Vou deixar de ser feliz por medo de ficar triste?

“…Com relação à montagem, a opção do diretor Jorge Farjalla de priorizar a fábula contribui decisivamente para o estabelecimento de uma atmosfera impregnada de humor, delicadeza e lirismo, demonstrando com inequívoca clareza que o universo cotidiano pode conter inestimáveis doses de poesia. E cabe também destacar seu precioso trabalho junto ao elenco… Paula Burlamaqui exibe aqui uma das melhores performances de sua carreira, extraindo todo o potencial de sua excelente personagem, tanto nas passagens mais dramáticas quanto naquelas em que o humor predomina – afora isso, é inegável que está cada vez mais linda. Yuri Ribeiro também está irrepreensível na pele do jovem cheio de aspirações e sonhos, de início um tanto imaturo e finalmente sabendo exatamente o que deseja. Vitor Thiré encarna diversos personagens, exibindo grande carisma e notável versatilidade. Quanto a Jujuba, o ator, ainda que pouco fale, é uma presença fortíssima, trabalhando com igual maestria o humor e o patético inerentes ao personagem, cabendo também destacar sua sensibilidade quando toca acordeão, praticamente ao longo de toda a montagem…”

http://lionel-fischer.blogspot.com/2018/06/teatrocritica-vou-deixar-de-ser-feliz.html

(Lionel Fischer)

“…Quanto ao elenco, há um ótimo entrosamento entre o quarteto, todos com formidáveis atuações. PAULA e YURI atuam com muita verdade e mergulho nos seus personagens, porém vejo um leve destaque em VITOR THIRÉ, talvez pelo fato de seu personagem, CAIO, o filho quase da idade do marido da mãe, funcionar como um contraponto na relação entre o casal… Todos os espectadores devem sair de peça com a mesma sensação que tive; leves, felizes e podendo, até, fazer o seguinte questionamento: Por que eu devereia me interessar por uma história de amor entre uma mulher mais velha e um rapaz muito mais novo? O que, ou em que, isso poderia me intererssar e aos outros? O quanto isso poderia me acrescentar, na minha vivência do dia a dia? Muito; ou melhor, tudo…”

http://oteatromerepresenta.blogspot.com/2018/06/voudeixar-deser-feliz-pormedo-de-ficar.html

(‘O teatro me representa’ – Gilberto Bartholo)

“Paula Burlamaqui tem um papel importante para defender, porque Andrea é a verdadeira condutora de toda a peça. É pela ótica dela que o público acompanha a história. A atriz parece muito à vontade na personagem. O personagem de Yuri Ribeiro é mais alegórico e sua atuação ainda mais afastada do realismo. Como casal, os dois têm química e desenvoltura. Sobre Jujuba: as músicas e a aura de palhaço dão os contornos do espetáculo. Vitor Thiré, por sua vez, dá conta de variados personagens, além do filho Caio, e exibe uma excelente comicidade na voz e no corpo. É notável e bonita de ver sua evolução como artista nos últimos anos… “Vou Deixar de Ser Feliz Por Medo de Ficar Triste?” torna-se uma atração valiosa na programação carioca.”

http://teatroemcena.com.br/home/critica-vou-deixar-de-ser-feliz-por-medo-de-ficar-triste/

(Leonardo Torres)

“…De forte presencial onírico/poético, ironizado em passagens gestuais grandiloquentes, com um elenco sintonizado no alcance do dimensionamento psicológico das personificações em obrigatória criação da atual temporada. Da convicta entrega emotiva de Paula Burlamaqui aos arroubos de exposição do desejo da mulher mais velha por um homem jovem à veemência confessional e à irradiação gestual declarativa do amor em Yuri Ribeiro. Sem esquecer a vibrante espontaneidade de Vitor Thiré reafirmando sua técnica interpretativa no paralelismo de papéis e no desalento de sua personagem principal. Ora revolto ora risível e com tal expansividade cênica que acaba dominando o público.”

http://www.escriturascenicas.com.br/2018/07/vou-deixar-de-ser-feliz-por-medo-de.html

(‘Escrituras Cênicas’ – Wagner Corrêa)

 

Sucesso de público e crítica, a comédia romântica Vou deixar de ser feliz por medo de ficar triste?, de Yuri Ribeiro, com argumento do próprio autor e da produtora e empresária Claudia Wildberger, teve sua temporada no Teatro das Artes (Shopping da Gávea) prorrogada e, a partir de 04 de agosto, seguirá em cartaz em novo horário, sexta e sábados, às 19h, até o dia 1º de setembro. A montagem recebeu quatro indicações ao ‘Prêmio Botequim Cultural’: Melhor Espetáculo; Melhor direção – Jorge Farjalla; Ator em Papel Coadjuvante – Vitor Thiré; e Cenografia – José Dias.

