Orquestra Sinfônica Brasileira

Os três últimos diretores da Sala Cecília MeirelesMiguel Proença, Jean-Louis Steuerman e João Guilherme Ripper – serão os homenageados do concerto da Orquestra Sinfônica Brasileira no espaço da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa/FUNARJ, no próximo dia 16 de março, às 20h. Sob a regência de Lee Mills, Steuerman se apresentará ao piano e uma obra de Ripper será executada, com a soprano Angélica de La Riva como solista convidada. No programa também está uma peça de Claudio Santoro, cujo centenário de nascimento é celebrado em 2019. A OSB conta com a Lei Rouanet e tem a NTS como mantenedora, Vale, Brookfield e Eneva como patrocinadoras.

Ao longo de seus 53 anos de existência, a Sala Cecília Meireles contou com grandes músicos ocupando sua direção. E o momento para homenagear os três últimos diretores não poderia ser mais oportuno, uma vez que, em 2019, todos completam idades “redondas”: Miguel Proença faz 80 anos em março, JeanLouis comemora seus 70 anos no dia do concerto e Ripper celebra seu 60º aniversário em agosto.

Sob a gestão do compositor João Guilherme Ripper, a Sala passou por uma ambiciosa e cuidadosa reforma, que lhe restaurou os sons originais e aprimorou ainda mais a sua acústica. Em 10 anos de gestão, Ripper promoveu inúmeros espetáculos importantes, entre eles o extraordinário ciclo com a Integral das Sonatas para Piano de Beethoven, nas mãos do pianista François-Frédéric Guy.

O pianista JeanLouis Steuerman, por sua vez, foi responsável por programar prestigiosas estreias. Foi graças a ele que o público carioca pode, pela primeira vez, ouvir ao vivo todas as sinfonias de Schubert. Steuerman também se dedicou a programar premières de música contemporânea, dentre elas, o Mantra, de Stockhausen; obras de Manoury e, ainda, a Segunda Sonata para Piano de Pierre Boulez.

Ao reassumir a gestão da Sala, em 2017, Miguel Proença se comprometeu a reafirmá-la como um espaço de difusão da música de concerto. E assim o fez: trouxe uma variedade de orquestras para o palco, realizou ciclos com obras de Brahms e Rachmaninov e criou a “Série Sala Lírica”, com joias do repertório lírico e operístico. Em 2018, Proença firmou uma parceria com a OSB, viabilizando a realização de 29 concertos que contaram com a presença de solistas e maestro convidados.

O programa da noite do dia 16 de março será aberto com o Mini concerto Grosso, do compositor manauara Claudio Santoro, cujo centenário de nascimento está sendo celebrado ao longo do ano de 2019.

Concerto da Juventude no dia seguinte

Na manhã seguinte à apresentação em homenagem aos ex-diretores da Sala – dia 17 de março, às 11h, a OSB voltará ao palco para mais um Concerto da Juventude. A apresentação de caráter didático e com ingressos a preços populares (R$10 e R$5 meia) terá no programa o primeiro movimento do Mini concerto Grosso, de Claudio Santoro, e a Terceira Sinfonia de Beethoven. Lee Mills estará novamente na regência.

SOBRE A ORQUESTRA SINFÔNICA BRASILEIRA

Fundada em 1940, a Orquestra Sinfônica Brasileira é reconhecida como um dos conjuntos sinfônicos mais importantes do país. Em seus 78 anos de trajetória ininterrupta, a OSB já realizou mais de cinco mil concertos e é reconhecida pelo pioneirismo de suas ações, tendo sido a primeira orquestra a realizar turnês pelo Brasil e exterior, apresentações ao ar livre e projetos de formação de plateia.

Nas últimas sete décadas, a OSB revelou nomes como Nelson Freire, Arnaldo Cohen e Antônio Meneses, e esteve à frente, maestros e compositores brasileiros como Heitor Villa-Lobos, Eleazar de Carvalho, Claudio Santoro, Francisco Mignone e Camargo Guarnieri. Também faz parte de sua história a colaboração de alguns dos maiores artistas do cenário internacional como Leonard Bernstein, Arthur Rubinstein, Mstislav Rostropovich, Igor Stravinsky, Claudio Arrau, Zubin Mehta, Lorin Maazel e Kurt Masur, entre muitos outros.

Composta atualmente por mais de 70 músicos brasileiros e estrangeiros, a OSB contempla uma programação regular de concertos, apresentações especiais e ações educativas, além de um amplo projeto de responsabilidade social e democratização de acesso à cultura. Para viabilizar suas atividades, a Fundação conta com a Lei Rouanet, tem a NTS – Nova Transportadora do Sudeste como mantenedora e a Vale, Brookfield e Eneva como patrocinadoras, além de um conjunto de apoiadores culturais e institucionais.

