“Palhaços” no Clara Nunes

Um dos mais importantes textos de Timochenko Wehbi, ‘Palhaços’, estreia no Rio de Janeiro, onde cumpre temporada de 14 de março a 14 de abril, em montagem estrelada pelo eterno trapalhão Déde Santana acompanhado do ator Fioravante de Almeida, sob a direção de Alexandre Borges. A peça fez a estreia nacional no Centro Cultural Banco do Brasil Brasília e no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo em 2018, após a temporada de sucesso a peça estreia no Teatro Clara Nunes.

A tragicomédia, escrita por Timochenko Wehbi na década de 1970, narra a história de um palhaço que tem a sua rotina alterada ao se deparar com um espectador em seu camarim. O encontro entre Careta (Dedé Santana), verdadeiro nome de José, e Benvindo (Fioravante Almeida), um vendedor de sapatos, faz com que ambos questionem a vida e a própria existência de uma maneira espirituosa, opondo o palhaço profissional ao palhaço da vida.

Durante a conversa, os personagens passam a se provocar, como em um jogo entre essas figuras opostas, desestabilizando crenças e valores, que se desnudam e refletem acerca de suas escolhas. A todo instante, um dos personagens parece dominar a cena quando, com um simples gesto, o outro rouba a atenção e o poder momentâneo do diálogo. As distâncias e as proximidades existentes entre Careta e Benvindo, remetem à metáfora dos homens que lhes assistem na plateia. Palhaços é um convite à reflexão sobre o verdadeiro papel do artista, o que faz com que o público ultrapasse o espaço da lona, do espaço cênico, para ver de perto o verdadeiro palhaço.

Um dos destaques dessa montagem está na presença de Dedé Santana nos palcos, um ícone do humor, com décadas de trajetória nas artes da interpretação. Um embaixador do circo que traz ao personagem que interpreta maestria para o seu habitat natural, o circo. Dedé é filho de artistas circenses e já aos três meses de idade era personagem nos picadeiros. Ele, que está no imaginário de gerações de brasileiros, em um novo papel, pronto para mais um jogo cênico, no qual a relação dos atores com a plateia, se torna o grande trunfo do espetáculo.

Sinopse: A tragicomédia Palhaços, escrita pelo autor Timochenko Wehbi na década de 1970, narra o encontro do pal

haço Careta (Dedé Santana), e do espectador, Benvindo (Fioravante Almeida), com direção de Alexandre Borges. Em uma conversa no camarim, os dois questionam sobre suas vidas, de uma maneira espirituosa, opondo o palhaço profissional ao “palhaço” do cotidiano.

FICHA TÉCNICA:

Texto: Timochenco Wehbi | Direção: Alexandre Borges | Elenco: Dedé Santana e Fioravante Almeida | Cenografia: Marco Lima | Execução cenografia, adereços e pintura de arte: FCR Produções Artísticas | Coordenação Cenotécnica: Luis Rossi | Adereços: Luis Rossi, Mario Campioli e Renato Lippi | Figurino: Fabio Namatame | Iluminação: Domingos Quintiliano | Iluminador Assistente: Ricardo Silva | Trilha Sonora Original: Otto e Dipa | Preparação Vocal e Corporal: Madalena Bernardes | Coaching: Selma Kiss e Yasmim Sant’Anna | Diretor de Palco: Maurilio Dias | Fotos: Tatiana Coelho | Vídeo: Milena Correia – Rústica Produções | Operador de som: Cecília Lüzs | Transportes: SPE Transportes | Desing Grafico: Lucas Laender | Assessoria de Imprensa: Daniella Cavalcanti| Assessoria Jurídica: Caio Kiss | Direção de Produção: Camila Bevilacqua | Produção: Carla Nascimento | Assistente de Produção: Thomas Marcondes | Coordenação Geral: FLO Entretenimento e LadyCamis Produções |Idealização: FLO Entretenimento e LadyCamis Produções

SERVIÇO:

Local: Teatro Clara Nunes

Endereço: Shopping da Gávea – Rua Marquês de São Vicente, 52, Gávea. Telefone: 2274-9696

Horário: quinta, às 17h | sexta e sábado, às 21h | domingo, às 20h

Valores: Quinta – R$ 40,00 (ingresso promocional) e R$ 20,00 (meia-entrada)

Sexta a domingo – R$ 90,00 (inteira) e R$ 45,00 (meia-entrada) Bilheteria online: http://www.tudus.com.br

Bilheteria oficial: diariamente, das 13h às 21h

Temporada: 14/03/2018 a 14/04/2018

Capacidade: 750 lugares

Classificação: 12 anos

Duração: 60 minutos

EQUIPE:

