Festival Internacional de Tiradentes celebra os 300 anos da histórica cidade mineira com dezenas de artistas nacionais e estrangeiros de diversas artes

A sétima edição do Festival Artes Vertentes – Festival Internacional de Artes de Tiradentes leva, à histórica cidade mineira, obras de artistas nacionais e estrangeiros

Fiel ao propósito de oferecer ao público espetáculos de alto nível artístico, representativos dos diversos campos da arte, a edição 2016 do Festival Artes Vertentes – Festival Internacional de Artes de Tiradentes – apresenta uma consistente programação nas áreas de artes cênicas, dança, música, artes visuais, literatura e cinema. Entre os dias 6 e 16 de setembro, músicos, atores, diretores e escritores de diversas origens promovem junto com o público, na histórica Tiradentes (MG), um diálogo intenso, através de concertos, espetáculos cênicos, filmes, exposições, leituras, palestras e debates.

Todas as linguagens artísticas se complementam no alinhamento ao mote curatorial “Tiradentes: aldeia universal”, que busca “proporcionar uma reflexão sobre o processo de construção e desconstrução da polis. Como nós atravessamos esses espaços? Onde reside realmente a construção do patrimônio e da memória? Por meio de uma programação que tece um diálogo entre várias linguagens artísticas, o Festival incita a uma imersão na relação cidade/corpo”, segundo o diretor artístico do Festival, Luiz Gustavo Carvalho.

A programação de Artes Visuais apresentará obras de artistas brasileiros e estrangeiros. Destaque para a exposição “Se quiseres ser universal, começa por pintar a tua aldeia”, exposição individual e inédita do fotógrafo russo Serguei Maksimishin; além de mostras das obras dos artistas Nuno Ramos, Ana Alves, Caetano Dias, Nicia Braga, Hilal Sami Hilal, Mac Adams (britânico, naturalizado americano), Rick Rodrigues, Eduardo Hargreaves e dos alunos do curso de artes visuais da Ação Cultural Festival Artes Vertentes.

Programação de Artes Visuais:

UFMG Cultural Sobrado Quatro Cantos

Período expositivo 06.09 | 16.09 Visitação: todos os dias, das 10h às 17h. Entrada gratuita

“Se quiseres ser universal, começa por pintar a tua aldeia”, exposição individual do fotógrafo russo Serguei Maksimishin.

Centro Cultural SESIMINAS Yves Alves Período expositivo 06.09 | 16.09 Domingo a quarta, das 9h às 18h, e quinta a sábado, das 9h às 22h Entrada gratuita

Obras de Nuno Ramos, Mac Adams, Ana Alves, Caetano Dias, Nícia Braga e outros.

Instalação Urbana – TEIAS Beco Zé Moura

A Aldeia-Cidade se (RE) conectando com suas histórias, memórias e relações afetivas que crescem e se tencionam nas TEIAS do tempo x espaço. Instalação proposta pelo Coletivo Cênica, coletivo de instalações efêmeras interativas.

Museu Casa Padre Toledo

Período expositivo 06.09 | 16.09 Quarta a segunda, das 10h às 17h.

Obras de Hilal Sami Hilal, Mac Adams, Rick Rodrigues, Eduardo Hargreaves e dos alunos do curso de artes visuais da Ação Cultural Festival Artes Vertentes.

Paisagens Rotas, de Eduardo Hargreaves

Centro Cultural da UFSJ – Solar da Baronesa (São João del Rei)

Período expositivo: 17.08 | 30.09 Todos os dias, das 8h às 20h Entrada gratuita

Paisagens Rotas é uma pesquisa visual em desenho que tem início na exploração de diversos materiais – carvão, pigmentos naturais, grafite, óleo de linhaça, cera de abelha e parafina. A utilização desses materiais envolve situações acidentais e casuais decorridas dos processos alternativos de aplicação e fixação destes sobre a superfície de papéis mata borrão. A realização das Paisagens envolve uma grande carga de incerteza e provisoriedade gerada pelas características próprias dos materiais escolhidos e pelos processos utilizados.

O nome sugere a construção de um lugar de caminhos possíveis, assim como um lugar onde se vislumbram espaços rotos, quebrados, desconexos, que indicam a existência de algo que os interligue. Um espaço de memórias partidas, da ausência de sentido, ou de uma estrutura que resta apenas em parte, em cacos, a se decifrar. Da mesma forma, o nome aponta para a possibilidade desse percorrer esses espaços, através de rotas que perpassam esta paisagem fragmentária em uma construção metafórica do próprio pensamento.