“Inferno” no Sesc Copacabana

Essa é uma história sobre a moça que faz a faxina, a secretária do lar, a menina que me ajuda em casa, a que vem de quinze em quinze, a mulher da limpeza… Essa história é sobre Vânia, a diarista interpretada pela atriz Ana Paula Bouzas no monólogo INFERNO, texto inédito assinado por Rodrigo de Roure e Luiz Felipe Andrade. A montagem tem direção de Fábio Espírito Santo e é o mais recente trabalho da Meimundo Inventações Compartilhadas.

INFERNO faz sua estreia nacional no Sesc Copacabana (Sala Multiuso), no dia 22 de agosto, seguindo em temporada sempre de quinta a domingo, às 18h, até do dia 08 de setembro. Escrito especialmente para a atriz, o texto do espetáculo encerra a trilogia que se debruça sobre três mulheres: Águida (‘Senhora Coisa’ – 2002), Gilda (‘Os últimos dias de Gilda’ – 2003) e agora, Vânia, protagonista de INFERNO, todas peças teatrais presentes no livro OS ÚLTIMOS DIAS, de Rodrigo de Roure.

INFERNO é o sexto trabalho solo realizado pela atriz, bailarina e coreógrafa Ana Paula Bouzas, e revela o fluxo de pensamento dessa personagem que historicamente circula por diferentes esferas da pirâmide social brasileira. Durante 60 minutos, Vânia compartilha seu olhar repleto de humor e criticidade sobre ela mesma e sobre os outros, seus ‘insights’ e suas contradições, seus mundos invisíveis, seus paraísos e infernos. Um texto que aborda a conflituosa relação social entre o trabalhador doméstico e seus patrões, fazendo uma reflexão sobre invisibilidade, subserviência, exploração, intimidade, privacidade e preconceito… temas transversais presentes em todo o enredo.

Ana Paula Bouzas é uma artista extraordinária. Da mesma linhagem de Denise Stoklos, Marilena Ansaldi e Pina Bausch. A potência do espetáculo está na performance explosiva, característica do trabalho dela, e na violenta conexão com o espanto, com a perplexidade, o sentimento de impotência que estamos vivendo no Brasil hoje. É dessas que confirmam a arte o remédio do mundo.” (WAGNER MOURA, ator e diretor)

O espaço estético do espetáculo INFERNO é simbolicamente uma clausura, uma prisão, o espaço escondido, aquele canto da casa onde se guarda os entulhos da vida: o histórico “quartinho de empregada”, lugar reservado, por tradição, para nossa protagonista. Toda a encenação se passa, portanto, em uma área de 2,20mX2,20m, abarrotada de objetos domésticos como panelas, tábua de passar, escada, secador de roupa, rodo, panos, copos, talheres, pratos, caixas, produtos de limpeza, roupas dos patrões e outros instrumentos que fazem parte do trabalho dessa profissional bem conhecida na vida das famílias brasileiras. É nesse lugar mínimo que Vânia se encontra e se perde. É no meio desses “entulhos” que Vânia, cheia de contundência, lucidez, humor e poesia, nos conta sobre o universo diário de uma trabalhadora doméstica e as particularidades dessa sua vida.

INFERNO é um espetáculo que diverte e provoca. Você vai gostar de ouvir o que Vânia tem a dizer sobre seus patrões, mas principalmente, o que Vânia tem a dizer sobre si mesma.

Sinopse do espetáculo:

INFERNO aborda a histórica relação social entre o trabalhador doméstico e seus patrões, fazendo uma reflexão sobre invisibilidade, subserviência, exploração, privacidade e preconceito, temas transversais presentes em seu enredo. Talvez você já tenha mesmo dado boas risadas com Vânia e seu “jeito autêntico” de gente do subúrbio, mas com certeza nunca ouviu falar verdadeiramente sobre o seu curioso inferno.

