MOTIM: Casa gerida por mulheres luta para reabrir as portas no Rio

Foi em agosto de 2016, logo depois de uma onda de denúncias feitas por mulheres contra produtores, artistas e administradores de espaços culturais no Rio, que nasceu a MOTIM. Duas amigas alugaram uma sala no centro da cidade para hospedar projetos feministas independentes e construir um espaço seguro para artistas e produtoras. De lá pra cá, a casa abrigou uma programação constante de oficinas, cursos livres, rodas de conversa, trabalhos manuais, festivais de música, ensaios de bandas, gravações, exposições e todo tipo intervenção artística que se propusesse a ocupá-la, até abril deste ano, quando encerrou as atividades por tempo indeterminado. Já em novo endereço, a MOTIM lança campanha de financiamento para reabrir as portas com administração coletiva.

 

 

Confira o vídeo da campanha: https://youtu.be/gSsAKSGiadg

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“A MOTIM nasceu da necessidade de tocar nossos projetos de forma segura e autônoma, decidimos que iríamos arregaçar as mangas e botar a cara no Sol. Inicialmente éramos eu e Amanda Flores (vocalista da banda Ostra Brains), mas sempre contamos com uma grande rede de afeto de manas que chegavam para ajudar de todas as formas”, conta Letícia Lopes, vocalista e guitarrista da banda Trash No Star.

 

Moradora da Baixada, ela vê a ocupação do centro da cidade como uma saída para descentralizar o eixo cultural estruturado na Zona Sul. O novo endereço permanece no centro, próximo ao metrô Uruguaiana, e conta com uma estrutura mais adequada para eventos, além de mais espaço para abrigar a todos os projetos. A campanha de financiamento coletivo vai custear os contratos com a imobiliária, os requisitos de segurança e itens básicos que faltam para abrir e manter um ambiente saudável e seguro para todos os frequentadores.

 

(Foto por Hanna Halm)

 

“Quando se tem uma curadoria feita por mulheres com diferentes vivências e espaços de fala, automaticamente já estamos transformando a maneira de fazer cultura na cidade. A MOTIM representa mais do que resistência num cenário de escassez, representa construção de um caminho paralelo, mesmo. A ideia é poder desenvolver um novo fazer artístico, em que seja possível ressignificar as velhas ferramentas, as mesmas que excluem e discriminam desde sempre, respeitando a pluralidade e a diversidade de fala. Pra mim essa é uma sementinha que foi plantada em 2016 e agora começa a brotar. Um novo começo”, reflete Larissa Conforto, artista carioca e colaboradora da casa.

 

Com espírito do it yourself (faça você mesma) e propondo uma disruptura através da união, a coletiva formada por Bel Baroni, Hanna Halm, Helena Assanti, Larissa Conforto, Leticia Lopes, Marcelle Helt, Nathanne Rodrigues, Vitoria Parente, Fefê Alves e Yuri Santos acredita na ação compartilhada e entende a iniciativa como um espaço aberto a ser ocupado com ideias e projetos transformadores, prioritariamente feministas e interseccionais que construam respeito, igualdade de direitos e oportunidades, convivência e troca de experiências, e transformação local de produção cultural crítica com foco no trabalho por/para/com mulheres.

 

A campanha está aberta na plataforma Vakinha com uma cota mínima de R$ 25. Para os apoiadores será oferecido um mês de entrada VIP nos eventos da casa, além de um passaporte válido por dois meses para participação em oficinas ministradas pelas administradoras. O nome dos apoiadores estará impresso em um poster especial de reabertura da MOTIM. O financiamento está aberto até o dia até o dia sete de setembro.

 

Confira o vídeo da campanha: https://youtu.be/gSsAKSGiadg

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(Foto por Marcela Valverde)

 

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