, Franklin Almeida, Julia Walther, Laura Santini, Letícia Esposito, Lucas Martinez, Lucas Profirio, Luísa Gouvêa, Maiara Schultz, Marcos Junior Valadão, Maria Alina Corsi, Mila Fogaça, Paula Mares, Raíssa Tomasin, Rodrigo Odone, Rodrigo Santiago, Weslley Rocha

DIREÇÃO DE PRODUÇÃO E ADMINISTRAÇÃO: MAURÍCIO INAFRE

IDEALIZAÇÃO DO PROJETO: KLEBER MONTANHEIRO

SERVIÇO

Carmen – A Grande Pequena Notável

Centro Cultural Banco do Brasil RJ

R. Primeiro de Março, 66 – Centro – TEATRO I

Temporada: 4 de fevereiro à 28 de março, quintas e sextas às 18h e sábados e domingos às 16h.

Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada) 

Classificação: livre. Recomendado para crianças a partir de 5 anos

Duração: 70 minutos

Capacidade: 75 lugares

Informações: (21) 3808-2020
Venda online: https://www.eventim.com.br/event/teatro-carmen-a-grande-pequena-notavel-musical-centro-cultural-banco-do-brasil-rio-de-janeiro-13546680/

“Expurgar” estreia solo de Billy

Billy Idol, Billy Paul, Billy The Kid, Billy Ocean, Billy Ray Cyrus, Billy Joel, Billy Elliot, Billy Corgan, Billy Preston. Em sua estreia solo, Vicente Coelho veste seu apelido de Billy como quem se transforma em todos estes – e em nenhum ao mesmo tempo. Billy surgiu dentro da sua banda Biltre para representar alguém que vive a vida de um jeito desprendido, gauche. Essa é a tônica do EP de estreia antecipado por “Expurgar”, uma faixa sobre a cura do estresse através da dança que traz a valorização de movimentos mais livres e autênticos em seu clipe. A música está disponível em todas as plataformas.

Assista a “Expurgar”:  https://youtu.be/LoNlU7et_04

Ouça “Expurgar”: https://backl.ink/144090404

Vocalista, um dos fundadores do bloco “Minha Luz é de Led”, ator, multiinstrumentista e compositor, Billy une todas as suas referências em uma nova e audaciosa roupagem. Como principal letrista das mais irreverentes faixas de sua banda, ele chega com tudo com a persona que assume num projeto solo ambicioso. Com lançamento marcado para fevereiro de 2021, o título do EP – “Hippie dos anos 90” – reflete o cruzamento das experiências que marcaram sua vida.

“Eu estou sempre inventando várias ideias musicais e umas não cabem no Biltre, e fui vendo a gaveta de ideias ficando cada vez mais cheia… Foi quando pensei em lançar um lance individual. Essa é uma vontade que eu nunca achei que teria pois  sempre curti o lance em grupo, seja no teatro ou na música. Mas a ideia foi amadurecendo e chegou o momento de morder essa fruta”, conta ele.

Filho de um ator que acredita em OVNIs e de uma produtora amante das terapias holísticas, Vicente cresceu em uma comunidade religiosa nada convencional nos arredores de Juiz de Fora (MG). Criado entre o bucolismo do interior, os shows do Kid Abelha e a peça “5 X Comédia”, que sua mãe produzia, Vicente se sentia o próprio “hippie dos anos 90”, que dá nome ao EP. A nostalgia dessa época, que marca a essência de sua personalidade performática-espiritualizada, é o combustível inicial para composições mais íntimas, mas não menos divertidas.

As canções do EP carregam em suas letras a cura para o mal-estar com remédios tão cotidianos quanto cômicos: um banho de sol, uma varrida na casa, um encontro entre amigos que não se vêem há algum tempo ou o valor de um ar-condicionado geladinho em um dia muito quente. “Expurgar” tem clipe dirigido pelo roteirista, diretor e artista plástico Thiago Gadelha com um convite para sentir o prazer do sangue circulando no corpo e para experimentar um pouquinho de esperança em tempos tão difíceis. 

“Expurgar” está disponível em todos os serviços de streaming de música e no canal do YouTube do artista.

Assista a “Expurgar”:  https://youtu.be/LoNlU7et_04

Ouça “Expurgar”: https://backl.ink/144090404

Ficha Técnica:

Letra e melodia: Billy

Produção musical: Billy e Guilherme Marques

Arranjo do coro: Ricardo Goes

Mix e master: Guilherme Marques

Roteiro/Direção/montagem/fotografia/pintura: Thiago Gadelha

Núcleo Billy: Andreia Cebukin, Marília Gurgel, Vicente Coelho

Figurino e Still: Luciano Aguiar 

Make: Vê Carvalho 

Luz: Paulo Denizot

Apoio máq. fumaça: In Foco Iluminação 

Produção: João Lucas

Espaço: Galpão Ladeira das Artes

Preparadora Corporal: Nathalia Mello 

Agradecimentos Especiais: Luiza Yabrudi, Marcos Quental, Banda Biltre, Carla Ferraz, Carla Oliveira, Sabrina Bueno , Socorro Nascimento, Mangolab, Alessandra Reis, Clara Araújo, Felipe Lourenço, Buildup Mídia, Guilherme Marques, Jodele Larcher, Gabriel Naumann, Leo Deled, Minha Luz é de Led, Guigga Tomaz.

“Questão de Falha” no Teatro Faap

Enquanto não entra em cartaz presencialmente por conta da pandemia da Covid-19, a peça QUESTÃO DE FALHA terá seu processo de criação aberto ao público, de forma online, a partir de 5 de fevereiro., com sessões dias 5,6 e 7, 19, 20 e 21 de fevereiro. Sexta e sábado às 21h30 e domingo às 19h. Os ingressosn custamR$ 20,00 (preço único) e a transmissão acontece pela Sympla, direto da casa do ator. http://www.sympla.com.br

Na sala, cinco homens estão criando um espetáculo – escrevendo o texto, improvisando e pesquisando sobre o tema – e convidam para mesma sala online até 150 pessoas por sessão. Com duração de 60 minutos e ingressos até R$ 30,00, a  encenação será ao vivo, pela plataforma Sympla, com trechos pré-gravados. Com direção de Gabriel Fontes Paiva, texto de Daniel Belmonte e Fabrício Branco e atuação de Otávio Muller, QUESTÃO DE FALHA é uma comédia de autoficção e parte da temática da desconstrução do masculino para repensar de forma divertida a sociedade patriarcal e o machismo. André Prado assin a a luz e assistência de direção e é o diretor técnico responsável pelas novas tecnologias e direção de arte.

A peça será encenada ao vivo da casa de Otávio Muller e contará com cenas pré-gravadas. A transmissão acontece de forma digital. O público irá participar ativamente do processo de criação do espetáculo. Além da exposição do trabalho, conversará com a equipe discutindo a montagem, sugerindo, experimentando junto com o elenco e o grupo de criação. Alguns poderão até se arriscar a dirigir o ator ou a atuar. “O público estará na mesma sala que a gente e, em alguns momentos, com a câmera ligada. Otávio irá apresentar o projeto e encenar online algumas cenas, e gravações serão exibidas. É como se fosse uma peça online com improvisos e participaç& amp; atilde;o ativa do publico”, explica o diretor, responsável pela encenação de Neste Mundo Louco Neste Mundo Brilhante, A Golondrina, Marte, Você está aí? e Uma Espécie de Alasca. Otávio será desafiado a falar de suas falhas e dos homens de forma geral em relação às mulheres e à sociedade. A comédia parte da história e do histórico do próprio Otávio Muller no tema para criar as críticas. “A ideia é fazer tudo muito engraçado. Será uma autocrítica, reconhecer os erros, falar muito mal de mim mesmo”, conta o ator Otávio Muller.

Sobre a direção

O diretor imagina uma cenografia simples, “que permita resignificar os espaços juntamente com a luz porque contamos histórias em lugares diversos”. A trilha sonora será do roqueiro Chuck Hipolito quando na versão presencial.“Neste instante, o importante é a participação do público. Mostrar para eles o que escrevemos, alguns ensaios, alguns pensamentos. Queremos ouvi-los e que se divirtam com a gente. Temos nos divertido muito neste processo. O Otávio, além de um ator extraordinário, que sempre surpreende com interpretações inusitadas, é um cara divertidíssimo. Acho que o publico vai adorar conhecer este processo e participar dele.  

Sobre o texto

Quando o encenador e produtor Gabriel Paiva propôs o tema do espetáculo a Otávio Muller, o ator logo sugeriu os dois autores, com quem já trabalhara anteriormente.  Daniel Belmonte autor do longa B.O, e roteirista da nova fase do programa Zorra e A Gente Riu Assim, da Rede Globo) e Fabrício Branco (dramaturgo premiado pela montagem de Solo e A Pena, ambos de 2019, além de Sanfre, de 2015, direção de Carmen Frenzel;  Triptografia, de 2017, dirigido por Pedro Kosoviski e Marco André Nunes e de Distorções, de 2019) escrevem o texto a quatro mãos, em primeira pessoa.

A linha da autoficção norteou o caminho da escrita. As cenas foram criadas a partir provocação sobre as histórias do Otávio. O processo de escrita tem sido colaborativo a partir de reuniões online. Daniel Belmonte e Fabrício Branco assistem os ensaios em plataforma digital junto com o diretor. Em seguida, escrevem as cenas separadamente para depois trocar opiniões, interferindo na escrita um do outro do outro, por vezes acrescentando, subtraindo falas ou até alterando a disposição de diálogos.  “Daniel e eu nos revezamos na criação das cenas propostas e trocamos durante a criação, para melhor adequar ao discurso e tornar o humor o principal direcionamento de toda a nossa escrita”, detalha Fabrício. 

“Daniel e eu já tínhamos sonhado em desenvolver um trabalho conjunto e essa foi nossa primeira oportunidade. Juntos, colhemos as informações sobre a história de vida do Otávio, pesquisamos o assunto proposto e sugerimos as falas que ganharam vida em um personagem quase real.” “Estamos descobrindo como fazer um processo teatral à distância, tendo de adaptar os procedimentos de construção dramatúrgica, a elaboração do texto, e transpor para este novo universo de distanciamento social”, conta Daniel. Ambos concordam que facilita o fato de já terem trabalhado com Otávio, com quem possuem intimidade artística.

Otávio – personagens marcantes

É fato a genialidade de Otávio Muller para construir personagens inusitados, sempre carismáticos e engraçados. Não à toa coleciona dezenas de papeis marcantes na televisão, no cinema e no teatro. Entre os mais recentes trabalhos do artista no teatro, destaque para a direção do monólogo Mais Preta do que Nunca, de sua ex-mulher, Preta Gil, em 2019, e a comédia Loloucas, com Heloisa Périssé e Maria Clara Gueiros (2020), esta última com a temporada interrompida pela pandemia. No palco fez, ainda, A Vida Sexual da Mulher Feia, que também dirigiu. Na televisão, destaque para o Djalma, da série Tapas & Beijos. Otávio participou da nova fase do Zorra e da Escolinha do Professor Raimundo , além de ter voltado a fazer novela – a próxima da Globo das 21h, de Lícia Manzo.  No cinema, durante a pandemia o ator esteve longa Álbum de Família (Nelson Rodrigues), de Daniel Belmonte, em que atuava com sua própria família. “Quer participar do processo de criação de uma peça? O que acha de, ao invés de assistir me ajudar a montar uma peça falando mal de mim mesmo?”, convida Otávio Muller.

Para roteiro

Questão de Falha. Espetáculo integra a programação online do Teatro FAAP. Com Otávio Muller. Montagem estreia seu processo de criação em vários ensaios abertos a partir de 5 de fevereiro, sexta, às 21h. Temporada – Dias 5,6 e 7, 19, 20 e 21 de fevereiro. Sexta e sábado às 21h30 e domingo às 19h. Capacidade da sala – 150 pessoas. Transmissão online. Encenado ao vivo, possui trechos pré-gravados. Duração – 60 minutos. Classificação etária- 16 anos.  Plataforma digital – Sympla. Ingressos – R$ 20,00 (preço único). Transmissão pela Sympla direto da casa do ator. http://www.sympla.com.br

Ficha técnica

Direção – Gabriel Fontes Paiva. Texto – Daniel Belmonte e Fabrício Branco. Atuação – Otávio Muller. Direção técnica, Luz e Edição de vídeo – André Prado. Gênero – Comédia de autoficção baseada nas experiências do ator Otávio Muller sobre o tema da desconstrução do masculino. Assessoria de Imprensa – M. Fernanda Teixeira/Arteplural. Realização – Fontes Realizações Artísticas.

Nova casa no Trevo de Piratininga reune peixaria, bar e restaurante especializado

Inaugurado em novembro do ano passado em meio à pandemia, o Sabores do Mar, reúne peixaria, restaurante e bar.

Numa área coberta, localizada no Trevo de Piratininga, a casa consegue harmonizar as três propostas no mesmo espaço, em horários diferentes. Todos os dias até meio dia a peixaria conquistou os adeptos a um bom pescado com preços acessíveis e fresquinhos.

No sábado e domingo divide espaço com o restaurante na hora do almoço e além de um cardápio onde a atração principal são os frutos do mar, assinado pela chefe e consultora gastronômica Márcia Fiúza, o que tem feito bastante sucesso é a Escolha o seu peixe que fazemos pra você. O cliente escolhe o peixe na peixaria e o corte (inteiro, postas ou filé) e os acompanhamentos que desejar no cardápio da casa.

Podemos destacar no cardápio fixo o Tártare de salmão com guacamole acompanha chips de batata doce (R$69,90), como entrada, Filé de Peixe Sabores do Mar – Filé de Peixe Empanado, Camarão, Mexilhão, Polvo, Molho aos três Queijos, Purê de Palmito e Arroz Maluco (R$140,90) e o Risotto de Moqueca – Risotto de Moqueca Baiana, leva Camarão, Lula, Polvo, Mexilhão, Dendê e Leite de Coco (R$124,90) e a Lagosta à Moda – Lagosta Grelhada c/ Manteiga de Ervas e Alcaparras, Camarão, Abacaxi e Cebola, acompanha Arroz a La Grega e Batata Cozida (R$235,90) entre outras opções de tirar o fôlego.

Para petiscar as opções são inúmeras, podemos destacar o Camarão na cesta de parmesão – Camarões empanados, servidos na cestinha de parmesão Acompanha molhos: ranch, geleia de tomate c/ pimenta (R$72,90), Bolinho de Bobó de Camarão – 10 unidades – (R$ 37,00) e o Caldinho de peixe (R$ 15,90).

Informações gerais:

O Sabores do Mar fica na Rua Professor Ernani Farias Alves, 155 Trevo de Piratininga – Niterói – Tel. (21).

Peixaria abre de segunda a sexta das 07h às 12h. Sábado e domingos e feriados das 07h às 15h.

Bar e Restaurante – Quinta e sexta a partir das 19h, sábados, almoço das 12h às 16h e jantar das 19h ás 00h, domingos e feriados das 12h às 16h.

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Museu Histórico da Cidade recebe projeto Espaço Vivo, nos jardins do museu

O Museu Histórico da Cidade do Rio de Janeiro apresenta de 31/01 a 27/03 o  projeto gratuito Museu Histórico da Cidade do Rio de Janeiro– Espaço Vivo. O evento oferece atividades artísticas, culturais e ecológicas diferenciadas para os visitantes do Museu e do Parque da Cidade de forma presencial e on-line. As atividades sempre acontecem nas dependências externas e no jardim do Museu. Todos os visitantes poderão experienciar e vivenciar as atividades propostas pelos diferentes atores, artistas, arte-educadores. A realização é da Associação de Amigos do Museu Histórico da Cidade do Rio de Janeiro,  com curadoria de Gisele Lopes e de Carlos Magno Romano.

Os encontros presenciais acontecem nos dias 31/1, às 10h; 6/2, às 15h;; 7/2, às 11h; 27/2, às 15h, 28/2, às 11h, 6/3, às 15h; 14/3, às 11h; 20/3, às 15h, e  21/3, às 11h. Já os encontros virtuais acontecem nos dias 7/3, 13/3 e 27/3, às 15h, no Canal do Youtube. Lembrando que nos eventos presenciais o uso de máscara é obrigatório e o evento respeita as regras do distanciamento social.