SOBRE O MAESTRO LEE MILLS

Maestro Residente da Orquestra Sinfônica Brasileira e vencedor da bolsa da Fundação Solti dos Estados Unidos em 2017 e 2014, o regente americano Lee Mills é conhecido internacionalmente como um maestro apaixonado e enérgico. A lista de artistas com quem ele compartilhou recentemente o palco, inclui Simone Porter, Conrad Tao, Eliane Coelho, o Trio Smetana, entre outros. Além da Orquestra Sinfônica Brasileira, o maestro já regeu a Orquestra Sinfônica Nacional dos Estados Unidos, a Filarmônica de Los Angeles, as Orquestras Sinfônicas do Estado de São Paulo, de Saint Louis, de Baltimore, de Bozeman, o Gran Teatro La Fenice e Concert Artists of Baltimore com o Ballet Moscow.

Lee Mills foi contratado como maestro assistente da Orquestra Sinfônica Brasileira em setembro de 2014, e, apenas 18 meses depois, foi promovido à posição de Maestro Residente. Em 2017, Mills foi semifinalista no Concurso Internacional de Regência de Georg Solti, em Frankfurt, e no verão de 2014, Maestro Mills foi indicado por David Robertson e Carnegie Hall para ser o Maestro Assistente da Orquestra Jovem Nacional dos Estados Unidos, onde ele regeu em ensaios e também em concerto numa turnê nacional. Da Diretora Musical da Orquestra Sinfônica de Baltimore, ele ganhou o BSO-Peabody Institute Conducting Fellowship, em 2011.

Também com o Maestro David Robertson, Mills regeu na estreia, nos Estados Unidos, da peça “Trinta Peças para Cinco Orquestras”, de John Cage, numa performance que ganhou muitos elogios.

Sob os professores Gustav Meier e Marin Alsop, Mills fez duas pós-graduações em regência orquestral no Instituto Peabody, em Baltimore. Ele foi bolsista no American Academy of Conducting at Aspen em 2012, e também em 2013, onde estudou com Robert Spano, Hugh Wolff e Larry Rachleff. Maestro Mills se formou Cum Laude na Whitman College, onde começou os estudos em regência com Robert Bode. Ele também estudou com Edward Polochick e Matthew Savery.

SOBRE ANGELICA DE LA RIVA

Soprano Brasileiro-Cubana, se apresentou em outubro 2018 no Teatro Real em Madrid interpretando Bachianas Brasileiras nº5, de Heitor Villa Lobos, durante homenagem à lendária soprano Montserrat Caballe. Reconhecida por seu trabalho na divulgação da Música Clássica Brasileira ao redor do mundo e aclamada pela crítica internacional por sua presença cênica e versatilidade vocal, Angelica de la Riva protagonizou a ópera Las Horas Vacias de R. Llorca, regida por E. Plasson, no Lincoln Center, NY – CD lançado por Columna Musica e no Teatro São Pedro em São Paulo, regida pelo maestro A. Soriano e dirigida por J. Schamberger. Em 2010 teve seu debut no Carnegie Hall em N Y, onde desde então, se apresenta regularmente.

Debutou na China sob a batuta do Maestro Van de Velde com a Orquestra Sinfônica de Shenzhen; opera L’Italiana in Algieri de Rossini com Mo. Boudharam e Orq. Filarmônica de Praga em Paris. A mesma produção com a Orquestra de St. Luke’s no seu Lincoln Center debut sendo a primeira Soprano Brasileira a se apresentar no David Geffen Hall (antigo Avery Fisher Hall) casa da Filarmônica de NY; Passion in Venice Museu de Artes Bíblicas. Também NY, estreiou The Rise and Fall of the First World Opera de M. Kowalski, no papel principal de Filomena; Poppea – L’Incoronazione di Poppea de Monteverdi, A Condessa – Le Nozze di Figaro de Mozart, La Chatte/L’Ecureuil – L’Enfant et les Sortilèges de Ravel, sob regência do maestro R. Barret no Brooklyn Center for the Performing Arts, Sandrina – La Finta Giardiniera de Mozart no LOT of NY.

