“Brasileiros em Florença” no Centro Cultural Correios

No dia 20 de fevereiro, quarta-feira, às 19h, inaugura, no Centro Cultural Correios, no Rio de Janeiro, a coletiva “Brasileiros em Florença”, com curadoria de Ruy Sampaio.

Os artistas, a convite do curador, participaram, em anos distintos da Bienal de Florença, na Itália.Agora,em 2019, novamente a convite de Ruy, abrem esta mostra, que faz um passeio pelos últimos 20 anos da Bienal de Florença, no período em que se tornou Comissário desta bienal.

São eles: Célia Shalders, Fernando Mendonça, Guilherme Secchin (In memoriam), Marilou Winograd, Mário Camargo, Roberto Lacerda, Osvaldo Gaia, Sandra Felzen e Viviane D’Ávilla.

A exposição apresenta cerca de 50 obras, entre pinturas, objetos, fotografias e instalações. Cada artista com a sua particularidade e técnica própria. Os artistas brasileiros foram a Florença e, agora, Florença vem ao Brasil. “Este projeto sobre a Memória é uma homenagem à Bienal Florentina”.

As obras escolhidas refletem a produção contemporânea de cada um.

Mais sobre os artistas e suas obras:

Célia Shaldersnasceu no Rio de Janeiro. É pintora, gravadora, desenhista e artista gráfica.Teve formação com Ivan Serpa,José Assunção de Souza, Maria de Lourdes Novaes e Frank Shaeffer. Abriu individuais e participou de coletivas no Brasil e no exterior.Recebeu diversos prêmios, entre eles, na década de 60, no II Salão Nacional de Arte Contemporânea, em Campinas (Prêmio Prefeitura Municipal); em 1974, no XXIII Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro (Prêmio de Viagem ao País); e em 1976, Premio Internazionale Biella per Lincisione, na Itália. Nesta exposição, a artista vai mostrar gravuras em metal, trabalhos expressionistas sobre tela, usando tinta industrial, carvão e texturas, além de trabalhos feitos sobre preto com lixívia, tela pintada com terra e recortes para que seja possível visualizar outra tela pintada sob a recortada.

Guilherme Secchin, artista visual, falecido em 2016 aos 57 anos. Ficou conhecido em meados dos anos 1980, quando suas telas estão repletas de cenas noturnas e bares. Também pintava a cidade, a Lagoa e o Jardim Botânico, bairro onde morava e tinha seu ateliê. Ao longo de sua carreira, após muitas exposições individuais e coletivas no Brasil, na França, na Inglaterra, nos Estados Unidos, em Moçambique, na Itália, na Alemanha e no Equadror, Secchin declarou ser um artista em constante transformação. Para esta mostra, vai exibir 1 trabalho inédito de pintura em acrílica sobre tela – um dos últimos trabalhos dele.

Fernando Mendonça vive e trabalha no Rio de Janeiro. É pintor maranhense, cuja obra trata questões figurativas contemporâneas com constantes referências à pintura fora do cavalete convencional, unindo, assim, convenções e rupturas. Para esta exposição, vai apresentar um trabalho de pintura e memória: um políptico que compõem uma imagem iconográfica e topográfica interligada, executado a partir de gavetas resgatadas em caçambas de lixo, envelopadas com telas de pinturas convencionais. Dono de uma pintura forte e instigante, acabou de chegar do Canadá, onde apresentou, em exposições individuais, seus últimos trabalhos.

Marilou Winograd trabalha com macro imagem, é pioneira no Brasil em relação a esta linguagem. Reconstrói e processa fotos e colagens resignificando conceitos econteúdos.Vive eproduz no Rio de janeiro.Participa desde 1970 de exposições individuais, coletivos, congressos e bienais no Brasil e no exterior, com fotos, vídeos, instalações, objetos e pinturas. Publicou o livro ‘O Silêncio do Branco’, em 2004, relato visual da sua viagem à Antártica num contraponto com a sua obra. É curadora do projeto Zona Oculta – entre o público e o privado, do projeto Acesso Arte Contemporânea, ambos com mais de 370 artistas. Para esta exposição, vai apresentar uma nova série [MISE EN ABYME]. Serão 4 fotos/colagens analógicas impressas de seda de 140 x 200 cm cada e 2 caixas de espelhos com agulhas de 20 x 20 x 15 cm cada, uma ocupando 140 x 850 cm.Ovideo/arte apresentado por Marilou em 2007, na Itália, foi o primeiro vídeo/arte apresentado na Bienal.

Mário Camargo é um dos artistas que vai apresentar parte da mesma obra que expôs em 2017, na Itália. Trata-se de 2 instalações, uma composta por 18fotos que foram expostas na Bienal formando um painel de 230 x 150 cm e outra sequência de 14 fotos que,no seu conjunto,expõe o espectador a uma paisagem, que engana os sentidos, na trilha do ilusionismo. Nos jardins/floresta da Villa Borghese formada por centenas de pinheiros negros da Áustria, Mario registrou, em suas fotos, verdadeiras obras de arte extraídas dessas imagens. Mostrou o que passa despercebido aos olhos dos visitantes. Recebeu prêmios de viagem a Paris, no Intercâmbio Cultural França – Brasil, e no Chile no ‘Concurso Latino Americano de Pintura’. Possui obras em coleções públicas e particulares. Realizou individuais e coletivas no Brasil e no exterior em feiras e galerias.