Ficha técnica:

Atuação: Ana Paula Bouzas

Texto: Rodrigo de Roure e Luiz Felipe Andrade

Direção e ambientação cênica: Fábio Espírito Santo

Diretor Assistente: André Luiz Dias

Dramaturgista: Ronaldo Serruya

Figurino: Bettine Silveira

Programação visual: Adriana Hitomi e Alessandro Romio

Assessoria de imprensa: Daniella Cavalcanti

Mídias sociais: Beto Mettig

Produção: Joana Damazio – Máquina Cultural

Realização: Meimundo Inventações Compartilhadas

 

OFICINA:

Eu sei muito bem como vim parar aqui

Público alvo: artistas da cena interessados no processo criativo a partir do corpo em movimento.

Descrição:

Com que corpo me ocupo agora? Em que me afirmo? Com o que conflito? O que dele nego? O que não mais lhe cabe? O que nele persiste? Eu o subverto? Com o que rompo? Essas são algumas das provocações presentes na oficina EU SEI MUITO BEM COMO VIM PARAR AQUI, ministrada pela atriz, dançarina e coreógrafa Ana Paula Bouzas, destinada a estudantes e profissionais das artes cênicas interessados na investigação do corpo em cena e suas relações com a contemporaneidade.

“EU SEI MUITO BEM COMO VIM PARAR AQUI”, diz Vânia, personagem de Inferno, texto de Rodrigo de Roure e Luiz Felipe Andrade, em cartaz na Sala Multiuso/ Sesc Copacabana, de 22 de agosto a 8 de setembro. Em algum instante da sua trajetória, corpo em combustão, Vânia se reconhece, deixando-se ocupar por sua história – passado, presente, porvir. Localizada insistentemente no espaço que lhe coube, potencializando encontros, desencontros, afetos, desafetos, identidades e transitoriedades, Vânia se percebe em sua matéria, no seu largo, profundo e denso território, e então, sem escapar do caos, ocupa-se, afirma-se, liberta-se (re existe).

Metodologia:

A oficina é constituída por três encontros com a duração de três horas cada, totalizando 9 horas de trabalho. Cada encontro sempre composto por duas fases: treinamento físico e experimentação. O treinamento inclui exercícios e dinâmicas voltados para a ativação e preparação do corpo para a pesquisa: sistemas e articulações, respiração, escuta, dissociação e liderança, corpo/espaço (interno e externo), corpo/tempo (dinâmicas e silêncio), equilíbrio e desequilíbrio, eixo, impulsos, expansão e contenção, fatores do movimento e suas qualidades. Na segunda parte do encontro trataremos de proposições e ações orientadas em direção à exploração das questões abordadas pela oficina: o corpo se põe em estado de criação e experimentação.

 

SERVIÇOS:

Espetáculo

Datas: de 22 de agosto a 08 de setembro (quinta a domingo)

Horário: 18h

Local: Sala Multiuso do Sesc Copacabana

Endereço: Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana, Rio de Janeiro – RJ

Ingressos: R$30,00 (inteira), R$15,00 (meia) e R$ 7,50 (associado do Sesc).

*Ingresso solidário R$ 15,00 com 1 kg de alimento para o Projeto Mesa Brasil do Sesc RJ

Informações: (21) 2547-0156

Bilheteria – Horário de funcionamento:

Terça a Sexta – de 9h às 20h;

Sábados, domingos e feriados – das 12h às 20h.

Classificação indicativa: 14 anos

Duração: 60 minutos

Gênero: Teatro

Oficina

Datas: 05, 06 e 07 de setembro

Horário: 11h às 14h

Local: Sala Multiuso do Sesc Copacabana

Endereço: Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana, Rio de Janeiro – RJ

Seleção: Por currículo e carta de intenção

E-mail de seleção: apbouzas@gmail.com

Serão analisados os 40 primeiros e-mails.

