Paula Aguas e João Saldanha em ‘Tal do Caminho’

Dois grandes nomes da dança brasileira, Paula Aguas e João Saldanha celebram seu encontro com o espetáculo TAL DO CAMINHO, que faz duas únicas apresentações, nos dias 04 e 06 de dezembro, no Centro de Artes da Maré e na Arena Carioca Abelardo Barbosa (Chacrinha – Pedra de Guaratiba), respectivamente.

 

TAL DO CAMINHO é um solo onde a artista traça o sentido da moradia, seus percursos e formas de aconchego, onde a construção determina um universo feminino demarcado pelas dúvidas e certezas que a maternidade traz. Um trabalho que expressa o caminho solitário do indivíduo em busca de comunicação. Para João Saldanha, o projeto se trata de “um processo delicado, longevo onde a criação surge como forma de transformação e restauro para ampliarmos nossas comunicações”.

 

Paula Aguas sempre buscou processos desafiadores, onde não tinha muito conhecimento sobre a linguagem e dessa vez não foi diferente. Segundo ela, Saldanha foi um mundo que se abriu à sua frente, propondo um trabalho minucioso sensível e potente. Nos primeiros encontros entre os dois, a bailarina falava do desejo de um trabalho onde a plateia pudesse se colocar no lugar da intérprete eliminando qualquer possibilidade de sublimação da bailarina, tão comum ainda em dança.

 

“Queria um trabalho que eu me deixasse ver, vulnerável, ‘limpa’, despida de qualquer proteção ou máscara. Um diálogo que falasse de integridade, disponibilidade e afeto. Fomos juntos encontrando esses lugares, texturas, desejos e expressões. Uma dança que acolhe e se deixa ver nos passos delicados e arriscados assim como a vida” – conta Paula.

 

No palco, escultura e vídeo integram a concepção do espetáculo. As projeções conciliadas à montagem de uma escultura de madeira da arquiteta Lia Siqueira, consistem em firmar um ambiente que propõe uma moradia e estimulam estados emocionais. Tal do Caminho conta com colaboração de Daniela Visco e trilha de Sacha Amback, que selecionou entre as músicas uma composição do pai de Paula, António Mestre, considerado um dos melhores acordeonistas do mundo. 

 

O espetáculo foi eleito um dos dos 10 melhores de dança na temporada 2017 do Rio de Janeiro e tem o patrocínio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e Secretaria Municipal de Cultura.

 

O solo concebido por Saldanha especialmente para Paula é uma obra segura, madura, de dois artistas donos de trajetórias diversas na dança contemporânea brasileira, e que, ao se unirem, ganharam mais potência...” – Adriana Pavlova / O Globo.

 

SERVIÇOS

Data: 04/12 

Horário: terça, às 20h

Local: Centro de Artes da Maré

Endereço: Rua Bitencourt Sampaio, 181 – Maré

Ingressos: Grátis

Telefone: 21 3105-7265

Classificação indicativa: 14 anos

Duração: 50 minutos

Lotação: 80 lugares

Gênero: dança

 

Data: 06/12 

Horário: quinta, às 15h

Local: Arena Carioca Abelardo Barbosa – Chacrinha

Endereço: Rua Soldado Eliseu Hipólito, s/n – esquina com Av. Litorânea / Pedra de Guaratiba – RJ

Ingressos: Grátis

Telefone: 21 3305-1111

Vendas: retirada na bilheteria da Arena, a partir das 10h do dia 06/12

Classificação indicativa: 14 anos

Duração: 50 minutos

Lotação: 320 lugares

Gênero: dança

 

CURRÍCULOS

 

João Saldanha coreógrafo estudou dança moderna, jazz e balé no Brasil, Inglaterra e França entre os anos de 1978 e 1994. Fundou sua companhia, Atelier de Coreografia, em 1986 e desde então, recebeu diversas premiações na concepção de 28 criações autorais, entre elas: Prêmio Estímulo do Governo do Estado do Rio de Janeiro, em 1998. Entre 1999 e 2003, recebeu o apoio da Secretaria Municipal de Cultura para a elaboração de seus projetos. Foi selecionado pelo Programa de Bolsas Vitae de Artes 2004, com o projeto Danças Modulares. Recebeu o Prêmio Icatu Holding, pelo conjunto de sua obra, tendo sido contemplado com uma residência artística ao longo do ano de 2005, em Paris.