O projeto “Museu Histórico da Cidade do Rio de Janeiro– Espaço Vivo” terá 3 módulos:

Módulo 1-  “Encontros Culturais” (arte-educação)

Encontros culturais com artistas das mais variadas linguagens que visam resgatar a essência do museu como espaço cultural e de formação, propondo fortalecer a relação fundamental entre Cultura e Educação no processo de formação da cidadania.

Módulo 2-  “Atividades Culturais Interativas” (histórico)

Atividades culturais interativas com artistas das mais variadas linguagens, poetas e especialistas em Museologia, História e profissionais ligados à área afins com apresentação de leituras encenadas, saraus e palestras visando integrar o acervo do MHCRJ com as propostas apresentadas.

Módulo 3- “Vivências Ambientais” (ambiental)

Atividades ecológicas e ambientais que promovam o conhecimento do Parque da Cidade com valorização e preservação do Meio Ambiente por meio de oficinas e palestras ligadas ao tema.

Outro aspecto que será explorado é o da sustentabilidade econômica e ambiental do Parque da Cidade ou Parque da Gávea, local onde se localiza o MHCRJ. Localizado no bairro da Gávea, estende-se por 470.000 m², até as proximidades do Parque Nacional da Tijuca, com o qual compõe uma grande área de proteção ambiental. O local de bastante área verde ainda é pouco conhecido e explorado pelos moradores da cidade do Rio de Janeiro e, pretendemos dar maior visibilidade ao Parque pela integração de ações com o Museu Histórico da Cidade do Rio de Janeiro.

Nosso desejo é que o museu seja o lugar para estar com a família e amigos, além de possibilitar uma interação do público do Parque da Cidade com o Museu Histórico da Cidade.

Programação:

31/1, domingo,  às 10h-Visita guiada com plantio (presencial)

Mini Bio: Mobilizadores da ação, Agente Ambiental André Silva, Guarda Municipal artesão Walter Solimar e Agente Leandro Urso. Mobilizador social, arte educador, Griô (contador de histórias Afro) do museu Samkofa e Agente Ambiental há pouco mais de 15 anos na Secretaria de Meio Ambiente da Prefeitura do Rio.

Release da atividade: Conhecendo suas Histórias entre raízes e galhos, o trajeto percorrido terá coleta de sementes e plantio de mudas de árvores nativas, deixando enraizada a experiência do visitante ao Parque da Cidade.

Iniciando no portão de entrada do PNM da Cidade e terminando ao lado do MHC com plantio de mudas.

Local: Entrada do Parque da Cidade, final da Rua Santa Marinha, no alto da Gávea

6/2, sábado, às 15h- “O bota-abaixo de Pereira nos passos de João do Rio”  (presencial)

Mini Bio:Beth Araújo, carioca, atriz, diretora, dramaturga, produtora e arte-educadora e participação do músico Pedro Soares no violão

Release da atividade: Apresentar em formato de Leitura Dramatizada trechos do livro A Alma encantadora das ruas, de João do Rio.

Ninguém melhor para apresentar o Rio de Janeiro do início do século XX do que João do Rio. Ou melhor, João Paulo Alberto Coelho Barreto (1881-1921) cronista atento ao bota-abaixo de Pereira Passos, o Prefeito “que fez o carioca mudar-se de uma velha e colonial cidade para uma opulenta e encantadora capital sem que esse arredasse o pé do Rio de Janeiro” A partir de suas crônicas, saídas da redação para as ruas mostrando movimentos e personagens da cidade, ele tornou-se a alma encantadora das ruas e o João de todos os rios.

7/2,  domingo, às 11h- Contação de histórias  (presencial)

Mino Bio: Lucia Morais- origem indígena, Tucuju de Macapá/ AP. Reside há 22 anos no Rio de Janeiro. Narradora de Histórias, atriz, esteve em cartaz com o espetáculo “ARANDU Lendas Amazônicas” nos CCBB’s de todo o Brasil, com grande repercussão na mídia de todo Brasil.

Release da atividade: Por meio de um passeio poético e lúdico, Lucia Morais narra em roda as lendas indígenas de diversas etnias, iniciando com a criação do Mundo, passando para Taená Ekan e outras. Utilizará adereços indígenas: Pau de chuva, maracá, apito. Finalizará a atividade com uma dança do Toré com os participantes, cantando “ Pisa Ligeiro”.

27/2, sábado, às 15h– Museu Histórico da cidade do Rio de Janeiro em cordel

Mini Bio: Severino Honorato- Paraibano de Mulungu, agitador cultural e de mobilização social, com formação em produção Cultural pela UFF, por projeto de extensão em ênfase numa Cultura de fortalecimento da identidade Nacional. Tem 04 títulos individuais em poesia, contos e crônicas, e 02 títulos infantis. Dedicado ao trabalho de fundação e manutenção de Bibliotecas Comunitárias na Maré, desde 2007. Editor pela RPC Editora, dedicando em especial, olhares sobre a presença das mulheres na área da Literatura de Cordel; entre estas, o trabalho em Xilogravura.

Release da atividade: Em versos poéticos da Literatura de Cordel, o cordelista Severino Honorato nos brinda com esse convite para participar de um passeio poético em forma de cordel pela área externa do Museu.

28/2, domingo, às 11h- Migrações Negras: resistências, reexistências, caminhos e trajetórias dos saberes e fazeres da cultura Afro na cidade do Rio de Janeiro.

Mini Bio: Rodrigo Nunes- Nascido e criado na Tradicional comunidade da Serrinha em Madureira, é Produtor Cultural, Coreógrafo, Dançarino, Arte-educador e pesquisador de Danças Negras Tradicionais e Coordenador do Ponto de Cultura Companhia de Aruanda e membro Fundador do Coletivo Negra Ação. Também é Membro da Comissão de Danças de Matrizes Africanas do Sindicato dos Profissionais da Dança do RJ e Gestor do Centro Cultural Casa do Jongo

Release da atividade: Nesta atividade falaremos um pouco sobre a cultura afro carioca e seus processos migratórios do interior para a região central da cidade no pós-abolição e, logo em seguida, forçados pelas ações da reforma Pereira Passos, dessa região central para as periferias, subúrbios e favelas que se formariam a partir de então. Analisaremos como estes locais, como o bairro de Madureira e a comunidades da Serrinha, se tornaram verdadeiros Quilombos culturais de preservação de memória e de resistência de saberes e fazeres ancestrais como o Samba, O Jongo, As curimbas e Ladainhas.

6/3, sábado, às 15h- Conversa ecológica sobre o Parque da Cidade com Urso e guarda Solimar (presencial)

Mini Bio: O Professor de Geografia, Griô, mobilizador social, fundador do Museu SANKOFA, Antônio Carlos Firmino vai compartilhar histórias da construção do Rio através da visão dos trabalhadores negros e índios.

Release da atividade: O Agente Ambiental Leandro Urso vai conversar de uma forma lúdica, como a sociedade civil pode fazer para ajudar ao Rio de Janeiro cumprir com os “Objetivos de Desenvolvimentos Sustentáveis“ do documento da ONU com base da agenda 2030, e sua experiência de educação ambiental na comunidade Vila parque da Cidade que fica ao lado do Parque Natural Municipal da Cidade.

7/3, domingo, às 15h– Guilherme Guingle, como colecionador com foco no Museu Histórico da Cidade (virtual)

Mino Bio: Paulo Knauss- Doutor em História. Professor do Departamento de História da Universidade Federal Fluminense. Sócio do IHGB e ex-presidente do IHGRJ. Ex-diretor do Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro, ex-diretor do Museu Histórico Nacional. Autor de vários trabalhos, entre eles o livro mais recente, do qual é coorganizador, História do Rio de Janeiro em 45 objetos (ed. FGV, 2019).

Release da atividade: Numa conversa, Paulo Knauss narrará a história de Guilherme Gunigle com o Museu Histórico da Cidade do Rio de Janeiro.

13/3, sábado, às 15h-Circuito Parque da Cidade da Trilha Transcarioca (virtual)

Pedro da Cunha e Menezes é fundador da Trilha Transcarioca e Diretor da Rede Brasileira de Trilhas. Foi Diretor do Parque Nacional da Tijuca, Coordenador-Geral de Uso Público e Negócios e Diretor de Criação e Manejo do ICMBio. Foi representante permanente do Brasil junto ao Programa Mundial das Nações Unidas para o Meio Ambiente, negociador oficial do Brasil nas Convenções da ONU para o Clima, Desertificação, Espécies Migratórias, Diversidade Biológica, Patrimônio Mundial e Ramsar. Atualmente, é Presidente do Grupo de Especialistas da UICN para Trilhas de Longo Curso e Diretor da World Trails Network. Nas três décadas em que tem atuado na Conservação publicou mais 15 livros e 150 artigos sobre trilhas e Áreas Protegidas em revistas e jornais do Brasil e do exterior.

Release da atividade: A Trilha Transcarioca foi a 1ª trilha de longo curso instituída no Brasil, fruto da contínua colaboração entre instituições públicas e privadas, e do trabalho de mais de 1.000voluntários. Seu trajeto cruza a Cidade do Rio de Janeiro, de Guaratiba à Urca, conectando 9 unidades de Conservação, passando pelas zonas Oeste, Norte e Sul da cidade. O percurso conta com aproximadamente 180 km de trilhas muito bem sinalizadas, permitindo que o visitante desfrute do rico patrimônio natural, histórico e cultural carioca. O Circuito Parque da Cidade foi o último trecho acrescentado ao percurso da Trilha Transcarioca, incentivando a visitação do Parque e do Museu da Cidade.

Dia: 13/03

Horário: 15h

14/3, domingo, às 11h– Oficina de arte-educação com reaproveitamento de materiais descartáveis (presencial)

Mini Bio: Agentes Ambientais Leandro Urso, Denise, Kely e Gabriele coordenaram as oficinas de reaproveitamento de óleo usado transformando em sabão, e de cestaria utilizando o reaproveitamento de jornais.

Release da atividade: A equipe da van itinerante inicia as atividades com a apresentação de Educação Ambiental através do teatro de fantoche. Os convidados levaram brindes do educativo e sabão feito de óleo usado.

20/3, sábado, às 15h– Oficina sensitiva com Urso (presencial)

Mini Bio: Ricardo- biólogo e Leandro Urso, agente ambiental

Release da atividade: Nesta atividade vamos ter um espaço de acessibilidade, onde o visitante será vedado e passará por experiências de 3 dos 5 sentidos humanos, que são olfato, audição e tato. Conhecedor da flora e fauna local, o Biólogo Ricardo contribuirá com sua experiência para falar da cobra jiboia, utilizada para educação ambiental no Parque da Cidade.

O Agente Leandro Urso organizara com os voluntários por natureza o corredor de acessibilidade, com objetos, ervas, frutos e animais local.

21/3, domingo, às 11h–  Semeando narrativas, rimas e saberes no quintal

Mino Bio: Verônica Pinheiro é professora de Literaturas e atualmente trabalha como cogestora no Núcleo de Arte Grande Otelo, onde atua na promoção sistemática de ensino de Arte para alunos da Rede Pública Municipal de Ensino do Rio. Pesquisa sobre Culturas Africanas e Afro-Brasileiras em sala de aula. Membro do Coletivo de Arte Poesia EnCena e do Grupo Folclórico Carimboclo.

Release da atividade: A Contação de histórias é um processo de ensino-aprendizagem que fortalece os vínculos sociais e afetivos. A atividade compartilha sabedoria popular e dá voz à cultura oral do Brasil. Através de narrativas e canções, os participantes serão levados a plantar mudas e compartilhar vivências. A ação procura chamar a atenção para apreciação e respeito pela natureza e todos os seres vivos. “Nenhuma raça pode prosperar até que aprenda que há tanta dignidade em cultivar um campo quanto em escrever um poema.” – Booker T. Washington

27/3, sábado, às 15h– A  história por trás do acervo (virtual)

Mini Bio: Paulo Rezzutti – pesquisador e escritor vencedor do Prêmio Jabuti em 2016 e 2017, é autor de Domitila, a verdadeira história da marquesa de Santos, Titília e o Demonão, D. Leopoldina, D. Pedro, D.Pedro II, Mulheres do Brasil

Release da atividade: A partir de telas do Museu Histórico da Cidade, Paulo Rezzutti contará a história de acontecimentos da cidade do Rio de Janeiro.

Dia da exibição: 27/03

Horário: 15h

O projeto Museu Histórico da Cidade do Rio de Janeiro – Espaço Vivo foi contemplado no Prêmio a Projetos de Fomentos à Todas as Artes / Lei Aldir Blanc.

Serviço: Museu Histórico da Cidade do Rio de Janeiro– Espaço Vivo

Endereço:Estrada Santa Marinha, s/nº, acesso pelo final da Rua Marquês de São Vicente, Gávea.

De 31/01 a 27/03.

*Encontros presenciais: 31/1, às 10h; 6/2, às 15h; 27/2, às 15h, 28/2, às 11h, 6/3, às 15h; 14/3, às 11h; 20/3, às 15h e 21/3, às 11h, na área externa do Museu Histórico da Cidade do Rio de Janeiro. Lembrando que nos eventos presenciais o uso de máscara é obrigatório e o evento respeita as regras do distanciamento social.

*Encontros virtuais: dias 7/3, 13/3 e 27/3, às 15h, no Canal do Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCE62yUmCCpm9MKbAbzEUkSA 

Evento gratuito.

Classificação livre.

Windsor lança campanha ‘Bora Viajar’ para incentivar turistas a aproveitarem o melhor do verão no Brasil

Para celebrar a chegada da estação mais aguardada do ano, a Rede Windsor Hoteis está lançando a campanha “Bora Viajar”. A ação consiste em incentivar os turistas a aproveitarem o melhor do verão ao visitar destinos de praia, como o Rio de Janeiro, ou aproveitar excelentes hotéis com piscina e toda uma infraestrutura preparada para o período, como são os casos dos hotéis da Rede em Brasília. Os clientes que realizarem reservas neste mês, poderão desfrutar da hospedagem até junho deste ano, com condições especiais nos Pacotes Passaporte Família e Saia da Rotina Brasília, além de acomodações para até seis pessoas.

Para realizar a campanha, a empresa se baseou na busca das pessoas por opções seguras de diversão no verão, mesmo durante a pandemia do coronavírus (COVID – 19). Com a dificuldade de realizar grandes deslocamentos e com sanções impostas por alguns países, a intenção é estimular que os turistas pensem em aproveitar o verão em cidades próximas ou até mesmo onde residem.

A ação tem como condições especiais, a possibilidade de upgrade de categoria, early check-in, late check-out, todos mediantes disponibilidade. Para saborear o melhor da gastronomia, os hotéis no Rio de Janeiro ainda oferecem 20% de desconto em alimentos e bebidas, exceto os itens disponibilizados no frigobar dos apartamentos.

“Sabemos que o verão é uma das épocas mais procuradas por turistas de vários pontos do Brasil, por isso buscamos focar o conceito da campanha em reforçar toda a leveza e felicidade que a estação proporciona, mesmo em momentos difíceis. Queremos mostrar que ainda é possível se divertir em família e aproveitar uma das estações mais esperadas do ano, por isso resolvemos juntar os nossos melhores pacotes promocionais em uma só campanha para reforçar o compromisso com os nossos hóspedes que querem unir sol, lazer, segurança e família em um mesmo ambiente. Vale ressaltar que os clientes podem reservar agora e desfrutarem da hospedagem até fim de junho, com o intuito de atender às famílias que aproveitam janeiro para planejar suas viagens”, destaca Vitor Almeida, gerente de Marketing da Rede Windsor Hoteis.

Windsor Plaza Brasilia

Conheça mais sobre os pacotes promocionais que fazem parte da campanha ‘Bora Viajar’:

O pacote Passaporte Família voltado para os clientes que pretendem se hospedar com crianças de até 10 anos, com no mínimo duas diárias, nos hotéis do Rio de Janeiro, inclui café da manhã, uma refeição diária por pessoa (almoço ou jantar). De acordo com a disponibilidade, o hotel ainda oferece early check- in, às 12h, e late check-out, às 14h.

O​s hotéis que oferecem o Passaporte Família são o Windsor Florida (Flamengo), ​Windsor Excelsior (Copacabana), o Windsor Leme e o Windsor Barra. Com tarifas a partir de R$ 420 + taxas (valor referente ao Windsor Florida), em que os hóspedes podem acomodar até 4 pessoas (2 adultos + 2 crianças de até 10 anos) em um único ambiente.

