“O Bosque Soturno” no Teatro dos Quatro

O cenário é uma cabana inóspita no meio da floresta. Os personagens, dois irmãos que estão empacotando itens e precisam liberar o imóvel. A aparente normalidade da situação vai dando lugar a uma trama repleta de segredos e revelações surpreendentes. O BOSQUE SOTURNO, texto traduzido e adaptado pelo dramaturgo Flávio Morais, estreia nos palcos cariocas dia 20 de março, às 21h, no Teatro dos Quatro, Shopping da Gávea. Sob a direção de Otávio Martins e com Cristiane Wersom e Pedro Bosnich no elenco, a peça traz à tona os reflexos de uma relação familiar na qual nada é o que parece.

O BOSQUE SOTURNO narra o universo particular e misterioso de dois irmãos que, como eles mesmos afirmam, parecem “não ter saído da mesma barriga”: Betty, uma professora universitária, que convida Bobby, seu irmão mais novo e trabalhador de vida simples, para ajudá-la a esvaziar um chalé alugado, até então desconhecido por ele. Com diálogos cheios de agressividade e mágoa, a trama mistura pitadas de humor ácido e fortes emoções dramáticas (características dos textos de LaBute, que fogem do politicamente correto) e conduz os protagonistas a conflitos densos, revelando sutilmente segredos e segundas intenções. Aos poucos, estes sentimentos também envolvem o público.

“Em O BOSQUE SOTURNO, o autor parte de uma escrita elíptica. Ou seja, aos poucos a relação entre os dois irmãos vai sendo esclarecida, junto com as descobertas que a trama propõe tanto aos personagens quanto ao espectador”, conta o diretor Otávio Martins. “A sutileza vem de uma construção muito delicada desses personagens, feita ao longo do espetáculo. Não existem arroubos cênicos no que tange à interpretação. Pelo contrário. A base é hiper-realista, justamente para contrastar com a cenografia e a iluminação”, completa.

Responsável pela idealização e produção do projeto, o ator Pedro Bosnich assistiu à montagem pela primeira vez em Londres e ficou encantando com a dinâmica cênica entre Matthew Fox e Olivia Williams, protagonistas da montagem. “Fiquei muito impressionado com a relação instigante que a trama cria com o público e entre os atores. Queria muito fazer algo assim. Voltei ao Brasil, e imediatamente falei com o Flavio Moraes. Levou cinco anos para conseguirmos montar o espetáculo”, conta.

O BOSQUE SOTURNO teve duas temporadas bem-sucedidas em São Paulo e a expectativa para sua primeira temporada nos palcos cariocas é grande. Cristiane Wersom, atriz e roteirista conhecida por sua forte veia cômica, topou o desafio de dividir a cena com o amigo Bosnich, se arriscando em um drama denso e cheio de nuances psicológicas.

“Eu saí de uma escola de arte dramática (Cristiane se formou na Escola de Artes Dramáticas da USP), mas com certeza sempre fiz mais comédias. No entanto, fazer drama é muito bom e tenho poucas oportunidades para tal. O BOSQUE SOTURNO é um como estar de volta às artes dramáticas e está sendo uma experiência incrível”, afirma.

Como o diretor explicita, O BOSQUE SOTURNO é “uma metáfora do próprio universo psíquico humano”. A contraditória relação de independência e de proximidade dos dois protagonistas, traz à plateia uma envolvente história, que testa a todo tempo os limites dessa relação. Uma peça densa, complexa, à altura do (mau) humor de LaBute.

SINOPSE: Em uma cabana no meio da floresta, dois irmãos de personalidades completamente divergentes se reencontram – a convite da irmã, Betty – para esvaziar um imóvel alugado, desocupado há pouco pelo inquilino. Numa noite chuvosa, ambos iniciam um acerto de contas emocional e denso que envolve o passado familiar, trazendo à tona diversas questões sobre a relação dos dois.

SOBRE

DIREÇÃO – OTÁVIO MARTINS: Ator desde o começo da década de 1990, Otávio se destacou na cena teatral e foi chamado para trabalhar ao lado de artistas consagrados como Sérgio de Carvalho, Paulo Morelli e Paulo Autran. Em 2005, traduziu e atuou em “A Noite Antes da Floresta”, papel que lhe rendeu uma indicação ao Shell e ao Prêmio Qualidade Brasil de melhor ator. Em 2006, Otávio começou a atuar na televisão, na série de sucesso “Mothern”, do GNT. No mesmo ano começou a escrever e a encenar seus próprios textos, iniciando sua carreira bem-sucedida como dramaturgo e diretor. Ainda no Teatro, trabalhou ao lado de Sandra Corveloni, Zé Henrique de Palma e Jô Soares, recendo diversos prêmios ao longo de sua carreira. Em 2013, escreveu e dirigiu a peça “Divórcio!”, estrelada por Suzy Rêgo e José Rubens Chacha, atuou ao lado de Carolina Ferraz na peça “Três Dias de Chuva” e dirigiu o sucesso de crítica “A Bala na Agulha”, com Denise Del Vecchio, Eduardo Sermejian e Alexandre Slaviero.

