1ª Vamo que Vamo – Mostra de Teatro Jovem leva sete espetáculos ao COMMUNE, nos dias 15, 16 e 22 de junho, com entrada ‘pague o quanto puder’

Inspirado no festival argentino Vamos que Venimos, o Teatro COMMUNE realiza a primeira edição da Vamo que Vamo – Mostra de Teatro Jovem, nos dias 15, 16 e 22 de junho, com ingressos no esquema “pague quanto puder”. As sessões acontecem às 16h, 18h30 e 21h do dia 15, e às 18h30 e às 21h, dos dias 16 e 22.

“A Commune – Coletivo Teatral tem um projeto chamado Teatro Cidadão, que já traz a ideia de formação de jovens e sempre foi um objetivo do espaço. Por isso, quisemos apresentar um evento feito por quem realmente está chegando agora. Na nossa visão, como a ida ao teatro e a formação de público estão cada vez mais escassas (principalmente dessa nova geração), trazer um pessoal mais jovem para engajar outros é algo que pode dar certo”, conta Tatiana Teixeira, que divide a curadoria e a produção do projeto com o Anderval Areias.

Ao longo desses três dias, o público pode conferir sete espetáculos que abordam temas como o feminino, preconceito, jogos de poder e violência. “Cada grupo traz uma personalidade completamente diferente para a mostra. Mesmo sendo jovens, eles têm importantes mensagens a passar sobre a o mundo atual”, comenta a curadora.

Na programação, Thereza Andrada fala sobre paixão juvenil em seu texto “Todas as pétalas que chorei por você”, dirigido por Renata Ricci; a Companhia da Bandaparte apresenta o espetáculo “Cadelas”, uma versão feminina do filme “Cães de Aluguel”, de Tarantino; Maria Fernanda de Barros Batalha dirige uma nova montagem para “Agreste”, de Newton Moreno;  a Nossa Companhia traz uma versão musical do clássico “O Inspetor geral”, de Gógol; a Gargarejo Cia. Teatral apresenta “Bertoleza”, uma releitura de “O Cortiço” sob o ponto de vista da personagem feminina homônima; Richard Ventura narra a história de dois jovens que se encontram, por acaso, em uma situação de extrema urgência em “O último beijo”; e a GiraCena aborda uma realidade sombria, confrontando o espectador com questões que talvez não saibam responder em “Contra: Ensaios Para Uma Indignação Seletiva”.

Além disso, no dia 17 de junho, segunda-feira, às 20h, haverá uma roda de conversa sobre teatro jovem com representantes de todos os grupos que participam da mostra.

ESPETÁCULOS

 

LEITURA ENCENADA DE “TODAS AS PÉTALAS QUE CHOREI POR VOCÊ”, COM TEXTO DE THEREZA ANDRADA E DIREÇÃO DE  RENATA RICCI

Quando: 15 de junho, às 16h
Duração: 70 minutos. Classificação: 12 anos

                                                                     

Sinopse: Buscando dialogar com o (cada vez menos raro) teatro jovem, “Todas as Pétalas que Chorei por Você” é um tratado sobre o amor e a paixão juvenil, a partir do olhar de três jovens garotas, que aguardam o trem. Temas como relacionamentos, o amor e os envolvimentos que a vida proporciona são apresentados com um olhar delicado, profundo e bem humorado.

Primeiro texto da atriz e dramaturga Thereza Andrada, o espetáculo conta com uma dramaturgia ágil e repleta de referências do mundo pop juvenil, dialogando com uma nova geração que ainda busca seu lugar de fala no cenário teatral.


FICHA TÉCNICA

Texto: Thereza Andrada | Direção: Renata Ricci

Elenco: Thereza Andrada, Laura La Padula, Letícia Moraes | Produção: Bruno Cavalcanti

 

 

“CADELAS”, COM COMPANHIA DA BANDAPARTE

 Quando: 15 de junho, às 18h30
Duração:  105 minutos. Classificação: 16 anos

 

 Sinopse: A peça “Cadelas” é sobre um assalto a uma joalheria que dá errado. Esse projeto investiga o feminino sob viés da obra de Quentin Tarantino. FEMININO! …não feminismo. Sem levantar bandeiras ou extremismos, a política que se pretende é a interior.

 

“Cadelas” é uma alusão a “Cães de Aluguel”, primeiro filme do diretor norte-americano. Usar o excesso para falar de outros excessos, da perda do feminino em todos nós em detrimento de uma eficácia de vida, do acúmulo e de um modo de viver que só valoriza o que é sistemático, a capitalização da vida e a manutenção dessa intolerância ao diferente.

 

Quanto inquieta ver o feminino no papel de opressor e quantos preceitos se quebram com essa encenação? Nós, habitantes da atualidade, desconhecemos ou confundimos as polaridades que nos habitam e, entre elas, a fundamental: entre o masculino e o feminino que existe em cada mente humana.