Além do pacote, a Rede ainda possui acomodações que comportam até seis pessoas, como é o caso dos hotéis da Zona Sul: Windsor Leme, Windsor Florida, Windsor Plaza – além do Windsor Marapendi, na Barra da Tijuca. 

A Rede Windsor Hoteis possui duas unidades na capital federal, que estão estrategicamente localizadas nas Asas Sul e Norte. Por isso, para os hóspedes que optarem por conhecer melhor a cidade em qualquer um dos hotéis da Rede na região, o pacote Saia da Rotina – Verão em Brasília oferece early check in a partir das 10h incluindo café da manhã; late check out até as 16h; café da manhã incluído na diária; um Welcome Drink por pessoa; e 15% de desconto na Feijoada de final de semana do Windsor Plaza Brasilia por pessoa (todos os sábados).

A Rede Windsor tem investido em um rigoroso padrão de higienização em todas as suas unidades, seguindo as orientações de uma consultoria técnica sanitária profissional, além de normas da OMS (Organização Mundial de Saúde).  A empresa também tem realizado treinamentos constantes e readequação dos seus serviços, tudo isso para continuar oferecendo um atendimento de excelência e qualidade a todos os hóspedes.

SOBRE A REDE WINDSOR HOTEIS

Há mais de 30 anos no mercado brasileiro, a Rede Windsor possui hotéis de três a cinco estrelas. Dona de um dos maiores grupos hoteleiros independentes do país tem 14 unidades no Rio de Janeiro, localizadas em Copacabana, Flamengo, Barra da Tijuca e Centro, além de duas unidades em Brasília.

A Rede ainda conta com o Centro de Convenções & Hotéis Windsor, o maior centro integrado de hotéis e eventos da capital fluminense, onde estão o Windsor Barra, Windsor Oceanico, além do Centro de Convenções. O espaço tem 24 mil m², com 100 salões multiúso, a maior plenária comporta até 2.500 pessoas, com capacidade de atender a um público flutuante de até sete mil pessoas. Como reconhecimento por excelência em hospedagem, figura também em premiações nacionais e internacionais.

8x Hilda: projeto reúne obra teatral de

A obra teatral completa de Hilda Hilst (1930-2004) é apresentada em 8x Hilda, ciclo de leituras online com participação dos atores Lavínia Pannunzio, Joca Andreazza, Flávia Couto e Kiko Rieser, entre os dias 7 de fevereiro e 28 de março. A curadoria é de Fábio Hilst e a direção se alterna, semanalmente, entre os próprios atores.

A transmissão é ao vivo e grátis, aos domingos, às 18 horas, pelo canal YouTube/CuradoriaHilst. As sessões serão gravadas e disponibilizadas com tradução em Libras no mesmo canal, sempre na quarta-feira seguinte a cada leitura, às 20 horas.

8x Hilda comemora os 90 anos de nascimento da escritora paulista, completados em 2020, trazendo à cena suas oito peças, escritas entre os anos de 1967 e 1969: A Empresa (A Possessa) (7/2), O Rato no Muro (14/2), O Visitante (21/2), Auto da Barca de Camiri (28/2), As Aves da Noite (7/3), O Novo Sistema (14/3), O Verdugo (21/3) e A Morte do Patriarca (28/3).

O projeto propõe um jogo cênico virtual que celebra e explora a dramaturgia hilstiana, criada em pleno período da ditadura militar brasileira. Segundo o idealizador Fábio Hilst, “a dinâmica consiste no mergulho dos quatro atores/encenadores  no universo de Hilda, desvendando os textos – e subtextos – e os mais de 60 personagens da obra, para mostrar ao público o processo de estudo de uma peça e o início da construção de personagens e cenas”. A ideia de encenar o teatro completo de Hilda Hilst é uma iniciativa que Fábio, pela produtora Três no Tapa, já havia colocado em andamento, em 2020, com a montagem de As Aves da Noite, cuja estreia foi adiada em decorrência da quarentena imposta pela pandemia do coronavírus.

A produção dramatúrgica de Hilda Hilst – criada no momento em que o teatro e os artistas viviam sob os mandos e desmandos da censura do regime militar – é considerada um ensaio para sua obra em prosa da década de 1970, mais livres nos artifícios da linguagem e nas tramas do cotidiano. Seus textos teatrais traduzem a atmosfera claustrofóbica de opressão e os questionamentos ao sistema, representado pela igreja, pelo Estado ou pela ciência, para se comunicar com as pessoas de forma “urgente” e “terrível”. Os personagens, vítimas ou algozes, aparecem em situações limite, presos às estruturas que escravizam e alienam – celas, porões, colégios religiosos ou locais de julgamento e execução de prisioneiros. As máscaras sociais (juiz, carcereiro, monsenhor, papa, madre superiora) são arrancadas por Hilda, que mostra também personagens dotados de almas, tolhidas do seu verdadeiro voo.

As primeiras encenações ocorreram na cena universitária, na Escola de Artes Dramáticas, com O Rato no Muro e O Visitante, no final dos anos 60. O Verdugo teve a primeira montagem profissional, em 1973, sendo a única peça hilstiana editada na época. As quatro primeiras peças de Hilda Hilst foram publicadas, em 2000, pela Editora Nankin (Teatro Reunido). Em 2008, quatro anos após sua morte, a Editora Globo publicou seu teatro completo em volume único.

FICHA TÉCNICA: Textos: Hilda Hilst. Curadoria / idealização: Fábio Hilst. Elenco / direção: Lavínia Pannunzio, Joca Andreazza, Flávia Couto e Kiko Rieser. Produção: Três no Tapa Produções Artísticas. Assistência de produção: Fernanda Lorenzoni. Técnico de transmissão: Gustavo Bricks e Henrique Fonseca. Design / gerenciamento de mídia: Ton Prado. Sinopses: Hilda Hilst – Teatro Completo (L&PM / Leusa Araujo). Realização: ProAC Expresso LAB, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo. As leituras contam com participação de atores convidados, conforme a demanda de personagens de cada texto.

PROGRAMAÇÃO

Ciclo de leituras: 8x Hilda

Quando: 7 de fevereiro a 28 de março/2021

Horário: Domingos, às 18h

Onde: Youtube/CuradoriaHilst

Grátis. Duração estimada: 120 min. Classificação: 14 anos.

Com tradução em Libras (gravado): 10/02 a 31/03 – Quartas, às 20h

7 de fevereiro: A Empresa (A Possessa)

A Empresa (inicialmente, A Possessa) foi o texto de estreia de Hilda Hilst na dramaturgia, em 1967. Trata-se de uma crítica ao trabalho alienado, com o qual se busca mais a eficiência que a criatividade. América é uma adolescente questionadora que se rebela contra a tradição representada pelo colégio religioso e terá de prestar contas ao Monsenhor e ao Superintendente. Esse inconformismo é medido por certos “robôs eletrônicos” (personagens Eta e Dzeta) criados pela própria América que, depois, são utilizados pela instituição para conter as “asas do espírito” e a imaginação. Ou seja, os dirigentes do colégio/empresa impõem às Postulantes e a América um trabalho alienante, o que desencadeia a morte da protagonista. 7 personagens. Direção: Flávia Couto.

14 de fevereiro: O Rato no Muro

O ambiente do colégio religioso, recorrente na obra da autora, aparece em O Rato no Muro (1967) ainda mais estreito. Tudo se passa numa capela, onde a Superiora está cercada por nove irmãs, identificadas por letras de A a I. Estão ajoelhadas, e ao lado de cada uma delas, o “chicote de três cordas”. Cada uma das religiosas expressa visões diferentes, a partir de pequenos abalos ao austero cotidiano do claustro. Irmã H (alter ego da autora) é a mais questionadora e lúcida. Tenta em vão mostrar às outras a necessidade de libertação, representada pelo desejo de ser o rato, único capaz de ultrapassar os limites do muro da opressão e do pensamento único. 10 personagens. Direção: Kiko Rieser.

21 de fevereiro: O Visitante

Peça mais poética de Hilda Hilst, O Visitante (1968) gira em torno do conflito entre Ana e Maria – mãe e filha. Ana, encantadora e meiga, descobre-se grávida. Mas a filha, estéril e parecendo mais velha, levanta suspeitas sobre a paternidade, já que seu marido, genro de Ana, é o único homem da casa. A chegada de um visitante, o Corcunda, provoca uma distensão sem, no entanto, apagar o conflito que, de um lado tem o apelo da vida, do sexo e do amor e, do outro, a aspereza de um mundo sem prazer. 4 personagens. Direção: Lavínia Pannunzio.

28 de fevereiro: Auto da Barca de Camiri

Baseado em fatos reais, Auto da Barca de Camiri é a quarta peça de Hilda Hist, escrita em 1968. Em julgamento encontra-se o revolucionário argentino Ernesto Che Guevara, morto em Camiri, na Bolívia – ainda que seu nome não seja mencionado e que sua figura, na peça, seja confundida com a de Cristo. Sob a tensão permanente dos ruídos de metralhadora soando do lado de fora e com o desconforto do cheiro dos populares que desagradam os julgadores, Hilda introduz elementos grotescos e inovadores. A severidade da Lei é representada pelos juízes (vistos de ceroulas antes de vestirem as togas com abundantes rendas nos decotes e mangas). Há também o Prelado e o Agente. A condenação está decidida, a despeito do depoimento do Trapezista e do Passarinheiro que, assim como os demais humildes, serão executados pelas metralhadoras. 7 personagens. Direção: Joca Andreazza.

7 de março: As Aves da Noite

Escrita em 1968, As Aves da Noiteé baseada na história real do padre franciscano Maximilian Kolbe, morto em 1941, no campo nazista de Auschwitz. Ele se apresentou voluntariamente para ocupar o lugar de um judeu pai de família sorteado para morrer no chamado “porão da fome” em represália à fuga de um prisioneiro. No porão da fome, a autora coloca em conflito os prisioneiros – o padre, o carcereiro, o poeta, o estudante, o joalheiro –, visitados pelo comandante da SS, pela mulher que limpa os fornos e por Hans, o ajudante da SS. O processo de beatificação do padre Maximilian Kolbe, iniciado em 1968, resulta na canonização em 1982, pelo papa João Paulo II. Hoje São Maximiliano é considerado padroeiro dos jornalistas e radialistas e protetor da liberdade de expressão. 7 personagens. Direção: Kiko Rieser.

14 de março: O Novo Sistema

O Novo Sistema, escrita em 1968, volta ao tema da privação da liberdade e da criatividade por regimes totalitários. O personagem central, o Menino prodígio em física, não se conformará com a execução dos dissidentes em praça pública nem com a opressão – desta vez exercida pela ciência – à evolução espiritual do indivíduo. Assim como em A Empresa, é evidente a afinidade com a literatura distópica de George Orwell e Aldous Huxley. 12 personagens. Direção: Joca Andreazza.

21 de março: O Verdugo

O Verdugo foi escrito em 1969 e, no mesmo ano, recebeu o prêmio Anchieta. Conta a história do carrasco que se recusa a matar o Homem, um agitador inocente, condenado pelos Juízes e amado por seu povo. Temendo reações contrárias, os Juízes tentam – em vão – subornar o verdugo para que este realize a tarefa o mais rápido possível. Apenas o jovem filho entende a recusa do pai. A mulher, ao contrário, aceita a oferta em dinheiro e toma o lugar do marido ao pé do patíbulo, com a concordância da filha e do genro. No final, o verdugo reaparece, desmascara a mulher e conta ao povo o que se passara após sua decisão. O povo reage violentamente matando a pauladas o carrasco e o Homem. O filho sobrevive e foge com os Homens-coiotes, símbolos de resistência. Direção: Flávia Couto.

28 de março: A Morte do Patriarca

Em A Morte do Patriarca (1969) podemos reconhecer o humor ácido e o tom de escárnio de Hilda. Um Demônio com “rabo elegante” e de modos finos discute os dogmas da religião e o destino humano com Anjos, o Cardeal e o Monsenhor, ante a visão dos bustos de Marx, Mao, Lenin e Ulisses, de uma enorme estátua de Cristo e da tentativa do Monsenhor de colocar asas na escultura de um pássaro. O Demônio seduzirá o Cardeal a tomar o lugar do Papa; posteriormente, o próprio Papa é morto pelo povo. 9 personagens. Direção: Lavínia Pannunzio.

Hilda Hilst (1930-2004, Jaú/SP) – Hilda Hilst foi ficcionista, cronista, dramaturga e poeta, considerada uma das maiores escritoras em língua portuguesa do século XX, com traduções em países como Itália, França, Portugal, Alemanha, Estados Unidos, Canadá e Argentina. Iniciou sua produção literária em São Paulo, com o livro de poemas Presságio (1950). Em 1965, mudou-se para Campinas e iniciou a construção de seu porto de criação literário, a Casa do Sol, espaço que a abrigou durante a realização de 80% de sua obra. Autora de linguagem inovadora, na qual atemporalidade, realidade e imaginação se fundem, a estreia de Hilda na dramaturgia foi em 1967 e, três anos depois, na ficção com Fluxo-floema. Em cerca de 50 anos, ela escreveu mais de 40 títulos, muitos com edições esgotadas, incluindo poesia, teatro e ficção, que lhe renderam prêmios literários importantes no Brasil. Em sua obra nos deparamos com a fragilidade humana que nos surpreende com personagens em profundos questionamentos na viagem de entender e descobrir o essencial. A partir dos anos 2000, a Globo Livros reeditou sua obra completa e, em 2016, os direitos de publicação foram para a Companhia das Letras. Mais recentemente, a L&PM Editores lançou em livro toda a sua dramaturgia. O acervo deixado pela escritora encontra-se na Sala de Memória Casa do Sol e no Centro de Documentação Cultural Alexandre Eulálio da Unicamp.

Oi Futuro apresenta nona edição do Festival Levada com transmissão e cobertura em tempo real

Vem aí a nona edição do Festival Levada! E com novidade! Serão quatro apresentações, reunindo sete promessas da música brasileira contemporânea, ao vivo, no estúdio LabSonica, do Oi Futuro, com transmissão pelo YouTube (youtube.com/levadafestival) em tempo real. Além disso, haverá a cobertura do evento pelo Instagram do Levada (@festivallevada). Programação dos shows: Ilessi (dia 2 de fevereiro, terça-feira), Thiago Nassif (dia 3 fevereiro, quarta-feira), Àiyé (dia 9 de fevereiro, terça-feira) e do coletivo formado por Dora Morelenbaum, Julia Mestre, Lucas Nunes e Zé Ibarra (dia 10 de fevereiro, quarta-feira).  Os shows acontecem às 21h.

Desta vez, o público ficará em casa, enquanto os artistas e a equipe do festival capricharão para tornar o encontro não menos do que incrível, sem descuidar dos protocolos de segurança sanitária previstos pelos órgãos responsáveis e firmados entre a Zucca e o Oi Futuro. Entre as ações de prevenção definidas, está a testagem para a COVID-19 de todos os artistas e técnicos que ficarão juntos no estúdio do LabSonica para a transmissão.

“Essa turma está pronta para ser abraçada pelo público, pois faz um trabalho consistente e de alta qualidade. Alguns são mais experientes, como Ilessi e Thiago Nassif, ou mesmo a Larissa Conforto, que já tocou com muita gente boa e agora está com seu projeto solo “Àiyé”. E, na última noite, teremos o encontro de um quarteto da novíssima geração, que são a Dora Morelenbaum, Julia Mestre, Lucas Nunes e Zé Ibarra”, adianta o curador Jorge Lz.

O público verá esses novos nomes em ação e ficará por dentro de detalhes das suas carreiras, que correm fora dos holofotes da grande imprensa. O formato do festival foi alterado neste 2021, e cada apresentação será entremeada por uma conversa entre Jorge Lz e os artistas, com a possibilidade de participações especiais e perguntas do público enviadas pelas redes.

“Desde sua criação, há nove anos, o Festival Levada conta com o patrocínio da Oi e o apoio do Oi Futuro e se reafirma, a cada ano, como plataforma de lançamento da novíssima música brasileira, fortalecendo o propósito do instituto de fomentar projetos transformadores e abrir espaço para novos artistas. Este ano, o festival realiza o enorme desafio de se reinventar em formato digital e leva toda sua energia e frescor para as pessoas em suas casas”, diz Roberto Guimarães, gerente executivo de Cultural do Oi Futuro.  Para esta nona edição do festival o patrocínio da Oi é realizado através da Lei de Incentivo à Cultura do Município do Rio de Janeiro, a Lei do ISS, que é aplicada e fiscalizada pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro / Secretaria Municipal de Cultural. Conta com a correalização do Oi Futuro e realização da Zucca Produções.

