Projeto Circuito de Cineclube Cine&Manas

Durantes os meses de abril e maio, o Cine&Manas, movimento cineclubista feminino carioca, percorre escolas da rede pública de ensino no município de Niterói, com o projeto Circuito de Cineclube Cine&Manas, que através da linguagem audiovisual, promove debates sobre identidade, sustentabilidade feminina, violência contra a mulher, padrões estéticos e questões de gênero. Valorizando e interagindo com as atividades educacionais regulares, a partir do diálogo entre cinema, educação e ampliação do acesso ao cinema brasileiro, o projeto busca responder perguntas e fomentar novos questionamentos sobre como a mulher se projeta e é projetada no mundo.

Trazendo propostas e projetos culturais que debatem as possibilidades do que é ser feminino,o Coletivo Manas surgiu do desejo de contar, partilhar e compartilhar histórias sobre mulheres. Idealizado pelas produtoras culturais Carolina Rodriguez e Helena Claro, em 2019, com apoio da Prefeitura do Município de Niterói (PMN), por meio da Secretaria Municipal das Culturas (SMC) e da Fundação de Arte de Niterói (FAN), o projeto Circuito de Cineclubes Cine&Manas leva sessões seguidas de debate à escolas e instituições da rede pública de ensino da região e trará como principal temática o protagonismo feminino e suas representações no audiovisual nacional.

Sempre privilegiando produtoras, diretoras e personagens mulheres cis e trans, as sessões do cineclube itinerante vêm com a intenção de provocar nos espectadores momentos de escuta, troca de saberes e experiências, permitindo que cada vez mais pessoas sejam tocadas com informações e ideais democráticos. Trazendo questões sobre identidade, igualdade de gênero, corpo e sustentabilidade feminina, as conversas são conduzidas por membros do coletivo e contam com a participação de diretoras, integrantes da produção do filme e pesquisadoras/agentes ligadas a temática tratada.

“O Coletivo surgiu pela vontade de realizar os nossos próprios projetos, de contar e viver a nossa própria história. Começamos fazendo tudo de maneira independente e então foram surgindo oportunidades, como o patrocínio da Prefeitura de Niterói através do edital Fomento ao Audiovisual para realizarmos o circuito em escolas no município de Niterói”, conta Carolina. “A beleza de circular com o Cine&Manas pelas escolas é a oportunidade de trocar com jovens sobre questões tão importantes no mundo em que vivemos hoje, ajudando a construir um ambiente mais saudável e igual para meninas e meninos. Contribuir para o crescimento do movimento audiovisual da cidade, para quem como eu que nasceu e cresceu em Niterói, mas na maioria das vezes teve que sair da cidade para trabalhar, é uma conquista pessoal também”, pontua a produtora.

Com uma curadoria de temas atuais, ao longo dos últimos anos já passaram pela programação do cineclube os filmes: Meu nome é Jacque, de Ângela Zoé, Tia Ciata, de Raquel Beatriz e Mariana Campos, Meu corpo é político, de Alice Riff, As minas do rap, de Juliana Vicente, Cabelo Bom, de Swahili Vidal e Claudia Alves, Gorda, de Luiza Junqueira e Sou Feia Mas Tô na Moda, de Denise Garcia.

Com sessões fechadas nos colégios selecionados, o coletivo realizará uma sessão aberta à comunidade na Plataforma Urbana Digital da Engenhoca, dia 24 de maio, quando será exibido o filme “Meu nome é Jacque”, de Angela Zoé e participação da União Brasileira de Mulheres no debate após a sessão.

 

Trajetória

Criado em 2017 com o intuito de realizar projetos que explorem a feminilidade contemporânea, o Coletivo Manas vem ganhando cada vez mais espaço e ampliando discursos sobre o universo feminino. Ainda neste ano ganha seu primeiro edital para compor a programação do Festival Territórios da Arte – Interculturalidades 2017, realizado pelo Centro de Artes da Universidade Federal Fluminense. Em setembro, lançou a campanha “Abrace uma Mana”, que recolheu doações de objetos pessoais, itens de beleza e higiene para mulheres em situação de rua.

Em 2018, volta a construir e desconstruir narrativas sobre feminilidade com o projeto de ocupação cineclubista Cine&Manas e o Brexx, brechó que organiza a compra e venda de peças usadas com acervo do P ao XG. Participa ainda de eventos na Casa Bosque, Primavera Literária do Rio e Festival Mulheres do Mundo WOW.

