“Os Desajustados” no Oi Futuro

O Oi Futuro apresenta, de 28 de março a 19 de maio, a montagem inédita do espetáculo ‘Os Desajustados’, de Luciana Pessanha, direção de Daniel Dantas, com Cristina Amadeo, Felipe Rocha, Isio Ghelman, Tainá Müller e um(a) fotógrafo(a) convidado(a) a cada duas semanas.

1960. No bangalô 21 do Beverly Hills Hotel estão hospedados Marilyn Monroe (Tainá Müller) e o dramaturgo Arthur Miller (Isio Ghelman). Depois de um badalado período de paixão, o casal está passando por uma crise conjugal, aparentemente disparada pela urgência de Marilyn em rodar “Os Desajustados”, filme ambicioso, roteirizado pelo marido, para realizar o sonho da estrela de se tornar uma atriz dramática. No bangalô ao lado estão o famoso cantor francês Yves Montand (Felipe Rocha), que no momento faz o par romântico de Marilyn numa comédia, e a sua esposa Simone Signoret (Cristina Amadeo), que acaba de ganhar um Oscar de melhor atriz.

Marilyn e Arthur estão recebendo Simone e Yves para jantar. A novidade da noite é a presença de um fotógrafo (uma participação especial a cada semana), convidado por Marilyn para registrar o encontro, cuja presença desagrada aos convidados. O que deveria ser um encontro entre amigos acaba se tornando um registro de olhares furtivos, ciúmes, inveja, desconforto, raiva e insegurança. Sentimentos normalmente representados na telona do cinema, mas jamais revelados na intimidade das grandes estrelas.

 “Os Desajustados” investiga as fronteiras entre o teatro e a fotografia, o público e o privado. Uma dramaturgia construída a partir de registros fotográficos de um jantar, que aconteceu na vida real, entre artistas ícones de uma época. Depois dessa noite, nada será como antes.

 

Sobre os Millers e os Montands

 

Os Millers eram Arthur Miller e Marilyn Monroe. Os Montands, Simone Signore e Yves Montand. Os casais já se conheciam e eram amigos. Mas o que parecia ser um jantarzinho grandes ambições, tinha muitos fios soltos a serem costurados.

Arthur e Marilyn haviam se conhecido em 1951, quando Marilyn estava no seu segundo divórcio e ainda era uma estrela em ascensão, e Miller já era um dos dramaturgos mais celebrados do mundo, com as peças ‘Morte de Um Caixeiro Viajante’ e ‘As Bruxas de Salém’ na sua bagagem. Foi amor, ou talvez atração, à primeira vista. Mas Miller era casado, e o reencontro dos dois só se deu anos depois, em 1956, quando logo se casaram.

O sonho de Marilyn era se tornar uma atriz dramática respeitada. Para isso ela vinha se dedicando há anos, a estudos com Lee Strasberg, do Actors Studio. O sonho de Miller era um ingresso pelo tapete vermelho nos estúdios de Hollywood. Além de belos e jovens, suas ambições eram talhadas um para o outro. Mas as coisas não saíram tão bem quanto o planejado. Na ocasião do jantar no Beverly Hills Hotel, Marilyn já havia passado por dois abortos naturais, duas depressões e uma tentativa de suicídio. E estava devendo uma comédia à 20th Century Fox, que ela não tinha desejo algum de filmar. Seu sonho era rodar ‘Os Desajustados’, escrito para ela pelo marido – o único trabalho assinado por Arthur Miller nos seus então quatro anos de casamento. Marilyn, já havia declarado à imprensa que: “Além de meu marido e de Marlon Brando, Yves Montand é o homem mais atraente que já conheci.” Então, presença de Montand no set de ‘Adorável Pecadora’, o filme que Marilyn devia à Fox, foi a única forma de fazê-la cumprir o contrato e se desimpedir para finalmente poder trabalhar com o marido e John Houston nas filmagens de ‘Os Desajustados’, o primeiro papel dramático de sua carreira.

Arthur Miller, por sua vez, estava exausto. Décadas depois da morte de Marilyn, ele declarou que o casal parecia ser formado por uma mulher doce, suave, um anjo que amava a vida; e um homem mais obscuro, dramaturgo, ligado aos dramas da existência. O que ele desconhecia na ocasião do casamento era a escuridão que se escondia no coração da mulher amada. A escuridão tomou conta da vida de um homem que pensava estar fugindo dela, ao se casar com a doce pinup, anjo travestido em deusa do sexo. E a essa altura ele estava exausto de noites em claro, barbitúricos misturados a álcool, depressões e até uma tentativa de suicídio. E viu no encontro da esposa com o astro francês uma oportunidade, uma janela, uma chance fugir de uma situação que estava acabando com sua saúde mental, e que até então parecia sem saída. Afinal, como seria considerado o homem que deixasse a mulher mais doce, sexy e mais amada do mundo?