Durante os eventos, haverá uma equipe movimentando as redes sociais do Festival Levada no Facebook e YouTube, onde os internautas poderão interagir. A inovação fica por conta da interatividade na live pelo Instagram, onde o artista poderá ser um “metaconvidado” e assistir a seu próprio show através do celular ligado dentro do estúdio. Os fãs do artista também poderão interagir nesse formato, que terá como cicerone a cantora e atriz Luiza Loroza, via Instagram.

E uma coisa é certa: o Festival Levada sempre esteve com o futuro no seu radar. Tanto pelas atrações que estouraram depois de se apresentar em seu palco, como Baiana System ou Letrux, tanto por transmitir seus shows ao vivo desde 2017, disponibilizando, ainda, os vídeos das apresentações na íntegra em seu canal de YouTube. Há quem diga que o nome disso é vanguarda.

“Quando começamos a fazer as transmissões ao vivo, a ideia era contemplar o público que não estaria no teatro por causa da lotação, mas também o público de outras localidades, inclusive, de onde essas atrações vinham. Com a pandemia, fomos obrigados a migrar para o virtual e isso, de alguma maneira, tem um lado positivo: ser assistido de qualquer lugar”, diz Julio Zucca, idealizador e produtor do festival.

“Mas, sem dúvida, a melhor experiência é a presencial. E por falar nisso, já estamos desenhando o Levada 10 anos”, adianta Jorge Lz otimista.

Serviço

Atrações:

Dia 2 de fevereiro, terça-feira – Ilessi

Dia 3 de fevereiro, quarta-feira – Thiago Nassif

Dia 9 de fevereiro, terça-feira – Àiyé (Larissa Conforto)

Dia 10, quarta-feira coletivo formado por Dora Morelenbaum, Julia Mestre, Lucas Nunes e Zé Ibarra.   

Os shows acontecem às 21h.

Local: pelo YouTube (youtube.com/levadafestival)

De graça e sem comerciais/monetização

Cobertura do evento pelo @festivallevada

MAIS SOBRE OS ARTISTAS SELECIONADOS

ILESSI

Cantora, compositora e uma das principais artistas da cena independente carioca, Ilessi é conhecida pela afinação impressionante e pelas interpretações arrasadoras (sempre no lugar certo, sem exageros). A ligação profunda que mantém com a essência da música popular brasileira não a impede de incorporar em seu trabalho outras referências, como, por exemplo, o blues. “Dama de Espadas” (2020) é o seu primeiro disco autoral, quarto de carreira e, sem dúvida, o de maior repercussão até agora.

PARA OUVIR:
https://open.spotify.com/artist/7tFzUF3Tvd65nlJ1Nky7va

THIAGO NASSIF

Músico e produtor que trabalha de forma criativa desde a composição até a engenharia de som, incluindo uma pesquisa que incorpora elementos eletrônicos, digitais e acústicos, além de elementos ligados à fotografia, arquitetura e artes plásticas. Parceiro de Arto Lindsay, Paulo Barnabé, Domenico Lancellotti e Jonas Sá, Thiago Nassif lançou lançou o álbum “Mente” em vinil na Europa, considerado um dos melhores lançamentos de 2020 pelas críticas nacional e internacional.

PARA OUVIR:
https://open.spotify.com/artist/4V5mWK2gFndo7riERIRfr8

ÀIYÉ

Àiyé é o projeto da musicista, compositora e produtora Larissa Conforto, que foi baterista da banda Ventre e tocou com artistas como Paulinho Moska, Numa Gama, Cícero e Ricardo Richaid. Como produtora artística atuou em álbuns de Gilberto Gil, Chico Buarque, Alceu Valença e Karol Conká. “Gratitrevas” (2020) é o seu primeiro EP solo e traz oito faixas com ambientações recheadas de tambores e sons sintéticos e eletrônicos. Por coincidência ou destino, as faixas versam sobre cura, luz e a gratidão justo neste momento de tantas sombras no mundo.

PARA OUVIR:
https://open.spotify.com/artist/3VumMgwS5pfXHC7vfek7Bu

DORA MORELENBAUM, JULIA MESTRE, LUCAS NUNES E ZÉ IBARRA

Revelado nas famosas lives da cantora Teresa Cristina, o quarteto que assina com os seus próprios nomes se reuniu numa casa na Serra nesta quarentena para criar música coletivamente. Eles são amigos desde os tempos de colégio. Filha da cantora Paula Morelenbaum e do violoncelista Jacques Morelenbaum, Dora é namorada de Lucas Nunes, integrante da banda Dônica junto com Zé Ibarra, que acabou de lançar nas plataformas digitais uma versão de “Meu bem, meu mal” em dueto com Gal Costa.

Dora lançou outro dia o single “Dó a dó” e prepara álbum solo para este ano. A ideia de aglomerar em volta da música foi de Julia Mestre, que já teve uma composição sua (“Love love”) cantada por Ivete Sangalo no Carnaval. Julia também fez recente participação especial no disco dos Gilsons, formado por filhos e netos do baiano Gilberto Gil, e colheu elogios pelo álbum “Geminis” (2019). Julia e Dora vêm lançando alguns singles em dobradinha.

DORA:
https://open.spotify.com/artist/6xt7x7TG8ExdvWM3R15cmE

JULIA:
https://open.spotify.com/artist/1FnGKreDca8xq3juSi5hAE

ZÉ IBARRA:
https://open.spotify.com/artist/52GmrK0buOOvHo7Kk20O4U

DÔNICA:
https://open.spotify.com/artist/03HT2JEgxfsG5ugI3yPLMK

Nelson Gonçalves – O Amor e O Tempo

Comemorando dois anos desde a sua estreia no palco do Teatro Clara Nunes, o musical que celebra o centenário de um dos maiores ídolos da música brasileira está de volta. Visto por mais de 20 mil pessoas em diversas temporadas no Rio e em São Paulo, NELSON GONÇALVES – O AMOR E O TEMPO está de volta ao palco do Teatro Clara Nunes até 30 de janeiro. E além da nova temporada, o musical tem uma novidade imperdível: sessões com transmissão ao vivo nos dias 17, 24 e 30 de janeiro, às 19h, com venda on-line pelo link: http://bit.ly/NelsonLives ou pelo site da Tudus. O valor dos ingressos para a transmissão é único: R$20.


Já no Teatro Clara Nunes, em temporada presencial obedecendo a todas as normas de segurança elaboradas pela Organização Mundial da Saúde, pelo Ministério da Saúde e pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, o espetáculo vai até 30 de janeiro, de quinta a sábado, às 20h; e domingos, às 19h e tem patrocínio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e da Estácio.  

Mais do que nunca, num momento tão delicado para todos, o espetáculo vem resgatar a emoção e as mensagens de esperança e superação presentes na história e no repertório de Nelson Gonçalves e adaptadas para o musical, que tem texto do escritor Gabriel Chalita, além de 33 canções interpretadas pelos protagonistas: o produtor, idealizador da peça e ator Guilherme Logullo, e a atriz e cantora Jullie. A direção é de Tânia Nardini, a direção musical de Tony Lucchesi, a cenografia de Doris Rollemberg e os figurinos de Fause Haten

Os dois intérpretes – únicos atores em cena – trazem à tona os dois lados desse grande ídolo, num diálogo constante entre o amor ou o lado emocional (Logullo) e o tempo ou o lado racional (Jullie). 

Para a nova temporada, o tradicional palco da Gávea, no Rio de Janeiro, receberá a plateia com 50% de sua capacidade e protocolos de segurança sanitária, além de distanciamento social. O distanciamento social também vai acontecer no palco, com algumas adaptações na montagem, e os atores serão testados periodicamente.

“O espetáculo é muito apropriado para esse momento porque fala de superação, fala de um dos maiores cantores da história do Brasil, que apesar de muitos altos e baixos, sempre se levantou. A volta do boêmio, agora, tem um pouco desse recorte da volta de um tempo bom que todos nós esperamos”, declara o escritor Gabriel Chalita, que frisa ainda o esforço da produção para dar vida ao musical em tempos de pandemia. “Num momento tão delicado para os artistas, é um acalanto ver a peça voltar num teatro que tem responsabilidade com a saúde e com a segurança das pessoas. É importante ver a arte manter-se viva agora”.

Continuar produzindo também é motivo de orgulho para o idealizador, protagonista e produtor do espetáculo, Guilherme Logullo. 

“Como produtor, é fantástico fazer o espetáculo acontecer e poder empregar essas pessoas que estão há praticamente um ano inteiro sem trabalhar. Voltar e também ver esses artistas voltando à cena aos poucos, claro, com todos os cuidados, é muito gratificante”, completa.

A atriz e cantora Jullie também analisa o novo momento. “É muito bom voltar aos palcos depois de tanto tempo distante. Ainda estamos num momento delicado, então precisamos estar atentos e tomar todo o cuidado necessário, será um retorno diferente”, diz.

Os ingressos já estão à venda pelo link: http://bit.ly/NelsonGoncalvesIngressos

O ESPETÁCULO

A figura humana de Nelson Gonçalves e os seus sentimentos são o fio condutor do musical. Seus desejos, pensamentos, amores e anseios são retratados no texto de Chalita e nas canções escolhidas para compor a delicada e sensível história. Em NELSON GONÇALVES – O AMOR E O TEMPO, a linguagem poética se destaca e é utilizada numa narrativa não-linear, totalmente inspirada nas emoções do cantor. 

“Escrevi um texto que, de alguma forma, foge um pouco dos musicais tradicionais. Nelson Gonçalves foi um homem que amou profundamente e que, também por isso, sofreu. NELSON GONÇALVES – O AMOR E O TEMPO traça um diálogo entre a razão e a emoção, reforçado pela força e dramaticidade das canções interpretadas por ele. As músicas entrelaçam essas falas o tempo todo, enfatizando essa disputa de sentimentos”, explica Chalita, que também se preocupou em levar o público à reflexão das próprias inquietudes e sentimentos. “Todos nós temos esses dois lados”.

Clássicos eternizados na voz poderosa do cantor e compositor, como “Naquela Mesa”, “A Volta do Boêmio”, “Chão de Estrelas”, entre tantos outros, não poderiam ficar de fora. Definido por seu idealizador e produtor, Guilherme Logullo, como uma “junkie box”, a volta do musical vai fazer os fãs do rei do rádio se emocionarem mais uma vez.

NELSON GONÇALVES – O AMOR E O TEMPO não é uma obra biográfica, mas uma homenagem. Foi a forma que encontramos de trazer a essência de Nelson para a cena”, comenta Logullo.

A DIREÇÃO E A DIREÇÃO MUSICAL

Uma das principais diretoras e coreógrafas em atividade no país, Tânia Nardini é responsável pela direção de NELSON GONÇALVES – O AMOR E O TEMPO

“É extremamente desafiador homenagear um homem como Nelson Gonçalves que tocou o coração e a vida de tantas pessoas, ainda mais numa proposta que foge do tradicional. Apesar de falarmos do artista Nelson Gonçalves, o fio condutor aqui é o ser humano e as suas dualidades: o que é mais forte? O tempo ou o amor?”. 

Tão desafiador quanto dirigir é trazer uma nova roupagem musical às canções do espetáculo, tarefa concedida ao premiado diretor musical e arranjador, Tony Lucchesi, que, para NELSON GONÇALVES – O AMOR E O TEMPO, estabeleceu uma desconstrução dos arranjos de alguns dos clássicos do rei do rádio para contar e mostrar separadamente esses dois elementos: o tempo e o amor. 

“As músicas têm um papel muito importante em cena, pois ajudam na estrutura narrativa do texto, desenrolando a história. E foi um desafio trazer uma voz tão potente, tão forte como a do Nelson para um outro contexto”, diz.

Completam o dream team criativo de NELSON GONÇALVES – O AMOR E O TEMPO o renomado figurinista Fause Haten, e a cenógrafa Doris Rollemberg.

SINOPSE: Vivendo um conflito constante entre o amor (a emoção) e o tempo (a razão), os protagonistas trazem à tona as emoções vividas por Nelson Gonçalves ao longo de sua vida e carreira, cantando seus maiores sucessos, numa homenagem ao centenário do cantor e compositor brasileiro, um dos maiores vendedores de discos do país. Nelson Gonçalves é revivido por meio das canções e das emoções do casal de protagonistas. 

SOBRE GUILHERME LOGULLO: Ator, cantor e bailarino, nascido em São Paulo, Guilherme Logullo se formou em teatro musical em Londres. Participou do elenco de grandes montagens musicais no Brasil como ‟A Bela e a Fera‟, ‟Chicago‟, ‟West Side Story‟, “Priscilla, A Rainha do Deserto”, “Elis, A Musical”, “Como Vencer na Vida sem Fazer Força” e, mais recentemente, de “Bibi, Uma Vida em Musical” e “Pippin”. Na TV, fez “Rock Story” e “Babilônia”. NELSON GONÇALVES – O AMOR E O TEMPO é sua estreia como produtor. Em seus dois anos de trajetória, a peça passou por três temporadas no RJ, uma em São Paulo, além de diversas apresentações no interior paulistano. Logullo também é o criador do podcast “Eu, Ator”.

SOBRE JULLIE: Jullie é uma das atrizes e cantoras mais requisitadas em grandes montagens musicais. Protagonizou os espetáculos “Tudo Por Um Popstar”, “Constellation – Uma Viagem Musical Pelos Anos 50” (que lhe rendeu uma indicação como melhor atriz na primeira edição do Prêmio Reverência), integrou o elenco de “60! Década de Arromba – Doc. Musical”, da turnê 2018 de “O Musical da Bossa Nova”, participou da temporada carioca de “A Noviça Rebelde” (sub de Maria Von Trapp), entre outras produções. Jullie também é compositora e lançou digitalmente o álbum autoral “Até o Sol”. Dubladora desde 2007,  deu voz à diversas personagens em filmes/ séries como “Trolls” (Poppy) e “Pé Pequeno” (voz cantada da Meechee). E mais recentemente, protagonizou personagens em “Divertida Mente” e “Trolls 2”.

SOBRE GABRIEL CHALITA: Gabriel Chalita revelou-se escritor já aos 12 anos, quando publicou seu primeiro livro. Hoje, tem uma obra composta por mais de 80 títulos. Doutor em Filosofia do Direito e em Comunicação e Semiótica, deu início à carreira política aos 19 anos, como vereador e presidente da Câmara Municipal de Cachoeira Paulista. Exerceu os cargos de secretário da Juventude, Esporte e Lazer e de secretário da Educação do Estado de São Paulo; neste último, instituiu os Programas Escola da Família, Escola de Tempo Integral e Caminho das Artes. Foi também presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), por dois mandatos, e vereador da cidade de São Paulo. Foi deputado federal pelo PMDB-SP – eleito com mais de meio milhão de votos – e secretário de Educação do município de São Paulo. É professor universitário, membro da Academia Brasileira de Educação, presidente da Academia Paulista de Letras e palestrante.

SOBRE TÂNIA NARDINI: Tania trabalhou com os mais importantes produtores, atores e diretores de teatro e televisão do Brasil. Esteve à frente da direção dos espetáculos “Priscilla – A Rainha do Deserto” e “Nuvem de Lágrimas”, além de ser coreógrafa e diretora associada nas produções “O Rei e Eu” e “West Side Story”. Coreografou “Raia 30” e “Cauby! Cauby! Uma Lembrança” e é a diretora responsável por todas as montagens do espetáculo “Chicago” em qualquer parte do mundo, desde 2007.

SOBRE TONY LUCCHESI: Vencedor do Prêmio Bibi Ferreira e do Prêmio Reverência 2018 na categoria “Melhor Direção Musical” por “Bibi, uma Vida em Musical”, Tony Lucchesi é diretor musical, arranjador e preparador vocal dos espetáculos: “Bibi – Uma Vida em Musical”, “60! Década de Arromba – Doc. MusicaI”, “VAMP” (também compositor das canções originais), “Rock ln Rio Now” (Lisboa- 2016). É compositor, arranjador e diretor musical do espetáculo “Vem buscar-me que ainda sou teu” (RJ – 2016), e diretor musical dos espetáculos “Godspell” (RJ- 2015), com direção de João Fonseca e “Matilda” (RJ- 2016), com direção de Gustavo Klein, ambos práticas de montagem realizadas pelo CEFTEM. O artista ainda é arranjador Vocal das edições do programa “The Voice Brasil” (Tv Globo); pianista do espetáculo “Beatles num céu de diamantes”, e pianista/co-arranjador do espetáculo “Milton Nascimento – Nada será como antes”, de Cláudio Botelho e Charles Moeller. Também assina a Direção de canção dublada do Beck Studios. Seus últimos trabalhos foram os filmes “Hotel Transylvania 1 e 2”, além das séries “Miraculous – As aventuras de Ladybug”, “Odd Squad”, entre outras (Canal Gloob).