 

Nesse mesmo ano, idealizou o projeto Domingos no Municipal, com preços populares e programação de dança contemporânea brasileira. Em 2006, sua criação, Extracorpo, estreou na França sendo co-produzida pela XII Bienal de Dança de Lyon. Nesse mesmo ano recebeu o Prêmio Funarte Klauss Vianna para montagem e circulação. Em 2007, foi convidado a coreografar a companhia do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e em 2008, recebeu o Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte, pelo seu percurso em dança. No ano de 2009, recebeu o Prêmio Funarte Klauss Vianna para a realização de ”Paisagem Concreta”, estreando a temporada 2010 do Centro Cultural Banco do Brasil RJ. Em outubro de 2010 construiu um trabalho para a bailarina e mestra Angel Vianna, pela celebração de seus 60 anos de vida artística. Na edição de vinte anos do Panorama Festival foi homenageado pelos 25 anos de sua companhia, apresentando quatro peças de seu repertório. Em 2011, Saldanha foi indicado ao Prêmio de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, pelos anos de trabalho ininterrupto a frente do Atelier de Coreografia e recebeu o Prêmio da Revista BRAVO de melhor espetáculo do ano com “Núcleos”. Em setembro de 2012, estreou “Aventura entre pássaros”, no Teatro Carlos Gomes no Rio de Janeiro. Em 2013, foi contemplado pela APCA como melhor coreógrafo de 2012. Nesse mesmo ano escreveu e dirigiu seu primeiro texto para teatro para a celebração de 25 anos da Cia dos Atores, com o espetáculo solo “Como estou hoje”. Em 2013, estreou o trabalho coreográfico Piquenique”, em parceria com a Cidade das Artes e com Panorama Festival no Rio de Janeiro. Em 2014, Saldanha foi convidado pelo SESC Central para fazer uma turnê por 10 capitais do país com o espetáculo “Qualquer coisa a gente muda”.

 

No primeiro semestre, o coreógrafo levou Piquenique para o SESC Pompéia e para 10 cidades do interior do Estado de São Paulo, bem como, para região serrana do estado do Rio. Em Junho de 2014, a convite do Espaço SESC, montou a exposição “Topo” sobre o jornalista e técnico João Saldanha, seu pai. Em agosto do mesmo ano, dirigiu um show sobre os 101 anos de Vinicius de Morais com a participação de Eveline Hecker, Zeca Assumpção e Marcelo Costa. Em 2015, estreou seu segundo texto para teatro, “Pahoma”, no Espaço SESC, com grande repercussão da crítica especializada do Jornal O Globo e êxito de público. Estreou o espetáculo “Romeu” em Dezembro no mesmo ano que iniciou o processo criativo e a colaboração com a bailarina Paula Aguas. Em 2017, Tal do Caminho tem sua estreia no espaço SESC e João Saldanha começa a escrever seu terceiro texto para ser encenado pela atriz Cissa Guimarães.

 

Recentemente, em Março de 2018, Saldanha idealizou uma instalação a convite da  direção  do Paço Imperial “Sobras e Relatos de Recarga”, onde traça o perfil de sua vivência artística nos últimos 40 anos. Desde o último mês faz o desenho corporal do espetáculo Panorâmica Insana, com direção de Bia Lessa, com estreia prevista para março do corrente ano.

 

 

Paula Aguas bailarina e atriz e coreógrafa, iniciou sua carreira de bailarina profissional aos 15 anos e há 12 anos assina a direção, coreografia e interpretação de seus espetáculos, entre eles “Qual É a Música”, “Sobre Flores Amarelas” e “Não Alimente o

Animal”; encenados no Brasil, Europa e Ásia. Em 2016 Paula começou a desenvolver um novo espetáculo com o diretor e encenador João Saldanha.

 

Paula Aguas dançou em companhias como Ballet do Teatro Castro Alves (Salvador/BA); Quasar (Goiânia/GO); Ana Vitória Dança Contemporânea, Nós da Dança e Vacilou Dançou de Carlota Portella (Rio de Janeiro/RJ).

Atuou nos espetáculos de dança/teatro de Sérgio Britto – “Romeu e Julieta” e “Memórias do Interior”. Trabalhou como preparadora corporal com diretores teatrais como Moacyr Góis, Luis Fernando Lobo, Roberto Bomtempo e Isabel Diegues.

Deu aulas de dança contemporânea das companhias Débora Colker, El Passo, Vacilou Dançou e do Grupo Nós do Morro. Fez parte do corpo docente da UniverCidade nos cursos de Licenciatura em Dança e Teatro. Paula é formada em Licenciatura em Dança pela UniverCidade e tem Pós-graduação em Arte e Filosofia pela PUC-RJ.