TEXTO – FLÁVIO MORAIS: Escritor, músico e ator, estudou Dramatic Writing e Creative Writing na New York University. Estudou Roteiro para Cinema com Robert Milazzo da Modern School of Film (NY). Seu musical original “Entreagora”, com direção de Débora Dubois e músicas de Scott Allan, está em fase de pré-produção. Trabalha como coordenador da área de roteiro do Operahaus Instituto de Cinema, onde formulou e leciona os cursos de Roteiro para Cinema e Roteiro para a TV. Para a televisão, desenvolve atualmente o roteiro de uma série original brasileira produzida pela Mocho Produções, com artistas como Grace Gianoukas, Luciana Vendramini e Leão Lobo. Estudou Ciências Sociais na Universidade Federal de São Carlos e Pedagogia na PUC-SP.

CRISTIANE WERSOM: Atriz formada pela Escola de Artes Dramáticas – USP, também é roteirista e atualmente desenvolve programas e roteiros para a TV Globo, atuando no núcleo de criação cômica da emissora. Como roteirista, trabalhou para o Domingão do Faustão e para programas do Comedy Central, Porta dos Fundos, ABC americana e TVI Portugal. No teatro, esteve no espetáculo de sua autoria, “Mulheres Ácidas”, dirigida por Cristiane Paoli Quito. Além disso, foi integrante do grupo “As Olívias” e atuou nas peças “Noite de Improviso”, “La Estupidez” e “Amor e Restos Humanos”. Na TV, esteve nas quatro temporadas de “Olívias na TV” do Multishow; “Olívias+”, no programa do Roberto Justus, na Record; e em “É Tudo Improviso”, da Band. Atualmente, está na série “Mal me Quer”, da Warner.

PEDRO BOSNICH: O ator, apresentador e produtor formado pela Escola de Atores Indac, atuou nos espetáculos “A Soma de Nós”, “Tango, Bolero e Cha Cha Cha”, “Caso Sério”, “Diga que Você Já me Esqueceu”, “Coisas Estranhas Acontecem Nesta Casa”, entre outros. Também esteve nos musicais “A Fantástica Fábrica de Gibis”, “O Fantasma da Máscara” (neste atuando ainda como produtor e indicado à melhor produção do ano pelo Prêmio Coca-Cola), “O Chapeleiro Maluco” e “Enquanto Seu Lobo Não Vem”. No cinema, atuou nos longas “O Caseiro” e na comédia “Gostosas, Lindas e Sexies”. Na TV, esteve na série “O Negócio” da HBO; nas novelas “Maria Esperança”, “Amigas e Rivais” e “Revelação”, do SBT; em “Poder Paralelo”, da Record; e em “Em Família” e “Sete Vidas”, na TV Globo. Desde 2017, é um dos apresentadores do “Moda-o-Rama”, do Canal E!.

FICHA TÉCNICA:
Texto: Neil La Bute

Tradução e adaptação: Flávio Moraes

Direção: Otávio Martins

Elenco: Cristiane Wersom e Pedro Bosnich

Cenário: Mirtes Moraes e Otávio Martins

Fotos: de cena Natália Angelieri e foto estúdio Haroldo Miklos

Produção: Pedro Bosnich

Realização: 4us Produções e White Sweet Taco Produções

SERVIÇO
O BOSQUE SOTURNO

Estreia: 20 de março de 2019.

Temporada: De 20 de março a 17 de abril de 2019.

Horários: quartas, às 21h.

Local: Teatro dos Quatro

Endereço: Shopping da Gávea, 2 piso – Rua Marquês de São Vicente, 52, Gávea.

Duração: 65 minutos.

Bilheteria oficial: Teatro dos Quatro – De segunda a sábado, das 10h às 22h. Domingos, das 15h às 22h.

Telefone: 2239-1095

Valores: R$40 (inteira) e R$20 (meia-entrada).

*** Cliente Porto Seguro tem desconto no valor da entrada.

402 lugares.

16 anos.

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