A versatilidade artística e vocal que permite à Angelica navegar entre o repertório operístico, sinfônico e camerístico também a leva com naturalidade a cantar teatro musical, jazz e música popular. Seu primeiro espetáculo, ainda no Brasil, foi o musical A Bela e a Fera. Já em NY, na Broadway com Manhattan Theater Group no Shakespeare Festival como Titania em Fools in Love – Sonhos de uma Noite de Verão; Ceres em A Tempestade. Protagonizou Sinatra-Jobim Sessions ao lado de reconhecida Hilary Gardner (Come Fly Away) no Sheen Center eDesirée em A Little Night Music de Stephen Sondheim também no BCPA.  Festivais incluem:Fest. De Musica de Granada, Fest. de Opera de Chiari/Milão, Nedda – I Paglicci, Musetta – La Boheme e Tosca; Fest. Westminster Choir College em Princeton; Hull Music Festival na Inglaterra, XXXVIII Fest. Internacional de la Cultura na Colômbia; Moment Musicaux em Normandie, França. No Brasil: Campos do Jordão, MeT Trancoso, Rio Music Week e outros.  Teatros incluem Carnegie Hall, David Geffen Hall, Alice Tully Hall e Bruno Walter no LC, NY; Jay Pritzker Pavillion,Millenium Park em Chicago, Strathmore em Washington, D.C, Teatro Real em Madrid, Sala S.P, CCBB, TMRJ, Sala C.M, Cidade das Artes RJ, Teatro Adolfo Mejia Cartagena. www.angelicadelariva.com

SOBRE JEAN LOUIS STEUERMAN

Jean Louis Steuerman ganhou grande reconhecimento como solista e recitalista internacional depois de conquistar, em 1972, o segundo lugar no Concurso Johann Sebastian Bach, em Leipzig.

Steuerman se apresentou como solista com a London Symphony, sob regência de Claudio Abbado, e com a Royal Philharmonic, sob a batutade Lord Menuhin e Vladimir Ashkenazy. Debutou nos Concertos Promenade BBC in 1985 com grande sucesso de crítica tocando o Concerto em Ré menor de Bach com a Polish Chamber Orchestra. Apresentou-se também com a English Chamber, Hallé, Royal Liverpool Philharmonic, City of Birmingham Symphony Orchestra e a Bournemouth Sinfonietta. 

Tem se apresentado com a Orquestra do Gewandhaus Leipzig com Kurt Masur, Basel Symphony com Heinz Holliger, Helsinki Philharmonic (Tippett Piano Concerto), Zurich Tonhalle, Berlin Symphony, Nouvel Orchestre Philharmonique, a Orchestra Sinfonica di Milano, Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, Petrobras Sinfônica, Sinfônica Brasileira, Dallas Symphony, Seattle Symphony, Baltimore Symphony e Indianapolis Symphony Orchestra.

 

Fez grandes turnês na Europa, América do Norte e Japão, apresentando-se nas principais séries de recitais. Como camerista, tem tocado com alguns dos mais renomados músicos internacionais. Suas gravações para a Philips Classics incluem a obra para piano solo de Scriabin, a obra completa de Mendelssohn piano e orchestra com a Moscow Chamber Orchestra, os concertos para piano de Bach a Chamber Orchestra of Europe e Seis Partitas de Bach, gravação que lhe rendeu o prestigioso Diapason d’Or.

PROGRAMA:

➢      16 de março, às 20h (sábado)

Orquestra Sinfônica Brasileira

Lee Mills, regente

Angélica de La Riva, soprano

Jean-Louis Steuerman, piano

 

Claudio Santoro – Mini concerto Grosso

  1. Allegro moderato
  2. Andante (lento)
  3. Allegro (finale)

Felix Mendelssohn – Concerto para Piano nº 1, Op. 25, em Sol menor

  1. Molto allegro con fuoco
  2. Andante
  3. Presto – Molto allegro e vivace

INTERVALO

João Guilherme Ripper – Cinco poemas de Vinícius de Moraes

➢      17 de março, às 11h (domingo – Concerto da Juventude)

Orquestra Sinfônica Brasileira

Lee Mills, regente

 

Claudio Santoro – Mini concerto Grosso

  1. Allegro moderato

Ludwig van Beethoven – Sinfonia nº 3 (Eroica)

  1. Allegro con brio
  2. Marcha fúnebre: adagio assai
  3. Scherzo: Allegro vivace
  4. Finale: Allegro molto

SERVIÇO:

Orquestra Sinfônica Brasileira

➢      Dia 16 de março, às 20h (sábado)

Ingressos: R$50 (R$25 meia)

➢      Dia 17 de março, às 11h (domingo – Concerto da Juventude)

Ingressos: R$10 (R$5 meia)

Endereço: Rua da Lapa, 47 – Centro – Rio de Janeiro

Ingressos à venda na bilheteria da Sala e no www.ingressorapido.com.br