Bailarina Beth Bastos dirige performances no Masp e no Mac para investigar relação da dança com arquitetura e artes visuais

Mestre em dança, a bailarina e coreógrafa mineira Beth Bastos dirige trabalho denominado de performances-observatório, que traz  a pergunta

O que vemos quando olhamos dança? no dia 30 de novembro, sexta-feira, às 16h30, no vão livre do Masp (Museu de Arte de São Paulo) e no

dia 14 de dezembro às 15h30 na sala de exposição do Mac (Museu de Arte Contemporânea).

As apresentações encerram o projeto O que vemos quando olhamos dança? –  contemplado pela 25ª Edição do Fomento à Dança da Cidade de São Paulo,

com apoio da Secretaria Municipal de Cultura -, que já realizou diversas performances pela cidade em arquiteturas distintas, um ateliê de quatro meses na

Oficina Oswald de Andrade com 32 solos de dança, palestras e o filme O que te move, sobre os solos. Concebido pela bailarina Beth Bastos e seu núcleo de

pesquisa, o projeto investiga a questão do olhar, a imaginação e a relação da dança com a arquitetura, a fotografia e as artes plásticas.

Sob a direção de Beth Bastos, figurino de Tereza Monteiro, cenografia de André Canadá e iluminação de Hernandes Oliveira, sete bailarinos trajando vestidos

e camisas de linho em cores neutras estarão em cena e o público é convidado a desfrutar da natureza, do silêncio, de instantes de suspensão do movimento em

pausas. Tudo acontece ao cair da tarde no momento de transformação entre o dia e a noite.

Beth Bastos e os bailarinos do Núcleo Pausa propõem ao público a experiência da  composição e do movimento com o foco no corpo e no espaço, ativando a

percepção dos sentidos e os sentidos da imaginação. “As performances-observatório oferecem ao espectador a possibilidade de escolher como e de que lugar

se quer olhar, ver e assistir”, comenta Bastos.

O trabalho de improvisação e de composição em dança se alimenta das filosofias de corpo da bailarina americana Lisa Nelson (bailarina, performer, editora de

revista em Nova York) e de Klauss Vianna (bailarino brasileiro, criador de um método de dança).  Beth Bastos investe na desaceleração do espectador e do artista.

A coreógrafa explica que “a proposta das performances-observatório é sintonizar a percepção e o instante para criar composições espontâneas e singulares, usando

os sentidos do corpo como ferramentas de sobrevivência e de produção de imagens. O que pode uma pausa provocar? O que se imagina a partir de um corpo que pausa?

Como essa imagem efêmera afeta o espaço”?

Nas palavras de Beth Bastos, “essa pesquisa, em processo, tem como foco as abordagens sobre o corpo e o espaço e usa a desaceleração do movimento para desdobrar

os temas da atenção, da pausa, da quietude e da necessidade política de resistir e abrir espaço para outros olhares e seus significados. Propõe uma operação de

ralentamento que permite observar a dimensão paradoxal do tempo ao fixar um instante que contém muitos possíveis e desencadear mudanças na ordem do sentido.

Em um momento em que a aceleração é um valor em si, as performances-observatório oferecem uma possibilidade de percepção da pausa como um gesto alcançável

para produzir outras paisagens”.

 

Beth Bastos

Bailarina, performer, improvisadora e professora de dança. Sua experiência passa pela formação em filosofias do corpo em Klauss Vianna (Brasil) e Lisa Nelson (USA).

Em sua pesquisa questiona o trânsito entre a contemporaneidade e a desaceleração, no tempo e no espaço, a composição de imagens, e a percepção dos sentidos e os

sentidos da imaginação.

 

Serviço

Dia 30 de novembro – vão livre do Masp (Museu de Arte de São Paulo). Performance às 16h30. Duração de 60 minutos.

Dia 14 de dezembro – sala de exposição do Mac (Museu de Arte Contemporânea). Performance às 15h30. Duração de 60 minutos.

 

Ficha técnica

Concepção e direção de Beth Bastos. Núcleo Pausa:Izabel Costa, Daniela Pinheiro, Fernanda Windholz, Emilio Salvietti Cordeiro, Maíra Rocha Machado, Maira Mesquita,

Ísis Marks. Músico: Rodrigo Vasconcelos. Dramaturgia: Débora Tabacof. Fotografia: Sandro Miano. Ambiente cenográfico/Design gráfico: Andre Canada. Palestrantes

convidados: Paula Chieffi, Guilherme Wisnik, Teresa Bastos. Produção: Cais Produção Cultural. Direção de Produção: José Renato F. Almeida. Assistente de Produção:

Beto de Faria. Assessoria de Imprensa Arteplural