“Boca de Ouro” estreia em 12 de novembro

Um provérbio chinês diz que “todos os fatos têm três versões: a sua, a minha e a verdadeira”. Em “Boca de Ouro”, uma mesma história é contada por Guigui (Malu Mader) de três diferentes maneiras, de acordo com seu estado emocional. O longa-metragem “Boca de Ouro”, dirigido por Daniel Filho, chega aos cinemas no dia 12 de novembro. A adaptação da peça teatral de Nelson Rodrigues, escrita em 1959, tem roteiro de Euclydes Marinho (“A vida como ela é”), produção da Lereby, coprodução da Globo Filmes e do Canal Brasil e distribuição da Elo Company. “Eu acho filmar peças ótimo. E o Nelson Rodrigues é muito cinematográfico na maneira de escrever as peças e deve ser refilmado sempre. O Boca de Ouro é uma excelente história de paixão e poder”, diz o diretor Daniel Filho.  

O ator Marcos Palmeira interpreta o bicheiro ‘Boca de Ouro’, que já foi vivido por Jece Valadão e Tarcísio Meira. No elenco estão ainda Malu Mader (Guigui), Lorena Comparato (Celeste), Thiago Rodrigues (Leleco), Silvio Guindane (Caveirinha), Fernanda Vasconcellos (Maria Luisa), Anselmo Vasconcelos (dentista), Guilherme Fontes (Agenor), entre outros. “O Nelson foi, é e será sempre relevante e atual. Suas falas são coloquiais, mas revelam com profundidade paixões, ódios, ressentimentos, morbidez, através de uma linguagem única, cheia de estilo e ironia”, dia a atriz Malu Mader, que volta as telonas após dez anos.  

Boca de Ouro conta a história de um temido e respeitado bicheiro, figura quase mitológica no bairro de Madureira (Rio de Janeiro) durante os anos 50. Sua ambição, amores e pecados despertam a curiosidade do jornalista Caveirinha, que procura uma ex-amante do contraventor para colher material para uma reportagem sobre a sua vida. 

Clássico do teatro brasileiro, “Boca de Ouro” estreou nos palcos em outubro de 1960, no Teatro Federação (mais tarde Teatro Cacilda Becker), com direção e atuação de Ziembinski no papel-título. A primeira filmagem ocorreu em 1963, com direção de Nelson Pereira dos Santos e, no elenco, Jece Valadão, Odete Lara e Daniel Filho. 

Seguranças nos cinemas: As salas de cinema reabriram com toda a proteção que o momento atual exige, como capacidade reduzida, distanciamento entre as poltronas, salas higienizadas antes de depois de cada sessão, inclusive poltronas, corrimãos, entre outros cuidados.  

Prêmios

Daniel Filho recebeu o prêmio de Melhor Diretor no Festival de Cinema Latino-Americano de Trieste, na Itália. Já Lorena Comparato recebeu o prêmio de melhor atriz, por seu papel como Celeste, no 8º Cine Fest Brasil Montevidéu e no 23º Brazilian Film Festival of Miami.  

Elenco:

Marcos Palmeira (Boca de Ouro) 

Malu Mader (Guigui) 

Lorena Comparato (Celeste) 

Thiago Rodrigues (Leleco) 

Silvio Guindane (Caveirinha) 

Fernanda Vasconcellos (Maria Luisa) 

Anselmo Vasconcelos (Dentista) 

Guilherme Fontes (Agenor) 

Raquel Fabri (Patricia) 

Karina Ramil (Heleninha) 

Edmilson Barros (De Paula) 

Léa Garcia (Preta) 

Ficha Técnica:

Direção: Daniel Filho 

Distribuição: ELO Company 

Produção: Lereby Produções 

Coprodução: Globo Filmes e Canal Brasil 

Roteiro: Euclydes Marinho 

Produção Executiva: Angelo Gastal 

Fotografia: Felipe Reinheimer 

Direção de Arte: Mario Monteiro 

Figurino: Kika Lopes 

Montagem: Diana Vasconcellos, ABC 

Música: Berna Ceppas 

Sobre a Lereby

Fundada por Daniel Filho em 1998, a Lereby, em mais de vinte anos de existência, traz em seu currículo longas-metragens como “Chico Xavier” (2010), “Tempos de paz” (2009), “Se eu fosse você” 1 e 2 (2006 e 2009), “A Dona da História” (2004), “Cazuza – O Tempo Não Pára” (2004) e “A Partilha” (2001). Como produtora associada, foi corresponsável pelos sucessos “2 filhos de Francisco” (2005), “Carandiru” (2003), “Cidade de Deus” (2002) e “O Auto da Compadecida” (2000), entre muitos outros, sempre buscando um cinema capaz de mobilizar platéias e preservando a força de grandes histórias.  

Sobre a Globo Filmes

Criada em 1998, a Globo Filmes atua como coprodutora de conteúdo multiplataforma com o propósito de fortalecer a indústria audiovisual nacional. Participou de mais de 300 filmes, levando ao público o que há de melhor do cinema brasileiro. Comédias, romances, documentários, infantis, dramas, aventuras: a aposta é na diversidade de obras que valorizam a cultura brasileira. Fazem parte de sua filmografia recordistas de bilheteria, como ‘Tropa de Elite 2’ e ‘Minha Mãe é uma Peça 3’ – ambos com mais de 11 milhões de espectadores –, sucessos de crítica como ‘2 Filhos de Francisco’, ‘Aquarius’, ‘Que Horas Ela Volta?’, ‘O Palhaço’ e ‘Carandiru’, até longas premiados no Brasil e no exterior, como ‘Cidade de Deus’ – com quatro indicações ao Oscar – e ‘Bacurau’, que recebeu o prêmio do Júri no Festival de Cannes.  

Sobre o Canal Brasil 

Há 21 anos, o que pauta o Canal Brasil é o compromisso com a cultura brasileira. A liberdade e a diversidade são celebradas nas chamadas, nas campanhas e em cada atração que vai ao ar. Com o cinema como parte expressiva de seu DNA, o Canal Brasil já exibiu mais de 5,3 mil filmes, entre longas e curtas-metragens, além de programas que abordam o tema e suas infinidades. A programação é plural, composta por muitos discursos e sotaques de vários cantos do país, com entretenimento para todo mundo que gosta de cinema e de uma boa história. O Canal Brasil tornou-se o principal coprodutor de cinema brasileiro da América Latina, com 333 longas-metragens coproduzidos em uma década. Além da importância pelo volume de coproduções, a curadoria e o olhar apurado do canal para o cinema independente vêm se destacando, com a presença cada vez mais constante e consistente dos títulos que coproduz nos principais festivais internacionais de cinema do mundo. Com direção geral de André Saddy, o Canal Brasil é uma joint venture entre a Globosat e o Grupo Consórcio Brasil, formado por Luiz Carlos Barreto, Zelito Viana, Marco Altberg, Roberto Farias, Anibal Massaini Neto, Patrick Siaretta, Paulo Mendonça e André Saddy (diretor-geral). 

Sobre a ELO Company 

A ELO Company é uma criadora, produtora e distribuidora de conteúdo audiovisual, que tem a missão de gerar experiências potentes, entreter, emocionar e ampliar a visão de mundo das mais diversas audiências. Há 15 anos no mercado e com mais de 500 títulos lançados, a ELO conta com três unidades de negócio: desenvolvimento e produção de conteúdo; lançamento e programação; licenciamento e video on demand. Durante os últimos anos, a empresa lançou o primeiro Vimeo original LATAM e conteúdos em mais de 40 plataformas em todo o mundo, incluindo estratégias inovadoras como lançamentos 100% digitais de filmes. Entre os títulos mais importantes estão “O Menino e o Mundo”, “S.O.S: Mulheres Ao Mar 2”, “Espaço Além: Marina Abramovic e o Brasil” e “Aos Olhos de Ernesto”.