SOBRE FAUSE HATEN: Estilista renomado e eternizado nos palcos do país por sua montagem de “Lili Marlene, um Musical”, produção idealizada pelo próprio artista, que escreve o texto, dirige e assina as canções. Conhecido por trabalhos performáticos e cheios de personalidade, Haten vai trazer sua criatividade para o universo de Nelson Gonçalves.

FICHA TÉCNICA:

NELSON GONÇALVES – O AMOR E O TEMPO 

Um musical idealizado por Guilherme Logullo e Gabriel Chalita

Direção e coreografia: Tânia Nardini

Roteiro: Gabriel Chalita

Elenco: Guilherme Logullo e Jullie

Coordenação Artística: Guilherme Logullo

Cenografia: Doris Rollemberg 

Figurinos: Fause Haten

Direção Musical e arranjos: Tony Lucchesi

Direção de Produção: Jenny Mezencio

Assistência de direção e movimento: Nadia Nardini 

Visagista: Diego Nardes 

Design de Som: Gabriel D’Angelo

Design de Luz: Renato Machado

Redes Sociais e Assessoria de Imprensa: Prisma Colab

SERVIÇO:

NELSON GONÇALVES – O AMOR E O TEMPO 

Temporada: De 8 a 30 de janeiro de 2021.

Horários: de quinta a sábado, às 20h. Domingo, às 19h.

Local: Teatro Clara Nunes

Endereço: Shopping da Gávea – Rua Marquês de São Vicente, 52, Gávea.

Duração: 60 minutos.

Bilheteria online: www.tudus.com.br

Vendas pelo link: http://bit.ly/NelsonGoncalvesIngressos

Bilheteria oficial: Teatro Clara Nunes – De segunda a sábado, das 10h às 22h. Domingos, das 15h às 22h.

Telefone: 2274-9696

Valores: R$80, inteira; e R$40, meia-entrada.

350 lugares – O teatro opera com 50% da sua capacidade de plateia. 

Livre.

SERVIÇO – SESSÕES COM TRANSMISSÃO AO VIVO:

NELSON GONÇALVES – O AMOR E O TEMPO 

Datas: 17, 24 e 30 de janeiro
Horários: 19h
Ingressos pelo link: http://bit.ly/NelsonLives ou pelo site da Tudus.
Valor único: R$20.

PROTOCOLOS DE SEGURANÇA:

– O Teatro Clara Nunes está utilizando 50% da sua capacidade de assentos na plateia;

– Desinfecção dos assentos antes das apresentações;

– Aferição de temperatura na entrada do Shopping da Gávea;

– Sinalização de distanciamento na fila para a entrada do público;

– Álcool em gel disponível;

– Equipe de profissionais utilizam EPIs;

– Tapete sanitizante na entrada;

– Ingressos pela bilheteria on-line: Tudus;

– Na hora, é possível comprar ingressos com uma hora de antecedência. Há distanciamento na fila;

– É respeitado o distanciamento social entre as poltronas do teatro.

Luiz e Nazinha – Luiz Gonzaga para Crianças

O projeto “Férias no Teatro”, que une recreação, música, diversão e espetáculo para toda a família, vai ocupar o palco e o foyer do Teatro Multiplan VillageMall, na Barra da Tijuca, de 14 a 31 de janeiro, com atividades de quinta a domingo. No foyer do teatro, a partir das 15h, haverá recreação com monitores e muitas brincadeiras. Às 17h, no palco do teatro, as famílias poderão se divertir com o espetáculo “Luiz e Nazinha – Luiz Gonzaga para Crianças”, do projeto Grandes Músicos para Pequenos, que conta passagens da infância de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, no interior do Nordeste. Visto por mais de 100 mil pessoas, o musical acompanha a descoberta do amor do jovem Luizinho, que se apaixona por Nazarena, filha de um coronel que não permite o namoro deles. O resultado é uma fábula inocente, voltada para todas as idades, e embalada por grandes sucessos do músico, como “Asa Branca”, “Que Nem Jiló”, “Baião”, “O Xote das Meninas”, “Olha Pro Céu”, entre outros.

“As crianças se divertem e os adultos sempre se emocionam. E o que buscamos é exatamente isso: um espetáculo que, ao mesmo tempo, aproxime as gerações, valorize a cultura brasileira, e que desperte a curiosidade. Muitas crianças pedem aos pais para escutarem as canções de Luiz Gonzaga depois de assistirem ao musical”, conta o diretor Diego Morais.

Todos os protocolos de segurança, distanciamento e combate ao Covid-19 serão adotados no evento, de acordo com as instruções das secretarias municipais e estaduais de saúde

FICHA TÉCNICA – LUIZ E NAZINHA:

Direção: Diego Morais

Direção Musical: Guilherme Borges

Texto: Pedro Henrique Lopes

Elenco: Pedro Henrique Lopes (Luizinho), Aline Carrocino (Nazinha), Martina Blink (Santana / Elvira) e Sergio Somene (Januário / Raimundo)

Cenário: José Claudio Ferreira

Figurino e adereços: Wanderley Nascimento

Iluminação: Pedro Henrique Lopes

Produção e realização: Entre Entretenimento

SERVIÇO:

Teatro Multiplan (VillageMall)

Av. das Américas, 3900 – Piso SS1, Barra da Tijuca – Rio de Janeiro – RJ

Temporada: 14 a 31 de janeiro de 2021

Horário: Quinta a Domingo, 15h (recreação no Foyer) e 17h (Espetáculo)

Duração do espetáculo: 60 minutos

Telefone: (21) 3030-9970

Ingressos na Bilheteria do Teatro o no site Sympla

Valor dos Ingressos: 

Plateia VIP: R$ 100 / R$ 50 (meia)

Camarotes e Frisas: R$ 90 / R$ 45 (meia)

Plateia: R$ 80 / R$ 40 (meia)

Plateia Superior: R$ 60 / R$ 30 (meia)

Link para Ingressos: https://bileto.sympla.com.br/event/67258/d/93542

El Efecto revisita álbum “Memórias do Fogo” com livro de canções

Veterana e destaque da cena independente carioca, a El Efecto revisita o último álbum de estúdio da banda, “Memórias do Fogo”, em um livro de canções com partituras, tablaturas, letras e cifras das músicas do disco, além de alguns textos explicando as ideias e influências nas composições. A publicação está disponível para que o público pague o quanto quiser a partir de R$ 5 ou até para adquirir gratuitamente.

Confira o livro de canções: http://bit.ly/ElEfectoLivro

Inspirado na trilogia de nome semelhante de Eduardo Galeano, que fala sobre a trajetória da América Latina, o trabalho evoca a importância de cultivarmos a chama interior, seja para jamais esquecer que o mundo está pegando fogo, ou até mesmo, para juntos, incendiá-lo em algum sentido.

Ouça “Memórias do Fogo”: http://bit.ly/ElEfectoMemoriasdoFogo

“Percebemos que, de uma maneira ou de outra, as músicas tinham em comum a referência ao elemento do fogo. E juntas, compunham um painel poético de situações, personagens e alegorias que evocam lutas coletivas contra diferentes formas de opressão, espalhadas em cenários, épocas e realidades distintas. Uma evocação à necessidade mais objetiva de torrar os ônibus, por exemplo, ou à imagem da barricada.  A ideia é que cada uma das músicas pretende ser uma chama, pra esquentar, pra botar lenha na fogueira, pra incendiar nossos corações”, explica Bruno Danton.

O álbum “Memórias do Fogo” é um convite a conhecer e contar histórias. Com letras que evocam desde tradicionais símbolos de luta, até a ideia do empreendedorismo de faz-de-conta, o disco chama o ouvinte a questionar-se e, porque não, rebelar-se contra as lógicas da opressão.

A banda é formada por Tomás Rosati (Voz, cavaquinho e percussão), Cristine Ariel (guitarra, cavaquinho e voz), Tomás Tróia (guitarra e voz), Bruno Danton (voz, violão e viola), Aline Gonçalves (flauta e clarinete e voz) e Vovô Bebê (baixo e voz). A temática com base política é recorrente nas canções do El Efecto, que ficou conhecido no país graças à canção “O Encontro de Lampião com Eike Batista”, em que mistura o rock com a literatura de cordel. Em junho de 2013, El Efecto foi indicado como Melhor Grupo de Rock no Prêmio da Música Brasileira. “Pedras e Sonhos”, álbum da faixa viral, foi considerado um dos três melhores discos do gênero. Desde então, a banda vem expandindo seu público em apresentações por todo o país e algumas incursões internacionais no Equador, Argentina, Portugal e Espanha. 

O livro está disponível no site https://elefecto.minestore.com.br junto de outros produtos da banda e a edição gratuita no e-mail elefecto@gmail.com.

Confira o livro de canções: http://bit.ly/ElEfectoLivro

“Colônia de Férias Acessível”, conteúdo digital para crianças trará entretenimento e acessibilidade para os clientes do Shopping Metropolitano Barra

No mês das férias, a programação do Mundinho Kids on line do Shopping Metropolitano Barra disponibilizará em suas redes sociais conteúdo de entretenimento infantil para todos os seus mini clientes, como não seria diferente. Porém, nessas férias, além de entreter, o MK on line abraçará a acessibilidade: será uma programação inteiramente elaborada a partir de noções e recursos acessíveis para que todas as crianças possam ser atendidas. A ideia surgiu a partir da sensibilidade do shopping com o atual momento, levando em conta crianças e famílias que, em meio à pandemia, muitas vezes ficam sem opção de lazer e entretenimento. Em muitos casos, crianças com deficiências apresentam algum tipo de comorbidade fazendo com que o isolamento social seja imperativo. 

Serão quatro domingos de programação. Nos dias 10, 17 e 24 de janeiro, vão ao ar vídeos lúdicos que, além de entreter, trarão diferentes atividades para fazer em casa. No último domingo, 31 de janeiro, haverá uma Live interativa com troca de experiências a partir dos conteúdos apresentados.

Os conteúdos, além de apresentar os recursos de acessibilidade, como tradução em libras e autodescrição, mostram situações cênicas que remetem ao universo que alguns pais, mães e familiares vivem no dia-a-dia quando têm uma criança ou adolescente especial próximo. A acessibilidade permeará então todo o conteúdo, tanto na parte técnica como na dramaturgia. Fabricio Moser, ator, diretor, professor, pesquisador de teatro e criador do projeto “Teatro da Inclusão”, estrelará os episódios, não só apresentando as atrações, mas desdobrando-se em vários personagens ao longo dos episódios. Para isso, a criação contou com a participação da professora universitária Marcia Berselli que fez o acompanhamento do projeto e assessoria em acessibilidade. Ricardo Martins, diretor de cinema, também fez parte da colaboração artística do projeto.

“Muito se discute sobre inclusão e acessibilidade no ambiente corporativo, mas o capacitismo, que é uma realidade, às vezes passa despercebido. A ideia de ter uma programação de férias inteira dedicada ao tema reflete nosso propósito de verdadeiramente trabalhar a favor da inclusão, dando a relevância que lhe é merecida. As grandes companhias têm papel influenciador e esse papel deve ser desempenhado de maneira plena e verdadeira, não apenas para fins de promoção da marca. Trabalhar a diversão com foco na acessibilidade é a melhor maneira de entreter a criança especial, mas também conscientizar todas as outras”, avalia Eliza Santos, Gerente de Marketing do Shopping Metropolitano Barra.

Programação “Colônia de Férias Acessível” do MET

10/01, 16h – Oficina de Fantoches de Papel
Toda a elaboração recebe legendas e tradução em libras. Além de ensinar fazer os fantoches de papel através de desenhos e dobraduras, Fabricio Moser ainda monta uma cena com o personagem Edu – interpretado por ele mesmo – e as legendas no diálogo possuem cores diferentes o que ajuda a tornar o conteúdo ainda mais acessível.

17/01, 16h  – Oficina de Papel Machê
A ideia é explorar a criatividade dos pequenos através do artesanato com papel machê, lembrando que toda a elaboração recebe legendas e tradução em libras.

24/01, 16h  – Oficina Musical

Sempre legendado e com tradução em libras, esta oficina vai trazer ritmos sonoros, música e construção de instrumentos musicais com material reciclável.

31/01, 16h  – “Live Palco Aberto”

Live interativa com troca de experiências a partir dos conteúdos apresentados.

Ficha Técnica:

Criação e Atuação: Fabrício Moser

Colaboração Artística: Ricardo Martins

Consultoria de acessibilidade: Marcia Berselli

Câmera: Carla Ermelindo

Assistente de câmera: Marcos Ribeiro

Edição: Wanderson Mirandela

Produção Executiva: Mango Produções

Escritora Isa Colli dá 7 dicas sobre como incentivar a leitura aos pequenos

Com a tecnologia apresentando a cada dia diferentes atrativos e facilidades, as novas gerações já nascem submersas nesse ambiente, usando os aparatos tecnológicos para tudo, seja para brincar, distrair, entreter e até para educar. Isa Colli, referência na literatura educativa infantojuvenil no Brasil e exterior, acredita que a tecnologia é importante, mas é preciso saber usá-la sem exagero. A autora, que se dedica à escrita que entretenha e eduque, compartilha um pouco de sua experiência nesta área.

Isa, que é mãe de dois filhos adultos, Valdeir (34) e Philip (33), vivenciou essa construção do incentivo à leitura na infância e adolescência deles e, atualmente, continua essa missão com muitas crianças por meio de sua editora – a Colli Books. Ela conta que é possível introduzir os pequenos no mundo da literatura, antes mesmo que eles saibam ler. Basta separar um tempo e apresentar este fabuloso universo.

A escritora dá dicas de como incentivar a meninada a despertar o prazer pela leitura. Saiba como:

1 – Crie um momento de leitura entre você e seu filho – Aquilo que se lê conecta o homem com a sua plenitude. Estabeleça um tempo para contar histórias ao seu filho. Pode ser no meio da tarde, ou a noite, antes de dormir. Esse momento, além de ajudar na aproximação com ele, fará com que desperte a imaginação e ainda tenha um soninho tranquilo. Com os mais crescidinhos, vale pedir que depois eles recontem as histórias, da forma que entenderam.  Isso ainda ajuda a concatenar as ideias e a desenvolver interpretação.

2 – Incentive a leitura por prazer – Nada melhor do que fazer o que gostamos. O momento da leitura deve ser prazeroso. Escolha livros que sejam atrativos aos olhos e histórias de interesse do seu pequeno.

3 – Faça da leitura uma brincadeira – Criança ama brincar. Que tal, após a leitura, montar uma peça teatral com a história? Vale tudo. A cama vira um palco; os lençóis, roupas e cenário. Com a diversão, o interesse por descobertas se torna ainda maior.

4 – Faça passeios literários – inseri-los em cenários inspiradores também contribui para o incentivo e amor à leitura. Leve seus filhos a uma biblioteca em sua cidade. As livrarias também são ótimos passeios, pois costumam ter ambientes para crianças, o que tornará o passeio ainda mais divertido.

5 – Desperte os sentidos – escolha livros com imagens e dê ênfase na contação de história com diferentes tons e entonação de voz para cada personagem. Utilize também o toque para as ações das histórias. Desta forma, você prenderá a atenção de seu filho, ajudando-o a desenvolver suas capacidades visuais, auditivas e sinestésica. Com o tempo, você ainda aprende a perceber com qual sentido ele tem mais facilidade de aprender, o que enriquecerá seu filho para a vida.

6 – Respeite o tempo de cada um – crianças mais agitadas podem não conseguir ficar muito tempo na mesma atividade. Não insista!  Faça pequenas leituras e deixe-as livres para outra atividade. Dessa forma, a leitura acontece naturalmente, sem obrigações.