Para contar a história do casal Andrea e Daniel, o diretor goiano, radicado em São Paulo, Jorge Farjalla optou por uma linguagem poética e lúdica para criar uma montagem não realista, transformada em fábula. Se valendo da atualidade do tema, Yuri Ribeiro, que também está como ator, resolveu transformar sua experiência de vida em espetáculo teatral. O espetáculo aborda as várias fases de um relacionamento amoroso, prometendo deliciosas risadas e muita reflexão. No palco, Paula Burlamarqui dá vida a Andrea (46 anos), uma mulher mais “experiente” que casa com Daniel (21 nos), interpretado por Ribeiro (que acaba de filmar “Veneza”, de Miguel Falabella, e “A Volta”, de Ronaldo Uzeda), um rapaz que tem uns bons anos de experiência a menos que ela. O filho de Andrea, Caio, interpretado por Vitor Thiré (no ar na minissérie “Sob Pressão”, da TV Globo, com uma próxima temporada prevista para o segundo semestre deste ano), brincalhão e piadista, não se dá muito bem com “a espécie de irmão mais velho que ele arrumou”.  Completando o elenco, o ator, músico e palhaço Jujuba, que executa a trilha sonora da montagem ao vivo.

Farjalla, afirma que o amor é o guia para onde de fato nos movimentamos na vida, ele nos move a cada segundo e ações do nosso cotidiano. Não só o amor entre duas pessoas, mas por um amigo, por um trabalho e por aí a diante. Para ele, o fato é que, moldado e forjado, numa relação de vida pessoal mergulhou de cabeça na pureza e entrega deste “Vou Deixar de Ser Feliz Por Medo de Ficar Triste?”.

“Depois de receber o texto e de tantas leituras decidi levá-lo ao simples e sublime picadeiro do circo. Circo das emoções da vida, no sentimento mais puro que é o do Clown. Não que haja técnicas clownescas no espetáculo, mas sim pela pureza e entrega do ser que usa a menor máscara do mundo, o nariz, para contar a saga de Andrea e Daniel. História essa, pincelada de realidade dupla, entre Teatro e Vida, sim, porque a história na ficção é livremente inspirada na história da vida real entre Claudia e Yuri: um prato cheio para um diretor!” – conta o diretor.

 

O amor do casal protagonista é um amor desmedido, sem freios, o que nasce da paixão e é levado ao amor, sem medos nem amarras: o amor de uma mulher mais velha por um garoto, quase impossível, como o amor de um peixe por um pássaro, mas que poderá ter um outro destino. Para o autor, “Vou deixar de ser feliz por medo de ficar triste?” tem os pés na verdade do dia-a-dia do casal e as mãos agarradas na ficção para apimentar um pouco.

“Somos poesia e terra numa mesma obra. Somos riso e choro. Somos humanos e estamos contando, em uma comédia, uma história de humanos que se amam.” – relata Yuri.

 

O texto, inspirado na verídica história de amor de Yuri com a Claudia Wildberger, a frente da produção do espetáculo, trata-se de uma mistura entre referências e passagens de sua vida. Tudo isso num universo de fábula proposto pelo encenador Jorge Farjalla.

“Sou agente de diversos artistas e entre eles está a atriz Alexandra Richter. No dia 03 de janeiro de 2013 ela estreou o monólogo “Mini manual de qualidade de Vida”, dirigido pra Dani O’ Campo, no Teatro Leblon. Na noite da estreia conheci o Yuri, que apesar de ser ator estava trabalhando na técnica do espetáculo. Saímos para comemorar a estreia com equipe e amigos e fomos de bar em bar. Até que ficamos apenas eu e ele. Enfim, nada que uma carona pra vida não resolvesse. E aqui estamos nós, cinco anos e meio depois, contando para o mundo uma história de amor e felicidade, inspirada na nossa vida.” – conta Claudia.

Vou Deixar De Ser Feliz Por Medo De Ficar Triste? é uma produção da CW MARKETING em parceria com a BRAIN +. O espetáculo, com aproximadamente 70 minutos de duração, promete conquistar um público diversificado, emocionando e, principalmente, divertindo com um humor leve e inteligente.

 

FICHA TÉCNICA

Autor – YURI RIBEIRO

Argumento – CLAUDIA WILDBERGER e YURI RIBEIRO

Direção Artística – JORGE FARJALLA

Diretora Assistente – RAPHAELA TAFURI

Elenco – PAULA BURLAMAQUI, YURI RIBEIRO, VITOR THIRÉ e JUJUBA

Figurinos – JORGE FARJALLA

Preparação Corporal – JORGE FARJALLA

Preparação Vocal – PATRÍCIA MAIA

Trilha Sonora – JOÃO PAULO MENDONÇA

Direção de Arte e Cenografia – JOSÉ DIAS

Desenho de Luz – JACSON INÁCIO e VLADIMIR FREIRE

Fotos – CAROL BEIRIZ

Visagismo – ROSA BANDEIRA

Gerência de Marketing – MAURÍCIO TAVARES

Produtor Executivo – TATIANNA TRINXET

Assessoria de imprensa – DANIELLA CAVALCANTI

Produtores associados – CLAUDIA WILDBERGER e FREDERICO REDER

SERVIÇO

Temporada prorrogada: de 04 de agosto a 1º de setembro – sextas e sábados, às 19h

