Moacyr Luz e Samba do Trabalhador lançam o álbum “Fazendo Samba”

E lá se vão 15 anos desde que Moacyr Luz reuniu um grupo de amigos para uma roda de samba, à sombra de uma caramboleira, no mais improvável dos dias – era uma segunda-feira, no Clube Renascença, espaço fundado há quase 70 anos pela classe operária, em sua maioria trabalhadores negros, no coração do Andaraí, Zona Norte do Rio de Janeiro. Nascia o Samba do Trabalhador, que chega à idade de debutante consolidado como um dos mais importantes movimentos de resistência cultural do país. Depois de centenas de segundas-feiras e quilômetros rodados país afora, Moacyr Luz e Samba do Trabalhador lançam o álbum “Fazendo Samba”, dia 10 de janeiro de 2020. É o quinto disco do grupo, que também soma 3 DVDs ao vivo. A obra chega a todas as plataformas digitais com 16 faixas, 12 delas inéditas, e conta com as participações de Leci Brandão, João Bosco e Roberta Sá.

Resultado do encontro entre Moacyr Luz (voz e violão), Gabriel Cavalcante (voz e cavaquinho), Alexandre Marmita (voz e cavaquinho), Mingo Silva (voz e percussão), Nego Álvaro (voz e percussão), Luiz Augusto Guimarães (percussão), Nilson Visual (percussão),

Junior de Oliveira (percussão) e Daniel Neves (percussão), em “Fazendo Samba”, o Samba do Trabalhador traz o mesmo calor e energia que o consagraram nas apresentações ao vivo, mas com a lapidação e apuro técnico de uma gravação em estúdio.

“Depois de 15 anos juntos, chegamos a um momento de amadurecimento harmônico e do nosso pensamento musical. Posso dizer que hoje somos um só organismo. Tocamos e pulsamos juntos, o entrosamento fica mais afinado a cada vez que nos encontramos, seja no Renascença, no estúdio, palcos e terreiros pelo país” aponta Moacyr Luz, que também assina a direção artística do álbum. “A escolha do repertório se desenrolou naturalmente, reunindo canções nossas e parcerias inéditas com amigos e velhos conhecidos da música brasileira, além de quatro sucessos que já estão na boca do público, que agora ganham a nossa cara e uma pitada do que o público encontra nas nossas segundas-feiras sagradas”, afirma o bamba.

E logo de início, “Fazendo Samba” diz a que veio com “Loucos de inspiração” (Moacyr Luz e Wanderley Monteiro). O abre-alas do disco soa como uma ode ao gênero, suas vertentes e ao ofício do sambista. Em seguida, “Das bandas de lá” apresenta uma inédita parceria entre Moacyr Luz e Xande de Pilares, retratando em versos e melodia um conflito de classes típico das grandes capitais brasileiras.

O álbum segue com mais uma tabelinha entre Moacyr e Xande, em “Fora de moda” a cuíca de Junior de Oliveira faz coro com a melancolia de um “sujeito comum” alheio à modernidade e às urgências do mundo contemporâneo. A faixa “A cara do Brasil” (Moacyr Luz e Toninho Geraes) brinda o público com a primeira participação especial do álbum: Roberta Sá cantando uma história de luta e resistência personificada pelo próprio samba.

Álbum navega entre clássicos de João Bosco e Leci Brandão; inéditas de Moacyr Luz com Zeca Pagodinho e Sereno; e novos frutos de integrantes do Samba do Trabalhador

“Reza pra agradecer” (Nego Álvaro, Pretinho da Serrinha e Vinicius Feyjão) surge em seguida revelando a potência vocal de Nego Álvaro, através da canção que já ganhara os palcos com Maria Rita. “Eu sou batuqueiro” descortina uma parceria inédita entre Moacyr Luz e Sereno, em um samba de terreiro interpretado por Mingo Silva, que tece homenagens às imortais Dona Ivone Lara, Beth Carvalho e Vovó Maria.

“Fazendo Samba” avança com mais uma composição de três dos filhos destes 15 anos de Samba do Trabalhador. “Quem dera o tempo” (Alexandre Marmita, Mingo Silva e Nego Álvaro) é um samba romântico com toque lírico que faz lembrar a obra do saudoso Luís Carlos da Vila, figura fundamental na gênese do Samba do Trabalhador. O álbum segue apresentando inéditas de integrantes do grupo, com Gabriel Cavalcante e sua voz grave homenageando a própria roda do Andaraí em “Segunda-feira” (Gabriel Cavalcante e Roberto Didio).

Ultrapassando a metade, o disco continua cheio de fôlego e convida a segunda participação especial. João Bosco cantando “O ronco da cuíca”, clássico fruto de sua parceria com Aldir Blanc. Depois do hit, mais uma novidade: na faixa-título “Fazendo samba” Alexandre Marmita interpreta a tabelinha entre Moacyr Luz e Zeca Pagodinho, acompanhado pelo suingue e o trombone legítimo de um samba sincopado.

Nego Álvaro volta ao microfone em sua composição “Mãos de Deus”, canção com um pé no recôncavo baiano e outro na Vila Catiri, bairro carioca onde o bamba iniciou sua batucada. Em seguida, sempre convicto de que não se faz samba sem homenagear suas grandes baluartes, o Samba do Trabalhador convida Leci Brandão para cantar “Sorriso negro” (Adilson Barbado, Jair e Jorge da Portela), imortalizada por Dona Ivone Lara.

O álbum entra em sua reta final ganhando ares de gafieira com “O samba veio me buscar” (Moacyr Luz e Roberto Didio). O baú de uma das parcerias mais prolíficas da música brasileira ainda guarda preciosidades inéditas, é o caso de “Camunga”, homenagem da dupla Aldir Blanc e Moacyr Luz a Camunguelo (1947 – 2007) um dos maiores sambistas de sua geração.

