O projeto Passageiro do Futuro chega à sua 21º edição e sua primeira atividade externa será visita ao CCBB

Criado com o objetivo de levar o teatro e suas múltiplas oportunidades artísticas e profissionais às comunidades carentes do Rio de Janeiro, o Passageiro do Futuro chega à sua 21ª edição em 17 anos de vida. Nascido em 2001, pelas mãos da atriz e produtora Juliana Teixeira, o projeto tem uma bem-sucedida trajetória que inclui o atendimento a mais de 1.500 jovens e a marca de 60 mil pessoas beneficiadas nas comunidades envolvidas, incluindo a formação de novas plateias, presentes nas mais de 200 apresentações realizadas até hoje. Durante seis meses, jovens entre 15 e 21 anos vão participar de oficinas, palestras, visitas guiadas e outras atividades. A primeira atividade externa será a visita dos alunos ao Centro Cultural Banco do Brasil, onde vão assistir a três exposições: A História do Banco do Brasil, Museu do Futebol e A Experiência Geométrica Latino Americana. Neste ano, participam do projeto 70 crianças de 15 escolas municipais. Em novembro, este grupo apresentará a montagem de uma peça teatral em diferentes espaços da cidade com entrada gratuita. O projeto Passageiro do Futuro 21ª edição é patrocinado pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura, pelas empresas Valid, Libra Terminais Rio, Comatrix e BTG Pactual, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura – Lei do ISS.

Depois de três anos consecutivos no Caju, o projeto chega a São Cristóvão. Até novembro, serão realizadas oficinas de interpretação, corpo e voz, figurino, sonorização, cenário e caracterização; três visitas guiadas a centros culturais da cidade; três palestras; uma montagem de esquete (com entrada franca e apresentações abertas ao público); dinâmica de grupo; atendimentos individual e familiar e encaminhamentos do serviço social; monitoramento do rendimento escolar, entre outras atividades. A professora Anna Beatriz Wiltgen, responsável pelas aulas de interpretação, vai ler alguns textos com alunos e eles escolherão o que mais gostarem para ser adaptado e apresentado. Em edições passadas, os participantes do Passageiro do Futuro já montaram peças como ‘O Gato de Botas’, ‘O Auto da Compadecida’, `Tribobó City’ e ‘O Mambembe’.

“O projeto beneficia toda a comunidade onde está instalado”, conta Juliana. “Temos uma estreita relação com as famílias e o apoio das escolas; acompanhamos o rendimento escolar dos alunos, fazemos atendimento social individual e encontros com pais e responsáveis”.

A história do projeto

Tudo começou em 2001, quando a atriz e produtora Juliana Teixeira integrava o elenco de ‘Tudo no Escuro’, peça de Peter Shaffer. “Ali tudo dependia de iluminação e começamos a ter dificuldades em conseguir técnicos para a turnê. A partir daí, resolvi colocar em prática esse meu desejo de trabalhar com teatro com jovens carentes e, ao mesmo tempo, tentar suprir a falta de novação de mão-de-obra técnica do teatro profissional”, lembra Juliana. O Passageiro do Futuro teve início em Bangu, em 2001, e seguiu por diversas comunidades da cidade. “Com formato itinerante, o projeto permanece ao menos dois anos em cada lugar”, explica Juliana. “Já atuou em Vila Aliança (Bangu), Vila Kennedy (Bangu), Água Santa, Del Castilho, Rio das Pedras, Andaraí, Engenho de Dentro, ocupou por três em parceria com o Sesi/ Firjan o prédio do Cemasi na Ladeira dos Tabajaras (Copacabana), e por três anos esteve no Caju. Agora, ocupamos a Paróquia Santo André, na Rua Bela, nº 1.265, São Cristóvão”.