 

O universo de “Cães de Aluguel” e a obra de Tarantino nos trazem muito este universo masculino, a pressão, as situações limite, as resoluções pela violência e pela vingança material e, então, ruge o questionamento base dessa pesquisa: como as mulheres-atrizes lidam com as questões presentes na obra e com o padrão feminino imposto pelo capital (gerido pelo patriarcado)?

 

FICHA TÉCNICA

Dramaturgismo: Victor Moreno | Direção: Carlos Favalli

Assistência de Direção: Filipe Teófilo | Elenco: Aline Iglesias, Camila Brandão, Mariana Amâncio, Rita Branco e Bernardo Matos | Edição e Mixagem de Som: Carlos Favalli e Victor Moreno  | Operação de Áudio: Victor Moreno | Figurinos, maquiagem e efeitos: Companhia da BandAparte | Cenário: Rita Branco | Desenho e operação de Luz: Carlos Favalli | Apoio: Teatro LavradioS, Teatro Escola Macunaíma

“AGRESTE”, COM DRAMATURGIA DE NEWTON MORENO E DIREÇÃO DE MARIA FERNANDA DE BARROS BATALHA

Quando: 15 de junho, às 21h

Duração: 55 minutos. Classificação: 14 anos

Sinopse: “Agreste” conta a história de um amor que desafia as estruturas do tempo, um amor que floresce na terra mais árida e seca do sertão brasileiro. A peça fala sobre um casal de lavradores que se apaixona logo na infância. Com o passar dos anos, eles percebem que “havia algo no amor deles que não devia acontecer” e fogem sertão adentro, construindo um casebre e uma vida em um pequeno arraial. Após 22 anos de casados, um deles morre e, na preparação para o enterro, as vizinhas descobrem algo sobre o marido que a própria mulher ignorava. A viúva não compreende de imediato essa revelação, que traz à tona toda a intolerância e o conservadorismo dos habitantes do arraial.

 Passeando entre o épico e o lírico, a peça é uma narrativa poética que trata do amor incondicional, em sua forma pura e simples, o desconhecimento e a descoberta do corpo. Adentra em questões tabu na sociedade brasileira, em um momento crucial para a discussão dos preconceitos enraizados no Brasil e da violência crescente causada pela intolerância.

FICHA TÉCNICA

Dramaturgia: Newton Moreno | Direção: Maria Fernanda de Barros Batalha

Assistente de direção: Alex Lanutti Jully Frediani

Preparação corporal e vocal: Michelle Boesche | Trilha sonora: Maria Fernanda de Barros Batalha | Fotografia: Vanessa Garcia | Elenco: Allan Aparecido, Ana Paula Chagas, Blenda Dantas, Clarissa Eulália Fernandes, Daniel Maschiari, Fernando Antônio Zaramella, Jorge Otsuka Filho, Karina Vieira, Laura Albuquerque, Luiggi Gennaro, Lucas Socoloski, Mariana Veloso, Miguel Bruno, Rangel Victor, Théo Pires, Tiago Sales, Vitor Dutra e Vitor Pinheiro | Figurino: Maria Fernanda de Barros Batalha, Ana Paula Chagas, Jorge Otsuka Filho, Karina Vieira, Luiggi Genaro e Rangel Victor | Iluminação: Maria Fernanda de Barros Batalha, Allan Aparecido e Théo Pires | Cenário: Maria Fernanda de Barros Batalha, Daniel Maschiari, Rangel Victor, Laura Albuquerque e Miguel Bruno

Diretor de produção: Vitor Pinheiro | Produção Executiva: Ana Paula

Administração: Jorge Otsuka Filho e Mariana Veloso | Divulgação: Clarissa Eulália Fernandes e Fernando Antônio Zaramella | Designer Gráfico: Clarissa Eulália Fernandes

“O INSPETOR GERAL”, COM NOSSA COMPANHIA

Quando: 16 de junho, às 18h30
Duração: 90 minutos. Classificação: 12 anos

 

Sinopse: “E, assim, ninguém reconhecerá o canalha que tu és”. Em uma aldeia do interior da Rússia, administrada por políticos incompetentes e corruptos, corre a notícia de que um inspetor está para chegar, a fim de instaurar uma sindicância. Surge um forasteiro que, confundido com o esperado visitante, passa a se aproveitar da situação. Até quando durará a farsa? O texto de Gógol ganha uma nova interpretação nas mãos de Bernardo Berro e Charles Yuri. Nossa Companhia traz esse texto, atemporal e cômico, para o mundo do teatro musical, com músicas completando as cenas!

