“455 Macbeth” no Castelinho do Flamengo

Com estreia no dia 13/01 às 19hs, “455 Macbeth” apresenta uma dramaturgia condensada de “Macbeth”. A trama principal da tragédia é narrada através de cenas escolhidas, e encenada com direção de Adriana Maia, que cria, juntamente com elenco de 14 atores e atrizes, uma performance itinerante pelos cômodos do Castelinho do Flamengo. A performance inicia-se na área externa, onde um fictício grupo teatral – “os melhores atores do mundo” – reúne-se para contar a tenebrosa história do Rei Macbeth. Após o prólogo, os espectadores são convidados a entrar no Castelo, cenário do restante da peça. A ideia de encenar “Macbeth” surgiu em 2019, ano comemorativo dos 455 anos do nascimento de Will Shakespeare. Pensando na data, o Grupo Shakespeare, coletivo de artistas cariocas, que se reúne regularmente para estudar e pesquisar as obras deste autor, preparou uma performance cênica – “455 Macbeth”, que foi apresentada em duas sessões para convidados na Casa Baukurs. A peça itinerante, que o público irá assistir a partir e 13 de janeiro, é a continuidade deste trabalho , agora “455 Macbeth” encontra seu espaço ideal, o Castelinho do Flamengo. A diretora Adriana Maia comenta sobre este, que é considerado um dos melhores textos de William Shakespeare: “Macbeth é uma peça que aborda as dimensões do mal espiritual; é uma visão sombria do encontro de um homem com os poderes soturnos que existem dentro e fora de si mesmo. Macbeth tem que se confrontar com a tentação de cometer um crime que ele sabe que é monstruoso, sabe que a ideia ultrapassa todos os limites da ética e da moralidade humanas, mas ainda assim prossegue dando asas ao seu plano macabro. Está sempre consciente de todos os seus atos, possui livre arbítrio, aceita a responsabilidade pessoal por suas escolhas, desvelando diante do espectador uma angustiante narrativa sobre a falha humana.”Sobre Macbeth Macbeth é uma tragédia sobre um regicídio e suas consequências. É a tragédia shakespeariana mais curta, e acredita-se que tenha sido escrita entre 1603 e 1607. O primeiro relato de uma performance da peça é de abril de 1611, quando Simon Forman registrou tê-la visto no Globe Theatre, em Londres. A obra foi publicada pela primeira vez no Folio, de 1623, possivelmente a partir de uma transcrição de alguma performance específica. As principais fontes de Shakespeare para a tragédia são os relatos dos reis Duff e Duncan nas “Crônicas da Inglaterra, Escócia e Irlanda” de 1587, uma história das Ilhas Britânicas familiar a Shakespeare e seus contemporâneos, e pelos escritos do filósofo escocês Hector Boece. Muitos acreditam que a peça é “amaldiçoada”, e nem mesmo mencionam seu nome em voz alta, referindo-se a ela como “The Scottish play” (“A peça escocesa”).

