Marie Bendelac Ururahy participa do Festival da Empatia e de evento no perfil do Casa & Gourmet nesta semana

Especialista em Comunicação Não-Violenta, Marie Bendelac Ururahy encerra nesta quarta-feira (06/05) o Festival da Empatia (https://festivaldaempatia.com.br/), uma série de 30 encontros online sobre o diálogo e capacidade de escuta.  Marie vai abordar o tema “Empatia na Prática”, com dicas que podem ajudar a melhorar as relações familiares e afetivas em tempos de quarentena. O encontro será às 20h, via Zoom, pelo link https://zoom.us/j/91198478228?pwd=aU5vcTJHblBnYXROYys2KytYWlYzdz09 (ID da reunião é 911 9847 8228 e a senha é 274602) e com transmissão pelo YouTube (https://www.youtube.com/channel/UCLPFJL-y-r1p9yC0hHuY4wg).

Já na sexta-feira (08/05), às 18 horas, a especialista participa de live no perfil do Casa & Gourmet (@ficaemcasaegourmet), para homenagear o Dia das Mães, apresentando o tema “Bem-estar e Ciência da Felicidade”.

“Quando estamos fragilizados e sensíveis, nos deixamos levar mais pela emoção do que pela razão. E, desse modo, ficamos mais suscetíveis a nos comunicar de forma mais ríspida, gerando conflitos”, explica ela, que tem formação na Universidade de Harvard e 11 anos de experiência no tema.

A Comunicação Não Violenta e as abordagens que promovem a empatia têm um grande potencial para o desenvolvimento de percepções e de habilidades que podem melhorar as relações humanas. Segundo Marie, o diálogo e a capacidade de escuta são cada vez mais importantes nos dias de hoje.

“Tenho dedicado meu tempo a interagir com o público nas redes sociais  para explicar formas de se adaptar aos novos tempos. Em lives no Instagram (@mariebendelac), aos domingos, às 21 horas, abordo as tensões e dificuldades dos relacionamentos em família, por conta do Coronavírus. Aponto a busca da empatia e do diálogo como formas de buscar a harmonia e o equilíbrio nestes tempos difíceis”, ressalta.

No cenário atual, segundo Marie, a empatia é uma absoluta necessidade.  Ela lembra que todo mundo vai passar por uma situação difícil em algum momento. À medida que a crise avança, as tensões em casa tendem a aumentar. Confinados no mesmo ambiente, pais e filhos, irmãos e irmãs precisam reaprender regras de convivência: dividir espaços, respeitar horários e a privacidade alheia. É inevitável que as discussões ocorram.

Algumas famílias já enfrentam problemas financeiros; outras correm ao mercado para estocar alimentos. Existe ainda uma situação complexa, que é o temor do contágio no próprio lar. Como reagir quando um filho ou irmão precisa sair de casa para resolver um compromisso de trabalho, por exemplo? Ao voltar, será que vai transmitir o vírus para nós? O que fazer quando há pessoas idosas em casa, mais vulneráveis à ação da Covid-19? Nessas horas, o coração, muitas vezes, fala mais alto que a razão.

“São decisões difíceis porque contrapõem o afeto aos cuidados com a saúde e outras necessidades muito básicas. Acima de tudo, é preciso respirar e manter a calma, dialogar, ouvir o outro com atenção e buscar o consenso. Muitas pessoas não enxergam essa possibilidade porque lhes faltam ferramentas. E quando realmente não há consenso possível, é importante que cada um tome suas decisões de forma consciente, e não automática ou sob efeito da emoção. Em seguida, que assuma as responsabilidades e consequências das decisões que tomou”, ensina Marie.