Os jovens – sempre entre 15 e 21 anos de idade, a maioria estudante da rede pública – têm uma iniciação no métier, com carga horária de 13 horas semanais e emissão de certificado (em geral, coincidente com o ano letivo). Muitos alunos que passaram pelo Passageiro do Futuro estão atuando no mercado de artes cênicas, de entretenimento e na moda ou ingressaram em cursos superiores da área. A meta é absorver 20% dos alunos no mercado de trabalho das artes cênicas – e os próprios professores às vezes contratam alunos do projeto. Entre os exemplos, estão Jamile Regina (turma 2007, Bangu), que é microfonista de grandes musicais, como Cazuza, querida de Miguel Falabella, Ronald Rodrigues (turma 2009, Andaraí), que atua nos grupos de dança Carlota Portela e Deborah Colker, e Douglas Vergueiro (2012 e 2013, na Ladeira dos Tabajaras), que atuou no musical Andanças, sobre a cantora Beth Carvalho, interpretando o cantor Zeca Pagodinho. Depois de sua participação no projeto, se profissionalizou como ator.

Aulas, palestras, visitas e montagem completa a cada edição

A primeira parte de cada período tem aulas três vezes por semana, palestras sobre vários temas, dinâmica de grupo, visitas a centros culturais e idas a peças teatrais; na segunda parte, começa a montagem de um espetáculo, levantada pelo grupo de alunos, sob a orientação dos professores de cada cadeira. O encerramento é o circuito de apresentações em teatros profissionais da cidade (como o Espaço Sesc, Teatro Instituto Benjamin Constant, Teatro Maria Clara Machado, Teatro do Jockey, o Calouste Gulbenkian e Teatro Ipanema) e salas de apresentação (algumas nas comunidades onde o projeto está acontecendo). Essa montagem é a vivência do teatro em sua prática profissional.

Montagens realizadas nas 20 edições

1- Aquele que Diz, Aquele que Diz Não – Brecht (adaptação e direção Marcelo Escorel)

2- Sonho de Uma Água Santa – Shakespeare (adaptação e direção Monica Alvarenga)

3- A Galera Dança (texto e direção Joaquim Vicente)

4-  Eu Abro Mão (texto e direção Monica Alvarenga)

5- A Festa (texto e direção Monica Alvarenga)

6- O Gigante Egoísta – Oscar Wilde (Joaquim Vicente)

7- Anjo do Subúrbio – Bertolt Brecht (adaptação e direção Celina Sodré)

8- O Rei de Ramos – Dias Gomes (Cyrano Rosalem)

9- Crônicas da Cidade – Diversos Autores Brasileiros (adaptação e direção Marcia Nunes)

10- Além da Lenda do Minotauro – (adaptação  e direção  Samir Murad)

11- Quem Matou o Leão – Maria Clara Machado (direção Beto Brown)

12- Forrobodó – Chiquinha Gonzaga (direção Maurício Cardoso)

13- A Vida é uma Comédia – Luís Fernando Veríssimo (direção Claudio Handrey)

14- A Aurora da Minha Vida – Naum Alves (direção Claudio Handrey)

15- O Gato de Botas  – Maria Clara Machado (direção Claudio Handrey)

16 – O Auto da Compadecida – Ariano Suassuna (direção de Mônica Alvarenga)

17- Tribobó City – Maria Clara Machado (direção de Monica Alvarenga)

18 – O Mambembe –  Artur Azevedo e José Piza (direção Walney Gomes)

Juliana Teixeira

Atriz e produtora cultural, ela ingressou adolescente na escola O Tablado e posteriormente na CAL. Começou a atuar aos 15 anos em campanhas publicitárias, como o lançamento da Pepsi no Brasil. Viajou para Nova Iorque (1986-1989), para formação de teatro e dança. Na volta trabalhou em novelas na TV Globo, no cinema e no teatro. Em 1998, fundou a Nova Bossa Produções Culturais e começou a produzir espetáculos teatrais e filmes de curta metragem. Em 2001, implementou o primeiro projeto sociocultural o Passageiro do Futuro, existente até hoje.