 

FICHA TÉCNICA

Direção e adaptação de texto: Bernardo Berro | Direção Musical: Charles Yuri

Elenco: Bianca Souza, Cleber Moraes, Jeff Serozini, Leilane Bertunes, Luisa Dinalli Mateus Moraes, Patrycia Leite, Tatiane Alcantara | Participações especiais: Gabriela Stampacchio, Jonas Falcão, Helder Renovato | Produção Executiva: Maria Fernanda Aidar

“BERTOLEZA”, COM GARGAREJO CIA. TEATRAL

 Quando: 16 de junho, às 21h

Duração: 60 minutos. Classificação: 12 anos

Sinopse: Como encenar uma história escrita no século 19 e fazer com que ela questione e problematize as relações criadas hoje, dois séculos depois? Essa era a pergunta da Gargarejo Cia. Teatral quando se debruçou sobre a obra “O Cortiço”, de Aluísio de Azevedo e se deparou com a personagem Bertoleza. Mulher, negra e escrava. Figura tão ou mais importante para a construção desse cortiço do que o próprio João Romão, protagonista da primeira versão da história. A mulher que, ainda hoje, como Bertoleza, é esmagada pelas questões estruturais de uma sociedade moldada em conceitos patriarcais e racistas. “Bertoleza – Uma Tragédia Musicada” é o dedo na ferida, é o nó expulso da garganta, a voz que pergunta: E a Bertoleza?

O espetáculo é fruto da necessidade de reconstrução da autoimagem, de entender as estruturas e pilares que formam nosso imaginário cotidiano. Bertoleza nos impulsiona a levar o protagonismo, em uma obra icônica como “O Cortiço”, para uma personagem que foi considerada secundária, mas que para a Gargarejo, representa a força e a essência da identidade brasileira.

FICHA TÉCNICA

Direção e Adaptação: Anderson Claudir | Dramaturgismo: Le Ticia Conde

Direção musical: Eric Jorge | Assistente musical e Preparadora vocal: Juliana Manczyk

Cenografia e figurino: Daniela Oliveira | Luz: Andressa Pacheco

Assistente de Luz: Stella Politti | Produção: Andreia Manczyk

Elenco: Luana Campos, Alessia Krisanovski, Drica Monticelli, Juliana Manczyk, Yalis Barrett Drummond, Bruno Silvério, Danilo Corrêa, Gabriel Gameiro, Matheus França e Vinícius Hideki

“O ÚLTIMO BEIJO”, COM DIREÇÃO DE RICHARD VENTURA

Quando: 22 de junho, às 18h30

Duração: 40 minutos. Classificação: 12 anos

 

 A peça narra a história de dois jovens que se encontram, por acaso, em uma situação de extrema urgência. O ambiente é o topo de um edifício na cidade de São Paulo, um local hostil, mas também de reciprocidade imediata. O espetáculo discute as relações humanas, a família e a vida.

FICHA TÉCNICA

Direção: Richard Ventura | Coordenação: Instituto Ana Rosa

Elenco: Ariane Paiva, Beatrys Freitas, Caroline Ayumi, Catharina Sales, Cauane Rodrigues, Gabriely de Oliveira, Julia Rodrigues, Lucas Santos de Souza, Luis Felipe do Nascimento, Maria Eduarda Garcia, Matheus Araújo, Raquel Reis

 

“CONTRA: ENSAIOS PARA UMA INDIGNAÇÃO SELETIVA”, COM GIRACENA

Quando: 22 de junho, às 21h

Duração: 70 minutos. Classificação: 12 anos

Sinopse: Estamos diante de duas obras que refletem as monstruosidades e as contradições sinistras dos tempos em que vivemos. Os autores apresentam suas visões sobre o homem e o mundo contemporâneo em pequenas pílulas góticas preenchidas com ácido sulfúrico. “Contra” nos apresenta essa realidade sombria, nos confrontando com questões que talvez não saibamos responder ou cujas respostas não gostamos. Mas é também um exercício que nos liga a valores profundamente democráticos.

 

 

FICHA TÉCNICA

Autores: Esteve Soler, Ivam Cabral, Rodolfo Garcia Vazquez | Adaptação: Reginaldo Nascimento e GiraCena | Direção: Reginaldo Nascimento

Assistência de Direção, Luz, Som e Cenário: Carlos Favalli, Luiz Paulo Marques

Elenco: André Benite, Christiane Miranda, Diego Cagnani, Isabela Gomes, Isadora Dias, Karen Kumagai, Ligia Emilly, Marco Santos, Mauro Gil, Rita Branco, Sabrina Lima, Yara Baiardi, Verônica Garcia

RODA DE CONVERSA SOBRE TEATRO JOVEM

Quando: 17 de junho, às 20h

Participantes dos sete grupos participam de uma roda de conversa sobre teatro jovem.

SERVIÇO

VAMO QUE VAMO- I MOSTRA DE TEATRO JOVEM

Dias 15, 16 e 22 de junho de 2019

Teatro COMMUNE – Rua da Consolação, 1218 (ao lado do metrô Higienópolis – Mackenzie – Linha 4 – Amarela) – Estacionamento ao lado

Ingressos: “pague quanto puder”

Informações: (11) 3476-0792 | Augusto Marin: (11) 997665-2205

Capacidade: 99 lugares

commune.com.br/

facebook.com/teatrocommunesp

   Bruno Motta – bruno@afatica.com.br – (11) 97649-3759

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