“1975” no Teatro Arthur Azevedo

Dando continuidade a bem sucedida temporada de estreia, o espetáculo 1975 (03 estrelas da Revista Veja-SP) da autora uruguaia Sandra Massera, protagonizado pela atriz Angela Figueiredo, reestreia dia 31 de janeiro no Teatro Arthur Azevedo, na Móoca. A peça teve sua direção feita a quatro mãos, por Sandra e Angela, entre o eixo São Paulo-Montevidéu.

1975 é um espetáculo sensível e forte conduzido pela linda iluminação cênica, vídeos e trilha sonora impactantes fortalecem a narrativa sobre a passagem do tempo e a dor pelo desaparecimento de pessoas próximas. Esvaziando a casa de seus pais Teresa encontra seu caderno e cartas que escreveu desde que seu irmão sumiu durante a última ditadura no Uruguai quando ela era adolescente.

O espetáculoéumaobrade ficçãoinspiradaemfatosreais. O texto surgiuapartir da peçaBonecoSemRosto,tambémdeSandra,criadoparaa convocatóriapara autoresuruguaioseargentinosdetextoscurtos emonólogospara os10anos doTeatroDeLaIdentidad,organizadopelasAbuelasdePlazadeMayo,realizadoemBuenos Aires,Argentina.Essaconvocatóriatemotema dodesaparecimentodepessoasnasditaduras doUruguaieArgentina.

Elapartiudeumahistóriarealqueviveunasuaadolescênciaenosanos da ditadura,quandocadáveres anônimoseramencontradosnacostauruguaia lançadosde aviões noRiodaPrata.Estes voosficaramconhecidoscomovoosdamorte. 1975ganhouoPrêmioFlorênciodeMelhortexto deAutorNacional em2015,anodesuaestreia emMontevidéu.Amontagemuruguaia estreou em 2015 fez duas turnêsnaFrança,foimontadona Argentina(2017) e agoranoBrasil.

Após a apresentação a atriz ficará para um bate-papo informal com a plateia. Angela participou da série “Hebe”, Globoplay/ TV Globo, e da novela “Selva de Pedra” em cartaz no Canal Viva.

 

FICHA TÉCNICA:

Texto: Sandra Massera

Direção: Sandra Massera e Angela Figueiredo

Elenco: Angela Figueiredo

Direção de vídeos e fotos: Nanda Cipola

Assistente de direção: Claudinei Brandão

Produção executiva: Cristiani Zonzini

Diretor de palco: Acauã Sol

Cenografia e figurinos: Kléber Montanheiro

Iluminação: Amarílis Irani e Maria Julia Rezende

Trilha sonora: Branco Mello e Sandra Massera

Programação Visual: Vicka Suarez

Adaptação de artes: Erik Almeida

Operação de luz: Maria Julia Rezende

Operação  de  som  e  vídeo:  Nanda Cipola

Assessoria de Imprensa: Fabio Camara

Realização: Casa 5 Produções

SERVIÇO:

LOCAL: Teatro Arthur Azevedo – Sala Multiuso (Av. Paes de Barros 955 – Móoca), 60 lugares.

DATA: 31/01 até 01/03 (Sexta e sábado 19h e domingo 17h)

INGRESSOS: R$ 30,00 e R$ 15,00 (meia-entrada)

INFORMAÇÕES: 11 2604 5558 e teatroaa952@gmail.com;

DURAÇÃO: 60 minutos

CLASSIFICAÇÃO: 12 anos

EQUIPE:

Angela Figueiredo (atriz e diretora)

 

Estreou no teatro amador em 1974 na peça A Megera Domada, dirigida por Carlos Wilson, no Teatro Tablado (RJ), depois participou do Grupo Construção Teatral de dança Contemporânea (RJ), direção da bailarina Gerry Maretzki, em 1976, e em 1983 estreou na TV na novela em Guerra dos Sexos com a personagem Analú. Seus mais recentes trabalhos como atriz são: Festival de Peças de Um Minuto, do Grupo Parlapatões, nas edições I, II, III e IV, nos anos de 2008, 2010, 2013 e 2018 respectivamente. Participou da novela Saramandaia, da TV Globo, em 2013, do espetáculo de teatro Serpente Verde, Sabor Maçã, direção de Lavínia Pannunzio, em 2011, do espetáculo Diga que Você Já Me Esqueceu, direção Dan Rosseto, em 2016. Participou ainda do projeto Terça em Cena, em 2016 e Quinta em Cena, em 2017 no Teatro Cemitério de Automóveis. Angela fundou a Cia de teatro As Moças com a atriz Fernanda Cunha, em 2010, realizando a trilogia de peças com o tema “mulheres confinadas a margem da sociedade”, com os espetáculos: As Moças – O Último Beijo, direção de André Garolli, em 2014, Noites Sem Fim, direção Marco Antônio Pâmio, em 2016 e em 2018 o espetáculo, Abre a Janela e Deixa Entrar o Ar Puro e o Sol da Manhã, escrita em 1968, pelo autor Antônio Bivar.

 

 

Sandra Massera (autora e diretora)

 

Nasceu em Montevidéu, em 1956, dramaturga, diretora de teatro, atriz e professora. Formada pela escola Municipal de Arte Dramática e pelo Instituto de Professores Artigas. Escreveu diversos textos para teatro e três óperas. Suas obras para teatro têm recebido diversos prêmios, entre eles, Prêmio Florencio da Crítica pelo melhor texto nacional; Prêmio Nacional de Literatura do Ministério da Educação e Cultura; Prêmio Juan Carlos Onetti; Prêmio da Comissão do Fundo Nacioanl de Teatro, Museo Vivo de Titere/MEC, entre outros. É fundadora e diretora do Grupo de Teatro Umbral em Montevidéu desde 1998, grupo independente que tem levado diversos textos aos teatros e em festivais internacionais, como Argentina, Chile, Brasil Estados Unidos, França e Espanha. Sandra lançou, em Montevidéu, no final de 2018 o livro No digas, nada Nena e outros textos para teatro pela editora Estuario, 1975 está dentre os textos selecionados.