Tereza de Benguela – Interseccionalidade e Feminismos Possíveis

Antecipando as celebrações da Semana da Mulher Negra Latinoamericana e Caribenha

Organizado pelos coletivos Madalena Anastácia e Madalenas Rio, o Painel Temático: “Tereza de Benguela – Interseccionalidade e Feminismos Possíveis” tem como objetivos: promover a discussão sobre o machismo e racismo estrutural, através do trabalho desenvolvido na criação de ações contra essas opressões, em território nacional e internacional; conscientizar a necessidade da luta antirracista feminista; promover a troca de experiências; discutir o trabalho que vem sendo desenvolvido. O Painel visa trazer a troca de saberes a partir do protagonismo das mulheres e as questões que as atravessam.

O evento celebrará uma data muito importante no que se refere à luta das mulheres, o Dia da Mulher Negra Latinoamericana e Caribenha, em homenagem à rainha Tereza de Benguela.

Segundo estatísticas reunidas pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, no Brasil, a cada 11 minutos uma mulher é estuprada, dentre estas, as mulheres negras são as principais vítimas letais. A ONU situa o Brasil na 5º posição em um ranking de 83 países em assassinato de mulheres. De acordo com o Mapa da Violência 2015, entre 2003 e 2015 o número de homicídios de mulheres brancas caiu em 9,8%. No mesmo período, o número de homicídios de mulheres negras aumento em 54,2%. Os dados seguem demonstrando em diversos recortes a necessidade de se pensar o feminismo de forma interseccional, em que raça e classe não estejam dissociadas da questão de gênero.

O Painel Temático integra a programação do Circuito Teatro do Oprimido 2018/2020, realizado pelo Centro de Teatro do Oprimido, com patrocínio da Petrobras.

Quem foi Tereza de Benguela?

“Rainha Tereza”, como ficou conhecida em seu tempo, viveu no século XVIII, no Vale do Guaporé, Mato Grosso. Ela liderou o Quilombo de Quariterê após a morte de seu companheiro, José Piolho, morto por soldados. Segundo documentos da época, o lugar abrigava mais de 100 pessoas, com aproximadamente 79 negros e 30 índios. O quilombo resistiu da década de 1730 ao final do século. Tereza foi morta após ser capturada por soldados em 1770 – alguns dizem que a causa foi suicídio; outros, execução ou doença. Sua liderança se destacou com a criação de uma espécie de Parlamento e de um sistema de defesa. Ali, era cultivado o algodão, que servia posteriormente para a produção de tecidos. Havia também plantações de milho, feijão, mandioca, banana, entre outros. (fonte: site Geledés)

O dia 25 de julho é instituído no Brasil pela Lei 12.987 como o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra.

Os coletivos organizadores integram a Rede Magdalena Internacional de Teatro das Oprimidas

Madalenas Rio é um coletivo de mulheres que, através do Teatro das Oprimidas, investiga as relações sociais de gênero, tendo como princípio atuar pela ampliação do debate sobre estratégias de superação feminista nos cotidianos pessoais e sociais, ao levar o debate e a vivência coletiva de nossos corpos para o encontro de outras mulheres.

Madalena Anastácia é um coletivo, de carreira internacional, composto por mulheres negras que, através de suas produções artísticas, discute as opressões que articulam gênero e raça, desafiando a vida das mulheres negras. Por meio de oficinas, seminários, palestras, laboratórios de criação artística, o coletivo segue em direção a movimentos sociais, organizações e espaços de expressão para mulheres, onde possam refletir sobre a especificidade de suas opressões, se fortalecendo na luta para ampliação de direitos conquistados. No currículo estão os espetáculos: “Consciência do Cabelo aos Pés” (2015) e “Nega ou Negra?” (2016).

Serviço

Painel Temático: Tereza de Benguela – Interseccionalidade e Feminismos Possíveis
Data: 20 Julho de 2018
Horário: 19h às 22h
Local: Centro de Teatro do Oprimido
Endereço: Av. Mem de Sá, 31, Lapa, Rio de Janeiro
Telefone: (21) 2215-0503
ENTRADA FRANCA

Programação

19h – Abertura
19:10h às 19:30h – Apresentação da performance “Nós Todas” pelos coletivos Madalena Anastácia e Madalenas Rio
19:30h às 21h –  Mesa: Machismo | As diversas violências contra mulher | Raça e classe.  Convidadas: Barbara Santos, Celina Rodrigues, Fátima Lima, Sol Miranda e Renata Souza
21h às 22h – Apresentação de performance e Música com DJ Pietra

Durante o evento haverá a “Mostra fotográfica Madalenas Rio Anastácia Berlim” com imagens de Noélia Albuquerque a respeito do Festival Internacional Madalenas que aconteceu em Berlim no ano 2017.