Local: Teatro das Artes (R. Marquês de São Vicente, 52 – Gávea | Shopping da Gávea)

Horário: sexta e sábado, às 19h

Ingresso: R$ 70,00 (inteira)

Gênero: comédia romântica

Classificação: 12 anos

Duração: 70 minutos

Horário da bilheteria: 15h às 20h, de segunda a domingo. Após às 20h, apenas espetáculos do dia.

Telefone: (21) 2540-6004

Vendas: www.divertix.com.br

Capacidade: 421 lugares

 

CURRÍCULOS

JORGE FARJALLA

Nome proeminente do teatro contemporâneo, o goiano Jorge Farjalla é responsável pela elogiada montagem de 2016: a adaptação de ‘Dorotéia’, clássico de Nelson Rodrigues, estrelada por Rosamaria Murtinho e Letícia Spiller. A obra é um excelente cartão de visitas para o universo do diretor: ousada, visceral, de forte apelo imagético e entrega total dos atores.

Elogiado por ícones como Fernanda Montenegro e Nathalia Timberg, ele se prepara para um ano intenso, com projetos para os palcos, cinema e televisão.

Apesar do furor recente em torno de seu nome, Farjalla vem, há anos, construindo um repertório singular, marcado por sua visão intensa, dualista, niilista, apaixonada.  Carregando a essência dos grandes encenadores, algo raro no teatro brasileiro atual.

Depois de ‘Doroteia’, o diretor mergulhou em outro espetáculo complexo de Nelson Rodrigues – ‘Senhora dos Afogados’ (1947), atualmente em cartaz em SP.

Farjalla nos promete transformar a comédia romântica brasileira com a montagem do texto inédito “Vou deixar de ser FELIZ por medo de ficar TRISTE?”

PAULA BURLAMAQUI

Paula Burlamaqui estreou na TV em 1989. Coleciona personagens diversos na tv, cinema e teatro. Seus mais recentes sucessos no teatro foram “A ESTUFA” (Harold Pinter) direção de Ary Colosv, “OMISANTROPO” (Molière) direção de Marcio Aurélio.

Seus últimos trabalhos na televisão foram “A Regra do Jogo” e o remake de “Os Trapalhões” que também será exibido no Canal Viva.

No cinema, esteve em cartaz em “POR TRÁS DO CÉU”, direção de Caio Shó, com Natalia Dill, Emilio Orciollo e Renato Góes, onde ganhou o prêmio de melhor atriz coadjuvante no festival de PE.

 

YURI RIBEIRO

Multifacetado, ator, apresentador e humorista Yuri Ribeiro é uma das grandes promessas de sua geração. Passeia pelo humor e pelo drama com a mesma energia.

Premiado como melhor ator do FESTU 2014, Yuri é fundador e idealizador do grupo teatral “OS TRÁGICOS”, com quem realizou nos últimos 2 anos 10 temporadas de sucesso da comédia “Hamlet ou Morte!” e o infantil “Faz de Conta que é Tempestade” e ainda esteve nos espetáculos Fazendo História e Os Insones.

Apresentador do programa “Futura Profissão – Inovadores”, no Canal Futura.

No cinema em breve estará nas telas com “Veneza” de Miguel Falabella e “A Volta” de Ronaldo Uzeda.

VITOR THIRÉ

Vitor Thiré iniciou sua carreira muito novo, em 1999, no teatro com o espetáculo A Dona Baratinha, com direção de Karen Acioly. Desde então já são mais de quinze peças teatrais. Seus últimos destaques foram, “Um estranho no ninho”, “Filhos do Tráfico”, “O Ateneu” e “Minha Querida Quitinete”.

Na televisão, iniciou na série Filhos do Carnaval, com direção de Cao Hamburger, exibida pela HBO em 2008.

Trabalhou em grandes emissoras como GNT, Multishow e Rede Globo, nas quais atuou em ‘Desenrola Ai’, ‘Dilemas de Irene’, ‘Malhação’, ‘Liberdade Liberdade’ e ‘Filhos da Pátria’.

No cinema, no longa-metragem ‘Desenrola’ (2011), que conta com a direção de Rosane Svartman.

Atualmente pode ser visto na minissérie ‘Sob Pressão’, da TV Globo, já com uma próxima temporada prevista para o segundo semestre deste ano.

JUJUBA

Jujuba é produtor, ator, músico, palhaço e radialista, arte educador, contador de histórias, roteirista, escritor de textos teatrais, livros infantis, compositor, arranjador, com cinco CDs lançados para público infantil. É pesquisador do folclore, arte e cultura popular.