Osvaldo Gaia foi premiado, em 2007, na Bienal Internacional Dell’Arte Contemporânea, em Firenze, na Itália. Ganhou o prêmio uma ‘medalha de ouro’ pelo conjunto de obras expostas. É natural de Belém, mas vive e trabalha no Rio de Janeiro. Escultor e pintor. Sua formação artística foi se constituindo através de pesquisa e experimentações dentro do universo amazônico com elementos que se identificam como estruturas escultóricas, porém em um escopo abrangente e perceptível da forma, em relevos, texturas e transparências. Já abriu coletivas e individuais no Brasil e no exterior. Sua produção artística abrange desde pequenos objetos a instalações e intervenções urbanas. Em 2014, realizou residência na Casa da Imagem em Vila Nova de Gaia/Portugal e, em 2015, no Instituto Massenzio Arte em Roma/Itália.

Ganhou o Grande Prêmio, no Salão de Arte Contemporânea em Belém e na Feira de Arte Artigo Rio. Suas obras se encontram em importantes coleções particulares e institucionais. Nesta mostra dos Correios, vai apresentar a instalação ‘Elementos De Um Elo’ que destaca o peso, o equilíbrio e a sustentação da condição humana na Terra. E o faz com os elementos que a região amazônica oferta em conexão com a modernidade de outros materiais reinventados pelo artista Roberto Lacerda abriu, recentemente, uma exposição em Bruxelas, na Bélgica, que foi muito elogiada pela mídia internacional. Nesta exposição, ele vai falar de tempo, de transformações e de passagens, usando como elemento de síntese a seda, milenar e universal. O artista deixa-se levar pelo acaso, claramente percebido num certo tachismo surgido da técnica com que trabalha inicialmente o suporte, para depois, conduzido pelo desejo de transformar o que antes era pura casualidade, inserir fios metálicos no tecido, antes vaporoso, para manipular a forma, dar estrutura ao conjunto, estabelecendo caminhos paradoxalmente opostos. Vai apresentar casulos, produzidos em seda bruta (antes de ser retirada a cera) e pintadas com nanquim e tecidas com fios de aço.

Sandra Felzen é formada em Química e Mestre em Ciências Ambientais. Iniciou seus estudos em artes plásticas durante os anos 80 em Nova York e, a partir daí, dedicou-se inteiramente às Artes. Sua temática é muito relacionada às questões ambientais e à Natureza, de uma forma geral. Realizou várias exposições individuais no Brasil e nos Estados Unidos. Participou de diversas coletivas no Brasil e no exterior, como a 5a Bienal de Florença de Arte Contemporânea, no ano de 2005. Sua poética visual envolve as linguagens do desenho e da pintura, a relação entre a trama da textura e do traçado com a matéria pictórica. Ao explorar uma ampla variedade de tons, busca a luminosidade particular de cada obra. Os materiais dos quais se utiliza são óleos, têmperas, bastões a óleo e pastéis a óleo. O suporte é a tela, onde inicialmente aplica colagens de tecidos. A série azul a ser apresentada nesta exposição,demonstra sua transição do elemento terra para o elemento água. A sensação é de fluidez e movimento, evocando, assim, o ir e vir do mar.

Viviane D’Ávilla abriu, em 2018, exposição em Paris, através de uma galeria da Áustria. Jornalista e documentarista brasileira, natural da cidade do Rio de Janeiro, conheceu a fotografia ao longo do curso de jornalismo. Em busca de um maior aprofundamento concluiu cursos de especialização, na escola Ateliê da Imagem e fez aulas de Portfólio e História da Arte e Fotografia Contemporânea na EAV Parque Lage. Em Nova York, estudou técnicas fotográficas na Parsons; no International Center of Photgraphy, fez aulas de Fotografia Documental, Filmagem e Edição de vídeos. Foi pra Índia, em 2017, filmar um projeto autoral de um documentário, que foi selecionado para o Festival Do Rio e o Canal Futura e agora está sendo selecionado para alguns editais internacionais. Concluiu o filme em 2018. Para “Brasileiros em Florença”, vai apresentar a série ‘Alma’, desenvolvida em paisagens remotas localizadas em sua cidade, por meio de estudos sobre psicologia, a história da mulher ao longo dos anos, Viviane busca uma experiência imagética através da psique feminina, com imagens que enfatizam o poder feminino e sua íntima conexão com a força criativa da natureza. Em 2017, recebeu premiação na Bienal de Florença.

Serviço:

“Brasileiros em Florença”

Abertura: 20 de fevereiro, quarta

Horário: 19h

Exposição: de 21 de fevereiro a 7 de abril de 2019

De terça a domingo, das 12h às 19h

Local: Centro Cultural Correios

Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro

Telefone: (21) 2253-1580

 

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