Sobre a performance “Nós Todas”: Um grupo de cerca de 20 mulheres caminha pelo espaço, até que uma delas cai. Nesse momento uma outra mulher declama um verso de uma música popular brasileira com conteúdo machista. Em seguida acontece a mesma situação com outra mulher que ao cair é citado um verso de outra canção machista da MPB. Isso acontece até todas cairem.  Após a última mulher cair, essa se levanta e canta uma música exortativa original da Rede Madalenas: “Ei, ei, ei, o longo dos anos me transformei…”. Essa canção serve como despertar da demais mulheres que em conjunto se levantam apoiando umas às outras até que todas voltem a ficar de pé e caminhar, dessa vez, mais fortalecidas e apoiadas. As mulheres caem novamente, mas dessa vez não tombam ao chão, pois uma apoia a outras, ou seja, todas as mulheres, segura a aquela que vau cair. Apoiadas umas sobre as outras o grupo se transforma numa árvore, cantam juntas a canção das Madalenas e chamam o público

“Águas” – Lona Cultural Carlos Zéfiro, Anchieta

Promover a conscientização do significado da água e incentivar o uso consciente usando a dança clássica, moderna e contemporânea, jazz, movimento livre e capoeira para mostrar o quão importante são os recursos hídricos. Esse é o objetivo do espetáculo de dança ÁGUAS, que será apresentado no dia 21 de julho, sábado, na Lona Cultural Carlos Zéfiro, em Anchieta, bairro da zona norte do Rio.

 

Com a direção geral de Maíra Aguiar, as bailarinas Lorrayne Costa, Marllene Costa e Leticia Picheth, da Cia MOVE de Dança, usam diversas técnicas de expressões corporais para representar a água e seus movimentos. A estreia aconteceu em março deste ano durante o 8º Fórum Mundial da Água, em Brasília.

 

“A arte tem o poder de sensibilizar o ser humano, fazendo com que as pessoas reflitam mais profundamente, e tomem a atitude promover mudanças. É um movimento para todas as pessoas, criando assim um consciência em todas as idades”, reflete Maíra Aguiar.

 

Todos os movimentos das bailarinas são coreografados e seguem um percurso linear mostrando o relacionamento das pessoas com a água. Lorrayne Costa, Marllene Costa e Leticia Picheth apresentam números sequenciados em solo, duetos e trios.

 

O trio interage entre si com entradas e saídas de cena, numa composição interligada de movimentos. Começa a vida gerada na água – uma mulher grávida; passa pela água que lava, alimenta, mata a sede, transporta. Chega à água como sagrado. Em seguida observa-se um outro aspecto da água: a morte representada pelo Tsunami. Vai para a poluição, inundação, desperdício, disputa e extinção. Surge o caos e nasce a solução para a mudança.

 

 

Sobre a Cia. MOVE de Dança

A Cia MOVE de Dança faz residência artística na Lona Cultural Carlos Zéfiro. Fundada em 2017, apresenta produções com performances híbridas, criadas a partir da combinação de diversas modalidades de expressão corporal, como Ballet Clássico, Dança contemporânea e moderna, Jazz e Capoeira. Um trabalho conjunto de profissionais diferentes em muitos aspectos: idades, personalidades, experiências.

