Caixa Cultural Recife recebe a grande exposição “Sombras e mistérios”, do britânico Mac Adams

A Caixa Cultural Recife abre, no dia 21 de agosto, terça, às 19h, a exposição “Sombras e mistérios”, de Mac Adams, um dos fundadores da Arte Narrativa (Narrative Art). O curador Luiz Gustavo Carvalho estará presente na abertura para uma visita guiada com o público.

A exposição, inédita na capital pernambucana, só foi mostrada anteriormente, na Caixa Cultural São Paulo, de 30 de maio a 29 de julho deste ano. O público vai poder ver dípticos fotográficos da série “Tragédias Pós Modernas”, desenvolvida pelo artista na década de 1980 como uma forma de reflexão sobre as políticas econômicas desenvolvidas por Margaret Thatcher e Ronald Reagan, no Reino Unido e nos Estados Unidos, respectivamente.

O visitante também poderá conferir as séries “Espaços Vazios e Ilhas”, além das esculturas “Bart Simpson/Mickey Mouse” e “Coelho”, que integraram exposição no Museu Rodin, em Paris.

Provocando colisões híbridas entre tragédias sociais e utensílios de design, os objetos espelhados cromados fotografados por Mac Adams refletem nas suas superfícies situações violentas e inquietantes, que contradizem completamente as formas metálicas perfeitas.

Com uma obra que encontra as suas raízes na rica tradição oral e escrita dos contos do País de Gales, nos romances de Arthur Conan Doyle, no cinema de Alfred Hitchcock, assim como no cinema noir, Mac Adams desenvolveu ao longo das últimas décadas um trabalho de importância singular em duas e três dimensões, explorando o potencial narrativo da fotografia e da instalação na composição e construção de cenas misteriosas que nos levam à fronteira das normas sociais.

Como um contador de histórias, ele utiliza fotografias e objetos, em uma estreita relação semiótica. A exposição na Caixa Cultural Recife apresenta também os trabalhos do artista anglo-americano que dialogam com a sombra. Este elemento que vem fascinando a humanidade desde a Antiguidade é abordado por Mac Adams, por meio de esculturas, nas quais estruturas abstratas projetam sombras figurativas. Estes trabalhos, nos quais a escultura se transforma em pintura e fotografia, influenciaram importantes artistas americanos tais como Tim Nobel e Sue Webster.

“Esta faceta do trabalho de Mac Adams é dotada de um humor singular. No entanto, em toda a sua obra, o artista sempre nos obriga a interrogar a veracidade de elementos que transitam entre a realidade e a ficção”, ressalta o curador.

Sobre o artista:

Nascido em Brynmawr (país de Gales, Reino Unido) em 1943, Mac Adams estudou na Escola de Arte e Design de Cardiff entre 1962 e 1967. Adams concluiu o seu mestrado em belas artes pela Universidade de Rutgers, onde estudou com o artista Bob Watts. Em 1969, integrou a primeira exposição de ‘Soft Art’ no New York State Museum junto com Richard Serra, Richard Archwager, Keith Sonnier e John Chamberlain, entre outros. Em 1970, mudou-se para a cidade de Nova York onde vive e trabalha atualmente. Foi um dos fundadores da Arte Narrativa, movimento artístico surgido nos Estados Unidos na década de 1970. Em 1974, sua primeira série, “Mistério”, foi exibida na lendária Galeria Green Street em Soho, N.Y. Adams foi associado a um grupo de artistas conceituais que usavam texto e fotografias fictícias. No entanto, ele se distancia destes artistas por decidir em não utilizar a palavra e adota, ao contrário, uma abordagem mais semiótica para a narrativa, na qual a fotografia terá um papel fundamental. Realizou mais de 13 encomendas de arte pública em larga escala, entre as quais destaca-se o War Memorial Battery, em Nova York. Este foi o primeiro grande memorial dedicado à Guerra da Coreia nos Estados Unidos. Vencedor de inúmeros prêmios pela sua obra, tais como o “Pollock/KrasnerFoundation Award”, em 2013 e o prêmio por pesquisa artística da Universidade de New York, em 2002, suas obras integram as coleções de fotografia do Victoria and Albert Museum (Londres), Museu de Arte Moderna do Centre Pompidou (Paris) e Museu de Arte Moderna (New York), entre outros. Exposições nos principais centros de arte contemporânea tais como o Museu de Arte Moderna de Luxemburgo (MUDAM), o Musée Nicéphore Niépce (Chalon-surSaône), Neue Galerie-Sammlung Ludwig (Aachen), Musée Jeu de Paume (Paris), MOCAK (Cracóvia) e MoMa (Nova York) registram a importância deste artista no cenário artístico contemporâneo.

Incentivo à cultura:

A CAIXA investiu mais de R$ 385 milhões em cultura nos últimos cinco anos. Em 2018, nas unidades da CAIXA Cultural em Brasília, Curitiba, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo, está prevista a realização de 244 projetos de Artes Visuais, Cinema, Dança, Música, Teatro e Vivências.

A CAIXA Cultural Recife oferece, desde 2012, uma programação diversificada, com opções gratuitas ou a preços populares, estimulando a inclusão e a cidadania. O espaço, situado em um prédio histórico na Praça do Marco Zero, conta com duas galerias, teatro, sala multimídia, salas de oficinas e tem 40 projetos previstos na programação de 2018.

Serviço:

Exposição “Mac Adams: Sombras e Mistérios”

Local: CAIXA Cultural Recife – Avenida Alfredo Lisboa, 505, Praça do Marco Zero, Bairro do Recife

Abertura e visita guiada com o curador: 21 de agosto de 2018, às 19h

Visitação: de 22 de agosto a 21 de outubro de 2018

Horário: de terça a domingo, das 10h às 20h

Classificação indicativa: livre para todos os públicos

Entrada franca

Acesso para pessoas com deficiência

Informações: (81) 3425-1915

Patrocínio: CAIXA e Governo Federa