Top 5 – Eu Fui 2019

Fechando mais um ano de atrações culturais. Nem tantas quanto eu gostaria, confesso. Mas o suficiente para conseguirmos elencar as 5 mais legais. Vamos lá?

1 – A Ponte

Relacionamentos cotidianos, pessoas comuns… Tudo isso pode render boas histórias e desvendar mistérios inimagináveis. “A Ponte” traz um pouco disso. O enredo é o de três irmãs que estão reunidas em prol da mãe, que anda mal de saúde e precisando de todas reunidas e, por sua vez, precisam visitar o pai para fazer a vontade da genitora. Aos poucos vão se revelando as tais histórias obscuras que servem para camuflar verdades que destruiriam a imagem da família perante a sociedade que ama fiscalizar os bons costumes allheios.

 

2 – Lenine – Em Trânsito

O projeto – vencedor do Grammy Latino de Melhor Álbum de Rock em Língua Portuguesa – estava de volta onde tudo começou. E Lenine melhor que nunca. Já fui a algumas apresentações do cantor e sempre pude conferir performances mais puxadas para o rock’n roll que nas versões originais e vejo que essa tradição se repete. Lenine dá roupagens mais pesadas para suas canções, inclusive algumas completamente diferentes, em perfeito match com a acústica perfeita do Imperator.

 

3 – Fervo Julino – Mangolab

A lista de atrações musicais da noite contava com Sexteto Sucupira, Duda Beat, Biltre, Illy, Potyguara Bardo e Mateus Carrilho. O sexteto foi a primeira atração ao vivo da festa. Com exceção dos outros artistas, deu um show prolongado logo no início. Os demais se apresentaram com poucas músicas e houve bastante participação uns nas apresentações dos outros. Apesar do grande número de atrações ao vivo, a maior parte do evento foi preenchida por DJs, tocando músicas temáticas ou não. O repertório era bem variado e de muito bom gosto.

 

 

4 – Perfume de Mulher

Fomos assistir a “Perfume de Mulher”. A história, baseada na obra de Ruggero Maccari e Dino Risi, é bem famosa devido ao filme com Al Pacino, o qual lhe rendeu seu primeiro Oscar. Agora, os palcos cariocas ganham essa montagem, idealizada por Silvio Guindane, que também assume o protagonista. Guindane vive o tenente-coronel Fausto, que fica cego após um acidente de carro. Junto com a deficiência, aflora também seu lado ranzinza. Solitário, contrata o cuidador Ciccio (Eduardo Melo) – que não tem originalmente esse nome, mas assim Fausto o chama -, de quem fica muito próximo. Todos os atores estão muito bem, com destaque para Silvio Guindane, que deixa transparecer mesmo no personagem ranzinza sua já conhecida veia cômica. O ponto alto do espetáculo é o tango que Sara e Fausto dançam com perfeição.

 

5 – Roots

“Roots” traz Thiago Soares e Danilo D’Alma unindo balé e dança de rua no mesmo palco, ao mesmo tempo. Os estilos parecem totalmente opostos, mas nesse caso nem tanto. Thiago Soares iniciou sua bem-sucedida carreira como bailarino clássico dançando hip-hop e break nas festas da Zona Norte carioca. Já Danilo D’Alma é bailarino e coreógrafo reconhecido no cenário das danças de rua do Rio. No espetáculo os dois se uniram para mostrar cada um seu talento e também exibir a vertente que têm em comum.