 

FICHA TÉCNICA

Elenco: Lorrayne Costa, Marllene Costa e Leticia Picheth

Direção de Arte: Maíra Aguiar

Sonorização: Felipe (Lona Carlos Zéfiro)

Iluminador: Arnaldo da Costa

Assistente de Produção: Rodrigo Guimarães

 


Serviço

Lona Cultural Carlos Zéfiro – Estrada Marechal Alencastro, 4113 – Anchieta, Rio de Janeiro. Data: 21 de julho, sábado. Horário: Das 18h. Gênero: Dança. Duração: 43 minutos. Classificação: 13 anos. Ingresso: R$ 10,00 (antecipado até 13/07), R$ 15,00 (no dia 21/07). Venda: Bilheteria da Lona Carlos Zéfiro – terça a sábado, das 11 às 19h. Informações: 2148-0813 – lonazefiro.cultura@gmail.com. www.facebook.com/lonacarloszefiro

Concerto gratuito com tubista David Zambon

O tubista David Zambon, Diretor do Conservatório de Música, Dança e Teatro Marcel Dupré em Meudon, cidade a 40 minutos de Paris, faz concerto gratuito no dia 27 de agosto, na Aliança Francesa, acompanhado dos músicos brasileiros Marcia Fukuda Uhlemann, violino, Pierre Marie Villard, flauta, e Henrique Simões, piano.

A apresentação encerra o Projeto de Residência Artística do qual o músico francês participa a convite da Aliança Francesa, a partir do dia 17 de agosto, que inclui várias master-classes gratuitas em conservatórios e teatros, como o auditório Ibirapuera e a Sala do Conservatório do Paço das Artes.

O músico chegará antes ao Brasil para apresentações com o seu grupo, o  Trio Innova, com repertório focado no compositor Astor Piazzolla. https://www.youtube.com/watch?v=7gKTG4mpO7s .

David Zambon é professor de tuba no CRR em Versalhes e é frequentemente convidado para dar master-classes na Europa e na Ásia. Paralelamente, ele dirige a orquestra Marcel Dupré e a orquestra do Grand Dauphin, acompanhando solistas como Roland Daugareil Nora Cismondi Michel Moragues, Philippe Muller, Michel Michalalkakos Shigeru Ikushima ou Pierre Pincemaille. Toca exclusivamente as tubas Meinl-Weston de Wenzel Meinl, Germania: tuba Melton / Meinl-Weston F-Tuba Modelo 45SLP e tuba Melton / Meinl-Weston Tuba Modelo CC-2145.

Concerto com David Zambon

David Zambon – tuba

Marcia Fukuda Uhlemann – violino

Pierre Marie Villard – flauta

Henrique Simões – piano

Programa *

Schumann

Adagio e allegro, para tuba e piano, op 70

Louise Farrenc

Trio, para flauta, tuba e piano, op 45

Mendelsohnn

Trio em ré menor, op 49 , para violino, tuba e piano (primeiro movimento)

* Sujeito a alterações

Data: dia 27 de agosto – segunda-feira

Horário: 20h

Duração: 75min

Entrada gratuita – retirada de ingressos na bilheteria do Teatro 1h antes do início da apresentação. Serão distribuídos somente 2 ingressos por pessoa

Teatro Aliança Francesa

Rua General Jardim, 182 (prox. Metrô República)

226 lugares + 4 PNE

Telefone 11 3572.2379

www.teatroaliancafrancesa.com.br

Sobre David Zambon

David Zambon iniciou seus estudos musicais no Conservatório Nacional de Nice. Em seguida, ingressa na aula de tuba de seu pai, Bruno Zambon, e acompanha as master classes de Roger Bobo e Melvin Culbertson com quem se aperfeiçoa antes de entrar no Conservatório Nacional de Música e Dança de Paris na turma de tuba de Fernand Lelong e na aula de Improvisação Generativa de Alain Savouret e Rainer Boesh, quando ganha o primeiro prêmio de tuba. Bolsista do programa Mecenato Musical Société Générale, ele trabalhou com Jean Moullière, fundador do quarteto de cordas Vianova, e Gilbert Audin, principal fagotista da Ópera de Paris, e recebe o Certificado de Aptidão para uma pesquisa dedicada a implicações fisiológicas na prática instrumental da tuba.

