“Adeus, Palhaços Mortos” na Caixa

O Teatro da CAIXA Nelson Rodrigues recebe, de 7 a 16 de dezembro de 2018 (sexta-feira a domingo), a peça Adeus, palhaços mortos. Com direção de José Roberto Jardim, o espetáculo da companhia paulistana Academia de Palhaços conta a história de três grandes artistas circenses do passado que se reencontram na antessala de uma agência de empregos. Nessa espera, sabendo que apenas um deles será escolhido, amizades, memórias, segredos, pequenezas e vilanias são revelados. O projeto tem patrocínio da CAIXA e do Governo Federal.

 Se no texto original, Um trabalhinho para velhos palhaços, do romeno Matei Visniec, prevalece o tom de comédia do absurdo, no melhor estilo de seu conterrâneo Eugène Ionesco, a adaptação assinada pelo diretor José Roberto Jardim busca a essencialidade do texto. Muitas questões são universalizadas, deixando suas contradições mais aparentes e transformando a peça num ácido mergulho existencial sobre o fazer artístico. A encenação potencializa ainda mais a adaptação ao reduzir elementos, apostando no minimalismo.

 “Cada cena é um recorte num espaço-tempo descontínuo e fragmentado. São fotogramas vagando nas memórias individuais e coletivas daquela trupe circense. São vozes do passado ecoando em busca de algum sentido”, explica Jardim. A sala de espera desse teste de casting – que nunca acontece – revela-se um não-lugar, um limbo onde essas três figuras se veem condenadas a rever suas escolhas éticas e estéticas, num exercício infinito de reflexão sobre a resiliência do artista, a urgência da arte e a sacralidade do ofício.

 Experiência sensorial:

O espectador, ao ser impactado pela violência dos deslocamentos espaço-temporais, é convidado a um passeio pelas questões que movem esses velhos artistas, desde o seu passado de glória até o seu inevitável futuro. “Propusemos uma experiência sensorial que transita entre o abismo da morte e a devoção de uma vida voltada à arte, e que, portanto, mira a imortalidade”, completa Paula Hemsi, uma das atrizes da Academia de Palhaços.

 Adeus, palhaços mortos recebeu os prêmios Shell de Melhor Cenário, Aplauso Brasil de Melhor Espetáculo de Grupo e APTR de Melhor Direção. A montagem representou o Brasil no Festival World Stage Design 2017 em Taipei (Taiwan) e nos festivais internacionais de Trabzon e Antália, ambos na Turquia.

 A Academia de Palhaços:

Fundada por atores oriundos do curso de Artes Cênicas da Unicamp, a Academia de Palhaços tem uma trajetória de 11 anos de pesquisa e produção teatral continuadas. A companhia começou com uma investigação cênica sobre o palhaço de picadeiro brasileiro e, nos dez espetáculos produzidos até o momento, transitou pelo universo do ator popular. Cinco desses espetáculos foram realizados sobre uma Kombi-Palco, num projeto de teatro itinerante.

Em 2015, essa Kombi pegou fogo e teve queimados os cenários, figurinos, palco e equipamentos de som e iluminação. Dois de seus integrantes desistiram do teatro, permanecendo na companhia apenas Laíza Dantas e Paula Hemsi. Diante da necessidade de se reinventar, elas convidaram o diretor José Roberto Jardim justamente com o intuito de reler sua trajetória artística a partir de outras lentes.

 Equipe de criadores:

Em Adeus, palhaços mortos essa parceria contou com uma premiada equipe de criadores: Tiago de Mello, o diretor musical, é um dos expoentes mais profícuos da música experimental eletroacústica do Brasil; o cenário e as vídeoprojeções ficaram a cargo do Coletivo BijaRi, um grupo de arquitetos, artistas plásticos e videomakers especializados em instalações e mapping.

 Já o figurino foi criado e desenhado pelo estilista Lino Villaventura; e o visagismo é assinado por Leopoldo Pacheco. Essa equipe e suas contribuições alçaram o projeto a novos patamares. Em cena estão os atores Laíza Dantas, Paula Hemsi e Maurício Schneider.

Incentivo à cultura:

A CAIXA investiu mais de R$ 385 milhões em cultura nos últimos cinco anos. Em 2018, nas unidades da CAIXA Cultural em Brasília, Curitiba, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo, está prevista a realização de 244 projetos de Artes Visuais, Cinema, Dança, Música, Teatro e Vivências

O teatro:

O Teatro da CAIXA Nelson Rodrigues é um dos mais tradicionais teatros brasileiros. O prédio é um marco da arquitetura da década de 1970, com forma piramidal e envolto em jardins, espelhos d’água e passarelas. Em 2017, foi reinaugurado após uma grande reforma de modernização e restauração das obras artísticas que emolduram o edifício, como os painéis de Carybé, Pedro Correia de Araújo Filho, Ernani Macedo, Roberto Sá e Freda Jardim. O espaço possui 408 lugares e seu palco já recebeu grandes artistas como Tônia Carrero, Alessandra Negrini, Suzana Faini, Débora Falabella, Ângelo Antônio, Leandra Leal e muitos outros.

Ficha técnica:

Elenco: Laíza Dantas, Maurício Schneider e Paula Hemsi

Texto original: Matei Visniec

Direção e adaptação: José Roberto Jardim

Direção musical: Tiago de Mello

Músico: Murilo Gil

Cenografia e videoinstalação: Bijari

Iluminação: Paula Hemsi e José Roberto Jardim

Figurino: Lino Villaventura

Visagismo: Leopoldo Pacheco

Fotos: Lígia Jardim e Victor Iemini

Direção de produção: Carol Vidotti

Produção local: Luísa Barros e Thaís Pinheiro

Assessoria de imprensa: Lyvia Rodrigues – Aquela que Divulga

Serviço:

Adeus, palhaços mortos

Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Teatro da CAIXA Nelson Rodrigues (Endereço: Av. República do Chile, 230 – Centro/ Entrada pela Av. República do Paraguai – próximo ao Metrô e VLT Estação Carioca)

Datas: de 7 a 16 de dezembro de 2018 (sexta-feira a domingo)
Horário: sexta-feira e sábado, às 19h; domingo, às 18h

Informações: (21) 3980-3815

Ingressos: Plateia – R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia) | Balcão: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia). Além dos casos previstos em lei, clientes CAIXA pagam meia

Bilheteria: de terça-feira a domingo, das 13h às 20h. Ingressos à venda a partir desta sexta-feira (7)

Duração: 60 min

Classificação Indicativa: Não recomendado para menores de 12 anos
Capacidade: 400 lugares (mais 8 para cadeirantes)
Acesso para pessoas com deficiência

Patrocínio: CAIXA e Governo Federal