Sinopse – Macbeth um general do rei Duncan da Escócia, ao retornar vitorioso de uma batalha encontra no caminho três bruxas que profetizam que em breve ele se tornará rei da Escócia. A profecia desencadeia uma série de acontecimentos criminosos gerados pela ambição desenfreada e pelo abandono dos mais elementares princípios éticos e morais, tendo como consequência inevitável um desenlace trágico e sanguinolento. Ficha Técnica Texto William ShakespeareDramaturgia e textos adicionais Xando GraçaDireção Adriana MaiaDireção Musical Quito PedrosaDireção de Movimento Sueli GuerraIluminação Anderson RattoCenografia e Figurinos Grupo ShakespeareElenco Ana Luisa Marques, Caroline Bezerra, Clarissa Waldeck, Dadá Maia, Francisco Taunay, Gabriel Flores, Gilberto Góes, João Antonio Santucci, Luis Fernando Medeiros, Luiza Narcizo, Marcela Lopes, Pamela Alves, Paula Louzeiro, Stefania Corteletti, Xando Graça. Serviço: 455 Macbeth Local: Castelinho do Flamengo (Centro Cultural Municipal Oduvaldo Vianna Filho) Endereço: Praia do Flamengo, 158– FlamengoTelefones: (21) 2205.0655 / (21) 2205.0276Temporada: 13/01 a 11/02 sempre às 19hsDuração: 90minutosClassificação indicativa: 14 anosIngressos: R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia) Ingressos à venda no local, nos dias das sessões, a partir das 18hs. Aceita dinheiro e cartão de débito. Vendas online http://www.sympla.com.br Sobre a diretora ADRIANA MAIA Atriz, diretora e professora, além de Doutora em Teatro pelo PPGAC da UNIRIO / RJ, é professora da Faculdade da Cal de Teatro desde 2012. Foi integrante do grupo Além da Lua, onde realizou “Curiosa Idade” (1982), “Jardins da Infância” (1983/84) – Prêmio Molière de Incentivo ao Teatro Infantil e “Cabaré Infantil” (1985). Em 1986, foi indicada para o Prêmio Mambembe de melhor atriz por “A Gata Borralheira” de Maria Clara Machado direção de Carlos Wilson. Seu primeiro trabalho como diretora foi “Infância” texto inédito de Thornton Wilder que lhe rendeu o Prêmio Mambembe de melhor espetáculo do Ano (1988). Participou como atriz de todas as montagens shakespearianas do Núcleo de Teatro a Céu Aberto (“As alegres mulheres de Windsor”; “Os dois cavalheiros de Verona” e “A tragédia de Otelo”) um dos projetos desenvolvidos pelo Centro de Demolição e Construção do Espetáculo de Aderbal Freire-Filho entre 1991 e 1994 . Trabalhou com Amir Haddad (“Mambembe canta Mambembe” de Artur Azevedo / 2004), Camila Amado (“Sapatinhos vermelhos” de Caio Fernando Abreu / 2006) e João Fonseca (“Não sobre rouxinóis” de Tennesse Williams/ 2012) Em 2006, funda o grupo Teatro das Possibilidades e realiza espetáculos onde desenvolve uma pesquisa sobre a teatralização de textos literários narrativos, sem adaptação de gênero, dentre as montagens realizadas está o livro de Lígia Bojunga “Fazendo Ana Paz” (2006); “A pequena loja de mistérios” (2011) contos da revista Ellery Queen e “Era uma vez… Cartas em

cena” (2010/11) da novela epistolar “Caixinha de madeira” de Índigo. Em 2015, dirigiu o espetáculo “Paparazzi” texto de Matéi Visniec que estreou e cumpriu temporada no Centro Cultural Banco do Brasil/RJ. Ainda nesse ano dirigiu e adaptou “Hamlet ou morte!” fruto de uma pesquisa sobre cômico na obra shakespeariana com o grupo Os Trágicos. E em 2016 encenou com o mesmo grupo “Faz de conta que é tempestade” também a partir do texto shakespeariano, “A tempestade”. Com o grupo Os Trágicos, é convidada para representar a Faculdade da Cal no Festival Internacional BRICS de Escolas de Teatro sediado em Moscou em 2017 onde apresenta sua versão de “Romeu e Julieta”, e em 2018 “Arlequim, servidor de dois amos” sob a ótica do teatro popular brasileiro. Em 2018 atuou e dirigiu o espetáculo “Uma ciranda para mulheres rebeldes” sobre revolucionárias russas envolvidas com o movimento de 1917 concebido pelo coletivo As dramáticas. Agora em 2019 dirigiu o espetáculo “O espectador condenado à morte” texto de Matéi Visniec que cumpriu temporada no Teatro Maria Clara Machado e “Cabaret Autofágico” que estreou e permaneceu em cartaz no Teatro Poeira durante os meses de novembro e dezembro.