Contemplado pelo Edital de Fomento ao Audiovisual da Secretaria das Culturas de Niterói e Fundação de Arte de Niterói com o projeto Circuito de Cineclubes Cine&Manas, em 2019 realizará sessões em escolas públicas no município.

 

Coletivo Manas

Idealizado pelas produtoras culturais Carolina Rodriguez e Helena Claro, o Manas é formado por mulheres que atuam em diferentes áreas, mas que têm em comum o desejo de intervir em seus meios sociais construindo relações de trabalho que experimentem a transversalidade das pautas do feminismo contemporâneo. Realiza o Brexx, brechó que organiza a compra e venda de peças usadas, relacionando consumo sustentável com questões de padrões estéticos, através da curadoria de peças de todos os tamanhos e estilos, abrindo espaço para afirmação de diferentes identidades.

Acredita e volta sua atuação para o fortalecimento de relações interpessoais com um trabalho de base para a consolidação de agentes político-sociais. Fisicamente está presente nas cidades de Rio das Ostras, Niterói e Rio de Janeiro, cidades com características distintas, mas que guardam questões parecidas quanto a vulnerabilidade da mulher. O coletivo busca discutir as estruturas e construções sociais que contribuem para a manutenção de uma sociedade padronizada, que rejeita o diferente, que é intolerante com o que não é igual, pautando questões de sustentabilidade feminina, preservação, saúde física e emocional. O coletivo pretende fortalecer o debate sobre igualdade e identidade de gênero, padrões exclusivos, gordofobia e estendê-los para o campo físico com ações de base.

 

Para fazer download de fotos em alta e catálogo dos filmes clique aqui.

 

Serviço:

CIRCUITO DE CINECLUBES CINE&MANAS 2019

Sessão aberta:

24 de maio, às 18h

Exibição do filme “Meu nome é Jacque”, de Angela Zoé. Convidada para o debate: União Brasileira de Mulheres

Local: Plataforma Urbana Digital da Engenhoca – R. Ver. José Vicente Sobrinho – Engenhoca, Niterói – RJ

 

Facebook: manascoletivo

Instagram: coletivomanass / brexxbrexx

 

 

Biografias Coletivo Manas:

 

 

Carolina Monteiro Rodriguez, Produtora Cultural formada pela UFF. Trabalha com projetos culturais há 10 anos, tendo iniciado sua trajetória na cidade de Niterói onde nasceu. Trabalhou em diversas áreas como teatro, moda, literatura e audiovisual. Foi assistente de projetos de difusão e acesso da Superintendência do Audiovisual da Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, e produtora de lançamentos e projetos de cinema escola na Rio Filme. Atuou em projetos como Mostra de Cinema e Direitos Humanos, Festival Nacional de Cultura Popular-Interculturalidades realizado pelo Centro de Artes UFF, Virada Sustentável e WOW – Festival Mulheres do Mundo, no Rio de Janeiro. Em maio de 2018 foi ganhadora do Prêmio Destaque Cultura Niterói, Medalha Legislativa Municipal do Mérito Leila Diniz, oferecida pela Câmara de Vereadores de Niterói. Há dois anos foi uma das criadoras do Coletivo Manas, coletivo de mulheres produtoras que atuam em diferentes áreas da cultura e que funciona como uma unidade colaborativa onde as integrantes somam com suas potências de trabalho na realização de atividades.

Helena Claro, Produtora cultural formada pela UFF em 2017, uma das idealizadoras e realizadoras do Coletivo Manas, atua em diferentes áreas, mas seu foco é o mercado audiovisual. Iniciou sua trajetória na sétima arte, como produtora executiva do filme Charlotte, que recebeu menção honrosa no Festival 72h. Depois trabalhou em produtoras como Desierto Filmes, Doblechapa Cinematografia e República Pureza. Fora do audiovisual já atuou como produtora executiva no Museu do Amanhã e como assistente de produção em festivais como Panorama Festival Internacional de Dança, Virada Sustentável Rio, dentre outros. Acredita que a cultura é a principal forma de transformação da sociedade.

Juliana Viegas, Relações Públicas, há seis anos atua na área cultural, participando ativamente da comunicação de importantes festivais e projetos no Rio de Janeiro, tendo vasta experiência com produção e criação de conteúdo, redação, mídias sociais, assessoria de imprensa e tradução simultânea. Atualmente é mestranda no Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Comunicação Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (FCS-UERJ), com pesquisa sobre movimentos sociais e suas representações sociopolíticas em espaços urbanos.