Mostra Clássicos africanos – A primeira geração de cineastas na África do Oeste

A CAIXA Cultural Rio de Janeiro recebe, de 19 de novembro a 1º de dezembro de 2019 (terça-feira a domingo), a mostra Clássicos africanos – A primeira geração de cineastas na África do Oeste. Com curadoria de Tiago Castro Gomes, a programação reúne 22 filmes, entre longas, médias e curtas-metragens, incluindo cópias restauradas em exibição pela primeira vez no país. O projeto tem patrocínio da CAIXA e do Governo Federal.

“O mote é abordar os cinemas africanos do ponto de vista dos cineastas pioneiros”, explica o curador da mostra, Tiago Castro Gomes. “Os realizadores escolhidos foram fundamentais para as cinematografias de seus respectivos países e trouxeram luz para a produção do continente, em geral. Havia um intenso diálogo entre vários deles durante o despertar das cinematografias africanas, nas décadas de 1960 e 1970, após a descolonização.”

Castro fala de filmes como A mulher com uma faca (1969), de Bassori Timité, um dos primeiros longas-metragens da Costa do Marfim. Restaurado este ano, o filme será exibido na abertura da mostra (confira a programação completa abaixo). “A restauração foi feita a partir dos negativos de imagem e som originais em 35 mm e supervisionada pelo próprio diretor. Será a primeira exibição dessa versão no Brasil”, conta.

Outros destaques são Carta camponesa (1975), de Safi Faye, considerado o primeiro longa-metragem feito por uma mulher da África subsaariana e distribuído comercialmente no mercado internacional, e Muna Moto (1975), primeiro longa-metragem do diretor Jean Pierre Dikongué, de Camarões, que também acaba de ser restaurado.

Obras que lidam com questões do seu tempo:

Castro destaca que os espectadores não familiarizados com os cineastas africanos poderão encontrar obras que “lidam com as questões do seu tempo, quando as ex-colônias africanas lidavam com a descolonização”. Segundo ele, são documentários e filmes de ficção que abordam as mudanças, as esperanças e as contradições de um conjunto de países e povos. “Esteticamente, trazem a marca das músicas africanas, da tradição oral, do neocolonialismo, da pluralidade de culturas e povos em um mesmo Estado-nação.”

A mostra é uma realização da Insensatez Audiovisual e Luzes da Cidade – Grupo de Cinéfilos e Produtores Culturais. A programação completa está disponível no site www.classicosafricanos.com.br.

Programação:

19 de novembro (terça-feira)

19h – A mulher com uma faca (La femme au couteau, 1969), de Bassori Timité, Costa do Marfim, 80 min, 14 anos

20 de novembro (quarta-feira)

17h – Sessão de curtas 1África sobre o Sena (Afrique sur Seine, 1955), de Paulin Soumanou Vieyra, França/Senegal, 21 min, Livre; O carroceiro (Borom Sarret, 1963), de Ousmane Sembène, Senegal, 21 min, 10 anos;  Contra’s city (1968), de Djibril Diop Mambéty, Senegal, 22 min, Livre; Lamb (1963), de Paulin Soumanou Vieyra, Senegal, 27 min, 10 anos

19h – Emitai (1971), de Ousmane Sembène, Senegal, 96 min, 14 anos

21 de novembro (quinta-feira)

17h – Touki bouki – A viagem da hiena (Touki bouki, 1973), de Djibril Diop Mambéty, Senegal, 95 min, 16 anos

22 de novembro (sexta-feira)

17h – Ó, Sol (Soleil O, 1967), de Med Hondo, França/Mauritânia, 98 min, 14 anos

19h – A negra de… (La noire de…, 1966), de Ousmane Sembène, França/Senegal, 56 min, 14 anos

23 de novembro (sábado)

15h – Touki bouki – A viagem da hiena (Touki bouki, 1973), de Djibril Diop Mambéty, Senegal, 95 min, 16 anos

17h – Sessão de curtas 2Cantores tradicionais das Ilhas Seicheles (Chanteurs traditionnels des Îles Seychelles, 1978), de Souleymane Cissé, Mali, 15 min, Livre; O anel do Rei Koda (La bague du Roi Koda, 1962), de Moustapha Alassane, Níger, 24 min, Livre; Le Wazzou polygame (1970), de Oumarou Ganda, Níger, 38 min, 14 anos

19h – Sessão de curtas 3Môl (1966), de Paulin Soumanou Vieyra, Senegal, 27 min, Livre; Badou boy (1968), de Djibril Diop Mambéty, Senegal, 56 min, 10 anos