Por outro lado, um pobre dramaturgo, abandonado pela deusa do sexo, por um símbolo sexual francês, o arquétipo do conquistador, estaria salvo, ao menos aos olhos do grande público, não estaria? O convite para estrelar Adorável Pecadora ao lado de Marilyn Monroe parecia perfeito. Simone Signoret tinha acabado de ganhar um Oscar com o filme Roon at the top. Estava em voga, chamando mais atenção do que o marido, e pensando em fazer carreira nos EUA, como Ingrid Bergman. Para Signoret, nada melhor do que encaminhar o marido em Hollywood.

E Yves Montand… Era um romântico, um apaixonado, um sedutor, um homem pronto para receber a deusa do sexo de braços abertos. Como realmente o fez. O que ninguém contava era com a força dos laços de um casamento francês, o amor de Montand por Simone Signoret, a maturidade dela ao lidar com o fato, o respeito à individualidade do outro, ainda que isso custe suas próprias vísceras expostas. Esse jogo de desejos e interesses está o tempo todo rasgando a delicadeza e elegância do jantar. Em pausas, olhares, silêncios e palavras. Numa espécie de ‘Quem tem medo de Virgínia Woolf’, com personagens reais, sob a mira de um artista: o fotografo Bruce Davidson, talvez o primeiro a entrar na intimidade de artistas, numa época em que o público ainda era separado do privado. E que, depois desse jantar, nunca mais voltou a ser.

Luciana Pessanha

Luciana Pessanha – dramaturgia

Luciana Pessanha é professora licenciada do departamento de Comunicação Social da PUC – Rio.

No teatro escreveu e encenou os espetáculos: JT Leroy – Um conto de fadas punk, nos teatros CCBB-Brasília, CCBB-Rio e SESC Consolação – SP, de fevereiro a julho de 2012; Eu nunca disse que prestava (em parceria com Adriana Falcão), no Teatro Maria Clara Machado / Planetário (em 2006) e Teatro do Leblon em 2007; Alegria (em parceria com Daniela Amorim), no Teatro SESC Tijuca – 2002; e 36 Horas – Um ensaio de Otelo, no Teatro Sérgio Porto em 1997 e Casa de Cultura Laura Alvim- Porão em 1998.

Desde 2010 é roteirista contratada da TV Globo, onde participou das equipes de roteiristas de ‘Avenida Brasil’ (2012); ‘Amor e Sexo’ (2013). ‘A Grande Família – última temporada’ (2014); ‘Babilônia’ (2015); ‘Malhação – Viva a Diferença!’ (2017);

Publicou os livros: ‘Que tipo de homem escreve uma história de amor?’ – Editora Rocco, 2015; ‘Como montar uma mulher-bomba. Manual prático para terroristas emocionais’ – Editora Rocco, 2008; ‘O Transponível Super Empty’ – Editora Planeta, 2004; ‘Ao Vivo’ – Editora Sete Letras, 2004. E as coletâneas: ‘Contos do Rio’ – selecionados pelo Segundo Caderno do Jornal O Globo – Editora Bom Texto, 2005.

Teve uma coluna de entrevistas na Revista do jornal O Globo, todo primeiro domingo do mês, entre 2007 e 2009. E foi colaboradora das revistas: Vogue, JP (Joyce Pascowitch), Poder, TPM, Serafina, FFW>MAG!, Casa Vogue, Vogue RG, Simples e Tempo.

Prêmio:

I Circuito Brasileiro de Esquetes e Performances – 2006 (Melhor roteirista).

Daniel Dantas – direção

Iniciou sua carreira no teatro, em 1975, como integrante do grupo Asdrúbal Trouxe o Trombone, na peça ‘O Inspetor Geral’, de Nicolai Gogol.

Tem um currículo que abrange quatro décadas, com prêmios em cinema e Teatro, mais de 20 filmes e alguns curta-metragens, 25 peças, mais de 20 novelas e uma dezena de seriados de TV. Trabalhou com alguns os maiores nomes do Teatro do país e foi um dos criadores de dois dos mais importantes grupos de teatro da década de 70, “Asdrúbal Trouxe o Trombone” e “Pessoal do Despertar”, que influenciaram várias gerações posteriores de atores e criadores teatrais, no Rio de janeiro e no Brasil. Atualmente além de continuar sua trajetória como ator, realiza sua segunda direção em teatro e tem projetos para dirigir em cinema e TV.

Cristina Amadeo

Atriz, bailarina, coreógrafa e produtora; Formada pela American Academy of Dramatic Arts NY em 1987/88.