Timochenko Wehbi (autor) – desponta nos primeiros anos 1970 através de uma dramaturgia construída sobre personagens densas, surpreendidas em momentos de solidão, memórias e lembranças, nas obscuras zonas que interligam o real e o imaginário. Formado em sociologia pela Universidade de São Paulo (USP), Timochenco acompanha vivamente o desenvolvimento do teatro na região do ABC paulista, sendo um dos fundadores do Grupo Teatro da Cidade, em Santo André, 1968. Sua estreia como dramaturgo ocorre em 1970, com a montagem de Emílio Di Biasi para A Vinda do Messias, um comovente monólogo que adquire, com o expressivo desempenho de Bertha Zemmel, uma generosa dimensão. Em dois tempos, a peça enfoca a ambiguidade dos sonhos da pobre costureira que almeja Messias, um homem e também, metaforicamente, a divindade. Na análise da professora Liana Salvia Trindade, a peça enfoca uma costureira cujos “anseios e aspirações restringem- se a exercer sua profissão, ter uma família, realizar-se afetivamente através da figura protetora de um marido. […] Rosa constrói as imagens de seu amante através de fragmentos extraídos de ídolos dos meios de comunicação de massa. Nesta impossibilidade efetiva de realização humana. O universo absurdo volta com ênfase na criação seguinte, de 1974, A Perseguição ou O Longo Caminho que Vai de Zero a Ene, onde duas figuras engalfinham-se numa ininterrupta corrida uma atrás da outra sem, contudo, se encontrarem. O diálogo entre elas é apenas aparente, sugerindo uma esfera absurda e fora da realidade. Ainda em 1974 é a vez de Palhaços, um duelo travado nos bastidores de um decadente circo, que opõe um palhaço profissional a um “palhaço da vida”. Situações que tocam o absurdo da existência humana são aqui

desenhadas em diálogos ríspidos. Timochenco

elabora seu último texto, Curto Circuito, em 1986, um psicodrama engendrado pelas experiências do autor quando trabalha junto a psicodramatistas, é um roteiro que situa um jovem estudante frente a um aprendizado ultrapassado e reacionário.

Alexandre Borges (diretor) – com 32 anos de carreira, Alexandre Borges tem se destacado como um dos maiores atores do Brasil. Do elenco fixo da Rede Globo, já atuou em 25 novelas e 22 especiais na emissora. Além disso, 28 filmes marcam a sua trajetória nas telas de cinema. No teatro, Alexandre tem em seu currículo espetáculos apresentados no Brasil e no exterior e foi um dos fundadores do revolucionário Grupo Boi Voador; dirigido por Ulysses Cruz. Em “Muro de Arrimo”, retornou aos palcos, como diretor, o espetáculo aclamado pela crítica lhe rendeu Prêmio de Melhor Diretor em 2014. Após o sucesso da temporada Alexandre recebeu o convite para assinar a direção geral do especial “Muro de Arrimo” gravado pela TV CULTURA, marcando sua primeira direção para TV.

Dedé Santana (ator) – o diretor/roteirista/ator, desde os 3 meses de idade, isso em 1936, quando foi levado ao palco pela primeira vez, Dedé Santana vive de comédia. No rádio, nos palcos, nos picadeiros e desde que a TV existe, ele está lá, levando essa vida para que alguém, do outro lado, ria. Dedé fez de tudo: palhaço, trapezista, piloto do globo da morte, cantor, ator. Na base do acaso e do risco, aceitou fazer dupla com Renato Aragão, e surgiu a dupla que começou a fazer sua fama. Entre quadros de rádio, números em teatros e circo e esquetes da prototevê brasileira, Dedé guardava um sonho de infância, dirigir cinema. Artistas da jovem guarda fazendo versões descaradas dos sucessos do jovem rock’n’roll, e uma história ingênua sobre um garoto que tenta emplacar seu primeiro hit, Dedé e Didi eram os anti-heróis que ajudavam o rapaz a ganhar um festival de canções, mas o début de Dedé na direção foi um estrondo. Os jovens brasileiros, sedentos por macaquices, lotavam cinemas e dançavam de pé nas cadeiras, recordes de bilheterias em 1966. Novos contratos para produções cômicas com seu novo parceiro. Tudo com vultosos resultados de público. A TV Excelsior cresceu os olhos e os convocou para um novo programa: Os adoráveis Trapalhões, a Globo, anos depois, chamou a dupla para um novo humorístico, mantiveram Trapalhões como alcunha. Dedé trouxe seu amigo de longa data, o carismático integrante dos Originais do Samba Mussum, Didi veio com um mineirinho que conheceu no rádio, Zacarias… e assim se deu o programa de humor mais bem-sucedido do Brasil, que ainda hoje desperta furiosas multidões no YouTube e em infinitas referências da atual cultura pop. Embaixador do Circo no Brasil, Dedé mantém o circo de pé.

Fioravante Almeida (ator) – Iniciou sua carreira com Antunes Filho. Em 1997 integrou a Cia. Uzyna Uzona no Teatro Oficina e ao lado de Zé Celso participou de inúmeros espetáculos, como a celebrada adaptação de OS SERTÕES, onde seu trabalho foi reconhecido pela revista alemã Theaterheute. No cinema atuou em “A Montanha”, “Augusta”, “A Encarnação do Demônio” e “Doze trabalhos”. Já na televisão participou das séries “9mm” na FOX, “Descolados” na MTV além de novelas como “Tititi” da Globo e “Vende-se um Véu de noiva” SBT, “Cúmplices de um Resgate” SBT e a série “Garota da Moto” FOX em parceria com SBT. Em 2014 interpretou o monólogo “Muro de Arrimo” de Carlos Queiroz Telles que lhe rendeu o prêmio de Melhor Ator, a mesma peça foi gravada e transmitida pela TV Cultura em Janeiro de 2016.

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