Musical “Se Essa Lua Fosse Minha” tem sessões lotadas em São Paulo

Em cartaz desde maio deste ano, o musical autoral brasileiro “Se Essa Lua Fosse Minha”, escrito por Vitor Rocha e com músicas de Elton Towersey, vem garantindo sucesso em sua temporada, com sessões lotadas e ingressos esgotados desde o mês de sua estreia.

O musical mescla cantigas populares, brincadeiras de roda e lendas antigas para contar a história de um povo saído de Terrarrosa, província da Espanha, que navega pelo oceano em busca de um lugar para construir um novo amanhã.

Eis que lhe é apresentada a terra de Porto Leste, uma ilha situada no encontro das águas quentes com as frias, mas para a surpresa de todos a terra já está habitada por um outro povo. A diferença de crenças e culturas faz com que uma divisão se torne indispensável e uma linha é riscada no chão a fim de evitar a guerra.

De um lado fica a destemida Leila e do outro o rebelde Iago. Quem é que faria um coração respeitar uma linha riscada no chão? O encontro de almas se dá, mas o dos corpos se torna cada vez mais raro pelo perigo de serem vistos juntos. A lua escuta mais versos de amor do que os próprios amantes. Enquanto isso, da Espanha, vem Belisa, predestinada a se casar com Iago, e da terra vem a flor do alecrim, talvez a solução para ele. O lencinho branco cai no chão. O anel que era de vidro e se quebra. Os pés virados para trás. Um canto que atrai os homens. Pirulito que tanto bate. A história às vezes rima, às vezes ensina e às vezes faz os dois ao mesmo tempo e sem dó, são dois coelhos numa cajadada só. É contada assim de boca e acompanhada por pouco mais de um violão, o que parece pouco, mas não é não. Afinal de nada vale tocar uma orquestra se não souber tocar um coração.

O musical promete proporcionar uma aventura nova ao público, mas de um jeito que os farão se sentir “em casa”. A história é nova e original, mas usa a todo tempo do folclore brasileiro para ser contada, fazendo com que tudo pareça familiar. O texto fala sobre a importância dos sonhos, de querer e fazer o bem, em plantar o amor, fala sobre o ódio e a liberdade. E para falar de tantas coisas universais, atemporais e necessárias, ele usa da cultura e do povo brasileiro.

Estão no elenco Alberto Venceslau, Danilo Martho, Davi Tápias, Fábio Ventura, Fernando Lourenção, Larissa Carneiro, Letícia Soares, Luci Salutes, Marisol Marcondes, Pier Marchi, Vitor Moresco e Vitor Rocha. Todos sob direção cênica de Victoria Ariante. As coreografias do espetáculo são de Alberto Venceslau e a preparação de elenco de Lenita Ponce.

Serviço

Teatro do Núcleo Experimental (Rua Barra Funda, 637. Barra Funda. São Paulo/SP)

Terças e quartas, às 21h

Temporada até 10 de julho

Ingressos R$60,00 (inteira) e R$30,00 (meia)

Vendas pelo site Tudus.com ou na bilheteria do teatro 1h antes de cada sessão

Classificação: 12 anos

Lotação: 60 lugares 

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