Principais trabalhos em teatro: Laundromatic”, de Pedro Kosovski, direção de Marco André Nunes na 2a edição do MicroTeatro RJ 2016; “Vestido de Noiva”, de Nelson Rodrigues, direção Christiane Jatahy, projeto IN DRAMA, Casa França Brasil 2012; “Corte Seco”, direção Christiane Jatahy 2008/09/10; “A Falta Que Nos Move”, direção Christiane Jatahy 2005/06/07/08; Fez parte do Coletivo Improviso, com o espetáculo “Não Olhe Agora” direção Enrique Diaz 2004/05; “Strip-Tease e Teatro Irregular” , direção Daniel Dantas 2000/2001,entre outros. No cinema é protagonista do curta metragem “E Ela Tinha Um Coração”, de Mateus Chernicharo- 2017; “Tem Alguém Feliz Em Algum Lugar” de Alvaro e Mario Furloni- 2014 onde recebeu os prêmios de Melhor Atriz com o filme, nos CineFest Votorantim e Curta Santos em 2016; “Disparos” de Juliana Reis -2013; “A Falta Que Nos Move”, de Christiane Jatahy- 2013; “Mulheres Sexo Verdades Mentiras” de Euclydes Marinho- 2008, entre outros.

Na TV os últimos trabalhos são: “A Força do Querer” (TV Globo 2017); “Boogie OOgie” (TV Globo 2015); “A Teia” (TV Globo 20013); “Escrito Nas Estrelas” (TV Globo 2011); “Paixões Proibidas” (TV Bandeirantes 2007); “Malhação” (TV Globo 2006); “Celebridades” (TV Globo 2003/2004); entre outros.

Produziu e atuou no espetáculo “Strip-Tease e Teatro Irregular”. Integrou a “Cia de Dança Cia de Deborah Colker” como bailarina e assistente de direção durante três anos, participando dos espetáculos “Vulcão” e “Velox”. Coreografou shows e videoclipes do “Dream Team do Passinho” e o show “Amor Geral”, de Fernanda Abreu. Hoje, é sócia da Mera Semelhança Produções Artísticas LTDA, empresa proponente do projeto.

Felipe Rocha

Juntamente com Alex Cassal, é fundador dos Foguetes Maravilha, onde escreve, dirige e/ou atua em espetáculos como ELE PRECISA COMEÇAR (apresentado em mais de 40 cidades brasileiras), 2HISTÓRIAS, SÍNDROME DE CHIMPANZÉ e NINGUÉM FALOU QUE SERIA FÁCIL (que lhe rendeu em 2012 os prêmios Shell, Questão de Crítica e APTR de melhor dramaturgia) e MORTOS VIVOS-uma ex-conferência. Compõe música para teatro, cinema e dança desde 1989, tendo sido indicado três vezes ao Prêmio Shell de Teatro de melhor trilha sonora. Também é trompetista, diretor artístico e compositor da banda Brasov, com a qual lançou o CD Uma Noite em Tuktoyaktuk, pela gravadora Dubas/Universal. Em 2012 investe na direção em audiovisual, com o curta-metragem TALVEZ EM LISBOA (apresentado na noite de abertura do Festival Curta Cinema/RJ), e os videoclipes do grupo Tono e de Domenico Lancellotti. Paralelamente, vem atuando em cinema e televisão. Seus últimos trabalhos em cinema, com estreia prevista para 2013 são os longas VAI QUE DÁ CERTO, de Maurício Farias; TRAGO COMIGO, de Tata Amaral; MATO SEM CACHORRO, de Pedro Amorim; e ENGENHO DE DENTRO, de Roberto Berliner. Em 2012, Felipe foi um dos artistas cariocas a participar em Londres do Projeto Rio Occupation London, e criou, ao lado dos outros membros dos Foguetes Maravilha, de Tiago Rodrigues e do grupo Mundo Perfeito, de Portugal, o espetáculo MUNDO MARAVILHA, em Lisboa. Atualmente atua em Malhação – TV Globo.

Isio Ghelman

Ator profissional desde 1985, atuou em mais de 50 espetáculos. Em 2015, recebeu o Prêmio APTR de Melhor Ator em papel coadjuvante por seu desempenho na peça A estufa, de Harold Pinter, com direção de Ary Coslov.

Entre seus espetáculos de teatro mais recentes destacam-se: Nossas mulheres, de Eric Assous; O garoto da última fila, de Juan Mayorga; Ivanov, de Tchekhov; Até o final da noite, de Julia Spadaccini; Vianinha conta o último combate do homem comum, de Vianinha; Jacinta, de Newton Moreno; Novecentos, de Alessandro Baricco; Moby Dick, de Herman Melville; Traição, de Harold Pinter; O púcaro búlgaro, de Campos de Carvalho; Sonata de outono, de Ingmar Bergman; Nada de Pânico, de Michael Frayn e Memória da Água, de Shelag Stephenson, tendo sido dirigido por Aderbal Freire-Filho, Ary Coslov, Victor Garcia Peralta, André Paes Leme, Felipe Hirsch, Miguel Falabella, Domingos Oliveira, Enrique Dias, Eduardo Wotzik e outros.

