Retrospectiva de Helena Solberg

Homenageada em 2014 no festival É Tudo Verdade, Helena Solberg tem uma carreira singular que completa cinco décadas e que foi aprofundada por mais de trinta anos nos EUA. Sua militância política e feminista somada à experiência com o Cinema Novo brasileiro resultaram em uma cinematografia rara, atenta aos movimentos de sua época e engajada em modos de olhar e atuar no mundo.

A Retrospectiva Helena Solberg foi contemplada no Programa de Patrocínio 2017/2018 – Centro Cultural Banco do Brasil.

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Trechos dos filmes da programação disponíveis aqui.

SERVIÇO

Retrospectiva Helena Solberg
7 a 19 de março
Centro Cultural Banco do Brasil – Cinema 1
R. Primeiro de Março, 66 – Centro
De quarta a segunda, das 9h às 21h
Entrada franca

Biografia Helena Solberg

Helena Solberg nasceu no Rio de Janeiro, filha de pai norueguês e mãe brasileira, morou durante muito tempo em Nova York, firmou-se como produtora e diretora de documentários no Brasil e nos Estados Unidos. Começou sua carreira a partir do contato com grandes nomes do Cinema novo, época em que conviveu com eles durante os estudos na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. No jornal Metropolitano a cineasta começou o trabalho de repórter.

Sua estreia como cineasta se deu em 1966 com o curta-metragem A Entrevista, que já trazia um debate sobre as condições das mulheres nessa época no Brasil. Em 1969 dirige Meio-dia, dessa vez uma ficção sobre a revolta de alunos em sala de aula, tendo como contexto o período da ditadura e a música de Caetano Veloso, É proibido proibir. Na década de 70, passou a residir nos Estados Unidos. Nesse contexto, realiza dois filmes engajados em uma temática feminista e que se constituem como algumas das suas principais obras na carreira: The Emerging Woman e Double Day.  A partir dos anos 80, dirigiu uma série de documentários para canais de televisão internacionais, como HBO, PBS, Channel 4, Rádio e Televisão de Portugal, entre outros.

Seus documentários e longas-metragens abordam tópicos diversos, como as vidas das mulheres na América Latina, problemas contemporâneos encarados por pessoas nativas das Américas do Sul e Central, como no filme From the Ashes: Nicaragua Today, que narra as raízes do Movimento Nacional de Libertação da Nicarágua, que leva à Revolução Sandinista e à derrubada da ditadura de Anastásio Somoza Debayle, em 1979. Também são investigadas as sucessivas invasões de tropas americanas de fuzileiros navais ao país, ao longo do século XX.

De volta ao Brasil na década de 90, Helena dirigiu o premiado documentário Carmen Miranda: Bananas is my Business, que ganhou os prêmios de Melhor Filme pelo júri popular, da crítica e o especial do júri no Festival de Brasília. Além disso, levou o Gold Hugo Award de melhor docudrama no Festival Internacional de Cinema de Chicago e foi selecionado entre os 10 melhores filmes de não-ficção pelo Andrew Sarris Award. Entre outros prêmios, também saiu vitorioso do Festival de Havana e de Uruguai.  Em 2004, realiza seu primeiro longa-metragem de ficção, Vida de Menina, que recebeu 6 Kikitos no Festival de Gramado: Melhor Filme, Melhor Roteiro, Melhor Fotografia, Melhor Trilha Sonora, Melhor Direção de Arte e Prêmio do Júri Popular. Ganhou também o prêmio de Melhor Filme – Júri Popular, no Festival do Rio.  Em 2009, recebeu o prêmio de Melhor Direção no Festival Internacional do Rio por Palavra (En)cantada, que foi o documentário mais assistido nos cinemas brasileiros no ano. Em 2013 lançou o documentário A Alma da Gente. Seu filme mais recente, Meu Corpo, Minha Vida, traz como temática um dos debates mais importantes no contexto brasileiro: o aborto.