“Questão de Falha” no Teatro Faap

Enquanto não entra em cartaz presencialmente por conta da pandemia da Covid-19, a peça QUESTÃO DE FALHA terá seu processo de criação aberto ao público, de forma online, a partir de 5 de fevereiro., com sessões dias 5,6 e 7, 19, 20 e 21 de fevereiro. Sexta e sábado às 21h30 e domingo às 19h. Os ingressosn custamR$ 20,00 (preço único) e a transmissão acontece pela Sympla, direto da casa do ator. http://www.sympla.com.br

Na sala, cinco homens estão criando um espetáculo – escrevendo o texto, improvisando e pesquisando sobre o tema – e convidam para mesma sala online até 150 pessoas por sessão. Com duração de 60 minutos e ingressos até R$ 30,00, a  encenação será ao vivo, pela plataforma Sympla, com trechos pré-gravados. Com direção de Gabriel Fontes Paiva, texto de Daniel Belmonte e Fabrício Branco e atuação de Otávio Muller, QUESTÃO DE FALHA é uma comédia de autoficção e parte da temática da desconstrução do masculino para repensar de forma divertida a sociedade patriarcal e o machismo. André Prado assin a a luz e assistência de direção e é o diretor técnico responsável pelas novas tecnologias e direção de arte.

A peça será encenada ao vivo da casa de Otávio Muller e contará com cenas pré-gravadas. A transmissão acontece de forma digital. O público irá participar ativamente do processo de criação do espetáculo. Além da exposição do trabalho, conversará com a equipe discutindo a montagem, sugerindo, experimentando junto com o elenco e o grupo de criação. Alguns poderão até se arriscar a dirigir o ator ou a atuar. “O público estará na mesma sala que a gente e, em alguns momentos, com a câmera ligada. Otávio irá apresentar o projeto e encenar online algumas cenas, e gravações serão exibidas. É como se fosse uma peça online com improvisos e participaç& amp; atilde;o ativa do publico”, explica o diretor, responsável pela encenação de Neste Mundo Louco Neste Mundo Brilhante, A Golondrina, Marte, Você está aí? e Uma Espécie de Alasca. Otávio será desafiado a falar de suas falhas e dos homens de forma geral em relação às mulheres e à sociedade. A comédia parte da história e do histórico do próprio Otávio Muller no tema para criar as críticas. “A ideia é fazer tudo muito engraçado. Será uma autocrítica, reconhecer os erros, falar muito mal de mim mesmo”, conta o ator Otávio Muller.

Sobre a direção

O diretor imagina uma cenografia simples, “que permita resignificar os espaços juntamente com a luz porque contamos histórias em lugares diversos”. A trilha sonora será do roqueiro Chuck Hipolito quando na versão presencial.“Neste instante, o importante é a participação do público. Mostrar para eles o que escrevemos, alguns ensaios, alguns pensamentos. Queremos ouvi-los e que se divirtam com a gente. Temos nos divertido muito neste processo. O Otávio, além de um ator extraordinário, que sempre surpreende com interpretações inusitadas, é um cara divertidíssimo. Acho que o publico vai adorar conhecer este processo e participar dele.  

Sobre o texto

Quando o encenador e produtor Gabriel Paiva propôs o tema do espetáculo a Otávio Muller, o ator logo sugeriu os dois autores, com quem já trabalhara anteriormente.  Daniel Belmonte autor do longa B.O, e roteirista da nova fase do programa Zorra e A Gente Riu Assim, da Rede Globo) e Fabrício Branco (dramaturgo premiado pela montagem de Solo e A Pena, ambos de 2019, além de Sanfre, de 2015, direção de Carmen Frenzel;  Triptografia, de 2017, dirigido por Pedro Kosoviski e Marco André Nunes e de Distorções, de 2019) escrevem o texto a quatro mãos, em primeira pessoa.

A linha da autoficção norteou o caminho da escrita. As cenas foram criadas a partir provocação sobre as histórias do Otávio. O processo de escrita tem sido colaborativo a partir de reuniões online. Daniel Belmonte e Fabrício Branco assistem os ensaios em plataforma digital junto com o diretor. Em seguida, escrevem as cenas separadamente para depois trocar opiniões, interferindo na escrita um do outro do outro, por vezes acrescentando, subtraindo falas ou até alterando a disposição de diálogos.  “Daniel e eu nos revezamos na criação das cenas propostas e trocamos durante a criação, para melhor adequar ao discurso e tornar o humor o principal direcionamento de toda a nossa escrita”, detalha Fabrício. 

“Daniel e eu já tínhamos sonhado em desenvolver um trabalho conjunto e essa foi nossa primeira oportunidade. Juntos, colhemos as informações sobre a história de vida do Otávio, pesquisamos o assunto proposto e sugerimos as falas que ganharam vida em um personagem quase real.” “Estamos descobrindo como fazer um processo teatral à distância, tendo de adaptar os procedimentos de construção dramatúrgica, a elaboração do texto, e transpor para este novo universo de distanciamento social”, conta Daniel. Ambos concordam que facilita o fato de já terem trabalhado com Otávio, com quem possuem intimidade artística.

Otávio – personagens marcantes

É fato a genialidade de Otávio Muller para construir personagens inusitados, sempre carismáticos e engraçados. Não à toa coleciona dezenas de papeis marcantes na televisão, no cinema e no teatro. Entre os mais recentes trabalhos do artista no teatro, destaque para a direção do monólogo Mais Preta do que Nunca, de sua ex-mulher, Preta Gil, em 2019, e a comédia Loloucas, com Heloisa Périssé e Maria Clara Gueiros (2020), esta última com a temporada interrompida pela pandemia. No palco fez, ainda, A Vida Sexual da Mulher Feia, que também dirigiu. Na televisão, destaque para o Djalma, da série Tapas & Beijos. Otávio participou da nova fase do Zorra e da Escolinha do Professor Raimundo , além de ter voltado a fazer novela – a próxima da Globo das 21h, de Lícia Manzo.  No cinema, durante a pandemia o ator esteve longa Álbum de Família (Nelson Rodrigues), de Daniel Belmonte, em que atuava com sua própria família. “Quer participar do processo de criação de uma peça? O que acha de, ao invés de assistir me ajudar a montar uma peça falando mal de mim mesmo?”, convida Otávio Muller.

Para roteiro

Questão de Falha. Espetáculo integra a programação online do Teatro FAAP. Com Otávio Muller. Montagem estreia seu processo de criação em vários ensaios abertos a partir de 5 de fevereiro, sexta, às 21h. Temporada – Dias 5,6 e 7, 19, 20 e 21 de fevereiro. Sexta e sábado às 21h30 e domingo às 19h. Capacidade da sala – 150 pessoas. Transmissão online. Encenado ao vivo, possui trechos pré-gravados. Duração – 60 minutos. Classificação etária- 16 anos.  Plataforma digital – Sympla. Ingressos – R$ 20,00 (preço único). Transmissão pela Sympla direto da casa do ator. http://www.sympla.com.br

Ficha técnica

Direção – Gabriel Fontes Paiva. Texto – Daniel Belmonte e Fabrício Branco. Atuação – Otávio Muller. Direção técnica, Luz e Edição de vídeo – André Prado. Gênero – Comédia de autoficção baseada nas experiências do ator Otávio Muller sobre o tema da desconstrução do masculino. Assessoria de Imprensa – M. Fernanda Teixeira/Arteplural. Realização – Fontes Realizações Artísticas.