7 – Use a tecnologia a seu favor – seu filho se interessa mais pelo computador do que por atividades de leitura? Não tem problemas. Os livros hoje vêm em formato digital, interativo e de fácil acesso. Intercale a leitura dos _ e-books_ com os livros impressos. Basta procurar sempre diferentes formas de conquistar a atenção das crianças, com paciência e amor.

“Espero com essa lista ajudar os pais. Eu sempre digo que não existe leitura ruim. Existem diferentes tipos de livros para cada leitor. Busque obras de interesse para seu filho e tenha momentos incríveis de conexão, conhecimento e aprendizado”, finaliza Isa Colli.

Todos os livros da autora podem ser encontrados facilmente no Brasil, na Europa, e no mundo todo nos principais sites de e-commerce no formato impresso e e-book. Seguem alguns exemplos de lojas: Amazon, Wook, Fnac, Americanas, Submarino, entre outros.

CCBB São Paulo apresenta a estreia de 20.000 Léguas Submarinas

Um misterioso veículo subaquático. Uma tripulação cheia de segredos. Um monstro assombrando os oceanos. Três tripulantes que acabaram de chegar. E você, já entrou em um submarino? O palco será o oceano; as cortinas, as paredes do submarino. Poltronas e corredores viram cabines enquanto varas de luz fazem as vezes do equipamento de mergulho. Nesta aventura, atores serão os tripulantes e o público; os passageiros.

A ideia de transformar o teatro num autêntico submarino está na concepção de encenação do novo espetáculo da Cia Solas de Vento, formada pelos atores Bruno Rudolf e Ricardo Rodrigues, e assinada pelo diretor convidado Alvaro Assad. 20.000 Léguas Submarinas estreia dia 16 de janeiro no Teatro do Centro Cultural Banco do Brasil-SP e fecha a trilogia sobre a obra de Júlio Verne. A intenção é mexer com a fantasia do público. A temporada vai até 14 de fevereiro, com sessões aos sábados e domingos às 15 horas.

Inspirados pelas viagens extraordinárias do escritor francês Júlio Verne (1828-1905), um dos pioneiros do gênero ficção científica, a Cia Solas de Vento deu a largada na apresentação do projeto Viagens Extraordinárias alternando duas criações do repertório do grupo – A Volta ao Mundo em 80 Dias (2011) e Viagem ao Centro da Terra (2015) -, entre 28 de novembro e 20 de dezembro de 2020. Em seguida, os três espetáculos entram em cartaz simultaneamente de 20 de fevereiro a 11 de abril de 2021, aos sábado, às 11h e às 15h, e domingos às 15 horas, em um total de 25 sessões. Veja as datas no serviço, ao final do texto.

Júlio Verne, conhecido como o homem que previa o futuro, foi um dos maiores escritores franceses de todos os tempos e um dos mais influentes da literatura mundial. Além de escritor de romances de aventuras, é considerado um dos pais da ficção científica. Seus escritos anteciparam equipamentos que só surgiram muitos anos depois, como televisão, submarino, nave espacial, fax etc. A Volta ao Mundo em 80 Dias foi escrita em 1872 e narra uma exótica aposta de um estranho personagem e seu criado ao redor do mundo, contra o tempo.

A montagem

A partir da análise do romance 20.000 Léguas Submarinas, escrito em 1869, o diretor e os atores desenvolveram um repertório de ações, jogos e esboços de cenas, usando os recursos oferecidos pelo vocabulário físico da pantomima e pelo vídeo com elementos que darão forma aos cenários da aventura. O diretor Alvaro Assad enxerga o teatro como um lugar de transformação. “Atravessar os corredores e entrar na plateia diante de um palco é fazer acordo com o imaginário. No teatro para todas as idades, esse lugar é desafiador e rico de simbologias e troca. Júlio Verne nos brinda com as mais significativas viagens no imaginário. Em 20.000 Léguas Submarinas vamos às profundezas do oceano em um meio de transporte fantástico. Nada melhor do que transformar o espaço do teatro nesse universo. Transportar os espectadores para os elementos subaquáticos”

Para o encenador, a livre adaptação para o teatro de uma das obras literárias mais famosas de Júlio Verne foi desafiadora, como toda criação de obra cênica.   “Principalmente quando trabalhamos com um dos livros mais potentes de Júlio Verne e criamos uma enorme história sem palavras. Desenvolver roteiro em forma de pantomima, junto com elenco e o roteirista/dramaturgo Bobby Baq, faz com que a equipe esteja uníssona nessa concepção. Roteiristas, elenco (André Schulle, Bruno Rudolf e Ricardo Rodrigues), direção e aporte de luxo da música e direção de arte”

Cenografia, projeções e técnica de circo

Com a proposta de criar os efeitos aquáticos descritos no romance, a cenografia será elaborada para receber e jogar com as projeções de vídeo. O principal elemento cenográfico é o corpo de cada ator, com seus comportamentos físicos descrevendo a espacialidade ao seu redor. A direção de arte contará com adereços que estarão a serviço da história. As ações executadas pelos atores ao vivo, muitas delas com as técnicas circenses, também serão exibidas, oferecendo ao espectador um efeito de zoom ou um ângulo de visão diferente, recurso que dará uma dimensão fantástica às peripécias, criando ilusões e imagens inusitadas.

Figurino, visagismo, iluminação, trilha sonora

Alvaro Assad acredita que conceber uma encenação é criar a harmonia do diálogo entre todas as áreas da criação. “A direção de arte de Renato Bolelli e Vivianne Kiritani dialoga com figurinos e adereços nesse espaço de tempo fictício, sem perder o humor, necessário para o jogo de cena do elenco.”  O diretor conta que o visagismo de Cleber de Oliveira traz um visual fantástico de histórias em quadrinho, tornando, através da maquiagem, próteses e pêlos, o elenco irreconhecível e surpreendentes. A música original de André Vac, de acordo com Assad, pontua o espetáculo como um cinema mudo, com sua marca em perfeita sintonia com a movimentação em cena e o jogo de projetar que é identidade do Solas de Vento. Compostos a partir da necessidade de desempenho físico dos atores, os figurinos darão a cada personagem características arquetípicas de maneira a enfatizar seus traços psicológicos. A iluminação de Marcel Gilber preencherá os episódios da viagem para além das cores e efeitos e será criada por lanternas e refletores manipulados pelos próprios atores. A música mesclará temas incidentais e a edição da trilha sonora será realizada a partir das partituras de ações dos atores.

Sobre a história

No livro, Verne criou o submarino Náutilus completamente autónomo do meio terrestre, movido somente pela eletricidade. O engenheiro e dono de tal feito é o Capitão Nemo, que, com sua tripulação, cortou qualquer relação com as nações e com a humanidade. Vivem somente do que o mar lhes dá – a comida e a matéria-prima que necessitam para a produção de eletricidade, tudo vem do mar. Mas a humanidade não conhece a existência da obra-prima de engenharia que o capitão Nemo criou em segredo, e, quando este, com ou sem intenção, começou a provocar desastres em navios e embarcações, o mundo começou a temê-lo, julgando-o um monstro marinho.  “Para ressaltar as ideias do autor, tomamos a liberdade de não seguir ao pé da letra a sua narrativa, mas de concentrar na essência da história, ou seja, nas transformações que ocorrem nos personagens, traduzidas e atualizadas para o público de hoje”, informam os atores.

“Um aspecto importante do romance é o constante jogo entre espaços fechados e abertos. Os protagonistas se deparam, ora protegidos por estreitas salas e corredores do submarino Nautilus, ora se aventurando na imensidão do mundo oceânico, frente a uma fauna desconhecida e ameaçadora. O conjunto dos recursos que serão desenvolvidos durante o processo de criação visam recriar cenicamente esses efeitos”, explica Ricardo.

Trajetória da Cia Solas de Vento

Em 2011 o grupo estreou seu primeiro infantil, A Volta ao Mundo em 80 Dias, com direção de Carla Candiotto. Sucesso de público e crítica, a peçaganhou os prêmios APCA de Melhor Diretora e Ator e FEMSA de Melhor Ator. Em setembro de 2015 veio Viagem ao Centro da Terra, dirigida pelo premiado Eric Nowinski (Cia Meninas do Conto e Fabulosa Companhia), com indicações pelo ao Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem nas categorias de Melhor Espetáculo, Melhor Ator e Melhor Trilha Sonora Original.

“A Cia Solas de Vento pesquisa a apropriação de formas de expressão como a dança e as técnicas circenses, para aliar a contextos teatrais. Dessa simbiose de possibilidades corporais, nasce uma linguagem de Teatro Físico onde o corpo do intérprete é o motor principal da dramaturgia. Cada recurso, integrado cuidadosamente à obra, serve como uma lupa para ampliar os sentimentos vividos pelos personagens e alcançar assim uma nova dimensão às peripécias da história”, comentam Ricardo e Bruno sobre o trabalho da Cia. Solas de Vento.

Ficha Técnica

Adaptação livre do romance de Julio Verne. Idealização: Cia Solas de Vento. Direção:  Alvaro Assad. Elenco: André Schulle, Bruno Rudolf e Ricardo Rodrigues, com participações de Bobby Baq e Marcel Gilber.

Dramaturgia: Bobby Baq e Alvaro Assad em colaboração com Elenco. Música Original: André Vac. Direção de Arte e Figurinos:Renato Bolelli e Vivianne Kiritani Visagismo: Cleber de Oliveira. Cenografia: Cia. Solas de Vento e Alvaro Assad. Cenotecnia: Cesar Augusto e Jeremias da Silva. Adereços: Chico Matheus e Elenco Costureira: Judite Lima. Desenho de Luz: Marcel Gilber. Design de Vídeo: Rodrigo Gontijo. Operações Técnicas: Luana Alves. Arte Gráfica: Sato do Brasil. Fotos: Mariana Chama. Vídeos: Cassandra Mello. Produção: Natalia Salles. Assistente de Produção: Anna Belinello. Gestão: Doble Cultura e Social. Realização:CCBB SP e Cia Solas de Vento.

Para roteiro

Viagens Extraordinárias – 2O.OOO Léguas Submarinas – de 16 de janeiro a 14 de fevereiro de 2021 – sábado e domingo, 15h – 10 sessões.

Viagens Extraordinárias – a Trilogia: 2O.OOO Léguas Submarinas, Viagem ao Centro da Terra e A Volta ao Mundo em 80 Dias – de 20 de fevereiro a 11 de abril de  2021 –  sábado, 11h e 15h, e domingo 15h – 25 Sessões (sessão extra a definir).

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Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo

Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico, Triângulo SP, São Paulo–SP

Aberto todos os dias, das 9h às 21h, exceto às terças

Acesso ao calçadão pela estação São Bento do Metrô

Informações: (11) 4298-1270

bb.com.br/cultura | twitter.com/ccbb_sp |facebook.com/ccbbsp | instagram.com/ccbbsp

[/compose?to=ccbbsp@bb.com.br]ccbbsp@bb.com.br

Acesso e facilidades para pessoas com deficiência | Ar-condicionado | Cafeteria e Restaurante | Loja

Estacionamento conveniado: Rua da Consolação, 228.

Traslado gratuito até o CCBB (aprox. 10 min), das 14h às 23h.

No trajeto de volta, a van tem parada na estação República do Metrô. A van funciona a partir das 14h até o último evento.

Valor: R$ 14 pelo período de até 6 horas. É necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB.

Nelson Gonçalves – O Amor e O Tempo

Comemorando dois anos desde a sua estreia no palco do Teatro Clara Nunes, o musical que celebra o centenário de um dos maiores ídolos da música brasileira, que vendeu mais de 80 milhões de discos em sua longa carreira, está de volta. Visto por mais de 20 mil pessoas em diversas temporadas no Rio e em São Paulo, NELSON GONÇALVES – O AMOR E O TEMPO retornará aos palcos cariocas dia 8 de janeiro, mais uma vez no Teatro Clara Nunes, obedecendo a todas as normas de segurança elaboradas pela Organização Mundial da Saúde, pelo Ministério da Saúde e pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. A temporada vai até 30 de janeiro, de quinta a sábado, às 20h; e domingos, às 19h e tem patrocínio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e da Estácio.

Mais do que nunca, num momento tão delicado para todos, o espetáculo vem resgatar a emoção e as mensagens de esperança e superação presentes na história e no repertório de Nelson Gonçalves e adaptadas para o musical, que tem texto do escritor Gabriel Chalita, além de 33 canções interpretadas pelos protagonistas: o produtor, idealizador da peça e ator Guilherme Logullo, e a atriz e cantora Jullie. A direção é de Tânia Nardini, a direção musical de Tony Lucchesi, a cenografia de Doris Rollemberg e os figurinos de Fause Haten

Os dois intérpretes – únicos atores em cena – trazem à tona os dois lados desse grande ídolo, num diálogo constante entre o amor ou o lado emocional (Logullo) e o tempo ou o lado racional (Jullie). 

Para a nova temporada, o tradicional palco da Gávea, no Rio de Janeiro, receberá a plateia com 50% de sua capacidade e protocolos de segurança sanitária, além de distanciamento social. O distanciamento social também vai acontecer no palco, com algumas adaptações na montagem, e os atores serão testados periodicamente.

“O espetáculo é muito apropriado para esse momento porque fala de superação, fala de um dos maiores cantores da história do Brasil, que apesar de muitos altos e baixos, sempre se levantou. A volta do boêmio, agora, tem um pouco desse recorte da volta de um tempo bom que todos nós esperamos”, declara o escritor Gabriel Chalita, que frisa ainda o esforço da produção para dar vida ao musical em tempos de pandemia. “Num momento tão delicado para os artistas, é um acalanto ver a peça voltar num teatro que tem responsabilidade com a saúde e com a segurança das pessoas. É importante ver a arte manter-se viva agora”.

Continuar produzindo também é motivo de orgulho para o idealizador, protagonista e produtor do espetáculo, Guilherme Logullo. 

“Como produtor, é fantástico fazer o espetáculo acontecer e poder empregar essas pessoas que estão há praticamente um ano inteiro sem trabalhar. Voltar e também ver esses artistas voltando à cena aos poucos, claro, com todos os cuidados, é muito gratificante”, completa.

A atriz e cantora Jullie também analisa o novo momento. “É muito bom voltar aos palcos depois de tanto tempo distante. Ainda estamos num momento delicado, então precisamos estar atentos e tomar todo o cuidado necessário, será um retorno diferente”, diz.

Os ingressos já estão à venda pelo link: http://bit.ly/NelsonGoncalvesIngressos

O ESPETÁCULO

A figura humana de Nelson Gonçalves e os seus sentimentos são o fio condutor do musical. Seus desejos, pensamentos, amores e anseios são retratados no texto de Chalita e nas canções escolhidas para compor a delicada e sensível história. Em NELSON GONÇALVES – O AMOR E O TEMPO, a linguagem poética se destaca e é utilizada numa narrativa não-linear, totalmente inspirada nas emoções do cantor. 

“Escrevi um texto que, de alguma forma, foge um pouco dos musicais tradicionais. Nelson Gonçalves foi um homem que amou profundamente e que, também por isso, sofreu. NELSON GONÇALVES – O AMOR E O TEMPO traça um diálogo entre a razão e a emoção, reforçado pela força e dramaticidade das canções interpretadas por ele. As músicas entrelaçam essas falas o tempo todo, enfatizando essa disputa de sentimentos”, explica Chalita, que também se preocupou em levar o público à reflexão das próprias inquietudes e sentimentos. “Todos nós temos esses dois lados”.

Clássicos eternizados na voz poderosa do cantor e compositor, como “Naquela Mesa”, “A Volta do Boêmio”, “Chão de Estrelas”, entre tantos outros, não poderiam ficar de fora. Definido por seu idealizador e produtor, Guilherme Logullo, como uma “junkie box”, a volta do musical vai fazer os fãs do rei do rádio se emocionarem mais uma vez.

NELSON GONÇALVES – O AMOR E O TEMPO não é uma obra biográfica, mas uma homenagem. Foi a forma que encontramos de trazer a essência de Nelson para a cena”, comenta Logullo.

A DIREÇÃO E A DIREÇÃO MUSICAL

Uma das principais diretoras e coreógrafas em atividade no país, Tânia Nardini é responsável pela direção de NELSON GONÇALVES – O AMOR E O TEMPO

“É extremamente desafiador homenagear um homem como Nelson Gonçalves que tocou o coração e a vida de tantas pessoas, ainda mais numa proposta que foge do tradicional. Apesar de falarmos do artista Nelson Gonçalves, o fio condutor aqui é o ser humano e as suas dualidades: o que é mais forte? O tempo ou o amor?”. 