Em 1998, ele ganhou a competição “Avant-Scène” em Paris. Em agosto de 2000, ele recebeu o 2º prêmio no Concurso Internacional Cheju, na Coréia, e também o Prêmio Especial do Júri. Em setembro de 2000, ele ganhou o segundo prêmio no Concurso Internacional em Brno, República Checa.

Seja em sonata ou com orquestra, David Zambon se apresenta regularmente em recitais na França (Festival d’Automne em Paris, Festival de Langoiran, Radio France Musicora, Festival Novos Talentos em Villers sur Mer, Festival de Música Sacra em Nice, as noites de Verão, a Nice Festival Academy…) e no exterior (Banff Center for the Arts Festival, Europaïscher Musikmonat, College Royal de Manchester, Festival Piazzolla de Castelfilardo, The Kagoshima tuba festival, Sounding Jerusalem…).

Como solista, interpreta o concerto para tuba e orquestra de John Williams com a orquestra sinfônica da Guarda Republicana sob a direção de François Boulanger e com a orquestra da Ópera de Nice sob a direção de Sergio Monterisi, o concerto Ralph Vaughan William com a orquestra Provence Alpes Côte d’Azur dirigida por Philippe Bender, o concerto para trombone de Christian Gouinguené que fez a composição para tuba sob direção do compositor, o concerto para tuba de Edward Gregson com a orquestra de metais de Paris  sob a direção de Pierre Gillet, “Quatro Temperamentos”, de Michael Brand com a orquestra “Giuseppe Verdi”, sob a direção Lorenzo Pusceddu ou o concerto para violino em lá menor de Jean Sébastien Bach em que fez o arranjo e o concerto duplo para violino com Melvin Culbertson na transcrição de Stéphane Martelli.

Muito ligado no desenvolvimento do repertório para tuba, ele trabalhou com compositores como Butterfield, Kurtag ou Komulainen. Ele também cria “The Spurt of Blood” de Andrew Toovey (Canadá, agosto de 1998), “Burger Time ou As Tentações de Santo Antão” (Suíça, novembro de 2001) por Mauro Lanza, “movimento forçado e Free Style” (França , Novembro de 2002) de Mico Nissim e, en 2008, o compositor Luke Marty dedicou a David seu concerto para tuba e orquestra.

Depois de gravar um recital ao vivo para o canal Mezzo, David Zambon grava seu primeiro disco em 2002,  sempre ao vivo, durante um concerto na Maison de Radio France (France Musique-AFAA) com o pianista Patrick Zygmanowski. Segue um segundo disco da série “Jovens Solistas” (produção Fundação Meyer-CNSM de Paris) em 2003. David Zambon, em seguida, participou da gravação do álbum da cantora Vermeulen “Petit Pépé” e gravou o CD “Riquet à la houppe – L’imparfait “, em 2009.

Diretor do Conservatório de Música, Dança e Teatro Marcel Dupré em Meudon, David Zambon é professor de tuba no CRR em Versalhes e é frequentemente convidado para dar master-classes na Europa e na Ásia. Paralelamente, ele dirige a orquestra Marcel Dupré e a orquestra do Grand Dauphin, acompanhando solistas como Roland Daugareil Nora Cismondi Michel Moragues, Philippe Muller, Michel Michalalkakos Shigeru Ikushima ou Pierre Pincemaille.

David Zambon toca exclusivamente as tubas Meinl-Weston de Wenzel Meinl, Germania : tuba Melton / Meinl-Weston F-Tuba Modelo 45SLP e tuba Melton / Meinl-Weston Tuba Modelo CC-2145.

 

SOBRE O TEATRO ALIANÇA FRANCESA

Desde sua criação, em 1964, o Teatro Aliança Francesa destacou-se como um espaço de encontros intelectuais e artísticos entre a França e o Brasil. Ao longo dos anos, importantes nomes da dramaturgia brasileira se apresentaram e foram revelados, como Marília Pêra e Gianfrancesco Guarnieri. Além disso, o espaço já acolheu textos de grandes escritores franceses, como Eugène Ionesco e Molière, e possibilitou residências artísticas, como a do Grupo Tapa, por mais de uma década.

