“Vermelha” no Sesc Tijuca

O Teatro II do SESC TIJUCA recebe de 10 de maio a 02 de junho, de sexta a domingo sempre às 19h, a temporada de estreia do solo “Vermelha”, terceiro espetáculo da Cia. de Teatro Manual, com dramaturgia de Cecilia Ripoll, direção de Marcela Andrade e atuação de Matheus Lima.  Em cena, a história de um menino que trabalha exaustivamente em uma fábrica de sapatos, mas que contraditoriamente não tem condições de juntar dinheiro para comprar o seu próprio calçado.   No entanto, um dia ele descobre que as mercadorias que eles produzem na fábrica, situada no país de baixo, são vendidas a um preço bem menor no país de cima, para onde são exportadas. Começa então uma batalha entre a classe trabalhadora, que quer ter acesso aos sapatos, e o presidente daquele país que propõe a construção de um muro para impedir a entrada dos imigrantes descalçados.

VERMELHA pretende aprofundar a continuada pesquisa da Cia. acerca do gesto atoral e do espaço cênico. Em 2014, com a peça “Hominus Brasilis”, o coletivo foi indicado ao Prêmio Shell RJ de melhor direção e ao Prêmio Cesgranrio na categoria especial pelo estudo do espaço cênico através da Plataforma. Dessa vez, o grupo se lança ao desafio de encenar uma saga repleta de acontecimentos, numerosos personagens e geografias distintas através de um único ator no palco. “Neste primeiro solo da companhia e meu também, o objeto plataforma não estará em cena, mas os princípios que norteiam o trabalho dela, sim: a gestualidade, o corpo expressivo, a pantomima, a comicidade física, o trabalho rítmico, a construção da atmosfera por meio das sonoridades, enfim, elementos que definem nosso trabalho”, destaca Matheus, que interpreta quatro personagens fixos: o menino, a mãe, o presidente do país de cima e o presidente do país de baixo.

O conto “Sapatos vermelhos”, de Hans Christian Andersen, foi o disparador do processo que resultou em uma nova dramaturgia textual que se descola da narrativa original. “No conto de Hans existe um movimento muito forte entre desejo e repressão, repressão e desejo, além da cor vermelha que está relacionada a esses dois polos. Esses sentimentos foram os que mais me fisgaram no conto e que impulsionaram a minha criação”, afirma Cecília. Dois clássicos de Charlie Chaplin também serviram de fonte: “O Grande Ditador” e “Tempos Modernos”.

A encenação – uma mescla de densidade e comicidade – se estrutura em frases curtas e pontuais, pensadas enquanto enunciados da trama, espécie de “legendas orais”, oferecendo lacunas a serem preenchidas pela relação entre ator e espectador. Matheus “joga” com as frases-legenda como se fossem companheiras de cena e transita por todos os fatos e personagens – ora sendo, ora vendo, ora manipulando. Para Marcela Andrade, a direção desse trabalho é uma resposta à força e à inteligência da dramaturgia da Cecilia em conjunto com a potência artística do ator – “Matheus Lima é um artista interessado em todas as frentes do processo criativo. Sua trajetória como ator é uma relação de vida em muitas camadas: familiares, sociais e ancestrais. Para mim, nesse momento histórico do país, Matheus de forma corajosa segue experimentando o teatro, que é a nossa forma comum de seguir experimentando a vida, quero dizer, as vidas possíveis. Encontrar o público se torna oportunidade para experimentarmos ainda mais”, finaliza a diretora.

SINOPSE

Um menino trabalha exaustivamente em uma fábrica de sapatos, mas contraditoriamente não tem condições de comprar o próprio calçado. Um dia, descobre que as mercadorias produzidas na fábrica, situada no país de baixo, são vendidas por um valor bem menor no país de cima, para onde são exportadas. Começa então uma batalha da classe trabalhadora, que quer ter acesso aos calçados baratos, e o presidente daquele país que decide construir um muro para impedir a entrada dos imigrantes descalçados.

SOBRE A CIA DE TEATRO MANUAL

A Cia de Teatro Manual nasceu em 2011, após os atores Matheus Lima e Helena Marques conhecerem, em 2010, a técnica da linguagem da plataforma, em um curso de especialização na LISPA – Escola Internacional de Artes Cênicas de Londres. De volta ao Brasil, o casal se juntou a Dio Cavalcanti e Patrícia Ubeda e durante três anos se dedicaram ao estudo do formato e à pesquisa do espaço cênico e do corpo expressivo, até chegarem ao espetáculo de estreia “Hominus Brasilis”, em 2014, indicado aos Prêmios Shell de Melhor Direção e Cesgranrio na categoria Especial pelo Estudo sobre o Espaço Cênico através da Plataforma. Com “Hominus Brasilis”, a Cia representou o Brasil nos festivais internacionais Chicago Physical Festival (EUA – 2016), Festival Efímero de Teatro Independente (Argentina – 2017), Beijing Comedy Week (China – 2017), Festival Gargalhadas na Lua (Lisboa-2019) e Festival Internacional de Teatro de Alentejo (FITA\2019). Com o espetáculo infantojuvenil “A Menina e a Árvore” (2018), a Cia. foi indicada aos Prêmios Zilka Salaberry de Melhor Iluminação e ao Prêmio CBTIJ de Melhor Direção, Melhor Iluminação, Preparação Corporal, Coletivo de atores e atrizes, Fotografia de Cena, Visagismo e Arte Gráfica.

 

SERVIÇO

“VERMELHA”

Temporada: 10 de maio a 02 de junho

Local: SESC TIJUCA (Teatro II)

Endereço: Rua Barão de Mesquita, 539, Tijuca.

Telefone: 3238-2164  

Dia\hora: sexta a domingo sempre às 19h

Valor: R$30\ R$15 (casos previstos em lei ou 1kg de alimento não perecível)

Duração: 70 minutos

Classificação: 12 anos

Gênero: drama

 

FichaTécnica

Direção: Marcela Andrade

Dramaturgia: Cecilia Ripoll

Atuação: Matheus Lima

Colaboração artística: Dio Cavalcanti e Helena Marques

Trilha Sonora Original: Roberto Souza

Vozes: Matheus Lima, Helena Marques, Marcela Andrade e Roberto Souza

Cenografia: Elsa Romero

Cenotécnico: Roberto Rodrigues

Figurino: Camila Nhary

Adereço – prótese: Mona Magalhães e Derô Martín

Visagismo: Mona Magalhães

Iluminação: Ana Luzia de Simoni

Design gráfico: Jaqueline Sampin

Fotos: Renato Mangolin

Operação de luz: João Gioia

Operação de som: Luiz Rolim Fadul

Assessoria de imprensa: Lyvia Rodrigues (Aquela que Divulga)

Assistente de produção: Gabrielly Vianna

Produção: Bárbara Galvão, Carolina Bellardi e Fernanda Pascoal (Pagu Produções Culturais)

Idealização: Helena Marques

Coordenação de projeto: Cia de Teatro Manual

Realização: Sesc Rio

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