“O Buraco d’Oráculo” no CDC Vento Leste

A Circulação-Residência do grupo O Buraco d’Oráculo retorna à zona leste, em agosto, em parceria com o coletivo Dolores Boca Aberta Mecatrônica de Artes. Com entrada franca, os espetáculos acontecem entre os dias 23 de agosto e 1º de setembro, no CDC Vento Leste (Clube da Comunidade), espaço abandonado pelo poder público, no Jardim Triana, região de Cidade Patriarca, que foi revitalizado por ações de diversos grupos, entre eles o Dolores Boca Aberta.

Para diversificar a programação e acolher de forma mais ampla os coletivos que atuam no CDC Vento Leste, o convite foi estendido à Cia. Canina de Teatro de Rua e Sem Dono para também compor a programação.

Portanto, a Circulação-Residência de agosto conta com cinco espetáculos: O Buraco d’Oráculo encena O Encantamento da Rabeca (dia 24/08), O Cuscuz Fedegoso (dia 25/08) e Pelas Ordens do Rei Que Pede Socorro! (dia 01/09); a Cia. Canina apresenta O Vendedor de Verdades (23/08); e Dolores Boca Aberta entra em cena com Cora e o Trabalho (dia 31/08).

A Circulação-Residência é parte do projeto Buraco 20 Anos: da (R)existência na Rua à Poesia em Cena, contemplado pela 32ª Edição do Programa de Fomento ao Teatro Para a Cidade de São Paulo. Teve início em outubro de 2018, no Parque São Rafael, junto ao Grupo Rosas Periféricas; e em 2019, aportou em Cidade Tiradentes com o Circo Teatro Palombar, em Perus com o Teatro Pandora e no Campo Limpo com o Bando Trapos. O objetivo do Buraco d’Oráculo é promover uma circulação de teatro de rua, a partir do próprio repertório, em territórios de companhias parceiras e, juntos, comandarem um período de programação local.

Programação

Dia 23 de agosto. Sexta, às 19h

Espetáculo: O Vendedor de Verdades

Com Cia. Canina de Teatro de Rua e Sem Dono

Duração: 50 min. Classificação: 14 anos.

 

O Vendedor de Verdades é uma fábula da atualidade. Conta a história de uma palhaça que realiza uma saga pelo mundo para trocar uma verdade de mentira e receber seu dinheiro de volta. Baseado em um conto original, aborda assuntos contundentes – como o feminismo e o papel da mulher na sociedade; o consumismo e a ideologia mercantil – por meio do riso. Uma saga de palhaçaria épica e nonsense feita para a rua que questiona o que são as verdades e as maneiras como elas são criadas e vendidas. O espetáculo tem música ao vivo, improvisos e interação com o público. Ficha técnica: Texto: Adaptação de conto original de Laura Alves. Elenco: Igor Giangrossi, Laura Alves, João Victor e Tamy Dias. Direção: Tamy Dias. Roteiro, dramaturgia, figurino, cenário e músicas: Cia Canina.

Dia 24 de agosto. Sábado, às 19h

Espetáculo: O Encantamento da Rabeca

Com O Buraco d’Oráculo

Duração: 50 min. Classificação: Livre.

Sinopse: O Encantamento da rabeca conta histórias de transformações vividas por mulheres brincantes – que cantam, tocam, dançam e usam bonecos e máscaras com intuito de revelar o protagonismo, a fragilidade, a força e a resistência dessas mulheres em terreno originalmente masculino. Ficha técnica – Direção: Lu Coelho. Texto: Lu Coelho com colaboração de Pablo Dantas e Cleydson Catarina. Elenco: Lu Coelho e Nataly Oliveira.

Dia 25 de agosto. Domingo às 16h

Espetáculo: O Cuscuz Fedegoso

Com Buraco d’Oráculo

Duração: 50 min. Classificação: Livre.

Sinopse: Entre os quitutes vendidos por Dona Maria está um cuscuz feito com fedegoso, um matinho cheiroso, mas que não faz lá muito sucesso. Um belo dia, ela oferece a iguaria a um pedinte que, para não pagar pelo alimento, finge passar mal. Ficha técnica – Direção: Elizete Gomes. Texto: Edson Paulo. Elenco: Lu Coelho, Mizael Alves, Nataly Oliveira e Edson Paulo.

Dia 31 de agosto. Sábado, às 19h

Espetáculo: Cora e o Trabalho

Com Dolores Boca Aberta Mecatrônica de Artes

Duração: 50 min. Classificação: 14 anos.