Inscrição até: 15 de agosto

Resposta aos selecionados até: 29 de agosto

Informações: (21) 2547-0156

Central de Atendimentos – Horário de funcionamento:

            Segunda a sexta, exceto feriados – de 9h às 18h.

Bilheteria – Horário de funcionamento:

Terça a Sexta – de 9h às 20h;

Sábados, domingos e feriados – das 12h às 20h.

Classificação indicativa: 20 a 65 anos

Duração: 3 horas/dia; 9 horas total

Lotação: 12 participantes

Gênero: Teatro

ANA PAULA BOUZAS – currículo

 

Ana Paula é atriz, bailarina, coreógrafa, graduada em Licenciatura em Dança pela Faculdade Angel Vianna, pós-graduada em Preparação Corporal nas Artes Cênicas pela mesma instituição. Integrante do núcleo de criação Meimundo Inventações Compartilhadas, trabalha também como diretora, diretora de movimento e preparadora de elenco em diversos projetos em teatro, cinema e TV.

Natural de Salvador-Ba, residiu no Rio de Janeiro entre os anos de 2001 e 2017. Em ambas as cidades integrou grupos e cias de teatro e dança como a Cia Teatral do Movimento (RJ/Ana Kfouri), Companhia de Teatro da Bahia (BA/ Fernando Guerreiro), Balé do Teatro Castro Alves (BA/ Debby Growald). Ana foi premiada pela APTR 2008 (RJ)/Melhor Atriz Coadjuvante – “DONA FLOR E SEUS DOIS MARIDOS”; COPENE de teatro 2000 (BA)/Melhor atriz – “IDIOTAS QUE FALAM OUTRA LÍNGUA” e 2ª Mostra Vídeoff – curta metragem 1999 (BA)/Melhor atriz – “ADELA”. Foi contemplada pela FUNARTE através do PRÊMIO de INTERAÇÕES ESTÉTICAS E RESIDÊNCIAS ARTÍSTICAS nas edições de 2009 e 2010 com o projeto MEMÓRIA: CARNE VIVA, do qual foi coordenadora, diretora artística e oficineira.

Dentre os espetáculos que participou como intérprete (atriz e bailarina) estão: EU ORGANIZO O MOVIMENTO, CARMEN, DE CERVANTES, FRIDA-ME, DONA FLOR E SEUS DOIS MARIDOS, ESFÍNCTER, FOREVER. IN AETERNUM, DIVINAS PALAVRAS (indicação Prêmio Bahia Aplaude/Ba – melhor atriz) e IDIOTAS QUE FALAM OUTRA LÍNGUA. Na TV, atuou em novelas e séries como SOB PRESSÃO, DUPLA IDENTIDADE, AS CANALHAS, ESCRITO NAS ESTRELAS, AMAZÔNIA, CENA ABERTA, dentre outros. Seus trabalhos mais recentes em cinema são MEDIDA PROVISÓRIA, MARIGHELLA e URUBUS, tendo atuado também em PIXINGUINHA, DONA FLOR E SEUS DOIS MARIDOS e CILADA.COM.

Trabalhou como preparadora de atores, assistente de direção, diretora de movimento e coreógrafa ao lado de Lázaro Ramos, Beth Goulart, Sidnei Cruz, Fábio Espírito Santo, João Falcão, João Fonseca, Vinicius Arneiro, Debora Lamm, Daniel Herz, Guilherme Leme, dentre outros. Em 2018, ano em que passou a residir em São Paulo, dirigiu o musical AMOR BARATO – O Romeu e Julieta dos Esgotos ao lado de Fábio Espírito Santo, onde também assinou a direção de movimento. Atualmente segue circulando com o espetáculo EU ORGANIZO O MOVIMENTO, experiência cênica que reúne dança, teatro e música, dando prosseguimento a sua pesquisa como artista solo, se prepara para estrear o monólogo INFERNO, de Rodrigo de Roure e Luiz Felipe Andrade, e segue como diretora residente do musical O FRENETICO DANCIN DAYS.

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