24 de novembro (domingo)

15h – Sessão de curtas 4Fontes de inspiração (Sources d’inspiration, 1968), de Souleymane Cissé, Mali, 7 min, Livre; Nos bastidores (L’envers du décor, 1981), de Paulin Soumanou Vieyra, Senegal, 26 min, 10 anos; Parlons grand-mère (1989), de Djibril Diop Mambéty, Senegal, 34 min, 10 anos

17h – A garota (Den muso, 1975), de Souleymane Cissé, Mali, 88 min, 16 anos

19h – Mandabi (1968), de Ousmane Sembène, Senegal, 86 min, 12 anos

26 de novembro (terça-feira)

17h – Mandabi (1968), de Ousmane Sembène, Senegal, 86 min, 12 anos

19h – Muna Moto (1975), de Jean-Pierre Dikongué Pipa, Camarões, 85 min, 12 anos

27 de novembro (quarta-feira)

16h30 – Fad’jal (1979), de Safi Faye, França/Senegal, 112 min, 10 anos

19h – Sessão de curtas 2Cantores tradicionais das Ilhas Seicheles (Chanteurs traditionnels des Îles Seychelles, 1978), de Souleymane Cissé, Mali, 15 min, Livre; O anel do Rei Koda (La bague du Roi Koda, 1962), de Moustapha Alassane, Níger, 24 min, Livre; Le Wazzou polygame (1970), de Oumarou Ganda, Níger, 38 min, 14 anos

28 de novembro (quinta-feira)

17h – A garota (Den Muso, 1975), de Souleymane Cissé, Mali, 88 min, 16 anos

19h – A mulher com uma faca (La femme au couteau), 1969, de Bassori Timité, Costa do Marfim, 80 min, 14 anos

29 de novembro (sexta-feira)

15h – Sessão de curtas 3Môl (1966), de Paulin Soumanou Vieyra, Senegal, 27 min, Livre; Badou boy (1968), de Djibril Diop Mambéty, Senegal, 56 min, 10 anos

17h – Sessão de curtas 4Fontes de inspiração (Sources d’inspiration, 1968), de Souleymane Cissé, Mali, 7 min, Livre; Nos bastidores (L’envers du décor, 1981), de Paulin Soumanou Vieyra, Senegal, 26 min, 10 anos; Parlons grand-mère (1989), de Djibril Diop Mambéty, Senegal, 34 min, 10 anos

19h – Carta camponesa (Lettre paysanne, 1973), de Safi Faye, França/Senegal, 98 min, 14 anos

30 de novembro (sábado)

14h30 – Sessão de curtas 1África sobre o Sena (Afrique sur Seine, 1955), de Paulin Soumanou Vieyra, França/Senegal, 21 min, Livre; Contra’s city (1968), de Djibril Diop Mambéty, Senegal, 22 min, Livre; O carroceiro (Borom Sarret, 1963), de Ousmane Sembène, Senegal, 21 min, 10 anos; Lamb (1963), de Paulin Soumanou Vieyra, Senegal, 27 min, 10 anos

16h30 – Fad’jal (1979), de Safi Faye, França/Senegal, 112 min, 10 anos

19h – Ó, Sol (Soleil O, 1967), de Med Hondo, França/Mauritânia, 98 min, 14 anos

1º de dezembro (domingo)

15h – Carta camponesa (Lettre paysanne, 1973), de Safi Faye, França/Senegal, 98 min, 14 anos

17h – Emitai (1971), de Ousmane Sembène, Senegal, 96 min, 14 anos

19h – Muna Moto (1975), de Jean-Pierre Dikongué Pipa, Camarões, 85 min, 12 anos

 

Serviço:

Mostra Clássicos africanos – A primeira geração de cineastas na África do Oeste

Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Cinema 2 (Endereço: Av. Almirante Barroso, 25, Centro – Metrô e VLT: Estação Carioca)

Data: de 19 de novembro a 1º de dezembro de 2019 (terça-feira a domingo)

Horários: Consultar programação

Informações: (21) 3980-3815

Ingressos: R$ 6,00 (inteira) e R$ 3,00 (meia). Além dos casos previstos em lei, clientes CAIXA pagam meia

Bilheteria: terça-feira a domingo, das 13h às 20h

Duração: Consultar programação

Classificação Indicativa: Consultar programação

Capacidade: Cinema 2 – 80 lugares (mais 3 para cadeirantes)

Acesso para pessoas com deficiência

Patrocínio: CAIXA e Governo Federal