Tão desafiador quanto dirigir é trazer uma nova roupagem musical às canções do espetáculo, tarefa concedida ao premiado diretor musical e arranjador, Tony Lucchesi, que, para NELSON GONÇALVES – O AMOR E O TEMPO, estabeleceu uma desconstrução dos arranjos de alguns dos clássicos do rei do rádio para contar e mostrar separadamente esses dois elementos: o tempo e o amor. 

“As músicas têm um papel muito importante em cena, pois ajudam na estrutura narrativa do texto, desenrolando a história. E foi um desafio trazer uma voz tão potente, tão forte como a do Nelson para um outro contexto”, diz.

Completam o dream team criativo de NELSON GONÇALVES – O AMOR E O TEMPO o renomado figurinista Fause Haten, e a cenógrafa Doris Rollemberg.

SINOPSE: Vivendo um conflito constante entre o amor (a emoção) e o tempo (a razão), os protagonistas trazem à tona as emoções vividas por Nelson Gonçalves ao longo de sua vida e carreira, cantando seus maiores sucessos, numa homenagem ao centenário do cantor e compositor brasileiro, um dos maiores vendedores de discos do país. Nelson Gonçalves é revivido por meio das canções e das emoções do casal de protagonistas. 

SOBRE GUILHERME LOGULLO: Ator, cantor e bailarino, nascido em São Paulo, Guilherme Logullo se formou em teatro musical em Londres. Participou do elenco de grandes montagens musicais no Brasil como ‟A Bela e a Fera‟, ‟Chicago‟, ‟West Side Story‟, “Priscilla, A Rainha do Deserto”, “Elis, A Musical”, “Como Vencer na Vida sem Fazer Força” e, mais recentemente, de “Bibi, Uma Vida em Musical” e “Pippin”. Na TV, fez “Rock Story” e “Babilônia”. NELSON GONÇALVES – O AMOR E O TEMPO é sua estreia como produtor. Em seus dois anos de trajetória, a peça passou por três temporadas no RJ, uma em São Paulo, além de diversas apresentações no interior paulistano. Logullo também é o criador do podcast “Eu, Ator”.

SOBRE JULLIE: Jullie é uma das atrizes e cantoras mais requisitadas em grandes montagens musicais. Protagonizou os espetáculos “Tudo Por Um Popstar”, “Constellation – Uma Viagem Musical Pelos Anos 50” (que lhe rendeu uma indicação como melhor atriz na primeira edição do Prêmio Reverência), integrou o elenco de “60! Década de Arromba – Doc. Musical”, da turnê 2018 de “O Musical da Bossa Nova”, participou da temporada carioca de “A Noviça Rebelde” (sub de Maria Von Trapp), entre outras produções. Jullie também é compositora e lançou digitalmente o álbum autoral “Até o Sol”. Dubladora desde 2007,  deu voz à diversas personagens em filmes/ séries como “Trolls” (Poppy) e “Pé Pequeno” (voz cantada da Meechee). E mais recentemente, protagonizou personagens em “Divertida Mente” e “Trolls 2”.

SOBRE GABRIEL CHALITA: Gabriel Chalita revelou-se escritor já aos 12 anos, quando publicou seu primeiro livro. Hoje, tem uma obra composta por mais de 80 títulos. Doutor em Filosofia do Direito e em Comunicação e Semiótica, deu início à carreira política aos 19 anos, como vereador e presidente da Câmara Municipal de Cachoeira Paulista. Exerceu os cargos de secretário da Juventude, Esporte e Lazer e de secretário da Educação do Estado de São Paulo; neste último, instituiu os Programas Escola da Família, Escola de Tempo Integral e Caminho das Artes. Foi também presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), por dois mandatos, e vereador da cidade de São Paulo. Foi deputado federal pelo PMDB-SP – eleito com mais de meio milhão de votos – e secretário de Educação do município de São Paulo. É professor universitário, membro da Academia Brasileira de Educação, presidente da Academia Paulista de Letras e palestrante.

SOBRE TÂNIA NARDINI: Tania trabalhou com os mais importantes produtores, atores e diretores de teatro e televisão do Brasil. Esteve à frente da direção dos espetáculos “Priscilla – A Rainha do Deserto” e “Nuvem de Lágrimas”, além de ser coreógrafa e diretora associada nas produções “O Rei e Eu” e “West Side Story”. Coreografou “Raia 30” e “Cauby! Cauby! Uma Lembrança” e é a diretora responsável por todas as montagens do espetáculo “Chicago” em qualquer parte do mundo, desde 2007.

SOBRE TONY LUCCHESI: Vencedor do Prêmio Bibi Ferreira e do Prêmio Reverência 2018 na categoria “Melhor Direção Musical” por “Bibi, uma Vida em Musical”, Tony Lucchesi é diretor musical, arranjador e preparador vocal dos espetáculos: “Bibi – Uma Vida em Musical”, “60! Década de Arromba – Doc. MusicaI”, “VAMP” (também compositor das canções originais), “Rock ln Rio Now” (Lisboa- 2016). É compositor, arranjador e diretor musical do espetáculo “Vem buscar-me que ainda sou teu” (RJ – 2016), e diretor musical dos espetáculos “Godspell” (RJ- 2015), com direção de João Fonseca e “Matilda” (RJ- 2016), com direção de Gustavo Klein, ambos práticas de montagem realizadas pelo CEFTEM. O artista ainda é arranjador Vocal das edições do programa “The Voice Brasil” (Tv Globo); pianista do espetáculo “Beatles num céu de diamantes”, e pianista/co-arranjador do espetáculo “Milton Nascimento – Nada será como antes”, de Cláudio Botelho e Charles Moeller. Também assina a Direção de canção dublada do Beck Studios. Seus últimos trabalhos foram os filmes “Hotel Transylvania 1 e 2”, além das séries “Miraculous – As aventuras de Ladybug”, “Odd Squad”, entre outras (Canal Gloob).

SOBRE FAUSE HATEN: Estilista renomado e eternizado nos palcos do país por sua montagem de “Lili Marlene, um Musical”, produção idealizada pelo próprio artista, que escreve o texto, dirige e assina as canções. Conhecido por trabalhos performáticos e cheios de personalidade, Haten vai trazer sua criatividade para o universo de Nelson Gonçalves.

FICHA TÉCNICA:

NELSON GONÇALVES – O AMOR E O TEMPO 

Um musical idealizado por Guilherme Logullo e Gabriel Chalita

Direção e coreografia: Tânia Nardini

Roteiro: Gabriel Chalita

Elenco: Guilherme Logullo e Jullie

Coordenação Artística: Guilherme Logullo

Cenografia: Doris Rollemberg 

Figurinos: Fause Haten

Direção Musical e arranjos: Tony Lucchesi

Direção de Produção: Jenny Mezencio

Assistência de direção e movimento: Nadia Nardini 

Visagista: Diego Nardes 

Design de Som: Gabriel D’Angelo

Design de Luz: Renato Machado

Redes Sociais e Assessoria de Imprensa: Prisma Colab

SERVIÇO:

NELSON GONÇALVES – O AMOR E O TEMPO 

Reestreia: 8 de janeiro de 2021.

Temporada: De 8 a 30 de janeiro de 2021.

Horários: de quinta a sábado, às 20h. Domingo, às 19h.

Local: Teatro Clara Nunes

Endereço: Shopping da Gávea – Rua Marquês de São Vicente, 52, Gávea.

Duração: 60 minutos.

Bilheteria online: www.tudus.com.br

Vendas pelo link: http://bit.ly/NelsonGoncalvesIngressos

Bilheteria oficial: Teatro Clara Nunes – De segunda a sábado, das 10h às 22h. Domingos, das 15h às 22h.

Telefone: 2274-9696

Valores: R$80, inteira; e R$40, meia-entrada.

350 lugares – O teatro opera com 50% da sua capacidade de plateia. 

Livre.

PROTOCOLOS DE SEGURANÇA:

– O Teatro Clara Nunes está utilizando 50% da sua capacidade de assentos na plateia;

– Desinfecção dos assentos antes das apresentações;

– Aferição de temperatura na entrada do Shopping da Gávea;

– Sinalização de distanciamento na fila para a entrada do público;

– Álcool em gel disponível;

– Equipe de profissionais utilizam EPIs;

– Tapete sanitizante na entrada;

– Ingressos pela bilheteria on-line: Tudus;

– Na hora, é possível comprar ingressos com uma hora de antecedência. Há distanciamento na fila;

– É respeitado o distanciamento social entre as poltronas do teatro.

Tivoli Park, o mais amado pelos cariocas, apresenta mais uma novidade e cria Natal Solidário

A partir desta semana, o parque de diversões Tivoli Park, sucesso entre as décadas de 70 e 90, oferecerá uma nova atração aos moradores do Rio de Janeiro e os turistas que estão visitando nossa cidade: a maior montanha-russa itinerante da América Latina, a Looping Star, que nos proporciona uma sensação fascinante. O Tivoli conta com 50 mil metros quadrados, instalado na Barra da Tijuca, no estacionamento do Via Parque, e abriga brinquedos que marcaram gerações – totalmente restaurados e adaptados para os modernos padrões de segurança –, seguindo todos os protocolos de segurança contra à Covid 19. As novidades não param por aí. Mesmo com um cenário tão desafiador, Frederico Reder, responsável por dar esse presente ao Rio de Janeiro, conseguiu elaborar duas ações solidárias: a primeira com o Retiro dos Artistas e a segunda com o Hemorio, entidade de referência para doação de sangue.

A Campanha Natal Solidário do Tivoli Park funcionará da seguinte maneira: quem comprar um passaporte promocional estará doando, automaticamente,  R$ 5,00 ao Retiro dos Artistas, que fica em Jacarepaguá. Os interessados em abraçar essa nobre iniciativa poderão adquirir o passaporte Natal Solidário Individual, que custa R$ 55,00 (às quintas e sextas-feiras) e R$ 65,00 (aos sábados, domingos e feriados). Vale registrar que o parque está funcionando em um novo horário, de 16h as 22h30, de quinta a domingo. O passaporte já é a entrada e é válido para todos os brinquedos, exceto barracas de habilidades (como tiro ao alvo, bilhar, entre outros), e alimentos e bebidas que são pagos a parte. Por motivos climáticos ou de manutenção, a administração tem o direito de pausar o funcionamento das atrações. Ainda na vibe da corrente do bem, quem for ao Hemorio, entre os dias 21 e 31 de dezembro, e doar sangue ganhará um passaporte. A cortesia só poderá ser usada durante os dias úteis. Mais informações e os regulamentos completos podem ser conferidos por meio do site www.tivolipark.com.br            

“Após realizar nosso antigo sonho de trazer de volta o Tivoli  para os cariocas, agora queremos ser gratos e, por isso, vamos apoiar duas grandes instituições, que são o Retiro dos Artistas e o Hemorio. Ambos foram fortemente impactados por conta da pandemia. Temos que ajudar as pessoas que sempre se dedicaram às artes e também temos que contribuir com os indivíduos que precisam de sangue em um momento tão turbulento para o Brasil e o mundo”, comenta Frederico Reder.

“Esta nova parceria nos deixa muito feliz, pois Frederico tem nos ajudado em todos os sentidos, do financeiro ao administrativo. Essa contribuição, em tempos de pandemia, será revertida em compras de alimentos e produtos de higiene e limpeza. Nossa amizade é antiga e colaborações como essas são realizadas por ele desde o tempo das peças teatrais”, afirma Cida Cabral, administradora geral do Retiro dos Artistas. A responsável pelo local informa que qualquer pessoa pode ajudar a instituição e que mais informações podem ser obtidas por meio do telefone (21) 3382-3730. Durante à pandemia, as visitas virtuais podem ser realizadas pelo site www.retirodosartistas.org.br      

“É muito importante contar com o Tivoli durante nossa campanha de Natal. O apoio de um parque tão icônico para cidade representa o espírito que queremos transmitir neste momento. O de união, solidariedade e encanto”, orgulha-se Luiz Amorim, diretor geral do Hemorio.

Serviço:

Tivoli Park 

Local – Av. Ayrton Senna, 3.000 – no estacionamento do Via Parque – Barra da Tijuca 

Passaporte Natal Solidário Individual – R$ 55,00 (às quintas e sextas-feiras)

Passaporte Natal Solidário Individual – R$ 65,00 (aos sábados, domingos e feriados)

Apoio às instituições Retiro dos Artistas e Hemorio

Mais informações – www.tivolipark.com.br            

Ludmilla no Teatro Richuelo

Após receber diversas atrações de samba e MPB em 2020, o Teatro Riachuelo Rio encerra o ano com outro ritmo popular: o funk! A cantora Ludmilla irá comandar o “Esquenta da Virada 2021 Cielo”, com transmissão ao vivo e gratuita. O repertório inclui novos hits como “Rainha da Favela” e “Invocada (feat. Leo Santana)”, passando por grandes sucessos como “Cheguei” e “Fala Mal de Mim”. O evento contará ainda com a apresentação de André Marques. A live, gratuita, acontece no dia 18 de dezembro, às 18h, no canal de Youtube da Cielo patrocinadora do evento.

“Este ano foi um ano desafiador. O fim dele é uma oportunidade de celebrar todas as construções e realizações. Para isso, patrocinamos um evento para todos os públicos para encerrarmos o ano, de forma virtual, ao lado de quem faz acontecer na luta de todo dia” afirma Simone Cesena, Head de Marketing e Ouvidoria da Cielo

Reinaugurado há quatro anos, após ampla reforma, o Teatro Riachuelo Rio fica localizado no coração do Centro do Rio, bairro emblemático conhecido por agregar várias tribos e sons. Em 2020, por conta da Covid-19, o Teatro Riachuelo Rio se reinventou e criou uma plataforma própria, pensada exclusivamente para a transmissão das lives, realizadas sem público presencial, desenvolvida pela Netshow.me. Durante o ano, foram realizadas diversas apresentações virtuais com artistas como Adriana Calcanhoto, Pedro Mariano, Casuarina, Elisa Lucinda, Diogo Nogueira, Zeca Pagodinho e dando espaço para rodas de samba como o Samba Independente dos Bons Costumes (SBIC) e o Samba Que Elas Querem, a preços populares, com o valor do ingresso revertido para os músicos. 

O evento, patrocinada pela Cielo, integral a programação anual do Teatro Riachuelo, que conta com o apoio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

Serviço 

Evento: “Esquenta da Virada 2021 Cielo”, com Ludmilla

Data: sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

Horário: 18h

Como assistir: No canal do Youtube da Cielo

https://www.youtube.com/user/CieloCampanhas

Novos talentos do balé no Rio encerram ano com espetáculo inédito “Baile de Máscaras”, dias 18 e 19, no Teatro Prudential

Nesta sexta e sábado, dias 18 e 19 de dezembro, a partir das 20h, prodígios da Cia Jovem de Ballet do Rio de Janeiro encerram as atividades deste ano desafiador com um programa especial intitulado, por razões óbvias, de “Baile de Máscaras”, com direção de Dalal Achcar e Mariza Estrella, na área externa do Teatro Prudential, na Glória. Incansáveis, mesmo quando as aulas só poderiam ser mantidas on-line, e que graças ao Maître de Ballet Éric Frédéric alcançou um nível inimaginável de excelência por mobilizar mestres de diversas partes do mundo (de Milão a Nova Iorque), há apenas três meses seus bailarinos voltaram gradualmente a uma nova rotina presencial. O retorno marca a montagem de um baile em homenagem a uma importante figura no mundo do balé, Maria Luisa Noronha, que partiu recentemente, deixando saudades e ensinamentos. Maria Luisa foi professora e diretora do Ballet Dalal Achcar, além de diretora da Escola Estadual de Dança Maria Olenewa por 29 anos. Remontadora para vários coreógrafos dos grandes ballets de repertório.

As apresentações, que contarão com a participação da primeira bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Claudia Mota, é também dedicada aos profissionais de saúde para os quais os artistas agradecem com o melhor de sua arte. “Baile de Máscaras” é um espetáculo que comprova a resiliência e capacidade de entrega do artista que, através do amor à sua arte, consegue, com disciplina e muito treino, executar e comunicar tecnicamente seu trabalho, apesar da máscara que por momentos os sufoca. 