Na televisão, integrou o elenco do novo Zorra (TV Globo), com Direção Geral de Mauro Farias, entre 2015 e 2017. Destacam-se também sua atuação na série Amorteamo, de Cláudio Paiva e Newton Moreno, com direção de Flávia Lacerda e nas duas temporadas de Aline, seriado exibido na TV Globo, dirigido por Mauricio Farias, no papel do psicanalista Yuri. Foi ainda o protagonista da série Gente Lesa, com direção de Alê Braga e Victor Garcia Peralta exibida no canal GNT.

No cinema, além de ter atuado em diversos curta-metragens, fez recentemente o personagem Watson no ainda inédito Lucicreide vai para Marte, de Rodrigo César e Jerome no longa-metragem Querido Embaixador de Luiz Fernando Goulart. Fez ainda o personagem José no drama bíblico Maria, a mãe do filho de Deus, dirigido por Moacyr Góes e Norman Jones, pai de Stuart Angel Jones em Zuzu Angel, de Sérgio Rezende.

Tainá Müller

Jornalista por formação, começou na TV aos 19 anos como VJ da MTV, no Rio Grande do Sul. Por um período trabalhou também como modelo, fazendo temporadas em Milão, Hong Kong e Bangcoc. Em 2005 mudou-se para a cidade de São Paulo para estudar teatro. Em 2007 estreou no cinema com o filme ‘Cão Sem Dono’, pelo qual foi premiada melhor atriz em festivais brasileiros. Pouco tempo depois, estreou na Rede Globo em ‘Eterna Magia’. No cinema ainda integrou o elenco de filmes como ‘Plastic City’, ‘As Mães de Chico Xavier’ e ‘Tropa de Elite 2’. Com As Mães de Chico Xavier (2011), foi premiada no Festival do Cinema Brasileiro de Los Angeles e no Prêmio Contigo de Cinema. Concorreu a melhor atriz no Festival de Veneza com Plastic City. Por Tropa de Elite 2 (2010), foi indicada ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro.

Em 2008 estreou no SBT a novela ‘Revelação’, e no ano seguinte passou algum tempo apresentando o programa ‘A Liga’. Em 2011, volta à Globo com destaque ao interpretar a arrogante Paula em ‘Insensato Coração’. No ano seguinte interpreta a moderna Liara na novela’ Cheias de Charme’. Já em 2013, encarna a mimada Ludmilla em’ Flor do Caribe’. Em 2014, viveu um dos grandes momentos de sua carreira na novela ‘Em Família’, na qual interpretou Marina, uma fotógrafa homossexual, onde viveu par romântico com Giovanna Antonelli. Em 2015, interpretou a vilã dissimulada Cris em ‘Babilônia’.

Seus trabalhos mais recentes são o filme ‘Bingo: O Rei das Manhãs’, de Daniel Rezende, e a série ‘Edifício Paraíso’, de Fernanda Young e Alexandre Machado, no canal GNT e “O outro lado do paraíso” de Walcyr Carrasco, da TV Globo.

FICHA TÉCNICA:

Texto: Luciana Pessanha

Direção: Daniel Dantas

Elenco: Cristina Amadeo, Felipe Rocha, Isio Ghelman, Tainá Müller e um(a) fotógrafo(a) convidado(a)

Direção de Produção: Tatiana Garcias

Textos Projeto: Aline Cardoso e Luciana Pessanha

Produção Executiva: Dayana Lima

Assistente de Direção: Luisa Espíndula

Sistema de vídeo: Corja

Cenógrafo: Marcelo Lipiani e Fernanda Vizeu

Figurinista: Marcelo Olinto

Iluminação: Renato Machado

Projeto Gráfico: Heleno Bernardi

Direção Musical: Alexandre Pereira

Direção de Movimento: Dani Lima

Visagismo: Dayse Teixeira

Assessoria de Imprensa: Daniela Cavalcanti

Fotos de Divulgação: Murillo Meirelles

Fotos de estudo e ensaio: Manu Tasca

Realização: Mera Semelhança Produções

SERVIÇO:

Local: Oi Futuro (Rua Dois de Dezembro, 63 – Flamengo)

Telefone: 3131-3050

Horário: de quinta a domingo, às 20h

Ingressos: R$30,00 (inteira) | R$15,00 (meia)

Capacidade: 63 lugares

Duração: 70 minutos

Classificação: 14 anos

Bilheteria: de terça a domingo, das 14h às 20h

Vendas on-line: ticketplanet.com.br

Contato Ticket Planet: 2576-0300

Temporada: 28 de março a 19 de maio de 2019

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