“Pra batucar” enumera os elementos percussivos que fazem pulsar o Samba do Trabalhador, em um samba de roda composto por Nego Álvaro e Mingo Silva. O álbum chega ao grand finale com a inspirada “Canta sabiá” (Moacyr Luz e Sereno), um retrato poético sobre o amor e suas desilusões. Triste e bonita, melancólica e nostálgica, a faixa encerra o álbum demonstrando Moacyr Luz e o Samba do Trabalhador reúnem a força e experiência dos grandes com alma de debutante.

Ouça o álbum “Fazendo Samba” nas plataformas digitais: https://orcd.co/fazendosamba

Sobre Moacyr Luz e Samba do Trabalhador:

 

Consolidado na geografia cultural do país como polo de resistência da cultura brasileira, o Samba do Trabalhador foi fundado por Moacyr Luz em uma tarde de 2005.

O nome de batismo da roda foi inspirado no dia de suas apresentações, todas às segundas-feiras, no Clube Renascença. Ocorre que, ao contrário da maioria das profissões, as folgas dos músicos são sempre às segundas. Foi por isso que, há 15 anos, Moacyr viu nesta data uma oportunidade rara de reunir seus amigos do samba, que tem agenda lotada nos outros dias. O encontro casual virou patrimônio cultural, e hoje reúne milhares de pessoas semanalmente, entre personalidades da cultura brasileira, músicos e anônimos. Já passaram por lá nomes como Anderson Cooper (âncora da CNN), Fagner, Pedro Bial, Débora Bloch, o ex-jogador Junior, entre muitos outros. Em comum, todos fãs do verdadeiro samba de raiz.

Hoje, o Samba do Trabalhador se tornou parada obrigatória para amantes da música brasileira. Com o passar dos anos o movimento ganhou contornos de resistência, por manter vivas as tradições do samba e as pautas sociais em versos e acordes.

Esta rica história, que inclui 4 álbuns lançados e 3 Prêmios da Música Brasileira, além de dezenas de participações de estelas da nossa música. Agora, o grupo lança “Fazendo Samba”, seu quinto disco, pela gravadora Biscoito Fino.

Faixas
“Fazendo Samba” – Moacyr Luz e Samba do Trabalhador

01 – Loucos de inspiração (Moacyr Luz e Wanderley Monteiro)
02 – Das bandas de lá (Moacyr Luz e Xande de Pilares)
03 – Fora de moda (Moacyr Luz e Xande de Pilares)
04 – A cara do Brasil (Moacyr Luz e Toninho Geraes)

05 – Reza pra agradecer (Nego Álvaro, Vinicius Feyjão e Pretinho da Serrinha)
06 – Eu sou batuqueiro (Moacyr Luz e Sereno)

07 – Quem dera o tempo (Alexandre Marmita, Mingo Silva e Nego Alvaro)

08 – Segunda-feira (Gabriel Cavalcante e Roberto Didio)
09 – O ronco da cuíca (João Bosco e Aldir Blanc)
10 – Fazendo samba (Zeca Pagodinho e Moacyr Luz)
11 – Mãos de Deus (Nego Alvaro)
12 – Sorriso negro (Adilson Barbado, Jair e Jorge da Portela)
13 – Quando o samba veio me buscar (Moacyr Luz e Roberto Didio)
14 – Camunga (Aldir Blanc e Moacyr Luz)
15 – Pra batucar (Nego Alvaro e Mingo Silva)
16 – Canta, sabiá (Sereno e Moacyr Luz)

Ficha técnica

“Fazendo Samba” – Moacyr Luz e Samba do Trabalhador

Moacyr Luz – Violão (Faixa 9)

Gabriel Cavalcante – Cavaquinho (Todas as Faixas)

Alexandre Marmita – Cavaquinho (Todas as Faixas)

Mingo Silva – Percussão (Todas as Faixas)

Nego Álvaro – Percussão (Todas as Faixas)

Luiz Augusto Guimarães – Percussão (Todas as Faixas)

Nilson Visual – Percussão (Todas as Faixas)

Junior de Oliveira – Percussão (Todas as Faixas)

Daniel Neves – Violão Sete Cordas (Todas as Faixas)

Moacyr Luz, Nego Álvaro , Mingo Silva,  Gabriel Cavalcante e Alexandre Marmita –

Coro (Todas as Faixas)

Músicos Convidados:

Dirceu Leite – Sopros (Faixas 4, 5, 7, 11, 14, 15)

Allan Abadia – Trombone (Faixas 1, 2, 3, 10, 13)

Sereno – Tantan (Faixas 6, 16)

Carlinhos Sete Cordas – Violão 7 Cordas (Todas as Faixas, exceto “Faixa 9”)

Joana Rytcher e Analimar Ventapane  – Coro (Todas as Faixas)

Fotos tiradas na Luthieria Rogério Santos

Fotos: Marluci Martins

Projeto gráfico: Branca Escobar

Direção musical: Moacyr Luz e Carlinhos 7 Cordas
Direção Executiva: Jacqueline Marttins

Créditos de gravação:

Gravado no estúdio da Biscoito Fino

Técnico de gravação: Lucas Ariel

Assistentes de gravação: Jeronimo Orselli, Guilherme Vaz e Gabriel Mermelstein

Masterizado na Batmastersom por Luiz Tornaghi

Uma realização Biscoito Fino 2019

Direção Geral: Kati Almeida Braga

Direção Artística: Olivia Hime

Direção Executiva: Jorge Lopes

Gerência de A&R: Rafael Freire

Gerência de Marketing: Marcela Maia

Contatos para shows: Jacqueline Marttins

+ 55 21 98177-8161

shows@moacyrluz.com.br