Serviço:

BAILE DE MÁSCARAS  – Cia. Jovem de Ballet do Rio de Janeiro
Data:
 18 e 19 de Dezembro de 2020 
Hora: 20h
Tipo de Evento: Presencial ao ar livre
 Ingressos: R$50,00
Vendas (online): Sympla – https://bileto.sympla.com.br/event/67181
Classificação: Livre
Duração: 60 minutos

Exposição Claudio Valério Teixeira – Aquarelas da quarentena, na Galeria Evandro Carneiro, na Gáve

A Galeria Evandro Carneiro Arte, na Gávea, de 12 de dezembro de 2020 a 23 de janeiro de 2021 a Exposição Claudio Valério Teixeira – Aquarelas da quarentena. A curadoria é de Evandro Carneiro. Ao todo serão exibidas 64 aquarelas que retratam o cotidiano do artista em tempos de pandemia. Em destaque as obras Visita do senhor Giovanni Battista Castagneto ao ateliê e Flores para Guignard.

A mostra será aberta ao público SEM VERNISSAGE devido à pandemia, durante o horário de visitação da galeria, de segunda a sábado, das 10h às 19h.

O shopping Gávea Trade Center está funcionando com obrigatoriedade do uso de máscaras e fornece álcool em gel e medição de temperatura para quem entra. Não há necessidade de agendar a visita, pois o espaço é grande e sem aglomerações.

Sobre a coleção e o artista:

E assim passam os dias – Aquarelas da quarentena

         Claudio Valério Teixeira nos presenteia com uma série de mais de 60 aquarelas realizadas durante os meses em que o mundo parou. Paisagens, naturezas-mortas, autorretratos, cenas do interior do ateliê, pinturas de nus, estudos de mãos, são alguns dos diversos gêneros presentes nesses trabalhos. Até mesmo uma cena de luta vista na televisão, ou “Vaquinha”, a simpática vira-lata em descanso, foram registradas por ele. O que motivou essa intensa e variada produção está explícito no nome da série: “Aquarelas da quarentena”.

         Vivemos um tempo histórico. De 2020, jamais nos esqueceremos. Esse ano se tornou um divisor de águas. Ficou no passado o tempo em que a vida seguia seu rumo sem que nos perguntássemos qual o sentido de nossas escolhas cotidianas. Isolados na quarentena, fomos obrigados a pausar o ritmo muitas vezes frenético em que vivíamos. “Pare e pense” parece nos dizer a placa de trânsito que se entrevê entre os Mamoeiros pintados em 17 de junho. O portão fechado para a rua, na aquarela de 7 de abril, já nos indicava o limite: “não passe daqui”. Memento mori, autorretrato de 2 de agosto é um alerta. A morte espreita e nos assusta. Sim, todos sabemos que um dia vamos morrer. Mas um vírus está lá fora e agora o risco se torna palpável. Cuidado, lave as mãos! O gesto se repete nos trabalhos de 7 de abril e 2 de junho. A máscara se torna parte do rosto no autorretrato múltiplo Así pasan los dias, así pasan las horas, lembrando-nos que o tempo não para, enquanto esperamos a notícia de uma vacina ou remédio que nos devolvam a “normalidade”. Nas aquarelas, as folhas de jornais diários são presença constante ao lado das flores e frutas nas naturezas-mortas. Um dia após o outro, o cotidiano é registrado nas pinturas com datas precisas, por vezes com indicação da hora em que foram feitas.

         Estamos conscientes desse tempo excepcional. O que nos resta fazer agora? Olhar em volta. Ver os detalhes do mundo no qual vivemos, a beleza nas pequenas coisas que nos rodeiam. Thania dormindo, 19 de abril: que alegria esse amor cotidiano, a intimidade partilhada, o corpo entregue às cores da colcha. Thania na piscina, 26 de abril: o corpo agora flutua no azul que se transforma em verdes, em brilho, em luz. Banho de sol: o calor na nudez livre de amarras se desdobra em três momentos de abril… maio… Os meses se sucedem, e voltamos ao essencial.

         A arte está em toda parte, a começar pelas naturezas-mortas que se multiplicam: Ah! Eu quero ser Cézanne, Flores para Guignard, Pigmentos de Portinari. Também está no Morro de Santo Inácio, tradução da montanha Sainte-Victoire para Claudio Valério. Experimentar azuis, vermelhos, verdes e lilases. Frutas, flores, ou mesmo o lixo são sinfonias de cores e formas para quem dorme e acorda com Cézanne, Courbet, Picasso, com Volpi, Iberê, Castagneto ou Vieira da Silva. Diálogos que começaram cedo na vida de Claudio Valério Teixeira, filho de Oswaldo Teixeira, irmão de outros artistas, restaurador e pintor, frequentador de museus e exposições, rodeado por obras de arte, livros de arte, artistas e amadores da arte desde pequeno. Não é à toa que as homenagens surgem, pois “visitantes” ilustres se sucedem no ateliê. Chegam para ter suas obras restauradas, o viço reconquistado. O trabalho do restaurador também alimenta o espírito do artista. Na observação continuada e atentíssima às obras dos pares, forma-se uma comunidade de artistas que une os de hoje aos de outrora, sem fronteiras temporais. Um autorretrato d’après Courbet, outro com a “camisa de Picasso”, e Claudio se transforma nos pintores que admira. E no mais, é a paisagem da proximidade vista através da janela, os vasos de plantas, as folhagens das árvores, os fios da luz elétrica e os postes na rua, os telhados das casas vizinhas, caixas d’água. Todo detalhe é captado, o mundo traduzido em pinceladas coloridas, drippings e outras técnicas curiosas.

         Uma fuga rápida para Visconde de Mauá, e a estrada, o bananal, a horta e a laranjeira, o galinheiro e o tronco caído entram na roda da vida que se festeja.

         Pois o mergulho nessas aquarelas da quarentena é revigorante. Dele saímos com a sensação de uma vida cheia de arte e de uma arte cheia de vida – o dia a dia de Claudio Valério Teixeira.

         Ana Cavalcanti.

Setembro/2020.

A paisagem possível

         Não é incomum, em períodos sombrios nas vidas de grandes artistas, isolados por razões involuntárias, a produção de importantes e belas obras. Assim foi como Miguel de Cervantes, no século XVI, escreveu o clássico da literatura universal Dom Quixote de La Mancha; o Marquês de Sade no século seguinte produziu quase toda a sua obra; o sofrido poema de Oscar Wilde, De Profundis, e Recordações da Casa dos Mortos, de Dostoiévski, escritos em fins do século XIX, assim como o nosso Graciliano Ramos, de Memórias do Cárcere, já no século XX.

         No entanto, não foi na prisão que o pintor Claudio Valério Teixeira deixa seu testemunho, mas a de sua experiência de artista diante da emergência de uma quarentena provocada por uma peste planetária.

         Limitado ao universo quotidiano de sua casa, ele registra tudo aquilo que o cerca. Desde as naturezas-mortas espontaneamente deixadas sobre a mesa do café da manhã, sem a pretensão dos arranjos encontrados nas pinturas dos barrocos holandeses do século XVII, ou do modernista italiano Giorgio Morandi e seu discreto equilíbrio dos elementos, ou das collages matemáticas do gaúcho Carlos Scliar mixando partituras musicais e arcos de violinos com frutas brasileiras ou letras do alfabeto. As de Claudio Valério refletem a desordem do transe dos dias que vivemos, onde papayas semiembrulhados por jornais insinuam o desejo da notícia de um resgate salvador. Há nelas a serenidade que só o conformismo próprio da maturidade justifica.

         Como numa decupagem cinematográfica, seu campo de visão vai se utilizando de lentes mais abertas, inconformado com o limite da mesa – e passa a registrar o ateliê do artista, com homenagens que visitam desde Monet, a Picasso e ao Volpi com suas cores suaves e calmantes. Como se se permitisse convidá-los a entrarem com ele, solidários, nesses reduzidos e claustrofóbicos momentos. Mas que não o assustam. Levam-no ao sol, o casal desnudo num paraíso particular às vésperas de inaugurar alguma coisa nova ou surpreendente, deitado nas espreguiçadeiras de seu pátio domiciliar, e pinta aquilo que a vista de suas janelas permite alcançar: a árvore, os muros da vizinhança. Mas isso não lhe basta, cautelosamente viaja para uma casa no campo, novamente documenta o seu entorno, passeia seu olhar pelas cercas vivas, alcança a que divide o terreno que lhe cabe, o tronco deixado, displicente, caído no caminho.

         Tudo isso através de aquarelas que denunciam a sua formação acadêmica – e o seu talento de restaurador, como se pedisse emprestado ao Volpi que o visitara, a delicadeza dessas cores que só a aquarela é capaz de tingir aquilo que é objeto de sua eleição.

         Mas não mascara – em tempos de máscaras e prevenção – a tragédia dos dias que vivemos. Como num grito desesperado de um Munch contemporâneo, reproduz a própria face, transmutada em expressões variadas do desespero e do medo. Que é o medo de todos nós.

         Com Beleza e perplexidade.

         Luiz Carlos Lacerda.

         Setembro/2020.

Serviço: Exposição Claudio Valério Teixeira – Aquarelas da quarentena

Galeria Evandro Carneiro Arte: Rua Marquês de São Vicente, 124 (Shopping Gávea Trade Center). Salas 108 e 109.

De 12 de dezembro de 2020 a 23 de janeiro de 2021.

Visitação: de segunda a sábado, das 10h às 19h.

Telefone: (21) 2227.6894

Estacionamento no local.

Site: http://www.evandrocarneiroarte.com.br/

Instagram: @galeriaevandrocarneiro

Zeca Pagodinho e Diogo Nogueira se unem em live

Os ilustres sambistas Zeca Pagodinho e Diogo Nogueira participam de um espetáculo que promete entrar para a lista das melhores lives do ano. O evento “EsquentAê 2021”, que será realizado no Teatro Riachuelo, sem a presença de plateia presencial e com transmissão pelo Youtube, terá início com uma roda de samba apresentando a história desse ritmo por meio dos sucessos dos maiores intérpretes. Logo em seguida, Diogo Nogueira sobe ao palco para apresentar sucessos – incluindo “Clareou” e “Alma boêmia” – que prometem agitar o público que estiver em casa no isolamento social. 

Sem pausa, a roda de samba manterá a plateia aquecida para a entrada de Zeca Pagodinho. O sambista vai tocar dezenas de músicas, entre elas, o sucesso “Deixa a vida me levar” e “Quintal do Céu”, além de um dueto com Diogo Nogueira. O embaixador do espetáculo, Carlinhos de Jesus, amigo dos dois sambistas, vai interagir em vários momentos, incentivando o público a colocar o samba no pé.

A transmissão será on-line, gratuita e poderá ser assistida de qualquer lugar do mundo. E para garantir a segurança do evento, toda a equipe, incluindo os músicos serão submetidos ao teste rápido para detectar se há contaminação com o vírus. No Teatro Riachuelo, local de onde será feita a transmissão, o uso de máscara será obrigatório e haverá álcool em gel em todos os recintos.

Serviço |

Evento: Esquentaê 2021 

Data: terça-feira, 15 de dezembro de 2020

Horário: 20h às 22h

Participação: Diogo Nogueira, Zeca Pagodinho, Carlinhos de Jesus e outros músicos.

Como assistir: Youtube https://www.youtube.com/watch?v=C_jv7W78ltw

Renata Ricci e coletivo vocal apresentam show CANTRIX canta Gil dia 18 de dezembro

Coletivo vocal feminino formado por quatro atrizes e cantoras, três delas conhecidas do teatro musical brasileiro, o grupo CANTRIX traz em seu DNA uma proeminente veia dramática. O fato do quarteto vir dos palcos faz a condução cênica ser o ponto forte dos shows das artistas. É com esta pegada que Renata Ricci, Yael Pecarovich, Vanessa Mello e Valéria Barcellos apresentam o espetáculo CANTRIX canta Gil em transmissão online no dia 18 de dezembro, às 21 horas. A direção é de Gláucia da Fonseca.

Paulista que morou 10 anos no Rio, Renata Ricci – a única da formação original – ganhou prêmios de Melhor Atriz Coadjuvante em Gypsy e Hebe o Musical (como Lolita Rodrigues). Antes da pandemia, estava em cartaz com Forever Young. Compôs o elenco também da segunda montagem brasileira de Sweet Charity. Yael Pecarovich, nascida no Uruguai e radicada no Brasil, interpretou o papel de Gal Costa em Rita Lee Mora ao Lado, além de ter integrado a ficha técnica do musical em homenagem a Nelson Rodrigues. Já a baiana Vanessa Mello esteve em Annie – o Musical, Dona Summer, Cantando na Chuva, Billy Elliot e A Pequena Sereia – Musical. Vem somar-se ao grupo a atriz e cantora gaúcha de voz potente Valéria Barcellos, mulher trans e negra.

Reunindo antigas amigas e retomando de forma independente uma história que começou há 17 anos, em um c rso de formação de banda feminina, o grupo, que já passou por algumas formações – Ana Canãs, Miranda Kassim e Aline Muniz já integraram o grupo – se encontra agora em um novo momento, ainda como um quarteto vocal feminino, pouco tradicional e menos ainda formal. Embaladas pelo repertório de Gilberto Gil, elas escolheram sucessos do cantor e compositor para cantar e contar sobre a força da mulher em uma essencialmente feminista, com um show repleto de história e atitude.

Desta vez o grupo vem com um objetivo claro em mente: Formar um ‘time’ composto por mulheres para muito além do palco. A atriz e cantora Renata Ricci neste retorno assume também a produção dos shows e deixa claro a importância de buscar por mulheres trabalhando em cada função por trás da cortina, seja ela técnica, criativa ou artística. “A maternidade me fez admirar muito mais as mulheres e enxergá-las de uma outra maneira. Comecei então a ficar incomodada por me sentir apenas proclamando o discurso feminista e não fazendo nada efetivo a respeito. Percebi que a melhor maneira de empoderar uma mulher é dando um lugar para ela”, diz Renata.

Ativistas identificadas com temas como a luta pela diversidade sexual, em espírito coletivo o quarteto compartilha os créditos da direção, dos figurinos, do roteiro e até dos arranjos do show, e divide o palco Roberta Kelly (bateria/percussão) e Karina Muniz (piano) Decididas a encontrar um setlist que tivesse como foco principal um ‘discurso’ musical atual, o processo de imersão em diversas referências logo conectou as cantrizes ao universo de Gilberto Gil, porém despertou nelas uma dúvida pontual: ‘Seguir com o conceito do feminino e apresentar canções de uma potência como Madonna, ícone de luta pela liberdade sexual, ou manter Gilberto Gil e toda a identificação com o momento do grupo?’. A decisão ficou por conta da essência do ícone baiano, que em seu repertório conceitual tem por hábito lançar um olhar delicado sobre as relações e as pessoas, além de seu histórico musical e pessoal com relação as questões de gênero.

Ao longo do show, canções consagradas são costuradas por um enredo cênico, muito mais real do que ficcional, e passível de um bom improviso – o que condiz com o novo ritmo do quarteto, que, fora do palco, encara a vida corrida da mulher que, além de artista, por vezes atua como mãe, filha, esposa e amiga. E é justamente contando um pouco de si e de suas experiências, que cada uma delas revela sua identidade mais sincera em um show-teatral cheio de música brasileira e feminilidade, e que busca, em tempos de empoderamento, colocar luz de maneira leve sobre questões importantes, saindo do já conhecido discurso e ressaltando aquilo que uma das canções do próprio Gil assegura: “Novo tempo sempre se inaugura…”.

Repertório

Abertura com medley de Palco, Toda Menina Baiana, Realce. Tempo Rei, A Novidade, Super-Homem, Paz, Drão, Refazenda, Punk da Periferia, Expresso 2222. O medley que abre o show também fecha, mas com arranjo e levadas diferentes.

Ficha técnica

Com Renata Ricci, Vanessa Mello, Yael Pecarovich e Valéria Barcellos. Banda: Karina Muniz (piano) e Roberta Kelly (bateria/percussão). Direção: Gláucia da Fonseca. Duração: 70 min. Transmitido via ZOOM da Cia de Revista. Fotos: Paola Prado.

Show – CANTRIX canta Gil. Dia 18 de dezembro, às 21h.

Transmissão via ZOOM. Vendas via Sympla.

Valores colaborativos, de R$ 20 a R$ 100 reais.

https://www.sympla.com.br/cantrix-canta-gil__1061066