Sinopse: Esse estudo cênico traz um olhar do grupo sobre a materialidade. Debruçam-se sobre as próprias histórias, histórias de mulheres, mães, trabalhadoras e artistas em periferias, na tentativa de dialogar com tantas outras mulheres. A poeta Cora Coralina permeia universo do grupo e os influencia: Cora, uma artista envolta por sua condição material. Cora e o Trabalho é uma leitura poética sobre o feminino, a maternidade, o trabalho e os desejos, sem perder o olhar de classe. Ficha técnica: Direção: Gustavo Curado. Elenco: Erika Viana, Nica Maria e Tati Matos. Dramaturgia: Erika Viana, Nica Maria e Tati Matos – com colaboração de Tiago Mine. Figurino e cenário: Erika Viana, Nica Maria e Tati Matos. Iluminação: João Alves. Direção musical: Tita Reis. Músico: Fernando Oliveira e Fernando Couto.

 

Dia 1º de setembro. Domingo, às 16h

Espetáculo: Pelas Ordens do Rei Que Pede Socorro

Com O Buraco d’Oráculo

Duração: 50 min. Classificação: Livre.

Sinopse: Pelas Ordens do Rei Que Pede Socorro! é uma intervenção teatral que utiliza a poesia como forma dramatúrgica. Baseando nos princípios da “cenopoesia” em que imagens, gestos, canções e palavras se misturam para completar um todo. O Buraco d’Oráculo leva à cena um recorte de poemas por meio de cenas fragmentadas que transitam entre o cômico e o dramático com leveza poética, mas também de forma contundente, tocando em temas do nosso cotidiano e de nossa sociedade. Ficha técnica – Texto: Ray Lima. Direção: Elizete Gomes. Elenco: Luiza Galavotti, Lu Coelho, Mizael Alves, Nataly Oliveira e Edson Paulo.

Serviço

Circulação-Residência / O Buraco d’Oráculo

Dias 23, 24, 25 e 31 de agosto e 1º de setembro

Horários: sexta e sábado (às 19h) e domingo (às 16h)

Grátis. Livre.

Espaço CDC Vento LesteClube da Comunidade Vento Leste

Rua Dr. Frederico Brotero, 60 – Jardim Triana / Cidade Patriarca. SP/SP.

Próximo à estação Patriarca de metrô.

Informações / Circulação – Residência: (11) 98152-4483

https://www.facebook.com/oburacodoraculo

Os grupos

O Buraco d’Oráculo – O Buraco d’Oráculo nasceu em 1998, com o intuito de fazer um teatro que discutisse o homem urbano contemporâneo e seus problemas. Desta forma, e desde o inicio, optamos pelo teatro de rua, pois esta foi a maneira mais efetiva que encontramos de compartilharmos momentos de reflexão e afetividade por meio de nossa arte. O trabalho do grupo é calcado em três pontos fundamentais: a rua, como local para promover o encontro direto com o publico; a cultura popular, como fonte inspiradora de criação e; a Cenopoesia, um processo artistico que visa a possibilidade de mudança nas relações sociais. Desde a formação, o grupo produziu 11 espetáculos nos quais busca manter essas propostas. São eles: A Guerra Santa – 1998; Amor de Donzela, Olho Nela! – 1999; Quem Pensa Que Muito Engana, Acaba Sendo Enganado – 2000; A Bela Adormecida – 2001; O Cuscuz Fedegoso – 2002/2013; A Farsa do Bom Enganador – 2006; Comi Cidade – 2008; Ser TÃO Ser – Narrativas da outra margem – 2009; Ópera do Trabalho – 2013; O Encantamento da Rabeca – 2016; e Pelas Ordens do Rei Que Pede Socorro – 2018.

Coletivo Dolores Boca Aberta Mecatrônica de Artes – O grupo teatral nasceu em 2000 e busca o diálogo com os espaços que ocupa. Com sede no bairro Jardim Triana, zona leste de São Paulo, iniciou ministrando oficinas de teatro para adolescentes em uma escola municipal da região. Já se apresentou em lugares como: teatros municipais, CEUs; Sesc Pinheiros (2005); Virada Cultural de São Paulo (2005); Sesc Itaquera; prédio ocupado por um movimento de trabalhadores sem teto; assentamentos rurais; manifestações de rua, entre outros. Em 2018, foi contemplado pela 32ª edição da Lei de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo com Outra Vez TRABALHO, tendo como ações, a circulação do Rolezinho, pesquisas e a revitalização do CDC Vento Leste, entre outras.

Cia. Canina de Teatro de Rua e Sem Dono – A companhia foi criada em 2016, sendo formada por Cachorrão (Igor Giangrossi), Catiora Abracadela (Laura Alves), Cachorrera (João Victor) e Marília Perra (Tamy Dias). O perfil do grupo pode ser definido como o encontro das vontades de desbravar a rua e repensar esse espaço por meio da mescla entre cultura popular brasileira, teatro épico e comicidade – a palhaçaria épica.

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