SOBRE A TICKET, GRUPO EDENRED

Presente no Brasil desde 1976, a Ticket conquistou a liderança histórica do setor de refeição-convênio, com o Ticket Restaurante, primeiro benefício brasileiro de alimentação ao trabalhador no Brasil e que nasceu no mesmo ano que o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), do Ministério do Trabalho. Nestes 41 anos no País, a empresa é quem possui a maior rede de adquirentes atualmente no mercado (Rede, Cielo, Getnet, PagSeguro, Elavon e Stone) e ampliou seu leque de atuação, com o lançamento de produtos e serviços inovadores e pioneiros nos segmentos de alimentação, transporte, cultura e premiação. Com abrangência nacional, são mais de 70 mil empresas clientes, mais de 5 milhões de usuários e mais de 320 mil estabelecimentos credenciados. A Ticket é parte do Grupo Edenred, líder mundial em soluções transacionais para empresas, empregados e comerciantes.

Lei Federal de Incentivo à Cultura
Patrocínio Premium: Edenred/Ticket
Patrocínio: Société Générale, BNP Paribas
Apoio: Tereos, Livraria Francesa
Parceria: Air France, TV5Monde, ClubMed
Realização: Aliança Francesa de São Paulo, Ministério da Cultura – Governo Federal

Paulo Mutti faz show “Quietude”

Em 24 de julho (terça-feira), a Audio Rebel apresenta o show “Quietude”, de Paulo Mutti. Na ocasião, o músico toca o repertório do disco de mesmo nome, transitando por diversos gêneros e estilos que fazem parte da canção popular brasileira, mas com abordagem jazzística e instrumental. Ingressos a 20 reais.

 

Paulo Mutti traz ao Rio de Janeiro o show autoral, apresentando temas do primeiro álbum e também canções que o acompanham desde a infância ainda em Santo Amaro da Purificação, cidade do recôncavo baiano. O disco “Quietude” mostra o dom da improvisação e a espontaneidade criativa do artista e da banda. Os diversos gêneros e estilos que se espalham a cada faixa fazem parte de uma bonita homenagem de Mutti à música popular brasileira. A banda conta com músicos cariocas e baianos: do Rio de Janeiro, Kassin no baixo e Joana Queiroz no clarinete e clarone; de Salvador, Ivan Huol na bateria e Orlando Costa na percussão.

 

Além de se expressar por meio da guitarra, Paulo Mutti mostra seu lado de compositor em “Samba é Sacerdócio”, parceria com o poeta Gileno Felix que foi gravada por Aiace com participação de Luiz Melodia. O show também tem canções como “Dans mon île” (Caetano Veloso) e “Deusa do amor” (Adailton Poesia e Valter Farias), que ganham novas cores e texturas. A sonoridade do recôncavo também se faz presente em uma mistura de samba de roda, chula e jazz em citações como “Refavela” (Gilberto Gil) e “Reconvexo” (Caetano Veloso), deixando claro que música instrumental também se dança. Para desfilar esse repertório variado, Paulo Mutti recebe os convidados especiais Illy e Paulo Costta.

 

Berço de diversos artistas independentes, a Audio Rebel é uma casa de shows localizada na Zona Sul do Rio. O local reúne artistas internacionais e nacionais de diversos gêneros, organizando ensaios e gravando discos de cantores independentes. Além disso, lá também funciona uma loja de instrumentos musicais e uma oficina de luthieria (confecção de instrumento de cordas). O espaço fica na Rua Visconde de Silva, 55, em Botafogo.

 

Serviço

Paulo Mutti

Data: 24/07/2018 (terça-feira)

Horário: 20h

Local: Audio Rebel

Endereço: Rua Visconde de Silva, 55 – Botafogo – Rio de Janeiro/RJ

Ingressos: R$20

Classificação etária: 16 anos

Capacidade da casa: 90 pessoas (lotação máxima)

Forma de pagamento: para o ingresso, apenas dinheiro; no bar, todos os cartões de crédito. Casa equipada com ar condicionado e wi-fi gratuito

Horário de funcionamento da bilheteria: todos os dias, de 13h às 21h